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Post Mortem Curso de Atualização em Inspeção Higiênico-Sanitária e Tecnológica de Carnes para Médicos Veterinários dos Serviços Estaduais e Municipais https://www.google.com/search?q=sisbi&tbm=isch&source=iu&ictx=1&fir=o33Gu0LLYCZGKM:,xsCTOtiAfuHymM,_&vet=1&usg=AI4_-kQayOtaY9Fotm9y1DeZvrV9yWsqRw&sa=X&ved=2ahUKEwiOyO77_ffnAhVbH7kGHXLuAA0Q9QEwAHoECAMQAw#imgrc=o33Gu0LLYCZGKM: Conforme previsto na Portaria nº 711/ 95: A inspeção post mortem consiste no exame macroscópico de todos os órgãos e tecidos do animal abatido, abrangendo a observação e apreciação de seus caracteres externos, sua palpação e abertura dos gânglios linfáticos correspondentes, além de cortes sobre os órgãos, quando necessário. Inspeção Post Mortem 2Módulo 3: Suínos Inspeção Post Mortem 3Módulo 3: Suínos Compreende: técnicas de inspeção nas linhas de abate e reexame, julgamento e destinação de carcaças e vísceras, além dos registros que são necessários para validar os procedimentos de inspeção post mortem. •Animais limpos •Box de contenção para insensibilização •Observar a eficiência do processo •Tempo da insensibilização até sangria – 30s – IN 03/2000 •Sinais de retorno à consciência – respiração rítmica, reflexo corneal •Troca de facas a cada operação •Tempo mínimo 3 minutos – 711/95 Insensibilização e Sangria Insensibilização e Sangria Insensibilização e Sangria Premissas: 1 - Correlação entre carcaça e vísceras garante que a que carcaça pertencem as partes e vísceras examinadas . Os resultados da inspeção ante e post mortem são indicadores importantes para os produtores e para a suinocultura. 2 - As vísceras e as partes da carcaça devem acompanhar a carcaça em todos os momentos até sua liberação, e isso deve ser provido pelo estabelecimento (Art. 119): ➢ seja pela utilização de mesa rolante de inspeção, em sincronia com a nórea de carcaça; ➢ seja pela aposição de números nas peças; ➢ seja por cores; ➢ ou, se aplicável, pela redução de velocidade até que se permita essa correlação. 7Módulo 3: Suínos Inspeção Post Mortem • Existem lesões que implicam em condenação apenas do órgão envolvido, condenações diretamente na mesa de inspeção. Portaria nº 711/ 95: dois tipos de Tatuagens Identificação dos Lotes Tatuagem numérica na região dorsal na granja de origem ou no ato do recebimento dos animais. É feita por meio de tatuagem da letra "E", na dimensão 4cm x 1,5cm, seguida de numeração ordinal dos suínos destinados à matança de emergência na região dorsal anterior esquerda. 8Módulo 3: Suínos Sistema de Marcação Sistemática em Suínos Chapinha Tipo 3 Destinadas à marcação da carcaça dos animais que apresentam febre aftosa. É colocada pela linha de inspeção da cabeça ou da carcaça, e acompanha a carcaça até o DIF. Identificação dos Animais de Emergência Portaria nº 711/ 95: dois tipos de chapinhas marcadoras para as carcaças Chapinha Tipo 1 Chapinha Tipo 2 ✓ Indica o local da lesão na cabeça, carcaça ou vísceras, para facilitar a identificação no DIF. ✓ Metálica, de cor vermelha, sem numeração ✓ É colocada pela linha de inspeção da cabeça ou da carcaça, e acompanha a carcaça até o DIF. ✓ Possui numeração, estando presente na inspeção de cabeça, carcaça e na mesa de inspeção. ✓ Metálica e numerada ✓ Se destina a identificar a correlação entre vísceras e carcaça que forem destinadas em conjunto para o DIF. 9Módulo 3: Suínos Sistema de Marcação Sistemática em Suinos Chapinha Tipo 3 ✓ Destinadas à marcação da carcaça dos animais que apresentam febre aftosa. ✓ Metálica em Forma de casco Chapinha Tipo 1 Chapinha Tipo 2 10Módulo 3: Suínos Sistema de Marcação Sistemática em Suínos Chapinha Tipo 3 Linhas de Inspeção Técnicas de Inspeção de Linha • As atividades de inspeção post mortem são divididas por conjunto de vísceras nas chamadas Linhas de Inspeção. • Fase preparatória: executada pelos funcionários da empresa/SIF, na qual os tecidos são expostos para facilitar nosso exame. Essa preparação deve facilitar o trabalho oficial, sem remover partes importantes ou mascarar possíveis lesões. • Nem sempre, os examesdas vísceras precisam ser realizados na sequência e no agrupamento sugerido na norma. A1 A DCB E F G 12Módulo 3: Suínos Linhas de Inspeção Post Mortem Suínos ➢ Executada por servidores ou dos auxiliares de inspeção fornecidos pelo estabelecimento com base no artigo 73 do RIISPOA. Responsabilidade da empresa em manter a escala suficiente para o abate (folgas, ausências, pessoal treinado em número suficiente) Condenar na própria linha de inspeção, as lesões definidas pelas normas como sem repercussão na carcaça; Examinar a parte da carcaça ou víscera na forma definida pela Portaria nº 711/ 95; 1 Liberar após o exame, sem remover da linha de produção; 3 Desviar a carcaça, parte da carcaça e as vísceras para a Inspeção Final, quando identificar lesões que poderão ter reflexos em outras vísceras ou na carcaça ou que possam constituir um perigo para a saúde pública ou animal. 