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PRÁTICAS CONTÁBEIS EM 
LABORATÓRIO 
AULA 02 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Adriely Camparoto Brito 
Revisão: Profª Edenise A. Anjos
 
 
CONSTITUIÇÃO, ALTERAÇÃO E DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADES E LICENÇAS 
 
CONVERSA INICIAL 
 Nesta aula abordaremos as etapas dos processos de constituição, 
alteração e extinção de pessoas jurídicas em âmbitos federal, estadual e 
municipal, tentando evidenciar a ideia de como se dá a operacionalização de 
cada uma dessas etapas. Para complementar esse estudo do ambiente de 
funcionamento das pessoas jurídicas, também abordaremos a respeito das 
licenças e autorizações necessárias para o desenvolvimento das atividades 
operacionais. 
 
CONTEXTUALIZANDO 
 Até o ano de 2017, o processo de constituição, alteração e principalmente 
a baixa de pessoas jurídicas era realizado em sua grande parte (ou em sua 
totalidade) de maneira manual. Esse cenário refletia em longos dias de espera 
pelos empresários para que tivessem seus atos devidamente registrados. 
Sempre houve uma grande demanda por parte dos profissionais que atuam 
nessa área, em especial os contabilistas, para que os governos de todos as 
esferas se esforçassem para melhorar e reduzir o tempo desses processos. Esse 
é o ambiente atual, de mudanças, pois os governos estão tentando otimizar e 
facilitar os processos de registro e legalização das pessoas jurídicas, por meio 
da criação de um portal único que visa integrar os sistemas federal, estadual e 
municipal que ainda está em fase de implantações e aperfeiçoamentos, 
principalmente quanto aos serviços municipais. É sobre esse “novo ambiente de 
registros e legalização” que estudaremos nesta aula. 
 
TEMA 1 – CONSTITUIÇÃO DE EMPRESA PELO REDESIM 
 O REDESIM reduziu de 8 para 5 dias o tempo médio de abertura de 
empresas no Brasil, comparando os últimos trimestres de 2017 e 2018, além 
disso aumentou em 20% a quantidade de empresas abertas em até 3 dias. 
(RECEITA FEDERAL, 2018). Em 2022, as estatísticas disponíveis no site do 
REDESIM, evidenciam que este percentual de 20% aumentou para 91%, 
indicando que o prazo médio para abertura de empresas em nível nacional é de 
até 3 dias. 
 
 
 
3 
1.1 O que é o REDESIM? 
 O REDESIM é a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da 
Legalização de Empresas e Negócios, criada por meio da Lei Federal nº 11.958 
de 3 de dezembro de 2007, com o objetivo de estabelecer (e continua 
aprimorando), diretrizes e procedimentos para a integração e a simplificação 
dos processos de constituição, alteração, baixa e legalização de pessoas 
jurídicas. (SEMPE, 2019; BRASIL, 2007). 
 O projeto completo do REDESIM é que todos os órgãos responsáveis por 
registros e legalizações de pessoas jurídicas participem dessa Rede Nacional, 
compartilhando o mesmo banco de dados desburocratizando e agilizando os 
processos de registros de atos. Conforme observa-se pela Lei de criação, o 
projeto idealizado desde 2007, foi implementado no início de 2017 no município 
de São Paulo e somente em julho de 2018 foi disponibilizado para todo o Brasil 
e, ainda está em desenvolvimento. Desde sua implantação o REDESIM se 
tornou “a janela única dos órgãos partícipes para a interação com o cidadão 
empreendedor”. (RECEITA FEDERAL, 2018). 
 Atualmente os órgãos responsáveis pelos registros de atos e legalização 
das pessoas jurídicas são: Receita Federal, Juntas Comerciais, Receitas 
Estaduais e Secretarias de Fazenda de todos os Estados e do Distrito Federal, 
Prefeituras de todos os municípios brasileiros e órgãos de licenciamentos de 
atividades, tais como Corpo de Bombeiros, Vigilâncias Sanitárias, e órgãos do 
Meio Ambiente. Entretanto, a participação no REDESIM é obrigatória apenas 
para os órgãos federais responsáveis pelos processos de registro e legalização 
(Receita Federal e Juntas Comerciais). Para os demais órgãos estaduais, 
municipais e de legalização a adesão é voluntária. (SEMPE, 2019). 
A administração do REDESIM é feita por um Comitê Gestor “CGSIM” e 
sua secretaria executiva é de responsabilidade do Departamento de Registro 
Empresarial e Integração (DREI) da Secretaria Especial da Micro e Pequena 
Empresa (SEMPE). O modelo de trabalho consolidado pelo CGSIM marca uma 
mudança significativa na relação do empreendedor com o governo, pois até 
pouco tempo necessitava elaborar documentação separada para cada órgão e, 
com a evolução do REDESIM o contribuinte poderá acessar e um local único 
todos os sistemas governamentais de registro e legalização envolvidos. 
(SEMPE, 2019; Receita, 2018). 
 
 
4 
Desde o fim do ano de 2020, o governo promoveu o lançamento do “novo” 
portal do REDESIM, agora integrado às interfaces dos sites governamentais 
“.gov.br” por meio de acesso único. Após esta alteração, ao acessar o sítio 
eletrônico das Juntas Comerciais ou demais entidades responsáveis pelo 
processo de regularização, alteração ou baixa de entidades jurídicas, integradas 
ao REDESIM, o usuário será automaticamente direcionado para o site do portal 
e.gov para acesso aos procedimentos, conforme exposto na figura 1. 
 
Figura 1 Portal e-gov. 
Disponível em: https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=contas.acesso.gov.br&authorization_id=182e2a1affa 
 
 
Ao acessar o portal do REDESIM, o usuário terá acesso as opções de 
serviços disponíveis, conforme exposto na figura 2. 
 
 
Figura 2. Portal do REDESIM 
Fonte: Página inicial do REDESIM, acesso em maio de 2019. 
 
https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=contas.acesso.gov.br&authorization_id=182e2a1affa
 
 
5 
A figura 2, apresenta-se a página inicial do REDESIM. O endereço de 
acesso é “www.REDESIM.gov.br”. Para melhor segregação dos serviços o portal 
divide-se em “Já possuo pessoa jurídica” campo este que dará acesso aos 
serviços disponíveis para as pessoas jurídicas já constituídas e, a opção “abra 
sua pessoa jurídica” que permite o acesso dos serviços disponíveis para a 
constituição de novas pessoas jurídicas. (REDESIM, 2019). 
 Como se trata de um site institucional, além das opções de serviços 
citadas, também são disponibilizadas outras opções de acesso, conforme pode-
se observar no cabeçalho da ilustração da figura 3 e que são melhor detalhadas 
abaixo, na ordem da direita para a esquerda: 
 Busca no site: É um campo para realização de pesquisas no site, 
bastando digitar a palavra do serviço desejado, que a busca será feita. É uma 
opção padrão disponibilizados nos sites institucionais. (REDESIM, 2019). 
 Parceiros: Neste campo estão disponíveis os nomes de todos os 
parceiros do REDESIM, juntamente com os canais (link) para acessar aos seus 
sites institucionais. São órgãos e instituições que participam e apoiam essa rede 
de integração nacional. (REDESIM, 2019). 
 Serviços: Ao clicar nesta opção, será direcionado para uma página 
contendo o detalhamento de todos os serviços disponibilizados pela REDESIM 
que poderão ser acessados pelo contribuinte, bem como as orientações 
disponibilizadas para cada tipo de serviço. (REDESIM, 2019). 
 Estatísticas: Este campo reúne as informações e dados estatísticos dos 
estabelecimentos matrizes e filiais, por situação cadastral ativa, baixada e 
outras, segregados por estado e, por município. (REDESIM, 2019). 
 Consultas: Neste campo o REDESIM disponibiliza serviços de consultas 
e pesquisas relacionadas ao CNPJ, sendo possível imprimir o comprovante do 
CNPJ caso já possua o número em mãos. Uma novidade deste serviço de 
consultas é a disponibilização de pesquisa de um número de CNPJ pelo nome 
empresarial ou nome fantasia, esse tipo de busca não era disponibilizado 
anteriormente, entretanto, para essa opção é necessário acessar a área de 
usuário. Qualquer pessoa pode se cadastrar na área de usuário, preenchendo 
os dados solicitados e gerando a senha de acesso. Além dessas opções de 
pesquisas, são disponibilizados campos para consultar o andamento dos 
serviços já solicitados,sendo necessário informar o número de “Protocolo” do 
REDESIM, que é gerado no ato de cada solicitação. (REDESIM, 2019). 
 
