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FARMACOGNOSIA PURA
ALCALÓIDES 
Classificação quanto ao núcleo
Prof. Me Erica Vanessa
rcericavanessa@hotmail.com
ALCALÓIDES
 O termo “alcaloide” foi apresentado pela primeira
vez no século XIX pelo farmacêutico W. Meißner
 Metabólitos que apresentavam características de
álcali (base).
 Alcaloides, geralmente características básicas,
sendo que alguns podem ser neutros ou até
ácidos (alcaloides quaternários) (exceções)
ALCALÓIDES
 Grande variedade estrutural
 Relacionada às unidades precursoras e à via
biossintética.
 Dentre os aminoácidos precursores,
destacam-se os aromáticos, como
fenilalanina, tirosina e triptofano.
ALCALÓIDES
 Custo energético alto para as plantas;
 Estoque e transporte de nitrogênio ;
 Proteção à radiação ultravioleta;
(quinolínicos e indólicos)
 Defesa química das plantas contra os predadores;
ALCALÓIDES
 PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS
 Disponibilidade do par eletrônico.
 Presença de grupos doadores de elétrons
próximos ao nitrogênio aumenta apróximos ao nitrogênio aumenta a
basicidade;
 Nitrogênio participa de um sistema de
ressonância em um heterociclo;
 Podem ter caráter neutro ou até ácido.
 Afeta a solubilidade
ALCALÓIDES
 ANÁLISE QUÍMICA 
 Um dos métodos clássicos de análise de alcaloides é a cromatografia em 
camada delgada (CCD). 
 Avaliação qualitativa da fração em questão
 ‘consiste na separação dos componentes de uma mistura sólido líquido
onde a fase móvel (líquida) migra sobre uma camada delgada de
ADSORVENTE retido em uma superfície plana (fase estacionária –
sólida)”
ALCALÓIDES
 ANÁLISE QUÍMICA 
 Placa (de vidro ou alumínio) + silica ou alumina, fase 
móvel,solventes, (eluente)
 Aplica a amostra na fase estacionária
 Dissolve amostra Dissolve amostra
 Aplica com capilar
 Cuba de vidro +solvente – eluente arrasta
ALCALÓIDES
 BIOSSÍNTESE
 Complexa e variada
 Alcaloides verdadeiros e Protoalcaloides: origem de aminoácidos.
 Pseudoalcaloides: Outras classes de produtos naturais(nitrogênio 
incorporado por transaminação)incorporado por transaminação)
 SOLUBILIDADE
 Par eletrônico livre no nitrogênio o pH tem forte solubilidade. 
 Ácido:poderão ficar protonados e hidrossolúveis. 
 Sais: agua acidificada
 Bases: liberação por uma base, extração com solventes de baixa polaridade, , 
pouco solúveis em água e solventes de alta polaridade. 
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES QUINOLINICOS
 Núcleo quinolínico atividades farmacológicas.
 Quinina, a quinidina, a cinchonina e a
cinchonidinacinchonidina
 Isoladas do gênero Cinchona, utilizadano
tratamento da malária e o desenvolvimento de
novos fármacos.
 Quinina:
 Comercialmente, aditivo amargo na produção
de alimentos e bebidas (processo digestivo)
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES QUINOLINICOS
 Núcleo quinolínico atividades farmacológicas.
 Quinina, a quinidina, a cinchonina e a
cinchonidina - Chinchona
 Camptotecina- Camptotheca acuminata Camptotecina- Camptotheca acuminata
 Biossíntese dos alcaloides - estágios iniciais da
biossíntese dos alcaloides indólicos - triptofano
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES QUINOLINICOS
 Quinina, a quinidina, a cinchonina e a
cinchonidina
 Isoladas do gênero Cinchona, o tratamento da
malária e o desenvolvimento de novos fármacos.malária e o desenvolvimento de novos fármacos.