4 Atividades nas linhas de inspeção 13Módulo 3: Suínos Inspeção Post Mortem 2 Linha Procedimento A1 Inspeção de cabeça e nodos linfáticos da "papada” . A Inspeção do útero. B Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga. C Inspeção de coração e língua. D Inspeção de fígado e pulmão. E Inspeção de carcaça. F Inspeção de rins. G Inspeção de cérebro. Na inspeção de suínos, temos as seguintes Linhas: Portaria nº 711/ 95: • Tabela com a necessidade de auxiliares para as linhas de inspeção; • Descritivo das etapas de preparação para a inspeção. 14Módulo 3: Suínos Técnicas de Inspeção de Linha . Linha G– Inspeção de cérebro A inspeção do cérebro somente será realizada quando houver demanda do estabelecimento para comercialização ou industrialização do cérebro. Para tanto, ele deve registrar o produto. 15Módulo 3: Suínos Essa é a primeira "Linha de Inspeção" da sala de matança, e a cabeça pode ser apresentada para inspeção ainda na carcaça ou já separada. Em todos os casos, deve ser preparado facilitando os procedimentos de inspeção e nunca mascarando os achados. A B C D marcar, com chapas vermelhas "tipo 1", no preciso local a lesão que for verificada. E incisar, no sentido longitudinal, os nodos linfáticos parotídeos e as glândulas parótidas, acompanhando sempre com a vista, atenciosamente, a penetração progressiva do fio da faca na parte objeto de exame, para melhor encontrar e localizar as lesões, norma que deve ser sistematicamente seguida no exame de qualquer peça por incisão à faca. incisar, em corte sagital, os masseteres e pterigoideos praticando incisões extensas e profundas de modo a oferecer o máximo de superfície à exploração de cisticercose e sarcosporidiose. examinar visualmente todas as partes do órgão e cavidade bucal e nasal. observar a cor das mucosas. 16Módulo 3: Suínos Linha "A1" – Inspeção da Cabeça e dos Nodos Linfáticos da Papada Técnica de Inspeção dos nodos linfáticos da "papada": a) examinar externa e internamente de forma visual, buscando encontrar possíveis lesões, verificando a coloração do tecido adiposo da região cervical; b) incisar longitudinalmente, os nodos linfáticos cervicais, retro faríngeos e mandibulares, usando faca e gancho de inspeção; c) marcar com chapas vermelhas "tipo 1”, o preciso local de lesões observadas. 17Módulo 3: Suínos Linha "A1" – Inspeção da Cabeça e dos Nodos Linfáticos da Papada Linfadenites Abscessos DIF INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DA CABEÇA E PAPADA.mp4 Linha "A1" – Inspeção da Cabeça e dos Nodos Linfáticos da Papada INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DA CABEÇA E PAPADA.mp4 Linha "A" – Inspeção do útero ➢ É efetuada na bandeja de vísceras brancas, na área de inspeção da mesa de evisceração. A Visualizar e palpar, visando detectar metrites, maceração ou mumificação fetal, adiantado estado de gestação, anomalias ou lesões de qualquer natureza. 19Módulo 3: Suínos Metrite: desvia vísceras ecarcaças para o DIF com chapinha tipo 2. Linha "A" – Inspeção do útero Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga Inspeção de intestino, estômago, baço, pâncreas e bexigas (conhecidas como vísceras brancas). A Visualizar, palpar e fazer cortes, quando necessário, do conjunto constituído pelo estômago, intestinos, pâncreas, baço e bexiga. Cortar em fatias, os nodos linfáticos da cadeia mesentérica. B 21Módulo 3: Suínos INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DOS INTESTINOS -BAÇO-PANCREAS- UTERO.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DOS INTESTINOS -BAÇO-PANCREAS-UTERO.mp4 ➢ Esplenite: Condena somente a víscera se não houver outra lesão nos intestinos ou peritônio. Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga Contaminação: causa mais comum de condenação, verificar com atenção a carcaça para ver se não há contaminação também. Condena toda a bandeja de vísceras brancas. Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga Pancreatite ➢ Pneumatose: condena somente o intestino na mesa de inspeção. Não é um achado comum. Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga ➢ Enterite: esta é uma alteração que implica no desvio da carcaça com as vísceras para o DIF, usando chapinha tipo 2. Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga ➢ Verminose Não Zoonótica: normalmente somente o intestino é condenado, a não ser que haja repercussão na carcaça, com magreza. ➢ Verminose Zoonótica: DIF Linha B – Inspeção de intestinos, estômago, baço, pâncreas e bexiga ➢ Coração examinar visualmente o coração e o pericárdio;A incisar o saco pericárdico;B examinar visualmente o epicárdio, superfície do coração, com vistas a pesquisa de cisticercose e sarcosiporidiose; C fazer a palpação do órgão;D seccionando osdestacar o coração dos pulmões, grandes vasos da base; E incisar longitudinalmente, o coração esquerdo da base ao ápice, estendendo esta incisão através da parede interventricular até o coração direito, permitindo desta maneira uma maior superfície de exposição das cavidades atrioventriculares; F G examinar visualmente o endocárdio e válvulas. 