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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba 
Coordenação do Curso de Letras a Distância 
Componente Curricular: literatura portuguesa II
Semestre: 2022.1 - Período: 4º 
 Professor Formador: GIRLENE MARQUES FORMIGA 
 Tutor: GIRLENE MARQUES FORMIGA 
 
Aluno/a: Marcilene Batista jovencio Polo: João pessoa
ATIVIDADE INDIVIDUAL 
ASSUNTO: Heterônimos Fernando Pessoa– Aula 07
Tema: O Guardador de Rebanhos, transitam, principalmente, em torno da natureza, representação da única realidade aceitável com a qual ele mantém uma relação baseada na sensação pura, naquilo que seus sentidos percebem. Fernando se comparar ao guardador de rebanhos porque apresenta notóriedade há presença de metáfora, quando o poeta se coloca como pastor, pastor que nunca guardou rebanhos, mas é como se os guardasse, porque ele conhece a natureza na sua real naturalidade, Alberto Caeiro é um homem do campo, que vive em contato com a natureza e não tem estudos como os demais. Segundo Fernando Pessoa, ele é mestre do paganismo, ou seja, ele tem uma visão não espiritualizada de mundo. Mesmo assim, é um poeta-filósofo, cujo pensamento extrai da natureza, de sua relação direta com ela. Manifesta-se a favor da simplicidade da vida e defende a sensação como a melhor forma de conhecimento. Caieiro julga que os homens tendem a dificudificultar as coisas com suas teorias metafísicas e filosóficas. Para ele, se mundo é o real-sensível, o que ele vê e sente. Em primeira análise e encontrado no poema diversas características dentre elas o Sensacionismo podemos dizer que e a valorização das sensações. Paganismo caráter politeísta. Versos livres sem métrica e sem rima. Linguagem simples por fim não encontramos dificuldade de compreensão. Alberto Caeiro, heterônimo que defendeu a simplicidade da vida, extraindo seus pensamentos do contato com a natureza e da vida simples, Aqui, Caieiro aguça sua busca de uma afinidade sensorial com o mundo e a natureza, procurando recusar a existência de qualquer sentido profundo nas coisas que formam a realidade. O poema defende a ideia da superioridade do sentir sobre o pensar. É impregnado de panteísmo, ou seja, a ideia de que a divindade não está em um deus, mas na união com os elementos da natureza, muito citados ao longo da obra. Dessa forma como estudado anteriormente Alberto Caeiro é um poeta voltado para a simplicidade e as coisas puras. Viveu em contato com a natureza, extraindo dela os valores ingênuos com os quais alimentava a alma. É um poeta bucólico, dá importância às sensações, registrando-as sem a mediação do pensamento. Segue em linhas gerais o poema sobre o guardador de rebanhos: Sou um guardador de rebanhos. O rebanho é os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pés E com o nariz e a boca. Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la E comer um fruto é saber-lhe o sentido. Heterônimo que defendeu a simplicidade da vida, extraindo seus pensamentos do contato com a natureza e da vida simples.
Poema: o guardador de rebanhos 
SOU UM GUARDADOR DE REBANHOS
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
 E com as mãos e os pés
 E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Obra de Fernando pessoa: 
O guardador de rebanhos
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Concluir-se portanto que Alberto Caieiro, o mais simples de todos, não teve estudos, vivia em contato direto com a natureza, tinha um estilo de vida bucólico, mas destacou-se como o poeta-filósofo, que utilizava os sentidos para conhecer e compreender o Universo. passou grande parte de sua vida no campo, onde escreveu a maioria de seus poemas. Ele é autor do livro O guardador de rebanhos e da obra incompleta O pastor amoroso. Recebeu pouca educação, apenas instrução primária, e não tinha profissão. Ficou órfão bem cedo, então passou a viver, com alguns rendimentos, apenas em companhia de uma velha tia-a avó, mantém uma relação baseada na sensação pura, naquilo que seus sentidos percebem. mantém uma relação baseada na sensação pura, naquilo que seus sentidos percebem. Podemos observar que     A metáfora está presente no poemas, apesar do escritor dá maior atenção à natureza e preferir as sensações ao pensamento, ele se utiliza de elementos da natureza como metáforas a fim de embelezar o poema e dá um aspecto misterioso. Fernando pessoa considera Alberto Caeiro o mais importante dentre seus heterônimos, obviamente pelo fato deste assemelhar-se a ele, visto que ambos possuem bastantes características comuns, tornando assim o Guardador de Rebanhos, Conquanto tal prerrogativa poderemos dizer que Quando Caeiro fala em rebanhos, refere-se aos poemas naturais, que simplesmente fluem oriundos de um poeta puro, pois Caeiro acreditava que fazer literatura precisava pensar e não apenas sentir, portanto, não era essa a sua intenção, fazer literatura “Não tenho ambições nem desejos/ Ser poeta não é uma ambição minha/ É a minha maneira de estar sozinho. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.Aulas disponíveis aula 07, material complementar didático disponibilizado pela professor Antônio Rodrigues
2.Assuntos abordados nas aulas na biografia de Fernando pessoa.
 3. PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. São Paulo: Martin Claret, 2006.

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