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92 AULA DE LABORATÓRIO N.º 5 PERDA DE CARGA 1 INTRODUÇÃO Ao aplicar a equação de Bernoulli generalizado para analisar a variação da energia hidráulica de um fluido escoando ao longo de um venturímetro, ilustrado na figura 01, tem-se a seguinte situação: 414 2 44 313 2 33 212 2 22 1 2 11 2222 −−− ∆+++=∆+++=∆+++=++ hZ g VP hZ g VP hZ g VP Z g VP γγγγ (1) Como, genericamente, pode-se considerar h P = γ (energia por unidade de peso do fluido), ao reescrever a equação (1) tem-se: 414 2 4 4313 2 3 3212 2 2 21 2 1 1 2222 −−− ∆+++=∆+++=∆+++=++ hZ g V hhZ g V hhZ g V hZ g V h (2) Figura 01: variação da energia hidráulica ao longo de um tubo Venturi Observa-se que, na análise da variação da energia hidráulica a partir da referência 1 até a referência 4, foram acrescentados à equação os termos 21−∆h , 31−∆h e 41−∆h . Comparando a energia hidráulica ( Zg VP ++ 2 2 γ ) do fluido nas referências 1 e 4 e considerando em 1 e 4 iguais, a energia cinética ( g V g V 22 2 4 2 1 = ) e a energia de posição 93 ( 41 ZZ = ) verifica-se que em 4 houve um decréscimo de energia de pressão em relação à 1 de forma que 4141 −∆=− hhh . O termo h∆ representa a perda de carga (energia não desejada) que é a energia por unidade de peso do fluido dissipada em forma de calor. Esta perda que ocorre devido ao desvio de fluido pela mudança da direção do escoamento 32−∆h , chamada de perda localizada, e devido ao atrito do líquido com a parede do tubo, 21−∆h , chamada de perda distribuída, causa uma queda de pressão ao longo do escoamento. A perda total no trecho de 1-4 é a soma das perdas localizada e distribuída: DLT hhh ∆+∆=∆ (3) 1.1 Perda de carga localizada O fluido em um sistema hidráulico típico além de passar em tubulações passa também através de válvulas, conexões, curvas, cotovelos, tês, entradas, saídas extensões e reduções. Estes componentes, em função da sua geometria, alteram o escoamento normal do fluido causando perdas de energia hidráulica denominadas de perdas localizadas. O valor da perda é relacionado a um termo kL conhecido como coeficiente de perda ou coeficiente de resistência. Assim, a perda de carga localizada pode ser calculada pela equação: g V kh LL 2 2 =∆ (4) Onde: H∆ L = perda de carga em [m]. V = velocidade média do escoamento em [m/s]. g = aceleração da gravidade em [m/s2]. Em geral, o valor do coeficiente de perda LK é determinado experimentalmente, pelos fabricantes dos componentes. Para a realização do teste experimental leva-se em conta o algebrismo aplicado em algumas equações vistas em Mecânica dos Fluidos. Considera-se a equação da continuidade: 94 VAQ = (5) Sendo: Q = vazão volumétrica; A = área da seção transversal determinada pela fórmula: 4 2D A π= ; (6) V = velocidade média do escoamento. Substituindo (6) em (5) tem-se: 2 4 D Q V π = (7) E substituindo (7) em (4) tem-se a perda localizada em função da vazão: 2 42 2 16 Q gD KH LL π =∆ (8) Chamando o termo K i de característica da instalação, onde gD Ki 42 8 π = (9) Tem-se finalmente que: 2QKKH iLL =∆ (10) A tabela, localizada no anexo 01, apresenta alguns valores de KL de determinados componentes hidráulicos apresentados pelos fabricantes. Para fins de análise do comportamento da perda no componente em função da vazão, pode-se utilizar o recurso gráfico da seguinte forma: Chamando de iLKKK =1 e substituindo em (10) tem-se: 21QKH L =∆ (11) A equação (11) mostra que o comportamento da perda