27Módulo 3: Suínos Linha C – Inspeção do Coração e Língua INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DO CORAÇÃO.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DO CORAÇÃO.mp4 ✓ Contaminação – normalmente quando há rompimento da bile. Não é necessário desvio ✓ Pericardite – Lesões agudas e purulenta, desvia as vísceras e carcaça para o DIF, com chapinha tipo 2. ▪ Lesões crônicas e cicatrizadas, condena o órgão na mesa. ➢ Coração Linha C – Inspeção do Coração e Língua da língua, laringe, e massas tecidos Exame visual externo musculares, faringe, adjacentes; A Palpação do órgão; B Corte longitudinal profundo na face ventral mediana, para pesquisa de cisticercose e sarcosporidiose. B 29Módulo 3: Suínos ➢ Língua Linha C – Inspeção do Coração e Língua INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DA LÍNGUA.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DA LÍNGUA.mp4 ✓ Contaminação – o órgão deve ser condenado na mesa de inspeção. ➢ Língua Linha C – Inspeção do Coração e Língua superfície dosexaminar visualmente a pulmões, traqueia e esôfago; A fazer a palpação; B cortar os nodos linfáticos Apical, Brônquicos e Esofágicos em lâminas longitudinais; C incisar os pulmões à altura da base dos brônquios e bronquíolos a fim de permitir a exploração da luz bronquial, que será feita com o objetivo de verificar o estado da mucosa, constatação de mestastrongilose, aspiração de sangue, água ou bronqueopneumonia. Cortar o parênquima, quando necessário. D 31Módulo 3: Suínos ➢ Pulmões Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DOS PULMÕES.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DOS PULMÕES.mp4 ➢ Pulmão ✓ Contaminação – normalmente por bile e fezes, não é necessário desviar para o DIF. Condena na mesa de inspeção. ✓ Aspiração de líquido – não tem significado sanitário, não é lesão e sim tecnopatia do abate. Condena o órgão na mesa de inspeção. ✓ ATENÇÃO QUANDO É LÍQUIDO DA ESCALDA! ✓ Atelectasia: é uma insuficiência de expansão, achatamento dos alvéolos por não conterem ar, normal no caso dos fetos, patológico no caso de obstrução do brônquio. Muito difícil de encontrar no abate. Condena na mesa de inspeção. ➢ Pulmões Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Congestão: distúrbio circulatório, condenação do órgão na mesa de inspeção. ➢ Pulmões Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Enfisema: Alteração patológica do pulmão com a perda de funcionalidade dos alvéolos. Muito difícil de encontrar em animais de terminação. Condena na mesa de inspeção. ➢ Pulmões Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Pneumonias: Desvia para o DIF ➢ Pulmões Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ A inspeção deve compreender: A B C D E Examinar visualmente as faces dos órgãos; Realizar a palpação; Cortar transversalmente e comprimir os ductos biliares; Cortar em lâminas longitudinais (sem picar) os nodos linfáticos da víscera; Examinar visualmente e através de palpação, a vesícula biliar, incisando-a, se necessário, separadamente, em local próprio. 37Módulo 3: Suínos ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DO FÍGADO.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DO FÍGADO.mp4 ✓ Abscesso: Necessita de desvio de vísceras e carcaça para o DIF com chapinha tipo 2. ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Cirrose: Desvia para o DIF. Normalmente existem outras alterações na carcaça, como magreza ou icterícia. ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Alterações circulatórias: imagens para diferenciar fígado com coloração normal, congestão, esteatose e cirrose. O órgão é condenado na linha. Normal Congestão Cirrose Normal Congestão Esteatose ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Lesão de Migração Larval: condena-se o fígado na mesa de inspeção. ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ✓ Perihepatite: Lesões na cápsula do órgão, normalmente associadas à polisserosite ou à migração larval. Condena o órgão na mesa de inspeção. ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões ➢ Fígado: Linha D – Inspeção do Fígado e Pulmões A C D Libertar os rins da gordura perirrenal e da sua cápsula; B Retirar os rins da carcaça, examinando-os visualmente, apalpando-o e apreciando a sua coloração, aspecto, volume e consistência, destinando-os, após, às bandejas específicas; Incisar, quando necessário, a gordura perirrenal, visando a pesquisa de estefanurose; Cortar o parênquima, se necessário, verificando o estado das camadas cortical e medular. 