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Apostila de Português para Concursos 27.07

Material de Português para concursos (Concurseiros Aprovados, 2021). Apostila de Sílvia Leite que reúne tópicos como fonética e fonologia, acentuação, ortografia, morfologia, formação de palavras, sintaxe, pontuação, concordância, regência, crase, figuras, coesão, interpretação, redação oficial, exercícios e gabarito.

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Copyright © 2021 Concurseiros Aprovados. Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte deste material pode ser copiado, reproduzido, concedido ou 
vendido sob qualquer forma, sem autorização por escrito da empresa.
Autor: Sílvia Leite. Colaboração: Emily Mendes Jorge.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário
AO AMIGO CONCURSEIRO............................................................................ 5
1. FONÉTICA E FONOLOGIA ......................................................................... 7
2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA ......................................................................... 15
3. ORTOGRAFIA OFICIAL............................................................................ 23
4. SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES......................................... 32
5. MORFOLOGIA ........................................................................................ 40
6. FORMAÇÃO DE PALAVRAS .................................................................... 67
7. SINTAXE ................................................................................................. 77
8. PONTUAÇÃO: EMPREGO E FUNÇÃO ..................................................... 89
9. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL................................................... 99
10. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL ........................................................... 108
11. CRASE .................................................................................................. 116
12. FUNÇÕES DO “QUE”, DO “SE” E DO “COMO” ..................................... 125
13. FIGURAS DE PALAVRAS ....................................................................... 133
14. ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DE LINGUAGEM............ 142
15. COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO .................................... 149
16. TIPOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS ...................................................... 156
17. ELEMENTOS DE COESÃO E COERÊNCIA ............................................... 165
18. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ...................................................................... 171
19. REDAÇÃO OFICIAL ............................................................................... 178
20. BATERIA DE EXERCÍCIOS ...................................................................... 194
GABARITO................................................................................................. 500
CA
RT
A
AO AMIGO CONCURSEIRO
5
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Caro amigo,
Antes de tudo, desejamos te parabenizar pela escolha em adquirir 
este material, pois uma das coisas que aprendemos ao longo da nossa 
jornada é que nada chega a nós por acaso ou coincidência, tudo chega 
a nós por meio de uma escolha seguida de uma ação. E se você se 
deteve ao detalhe de ler esta carta, é porque esta mensagem é para 
você.
Vamos começar te fazendo algumas perguntas que podem parecer 
um tanto quanto estúpidas inicialmente, mas acredite, têm um 
propósito!
> Em que idioma você está lendo isto?
> Como você aprendeu?
> Como você se expressa nesse idioma?
> Você entende o que você está lendo?
> Então você concorda que você sabe Português?
EHHHHH!!! Parabéns!!!
O que queremos dizer com isso é que você já sabe Português! Não 
é louco?
Aí você deve se perguntar agora: “Ok, se eu sei, pra quê eles me 
pedem isso na prova, ou pra quê eu tenho que estudar se eu já sei?”
É só uma facilidade que te é dada, não uma dificuldade, nem um 
bicho de sete cabeças como todo mundo coloca.
A sugestão para todas as pessoas que perguntam como gabaritar 
questões de português é: você aprende e adquire o hábito de saber e 
conhecer como funcionam as ‘regras’ com a prática e a vivência.
Como se faz isso? LEEENNNNDDDOOO!!! Sim, meu/minha 
querido/a. Lendo.
O SEGREDO: ler livros sobre assuntos do seu interesse pessoal e 
6
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que te tragam bem-estar, alegria, inspiração. Ler LIVROS de capa, que 
fiquem na sua cabeceira e que você possa pegar, sentir, cheirar, grifar, 
isso te torna mais próximo ao que é realmente verdadeiro para você 
e te apropria do que você já sabe. É o hábito da leitura e do prazer 
que vai te fazer ter muito mais facilidade com regras gramaticais, 
acentuação, sintaxes, pontuação, reescrita, interpretação de texto e 
inclusive redação.
Nunca é tarde para começar um novo hábito e você sempre tem 
tempo!
Isso foi uma questão, a segunda é: Não se atente apenas ao 
conteúdo! Resolva questão! A partir da resolução de questões você 
pratica o que aprendeu!
E a terceira é: NUNCA DESISTA DO QUE É VERDADEIRO PARA VOCÊ!
Se o que você está fazendo atualmente for realmente verdadeiro 
para você, vá em frente até conseguir!
Mesmo diante dos desafios, somos mais felizes quando buscamos 
fazer aquilo nos é verdadeiro. Por isso, se inspire ao vislumbrar as 
possibilidades que irão se abrir no seu caminho ao seguir os seus 
verdadeiros propósitos e confie em si mesmo.
Desejamos que realize todos os seus anseios de forma grandiosa!
Bons estudos!
Equipe Concurseiros Aprovados.
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
1
FONÉTICA E FONOLOGIA: 
SOM E FONEMA, ENCONTROS 
VOCÁLICOS E CONSONANTAIS E 
DÍGRAFOS
que te tragam bem-estar, alegria, inspiração. Ler LIVROS de capa, que 
fiquem na sua cabeceira e que você possa pegar, sentir, cheirar, grifar, 
isso te torna mais próximo ao que é realmente verdadeiro para você 
e te apropria do que você já sabe. É o hábito da leitura e do prazer 
que vai te fazer ter muito mais facilidade com regras gramaticais, 
acentuação, sintaxes, pontuação, reescrita, interpretação de texto e 
inclusive redação.
Nunca é tarde para começar um novo hábito e você sempre tem 
tempo!
Isso foi uma questão, a segunda é: Não se atente apenas ao 
conteúdo! Resolva questão! A partir da resolução de questões você 
pratica o que aprendeu!
E a terceira é: NUNCA DESISTA DO QUE É VERDADEIRO PARA VOCÊ!
Se o que você está fazendo atualmente for realmente verdadeiro 
para você, vá em frente até conseguir!
Mesmo diante dos desafios, somos mais felizes quando buscamos 
fazer aquilo nos é verdadeiro. Por isso, se inspire ao vislumbrar as 
possibilidades que irão se abrir no seu caminho ao seguir os seus 
verdadeiros propósitos e confie em si mesmo.
Desejamos que realize todos os seus anseios de forma grandiosa!
Bons estudos!
Equipe Concurseiros Aprovados.
C 
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1
FONÉTICA E FONOLOGIA: 
SOM E FONEMA, ENCONTROS 
VOCÁLICOS E CONSONANTAIS E 
DÍGRAFOS
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A fonética e a fonologia é parte da gramática que estuda os aspectos 
fônicos, físicos e fisiológicos da língua. 
A Fonética estuda os aspectos acústicos e fisiológicos dos sons, 
procura-se compreender a produção, a articulação e a variedade 
desses sons. 
A Fonologia estuda os sons da língua, sua capacidade de combinação 
e distinção. 
O Fonema é a unidade acústica não dotada de significado e tem 
como função: formar palavras e distinguir uma palavra da outra. O 
fonema é classificado em vogais, semivogais e consoantes, e sua 
representação se dá entre barras (/ /). 
É muito simples, vamos pensar fácil: quando os fonemas se 
combinam, formam palavras, ou seja, A + M + O + R. Temos 4 fonemas 
(sons) que se combinaram e formaram uma palavra. Se substituirmos 
o som de M por T, haverá uma nova palavra, certo? ATOR.
Ex.: cal / Gal / mal / sal...
 Moço / moça / maça / maçã...
A LETRA é a representação gráfica dos sons de uma língua, enquanto 
o fonema é o som que se emite pela fala. Contudo, nem sempre um 
irá corresponder direta e exclusivamente ao outro, já que um símbolo 
fonético pode ser repetido em mais de uma letra. 
9
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Encontros Vocálicos 
Como o nome já indica, é o encontro de fonemas vocálicos. Há três 
tipos: ditongo, tritongo e hiato.
Ditongos = encontro de uma vogal (vogal mais forte - V) + uma 
semivogal (vogal mais fraca - SV) na mesma sílaba. Podem ser 
divididos em dois tipo: crescente ou decrescente (oral – durante a sua 
pronúncia, a passagem do ar é feita exclusivamente pela boca - ou 
nasal – a passagem do ar é feita tanto pela boca como pelo nariz).
Crescente: (SV +V, na mesma sílaba)
Ex.: magistério (oral), série (oral), enquanto (nasal), cinquenta 
(nasal)
Decrescente: (V + SV, na mesma sílaba)
Ex.: coração (nasal), cãibra (nasal), viu (oral), ouro (oral). 
Tritongos = encontro de semivogal + vogal + semivogal na mesma 
sílaba; pode ser oral ou nasal.
Ex.: Uruguai (oral), Paraguai (oral), saguão (nasal), deságuem 
(nasal).
Hiatos = sequência de duas vogais na mesma palavra, em sílabas 
diferentes, (nunca haverá mais que uma vogal na sílaba).
Ex.: sa-í-da, pa-ís, ba-ú, co-e-lho.
Encontro Consonantal 
Se apresenta num grupo de consoantes sem vogal intermediária, 
ou seja, duas consoantes juntas na mesma palavra.
Ex.: pedra, planície, ritmo. 
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DÍGRAFOS = são duas letras representadas por um só fonema e 
podem ser:
- Consonantais: Encontro de duas consoantes: ch, lh, nh, rr, ss, sc, 
sç, xc, gu e qu.
Ex.: chave, chefe, olho, ilha, unha, dinheiro, arranhar, arrumação. 
- Vocálicos: Encontro de uma vogal seguida das letras “m” ou “n”, 
onde estas não são consoantes e servem meramente para nasalizar as 
vogais: am, an; em, en; im, in; om, on; um, un. 
Exemplos: amplo, temperatura, empecilho, tinta, anta. 
ATENÇÃO
Nos dígrafos, as duas letras 
representam um só fonema; nos 
encontros consonantais, cada 
letra representa um fonema.
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Questões de Concursos
1. (FGV - SPTRANS - Especialista em Transportes - 2001) 
Assinale a alternativa em que o x representa fonema igual ao de 
"exame".
a) exceto.
b) enxame.
c) óxido.
d) exequível.
2. (FUNDEC-TJ-MG- Oficial de Justiça-2002)
Assinale a alternativa INCORRETA quanto á descrição da palavra.
a) Distinguir: um encontro consonantal e dois dígrafos.
b) Cinquentão: dois encontros consonantais, um ditongo crescente 
 e um ditongo decrescente.
c) Quiproquó: dois ditongos crescentes e um encontro consonantal.
d) Antiguidade: dois dígrafos e nenhum ditongo.
3. (IPAD – COMPESA – Operador de Sistemas – 2006) 
Analise a divisão silábica das palavras abaixo.
1. convicção - con-vic-ção
2. abstrato - ab-stra-to
3. transparência - tran-spa-rên-ci-a
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
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4. nascimento - nas-ci-men-to
Estão corretas:
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 1 e 4, apenas.
c) 2 e 3, apenas.
d) 1, 3 e 4 apenas.
e) 2, 3 e 4 apenas. 
4. (FEPESE-Prefeitura de Balneário de Camboriú - Arquiteto/2008). 
Observe a frase, retirada do texto:
Entreabri os olhos e deparei com uma quantidade enorme de 
cascalho e areia.
Coloque dentro dos parênteses (coluna 2) o número que corresponda 
à classificação correta dos conjuntos destacados, de acordo com a 
coluna 1 (não é permitido repetir qualquer número).
Assinale agora a resposta que apresenta a sequência correta, de 
cima para baixo.
a) 1 – 4 – 3 – 2 – 5.
b) 4 – 5 – 3 – 1 – 2.
Coluna 1
1. hiato
2. ditongo decrescente
3. ditongo crescente
4. grupo consonantal
5. dígrafo
Coluna 2
( ) abri
( ) olhos
( ) quantidade
( ) deparei
( ) entreabri
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c) 4 – 5 – 3 – 2 – 1.
d) 5 – 4 – 3 – 2 – 1. 
e) 5 – 4 – 2 – 3 – 1.
5. (AOCP - FUNPAPA – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO – 2018) 
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito 
das palavras em destaque em “O Hospital Johns Hopkins conseguiu 
diminuir o tempo de espera por atendimento ao instituir o primeiro 
centro de análise preditiva com foco na experiência dos pacientes.”.
a) Em “hospital”, há a mesma quantidade de letras e de fonemas.
b) Em “hospital”, há um encontro vocálico.
c) Em “diminuir”, há um ditongo.
d) Em “instituir”, há um hiato.
e) Em “primeiro”, há um dígrafo.
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 GABARITO
1.D
2.B
3.B
4.C
5.D
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
2
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
 GABARITO
1.D
2.B
3.B
4.C
5.D
C 
 A
 P
 Í
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 U
 L
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2
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Os acentos utilizados no português são:
· Acento agudo: marca a sílaba tônica e o timbre aberto (´);
· Acento grave: marca a crase (`);
· Acento circunflexo: marca a sílaba tônica e o timbre fechado (^);
· Cedilha: indica que o C tem o mesmo som de SS (¸);
· Til: marca a nasalização do a e o (~);
· Apóstrofo: quando uma vogal é ocultada (Ex.: da água = d’água);
· Hífen: marca a ênclise, a mesóclise e as separação das sílabas (Ex.: 
água-de-colônia, vê-lo) e
· Trema: foi abolido da nova ortografia sendo atualmente utilizado 
somente em palavras estrangeiras marcando a semivogal do u nos 
grupos gue, gui, que, qui; (Ex.: linguiça, Müller, Bündchen, Hübner, 
cinquenta, aguei...).
Os acentos são sinais gráficos que servem para marcar o som e a 
intensidade das sílabas, além de diferenciar palavras que possuem 
escrita semelhante. A sílaba mais forte de uma palavra é chamada de 
sílaba tônica e a sílaba mais fraca é chamada de átona. A palavra é 
classificada a partir de onde se encontre a sílaba mais forte (tônica), da 
última para a primeira.
• MONOSSÍLABOS TÔNICOS: são aqueles pronunciados de maneira 
autônoma, são pronunciados com mais intensidade, sem necessitar de 
outra palavra.
Ex.: má, meu, pé, seu
• MONOSSÍLABOS ÁTONOS: são aqueles que não têm autonomia 
fonética, ou seja, dependem de uma outra palavra, mostra-se como 
um apoio para o vocabulário seguinte.
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Ex.: Ele tem um quê de mistério (tônico) – O que há com você? 
(átono)
Ela nos deu um presente (átono) – Esse presente foi dado a nós 
(tônico)
• OXÍTONA: é a palavra cuja última sílaba é a mais forte. 
(Ex: vo-vó, so-fá, a- mar, ca-ir, can-tar, a-bril, a-xé)
• PAROXÍTONA: é a palavra cuja penúltima sílaba é mais forte. 
(Ex: au-to-mó-vel, his-tó-ria, ór-gão, ca-rá-ter, ru-bri-ca, ví-rus, con-
fi-á-vel, cui-da-do.)
• PROPAROXÍTONA: é aquela palavra cuja antepenúltima sílaba é a 
mais forte. 
(Ex: chá-ca-ra, más-ca-ra, al-co-ó-la-tra, a-cús-ti-ca, ár-vo-re).
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Regras gerais
MONOSSÍLABO TÔNICO • São acentuados os monossílabos 
tônicos terminados em -a(s), -e(s), 
-o(s) e também ditongos abertos -éu, 
-éi, -ói (seguidos ou não de s). Ex.: pá, 
pé, só, má, mês, véu, céu, réis, dói.
OXÍTONA • São acentuadas as oxítonas 
terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), 
-em(-ens); 
• Quando seguidas dos pronomes, 
ignoram-se os pronomes oblíquos 
átonos ligados a ele: -lo, -la, -los, -las. 
Ex.: neném, nenéns, vovô, vovôs, 
café, cafés, esquentá-lo, fazê-la, 
comprá-los.
PAROXÍTONA • São acentuadas as paroxítonas 
terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, 
N, X, R, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS. Ex.: fá-
cil, jú-ri, bí-ceps, ví-rus, tú-nel, tó-rax, 
ál-bum, bên-ção. 
• Exceção: não recebem acento 
as paroxítonas terminadas em -a(s), 
-e(s), -o(s), -em(-ens). Ex.: fe-li-ci-
da-de, a-mi-go, ru-bri-ca, eu-ro-pei-a, 
i-dei-a, pu-di-co, re-cor-de, joi-a.• PARA FACILITAR, LEMBRE-SE: 
são acentuadas todas a paroxítonas, 
EXCETO as terminadas em -a(s), 
-e(s), -o(s), -em(-ens); 
• São acentuadas as paroxítonas 
terminadas em ditongo oral, 
crescente ou decrescente, seguido ou 
não do “s” plural. Ex.: ór-gão, cá-rie, 
sé-rie, his-tó-ria, Bra-sí-lia.
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PROPAROXÍTONA • TODAS as palavras 
proparoxítonas são acentuadas. 
Ex: lâm-pa-da, cár-ce-re, ju-rí-di-
co, úl-ti-ma, ca-tó-li-co.
Regras especiais
Regra do hiato
• Acentua-se o “I” e “U” tônicos quando formarem hiato com a 
vogal anterior, acompanhados ou não de “S”, desde que não sejam 
seguidos por “NH”.
Ex.: ca-fe-í-na, sa-ú-de, ba-la-ús-tre, ci-ú-me, ju-í-zes, pa-ra-í-ba, sa-
ú-va.
• OBS 1: Após o Acordo Ortográfico não são mais acentuados “I” e 
“U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo.
Ex.: fei-u-ra, bai-u-ca.
• OBS 2: Não são acentuados hiatos “OO” e “EE”
Ex: leem, voo, enjoo, perdoo, abençoo, creem, deem, releem.
Permanece o acento diferencial somente 
em pôde/pode, vêm/vem e têm/tem 
(acentua-se quando utiliza a 3ª pessoa do 
plural). Essa regra também se aplica às 
palavras deri-vadas.
Ex: têm, obtêm, contêm, vêm.
Eles têm duas casas.
Eles intervêm em todas as reuniões.
Atenção!!!
20
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Questões de Concursos
1.(CESPE / TELEBRÁS / 2015)
A revolução digital está relacionada à nossa
capacidade de conhecer determinadas informações e delas
dispor, bem como de agir procurando a compreensão simples 
de fenômenos complexos. A nova sociedade do conhecimento 
requer acesso fácil à informação e ao saber. A “nuvem” - 
tecnologia capaz de gerenciar de forma inteligente enormes
quantidades de dados -, a conectividade móvel e as redes 
sociais levam alguns especialistas a afirmar que estamos no 
início da quarta revolução digital. Esse é uma avanço de maior
transcendência que o das três revoluções anteriores (os 
primeiros computadores empresariais, o computador pessoal e 
a internet).
Os territórios inteligentes apostam em uma tecnologia
digital mais adequada e que esteja a serviço da qualidade de
vida, do acesso à informação e da potencialização da economia
criativa. O desenvolvimento das tecnologias da informação, das
telecomunicações e da Internet tem facilitado o nascimento de
fluxos e redes que favorecem a conexão entre pessoas, 
instituições e empresas, apesar da distância física entre elas. No 
futuro, a revolução digital poderá ser o detonador da economia 
criativa e de uma melhora substancial da competitividade das 
cidades.
Alfonso Vegara. Os territórios inteligentes.
Internet: <http://bibliotecadigital.fgv.br>(com adaptações).
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
1
4
7
10
13
16
19
22
21
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Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas 
do texto “Os territórios inteligentes”.
A palavra “está” recebe acento gráfico em decorrência da mesma 
regra que determina o emprego do acento no vocábulo “três”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2. (FEPESE / SES-SC / Técnico / 2017) 
Os ditongos abertos ei e oi em palavras paroxítonas perderam o 
acento agudo, de acordo com as novas regras de acentuação. Assim, 
palavras como “ideia”, “celuloide” e “boia” não recebem mais acento 
gráfico.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3.(FUNIVERSA – CEB – Advogado – 2010) 
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela 
mesma razão.
a) "Brasília", "prêmios", "vitória".
b) "Elétrica", "hidráulica", "responsáveis".
c) "Sérios", "potência", "após".
d) "Goiás", "já", "vários".
e) "Solidária", "área", "após".
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4. (FVG – AL/RO – Analista Legislativo (Redação e Revisão) – 2018) 
Assinale a opção em que a palavra sublinhada está corretamente 
grafada.
a) “Esse previlégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence 
apenas aos reis.”
b) “A natureza brasileira apresenta aspetos bem diversos.”
c) “No alto do morro, um palacete com picina.”
d) “As seções espíritas eram realizadas todos os dias.”
e) “Na adolecência tudo é permitido.”
5. (CESPE / FUB / 2016) O arquiteto Oscar Niemeyer transformou as 
ideias em prédios.
A ausência de acento agudo em “ideias” está em conformidade 
com as regras ortográficas vigentes.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 GABARITO
1. ERRADO
2. CERTO
3. A
4. B
5. CERTO
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
3
ORTOGRAFIA OFICIAL
4. (FVG – AL/RO – Analista Legislativo (Redação e Revisão) – 2018) 
Assinale a opção em que a palavra sublinhada está corretamente 
grafada.
a) “Esse previlégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence 
apenas aos reis.”
b) “A natureza brasileira apresenta aspetos bem diversos.”
c) “No alto do morro, um palacete com picina.”
d) “As seções espíritas eram realizadas todos os dias.”
e) “Na adolecência tudo é permitido.”
5. (CESPE / FUB / 2016) O arquiteto Oscar Niemeyer transformou as 
ideias em prédios.
A ausência de acento agudo em “ideias” está em conformidade 
com as regras ortográficas vigentes.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 GABARITO
1. ERRADO
2. CERTO
3. A
4. B
5. CERTO
C 
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 P
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 L
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3
ORTOGRAFIA OFICIAL
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A ortografia oficial refere-se às regras gramaticais exigidas na língua 
escrita. Trataremos aqui das mais comuns. Contudo, lembre-se que 
existem inúmeras exceções para essas regras, e que a melhor maneira 
de aprender ortografia oficial é pelo hábito da leitura.
3.1 A primeira coisa a se ter presente é a formação do alfabeto 
e que as letras “k”, “w” e “y” são usadas em várias situações, como 
na escrita de unidades de medida (Ex.: kg - quilo; km- quilômetro) e 
de palavras e nomes de origem estrangeira (Ex.: show, Wilson, Nova 
York).
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
3.2 Regras mais comuns:
Uso do “X” no lugar de “CH” 
-Depois das sílabas iniciais “me” e “en” Ex.: México, enxergar, 
mexer, enxugar. 
Exceções: enchente (de encher, cheio), encharcar (de charco), 
enchumaçar (de chumaço), enchova (ou anchova), mecha (de cabelo). 
- Depois de ditongos (duas vogais na mesma sílaba) Ex.: caixa, peixe, 
frouxo, seixo. 
Exceções: caucho, recauchutar, recauchutagem, guache. 
-Palavras de origem indígena, africana, árabe, grega, latina, 
espanhola, inglesa etc.: Ex.: abacaxi, orixá, xavante, luxação, taxar, 
xampu. 
- Na maioria das palavras depois das sílabas bru, gra, la, li lu: Ex.: 
bruxa, graxa, laxante, lixo, luxo.
Uso do “S”
- Em substantivos e adjetivos que derivam de verbos cujos radicais 
terminam em corr, nd, nt, pel, rg, rt.
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Exemplos: 
NT > NS = sentir > sensação; sensível
 Verbo Subst. Adjet.
ND > NS = compreender> compreensão; compreensivo
 Verbo Subst. Adjet.
RG > RS = submergir > submersão; submerso
 Verbo Subst. Adjet.
CORR > CURS = recorrer > recurso; recursivo
 Verbo Subst. Adjet.
PEL > PULS = compelir > compulsão; compulsório
 VerboSubst. Adjet.
RT > RS = inverter > inversão; inverso
 Verbo Subst. Adjet.
- Depois de ditongos e com som de Z.
Ex.: coisa, deusa, pausa, pouso, causa, paisagem.
- Nos sufixos “ês” e “esa”, que indiquem nacionalidade, título ou 
origem.
Ex.: portuguesa, milanesa, inglesa, freguês, português.
- Nos sufixos que formem adjetivos “ense”, “oso”, “osa” e “isa”.
Ex.: gostoso, cheirosa,fluminense, papisa. 
- Derivados dos verbos pôr e pretérito perfeito e mais-que-perfeito 
do indicativo e pretérito imperfeito e futuro do subjuntivo dos verbos 
pôr e querer. 
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Exemplos:
 Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quisemos, quiserem, 
quisestes, pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes e puseram. 
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: Quisera, quiseras, 
quiséramos, quiséreis, quiseram, pusera, puseras, puséramos, puséreis 
e puseram. 
Pretérito imperfeito: Queria, querias, queríamos, queríeis, queriam, 
punha, punhas, púnhamos, púnheis e punham. 
Futuro do subjuntivo: Quiser, quiseres, quisermos, quiserdes, 
quiserem, puser, puseres, pusermos, puserdes e puserem. 
- Em substantivos terminados em ase, ese, ise, ose. Ex.: quase, 
catequese, crise, lactose. 
- Em verbos terminados em isar. Ex.: analisar, pesquisar, avisar, 
divisar, frisar. 
Exceções: deslizar, batizar, utilizar, ironizar. 
- Quando a palavra for escrita com S, o seu sufixo inho será também 
escrito com S. Ex.: lapisinho (lápis), casinha (casa), coisa (coisinha), 
mesa (mesinha). 
Por outro lado, se a palavra não terminar em S, o sufixo da 
palavra derivada será escrita com Z . Ex.: chapeuzinho (chapéu), mão 
(mãozinha), pai (paizinho), café (cafezinho), pé (pezinho).
Uso do “SS”, “Ç”
- “SS” costuma aparecer em verbos terminados em mir, tir, der, dir, 
ter. 
Exemplos:
 DIR > SS progresso (progredir) 
 S. V. 
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MIR > SS impressão (imprimir) 
 S. V. 
TIR > SS demissão (demitir) 
 S. V. 
DER > SS excesso (exceder)
 S. V. 
TIR > SS transmissão (transmitir) 
 S. V. 
- “SS” costuma ser utilizado em prefixos terminados em vogal + 
palavra iniciada por S 
Ex.: antissocial (anti + social), autossuficiência (auto + suficiência), 
extrassensorial (extra + sensorial), semissólido (semi + sólido), 
pressentimento (pré + sentimento), minissaia (mini + saia). 
- Em todas (sem exceção) as palavras do pretérito imperfeito do 
subjuntivo. 
Ex.: fôssemos, fosse, cantássemos, cantássemos, comesse, 
comessem. 
- “Ç” só é utilizado antes de A, O ou U. NUNCA SE ESQUEÇA!! 
Ex.: 
A - ação, muçarela, Moçambique, atenção, armação, traição, coração. 
O - abençoou, caroço, preguiçoso, açougue, baço, ralações, ricaço. 
U - açúcar, caçula, doçura, muçulmano.
Uso do “J” em vez do “G”
Usa-se “J”
- Nas palavras de origem árabe, indígena, africana ou exótica
Ex.: jiboia, Acarajé, beiju, manjericão, jiu-jítsu.
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- Nos verbos terminados em “jar” ou “jear”
Ex.: sujar,gorjear, viajar, viajo, viajeis
- Na terminação “aje”
Ex.: laje, traje, viajemos
Uso do “G”
- Nas palavras de origem estrangeira.
Ex.: algema, herege, geleia, agiota, sargento.
- Nas palavras terminadas em -agem, -igem, -ugem.
Ex.: miragem, viagem, malandragem, vertigem, fuligem, vertigem, 
ferrugem, penugem.
- Nas palavras terminadas em -ege, -oge, -ágio, -égio, -ígio, -ógio, 
-úgio.
Ex.: estágio, bege, naufrágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio.
- Nas palavras terminadas em -ger, -gir.
Ex.: ungir, tingir, submergir, eleger, reger, proteger.
- Nas palavras iniciadas com A.
Ex.: algema, auge, agente, agência, ágil, agitar.
- Nas palavras derivadas de outras que se grafam com G.
Ex.: gelado (de gelo), afugentar (de fugir), rigidez (de rígido), tingido 
(de tingir).
ATENÇÃO: 
Viajem (usa-se j quando me refiro a um verbo), viagem 
(usa-se g quando me refiro a um substantivo).
Ex.: Vou viajar amanhã / Espero que eles viajem em segurança.
 V. S.
Viajar é muito bom. / Nossa viagem de fim de ano foi incrível. 
 V. S.
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Questões de Concursos
1. (Cespe/UnB – Ministério da Saúde – Área de Redação Oficial – 
2008) 
De acordo com o padrão da língua portuguesa, são variantes da 
palavra “imundície” as seguintes formas: imundice e imundícia.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2. (FCC – TRT (16R) – Técnico Judiciário – 2009) 
A frase em que há palavras escritas de modo INCORRETO é:
a) A aridez que sempre caracterizou as paisagens do Nordeste 
 brasileiro aparece agora, para assombro de todos, na região Sul, 
 comprometendo as safras de grãos.
b) Alguns estudiosos reagem com sensatez às recentes explicações, 
 considerando se o papel da bomba biótica é realmente crucial na 
 circulação do ar.
c) Se for comprovada a correção da nova teoria, a preservação das 
 florestas torna-se essencial para garantir a qualidade de vida em 
 todo o planeta.
d) O desmatamento indescriminado, que reduz os índices de chuvas 
 e altera o ciclo das águas, pode transformar um continente em 
 um estenso e inabitável deserto.
e) Com ventos mais próximos ao mar, o ar úmido resultante da 
 evaporação da água do oceano é puxado para o continente, 
 distribuindo a chuva ao redor do planeta.
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
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3. (Vunesp – TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – 2010) 
Não precisa ir ao sebo, LPs ____________ vão voltar às lojas.
Obra do autor revela _________ pelo purgatório.
Boato de _____________ piora o mau-humor dos norte-coreanos.
Decisão do tribunal é um marco e traz princípios _________.
a) imprecindíveis . obseção . dezerção . balizadores;
b) imprescindíveis . obsessão . deserção . balizadores;
c) imprecindíveis . obsessão . dezerção . balizadores;
d) imprescindíveis . obseção . deserção . balizadores;
e) imprescindíveis . obsessão . dezerção . balizadores;
4. (FCC – Casa Civil/SP – Executivo Público – 2010) 
A frase em que a grafia respeita totalmente o padrão culto escrito 
é:
a) Muitas eram as reminiscências, algumas esdrúxulas, outras 
 comuns, repetindo-se iguaizinhas de tempo em tempo, em 
 circuito que não exorbitava os limites da fazenda.
b) O espaço era exiguo, à exceção da cozinha, mas nada impedia 
 que os vizinhos tentassem grangear a simpatia do padre 
 inflingindo-lhe pratos que excitavam sua gula.
c) Sabiam que pouco tempo teriam para descançar, mas ninguém 
 quis alterar o trajeto, minuciosamente pensado e repensado 
 durante meses.
d) Era tão grande a sua presunsão, que entendia como ato lisonjeiro 
 até um breve aceno do mais distraído dos transeuntes de seu 
 vilarejo.
e) Tal era sua ogeriza pela política que se excedia em palavras e 
 tons assim que algum desavisado puxava o assunto tabu, sem 
 intenção alguma de ferí-lo.
5. (Consulplan – IBGE – Supervisor de Pesquisas (Estatística) – 2011) 
Quanto à grafia marque a alternativa correta.
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a) A sensasão de poder torna as pessoas autoritárias e exigentes.
b) A sociedade quer fazer contenção de despezas em relação a 
 obras públicas.
c) Nabuco advinhou o que aconteceria no Brasil.
d) As classes maisdesfavorecidas vencem os impecilhos impostos 
 pelas elites.
e) As pessoas solidárias trabalharão em projetos beneficentes.
 GABARITO
1. CERTO
2. D
3. B
4. A
5. E
SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E 
EXPRESSÕES
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
4
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Esta é uma parte da Língua Portuguesa que trata do estudo da 
semântica – estudo do significado das palavras usado pelas pessoas 
para se expressarem através da linguagem.
SINÔNIMO
Palavras diferentes na escrita, mas com 
significados próximos/semelhantes. 
Ex.: inteligente / esperto
casa / lar
ANTÔNIMO
Palavras diferentes na escrita e com significados 
opostos/contrários. 
Ex.: mau /bom
claro / escuro 
perto /longe
POLISSEMIA
É a possibilidade de uma palavra ter diversos 
significados, a depender do contexto. 
Ex.: O cabo da panela está engordurado. 
O sinal da TV é a cabo.
O cabo Manoel compareceu ao treinamento. 
(cargo militar).
MONOSSEMIA
Palavras com apenas UM (MONO) significado. 
Ex.: Estetoscópio (instrumento médico). 
Pentágono (polígono de cinco lados).
HOMÔNIMOS
Palavras que possuem a mesma pronúncia, 
podendo ou não ter a mesma grafia, mas com 
significados diferentes. 
Ex.: taCHa (prego pequeno) 
taXa (imposto); 
conSerto (reparo)
conCerto (musical).
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PARÔNIMOS
Palavras diferentes, mas com grafia e pronúncia 
parecidas. 
Ex: sOar (emitir som), 
sUar (transpirar); 
infLação (alta de preços), 
infRação (violação).
DENOTAÇÃO
Sentido literal. 
Ex.: João chegou atrasado ontem.
CONOTAÇÃO
Sentido simbólico (figurado). 
Ex.: Ele é um porto seguro. (porto seguro no 
sentido figurado quer dizer de confiança).
HIPERÔNIMO
Palavras com significado mais abrangente. 
Ex.: material escolar, fruta, animais...
HIPÔNIMO
Palavras com significado menos abrangente. 
Ex.: caderno, morango, banana, leão, cachorro...
FORMAS 
VARIANTES
Palavras que podem ser escritas de mais de uma 
forma, sem necessariamente ter uma grafia 
incorreta. 
Ex.: abdome = abdômen 
cabelos loiros/ louros 
embaralhar/ baralhar cartas
ARCAÍSMO
Utilização de palavras antigas, que perderam seu 
uso na linguagem culta e foram substituídas por 
termos mais modernos. 
Ex.: Vosmecê = você 
Botica = farmácia
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Uso dos “PORQUÊS”
Porque (junto sem acento)
Conjunção explicativa ou causal. 
Justifica algo. Substitui por “pois”, 
“visto que” ... 
Ex.: Estou gripado porque sai na 
chuva. 
Ex.: Ele não foi ao dentista porque 
(pois) tinha medo.
Por que (separado sem 
acento)
Utiliza-se no início de pergunta 
ou substitui “pelo/a qual” ou “(o) 
motivo pelo qual”. 
Ex.: Por que você fez isso? 
Ex.: Ninguém sabe o por que 
(motivo pelo qual) eles brigaram.
Porquê (junto com acento)
É um substantivo acompanhado 
de um artigo, numeral, adjetivo 
ou pronome.
 Ex.: Ainda me pergunto o porquê 
ele agiu assim.
Por quê (separado com 
acento)
É usado no final de uma pergunta 
ou antes de uma pausa.
Ex.: Você está me procurando, por 
quê? 
Ex.: Por quê?
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Questões de concursos
1. (Esaf – MTE – Auditor-Fiscal do Trabalho – 2009)
Com devoção e entusiasmo, o sul do mundo copia e
multiplica os piores costumes do norte. E do norte
não recebe as virtudes, mas o pior: torna suas a
religião norte-americana do automóvel e do desprezo
pelo transporte público bem como toda a mitologia da
liberdade de mercado e da sociedade de consumo. E
o sul também recebe, de braços abertos, as fábricas
mais porcas, as mais inimigas da natureza, em troca de
salários que dão saudade da escravidão.
No entanto, cada habitante do norte consome, em
média, dez vezes mais petróleo, gás e carvão, e, no
sul, apenas uma de cada cem pessoas tem carro
próprio. Gula e jejum do cardápio ambiental: 75% da
contaminação do mundo provém de 25% da população.
E, nessa minoria, claro, não figuram o bilhão e duzentos
milhões que vivem sem água potável nem o bilhão e cem
milhões que, a cada noite, vão dormir de barriga vazia.
Não é “a humanidade” a responsável pela devoração
dos recursos naturais nem pelo apodrecimento do ar,
da terra e da água. O poder encolhe os ombros: quando
este planeta deixar de ser rentável, mudo-me para
outro.
(Eduardo Galeano. O teatro do bem e do mal. Trad. Sérgio Faraco.
Poto Alegre: L&PM, 2006, p. 123.)
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
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Assinale a opção em que a expressão retirada do texto foi empregada 
em sentido denotativo.
a) "a religião norte-americana do automóvel e do desprezo pelo 
 transporte público";
b) "toda a mitologia da liberdade de mercado e da sociedade de 
 consumo";
c) "de braços abertos";
d) "no sul, apenas uma de cada cem pessoas tem carro próprio";
e) "Gula e jejum do cardápio ambiental".
2. (FCC – TJ/SE – Técnico Judiciário – 2009) 
Constituem parônimos os vocábulos grifados nas frases apresentadas 
em:
a) Constava do relatório a descrição pormenorizada da destruição 
 do centro de treinamento decorrente da invasão de torcedores. 
 / Com discrição e muita simpatia, o novo jogador logo conquistou 
 a confiança da torcida.
b) O descontentamento dos torcedores culminou com um protesto 
 no próprio estádio. / Como protesto contra as medidas tomadas 
 pela diretoria, funcionários se recusaram a trabalhar.
c) Torcedores descontentes invadiram a sede do clube e a 
 depredaram. / Com sede de vitória, os torcedores estimulavam o 
 time ao ataque.
d) O recinto foi atacado por bombas de fabricação caseira. / Na 
 festa junina soltaram-se bombas e fogos de artifício coloridos.
e) Os feridos no confronto foram encaminhados ao hospital mais 
 próximo. / Vários espectadores ficaram feridos no último festival.
3. (Cespe/UnB – TRT/RN (21R) – Técnico Judiciário – 2010) 
A expressão “em lugar” (Logo descobrimos que a tecnologia, na 
verdade, nos trazia uma carga maior de atribuições e, em lugar das 
8 horas, passamos a trabalhar muito mais. Mas não foi só...) poderia 
ser substituída por em vez, sem prejuízo para o sentido e a clareza do 
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texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4. (FCC – TRE/AL – Analista Judiciário – 2010) 
Na frase: Eis por que o espectador não se sente em casa em parte 
alguma, porque o espetáculo está em toda parte, os elementos 
sublinhados podem ser correta e respectivamente substituídos por:
a) a razão pela qual e visto que;
b) por cujo motivo e visto que;
c) a finalidade pela qual e dado que;
d) o motivo por onde e conquanto;
e) a alegação de que e conquanto.
5. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico (Administração) – 2010) 
É melhor começar a exercitar a linguagem, ___________ o 
seu relacionamento pode acabar mal. / A pesquisa recentemente 
realizada pela empresa foi ______________ do estresse emocional 
do trabalhador. / Expliquei-lhe as exigências do atual mercado 
______________ ele se adaptasse melhor.
A sequência que completa corretamente as frases acima é:
a) se não - a cerca - a fim de que;
b) se não - acerca - afim de que;
c) se não - acerca - a fim de que;
d) senão - acerca - a fim de que;
e) senão - a cerca - afim de que.
 