 
6 
 
Figura 3 Opção Passo a Passo - esquema básico dos serviços concentrados no REDESIM 
 
Passo a Passo: esta opção sintetiza o fluxo de serviços disponibilizados 
pelo portal REDESIM, conforme a ordem em que devem ser realizados. Para 
melhor visualização desse processo apresentamos a ilustração no Figura 02 
(página anterior). Pode-se observar que se divide em três passos, sendo: 
 Passo 1: é a consulta prévia também chamada de viabilidade, é a etapa 
em que se realiza a pesquisa na Junta Comercial do respectivo Estado da sede 
da empresa. Somente com a viabilidade aprovada é que se prossegue para a 
etapa seguinte. (REDESIM, 2019). 
 Passo 2: é a Coleta de Dados da Receita Federal, onde são informados 
os dados para registro no CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas), na 
página do Coletor Nacional. (REDESIM, 2019). 
 Passo 3: se refere as Licenças operacionais que a pessoa jurídica 
necessita obter para iniciar suas operações. (REDESIM, 2019). 
 É importante destacar que a realização da etapa seguinte somente será 
possível após a aprovação ou deferimento da etapa anterior. Ressaltamos esse 
fluxo operacional devido sua relevância para os conteúdos que serão abordados 
nos tópicos seguintes dessa aula. 
 
1.2 Constituição de empresas: Junta Comercial e Receita Federal 
 Constituir uma pessoa jurídica refere-se ao ato de providenciar seu 
registro nos órgãos específicos competentes, ou seja, transformar a ideia em 
 
 
7 
algo legalmente existente. Somente após o deferimento do registro pelos órgãos 
competentes é que a empresa estará formalmente constituída e terá seu número 
do Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas – CNPJ. Toda pessoa jurídica 
possui o seu CNPJ, único e exclusivo, não se repetindo, inclusive em casos de 
filiais, que apesar de possuírem a mesma numeração da raiz do CNPJ de sua 
matriz (ou seja, os primeiros 8 números), a numeração final sempre será 
diferente (6 últimos números), indicando a quantidade de filiais inscritas e seu 
digito de verificação. 
 A constituição de uma pessoa jurídica é uma fase que exige decisões por 
parte do (s) empresário (s), tais como: qual o tipo jurídico que vai optar entre as 
opções existentes, quais serão as atividades desenvolvidas, qual será a forma 
de atuação, quanto de capital social será integralizado, qual será o endereço, o 
nome fantasia, entre outras. Tendo todas essas informações, pode-se iniciar o 
processo de formalização da empresa. 
 
 
Figura 4 Opções do REDESIM para a constituição de Pessoas Jurídicas 
O processo de formalização da constituição de uma pessoa jurídica, vai 
ser iniciado pelo REDESIM, conforme pode-se observar no Figura 03, página 
anterior, na opção de serviços “abra sua pessoa jurídica”. Ao clicar nessa opção, 
será aberto uma pequena tela com o “Passo 1 – Consulta Prévia” e, logo abaixo 
o campo para selecionar o Estado, nessa opção deverá ser selecionado o Estado 
onde será a sede da empresa. (REDESIM, 2019). 
 
 
8 
No exemplo apresentado do Figura 4, utilizamos o Estado de Mato Grosso 
como modelo e, prosseguiremos os próximos exemplos deste tópico utilizando 
esse mesmo Estado, entretanto, é importante ressaltar que as opções de 
serviços serão as mesmas para todas as Juntas Comerciais, pois estão 
vinculadas ao REDESIM. Pode ser que o layout dos sites de cada Junta 
Comercial, tenha diferenças em sua forma de apresentação, mas os serviços 
disponíveis serão os mesmos. 
Apresentamos no Quadro 1, a relação das Juntas Comerciais e sistema 
de registro de empresas por Estado. 
Quadro 1: Relação de Juntas Comerciais por Estado 
Estado Junta Comercial Estado Junta Comercial 
Acre JUCEAC Paraíba REDESIM PB 
Alagoas Facilita Alagoas Paraná Empresa Fácil Paraná 
Amapá Empresa Fácil Amapá Pernambuco JUCEPE 
Amazonas Empresa Super Fácil 
Amazonas 
Piauí Piauí Digital 
Bahia JUCEB Rio de Janeiro JUCERJA 
Ceará JUCEC Rio Grande do 
Norte 
REDESIM RN 
Distrito Federal Portal de Serviços – RLE 
Digital – Junta DF 
Rio Grande do Sul JUCISRS 
Espírito Santo JUCEES Rondônia Empresa Fácil Rondônia 
Goiás Portal do Empreendedor 
Goiano 
Roraima JUCERR 
Maranhão Empresa Fácil Maranhão Santa Catarina JUCESC 
Mato Grosso JUCEMAT São Paulo – 
Capital 
Empresa Simples - RLE 
Mato Grosso do 
Sul 
JUCEMS São Paulo – 
outros municípios 
JUCESP 
Minas Gerais JUCEMG Sergipe Agiliza SE 
Pará JUCEPA Tocantins Simplifica Tocantins 
 
Na Figura 5 pode ser visualizado o sistema REDESIM redirecionando 
para o site da Junta Comercial selecionado. 
 
 
 
9 
 
Figura 5. Página de redirecionamento para Junta Comercial dos Estados 
 
Observando Figura 5, nota-se que ao selecionar o Estado, o sistema 
REDESIM fará o redirecionamento para o site da Junta Comercial ou sistema 
de registro digital do estado indicado, para que seja possível dar 
prosseguimento aos serviços de constituição das pessoas jurídicas. 
Vale destacar que com essa evolução do sistema de registro de atos 
empresariais, os serviços podem ser realizados a qualquer momento e de 
qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de que a documentação física 
seja apresentada na Junta Comercial respectiva. Isso além de reduzir custos e 
tempo, facilita os serviços do profissional contábil responsável. 
Atualmente os registros de atos empresariais nas Juntas Comerciais é 
realizado de forma digital, ou seja, após concluída a fase de elaboração da 
documentação, transmite-se a mesma por meio de um processo digital para que 
a Junta Comercial respectiva possa fazer a análise e deferimento ou não do 
registro solicitado. Esse envio de documentos é realizado por meio de certificado 
digital dos sócios ou representantes legais, o que permite identificação, 
autenticidade e integridade das transações em meio eletrônico. (DREI, 2018). 
Apresentamos o campo de registro digital do site da Junta Comercial do 
Estado do Mato Grosso, como exemplo no Figura 6. 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
Figura 6. Registro Digital na JUCEMAT 
Pode-se observar no exemplo, que possuem as opções de solicitar “novo 
registro”, ou seja, um novo processo, “consultar registro” para acompanhar o 
andamento do pedido de registro. 
No campo de “assinar documentos” é onde se utiliza os certificados 
digitais, conferindo autenticidade e integridade aos documentos e, após 
assinados são “enviados para a JUCEMAT” para que sejam analisados. 
Com a integração do portal REDESIM ao portal e-gov, o usuário pode 
optar pela forma que os documentos serão assinados. Ao clicar na opção assinar 
documentos, serão fornecidas três opções de assinatura eletrônica: via gov.br, 
com e-CPF ou em nuvem, conforme exposto na figura 7. 
 
Figura 7. Assinar documentos 
 
 
11 
 
Importante Saber: 
1. A interface para assinaturas de documentos eletronicamente muda de uma Junta 
Comercial para outra, assim destaca-se a importância de estar sempre atento as 
orientações do portal. 
2. Para assinar documentos via portal “gov.br”, o usuário precisa aumentar a 
confiabilidade do seu cadastro para no mínimo nível prata (essas orientações 
estão disponíveis no Portal E-gov). 
 
Ainda na figura 6, na opção de “consulta de solicitação”, acompanha-se a 
análise e seu resultado. Ao selecionar no sistema REDESIM, a opção de 
constituição de empresa e informar o Estado, conforme já citado, será 
redirecionado para o site da Junta Comercial específica. E a partir de então, 
inicia-se o processo de preenchimento das informações. (REDESIM, 2019). 
O processo de abertura de empresas está exposto na figura 3 e 
compreende 3 passos: (1º) Consulta prévia, (2º) Coleta de dados, Registro e 
Inscrições, (3º) Licenças. 
O passo 1 é a “consulta prévia” chamada de “viabilidade”, conforme 
exposto na figura 8. 
 
