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O QUE SÃO ANEMIAS?
A anemia é definida segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), como 
uma condição em que a concentração da HEMOGLOBINA no sangue está 
ABAIXO dos valores de referência.
O QUE SÃO ANEMIAS CARENCIAIS?
As anemias carenciais, são um grupo de condições caracterizadas 
pela deficiência de nutrientes essenciais para uma adequada 
formação da série vermelha sanguínea, ou seja, a ingestão de certos 
nutrientes é insuficiente para atender às demandas de síntese de 
hemácias adequadas (FREIRE et al., 2020). 
Os principais nutrientes envolvidos são: ferro, vitamina B12 e ácido fólico.
FERRO
A Importância do Ferro no Organismo
Componente Essencial
O ferro é fundamental na 
hemoglobina para o 
transporte de oxigênio por 
todo o corpo
Principal Causa
A deficiência de ferro causa 
cerca de 90% das anemias 
carenciais no mundo
Grupos de Risco
Gestantes (20-39% no 
Brasil), crianças pequenas, 
idosos e vegetarianos são 
mais vulneráveis
Anemia Ferropriva
1
Etiologia
Perda sanguínea: 
menstruação intensa, 
úlceras, hemorragias 
digestivas
Baixa ingestão: dieta pobre 
em ferro
Má absorção: doença celíaca, 
cirurgias gástricas
2
Sintomas
Fadiga, palidez, dispneia ao 
esforço, queilite angular, 
unhas quebradiças.
3
Diagnóstico
Anemia microcítica 
hipocrômica, ferritina baixa 
( 100 fL, presença de 
macrócitos e hipersegmentação de 
neutrófilos.
Dosagem sérica: níveis de vitamina 
B12 e folato reduzidos
Tratamento das Anemias Megaloblásticas
1
Vitamina B12
Suplementação via oral ou intramuscular, 
conforme a causa identificada. Doses iniciais 
elevadas seguidas de manutenção.
2
Ácido Fólico
Suplementação oral diária, especialmente 
importante em gestantes para prevenção de 
defeitos do tubo neural.
3
Monitoramento
Acompanhamento clínico e laboratorial para 
garantir reversão dos sintomas e prevenir 
complicações neurológicas.
Diagnóstico Diferencial e Investigação Clínica
Identificar sintomas
Exames laboratoriais
Teses complementares
Tratamento direcionado
A identificação precisa da causa da anemia é 
fundamental para um tratamento eficaz e 
duradouro.
Exames complementares incluem: 
endoscopia digestiva, colonoscopia, 
testes para Helicobacter pylori e 
sorologia para doença celíaca.
É essencial avaliar perdas sanguíneas 
ocultas e condições crônicas associadas 
que podem estar contribuindo para a 
anemia.
Impacto das Anemias Carenciais na Saúde Pública
Produtividade Reduzida
A anemia causa fadiga crônica, 
diminuindo significativamente 
a capacidade produtiva no 
trabalho e estudos
Desenvolvimento Infantil
Atraso no crescimento e 
desenvolvimento cognitivo em 
crianças, com impactos de 
longo prazo
Saúde Materna
Aumento da mortalidade 
materna e infantil, 
complicações na gestação e 
parto
No Brasil, a alta prevalência em gestantes e crianças representa um desafio constante para 
programas de suplementação e educação em saúde pública.
Prevenção e Educação em Saúde
Pilares da Prevenção
A educação nutricional e o 
acompanhamento médico 
regular são fundamentais para 
prevenir as anemias carenciais.
Alimentação 
Balanceada
Incentivo ao consumo de 
alimentos ricos em ferro, 
vitamina B12 e folato de 
forma diversificada
Fatores de Absorção
Orientação sobre evitar 
café, chá e antiácidos 
próximo às refeições 
principais
Acompanhamento Médico
Importância de exames periódicos em grupos de risco: 
gestantes, crianças e idosos
Desafios Atuais e Pesquisas Futuras
Novas Formulações
Desenvolvimento de formas 
inovadoras de 
suplementação com melhor 
absorção e menos efeitos 
colaterais
Biomarcadores 
Avançados
Diagnóstico precoce 
utilizando hepcidina e 
reticulócitos hipocrômicos 
para detecção mais precisa
Educação Continuada
Programas de capacitação 
permanente para 
profissionais de saúdee 
campanhas educativas para 
a população
Anemia das Doenças
Crônicas
O Que é Anemia das 
Doenças Crônicas?
A Anemia das Doenças Crônicas (ADC) é uma síndrome clínica complexa
caracterizada por anemia que surge em contextos específicos de doenças
crônicas. Seu perfil é único e distinto de outras anemias.