44Módulo 3: Suínos ➢ A técnica consiste em: Linha F – Inspeção dos Rins INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DOS RINS.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DOS RINS.mp4 ✓ Cisto Urinário: normalmente somente é condenado o rim atingido. Linha F – Inspeção dos Rins ➢ Congestão: rim com alteração circulatória, mais escuro do que o normal. ➢ Contaminação: sempre que houver contaminação por fezes na carcaça. Linha F – Inspeção dos Rins ➢ Infarto: normalmente somente o rim atingido é condenado. Linha F – Inspeção dos Rins ➢ Nefrite: desvia para o DIF, normalmente afeta os dois no mesmo animal. Linha F – Inspeção dos Rins A B C ➢ A carcaça é apresentada, em duas meias carcaças separadas por um dispositivo conhecido com balancim, que as mantém no mesmo gancho na nórea. ➢ Os rins, eventualmente, podem vir aderidos à carcaça. ➢ Por isso, atente para o fluxograma aprovado no projeto. ➢ A técnica de inspeção da carcaça prevê: Examinar visualmente as porções interna e externa das meias carcaças, verificando o aspecto, coloração, estado de nutrição, pele, serosas abdominal e torácica e superfícies ósseasexpostas; Verificarse há anormalidades nas articulaçõese massas musculares, realizando cortes quando necessário; Examinarse existem contaminações de origem gastrointestinal ou biliar, contusões, abscessos, hemorragias, edemas circunscritos ou generalizados. Quando as lesões encontradas, ou a área porventura contaminada forem superficiais e localizadas, fazer a condenação das partes atingidas e deixar a meia carcaça seguir o seu trajeto normal. Em caso de anormalidade mais pronunciada, desviar a carcaça para a Inspeção Final, acompanhada das vísceras e partes. 49Módulo 3: Suínos Linha E – Inspeção da Carcaça G H D E observar se há rigidez muscular; examinar, esfoliando com a faca, os nodos linfáticos inguinal superior (ou retromamários) e ilíaco anterior e posterior, evitando excisá-los ou mesmo deslocá-los, em consideração ao interesse das futuras reinspeções; no caso de animais descartados da reprodução, deve ser feita a pesquisa para parasitoses no diafragma, mesmo que esta parasitose não tenha sido detectada nas demais linhas de inspeção. as carcaças cujas causas de apreensão determinam seu desvio para a Inspeção Final, são marcadas nos locais das lesões com chapinhas vermelhas "tipo 1", colocando-se ainda as chapinhas numeradas "tipo 2", cujo número deve manter a correlação com as vísceras. F examinar, quando for o caso, as glândulas mamárias, incisando-as profundamente, encaminhando-as quando for constatada lactação ou mamites, para a Inspeção Final a carcaça. Quando for uma causa de ordem geral como caquexia, "cor amarela" ou específica como melanose, criptorquidismo etc., a marcação será feita, tão somente, pelo uso de chapinhas numeradas "tipo 1 e 2" colocadas na carcaça (peito) e nos respectivos órgãos. 50Módulo 3: Suínos Linha E – Inspeção da Carcaça INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS\VIDEO DA INSPEÇÃO DA CARCAÇA.mp4 INSPEÇÃO DE SUINOS VÍDEOS/VIDEO DA INSPEÇÃO DA CARCAÇA.mp4 ➢ Contaminação ➢ Contusão ➢ Abscesso ➢ Aderência Linha E – Inspeção da Carcaça Departamento de Inspeção Final (DIF) ➢O Médico Veterinário é o responsável pelos procedimentos implantados no DIF. ➢O DIF destina-se à recepção das carcaças e vísceras marcadas nas diversas linhas de inspeção, para serem minuciosamente examinadas e receberem a destinação conveniente. ➢O exame praticado no DIF consiste em uma completa e atenta revisão daqueles praticados nas linhas de inspeção, buscando, além da(s) lesão(ões) marcada(s) na etapa de inspeção, evidenciar outros achados que permitam complementar seu diagnóstico e decisão sanitária. Procedimento Oficial no Departamento de Inspeção Final (DIF) 53Módulo 3: Suínos ➢ Avaliação do sistema linfático ✓ Alterações nos linfonodos nos sugerem processos inflamatórios nas regiões por eles drenadas. ✓ A avaliação de toda a cadeia acessível no DIF pode dar informações importantes como o caminho que o agente patogênico percorreu no corpo do animal e se houve ou não sua circulação sanguínea. ✓ É importante conhecer os principais linfonodos dos suínos. ✓ Auxilia na memorização dos critérios de julgamento e destinação aplicáveis ao DIF. 54Módulo 3: Suínos Procedimento Oficial no Departamento de Inspeção Final (DIF) Deve ser feito um exame mais apurado da carcaça: a) Verificação contaminações; do aspecto geral, do estado de nutrição e b) observar a coloração, com especial atenção para o tecido adiposo de cobertura; c) observação das serosas; d) examinar visualmente e palpar as articulações; e) Examinar visualmente a superfícies \ósseas (esternébras, vértebras, costelas, etc.); h) exame visual da pele em busca de lesões; i) visualmente examinar, cortando se necessário, as glândulas mamárias; j) revisão dos nodos linfáticos cortados nas etapas de inspeção de papada e carcaça. 