 Cinchona calisaya
 Países da América do Sul (Colômbia, Equador,
Peru e Bolívia)
 Extremamente básicos, em geral apresentados
na forma de sal.
•Quinina é um alcalóide quinolínico
isolado a partir da árvore de quina.
•Utilizada na indústria farmacêutica
para o desenvolvimento de
fármacos antimaláricos e no
QUININA
fármacos antimaláricos e no
tratamento de distúrbios digestivos.
•Empregada na indústria de
alimentos como aditivo de
amargura.
USO CLÍNICO
•Principal metabólito isolado do 
Cinchona é a quinina.
•Alcaloide quinolinico.
•Derivado do triptofano
•A 3-hidroxiquinina é o principal
metabólito produzido; em pacientes com
deficiência renal pode causar toxicidade
Mecanismo de ação
•Mecanismo ainda incerto.
•A cloroquina inibe a ação da
hemepolimerase
•Alteram funções dos lisossomos
•Inibem as funções fagocitarias
•Inibem as habilidades de processar
antígenos
Derivados
•Estudos relacionados à estrutura 
química da quinina levaram ao 
desenvolvimento de análogos 
sintéticos.
•a partir do grupo farmacofórico•a partir do grupo farmacofórico
o anel quinolínico
•cloroquina, primaquina e 
mefloquina
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES QUINOLINICOS
 Camptotecina
 Camptotheca acuminata
 Denvolvimento de fármacos anticâncer: Denvolvimento de fármacos anticâncer:
 Topotecano e o irinotecano
Quebras de filamento único no DNA.
Quebra irreversível do DNA de filamento
duplo
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES QUINOLINICOS
 Camptotecina
 Atividade citotóxica - novos fármacos para
o tratamento do câncer
 Toxicidade e solubilidade
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Esqueleto isoquinolínico
 Fenilalanina
 Grande variedade de subgrupos químicos Grande variedade de subgrupos químicos
 Origem comum a partir da dopamina
 4.000 substâncias
 Exemplos: Morfina, codeína,
papaverina, tubocurarina,
galantamina, hidrastina, boldina,
berberina, emetina, cefaelina,
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Os alcaloides isoquinolínicos: a partir da
fenilalanina
 Ipeca-do-brasil, Poaia ou Ipeca;
 Carapichea Carapichea
 Lendas indígenas: referem o uso das raízes
por animais
 Emético e antidisentérico
 Emetina, isolada em 1819
 Atualidade tratamento de Alzheimer
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Hydrastis canadensis,
 Nas raízes e rizomas
 Berberina e a hidrastina. Berberina e a hidrastina.
 Cicatrização de mucosas do trato
respiratório e digestivo.
 Brasil: o hidraste é encontrado apenas em
preparações homeopáticas.
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Peumus boldus
 Boldo do chile, fitoterápico simples
 Boldina
 Além da ação colagoga, a droga dessa Além da ação colagoga, a droga dessa
espécie também apresenta ação diurética e
hepatoprotetora
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Curare
 Obtenção a partir da Strichnos toxifera.
 Nativos da América utilizavam na caça de
animais.animais.
 Animal (paralisia da musculatura
esquelética e parada respiratória)
 Carne do animal poderia ser ingerida
 Tubocurarina
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Papaver somniferum, planta medicinal mais
antiga
 O ópio :analgésico, indutor do sono
(narcótico) e para o tratamento da tosse.(narcótico) e para o tratamento da tosse.
 Agente antiperistáltico, inibindo espasmos
na musculatura intestinal.
 Elixir paregórico, ópio: antiespasmódico,
contra gases, dores estomacais e intestinais.
 Trânsito intestinal (papaverina).
 Ações farmacológicas sinérgica (morfina,
codeína e papaverina). Papaverina
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Morfina
 Poderoso analgésico e narcótico
 Causa dependência química e psíquica
 Alívio de fortes dores, também induz a um Alívio de fortes dores, também induz a um
estado de euforia e de desprendimento
mental.
