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1)Características da segmentação
A segmentação, também chamada de clivagem, é uma etapa do desenvolvimento
embrionário caracterizada por uma grande quantidade de divisões celulares.
Logo após o processo de fecundação, inicia-se a etapa da segmentação, também
conhecida por clivagem. Esse processo é marcado por várias divisões mitóticas e é
influenciado principalmente pela quantidade de vitelo e a sua distribuição no ovo. A
velocidade dessa etapa depende da quantidade de vitelo, quanto menor a quantidade,
maior é a velocidade desse processo.
Podemos dividir a segmentação em dois tipos principais: a holoblástica e a meroblástica. Na
segmentação holoblástica, a divisão ocorre em toda a extensão do ovo, enquanto na
meroblástica apenas parte do ovo sofre clivagem. Apesar dos diferentes tipos de ovo e de
segmentação, geralmente ela pode ser dividida em duas fases distintas: a mórula e a
blástula.
2)Importância na zona pelúcida em cada evento
A zona pelúcia age como barreira que permite a passagem de só um espermatozóide. Após
a fertilização, é modificada impedindo a entrada de outros espermatozóides. Também age
como filtro poroso nas fases iniciais de clivagem para certas substâncias secretadas pela
tuba e impede implantação prematura do zigoto
3)Formação de mórula e blastocisto
Mórula é um dos estágios do desenvolvimento pré-embrionário. A formação da mórula
representa a última etapa da fase de clivagem (divisão celular) e precede o blastocisto na
evolução do embrião. Nessa etapa, o zigoto tem entre 16 e 32 blastômeros — células
embrionárias resultantes do processo de mitose.
Os blastômeros da superfície da mórula dão origem aos anexos embrionários, como o saco
amniótico e a placenta. Já as células que ficam no interior do aglomerado celular formam o
futuro feto.
O óvulo é fertilizado em uma das tubas uterinas e é transportado para o útero enquanto se
desenvolve. Cerca de 4 dias após a fecundação, em estágio de mórula, o embrião alcança
a cavidade uterina e permanece por 2 dias antes de se implantar no endométrio. Ali, ele
recebe nutrientes e fluídos do próprio útero que ajudam a formar o blastocisto.
4)Tipos de gemelaridade
Existem 3 tipos de gestações gemelares:
Dicoriônica-diamniótica: gêmeos que possuem placenta e bolsa amniótica próprias. Podem
ser fraternos ou idênticos.
Monocoriônica-diamnióticas: gêmeos que compartilham placenta, porém tem diferentes
bolsas amnióticas. São gêmeos idênticos.
Monocoriônica-monoamniótica: gêmeos idênticos que compartilham as duas estruturas,
bolsa amniótica e placenta.
5)Formação de gêmeos dizigóticos e monozigóticos
Popularmente conhecem-se apenas dois tipos de gêmeos: os monozigóticos (univitelinos ou
idênticos), originados a partir da divisão de um único zigoto ou de suas células-filhas
(blastômeros), e os gêmeos dizigóticos (bivitelinos ou fraternos), que surgem após a
gestação simultânea de dois ou mais zigotos diferentes.

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