55Módulo 3: Suínos Procedimento Oficial no Departamento de Inspeção Final (DIF) As vísceras e carcaças inspecionadas podem ter os seguintes destinos: Aproveitamento condicional; Liberação para o consumo; Condenação parcial; Condenação total. Deve especificar o tratamento adequado para garantir a redução do risco do produto ao nível aceitável. Por exemplo: cozimento, esterilização pelo calor (conserva), congelamento (tempo e temperatura), conforme as especificações já normatizadas. 56Módulo 3: Suínos Destinação e Identificação das Carcaças ➢ Os modelos de carimbos para condenação e aproveitamento condicional estão previstos também no artigo 467 do RIISPOA e Memorando-Circular nº 13/2017/DIPOA/MAPA/SDA/MAPA. ➢ A Portaria nº 711/ 95 prevê, além dos carimbos, cortes nas carcaças de forma a descaracterizar os principais cortes de carne, para que não reste dúvida quanto ao destino dado à carcaça (desenho nº 39 da Portaria nº 711/ 95). ➢ Produtos destinados ao aproveitamento condicional: após a destinação pelo SIF, autocontrole ➢ As carcaças que não foram apreendidas por qualquer razão, estão liberadas para consumo in natura, sendo carimbadas com o carimbo modelo 2, conforme artigo 467 do RIISPOA. 57Módulo 3: Suínos Destinação e Identificação das Carcaças 58Módulo 3: Suínos Modelos de Carimbos Oficiais 59Módulo 3: Suínos Modelos de Carimbos Oficiais ➢ Segundo a avaliação dos resultados do SIGSIF, publicada por Coldebella et al em 2017, as principais causas de condenação post mortem no Brasil resultam de doenças de produção: ✓ Aderências de pleura (3,72%) ✓ Pleurisias (0,85% ✓ Abscessos (0,58%) ✓ Pneumonia (0,20%) ✓ Falhas nos processos de abate, como contaminação de carcaça por conteúdo intestinal (1,8%) e lesões traumáticas (1,57%). 60Módulo 3: Suínos Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/DIP OA dronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/DIP OA Destinação Base Legal RIISPOA Palidez/Anemia Coloração Anormal Condenação total Art. 142. Devem ser condenadas as carcaças cujas carnes se apresentem flácidas, edematosas, de coloração pálida, sanguinolenta ou com exsudação. Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/ DIPOA Destinação Base Legal RIISPOA Coloração Anormal, desde que descartada a Fasciolose ou abcessos múltiplos Condenação total Art. 156. As carcaças e os órgãos de animais que apresentem icterícia devem ser condenados. Achado Icterícia Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achados Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/ DIPOA Destinação Base Legal RIISPOA Escaldagem Excessiva/Lesão de depiladeira/Sangria Incompleta Falhas Tecnológicas/Aspecto Repugnante Condenação Parcial Art. 143. As carcaças, partes de carcaça e os órgãos com aspecto repugnante, congestos, com coloração anormal ou com degenerações devem ser condenados. Condenação total Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/ DIPOA Destinação Base Legal RIISPOA Magreza Cozimento Art. 161. As carcaças e os órgãos de animais magros livres de qualquer processo patológico podem ser destinados ao aproveitamento condicional, a critério do SIF. Caquexia Condenação total Art. 139. As carcaças e os órgãos de animais em estado de caquexia devem ser condenados. Achados Magreza/Caquexia Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achados Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/ DIPOA Destinação Base Legal RIISPOA Castração Incompleta Odor Sexual Cozimento Art 198. As carcaças de animais criptorquidas ou que tenham sido castrados por métodos não cirúrgicos quando for comprovada a presença de forte odor sexual, por meio de testes específicos dispostos em norma complementar, devem ser condenadas. Parágrafo único. As carcaças com leve odor sexual podemser destinadas à fabricação de produtos cárneos cozidos. Condenação total Criptorquida *Animais não imunocastrados Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Achado Destinação Base Legal - RIISPOA Abcesso Condenação parcial Art. 134. As carcaças, as partes das carcaças e os órgãos que apresentem abscessos múltiplos ou disseminados com repercussão no estado geral da carcaça devem ser condenadas, observando-se, ainda, o que segue: I - devem ser condenados carcaças, partes das carcaças ou órgãos que sejam contaminados acidentalmente com material purulento; II - devem ser condenadas as carcaças com alterações gerais como caquexia, anemia ou icterícia decorrentes de processo purulento; III - devem ser destinadas ao aproveitamento condicional pelo uso do calor as carcaças que apresentem abscessos múltiplos em órgãos ou em partes, sem repercussão no seu estado geral, depois de removidas e condenadas as áreas atingidas; IV - podem ser liberadas as carcaças que apresentem abscessos múltiplos em um único órgão ou parte da carcaça, com exceção dos pulmões, sem repercussão nos linfonodos ou no seu estado geral, depois de