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12/04/2018 1 Helmintoses de carnívoros domésticos Profª Rosângela Soares Uzêda Universidade Federal da Bahia Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia 1 Introdução geral Principais nematódeos e cestódeos que acometem cães e gatos. Biologia dos parasitos, patogenia, sinais clínicos e aspectos epidemiológicos. Considerações acerca das zoonoses. Métodos de diagnóstico, tratamento e controle das parasitoses. Conteúdo da aula 2 Helmintoses gastrintestinais de caninos e felinos Localização Parasito Intestino delgado Ancylostoma caninum Ancylostoma braziliense Toxocara canis Toxocara cati Strongyloides stercoralis Ceco e colo Trichuris vulpis 3 A. braziliense A. caninum Fonte: http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/html/ImageLibrary/Hookworm_il.htm Ancilostomose 4 Ciclo biológico Ancylostoma spp PPP:14-21 dias 5 M Patogenia e apresentação clínica Fonte: Drª Solange Maria Genari, palestra 6 12/04/2018 2 Fonte: http://bernesemtndogpups.com/parasite_treatment.htm 0,1 mL de sangue/dia 7 Patogenia e apresentação clínica Dependente da idade, dose infectante e estado imune do animal •Abdômen avolumado •Anemia •Alterações respiratórias (lesão larval, efeito anóxico da anemia) •Diarréia mucóide e sanguinolenta •Dermatites (Ulcerações nos locais - espaço interdigital) Infecções crônicas • emagrecimento • perda de apetite • retardo no crescimento Patogenia e Sinais clínicos 8 Epidemiologia Cães jovens Transmissão transmamária Cadelas vermifugadas Parasitológico negativo Ambiente limpo Transmissão percutânea ou oral Área úmidas Canis 9 Larva Migrans Cutânea (LMC) Dermatite serpiginosa ou Dermatite pruriginosa Agentes Larvas de: •A. braziliense •A. caninum •A. tubaeforme?? •Uncinaria stenocephala Fo n te : M o n te ir o , 2 0 0 7 10 Larva Migrans Cutânea (LMC) “Bicho geográfico” Araújo et al 2000 11 Fonte: Drª Solange Maria Genari, palestra 12 12/04/2018 3 Toxocara spp Fonte: http://www.communigate.co.uk/dorset/kinson/page6.phtml •Ovo L3 •Infecção pré-natal •L3 no leite •Hospedeiros paratênicos •PPP: 2-5 semanas Toxocaríase 13 Patogenia e Sinais Clínicos Infecções moderadas: Parasitos adultos provocam poucas alterações no intestino. Diarréia ocasional Nas infecções maciças: Pneumonia Enterite Obstrução intestinal 14 Fo n te : M o n te ir o , 2 0 1 1 Toxocara canis 15 Toxocara cati 16 •Fêmeas prolíferas - T. canis •Ovos altamente resistentes ambiente - vários anos •Importância da migração somática •Fêmea no peri-parto (infectar várias ninhadas) •Hospedeiro paratênico Epidemiologia 17 Larva Migrans Visceral e Ocular (LMV e LMO) Ingestão de ovo L3 Intestino Circulação Distribuição nos tecidos Destruição da larva e formação de granulomas Viáveis - encistados 18 12/04/2018 4 19 Larva migrans visceral: relato de caso Machado e El Achkar 2003 20 Apresentação clínica Assintomáticos Tosse, febre, dor abdominal, hepatomegalia e lesões da pele. Infecções maciças podem ocasionar grave comprometimento respiratório, cardiovascular e neurológico. A infecção ocular pode resultar em amaurose. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/artig176.htm 21 Strongyloides stercoralis •Ciclo evolutivo direto •Fêmeas partenogenicas •Baixa prevalência em cães e gatos •Zoonose •Dermatite (penetração da larva) •Enterite catarral 22 Trichuris vulpis Ciclo evolutivo direto Ovo com L1 Infecções moderadas são assintomáticas Infecções severas--- fezes diarréicas com sangue e muco PPP: 3 meses 23 Cestóide adulto HD Larva HI Localização das larvas T. multiceps Cão Coenurus cerebralis Ovino, bovino SNC T. hydatigena Cão Cysticercus tenuicollis Ovino, bovino, suíno Peritônio T. ovis Cão Cysticercus ovis Ovino Músculo T. psiformis Cão Cysticercus psiformis Coelho Peritônio T. serialis Cão Coenurus serialis Coelho Tecido conjuntivo T. taeniaeformis Gato Cysticercus fasciolaris Camundongo, rato Fígado 24 Helmintoses