Figura 8. Opções de Eventos de “Inscrição”na Viabilidade 
A Viabilidade é a pesquisa inicial que se faz na Junta Comercial, 
informando todos os dados necessários para a constituição da empresa, sendo 
eles: 
• Natureza Jurídica e o Porte; 
 
 
12 
• Endereço completo; 
• Atividades, principal e secundárias e descrição do objeto social; 
• Opções de nome para a razão social; 
• Nome e CPF dos sócios; 
• Tipo de unidade e forma de atuação. (JUCEMAT, 2019). 
Além destes dados, pode haver mais questionamentos estabelecidos pela 
Receita Estadual ou pela Prefeitura Municipal da localidade em que a empresa 
será estabelecida, para utilização na parte de legalização da empresa tais como 
se o imóvel é próprio ou alugado, o tamanho do imóvel utilizado em metros 
quadrados, entre outros. 
Após preenchida, a viabilidade é transmitida gerando um protocolo que 
será utilizado nas demais etapas do processo. Pelo protocolo, deve-se 
acompanhar a análise desta viabilidade, que pode ser deferida ou indeferida. 
• Quando indeferida, são apresentados seus motivos para que sejam 
sanados na apresentação de uma nova viabilidade. 
• Quando deferida, pode-se prosseguir para o Passo 2. Quando 
indeferida, o órgão responsável (Junta ou prefeitura) deverá 
apresentar o motivo do seu indeferimento. (JUCEMAT, 2019). 
A Figura 8, nos apresenta ainda, a tela inicial de preenchimento da 
Viabilidade, com as opções de “Eventos de Inscrição” e “Eventos de 
Alteração” devendo ser selecionado o tipo de “evento” que se pretende 
registrar. Pode ser observar que possuem quatro opções de eventos para 
inscrição entre as quais, as mais utilizadas são: a 101 - inscrição de primeiro 
estabelecimento utilizado para criação de empresa matriz ou única e, 102 – 
inscrição dos demais estabelecimentos, utilizados para constituição de filiais. 
Também possui o evento 106 para inscrição de missões diplomáticas ou órgãos 
internacionais e a opção de proteção de nome empresarial (evento 150). 
(JUCEMAT, 2019). 
Após selecionar o tipo de evento a ser registrado, a página seguinte de 
preenchimento da Viabilidade, solicita o preenchimento de mais dois campos 
relevantes, conforme apresentado no Figura 9, sendo eles: 
 
 
13 
 
Figura 9. Opções de Natureza Jurídica e Órgão de Registro 
• Enquadramento: em Microempresa (ME); Empresa de Pequeno Porte 
(EPP) e outros. 
Neste caso que se refere a constituição de empresa, a opção de 
microempresa (ME) deve ser selecionada quando a previsão de faturamento 
para o exercício atual seja igual ou inferior a R$360.000,00 (trezentos e sessenta 
mil reais) ou na proporcionalidade de até R$ 30.000,00 (trinta mil reais) por mês, 
considerando os casos em que a constituição é realizada entre os meses de 
fevereiro e dezembro. Caso este limite seja ultrapassado no exercício corrente, 
deve-se providenciar o reenquadramento como empresa de pequeno porte, no 
mês de janeiro do exercício seguinte. (BRASIL, 2006). 
Já a opção de empresa de pequeno porte (EPP) deve ser selecionada, 
quando a expectativa de faturamento prevista para o exercício atual seja superior 
a R$360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a 
R$4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) ou ainda 
proporcionalmente a R$400.000,00 (quatrocentos mil reais) por mês 
considerando os casos em que a constituição é realizada entre os meses de 
fevereiro e dezembro. Ao ultrapassar esse limite, deve-se providenciar o 
desenquadramento de EPP no mês janeiro do exercício seguinte. (BRASIL, 
2006). 
A opção, “Outros” deverá ser utilizada nos casos em que a expectativa de 
faturamento para o exercício atual ultrapasse o limite de R$400.000,00 
(quatrocentos mil reais) mensais. Essa opção também será utilizada para as 
 
 
14 
entidades governamentais, organizações sem fins lucrativos e outras pessoas 
jurídicas imunes ou isentas, visto que não são enquadradas como ME ou EPP. 
(JUCEMAT, 2019). 
• Órgão de registro: se refere ao órgão responsável por realizar registro 
do ato. 
As opções disponíveis de órgão de registro são: Junta Comercial, Cartório 
de Registro de Pessoa Jurídica, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ato 
Legal (legislação) e outros. (JUCEMAT, 2019). 
Quanto aos órgãos de registro, para melhor compreensão de qual tipo 
deve ser utilizado e em quais situações, destinamos o item 2 desta aula para 
explicar detalhadamente esse assunto. 
 
Passo 2. Coleta de dados: 
 
Figura 10. Passo 2- Coleta de Dados Receita Federal 
Após indicar o porte e o órgão de registro, as próximas telas da viabilidade 
vão apresentar campos para preenchimento dos dados específicos da pessoa 
jurídica que se pretende constituir, tais como: 
O endereço que deve ser o mais completo possível, de preferência 
apresentando um complemento e ponto de referência e se a natureza do imóvel 
é urbana, rural ou sem regularização. Uma novidade é o campo para informar as 
coordenadas geográficas, caso tenha e queira preencher e, assim como a opção 
de localizar o endereço pelo google maps. Observa-se que são todas as opções 
 
 
15 
possíveis para localização exata do estabelecimento, a fim de evitar a sua não 
localização pelas fiscalizações responsáveis no processo de legalização e 
licenciamento e, ainda contribui para inibir a constituição de empresas 
fantasmas. (JUCEMAT, 2019). 
A descrição do objeto social abordando todas as atividades que se 
pretende desenvolver, tanto a principal quanto as secundárias e seus 
respectivos CNAE (classificação nacional de atividades econômicas) em 
conformidade com a tabela disponibilizada pela Receita Federal e o Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já estudada na aula 01. (JUCEMAT, 
2019). 
As opções de nome empresarial que se pretende utilizar. Normalmente 
são solicitadas que sejam informadas três opções para que a Junta Comercial 
analise e aprove uma opção para uso. Lembrando que é função da Junta 
Comercial analisar a disponibilidade do nome empresarial visto que não pode 
haver mais de uma pessoa jurídica com a mesma razão social. Nesse sentido 
deve-se preencher as opções de nome conforme a prioridade de preferência, 
pois a análise inicia-se pela primeira opção que estando disponível já será 
deferida, somente são analisadas as demais opções no caso de 
indisponibilidade da primeira. (JUCEMAT, 2019). 
O nome e o número de CPF de todos os sócios e, outras informações 
que vierem a ser solicitadas em cada caso. (JUCEMAT, 2019). 
Concluída e transmitida a Viabilidade é gerado um protocolo necessário 
para acompanhar seu andamento. Quando esta for deferida, prossegue-se para 
o passo 2, conforme evidenciado no Figura 09, da página anterior. 
O passo 2 é o preenchimento da coleta de dados, realizada no ambiente 
“Coletor Nacional” da Receita Federal, ao clicar na opção “crie sua pessoa 
jurídica” evidenciada no Figura 09, o REDESIM vai direcionar para a página de 
preenchimento que é apresentada no Figura 11. 
 
 
 
16 
 
Figura 11. Página inicial de preenchimento da Coleta de Dados Receita Federal 
 
 Na figura 11, apresenta-se a página inicial de preenchimento do passo 2 
- Coleta de dados, no ambiente do Coletor Nacional. 
O Coletor Nacional é um aplicativo da Receita Federal do Brasil, de uso 
obrigatório em todo o território nacional desde 10 de novembro de 2014. Em 31 
de julho de 2018 seu acesso passou a ser realizado pelo portal REDESIM, 
estando integrado ao sistema nacional e compartilhando os dados. (RECEITA 
FEDERAL, 2019). 
Observa-se que os primeiros dados a serem preenchidos no Coletor 
Nacional são: 
• UF: campo em que se deve selecionar a sigla do Estado sede da 
empresa. Ou ainda marcar a opção “Exterior” caso seja uma pessoa 
jurídica internacional. (COLETOR NACIONAL, 2019). 
• Município: neste campo aparecerão as opções dos municípios 
pertencentes ao Estado selecionado anteriormente, para que seja 
preenchido com o município da sede da empresa. (COLETORNACIONAL, 2019). 
• Natureza Jurídica: nesta opção será selecionado o tipo jurídico 
(denominado natureza jurídica nos órgãos de registros) da empresa 
que está sendo constituída. Estudamos no tema 2 da aula 01, alguns 
dos tipos jurídicos mais utilizados, caso queira revisar esse assunto. 
(COLETOR NACIONAL, 2019). 
 
Existe uma Tabela de Natureza Jurídica padrão que é utilizada por todos 
os órgãos de registro. Nesta tabela, cada tipo jurídico é identificado por um 
código numérico composto por quatro números. Podemos observar alguns 
exemplos no Figura 11. 
 
 
17 
 
Quadro 2: Exemplos de Natureza Jurídica 
Código Descrição 
101-5 Órgão Público do Poder Executivo Federal 
113-9 Fundação Federal 
201-1 Empresa Pública 
204-6 Sociedade Anônima Aberta 
205-4 Sociedade Anônima Fechada 
206-2 Sociedade Empresária Limitada 
213-5 Empresário Individual 
214-3 Cooperativa 
 
As naturezas jurídicas apresentadas no quadro 2 são apenas algumas 
escolhidas aleatoriamente para exemplificar. A Tabela completa está disponível 
em todos os aplicativos e programas de constituição e alteração de empresas e 
nos sites das Juntas Comerciais, com acesso público e livre para todos os 
interessados. Devido sua extensão, optamos por não apresentar aqui, a tabela 
na íntegra. 
• Protocolo de Viabilidade: neste campo será informado o número de 
protocolo da Viabilidade aprovada pela Junta Comercial responsável. 
Ao informar a viabilidade, o sistema do Coletor Nacional realiza a 
conferência dos dados informados nos três campos anteriores (UF, município e 
natureza jurídica), estando os dados em conformidade, é importado 
automaticamente todos os dados da viabilidade para o Coletor Nacional, não 
sendo necessário “digitar” novamente as informações constantes na viabilidade. 
Com isso, os campos de endereço, objeto social, atividades, razão social e nome 
fantasia serão todos importados. (COLETOR NACIONAL, 2019). 
No Coletor Nacional são solicitadas informações adicionais além daquelas 
já importadas da viabilidade, tais como capital social e a respectiva participação 
de cada sócio em sua integralização (se for o caso de constituição de 
sociedades); o endereço dos sócios e do administrador/representante legal e os 
dados do profissional ou organização contábil que será responsável pela 
empresa. Podem ainda ser solicitadas outras informações específicas 
determinadas pelo Estado e/ou município sede da pessoa jurídica. (COLETOR 
NACIONAL, 2019). 
 
