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Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
 
Citologia – Estudo das células. 
A célula é a unidade estrutural e funcional 
básico do corpo humano. Possuímos 
aproximadamente 10 trilhões de células. 
Nem toda célula é redonda, existem, por 
exemplo: 
• Célula retangular e alongada – 
Encontrada no Tecido Epitelial. 
• Célula alongada que possui 
diversos núcleos - Encontrada no 
Tecido Muscular. 
• Célula com formato estrelado e 
longos – Encontrada no Tecido 
Nervoso. 
 
 
As primeiras células existentes no planeta. 
 
Bactéria Escherichia coli 
• São seres unicelulares, as bactérias 
são exemplos. 
• Não possuem núcleo, o material 
genético/cromossomo fica espalhado 
pela célula, o espaço ocupado chama-
se nucleoide, geralmente encontra-se 
dois ou mais cromossomos que ficam 
presos a pontos diferentes da 
membrana plasmática, como é o caso 
da imagem. 
• Elas não se dividem por mitose. 
 
 
• Possui Ribossomo, que se juntam e 
forma poliribossomos. 
• Única membrana existente é a 
membrana plasmática, por fora dessa 
membrana existe uma parede rígida 
que varia muito de espessura 
dependendo da bactéria. Essa parede 
é constituída por proteínas e 
glicosaminoglicanos, a função da 
parede é proteger. 
• Em alguns casos, como bactérias 
aeróbicas, podem existir 
invaginações da membrana 
plasmática, como se fosse dobras da 
membrana, que são chamadas 
também de mesossomos, que tem a 
função da respiração celular. 
 
 
As células humanas, plantas, fungos, 
protozoários, helmintos são eucariontes e 
possuem a organela chamada de Núcleo 
celular. 
Células Eucariontes Vegetais 
• Além da membrana Plasmática, 
possui paredes, para proteger de 
agressões mecânicas e da ação de 
parasitos. 
• Possui cloroplastos, ricos em 
clorofila e possui pigmentos verde 
que auxiliam no processo 
fotossintético. 
• Possui vacúolo muito maior do que o 
da célula animal, esse vacúolo auxilia 
no controle osmótico, no acumulo de 
substâncias que garante a sustentação 
da planta e serve de defesa, liberando 
toxinas, quando algum animal 
Células e Tecidos Epitelial e Conjuntivo 
Resumo de Guilherme Prezotto 
mastiga. Ocupa uma boa parte do 
citoplasma. 
• Presença de amido como reserva 
energética. 
 
Célula Eucarionte Animal 
 
 
 
Separa o meio extracelular do intracelular. 
 
• É formada por uma dupla camada de 
fosfolipídios, com algumas proteínas 
presentes, moléculas de ácidos 
graxos e colesterol e carboidratos. 
o Fosfolípides – A parte de 
fosfato que fica em contato 
com a água interna e 
externamente, fazendo a 
separação do meio intracelular 
e extracelular. Possui duas 
cabeças (hidrofílica – 
afinidade com a água) e as 
suas caudas (hidrofóbica – não 
se misturam com água) ficam 
no meio se interligando. 
Permite a passagem de 
substâncias lipossolúveis, 
como: oxigênio, dióxido de 
carbono e álcool, devido a 
camada lipídica que é 
maleável por ser líquida. 
o Colesterol – Gorduras, 
lipídios, não se misturam com 
água, formando a barreira. 
o Carboidratos forma o 
Glicocálice (glicose em forma 
de cálice) – Estrutura de 
reconhecimento, recobrindo a 
camada externa da membrana 
protegendo contra danos 
físicos e químicos do meio 
extracelular. Também 
reconhece enzimas e 
hormônios. 
o Proteínas - Grande maioria 
são glicoproteínas e sua função 
está ligada à sua estrutura. 
Podem ser integrais ou 
periféricas. 
▪ As integrais funcionais 
como canais que vai do 
citoplasma ao meio 
extracelular, faz essa 
ligação. 
▪ As periféricas estão 
ligadas às proteínas no 
lado interno, não 
atravessam 
completamente a 
membrana plasmática e 
Resumo de Guilherme Prezotto 
funcionam como 
enzimas ou 
controladores de 
transporte. Exemplo: 
Bomba de sódio. 
É importante que a membrana seja 
semipermeável, pois para manter a 
homeostase necessária à vida, é preciso que 
se mantenha a diferença de concentração de 
algumas substâncias diferentes entre os 
meios intracelulares e extracelular. Se 
perfurada, ela rapidamente sela o local da 
perfuração. 
Funções da Membrana Plasmática 
• Limite entre o meio intracelular e o 
meio extracelular. 
• Permeabilidade seletiva - Controle 
da entrada de nutrientes, glicose, 
oxigênio e saída de substâncias como 
dióxido de carbono. 
• Reconhecimento, através de 
receptores, de antígenos e células 
estranhas, bem como de células 
alteradas, protegendo - glicocálice 
• Estabelecimento de sistemas de 
transporte para moléculas específicas 
• Transdução de sinais físicos e 
químicos extracelulares em eventos 
intracelulares 
Potencial de Membrana 
desequilíbrios elétricos geram uma 
diferença de voltagem através da 
membrana. 
Sinalização intracelular 
Recebe estímulos extracelulares, vai 
processar e transporta para célula para a 
regulação da resposta fisiológica: expressão 
gênica, exocitose, endocitose, diferenciação 
celular, morte celular, contração celular. 
 
Tipos de Transportes através da 
Membrana 
Difusão -transporta substâncias/soluto - 
(transporte passivo) – Pode ser simples ou 
facilitada. Não gasta energia. 
• Na simples, as moléculas atravessam 
a borda da membrana movidas pela 
energia cinética normal da molécula, 
por conta da pressão de maior 
concentração do lado de fora da 
célula e de menor concentração do 
lado de dentro. (metrô as 18h) 
• Na facilitada as partículas são 
maiores e não conseguem passar pela 
gordura é necessário a presença de 
proteínas carreadoras que irão 
funcionar como canais. Esse 
mecanismo é de extrema importância 
para a passagem de moléculas 
hidrossolúveis, como: glicose e ureia. 
As proteínas de canais são 
seletivamente permeáveis, onde 
alguns são abertos por sinais elétricos 
(dependentes de voltagem) ou 
químicos (dependentes de ligantes). 
Temos canais para: água, potássio e 
sódio. 
Osmose – movimento do solvente (água) 
- (transporte passivo) – Esse mecanismo 
não necessita também de energia para 
ocorrer. É a via de transporte no qual o 
solvente atravessa a membrana 
semipermeável devido à diferença de 
concentração da água, principal solvente do 
corpo humano entre os meios intracelular e 
extracelular, mantendo o equilíbrio. 
O movimento ocorre da solução menos 
concentrada para a mais concentrada. 
• Solução isotônica – apresenta 
mesma concentração do que o 
interior da célula. A água flui entre a 
membrana plasmática na mesma 
Resumo de Guilherme Prezotto 
proporção para dentro e para fora da 
célula. 
• Solução hipotônica – apresenta 
concentração menor no meio 
extracelular do que no interior da 
célula. Ocorre a entrada de grande 
quantidade de água por osmose na 
célula, o que vai levar no rompimento 
da membrana. 
• Solução hipertônica – Apresenta 
concentração maior no meio 
extracelular do que no interior da 
célula. A água do citoplasma irá 
migrar para fora da célula. Para dilui 
as substâncias, não deixar 
concentrada no lado de fora. 
Transporte Ativo – Transporte de 
substância através da membrana de um 
meio de menor concentração para um 
meio de maior concentração, por 
intermédio de uma proteína carreadora, com 
gasto de energia (ATP). 
• A energia é obtida diretamente do 
ATP. Um exemplo é a Bomba de 
Sódio e Potássio: que bombeia íons 
de sódio para fora e potássio para 
dentro. São colocados 3 sódios para o 
meio extracelular em troca de dois 
potássios para o interior da célula. 
• Essa bomba é muito importante para 
manter o volume celular adequado, 
visto que dentro da célula deve existir 
uma maior quantidade de potássio 
(importante para respiração celular e 
síntese de proteína) e fora da célula 
deve existir uma maior concentração 
de sódio (importante para o equilíbrio 
osmótico). 
• Carga + fora da célula e carga – 
dentro da célula, isso é importante 
para contração de músculos e 
condução dos impulsos nervosos, por 
exemplo. 
• Ainsulina, norepinefrina e 
epinefrina, tem efeito imediato sobre 
a bomba, estimulando a sua 
atividade. 
• Hormônios tireoidianos e 
corticosteroides, também aumentam 
o bombeamento, mas o efeito é mais 
tardio, já que só expressam esse 
efeito após a síntese de novas 
moléculas. 
Bomba de Ca² (cálcio) – Menor 
concentração de cálcio dentro da célula no 
citosol e maior concentração fora da célula. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
• Mais de 1 milhão de íons passam por 
um canal aberto por segundo. 
Transporte por Vesículas - (transporte 
ativo) – Gasta energia, partículas grandes, 
deforma a membrana plasmática. 
 
