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Resumo de Guilherme Prezotto Citologia – Estudo das células. A célula é a unidade estrutural e funcional básico do corpo humano. Possuímos aproximadamente 10 trilhões de células. Nem toda célula é redonda, existem, por exemplo: • Célula retangular e alongada – Encontrada no Tecido Epitelial. • Célula alongada que possui diversos núcleos - Encontrada no Tecido Muscular. • Célula com formato estrelado e longos – Encontrada no Tecido Nervoso. As primeiras células existentes no planeta. Bactéria Escherichia coli • São seres unicelulares, as bactérias são exemplos. • Não possuem núcleo, o material genético/cromossomo fica espalhado pela célula, o espaço ocupado chama- se nucleoide, geralmente encontra-se dois ou mais cromossomos que ficam presos a pontos diferentes da membrana plasmática, como é o caso da imagem. • Elas não se dividem por mitose. • Possui Ribossomo, que se juntam e forma poliribossomos. • Única membrana existente é a membrana plasmática, por fora dessa membrana existe uma parede rígida que varia muito de espessura dependendo da bactéria. Essa parede é constituída por proteínas e glicosaminoglicanos, a função da parede é proteger. • Em alguns casos, como bactérias aeróbicas, podem existir invaginações da membrana plasmática, como se fosse dobras da membrana, que são chamadas também de mesossomos, que tem a função da respiração celular. As células humanas, plantas, fungos, protozoários, helmintos são eucariontes e possuem a organela chamada de Núcleo celular. Células Eucariontes Vegetais • Além da membrana Plasmática, possui paredes, para proteger de agressões mecânicas e da ação de parasitos. • Possui cloroplastos, ricos em clorofila e possui pigmentos verde que auxiliam no processo fotossintético. • Possui vacúolo muito maior do que o da célula animal, esse vacúolo auxilia no controle osmótico, no acumulo de substâncias que garante a sustentação da planta e serve de defesa, liberando toxinas, quando algum animal Células e Tecidos Epitelial e Conjuntivo Resumo de Guilherme Prezotto mastiga. Ocupa uma boa parte do citoplasma. • Presença de amido como reserva energética. Célula Eucarionte Animal Separa o meio extracelular do intracelular. • É formada por uma dupla camada de fosfolipídios, com algumas proteínas presentes, moléculas de ácidos graxos e colesterol e carboidratos. o Fosfolípides – A parte de fosfato que fica em contato com a água interna e externamente, fazendo a separação do meio intracelular e extracelular. Possui duas cabeças (hidrofílica – afinidade com a água) e as suas caudas (hidrofóbica – não se misturam com água) ficam no meio se interligando. Permite a passagem de substâncias lipossolúveis, como: oxigênio, dióxido de carbono e álcool, devido a camada lipídica que é maleável por ser líquida. o Colesterol – Gorduras, lipídios, não se misturam com água, formando a barreira. o Carboidratos forma o Glicocálice (glicose em forma de cálice) – Estrutura de reconhecimento, recobrindo a camada externa da membrana protegendo contra danos físicos e químicos do meio extracelular. Também reconhece enzimas e hormônios. o Proteínas - Grande maioria são glicoproteínas e sua função está ligada à sua estrutura. Podem ser integrais ou periféricas. ▪ As integrais funcionais como canais que vai do citoplasma ao meio extracelular, faz essa ligação. ▪ As periféricas estão ligadas às proteínas no lado interno, não atravessam completamente a membrana plasmática e Resumo de Guilherme Prezotto funcionam como enzimas ou controladores de transporte. Exemplo: Bomba de sódio. É importante que a membrana seja semipermeável, pois para manter a homeostase necessária à vida, é preciso que se mantenha a diferença de concentração de algumas substâncias diferentes entre os meios intracelulares e extracelular. Se perfurada, ela rapidamente sela o local da perfuração. Funções da Membrana Plasmática • Limite entre o meio intracelular e o meio extracelular. • Permeabilidade seletiva - Controle da entrada de nutrientes, glicose, oxigênio e saída de substâncias como dióxido de carbono. • Reconhecimento, através de receptores, de antígenos e células estranhas, bem como de células alteradas, protegendo - glicocálice • Estabelecimento de sistemas de transporte para moléculas específicas • Transdução de sinais físicos e químicos extracelulares em eventos intracelulares Potencial de Membrana desequilíbrios elétricos geram uma diferença de voltagem através da membrana. Sinalização intracelular Recebe estímulos extracelulares, vai processar e transporta para célula para a regulação da resposta fisiológica: expressão gênica, exocitose, endocitose, diferenciação celular, morte celular, contração celular. Tipos de Transportes através da Membrana Difusão -transporta substâncias/soluto - (transporte passivo) – Pode ser simples ou facilitada. Não gasta energia. • Na simples, as moléculas atravessam a borda da membrana movidas pela energia cinética normal da molécula, por conta da pressão de maior concentração do lado de fora da célula e de menor concentração do lado de dentro. (metrô as 18h) • Na facilitada as partículas são maiores e não conseguem passar pela gordura é necessário a presença de proteínas carreadoras que irão funcionar como canais. Esse mecanismo é de extrema importância para a passagem de moléculas hidrossolúveis, como: glicose e ureia. As proteínas de canais são seletivamente permeáveis, onde alguns são abertos por sinais elétricos (dependentes de voltagem) ou químicos (dependentes de ligantes). Temos canais para: água, potássio e sódio. Osmose – movimento do solvente (água) - (transporte passivo) – Esse mecanismo não necessita também de energia para ocorrer. É a via de transporte no qual o solvente atravessa a membrana semipermeável devido à diferença de concentração da água, principal solvente do corpo humano entre os meios intracelular e extracelular, mantendo o equilíbrio. O movimento ocorre da solução menos concentrada para a mais concentrada. • Solução isotônica – apresenta mesma concentração do que o interior da célula. A água flui entre a membrana plasmática na mesma Resumo de Guilherme Prezotto proporção para dentro e para fora da célula. • Solução hipotônica – apresenta concentração menor no meio extracelular do que no interior da célula. Ocorre a entrada de grande quantidade de água por osmose na célula, o que vai levar no rompimento da membrana. • Solução hipertônica – Apresenta concentração maior no meio extracelular do que no interior da célula. A água do citoplasma