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DIREITO INTERNACIONAL 
Direito Internacional Público: é o conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que 
regulam a vida na sociedade internacional. 
Direito Internacional Privado: é o conjunto de normas jurídicas (regras e princípios) que 
tratam do conflito de leis no espaço com conexão internacional. 
Norma jurídica é um gênero com duas espécies: 
a) Regras - são comandos, exemplo: permitido, 
proibido, fazer, não fazer etc.; 
b) Princípios - são mandamentos nucleares de um 
sistema, são normas jurídicas que carregam valores 
muito importantes e que ajudam interpretar as 
demais normas jurídicas. 
Professor Celso Antônio de Melo (Curso de Direito Administrativo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
O Direito precisa ser interpretado, sendo que 
existem métodos de interpretação 
(Hermenêutica Jurídica), lembrem-se que o 
Direito também é uma ciência com método! 
Exemplos de técnicas de interpretação: 
gramatical, cronológica, teleológica, histórica, 
hierárquica etc. 
Direitos do Homem: não estão positivados (escritos), são ideais, conceitos filosóficos, todo ser humano, pelo fato de 
ser um humano tem direitos inatos. São Direitos Naturais (Jus Naturalismo). Exemplo: direito a viver, a respirar, a 
trabalhar, a ter uma existência plena etc. 
 
Direitos Humanos: São os Direitos do Homem positivados (escritos) em Tratados Internacionais. Exemplo: Protocolo 
de Kyoto é um Tratado Internacional sobre o meio ambiente. 
 
Direitos Fundamentais: São os Direitos do Homem, são os Direitos Humanos que estão positivados (escritos) nas 
Constituições, exemplo: art. 225 da CF: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GERAÇÕES/DIMENSÕES DOS DIREITOS HUMANOS 
Inspirado no lema da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade) 
PRIMEIRA GERAÇÃO: são direitos que limitam a atuação do Estado, funcionam como um escudo que protege o cidadão 
contra o arbítrio do Estado. Quando vivemos em sociedade há limitação de alguns direitos individuais em prol da 
coletividade, mas há limites que não podem ser ultrapassados pelo Estado, daí os Direitos Humanos/Fundamentais de 
primeira geração que impõe ao Estado uma postura negativa, um não fazer, uma abstenção. 
Exemplos: Direitos Civis e Políticos. Importante: direitos de primeira geração levam a uma igualdade formal entre as 
pessoas; 
SEGUNDA GERAÇÃO: são direitos que impõe ao Estado uma postura ativa (fazer alguma coisa), pois não basta uma 
igualdade formal entre as pessoas, é preciso uma igualdade material para que as pessoas tenham uma vida plena. 
Exemplos: Direitos Sociais e Econômicos; 
TERCEIRA GERAÇÃO: são os direitos da comunidade, ou seja, têm como destinatário todo o gênero humano, como os 
direitos difusos e coletivos, que se assentam na fraternidade ou solidariedade. Direitos Difusos não têm destinatários 
determinados, neles os destinatários são indeterminados. Direitos Coletivos possuem um grupo como destinatários 
determinados. 
Exemplos: a) o Direito Ambiental é um direito difuso, é um direito de terceira geração, haja vista que todas as pessoas 
do planeta têm direito ao meio ambiente sustentável; 
b) direito coletivo, vítimas da Talidomida forma uma coletividade que tem direito à proteção jurídica (dano material, 
moral, previdência etc.) 
 
 
a) Direitos de quarta geração: seriam aqueles 
resultantes da globalização e são exemplos o direito 
à democracia (sobretudo direta), à informação, ao 
pluralismo e, para alguns (como Norberto Bobbio), a 
Bioética; 
b) Direitos de quinta geração: tendo como destaque 
o reconhecimento da normatividade do direito à paz 
PAULO 
BONAVIDES 
Nos termos do § 5º da Declaração de Viena de 1993: “Todos os Direitos Humanos são universais, indivisíveis, 
interdependentes e interrelacionados.” 
 
 A comunidade internacional deve considerar os Direitos Humanos, globalmente, de forma justa e 
equitativa, no mesmo pé e com igual ênfase. Com efeito, o §5º se contrapõem a qualquer visão 
fragmentária ou hierarquizada das diversas categorias de Direitos Humanos/Fundamentais; 
 
 Todos os Direitos Humanos/Fundamentais possuem a mesma proteção (indivisibilidade) e contribuem 
para a realização da dignidade humana, interagindo para satisfação das necessidades essenciais do 
indivíduo (interdependência); 
 
 A expressão geração de direitos poderia induzir à falsa ideia de que uma categoria de direitos substitui a 
outra que lhe é anterior. Uma geração, definitivamente, não sucede a outra. Pelo contrário, haveria um 
acréscimo no catálogo de Direitos Fundamentais. 
 
 
 
 HANS KELSEN; 
 UM ÚNICO SISTEMA JURÍDICO; 
 DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO 
INTERNO; 
 GERA CONFLITOS DE NORMAS; 
 NÃO HÁ NECESSIDADE DE NENHUM 
MECANISMO DE INTERNALIZAÇÃO DO 
DIREITO INTERNACIONAL PARA SER 
APLICADO NO ORDENAMENTO 
INTERNO DO PAÍS. 
 HEINRICH TRIEPEL E DIONISIO 
ANZILOTTI; 
 DUAS ORDENS JURÍDICAS; 
 ORDENAMENTO JURÍDICO 
INTERNACIONAL; 
 ORDENAMENTO INTERNO 
 NÃO GERAM CONFLITOS 
 É NECESSÁRIO MECANISMO PARA A 
APLICAÇÃO DO DIREITO 
INTERNACIONAL. 
MONISMO E DUALISMO 
 
 
 
ADI 1480 DF 
temos que o 
Brasil adota 
o Dualismo 
Moderado. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO 
BRASIL E O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
 
Os arts. 1º a 4º da Constituição Federal veiculam os Princípios Fundamentais da 
República Federativa do Brasil, que são de suma importância para o entendimento 
e aplicação do Direito Internacional Público. 
 
 
FONTES MATERIAIS DO DIREITO 
INTERNACIONAL PÚBLICO 
São fatos que mostram a necessidade e 
importância de criar uma determinada 
norma jurídica. Exemplo: 2ª Guerra 
Mundial e a criação de normas sobre 
Direitos Humanos. Tem caráter 
Filosófico, Sociológico, Político, 
Econômico etc. 
FONTES FORMAIS DO DIREITO 
INTERNACIONAL PÚBLICO 
São as fontes que materializam as 
normas jurídicas do Direito Internacional 
Privado. 
Exemplo: Tratado Internacional. 
FONTES ESTATUTÁRIAS 
Na Carta de São Francisco (Tratado 
Internacional), temos um anexo com o 
Estatuto da CIJ (Corte Internacional de 
Justiça), nesse estatuto da Corte temos as 
fontes estatuárias do Direito Internacional 
Público. 
Observação: CIJ –Corte Internacional de 
Justiça, julga Estados, localizada na cidade 
de Haia. 
Observação: TPI –Tribunal Penal 
Internacional, julga indivíduos, localizado na 
cidade de Haia. 
 
 
FONTES EXTRA ESTATUTÁRIAS 
As fontes extra estatutárias do Direito 
Internacional Público não estão nesse 
estatuto. 
 Atos unilaterais dos Estados, 
exemplo: protesto; notificação 
(Estado de Guerra); renúncia; 
 Atos unilaterais de 
Organizações Internacionais ou 
decisões de Organizações 
internacionais, exemplo: art. 25 
da Carta da ONU – Resoluções do 
Conselho de Segurança da ONU; 
 Jus Cogens: normas imperativas, 
necessárias para a convivência 
humana, art. 53 da Convenção de 
Viena. Exemplo: Direitos Humanos, 
meio ambiente, sustentabilidade; 
 Soft Law: normas internacionais, 
vagas, abertas, principiológicas, sem 
sanção, Declaração Universal dos 
Direitos do Homem. 
 
