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Ação Popular (Lei 4717)

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AÇÃO POPULAR – LEI 4717/65.
MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS E JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES
Material confeccionado por Eduardo B. S. Teixeira.
	Última atualização legislativa e jurisprudencial: 14/03/22 - Info 607 (art. 19 - entendimento superado).
Última atualização questões de concurso: 04/10/2022.
Observações quanto à compreensão do material:
1) Cores utilizadas:
· EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, etc.
· EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
· EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação, especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que dispõe na Lei 4717/65).
· EM AMARELO: destaques importantes (ex.: critério pessoal)
2) Siglas utilizadas:
· MP (concursos do Ministério Público); M ou TJPR (concursos da Magistratura); BL (base legal, etc).
LEI Nº 4.717, DE 29 DE JUNHO DE 1965.
	
	Regula a ação popular.
        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
        Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima [obs.: é o único legitimado] para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista (Constituição, art. 141, § 38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. (TJPI-2007) (PGECE-2008) (DPEMA-2009) (TRF1-2009) (PGEPE-2009) (MPSE-2010) (DPEAM-2011) (MPF-2011) (PCRJ-2009/2012) (TJBA-2012) (TJCE-2012) (MPMT-2012) (MPPI-2012) (MPRR-2012) (MPTO-2012) (DPESC-2012) (DPESE-2012) (PFN-2012) (MPPR-2011/2013) (TJMA-2013) (DPEDF-2013) (TRF5-2013) (PGDF-2013) (PCES-2013) (MPGO-2010/2014) (MPSC-2012/2013/2014) (DPEMS-2014) (DPERS-2014) (TRF2-2014) (PGESC-2014) (PCPI-2014) (TRT2-2014) (MPT-2009/2015) (Cartórios/TJRS-2013/2015) (MPAM-2015) (DPEPA-2015) (DPERN-2015) (PGEPR-2015) (PGERS-2015) (TRT1-2015) (DPEBA-2010/2016) (TJDFT-2011/2014/2016) (TJAM-2016) (PGEAM-2016) (PCPA-2016) (PGM-POA/RS-2016) (PGEAC-2014/2017) (Cartórios/TJMG-2015/2016/2017) (DPERO-2017) (Cartórios/TJRJ-2017) (PCAC-2017) (PGM-BH/MG-2017) (MPMS-2011/2013/2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (DPEMG-2009/2019) (MPMG-2010/2014/2017/2018/2019) (TJPA-2019) (TJRO-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (MPAP-2012/2021) (PGEAL-2021) (TJMG-2005/2008/2009/2022) (DPETO-2022) (PGM-Florianópolis/SC-2022) (Anal. Judic./TRT9-2022)
	##Atenção: ##PGEAC-2017: ##PCAC-2017: ##TJRO-2019: ##DPEMG-2019: ##FMP: ##VUNESP: A ação popular pode ser proposta por qualquer cidadão (nacional, no gozo dos direitos políticos) com o objetivo de anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus de sucumbência. 
##Atenção: Como requisito para a propositura é ser cidadão (art. 5º, LXXIII da CF), e formalmente isso significa ter título de eleitor, aquele que, a partir dos 16 anos estiver munido deste documento, poderá ajuizar ação popular. 
##Atenção: ##Doutrina: ##MPMG-2019: ##DPEMG-2019: ##DPERJ-2021: ##TJMG-2022: ##FGV: Segundo Daniel Assumpção Neves: “A legitimidade ativa do cidadão na tutela coletiva é limitada à ação popular, em decorrência da previsão contida no art. 1º, caput, da Lei 4.717/1965, não havendo qualquer indicação de legitimidade em leis subsequentes que versam sobre tutela coletiva, em especial os arts. 5º da LACP e 82 do CDC. Ao menos no que toca à previsão legal expressa, realmente o único texto legal que atribui legitimação ao cidadão é o art. 1º da LAP, que inclusive exclui outros sujeitos dessa legitimação, salvo na excepcional hipótese de sucessão processual pelo Ministério Público, nos termos do art. 9º da mesma lei.” (NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Processo Coletivo, 4ª ed. - Salvador: JusPODIVM, 2020, p. 198.)