irá migrar para fora da célula. Para dilui as substâncias, não deixar concentrada no lado de fora. Transporte Ativo – Transporte de substância através da membrana de um meio de menor concentração para um meio de maior concentração, por intermédio de uma proteína carreadora, com gasto de energia (ATP). • A energia é obtida diretamente do ATP. Um exemplo é a Bomba de Sódio e Potássio: que bombeia íons de sódio para fora e potássio para dentro. São colocados 3 sódios para o meio extracelular em troca de dois potássios para o interior da célula. • Essa bomba é muito importante para manter o volume celular adequado, visto que dentro da célula deve existir uma maior quantidade de potássio (importante para respiração celular e síntese de proteína) e fora da célula deve existir uma maior concentração de sódio (importante para o equilíbrio osmótico). • Carga + fora da célula e carga – dentro da célula, isso é importante para contração de músculos e condução dos impulsos nervosos, por exemplo. • Ainsulina, norepinefrina e epinefrina, tem efeito imediato sobre a bomba, estimulando a sua atividade. • Hormônios tireoidianos e corticosteroides, também aumentam o bombeamento, mas o efeito é mais tardio, já que só expressam esse efeito após a síntese de novas moléculas. Bomba de Ca² (cálcio) – Menor concentração de cálcio dentro da célula no citosol e maior concentração fora da célula. Resumo de Guilherme Prezotto • Mais de 1 milhão de íons passam por um canal aberto por segundo. Transporte por Vesículas - (transporte ativo) – Gasta energia, partículas grandes, deforma a membrana plasmática. Vesículas - As vesículas transportam ou digerem produtos celulares ou resíduos. Fazem a parte de comunicação, intracelular, entre as organelas andando pelo hialoplasma. Mas esse transporte também pode ser intracelular ou extracelular, ou seja, levando proteínas para dentro ou fora da célula. Endocitose: Entrada para dentro da célula. Endossomos – Vesículas que fazem o processo de absorção de partículas na célula, endereçando e separando por meio da Endocitose, que pode ser fagocitose, pinocitose ou endocitose mediado por receptor. • Fagocitose – Emite pseudópodes (projeções da membrana plasmática) para incorporar partículas sólidas. Neutrófilos (células de defesa) usam desse transporte para eliminar ameaças, como bactérias. Depois une-se ao lisossomo para fazer a digestão, visto que possui enzimas digestivas. • Pinocitose – Não emite pseudópodes. É o englobamento de partículas que já estão dissolvidas (líquido). A maioria das células eucarióticas fazem esse transporte. • Endocitose mediada por receptor (glicocálice) – A glicocálice permite a entrada da substância para dentro da célula, por possuir afinidade com elas. Com isso o vírus HIV, por exemplo, possui substâncias com afinidade, dribla esse sistema e consegue entrar dentro da célula. Resumo de Guilherme Prezotto Exocitose: Saída para fora da célula. • Secreção – Saída de substâncias produzidas pela célula. Hormônios, enzimas digestivas. • Excreção – Resíduos, bactérias, protozoários. O lisossomo se funde com a vesícula de excreção, formando uma grande vesícula e vão digerir o protozoário e vão jogar para fora da célula os resíduos, no sangue, depois vão ser filtrados pelos rins e vão sair na urina, por exemplo. Depois deste processo o lisossomo vai se fundir com as vesículas endossomos e vai liberar enzimas digestivas para digerir o alimento e ser reaproveitado pela célula ou então eliminar a substância através da exocitose. Canais Iônicos Duas propriedades distinguem os canais iônicos de simples orifícios: Seletividade iônica – permite que só alguns íons inorgânicos passem, mas outros, não. Dependendo do diâmetro, da forma do canal. Alguns canais são relativamente pequenos, para forçar o contato dos íons com a parede do canal. Não estão continuamente abertos. São controlados por estímulos específicos que os acionam e alternem entre fechado e aberto. • Canal controlado por voltagem – é controlado pelo potencial de membrana. • Canal controlado por ligante – É controlado pela ligação de alguma molécula ligante ao canal. • Canal controlado mecanicamente – A abertura é controlada por uma força mecânica aplicada ao canal. As células da orelha, por exemplo. As vibrações sonoras provocam a abertura dos canais causando o fluxo de íons para dentro das células ciliadas; isso estabelece um sinal elétrico que é transmitido da célula ciliada até o nervo auditivo, o qual conduz o sinal ao encéfalo. Fica entre o núcleo e a Membrana Plasmática. Possui uma parte líquida chamada de Citosol/Hialoplasma que é formada por: sais minerais, água, proteínas e açúcares. Aonde acontece a maior parte das reações químicas, pois pode apresentar depósitos de substâncias diversas, como grânulos de glicogênio e gotículas lipídicas, além de diversas enzimas que servem tanto para realizar a glicólise anaeróbia, como também para participar da degradação de ácidos graxos, aminoácido entre outros. • Como se fosse o “esqueleto da célula”, pra manter o formato. • É formado por uma rede de microtúbulos de filamentos proteicos. • Ajuda no transporte intracelular. Núcleo A parte principal da célula. Estrutura arredondada ou oval formada por uma membrana dupla também: Resumo de Guilherme Prezotto • Membrana nuclear ou Carioteca. Possui poros que controlam o movimento de substância entre o núcleo o citoplasma da célula. É dentro do Núcleo que está o material genético DNA e RNA. • Nucléolo – Núcleo do Núcleo. Formado RNA (citosina – guanina, uracila – adenina), a sua maior composição é de RNA, que ajuda na formação dos Ribossomos. • Cromatina – Como se fosse uma fita enrolada no núcleo onde contém o DNA formada por 4 bases nitrogenadas: citosina - guanina, timina - adenina. • Nucleoplasma – É o citoplasma dentro do núcleo. Ribossomos É composto por fragmentos do nucléolo, mais precisamente do ácido ribonucleico (RNA) que está dentro do núcleo. • Esse RNA é chamado de RNA mensageiro pois possui um código (sequência de três bases nitrogenadas que codifica um aminoácido). • Então o Ribossomo vai traduzir esse código e produzir a cadeia proteica, esse processo de tradução é chamado de síntese proteica. • Podem ser encontrados associados ao Retículo Endoplasmático Rugoso nas membranas dele ou então soltos pelo citoplasma. Retículo Endoplasmático Rugoso • Fica sempre próximo ao núcleo. • É uma rede de membranas que possui associado a ele os Ribossomos. • Essas membranas são formadas por cisternas que são canais internos. • O ribossomo joga essas