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1 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
Alterações Circulatórias 
 
Distúrbios hidro e hemodinâmicos 
Alterações na distribuição de fluidos nos espaços 
corporais e os distúrbios relacionados à circulação 
do sangue e perfusão dos tecidos. 
 
Boa parte dos líquidos podem ser encontrados de 
forma: intracelular, intravascular, espaços 
intersticiais. 
 
Também podem ser encontrada uma pequena 
quantidade de líquido em cavidades: cavidade 
peritoneal, torácica e pericárdio. 
 
SISTEMA VASCULAR 
Circulação 
o Sangue 
o Coração 
o Artérias 
o Veias 
 
SISTEMA LINFÁTICO 
Microcirculação 
o Arteríolas 
o Metarteríolas (transição de arteríola para 
capilar) 
o Capilares (onde ocorre as trocas) 
o Vênulas pós-capilares (coleta) 
 
Capilares 
o Função: drenar o fluido que está no 
interstício (onde se forma a linfa). 
o Ocorre também a absorção de lipídios e 
nutrientes a partir desses capilares que, 
também compõe a linfa. 
▪ Filtram a linfa – linfonodos 
 
ESTRUTURA E FUNÇÃO DO ENDOTÉLIO 
Função 
o De revestimento, participa da inflamação, 
imunidade, edema, efeitos vasculares, 
distribuição de fluidos, hemostasia e 
hemorragia. 
o Barreira entre os espaços intra e 
extravascular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 – Estrutura e Função do Endotélio 
 
Bases da Patologia Veterinária, 2018. 
 
O endotélio é uma barreira física entre os espaços 
intravascular e extravascular, e um importante mediador da 
distribuição de fluidos, hemostasia, inflamação e cicatrização. 
 
DIVISÃO SISTEMÁTICA 
o Hiperemia 
o Congestão 
o Edema (hidrodinâmica) 
o Hemorragia 
o Trombose 
o Embolia 
o Infarto 
o Choque 
- Todos são alterações circulatórias 
hemodinâmicas, exceto edema. 
 
Acúmulo de sangue (Hiperemia e Congestão) 
São caracterizadas pelo aumento de volume 
sanguíneo em um tecido ou área afetada. 
• Hiperemia 
Aumenta o aporte de sangue para determinada 
área. Ocorre principalmente no meio arterial, logo, 
há sangue oxigenado. 
o Associada a processos inflamatórios. 
o Pode ser fisiológica ou patológica. 
o Fisiológico: durante o processo de digestão 
e exercício físico > maior aporte sanguíneo. 
• Congestão 
Está associada a dificuldade na drenagem do 
sangue (seu retorno) que, associado também a 
processos obstrutivos que leva o sangue a se 
acumular. Normalmente, sangue venoso. 
 
Hiperemia 
Processo ativo pelo qual uma maior quantidade 
de sangue chega a uma região em resposta a uma 
demanda orgânica com consequente dilatação 
vascular. 
(Sinais cardinais (inflamatórios/estudar): dor, 
perda da função) 
Classificação 
o Quanto a localização: local 
 
2 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
o Quanto a causa: hiperemia fisiológica x 
hiperemia patológica 
o Quanto a duração: aguda 
Hiperemia patológica 
o Aumento do afluxo sanguíneo devido a 
liberação local de mediadores químicos da 
inflamação. 
✓ Infecções 
✓ Inflamação aguda 
o Ocorre aumento da temperatura local e as 
vezes pulsação e aumento de volume (in 
vivo). 
 
Quando há hiperemia, visualiza-se leucócitos em 
posição periférica no fluxo laminar. 
 
Exemplos 
o Inflamação aguda – encéfalo bovino (raiva) 
o Encefalite viral por Lyssavirus – Raiva 
 
Congestão 
Processo passivo em que há diminuição da 
drenagem venosa, por aumento da resistência 
pós-capilar. 
 
Classificação 
o Quanto a localização: local ou sistêmica 
o Quanto a causa: 
✓ Congestão por 
obstrução/compressão do efluxo 
(saída para o exterior da célula) 
venoso. 
✓ Congestão por relaxamento 
vascular. 
✓ Congestão por insuficiência 
cardíaca. 
✓ Congestão hipostática 
(enfraquecimento da circulação 
sanguínea). 
o Quanto a duração: aguda ou crônica. 
 