em função da vazão é parabólico e esse comportamento é ilustrado no gráfico apresentado na figura 02. O gráfico foi retirado do catálogo do fabricante (Didacta Italia) da bancada de testes de 95 perda de carga instalada no laboratório de fluidomecânicos da PUC Minas e apresenta a variação da perda em função da vazão de alguns acessórios instalados na bancada. Figura 02: Diagrama de variação da perda com a vazão 1.2 Perda de carga distribuída Considera-se perda de carga distribuída àquela que ocorre no escoamento de fluidos em trechos retos de tubulação devido ao atrito do líquido que é viscoso com as paredes do tubo que é rugosa. Esta perda é uma função complexa de diversos elementos, tais como a rugosidade da parede do tubo, a viscosidade e a densidade do fluido, a velocidade do escoamento, o grau de turbulência do movimento e o comprimento percorrido. Ela pode ser calculada através da fórmula de Darcy- Weissbach em combinação com o ábaco de Moody. A fórmula de Darcy-Weissbach utilizada para o cálculo da perda de carga distribuída apresenta: 96 g V D L fH D 2 2 =∆ (12) Onde: DH∆ = perda de carga em [m]. f = fator de atrito. L = comprimento total da tubulação em [m]. V = velocidade média do escoamento em [m/s]. g = aceleração da gravidade em [m/s2]. 1.2.1 Fator de atrito O fator de atrito f é um coeficiente que depende do número de Reynolds e é determinado de acordo com o regime de escoamento do fluido (laminar ou turbulento). Para escoamento laminar (Re<2000) o fator f é calculado pela fórmula: Re 64=f (13) Sendo ν VD=Re (14) Onde V = velocidade média do escoamento D = diâmetro do tubo ν = viscosidade cinemática do fluido Quando se trata de escoamento em regime turbulento (Re>4000) a determinação do valor de f depende do Reynolds e também da rugosidade relativa ( D ε ou D k ) que é a razão entre a altura média da rugosidade superficial do tubo e o diâmetro do tubo. Os valores de f foram determinados através de processos experimentais e são apresentados na forma tabular, gráfica ou funcional. 97 Em 1939, Cyrill F. Colebrook combinando dados experimentais relacionados com a rugosidade superficial dos tubos apresentou a equação conhecida como equação de Colebrook: +−= f D f Re 51,2 7,3 log2 1 ε (15) Em 1942, o engenheiro norte americano Hunter Rouse confirmou a equação de Colebrook e produziu um gráfico de f em função do número de Reynolds e do produto fRe . Dois anos mais tarde, Lewis F. Moody recriou o gráfico de Rouse e apresentou o Diagrama de Moody da forma como é utilizado até hoje. O diagrama de Moody encontra-se no anexo 02. 1.2.2 Rugosidade dos tubos O acabamento superficial da parede interna dos tubos e dutos, de maneira geral, apresenta irregularidades provocadas por sulcos ou marcas deixadas pelos diversos processosde fabricação, ilustrada na figura 03, e o seu conhecimento é importante, pois influencia diretamente no escoamento, interferindo no valor da perda de carga distribuída. A rugosidade superficial, representada pela letra εεεε ou k é uma dimensão linear, ilustrada na figura 04, que depende do tipo de acabamento superficial utilizado no processo de fabricação como usinagem, fundição, retificação, conformação e outros. Figura 03: Rugosidade determinada pelo acabamento superficial Para fins de cálculo da perda de carga utiliza-se o valor da rugosidade média que é definida como a diferença entre o valor médio das ordenadas dos 5 pontos mais salientes e o valor médio das ordenadas