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ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO – NP2 Matheus Ragazzini | Psicologia | 3º semestre CONTROLE AVERSIVO Refere-se ao indivíduo que se comporta para que algo não aconteça, ou seja, para subtrair um estímulo do ambiente ou para fazer com que ele não ocorra. ↳ No Controle Aversivo verifica-se a mudança da frequência do comportamento através do reforço negativo (aumento na frequência – sempre) ou punição, sendo ela positiva ou negativa (diminuição na frequência). Reforço Negativo: A consequência de um comportamento remove algo do ambiente. Consiste na remoção de um estímulo aversivo. ↳ Fuga: A reposta remove um estímulo presente. Ex. Dores de cabeça – Tomar analgésico – Dor de cabeça sessa Neste caso, há um aumento na probabilidade do comportamento de tomar um analgésico. ↳ Esquiva: A resposta evita um estímulo aversivo. Estímulo aversivo ausente envolve o atraso ou cancelamento. Ex. Ligação de Telemarketing – Evita atender – Esquivar de promoções que não interessam Neste caso, há um aumento da probabilidade do comportamento de evitar atender o telefone. - Paradoxo da Esquiva: Em um determinado momento, a esquiva se torna tão eficiente que o indivíduo se “esquece” do motivo da esquiva, até o momento em que for punido novamente. Punição: Tanto na positiva (apresentação de um estímulo aversivo) quanto a negativa (supressão de um estímulo reforçador) diminuem a probabilidade do comportamento ocorrer. ↳ Punição Positiva: Diminui a probabilidade de um comportamento ocorrer pela adição de um estímulo aversivo (punitivo) ao ambiente. Ex. Estar dirigindo – passar no sinal vermelho – multa (R$) Há uma diminuição na probabilidade do comportamento de passar no sinal vermelho. ↳ Punição Negativa: Diminui a probabilidade do comportamento ocorrer pela retirada de um estímulo reforçador do ambiente. Ex. João deve limpar o carro – João não limpa o carro – João fica sem mesada Neste caso, há a diminuição da probabilidade do comportamento de não lavar o carro. CONTROLE DE ESTÍMULOS Refere-se à influência de estímulos antecedentes sobre o comportamento, isto é, o efeito que o contexto tem sobre o comportamento. ↳ O contexto em que o comportamento ocorre ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO – NP2 Matheus Ragazzini | Psicologia | 3º semestre Discriminação Operante: Processo no qual respostas específicas ocorrem apenas na presença de estímulos específicos ↳ Cada estímulo evoca uma resposta específica. Os estímulos antecedentes, portanto, controlam qual resposta produzirá uma consequência reforçadora. - Para ocorrer discriminação é necessário que uma resposta seja reforçada em uma situação e a mesma resposta não seja reforçada em outra situação. Contingência Tríplice Analisar funcionalmente um comportamento significa, portanto, encaixá-lo em uma contingência de 3 termos, ou seja, verificar em que circunstâncias o comportamento ocorre e quais as consequências que o mantém. Ocasião (Se) – Resposta (Se) – Consequência (Então) ↳ A ocasião pode se configurar em um estímulo discriminativo (Sd) ou um estímulo delta (S). - Estímulo Discriminativo (Sd): sinaliza que uma dada resposta será reforçada. Estímulo presente quando a resposta foi reforçada. - Estímulo Delta (S): sinaliza que uma determinada resposta não será reforçada, isto é, sinalizam a indisponibilidade do reforço ou sua extinção. Estímulo presente quando a reposta não foi reforçada. Ex. Mamadeira verde – sucção – aparição de leite Mamadeira vermelha – sucção – não há leite A cor verde se configura como um Sd enquanto a cor vermelha um S. Dessa forma, há um controle de estímulos, já que, a cor verde controla a resposta de sucção. Generalização: ocorre nas circunstâncias em que uma reposta é emitida na presença de novos estímulos que tenham uma propriedade física semelhante com o Sd. ↳ quanto maior for a similaridade física entre estímulos, maior será a probabilidade de a generalização ocorrer. Ex. Abrir garrafas com tampa de rosca da mesma forma sempre – rodando a tampa. Classe de Estímulos: um conjunto de estímulos que servem de ocasião para uma mesma resposta.