Vesículas - As vesículas transportam ou 
digerem produtos celulares ou resíduos. 
Fazem a parte de comunicação, 
intracelular, entre as organelas 
andando pelo hialoplasma. Mas esse 
transporte também pode ser intracelular 
ou extracelular, ou seja, levando 
proteínas para dentro ou fora da célula. 
Endocitose: Entrada para dentro da 
célula. Endossomos – Vesículas que fazem 
o processo de absorção de partículas na 
célula, endereçando e separando por meio 
da Endocitose, que pode ser fagocitose, 
pinocitose ou endocitose mediado por 
receptor. 
• Fagocitose – Emite pseudópodes 
(projeções da membrana plasmática) 
para incorporar partículas sólidas. 
Neutrófilos (células de defesa) usam 
desse transporte para eliminar 
ameaças, como bactérias. Depois 
une-se ao lisossomo para fazer a 
digestão, visto que possui enzimas 
digestivas. 
• Pinocitose – Não emite 
pseudópodes. É o englobamento de 
partículas que já estão dissolvidas 
(líquido). A maioria das células 
eucarióticas fazem esse transporte. 
• Endocitose mediada por receptor 
(glicocálice) – A glicocálice permite 
a entrada da substância para dentro da 
célula, por possuir afinidade com 
elas. Com isso o vírus HIV, por 
exemplo, possui substâncias com 
afinidade, dribla esse sistema e 
consegue entrar dentro da célula. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Exocitose: Saída para fora da célula. 
• Secreção – Saída de substâncias 
produzidas pela célula. Hormônios, 
enzimas digestivas. 
• Excreção – Resíduos, bactérias, 
protozoários. O lisossomo se funde 
com a vesícula de excreção, 
formando uma grande vesícula e vão 
digerir o protozoário e vão jogar para 
fora da célula os resíduos, no sangue, 
depois vão ser filtrados pelos rins e 
vão sair na urina, por exemplo. 
Depois deste processo o lisossomo vai se 
fundir com as vesículas endossomos e 
vai liberar enzimas digestivas para 
digerir o alimento e ser reaproveitado 
pela célula ou então eliminar a 
substância através da exocitose. 
Canais Iônicos 
Duas propriedades distinguem os canais 
iônicos de simples orifícios: 
Seletividade iônica – permite que só alguns 
íons inorgânicos passem, mas outros, não. 
Dependendo do diâmetro, da forma do 
canal. Alguns canais são relativamente 
pequenos, para forçar o contato dos íons 
com a parede do canal. 
Não estão continuamente abertos. São 
controlados por estímulos específicos que 
os acionam e alternem entre fechado e 
aberto. 
• Canal controlado por voltagem – é 
controlado pelo potencial de 
membrana. 
• Canal controlado por ligante – É 
controlado pela ligação de alguma 
molécula ligante ao canal. 
• Canal controlado mecanicamente – 
A abertura é controlada por uma 
força mecânica aplicada ao canal. As 
células da orelha, por exemplo. As 
vibrações sonoras provocam a 
abertura dos canais causando o fluxo 
de íons para dentro das células 
ciliadas; isso estabelece um sinal 
elétrico que é transmitido da célula 
ciliada até o nervo auditivo, o qual 
conduz o sinal ao encéfalo. 
 
 
Fica entre o núcleo e a Membrana 
Plasmática. 
Possui uma parte líquida chamada de 
Citosol/Hialoplasma que é formada por: 
sais minerais, água, proteínas e açúcares. 
Aonde acontece a maior parte das reações 
químicas, pois pode apresentar depósitos de 
substâncias diversas, como grânulos de 
glicogênio e gotículas lipídicas, além de 
diversas enzimas que servem tanto para 
realizar a glicólise anaeróbia, como também 
para participar da degradação de ácidos 
graxos, aminoácido entre outros. 
 
 
• Como se fosse o “esqueleto da 
célula”, pra manter o formato. 
• É formado por uma rede de 
microtúbulos de filamentos 
proteicos. 
• Ajuda no transporte intracelular. 
 
 
Núcleo 
A parte principal da célula. Estrutura 
arredondada ou oval formada por uma 
membrana dupla também: 
Resumo de Guilherme Prezotto 
• Membrana nuclear ou Carioteca. 
Possui poros que controlam o 
movimento de substância entre o 
núcleo o citoplasma da célula. É 
dentro do Núcleo que está o material 
genético DNA e RNA. 
• Nucléolo – Núcleo do Núcleo. 
Formado RNA (citosina – guanina, 
uracila – adenina), a sua maior 
composição é de RNA, que ajuda na 
formação dos Ribossomos. 
• Cromatina – Como se fosse uma fita 
enrolada no núcleo onde contém o 
DNA formada por 4 bases 
nitrogenadas: citosina - guanina, 
timina - adenina. 
• Nucleoplasma – É o citoplasma 
dentro do núcleo. 
Ribossomos 
É composto por fragmentos do nucléolo, 
mais precisamente do ácido ribonucleico 
(RNA) que está dentro do núcleo. 
• Esse RNA é chamado de RNA 
mensageiro pois possui um código 
(sequência de três bases nitrogenadas 
que codifica um aminoácido). 
• Então o Ribossomo vai traduzir esse 
código e produzir a cadeia proteica, 
esse processo de tradução é chamado 
de síntese proteica. 
• Podem ser encontrados associados ao 
Retículo Endoplasmático Rugoso nas 
membranas dele ou então soltos pelo 
citoplasma. 
Retículo Endoplasmático Rugoso 
• Fica sempre próximo ao núcleo. 
• É uma rede de membranas que possui 
associado a ele os Ribossomos. 
• Essas membranas são formadas por 
cisternas que são canais internos. 
• O ribossomo joga essas proteínas nas 
cisternas aonde ficam armazenadas. 
 
