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Profa. Ma. Vanessa Pereira
UNIDADE II
Fisioterapia Aquática
 Imersão na água: promove superação de limites, aumento da autoestima e confiança, 
aquisição de novas habilidades funcionais, segurança e fortalecimento emocional em 
diferentes fases da vida, sempre trazendo memórias de momentos divertidos, já que dentro 
d’água lembramos de experiências de cuidado, como o banho do bebê, ou lúdicas, como 
brincar no mar ou piscina (CAROMANO; CANDELORO, 2001).
Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas
e neuromusculares
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 A hidrocinesioterapia é um conjunto de técnicas terapêuticas com base no movimento 
humano, é a união dos exercícios terapêuticos associados ao recurso físico da água. Ela 
pode ser considerada a fisioterapia na água ou a aplicação de exercícios terapêuticos na 
água (BATES; HANSON, 1998; BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006).
 Um programa de hidrocinesioterapia será traçado de forma individual, incluindo exercícios e 
métodos específicos (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; CAMPION, 2000; 
FORNAZARI, 2013; SOUSA et al., 2018).
Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas
e neuromusculares
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Faz-se necessária uma avaliação inicial dentro e fora da piscina, para que seja possível 
entender a queixa principal, as doenças de base, as alterações físico-funcionais e as 
possíveis habilidades que podem ser adquiridas no meio líquido. 
 Itens a serem avaliados: experiência com a água, a forma como o paciente entra na piscina, 
flutuação de forma independente, imersão do rosto e corpo, se realiza as rotações vertical, 
sagital e longitudinal, se possui movimentação de membros superiores e inferiores, marcha, 
equilíbrio, condicionamento físico, expirações dentro d’água, medo da água, realização de 
nados e independência para sair da água (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; 
FORNAZARI,2013; GARCIA et al., 2012).
Hidrocinesioterapia em condições musculoesqueléticas
e neuromusculares
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 O aquecimento irá preparar o corpo para a realização da atividade física posterior, 
preparando os músculos a serem trabalhados num alongamento ou treino de força e 
ajustando as temperaturas corporais (BATES; HANSON, 1998; CAMPION, 2000; SILVA et 
al., 2012; SOUSA et al., 2018).
Aquecimento
Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60.
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Os exercícios de flexibilidade são indicados para aumentar a amplitude de movimento, 
adequar músculos encurtados, diminuir dores e tensões musculares, facilitando a execução 
de movimentos (BATES; HANSON, 1998; RIZZI; LEAL; VENDRUSCULO, 2010).
Flexibilidade
Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 59.
 Dentro da piscina temos o princípio da viscosidade da água que garante uma resistência ao 
movimento, especialmente em fases iniciais de reabilitação, e essa resistência pode ser 
aumentada com a utilização da resistência manual do fisioterapeuta, halteres, bolas, bastões, 
faixas elásticas e tornozeleiras (BATES; HANSON, 1998; CANDELORO; CAROMANO, 2006; 
KÜMPEL et al., 2016; SOUSA et al., 2018).
Treinamento de força
Fonte: CANDELORO; CAROMANO, 2006, p. 9-10.
 Turbulência na água + instabilidade = manter os pés juntos, posição tandem, com olhos 
abertos e fechados, apoio unipodal, realizando movimentos verticais e horizontais com os 
olhos e com a cabeça, jogando e pegando uma bola em diferentes direções, treinando a 
estratégia do passo, que pode, inclusive, ser realizada como movimentos de uma dança 
coreografada (CAMPION, 2000; KNOB et al., 2018; MEEREIS et al., 2013a; RESENDE; 
RASSI; VIANA, 2008; TOBLE et al., 2013)
Treinamento do equilíbrio e diminuição do risco de quedas
Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60.
 No treino respiratório na água, pode-se utilizar do princípio físico de pressão hidrostática, que 
promoverá, com a altura da água acima do nível do ombro do paciente em pé, uma maior 
resistência para a inspiração, proporcionando uma melhor reexpansão pulmonar e os 
exercícios, como soltar bolhas ou assoprar um objeto, aumentam o fluxo expiratório. 
