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Profa. Ma. Vanessa Pereira UNIDADE II Fisioterapia Aquática Imersão na água: promove superação de limites, aumento da autoestima e confiança, aquisição de novas habilidades funcionais, segurança e fortalecimento emocional em diferentes fases da vida, sempre trazendo memórias de momentos divertidos, já que dentro d’água lembramos de experiências de cuidado, como o banho do bebê, ou lúdicas, como brincar no mar ou piscina (CAROMANO; CANDELORO, 2001). Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas e neuromusculares Fonte: Imagens de domínio próprio. A hidrocinesioterapia é um conjunto de técnicas terapêuticas com base no movimento humano, é a união dos exercícios terapêuticos associados ao recurso físico da água. Ela pode ser considerada a fisioterapia na água ou a aplicação de exercícios terapêuticos na água (BATES; HANSON, 1998; BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006). Um programa de hidrocinesioterapia será traçado de forma individual, incluindo exercícios e métodos específicos (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; CAMPION, 2000; FORNAZARI, 2013; SOUSA et al., 2018). Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas e neuromusculares Fonte: Imagens de domínio próprio. Faz-se necessária uma avaliação inicial dentro e fora da piscina, para que seja possível entender a queixa principal, as doenças de base, as alterações físico-funcionais e as possíveis habilidades que podem ser adquiridas no meio líquido. Itens a serem avaliados: experiência com a água, a forma como o paciente entra na piscina, flutuação de forma independente, imersão do rosto e corpo, se realiza as rotações vertical, sagital e longitudinal, se possui movimentação de membros superiores e inferiores, marcha, equilíbrio, condicionamento físico, expirações dentro d’água, medo da água, realização de nados e independência para sair da água (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; FORNAZARI,2013; GARCIA et al., 2012). Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas e neuromusculares Fonte: Imagens de domínio próprio. O aquecimento irá preparar o corpo para a realização da atividade física posterior, preparando os músculos a serem trabalhados num alongamento ou treino de força e ajustando as temperaturas corporais (BATES; HANSON, 1998; CAMPION, 2000; SILVA et al., 2012; SOUSA et al., 2018). Aquecimento Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60. Fonte: Imagens de domínio próprio. Os exercícios de flexibilidade são indicados para aumentar a amplitude de movimento, adequar músculos encurtados, diminuir dores e tensões musculares, facilitando a execução de movimentos (BATES; HANSON, 1998; RIZZI; LEAL; VENDRUSCULO, 2010). Flexibilidade Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 59. Dentro da piscina temos o princípio da viscosidade da água que garante uma resistência ao movimento, especialmente em fases iniciais de reabilitação, e essa resistência pode ser aumentada com a utilização da resistência manual do fisioterapeuta, halteres, bolas, bastões, faixas elásticas e tornozeleiras (BATES; HANSON, 1998; CANDELORO; CAROMANO, 2006; KÜMPEL et al., 2016; SOUSA et al., 2018). Treinamento de força Fonte: CANDELORO; CAROMANO, 2006, p. 9-10. Turbulência na água + instabilidade = manter os pés juntos, posição tandem, com olhos abertos e fechados, apoio unipodal, realizando movimentos verticais e horizontais com os olhos e com a cabeça, jogando e pegando uma bola em diferentes direções, treinando a estratégia do passo, que pode, inclusive, ser realizada como movimentos de uma dança coreografada (CAMPION, 2000; KNOB et al., 2018; MEEREIS et al., 2013a; RESENDE; RASSI; VIANA, 2008; TOBLE et al., 2013) Treinamento do equilíbrio e diminuição do risco de quedas Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60. No treino respiratório na água, pode-se utilizar do princípio físico