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ACADÊMICO (A): TURMA: Psicologia – 4º DATA: 03/09/2024 FICHAMENTO FICHAMENTO Referência: MOREIRA, Márcio Borges; MEDEIROS, Carlos Augusto de. Princípios Básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007. Capítulo 4. Texto: Princípios Básicos de Análise do Comportamento (Capítulo 4) Estímulo reforçadores positivo: quando temos um aumento na possibilidade de uma resposta, isso quando é feita uma adição. Estímulo reforçadores negativos: quando temos um aumento na possibilidade de uma resposta, isso quando é feita uma remoção ou adição de estímulo. Estímulo punitivo positivo: quando temos uma redução da possibilidade de repetição do comportamento, quando é adicionado um estímulo. Estímulo punitivo negativo: quando temos uma redução da possibilidade de repetição do comportamento, quando é retirado um estímulo. Comportamento de fuga ou esquiva A fuga acontece quando o estímulo aversivo já está no ambiente, e o comportamento irá retirar ele do ambiente. A esquiva acontece quando o estímulo ainda não está presente no ambiente, e o comportamento visa atrasar ou evitar o estímulo aversivo. Compreendermos que a esquiva é uma prevenção, enquanto a fuga é remediação. Eles só são estabelecidos no contingente de reforço negativo. Para alguns autores temos somente a fuga, por que tivemos que utilizar a fuga para estímulos que sinalizam os estímulos aversivos. Punição: é uma consequência que torna a ocorrência do comportamento menos provável, que reduz a sua possibilidade. Tanto a punição negativa e positiva torna um comportamento menos provável. O comportamento conhecido como estímulo punidor ou punitivo. Punição positiva: quando a consequência que temos a adição de um estímulo, é a redução da possibilidade da ocorrência futura desse comportamento. Punição negativa: quando retiramos, ou ocorre a perda de um estímulo reforçador que diminuirá a probabilidade de ocorrência futura do mesmo comportamento. Suspenção da contingência punitiva: recuperação da resposta: o comportamento que vinha sendo punido, quando a retirada da punição ocorre na atualidade, talvez a frequência seja restabelecida, ou seja é uma recuperação da resposta. Um dos papéis do psicólogo é auxiliar caso o indivíduo não retorne a contingência, mesmo sem a punição aplicada na atualidade, geralmente não se sentindo confortável a retornar aquela situação. O auxílio ocorre no retorno a contingência. Diferença entre punição negativa x extinção: na extinção temos um comportamento era reforçado, de modo a aumentar a possibilidade de acontecer novamente, entregando esse estímulo reforçador deixa de ocorrer, não tendo mais reforçador. A punição negativa é quando um comportamento era reforçado, entretanto ele perde potências reforçadores, os reforçadores da contingência em si continuam os mesmos, mas por essa nova consequência, que é a retirada do estímulo pode alterar a probabilidade de ocorrer novamente. A extinção tem um processo lento para a retirada da ocorrência de resposta, enquanto a punição negativa as suprime rapidamente. Efeitos colaterais do controle aversivo Punir comportamento indesejáveis socialmente é muito mais eficaz que reforçar comportamentos desejáveis. Eliciação de respostas emocionais: ocorre quando o organismo entra em contato com estímulos aversivos, e isso causa respostas emocionais, tais como choro, mãos trêmulas, taquicardia. Podemos mencionar um problema quando o administrador da punição ao observar as respostas emocionais do indivíduo, que podem gerar sentimentos que cotidianamente chamamos de pena ou culpa. Dessa forma, essas respostas podem causa estímulos de aversão ao administrador, que pode causar a liberação de reforçadores ao indivíduo que fora punido. Com a retirada da punição, a resposta emocional deixou de acontecer, isso reforça negativamente os comportamentos de liberar reforçadores positivos, para o comportamento do indivíduo que recebeu a punição. Estudos também mostram que estímulos que são considerados aversivos, ao serem acompanhados de reforçador, podem se tornar um sinalizador que o um estimulo reforçador está por vim. O estimulo antes representado como punitivo, se torna um reforçador condicionado, que é aprendido que através de uma história de aprendizagem. Podemos concluir que o estimulo aversivo pode ser