Prévia do material em texto
Página 2 de 2 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO ENFERMAGEM GIOVANA ROSA DA SILVA RA: F2236C4 PRÁTIA CLÍNICA DO PROCESSO DE CUIDAR DA SAÚDE CAMPINAS - SP 2022 SÚMARIO CASO CLÍNICO I DEFINIÇÃO ETIOLOGIA FISIOPATOLOGIA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA TRATAMENTO COMPLICACÃO SISTEMATIZAÇÃO DE ENFERMAGEM INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM PERGUNTAS REFERENTE AO CASO 1 CASO CLÍNICO II DEFINIÇÃO ETIOLOGIA FISIOPATOLOGIA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA TRATAMENTO COMPLICACÃO SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTENCIA EM ENFERMAGEM INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.1 DEFINIÇÃO A candidíase vulvovaginal (CVV) trata-se de um processo inflamatório da vulva e da vagina. Esse processo é decorrente de uma infecção secundária, que tem como agente do gênero Candida. A espécie Candida albicans é o principal agente responsável pela maior parte dos casos, seguido do Candida globarata. Apesar de não ser uma doença considerada de notificação compulsória às autoridades de saúde, a candidíase é considerada um problema de saúde pública global. Isso se deve ao grande impacto não apenas físico, mas psicológico, que a candidíase tem na vida das mulheres, interferindo diretamente nas suas relações afetivas e desempenho no trabalho. 1.2 ETIOLOGIA A candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que se aloja comumente na área genital, provocando coceira, secreção e inflamação na região. O micro-organismo vive normalmente no organismo sem causar danos, mas, em Situações de desequilíbrio, aumenta a população e passa a ser danoso para o corpo. 1.3 FISIOPATOLOGIA De forma geral, as vulvovaginites costumam ocorrer a partir de um desequilíbrio da flora vaginal. Tal desregulação pode ocorrer por diversos motivos e, dentre eles, encontram-se o estresse, a, baixa imunidade ou uso de medicamentos, por exemplo. No caso da candidíase, acontece um aumento na quantidade de Lactobacilos, responsáveis pela produção de ácido lático e manutenção do pH ácido da vagina. Sendo assim, a secreção exacerbada do ácido diminui ainda mais o pH, tornando a mucosa vaginal propícia à proliferação da Candida 1.4 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA O diagnóstico clínico da CVV não complicada tem como base a presença de sintomas característicos e no achado de secreção vaginal espessa, em grumos, que pode variar do branco ao amarelo-esverdeado, acompanhada ou não por vulvite, eczema e fissuras. O prurido, é o sintoma mais notório da CVV, porém nem todas as mulheres que apresentam esse sintoma são confirmadas como portadoras dessa condição. Ademais, não é possível saber se o prurido é causado pela infecção em si, ou pelo contato da vulva com a secreção, uma vez que as paredes vaginais são desprovidas de receptores para prurido. Fissuras e escoriações podem causar dor vulvar e disúria terminal, o edema quando presente, é mais exuberante nos pequenos lábios, e a hiperemia vulvar é vista em até 40% dos casos. A vagina e o colo uterino podem estar cobertos por uma secreção espessa e de coloração frequentemente branca, mas geralmente não há aspecto de cervicite, podendo, porém, ocorrer sangramento ao tentar-se remover os grumos aderidos à parede vaginal 1.5 TRATAMENTO As características, quadro clínico e critério médico nortearão a escolha terapêutica. Dentre os antifúngicos que são mais utilizados, a classe dos azóis se destaca, incluindo os imidazóis (butoconazol, clotrimazol, miconazol e cetoconazol), e triazóis (fluconazol e terconazol). Esses fármacos atuam inibindo a síntese do esgosterol, presente na célula do fungo. Os azóis possuem a maior taxa de cura clínica próxima a 90%. Estão disponíveis em formulações tópicas (pomadas) e orais. O uso de cetoconazol e itraconazol é uma boa opção nos episódios eventuais ou para supressão, não sendo escolha para manutenção por apresentarem