proteínas nas cisternas aonde ficam armazenadas. Retículo Endoplasmático Liso • É formado por estruturas mais cilíndricas. • Tem esse nome pois não possui ribossomos aderidos a ele. • Algumas células, o REL, tem uma função mais desenvolvida, como nas células hepáticas(fígado) e células de glândula adrenal (responsável pela produção de hormônios esteroides). • Produz Lipídios, e os principais componentes lipídicos essenciais para membrana plasmática como fosfolipídios e colesterol, são produzidos no REL. • Produz outros lipídios, como hormônios esteroides: testosterona e os estrógenos, que são hormônios sexuais produzidos em células dos testículos e ovários, respectivamente. • Faz a função da inativação de substâncias toxicas como ao do álcool. O Fígado, por exemplo, possui muitos retículos Endoplasmático Liso pois a função do fígado é metabolizar as substâncias tóxicas, através da desintoxicação. • Pode-se ser encontrado cálcio que é uma das principais substâncias na ativação das enzimas e proteínas que regulam nosso metabolismo. Resumo de Guilherme Prezotto Complexo de Golgi Vai pegar as proteínas armazenadas nas cisternas do Retículo Endoplasmático Rugoso através das vesículas que fazem esse “transporte” e vai dar o acabamento final nessas proteínas, adicionando açúcares e formando as glicoproteínas, por exemplo. Depois vai empacotar e enviar as proteínas para fora da célula, novamente através das vesículas. • Possui um lado chamado de cis, que recebe o material vindo do Retículo Endoplasmático Rugoso e o lado trans, que emite vesículas que migram em direção à membrana plasmática. • É importante no processo de fecundação dos espermatozoides, células sexuais. O Complexo de Golgi libera uma enzima digestiva que vai facilitar a penetração no óvulo. • Também é ele que produz os Lisossomos, que vão atuar na digestão da célula. São produzidas no REG e transferidas ao Complexo de Golgi e empacotadas como vesículas. Lisossomos São vesículas, possuem em seu interiorenzimas digestivas. Tem como função: • Digestão de estruturas celulares desgastadas, resíduos, bactérias. • Digestão de substâncias que entram nas células e serão utilizadas como fonte de energia. Os componentes digeridos são devolvidos ao citosol para que a própria célula possa reutilizar esses componentes ou são jogadas para a fora da célula. Peroxissomo Possui uma enzima chamada Catalase. Está ligado a metabolização de ácidos graxos, o fruto desse metabolismo tem a formação do peroxido de hidrogênio, água oxigenada, que é tóxico para as nossas células. A catalase transforma esse composto em oxigênio e água. • Síndrome Zellweger, um distúrbio hereditário raro, no qual leva à morte muito cedo, geralmente quando criança. Os órgãos como fígado e rins possui os peroxissomo sem as enzimas, com isso a pessoa apresenta diversos defeitos hepáticos, renais e até neurológicos. • Drenoleucodistrofia, é um exemplo de deficiência em apenas uma enzima dos peroxissomos. É uma mutação que acontece no cromossomo X e geralmente manifesta-se no menino antes da puberdade, prejudicando a glândula adrenal e disfunções neurológicas. Acumulando tecidos numerosos de ácidos graxos saturados. Centríolos São pares de microtúbulos da célula. Eles têm uma função importante na divisão de células. No processo de mitose onde as células são duplicadas ele corta o núcleo das células no meio, para que as duas outras células formadas, chamadas de células Resumo de Guilherme Prezotto filhas, tenham a mesma quantidade de cromossomos que é 46. Mitocôndrias São as usinas de energia das nossas células. • Possui dupla membrana também, a externa é lisa e a interna é pregueada. • A principal função é liberar, através da matriz mitocondrial, energia gradualmente das moléculas de ácidos graxos e glicose, provenientes dos alimentos, produzindo calor e moléculas de ATP (Adenosina Trifosfato) que é a moeda energética do nosso corpo, usada pelas nossas células para realizar a movimentação, divisão mitótica e secreção. Isso acontece a partir dos alimentos que ingerimos, ou seja, a glicose e também do oxigênio, para gerar o ciclo de Krebs. • Única organela que possui DNA próprio o DNA mitocondrial e sempre é herdado o material genético da nossa mãe, pois as mitocôndrias dos espermatozoides são destruídas pelo óvulo após a fecundação. • Respiração Celular – Molécula de glicose reage com o gás oxigênio, transformando-se em gás carbônico e água e liberando energia. – ATP. • Existem 3 compostos orgânicos que podemos tirar energia: açúcares/carboidratos, gorduras/lipídios e proteínas. • Amido – Molécula gigante de açúcar que quando separada e fragmentada forma glicose que vai para a corrente sanguínea e entra dentro das células. A Respiração celular é dividida em três etapas: • Glicólise – Quebra da glicose (acontece no citosol e não na mitocôndria). • Ciclo de Krebs • Cadeia Respiratória. Resumo de Guilherme Prezotto Síntese Proteica Processo no qual o gene do nosso DNA sofre uma leitura e é formada o RNA mensageiro, que sai do núcleo e encontra o ribossomo, que dentro dele possui o RNA ribossômico, interage com o RNA transportador e forma a proteína. Ácidos Nucleicos: DNA e RNA são orgânicos e tem como função armazenar ou transmitir a informação genética. São formados por nucleotídeos: 1 fosfato, 1 pentose (molécula de açúcar) e 1 base nitrogenada. Pentose – DNA = Desoxirribose / RNA = Ribose Base Nitrogenada – DNA = A, T, C, G / RNA = A, U, C, G Purinas – Adenina e Guanina / Pirimidinas – Citosina, Timina Uracila O nosso DNA tem 2 metros de comprimento, por isso ele fica compactado em uma bolsa menor: o CROMOSSOMO Cromossomo = DNA + proteínas histonas + outras proteínas Cromatina – Histonas + outras proteínas + DNA Resumo de Guilherme Prezotto Esse processo é dividido em duas partes a transcrição e a tradução: Transcrição Ocorre dentro do núcleo. No qual um gene é transcrito em uma RNA mensageiro. • Bases nitrogenadas (Adenina – Timina e Citosina e Guanina). Quando o RNA polimerase está fazendo a fita de RNA mensageiro, usando como molde um gene do DNA, ele troca a Timina por Uracila, formando o RNA mensageiro e indo encontrar o Ribossomo. Resumo de Guilherme Prezotto Processo de Splicing (Maturação) do RNA Resumo de Guilherme Prezotto Tira todas as partes pretas que são os intron (intrometidos) que não são funcionais para o RNA mensageiro imaturo, ficando só com os éxon. • RNA mensageiro – É aquele que porta a informação da ordem (código genético) em que os aminoácidos devem ser unidos, a cada 3 nucleotídeos forma 1 