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DIREITO INTERNACIONAL Direito Internacional Público: é o conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que regulam a vida na sociedade internacional. Direito Internacional Privado: é o conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que tratam do conflito de leis no espaço com conexão internacional. Norma jurídica é um gênero com duas espécies: a) Regras - são comandos, exemplo: permitido, proibido, fazer, não fazer etc.; b) Princípios - são mandamentos nucleares de um sistema, são normas jurídicas que carregam valores muito importantes e que ajudam interpretar as demais normas jurídicas. Professor Celso Antônio de Melo (Curso de Direito Administrativo) OBSERVAÇÃO O Direito precisa ser interpretado, sendo que existem métodos de interpretação (Hermenêutica Jurídica), lembrem-se que o Direito também é uma ciência com método! Exemplos de técnicas de interpretação: gramatical, cronológica, teleológica, histórica, hierárquica etc. Direitos do Homem: não estão positivados (escritos), são ideais, conceitos filosóficos, todo ser humano, pelo fato de ser um humano tem direitos inatos. São Direitos Naturais (Jus Naturalismo). Exemplo: direito a viver, a respirar, a trabalhar, a ter uma existência plena etc. Direitos Humanos: São os Direitos do Homem positivados (escritos) em Tratados Internacionais. Exemplo: Protocolo de Kyoto é um Tratado Internacional sobre o meio ambiente. Direitos Fundamentais: São os Direitos do Homem, são os Direitos Humanos que estão positivados (escritos) nas Constituições, exemplo: art. 225 da CF: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” GERAÇÕES/DIMENSÕES DOS DIREITOS HUMANOS Inspirado no lema da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade) PRIMEIRA GERAÇÃO: são direitos que limitam a atuação do Estado, funcionam como um escudo que protege o cidadão contra o arbítrio do Estado. Quando vivemos em sociedade há limitação de alguns direitos individuais em prol da coletividade, mas há limites que não podem ser ultrapassados pelo Estado, daí os Direitos Humanos/Fundamentais de primeira geração que impõe ao Estado uma postura negativa, um não fazer, uma abstenção. Exemplos: Direitos Civis e Políticos. Importante: direitos de primeira geração levam a uma igualdade formal entre as pessoas; SEGUNDA GERAÇÃO: são direitos que impõe ao Estado uma postura ativa (fazer alguma coisa), pois não basta uma igualdade formal entre as pessoas, é preciso uma igualdade material para que as pessoas tenham uma vida plena. Exemplos: Direitos Sociais e Econômicos; TERCEIRA GERAÇÃO: são os direitos da comunidade, ou seja, têm como destinatário todo o gênero humano, como os direitos difusos e coletivos, que se assentam na fraternidade ou solidariedade. Direitos Difusos não têm destinatários determinados, neles os destinatários são indeterminados. Direitos Coletivos possuem um grupo como destinatários determinados. Exemplos: a) o Direito Ambiental é um direito difuso, é um direito de terceira geração, haja vista que todas as pessoas do planeta têm direito ao meio ambiente sustentável; b) direito coletivo, vítimas da Talidomida forma uma coletividade que tem direito à proteção jurídica (dano material, moral, previdência etc.) a) Direitos de quarta geração: seriam aqueles resultantes da globalização e são exemplos o direito à democracia (sobretudo direta), à informação, ao pluralismo e, para alguns (como Norberto Bobbio), a Bioética; b) Direitos de quinta geração: tendo como destaque o reconhecimento da normatividade do direito à paz PAULO BONAVIDES Nos termos do § 5º da Declaração de Viena de 1993: “Todos os Direitos Humanos são universais, indivisíveis, interdependentes e interrelacionados.” A comunidade internacional deve considerar os Direitos Humanos, globalmente, de forma justa e equitativa, no mesmo pé e com igual ênfase. Com efeito, o §5º se contrapõem a qualquer visão fragmentária ou hierarquizada das diversas categorias de Direitos Humanos/Fundamentais; Todos os Direitos Humanos/Fundamentais possuem a mesma proteção (indivisibilidade) e contribuem para a realização da dignidade humana, interagindo para satisfação das necessidades essenciais do indivíduo (interdependência); A expressão geração de direitos poderia induzir à falsa ideia de que uma categoria de direitos substitui a outra que lhe é anterior. Uma geração, definitivamente, não sucede a outra. Pelo contrário, haveria um acréscimo no catálogo de Direitos Fundamentais. HANS KELSEN; UM ÚNICO SISTEMA JURÍDICO; DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO INTERNO; GERA CONFLITOS DE NORMAS; NÃO HÁ NECESSIDADE DE NENHUM MECANISMO DE INTERNALIZAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL PARA SER APLICADO NO ORDENAMENTO INTERNO DO PAÍS. HEINRICH TRIEPEL E DIONISIO ANZILOTTI; DUAS ORDENS JURÍDICAS; ORDENAMENTO JURÍDICO INTERNACIONAL; ORDENAMENTO INTERNO NÃO GERAM CONFLITOS É NECESSÁRIO MECANISMO PARA A APLICAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL. MONISMO E DUALISMO ADI 1480 DF temos que o Brasil adota o Dualismo Moderado. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Os arts. 1º a 4º da Constituição Federal veiculam os Princípios Fundamentais da República Federativa do Brasil, que são de suma importância para o entendimento e aplicação do Direito Internacional Público. FONTES MATERIAIS DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO São fatos que mostram a necessidade e importância de criar uma determinada norma jurídica. Exemplo: 2ª Guerra Mundial e a criação de normas sobre Direitos Humanos. Tem caráter Filosófico, Sociológico, Político, Econômico etc. FONTES FORMAIS DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO São as fontes que materializam as normas jurídicas do Direito Internacional Privado. Exemplo: Tratado Internacional. FONTES ESTATUTÁRIAS Na Carta de São Francisco (Tratado Internacional), temos um anexo com o Estatuto da CIJ (Corte Internacional de Justiça), nesse estatuto da Corte temos as fontes estatuárias do Direito Internacional Público. Observação: CIJ –Corte Internacional de Justiça, julga Estados, localizada na cidade de Haia. Observação: TPI –Tribunal Penal Internacional, julga indivíduos, localizado na cidade de Haia. FONTES EXTRA ESTATUTÁRIAS As fontes extra estatutárias do Direito Internacional Público não estão nesse estatuto. Atos unilaterais dos Estados, exemplo: protesto; notificação (Estado de Guerra); renúncia; Atos unilaterais de Organizações Internacionais ou decisões de Organizações internacionais, exemplo: art. 25 da Carta da ONU – Resoluções do Conselho de Segurança da ONU; Jus Cogens: normas imperativas, necessárias para a convivência humana, art. 53 da Convenção de Viena. Exemplo: Direitos Humanos, meio ambiente, sustentabilidade; Soft Law: normas internacionais, vagas, abertas, principiológicas, sem sanção, Declaração Universal dos Direitos do Homem. O rol do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça é exemplificativo: “numerus abertus” O art. 38 supracitado