dos 5 pontos mais reentrantes, medidas a 98 partir de uma linha paralela à linha média. A tabela, apresentada no anexo 03, apresenta valores da rugosidade média para alguns materiais. Figura 04: Representação da rugosidade média Para determinação do valor do fator de atrito f através do ábaco de Moody, utiliza-se a rugosidade relativa que, como já visto anteriormente, é definida como a relação D ε ou D k onde D é o diâmetro nominal do tubo. O anexo 04 apresenta o diagrama dos valores da rugosidade relativa em função do diâmetro nominal da tubulação para diversos tipos de materiais. 2 PROCESSOS EXPERIMENTAIS PARA OBTENÇÃO DO COEFICIE NTE DE PERDA LOCALIZADA (k L) PARA O REGISTRO ESFERA E PARA O COTOVELO DE 90º E DO FATOR DE ATRITO ( f) PARA O TUBO RETO 2.1 Bancada do laboratório: A bancada de teste de perda de carga do laboratório, representada na figura 05 é constituída de um circuito hidráulico com diversos componentes sendo que para o teste da perda, em questão, destaca-se: 1) B1: bomba centrífuga; 2) B2: bomba centrífuga; 99 3) Rot : medidor de vazão tipo rotâmetro; 4) V0: registro geral de controle de vazão; 5) Man: manômetro diferencial; 6) V1: registro esfera; 7) V2: Conjunto cilindro, pistão e pesos; 8) cot 90º : 44 cotovelos de 90º; 9) Tubo : Tubo retilíneo de ferro fundido. Figura 05: Bancada de perda do laboratório A figura 06 apresenta o esquema completo da bancada identificando seus diversos componentes: registro esfera (RE-1); registro macho e fêmea (RMF-2), registro 100 de diafragma (RD-3 e RD-14), registro de gaveta (RG-4), registro borboleta (RB-5), medidor venturi (MV-6), medidor de placa de orifício (MPO-7), cotovelo de 90º (COTV90º-8), tubo reto com curva de 90º (TRCV90º-9), curva de 90º (Cv90º-10), tubo reto (TR-11), hidrômetro (H-12), rotâmetro (ROT-13), e registros gaveta (RG- 15, 16, 17 e 18). Os componentes numerados de 1 a 11 possuem uma interligação na entrada e saída com o manômetro diferencial através de uma mangueira e um registro esfera. A manobra dos registros instalados na bancada permite a determinação do valor da perda de carga em cada componente do circuito. Figura 06: Esquema da bancada do laboratório Para o caso do teste a ser realizado nesse experimento destacam-se os seguintes componentes: 101 2.1.1 Medidor de vazão tipo rotâmetro Para a medição da vazão utiliza-se um rotâmetro também conhecido como fluxômetro, que consiste em um tubo de vidro de seção crescente dentro do qual existe um flutuador de metal que se movimenta conforme a velocidade do fluido. Ele é montado na posição vertical, diretamente na linha de acionamento do fluido, conforme figura 07. A extremidade de menor diâmetro está na parte inferior e é a entrada do fluido. A folga ou o espaço anular entre o flutuador e o diâmetro interno do tubo forma um orifício de área variável. O flutuador alcança uma posição de equilíbrio quando a força ascendente do fluido, passando pelo espaço anular, torna-se igual à força descendente do flutuador. A vazão (Q) é lida diretamente em uma escala graduada no próprio tubo e é dada em [m3/h]. Figura 07: Medidor de vazão tipo rotâmetro 2.1.2 Manômetro diferencial A medição da variação da pressão entre dois pontos estabelecidos no teste é feita através de um manômetro diferencial que utiliza o mercúrio como fluido manométrico, de forma que o valor da perda de carga é dado em [mmHg]. A figura 08 ilustra o manômetro diferencial do laboratório. 