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Prof. Bruno pelicioni SISTEMA NERVOSO 1 Estruturas do sistema nervoso O encéfalo, contém cerca de 100 bilhões de neurônios. Os 12 pares de nervos cranianos, numerados de I a XII. A medula contém cerca de 100 milhões de neurônios. Os 31 pares de nervos espenhais. Gânglios (do grego ganglion = tumor ou nódulo) são pequenas massas de tecido nervoso, localizadas externamente ao encéfalo e medula espinhal. Função: Odores, produzir a fala, emoções, pensamentos, memorizar, fornecer sinais de controle dos movimentos corporais e regular o funcionamento dos órgãos internos. Sensitiva, integradora e motora. Filogênese do sistema nervoso Os seres vivos, mesmo os mais primitivos, devem continuamente se ajustar ao meio ambiente para viver. Irritabilidade, condutibilidade e contratilidade. Irritabilidade Contratilidade Condutibilidade Receptor Axônio Efetuador Receptor Ameba Alguns reflexos da medula espinhal dos vertebrados Alguns reflexos da medula espinhal dos vertebrados OBS: Reflexo intrasegmentares Reflexo intersegmentares. Evolução dos três neurônios fundamentais Neurônio aferente (sensitivo): tem como função levar ao sistema nervoso central informações sobre as modificações do ambiente. (Corpo dentro de glânglios). Neurônio eferente (motor): tem como função conduzir o impulso nervoso ao órgão efetuador, que, nos mamíferos, é um músculo ou glândula. (Corpo fora do sistema nervoso central ou dentro do sistema nervoso central). Neurônio associação: é um neurônio multipolar que se conecta a um neurônio aferente e um neurônio eferente em um caminho neural. Aumentou muito as sinapses. (corpo sempre dentro do sistema nervoso central). OBS: lesões no corpo são irreversíveis. Já no axônio podem se regenerar. Unipolar Bipolar Pseudo-unipolar Neurônios Neurônios unipolares: apresentam um único axônio. São as células nervosas mais simples, estão presentes nos órgãos dos sentidos. Neurônios bipolares: apresentam somente um dendrito e um axônio. Estão presentes nas estruturas sensoriais, como na mucosa olfatória e na retina. Neurônios pseudounipolares: do corpo celular parte uma ramificação que posteriormente se dividirá em duas. Neurônios multipolares: são a maioria dos neurônios existentes em nosso corpo, apresentando mais de dois prolongamentos celulares. Neurônio Axônio: conduz impulso nervoso para outro neurônio, uma fibra muscular ou uma célula glandular. terminais axônicos. Que em suas extremidades vemos os botões sinápticos onde se encontram os neurotransmissores. Mielinização: os axônios da maioria dos nossos neurônios são circundados por uma bainha de mielina, um revestimento composto de lipídeos e proteínas. Tem como função isolar o axônio de um neurônio e aumentar a velocidade de condução do impulso nervoso. As células de Schwann na SNP, e os oligodendrócitos na SNC produzem as bainhas de mielina. Dendritos: (pequenas árvores) são as partes receptoras de um neurônio. Geralmente os dendritos são curtos, delgados, altamente ramificado. Corpo celular: contém um núcleo circundado pelo citoplasma que inclui as organelas típicas. A maioria das moléculas necessárias para o funcionamento do neurônio é sintetizada no corpo celular. Tipos de células Neuroglial SNC Astrócito: fornecem nutrientes aos neurônios, auxiliam a migração dos neurônios, ajudam a formar a barreira hematoencefálica. Micróglia: Protegem as células do SNC de doenças (englobando os micróbios invasores). Ologodendrócito: sustentação, produzem a bainha de mielina. Células ependimárias: reveste os ventrículos do encéfalo e o canal central da medula, formam o líquido cerebrospinal e auxilia sua circulação. Tipos de células Neuroglial SNP Célula de Schwann: produzem parte da bainha de mielina em torno de um único axônio de um neurônio do SNP, participam da regeneração dos axônios do SNP. Células satélites: sustentam os neurônios nos gânglios do SNP. Sinapses Uma sinápse típica funciona da