Prévia do material em texto
QUADRIL → Conexão do esqueleto axial com apendicular. → Limitação de locomoção quando há lesão. → Centro locomotor dos membros inferiores - maior possibilidade de mobilidade (centro biomecânico do corpo). → Articulação de carga. A CINTURA PÉLVICA → A mudança de formato foi determinante para a evolução postural do homem. o Cintura pélvica era mais alongada nos primatas devido apoio dos membros. o Ao se tornar um ser bípede, houve encurtamento dessa cintura (pelve é formada por sacro e 2 ossos inominados). QUADRIL → Diartrose tipo ‘’bola-soquete’’ (estabilidade óssea - acetábulo côncavo com cabeça do fêmur) com mobilidade plena (nos 3 planos do espaço). o Articulação sinovial. → Fêmur em formato de cajado - suporta muita carga - funciona como guindaste. o Grande carga na cabeça do fêmur quando indivíduo está em pé. o Região proximal do fêmur: composta por epífise, metáfise e região diafisária alta (subtrocantérica). o Região trocantérica - metáfise do fêmur: local de inserção de vários ligamentos e músculos. o Colo do fêmur é o componente mais frágil (constituído internamente de osso trabecular). → LIGAMENTO REDONDO ou TERIS: no interior da cápsula articular, confere estabilidade à conexão da cabeça do fêmur com o acetábulo (grande intimidade entre as superfícies ósseas articulares). o Articulação extremamente estável. o Esse ligamento se insere na fóvea da cabeça do fêmur e do acetábulo. ANATOMIA ÓSSEA → Assoalho pélvico é rico em vasos (ilíaca interna nutre essa região) - quando rasgado, sangra muito → fratura em livro aberto (SINAL DE DESTOT). → Diferença entre quadril feminino e masculino: o Pelve alongada masculina. o Mulher tem útero, logo precisa de espaço - pelve mais larga, enquanto sacro é mais curto / achatado. → Marcos anatômicos: alinhamento das cristas ilíacas com processo espinhoso de L4 (nível mais alto das cristas). o Prega interglútea: ligação sacrococcígea. → Osso inominado (fusão de 3 ossos: ílio, ísquio e púbis - ponto onde estes ossos se fundem forma a cúpula acetabular). o Cartilagem trirradiada: ossos nascem separados e se fundem posteriormente. legenda: coluna posterior (em azul), coluna anterior (em vermelho) - função: estrutural. → Normal: 120 a 135 graus. → Coxa valga (tendência maior para dentro; > 135°) e vara (vértice - ângulo cervicodiafisário tende para fora; < 120°) o Indivíduo que tem quadril varo, tende a ter joelho valgo. → Fêmur não é reto / perpendicular: anteversão normal de 15 a 20 graus. o Anteversão excessiva da cabeça do fêmur: tende para frente. o Retroversão: tende a neutro ou para trás. LIGAMENTOS → Há uma robusta trama de ligamentos para estabilizar cintura pélvica e quadril. → LIGAMENTO INGUINAL ou DE POUPART - marco anatômico de divisão do membro inferior e da cintura pélvica. → LIGAMENTOS SACROILÍACOS ANTERIORES e POSTERIORES são os que conferem maior estabilidade a pelve (sendo os posteriores os que conferem mais, quando comparados aos anteriores, logo, quando lesionados na lesão de livro aberto, pior prognóstico). → LIGAMENTO ILIOFEMORAL ou EM Y DE BIGELOW (tende a luxar para a frente) e PUBOFEMORAL - fortalecem a cápsula articular anteriormente. o Ligamentos anteriores são mais fortes pela característica de anteversão do fêmur, enquanto posteriores são