 
18 
• Transmitir com Certificado Digital: a última opção dessa tela inicial 
do coletor nacional é a respeito da assinatura do documento, se será 
realizada por meio digital ou não. 
Após concluído o preenchimento do Coletor Nacional, é transmitido para 
a Receita Federal, órgão responsável por sua análise, e pode deferir ou 
indeferir o pedido. O protocolo de acompanhamento desta solicitação é o 
mesmo da Viabilidade, pois fazem parte de uma mesma solicitação. Em casos 
de indeferimento, será apresentado o motivo para que seja providenciada a 
regularização e o preenchimento de uma nova solicitação. Sendo deferida a 
solicitação, é disponibilizado o documento para impressão que se chama “DBE 
- Documento Básico de Entrada”. (COLETOR NACIONAL, 2019). 
O DBE é o documento emitido pela Receita Federal do Brasil utilizado 
para o registro de qualquer ato ou evento perante o Cadastro Nacional das 
Pessoas Jurídicas (CNPJ). Somente um DBE permite a aprovação, alteração ou 
baixa em um CNPJ. A solicitação feita no Coletor Nacional é repleta de dados e 
informações, entretanto o documento a ser impresso (DBE) é composto por 
apenas uma página “resumo” indicando os eventos solicitados, a identificação 
da empresa e do responsável por sua assinatura. Para maior familiaridade com 
este documento, o Anexo I desta aula apresenta um modelo de DBE. (COLETOR 
NACIONAL, 2019). 
Após aprovado o DBE, deverá ser elaborado o documento de constituição 
da pessoa jurídica, que pode ser um requerimento de empresário para o caso de 
empresário individual, contrato social para casos de sociedade, ou outros 
conforme o tipo jurídico. Essa etapa é realizada digitalmente por meio do 
processo digital, com a integração dos dados da viabilidade e do DBE. Nos casos 
em que a Junta Comercial ainda não disponibilize essa opção, deve-se elaborar 
manualmente o instrumento constitutivo, conforme as orientações e modelos 
disponibilizados pelas próprias Juntas Comerciais em seus sites. 
Um processo básico de constituição de empresa é composto por no 
mínimo os seguintes documentos: 
• Capa do processo (modelo padrão Juntas Comerciais); 
• Viabilidade; 
• Documento básico de entrada – DBE; 
• Instrumento Constitutivo; 
 
 
19 
• Documentos pessoais de todos os sócios; 
• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas. 
 
Além dessa documentação, podem ser necessárias outras conforme a 
exigência estadual e/ou municipal. Estando pronto, o conjunto de documentos 
deverá ser apresentado na Junta Comercial do Estado sede da empresa. Essa 
apresentação de documentos em muitos casos tem sido realizada digitalmente 
por meio de processos digitais, assinados por certificação digital dos sócios e/ou 
representantes legais. Para as Juntas Comerciais em que os processos ainda 
não sejam totalmente digitais, deverá ser apresentada a documentação física, 
devidamente assinada e reconhecido firma, pelos sócios e/ou representantes 
legais. 
Recebendo o conjunto de documentos (seja digital ou fisicamente) a 
Junta Comercial fará sua análise, deferindo ou indeferindo o registro. Se 
indeferido for, o analista deverá apresentar todos os motivos para que sejam 
sanados e reapresentada a documentação. Se deferido, é disponibilizado o ato 
devidamente registrado, juntamente com o número de CNPJ da pessoa jurídica 
ora constituída. E assim, está concluído o processo de constituição em âmbito 
de Junta Comercial e Receita Federal. O passo seguinte é providenciar o 
cadastro estadual. 
 
1.3 Cadastro Estadual: Inscrição Estadual 
O cadastro estadual é a inscrição de uma pessoa jurídica junto ao seu 
Estado de localização. Essa inscrição é representada por um código numérico 
denominado “Inscrição Estadual”. 
É obrigatória a obtenção de inscrição estadual para todas as pessoas 
jurídicas que desenvolvem atividades tributadas pelo ICMS que é o imposto 
sobre circulação de mercadoria e serviços de transportes intermunicipais e 
interestaduais e serviços de comunicação. 
O fato de uma pessoa jurídica possuir inscrição estadual na situação 
“ativa ou regular”, significa que se encontra devidamente habilitada junto ao seu 
Estado sede, podendo, portanto, realizar normalmente operações comerciais, 
tanto de compra como de venda, no território nacional. 
 
 
20 
Nesse sentido é necessário providenciar a inscrição estadual ainda na 
fase de legalização da empresa, visto que será necessário para iniciar suas 
operações de compras e vendas. 
O Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais 
com Mercadorias e Serviços – Sintegra, reúne informações dos cadastros 
estaduais de todas as unidades federativas, conforme por ser observado no 
Figura 12, disponível no site “www.sintegra.gov.br”. 
 
Figura 12. Página Inicial do Sintegra 
 
 Ao clicar sobre a unidade federativa do mapa do Figura 12, o Sintegra 
direciona automaticamente para a página de consulta dos cadastros estaduais. 
O Sintegra é um sistema do governo federal muito utilizado pelos 
profissionais da área contábil e demais interessados, servindo como base de 
consulta das inscrições estaduais, permitindo que sejam identificados os 
números, por meio do CNPJ e ainda verificar se sua situação é regular e permite 
a realização de operações comerciais com determinada empresa. (SINTEGRA, 
2019). 
Além disso, o site do Sintegra, conforme mostra no Figura 13, disponibiliza 
os links para acessar diretamente a páginaprincipal da Secretaria de Fazenda 
de cada estado. 
 
 
21 
 
 
 
 
Figura 13. Página do Sintegra com links das Secretarias de Fazenda do Brasil 
 
 Quanto ao cadastramento da Inscrição Estadual, é um processo 
individualizado dos estados, pois cada um possui suas regulamentações e 
sistemas específicos. Assim, o processamento e o deferimento da Inscrição 
Estadual dependerão do nível de integração com o REDESIM, ou seja, para os 
estados em que os serviços já estiverem integrados, a inscrição estadual 
estará vinculada ao processo de constituição ou alteração, seguindo o 
fluxo automaticamente logo após ser deferido o pedido do CNPJ. 
(REDESIM, 2019). 
 No Figura 14, podemos visualizar a demonstração de como poderá 
ocorrer o cadastramento da Inscrição Estadual junto ao Estado sede da 
empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
Figura 14. Fluxo do Cadastramento da Inscrição Estadual 
 
 Por exemplo, podemos citar o caso do Estado de Mato Grosso, que já 
possui integração dos serviços com o REDESIM e, na grande maioria dos casos 
a inscrição estadual é deferida em média de apenas duas horas após o 
deferimento do CNPJ. Ao receber a informação da Receita Federal quanto a 
liberação do CNPJ, o sistema dispara imediatamente um e-mail (para o e-mail 
cadastrado durante o processo de constituição da empresa no REDESIM), 
notificando que a Sefaz já recebeu o pedido da inscrição estadual, informando o 
número da solicitação e a necessidade de recolhimento da taxa. Com isso, 
depende apenas da identificação do recolhimento da taxa de serviços estaduais 
pelo sistema, que leva em torno de 40 (quarenta) minutos a 1 (uma hora) após 
seu pagamento e a inscrição será deferida em seguida. 
 Para os casos em que o cadastro estadual ainda não esteja integrado 
com o REDESIM, a solicitação de inscrição estadual deverá ser realizada 
manualmente conforme demonstrado na figura 14. Lembrando ainda que esta 
solicitação de forma manual deverá ser em conformidade com normas 
específicas exigidas de cada estado. 
 É importante destacar que as empresas que desenvolverem 
exclusivamente as atividades de prestação de serviços previstas na Lei 
Complementar Federal nº 116 de 31 de julho de 2003 e, não tendo quaisquer 
outras atividades, são isentas de providenciar a Inscrição Estadual. Isso porque 
essa Lei dispõe sobre o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) 
que é de competência municipal. (BRASIL, 2003). Dessa forma, se a empresa 
CADASTRO 
DA 
INSCRIÇÃO 
ESTADUAL
Deferimento 
da Inscrição 
Estadual
RedesimManual
 
 
23 
não desenvolver nenhuma atividade de competência tributária ou fiscalizatória 
estadual, é dispensada de possuir cadastro estadual. Sendo, portanto, 
obrigatório (além do registro em Junta Comercial e na Receita Federal) o 
cadastro municipal que veremos no item seguinte. 
 