mais efeitos colaterais. De acordo o Ministério da Saúde, tem-se que o tratamento para candidíase deve ser seguido da seguinte forma: Candidíase Vulvoginal Tratamento Primeira opção Miconazol creme a 2% ou outros derivados imidazólicos, via vaginal, um aplicador cheio, à noite ao deitar-se, por 7 dias OU Nistatina 100.000 Ul, uma aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias Segunda opção Fluconazol 150mg, VO, dose única OU Itraconazol 100mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia Em casos de uma candidíase complicada ou recorrente, indica-se o seguinte: CVV COMPLICADA E CVV RECORRENTES Indução: fluconazol 150mg, VO, 1x/da, das 14 e 7 OU Traconazol100mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia OU Miconazol creme vaginal tópico diário por 10 - 14 dias OU Miconazol creme vaginal tópico, 2x/semana OU Ovulo vaginal, 1x/semana, durante 6 meses · As parcerias sexuais não precisam ser tratadas, exceto as sintomáticas. · É comum durante a gestação, podendo haver recidivas pelas condições propicias do pH vaginal que se estabelecem nesse período. · Tratamento em gestantes e lactantes: somente por via vaginal o tratamento oral está contraindicado. 1.6 COMPLICAÇÃO É importante ressaltar que muitos ataques esporádicos de candidíase vulvovaginal ocorrem sem a presença de um fator precipitante que possa ser identificado. Com relação aos que são identificáveis, tem-se então: Diabetes mellitus: Mulheres com diabetes mellitus são mais propensas a episódios de candíase vulvovaginal que mulheres euglicêmicas. A partir disso, o tratamento com inibidores do transportador de sódio e glicose 2 pode aumentar o risco de candidíase vulvovaginal. Uso dos antibióticos: o uso dos antibióticos de amplo espectro aumenta o risco de desenvolver candidíase, devido a inibição da flora bacteriana normal, favorecendo o aumento de patógenos fúngicos, como Cândida. Níveis de estrogênio aumentados: especialmente, em cenários de gravidez e terapia de estrogênio na pós-menopausa. Imunossupressão: as infecções por Cândida são mais comuns em pacientes que tomam glicocorticoides ou outros medicamentos imunossupressores, ou ainda aqueles infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Comportamento sexual: apesar de a candidíase não ser considerada uma infecção sexualmente transmissível, está associada à atividade sexual, visto que o quadro é relatado com frequência no momento em que as mulheres iniciam atividade sexual. Outros fatores de risco que podem favorecer a candidíase vulvovaginal são: Hábito de higiene e vestuário que aumente a umidade local Contraceptivo oral combinado Radioterapia Obesidade Gravidez II. INVESTIGAÇÃO 2.1 INVESTIGAÇAO DO CASO CLINICO 1 Cliente FVB compareceu no dia 02/09/21 a UBS para coleta de CO. Tem 33 anos, casada, G1Pn1A0, DUP 2016, DUM25/08/2021, relata que não procura o serviço regularmente para realização de CO, sexualmente ativa, parceiro fixo, faz uso de MAC: anticoncepcional injetável. Faz 4 refeições diárias, ingerindo com frequência massas e salgados fritos. Não tem o hábito de comer diariamente frutas verduras. Nega tabagismo, nega HAS, nega DM e cirurgias anteriores. Refere coceira e acha que o corrimento está normal. Realizou último CO em 23/08/18. Ao exame físico: mamas: simétricas, flácidas, sem nódulos palpáveis. Abdome: plano, flácido, indolor a palpação, rh +. Ao exame especular: vulva: distribuição adequada dos pelos, com cicatriz de episiotomia, cor rósea. Canal cervical:mucosa rugosa, rósea, presença de hiperemia e edema do lado direito dos grandes lábios, presença de secreção esbranquiçada, de média a grande quantidade, tipo “coalhada”. Colo uterino: róseo, invertido, em posição transversa. Coletado secreção de ectocérvice e endocérvice, realizado teste com ácido acético negativo e shiller negativo. Dados antropométricos: Peso= 88 kg, altura= 1,59 m SSVV: Pulso radial: 72 bat/min FR: 18 rpm PA: 138x89mmHg 2.2 DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM · 3.6 Ingestão Alimentar alterada · 4.7 CorrimentoVaginal · 13.9 Prurido Vaginal · 15.9 Exame preventivo ausente 2.3 INTERVENÇÃO EM ENFERMAGEM 3.6 Ingestão Alimentar · Estimular a ingestão de frutas, verduras e fibras (Enfermeiro). · Orientar a importância da diminuição de ingestão de alimentos com grande teor de gorduras (Enfermeiro). 