tornar um sinalizador que um reforço, e também fortalecer a possibilidade da ocorrência de comportamentos que produzem estímulos previamente aversivos. Outro problema seria a possibilidade de ocorrer um condicionamento respondente entre outros estímulos que estavam no ambiente, e os estímulos aversivos. Também temos o paradoxo da aprendizagem por reforçamento negativo, quando há um reforço negativo aumenta a probabilidade de um comportamento de fuga ou esquiva, e quando temos a apresentação do estimulo aversivo, alicia respostas reflexas, como sudorese, temores, etc, que impedem ou atrasam o comportamento operante que permite a retirada ou o adiar desse estimulo. Supressão de outros comportamentos além do comportamento punido: Quando um comportamento ocorre temporalmente perto do estimulo aversivo, ou acaso ele seja semelhante ao estimulo aversivo. Ocorrência de respostas incompatíveis com o comportamento punido: ele acontece quando temos uma segunda resposta que torna improvável a repetição do comportamento que foi punido. Esse comportamento é negativamente reforçado por que diminui a probabilidade de repetir um comportamento que foi punido, impedimento o indivíduo de entrar em contato com a punição. Entretanto, essas respostas incompatíveis dificultam que o indivíduo se exponha a essa contingência, que mudam durante o tempo. Essas são repostas de esquiva, por que ela adia um estímulo que é aversivo. Contracontrole: no contracontrole temos um comportamento que evita um outro comportamento que seja controlado de forma aversiva, essas respostas são mantidas por reforçamento negativo, ou seja retira um estilo aversivo do ambiente. Temos um estímulo antecedente de um estímulo aversivo, logo temos uma reposta de contracontrole, que visa esquivar, ou fugir do estímulo aversivo. Por que punimos tanto? Imediaticidade das consequências: Em geral, as punições tem repostas imediatas, esse comportamento de punição negativa é reforçado com a parada do estímulo aversivo. Eficácia independente de privação: quando verificando outras formas de aumentar ou diminuir um comportamento utilizando, por exemplo, reforçadores positivos os resultados podem demorar, além de termos que compreender qual seria o reforçador necessário para obter a resposta desejada, levando em consideração também que caso o indivíduo não tenha privação do reforçador não terá eficácia. Desta forma compreendemos por que os comportamentos punitivos são mais prováveis, pois não é necessário privar a criança de nenhum estímulo, e uma punição reforça ou puni um comportamento em diversas situações. Facilidade no arranjo das contingências: ao utilizarmos outras formas de contingência, há um trabalho muito maior a ser feito, toda uma questão de reforçadores positivos que demandam mais tempo e maior número de respostas, sendo uma desvantagem considerável compreendendo a facilidade da punição ou do reforço negativo. Entretanto, ao compreender como essas punições podem ocasionar efeitos indesejáveis, muitos indivíduos decidem adotar métodos de reforçamento positivo a fim de controlar os comportamentos. Quais as alternativas ao controle aversivo? Reforçamento positivo em substituição ap reforçamento negativo: para aumentar a probabilidade da repetição de um comportamento, podemos ao invés de utilizar um reforçamento negativo, utilizamos um reforçamento positivo, que podemos utilizar em formas de elogios. Extinção em substituição a punição: podemos utilizar a extinção ao invés da punição, é um procedimento menos aversivo, apesar de não deixar de aliciar respostas emocionais. Outra desvantagem da extinção, seria a completa supressão do estímulo reforçador, nem sempre isso é possível. Ao compreenderemos que um paciente que estáem um quadro depressivo, tem poucos estímulos reforçadores, devemos ter cuidado ao não retirar um comportamento necessário, ou falo-lo abandonar o tratamento. A extinção é preferível a punição, pois na punição temos o estímulo reforçador, e ao não haver nais o estímulo de punição, o comportamento voltará a ocorrer. Durante a diminuição do comportamento pela extinção temos maior durabilidade dos seus efeitos. Reforçador diferencial: ao utilizarmos esse método, temos uma extinção e um reforçador. Podemos extinguir um comportamento indesejada, ao mesmo tempo que reforçamos um comportamento socialmente desejável. Aumento da frequência de reforçadores para respostas alternativas: ao utilizarmos a extinção os efeitos colaterais também se fazem presentes, para diminuir esses efeitos aumentamos a frequência dos reforçadores positivos, o que enfraquece comportamento não socialmente desejáveis, enquanto reforça comportamento socialmente desejáveis. Também auxilia quando não podemos retirar as consequências reforçadores durante a extinção. FICHAMENTO Referência: Skinner, B. F. Capítulo XVV: Punição. In: Ciência e comportamento humano. 