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 GABARITO
1. D
2. A
3. CERTO
4. A
5. D
A Morfologia estuda a estrutura das classificações das palavras, 
ou seja, sua formação, seus componentes e tipos. Ela é dividida em 
dez categorias, que recebem o nome de classes de palavrasou classes 
gramaticais. 
5.1 SUBSTANTIVO
Nomeia os seres, fenômenos da natureza, objetos, sentimentos, 
qualidades e ações. Classifica-se em: 
Próprio
Geralmente escrito 
com letra maiúscula, 
serve para especificar 
alguém ou um lugar.
Brasil, João, Carla, 
México, Pedro, 
Maranhão. 
Comum
Usado para nomear 
seres e objetos 
generalizados
mulher, homem, gato, 
cidade, cão, remédio. 
Concreto
Nomeia algo que 
existe de modo 
independente de 
outro ser (objetos, 
pessoas, animais, 
lugares etc.)
menina, praça, ilha, 
fada, som. 
Abstrato
Estados emocionais, 
q u a l i d a d e s , 
sentimentos e ações, 
derivados de um 
conceito original.
Bondade, saudade, 
sede, imaginação, 
luto, fé.
Coletivo
Nome no singular 
que expressa ideia de 
plural, para designar 
grupos e conjuntos de 
seres ou objetos de 
uma mesma espécie.
Matilha, enxame, 
cardume, atlas. 
Simples Nome formado por um só elemento Chuva, caixa, água. 
MORFOLOGIA: CLASSES DE 
PALAVRAS E SEU EMPREGO NO 
TEXTO E LOCUÇÕES
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
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A Morfologia estuda a estrutura das classificações das palavras, 
ou seja, sua formação, seus componentes e tipos. Ela é dividida em 
dez categorias, que recebem o nome de classes de palavras ou classes 
gramaticais. 
5.1 SUBSTANTIVO
Nomeia os seres, fenômenos da natureza, objetos, sentimentos, 
qualidades e ações. Classifica-se em: 
Próprio
Geralmente escrito 
com letra maiúscula, 
serve para especificar 
alguém ou um lugar.
Brasil, João, Carla, 
México, Pedro, 
Maranhão. 
Comum
Usado para nomear 
seres e objetos 
generalizados
mulher, homem, gato, 
cidade, cão, remédio. 
Concreto
Nomeia algo que 
existe de modo 
independente de 
outro ser (objetos, 
pessoas, animais, 
lugares etc.)
menina, praça, ilha, 
fada, som. 
Abstrato
Estados emocionais, 
q u a l i d a d e s , 
sentimentos e ações, 
derivados de um 
conceito original.
Bondade, saudade, 
sede, imaginação, 
luto, fé.
Coletivo
Nome no singular 
que expressa ideia de 
plural, para designar 
grupos e conjuntos de 
seres ou objetos de 
uma mesma espécie.
Matilha, enxame, 
cardume, atlas. 
Simples Nome formado por um só elemento Chuva, caixa, água. 
MORFOLOGIA: CLASSES DE 
PALAVRAS E SEU EMPREGO NO 
TEXTO E LOCUÇÕES
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
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Composto Nome formado por mais de um elemento
Couve-flor, guarda-
roupa, girassol, 
guarda-chuva. 
Primitivo Dá origem a novas palavras 
Livro, noite, pedra, 
agenda. 
Derivado Nome criado a partir de outra palavra
Livreiro, pedreiro, 
noitada. 
FLEXÕES DE: 
Gênero 
Feminino Masculino 
Ex.: gata, médica, cadeira... Ex.: livro, médico, gato, barco... 
Biforme
Apresenta uma forma para o masculino e uma para o feminino: 
Ex.: o gato, a gata; o traidor, a traidora; o freguês, a freguesa, o 
avô, a avó; o autor, a autora... 
Uniforme
Apresenta uma única forma: 
Ex.: 
Epiceno: animais; Ex.: a girafa (não existe o girafo), o tatu, a cobra... 
Sobrecomum:pessoas; Ex.: a criança; a vítima, o animal...
Comum de dois gêneros: 
identifica-se pelo artigo
Ex.: o/a estudante; o/a viajante; 
o/a artista... 
Número 
Singular Plural 
A bola As bolas 
O lápis Os lápis 
A raiz As raízes 
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Grau 
Aumentativo/Diminutivo 
Analítico: quando acompanhados de um substantivo que indica 
grandeza ou pequenez: 
Ex.: Menino grande Menino pequeno 
Sintético: quando acrescentados sufixos indicadores de aumento 
ou diminuição: 
Ex.: Meninão Menininho 
5.2 ADJETIVO
Dão qualidade, caracterização ao nome (substantivo) e podem ser: 
Simples: apenas um radical Ex.:Vermelho, bonita
Composto: mais de um radical Ex.:Mal-humorado
Primitivo: não tem afixos Ex.:Triste
Derivado: tem afixos Ex.:Tristonho
Pátrios ou Gentilícios: 
(nacionalidade) Ex.:Brasileiro, italiano, carioca
LOCUÇÕES ADJETIVAS: 
Preposição/Locução prepositiva + substantivo/advérbio/pronome/
verbo/numeral. 
Ex.: De criança = infantil 
De pai = paternal 
De cabelo = capilar 
Sem coragem = medroso 
Com limites = limitado 
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GRAUS DO ADJETIVO: 
Comparativo de superioridade O gato é mais esperto que o 
cachorro.
Comparativo de inferioridade O cachorro é menos esperto que 
o gato.
Comparativo de igualdade O gato é tão esperto quanto o 
cachorro.
Superlativo relativo de 
superioridade
Ana Júlia é a mais bonita da turma.
Superlativo relativo de 
inferioridade
Ricardo é o menos simpático da 
turma.
Superlativo absoluto analítico O gato é muito inteligente.
Superlativo absoluto sintético O gato é inteligentíssimo.
Adjetivos de relação: são aqueles que não podem sofrer variação de 
grau por possuírem valor semântico objetivo, ou seja, não depende de 
uma impressão pessoal. Além disso, eles aparecem após o substantivo, 
sendo formados por sufixação de um substantivo. 
Ex.: Perfume da França = perfume francês; Vinho do Chile = vinho 
chileno; Energia do núcleo = energia nuclear. 
5.3 ARTIGO
Determina os substantivos 
Definido Indefinido Gênero Número 
O, A UM, UNS Masculino Singular
OS, AS UMA, UMAS Feminino Plural
Ex.: O globo, 
a menina, os 
meninos...
Ex.: um menino, 
uma bola, uns 
pães...
Ex.: a prefeitura, 
o aluno,o 
professor, a 
mãe...
Ex.: o artigo, os 
livros, os pães... 
5.4 PRONOME
São palavras que fazem referência aos nomes (substantivos) e 
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dependendo da sua função no enunciado classificam-se em: 
Pronomes pessoais
Indicam as 3 pessoas do discurso, e podem ser: 
Retos Ex.: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.
Oblíquo átono Oblíquo tônico 
Me Mim, comigo
Te Ti, contigo
Lhe, o, a, se Ele, ela, si, consigo
Nos Nós, conosco
Vos Vós, convosco
Lhes, os, as, se Eles, elas, si, consigo 
Pronomes possessivos 
Indicam posse: 
1ª pessoa do singular: meu, 
minha, meus, minhas;
1ª pessoa do plural: nosso, 
nossa, nossos, nossas;
2ª pessoa do singular: teu, tua, 
teus, tuas;
2ª pessoa do plural: vosso, 
vossa, vossos, vossas;
3ª pessoa do singular: seu, sua, 
seus, suas;
3ª pessoa do plural: seu, sua, 
seus, suas. 
Pronomes demonstrativos 
Indica localização de seres no tempo ou no espaço: 
1ª pessoa: este, esta, estes, estas, isto; 
2ª pessoa: esse, essa, esses, essas. isso; 
3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. 
Pronomes interrogativos 
Auxiliam na formação de questionamentos (qual, quem, onde, 
quando, que, quantas...) 
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Pronomes relativos 
Retomam o substantivo, substituindo-o na oração seguinte (o qual, 
os quais, a qual, as quais, que, cujo, cujos, cuja, cujas, quem, quanto, 
quantos, quantas, onde...) 
Pronomes indefinidos 
Substituem o substantivo de maneira imprecisa (alguma, nenhum, 
certa, vários, qualquer...) 
Pronomes de tratamento 
Empregados, geralmente, em situações formais (Senhor, Vossa 
Majestade, Vossa Excelência, você...) 
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL
É o conjunto de regras que indicam a localização do pronome 
oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, la, no, na...) 
em relação ao verbo: 
Próclise (antes do verbo)
Em expressões negativas (não, 
nunca, nada, ninguém, nem...); 
Ex.: Nada me faria mais feliz. Não 
se esqueça dele.
Advérbios sem vírgula , ou palavra 
denotativa antes doverbo (talvez, 
só, aqui, somente, como...); Ex.: 
Aqui se vive. Lá se tem paz. 
Conjunções e Locuções 
Subordinativas antes do verbo 
(assim que, como, para que, à 
medida que...); Ex.: Quando se 
trata de estudo, ele se interessa. 
Pronomes indefinidos, relativos 
ou demonstrativos (que, o qual, 
cujo, quanto, alguns, tudo, 
outro...); Ex.: A menina que me 
ligou, era minha professora 
(relativo); Aquilo me fez falta 
(demonstrativo); Alguém 
me chamou? (indefinido). 
Pronomes interrogativos antes 
do verboEmprega-se: (quanto, 
que, quem, qual.)Ex.: Quem te 
chamou?
Frases exclamativas ou que 
exprimem desejo Ex.: Deus o 
abençoe! 
Verbos no gerúndio antecedidos 
por “em” Ex.: Em se falando de 
política...
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Ênclise (depois do verbo)
Em verbo no imperativo afirmativo 
Ex.: Quando eu pedir, ajudem-lhe 
a sair. 
Verbo no início da frase (não 
estando no futuro e nem no 
pretérito) e depois de pausa; Ex.: 
Faça-me um favor, ao entrar, feche 
a porta. Quando eu te chamar, 
peço-te que entres na sala. 
Verbo no infinitivo pessoal Ex.: 
Prometo amar-te. 
Verbo no gerúndio não 
acompanhado por “em” Ex.: Vive 
reclamado, comportando-se 
como uma criança.
Mesóclise (no meio do verbo)
Em verbo no futuro iniciando uma 
oração. Ex.: Orgulhar-me-ei de 
minhas conquistas. 
Exempos:
 Vive reclamando, comportando-se como uma criança. (sentença correta) 
 Vive reclamando, se comportando como uma criança. (sentença incorreta) 
 Deram-me um presente. (sentença correta) 
 Me deram um presente. (sentença incorreta) 
 
ATENÇÃO ALUNO
O pronome oblíquo átono não 
deve aparecer no início de frases ou 
orações, nem após uma pausa. 
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 Vou-me embora daqui. (sentença correta) 
 Me vou embora daqui. (sentença incorreta) 
5.5 ADVÉRBIO: 
Palavra que modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. 
Classificam-se em: 
DE MODO
Ex.: bem; mal; assim; 
melhor; depressa; 
em detalhes.
Eu terminava depressa 
meus deveres. / Estava 
ouvindo a palestra 
pacientemente. 
DE TEMPO
Ex.: ontem; 
sempre; afinal; já; 
agora; doravante; 
primeiramente; logo 
mais; em breve; mais 
tarde, nunca mais, 
de noite.
Fui ao cinema ontem. 
Em breve nos veremos 
novamente. 
DE LUGAR
Ex.: aqui; acima; 
embaixo; longe; 
fora; embaixo; ali; Ao 
redor de; em frente 
a; à esquerda; por 
perto.
Porque não ficamos 
aqui?
 A igreja é virando à 
esquerda.
DE INTENSIDADE
Ex.: muito; tão; 
demasiado; imenso; 
tanto; nada em 
excesso; de todos; 
muito menos.
Fiquei muito feliz com 
a surpresa.
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DE AFIRMAÇÃO
Ex.: sim, sem dúvida; 
indubitavelmente; 
certo; decerto; 
deveras; com certeza; 
de fato.
Eu vou, sim.
De fato, ele não sabe 
organizar reuniões.
DE NEGAÇÃO
Ex.: não; nunca; 
jamais; tampouco; 
nunca mais; de 
modo algum; de jeito 
nenhum; nem.
Não aceitamos suas 
desculpas. 
DE DÚVIDA
Ex.: possivelmente; 
acaso; será; talvez; 
quem sabe; quiçá.
Talvez
compareceremos no 
jantar. 
Advérbios interrogativos
Advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir 
perguntas: 
Lugar Ex.: onde, aonde, de onde
Onde sua irmã mora? 
Tempo Ex.: Quando Quando poderemos viajar juntos? 
Modo Ex.: Como Como você chegou aqui? 
Causa Ex.: Por que ...? ...por quê?
Por que não me pediu 
ajuda? 
Grau do advérbio 
Comparativo de 
igualdade
Ex.: tão/tanto + 
advérbio + quanto
Corremos tão rápido 
quanto o grupo B.
Comparativo de 
superioridade
Ex.: mais + advérbio + 
(do) que 
Ela canta melhor do 
que ele.
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Comparativo de 
inferioridade
Ex.: menos + advérbio 
+ (do) que ...
Maria come menos 
rápido que João. 
Superlativo analítico Ex.: muito tarde, muito inteligente, muito belo, muito rápido.
Superlativo sintético Ex.: Tardíssimo, inteligentíssimo, belíssimo, rapidíssimo. 
 
 
OBSERVAÇÃO 1
 Há advérbios de exclusão (somente; salvo; 
exclusivamente; apenas), de inclusão (também; 
ainda; mesmo) e de ordem (ultimamente; 
depois; primeiramente). 
OBSERVAÇÃO 2 
Outros advérbios, além de algumas 
preposições, aparecem como uma palavra 
denotativa, ou seja, palavras que não possuem 
nenhuma classificação morfológica específica, 
contudo elas possuem classificação própria em 
relação ao sentido, podendo ser de inclusão 
(até, mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, 
senão, salvo); de designação (eis); de realce (cá, 
lá, só, é que); de retificação (aliás, ou melhor, 
isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí). 
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Ex.: Todos ganharam o prêmio do campeonato, até os que 
chegaram por último.
 Dois funcionários vieram trabalhar, apenas Bruno e João.
 Vou lá na casa dela amanhã.
 Eis o presidente eleito. 
5.6 LOCUÇÕES ADVERBIAIS 
Ocorre quando duas ou mais palavras se juntam para formar uma 
única expressão que funciona como advérbio. É formado por dois 
advérbios, ou por um advérbio e uma preposição, mas há variações. 
São classificadas do mesmo modo dos advérbios: 
PREPOSIÇÃO + ARTIGO + ADJETIVO 
OU
PREPOSIÇÃO + ARTIGO + ADVÉRBIO 
Locução adverbial de 
lugar
Ex.: Por fora, por 
dentro, embaixo, em 
cima, ao lado, à direita, 
à esquerda, por baixo, 
por cima, por perto...
Por fora a casa parece 
limpa, mas por dentro 
está uma zona.
Locução adverbial de 
tempo
Ex.: Em breve, à tarde, 
à noite, depois de 
amanhã, de repente, 
hoje em dia, de 
madrugada, de manhã, 
de vez em quando...
Ele voltou a trabalhar 
de repente. 
Locução adverbial de 
modo
Em silêncio, às claras, 
de cor, à vontade, à 
toa, às pressas, de 
mansinho, ao contrário, 
em detalhes, etc.
Fui buscá-la às pressas. 
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Locução adverbial de 
intensidade
De novo, de pouco, 
de todo, muito mais, 
muito menos, etc.
De todo, mal ele nos 
livrou. 
Locução adverbial de 
dúvida
Quem sabe. Quem sabe ela não te 
perdoa. 
Locução adverbial de 
afirmação
Por certo, sem 
dúvida, com certeza, 
de fato, etc.
Com certeza, 
concordo com seu 
posicionamento. 
Locução adverbial de 
negação
De jeito nenhum, de 
modo algum, de forma 
alguma, etc.
De jeito nenhum irei 
sair de casa. 
5.7 CONJUNÇÃO
Palavra invariável (sem gênero e número) que une duas orações ou 
termos parecidos. 
Locução Conjuntiva 
A locução conjuntiva é formada por uma ou mais palavras (vocábulos) 
que desempenham papel de conjunção. Vamos ver alguns exemplos 
abaixo. 
Conjunções Coordenativas: Ligam orações ou termos semelhantes 
da mesma oração.  
Aditivas
e, nem, bem, 
como, mas, mas 
também, nem... nem, 
tampouco, não só... 
mas (também), etc.
Ex.: Comprei pão e leite. 
Adversativas
mas, porém, contudo, 
toda via, entretanto, 
no entanto, só que, 
etc.
Ex.: Ela saiu, mas voltou. 
Alternativas
Ora... ora, ou... ou, 
quer... quer, seja... 
seja, etc.
Ex.: Ora fazia calor, 
ora fazia frio. 
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Conclusivas
portanto, logo, assim, 
por isso, pois, então, 
etc.
Ex.: Ele está melhorando, 
portanto vai sair logo 
do hospital. 
Explicativas
porque, que, 
porquanto, pois 
(antes do verbo). 
Ex.: Ela chegou cedo 
porque veio de carro. 
 Conjunções subordinativas: Ligam duas orações subordinando 
uma à outra. 
Causais
Ex.: Visto que, porque, 
que, como, porquanto, 
pois, como, pois que, 
dado que, visto que, 
visto como, já que, uma 
vez que, na medida em 
que, sendo que, etc.
Fui ao hospital porque 
estava doente. 
ComparativasEx.: Como, que nem, 
tal como, assim como, 
tal qual, (tão)... como/
quanto, como se, etc.
Corro rápido que nem 
um leão. 
Concessivas
Ex.: Ainda que, 
embora, se bem que, 
posto que, nem que, 
apesar de que, dado 
que, quando mesmo, 
sem que(=embora 
não), mesmo que, etc.
Vou ao aniversário, 
embora não tenha 
comprado presente. 
Condicionais
Ex.: Contanto que, e 
desde que, se, caso, 
exceto se, salvo se, 
no caso de que, desde 
que, a menos que, a 
não ser que, etc.
Você passará no 
exame, desde que 
estude. 
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Conformativas
Ex.: Conforme, 
consoante, segundo, 
como (=conforme).
Conforme combinamos, 
viajaremos mês que vem. 
Consecutivas
Ex.: De modo que, de 
forma que, de sorte 
que, tanto que, tanto... 
que, tamanho... que, 
tal... que, de tal modo/
maneira... que, a tal 
ponto... que.
O bebê chorou muito, 
tanto que acordou os 
vizinhos. 
Finais
Ex.: A fim de que, para 
que, porque (=para 
que; não usual), de 
modo/maneira.
Todos chegaram cedo, 
para que não houvesse 
atrasos. 
Integrantes Ex.: Que, se. Espero que você realize seus sonhos. 
Proporcionais
Ex.: À proporção que, à 
medida que, ao passo 
que, quanto mais/
menos/menor/maior/
melhor/pior... (tanto) 
mais/menos/menor/
maior/melhor/pior.
À medida que estuda, 
fica mais inteligente.
Temporais
Ex.: Enquanto, logo 
que, quando, antes 
que, até que, agora, 
assim que, etc.
Saí de fininho assim que 
a confusão começou. 
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5.8 VERBO: 
Palavra que expressa ação, estado, mudança de estado, fenômeno 
da natureza, conveniência, desejo e existência. 
Os verbos se caracterizam quanto: 
AO MODO: 
Indicativo
Expressa uma atitude 
certa, ou apresenta 
um fato real.
Exemplos: Falo, andei, 
cantava, namorara, 
ficarei, adoraria. 
-Ela canta muito.
Subjuntivo
Exprime uma atitude 
de dúvida, ou anuncia 
um fato como possível, 
hipotético, provável 
ou incerto.
Exemplos: Falasse, 
comesse, amássemos.
- Se eu falasse, você 
não iria escutar. 
Imperativo
Exprime o desejo que o 
falante tem de que algo 
aconteça: é a ordem, 
desejo, súplica, pedido.
Exemplos: Vem, saia, 
chegue. 
- Saia da sala! 
AO TEMPO: 
INDICATIVO SUBJUNTIVO
Presente: ação que ocorreu no 
presente. 
Ex.: Eu preciso da sua ajuda agora.
Presente: ação presente ou futura. 
Indica desejos, hipóteses ou 
suposições.
Ex.: Tomara que ele espere por 
mim.
Pretérito perfeito: Ação que 
aconteceu em determinado tempo 
no passado. 
Ex.: Comi bolo ontem.
Pretérito perfeito: Ação concluída 
com relação, ou não, a um fato 
passado ou futuro. 
Ex.: Quando eu chegar em casa, 
espero que já tenha feito o almoço.
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Pretérito imperfeito: Ação passada 
que não foi concluída. 
Ex.: Eu andava de bicicleta quando 
era criança.
Pretérito imperfeito: Ações 
passadas que estão ligadas a 
outras. Pode indicar uma ação 
presente, passada ou futura. 
Ex.: Se você estudasse, você se 
sairia bem nas provas.
Pretérito mais-que-perfeito: Ação 
de ocorreu antes de outra ação 
passada. 
Ex.: Tomara que ela passe no 
exame. 
Pretérito mais-que-perfeito: Ação 
anterior a outro fato passado. 
Ex.: Seria tudo mais fácil se ela não 
tivesse saído naquela noite.
Futuro do presente: Ação que 
ocorre posteriormente ao 
momento de fala. 
Ex.: Bruna será aprovada em breve.
Futuro: Ação que ainda vai 
acontecer no futuro. 
Ex.: Me avise quando chegar.
Futuro do pretérito: Ação que 
expressa incerteza, surpresa e 
indignação. 
Ex.: Ele sairia se ela deixasse.
FORMAS NOMINAIS DO VERBO: 
INFINITIVO dar, fazer, aprender
PARTICÍPIO dado, feito, aprendido
OBSERVAÇÃO
Alguns tempos verbais são formados por um 
verbo auxiliar e um verbo principal, de modo 
que o verbo auxiliar sofre flexão em tempo 
e pessoa, e o verbo principal permanece no 
particípio. Os verbos auxiliares mais utilizados 
são “ter” e “haver”. 
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GERÚNDIO dando, fazendo, aprendendo
Eles podem ter função de verbo ou atuar como substantivo 
(infinitivo), adjetivo (particípio) ou advérbio (gerúndio). 
Tipos de verbos: é a classificação de acordo com a sua flexão verbal 
e se dividem em: 
Regulares
possuem regras fixas para a 
flexão (lavar, amar, comer, 
abrir...)
Ex.: Eu lavo roupa às 
terças-feiras.
Tu lavas...,
Ele lava..., 
Nós lavamos..., 
Vós lavais.... 
Eles lavam... 
Irregulares
possuem alterações nos 
radicais e nas terminações 
quando conjugados (medir, 
fazer, poder, haver pôr...)
Ex.: Eu faço almoço 
todos dos dias. 
Tu fazes..., 
Ele faz..., 
Nós fazemos..., 
Vós fazeis..., 
Eles fazem... 
Anômalos
possuem diferentes radicais 
quando conjugados (ser, ir...)
Ex.: Eu vou embora. 
Tu vais..., 
Ele vai..., 
Nós vamos..., 
Vós vais... , 
Eles vão... 
Defectivos
não são conjugados em todas 
as pessoas verbais (falir, banir, 
colorir, adequar...)
Ex.: Eu –, 
Tu –, 
Ele –, 
Nós falimos, 
Vós falis, 
Eles - 
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Impessoais
não possuem sujeitos, e são 
conjugados sempre na 3ª 
pessoa do singular (chover, 
nevar, escurecer, anoitecer...)
Ex.: Choveu ontem à 
tarde. 
Unipessoais
mesmo apresentando sujeitos, 
são sempre conjugados na 
3ª pessoa do singular ou do 
plural (latir, miar, custar, 
acontecer...)
Ex.: O cachorro late e o 
gato mia. 
Abundantes
possuem duas formas no 
particípio, uma regular e outra 
irregular (aceitar = aceito, 
aceitado)
Ex.: Tinha aceito/ tinha 
aceitado o pedido. 
Pronominais
verbos conjugados com 
pronomes oblíquos átonos, 
indicando ação reflexiva 
(suicidar-se, queixar-se, 
sentar-se, pentear-se...)
Ex.: Queixaram-se das 
dores. 
Auxiliares
usados em tempos compostos 
ou em locuções verbais (ser, 
estar, ter, haver, ir...)
Ex.: Ele foi 
interrompido. 
Principais
transmitem totalidade da ação 
verbal por si próprios (comer, 
dançar, nascer, morrer, 
sorrir...)
Ex.: Fazia um ano ela 
tinha ganhado minha 
confiança. 
De Ligação
indicam um estado, ligando 
uma característica ao sujeito 
(ser, estar, parecer, ficar, 
continuar...)
Ex.: Ele ficou animado 
depois da notícia. 
 VOZES VERBAIS: 
Indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação. 
Voz ativa O sujeito é o agente da ação. Ex.: Vi o avião. 
Voz passiva O sujeito sofre a ação. Ex.: O avião foi visto.
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Voz reflexiva
O sujeito pratica e sofre 
a ação. Usa-se a partícula 
apassivadora “se”.
Ex.: Vi-me no reflexo 
do lago. 
Ainda, a voz passiva subdivide-se em: 
Voz Passiva Analítica
Sujeito Verbo + verbo 
auxiliar Agente da 
passiva
Ex.: A professora foi 
recebida pelos alunos. 
Voz Passiva Sintética
Verbo Se + Sujeito 
paciente
Ex.: Invadiu-se o 
s u p e r m e r c a d o . 
Alugam-se casas. 
CONJUGAÇÃO DE VERBOS: 
1ª conjugação: verbos terminados em – AR - lavar / - falar / - jogar
2ª conjugação: verbos terminados em –ER - beber / - comer / - viver 
3ª conjugação: verbos terminados em –IR - agir / - ouvir / - seguir 
 FLEXÃO DE NÚMERO: 
O verbo pode se apresentar no singular ou no plural, a depender da 
flexão da pessoa. 
Flexão de pessoa: indica as pessoas do discurso: 
1ª pessoa - é a que fala, falante, emissor.
Singular: Eu, Plural: 
Nós
2ª pessoa - é a com quem se fala, ouvinte, receptor.
Singular: Tu, Plural: 
Vós
3ª pessoa
- é a de quem se fala 
ou que se fala ou o 
assunto de que se fala.
Singular: Ele, Ela, 
Plural: Eles, Elas
5.9 INTERJEIÇÃO: 
Exprime reações emotivas e sentimentos ou estados de espírito 
do falante. Não sofre variação por ser uma palavra que não muda de 
forma e não exercenenhuma função sintática. 
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Ex.: Ah! Que calor... / Escapei por pouco, ufa! / Ah! Lá vem ela. / 
Meu Deus!! Essa menina é um anjo! / Pare!!! / Valha-me Deus!! Quase 
que você me mata de susto!! 
5.10 NUMERAL:
Palavra relacionada ao substantivo que caracteriza um número e 
pode ser classificado em cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário. 
Cardinal Um, dois, três 
Ordinal - indica posição Primeiro, segundo, terceiro 
Multiplicativo - indica número de 
vezes 
Duplo, triplo, quádruplo 
Fracionário Um quarto (1/4) 
Numeral Adjetivo – acompanha o 
substantivo 
Dois pirulitos 
Numeral Substantivo – substitui 
substantivo 
Os dois (pirulitos) quebraram 
 5.11 PREPOSIÇÃO: 
São palavras invariáveis que servem para ligar dois termos da oração 
numa relação subordinada, e são divididas em: 
Essenciais
Funcionam apenas 
como preposição
a, ante, após, de, com, 
em, contra, para, per, 
perante, por, até, 
desde, sobre, trás, sob, 
sem, entre 
Acidentais
Palavras de outras 
classes gramaticais que 
passam a funcionar 
como preposição em 
determinadas sentenças
afora, como, conforme, 
consoante, durante, 
exceto, mediante, 
menos, salvo, segundo, 
visto etc. 
Locuções Prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de, 
defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc. 
62
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As preposições podem ainda aparecer combinadas a outras palavras 
ou contraídas: 
Combinadas Prep. A + artigo O= AO 
Contração
Preposição DE + artigo indefinido 
UM = DUM / Preposição EM + 
pronome demonstrativo ESTE = 
NESTE 
 
Questões de Concursos 
1.(MP-SP – Analista de Promotoria I (Assistente Social) – 2011) 
Leia o poema de Paulo Leminski:
"via sem saída 
 via bem 
 via aqui 
 via além 
 não via o trem 
 via sem saída 
 via tudo 
 não via a vida 
 via tudo que havia 
 não via a vida 
 a vida havia” 
Considerando o verso “não via o trem”, avalie as afirmações que 
seguem. 
I. A palavra via aparece no poema tanto como substantivo quanto 
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
63
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como verbo. 
II. O verbo via encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo. 
Está correto o que se afirma em: 
a) somente I; 
b) somente II; 
c) I e II; 
d) nenhuma. 
2. (VUNESP – TCE/SP – Agente de Fiscalização – 2017)
Assinale a alternativa em que estão destacadas, respectivamente, 
um adjetivo e uma locução adjetiva. 
a) Você assustou ele falando alto… /… teria impedido a fuga do 
 pássaro. 
b) Miguel era o mais velho… /… a viagem se fazia a cavalo. 
c) E pensávamos com ânsia no seu regresso… /… o tapa no rosto de 
 Tito. 
d) …para aprender nomes feios… /… o risinho malévolo dos 
 Guimarães. 
d) …os socos que ele nos dera, o miserável. /… de certo modo 
 participava dele. 
3.(FGV – SEE/PE – Professor de matemática – 2016) 
“O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha 
morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: 
encontramo-nos todos na mesma situação.” (Tolstói) 
Assinale a opção que apresenta o segmento do texto em que o 
emprego do artigo definido é optativo. 
a) “O único consolo” 
b) “ao pensar” 
c) “inevitabilidade da minha morte” 
d) “quando o barco está em perigo” 
e) “todos na mesma situação” 
4.(VUNESP – SEDUC/SP – Oficial Administrativo – 2019) 
Considere as frases do texto: 
64
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- Tenho amigos que não leem e não frequentam livrarias. 
- Lá dentro, ninguém nos obriga a comprar um livro. 
Assinale a alternativa em que os pronomes que substituem as 
expressões destacadas estão empregados em conformidade com a 
norma-padrão da língua. 
a) não as frequentam / comprá-lo. 
b) não as frequentam / comprar-lhe. 
c) não lhes frequentam / comprá-lo. 
d) não frequentam elas / comprar-lhe. 
e) não lhes frequentam / comprar ele. 
 
5.(CESPE – BNB – Especialista Técnico (Analista de Sistemas) – 2018) 
Sentado na salinha da rua de São Bernardo, Chico
Bento conversava com Conceição e a avó sobre o futuro, o seu 
incerto futuro que a perversidade de uma seca entregara aos 
azares da estrada e à promiscuidade miserável dum 
abarracamento de flagelados. 
Tristemente contou toda a fome sofrida e as 
consequentes misérias. 
A morte de Josias, afilhado do compadre Luís 
Bezerra, delegado do Acarape, que lhes tinha valido num dia 
bem desgraçado! - a morte do Josias, naquela velha casa de 
farinha, deitado junto de uma trave de aviamento, com a 
barriga tão inchada como a de alguns paroaras quando já estão 
para morrer... 
E aquele caso da cabra, em que - Deus me perdoe!
- pela primeira vez tinha botado a mão em cima do alheio... 
E se saíra tão mal, e o homem o tinha posto até de 
sem-vergonha, e ele tão morto, tão sem coragem, que o que fez 
foi ficar agachado, aguentando a desgraça... 
Os olhos da moça se enchiam de água, e 
comovidamente dona Inácia levantou os óculos, passando o 
lenço pela pálpebras. 
O vaqueiro continuou a falar, no mesmo jeito 
encolhido, estirando apenas, uma vez ou outra, o braço 
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mirrado, para vergastar o ar numa imagem de miséria mais 
aguda, ou de desespero mais pungente... 
Depois era a fuga do Pedro, e aquela noite na estrada 
em que a mulher, estirada no chão, com o Duquinha de banda, 
todo o tempo arquejou, variando, sem sentidos, como quem 
está para morrer. 
E ele de cócoras, junto dela, com os dois outros 
meninos agarrados nas pernas, não teve forças nem de se 
mexer, de caçar um recurso, nem de, ao menos, tentar descobrir 
um rancho... 
Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que 
carecia era arranjar trabalho, porque a comadre Conceição bem 
via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos. 
Conceição concordou: 
- Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim, 
compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que 
é só o que há para retirante?! 
Ele alargou os braços, tristemente: 
- A natureza da gente é que nem borracha... Havendo 
precisão, que jeito? Dá pra tudo... 
Na locuções “tinha botado” e “tinha posto”, a substituição da forma 
verbal “tinha” por “havia” não prejudicaria a correção gramatical e o 
sentido original do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
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Gabarito 
1. C 
2. D 
3. C 
4. A 
5. CERTO
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
C 
 A
 P
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 T
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As palavras se dividem em:
PRIMITIVAS DERIVADAS SIMPLES COMPOSTAS
NÃO PROVÊM 
de outra 
palavra.
PROVÊM de 
outras palavras
Possuem apenas 
um radical 
(significado 
básico da 
palavra).
Possuem dois ou 
+ radicais
Ex.: bom, atual Ex.: bondade, 
atualizar
Ex.: cavalo, rei Ex.: guarda-
chuva, couve-
flor.
Os principais processos morfológicos de formação de palavras são:
Derivação
Ocorre a partir de uma palavra 
simples ou de um único radical, 
juntando-se afixos. 
Ex.: florista, solar, pedreiro...
Prefixal
Acrescenta-se o afixo antes da 
palavra ou do radical.
Ex.: INfeliz, DESumano
Sufixal
Acrescenta-se o afixo depois da 
palavra ou do radical. 
Ex.: calorENTO, alegreMENTE
Parassintética
Acrescenta-se um afixo antes e 
outro depois da palavra ou radical. 
Ex.: manhã – Amanhecer 
poder - Empoderada
Regressiva
Há uma redução à forma primitiva. 
Ex.: vidraceiro – vidro 
Resgatar – resgate
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Imprópria
Há mudança no sentido (classe 
gramatical) da palavra sem 
alteração da sua forma. 
Ex.: O jantar (substantivo, pois 
está precedido do artigo “O”, sem 
o artigo seria apenas verbo jantar). 
O animal está sendo bem cuidado. 
(substantivo) 
O show foi animal. (adjetivo)
Composição
Ocorre quando uma nova palavra 
se origina da junção de duas ou 
mais palavras simples ou radicais. É 
dividida em dois tipos: aglutinação 
e justaposição.
Aglutinação
Junção dos radicais que 
apresentarão alteração fonética 
Ex.: aguardente (água + ardente), 
Embora (em + boa + hora), 
hidroelétrica (hidro + elétrica).
Justaposição
Junção dos radicais sem alteração 
fonética (na maioria são conectadas 
com hífen). 
Ex.: beija-flor, quarta-feira, 
girassol.
Outros:
Hibridismo
Quando há fusão de palavras 
simples ou radicais de outras 
línguas. 
Ex.: sociologia (socio – latim + logia 
– grego).
Combinação
Quando ocorre junção de partes de 
outras palavras simples ou radicais. 
Ex.: portunhol (português + 
espanhol) / aborrecente (aborrecer 
+ adolescente).
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Abreviação
Ocorre quando a palavra é reduzida 
para uma parte de sua totalidade, 
passando a ser uma palavra 
autônoma. 
Ex.: foto (fotografia)
Intensificação
Ocorre quando se cria uma nova 
palavra a partir do alargamento do 
sufixo de uma palavra já existente. 
Normalmente se adiciona o sufixo 
-izar. 
Ex.: inicializar (em vez de iniciar) , 
protocolizar (em vez de protocolar).
Neologismo
Processo de formação de palavras 
no qual criam-se novos termos a fim 
de suprir alguma necessidade do 
falante em um contexto específico 
(temporárias ou permanentes).
Neologismo semântico
Atribuição de novo significado a 
uma palavra já existente. 
Ex.: estar a fim de (ter vontade de/ 
estar interessado em alguém) 
Estou a fim de comer aquele 
sanduíche. 
Estou a fim do Ricardo. 
Fazer um bico (trabalho temporário).
Neologismo sintático
É a combinação de elementos 
já existentes para criar um novo 
vocábulo. 
Ex.: infralegal, indenizatório.
Neologismo lexical
Criação de uma nova palavra, que 
tem um novo conceito. 
Ex.: deletar (apagar), escanear 
(digitalizar).
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Questões de concursos
1.(Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2008)
Ciro dos Anjos escreveu, faz pouco tempo, uma de suas páginas mais belas sobre as antigas fazendas mineiras. Ele dá
os requisitos essenciais a uma fazenda bastante lírica, incluindo, mesmo, uma certa menina de vestido branco. Nada sei dessas
coisas, mas juro que entendo alguma coisa de arquitetura urbana, embora Caloca, Aldari, Jorge Moreira e Ernâni, pobres
arquitetos profissionais, achem que não.
Assim vos direi que a primeira coisa a respeito de uma casa é que ela deve ter um porão, um bom porão com entrada pela
frente e saída pelos fundos. Esse porão deve ser habitável porém inabitado; e ter alguns quartos sem iluminação alguma, onde se
devem amontoar móveis antigos, quebrados, objetos desprezados e baús esquecidos. Deve ser o cemitério das coisas. Ali, sob
os pés da família, como se fosse no subconsciente dos vivos, jazerão os leques, as cadeiras, as fantasias do carnaval do ano de
1920, as gravatas manchadas, os sapatos que outrora andaram em caminhos longe.
Quando acaso descerem ao porão, as crianças hão de ficar um pouco intrigadas: e como crianças são animais levianos, 
é preciso que se intriguem um pouco, tenham uma certa perspectiva histórica, meditem que, por mais incrível e extraordinário
que pareça, as pessoas grandes também já foram crianças, a sua avó já foi a bailes, e outras coisas instrutivas que são um pouco
tristes mas hão de restaurar, a seus olhos, a dignidades corrompida das pessoas adultas.
Convém que as crianças sintam um certo medo do porão; e embora pensem que é medo do escuro, ou de aranhas-
caranguejeiras, será o grande medo do Tempo, esse bicho que tudo come, esse monstro que irá tragando em suas fauces negras 
os sapatos da criança, sua roupinha, sua atiradeira, seu canivete, as bolas de vidro, e afinal a própria criança.
O único perigo é que o porão faça da criança, no futuro, um romancista introvertido, o que se pode evitar desmoralizando
periodicamente o porão com uma limpeza parcial para nele armazenar gênero ou utensílios ou mais facilmente tijolo, por 
exemplo; ou percorrendo-o com uma lanterna elétrica bem possante que transformará hienas em ratos e cadafalsos em guarda-
louças.
Ao construir o porão deve o arquiteto obter um certo grau de umidade, mas providenciar para que a porta de uma das
 entradas seja bem fácil de arrombar, porque um porão não tem a menor utilidade se não supomos que dentro dele possa estar 
escondido um ladrão assassino, ou um cachorro raivoso, ou ainda anarquistas búlgaros de passagem por esta cidade.
Um porão supõe um alçapão aberto na sala de jantar. Sobre a tampa desse alçapão deve estar um móvel pesado, que fique 
exposto ao sol ao menos duas horas por dia, de tal modo que à noite estale com tanto gosto que do quarto das crianças dê a 
impressão exata de que o alçapão está sendo aberto, ou o terrível meliante já esteja no interior da casa.
Rubem Braga. Um pé de milho. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1982, p. 129-31 (com adaptações)
O recurso a processos de formação de palavras derivadas pode ser 
exemplificado em “habitável porém inabitado”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Hora de ver o que 
aprendeu desse Capítulo
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2.(Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2010)
Texto V
 As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam
deparavam com um estado social que ainda mais lhes
engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda
as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que
ainda engenhou o egoísmo humano.
 Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma
anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem
que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de
todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os
adiantamento feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados
de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam
as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.
 A sua atividade, desde o primeiro golpe de 
machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso
inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que
se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os
esforços e as fadigas para saldá-la.
 E vê-se completamente só na faina dolorosa. A
exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho,
impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. 
Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgures com
esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida
inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte,
trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto
de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um
bloco o seu próprio corpo - partindo, chegando e partindo
- nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu
eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada
por ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para
exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples
movimentos reflexos - se não o enrija uma sólida estrutura
moral, vã-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as
esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade
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que arrebataram à quele lance, à ventura, em busca da 
fortuna.
Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: 
Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e 
coordenaçãode Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção
 Dimensões do Brasil, v.1). 1976. p. 131-2 (com adaptações).
Os vocábulos “instabilidade”, “imperfeita”, “inçados” e “impõe” 
são formados por prefixo cujo valor semântico denota privação ou 
negação.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3.(Cespe/UnB – STM – Analista Judiciário – 2011)
 Entre os crimes propriamente militares - aqueles
tipificados no Código Penal Militar (CPM) e que somente
podem ser cometidos por militares no exercício de suas
atribuições funcionais -, tem aqui destaque aquele de maior
repercussão na tropa e de sérias consequências para a
manutenção da disciplina e da operacionalidade das Forças
Armadas: a deserção. Esse delito é definido no CPM como o
ato de ‘ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que
serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de
oito dias” (CPM, art. 187).
 No que se refere à gravidade do delito em questão,
alguns estudiosos entendem haver excessivo rigor no
tratamento dispensado ao desertor, como, por exemplo, a
prisão imediata, após sua captura ou apresentação voluntária,
por período de até sessenta dias, conforme previsto no Código
de Processo Penal Militar (CPPM). Entretanto, para o militar
responsável pela manutenção da operacionalidade do efetivo
que lhe é confiado como comandante de fração, subunidade ou
unidade, a deserção apresenta elevado grau de potencial
ofensivo. O militar é treinado para cumprir missões por vezes
arriscadas e que podem trazer em seu âmago perigo também
para os outros integrantes do grupo que comanda. A nação nele
investe e dele espera a retribuição de sua missão constitucional.
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Sua ausência representará um vácuo no organismo a que
pertence.
 Assim, a deserção é um crime gravíssimo para as
instituições militares, porquanto atinge diretamente um de seus
pilares básico: a disciplina. Tanto é verdadeira essa afirmação
que a própria lei substantiva castrense estabelece para esse tipo
de delito criminal, em tempo de guerra e em presença de
inimigo, sanções que podem ir de um mínimo de vinte anos de
reclusão à pena capital.
Max Hoertel. Crimes propriamente militares: a deserção. In: STM em Revista, ano
3, Nº 4, jul./dez./ 2006. P. 16-7. Internet: <www.stm.jus.br> (com adaptações).
As palavras “desertor” e “integrantes” são ambas formadas por 
processo de derivação sufixal em que os respectivos sufixos evidenciam 
o sentido de agente.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4. (FAU – Prefeitura de Piraquara/PR – Assistente Operacional – 
2016) 
As palavras “pontiagudo, gostoso e enobrecer” são formadas, 
respectivamente, pelos seguintes processos de formação de palavras:
a) Composição por aglutinação - derivação sufixal - derivação 
 parassintética.
b) Derivação sufixal - derivação sufixal - derivação prefixal e 
 sufixal.
c) Composição por justaposição - derivação imprópria - derivação 
 prefixal.
d) Derivação prefixal e sufixal - derivação sufixal - composição por 
 aglutinação.
e) Derivação prefixal - composição por aglutinação - derivação 
 imprópria.
5. (FUNCAB – DETRAN/PB – Agente de Trânsito – 2013)
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Pedestre que bebe em excesso é fator de insegurança no trânsito
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Quem pensa que a responsabilidade no trânsito é só do motorista 
está enganado. Cabe também ao pedestre garantir a sua segurança e a 
de quem está conduzindo veículos nas vias públicas afinal, sob o efeito 
do álcool, pode ser tão perigoso quanto um motorista que bebeu em 
demasia.
O atropelamento é uma das principais causas de morte no trânsito. 
Justamente após ter bebido sem medida, é o pedestre que, muitas 
vezes, se coloca em situação de risco por não ter condição de avaliar a 
distância e a velocidade dos veículos.
Para Ana Glória Melcop, coordenadora geral da pesquisa “Consumo 
de Álcool e os Acidentes de Trânsito”, do Instituto de Medicina 
Integral Professor Fernando Figueira (Imip), é um equívoco pensar o 
consumo de bebida alcoólica apenas sob a perspectiva dos condutores 
de veículos. “A legislação brasileira atual está correta em punir 
severamente os motoristas que dirigem alcoolizados. Entretanto, é 
necessário considerar todos os outros atores envolvidos que arriscam 
igualmente as suas vida nas vias públicas”, observa.
[...]
De acordo com o advogado Cid Vieira de Souza Filho, da Comissão 
de Estudos sobre Educação e Prevenção de Drogas e Afins da OAB 
(Ordem dos Advogados do Brasil), em São Paulo, não é porque o 
pedestre tem a preferência que não pode ser responsabilizado por 
acidentes. “Quem atravessa uma via alcoolizado, repentinamente, na 
frente de uma veículo, fazendo-o, por exemplo, colidir com um poste 
ou em outro, pode ser indiciado por lesão corporal culposa”, analisa.
Qualquer pedestre, mesmo aquele que não estiver sob efeito da 
substância, pode causar um acidente por ser imprudente , em tese, 
ser responsabilizado penalmente. Já no Código Nacional de Trânsito, 
o artigo 254 impõe penalidades leves, inclusive com valores de multa. 
Entretanto, os casos são raríssimos.
Para o advogado, a solução é a prevenção. Por isso, defende uma 
intensa campanha educativa. “A segurança se aplica a todos”, diz; mas 
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lembra: “contudo, se o motorista não estiver atento e não respeitar os 
limites de velocidade, mesmo com o pedestre embriagado, não elimina 
sua responsabilidade. A possibilidade de um acidente sério está muito 
mais nas mãos de quem conduz o veículo do que de quem atravessa a 
rua”, finaliza.
(In <http://semexcesso.com.br/pedestre-que-bebe-em-excesso/> acesso em 20/11/2012)
Das palavras extraídas do texto, indique aquela que destoa das 
demais quanto ao processo de formação pelos qual foi constituída.
a) Perigoso.
b) Motorista.
c) Velocidade.
d) Imprudente.
e) Responsabilidade.
 GABARITO
1. CERTO
2. ERRADO
3. CERTO
4. A
5. D
SINTAXE: RELAÇÕES SINTÁTICO-
SEMÂNTICAS ENTRE ORAÇÕES, 
PERÍODOS OU PARÁGRAFOS
C 
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lembra: “contudo, se o motorista não estiver atento e não respeitar os 
limites de velocidade, mesmo com o pedestre embriagado, não elimina 
sua responsabilidade. A possibilidade de um acidente sério está muito 
mais nas mãos de quem conduz o veículo do que de quem atravessa a 
rua”, finaliza.
(In <http://semexcesso.com.br/pedestre-que-bebe-em-excesso/> acesso em 20/11/2012)
Das palavras extraídas do texto, indique aquela que destoa das 
demais quanto ao processo de formação pelos qual foi constituída.
a) Perigoso.
b) Motorista.
c) Velocidade.
d) Imprudente.
e) Responsabilidade.
 GABARITO
1. CERTO
2. ERRADO
3. CERTO
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SINTAXE: RELAÇÕES SINTÁTICO-
SEMÂNTICAS ENTRE ORAÇÕES, 
PERÍODOS OU PARÁGRAFOS
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A sintaxe estuda a disposição que as palavras se encontram na frase 
e a relação lógica que as frases estabelecem entre si. Para isso deve-se 
ter clara a diferença entre:
FRASE 
Nominal:
 Verbal:
É qualquer palavra ou conjunto de palavras ordenadas 
que apresenta sentido completo em um contexto de 
comunicação e interação verbal.
 Não tem verbo. Ex.: Pare; cuidado; boa noite... 
Pode ter um / mais verbos Ex.: Eles foram ao cinema 
ontem.
ORAÇÃO
O enunciado é organizado em torno de um único verbo 
/ locução verbal, de forma que estes passam a ser 
o núcleo da oração, no qual o sujeito é opcional e o 
predicativo obrigatório. 
Ex.: Carla terminou a leitura do livro.
PERÍODO
O enunciado é organizado por uma oração (período 
simples) ou mais orações (período composto). São 
caracterizadospelo início com letras maiúsculas e 
finalizados com a pontuação adequada. Ex.: Pedi que 
todos comparecessem na aula.
A partir disso adentra-se na análise sintática, que analisa a estrutura 
de um período e de suas orações.
TERMOS DA ORAÇÃO 
Essenciais
Sujeito: realiza ou 
sofre a ação.
Predicado: Tudo o 
que se diz, declara 
ou informa sobre o 
sujeito e concorda 
com o verbo.
Integrantes Completam o sentido (complementos verbais e nominais, agentes da passiva).
Acessórios Função secundária (adjuntos adnominais e adverbiais, apostos).
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Termos essenciais da oração:
SUJEITO
SIMPLES Ex.: O rapaz chegou cedo. (apenas um sujeito).
COMPOSTO Ex.: A moça e o rapaz chegaram. (dois ou mais sujeitos).
INDETERMINADO Ex.: (Eles) Chegaram tarde à festa. (sujeito escondido).
OCULTO
(ELÍPTICO)
Ex.: (Nós) Chegamos cedo à festa. (sujeito 
escondido).
INEXISTENTE
(SEM SUJEITO)
Ex.: Choveu bastante à noite. (Fenômenos da 
natureza). Havia poucas pessoas no evento. 
(verbo HAVER-existir). Faz dez anos que ela 
nasceu. (verbo FAZER – tempo decorrido).
 PREDICADO
VERBAL Ex.: As crianças saíram. (o núcleo é caracterizado por um verbo significativo).
NOMINAL Ex.: Mariana estava contente. (o núcleo é o nome, o predicativo do sujeito).
VERBO-NOMINAL
Ex.: As crianças saíram contentes. (o núcleo 
é caracterizado pelo verbo significativo e 
predicativo). 
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Termos integrantes da oração: 
VERBOS
Intransitivo
É o verbo que 
apresenta sentido 
completo, ou seja, não 
exige complemento.
Ex.: A criança dormiu.
Transitivo 
direto
Exige complemento, 
porém, sem 
proposição obrigatória 
(objeto direto)
Ex.: A menina pula 
corda.
Transitivo 
indireto
Exigem complemento 
com preposição 
obrigatória (objeto 
indireto).
Ex.: A professora 
lembrou do que me 
disse. (lembrou do 
que? Do que me disse).
Transitivo 
direto e 
indireto
Exige um 
complemento sem 
preposição (objeto 
direto) e um com 
preposição (objeto 
indireto).
Ex.: Entregou os 
presentes aos 
familiares. 
• Entregou o 
que? os presentes 
(objeto direto – 
sem preposição); • 
Entregou os presentes 
a quem? aos familiares 
(objeto indireto – com 
preposição).
 