4.7 Corrimento Vaginal · Encorajar a paciente a participar ativamente do seu cuidado · Indicar banho de assento · Investigar o tempo de aparecimento do corrimento 13.9 Prurido Vaginal · Investigar o tempo de aparecimento da queixa · Orientar sobre higiene das genitálias · Orientar o uso correto de preservativos 15.9 Exame preventivo ausente · Encorajar a paciente a participar ativamente de seu cuidado · Esclarecer a paciente sobre o exame preventivo do câncer de colo de útero · Esclarecer sobre a importância do exame preventivo do câncer de colo de útero · Estimular a confiança no atendimento prestado · Orientar para coleta de preventivo periodicamente o Tranquilizar a paciente sobre o atendimento prestado 3. REALIZAR O ESTUDO DO CASO CONFORME AS ORIENTAÇÕES DA APS E RESPONDA NO FINAL AS SEGUINTES PERGUNTAS: 1. Explique a finalidade da coleta de citologia oncótica É um teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero. Este exame também pode ser chamado de esfregaço cervicovaginal e colpocitologia oncótica cervical. O nome “Papanicolaou” é uma homenagem ao patologista grego Georges Papanicolaou, que criou o método no início do século. Esse exame é a principal estratégia para detectar lesões precocemente e fazer o diagnóstico da doença bem no início, antes que a mulher tenha sintomas. Pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite que o diagnóstico seja feito cedo e reduza a mortalidade por câncer do colo do útero. O exame preventivo é indolor, simples e rápido. pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada. Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame, evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê. 2. Explique como deve ser realizado este procedimento, pelo enfermeiro. Materiais necessários: Para a coleta do material, é introduzido um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato); o médico faz a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero; a seguir, o profissional provoca uma pequena escamação da superfície externa e interna do colo do útero com uma espátula de madeira e uma escovinha; as células colhidas são colocadas numa lâmina para análise em laboratório especializado em Citopatologia. · Acolher a paciente e orienta-la sobre o exame, prepara-la para a coleta; · Posicione a paciente deitada em posição ginecológica. · Introduza o espéculo fechado e na vertical através do óstio vaginal e só · após inserir, gira-lo deixando na horizontal abrindo a vagina e expondo o colo para inspeção e coleta de amostras. · Com a espátula de Ayres, retira-se material do fundo do saco de Douglas e coloca em um esfregaço na parte central da lâmina. · Material deve ser fixado com spray para que não seja alterado as · características da célula: · Identificar e enviar ao laboratório junto com o questionário totalmente · preenchido pra a analise. 3. Devido aos dados identificados no histórico e no exame físico, você pode suspeitar de uma infecção. Qual é esta infecção e como o enfermeiro deve intervir nesta situação? O enfermeiro deve tomar as seguintes medidas: Medidas não farmacológicas: Auxiliar no uso de roupas intimas de algodão ou dormir sem as mesmas a fim de promover melhor ventilação, banho de assento com bicarbonato de sódio (1-2 colheres de sopa em 1 litro de água) a fim de melhorar sintomas, evitar o uso de absorventes diários, se houver repetições devem ser investigados. Tratamento medicamentoso: Miconazol creme vaginal 2% por 7 noites; Fluconazol 150 mg dose única; Se severa, prescrever obrigatoriamente Fluconazol 150mg dose única e repetir a dose após 3 dias. 4.1. DEFINIÇÃO A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, órgãos duplos localizados um de cada lado da caixa torácica. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde saem as ramificações terminais dos brônquios e. as vezes, os interstícios (espaço entre um álveo e outro). Basicamente, pneumonia são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar. onde ocorre a troca gasosa. Este local deve estar sempre muito limpo. livre de substancias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infeciosos da pneumonia não costumam ser transmitida facilmente. 4.2. ETIOLOGIA A doença é provocada pela penetração de um agente infeccioso como bactérias, vírus etc. Apesar das diferentes metodologias usadas, os agentes encontrados com maior frequência são vírus Streptococcus pneumonia, Haemophilus Influenzae, Staphylococus aureus e Mycoplasma pneumonia. Entre os vírus, os mais comuns são: vírus respiratório sincicial (RS), Influenza A e B, Parainfluenza 1,2 e 3 e Adenovírus. Estudos recentes têm mostrado que a Chlamydia pneumonia está associada a 15 a 18% das pneumonias adquiridas na comunidade entre crianças de 3 a 12 anos de idade. A maioria das infecções é leve ou assintomática: somente 10% dos casos resultam em pneumonia clinicamente aparente. Os pacientes tipicamente apresentam febre, mal estar, dores no corpo. fosse e frequentemente dor de cabeça e faringite. Na faixa etária de 3 semanas a 3 meses a Chiamydie trachomatis é responsável pela maioria dos casos de pneumonia afebril do lactante e a Bordetella pertussis, pela coqueluche. Crianças com tuberculose pulmonar pode não diferir clinicamente daquelas.com pneumonia viral ou bacteriana. Por isso, na abordagem da criança com pneumonia e imprescindível a Indagação sobre a história epidemiológica da família e o acompanhamento de imagens suspeitas. 4.3. FISIOPATOLOGIA A pneumonia é um grave problema de saúde pública associado a alta morbidade e mortalidade, resultando em um processo infeccioso das vias aéreas inferiores através da aspiração ou inalação de microrganismos patogênicos. Chegando ao pulmão, os microrganismos envolvidos colonizam e invadem a região. Em indivíduos imunocomprometidos, até mesmo bactérias de média e baixa virulência podem estar relacionadas. Assim, levam a um quadro de infecção do parênquima pulmonar, região importante para as trocas gasosas de competência do sistema respiratório. Logo, os bronquíolos e alvéolos são preenchidos por exsudato inflamatório, dificultado a hematose e levando ao quadro clássico de insuficiência respiratória. Isso ocorre após o agente infeccioso ter vencido as barreiras de defesa do hospedeiro, sendo elas: a filtração aerodinâmica, mucosa e epitélio da naso e orofaringe, depuração mucociliar, tosse, componentes celulares e funcionais do ambiente alveolar. 4.4. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Feito com base em critérios clínicos e radiológicos a pneumonia pode ser definida como a presença de sinais e sintomas de disfunção do trato respiratório associados a opacidades a radiografia de tórax. A taquipneia tem sido considerada o sinal isolado com maior sensibilidade para o diagnóstico de pneumonia. isto é, e muito pouco provável a existência de pneumonia em uma criança com frequência respiratória normal. Baseada nessa observação.a Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs um a algoritmo para avaliação de criança com tosse e dificuldade respiratória (=60 incursões/minuto em crianças de 0 a 2 meses. >50 incursões/minuto em crianças de 3 a 12 meses. e > 40 incursões/minuto em crianças com 13 meses até 5 anos, como indicativo de pneumonia. Idealmente a frequência respiratória deve ser contada por 60 segundos com a criança acordada e sem chorar. A presença de retrações supraesternais. subcostais ou intercostais indica gravidade da doença. A proposta da OMS considera as dificuldades relativas à assistência médica e recursos diagnósticos existentes em diversas regiões do mundo. 