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DoençasDoenças NeurológicasNeurológicas E-BOOK Obrigado por fazer parte do nosso propósito de levar conhecimento com qualidade para o maior número de pessoas possíveis, por confiar e acreditar no nosso trabalho assim como nós acreditamos e confiamos no seu potencial. Acreditamos que você pode chegar onde quiser sempre com mais conhecimento. Você já é diferente por ter acesso a esse e-book e certificado. Você poderá ter acesso aos nossos cursos e congressos pelo nosso site: www.cessetembro.com.br Quer ser um Aluno Premium? Faça parte da A Nova Classe: www.anovaclasse.com.br Seja bem-vindo! Vamos fazer história juntos! @CESSETEMBRO @ANOVACLASSE http://cessetembro.com.br/cursos http://www.anovaclasse.com.br/ http://instagram.com.br/CESSETEMBRO http://instagram.com.br/ANOVACLASSE Clique no ícone da impressora. 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BIOMECÂNICA DO TRAUMA LESÃO PRIMÁRIA Por impacto: Golpe direto, contra golpe e FAF. Por impulso: Lesão axonal difusa (Mecanismo de ação e desaceleração) LESÃO SECUNDÁRIA •Resulta diretamente da agressão imposta, lesionando as estruturas cerebrais (tecido nervoso e vasos sanguíneos) •Observado após a lesão, resultante do processo inflamatório e edema. Tríade de Cushing Hiperten são arterial sistêmic a Bradicardia Alteração do ritmo respiratório PRESSÃO INTRACRANIANA (PIC) SINAIS E SINTOMAS Alterações clínicas entre 24 - 48hrs com amnésia ou 8 h em COMA são considerados graves. Escala de Glasgow Escala de Glasgow EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO A evolução do paciente após um TCE é dependente de muitos fatores: Sequelas Alteração de linguagem Sequelas • Afasia • Disartria • Anomias Sequelas Cognitivas • Déficit de atenção • Memória • Planejamento • Capacidade de julgamento Comportamento Sequelas • Alteração da personalidade • Ansiedade • Depressão • Agressividade • Labilidade emocional Física Sequelas • Paralisia/Plegias • Alteração do tônus • Alteração da sensibilidade • Déficit de equilíbrio Funcional Social SequelasSequelas • Interação social e familiar • Afastamento da atividade laboral • Grau de dependência na realização das atividades de vida diárias ALTERAÇÕES FÍSICAS Plegia = Paralisia completa dos movimentos Paresia = Paralisia incompleta dos movimentos Definição: É um sintoma caracterizado por perda da coordenação e do equilíbrio dos movimentos musculares voluntários. Está relacionada com perda da função do cerebelo e das vias cerebelares. ATAXIA ALTERAÇÃO DE TÔNUS Definição de Tônus É a força com a qual o músculo resiste ao alongamento. (Basmajian, De Luca,1977) É o estado de tensão elástica que apresenta o músculo em repouso. Hipertonia Redução do Tônus HIPOTONIA Aumento do Tônus HIPERTONIA Elástica Espasticidade Sinal de canivete Velocidade dependente Lesão a nível do trato corticoespinal Fibras intrafusais CÓRTEX CEREBRAL Plástica Rigidez Sinal de roda denteada Lesão a nível de núcleos da base Trato retículo espinal pontino Trato Corticoespinal Tronco encefálico Trato vestíbulo espinal NMS NMI Motoneurônio gama Tônus Trato Corticoespinal 》Hipertonia elástica 》Hiperreflexia 》Clônus 》Babinsk + Modulação Trato vestíbulo espinal Trato reticulo espinal Tônus Espasticidade Alterações Somatossensoriais •Tato •Pressão •Dor •Temperatura •Propriocepção ALTERAÇÕES DE SENSIBILIDADE Córtex Sensitivo (Lobo Parietal) ÁREA PRIMÁRIA Anestesia cortical ÁREA SECUNDÁRIA Agnosia somatossensorial ALTERAÇÕES COGNITIVAS Alterações de percepção Ex: Anosognosia Somatoagnosia Prosopagnosia Pode afetar diversos tipos de memória. Incapacidade de realizar atos motores voluntários na ausência de déficit motor. Processamento lento das informações Baixa capacidade de concentração DIFICULTAM O PROCESSO DE APRENDIZAGEM/REABILITAÇÃO ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS PHINEAS GAGE (1823-1860) ALTERAÇÕES DE LINGUAGEM • Distúrbio da articulação da fala (dificuldade da produção de fonemas). Afasias Disartria • Déficits na compreensão auditiva e na expressão oral. • Ecolalia • Anomia ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL - AVC Danos ao cérebro devido interrupção do fluxo sanguíneo, seja de origem isquêmica ou hemorrágica Popularmente conhecido como “Derrame cerebral” Doença de acometimento agudo, com sinais clínicos superiores à 24horas necessitando de um atendimento emergencial. Epidemiologia (Ministério da saúde, 2019 O AVC está em segundo lugar entre as principais causas de morte no Brasil, atrás apenas dos óbitos por doenças cardíacas isquêmicas. Incidência maior > 65 anos. QUAL É O CORRETO? Acidente Vascular encefálico AVE AVC Acidente Vascular Cerebral TIPOS DE AVC ISQUÊMICO Quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio. HEMORRÁGICO AVC - ISQUÊMICO Rompimento de um vaso cerebral, provocando extravasamento de sangue. O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). Ocorre a morte tecidual devido a falta do aporte sanguíneo. AVC - HEMORRÁGICO Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC. Pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico. ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO (AIT) COMO IDENTIFICAR UM AVC? FATORES DE RISCO CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA CEREBRAL CORRELAÇÃO DA ÁREA DE LESÃO E AS SEQUELAS •Face medial dos hemisférios cerebrais e a porção mais superior da face supero-lateral de cada hemisfério. •Suprem o estriado e parte do globo pálido, córtex insular e partes dos lobos frontal, parietal e temporal. •Irriga o lobo occiptal e áreas caudais e basais do lobo temporal e hipocampo. Também irriga o tálamo e o mesencéfalo. PROGNÓSTICO/QUADRO CLÍNICO Ombro doloroso e/ou subluxado Fraqueza muscular PREVENÇÃO Dor e/ou hiperatividade no lado normal Problemas psicológicos Contraturas e deformidades ALTERAÇÕES SECUNDÁRIAS AO AVC Escoliose Doença De Parkinson FISIOPATOLOGIA REVISÃO NÚCLEOS DA BASE Constituem um conjunto de estruturas subcorticais que incluem: Núcleo caudado e Putâmen (Formando o Corpo estriado) Globo pálido interno e externo Núcleo subtalâmico e substância negra (produz Dopamina). Aferência Estriado Globo pálido int/ext Eferência TÁLAMO TálamoGlobo pálido interno CÓRTEX MOTOR NÚCLEOS DA BASE Circuito básico – em repouso Globo pálido interno Estriado Córtex motor Córtex motor Estriado Via direta – Facilitação do movimento Globo pálido interno Tálamo Via indireta – “Inibição” do movimento Núcleo subtalâmico Córtex motor Estriado Globo pálido externo Globo pálido interno Tálamo D1 Estriado Influência dopaminérgica – via direta Córtex motor Tálamo Globo pálido interno Dopamina Subs negra Tálamo EstriadoD2 Influência dopaminérgica– via indireta Córtex motor Dopamina Subs negra Globo pálido externo Globo pálido interno Núcleo subtalâmico DIAGNÓSTICO Diagnóstico clínico Resposta satisfatória ao tratamento medicamentoso Sinais e Sintomas Caráter progressivo Início unilateral Os primeiros sintomas ocorrem quando já se tem uma diminuição de cerca de 80% nos níveis de dopamina no estriado PRINCIAIS ALTERAÇÕES CLÍNICAS Tremor de repouso Rigidez muscular Bradicine sia Instabilida de postural TREMOR DE REPOUSO “Contar dinheiro” Ao iniciar o movimento o tremor diminui Aumenta sob estresse Diminui durante o sono Mãos, eixo axial, cabeça, mandíbula e língua. Aumento do tônus – Hipertonia plástica. Resistência aumentada durante toda a amplitude do alongamento. RIGIDEZ MUSCULAR BRADICINESIA • Dificuldade na iniciação e interrupção dos movimentos e lentificação durante a sua execução. 》Tendência a adotar e manter posturas fixas. 》Dificuldade em modificar a direção dos movimentos. 