Prévia do material em texto
Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)
http://www.tcpdf.org
wyRI/EatltS
NMI
MAGNO URBANO DE MACEDO ANTONIO CARVALHO
ATENDE AOS PARAI' VIETROS CURRICULARES DO ENSINO MEDIO
#
0 •
•
a
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• • •
*
EDITORIAL
EdIca° de arte: Celso Vicente Silva. EdItoragio Eletronlca: Contemporanea Arte Digital. Ilustracoes: Hello Senatore,
Osvaldo Sequetim, Paulo Manzi. Revisao: Equipe IBEP. Capa: Osvaldo Sequetim. Foto cape: Veit/Zefa/Stock Photos. Foto!Ito e
Impressio: IBEP.
INSTITUTO BRASILEIRO DE EDIOES PEDAGOGICAS
E-mail: ibep@uol.com.br
DIstribulgAo e Promos lio
Rua Joli, 294 - Tel.: (011) 291 -2355 (PABX)
CEP 03016-020 — Caixa Postal 285 — Sao Paulo — Brasil
Sedes regionals
ACRE • Rio Branco — Rua Benjamim Constant, 235 — Tel.: (068) 223 7740 — Fax: 224 7253.
ALAGOAS * Macei6 — R. Prof. Virgfnio de Campos, 206 — Tel.: (082) 221 5872 — Fax: 336 1050.
AMAZONAS * Manaus — R. Henrique Martins, 396 — 2° andar — Tel.: (092) 633 1943 — Fax: 633 3703.
BAHIA * Salvador — R. Visconde de Itaboraf, 989 — Tels.: (071) 240 1121 / 240 1811 — Fax: 248 2683.
BRASILIA (DF) • SIG/Sul — Bloco C — Quadra 3 — Loja 68 — Tel.: (061) 344 1550 — Fax: 344 3741.
CEARA Fortaleza — Av. Aguanambi, 145 — Tel./Fax: (085) 226 2800.
ESPIRITO SANTO " Vila Velha — R. Presidents Lima, 127 — Tel.: (027) 229 7189 — Fax: 229 2972.
GOIAS Goiania — R. Eugitinio Brugger, 647 (Antiga 70) — Tel./Fax: (062) 224 2454.
MARANHAO Sii0 Luis — Av. Getdlio Vargas, 14 — Tel./Fax: (098) 232 6646.
MATO GROSSO • Cuiaba — R. Bark. de Melgaco, 789 — Porto — Tel./Fax: (065) 637 4787.
MATO GROSSO DO SUL • Campo Grande — Av. Bandeirantes, 865 — Tel./Fax: (067) 784 3961.
MINAS GERAIS • Belo Horizonte — Av. Isabel Bueno, 1026 — Tel.: (031) 441 7886 — Fax: 441 1166. " TerifiloOtoni — Av. Gettilio Vargas, 933
Tel.: (033) 522 2902 — Fax: 522 3063 • Gov. Valadares — Rua Barbara Heliodora, 486 — Tel.: (033) 271 3270 — Fax: 271 4042 Cal. Fabriciano
Rua Maria Matos, 25 — Tel (031) 842 1100 * Montes Claros — Rua Cel. Joaquim Costa, 270 — Tel./Fax: (038) 223 1000
PARA • Belem — Tray. Padre Eutfquio, 850 — Tel.: (091) 223 1507 — Fax: 242 5057.
PARAIBA " Jae° Pessoa — Av. 1° de Maio, 253 — Tel.: (083) 241 2768 — Fax: 241 5935.
PARANA * Curitiba — R. Engenheiro Heitor Soares Gomes, 479 — Tel.: (041) 345 1561 — Fax: 345 1781.
PERNAMBUCO " Recite — Av. Manuel Borba, 267/283 — Tel.: (081) 423 5853 — Fax: 423 0105.
PIAUI • Teresina — Rua 13 de Maio, 527 — Sul — Tel./Fax: (086) 222 7392.
RIO GRANDE DO NORTE * Natal — Rua Olinto Meira, 1 113 — Barro Vermelho — Tel./Fax: (084) 212 2142.
RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre — Rua Ernesto da Fontoura, 392 — Tel./Fax: (051) 342 9338.
RIO DE JANEIRO • Rio de Janeiro — Av. Lobo Jdnior, 1011 — Tel.: (021) 270 1647 — Fax: 590 0042.
RONDONIA • Porto Velho — Rua Joaquim Nabuco, 2816 — Tel.: (069) 224 5679 — Fax: 224 3727.
• Ji-Parana — Rua T-10, 900 (entre Curitiba e Maringa) — Nova Brasilia — Tel.: (069) 421 5246.
RORAIMA • Boa Vista — Av. Jaime Brasil, 363 — Tels.: (095) 224 1444 / 224 1816.
SANTA CATARINA • Fiorian6polis - R. Jose CAndido da Silva, 382 - Baln. do Estreito - Tel. (048) 248 8080 / 248 4194 — Fax: 244 7007.
SAO PAULO Aragatuba - R. Osvaldo Cruz, 173/177 - Tel./Fax: (018) 623 7834 • Bauru - Av. Aurelian° Cardia, 6 -36 - Tel.: (014) 234 8191
Fax: 223 6789 * Presidente Prudente - Av. Coronel Jose Soares Marcondes, 1120 - Tel.: (018) 221 5311 - Fax: 223 2689 " Ribeirao Preto
R. Florencio de Abreu, 823 — fundos — Tel.: (016) 636 7715 — Fax: 610 6368 " Sao Jose do Rio Preto — R. General Glicerio, 3254 — Tel.: (017)
232 9699 — Fax: 234 4028.
I
S •
• • •
•
S •
•
• • • •
• • • • •
• • •
• •
• • • •
•
• •
•
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Sumario
1 ESTRUTURA AToMICA (CONCEITOS) 7
Materia e energia 7
Energia 10
Mistura, substoncias simples e compostas 18
Modelos atomicos 29
Elementos quimicos, niimero atomic°, massa
at8mica 34
Configuracao eletronica dos 6tomos 43
2 TABELA PERIODICA 64
Classificacao periodica moderns 65
Periodos 65
Familias 66
3 LIGACoES QUIMICAS 85
Ligacao ionica 85
Teoria do octeto 86
4 FUNCoES DA QUIMICA INORGANICA 101
Acidos 101
Bases 112
Sais 119
Oxidos 125
Funcaes da quimica e o cotidiano 130
•
5 REAcOES QUIMICAS 130
Reacaes quimicas ou fenamenos quimicos 146 •
Equacao quimica 146 •
Balanceamento de equacoes 147 •
Tipos de reacaes quimicas 150 •
Mol — A quantidade de materia 153 •
•
6 ESTUDO DOS GASES 176 •
0 estado gasoso 176 •
Mistura dos gases 195 •
Massa molar de misturas 198 •
A poluicao gasosa 201 •
11111
7 ESTUDO DAS SOLUcoES 206 0
Misturas 206 S
Poluicao da agua 224 •
8 TER 0 UIMICA 231
9 CINETICA OUIMICA 244
10 E Ulu RIO QUIMICO 249
11 ELETRO U MICA 258
Pilhas 266
Eletrolise 273
12 REAOES NUCLEARES 279
A utilizacao da energia nuclear 284
•
• • •
• •
• • • •
• • • •
• • 13 QUIMICA ORGANICA 292
• Funcaes organicas 303
•
•
Fenais 318
fb Alcoois 320
•
Aldeidos 324
• Cetonas 328
Acidos carboxilicos 335
• Esteres 341
1110 Eteres 348
• Aminos 350
• Amidos 354
• Haletos organicos 356
• Isomeria 368
•
• 14 ESTUDO DE ALGUNS MATERIALS 384
4110
Ferro 384
•
Aluminio 385
• Cobre 387
• Zinco
388
• Estanho 388
• Chumbo 388
• Aco inox 389
• Cimento 389
• Madeira 390
• Plasticos ou polimeros 391
• RESPOSTAS DOS TESTES
• E EXERCICIOS PROPOSTOS 392
• TABELA PERIODICA
•
•
•
II IP 41 IP 40 0 4, 41 41 41 41 41 41 41 II lb•41. 40 40 41 41 41 41 40 4, 40 41 40 41 40 40 41 40
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Estrutura atemica (conceitos)
MATERIA E INEROIA
Observe a fotografia que ilustra esta unidade. Sao milhares de estrelas cin-
tilantes tendo ao fundo o veludo negro do c6u. Desde a infancia, sempre foi
uma inquietacao nossa desvendar os misterios do c6u. 0 que sao as estrelas?
•
Por que tem brilho?
• Essas milhares de estrelas agrupadas fazem parte de uma galaxia chamada
Via Lactea. Sao muitos corpos que brilham como fornalhas nucleares emitindo
• explosivamente gases e luzes provenientes da queima de urn gas denominado
•
helio. Para que isso ocorra, 6 preciso que o hidrogenio se converta em gas helio.
A queima desse gas é responsavel pelo brilho e pela cor das estrelas.
• Poderfamos abreviar o texto acima e concluir que a fotografia apresenta
• coisas, objetos materiais ou, para ser mais preciso: materias e formas de energia. • Vamos expor o conceito classic° de materia:
411
Materia 6 tudo o que tern massa e ocupa lugar no espaco.
• A madeira, a argila, a agua, o ferro sac) alguns exemplos de materia. No
•
entanto, ha exemplos de materias que nao podem ser vistas, mas podem ser
sentidas, como o ar que enche nossos pulmoes ou move nossos cabelos.
• Nao sao exemplos de materia o calor, as cores, o amor, as esperancas, as
• ideias e os sonhos. Nada disso é "material", nenhum é materia.
• 7
•
0 livro ap6s ser empurrado cai no ch&o.
• • • • • • • • • • • •
•
• •
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
MASSA E PESO
Para definir essas duas grandezas, vamos dar como exemplo o livro que
voce esta lendo. Se colocarmos este livro sobre uma mesa e o empurrarmos
para um lado, estaremos realizando uma forca sobre este livro. Se a forca que
aplicarmos for maior, o livro caird ao chao.
0 livro sobre a mesa é empurrado.
Por que o livro cai no chao?
0 livro cai no chao devido a forca gravitacional que atrai a massa desse
livro para o centro de gravidade da terra.
Livro
caindo
Forpa
gravitacional
atraindo a
livro
A forca de gravidade atua no sentido do centro da Terra.
Isso explica por que todos os corpos caem na direcao vertical.A massa de uma materia pode ser determinada pela medida do peso. Assim,
vamos supor que voce caminhe ate a farmacia para saber quantos quilos esta
pesando. Em outras palavras, vamos supor que voce conduza a massa da sua
materia corporea para o prato de uma balanca de farmacia. 0 visor da balanca
indicara que a massa da sua materia contem urn peso corporeo em quilogramas.
A balanca indica uma pesagem de sua massa corporea porque ha uma for-
ca atraindo o seu corpo para baixo. Essa forca é a forca de atracao gravitacional.
8
Centro de
gravidade da
Terra
•
0 peso de qualquer corpo e a forca corn que a massa desse corpo a atraida ern
direcao ao centro da Terra pela acao da gravidade.
• Sendo assim,
• Massa 6 uma medida de quantidade de materia.
410 Peso 6 a forca de atracao gravitacional entre o centro gravitacional de urn corpo e o centro da Terra.
• 0 termo "massa" é usado para comparar materias. Assim, uma motocicleta
• tern massa maior que este livro, urn ovo de galinha tern massa maior que urn
•
ovo de codorna e urn balao cheio de agua tern massa maior que urn balao cheio
de ar (solidos, liquidos e gases tern massa porque todos sao materias).
• "%L. uuserviscau;
0 Brasil 6 signatario do Sistema Internacional de Medidas, sendo assim, a unida-
de que adotaremos sera o grama, seus mirltiplos e submCiltiplos. Portanto, massa 6 a
quantidade de uma materia medida em gramas (g), quilogramas (kg), miligramas
(mg), toneladas (1000 kg), etc.
Unidade de medida Representacao Relacao de conversdo
grama g —
miligrama mg 1 0- 3 g
quilograma kg 10 3 g
tonelada t 1 0 3 kg ou 106g
CORPO E OBJETO
• Com urn pedaco de marmore, urn escultor faz uma estatua. Corn uma bar-
ra de ouro, urn ourives faz urn anel. 0 marmore e a barra de ouro sao exemplos
de corpos. A estatua e o anel sao exemplos de objetos. Sendo assim podemos
• definir:
• Corpo 6 qualquer porcao limitada de materia e objeto 6 urn corpo trabalhado e
•
que tern alguma serventia.
•
Relacionando corn materia os exemplos acima, podemos dizer que:
A rnadeira 6 materia, no entanto, urn pedaco de madeira é urn corpo do
• qual se faz um objeto.
• Madeira tabua --.- mesa
• (materia) (corpo) (objeto)
•
0 ouro é materia, uma barra de ouro é uma porcao de materia ouro, da
qual se faz urn anel.
• Ouro barra de ouro anel
• (materia) (corpo) (objeto)
• 9 •
S •
•
• •
•
•
•
•
Agua quanta
Rede eletrica
Agua fria
0 trabalho humano
transforma a materia ar-
gila em urn objeto de
consumo.
Moradores da Cor-
dilheira dos Andes fa-
zem suas casas de pedra.
0 joao-de-barro uti-
liza a materia barro para
construir sua casa. A
casa é o objeto de sua
moradia.
ENERGIA
A energia tern urn conceito intuitivo, porem voce já a conhece em suas
varias modalidades, das quais citaremos algumas:
■energia eletrica;
■energia termica;
■energia luminosa;
■energia mecanica;
■energia atomica;
■energia quimica;
■energia cinetica;
■energia potencial; etc.
Voce precisa saber tambem que a energia:
Pode ser convertida.
Ex.: no chuveiro, a energia eletrica é transformada em energia termica.
10
• •
•
I
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
Rede eletrica
• • • • • • • • •
•
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
• Pode mudar a estrutura da materia.
Ex.: a queima da madeira transforma-a em cinzas.
t;1> Pode causar sensaccies.
Ex.: a corrente eletrica, quando atravessa nosso organismo, provoca
uma sensacao desagradavel e pode causar ate a morte.
• Pode iluminar
Ex.: a energia eletrica, quando passa por uma lampada, torna-a incan-
descente e nos ilumina.
Alem destas manifestacOes, a energia pode ainda:
q>aquecer;
q.resfriar;
q:)acelerar ou retardar movimentos, etc.
A ciencia que mais se dedica ao estudo da energia é a Fisica. A Quimica,
nesta primeira parte, vai ater-se apenas ao estudo da materia. Ambas as cienci-
as, porem, se inter-relacionam.
PENSANDO E DEDUZINDO
1 Uma crianca encheu seu balao de ar e fez desse balao urn brinquedo, jogan-
do-o para o alto varias vezes e aparando-o corn as maos. Na sua opiniao,
haveria possibilidade de a crianca jogar esse balao e ele nao voltar para
suas maos? Explique sua resposta.
Imagine-se caminhando no solo lunar. A forca de gravidade da Lua é seis
vezes menor que a da Terra. A massa de seu corpo é a mesma, tanto na
Terra como na Lua. Qual seria o peso em quilogramas da sua massa corpo-
rea na Lua? Explique o seu resultado.
3 1Num dia muito quente, voce chega em sua casa, liga o ventilador e senta-se
de frente para ele. Voce sente o ar impulsionado pela Mice do ventilador
bater no seu rosto. No seu entendimento, ar é materia, corpo ou objeto? 0
movimento da Mice pode ser entendido como uma modalidade de energia?
11
ATOMOS E MOLECULAS
Toda materia é formada por pequenas unidades chamadas atomos.
Os atomos, por sua vez, reunem-se em grupos denominados moleculas.
No caso da substancia agua, por exemplo, as moleculas sao formadas por
dois atomos do elemento hidrogenio e um atom° do elemento oxigenio.
Num copo de agua, tanto no estado
solido como no estado liquido, existe
um numero grande de moleculas de
agua.
Elas estarao presentes nesse reci-
piente sempre na proporcao fixa de urn
oxigenio para dois hidrogenios.
Veja algumas propriedades da agua e dos elementos que a constituem:
■hidrogenio: é urn gas incolor e combustivel;
■oxigenio: é urn gas incolor e comburente (alimenta a combustao);
■agua: é urn liquid° incolor e nao-combustivel.
A substancia agua, portanto, tern propriedades independentes dos elemen-
tos que a constituem. Essas propriedades aparecem num balde de agua, num
litro, numa gota ou numa simples molecula. Mas se dividirmos essa molecula
nos seus elementos constituintes (H e 0), as propriedades desaparecem.
Resumindo:
Atomo e a unidade estrutural da materia.
Molecula e a menor porcao de uma substancia que ainda conserva as proprieda-
des dessa substancia.
12
• •
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
0
H
r r
ti
13
•
•
• ESTADOS FISICOS DA MATERIA
Os estados fisicos da materia sao: solid°, liquido e gasoso. Estao ligados a
dois fatores, que determinam a distancia entre as moleculas:
• ■ Forcas de coesio: sao aquelas que fazem as moleculas se aproxima-
• rem umas das outras.
• ■ Forcas de repulsao: sao aquelas
•
que fazem as moleculas se afastarem
umas das outras. • • ■ Vibracao: alem de se deslocarem
no espaco, as moleculas estao sempre
• num continuo movimento de vibracao.
Quanto maior é a temperatura, maior é
• a velocidade de deslocamento e de vi-
• bracao.
Cada urn desses fatores citados predomina de acordo corn o estado no
qual se encontra a substancia.
q>Solido
S
S
S
I
•
•
• •
S
• •
•
•
•
•
Considere um cubo de gelo. Neste estado,
as moleculas estao muito proximas e nao se
• deslocam. Possuem, porem urn movimento de
•
vibracao em tomb de um ponto.
S
0 gelo, como muitos outros solidos, pos-
• sui forma e volume constantes.
•
Ferro
Cloreto de sodio
■ I ■
• • •
•
• •
• •
• • •
• •
•
• •
•
• • •
• •
•
• •
• • • •
• • •
• •
Ao lado temos a representacao da
estrutura solida do ferro e do cloreto de
sodio (os atomos maiores sao de cloro e
os menores de sodio).
Perceba a ordenacao regular dos
atomos que constituem essas substan-
cias. Predominam as for-gas de atracao.
11>Liquido
Gasoso
Nesse estado, o movimento das
moleculas é bem maior do que no es-
tado solid° e no liquido. Encontram-
se muito afastadas umas das outras,
devido a forcas de repulsao muito
grandes.
As substancias nao possuem for-
ma ou volume constante nesse estado.
0 volume de urn gas pode ser au-
mentado ou diminuido variando-se a
pressao sobre ele.
No estado liquido, as for-gas de repulsao sao urn pouco maiores que no
solid°. As moleculas estao mais afastadas e, alemde vibrarem, tambem se des-
locam. A forma é variada e o volume ocupado pelas substancias nesse estado é
constante.
A forma do liquido varia de acordo corn o recipiente que o contem.
Resumindo:
Estado
fisico
Volume Forma
Movimento
molecular
Distancia entre
as moleculas
SOlido Constante Constante Vibracao Muito proximas
Liquid° Constante Variavel Vibracao e deslocamento Pouco afastadas
Gasoso Variavel Variavel Vibracao e deslocamento veloz Muito afastadas
14
Gas
LI uido + Gas ,/*--
Liquido
&Vida + Llquido
SOlido
Tempo de equecimento Is)
PF - ponto de fusgo
PE - ponto de ebulicao
Grafico de fusao
Temperature 1 °C)
Solidificacao
•
•
•
MUDANcA DE ESTADO FISICO
•
•
•
• • • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• • •
De acordo corn a temperatura, a mesma substancia pode aparecer nos esta-
dos solid°, liquid° e gasoso.
Observe o esquema abaixo:
Aumento de temperature
Sublimeclio
Estado
1
I gelo
sdlido neve
lagos
Estado mares
lIquido rios
Estado) vapor
gasoso de ague
T(°C)
• +357
•
•
• -38,4
Ressublimacao
Diminuicao de temperature
Gra fico de mudanca de estado do elemento qulmico mercOrio (Hg)
PF = - 38, 4 °C e PE = 357 °C
■ Fusao
a passagem do estado solid° para o liquid°.
Fornecendo calor a urn solid°, sua temperatura aumenta, ate alcancar um
ponto denominado ponto de fusao (PF),
no qual a substancia comeca a derreter.
Enquanto toda a fusao nao se completar,
a substancia nao varia.
No caso da agua, o ponto de fusao é
0°C (zero grau Celsius).
Deixando urn pouco de gelo derreter,
podemos confirmar facilmente, corn urn
termometro, que a temperatura permane-
ce constante enquanto ha gelo.
15
Gfreifico da ebulicao
•
S •
•
0
•
• •
0
40
• 0
•
•
• •
•
I
I •
• •
•
•
• •
•
■ Vaporizacao
a passagem do estado liquid° para o gasoso. Essa mudanca de estado
pode ocorrer por evaporacao ou por ebulicao.
A evaporacao é um processo lento
e ocorre corn o liquido em qualquer
temperatura. E dessa maneira que
uma roupa seca no varal, ou a agua
dos rios e oceanos passa a atmosfera,
formando as nuvens.
A ebulicao é uma vaporizacao rd-
pida que ocorre no ponto de ebulicao
(PE). Durante esse processo, a tempe-
ratura permanece constante.
As donas de casa sabem que, durante a ebulicao, a temperatura permanece
constante. Quando querem urn aquecimento suave, colocam o recipiente em
banho-maria. Enquanto a agua estiver fervendo, a temperatura nao passa de
100°C (ponto de ebulicao da agua).
Veja os pontos de fusao e ebulicao de algumas substancias:
Substancia PF PE
Agua 0°C 100°C
Alcool —115°C 78°C
Eter — 116°C 35°C Lembre-se de que essas tempera-
turas variam corn a pressao. Ness
Ferro 1535°C 3000°C caso, a pressao é 1 atm (ao nivel do
Carbono 3500°C 4200°C mar).
■ Condensacao
E a mudanca do estado gasoso para o liquid°.
Quando tiramos uma garrafa da geladeira, o
vapor de agua da atmosfera se condensa em sua
superficie.
16
lodo sOlido
Vapor
de
lodo
lodo sOlido
S
S
• ■ Solidificacao
• E a passagem do estado liquido para o solido. Ocorre na mesma tempera-tura da fusdo.
• ■ Sublimacao e resstiblimacao
• A sublimacao é a passagem direta do estado solido para o gasoso e a ressu-
• blimacdo é a passagem direta do estado gasoso para o solido.
• Algumas substancias possuem essa propriedade, como a naftalina, a can-
fora, o iodo e o gelo-seco (gas carbonico).
• Podemos realizar uma experiencia
•
interessante de sublimacao e ressubli-
maga°.
• Colocando urn pouco de iodo soli-
• do num recipiente, e cobrindo-o corn
•
urn funil de vidro, podemos provocar
a sublimacao corn o aquecimento (os
• vapores sdo violeta). Quando os vapo-
• res encontram a superficie fria do fu-
nil, ressublimam.
Caso nao encontre iodo solido,
• tente corn a solucao de iodo que se en-
contra em farmacias. Nesse caso, é pre-
ciso esperar primeiro o solvente secar.
111 Pode-se ainda sublimar a naftali-
na, a canfora e mesmo o mentol das
balas de menta.
•
• A antimateria
11/ Os passos para a antimateria
Em prindpio do seculo XX, os fisicos comecaram a compreender que toda materia é constituida de
• certos tipos diferentes de particulas. Mas somente em 1930 o fisico Paul Dirac estabeleceu que todo
•
tipo de particula tinha que ter seu correspondente oposto.
Em 1932, o norte-americano Anderson descobriu o positron (antieletron), a primeira antipartIcula
111 cientificamente detectada.
•
Em 1956, a equipe de Segre (um italiano naturalizado norte-americano) conseguiu produzir artifi-
cialmente antiprotons e antineutrons, que constituem o nude° do atomo.
Em 1971, para surpresa dos norte-americanos, a Agenda Tass, da Uniao Sovietica, informou que
cientistas russos haviam conseguido obter formalmente, pela primeira vez, a antimateria, usando imen-
• sas quantidades de energia. A descoberta se deve a uma equipe orientada pelo fisico Prochkin.
•
Em 1978, os italianos fizeram uma nova experiencia: geraram antipr6tons e mantiveram-nos "pre-
sos" durante 85 horas em um intenso campo magnetico. Com isso, conseguiram aumentar o period() de
•
vida de uma antiparticula produzida em laboratorio, que ate entao era de um decimo milionesimo de
segundo ou cem mil microssegundos.
I (Condensado de Folha de S. Paulo, dezembro/78, Carlos Lourenco)
•
17
MISTURAS, SUBSTANCIAS SIMPLES E COMPOSTAS
0 homem conhece nos dias de hoje, mais de 5 milhoes de substancias dife-
rentes. Essas substancias, porem, sao compostas por aproximadamente 100 ele-
mentos distintos.
Vamos estudar como urn numero relativamente pequeno de elementos
pode formar tantas substancias.
MOLECULAS E SUBSTANCIAS
Vimos no inicio deste livro que a materia é constituida de atomos. Os ato-
mos podem se agrupar para formar moleculas. Urn exemplo desse agrupamen-
to seriam as moleculas de agua num cubo de gelo.
0 cubo de gelo é constituido por urn conjunto de moleculas quimicamente
iguais. Esse conjunto recebe o nome de substancia. Portanto:
Substancia é urn conjunto de moleculas quimicamente iguais.
Como exemplo, vamos apresentar as substancias hidrogenio, oxigenio,
agua e agua oxigenada:
Hidrogenio (H) Oxigenio (0)
Agua (Hp)
Agua oxigenada (11,0)
A indicacao de quantas vezes o atomo aparece na molecula é chamada for-
mula molecular ou, simplesmente, formula. Assim, a formula das substancias
dadas é:
Agua: H2O
Oxigenio: 02
Hidrogenio: H2 Agua oxigenada: H202
Atomicidade - e o mlmero de atomos do elemento quimico na nnolecula.
18
• • • • • • • • • •
•
• • •
• • • • • • • •
• • • • • • • • • • • •
Ozonio (0 3 )
Oxigenio (0 2)
•
•
• SUBSTANCIAS
• Ja vimos que os elementos quimicos aparecem combinados de diversas
maneiras, para formar substancias.
Quanto a composicao, podemos classificar as substancias em simples e
compostas.
■ Substancias simples
As substancias simples caracterizam-se por apresentar apenas um elemen-
to, cujos atomos podem estar agrupados em moleculas ou isolados. 0 nome da
substancia simples é frequentemente o mesmo do elemento que a forma. Veja:
•
•
•
•
•
• • •
• •
• • •
•
• •
•
• •
•
• • •
• • •
• •
Substancias: Hidrogenio (H 2)
4640
4840' L._".4 4,410
Elementos: Hidrogenio
A grafite e o diamante
sao variedades alotropicas
do mesmo elemento: o car-
bono. Repare como os ato-
mos se ligam de maneira di-
ferente em cada caso.
Outros exemplos:
Fosforo (P) fosforo branco P4
4
n (enesima) fosforo vermelho P(n)
Enxofre (S)
ferro a (alfa)
ferro y (gama)
rombico
Fe(n) enesima — diferem
Fe(n) na cristalizacao
S8 8 — diferem na
S8 cristalizacao
HOW (He)
Ozonio (0 3)
460
V
Co CO 4100
40 4100
Hello
Oz8nio
t'k5 Alotropia
Ha casos em que um mesmo elemento pode aparecer na forma de mais de
uma substancia simples. A esse fenomeno denominamos alotropia.Veja alguns
casos:
Oxigenio (0 2)
Elemento quimico variedade alotropica formula atomicidade
Ferro (Fe)
monoclinico
19
Agua destilada (H 20) Oxi inio (02)
Metano (C11 4)
Utilizado em
cilindros de
oxigenio
Substancia composta Substancia simples
(H+0) (0+0)
Um dO C
componentes do
"Os natural"
Substancia composta
(C +
■ Substancias compostas
Chamamos substancia composta ou simplesmente composto, aquelas for-
madas por mais de urn elemento.
Dessa maneira, encontramos ern suas moleculas atomos diferentes:
Substancias: Agua (H 20) Gas carbonic° (CO 2 ) Amonia (NH3)
41# (di 4444°
Molecular: 411, 4,0
40+ Sao
Elementos: hidrogenio e oxigenio carbono e oxigenio nitrogenio e hidrogenio
Substancia pura
Quando uma porcao de materia é formada por apenas um tipo se substan-
cia, podemos chama-la de substancia pura. Portanto, a substancia pura é for-
mada somente por urn tipo de molecula.
Perceba que as substancias puras podem ser simples ou compostas.
•Densidade das substancias puras
E a relacao entre massa de uma quantidade qualquer de substancia e seu
respectivo volume.
d=
V
Normalmente a massa é medida em grama ou quilograma, enquanto o vo-
lume é medido ern Q, me e cm 3 .
