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Pré projeto TCC de Pedagogia 8 Período

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE – UNINORTE
LAUREATE INTERNATIONAL UNIVERSITIES
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
O impacto do corte de verbas públicas nas escolas municipais da cidade de Manaus 
Manaus
2019/2
Alissya Jeandra Moraes de Andrade
O impacto do corte de verbas públicas nas escolas municipais da cidade de Manaus
Projeto de Pesquisa apresentado ao Centro Universitário do Norte – UNINORTE Laureate International Universities como requisito obrigatório para obtenção de nota parcial (1ª ARE) na disciplina Trabalho de Conclusão de Curso.
ORIENTADOR: Prof. MSc. Rafael de Azevedo Melo
Manaus
2019/2
SUMÁRIO
1. TEMA	
2. DELIMITAÇÃO DO TEMA	
3. PROBLEMA DA PESQUISA..................................................................................
4. QUESTÕES NORTEADORAS	
5. OBJETIVOS 	
 5.1 Objetivo Geral	
 5.2 Objetivos Específicos.	
6. JUSTIFICATIVA	
7. REFERENCIAL TEÓRICO	
7.1. xxxxxxxxxx .........................................................................................................
7.2 xxxxxxxxxx .........................................................................................................
7.3 xxxxxxxxxx .........................................................................................................
7.4 xxxxxxxxxx .........................................................................................................
8. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
8.1 Métodos de Procedimentos.................................................................................
8.2 Abordagem da Pesquisa.....................................................................................
8.3 Técnica e Instrumentos de Coleta de Dados......................................................
8.4 Fases da Pesquisa.............................................................................................
8.5 Caracterização dos Sujeitos...............................................................................
8.6 Descrição do Local da Pesquisa.........................................................................
9. CRONOGRAMA....................................................................................................
10. ORÇAMENTO.....................................................................................................
REFERÊNCIAS..........................................................................................................
1 TEMA: Verbas públicas na Educação 
2 DELIMITAÇÃO DO TEMA: O impacto do corte das verbas públicas no ensino fundamental das escolas municipais da cidade de Manaus 
3 PROBLEMA DA PESQUISA: Qual o impacto do corte das verbas públicas no ensino fundamental das escolas municipais da cidade de Manaus?
4 QUESTÕES NORTEADORAS
· Como são repassadas as verbas públicas para as escolas municipais de ensino fundamental da cidade de Manaus?
· De que maneira as verbas públicas são utilizadas nas escolas municipais da cidade de Manaus?
· Como são originados os recursos públicos para custear as escolas públicas?
5 OBJETIVOS
5.1 GERAL
· Analisar o impacto do corte das verbas públicas no ensino fundamental das escolas municipais da cidade de Manaus 
 5.2 ESPECÍFICOS
· Descrever como são repassadas as verbas públicas para as escolas municipais de ensino fundamental da cidade de Manaus?
· Explicar de que maneira as verbas públicas são utilizadas nas escolas municipais da cidade de Manaus?
· Citar como são originados os recursos públicos para custear as escolas públicas da cidade de Manaus 
Justificativa
O financiamento da educação no Brasil apresenta-se como tema central quando se discute, não somente o desenvolvimento no aspecto educacional, mas também o desenvolvimento nacional. Para isso, é necessário que o financiamento da educação seja redimensionado e que o ensino ocorra com qualidade satisfatória de forma a contemplar as diferentes etapas e modalidades bem como as diversas regiões do país.
O Brasil precisa muito aumentar seus investimentos em educação básica, isso está colocado como meta do PNE quando estipulou-se que até 2024 deveríamos alcançar o investimento de 10% do PIB. Atualmente os números demonstram que o congelamento de verbas também está afetando a educação básica, contrariando o discurso do governo, ao menos 2,4 bilhões estavam previstos para investimentos e programas de educação infantil foram bloqueados.
Com os cortes esse setor perderá verbas para aquisição de livros didáticos, construção de creches, transporte escolar etc... causando um sentimento de descaso vividos por alunos, professores e gestores da rede pública de ensino.