》 Dificuldade em realizar movimentação dos braços enquanto caminha. INSTABILIDADE POSTURAL Tendência a postura fletida Menor ADM de quadril, joelhos e tornozelos durante a marcha Diminuição dos reflexos posturais Pettit Pass – Festinação Freezing (Congelamento da marcha) DEMAIS SINTOMAS Motores Hipomimia Micrografia Diminuição do movimentos rotacionais Diminuição da expansibilidade torácica TRATAMENTO O tratamento para o paciente com doença de Parkinson pode modificar a forma da evolução da doença, mas não promover a cura ou mesmo a reversão do quadro já instalado. Não motores Déficits cognitivos Desordens psíquicas Alterações gástricas Alterações sensoriais Distúrbios do sono Diminuição olfativa Medula Espinal Lesão Medular Esta entre as formas mais graves das síndromes incapacitantes. Definição • É uma lesão que acomete as estruturas dentro do canal medular podendo levar as alterações motoras, sensitivas, autonômicas e psicoafetivas. Incidência – Brasil • 6 a 8 mil novos casos por ano. Perfil • > sexo masculino (80% dos casos) • Adultos jovens (20 à 30 anos) Principal etiologia • Acidente automobilístico - Traumática Etiologia – Lesão Medular • O nível de lesão é determinado pelo último segmento sensitivo e motor preservado em ambos os lados do corpo. Nível de Lesão Medular Tetraplegia Paraplegia Lesões superiores ao segmento T1 Lesões inferiores ao segmento T1 Exame que avalia os dermátomos e miótomos para determinar o segmento medular afetado. Dermátomo: área da pele inervada por um nervo Miótomo: Grupo de fibras musculares inervadas por um nervo Dermátomos Miótomos (Músculo-chave) Membros Superiores Membros Inferiores Preservação parcial da função sensorial e/ou motora abaixo do nível da lesão, incluindo os segmentos sacrais Grau de lesão Completa Incompleta Ausência total de função motora e sensitiva abaixo do nível da lesão, inclusive nos segmentos sacrais da medula. ASIA - Classificação Evolução do quadro clínico Reflexo Bulbocavernoso (+) é um sinal de término da fase do choque medular. Lesão Choque Medular Retorno da atividade medular reflexa Choque medular Perda de todas as funções neurológicas nos segmentos medulares abaixo da lesão. Essa fase pode durar dias, semanas ou meses. (Duração média de 3 semanas) Retorno da atividade medular reflexa Fase de reorganização funcional das estruturas abaixo do nível da lesão. Paralisia flácida x Paralisia espástica Anestesia Paralisia Espástica Automatismos Anestesia Paralisia flácida Arreflexia/ Hiporreflexia Complicações Primárias Alterações respiratórias As alterações respiratórias estão entre as principais causas de óbito tanto na fase aguda quanto na fase de reabilitação desses pacientes. Sistema Urinário • As repercussões devido ao mal funcionamento vesical pode acarretar em diversas complicações, desde ITU até hidronefrose com consequente perda da função renal. Alterações intestinais Ausência do desejo e do controle da evacuação Diminuição do peristaltismo intestinal acompanhada de retenção fecal Sendo necessário a reeducação da função intestinal Dieta, hidratação, supositórios, laxantes e estimulação digital. Evitar complicações: Constipação, fecalomas, necrose intestinal. Termorregulação Hipotálamo • Controle sobre o fluxo sanguíneo cutâneo • Piloereção • Sudorese "Termos tato" Disfunção autonômica (simpática) causa a perda das respostas termorreguladoras internas. Capacidade de piloereção e sudorese abaixo do nível da lesão são perdidas. Disrreflexia Autonômica Hipotensão Postural Sintomas Mal estar Tontura Palidez Visão embaçada Desmaios Dor Neuropática • A dor neuropática é localizada no nível ou abaixo do nível da lesão. • Causada pela compressão aguda ou dilaceramento das raízes nervosas. • Pode ser altamente limitante. Complicações Secundárias É o crescimento ósseo anormal em partes moles. Etiologia desconhecida (Metabolismo de cálcio anormal, micro traumas na região, ADM excessiva durante exercícios). Pode ocorrer em tendões, tecido conjuntivo intermuscular e tecido das aponeuroses. Articulações mais acometidas: quadril, joelho, cotovelo, ombro e coluna. Apresentará redução da ADM e/ou crepitação durante o movimento. Ossificação Heterotópica Osteoporose Redução da descarga de peso dinâmica Redução da mobilidade Redução da atividade muscular Redução da densidade óssea Maior risco de fraturas Osteoblastos Osteoclastos Síndromes