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 NÃO SE ESQUEÇA!!!
COMPLEMENTO VERBAL: 
Completa o sentido do verbo.
Objeto Direto SEM preposição
Ex.: A moça que usa 
sapatos de verniz me 
cumprimentou. (Usa o 
que? sapatos).
Objeto Indireto COM preposição
Ex.: Os animais 
precisam DE atenção. 
(Precisam DE que? de 
atenção). 
OBS.: Se houver 
dúvidas com relação 
a objeto direto e 
indireto, aconselho 
fazer a pergunta 
utilizando o verbo, 
como foi feito acima. 
Se tiver preposição, 
será objeto indireto 
e se não tiver 
preposição, será 
objeto direto.
COMPLEMENTOS 
NOMINAIS
( s u b s t a n t i v o s , 
adjetivos ou 
advérbios).
Completa o sentido 
do nome
Ex.: A professora 
estava orgulhosa de 
seus alunos.
Joana tem inveja de 
Flávia.
Marcela concluiu 
os afazeres 
atenciosamente.
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AGENTES DA PASSIVA
Termos que indicam 
que ou quem pratica 
a ação expressa pelo 
verbo na voz passiva 
- preposição “de” e 
“por”. O termo vem 
sempre depois da 
preposição.
Ex.: Os alunos foram 
motivo de orgulho da 
professora.
Flávia foi alvo de inveja 
de Joana. Os afazeres 
foram concluídos por 
Marcela.
Termos acessórios da oração: 
ADJUNTO ADVERBIAL
Modifica o sentido 
do verbo, adjetivo ou 
advérbio.
Ex.: As crianças 
brincam muito.
ADJUNTO 
ADNOMINAL
E s p e c i f i c a , 
modifica, classifica 
o substantivo, com 
função de adjetivo.
Ex.: O exemplar aluno 
desenvolveu um belo 
trabalho. 
APOSTO
C a r a c t e r i z a 
especificando o 
sujeito.
Ex.: Xuxa, a rainha dos 
baixinhos, começou 
sua carreira como 
modelo.
TIPOS DE ORAÇÃO
ORAÇÃO COORDENADA
Orações que independem sintaticamente uma da outra, ligam-se 
pelo sentido; 
Ex.: As meninas estavam tensas; já os meninos estavam tranquilos. 
(Nesse caso observamos que as orações estão apenas uma ao lado da 
outra, como uma estrutura sintática completa, ou seja, uma oração 
não depende da outra)
- Identificam-se na presença de um período composto, conectadas:
 a) oração coordenada sindética: orações que estão ligadas através 
de conjunções. 
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Ex.: Meu pai acordou cedo e começou a estudar.
 b) oração coordenada assindética: são aquelas orações ligadas 
apenas por pausa (representada, muitas vezes, por vírgula) e não por 
conjunção.
Ex.: Meu pai quer que eu trabalhe, estude, seja independente.
• As orações Coordenadas Sindéticas se dividem em:
ADITIVAS - adição à ideia apresentada na oração anterior: e, nem, 
também, bem como, não só, tanto... 
Ex.: Amanhã minha mãe vai ao mercado e à feira.
 Não gostei da atitude de João, nem da atitude de Maria.
ADVERSATIVAS - oposição à ideia apresentada na oração anterior 
(inicia com vírgula): mas, porém, todavia, entretanto, contudo... 
Ex.: Eu quero ir à festa, porém, não tenho roupa adequada.
 Queria passear, mas estava chovendo.
ALTERNATIVAS - opção / alternância em relação à ideia apresentada 
na oração anterior: ou, já, ora, quer, seja... 
Ex.: Ora gosta de verduras, ora não.
 Quer queira, quer não, iremos à igreja.
CONCLUSIVAS - conclusão da ideia apresentada na oração anterior: 
logo, pois, portanto, assim, por isso, com isso... 
Ex.: Não gostei da aula, logo, trancarei a matéria.
 Ultrapassei a velocidade permitida, portanto, terei que pagar 
uma multa.
EXPLICATIVAS - explicação da ideia apresentada na oração anterior: 
que, porque, porquanto, pois, ou seja...
Ex.: Vou estudar porque preciso ser aprovada.
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 Não sairei hoje, pois estou doente.
ORAÇÃO SUBORDINADA
Dependem sintaticamente da oração principal, ou seja, oração que 
depende uma da outra. 
Ex.: Os alunos estavam temerosos de que a professora os advertisse. 
(observemos que uma oração está presa à outra, porque uma (chamada 
subordinada – no caso deste exemplo, a parte destacada) completa a 
estrutura sintática da outra (chamada de principal).
- Classificam-se de acordo sua função em:
A) SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS: orações que têm a função de 
substantivo;
APOSITIVA – aposto: Esse era meu receio: que ela não chegasse na 
hora. 
COMPLETIVA NOMINAL - complemento de um nome: Tenho medo 
de que ela não chegue na hora. (complemento da palavra medo).
OBJETIVA DIRETA - objeto direto: Joel me perguntou se ela atrasaria 
outra vez. (me perguntou o que? se ele atrasaria... – não há preposição)
OBJETIVA INDIRETA - objeto indireto: Necessito de que você seja 
pontual. (necessita de que? de que você seja pontual – há preposição).
PREDICATIVA - predicativo: Meu medo é que ela se atrase novamente. 
(meu medo é esse – a palavra esse exerce função predicativa).
SUBJETIVA – exerce a função de sujeito na oração principal: É 
possível que ela se atrase outra vez.
B) SUBORDINADAS ADJETIVAS: orações que têm a função de 
adjetivo, (modificam o substantivo):
EXPLICATIVAS - explicam algum detalhe, acrescentando uma 
informação; sempre separado por vírgulas. 
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Ex.: A professora, que é nova na escola, está sendo apresentada aos 
alunos. 
RESTRITIVAS - restringe e define o sujeito a que se refere; não deve 
ser retirado sem alterar o sentido; não pode ser separado por vírgula. 
Ex.: As pessoas fofoqueiras precisam olhar parasi mesmas.
DESENVOLVIDAS - introduzidas por conjunções, pronomes e 
locuções conjuntivas; os verbos se apresentam no indicativo ou 
subjuntivo. 
Ex.: Ela foi a segunda da turma que tirou dez na prova.
REDUZIDAS - não são introduzidas por pronomes, conjunções ou 
locuções conjuntivas; o verbo se apresenta no particípio, gerúndio ou 
infinitivo. 
Ex.: Assistimos ao documentário elucidando a questão ambiental.
C) SUBORDINADAS ADVERBIAIS: orações que modificam o advérbio:
CAUSAIS - ideia de causa, motivo, razão: porque, visto que, já que, 
como... Ex.: Já que está trovejando, não sairemos de casa.
COMPARATIVAS - ideia de comparação: como, tanto quanto, (mais 
/ menos) que, do que... Ex.: Joana é mais inteligente que Alice.
CONCESSIVAS - ideia de contradição: embora, ainda que, se bem 
que, mesmo... Ex.: Embora eu tenha estudado, não fui aprovada no 
exame.
CONDICIONAIS - ideia de condição: caso, se, desde que, contanto 
que, a menos que... Ex.: Você viajará conosco desde que se comporte!
CONFORMATIVAS - ideia de conformidade: como, conforme, 
segundo... Ex.: Faremos a prova conforme as normas.
CONSECUTIVAS - ideia de consequência: de modo que, (tal / tão / 
tanto) que... Ex.: Gritei tanto, que fiquei rouca. 
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FINAIS - ideia de finalidade: que, para que, a fim de que... Ex.: Todos 
estudam para que possam passar no concurso.
PROPORCIONAIS - ideia de proporção: quanto mais / menos... mais 
/menos, à medida que, na medida em que, à proporção que... Ex.: À 
medida que o tempo passa, ela se torna mais rigorosa.
TEMPORAIS - ideia de tempo: quando, depois que, logo que, antes 
que... Ex.: Quando você irá parar de reclamar?
Questões de Concursos
1. (CESPE – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2018) 
No período “Sobe uma classe e dentro dela elevam-se muitos 
aspirantes a essa camada”, os termos “uma classe” e “muitos aspirantes 
a essa camada” exercem função de sujeito nas orações em que se 
inserem.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2. (CESPE – TJDFT – Técnico Judiciário – 2015) 
Fragmento de texto:
A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e 
o cobre – condutor de energia elétrica.
A oração “de produzir materiais preciosos” e o termo “de energia 
elétrica” desempenham a mesma função sintática no período.
( ) CERTO ( ) ERRADO
HORA DE PRATICAR!!
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3. (Quadrix – CRM/ES – Agente Administrativo – 2016) 
É muito comum que um adjetivo exerça a função de adjunto 
adnominal, ligando-se a um nome que ajuda a caracterizar. Assinale, 
entre as opções, a única em que tal função sintática não é exercida 
pelo adjetivo destacado.
a) "Um pequeno grupo de crianças é capaz de desenvolver uma 
 defesa natural à aids."
b) "Um pequeno grupo de crianças é capaz de desenvolver uma 
 defesa natural à aids."
c) "O sistema imunológico simplesmente ignorou a presença do 
 vírus no corpo."
d) "Sistema de defesa do corpo humano."
e) "As células de defesa acabam morrendo por inflamação crônica 
 e o sistema fica vulnerável."
4. (Quadrix – CRP/MG – Assistente Administrativo – 2015) 
Em “A maioria prefere chorar E CONTAR MENTIRAS”, a oração 
destacada, em relação a “chorar”, classifica-se como:
a) subordinada substantiva objetiva direta.
b) subordinada adverbial causal.
c) coordenada sindética aditiva.
d) coordenada assindética.
e) coordenada sindética explicativa.
5. (Quadrix – CRMV/TO – Assistente Administrativo – 2016) 
O primeiro verso do poema é uma oração inteira: “QUANDO EU 
TINHA 6 ANOS/Ganhei um porquinho-da-índia”. Assinale a alternativa 
que a classifique corretamente.
a) Oração subordinada adverbial causal.
b) Oração coordenada sindética explicativa.
c) Oração subordinada adverbial condicional.
d) Oração coordenada sindética temporal.
e) Oração subordinada adverbial temporal.
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 GABARITO
1- CERTO
2- CERTO
3- E
4- C
5- E
PONTUAÇÃO: EMPREGO E 
FUNÇÃO
C 
 A
 P
 Í
 T
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 L
 O
 
 
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 GABARITO
1- CERTO
2- CERTO
3- E
4- C
5- E
PONTUAÇÃO: EMPREGO E 
FUNÇÃO
C 
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Os sinais de pontuação são recursos gráficos da linguagem escrita, e 
têm como funções demarcar unidades e sinalizar limites de estruturas 
sintáticas. Também são usados como recurso estilístico para dar 
coerência e coesão aos textos. Os principais são:
 SINAL FORMA DE USO
. 
(ponto)
Indica final da frase declarativa / separa 
períodos / abrevia palavras. 
Ex.: Tenho 38 anos. 
Não vá embora. Fique mais um pouco. 
 Dr. (abrevia “doutor”)
: 
(dois pontos)
Inicia fala de personagem / antes 
de aposto ou orações apositivas, 
enumerações ou sequência de 
palavras para resumir ou explicar 
ideias apresentadas anteriormente / 
antes de citação direta. 
Ex.: A professora alertou: - Não 
estudem na véspera da prova. 
Essa é a questão: se tomar uma ação 
que seja congruente com o que você 
deseja você atingirá o alvo.
!
 (exclamação)
Indica expressão de emoção, surpresa, 
indignação, ordem, etc. / final de frase 
imperativa / após interjeição. 
Ex.: Que pena! (expressa emoção) 
Prestem atenção! 
Nossa! (interjeição, indica surpresa, 
espanto)
? 
(interrogação)
Para perguntas. 
Ex.: Qual é seu nome? 
O que você fará amanhã?
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( ) 
(parênteses)
Isola palavras e datas / frases 
intercaladas na função explicativa - 
podem substituir vírgula e travessão -. 
Ex.: A Segunda Guerra (1940). 
 Ela não para (trabalha fora e dentro 
de casa).
... 
(reticências)
Indica hesitação/ interrompe uma 
frase/ conclui com a intenção de 
estender a reflexão. 
Ex.: Sabe... sempre há uma outra 
possibilidade... 
Interessante...
- 
(travessão)
Inicia fala de um personagem no 
discurso direto, indica mudança de 
quem fala no diálogo e substitui a 
vírgula em frases ou expressões que 
explicam algo. 
Ex.: A mãe disse:- Seja feliz meu filho! - 
Obrigado, mãe! 
O rei do futebol – Pelé – atuava como 
atacante.
, 
(vírgula)
Marca uma pausa no enunciado. 
Separa termos coordenados. 
Ex.: Fui à feira e comprei alface, tomate, 
cebola, milho e alho.
Separa aposto (termo explicativo).
Ex.: Brasília, capital do Brasil, é uma 
cidade moderna.
Isola vocativo. 
Ex.: Bom dia, João.
Isola expressões que indicam 
circunstâncias adverbiais (modo, lugar, 
tempo etc).
Ex.: Todos os torcedores, calmamente, 
deixaram o estádio.
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Isola termos explicativos
Ex.: O sistema educacional, no meu 
ponto de vista, deve ser aperfeiçoado.
Separa conjunções intercaladas, e 
antes dos conectivos “mas”, “porém”, 
“pois”, “contudo”, “logo”.
Ex.: O rapaz saiu cedo da festa, mas 
não conseguiu chegar a tempo em 
casa. Não explicou, porém, o motivo 
para o pai.
Separa o conteúdo pleonástico.
Ex.: A ele, nada mais importa.
É facultativa entre um complemento 
de um verbo e um adjunto adverbial.
Ex.: Os meninos ficaram jogando bola 
ontem à noite. Os meninos ficaram 
jogando bola, ontem à noite.
NUNCA se aplica vírgula entre sujeito 
e verbo.
Ex.: Todos os amigos da menina, 
compareceram à festa.
NUNCA se usa vírgula entre o verbo e 
seu complemento.
Ex.: Os alunos entenderam, toda a 
explicação do trabalho.
NUNCA se usa vírgula entre substantivo 
e seu complemento nominal.
Ex.: Todas as garotas, da sala se 
reunirão.
NUNCA se usa vírgula entre locução 
verbal de voz passiva e o agente da 
passiva.
Ex.: Todos os concurseiros foram 
convidados,pelo professor a 
comparecerem na aula.
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NUNCA se usa vírgula entre o objeto e 
o predicativo do objeto.
Ex.: Considero aquele funcionário, 
irresponsável.
;(ponto e vírgula)
Indica pausa, maior que a vírgula e 
menor que o ponto.
Separa orações coordenadas sem 
conjunção, que guardam relação entre 
si.
Ex.: Os rios foram limpos; os peixes 
sobreviveram.
Separar orações coordenadas, quando 
pelo menos uma delas já possui 
elementos separados por vírgula.
Ex.: O resultado da votação foi: vinte a 
favor; nove, contra.
Separa itens de uma enumeração.
Ex.: Em festas juninas, as pessoas 
encontram: Maça do amor; pescaria; 
quentão.
Alonga a pausa de conjunções 
adversativas (mas, porém, contudo, 
todavia, entretanto, etc.), substituindo 
a vírgula.
Ex.: Desejo vê-la todos os dias; contudo 
só a verei no próximo mês.
Separa orações coordenadas 
adversativas quando a conjunção 
aparece no meio da oração.
Ex.: Esperava encontrar todo o pessoal 
no show; vi, porém, apenas algumas 
pessoas. 
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Questões de Concursos
1. (Cespe/UnB – STJ – Técnico Judiciário – 2012) 
Fragmento de texto: “A um coronel que se queixava da vida de 
quartel, um jornalista disse:...” O emprego da vírgula após “quartel” é 
facultativo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2.(Cespe – FUB – Assistente de TI – 2016) 
“E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida – corpo e alma – 
integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos”.
O uso de travessões no segundo parágrafo indica mudança de 
interlocutores no texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3.(CESPE / CEBRASPE - Ministério da Economia - Tecnologia da 
Informação – 2020) 
Quando eu era criança (e isso aconteceu em outro tempo e em 
outro espaço), não era incomum ouvir a pergunta “Quão longe é daqui até 
lá?” respondida por um “Mais ou menos uma hora, ou um pouco menos 
se você caminhar rápido”. Num tempo ainda anterior à minha infância, 
suponho que a resposta mais comum teria sido “Se você sair agora, estará 
lá por volta do meio-dia” ou “Melhor sair agora, se você quiser chegar 
antes que escureça”. Hoje em dia, pode-se ouvir ocasionalmente essas 
respostas. Mas serão normalmente precedidas por uma solicitação para 
ser mais específico: “Você vai de carro ou a pé?”.
 Hora de praticar!!
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 “Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam 
quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário 
para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse 
caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas 
a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter 
dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que 
“tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito 
pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que 
deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana 
são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; 
e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo 
como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar 
de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso 
quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os 
cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas 
humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um 
par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para 
requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos.
Zygmunt Bauman. A modernidade como história do tempo. In: 
Modernidade líquida. Plínio Dentzien (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar, 2001 (com adaptações).
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, 
julgue o item seguinte.
A vírgula empregada logo após o trecho “Num tempo ainda 
anterior à minha infância”, no primeiro parágrafo do texto, poderia 
ser suprimida sem prejuízo para a correção gramatical do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4.(Quadrix - Prefeitura de Jataí – GO - Analista Administrativo – 
2019) 
Assinale a alternativa correta no que se refere à pontuação.
a) Os gestores municipais devem examinar as relações entre 
 saneamento, resíduos sólidos, desigualdade e inclusão sociais,
 relações público-privadas e questões institucionais específicas 
 para a organização e funcionamento do governo.
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b) O respeito no trato da gestão municipal, será cada vez mais exigido, 
 como se pode ver pelos recentes posicionamentos da população, 
 que não reelegeu muitos gestores.
c) A descentralização deve ser objeto, da atenção dos gestores 
 municipais. Recebendo reforço da valorização da territorialidade 
 como abordagem predominante para a definição e implementação 
 de políticas públicas setoriais.
d) A questão da segurança pública exige, reflexão acerca do papel 
 do governo municipal nesse segmento; e sua contribuição para 
 uma ação coordenada e eficaz dos três níveis de governo.
e) A contribuição e a formação de parcerias com outros setores e 
 com a população, devem ser trabalhadas pelos governos 
 municipais. Para o bom encaminhamento de todas as questões 
 de interesse público.
5.(CESPE / CEBRASPE - Prefeitura de São Cristóvão – SE - Professor 
- Língua Portuguesa – 2019) 
 Texto 9A2-I
Em tempos pré-modernos, os humanos 
experimentaram uma espantosa variedade de modelos 
econômicos. Boiardos russos, marajás indianos, mandarins 
chineses e caciques de tribos ameríndias tinham ideias muito 
diferentes sobre dinheiro, comércio, impostos e emprego. Hoje 
em dia, em contraste, quase todo mundo acredita em pequenas 
variações sobre o mesmo tema capitalista, e somos 
engrenagens de uma única linha de produção global. Se os 
ministros da Fazenda de Israel e do Irã se encontrassem num 
almoço, eles teriam uma linguagem econômica comum e 
poderiam facilmente compartilhar agruras.
Porém a homogeneidade contemporânea é mais 
evidente quando se trata de nossa maneira de ver o nosso
corpo. Se você ficasse doente mil anos atrás, importaria muito 
o lugar onde vivesse. Médicos europeus ou chineses, xamãs 
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siberianos, médicos feiticeiros africanos, curandeiros 
ameríndios — todo império, reino e tribo tinha suas próprias 
tradições e seus especialistas, cada um adotando uma visão 
diferente do corpo humano e da natureza da doença, cada um 
oferecendo seu próprio manancial de rituais, preparados e 
curas. A única coisa que unia todas essas práticas médicas era 
que, em toda parte, no mínimo um terço das crianças morriam 
antes de se tornarem adultas, e a expectativa de vida média era 
bem abaixo de cinquenta anos de idade. Hoje, se você adoecer, 
faz muito menos diferença o lugar onde vive. Em Toronto, 
Tóquio, Teerã ou Tel Aviv, será levado a hospitais parecidos, onde 
médicos com aventais brancos seguirão protocolos 
idênticos e farão exames idênticos para chegar a diagnósticos 
muito semelhantes. Ao que tudo indica, todos acreditam que o 
corpo é formado por células, que doenças são causadas por 
patógenos e que antibióticos matam bactérias.
Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª 
ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).
Com relação às propriedades gramaticais e à coerência do texto 
9A2-I, julgue o item a seguir.
No período em que se insere, o trecho “Médicos (...) ameríndios” 
(l. 15 a 17) funciona como aposto enumerativo de “todo” (l.17), o que 
justifica o emprego do travessão no período.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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 GABARITO
1- CERTO
2- ERRADO
3- ERRADO
4- A
5- ERRADO
CONCORDÂNCIA VERBAL E 
NOMINAL
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 GABARITO
1- CERTO
2- ERRADO
3- ERRADO
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CONCORDÂNCIA VERBAL E 
NOMINAL
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Concordância é a parte da gramática que estuda a conformidade 
que cada elemento estabelece dentro da oração.
Assim sendo, ela pode ser:
Verbal
O verbo relaciona-se com o sujeito, onde o verbo deve 
concordar, seja no singular ou plural com a pessoa 
(1ª, 2ª, 3ª).
Nominal Refere-se ao substantivo e aos seus termos relacionados (adjetivo, numeral, pronome, artigo).
Formas de Concordância Verbal:
a) Sujeito composto antes do verbo, verbo no plural.
Ex.: Eles vieram para ficar.
b) Sujeito composto depois do verbo, pode ficar no plural ou 
concordar com o sujeito mais próximo.
Ex.: Vieram pai e filhos.
 Veio pai e filhos.
c) Sujeito composto formado por pessoas gramaticais diferentes, 
o verbo fica no plural e concorda com a pessoa que tem prioridade a 
nível gramatical (1ª – Eu/Nós, 2ª –Tu/Vós, 3ª – ele/eles)
Ex.: Nós e eles vamos a Paris no Natal.
d) Sujeito como uma expressão partitiva (“parte de algo”), seguido 
de substantivo/ pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou 
no plural.
Ex.: A maioria dos estudantes se preparou para a prova. / 
A maioria dos estudantes se prepararam para a prova.
e) Sujeito como porcentagem, concorda com o valor da expressão 
e quando seguida de um substantivo (expressão partitiva), o verbo 
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poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo.
Ex.: 80% das mulheres ganham mais que os homens. / 1% dos 
estudantes não aprovou o exame. / 1% dos professores entraram de 
greve.
f) Sujeito como expressão de quantidade aproximada, o verbo 
concorda com o substantivo que segue a expressão.
Ex.: Aproximadamente cem mil pessoas participaram do processo 
seletivo.
g) Sujeito indeterminado, o verbo deve se apresentar sempre na 3ª 
p. singular.
Ex.: Precisa-se de garçom./ Precisa-se de garçons.
h) Sujeito como coletivo, o verbo permanece no singular, 
concordando com o coletivo partitivo.
Ex.: A multidão cantou para ser ouvida.
i) Sujeito inexistente na oração, o verbo fica na terceira pessoa do 
singular (impessoal).
Ex.: Faz calor hoje.
 Faz dois meses que não a vejo.
 Houve algumas pessoas que não compareceram. 
j) Pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo irá concordar 
em número e pessoa com o termo da oração principal ao qual o 
pronome se refere.
Ex.: Foi Pedro que comeu o bolo. 
k) Sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode 
concordar seja com o que antecede o pronome ou com o próprio 
nome, na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Fui eu quem fiz a janta. 
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l) Sujeito como pronome indefinido ou interrogativo, se estiver no 
singular, o verbo deve estar na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Nenhum de nós deve sofrer.
m) Substantivo plural com sentido singular, o verbo deve permanecer 
no singular, à exceção do substantivo precedido por determinante.
Ex.: Férias é dispensável para quem se diverte com o que ama 
trabalhar. 
 Meus tênis são novos.
n) Verbo na voz passiva sintática:
Ex.: Abriu-se as portas da casa. (errado)
 Abriram-se as portas da casa. (correto)
Formas de Concordância Nominal:
a) Dois ou mais adjetivos para um substantivo: o substantivo fica 
no singular se houver um artigo entre os adjetivos, do contrário, o 
substantivo deve estar no plural.
Ex.: O vinho chileno e o português. / Os vinhos chileno e português. 
b) Dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância 
depende da posição de cada um deles: se o adjetivo estiver posicionado 
antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo 
mais próximo.
Ex.: Bela cidade e bairro. 
c) Adjetivo depois dos substantivos, pode concordar tanto com o 
substantivo mais próximo, como com todos os substantivos (plural).
Ex.: Tarefa e trabalho feito. / Trabalho e tarefa feita. Tarefa e 
trabalho feitos. / Trabalho e tarefa feitos. 
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d) Alteração de dois ou mais substantivos próprios ou de parentesco, 
os adjetivos irão flexionados no plural.
Ex.: As famosas cidades Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as 
mais povoadas do Brasil.
e) Adjetivo assume função de predicativo de um sujeito / objeto, 
ele deverá estar no plural se o sujeito/ objeto for ocupado por dois 
substantivos ou mais.
Ex.: Vimos as janelas e portas fechadas.
 Questões de concursos
1.(Cespe/UnB – TJ/ES – Analista Judiciário (Letras) – 2011) 
O fato de que o homem vê o mundo por meio de sua cultura tem 
como consequência a propensão do homem a considerar o seu modo de 
vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denominada 
etnocentrismo, é responsável, em seus casos extremos, pela ocorrência 
de numerosos conflitos sociais. O etnocentrismo, de fato, é um 
fenômeno universal. É comum a crença de que sua própria sociedade é 
o centro da humanidade, ou mesmo a sua única expressão. A dicotomia 
“nós e os outros” expressa, em níveis diferentes, essa tendência. Dentro 
de uma mesma sociedade, a divisão ocorre sob a forma de parentes e 
não parentes. Os primeiros são melhores por definição e recebem um 
tratamento diferenciado. A projeção dessa dicotomia para um plano 
extragrupal resulta nas manifestações nacionalistas e nas formas 
extremadas de xenofobia. O ponto fundamental da referência não é a 
humanidade, mas o grupo. Daí a reação, ou pelo menos a estranheza, 
em relação aos estrangeiros. Comportamentos etnocêntricos resultam 
HORA DE PRATICAR!!!
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também em apreciações negativas dos padrões culturais de povos 
diferentes. Práticas de outros sistemas culturais são catalogadas como 
absurdas, deprimentes e imorais.
Roque Barros Laraia. Cultura: um conceito antropológico. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 72-4 (com adaptações).
No primeiro período, que resume a ideia principal do texto, 
o emprego, na oração principal, da forma verbal “tem” (“O fato 
de que o homem vê o mundo por meio de sua cultura tem como 
consequência...”), no singular, é exigido pelo sujeito dessa oração.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2.(Cespe/UnB – TRE/ES – Técnico – 2011) 
“(...) Consideram-se remanescentes das comunidades dos 
quilombos, para os fins deste decreto, os grupos étnicos-raciais, 
segundo critérios de autoatribuições... (...)”.
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir 
‘Consideram-se’ por São considerados.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3.(Vunesp – TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – 2011) 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
a) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo.
b) O lixo de casas e condomínios vão para aterros.
c) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que 35% 
 deles fosse despejado em aterros.
d) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo.
e) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta de lixo.
4.(CESPE – SEDF - Professor de Educação Básica – 2017)
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática
que é complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz sentido
afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores. Não
é certo, por exemplo, dizer que a gramática que produz Os
meninos saíram é melhor do quea que produz Os menino saiu.
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Ambas as frases cumprem a sua função, que é transmitir um
certo conteúdo. São duas maneiras de chegar ao mesmo lugar.
São duas gramáticas distintas, uma em que a pluralidade é
marcada em todos os termos da oração, outra em que o plural
aparece marcado apenas no artigo.
 Mas esses dois modos de falar não são avaliados
socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um
deles é muito diferente. Aquele que fala Os menino saiu não
sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta.
Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em
um dos termos: The tall boys left (tradução literal possível,
desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu).
É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do
português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um
lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação
negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural
em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado
negativamente.
Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas 
na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações).
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, 
julgue o item que se segue.
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto 
se o trecho “São duas gramáticas distintas” (l.8) fosse reescrito da 
seguinte forma: Tratam-se de duas gramáticas diferentes.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5.(Cespe/UnB – PC/CE – Inspetor - 2012) 
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado
nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada
pelas redes transnacionais de poder, especialmente as do
capitalismo global e da cultura pós-moderna. Alguns 
pós-modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando 
que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização 
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura 
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e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no 
conceito de Estado nacional. No coração histórico da sociedade 
moderna, a Comunidade Europeia (CE) supranacional parece 
dar especial crédito à tese de que a soberania político-nacional 
vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes anunciado a morte 
efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma 
aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais adequada. 
O cientista político Phillippe Schmitter argumentou que, 
embora a situação europeia seja singular, seu progresso para 
além do Estado nacional tem uma pertinência mais genérica, 
pois "o contexto contemporâneo favorece sistematicamente a 
transformação dos Estados em confederatii, condominii ou 
federatii, numa variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas 
políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, 
como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam 
a rever nossas ideias do que devem ser os Estados 
contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 
25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de 
alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de 
seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo 
período recente, os Estados regularam cada vez mais as esferas 
privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A 
regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, 
da violência familiar, do cuidado com os filhos, do aborto e de 
hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, 
como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção 
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo 
indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa 
Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em partes do mundo 
menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais 
também estão fraquejando, mas por razões diferentes, 
essencialmente "pré-modernas". Na maior parte do mundo, os 
Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, 
estão tentando fazê-lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os 
Estados do mundo são numerosos e continuam variados, tanto 
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em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não 
morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: 
Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
No trecho “É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas 
políticas”, o emprega da forma verbal “É” justifica-se pelo fato de essa 
forma verbal não ter sujeito explícito.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 
 GABARITO
1- CERTO
2- ERRADO
3- E
4- ERRADO
5- ERRADO
Regência é a relação que os termos da oração têm entre si. O termo 
regido é a palavra que depende de outra para dar sentido completo 
e termo regente é a palavra que se subordina ao termo regido. A 
regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome 
(substantivo, adjetivo ou advérbio), de modo que essa relação sempre 
será intermediada pelo uso de preposição.
Regência Verbal
Relação entre o verbo (termo regente) e os termos 
que os complementam - objeto direto (sem 
preposição) / objeto indireto (com preposição) – 
ou caracterizam – adjuntos adverbiais.
• Verbo transitivo direto: pede complemento 
após o verbo, porém, sem preposição.
 Ex.: Acredito que você passará no exame.
• Verbo transitivo indireto: pede complemento 
após o verbo exigindo proposição (no caso do 
exemplo, a preposição ‘na’) 
Ex.: Acredito na sua aprovação. 
• Verbo transitivo direto e indireto: tem dois 
complementos, um sem preposição e outro com 
preposição. 
Ex.: Peço a compreensão de todos; 
• Verbo intransitivo: não exige complemento após 
o verbo. 
Ex.: Bruno chegou.
Regência Nominal
Relação entre um nome (substantivo, adjetivo 
ou advérbio) e os termos regidos, intermediada 
sempre por uma preposição. 
Ex.: Estava ansioso para saber o resultado. 
Regência Verbal
Verbos 
Transitivos 
Diretos
Exigem complemento (objeto direto), sem 
preposição, para que o sentido do verbo esteja 
completo. 
Ex.: Os alunos apresentaram o trabalho. 
O menino quer bolo. 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
C 
 A
 P
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 T
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Regência é a relação que os termos da oração têm entre si. O termo 
regido é a palavra que depende de outra para dar sentido completo 
e termo regente é a palavra que se subordina ao termo regido. A 
regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome 
(substantivo, adjetivo ou advérbio), de modo que essa relação sempre 
será intermediada pelo uso de preposição.
Regência Verbal
Relação entre o verbo (termo regente) e os termos 
que os complementam - objeto direto (sem 
preposição) / objeto indireto (com preposição) – 
ou caracterizam – adjuntos adverbiais.
• Verbo transitivo direto: pede complemento 
após o verbo, porém, sem preposição.
 Ex.: Acredito que você passará no exame.
• Verbo transitivo indireto: pede complemento 
após o verbo exigindo proposição (no caso do 
exemplo, a preposição ‘na’) 
Ex.: Acredito na sua aprovação. 
• Verbo transitivo direto e indireto: tem dois 
complementos, um sem preposição e outro com 
preposição. 
Ex.: Peço a compreensão de todos; 
• Verbo intransitivo: não exige complemento após 
o verbo. 
Ex.: Bruno chegou.
Regência Nominal
Relação entre um nome (substantivo, adjetivo 
ou advérbio) e os termos regidos, intermediada 
sempre por uma preposição. 
Ex.: Estava ansioso para saber o resultado. 
Regência Verbal
Verbos 
TransitivosDiretos
Exigem complemento (objeto direto), sem 
preposição, para que o sentido do verbo esteja 
completo. 
Ex.: Os alunos apresentaram o trabalho. 
O menino quer bolo. 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
C 
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Verbos 
Transitivos 
Indiretos
Exigem complemento (objeto indireto), com 
preposição necessária para estabelecer um 
sentido completo. 
Ex.: Gostamos do filme. 
Ela respondeu ao chamado.
Verbos 
Transitivos 
Diretos e 
Indiretos
Em certas situações, o verbo requer o 
acompanhamento de um objeto direto (sem 
preposição) e de um objeto indireto (com 
preposição). 
Ex.: Entregou as rosas à namorada. / Agradeceram 
aos telespectadores a audiência.
Verbos 
Intransitivos
Não exigem complemento, fazem sentido por si 
só. Em alguns casos, pode estar acompanhado 
de um adjunto adverbial, que modifica o verbo, 
adjetivo ou adverbio indicando tempo, lugar, 
modo, intensidade. O adjunto adverbial por ser 
um termo acessório, pode ser retirado da frase 
mantendo sua estrutura sintática. 
Ex.: Viajou para Brasília. 
Choveu pouco ontem. 
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Regência Nominal
Nomes Preposição
acessível; acostumado; adaptado; 
adequado; agradável; alusão; 
anterior; atento; comum; 
contrário; desfavorável; devoto; 
equivalente; fiel; grato; horror; 
idêntico; imune; indiferente; 
inferior; leal; necessário; 
preferência; propenso; próximo; 
semelhante; sensível; útil; etc. 
Ex.: O seu time já está acostumado 
a perder 
Estou próxima a avenida que você 
mencionou.
A
amigo; capaz; certo; 
contemporâneo; convicto; 
cúmplice; descendente; 
destituído; devoto; diferente; 
dotado; escasso; fácil; feliz; 
imbuído; impossível; incapaz; 
indigno; inimigo; inseparável; 
isento; junto; longe; medo; 
orgulhoso; passível; possível; 
seguro; suspeito; temeroso; etc. 
Ex.: Esses são os amigos de Helena, 
mãe. 
Era incapaz de concluir a missão.
DE
bom; mau; próprio; útil; etc. 
Ex.: Essa roupa é própria para 
velórios.
PARA
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abundante; bacharel; constante; 
doutor; erudito; firme; hábil; 
incansável; inconstante; indeciso; 
morador; negligente; perito; 
prático; residente; versado; etc. 
Ex.: Sou bacharel em Letras. 
Pela sua fala, notamos que você 
se mostrou inconstante em muitos 
aspectos.
EM
acostumado; amoroso; analogia; 
compatível; cuidadoso; 
descontente; generoso; 
impaciente; ingrato; intolerante; 
mal; misericordioso; ocupado; 
parecido; relacionado; satisfeito; 
severo; solícito; triste; etc.
 Ex.: Estava triste com ela. 
Marcos era impaciente com 
Maria.
COM
opinião; discurso; discussão; 
dúvida; insistência; influência; 
informação; preponderante; 
proeminência; etc. 
Ex.: Ele discursou sobre política. 
Alguém tem dúvida sobre o 
assunto?
SOBRE
atentado; combate; conspiração; 
declaração; impotência; 
protesto; reclamação; litígio; 
representação; etc. 
Ex.: Apresentaram reclamações 
contra seu comportamento. 
O combate era contra as pessoas 
religiosas.
CONTRA
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Questões de concursos
1.(Cespe/UnB – ABIN – Oficial Técnico de Inteligência – 2010) 
Na linha 31 (... são instrumentos legais de que dispõe o Estado...), 
a preposição “de” empregada antes de “que” é exigência sintática da 
forma verbal “dispõe”; portanto, sua retirada implicaria prejuízo à 
correção gramatical do período.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2. (Cesgranrio – Petrobras – Inspetor de Segurança Interna Jr. – 
2011) 
Considere as frases abaixo.
I. Manuel aspira ...... cargo de gerente da empresa
II. Quem quiser assistir .......................... filme, deve permanecer 
em silêncio.
III. Certamente, essa decisão implicará ........................... dissolução 
do grupo.
IV. Ao chegar ............................ casa, verificarei se os documentos 
estão em ordem alfabética.
Em relação à regência verbal, a sequência que preenche 
corretamente as lacunas é:
a) o - ao - na - em
b) o - o - a - a
c) ao - o - na – em
d) ao - ao - a - a
e) ao - ao - na – em
3.(Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2011) 
Os vocabulários “decorrência” (É a decorrência natural da sua 
HORA DE PRATICAR!!! 
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constituição...), “condizente” (... procurou a forma condizente com sua 
mensagem...) e “irreprimível” (... a voz irreprimível dos fantasmas...) 
regem termos que lhes complementam, necessariamente, o sentido.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4.(CEPERJ – DEGASE – Psicólogo – 2012)
 “É forçoso reconhecer que razão assiste ao magistrado”.
A frase acima exemplifica um uso mais formal da língua, escolhido 
pelo autor deste texto, que foi originalmente publicado em uma seção 
voltada para questões de Direito e Justiça de um jornal. 
No contexto da frase, o significado do verbo “assistir” é:
a) comparecer; 
b) acompanhar;
c) faltar;
d) caber;
e) permanecer.
5.(CESPE – SEDF – Professor de Educação Básica (Língua Portuguesa) 
– 2017) 
 Aula de Português
A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
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do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para 
lembrar. Rio de Janeiro. Nova Aguilar, 2003, p. 1089.
Considerando-se as regências do verbo “esquecer” p r e s c r i t a s 
para o português, estaria correta a seguintes reescrita para a oração 
“Já esqueci a língua”: Já esqueci da língua.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 GABARITO
1- CERTO
2- D
3- ERRADO
4- D
5- ERRADO
Crase é quando há a contração do encontro da preposição “A” + 
artigo “a” = À, ou seja, emprego se dá quando um verbo ou um nome 
exige a preposição a, que se junta com outro a (artigo ou pronome 
demonstrativo). Acompanhe a seguir alguns exemplos de crase:
 > Na indicação de horas: Chegaremos em Brasília às 9 horas. 
 > Locuções prepositivas: João foi aprovado à custa de muita 
prática. 
 > Locuções conjuntivas: À medida que crescemos podemos ter 
mais liberdade de sermos quem verdadeiramente somos. 
 > Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire à direita.
 > Locuções adjetivas: barco à vela.
Dica: Em caso de haver dúvida no emprego, lembre-se: a crase só 
ocorre em palavras femininas, substitua a palavra feminina por uma 
palavra equivalente no masculino. Se aparecer “ao”, usa-se a crase: 
Ex.: Todo domingo vamos à praia. / Todo domingo vamos ao clube.
Casos proibidos!!!
x Antes de substantivo masculino: Andei a pé até a sua casa.
x Antes de substantivo (masculino ou feminino, singular ou plural) 
usado em sentido generalizado: Não há dúvidas de que o estudo leva a 
grandes resultados.
x Antes de artigo indefinido “uma”: Fui a uma reunião com o diretor 
ontem.
x Antes de verbos no infinitivo: Ela dava a entender que não 
gostava dele.
x Antes de numerais não determinados por artigo: O presidente foi 
a uma reunião.
x Antes de nome de mulheres célebres ou nome de santas: Sou 
devota a Nossa Senhora de Fátima.
CRASE
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Copyright © 2021 Concurseiros Aprovados. Todos os direitos reservados.Crase é quando há a contração do encontro da preposição “A” + 
artigo “a” = À, ou seja, emprego se dá quando um verbo ou um nome 
exige a preposição a, que se junta com outro a (artigo ou pronome 
demonstrativo). Acompanhe a seguir alguns exemplos de crase:
 > Na indicação de horas: Chegaremos em Brasília às 9 horas. 
 > Locuções prepositivas: João foi aprovado à custa de muita 
prática. 
 > Locuções conjuntivas: À medida que crescemos podemos ter 
mais liberdade de sermos quem verdadeiramente somos. 
 > Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire à direita.
 > Locuções adjetivas: barco à vela.
Dica: Em caso de haver dúvida no emprego, lembre-se: a crase só 
ocorre em palavras femininas, substitua a palavra feminina por uma 
palavra equivalente no masculino. Se aparecer “ao”, usa-se a crase: 
Ex.: Todo domingo vamos à praia. / Todo domingo vamos ao clube.
Casos proibidos!!!
x Antes de substantivo masculino: Andei a pé até a sua casa.
x Antes de substantivo (masculino ou feminino, singular ou plural) 
usado em sentido generalizado: Não há dúvidas de que o estudo leva a 
grandes resultados.
x Antes de artigo indefinido “uma”: Fui a uma reunião com o diretor 
ontem.
x Antes de verbos no infinitivo: Ela dava a entender que não 
gostava dele.
x Antes de numerais não determinados por artigo: O presidente foi 
a uma reunião.
x Antes de nome de mulheres célebres ou nome de santas: Sou 
devota a Nossa Senhora de Fátima.
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x Antes de pronome pessoais, relativos, demonstrativos, 
interrogativos, indefinidos: A quem vocês estão se referindo? 
 Assisto a todo programa de TV.
x Entre palavras repetidas que formam uma locução: A casa foi 
destruída de ponta a ponta.
 