(BATES; HANSON, 1998; GUERINO, 2007; RESENDE; RASSI; VIANA, 2008).
Treino respiratório
Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 59.
 O treinamento aeróbico deve ser realizado dentro da água especialmente em pacientes que 
apresentam dores, restrições de movimentos articulares, sobrepeso e obesidade, pois devido 
à ação do empuxo diminui-se a sobrecarga e o paciente consegue realizar atividades com 
menor impacto, facilitando o seu deslocamento (AMORIM et al., 2014; CAMPION, 2000).
Treinamento aeróbico
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 O treino de marcha dentro da água tem as suas vantagens, pois pode ser executado com a 
diminuição da sobrecarga articular e menor dor, proporcionando a possibilidade de 
permanecer em pé mais rapidamente que no solo, associando-se ou não à utilização dos 
dispositivos de auxílio à marcha ou barra paralela (BRANCO; TOMÁS; CLÁUDIO, 2006; 
CAMPION, 2000).
Treino de marcha
Fonte: RESENDE; RASSI; VIANA, 2008, p. 60.
 Os exercícios funcionais trazem grandes progressos e alegria ao paciente quando 
trabalhados dentro da água, muitos pacientes assumem posturas muito difíceis de serem 
executadas fora da água sem auxílio, já que quanto maior a profundidade, menor sobrecarga 
e maior facilidade de assumir posturas, como, por exemplo, a possibilidade de um cadeirante 
realizar mudanças de decúbito com facilidade (CAMPION, 2000; KÜMPEL et al., 2016; 
TOBLE et al., 2013).
Treinamento funcional 
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 O relaxamento na água pode ser atingido pelos efeitos da água aquecida, que promove a 
melhora da circulação, a redução dos espasmos e dos níveis de dor, associado a técnicas de 
massagem, manipulações como pompage ou tração, flutuação supervisionada e exercícios 
respiratórios (BATES; HANSON, 1998; CAMPION, 2000; SILVA et al., 2012).
Relaxamento
A hidrocinesioterapia é um método terapêutico que utiliza os princípios físicos da água em 
conjunto com a cinesioterapia. Sobre os exercícios realizados na água, assinale a 
alternativa correta:
a) O treinamento cardiovascular deve priorizar exercícios respiratórios, como inspiração em 
três tempos e respiração segmentar.
b) Com objetivo de diminuição do risco de quedas de idosos, deve ser realizada a utilização 
da turbulência associada com treinamento de diminuição da base de sustentação.
c) A hidrocinesioterapia com objetivo de adequação à marcha 
deve incluir o uso de flutuadores, mantendo o paciente em 
decúbito dorsal e recebendo massagem na cervical.
d) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora do equilíbrio 
deve ser realizada com exercícios respiratórios, utilizando-se 
da pressão hidrostática.
e) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora da flexibilidade 
prioriza a utilização de esteiras e bicicletas subaquáticas.
Interatividade
A hidrocinesioterapia é um método terapêutico que utiliza os princípios físicos da água em 
conjunto com a cinesioterapia. Sobre os exercícios realizados na água, assinale a 
alternativa correta:
a) O treinamento cardiovascular deve priorizar exercícios respiratórios, como inspiração em 
três tempos e respiração segmentar.
b) Com objetivo de diminuição do risco de quedas de idosos, deve ser realizada a utilização 
da turbulência associada com treinamento de diminuição da base de sustentação.
c) A hidrocinesioterapia com objetivo de adequação à marcha 
deve incluir o uso de flutuadores, mantendo o paciente em 
decúbito dorsal e recebendo massagem na cervical.
d) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora do equilíbrio 
deve ser realizada com exercícios respiratórios, utilizando-se 
da pressão hidrostática.
e) A hidrocinesioterapia com objetivo de melhora da flexibilidade 
prioriza a utilização de esteiras e bicicletas subaquáticas.
Resposta
 Início na Escola Halliwick para meninasem Londres em 1949 (JAKAITIS, 2007) (CUNHA et 
al., 1998) (FORNAZARI, 2013).