aminoácido. • RNA ribossômico – Formam o núcleo estrutural e catalítico dos ribossomos, que traduzem os mRNAs em proteína. • RNA transportador – Atuam como adaptadores que selecionam aminoácidos específicos e os posicionam adequadamente sobre um ribossomo para serem incorporados em uma proteína. Tradução Ocorre no citoplasma. O RNA mensageiro sai do núcleo e encontra o ribossomo e o RNA transportador e eles juntos produzem a proteína. • Toda produção inicia pelo aminoácido Metionina (AUG) • Diz-se do código genético que é "degenerado" porque muitos dos aminoácidos podem ser codificados pelo mesmo códon, como a serina (Ser) associada aos códons UCU, UCC, UCA e UCG. • O Ribossomo vai deslizando na fita do RNA mensageiro e vai vindo os RNA’s transportadores, trazendo as bases nitrogenadas. • Existem mais de 64 códons que formam mais de 20 aminoácidos. • Toda produção termina pelos códons de parada (UAA, UAG e UGA), sinalizando o fim da síntese proteica, está formado a proteína, conjunto de aminoácidos formados por ligações peptídicas. Resumo de Guilherme Prezotto Diferenças entre a Síntese Proteica Procarionte e Eucarionte Replicação do DNA A replicação do DNA é um processo semiconservativo no qual cada fita parental serve como molde para a síntese de uma nova fita-filha. Para tal, ocorre a separação das fitas da dupla hélice de DNA com a quebra das ligações de hidrogênio entre as bases nitrogenadas, e então cada fita atuará como molde para a produção de uma nova fita. Assim, cada nova molécula de DNA é uma cópia perfeita de uma molécula preexistente. Resumo de Guilherme Prezotto Anabolismo Conjunto de reações envolvidas na síntese/produção de moléculas complexas, a partir de moléculas simples. • Esse processo requer energia, e pode ser estimulado pela prática de exercícios e por uma alimentação rica em proteínas. • A construção de tecidos e o ganho de massa muscular são dois processos anabólicos básicos. • No nível celular, um exemplo de processo anabólico é a sintetização de proteínas por meio de aminoácidos Catabolismo Conjunto de reações envolvidas na quebra de moléculas complexas em moléculas simples. • Essas reações liberam energia para o organismo, que posteriormente poderão ser usadas no processo anabólico. • Alguns resíduos celulares como ureia, dióxido de carbono e amônia também são produzidos durante o catabolismo. • O principal processo catabólico é a digestão, onde as substâncias ingeridas pelo corpo são divididas em componentes mais simples. • No nível celular, podemos citar a quebra de proteínas para a formação de aminoácidos, ou de glicogênio para a formação de glicose. Sinalização Celular As células precisam se comunicar entre elas. Exemplo: Hormônios e Sinapses. Para acontecer uma sinalização celular, precisa de: um emissor, um receptor, uma mensagem e uma reposta. Nomenclatura • Emissor – Célula • Receptor –Outra Célula, que costuma ser ativado por apenas um tipo de sinal específico. • Mensagem – Composto químico que estimula uma resposta na célula (inibição ou ativação de um processo bioquímico). • Resposta – Efeito Celular. Etapas 1. Célula Sinalizadora – Emite o sinal. 2. Célula alvo – Célula alvo detecta o sinal. Através das proteínas chamadas de receptores que reconhecem e respondem especificamente à molécula-sinal. Liberando moléculas de sinalização intracelular para alterar o comportamento celular. 3. Os receptores vão captar as alterações no meio externo da célula. 4. Fazem a transdução celular – Interpretação da informação captada. 5. Efeito celular – Alteração do comportamento. Vai decidir o que fazer, através do estímulo, alteração do metabolismo, alteração na expressão gênica, alteração do citoesqueleto aumentado a velocidade de movimentação da célula. Resumo de Guilherme Prezotto Tipos de Sinalização • Sinalização Endócrina - Os hormônios produzidos em glândulas endócrinas são secretados para a corrente sanguínea e amplamente distribuídos por todo o corpo. Longa Distância. • Sinalização Parácrina – Se difundem pelo líquido extracelular, fora da corrente sanguínea, atuando como mediadora local, próxima ao local de síntese. Exemplo: Regulando inflamação nos locais de infecção. Curta Distância. • Sinalização Autócrina – A célula responde a substâncias liberadas por ela mesma. • Sinalização Neuronal – Células nervosas envia mensagens a grandes distâncias, mas não é amplamente distribuída. Assim as células alvos fazem essa função de distribuir a mensagem pelo corpo através dos neurotransmissores. Longa Distância. • Contato direto – Uma molécula sinalizadora da superfície celular se liga a uma proteína receptora na superfície de uma célula adjacente. Tempo • Rápida – Como contração dos músculos, ou secreção das glândulas salivares. • Lenta – Crescimento e divisão celular. Molécula de sinalização extracelular A molécula sinalizadora é chamada ligante e a molécula celular que se prende ao ligante e possibilita a resposta é chamada receptor. A maioria das moléculas de sinalização extracelular não atravessam a membrana plasmática, mas há casos que sim: • Hormônios Esteroides (moléculas hidrofóbicas) – se ligam a receptores nucleares, que são proteínas receptoras localizadas no citosol, atravessando diretamente a membrana plasmática. • Óxido Nítrico (NO) – Alguns gases dissolvidos podem difundir-se através da membrana e ir para o interior da célula, ativando enzimas intracelulares que vão sintetizar o gás (viagra – vasodilatação da ereção peniana.) A maior parte das moléculas, se ligam a proteínas receptoras na superfície celular que convertem (transduzem) o sinal extracelular em diferentes sinais intracelulares, que em geral são organizados em vias de sinalização intracelular. Existem 3 tipos de classes de receptores de superfície celular: Resumo de Guilherme Prezotto • Canais Iônicos - Tais estruturas estão presentes na membrana celular e podem mudar de estrutura abrindo- se e fechando-se de acordo com a presença de um mensageiro químico, que se aproxima do receptor e o canal iônico é aberto. • Receptores Acoplados a proteína G – A proteína está inserida 7 vezes na bicamada lipídica da membrana celular. Faz a conexão com a parte externa e a parte interna da célula. É controladora molecular que usa GDP para controlar seu ciclo de sinalização. Quando o GDP está ligado, a proteína G está inativa. Para ativar a proteína o GDP deve ser substituído por GTP. Existem mais de 700 Receptores acoplados à proteína G (GPCRs) nos humanos. Esses receptores medeiam respostas a uma enorme diversidade de moléculas de