Substancia Densidade
H2O
1,0 g/mQ,
Gasolina 0,9 g/mP,
2,7 g/cm3 Aluminio
Chumbo 11,4 g/m
0,5 g/nV Litio
20
•
• •
•
• •
• •
• •
• • •
•
• •
•
•
I
•
• •
•
•
•
•
•
• •
0
•
•
•
Observacao:
1 kg = 1000 g
1g= 1000 mg
1P = 1000 ml = 1000 cm 3
H2O + 02
tro
tot
02 + N2
SO 4t. 400
‘MO 41, 410
H2O + H202 44,
ett
• • • Na mistura encontramos, portanto, mais de urn tipo de molecula. Mistura é toda porcao de materia que apresenta mais de uma substancia.
q>Mistura
• •
•
Os exemplos citados de mistura aparecem freqiientemente no nosso coti-
• diano:
• o oxigenio é encontrado misturado a agua. E por isso que os peixes po-
• genio aparece corn 78% e o oxigenio, corn 21%;
• dem respirar dentro da agua.
q> a mistura de nitrogenio e oxigenio é responsavel por 99% do ar. 0 nitro-
t;k5 a agua oxigenada que encontramos no cornercio é uma mistura de agua
comum (H20) e peroxido de hidrogenio (H 202 ).
•
E raro encontrarmos uma substancia pura no nosso dia-a-dia. Dessa ma-
• neira sao misturas:
q> a agua do mar: contem, alem de agua, urn numero muito grande de sais
minerais.
o petroleo: possui milhares de substancias diferentes em mistura. Mes-
mo seus derivados, como a gasolina, o querosene ou a parafina, sao mis-
turas de substancias.
o vinagre: contem em maior quantidade agua e menor quantidade de
acid° acetic°, responsavel pelo seu gosto azedo.
• Classificacao das misturas
Veja as duas misturas apresentadas:
•
No primeiro caso, olhando a mistura, nao conseguimos identificar os com-
ponentes; nem corn o auxIlio de microscopios, opticos ou eletronicos, sera pos-
• sivel enxergar a agua ou o alcool isoladamente. Dizemos que a mistura apre-
•
senta so uma fase, isto é, so urn aspecto. E uma mistura homogenea.
As misturas homogeneas sao aquelas que apresentam apenas uma fase.
• zemos que a mistura possui duas fases. Trata-se de uma mistura heterogenea.
As misturas heterogeneas sao aquelas que apresentam duas ou mais fases.
• 21
• 0
•
• • • • • • • •
dicool
-/-
agua
•
No caso da agua e do oleo, e possIvel identificar os dois componentes facil-
mente. Ha dois aspectos apresentados pela mistura: o da agua e o do oleo. Di-
Oleo
Agua
Areia
Agua f sal homogenea
1 fase
Agua f d/eo f areia (heterogenea)
3 fases
Quartzo
Fe/dspato
Mica
Veja outros exemplos:
Granito
3 fases heteroganea
Alcoo/ f agua f acetona
1 fase homogenea
•
•
•
•
•
•
• •
Existem muitas misturas heterogeneas que sao aparentemente homogeneas.
Urn exame ao microscopio, porem, revela que sax) formadas por diversas fases.
Veja alguns exemplos:
•
• • • • •
• •
• •
• • • •
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
A fumaca revela ao
microsc6pio que é for-
mada por diminutas
particulas de carvao.
0 leite possui goticu-
las de gordura em sus-
pensao. Quando aque-
cido, essas goticulas se
unem, formando a nata.
0 sangue é formado
por uma parte homoge-
nea e transparente, de-
nominada plasma, e ou-
tra parte constituida de
globulos brancos, ver-
melhos e plaquetas.
22
A filtracao comum
utiliza urn papel de filtro
dentro de urn funil.
como a coacao do café.
As mascaras utiliza-
das pelos medicos nas
cirurgias filtram o ar, re-
tendo os microrganismos.
As velas dos filtros
retem os microrganis-
mos presentee na agua.
Funil de
Buchner
Fresco de
Kitassato
• • •
I •
• • •
S • •
S • • • • • • • • • • • •
•
S
• •
I
S • •
PROCESSOS DE DECOMPOSKAO DAS MISTURAS
Quando duas ou mais substancias estao reunidas numa mistura, elas nao
perdem suas caracteristicas quirnicas. Por isso, é possivel separd-las utilizando
processos simples.
Os processos de separacao de misturas sao chamados processos de fracio-
namento ou de analise.
■ Fracionamento de misturas heterogeneas
Os principais metodos de separacao usados para misturas heterogeneas
sao a filtracao, a sedimentacao e a decantacio.
qt. Filtracao
E urn processo para separar urn solido misturado a urn liquid° ou gas.
Consiste em passar a mistura por uma superficie porosa, que retenha o
solid°. Essa superficie porosa é geralmente urn papel (papel de filtro, por
exemplo) ou porcelana (vela de filtros de agua).
Quando precisamos de uma filtracao rapida no laboratorio, utilizamos
uma aparelhagem que permite a succao do ar corn uma filtracao forcada.
Bomba de vacuo
Atraves de uma bomba de vacuo retira-se ar do frasco de Kitassato. A pres-
sao atmosferica empurra o liquido do funil para dentro.
23
Tubo centrifugo Motor
Plasma
• •
S
I
•
• • • •
• • •
S
I • •
• • • • •
0
0
•
•
•
0
•
Sedimentacao
Quando temos urn solid° disperso num liquid°, é possivel a separacao,
deixando o liquid° ern repouso. Corn a acao da gravidade, o solid° se deposita.
•
Apesar de ser urn processo bastante simples, e dessa maneira que se faz a
purificacao do petroleo, quando é retirado. Como vem do subsolo com bastan-
te areia e agua misturadas, deixa-se sedimentar e retira-se o petroleo que fica
ern circa.
Quando a sedimentacao e muito lenta, podemos acelera-la usando urn pro-
cesso denominado centrifugacao.
Fazendo-se as substancias girarem rapidamente ern urn tubo, a de maior
densidade vai rapidamente para o fundo.
Veja o esquema de uma centrifuga normal.
24
Quando esta parada, os tubos fi-
cam na vertical; girando a manivela,
passam para a horizontal.
Veja uma centrifuga
eletrica parada e ern mo-
vimento.
Com ela podemos,
por exemplo, fazer a sedi-
mentacao dos glObulos
brancos, vermelhos e pla-
quetas do sangue, sepa-
rando-os da parte liquida,
o plasma.
Fun// de
decantapao
Substancia pure
Substancia
impurezas
S
• Decantacao
o processo de separacao que con-
• siste em fazer escorrer urn liquid° mis-
• turado heterogeneamente a outro.
Um processo simples é a sifonacao
ou sifonagem. Dessa maneira, podemos
• separar a agua do oleo, por exemplo.
• Sugando a extremidade externa do
tubo que esta abaixo do fundo do reci-
• piente que contem a mistura, ate en-
• cher-se de agua, podemos retirar toda a
•
agua do recipiente.
I • • • • •
•
• •
• Sublimacio: as substancias que
sublimam podem ser separadas das
•
impurezas atraves da sublimacao e
posterior cristalizacao.
•
•
Esse processo pode ser feito corn
• mais precisao atraves de um funil de
• decantacao. Abrindo-se a torneira na
parte inferior do funil, deixamos escor-
• rer uma das fases e fechamos em se-
• guida.
I
tt>Ventilacio: e o metodo utiliza-
• do para separar a palha do grao de ar-
• roz. Aplicando-se uma corrente de ar,
a palha que é mais leve, voa.
•
t).Separacao magnetica; o ferro
ou seu minerio pode ser separadodas
impurezas utilizando-se a proprieda-
de de ser atraido por urn find.
•
• • lb
•
• •
•
• •
Agua •
destilada
• •
■ Separacao de misturas homogeneas
Quando temos uma mistura homogenea, agua e sal, por exemplo, nenhum
dos metodos descritos servird para separd-los, porque:
nab ha filtros que retenham o sal e deixem a agua passar;
sal dissolvido jamais se sedimenta.
Os processos mais utilizados nesses casos sdo a destilacao e a fusio fracio-
nada.
Destilacao
Consiste em aquecer a mistura ate a ebulicao e condensar os vapores do
liquido.
Sal
Elatio de
desti/apio
Agua f sal
Fiasco coletor
Agua
quente
Agua
fria
Os aparelhos utilizados na destilacao sao:
• bico de Bunsen: é o aparelho que realiza o aquecimento;
• balao de destilacao: é onde se aquece a mistura;
• condensador: e onde os vapores se resfriam. Possui urn sistema de refri-
geracao, corn agua correndo em tomb de urn tubo para evitar o seu aque-
cimento;
• frasco coletor: e onde se recolhe o liquido.
26
Condensador
• •
• • •
• •
•
•
• •
•
• • •
• •
PetrOleo
crci
Asfa/to
Forno de
vaporized° de
petrOleo
Imam
Oleo combustive/
Gas combustive/ > c
Gasoline de
Querosene
av/ac,
>
GaS0//i78 comum
Oleo diesel
Parafines
Ague
Serpentine s, corrente
Fria
Escoamento
da igua
aquecida
vinhoto
A/coo/
• • • • • •
• •
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Os derivados do petroleo sao separados por urn processo especial de desti-
lacao chamado destilacao fracionada. Cada componente é destilado a uma
temperatura diferente.
A gasolina e o querosene
sao destilados a baixas tern-
peraturas (120 a 250 °C), en-
quanto os oleos e parafinas
sao destilados em tomb de
300°C.
Nos alambiques, retira-se o alcool e a aguardente atraves da destilacao do
mosto da cana. 0 mosto e o suco da cana que sofreu urn processo de decompo-
sic5o por microrganismos, chamado fermentacio.
Apos a destilacao, sobra
um residuo denominado vi-
nhoto. Lancado nos nossos
rios, esse produto tem cau-
sado grandes danos ecologi-
cos, matando peixes e outros
seres aquaticos.
Fusco fracionada
Quando possuimos dois solidos corn pontos de fusao diferentes, podemos
aquece-los e fazer corn que um deles escoe. Por esse processo sao separados o
enxofre e a areia.
aquec/mento
.•
areia enxofre
. • .
27
•■■
enxofre
Grafico tipico de mudancas de
estado de uma mistura eutetica
T(°C)
Grafico tipico de mudancas de
estado de uma mistura azeotropica
7(°C)
+
S
tempo (s) tempo (s
28
• • • • • •
GRAFICO DE MUDANCAS DE ESTADO DE UMA MISTURA
T ("CI
S
0
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
tempo (s)
As misturas homogeneas, apesar de monofasicas, apresentam pontos de
fusao e ebulicao variaveis.
■ Mistura eutetica — é aquela que se comporta como uma substancia pura
durante a fusao.
Ex.: mistura de estanho e bismuto.
PFsn = 232 °C PF Bi = 271 °C
PF iiga Sn + Bi = 133 °C
Para separar seus componentes utilizamos a destilacao.
■ Mistura azeotropica — é aquela que se comporta como uma substancia
pura durante a ebulicao.
Ex.: mistura 96% de agua e 4% de alcool.
PEH20 = 100 °C PEalcool = 79 °C PEmistura = 78 °C
Na separacao de seus componentes é utilizada a fusao fracionada.
Esmen7
Neutron
Eletron 7 Rome de
ferro
Representaclo de urn atom° de ferro tendo
ao centre o micleo corn prOtons e neutrons e
ao redor os eletrons ern movimento
A licate
Prego (objeto
constitindo da
imateria Ferrol
Prego dividido
em diversas
partes
Lupa
4 :i44(41:
I) : ,4144141„
A0,444"
** ,,,, 4
0:4 ab4tv s
0■ 4 % *44 41.4 $4s° a Iva
Lima/has de
ferro ("ferro
em pd")
Uma
de ferro
(cristais de
Ferrol
Milhares de
Itomos de
ferro
MicroscOpio
eletrOn/co
• • • • • • • •
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
MODELOS AToMICOS
Se pegarmos um prego de ferro, desses que possivelmente se encontra na
parede da sua escola, dividirmos em varias partes, uma das partes passarmos
na pedra do esmeril, corn o auxilio de uma lupa (lente de aumento) e de uma
pinta, colhermos uma limalha de ferro e observarmos essa limalha corn o auxi-
lio de urn microscopio eletronico, veremos uma reuniao de varios atomos de
ferro.
•
•
•
• •
• •
•
•
• Sendo assim, podemos concluir que o atomo é a menor parte do objeto
prego ou entao que o atom° é a menor parte da materia ferro. • • 29
John Dalton — Nasceu em Eaglesfield, Ingla-
terra, a 6/9/1766, e faleceu em Manchester, a
27/7/1844. Foi um notavel fisico-quimico. Alem
da teoria atornica moderna, contribuiu corn va-
rios trabalhos originais para a Fisica, a Quimica,
a Gramatica e a LingOistica. Estabeleceu tam-
bem a lei das pressOes parciais em misturas ga-
sosas e a lei das proporcOes multiplas. Seu nome,
porem, entrou para a historia da ciencia quando
anunciou a primeira teoria atomica moderna e
quando descobriu a anomalia do poder de vi-
sa° que mais tarde ficou conhecida como "dal-
tonismo".
Esfera de
carga positiva
Eletrons de
carga negativa
Atomo de Thompson —
apelidado de "pudim com
passas"
O ATOMO DOS GREGOS
Democrito de Abdera (420 a.C.) e Leucipo (450 a.C.) já afirmavam que a
materia era constituida de pequenas particulas, que denominaram atomo (pa-
lavra que em grego significa divisivel).
O atomo dos gregos era urn modelo filosofico e sem base experimental.
Nao tinha forma definida e nao apresentava nucleo , ou seja: era anucleado.
O ATOMO DE DALTON - 1803
John Dalton desenvolveu entre 1803 e 1808 uma teoria, denominada Teoria
Atomica de Dalton, teoria essa baseada em experiencias que levaram as se-
guintes conclusoes:
■Toda materia é formada por
atomos;
■Atomos de simbolos diferentes
possuem propriedades fisicas e
quimicas diferentes;
■Urn composto é formado pela
combinacao de dois ou mais
atomos.
O atomo de Dalton era uma esfera
macica, homogenea, indivisivel, indes-
trutivel e eletricamente neutra.
64.
Modelo atom/co de Da/ton "bola
de Mbar"
O ATOMO DE THOMPSON — 1898
Joseph John Thompson, fisico ingles, a partif de ex-
periencias corn descargas eletricas de gases e radioati-
vidade, sugeriu que o atomo deveria ser uma pequena
esfera positiva com eletrons de carga negativa incrusta-
dos na esfera.
Como a tendencia da materia é ficar neutra,
Thompson acreditava que o numero de cargas positi-
vas era igual ao numero de cargas negativas.
O atomo de Thompson e experiencias do seculo
XIX permitiram a descoberta do proton e do eletron.
30
• •
• • • • • • • • • • • • • •
• • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
P/aca
chumbo com
orit7cio
Oriflab da cabca
de chumbo
Lamina fina de ouro
(0,0001mm de espessura)
Caixa de chumbo
contendo poldnio
Feixe de
part/cu/as alfa
Anteparo de
ZnS (sulfate
de zinco)
Ernest Rutherford — Nasceu
• • • •
• •
•
• • •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
O ATOMO DE RUTHERFORD - 1911
Ernest Rutherford, cientista nascido na Nova Zelandia, auxiliado por H. Geiger e E.
Marsden, realizou uma experiencia bombardeando uma finissima lamina de ouro corn
particulas a (alfa) de carga positiva, emitidas pelo polonio (Po).
A experiencia de Rutherford serviu para determinar o seu modelo de atom°. Mo-
delo que apresenta urn nucleic, carregado positivamente e ao seu redor eletrons giran-
do corn carga positiva.
Atraves desta experiencia Rutherford observou que:
A maioria das particulas atravessaram a lamina de ouro indo se projetar no ante-
paro de sulfeto de zinco e produzindo pontos luminosos;
q;> Poucas particulas eram desviadas de seu caminho.
Isso permitiu a Rutherford concluir que:
qt> particulas que atravessam a lamina passam por es-
paws existentes na eletrosfera dos atomos de ouro;
tt:> particulas a que sofrem desvio colidem no nude°
dos atomos do ouro;
o nucleo é muito pequeno em relacao ao atomo;
seo nixie° repele as particulas a de carga positiva é
porque o nude() é positivo;
a lamina de ouro aparentemente de aspecto conti-
nuo apresenta espacos vazios comparados a uma
peneira;
atom° e materia sao descontinuos.
em Nelson, Nova Zelandia, a
30/8/1871, e faleceu em Cam-
bridge, Inglaterra, a 19/10/1937.
Conquistou o Prernio Nobel de
Quimica em 1908. Inicialmente,
dedicou-sea pesquisa de ondas
eletromagneticas e a conducao
de gases resultantes da ionizacao
produzidos por rains X. Seus prin-
cipais trabalhos foram sobre
radioatividade e teoria nuclear,
nesse campo trabalhou com
Owens e Soddy. Em 1906, de-
monstrou que as particulas alfa
sao nocleos de atomos de helio;
em 1908, estabeleceu um metodo
para calcular a energia liberada
nas transformacifies radioativas.
Representacao do
arranjo dos atomos da
lamina de ouro.
No centro des esferas
estao os nticleos.
Part/cu/as a atravessam
a lamina a uma part/cu/a
desviacia do ndc/eo.
31
Absorp,10
de energia- - ' - -,
.,-- - - St \
/ 4111- I 1
1 / )
.. - ..... '
Emissao
de energia
Urn eletron absorve energia afas-
tando-se do nude°. Ao liberar energia
retorna para seu local anterior;
Eletrons nos seus locais de moradia
0
Nucleo
L.
NO PO
energia crescente
32
Niels Bohr - Nasceu em 1885 e faleceu em
1962 em Copenhagem, Dinamarca. Foi um es-
pecialista em Fisica Atomica. Em 1913, estabe-
leceu o modelo do atom° como sistema plane-
tario regido pela lei dos quanta. Em seguida,
apresentou uma teoria para transmutacoes nu-
cleares e recebeu o Premio Nobel de Fisica em
1922.
•
• •
•
• • • •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • • • • • • • •
S
• •
• •
A experiencia de Rutherford serviu para
determinar o seu modelo de atom°. Modelo
que apresenta urn nucleo carregado positiva-
mente e ao seu redor eletrons girando corn
carga negativa
0 ATOMO DE BOHR — 1913
0 ilustre fisico dinamarques Niels Bohr aperfeicoou o modelo at6mico de
Rutherford e estabeleceu o seu modelo a partir dos seguintes postulados: •
Os eletrons giram em 7 6rbitas cir-
culares denominadas niveis ou camadas
ao redor do micleo;
e
atracgo
Nucleo e eletrons se atraem mutua-
mente. nao absorvem nem liberam energia.
Os postulados de Bohr serviram
para determinar um modelo atomico
no qual os eletrons se organizam na
eletrosfera na forma de camadas. 0
atom° pode ter no maxim() 7 camadas.
Bohr deu nome a elas, partindo da Te-
tra K (para a mais interna) e seguindo
o alfabeto para as restantes, conforme
a figura abaixo.
Ndc/eo
Eletrosfera
7 possiveis
camadas
envoltories
•
•
S CARACTERISTICAS DOS ATOMOS
Os atomos cliferem entre si pelo ntimero de protons, neutrons e eletrons
que possuem. Veja alguns exemplos:
(h. eletron neutron ce proton
Hidrogenio Hello
Oxigenio
Calcio
1 proton 2 protons 8 protons 20 protons
1 eletron 2 eletrons 8 eletrons
20 eletrons
0 neutron 2 neutrons 8 neutrons
20 neutrons
MASSA E CARGA DAS PARTICULAS
E importante sabermos a massa e a carga de cada particula.
E necessario observarmos que:
q> protons e eletrons possuem cargas opostas e, portanto, se anulam;
t1;> a massa dos neutrons e protons é praticamente a mesma;
o eletron é aproximadamente 1840 vezes mais leve que o pr6ton ou neutron.
Particula Carga Massa
Proton + 1 1
Neutron 0 1
Eletron -1 1/1840
Sao necesserios 1840 eletrons para perfazer a massa de 1 proton
33
• • • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • • • • • • • • • • •
• • • • • • • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • • • • • • •
• •
ELEMENTOS QUIMICOS, NUMERO ATOMICO,
MASSA ATOMICA
ELEMENTOS QUIMICOS E SEUS SIMBOLOS
Elemento quimico é urn conjunto de atomos com o mesmo ntimero atomi-
co (Z). Atualmente existem 109 elementos quimicos. A cada urn desses elemen-
tos corresponde urn simbolo e urn flamer° atomic°.
Tabela dos elementos
Z Simbolo Elemento Z Simbolo Elemento Z Simbolo Elemento
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
H
He
Li
Be
B
C
N
0
F
Ne
Na
Mg
AP,
Si
P
S
CI
Ar
K
Ca
Sc
Ti
V
Cr
Mn
Fe
Co
Ni
Cu
Zn
Ga
Ge
As
Se
Br
Kr
Rb
Hidrogenio
Hello
Litio
Berilio
Boro
Carbono
Nitrogenio
Oxigenio
FI6or
Neonio
S6dio
Magnesio
AlumInio
Si lido
F6sforo
Enxofre
Cloro
Arg6nio
Potassio
CaIcio
Escandio
Titanio
Vanadio
Cromo
Manganes
Ferro
Cobalto
Niguel
Cobre
Zinco
Gallo
German io
Arsenio
Selenio
Bromo
Cript6nio
Rubidio
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
Sr
Y
Zr
Nb
Mo
Tc
Ru
Rh
Pd
Ag
Cd
In
Sn
Sb
Te
I
Xe
Cs
Ba
La
Ce
Pr
Nd
Pm
Sm
Eu
Gd
Tb
Dy
Ho
Er
Tm
Yb
Lu
Hf
Ta
Estroncio
(trio
Zirconio
NiObio
Molibdenio
Tecnecio
Rutenio
R6dio
Paladio
Prata
Cadnnio
Indio
Estanho
Antimonio
Tel
lodo
Xenon io
Cesio
Bari°
Lantanio
Cerio
Praseodirnio
Neoclimio
Promecio
Samario
EurOpio
GadoIfni°
Terbio
Dispr6sio
HOlmio
Erbio
Tolio
Iterbio
Lutecio
Hafnio
Tanta' io
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
W
Re
Os
Ir
Pt
Au
Hg
TI
Pb
Bi
Po
At
Rn
Fr
Ra
Ac
Th
Pa
U
Np
Pu
Am
Cm
Bk
Cf
Es
Fm
Md
No
Lr
Rf
Db
Sg
Bh
Hs
Mt
Tungstenio
Renio
Osmio
Iridio
Platina
Ouro
Merc6rio
Talio
Chumbo
Bismuto
Polonio
Astato
Radonio
Francio
Radio
ActInio
TOrio
ProtactIn io
Uranio
Nepali-1i°
Plutonio
Americio
C6rio
Berquelio
Cal iforn io
Einstenio
Fermio
Mendelevio
Nobelio
Laurencio
Rutherfordio
D6bnio
Seab6rgio
B6hrio
Hassio
Meitnerio
Observacao
Os simbolos sao representados corn letras maiusculas ou corn maitlscula segui-
da de minuscula. Alguns simbolos derivam de nomes primitivos de elementos: Potas-
sio — K (Kahum) Ouro — Au (Aurum) Sodio — Na (Natrium)
34
(valido para atom° eletricamente neutro). Z=p=e
Vejamos algumas representacoes de atomos:
3Li
3
e = 3
Atomo de Litio
Atomo de Berilio
•
EXERCICIOS
• 1 Escreva os simbolos dos seguintes elementos:
• Carbono Nitrogenio __ __ --- Ferro ____, Sodio
• Calcio Hidrogenio Prata Cloro
• Manganes Aluminio Ouro Boro
•
•
2 De o nome dos elementos que apresentam os seguintes simbolos:
• Ni Zn Ra
• Ba Mn I
• F Cu Br
•
• NUMERO AToMICO
•
t um valor representado no canto inferior esquerdo de urn elemento qui-
mico indicando a quantidade de protons desse elemento. •
•
• Quando o atomo esta neutro, o ntimero de cargas positivas (protons) é
•
igual ao ntimero de cargas negativas (eletrons). Portanto:
• • •
•
11-1
•
p = 1
e = 1 •
Atomo de Hidrogenio
A z = n9 de protons ou Z = p
• • • • • •
•
5B
5
e , = 5
, 4Be
7 + p = 4 — : K
e = 4
Atomo de Boro
35
p = 92
e = 92
{n = 143
92U
(Uranio)
235 235T T
92 U
143 n
• • • •
• • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • • • • • • •
NUMERO DE MASSA (A)
E um valor representado no canto superior esquerdo de um elemento (E)
indicando a soma de protons e neutrons
A= numero de massa
A=p+n p= numero de protons
n= minter() de neutrons
DETERhIINA00 DAS PARTICULAS DE UM ATOMO
Para se determinar a quantidade de protons e de eletrons basta observar o
valor de Z expresso no canto inferior do atomo, esse valor indicara essas parti-
culas.
Na determinacao da quantidade de neutrons basta subtrairmos o numero
acima (A) pelo numero de baixo (Z) pois A-Z=n
Exemplos:
4
1
0
8Ar 1 (Argonio)
0
Ar
4
8
p = 18
e = 18
n = 22
22n
{p = 15
31 _
15
P (Fosforo)
31
15?
e = 15
16 n n = 16
p = 20
40 40
20 Ca e = 20 (Calcio) 20
20n n = 20
= 1
H
1
H e = 1{p
n = ausencia de neutrons
1 (Protio)
zero n
36
•
•
Resolucao:
•
0 mimero atomic° (Z), representado abaixo do simbolo representa o nil-
mero de protons e de eletrons. Portanto:
• Z = 26 p = 26 e = 26
• 0 mimero de massa (A), localizado na parte superior do simbolo indica a
• soma de protons e neutrons. Portanto:
• A=56
A=p+n 56 = 26 + n n = 56 - 26 n = 30
•
• • •
Ou entao resolvendo diretamente (A - Z) obtemos a quantidade de neu-
trons.
56
— 26Fe
30n Logo
56
26Fe possui 26p, 26e e 30n
• 2 0 atom° de alumlnio apresenta 13 protons e 14 neutrons no seu nude°. Determine o mimero atomic° (Z) e de massa (A) desse atom°. •
• Resolucao:
•
Se o atom° apresenta 13 protons , apresentara mimero atomic() 13 já que o
mimero atomic() é mimero de protons de um atom°.
• Se p = 13, tem-se Z = 13 logo: 13M,
•
Se o atom° contem 13 protons e 14 neutrons é so somarmos essas particulas
• para se obter o mimero de massa (A). • •
• EXERCICIOS
• 1 Indique o mimero de massa (A), o mimero atomic° (Z), a quantidade de
•
protons (p), eletrons (e) e neutrons (n) dos , atomos:
"F
14 c 42 16
8
,
27 P, Ca 20
• 9
6 13
A "
• A= A= A=
A= A=
• Z= Z= Z= Z=
Z=
• p= p= P = I) = P
• e= e= e=
e= e=
• n= n= n= n=
n=
• 37 •
•
EXERCICIOS RESOLVIDOS
•
56 1 Quantos protons e neutrons possui o atom° 26Fe?
A=p+n A=13+14 logo: 2:3AP,
Argonio: 18 pr6tons e 22 neutrons
Manganes: 25 protons e 30 neutrons
Bromo: 35 protons e 45 neutrons
Potassio: 19 protons e 21 neutrons
Uranio: 92 protons e 146 neutrons
COmplete o quadro:
Elemento quimico
Neonio
Simbolo
p
e
n
20 10
35C 17
Silicio 28 14
12 C
Zinco 30 45
6
• • 2 Determine o rnimero de massa (A) dos elementos com base nos dados for-
necidos: •
•
•
•
•
•
•
•
•
• • •
Magnesio 12 12 •
• :Ni28 I
&kilo 23 11 •
Fosforo 15 16 •
Boro 11 5 •
•
•
Quando um atomo apresenta protons e eletrons em igual quantidade dize-
mos que esse atomo esta eletricamente neutro. No entanto atomos podem per-
der ou ganhar eletrons em determinadas circunstancias. Quando isso ocorre o •
atomo deixa de estar eletricamente neutralizado e transforma-se em ion, rece-
bendo o nome de anion ou cation.