Milhões ainda não tem acesso a educação, onde mais de 100 milhões de crianças da quais 60 milhões são meninas, não tem acesso ao ensino primário e o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados ou em desenvolvimento.
Uma nação que investe em educação, contribui ativamente para o crescimento econômico e no desenvolvimento social e cultural da sociedade e do país. Vivemos em uma profunda crise no âmbito educacional onde grande parte da população não tem acesso ao ensino público de qualidade, por este apresentar insuficiências com relação a investimentos, má remuneração aos docentes que nele atuam e falta de estrutura e materiais didáticos adequados e inexistência de comprometimento dos governantes com relação a esta causa.
Precisamos questionar ações do poder público especialmente a má gestão. O Brasil precisa de defesa para uma educação de alto nível elevado, estudantes e professores necessitam de melhores condições, nas escolas, mais materiais e infraestrutura, isso garante um Brasil mais humano, consciente e sustentável para as próximas gerações.
O objetivo desta pesquisa, é discutir o financiamento da Educação Básica, analisando seu desenvolvimento histórico da educação básica pública e os impactos da criação, implantação e vigência do FUNDEF, como são aplicadas essas verbas, politicas publicas adotadas e quais programas educacionais essas verbas abrangem.
Enfoca desde o modo como a educação estava inserida no sistema de tributação da Coroa até as determinações constantes nas diferentes Cartas Constitucionais promulgadas (ou decretadas) no decorrer dos dois últimos séculos.
7. VERBAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
7.1 origem das verbas públicas na educação
No Brasil, com base no trabalho de Pinto (200) a história do financiamento da educação é dividida em três fases: na primeira em 1549 a 1759 período em que os Jesuítas chegaram ao país o Estado delegou aos jesuítas a exclusividade do exercício do magistério público no país.
Na segunda os Jesuítas são expulsos da ordem religiosa, este momento é caracterizado pela busca de fontes autônomas de financiamento para a educação (como o subsídio literário) ou se previam nas dotações orçamentárias os recursos para o ensino, na terceira, que se iniciou com a Constituição Federal (CF) de 1934 e perdura até hoje, define-se, como principal mecanismo, a vinculação de um percentual mínimo de recursos tributários para o financiamento da educação.
O período jesuítico durou quase dois séculos, as reformas pombalinas tiveram grande impacto nas colônias portuguesas, especialmente no Brasil, haja vista que, como elas, os jesuítas foram expulsos dos domínios portugueses. E a educação, antes administradas por esses missionários, passou a ser de responsabilidade do Estado Português. A expulsão da Ordem dos jesuítas ocorreu por intermédio do decreto de 3 de setembro de 1759, mas antes mesmo disso, Pombal havia elaborado um alvará no dia 28 de junho de 1759 para a criação das aulas régias, um sistema de ensino não-seriado, constituído de unidades isoladas, em que os professores eram nomeados diretamente pelo rei, em cargo vitalício (REZENDE PINTO, 2000). Este sistema de aulas, que perdurou até 1834, correspondia ao ensino primário e secundário, e tinha como características o caráter centralizador, a falta de autonomia pedagógica eo acesso à educação de uma parcela reduzida da população (FERREIRA, 2002, p.02). Dentre os motivos oficiais para a expulsão dos jesuítas, conforme consta no Alvará Régio de 1759, citado por Rezende Pinto (2000), alegam-se causas de natureza pedagógica, enfatizando que o ensino das “letras humanas”, base de todas as ciências, havia decaído no período em que fora confiado àqueles religiosos. E mais, afirmava que os alunos, após terem sido conduzidos por oito ou mais anos sob a responsabilidade daqueles religiosos, achavam-se: 
[...] tão ilaqueados nas miudezas da Gramática como destituídos das verdadeiras noções das línguas latina e grega para nelas falarem sem um tão extraordinário desperdício de tempo, com a mesma facilidade e pureza que se têm feito familiares a todas as outras nações da Europa que aboliram aquele pernicioso método [...] [Assim] Sou servido privar inteira e absolutamente os mesmos religiosos em todos os meus domínios, dos estudos que os tinha mandado suspender, para que do dia da publicação deste em diante se hajam, como efetivamente Lei, por extintas todas as classes e escolas, como se nunca houvessem existido em meus Reinos e domínios, onde têm causado tão enormes lesões e tão graves escândalos (p. 47). 