102 Figura 08: Manômetro diferencial com mercúrio 2.1.3 Registro esfera O registro esfera é um registro utilizado no bloqueio e controle de fluxo em instalações com diversos líquidos, gases e vapores em ampla faixa de temperatura e pressão. Pela facilidade de manobra e pela estanqueidade que apresenta é indicado para locais que exijam segurança total tais como: centrais de gás, postos de combustíveis, dreno de tanques, filtros, vasos de pressão, segurança ambiental, descargas de fundo, etc. A figura 09a apresenta o modelo do registro esfera instalado na bancada de testes, e a figura 09b apresenta a montagem com a referência 1 que indica a entrada do registro onde existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial, e a referência 2 que indica a saída do registro onde também existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial. Assim, para cada valor de vazão, determina-se a perda de carga do registro esfera através da leitura do manômetro diferencial. 103 Figura 09(a) e 09(b): Registro esfera da bancada de testes 2.1.4 Cotovelo de 90º Na bancada do laboratório, conforme ilustrado na figura 10, foram montados 44 cotovelos de 90º. A figura 10a apresenta o modelo do cotovelo de 90º, e a figura 10b apresenta a montagem com a referência 1 que indica a entrada do 1º cotovelo onde existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial e a referência 2 que indica a saída do último cotovelo onde também existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial. Assim, para cada valor de vazão, determina-se a perda de carga dos 44 cotovelos de 90º através da leitura do manômetro diferencial. Figura 10(a) e 10(b): Cotovelos de 90º da bancada de testes 2.1.5 Tubo reto Existe também na bancada, conforme ilustrado na figura 06, um tubo de ferro fundido com diâmetro de 36,5 [mm] e comprimento de 2,2 [m]. A figura 11a apresenta o modelo do tubo, e a figura 11b apresenta a montagem com a referência 1 que indica a 104 entrada do tubo onde existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial, e a referência 2 que indica a saída do tubo onde também existe uma conexão (mangueira e registro esfera) para o manômetro diferencial. Assim, para cada valor de vazão, determina-se a perda de carga do tubo retilíneo através da leitura do manômetro diferencial. Figura 11(a) e 11(b): tubo reto da bancada de testes 2.2 Procedimento experimental 2.2.1 1º teste: Determinação do valor do coeficient e de perda (K L) do registro esfera totalmente aberto Para a realização do teste deve-se seguir a seguinte sequência, de acordo com a identificação dos componentes apresentados na figura 06: 1º) Fechar os registros: RMF-2, RD-3, RG-4, RB-5, RG-16 e o RD-14 instalado à saída do rotâmetro. 2º) Abrir os registros: RE-1, RG-15, RG-17 e RG-18. 3º) Abrir os registros de conexão do RE-1 com o manômetro diferencial e deixar fechados todos os outros registros que conectam os demais componentes com o manômetro. 4º) Acionar a bomba e lentamente abrir o RD-14 fazendo variar a vazão.A variação da vazão deverá estar em um intervalo de 3,0 a 9,5 [m3/h]. Para cada abertura 105 do registro, fazer a leitura do rotâmetro em [m3/h] e do manômetro diferencial em [mmHg]. 