seguinte maneira: Um impulso nervoso chega ao botão sináptico terminal de um axônio pré-sináptico. A fase de despolarização do impulso nervoso abre canais de Ca²+. Uma fez que o Ca²+ está mais concentrado no líquido intersticial, o mesmo flui para o botão sinápticos terminais pelos canais abertos. O aumento na concentração de Ca²+ no interior do botão sináptico terminal desencadeia a exocitose de algumas vesículas sinápticas, que liberam milhares de moléculas de neurotransmissor. As moléculas de neurotransmissor difundem-se pela fenda sináptica e ligam-se aos receptores de neurotransmissor localizados na membrana plasmática do neurônio pós-sinápticos. Essa ligação das moléculas do neurotransmissor abre canais iônicos que permitem o fluxo de certos íons através da membrana. À medida que os íons fluem pelos canais abertos, altera-se a voltagem através da membrana. Dependendo dos íons que esses canais admitem, a alteração de voltagem pode ser uma despolarização ou uma hiperpolarização. Sinapse é a região localizada entre neurônios onde agem os neurotransmissores (mediadores químicos), transmitindo o impulso nervoso de um neurônio a outro, ou de um neurônio para uma célula muscular ou glandular. Dois tipos de sinapes: elétrica e química. Sinapses Sinapse elétrica Sinapse química Fenda sináptica Embriologia Embriologia Dos três folhetos embrionário é o ectoderme que dá origem oa sistema nervoso. O sistema nervoso como um todo começa em 3 semanas, com a diferenciação celular que forma a placa neural ao longo do dorso do embrião. Espessamento do ectoderma, situado acima da notocorda formando a placa neural. O espessamento da placa neural forma uma depessão chamada de sulco neural. Que se aprovunda posteriormente para formar a goteira neural. A goteira neural se fundem para formar o tubo neural. Células da goteira neural se desenvolvem para formar a crista neural. O tubo neural dá origem a elementos do sistema nervoso central. A crista neural dá origem a elementos do sistema nervoso periférico. Embriologia Dilatações do tubo neural: desde sua formação o calibre do tubo neural é uniforme. A perte cranial que dá origem ao encéfalo do adulto, torna-se dilatada e constitui o arquencéfalo e a parte caudal, dá origel a medula do adulto, permanece com calibre uniforme e constitui a medula primitiva. No arquencéfalo se inicia três dilatações denominadas: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Prosencéfalo: vai dar origem a duas vesículas, telencéfalo e diencéfalo. Mesencéfalo: náo se modifica. Rombencéfalo: origina o metencéfalo e o mielencéfalo. O metencéfalo forma o cerebelo e ponte e o mielencéfalo o bulbo. Problemas com tubo neural Defeitos do fechamento do tubo neural: são malformações congênitas frequentes que ocorrem devido a uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário, durante a quarta semana de embriogênese. As doenças mais comuns são a anencefalia e a espinha bífida. A anencefalia é a ausência completa ou parcial do cérebro e do crânio. A espinha bífida é um defeito de fechamento ósseo posterior da coluna vertebral. Cavidades do tubo neural, forames, líquor, barreira hematoencefálica A luz do tubo neural permanece no S.N do adulto, sofrendo algumas modificações. Canal central da medula ou canal do ependima (obliterado). Ventrículos laterais, III e IV ventrículo. Forame interventricular (ou de Monro), aqueduto cerebral (ou de Sylvius). Toda cavidade com exceção do canal da medula, são revestidos por um epitélio cuboide denomindado epêndima (produção de líquor e circulação do mesmo). Plexo corioide: é formado pela pia-máter, capilares sanguíneos e células ependimárias. Líquido cérebro-espinhal ou líquor (proteção mecânica, fornecer nutrientes, remover resíduos). Cavidades do tubo neural, forames, líquor, barreira hematoencefálica V. lateral V. III V. IV Plexo V. lateral Plexo V. III V. IV Hidrocefalia Aumento anormal do fluido cefalorraquidiano dentro da cavidade