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Mucopolissacaridose tipo I 1 Mucopolissacaridose tipo I Etiologia Os lisossomos fazem a disgestão intracelular de macromoléculas, uma vez que possuem hidroláses ácidas que trabalham em meio ácidos. 💡 O meio ácido é proporcionado pela ATPase que é uma bomba de H+ que bombea H+ para dendro do lisossomo, tornando o meio ácido e favorável para as hidroláses ácidas realizarem suas funções. Mucopolissacaridose tipo I 2 As enzimas digestivas do lisossomos são sintetizadas no RE e transportadas pelo aparelho de Golgi para a rede trans-Golgi. Mas antes, ao chegar na rede cis de Golgi, os percusores de hidrolase lisossômica são marcados com um grupo específicos de açucares fosforilados que é a manose-6-fosfato, que foi adicionada aos oligossacarídeos ligado ao N dessa precusora. Essa marcação serve de sinal que permite as enzimas lisossômicas sejam reconhecidas na rede trans do golgi por proteínas receptoras de M6P, esses receptores reconhecem os grupos de manose- 6-fosfato que estão ligados ao precusores de hidrolase e acontece a ligação dessa estrutura ao receptor. Assim, esses receptores ajudam a empacotar o percusor na vesícula revestidas por clatrina que está brotando na rede trans. Essa vesícula formada é transportada e se funde nos endossomos secundários. Mucopolissacaridose tipo I 3 💡 Quando em contato com o pH ácido do endossomo o receptor é liberado e recuperados para o aparelho de googi, por meio de uma vesícula revestidas de retrômero formada no endossomo e fosfato é removido do manose-6-fosfato ligada a hidrolases, o que faz com que ela não se ligue novamente ao receptor e volte para com ele pro aparelho de golgi. Depois disso, vesículas endocítica formada na membrana plasmática contendo substância ou particula a ser digerida vai se fundir com esse endossomo secundários que formarão os lisossomos. Mucopolissacaridose tipo 1 Diante disso, defeitos genéticos nessa via pra formação da hidrolases ácidas acarretam a doenças de depósito lisossômico, sendo uma delas a mucopolissacaridose do Tipo 1 (MPS 1) é uma doença de herança autossomica recessiva. É causada pela deficiência ou ausência da enzima lisossômica alfa-L- iduronidase, que tem como função degradar os mucopolissacarídeos que são GAGs heparan sulfato e dermatan sulfato que estão presentes, em suas maioria, no sistema nervoso central, tecidos de conexões, coração, esqueleto e córnea. Mucopolissacaridose tipo I 4 Os glicosaminaglicanos são polissacarídeos que estão presentes normalmente em quantidades necessárias para o bom funcionamento dessas estruturas, no entanto pessoas com mucopolissacaridose como possui uma deficiência ou ausência da alfa-L-iduronidase, assim, não há a degradação do glicosaminoglicanos heparan sulfato e dermatan gerando o acumulo primeiramente em células podutoras de mucopolissacarídeos, ou seja, fibroblastos, condroblastos que pelo acumulo são afetadas perdendo sua função tornando-se responsáveis por mal formações anatômicas esqueléticas, uma vez que há anomalias da cartilagem hialina, que é primordial para o crescimento ósseo, cartilagem costais e superfície articulares ocasionando baixa estatura. Quando essas células produtoras se rompem pelo armazenamento excessivos, elas penetram por endocitose no interior de células não produtoras principalmente no fígado, rins e no sistema nervoso central, como o cérebro, só que essas células também não apresentam a alfa-L-iaduronidase, assim, elas acabam acumulando gerando um quadro de disfunção fisiológicas, como, por exemplo, problemas mentais. Tipos A mucopolissacaridose tipo 1 é classificada de acordo com o comprometimento e severidade com os tecidos: A Síndrome de Scheie é a forma mais atenuada, representando um grau de comprometimento e severidade mais brando, o paciente apresenta a inteligência preservada com uma expectativa de vida até a fase adulta. Síndrome de Hurler é a forma mais grave das MPSs, pois os indivíduos apresentam um declínio neurodegenerativo progressivo, ocasionando uma importante deficiência cognitiva. O prognóstico é sombrio, com uma expectativa de vida de até uma década. A Síndrome de Hurler-Scheie é a combinação genética das duas síndromes e tem grau de severidade intermediário. Nessa forma, quem possui a doença apresenta a inteligência normal ou deficiência mental leve. O início dos sinais e sintomas ocorre entre 3 e 8 anos de idade, após esse período, há um sensível decréscimo no crescimento. Tratamento Mucopolissacaridose tipo I 5 A MPS 1 não tem cura, mas os tratamentos tem como objetivo aumentar a qualidade de vida dos pacientes, desacelerar a progressão da doença e previnir danos permanentes em orgãos e tecidos. Há dois tratamentos: Terapia de Reposição Enzimática (TRE) Administração da enzima deficiente por infusões intraventosas. Indicado para as formas mais graves de MPS I. A meta é fornecer enzimas suficientes para que os GAGS acumulados nos tecidosejam catabolizados. Há uma melhora dos sintomas, incluindo as funções pulmonares e a capacidade de deambulação do paciente, e atrasa o aparecimento de complicações. Entretanto, ainda é um tratamento muito caro e, como a enzima não consegue atravessar a barreira hematopoiética- encefálica, a TRE não resolve os sintomas neurológicos. Transplante de Medula Óssea e Célula Tronco Hematopoietica O objetivo é fornecer aos pacientes células que produzam a enzima ausente, através da medula óssea transplantada ou celula do sangue do cordão umbilical. Estudos mostram que as terapias bem sucedidas conseguem reduzir os traços faciais grosseiros e a hepatoesplenomegalia, além de melhorar a função auditiva. A sobrevida aumenta em 67% em pacientes. Entretanto, não é uma terapia curativa e não melhora as manifestações esqueléticas e valvares. Além disso, é uma terapia de alto risco, alto custo e ainda é pouco realizada. 💡 Acompanhamento multidisciplinar (prevenir, diagnosticar precocemente as complicações e encaminhar ao tratamento): Geneticista clínico e neurologista Ortopedia e radiologia Fisioterapia Pneumologia/polissonografia Otorrinolaringologia Acompanhamento odontológico