4.5. TRATAMENTO Por ser uma doença causada por bactéria, o tratamento é realizado por meio de medicamentos, que duram cerca de duas semanas. Nos primeiros dias a febre tende a abaixar, pois os níveis de toxinas no sangue diminuem. Já os demais sintomas desaparecem ao longo do tempo. Importante destacar que as recomendações de tratamento são baseadas na gravidade (e por consequência o local de tratamento), na presença de comorbidades e na presença de fatores de risco para patógenos específicos. Nas pneumonias bacterianas, devem-se usar antibióticos. Na maior parte das vezes, quando a pneumonia é causada por vírus, o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar os sintomas, como febre e dor, podendo ser necessários medicamentos antivirais nas formas graves da doença. Nas pneumonias causadas por fungos, utilizam-se medicamentos específicos. É muito importante saber que, se não tratada, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave, causando até a morte. O tratamento depende do micro-organismo causador da enfermidade. Quando não é tratada, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave, podendo levar a morte do paciente. Nos casos de pneumonias causadas por bactérias, os antibióticos são os medicamentos mais indicados. A penicilina já foi a droga mais difundida no tratamento das chamadas pneumonias comunitárias, mas a resistência das bactérias ao medicamento tem demandado a adição de novos antibióticos para complementar as terapias já utilizadas. Atualmente, para o combate no tratamento dessas pneumonias, que comprometem pessoas previamente saudáveis, recomenda-se o uso de macrolídeos (amoxicilina, azitromicina ou claritromicina). A resistência dos pneumococos a antimicrobianos é um grave e crescente problema em todo o mundo por comprometer a eficácia terapêutica, o que aumenta a importância da prevenção da doença via vacinação. 4.6. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM LTF, 9 anos, sexo masculino, natural de Brasília. Procurou a UBS com a mãe que refere início de quadro gripal com tosse seca, febre não termometrada e dispneia há 3 dias. Há 2 dias evoluiu com dor torácica, irradiando para ombro esquerdo. Associado refere náuseas. Foi encaminhado ao acolhimento para passar em consulta de enfermagem. ANTECEDENTES: Nascido de parto cesárea, a termo, sem intercorrências. Crescimento e desenvolvimento adequados. Refere herniorrafia inguinal no primeiro mês de vida. Apresenta Dislipidemia e Sobrepeso. Nega outras doenças. Nega alergias. Nega outras internações. ANTECEDENTES FAMILIARES: Mãe, 31anos, hígida. G4P1A2. Pai, 34anos, tem hipertrigliceridemia. HÁBITOS DE VIDA: Reside em casa de alvenaria, saneamento básico completo. Contato com gatos periodicamente e contato com tabagistas (tios). AO EXAME FÍSICO: REG, acianótico, anictérico, taquidispneico, facies de dor, SaO2 ar amb: 91%. Oroscopia: sem alterações AR: tórax com expansibilidade diminuída, MV + e muito diminuído a esquerda, creptos em base direita, retração de fúrcula leve, tiragem intercostal leve. FR: 29 ipm AC: Bulhas hipofonéticas, ausência de sopros. FC: 108bpm Abd: globoso, flácido, indolor a palpação, ausência de vômito. MMII: bem perfundidos, sem edema. 4.7. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM · Respiração alterada · Permeabilidade de vias aéreas comprometidas · 3.7 Ingestão alimentar comprometida · 3.11 Sobrepeso 4.8. INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM 1.2 Respiração alterada · Estimular o aumento da ingestão hídrica · Orientar quanto a importância de ambiente arejado e ventilado · Orientar repouso com a cabeceira elevada 1.5 Permeabilidade de vias aéreas comprometidas · Orientar mãe/cuidador sobre posicionar a criança em decúbito · dorsal, levemente elevado. · Observar frequência respiratória, irritabilidade, palidez, cianose, obstrução nasal, entre outros. · Orientar mãe/cuidador quanto a manutenção das vias aéreas · superiores limpas. · Orientar exercícios físicos/respiratórios conforme a idade. · Orientar ingestão hídrica. · Orientar quanto a importância de ambiente arejado ventilado. 