craniana, acompanhado de expansão dos ventrículoscerebrais e alargamento ósseo. Existem dois tipos de hidrocefalia: comunicante e a não-comunicante. Comunicante resulta no aumento da produção de líquor ou deficiência na absorção do mesmo (patologia). Não-comunicante são mais frequentes e resultam da obstrução na trajeto do liquor. Existem vários procedimentos cirúrgicos visando diminuir a pressão liquórica. Barreira hematoencefálica Dispositivo que impedem ou dificultam a passagem de substâncias do sangue para o tecido nervoso, do sangue para o líquor ou do líquor para o tecido nervoso. A primeira noção de que os capilares nervoso central teriam uma permeabilidade diferente dos demais foi obitida através de experiência realizada com corante azul-de-tripan. Existem três barreiara: barreira hemoliquórica, líquor-encefálica e hemoencefálica. Importância fisiológica e clínica: Regulam a passagem para os neurônios não só de substâncias a serem utilizadas pelo mesmo, mas também de medicamentos e substâncias toxicas. Proteção do encéfolo contra agentes que poderiam lesa-lo ou alterar seu funcionamento. OBS: Capilar cerebral: Células endotelias unidas por junções íntimas. Não existe fenestras. As células endotelias não são contráteis. Sangue Líquor Barreira hemoliquórica Tecido nervoso Barreira hemoencefálica Barreira líquor-encefálica Divisão do S.N com bases nos critérios anatômicos Divisão do S.N com bases nos critérios funcionais Organização morfofuncional Sistema nervoso central O sistema nervoso central (SNC) é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal. O encéfalo fica protegido pelo crânio, enquanto que a medula espinhal fica protegida pela coluna vertebral. É no SNC que chegam as informações relacionadas aos sentidos da audição, visão, olfação, paladar, e tato e é dele que partem ordens destinadas aos músculos e glândulas. Medula espinhal Localizada no canal vertebral. Limite cranial (forame magno), limite caudal 2º vertebra lombar (L2). Forma aproximadamente cilíndrica. Apresentam duas dilatações (intumescência cervical e intumescência lombar). Percorrida por sulcos longitudinais. Na medula a substância cinzenta está localizada no interior (borboleta). Existe 31 pares de nervos espinhais, 8 cervicais, 12 torácicos, 5 sacrais e geralmente 1 coccígeo. A medula espinhal tem a função de conduzir impulsos nervosos das regiões do corpo até o encéfalo, produzir impulsos e coordenar atividades musculares e reflexos. Medula espinhal Tronco encefálico 01- BULBO Função Centro cardiovascular e a área respiratória rítmica. Também controla o vômito, da deglutição, do espirro, da tosse e do soluço. 02- PONTE Função Transmitir as informações da medula e do bulbo até o córtex cerebral. Centro respiratório pontinho (gerar e manter o ritmo da respiração). 03- MESENCÉFALO Função Os colículos superiores coordenam os movimentos da cabeça, dos olhos e do tronco em resposta a estímulos visuais. Os colículos inferiores coordenam os movimentos da cabeça, dos olhos e do tronco em resposta a estímulos auditivos. Cerebelo Segunda maior estrutura encefálica. O cerebelo se localiza posteriormente ao bulbo e à ponte e inferiormente à parte posterior do telencéfalo. Folhas do cerebelo, árvore da vida. Três pares de pedúnculos cerebelares conectam o cerebelo com o tronco encefálico. Função: Coordenação dos movimentos voluntários (refinamento). Coordenação da postura tanto em movimento ou não. Controle do tônus muscular. Diencéfalo Hipotálamo Epitálamo Tálamo Circunda o terceiro ventrículo. Ele inclui o tálamo, o hipotálamo e o epitálamo. Tálamo: transmite quase todas as aferências sensitivas para o córtex cerebral. Contribui com a funções motoras transmitindo impulsos do cerebelo e dos núcleos da base para a área motora primária do córtex cerebral. Hipotálamo: Produz vários hormônios como a oxitocina e o hormônio antidiurético (ADH). Regula os padrões emocionais e comportamentais. Funciona como um termostato