Retículo Endoplasmático Liso 
• É formado por estruturas mais 
cilíndricas. 
• Tem esse nome pois não possui 
ribossomos aderidos a ele. 
• Algumas células, o REL, tem uma 
função mais desenvolvida, como nas 
células hepáticas(fígado) e células de 
glândula adrenal (responsável pela 
produção de hormônios esteroides). 
• Produz Lipídios, e os principais 
componentes lipídicos essenciais 
para membrana plasmática como 
fosfolipídios e colesterol, são 
produzidos no REL. 
• Produz outros lipídios, como 
hormônios esteroides: testosterona e 
os estrógenos, que são hormônios 
sexuais produzidos em células dos 
testículos e ovários, respectivamente. 
• Faz a função da inativação de 
substâncias toxicas como ao do 
álcool. O Fígado, por exemplo, 
possui muitos retículos 
Endoplasmático Liso pois a função 
do fígado é metabolizar as 
substâncias tóxicas, através da 
desintoxicação. 
• Pode-se ser encontrado cálcio que é 
uma das principais substâncias na 
ativação das enzimas e proteínas que 
regulam nosso metabolismo. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
Complexo de Golgi 
Vai pegar as proteínas armazenadas nas 
cisternas do Retículo Endoplasmático 
Rugoso através das vesículas que fazem 
esse “transporte” e vai dar o acabamento 
final nessas proteínas, adicionando açúcares 
e formando as glicoproteínas, por exemplo. 
Depois vai empacotar e enviar as proteínas 
para fora da célula, novamente através das 
vesículas. 
• Possui um lado chamado de cis, que 
recebe o material vindo do Retículo 
Endoplasmático Rugoso e o lado 
trans, que emite vesículas que 
migram em direção à membrana 
plasmática. 
• É importante no processo de 
fecundação dos espermatozoides, 
células sexuais. O Complexo de 
Golgi libera uma enzima digestiva 
que vai facilitar a penetração no 
óvulo. 
• Também é ele que produz os 
Lisossomos, que vão atuar na 
digestão da célula. São produzidas 
no REG e transferidas ao Complexo 
de Golgi e empacotadas como 
vesículas. 
Lisossomos 
São vesículas, possuem em seu interiorenzimas digestivas. Tem como função: 
• Digestão de estruturas celulares 
desgastadas, resíduos, bactérias. 
• Digestão de substâncias que entram 
nas células e serão utilizadas como 
fonte de energia. Os componentes 
digeridos são devolvidos ao citosol 
para que a própria célula possa 
reutilizar esses componentes ou são 
jogadas para a fora da célula. 
Peroxissomo 
Possui uma enzima chamada Catalase. Está 
ligado a metabolização de ácidos graxos, o 
fruto desse metabolismo tem a formação do 
peroxido de hidrogênio, água oxigenada, 
que é tóxico para as nossas células. A 
catalase transforma esse composto em 
oxigênio e água. 
• Síndrome Zellweger, um distúrbio 
hereditário raro, no qual leva à morte 
muito cedo, geralmente quando 
criança. Os órgãos como fígado e rins 
possui os peroxissomo sem as 
enzimas, com isso a pessoa apresenta 
diversos defeitos hepáticos, renais e 
até neurológicos. 
• Drenoleucodistrofia, é um exemplo 
de deficiência em apenas uma enzima 
dos peroxissomos. É uma mutação 
que acontece no cromossomo X e 
geralmente manifesta-se no menino 
antes da puberdade, prejudicando a 
glândula adrenal e disfunções 
neurológicas. Acumulando tecidos 
numerosos de ácidos graxos 
saturados. 
Centríolos 
São pares de microtúbulos da célula. Eles 
têm uma função importante na divisão de 
células. No processo de mitose onde as 
células são duplicadas ele corta o núcleo das 
células no meio, para que as duas outras 
células formadas, chamadas de células 
Resumo de Guilherme Prezotto 
filhas, tenham a mesma quantidade de 
cromossomos que é 46. 
Mitocôndrias 
São as usinas de energia das nossas células. 
 
• Possui dupla membrana também, a 
externa é lisa e a interna é pregueada. 
• A principal função é liberar, através 
da matriz mitocondrial, energia 
gradualmente das moléculas de 
ácidos graxos e glicose, provenientes 
dos alimentos, produzindo calor e 
moléculas de ATP (Adenosina 
Trifosfato) que é a moeda energética 
do nosso corpo, usada pelas nossas 
células para realizar a movimentação, 
divisão mitótica e secreção. Isso 
acontece a partir dos alimentos que 
ingerimos, ou seja, a glicose e 
também do oxigênio, para gerar o 
ciclo de Krebs. 
• Única organela que possui DNA 
próprio o DNA mitocondrial e 
sempre é herdado o material genético 
da nossa mãe, pois as mitocôndrias 
dos espermatozoides são destruídas 
pelo óvulo após a fecundação. 
• Respiração Celular – Molécula de 
glicose reage com o gás oxigênio, 
transformando-se em gás carbônico e 
água e liberando energia. – ATP. 
• Existem 3 compostos orgânicos que 
podemos tirar energia: 
açúcares/carboidratos, 
gorduras/lipídios e proteínas. 
• Amido – Molécula gigante de açúcar 
que quando separada e fragmentada 
forma glicose que vai para a corrente 
sanguínea e entra dentro das células. 
A Respiração celular é dividida em três 
etapas: 
• Glicólise – Quebra da glicose 
(acontece no citosol e não na 
mitocôndria). 
• Ciclo de Krebs 
• Cadeia Respiratória. 
 
 
 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
Síntese Proteica 
Processo no qual o gene do nosso DNA 
sofre uma leitura e é formada o RNA 
mensageiro, que sai do núcleo e encontra o 
ribossomo, que dentro dele possui o RNA 
ribossômico, interage com o RNA 
transportador e forma a proteína. 
Ácidos Nucleicos: DNA e RNA são 
orgânicos e tem como função armazenar ou 
transmitir a informação genética. São 
formados por nucleotídeos: 1 fosfato, 1 
pentose (molécula de açúcar) e 1 base 
nitrogenada. 
Pentose – DNA = Desoxirribose / RNA = 
Ribose 
Base Nitrogenada – DNA = A, T, C, G / 
RNA = A, U, C, G 
Purinas – Adenina e Guanina / 
Pirimidinas – Citosina, Timina Uracila 
O nosso DNA tem 2 metros de 
comprimento, por isso ele fica compactado 
em uma bolsa menor: o CROMOSSOMO 
Cromossomo = DNA + proteínas histonas 
+ outras proteínas 
Cromatina – Histonas + outras proteínas + 
DNA 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 Esse processo é dividido em duas partes a 
transcrição e a tradução: 
Transcrição 
Ocorre dentro do núcleo. No qual um gene 
é transcrito em uma RNA mensageiro. 
• Bases nitrogenadas (Adenina – 
Timina e Citosina e Guanina). 
Quando o RNA polimerase está 
fazendo a fita de RNA mensageiro, 
usando como molde um gene do 
DNA, ele troca a Timina por 
Uracila, formando o RNA 
mensageiro e indo encontrar o 
Ribossomo. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo de Splicing (Maturação) do RNA 
 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Tira todas as partes pretas que são os intron 
(intrometidos) que não são funcionais para 
o RNA mensageiro imaturo, ficando só com 
os éxon. 
• RNA mensageiro – É aquele que 
porta a informação da ordem (código 
genético) em que os aminoácidos 
devem ser unidos, a cada 3 
nucleotídeos forma 1 aminoácido. 
• RNA ribossômico – Formam o 
núcleo estrutural e catalítico dos 
ribossomos, que traduzem os 
mRNAs em proteína. 
• RNA transportador – Atuam como 
adaptadores que selecionam 
aminoácidos específicos e os 
posicionam adequadamente sobre um 
ribossomo para serem incorporados 
em uma proteína. 
Tradução 
Ocorre no citoplasma. O RNA mensageiro 
sai do núcleo e encontra o ribossomo e o 
RNA transportador e eles juntos produzem 
a proteína. 
• Toda produção inicia pelo 
aminoácido Metionina (AUG) 
• Diz-se do código genético que é 
"degenerado" porque muitos dos 
aminoácidos podem ser codificados 
pelo mesmo códon, como a serina 
(Ser) associada aos códons UCU, 
UCC, UCA e UCG. 
• O Ribossomo vai deslizando na fita 
do RNA mensageiro e vai vindo os 
RNA’s transportadores, trazendo as 
bases nitrogenadas. 
• Existem mais de 64 códons que 
formam mais de 20 aminoácidos. 
• Toda produção termina pelos códons 
de parada (UAA, UAG e UGA), 
sinalizando o fim da síntese proteica, 
está formado a proteína, conjunto de 
aminoácidos formados por ligações 
peptídicas. 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Diferenças entre a Síntese Proteica Procarionte e Eucarionte 
Replicação do DNA 
 