 As aulas régias tinham o nítido objetivo de preencher a lacuna deixada pelos jesuítas e secularizar o ensino. Com esse modelo de educação pombalino, deu-se ênfase aos estudos menores de aprendizagem, que se tornava mais rápida e eficaz.
No entanto, este novo modelo educacional carecia de funcionalidade, além de não contar com recursos financeiros suficientes, tentou-se minimizar essa condição quando em 1772 foi criado o subsídio literário, imposto a ser cobrado sobre a comercialização de diversos produtos – vinho, vinagre, cana verde, aguardente e a sua arrecadação era utilizada para financiar o ensino primário e médio nas terras portuguesas que correspondia a uma taxa de dez réis sobre cada “canada” (2.622 litros) de aguardente e de um real em cada “arrátel” (0,429 quilogramas) de carne para ser investido em educação. Os relatos da época indicam que havia um atendimento educacional extremamente precário, agravado pela falta de professores qualificados e com baixa remuneração.
Com a Independência do Brasil o quadro educacional existente embora a Constituição Imperial de 1824 determinasse a instrução primária gratuita a todos os cidadãos, a promulgação do Ato Adicional de 1834 transferindo para as províncias o direito de legislar e, por consequência, a obrigação de manter os ensinos primário e secundário desobrigou o governo central de responsabilizar-se por tal oferta, uma vez que limitou sua competência normativa apenas às escolas da capital do Império e às vinculadas ao ensino superior.
 O saldo para a educação brasileira no período de gestão do Marquês de Pombal foi o mais trágico possível, pois ele eliminou o sistema organizado feito pelos jesuítas e fez com que no início do século XIX a educação brasileira fosse praticamente inexistente, com práticas inadequadas e estagnadas sendo oferecidas aos pequenos brasileiros.
 Este verdadeiro caos educacional é modificado em 1808, com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Para atender às suas necessidades, o imperador D.João VI cria uma verdadeira estrutura educacional com escolas de medicina, bibliotecas, imprensa e academias militares. Entre as mudanças que ocorreram com a vinda da Família Real para o Brasil, destacam-se:
A fundação do primeiro Banco do Brasil, em 1808
A criação da Imprensa Régia e a autorização para o funcionamento de tipografias e a publicação de jornais também em 1808
A criação da Academia Real Militar (1810)
A abertura de algumas escolas, entre as quais duas de Medicina � uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro
A instalação de uma fábrica de pólvora e de indústrias de ferro em Minas Gerais e em São Paulo
A vinda da Missão Artística Francesa, em 1816, e a fundação da Academia de Belas-Artes
A mudança de denominação das unidades territoriais, que deixaram de se chamar “capitanias” e passaram a denominar-se de “províncias” (1821)
A criação da Biblioteca Real (1810), do Jardim Botânico (1811) e do Museu Real (1818), mais tarde Museu Nacional.
A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1891, ou Constituição de 1891, foi a primeira constituição republicana do país, promulgada em dois anos de negociações após a queda do imperador D. Pedro II. A CF de 1891 priorizou o papel a ser desempenhado pelas famílias em detrimento do Estado na garantia do direito à educação, reforçando a política oficial de alheamento do governo central em relação aos assuntos educacionais. No mesmo período, as mudanças estruturais relacionadas com a alteração do modo de produção escravocrata desencadearam, nos centros urbanos, o surgimento de uma incipiente sociedade civil que passa a reivindicar a oferta da escola pública (ROMANELLI, 1985).
A Revolução de 1930 reestrutura boa parte do arcabouço jurídico brasileiro, com forte impacto sobre a organização da educação. O Ministério da Educação foi criado em 1930, logo após a chegada de Getúlio Vargas ao poder. Com o nome de Ministério da Educação e Saúde Pública, a instituição desenvolvia atividades pertinentes a vários ministérios, como saúde, esporte, educação e meio ambiente. Até então, os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento Nacional do Ensino, ligado ao Ministério da Justiça.
Do ponto de vista do financiamento da educação a CF de 1934 inaugura um procedimento que perdura até hoje: a vinculação de um percentual mínimo da receita de impostos para ser aplicado em educação – vinculação constitucional de recursos – que expressa, no contexto das políticas governamentais, certa priorização da educação. De acordo com o texto constitucional de 1934, caberia à União e aos municípios aplicar, na manutenção e no desenvolvimento dos sistemas educativos, nunca menos de 10% da renda resultante dos impostos, e aos estados e distrito federal, no mínimo, 20%. Nessa ocasião, o artigo 156, parágrafo único, criou uma subvinculação de 20% da alíquota da União para o ensino rural (OLIVEIRA, 2001)