Questões de concursos
1. (MPE-RS - Promotor de Justiça – 2017)
Instrução: As questões estão relacionadas ao texto abaixo.
1 “O acessório segue o principal”. Esse ensinamento – um dos mais elementares do curso de direito –
2 deve ser invocado no exame da polêmica aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda
3 ........ Constituição n. 171, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. Depois de longuíssima
4 tramitação, essa PEC foi admitida em 2015 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara,
5 ensejando a formação de comissão especial. Essa decidiu adotar um substitutivo, enviando-o ........ votação
6 no Plenário da casa. Rejeitado o substitutivo, prosseguiu ........ Câmara com a votação da proposição original,
7 aprovando a Emenda Aglutinativa n. 16.
8 Desde então, os opositores da PEC têm afirmado a inconstitucionalidade dessa aprovação, por violação
9 da Constituição Federal – especificamente, de seu artigo 60, parágrafo 5º : “a matéria constante de proposta
10 de emenda [constitucional] rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na
11 mesma _____ legislativa”. Entretanto, a _____ pertinente da CF (VIII do Título IV, intitulada “Do Processo
12 Legislativo”), que contém o artigo, pouco esclarece sobre a real tramitação das proposições legislativas.
13 Assim, parece necessário conhecer a dinâmica que _____ dos regimentos das casas legislativas.
14 Segundo o parágrafo 4º do artigo 118 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados (RICD), “emenda
15 substitutiva é a apresentada como sucedânea a parte de outra proposição, denominando-se ‘substitutivo’
16 quando a alterar, substancial ou formalmente, em seu conjunto”. Ou seja, o substitutivo é uma emenda à
17 proposição original e, sendo uma emenda, é acessório. Isso fica ainda mais evidente no inciso V do artigo
18 191 do RICD: “na hipótese de rejeição do substitutivo, [...], a proposição inicial será votada por último,
19 depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas”. Havendo várias emendas, pode ser apresentada em
20 Plenário uma emenda aglutinativa, “que resulta da fusão de outras emendas, ou destas com o texto, por
21 transação tendente à aproximação dos respectivos objetos” (artigo 118, parágrafo 3º, RICD).
22 Considerando esses dispositivos regimentais, é evidente que não houve violação ao parágrafo 5º do
23 artigo 60 da CF: o que se deu foi a rejeição de emenda substitutiva – acessória – seguida da aprovação de
HORA DE PRATICAR!!!
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24 emenda aglutinativa. Os céticos argumentarão que o RICD não deveria esclarecer a Constituição; antes, esta
25 deve rechaçar uma norma parlamentar que lhe seja incompatível. Ocorre, todavia, que o texto
26 constitucional nesse particular, como antes destacado, é lacônico, deixando amplo espaço à interpretação
27 daqueles a quem as normas de processo legislativo são diretamente dirigidas – os parlamentares. É dessa
28 interpretação legítima e autorizada que nascem os regimentos internos. Essa orientação foi, inclusive,
29 seguida por vários Ministros do STF, que, em julgado similar (Mandado de Segurança n. 22.503), também
30 tiveram de recorrer ao RICD para interpretar o dispositivo constitucional.
31 Em suma, tanto a prática parlamentar cristalizada no RICD quanto decisão precedente do STF e, ainda, a
32 própria lógica do processo legislativo indicam indubitavelmente a constitucionalidade da aprovação da PEC
33 171. Desse modo, a decisão dos parlamentares não se constitui em manobra de qualquer espécie, e sim na
34 aplicação de um reiterado procedimento de votação já reconhecido pela mais alta corte do país.
Extraído e adaptado de: Carlos Bastide Horbach, “Por que a aprovação da PEC da maioridade penal é 
constitucional”. Revista Consultor Jurídico, 5 de julho de 2015.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas 
pontilhadas das linhas 03, 05 e 06, respectivamente. 
a) à – a – a 
b) a – à – a
c) a – a – à
d) a – à – à
e) à – à – à
2. (IESES - Prefeitura de São José do Cerrito – SC - Assistente social 
– 2017)
SMS NÃO PIORA ORTOGRAFIA DOS ADOLESCENTES, DIZ ESTUDO
19/03/2014 Fonte: zerohora.clicrbs.com.br. Disponível em: http://www.soportugues.com.br/secoes/artigo.
php?indice=78 Acesso em: 17 janeiro 2015
 As mensagens de texto não têm influência negativa sobre a 
ortografia dos estudantes e ainda oferecem uma oportunidade 
adicional para a prática da escrita, afirma um estudo realizado por 
pesquisadores franceses.
 "É o nível geral da ortografia dos alunos que determina o tipo 
de erros presentes no SMS, e não o contrário", resume o Centro de 
Pesquisa sobre a Cognição e a Aprendizagem (CNRS/ Université de 
Poitiers/Université François Rabelais de Tours) em um comunicado 
divulgado nesta terça-feira. O estudo se baseia em 4.524 mensagens 
escritas por 19 jovens de 12 anos que não possuíam telefone celular 
antes do início da pesquisa.
 As abreviações ou variações e aproximações ortográficas de 
uma palavra em relação à escrita tradicional utilizadas nos SMS são 
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frequentemente apontadas pelos pais e professores como a causa das 
dificuldades de ortografia entre os estudantes.
 Esse estudo mostra que, quando os jovens começam a escrever 
SMS, "é o nível de escrita tradicional que determina a forma dos SMS 
enviados, e não os SMS que influenciam negativamente a ortografia 
tradicional". E quando a prática do envio de SMS já está enraizada, 
após um ano, "não há nenhuma ligação entre o nível de ortografia 
tradicional e a forma dos SMS", asseguram os pesquisadores.
 "Ao contrário dos temores muitas vezes expressados, são bons 
alunos os que fazem um monte de abreviações com o código ortográfico 
tradicional e os menos bons as praticam menos", segundo o CNRS. 
Longe de ser uma ameaça para o nível de ortografia da juventude, 
os SMS são, portanto, "uma chance nova e adicional para praticara 
expressão escrita".
 Além disso, a escrita tradicional ensinada na escola e as mensagens 
de texto redigidas fora de qualquer quadro institucional "dependem das 
mesmas habilidades cognitivas", garantem os pesquisadores. Estudos 
recentes sobre a língua inglesa e finlandesa também demonstraram 
que não havia ligação entre o nível ortográfico dos alunos com idades 
entre 9 e 12 anos e os "erros" nos SMS.
 Uma vez que o celular e o SMS são usados com facilidade e 
entusiasmo por adolescentes, "eles poderiam ser usados como um 
suporte de aprendizado escolar, ideia que a Unesco já havia defendido 
em 2010", acreditam os pesquisadores. O trabalho foi publicado no 
Journal of Computer Assisted Learning. 
Avalie as alternativas a seguir e assinale a única correta.
a) Em: “resume o Centro de Pesquisa sobre a Cognição e a 
Aprendizagem em um comunicado divulgado nesta terça-feira”, a 
expressão “em um” poderia ser substituída por “num” sem prejuízo à 
correção do período. 
b) A palavra “um”, destacada no primeiro parágrafo é um artigo 
indefinido e poderia, sem prejuízo ao sentido, ser substituída por “o”. 
c) Em: “aproximações ortográficas de uma palavra em relação à 
escrita tradicional”, a crase se tornaria dispensável se substituíssemos 
o termo “em relação” por “relacionadas”. 
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d) A palavra “eles”, destacada no texto, tem como referente o 
termo “o celular e o SMS”.
3. (IFB – IFB - Professor – Letras – 2017)
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.
O PIOR DOS MALES
Baixando à Terra, o cofre em que guardados
Vinham os Males, indiscreta abria
Pandora. E eis deles desencadeados
À luz, o negro bando aparecia.
O Ódio, a Inveja, a Vingança, a Hipocrisia,
Todos os Vícios, todos os Pecados
Dali voaram. E desde aquele dia
Os homens se fizeram desgraçados.
Mas a Esperança, do maldito cofre
Deixara-se ficar presa no fundo,
Que é última a ficar na angústia humana...
Por que não voou também? Para quem sofre
Ela é o pior dos males que há no mundo,
Pois dentre os males é o que mais engana.
(OLIVEIRA, Alberto de. O pior dos males. In: Parnasianismo. 
Seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo. São Paulo: Global, 2006. p. 23.)
Considerando a primeira estrofe do texto, assinale a alternativa 
que justifica CORRETAMENTE o fenômeno da crase nos versos 1 e 4, 
respectivamente:
a) Em ambos os casos os termos regentes exigem a preposição “a” 
 posposta e o termo regido admite o artigo “a” anteposto.
b) O fenômeno da crase ocorre diante da palavra “terra”, pois no 
122
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 contexto apresenta o antônimo de bordo, e diante da “luz”, 
 porque o substantivo feminino forma uma locução prepositiva.
c) O fenômeno da crase ocorre diante da palavra “terra”, pois no 
 contexto apresenta o antônimo de bordo, e diante da “luz”, 
 porque o substantivo feminino forma uma locução adverbial.
d) Em ambos os casos o fenômeno ocorre em locuções prepositivas.
e) Em ambos os casos o fenômeno ocorre em locuções conjuntivas.
4. (Alternative Concursos - Prefeitura de Sul Brasil – SC - Educador 
Social – 2017)
Dadas as sentenças:
1. Eu me refiro à Amanda.
2. A rua vai até à praia.
Em relação ao emprego do acento indicador de crase: 
a) Tanto na sentença 1 quanto na 2 a crase é obrigatória. 
b) Tanto na sentença 1 quanto na 2 a crase é opcional.
c) Tanto na sentença 1 quanto na 2 a crase está erroneamente 
 empregada. 
d) Na sentença 1 a crase é opcional e na 2 obrigatória. 
e) Na sentença 1 a crase é obrigatória e na 2 é opcional. 
5. (IF-ES – Pedagogo – 2016)
Leia o próximo texto, de Luiz Fernando Veríssimo, para resolver a 
próxima questão:
 AÍ, GALERA
Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. 
Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo 
“estereotipação”? E, no entanto, por que não?
— Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
— Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, 
123
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aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
— Como é?
— Aí, galera.
— Quais são as instruções do técnico?
— Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção 
coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam 
as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um 
contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, 
valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, 
surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
— Ahn?
— É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
— Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
— Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, 
talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por 
razões, inclusive, genéticas?
— Pode.
— Uma saudação para a minha progenitora.
— Como é?
— Alô, mamãe!
— Estou vendo que você é um, um...
— Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde 
à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade 
de expressão e assim sabota a estereotipação?
— Estereoquê?
— Um chato?
— Isso.
(Disponível em: www.luizfverissimo.blogspot.com)
Em relação ao uso adequado da crase, qual é a explicação, abaixo, 
que reforça o bom entendimento do assunto?
a) “Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais 
esportistas...”
124
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(Se os substantivos “aficionados” e “esportistas” fossem substituídos 
por palavras femininas, não haveria crase.)
b) “... aqui presentes ou no recesso dos seus lares.”
(Nesse trecho há regência verbal. E isso não ajuda a explicar a crase.)
c) “Quais são as instruções do técnico?”
(Apenas uma preposição antecede a palavra “instruções”. Por isso 
não há crase.)
d) “Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, 
talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado 
por razões, inclusive, genéticas?”
(Mesmo se o artigo indefinido “uma”, antes da palavra “pessoa” 
fosse substituído por um artigo definido, não haveria crase.)
e) “Uma saudação para a minha progenitora.”
(A crase se justificaria, se substituísse a preposição “para” por outra 
preposição.)
 GABARITO
1. A
2. A
3. A
4. B
5. E
FUNÇÕES DO “QUE”, DO “SE” E 
DO “COMO”
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
12
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12.1 Funções do “QUE” 
SUBSTANTIVO 
Com o sentido de algo, alguma coisa (sendo usado como substantivo, 
deve ser acentuado). 
Ex.: - Ela tem um quê de misterioso. 
 - Essa história tem um quê duvidoso.
PRONOME
Adjetivo Interrogativo - Que presentes você ganhou? (=quais);
Substantivo Interrogativo - O que viu por onde viajou? (= que coisa);
Adjetivo Indefinido - Veja que horas são. (= quantas);
Substantivo Indefinido - Não entendo por que dessa atitude. (= que motivo);
Relativo - Os amigos que restaram são de longa data.
PREPOSIÇÃO DE, A OU PARA 
Igual/equivalente a DE, A ou PARA
Ex.:- Ela tem que (de) vir pegar os livros.
- Não havia mais nada (que) fazer ali. (= a/para)
ADVÉRBIO 
Ligado a advérbio ou a um adjetivo.
Intensidade - Que enganadas andam essas moças. (que = quanto);
Modo - Que diferente esse lugar. (que = como).
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INTERJEIÇÃO 
Sempre em contexto exclamativo, exprimindo emoção, sentimento...
Ex:- Quê! Foi aprovado! 
 - Quê! Impossível!
PARTÍCULA DE REALCE (EXPLETIVA)
Apresenta-se como recurso enfático, expressivo de uma oração.
Ex.:- Será que vai chover? 
 - Eu é que fechei a porta. 
 - Isso é que é uma boafesta.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
Integrante (que e se)
- É justo que seja ela a ganhar o 
prêmio. / - Não sei se você notou, 
eu cortei o cabelo.
Final (Para que, a fim de que, 
porque (no sentido de que), que). - Espero que sejam felizes.
Causal (Porque, pois, porquanto, 
como, pois que, por isso que, á 
que, uma vez que, visto que, visto 
como, que)
- Chegou mais cedo, visto que, 
terminou logo o trabalho.
Comparativa (Que, do que, qual, 
como, assim como, bem como).
-A mulheres são mais detalhistas 
que os homens.
Temporal (Quando, antes que, 
depois que, até que, logo que, 
sempre que, assim que, desde que, 
todas as vezes que, cada vez que, 
apenas, mal, que (desde que).
- Saiu assim que ligaram.
Consecutiva (Que (precedido de 
tão, tal, tanto), de modo que, de 
maneira que
- O som estava tão alto que os 
vizinhos começaram a reclamar.
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Concessiva (Embora, conquanto, 
ainda que, mesmo que, posto que, 
bem que, se bem que , apesar de 
que, nem que, que)
- Embora tivesse medo, sempre 
falou bem em público.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA
Aditiva (E, nem, não só, mas 
também).
- Fui ao cinema e comi um saco de 
pipoca.
Explicativa (Porque, que, 
porquanto, pois (antes do verbo).
- A festa foi incrível, pois teve 
música ao vivo.
Adversativa (Mas (sempre 
no início da oração), porém, 
entretanto, no entanto, contudo, 
todavia, não obstante).
- Cláudio quer viajar, porém tem 
medo de avião.
Alternativa (Ou… ou (pode vir 
duplicada ou não), ora… ora, 
quer… quer, seja… seja, nem… 
nem).
- Seja idoso, seja jovem, todos 
merecem respeito.
Conclusiva (Portanto, logo, 
assim, pois (após o verbo), por 
conseguinte, por isso, diante 
disso).
- O prazo de entrega dos trabalhos 
termina hoje, por isso, conclua-os 
rapidamente.
12.2 Funções do “SE” 
Substantivo (quando refere-se ao 
próprio termo “SE”)
- O se da questão pode ser 
discutido de várias formas.
Pronome apassivador (quando 
forma a voz passiva pronominal 
ou sintética) oriundas de frases 
com sujeito).
- Formaram-se várias equipes. = 
Várias equipes foram formadas.
Índice de indeterminação do 
sujeito (não possui função 
sintática, acompanha verbos que 
não admitem voz passiva).
- Aspira-se um futuro melhor.
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Pronome pessoal reflexivo com 
função de objeto direto e indireto - Ela se arruma para ela.
Conjunção subordinativa 
condicional (condição).
- Se quiser ganhar mais, peça um 
aumento.
Conjunção subordinada causal 
(substitui “visto que”, “já que).
- Como você disse que eu iria, se 
sabia que não era verdade?
Pronome recíproco (sentido de 
“um ao outro”). - As amigas deram-se as mãos.
Pronome de realce (Ir-se, chegar-
se, rir-se, sorrir-se, etc).
- Foi-se o tempo em que não nos 
preocupávamos em sair de casa.
12.3 Funções do “COMO”
Substantivo (Aparece como o 
“que” e o “se” dentro da frase. 
Tem função de sujeito)
- O como apresenta algumas 
classificações.
Advérbio (sempre com função 
sintática de adjunto adverbial)
- Como você foi parar aí? (advérbio 
interrogativo de modo)
Preposição Acidental (É 
semelhante a “por”, “na qualidade 
de”. Introduz termos com função 
sintática de predicativo do sujeito 
ou do objeto, adjunto adnominal 
ou aposto)
- Na reunião ele se posicionou 
como diretor.
Interjeição (sentenças que 
expressam emoções)
- Como?! Pensei que não 
conseguiria.
Verbo (ação) - Eu como muito e todos sabem. 
Pronome Relativo (adjunto 
adnominal, antecede as palavras 
“modo”, “maneira”, “jeito” ou 
“farsa”)
- O modo como ela me dirigiu a 
palavra. 
130
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Conjunção Coordenativa ou 
Subordinativa 
Aditivas – relação de adição: Não 
só estudo, como também, pratico 
exercícios.
Causal – relação de causa: Como 
estudou para a prova, tirou nota 
boa.
Comparativa – estabelece relação 
de comparação: Ninguém me 
conhece tão bem como ele.
Conformativas – relação de 
confirmação: Como meu pai já 
havia dito, fazer atividade física, 
faz bem.
Questões de concursos
1. (FEC – MPA – Agente Administrativo – 2010)
A conjunção “como”, nas orações “como mostramos todos os 
meses em nossa revista” e “Como sempre digo”, tem o mesmo valor 
significativo que em:
a) Como foi combinado, partimos bem cedo.
b) Como fazia calor, abrimos as janelas.
c) Não sei como ela suportou tanta injustiça.
d) Era tão alto como o irmão.
e) Saltava pelo campo como uma lebre.
HORA DE PRATICAR!!! 
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2. (Cespe/UnB – TRE/ES – Técnico Judiciário – 2011)
Em “inspirar-se” (Os participantes... bem poderiam... inspirar-se na 
última reunião sobre diversidade.), a partícula “se” indica que o sujeito 
da oração é indeterminado.
( ) CERTO ( ) ERRADO 
3. (Cespe/UnB – TRE/RJ – Técnico Judiciário – 2012)
Em “volume que se mantém”, o elemento sublinhado indica sujeito 
indeterminado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4. (FCC – TRF (5ª R) – Analista Judiciário – 2012) 
Não teria graça se só melhorasse.
O elemento grifado na frase acima pode ser corretamente 
substituído por:
a) Conquanto;
b) Porquanto;
c) Caso;
d) Pois;
e) Embora.
5. (Vunesp – CREFITO/SP – Almoxarife – 2012) 
No penúltimo verso (Depressa, que o amor/não pode esperar.), a 
conjunção “que” está empregada com sentido de:
a) Explicação;
b) Causa;
c) Conclusão;
d) Adição;
e) Condição.
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 GABARITO
1. A
2. ERRADO
3. ERRADO
4. C
5. A
FIGURAS DE PALAVRAS
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
13
 
 GABARITO
1. A
2. ERRADO
3. ERRADO
4. C
5. A
FIGURAS DE PALAVRAS
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
13
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Na figura de linguagem as palavras passam a ter sentido amplo de 
acordo com o texto. Mas, antes de estudar o conceito de figura de 
linguagem é preciso ter em mente dois conceitos:
Sentido DENOTATIVO Sentido CONOTATIVO
Literal, comum, próprio – exprime 
a significação usual da palavra. 
Ex.: O coração é um órgão do 
corpo humano. (órgão)
Figurado, depende de um 
contexto específico. Ex.: Eu dei 
meu coração a ele. (amor)
A partir disso, nascem as Figuras de Linguagem que são recursos 
específicos para dar expressão e intensidade ao que se fala e/ou 
escreve, e são divididas em três (3) tipos:
FIGURAS DE 
PALAVRAS
FIGURAS DE 
CONSTRUÇÃO
FIGURAS DE 
PENSAMENTO
- Metáfora
- Comparação 
- Metonímia 
*Sinédoque 
- Perífrase 
*Antonomásia
- Sinestesia
- Catacrese
- Antítese
- Apóstrofe 
- Eufemismo 
- Gradação 
- Hipérbole 
- Ironia 
- Paradoxo
- Personificação/ 
Prosopopeia/ 
Animismo 
- Retificação 
- Reticência
- Elipse 
- Pleonasmo 
- Polissíndeto 
- Inversão/Hipérbato 
- Anacoluto 
- Silepse 
- Onomatopeia 
- Repetição 
- Zeugma 
- Assíndeto 
- Anáfora 
- Paronomásia
- Neologismo
 FIGURAS DE PALAVRAS 
Substituem uma palavra por outra, de forma simbólica, por 
contiguidade (aproximação), por associação, comparação ou 
similaridade.
-Metáfora: consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em 
lugar de outra. 
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Exemplo: Ele tem um coração de pedra. (uma pessoa insensível) 
-Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns; 
semelhantes. É muito comum o emprego de conjunção comparativa: 
como, tal qual, assim como. 
Exemplo: Seus olhos são como duas jabuticabas. 
-Metonímia: substitui um termo por outro. 
Exemplos:
Autor pela obra. 
Exemplo: Ela lia Shakespeare. (lia as obras literárias deShakespeare)
Lugar pelo produto. 
Exemplo: Eles celebraram fumando um havana. (fumando charuto).
O continente pelo conteúdo
Exemplo: Tomou uma taça de vinho. (o vinho contido na taça).
A causa pelo efeito
Exemplo: Os aviões semeavam a morte. (jogavam bombas 
mortíferas).
O abstrato pelo concreto
Exemplo: A mocidade é entusiasta. (moços).
O símbolo pela coisa simbolizada
 Exemplos: A coroa estava em perigo. (reinado) 
A matéria pelo produto
Exemplos: Joguei duas pratas no chapéu do mendigo (moeda).
O inventor pelo invento
 Exemplo: Edson ilumina o mundo. (energia elétrica).
-Perífrase: substitui um substantivo por uma expressão que o 
identifique. 
Exemplo: A Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro) continua famosa 
pelo carnaval. 
-Sinestesia: expressa as sensações percebidas por diferentes 
OBSERVAÇÃO
Quando a perífrase indica o nome de 
uma pessoa, tem-se a *Antonomásia. 
Exemplo: O Divino Mestre (Jesus Cristo) 
foi o salvador. 
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órgãos de sentido. 
Exemplo: Com um olhar frio disse que não gostava dele. (a frieza 
associa-se ao tato, não à visão) 
-Catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para 
designar um conceito, toma-se outro “emprestado”. 
Exemplo: Os passageiros do voo 1543 embarcaram há dez minutos. 
(“embarcar” é um termo utilizado para navio, e é emprestado para 
avião, pois não há um termo específico).
Figuras de Pensamento 
São utilizadas para combinação de ideias, pensamentos. 
-Antítese: consiste na aproximação de palavras e expressões, que 
têm sentidos opostos. 
Exemplo: O ódio e o amor andam de mãos dadas.
-Apóstrofe: interrompe o texto para chamar a atenção de alguém 
ou de coisas personificadas, corresponde ao vocativo. 
Exemplo: Senhor Deus, tende piedade de nós. 
-Eufemismo: ameniza o sentido das palavras. 
Exemplo: O vovô foi para o céu. (A expressão “para a céu”, ameniza 
a palavra “morreu”.) 
-Gradação: hierarquia nos termos da frase (ordem crescente ou 
decrescente). 
Exemplo: As crianças chegaram, tomaram banho e jantaram. 
-Hipérbole: expressa uma ideia de forma exagerada. 
Exemplo: Liguei para o estabelecimento milhões de vezes e ninguém 
atendeu. (Ligou várias vezes). 
-Ironia: é o emprego de palavras com sentido oposto ao que se quer 
dizer, usada geralmente com sentido sarcástico. 
Exemplo: Quem teve a brilhante ideia de misturar tudo? 
-Paradoxo: uso de ideias contrárias, aparentemente absurdas. 
Exemplo: Esse amor me deixa louco. 
-Personificação ou Prosopopeia ou Animismo: atribui ações, 
sentimentos ou qualidades humanas a objetos, seres irracionais ou 
outras coisas inanimadas. 
Exemplo: O sol sorriu esta manhã. 
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-Reticência: suspende o pensamento de forma a deixá-lo meio 
velado. 
Exemplo: Eu... eu não sei... não sei o que podemos fazer agora.
-Retificação: retifica uma afirmação anterior. 
Exemplo: “Era uma joia, melhor, uma preciosidade, esse quadro.” 
(Machado de Assis).
Figuras de Construção 
Ocorrem quando se atribui maior expressividade ao significado, as 
mais importantes são:
-Elipse: omissão de um termo ou oração que o contexto permite 
identificar facilmente. Pode ocorrer na supressão de pronomes, 
conjunções, preposições ou verbos. 
Exemplos:
 - As visitas, pés sujos, entraram no salão
 - Preciso (de) que venhas aqui; 
 - É necessário (que) se faça tudo rapidamente; 
 - Vestido de cor de rosa = Vestido cor de rosa = Vestido rosa. 
-Pleonasmo: emprego de palavras redundantes para reforçar uma 
ideia. 
Exemplo: Ele vive uma vida feliz. 
Evita-se “subir para cima”, “sair para fora”. 
-Polissíndeto: repetição enfática do conectivo, geralmente o “e”.
Exemplo: Felizes, eles festejavam, e dançavam, e bebiam. 
-Inversão ou Hipérbato: altera a ordem normal dos termos ou 
orações para destacá-los:
Exemplo: “Passeiam, à tarde, as belas na avenida” (Carlos Drummond 
de Andrade) (As belas passeiam na Avenida à tarde).
 Em geral, o termo que se deseja realçar é colocado no 
início da frase. 
-Anacoluto: quebra da estrutura sintática da oração. O tipo mais 
comum é aquele em que um termo dá a impressão de sujeito da 
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oração, mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática. 
Exemplo: Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas.
-Silepse: é marcada pela concordância que se faz com a ideia 
subentendida, não com a palavra expressa, aparentemente é uma 
discordância. A silepse divide-se em gênero, número e pessoa.
 > Gênero: discordância entre os gêneros gramaticais. (feminino e 
masculino). 
Exemplo: Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.
 > De número: discordância envolvendo o número gramatical 
(singular ou plural). 
Exemplo: Assim que eles foram apavorado, saíram correndo. 
 > De pessoa: discordância entre o sujeito e a pessoa verbal: o 
sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito.
Exemplo: Ambos fizemos o que parecia correto.
-Onomatopeia: reprodução de sons na forma de palavras. 
Exemplos: Miau, miau. (som emitido pelo gato) 
 Tic-tac, tic-tac (som do relógio). 
-Repetição: repetição de palavras ou orações para enfatizar a 
afirmação ou sugerir insistência ou progressão: 
Exemplo: “O mar foi ficando escuro, escuro, até que a última 
lâmpada se apagou.” (Inácio de Loyola Brandão) 
-Zeugma: omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. 
Exemplo: Ele gosta de hambúrguer; eu, de cachorro quente. (na 
segunda oração, o verbo “gostar” foi omitido). 
-Assíndeto: omissão das conjunções ou conectivos, resultando 
no uso de orações justapostas ou orações coordenadas assindéticas 
(separadas por vírgulas).
 Exemplo: Como seria viver livremente, rir, passear, dançar, cantar, 
me divertir, sair pelo mundo?
-Anáfora: repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no 
princípio de frases ou versos consecutivos. É muito usada especialmente 
na poesia.
Exemplo: Este amor que tudo nos toma, este amor que tudo nos dá, 
este amor que Deus nos inspira, e que um dia nos há de salvar.
-Paronomásia: dificulta o falante na recitação da frase. Famoso 
trocadilho.
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Exemplo: "Fia, fio a fio, fino fio, frio a frio.
-Neologismo: criação de novas palavras. 
Exemplo: Vou fazer um bico. (trabalho temporário). 
Questões de Concursos
1. (FUNRIO – PRF – Policial Rodoviário Federal – 2009) 
Observe o trecho de “O Cortiço”, de Aluízio de Azevedo:
"Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, [...]. Um acordar 
alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de 
chumbo."
Seu autor utiliza o seguinte recurso estilístico:
a) eufemismo.
b) gradação.
c) comparação.
d) antítese.
e) personificação.
2. (NCE/UFRJ – UFRJ – Médico – 2009) 
“Toda obra de um homem... é sempre um auto-retrato”; nesse 
segmento há a presença de um tipo de linguagem figurada denominado:
a) hipérbato;
b) metáfora;
c) metonímia;
d) comparação;
e) pleonasmo.
HORA DE PRATICAR!!
140
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3. (Cetap – AL/RR – Analista de Sistemas – 2010) 
A figura de linguagem presente em “Durante séculos, a Inglaterra 
dominou os mares...” é:
a) metáfora;
b) silepse;
c) antítese;
d) metonímia;
e) ironia.
4. (Cespe/UnB – TRE/RJ – Técnico Judiciário – 2012) 
“(...) Novas pesquisas... revelam que o problema é muito mais 
grave... A mais recente, elaborada pelo Instituto... (...)”
Em “A mais recente”, ocorre elipse da palavra pesquisa, que pode 
ser subentendida a partir do antecedente “pesquisas”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5. (FUNCAB – SEMAD – Engenharia Agronômica – 2013) 
A figura de linguagem presente em “Houve uma mulher que amor 
umamor de verdade” é:
a) prosopopeia;
b) pleonasmo;
c) sinestesia;
d) hipérbole.
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 GABARITO
1. E
2. B
3. D
4. CERTO
5. B
A comunicação pode ser definida como um intercâmbio de 
informações, no qual um emissor emite uma mensagem ao receptor, 
através de um canal (ou meio). O receptor irá interpretar a mensagem 
que pode ter chegado até ele com algum tipo de barreira (ruído, 
bloqueio, filtragem) e, daí, dará o feedback ou resposta, completando 
o processo de comunicação.
Emissor (falante) Emite a mensagem para um /mais receptores;
Receptor 
(ouvinte)
Recebe a mensagem emitida pelo emissor;
Mensagem 
(conteúdo)
Conjunto de informações emitidas;
Código (língua 
portuguesa)
Conjunto de signos utilizados na mensagem;
Canal Meio por onde a mensagem é transmitida (jornal, revista, internet);
Contexto 
(referente)
Situação em que emissor e receptor estão 
envolvidos;
Ruído Mensagem não decodificada por barulho local, voz baixa, etc.
14.1 Funções de linguagem
Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de acordo 
com o objetivo do emissor, dão ênfase à mensagem transmitida, em 
função do contexto em que o ato comunicativo ocorre. São seis as 
funções da linguagem, que se encontram diretamente relacionadas 
com os elementos da comunicação.
Função Emotiva/
Expressiva
Relaciona-se com o emissor da mensagem, a 
linguagem apresenta-se em primeira pessoa, 
transmite emoções, sentimentos. Ex.: Eu vou 
ao baile hoje.
Função Apelativa/
Conativa
Relaciona-se com o receptor da comunicação, 
a linguagem apresenta-se em segunda ou 
terceira pessoa, objetiva sobretudo, persuadir 
o locutor. Ex.: Cidadão, obedeça às leis!
ELEMENTOS DE 
COMUNICAÇÃO E 
FUNÇÕES DE LINGUAGEM
C 
 A
 P
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 T
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A comunicação pode ser definida como um intercâmbio de 
informações, no qual um emissor emite uma mensagem ao receptor, 
através de um canal (ou meio). O receptor irá interpretar a mensagem 
que pode ter chegado até ele com algum tipo de barreira (ruído, 
bloqueio, filtragem) e, daí, dará o feedback ou resposta, completando 
o processo de comunicação.
Emissor (falante) Emite a mensagem para um /mais receptores;
Receptor 
(ouvinte)
Recebe a mensagem emitida pelo emissor;
Mensagem 
(conteúdo)
Conjunto de informações emitidas;
Código (língua 
portuguesa)
Conjunto de signos utilizados na mensagem;
Canal Meio por onde a mensagem é transmitida (jornal, revista, internet);
Contexto 
(referente)
Situação em que emissor e receptor estão 
envolvidos;
Ruído Mensagem não decodificada por barulho local, voz baixa, etc.
14.1 Funções de linguagem
Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de acordo 
com o objetivo do emissor, dão ênfase à mensagem transmitida, em 
função do contexto em que o ato comunicativo ocorre. São seis as 
funções da linguagem, que se encontram diretamente relacionadas 
com os elementos da comunicação.
Função Emotiva/
Expressiva
Relaciona-se com o emissor da mensagem, a 
linguagem apresenta-se em primeira pessoa, 
transmite emoções, sentimentos. Ex.: Eu vou 
ao baile hoje.
Função Apelativa/
Conativa
Relaciona-se com o receptor da comunicação, 
a linguagem apresenta-se em segunda ou 
terceira pessoa, objetiva sobretudo, persuadir 
o locutor. Ex.: Cidadão, obedeça às leis!
ELEMENTOS DE 
COMUNICAÇÃO E 
FUNÇÕES DE LINGUAGEM
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
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Função Poética
Associada à mensagem da comunicação, 
preocupa-se com a escolha das palavras para 
transmitir emoções, por exemplo, na linguagem 
literária. 
Ex.: "de sol a sol 
soldado 
de sal a sal
salgado 
de sova a sova 
sovado...” 
(Haroldo de Campos)
Função 
Metalinguística
Relaciona-se ao código da comunicação, uma 
vez que explica o código (linguagem), através 
dele mesmo. Ex.: “Samba, /Eterno delírio do 
compositor/ Que nasce da alma, sem pele, sem 
cor (...) (Fundo de Quintal)
Função Fática
Relaciona-se com o canal da comunicação, 
estabelece ou interrompe a comunicação. Ex.: 
Oi? Alô? Está me escutando?
Função Referencial/
Denotativa
Relaciona-se ao contexto da comunicação, 
informa, referencia sobre algo. Ex.: “Ajustes no 
orçamento deste ano poderiam abrir espaço 
para uma nova rodada do benefício, apontam 
analistas; sinalizações da equipe econômica e 
do Congresso, porém, indicam que esse caminho 
não vai ser percorrido.” (Site de notícias – GloboNews e G1)
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Questões de concurso
1. (Cespe/UnB – TJ/RJ – Técnico de Atividade Judiciária – 2008) 
“O princípio de que o Estado necessita de instrumentos para agir 
com rapidez em situações de emergência está inscrito no arcabouço 
jurídico brasileiro desde a primeira Constituição, de 1824, dois anos 
após a Independência, ainda no Império. (...)”
A função da linguagem predominante no texto é:
a) Metalinguística;
b) Poética;
c) Expressiva;
d) Apelativa;
e) Referencial.
2. (IBFC – ABDI – Assistente Jurídico – 2008) 
Assinale a alternativa que indica corretamente a função de 
linguagem predominante no texto abaixo:
A estação Júlio Prestes marco histórico e turístico de São Paulo, 
completou 70 anos nesta semana. Atualmente, o local abriga a Sala 
São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado, além de ser o ponto 
de partida da atual Linha 8 (Júlio Prestes-Itapevi) da CPTM [Companhia 
Paulista de Trens Metropolitanos].
a) Emotiva.
b) Apelativa.
c) Referencial.
Vamos ver o 
que aprendeu!
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d) Fática.
3. (Cespe/UnB – SAEB/BA – Professor de Língua Portuguesa – 2011)
1 HISTÓRIA MANJADA
 GALÃ CANASTRÃO
 TIROS E PERSEGUIÇÕES
4 EFEITOS GRATUITOS
 MAIS TIROS E PERSEGUIÇÕES
 FINAL PREVISÍVEL
7 Conheça outro jeito de fazer cinema.
 Cine Conhecimento.
 No canal PLUS.
10 Além de exibir filmes de diversos países, o programa traz
 análises, comentários, curiosidades e detalhes da produção.
 Não perca! Tem sempre um bom filme para você!
 Revista Monet. nº 91, out./2010, contracapa (com adaptações).
Pelos sentidos e pelas estruturas linguísticas, é correto concluir que 
o emprego de “Conheça” (L.7) e “Não perca” (L.12) indica que a função 
da linguagem predominante no texto é a:
a) Metalinguística;
b) Poética;
c) Conotativa;
d) Expressiva.
4. (Cespe/UnB – Correios – Analista de Correios (Letras) – 2011)
Sr. Leitor
Não fui, e não sou, um escrevedor de cartas. Acredito
que, no momento em que você estiver lendo esta mensagem,
meus sentimentos a respeito dela e, muitas vezes, em relação a
você podem ter mudado e isto me obrigaria a escrever outra
mensagem para explicar a mudança e assim sucessivamente,
em uma troca de correspondência absurda.
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 Com o telefone, a comunicação ficou mais fácil, mais
direta. Não gosto de falar ao telefone, mas, em minha
juventude, contaminado por uma timidez excessiva que me
impedia as investidas ao vivo, confesso um pouco
envergonhado, já o utilizei para conquistas, cantadas,
declarações de amor.
O tempo passou e, agora me dou conta, passo dias sem
pegar no telefone e, na maioria das vezes, nem o atendo
quando toca. Ele é coisa do passado. Em compensação surgiu
o email, isto é, a volta às cartas. São cartas virtuais, mas, como
nas de antigamente, sempre podemos escrever um parágrafo,
parar, tomar um café, recordar um fato, uma conversa, uma
declaração de amor. Tudo isto com a vantagem de deixar o
texto descansando até que a emoção acabe, ou diminua; e
podemos corrigir os erros de portuguêse de ansiedades. Estará
voltando a epistolografia?
O maior epistológrafo (que palavra horrível!) de todos
os tempos foi, sem dúvida, São Paulo. Há quem diga que suas
epístolas deram origem à Educação a Distância, já que ele
difundia o cristianismo por meio de cartas para seus discípulos
que moravam em cidades distantes como Éfeso, Corinto, Roma
etc.
No passado, a carta era tema de obras literárias,
músicas etc., etc. Temos vários e belos contos e romances que
são epistolares. Dostoievski e Goethe usaram este método que
já foi dado como acabado e agora volta com força total — via
Internet. E aqui abro um parêntese para dizer que é epistolar
um dos mais belos, vigorosos e cruéis romances que li
ultimamente, A Caixa Preta, do escritor israelense Amoz Oz.
Na música, em minha adolescência, me comovia com
a voz de Dalva de Oliveira cantando “Quando o carteiro
chegou/e meu nome gritou/com uma carta na mão/ante surpresa
tão rude/não sei como pude/chegar ao portão...”.
Braz Chediak. Internet: <www.conexaomaringa.com> (com adaptações).
10
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A função fática se manifesta, no texto, nos versos transcritos nas 
linhas de 38 a 40, nos quais se evidencia um trabalho de construção 
da linguagem para produzir sonoridades, ritmo e rimas, recursos 
característicos da produção de letras de composições musicais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5. (FGV – SME/SP – Professor de Ensino Fundamental II e Médico – 
Português – 2016) 
“Operações, por exemplo, é uma palavra assustadora. Pior do que 
intervenção cirúrgica porque promete uma intromissão muito mais 
radical nos intestinos”.
Esse segmento do texto “Diminutivos”, de Luís Fernando Veríssimo, 
exemplifica uma função de linguagem denominada.
a) Referencial.
b) Fática.
c) Conotativa.
d) Expressiva.
e) Metalinguística.
 GABARITO
1. E
2. C
3. C
4. ERRADO
5. E
COMPREENSÃO E 
INTERPRETAÇÃO DE 
TEXTO
C 
 A
 P
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 T
 U
 L
 O
 
 
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O que você sabe sobre compreender e interpretar?
Compreender e interpretar são mecanismos primordiais para 
que a mensagem, (verbal ou não verbal), que está sendo passada na 
comunicação seja alcançada com excelência e para isso deve-se ter 
presente que há diferença entre os dois conceitos, e que como nada 
está separado, uma ação complementa a outra.
Compreensão (objetiva) Entendimento do texto e do que está sendo proposto.
Interpretação (subjetiva)
Vai além do entendimento 
(compreensão), exige um 
conhecimento prévio do tema 
tratado.
Tanto a ação de compreender como a de interpretar são ações 
extremamente necessárias para todas as disciplinas, nas quais os 
candidatos devem entender o que se pede e perceber como aquilo 
reflete na questão, e é aí que saber usar os dois ao mesmo tempo 
faz toda a diferença em qualquer prova. Como você pode ter mais 
facilidade com isso? Praticando! Vamos para algumas dicas:
1. Adquira o hábito de ler diversos tipos de textos;
2. Reveja sempre a gramática e tenha curiosidade de consultar o 
significado das palavras;
3. Faça e refaça questões de português de outras provas;
4. Leia o texto pelo menos duas vezes (“pelo menos” quer dizer que 
você pode voltar e ler mais uma vez e voltar a ele a cada questão);
5. Marque, sublinhe, faça anotações no texto;
6. Preste atenção ao que é pedido na questão e volte sempre ao 
texto.
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Questões de concursos
1. (Fundação Sousândrade – BNB – Analista Bancário – 2007)
Essa nota faz falta?
De tempos em tempos, os financistas cultivam um novo fetiche. O 
atual é algo que, no idioma de economistas e operadores, recebe o 
nome de “grau de investimento” (investment grade, em inglês, como 
eles preferem). É um indicador usado pelas agências internacionais de 
classificação de risco para definir os países que, em tese, merecem 
a confiança dos investidores. São aqueles que, em princípio, têm um 
ambiente político-econômico mais estável que os demais e pagam em 
dia seus compromissos externos. 
Até agora, apesar da consistência da política econômica praticada 
no país nos últimos anos, o Brasil ainda não conseguiu nota suficiente 
para ser aprovado no “vestibular”. Continua a ser classificado como 
um país vulnerável a cenários econômicos adversos. Com a ressalva 
de que hoje tem condições de pagar suas dívidas. Muitos analistas 
passaram a encarar a obtenção do “grau de investimento” como uma 
panacéia, algo indispensável para garantir um futuro brilhante para o 
Brasil. Será? 
É claro que é melhor ser promovido que não ser. E alguns fundos 
de pensão de grandes empresas estrangeiras, proibidos de investir 
em países que não receberam o tal “grau de investimento”, poderiam 
fazê-lo. Mas, fora isso, há poucos efeitos práticos. “O grau de 
investimento ajuda a mostrar que o Brasil é um mercado confiável, 
mas não é determinante para a maioria das decisões dos investidores 
HORA DE PRATICAR!!!
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internacionais”, diz Octávio de Barros, diretor de pesquisas econômicas 
do Bradesco, “Não é mais tão importante quanto já foi”, diz Eduardo 
Assis, diretor do HSBC e ex-diretor do Banco Central. 
Mesmo sem a bênção das agências de classificação de risco, o ágio 
praticado em empréstimos ao Brasil caiu ao menor nível em todos os 
tempos. E o Brasil é hoje um dos países emergentes que mais recebem 
investimentos diretos (que não inclui o capital especulativo). 
Historicamente, o Brasil também sobressai nos investimentos. O 
total recebido em todos os tempos chega a 25,4% do Produto Interno 
Bruto (PIB) – mais que Índia (5,8%), China (14,3%) e a média global 
(22,7% do PIB). Sem nunca ter colado grau.
(Época, 12 de fevereiro de 2007)
A argumentação textual está organizada, principalmente, em torno 
do sentido de restrição. Assinale a opção em que o termo destacado 
estabelece uma relação com esse mesmo sentido.
a) "É um indicador usado pelas agências internacionais de 
 classificação de risco para definir os países que, em tese, merecem 
 a confiança dos investidores."
b) "O atual é algo que, no idioma de economistas e operadores, 
 recebe o nome de 'grau de investimento'".
c) "São aqueles que, em princípio, têm um ambiente político-
 econômico mais estável que os demais e pagam em dia seus 
 compromissos externos".
d) "Até agora, apesar da consistência da política econômica 
 praticada no país nos últimos anos, o Brasil ainda não 
 conseguiu nota suficiente para ser aprovado no 'vestibular'".
e) "Muitos analistas passaram a encarar a obtenção do 'grau de 
 investimento' como uma panacéia, algo indispensável para 
 garantir um futuro brilhante para o Brasil."
2. (FADESP – Pref. Conceição Araguaia/PA – Médico – 2009) 
No trecho “Em outras palavras, são adolescentes – que pela lei 
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ainda não podem ser responsabilizados por seus atos – com atribuições 
como sustentar uma casa ou mesmo criar filhos”, a locução grifada 
tem a função de:
a) Retomar e reformular a informação anterior;
b) Acrescentar um elemento decisivo à argumentação do autor;
c) Introduzir uma informação de pouca importância para a questão 
 levantada;
d) Assinalar uma estratégia concessiva por meio da qual o autor 
 introduz novas informações.
3. (FCC – AL-SP – Agente Técnico Legislativo – 2010) 
O velho e divertido Barão de Itararé já reivindicava (...): "Restaure-
se a moralidade, ou então nos locupletemos todos!".
Transpondo-se adequadamente o trecho acima para o discurso 
indireto, ele ficará: O velho e divertido Barão de Itararé já reivindicavaque:
a) ou bem se restaurasse a moralidade, senão nos locupletaríamos 
 todos.
b) fosse restaurada a moralidade, ou então que nos locupletássemos 
 todos.
c) seja restaurada a moralidade, ou todos nos locupletávamos.
d) seria restaurada a moralidade, caso contrário nos locupletássemos.
e) a moralidade seja restaurada, quando não venhamos a nos 
 locupletar.
4. (Cespe/UnB – Correios – Analista de Correios (Letras) – 
2011) 
 
“você não acha que, daqui a um tempo, todo mundo vai depender
 de tecnologias digitais para gerenciar a vida?”
 É claro que sim. Quem disser que não estará
4 reproduzindo o discurso daquelas pessoas que eram contrárias
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 às linhas férreas, por exemplo. Elas diziam que aquilo não era
 seguro, que era mais fácil lidar com carroças e cavalos. Isso
7 não existe! Nós vivemos na era da informação e as nações que
 quiserem realmente estar nesse tempo devem colocar cada vez
 mais informações na rede. Não acredito que seja possível nos
10 desligarmos dessa dependência tecnológica, ainda mais se nós
 realmente quisermos nos manter competitivos. O que nós
 precisamos fazer é nos preparar para essa onda tecnológica.
Na argumentação formulada como resposta à indagação proposta 
no início do fragmento de texto acima, o entrevistado recorre à 
estratégia de se posicionar a respeito da pergunta feita, tal como se 
percebe no emprego da expressão “Não acredito” (L.9).
( ) CERTO ( ) ERRADO
5. (Cespe/UnB – IFB – Cargos de Nível Médio – 2011)
No Brasil, 1.120 empresas não pagam salário a seus empregados. 
Acalmem-se, defensores dos direitos humanos, pois não estamos 
falando de trabalho escravo. Trata-se de uma modalidade de 
negócio que funciona com a mão de obra voluntária de estudantes 
universitários. O número de empresas juniores, como são chamados 
esses empreendimentos, teve um crescimento de 87% nos últimos 
cinco anos — cinco vezes o de instituições de ensino superior. Uma 
empresa júnior, sempre sediada em uma universidade, é formada 
e administrada por alunos interessados em pôr em prática o que 
aprendem nas salas de aula. Quando necessário, um professor é 
chamado para orientar e tirar dúvidas, mas, das funções mais simples 
de escritório até a direção executiva, todos os cargos são ocupados 
por estudantes. A companhia tem estatuto e regimentos próprios, e o 
preço cobrado por seus produtos e serviços é bastante inferior ao do 
mercado. Seus clientes são, quase sempre, micro e pequenas empresas 
para as quais contratar uma consultoria especializada sai muito caro.
Julia Carvalho. In: Veja, 10/11/2010 (com adaptações)
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O uso do imperativo “Acalmem-se” é uma das estratégias utilizadas 
pelo autor para aproximar a linguagem do texto da modalidade oral e 
para envolver o leitor, pondo-o no centro da mensagem.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 
 