A replicação do DNA é um processo 
semiconservativo no qual cada fita parental 
serve como molde para a síntese de uma 
nova fita-filha. Para tal, ocorre a separação 
das fitas da dupla hélice de DNA com a 
quebra das ligações de hidrogênio entre as 
bases nitrogenadas, e então cada fita atuará 
como molde para a produção de uma nova 
fita. Assim, cada nova molécula de DNA é 
uma cópia perfeita de uma molécula 
preexistente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
Anabolismo 
Conjunto de reações envolvidas na 
síntese/produção de moléculas complexas, 
a partir de moléculas simples. 
• Esse processo requer energia, e pode 
ser estimulado pela prática de 
exercícios e por uma alimentação rica 
em proteínas. 
• A construção de tecidos e o ganho de 
massa muscular são dois processos 
anabólicos básicos. 
• No nível celular, um exemplo de 
processo anabólico é a sintetização 
de proteínas por meio de 
aminoácidos 
Catabolismo 
Conjunto de reações envolvidas na quebra 
de moléculas complexas em moléculas 
simples. 
• Essas reações liberam energia para o 
organismo, que posteriormente 
poderão ser usadas no processo 
anabólico. 
• Alguns resíduos celulares como 
ureia, dióxido de carbono e amônia 
também são produzidos durante o 
catabolismo. 
• O principal processo catabólico é a 
digestão, onde as substâncias 
ingeridas pelo corpo são divididas em 
componentes mais simples. 
• No nível celular, podemos citar a 
quebra de proteínas para a formação 
de aminoácidos, ou de glicogênio 
para a formação de glicose. 
 
 
Sinalização Celular 
 
As células precisam se comunicar entre 
elas. Exemplo: Hormônios e Sinapses. Para 
acontecer uma sinalização celular, precisa 
de: um emissor, um receptor, uma 
mensagem e uma reposta. 
Nomenclatura 
• Emissor – Célula 
• Receptor –Outra Célula, que 
costuma ser ativado por apenas um 
tipo de sinal específico. 
• Mensagem – Composto químico que 
estimula uma resposta na célula 
(inibição ou ativação de um processo 
bioquímico). 
• Resposta – Efeito Celular. 
Etapas 
1. Célula Sinalizadora – Emite o sinal. 
2. Célula alvo – Célula alvo detecta o 
sinal. Através das proteínas 
chamadas de receptores que 
reconhecem e respondem 
especificamente à molécula-sinal. 
Liberando moléculas de sinalização 
intracelular para alterar o 
comportamento celular. 
3. Os receptores vão captar as 
alterações no meio externo da célula. 
4. Fazem a transdução celular – 
Interpretação da informação captada. 
5. Efeito celular – Alteração do 
comportamento. Vai decidir o que 
fazer, através do estímulo, alteração 
do metabolismo, alteração na 
expressão gênica, alteração do 
citoesqueleto aumentado a 
velocidade de movimentação da 
célula. 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Tipos de Sinalização 
• Sinalização Endócrina - Os 
hormônios produzidos em glândulas 
endócrinas são secretados para a 
corrente sanguínea e amplamente 
distribuídos por todo o corpo. Longa 
Distância. 
• Sinalização Parácrina – Se 
difundem pelo líquido extracelular, 
fora da corrente sanguínea, atuando 
como mediadora local, próxima ao 
local de síntese. Exemplo: Regulando 
inflamação nos locais de infecção. 
Curta Distância. 
• Sinalização Autócrina – A célula 
responde a substâncias liberadas por 
ela mesma. 
• Sinalização Neuronal – Células 
nervosas envia mensagens a grandes 
distâncias, mas não é amplamente 
distribuída. Assim as células alvos 
fazem essa função de distribuir a 
mensagem pelo corpo através dos 
neurotransmissores. Longa 
Distância. 
• Contato direto – Uma molécula 
sinalizadora da superfície celular se 
liga a uma proteína receptora na 
superfície de uma célula adjacente. 
Tempo 
• Rápida – Como contração dos 
músculos, ou secreção das glândulas 
salivares. 
• Lenta – Crescimento e divisão 
celular. 
Molécula de sinalização extracelular 
 A molécula sinalizadora é chamada ligante 
e a molécula celular que se prende ao 
ligante e possibilita a resposta é chamada 
receptor. A maioria das moléculas de 
sinalização extracelular não atravessam a 
membrana plasmática, mas há casos que 
sim: 
• Hormônios Esteroides (moléculas 
hidrofóbicas) – se ligam a receptores 
nucleares, que são proteínas 
receptoras localizadas no citosol, 
atravessando diretamente a 
membrana plasmática. 
• Óxido Nítrico (NO) – Alguns gases 
dissolvidos podem difundir-se 
através da membrana e ir para o 
interior da célula, ativando enzimas 
intracelulares que vão sintetizar o gás 
(viagra – vasodilatação da ereção 
peniana.) 
A maior parte das moléculas, se ligam a 
proteínas receptoras na superfície celular 
que convertem (transduzem) o sinal 
extracelular em diferentes sinais 
intracelulares, que em geral são organizados 
em vias de sinalização intracelular. 
Existem 3 tipos de classes de receptores 
de superfície celular: 
Resumo de Guilherme Prezotto 
• Canais Iônicos - Tais estruturas 
estão presentes na membrana celular 
e podem mudar de estrutura abrindo-
se e fechando-se de acordo com a 
presença de um mensageiro químico, 
que se aproxima do receptor e o canal 
iônico é aberto. 
• Receptores Acoplados a proteína G 
– A proteína está inserida 7 vezes na 
bicamada lipídica da membrana 
celular. Faz a conexão com a parte 
externa e a parte interna da célula. É 
controladora molecular que usa GDP 
para controlar seu ciclo de 
sinalização. Quando o GDP está 
ligado, a proteína G está inativa. Para 
ativar a proteína o GDP deve ser 
substituído por GTP. 
 