1.4 Cadastro Municipal: Inscrição Municipal 
 O Cadastro Municipal é o cadastramento que todo contribuinte deve 
realizar junto a Prefeitura, normalmente nos setores de tributação e/ou 
fiscalização, do município em que a empresa está estabelecida. Assim como os 
demais cadastros tributários, o Cadastro Municipal é representado por um código 
numérico denominado Inscrição Municipal. 
 É por meio dessa inscrição municipal que o município competente 
realizará fiscalizações, controle tributário e de emissão de documentos fiscais 
para o contribuinte, tais como emissão de alvará, cobrança de taxas e 
contribuições e apuração do imposto sobre prestação de serviços de qualquer 
natureza (ISSQN), entre outros. 
 Esse cadastramento junto ao município deverá ser realizado tão logo o 
deferimento da Inscrição Estadual. Caso a Prefeitura esteja com os seus 
serviços já integrados ao REDESIM, ocorrerá de forma automática, devendo o 
contribuinte acompanhar o andamento pelo protocolo da viabilidade utilizado 
desde o início do processo ou pelo número do CNPJ. 
 Caso a Prefeitura Municipal ainda não tenha integrado os serviços na rede 
nacional do REDESIM, todo o processo municipal deverá ser realizado de forma 
manual, sendo necessário que o contribuinte ou seu representante legal ou ainda 
o profissional contábil responsável, se dirija pessoalmente ao órgão/setor 
responsável para apresentação da documentação necessária e solicitação do 
cadastramento municipal. Esse processo pode ser visualizado no Figura 15. 
 
 
 
24 
 
Figura 15. Fluxo do Cadastramento da Inscrição Municipal 
 
 Destacamos aqui, os casos específicos das empresas destinadas à 
execução das atividades exclusivamente previstas na Lei Complementar Federal 
nº 116, de 31 de julho de 2003, que abrange os serviços tributados pelo ISSQN 
de competência municipal. Estas pessoas jurídicas, conforme citado 
anteriormente, são isentas de inscrição estadual pelo fato de não desenvolverem 
quaisquer tipos de operação tributada pelo ICMS ou de competência estadual. 
Nestes casos, como a empresa está dispensada de providenciar o cadastro junto 
ao estado, assim que for deferido o seu CNPJ já deverá providenciar o cadastro 
municipal e dar sequência em sua regularização e licenciamento, assunto que 
será abordado no tema 2. 
 
TEMA 2 – LICENCIAMENTO DAS EMPRESAS 
 A obtenção de licença para desenvolvimento de uma atividade, significa 
que a pessoa jurídica solicitante preenche os requisitos mínimos exigidos pelas 
legislações específicas do segmento e, por isso possui a permissão de praticar 
tal atividade. Conforme o tipo de atividade desenvolvida pode ser necessário 
mais de um licenciamento, devido aos órgãos responsáveis pelas fiscalizações 
em âmbitos e competências diferentes. 
 Por exemplo: um posto de combustível necessita de pelo menos 4 
licenças, sendo elas: alvará municipal (de competência municipal); licença 
ambiental (de competência estadual); licença do Corpo de Bombeiros (de 
competência da defesa civil e segurança pública) e licença da Agência Nacional 
do Petróleo – ANP (agência reguladora de competência federal). Somente com, 
CADASTRO 
DA 
INSCRIÇÃO 
MUNICIPAL
Deferimento 
da Inscriçaõ 
Municipal (se 
necessário)
RedesimManual
 
 
25 
no mínimo, essas licenças e autorizações é que uma pessoa jurídica deste 
segmento poderá iniciar suas atividades comerciais, podendo ainda ser 
necessário alguma autorização especial determinada pelo estado ou município 
em que esteja estabelecida a empresa. 
 Essa integração dos serviços dos órgãos de legalização e licenciamento 
de pessoas jurídicas junto ao REDESIM tem como objetivos a redução de 
burocracia e principalmente de tempo, de modo que possam contribuir para o 
desenvolvimento de bons negócios e devidamente regularizados, atendendo 
todas as legislações. Nem todos os estados e municípios conseguiram concluir 
a adesão à essa rede nacional, entretanto é cada vez maior a sua utilização, 
visto que os benefícios para todas as partes envolvidas são imediatos e 
relevantes. Assim como os contribuintes “ganham tempo” os órgãos 
participantes também, por terem um banco de dados compartilhados, podendo 
acompanhar a situação de regularidade das empresas em um contexto global. 
(REDESIM, 2019). 
 A integração da legalização e licenciamento no REDESIM, possibilita que 
a grande maioria das pessoas jurídicas realizem estes serviços inteiramente pela 
internet, pois se trata de estabelecimentos de baixo risco. Já para os 
estabelecimentos que exercem atividades específicas de médio e alto risco, a 
conclusão dos licenciamentos somente será possível após vistoria técnica in loco 
para constatação do atendimento dos requisitos mínimos de segurança e 
proteção ambiental estabelecidos nas regulamentações específicas da 
atividade. (REDESIM, 2019). 
 Os serviços de licenciamento integrados no REDESIM abrangem o Alvará 
de Licença Municipal, a Vigilância Sanitária, o Corpo do Bombeiros e a Licença 
Ambiental. 
 
• Alvará Municipal 
 Após concluído o cadastramento municipale obtenção de sua inscrição 
municipal, o passo seguinte é solicitar a autorização para funcionamento e 
desenvolvimento das atividades no município. Essa autorização, quando 
concedida é denominada de alvará de licença municipal. 
 É importante destacar que alguns municípios, conforme determina em seu 
Código Tributário Municipal, divide o alvará em dois tipos, sendo: 
 
 
26 
1) para a localização do estabelecimento, chamado de Alvará de 
Localização, emitido quando da constatação do endereço da empresa e, 
sua nova emissão ocorrerá somente se houver alteração de endereço. 
2) Alvará de Funcionamento, emitido sempre anualmente para autorizar 
o “funcionamento” do estabelecimento. 
 
Em outros casos, prefeituras municipais emitem um alvará único, tanto 
para localização como para funcionamento, sempre com frequência anual. Para 
toda emissão de alvará é cobrada uma taxa, normalmente calculada com base 
na atividade desenvolvida, porte do estabelecimento e área em metros 
quadrados ocupada, ou ainda considerando outros fatores conforme 
determinado pelos próprios municípios. Nesse sentido é primordial o 
conhecimento das legislações municipais e constante acompanhamento de suas 
alterações. 
 Conforme o tipo de atividade desenvolvida, a solicitação, o 
acompanhamento, a emissão da taxa e a obtenção do Alvará Municipal, poderão 
ocorrer todos de forma digital por meio dos serviços do REDESIM, conforme a 
adesão municipal. Entretanto, existem atividades tais como da área de 
alimentação e saúde, que devido ao risco que podem oferecer a saúde humana, 
sempre dependerão da realização de vistoria municipal para expedição do alvará 
independentemente do nível de integração dos serviços da Prefeitura Municipal 
com o REDESIM. 
 
• Vigilância Sanitária 
 A Vigilância Sanitária (VISA) é o órgão tanto de competência municipal, 
como estadual e federal, responsável por promover e proteger a saúde de 
população, por meio da eliminação, redução e prevenção de riscos à saúde. 
Para cumprir essa finalidade, deve fiscalizar e intervir em problemas sanitários 
decorrentes das atividades comerciais, produtivas, de prestação de serviços da 
saúde e do meio ambiente (SAÚDE PR, 2019). 
 Nesse sentido, conforme o tipo de atividade desenvolvida, ou seja, se 
estiverem relacionadas com a área de alimentação e saúde da população, 
devem providenciar o Alvará da Vigilância Sanitária responsável. Somente com 
este documento é que as pessoas jurídicas destes segmentos, poderão iniciar o 
desempenho de suas atividades produtivas, comerciais e/ou de serviços. 
 
 
27 
 Alguns exemplos de segmentos que necessitam de vistoria e 
autorização da Vigilância Sanitária: indústrias alimentícias e de demais 
produtos para saúde, bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados, 
açougues, padarias, farmácias, hospitais, clínicas, consultórios, entre outros. 
 A Vigilância Sanitária Municipal é responsável por vistoriar e autorizar 
estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços no mesmo 
município sede da empresa. 
 Os estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços 
tanto em nível municipal como em outros municípios do mesmo Estado de sua 
sede, deverá solicitar a vistoria e autorização da Vigilância Sanitária Estadual. 
 E, a Vigilância Sanitária Federal é responsável por vistoriar e autorizar 
os estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços para todo 
o território nacional e exterior. 
 É importante destacar que a Vigilância Sanitária tanto de nível estadual 
como federal, podem ser representadas por outros órgãos relacionados à 
regulamentação das atividades específicas, como por exemplo: Anvisa (Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária); INCQS (instituto Nacional de Controle de 
Qualidade e Saúde); SIF (Serviço de Inspeção Federal); SISE (Serviço de 
Inspeção Estadual), entre outros. 
 Para os estabelecimentos abordados aqui, sempre deverão ser realizadas 
as vistorias in loco, entretanto, a solicitação da vistoria e o acompanhamento da 
expedição da autorização da Vigilância Sanitária, poderá ocorrer por meio do 
REDESIM, conforme a integração dos serviços municipais e estaduais. 
 