mais fracos. → Reforço posterior é realizado pelo LIGAMENTO ISQUIOFEMORAL. ESTABILIDADE ARTICULAR → Estruturas não motoras. o LABRUM ACETABULAR: responsável por propriocepção. o Ossos: fêmur e osso do quadril. o Ligamento redondo ou teres. VASCULARIZAÇÃO → O principal suprimento vascular para a cabeça do fêmur origina-se das artérias femorais circunflexas medial e lateral, ramos da artéria femoral profunda. o ARTÉRIA CIRCUNFLEXA FEMORAL MEDIAL: nutre 60 - 70% da cabeça fêmur (parte inferior, superior e posterior). o ARTÉRIA CIRCUNFLEXA FEMORAL LATERAL: nutre 30 - 40% da cabeça do fêmur (parte lateral e anterior). → ARTÉRIA DO LIGAMENTO REDONDO (ramo da artéria obturatória): nutre muito pouco - apenas 1%. INERVAÇÃO → Quadril é inervado pelo plexo lombossacral. → SÍNDROME DO PIRIFORME: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme; inflama bainha desse nervo. INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR ANATOMIA RADIOGRÁFICA → LIGAMENTO ILIOLOMBAR (liga última vértebra com pelve): má prognóstico quando rompido; indica instabilidade da pelve - avulsão do processo transverso de L5. → Avaliação do acetábulo (linhas relacionadas ao acetábulo) → GOTA DE LÁGRIMA: sobreposição das colunas anteriores e posteriores. Não é uma região anatômica, apenas radiográfica (AP). BIOMECÂNICA DO QUADRIL BALANÇA DE PAWELS → Demonstra a importância do m. glúteo médio para estabilização do quadril. → Para estabilizar a pelve, esse músculo deve gerar uma força (M) 3x maior que o peso corporal (K) para conseguir esse objetivo. o Torque = força x distância. o Como h equivale a 1/3 de H, a força M tem que ser 3K, em equilíbrio. → SINAL DE TRENDELENBURG: Quadril de um paciente que está de pé sustentado por somente uma perna, cai para o lado da perna levantada. o A fraqueza é presente no lado da perna em contato com o chão - glúteo médio ipsilateral não suporta a força e o quadril contralateral cai (lado sem apoio). o Paciente cursa com MARCHA DE CLAUDICANTE ou TRELENDEBURG. ACOPLAMENTO PÉLVICO → Abdome (M. RETO DO ABDOME e OBLÍQUO EXTERNO) e parte posterior da coxa (GLÚTEO MÁXIMO e MM. ISQUITIBIAIS - mm. extensores do quadril) sustentam o quadril → equilíbrio. o Há deficiência de acoplamento pélvico anterior no primata. MÚSCULOS DA COXA E DO QUADRIL → GLÚTEO MÉDIO: importante abdutor que atua no quadril. → TENSOR DA FÁSCIA LATA: atua como flexor assistente. MÚSCULOS ANTERIORES DA COXA → ILIOPSOAS (extensos músculos ilíaco e psoas maior): principais flexores do quadril. → RETO FEMORAL (ação mais efetiva de flexão do quadril quando o joelho está em flexão), SARTÓRIO (m. mais longo do corpo humano) e PECTÍNEO - flexores assistentes do quadril. → VASTO MEDIAL e LATERAL. MÚSCULOS POSTERIORES DA COXA → Isquiotibiais - BÍCEPS FEMORAL, SEMITENDÍNEO e SEMIMEBRANOSO: mm. extensores. MÚSCULOS MEDIAIS DA COXA → OBTURATÓRIO EXTERNO (adução e rotação lateral), ADUTOR CURTO, LONGO e MAGNO. MÚSCULOS ACESSÓRIOS → A musculatura abdominal e os músculos eretores da coluna fornecem ainda mais estabilização à região do quadril em condições que afetam a inclinação pélvica. PATOLOGIAS → Atraumáticas: Congênitas, inflamatórias e degenerativas. → Traumáticas: Fraturas, luxações e lesões musculo-tendíneas. SÍNDROME DO TRATO ILIO-TIBIAL (STIT) → Lesão inflamatória aguda