Existem mais de 700 Receptores acoplados 
à proteína G (GPCRs) nos humanos. Esses 
receptores medeiam respostas a uma 
enorme diversidade de moléculas de 
sinalização extracelular, incluindo 
hormônios, mediadores locais e 
neurotransmissores. Como os GPCRs estão 
envolvidos em uma variedade tão grande de 
processos celulares, é muito utilizado por 
fármacos. Um terço de todos os fármacos 
utilizados atualmente age por meio dos 
GPCRs 
Interruptores moleculares 
Proteínas receptoras de um sinal (Proteína 
G) causa sua alternância de um estado 
inativo para um estado ativo até que algum 
outro processo as iniba. Por exemplo, 
aceleramento do batimento cardíaco é 
ativado, consequentemente ele terá que ser 
inativado, voltando ao seu estado original, a 
cólera também pode ser um exemplo. 
Vias de Sinalização Intracelular 
Moléculas pequenas e proteínas de 
sinalização intracelular. 
• Podem simplesmente transmitir o 
sinal para diante e dessa forma 
auxiliar na sua propagação por toda a 
célula. 
• Podem amplificar o sinal recebido, 
tornando-o mais forte, de modo que 
poucas 
• moléculas de sinalização extracelular 
sejam suficientes para evocar uma 
resposta intracelular intensa. 
• Podem detectar sinais de mais de uma 
via de sinalização intracelular e 
integrá-los antes de transmitir o sinal 
para diante. 
• Podem distribuir o sinal para mais de 
uma proteína efetora, criando 
ramificações no diagrama do fluxo de 
informações e evocando uma 
resposta complexa. 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Exemplos: 
Molécula-Sinal Local de 
Origem 
Natureza 
Química 
Algumas ações 
Hormônios 
Adrenalina 
(epinefrina) 
Glândula 
suprarrenal 
Derivado do 
aminoácido 
tirosina 
Aumenta a 
pressão arterial, o 
ritmo cardíaco e 
o metabolismo 
Cortisol Glândula 
suprarrenal 
Esteroide 
(derivado do 
colesterol) 
Afeta o 
metabolismo de 
proteínas, 
carboidratos e 
lipídeos na 
maioria dos 
tecidos. 
Insulina Células β do 
pâncreas 
Proteína Estimula a 
captação de 
glicose, a síntese 
de proteínas e de 
lipídeos em 
vários tipos 
celulares. 
Testosterona Testículos Esteroide Induz e mantém 
as características 
sexuais 
secundárias 
masculinas 
Mediadores Locais 
Fator de 
crescimento 
epidérmico 
(EGF) 
Várias células Proteína Estimula a 
proliferação de 
células 
epidérmicas e de 
muitos outros 
tipos celulares 
Óxido Nítrico 
(NO) 
Células 
nervosas, células 
endoteliais que 
revestem os 
Gás dissolvido Causa 
Relaxamento das 
células 
musculares lisas, 
Resumo de Guilherme Prezotto 
vasos 
sanguíneos 
regula a atividade 
da célula nervosa 
Neurotransmissores 
Acetilcolina Terminais 
nervosos 
Derivado da 
colina 
Neurotransmissor 
excitatório em 
muitas sinapses 
neuromusculares 
e no sistema 
nervoso central 
Moléculas-sinal dependentes de contato 
Delta Células que irão 
se diferenciar 
em neurônios; 
vários outros 
tipos celulares 
embrionários 
Proteína 
transmembrana 
Impede células 
vizinhas de se 
tornarem 
especializadas 
como a célula 
sinalizadora 
 
 
O organismo humano é constituído por 
apenas quatro tipos básicos de tecidos: 
epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. 
Essa classificação leva em conta 
principalmente critérios da estrutura, das 
funções e da origem embriológica desses 
tecidos. 
• O tecido Epitelial é formado por 
células que revestem superfícies e 
que secretam moléculas., tendo 
pouca MEC (Matriz Extracelular). 
• O tecido Conjuntivo é caracterizado 
por uma grande quantidade de MEC 
que é produzida por suas próprias 
células e tem função de apoio e 
proteção. 
• O tecido Muscular é formado de 
células alongadas dotadas da 
capacidade de encurtar seu 
comprimento, isto é, de contração. 
• O tecido Nervoso se compõe de 
células com longos prolongamentos 
emitidos pelo corpo celular que tem 
as funções especializadas de receber 
gerar e transmitir impulsos nervosos. 
Uma associação de vários tipos de tecidos 
forma um órgão, com exceção do sistema 
nervoso que possui quase somente por 
tecido nervoso. 
A maioria dos órgãos são constituídos de 
dois componentes: 
• Parênquima – São células 
responsáveis pelas funções típicasdo 
órgão. 
• Estroma – Tecido de sustentação 
representado quase sempre pelo 
tecido conjuntivo. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
 
Origem Embriológica 
Ectoderma (em cima) – Tecido epitelial - 
Epiderme (pele), glândulas cutâneas e 
mamárias. 
Mesoderma (no meio) – Tecido 
Conjuntivo da cabeça, da dentina, derme 
da pele, tecido conjuntivo das vísceras, 
membrana serosa da pleura, pericárdio e 
peritônio e células sanguíneas e linfáticas. 
Endoderma (embaixo) – Tecido Epitelial 
• Epitélio da: traqueia, brônquios e 
pulmões 
• Epitélio do: trato gastrointestinal, 
fígado, pâncreas, bexiga urinária. 
• Epitélio da: faringe, glândula 
tireoide, cavidade timpânica, 
tonsilas, glândulas paratireoides. 
 
 
 
 
 
Funções 
As principais funções são: 
• Revestimento – De superfícies 
internas ou externas de órgãos ou do 
corpo como um todo (pele), esta 
função está quase sempre associada a 
outras atividades importantes como 
proteção absorção de íons e de 
moléculas (rins e intestinos) e 
percepção de estímulos 
(neuroepitélio, olfatório e o 
gustativo). Pois tudo que adentra ou 
deixa o corpo passa por um folheto 
epitelial. 
• Secreção – Tanto pelas células 
epiteliais de revestimento como 
também pelas células que compõe as 
glândulas. 
• Existem algumas células epiteliais, 
como as mioepiteliais, são capazes de 
contração. 
Características 
• São células que possuem muitas 
faces, poliédricas e são justapostas, 
uma do lado da outra, há pouca 
substância extracelular, formando 
folhetos ou aglomerados 
tridimensionais. 
• Elas aderem umas às outras por meio 
de junções intercelulares, que 
permite que elas se organizem como 
folhetos que revestem a superfície 
externa e as cavidades do corpo, ou 
que se organizem em unidades 
secretoras. 
• A forma das células varia muito, 
desde células colunares altas até 
células achadas como ladrilhos 
(pavimentosas). 
• Ceratinócitos – Células produtoras 
de queratina, compreende cerca de 
90% da população celular total. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
• A forma dos núcleos geralmente 
acompanha a forma das células e 
como geralmente não é possível 
distinguir os limites da célula 
epitelial por um microscópio de luz, 
a forma dos seus núcleos é usado 
como base para ter a ideia da forma 
da célula. Além disso a posição dos 
núcleos também ajuda a determinar 
se as células estão organizadas em 
camada única ou em várias camadas. 
Praticamente todos os epitélios estão 
apoiados sobre o tecido conjuntivo: 
• Lâmina própria – Camada de tecido 
conjuntivo onde os epitélios 
revestem cavidades de órgãos ocos 
como sistema digestório, respiratório 
e urinário. 
• Porção basal – A porção da célula 
epitelial voltada para o tecido 
conjuntivo (embaixo). 
• Porção apical – A porção da célula 
epitelial voltada para a 
cavidade/espaço (em cima). 
• Superfícies laterais – As superfícies 
de células epiteliais que confrontam 
células adjacentes (do lado). 
• Superfícies Basolaterais – Base das 
células (embaixo) 
Lâminas basais e membranas basais: 
Entre as células epiteliais e o tecido 
conjuntivo, existe uma camada de proteínas 
que se situa na base do tecido, chamada de 
Lâmina Basal. 
A lâmina basal tem papel de união/adesão 
entre o epitélio e o conjuntivo, controla o 
transporte de moléculas, influencia a 
polaridade celular, participa da proliferação 
e da diferenciação celular, direciona novas 
células para seus locais corretos durante o 
desenvolvimento embrionário e auxilia nos 
processos de cicatrização. 
A membrana basal é usada para denominar 
uma camada situada abaixo dos epitélios, 
visto ao microscópio de luz. Já a lâmina 
basal só pode ser vista ao microscópio 
eletrônico. 
Especializações da Superfície Basolateral 
das células Epiteliais: 
 