Medulares Doenças Neuromusculares DNM aplica-se a um universo de diferentes patologias, que acarretam em disfunção muscular. Doenças dos músculos (Miopatias) Doenças dos nervos (Neuropatia s) Doenças dos cornos anteriores da medula (Atrofias Espinais) Perturbações da junção neuromuscular (Miastenias) Esclerose Lateral Amiotrófica Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) Epidemiologia • Prevalência: 5 à 6/100.000 habitantes • Por ano estima-se 5.000 novos casos ( cerca de 13/dia) • > sexo masculino (3:2) • Idade média 55 à 65 (mundial) – 52 anos (Brasil) • 5% antes dos 30 anos TIPOS Apresentação clínica A evolução da doença é variável, muitos pacientes evoluem para o óbito em 5 anos. Falência respiratória ELA familiar – 10% dos casos. Causa genética (gene SOD1 e outros) ELA esporádica - Forma mais comum 90% casos Quando os sintomas aparecem representa perda de >50% das unidades motoras. • Para descartar outros diagnósticos EMG Diagnóstico Gastrostomia • Sinais de NMS • Sinais de NMI • Bloqueio de condução Avaliação Clínica Exames de imagem Anamnese do paciente, início dos sintomas e tempo de evolução. Presença de fasciculações e cãimbras Insuficiência respiratória do tipo restritiva Outros sintomas comuns • Cãimbra • Fadiga muscular • Dor • Alterações de humor • Insônia • Dispnéia • Perda de peso • Alterações cognitivas (Demência frontotemporal) – 15% dos casos Complicações Disfagia (Risco de broncoaspiração) Suporte ventilatório Esclerose Múltipla Epidemiologia Doença autoimune e desmielinizante. Sistema Imunológico Bainha de Mielina que reveste os axônios do SNC Afeta o SNC, causando desmielinização e degeneração axonal no cérebro e na medula. Entre 20 a 40 anos de idade (> faixa dos 30 anos) > Mulheres (2:1) No Brasil, 15/100.00 habitantes com EM No mundo há aproximadamente 2,5 milhões de pessoas com EM. Fisiopatogenia - EM Períodos de remissão Ainda não está totalmente esclarecida. Períodos de exacerbação Degeneração Axonal Capacidade de Remielinização Agente infeccioso EM Etiologia - EM Fatores ambientais Predisposição genética Tipos 85% 80% da EMRR 10% 5% Exames laboratoriais Diagnóstico Sintomas • Anamnese • Sintomas • Surtos • LCR – presença de Bandas oligoclonais de IGg • Áreas cicatriciais na Substância Branca. • Diminuição da velocidade. Avaliação clínicaExames de imagens Potencial evocado Apresentação clínica altamente variável Déficits neurológicos persistentes e incapacitantes em longo prazo Fadiga Alterações sensitivas e motoras Cansaço mental e/ou físico. É um dos sintomas mais comuns e um dos mais incapacitantes da EM. Fraqueza muscular /Espasticidade /Déficit no equilíbrio /Tremor / Parestesia Alterações esfincterianas Incontinência urinária e fecal Visão embaçada / Diplopia / Amaurose Alterações vesicais e intestinais Transtornos Cognitivos/Emocional Alterações fonoaudiológicas Dificuldade na fala (voz trêmula, disartria) Dificuldade na deglutição (Disfagia) Memória / Ansiedade / Depressão /Irritabilidade Guillain-Barré A síndrome de Guillain-Barré é uma neuropatia periférica desmielinizante aguda de caráter autoimune. Polineuropatia é definida como um distúrbio simultâneo de diversos nervos periféricos em todo o organismo. Alterações visuais 5% evoluem ao óbito Sintomas Podendo atingir a musculatura do sistema respiratório Insuficiência respiratória 75% possuem boa recuperação 20% ficam com sequelas graves 25% Instalação - SGB Resposta autoimune Evento infeccioso 1 à 3 semanas após Parestesia e fraqueza ascendente de membros Necessidade de suporte ventilatório Etiologia - SGB Pós evento infeccioso Bactéria Campylobacter Jejuni Citomegalovírus Mycoplasma pnemoniae Influenza A Epstein-Barr vírus ENM Diagnóstico • Apresentação clínica • Bloqueio de condução ou diminuição da velocidade • Elevação de proteína Exame clínico Análise do LCR Variantes da SGB ATÉ A P RÓX IMA obrig ada E-book oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com o Professora Edlaine Ribeiro para o curso de "Doenças Neurológicas".