O golpe militar de 1964 suprimiu a vinculação constitucional de recursos para a educação, ou seja, diminuiu os investimentos governamentais em educação. Nesse período, houve um aumento significativo do número de matrículas na educação básica, mas com poucos recursos e pouca formação docente, ou seja, sem se preocupar com a qualidade ofertada.
Além disso, entrava em vigor a Lei 5.692 (BRASIL, 1971), que previa a ampliação da escolaridade obrigatória de quatro para oito anos. Nesse cenário, a adoção de tal medida afetaria consideravelmente a qualidade do ensino (MELCHIOR, 1987). A vinculação só retornaria integralmente ao texto com a Emenda Constitucional (EMC) 14 – ou “Emenda Calmon” (BRASIL, 1996a) –, que estabeleceu um mínimo de 13% da receita de impostos por parte da União e 25% para estados e municípios.
7.2 O uso de verbas públicas na educação
O financiamento da educação básica pública no País se dá com base em recursos provenientes das três esferas de governo. Na educação infantil, tanto a oferta quanto o financiamento são responsabilidades dos municípios. Já a oferta e o financiamento do ensino médio cabem aos estados e ao Distrito Federal. No ensino fundamental, oferta e financiamento são responsabilidades das duas esferas: a municipal e a estadual, incluindo o Distrito Federal. À União compete apenas no que se refere ao financiamento, com papel redistributivo e supletivo.
 A União responde por cerca de 18% do total dos recursos da Educação, os estados e o Distrito Federal por 42% e os municípios pelos 40% restantes. O dinheiro que abastece a Educação deriva de duas fontes principais. A primeira, responsável por cerca de 20% do total de verbas, é o salário-educação, uma contribuição social feita pelas empresas ao governo com valor correspondente a 2,5% da folha de pagamento anual. Os outros 80% vêm dos impostos, que sãoconvertidos em orçamento municipal, estadual ou federal. O passo seguinte, o repasse às escolas, é regulado pela Constituição brasileira por meio de uma regra pouco encontrada em outros países. É a chamada "vinculação de recursos", que determina um percentual mínimo do orçamento a ser investido em Educação.
No texto constitucional (artigo 211) cabe à União a responsabilidade pela manutenção das instituições federais de ensino e pela prestação de assistência técnica e financeira aos estados, distrito federal e municípios (em qualquer nível de ensino), para garantir oportunidades educacionais e um padrão mínimo de qualidade de ensino, aos estados exige-se o investimento prioritário no ensino médio e no fundamental, e aos municípios, a incumbência de oferecer o ensino fundamental e a educação infantil. Segundo a Lei 9 .394 (artigo 11, inciso V), os municípios só estão autorizados a investir em outros níveis de ensino, desde que atendidas as necessidades de sua área de competência e, mesmo assim, com recursos superiores aos vinculados constitucionalmente ao ensino
Com esses recursos cerca de 60% é destinado ao pagamento de gestores, professores e funcionários, outros 27% são destinados à manutenção e ao funcionamento das instituições de ensino, 6,6% para reformas e construções de novas escolas, 6% para os chamados encargos sociais (contribuições previdenciárias e trabalhistas) e apenas 0,4% na área de pesquisa e desenvolvimento. 
Deixo por aqui escrito que o país não gasta o suficiente com os alunos da educação básica deixando os mesmos numa precariedade sem tamanho, a Constituição determina que os municípios cuidem prioritariamente do ensino infantil e fundamental, mas isso não acontece na realidade. O novo ministro da Educação (Abraham Weintraub) defende que o Brasil já gasta o bastante em educação e que precisa melhorar a forma como esse valor é gasto. Em sua campanha eleitoral Jair Bolsonaro mencionava o fato de que o orçamento do governo federal se dedicava mais à educação superior.
"Precisamos inverter a pirâmide: o maior esforço tem que ocorrer cedo, com a educação infantil, fundamental e média. Quanto antes nossas crianças aprenderem a gostar de estudar, maior será seu sucesso", dizia o documento.