Exemplos 
o Torção intestinal em equino 
✓ Lipomas pendulares (tumor 
gorduroso benigno) - ocasiona 
compressão de vasos. 
- A artéria possui parede mais espessa e a 
veia parede mais delgada. Os vasos que 
são mais comprimidos primeiro: as veias. 
Continua chegando um pequeno aporte de 
sangue, porém as veias não irão drenar, 
ocorrerá congestão local, com sangue não 
oxigenado, ocorrendo isquemia, necrose e 
hemorragia (por aumento da pressão 
hidrostática favorecido por diapedese) ou 
devido a necrose. 
o Obstrução do efluxo venoso: 
✓ Intussuscepção intestinal em cão – 
ocorre compressão de vasos e 
sangue congestionado na área. 
✓ Dilatação vólvulo-gástrica e 
deslocamento do baço. 
- Vólvulo: quando há um giro no 
órgão. 
- Estômago dilatado, ocorre o giro e 
rotaciona juntamente com o baço. 
- O baço tem grande acúmulo de 
sangue e assim, terá 
congestionamento nesse local. 
- Ocorre congestão dos vasos no 
estômago também, pois estão 
comprimidos. 
o Relaxamento vascular - "Baço de 
anestesia" 
✓ Congestão aguda. 
✓ Quando ocorre o uso de anestésico. 
✓ Uso de barbitúricos – intenso 
relaxamento da musculatura lisa 
dos vasos e das trabéculas 
esplênicas – Baço aumentado de 
volume. Não confundir com 
esplenomegalia. 
o Insuficiência cardíaca 
✓ Esquerda e direita 
✓ Aumento da resistência pulmonar 
✓ Esquerda: afeta a pequena 
circulação – acumulando o sangue 
na porção anterior: pulmão. 
✓ Direita: não ocorre o bombeamento 
correto, se acumulando na 
circulação anterior (sistêmica): 
- Fígado mais afetado (hipertensão 
portal – veia porta desemboca na 
veia cava levando o sangue de volta 
pro coração, o fígado recebe o 
sangue do TGI e posteriormente 
conduz para circulação sistêmica). 
 
CONGESTÃO SISTÊMICA 
 
Insuficiência cardíaca congestiva esquerda 
Causas 
o Perda da contratilidade do miocárdio 
associada a miocardite, necrose miocárdio, 
disfunções da válvula mitral (VAVE) e 
aórtica. 
o Parvovírus canino pode levar a uma 
miocardite. Trypanoossoma afetando 
diversas espécies. 
o Leva congestão no pulmão que pode ser 
aguda ou crônica. Inicialmente, se tem 
edema pulmonar. À medida que o tempo 
passa, pode levar a fibrose pulmonar 
(anotações). 
 
3 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
Exemplo 
o Endocardite valvular mitral e endocardite 
valvular aórtica. 
✓ Consequência: edema. 
o Cão com congestão passiva crônica dos 
pulmões. 
✓ Ocorre a migração de hemácias pra 
luz alveolar sendo fagocitadas por 
macrófagos alveolados, por isso o 
pulmão pode ficar com a coloração 
acastanhada (hemossiderina). 
 
Congestão passiva crônica do fígado 
Causas 
o Endocardite valvular 
Predisposição a ter trombo: as válvulas 
estão em contato e pode favorecer a 
trombos nas válvulas: com a presença de 
leucócitos e bactérias nesses locais onde as 
válvulas se tocam. 
o Insuficiência cardíaca congestiva direita 
✓ Causas: dirofilariose – presença do 
parasita Dirofilaria immitis (cães) 
no coração. 
✓ Alteração da válvula átrio 
ventricular direita. 
o Insuficiência cardíaca direita 
✓ Interrupção repentina do retorno do sangue 
para o coração. 
✓ Após a eutanásia. 
o Exemplo 
✓ Fígado de noz moscada 
- Atinge as zonas periportal, 
mediozonal e centrolobular. 
 
Congestão passiva crônica hepática – associada 
a insuficiência cardíaca direita: 
• A congestão passiva consiste no aumento 
da quantidade de sangue numa região por 
dificuldade de retorno venoso. Pode ser 
geral ou local, aguda ou crónica. O fígado é, 
como o pulmão, um dos primeiros órgãos a 
sofrer de congestão passiva de ordem 
geral. Como causas principais de 
congestão passiva hepática figuram as 
insuficiências cardíacas direita. 
 
CONGESTÃO HIPOSTÁTICA 
o Quando o sangue se deposita nas partes 
mais baixas do animal. 
 