possibilita a Corte de decidir uma questão ex aeque et bono (equidade), se as partes com isto concordarem. De acordo com o artigo 59 do Estatuto da CIJ. A decisão da Corte só será obrigatória para as partes litigantes e a respeito do caso em questão. Vocabulário: Direito das Gentes é sinônimo de Direito Internacional Público. FONTES PRINCIPAIS: TRATADOS, COSTUMES, PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO – art.38, “a”, “b”, “c” do Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ), anexo da Carta da ONU FONTES ACESSÓRIAS: Jurisprudência e Doutrina, art. 38, “d” do Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ), anexo da Carta da ONU (ou Carta de San Francisco), in verbis: “(...) d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito. (...)” Observação: Para o Professor Valério Mazzuoli Jurisprudência não é fonte do Direito, não cria Direito, mas sim interpreta Direito. FONTES CONVENCIONAIS Fruto da vontade - exemplo: Tratados. FONTES NÃO CONVENCIONAIS Fruto da evolução da realidade internacional, exemplo: Costume. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Os arts . 1º a 4º da CF talvez seja MUITO importante Para O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO, POIS DETERMINAM COMO É O ESTADO BRASILEIRO (ART. 1º), QUAIS SEUS OBJETIVOS (ART. 3º) E QUAIS OS PRINCÍPIOS QUE REGERÃO A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. SOBERANIA: A soberania se constitui na supremacia do poder dentro da ordem interna e no fato de, perante a ordem externa, só encontrar Estados de igual poder. Esta situação é a consagração, na ordem interna, do princípio da subordinação, com o Estado no ápice da pirâmide, e, na ordem internacional, do princípio da coordenação. Ter, portanto, a soberania como fundamento do Estado brasileiro significa que dentro do nosso território não se admitirá força outra que não a dos poderes juridicamente constituídos, não podendo qualquer agente estranho à Nação intervir nos seus negócios. SOCIEDADE INTERNACIONAL: A sociedade internacional é formada pelos Estados, pelos Organismos Internacionais e pelas pessoas. Observação: alguns doutrinadores entendem que empresas também fazem parte da Sociedade Internacional. Características: (a) Isonomia: deve haver igualdade entre os sujeitos; (b) Descentralização: pois vários são os criadores e destinatários das normas de direito internacional; (c) Universalidade: deve abranger o máximo possível de integrantes; (d) É Aberta: como corolário lógico da característica anterior, é aberta à novos integrantes;(e) Com direito originário: visam criar um âmbito normativo novo; f) Multiplicidade de Estados, dotados de soberania; g) Relações comerciais internacionais; h) Princípios jurídicos em comum. FORMAÇÃO DOS ESTADOS: Por fatos: Fundação direta; Emancipação; Separação ou desmembramento; Fusão; Por atos jurídicos: uma lei interna; um tratado internacional; decisão de um organismo internacional. SUCESSÃO DE ESTADOS: A sucessão de Estados ocorre quando o Estado sofre transformações que atingem a sua personalidade no mundo jurídico internacional. A Convenção de Viena sobre sucessão de Estados a respeito de tratados (1978) estabelece que a “sucessão de Estados significa a substituição de um Estado por outro no tocante à responsabilidade pelas relações internacionais do território”. QUESTÕES Acerca das fontes do Direito Internacional público (DIP), julgue o seguinte item. Ainda hoje, o rol das fontes indicado no Estatuto da Corte Internacional de Justiça é taxativo. Alternativas ( ) Certo ( ) Errado A República Federativa do Brasil, conforme consta na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 4º, em relação às suas relações internacionais, deve reger-se por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um desses princípios. (A) Independência nacional. (B) Autodeterminação dos povos. (C) Construir uma sociedade livre, justa e solidária. (D) Solução pacífica dos conflitos. (E) Igualdade entre os Estados. NÃO é princípio que rege as relações internacionais da República Federativa do Brasil: (A) a soberania. (B) a independência nacional. (C) a prevalência dos direitos humanos. (D) a não-intervenção. (E) a igualdade entre os Estados. A solução pacífica dos conflitos constitui: (A) objetivo dos partidos políticos. (B) fundamento da República e do Estado Democrático de Direito. (C) objetivo fundamental da República. (D) princípio das relações internacionais. (E) objetivo sindical. No âmbito do direito internacional, a soberania, importante característica do palco internacional, significa a possibilidade de: (A) um Estado impor-se sobre outro. (B) a Organização da Nações Unidas dominar a legislação dos Estados participantes. (C) celebração de tratados sobre direitos humanos com o consentimento do Tribunal Penal Permanente. (D) igualdade entre os países, independentemente de sua dimensão ou importância econômica mundial. Para os dualistas, tais como Alfred von Verdross e Dionísio Anzilotti, no tocante à incorporação de tratados de direitos humanos à ordem jurídica interna. Alternativas: A) o Direito Internacional aplica-se na ordem jurídica dos Estados independentemente da sua transformação em norma interna. B) em caso de conflito, prevalece o ordenamento jurídico interno. C) em caso de conflito, prevalece o ordenamento jurídico internacional. D) apresentando os dois ordenamentos jurídicos nas diferentes esferas de atuação, não poderia haver nenhum tipo de conflito entre os dois e nem o que se falar de supremacia de um sobre o outro. E) perde a eficácia o ordenamento jurídico internacional em caso de arbítrio de um Estado estrangeiro sobre nosso País. Considere as seguintes assertivas e assinale a INCORRETA: Alternativas: A) Sobre as fontes do Direito Internacional Público, a doutrina clássica afirma que tratado e costume possuem o mesmo valor sem que um tenha primazia sobre o outro; por isso, um podem derrogar ou modificar o outro. B) O ato unilateral tem sido considerado pela doutrina como fonte do Direito Internacional, apesar de não constar expressamente do rol previsto no artigo 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, tendo, como exemplo, as resoluções das organizações internacionais. C) Dentre os princípios gerais de direito no âmbito interno, os seguintes foram consagrados na jurisprudência internacional, segundo doutrina: (i) proibição ao abuso de direito; (ii) responsabilidade internacional decorrente de atos ilícitos e restituição do que foi adquirido por enriquecimento ilícito; (iii) exceção da prescrição liberatória; (iv) obrigação de reparar os danos emergentes e lucros cessantes. D) O recurso à equidade prescinde da concordância das partes para ser validamente utilizado pelo juiz internacional ao proferir sua decisão. A par de constantes mudanças verificadas na sociedade internacional, com o surgimento de novos atores e de renovadas demandas, também direito as gentes se atualizam em terminologias e em conceitos, de modo a abranger novas fronteiras, como o comércio, o meio ambiente e os direitos humanos. No que concerne a esse fenômeno, julgue (C ou E) o item a seguir. A denominada soft law, de utilização polêmica pela índole programática que comporta, embora desprovida de conteúdo imperativo, é utilizada de forma flagrante em direito internacional do meio ambiente. Alternativas: () Certo () Errado Até hoje, o sistema legislativo internacional é de forma horizontal, não havendo nenhum órgão legislativo da sociedade internacional. [...] Não há autoridade legislativa que adote uma legislação universalmente vinculativa e não há corte internacional com jurisdição compulsória. [...] Já que não existe uma constituição da sociedade internacional que possa esclarecer as fontes do direito internacional, as cortes internacionais têm tentado determinar as suas regras de aplicação. Essa questão é geralmente tratada como fontes do direito internacional. Hee Moon Jo. Introdução ao direito internacional. 