de pressão hidrostática, que promoverá, com a altura da água acima do nível do ombro do paciente em pé, uma maior resistência para a inspiração, proporcionando uma melhor reexpansão pulmonar e os exercícios, como soltar bolhas ou assoprar um objeto, aumentam o fluxo expiratório. (BATES; HANSON, 1998; GUERINO, 2007; RESENDE; RASSI; VIANA, 2008). Treino respiratório Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 59. O treinamento aeróbico deve ser realizado dentro da água especialmente em pacientes que apresentam dores, restrições de movimentos articulares, sobrepeso e obesidade, pois devido à ação do empuxo diminui-se a sobrecarga e o paciente consegue realizar atividades com menor impacto, facilitando o seu deslocamento (AMORIM et al., 2014; CAMPION, 2000). Treinamento aeróbico Fonte: Imagens de domínio próprio. O treino de marcha dentro da água tem as suas vantagens, pois pode ser executado com a diminuição da sobrecarga articular e menor dor, proporcionando a possibilidade de permanecer em pé mais rapidamente que no solo, associando-se ou não à utilização dos dispositivos de auxílio à marcha ou barra paralela (BRANCO; TOMÁS; CLÁUDIO, 2006; CAMPION, 2000). Treino de marcha Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60. Os exercícios funcionais trazem grandes progressos e alegria ao paciente quando trabalhados dentro da água, muitos pacientes assumem posturas muito difíceis de serem executadas fora da água sem auxílio, já que quanto maior a profundidade, menor sobrecarga e maior facilidade de assumir posturas, como, por exemplo, a possibilidade de um cadeirante realizar mudanças de decúbito com facilidade (CAMPION, 2000; KÜMPEL et al., 2016; TOBLE et al., 2013). Treinamento funcional Fonte: Imagens de domínio próprio. O relaxamento na água pode ser atingido pelos efeitos da água aquecida, que promove a melhora da circulação, a redução dos espasmos e dos níveis de dor, associado a técnicas de massagem, manipulações como pompage ou tração, flutuação supervisionada e exercícios respiratórios (BATES; HANSON, 1998; CAMPION, 2000; SILVA et al., 2012). Relaxamento A hidrocinesioterapia é um método terapêutico que utiliza os princípios físicos da água em conjunto com a cinesioterapia. Sobre os exercícios realizados na água, assinale a alternativa correta: a) O treinamento cardiovascular deve priorizar exercícios respiratórios, como inspiração em três tempos e respiração segmentar. b) Com objetivo de diminuição do risco de quedas de idosos, deve ser realizada a utilização da turbulência associada com treinamento de diminuição da base de sustentação. c) A hidrocinesioterapia com objetivo de adequação à marcha deve incluir o uso de flutuadores, mantendo o paciente em decúbito dorsal e recebendo massagem na cervical. d) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora do equilíbrio deve ser realizada com exercícios respiratórios, utilizando-se da pressão hidrostática. e) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora da flexibilidade prioriza a utilização de esteiras e bicicletas subaquáticas. Interatividade A hidrocinesioterapia é um método terapêutico que utiliza os princípios físicos da água em conjunto com a cinesioterapia. Sobre os exercícios realizados na água, assinale a alternativa correta: a) O treinamento cardiovascular deve priorizar exercícios respiratórios, como inspiração em três tempos e respiração segmentar. b) Com objetivo de diminuição do risco de quedas de idosos, deve ser realizada a utilização da turbulência associada com treinamento de diminuição da base de sustentação. c) A hidrocinesioterapia com objetivo de adequação à marcha deve incluir o uso de flutuadores, mantendo o paciente em decúbito dorsal e recebendo massagem na cervical. d) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora do equilíbrio deve ser realizada com exercícios respiratórios, utilizando-se da pressão hidrostática. e) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora da flexibilidade prioriza a utilização de esteiras e bicicletas subaquáticas. Resposta Início na Escola Halliwick para meninasem Londres em 1949 (JAKAITIS, 2007) (CUNHA et al., 1998) (FORNAZARI, 2013). Foi desenvolvido por James McMillan, engenheiro de formação e nadador competitivo. Ele utilizou como base seus conhecimentos de hidrostática, hidrodinâmica, mecânica dos corpos, associados à prática de ensino de natação (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007). Inicialmente, foi desenvolvido para ensinar meninas com deficiências a nadar, mas hoje é considerada uma abordagem terapêutica para ensinar qualquer indivíduo, incluindo aqueles com deficiências, atividades aquáticas, movimentação independente na água e nados básicos (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick Ensina-se a felicidade de estar na água. Não utiliza-se flutuadores nesta técnica. O fisioterapeuta estará sempre dentro da água durante a prática para dar suporte. Enfatiza-se as habilidades do paciente, nunca a deficiência. O paciente é sempre tratado pelo primeiro nome. As evoluções do paciente sempre são associadas ao prazer. As atividades são, preferencialmente, realizadas em grupos. A entrada e a saída da piscina sempre deve acontecer pela borda. Método Halliwick – Filosofia Fonte: Imagens de domínio próprio. O método Halliwick segue um programa de dez pontos que evolui numa sequência lógica de padrões de um processo de aprendizagem estruturado, que inicia-se com a adaptação à água e finaliza com o paciente tendo a habilidade de realizar deslocamentos independentes na piscina e nados básicos, em que o paciente está formado como um indivíduo confiante e feliz na água (JAKAITIS, 2007) (GARCIA et al., 2012). Método Halliwick O ponto 1 é muito importante, já que como seres terrestres precisamos nos adaptar a essa nova experiência no meio líquido, a que temos recordação quase sempre positiva da infância, porém também temos pacientes que vivenciaram traumas dentro da água (CHZ et al., 2009; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 1 – Adaptação mental Fonte: Imagens de domínio próprio. Neste ponto trabalha-se independência física e mental do paciente, já que para evoluir física e emocionalmente precisa-se de um certo desapego de pessoas, coisas e lugares; é um processo desafiador, mas que abrirá a possibilidade de viver de forma independente na comunidade, garantindo o aproveitamento de novas oportunidades e o verdadeiro processo de reabilitação (GARCIA et al., 2012). Método Halliwick – Ponto 2 – Desligamento Fonte: Imagens de domínio próprio. Esta é a primeira rotação a ser trabalhada com o paciente, em que ele aprenderá a habilidade de controlar qualquer rotação sobre o eixo frontotransversal, promovendo o deslocamento anteroposterior (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 3 – Rotação Transversal Fonte: Imagens de domínio próprio. Nesta segunda rotação, é trabalhada a habilidade de realizar a rotação sobre o eixo sagital transversal, como exemplo os deslocamentos laterais e a lateralidade, realizando estímulos à direita e esquerda, encostar a orelha na água a partir da posição vertical (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 4 – Rotação Sagital Fonte: Imagens de domínio próprio. Nesta terceira rotação, o paciente aprenderá a habilidade de realizar o giro sobre o próprio eixo da coluna, ou seja, controlar qualquer rotação feita sobre o eixo longitudinal (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 5 – Rotação Longitudinal Fonte: Imagens de domínio próprio. Neste ponto, o paciente aprenderá a habilidade de controlar combinações de rotações, executando-as em um único movimento (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 6 – Rotação Combinada Fonte: Imagens de domínio próprio. Neste momento, o paciente cria a total consciência da possibilidade de flutuação, em que ele vivencia, de