 Foi desenvolvido por James McMillan, engenheiro de formação e nadador competitivo. Ele 
utilizou como base seus conhecimentos de hidrostática, hidrodinâmica, mecânica dos corpos, 
associados à prática de ensino de natação (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; 
FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007).
 Inicialmente, foi desenvolvido para ensinar meninas com 
deficiências a nadar, mas hoje é considerada uma abordagem 
terapêutica para ensinar qualquer indivíduo, incluindo aqueles 
com deficiências, atividades aquáticas, movimentação 
independente na água e nados básicos 
(GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick
 Ensina-se a felicidade de estar na água.
 Não utiliza-se flutuadores nesta técnica.
 O fisioterapeuta estará sempre dentro da água durante a prática para dar suporte.
 Enfatiza-se as habilidades do paciente, nunca a deficiência.
 O paciente é sempre tratado pelo primeiro nome.
 As evoluções do paciente sempre são associadas ao prazer.
 As atividades são, preferencialmente, realizadas em grupos.
 A entrada e a saída da piscina sempre deve acontecer pela borda.
Método Halliwick – Filosofia
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 O método Halliwick segue um programa de dez pontos que evolui numa sequência lógica de 
padrões de um processo de aprendizagem estruturado, que inicia-se com a adaptação à 
água e finaliza com o paciente tendo a habilidade de realizar deslocamentos independentes 
na piscina e nados básicos, em que o paciente está formado como um indivíduo confiante e 
feliz na água (JAKAITIS, 2007) (GARCIA et al., 2012).
Método Halliwick 
 O ponto 1 é muito importante, já que como seres terrestres precisamos nos adaptar a 
essa nova experiência no meio líquido, a que temos recordação quase sempre 
positiva da infância, porém também temos pacientes que vivenciaram traumas dentro 
da água (CHZ et al., 2009; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 1 – Adaptação mental
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Neste ponto trabalha-se independência física e mental do paciente, já que para evoluir física 
e emocionalmente precisa-se de um certo desapego de pessoas, coisas e lugares; é um 
processo desafiador, mas que abrirá a possibilidade de viver de forma independente na 
comunidade, garantindo o aproveitamento de novas oportunidades e o verdadeiro processo 
de reabilitação (GARCIA et al., 2012).
Método Halliwick – Ponto 2 – Desligamento
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Esta é a primeira rotação a ser trabalhada com o paciente, em que ele aprenderá a 
habilidade de controlar qualquer rotação sobre o eixo frontotransversal, promovendo o 
deslocamento anteroposterior (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 3 – Rotação Transversal
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Nesta segunda rotação, é trabalhada a habilidade de realizar a rotação sobre o eixo sagital 
transversal, como exemplo os deslocamentos laterais e a lateralidade, realizando estímulos à 
direita e esquerda, encostar a orelha na água a partir da posição vertical (GARCIA et al., 
2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 4 – Rotação Sagital
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Nesta terceira rotação, o paciente aprenderá a habilidade de realizar o giro sobre o próprio 
eixo da coluna, ou seja, controlar qualquer rotação feita sobre o eixo longitudinal (GARCIA et
al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 5 – Rotação Longitudinal
Fonte: Imagens de 
domínio próprio.
 Neste ponto, o paciente aprenderá a habilidade de controlar combinações de rotações, 
executando-as em um único movimento (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 6 – Rotação Combinada
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Neste momento, o paciente cria a total consciência da possibilidade de flutuação, em que ele 
vivencia, de forma intensa, a força do empuxo (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 7 – Empuxo
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Este é um ponto extremamente importante, pois trabalha-se a habilidade do paciente de 
manter a calma enquanto permanece em flutuação em diferentes posições, o que garantirá a 
sua segurança dentro da água (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 8 – Equilíbrio e Quietude
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Neste ponto, o paciente vivencia a experiência de ser deslocado pela água, sem movimentos 
corporais, pela turbulência gerada pelo fisioterapeuta que se desloca para trás; não há 
contato físico entre eles (GARCIA et al., 2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 9 – Turbulência e Deslize
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Neste ponto, é ensinado ao paciente o deslocamento dentro da piscina de forma 
independente, através dos movimentos dos membros ou de nados básicos (GARCIA et al., 
2012; JAKAITIS, 2007).