GABARITO
1. D
2. A
3. B
4. CERTO
5. CERTO
TIPOLOGIA E GÊNEROS 
TEXTUAIS
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
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Tipo textual refere-se à forma como um texto se apresenta e os 
mais usados são:
Texto NARRATIVO
Apresenta um enredo com personagens e 
acontecimentos em determinado tempo 
e espaço. É contado por um narrador e 
tem a seguinte estrutura: APRESENTAÇÃO, 
DESENVOLVIMENTO, CLÍMAX E DESFECHO. 
Principais características: - Tempo verbal 
SEMPRE no passado; - Narrador onipresente 
– participa da história (1ª pessoa); - Narrador 
onisciente – não participa da história (3ª 
pessoa); - Apresenta narrador, enredo, 
personagem, conflito/clímax e tempo/espaço. 
- Exemplos: crônica, romance, piada, conto, 
novela, epopeia, parábola, epístola.
Texto DISSERTATIVO 
ARGUMENTATIVO
Defende um ponto de vista, persuadindo 
o leitor por meio de argumentos sólidos e 
tem a seguinte estrutura: INTRODUÇÃO, 
DESENVOLVIMENTO, CONCLUSÃO 
Principais características: - Apresenta ponto 
de vista; - Apresenta argumentos sólidos; 
- Apresenta análise crítica; - Discussão de 
argumentos. 
*OBS: Este é o tipo de texto de redação mais 
cobrado pelas bancas de concursos.
Texto EXPOSITIVO
Usa-se comparações, conceitos, 
informações e definições. A estrutura = 
Dissertativo –Argumentativo: INTRODUÇÃO, 
DESENVOLVIMENTO, CONCLUSÃO. 
Principal característica: - Expõe ideias sem 
defender nenhum ponto de vista. 
Exemplos: notícia, livros didáticos, reportagem, 
etc.
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Texto DESCRITIVO
Descreve e caracteriza amplamente 
acontecimentos, lugares, pessoas. 
Principais características: - É um texto rico 
em adjetivos, locuções adjetivas e orações 
adjetivas; - Objetivo e subjetivo; 
- Exemplos: biografia, manual, relatórios, 
anúncios, tutorial.
Texto INJUNTIVO
Orienta, instrui o leitor (receitas de cozinha, 
como tomar um remédio, manuais de 
instrução). 
Principais características: - Uso dos verbos 
no modo imperativo (leve ao forno, bata no 
liquidificador, siga em frente, tome 4 gotas, 3 
vezes ao dia), de vocativo, etc. 
- Exemplos: receitas de bolo, manual de 
instruções, etc.
Gênero textual é a classificação do texto a partir do reconhecimento 
de padrões estruturais constituídos pela função social do texto e 
podem sofrer alterações socioculturais com o tempo. Alguns gêneros 
textuais são:
Artigo - Bilhete - Bula - Carta - Conto - Crônica - E-mail - Lista
Manual – Notícia - Poema - Propaganda - Receita culinária –
Resenha – Seminário – Reportagem jornalística – telefonema etc.
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Questões de concursos
1. (FGV – ICMS/SP – Fiscal de Rendas – 2008) 
“As alternativas atuais para a construção de uma economia sólida 
e menos suscetível passam necessariamente pelo controle de gastos 
públicos. Alguns países desenvolvidos, tendo em vista essa perspectiva, 
buscaram limitar gastos e muitas vezes editaram leis para esse fim. É 
impossível, na atualidade, visualizar qualquer Estado que se proponha 
ao desenvolvimento sem um minucioso projeto de controle de gastos 
públicos.”
O segundo período do trecho acima, em relação ao primeiro, 
constitui uma:
a) explicação;
b) explicitação;
c) exemplificação;
d) contraposição;
e) retificação.
2. (Cespe/UnB – IRBr – Diplomata – 2008)
As primeiras cartas
O importante não é a casa onde moramos.
Mas onde, em nós, a casa mora.
Avô Mariano
1 Escapo-me dali apressando entre os atalhos. Quando reentro em casa não encontro vivalma. Todos foram para o
 caminho da areia assistir à desgraça, consolando Ultímio. De soslaio, parece-me ouvir um ruído. Entro na sala fúnebre e nada vejo,
 senão o aquietado corpo do velho Mariano. Lá está o desfinado, entre flores e velas. Subo para o quarto. De novo, sobre a
4 cabeceira, uma outra carta. A tremência em minhas mão não me ajuda a ler:
HORA DE PRATICAR!!!
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 Estas cartas, Mariano, não são escritos. São falas. Sente-se, se deixe em bastante sossego e escute. Você não veio a esta
 Ilha para comparecer perante um funeral. Muito ao contrário, Mariano. Você cruzou essas águas por motivo de um nascimento.
7 Para colocar o nosso mundo no devido lugar. Não veio salvar o morto. Veio salvar a vida, a nossa vida. Todos aqui estão
 morrendo não por doença, mas por desmérito do viver.
 É por isso que visitará estas cartas e encontrará não a folha escrita mas um vazio que você mesmo irá preencher, com
10 suas caligrafias. Como se diz aqui: feridas da boca se curam com a própria saliva. Esse é o serviço que vamos cumprir aqui,
 você e eu, de um e outro lado das palavras.Eu dou as vozes, você dá a escritura. Para salvarmos Luar-do-Chão, o lugar onde
 ainda vamos nascendo. E salvarmos nossa família, que é o lugar onde somos eternos.
13 Comece em seu pai, Fulano Malta. Você nunca lhe ensinou modos de ele ser pai. Entre no seu coração, entenda aquela
 rezinguice dele, amoleça os medos dele. Ponha um novo entendimento em seu velho pai. Às vezes, seu pai lhe tem raiva? Pois
 lhe digo: aquilo não é raiva, é medo. Lhe explico: você despontou-se, saiu da Ilha, atravessou a fronteira do mundo. Os lugares
16 são bons e ai de quem não tenha o seu. congênito e natural. Mas os lugares nos aprisionam, são raízes que amarram a vontade
 da asa.
 A Ilha de Luar-de-Chão é uma prisão. A pior prisão, sem muros, sem grades. Só o medo do que há lá fora nos prende
19 ao chão. E você saltou essa fronteira. Se afastou não em distância, mas se alonjou da nossa existência.
 Antes, seu pai estava bem consigo mesmo, aceitava o tamanho que você lhe dava. Desde a sua partida ele se tornou
 num estranho, alheio distante. Seu velhote passou a destratá-lo? Pois ele se defende de si mesmo. Você, Mariano, lhe lembra
22 que ele ficou, deste lado do rio, amansado, sem brilho de viver nem lustro de sonhar.
 Mia Couto. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 64-5.
No texto, a oposição ou contraste como estratégia argumentativa 
pode ser exemplificada em vários enunciados, entre eles: "Não veio 
salvar o morto. Veio salvar a vida, a nossa vida." (L. 7) e "encontrará 
não a folha escrita mas um vazio que você mesmo irá preencher" (L. 9).
( ) CERTO ( ) ERRADO
3. (UESPI – PC/PI – Delegado – 2009)
Viver em sociedade
A sociedade humana é um conjunto de pessoas ligadas pela 
necessidade de se ajudarem umas às outras, a fim de que possam 
garantir a continuidade da vida e satisfazer seus interesses e desejos.
Sem vida em sociedade, as pessoas não conseguiriam sobreviver, 
pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para 
conseguir abrigo e alimentação. E no mundo moderno, com a grande 
maioria das pessoas morando na cidade, com hábitos que tornam 
necessários muitos bens produzidos pela indústria, não há quem não 
necessite dos outros muitas vezes por dia.
Mas as necessidades dos seres humanos não são apenas de 
ordem material, como os alimentos, a roupa, a moradia, os meios 
de transportes e os cuidados de saúde. Elas são também de ordem 
espiritual e psicológica. Toda pessoa humana necessita de afeto, precisa 
161
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amar e sentir-se amada, quer sempre que alguém lhe dê atenção e que 
todos a respeitem. Além disso, todo ser humano tem suas crenças, 
tem sua fé em alguma coisa, que é a base de suas esperanças.
Os seres humanos não vivem juntos, não vivem em sociedade, 
apenas porque escolheram esse modo de vida, mas porque a vida 
em sociedade é uma necessidade da natureza humana. Assim, por 
exemplo, se dependesse apenas da vontade, seria possível uma pessoa 
muito rica isolar-se em algum lugar, onde tivesse armazenado grande 
quantidade de alimentos. Mas essa pessoa estaria, em pouco tempo, 
sentindo falta de companhia, sofrendo a tristeza da solidão, precisando 
de alguém com quem falar e trocar ideias, necessitada de dar e receber 
afeto. E muito provavelmente ficaria louca se continuasse sozinha por 
muito tempo. Mas, justamente porque vivendo em sociedade é que 
a pessoa humana pode satisfazer suas necessidades, é preciso que 
a sociedade seja organizada de tal modo que sirva, realmente, para 
esse fim. E não basta que a vida social permita apenas a satisfação de 
algumas necessidades da pessoa humana ou de todas as necessidades 
de apenas algumas pessoas. A sociedade organizada com justiça é 
aquela em que se procura fazer com que todas as pessoas possam 
satisfazer todas as suas necessidades, é aquela em que todos, desde 
o momento em que nascem, têm as mesmas oportunidades, aquela 
em que os benefícios e os encargos são repartidos igualmente entre 
todos.
Para que essa repartição se faça com justiça, é preciso que todos 
procurem conhecer seus direitos e exijam que eles sejam respeitados, 
como também devem conhecer e cumprir seus deveres e suas 
responsabilidades sociais.
Dalmo de Abreu Dallari. In: Viver em sociedade.
O Texto, para ser compreendido com sucesso, deve ser percebido 
como um texto:
a) Narrativo-descritivo; basta ver o cenário e os personagens que 
 compõem o enredo apresentado.
b) Expositivo-argumentativo; há a definição de um conceito em 
 torno do qual é construída uma argumentação.
162
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c) Narrativo-dissertativo; os fatos são propostos ao leitor com uma 
 finalidade claramente dissertativa.
d) Dissertativo-apelativo; predominam no texto estratégias de 
 convencimento, semelhantes àquelas que ocorrem na 
 publicidade.
e) Expositivo-injuntivo; o texto é construído para indicar etapas e 
 procedimentos que um determinado processo implica.
4. (Cesgranrio – Petrobras – Administração Júnior – 2012)
Um circo e um antipalhaço
Em 1954, numa cidadezinha universitária dos Estados Unidos, vi “o 
maior circo do mundo” , que continua a ser o sucessor do velho Barnum 
& Bailey, velho conhecido dos meus primeiros dias de estudante nos 
Estados Unidos. Vi então, com olhos de adolescente ainda um tanto 
menino, maravilhas que só para os meninos têm plenitude de encanto. 
Em 1954, revendo “o maior circo do mundo”, confesso que, diante de 
certas façanhas de acrobatas e domadores, senti-me outra vez menino.
(...)
O gênio de organização dos anglo-americanos é qualquer coisa 
de assombrar um latino. Arma e desarma um circo gigante como se 
armasse ou desarmasse um brinquedo de criança. E o que o faz com 
os circos, faz com os edifícios, as pontes, as usinas, as
fábricas: uma vez planejadas, erguem-se em pouco tempo do solo 
e tomam como por mágica relevos monumentais.
(...)
Os trechos de “Em 1954 [...] encanto” e “O gênio de organização 
[...] monumentais.” caracterizam-se, quanto ao tipo de texto 
predominante, por serem, respectivamente:
a) descrição e narração.
b) narração e argumentação.
c) narração e descrição.
d) argumentação e descrição.
163
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e) argumentação e narração.
5. (CEPERJ – SEPLAG – Analista de Planejamento e Orçamento – 
2012)
PLANEJAMENTO PRETENDE DESBUROCRATIZAR
Brasília, 22/12/2011 – Para desburocratizar e modernizar a 
administração pública federal, o Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão (MPOG) assinou acordo de cooperação com o 
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). O objetivo do 
termo é propor e implementar o Plano Nacional de Desmaterialização 
de Processos (PNDProc), que prevê a utilização da documentação 
eletrônica em todos os trâmites de processos. O extrato do pacto 
entre as entidades foi publicado nesta quarta-feira, 21, no Diário 
Oficial da União. Delfino Natal de Souza, secretário de logística e 
tecnologia da informação, defende que esta nova modalidade de 
gestão de documentos irá modernizar a gestão pública ao permitir 
que o gerenciamento de processos seja feito de forma eletrônica. “Na 
prática significa o reconhecimento de um documento digital. Significa 
nascer, ser encaminhado e decidido sem a utilização de papel”, explica. 
O acordo, que tem duração de três anos, prevê a criação de normas, 
implantação de projeto piloto, definição de padrões, metodologias e 
soluções tecnológicas para a disseminação do plano. Para divulgar o 
PNDProc, também estão previstas no termo de cooperação a capacitação 
de servidores públicos que atuam na área de documentação, como os 
que trabalham em protocolos e secretarias, por exemplo. Como órgão 
central do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologiada 
Informação (SISP), a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação 
(SLTI) deve prover o suporte para a realização das ações do PNDProc. 
A secretaria deve ainda atender aos Padrões de Interoperabilidade do 
Governo Eletrônico (e-Ping) e também do Modelo de Acessibilidade de 
Governo Eletrônico (e-MAG) na implementação do plano. O secretário 
explica ainda que o acordo não prevê a digitalização de processos 
antigos. “As ações para a implantação do plano serão feitas no trâmite 
de novas documentações”, relata.
(Ministério do Planejamento)
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O primeiro parágrafo do texto desempenha a função de:
a) despertar a curiosidade do leitor em relação ao conteúdo do 
 texto.
b) resumir os tópicos mais importantes do projeto publicado.
c) explicar ao leitor menos informado as finalidades do MPOG.
d) demonstrar a necessidade do processo de desburocratização 
 proposto.
e) justificar a necessidade de cooperação do MPOG com o ITI.
 GABARITO
1. C
2. CERTO
3. B
4. B
5. B
ELEMENTOS DE COESÃO E 
COERÊNCIA
C 
 A
 P
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 T
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 O
 
 
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COESÃO
Se dá pelo uso de conectivos (preposições, conjunções, 
advérbios) que propiciam a ligação entre frases, períodos 
e parágrafos de um texto e pode ocorrer de duas formas: 
Anáfora: retoma um componente. 
Catáfora: antecipa um componente.
Regras: 
Referência
Pessoal (uso de pronomes pessoais ou possessivos) – 
anafórica. Ex.: João e José são cantores. Eles são irmãos. 
Demonstrativa (uso de pronomes demonstrativos e 
advérbios) – catafórica. Ex.: Fiz todo o trabalho, exceto 
este: limpar. 
Substituição: substitui um termo por outro com o fim 
de evitar repetição. Ex.: Filó está quieta. A gatinha está 
precisa de outro gato para brincar. 
Elipse: omite um termo. Ex.: No saguão, apenas dois ou 
três convidados. (omissão do verbo “haver”)
Conjunção: conexão entre duas orações, estabelecendo 
relação entre elas. Ex.: Os meninos queriam jogar futebol, 
mas está chovendo. 
Coesão Lexical: utiliza sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos 
ou palavras que possuem sentido aproximado e pertencente a 
um mesmo grupo lexical. Ex.: Machado de Assis é considerado 
o maior escritor brasileiro. O carioca foi um dos fundadores 
da Academia Brasileira de Letras.
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COERÊNCIA
É a relação lógica das ideias de um texto resultado dos 
seus conhecimentos. Um texto incoerente compromete a 
clareza e a fluência do texto, bem como a leitura. Princípios: 
> da não contradição: ideias não contraditórias.
> da não tautologia: a ideia não deve estar redundante.
> da relevância: as ideias que se relacionar entre si.
> da continuidade temática: assunto com seguimento em 
relação ao assunto tratado.
> da progressão semântica: informações novas, ordenadas 
de maneira de acordo com a progressão de ideias.
FATORES ESSENCIAIS: 
> Conhecimento de mundo: adquirido ao longo da vida;
> Inferências: conhecimento de mundo do leitor;
> Informatividade: conhecimentos ricos, interessantes e 
pouco previsíveis.
Questões de concursos
1. (FDC – Cremerj – Administrador – 2011)
“As drogas medicinais ou ‘drogas da virtude’, prescrita pelos físicos, 
odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas 
HORA DE PRATICAR!!!
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por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos 
nativos em sua formulação." No texto há um conjunto de elementos 
que se prendem a termos anteriores a fim de produzir coesão (ligações 
formais e semânticas) entre esses elementos. A indicação INCORRETA 
de um desses termos é:
a) o pronome possessivo sua tem como referente “remédios 
 europeus".
b) o particípio prescritas refere-se às duas espécies de drogas 
 mencionadas antes.
c) o conectivo por une a forma verbal eram manipuladas a seu 
 agente.
d) a forma verbal usavam repete o mesmo sujeito de importavam.
e) o pronome relativo que refere-se a boticários.
2. (Ceperj – Degase – Agente Socioeducativo – 2012) 
“A verdade é que já há algum tempo vêm se sentindo menos pobres, 
vêm comprando”.
O período acima poderia ser reescrito com a introdução de um 
conectivo, de modo a explicar a relação de sentido do contexto original.
A inserção do conectivo preserva o sentido original da frase na 
seguinte alternativa:
a) embora venham comprando;
b) para virem comprando;
c) porque vêm comprando;
d) contudo vêm comprando;
e) apesar de virem comprando.
3. (Esaf – SRF – Auditor fiscal da Receita Federal– 2012) 
Enxergando suas obras da década de 1890 à luz de seus conceitos-
chave - como o de "idealismo prático" e o de "República" -, conclui-
se que Nabuco permaneceu monarquista por julgar que o advento 
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do regime republicano, naquele momento, ................................. o 
advento de uma sociedade autenticamente republicana, liberal e 
democrática entre nós. (...)
Assinale a opção que completa a lacuna sem provocar incoerência 
de ideias ou ruptura na direção argumentativa do texto.
a) poderia acelerar as transformações sociopolíticas necessárias 
 para;
b) viria a prejudicar e não a favorecer;
c) encontraria valores sedimentados de civismo e liberalismo para;
d) legitimaria a implantação de regimes totalitários, forçando;
e) em vez de retardar o processo democrático, viria a acelerar;
4. (Cespe/UnB – TRE/RJ – Técnico Judiciário – 2012) 
“Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento 
do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam 
que o problema é muito mais grave 4 do que se supunha. A mais 
recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação 
Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do ensino superior no 
país simplesmente 7 “não dominam habilidades básicas de leitura e 
escrita”. O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse 
trabalho, não mede capacidades complexas.”
A expressão “desse trabalho” é um recurso de coesão que retoma a 
informação anterior: “Indicador de Analfabetismo Funcional”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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5. (Cespe – ANTAQ – Nível Médio – 2014) 
Fragmento de texto:
Um dos principais desafios para o Brasil é conhecer a Amazônia. 
Sua vocação eminentemente hídrica impõe, ao longo dos séculos, a 
necessidade de deslocamento de seus habitantes...
O pronome “sua” refere-se ao antecedente “Amazônia”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
 GABARITO
1. B
2. C
3. B
4. ERRADO
5. CERTO
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
18
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Variações linguísticas referem-se às mudanças que a língua sofre 
naturalmente, determinadas por aspectos históricos, sociais, culturais 
e geográficos. O Brasil é muito rico em variações linguísticas, como 
por exemplo, a linguagem regional. Uma língua possui estruturas 
gerais, básicas, de funcionamento que podem sofrer variações devido 
à influência de inúmeros fatores. São quatro variações:
Variações Fônicas Modo de pronunciar os sons da palavra.
Variações Morfológicas Ocorrem nas formas da palavra.
Variações Sintáticas Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase.
Variações Léxicas
Conjunto de palavras de uma língua, e 
caracterizam nitidamente uma variante 
em confronto com outra.
Tipos de Variação caracterizam os múltiplos modos de falar dentro 
de uma comunidade linguística. As mais relevantes para concurso 
público, sãoas seguintes:
Variação Histórica
Transformações da língua ao 
longo do tempo. 
Ex.: a palavra “Você”, que antes 
era “Vosmecê”.
Variação Regional (dialetos)
Variações que ocorrem de acordo 
com a cultura de uma determinada 
região. 
Ex.: a palavra mandioca, que 
em certas regiões é tratada por 
macaxeira, aipim.
Variação Social
Variação pertencente a um grupo 
específico de pessoas. 
Ex.: gírias de adolescentes, 
linguagem coloquial, linguagem 
técnica (advogados, chefes de 
cozinha...).
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Variação Situacional
Variação de acordo ao contexto 
que se está inserido. 
Ex.: situações formais e informais.
O preconceito linguístico refere-se ao julgamento das manifestações 
linguísticas, dando uma conotação pejorativa e de inferioridade. No 
Brasil, por exemplo, o português é falado de diversas formas, cada uma 
possui sua peculiaridade, que envolve diversos aspectos históricos, 
sociais e culturais. Vale ressaltar que nenhuma forma é certa ou errada, 
inferior ou superior, apenas diferentes entre si.
Questões de concurso
1. (CEPERJ – Pref. Angra dos Reis/RJ – Professor (Língua Portuguesa) 
– 2008) 
“Minha terra tem palmeiras” – o verbo ter foi usado segundo o 
registro coloquial na frase:
a) O poeta tem saudades da sua terra.
b) Tem coisas que não se explicam: a dor do exílio é uma delas.
c) Muitos não têm ideia do que foi o exílio para o poeta.
d) De poeta e louco, todos temos um pouco.
e) O Brasil tem natureza exuberante e povo generoso.
2. (FDC – Pref. De Itaboraí/RJ – Analista de Sistemas – 2012) 
Na frase “E, como nas festas caipiras, há torcedores que incentivam 
os candidatos...” há uma comparação estruturada com o conectivo 
como. O conectivo que, na forma coloquial popular, poderia substituí-
HORA DE PRATICAR!!!
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lo é:
a) Tal qual;
b) Que nem;
c) Assim como;
d) Da mesma forma que;
e) Do mesmo modo que.
3. (FUNDEP (Gestão de Concursos) - Prefeitura de Teixeiras – MG – 
Assistente Administrativo – 2019)
Analise a imagem a seguir.
Sobre tal imagem, analise estas afirmativas.
I. Mimosa é um entre os vários nomes utilizados para identificar a 
fruta retratada na imagem.
II. A variação linguística regional registra nomes distintos para 
identificar o mesmo elemento e elege um deles como o correto, de 
acordo com a norma-padrão.
III. Avariação observada em Minas Gerais – mexerica – está incorreta, 
de acordo com a norma-padrão.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II, apenas.
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4. (CONTEMAX - Prefeitura de Lucena – PB - Assistente Administrativo 
– 2019) 
"É sempre necessário que as circunstâncias em que as palavras 
forem proferidas sejam de algum modo, apropriadas" (Austin 1990, p. 
26, Quando Dizer é Fazer: palavra e ação).
A linguagem é entendida, na perspectiva da Pragmática, como 
uma atividade intersubjetiva e intencional. Desse modo, as práticas 
discursivas são as linguagens em ação em que os indivíduos produzem 
sentidos e se posicionam em suas relações sociais do dia a dia. A 
linguagem que se processa entre falantes e interlocutores é sempre 
uma linguagem social, que produz ações e consequências. Estas ideias 
acerca da linguagem e das práticas discursivas têm como base a teoria 
dos atos de fala desenvolvida por Austin (1976), em que é possível 
fazer através do dizer.
É incorreto afirmar sobre a polidez na comunicação:
a) A perspectiva da Pragmática concebe a polidez como uma atividade 
social que objetiva contribuir para que as interações transcorram de 
modo equilibrado e harmônico, amenizando os conflitos passíveis de 
existir quando os falantes não compartilham dos mesmos interesses.
b) Como regra de convivência, a polidez posiciona identitariamente 
os indivíduos em diferentes contextos e ocasiões.
c) Em uma situação comunicativa, os indivíduos manifestam apenas 
sua própria face, e não do grupo a que pertencem.
d) A polidez está relacionada à face ou à autoimagem pública, que 
é monitorada tanto pelo falante, quanto por seu interlocutor durante 
a interação. Desta forma, os conceitos de face e polidez encontram-se 
intrinsecamente relacionados e não se trata apenas de uma questão 
de construção de imagem, mas de identidade.
e) Acredita que ao obrigar as pessoas a se lembrarem constantemente 
de utilizar um termo mais ―neutro‖, a linguagem politicamente 
correta serve como propósito de conscientizar os falantes de certo 
fenômeno linguístico que apenas reflete e consagra uma prática social 
de preconceito e discriminação.
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5. (CPCON - Câmara de Campina Grande – PB – Agente Legislativo 
– 2019)
“Eleições” é o tema da charge a seguir, que destaca não só a postura 
de políticos, de fazer promessas durante as campanhas eleitorais, mas 
também a postura crítica de muitos eleitores, atentos a essa realidade. 
Avalie as proposições de I a III, que dizem respeito aos recursos 
linguísticos presentes no diálogo entre os personagens, e responda ao 
que se pede.
I- O uso da forma verbal abreviada “tá”, em vez de “está” não 
constitui um erro, apesar de ser proferido por um médico, pois reflete 
o envolvimento dos personagens no processo interacional; além disso, 
justifica-se em razão do propósito comunicativo do gênero textual – a 
charge.
II- Em “assistindo a todos os programas”, a relação de regência 
revela o uso da linguagem exigido pela gramática normativa, de modo 
que, na frase como um todo, verifica-se uma incompatibilidade entre 
este uso e o emprego da forma verbal auxiliar.
III- Considerando que a frase “eu prometo” é proferida pelos vários 
candidatos que se apresentam nos debates e programas eleitorais, a 
estrutura “nós prometemos” é que seria adequada.
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É CORRETO o que se afirma apenas em:
a) I e II.
b) II.
c) II e III.
d) I.
e) III.
 GABARITO
1. B
2. B
3. A
4. C
5. A
REDAÇÃO OFICIAL
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
19
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Antes de começar esse assunto, é importante ressaltar que todo 
o conteúdo de redação oficial foi retirado do Manual de Redação da 
Presidência da República.
Redação Oficial é todo ato normativo e comunicação do poder 
público, necessariamente uniforme, em que há sempre um 
comunicador/emissor (Serviço Público) e o receptor dessas mensagens 
que é o público. Toda redação oficial apresenta algumas características 
indispensáveis, que são:
> Impessoalidade;
> Uso do padrão culto de linguagem;
> Clareza;
> Concisão;
> Formalidade e
> Uniformidade.
A seguir iremos falar de cada uma delas:
IMPESSOALIDADE
A redação oficial de sempre apresentar traços de impessoalidade, 
ou seja, sem interferências da individualidade (como por exemplo, 
expressar a própria opinião) e essa impessoalidade decorre de quem 
emite a comunicação, de quem recebe a comunicação e do assunto 
tratado.
PADRÃO CULTO DA LÍNGUA
A redação oficial requer o padrão culto da língua, observando as 
regras gramaticais. As comunicações devem ser feitas de forma que 
todo e qualquer cidadão compreenda a mensagem que está sendo 
passada, por isso, deve-se empregar um vocabulário culto e comum 
a todos, evitando a utilização de termos comuns a alguns grupos 
restritos, evitar o uso de gírias e regionalismos.
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CLAREZA
A clareza é a qualidade básica de todo texto oficial, porém, não é 
algo que se atinjapor si só: depende da impessoalidade, formalidade, 
padronização, uso da norma culta e concisão).
CONCISÃO
Resumindo rapidamente para vocês, conciso é um texto que 
transmite o máximo de informações utilizando o mínimo de palavras, 
ou seja, resumido ao essencial, evitando ideias secundárias, ou mesmo 
informações desnecessárias, porém, não confunda, não estamos nos 
referindo aqui de economia de pensamentos.
FORMALIDADE
As comunicações oficiais devem ser sempre formais. Quando 
falamos de formalidade, não nos referimos somente ao uso do pronome 
de tratamento, mas também diz respeito à polidez e à civilidade.
UNIFORMIDADE
E por fim, a clareza datilográfica, o uso de papeis uniformes e a 
correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização.
19.1. Pronomes de tratamento
Concordância
A concordância sempre é feita com a 3ª pessoa. 
Ex.: Vossa senhoria anunciará seu 
posicionamento. (concorda com o núcleo 
“senhoria”).
Adjetivos
Concorda com o sexo da pessoa a que se refere 
e não com o substantivo 
Ex.: Vossa Excelência está ocupado.
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· Uso dos pronomes de tratamento e vocativos:
Vossa Excelência
Pronome de tratamento utilizados para se referir à pessoa 
de acordo com o cargo. Ex.: Autoridades dos 3 
poderes (1. poder executivo, 2. legislativo e 3. 
judiciário). 
1. Presidente da República, Vice-Presidente da República, 
Ministros de Estado, Governadores e Vice-Governadores 
de Estado e do Distrito Federal, Oficiais-Generais das 
Forças Armadas, Embaixadores, Secretários-Executivos de 
Ministérios, Secretários de Estado dos Governos Estaduais, 
Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Chefe do 
Gabinete de Segurança Institucional, Chefe da Secretaria-
Geral da Presidência da República, Advogado-Geral da 
União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União, Prefeitos 
Municipais. 
2. Deputados Federais e Senadores, Ministros do Tribunal 
de Contas da União, Deputados Estaduais e Distritais, 
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais, Presidentes 
das Câmaras Legislativas Municipais.
3. Ministros dos Tribunais Superiores, Membros de 
Tribunais, Juízes, Auditores da Justiça Militar 
Ex.: No envelope, deve constar o endereçamento: 
A
Sua Excelência
o Senhor Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça 
70.064-900 – Brasília. DF
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Vocativo: Senhor
É um chamamento, termo que evoca o interlocutor. 
(Senhor + cargo = Senhor Coordenador). Empregado 
para as demais autoridades e para particulares. 
Ex.: 
No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao Senhor 
Fulano de Tal 
Rua ABC, no 123 
12345-000 – Curitiba. PR
Vossa 
Magnificência
Utilizado para se referir a reitores de universidades. 
(Magnífico + cargo = Magnífico Reitor).
Pronomes de 
tratamento para 
religiosos
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O 
vocativo correspondente é: Santíssimo Padre. 
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em 
comunicações aos Cardeais. 
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações 
dirigidas a Arcebispos e Bispos. 
Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima 
para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. 
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, 
clérigos e demais religiosos.
ATENÇÃO!!!
O Manual da Redação Oficial condena 
utilizar os pronomes de tratamentos: 
ilustríssimo, digníssimo e doutor (não é 
proibido, mas doutor é um título acadêmico 
e não uma forma de tratamento)!!!
183
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19.2. Fechos para comunicações
> Para autoridades superiores, utiliza-se o termo “respeitosamente”.
> Para autoridades iguais ou inferiores, utiliza-se o termo 
“atenciosamente”.
> Para autoridades estrangeiras, não se deve seguir o Manual da 
Presidência e sim o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
19.3. Identificação do Signatário
Com exceção do presidente da república, a identificação do 
signatário é obrigatória em todas as comunicações, trazendo abaixo 
da assinatura, nome e cargo. 
Exemplo.: 
Assinatura
Nome
Cargo
19.4. O Padrão Ofício
O padrão ofício se divide em 3: o memorando, o ofício e o aviso, 
que se dividem antes pela finalidade do que pela forma. Todos eles 
obedecem a uma diagramação única, que é chamada de padrão ofício.
Segue o modelo de acordo com o Manual.
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o 
expede:
FORMATO = Tipo de documento + Número/Ano + Sigla do órgão.
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF
Of. 123/2002-MME
Aviso 123/2002-SG
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento 
184
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à direita:
Exemplo:
Brasília, 15 de março de 2007.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2001.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a 
comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de 
documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
> introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na 
qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso 
das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me 
informar que”, empregue a forma direta;
> desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto 
contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas 
em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
> conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada 
a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em 
que esses estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a 
estrutura é a seguinte:
> introdução: deve iniciar com referência ao expediente que 
solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido 
solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, 
que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do 
185
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documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto 
de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a 
seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2007, encaminho, 
anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2007, do Departamento 
Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de 
Tal.”
ou
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do 
telegrama no 12, de 10 de fevereiro de 2007, do Presidente da 
Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de 
modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
> desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer 
algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá 
acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, 
não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero 
encaminhamento.
f) fecho + assinatura do autor da comunicação + identificação do 
signatário;
19.5. Formas de diagramação
Podemos destacar algumas formas de diagramações importantes e 
as mais cobradas em provas são:
> A folha de rosto não é enumerada, ou seja, a contagem começa 
da segunda página;
> Ofícios, memorando e anexos poderão ser impressos nas duas 
faces da folha de papel. Neste caso, as margens esquerda e direita 
terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”);
> Deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no 
texto em geral, 11 nas citações, e 10 nasnotas de rodapé;
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> Para símbolos não existentes na fonte Times New Roman, poder-
se-ão utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
19.6. Ofício
Trata de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública ou 
a particulares.
Quanto à sua forma, o ofício segue o modelo do padrão ofício, com 
acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de 
Tratamento), seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes 
informações do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.
19.7. Aviso
É praticamente idêntico ao ofício, porém, o aviso é expedido 
exclusivamente por um Ministro de Estado, para autoridades de mesma 
hierarquia e no cabeçalho ou rodapé do aviso, não consta endereço.
19.8. Memorando
O memorando é de acordo com o Manual de Redação Oficial 
da Presidência da República “a modalidade de comunicação entre 
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar 
hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, 
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portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.”
A principal característica do memorando é a sua rapidez/agilidade.
Quanto à sua forma, o memorando segue o modelo do padrão 
ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado 
pelo cargo que ocupa.
Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
19.9. Exposição de motivos
Expediente dirigido de um Ministro de Estado ao Presidente da 
República ou Vice-Presidente, é para:
1. Informar um determinado assunto;
2. Propor alguma medida; ou
3. Submeter projeto de ato normativo.
19.10. Mensagem
É trocada entre os chefes de poder. Enviada do Presidente para o 
Legislativo, ou seja, do Poder Executivo para o Poder Legislativo.
> Encaminhamento do projeto de lei/medida provisória.
> Indicação de autoridade.
> Pedido de autorização para o Presidente ou Vice-Presidente da 
República se ausentarem do País por mais de 15 dias.
Concurseiro, muita atenção! A seguir 
serão apresentadas as mensagens 
mais usuais. Cai muito em prova!
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> Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
> Mensagem de abertura da sessão legislativa.
> Comunicação de sanção de veto.
19.11. Telegrama
O telegrama é dispendioso, portanto, deve ser usado somente em 
caso de urgência e quando não for possível o uso do correio eletrônico 
ou fax.
19.12. Fax
O fax é a forma menos usada devido ao uso da internet. É usado 
para transmitir mensagens urgentes e para o envio antecipado de 
documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não 
há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando 
necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma 
de praxe. Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia 
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, 
se deteriora rapidamente.
19.13. Correio Eletrônico
Por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma 
de comunicação para transmissão de documentos. Um dos atrativos 
de comunicação por correio eletrônico é:
1. sua flexibilidade, entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem 
incompatível com uma comunicação oficial.
2. Deve utilizar o formato de arquivos anexos, o formato Rich Text.
3. Sempre que usada deve ser marcada com a confirmação de 
leitura e se não for possível, tem que pedir aviso de recebimento.
4. O e-mail terá valor documental sempre que houver certificação 
digital na forma da lei.
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5. O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem 
deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental.
Além desses pontos, é muito importante estudar esses 3 pilares, 
que serão apresentados abaixo, que também são bastante cobrados 
em prova.
19.14. Aspas
As aspas têm os seguintes empregos:
a) usam-se antes e depois de uma citação textual:
A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, no 
parágrafo único de seu artigo 1º afirma: “Todo o poder emana do povo, 
que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.
b) dão destaque a nomes de publicações, obras de arte, intitulativos, 
apelidos, etc.:
O artigo sobre o processo de desregulamentação foi publicado no 
“Jornal do Brasil”.
A Secretaria da Cultura está organizando uma apresentação das 
“Bachianas”, de Villa Lobos.
c) destacam termos estrangeiros:
O processo da “détente” teve início com a Crise dos Mísseis em 
Cuba, em 1962.
“Mutatis mutandis”, o novo projeto é idêntico ao anteriormente 
apresentado.
d) nas citações de textos legais, as alíneas devem estar entre aspas:
O tema é tratado na alínea “a” do artigo 146 da Constituição.
Atualmente, no entanto, tem sido tolerado o uso de itálico como 
forma de dispensar o uso de aspas, exceto na hipótese de citação 
textual.
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A pontuação do trecho que figura entre aspas seguirá as regras 
gramaticais correntes. Caso, por exemplo, o trecho transcrito entre 
aspas terminar por ponto final, este deverá figurar antes do sinal de 
aspas que encerra a transcrição. Exemplo: O art. 2º da Constituição 
Federal – “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, 
o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” – já figurava na Carta anterior.
19.15. Parênteses
Os parênteses são empregados nas orações ou expressões 
intercaladas. Observe que o ponto final vem antes do último parêntese 
quando a frase inteira se acha contida entre parêntese:
“Quanto menos a ciência nos consola, mais adquire condições de 
nos servir.” (José Guilherme Merquior)
O Estado de Direito (Constituição Federal, art. 1º) define-se pela 
submissão de todas as relações ao Direito.
19.16. Travessão
O travessão, que é um hífen prolongado (–), é empregado nos 
seguintes casos:
a) substitui parênteses, vírgulas, doispontos:
O controle inflacionário – meta prioritária do Governo – será ainda 
mais rigoroso.
As restrições ao livre mercado – especialmente o de produtos 
tecnologicamente avançados – podem ser muito prejudiciais para a 
sociedade.
b) indica a introdução de enunciados no diálogo:
Indagado pela comissão de inquérito sobre a procedência de suas 
declarações, o funcionário respondeu:
– Nada tenho a declarar a esse respeito.
c) indica a substituição de um termo, para evitar repetições:
O verbo fazer (vide sintaxe do verbo –), no sentido de tempo 
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transcorrido, é utilizado sempre na 3ª pessoa do singular: faz dois anos 
que isso aconteceu.
d) dá ênfase a determinada palavra ou pensamento que segue:
Não há outro meio de resolver o problema – promova-se o 
funcionário.
Ele reiterou suas ideias e convicções – energicamente.
Questões de concursos
1. (IESES/Agente Administrativo – 2017)
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, existem 
três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do 
que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Dentre eles, qual(ais) 
deve(m) ter incluído no destinatário também o endereço?
a) Todos.
b) Memorando.
c) Aviso.
d) Ofício.
HORA DE PRATICAR!!!
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2. (CESPE/Técnico/TRE-MS/2013)
Considerando a concordânciados pronomes de tratamento, uma 
comunicação dirigida ao Presidente do Senado Federal deverá ser 
redigida da seguintes maneira: Vossa Excelência será informado da 
tramitação do projeto em pauta.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3. (COMPERVE/UFERSA/2016)
Em comunicações oficiais destinadas à autoridade máxima de uma 
universidade, o pronome de tratamento adequado é:
a) Vossa Eminência.
b) Vossa Magnificência.
c) Vossa Senhoria.
d) Vossa Excelência.
4. (CESPE/SEDF/2017)
A respeito da correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz 
do Manual de Redação da Presidência da República.
Quanto à apresentação, nos documentos que seguem o padrão 
ofício, deve-se priorizar a u
( ) CERTO ( ) ERRADO
5. (CESPE/SEDF/2017)
A respeito da correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz 
do Manual de Redação da Presidência da República.
A exposição de motivos apresenta duas formas básicas, de acordo 
com a sua finalidade.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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 GABARITO
1. D
2. CERTO
3. B
4. ERRADO
5. CERTO
BATERIA DE EXERCÍCIOS
C 
 A
 P
 Í
 T
 U
 L
 O
 
 
20
195
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Questões de Concurso
1. CESPE / CEBRASPE Professor de Educação Básica_SE (2019)
Delicioso e nutritivo, o bacalhau pode ser saboreado 
assado, grelhado, ensopado, na brasa ou em forma de
bolinhos... São muitas as opções para que você possa 
consumi-lo o ano todo! Venha experimentar essa iguaria! 
Vindo de fornecedores selecionados de Portugal e da Noruega, 
salgado ou dessalgado, o bacalhau pode ser encontrado em 
nossas lojas pelos menores preços. 
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o 
item a seguir.
( ) A diversidade de preparos, a seleção de fornecedores e os 
menores preços são argumentos que reforçam o objetivo do texto.
2. CESPE / CEBRASPE Professor de Educação Básica_SE (2019)
1 De tanto pegadio com o neto, até nos menores 
 quefazeres fora de hora meu avô me queria com a cara metida
 nas coisas que as suas mãos manejavam. Era o seu jeito mais
4 congruente de me passar o afeto calado de sua companhia, e ao
 mesmo tempo me adestrar na sabedoria que apanhara dos
 antepassados rurais: pequenos conhecimentos cristalizados em
7 hábitos recorrentes que eram exercidos todos os dias no
 amanho da terra e no cultivo dos animais, com a entranhada
 naturalidade de quem já nasceu posseiro de seus segredos e de 
10 sua magia. Além de lavrar no Engenho Murituba os bens de
 consumo que abasteciam a sua gente, meu avô ainda tinha o
 domínio razoável de todos os pequenos ofícios necessários ao
13 bom andamento de sua produção.
Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória. São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.
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Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, 
julgue o item que se segue.
( ) As formas pronominais presentes em “seu jeito” (l.3) e “sua 
 companhia” (l.4) têm como referente “meu avô” (l.2).
3. CESPE / CEBRASPE, Professor de Educação Básica – Matemática 
– SE (2019).
Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações).
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A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas 
do texto precedente, julgue o item que se segue.
( ) A frase de Santo Agostinho foi reproduzida no texto com o 
propósito de fazer referência à pobreza enfrentada pela população 
mundial no século V.
4. CESPE/CEBRASPE, Professor de Educação Básica – Matemática – 
SE (2019)
Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações).
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A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas 
do texto precedente, julgue o item que se segue. – texto da questão 3 
( ) Segundo o texto, a educação deve levar as pessoas a não se 
contentarem com as aparências.
5. CESPE/CEBRASPE, Professor de Educação Básica – Matemática – 
SE (2019) 
Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial,em que se procura saciedade a partir daquilo que é
mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações).
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A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas 
do texto precedente, julgue o item que se segue. – texto da questão 3 
( ) Infere-se do texto que “formações apressadas, reflexões 
apressadas, ideias apressadas” ( .6 e 7) são consequências negativas 
de uma vida apressada.
6. CESPE/CEBRASPE, TCE-RO - Auditor de Controle Externo - Direito 
- 2019
 Texto CB1A1-I
1 É impressionante como, em nosso tempo, somos 
 contraditórios no que diz respeito aos direitos humanos. 
 Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo 
4 de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza, 
 o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande 
 número de problemas materiais do homem, quem sabe, 
7 inclusive, o da alimentação.
 No entanto, a irracionalidade do comportamento 
 é também máxima, servida frequentemente pelos mesmos 
10 meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade. 
 Assim, com a energia atômica, podemos, ao mesmo tempo, 
 gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com incrível 
13 progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar 
 níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes 
 massas que condenamos à miséria; em muitos países, 
16 quanto mais cresce a riqueza, mais aumenta a péssima 
 distribuição dos bens. Portanto, podemos dizer que os 
 mesmos meios que permitem o progresso podem provocar 
19 a degradação da maioria.
 Na Grécia antiga, por exemplo, teria sido impossível 
 pensar em uma distribuição equitativa dos bens materiais, 
22 porque a técnica ainda não permitia superar as formas brutais 
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 de exploração do homem, nem criar abundância para todos. 
 Em nosso tempo, é possível pensar nisso, mas o fazemos 
25 relativamente pouco. Essa insensibilidade nega uma das 
 linhas mais promissoras da história do homem ocidental, 
 aquela que se nutriu das ideias amadurecidas no correr 
28 dos séculos XVIII e XIX.
 Essas ideias abriram perspectivas que pareciam 
 levar à solução dos problemas dramáticos da vida em 
31 sociedade. E, de fato, durante muito tempo, acreditou-se que, 
 removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os 
 sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso 
34 seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque 
 a instrução, o saber e a técnica levariam, necessariamente, 
 à felicidade coletiva. Contudo, mesmo onde esses obstáculos 
37 foram removidos, a barbárie continuou entre os homens, 
 embora não mais se ache normal o seu elogio, como se todos 
 soubessem que ela é algo a ser ocultado e não proclamado.
Antonio Candido. Vários escritos. 3.ª ed. rev. e ampl. 
São Paulo: Duas Cidades, 1995, p. 169-70 (com adaptações).
De acordo com o texto CB1A1-I, o progresso
a) gera maior distribuição dos bens
b) perpetua a felicidade coletiva.
c) causa a degradação da humanidade.
d) prolonga a barbárie entre os homens.
e) produz força criadora.
7. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Assistente em Administração
A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete 
quando uma palavra está no singular ou no plural.
Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera 
quando vai para o plural:
a) item
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b) viúva
c) açúcar
d) fiel
e) técnica
8. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica - Português
 Catar feijão
1 Catar feijão se limita com escrever:
 joga-se os grãos na água do alguidar
 e as palavras na folha de papel;
4 e depois, joga-se fora o que boiar.
 Certo, toda palavra boiará no papel,
 água congelada, por chumbo seu verbo:
7 pois para catar esse feijão, soprar nele,
 e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
10 Ora, nesse catar feijão entra um risco:
 o de que entre os grãos pesados entre
 um grão qualquer, pedra ou indigesto,
13 um grão imastigável, de quebrar dente.
 Certo não, quando ao catar palavras:
 a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
16 obstrui a leitura fluviante, flutual,
 açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
Considerando as propriedades linguísticas e os sentidos do poema 
precedente, julgue o próximo item.
( ) No verso 16, os termos “fluviante” e “flutual” são neologismos 
formados por prefixação.
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9. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
 