■ Anion e Cation •
Exemplos de anions: F -1 0 -2 N -3
Um atomo corn carga positiva (atomo que perdeu eletron) recebe o nome •
de cation. •
Exemplos de cations: Na + 1 Mg+ 2 AP,+ 3 Pb+ 4 •
Isso leva a refletir que nos ions a quantidade de protons sera a mesma, no
entanto, a quantidade de eletrons sera sempre diferente (a mais ou a menos) da •
de protons. •
IONS
Um atomo com carga negativa (atomo que recebeu eletron) recebe o nome •
de anion •
38
•
•
•
•
Para entender melhor, considere o seguinte:
•
15P recebendo 3 eletrons 15P -3
atom° neutro e se transformando em ion anion
• p = 15 p = 15
• e = 15 e = 18 (15p-15e=0) (15p - 18e = -3)
• a somatoria das cargas e nula a somatoria das cargas nao é nula
•perdendo 2 eletrons 12Mg 12Mg +2
• atom° neutro
e se transformando em ion cation
p = 12 p = 12
• e = 12 e = 10
•
(12p - 12e = 0) (12p - 10e = + 2)
a somatoria das cargas e nula a somatoria das cargas nao é nula
•
• EXERCICIOS RESOLVIDOS
1 Sabendo-se que o mimero atomic() do atom() de oxigenio é oito ( 1:0)
• quantos pr6tons e eletrons apresenta o ion oxigenio 1:0 -2?
• Resolucao:
Devemos recordar que tanto no atom° como no ion o valor do mimero
• atomic() sera o mesmo.
Sendo assim representamos o atom° e o ion com seus valores de prOtons e
• eletrons e acrescentamos 2 eletrons ao ion 80 -2 . • 180 1880_ 2
• p = 8 p=8
•
e = 8 2 eletrons acrescentados e = 10 (8 + 2)
2 Quantos pr6tons e quantos eletrons apresenta o cation 420Ca+ 2?
•
Neste caso o ion é positivo (+2) e devera apresentar uma quantidade me-
• nor de eletrons que a de pr6tons.
• 20Ca
4
2
0
0Ca+ 2
• p = 20 p = 20
•
e = 20 2 eletrons retirados e = 18 (20 - 2)
• Observacao
Se o Ion é negativo somamos o valor de sua carga ao valor do niimero atOmico,
caso contrario subtraimos.
• 18802 8 + 2 = 10e
40 C ,a+2 20 - 2 = 1 8e 20
• 39
•
18
80
180- 2 •
•
atom° Ion
•
Resolucao:
• • • •
• •
EXERCICIOS
1 Determine o numero de massa, o numero atomico, a quantidade de pro-
tons, eletronse neutrons das especies:
19
9
F-1
34 C _ 2
16
15
7
N-3
23
11
Na+ 1
60 .
28
N1+ 2
27
13
3
207
82
Pb+ 4
A= A= A= A= A = A= A=
Z= Z= Z Z= Z= Z= Z
= = p= p = = p = p =
e= e= e= e= e= e= e=
n= n= n= n= n= n= n=
2 Complete as frases:
a) um ion de carga negativa é denominado
b) um ion de carga positiva é denominado
c) um atomo ao receber eletrons transforma-se em
d) urn atomo ao perder eletrons transforma-se em
3 Assinale (V) ou falso (F) para as afirmacoes:
• a) no anion 3126S -2 a quantidade de eletrons é maior do que no atomo 3126S (
trons ( ). •
e) A representacao 199F -1 indica que o anion tem 9 protons e 10 eletrons ( ).
4 Determine o numero de neutrons e o numero de protons nos cations Fe + 2 e
Fe + 3 obtidos a partir do atomo 26Fe.
5 0 numero de eletrons do cation X+ 2 de um elemento X é igual ao numero de
eletrons do atomo Y. Determine o numero atomico do elemento X.
40
• • • • •
• • • • •
• b) os ions 24Cr + 3 e Cr+ dif 24r diferem quanto a quantidade de protons •( ).
•
c) A representacao 424Ca 2 indica que o cation calcio tern 40 protons e 60 neu-
trons ( ). •
d) A representacao 42°0Ca + 2 indica que o cation calcio tem 20 protons e 18 ele- •
• • •
• • • •
• • • • •
• •
ISOTOPOS • •
• •
• • • • •
• • • • •
• • • •
• • • • •
• •
Denominamos isotopos dois ou mais pares de atomos que apresentam mi-
meros atornicos (Z) iguais e numeros de massa (A) diferentes. Veja alguns
exemplos:
238 235 7
92 92
t4;>O uranio 238 é o mais abundante na natureza.
q>0 uranio 235 ocorre corn apenas 0,72% do total. Quando se aumenta essa
porcentagem é dito que o uranio foi enriquecido. Corn o uranio enriquecido
constroem-se os reatores nucleares e as bombas atomicas (bombas A).
C.) contato corn isotopos radioativos e prejudicial a saude. Esses isotopos sao
manipulados por robos.
1 2 T, H
1
;;.13 hidrogenio 1 ou protio é o mais comum. Na natureza 99,983% dos iso-
• topos do hidrogenio sao desse tipo.
• q>0 hidrogenio 2 é chamado de deuterio e sua ocorrencia é ern tomb de
•
0,017%. Corn esse isotopo sao construidas as bombas de hidrogenio (bombas
H).
q>0 hidrogenio 3 e denominado tritio e ocorre em quantidades insignifi-
•
cantes.
• 41
•
• • •
•
• • • • • • • • • • • •
• • • • • • •
• • • • • •
• • • • •
59
27CO
60
CO 27
t1;50 cobalto 59 e o tinico isotopo natural do cobalto.
t>0 cobalto 60 é fabricado artificialmente pelo bombardeamento do isoto-
po 59 com neutrons. E utilizado no tratamento dos tumores. Ate alguns anos
era utilizado o cesio 137, corn o mesmo fim.
Os isotopos sao cada vez mais utilizados ern ramos tao diversos como a
medicina, a farmacia, a agricultura, nas diversas modalidades da engenharia.
Os apare/hos de radioterapia de cesio 137 foram substituidos
por outros mais modernos de cobalto 60.
ISoBAROS
Sao atomos com mesmo numero de massa (A) e diferentes numeros atomi-
cos (Z). Sao atomos, portanto, de elementos diferentes:
14 N 14 c
6
0 carbono 14 é utilizado na determinacao da idade dos materiais arqueo-
logicos.
ISoTONOS
Sao atomos corn diferentes numeros atomicos (Z) e diferentes numeros de
massa (A), mas corn mesmo numero de neutrons:
200 202 Pb
80
H
g 82
1 Hg 200 - 80 = 120 neutrons.
Calculando o numero de neutrons
42
Pb = 202 - 82 = 120 neutrons
•
CONFIGURA00 ELETRONICA DOS ATOMOS •
• NUMEROS QUANTICOS• De 1916 a 1927 outras teorias surgiram para aperfeicoar os modelos atomi-
• cos de Rutherford e Bohr, teorias essas renovadas por meios de experimentos e
calculos matematicos que permitiram urn melhor conhecimento da constitui-
• cao do atom°. Uma dessas teorias recebeu o nome de mecanica quantica mo-
• derna que estuda as diferentes energias dos eletrons associada a quatro mime-
ros quanticos. Esses numeros sao os seguintes:
• ■ Ntimero quantico principal (n)
• Simbolizado pela letra n, indica o nivel de energia ou camada em que se
• encontra o eletron.
As camadas apresentam quantidades determinadas de eletrons e recebem
codigos matematicos, ou valores de n, como mostra a tabela abaixo:
Camadas K L M 0 P Q
valores de n
ou niveis 1 2 3 4 5 6 7
quantidade
de eletrons 2 8 18 32 32 18 2
• ■ Ntimero quantico secundario (Q,) • E representado pela letra e e refere-se ao estudo dos subniveis, ou subca-
• madas (subdivisiies dos niveis ou camadas). Cada nivel é constituido por um
ou mais subniveis caracterizado pelas letras s, p, d e f.
Subnivel
ou camada
ntimero maxim°
de eletrons
s 0 2
p 1 6
d 2 10
3 14 •
• DIAGRAMA DE DISTRIBUIcA0 ELETRONICA
Comumente atribui-se ao cientista americano L. Pauling a construcao de
• urn diagrama de distribuicao eletronica seguindo a ordem crescente de energia
•
dos subniveis de urn atom°.
• 43 •
•
•
•
•
•
• Os subniveis apresentam codigos matematicos e quantidades maximas de
• eletrons como na tabela abaixo:
S •
•
L 2s 2p/
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
■ Construcao do Diagrama de Linus Pauling.
Inicialmente voce deve ordenar os subniveis em linhas verticais de tal
modo que todos os subniveis s permanecam na mesma vertical e os demais
subniveis p, d, e f tambem.
s p d f
K K is
L
L 2s 2p
M
M 3s 3p 3d
N
I > N 4s 4p 4d 4f
0
0 5s 5p 5d 5f
P
P 6s 6p 6d
Q Q 7s
Em seguida desenhe as setas ou diagonais paralelas umas as outras. As
diagonais orientardo o sentido da distribuicao dos eletrons:
p d f
V
K ls
L 2s 2p
M 3s 3p
N 4s 4p
O 5s 5p
P 6s 6p
Q 7s
K is
3d M
4,,
3s 7 zZ 3p 3d z /
4d 4f N 4s 4p 4d 4f
5d 5f I
>
0
Ae
5s
/
5p
/5
d
/
5f
6d P
Ae
6s 6p 6d
/
Q ,7s
Lembre-se que cada subnivel comporta um numero maxim° de eletrons:
Subnivel mimero maximo
de eletrons
s 0 2
P 1 6
d 2 10
f 3 14
44
la diagonal a ser preenchida
a
a 5a Ultima diagonal totalizando 26 eletrons
3
i s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d61
Configuracao eletronica nos subniveis seguindo a
ordem crescente de energia
45
26Fe
• la
• I"
s2 a
• 2s2 2p
•
a) 3s2 3p6
• • • • •
4s7
Se representarmos a ordem de energia e o nilmero maxim() de eletrons nos
subniveis, numa so diagonal teremos:
s2, 2s2, 2p6,, 3s2 , 3p6, 4s2, 3d10, 4p6, 5s2, 4d10, 5p6, 6s2, 414, 5d10, 6p6, 7s2, 5f14, 6d10
energia crescente
REGRAS DE DISTRIBUI00 ELETRoNICA
q> Determine atraves do nUmero atomic° (Z) a quantidade de eletrons a
q;5Distribua os eletrons de cima para baixo da diagonal, respeitando a or-
dem crescente de energia dos subniveis;
Coloque o nUmero maxim() de eletrons em cada subnivel deixando para
o Ultimo subnivel o que resta para totalizar os eletrons do atomo;
t;k5 Some os eletrons distribuidos para nao ultrapassar o valor do nUmero
atom' ico.
EXERCICIOS RESOLVIDOS
1 Quantos eletrons tem nos subniveis e nas camadas os atomos 12Mg, 13A1 e 17C1:
12Mg 13A1 „C1
1s2 K 2 = 1s2 K 2 = 1s2 K = 2
2s2 2p6 L 8 = L 8 = 2s2 2p6 L = 8 2s2 2p6
3s2 M 2 = M = 2 3s2 3p5 M = 7 3s2 3p 1
2 Para o elemento Ferro (Z = 26) pede-se:
a) a configuracao eletronica nos subniveis.
b) a configuracao eletronica nas camadas.
•
•
•
•
• • •
S
•
serem distribuidos;
•
•
•
•
•
•
•
• Resoluclio:
•
•
•
•
•
•
•
b) camada K ,1s 2
V
camada L ,2s22p67
camada M ,3s2 3p6 3d6
camada N 4s2
Dispondo na horizontal cada camada
corn seus respectivos subniveis tem-se:
26Fe 1 1sz 112sz 2
p6 3s2 3p6 3d6 1 4s2 1
k = 2 L = 8 M =14 N = 2
O •
•
• •
• •
•
• • •
• •
• • • •
• •
• • •
• • • •
•
•
• • •
3 Observando o diagrama, quantos eletrons cabem num atomo quando ele
completar o subnlvel 4p?
Resoluctio:
,2s2 2p6
- 3s2 3p6 3d10
,4s2 4p6 4d 4f
5s ate 4p completa-se 36 eletrons
Observacao:
5s, 4d, 4f sao subniveis vazios (incompletos).
4 Os tiltimos subniveis de urn atom() apresentam a configuracao eletronica
5s2 5p5 . Qual o mimero atomic° do atomo?
Resolucao:
Desenha-se urn trecho do diagrama suficiente para os eletrons de 5s e 5p,
completando-se os subniveis anteriores com os numeros maximos de ele-
trons e somam-se os eletrons distribuidos.
2s 2p
3s
/3
p
/
3d
/
,4s 4p
/
2d
,5s25p5
46
,2s22p6
3sz
4s2 4p6 4d1 °
,5s2 5p5
Z = 53
Camada (n entre parenteses)
Elemento Z K(1) L(2) M(3) N(4) 0(5) P(6) Q(7)
P s p d spd f spd f spd f
H 1
He 2 2
Li 3 2 1
Be 4 2 2
B 5 2 2 1
C 6 2 2 2
N 7 (He) 2 2 3
0 8 2 2 4
F 9 2 2 5
Ne 10 2 2 6
Na 11 1 2 2 6
Mg 12 2 2 6 2
Al 13 2 2 6 2 1
Si 14 (Ne) 2 2 6 2 2
P 15 2 2 6 2 3
S 16 2 2 6 2 4
Cl 17 2 2 6 2 5
Ar 18 2 2 6 2 6
K 19 2 2 6 2 6
Ca 20 2 2 6 2 6 2
Sc 21 2 2 6 2 6 1 2
Ti 22 2 2 6 2 6 2 2
V 23 2 2 6 2 6 3 2
Cr 24 2 2 6 2 6 5 1
Mn 25 2 2 6 2 6 5 2
Fe 26 2 2 6 2 6 6 2
Co 27 (Ar) 2 2 6 2 6 7 2
Ni 28 2 2 6 2 6 8 2
Cu 29 2 2 6 2 6 10 1
Zn 30 2 2 6 2 6 10 2
Ga 31 2 2 6 2 6 10 2 1
Ge 32 2 2 6 2 6 10 2 2
As 33 2 2 6 2 6 10 2 3
Se 34 2 2 6 2 6 10 2 4
Br 35 2 2 6 2 6 10 2 5
Kr 36 2 2 6 2 6 10 2 6
Rb 37 1 2 2 6 2 6 10 2 6
Sr 38 2 2 6 2 6 10 2 6 2
Y 39 2 2 6 2 6 10 2 6 1 2
Zr 40 2 2 6 2 6 10 2 6 2 2
Nb 41 2 2 6 2 6 10 2 6 4 1
Mo 42 2 2 6 2 6 10 2 6 5 1
Tc 43 2 2 6 2 6 10 2 6 6 2
Ru 44 2 2 6 2 6 10 2 6 7 1
Rh 45 2 2 6 2 6 10 2 6 8 1
Pd 46 (Kr) 2 2 6 2 6 10 2 6 10
Ag 47 2 2 6 2 6 10 2 6 10 1
Cd 48 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2
In 49 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 1
Sn 50 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 2
Sb 51 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 3
Te 52 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 4
53 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 5
Xe 54 2 2 6 2 6 10 2 6 10 2 6
•
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
TABELA DE CONFIGURACAO DE ELETRONS NAS CAMADAS
47
Carnada (n entre parenteses)
Elemento Z K(1) L(2) M(2) N(4) 0(5) P(6) Q(7)
s p d spd f spd f p d f
Cs 55 2 6 2 6 10 2 6 10 2 6 1
Ba 56 2 6 2 6 10 2 6 10 2 6 2
La 57 2 6 2 6 10 2 6 10 2 6 1 2
Ce 58 2 6 2 6 10 2 6 10 1 2 6 1 2
Pr 59 2 6 2 6 10 2 6 10 3 2 6 2
Nd 60 2 6 2 6 10 2 6 10 4 2 6 2
Pm 61 2 6 2 6 10 2 6 10 5 2 6 2
Sm 62 2 6 2 6 10 2 6 10 6 2 6 2
Eu 63 2 6 2 6 10 2 6 10 7 2 6 2
Gd 64 2 6 2 6 10 2 6 10 7 2 6 1 2
Tb 65 2 6 2 6 10 2 6 10 9 2 6 2
Dy 66 2 6 2 6 10 2 6 10 10 2 6 2
Ho 67 2 6 2 6 10 2 6 10 11 2 6 2
Er 68 2 6 2 6 10 2 6 10 12 2 6 2
Tm 69 2 6 2 6 10 2 6 10 13 2 6 2
Yb 70 (Xe) 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 2
Lu 71 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 1 2
Hf 72 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 2 2
Ta 73 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 3 2
74 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 4 2
Re 75 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 5 2
Os 76 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 6 2
Ir 77 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 7 2
Pt 78 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 9 1
Au 79 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 1
Hg 80 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2
T1 81 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 1
Pb 82 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 2
Bi 83 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 3
Po 84 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 4
At 85 2 6 2 6 10 2 6 10.14 2 6 10 2 5
Rn 86 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 6
Fr 87 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 6 1
Ra 88 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 6 2
Ac 89 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 6 1 2
Th 90 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 6 2 2
Pa 91 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 2 2 6 1 2
U 92 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 3 2 6 1 2
Np 93 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 4 2 6 1 2
Pu 94 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 6 2 6 2
Am 95 2 6 2 6 10 2 6 1014 2 6 10 7 2 6 2
Cm 96 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 7 2 6 1 2
Bk 97 (Rn) 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 9 2 6 2
Cf 98 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 10 2 6 2
Es 99 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 11 2 6 2
Fm 100 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 12 2 6 1
Md 101 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 13 2 6 2
No 102 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 2
Lr 103 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 1 2
Rf 104 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 2 2
Ha 105 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 3 2
Sb 106 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 4 2
Bh 107 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 5 2
Hs 108 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 6 2
Mt 109 2 6 2 6 10 2 6 10 14 2 6 10 14 2 6 7 2
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 48
Vamos supor urn subnivel p corn tres eletrons — p 3 :
II • II
It It It I
1° eletron distribuido
2° eletron distribuido
3° e ultimo eletron distribuido
p1
p 2
p
3
• •
• DISTRIBUI00 ELETRoNICA NOS ORBITAIS
• A distribuicao dos eletrons nos orbitais é feita da esquerda para a direita,
• colocando-se urn eletron ern cada orbital (quadrado), de tal forma que
se tenha o maior ntimero de eletrons isolados, ou seja, desemparelhados. Os
• primeiros eletrons sera. ° por convencao representados por uma seta corn senti-
do para cima (t). •
Se a quantidade de eletrons no subnivel for maior, p 5, por exemplo, volta-
remos para o inicio dos orbitais (quadrados) e distribuiremos eletrons corn re-
presentacao diferente (seta para baixo)
Observe:
1/4I t It I
Nos demais orbitais o preenchimento e feito do mesmo modo.
Observe os exemplos abaixo:
s2 EM lam d6 I t* It It It I f4
1° 2° 1° 6° 2° 3° 4° 5° 1° 2° 3° 4°
Esse mecanismo de preenchimento de orbitais segue a regra da maxima
multiplicidade de Hund que diz: no preenchimento dos orbitais de urn mesmo
nivel corn eletrons, o eletron entrard de preferencia no orbital vazio (0) e, se
houver mais eletrons, no orbital incompleto (E).
49
• •
•
•
•
• •
•
•
• •
•
•
•
•
•
4111 • • • • • • • • • •
p 3
p4
p 5
It I t It It 1 1 1 I
ectivos orbitais coin eletrons distribuidos
Subniveis ng de eletrons Representacao Distribuican nos orbitais
S 1 s1
H
0
2 s2 am
0
1 P' H • • -1 0 +1
2 p2 MI MI M
-1 0 +1
P 3 p3 MI MI IN -1 o +1
4 p4 MI MI 111
5 1 II Mil MI
6 1 MI 1111 IN
1 dI
2 d2
3 d3
4 d4
d 5 d5
6 d6 ,!.1
:1
._., 0
.❑
+ ❑
,,0
7 d7
8 d8
9 d9
10 dl"
1 fl
0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7 0
7
O
"+ 0 ", 0 ", - 0 7 0
"+ 0 "- 0 "+ 0 ". 0
, 0
", 0
, 0
", 0
, 0
,
E
r
❑
- , ❑
-, ❑
-, 0
7
❑
-,
IT
❑
-, ❑
- ,
❑
7
❑
-,
0
-, ❑
-" , ❑
--,
❑
- D
o ❑
- 0
- ❑
- D
o 0- 00 0
- 0
- 0
- 0
- 0
- 0
-
O
7
❑
7
a
❑
7
❑
7
❑
7
❑
7
❑
7
❑
7
0
7 07
❑
7
❑
7
0
7
❑
" 0", 0
" ' ❑
", 0", 0
", LTI''' ❑
,,, ❑
,4,
❑t., E
r, ❑
", IT
E
r,
IT
❑
7 ❑
7 ❑
❑
7 ❑
7 ❑
❑
7 ❑
❑
❑
7 0
7 DT ❑
7
2
3
4 f4
5 15
6 f6
f 7
8
9
10 flo
11
12 f12
13
fl3
14 f14
Observacao:
0 sinal (•) mostra o ultimo eletron.
50
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
• •
Os valores que o marnero quantico magnetico (m) assume sao dados pela
• expressao:
•
n° de orbitais = + 1)
Vamos calcular o mamero de orbitais por subnivel:
Subnivel numero de orbitals
(2 b+ 1)
0 2x0+1=1
1 2 x 1 + 1 = 3
d 2 2 x 2 + 1 = 5
f 3 2 x 3 + 1 = 7
representacao
dos orbitais
1 0 1
1- 1 1 1 + 11
-21-11 01+11+21
1— 31— 21— 11 0 1+ 11+ 21+ 31
•
•
• ■ Ntimero quantico magnetico (m)
•
0 mimero quantico magnetico relaciona-se com os orbitais.
Orbital é uma regiao que envolve o nUcleo, onde a probabilidade de encontrar-
•
mos eletrons é maior.
• Cada subnivel possui uma quantidade fixa de orbitais e cada orbital recebe
• uma designacao numerica, que é dada pela relacao:
•
•
111 = - 0 +
• onde cada valor de m corresponde a urn orbital.
•
•
Representaremos cada orbital por urn quadrado ( ❑ ), e assim terernos:
• subnivel a n2 de
m = - .... 0 +
•
orbitais
•
0 1 0
• p 1 3 — 1, 0, +1 •
2 5 -2,-1,0,+1,+2
• f 3 7 — 3,-2,-1,0,+1,+2,+3 •
S
51
—J.- 1 orbital s —•- forma esferica
—•- 3 orbitais p --0- forma de halteres
—0- 5 orbitais f forma de halteres
11111111
--0- 7 orbitais d —4- forma de halteres
• Z
orbital
• X
V
orbital s
• • • • • • •
•
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
OUTRAS INFORMAOIES SOBRE ORBITAL
■ Exemplo classico
Urn exemplo classico de orbital seria uma casa de marimbondos onde al-
guern atirasse uma pedra. Muitos desses insetos voariam e poderiam ficar em
movimento desordenado ao redor da casa.
Por analogia podemos dizer que o nude() do atomo é a casa de marimbon-
dos e os eletrons girando proximo ao ndcleo sao os marimbondos.
Esse pensamento auxilia o entendimento de orbital (regiao de maxima
probabilidade de se encontrar eletrons ao redor do 'Addeo).
■ Formato geometrico dos orbitais
Os orbitais possuem formas geometricas associadas aos seus correspon-
dentes subniveis. 0 orbital s é esferico e os orbitais p, d e f, tern a forma bilobu-
lar ou de halteres.
subnivel s
subnivel p
subnivel d
subnivel f
A cada tipo de subnivel corresponde urn tipo de orbital e uma forma de
nuvem eletronica.
52
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Os orbitais s de forma esferica diferem uns dos outros a medida que estive-
rem mais distanciados do micleo atomico ou a medida que aumentar o numero
quantico principal (n) conforme a figura:
1s
Diferentes orbitais s, devido ao distanciamento do nUcleo e aumento da energia do eletron.
Os orbitais p de forma bilobular ou halteres sao oriUndos do subnlvel p e
sao determinados por tres eixos cartesianos que simbolizam tres orientacOes
espaciais, cujo centro coincide corn o micleo do atom°.
A
Orbital 2Px
Representacao dos orbitais p.
53
anti-horario
1 S = +
2
0 eletron de spin +
0 eletron de spin
1
2
1
2
• • • • • • • • • • • • • • • •
• • • • • • • • • • • • • • • • •
■ NUmero quantico spin (s)
Esta relacionado corn a rotac5o do eletron no orbital.
Os valores do numero quantico spin s5o:
1 1 e —
2 2
Adotaremos o valor +
2 1 para o sentido anti-horario
para o sentido horario.
horario
s= 1
sera representado por:
sera representado por:
Resumo dos numeros quanticos:
NUmeros quanticos
K LMNO PQ
1 2 3 4 5 6 7
spd f
0 1 2 3
p
Magnetico (m) d
f
0
—1 0 + 1
—2 1 0 + 1
—3 —2 1 0 + 1 +21+3
spin (s) 1 e 1
2 2
e o valor — 1
2
2
Principal (n)
Secundario )
0 0 0 +1 -2 +1 +2 -3 -2 +1 +3 +2
d f p
2
•
•
•
• • • • • • • • • • •
• Resolucao: • • • • • •
• Resposta: n = 3
• P, =1
•
m = 0
•
•
• Resolucao: • • • •
•
.3s2 ..3p4
•
•
Outro resumo dos valores que n, e, m e s podem assumir:
EXERCICIOS RESOLVIDOS
1 Quais os ntimeros quanticos do eletron I'NITI I
3p
• Todo nUmero que anteceder um subnivel sera o valor do numero quantico
principal logo, 3p — n = 3.
t;t> Se o orbital é p, o subnivel (seu correspondente) sera p; P, tern o valor de 1
para qualquer subnivel p; logo, P, = 1.
• Os orbitais p recebem os valores 1 -11 0 1+ 1 perceba que o Ultimo eletron
distribuldo esta no orbital 0 e portanto, m = 0.
• Finalmente note que o ultimo eletron I T I T I
é do "tipo seta para cima"
portanto s = + 2 (T).
_,... 1
2
S = -
2 Indique os quatro numeros quanticos para os eletrons do atom° 16S.
Determina-se a configuracao eletronica em subniveis:
16S 2s272p6
subnivel mais energetic°
55
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• ••
•
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
•
Retira-se do diagrama o subnivel mais energetico
os numeros quanticos:
3p4 n = 3
= 1 (subnivel p)
m - 1 ( 1 1 1, 1 Is I Is I
-1 0 +1
s = - 2 (seta com sentido para baixo)
3 Apresente os mimeros quanticos para: 17C1, 13A1, 28Ni, 58Ce
Resolucao:
a) Cl (Z = 17)
1s2, 2s2, 2p6 , 3s2, 3p5
n = 3
3p5 = 1 (subnivel
m=0
= - 1 s
p)
(4)
4 ,T
0 +1
2
b) Al (Z = 13)
1s2 , 2s2, 2p6, 3s2, 3p 1
subnivel mais energetico 3p 1
-1 0 +1
c) Ni (Z = 28)
1s2 , 2s2 , 2p6, 3s2 , 3p6, 4s2, 3d8
subnivel mais energetico 3d8
1 '41'41'4 1 '1'11' 1
-2 -1 0 +1 +2
d) Ce (Z = 58)
2 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2, 3d10, 4p6, 5s2, 4d10, 5p6, 6s2, 4f2
n = 4
subnivel mais energetico 4f2
= 3 (subnivel f)
ItIt l I I I I I
-3 -2 -1 0 +1+2 +3
m = - 2
s=+
2
(T) 1
56
subnivel mais energetico
T
-1
n = 3
= 1 (subnivel p)
m = - 1
1 S=+-
2
kT,
n = 3
= 2 (subnivel d)
m = 0
s = - 1 (.1,)
2
(3p4) e representam-se
• ATIVIDADES
•
)Mohr o a onorgia
1 0 que é materia? • • 2, A luz, o calor e o som sao considerados diferentes tipos de materia? Justifique.
•
• 3 Separe os itens que representam materia daqueles que sao modalidades de
energia:
• a) ar e) relampago h) frio
• b) chuva f) nuvem i) radiacao solar
• c) fumaca g) trovao j) queima de combustive)
•
d) estrela
4 Abaixo estao relacionados alguns fatos do cotidiano. Separe os que liberam
• energia e os que consomem energia:
• a) gelo derretendo e) disparo de urn revolver
• b) eter evaporando f) ceramica secando ao sol
c) aviao decolando g) descarga de uma pilha
• d) combustao do oleo diesel h) lanterna acesa
• 5 Quais sao as principais conversoes de urn tipo de energia em outro ?
• a) usina hidreletrica
• b) lampada comum (incandescente) acesa
•
c) motor a gasolina
d) vaga-lume.