Associação com Doenças
Infecciosas, inflamatórias ou
neoplásicas
Perfil Laboratorial
Ferro sérico baixo com ferritina 
normal ou elevada
Paradoxo do Ferro
Estoques de ferro normais ou 
aumentados, mas indisponíveis
Fisiopatologia
Três Mecanismos Centrais
01
Diminuição da Sobrevida das 
Hemácias
A hiperatividade do sistema 
mononuclear fagocitário causa 
remoção precoce dos eritrócitos 
da circulação, reduzindo sua 
vida útil normal de 120 dias.
02
Resposta Medular 
Inadequada
A medula óssea apresenta 
produção diminuída de 
eritrócitos e resposta 
insuficiente à eritropoietina 
(EPO), hormônio regulador da 
eritropoiese.
03
Distúrbio do Metabolismo do 
Ferro
O aumento da hepcidina 
bloqueia a absorção intestinal e 
a liberação do ferro, tornando-o 
indisponível para a eritropoiese.
A Hepcidina
A hepcidina é o regulador-chave do metabolismo do ferro. 
Na ADC, sua elevação impede a absorção intestinal de 
ferro e bloqueia a liberação de ferro armazenado, criando
um paradoxo: ferro abundante, mas inacessível para 
produção de hemácias.
Diagnóstico Clínico e 
Laboratorial
O diagnóstico da ADC requer uma abordagem sistemática 
que integra apresentação clínica e perfil laboratorial 
característico.
Sinais e Sintomas
Manifestações Clínicas
Os sintomas da ADC 
frequentemente se sobrepõem 
à doença de base, dificultando 
o diagnóstico.
Sintomas 
Clássicos de 
Anemia
Fadiga 
progressiva, 
palidez cutâneo-
mucosa e 
dispneia aos 
esforços são as 
manifestações 
mais comuns
Características 
Distintivas
Ausência de 
história de 
sangramento 
ativo, perda 
sanguínea 
crônica ou 
deficiência 
nutricional 
conhecida
Sintomas da 
Doença 
Subjacente
Frequentemente 
predominam os 
sintomas da 
condição crônica 
de base (febre, 
dor articular, 
perda de peso)
Exames Laboratoriais-Chave
Hemograma
Anemia normocítica 
normocrômica ou 
microcítica hipocrômica, 
dependendo da duração
Ferro Sérico
Níveis baixos, tipicamente 
abaixo de 60 mcg/dL
CTLF
Capacidade total de ligação 
do ferro diminuída ou 
normal-baixa
Ferritina Sérica
Normal ou elevada (>100 
ng/mL), reagente de fase 
aguda
Reticulócitos
Contagem baixa ou 
inadequada para o grau de 
anemia
Saturação de Transferrina
Reduzida, geralmente 
inferior a 20%
Doenças Associadas e 
Exemplos Clínicos
Condições Comuns Ligadas à ADC
Doenças Autoimunes
Artrite reumatoide, lúpus eritematoso 
sistêmico, doença inflamatória intestinal 
(Crohn e retocolite ulcerativa)
Infecções Crônicas
Tuberculose, endocardite bacteriana, 
infecções fúngicas sistêmicas, HIV/AIDS, 
osteomielite.
Neoplasias
Carcinomas sólidos, linfomas, leucemias, 
mieloma múltiplo
Doença Renal Crônica
Insuficiência renal com clearance <60.
Tratamento e Manejo 
Atual
O manejo da ADC exige uma abordagem multifacetada, 
priorizando sempre o tratamento da condição subjacente.
Abordagem Terapêutica
Tratamento da Doença Subjacente
Pilar fundamental: controlar a inflamação crônica, tratar infecções ativas ou
malignidades. A resolução da ADC depende primariamente do sucesso terapêutico
da condição de base.
Agentes Estimuladores da Eritropoiese
Eritropoietina recombinante e análogos (darbepoetina) em casos selecionados,
especialmente na doença renal crônica e em pacientes oncológicos com
anemia sintomática.
Suplementação de Ferro
Indicada APENAS se deficiência de ferro concomitante comprovada (ferritina
<30 ng/mL ou saturação de transferrina <20% com ferritina 30-100 ng/mL). Ferro
venoso pode ser preferível em casos de má absorção.
Transfusões Sanguíneas
Reservadas para anemia grave (Hb <7-8 g/dL) ou sintomas incapacitantes
refratários, visando alívio sintomático imediato enquanto aguarda resposta ao
tratamento definitivo.
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