2.ª ed. São Paulo: LTr, 2004, p. 77-8 (com adaptações). A respeitodo assunto abordado nesse fragmento de texto, assinale a opção correta, considerando que CIJ se refere à Corte Internacional de Justiça. Alternativas A) Jus cogens são normas imperativas de direito internacional geral, aceitas e reconhecidas pela comunidade internacional dos Estados como um todo, que não podem ser derrogadas ou modificadas, salvo por norma ulterior de direito internacional geral da mesma natureza, e que podem ter fundamento tanto convencional quanto consuetudinário. B) Dada sua soberania, os Estados podem, no que se refere aos atos unilaterais autonormativos, voltar atrás quanto a declarações ou manifestações formuladas expressamente, não havendo de se falar em vinculação ao conteúdo daquilo que formalmente expressaram. C) O Estatuto da CIJ enumera um rol de fontes que a Corte pode utilizar para cumprir sua função de decidir as controvérsias que lhe forem submetidas, mas não, do ponto de vista doutrinário, um rol de fontes para o direito internacional. D) A opinio jurisdo costume internacional representa uma atividade estatal que é normativamente obrigatória, de forma que, conforme já decidido pela CIJ, se pode inferir que há uma norma proibitiva de determinado agir quando os Estados não agirem de determinada forma. E) Conforme já decidido pela CIJ, a norma consuetudinária será absorvida ou revogada pela norma de tratado internacional se ambas regularem o mesmo conteúdo. __________________________________________________________________________________ Quando há conflitos entre normas internas de um determinado Estado e normas internacionais, duas teorias tentam solucionar essa questão, a monista e a dualista.Sobre essas teorias, assinale a alternativa CORRETA Alternativas: A) De acordo com a corrente dualista, o direito interno e o direito internacional convivem em uma única ordem jurídica. B) A corrente monista e a dualista apresentam as mesmas respostas para o conflito entre as normas internas e as internacionais. C) Segundo a corrente monista, quando há conflito entre as normas internas e as normas internacionais, essas últimas prevalecem. D) Os autores monistas dividiram-se em duas correntes, uma sustentando a unicidade da ordem jurídica sob o primado do direito internacional e a outra apregoando a soberania do direito nacional de cada Estado soberano. No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca do reconhecimento e da sucessão de Estados, seguida de uma assertiva a ser julgada O Estado J perdeu, por secessão, parte de seu território, surgindo um novo Estado, K. Nessa situação, o Estado K não sucede o Estado J nos acordos bilaterais firmados por este e deve enviar uma notificação de sucessão para aderir aos tratados coletivos, observados, neste último caso, os limites impostos para o ingresso de novos Estados-partes. Alternativas: ()Certo ()Errado Em relação aos sujeitos de direito internacional público, assinale a opção correta. Alternativas: A) Não é possível que organizações internacionais participem do processo de criação de outras organizações internacionais, pois a iniciativa dacriação desse tipo de organização cabe aos Estados. B) Dado o elenco dos elementos constitutivos de um Estado constante da Convenção Interamericana sobre Direitos e Deveres dos Estados de Montevidéu, é correto afirmar que o reconhecimento de um governo pelos Estados signatários dessa convenção implica no reconhecimento de um Estado a ele relacionado. C) A jurisprudência do TST reconhece a imunidade absoluta de jurisdição dos Estados estrangeiros. D )A imunidade de execução dos Estados estrangeiros é previstaem regras costumeiras internacionais. E) Dada a natureza da personalidade jurídica das organizações internacionais, considera-se reconhecida sua personalidade mesmo por Estados que não tenham ratificado seu tratado constitutivo. Quando soarem as doze badaladas da meia-noite do dia 19 de maio de 2002, o mundo acolherá com satisfação o Timor Leste na família das nações. Será um momento histórico para o Timor Leste e para as Nações Unidas. Um povo orgulhoso e tenaz realizará o sonho comum a todos os povos de viver como homens e mulheres livres sob um governo que eles mesmos escolheram. Kofi Annan. O mundo não pode abandonar o Timor Leste. In: Folha de S. Paulo, 19/5/2002, A-29 (com adaptações). A partir do texto acima, julgue o item que se segue.Para satisfazer a condição de Estado, tal como prescreve o direito internacional público, o Timor Leste deve possuir: território, população, governo, independência na condução das suas relações externas e reconhecimento dos demais atores que compõem a sociedade internacional. Alternativas: ( )Certo () Errado Sobre os sujeitos de direito internacional público, assinale a alternativa correta. Alternativas: A) O Estado Nacional é o único sujeito de direito internacional público. B) Numa federação, o estado-membro será considerado sujeito de direito internacional público. C)Conforme a Constituição Federal de 1988,o município será considerado sujeito de direito internacional público, vez que possui autonomia política. D) As organizações internacionais são consideradas sujeitos de direito internacional público. E) O Mercosul não é considerado sujeito de direito internacional público. No que se refere à imunidade de jurisdição dos Estados e de agentes diplomáticos e consulares, julgue o próximo item. Em razão da instrumentalidade das formas, admite-se a presunção da renúncia da imunidade de jurisdição pelo Estado na fase de execução de um processo judicial, quando houver o ato expresso de renúncia na fase de conhecimento do mesmo processo. Alternativas: () Certo () Errado A respeito das imunidades de jurisdição e de execução, julgue o item que se segue .Imunidade de jurisdição é atributo inerente aos organismos internacionais decorrente do fato de estes serem considerados pessoas jurídicas de direito internacional. Alternativas: () Certo () Errado A respeito das imunidades de jurisdição e de execução, julgue o item que se segue. A execução forçada de eventual sentença condenatória