O governo federal tem que aumentar os gastos com educação básica e não os retirar, ampliando o orçamento geral sem, no entanto, sem retirar verbas do nível superior. É loucura pensar que um governo acha que já gasta demais com educação e a vê como despesa e não como investimento que tirando verba de um lugar e colocar e outro possa resolver a situação quando a única solução viável e que não prejudique nenhum setor seja de aumentar os investimentos no setor precarizado. Quando se fala em retirar do ensino superior e colocar na educação básica, o que se quer é uma formação de baixo padrão, o ensino médio como terminativo. É a visão da mínima educação necessária para um mercado de trabalho de baixo padrão.
O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa cerca de 23% de seu orçamento discricionário (não obrigatório), cortando verbas direcionadas a todas as etapas da educação. O congelamento de recursos compromete R$ 2,1 bilhões das universidades. Mas os cortes também chegaram à educação básica, apontada pelo presidente Jair Bolsonaro como prioridade.
 Com os cortes a Educação Básica perderá apoio à infraestrutura de escolas do ensino básico, essa verba é usada na manutenção, reforma e mobiliário das unidades escolares. Grande parte dos programas voltados à educação básica atingidos pelos cortes estão alocados no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que perdeu, no total, R$ 984,8 milhões.
Em nota, o MEC afirmou que os bloqueios decorrem da "necessidade de o governo federal se adequar ao disposto na LRF, meta de resultado primário e teto de gastos". E diz que "o bloqueio pode ser revisto pelos ministérios da Economia e Casa Civil, caso a reforma da Previdência seja aprovada e as previsões de melhora da economia no segundo semestre se confirmem, pois podem afetar as receitas e despesas da União". Ou seja, todo o dinheiro dos cortes ao meu ver vai ser destinados a compra de votos para a aprovação da reforma da previdência (a reforma ao meu ver tem que ser feita, mas não de qual quer jeito como atualmente está sendo feita).
A educação em todas as suas etapas está sendo punida, vista como uma despesa ou estão tentando remanejar tentando ‘igualar” os ensinos para privilegiar a educação básica e fundamental o que está totalmente controverso nas falas do senhor presidente Jair Bolsonaro e como explicitado não adiantara nada retirar verba de um lugar e colocar em outro a solução ideal seria aumentar verbas no setor precarizado.
Com a PEC 241 que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos não ajuda em nada a evolução educacional esperada para o Brasil, esta PEC tem como objetivo frear a trajetória de crescimento dos gastos públicos e tenta equilibrar as contas públicas. 
Vivemos uma profunda crise no âmbito educacional, limitar os gastos públicos por 20 anos não é a única maneira de contornar uma crise. O Congresso Nacional custa aos cofres públicos R$ 10,8 bilhões ao ano. O custo do legislativo brasileiro é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Além do custo do Congresso ser equivalente ao contingenciamento da Educação, também é semelhante a toda a riqueza produzida anualmente por alguns Estados brasileiros, como Acre (R$ 13 bilhões) e Roraima (R$ 11 bilhões), dados de 2016. 
Cada deputado custa mais de R$ 2 milhões por ano, salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos.
São esses privilégios que precisam ser revistos e/ou anulados para esta categoria e ter um olhar mais atencioso e colocar investimentos no que realmente possa elevar o Brasil a uma potência em educação.
7.3 Politicas Publicas Educacionais
As políticas públicas de educação geralmente estão associadas aos momentos históricos de um país e do mundo e à interpretação de poder de cada época. No Brasil, elas são estabelecidas por um processo pedagógico nacional, no qual são discutidas as temáticas necessárias para garantir uma educação de qualidade, e apoiadas pela legislação. Exigem, ainda, a participação da sociedade como um todo educador, alunos, pais e governo. Política é uma palavra de origem grega, politikó, que exprime a condição de participação da pessoa que é livre nas decisões sobre os rumos da cidade, a pólis. Já a palavra pública é de origem latina, publica, e significa povo, do povo. Sendo assim, as politica publicas podem ser divididas em três tipos: 
Política Publicas distributivas
As políticas públicas redistributivas consistem em redistribuição de “renda na forma de recursos e/ou de financiamento de equipamentos e serviços públicos” (Azevedo, 2003, p. 38). São exemplos de políticas públicas redistributivas os programas de bolsa-escola, bolsa-universitária, cesta básica, renda cidadã, isenção de IPTU e de taxas de energia e/ou água para famílias carentes, dentre outros.
Políticas Públicas Distributivas