11ª ed. São Paulo: Martins Fontes. 2003. P. 198-211. (Disponível na aula 5). Texto: Ciência e comportamento humano. A punição é umas das técnicas de controle mais comuns, em toda a sociedade temos inúmeros exemplos de comportamento de punição. Muitas dúvidas são levantas a cerca da utilização da punição. A longo prazo, a punição pode resultar em desvantagem paga o indivíduo punido, e para o administrado da punição, por gerarem inúmeras repostas emocionais. A punição funciona? Durante pesquisas recentes foi observado que a punição tende a diminuir a probabilidade de comportamento, entretanto não é uma diminuição permanente. Durante a extinção, no início a respostas tendem a aumentar, e gradativamente vão diminuindo, ao observarmos as punições, a diminuição de respostas é muito rápida, entretanto quando ouve a retirada dessa punição, a frequência das tesouras aumentou. Concluirmos que a punição não reduz permanentemente a tendência a repostas. Os efeitos da punição Primeiro nós temos os conceitos de reforçadores negativos ou positivos, sendo eles a adição de um estímulo reforçador, ou a retirada de um estímulo aversivo gerando um reforçador negativo. O questionamento que se levanta é: Qual é o efeito da retirada de um reforçador positivo, ou apresentação de um negativo? Dessa forma, sem concluir nenhum final, utilizamos experimentos para compreender. A punição não necessariamente é administrada por um indivíduo ou uma agência, pode ocorrer através de elementos sem consciência. Um primeiro efeito da punição O primeiro efeito seria a como estímulos aversivos são utilizados em situações que necessitam de urgência, fazendo com que o contingente típico da punição não seja seguido. Ou seja, o primeiro efeito é que ele é temporário, e geralmente não é aceito como modo de controle pela punição. Um segundo efeito da punição Geralmente, é esperado que os efeitos da punição sejam vistos no futuro, mesmo sem a ocorrência da punição em si na atualidade. De uma forma geral, o efeito de punição gera estímulos condicionados, que trazem comportamentos incompatíveis, que visam fugir ou se esquivar de situações que sejam potenciais punições. As predisposições emocionais a uma punição desencadeiam sentimento de culpa e vergonha, desses sentimentos temos repostas condicionadas, repostas reflexas. Essa resposta emocional pode ser evocada não somente pela punição em si, mas também por estímulos anteriores que estão de alguma forma ligados a punições anteriores. As respostas socialmente corretas, apesar de não ser o principal efeito da punição, acontecem. Entretanto essas repostas são enfraquecidas com o tempo, dependendo da resposta emocional gerada. Um terceiro efeito da punição Quando temos após uma resposta, um estímulo aversivo, qualquer estimulação pode ser condicionada. E temos comportamentos que reduzem a estimulação aversiva condicionada, deram reforçados. Ao observarmos o indivíduo, compreendemos que ele tentara a todo custo se afasta do estímulo aversivo, tomando decisões que reprimem o comportamento, evitando a punição. Entretanto, ao evitar a punição, diminuirá o reforçador negativo, aumentando a probabilidade de o comportamento punido retornar. Lamentáveis subprodutos da punição A punição não elimina o comportamento tido como socialmente incorreto. Outro conflito, são as respostas que levam a punição, e repostas que a evitam, sendo elas opostos. O pior cenário seria quando o comportamento punido é um comportamento reflexo, não havendo possibilidade de executar o contrário. Alternativas a punição Podemos utilizar a extinção, que leva o indivíduo a não ter a consciência que obtinha antes, ou ao esquecimento, que visa esquecer esse comportamento. Também podemos utilizar de um comportamento incompatível, através de um reforço positivo. image1.jpg