HIPEREMIA X CONGESTÃO 
Hiperemia 
o Processo ativo 
o Muito sangue chegando 
o Sistema arterial 
o Vermelho vivo 
 
Congestão 
o Processo passivo 
o Pouco sangue saindo 
oSistema venoso 
o Vermelho escuro ou azulado (cianótico) 
 
Consequências de Hiperemia e Congestão 
o Edema (ativa e passiva) 
✓ O aumento da pressão hidrostática 
eleva a filtração e reduz a 
reabsorção capilar. 
o Hemorragias (ativa e passiva) 
✓ Por diapedese ou por ruptura de 
capilares e pequenas vênulas. 
o Degenerações, necrose, atrofias e fibrose 
(passiva) 
✓ Por redução do afluxo de O2 e 
nutrientes. 
o Trombose e flebectasias (passiva) 
✓ Flebectasias: formação de novos 
vasos. 
✓ Por diminuição da velocidade do 
fluxo. 
Edema 
o Acúmulo anormal de líquido nos espaços 
intersticiais ou nas cavidades corporais. 
 
 
 
 
 
Aspectos macroscópicos 
o Liso, brilhante, gelatinoso e translúcido, 
separa as estruturas do tecido. 
o Pulmões: úmidos, fluido espumoso. 
o Em cavidades, aumento do volume do 
fluido. 
Mecanismos de formação do edema 
o Aumento da permeabilidade 
microvascular. 
o Aumento da pressão hidrostática 
intravascular. 
o Diminuição da pressão osmótica 
intravascular. 
o Diminuição da drenagem linfática. 
✓ Pressão osmótica: equilíbrio das 
concentrações. 
 
Saída excessiva de líquido por: 
1. Aumento da permeabilidade 
microvascular 
o Associado a estímulo inflamatório ou 
imunológico. 
↑ da pressão hidrostática 
↓ da pressão osmótica 
↓ drenagem linfática 
Edema 
 
4 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
o Ocorre a liberação localizada de 
mediadores que causam 
vasodilatação e aumento da 
permeabilidade microvascular. 
✓ Mediadores: histamina, 
bradicinina, leucotrienos – 
contração das células 
endoteliais e aumento dos 
espaços inter 
endoteliais/citocinas. 
✓ Causa edema localizado: diluir 
o agente. 
✓ Vazamento de proteínas e 
migração de leucócitos – 
formação de exsudato (líquido 
com alto teor de proteínas 
séricas e leucócitos, produzido 
como reação a danos nos 
tecidos e vasos sanguíneos). 
o Doença do edema em suínos: como 
ocorre? 
✓ Devido a diminuição das bactérias 
E. coli no TGI (essas bactérias já 
participam normalmente do TGI). 
Começam a se proliferar e produzir 
toxinas. 
✓ Toxinas que aumentam a 
permeabilidade vascular: Shigalike. 
 
Retorno deficiente do filtrado, por: 
2. Aumento da pressão hidrostática 
intravascular (pelo peso do próprio líquido) 
✓ Acúmulo passivo de sangue –
congestão – mais comumente. 
✓ Aumento do volume de sangue na 
micro vasculatura – hiperemia. 
✓ Aumento da pressão hidrostática 
- Aumento da pressão intravascular 
▪ Hipertensão portal > ICCD, 
fibrose hepática 
- Elevação da pressão na 
veia porta (a veia de grande 
calibre que transporta o 
sangue do intestino ao 
fígado). 
▪ Hipertensão pulmonar > 
ICCE 
▪ Obstrução venosa 
localizada 
▪ Tephrosia cinerea (planta 
hepatotóxica) – causa 
fibrose hepática em ovinos 
▪ Exemplo: retículo-
pericardite traumática que 
pode causar aumento da 
pressão hidrostática. 
3. Diminuição da pressão osmótica 
intravascular 
o Edema tende a ser generalizado. 
o Redução da concentração de 
proteínas plasmáticas (albumina). 
o Hipoalbuminemia > diminuição da 
PO (pressão osmótica) > aumento 
da filtração e redução da 
absorção = EDEMA 
o O que pode levar 
hipoalbuminemia: deficiência na 
síntese de proteínas, perda de 
proteínas (lesão renal – proteinúria 
causando hipoalbuminemia), perda 
de proteínas por má absorção 
(doenças intestinais), má nutrição, 
o Diminuição da pressão osmótica 
plasmática 
✓ Hipoalbuminemia 
▪ Proteínas não absorvidas – 
enteropatias 
▪ Proteínas não produzidas - 
hepatopatias 
▪ Proteínas perdidas – 
doenças renais, 
verminoses 
▪ Desnutrição – dietas 
hipoproteicas 
▪ Haemonchus contortus – 
Hemoncose (bovinos, 
ovinos, caprinos) 
▪ Intoxicação por Thiloa 
glaucocarpa (planta 
nefrotóxica) 
4. Diminuição da drenagem linfática 
o Compressão dos vasos linfáticos 
por: 
✓ Inflamação ou neoplasias, 
fibroses, trombos. 
o Tende a ser localizado. 
Mecanismos 
o Drenagem linfática diminuída 
o Compressão linfática 
o Aplasia ou hipoplasia linfática congênita 
o Linfangiectasia intestinal 
o Linfangite 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vocabulário 
- Aplasia: desenvolvimento imperfeito ou 
incompleto de qualquer órgão animal ou 
vegetal. 
- Hipoplasia: desenvolvimento defeituoso ou 
incompleto de tecido ou órgão, geralmente por 
diminuição do número de células, e menos 
grave que a aplasia. 
- Linfangiectasia intestinal: é uma doença 
caracterizada por obstrução ou malformação 
dos vasos linfáticos intramucosos do intestino 
delgado. 
- Linfangite: infecção de um ou mais vasos 
linfáticos e é causada, habitualmente, por 
estreptococos. 
 