• Interdigitações – Dobras internas da 
membrana plasmática de células 
epiteliais que aumentam a adesão da 
superfície de contato entre as células, 
facilitando o intercâmbio de 
substâncias. 
• Junções intercelulares – Servem 
tanto para adesão (junção de adesão) 
como também para vedante (junção 
impermeável), prevenindo que o 
fluxo de materiais vaze pelo espaço 
intercelular. Oferece também canais 
de comunicação entre as células 
adjacentes (junção de 
comunicação). 
o Junções impermeáveis – 
Impede o fluxo de substâncias 
em células., pontos de contatos 
na superfície apical, chamadas 
de zônulas oculares. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Exemplo: o tecido epitelial da 
bexiga, precisa ter essas 
junções para a urina não vazar 
para fora da bexiga. 
o Junções de adesão: 
▪ Zônulas de adesão - 
ficam logo abaixo das 
zônulas oculares, 
característica de uma 
faixa contínua e entra 
ela existe um espaço 
entre as células 
adjacentes onde possui 
uma substância que faz 
a função de “cimento”. 
▪ Desmossomo – Em 
forma de disco que 
promove a adesão nas 
células adjacentes, 
localiza-se embaixo das 
zonas de adesão, não 
conseguem fixar onde 
existe interdigitações. 
▪ Hemidesmossomos – É 
metade de um disco 
desmossomo. Fica na 
superfície basal da 
célula e serve como 
âncora, fazendo contato 
do tecido epitelial com 
a lâmina basal. 
o Junções de 
comunicação/Junção GAP - 
São como túneis que existem 
entre a célula epitelial e suas 
vizinhas, na superfície lateral, 
ocorrendo o fluxo de 
moléculas para obter a 
comunicação entre uma célula 
e outra célula. Utilizam da 
técnica de criofratura, onde as 
junções são formadas por 
porções de membrana 
plasmática das duas células 
nas quais reunidas formam a 
placa de junção de 
comunicação. Isso facilita para 
que as células de muitos 
órgãos trabalhem de maneira 
coordenada, elas participam da 
coordenação das contrações do 
músculo cardíaco, por 
exemplo. 
Especializações da Superfície Apical das 
células Epiteliais: 
• Microvilos - São invaginações da 
membrana sob a forma de dedos de 
luva, observados em células epiteliais 
com função de absorção. Os 
microvilos aumentam a eficiência 
dos processos de absorção, 
ampliando muito a superfície de 
contato com o ambiente. 
Encontrados, por exemplo, nas 
células do epitélio intestinal e de 
partes do rim. 
• Cílios e flagelos - São estruturas 
alongadas, cilíndricas, dotadas de 
mobilidade. Os cílios são 
encontrados em epitélios como, por 
exemplo, o da traqueia e das trompas 
uterinas. No corpo humano, os 
flagelos são encontrados nos 
espermatozoides. Suas estruturas são 
semelhantes à dos cílios, com a 
diferença de que o flagelo é 
geralmente mais longo, e apresenta-
se individualmente por célula. 
• Estereocílios - São microvilos 
longos, ramificados e imóveis, que 
não devem ser confundidos com os 
verdadeiros cílios. São encontrados 
na região apical das células de 
revestimento do túbulo seminífero 
(célula de Sertoli), do epidídimo e do 
ducto deferente. 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Tipos de Epitélios 
É dividido em dois grupos principais, de 
acordo com a sua estrutura, arranjo e 
função: Epitélios de revestimento e 
epitélio glandulares. 
Epitélio de Revestimento – As células se 
dispõem em folhetos que cobrem a 
superfície externa do corpo, ou que 
revestem as cavidades internas, o lúmen dos 
vasos sanguíneos, o lúmen de todos os 
órgãos ocos. São classificados de acordo 
com o número de camadas de células que 
constituem esses folhetos epiteliais e 
também conforme as características 
morfológicas das suas células. 
 
 
 
• Epitélio simples – Possui só uma 
camada de células. 
o Epitélio simples pavimentoso 
(achatado) - Revestem o 
lúmen dos vasos sanguíneos e 
linfáticos, chamado de 
endotélio. Reveste também 
grandes cavidades do corpo, 
chamado de mesotélio. 
o Epitélio simples cúbico – 
Encontrado na superfície 
externa do ovário e formando 
paredes de pequenos ductos 
excretores de muitas 
glândulas. 
o Epitélio simplesprismático/colunar/cilíndric
o – Revestem lúmen intestinal 
e o lúmen de vesícula biliar. 
Alguns são ciliados como no 
da tuba uterina, ajudando no 
transporte de espermatozoides. 
• Epitélio Estratificado – Possui mais 
de uma camada e é definido o nome 
conforme o formato da camada de 
cima. 
o Epitélio estratificado 
pavimentoso – Revestem 
cavidades úmidas (boca, 
esôfago, vagina), sujeitas a 
atrito e forças mecânicas, se 
chamam epitélio estratificado 
pavimentoso não 
queratinizado. A superfície 
da pele, cuja superfície é seca, 
é revestida por um epitélio 
estratificado pavimentoso 
queratinizado. 
o Epitélio estratificado 
cúbico/colunar/prismático – 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Células mais próximas ao 
tecido conjuntivo. Migram 
lentamente para superfície do 
epitélio. 
o Epitélio estratificado de 
transição – Reveste a bexiga 
urinária, o ureter e uma parte 
inicial da uretra. Varia 
conforme o estado de 
distensão ou relaxamento do 
órgão. Bexiga vazia, epitélios 
globosos e de superfície 
convexa. Bexiga cheia, 
epitélio mais delgado e células 
superficiais tornam-se 
achatadas. 
 