•
Atomes e mok Wes - Estodos fisicos do materia Misturas
• 6 Quantos atomos estao presentes em cada formula das substancias escritas
• abaixo?
a) H2O c) Bi3(PO4) 2 e) C i2H220n
• b) H4P207 d) Fe(OH) 3 f) Ca 3 [Fe(CN) 6] 2
• 7 Bolinhas de naftalina sao utilizadas no combate as fracas. Por que essas
• bolinhas de naftalina diminuem de tamanho corn o passar do tempo?
g Considere a tabela abaixo:
• Ponto de
As substancias que tern ponto
Substancia de ebulicao superior ao da
ebulicao (°C) agua, sao:
a) I e II
b) I e III
c) I e IV
d) II eV
e) II e III
57
•
•
I - Acido Pentanoico 102
II - Benzeno 78
• III - Benzofenona 197
• IV - Glicerol 92
• V -
Propanona 58
•
•
A
200
T
em
p
er
a
tu
ra
(
°C
) 140
40
0
tempo
50
tempo (min.)
60
T
em
p
e
ra
tu
ra
(
°C
)
10 40 20 30
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
9 Preencha a tabela:
Estado fisico Volume Forma
Movimento Distancia entre
molecular moleculas
Solid°
Liquid()
Gasoso
10 0 grafico abaixo representa as observacOes feitas numa experiencia de la-
boratorio em que material solid° foi aquecido ate vaporizar-se.
Da analise do grafico, conclui-se que a afirmativa certa é:
a) A fusao do material comeca a 0°C.
b) A vaporizacao do material termina a 200°C.
c) A faixa liquida do material vai de 40°C a 140°C.
d) 0 material contem algum tipo de impureza.
e) 0 material liquefeito aquece-se mais depressa do que o solid°.
11 Analise o grafico de mudanca de estado de uma substancia pura, inicial-
mente no estado solid°, considerando que a quantidade de calor fornecida
a substancia, por unidade de tempo, foi mantida constante.
58
Temperature (°C)
Tempo
Substancia
simples
a) iodo
b) soclio
c) ferro
d) cloro
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Qual a afirmacao errada?
a) 0 tempo gasto na fusao da substancia foi de 10 minutos.
b) 0 aquecimento da substancia no estado solid° consumiu menos
energia que seu aquecimento no estado liquid°.
c) A energia fornecida no intervalo de 5 a 15 minutos foi usada para
fundir completamente a substancia.
d) 0 calor de vaporizacao da substancia é maior que seu calor de fusao.
e)A substancia comeca a se decompor 30 minutos apos o inicio do aque-
cimento.
12 Dado o grafico:
Ele representa as mudancas de estado de uma:
a) Substancia pura.
b) Mistura homogenea agua + cloreto de sodio.
c) Mistura eutetica.
d) Mistura azeotropica.
e) Mistura heterogenea agua + oleo.
13 Em qual alternativa, pelo menos urn dos itens enumerados nao correspon-
de ao indicado no topo da coluna?
Substancia
composta Mistura Solucao
Processo de
separacao de
misturas
sal de cozinha salmoura agua do mar decantacao
amonia polvora ar atmosferico decantacao
alcool etilico vinagre vinagre filtracao
gas carbonic° cerveja cerveja destilacdo
14 Entre as substancias cujas formulas aparecem abaixo:
02, Fe, F2, H2O, CH3, 0,, 03, S 8 o numero de substancias simples é de:
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 f) 6
15 As substancias H2O, 0,2, S8, Na2 SO4, sao, respectivamente, classificadas
como:
a) composta, composta, simples e simples.
b) composta, simples, simples e composta.
c) simples, composta, simples e composta.
d) simples, composta, simples e mistura.
e) composta, simples, composta e simples.
59
m(g)
100
80
60
40
20
0
10
20
30
40
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
16 Dados os materiais:
ozone titer alcool gasolina Ac. sulfuric° diamante
0 ntimero de substancias puras simples e puras compostas é respectiva-
mente:
a) 1 e 6. b) 4 e 3. c) 3 e 2. d) 2 e 4. e) 2 e 1.
17 Benzeno e alcool formam urn azeotropico. Qual metodo é recomendado
para separd-los?
a) filtracao c) decantacao e) fusao fracionada
b) destilacdo d) centrifugacao
18 10,8 g de aluminio tern urn volume de 4 ml. Qual sua densidade?
19 0 aluminio possui a 20°C densidade igual a 2,7 g/cm 3. Em 5 cm3 temos:
a) 13,5 g. c) 1,85 g. e) 2,30 g.
b) 0,54 g. d) 7,7 g.
20 Considere a tabela abaixo:
Substincia Massa (g) Volume (cm3)
I
27 27
II
27 34
III
27 21
IV 27 2
V 27 10
a) Definir a densidade de cada substancia.
b) Coloque as substancias em ordem crescente de densidade.
c) Sabendo-se que a substancia I é agua e que as outras sao solidos
quando misturadas, quais vao boiar e quais vao afundar?
21 Considere o grafico e responda:
a) Qual a de maior densidade?
b) Qual possui densidade igual a da agua?
c) Quais flutuam na agua se forem misciveis?
60
•
•
• 2 Quando se espreme limao em agua, as sementes afundam na mistura obti-
• da. Em seguida, quando se adiciona acucar, as mesmas passam a flutuar.
Isso ocorre porque:
• a) 0 acticar diminui a densidade das sementes; • b) 0 act:Kai diminui a densidade da solucao; • c) 0 actIcar aumenta a densidade das sementes; • d) 0 acticar aumenta a densidade da solucao.
• 23
Enquanto os fenomenos ffsicos nao alterann a estrutura Intima da substancia, os
fenomenos qufmicos tern a propriedade de alterar tal estrutura, de tal forma que
• as moleculas quo estao no final de uma reacao quirnica sao totalmente diferen-
•
tes daquelas que estavam no estagio inicial da reacao (novas substancias sao
formadas a partir das iniciais).
• Sendo assim, a molecula de agua pode estar em estado solido, liquid() ou gaso-
111
so, mas continua sendo representada por H 2O e sempre possui dois atomos de
hidrogenio ligados a urn atomo de oxigenio.
• Jd, apos a combustao de urn cigarro, a composicao da cinza e da funnaca sac)
•
totalmente diferentes do fumo inicialmente presente.
•
Com base no texto acima, separe os fenomenos ffsicos e quimicos:
a) Combustao da gasolina.
• b) Funcionamento de uma pilha.
• c) Eletrolise da agua.
• d) Fracionamento do petroleo.
• e) Fabricacao da coalhada a partir do leite.
• f) Fundir aluminio.
• g)Formacao de ferrugem.
• h) Digerir alimentos.
• i) Quebrar uma regua.
• j) Cozinhar feijao.
• 1) Queimar um palito de fosforo.
m) Derreter chumbo.
• n) Apertar um parafuso.
• Modeles atomicos
• 24 Considere tres atomos A,B e C. Os atomos A e C sao isotopos, B e C sap
•
isobaros e A e B sao isotonos. Sabendo-se que A tem 20 protons e massa
atomica 41 e que o atom° C tem 22 neutrons, qual sera o numero de ele-
• trons de A? E se A for urn anion bivalente? • 61
I
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
25 Levando-se em conta a existencia dos tees is6topos do hidrogenio (1H, 21H e
31H) e do isotopo 16 do oxigenio (18O), o numero de neutrons impossivel de
se encontrar em uma molecula de agua é:
a) 9; b) 10; c) 11; d) 12; e) 13.
26 Um atomo que apresenta, no Ultimo nivel, urn eletron desemparelhado
corn os seguintes numeros quanticos: n = 5 @. = 0 m = 0 s = -1/2 , tern
numero atomic° igual a:
a) 31; b) 37; c) 41; d) 47; e) 51.
27 0 atomo X é isobar() do 4°Ca e isotopo do 36Ar. Qual seu numero de neu-
trons?
213 A ordem decrescente de energia dos subniveis 4d, 5f, 5s, 5p, e 6s é:
a) 6s 5p 5s 4f 4d;
d) 5s 4d 5p 6s 4f;
b) 5f 6s 5p 4d 5s; e) 4f 4d 5p 6s 5s.
c) 5s 6s 5p 4d 4f;
29 (FEP-PA) Urn eletron situado na camada L podera ter quais das series de
numeros quanticos abaixo?
a) n = 0 = 0
m = 0;
b) n = 2 = 0
m = 1;
c) n = 2 = 1 m = 1;
d) n = 2 = 2 m = 2;
e)n= 3 = 3
m = -3;
30 A afirmativa falsa é:
a) 0 eletron 4p 1 é mais energetico que o 3d 1 ;
b) 0 enxofre possui dois orbitais semicompletos;
c) Os orbitais d possuem 3 subniveis;
d) 0 subnivel f possui no maxim° 14 eletrons;
e) Os subniveis s possuem Q = 0.
31 (FUVEST) Determine o numero de neutrons e o numero de protons nos
cations Fe+2 e Fe+3, obtidos a partir do isotopo de ferro corn numero de mas-
sa 56. Sabe-se que o numero atomic() do ferro é 26.
32 Qual o numero maxim° de eletrons corn spin —
2
no subnivel f?
33 (FAAP) Faca a distribuicao eletronica para o atom() do elemento quimico
de Z = 17 e indique os numeros quanticos do eletron mais energetico.
34 (POLL - SP) Quais sao os quatro numeros quanticos dos dois eletrons mais
externos do atomo de calcio (Z = 20)?
62
• •
• 35 (E. E. Maud - SP) A distribuicao eletronica na camada de valencia do atom° de certo elemento X e 4s 2, 4p3 e seu nude() encerra 42 neutrons. Quais sao
• os mimeros atomics° e de massa do elemento X?
• 36 Calcule o numero de neutrons no nucleo do atom° A; que é is6baro de B.
• Sabe-se que o numero atomic° de A é 64 e que o de massa de B é 154. • 37 (UEG) Na celebre experiencia de Rutherford, foi verificado que, para cada
• • que o tamanho do atom° é cerca de: atravessavam as finas laminas de ouro sem se desviar. Isto leva a conclusao
155 particulas a desviadas de sua direcao, havia 1500000 particulas a que
• a) 1012 vezes maior que o tamanho do nucleo;
• b) 104 vezes maior que o tamanho do nucleo;
• c) 155104 vezes maior que o tamanho do nucleo;
• d) 1850 vezes maior que o tamanho do nucleo;
• e) 10000 vezes maior que o tamanho do nucleo.
• 38 (OSEC) Sabendo-se que os 4 numeros quanticos do ultimo eletron do ato-
• mo de urn elemento sao: 2, 1, 1, 1/2 , podemos afirmar que sua camada de
•
valencia encerra:
•
a) 2 eletrons;
•
b) 6 eletrons;
•
c) 10 eletrons;
•
d) 8 eletrons;
•
e) n.d.a.
• 39 0 atom° 14X apresenta 7 neutrons. Assim, o Ion X -3 é isoeletronico do
atomo: •
•
a) 4Be; b) 7N; c) ioNe; d) iiNa; e) 170,.
• 40 (FFCL — Belo Horizonte) Sabendo-se que o magnesio (Mg) tern numero ato-
mico 12, a estrutura eletronica do cation Mg+ 2, no estado fundamental, é
• representada por:
• a) 1s2, 2s2, 2p6, 3s 1 , 3p 1 ;
• b) 1s2, 2s2, 2p6;
• c) 1 s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p2;
• d) 1 s2 , 2s2, 2p6, 3s1 ;
• e) 1s2, 2s2, 2p6, 3s2 .
• 63 •
2 Tabela periodica
1A 0
I Sfmbolo
H
1,008
3
g LI
6,94
11 /
Na '
23,0
119( /
39,1
37
Rb
85,5
55 56
Cs' Bei
132,9 137,9
87 I 88
Fr 3, 1Ra
(223) Q (226) I
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
2A
SEW oOS
uoruslOcs
89-103
23 / 24 I 25
I It Cr Mn
50,9 52,0 54,9
41 Nb m42 43 0 4 Tc
92,9 95.9 98,9
73 74 75
W j Re
180,9 2 183,8 186,2
105 106 / 107
Db Sg Bh
(262)1 (263) 1 Y (262) 'y
76 I 77
,/ Os 4 1 Ir 4
180,2 2 182,2
108 I
/ Hs
(265)
101,1
(266) 1 1
102,9
108
Mt 111 metais ❑ nao-metais ❑ hidrogenio
❑ semimetais ❑ gases nobres
13 2 14 2
IA1161'
27,0 28,1
31 / s 32
/ i
69,7 72,6
49
I 1n9 Sn
114,8 118,7
81 82
TI Pb 34
204,4 207,2 4
3A 4A 5A
/
12.0
79,0
1.7434
7A
9 3
F
19,0 20,2
18 2
g Be
4 / Q
Mg
9,01
s 12 I
24,3
20
Ca
40,1
2 38
Sr'
!2 87.8
26 /
Fe e
55,8
44 Ru
28
195,1 '
106,4
!;"
29 /
I Cu 1
83,5
47 Ag
31,0
33
11
74,9
I S6111
74,9
1;1
209,0 '
8 16,0
6A
2 8
5 O
Br
35,5
35 I
79,9
53 2
At 4
I , y
126,9
85 2
(210) 7 (210)
131,9
86
Rh/
57
1 La 1
138,8
58
ICE0
140,1
59
Pr 1
140,9
60
1Nd 1
144,2
81
g Pm
145)
62
I Sml
1 0 4
63
1E0
152,0
64
Gd 1
157,3
85
I Tb i
158,9
86
i Dy 1
182,5
67
1Ho 1
184,9
68
I Er
167,3
89
;Toil
188,9
70
I Yb I
173,0
71
Lu
175,0
89
!Ac ,
(227) y
90
g Th i,
232 O ' y
i 92
i s
,1 U I,
g 231,0 1 238,0
s 93
t Npg,
' 237,0 Y
gAm24
94
f Pu ,
' (242) y
. 95
(243) 1
98
Cmi,
(245) 2Y
i Pa
97 98
i Bk 2,1 Cf
(245) y (25 ) 21
s 99
1 Es 21
I (254)
100
iFm
(254)
q 101
g Es
(258)
3,
1
,, 102
I No
(254)
10
1 Lr ,,,'
(257) I
Dimitri Ivanovitch Mendeleiev - Quimico russo, nascido em
Tobolsk, em 1834, e falecido em S. Petersburgo, em 1907. Foi o au-
tor da classificacao periodica dos elementos segundo seu peso espe-
cifico, que serviu de base para as descobertas posteriores.
Trecho da prelecao pronunciada perante os membros da Socie-
dade de Quimica no anfiteatro da Royal Institution, 4 de julho de
1889.
"A alta honra que me foi conferida pela Sociedade de Quimica,
convidando-me a prestar homenagem ao nome de Faraday, famoso
no mundo inteiro, pronunciando esta conferencia, levou-me a esco-
Iher para assunto a Lei PeriOdica dos Elementos.
Foi em marco de 1869 que me arrisquei a apresentar a entao
ainda recente Sociedade Russa de Quimica as ideias sobre este as-
sunto, ja expressas por mim nos 'Principios de Quimica', escritos
de pouco."
SERIE DOS
LANTANIolos
SERIE DOS
ACTINIDIOS
A classificacao periodica dos elementos e feita corn base em uma tabela
denominada tabela periodica.
Muitos quimicos do seculo passado tentaram construir uma tabela que
funcionasse bem, mas foi somente em 1869 que o quimico russo Dimitri Men-
deleiev conseguiu organizar uma tabela semelhante a atual.
A maior dificuldade que se encontrava, na epoca, era o fato de serem conhe-
cidos apenas 63 elementos. A medida que novos elementos passavam a ser co-
nhecidos, a tabela de Mendeleiev is aumentando, ate chegar ao aspecto atual.
21
Sc
45,0
39
Y
88,9
57.71
1
3B 4B 5B 6B 7B 4- 8B -4
Elementos de transicao
1B 2B
22 I
TI
47,9
40
Zr
91,2
72
Hf
178,5
104
Rf
(261)
27
Co
58,8
R45h1
N1 2
58,7
46
pd;
/
107,9
/ AU
79
197,0
30
Zn'
65,4
45 Cd I I
112,4
H8Og
200,6 2
5
B
10,8
7 E
N
14,0
15 6 2
R
S
32,1
34 1/
Se
127,8
P
84
o
(210)
17
I£ CI
2 2
He
4,0
10 /
Ne
Ar
39,9
36 2
Kr 1 1
83,8
)(e 1 1
64
Henry Gwyn-Jeffreys Mo-
seley — Fisico ingles nascido
em Weymonth, em 1887, e
falecido em Gallipoli, em
1915. Descobriu a lei que
cid a frequencia dos raios X
em funcao do numero at6-
micodo element() emitente,
o que permitiu o estabeleci-
mento de uma forma defini-
tive de tabela periodica.
65
• • • • • • • • • • • • • • • •
CLASSIFICA00 PERIoDICA MODERNA
Na classificacao periodica moderna (classificacao de Moseley), os elemen-
tos sao colocados em ordem crescente de seus numeros atomicos. Nas filas ver-
ticais, denominadas grupos ou familias, ficam os elementos semelhantes. Os
elementos nao semelhantes, pertencentes a varias familias, ficam reunidos nas
colunas horizontais, que recebem o nome de periodos.
0
cc
o.
2
3
► 4
5
6
7
1A
2A
3B 4B 5B 6B 7B
GRUPOS
2B
3A 4A 5A 6A 7A
4— 8B 1B
1
H
2
He
3
Li
4
Be
5
BCNO
6 7 8 9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13
Al
14
Si
15
P
16
S
17
CI
18
Ar
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
MO
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53 54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
TI
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
57
La
58
Ce
59
Pr
60
Nd
61
Pm
62
Sm
63
Eu
64
Gd
65
Tb
66
Dy
67
Ho
68
Er
69
Tm
70
Yb
71
Lu
89
Ac
90
Th
91
Pa
92
U
93
Np
94
Pu
95
Am
96
Cm
97
Bk
98
Cf
99
Es
100
Fm
101
Es
102
No
103
Lr
•
•
• •
• • •
• • •
•
•
• •
0
PERIODOS
Observe que cada fila horizontal da tabela
periodica recebe urn numero. Esse numero indica
tambem a quantidade de camadas eletronicas de
cada elemento. Sabemos da existencia de sete cama-
das eletronicas ( K, L, M, N, 0, P, Q).
O elemento francio (Fr), por exemplo, apresen-
tara eletrons residindo nas sete camadas, pois esse
elemento esta no skim° periodo (veja a tabela).
Vamos determinar o period° de quatro elemen-
tos da classificacao: 2He, iiNa, 531, 56Ba, por exemplo.
Trabalhando corn o diagrama de Linus Pauling,
dos eletrons espalhados nos subniveis tirarfamos os
valores seguintes:
2s 2p I 3s 3p 3d
K = 2 L= 0 M = 0 2
He
,„2s2p
.0 3s 3p 3d
Observe:
K = 2, uma camada ocupada
por eletrons (camada K) ; as ou-
tran estao vazias. Logo, o ele-
mento encontra-se no period° 1.
•
•
1s2 2s2 2p 3s 1
11 Na • K = 2 L = 8 m = 1
• Observe:
1 S AL--' ........../ ....,...
11 Na (2, 8, 1), tres camadas ocupadas •
zi
,2s2 2p • 6 por eletrons. Logo, o elemento encontra-
,3s1 se no periodic) 3.
•
1s2
1
2s2 2p
6
i
i 3
s2 3p6 3d'°1 14s2 4p6 4c110 1 5s2 5p5 1 411
531 K = 2 L = 8 M = 18 N = 18 0 =7
•
1s A- 2 .......„--- _ Observe: •
.A-2s 2 ,2p 53 1 (2, 8, 1 8, 1 8, 7), cinco camadas
.4,0 3s2----- 3p 6 3d10--- ocupadas por eletrons. Logo, o elemento •
,.4s2 :4136--:,,,4d1 ° ---- encontra-se no periodo 5. •
,5s2.- 5p5 •
56 Ba 1s2 I i
2s2 2p6 i i 3s2 3p6 3d10 1 4s2 4p6 4d10 5s2 5p6 6s2
K = 2 L = 8 M = 18 N = 18 0 = 8 P = 2
1s2
411
,3s2' 1D 3p 6
6
Observe: •
4di°
56
Ba (2, 8, 18, 18, 8, 2), seis camadas A-
• 5s2-- 4p 6 ocupadas por eletrons. Logo, o elemento
pertence ao period° 6.
•
•
FAIVIILIAS •
Como vimos , os elementos foram agrupados, segundo suas propriedades, • em grupos, como sucede corn o fluor, o cloro e o bromo (tres halogenios) ou
corn o magnesia o calcio e o bario (tres metais alcalino terrosos).
Os principals grupos ou familias sao: •
■Grupo 1A - metals alcalinos
■Grupo 2A - metais alcalinos terrosos •
■Grupo 3A - familia do boro •
■Grupo 4A - familia do carbono
• ■ Grupo 5A - familia do nitrogenio
■Grupo 6A - chalcogenios ou calcogenios •
■Grupo 7A - halogenios •
■Grupo 0 - gases nobres
• Os elementos de uma mesma familia apresentam propriedades semelhan-
tes e voce percebera esse fato ao fazer um estudo de cada familia. •
66
CLASSIFICA00 QUANTO AS PROPRIEDADES
1
2
3
4
5
6
7
■ Metais - apresentam brilho, sao bons condutores de calor e eletricidade,
sao maleaveis, apresentam dureza e tenacidade, possuem densidade e pontos
de fusao e ebulicao elevados. Ex.: ferro (fabricacao da gilete) e mercurio (ter-
mometro).
■ Semimetais - sao elementos que apresentam propriedades intermedia-
rias entre os metais e nao-metais, por exemplo: possuem pouca tendencia a
perder eletrons e formam cristais como os metais. Na tabela periodica, os semi-
metais separam de urn lado os metais, do outro os nao-metais. Ex.: selenio
(flash de camara fotografica) e silicio (areia).
■ Nao-metais - nao apresentam brilho, dao origem a substancias molecu-
lares, nao apresentam maleabilidade e possuem na sua maioria pontos de fusao
e ebulicao baixos. Ex.: gas hello (usado nos balOes).
67
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
H
3 4
Li Be
11 12
Na Mg
metais
74
5
B
13
Al
6
C
14
Si
7
N
15
P
8
0
16
S
2
He
9 10
F Ne
17 18
CI Ar
53
nao-metais semimetais
55
Cs
37
Rb
87
Fr
19
K
88
Ra
20
Ca
56
Ba
38
Sr
89-
103
21
Sc
57-
71
39
Y
104
Rf
40
Zr
72
Hf
22
Ti
105
Db
41
Nb
73
Ta
23
V
106
Sg
42
Mo
24
Cr
107
Bh
25
Mn
43
Tc
75
Re
108
Hs
76
Os
44
Ru
26
Fe
27
Co
109
Mt
45
Rh
77
Ir
46
Pd
28
Ni
78
Pt
47
Ag
79
Au
29
Cu
80
Hg
48
Cd
30
Zn
31
Ga
81
TI
49
In
32
Ge
50
Sn
82
Pb
33
As
51
Sb
83
Bi
34
Se
52
Te
84
Po
35
Br
85
At
54
Xe
86
Rn
36
Kr
57
La
58
Ce
59
Pr
60
Nd
61
Pm
62
Sm
63
Eu
64
Gd
65
Tb
66
Dy
67
Ho
68
Er
69
Tm
70
Yb
71
Lu
90 91 92
Th Pa U
95 96
Am Cm
97 98 99 100 101 102
Bk Cf Es Fm Es No
89
Ac
93
Np
94
Pu
103
Lr
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
TABELA DE NUMEROS ATOMICOS
Como voce sabe, os elementos quimicos foram dispostos na tabela periOdi-
ca segundo sua ordem crescente de ntimeros atomicos, seguindo essa ordem
crescente nos periodos (filas horizontais da tabela).
Esses ntimeros identificam os elementos quimicos como suas "carteiras de
identidade".
Perceba na tabela abaixo que o primeiro periodo contem dois elementos de
mimeros atomicos 1 e 2, o segundo e o terceiro oito, o quarto e o quinto dezoito.
Os elementos representados por urn asterisco (*), denominados lantanideos,
fazem parte do sexto periodo e os representados por dois asteriscos (**), deno-
minados actinideos, pertencem ao setimo. Esses elementos estao a parte da
classificacao por apresentarem comportamento quimico diferente dos elemen-
tos dispostos em filas horizontais (familias).
A tabela que apresentamos abaixo apresenta os ntimeros atomicos dos ele-
mentos:
1 2
3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 16 17
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
55 56 57 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
87 88 89 104 105 106 107 108 109
*
* *
58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71
90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103
Elementos sOlidos ri Elementos artificiais
Elementos gasosos Elementos liquidos
68
• •
•
ESTUDO DOS GRUPOS DA TABELA
Os elementos de uma mesma familia apresentam propriedades semelhan-
• tes e voce percebera esse fato ao fazer urn estudo de cada familia.
• GRUPO 1 A — METAIS ALCALINOS
1
2
3
4
5
6
7
1A
2A
3B 4B 5B 6B 7B 8B 1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
1
H
2
He
3
Li
4
Be
5
B
6
C
7
N
8
O
9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13
AQ
14
Si
15
P
16
S
17
CQ
18
Ar
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
Ti
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Distribuindo as camadas, teriamos:
1 H
K = 1
3Li
K = 2 L = 1
11 Na
K = 2 L = 8 M = 1
K = 2 L = 8 M = 18 N = 1
• 37Rb K = 2 L = 8 M = 18 N = 8 0 = 1
55Cs K = 2 L = 8 M = 18 N = 18 0 = 8 P = 1
•
87Fr K = 2 L = 8 M = 18 N = 32 0 = 18 P = 8 Q = 1
Os metais alcalinos (familia 1A) tem 1 eletron na ultima camada ou urn el&
tron no subnivel mais energetico (s 1 ). Embora o hidrogenio esteja colocado na
familia 1A, ele nao é urn metal alcalino.
• Esses metais sao brancos como a prata, sao leves (o litio é o metal mais leve
de todos os metais da tabela periodica), causam queimaduras e fundem a baixas
• temperaturas. Sao chamados alcalinos porque, ao reagirem corn agua, formam
•
bases alcalinas corn caracteristicas opostas as dos acidos.
q::>0 litio é usado em ligas metalicas, em ceramica e baterias para
marcapasso.
•
q> 0 sodio e o potassio sao extraidos das cinzas das plantas ou de salinas. 0
sodio é usado em lampadas, o potassio e usado em adubos, fosforos e sal
• dietetic°.
•
0 rubidio, de coloracao vermelha, e utilizado como combustivel espacial e
em celulas fotoeletricas.
q> 0 cesio é um metal em estado liquido, como o mercurio, usado em relogi-
os atomicos.
• > 0 francio é urn elemento radiativo, de curta vida, obtido da desintegracao
• do actinio.
• 69
• • • • • • • • • • • •
• 19 K
•
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
•
GRUPO 2A — METAIS ALCALINO - TERROSOS
1
2
3
4
5
6
7
lA
2A
3B 4B 5B 6B 7B 8B 1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
0
1
H
2
He
3
Li
4
Be
5
B
6
C
7
N
8
0
9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13 14
Si
15
P
16
S
17 18
Ar
19
K
20
Ca'
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Z r
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53 54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
T1
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Pela distribuicao das camadas, teriamos:
4
Be K = 2 L = 2
12
Mg K = 2 L = 8 M = 2
20
Ca K = 2 L = 8 M = 8 N = 2
38
Sr K = 2 L = 8 M = 18 N = 8 0 = 2
56
Ba K = 2 L = 8 M = 18 N = 18 0 = 8 P = 2
88
Ra K = 2 L = 8 M = 18 N = 32 0 = 18 P = 8 Q = 2
Os metais alcalino-terrosos (familia 2A) possuem 2 eletrons na ultima ca-
mada e no subnivel s, mais energetic°.
Apresentam propriedades caracteristicas dos alcalinos. Seus elementos
formam compostos insoltiveis em agua e corn pontos de fusao bastante eleva-
dos.
t;1.0 berilio forma ligas metalicas, sendo usado na fabricacao de molas e
outras partes de maquinas. usado tambem em naves espaciais.
magnesio em forma de aparas é urn catalizador usado em presenca de
acidos e substancias organicas. Serve para a confeccao de fogos de artifi-
cio e lampadas. Esta presente na molecula de clorofila (o pigmento verde
das plantas).
q>0 calcio, em reacOes quimicas, entra em composicao corn o oxigenio, for-
mando o Oxido de calcio (CaO), usado na agricultura corn a finalidade de
corrigir a acidez do solo. No curtimento de peles, é usado o oxido de
calcio ou cal virgem, bem coma nos processos de tinturaria. 0 calcio é
elemento importante na calcificacao dos ossos e dentes.
>O estroncio radiativo é um elemento causador de cancer, por destruicao
dos tecidos.
t;t:>0 elemento bario, em composicao corn outros elementos, forma substan-
cias utilizadas em radiografias do aparelho digestivo.
'0 radio é usado em engenharia para detectar estruturas internas, em
mostradores luminosos de relcigios e no combate ao cancer.