trabalhista contra Estado estrangeiro somente será possível se existirem, no território brasileiro, bens do executado estranhos à representação diplomática ou consular. Alternativas: ()Certo ()Errado. Durante a 2ª Guerra Mundial, um submarino alemão (U-199) bombardeou uma embarcação pesqueira no litoral brasileiro de Cabo Frio − RJ, ocasionando a morte de uma pessoa, cujos herdeiros propuseram no Brasil ação em face da República Federal da Alemanha, por ato de guerra, visando o ressarcimento de danos. A responsabilização da República Federal da Alemanha por ato de guerra, de acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça Alternativas: A) é possível, por se tratar de ato tipicamente de império contra interesse nacional, excluindo-se a imunidade de jurisdição. B) não é possível, por se tratar de ato tipicamente de império, prevalecendo a imunidade de jurisdição. C) é possível, por se tratar de ato tipicamente de gestão, excluindo-se a imunidade de jurisdição. D) não é possível, por ser inadmissível qualquer hipótese de julgamento de Estado estrangeiro pelo Poder Judiciário nacional. E) não é possível, por se tratar de ato tipicamente de gestão, prevalecendo a imunidade de jurisdição. IMUNIDADES 1. IMUNIDADES DOS ESTADOS NO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO A imunidade de jurisdição é entendida como “o privilégio reconhecido a certas pessoasestrangeiras, em virtude dos cargos ou funções que exercem, de escaparem à jurisdição, tanto civil quanto criminal, do Estado em que se encontram. Já a imunidade de execução, conforme ressalta Sergio Pinto Martins é a “imunidade de execução pode deixar de ser aplicada caso existam bens em território brasileiro que não tenham vinculação com as atividades essenciais do ente de Direito Público externo.” 2. IMUNIDADES DE JURISDIÇÃO A imunidade de jurisdição impede que os Estados estrangeiros –que atuam no território brasileiro por meio de embaixadas e de consulados – sejam réus em processos de conhecimento ajuizados perante o Poder Judiciário brasileiro. O tema imunidade de jurisdição soberana foi criado como norma costumeira no Direito Internacional (ato reiterado no tempo e no espaço tido como obrigatório) e tem como fundamento principal o princípio da igualdade soberana. Com efeito, a imunidade de jurisdição dos Estados soberanos surgiu com base no seguinte ditado jurídico: “in parem partes non habet judicium” (entre iguais não há juiz). Atos de Império x Atos de Gestão Observação: Diante desse cenário jurídico, ao analisar o caso Changri-lá, ambas as Turmas da Segunda Seção do STJ entenderam que estavam diante de um típico ato de império e que, como a República Federal da Alemanha não renunciou a sua imunidade, a questão não poderia ser julgada pela Justiça brasileira (AgRg no RO 68/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Segunda Seção, julgado em 09/12/2015, DJe 19/02/2016). Atos de império: Ao praticar um ato de império no Brasil, o Estado estrangeiro (embaixada ou consulado) atua no exercício de sua soberania no interior do Estado brasileiro. Exemplos: negativa de visto, demora na entrega de passaporte, atos de guerra (lembrar do caso do submarino alemão e os pescadores). Em relação aos atos de império, existe imunidade de jurisdição em prol do Estado estrangeiro. Logo, o Estado estrangeiro não poderá ser réu em processo perante o Poder Judiciário brasileiro. No entanto, há exceção: o Estado Estrangeiro poderá ser réu perante o Poder Judiciário Brasileiro em processo judicial que envolve atos de império se renunciar expressamente a imunidade de jurisdição que possui. Atos de gestão: Ao praticar ato de gestão, o Estado estrangeiro (embaixada ou consulado) atua no Brasil na condição de particular, isto é, não exerce sua soberania. Os atos de gestão são considerados atos que os particulares praticam para gerir, administrar, cuidar ou zelar do seu patrimônio. Exemplos: contratação de empregados domésticos, contratação de serviços de vigilância patrimonial, contratação de serviços permanentes de consumo (água, luz, telefonia etc.). Em relação aos atos de gestão, não há imunidade de jurisdição em prol do estado estrangeiro que atua no Brasil. Logo, o Estado estrangeiro (embaixada ou consulado) poderá figurar na condição de réu ou reclamado perante o Poder Judiciário brasileiro. 3. IMUNIDADES DE EXECUÇÃO A imunidade de execução do Estado estrangeiro impede que o Estado estrangeiro sofra processo de execução perante o Poder Judiciário brasileiro, ou seja, tenha seus bens e patrimônio penhorados. CUIDADO: A) CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DE 1961: PREVÊ QUE OS BENS PERTENCENTES ÀS EMBAIXADAS SÃO INVIOLÁVEIS, OU SEJA, NÃO PODEM SER PENHORADOS. B) CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE RELAÇÕES CONSULARES DE 1963: ESTABELECE QUE OS BENS PERTENCENTES AOS CONSULADOS SÃO INVIOLÁVEIS, OU SEJA, NÃO PODEM SER PENHORADOS. A PARTIR DA INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NOS DOIS TRATADOS MENCIONADOS ACIMA, A JURISPRUDÊNCIA BRASILEIRA FIRMOU O ENTENDIMENTO DE QUE A IMUNIDADE DE EXECUÇÃO DO ESTADO ESTRANGEIRO QUE ATUA NO BRASIL É ABSOLUTA.ISTO É, PARA OS PROCESSOS DE EXECUÇÃO, NÃO SE APLICA A TEORIA CONSAGRADA PELOCOSTUME INTERNACIONAL DOS ATOS DE GESTÃO E ATOS DE IMPÉRIO. EXCESSÃO: Se houver renúncia expressa à imunidade de execução: Nesse sentido, eventual renúncia anterior realizada por Estado estrangeiro no processo de conhecimento (atos de império) não implica em renúncia automática à imunidade de execução. Exige-se uma nova renúncia expressa para o processo de execução; Se o Estado estrangeiro possuir, no Brasil, bens que não tenham afetação em relação às embaixadas e aos consulados. Exemplo: imóveis desocupados, investimento na bolsa de valores, aplicações financeiras etc. 4. IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS E CONSULARES: São proteções previstas em normas internacionais que impedem os agentes diplomáticos e os agentes consulares de serem réus em processos judiciais civis e penais, bem como impedem que esses agentes figurem no polo passivo de processos administrativos promovidos pelas autoridades do Estado em relação ao qual desempenham suas funções. Vocabulário: A acreditação é o ato formal por meio do qual se recebe o representante diplomático. Vocabulário: Estado Acreditante é aquele que envia o representante diplomático. Seria então, aquele que exerce o direito de legação ativa. Vocabulário: Estado Acreditado é aquele que recebe a missão diplomática. Sendo então, aquele que exerce o direito de legação passiva. ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS Existem incontáveis organizações internacionais, isto é, aquelas instituições formadas por dois ou mais Estados. Porém, no que concerne ao âmbito geopolítico, econômico e humanístico global, algumas delas se destacam pela sua importância, dentre elas, podemos citar ONU, OMC, FMI, Banco Mundial, OIT e OCDE. TRATADOS INTERNACIONAIS HÁ TRÊS TRATADOS SOBRE DIRETOS HUMANOS APROVADOS NOS TERMOS DO §3º DO ART. 5º DA CF: a) Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com outras Dificuldades para Ter Acesso ao Texto Impresso; b) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo; c) Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. É um acordo de vontades; Celebrado por escrito; Estados; Estado –Organizações Internacionais e entre Organizações Internacionais; Regido pelo Direito Internacional; Um ou mais instrumentos. CLASSIFICAÇÃO DOS TRATADOS: Quanto ao número de partes: bilateral / multilateral Quanto à natureza jurídica: tratado-normativo (lei)/ tratado-contrato. Tratados-leis são, em regra, multilaterais – firmados por diversos países – e possuem cláusula de adesão. Tratados-contratos envolvem, geralmente, apenas dois Estados que mantem relações entre si. Quanto à possibilidade de adesão: aberto / fechado. Quanto ao tipo de procedimento utilizado para sua conclusão: unifásico (simplificado) / bifásico. VALIDADE: Para que um tratado seja considerado válido, é necessário que as partes (estados ou organizações internacionais): Tenham capacidade para tal; que os agentes estejam habilitados; que haja consentimento mútuo; e que o objeto do tratado seja lícito e possível. Após a fase de negociação do tratado, o Presidente poderá: a) enviar ao Congresso para referendo; b) encomendar a realização de novos estudos; c) arquivar o texto, em caso de insatisfação. Exceção: convenções internacionais do trabalho, que deverão ser submetidas à aprovação Parlamentar. (Tratado constitutivo da OIT, art. 19, no. 5, letra b). Uma vez enviado o texto ao Congresso, este: a) Confirmação por meio da elaboração de um decreto legislativo; b) Rejeição do texto, apenas comunica ao Presidente. OBS.1: aprovação parlamentar não equivale à ratificação. O CONGRESSO NACIONAL NÃO RATIFICANENHUM TRATADO. OBS.2: o Congresso não pode fazer emendas, apenas aprovar ou rejeitar o texto. Poderá, porém, apresentar reservas. Não é propriamente a ratificação que dá efeito ao tratado, mas sim a troca ou o depósito da carta ou dos instrumentos de ratificação na Organização Internacional ou no lugar indicado. RATIFICAÇÃO É ATO DISCRICIONÁRIO E IRRETRATÁVEL! EXTINÇÃO DOS TRATADOS: O tratado pode ser extinto quando houver a execução integral dele. Ab-rogação: Extingue-se um Tratado por ab-rogação sempre que o intento terminativo é comum às partes pactuantes. Denúncia: A denúncia é um ato unilateral, de efeito jurídico inverso ao da ratificação e da adesão, manifestando, o Estado, sua vontade de deixar de ser parte no acordo internacional. Pode-se também extinguir um tratado através de termo final (estabelece um prazo, quando acabar o prazo acabar finaliza a obrigação), superveniência de execução resolutória (estabelece uma condição), renúncia do beneficiário, caducidade ou desuso, conflitos armados (os tratados bilaterais se encerram com um conflito armado; para os multilaterais gera a suspensão do tratado entre as partes em conflito), fato de terceiro (um terceiro impossibilitando a execução do tratado; não admite como fato de terceiro fatos naturais, quando isso acontece, é chamado de impossibilidade de extinção), ruptura das relações diplomáticas (quando a obrigação presente no tratado depender das relações diplomáticas e ela for extinta, o tratado também vai ser extinto; a exceção é sobre os tratados que versam sobre a proteção diplomática), inexecução de uma das partes (quando uma das partes descumpre o contrato, a outra parte não é obrigada a cumprir). Observações: Em Tratado bilateral a denúncia extingue o compromisso Em Tratado multilateral a denúncia extingue a participação do Estado que a fórmula. Existem Tratados que são imunes à denúncia unilateral, verbi gratia os de vigência estática (cessão territorial onerosa, ou definição fronteiriça ), os Tratados normativos de elevado valor moral e social ( p. ex. Convenção de Genebra sobre o Direito Humanitário). Vocabulário: A adesão, é uma forma de expressão definitiva do consentimento do Estado em relação ao Tratado internacional. Vocabulário: Plenos poderes: significa um documento expedido pela autoridade competente de um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação Vocabulário: Reserva: significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua aplicação a esse Estado. AGENDA ONU 2030 NACIONALIDADE A nacionalidade é um Direito Humano, pois está prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. No artigo 15°: “(...) Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade. (...)” OBSERVAÇÃO: HÁ PESSOAS COM MAIS DE UMA NACIONALIDADE. SÃO OS POLIPÁTRIDAS, OU SEJA, SÃO PESSOAS QUE TEM VÍNCULOS COM DOIS OU MAIS PAÍSES. HÁ PESSOAS QUE NÃO TEM NACIONALIDADE: APÁTRIDAS OU HEIMATLOS SÃO PESSOAS QUE NÃO TEM NACIONALIDADE, QUE NÃO ESTÃO LIGADAS A NENHUM PAÍS. JUS SANGUINIS: Itália, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Japão, Austrália, Alemanha. JUS SOLIS: Antígua e Barbuda, Argentina, Barbados, Belize, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Fiji, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Lesoto, México, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Uruguai, Venezuela. TERRITÓRIO BRASILEIRO O ESTADO COSTEIRO DEVE TRAÇAR O LIMITE EXTERIOR DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL, QUANDO ESTA SE ESTENDER ALÉM DE 200 MILHAS MARÍTIMAS DAS LINHAS DE BASE A PARTIR DAS QUAIS SE MEDE A LARGURA DO MAR TERRITORIAL, UNINDO, MEDIANTE LINHAS RETAS, QUE NÃO EXCEDAM 60 MILHAS MARÍTIMAS, PONTOS FIXOS DEFINIDOS POR COORDENADAS DE LATITUDE E LONGITUDE. INFORMAÇÕES SOBRE OS LIMITES DA PLATAFORMA CONTINENTAL, ALÉM DAS 200 MILHAS MARÍTIMAS DAS LINHAS DE BASE A PARTIR DAS QUAIS SE MEDE A LARGURA DO MAR TERRITORIAL, DEVEM SER SUBMETIDAS PELO ESTADO COSTEIRO À COMISSÃO DE LIMITES DA PLATAFORMA CONTINENTAL, ESTABELECIDA DE CONFORMIDADE COM O ANEXO II, COM BASE NUMA REPRESENTAÇÃO GEOGRÁFICA EQUITATIVA. A COMISSÃO FARÁ RECOMENDAÇÕES AOS ESTADOS COSTEIROS SOBRE QUESTÕES RELACIONADAS COM O ESTABELECIMENTO DOS LIMITES EXTERIORES DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL. OS LIMITES DA PLATAFORMA CONTINENTAL ESTABELECIDAS PELO ESTADO COSTEIRO COM BASE NESSAS RECOMENDAÇÕES SERÃO DEFINITIVOS E OBRIGATÓRIOS. O ESTADO COSTEIRO DEVE DEPOSITAR JUNTO DO SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS MAPAS E INFORMAÇÕES PERTINENTES, INCLUINDO DADOS GEODÉSICOS, QUE DESCREVAM PERMANENTEMENTE OS LIMITES EXTERIORES DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL. O SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS DEVE DAR A IMPORTANTE ART. 5º: (...) LI -NENHUM BRASILEIRO SERÁ EXTRADITADO, SALVO O NATURALIZADO, EM CASO DE CRIME COMUM, PRATICADO ANTES DA NATURALIZAÇÃO, OU DE COMPROVADO ENVOLVIMENTO EM TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS, NA FORMA DA LEI; (...) CUIDADO: BRASILEIRO NATO NÃO PODE SER EXTRADITADO, MAS... PODE SER ENTREGUE PARA SER JULGADO PELO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI), POR CRIME CONTRA A HUMANIDADE, GENOCÍDIO, CRIME DE GUERRA. CUIDADO: CASO CLAUDIA