5º) Com os dados de Q e ∆H apurados, preencher a folha de testes: • Calculando os valores de K1 que, conforme (11), podem ser determinados pela expressão: 21 Q H K ∆= [mmHg / (m3/h)2] (16) • Determinando o valor do k1 médio: N K K ∑= 11 (17) Sendo N = nº de medidas de testes realizados • Determinando os valores dos desvios absoluto (DA), relativo (DR) e percentual (DP), dados pelas equações (12), (13), (14) e (15), apresentadas no item 1.5 da aula de laboratório nº2; • Apresentando a expressão correta para o valor de K1, a equação de )(QfH =∆ para o registro esfera do laboratório; 6º) Construir o gráfico da variação da perda em função da vazão sendo: 21QKH l =∆ (18) 7º) Calcular o valor de KL para o registro esfera do laboratório e compará-lo com o valor apresentado pelo fabricante na tabela 01, anexo 01. Lembrando-se que: KiKK L=1 (19) Sendo LK a constante relativa ao registro esfera e 1K a constante relativa aos dados da instalação. 2.2.2 Determinação do valor do coeficiente de perda do cotovelo de 90º Para a realização do teste deve-se seguir a seguinte sequência, de acordo com a identificação dos componentes apresentados na figura 06: 106 1º) Fechar os registros: RE-1, RMF-2, RD-3, RB-5, RG-16 e o RD-14 instalado à saída do rotâmetro. 2º) Abrir os registros: RG-4, RG-15, RG-17 e RG-18. 3º) Abrir os registros de conexão da entrada do 1º cotovelo de 90º e da saída do último cotovelo de 90º com o manômetro diferencial e deixar fechados todos os outros registros que conectam os demais componentes com o manômetro. 4º) Acionar a bomba e lentamente abrir o RD-14 fazendo variar a vazão. A variação da vazão deverá estar em um intervalo de 3,0 a 6,0 [m3/h]. Para cada abertura do registro, fazer a leitura do rotâmetro em [m3/h] e do manômetro diferencial em [mmHg]. Anotar os valores na folha de teste. 5º) Calcular o valor da perda para cada cotovelo uma vez que a bancada apresenta 44 cotovelos. Então, 44 tottal L HL H ∆=∆ (20) 6º) Com os dados de Q e ∆H apurados, preencher a folha de testes: • Calculando os valores de K1 que, conforme (11), podem ser determinados pela expressão: 21 Q H K ∆= [mmHg / (m3/h)2] (21) • Determinando o valor do k1 médio: N K K ∑= 11 (22) Sendo N = nº de medidas de testes realizados • Determinando os valores dos desvios absoluto (DA), relativo (DR) e percentual (DP), dados pelas equações (12), (13), (14) e (15), apresentadas no item 1.5 da aula de laboratório nº2; 107 • Apresentando a expressão correta para o valor de K1, a equação de )(QfH =∆ para o cotovelo de 90º do laboratório; 7º) Construir o gráfico da variação da perda em função da vazão, conforme (18) sendo: 21QKH l =∆ 8º) Calcular o valor de KL para o cotovelo de 90° do laboratório e compará-lo com o valor apresentado pelo fabricante na tabela 01, anexo 01. Lembrando-se que, conforme (19): KiKK L=1 Sendo LK a constante relativa ao registro esfera e 1K a constante relativa aos dados da instalação. 2.2.3 Determinação do valor do fator de atrito do t ubo reto Para a realização do teste deve-se seguir a seguinte sequência, de acordo com a identificação dos componentes apresentados na figura 06: 1°) Fechar os registros: RMF-2, RD-3, RG-4, RB-5, RG-16 e o RD-14 instalado à saída do rotâmetro. 2°) Abrir os registros: RE-1, RG-15, RG-17 e RG-18 . 3º) Abrir os registros de conexão da entrada do tubo e da saída do tubo com o manômetro diferencial e deixar fechados todos os outros registros que conectam os demais componentes com o manômetro. 4º) Acionar a bomba e lentamente abrir o RD-14 fazendo variar a vazão. A variação da vazão deverá estar em um intervalo de 3,0 a 9,5 [m3/h]. Para cada abertura do registro, fazer a leitura do rotâmetro em [m3/h] e do manômetro diferencial em [mmHg]. Anotar os valores na folha de teste. 