Morfina
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Codeina
 Pouco menos eficaz do que a morfina
 Desmetilação parcial da codeína no fígado
em morfina.em morfina.
 Raramente é utilizada de forma isolada
como analgésico, associada com
paracetamol e o diclofenaco sódico,
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS
 Galantamina
Inibidor seletivo, competitivo e reversível da
acetilcolinesterase.
Galanthus Caucasius.
Doença de Alzheimer e outras desordens do
sistema nervoso central.
USO CLÍNICO
•Principal metabólito isolado do 
curare é a tubocurarina
•Alcaloide isoquinolinico.Alcaloide isoquinolinico.
•Derivado da Fenilalanina/Tirosina
USO CLÍNICO
Relaxamento durante a 
cirurgia
Sem doses altas de Sem doses altas de 
anestésicos
Consegue relaxamento 
comparável
Mecanismo de ação
•Compete com a
acetilcolina pelo esse
receptornicotinico.
• Impede a ação da Ach,
bloqueando a contraçãobloqueando a contração
muscular.
• Induzindo a paralisia
flácida.
Como agem?
Produz paralisia flácida, de tipo periférico, afetando as terminações 
nervosas
Age sobre todos os músculos esqueléticos
Atingem primeiro os pequenos músculos dos olhos e da face, depois os 
da cabeça e região cervical, passando a agir nas extremidades, chegando 
aos músculos intercostais e diafragma.
O coração não é diretamente afetado e as funções sensoriais 
permanecem intactas.
Em doses letais, variáveis com o peso e a espécie do animal, a asfixia é 
devida à paralisia dos músculos respiratórios.
Os reflexos não ficam abolidos.
Como agem??
ALCALÓIDES
 ALCALOIDESTROPÂNICOS
 Estrutura bicíclica denominada tropano
 Constituída pelos anéis pirrolidínico e piperidínico;
 Biossíntese - descarboxilação dos aminoácidos Biossíntese - descarboxilação dos aminoácidos
arginina e ornitina
 Alcaloides tropânicos são importantes na
terapêutica atual
 Ação no nervoso central (SNC),
ALCALÓIDES
 ALCALOIDESTROPÂNICOS
 Atropina
 Atropa belladonna L
 “Planta da sombra da noite”,
envenenamentos.envenenamentos.
 Em festividades ou ecasas de banho
medievais, os pós eram queimados.
 Volatilização dos componentes
alucinógenos , produzia euforia.
 Parte utilizada: folhas e sumidades floridas
 Antiespasmódicos
ALCALÓIDES
 ALCALOIDESTROPÂNICOS
 Estramônio
 Datura stramonium L.
 Afrodisíaco e alucinógeno, sobretudo em
ritos mágicos e religiosos.ritos mágicos e religiosos.
 O epíteto específico ‘ stramonium’,
originalmente do grego, é composto por
strychnos (preto) e manikos (louco), uma
alusão às sementes pretas tóxicas.
 Princípios ativos: alcalóides tropânicos
atropina, hiosciamina e escopolamina
(anticolinérgicos).
ALCALÓIDES
 ALCALOIDESTROPÂNICOS
 Trombeteira
 Brugmansia suaveolens
 Escopolamina nas folhas de
trombeteira é as ações farmacológicas etrombeteira é as ações farmacológicas e
tóxicas são atribuídas àquele alcaloide.
 Bloqueando os receptores muscarínicos
da acetilcolina, da musculatura lisa,
impedindo a sua contração, diminuindo
dor e desconforto gástrico.
 Planta psicoativa
A planta é também utilizada por
algumas tribos amazónicas como
um aditivo para aumentar a
potência da ayahuasca.
ALCALÓIDES
 ALCALOIDESTROPÂNICOS
 Erythroxylum coca
 Estimulante potente do SNC.