• Licença do Corpo de Bombeiros 
 O Corpo de Bombeiros é uma corporação que está estabelecida em todos 
os Estados, integrando o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. 
É responsável por exercer as atividades de defesa civil, prevenção e combate 
de incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos. 
 Assim, todas as empresas que realizam quaisquer tipos de atividades que 
possam ocasionar riscos à segurança pública, deverão solicitar a vistoria e 
Alvará do Corpo de Bombeiros. 
Por exemplo: postos de combustíveis, refinarias, indústrias, comércio 
de oxigênios e gases, entre outros. 
 
 
28 
 Não havendo unidade do Corpo de Bombeiros no município sede da 
empresa, deverá ser procurado a corporação mais próxima para providenciar o 
Alvará. Para os municípios que possuem a corporação, todas as empresas nele 
estabelecidas devem providenciar a vistoria e Alvará do Corpo de Bombeiros. 
 
• Licenças Ambientais 
 Todas as empresas que pretendem desenvolver atividades que possam 
de alguma forma oferecer risco de danos ao meio ambiente, deverão 
providenciar as licenças ambientais conforme determinado na legislação federal, 
estadual e municipal, como forma de prevenção, antes de iniciar as atividades. 
 
 
Figura 16. Opção de serviços de Licenciamento no REDESIM - JUCEMAT 
 
Na Figura 16. apresentamos um exemplo do Portal do REDESIM da Junta 
Comercial do Estado de Mato Grosso – JUCEMAT, para evidenciar a opção dos 
serviços de licenciamento disponíveis. Ao clicar nesta opção, e informar o 
protocolo ou número de CNPJ da empresa, aparecerão os dados das licenças 
em andamento, conforme o Figura 17, abaixo. 
 
 
29 
 
Figura 17. Exemplo dos serviços de licenciamento pelo REDESIM 
 
 Utilizamos como modelo o portal do REDESIM da Junta Comercial do 
Estado do Mato Grosso e, do município de Primavera do Leste, por já estarem 
com os serviços integrados e permitir visualizar como funciona. 
 Conforme pode ser observado na Figura 17, possui o nome dos órgãos 
responsáveis pelos licenciamentos e, também pela inscrição tributária estadual 
(neste caso a Sefaz) e, logo à frente de cada possui o campo da “situação” do 
serviço: pendente; não licenciado; parcialmente concluído e concluído. 
Clicando em cada opção, é possível obter informações do detalhamento, bem 
como as pendências que precisam ser sanadas para a conclusão, tanto na parte 
dos órgãos estaduais como na parte da prefeitura municipal. 
 A partir do momento em que todas as inscrições tributárias estão 
regulares e as licenças de operação forem obtidas, a empresa poderá iniciar 
suas operações. Diante disso, qualquer mudança que vier a ser necessária, 
deverão ser providenciados a alteração, conforme veremos no item 3. 
 
 
 
 
30 
TEMA 3 – ALTERAÇÃO DE EMPRESAS 
 
3.1 Alterações de empresas pelo REDESIM 
 Após constituídas, as pessoas jurídicas podem ter seus atos alterados, 
respeitando as legislações específicas. Alterar é realizar modificações em seu 
instrumento constitutivo, retirando ou acrescentando condições diferentes 
daquelas estabelecidas em sua constituição. Tais mudanças terão efeito 
somente a partir do deferimento do registro do ato alterador nos órgãos 
competentes. 
 Assim como na constituição de uma pessoa jurídica, o processo de 
alteração também exige que todos os sócios, administradores e representantes 
legais tenham total esclarecimento e concordância a respeito das alterações que 
serão realizadas e os impactos destas no desenvolvimento das atividades 
operacionais da empresa, pois o ato alterador deverá apresentar a assinatura de 
todos os sócios, como sinal de total anuência das partes. 
 Para iniciar a alteração de dados de uma pessoa jurídica,na página inicial 
do REDESIM, é necessário selecionar a opção “Já possuo pessoa jurídica” 
conforme demonstra a Figura 18. Nesse campo são disponibilizadas algumas 
opções de serviços, entre elas possui o campo “nova alteração”. Neste campo 
que se inicia a formalização da alteração. (REDESIM, 2019). 
 
 
 Figura 18. Opções de Serviços no REDESIM para Alteração de Pessoa Jurídica 
 
 
31 
 
 Antes de solicitar as alterações quaisquer, é necessário conhecer a 
legislação comercial e societária que regulamenta a atividade desenvolvida pela 
pessoa jurídica, pois conforme a natureza jurídica da empresa, podem ser 
alterados todos os seus dados ou pode haver limitações quanto ao tipo de 
alterações permitidas. Para entender melhor isso, vamos analisar duas 
situações: 
1ª) uma sociedade limitada, composta por dois sócios, constituída para 
determinada finalidade e, no decorrer do tempo, ambos sócios decidem mudar 
de endereço e o segmento da atividade. Esse tipo de decisão ocasionará 
modificação de quase todas as informações do seu contrato social. Para que 
ocorra esse tipo de alteração, é necessário apenas que haja concordância entre 
todos os sócios. 
2ª) vamos considerar um órgão público do poder executivo municipal, 
ou seja, uma Prefeitura. É uma pessoa jurídica constituída para representar um 
município, criada por meio de legislações. Alterações do tipo endereço e 
representante legal (Prefeito) podem ser efetuadas com maior facilidade, pois 
são situações que acontecem ou podem acontecer com certa frequência. 
Entretanto, outros dados não poderão ser alterados como é o caso do objeto 
social e personalidade jurídica, que permanecerão os mesmos enquanto o 
município existir. Todas as pessoas jurídicas criadas por Lei, somente poderão 
ser alteradas por Lei. 
 Nesse sentido, é fundamental conhecer o tipo de instrumento utilizado na 
constituição das pessoas jurídicas, bem como quais são os órgãos responsáveis 
pelos registros. O mesmo tipo de instrumento utilizado para constituição, seja 
legislação, ata de assembleia, contrato social, escritura pública ou outros, deverá 
ser utilizado para realizar alterações. Atentando-se ainda, para os tipos de 
alterações permitidas conforme a natureza jurídica. 
 É importante esclarecer, que o próprio REDESIM disponibiliza orientações 
em relação aos processos e serviços oferecidos. Em se tratando de alterações, 
observando ainda o Figura 18 na página anterior, no campo de “nova alteração”, 
aparecem as opções de serviços entre os quais o primeiro e o segundo são 
respectivamente, “como alterar” e “eu preciso realizar uma consulta 
prévia?”. 
 
 
32 
Nestes dois itens o contribuinte encontra informações que ajudarão a 
compreender o processo de alteração. (REDESIM, 2019). Vale destacar que a 
pesquisa da Viabilidade não é necessária para todo tipo de alteração. Podemos 
observar isso na Figura 19. 
 
 
Figura 19. Opções de Eventos de “Alteração” na Viabilidade 
 
O REDESIM esclarece que a realização da consulta prévia (viabilidade) 
somente será necessária quando houver solicitação dos seguintes atos 
cadastrais: 
 
• Abertura (inclusive filiais); 
• Alteração de endereço; 
• Alteração de nome empresarial; 
• Alteração de natureza jurídica; 
• Alteração de atividades econômicas; 
• Alteração do tipo de unidade; 
• Alteração da forma de atuação. (REDESIM, 2019). 
 
Nota-se que em casos específicos, são necessários iniciar o processo de 
alteração realizando a pesquisa da viabilidade. Corroborando com isso, 
podemos observar a Figura 19 (na página anterior) que mostra a tela inicial de 
realização da viabilidade, com as opções “obrigatórias” para o evento de 
 
 
33 
alteração. Lembrando que a viabilidade é realizada no site na Junta Comercial 
ou órgão responsável pelos registros de cada Estado. 
Essas situações que exigem a viabilidade, estão sintetizadas no quadro 
3, apresentando também seus respectivos códigos utilizados no processo de 
alteração nos órgãos competentes, ou seja, os códigos informados na 
viabilidade, também serão utilizados no Coletor Nacional para a geração do DBE 
e alterar tanto o instrumento constitutivo quanto o Cadastro Nacional das 
Pessoas Jurídicas (CNPJ). 
 
Quadro 3 Eventos de alteração que necessitam de Viabilidade 
Código Descrição 
249 Alteração da forma de atuação 
225 Alteração da natureza jurídica 
244 Alteração de atividades econômicas (principal e secundárias) 
211 Alteração de endereço dentro do mesmo município 
210 Alteração de endereço entre estados 
209 Alteração de endereço entre municípios dentro do mesmo estado 
220 Alteração de nome empresarial (firma ou denominação) 
248 Alteração do tipo de unidade 
999 Licenciamento de Estabelecimento anteriormente registrado (Legado) 
052 Reativação – Artigo 60 da Lei 8.934/94 
 
 Em face ao exposto podemos constatar que realizar uma alteração de 
pessoa jurídica é similar ao processo de constituição, sintetizando-se nas 
seguintes etapas: 
1) Realizar a consulta prévia (se necessário for); 
2) Preencher o coletor nacional (geração do DBE); 
3) Elaborar o instrumento alterador; 
4) Entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de 
registro competente. 
 