• Epitélio Pseudoestratificado (Falso 
Estratificado) - Embora seja 
formado por apenas uma camada de 
célula, os núcleos são vistos em 
diferentes alturas do epitélio, 
parecendo estar em várias camadas. 
Todas as suas células estão apoiadas 
na lâmina basal, mas nem todos 
alcançam a superfície do epitélio, 
fazendo com que a posição dos 
núcleos seja variável. Exemplo: 
epitélio que reveste as passagens 
respiratórias mais calibrosas desde o 
nariz até os brônquios. 
• Neuroepitélios – células 
neuroepiteliais, que constituem 
função sensorial, exemplo (células 
das papilas gustativas e da mucosa 
olfatória). 
Epitélios Glandulares – São constituídos 
por células especializadas na atividade de 
secreção. 
• Podem sintetizar, armazenar e 
eliminar: proteínas (pâncreas), 
lipídios (adrenal e as glândulas 
sebáceas) ou complexo de 
carboidrato e proteínas (glândulas 
salivares). 
• Menos comuns são as células de 
glândulas que tem baixa atividade 
sintética (glândulas sudoríparas), 
cuja a secreção é constituída 
principalmente por substâncias 
transportadas do sangue ao lúmen da 
glândula. 
• Grânulos de secreção – pequenas 
vesículas que armazenam 
temporariamente moléculas a serem 
secretadas. 
• Glândulas exócrinas 
• Glândulas endócrinas 
• Glândulas mistas 
Biologia dos Tecidos Epiteliais: os tecidos 
epiteliais estão apoiados sobre um tecido 
conjuntivo, que serve não só para sustentar 
o epitélio, mas também para a sua nutrição, 
para trazer substâncias necessárias para as 
células glandulares produzirem secreção e 
para promover adesão do epitélio a 
estruturas subjacentes. A área de contato 
entre o epitélio e a lâmina própria pode ser 
aumentada pela existência de uma interface 
irregular entre os dois tecidos, sob forma de 
invaginações do conjuntivo, chamadas 
papilas. As papilas existem com maior 
frequência em tecidos epiteliais de 
revestimento sujeitos a forças mecânicas, 
como pele, língua e gengiva. 
Inervação 
A maioria dos tecidos epiteliais é ricamente 
inervado com terminações nervosas, como 
fibras nervosas sensoriais que estão na 
lâmina basal. Exemplo, a grande 
sensibilidade da córnea, epitélio que cobre 
a superfície anterior do olho, estimulando 
ou inibindo a sua atividade. 
 
 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
 
• Os tecidos epiteliais estão apoiados 
sobre um tecido conjuntivo. 
• Como os vasos sanguíneos raramente 
penetram no epitélio, todos os 
nutrientes das células epiteliais 
devem vir dos capilares sanguíneos 
existentes no tecido conjuntivo 
subjacente. 
• Esses nutrientes difundem pela 
lâmina basal e entram nas células 
epiteliais. 
• É um importante reserva para muitos 
fatores de crescimento que controlam 
a proliferação e a diferenciação 
celular. 
 
Funções 
• Promover a troca entre células e seu 
suprimento sanguíneo de nutrição e 
catabólitos. O Sangue transporta até 
o tecido conjuntivo os vários 
nutrientes necessários para suas 
células e leva de volta para órgãos de 
desintoxicação e excreção (fígado, 
rim...) produtos de refugo do 
metabolismo celular. 
• Estabelece e mantem a forma do 
corpo, através de um conjunto de 
moléculas – matriz extracelular 
(MEC) – que conecta as células e os 
órgãos, dando dessa maneira, suporte 
aos tecidos, órgãos e ao corpo como 
um todo. 
• Algumas de suas células tem um 
papel importante na defesa e resposta 
imunológica. 
• A capacidade de regeneração dos 
tecidos conjuntivos é interessante 
quando eles acabam sendo destruídos 
por lesões traumáticas, por exemplo. 
Elas não são capazes de se regenerar 
(músculo cardíaco), então eles 
preenchem por uma cicatriz de tecido 
conjuntivo. Assim, a cicatrização de 
incisões cirúrgicas depende da 
capacidade do tecido conjuntivo se 
regenerar ou não. A principal célula 
envolvida na cicatrização é o 
fibroblasto. 
Constituição 
É formado por células também, mas o 
principal componente é a matriz 
extracelular, formadas por proteínas 
fibrosas (fibras) e substância fundamental 
(conjunto de macromoléculas hidrofílicas e 
adesivas). 
Principais células 
Fibroblastos - Elas têm a função de 
sintetizar as proteínas colágeno e elastina 
que comporão as fibras, além dos 
glicosaminoglicanos, proteoglicanos e 
glicoproteínas multiadesivas que farão parte 
da substância fundamental, formando a 
MEC. 
• São as células mais comuns do tecido 
conjuntivo e são capazes de modular 
a sua capacidade metabólica. Possui 
uma intensa atividade de síntese. 
• Contém citoplasma abundante, com 
muitos prolongamentos. Seu núcleo é 
Resumo de Guilherme Prezotto 
ovoide, grande e fracamente corado e 
é rico em retículo endoplasmático 
rugoso e o seu complexo de Golgi é 
muito desenvolvido. 
• Raramente se dividem em indivíduos 
adultos, exceto quando precisa-se 
durante um processo de cicatrização 
de uma ferida. 
Fibrócitos – São células metabolicamente 
quiescentes (em repouso), são fibroblastos 
mais velhos, são menores e mais delgados 
do que os fibroblastos. Apresentam pouco 
prolongamento citoplasmático e o núcleo 
são menores e mais alongados do que os dos 
fibroblastos. Possui pouca quantidade de 
retículo endoplasmático rugoso e o seu 
complexo de Golgi é menos desenvolvido. 
Pode reverter seu estado para um 
fibroblasto por conta de um tecido 
lesionado, por exemplo. 
 
 
Miofibroblastos – São células que estão 
entre um fibroblasto e uma célula de 
músculo, que possui a maioria das 
características dos fibroblastos, mas elas 
contem maior quantidade de filamentos de 
actina e de miosina (proteínas do 
citoesqueleto). Ela tem a função de fechar 
feridas após as lesões, através do processo 
conhecido como contração da ferida. 
Macrófagos – Possuem uma grande 
atividade de pinocitose e fagocitose. 
Geralmente, eles contêm um complexo de 
Golgi bem desenvolvido, muitos 
lisossomos e um retículo endoplasmático 
rugoso maior. 
• Eles derivam de células precursoras 
da medula óssea, as quais se dividem, 
produzindo os monócitos, que 
circulam no sangue. Esses 
monócitos, cruzam as paredes dos 
vasos sanguíneos, penetrando o 
tecido conjuntivo e amadurecem 
formando os macrófagos, ou seja, 
monócitos e macrófagos, são a 
mesma célula só que em estágio de 
maturação diferentes. 
• São células de vida longa e 
sobrevivem por meses nos tecidos. 
Em determinas regiões recebem 
nomes dieferentes: Células de 
kupffer (fígado), micróglia (sistema 
Resumo de Guilherme Prezotto 
nervoso central), células de 
Langerhans (pele), osteoclastos 
(tecido ósseo). 
• Atuam como elementos de defesa. 
Através da fagocitose, neutralizam 
bactérias e células cancerosas que 
penetram o organismo, impedindo 
infecções, tumores. 
• São células secretoras capazesde 
produzir uma variedade de 
substâncias que participam nas 
funções de defesa e reparo dos 
tecidos. 
• Tem um papel interessante na 
remoção de restos celulares ou 
componentes extracelulares que são 
alterados devido algum processo de 
involução fisiológica. Como o caso 
da gestação, o útero aumenta de 
tamanho e sua parede se torna mais 
espessa, após o parto esse órgão sofre 
involução e o excesso de tecido é 
destruído pela ação dos 
macrófagos. 
Mastócitos – São amplamente distribuídos 
pelo corpo, mas são mais abundantes na 
derme e nos sistemas digestório e 
respiratório. Quando maduro, é uma célula 
globosa, grande e com citoplasma repleto de 
grânulos secretores, estes são mediadores 
químicos da resposta inflamatória., tendo 
um papel fundamental na inflamação, 
aumentando o fluxo do sangue no local, 
causando inchaço, vermelhidão e calor, nas 
reações alérgicas e nas infestações 
parasitárias. É dividido em dois tipos: 
• Mastócitos do tecido conjuntivo – 
Encontrado na pele, cavidade 
peritoneal, possuindo substância 
anticoagulante 
• Mastócito da mucosa – Encontrado 
na mucosa intestinal e nos pulmões. 
Plasmócitos – Células grandes que 
possuem muitos Retículos Endoplasmático 
rugoso. São em menores números no tecido 
conjuntivo, exceto em locais onde há locais 
sujeitos à penetração de bactérias e 
proteínas estranhas, como a mucosa 
intestinal. São responsáveis pela produção 
de anticorpos que são muito variados, cada 
anticorpo é formado para um antígeno 
específico. 
Leucócitos/Glóbulo branco – São células 
especializadas na defesa contra 
microrganismos agressores. Trabalha em 
conjunto com plasmócitos e macrófagos em 
inflamações. Migram do sangue para o 
tecido conjuntivo. 
Adiposas – Especializadas no 
armazenamento de gorduras neutras, 
reserva de energia e produção de calor. 
Matriz Extracelular 
Fibras – As fibras do tecido conjuntivo são 
estruturas muito alongadas que podem 
oferecer resistência ou elasticidade aos 
tecidos. As três principais são: fibras 
colágenas, fibras reticulares e fibras 
elásticas. As duas primeiras são formadas 
pela proteína colágeno e a última pela 
proteína elastina. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
 