forma intensa, a força do empuxo (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 7 – Empuxo Fonte: Imagens de domínio próprio. Este é um ponto extremamente importante, pois trabalha-se a habilidade do paciente de manter a calma enquanto permanece em flutuação em diferentes posições, o que garantirá a sua segurança dentro da água (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 8 – Equilíbrio e Quietude Fonte: Imagens de domínio próprio. Neste ponto, o paciente vivencia a experiência de ser deslocado pela água, sem movimentos corporais, pela turbulência gerada pelo fisioterapeuta que se desloca para trás; não há contato físico entre eles (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 9 – Turbulência e Deslize Fonte: Imagens de domínio próprio. Neste ponto, é ensinado ao paciente o deslocamento dentro da piscina de forma independente, através dos movimentos dos membros ou de nados básicos (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007). Método Halliwick – Ponto 10 – Progressão simples e nados básicos Fonte: Imagens de domínio próprio. Qual alternativa não se enquadra dentre as regras de aplicação das técnicas de manuseio do Halliwick? a) O terapeuta pode auxiliar o paciente a entrar na piscina, porém a entrada deve ocorrer pela borda. b) O terapeuta ensina a felicidade de estar na água. c) O terapeuta trata o aluno pelo primeiro nome. d) O terapeuta promove o desligamento visual e físico do paciente. e) O terapeuta estimula o uso de flutuadores para facilitar o posicionamento do paciente. Interatividade Qual alternativa não se enquadra dentre as regras de aplicação das técnicas de manuseio do Halliwick? a) O terapeuta pode auxiliar o paciente a entrar na piscina, porém a entrada deve ocorrer pela borda. b) O terapeuta ensina a felicidade de estar na água. c) O terapeuta trata o aluno pelo primeiro nome. d) O terapeuta promove o desligamento visual e físico do paciente. e) O terapeuta estimula o uso de flutuadores para facilitar o posicionamento do paciente. Resposta É um conjunto de técnicas terapêuticas realizadas na água, desenvolvido nas águas termais da cidade de Bad Ragaz, localizada na Suíça (CASTOLDI; PÉRICO; GRAVE, 2012; FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007). Por volta de 1930, as águas termais de Bad Ragaz eram utilizadas para terapia ativa. Método dos anéis e Bad Ragaz Posteriormente, a equipe de saúde do local verificou a necessidade de introduzir uma técnica padronizada, então escolheram os exercícios do Dr. Knupfer, levada a Bad Ragaz por Nele Ipsen, em 1957 (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; CUNHA et al., 1998; FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007). Método dos anéis e Bad Ragaz A técnica do Dr. Knupfer baseava-se em realizar os exercícios de reeducação muscular na horizontal, ou seja, em decúbito dorsal, em que o paciente é sustentado por equipamentos de flutuação na região do pescoço, região dos quadris, joelhos e tornozelos (CUNHA et al., 1998; FORNAZARI, 2013). Método dos anéis e Bad Ragaz Fonte: Imagens de domínio próprio. A técnica inicial foi aperfeiçoada pelo Dr. Zinn, que era diretor médico em Bad Ragaz e sua equipe, incorporando aos exercícios o método Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) (FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007). Em 1967, as fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt desenvolveram a técnica de Anéis associada à Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva e conhecida atualmente como Método Bad Ragaz (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007). Método dos anéis e Bad Ragaz O paciente é atendido de forma individual nesta técnica (JAKAITIS, 2007). Aplica-se a máxima resistência de forma singular a cada paciente em exercícios isométricos e isotônicos (JAKAITIS, 2007). O fisioterapeuta realiza comandos curtos e precisos ao paciente (JAKAITIS, 2007). Trabalha-se