removidas e condenadas as áreas atingidas; e V - podem ser liberadas as carcaças que apresentem abscessos localizados, depois de removidos e condenados os órgãos e as áreas atingidas. Cozimento Condenação total Achados do Post Mortem e as Principais Destinações Condenação Parcial Tratamento pelo Calor Condenação Total Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/ DIPOA Destinação Base Legal - RIISPOA Canibalismo no ante mortem (Caudofagia) Abscesso/Lesão Inflamatória Condenação parcial Art. 134. As carcaças, as partes das carcaças e os órgãos que apresentem abscessos múltiplos ou disseminados com repercussão no estado geral da carcaça devem ser condenadas, observando-se, ainda, o que segue: I - devem ser condenados carcaças, partes das carcaças ou órgãos que sejam contaminados acidentalmente com material purulento; II - devem ser condenadas as carcaças com alterações gerais como caquexia, anemia ou icterícia decorrentes de processo purulento;..... Cozimento Canibalismo no ante mortem Condenação total Art. 177. No caso de lesões provenientes de canibalismo, com envolvimento extensivo repercutindo na carcaça, as carcaças e os órgãos devem ser condenados. Parágrafo único. Não havendo comprometimento sistêmico, a carcaça pode ser liberada após a retirada da área atingida. Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal - RIISPOA Aderência de Pleura Aderência de Pleura (seca) Condenação Parcial Art. 136. As carcaças de animais acometidos de afecções extensas do tecido pulmonar, em processo agudo ou crônico, purulento, necrótico, gangrenoso, fibrinoso, associado ou não a outras complicações e com repercussão no estado geral da carcaça devem ser condenadas. § 1º A carcaça de animais acometidos de afecções pulmonares, em processo agudo ou em fase de resolução, abrangido o tecido pulmonar e a pleura, com exsudato e com repercussão na cadeia linfática regional, mas sem repercussão no estado geral da carcaça, deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo uso do calor. § 2º Nos casos de aderências pleurais sem qualquer tipo de exsudato, resultantes de processos patológicos resolvidos e sem repercussão na cadeia linfática regional, a carcaça pode ser liberada para o consumo, após a remoção das áreas atingidas. § 3º Os pulmões que apresentem lesões patológicas de origem inflamatória, infecciosa, parasitária, traumática ou pré-agônica devem ser condenados, sem prejuízo do exame das características gerais da carcaça. . As carcaças de animais acometidos de afecções extensas do tecido pulmonar, em processo agudo ou crônico, purulento, necrótico, gangrenoso, fibrinoso, associado ou não a outras complicações e com repercussão no estado geral da carcaça devem ser condenadas. Aderência de Pleura (úmida) Cozimento Aderência de Pleura (purulenta) Condenação total Aderência seca Aderência úmida Aderência de Pleura (purulenta) Achado\ Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/DI POA Destinação Base Legal RIISPOA Hérnia Detectada no Ante mortem Hérnia Detectada no Ante mortem Condenação Parcial Art. 93. Quando no exame ante mortem forem constatados casos isolados de doenças não contagiosas que permitam o aproveitamento condicional ou impliquem a condenação total do animal, este deve ser abatido por último ou em instalações específicas para este fim. Condenação total ou Cozimento Condenação Parcial Septicemia Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DICS/DI POA Destinação Base Legal RIISPOA Serosite – peritonite, esplenite, enterite serosite crônica Condenação Parcial Art. 133. Durante os procedimentos de inspeção ante mortem e post mortem, o julgamento dos casos não previstos neste Decreto fica a critério do SIF, que deve direcionar suas ações principalmente para a preservação da inocuidade do produto, da saúde pública e da saúde animal. Septicemia Condenação total Art. 137. As carcaças de animais que apresentem septicemia, piemia, toxemia ou indícios de viremia, cujo consumo possa causar infecção ou intoxicação alimentar devem ser condenadas. Serosite crônica Septicemia Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Artrite Artrite Condenação Total Art. 196. As carcaças com artrite em uma ou mais articulações, com reação nos linfonodos ou hipertrofia da membrana sinovial, acompanhada de caquexia, devem ser condenadas § 1º As carcaças com artrite em uma ou mais articulações, com reação nos linfonodos, hipertrofia da membrana sinovial, sem repercussão no seu estado geral, devem ser destinadas ao aproveitamento condicional pelo uso do calor. § 2º As carcaças com artrite sem reação em linfonodos e sem repercussão no seu estado geral podem ser liberadas para o consumo Cozimento Condenação Parcial Liberação Achados Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Dermatite/Lesão de Pele/Sarna Lesão de Pele Condenação Parcial Art. 195. As carcaças que apresentem