sinalização extracelular, incluindo hormônios, mediadores locais e neurotransmissores. Como os GPCRs estão envolvidos em uma variedade tão grande de processos celulares, é muito utilizado por fármacos. Um terço de todos os fármacos utilizados atualmente age por meio dos GPCRs Interruptores moleculares Proteínas receptoras de um sinal (Proteína G) causa sua alternância de um estado inativo para um estado ativo até que algum outro processo as iniba. Por exemplo, aceleramento do batimento cardíaco é ativado, consequentemente ele terá que ser inativado, voltando ao seu estado original, a cólera também pode ser um exemplo. Vias de Sinalização Intracelular Moléculas pequenas e proteínas de sinalização intracelular. • Podem simplesmente transmitir o sinal para diante e dessa forma auxiliar na sua propagação por toda a célula. • Podem amplificar o sinal recebido, tornando-o mais forte, de modo que poucas • moléculas de sinalização extracelular sejam suficientes para evocar uma resposta intracelular intensa. • Podem detectar sinais de mais de uma via de sinalização intracelular e integrá-los antes de transmitir o sinal para diante. • Podem distribuir o sinal para mais de uma proteína efetora, criando ramificações no diagrama do fluxo de informações e evocando uma resposta complexa. Resumo de Guilherme Prezotto Exemplos: Molécula-Sinal Local de Origem Natureza Química Algumas ações Hormônios Adrenalina (epinefrina) Glândula suprarrenal Derivado do aminoácido tirosina Aumenta a pressão arterial, o ritmo cardíaco e o metabolismo Cortisol Glândula suprarrenal Esteroide (derivado do colesterol) Afeta o metabolismo de proteínas, carboidratos e lipídeos na maioria dos tecidos. Insulina Células β do pâncreas Proteína Estimula a captação de glicose, a síntese de proteínas e de lipídeos em vários tipos celulares. Testosterona Testículos Esteroide Induz e mantém as características sexuais secundárias masculinas Mediadores Locais Fator de crescimento epidérmico (EGF) Várias células Proteína Estimula a proliferação de células epidérmicas e de muitos outros tipos celulares Óxido Nítrico (NO) Células nervosas, células endoteliais que revestem os Gás dissolvido Causa Relaxamento das células musculares lisas, Resumo de Guilherme Prezotto vasos sanguíneos regula a atividade da célula nervosa Neurotransmissores Acetilcolina Terminais nervosos Derivado da colina Neurotransmissor excitatório em muitas sinapses neuromusculares e no sistema nervoso central Moléculas-sinal dependentes de contato Delta Células que irão se diferenciar em neurônios; vários outros tipos celulares embrionários Proteína transmembrana Impede células vizinhas de se tornarem especializadas como a célula sinalizadora O organismo humano é constituído por apenas quatro tipos básicos de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Essa classificação leva em conta principalmente critérios da estrutura, das funções e da origem embriológica desses tecidos. • O tecido Epitelial é formado por células que revestem superfícies e que secretam moléculas., tendo pouca MEC (Matriz Extracelular). • O tecido Conjuntivo é caracterizado por uma grande quantidade de MEC que é produzida por suas próprias células e tem função de apoio e proteção. • O tecido Muscular é formado de células alongadas dotadas da capacidade de encurtar seu comprimento, isto é, de contração. • O tecido Nervoso se compõe de células com longos prolongamentos emitidos pelo corpo celular que tem as funções especializadas de receber gerar e transmitir impulsos nervosos. Uma associação de vários tipos de tecidos forma um órgão, com exceção do sistema nervoso que possui quase somente por tecido nervoso. A maioria dos órgãos são constituídos de dois componentes: • Parênquima – São células responsáveis pelas funções típicasdo órgão. • Estroma – Tecido de sustentação representado quase sempre pelo tecido conjuntivo. Resumo de Guilherme Prezotto Origem Embriológica Ectoderma (em cima) – Tecido epitelial - Epiderme (pele), glândulas cutâneas e mamárias. Mesoderma (no meio) – Tecido Conjuntivo da cabeça, da dentina, derme da pele, tecido conjuntivo das vísceras, membrana serosa da pleura, pericárdio e peritônio e células sanguíneas e linfáticas. Endoderma (embaixo) – Tecido Epitelial • Epitélio da: traqueia, brônquios e pulmões • Epitélio do: trato gastrointestinal, fígado, pâncreas, bexiga urinária. • Epitélio da: faringe, glândula tireoide, cavidade timpânica, tonsilas, glândulas paratireoides. Funções As principais funções são: • Revestimento – De superfícies internas ou externas de órgãos ou do corpo como um todo (pele), esta função está quase sempre associada a outras atividades importantes como proteção absorção de íons e de moléculas (rins e intestinos) e percepção de estímulos (neuroepitélio, olfatório e o gustativo). Pois tudo que adentra ou deixa o corpo passa por um folheto epitelial. • Secreção – Tanto pelas células epiteliais de revestimento como também pelas células que compõe as glândulas. • Existem algumas células epiteliais, como as mioepiteliais, são capazes de contração. Características • São células que possuem muitas faces, poliédricas e são justapostas, uma do lado da outra, há pouca substância extracelular, formando folhetos ou aglomerados tridimensionais. • Elas aderem umas às outras por meio de junções intercelulares, que permite que elas se organizem como folhetos que revestem a superfície externa e as cavidades do corpo, ou que se organizem em unidades secretoras. • A forma das células varia muito, desde células colunares altas até células achadas como ladrilhos (pavimentosas). • Ceratinócitos – Células produtoras de queratina, compreende cerca de 90% da população celular total. Resumo de Guilherme Prezotto • A forma dos núcleos geralmente acompanha a forma das células e como geralmente não é possível distinguir os limites da célula epitelial por um microscópio de luz, a forma dos seus núcleos é usado como base para ter a ideia da forma da célula. Além disso a posição dos núcleos também ajuda a determinar se as células estão organizadas em camada única ou em várias camadas. Praticamente todos os epitélios estão apoiados sobre o tecido conjuntivo: • Lâmina própria – Camada de tecido conjuntivo onde os epitélios revestem cavidades de órgãos ocos como sistema digestório, respiratório e urinário. • Porção basal – A porção da célula epitelial voltada para o tecido conjuntivo (embaixo). • Porção apical – A porção da célula epitelial voltada para a cavidade/espaço (em cima). • Superfícies laterais – As superfícies