	(DPERJ-2021-FGV): Sobre a evolução da tutela coletiva no Brasil, é correto afirmar que: a Lei nº 4.717/1965 (Lei da Ação Popular), não obstante o seu modelo de legitimação individual, integra o microssistema de tutela coletiva do direito brasileiro.
##Atenção: ##STF: ##MPMS-2018: O STF entende que não se presta a ação popular a impugnar atos normativos genéricos, mas apenas para impugnar atos efetivamente lesivos ao Estado. STF. 1ª T. AO 1.725-AgR, rel. Min. Luiz Fux, DJe 11.03.15.
##Atenção: ##TRF5-2013: ##Cartórios/TJMG-2017: ##DPERJ-2021: ##CESPE: ##Consulplan: ##FGV: Seguindo o modelo das ações civis públicas, pode-se afirmar que na ação popular a lei outorgou a possibilidade de um legitimado atuar isoladamente em defesa de interesses de uma coletividade, como adequado portador de suas aspirações. Trata-se de “representatividade adequada” definida ope legis: a lei e a CF/88 outorgaram a qualquer cidadão a condição de portador adequado dos interesses metaindividuais da integridade do patrimônio público, da moralidade administrativa e do meio ambiente ecologicamente hígido, legitimando-o a defendê-los judicialmente quando atacados por atos de alguma das entidades previstas no art. 1.º da LAP. Portanto, tal como ocorre nas ACP’s, não se admite o controle da representatividade adequada em cada caso concreto, segundo o modelo ope judicis. Uma vez provada a condição de eleitor ou cidadão português equiparado, sua legitimidade não poderá ser recusada pelo Judiciário. (Fonte: Landolfo Andrade, Interesses Difusos e Coletivos, 2014, 4ª Ed. p. 287).
##Atenção: ##STJ: ##MPSE-2010: ##DPERN-2015: ##DPEBA-2016: ##CESPE: ##FCC: Segundo o STJ, “a Ação Popular não é servil à defesa dos consumidores, porquanto instrumento flagrantemente inadequado mercê de evidente ilegitimatio ad causam (art. 1º, da Lei 4717/65 c/c art. 5º, LXXIII, da CF/88) do autor popular, o qual não pode atuar em prol da coletividade nessas hipóteses. A ilegitimidade do autor popular, in casu, coadjuvada pela inadequação da via eleita ab origine, porquanto a ação popular é instrumento de defesa dos interesses da coletividade, utilizável por qualquer de seus membros, revela-se inequívoca, por isso que não é servil ao amparo de direitos individuais próprios, como sóem ser os direitos dos consumidores, que, consoante cediço, dispõem de meio processual adequado à sua defesa, mediante a propositura de ação civil pública, com supedâneo nos arts. 81 e 82 do CDC. (....)” (REsp 818725/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª T., j. 13/05/08).
##Atenção: O MP NÃO possui legitimidade para intentar ação popular. Todavia, se o autor desistir da ação ou der motivo à absolvição da instância, serão publicados editais nos prazos e condições do art. 7º, II, ficando assegurado a qualquer cidadão bem como ao representante do MP, dentro de 90 dias da última publicação, promover o prosseguimento da ação. De forma simples, o MP atuará de quatro formas: 
a) Como parte pública autônoma, velando pela regularidade do processo e pela correta aplicação da lei, podendo opinar pela procedência ou improcedência da ação. Nesse caso, exerce o papel de fiscal da lei, ou “custos legis”.
  
b) Como órgão ativador da produção de prova e auxiliar do autor popular. Todavia, a função de auxiliar do autor da ação popular não implica em uma atividade secundária do Parquet. Ele não é um mero ajudante do autor da ação; ao contrário, possui uma atividade autônoma.
	(MPMG-2014): Sobre a ação popular, é correto dizer: O Ministério Público, mesmo não sendo parte no processo, poderá juntar documentos e
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