Fibras colágenas – Possui o colágeno, 
proteína mais abundante do organismo, 
estando presentes na pele, osso, cartilagem, 
músculo liso e na lâmina basal. São 
classificados em grupos: 
• Colágenos que formam longas 
fibrilas – formam as fibrilas de 
colágeno, que constituem a estrutura 
dos ossos, dentina, tendões, derme, 
cápsulas de órgãos... 
• Colágenos associados a fibrilas – 
Formam estruturas curtas que ligam 
as fibrilas de colágenos umas às 
outras e a outros componentes da 
matriz extracelular. 
• Colágeno que forma rede – O 
colágeno cujas moléculas se 
associam formando uma rede, sendo 
um dos principais componentes 
estruturais das lâminas basais, 
exercendo papel de aderência e de 
filtração. 
• Colágeno de ancoragem - 
Encontrado em fibrilas que ancoram 
as fibras de colágeno à lâmina basal. 
Uma síntese de colágeno anormal ou 
ineficiente pode causar doenças ou danos no 
corpo humano, resultando no acúmulo 
exagerado de colágeno nos tecidos, 
exemplo da esclerose sistêmica progressiva, 
onde quase todos os órgãos apresentam, 
excesso de acúmulo de colágeno (fibrose). 
Fibras de colágeno tipo I – A mais 
numerosa no tecido conjuntivo. Possui uma 
propriedade óptica de refração da luz para 
diferentes direções, chamada de 
birrefringentes. Podem formar feixes de 
colágeno. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Fibras Reticulares – São extremamente 
finas e formam uma rede extensa em 
determinados órgãos. Essas fibras não são 
visíveis dependendo do corante. São 
abundantes em músculo liso, baço, nódulos 
linfáticos e medula óssea vermelha. Seu 
pequeno diâmetro e a disposição frouxa 
criam uma rede flexível em órgãos que são 
sujeitos a mudanças fisiológicas de forma 
ou volume, como artérias, fígado, baço, 
camadas musculares do intestino. 
Fibras elásticas – Principal proteína é a 
elastina. Conseguem se distender 
facilmente quando tracionadas, 
promovendo a elasticidade do tecido. Está 
presente, nos pulmões, pele, e parede de 
vasos sanguíneos. São classificadas em três 
tipos de acordo com o nível de elastogênese 
(formação de fibras elásticas): 
• Fibras oxitalânicas – compostas por 
microfibrilas que são secretadas por 
fibroblastos. 
• Fibras elaunínicas – Mais essas que 
a oxitalânicas, já que é uma junção de 
elastina às microfibrilas. 
• Fibras elásticas maduras – Decorre 
do acúmulo de elastina, originando 
fibras mais espessas. 
Síndrome de Marfan – Doença 
caracterizada pela falta de resistência em 
tecidos que são ricos em fibras elásticas. 
Ocasionando rompimento de grandes 
artérias como a aorta, que é submetida a alta 
pressão sanguínea, levando a um alto risco 
de morte. 
Substância Fundamental 
É uma mistura incolor composta por 
glicosaminoglicanos e glicoproteínas 
multiadesivas que preenchem os espaços 
entre as células e fibras do tecido 
conjuntivo. 
• Não pode ser visto por Microscópio 
Ótico. 
• Elas se ligam com proteínas 
receptoras integrais encontradas nas 
superfícies de células. Desse modo 
não somente fornece força e rigidez a 
matriz, como também determina, por 
meio de sinais moleculares, algumas 
funções celulares, como: mediar 
comunicação intercelular e proteger 
receptores da superfície. 
• Funciona também como lubrificante 
e como barreira à penetração de 
microrganismos invasores. 
Resumo de Guilherme Prezotto 
Tipos de Tecido Conjuntivo 
Propriamente Dito: 
• Propriamente Dito Frouxo – 
Contém todos os elementos 
estruturais típicos do tecido 
conjuntivo (células e matriz 
extracelular) sem predomínio de 
qualquer componente. É mais flexivo 
e mais vascularizado, não sendo 
muito resistente a trações. Está 
presente em locais onde existe 
pequenos atritos e pressões, como: 
preenchendo espaços entre os órgãos 
viscerais, suportando epitélio, 
envolvendo nervos, vasos sanguíneos 
e linfáticos. 
• Propriamente Dito Denso – É 
formado pelos mesmos 
componentes, mas existem menos 
células e uma predominância de 
fibras colágenas grossas. É subdivido 
em dois: 
o Denso Não Modelado – É 
aquele onde as fibras 
colágenas estão 
desorganizadas, não possuem 
uma direção igual, estão em 
várias direções. Menos 
flexível e mais resistente às 
trações exercidas em qualquer 
direção. São encontradas: na 
derme, apoiando epitélios do 
aparelho digestivo, na cápsula 
de alguns órgãos (pulmão, 
baço, rim, fígado, testículo) e 
cápsulas articulares e 
pericárdio. 
o Denso Modelado – Estão 
organizadas paralelas umas às 
outras e alinhadas aos 
fibroblastos. Esse tecido 
oferece resistência máxima à 
força de tração exercida no 
mesmo sentido da fibra. É 
encontrado nos tendões, 
ligamentos. 
 
 
 
Elástico: 
• É composto por feixes espessos e 
paralelos de fibras elásticas. O espaço 
entre as fibras é ocupado por fibras 
delgadas de colágeno e fibrócitos. 
Possui uma cor amarela típica e 
grande elasticidade. Está presente em 
Resumo de Guilherme Prezotto 
ligamentos da coluna vertebral e no 
ligamento suspensor do pênis. 
Reticular: 
• Muito delicado e forma uma rede 
tridimensional que suporta as células 
de alguns órgãos, como medula 
óssea, nódulos linfáticos, baço. É 
constituído por fibras reticulares. 
Mucoso: 
• Tem consistência gelatinosa e as 
principais células desse tecido são os 
fibroblastos. Principal componente 
do cordão umbilical, no adulto é 
restrito à polpa jovem dos dentes. 
Tecidos de Suporte: 
• Cartilaginoso e ósseo.

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