afecções de pele, tais como eritemas, esclerodermia, urticárias, hipotricose cística, sarnas e outras dermatites podem ser liberadas para o consumo, depois de removidas e condenadas as áreas atingidas, desde que a musculatura se apresente normal. Condenação Total Erisipela Cozimento Art. 199. As carcaças de suídeos com erisipela que apresentem múltiplas lesões de pele, artrite agravada por necrose ou quando houver sinais de efeito sistêmico devem ser condenadas. § 1º Nos casos localizados de endocardite vegetativa por erisipela, sem alterações sistêmicas, ou nos casos de artrite crônica, a carcaça deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo uso do calor, após condenação do órgão ou das áreas atingidas. § 2º No caso de lesão de pele discreta e localizada, sem comprometimento de órgão ou da carcaça, esta deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo uso do calor, após remoção da área atingida. Condenação Total Erisipela Achados Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Contusão/Fratura/ Luxação Lesão Traumática Condenação Parcial Art. 148. As carcaças de animais que apresentem contusão generalizada ou múltiplas fraturas devem ser condenadas. § 1º As carcaças que apresentem lesões extensas, sem que tenham sido totalmente comprometidas, devem ser destinadas ao tratamento pelo calor depois de removidas e condenadas as áreas atingidas. § 2º As carcaças que apresentem contusão, fratura ou luxação localizada podem ser liberadas depois de removidas e condenadas as áreas atingidas. Cozimento Condenação Total Condenação Parcial Aproveitamento CondicionalCondenação Total Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01/DI CS/DIPOA Destinação Base Legal RIISPOA Estresse/Fadiga Rigidez Cadavérica (Estresse) Aproveitamento condicional Art. 142. A critério do SIF, podem ser destinadas à salga, ao tratamento pelo calor ou à condenação as carcaças com alterações por estresse ou fadiga dos animais. Rigidez Cadavérica Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Endocardite com reflexo na carcaça Septicemia Condenação Total Art. 137. As carcaças de animais que apresentem septicemia, piemia, toxemia ou indícios de viremia, cujo consumo possa causar infecção ou intoxicação alimentar devem ser condenadas. Erisipela (lesão de pele característica) Cozimento Art. 199. As carcaças de suídeos com erisipela que apresentem múltiplas lesões de pele, artrite agravada por necrose ou quando houver sinais de efeito sistêmico devem ser condenadas. § 1º Nos casos localizados de endocardite vegetativa por erisipela, sem alterações sistêmicas, ou nos casos de artrite crônica, a carcaça deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo uso do calor, após condenação do órgão ou das áreas atingidas.. Condenação Total Endocardite com reflexo na carcaça Achado Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Contaminação Contaminação Gastrintestinal Condenação Parcial Art. 147. As carcaças, as partes das carcaças e os órgãos que apresentem área extensa de contaminação por conteúdo gastrintestinal, urina, leite, bile, pus ou outra contaminação de qualquer natureza devem ser condenados quando não for possível a remoção completa da área contaminada. § 1º Nos casos em que não seja possível delimitar perfeitamente as áreas contaminadas, mesmo após a sua remoção, as carcaças, as partes das carcaças, os órgãos ou as vísceras devem ser destinados à esterilização pelo calor. § 2º Quando for possível a remoção completa da contaminação, as carcaças, as partes das carcaças, os órgãos ou as vísceras podem ser liberados. § 3º Poderá ser permitida a retirada da contaminação sem a remoção completa da área contaminada, conforme estabelecido em normas complementares. Esterilização pelo Calor Contaminações (outras) Condenação Total Contaminações Achados Padronização de Diagnóstico – SIGSIF e MOPM01 Destinação Base Legal RIISPOA Tumor/Neoplasia/ Linfossarcoma Neoplasia Condenação Parcial Art. 165. As carcaças de animais com neoplasias extensas que apresentem repercussão no seu estado geral, com ou sem metástase, devem ser condenadas. § 1º As carcaças e os órgãos de animais com linfoma maligno devem ser condenados. § 2º Deve ser condenado todo órgão ou parte de carcaça atingidos pela neoplasia. § 3º Quando se tratar de lesões neoplásicas extensas, mas localizadas e sem comprometimento do estado geral, a carcaça e os órgãos devem ser destinados à esterilização pelo calor depois de removidas e condenadas as partes e os órgãos comprometidos. § 4º Quando se tratar de lesões neoplásicas discretas e localizadas, e sem comprometimento doestado geral, a carcaça pode ser liberada para o consumo depois de removidas e condenadas as partes e os órgãos comprometidos. Esterilização pelo Calor Condenação Total Neoplasias Linfadenites Linfadenites inespecíficas – Art. 160: As carcaças que apresentem lesões