 
5 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
o Terminologias 
✓ Anasarca – edema grave 
generalizado com inchaço 
profundo do tecido 
subcutâneo. 
✓ Cavitários: hidro + cavidade 
o Consequências 
Benéficas 
✓ Diluição de toxinas bacterianas e de 
metabólitos tóxicos 
✓ Dispersão de colônias bacterianas e 
facilitação da fagocitose 
Maléficas 
✓ Hidro tórax 
✓ Hidro pericárdio 
✓ Edema cerebral 
✓ Edema de glote 
 
Hemorragia 
Extravasamento de sangue do sistema 
cardiovascular para o interstício, cavidades ou 
exterior do organismo. 
Tipos de hemorragia 
o Quanto a origem 
✓ Venosa, arterial, capilar e 
cardíaca. 
o Quanto ao mecanismo de formação 
✓ Per rhexis (rompimento) 
✓ Per diapedesis (diapedese) 
o Quanto a morfologia 
✓ Petéquias: 1-2mm (hemorragia na 
pele, mucosas). 
✓ Equimoses: 2 a 3cm 
✓ Púrpura: 3mm até 1cm 
✓ Sufusões (pinceladas): 3cm 
 
Terminologias 
o Hematoma: formação de uma cavidade 
com coleção sanguínea. Rompimento de 
vasos sanguíneos de maior calibre. 
✓ Limitado a um espaço. 
o Hemopericárdio: acúmulo de sangue no 
pericárdio. 
o Hemotórax: acúmulo de sangue entre o 
pulmão e a parede torácica. 
o Hifema: hemorragia entre a câmara 
interior do olho (coroide e íris). 
o Hemartrose: sangramento que acontece 
dentro de uma articulação. 
o Hemoptise x Epistaxe 
✓ Hemoptise: pulmão. 
✓ Epistaxe: nariz. 
 
 
 
 
 
Exemplos 
o Síndrome da veia cava - Bovino 
o Hemorragia nasal - Equinos 
o Cães com erliquiose pode ter sangramento 
nasal – HEPISTASE (hemorragia em vasos 
que envolvem a cavidade nasal) 
 
Significância clinica 
o Local 
✓ SNC 
✓ Coração 
o Velocidade da perda 
✓ Rápida 
✓ Lenta 
o Volume perdido 
✓ 30% do volume total (choque 
hipovolêmico) 
 
RESUMOS BASEADOS EM VÍDEO-AULAS 
 
Edema 
Os fluidos precisam estar em equilíbrio para não 
ocorrer edema. 
Os líquidos ficam divididos em compartimentos: 
intracelular e extracelular (intravascular e espaço 
intersticial). 
A dinâmica dos líquidos é controlada pelo 
gradiente de pressão e concentração de partículas, 
além de barreiras físicas. 
A membrana plasmática das células constitui uma 
barreira entre o interstício e o meio intracelular. Ela 
possui permeabilidade seletiva, sendo permitido a 
passagem de CO2, O2 e ácidos graxos. 
A água circula de forma livre pelas membranas, 
seguindo o gradiente de concentração do meio 
menos concentrado para o mais concentrado 
(osmose). 
A parede dos capilares constitui uma barreira que 
permite o movimento de substancias entre o meio 
intravascular e meio intersticial. A água consegue 
ultrapassar através de poros (espaços) entre as 
células endoteliais. Esses poros são grandes 
suficientes para permitir a passagem de água e 
outras substâncias, mas não tão grande ao ponto 
de deixar escapar moléculas maiores como 
albumina. 
Dinâmica dos líquidos 
O movimento da água pelo meio intersticial e 
plasma é determinado por meio de pressões: 
Hemoptise: é a tosse com sangue, que 
ocorre devido alterações pulmonares. 
Epistaxe: sangramento nasal devido ao 
rompimento dos pequenos vasos que 
passampela mucosa do nariz. 
 