 
 
O rol do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça é 
exemplificativo: “numerus abertus” 
O art. 38 supracitado possibilita a Corte de decidir uma questão ex 
aeque et bono (equidade), se as partes com isto concordarem. 
De acordo com o artigo 59 do Estatuto da CIJ. A decisão da Corte só 
será obrigatória para as partes litigantes e a respeito do caso em 
questão. 
 
 
 
Vocabulário: 
Direito das Gentes 
é sinônimo de 
Direito 
Internacional 
Público. 
 
 
 
 
 
FONTES PRINCIPAIS: 
TRATADOS, COSTUMES, PRINCÍPIOS 
GERAIS DO DIREITO – art.38, “a”, “b”, “c” 
do Estatuto da Corte Internacional de 
Justiça (CIJ), anexo da Carta da ONU 
FONTES ACESSÓRIAS: 
Jurisprudência e Doutrina, art. 38, “d” do Estatuto 
da Corte Internacional de Justiça (CIJ), anexo da 
Carta da ONU (ou Carta de San Francisco), in 
verbis: 
“(...) d) sob ressalva da disposição do art. 59, 
as decisões judiciárias e a doutrina dos 
publicistas mais qualificados das diferentes 
Nações, como meio auxiliar para a 
determinação das regras de direito. (...)” 
Observação: Para o Professor Valério Mazzuoli 
Jurisprudência não é fonte do Direito, não cria 
Direito, mas sim interpreta Direito. 
 
 
 
 
 
FONTES 
CONVENCIONAIS 
Fruto da vontade - 
exemplo: Tratados. 
FONTES NÃO CONVENCIONAIS 
Fruto da evolução da realidade 
internacional, exemplo: Costume. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Os arts . 1º a 4º da CF talvez seja MUITO importante Para O DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO, POIS DETERMINAM COMO É O ESTADO BRASILEIRO (ART. 1º), QUAIS SEUS OBJETIVOS (ART. 3º) E 
QUAIS OS PRINCÍPIOS QUE REGERÃO A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
SOBERANIA: A soberania se constitui na supremacia do poder dentro da ordem interna e no fato de, perante a ordem externa, 
só encontrar Estados de igual poder. Esta situação é a consagração, na ordem interna, do princípio da subordinação, com o 
Estado no ápice da pirâmide, e, na ordem internacional, do princípio da coordenação. Ter, portanto, a soberania como 
fundamento do Estado brasileiro significa que dentro do nosso território não se admitirá força outra que não a dos poderes 
juridicamente constituídos, não podendo qualquer agente estranho à Nação intervir nos seus negócios. 
SOCIEDADE INTERNACIONAL: A sociedade internacional é formada pelos Estados, pelos Organismos Internacionais e 
pelas pessoas. 
Observação: alguns doutrinadores entendem que empresas também fazem parte da Sociedade Internacional. 
Características: (a) Isonomia: deve haver igualdade entre os sujeitos; (b) Descentralização: pois vários são os criadores e 
destinatários das normas de direito internacional; (c) Universalidade: deve abranger o máximo possível de integrantes; (d) É 
Aberta: como corolário lógico da característica anterior, é aberta à novos integrantes;(e) Com direito originário: visam criar um 
âmbito normativo novo; f) Multiplicidade de Estados, dotados de soberania; g) Relações comerciais internacionais; h) Princípios 
jurídicos em comum. 
FORMAÇÃO DOS ESTADOS: Por fatos: Fundação direta; Emancipação; Separação ou desmembramento; Fusão; 
Por atos jurídicos: uma lei interna; um tratado internacional; decisão de um organismo internacional. 
SUCESSÃO DE ESTADOS: A sucessão de Estados ocorre quando o Estado sofre transformações que atingem a sua personalidade 
no mundo jurídico internacional. A Convenção de Viena sobre sucessão de Estados a respeito de tratados (1978) estabelece 
que a “sucessão de Estados significa a substituição de um Estado por outro no tocante à responsabilidade pelas relações 
internacionais do território”. 
 
 
QUESTÕES 
 
Acerca das fontes do Direito Internacional público (DIP), julgue o seguinte item. 
Ainda hoje, o rol das fontes indicado no Estatuto da Corte Internacional de Justiça é taxativo. 
Alternativas 
( ) Certo 
( ) Errado 
A República Federativa do Brasil, conforme consta na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 4º, em relação às suas relações 
internacionais, deve reger-se por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um desses princípios. 
(A) Independência nacional. 
(B) Autodeterminação dos povos. 
(C) Construir uma sociedade livre, justa e solidária. 
(D) Solução pacífica dos conflitos. 
(E) Igualdade entre os Estados. 
NÃO é princípio que rege as relações internacionais da República Federativa do Brasil: 
(A) a soberania. 
(B) a independência nacional. 
(C) a prevalência dos direitos humanos. 
(D) a não-intervenção. 
(E) a igualdade entre os Estados. 
A solução pacífica dos conflitos constitui: 
(A) objetivo dos partidos políticos. 
(B) fundamento da República e do Estado Democrático de Direito. 
(C) objetivo fundamental da República. 
(D) princípio das relações internacionais. 
(E) objetivo sindical. 
No âmbito do direito internacional, a soberania, importante característica do palco internacional, significa a possibilidade de: 
(A) um Estado impor-se sobre outro. (B) a Organização da Nações Unidas dominar a legislação dos Estados participantes. 
(C) celebração de tratados sobre direitos humanos com o consentimento do Tribunal Penal Permanente. (D) igualdade entre os países, 
independentemente de sua dimensão ou importância econômica mundial. 
 
 
 