de células epiteliais que confrontam células adjacentes (do lado). • Superfícies Basolaterais – Base das células (embaixo) Lâminas basais e membranas basais: Entre as células epiteliais e o tecido conjuntivo, existe uma camada de proteínas que se situa na base do tecido, chamada de Lâmina Basal. A lâmina basal tem papel de união/adesão entre o epitélio e o conjuntivo, controla o transporte de moléculas, influencia a polaridade celular, participa da proliferação e da diferenciação celular, direciona novas células para seus locais corretos durante o desenvolvimento embrionário e auxilia nos processos de cicatrização. A membrana basal é usada para denominar uma camada situada abaixo dos epitélios, visto ao microscópio de luz. Já a lâmina basal só pode ser vista ao microscópio eletrônico. Especializações da Superfície Basolateral das células Epiteliais: • Interdigitações – Dobras internas da membrana plasmática de células epiteliais que aumentam a adesão da superfície de contato entre as células, facilitando o intercâmbio de substâncias. • Junções intercelulares – Servem tanto para adesão (junção de adesão) como também para vedante (junção impermeável), prevenindo que o fluxo de materiais vaze pelo espaço intercelular. Oferece também canais de comunicação entre as células adjacentes (junção de comunicação). o Junções impermeáveis – Impede o fluxo de substâncias em células., pontos de contatos na superfície apical, chamadas de zônulas oculares. Resumo de Guilherme Prezotto Exemplo: o tecido epitelial da bexiga, precisa ter essas junções para a urina não vazar para fora da bexiga. o Junções de adesão: ▪ Zônulas de adesão - ficam logo abaixo das zônulas oculares, característica de uma faixa contínua e entra ela existe um espaço entre as células adjacentes onde possui uma substância que faz a função de “cimento”. ▪ Desmossomo – Em forma de disco que promove a adesão nas células adjacentes, localiza-se embaixo das zonas de adesão, não conseguem fixar onde existe interdigitações. ▪ Hemidesmossomos – É metade de um disco desmossomo. Fica na superfície basal da célula e serve como âncora, fazendo contato do tecido epitelial com a lâmina basal. o Junções de comunicação/Junção GAP - São como túneis que existem entre a célula epitelial e suas vizinhas, na superfície lateral, ocorrendo o fluxo de moléculas para obter a comunicação entre uma célula e outra célula. Utilizam da técnica de criofratura, onde as junções são formadas por porções de membrana plasmática das duas células nas quais reunidas formam a placa de junção de comunicação. Isso facilita para que as células de muitos órgãos trabalhem de maneira coordenada, elas participam da coordenação das contrações do músculo cardíaco, por exemplo. Especializações da Superfície Apical das células Epiteliais: • Microvilos - São invaginações da membrana sob a forma de dedos de luva, observados em células epiteliais com função de absorção. Os microvilos aumentam a eficiência dos processos de absorção, ampliando muito a superfície de contato com o ambiente. Encontrados, por exemplo, nas células do epitélio intestinal e de partes do rim. • Cílios e flagelos - São estruturas alongadas, cilíndricas, dotadas de mobilidade. Os cílios são encontrados em epitélios como, por exemplo, o da traqueia e das trompas uterinas. No corpo humano, os flagelos são encontrados nos espermatozoides. Suas estruturas são semelhantes à dos cílios, com a diferença de que o flagelo é geralmente mais longo, e apresenta- se individualmente por célula. • Estereocílios - São microvilos longos, ramificados e imóveis, que não devem ser confundidos com os verdadeiros cílios. São encontrados na região apical das células de revestimento do túbulo seminífero (célula de Sertoli), do epidídimo e do ducto deferente. Resumo de Guilherme Prezotto Tipos de Epitélios É dividido em dois grupos principais, de acordo com a sua estrutura, arranjo e função: Epitélios de revestimento e epitélio glandulares. Epitélio de Revestimento – As células se dispõem em folhetos que cobrem a superfície externa do corpo, ou que revestem as cavidades internas, o lúmen dos vasos sanguíneos, o lúmen de todos os órgãos ocos. São classificados de acordo com o número de camadas de células que constituem esses folhetos epiteliais e também conforme as características morfológicas das suas células. • Epitélio simples – Possui só uma camada de células. o Epitélio simples pavimentoso (achatado) - Revestem o lúmen dos vasos sanguíneos e linfáticos, chamado de endotélio. Reveste também grandes cavidades do corpo, chamado de mesotélio. o Epitélio simples cúbico – Encontrado na superfície externa do ovário e formando paredes de pequenos ductos excretores de muitas glândulas. o Epitélio simplesprismático/colunar/cilíndric o – Revestem lúmen intestinal e o lúmen de vesícula biliar. Alguns são ciliados como no da tuba uterina, ajudando no transporte de espermatozoides. • Epitélio Estratificado – Possui mais de uma camada e é definido o nome conforme o formato da camada de cima. o Epitélio estratificado pavimentoso – Revestem cavidades úmidas (boca, esôfago, vagina), sujeitas a atrito e forças mecânicas, se chamam epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. A superfície da pele, cuja superfície é seca, é revestida por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. o Epitélio estratificado cúbico/colunar/prismático – Resumo de Guilherme Prezotto Células mais próximas ao tecido conjuntivo. Migram lentamente para superfície do epitélio. o Epitélio estratificado de transição – Reveste a bexiga urinária, o ureter e uma parte inicial da uretra. Varia conforme o estado de distensão ou relaxamento do órgão. Bexiga vazia, epitélios globosos e de superfície convexa. Bexiga cheia, epitélio mais delgado e células superficiais tornam-se achatadas. • Epitélio Pseudoestratificado (Falso Estratificado) - Embora seja formado por apenas uma camada de célula, os núcleos são vistos em diferentes alturas do epitélio, parecendo estar em várias camadas. Todas as suas células estão apoiadas na lâmina basal, mas nem todos alcançam a superfície do epitélio, fazendo com que a posição dos núcleos seja variável. Exemplo: epitélio que reveste as passagens respiratórias mais calibrosas desde o nariz até os brônquios. • Neuroepitélios – células neuroepiteliais, que constituem função sensorial, exemplo (células das papilas gustativas e da mucosa olfatória). Epitélios Glandulares – São constituídos por células especializadas na atividade de secreção. • Podem sintetizar, armazenar e