5º) Com os dados de Q e ∆H apurados, preencher a folha de testes: • Calculando o valor de J (perda unitária) através da equação (12): 108 g V D L fHD 2 2 =∆ Considerando L H J D ∆= (23) Sendo: ∆HD = perda em [mmHg] L = comprimento do tubo reto que para a bancada do laboratório é igual a 2,2 [m] Da equação (12) tem-se então que: gD V fJ 2 2 = (24) Substituindo (7) em (24) tem-se: 2 52 8 Q gD fJ π = (18) Para o cálculo de J considera-se: J = perda unitária em [mmHg/m]. D = diâmetro do tubo para a bancada do laboratório é igual a 0,0365 [m]. g = aceleração da gravidade que pode ser considerada é igual a 9,81 [m/s2]. Q = vazão recalcada em [m3/s]. • Determinando o valor de f para cada vazão 2 52 8 Q gD J f π = (19) • Determinando, para cada vazão o valor de f através do ábaco de Moody. 109 • Determinando, para cada vazão, os valores dos desvios absoluto (DA), relativo (DR) e percentual (DP), dos valores do fator de atrito f obtidos pelos dados do experimento e obtidos pelo ábaco de Moody. 3 RELATÓRIO A APRESENTAR: 3 .1. Introdução 3.1.1 Objetivo Descrever sucintamente os objetivos pretendidos na experiência proposta. 3.1.2 Conceituação teórica Apresentar os conceitos teóricos relativos aos objetivos apresentados. Descrever os conceitos teóricos relacionados à perda localizada e perda distribuída. 3.2. Desenvolvimento 3.2.1 Procedimento experimental Descrever o processo experimental utilizados nos experimentos. 3.2.2 Equipamentos Apresentar um esquema da montagem identificando e especificando os equipamentos utilizados nos três testes. 3.2.3 Dados obtidos • Apresentar as fórmulas envolvidas nos cálculos. • Apresentar as folhas de teste preenchidas. • Para o 1º e 2º testes apresentar as equações e os gráficos de ∆H= f(Q). • Calcular o valor de KL de cada acessório, através dos valores obtidos no experimento, considerando os dados da instalação e a homogeneidade das unidades. • Para o 3º teste, apresentar os cálculos dos desvios comparando os valores s do coeficiente de atrito f calculados através dos dados do teste e através do ábaco de Moody. 110 3.3 Análise dos dados • Fazer uma análise dos dados obtidos, procedimentos de utilização dos dados, gráficos, exatidão dos resultados e possíveis causas de erro. • Fazer uma analise comparativa dos valores de KL dos acessórios obtidos experimentalmente com os valores tabelados pelos fabricantes. • Fazer uma análise comparativa dos desvios dos valores de f obtidos pelo experimento em relação aosvalores determinados pelo ábaco de Moody. 3.4 Conclusão Fazer um comentário claro e ordenado sobre as conclusões tiradas dos resultados do trabalho. 3.5 Bibliografia: Relacionar as referências consultadas para a elaboração do relatório. A elaboração deve obedecer à recomendação da ABNT. (consultar site: http://www.pucminas.br/documentos/normalizacao_monografias.pdf) 111 4 FOTOS DA BANCADA DO LABORATÓRIO 5 FOLHAS DE TESTES 112 ✄ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- - FOLHA DE TESTE: PERDA DE CARGA RESPONSÁVEL: CURSO: DATA:___/___/___ 1º TESTE: REGISTRO ESFERA Q Q ∆∆∆∆H ∆∆∆∆H 21 Q H K ∆ = nQ H K ∆ ∑= 2 cot 1 DA DR DP DMA Expressão correta 1K m3/h m3/s mmHg mcH 2O mcH2O / (m3/s)2 mcH2O / (m3/s)2 % mcH2O / (m3/s)2 VALOR DE K DO REGISTRO ESFERA: EQUAÇÃO DE ∆∆∆∆H=f(Q) PARA O REGISTRO ESFERA: 2º TESTE: COTOVELO DE 90º Q Q ∆∆∆∆Htot 44cot totHH ∆=∆ ∆∆∆∆Hcot 21 Q H K ∆ = nQ H K ∆ ∑= 2 cot 1 DA DR DP DMA Expressão correta 