 
Para os dualistas, tais como Alfred von Verdross e Dionísio Anzilotti, no tocante à incorporação de tratados de direitos humanos à ordem 
jurídica interna. 
Alternativas: 
A) o Direito Internacional aplica-se na ordem jurídica dos Estados independentemente da sua transformação em norma interna. 
B) em caso de conflito, prevalece o ordenamento jurídico interno. 
C) em caso de conflito, prevalece o ordenamento jurídico internacional. 
D) apresentando os dois ordenamentos jurídicos nas diferentes esferas de atuação, não poderia haver nenhum tipo de conflito entre os dois 
e nem o que se falar de supremacia de um sobre o outro. 
E) perde a eficácia o ordenamento jurídico internacional em caso de arbítrio de um Estado estrangeiro sobre nosso País. 
Considere as seguintes assertivas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas: 
A) Sobre as fontes do Direito Internacional Público, a doutrina clássica afirma que tratado e costume possuem o mesmo valor sem que um 
tenha primazia sobre o outro; por isso, um podem derrogar ou modificar o outro. 
B) O ato unilateral tem sido considerado pela doutrina como fonte do Direito Internacional, apesar de não constar expressamente do rol 
previsto no artigo 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, tendo, como exemplo, as resoluções das organizações internacionais. 
C) Dentre os princípios gerais de direito no âmbito interno, os seguintes foram consagrados na jurisprudência internacional, segundo 
doutrina: (i) proibição ao abuso de direito; (ii) responsabilidade internacional decorrente de atos ilícitos e restituição do que foi adquirido 
por enriquecimento ilícito; (iii) exceção da prescrição liberatória; (iv) obrigação de reparar os danos emergentes e lucros cessantes. 
D) O recurso à equidade prescinde da concordância das partes para ser validamente utilizado pelo juiz internacional ao proferir sua decisão. 
A par de constantes mudanças verificadas na sociedade internacional, com o surgimento de novos atores e de renovadas demandas, 
também direito as gentes se atualizam em terminologias e em conceitos, de modo a abranger novas fronteiras, como o comércio, o meio 
ambiente e os direitos humanos. No que concerne a esse fenômeno, julgue (C ou E) o item a seguir. 
A denominada soft law, de utilização polêmica pela índole programática que comporta, embora desprovida de conteúdo imperativo, é 
utilizada de forma flagrante em direito internacional do meio ambiente. 
Alternativas: 
() Certo 
() Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Até hoje, o sistema legislativo internacional é de forma horizontal, não havendo nenhum órgão legislativo da sociedade 
internacional. [...] Não há autoridade legislativa que adote uma legislação universalmente vinculativa e não há corte 
internacional com jurisdição compulsória. [...] Já que não existe uma constituição da sociedade internacional que possa 
esclarecer as fontes do direito internacional, as cortes internacionais têm tentado determinar as suas regras de aplicação. Essa 
questão é geralmente tratada como fontes do direito internacional. 
Hee Moon Jo. Introdução ao direito internacional. 2.ª ed. São Paulo: LTr, 2004, p. 77-8 (com adaptações). 
A respeitodo assunto abordado nesse fragmento de texto, assinale a opção correta, considerando que CIJ se refere 
à Corte Internacional de Justiça. 
Alternativas 
A) Jus cogens são normas imperativas de direito internacional geral, aceitas e reconhecidas pela comunidade internacional dos 
Estados como um todo, que não podem ser derrogadas ou modificadas, salvo por norma ulterior de direito internacional 
geral da mesma natureza, e que podem ter fundamento tanto convencional quanto consuetudinário. 
B) Dada sua soberania, os Estados podem, no que se refere aos atos unilaterais autonormativos, voltar atrás quanto a 
declarações ou manifestações formuladas expressamente, não havendo de se falar em vinculação ao conteúdo daquilo que 
formalmente expressaram. 
C) O Estatuto da CIJ enumera um rol de fontes que a Corte pode utilizar para cumprir sua função de decidir as controvérsias que 
lhe forem submetidas, mas não, do ponto de vista doutrinário, um rol de fontes para o direito internacional. 
D) A opinio jurisdo costume internacional representa uma atividade estatal que é normativamente obrigatória, de 
forma que, conforme já decidido pela CIJ, se pode inferir que há uma norma proibitiva de determinado agir quando os Estados 
não agirem de determinada forma. 
E) Conforme já decidido pela CIJ, a norma consuetudinária será absorvida ou revogada pela norma de tratado 
internacional se ambas regularem o mesmo conteúdo. 
__________________________________________________________________________________ 
Quando há conflitos entre normas internas de um determinado Estado e normas internacionais, duas teorias tentam solucionar 
essa questão, a monista e a dualista.Sobre essas teorias, assinale a alternativa CORRETA 
Alternativas: 
A) De acordo com a corrente dualista, o direito interno e o direito internacional convivem em uma única ordem jurídica. 
B) A corrente monista e a dualista apresentam as mesmas respostas para o conflito entre as normas internas e as 
internacionais. 
C) Segundo a corrente monista, quando há conflito entre as normas internas e as normas internacionais, essas últimas 
prevalecem. 
D) Os autores monistas dividiram-se em duas correntes, uma sustentando a unicidade da ordem jurídica sob o primado do 
direito internacional e a outra apregoando a soberania do direito nacional de cada Estado soberano. 
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética acerca do reconhecimento e da sucessão de Estados, seguida de 
uma assertiva a ser julgada 
O Estado J perdeu, por secessão, parte de seu território, surgindo um novo Estado, K. Nessa situação, o Estado K não sucede o 
Estado J nos acordos bilaterais firmados por este e deve enviar uma notificação de sucessão para aderir aos tratados coletivos, 
observados, neste último caso, os limites impostos para o ingresso de novos Estados-partes. 
Alternativas: 
()Certo 
()Errado 
Em relação aos sujeitos de direito internacional público, assinale a opção correta. 
Alternativas: 
A) Não é possível que organizações internacionais participem do processo de criação de outras organizações 
internacionais, pois a iniciativa dacriação desse tipo de organização cabe aos Estados. 
B) Dado o elenco dos elementos constitutivos de um Estado constante da Convenção Interamericana sobre Direitos e Deveres 
dos Estados de Montevidéu, é correto afirmar que o reconhecimento de um governo pelos Estados signatários dessa 
convenção implica no reconhecimento de um Estado a ele relacionado. 
C) A jurisprudência do TST reconhece a imunidade absoluta de jurisdição dos Estados estrangeiros. 
D )A imunidade de execução dos Estados estrangeiros é previstaem regras costumeiras internacionais. 
E) Dada a natureza da personalidade jurídica das organizações internacionais, considera-se reconhecida sua personalidade 
mesmo por Estados que não tenham ratificado seu tratado constitutivo. 
Quando soarem as doze badaladas da meia-noite do dia 19 de maio de 2002, o mundo acolherá com satisfação o Timor Leste na 
família das nações. Será um momento histórico para o Timor Leste e para as Nações Unidas. Um povo orgulhoso e tenaz 
realizará o sonho comum a todos os povos de viver como homens e mulheres livres sob um governo que eles mesmos 
escolheram. Kofi Annan. O mundo não pode abandonar o Timor Leste. 
In: Folha de S. Paulo, 19/5/2002, A-29 (com adaptações). 
A partir do texto acima, julgue o item que se segue.Para satisfazer a condição de Estado, tal como prescreve o direito 
internacional público, o Timor Leste deve possuir: território, população, governo, independência na condução das suas 
relações externas e reconhecimento dos demais atores que compõem a sociedade internacional. 
Alternativas: 
( )Certo 
() Errado 
Sobre os sujeitos de direito internacional público, assinale a alternativa correta. 
Alternativas: 
A) O Estado Nacional é o único sujeito de direito internacional público. 
B) Numa federação, o estado-membro será considerado sujeito de direito internacional público. 
C)Conforme a Constituição Federal de 1988,o município será considerado sujeito de direito internacional público, vez 
que possui autonomia política. 
D) As organizações internacionais são consideradas sujeitos de direito internacional público. 
E) O Mercosul não é considerado sujeito de direito internacional público. 
No que se refere à imunidade de jurisdição dos Estados e de agentes diplomáticos e consulares, julgue o próximo item. 
Em razão da instrumentalidade das formas, admite-se a presunção da renúncia da imunidade de jurisdição pelo Estado na fase 
de execução de um processo judicial, quando houver o ato expresso de renúncia na fase de conhecimento do mesmo processo. 
Alternativas: 
() Certo 
() Errado 
A respeito das imunidades de jurisdição e de execução, julgue o item que se segue 
.Imunidade de jurisdição é atributo inerente aos organismos internacionais decorrente do fato de estes serem 
considerados pessoas jurídicas de direito internacional. 
Alternativas: 
() Certo 
() Errado 
A respeito das imunidades de jurisdição e de execução, julgue o item que se segue. 
A execução forçada de eventual sentença condenatória trabalhista contra Estado estrangeiro somente será possível se 
existirem, no território brasileiro, bens do executado estranhos à representação diplomática ou consular. Alternativas: 
()Certo ()Errado. 
Durante a 2ª Guerra Mundial, um submarino alemão (U-199) bombardeou uma embarcação pesqueira no litoral 
brasileiro de Cabo Frio − RJ, ocasionando a morte de uma pessoa, cujos herdeiros propuseram no Brasil ação em face da 
República Federal da Alemanha, por ato de guerra, visando o ressarcimento de danos. A responsabilização da 
República Federal da Alemanha por ato de guerra, de acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça 
Alternativas: 
A) é possível, por se tratar de ato tipicamente de império contra interesse nacional, excluindo-se a imunidade de jurisdição. 
B) não é possível, por se tratar de ato tipicamente de império, prevalecendo a imunidade de jurisdição. 
C) é possível, por se tratar de ato tipicamente de gestão, excluindo-se a imunidade de jurisdição. 
D) não é possível, por ser inadmissível qualquer hipótese de julgamento de Estado estrangeiro pelo Poder Judiciário 
nacional. 
E) não é possível, por se tratar de ato tipicamente de gestão, prevalecendo a imunidade de jurisdição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMUNIDADES 
1. IMUNIDADES DOS ESTADOS NO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
A imunidade de jurisdição é entendida como “o privilégio reconhecido a certas pessoasestrangeiras, em virtude dos cargos ou 
funções que exercem, de escaparem à jurisdição, tanto civil quanto criminal, do Estado em que se encontram. Já a imunidade de 
execução, conforme ressalta Sergio Pinto Martins é a “imunidade de execução pode deixar de ser aplicada caso existam bens em 
território brasileiro que não tenham vinculação com as atividades essenciais do ente de Direito Público externo.” 
2. IMUNIDADES DE JURISDIÇÃO 
A imunidade de jurisdição impede que os Estados estrangeiros –que atuam no território brasileiro por meio de embaixadas e de 
consulados – sejam réus em processos de conhecimento ajuizados perante o Poder Judiciário brasileiro. O tema imunidade de 
jurisdição soberana foi criado como norma costumeira no Direito Internacional (ato reiterado no tempo e no espaço tido 
como obrigatório) e tem como fundamento principal o princípio da igualdade soberana. Com efeito, a imunidade de 
jurisdição dos Estados soberanos surgiu com base no seguinte ditado jurídico: “in parem partes non habet judicium” (entre 
iguais não há juiz). 
Atos de Império x Atos de Gestão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação: Diante desse cenário jurídico, ao analisar o caso Changri-lá, ambas as Turmas da Segunda Seção do STJ 
entenderam que estavam diante de um típico ato de império e que, como a República Federal da Alemanha não renunciou a 
sua imunidade, a questão não poderia ser julgada pela Justiça brasileira (AgRg no RO 68/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, 
Segunda Seção, julgado em 09/12/2015, DJe 19/02/2016). 
Atos de império: 
Ao praticar um ato de império no Brasil, o 
Estado estrangeiro (embaixada ou 
consulado) atua no exercício de sua 
soberania no interior do Estado brasileiro. 
Exemplos: negativa de visto, demora na 
entrega de passaporte, atos de guerra 
(lembrar do caso do submarino alemão e 
os pescadores). Em relação aos atos de 
império, existe imunidade de jurisdição 
em prol do Estado estrangeiro. Logo, o 
Estado estrangeiro não poderá ser réu em 
processo perante o Poder Judiciário 
brasileiro. No entanto, há exceção: o Estado 
Estrangeiro poderá ser réu perante o Poder 
Judiciário Brasileiro em processo judicial que 
envolve atos de império se renunciar 
expressamente a imunidade de jurisdição 
que possui. 
Atos de gestão: 
Ao praticar ato de gestão, o Estado 
estrangeiro (embaixada ou consulado) atua 
no Brasil na condição de particular, isto é, 
não exerce sua soberania. Os atos de gestão 
são considerados atos que os particulares 
praticam para gerir, administrar, cuidar ou 
zelar do seu patrimônio. Exemplos: 
contratação de empregados domésticos, 
contratação de serviços de vigilância 
patrimonial, contratação de serviços 
permanentes de consumo (água, luz, 
telefonia etc.). Em relação aos atos de 
gestão, não há imunidade de jurisdição em 
prol do estado estrangeiro que atua no 
Brasil. Logo, o Estado estrangeiro 
(embaixada ou consulado) poderá figurar na 
condição de réu ou reclamado perante o 
Poder Judiciário brasileiro. 
3. IMUNIDADES DE EXECUÇÃO 
A imunidade de execução do Estado estrangeiro impede que o Estado estrangeiro sofra processo de execução perante o 
Poder Judiciário brasileiro, ou seja, tenha seus bens e patrimônio penhorados. 
CUIDADO: 
A) CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DE 1961: PREVÊ QUE OS BENS PERTENCENTES ÀS 
EMBAIXADAS SÃO INVIOLÁVEIS, OU SEJA, NÃO PODEM SER PENHORADOS. 
B) CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE RELAÇÕES CONSULARES DE 1963: ESTABELECE QUE OS BENS PERTENCENTES AOS 
CONSULADOS SÃO INVIOLÁVEIS, OU SEJA, NÃO PODEM SER PENHORADOS. A PARTIR DA INTERPRETAÇÃO DO 
DISPOSTO NOS DOIS TRATADOS MENCIONADOS ACIMA, A JURISPRUDÊNCIA BRASILEIRA FIRMOU O 
ENTENDIMENTO DE QUE A IMUNIDADE DE EXECUÇÃO DO ESTADO ESTRANGEIRO QUE ATUA NO BRASIL É 
ABSOLUTA.ISTO É, PARA OS PROCESSOS DE EXECUÇÃO, NÃO SE APLICA A TEORIA CONSAGRADA 
PELOCOSTUME INTERNACIONAL DOS ATOS DE GESTÃO E ATOS DE IMPÉRIO. 
 