eliminar: proteínas (pâncreas), lipídios (adrenal e as glândulas sebáceas) ou complexo de carboidrato e proteínas (glândulas salivares). • Menos comuns são as células de glândulas que tem baixa atividade sintética (glândulas sudoríparas), cuja a secreção é constituída principalmente por substâncias transportadas do sangue ao lúmen da glândula. • Grânulos de secreção – pequenas vesículas que armazenam temporariamente moléculas a serem secretadas. • Glândulas exócrinas • Glândulas endócrinas • Glândulas mistas Biologia dos Tecidos Epiteliais: os tecidos epiteliais estão apoiados sobre um tecido conjuntivo, que serve não só para sustentar o epitélio, mas também para a sua nutrição, para trazer substâncias necessárias para as células glandulares produzirem secreção e para promover adesão do epitélio a estruturas subjacentes. A área de contato entre o epitélio e a lâmina própria pode ser aumentada pela existência de uma interface irregular entre os dois tecidos, sob forma de invaginações do conjuntivo, chamadas papilas. As papilas existem com maior frequência em tecidos epiteliais de revestimento sujeitos a forças mecânicas, como pele, língua e gengiva. Inervação A maioria dos tecidos epiteliais é ricamente inervado com terminações nervosas, como fibras nervosas sensoriais que estão na lâmina basal. Exemplo, a grande sensibilidade da córnea, epitélio que cobre a superfície anterior do olho, estimulando ou inibindo a sua atividade. Resumo de Guilherme Prezotto • Os tecidos epiteliais estão apoiados sobre um tecido conjuntivo. • Como os vasos sanguíneos raramente penetram no epitélio, todos os nutrientes das células epiteliais devem vir dos capilares sanguíneos existentes no tecido conjuntivo subjacente. • Esses nutrientes difundem pela lâmina basal e entram nas células epiteliais. • É um importante reserva para muitos fatores de crescimento que controlam a proliferação e a diferenciação celular. Funções • Promover a troca entre células e seu suprimento sanguíneo de nutrição e catabólitos. O Sangue transporta até o tecido conjuntivo os vários nutrientes necessários para suas células e leva de volta para órgãos de desintoxicação e excreção (fígado, rim...) produtos de refugo do metabolismo celular. • Estabelece e mantem a forma do corpo, através de um conjunto de moléculas – matriz extracelular (MEC) – que conecta as células e os órgãos, dando dessa maneira, suporte aos tecidos, órgãos e ao corpo como um todo. • Algumas de suas células tem um papel importante na defesa e resposta imunológica. • A capacidade de regeneração dos tecidos conjuntivos é interessante quando eles acabam sendo destruídos por lesões traumáticas, por exemplo. Elas não são capazes de se regenerar (músculo cardíaco), então eles preenchem por uma cicatriz de tecido conjuntivo. Assim, a cicatrização de incisões cirúrgicas depende da capacidade do tecido conjuntivo se regenerar ou não. A principal célula envolvida na cicatrização é o fibroblasto. Constituição É formado por células também, mas o principal componente é a matriz extracelular, formadas por proteínas fibrosas (fibras) e substância fundamental (conjunto de macromoléculas hidrofílicas e adesivas). Principais células Fibroblastos - Elas têm a função de sintetizar as proteínas colágeno e elastina que comporão as fibras, além dos glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas multiadesivas que farão parte da substância fundamental, formando a MEC. • São as células mais comuns do tecido conjuntivo e são capazes de modular a sua capacidade metabólica. Possui uma intensa atividade de síntese. • Contém citoplasma abundante, com muitos prolongamentos. Seu núcleo é Resumo de Guilherme Prezotto ovoide, grande e fracamente corado e é rico em retículo endoplasmático rugoso e o seu complexo de Golgi é muito desenvolvido. • Raramente se dividem em indivíduos adultos, exceto quando precisa-se durante um processo de cicatrização de uma ferida. Fibrócitos – São células metabolicamente quiescentes (em repouso), são fibroblastos mais velhos, são menores e mais delgados do que os fibroblastos. Apresentam pouco prolongamento citoplasmático e o núcleo são menores e mais alongados do que os dos fibroblastos. Possui pouca quantidade de retículo endoplasmático rugoso e o seu complexo de Golgi é menos desenvolvido. Pode reverter seu estado para um fibroblasto por conta de um tecido lesionado, por exemplo. Miofibroblastos – São células que estão entre um fibroblasto e uma célula de músculo, que possui a maioria das características dos fibroblastos, mas elas contem maior quantidade de filamentos de actina e de miosina (proteínas do citoesqueleto). Ela tem a função de fechar feridas após as lesões, através do processo conhecido como contração da ferida. Macrófagos – Possuem uma grande atividade de pinocitose e fagocitose. Geralmente, eles contêm um complexo de Golgi bem desenvolvido, muitos lisossomos e um retículo endoplasmático rugoso maior. • Eles derivam de células precursoras da medula óssea, as quais se dividem, produzindo os monócitos, que circulam no sangue. Esses monócitos, cruzam as paredes dos vasos sanguíneos, penetrando o tecido conjuntivo e amadurecem formando os macrófagos, ou seja, monócitos e macrófagos, são a mesma célula só que em estágio de maturação diferentes. • São células de vida longa e sobrevivem por meses nos tecidos. Em determinas regiões recebem nomes dieferentes: Células de kupffer (fígado), micróglia (sistema Resumo de Guilherme Prezotto nervoso central), células de Langerhans (pele), osteoclastos (tecido ósseo). • Atuam como elementos de defesa. Através da fagocitose, neutralizam bactérias e células cancerosas que penetram o organismo, impedindo infecções, tumores. • São células secretoras capazesde produzir uma variedade de substâncias que participam nas funções de defesa e reparo dos tecidos. • Tem um papel interessante na remoção de restos celulares ou componentes extracelulares que são alterados devido algum processo de involução fisiológica. Como o caso da gestação, o útero aumenta de tamanho e sua parede se torna mais espessa, após o parto esse órgão sofre involução e o excesso de tecido é destruído pela ação dos macrófagos. Mastócitos – São amplamente distribuídos pelo corpo, mas são mais abundantes na derme e nos sistemas digestório e respiratório. Quando maduro, é uma célula globosa, grande e com citoplasma repleto de grânulos secretores, estes são mediadores químicos da resposta inflamatória., tendo um papel fundamental na inflamação, aumentando o fluxo do sangue no local, causando