Método Halliwick – Ponto 10 – Progressão simples e nados básicos
Fonte: Imagens de domínio próprio.
Qual alternativa não se enquadra dentre as regras de aplicação das técnicas de manuseio 
do Halliwick?
a) O terapeuta pode auxiliar o paciente a entrar na piscina, porém a entrada deve ocorrer 
pela borda.
b) O terapeuta ensina a felicidade de estar na água.
c) O terapeuta trata o aluno pelo primeiro nome.
d) O terapeuta promove o desligamento visual e físico do paciente.
e) O terapeuta estimula o uso de flutuadores para facilitar o posicionamento do paciente.
Interatividade
Qual alternativa não se enquadra dentre as regras de aplicação das técnicas de manuseio 
do Halliwick?
a) O terapeuta pode auxiliar o paciente a entrar na piscina, porém a entrada deve ocorrer 
pela borda.
b) O terapeuta ensina a felicidade de estar na água.
c) O terapeuta trata o aluno pelo primeiro nome.
d) O terapeuta promove o desligamento visual e físico do paciente.
e) O terapeuta estimula o uso de flutuadores para facilitar o posicionamento do paciente.
Resposta
 É um conjunto de técnicas terapêuticas realizadas na água, desenvolvido nas águas termais 
da cidade de Bad Ragaz, localizada na Suíça (CASTOLDI; PÉRICO; GRAVE, 2012; 
FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007).
 Por volta de 1930, as águas termais de Bad Ragaz eram utilizadas para terapia ativa.
Método dos anéis e Bad Ragaz
 Posteriormente, a equipe de saúde do local verificou a necessidade de introduzir uma técnica 
padronizada, então escolheram os exercícios do Dr. Knupfer, levada a Bad Ragaz por Nele 
Ipsen, em 1957 (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; CUNHA et al., 1998; FORNAZARI, 
2013; JAKAITIS, 2007).
Método dos anéis e Bad Ragaz
 A técnica do Dr. Knupfer baseava-se em realizar os exercícios de reeducação muscular na 
horizontal, ou seja, em decúbito dorsal, em que o paciente é sustentado por equipamentos 
de flutuação na região do pescoço, região dos quadris, joelhos e tornozelos (CUNHA et al., 
1998; FORNAZARI, 2013).
Método dos anéis e Bad Ragaz
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 A técnica inicial foi aperfeiçoada pelo Dr. Zinn, que era diretor médico em Bad Ragaz e sua 
equipe, incorporando aos exercícios o método Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva 
(FNP) (FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 2007).
 Em 1967, as fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt desenvolveram a técnica de 
Anéis associada à Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva e conhecida atualmente como 
Método Bad Ragaz (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; FORNAZARI, 2013; JAKAITIS, 
2007).
Método dos anéis e Bad Ragaz
 O paciente é atendido de forma individual nesta técnica (JAKAITIS, 2007).
 Aplica-se a máxima resistência de forma singular a cada paciente em exercícios isométricos 
e isotônicos (JAKAITIS, 2007).
 O fisioterapeuta realiza comandos curtos e precisos ao paciente (JAKAITIS, 2007).
 Trabalha-se com a técnica de irradiação, iniciando-se pelos 
músculos ou membros sadios ou mais fortes e posteriormente 
realiza-se os exercícios como outro membro ou músculo 
(JAKAITIS, 2007).
 Os estímulos de resistência podem ser proximais ou distais 
(JAKAITIS, 2007).
Método dos anéis e Bad Ragaz
 Como o paciente é sustentado por equipamentos de flutuação, o fisioterapeuta tem a 
possibilidade de monitorar o movimento (CASTOLDI; PÉRICO; GRAVE, 2012; 
JAKAITIS, 2007).
 Os movimentos realizados se aproximam ao máximo da funcionalidade adequada ao 
paciente (JAKAITIS, 2007).
 Inicialmente, as sessões devem durar de 5 a 15 minutos e não exceder 30 minutos para que 
não se atinja o ponto de fadiga (FORNAZARI, 2013).