3.7 Ingestão Alimentar excessiva · Agendar retorno da criança · Estimular a criança a fazer uma atividade física, identificando o · esporte de sua preferencia · Estimular o consumo de frutas e verduras · Investigar histórico alimentar familiar · Investigar hábitos alimentares individuais e familiares. tipo de · alimentos, quantidade e frequência · Monitorar mensalmente o peso da criança no gráfico · Parabenizar a criança e a mãe a cada etapa atingia: diminuição · ao peso, mudança de hábitos entre outros · Programar monitoramento Domícia REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICA 1. Tenorio G, Pinheiro C. Candidiase: Tratamento, Sintomas E Prevenção. Veja SAÚDE [Internet]. 2017 Aug 21 [Cited 2021 Oct 5]; Disponivel Em: Https://Saude.Abril.Com.Br/Medicina/Candidiase-Tratamento-Sintomas- Eprevencao/ 2. Diretoria De Vigilancia Epidemiologica. Candidiase. Disponível em: Http://Www.Dive.Sc.Gov.Br/Index.Php/É-A/Item/Candidiase 3. VAL CCI, FILHO GLA. Abordagem Atual Da Candidiase Vulvovaginal. J Bras Doenças Sexualmente Transmissiveis. 13(4): 3-5, 2001. Disponivel Em: Http://Www.Dst.Uff.Br/Revista13-4-2001/Editorial.Pdf 4. Peixoto J, Rocha M, Tuana R, Nascimento L. Moreira V. Geralda T. Et Al. Candidiase -Uma Revisão De Literatura Candiciasis -A Literature Review. Brazilian Journal Of Surgery And Clinical Research - BUSCR. Vol.8.N.2.Pp.75- 82 (Jun-Ago 2014) Disponível em: Https://Www.Mastereditora.Com.Br/Periodico/20141001_074435.Pdr 5.TozzoАВ.GrazziotinINA.2012.Disponive l em: :Https://Www.Uricer.Edu.Br/Site/Pdfs/Perspectiva/133_250.Par 6. Camide C.Candid'ase Vaginal 2020 Nov 16. Disponivel emrttps/Www.Saudepemestar.Pv/Pl/Cinica/Ginecologia/Cancidiase/ 7 Associação De Obstetricia E Ginecologia Do Estado De São Paulo. Disponivel em: Hips://Www. Sogesp. Com. Br 8. Federação Brasileira Das Associações De Ginecologia E Obstetrícia. Disponível em: Https://Www.Febrasgo.Org.Br/PU/ 9. Fundação Oswaldo Cruz. Sociedade Brasileira De Pneumologia E Tisiologia. Stop Pneumonia. Dia Mundial Da Pneumonia. Biblioteca Virtual Em Saúde MINISTERIO DA SAÚDE. Disponível em: Https:/Bvsms. Saude. Gov.Br/12-11- Dia-Mundial-Da-Pneumonia/ 10. Rodrigues JC, Filho LVFD. Bush A. Diagnóstico Etiológico Das Pneumonias: Uma Visão Critica. Artigos De Revisão. J. Pediatr. (RIo J.) 78 (Supp/ 2) • Dez 12002. Disponível em (Https:Wun,Sci=lo.Br/J/upec:ALqzpemstrécoxz5abbrin/?Lana-Pi 11. Vários Agentes Infecciosos Causam A Pneumonia. Braga J. Secretaria De Saúde Do Distrito Federal. 2020. Disponível Em: Hitps://Www.Saude.Df.Gov.Br/V 12. Pneumonias Comunitárias Na Infância: Etiologia, Diagnóstico E Tratamento. Rocha F, Ibiapina CDC. Rev Med Minas Gerais 2004: 14 (1 Sup. 1): 519-525 119. Disponível em: Https://Www.Researchgate.Net/Profile/Frederico-Rocha- 13. Jornal Brasileiro De Pneumologia. Diretrizes Brasileiras Para Tratamento Das Pneumonias Adquiridas No Hospital E Das Asociadas À Ventilação Mecánica - 2007. - J. Bras. Preumol. 33 (Suppl 1) - Abr 2007. Disponivel em: Https://Www.Scielo.Br/J/Jbpneu/A/V/8qgc6yfgyvibsgj9fb8njr/?Lang=pt 14. Mendes ICM. Novo Guideline Para Diagnóstico E Tratamento Da Pneumonia. Disponivel em: Https://Pebmed.Com.Br/Novo-Guideline-Para- Diagnostico-E-Tratamento-Da-Pneumonia/ 15. Recomendação Da Sociedade Brasileira De Pediatria Para AntibioticoterapiaEm Crianças E Adolescentes Com Pneumonia Comunitaria. Publio Health 15 [internet]. 2004 Jun 01 Cited 2021 Nov 11: Available| From: Https://Www.Scielosp.Org/Pdf/Rpsp/2004.V15n6/380-387 16. Jack D Sobel, MDCaroline Mitchell, MD, MPH. Vulvovaginite por Candida: Manifestações clínicas e diagnóstico . UpToDate . 17. DAGMAR MERCADO SOARES. CANDIDÍASE VULVOVAGINAL: UMA REVISÃO DELITERATURA COM ABORDAGEM PARA Candida albicans. Revista Brasileira de Cirurgia e Pesquisa Clínica – BJSCR.