70
1B 2B
5 6
B C
13 14
A. Si
3A 4A 5A 6A 7A He
10
Ne
18
Ar
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
79
Au
80
Hg
81
Ti
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
7
N
15
P
8
0
9
F
16
S
17
CQ
0
,-4s2
4s2
ultimo subnivel
da distribuicao (3d)
ultimo subnivel
da distribuicao (3d)
,oZn (zinco)
1s2 '"
A--
A.-2s2 2p6
ultimo subnivel
da distribuicao (3d)
(mais energetico)
Jig (mercurio)
A-
,2s22p'
/ 3p 6 3d10
4p6 /4d'°
/
4p4
Are5s2 5p6 5d10
4e.6s2
Ultimo subnivel
da distribuicao (5d)
(mais energetico)
• • • • • • • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
GRUPOS B — FAMILA DOS METAIS DE TRANS100
1
2
3
4
5
6
7
lA
2A
3B 4B 5B 6B 7B1 8B
1
H
3
Li
4
Be
11
Na
12
Mg
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Sao elementos localizados no centro da tabela periodica.
Sao metais como o vanadio, o ferro, o cromo, o tungstenio, o cobre, o zinco,
a platina. Sao utilizados em ligas metalicas, proporcionando maior dureza a
outros metais. Os metais vanadio, tungstenio e cromo proporcionam maior
dureza ao ago.
Esses elementos apresentam seus eletrons mais energeticos no subnivel d.
Vejamos alguns exemplos:
23V (vanadio) 26Fe (ferro)
4,2s2
./
2p6
ns2 an6 3d3
t'
2 2p6
,3s 3p6 3d6
71
• • • • • • • • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
GRUPO 3A — FAMILIA DO BORO
1
2
3
4
5
6
7
lA
2A
3B 4B 5B 6B 7B 8B 1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
0
1
H
2
He
3
Li
4
Be
5
B
6
C
7
N
8
0
9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13
Al
14
Si
15
P
16
S
17
Cl
18
Ar
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
Ti
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Pela distribuicao das camadas, teriamos:
5 B K = 2 L = 3
13Pa K=2 L=8 M=3
31 Ga K = 2 L = 8 M = 18 N = 3
Voce deve ter notado a existencia de tres eletrons na Ultima camada desses
elementos; os demais elementos contem a mesma quantidade nas suas ultimas
camadas.
Essa familia recebe a configuracao s' pl, uma vez que esses tres eletrons da
tiltima camada estao espalhados nos subniveis s e p.
O boro é urn nao-metal, mas os outros elementos desse grupo sao metais
reativos.
O aluminio é o terceiro elemento mais abundante da crosta terrestre. E en-
contrado no minerio bauxita.
O galio , o Indio e o talio sao soluveis em soda caustica.
Eis algumas informacOes sobre os elementos 3A:
O boro esta presente na turmalina. E usado na fabricacao do vidro refra-
tario e do colirio.
O aluminio tem a maior utilidade na confeccao de panelas e aeronaves,
mas é tambern utilizadoem fogos de artificio.
esta presente na tela de televisao. E utilizado em transistores,
diodos para laser, circuitos e memoria para computadores.
q;5O Indio é usado na fabricacao de transistores, celulas fotoeletricas e rea-
tores atomicos.
q;>O tali° e usado como na producao de vermifugo, vidros e detectores in-
fravermelho.
72
7
N
15
P
16
S
I
4
•
•
5
• 6
7
36
Kr
34
Se
35
Br
33
As
53
I
54
Xe
51
Sb
46
Pd
45
Rh
85
At
86
Rn
82
Pb
83
Bi
84
Po
81
Ti
72
Hf
76
Os
55
Cs
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
107
Bh
108
Hs
109
Mt
•
Todos os elementos dessa familia apresentam 4 eletrons na ultima camada,
espalhados nos subniveis s e p (s2, p2).
• Vejamos o caso do carbono e do silicio:
• 6C
• 1S2
Are
• 2p2 4 eletrons na ultima camada (familia 4A)
• 14Si
• 1S2
• Corn excecao do hidrogenio, existem mais compostos de carbono do que
•
qualquer outro elemento. Estima-se que o numero de compostos existentes no
planeta ultrapasse urn milhao. 0 carbono esta presente em todos os processos
• de combustao. E o segundo elemento mais abundante no corpo humano. Do
•
carbono se faz o ago (Fe + C), dando-lhe dureza.
q;>Silicio — fabricacao de chips eletronicos, ferramentas, preparacao da ar-
• gamassa (areia, cimento e cal) do pedreiro e fabricacao de vidros.
• q;>Germanio — confeccao de lentes, refletores e projetores, transistores e
• diodo.
•
q>Estanho — fabricacao de latas, moedas, estatuas.
q>Chumbo — utilizado ern baterias de carro, protecao contra radiacaes, oc-
• tanagem de gasolina, fabricacao de zarcao e foi muito usado em encana-
• mentos, quando rao existiam os de plastic°.
•
•
•
• 1
• 2
•
3
GRUPO 4A — FAMILIA DO CARBONO
1A 0
2
He
10
Ne
18
Ar
1
H
3
Li
3A 4A 5A 6A 7A 2A
8 9 6 5 4
Be
12
Mg
F O B C
17 13 14 11
Na 8B 0, A. Si 1B 2B 3B 4B 5B 6B 7B
32 30 31 25 26 27 28 29 22 23 24 19 20 21
Ge Ga Cr Co Ni Cu Zn Ca Sc Ti V Mn Fe K
50 52 47 48 49 41 42 43 44 37 38 39
Y
40
Cd Sn Te Nb Mo Ag In Rb Sr Zr Tc Ru
78 79 80 57- 73 74 75 77 56
Hg Ta Re Ir Pt Au Ba 71
106
Sg
Ale
0
./e"
2 s2 2p6
• 3s2 3p2 4 eletrons na dltima camada
Ale Ae.......„.,
• 3s
2 — = 4 A (familia 4A)
• 73
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
GRUPO 5A — FAMILIA DO NITROGINIO
1
2
3
4
5
6
7
lA
2A
3B 4B 5B 6B 7B 8B 1 1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
0
1
H
2
He
3
Li
4
Be
5
B
6
C
7
N
8
O
9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13 14
Si
15
P
16
S
17
Ci
18
Ar
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
T1
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Todos os elementos dessa familia apresentam 5 eletrons na dltima camada,
espalhados nos subniveis s e p (s2, p3 ). 0 nitrogenio e o fosforo sao dois ele-
mentos muito importantes nessa familia:
7N
,1s2
,2p3 5 eletrons na ultima camada (familia 5A)
15P
,1s2
,2s2
,3s2 ,3p3 5 eletrons na dltima camada nos subniveis s e p (familia 5A)
0 nitrogenio é o elemento mais abundante no ar atmosferico. Forma urn
grande ndmero de compostos organicos.
Dentro do grupo 5A existem dois nao-metais (N e P), dois semimetais (As e
Sn), que apresentam muitas propriedades metalicas, e urn metal, o bismuto.
q;:. 0 nitrogenio é urn constituinte essencial das proteinas, é utilizado em fer-
tilizantes e explosivos. E obtido pela destilacao fracionada do ar liquido.
t;t>O fosforo é o decimo elemento mais abundante na crosta terrestre e é
importante no metabolismo biologico, pois ocorre nos acidos nucleicos e
nos ossos.
O arsenio é usado para preparar chumbo das balas, diodos, remedios, e
ao ser aquecido, sublima-se.
Dos sais de antimonio fabrica-se sombra para olhos. E urn semimetal
usado em soldas.
q1). O bismuto é urn metal obtido de subprodutos em metalurgia, usado em
ceramicas e na preparacao da borracha.
74
1A
19
K
55
Cs
87
Fr
•
2
•
3 •
•
4
• 5
• 6
• 7 •
•
•
•
• • • •
12
Mg 3B 4B 5B 6B 7B
20
Ca
88
Ra
56
Ba
38
Sr
57-
71
21
Sc
39
Y
72
Hf
40
Zr
22
Ti
41
Nb
73
Ta
23
V
42
Mo
25
Mn
75
Re
45
Rh
GRUPO 6A — FAMILIA DOS CHALCOGINIOS OU CALCOGENIOS
2A
4
Be
11
Na
37
Rb
Em camadas, terfamos a seguinte distribuicao:
80 K=2 L=6
16S K=2 L=8 M=6
34Se K = 2 L = 8 M = 18 N = 6
52Te K=2 L=8 M=18 N=18 0=6
84Po K = 2 L = 8 M = 18 N = 32 0 = 18 P = 6
• Sao elementos que apresentam seis eletrons na Ultima camada, localizados
• nos subniveis s e p (s2, p4 ).
110 O oxigenio e o enxofre sao os elementos mais importantes dessa familia.
0 oxigenio entra na formacao dos oxidos e acidos, é absorvido pelos ani-
• mais e liberado pelas plantas.
• q;50 enxofre foi um dos elementos estudados pelos alquimistas, entra na
•
formacao do acid° sulfuric° e é utilizado na fabricacao de fosforos e
adubos quimicos.
• ',1;), 0 selenio, nessa familia, é urn semimetal que apresenta comportamento
• de metal e nao-metal. E usado na eletronica, em camaras de televisao e
•
fotometros (aparelhos usados para medir a intensidade da luz).
• 75 •
•
•
•
• 1
H
74
107
Bh
1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
0
2
He
5 6
BCNOF
7 8 9 10
Ne
13
AP.
14
Si
15
P
16
S
17 18
Ar
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
TI
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
Otehirio apresenta caracteristicas metalicas. Essa caracteristica aumenta
• na familia 6A de cima para baixo, apesar de esse elemento ser urn semi-
• metal.
• tZ;>
0 polonio deriva do nome Polonia, pais de origem de urn de seus desco-
bridores. E urn semimetal como o tehirio e é usado como fonte de obten-
• cao de particulas alfa (2p + 2n).
8B
3
Li
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
24
Cr
43
Tc
108
Hs
44
Ru
76
Os
26
Fe
109
Mt
27
Co
77
Ir
• •
S • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
GRUPO 7A - FAMILIA DOS HALOGINIOS
1
1A
2A 3A 4A 5A 6A 7A
0
1
H
2
He
3 4 5 6 7 8 9 10
2 Li Be BCNO F Ne
11 12 13 14 15 16 17 18
3 Na Mg 3B 4B 5B 6B 7B 8B 1B 2B AQ Si P S Ci Ar
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
4 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
5 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
55 56 57- 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
6 Cs Ba 71 Hf Ta Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
87 88 89- 104 105 106 107 108 109
7 Fr Ra 103 Rf Db Sg Bh Hs Mt
A distribuicao em camadas sera:
9F K=2 L= 7
17C1 K=2 L=8 M=7
35Br K=2 L=8 M=18 N=7
531 K=2 L=8 M=18 N=18 0=7
85At K = 2 L = 8 M = 18 N = 32 0 = 18 P = 7
Todos sao elementos de natureza ametalica, apresentando 7 eletrons na ul-
tima camada. Por possufrem quantidade proxima de oito eletrons na ultima
camada, dificilmente perderao seus eletrons em relacao com outros elementos.
qt.0 fltior é o elemento mais eletronegativo da classificacao periodica dos
elementos quimicos e sua tendencia é adquirir ou compartilhar 1 eletron
durante ligacoes. Existe, como o cloro, na forma gasosa, usado no corn-
bate a carie dentaria e no tratamento da agua.
t;1;50 cloro é utilizado como desinfetante e é extrafdo do sal comum. Reage
corn o hidrogenioda agua, liberando o seu oxigenio, que ira matar por
oxidacao as bacterias existentes na agua.
q:).0 bromo, como o fluor e o cloro, gera sais quando reage corn metais.
usado em medicamentos e reacoes organicas.
qt.O iodo é urn elemento no estado solid°. Sua falta no organismo da ori-
gem a problemas da tireoide. E usado como bactericida, na forma de tin-
tura de iodo.
b O astato revela pouca semelhanca com os outros halogenios e é urn ele-
mento radiativo corn curto perfodo de duracao.
76
• •
• GRUPO 0 OU 8A — FAMILIA DOS GASES NOBRES
•
Recebem a denominacao de gases nobres ou inertes devido a fraca reativi-
dade corn outros elementos quimicos, corn formacao de poucos compostos, por
• possuirem a ultima camada preenchida corn dois e oito eletrons.
• Apresentam a configuracao s 2 p 6 (excecao para o hello: s 2). • 2He
•
,-1s2
• 10
Ne
• .-2s2 A-2p' 8 eletrons na ultima camada
•
18
Ar
•
----
A-2s22p 6
ultima camada estabilizada corn 8 eletrons
•
•
argonio em lampadas comuns, como enchimento, e o xenonio em flashes.
•
TABELA DOS ELETRONS NA ULTIMA CAMADA
A tabela abaixo apresenta os eletrons da ultima camada dos elementos qui-
micos, tambern chamada camada de valencia (onde ocorrem as ligacoes quimi-
cas).
1A
2A
3B 4B 5B 6B 7B 8B 8B 8B 1B 2B
3A 4A 5A 6A 7A
0
1 2
1 2 3 4 5 6 7 8
1 2 3 4 5 6 7 8
1 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 3 4 5 6 7 8
1 2 2 2 1 1 1 1 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8
1 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 3 4 5 6 7 8
1 2 2 2 2 2 2 2 2
Lantanideos
Actinideos
❑ Elementos representativos,
❑ Elementos de
❑ Elementos de
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
todos pertencentes a familia A.
transicao simples, todos pertencentes a familia B.
transicao interna, os actinideos e os lantanideos nao foram agrupados em familias.
77
0 hello é usado em balbes dirigiveis, o neonio em anuncios luminosos, o
• • • • • • •
•
•
•
•
•
•
S •
•
•
•
•
•
•
I
•
•
I
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
PROPRIEDADES DA TABELA PERIODICA
■ Eletronegatividade
Eletronegatividade é a tendencia que urn atom° possui de atrair eletrons.
Numa tabela periodica, a eletronegatividade aumenta da esquerda para a di-
reita nas filas horizontais (periodos) e de baixo para cima nas filas verticais
(familias).
0 fluor é o elemento mais eletronegativo dos atomos.
1
H
2
He
"cs
—
a
on
o
Er4
3
Li
4
Be
5
B
6
C
7
N
8
0
9
F
10
Ne
11
Na
12
Mg
13
Al
14
Si
15
P
16
S
17
CI
18
Ar
19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
Fe
27
Co
28
Ni
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
37
Rb
38
Sr
39
Y
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
55
Cs
56
Ba
57-
71
72
Hf
73
Ta
74 75
Re
76
Os
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
Ti
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
87
Fr
88
Ra
89-
103
104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
Os gases nobres sao excluidos dessa propriedade por apresentarem a Ulti-
ma camada preenchida de eletrons (camada estabilizada) e, assim, nao apre-
sentarem tendencia a receber eletrons.
Os atomos, ao receber eletrons, ficarao carregados negativamente.
Exemplo:
12Mg 80
,1s2
..„2 2p6 p4
,3s2
12Mg
2 2
8 6
2
Perceba que o oxigenio ficou corn dois eletrons a mais. E um elemento ele-
tronegativo, pois retirou eletrons do magnesio deixando-o positivo.
Os elementos mais eletronegativos da tabela periOdica sao representados
pela fila de eletronegatividade de Linus Pauling, em que o fluor é o mais eletro-
negativo.
A fila de eletronegatividade é a seguinte:
F ONIGBr I S C PH
aumento da eletronegatividade
78
Eletronegatividade
Mgxx
Mg"
1
H
2.1
3 4
Li Be
1.0 1.5
11 12
R
Na
0.9
Mg
1.2
.)4 19 20 21 22 23
."" K Ca Sc Ti V O
a. 0.8 1.0 1.3 1.5 1.6
37 38 39 40 41
Rb Sr Y Zr Nb
0.8 1.0 1.2 1.4 1.6
55 56 57- 71 72 73
Cs Ba La- Lu Hf Ta
0.7 0.9 1.1-1.2 1.3 1.5
87 88 89-103 104 105
Fr Ra Rf Db
0.7
0.9
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
■ Eletropositividade
E uma propriedade oposta a eletronegatividade. Em eletropositividade, os
atomos participantes doam eletrons, propriedade marcante nos metais.
Numa tabela periodica, a eletropositividade aumenta da direita para a es-
querda nos periodos e de cima para baixo nas familias.
0 elemento mais eletropositivo é o francio.
2
He
5 6 7 8 9 10
B C N 0 F Ne
2.0 2.5 3.0 3.5 4.0
13 14 15 16 17 18
Al Si P S Cl Ar
1.5 1.8 2.1 2.5 3.0
24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
1.6 1.5 1.8 1.8 1.8 1.9 1.6 1.6 1.8 2.0 2.4 2.8
42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
Mo Tc RU Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te Xe
1.8 1.9 2.2 2.2 2.2 1.9 1.7 1.7 1.8 1.9 2.1 2.5
74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
Re Os 1r l't Au Hg T1 Pb Bi l'o At Rn
1.7 1.9 2.2 2.2 2.2 2.4 1.9 1.8 1.8 1.9 2.0 2.2
93 - 103
Np - Lr
1.3
Os atomos, ao doarem eletrons, ficarao corn menor quantidade de eletrons
e assim positivamente carregados.
Seja, por exemplo, o metal calcio em presenca do nao-metal fluor:
20Ca 9F
A tendencia do fluor, elemento altamente eletronegativo, é retirar eletrons
do calcio, que sera o eletropositivo nesse enlace ionic°.
Exemplo:
20
Ca
9
F
20
Ca 9F
2 1s2 2
..„2s2
/
2p6 .A,2s2 2p5 8 7
A- 3s2 3p6 8
A 4s2 2
Ca:
• •
• F. • •
• •
•••F5 .
Ca'' 2F -
Perceba que o calcio cede seus dois eletrons da Ultima camada, ficando
positivamente carregado, enquanto cada atom° de flUor recebe urn eletron, fi-
cando negativamente carregado.
79
89
Ac
1.1
90
Th
1.3
92
U
1.7
Eletroposit'vidade
CURIOSIDADES CIENTIFICAS
Elemento 114
Simbolos usados na Idade Media alvo de muita procura
Antimonio Sao encontrados na natureza uns
300 nucleos atomicos estaveis, que
Chumbo representam isotopos de elementos
quimicos conhecidos. Esses elemen-
tos vao do hidrogenio ao uranio, em
Prata niamero de 92.
•
•
• • • • • •
• • • • • • • • • • • • •
S •
• • • • • • • • •
Cc,
Fogo
Agua
Ar
Enxofre
Cobre
MercUrio
Ferro
Estanho
0-0 Arsenio
Bismuto
Alguns desses elementos eram
relacionados aos astros:
prata - Lua
cobre - Venus
ferro - Marte
estanho - Jupiter
chumbo - Saturno
mercUrio - MercUrio
e esses simbolos ainda hoje sao
usados na Astrologia.
Alern de 300 isotopos estaveis, fo-
ram produzidos artificialmente pelo
homem, nos Ciltimos 50 anos, cerca
de 1200 isotopos instaveis, isto é,
n6cleos atomicos que se desintegram
radioativamente por emissao de pro-
jeteis atomicos.
Urn dos aspectos mais inte-
ressantes do estudo dos elementos
estaveis e que sua instabilidade nao
aumenta regularmente corn o au-
mento do numero atomic°. Ha, po-
rem, outras forcas em acao dentro do
nucleo alem das forcas eletricas e
ocorrem por isso verdadeiros "picos"
de estabilidade, cujos efeitos mais
dramaticos se manifestam nos ele-
mentos mais estaveis, chamados de
gases nobres.
Apesar de nao existir na natureza,
o elemento 114 poderia ser bastante
estavel e teoricamente ser produzido
em quantidades apreciaveis; pode-
ria tambem ter existido no passado e
se desintegrado totalmente no decor-
rer do tempo.
Preve-se que na fissao do uranio seri-
am emitidos 11 neutrons, ao passo que
na fissao do uranio sao emitidos apenas
3. Por essa razao, existe uma verdadei-
ra "cacada" ao elemento 114, ou aos
seus restos e vestigios, que ja envolvem
pesquisas em meteoritos, rochas de
Lua, minas de ouro da California e ate
no leito do oceano Pacifico.
(Condensado de "0 Estado de S. Paulo", Jose
Goldenberg)
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Segundo o artigode Walter Sulivan, do "N. Y. Times", calcula-se a existencia de
1,5 trilhOes de toneladas de nOdulos metalicos (cobalto, cobre, manganes e niquel)
no solo do oceano Pacifico, cobrindo suas regioes mais profundas.
Apesar de terem sido encontrados nOdulos no fundo do lago Michigan, eles apare-
cem primeiro na agua salgada e em profundidades de seis a oito quilometros. Os
depOsitos mais ricos que se conhecem estao numa estreita zona que vai do Pacifico
central ao su I do Havai e a leste em direcao ao Mexico.
Alguns cientistas acreditam que esses nodulos sao formados por bacterias que ex-
traem e depositam os metais dissolvidos na agua do m'ar. Calculou-se que sao produ-
zidos, anualmente, 10 milhoes de toneladas de nodulos. 0 manganes é a base des-
ses nodulos, mas o metal de principal interesse economic° e o niquel.
Ha mais de dez anos, uma serie de grandes indistrias vem desenvolvendo tecno-
logia para apanhar os nodulos e extrair os metais.
A funcao dos elementos quimicos N, P, K, Ca, Mg e S nas plantas
Nitrogenio (N) — favorece o crescimento vegetativo e a folhagem mais verde.
Fosforo (P) — formacao de raizes, flores, frutos e sementes. Respiracao dos vegetais.
Potassio (K) — resistencia das folhas as doencas, formacao de carboidratos, colmos resistentes.
Calcio (Ca) — formacao das paredes celulares e raizes. Absorcao de nutrientes.
Magnesio (Mg) — constituinte essencial da molecu la de clorofi la e ativador de enzimas.
Enxofre (S) — composicao de aminoacidos e vitaminas.
• •
• • • • • • • • • • • •
• •
S • • • • • • • • • • • • • • • • • •
ATIVIDADES
41 De 5 exemplos de elementos considerados:
a) metais•
b) nao-metais•
c) semimetais:
d) gases nobres•
42 De os nomes das familias:
lA 2A
3A 4A
5A 6A
7A 0
4 Quantos eletrons tern a ultima camada dos atomos das seguintes familias?
1A 4A 6A
3A 5A 7A
44 Sabendo-se que o mimero atomic() do telurio e 52, podemos afirmar que
ele esta na familia:
a) 5A b) 6A c) 7A d) 0
45 0 n° atomico do estroncio é 38. A qual familia ele pertence?
a) lA b) 2A c) 3A d) 4A
46 Em qual periodo e familia estao os seguintes elementos?
19
K F= P=
37
Rb F = P =
12
Mg F = P =
32
Ge F= P=
16S F= P=
51Sb F= P=
82
48Cd
19
K 38Sr
43
Tc 34
Se 17
C 10
Ne
47 Qual dos elementos é o mais eletronegativo?
48 Qual dos elementos acima é o mais eletropositivo?
49 Localize os elementos abaixo na tabela e diga qual o mais eletronegativo:
50 (UFRS) Considere os seguintes conjuntos de elementos quImicos:
I — H, Hg, F, He;
II — Na, Ca, S, He;
III — K, S, C, Ar;
IV— Rb, Be, I, Kr.
0 conjunto que apresenta metal alcalino, metal alcalino terroso, calcogenio
e gas nobre respectivamente é:
a) I b) II c) III d) IV e) V
83
• • • •
• • • • • • • • • • • • • • • • • •
• • • • •
• • • • • • •
D
C
F
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
I
•
•
51 (UFC — CE) Com relacao a classificacao periodica moderna dos elementos,
assinale a afirmacdo verdadeira:
a) Na tabela periodica, os elementos quimicos estao colocados em or-
dem decrescente de massas atomicas;
b) Em uma familia, os elementos apresentam propriedades quimicas
bem distintas;
c) Em uma familia, os elementos apresentam geralmente o mesmo nii-
mero de eletrons na ultima camada;
d) Em um periodo, os elementos apresentam propriedades quimicas se-
melhantes;
e) Todos os elementos representativos pertencem aos grupos B da tabe-
la periodica.
52 (PUC) 0 bromato de potassio, produto de aplicacao controvertida na fabri-
cacao de paes, apresenta elementos, na ordem indicada na formula, das
familias:
a) alcalino-terrosos, calcogenios, halogenios;
b) alcalinos, halogenios, calcogenios;
c) halogenios, calcogenios, alcalinos;
d) calcogenios, halogenios, alcalinos;
e) alcalino-terrosos, halogenios, calcogenios.
(PUC — Campinas) Se um elemento quimico esta colocado no 4° periodo e
no subgrupo 3A da classificacao periodica, qual seu subnivel mais energe-
tico?
54 (EEM) 0 cation do atom° de certo elemento bivalente tem 18 eletrons. Per-
gunta-se:
a) A que grupo ou familia e periodo da classificacao peri6dica pertence
esse elemento?
b) Qual a estrutura eletronica do seu atomo neutro?
5 (PUC — RS) A substancia quimica que esta poluindo as aguas de rios brasi-
leiros, em fungdo do garimpo de ouro, no seu estado elementar, é urn:
a) metal de elevado ponto de fusao;
b) metal do grupo 2B da Classificacao Periodica dos Elementos;
c) gas do grupo dos halogenios;
d) metal alcalino-terroso;
e) elemento representativo.
84
•
Ligagoes quimicas •
•
• Em capitulos anteriores demos a ideia de que a materia é formada de &to-
• mos. Apresentamos algumas caracteristicas dos atomos isolados, bem como
•
sua constituicao e a distribuicdo dos
seus eletrons. Entretanto, uma pro-
• priedade que ainda nao abordamos
•
foi a tendencia de atomos se ligarem
entre si.
• Essa propriedade recebe o nome
• de ligacao quimica e serve para ex-
plicar as diferentes especies de ma-
• teria existentes no Universo. As liga-
• goes quimicas sac, de tres tipos: ioni-
ca, covalente e metalica.
•
Mais de 5 milhOes de substancias
•
diferentes existentes no p/aneta sac)
formadas , formadas a partir de ligacaes quimicas •
• LIGA00 IONICA
• Essa ligacao ocorre quando:
111 ■ um elemento metalico reagir com um ametalico.
• ■ metais que possuem 1, 2 ou 3 e na ultima camada se unem coin ametais
•
que possuem 5, 6 ou 7 e - ;
■os metais doarem seus eletrons de ultima camada, que sera() recebidos
• pelos ametais,
• ■ apps a cloaca() e recebimento de eletrons os ametais se transformarem em
•
cation (+) e os ametais em anion (-):
■o doador for eletropositivo e o receptor for eletronegativo.
• Resumindo
• Metal Ametal
• 1 a 3 eletrons na ultima camada 5 a 7 eletrons na ultima camada
•
tendencia a perder eletrons tendencia a ganhar eletrons
•
• CATION
• composto ionic°
• 85 •
ANION
Gilbert Newton Lewis — Fisi-
co e quimico norte-americano,
nasceu em Massachusetts e fale-
ceu em 1946 na California. Seu
nome e dado a liga metalica for-
mada por partes iguais de esta-
nho e bismuto. Notabilizou-se
por apresentar em 1916 uma in-
terpretacdo da covalencia e pro-
p6s o nome de foton para o
quantum de energia radiante.
TEORIA DO OCTETO
Em 1916 os cientistas William Kossel e Gilbert
Lewis, apoiados no fato de que os atomos ao se liga-
rem tendem a adquirir uma estrutura assemelhada
aos gases nobres, propuseram a seguinte teoria, de-
nominada Teoria do Octeto e valida para compostos
ionicos e covalentes:
"Os atomos se unem tentando adquirir a confi-
guracdo eletronica dos gases nobres, ou seja: 2 ou 8
eletrons na camada de valencia".
Exemplos de ligacoes ionicas:
Consideremos dois elementos, urn muito ele-
tropositivo, o soclio ( 11Na), e outro muito eletrone-
gativo, o cloro ( 17a) e vamos resolver por etapas a
unido desses elementos.
A distribuicao eletronica indicard que o sodio é
metal (1 eletron na ultima camada) e o cloro, ametal
(7 eletrons na ultima camada),
2
8
7 ametal
Podemos usar a notacao de Lewis para expressar perda e ganho de el&
trons. Na escrita de Lewis eletrons sdo simbolizados por pontos ou cruzes e
setas indicardo a doacao eletronica.
• •
0, • • • •
Em seguida representamos os ions dentro de colchetes:
[Nal+1 [xCP,;] - 1
cation anion
Perceba que a resultante da somatoria das cargas dos ions (+1 — 1) é nula.
Perceba tambem que o s6dio ficou carregado positivamente porque per-
deu eletron e o cloro ficou negativo porque recebeu.