 
6 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
pressão hidrostática e pressão osmótica 
(coloidosmótica). 
 
Dentro do plasma, o cloreto de sódio exerce a 
chamada pressão osmótica e as proteínas 
principalmente a albumina exerce a chamada de 
pressão oncótica coloidal. 
 
Pressão hidrostática 
o Pressão do líquido contra a parede do vaso. 
o Essa pressão é grande dentro dos capilares, 
ocorrendo a saída do liquido através do 
endotélio. 
 
Pressão osmótica 
o Pressão feita pela albumina para dentro do 
vaso. 
o Puxa o líquido para o vaso 
 
O pequeno excesso do líquido que se acumula no 
interstício e eventuais proteínas plasmáticas que 
escapam dos vasos são drenadas pelos capilares 
linfáticos da região. 
 
Essa dinâmica dos fluidos entre os compartimentos 
permite a troca de nutrientes e metabolitos 
mantendo a homeostase. 
 
Se houver maior quantidade de líquido no plasma, 
a pressão hidrostática aumenta, isso resulta em 
maior saída de líquido do vaso para controlar o 
volume dentro do vaso. Se o inverso acontece, 
menos líquido estará presente no vaso e a pressão 
hidrostática diminui. E isso favorece o movimento 
da água do interstício para o vaso. Esse é o 
funcionamento normal e a dinâmica precisa se 
manter estável, senão ocorre processos 
patológicos, como edema. 
 
Mecanismos fisiopatológicos 
1. Aumento da permeabilidade vascular 
o Processos inflamatórios 
o Liberação de substâncias 
vasodilatadoras: histamina, 
bradicinina e leucotrienos e 
consequentemente o aumento da 
permeabilidade vascular. 
o Tais substâncias causam o 
aumento no espaço entre ás células 
endoteliais, assim o líquido sai em 
excesso do vaso para o meio 
intersticial, o que resulta em edema 
localizado. 
o Esse evento pode progredir para 
extravasamento de proteínas e 
migração de leucócitos – exsudato. 
o Causas: agentes infecciosos (vírus, 
bactérias, riquétsias), alérgenos, 
venenos, toxinas. 
2. Aumento da p. hidrostática 
o Causa uma maior saída de líquido 
de vaso para o interstício. 
o Reduz o retorno do líquido de volta 
para o vaso. 
o Se o aumento ocorrer em apenas 
uma região: edema localizado. 
o Causas do mecanismo: hiperemia 
ativa e congestão. 
▪ Congestão é causada por: 
▪ ICC 
✓ ICCD: aumento da 
pressão hidrostática 
no sistema venoso 
portal = ascite. 
✓ ICCE = edema 
pulmonar. 
✓ Se atinge lado 
esquerdo e direito = 
edema 
generalizado. 
▪ Obstrução ou compressão 
3. Diminuição da pressão osmótica 
o Causa: hipoalbuminemia 
o Menos albumina no sangue – 
pressão osmótica diminui = menos 
líquido sendo puxado para dentro 
do vaso. 
o O líquido se acumula no interstício = 
edema. 
o O edema formado pela diminuição 
da quantidade de albumina no 
sangue tende a ser generalizado. 
o Hipoalbuminemia é causada por: 
▪ Diminuição da produção 
pelo fígado - ocorre em: 
✓ Desnutrição 
✓ Menor absorção 
intestinal 
✓ Insuficiência 
hepática 
▪ Excesso de perda 
✓ Doenças do TGI 
(onde há perda de 
sangue). 
✓ Doença renal – dano 
glomerular = perda 
de albumina para 
urina - proteinúria. 
4. Diminuição da drenagem linfática 
o Comprometimento na drenagem 
linfática faz com que não consiga 
 
7 Medicina Veterinária: Patologia Geral | Universidade Federal do Cariri – UFCA, 2022 | Ester Mares 
remover a quantidade de liquido 
em excesso e acumula-se. 
o Causas: inflamação, neoplasias, 
fibrose, trombose. 
o Esse tipo de edema é localizado na 
área da drenagem linfática 
comprometida. 
 
Referências 
 
ZACHARY, James F. Bases da Patologia em 
Veterinária: 6ªedição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 
 
FILHO, Geraldo B. Bogliolo. Patologia Geral: 6 
edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019