com a técnica de irradiação, iniciando-se pelos músculos ou membros sadios ou mais fortes e posteriormente realiza-se os exercícios como outro membro ou músculo (JAKAITIS, 2007). Os estímulos de resistência podem ser proximais ou distais (JAKAITIS, 2007). Método dos anéis e Bad Ragaz Como o paciente é sustentado por equipamentos de flutuação, o fisioterapeuta tem a possibilidade de monitorar o movimento (CASTOLDI; PÉRICO; GRAVE, 2012; JAKAITIS, 2007). Os movimentos realizados se aproximam ao máximo da funcionalidade adequada ao paciente (JAKAITIS, 2007). Inicialmente, as sessões devem durar de 5 a 15 minutos e não exceder 30 minutos para que não se atinja o ponto de fadiga (FORNAZARI, 2013). Método dos anéis e Bad Ragaz Fonte: Imagens de domínio próprio. Objetivos: Redução do tônus. Relaxamento muscular. Aumento da amplitude de movimento. Reeducação e fortalecimento muscular. Melhora o alinhamento e estabilidade do tronco. Prepara os membros inferiores para suportar o peso corporal. Método dos anéis e Bad Ragaz Contraindicações e Precauções Risco de fadiga, pois nesta técnica exige-se que o paciente realize exercícios resistidos que podem ultrapassar o limite individual (JAKAITIS, 2007). Pacientes com sintomas vestibulares devem ser avaliados inicialmente, pois se apresentarem vertigem associada a vômitos a técnica é contraindicada, pelo risco de broncoaspiração (JAKAITIS, 2007). Pacientes com dores ou processos inflamatórios agudos da coluna não devem receber a técnica (JAKAITIS, 2007). Método dos anéis e Bad Ragaz Método dos anéis e Bad Ragaz – Posicionamento do paciente e fisioterapeuta Fonte: Imagens de domínio próprio. Isométricos Isocinéticos Passivos Isotônicos Método dos anéis e Bad RagaZ – Exercícios Fonte: Imagens de domínio próprio. Entre os princípios do método dos Anéis de Bad Ragaz, destacam-se, exceto: a) uso de flutuadores. b) paciente deve ouvir o comando do fisioterapeuta. c) todos os padrões devem ser realizados em ortostase (em pé), nunca deitado. d) terapeuta deverá dar comandos verbais simples para o paciente realizar o movimento. e) o terapeuta deverá aplicar resistência contrária ao movimento do paciente nos exercícios isotônicos. Interatividade Entre os princípios do método dos Anéis de Bad Ragaz, destacam-se, exceto: a) uso de flutuadores. b) paciente deve ouvir o comando do fisioterapeuta. c) todos os padrões devem ser realizados em ortostase (em pé), nunca deitado. d) terapeuta deverá dar comandos verbais simples para o paciente realizar o movimento. e) o terapeuta deverá aplicar resistência contrária ao movimento do paciente nos exercícios isotônicos. Resposta Foi desenvolvida pelo terapeuta corporal e mestre de Zen Shiatsu Harold Dull, na Califórnia em 1980, que inicialmente aplicava em seus pacientes a técnica de massoterapia associada a alongamentos no solo, porém percebeu que os efeitos poderiam ser ainda melhores se aplicados na água morna. Método Watsu Fonte: Imagens de domínio próprio. É uma técnica corporal que associa movimentação passiva, manipulações da coluna cervical e lombar, técnicas de massoterapia, pressão nos pontos dos meridianos estudados na medicina oriental, sempre no ritmo da respiração (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; BRANCO; TOMÁS; CLÁUDIO, 2006; CUNHA et al., 1998; GIMENEZ; DE CASTRO, 2018). Método Watsu Fonte: Imagens de domínio próprio. Técnica muito suave. Caracterizada por alongamentos passivos, movimentos rítmicos. O fisioterapeuta oferece apoio total ao paciente, dando a impressão de ser uma dança conduzida na água. Método Watsu Tem um resultado bastante positivo, desde um bebê com paralisia cerebral até um idoso com Doença de Alzheimer que tenha tido experiências positivas na água durante a sua vida. Pacientes que recebem a técnica têm uma tendência a apresentarem menor intensidade da dor, melhor postura, maior mobilidade, diminuição da espasticidade, redução dos níveis de estresse