EXCESSÃO: 
Se houver renúncia expressa à imunidade de execução: Nesse sentido, eventual renúncia anterior realizada por 
Estado estrangeiro no processo de conhecimento (atos de império) não implica em renúncia automática à imunidade 
de execução. Exige-se uma nova renúncia expressa para o processo de execução; Se o Estado estrangeiro possuir, 
no Brasil, bens que não tenham afetação em relação às embaixadas e aos consulados. Exemplo: imóveis 
desocupados, investimento na bolsa de valores, aplicações financeiras etc. 
 
4. IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS E CONSULARES: 
São proteções previstas em normas internacionais que impedem os agentes diplomáticos e os agentes consulares de 
serem réus em processos judiciais civis e penais, bem como impedem que esses agentes figurem no polo passivo de 
processos administrativos promovidos pelas autoridades do Estado em relação ao qual desempenham suas funções. 
 
Vocabulário: 
A acreditação é o ato 
formal por meio do qual 
se recebe o 
representante 
diplomático. 
 
 
 
Vocabulário: 
Estado Acreditante é 
aquele que envia o 
representante 
diplomático. Seria então, 
aquele que exerce o 
direito de legação ativa. 
 
 
Vocabulário: 
Estado Acreditado é 
aquele que recebe a 
missão diplomática. 
Sendo então, aquele que 
exerce o direito de 
legação passiva. 
 
 
ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS 
Existem incontáveis organizações internacionais, isto é, aquelas instituições formadas por dois ou mais Estados. 
Porém, no que concerne ao âmbito geopolítico, econômico e humanístico global, algumas delas se destacam pela 
sua importância, dentre elas, podemos citar ONU, OMC, FMI, Banco Mundial, OIT e OCDE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATADOS INTERNACIONAIS 
HÁ TRÊS TRATADOS SOBRE DIRETOS HUMANOS APROVADOS NOS TERMOS DO §3º DO ART. 5º DA CF: 
a) Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com 
outras Dificuldades para Ter Acesso ao Texto Impresso; 
b) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo; 
c) Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. 
 É um acordo de vontades; 
 Celebrado por escrito; 
 Estados; Estado –Organizações Internacionais e entre Organizações Internacionais; 
 Regido pelo Direito Internacional; 
 Um ou mais instrumentos. 
CLASSIFICAÇÃO DOS TRATADOS: 
Quanto ao número de partes: bilateral / multilateral 
Quanto à natureza jurídica: tratado-normativo (lei)/ tratado-contrato. Tratados-leis são, em regra, multilaterais – firmados por diversos países 
– e possuem cláusula de adesão. Tratados-contratos envolvem, geralmente, apenas dois Estados que mantem relações entre si. 
Quanto à possibilidade de adesão: aberto / fechado. 
Quanto ao tipo de procedimento utilizado para sua conclusão: unifásico (simplificado) / bifásico. 
VALIDADE: 
Para que um tratado seja considerado válido, é necessário que as partes (estados ou organizações internacionais): 
Tenham capacidade para tal; que os agentes estejam habilitados; que haja consentimento mútuo; e que o objeto do tratado seja lícito e possível. 
 