HORIEG, EXTRADIÇÃO 1462 DOSTF, NACIONALIDADE BRASILEIRA PODE SER RENUNCIADA, CUIDADO. CARGOS PROVATIVOS DE BRASILEIROS NATOS PASSAPORTES VALIDADE DO PASSAPORTE BRASILEIRO: Existem as regras de validade abaixo de acordo com a idade do solicitante: Para crianças de até 1 ano de idade incompleto ►o Passaporte tem validade de 01 ano. Para crianças de 01 a 02 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 02 anos. Para crianças de 02 a 03 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 03 anos. Para crianças de 03 a 04 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 04 anos. Para crianças de 04 a 18 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 05 anos. Para cidadãos de mais de 18 anos completos de idade ►o Passaporte tem validade de 10 anos. SISTEMAS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS OS SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS SÃO O CONJUNTO DE NORMAS, ÓRGÃOS E MECANISMOS INTERNACIONAIS SURGIDOS A PARTIR DE 1945 COM O INTUITO DE PROMOVER A PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EM TODO O MUNDO. DEPOIS DO FIM DA 2ª GUERRA, COM OS JULGAMENTOS DOS CRIMINOSOS DE GUERRA, POR EXEMPLO, EM NUREMBERG A QUESTÃO DOS DIREITOS HUMANOS GANHOU FORÇA.O ADVOGADO OTTOSTAHMER ALEGOU EM SUA DEFESA, QUE APENAS CUMPRIRIA ORDENS, E QUE O JULGAMENTO ERA OFENSIVO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. PARA REFUTAR A DESCULPA QUE A MAIORIA DOS RÉUS ALEGAVAM, O DE CUMPRIREM ORDENS SUPERIORES, O JUIZ BIDDLE BRADOU: “OS INDIVÍDUOS TÊM DEVERES INTERNACIONAIS A CUMPRIR, QUE ESTÃO ACIMA DOS DEVERES NACIONAIS QUE LHE POSSA IMPOR UM ESTADO PARTICULAR.”O RESPEITO À DIGNIDADE HUMANA CONSTITUI PRINCÍPIO FUNDAMENTAL. EXATAMENTE EM RAZÃO DESSA SUA FUNDAMENTALIDADE, O PRINCÍPIO DADIGNIDADE INDEPENDE, PARA A PRODUÇÃO DE EFEITOS JURÍDICOS, DE INCLUSÃO EXPRESSA EM TEXTO NORMATIVO IMPORTANTE: O DADO CULTURAL É INDISSOCIÁVEL DA NOÇÃO DE DIGNIDADE. COMPORTAMENTOS CONSIDERADOS NORMAIS EM AMBIENTE CULTURAL DIVERSO. ESSAS DIFERENÇAS TENDEM A SER SALIENTES EM SE TRATANDO DE CULTURAS MARCADAMENTE DIVERSAS, COMO POR EXEMPLO, AS DE PAÍSESOCIDENTAIS EM CONTRASTE COM AS DE ALGUNS PAÍSES ORIENTAIS. MAS ATÉ EM SOCIEDADES SUPOSTAMENTE MENOS DISTANCIADAS CULTURALMENTE AS DIVERGÊNCIAS APARECEM. BRASILEIRO APÁTRIDA BRASILEIRO EMERGÊNCIA DIPLOMÁTICO OFICIAL BRASI LEIRO SISTEMA GLOBAL DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS PELO ART. 1º, III DA CARTA DA ONU (OU CARTA DE SÃO FRANCISCO) DE 1945 NÃO TEMOS UMA DEFINIÇÃO DE DIREITOS HUMANOS. A ONU TEM POR OBJETIVO A MANUTENÇÃO DA PAZ E SEGURANÇA INTERNCIONAIS; INCREMENTOS DE RELAÇÕES AMISTOSAS ENTRE NAÇÕES; COOPERAÇÃO INTERNACIONALPARA A SOLUÇÃO DE PROBLEMAS MUNDIAIS DE ORDEM SOCIAL, ECONÔMICA E CULTURAL, INCENTIVANDO O RESPEITO ÉLOS DIREITOS E LIBERDADES INDIVIDUAIS A ONU POSSUE OS SEGUINTES ÓRGÃOS: ASSEMBLEIA GERAL: SEUS PODERES SÃO PARA SUPERVISIONAR O ORÇAMENTO DA ONU, NOMEAR OS MEMBROS NÃO PERMANENTES DO CONSELHO DE SEGURANÇA, RECEBER RELATÓRIOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DA ONU E FAZER RECOMENDAÇÕES SOB A FORMA DE RESOLUÇÕES E TAMBÉM MANTÉM VÁRIOS ÓRGÃOS SUBSIDIÁRIOS. DESDE 1947 A ABERTURA DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU É FEITA PELO BRASIL, O PRIMEIRO BRASILEIRO A FALAR NA ABERTURA DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU FOI OSWALDO ARANHA. CONSELHO DE SEGURANÇA: CUJA FUNÇÃO É ZELAR PELA MANUTENÇÃO DA PAZ E DA SEGURANÇA INTERNACIONAL.15 MEMBROS –5 PERMANENTES COM DIREITO À VETO, 10 NÃO-PERMANENTES SEM DIREITO À VETO.CONSELHO ECONÔMICO E SOCIAL DAS NAÇÕES UNIDAS: É UM DOS SEIS ÓRGÃOS DAS NAÇÕES UNIDAS, TEM 54 MEMBROS, ELEITOS PELA ASSEMBLEIA GERAL POR PERÍODOS DE TRÊS ANOS. CIJ – CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA – SEDE EM HAIA, JULGA ESTADOS, NÃO TEM JURISDIÇÃO PENAL. SECRETARIA - COMO CHEFE ADMINISTRATIVO DO ESCRITÓRIO DA ORGANIZAÇÃO, O SECRETÁRIO-GERAL PARTICIPA DAS REUNIÕES REALIZADAS PELOS OUTROS ÓRGÃOS DA ONU E TEM A ATRIBUIÇÃO DE ELABORAR UM RELATÓRIO ANUAL À ASSEMBLEIA GERAL SOBRE OS TRABALHOS DA ORGANIZAÇÃO (ART. 98 DA CARTA DA ONU). OS RELATÓRIOS ELABORADOS PELO SECRETÁRIO-GERAL COSTUMAM GANHAR GRANDE VISIBILIDADE, POIS ELE REPORTA O ESTADO DA POLÍTICA MUNDIAL E DO PROGRESSO EM DIREÇÃO AOS OBJETIVOS DA ONU, OFERECENDO UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA GLOBAL ACERCA DA NECESSIDADE DE COOPERAÇÃO ENTRE OS ESTADOS. ALÉM DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA, O SECRETÁRIO-GERAL TEM UM IMPORTANTE PAPEL POLÍTICO. O MAIS GRADUADO FUNCIONÁRIO DA ONU TEM A ATRIBUIÇÃO DE CHAMAR A ATENÇÃO DO CONSELHO DE SEGURANÇA PARA QUALQUER ASSUNTO QUE EM SUA OPINIÃO POSSA AMEAÇAR A MANUTENÇÃO DA PAZ E DA SEGURANÇA INTERNACIONAL (ART. 99 DA CARTA DA ONU). ESSA FUNÇÃO TEM O OBJETIVO DE INSTAR O CONSELHO DE SEGURANÇA A SE POSICIONAR MESMO NOS CASOS EM QUE NENHUM GOVERNO TENHA TOMADO TAL INICIATIVA.OUTRA IMPORTANTE FUNÇÃO DESEMPENHADA PELO SECRETÁRIO- GERAL É A PRESTAÇÃO DEBONS OFÍCIOS (MEIO DIPLOMÁTICO DE SOLUÇÃO PACÍFICA DE CONTROVÉRSIAS INTERNACIONAIS). POR MEIO DOS BONS OFÍCIOS, O PRESTADOR FACILITA O ENTENDIMENTO DIRETO ENTRE AS PARTES, PROPORCIONANDO UM AMBIENTE NEUTRO PARA QUE AS PARTES POSSAM NEGOCIAR. ASSIM, VALENDO-SE DE SUA INDEPENDÊNCIA, IMPARCIALIDADE E INTEGRIDADE, O SECRETÁRIO-GERAL APROXIMA AS PARTES PARA EVITAR QUE CONFLITOS INTERNACIONAIS SURJAM, AUMENTEM OU SE ESPALHEM. OBSERVAÇÃO: O CONSELHO DE TUTELA TINHA A FUNÇÃO DE PROTEGER POVOS SEM GOVERNO PRÓPRIO SENDO COMPOSTO POR MEMBROS DO CONSELHO DE SEGURANÇA E OUTROS ELEITOS PELA ASSEMBLEIA GERAL. FOI DESATIVADO EM 1997, TRÊS ANOS APÓS A INDEPENDÊNCIA DA ÚLTIMA COLÔNIA, PALAU, QUE SE TORNOUUM ESTADO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS, EM DEZEMBRO DE 1994. FÁBIO KONDER KOMPARATONOS ENSINA QUE NA ELABORAÇÃO SISTEMA DE PROTEÇÃO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS FORAM PROJETADAS 3 FASES: 1ª FASE: ELABORAÇÃO DE UMA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS; 2ª FASE: ELABORAÇÃO DE UM TRATADO OU CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS; 3ª FASE: ELABORAÇÃO DE UM SISTEMA DE MECANISMOS INTERNACIONAIS PARA SANCIONAR VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS -DUDH É um “soft law” É uma carta de princípios. Direitos Civis e Políticos – PIDCPO Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. Foi no Comitê ou Conselho de Direitos Humanos da ONU que a Defesa do Ex-Presidente Lula questionou as condenações da Lava-Jato, com base no PIDCP o Conselho de Direitos Humanos da ONU emitiu relatório reconhecendo violações aos Direitos Humanos, mais especificamente: art. 9º (direito à liberdade); art. 14 (julgamento justo perante tribunal imparcial); art. 14 (presunção de inocência); art. 17 (proteção da privacidade), art. 25 (garantia dos Direitos Políticos). Direitos Sociais, Econômicos e Culturais – PIDESCO Pacto Internacional de Direitos Econômicos e Sociais foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. Observação: O efeito "cliquet" dos Direitos Humanos significa