86
• • • • • • • • • • • •
• • •
•
• • • •
• •
•
• •
•
•
• • • • • • •
11
Na
17C
Ael_S 2
4,2s2 2p6
e-3s2 ,3p5
2
8
1 metal
Na
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
••
•
• •
•
•
• •
•
•
•
•
•
Finalmente, representamos a unido dos dois ions, observando a primeira
escrita de Lewis, em que proporcao de atomos reagindo é de 1:1. A unido dos
ions origina a formula ionica.
Na,.
Na0, (Cloreto de Soclio)
Formula Eletronica
Formula Ionica
Outra forma de representar a ligacao ionica do s6dio coin o cloro seria pe-
los modelos abaixo:
Atomo de sOdio doando seu eletron de Atomo de c/oro recebendo o eletron
ti/tima camada
doado na Ultima camada
0 NaCQ, é urn composto ionic° cujo nome popular é sal de cozinha. Esse sal
é formado por urn aglomerado de ions positivos e negativos, formando uma
estrutura cristalina ctibica de face centrada.
Nesse cristal os ions ocupam os vertices e as faces centradas de um
cubo e os ions Na + ocupam o corpo e o centro dos cristais.
Representacao da estrutura cristalina do Model() de preenchimento especial
Naa. 0 tamanho dos ions difere devido a onde as arestas do crista/ nag seo
transferencia e recepcao de eletrons representadas
87
Notacao dos eletrons
L*14:„
Mg:
Cada C. recebe
1 eletron completan-
do o octeto.
Notaclo dos ions
[Me' [is C..C:1 -2 1
0 numero 2 é escrito
como Indice do [0]
indicando que cada
cloro recebeu 1 el&
tron.
Notacao do
composto ionico
Mg 0,2
Cloreto de magnesio
A formula do com-
posto podera ser es-
crita observando a
primeira representa-
cao.
12Mg
,1s2
2p6
_k_3s2/
2
8
2
• •
•
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
0
• •
I
•
• •
• •
•
• •
•
EXERCICIOS RESOLVIDOS
I Mg (Z = 12) + (Z = 17)
Distribuindo os dois atomos e localizando os ultimos eletrons das cama-
das:
17CP,
.2
4e2s2 —.8
,-3s2
eletrons da ultima camada
2 AI (Z = 13) + F (Z = 9)
13M,
4,1s2 --1.- 2 ,1s2 2
,3p6 8 ,2p5 5
4,3s2 .4e3p 1 3
M,F3
Fluoreto de aluminto
• •
88
[Ad+3
• •
9K
•
1s2
3 2 •
Aes .............)p6 8
• ,As1 1
3 K ( Z = 19) + 0 (Z =
80
. 2
/'
2
Ar ,............,. 4L-- 1s2 ,_____„,
2p6.
8 • A,2s2 A,2s2 A,2p4 6
8) 8)
Ak- 1 s
2,--
4,-2s ..... ..- 2 2p4, 8
2
• A,3s2
................„.
2
89
• Kx --....,.....,....„........„
• t5: [K] +2 [340:]-2 K20
• Ks
4-.. oxido de potassio
O oxigenio tern 6 ele-
trons na Ciltima camada,
•
precisa de 2 eletrons
para completar o octeto •
• 4 AP, (Z = 13) + S (Z = 16)
• 13M, 16 S
• 1s 2.'''.
4k" ....".......... 2
• Ale2s2 2p6, 8
,e A" r
•
•
AP,: # E:
• E:
[Ad + 2 [::* ] 32 Ad2S3
AP,: E : / sulfeto de aluminio • x- Nitimero'que indi- Os seis eletrons dos 2 cam a proporcao
• atomos de /V sao cedidos AP, — S (2AP, para 3S)
•
para os 3 atomos de S.
• 5 Mg (Z = 12) + 0 (Z = 8) • 12Mg 80
...
•
•
01.::
Mg: [mg] + 2 [rep: : r 2 MgO
oxido de magnesio
•
•
BCNOF
Si P S CQ
Ge As Se Br
Sb Te I
Po At
H
,e2s2 }p6 8
,,3s2 2
Tres Mg cedem seis ele-
trons para os dois N. 0
nitrogertio tern 5 ele-
trons e precisa de 3.
7N
1s2
2
Ae2s2 A.-2P
3 5
[Mg]+3 [It N:] _23
/ Eletrons recebidos pelos 2N
Tres Mg cedem 6
eletrons para os
dois nitrogenios.
Mg3N2
Nitreto de magnesio
•
•
• • • • • •
• •
• • • •
• • • • •
6 mg (z = 12) + N (Z = 7)
12 1\4g
2
LIGACAO COVALENTE OU MOLECULAR
Nessa ligacao os atomos participantes nao doam nem recebem eletrons, se
unem pela formacao de pares eletronicos e adquirem a configuracao de gas
nobre, ou seja, 2 ou 8 eletrons na camada de valencia.
Os atomos que fazem parte dessa ligacao estao expostos na tabela abaixo.
Os compostos formados a partir de gases nobres e outros atomos ( XeF 2,
Xe04, KrF2, etc.) nao serao estudados nessa unidade em virtude de suas liga-
coes nao serem somente explicadas pelo modelo da ligacao molecular.
90
• •
•
•
•
•
• • •
• •
„CQ, +
K = 2 K = 2
L = 8 L = 8
M = m
eletrons
que participam
da ligacao
:CP,* • Cy.
formula
eletronica
C
C a— a
formula
estrutural
U2
formula molecular
do gas cloro
(nesta formula
os eletrons que nao
participam do par
(eletrons livres ou inertes)
nao sao representados)
(representando
a uniao dos
dois cloros)
• • • • • •
0 • • • • • • • • • •
• • • • • • • • • • • • • • • •
ASPECTOS DA LIG/KAO COVALENTE
■ Ligacao covalente simples ou sigma
E representada por um par eletronico unindo dois atomos. Esse par eletro-
nico é indicado pela letra grega sigma (a), que corresponde ao esse (s) do nosso
alfabeto.
Exemplos:
5Ligacao entre dois atomos de H
Quando ha colisdo de dois atomos de H ha formacao de urn par de eletrons
unindo os 2 atomos.
A ligacao pode ser representada por cruzes e pontos ou por um traco.
Ligacao sigma ou simples ligacao
—V
H ** H H (2- H H 2
1
H + 1H formula formula formula molecular
eletronica estrutural do gas hidrogenio
H
Representacao da figacio dos hicirogenios pe/o model° de esferas
Ligacao entre dois atomos de CP,
Cada atom° de cloro tern sete eletrons na ultima camada, necessitando 1
para completar o octeto. Quando ocorre uma colisdo entre dois atomos de clo-
ro, urn tenta ganhar eletron do outro (devido a atracao de seus nucleos) para
atingir o octeto (7 + 1); surge dessa forma uma sociedade em que o par eletroni
co é compartilhado por ambos.
J
J
.4 J 3 a
Notacao polo model° de esferas da arra:0o de 2 cloros e formacao de
um composto &stave/ (C 21
91
c
• ■•■•■■■—ill.
J
)
• •
• • •
0 • • • •
• • •
S •
S • • • •
■ Ligacao covalente dupla ou pi — sigma
E representada por dois pares eletronicos unindo os atomos. Um dos pares
ligantes e simbolizado pela letra grega pi (7c ), correspondente fonetico do p.
Exemplo:
t;ILigacao entre dois atomos de 0
0 atomo de oxigenio possui 6 eletrons na ultima camada e por isso necessi-
ta de 2 eletrons para completar o octeto e conseqiientemente a estabilidade da
ultima camada.
x x • •
80 s0 0: 0: x x • • 0-4 0 a 0 2
K = 2 K = 2 formula formula fOrmula molecular
L = 6 L = 6 eletronica estrutural do gas oxigenio
Os atomos de 0 se unem por M81-0 de do/s en/aces eletronicos
■ Ligacio covalente tripla ou pi — sigma — pi
E a ligacao simbolizada por tres pares eletronicos, sendo que urn deles, o do
meio, e por convencao uma ligacao sigma (= ). Dessas ligacoes a ligacdo
sigma é a mais forte.
Exempla:
q>Ligacao entre dois atomos de N
0 nitrogenio apresenta 5 eletrons na -affirm camada. Sendo assim, atomos
de nitrogenio devem adquirir por compartilhamento eletronico 3 eletrons.
7N
K = 2
L = 5
+ 7N
K = 2
L = 5
iN:
formula
eletronica
N 1CtY N
— It
formula
estrutural
N2
formula molecular
do gas nitrogenio
Tres en/aces eletronicos le yam os atomos a estab///dade.
92
•
I • • • • •
• • •
"
•• x x
0 14 0 0: 2 xx X • • Ox 0 (a molecula do SO 2 tern uma
geometria angular)
•
•
• ■ Ligacao dativa ou covalente coordenada
•
Essa ligacao é representada por urn pequeno vetor e ocorre quando um dos
atomos apresenta seu octeto completo e outro necessita completa-lo, adquirin-
• do 2 eletrons. A ligacao dativa é uma forma de representar atomos que se ligam
•
por mecanismo urn pouco diferente dos tres aspectos vistos anteriormente.
Algumas moleculas como o CO, SO2, SO3, NH4+, H30+ e 03 apresentam
• ocorrencia de ligacao dativa.
4110 Vejamos a formula eletronica do SO 2 : •
• • 15x
xxx• • xx x
• Note que o elemento central enxofre adquiriu o seu octeto corn formacao
• de uma dupla ligacao corn o oxigenio localizado a esquerda. Por outro lado o
•
oxigenio posicionado a direita necessita de dois eletrons para totalizar seu
octeto.
• 0 enxofre dessa molecula nao admite quatro pares eletronicos ou qualquer
• outro emparelhamento que nao seja a dupla 4aq -do e a dativa.
• No caso de apresentar duas duplas ligacoes (urn modelo de certa forma
adequado),o elemento enxofre ficaria corn 10 eletrons atingindo na sua cama-
• da urn excesso nao permitido. •
• 3431
• Quantidade excessiva de eletrons discordante corn a teoria do octeto
•
•
A solucao seria a formacA.o de dupla e dativa:
•
S
I
• S
• 0 0 valen tes Dativa
I
•
•
•
•
•
• 93
•
Lima/has da
moeda
Lima/ha observada
ao m/croscOpio
ESTRUTURAS CRISTALINAS
Estrutura cristalina em
que cada esfera
representa 1 Itomo
1 lima/ha
•
LIGACAO METALICA
Observe uma moeda de 10 centavos nova. Voce tera a impressao de que ela •
nao apresenta desigualdades, que é toda uniforme. No entanto, se passarmos
uma lima (ferramenta de ago muito usada pelos serralheiros para pair metais), •
obteremos uma porcao da moeda na forma de limalha ou po do metal que
constitui a moeda. •
Se separarmos essa limalha e a observarmos com um microscopio, vere- O
mos figuras que lembram urn cristal. Nesse cristal existem varios atomos •
empilhados numa disposicao bem organizada denominada de estrutura
cristalina. • • •
• •
O
I
•
I
Nas estruturas cristalinas a disposicao ou arranjo dos atomos recebe o •
nome de reticulo cristalino dos metais e e formada por cations desses metais •
envolvidos por uma nuvem de eletrons. Essa nuvem é responsavel pela con-
dug -do de corrente eletrica nos fios de eletricidade ou em qualquer objeto
metalico. Vejamos o caso do sodio. •
•
•
S
• •
Representacao do sOdio metal/co •
94 • •
O CD CD CI
O CD 0 C,
0 0 0 CD CD
0 0 0 CD
O 0 0 CD C,
O 0 0
C, CD 0 0
Cada cation Na+ perde urn ele-
tron que se espalha por todo reticu-
lo cristalino formando uma nuvem
de eletrons.
MODELO CUBICO DE CORPO CENTRADO (CCC)
Cada cation e rodeado por outros 8.
Esse arranjo permite visualizar a figura
de urn cubo corn 8 atomos nos
vertices e 1 no centro
Empacotamento maximo
da estrutura cristalina
MODELO CUBICO DE FACES CENTRADAS (CFC)
Os cations ocupam os vertices
e os centros das faces do cubo
Empacotamento maximo
da estrutura cristalina
• • • • • •
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Existem tres
cristalinas:
modelos para representar o arranjo dos cations nas estruturas
MODELO HEXAGONAL DENSO OU COMPACTO (HC)
Urn cation (simbolizado pela esfera central do
hexagono) a rodeado por outros 6
Tres outros cations se encaixam no intervalo
de cada arranjo de uma esfera para seis
I Empacotamento maximo da estrutura cristalina
95
■ Brilho — As superficies de metais
polidos apresentam uma caracteristica
brilhante e Clara; isso se deve aos eletrons
livres localizados na superficie dos me-
tais que absorvem e irradiam a luz.
• • • • • • •
Utensil/es meal/cos usados nas refecoes
apresentam bri/ho caracterlstico dos metals.
■ Maleabilidade — fios , laminas, molas de metals podem ser submetidos
a forca ou pressao devido ao arranjo cristalino dos metais que permite que
seus cristais deslizem facilmente uns sobre os outros.
A maleabilidade dos metais permite a fabricacao dos mais diferentes
objetos:
C
O
R
E
L
P
ho
to
C
D
Lamparina ou candela -
tipo de lanterns corn
//quid° lluminante (Oleo
querosene, etc.)
confeccionada corn
cobre ou zinco.
Saxofone - instrumento
musical banhado a ouro
Aviao a jato - apare/ho
fe/to corn liga metalica
resistente ao atrito do ar .
(90% de A/+ 10% de Mg)
96
• • • • •
I • • • • • •
S • • • • • • • • • •
• ■ Ponto de fusao e de ebuli-
■ Conducao de calor e de ele-
tricidade - metais que conduzem
calor facilmente, via de regra sao
bons condutores eletricos. Por
exemplo, fios de transmissao de
energia eletrica sao feitos de alu-
minio ou cobre, como as panelas
usadas para cozer alimentos. Os
metais conduzem o calor de 10 a
1000 vezes mais rapidamente do
que outras substancias devido a
vibracao violenta dos ions e do
movimento acelerado dos eletrons
por todo o metal.
• cao elevado - os metais apresen-
tam altos pontos de fusao. 0
• tungstenio, dos metais, e o que
•
apresenta ponto de fusao e ebuli-
cao mais elevado, ele "derrete" (funde) e "ferve" (entra em ebulicao), a tempe-
• ratura de 3410 °C e 4 700 °C.
■ Cor - com excecao do cobre e do ouro, que apresentam cor amarelada, os
demais metais sao branco-acinzentados.
• LIGA METALICA
E a mistura solida de dois ou mais metais, ou de um ou mais metais com
elementos nao metalicos.
•
•
As ligas metalicas mais importantes sao:
Ouro branco - liga de ouro muito empregada por joalheiros e que contern
110 20 a 50% de niquel.
• Ouro 18 quilates - 18 g de ouro + 6 g de Ag ou Cu - joalheria.
• Ouro 12 quilates - 12 g de ouro + 12 g de Ag ou Cu - joalheria.
• Ago carbono ou comum - 98% de Fe + 2% de C.
Ago Inox - 74% de aco carbono + 18% de Cr + 8% de Ni - usado em talhe-
res, panelas, industria quimica e alimenticia, etc.
• Ima - 63% de Fe + 20% de Ni + 12% /V + 5% Co.
• Bronze - 90% de Cu + 10% de Sn - pecas de motores.
• Latao - 67% de Cu + 33% de Zn - macanetas de portas, torneiras.
• Amalgama - Hg + outros metais como Sn, Ag, Cu, Cd - odontologia.
• Solda eletrica - 67% de Pb + 33% de Sn.
• 97 •
C
O
R
E
L
p
h
o
to
C
D
• •
S
•
• • • •
• • • • •
S
S
Barras de ouro 24 quilates. A
numeracao dessas barras e o ter-
! mo quilates (24K) indicam que em
cada 24 gramas dessas barras 24
gramas sao de ouro puro.
0 ouro 24 quilates nao é uma
liga metalica, mas uma substancia
simples formada por atomos
iguais.
TmNixto ^,met,ItOTY,
0 aspecto do meteorito na foto indica uma crosta vitrificada de coloracao
escura proveniente de urn superaquecimento gerado pelo atrito corn a atmosfe-
ra. 0 atrito poderia transforms-lo em poeira mete6rica se sua massa original
fosse de 0,3 a 0,5 millmetro. Isso leva a crer que o meteorito era inicialmente urn
meteoro de dimensOes maiores antes de atingir a crosta terrestre.
No Museu Nacional do Rio de Janeiro no imenso acervo sobre espaco side-
ral ha um meteorito de 5360 kg encontrado em 1784 nas proximidades do rio
Vaza-Barris, Bahia.
98
Foto cedida pela NASA
mostrando um siderito ou me-
teorito metalico composto de
92% de ferro e 8% de niquel corn
4,5 bilhOes de anos de idade.
Esse meteorito provavel-
mente oriundo do cinturao de
asteroides entre Marte e Jupiter
realizou uma rapida trajetoria
ate atingir a densa camada at-
mosferica e ser freado pelo atri-
to e colisOes corn as moleculas
do ar. Conseqiientemente, sua
velocidade diminuiu e sua ener-
gia cinetica transformou-se em
termica e luminosa.
• • •
• • •
I
• • •
•
I
S
•
ATIVIDADES:
•
Ligacoes quimicas
56 Por compartilhamento de eletrons, muitos atomos adquirem eletrosferas
• iguais as dos gases nobres. Isto acontece corn todos os atomos representa-
dos na formula:
•
a) 0 - F c) F = 0 = F e) 0 - F - 0
• b) 0 = F d) F - 0 - F
•
57 (UCMG) Um elemento quimico A, de nUmero atomic() 16, combina-se com
urn elemento B, de numero atomic() 17. A formula molecular do composto
• e o tipo da ligacao sac):
• a) AB2 - covalente;
•
b) A2B - molecular;
c)AB2 - eletrovalente ou ionica;
• d) AB - eletrovalente ou ionica;
4IP e) A2B - eletrovalente ou ionica.
•
b) oxigenio; d) magnesio;
• 59 (CESGRANRIO) 0 atom° X pode apresentar 1, 2 e 3 covalencias dativas
• quando se combina corn o elemento oxigenio para formar tres compostos diferentes. 0 atom° X pode ser o:
a) fluor; c) enxofre; e) carbono.
b) silicio; d) selenio;
• 60 (U.F. Uberlandia) Na reacao de urn metal A corn urn elemento B, obteve-se
4111 uma substancia de formula A 2B. 0 elemento B provavelmente é urn :
• a) halogenio; c) metal nobre; e) chalcogenio.
• b) metal de transicdo;
d) gas raro;
61 A agua (H20) , o sal de cozinha (NaCO e o butano (C 41110) tern suas estrutu-
• ras constituidas, respectivamente, por ligacties:
•
a) ionicas, ionicas e covalentes;
b) covalentes, ionicas e covalentes;c) covalentes, covalentes e covalentes;
• d) ionicas, ionicas e ionicas;
• e) covalentes, covalentes e ionicas.
99
S
511 (Carlos Chagas) No composto ionico de formula XY, o ion X é bivalente po-
• sitivo. Neste caso, Y poderia estar indicando o ion:
a) hidrogenio; c) potassio; e) fluor.
• •
(UNIFOR — CE) 0 elemento quimico metalico A combina-se corn o oxigenio
411 formando o composto A203 . 0 numero atomic() do metal pode ser:
a) 12; b) 20; c) 30; d) 31; e) 37.
63 (PUC — SP) 0 ouro utilizado na fabricacao de joias pode apresentar diferen- •
tes tonalidades de cor vermelha. Essa coloracao é devida a maior ou menor ID porcentagem de:
a) AI; b) Ag; c) Cu; d) Pb; e) Hg.
64 (UNESP) Urn elemento quimico A, de numero atomic() 11, um elemento
quimico B de numero atomico 8, e urn elemento quimico C, de numero
atomic° 1, combinam-se formando o composto A B C. As ligacOes entre A
e B e entre B e C, no composto, sao respectivamente:
a) covalente, covalente; c) ionica, covalente; e) metalica, ionica.
b) ionica, ionica; d) covalente, dativa;
•
65 (FEI — SP) Urn elemento X, pertencente a familia (2A) da tabela periodica, •
forma ligacao quimica corn outro elemento Y da familia (7A). Sabendo-se
que X nao e o Berilio, qual a formula do composto formado e o tipo de
ligacao entre X e Y ? •
66 (UFRS) 0 metal presente nas ligas de latao e bronze é; •
a) ferro; c) estanho. e) aluminio;
b) zinco; d) cobre;
67 (OSEC) Num composto, sendo X o cation, Y o anion e X 2Y3 a formula, os
atomos X e Y no estado normal, os provaveis numeros de eletrons na
camada sao, respectivamente:
a) 2 e 3 b) 3 e 2 c) 2 e 5 d) 3 e 6 e) 5 e6
68 (UFCE) 0 ago comum é uma liga de:
a) C + Zn; b) Cu + Zn; c) Fe + AP,; d) Fe + C; e) Fe + Cu.
69 (MACKENZIE) Tern-se um bromato de formula MBrO x. Este composto
apresenta uma ligacao ionica, ligacOes covalentes normais e ligacOes cova-
lentes dativas. 0 numero de ligacoes covalentes dativas, a forma molecular
do composto e a familia do elemento M sao respectivamente:
a) uma, MBrO2, alcalino-terroso; d) tres, MBrO3, alcalino;
b) duas, MBrO2, alcalino-terroso; e) tres, MBrO4, halogenio.
c) duas, MBrO3, alcalino;
70 (FUVEST) As unidades constituintes dos solidos: 6xido de magnesio
(MgO), iodo (I2) e platina(Pt) sao, respectivamente:
a) atomos, ions, e moleculas;
d) moleculas, atomos e ions;
b) ions, atomos e moleculas; e) moleculas, ions e atomos.
c) ions, moleculas e atomos;
100
•
• •
ID
S •
• •
• • • •
S
•
•
•
a) Acidos b) Bases c) Sais d) Oxidos
• • •
• •
• • • • • • • • • • • • Que sabor tern as frutas da fotografia acima? • maga- e a ameixa tern sabor acid°, mas ficaria em duvida quanto as outras frutas E bem provavel que voce diga que o abacaxi, a uva, a tangerina, o kiwi, a • e poderia dizer que as demais frutas ndo sao acidas. Voce estaria dessa maneira
usando um metodo ou criterio de classificacao quanto ao sabor. Outros criteri- • os poderiam ser o aroma, a cor, o tamanho, o peso, a quantidade de agua, os • valores nutritivos e ate mesmo o preco dessas frutas.
A Quimica Inorganica, cujo estudo ora iniciamos, tambem apresenta suas •
substancias distribuidas em grupos conforme as suas caracteristicas fisicas e • quimicas. Esses grupos recebem o nome de funcao quimica.
• Funcao quirnica é urn conjunto de substancias corn propriedades semelhantes.
• Nesta unidade estudaremos as seguintes funcOes:
•
•
• ACIDOS
Existem muitas substancias do nosso dia-a-dia que sdo acidos inorganicos • e organicos e pertencem a duas fungi:5es da Quimica: Acido Inorganico e Acido 41) Organico.
• 101 •
Funsoes da Quimica
Inorganica
20
HNO3 H H+ NO;
H2SO4 H2O 2H+ + SO42
H3PO4 H2O 3H+ + PO:
Svante August Arrhenius —
notavel quimico criador da
Teoria de lonizacdo e Dissoci-
acao de acidos e bases, ferra-
menta auxiliar de muitos com-
portamentos da quirnica.
Nasceu na Suecia no ano de
1859 e faleceu na Suecia em
1927, 24 anos apOs ter sido
laureado corn o Prernio Nobel
da Quirnica.
• •
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
Vamos citar algumas substancias:
;).0 acid° sulfuric° da solucao de bateria dos carros e motocicletas, o acid°
nitrico usado para identificar a pureza de uma amostra de ouro, sao exemplos
de acidos inorganicos.
qO acid° citric° encontrado na laranja, o acid° acetic() presente no vina-
gre, o acid° tartaric° encontrado na uva e o acid° malico da maga, sao exem-
plos de acidos organicos.
rs
Co;)
ta 110
Laranja
Vinagre
Uva
Mace'
(acido citrico)
(ecido acetico)
(acid° tarterico)
(ecido mdlico)
ACIDOS DE ARRHENIUS
Em 1887 o qufmico sueco Svante Arrhenius, apps varias experiencias e ob-
servacoes com substancias dilufdas na agua, propos a seguinte definicao para
acid°, denominada Teoria da Agua:
Acido e toda substancia que em presenca de agua se ioniza, originando como urn
dos ions o cation H.
Vamos aplicar a definicao de acid° de Arrhe-
nius, cujo nome tambern é Teoria de Arrhenius, para
os acidos HU, HNO 3, H2SO4 e H3PO4 representados
pelas equacoes abaixo:
HCH
_
P,
102
•
Essas equacOes ocorrem corn quebra da ligacao covalente do hidrogenio
corn o oxigenio, ou do hidrogenio corn urn atom° diferente do oxigenio. Por
exemplo, a ligacao entre H e CP, é feita por intermedio de urn par eletronico e a
111 agua realiza o trabalho de fissura da ligacao separando assim os dois atomos: •
H2O
• •
H+ +
H •
') senca de agua ou em meio aquoso. As representacOes de cargas + 1 e - 1 sao
1110
A seta corn H20 representada acima O indica que o acido esta em pre-
• •
opcionais, podendo escrever apenas + e - .
Outro motivo da ionizacdo (formacao de ions) das moleculas é a baixa ele-
tronegatividade do hidrogenio. Na molecula do HCP, , o par eletronico que une
os dois atomos ficard mais proximo do CP, do que do H em virtude da alta ele-
tronegatividade do cloro.
Recordemos que eletronegatividade é uma propriedade da tabela periodi-
ca que indica a tendencia que os atomos possuem em atrair eletrons para si.
Na tabela periodica essa tendencia ocorre nos periodos (filas horizontais)
da esquerda para a direita e nas familias (filas verticais) de baixo para cima. No
entanto os gases nobres nao participam dessa propriedade devido apresenta-
rem a Ultima camada corn nrimero maxim° de eletrons.
A tendencia a atrair eletrons obedece a fila de eletronegatividade de Linus
Pauling, em que o fluor é o elemento mais eletronegativo dos 109 elementos
quimicos. A fila de Pauling é a seguinte:
F 0 N 0, Br I S C P H
aumento da eletronegatividade
Note que o hidrogenio e o Ultimo elemento dessa fila, ou seja, o hidrogenio,
quando estiver emparelhando eletrons corn os demais elementos, "perdera"
seu eletron ou melhor dizendo, seu eletron ficard deslocado para o mais eletro-
negativo.
Vejamos os exemplos do He, e do H 2SO4 :
< •• ••
H H+ + 1;0:
•• ••
0 par eletronico fica mais perto do cloro devido a atracao por eletrons (ele-
tronegatividade) ser maior no cloro do que no hidrogenio.
103
S • •
• • •
• •
•
• • •
• • •
• •
• • • •
• • •
• •
• • • •
• •
•
• •
• C? •
•• •I• ••
H :0• .S. •Ot * i x ••
•0• • •
2H+ + SO 42
No H2SO4 o elemento mais eletronegativo é o oxigenio, que atraird eletrons
do hidrogenio. Como a quantidade de H na molecula é de 2 atomos eles sao
representados por 2H + .
Nas equacOes de Arrhenius a somatoria das cargas sempre sera nula.
Vejamos: •
HU -IP- H+ + CP,
+1 -1 = 0
H2CO3 -ix- 2H+ + CO3 2
+2 - =0
H3B03 3H+ + B03 3
+ 3 -3 =0
PROPRIEDADES DOS ACIDOS
Os acidos apresentam as seguintes propriedades:
■ Sabor acido - Embora nao se deva experimentar o sabor de urn acido,
devido ao seupoder corrosivo, essas substancias apresentam o sabor acido ca-
racteristico do lima°, da acerola e do abacaxi. Isso deve-se a presenca do cation
H+ que diante das celulas da lingua produz a sensacao desse sabor.
■Presenca de H - Com excecao da agua (H 20) e do peroxido de hidroge-
nio (agua oxigenada - H 202), os acidos apresentam a esquerda da formula o
elemento hidrogenio.
Exemplos: HI HMn04 H3B03
■Reagem com bases formando sal e agua - Essa reacao recebe o nome de
neutralizacao, porque o acido é neutralizado pela base e a base pelo acido.
HO, + NaOH NaCe, + H2O
■ Reagem com metais liberando hidrogenio - Acido quando colocado ern
presenca de metais ativos, como o zinco, manganes, magnesia etc. dissolve-os,
liberando gas hidrogenio.
2HCP, + Zn ZnCQ,2
104
O0 0
°
• • • •
• •
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
• • •
•
•
Fenolftaleina Fenolftaleina em
meio acido
Fenolftaleina em meio alcalino
Solucao previamente avermelhada por uma base
A parte mergu/hada na
solucao acida mudou d
azul para vermelho,
indicando o meio acido.