inespecíficas generalizadas em linfonodos de distintas regiões, com comprometimento do seu estado geral, devem ser condenadas. § 1º No caso de lesões inespecíficas progressivas de linfonodos, sem repercussão no estado geral da carcaça, condena-se a área de drenagem destes linfonodos, com o aproveitamento condicional da carcaça para esterilização pelo calor. § 2º No caso de lesões inespecíficas discretas e circunscritas de linfonodos, sem repercussão no estado geral da carcaça, a área de drenagem deste linfonodo deve ser condenada, liberando-se o restante da carcaça, depois de removidas e condenadas as áreas atingidas. Linfadenites Linfadenites Granulomatosas – Art. 200: As carcaças de suínos que apresentem lesões de linfadenite granulomatosa localizadas e restritas a apenas um sítio primário de infecção, tais como nos linfonodos cervicais ou nos linfonodos mesentéricos ou nos linfonodos mediastínicos, julgadas em condição de consumo, podem ser liberadas após condenação da região ou do órgão afetado. Parágrafo único. As carcaças suínas em bom estado, com lesões em linfonodos que drenam até dois sítios distintos, sendo linfonodos de órgãos distintos ou com presença concomitante de lesões em linfonodos e em um órgão, devem ser destinadas ao aproveitamento condicional pelo uso do calor, após condenação das áreas atingidas Linfadenites Linfadenites ➢ RIISPOA, no seu artigo 133, prevê: “Durante os procedimentos de inspeção ante mortem e post mortem, o julgamento dos casos não previstos neste Decreto fica a critério do SIF, que deve direcionar suas ações principalmente para a preservação da inocuidade do produto, da saúde pública e da saúde animal”. ➢ Art. 144 do DECRETO 33.472, de 17 de fevereiro de 2020. Outros Casos Modelos oficiais de planilha. Para permitir o registro, os achados da inspeção são anotados em ábacos, para contabilizar as lesões por lote de suíno abatido. O ábaco deve transcrever as doenças constantes na planilha MOPM 01/DICS/2009, de forma a racionalizar o registro. Registros da Inspeção Post Mortem 10 8 Módulo 3: Suínos Registros condenações nas linhas MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - MAPA SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA - SDA DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL - DIPOA COORDENAÇÃO GERAL DE INSPEÇÃO - CGI DIVISÃO DE INSPEÇÃO DE CARNES E DERIVADOS DE SUINOS - DICS SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL Nº______ LOCALIZAÇÕES / CONDENAÇÕES DO ABATE DE ____/____/____ LESÃO LOTES TOTAIS CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO METRITE CONTAMINAÇÃO PERICARDITE CONTAMINAÇÃO ASPIRAÇÃO DE LÍQ. ATELECTASIA PULMONAR CONGESTÃO ENFISEMA PNEUMONIA ENZOÓTICA VERMINOSE ABCESSO CIRROSE CONGESTÃO CONTAMINAÇÃO ESTEATOSE HEPÁTICA LESÃO DE MIGR.LARVAL PERIHEPATITE TELEANGIECTASIA VERMINOSE CONGESTÃO ESPLENITE CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO PNEUMATOSE ENTERITE VERMINOSE CISTO URINÁRIO CONGESTÃO CONTAMINAÇÃO INFARTO ISQUÊMICO NEFRITE CONTAMINAÇÃO CONTUSÃO ABSCESSO ADERENCIA CORAÇÃO PULMÃO FIGADO BAÇO PLANILHA DE REGISTRO DE CONDENAS NAS LINHAS DE INSPEÇÃO (MOPM 01/DICS/09) LINGUA MÉDICO VETERINÁRIO OFICIAL RESPONSÁVEL REGISTRO (SIF) RIM CARCAÇA(1) (1)PARA SITUAÇÕES QUE O SIF PERM ITA RETIRADA DE PEQUENAS AFECÇÕES NAS LINHAS (PROCEDIM ENTO RESTRITO AS LESÕES DESCRITAS E SEM REPERCUÇÃO NA CARCAÇA OU ÓRGÃOS) INTESTINO/ESTOMAGO/BEXIGA UTERO CABEÇA/PAPADA Ofício Circular nº 12/2009/DICS/CGI/DIPOA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - MAPA DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL - DIPOA COORDENAÇÃO GERAL DE INSPEÇÃO - CGI DIVISÃO DE INSPEÇÃO DE CARNE E DERIVADOS DE SUINOS - DICS SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL N.º _____ Data: ___/___/_____ Total de suínos abatidos:____________ EC B C S TF GX L Total Totais: Destinos: EC= Embutido Cozido / C= Conserva / B= Banha /S= Salga /TF= Tratamento pelo frio / GX= Graxaria / L- Liberado Médico Veterinário Oficial - SIF N° PLANILHA DO DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO FINAL - DIF (MOPM 02/DICS/2009) DESTINO DAS CARCAÇAS INSPECIONADAS NO DIF DESTINOS PEÇA/PARTE ATINGIDALESÕES DETECTADAS Lote/ Tatuagem DIF Ofício Circular nº 12/2009/DICS/CGI/DIPOA Caso Prático Durante a inspeção post mortem no DIF, você se depara com a seguinte situação, conforme ilustrado na foto abaixo: 1. Qual o diagnóstico? 2. Necessita exame complementares ´para confirmação? 3. Quais os possíveis destinos para a carcaça e vísceras? Caso Prático 1. Qual o diagnóstico? Erisipela disseminada, com lesões cardíacase articulares 2. Necessita exame complementares para confirmação? Não, pois as lesões de Erisipela são patognomônicas; 3. Quais os possíveis destinos para a carcaça e vísceras? Condenação total da carcaça e vísceras Faça a sua parte, você é importante e indispensável ao Sistema. Bom trabalho!