Método dos anéis e Bad Ragaz
Fonte: Imagens de domínio próprio.
Objetivos:
 Redução do tônus.
 Relaxamento muscular.
 Aumento da amplitude de movimento.
 Reeducação e fortalecimento muscular. 
 Melhora o alinhamento e estabilidade do tronco.
 Prepara os membros inferiores para suportar o peso corporal.
Método dos anéis e Bad Ragaz
Contraindicações e Precauções 
 Risco de fadiga, pois nesta técnica exige-se que o paciente realize exercícios resistidos que 
podem ultrapassar o limite individual (JAKAITIS, 2007).
 Pacientes com sintomas vestibulares devem ser avaliados inicialmente, pois se 
apresentarem vertigem associada a vômitos a técnica é contraindicada, pelo risco de 
broncoaspiração (JAKAITIS, 2007).
 Pacientes com dores ou processos inflamatórios agudos da 
coluna não devem receber a técnica (JAKAITIS, 2007).
Método dos anéis e Bad Ragaz
Método dos anéis e Bad Ragaz –
Posicionamento do paciente e fisioterapeuta
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Isométricos
 Isocinéticos
 Passivos
 Isotônicos
Método dos anéis e Bad RagaZ – Exercícios
Fonte: Imagens de domínio próprio.
Entre os princípios do método dos Anéis de Bad Ragaz, destacam-se, exceto:
a) uso de flutuadores.
b) paciente deve ouvir o comando do fisioterapeuta.
c) todos os padrões devem ser realizados em ortostase (em pé), nunca deitado.
d) terapeuta deverá dar comandos verbais simples para o paciente realizar o movimento.
e) o terapeuta deverá aplicar resistência contrária ao movimento do paciente nos 
exercícios isotônicos.
Interatividade
Entre os princípios do método dos Anéis de Bad Ragaz, destacam-se, exceto:
a) uso de flutuadores.
b) paciente deve ouvir o comando do fisioterapeuta.
c) todos os padrões devem ser realizados em ortostase (em pé), nunca deitado.
d) terapeuta deverá dar comandos verbais simples para o paciente realizar o movimento.
e) o terapeuta deverá aplicar resistência contrária ao movimento do paciente nos 
exercícios isotônicos.
Resposta
 Foi desenvolvida pelo terapeuta corporal e mestre de Zen Shiatsu Harold Dull, na Califórnia 
em 1980, que inicialmente aplicava em seus pacientes a técnica de massoterapia associada 
a alongamentos no solo, porém percebeu que os efeitos poderiam ser ainda melhores se 
aplicados na água morna. 
Método Watsu
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 É uma técnica corporal que associa 
movimentação passiva, manipulações da coluna 
cervical e lombar, técnicas de massoterapia, 
pressão nos pontos dos meridianos estudados na 
medicina oriental, sempre no ritmo da respiração 
(BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006; 
BRANCO; TOMÁS; CLÁUDIO, 2006; CUNHA et
al., 1998; GIMENEZ; DE CASTRO, 2018).
Método Watsu
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Técnica muito suave.
 Caracterizada por alongamentos passivos, movimentos rítmicos.
 O fisioterapeuta oferece apoio total ao paciente, dando a impressão de ser uma dança 
conduzida na água.
Método Watsu
 Tem um resultado bastante positivo, desde um bebê com paralisia cerebral até um idoso 
com Doença de Alzheimer que tenha tido experiências positivas na água durante a sua vida.
 Pacientes que recebem a técnica têm uma tendência a apresentarem menor intensidade da 
dor, melhor postura, maior mobilidade, diminuição da espasticidade, redução dos níveis de 
estresse e ansiedade e melhoria do padrão de sono (DOS; BASTOS, 2010; PASTRELLO; 
GARCAO; PEREIRA, 2009).
Método Watsu
 Nesta técnica, a água é aquecida em temperatura de 33 a 35 graus (FORNAZARI, 2013).
 Existe grande sintonia entre paciente e fisioterapeuta (DOS; BASTOS, 2010).
 O ambiente deve ser silencioso, a luz neutra que induza ao relaxamento, pode ser utilizada 
uma música tranquila, de acordo com a preferência do paciente.