para regular a temperatura corporal. Epitálamo: formado pela glândula pineal que produz melatonina. Talamo Tálamo: transmite quase todas as aferências sensitivas para o córtex cerebral. Contribui com a funções motoras transmitindo impulsos do cerebelo e dos núcleos da base para a área motora primária do córtex cerebral. Hipotálamo: Produz vários hormônios como a oxitocina e o hormônio antidiurético (ADH). Regula os padrões emocionais e comportamentais. Funciona como um termostato para regular a temperatura corporal. Epitálamo: formado pela glândula pineal (que produz melatonina) e pelos núcleos habenulares (envolvidos com o olfato). Telencéfalo Ele é responsável por nossa capacidade de ler, escrever e falar; de fazer cálculos e compor músicas; e de lembrar o passado, planejar o futuro e imaginar coisas que nunca existiram. É composto por um córtex cerebral externo, uma região interna de substância branca e núcleos de substância cinzenta localizados profundamente na substância branca. A substância branca cerebral é formada basicamente por axônios mielinizados. Lobos cerebrais Cada hemisfério cerebral pode ser subdividido em vários lobos, que recebem seus nomes de acordo com os ossos que os recobrem: lobos frontal, parietal, temporal, occipital e ínsula. Organização funcional do córtex cerebral Áreas sensitivas recebem informações sensitivas e estão envolvidas com a percepção. Áreas motoras controlam a execução de movimentos voluntários. Áreas associativas lidam com funções integradoras mais complexas, tais como memória, emoções, raciocínio, vontade, juízo crítico, traços de personalidade e inteligência. Áreas sensitivas primárias Área sensitiva ou somestésica primária: situa-se no giro pós-central de cada lobo parietal, está relacionada com os impulsos nervosos temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção consciente. Área visual primária: localizada na parte posterior do lobo occipital, está envolvida com a percepção visual. Área auditiva primária: situada na parte superior do lobo temporal, está relacionada com a percepção auditiva. Área gustativa primária: localizada na base do giro pós-central, está envolvida com a percepção gustativa e com a discriminação de gostos. Área olfatória primária: situada na face medial do lobo temporal, está envolvida com a percepção olfatória. Áreas motoras primárias Área motora primária: está localizada no giro pré-central do lobo frontal. Cada região controla as contrações voluntárias de músculos específicos ou de grupos musculares. Áreas de associação secundárias sensitivas Área de somestésica secundárias: é posterior à área sensitiva primária. permite que você determine a forma e a textura exatas de um objeto. Área visual secundária: localizada no lobo occipital, esta área permite que você reconheça um objeto, como uma colher, apenas pelo olhar. Área auditiva secundária: situada inferior e posteriormente à área auditiva primária no córtex temporal, permite que você reconheça um som específico. Área de Wernicke: uma grande região nos lobos temporal e parietal, interpreta o significado da fala por meio do reconhecimento das palavras faladas. Wernicke Áreas de associação secundárias motoras Área pré-motora: está imediatamente anterior à área motora primária. Envolvem grupos musculares maiores, como os do tronco ou da base dos membros. Área motora suplementar: está na face medial do giro frontal superior, planegamento de sequencia complexas de movimentos. Área de Broca: está localizada no lobo frontal, próxima ao sulco cerebral lateral. Em cerca de 97% da população, estas áreas de linguagem situam-se no hemisfério esquerdo (afasia motora). suplementar Sistema nervoso periférico Nervos espinhais Nervos cranianos Nervos cranianos Meninges Meninges São as três membranas de tecido conjuntivo que revestem o encéfalo e a medula espinhal, tendo como objetivo protegê-los. Estas três camadas, de fora para dentro são: dura-máter, aracnóide e pia-máter.