que os direitos não podem retroagir, só podendo avançar nas proteções dos indivíduos.No Brasil esse efeito é conhecido como princípio da vedação do retrocesso, ou seja, os direitos humanos só podem avançar. SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS O Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos surge em 1948 com a aprovação da Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem e a adoção da Carta da OEA. O QUE É A OEA? A Organização dos Estados Americanos (OEA) foi fundada em 1948 com a assinatura da Carta da OEA pelos Estados fundadores, em Bogotá, na Colômbia, e entrou em vigor em dezembro de 1951.Hoje, a OEA congrega os 35 Estados independentes das Américas, denominados Estados membros, e constitui o principal fórum governamental político, jurídico e social do continente americano. Além disso, a Organização concedeu o status de observador permanente a 69 Estados e à União Europeia. A organização foi criada para promover, como estipula o Artigo 1º da Carta, “uma ordem de paz e de justiça, para promover sua solidariedade, intensificar sua colaboração e defender sua soberania, sua integridade territorial e sua independência”. Para atingir seus objetivos mais importantes, baseia-se em quatro pilares principais: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento. A sede da OEA é na cidade de Washington DC. A partir desses esforços, em 1959 é criada a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e com a Convenção Americana ou o Pacto de São José da Costa Rica, finalmente, é fundada a Corte Interamericana de Direitos Humanos. A partir destas, 25 dos 35 Estados-membros da OEA reconheceram a obrigação de respeitar e assegurar o livre e pleno exercício de Direitos Civis e Políticos a toda a sociedade, como o direito a não ser submetido à escravidão, direito a Liberdade, entre outros. Dessa forma, foram criados dois órgãos internacionais de supervisão e para execução desse propósito: a Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que compõe o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é uma das duas entidades que integram o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos, junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos. IMPORTANTE: A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também fica em Washington DC. A Corte interamericana de Direitos Humanos fica em San José da Costa Rica. A ideia disso tudo é que quando um país pratica graves violações contra os direitos humanos, o direito internacional permite que outros estados pactuados ou que a pessoa atingida e até organizações sociais acionem mecanismos para garantir o respeito a esses direitos e evitar novas violações. Assim, busca-se concretizar a proteção da dignidade mínima ao ser humano pormeio desses recursos. São 20 os Estados que reconhecem a competência contenciosa da Corte: Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Ecuador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Surinamee Uruguai. O Pacto de San José da Costa Rica disciplina a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Pacto de San José da Costa Rica. Execução das sentenças da CIDH – Para Valério Mazuolli: “Segundo a nossa concepção, as sentenças proferidas por tribunais internacionais dispensam homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. No caso específico das sentenças proferidas pela Corte Interamericana não há que se falar na aplicação da regra contida no art. 105, I, i, introduzido pela Emenda Constitucional 45/2004, repetida pelo art. 483 do CPC, que dispõe que “a sentença proferida por tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal” [entenda-se, agora, Superior Tribunal de Justiça]. Sentenças proferidas por “tribunais internacionais” não se enquadram na roupagem de sentenças estrangeiras a que se referem os dispositivos citados. Por sentença estrangeira se deve entender aquela proferida por um tribunal afeto à soberania de determinado Estado, e não a emanada de um tribunal internacional que tem jurisdição sobre os Estados.” Observação: DIREITOS DE SEGUNDA DIMENSÃO NO SISTEMA INTERAMERICANO DOS DIREITOS HUMANOS. Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, conhecido como “Protocolo de São Salvador”, concluído em 17 de novembro de 1988, na cidade de San Salvador, El Salvador. O Governo Brasileiro depositou o instrumento de adesão do referido ato em 21 de agosto de 1996, passando o mesmo a vigorar, internacionalmente, para o Brasil, em 16 de novembro de 1999. No plano interno, o Protocolo se encontra em vigência desde 30 de dezembro de 1999 (Decreto Presidencial n.º 3.321/1999).Corte Interamericana de Direitos Humanos, seja porque se trata de um Tribunal destinado especificamente ao julgamento de violações de Direitos Humanos no âmbito interamericano, seja pela importante função desempenhada pelos seus pareceres consultivos, ou, ainda porque, diferentemente da CIJ (que somente admite Estados nos polos ativo e passivo), franqueia a qualquer pessoa, grupo de pessoas ou ONG o “direito de petição” diretamente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (que exerce uma função similar ao Ministério Público no sistema penal brasileiro), para apuração de casos de violação de direitos humanos. Em tema de direitos de segunda dimensão, dentre os mais prestigiados pareceres consultivos da lavra da Corte Interamericana de Direitos Humanos, realça-se, por sua elevada importância histórica, o Parecer Consultivo 07/86, no qual se firmou a interpretação de que os direitos garantidos pelo Pacto de San José da Costa Rica possuem aplicabilidade direta e imediata (“enforceable per se”) em todas os órgãos estatais nacionais (inclusive o Judiciário), prescindindo-se da intermediação de qualquer outro normativo interno para que sejam exigidos por seus destinatários. QUESTÕES Você, como advogado(a), representa um grupo de familiares que possuem algum ente internado em estabelecimento público de tratamento de saúde mental onde, comprovadamente, tem havido tratamento cruel e degradante, violando o Art. 5º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Após tentativas frustradas de resolução do problema por via administrativa junto aos órgãos competentes, você ingressou com petição na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Tendo em vista que se trata de uma situação de gravidade e urgência, e considerando o que dispõe o Regulamento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, cabe a você esclarecer aos familiares e às próprias vítimas que, mesmo diante da gravidade e urgência da situação, a Comissão: A) deverá emitir o seu relatório final com recomendações para o Estado brasileiro, caso ele seja considerado responsável pelas violações ocorridas. B) pode decidir liminarmente o caso, porém essa decisãoliminar favorável às vítimas deverá ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro para que possa ser devidamente executada. C) deverá encaminhar de imediato o caso para a Corte Interamericana de Direitos Humanos para que esta adote medida prévia