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ApostiladeCRP194EstatisticaExperimental

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é a unidade que vai receber o tratamento e fornecer os 
dados que deverão refletir o seu efeito. De um modo geral, a escolha da parcela 
deve ser orientada de forma a minimizar o erro experimental, isto é, as parcelas 
devem ser o mais uniforme possível, para que, ao serem submetidas a 
tratamentos diferentes, seus efeitos sejam detectados. Exemplos: i) uma fileira de 
plantas com 3 metros de comprimento no campo; ii) um leitão e iii) um litro de leite. 
No planejamento deve ter uma discussão para definição da parcela entre o 
experimentador e o estatístico. 
c) Delineamento experimental: é a maneira como os tratamentos são designados 
as unidades experimentais. Exemplos: Delineamento Inteiramente Casualizado, 
Delineamento em Blocos Casualizados e Delineamento em Quadrado Latino. 
 
d) Esquema: quando em um mesmo experimento são avaliados dois ou mais 
fatores, os níveis dos fatores podem ser combinados de maneiras diferentes. O 
esquema é justamente a maneira utilizada pelo pesquisador ao combinar os níveis 
Capítulo 4 – Introdução à Experimentação 
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Prof. Carlos Eduardo Magalhães dos Santos 
 
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dos fatores para se obter os tratamentos. Exemplos: Esquema Fatorial e Esquema 
em Parcelas Subdivididas. 
 
e) Variável resposta: é a variável mensurada usada para avaliar o efeito de 
tratamentos. 
 
f) Erro experimental: é o efeito de fatores que atuam de forma aleatória e que não 
são passíveis de controle pelo experimentador. 
 
 A pesquisa científica está constantemente se utilizando de experimentos para 
provar suas hipóteses. É claro que o procedimento para realizar um experimento varia 
de acordo com a área para a qual está se fazendo uma pesquisa. Porém, todo 
experimento deve seguir alguns princípios básicos, para que as conclusões sejam 
válidas. 
 
4.3 – Princípios Básicos da Experimentação 
 São três os princípios básicos da experimentação: repetição, casualização e 
controle local. 
4.3.1 – Princípio da Repetição 
 A repetição consiste em aplicar o mesmo tratamento a várias unidades 
experimentais, ou seja, consiste na reprodução do experimento básico. Não existe 
uma regra dizendo qual deve ser o número mínimo de repetições. Isto depende do 
conhecimento do pesquisador sobre o assunto e do conjunto de condições em que 
será realizado o experimento. Como regra prática, sugere-se que os experimentos 
tenham pelo menos 20 unidades experimentais e 10 graus de liberdade para o 
resíduo. Quanto maior é o número de repetições, espera-se que seja maior a precisão 
do experimento. 
 Em termos estatísticos, o uso do princípio da repetição tem por finalidade obter 
uma estimativa do erro experimental. 
 
A Princípio da 
repetição 
A A A A A A 
B B B B B B B 
CRP 194 – Estatística Experimental – 2011/II 
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4.3.2 – Princípio da Casualização 
 O princípio da casualização consiste em distribuir ao acaso os tratamentos às 
unidades experimentais. Este princípio tem por finalidade propiciar, a todos os 
tratamentos, a mesma chance de ser designados a qualquer uma das unidades 
experimentais, visando evitar que algum dos tratamentos seja sistematicamente 
favorecido ou desfavorecido por atores fora de controle do pesquisador. Sendo assim 
com o uso do princípio da casualização, as variações que contribuem para o erro 
experimental são convertidas em variáveis aleatórias. 
 Do ponto de vista estatístico, com o uso do princípio da casualização em um 
experimento: 
a) Obtém-se uma estimativa válida do erro experimental; 
b) Fica garantido o uso de testes de significância, pois os erros experimentais 
atuam de forma independente nas diversas unidades experimentais. 
 
REGRA GERAL: Todo experimento deve conter no mínimo os princípios básicos da 
repetição e da casualização. 
 
A Princípio da repetição + 
casualização 
A A B B B A 
B B A A B A B 
 
4.3.3 – Princípio do controle da casualização 
 O uso do princípio do controle da casualização só é recomendado quando as 
unidades experimentais não são ou não estão sob condições homogêneas devido a 
influência de um ou mais fatores. Para utilizar este princípio, é necessário inicialmente 
dividir as unidades experimentais em blocos de unidades de tal forma que dentro de 
cada bloco haja homogeneidade e um número de unidades igual ao número de 
tratamentos do experimento. A distribuição dos tratamentos as unidades é feita então 
dentro de cada bloco. Daí o nome do princípio controle na casualização. 
 A finalidade, do uso do princípio do controle na casualização, é reduzir o efeito 
do erro experimental através do controle da variação existente entre as unidades 
Capítulo 4 – Introdução à Experimentação 
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Prof. Carlos Eduardo Magalhães dos Santos 
 
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experimentais. Espera-se que com o controle na casualização a estimativa obtida para 
o erro experimental seja menor. 
 B B1 B2 B3 B4 B5 
A 
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Princípio da repetição + 
casualização + controle 
A A B B B A 
B B A A B A B 
 
4.4 – Fontes de variação de um experimento 
 Em um experimento podem ocorrer as seguintes fontes de variação: 
 
 Premeditada – é aquela introduzida pelo pesquisador com a finalidade de fazer 
comparações. Por exemplo: tratamentos. 
 
 Sistemática – Variações não intencionais, mas de natureza conhecida. 
Variação inerente ao material experimental. Podem ser controladas pelo pesquisador. 
Por exemplo: heterogeneidade do solo, tamanho de semente, etc. 
 
 Aleatória – São variações de origem desconhecida, não podendo ser 
controladas. Constituem o erro experimental. São devidas a duas fontes: variação no 
material experimental e falta de uniformidade nas condições experimentais. 
 Nem sempre é possível distinguir claramente este tipo de variação da anterior. 
 O experimentador deve planejar o experimento de tal forma que consiga isolar 
os efeitos de todos os fatores que podem ser controlados. 
 
4.5 – Métodos para aumentar a precisão dos experimentos 
 A precisão se refere à ordem de grandeza da diferença entre dois tratamentos, 
passível de ser detectada em um experimento. 
 
4.5.1 – Escolha do material experimental 
 Para certos tipos de trabalhos é desejável um material uniforme, 
cuidadosamente selecionado. Entretanto, devemos sempre ter em mente a população 
a qual desejamos informações, utilizando tipos de materiais experimentais que 
realmente serão usados na prática. 
CRP 194 – Estatística Experimental – 2011/II 
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4.5.2 – Escolha da unidade experimental 
 Em experimentação de campo, as parcelas retangulares são mais eficientes na 
superação da heterogeneidade do solo quando seu eixo maior está na direção da 
maior variação do solo. 
 
4.5.3 – Escolha dos tratamentos 
Cuidadosa seleção dos tratamentos é importante não apenas na obtenção dos 
objetivos do experimentador, mas também para aumentar a precisão do experimento. 
O uso de experimentos fatoriais, nos quais dois ou mais fatores são testados 
simultaneamente, pode proporcionar considerável aumento na precisão. 
 
4.5.4 – Aumento do número de repetições 
 A precisão de um experimento

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