 
 
 
Após a fase de negociação do tratado, o Presidente poderá: 
a) enviar ao Congresso para referendo; 
b) encomendar a realização de novos estudos; 
c) arquivar o texto, em caso de insatisfação. 
Exceção: convenções internacionais do trabalho, que deverão ser 
submetidas à aprovação Parlamentar. (Tratado constitutivo da OIT, art. 19, 
no. 5, letra b). 
Uma vez enviado o texto ao Congresso, este: 
a) Confirmação por meio da elaboração de um decreto legislativo; 
 b) Rejeição do texto, apenas comunica ao Presidente. 
OBS.1: aprovação parlamentar não equivale à ratificação. 
O CONGRESSO NACIONAL NÃO RATIFICANENHUM TRATADO. 
OBS.2: o Congresso não pode fazer emendas, apenas aprovar 
ou rejeitar o texto. Poderá, porém, apresentar reservas. 
Não é propriamente a ratificação que dá efeito ao tratado, 
mas sim a troca ou o depósito da carta ou dos instrumentos 
de ratificação na Organização Internacional ou no lugar 
indicado. 
RATIFICAÇÃO É ATO DISCRICIONÁRIO E 
IRRETRATÁVEL! 
 
EXTINÇÃO DOS TRATADOS: 
O tratado pode ser extinto quando houver a execução integral dele. 
Ab-rogação: Extingue-se um Tratado por ab-rogação sempre que o intento terminativo é comum às partes pactuantes. 
Denúncia: A denúncia é um ato unilateral, de efeito jurídico inverso ao da ratificação e da adesão, manifestando, o 
Estado, sua vontade de deixar de ser parte no acordo internacional. 
Pode-se também extinguir um tratado através de termo final (estabelece um prazo, quando acabar o prazo acabar 
finaliza a obrigação), superveniência de execução resolutória (estabelece uma condição), renúncia do beneficiário, 
caducidade ou desuso, conflitos armados (os tratados bilaterais se encerram com um conflito armado; para os multilaterais 
gera a suspensão do tratado entre as partes em conflito), fato de terceiro (um terceiro impossibilitando a execução do tratado; 
não admite como fato de terceiro fatos naturais, quando isso acontece, é chamado de impossibilidade de extinção), ruptura 
das relações diplomáticas (quando a obrigação presente no tratado depender das relações diplomáticas e ela for extinta, 
o tratado também vai ser extinto; a exceção é sobre os tratados que versam sobre a proteção diplomática), inexecução de 
uma das partes (quando uma das partes descumpre o contrato, a outra parte não é obrigada a cumprir). 
Observações: Em Tratado bilateral a denúncia extingue o compromisso 
Em Tratado multilateral a denúncia extingue a participação do Estado que a fórmula. Existem Tratados que são imunes à 
denúncia unilateral, verbi gratia os de vigência estática (cessão territorial onerosa, ou definição fronteiriça ), os Tratados 
normativos de elevado valor moral e social ( p. ex. Convenção de Genebra sobre o Direito Humanitário). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vocabulário: 
A adesão, é uma 
forma de expressão 
definitiva do 
consentimento do 
Estado em relação 
ao Tratado 
internacional. 
Vocabulário: 
Plenos poderes: significa 
um documento expedido 
pela autoridade 
competente de um Estado e 
pelo qual são designadas 
uma ou várias pessoas 
para representar o Estado 
na negociação 
Vocabulário: 
Reserva: significa uma declaração 
unilateral, qualquer que seja a sua 
redação ou denominação, feita por 
um Estado ao assinar, ratificar, 
aceitar ou aprovar um tratado, ou 
a ele aderir, com o objetivo de 
excluir ou modificar o efeito 
jurídico de certas disposições do 
tratado em sua aplicação a esse 
Estado. 
AGENDA ONU 2030 
 
NACIONALIDADE 
A nacionalidade é um Direito Humano, pois está prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. 
No artigo 15°: “(...) Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua 
nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade. (...)” 
OBSERVAÇÃO: 
HÁ PESSOAS COM MAIS DE UMA NACIONALIDADE. SÃO OS POLIPÁTRIDAS, OU SEJA, SÃO PESSOAS QUE TEM 
VÍNCULOS COM DOIS OU MAIS PAÍSES. 
HÁ PESSOAS QUE NÃO TEM NACIONALIDADE: APÁTRIDAS OU HEIMATLOS SÃO PESSOAS QUE NÃO TEM 
NACIONALIDADE, QUE NÃO ESTÃO LIGADAS A NENHUM PAÍS. 
 
JUS SANGUINIS: Itália, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Japão, Austrália, Alemanha. 
JUS SOLIS: Antígua e Barbuda, Argentina, Barbados, Belize, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, 
Estados Unidos, Fiji, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Lesoto, México, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, 
São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Uruguai, Venezuela. 
TERRITÓRIO BRASILEIRO 
O ESTADO COSTEIRO DEVE TRAÇAR O LIMITE EXTERIOR DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL, QUANDO ESTA SE 
ESTENDER ALÉM DE 200 MILHAS MARÍTIMAS DAS LINHAS DE BASE A PARTIR DAS QUAIS SE MEDE A LARGURA DO 
MAR TERRITORIAL, UNINDO, MEDIANTE LINHAS RETAS, QUE NÃO EXCEDAM 60 MILHAS MARÍTIMAS, PONTOS 
FIXOS DEFINIDOS POR COORDENADAS DE LATITUDE E LONGITUDE. 
INFORMAÇÕES SOBRE OS LIMITES DA PLATAFORMA CONTINENTAL, ALÉM DAS 200 MILHAS MARÍTIMAS DAS 
LINHAS DE BASE A PARTIR DAS QUAIS SE MEDE A LARGURA DO MAR TERRITORIAL, DEVEM SER 
SUBMETIDAS PELO ESTADO COSTEIRO À COMISSÃO DE LIMITES DA PLATAFORMA CONTINENTAL, ESTABELECIDA DE 
CONFORMIDADE COM O ANEXO II, COM BASE NUMA REPRESENTAÇÃO GEOGRÁFICA EQUITATIVA. A 
COMISSÃO FARÁ RECOMENDAÇÕES AOS ESTADOS COSTEIROS SOBRE QUESTÕES RELACIONADAS COM O 
ESTABELECIMENTO DOS LIMITES EXTERIORES DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL. OS LIMITES DA PLATAFORMA 
CONTINENTAL ESTABELECIDAS PELO ESTADO COSTEIRO COM BASE NESSAS RECOMENDAÇÕES SERÃO DEFINITIVOS 
E OBRIGATÓRIOS. 
O ESTADO COSTEIRO DEVE DEPOSITAR JUNTO DO SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS MAPAS E 
INFORMAÇÕES PERTINENTES, INCLUINDO DADOS GEODÉSICOS, QUE DESCREVAM PERMANENTEMENTE OS LIMITES 
EXTERIORES DA SUA PLATAFORMA CONTINENTAL. O SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS DEVE DAR A 
 
 
 
IMPORTANTE 
ART. 5º: (...) 
LI -NENHUM BRASILEIRO SERÁ EXTRADITADO, SALVO O NATURALIZADO, EM CASO DE CRIME 
COMUM, PRATICADO ANTES DA NATURALIZAÇÃO, OU DE COMPROVADO ENVOLVIMENTO EM 
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS, NA FORMA DA LEI; (...) 
CUIDADO: BRASILEIRO NATO NÃO PODE SER EXTRADITADO, MAS... PODE SER ENTREGUE PARA 
SER JULGADO PELO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI), POR CRIME CONTRA A HUMANIDADE, 
GENOCÍDIO, CRIME DE GUERRA. 
CUIDADO: CASO CLAUDIA HORIEG, EXTRADIÇÃO 1462 DOSTF, NACIONALIDADE BRASILEIRA PODE 
SER RENUNCIADA, CUIDADO. 
CARGOS PROVATIVOS DE 
BRASILEIROS NATOS 
PASSAPORTES 
 
 
 