inchaço, vermelhidão e calor, nas reações alérgicas e nas infestações parasitárias. É dividido em dois tipos: • Mastócitos do tecido conjuntivo – Encontrado na pele, cavidade peritoneal, possuindo substância anticoagulante • Mastócito da mucosa – Encontrado na mucosa intestinal e nos pulmões. Plasmócitos – Células grandes que possuem muitos Retículos Endoplasmático rugoso. São em menores números no tecido conjuntivo, exceto em locais onde há locais sujeitos à penetração de bactérias e proteínas estranhas, como a mucosa intestinal. São responsáveis pela produção de anticorpos que são muito variados, cada anticorpo é formado para um antígeno específico. Leucócitos/Glóbulo branco – São células especializadas na defesa contra microrganismos agressores. Trabalha em conjunto com plasmócitos e macrófagos em inflamações. Migram do sangue para o tecido conjuntivo. Adiposas – Especializadas no armazenamento de gorduras neutras, reserva de energia e produção de calor. Matriz Extracelular Fibras – As fibras do tecido conjuntivo são estruturas muito alongadas que podem oferecer resistência ou elasticidade aos tecidos. As três principais são: fibras colágenas, fibras reticulares e fibras elásticas. As duas primeiras são formadas pela proteína colágeno e a última pela proteína elastina. Resumo de Guilherme Prezotto Fibras colágenas – Possui o colágeno, proteína mais abundante do organismo, estando presentes na pele, osso, cartilagem, músculo liso e na lâmina basal. São classificados em grupos: • Colágenos que formam longas fibrilas – formam as fibrilas de colágeno, que constituem a estrutura dos ossos, dentina, tendões, derme, cápsulas de órgãos... • Colágenos associados a fibrilas – Formam estruturas curtas que ligam as fibrilas de colágenos umas às outras e a outros componentes da matriz extracelular. • Colágeno que forma rede – O colágeno cujas moléculas se associam formando uma rede, sendo um dos principais componentes estruturais das lâminas basais, exercendo papel de aderência e de filtração. • Colágeno de ancoragem - Encontrado em fibrilas que ancoram as fibras de colágeno à lâmina basal. Uma síntese de colágeno anormal ou ineficiente pode causar doenças ou danos no corpo humano, resultando no acúmulo exagerado de colágeno nos tecidos, exemplo da esclerose sistêmica progressiva, onde quase todos os órgãos apresentam, excesso de acúmulo de colágeno (fibrose). Fibras de colágeno tipo I – A mais numerosa no tecido conjuntivo. Possui uma propriedade óptica de refração da luz para diferentes direções, chamada de birrefringentes. Podem formar feixes de colágeno. Resumo de Guilherme Prezotto Fibras Reticulares – São extremamente finas e formam uma rede extensa em determinados órgãos. Essas fibras não são visíveis dependendo do corante. São abundantes em músculo liso, baço, nódulos linfáticos e medula óssea vermelha. Seu pequeno diâmetro e a disposição frouxa criam uma rede flexível em órgãos que são sujeitos a mudanças fisiológicas de forma ou volume, como artérias, fígado, baço, camadas musculares do intestino. Fibras elásticas – Principal proteína é a elastina. Conseguem se distender facilmente quando tracionadas, promovendo a elasticidade do tecido. Está presente, nos pulmões, pele, e parede de vasos sanguíneos. São classificadas em três tipos de acordo com o nível de elastogênese (formação de fibras elásticas): • Fibras oxitalânicas – compostas por microfibrilas que são secretadas por fibroblastos. • Fibras elaunínicas – Mais essas que a oxitalânicas, já que é uma junção de elastina às microfibrilas. • Fibras elásticas maduras – Decorre do acúmulo de elastina, originando fibras mais espessas. Síndrome de Marfan – Doença caracterizada pela falta de resistência em tecidos que são ricos em fibras elásticas. Ocasionando rompimento de grandes artérias como a aorta, que é submetida a alta pressão sanguínea, levando a um alto risco de morte. Substância Fundamental É uma mistura incolor composta por glicosaminoglicanos e glicoproteínas multiadesivas que preenchem os espaços entre as células e fibras do tecido conjuntivo. • Não pode ser visto por Microscópio Ótico. • Elas se ligam com proteínas receptoras integrais encontradas nas superfícies de células. Desse modo não somente fornece força e rigidez a matriz, como também determina, por meio de sinais moleculares, algumas funções celulares, como: mediar comunicação intercelular e proteger receptores da superfície. • Funciona também como lubrificante e como barreira à penetração de microrganismos invasores. Resumo de Guilherme Prezotto Tipos de Tecido Conjuntivo Propriamente Dito: • Propriamente Dito Frouxo – Contém todos os elementos estruturais típicos do tecido conjuntivo (células e matriz extracelular) sem predomínio de qualquer componente. É mais flexivo e mais vascularizado, não sendo muito resistente a trações. Está presente em locais onde existe pequenos atritos e pressões, como: preenchendo espaços entre os órgãos viscerais, suportando epitélio, envolvendo nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. • Propriamente Dito Denso – É formado pelos mesmos componentes, mas existem menos células e uma predominância de fibras colágenas grossas. É subdivido em dois: o Denso Não Modelado – É aquele onde as fibras colágenas estão desorganizadas, não possuem uma direção igual, estão em várias direções. Menos flexível e mais resistente às trações exercidas em qualquer direção. São encontradas: na derme, apoiando epitélios do aparelho digestivo, na cápsula de alguns órgãos (pulmão, baço, rim, fígado, testículo) e cápsulas articulares e pericárdio. o Denso Modelado – Estão organizadas paralelas umas às outras e alinhadas aos fibroblastos. Esse tecido oferece resistência máxima à força de tração exercida no mesmo sentido da fibra. É encontrado nos tendões, ligamentos. Elástico: • É composto por feixes espessos e paralelos de fibras elásticas. O espaço entre as fibras é ocupado por fibras delgadas de colágeno e fibrócitos. Possui uma cor amarela típica e grande elasticidade. Está presente em Resumo de Guilherme Prezotto ligamentos da coluna vertebral e no ligamento suspensor do pênis. Reticular: • Muito delicado e forma uma rede tridimensional que suporta as células de alguns órgãos, como medula óssea, nódulos linfáticos, baço. É constituído por fibras reticulares. Mucoso: • Tem consistência gelatinosa e as principais células desse tecido são os fibroblastos. Principal componente do cordão umbilical, no adulto é restrito à polpa jovem dos dentes. Tecidos de Suporte: • Cartilaginoso e ósseo.