 Aumentando a noradrenalina e a serotonina
cocaína
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES INDÓLICOS
 Derivados doTriptofano
 Um dos mais extensos (+4.000
representantes)
 Pronunciada atividade no sistema nervoso Pronunciada atividade no sistema nervoso
 Ergotamina, enxaqueca; vincristina e
vimblastina, que são antineoplásicos; e
ioimbina, empregada em distúrbios do
fluxo sanguíneo.
 Ibogaína tratamento da dependência de
drogas, mas o seu uso ainda é controverso.
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES INDÓLICOS
 Um dos mais extensos (+4.000
representantes)
 Pronunciada atividade no sistema nervoso
 Ergotamina, enxaqueca; vincristina e Ergotamina, enxaqueca; vincristina e
vimblastina, que são antineoplásicos; e
ioimbina, empregada em distúrbios do
fluxo sanguíneo.
 Ibogaína tratamento da dependência de
drogas, mas o seu uso ainda é controverso.
 Os alcaloides quinolínicos são derivados da
mesma via biossintética dos alcaloides
indólicos monoterpênicos :Triptofano
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES INDÓLICOS
 Esporão-do-centeio
 Nome científico: Claviceps purpurea
 Tratamento de hemorragias pós-parto Tratamento de hemorragias pós-parto
 Alcaloides ergometrina, ergotamina
 Medicamentos para enxaqueca di-
hidroergotamina
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES INDÓLICOS
 Catharanthus roseus
 Vincristina e vimblastina, são usados no
tratamento de vários tipos de câncer.
 Parada da divisão celular durante a
metáfase devido à sua ligação específica
com a tubulina, inibindo a sua
polimerização
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES INDÓLICOS
 Fava-de-calabar
 Physostigma venenosum
 Fisostigmina, inibidor reversível da
acetilcolinesterase.acetilcolinesterase.
 Passa facilmente pela barreira hematoencefálica
causando efeitos colinérgicos, o que pode ser
utilizado para inibir os efeitos centrais e
periféricos de agentes anticolinérgicos
 Glaucoma, mal de Alzheimer.
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES PIRROLIZIDÍNICOS
 Ornitina e Lisina
 Distribuição restrita na natureza;
 Bactérias, organismos marinhos e em muitas espécies Bactérias, organismos marinhos e em muitas espécies
de plantas superiores
 Potencial como substâncias citostáticas, o interesse
terapêutico é nulo.
 Defesa poderosa das plantas contra a herbivoria.
 Apocynaceae, Casuarinaceae, Ehretiaceae, Liliaceae,
Linaceae, Orchidaceae, Poaceae, Ranunculaceae,
Santalaceae e Scrophulariaceae.
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES PIRROLIZIDÍNICOS
 Confrei, consólida-maior, erva-do-cardeal
 Symphytum officinale
 Parte utilizada: folhas e raízes
 A planta é originária da Europa e de zonas asiáticas A planta é originária da Europa e de zonas asiáticas
com clima temperado, mas bastante adaptável ao
clima tropical.
 No Brasil:uso externo é permitido: como
cicatrizante para tratar equimoses, hematomas e
contusões
 Não se recomenda o uso interno
ALCALÓIDES
 ALCALOIDES PIRROLIZIDÍNICOS
 Mentrasto
 Ageratum conyzoides L.
 catinga-de-bode, catinga-de-barão, erva-de-
são-joão, maria-preta, picãobranco, picão-são-joão, maria-preta, picãobranco, picão-
roxo, erva-de-santa-luzia, camará-opela
 Parte utilizada: partes aéreas
 Brasil: a infusão da planta, anti-inflamatória,
analgésica, antirreumática e no alívio de
cólicas menstruais e intestinais
ALCALÓIDES
 METILXANTINAS
 Consumo mais difundido no
mundo.
 Várias bebidas: café, chá-da-índia,
guaraná, cola e chocolateguaraná, cola e chocolate
 Mais abundantes: cafeína, a teofilina
e a teobromina
 Os precursores biogenéticos das
metilxantinas podem ser bases
púricas
ALCALÓIDES
 METILXANTINAS

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