VALIDADE DO PASSAPORTE BRASILEIRO: 
Existem as regras de validade abaixo de acordo com a idade do solicitante: 
Para crianças de até 1 ano de idade incompleto ►o Passaporte tem validade de 01 ano. 
Para crianças de 01 a 02 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 02 anos. 
Para crianças de 02 a 03 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 03 anos. 
Para crianças de 03 a 04 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 04 anos. 
Para crianças de 04 a 18 anos incompletos ►o Passaporte tem validade de 05 anos. 
Para cidadãos de mais de 18 anos completos de idade ►o Passaporte tem validade de 10 anos. 
SISTEMAS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS 
OS SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS SÃO O CONJUNTO DE NORMAS, ÓRGÃOS E 
MECANISMOS INTERNACIONAIS SURGIDOS A PARTIR DE 1945 COM O INTUITO DE PROMOVER A PROTEÇÃO DOS DIREITOS 
HUMANOS EM TODO O MUNDO. 
DEPOIS DO FIM DA 2ª GUERRA, COM OS JULGAMENTOS DOS CRIMINOSOS DE GUERRA, POR EXEMPLO, EM NUREMBERG 
A QUESTÃO DOS DIREITOS HUMANOS GANHOU FORÇA.O ADVOGADO OTTOSTAHMER ALEGOU EM SUA DEFESA, QUE 
APENAS CUMPRIRIA ORDENS, E QUE O JULGAMENTO ERA OFENSIVO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. PARA REFUTAR A 
DESCULPA QUE A MAIORIA DOS RÉUS ALEGAVAM, O DE CUMPRIREM ORDENS 
SUPERIORES, O JUIZ BIDDLE BRADOU: “OS INDIVÍDUOS TÊM DEVERES INTERNACIONAIS A CUMPRIR, QUE ESTÃO ACIMA 
DOS DEVERES NACIONAIS QUE LHE POSSA IMPOR UM ESTADO PARTICULAR.”O RESPEITO À DIGNIDADE HUMANA 
CONSTITUI PRINCÍPIO FUNDAMENTAL. EXATAMENTE EM RAZÃO DESSA SUA FUNDAMENTALIDADE, O PRINCÍPIO 
DADIGNIDADE INDEPENDE, PARA A PRODUÇÃO DE EFEITOS JURÍDICOS, DE INCLUSÃO EXPRESSA EM TEXTO NORMATIVO 
IMPORTANTE: O DADO CULTURAL É INDISSOCIÁVEL DA NOÇÃO DE DIGNIDADE. COMPORTAMENTOS 
CONSIDERADOS NORMAIS EM AMBIENTE CULTURAL DIVERSO. ESSAS DIFERENÇAS TENDEM A SER SALIENTES 
EM SE TRATANDO DE CULTURAS MARCADAMENTE DIVERSAS, COMO POR EXEMPLO, AS DE PAÍSESOCIDENTAIS EM CONTRASTE COM AS DE ALGUNS PAÍSES ORIENTAIS. MAS ATÉ EM SOCIEDADES 
SUPOSTAMENTE MENOS DISTANCIADAS CULTURALMENTE AS DIVERGÊNCIAS APARECEM. 
 
 
 
BRASILEIRO APÁTRIDA 
 
BRASILEIRO EMERGÊNCIA DIPLOMÁTICO OFICIAL 
BRASI
LEIRO 
SISTEMA GLOBAL DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS 
PELO ART. 1º, III DA CARTA DA ONU (OU CARTA DE SÃO FRANCISCO) DE 1945 NÃO TEMOS UMA DEFINIÇÃO DE DIREITOS 
HUMANOS. 
A ONU TEM POR OBJETIVO A MANUTENÇÃO DA PAZ E SEGURANÇA INTERNCIONAIS; INCREMENTOS DE RELAÇÕES 
AMISTOSAS ENTRE NAÇÕES; COOPERAÇÃO INTERNACIONALPARA A SOLUÇÃO DE PROBLEMAS MUNDIAIS DE ORDEM 
SOCIAL, ECONÔMICA E CULTURAL, INCENTIVANDO O RESPEITO ÉLOS DIREITOS E LIBERDADES INDIVIDUAIS 
A ONU POSSUE OS SEGUINTES ÓRGÃOS: 
ASSEMBLEIA GERAL: SEUS PODERES SÃO PARA SUPERVISIONAR O ORÇAMENTO DA ONU, NOMEAR OS MEMBROS NÃO 
PERMANENTES DO CONSELHO DE SEGURANÇA, RECEBER RELATÓRIOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DA ONU E FAZER 
RECOMENDAÇÕES SOB A FORMA DE RESOLUÇÕES E TAMBÉM MANTÉM VÁRIOS ÓRGÃOS SUBSIDIÁRIOS. DESDE 1947 
A ABERTURA DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU É FEITA PELO BRASIL, O PRIMEIRO BRASILEIRO A FALAR NA ABERTURA DA 
ASSEMBLEIA GERAL DA ONU FOI OSWALDO ARANHA. 
CONSELHO DE SEGURANÇA: CUJA FUNÇÃO É ZELAR PELA MANUTENÇÃO DA PAZ E DA SEGURANÇA 
INTERNACIONAL.15 MEMBROS –5 PERMANENTES COM DIREITO À VETO, 10 NÃO-PERMANENTES SEM DIREITO À 
VETO.CONSELHO ECONÔMICO E SOCIAL DAS NAÇÕES UNIDAS: É UM DOS SEIS ÓRGÃOS DAS NAÇÕES UNIDAS, TEM 
54 MEMBROS, ELEITOS PELA ASSEMBLEIA GERAL POR PERÍODOS DE TRÊS ANOS. 
CIJ – CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA – SEDE EM HAIA, JULGA ESTADOS, NÃO TEM JURISDIÇÃO PENAL. 
SECRETARIA - COMO CHEFE ADMINISTRATIVO DO ESCRITÓRIO DA ORGANIZAÇÃO, O SECRETÁRIO-GERAL PARTICIPA 
DAS REUNIÕES REALIZADAS PELOS OUTROS ÓRGÃOS DA ONU E TEM A ATRIBUIÇÃO DE ELABORAR UM RELATÓRIO ANUAL 
À ASSEMBLEIA GERAL SOBRE OS TRABALHOS DA ORGANIZAÇÃO (ART. 98 DA CARTA DA ONU). 
OS RELATÓRIOS ELABORADOS PELO SECRETÁRIO-GERAL COSTUMAM GANHAR GRANDE VISIBILIDADE, POIS ELE REPORTA 
O ESTADO DA POLÍTICA MUNDIAL E DO PROGRESSO EM DIREÇÃO AOS OBJETIVOS DA ONU, OFERECENDO UMA 
TOMADA DE CONSCIÊNCIA GLOBAL ACERCA DA NECESSIDADE DE COOPERAÇÃO ENTRE OS ESTADOS. 
ALÉM DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA, O SECRETÁRIO-GERAL TEM UM IMPORTANTE PAPEL POLÍTICO. O MAIS 
GRADUADO FUNCIONÁRIO DA ONU TEM A ATRIBUIÇÃO DE CHAMAR A ATENÇÃO DO CONSELHO DE SEGURANÇA 
PARA QUALQUER ASSUNTO QUE EM SUA OPINIÃO POSSA AMEAÇAR A MANUTENÇÃO DA PAZ E DA SEGURANÇA 
INTERNACIONAL (ART. 99 DA CARTA DA ONU). 
ESSA FUNÇÃO TEM O OBJETIVO DE INSTAR O CONSELHO DE SEGURANÇA A SE POSICIONAR MESMO NOS CASOS EM QUE 
NENHUM GOVERNO TENHA TOMADO TAL INICIATIVA.OUTRA IMPORTANTE FUNÇÃO DESEMPENHADA PELO SECRETÁRIO-
GERAL É A PRESTAÇÃO DEBONS OFÍCIOS (MEIO DIPLOMÁTICO DE SOLUÇÃO PACÍFICA DE CONTROVÉRSIAS 
INTERNACIONAIS). POR MEIO DOS BONS OFÍCIOS, O PRESTADOR FACILITA O ENTENDIMENTO DIRETO ENTRE AS PARTES, 
PROPORCIONANDO UM AMBIENTE NEUTRO PARA QUE AS PARTES POSSAM NEGOCIAR. ASSIM, VALENDO-SE DE SUA 
INDEPENDÊNCIA, IMPARCIALIDADE E INTEGRIDADE, O SECRETÁRIO-GERAL APROXIMA AS PARTES PARA EVITAR QUE 
CONFLITOS INTERNACIONAIS SURJAM, AUMENTEM OU SE ESPALHEM. 
OBSERVAÇÃO: O CONSELHO DE TUTELA TINHA A FUNÇÃO DE PROTEGER POVOS SEM GOVERNO PRÓPRIO SENDO 
COMPOSTO POR MEMBROS DO CONSELHO DE SEGURANÇA E OUTROS ELEITOS PELA ASSEMBLEIA GERAL. FOI 
DESATIVADO EM 1997, TRÊS ANOS APÓS A INDEPENDÊNCIA DA ÚLTIMA COLÔNIA, PALAU, QUE SE TORNOUUM 
ESTADO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS, EM DEZEMBRO DE 1994. 
FÁBIO KONDER KOMPARATONOS ENSINA QUE NA ELABORAÇÃO SISTEMA DE PROTEÇÃO INTERNACIONAL DE 
DIREITOS HUMANOS FORAM PROJETADAS 3 FASES: 
1ª FASE: ELABORAÇÃO DE UMA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS; 
2ª FASE: ELABORAÇÃO DE UM TRATADO OU CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS; 
3ª FASE: ELABORAÇÃO DE UM SISTEMA DE MECANISMOS INTERNACIONAIS PARA SANCIONAR VIOLAÇÕES DE 
DIREITOS HUMANOS. 
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS -DUDH 
É um “soft law” 
É uma carta de princípios. 
Direitos Civis e Políticos – PIDCPO Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. 
Foi no Comitê ou Conselho de Direitos Humanos da ONU que a Defesa do Ex-Presidente Lula questionou as condenações da 
Lava-Jato, com base no PIDCP o Conselho de Direitos Humanos da ONU emitiu relatório reconhecendo violações aos Direitos 
Humanos, mais especificamente: 
art. 9º (direito à liberdade); 
art. 14 (julgamento justo perante tribunal imparcial); 
art. 14 (presunção de inocência); 
art. 17 (proteção da privacidade), 
art. 25 (garantia dos Direitos Políticos). 
Direitos Sociais, Econômicos e Culturais – PIDESCO 
Pacto Internacional de Direitos Econômicos e Sociais foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. 
Observação: O efeito "cliquet" dos Direitos Humanos significa que os direitos não podem retroagir, só podendo avançar nas proteções dos 
indivíduos.No Brasil esse efeito é conhecido como princípio da vedação do retrocesso, ou seja, os direitos humanos só podem avançar. 
 