Com base nisso destacamos que a documentação básica que compõe 
o pedido de alteração de uma pessoa jurídica deverá possuir no mínimo: 
 
• Capa do processo (modelo padrão Juntas Comerciais); 
• Viabilidade (se foi necessária); 
• Documento básico de entrada – DBE; 
 
 
34 
• Instrumento alterador (contrato social, ata, etc); 
• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas. 
 
 Lembrando ainda (e novamente) que podem ser necessárias outras 
documentações adicionais e complementares conforme a exigência estadual 
e/ou municipal. 
 Concluída a fase de elaboração de documentos, o passo seguinte é 
apresentá-los na Junta Comercial do Estado sede da empresa. Essa 
apresentação de documentos poderá ser realizada por meio de processo digital 
ou fisicamente, respeitando as disposições e regulamentações da Junta 
Comercial competente. 
 A Junta Comercial fará a análise do processo, podendo deferir ou indeferir 
o mesmo. Sendo deferido, a alteração estará concluída nestes órgãos 
devendo prosseguir para os demais (estaduais, municipais e de licenciamento). 
Se indeferido ou em exigência, o analista deverá apresentar todos os 
motivos para que sejam sanados e reapresentado o processo, até que se 
consiga sua conclusão. 
 Após concluir a alteração em âmbito de Junta Comercial e Receita 
Federal, o processo deverá continuar para os demais órgãos, para que todos 
tenham as mesmas informações a respeito das atividades da empresa. Ou seja, 
também deverá ser realizada a alteração na Inscrição Estadual, na Inscrição 
Municipal, e em todos os órgãos de licenciamentos necessários para a 
atividade. Caso estes serviços não estejam integrados com o REDESIM, 
deverão ser realizados de forma manual. O fluxo dos processos a serem 
realizados são semelhantes aos de constituição, seguindo as mesmas etapas. 
 
 
 
 
35 
TEMA 4 – BAIXA DE EMPRESA 
 Registrar a baixa em uma empresa é o ato de encerrar a pessoa jurídica, 
ou seja, extinguir todas as suas inscrições junto aos diversos órgãos, de 
modo que não seja mais possível a realização de atividades operacionais, 
financeiras ou patrimoniais. É uma ação definitiva, sendo necessário a 
concordância de todos os sócios. 
 Ao decidir encerrar a empresa, os sócios devem providenciar: 
• Encerramento/paralização das atividades operacionais; 
• Dispensa dos colaboradores e pagamentos das verbas rescisórias; 
• Baixar o saldo de estoque e recolher os impostos correspondentes. 
• Apurar os compromissos com terceiros e se possível, liquidá-los. 
• Encerrar as contas bancárias. 
• Verificar a existência de pendências cadastrais ou tributárias junto aos 
órgãos de registro, e providenciar sua regularização.Tendo realizado os procedimentos citados, o próximo passo é elaborar o 
distrato e iniciar o processo de registro da baixa da empresa junto aos órgãos. 
É importante destacar que atualmente a existência de débitos 
tributários, previdenciários e outros, da empresa junto aos órgãos, tais 
como Receita Federal, Receitas Estaduais, Dívidas Ativa federal ou estadual, 
entre outros, não caracteriza impedimento para o registro da baixa nos 
órgãos competentes. Entretanto, os saldos dos débitos existentes serão 
transferidos para os CPF do (s) sócio (s) representante legal da empresa e, 
continuam sujeitos aos diversos atos de cobrança praticados pelos respectivos 
órgãos. Diante disso, o ideal é que as pendências sejam regularizadas antes da 
extinção da empresa, entretanto, em muitos casos, não ocorre dessa forma. 
A solicitação de baixa da empresa junto aos órgãos de registro também 
será realizada por meio do REDESIM, conforme mostra a Figura 21. Na página 
inicial do REDESIM deve-se clicar no campo “já possuo pessoa jurídica” e, em 
seguida na opção “nova baixa”, vai abrir as opções de serviços relacionados a 
baixa. Destacamos também que o próprio REDESIM disponibiliza informações e 
orientações no campo “como baixar”, sendo importante a sua leitura. 
 
 
36 
 
Figura 20. Opções de Serviços no REDESIM para Baixa de Pessoa Jurídica 
 
Nas opções dos serviços de baixa de empresa do REDESIM (Figura 20), 
clicando no item “baixe uma pessoa jurídica” o portal vai direcionar para os 
preenchimentos necessários ao início do processo, que está evidenciado no 
Figura 21. 
 Observando figura 21, nota-se que a solicitação de baixa de uma pessoa 
jurídica será iniciada com o preenchimento dos dados no Coletor Nacional, ou 
seja, diretamente para a Receita Federal, neste caso, é dispensada a realização 
da consulta prévia – Viabilidade nas Juntas Comerciais. 
 Sendo deferida a solicitação no Coletor Nacional, será liberado o 
Documento Básico de Entrada – DBE de extinção. O passo seguinte é retornar 
ao REDESIM, para dar sequência na elaboração do instrumento de 
dissolução/extinção em âmbito de Junta Comercial, denominado Distrato 
Social. 
 O distrato social é o instrumento em que fica registrado a decisão de 
dissolução da pessoa jurídica pelos seus sócios. Também deverá ficar 
determinado o modo pelo qual ocorreu ou ocorrerá a realização dos ativos da 
empresa, a liquidação dos passivos que houver e a distribuição dos haveres 
apurados (caso haja), bem como qual será o sócio responsável por realizar tais 
processos. 
 
 
37 
 Realizar o registro da extinção/dissolução de uma pessoa jurídica pelo 
REDESIM, sintetiza-se nas seguintes etapas: 
1) Preencher o coletor nacional (geração do DBE de extinção); 
2) Elaborar o Distrato Social; 
3) Entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de 
registro competente. 
 
As solicitações de baixa na Junta Comercial e na Receita Federal são analisadas 
em conjunto de modo que no momento do registro do distrato já será também 
realizada a baixa em seu Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas – CNPJ. A 
documentação mínima a ser apresentada em um processo de extinção de 
uma pessoa jurídica deverá ser composta por: 
 
• Capa do processo (modelo padrão Juntas Comerciais); 
• Documento básico de entrada – DBE de extinção; 
• Ato da dissolução (distrato social, ata de baixa, etc); 
• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas. 
 
Figura 21. Coletor Nacional – opção de baixa de Pessoa Jurídica 
 
 Após receber a documentação com a solicitação de baixa, a Junta 
Comercial fará sua análise, podendo deferir ou indeferir. Caso seja deferida, a 
extinção estará concluída na Junta Comercial e na Receita Federal, devendo 
prosseguir para os demais órgãos (estaduais, municipais e de licenciamento). 
Se a solicitação for indeferida ou apresentar exigência, o analista deverá 
 
 
38 
apresentar todos os motivos para que sejam sanados e reapresentado o 
processo, até que seja deferido. 
 Com o distrato social devidamente registrado e o CNPJ baixado, a etapa 
seguinte consiste em solicitar a baixa das Inscrições Estaduais e Municipais. 
Podem ser solicitadas ao mesmo tempo, caso uma não dependa da outra. 
Estando esses órgãos vinculados ao REDESIM, a solicitação de baixa 
prosseguirá automaticamente para o Estado e Município sede da empresa, 
devendo seu andamento ser acompanhado pelo protocolo ou número do CNPJ. 
Caso contrário, estas solicitações deverão ser realizadas de forma manual, 
individualmente em cada órgão. 
 Já ocorreram muitos casos de não serem providenciadas as baixas nos 
órgãos estaduais e municipais, sendo realizado apenas o registro do distrato 
social e a baixa do CNPJ. Esse tipo de situação muitas vezes ocasiona 
problemas futuros, pois enquanto o órgão não receber e deferir uma solicitação 
de baixa, o cadastro da pessoa jurídica continuará ativo e poderá ser objeto de 
cobranças de obrigações principais e acessórias, inclusive penalidades pelo não 
cumprimento das mesmas. Com a integração dos serviços no REDESIM, esse 
tipo de problema tende a reduzir. Entretanto é responsabilidade dos profissionais 
contábeis acompanhar e providenciar a baixa em todos os órgãos necessários. 
 Concluídas as baixas em todas as inscrições tributárias, deve-se 
providenciar a baixa nos órgãos de licenciamento que a pessoa jurídica 
houver licença, tais como Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e outros 
específicos das atividades e, assim a empresa estará totalmente baixada. 
 
 
 
 
39 
Figura 22. Registro em Cartório x Registro em Junta Comercial 
TEMA 5 – REGISTRO EM JUNTA COMERCIAL X REGISTRO EM CARTÓRIO 
 Os registros dos atos constitutivos, alterador e de extinção das pessoas 
jurídicas podem ser realizados por alguns órgãos específicos, sendo eles: Junta 
Comercial, Cartórios, Legislações publicadas em Diário Oficial, Ordem dos 
Advogados do Brasil – OAB e outros. 
 As Juntas Comerciais são subordinadas ao Departamento Nacional de 
Registro do Comércio (DNRC) e possuem a finalidade de efetuar o registro 
público de empresas mercantis e atividades afins. Com base nisso, podemos 
compreender que as pessoas jurídicas de natureza “comercial” deverão registrar 
seus atos na Junta Comercial do seu Estado. 
 Quanto ao tipo jurídico da “sociedade” é importante ainda distinguir que 
as sociedades empresárias, sempre deverão ter seus atos registrados em 
Juntas Comerciais, enquanto as sociedades simples devem registrar seus 
atos em Cartórios, conforme mostra a Figura 22. 
 