1 Delicioso e nutritivo, o bacalhau pode ser saboreado
 assado, grelhado, ensopado, na brasa ou em forma de
 bolinhos... São muitas as opções para que você possa
4 consumi-lo o ano todo! Venha experimentar essa iguaria!
 Vindo de fornecedores selecionados de Portugal e da Noruega,
 salgado ou dessalgado, o bacalhau pode ser encontrado em
7 nossas lojas pelos menores preços.
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o 
item a seguir.
( ) A palavra “dessalgado” (l.6) é composta por prefixação.
10. CESPE - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Bloco I - 
2019
 
Texto 1A3-II
1 Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade
 ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está inserida
 no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos
4 entre si para que se alcance o bem comum. Desse modo,
 o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente
 político, a partir da qual foi possível que as pessoas deixassem
7 de viver no que Hobbes definiu como o estado natural
 (ou a vida pré-política da humanidade) e passassem a
 constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um
10 governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma relação
 clara entre governante e governados.
 A tributação, portanto, somente pode ser
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13 compreendida a partir da necessidade dos indivíduos
 de estabelecer convívio social organizado e de gerir a coisa
 pública mediante a concessão de poder a um soberano.
16 Em decorrência disso, a condição necessária (mas não
 suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que
 ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária
19 privada seria comparável a usurpação ou roubo.
Internet: <www.receita.fazenda.gov.br> (com adaptações).
Com relação às propriedades linguísticas do texto 1A3-II, julgue os 
itens a seguir.
I O referente da forma verbal “passassem” (linha 8) é o termo “as 
pessoas” (linha 6);
II As formas pronominais presentes em “geri-la” (linha 9) e “financiá-
la” (linha 10) possuem referentes distintos no texto;
III O referente da forma pronominal “ele” (linha 18) é a expressão 
“o poder de tributar” (linha 17);
IV A inserção do sinal indicativo de crase em “a usurpação” (linha 
19) não prejudicaria a correção gramatical do texto;
Estão certos apenas os itens
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
11. CESPE - PGE-PE - Assistente de Procuradoria - 2019
 
1 Passávamos férias na fazenda da Jureia, que ficava na
 região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel
 até Barra do Piraí, onde pegávamos um carro de boi.
4 Lembro-me do aboio do condutor, a pé, ao lado dos animais,
 com uma vara: “Xô, Marinheiro! Vâmu, Teimoso!”. Tenho
204
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 ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da
7 minha infância, às, gargalhadas, vestindo um macacão que
 minha própria mãe costurava, com bastante capricho. Ela fazia
 um para cada da semana, assim, eu podia me esbaldar e me
10 sujar à vontade, porque sempre teria um macacão limpo para
 usar no dia seguinte.
Jô Soares. O livro de Jô: uma autobiografia 
desautorizada. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
12. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
 
Catar feijão
1 Catar feijão se limita com escrever:
 joga-se os grãos na água do alguidar
 e as palavras na folha de papel;
4 e depois, joga-se fora o que boiar.
 Certo, toda palavra boiará no papel,
 água congelada, por chumbo seu verbo:
7 pois para catar esse feijão, soprar nele,
 e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
10 Ora, nesse catar feijão entra um risco:
 o de que entre os grãos pesados entre
 um grão qualquer, pedra ou indigesto,
13 um grão imastigável, de quebrar dente.
 Certo não, quando ao catar palavras:
 a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
16 obstrui a leitura fluviante, flutual,
 açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
205
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Considerando as propriedades linguísticas e os sentidos do poema 
precedente, julgue o próximo item.
( ) Na segunda estrofe, nos versos 12 e 15, a palavra “pedra” 
exprime uma metáfora.
13. CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita Estadual - 
Bloco I 
 
Texto 1A11-I
1 Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia 
 de glória no distante ano de 1837.
 Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma 
4 peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, 
 do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven 
 (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se 
7 verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, 
 culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens 
 em ajuntamentos, esperava com impaciência.
10 Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. 
 Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, 
 manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos 
13 mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava 
 as peças do músico menor, retiraram-se do teatro, incapazes 
 de suportar música de má qualidade.
16 Como sabemos, os melômanos são impacientes com 
 as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave 
 rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas.
19 Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico 
 invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e 
 Beethoven...
22 A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, 
 foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, 
206
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 ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada.
25 Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, 
 deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito 
 do que julgamos ser arte.
28 Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos 
 de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse 
 Beethoven.
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. 
São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações).
No trecho “aplaudir Pixis como se fosse Beethoven” (ℓ. 29 e 30), do 
texto 1A11-I, observa-se a figura de linguagem.
a) catacrese
b) metonímia
c) eufemismo
d) pleonasmo
e) personificação
14. CESPE - 2019 - PRF - Policial Rodoviário Federal
 
1 As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se 
 intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos 
 seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do 
4 calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens em 
 uma relação de dependência com a natureza, pois no 
 mundo natural estão os elementos que serão utilizados para 
7 atendê-las.
 Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos 
 que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do 
10 trabalho humano. Os processos de produção dos objetos 
 que nos cercam movimentam relações diversas entre os 
 indivíduos, assim como a organização do trabalho 
13 alterou-se bastante entre diferentes sociedades e momentos 
207
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 da história.
 De acordo com o cientista social norte-americano 
16 Marshall Sahlins, nas sociedades tribais, o trabalho 
 geralmente não tem a mesma concepção que vigora nas 
 sociedades industrializadas. Naquelas, o trabalho está 
19 integrado a outras dimensões da sociabilidade — festas, 
 ritos, artes, mitos etc. —, não representando, assim, um 
 mundo à parte.
22 Nas sociedades tribais, o trabalho está em tudo, e 
 praticamente todos trabalham. Sahlins propôs que tais 
 sociedades fossem conhecidas como “sociedades de
25 abundância” ou “sociedades do lazer”, pelo fato de que 
 nelas a satisfação das necessidades básicas sociais e 
 materiais se dá plenamente.
Thiago de Mello. Trabalho. Internet:
 <educacao.globo.com> (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções 
linguísticas do texto apresentado.
( ) A locução “em razão de” (ℓ.9) expressa uma ideia de causa.
15. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica - Português 
 
1 A leitura feita pelo aluno talvez seja a modalidade que 
 atualmente mais precise de investimento na escola. É comum 
 ouvirmos dizer que o computador, a televisão e o video game 
4 são os maiores concorrentes da leitura, e que estão ganhando 
 a disputa. Há uma queixa recorrente dos professores de que os 
 alunos leem pouco, não leem bem, não entendem o que leem, 
7 ou seja, não são leitores fluentes. Mas o que é ler bem? O que 
 significa fluência leitora?
 Ler fluentemente não significa compreender o que se 
208
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10 lê, pois é possível ler rapidamente sem entender o assunto de 
 que trata o texto. A leitura de um texto requer conhecimento de 
 seu propósito pelos alunos, já que fluência também tem a ver 
13 com a intenção da leitura: para que ler, quais estratégias 
 poderão ser utilizadas e o que se espera ao final. E é importante 
 expor aos alunos esses propósitos em cada atividade. 
16 Costumamos “tomar” um texto sempre com uma intenção, e 
 esta não necessariamente está vinculada ao gênero. Dessa 
 forma, nem sempre vou ler obras literárias apenas para 
19 apreciá-las. Também posso ler para fazer um estudo sobre a 
 época em que se passa um romance, ou para analisar o estilo 
 empregado pelo autor, ou ainda para traçar um perfil das 
22 personagens. Lemos notícias com intuitos variados, além de 
 nos informarmos. Podemos ler para conhecer mais sobre outro 
 país, para ampliar nosso conhecimento sobre um assunto 
25 específico, para estudar para uma prova etc. Essa intenção irá 
 determinar minha leitura e a compreensão que tenho do assunto 
 abordado por aquele texto.
28 Falamos, portanto, da fluência leitora para alunos que 
 já conquistaram a base alfabética do sistema de escrita, aqueles 
 que já dominam a escrita e estabelecem relações entre grafemas 
31 e fonemas.
 O leitor que ainda está preso à decifração dificilmente 
 consegue entender o que aborda o texto lido, pois não utiliza as 
34 estratégias mais adequadas para a compreensão. É necessário 
 um trabalho que o ajude a ir além da leitura palavra a palavra 
 ou sílaba a sílaba, para buscar outros meios de identificação 
37 que permitam tornar a leitura mais fluente, utilizando 
 paralelamente os processos de decifração e compreensão.
Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora? 
In: RevistaNova Escola. jul./2013 (com adaptações).
209
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Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue 
o item a seguir.
( ) A substituição da locução “já que” (l.12) pela conjunção pois 
manteria a coerência e a correção gramatical do texto.
16. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
 
1 A leitura feita pelo aluno talvez seja a modalidade que 
 atualmente mais precise de investimento na escola. É comum 
 ouvirmos dizer que o computador, a televisão e o video game 
4 são os maiores concorrentes da leitura, e que estão ganhando 
 a disputa. Há uma queixa recorrente dos professores de que os 
 alunos leem pouco, não leem bem, não entendem o que leem, 
7 ou seja, não são leitores fluentes. Mas o que é ler bem? O que 
 significa fluência leitora?
 Ler fluentemente não significa compreender o que se 
10 lê, pois é possível ler rapidamente sem entender o assunto de 
 que trata o texto. A leitura de um texto requer conhecimento de 
 seu propósito pelos alunos, já que fluência também tem a ver 
13 com a intenção da leitura: para que ler, quais estratégias 
 poderão ser utilizadas e o que se espera ao final. E é importante 
 expor aos alunos esses propósitos em cada atividade. 
16 Costumamos “tomar” um texto sempre com uma intenção, e 
 esta não necessariamente está vinculada ao gênero. Dessa 
 forma, nem sempre vou ler obras literárias apenas para 
19 apreciá-las. Também posso ler para fazer um estudo sobre a 
 época em que se passa um romance, ou para analisar o estilo 
 empregado pelo autor, ou ainda para traçar um perfil das 
22 personagens. Lemos notícias com intuitos variados, além de 
 nos informarmos. Podemos ler para conhecer mais sobre outro 
 país, para ampliar nosso conhecimento sobre um assunto 
210
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25 específico, para estudar para uma prova etc. Essa intenção irá 
 determinar minha leitura e a compreensão que tenho do assunto 
 abordado por aquele texto.
28 Falamos, portanto, da fluência leitora para alunos que 
 já conquistaram a base alfabética do sistema de escrita, aqueles 
 que já dominam a escrita e estabelecem relações entre grafemas 
31 e fonemas.
 O leitor que ainda está preso à decifração dificilmente 
 consegue entender o que aborda o texto lido, pois não utiliza as 
34 estratégias mais adequadas para a compreensão. É necessário 
 um trabalho que o ajude a ir além da leitura palavra a palavra 
 ou sílaba a sílaba, para buscar outros meios de identificação 
37 que permitam tornar a leitura mais fluente, utilizando 
 paralelamente os processos de decifração e compreensão.
Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora? 
In: Revista Nova Escola. jul./2013 (com adaptações).
 
Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue 
o item a seguir.
( ) O segmento “Costumamos (...) gênero” (l. 16 e 17) constitui 
um período composto no qual a conjunção “e” marca uma relação de 
coordenação entre duas orações.
17. CESGRANRIO - 2018 - Transpetro - Técnico de Administração e 
Controle Júnior
Em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa 
vigente, atendem às regras de acentuação todas as palavras em:
a) andróide, odisseia, residência
b) arguição, refém, mausoléu
c) desbloqueio, pêlo, escarcéu
d) feiúra, enjoo, maniqueísmo
e) sutil, assembléia, arremesso
211
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18. CESPE - 2019 - Prefeitura de Campo Grande - MS - Procurador 
Municipal
 
1 Nunca os litígios estruturais estiveram tão em voga no 
 Brasil. Uma confluência de fatores contribui para tanto. Entre 
 eles, é possível mencionar o avanço na conscientização da luta 
4 pela implementação de direitos — decorrente tanto da 
 amplitude do texto constitucional de 1988 quanto das 
 inovações tecnológicas de comunicação que estendem sua 
7 divulgação —, o crescimento expressivo do número de 
 profissionais do direito dispostos a litigar essa espécie de 
 causas e o deslocamento do eixo de poder em favor do Poder 
10 Judiciário. Garantida sua autonomia, era previsível que o Poder 
 Judiciário, elevado ao papel de guardião do texto 
 constitucional, expandisse sua atuação para searas antes inauditas.
13 Curiosamente, essa é uma revolução silenciosa, pelo 
 menos do ponto de vista prático:ressalvados casos específicos, 
 boa parte dos operadores envolvidos em um processo relativo 
16 a um litígio estrutural sequer percebe, conscientemente, sua 
 posição. A teoria brasileira sobre o assunto, desenvolvida pelos 
 estudiosos, apesar de existente, ainda não se pode dizer 
19 disseminada. 
 E. V. D. Lima. Litígios estruturais: decisão e implementação de mudanças socialmente
 relevantes pela via processual. In: Marco Félix
Jobim e Sérgio Cruz Arenhart (Org.). Processos estruturais. 
1.ª ed. Salvador: Editora Juspodivm, v. 1, 2017, p. 369-422 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, 
julgue o item a seguir.
( ) Os dois pontos empregados na linha 14 poderiam ser substituídos 
pelo termo porquanto entre vírgulas, sem alteração da correção 
gramatical e dos sentidos do texto.
212
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19. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica - Matemática 
 
1 Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
 é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
 isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
 uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
 momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
 muito grande.
 Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
 com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
 propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
 aparenta, mas que, de fato, não se é.
 O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
 teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
 fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
 E quantos hoje não se contentam com um mundo
 superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
 que seria a realidade?
 A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações).
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas 
do texto precedente, julgue o item que se segue.
( ) O sujeito da forma verbal ‘sacia’ (17) é a oração ‘quem lambe 
213
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pão pintado’ (18).
20. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
 
Texto 9A2-I
1 Em tempos pré-modernos, os humanos 
 experimentaram uma espantosa variedade de modelos 
 econômicos. Boiardos russos, marajás indianos, mandarins 
4 chineses e caciques de tribos ameríndias tinham ideias muito 
 diferentes sobre dinheiro, comércio, impostos e emprego. Hoje 
 em dia, em contraste, quase todo mundo acredita em pequenas 
7 variações sobre o mesmo tema capitalista, e somos 
 engrenagens de uma única linha de produção global. Se os 
 ministros da Fazenda de Israel e do Irã se encontrassem num 
10 almoço, elesteriam uma linguagem econômica comum e 
 poderiam facilmente compartilhar agruras.
 Porém a homogeneidade contemporânea é mais 
13 evidente quando se trata de nossa maneira de ver o nosso 
 corpo. Se você ficasse doente mil anos atrás, importaria muito 
 o lugar onde vivesse. Médicos europeus ou chineses, xamãs 
16 siberianos, médicos feiticeiros africanos, curandeiros 
 ameríndios — todo império, reino e tribo tinha suas próprias 
 tradições e seus especialistas, cada um adotando uma visão 
19 diferente do corpo humano e da natureza da doença, cada um 
 oferecendo seu próprio manancial de rituais, preparados e 
 curas. A única coisa que unia todas essas práticas médicas era 
22 que, em toda parte, no mínimo um terço das crianças morriam 
 antes de se tornarem adultas, e a expectativa de vida média era 
 bem abaixo de cinquenta anos de idade. Hoje, se você adoecer, 
25 faz muito menos diferença o lugar onde vive. Em Toronto, 
214
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 Tóquio, Teerã ou Tel Aviv, será levado a hospitais parecidos, onde 
 médicos com aventais brancos seguirão protocolos 
28 idênticos e farão exames idênticos para chegar a diagnósticos 
 muito semelhantes. Ao que tudo indica, todos acreditam que o 
 corpo é formado por células, que doenças são causadas por 
31 patógenos e que antibióticos matam bactérias.
Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 
2018, p. 138-41 (com adaptações).
A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue o 
item subsecutivo.
( ) O uso do sujeito oculto na oração “será levado a hospitais 
parecidos” –¬(l.26) constitui um recurso de coesão textual, na medida 
em que é possível inferir um sujeito.
21. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
 
Texto 9A2-I
1 Em tempos pré-modernos, os humanos 
 experimentaram uma espantosa variedade de modelos 
 econômicos. Boiardos russos, marajás indianos, mandarins 
4 chineses e caciques de tribos ameríndias tinham ideias muito 
 diferentes sobre dinheiro, comércio, impostos e emprego. Hoje 
 em dia, em contraste, quase todo mundo acredita em pequenas 
7 variações sobre o mesmo tema capitalista, e somos 
 engrenagens de uma única linha de produção global. Se os 
 ministros da Fazenda de Israel e do Irã se encontrassem num 
10 almoço, eles teriam uma linguagem econômica comum e 
 poderiam facilmente compartilhar agruras.
 Porém a homogeneidade contemporânea é mais 
13 evidente quando se trata de nossa maneira de ver o nosso 
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 corpo. Se você ficasse doente mil anos atrás, importaria muito 
 o lugar onde vivesse. Médicos europeus ou chineses, xamãs 
16 siberianos, médicos feiticeiros africanos, curandeiros 
 ameríndios — todo império, reino e tribo tinha suas próprias 
 tradições e seus especialistas, cada um adotando uma visão 
19 diferente do corpo humano e da natureza da doença, cada um 
 oferecendo seu próprio manancial de rituais, preparados e 
 curas. A única coisa que unia todas essas práticas médicas era 
22 que, em toda parte, no mínimo um terço das crianças morriam 
 antes de se tornarem adultas, e a expectativa de vida média era 
 bem abaixo de cinquenta anos de idade. Hoje, se você adoecer, 
25 faz muito menos diferença o lugar onde vive. Em Toronto, 
 Tóquio, Teerã ou Tel Aviv, será levado a hospitais parecidos, onde 
 médicos com aventais brancos seguirão protocolos 
28 idênticos e farão exames idênticos para chegar a diagnósticos 
 muito semelhantes. Ao que tudo indica, todos acreditam que o 
 corpo é formado por células, que doenças são causadas por 
31 patógenos e que antibióticos matam bactérias.
Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 
2018, p. 138-41 (com adaptações).
A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue o 
item subsecutivo. – mesmo texto de referência da questão anterior.
( ) A vírgula empregada na linha 23 separa orações coordenadas 
cujos sujeitos são distintos.
22. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português
1 De tanto pegadio com o neto, até nos menores 
 quefazeres fora de hora meu avô me queria com a cara metida 
 nas coisas que as suas mãos manejavam. Era o seu jeito mais 
4 congruente de me passar o afeto calado de sua companhia, e ao 
216
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 mesmo tempo me adestrar na sabedoria que apanhara dos 
 antepassados rurais: pequenos conhecimentos cristalizados em 
7 hábitos recorrentes que eram exercidos todos os dias no 
 amanho da terra e no cultivo dos animais, com a entranhada 
 naturalidade de quem já nasceu posseiro de seus segredos e de 
10 sua magia. Além de lavrar no Engenho Murituba os bens de 
 consumo que abasteciam a sua gente, meu avô ainda tinha o 
 domínio razoável de todos os pequenos ofícios necessários ao 
13 bom andamento de sua produção.
Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória. São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.
Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, 
julgue o item que se segue.
( ) A vírgula empregada na linha l isola oração subordinada adjetiva 
explicativa.
23. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica - Português 
 
1 Delicioso e nutritivo, o bacalhau pode ser saboreado 
 assado, grelhado, ensopado, na brasa ou em forma de 
 bolinhos... São muitas as opções para que você possa 
4 consumi-lo o ano todo! Venha experimentar essa iguaria! 
 Vindo de fornecedores selecionados de Portugal e da Noruega, 
 salgado ou dessalgado, o bacalhau pode ser encontrado em 
7 nossas lojas pelos menores preços. 
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o 
item a seguir.
( ) O trecho “assado, grelhado, ensopado, na brasa ou em forma 
de bolinhos” (l. 2 e 3) funciona como aposto de “bacalhau” (l.1).
24. CESPE - 2019 - PGE-PE - Analista Judiciário de Procuradoria
217
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1 A própria palavra “crise” é bem mais a expressão de 
 um movimento do espírito que de um juízo fundado em 
 argumentos extraídos da razão ou da experiência. Não há 
4 período histórico que não tenha sido julgado, de uma parte ou 
 de outra, como um período em crise. Ouvi falar de crise em 
 todas as fases da minha vida: depois da Primeira Guerra 
7 Mundial, durante o fascismo e o nazismo, durante a Segunda 
 Guerra Mundial, no pós-guerra, bem como naqueles que foram 
 chamados de anos de chumbo. Sempre duvidei que o conceito 
10 de crise tivesse qualquer utilidade para definir uma sociedade 
 ou uma época.
 Que fique claro: não tenho nenhuma intenção de 
13 difamar ou condenar o passado para absolver o presente, nem 
 de deplorar o presente para louvar os bons tempos antigos. 
 Desejo apenas ajudar a que se compreenda que todo juízo 
16 excessivamente resoluto nesse campo corre o risco de parecer 
 leviano. Certamente, existem épocas mais turbulentas e outras 
 menos. Mas é difícil dizer se a maior turbulência depende de 
19 uma crise moral (de uma diminuição da crença em princípios 
 fundamentais) ou de outras causas, econômicas, sociais, 
 políticas, culturais ou até mesmo biológicas.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: 
Editora UNESP, 2002, p. 160-1 (com adaptações)
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, 
julgue o item que se segue.
( ) Nos trechos “intenção de difamar” (l. 12 e 13) e “nem de 
deplorar” (l. 13 e 14), a preposição “de” poderia ser substituída por 
em, semque a correção gramatical do texto fosse comprometida.
25. CESPE / CEBRASPE - 2019 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - 
Professor de Educação Básica – Português.
218
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1 De tanto pegadio com o neto, até nos menores 
 quefazeres fora de hora meu avô me queria com a cara metida 
 nas coisas que as suas mãos manejavam. Era o seu jeito mais 
4 congruente de me passar o afeto calado de sua companhia, e ao 
 mesmo tempo me adestrar na sabedoria que apanhara dos 
 antepassados rurais: pequenos conhecimentos cristalizados em 
7 hábitos recorrentes que eram exercidos todos os dias no 
 amanho da terra e no cultivo dos animais, com a entranhada 
 naturalidade de quem já nasceu posseiro de seus segredos e de 
10 sua magia. Além de lavrar no Engenho Murituba os bens de 
 consumo que abasteciam a sua gente, meu avô ainda tinha o 
 domínio razoável de todos os pequenos ofícios necessários ao 
13 bom andamento de sua produção.
Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória. São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.
Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, 
julgue o item que se segue.
( ) No trecho “pequenos ofícios necessários ao bom andamento 
de sua produção” (l. 12 e 13), o emprego de “ao” indica a presença de 
preposição a, exigida pela regência de “necessários”, e artigo definido 
masculino singular o, que antecede “bom andamento”.
26. CESPE - 2019 - PGM - Campo Grande - MS - Procurador Municipal
 
1 Nunca os litígios estruturais estiveram tão em voga no 
 Brasil. Uma confluência de fatores contribui para tanto. Entre 
 eles, é possível mencionar o avanço na conscientização da luta 
4 pela implementação de direitos — decorrente tanto da 
 amplitude do texto constitucional de 1988 quanto das 
 inovações tecnológicas de comunicação que estendem sua 
7 divulgação —, o crescimento expressivo do número de 
219
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 profissionais do direito dispostos a litigar essa espécie de 
 causas e o deslocamento do eixo de poder em favor do Poder 
10 Judiciário. Garantida sua autonomia, era previsível que o Poder 
 Judiciário, elevado ao papel de guardião do texto 
 constitucional, expandisse sua atuação para searas antes inauditas.
13 Curiosamente, essa é uma revolução silenciosa, pelo 
 menos do ponto de vista prático:ressalvados casos específicos, 
 boa parte dos operadores envolvidos em um processo relativo 
16 a um litígio estrutural sequer percebe, conscientemente, sua 
 posição. A teoria brasileira sobre o assunto, desenvolvida pelos 
 estudiosos, apesar de existente, ainda não se pode dizer 
19 disseminada.
E. V. D. Lima. Litígios estruturais: decisão e implementação de
 mudanças socialmente relevantes pela via processual. In: Marco Félix
Jobim e Sérgio Cruz Arenhart (Org.). Processos estruturais. 
1.ª ed. Salvador: Editora Juspodivm, v. 1, 2017, p. 369-422 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, 
julgue o item a seguir.
( ) Os dois-pontos empregados na linha 14 poderiam ser 
substituídos pelo termo porquanto entre vírgulas, sem alteração da 
correção gramatical e dos sentidos do texto.
27. CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita Estadual 
 
Texto 1A3-II
1 Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade
 ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está inserida
 no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos
4 entre si para que se alcance o bem comum. Desse modo,
 o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente
 político, a partir da qual foi possível que as pessoas deixassem
7 de viver no que Hobbes definiu como o estado natural
220
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 (ou a vida pré-política da humanidade) e passassem a
 constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um
10 governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma relação
 clara entre governante e governados.
 A tributação, portanto, somente pode ser
13 compreendida a partir da necessidade dos indivíduos
 de estabelecer convívio social organizado e de gerir a coisa
 pública mediante a concessão de poder a um soberano.
16 Em decorrência disso, a condição necessária (mas não
 suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que
 ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária
19 privada seria comparável a usurpação ou roubo.
Internet: <www.receita.fazenda.gov.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A3-II, 
julgue os itens seguintes.
I No trecho “o poder de tributar está na origem do Estado ou do 
ente político” (ℓ. 5 e 6), a substituição de “ou” por e prejudicaria a 
correção gramatical do texto.
II A supressão dos parênteses empregados no trecho “(ou a vida 
pré-política da humanidade)” (ℓ.8) alteraria os sentidos originais do 
texto.
III No trecho “seria comparável a usurpação ou roubo” (ℓ.19), 
a forma verbal “seria” expressa dúvida quanto à possibilidade de 
concretização da referida comparação.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
28. CESPE - 2019 - PGE-PE - Analista Judiciário de Procuradoria
221
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Texto CB2A1-I
1 Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, 
 o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso 
 ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam 
4 época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção 
 das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do 
 pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na 
7 Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre 
 os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no 
 século XIX, tudo isso representa saltos de época, que 
10 desorientaram gerações inteiras.
 Se observarmos bem, essas ondas longas da história, 
 como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas. 
13 Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura 
 pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um 
 século, um novo salto de época nos tomou de surpresa, 
16 lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a 
 rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada 
 pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma 
19 sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários 
 dos meios de informação.
 O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade 
22 pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial 
 anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico, 
 pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções 
25 proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de 
 comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses 
 fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a 
28 mais irresistível de toda a história humana — na qual nós, 
 contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar 
222
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 envolvidos em primeira pessoa.
31 Ninguém poderia ficar impassível diante de uma 
 mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais 
 difundida é a desorientação.
34 A nossa desorientação afeta as esferas econômica, 
 familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de 
 crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque 
37 quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em 
 crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de 
 projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em 
40 função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.
Domenicode Masi. Alfabeto da sociedade desorientada:
para entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 
(com adaptações).
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, 
julgue o item que se segue.
( ) A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas 
se a forma verbal “mudaram” (l.2) fosse substituída por mudam.
29. CESPE - 2019 - PGE-PE - Analista Judiciário de Procuradoria
 Texto CB2A1-I
1 Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, 
 o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso 
 ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam 
4 época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção 
 das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do 
 pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na 
7 Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre 
 os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no 
 século XIX, tudo isso representa saltos de época, que 
10 desorientaram gerações inteiras.
 Se observarmos bem, essas ondas longas da história, 
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 como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas. 
13 Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura 
 pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um 
 século, um novo salto de época nos tomou de surpresa, 
16 lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a 
 rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada 
 pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma 
19 sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários 
 dos meios de informação.
 O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade 
22 pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial 
 anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico, 
 pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções 
25 proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de 
 comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses 
 fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a 
28 mais irresistível de toda a história humana — na qual nós, 
 contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar 
 envolvidos em primeira pessoa.
31 Ninguém poderia ficar impassível diante de uma 
 mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais 
 difundida é a desorientação.
34 A nossa desorientação afeta as esferas econômica, 
 familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de 
 crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque 
37 quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em 
 crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de 
 projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em 
40 função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.
Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada:
para entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e 
Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações)
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A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, 
julgue o item que se segue.
( ) Seria mantida a correção gramatical do texto se o trecho “diante 
de uma mudança” (l. 31 e 32) fosse alterado para ante a uma mudança.
30. CESPE - 2019 - SLU-DF 
Texto CB1A1-I
1 Como em todas as tardes abafadas de Americana, 
 no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos 
 circula entre velhas placas de computador, discos rígidos 
4 quebrados, estabilizadores de energia enferrujados, 
 monitores com tubos queimados e outras velharias do 
 mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam 
7 um metro de altura, refletem os raios de sol de forma 
 difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás 
 delas, um corredor estreito, formado por antigos 
10 decodificadores de televisão a cabo, se esconde sob uma 
 poeira fina que sobe do chão.
 Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson 
13 mantém, de joelhos, uma linha de produção repetitiva. 
 Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU 
 carcomida, crava sua ferramenta em fendas 
16 predeterminadas e, com os dedos da outra mão, faz 
 vergar parte do alumínio do aparelho. Com um 
 solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina 
19 e esverdeada conhecida como placa-mãe. Com zelo, 
 deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de 
 sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa 
22 metros atrás.
 Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de 
225
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 600 reais que ganha por mês coletando, separando e 
25 revendendo sobras de computadores, que recebem o nome 
 de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de 
 sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, 
28 cobre, plástico e até mesmo ouro.
 Não há dados no Brasil a respeito do número de 
 pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem 
31 do volume de dinheiro que ele movimenta. A falta de 
 dados e a consequente ausência de projetos voltados para o 
 bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o 
34 e-lixo brasileiro ainda se move pela sombra.
 Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre 
 o assunto atestam que o montante de lixo digital em 
37 circulação na Terra cresce 5% ao ano. A sucata 
 eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que 
 a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados 
40 pelo ser humano.
Cristina Tardáguila. Ruínas eletrônicas. Internet: <www.piaui.folha.uol.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, 
julgue o item seguinte.
( ) Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o 
trecho “O resto faz voar por cima de sua cabeça” (ℓ. 20 e 21) poderia 
ser reescrito da seguinte maneira: As outras partes arremessa por cima 
da própria cabeça.
31. (Vunesp – Prefeitura de São Paulo – Auxiliar de Zoonoses – 2002) 
Assinale a alternativa em que as sílabas de todas as palavras estão 
separadas corretamente.
a) fi-ngem, no-rte, con-fu-nde.
b) ex- pres- são, lín-gua, fo-ra.
c) ali-men-tar, vi-vos, ga-mbá.
d) qu-an-do, a-ta-ca-dos, i-sso.
226
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32. (FUNDEC – TJ/MG – Oficial de Justiça – 2002) 
Todas as palavras a seguir apresentam o mesmo número de sílabas 
e são paroxítonas, EXCETO:
a) Gratuito;
b) Silencio;
c) Insensível;
d) Melodia.
33. (FUMARC – Câmara Municipal de Ouro Preto – Advogado – 2004) 
Ambas as palavras contêm exemplo de dígrafo em: 
a) magma/massa;
b) nascer/exceto;
c) seccional/barro;
d) afta/minha.
34. (Cespe/UnB – UEPA – Auxiliar de Laboratório – 2008) 
Assinale a opção em que as palavras apresentam, em sequência, 
ditongo/hiato/ditongo.
a) Outra / comeu / coisa.
b) Comeu / chorou / rainha.
c) Diante / muito / teus.
d) Meus / piavam / pai.
35. (Cespe/UnB – SGA – Auxiliar de Serviços Gerais – 2008) 
A letra x, em encaixar, representa o mesmo som que em asfixia, 
engraxar e luxo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
36.(Cespe/UnB – SEBRAE/BA – Assistente – 2008) 
A seguinte separação de palavras polissílabas do texto está correta: 
tes-tos-te-ro-na; neu-ro-lo-gis-ta; pu-dés-se-mos; sa-be-rí-a-mos.
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( ) CERTO ( ) ERRADO
37. (AOCP – Câmara de Paranavaí – Procurador – 2010) 
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a seguir.
a) Na palavra humanos, há 7 letras e 7 fonemas.
b) Na palavra balança, há 7 letras e 7 fonemas.
c) Na palavra guerra, há 6 letras e 4 fonemas.
d) Na palavra campanha, há 8 letras e 7 fonemas.
e) Na palavra terras, há 6 letras e 6 fonemas.
38. (QUADRIX – CFP –Analista Técnico (Psicologia) – 2012) 
Sobre a palavra “pessoa”, analise as seguintes informações:
I. Não possui dígrafos ou hiatos.
II. É uma paroxítona.
III. É trissílaba.
Está correto o que se afirma em:
a) somente I e II.
b) somente II e III.
c) somente I e III.
d) todas.
e) nenhuma.
39. (IDECAN – PRODEB – Assistente (Eletrotécnico) – 2015) 
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam a 
semivogal “u”.
a) continua – algum – muita.
b) indivíduo – incluir – regular.
c) confirmou – estabeleceu – pouca.
d) neurociência – preocupa – graduação.
40. (FUMARC – COPASA – AGENTE DE SENEAMENTO – 2017) 
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Leia o conceito abaixo:
HIATO: quando duas vogais estão juntas na mesma palavra, mas 
em sílabas diferentes.
A partir da leitura do conceito, há hiato em:
a) adorarei
b) caminhão
c) leitura
d) meia
41. (Cespe/UnB – TCU – Analista de Controle Externo – 2007) 
Fragmento de texto: “Desde então, vêm se impondo, entre 
especialistas ou não, a compreensão sistêmica do ecossistema 
hipercomplexo em que vivemos e a necessidade de mudança nos 
comportamentos predatórios...”. A retirada do acento circunflexo 
na forma verbal “vêm” provoca incorreção gramatical no texto 
porque o sujeito a que essa forma verbal se refere tem dois núcleos: 
“compreensão” e “necessidade”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
42. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2008) 
As palavras “líderes”, ”empréstimo”, “Econômico” e “públicas” 
recebem o acento gráfico com base na mesma justificativa gramatical. 
( )CERTO ( ) ERRADO
43. (Cespe/UnB – BB – Escriturário – 2008) 
“(...) Foi graças ao acúmulo desses recursos que o Brasil pôde 
decretar o fim da sua dívida externa. (...)”.
O acento circunflexo em “pôde” indica que, além de a pronúncia 
da vogal ser fechada, como em ovo, por exemplo, o verbo está no 
pretérito, o que, por sua vez, indica que o fim da dívida externa foi 
decretado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
229
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44. (Cesgranrio – Prefeitura de Salvador – Professor de Português 
– 2010) 
Quanto à acentuação gráfica, a relação de palavras em que todas 
estão conformes ao atual Acordo Ortográfico é:
a) família – arcaico – espermatozóide – pólo.
b) epopeia – voo – tranquilo – constrói.
c) troféu – bilíngue – feiúra – entrevêem.
d) decompor – agüentar – apóio – colmeia.
e) linguística – joia – refém – assembléia.
45. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2010) 
Julgue o item quanto à correção gramatical.
Todas as línguas indígenas em terras brasileiras tem menos de 40 
mil falantes, sendo que a mais forte, a tikúna, falada no alto Solimões 
apenas, ultrapassa os 30 mil. O aspecto mais grave é que muitas dessas 
línguas contam com menos de 1 mil falantes.
( ) CERTO ( ) ERRADO
46. (Esaf – SMF/RJ – Fiscal de Rendas – 2010) (Adaptada) 
A frase abaixo está correta ou incorreta quanto à acentuação?
- Os consumidores pagam juros maiores porque obtém crédito 
com prazos maiores e prestações menores. Alguns fatos recentes 
estão contribuindo para um aumento da demanda, assim como, das 
pressões inflacionárias.
47. (FCC – TER/AP – Técnico Judiciário – 2011) 
Entre as frases que seguem, a única correta é:
a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui -lo entre os 
presentes.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos funcionários.
230
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e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
48. (Cesgranrio – Petrobras – Técnico de Administração e Controle 
Jr. – 2011) 
A frase em que ocorre ERRO quanto à acentuação gráfica é:
a) Eles têm confiança no colega da equipe.
b) Visitou as ruínas do Coliseu em Roma.
c) O seu sustento provém da aposentadoria.
d) Descoberta a verdade, ele ficou em maus lençóis.
e) Alguns ítens do edital foram retificados.
49. (IDECAN – Pref. Rio Pomba/MG – Auxiliar Administrativo – 2015) 
A palavra “eficácia” é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte 
palavra:
a) Suíça.
b) Útero.
c) Câncer.
d) Prevalência.
50. (Cespe – TRF (1ªR) – ANALISTA JUDICIÁRIO (TAQUÍGRAFO) – 
2017) 
O emprego de acento na palavra “memória” pode ser justificado 
por duas regras de acentuação distintas.
( ) CERTO ( ) ERRADO
51. (Cesgranrio – AL/TO – Assistente Legislativo – 2005) 
Marque a opção em que a palavra é escrita com s.
a) Avare___a.
b) Apra___ível.
c) Ra___ão.
d) De___ertas.
e) Cafe___al.
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52. (FGV – Senado Federal – Analista de Relações Públicas – 2008) 
O vocabulário anabolizar está grafado corretamente. Assinale a 
alternativa em que haja pelo menos uma palavra com erro de grafia.
a) profissionalizar – pesquisar;
b) paralizar – realizar;
c) hostilizar – analisar;
d) indenizar – inferiorizar;
e) informatizar – ironizar.
53. (FCC – MPE-AL – Técnico Administrativo – 2009) 
Está correta a grafia de todas as palavras da frase:
a) Compadecido com a humilhação de seu velho servo, o rei 
Psamênito não conteu as lágrimas e as verteu abundantemente.
b) O príncipe e a princesa ainda poderiam insurgirse contra os 
persas, mas não o velho servo, cujas forças esmoresciam.
c) Talvez Psamênito não previlegiasse o velho servo, talvez este 
tivesse sido a última gota de tanto sofrimento.
d) As forças e a dignidade do rei egípcio apenas titubiaram quando 
se deparou com a imagem do velho servo.
e) Há divergências quanto à interpretação do porquê de haver 
chorado o rei Psamênito, sucumbindo à visão do velho servo.
54. (FCC – TRE/AM – Técnico Judiciário – 2010) 
A frase em que a grafia respeita totalmente o padrão culto escrito 
é:
a) À exceção dos que se abstiveram de opinar sobre a qualidade dos 
serviços, os participantes da pesquisa puderam usufruir gratuitamente 
de um dia de lazer no hotel.
b) A escursão prometida não ocorreu, pois o número de interessados 
foi excessivo; mas até isso colaborou para o explendor da viagem, pois 
o desconto oferecido surpreendeu.
c) Casualmente encontraram-se no saguão; ela parecia advinhar o 
232
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que ele tinha a lhe dizer, por isso não lhe deu oportunidade de ser 
posta em cheque.
d) Considerou ultrage o comentário adivindo do seu sucessor, mas, 
para preservar-se, abdicou de dar-lhe resposta à altura.
e) Com a dispensa abarrotada de produtos nobres, não exitou um 
minuto ao negar um jantar aos participantes do programa de inclusão 
social.
55. (Consulplan – CAPS – Assistente Social – 2011) 
Os sentidos e a correção a grafia das palavras do texto seriam 
mantidas caso se substituísse:
a) massacre por assacinar;
b) ampliar por almentar;
c) ostensivo por esibido;
d) precariedade por deficiência;
e) acessível por alcanse.
56. (CESGRANRIO – LIQUIGÁS – Profissional Júnior (Direito) – 2018) 
A seguinte frase está totalmente escrita de acordo com as normas 
da ortografia vigente:
a) Ele ficou paralizado diante daquela notícia.
b) Não quero que haja nenhuma excessão.
c) Não sei por que eles não vem nos visitar.
d) Para reivindicar o serviço, é preciso suavizar o preço.
e) Depois de advinhar o resultado do jogo, ele foi ao cabelereiro.
57. (FGV – SEDUC/AM – Assistente Social – 2014)
 “Maioria crescente dos brasileiros”.
No fragmento, o adjetivo “crescente” está grafado com sc. Assinale, 
dentre as opções a seguir, a que apresenta o vocabulário corretamente 
grafado.
a) Prescisão.
b) Conscisão.
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c) Descisão. 
d) Ascensão.
e) Inscisão.
58. (Cesgranrio –CHESF – Engenheiro Civil – 2012) 
Ao escrever frases que deveriam estar de acordo com a norma-
padrão, um funcionário se equivocou constantemente na ortografia. 
Ele só NÃO se enganou em:
a) O homem foi acusado de estuprar várias vítimas.
b) A belesa da duquesa era realmente de se admirar.
c) Porque o sapato deslisou na lama, a mulher foi ao chão.
d) Sem exitar, as crianças correram para os brinquedos do parque.
e) Sem maiores pretenções, o time venceu o jogo e se classificou 
para a final.
59. (VUNESP – TJ/SP – Administrador Judiciário – 2019) 
Assinale a alternativa em que a acentuação e a grafia das palavras 
estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Pela fronteira, tem entrado no país muitos refugiados, e é 
imprecindível acolhê-los adequadamente.
b) Faltou ombridade aos dirigentes da empresa, pois eles omitiram 
dos sócios o récorde de vendas.
c) À excessão dos quibes, os salgados servidos na cerimônia de 
inauguração estavam saborosos.
d) A atendente da companhia aérea fez uma rúbrica na passagem 
para retificar o horário do voo.
e) Atualmente, é mister acabar com privilégios concedidos a clãs 
inescrupulosos.
60. (INSTITUTO AOCP – CASAN – Advogado – 2016) 
Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.
a) chuchu - berinjela.
b) mecher - jiló.
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c) chuchu - giló.
d) xuxu - beringela.
e) mexer - beringela.
61. (FCC – TRE-SP – Analista – 2004) 
O elemento sublinhado na frase:
a) É correta a disposição (...) de abandonar os planos de seu 
antecessor para descentralizar os recursos investidos na área expressa 
uma causalidade.
b) Distribuir pouco dinheiro a muitos centros pode equivaler a 
desperdiçar toda a verba constitui um paradoxo.
c) A pulverização das verbas pode atender a interesses populistas 
de políticos tem o sentido de compromissos populares.
d) (...) cabe ao poder público colocar suas fichas em projetos com 
maior possibilidade de oferecer retorno tem o sentido de ir de encontro 
a.
e) Não se trata de ser contra a descentralização como conceito tem 
o sentido de em tese.
61. (FCC – SEFAZ/PB – Auditor Fiscal de Tributos Estaduais – 2006) 
Nas frases:
I. O mau julgamento político de suas ações não preocupa os 
deputados corruptos. Para eles, o mal está na mídia impressa ou 
televisiva.
II. Não há nenhum mau na utilização do Caixa 2. Os recursos não 
contabilizados não são um mau, porque todos os políticos o utilizam.
III. É mau apenas lamentar a atitude dos políticos. O povo 
poderá puni-los com o voto nas eleições que se aproximam. Nesse 
momento, como diz o ditado popular, eles estarão em mal lençóis.
O emprego dos termos mal e mau está correto APENAS em:
a) I
b) I e II.
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c) II.
d) III.
e) I e III.
62. (FCC – TRT(16ª R) – Técnico Judiciário – 2009) 
A frase em que há palavras escritas de modo INCORRETO é:
a) A aridez que sempre caracterizou as paisagens do Nordeste 
brasileiro aparece agora, para assombro de todos, na região Sul, 
comprometendo as safras de grãos.
b) Alguns estudiosos reagem com sensatez às recentes explicações, 
considerando se o papel da bomba biótica é realmente crucial na 
circulação do ar.
c) Se for comprovada a correção da nova teoria, a preservação das 
florestas torna-se essencial para garantir a qualidade de vida em todo 
o planeta.
d) O desmatamento indescriminado, que reduz os índices de chuvas 
e altera o ciclo das águas, pode transformar um continente em um 
estenso e inabitável deserto.
e) Com ventos mais próximos ao mar, o ar úmido resultante da 
evaporação da água do oceano é puxado para o continente, distribuindo 
a chuva ao redor do planeta.
63. (Cespe/UnB – ANEEL – Cargos de Nível Superior – 2010) 
O sentido da expressão “mal das pernas”, característica da oralidade, 
seria prejudicada caso se substituísse “mal” por mau.
( ) CERTO ( ) ERRADO
64. (Cesgranrio – Petrobras – Todos os Cargos (Nível Médio) – 2010) 
O vocabulário destacado, quanto ao seu significado, está empregado, 
adequadamente, na seguinte frase:
a) Ações malsucedidas prenunciam um fracasso eminente.
b) Para acender profissionalmente, é preciso perseverança.
c) O profissional de sucesso descrimina as etapas de suas ações
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d) A expectativa do triunfo motiva o empreendedor.
e) É preciso saber deferir o amor do ódio.
65. (CESPE – PF – Agente da PF – 2014) Fragmento de texto:
 “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e 
persistente ameaça à humanidade... Suas consequências infligem 
considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por 
FRONTEIRAS: avançam por todos os cantos da sociedade e por todos 
os espaços geográficos, afetando homens e mulheres de diferentes 
grupos étnicos, independentemente de classe social e econômica ou 
mesmo de idade. (...)”
 - Dados os sentidos do trecho introduzido por dois-pontos, o 
vocabulário “fronteiras” deve ser interpretado em sentido amplo, não 
estando restrito ao seu sentido denotativo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
66. (FGV – CODEBA – Analista Portuário (Advogado) – 2016) 
A frase cuja grafia do vocabulário destacado está correta é:
a) Ambição não é nada se não a sombra maligna da aspiração.
b) O que é uma erva daninha se não uma planta cujas virtudes ainda 
não foram descobertas?
c) Liberdade não é nada se não a distância entre a caça e o caçador.
d) Se você espera pelo amanhã, o amanhã chega; se não espera 
pelo amanhã, o amanhã chega.
e) A civilização nada mais é se não uma camada de pintura que 
qualquer chuvinha lava.
67. (IDECAN – INCA – Analista em Ciência e Tecnologia Júnior – 
2017) 
A relação de sinonímia entre vocabulários distintos diz respeito a 
determinados aspectos semânticos contextuais. Considerando-se a 
preservação do sentido original do texto, os vocabulários destacados 
a seguir seriam substituídos adequadamente pelas respectivas 
sugestões, com EXCEÇÃO de:
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a) “[...] que FOMENTAM o ódio entre as pessoas.” / incitam
b) “[...] sonho da sociedade proletária se tenha FRUSTRADO.” / 
malogrado
c) “A ambição DESVAIRADA pelo lucro é o mal do capitalismo [...]” 
/ frenética
d) “[...] não sairemos do impasse que INVIABILIZOU o regime 
comunista [...]” / desaveio
68. (CESPE – MPE/PI – Cargos de Nível Superior – 2018)
A substituição da palavra “só” (“... ela não pode por si só implicar a 
condenação...”) por “somente” não alteraria os sentidos do texto, já 
que ambas são sinônimos no contexto linguístico considerado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
69. (CETRO – Pref. Campinas/SP – Agente de Educação Infantil – 
2015) 
Assinale a alternativa correta segundo o contexto em que a palavra 
destacada se encontra.
a) Lílian é uma PREVILEGIADA, vai morar na Suécia.
b) Todos mantiveram a DESCRIÇÃO que aquele momento exigia e 
não falaram sobre o assunto.
c) O rapaz foi DISCRIMINADO porque não estava vestido de acordo 
com o traje exigido na festa.
d) O ladrão foi preso em FRAGRANTE.
70. (VUNESP – TJ/SP – Médico Judiciário – 2019) 
Assinale a alternativa que mantém o sentido do texto e emprega, 
corretamente, termos parônimos.
a) É essencial que juntas médicas promovam seções periódicas para 
chegar a diagnósticos acurados.
b) Analistas discutem a cerca da migração de alguns profissionais 
para uma medicina mais técnica.
c) Jayme Murahovschi ratifica o ponto de vista de outros colegas 
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que também acreditam que a profissão está vivendo uma reviravolta.
d) A finalidade da profissão não se alterou, porém, na atual 
conjetura, o modus operandi passa pordrásticas mudanças.
e) Apesar das contribuições da robótica, não é fato eminente a 
realização de cirurgias sem a intervenção humana.
71. (FGV – PC/RJ – Inspetor – 2008) 
Em xenofobia, há a seguinte combinação de sentidos: estrangeiro 
+ aversão. Assinale a alternativa em que a explicação do sentido do 
elemento que antecede fobia não tenha sido feita corretamente.
a) Pantofobia (pantera).
b) Estasiofobia (permanecer de pé).
c) Fotofobia (luz).
d) Ictiofobia (peixe).
e) Gamofobia (casamento).
72. (Cespe/UnB – ECT – Agente dos Correios – 2011) 
A palavra “trem-bala” é composta por justaposição, tal qual o 
vocabulário:
a) Governança;
b) Ilimitado;
c) Passatempo;
d) Superprodução;
e) Faturamento.
73. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2010) 
O vocábulo “inaturável” é formado por derivação e tem o mesmo 
radical do vocábulo desnaturado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
74. (Funcab – Pref. Magé/RJ – Administrador – 2012) 
Formam substantivos de adjetivos, exprimindo a noção de “estado 
ou qualidade de”, ambos os sufixos destacados nas seguintes palavras 
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do texto:
a) Igualdade – sentimental.
b) Ligamento – esterilização.
c) Sentimentalismo – governante.
d) Pobreza – hipocrisia.
e) Jornalístico – adolescente.
75. (FGV – MPE/BA – Analista Técnico (Psicologia) – 2017) 
A palavra abaixo que apresenta um processo de formação distinto 
dos demais é:
a) Chineses;
b) Recentemente;
c) Milenar; 
d) Desagregadores;
e) Imediatismo.
76. (Cesgranrio – Casa da Moeda – Advogado – 2009) 
Há três substantivos em:
a) “... com sérias dificuldades financeiras.” 
b) “... não conseguiu prever nem a crise econômica atual.” 
c) “... vai tornar inúteis arquivos e bibliotecas).” 
d) “... precisa da confirmação e do endosso do ‘impresso’,” 
e) “Muitos dos blogs e sites mais influentes...”
77. (Consulplan – Advogado – 2010) 
“Que emigrado da roça não sentiu uma indefinível estranheza e 
talvez um secreto mal-estar a primeira vez...”.
Assinale a alternativa que faz o plural da mesma forma que a palavra 
sublinhada anteriormente:
a) guarda-civil;
b) amor-perfeito;
c) guarda-roupa;
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d) obra-prima;
e) pombo-correio.
78. (Cesgranrio – Petrobras – Técnico de Adm. e Controle Jr. – 2011) 
A flexão de número dos substantivos está incorreta em:
a) florezinhas – troféis.
b) salário-famílias – coraçãozinhos.
c) os vaivéns – anães.
d) paisezinhos – beija-flores.
e) limãos – abdômenes.
79. (FGV – TJ/PI – Analista Judiciário (Escrivão Judicial) – 2015) 
Texto 1 – Coordenação entre órgãos gestores
Um Plano de Contingência para o Trânsito necessita de planejamento 
prévio para lidar com situações emergenciais e atuar em casos que 
venham a causar transtornos nos principais corredores viários de uma 
cidade.
O aumento progressivo da frota de veículos provoca 
congestionamentos que muitas vezes impedem que os procedimentos 
planejados de emergência sejam adotados.
Nesses casos, passam a exigir ações mais criativas e diferenciadas, 
devendo ser planejadas por equipes de técnicos especializados, com a 
parceria das universidades.
O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade que 
se desfaz o local de uma batida numa via estrutural, envolve o uso de 
equipamentos especiais, como helicópteros, e de pessoal devidamente 
treinado para isso. É crucial haver integração e coordenação entre os 
órgãos gestores da mobilidade urbana, para solucionar rapidamente 
as demandas dessa natureza.
Situações como obras, fechamento de ruas e de faixas de tráfego, 
enchentes, alagamentos das vias e quedas de encostas e árvores, que 
impedem a circulação normal de veículos, necessitam de sinalização 
adequada, de informação relevante e bem veiculada em várias mídias, 
de agentes de trânsito devidamente preparados, de cavaletes e 
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indicação dos desvios possíveis, para diminuir os impactos negativos.
Podemos fazer analogia com um infarto e um AVC, que impedem o 
fluxo de sangue e exigem providências urgentes para que a pessoa não 
morra. O mesmo fenômeno ocorre com o trânsito, para que o fluxo 
seja restabelecido o mais rápido possível. (Eva Vider, O Globo, 9/10/2015 - adaptado)
Quando o autor de um texto emprega um substantivo coletivo que 
não é específico, necessita especificá-lo, que é o que ocorre em “frota 
de veículos”; o mesmo ocorre no seguinte caso:
a) uso de equipamentos;
b) equipes de técnicos;
c) parceria das universidades;
d) procedimentos de emergência;
e) circulação de veículos.
80. (CESPE – TRF 1ª R – Técnico Judiciário (Taquigrafia) – 2017) 
 