Método Watsu
 A piscina não precisa ser muito grande, já que o fisioterapeuta permanecerá em quadrantes 
pequenos e o paciente será atendido individualmente (JAKAITIS, 2007).
 É importante ressaltar que durante a aplicação da técnica não ocorre imersão do rosto, mas 
os ouvidos entram o tempo todo em contato com a água, portanto, se existe alguma restrição 
do paciente, pode ser utilizado o protetor auricular.
 Durante toda a técnica não existe comunicação verbal, a comunicação é não verbal através 
do toque e da observação das expressões corporais do paciente.
Método Watsu
 Durante a técnica, o fisioterapeuta proporcionará a flutuação horizontal do paciente de forma 
passiva, mantendo a cabeça em posição neutra, apoiada no antebraço ou região anterior do 
cotovelo ou palma da mão e lombar ou fossa poplítea apoiadas no antebraço ou palma da 
outra mão (BIASOLI; CASSIANO MACHADO, 2006).
Método Watsu
Fonte: Imagens de domínio próprio.
 Início da sessão: o paciente ficará em pé, encostando as costas na parede e explica-se como 
será a sessão, os movimentos a serem realizados, a importância de permanecer em 
relaxamento, com os olhos fechados e que terá a duração de aproximadamente uma hora 
(JAKAITIS, 2007).
 Neste início, é importante explicar ao paciente que ele perceberá que a sessão acabou 
quando sentir as suas costas novamente encostadas na parede, isso o norteará para que 
possa manter o relaxamento, muitas vezes profundo (JAKAITIS, 2007).
Método Watsu
Fonte: Imagens de domínio próprio.
Exemplos de Movimentos Básicos: 
 Dança da respiração na água.
 Sanfona.
 Rotação da perna de dentro e de fora.
 Balançando joelho-cabeça.
 Sela aberta.
Método Watsu
Fonte: Imagens de domínio próprio.
A técnica de Watsu (Water + Shiatsu) é uma flutuação conduzida com movimentos no ritmo da 
respiração, que promove a normalização do fluxo energético dos meridianos, assim como no 
fluxo de energia da coluna vertebral.
Entre os objetivos terapêuticos do Watsu, destacam-se, exceto:
a) relaxamento muscular.
b) aumento da amplitude de movimento.
c) melhora circulatória.
d) aumento do trofismo muscular.
e) estimulação sensorial.
Interatividade
A técnica de Watsu (Water + Shiatsu) é uma flutuação conduzida com movimentos no ritmo da 
respiração, que promove a normalização do fluxo energético dos meridianos, assim como no 
fluxo de energia da coluna vertebral.
Entre os objetivos terapêuticos do Watsu, destacam-se, exceto:
a) relaxamento muscular.
b) aumento da amplitude de movimento.
c) melhora circulatória.
d) aumento do trofismo muscular.
e) estimulação sensorial.
Resposta
BATES A; HANSON N. Exercícios aquáticos terapêuticos. São Paulo: Manole, 1998.
BECKER, Bruce. Aquatic Therapy: Scientific Foundations and Clinical Rehabilitation 
Applications. American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation, 
v. 1, p. 859-872, 2009.
CAROMANO, Fátima A; CANDELORO, Juliana Monteiro. Fundamentos da Hidroterapia para 
Idosos. Arquivos. Ciênc. Saúde Unipar, v.5, n. 2, p.187-195, 2001.
CAROMANO, Fatima A; NOWOTNY, Jean Paulus. Princípios físicos que fundamentam a 
hidroterapia. Fisioterapia Brasil, v. 3, n. 6, p. 1-9, 2002.
GUERINO, M. R. Exercícios respiratórios na expansibilidade 
torácica de idosos: exercícios aquáticos e solo Respiratory 
exercises in the chest expansion of elderly persons. Fisioterapia 
em Movimento, v. 20, n. 2, p. 33-40, 2007.
JAKAITIS, Fabio; WAKSMAN, Renata D.; FARAH, Olga G. D. 
Reabilitação aquática. São Paulo: Manole, 2017.
Referências 
ATÉ A PRÓXIMA!