• •
• Fazendo um esquema como mostra a
nam essa solucao condutora de eletricidade.
■Conduzern corrente eletrica — Acidos quando dissolvidos em agua tor-
• figura ao lado, a lampada acende, de-
•
monstrando que houve passagem de cor-
rente eletrica pelos fios A e B.
A explicacao desse fato é que os aci-
• dos liberam ions (H+ e seu anion) em pre-
senca de agua, facilitando a transmissao
• de eletricidade nesse meio.
■Reagem corn indicadores — Indicadores sao substancias que revelam a
presenca de cations de hidrogenio livres numa solucao. Os indicadores mais uti-
lizados para identificar acidos sao: o tornassol, encontrado no comercio corn o
nome de papel de tornassol azul em forma de tiras, e a solucao de fenolftaleina.
O papel de tornassol azul em presenca de uma solucao acida mudard da
cor azul para a vermelho. Isso acontece porque os ions H+ do meio acido rea-
gem corn suas moleculas mudando o arranjo dos seus atomos, e, como conse-
quencia ha uma mudanca na coloracao do indicador.
Pape) tornassol Papel tornassol
azul azul
A fenolftaleina em solucao alcoolica é incolor; no entanto se for alcaliniza-
da por uma base, por exemplo, Thsoda caustica (NaOH) ficard vermelha. Essa
solucao vermelha em presenca de acido voltard a ser incolor.
Resumindo:
Tornassol azul Fica vermelho ou roseo em presenca de acido.
• 105
• • • • • • • • • • Agua + acido
• (solucao acida)
•
•
•
•
•
•
•
Fenolftaleina + base Torna-se incolor em presenca de acido.
• (solucao vermelha)
•
CLASSIFICA00 DOS ACIDOS
■ Quanto ao niunero de hidrogenios ionizaveis os atomos podem ser:
lk>Monoacidos - liberam urn ion H+ por molecula:
HC HNO3 HC 04 HBr
q;51Diacidos - liberam dois ions H + por molecula:
H2S H2CO3
tkariacidos - liberam tres ions H + por molecula:
H3B03 H3PO4
t;>Tetracidos - liberam quatro ions H + por molecula:
H4P207 H4SiO4
■ Quanto a forca acida - forca acida é a facilidade corn que os acidos se
ionizam em agua e outros solventes, liberando o ion H + que ira caracterizar o
meio acido. Segundo a liberacao desses ions, a forca acida é determinada da
seguinte maneira:
q>Nos hidracidos a forca acida aumenta no sentido da seta:
HI HBr HCe HF H2S HCN demais hidracidos
Sendo que: HI, HBr e HCQ sao acidos fortes
HF é acido semiforte
H2S, HCN e demais hidracidos sao fracos
k$Nos oxiacidos a forca é determinada pela diferenca entre o mimero de
oxigenios e hidrogenios.
(quantidade de oxigenios) - (quantidade de hidrogenios)
HO 04 4 - 1 = 3
H2SO4 4 - 2 = 2 acidos fortes
HNO3 3 - 1 = 2
H3PO4 4 - 3 = 1
acidos semifortes
HNO2 2 -1 = 1
H3B03 3 - 3 = 0
acidos fracos
H0,0 1 - 1 = 0
Uma exceed() a essa regra é o acido carbonico (H 2CO3 ), urn acido que em
presenca de agua ioniza-se fracamente.
106
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
• • •
• •
• •
•
•
•
• •
111 •
• NOMENCLATURA DOS ACIDOS
•
0 nome dos acidos é obtido corn o auxilio da equacao de ionizacao de Arrhenius e da
consulta da tabela de anions e tabela de sufixos.
•
Tabela de anions
1 — Halogenios 3 — Nitrogenio 6 — Outros
F -
d -
Fluoreto
Cloreto
N -3
N 3
Nitreto
Azoteto (Azida)
Cr07,
Cr20-;
Cromato
Dicromato
Br - Brometo NO-2 Nitrito
Mn04 Permanganate
I - Iodeto NO3 Nitrato
Mn042 Manganato
cP,0- Hipoclorito 4 — Fasforo
-; MnO Manganito
00-2 Clorito P -3 Fosfeto
M 0 -2 Aluminato
00-3 Clorato H2P0-2 Hipofosfito
Zn0-22 Zincato
00-4 Perclorato HP0-32 Fosfito
Si0-32 Metassilicato
BrO Hipobromito P0-34 (Orto) Fosfato
SiO44 Ortossilicato
SnO- Estanito
BrO 3 Bromato P03 Metafosfato
Sn0 -; Estanato
I0 - Hipoiodito P2°74 Pirofosfato Pb0- Plumbito
IO 3- - Iodato P2q4 Hipofosfato
ID -4 Periodato
Pb0-;
As0-
Plumbato
Arsenito 5 — Enxofre
2 — Carbono S-2 Sulfeto As0-43 Arseniato
CN - Cianeto SO 32 Sulfito Sb0-33 Antimonito
CNO - Cianato SO42 Sulfato Sb04 Antimoniato
CNS - Tiocianato S20-32 Tiossulfato BO3 Borato
H3C— C00 - Acetato S208 Persulfato SiF 6 Fluorsilicato
CO Carbonato S40-82 Tetrationato PtCQ 6 Cloroplatinato
HCO3 Bicarbonate
C2042 Oxalato
Fe(CN) -63 Ferricianeto Tabela de sufixos
Fe(CN) Ferrocianeto Anions
Acidos
ETO fDRICO
ITO OSO
ATO ICO
1111
• Vamos supor que voce queira dar nome aos acidos HI, HNO 2 e H2CO3 . Para
1110
isso voce deve seguir as etapas:
•
1?-) Faca as reacoes de ionizacao desses acidos:
•
HI H+ + I
• HNO2 H+ + NO2
• H2CO3 --•- 2H+ + CO32
• 107
•
II • •
III • • • • • •
1110
III
• • • •
•
• •
•
•
(Ike eholi "etn•
S.../1.13V11 V CIVJV,•
Final eto passa para idrico
Final ito passa para oso
Final ato passa para ico
• •
• • • •
0 • • • • • • o • •
• • • • • • • • • • • • • • • • • •
29 Localize na tabela de anions o nome dos Ions I -, NO2 e CO 23- e escreva-
o abaixo da equacao:
HI H+ + -
iodeto
HNO2 H+ + NO2
nitrito
H2CO3 2H+ + CO 23
carbonato
39 Consulte a tabela de sufixos e troque as terminacOes eto, ito e ato dos
Ions pelas terminaceies idrico, oso e ico dos acidos.
HI H+ + I -
Acido iodidrico iodeto
HNO2 H+ + NO;
Acido nitroso nitrito
H2CO3 2H+ + CO3 2
Acido carbonic° carbonato
rilketfr•In ir.4 • ,1,-011lOVI 1 CIIN.CULI •
Perceba que o elemento central desses acidos (iodo, nitrogenio e carbono) inicia
o nome dos acidos. Isso ocorre em muitos casos.
Outros exemplos:
HCN H+ + CN
Acido cianidrico cianeto
I
HOD + CK)-
Acido hipocloroso hipoclorito
HMnO4 H+ + MnO4
Acido permanganico permanganato
108
• HBr (bromo) — Acido bromfdrico.
• HI (iodo) — Acido iodfdrico.
• H2S (enxofre-sulfur) — Acido sulfuric°.
• • •
•
• H2S 04 - acido sulfarico.
• H2S03 — acido sulfuroso.
•
IP terminacao ico e oso.
Excecties: HCN (acido cianidrico); H 4Fe(CN) 6 (acido ferrocianidrico);
H3Fe(CN) 6 (Acido ferricianidrico).
Nos anions do enxofre com presenca de oxigenio colocamos ur antes da
terminacao ico e oso.
Nos anions do fosforo corn presenca de oxigenio, colocamos or antes da
• •
•
Quando os acidos sao hidracidos, tais como HF, HBr, H 2S, seus nomes sao
formados acrescentando-se a terminacao idrico as primeiras letras do nome do
• elemento quimico.
• (cloro) — Acido clorldrico.
•
•
•
• •
•
•
•
•
• •
•
•
•
• •
H3PO4 — acido fosforico.
H3P02 — acido hipofosforoso.
FORMULA ESTRUTURAL
Para escrever a formula
as etapas:
1 a ) Escreva os elementos
molecular, corn o numero
tabela:
1A
DOS
que
de seus
3A
estrutural
ACIDOS
dos
aparecem
eletrons
4A
hidracidos
a direita
de Ultima
5A
e oxiacidos
ou no
camada
6A
basta seguir
centro da formula
se orientando pela
7A
H • • B • • C•
• •
• N•
•
• •
• 0. • •
• •
F • • •
•
•Si. • S . e. . S. • • • •
• •
•As• •
• •
•Se• • •
• •
:Br. • •
..
•Sb•• •
•Te• • •
• •
: I • • •
109
• • •
•
•
•
• • • •
Exemplos:
H2S
HNC),
H2SO4
•
S ••
•
N •
•
S • •
•
• •
•
• •
•
• •
2a) Ligue o hidrogenio ao elemento do hidracido, e nos oxiacidos, ligue o
hidrogenio ao oxigenio e este ao elemento central, de tal forma que o hidroge-
nio fique corn dois eletrons e os demais atomos, de preferencia corn oito el&
trons:
S ••
H2S H $t• S •it H H H • ••
formula formula formula •
molecular - eletronica estrutural •
• • xx • • •
HNO2 Hx•O•stN: :0 H—O—N=0 • •
formula formula formula •
molecular eletronica estrutural •
• •
0
t t • xx • •
H2SO4 Hx •O• xSx •O• itH H— 0— S— O—H • xx ••
1' i •
:0: 0 • • •
formula formula formula
• molecular eletronica estrutural • •
•
•
•
•
•
110
•
•
H-CmN H-0-C-0-H
II
H-O-Si -0-H
II
H-0 ∎ ■ O-H
Si
H-0"0-H
0 0
HCN acido H 2 C 0 3 acido H 2 SiO 3 acido H 2 SiO 4 acido
cianidrico carbOnico metassilicico ortossilicico
S
0
+
H-O-S -0-H
0
+
H-O-S -0-H
0
+
H-O-S -0-H
0 0
+ r
H-O-S -0-0-S -0-H
+ + 4 +
0 S 0 0
H 2 SO4 acido H 2 SO 3 acido H 2 S 2 0 3 acido H 2 S 2 0 8 acido
sulfurico sulfuroso tiossulf0rico persulf uric°
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
• • • • • • • • •
TABELA DE FORMULAS ESTRUTURAIS DE ALGUNS ACIDOS
B
/0-H
H-O-B
"0-H
H 3 B0 3 acido
boric°
C e Si
CQ
H —O — CI H—O—C1 -.0
0
+
H—O—CI -.0
?
H—O—CI-•0
+
0
HCLO acido HCLO 2 acido HCLO 3 acido HCLO 4 acido
hipocloroso cloroso clorico perclOrico
Mn e Cr
0
+
H-0-Mn -0--H
0
+
H-0-Mn-.0
0
+
H-0- Cr -.0-- H
0 0
+ +
H-O-Cr-O-Cr-O-H
+ + + + +
0 0 0 0 0
H 2 Mn0 4 acido HMn0 4 acido H 2Cr04 acido H 2Cr 2 0 7 acido
manganico permanganico cr6mico dicr6mico
N. P As. Sb
0
t
H-O-N=0 H-0-N-0
H-0. ■ O-H
P
0 1 "0-H
0
+
H-0- P -O-H
I
H
0
+
H-0- P=0
HNO 3 acido HNO 2 acid() H 3 PO 4 acid() H 2 HP0 3 acido HP0 3 acido
nitrico nitroso fosforico fosforoso metafosfOrico
H
H-0. /0-H I /0-H /0- H
0.- P -0-P -.0 H-0- P.00 H-0-As H-O-Sb
H-0' `0-H I `0-H "0-H
H
H 4 P2 0 2 acido HH 2 PO 2 acido H 3 As0 3 acido H 4 Sb0 3
acido
pirofosforico hipofosforoso arsenioso antimonioso
111
•
•
•
• • • • • • • • • • •
•
•
•
• •
•
• •
•
• •
• •
• •
• • •
• •
BASES
BASE DE ARRHENIUS
Na mesma epoca em que Arrhenius propos a definicao de acid°, definiu as
bases.
Base é toda substancia que em presenca de agua sofre dissociacao ionica, origi-
nando o anion OH - denominado de hidrOxido.
0 termo "dissociacao ionica" esti relacionado ao comportamento das ba-
ses em presenca de agua. Vamos explicar esse comportamento tomando como
exemplo a soda caustica.
Soda caustica e uma substancia solida, cristalina, de cor branca, cuja for-
mula e NaOH. Em contato com a agua, os ions Na e OH dessa substancia
dissolvem-se atraidos pelos polos negativos e positivos da molecula da agua.
Esse fenomeno recebe o nome de separacao ou dissociacao ionica.
Vamos usar o desenho abaixo para representar a dissociacao do NaOH:
A molecula da agua é uma molecula angular que apresenta urn polo negativo que
41en atraire o ion Na` e dois pOlos positivos que atrairao o ion OH -.
Por uma questao de simplicidade os quimicos representam a dissociacao
ionica do NaOH por mein de uma equacao quimica, ou seja:
H0
NaOH(s)
2
Na+ + OH (-aq) (aq)
onde (s) significa sOlido cristalino e (aq) os ions em solucao aquosa.
112
Bananas verdes tern sabor adstringente
caracterrstico das bases.
• •
• PROPRIEDADE DAS BASES • •Possuem o grupo funcional hidroxido (OH -) situado a direita da formula:
• NaOH Mg(01-1) 2 A@, (OH) 3
■ Sao compostos ionicos, pois, na sua maioria, apresentam um metal liga-
• do ionicamente ao anion OH -, metal esse que por questOes de eletropositivida-
• de, doard eletron ao oxigenio:
OH OH
• Nast' OH Mg: Ai —''" OH
• OH OH
• A unica base que nao apresenta o comportamento de doacao de eletrons,
• ou seja, que nao e ionica é o hidrOxido de amonio (NH 4OH), uma base molecu-
lar. Esse composto resulta da reacao da amonia ou amonfaco (NH 3) corn agua:
(aq) NH +4 + OH-(aq)
•
NH3(g) H2O()
• • • • • • • • • • • • 1110
• • • • •
Apresentam sabor amar-
go ou adstringente, semelhan-
te ao sabao, as frutas verdes
como a banana, o caju, a goia-
ba e o caqui. A presenca do ion
hidroxido (OH - ) caracteriza o
sabor adstringente. Enquanto
os acidos, como o limao, por
exemplo, produzem intensa
salivacao, as bases travam,
amarram ou "secam" a boca.
113
0 amonfaco é urn gas muito soluvel em agua que produz uma solucao aquosa
basica. No entanto, o NH 4OH nao pode ser isolado como substancia pura, pois é
preparado pela dissolucao do amonfaco em agua.
Papel tornassol
vermelho
Pilhas
NaOH fundido
Solucao de
Solucao de
fenolftaleina
fenolftaleina + base
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
■ Conduzem corrente eletrica quando
dissolvidas em agua — Quando uma base é
colocada em presenca de agua, com duas
pontas de fios metalicos mergulhados nela,
seus ions se separam tornando-se livres para
se movimentar na solucao e conduzir eletri-
cidade.
Esse comportamento nao ocorre pare as
bases no estado solid°, posto que seus cristais
formam um aglomerado de ions imobiliza-
dos. No entanto, a agua separa esses aglome-
rados facilitando a passagem de corrente ele-
trica. Outra forma de separacao de ions seria
mediante a fusao de bases que daria mobili-
dade a estes e consequentemente transmis-
sao de corrente eletrica.
Em outras palavras diremos que as bases
quer em solucao aquosa, quer fundidas, con-
duzem eletricidade.
A temperatura de 318°C a soda caustica
(NaOH) muda do estado solid° para o liquid°.
Na0H(solido 318°C NaOH (liquido)
Os ions Na+ e OH- , em movimento no
estado liquido, conduzem corrente eletrica.
• Reagem corn indicadores — Indicadores sac) substancias naturais ou artifi-
ciais que em presenca de uma base reagem corn seu ion OH -e mudam de cor.
Os indicadores mais utilizados para a identificacao de uma base s5o o papel de
tornassol vermelho e a fenolftaleina.
O papel tornassol vermelho em contato corn uma solucao basica mudard
da cor vermelha para o azul e a solucao de fenolftaleina de incolor para verme-
lho ou rose°.
Base + agua
A parte mergulhada
do papel tornassol
adquire a cor azul
em meio basico
114
•
•
CLASSIFICA00 DAS BASES
• As bases podem ser classificadas segundo os criterios:
•
■ Quanto ao numero de ions OW em suas fOrmulas:
•
• Monobase — base que apresenta urn ion OFF:
KOH AgOH NaOH
•
t;> Dibase — Base que apresenta dois ions OFF:
•
Mg(OH) 2 Ni(OH) 2 Ba(OH) 2
• Tribase — Base que apresenta tres ions OFF:
AP, (OH) 3 Fe(OH) 3 Ni(OH) 3 •
•
tl› Tetrabase — base que apresenta quatro ions OFF:
•
Pb(OH) 4 Mn(OH) 4
• ■ Quanto a solubilidade:
• A solubilidade esta relacionada a conducao de corrente eletrica numa
•
solucao basica. Sera mais sohivel a base que melhor conduzir eletricidade.
• A solubilidade resulta de experimentos de eletrolise. Mediante esses ex-
perimentos os quimicos classificaram as bases em: •
•
t;k5 Soltiveis — Bases de metais do grupo 1A (metais alcalinos) e amonia:
•
• tt;). Pouco soltiveis — Bases do grupo 2A (metais alcalino-terrosos):
• Ca(OH) 2 Sr(OH) 2 (exceto Mg(OH) 2 ): • tt> Insoltiveis — Bases dos demais grupos da tabela periodica:
•
Fe(OH) 3 Ni(OH) 3 Pb(OH) 4 Mn(OH)3 •
• ■ Quanto a forca basica:
•
A forca das bases esta vinculada a solubilidade em agua. Geralmente
quanto maior for a solubilidade de uma base maior sera sua forca. Assim
• temos:
• Bases fortes — Bases de metais do grupo 1A e 2A.
• Exemplos: NaOH KOH Ca(OH) 2
• Bases fracas — Bases de metais dos demais grupos.
• Exemplos:A. (OH) 3 Cu(OH)2 Ni(OH) 3 • •
LiOH NaOH KOH etc.
115
41
•
•
•
•
•
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
Tabela de cations
1 - Monovalentes
Li+
Litio
Na + Sodio
K+
Potassio
RID + Rubidio
Cs+ Cesio
Fr+ Francio
Ag + Prata
2 — Bivalentes
Be +2 Berilio
Magriesio
Ca" Calcio
Sr" Estroncio
Ba" Bari°
Ra" Radio
Zn+2 Zinco
C Cr2
Carlini°
3 - Trivalentes
Os elementos do bloco valencia variavel for-
Aluminio
mardo mais de uma base cujo nome deve ser dado
Bi" Bismuto
adotando uma ou outra regra a seguir:
4 - Valencia variavel
Cu+ Cobre I (cuproso)
Cu" Cobre II (ctiprico)
Au+ Ouro I (auroso)
Au +3 Ouro III (aurico)
(Hg2)+2 Mercurio I (mercuroso)
+2
Hg Mercurio II (mercurico)
Fe" Ferro II (ferroso)
Fe+3 Ferro III (ferrico)
Cr" Cromo II (cromoso)
Cr' Cromo III (cromico)
Ni+2 Niguel II (niqueloso)
Ni 3 Niguel III (niquelico)
Co" Cobalto II (cobaltoso)
Co' Cobalto III (cobaltico)
Pb" Chumbo II (plumboso)
Pb +4 Chumbo IV (pliimbico)
Sn+2 Estanho II (estanoso)
Sn+4 Estanho IV (estanico) .
Mn ,-2 Manganes II (manganoso)
Mn" Manganes III
Mn" Manganes IV (manganico)
Hidroxido de
Exemplos:
Fe(OH) 3 - hidroxido
Fe(OH) 2 - hidroxido
Ni(OH) 3 - hidroxido
Ni(OH) 2 - hidroxido
(nome do cation) valencia em
+ algarismo romano
de ferro III
de ferro II
de niquel III
de niquel II
Hidroxido de
Nome do cation + ico (valencia maior)
Nome do cation + oso (valencia menor)
Fe(OH) 3 - hidroxido ferric()
Fe(OH) 2 - hidrOxido ferroso
Ni(OH)3 - hidr6xido de niquelico
Ni(OH)2 - hidroxido niqueloso
116
NOMENCLATURA DAS BASES
0 nome das bases é obtido a partir da tabela de
cations ao lado.
Os elementos dos blocos 1, 2 e 3, ou seja, os ca-
tions monovalentes (+ 1), bivalentes (+ 2) e
trivalentes (+ 3) formardo apenas uma base cujo
nome deve ser dado seguindo a regra:
Hidroxido de (nome do cation)
Exemplos:
NaOH - hidroxido de sodio
AgOH - hidr6xido de prata
Ca(OH) 2 - hidroxido de calcio
AI (OH) 3 - hidroxido de aluminio
• •
FLOR DO HIBISCO — UM
• INDICADOR ACIDO-BASE
• Muitos indicadores acido-base sdo
• obtidos de folhas ou petalas de flores.
A foto ao lado mostra um indicador.
• Trata-se do hibisco ou mimo-de-yenus.
• Especie botanica arbustiva, originaria
da Asia e do Havai, pertencente a fami-
• lia das malvas, a mesma do quiabo.
• A flor do hibisco foi usada pela
•
primeira vez como indicador de uma
substancia acida e basica, em 1680,
• pelo cientista Robert Boyle. Esse cientista, segundo dados da epoca, macerou (es-
• magou) petalas dessa flor em alcool e impregnou seu extrato em tiras de papel de
filtro, deixando-as secar. Apos a secagem, as tiras de papel foram colocadas em
• contato com substancias acidas e basicas, apresentando mudancas de cor.
• Robert Boyle descobriu, assim, o primeiro indicador acido-base.
0 mesmo experimento voce pode fazer hoje dispondo da seguinte lista de
materiais:
■liquidificador
■10 flores r6seas de hibisco
■1 limao
■urn pouco de vinagre
■leite de magnesia (urn antiacido vendido em farmacias)
■sal
■acticar
■6 copos
■ 3 colheres de sopa e 4 colheres pequenas
Para realizar esse experimento siga os seguintes passos:
Pegue as petalas das flores de hibisco rose° e urn copo corn agua e coloque
no liquidificador. Triture bem as petalas e use funil e filtro de papel de coar café
para separar o liquid° da parte solida, podendo ser usar tambem urn pedaco de
pano de algodao.
Deixe o extrato rose° das flores em repouso e coloque sobre uma mesa 6
copos vazios em serie.
117
• • •
• • •
• •
• • •
• • • •
•
• •
• •
• •
• •
ID
II
0
I
P
II
I
P
10
I
D
41
41
Il
l 0
•
• • •
• • • • • • •
• • • • •
•
Numere os copos de 1 a 6 e em cada urn deles derrame tres colheres de
sopa do extrato rose° das petalas.
Depois coloque em cada copo numerado as seguintes substancias:
Copo 1 —1 colher de sopa corn 20 gotas de limao (misturar).
Copo 2 —1 colher de sopa de vinagre (misturar).
Copo 3 —1 colher pequena (colher de café) de sabao em pedra (dissolver).
Copo 4 —1 colher pequena de leite de magnesia (dissolver).
Copo 5 —1 colher pequena de sal de cozinha (dissolver).
Copo 6 —1 colher pequena de acticar (dissolver).
Liman
Vinagre
Saba()
Leite de
Sal
AgOcar
magnesia
Comentario:
Essa experiencia ilustra uma das propriedades dos acidos e bases, que
reagir com indicadores, mudando sua cor, e que pode ser representada pela
seg
Ou entao podemos concluir:
tk>Meio acid° — muda da cor rosea para o vermelho (vermelho-alaranjado).
q>Meio basic° — muda da cor rosea para o verde ( verde que assemelha-se
ao caldo de cana).
tt>Meio neutro — a cor permanece rosea.
ATIV1DADE:
Substitua o hibisco pelas petalas roseas da azaleia ou repolho-roxo; para indicar o
suco de laranja, o sabonete, o sabao em pa , o suco de caju, o limpador coin amonia-
co, a solucdo de bateria de carro, a acetona, a agua oxigenada, e outras substancias.
Apos o experimento, organize uma tabela.
118
Extrato de
flor de hibisco
lima° vinagre sabao leite de magnesia sal acticar
vermelho-
alaranjado
vermelho
alaranjado
verde verde rose° rose°
• • •
•
• •
• •
•
• •
•
• •
•
SAIS
Praia no litoral norte de Sao Paulo
A agua do mar tem sabor salgado devido a presenca de varios sais dissolvi-
dos, sendo que urn deles, em maior quantidade, é o sal de cozinha ou cloreto de
sodio (NaCP, ). •
Ao definir sais, poderiamos dizer que sao substancias encontradas na na-
• tureza. No entanto, muitos sais sao obtidos a partir da reacao de uma base corn
•
um acido. Uma definicao que auxilia muito o estudo dessa funcao é a teoria dos
ions ou neutralizacao que se aplica a esses compostos da seguinte forma:
•
Sais sao compostos que contem pelo menos urn cation da base e urn anion de urn
• acido.
• Vamos entao aplicar esse conceito para o cloreto de sodio (Na0, ). Na natu-
• reza esse sal é obtido das salinas e jazidas de sal-gema. No laboratorio, é obtido
da mistura de duas solucifies de hidroxido de sodio (NaOH) e de acido cloridri-
• co (HO, ).
Via laboratorial, a base forte NaOH reage corn o acido forte HU, um neu-
• tralizando a forca do outro. Dessa reacao denominada neutralizacao obtem-se
NaCP, e agua.
•
•
Observe que o cation Na + da base reagiu corn o anion do acido para
•
formar NaCP.. Urn mecanismo util para entender essa reacao seria a partir das
reacOes de dissociacao ionica e ionizacao de Arrhenius, em que os ions de carga
contraria se atraem:
• 119
Vejamos como isso acontece:
NaOH + HCQ, --JD-- NaCP, + H2O
base acido sal agua
•
• • •
•
• • • • •
• • • • • • •
• • • •
• •
• • • • • • •
• • • • •
2( H2O
NaOH
Na+ OH
HC Q, + C
NaCQ
Podemos visualizar essa equacao da seguinte maneira:
Sal (Na + + OH-)
NaOH + HCQ, NaCP, + H20
agua (H+ + OH-)
(o produto dos extremos mais o produto dos meios)
Outro exemplo:
AI (OH) 3 + H2S
,H2O
M (OH)3 Ar3 OFF
6
H2S
2S3
ficando:
2M(OH)3 + 3H2S
1M2S3 + 6H20
Observacio:
- -
A fOrmula de urn sal é obtida a partir da Regra de Formulacao: a carga ou valencia
de urn ion sera Indice do outro e vice-versa.
Vamos aplicar esta regra nos seguintes ions:
AP-3 + S 2 S - f AQ, 2S 3
I L_I indices
Mo.+2
L_1
-2 MgS
simplificando as cargas
Pb+ 4 + S -2 —0- Pb+ 1 2 S PbS2
simplificando as cargas
Fe+ 3 + SO4 2 Fe+ 3 SO- 1 Fe2(SO4 )3
120
Mg+2 + S - 2
H2O 2
OW
po43
K3po4
1spo4 + nip
H2SO4 H+ SO42
2602(SO4 )3
22V2(SO4 )3 + 3H2SO4 1AQ,2(SO4 )3 + 6H20
• -11JaCII V asratr•
Os nilmeros que constam do lado esquerdo da base, do acid°, do sal e da agua
recebem o nome de coeficientes de ajuste da equacao, assunto que sera estudado na
unidade de reacoes quirnicas.121
• •
•
Vejamos outros exemplos:
•
1 Mg (OH) 2 + HCQ
• Mg(OH)2 • • • • •
•
2 KOH + H 3PO4
• KOH •
•
H3PO4
•
3KOH + 1H3PO4 •
• 3 NaOH + H2SO4 •
•
NaOH
• • •
• 4 M,(OH)3 + H2SO4 •
• AP,(OH) 3 • • • • • • • •
H2SO4
OW
CQ-
H2O
H2O
IV +3 OW
HG H+
MgCP,2
1Mg(OH)2 + 2HCQ, 1MgCQ,2 2H20
SO42
Na2SO4
2NaOH + 1H2SO4 1Na2SO4 + 2H20
• •
•
•
• •
•
• •
• •
• • • • •
• • • •
• • •
• •
• • • •
• • •
•
De a formula dos sais a partir do quadro:
CP,- S- 2 NO-3 SO 42 CO 32 P0-43
Na+
Ca+ 2
Sn+ 2
Sn+ 4
Fe+ 3
Que formulas de sais sao formados a partir das reacoes a seguir?