Texto 7A1AAA
1 O tema relativo à economia informal ganhou destaque 
 expressivo na mídia e na literatura especializada a partir do 
 final do século passado. Essa denominação pode envolver 
4 fenômenos muito distintos, tais como sonegação fiscal, 
 terceirização, atividades de microempresas, comércio de rua ou 
 ambulante, contratação ilegal de trabalhadores assalariados 
7 nativos ou migrantes, trabalho temporário e trabalho em 
 domicílio, entre outros. 
 A economia informal apresenta um denominador 
10 comum no imaginário das pessoas: envolve atividades, 
 trabalhos e rendas que desconsideram as regras expressas em 
 leis ou em procedimentos usuais. As recorrentes menções a 
13 esse tema refletem as dificuldades que as organizações, os 
 indivíduos e o coletivo social vêm enfrentando para superar, 
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 com as regras legais vigentes ou com os procedimentos-padrão, 
16 as mudanças estruturais econômicas, políticas e sociais em 
 andamento. 
 Se, por um lado, as diferentes situações criadas pela 
19 economia informal respondem a demandas legítimas e 
 encaminham possíveis soluções no âmbito da nova ordem 
 econômica e social, por outro, constituem focos de tensões e de 
22 desigualdades sociais. 
Maria Cristina Cacciamali. Globalização e processo de informalidade. In: Economia e Sociedade. Campinas, 
(14):153-74, jun./2000 (com adaptações).
Haveria prejuízo gramatical para o texto caso a palavra 
“procedimentos-padrão” fosse alterada para procedimentos-padrões.
( ) CERTO ( ) ERRADO
81. (Consulplan – Agente de Pesquisas e Mapeamento – 2009) 
Todos os termos destacados têm natureza adjetiva, EXCETO:
a) “algumas (generosas)”;
b) “(Meus) ensaios têm colimado assuntos candentes e 
 controvertidos.”;
c) “seria de implantação (inverossímil).”;
d) “Sua imaginação (criativa).”;
e) “sobre a aborrecida (lógica) do texto”.
82. (Consulplan – Técnico de Segurança do Trabalho – 2011) 
Em relação à classe de palavras, marque a relação INCORRETA.
a) A pobreza pesava bastante sobre os ombros de meu pai.” (verbo)
b) Minha mãe puxando a cadeira,... (pronome)
c) Eu via seu desânimo em vencer a distância entre a cozinha e o 
 caminho... (preposição)
d) Com escondida melancolia... (adjetivo)
e) Sem bravura, assentado na porta da rua... (substantivo)
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83. (Cespe/UnB – MPU – Analista de Informática – 2010) 
Fragmento de texto
(...) É necessário investir em pesquisa... 
Na linha 19, o emprego do adjetivo “necessário”, no masculino, 
estabelece a concordância com a oração que a ele se segue;
( ) CERTO ( ) ERRADO
84. (NCE/UFRJ – Técnico em Contabilidade – 2011) 
O item abaixo em que a mudança de posição do adjetivo em relação 
ao substantivo NÃO provoca qualquer alteração no sentido original do 
segmento é:
a) famílias pobres;
b) inocente cidadão;
c) qualquer artista;
d) jornais velhos;
e) golpe novo.
85. (CESPE/FUB – Assistente de TI – 2016) 
Em “ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima deSchopenhauer: ‘O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não 
pode querer o que quer’; e hoje, diante do espetáculo aterrador das 
injustiças humanas, essa moral me tranquiliza e me educa”, o adjetivo 
“aterrador” modifica a palavra “espetáculo”, conferindo-lhe sentido 
negativo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO
86. (Cespe/UnB – Pref. São Luís/TO – Técnico Municipal – 2008) 
Na expressão “A expectativa de vida vem crescendo em todo o 
mundo”, mantêm-se a coerência e a correção gramatical, bem como o 
sentido do texto, se for retirado o artigo “o”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
87. (Cespe/UnB – TJ – Analista Judiciário – 2008) 
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Assinale a opção em que a partícula “o” sublinhada aparece com 
o mesmo emprego que se apresenta no seguinte trecho do texto: “A 
primeira é o que queremos dizer”.
a) Eles devem realizar logo o projeto do grupo.
b) Responda-me: o que você tem com isso?
c) Seu sucesso depende de o livro ser aceito.
d) É preciso conhecer a rotina do laboratório.
e) Este livro foi o que você indicou.
88. (Cespe/UnB – PM – SOLDADO – 2009) 
Em “acesso a” (O acesso a revólver, pistola...), “a” funciona como 
artigo feminino singular.
( ) CERTO ( ) ERRADO
89. (CESPE / CEBRASPE - TJ-RJ - Analista Judiciário – 2008) 
De acordo com as ideias do texto, fazer uma revista de divulgação 
científica hoje exige:
 
1 Para se fazer uma revista de divulgação científica hoje, três 
 diretrizes devem ser observadas. A primeira é o que queremos dizer 
 e o que temos para dizer em uma revista. A segunda, se temos os 
4 meios humanos e financeiros para realizar o projeto. A terceira se 
 refere à necessidade urgente de ampliar a “infra-estrutura” de 
 conhecimentos necessários para que a educação encontre raízes 
7 profundas em nossa sociedade, nos laboratórios de pesquisa, na 
 natureza e na história que vivemos.
 A divulgação científica, as informações e os conhecimentos 
10 que podemos oferecer à educação são elementos que contribuem 
 para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos 
 diferentes setores da sociedade. Oferecer, por exemplo, dados e 
13 análises da história da educação superior no Brasil é importante para 
 equacionar os conflitos que a universidade vive hoje.
Ciência Hoje, jul./2002, p. 19 (com adaptações)
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a) Muito empenho, devido às dificuldades a serem enfrentadas.
b) Suporte financeiro previsto e recursos humanos preparados para 
a realização do projeto.
c) Infra-estrutura de máquinas modernas e material de consumo 
de qualidade.
d) A ampliação das estratégias de marketing, de forma a garantir 
um público fiel.
e) O conhecimento das raízes profundas da educação nacional.
90. (CESPE / CEBRASPE - TJ-RJ - Analista Judiciário – 2008) 
Julgue os itens a seguir, referentes ao papel de uma revista de 
divulgação científica conforme apresentado no texto.
 
1 Para se fazer uma revista de divulgação científica hoje, três 
 diretrizes devem ser observadas. A primeira é o que queremos dizer 
 e o que temos para dizer em uma revista. A segunda, se temos os 
4 meios humanos e financeiros para realizar o projeto. A terceira se 
 refere à necessidade urgente de ampliar a “infra-estrutura” de 
 conhecimentos necessários para que a educação encontre raízes 
7 profundas em nossa sociedade, nos laboratórios de pesquisa, na 
 natureza e na história que vivemos.
 A divulgação científica, as informações e os conhecimentos 
10 que podemos oferecer à educação são elementos que contribuem 
 para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos 
 diferentes setores da sociedade. Oferecer, por exemplo, dados e 
13 análises da história da educação superior no Brasil é importante para 
 equacionar os conflitos que a universidade vive hoje.
Ciência Hoje, jul./2002, p. 19 (com adaptações)
I Os conhecimentos veiculados têm como público-alvo a comunidade 
científica.
II As informações e os conhecimentos que compõem uma revista 
de divulgação científica são formadores de opinião da sociedade em 
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geral.
III As informações veiculadas por uma revista de tal natureza, como, 
por exemplo, dados sobre a história da educação superior no Brasil, 
de caráter objetivo e informativo, influem na capacidade de crítica e 
decisão dos leitores.
a) Assinale a opção correta.
b) Apenas um item está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens I e III estão certos.
e) Apenas os itens II e III estão certos.
f) Todos os itens estão certos.
91. (FGV/Prefeitura de Salvador – BA - Professor – Português – 
2019). 
Considerando que os chamados gêneros textuais são realizações 
linguísticas concretas, definidas por propriedades socio-comunicativas, 
não deve ser incluído(a) entre os gêneros: 
a) cantiga de roda. 
b) bula de remédio. 
c) argumentação. 
d) crônica. 
e) entrevista.
92. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA - Professor - Língua Portuguesa 
– 2019) 
Na construção de um texto, a substituição de um elemento por 
outro na continuidade do texto pode ocorrer por meio de diferentes 
processos.
Assinale a opção que indica a frase em que os termos sublinhados 
NÃO exemplificam o processo indicado. 
a) Enquanto as guerras se tornam a cada dia mais violentas, dirigilas 
é cada vez mais cômodo e se faz de locais cada vez mais distantes da 
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conflagração. / substituição por sinônimos ou quase-sinônimos.
b) O coronel trazia documentos importantes, mas, após o acidente, 
nada foi encontrado na pasta do militar. / substituição por hipônimos.
c) Acredito que o péssimo estado das nossas prisões é que as impede 
de serem ocupadas por algumas pessoas da nossa melhor sociedade. / 
substituição por pronomes. 
d) Qualquer homem, andando uma média de onze horas por dia, 
levaria apenas 285 dias para ir do Rio a Paris. Isso, naturalmente, 
se não houvesse o oceano Atlântico entre a Cidade Maravilhosa e a 
Cidade Luz. / substituição por expressões conotativas. 
e) O riso é próprio do homem, mas o rir demais traduz pouca 
inteligência. / substituição por termos cognatos. 
93. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA - Professor - Língua Portuguesa 
– 2019)
Indique a quantidade de frases, dentre as apresentadas abaixo, que 
se apoiam em intertextualidade, ou seja, no diálogo com outros textos.
I – “Dize-me com quem andas e te direi quem és na presença do 
meu advogado”. (Planeta Diário)
II – “No futebol brasileiro você não tem que matar um leão por dia. 
Tem que matar todos os leões da floresta por dia”. (Telê Santana)
III – “Para meio entendedor, uma palavra basta”. (Eduardo Suplicy)
IV – “Pode-se enganar todo mundo o tempo todo, se a campanha 
estiver certa e a verba for suficiente”. (Joseph E. Levine)
V – “A morte é o clube mais aberto do mundo”. (Otto Lara Resende) 
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
94. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA - Professor - Língua Portuguesa 
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– 2019)
TEXTO 1
“Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta 
um pouco de esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o 
jardim de sua casa na capital. Na barreira foi interpelado pelo guarda: 
- O que é que o senhor está levando aí nesse saco?
- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento:
- Por quê? Não lhe cheira bem? 
- O senhor tem a guia?
– o guarda perguntou, imperturbável.
- Guia?
- É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?” 
Fernando Sabino, A mulher do vizinho
Considerando-se que um texto narrativo supõe a sequência 
cronológica de ações ou acontecimentos, as formas verbais que 
documentamuma sequência temporal são 
a) tinha / resolveu levar. 
b) era / foi interpelado.
c) foi interpelado / está levando. 
d) está levando / farejando. 
e) farejando / sabia.
95. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA – Analista – Engenharia Civil 
– 2019)
“Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade 
superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. 
Além do envelhecimento da população, os idosos estão adiando a saída 
do mercado. E para protegê-los, o Estatuto do Idoso, que completou 
15 anos no dia 1º de outubro, também trata de direitos relativos a 
trabalho e renda. Entretanto, alguns ainda não saíram do papel.”
 Tribuna da Bahia, 18/11/2018.
Assinale a opção que apresenta a substituição adequada de um 
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segmento desse texto. 
a) “Ao longo dos últimos anos” / após os últimos anos. 
b) “força de trabalho do país” / força de trabalho dos países. 
c) “para protegê-los” / a fim de proteger-lhes. 
d) “que completou” / o qual completou.
e) “alguns ainda não saíram” / alguns até agora não saíram.
96. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA – Analista – Engenharia Civil 
– 2019)
“Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade 
superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. 
Além do envelhecimento da população, os idosos estão adiando a saída 
do mercado. E para protegê-los, o Estatuto do Idoso, que completou 
15 anos no dia 1º de outubro, também trata de direitos relativos a 
trabalho e renda. Entretanto, alguns ainda não saíram do papel”.
 Tribuna da Bahia, 18/11/2018.
Assinale a opção que indica como o segmento “Além do 
envelhecimento da população, os idosos estão adiando a saída do 
mercado” poderia ser mais claramente expresso. 
a) Apesar do envelhecimento da população, os idosos estão adiando 
a saído do mercado. 
b) Com o envelhecimento da população, os idosos estão adiando a 
saída do mercado. 
c) Mesmo com o envelhecimento da população, os idosos estão 
adiando a saída do mercado. 
d) Os idosos estão adiando a saída do mercado e o envelhecimento 
da população é fato natural. 
e) Os idosos estão adiando a saída do mercado já que está ocorrendo 
o envelhecimento da população.
97. (FGV/ Prefeitura de Salvador – BA – Analista – Engenharia Civil 
– 2019) 
“O Papa Francisco lamentou neste domingo que ‘os poucos ricos’ 
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aproveitam aquilo que ‘em justiça, pertence a todos’. Ele afirmou 
que cristãos não podem permanecer indiferentes ao crescimento de 
preocupações com os explorados e os indigentes, incluindo imigrantes.
O Papa chamou atenção para a causa dos idosos abandonados e 
para ‘o grito de todos aqueles levados a deixar suas casas e sua terra 
natal por um futuro incerto’. Ele acrescentou: ‘é o grito de populações 
inteiras, privadas inclusive de todos os recursos naturais a sua 
disposição.’”
 Tribuna da Bahia, 19/11/2018.
O discurso do Papa Francisco tem caráter predominantemente: 
a) político-religioso. 
b) socioeconômico. 
c) político-social. 
d) religioso-social. 
e) religioso-econômico.
98. (CESPE/CEBRASPE - Prefeitura de São Luís – MA - Professor - 
Língua Portuguesa – 2017) 
Texto:
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
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Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias. Poesia. Coleção “Nossos Clássicos”. São Paulo, Agir, 1969
Na terceira estrofe do texto, os vocábulos “cá” e “lá” são elementos:
a) catafóricos.
b) pronominais.
c) determinantes.
d) dêiticos.
e) anafóricos.
99. (CESPE – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2018) 
No trecho “toda uma camada quer os bens da vida”, o artigo 
indefinido foi empregado como item de realce, razão por que sua 
eliminação não prejudicaria a correção gramatical nem o sentido 
original do texto.
( ) CERTO ( )ERRADO
100. (CESPE / CEBRASPE - Instituto Rio Branco – Diplomata – 2018)
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Com relação aos aspectos linguísticos do texto VII, julgue (C ou E) o 
item seguinte.
 
Texto VII
1 Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois 
 princípios que se combatem e regulam diversamente as 
 atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos 
4 tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades 
 rudimentares manifestam-se eles, segundo sua predominância, 
 na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores 
7 e os povos lavradores (...) Existe uma ética do trabalho, como 
 existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo 
 trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente 
10 ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e 
 detestáveis as qualidades próprias do aventureiro — audácia, 
 imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, 
13 vagabundagem — tudo, enfim, quanto se relacione com a 
 concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo. Por 
 outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma 
16 recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros; tanto 
 as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança 
 pessoal quanto os esforços sem perspectiva de rápido proveito 
19 material passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para 
 eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o 
 ideal do trabalhador. Entre esses dois tipos não há, em verdade, 
22 tanto uma oposição absoluta como uma incompreensão radical.
Sergio Buarque de Holanda.
Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 44 (com adaptações).
Na variedade culta da língua portuguesa falada ou escrita no Brasil, 
além da ocorrência de expressões como “podem assinalar-se” (l.1), em 
que o pronome aparece em ênclise à forma verbal infinitiva, verifica-
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se a ocorrência de próclise a essa forma verbal — podem se assinalar 
—, ambas consideradas corretas pela gramática.
( ) CERTO ( ) ERRADO
101. (CESPE / CEBRASPE - Ministério da Economia - Tecnologia da 
Informação – 2020) 
Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era 
alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos 
potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido.
Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra 
de chapéu. Ela ria com a boca cheia e rebrilhava os olhos escuros.
No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos 
fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos 
cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom 
dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos 
fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão 
que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo 
caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-
lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamentea 
carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da 
língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase 
o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com 
um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para o meu 
prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, 
mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o 
olhar fixo na luz do teto. 
Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos.
Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).
Julgue o item que se seguem, relativos às ideias e aos aspectos 
linguísticos do texto precedente.
No oitavo período do terceiro parágrafo do texto, a forma pronominal 
“lo”, em “cortá-lo”, refere-se ao vocábulo “bife”, no período anterior. 
( ) CERTO ( ) ERRADO
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102. (CESPE / CEBRASPE - Prefeitura de São Cristóvão – SE - Professor 
– Matemática – 2019)
 
1 Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
 é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
 isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
 uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
 momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
 muito grande.
 Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
 com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
 propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
 aparenta, mas que, de fato, não se é.
 O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
 teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
 fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
 E quantos hoje não se contentam com um mundo
 superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
 que seria a realidade?
 A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª 
ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações).
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas 
do texto precedente, julgue o item que se segue.
A substituição de “se contentam” (.20) por contentam-se manteria 
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a correção gramatical do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
103. (CESPE / CEBRASPE - Prefeitura de São Cristóvão – SE - Professor 
- Língua Portuguesa – 2019)
 
Texto 9A2-I
1 Em tempos pré-modernos, os humanos 
 experimentaram uma espantosa variedade de modelos 
 econômicos. Boiardos russos, marajás indianos, mandarins 
4 chineses e caciques de tribos ameríndias tinham ideias muito 
 diferentes sobre dinheiro, comércio, impostos e emprego. Hoje 
 em dia, em contraste, quase todo mundo acredita em pequenas 
7 variações sobre o mesmo tema capitalista, e somos 
 engrenagens de uma única linha de produção global. Se os 
 ministros da Fazenda de Israel e do Irã se encontrassem num 
10 almoço, eles teriam uma linguagem econômica comum e 
 poderiam facilmente compartilhar agruras.
 Porém a homogeneidade contemporânea é mais 
13 evidente quando se trata de nossa maneira de ver o nosso 
 corpo. Se você ficasse doente mil anos atrás, importaria muito 
 o lugar onde vivesse. Médicos europeus ou chineses, xamãs 
16 siberianos, médicos feiticeiros africanos, curandeiros 
 ameríndios — todo império, reino e tribo tinha suas próprias 
 tradições e seus especialistas, cada um adotando uma visão 
19 diferente do corpo humano e da natureza da doença, cada um 
 oferecendo seu próprio manancial de rituais, preparados e 
 curas. A única coisa que unia todas essas práticas médicas era 
22 que, em toda parte, no mínimo um terço das crianças morriam 
 antes de se tornarem adultas, e a expectativa de vida média era 
 bem abaixo de cinquenta anos de idade. Hoje, se você adoecer, 
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25 faz muito menos diferença o lugar onde vive. Em Toronto, 
 Tóquio, Teerã ou Tel Aviv, será levado a hospitais parecidos, onde 
 médicos com aventais brancos seguirão protocolos 
28 idênticos e farão exames idênticos para chegar a diagnósticos 
 muito semelhantes. Ao que tudo indica, todos acreditam que o 
 corpo é formado por células, que doenças são causadas por 
31 patógenos e que antibióticos matam bactérias.
Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).
Com relação às propriedades gramaticais e à coerência do texto 
9A2-I, julgue o item a seguir.
No trecho “antes de se tornarem adultas” (l.23), ocorre próclise 
pronominal, mas, nesse contexto, também seria correta a ênclise: 
antes de tornarem-se adultas.
( ) CERTO ( ) ERRADO
104. (CESPE / CEBRASPE - Prefeitura de São Cristóvão – SE - Professor 
– Matemática – 2019)
 
1 O professor que realmente ensina, quer dizer, que 
 trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar 
 certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu 
4 mando, e não o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado 
 de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo 
 pouco ou nada valem. Pensar certo é fazer certo. 
7 Que podem pensar alunos sérios de um professor que, 
 há dois semestres, falava com quase ardor sobre a necessidade 
 da luta pela autonomia das classes populares e hoje, dizendo 
10 que não mudou, faz o discurso pragmático contra os sonhos e 
 pratica a transferência de saber do professor para o aluno? 
 Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal 
13 que o rediz em lugar de desdizê-lo. Não é possível ao professor 
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 pensar que pensa certo, mas, ao mesmo tempo, perguntar ao 
 aluno se “sabe com quem está falando”. 
16 O clima de quem pensa certo é o de quem busca 
 seriamente a segurança na argumentação, é o de quem, 
 discordando do seu oponente, não tem por que contra ele ou 
19 contra ela nutrir uma raiva desmedida, bem maior, às vezes, do 
 que a razão mesma da discordância. 
Paulo Freire. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à 
prática educativa. SP: Paz e Terra, 1996, p. 16 (com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do 
texto anterior, julgue o item a seguir.
A substituição de “a que” (.5) por onde manteria a correção 
gramatical e os sentidos originais do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
105. (CESPE – PR - Policial Rodoviário Federal – Superior – 2019)
 
1 As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se 
 intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos 
 seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do 
4 calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens em 
 uma relação de dependência com a natureza, pois no 
 mundo natural estão os elementos que serão utilizados para 
7 atendê-las.
 Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos 
 que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do 
10 trabalho humano. Os processos de produção dos objetos 
 que nos cercam movimentam relações diversas entre os 
 indivíduos, assim como a organização do trabalho 
13 alterou-se bastante entre diferentes sociedades e momentos 
 da história.
 De acordo com o cientista social norte-americano 
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16 Marshall Sahlins, nas sociedades tribais, o trabalho 
 geralmente nãotem a mesma concepção que vigora nas 
 sociedades industrializadas. Naquelas, o trabalho está 
19 integrado a outras dimensões da sociabilidade — festas, 
 ritos, artes, mitos etc. —, não representando, assim, um 
 mundo à parte.
22 Nas sociedades tribais, o trabalho está em tudo, e 
 praticamente todos trabalham. Sahlins propôs que tais 
 sociedades fossem conhecidas como “sociedades de 
25 abundância” ou “sociedades do lazer”, pelo fato de que 
 nelas a satisfação das necessidades básicas sociais e 
 materiais se dá plenamente.
Thiago de Mello. Trabalho. Internet: <educacao.globo.com> (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções 
linguísticas do texto apresentado.
As formas pronominais “Estas” (ℓ.4) e “las” (ℓ.7) referem-se a 
“necessidades dos seres humanos” (ℓ. 2 e 3). 
( ) CERTO ( ) ERRADO
106. (CESPE – FUB - Cargos de Nível Superior – 2018) 
 
1 Esta é uma declaração de amor: amo a língua 
 portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não 
 foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência 
4 é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro 
 pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la 
 numa linguagem de sentimento e de “alerteza”. E de amor. 
7 A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem 
 escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas 
 e das pessoas a primeira capa de superficialismo. 
10 Às vezes ela reage diante de um pensamento mais 
 complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma 
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 frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada 
13 num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, 
 às vezes a galope. 
 Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao 
16 máximo nas minhas mãos. E esse desejo todos os que 
 escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram 
 para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. 
19 Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo 
 do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. 
 Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei 
22 do encantamento de lidar com uma língua que não foi 
 aprofundada. O que recebi de herança não me chega. 
Clarice Lispector. Declaração de amor. In: Crônicas para jovens: 
de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Digital, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos 
do texto precedente. 
O vocábulo “ela” (ℓ.10) retoma o trecho “a primeira capa de 
superficialismo” (ℓ.9).
( ) CERTO ( ) ERRADO
107. (Quadrix – SESC – DF - Professor - Língua Portuguesa – 2018)
 
1 A língua é para Saussure “um sistema de signos”(A) ̶ um 
 conjunto de unidades que se relacionam organizadamente 
 dentro de um todo. É “a parte social da linguagem”(A), exterior 
4 ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e 
 obedece às leis do contrato social estabelecido pelos 
 membros da comunidade. O conjunto linguagem-língua 
7 contém ainda um outro elemento, conforme Saussure, a 
 fala. A fala é um ato individual; resulta das combinações 
 feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua; 
10 expressa-se pelos mecanismos psicofísicos (atos de 
 fonação) necessários à produção dessas combinações. A 
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 distinção linguagem/língua/fala situa o objeto da linguística 
13 para Saussure. Dela decorre a divisão do estudo da 
 linguagem em duas partes: uma que investiga a língua e 
 outra que analisa a fala. As duas partes são inseparáveis, em 
16 virtude de serem interdependentes: a língua é condição 
 para se produzir a fala, mas não há língua sem o exercício 
 da fala. Há necessidade, portanto, de duas linguísticas: a 
19 linguística da língua e a linguística da fala. Saussure 
 focalizou, em seu trabalho, a linguística da língua, “produto 
 social depositado no cérebro de cada um”, sistema 
22 supra-individual que a sociedade impõe ao falante. Para o 
 mestre genebrino, “a linguística tem por único e verdadeiro 
 objeto a língua considerada em si mesma, e por si mesma”. 
25 Os seguidores dos princípios saussureanos dedicaram-se a 
 explicar a língua por ela própria, examinando as relações 
 que unem os elementos no discurso e buscando determinar 
28 o valor funcional desses diferentes tipos de relações.
José Luiz Fiorin (org.). Introdução à Linguística. v. 1 e 2. São Paulo: 
Contexto, 2006 (com adaptações).
No que se refere às formas linguísticas usadas no texto, assinale 
a alternativa correta. 
a) O uso do sinal grave em “obedece às leis do contrato social” 
(linha 5) é facultativo, pelo fato de a regência do verbo obedecer ser 
variável.
b) A oração “utilizando o código da língua” (linha 9) estabelece 
uma relação causal com a oração antecedente.
c) Na linha 13, o pronome “Dela” não é o sujeito da forma verbal 
“decorre”. 
d) Na linha 18, a forma verbal “Há” está no singular porque 
estabelece concordância com a palavra “necessidade”.
e) A retirada da partícula “-se” da forma verbal “dedicaram-se” 
(linha 25) não traz prejuízos para a correção gramatical do período.
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108. (Quadrix – SESC – DF - Professor - Língua Portuguesa – 2018) 
Texto para a questão.
Língua é produto do meio social e, uma vez constituída, tem 
um papel ativo no processo de conhecimento e comportamento do 
homem. A língua não é uma nomenclatura, que se sobrepõe a uma 
realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. Tomemos 
um exemplo: em português, chama-se de posse a investidura, por 
exemplo, na presidência da República; em inglês, inauguration; em 
francês, investiture. A palavra portuguesa dá ideia de assenhorear-
se de alguma coisa, de domínio; a inglesa indica apenas começo; 
a francesa diz respeito ao recebimento de uma função. Esses termos 
têm, sem dúvida, relação com a maneira como concebemos o poder 
do Estado. 
A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, 
impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo. Quando 
Wilhelm von Stock traduzia Antero de Quental para o alemão, 
escreveu ao poeta português sobre a dificuldade de verter para o 
alemão o soneto Mors-Amor, porque as duas figuras alegóricas – 
o Amor e a Morte – têm gêneros diferentes nas duas línguas (o 
amor/ die Liebe – a morte/der Tod). Responde Antero que “esse 
é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação”, 
pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em 
que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que 
falam um idioma em que o termo é masculino.
José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos Neolatinos,
v. 11, n.º 1, p. 148-165, 2009. 
A respeito dos aspectos linguísticos do trecho “‘esse é um 
caso interessante de influência da língua sobre a imaginação’, pois 
representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que 
a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que 
falam um idioma em que o termo é masculino.”, é correto afirmar 
que:
a) O pronome “esse” poderia ser substituído por “este”, sem 
prejuízo para a correção gramatical e a interpretação semântica. 
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b) O uso do verbo representar no singular mantém a correção 
gramatical do trecho. 
c) A substituição do pronome em “designá-la” pelo pronome lhe 
mantém os sentidos do texto.
d) A substituição da palavra “influência” por domínio mantém as 
relações sintáticas e semânticas do texto.
e) Trazprejuízos para a correção gramatical do texto a retirada da 
preposição no trecho “falam um idioma em que o termo é masculino”.
109. (CESPE – SEFAZ-RS - Técnico Tributário – 2018)
 
Texto 1A1-II
1 O imposto sobre a propriedade de veículos 
 automotores (IPVA) é um tributo que deve ser pago todo ano 
 pelos donos de qualquer tipo de veículo. O valor do IPVA é 
4 calculado com base no valor do veículo comprado, e sua 
 quitação é um requisito para o licenciamento.
 Do total arrecadado com cada veículo, 50% vão para 
7 o governo estadual e os outros 50%, para o município no qual 
 o veículo tiver sido emplacado. Essa arrecadação, recolhida 
 pela União, pelos estados ou pelos municípios, não é 
10 exclusivamente destinada a asfaltamento de ruas e colocação 
 de sinais, isto é, a manutenção de rodovias, mas pode abranger 
 despesas com educação, saúde, segurança, saneamento, entre 
13 outros.
 Para pagar o IPVA, o proprietário de veículo recebe 
 em sua casa um aviso de vencimento do imposto, com 
16 informações sobre o veículo, valores, datas, parcelas, formas 
 de pagamento. Com esse documento é possível quitar o IPVA, 
 juntamente com o seguro obrigatório, e até fazer o 
19 licenciamento antecipado. O não pagamento do IPVA implica 
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 multa e impede a realização do licenciamento.
Internet: <https://www.portaleducacao.com.br> (com adaptações).
A correção e os sentidos do texto 1A1-II seriam preservados se o 
termo “no qual” (l.7) fosse substituído por
a) que.
b) onde.
c) cujo.
d) em cujo.
e) aonde.
110. (Quadrix – SEDF – Professor – 2018)
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, 
julgue o item.
No comentário “— Ó, Carol, teu namorado é mudo?” (linha 
20), o vocábulo “teu” foi equivocadamente empregado, já que, 
em todas as regiões do Brasil, o termo seu é a forma padronizada 
da norma urbana culta.
( ) CERTO ( ) ERRADO
111. (Cespe/UnB – MPU – Técnico Administrativo – 2010) 
O deslocamento do pronome “se” para imediatamente após a forma 
verbal “concretizar” – não deverá concretizar-se – não prejudicaria a 
correção gramatical do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
112. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2011) 
Dada a propriedade que assume o pronome “este” nos mecanismos 
coesivos empregados no trecho “que estimulem e desenvolvam este 
nobre fim”, não é facultada a seguinte reescrita: que estimulem este 
nobre fim e o desenvolvam.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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113. (FCC – TRE/RN – Técnico Judiciário – 2011) 
O corvo e o jarro
Um pobre corvo, quase morto de sede, avistou de repente um jarro de 
água. Aliviado e muito alegre, voou
velozmente para o jarro.
Mas, embora o jarro contivesse água, o nível estava tão baixo que, por 
mais que o corvo se esforçasse, não havia
meio de alcançá-la. O corvo, então, tentou virá-lo, na esperança de 
pelo menos beber um pouco da água derramada.
Mas o jarro era pesado demais para ele.
Por fim, correndo os olhos à volta, viu pedrinhas ali perto. Foi, então, 
pegando-as uma a uma e atirando-as dentro
do jarro. Lentamente a água foi subindo até a borda, e finalmente 
pôde matar a sede.
(Fábulas de Esopo, recontadas por Robert Mathias, Círculo do Livro, p. 46)
A construção de um segmento do texto, com um diferente emprego 
pronominal, que mantém a correção e o sentido originais é:
a) O corvo, então, tentou virá-lo = O corvo, então, lhe tentou virar.
b) pegando-as uma a uma = pegando-lhes uma a uma.
c) não havia meio de alcançá-la = não havia como alcançar-lhe.
d) o jarro era pesado demais para ele = o jarro lhe era por demais 
 pesado.
e) atirando-as dentro do jarro = atirando-lhes para dentro do jarro.
114. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2012) 
A inadequação no emprego do pronome de tratamento em “Morro 
de medo de comparecer diante de um Juiz. Emeretíssimo, dá licença 
de eu fuma?” é sanada pela escritora no período “Obrigada, Vossa 
Eminência”, o que evidencia o deliberado desrespeito a padrões 
normativos da língua portuguesa.
( ) CERTO ( ) ERRADO
115. (Consulplan – TSE – Analista Judiciário – 2012) 
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1 A tradição teológica e filosófica nunca conseguiu 
 explicar o “mistério da iniquidade”, a existência do mal 
 como potência do desejo e da ação humanas.
 Ora, a corrupção é o mal do nosso tempo. 
05 Curiosamente, ela aparece como uma nova regra de 
 conduta, uma contraditória “moral imoral”. Da 
 governalidade aos atos cotidianos, o mundo da vida no 
 qual ética e moral se cindiram há muito tempo 
 transformou-se na sempre saqueável terra de ninguém.
10 Como toda moral, a corrupção é rígida. Daí a 
 impossibilidade do seu combate por meios comuns, seja 
 o direito, seja a polícia. Do contrário, meio mundo 
 estaria na prisão. A mesma polícia que combate o 
 narcotráfico nas favelas das grandes cidades poderia 
15 ocupar o Congresso e outros espaços do governo onde 
 a corrupção é a regra.
 Mas o problema é que a força da corrupção é a do 
 costume, é a da “moral”, aquela mesma do malandro 
 que age “na moral”, que é “cheio de moral”. Ela é muito 
20 mais forte do que a delicada reflexão ética que 
 envolveria a autonomia de cada sujeito agente. E que só 
 surgiria pela educação política que buscasse um 
 pensamento reflexivo.
 O sistema da corrupção é composto de um jogo de 
25 forças do qual uma das mais importantes é a “força do 
 sentido”. É ela que faz perguntar, por exemplo, “como é 
 possível que um policial pobre se negue a aceitar 
 dinheiro para agir ilegalmente?”
 O simples fato de que essa pergunta seja colocada 
30 implica o pressuposto de que uma verdade ética tal 
 como a honestidade foi transvalorada. Isso significa que 
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 foi também desvalorizada.
 Se a conduta de praxe seria não apenas aceitar, 
 mas exigir dinheiro em troca de uma ação qualquer na 
35 contramão do dever, é porque no sistema da corrupção 
 o valor da honestidade, que garantiria ao sujeito a sua 
 autonomia, foi substituído pela vantagem do dinheiro.
 Mas não somente. Aquele que age na direção da lei 
 como que age contra a moral caracterizada pelo “fazer 
40 como a grande maioria”, levando em conta que no 
 âmbito da corrupção se entende que o que a maioria 
 quer é “dinheiro”.
 Verdade é que a ação em nome de um universal 
 por si só caracteriza qualquer moral. É por meio dela 
45 que se faz o cálculo do “sentido” no qual, fora da 
 vantagem que define a regra, o sujeito honesto se 
 transfigura imediatamente em otário.
 Se a moral é medida em dinheiro, não entregar-se a 
 ele poderá parecer um luxo. Mas um contraditório luxo 
50 de pobre, já que a questão da honestidade não se 
 coloca para os ricos, para quem tal valor parece de 
 antemão assegurado.
 Daí que jamais se louve nos noticiários a 
 honestidade de alguém que não se enquadra no 
55 estereótipo do “pobre”. Honesto é sempre o pobre 
 elevado a cidadão exótico. Na verdade, por meio desse 
 gesto o pobre é colocado à prova pelo sistema. Afinal 
 ele teria tudo para ser corrupto, ou seja, teria todo o 
 motivo para sê-lo. Mas teria também todo o perdão?
60 O cidadão exótico – pobre e honesto – que deixa de 
 agir na direção de uma vantagem pessoal como que 
 estaria perdoado por antecipação ao agir imoralmente 
 sendo pobre, mas não está. A frase de Brecht seria sua 
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 jurisprudência mais básica: “O que é roubar um banco 
65 comparado a fundar um?”
 Ora, sabemos que essa “moral imoral” tem sempre 
 dois pesos e duas medidas,diferentes para ricos e 
 pobres. No vão que as separa vem à tona a 
 incompreensibilidade diante do mistério da 
70 honestidade. De categoria ética, ela desce ao posto de 
 irrespondível problema metafísico.
 Pois quem terá hoje a coragem de perguntar como 
 alguém se torna o que é quando a subjetividade, a 
 individualidade e a biografia já não valem nada e 
75 sentimos apenas o miasma que exala da vala comum 
 das celebridades da qual o cidadão pode se salvar 
 apenas alcançando o posto de um herói exótico, 
 máscara do otário da vez?
(Marcia Tiburi. Cult, dezembro de 2011)
Assinale a palavra que, no texto, NÃO exerça papel pronominal.
a) Onde.
b) Muito.
c) Qualquer.
d) Outros.
116. (CESPE – CPRM – Técnico de Geociências – 2013) 
Feitas as necessárias alterações na grafia das palavras, o deslocamento 
do vocábulo “certa” (Apesar de certa retenção em 2012...”) para logo 
após o substantivo a que se refere manteria a correção gramatical e o 
sentido original do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
117. (FGV – CODEBA – Analista Portuário (Economista) – 2016) 
As virtudes e os perfumes são da natureza; ____________ duram 
pouco e ____________ perduram por longo tempo, mas ambos 
268
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perdem a essência quando expostos. As formas dos demonstrativos 
que preenchem corretamente as lacunas são:
a) estes / aqueles.
b) aqueles / estes.
c) esses / aqueles.
d) estes / aquelas.
e) esses / aquelas.
118. (Cespe/UnB – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2011) 
 