 
 
SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS 
O Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos surge em 1948 com a aprovação da Declaração 
Americana de Direitos e Deveres do Homem e a adoção da Carta da OEA. 
O QUE É A OEA? 
A Organização dos Estados Americanos (OEA) foi fundada em 1948 com a assinatura da Carta da OEA pelos Estados 
fundadores, em Bogotá, na Colômbia, e entrou em vigor em dezembro de 1951.Hoje, a OEA congrega os 35 Estados 
independentes das Américas, denominados Estados membros, e constitui o principal fórum governamental político, jurídico 
e social do continente americano. 
Além disso, a Organização concedeu o status de observador permanente a 69 Estados e à União Europeia. A organização foi 
criada para promover, como estipula o Artigo 1º da Carta, “uma ordem de paz e de justiça, para promover sua solidariedade, 
intensificar sua colaboração e defender sua soberania, sua integridade territorial e sua independência”. Para atingir seus 
objetivos mais importantes, baseia-se em quatro pilares principais: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento. 
A sede da OEA é na cidade de Washington DC. 
A partir desses esforços, em 1959 é criada a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e com a Convenção Americana ou 
o Pacto de São José da Costa Rica, finalmente, é fundada a Corte Interamericana de Direitos Humanos. 
A partir destas, 25 dos 35 Estados-membros da OEA reconheceram a obrigação de respeitar e assegurar o livre e pleno exercício 
de Direitos Civis e Políticos a toda a sociedade, como o direito a não ser submetido à escravidão, direito a Liberdade, entre 
outros. Dessa forma, foram criados dois órgãos internacionais de supervisão e para execução desse propósito: a Comissão e a 
Corte Interamericana de Direitos Humanos, que compõe o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos. 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é uma das duas entidades que integram o Sistema Interamericano de 
Proteção dos Direitos Humanos, junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos. 
IMPORTANTE: A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também fica em Washington DC. 
 A Corte interamericana de Direitos Humanos fica em San José da Costa Rica. 
A ideia disso tudo é que quando um país pratica graves violações contra os direitos humanos, o direito internacional permite que 
outros estados pactuados ou que a pessoa atingida e até organizações sociais acionem mecanismos para garantir o 
respeito a esses direitos e evitar novas violações. Assim, busca-se concretizar a proteção da dignidade mínima ao ser 
humano pormeio desses recursos. 
São 20 os Estados que reconhecem a competência contenciosa da Corte: Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, 
Costa Rica, Ecuador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República 
Dominicana, Surinamee Uruguai. 
O Pacto de San José da Costa Rica disciplina a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Pacto de San José da Costa 
Rica. 
 
 
 