 
 
Uma sociedade simples é aquela constituída por profissionais para desenvolver 
a atividade intelectual, enquanto, a sociedade empresária está voltada para 
a produção e circulação de bens e serviços. Como exemplo, temos a 
sociedade limitada e a empresa individual de responsabilidade limitada, que 
podem ter registro em Cartório ou em Junta Comercial, dependendo de sua 
finalidade, conforme pode ser visualizado na figura 22 e quadro 4. 
 Em relação as atividades profissionais, especificamente quanto as 
sociedades advocatícias, a Ordem dos Advogados do Brasil determina que seus 
atos sejam registrados na própria OAB. 
 As entidades e órgãos relacionados aos serviços públicos, todos 
deverão ser criados, alterados ou extintos por meio de legislação. Após a 
 
 
40 
publicação da referida legislação no Diário Oficial específico, pode-se proceder 
com o registro na Receita Federal para obtenção do CNPJ. 
 Além das sociedades simples, todas as demais pessoas jurídicas de 
direito privado, ou que exercem atividades religiosas ou políticas, deverão 
registrar seus atos em Cartório. Não podendo utilizar as Juntas Comerciais, 
pelo fato de suas atividades não serem de finalidade “comerciais”. 
 Pessoas jurídicas binacionais, organização internacional, instituições 
extraterritoriais e representações diplomáticas, são criadas, alteradase extintas 
por meio de documentos internacionais e, por isso utilizam a opção “outros 
órgãos”, visto não se utilizar de nenhum dos citados anteriormente. 
 Para melhor visualização prática do que aborda este tema, 
apresentaremos as páginas de preenchimento da Viabilidade no sistema 
REDESIM, conforme a ordem apresentada no quadro 4. 
Quadro 4. Relação dos Figuras com os tipos jurídicos de registro nos órgãos 
Nº Descrição 
Figura 23 Opções de Tipo Jurídico de Registro em “Junta Comercial” 
Figura 24 Opções de Tipos Jurídicos de Registro em “Cartório” 
Figura 25 Opções de Tipos Jurídicos de Registro na “OAB” 
Figura 26 Opções de Tipos Jurídicos com registro por “Lei” 
Figura 27 Opções de Tipos Jurídicos com Registro em “outros Órgãos” 
 
No quadro 4, apresentamos um sumário do que será apresentado nos 
próximos cinco Figuras, nas páginas seguintes, para evidenciar os órgãos aos 
quais cada tipo jurídico deverá efetuar o registro dos seus atos. 
 
 
Figura 23. Opções de Tipo Jurídico de Registro em “Junta Comercial” 
 
 
41 
 
 
Figura 24. Opções de Tipos Jurídicos de Registro em “Cartório” 
 
Figura 25. Opções de Tipos Jurídicos de Registro na “OAB” 
 
 
 
42 
 
Figura 26. Opções de Tipos Jurídicos com registro por “Lei” 
 
Figura 27. Opções de Tipos Jurídicos com Registro em “outros Órgãos” 
 
 
 
 
 
43 
TROCANDO IDEIAS 
 Uma das grandes contribuições para a evolução profissional é a 
discussão de temas com outros profissionais da área, no sentido de 
compreenderem os desafios e oportunidades enfrentados diariamente na 
execução dos serviços. Nesse sentido, propomos que procure profissionais da 
área contábil que trabalhem na área de constituição, legalização e licenciamento 
de empresas para fazer um entendimento a respeito da utilização do REDESIM, 
no sentido de verificar 1) as mudanças ocorridas se foram de rápida assimilação 
e compreensão, 2) se houveram melhorias nos serviços, no sentido de que os 
processos realmente estão mais fáceis e mais rápidos e 3) quais os principais 
desafios que os profissionais precisam superar. 
 
NA PRÁTICA 
Considerando todo o material, sites e páginas dos serviços apresentados 
nesta aula, para melhor compreensão e assimilação desses assuntos, propomos 
uma atividade dividida em duas etapas: 
1ª) acessar o portal da Junta Comercial ou sistema de legalização do seu 
Estado, fazer o seu cadastro, criando login e senha. Acessar o sistema e verificar 
quais os serviços relacionados a legalização de empresas estão integrados com 
o REDESIM. 
 2ª) procurar também por meio do acesso com login e senha, quais os 
serviços de licenciamentos estaduais e municipais estão disponíveis. 
 Com isso, poderá ir se familiarizando com o REDESIM e, acompanhar o 
quanto seu município e Estado estão aderindo a essa rede nacional. 
 Fazemos aqui uma importante observação: a atividade proposta aborda 
de serviços de livro acesso ao público, não havendo qualquer tipo de 
impedimentos para que os cidadãos possam fazer seu cadastro e acessar as 
páginas conhecendo os serviços disponibilizados. Entretanto, não é 
recomendado a realização de tais procedimentos de legalização e licenciamento 
antes de concluir a graduação e possuir sua habilitação profissional junto ao 
Conselho Regional de Contabilidade, pois em quase todos os serviços os dados 
do profissional contábil responsável deverão ser informados. 
 
 
 
44 
FINALIZANDO 
 Com o objetivo de oferecer ao aluno o maior contato possível com a 
prática de alguns, entre os inúmeros serviços que são realizados por 
profissionais contábeis, apresentamos nesta aula o máximo de detalhamento 
possível da operacionalização dos processos de constituição, alteração, baixa e 
licenciamento empresarial na atualidade, por meio dos serviços integrados na 
rede nacional do REDESIM. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei Federal nº 11.598 de 3 de dezembro de 2007. Estabelece 
diretrizes e procedimentos para a simplificação e integração do processo de 
registro e legalização de empresários e de pessoas jurídicas, cria a Rede 
Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e 
Negócios – REDESIM. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11598.htm>. 
Acesso em 26 mai 2019. 
 
BRASIL. Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de Dezembro de 2006. 
Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; 
altera dispositivos das Leis no 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, 
de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei 
Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 
de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Disponível em: << 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp123.htm >>, acesso em 26 mai 
2019. 
 
BRASIL. Lei Complementar Federal nº 116, de 31 de julho de 2003. Dispõe 
sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos 
Municípios de do Distrito Federal e, dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm>. Acesso em 26 mai 
2019. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11598.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm
 
 
45 
DREI. Instrução Normativa DREI nº 52, de 09 de novembro de 2018. Dispõe 
sobre os procedimentos de Registro Digital dos atos que competem ao Registro 
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins e altera os Anexos I, II e III da 
Instrução Normativa DREI nº 48, de 03 de agosto de 2018. Disponível em: < 
http://www.mdic.gov.br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/
IN-DREI-52-2018.pdf>. Acesso em 26 mai 2019. 
 
JUCEMAT (2019). Junta Comercial do Estado de Mato Grosso. Portal de 
serviços. Disponível em < http://portalservicos.jucemat.mt.gov.br >. Acesso em 
30 mai 2019. 
 
SEMPE (2019). Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa. GCSIM – 
Comitê Gestor do REDESIM. Disponível em: 
<http://www.sempe.mdic.gov.br/index.php/component/content/article?id=119>. 
Acesso em 26 mai 2019. 
 
RECEITA FEDERAL. (2019). Coletor Nacional. Disponível em: 
<http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-
nacional-de-pessoas-juridicas-cnpj/coleta-online-programa-gerador-de-
documentos-do-cnpj-cnpj-versao-web>. Acesso em 26 mai 2019. 
 
RECEITA FEDERAL. (2018). REDESIM diminui o tempo de abertura de 
empresas no Brasil. Disponível em: 
<http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/REDESIM-
diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil>. Publicado em 18 dez 
2018. Acesso em 26 mai 2019. 
 
REDESIM (2019). Rede Nacional para Simplificação do Registro e da 
legalização de Empresas e Negócios. Disponível em: 
<www.REDESIM.gov.br>. Acesso em 26 mai 2019. 
 
SAUDE (2019). Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Vigilância Sanitária. 
Disponível em: 
<http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2796>
. Acesso em 30 mai 2019. 
http://www.mdic.gov.br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/IN-DREI-52-2018.pdf
http://www.mdic.gov.br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/IN-DREI-52-2018.pdf
http://portalservicos.jucemat.mt.gov.br/
http://www.sempe.mdic.gov.br/index.php/component/content/article?id=119
http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas-cnpj/coleta-online-programa-gerador-de-documentos-do-cnpj-cnpj-versao-web
http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas-cnpj/coleta-online-programa-gerador-de-documentos-do-cnpj-cnpj-versao-web
http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas-cnpj/coleta-online-programa-gerador-de-documentos-do-cnpj-cnpj-versao-webhttp://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/redesim-diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil
http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/redesim-diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil
http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2796
 
 
ANEXO I – Modelo de Documento Básico de Entrada - DBE

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