Texto para as questões de 10 a 12 
1 Deixei os braços pousarem na madeira inchada e 
 úmida, abri um pouco a janela a pensar que isso de olhar a 
 chuva de frente podia abrandar o ritmo dela, ouvi lá embaixo, 
4 na varanda, os passos da avó Agnette, que se ia sentar na 
 cadeira da varanda a apanhar ar fresco, senti que despedir-me 
 da minha casa era despedir-me dos meus pais, das minhas 
7 irmãs, da avó e era despedir-me de todos os outros: os da minha 
 rua, senti que rua não era um conjunto de casas mas uma 
 multidão de abraços, a minha rua, que sempre se chamou 
10 Fernão Mendes Pinto, nesse dia ficou espremida numa só 
 palavra que quase me doía na boca se eu falasse com palavras 
 de dizer: infância. 
13 A chuva parou. O mais difícil era saber parar as 
 lágrimas. 
 O mundo tinha aquele cheiro da terra depois de 
16 chover e também o terrível cheiro das despedidas. Não gosto de 
 despedidas porque elas têm esse cheiro de amizades que se 
 transformam em recordações molhadas com bué de lágrimas. 
19 Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim 
 como se fossem fantasmas mujimbeiros* que dizem segredos 
 do futuro que eu nunca pedi a ninguém para vir soprar no meu 
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22 ouvido de criança. 
 Desci. Sentei-me perto, muito perto da avó Agnette. 
 Ficamos a olhar o verde do jardim, as gotas a 
25 evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos para novas 
 caminhadas. O recomeçar das coisas. 
 — Não sei onde é que as lesmas sempre vão, avó. 
28 — Vão pra casa, filho. 
 — Tantas vezes de um lado para o outro? 
 — Uma casa está em muitos lugares — ela respirou 
31 devagar, me abraçou. — É uma coisa que se encontra.
*Mujimbeiro: fofoqueiro. Ondjaki. Os da minha rua. Rio de Janeiro: 
Língua Geral, 2007, p. 145-6 (com adaptações)
Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se os 
infinitivos flexionados fossem substituídos pelas respectivas formas 
do infinitivo não flexionado no segmento “Ficamos a olhar o verde do 
jardim, as gotas a evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos 
para novas caminhadas”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
119. (Cespe/UnB – STM – Analista Judiciário – 2011) 
(...) Quando a polícia reage, os vândalos voltam a se misturar à massa 
de gente que protesta pacificamente, na espera de, com isso, provocar 
um tumulto e incitar outros manifestantes a entrar no confronto. (...)
As formas verbais infinitivas “misturar” e “provocar” poderiam ser 
corretamente substituídas por suas formas flexionadas, misturarem e 
provocarem.
( ) CERTO ( ) ERRADO
120. (Cespe/UnB – TJ/ES – Analista Judiciário (Letras) - 2011) 
Na linha 11 (A indisponibilidade da teoria política viria dessa 
necessidade de autoconhecimento dos indivíduos), o uso do 
futuro do pretérito em “viria” sugere a intenção do autor em 
manter distanciamento em relação à ideia da “necessidade de 
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autoconhecimento dos indivíduos”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
121. (FGV - Prefeitura de Salvador – BA - Professor - Língua 
Portuguesa – 2019)
TEXTO 1
“Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta 
um pouco de esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o 
jardim de sua casa na capital. Na barreira foi interpelado pelo guarda: 
- O que é que o senhor está levando aí nesse saco?
- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento:
- Por quê? Não lhe cheira bem? 
- O senhor tem a guia?
– o guarda perguntou, imperturbável.
- Guia?
- É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?” 
Fernando Sabino, A mulher do vizinho
Considerando-se que um texto narrativo supõe a sequência 
cronológica de ações ou acontecimentos, as formas verbais que 
documentam uma sequência temporal são 
a) tinha / resolveu levar. 
b) era / foi interpelado.
c) foi interpelado / está levando. 
d) está levando / farejando. 
e) farejando / sabia.
122. (FCC - TCE-RSP - Auditor Público Externo – 2018) 
Atenção: A questão refere-se ao texto a seguir, que trata da direção 
da economia brasileira no Segundo Reinado.
Entre 1808, com a abertura dos portos, e 1850, no auge da 
centralização imperial, modificara-se a pacata, fechada e obsoleta 
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sociedade. O país europeizava-se, para escândalo de muitos, iniciando 
um período de progresso rápido, progresso conscientemente 
provocado, sob moldes ingleses. O vestuário, a alimentação, a mobília 
mostram, no ingênuo deslumbramento, a subversão dos hábitos lusos, 
vagarosamente rompidos com os valores culturais que a presença 
europeia infiltrava, juntamente com as mercadorias importadas. O 
contato litorâneo das duas culturas, uma dominante já no período final 
da segregação colonial, articula-se no ajustamento das economias.
Ao Estado, a realidade mais ativa da estrutura social, coube o papel 
de intermediar o impacto estrangeiro, reduzindo-o à temperatura e à 
velocidade nativas. A engrenagem de acomodação e amortecimento 
poderia e deveria, se homogêneas as economias e coerentes as 
concepções sobre estas, ser a obra dos comerciantes estrangeiros, 
nas filiais brasileiras ligadas à metrópole. Poderiam esses quistos 
comerciais, ainda, submeter a política financeira aos seus interesses, 
segundo o velho padrão colonial, que viriam substituir sem mudar a 
substância do vínculo.
Na verdade, evitada a prematura bravata nacionalista, diga-se, 
desde logo, que a dependência da economia brasileira é inegável, 
mas não será, entretanto, uma dependência colonial, nem se afirmará 
no prolongamento da atividade metropolitana, passivamente aceita. 
Será uma dependência por via do Estado, sob a vigilância, desconfiada 
muitas vezes, entusiástica outras, de uma camada social, apta a 
participar das vantagens do intercâmbio, preocupada, não raro, em 
desviar-lhe o rumo submisso. A manipulação legal e financeira apressa 
ou retarda a integração, enquanto nas ruas o sentimento nativista, 
antiluso nas suas origens, ressente-se do invasor europeu, no qual 
identifica a arrogância colonialista.
O núcleo diretor da intermediação situa-se na estrutura financeira 
do país. Sua fraqueza, bem como seus episódicos impulsos, dão a 
tonalidade à necessária passagemda maré estrangeira por um filtro 
nacional. O Tesouro, ao tempo que reflete a realidade econômica, a 
ordena e a dirige, na ânsia, depois de 1850 acentuada, de erguer o país 
do marasmo, de adequá-lo ao mundo moderno e de impor-lhe maior 
ritmo de progresso. Ele expressa, no contexto do aparelhamento 
estatal, a face da dependência e, na preocupação de desenvolvimento, 
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a fisionomia larvarmente autonomista.
(FAORO, Raymundo. Estado dependente, sob a orientação 
do Tesouro. Os donos do poder: formação do patronato 
político brasileiro. v. 2, 10. ed. São Paulo: Globo; Publifolha, 2000. 
Grandes nomes do pensamento brasileiro. p. 3 e 4)
Na verdade, evitada a prematura bravata nacionalista, diga-se, 
desde logo, que a dependência da economia brasileira é inegável, mas 
não será, entretanto, uma dependência colonial, nem se afirmará no 
prolongamento da atividade metropolitana, passivamente aceita.
Acerca do que se encontra acima, considerado em seu contexto, é 
acertado comentar:
a) O emprego das formas verbais diga-se e é sinaliza que os 
acontecimentos referidos são contemporâneos.
b) As formas será e afirmará remetem a fatos que efetivamente se 
deram no período sobre o qual o autor versa, mas o futuro indica que 
a ação foi posterior a outra no passado, a exemplo de Ao Estado [...] 
coube o papel de intermediar o impacto estrangeiro.
c) A conjunção mas, usada mais comumente para expressar um 
contraste, está empregada especificamente com valor aditivo, uma 
das suas possibilidades de sentido.
d) O segmento evitada a prematura bravata nacionalista denota que 
o espírito nacionalista materializou-se com consistência e legitimidade 
ainda no início do processo de europeização, que fragilizou os valores 
lusos.
e) O segmento passivamente aceita exprime uma possibilidade, 
ainda que com pouca probabilidade de efetuar-se.
123. (FCC - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área 
Administrativa – 2018)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Em torno do bem e do mal
Quando nos referimos ao Bem e ao Mal, devemos considerar que 
há uma série de pequenos satélites desses grandes planetas, e que são 
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a pequena bondade, a pequena maldade, a pequena inveja, a pequena 
dedicação... No fundo é disso que se faz a vida das pessoas, ou seja, 
de fraquezas e virtudes minúsculas. Por outro lado, para as pessoas 
que se importam com a ética, há uma regra simples e fundamental: 
não fazer mal a outrem. A partir do momento em que tenhamos a 
preocupação de respeitar essa simples regra de convivência humana, 
não será preciso perdermo-nos em grandes filosofias especulativas 
sobre o que seja o Bem e o Mal.
“Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” parece 
um ponto de vista egoísta, mas é uma diretriz básica pela qual deve o 
comportamento humano se orientar para afastar o egoísmo e cultivar 
verdadeiramente o que se precisa entender por relação humana. 
Pensando bem, a formulação dessa diretriz bem pode ter uma versão 
mais positiva: “Faz aos outros o que quiseres que façam a ti”. Não é 
apenas mais simpático, é mais otimista, e dissolve de vez a suspeita 
fácil de uma providência egoísta.
(A partir de José Saramago. As palavras de Saramago. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 111-112, passim)
Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.
A frase acima permanecerá correta caso se substituam os elementos 
sublinhados, respectivamente, por
a) fazei − queireis − vos façam a vós
b) faça − queiras − a ti te façam
c) façais − queirais − vos façam a vós
d) faça − quiseres − que a você lhe façam
e) faze − queirais − que se lhe faça
124. (FCM - IF Baiano - Analista de Tecnologia da Informação – 2017)
 
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Quanto às formas verbais empregadas na tirinha, é correto afirmar 
que todas
a) atribuem atuações à segunda pessoa do singular. 
b) assinalam rupturas quanto ao aspecto das ações.
c) apontam certeza com relação às ações praticadas. 
d) designam fatos de atuações sofridas pelos sujeitos.
e) indicam ações produzidas em certo período passado.
125. (FCC - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Analista Judiciário - Área 
Administrativa – 2017) 
Muito antes de nos ensinarem e de aprendermos as regras de 
bom comportamento socialmente construídas e promovidas, e de 
sermos exortados a seguir certos padrões e nos abster de seguir 
outros, já estamos numa situação de escolha moral. Somos, por assim 
dizer, inevitavelmente − existencialmente −, seres morais: somos 
confrontados com o desafio do outro, o desafio da responsabilidade 
pelo outro, uma condição do ser-para.
Afirmar que a condição humana é moral antes de significar ou poder 
significar qualquer outra coisa representa que, muito antes de alguma 
autoridade nos dizer o que é “bem” e “mal” (e por vezes o que não 
é uma coisa nem outra), deparamo-nos com a escolha entre “bem” 
e “mal”. E a enfrentamos desde o primeiro momento do encontro 
com o outro. Isso, por sua vez, significa que, quer escolhamos quer 
não, enfrentamos nossas situações como problemas morais, e nossas 
opções de vida como dilemas morais.
Esse fato primordial de nosso ser no mundo, em primeiro lugar, 
como uma condição de escolha moral não promete uma vida alegre 
e despreocupada. Pelo contrário, torna nossa condição bastante 
desagradável. Enfrentar a escolha entre bem e mal significa encontrar-
se em situação de ambivalência. Esta poderia ser uma preocupação 
relativamente menor, estivesse a ambiguidade de escolha limi-tada à 
preferência direta por bem ou mal, cada um definido de forma clara 
e inequívoca; limitada em particular à escolha entre atuar baseado 
na responsabilidade pelo outro ou desistir dessa ação – de novo 
com uma ideia bastante clara do que envolve “atuar baseado na 
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responsabilidade”.
(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vida em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre 
Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 11-12) 
Esta poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse 
a ambiguidade de escolha limitada à preferência direta por bem ou 
mal... (3º parágrafo)
Ao reescrever-se o trecho acima com o verbo poder flexionado no 
futuro do presente do indicativo, a forma verbal “estivesse” deverá ser 
substituída, conforme a norma-padrão da língua, por 
a) estar. 
b) estará. 
c) estiver. 
d) está. 
e) esteja.
126. (IESES - Prefeitura de São José do Cerrito – SC - Nível Superior 
– 2017)
LÍNGUAS MUDAM
Que as línguas mudam é um fato indiscutível. O que interessa aos 
estudiosos é verificar o que muda, em que lugares uma língua muda, 
a velocidade e as razões da mudança. Desde a década de 1960, um 
fator foi associado sistematicamente à mudança: a variação. Isso quer 
dizer que, antes que haja mudança de uma forma a outra, há um 
período de variação, quando as duas (ou mais) ocorrem – inicialmente 
em espaços ou com falantes diferentes. Aos poucos, a forma nova vai 
sendo empregada por todos; depois, a antiga desaparece. [...].
Os sociolinguistas, eventualmente, fazem testes para verificar se 
um caso de variação é ou não candidato à mudança. O teste simula a 
passagem do tempo verificando qual é a forma adotada pelos falantes 
mais velhos e pelos mais jovens. Por exemplo: se os mais velhos 
escrevem ou dizem sistematicamente “para fazer uma tese é preciso 
que...” e os mais jovens, “para se fazer uma tese...”, este é um indício 
de que o infinitivo sem sujeito, nesta posição, tende a desaparecer 
com o desaparecimento dos falantes mais idosos (e “para se fazer” 
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será a forma única, pelo menos durante um tempo).
De vez em quando, há discussões sobre certos casos. Dois exemplos: 
o pronome ‘cujo’ e a segunda pessoa do plural dos verbos (‘jogai’ etc.). 
Minha avaliação (bastante informal) é que ‘cujo’ desapareceu. O que 
quer dizer “desapareceu”? Que não se emprega mais? Não! Quer 
dizer que não é mais de emprego corrente; só aparece em algumas 
circunstâncias – tipicamente, em textos muito formais (em geral de 
autores idosos). E, claro, em textos antigos.
Que apareça em textos antigos é uma evidência de que a forma 
era / foi empregada. Que apareça cada vez menos é um indício de 
que tende a desaparecer. Com um detalhe: desaparecer não quer 
dizer não aparecer nunca mais em lugar nenhum. Quer dizer não ser 
de uso corrente. Para fazer uma comparação, ‘cujo’ é como a gravata 
borboleta: só usamos esse item em certas cerimônias, ou seu uso é 
uma idiossincrasia [...].
Outro caso é a segunda pessoa do plural, em qualquer tempo ou 
modo. Recentemente, um colunista defendeu a tese de que a forma 
está viva. Seu argumento: aparece em cartazes de torcedores em 
estádios de futebol, especialmente do Corinthians, no apelo “jogai por 
nós”. Mesmo que este seja um fato, a conclusão é fraca. A forma é 
inspirada numa ladainha de Nossa Senhora, toda muito solene, muito 
mais do que formal. E é bem antiga, traduzida do latim. [...] A cada 
invocação, os fiéis respondem “rogai por nós”. “Jogai por nós” é uma 
fórmula inspirada em outra fórmula, típica desta oração. Para que se 
possa sustentar que a segunda pessoa do plural não desapareceu, 
seria necessário que seu uso fosse regular. Que, por exemplo, os 
corintianos também gritassem “Recuai, Wendel”, “Não erreis estas 
bolas fáceis, Vagner Love”, “Tite, fazei Malcolm treinar finalizações” e, 
quando chateados, gritassem “Como sois burro!”. Espero que nenhum 
colunista sustente que isso ocorre... [...] O caso “jogai” me faz lembrar 
outro, da mesma natureza, de certa forma. Se há um fato consensual 
em português (do Brasil) é que não se diz naturalmente “ele o/a viu, 
vou fazê-la sair”. Estas formas pronominais objetivas diretas de terceira 
pessoa são verdadeiros arcaísmos. Só são parcialmente aprendidas na 
escola. Os alunos começam a empregá-las depois de alguns anos, um 
pouco por pressão, um pouco porque se dão conta de que cabem em 
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textos mais monitorados. Mas essas formas nunca aparecem na fala 
deles (e são muitíssimo raras também na fala de pessoas cultas, como 
as que aparecem em debates na TV).
Curiosamente, uma das formas de manifestar chateação, com 
perdão da expressão, é “p*** que o pariu”! Aqui, o pronome oblíquo 
aparece! Entretanto, ninguém vai dizer que esse é um argumento para 
sustentar que o pronome oblíquo está vivo. Se disser...
Sírio Possenti Departamento de Linguística - Universidade Estadual de Campinas
Sobre alguns dos verbos dos três últimos parágrafos do texto, são 
apresentadas análises nas alternativas que seguem. Marque a única 
INCORRETA.
a) “Jogai” está conjugado no modo imperativo afirmativo. 
b) Disser” está conjugado no presente do modo subjuntivo. 
c) “Seria” está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
d) “Possa” está conjugado no pretérito imperfeito do modo 
subjuntivo.
127. (FUNCAB - PC-PA - Delegado de Polícia – 2016)
Texto para responder à questão.
Não são só ladrões os que roubam bolsas ou espreitam os que se 
vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões, que mais própria 
ou dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis 
encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou 
a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, 
roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, 
estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, 
estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados; 
estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista 
que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros 
de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: “Lá vão 
os ladrões grandes enforcar os pequenos..." Ditosa a Grécia, que tinha 
tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a 
justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar 
um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado 
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em triunfo um cônsul, um ditador por ter roubado uma província! E 
quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? 
De um chamado Seronato disse com discreta contraposição Sidônio 
Apolinar: Non cessat simul furta, vel punire, vel facere. Seronato está 
sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto 
não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, 
para roubar ele só.
VIEIRA, Antônio. Sermões. In: MOTTA, Dantas. Primeira epistola de Jm.
 Jzé. da Sva. Xer. - o Tiradentes - aos ladrões ricos. Rio: Civilização Brasileira, 1967, p. s/n°
Releia-se a seguinte passagem:
Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros 
homens, VIU que uma grande tropa de varas e ministros de justiça 
LEVAVAM a ENFORCAR uns ladrões, e COMEÇOU a bradar: “Lá vão os 
ladrões grandes enforcar os pequenos..." Ditosa a Grécia, que tinha tal 
pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não PADECERA a 
justiça as mesmas afrontas.
Em relação às formas verbais em destaque, carece de sustentação 
o comentário feito em:
a) padecera/forma de mais-que-perfeito usada por “padecesse”.
b) enforcar/ forma com valor de voz passiva = ser enforcados.
c) começou / forma empregada como auxiliar de “bradar”
d) viu / forma semanticamente equivalente a "tinha visto”.
e) levavam/ forma substituível por levava", sem erro de 
concordância.
128. (Aprender – SC - SIMAE – SC – Advogado – 2016)
Texto 2
Aristóteles, o defensor da instrução para a virtude
O primeiro lógico via na escola o caminho para a vida pública e o 
exercício da ética
De todos os grandes pensadores da Grécia antiga, Aristóteles (384-
322 a.C.) foi o que mais influenciou a civilização ocidental. Até hoje o 
modo de pensar e produzir conhecimento deve muito ao filósofo. Foi 
ele o fundador da ciência que ficaria conhecida como lógica e suas 
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conclusões nessa área não tiveram contestação alguma até o século 
17. Sua importância no campo da educação também é grande, mas 
de modo indireto. Poucos de seus textos específicos sobre o assunto 
chegaram a nossos dias. A contribuição de Aristóteles para o ensino 
está principalmente em escritos sobre outros temas.
As principais obras de onde se podem tirar informações pedagógicas 
são as que tratam de política e ética. "Em ambos os casos o objetivo 
final era obter a virtude", diz Carlota Boto, professora da Faculdade 
de Educação da Universidade de São Paulo. "Em suas reflexões sobre 
ética, Aristóteles afirma que o propósito da vida humana é a obtenção 
do que ele chama de vida boa. Isso significava ao mesmo tempo vida 
do bem e vida harmoniosa." Ou seja, para Aristóteles, ser feliz e ser 
útil à comunidade eram dois objetivos sobrepostos, e ambos estavam 
presentes na atividade pública. O melhor governo, dizia ele, seria 
"aquele em que cada um melhor encontra o que necessita para ser 
feliz".
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/aristoteles- 428110.shtml
Os termos do período em destaque estão devidamente classificados, 
no que tange à análise morfossintática, nas alternativas abaixo, exceto 
em:
“De todos os grandes pensadores da Grécia antiga, Aristóteles (384-
322 a.C.) foi o que mais influenciou a civilização ocidental.” 
a) Grandes e antiga: são adjetivos nafunção sintática de adjuntos 
 adnominais. 
b) Aristóteles: substantivo próprio na função sintática de sujeito 
 simples.
c) Foi: verbo ser, conjugado no pretérito imperfeito do modo 
 indicativo. 
d) Influenciou: verbo transitivo direto. 
129. (FGV - SEE-PE - Professor - Língua Portuguesa – 2016) 
Assinale a opção que apresenta a frase que mostra uma forma 
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de voz passiva sem que essa ação seja atribuída a qualquer agente.
a) “Uma boa vida é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo 
 conhecimento.” 
b) “Suicídio é, frequentemente, apenas um grito por ajuda que não 
 foi ouvido a tempo por ninguém.” 
c) “Todas as religiões são fundadas no medo de muitos e na esperteza 
 de uns poucos.” 
d) “Pescar é um esporte que foi inventado por insetos e você é a 
 isca.” 
e) “O bar é um lugar onde a loucura é vendida em garrafas sem que 
 isso seja visto pela Prefeitura.”
130. (FGV - SEE-PE - Professor - Língua Portuguesa – 2016)
Assinale a opção que apresenta a frase em que as formas verbais 
sublinhadas formam mais de uma oração, ou seja, não compõem uma 
locução verbal.
a) “Os críticos devem escrever, não prescrever.”
b) “Eu não posso dizer se livros me trazem mais perto das coisas ou 
 me distanciam delas.”
c) “Um clássico é algo que todos queriam ter lido, mas ninguém 
 quer ler.”
d) “Cada dia que surge constitui uma nova vida para quem sabe 
 viver.” 
e) “Deixe entrar a vida pela janela aberta que se abre para o 
 quintal.”
281
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131. (AMAUC - Prefeitura de Itá – SC - Fiscal de Tributos – Superior 
– 2019)
Observe os dois textos apresentados a seguir e assinale as afirmações 
corretas:
 
I – Em todos os quadrinhos do texto 1 há a presença da linguagem 
não verbal.
II – A pessoa do discurso do texto 1 é a mesma do texto 2.
III – Há, em todos os quadrinhos do texto 2, uma palavra que 
classifica-se como homônima.
IV – Considerando o sentido literal da palavra “sesta” (texto 2) é 
possível, substituí-la por “descanso”.
V – O acento agudo da palavra “país” (texto 1) foi uma das alterações 
materializadas pelo Novo Acordo Ortográfico visando a diferenciação 
da palavra “pais”, cujo significado é genitores.
VI – O verbo “era” presente no primeiro quadrinho do texto 1 está 
conjugado no Pretérito Imperfeito do modo Indicativo. 
a) Todas as alternativas estão corretas, exceto a alternativa V.
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b) Todas as alternativas estão corretas. 
c) Todas as alternativas estão corretas, exceto as alternativas II e V. 
d) Apenas as alternativas III, IV e V estão corretas.
e) Apenas as alternativas III, IV e VI estão corretas.
132. (IBADE - SEE -PB - Professor – Física – 2017)
O amor romântico prega coisas mentirosas, diz psicanalista 
Hamurabi Dias
O amor. Um dia ele chega para todo mundo, acredite você leitor 
(leitora ), ou não. Na contemporaneidade, o sociólogo polonês 
Zygmunt Bauman, em seu livro “O Amor Líquido”, transforma a célebre 
frase marxista - “tudo que é sólido se desmancha no ar” - em ponto 
de partida para debater a fragilidade dos laços humanos e lançar o 
conceito de “líquido mundo moderno”. Em síntese, o autor traz uma 
reflexão crítica de como esse mundo “fluido", uma das principais 
características dos compostos líquidos, fragilizou os relacionamentos 
humanos. O sociólogo observa que o amor tornou-se, na sociedade 
moderna, como um passeio no shopping Center - ícone do capitalismo 
- e como tal deve ser consumido instantaneamente e usado uma só 
vez, sem preconceito. É o que considera a sociedade consumista do 
amor. Pois bem, é nesta linha fluida, sem preconceito e destarte liberal, 
com frases como “Ter parceiro único pode se tornar coisa do passado” 
e “Variar é bom, todo mundo gosta”, que a psicanalista e escritora 
Regina Navarro Lins, crítica do que considera “amor romântico”, lança 
os dois volumes do "O Livro do Amor”.
“O Livro do Amor” é um estudo que começa desde a pré-história, 
seguindo por todos os períodos da humanidade, até chegar à 
atualidade. “Descobri coisas muito interessantes, como que o amor 
é uma construção social, e que em cada época ele se apresenta de 
uma forma”, avalia. No século XX, o livro é dividido em três partes. 
Para a psicanalista o que mudou o amor na contemporaneidade foram 
duas invenções: o automóvel e o telefone. “Pela primeira vez na 
história as pessoas puderam marcar encontro pelo telefone, mesmo 
com os moralistas defendendo que era uma indecência a voz do 
homem entrar pelo ouvido da mulher”, lembrou. Regina Navarro Lins 
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acredita que muito dos nossos comportamentos atuais têm origem 
em períodos históricos passados, como o “amor romântico", surgido 
lá... no século XII. “Eu aponto também as tendências de como o amor 
está se transformando. A repressão diminuiu, ainda bem. O sexo é da 
natureza, é desejável, mas a nossa cultura judaico-cristã sempre viu 
o sexo com maus olhos. Nos últimos dois mil anos foi visto como algo 
abominável, a repressão sexual foi horrorosa”, apontou.
Sobre o tão alardeado amor romântico, Lins inicia sua critica 
observando o caráter sub-humano que foi atribuído à mulher ao 
longo dos anos. “A mulher foi considerada incompetente e burra. O 
cavalheirismo é uma ideia péssima para as mulheres. Gentileza é outra 
coisa. O cavalheirismo implica sempre em o homem tratar a mulher 
como se ela fosse incompetente. Não tem sentido, se observarmos 
como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas 
defenderem a ideia de que a mulher não pode puxar uma cadeira", 
comparou a psicanalista.
Regina Navarro defende também que o amor romântico é baseado 
na idealização do outro, a invenção de uma pessoa, atribuindo a ela 
características que não tem. “Depois passa a vida 'azucrinando' o outro 
para mudar o jeito de ser, para se enquadrar naquilo que se imaginou. 
Esse tipo de amor prega coisas mentirosas, como de que não existe 
desejo por mais ninguém, de que os amados vão se completar e nada 
mais vai faltar, que um terá todas as suas necessidades completadas 
pelo outro. É um amor prejudicial, o que critico é o que ele propõe. As 
pessoas só vão viver bem em um relacionamento se houver a liberdade 
de ir e vir”, observou.
Disponível em:<http://www.bomdiafeira.com.br/noticias/palcocultural/9534/0+amor+rom%C3%A2ntico+
prega+coisas+mentirosas,+diz+psicanalista&gt;. Acesso em: 23 de outubro de 2017. (Adaptado).
"Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada 
no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher não 
pode puxar uma cadeira.”
A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, 
sintático e semântico, analise as afirmativas a seguir.
I. A forma verbal FOI CONSIDERADA está na voz passiva.
II. A oração "de que a mulher não pode puxar uma cadeira” completa 
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o sentido de um elemento nominal.
III. O segmento NO PASSADO funciona como locução adjetiva.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) II e III.
b) III
c) II.
d) I e III.
e) I e II.
133. (UPENET/IAUPE – UPE – Enfermeiro – 2017)
Texto 1
A possibilidade da invenção de doenças mentais
Por Camila Appel
“Infelizmente propaga-se por aí uma falácia”. Esse foi o início de 
um e-mail recebido de uma leitora indignada com o post “Mitos sobre 
o Suicídio”, criticando o artigo por “simplesmente reproduzir dados 
transmitidos por uma indústria farmacêutica apenas interessada em 
vender mais remédios”, como ela colocou.
Essa linha de raciocínio parte do pressuposto de que doenças 
podem ser “inventadas” e que os manuais de categorização de 
doenças mentais,como o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de 
Transtornos Mentais) e o CID (Classificação Internacional de Doenças, 
uma publicação da própria OMS – Organização Mundial da Saúde) 
são definidos por psicólogos e psiquiatras ligados financeiramente a 
empresas farmacêuticas (que financiam suas pesquisas, por exemplo).
Para o psicanalista Eduardo Rozenthal, isso é possível, sim, porque 
vivemos numa sociedade contemporânea monista, baseada em apenas 
um valor, que é o valor capitalista de mercado. Ela substitui a sociedade 
moderna, que era dualista, oscilando entre o bem e o mal. “Todas as 
práticas humanas se mobilizam em direção ao maior valor da cultura, 
que é o valor de mercado. Isso é automático. Não se trata de nenhuma 
‛teoria da conspiração‟. Somos seres moldados pela cultura em que 
vivemos”, Rozenthal diz.
Para o psicólogo Thiago Sarkis, psicanalista de Belo Horizonte, 
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“doenças inventadas” podem ocorrer como fruto de erros e não de 
más intenções. Ele também diz ser perigoso falarmos de maneira tão 
categórica sobre a relação entre estudos psiquiátricos de transtornos 
mentais e o objetivo de se ofertar algo para aquecer o mercado 
farmacêutico. Haveria equívocos em estudos e classificações, assim 
como a hipermedicalização da vida, mas isso diria muito mais sobre 
quem recebe os resultados dos estudos e medica seus pacientes a 
partir deles, do que sobre quem os produziu.
Sarkis diz estar certo de que boa parte dos estudiosos sobre os 
transtornos mentais estão efetivamente acreditando – talvez mais 
piamente do que devessem – naquilo que estão fazendo, dedicando-
se e confiando em suas descobertas. “O que guia a ciência, hoje e 
sempre, é a dúvida, o questionamento. Quando a ciência vira ou é 
vista pelas pessoas como uma indústria de produção de verdades, um 
guia absoluto, temos um problema.”.
O psiquiatra norte-americano Leon Eisenberg (1922-2009) é 
considerado o pai do Transtorno do Deficit de Atenção com ou sem 
Hiperatividade – TDAH. Segundo reportagem do “The New York 
Times”, “nos seus últimos anos de vida, ele teria ficado alarmado 
com as tendências no campo que ajudou a criar, criticando o que ele 
viu como uma “confortável” relação entre o mercado de remédios e 
os médicos e a crescente popularidade do diagnóstico do deficit de 
atenção”. O semanário alemão “Der Spiegel” trouxe uma reportagem 
de capa, em 2012, com uma declaração bombástica de que Eisenberg 
teria dito que o TDAH é uma doença inventada. (...)
Entre outras informações importantes da matéria, tem o fato de 
Eisernberg mencionar que o componente genético da doença foi 
superestimado e afirmar que “psiquiatras infantis deveriam investigar 
as motivações psicossociais que possam causar os sintomas da doença, 
como verificar se existem problemas de relacionamento na família, se 
os pais vivem juntos ou se estão brigando muito, por exemplo. São 
questões importantes, mas demandam muito tempo para serem 
respondidas. Sendo assim, é mais fácil simplesmente medicar”. (...)
Rozenthal diz receber muitos pais em consultório imaginando que 
seu filho tem a doença e muitas vezes já fazendo uso de medicação 
como a Ritalina. Ele não se coloca contra remédios, mas, sim, contra 
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a medicalização hegemônica da sociedade, ou seja, o excesso de 
medicação que hoje se prescreve: “você dá a medicação e não trabalha 
com a subjetividade. É mais rápido e mais fácil, mas a longo prazo não 
serve. Se tirar a medicação volta tudo”. (...)
Disponível em: http://mortesemtabu.blogfolha.uol.com.br/2015/02/26/a-possibilidade-da-invencao-de-
doencas-mentais/ Acesso em: 04 ago. 2017. Adaptado.
Acerca do emprego de algumas formas verbais no Texto 1 e suas 
repercussões nos sentidos do texto, analise as afirmativas a seguir.
I. No trecho: “Esse foi o início de um e-mail (...) criticando o artigo 
(...)” (1º parágrafo), a forma verbal destacada poderia ser substituída 
pela estrutura de valor adjetivo “que criticava”, sem alteração relevante 
dos sentidos pretendidos.
II. No trecho: “Ela substitui a sociedade moderna, que era dualista, 
oscilando (3º parágrafo) entre o bem e o mal.”, a forma verbal destacada 
indica tratar-se de uma ação ainda em andamento.
III. No trecho: “doenças inventadas‟ podem ocorrer como fruto de 
erros e não de más intenções.” (4º parágrafo), a forma verbal destacada 
foi empregada para indicar que a ação expressa no verbo “ocorrer” é 
um acontecimento inevitável.
IV. No trecho: “Haveria equívocos em estudos e classificações, assim 
como a hipermedicalização da vida, mas isso diria (...)” (4º parágrafo), 
a seleção das formas verbais destacadas indica que o falante pretende 
evitar afirmações contundentes que possam comprometê-lo.
Estão CORRETAS, apenas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV. 
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.
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134. (IESES – GasBrasiliano – Contador – 2017)
A “LÍNGUA” DO PENSAMENTO
Publicado em Língua Portuguesa, ano 7, n.º 75, janeiro de 2012. 
Adaptado de: http://www.aldobizzocchi.com.br/divulgacao.asp. 
Acesso em: 28 mar 2017.
Por mais distintas que as línguas sejam, praticamente tudo que 
pode ser dito em uma língua pode ser dito nas demais. Certas palavras 
não encontram equivalentes exatos em outros idiomas, as estruturas 
sintáticas são muito diferentes, mas o sentido geral das frases tende a 
permanecer o mesmo. Tanto que, salvo em traduções de poesia, em 
que a expressão é tão importante quanto o conteúdo, o que se traduz 
num texto é o seu sentido geral e não o significado termo a termo, a 
chamada tradução literal, que muitas vezes conduz a enunciados sem 
sentido.
Essa possibilidade quase irrestrita de tradução é possível porque o 
“sentido geral” a que estou me referindo é algo que transcende a língua. 
Trata-se de uma representação mental que fazemos da realidade e 
que prescinde de palavras. Mas tampouco se dá por imagens ou 
outros símbolos dotados de um significante material. Tanto que cegos 
de nascença, surdos-mudos e indivíduos privados da linguagem por 
alguma patologia são perfeitamente capazes de pensar e compreender 
a realidade.
Também comprovam a existência dessa representação mental 
puramente abstrata, situações como quando não recordamos uma 
palavra, mas mesmo assim sabemos o que queremos dizer, ou 
quando alguém diz algo e, tempos depois, lembramos o que foi dito 
mesmo tendo esquecido as palavras exatas. A ideia de que pensamos 
independentemente da língua que falamos e mesmo de outros 
sistemas simbólicos (sons, gestos, desenhos, esquemas) é bem antiga 
e tem inquietado muitos pensadores e cientistas ao longo do tempo.
[...] Fazendo uma analogia, fatos do mundo real são interações 
entre objetos formados de átomos ou de partículas ainda menores. Se 
o pensamento é a representação mental da realidade exterior, então a 
mente seria povoada por “objetos” (conceitos) compostos de partículas 
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mínimas hierarquicamente organizadas, os quais interagem por meio 
de relações lógicas e abstratas. Isso explicaria por que substância, 
qualidade e ação são categorias universais e por que classes como 
substantivo, adjetivo e verbo existem em todas as línguas – ainda 
que, no plano da superfície discursiva, possam estar mascaradas em 
algumas delas.
Paralelamente, os estudos de Noam Chomsky sobre a aquisição da 
linguagem e a competência linguística demonstraram que, por mais 
pobres que sejam os estímu-los vindos do meio, toda criança aprende 
a falar muito cedo e é capaz de formular corretamente frases que 
jamais ouviu antes.
[...] Chomsky postula que a aptidão linguística é inata e se dá por 
meio demódu-los cerebrais. É como se o cérebro fosse o hardware no 
qual já viesse de fábrica um sistema operacional capaz de processar 
qualquer software linguístico (isto é, qualquer língua). A esse sistema 
pré-instalado Chomsky chamou de Gramática Universal (GU). Assim, 
se o cérebro é como um computador, a GU é a plataforma (como o 
Windows, por exemplo) na qual roda o “software” linguístico instalado 
(no nosso caso, algo como o programa “português.exe”). A fala é então 
o produto do processamento desse programa, como o papel que sai 
da impressora.
Mas, se não pensamos só com palavras, a GU, sendo uma plataforma 
de processamento linguístico, provavelmente ainda não é o sistema de 
base do pensamento: deve haver um sistema ainda mais básico, que 
permite “rodar” não só línguas mas todos os demais códigos simbólicos 
já inventados ou por inventar.
[...] Eu mesmo venho realizando pesquisas sobre o assunto, 
algumas já publicadas. É importante dizer que todas as teorias, apesar 
das diferenças, são tributárias de um mesmo princípio, já intuído pelos 
gregos na Antiguidade. Como diria Mário Quintana, não há nada que 
possamos pensar que algum grego já não tenha pensado.
Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, pós-doutor pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa 
em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental 
(Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena). 
Releia: “mesmo assim sabemos o que queremos dizer”. O verbo 
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“querer” pode assumir diferentes formas de acordo com o tempo em 
que estiver conjugado.
Assinale a única alternativa em que esse verbo tenha sido 
corretamente conjugado e escrito. 
a) A secretária quereria sair mais cedo.
b) Seria melhor que ele queresse colaborar. 
c) Se você quizesse melhorar, poderia. 
d) O professor quiz saber as razões do atraso.
135. (COPESE – UFJF – UFJF - Assistente social – 2017)
Texto 1
Desobediência Civil
Aldo Bizzocchi
Deveríamos nos rebelar contra injustiças linguísticas e arbitrariedades 
gramaticais? Se sim, como diferenciar os desobedientes dos ignorantes?
Nem tudo o que é legal é justo (segundo Gandhi, uma lei injusta 
é uma forma de violência). O líder indiano foi o maior expoente da 
desobediência civil, filosofia política formulada pelo americano 
Henry David Thoreau. A ideia básica dessa filosofia é a de que é justo 
desobedecer a leis ou a governos injustos.
Mas leis injustas (supondo que haja um critério objetivo de justiça) 
nem sempre são criadas por razões deliberadas; as mais das vezes, o 
legislador não se dá conta de todas as implicações de sua lei. Exemplo 
disso é a legislação tributária brasileira, que faz os pobres pagarem 
relativamente mais em impostos do que os ricos.
A língua também é governada por leis. A ortografia, por sinal, é objeto 
de regulamentação federal. Já a gramática, embora não tenha força 
de lei, é um conjunto de normas que exercem pressão tão coercitiva 
sobre os falantes, especialmente em situações formais, quanto as de 
uma legislação. E ortógrafos e gramáticos também erram, portanto 
também criam leis injustas – se não contra os falantes, pelo menos 
contra a língua.
É o caso daquela grafia que, embora oficial, não tem fundamento 
nem etimológico nem fonológico e mais cria dificuldades do que 
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facilita a vida das pessoas. É o caso também da regra sintática obsoleta 
que ainda é exigida em concursos, e da concordância ou regência 
que atentam contra a lógica e a natureza da língua, mas são tidas 
como canônicas pela gramática normativa. O que fazer com elas? A 
desobediência civil cabe nesses casos?
Imposição
A regulamentação do idioma, embora não tenha efeito jurídico, 
sobretudo porque não prevê sanções cíveis ou penais a quem a 
transgride (exceto a reprovação em concursos), acaba sendo mais 
tirânica que a legislação propriamente dita. Afinal, não é possível enviar 
ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular para mudar regras 
de gramática. Logo, discordar dessas regras e, mais, desobedecê-las 
(ou desobedecer a elas, como exigem os gramáticos) constitui, na 
prática, um ato de desobediência civil.
Mas será que toda desobediência é justificável? De um lado, 
podemos ter abusos motivados por razões ideológicas, algo como “Si 
hay gobierno en esta tierra, yo soy contra” (“Se há governo nessa terra, 
sou contra”). Afinal, para os radicais, toda lei é uma forma de opressão 
(alguns, se pudessem, desacatariam até a lei da gravidade!). De outro 
lado, como distinguir entre desobediência e ignorância? Em tese, 
qualquer um que não saiba se expressar de acordo com a gramática 
pode alegar que o faz deliberadamente. Então será que todo desvio é 
justificável?
Rebeldia tímida
Curiosamente, os atos de desobediência deliberada em relação à 
língua têm um caráter muito mais conservador do que na política. E 
afetam mais a ortografia do que a gramática. Toda vez que ocorre uma 
reforma ortográfica, não são raras as vozes a se levantarem contra 
ela, em defesa do sistema antigo. Fernando Pessoa, por exemplo, 
pregava a desobediência civil à reforma de 1911. E, ainda hoje, muitos 
portugueses resistem ao novo acordo ortográfico.
Já os “progressistas” da língua se limitam a criticar a timidez das 
reformas, mas não ousam desafiá-las, abolindo por conta própria o 
h mudo ou coisas do gênero. E olhe que não faltam normas ruins e 
malfeitas em matéria de ortografia. (...) 
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Discórdias
E casos como o de “adequa” (ou “adéqua”, ou “adeqúa”?), que não 
tem uma grafia oficial (o dicionário Houaiss é um caso isolado) porque 
para os gramáticos essa palavra simplesmente não existe? E o hífen, 
pomo central da discórdia ortográfica da nossa língua, cujas normas de 
uso são tão herméticas quanto ilógicas? (Se antes não havia qualquer 
sentido na grafia “cartão-postal”, agora temos de conviver também 
com “conta-corrente”).
Com respeito à gramática (ou com desrespeito, se quisermos fazer 
um trocadilho de mau gosto), pululam os casos de regras incoerentes, 
que o falante, em sua ingenuidade, acaba “corrigindo”, muitas vezes 
sem ter consciência de que é um transgressor contumaz. BIZZOCCHI, 
Aldo. Desobediência Civil. Revista Língua Portuguesa.
Editora Segmento. Ano 8, n.º 85, novembro de 2012. (adaptado) 
Releia o seguinte enunciado:
“Alguns, se pudessem, desacatariam até a lei da gravidade!”
Assinale a afirmativa INCORRETA: 
a) A forma “desacatariam” relaciona-se a “pudessem” para 
expressar fato irreal ou hipotético no passado. 
b) O enunciado combina pretérito imperfeito do subjuntivo a futuro 
do pretérito. 
c) Uma combinação aceita pela norma culta escrita é “Alguns, se 
puderem, desacatarão até a lei da gravidade!”. 
d) Outra combinação aceita pela norma culta escrita é “Alguns, se 
pudessem, desacatavam até a gravidade!”. 
e) Outra combinação aceita pela norma é “Alguns, se podem, 
desacatam até a lei da gravidade!”.
136. (COPESE – UFJF – UFJF - Assistente social – 2017)
Texto 2
Política e Politicalha
Rui Barbosa
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A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento 
de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a 
nobreza, a previsão, a energia; cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre 
nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda 
todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem 
com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem 
o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes. Quem lhe dará o 
batismo adequado?

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