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ANÁLISE SESSÃO TERAPIA
CRISTIANE MARIA DA SILVA SANTOS
RA: D80BCI 1
Paciente Breno Dantas bate na porta do consultório, enquando o analista abre a porta se aprensentam, Breno paciente e Tel analista.
Paciente já entra e pergunta se há algum tipo de comando para iniciar, Tel diz que ele pode começar a falar quando quiser, já começa a transferência quando Breno responde:
Então quem manda aqui é o paciente? 
Tel responde:
Não aqui o paciente nunca tem rasão. 
Os dois se encaram e Tel quebra o gelo dizendo ser uma piada de terapeuta.
Paciente sonda se o analista o conhece, visto que foi notícia de jornal na tv, dando indícios de uma necessidade narcísica.
Breno é atirador de elite, e virou notícia após ter atirado em um traficante que fazia uma criança de refêm na favela de Eliópolis, Breno se gaba do feito, enquanto o analista lembra que uma criança também tinha morrido.
Breno diz que só soube disso no dia seguinte, todo momento se justifica dizendo que não viu a criança, demonstrando um sentimento de culpa recalcado.
Ainda pergunta ao analista se ele quer saber se ele dorme bem.
E se justifica dizendo que dorme muito bem, e sabe que cumpriu seu dever, e que sua consciência é limpa, se orgulha de si mesmo.
Tel pergunta então afinal o que o trazia ao consultório.
Breno quer falar sobre o dia após o ocorrido, saiu para correr com um amigo chamado Fábio que é mèdico, e falou sobre o garoto morto.
Breno relata que um dia antes de comparecer ao trabalho para um treinamento, insistiu com o amigo Fábio para correrem bem mais que poderiam, se esforçaram bastante.
Breno diz meio que sem jeito que seu amigo é gay, Tel pergunta como ele se sentiu quando o amigo comentou sobre a criança morta então Breno diz que não se lembra, mas queria ganhar a corrida que ele ganhou e que ganhar do seu amigo não é para qualquer um, novamente ressaltando a sua necessidade de ser reconhecido como melhor em tudo.
Relata que teve uma parada cardiaca e foi congelado por quarenta e oito horas, que seu caso é único, um record.
Diz que teve medo de ter uma ereção enquanto estava desacordado, o analista supõe que esse medo poderia estar relacionado com a presença do amigo gay pensa que ele é homofóbico.
Nesta cena percebi indícios de que Breno poderia ter receio de que pudesse estar se sentindo atraido pelo seu amigo o suficiente para ter uma ereção, e que isso se revelaria pelo fato de que ele não teria o controle quando estava acordado, então não poderia mais esconder esse segredo.
Tel revela que vê o quanto Breno está o testando des de que chegou ao consultório.
Breno diz que nasceu para ser o melhor, Tel pergunta se quando isso não acontece ele fica desapontado consigo mesmo ou com raiva, Breno diz que não é nada disso e desconversa.
Breno sempre da indícios de que não lida bem com perdas, ou situações contrárias.
Breno diz que quer voltar ao lugar onde tudo aconteceu, mas seu amigo Fábio aconselhou a não ir, ele pergunta ao analista o que ele acha.
Breno diz que precisa voltar lá, Tel pergunta por que precisa?
Breno diz estar curioso e ter vontade de ir lá.
Breno se mostra irritado com as perguntas do analista.
Mas novamente friza que quer opinião do analista.
Demonstrando o quanto não consegue tomar suas próprias decisões pois depende sempre de uma outra opinião, as vezes tentando transferir suas responsabilidades a outras pessoas.
Tel desafia Breno a rever a possibilidade de tomar suas proprias decisões, ele se irrita.
Observei que Breno se submete a circunstâncias que o levem a algum impedimento sempre que há algum evento importante, relacionado ao acontecimento em Eliópolis, revelando a dificuldade de enfrenamento que o domina sempre nesses momentos.
Um mecanismo de defessa, talvez uma negação, por ter se precipitado ao atirar no traficante, o que levou também uma criança a morte.

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