e ansiedade e melhoria do padrão de sono (DOS; BASTOS, 2010; PASTRELLO; GARCAO; PEREIRA, 2009). Método Watsu Nesta técnica, a água é aquecida em temperatura de 33 a 35 graus (FORNAZARI, 2013). Existe grande sintonia entre paciente e fisioterapeuta (DOS; BASTOS, 2010). O ambiente deve ser silencioso, a luz neutra que induza ao relaxamento, pode ser utilizada uma música tranquila, de acordo com a preferência do paciente. Método Watsu A piscina não precisa ser muito grande, já que o fisioterapeuta permanecerá em quadrantes pequenos e o paciente será atendido individualmente (JAKAITIS, 2007). É importante ressaltar que durante a aplicação da técnica não ocorre imersão do rosto, mas os ouvidos entram o tempo todo em contato com a água, portanto, se existe alguma restrição do paciente, pode ser utilizado o protetor auricular. Durante toda a técnica não existe comunicação verbal, a comunicação é não verbal através do toque e da observação das expressões corporais do paciente. Método Watsu Durante a técnica, o fisioterapeuta proporcionará a flutuação horizontal do paciente de forma passiva, mantendo a cabeça em posição neutra, apoiada no antebraço ou região anterior do cotovelo ou palma da mão e lombar ou fossa poplítea apoiadas no antebraço ou palma da outra mão (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006). Método Watsu Fonte: Imagens de domínio próprio. Início da sessão: o paciente ficará em pé, encostando as costas na parede e explica-se como será a sessão, os movimentos a serem realizados, a importância de permanecer em relaxamento, com os olhos fechados e que terá a duração de aproximadamente uma hora (JAKAITIS, 2007). Neste início, é importante explicar ao paciente que ele perceberá que a sessão acabou quando sentir as suas costas novamente encostadas na parede, isso o norteará para que possa manter o relaxamento, muitas vezes profundo (JAKAITIS, 2007). Método Watsu Fonte: Imagens de domínio próprio. Exemplos de Movimentos Básicos: Dança da respiração na água. Sanfona. Rotação da perna de dentro e de fora. Balançando joelho-cabeça. Sela aberta. Método Watsu Fonte: Imagens de domínio próprio. A técnica de Watsu (Water + Shiatsu) é uma flutuação conduzida com movimentos no ritmo da respiração, que promove a normalização do fluxo energético dos meridianos, assim como no fluxo de energia da coluna vertebral. Entre os objetivos terapêuticos do Watsu, destacam-se, exceto: a) relaxamento muscular. b) aumento da amplitude de movimento. c) melhora circulatória. d) aumento do trofismo muscular. e) estimulação sensorial. Interatividade A técnica de Watsu (Water + Shiatsu) é uma flutuação conduzida com movimentos no ritmo da respiração, que promove a normalização do fluxo energético dos meridianos, assim como no fluxo de energia da coluna vertebral. Entre os objetivos terapêuticos do Watsu, destacam-se, exceto: a) relaxamento muscular. b) aumento da amplitude de movimento. c) melhora circulatória. d) aumento do trofismo muscular. e) estimulação sensorial. Resposta BATES A; HANSON N. Exercícios aquáticos terapêuticos. São Paulo: Manole, 1998. BECKER, Bruce. Aquatic Therapy: Scientific Foundations and Clinical Rehabilitation Applications. American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation, v. 1, p. 859-872, 2009. CAROMANO, Fátima A; CANDELORO, Juliana Monteiro. Fundamentos da Hidroterapia para Idosos. Arquivos. Ciênc. Saúde Unipar, v.5, n. 2, p.187-195, 2001. CAROMANO, Fatima A; NOWOTNY, Jean Paulus. Princípios físicos que fundamentam a hidroterapia. Fisioterapia Brasil, v. 3, n. 6, p. 1-9, 2002. GUERINO, M. R. Exercícios respiratórios na expansibilidade torácica de idosos: exercícios aquáticos e solo Respiratory exercises in the chest expansion of elderly persons. Fisioterapia em Movimento, v. 20, n. 2, p. 33-40, 2007. JAKAITIS, Fabio; WAKSMAN, Renata D.; FARAH, Olga G. D. Reabilitação aquática. São Paulo: Manole, 2017. Referências ATÉ A PRÓXIMA!