As políticas públicas distributivas implicam nas ações cotidianas que todo e qualquer governo precisa fazer. Elas dizem respeito à oferta de equipamentos e serviços públicos, mas sempre feita de forma pontual ou setorial, de acordo com a demanda social ou a pressão dos grupos de interesse. São exemplos de políticas públicas distributivas as podas de árvores, os reparos em uma creche, a implementação de um projeto de educação ambiental ou a limpeza de um córrego, dentre outros. O seu financiamento é feito pela sociedade como um todo através do orçamentogeral de um estado.
Políticas Públicas Regulatórias
Elas consistem na elaboração das leis que autorizarão os governos a fazerem ou não determinada política pública redistributiva ou distributiva. Se estas duas implicam no campo de ação do poder executivo, a política pública regulatória é, essencialmente, campo de ação do poder legislativo. Esse tipo de política possui importância fundamental, pois é por ela que os recursos públicos são liberados para a implementação das outras políticas. Contudo, o seu resultado não é imediato, pois enquanto lei ela não possui a materialidade dos equipamentos e serviços que atendem diariamente a população.
Políticas públicas educacionais é tudo aquilo que um governo faz ou deixa de fazer em educação. Porém, educação é um conceito muito amplo para se tratar das políticas educacionais. Isso quer dizer que políticas educacionais é um foco mais específico do tratamento da educação, que em geral se aplica às questões escolares. Em outras palavras, pode-se dizer que políticas públicas educacionais dizem respeito à educação escolar.
Esta observação é muito importante porque educação é algo que vai além do ambiente escolar. Tudo o que se aprende socialmente – na família, na igreja, na escola, no trabalho, na rua, no teatro, etc. –, resultado do ensino, da observação, da repetição, reprodução, inculcação, é educação. Porém, a educação só é escolar quando ela for passível de delimitação por um sistema que é fruto de políticas públicas.
Na esfera educacional, várias políticas públicas foram lançadas por todos os setores do governo federal para se alcançar os objetivos propostos pela Constituição Federal. A título de exemplo, entre outras políticas podem ser citadas as seguintes: a) 4 Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério- (FUNDEF) b) Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE); c) Programa de Dinheiro Direto na Escola (PDDE); d) Programa Bolsa Família; e) Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); f) Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); g) Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE); h) Exame Nacional do Ensino Médio (ENEN; i) Sistema de Seleção Unificada (SISU); j) Programa Universidade para Todos (PROUNI); k) Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (PROINFÂNCIA).
O PDE foi lançado em 24 de abril de 2007, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na gestão do então ministro da Educação Fernando Haddad (PT). O PDE foi lançado em conjunto com o Plano Metas Compromisso Todos pela Educação, instituído pelo Decreto Lei nº 6.094. 
 O PDE foi um conjunto de programas que visaram melhorar a educação no Brasil, em todas as suas etapas. Lançado em 2007, tinha um prazo de quinze anos para ser completado, mas acabou descontinuado antes desse prazo. Apesar disso, muitos dos programas e iniciativas criados por ele se mantiveram, como o TV Escola e o Proinfo, da educação básica, e o Sinaes, no ensino superior. 
O PDE previa várias ações que visavam identificar e solucionar os problemas que afetam diretamente a Educação brasileira. Também incluiu ações de combate a problemas sociais que inibem o ensino e o aprendizado com qualidade, como o Saúde nas escolas, entre outros. O plano priorizou o desenvolvimento conjunto das ações pela articulação entre a União, estados e municípios.
Até o ano 2010, o plano contava com 130 programas distribuídos nas áreas: Educação Básica, Educação profissional e tecnológica, Educação Superior, alfabetização e diversidade.
As Políticas Públicas são importantes para o desenvolvimento de um estado. Essas ações buscam assegurar direitos de cidadania, as políticas públicas correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas e comunidades, entre outros.
8. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
8.1 Métodos de Procedimentos.
8.2 Abordagem da Pesquisa
8.3 Técnica e Instrumentos de Coleta de Dados
8.4 Fases da Pesquisa
8.5 Caracterização dos Sujeitos
8.6 Descrição do Local da Pesquisa
9. CRONOGRAMA
	MES/ETAPAS
	08/2019
	09/2019
	10/2019
	11/2019
	12/2019
	01/2019
	02/2019
	03/2019
	04/2019
	05/2019
	06/2019
	Escolha do tema
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Levantamento bibliográfico
	
