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Hepatite e odontologia Transmissão A hepatite em um consultório odontológico pode ser transmitida de duas maneiras, sendo o contato direto (paciente para profissional e vice-versa) ou contato indireto (Paciente para paciente por material contaminado). É uma doença viral que possui classificações como dito anteriormente A,B, C, D e E, as consequências da doença tem manifestações primarias no fígado e pode ter manifestações bucais, como já foi comprovado que foi encontrado a presença do vírus da Hepatite B na saliva e no fluido gengival, e sendo considerada como a maior causadora de mortalidade em consultórios. Devido ao risco é necessário que o profissional siga a risca as medidas de biossegurança, e sendo indispensável o uso de EPI. A hepatite B é 57 vezes maior comparado a outras doenças infecciosas como HIV, onde a hepatite B até a mínima quantidade de sangue é contagiosa, é de grande importância o cuidado com perfuro cortante contendo sangue desconhecido. Os cirurgiões dentistas além de todo cuidado com a biossegurança são necessárias também medidas de saúde para prevenção, como: · Vacinação contra o VHB; · Manutenção de autoclaves; · Instrumentais perfeitamente higienizados; · Realizar sempre anamnese questionando histórico de doenças; · Desinfecção constante das superfícies do consultório. Em caso de atendimento à pacientes com Hepatite, é principalmente importante avaliar a suscetibilidade à infecção e hemorragia e a relação do seu organismo com medicamentos. Além disso, efetuar uma anamnese com foco na doença, descrevendo a situação atual da mesma. Assim como testes de coagulação também são indicados nesses casos. O vírus da hepatite C já foi detectado na saliva de indivíduos infectados, o que confere uma possível via de transmissão não parenteral do mesmo. Desse modo, o cirurgião-dentista está suscetível, tendo em vista seu grande contato com fluidos corporais, além de estar sujeito a injúrias pérfuro-cortantes durante o trabalho. Diversas manifestações intrabucais têm sido observadas nos pacientes com o HCV (LODI et al., 1998; HENDERSON) desde cáries dentárias a lesões malignas, como o carcinoma de células escamosas bucal Dessas diferentes manifestações destacam-se, especialmente, as lesões bucais de líquen plano e a sialoadenite (CAROZZO, 2001, CAROZZO & GANDOLFO, 2003). Outras manifestações intrabucais, porém, também merecem atenção, pois análises experimentais sugerem o envolvimento do HCV na sua patogênese. O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.