que vise à garantia dos direitos violados das vítimas. D) poderá solicitar que o Estado brasileiro adote medidas cautelares para prevenir danos irreparáveis às pessoas vítimas da violação dos Direitos Humanos. Há cerca de três meses, foi verificado que os presos da Penitenciária Quebrantar estavam sofrendo diversas formas de maus tratos, incluindo violência física. Você foi contratado(a) por familiares dos presos, que lhe disseram ter elementos suficientes para acreditar que qualquer medida judicial no Brasil seria ineficaz no prazo desejado. Por isso, eles o(a) consultaram sobre a possibilidade de submeter o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Considerando as regras de funcionamento dessa Comissão, você deve informá-los de que a CIDH pode receber a denúncia: Alternativas: A) caso sejam feitas petições individualizadas, uma vez que os casos de violação de direitos previstos no Pacto de São José da Costa Rica devem ser julgados diretamente pela Corte Interamericana de Justiça. B) caso sejam feitas petições individualizadas relatando a violação sofrida por cada uma das vítimas e as relacionando aos direitos previstos na Convenção Americana; assim, a CIDH poderá adotar as medidas que julgar necessárias para a cessação da violação. C) caso entenda haver situação de gravidade e urgência. Assim, a CIDH poderá instaurar de ofício um procedimento no qual solicita que o Estado brasileiro adote medidas cautelares de natureza coletiva para evitar danos irreparáveis aos presos. D) caso entenda haver situação de gravidade e urgência. Assim, a CIDH deve encaminhar diretamente o caso à Corte Interamericana de Justiça, que poderá ordenar a medida provisória que julgar necessária à cessação da violação. Seu cliente possui um filho com algum nível de deficiência mental e, após muito tentar, não conseguiu vaga no sistema público de ensino da cidade, uma vez que as escolas se diziam não preparadas para lidar com essa situação. Você já ingressou com a ação judicial competente há mais de dois anos, mas há uma demora injustificada no julgamento e o caso ainda se arrasta nos tribunais. Diante desse quadro, você avalia a possibilidade de apresentar uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Tendo em vista o que dispõe a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e seus respectivos protocolos, assinale a afirmativa correta. A) Considerando a demora injustificada da decisão na jurisdição interna, você pode peticionar à Comissão, pois o direito à Educação é um dos casos de direitos sociais previstos no Protocolo de São Salvador, que, uma vez violado, pode ensejar aplicação do sistema de petições individuais. B) Não obstante a demora injustificada da decisão final do Poder Judiciário brasileiro ser uma condição que admite excepcionar os requisitos de admissibilidade para que seja apresentada a petição, o direito à educação não está expressamente previsto nem na Convenção, nem no Protocolo de São Salvador como um caso de petição individual. C) Apenas a Corte Interamericana deDireitos Humanos pode encaminhar um caso para a Comissão. Portanto, deve ser provocada a jurisdição da Corte. Se esta entender adequado, pode enviar o caso para que a Comissão adote as medidas e providências necessárias para garantir o direito e reparar a vítima, se for o caso. D) Em nenhuma situação você pode entrar com a petição individual de seu cliente na Comissão Interamericana de Direitos Humanos até que sejam esgotados todos os recursos da jurisdição interna do Brasil. Você está advogando em um caso que tramita na Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Brasil é parte passiva do processo e, finalmente, foi condenado. A condenação envolve, além da reparação pecuniária pela violação dos Direitos Humanos, medidas simbólicas de restauração da dignidade da vítima e até mesmo a mudança de parte da legislação interna. Embora a União tenha providenciado o pagamento do valor referente à reparação pecuniária da vítima, há muito tempo permanece inadimplente quanto ao cumprimento das demais obrigações impostas na sentença condenatória proferida pela Corte. Diante disso, assinale a afirmativa correta. A) É necessário ingressar com medida específica junto ao STF para a homologação da sentença da Corte ou a obtenção do exequatur, isto é, a decisão de cumprir, aqui no Brasil, uma sentença que tenha sido proferida por tribunal estrangeiro. B) Não há nada que possa ser feito, já que não há previsão nem na legislação do Brasil, nem na própria Convenção Americana dos Direitos Humanos sobre algum tipo de medida quando do não cumprimento da sentença da Corte pelo país que se submeteu à sua jurisdição. C) A execução da sentença pode ser feita diretamente no Sistema Interamericano de Direitos Humanos, pois essa é uma das atribuições e incumbências previstas no Pacto de São José da Costa Rica para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. D) Pode-se solicitar à Corte que, no seu relatório anual para a Assembleia Geral da OEA, indique o caso emque o Brasil foi condenado, como aquele em que um Estado não deu cumprimento total à sentença da Corte. Maria deu entrada em uma maternidade pública já em trabalho de parto. Contudo, a falta de pronto atendimento levou a óbito tanto Maria quanto o bebê. Você foi contratado(a) pela família de Maria para advogar neste caso de grave violação de Direitos Humanos. Após algumas rápidas pesquisas na Internet, o pai e a mãe de Maria pedem que o caso seja imediatamente encaminhado para julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Você, como advogado(a) da família, deve esclarecer que: A) é uma ótima ideia e vai peticionar para que o caso seja submetido à decisão da Corte, bem como tomar todas as providências para que o caso seja julgado o mais cedo possível. B) apesar de ser uma boa ideia, é necessário aguardar que hajam sido interpostos e esgotados os recursos de jurisdição interna para que a família possa submeter o caso à decisão da Corte. C) não é possível a família encaminhar o caso à Corte, pois somente os Estados Partes da Convenção Americana de Direitos Humanos e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm direito de submeter um caso à decisão da Corte. D) não é possível que o caso seja encaminhado para decisão da Corte porque, embora o Brasil seja signatário da Convenção Americana dos Direitos Humanos, o país não reconheceu a jurisdição da Corte. MONISMO E DUALISMO PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO QUESTÕES IMUNIDADES 1. Imunidades dos Estados no Direito Internacional Público 2. Imunidades de Jurisdição 3. Imunidades de Execução 4. Imunidades Diplomáticas e Consulares: AGENDA ONU 2030 NACIONALIDADE PASSAPORTES Validade do Passaporte Brasileiro: SISTEMAS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS Sistema Global de Proteção aos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos -DUDH SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS DIREITOS DE SEGUNDA DIMENSÃO NO SISTEMA INTERAMERICANO DOS DIREITOS HUMANOS. QUESTÕES (1)