	X
	X
	X
	
	
	
	
	
	
	
	Elaboração do anteprojeto
	
	X
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	Apresentação do projeto
	
	
	
	
	X
	
	
	
	
	
	
	Coleta de dados
	
	
	
	
	X
	X
	X
	
	
	
	
	Análise dos dados
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	X
	
	
	Organização do roteiro/partes
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	
	
	
	Redação do trabalho
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	X
	X
	
	Revisão e redação final
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	
	Entrega da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
	
	Defesa da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
10. ORÇAMENTO
	DESCRIÇÃO DO MATERIAL
	VALOR UNITÁRIO
	QUANTIDADE
	TOTAL
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	TOTAL
	
Referencias
AZEVEDO, Sérgio de. Políticas públicas: discutindo modelos e alguns problemas de implementação. In: SANTOS JÚNIOR, Orlando A. Dos (et. al.). Políticas públicas e gestão local: programa interdisciplinar de capacitação de conselheiros municipais. Rio de Janeiro: FASE, 2003.
PINTO, J. M. R. Os recursos para a educação no Brasil no contexto das finanças públicas. 1. ed. Brasília: Plano, 2000.
FERREIRA, Lenira W. A formação, os modelos pedagógicos e as instituições educacionais rio-grandense no século XVII. Disponível em: http://www.ufpel.tche.br/fae/siteshospedados/8FERREIRA.htm Acesso em: 09 out.2019.
"Constituição de 1891". Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/Constituicao1891>. Data de acesso: 09 de outubro de 2019.
MELCHIOR, J.C.A. O financiamento da educação no Brasil. São Paulo: EPU, 1987.
AZEVEDO, S. Políticas públicas: discutindo modelos e alguns problemas de implementação. In. SANTOS JUNIOR, A. O. et al. (Orgs.). Políticas públicas e gestão local: programa interdisciplinar de capacitação de conselheiros municipais. Rio de Janeiro, RJ: Fase, 2003. p. 38-44.
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