gastrintestinais de caninos e felinos 12/04/2018 5 25 Dipylidium caninum HI: Ctenocephalides canis, C. felis e Pulex irritans Trichodectes canis Fonte: http://www.icb.usp.br/~marcelcp/Imagens/sifo3.jpg, http://micro.magnet.fsu.edu/optics/olympusmicd/galleries/oblique/trichodectescanis1.html 26 Fonte: http://www.pawsplace.org/files/TapeDipylidium.jpg 27 Fonte: http://www.marvistavet.com/html/body_tapeworm.html , http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d4/Dipylidium_caninum_ovum_1.JPG/779px-Dipylidium_caninum_ovum_1.JPG Cápsula ovígera 28 Patogenia e Sinais clínicos Parasitos adultos não patogênicos Ato de esfregar excessivamente o períneo 29 Diagnóstico CLÍNICO: Dependente da idade, dose infectante e estado imune do animal Doenças de cães jovens Presença de sinais clínicos 30 12/04/2018 6 Diagnóstico EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES: OBJETIVO Pesquisa de ovos, larvas e adultos de helmintos COLETA DE FEZES Amostras de fezes recentes e livres de impurezas do solo. Armazenar as amostras em recipiente limpo e seco, de boca larga e com tampa ajustada. Realizar o exame imediatamente, caso não seja possível, manter sob refrigeração. Remessa em caixa isotérmica 31 TÉCNICAS COPROLÓGICAS Exame direto Flutuação simples (Willis-Mollay) Técnica de sedimentação (Cestódeos) Técnica de Baermann – (larva Strongyloides stercoralis). INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS A presença de um ovo, uma larva ou um proglote nas fezes é indicativo de tratamento. Diagnóstico 32 Tratamento Nome Comercial Bases Terapêuticas Basken Pamoato de pirantel + Pamoato de Oxantel+Praziquantel Canex Plus Pamoato de Pirantel +Febantel+Praziquantel Cardomec Plus Ivermectina Cestodan Praziquantel Drontal Plus Pamoato de Pirantel +Febantel+Praziquantel Drontal gatos Pamoato de Pirantel +Praziquantel Petzi Plus Pamoato de Pirantel +Pamoato de Oxantel+Praziquantel Program Plus Milbemicina + Lufenuron Revolution Selamectina Vetmax Fembendazol+Pamoato de Pirantel+ Praziquantel Algumas bases terapêuticas... 33 ATIVIDADE DE MEDICAMENTOS ANTINEMATÓDEOS NEMATÓDEOS TBZ MBZ ABZ FBZ OBZ FEB PRL PPZ SLM MBM Ancylostoma + + + + + + - + + Toxocara + + + + + + + + + + Uncinaria + - + + + + - + ± Strongyloides + - + - - + + Trichuris + - + - + ± - + + TBZ(tiabendazol), MBZ(mebendazol), ABZ(albendazol), FBZ(fembendazol), OBZ(oxibendazol), FEB(febantel), PRL (Pirantel), PPZ (Piperazina), SLM(selamectina), MBM(milbemicina). (+) Alta atividade, (±) Atividade aceitável, (-) Inativo. 34 Exemplos de protocolos de vermifugação Ninhada lactente: •Parasitológico de fezes periódico •Vermifugar a cada 6 meses ??? •Vermifugar os adultos pelo menos 1 vez por ano??? Adultos: 2ª semana de vida 4ª semana de vida 8ª semana de vida 12ª semana de vida 4º mês 5º mês 6º mês Mães devem ser vermifugadas juntamente com a ninhada 35 Fonte: https://www.petcaresupplies.com/blog/full-length-guide-worming-schedule-dogs-cats/ Fêmeas prenhes Tratamento das fêmeas antes da cópula e duas semanas antes do parto. Tratamento das mães juntamente com os filhotes. 36 12/04/2018 7 37 Nome: Penny Lane Raça: Jack Russel Sexo: Fêmea Idade: Nove meses 38 COMO PREVENIR A TRANSMISSÃO DOS HELMINTOS DE CÃES PARA AS PESSOAS Informações ao responsável: Tipo de helmintos gastrintestinais que infectam cães e as doenças que causam. Comoos helmintos são transmitidos aos cães, com ênfase na via pré-natal (T. canis) e transmamária (A. caninum e T. canis). Potencial zoonótico dos parasitos (risco para crianças) Como a infecção pode ser prevenida com exames de fezes de rotina e tratamento anti-helmíntico. 39 COMO PREVENIR A TRANSMISSÃO DOS HELMINTOS DE CÃES PARA AS PESSOAS Administração correta de anti-helmínticos. Como coletar e descartar as fezes dos animais, especialmente áreas onde as crianças brincam. Controle de ectoparasitos (pulga, piolhos...) que possam atuar como hospedeiro intermediário de helmintos. 40