1K m3/h m3/s mmHg mmHg mcH 2O mcH2O / (m3/s)2 mcH2O / (m3/s)2 % mcH2O / (m3/s)2 VALOR DE K DO COTOVELO DE 90º EQUAÇÃO DE ∆∆∆∆H=f(Q) PARA O COTOVELO DE 90º 113 3º TESTE: TUBO RETILÍNEO Valores obtidos no experimento Valores obtidos pelo Ábaco de Moody Erro cometido p ara cada valor de “ f” em relação ao ábaco Q Q ∆∆∆∆H ∆∆∆∆H L H J ∆= 2 52 8 Q gD J f π = Q V Re = υ Vd d e f DA DR DP m3/h m 3/s mmHg mcH 2O m / m m 3/s m/s % Dados da bancada: Diâmetro do tubo = 36,5 mm Comprimento do tubo =2,20 m Material: Ferro Fundido usado Peso específico do Mercúrio = 13600 kgf/m3 Peso específico da água = 1000 kgf/m3 114 Anexo 01 : TABELA 01 PERDA DE CARGA LOCALIZADA P E Ç A KL P E Ç A K L Ampliação gradual 0,30* Contração (para θ =20º) Bocais 2,75 Comporta aberta 1,00 Controlador de vazão 2,50 Cotovelo de 90º 0,90 Cotovelo de 45º 0,40 Para d/D 0,2 Crivo 0,75 Para d/D 0,4 Curva de 90º flangeado 0,30 Para d/D 0,6 Curva de 90º rosqueado 0,90 Para d/D 0,8 Curva de 45º 0,20 Curva de 22,5º 0,10 Expansão Entrada normal de canalização 0,50 Entrada de borda 1,00 Existência de pequena derivação 0,03 Junção 0,40 Medidor Venturi 2,50** Para θ = 30º 0,02 Redução gradual 0,15* Para θ = 45º 0,04 Registro de ângulo aberto 5,00 Para θ = 60º 0,07 Registro de gaveta aberto 0,20 Tê de passagem direta 0,60 Registro globo aberto 10,00 Tê de saída de lado 1,30 Registro esfera 1,50 Tê de saída bilateral 1,80 Válvula de pé 1,75 Saída de canalização 1,00 Válvula de retenção 2,50 *Com base na seção menor **Relativa à velocidade na canalização Fonte: Netto e Cimbala 115 Anexo 02: DIAGRAMA DE MOODY: Fonte: Carvalho, 1999 116 Anexo 03: TABELA 02 RUGOSIDADES MÉDIAS PARA ALGUNS MATERIAIS Material Rugosidade (k ou εεεε) média mm Aço laminado novo 0,0015 Aço laminado usado 0,46 Aço galvanizado 0,15 Aço soldado liso 0,1 Alvenaria de pedra fina 1-2,5 Alvenaria de pedra grosseira 8-15 Alvenaria de tijolo 5 Cobre 0,0015 Concreto alisado 0,3-0,8 Concreto centrifugado 0,07 Ferro fundido c/ incrustação 1,5-3 Ferro fundido enferrujado 1-1,5 Ferro fundido novo 0,26-1 Ferro fundido revestido c/ asfalto 0,12-0,26 Madeira aplainada 0,2-0,9 Madeira bruta 1-2,5 Polietileno 0,001 PVC rígido 0,005 Vidro 0,0015 Fonte http://www.mspc.eng.br/fldetc/fluid_0550.shtml#tab_rugosid_abs 117 Anexo 04: DIAGRAMA: RUGOSIDADE RELATIVA EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO TUBO Fonte: Carvalho, 1999 118 .REFERÊNCIAS AGOSTINHO, Oswaldo Luiz; RODRIGUES, Antônio Carlos dos Santos; LIRANI, João. Tolerâncias, ajustes, desvios e análise de dimensõe s. São Paulo: E. Blücher, c1977. 295 p. AZEVEDO NETTO, José M. de. Manual de hidráulica. 8. ed. atual. São Paulo: E. Blücher, 1998. 669p. ISBN 8521202776 CARVALHO, Djalma Francisco. Instalações elevatórias : bombas. 6. ed. Belo Horizonte: PUC-MG, FUMARC, 1999. 353p. ÇENGEL, Yunus A.; CIMBALA, John M. Mecânica dos fluidos: fundamentos e aplicações. São Paulo: McGraw-Hill, 2007. 816, [3] p. DELMEE, Gerard J. (Gerard Jean). Manual de medição de vazão. 2. ed. São Paulo: E. Blucher, c1983. 476p. LONKA, Stephen Michael; PARSONS, Alonso Ritter. Manual de instrumentação : Sistemas de Medição.São Paulo: Mc Graw-Hill, 1962, v1,354p. FIALHO, Arivelto Bustamante. Instrumentação industrial : conceitos, aplicações e análises. 3. ed. São Paulo: Érica, 2005. 276 p. ISBN 8571949220 FOX, Robert W.; MCDONALD, Alan T.; PRITCHARD, Philip J. Introdução à mecânica dos fluidos. 6. ed. 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