da bursa encontrada entre epicôndilo lateral e fáscia lata/trato iliotibial. → Raramente é grave a ponto de necessitar de tratamento cirúrgico. → Extremamente desconfortável e afasta os atletas de suas atividades - comum em corredor de longa distância (bursa trocantérica impede atrito). → Efeito “para-brisa” do tendão sobre o osso. → Inflamação da banda ílio-tibial que causa dores na região lateral do joelho ou do quadril. TENDINOPATIA DOS ISQUIOTIBIAIS → Inflamação dos tendões isquiotibiais por uso excessivo. → Diagnóstico diferencial de ciatalgias. IMPACTO FÊMORO-ACETABULAR (IFA) → Impacto entre estruturas do acetábulo com o fêmur, causa posterior degeneração (artrose) - quando crônica. → Comum em jovens. → A estimativa internacional é que cerca de 15% da população apresenta algum tipo de alteração do quadril que caracteriza o IFA. o Paciente deve apresentar tipo anatômico e ser submetido ao estresse para cursar com essa patologia. o Artrose precoce pode ser evitada com indicação cirúrgica em pacientes assintomáticos, mas com algum desses tipos. → 3 tipos anatômicos (genético):o PINCER: Hipercobertura da cabeça do fêmur - conformação anatômica. o CAM: ‘’excesso de osso’’, podendo inflamar o labrum (fêmur). o MIXED: Junção dos 2 tipos. → 2 possibilidades de tratamento: o ARTROSCOPIA: Correção do tipo anatômico. o LUXAÇÃO CONTROLADA: Abertura do quadril, com posterior exposição da cabeça femoral e corte no local certo, sem comprometer a trama vascular dessa região. ARTROSE DO QUADRIL → OSTEOARTROSE, ARTRITE DEGENERATIVA DO QUADRIL ou COXARTROSE: doença degenerativa crônica - desgaste da cartilagem que reveste a cabeça do fêmur e o acetábulo. DISFUNÇÃO SACROILÍACA → A dor causada pela disfunção sacroilíaca é facilmente confundida com dor lombar, quando mecânica. → Relacionada com espondilite anquilosante. NECROSE AVASCULAR OU ASSÉPTICA DA CABEÇA DO FÊMUR (NACF) → Pequenos vasos podem ser rompidos nos casos de trauma e fratura do colo do fêmur ou ocluídos por coágulos ou êmbolos de gordura. o Resultado final dessas duas situações é o infarto da cabeça femoral e a morte das células ósseas. → Paciente cursa com essa isquemia por ser portador de drepanocitose (anemia falciforme). o Uso prolongado de corticoide, presença de coagulopatias, diabetes, tabagismo e etilismo também são causas de infarto da cabeça do fêmur. → LEGG-CALVE-PERTHES (LCP): múltiplos sítios de isquemia na cabeça do fêmur - etiologia desconhecida: colapso vascular faz com que rompa vários vasinhos. o Acomete crianças de 4 a 9 anos. DISPLASIA E LUXAÇÃO CONGÊNITA QUADRIL (DDQ) → Espectro de doenças que cursam com instabilidade e mal-formações dos quadris na infância. → Acetábulo é raso, logo, articulação da cabeça do fêmur com essa região é instável - fácil deslocamento. PUBALGIA → Dor na região púbica ou na sínfise púbica - partem os mm. adutores, retos do abdome e sofre sobrecarga mecânica em atividades de estresse sobre o quadril. → Comum em jogadores de futebol devido estresse mecânico. → Por isso orienta-se o fortalecimento do acoplamento pélvico. LESÃO DO ANEL PÉLVICO → ANEL PÉLVICO: formado por ossos do quadril, sacro e cóccix. FRATURA DO ACETÁBULO → Ocorrem em menor frequência. → Quebra da porção soquete na articulação do quadril ‘’bola-soquete’’. Sínfise púbica