Execução das sentenças da CIDH – Para Valério Mazuolli: “Segundo a nossa concepção, as sentenças proferidas por tribunais 
internacionais dispensam homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. No caso específico das sentenças proferidas pela 
Corte Interamericana não há que se falar na aplicação da regra contida no art. 105, I, i, introduzido pela Emenda 
Constitucional 45/2004, repetida pelo art. 483 do CPC, que dispõe que “a sentença proferida por tribunal estrangeiro não terá 
eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal” [entenda-se, agora, Superior Tribunal de 
Justiça]. 
Sentenças proferidas por “tribunais internacionais” não se enquadram na roupagem de sentenças estrangeiras a que se 
referem os dispositivos citados. Por sentença estrangeira se deve entender aquela proferida por um tribunal afeto à soberania 
de determinado Estado, e não a emanada de um tribunal internacional que tem jurisdição sobre os Estados.” 
Observação: 
DIREITOS DE SEGUNDA DIMENSÃO NO SISTEMA INTERAMERICANO DOS DIREITOS HUMANOS. 
Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, 
Sociais e Culturais, conhecido como “Protocolo de São Salvador”, concluído em 17 de novembro de 1988, na 
cidade de San Salvador, El Salvador. O Governo Brasileiro depositou o instrumento de adesão do referido ato 
em 21 de agosto de 1996, passando o mesmo a vigorar, internacionalmente, para o Brasil, em 16 de novembro de 
1999. 
No plano interno, o Protocolo se encontra em vigência desde 30 de dezembro de 1999 (Decreto Presidencial n.º 
3.321/1999).Corte Interamericana de Direitos Humanos, seja porque se trata de um Tribunal destinado 
especificamente ao julgamento de violações de Direitos Humanos no âmbito interamericano, seja pela 
importante função desempenhada pelos seus pareceres consultivos, ou, ainda porque, diferentemente da CIJ (que 
somente admite Estados nos polos ativo e passivo), franqueia a qualquer pessoa, grupo de pessoas ou ONG o 
“direito de petição” diretamente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (que exerce uma função similar 
ao Ministério Público no sistema penal brasileiro), para apuração de casos de violação de direitos humanos. 
Em tema de direitos de segunda dimensão, dentre os mais prestigiados pareceres consultivos da lavra da Corte 
Interamericana de Direitos Humanos, realça-se, por sua elevada importância histórica, o Parecer Consultivo 
07/86, no qual se firmou a interpretação de que os direitos garantidos pelo Pacto de San José da Costa Rica 
possuem aplicabilidade direta e imediata (“enforceable per se”) em todas os órgãos estatais nacionais (inclusive o 
Judiciário), prescindindo-se da intermediação de qualquer outro normativo interno para que sejam exigidos por 
seus destinatários. 
QUESTÕES 
Você, como advogado(a), representa um grupo de familiares que possuem algum ente internado em estabelecimento 
público de tratamento de saúde mental onde, comprovadamente, tem havido tratamento cruel e degradante, violando o Art. 
5º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Após tentativas frustradas de resolução do problema por via 
administrativa junto aos órgãos competentes, você ingressou com petição na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. 
Tendo em vista que se trata de uma situação de gravidade e urgência, e considerando o que dispõe o Regulamento da 
Comissão Interamericana de Direitos Humanos, cabe a você esclarecer aos familiares e às próprias vítimas que, mesmo 
diante da gravidade e urgência da situação, a Comissão: 
A) deverá emitir o seu relatório final com recomendações para o Estado brasileiro, caso ele seja considerado responsável pelas 
violações ocorridas. 
B) pode decidir liminarmente o caso, porém essa decisãoliminar favorável às vítimas deverá ser homologada pelo Superior 
Tribunal de Justiça brasileiro para que possa ser devidamente executada. 
C) deverá encaminhar de imediato o caso para a Corte Interamericana de Direitos Humanos para que esta adote medida prévia 
que vise à garantia dos direitos violados das vítimas. 
D) poderá solicitar que o Estado brasileiro adote medidas cautelares para prevenir danos irreparáveis às pessoas vítimas da 
violação dos Direitos Humanos. 
Há cerca de três meses, foi verificado que os presos da Penitenciária Quebrantar estavam sofrendo diversas formas de 
maus tratos, incluindo violência física. Você foi contratado(a) por familiares dos presos, que lhe disseram ter elementos 
suficientes para acreditar que qualquer medida judicial no Brasil seria ineficaz no prazo desejado. Por isso, eles o(a) consultaram 
sobre a possibilidade de submeter o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Considerando as regras 
de funcionamento dessa Comissão, você deve informá-los de que a CIDH pode receber a denúncia: 
Alternativas: 
A) caso sejam feitas petições individualizadas, uma vez que os casos de violação de direitos previstos no Pacto de São José da 
Costa Rica devem ser julgados diretamente pela Corte Interamericana de Justiça. 
B) caso sejam feitas petições individualizadas relatando a violação sofrida por cada uma das vítimas e as relacionando aos 
direitos previstos na Convenção Americana; assim, a CIDH poderá adotar as medidas que julgar necessárias para a cessação da 
violação. 
C) caso entenda haver situação de gravidade e urgência. Assim, a CIDH poderá instaurar de ofício um procedimento no 
qual solicita que o Estado brasileiro adote medidas cautelares de natureza coletiva para evitar danos irreparáveis aos presos. 
D) caso entenda haver situação de gravidade e urgência. Assim, a CIDH deve encaminhar diretamente o caso à Corte 
Interamericana de Justiça, que poderá ordenar a medida provisória que julgar necessária à cessação da violação. 
Seu cliente possui um filho com algum nível de deficiência mental e, após muito tentar, não conseguiu vaga no sistema 
público de ensino da cidade, uma vez que as escolas se diziam não preparadas para lidar com essa situação. Você já 
ingressou com a ação judicial competente há mais de dois anos, mas há uma demora injustificada no julgamento e o 
caso ainda se arrasta nos tribunais. Diante desse quadro, você avalia a possibilidade de apresentar uma petição à 
Comissão Interamericana de Direitos Humanos. 
Tendo em vista o que dispõe a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e seus respectivos protocolos, assinale a 
afirmativa correta. 
A) Considerando a demora injustificada da decisão na jurisdição interna, você pode peticionar à Comissão, pois o direito à 
Educação é um dos casos de direitos sociais previstos no Protocolo de São Salvador, que, uma vez violado, pode ensejar 
aplicação do sistema de petições individuais. 
B) Não obstante a demora injustificada da decisão final do Poder Judiciário brasileiro ser uma condição que admite excepcionar 
os requisitos de admissibilidade para que seja apresentada a petição, o direito à educação não está expressamente previsto nem 
na Convenção, nem no Protocolo de São Salvador como um caso de petição individual. 
C) Apenas a Corte Interamericana deDireitos Humanos pode encaminhar um caso para a Comissão. Portanto, deve ser 
provocada a jurisdição da Corte. Se esta entender adequado, pode enviar o caso para que a Comissão adote as 
medidas e providências necessárias para garantir o direito e reparar a vítima, se for o caso. 
D) Em nenhuma situação você pode entrar com a petição individual de seu cliente na Comissão Interamericana de Direitos 
Humanos até que sejam esgotados todos os recursos da jurisdição interna do Brasil. 
Você está advogando em um caso que tramita na Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Brasil é parte passiva do 
processo e, finalmente, foi condenado. A condenação envolve, além da reparação pecuniária pela violação dos Direitos 
Humanos, medidas simbólicas de restauração da dignidade da vítima e até mesmo a mudança de parte da legislação interna. 
Embora a União tenha providenciado o pagamento do valor referente à reparação pecuniária da vítima, há muito tempo 
permanece inadimplente quanto ao cumprimento das demais obrigações impostas na sentença condenatória proferida pela 
Corte. 
Diante disso, assinale a afirmativa correta. 
A) É necessário ingressar com medida específica junto ao STF para a homologação da sentença da Corte ou a obtenção do 
exequatur, isto é, a decisão de cumprir, aqui no Brasil, uma sentença que tenha sido proferida por tribunal estrangeiro. 
B) Não há nada que possa ser feito, já que não há previsão nem na legislação do Brasil, nem na própria Convenção 
Americana dos Direitos Humanos sobre algum tipo de medida quando do não cumprimento da sentença da Corte pelo 
país que se submeteu à sua jurisdição. 
C) A execução da sentença pode ser feita diretamente no Sistema Interamericano de Direitos Humanos, pois essa é uma das 
atribuições e incumbências previstas no Pacto de São José da Costa Rica para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. 
D) Pode-se solicitar à Corte que, no seu relatório anual para a Assembleia Geral da OEA, indique o caso emque o Brasil foi 
condenado, como aquele em que um Estado não deu cumprimento total à sentença da Corte. 
Maria deu entrada em uma maternidade pública já em trabalho de parto. Contudo, a falta de pronto atendimento levou a 
óbito tanto Maria quanto o bebê. Você foi contratado(a) pela família de Maria para advogar neste caso de grave 
violação de Direitos Humanos. 
Após algumas rápidas pesquisas na Internet, o pai e a mãe de Maria pedem que o caso seja imediatamente encaminhado para 
julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos. 
Você, como advogado(a) da família, deve esclarecer que: 
A) é uma ótima ideia e vai peticionar para que o caso seja submetido à decisão da Corte, bem como tomar todas as providências 
para que o caso seja julgado o mais cedo possível. 
B) apesar de ser uma boa ideia, é necessário aguardar que hajam sido interpostos e esgotados os recursos de jurisdição interna 
para que a família possa submeter o caso à decisão da Corte. 
C) não é possível a família encaminhar o caso à Corte, pois somente os Estados Partes da Convenção Americana de 
Direitos Humanos e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm direito de submeter um caso à decisão da Corte. 
D) não é possível que o caso seja encaminhado para decisão da Corte porque, embora o Brasil seja signatário da Convenção 
Americana dos Direitos Humanos, o país não reconheceu a jurisdição da Corte. 
 
	MONISMO E DUALISMO
	PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
	QUESTÕES
	IMUNIDADES
	1. Imunidades dos Estados no Direito Internacional Público
	2. Imunidades de Jurisdição
	3. Imunidades de Execução
	4. Imunidades Diplomáticas e Consulares:
	AGENDA ONU 2030
	NACIONALIDADE
	PASSAPORTES
	Validade do Passaporte Brasileiro:
	SISTEMAS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS
	Sistema Global de Proteção aos Direitos Humanos
	Declaração Universal dos Direitos Humanos -DUDH
	SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS
	DIREITOS DE SEGUNDA DIMENSÃO NO SISTEMA INTERAMERICANO DOS DIREITOS HUMANOS.
	QUESTÕES (1)

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