NaOH + H2S
NaOH + H2CO3
Mg(OH)2 +
Mg(OH) 2 + H2SO4
NOMENCLATURA DOS SAIS
Para dar nome aos sais consultamos as tabelas de cations (pag. 116) e ani-
ons (pag. 107).
Vamos entao aplicar este procedimento para denominar os seguintes sais:
KCB, Mg(NO3) 2 , CaNO3 , CaSO4 , Fe2S3 e M2(SO4) 3 •
Num primeiro passo procuramos na tabela de cations o nome do metal a
esquerda da formula e, na tabela de anions, o nao-metal a direita da formula:
KC K+ + Cr
potassio cloreto
Em seguida invertemos a ordem dos nomes desses ions, ficando:
KCP, — cloreto de potassio
+
+
+
NO;
nitrato
SO 24-
sulfato
3S- 2
sulfeto
MgNO3 — nitrato de magnesio Mg(NO3 ) 2 Mg+2
magnesio
Ca+2 CaSO4 — sulfato de calcio CaSO4
calcio
2Fe +3 Fe2S3 — sulfeto de ferro III ou
sulfeto ferrico
Fe2S3
ferro III
ou ferrico
M2(S0) 3 -II"' 2A r3 3504 2
aluminio sulfato
AQ 2(S0)3 — sulfato de aluminio
122
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
HIDROGENO-SAIS E HIDRoXI-SAIS
Sao sais obtidos de reacOes em que o Ion hidrogenio ou ion hidrOxido apa-
rece intercalado ao cation e anion da formula do sal.
■Hidrogeno-sal - Apresenta urn ou mais hidrogenios ligado a cation da
base e anion do acido. A nomenclatura é feita a partir do hidrogenio, usando-se
os prefixos mono-hidrogeno, di-hidrogeno etc.
Exemplos:
NaHSO4 - mono-hidrogeno sulfato de sodio.
NaHCO3 - mono-hidrogeno carbonato de sodio ou bicarbonato de sodio.
KH2PO4 - di-hidrogeno fosfato de potassio.
NaHCO3 - bicarbonato de sodio (excecao).
■ Hidroxi-sal - A nomenclatura é semelhante ao hidrogeno-sal, utilizando-
se os prefixos mono-hidroxi, di-hidroxi etc.
Exemplos:
Ca(OH)0, - mono-hidroxi cloreto de calcio.
Ca(OH)NO3 - mono-hidrOxi nitrato de calcio.
(OH) 20, - di-hidroxi cloreto de alumlnio.
Pb(OH) 3NO3 - tri-hidrOxi nitrato de chumbo IV.
PROPRIEDADE DOS SAIS
■Sabor - os sais apresentam o sabor salgado. Esse sabor percebemos no
sal de cozinha (NaCQ) no bicarbonato de sodio (NaHCO 3) e no sal-amargo
(MgSO4).
■Solubilidade - ao se dissolver em agua, os sais sofrem dissociacao ioni-
ca. Muitos sais sao praticarnente insoluveis em agua; no entanto todos os nitra-
tos, acetatos e sais de metais do grupo 1A (Li, Na, K, Rb, Cs) sac, soltiveis.
Por exemplo a tabela abaixo apresenta a concentracao de sais dissolvidos
no mar por litro de agua.
sais Quantidade
dissolvidos em gramasn
Cloreto de sodio - NaG 27,21
Cloreto de magnesio - Mg0, 2 3,81
Sulfato de magnesio - MgSO 4 1,65
Sulfato de calcio - CaSO 4 1,26
Sulfato de potassio - K,SO 4 0,86
Carbonato de calcio - CaCO 3 0,12
Brometo de magnesio - MgBr 2 0,08
Total dos sais 34,98
123
A aqua do mar, um
exemplo de solucao
condutora de
corrente eletrica
No encontro do Rio Negro corn o Solimeies a ague desses rios neo se mistura por dezenas
de guilometros. Urn dos fatores desse fenomeno sao as diferentes concentracoes salinas de
carbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos desses rios.
• •
• •
• •
• •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • • • •
• •
• • •
• • • •
■ Conducao de corrente eletrica
Os sais quando dissolvidos em agua,
como os acidos e as bases, conduzem
energia eletrica, devido a presenca de
ions desses sais. A conducao de corren-
te eletrica esti intimamente relacio-
nada a solubilidade dos sais: quanto
mais soltivel o sal, melhor condutora
de corrente eletrica sera sua solucao.
CQ
v4,01
Reticulo do cloreto de sodio mostrando o
arranjo dos ions cloreto e s6dio.
124
Na
(0) CQ
Estrutura compacta do NaCP., representada
pelo modelo de esferas. As esferas maiores
simbolizam os ions cloreto. Os ions estao
organizados num sistema cObico.
■ Estrutura cristalina — Os sais sao formados por aglomerados de ions po-
sitivos e negativos. Por exemplo, o cloreto de soclio é urn aglomerado de ions
Na+ e Cr. Esses ions interligam-se dando origem a figuras geometricas. Graos
de sal de um saleiro possuem o aspecto de cristais.
• •
•
•
• •
• •
• • •
• • •
• •
•
• • •
• • •
• •
• •
• •
•
• •
• •
OXI DOS
0 granito a uma das rochas mais comuns, ocorrendo no Brasil, por exemplo, na Serra do
Mar, da Mantiqueira e serras pr6ximo as Guianas.
Para estudar essa rocha os quirnicos separam os seus minerios em labora-
tOrio ou na inchistria, utilizando-se de tecnicas como decantac5o ou centri-
fugacao, em que a amostra rochosa, alp& ser triturada, é colocada em presenca
de urn liquid° pesado, como o bromof6rmio. A funcao desse liquido é facilitar
a separacao desses minerais por suas diferentes densidades.
A tabela abaixo revela o resultado da analise quimica de urn granito da
Serra do Mar e sua composicao percentual:
Minerais
encontrados
SiO2 iM 203 K20 NaO CaO Fe203 MgO FeO TiO2 p205
% de .
minerals
68,5 14,2 4,2 3,6 3,2 2,1 1,9 1,4 0,4 0,2
Observe uma caracteristica marcante desses minerais: todos possuem oxi-
genio e um outro elemento quimico (compostos binarios). Substancias corn
essa caracteristica recebem o nome de Oxidos.
125
• •
•
•
• •
• •
• •
•
• •
Oxido de
nome do elemento
DEFINICAO DE OXIDOS
Podemos, assim, definir essa funcao da seguinte maneira:
Oxidos sac) compostos que apresentam oxigenio localizado a direita da fOrmula.
No entanto algumas substancias, como H 2O e OF2 (agua e fluoreto de oxi-
genio), nao sao classificados como oxidos em virtude de apresentarem proprie-
dades quimicas e fisicas diferentes desses compostos.
LIGACoES DOS OXIDOS
Nos oxidos a ligacao entre o oxigenio e outro elemento pode ser covalente
ou ionica. No CO2, por exemplo, as ligacoes sao realizadas por formacao de
pares eletronicos:
0 : :C : :0 --is- 0 = C = 0 •• ••
No K20 as ligacoes sao tipicamente ionicas: •
101
•
......\*„.„ • • • •
0: --0- [ K ] +12 [1: 0:
]_2 • •• ••
K* •
•
A nomenclatura dos oxidos é bastante simples e pode ser feita usando o ter-
mo oxido seguido da preposicao de e do nome do elemento ligado ao oxigenio:
•
•
Exemplos: •
CaO - oxido de calcio •
K2O - oxido de potassio •
AP,203 - oxido de aluminio •
AgO - oxido de prata •
Para metais e ametais que apresentam mais de uma valencia, a nomencla- •
tura é feita corn o use de prefixos numericos gregos: •
1 = mono 2 = di 3 = tri 4 = tetra 5 = penta 6 = hexa 7 = hepta •
Essa nomenclatura nao se aplica aos oxidos de metais do grupo 1A e 2A e •
tambem aos metais Ag, Zn, Cd, AQ e Bi. •
126
•
•
NOMENCLATURA DOS OXIDOS
• •
Exemplos:
•
Fe203 - trioxido de ferro
FeO - monoxido de ferro
• PbO - monoxido de chumbo
• Pb02 - dioxido de chumbo
• N20 - monoxido de dinitrogenio
• N203 - trioxido de dinitrogenio
•
N205 - pentoxido de dinitrogenio
•
CQ,206 - hexoxido de dicloro
•
0,207 - heptoxido de dicloro
• CLASSIFICA00 DOS OXIDOS
• ■ Oxidos acidos ou anidridos - Os oxidos reagem com agua formando
acidos. Exemplo: o trioxido de ei xofre (SO 3) em presenca de agua forma o
• do sulfuric° (H2SO4)
• como provenientes dos oxiacidos. Ao subtrairmos uma ou mais moleculas de
•
•
Esses 6xidos recebem o nome de anidridos e podem ser considerados
SO3 + H2O H2SO4•
agua desses acidos, obtemos tais anidridos.
Vamos entao aplicar esse procedimento para os acidos:
• H2S03 - acid° sulfuroso • H2CO3 - acid° carbonic°
H2S03 H2CO3
- H2O H2O
SO2 CO2
Dioxido de enxofre
Dioxido de carbono
ou anidrido sulfuroso ou anidrido carbonic°
ILOIJSCINciirati;
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Os nomes anidrido sulfuroso e carbonic° provem do nome dos acidos su lfuroso e
carbonic°.
• HNO3 - acid° nitrico
2 (HNO3) H2 N2 06
— 1 (H2O) — H2 0
• H3PO4 - acid° fosforico
2(H3PO4) H6 P 208
3 (H20) — H6 03
N2 05
pent6xido de dinitrogenio
ou anidrido nitroso
P2 05
pentoxido de difosforo
ou anidrido fosforico
127
•
•
•
•
•
•
•
Li
Na
K
Rb
Cs
N20,
CO N203
13205 CO, NO,
SiO2 P2O5 SO2
P204 SO3
P203
Mn03
Cr03 Mn20, - Mg
Mn Cr
MgO
CaO -
Sr0
Ca
Sr
BaO - Ba
RaO - Ra
Li20 -
Na 20
K20 -
Rb20 -
Cs20 -
0.20,
002
C120
Br 20
BrO2
1204
1205
• •
•
•
• •
• • •
• •
• •
• • •
• • • •
• • •
• •
• • • •
• •
•
• •
OXIDOS BASICOS
Os oxidos reagem corn bases formando sal e agua. Exemplo: o oxido de
calcio (CaO) em presenca de agua origina o hidroxido de calcio (Ca(OH) 2).
CaO + H2O —0- Ca(OH) 2
Alem disso o hidroxido formado pode ser desidratado, originando o oxi-
do.
Exemplos:
Ca(OH)2 Ba(OH) 2
- H2O - H2O
La() 13aU
oxido de calcio oxido de barb°
2NaOH 2KOH
- H2O H2O
NaO K20
oxido de sodio oxido de potassio
A CLASSIFICA00 PERIODICA E OS OXIDOS BASICOS E ACIDOS
128
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
• •
• • • •
•
•
PERoXIDOS
Sao oxidos que apresentam dois oxigenios ligados entre si corn duas cargas
• negativas (0— ou 022 .
• Os peroxidos mais importantes sao a agua oxigenada e os per6xidos de
• metais alcalinos e alcalino-terrosos.
• Exemplos:
• H2O2 - peroxido de hidrogenio (agua oxigenada)
• CaO2 — peroxido de calcio
• Na202 — peroxido de sodio
• Observacao:
• Para se escrever a fOrmula de urn perOxido representa-se o simbolo do metal corn
•
sua carga, ao lado do grupo peroxido (0 -2 2 ). Em seguida inverte-se as cargas.
Exemplos:
Na+1 02 2 invertendo as cargas Nav" 0; 2 resulta Na202
peroxido
de sodio
Ba+2 02 2 invertendo as cargas Ba+2 0; 2 resulta Ba02
peroxido
de barb°
Sr+2 0-2 2 invertendo as cargas Sr+2 0-2 2 resulta Sr02
peroxido
de estroncio
yo-
Os peroxidos sao utilizados em escala industrial
como alvejantes, ou seja, clarificadores de tecidos,
polpa de celulose, etc. Sao oxidantes poderosos e
quando em contato corn redutores originam reacoes
violentas que chegam a provocar explosoes como por
exemplo o contato corn particulas de aluminio, car-
vao e alguns liquidos organicos (combustiveis).
•
• IUMJ617MIIIIttlti iilAlii4IY
• 129 •
Apo (Fe + C)
revestido com cobre (Cu)
Apo (Fe + C)
revestido corn cobre (Cu)
Apo (Fe + C)
revestido corn bronze (Cu + Sn)
Apo (Fe + C)
revestido corn bronze (Cu + Sn)
Cobre (Cu) + nIquel (Ni)
7,84 g
003
Disco interno: (Cu + Ni) e
disco externo: alpaca (Cu + Ni + Sn + Ag)
AS FUNOES DA QUIMICA E 0 COTIDIANO
0 ACIDO CLORIDRICO E AS MOEDAS DO PIANO REAL
2,43 g
• • •
•
• •
• • •
• •
• •
• • •
• • • •
• •
•
• • • • • •
• • •
•
As moedas do Plano Real sao feitas dos
seguintes materiais: Cu, Sn, Ni, Ago (Fe + C)
e alpaca (liga metalica de cobre, zinco, ni-
quel e prata).
Essas moedas com o intenso manuseio,
a exposicao ao oxigenio e a umidade do ar
(onde encontram-se moleculas de agua), so-
frem urn processo denominado corrosao,
originando em sua superficie 6xidos dos
seus metais.
Por exemplo, se essas moedas fossem
de ferro, o ar, a agua e ate mesmo os sais das
atmosferas marinhas produziriam urn pro-
cesso de corrosao ou ferrugem, originando
oxidos de ferro.
No caso da moeda de urn centavo, que é
revestida de cobre, com o tempo, se formard
na sua superficie um oxido desse metal. A
limpeza desse oxido pode ser feita corn aci-
do cloridrico ou muriatico (HCQ,), encontra-
do no comercio.
As reacOes de corrosao (oxidacao) e ata-
que pelo HCQ, sao as seguintes:
2 Cu + 2 02 1-14- Cu2O
0 metal cobre da moeda é oxidado pelo
02 em meio timido, formando monoxido de
dicobre (Cu20) - a moeda "escurece":
Cu20 + 2HC2 Cu2C2 + H2O
0 oxido formado é atacado pelo HU,
originando urn sal de cobre e devolvendo
moeda aparencia de nova.
Observacao:
Todas as moedas do Plano Real ou metais
dessas moedas podem ser limpos corn acid°
cloridrico.
0 latao (liga de Cu e Sn) tern cor amarelada.
130
• A odontologia utiliza diversos
• materiais em obturacao ou corre-
•
cao de arcadas dentarias. Esses
materiais devem ser resistentes
• acao acida corrosiva da saliva e de
•
alguns alimentos basicos e acidos.
Alem disso, esses materiais nao
devem apresentar depois de al-
• gum tempo, o problema estetico de
escurecimento de obturacOes, que
• geralmente é desencadeado por al-
• guns alimentos, como a cebola e o
ovo, que contern derivados do en-
• xofre.
• 0 enxofre, por exemplo, é en-
•
ACIDO SULFIDRICO (H 2S) E ALBUMINA EM DECOMPOSKAO
•
contrado na albumina do ovo, e um de seus compostos o sulfeto de hidroge-
• nio (H2S), substancia acida volatil que no ovo em decomposicao é percebida
• pelo odor desagradavel desprendido.
• Com base nessas informacoes, pesquisadores da American Dental
Association realizaram testes corn materiais metalicos imersos em ovos, corn a
• finalidade de observar se durante a decomposicao dos ovos ocorria formacao
•
de manchas nesse material, tornando-o improprio para o use odontologico.
•
Observacao:
•
• A SODA CAUSTICA (NaOH) E 0 BRILHO DOS OBJETOS DE ALUMINIO
• Muitos utensilios para cozinhar sao feitos de aluminio, por ser urn metal
•
leve, resistente e born condutor de calor. No entanto, utensilios de aluminio na
presenca do oxigenio, da umidade do ar e do aquecimento continuo apresen-
• tam um tom opaco e formacao de
•
residuo branco-acinzentado na sua
superficie — esse aspecto e muito
• frequente em baldes e bacias aban-
donados ao relento.
Esse torn opaco e a cor branco-
acinzentada caracterizam a corro-
sao do aluminio e consequente-
mente a formacao de urn oxido
desse metal.
131
0 H 2 S encontra-se em estado Iivre nas aguas minerals sulfurosas e se forma na
• decomposicao de todos os materiais organicos que contem enxofre.
•
•
• •
• •
As reacOes sao as seguintes:
HCQ.
HCQ. CP
HCQ
HCQ.
HCP
HCQ.
HCQ.
HCP,
HCQ.
HCQ.
HCQ.
2HCP + 1Mg(OH) 2 -1,- 1MgCP2 + 2142 0
cloreto de Mg
3HCP + 1AP(OH) 3 -0- 1APCP2 + 3H20
cloreto de Al
estomago
xZ
Or' intestino
• •
• •
• •
• •
Ao esfregarmos repetidamente um desses objetos . corn uma esponja con-
tendo sabao em pedra, percebemos que a espuma desse sabao adquire uma
coloracao cinzenta. Isso ocorre porque o sabao contem soda caustica (NaOH) e
essa base forte reagird corn o Oxido de aluminio (Al 203) formando um sal.
As reacties que explicam esse fato sao:
0 metal desses utensilios reage corn o ar, transformando-se em (Aldo:
4A Q, 302 Hp 2A
panela 02 em oxido depositado
presenca
de umidade
A soda caustica reage corn o (Aldo, originando urn sal e restituindo o brilho •
•
•
•
•
ACIDO DO ESTOMAGO
auxiliam a digestao para a formacao do bolo alimentar. Uma dessas substanci- •
DOIS HIDRoXIDOS (Mg(OH)2) E (At(OH)3) NEUTRALIZAM 0 MEIO
Celulas especializadas do estomago produzem algumas substancias que
•
•
as é o acid° cloridrico (HCQ). Em determinadas situagOes, como nervosismo ou • alimentacao inadequada, esse acid° é produzido em grandes quantidades, cau-
sando acidez estomacal. Essa acidez pode ser regulada corn o use de um antic- •
cido composto de hidroxido de magnesio (Mg(OH) 2) e hidrOxido de aluminio • (M,(OH) 3) duas bases que reduzem a acidez gastrica a niveis normais, compati-
veis cornos processos digestivos. Isso ocorre devido a reacao das bases corn o •
acido originar cloretos de metais dessas bases e agua.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
132 •
•
e a cor metalica da panela.
1M2 03 + 2NaOH 2NaAP,02 H2
6xido soda sal gas
depositado caustica aluminato hidrogenio
na panela do sabao de s6dio liberado
GASMAN'
2 ANTIACIDOS +1ANTIGASES
9 .0f14144.7-11 AVVa lan
■ snubs oho,' th ,
Azia / Oucimacao
Mu Olgeatao
61304
CONTEM
20
PASTILHAS
• •
•
•
•
•
•
•
• NaC, CORROSIVO E CONSERVANTE
Alem disso a neutralizacao do acid° gastric° produz, passada essa fase,
hiperacidez secundaria e producao de quantidades maiores de CO 2
Gastran é o nome farmaceutico de urn antiacido
base de Mg(OH)2 e A8(OH)3
• •
• Ap6s as reacOes do acid° e bases os ions Mg +2 e AQ, +3 provenientes dos sais
formados percorrem o intestino exercendo awes antagonicas ou contrarias, ou
• seja enquanto ion Mg +2 atua como laxativo ("solta o intestino") o ion Ar 3 atua
• como constipante ("prende o intestino"). Essas duas acoes se equilibram.
•
Por outro lado o use dos alcalinos soluveis, como bicarbonato de sodio
(NaHCO3), embora produzam alivio momentaneo, desencadeiam efeitos se-
• cundarios.
• Assim, eles produzem neutralizacao da acidez gastrica (HCO, o que inter-
fere nos processos digestivos normais nao so do estomago como tambern do
• intestino, em que as secrecoes gastricas neutralizadas nao reagem corn as secre-
• toes alcalinas intestinais, produzindo modificacoes do equilibrio acido-base.
• 0 cloreto de sodio (NaCO, tambem denominado sal de cozinha, é encon-trado dissolvido na agua do mar, em jazidas e salinas.
• Alguns fatores como relevo baixo do litoral e regime das mares favorecem
• o escoamento da agua marinha para a praia. Uma vez escoada, temperaturas
•
elevadas, ventos quentes e chuvas escassas provocam a evaporacao da agua do
mar acumulada nas salinas.
• Depois da evaporacao o sal é acumulado, corn o auxin° de rodos, em pifa-
• mides, permanecendo por um certo tempo ate tornar-se seco.
• Nas salinas, quando um decimo da agua do mar evapora, o Na0, inicia sua precipitacao ou decomposicao; isso é percebido pela formacao de pedras ou
• cristais desse sal que depois sera° moidos na inchistria e receberao adicao de
• sais de iodo, como o iodato de potassio (KI0 3
), para prover o iodo necessario ao
•
funcionamento da tireoide.
• 133
■ NaCE e corrosao
• Geralmente veiculos usados a venda em regibes litoraneas tern urn valor
• menor de mercado. Isso acontece devido a presenca de NaC@, na atmosfera ma-
rinha. 0 NaCQ,, por ser urn eletrolito forte, age desencadeando urn processo
• corrosivo de metais.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
■ Na0,, urn conservante de alimentos
0 cloreto de sodio e urn conservante de carnes e peixes, que podem ficar
expostos ao consumo fora da geladeira por urn longo tempo sem terem suas
proteinas deterioradas por bacterias.
A fungdo desse sal, geralmente usado na proporcao de 10% do peso da
came, é de desidratar (retirar a agua) concentrando a quantidade de sal, o que
tambem serve para desidratar a
celula da bacteria decompositora
provocando sua morte.
0 mecanismo de desidrata-
cao da bacteria ocorre devido
existencia de muito sal fora de sua
celula (ao seu redor), sendo neces-
sari° que essa celula libere agua
para equilibrar o seu meio interno
corn o meio externo (alta concen-
tracao de sal). Esse fenomeno re-
cebe o nome de osmose.
Dessa forma o sal atua como
conservante, desidratando tecidos,
celulas de microrganismos e inibin-
do o desenvolvimento destes.
134
• Sais do acid° sulftirico e suas utilidades
Ba(OH)2 —0- BaSO4 -
Z CA(OH)
CaSO3
Sulfato de calcio
FeSO4 -
Sulfato de bano
Sulfato ferroso
MgSO4 —
Sulfato de
magnesio
CuSO4 —
Sulfato cupric() micronutrientes das plantas
H2SO4
Acido
sulfdrico
exame radiologico do tubo diges-
tivo, chamado exame de contraste
gesso usado em fraturas de ossos,
giz escolar e forro de residencias
medicamento para combater a ane-
mia e micronutrientes das plantas
laxante salino usado em medicina
para o esvaziamento do intestino
antes de uma cirurgia
inseticida, tratamento de fibras,
Mg(OH) 2—►
CuOH
■ Sais do acid° nitrico e suas utilidades
NaOH NaNO3
Nitrato de s6dio
NH4OH NH4NO3 —
Nitrato de amonio
(salitre-do-chile) - fogos de artifi-
cio (amarelo), conservante de ali-
mentos, fertilizante e polvora
fabricacdo de explosivos, fertili-
zantes, herbicidas e inseticidas
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
• •
germicida (precipita proteinas bac-
terianas por Ions prata) e fabrica-
cao de espelhos
KOH --0- KNO3 — explosivos, fosforos, fixador de cor
Nitrato de potassio em alimentos
\ Ba(OH)2—►
Fe(OH) 2 —0- Fe(NO3)2 —
Pb(OH) 2-1-
Nitrato de chumbo II fungicidas
Nitrato de ferro II
Nitrato de bario
luminosas
Ba(NO 3 ) 2 - fogos de artificio (verde), tintas
Pb(NO3) 2 tintura de tecidos, fabricacao de
corantes usados em ceramicas e
fixador de tintas
fogos de artificio (vermelho-car- Sr(OH) 2 —0.- Sr(NO3)2 —
mim), sinalizacao de estradas de Nitrato de estanho
rodagem
Observacao:
Sulfatos de Fe, Cu, Zn, Mn, Mo, Ca sao micronutrientes das plantas, responsaveis
por reaciies enzimaticas, metabolismo da raiz, producao de clorofila, crescimento da
planta, fixacao de nitrogenio, polinizacao e formacao de frutos.
Fe(OH) 2 —0-
135
AgOH AgNO3 —
Nitrato de prata
HNO3
Acido
mitrico
acido sulfOrico
concentrado
solucao de
bicarbonato de
s6dio
•
•
•
•
• •
• • •
• •
• • •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
•
• •
•
• •
• •
O BICARBONATO DE SODIO (NaHCO3) E 0 EXTINTOR DE INCINDIO.
Por ser uma substancia que inibe o fogo, o CO 2 é usado para extinguir in-
cendios. Esse gas é obtido num cilindro hermeticamente fechado que contem
uma solucao de bicarbonato de soclio (NaHCO 3 ) isolado de outro recipiente
contendo acid° sulfuric° (H 2SO4) concentrado ou solucao de sulfato de alumf-
nio (A 2SO4).
Quando inclinamos o cilindro do extintor ambos os liquidos entram em
reacao, e a pressao do CO 2 obtido dessa reacao projeta esse gas violentamente
para fora do extintor.
0 CO2 , por ser mais pesado que o ar, permanece como uma camada prote-
tora sobre o fogo, isolando-o do oxigenio e evitando a queima de materiais
inflamaveis.
A solucao de bicarbonato de sodio contem, algumas vezes, substancias que
produzem abundante espuma durante a reacao quimica. Essa espuma facilita a
retencdo do CO 2 por muito tempo sobre o material inflamavel.
A inclustria petrolifera e de produtos inflamaveis utiliza o extintor de CO 2
corn espuma.
AREIA SE TRANSFORMA EM VIDRO
Copos, vidros para janela, garrafas, frascos de remedios e tantos outros
objetos que nos cercam tem como uma das materias-primas de sua fabricacao o
dioxido de silicio (SiO2) .
Esse oxido é encontrado na areia dos rios,
praias, desertos e formac5es rochosas e constitui-
se a materia de maior importancia na fabricacao
de objetos de vidro.
Quando misturado a outras materias-primas,
recebe na inclUstria do vidro urn aquecimento
previo para eliminar H 2O e CO2 contidos nele.
Em seguida os materiais sao despejados em mol-
des especiais a temperaturas superiores a 1000°C.
Dos moldes o material derretido é moldado pelo
homem ou por maquinas.
136
Copos, garrafas, vidros
para janelas
Garrafas verdes
Garrafas coloridas
e vitrais
Utensflios de laboratorio e
ampolas de ague destilada
Copos, tapas e
objetos de cristal
Vidros Pirex
Vidros de seguranpa de
avides, carros blindados e
trens do metro
•
• •
•
• •
• •
•
• •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
•
• •
•
•
•
• •
Na confeccao de vidros pianos e espelhos usam-se maquinas especiais que
derramam ovidro derretido sobre mesas de bronze aquecido, para logo em
seguida serem laminados por urn rolo compressor de ferro.
Alguns objetos de vidro do nosso cotidiano e sua composicao sao expostos
na tabela abaixo:
Si02 + Na2CO3 CaCO3
dioxido de carbonato carbonato
silicio de sodio de calcio
As vezes essa mistura apresenta impurezas escurecendo ou
colorindo o vidro. Para eliminar essas impurezas usa-se o
dioxido de manganes, denominado sabao de vidraria.
Si02 + FeO + CaCO3 + AP,203
dioxido de oxido carbonato oxido de
silicio ferroso de calcio alumlnio
A cor verde da garrafa provem de impurezas, em particular
do oxido ferroso que se transforma por aquecimento em sili-
cato ferroso de cor verde caracteristica do "verde-garrafa".
Si02 + CoO (monoxido de cobalto) — vidro azul
SiO2 + CuO (monoxido de cobre) — vidro verde
Si02 + UO2 (dioxido de uranio) — vidro amarelo
Si02 + MnO (monoxido de •anganes) — vidro violeta
Si02 + B203
dioxido de trioxido
silicio de diboro
0 oxido de boro torna o vidro mais resistente ao ataque da
agua e dos acidos.
Si02 + Na2Co3 P130
dioxido de carbonato monoxido
silicio de calcio de chumbo
0 brilho, a temperatura e a sonoridade das tacas de cristal ao
se chocarem devem-sea presenca do metal chumbo na com-
posicao desse vidro e tratamento termico diferenciada.
Si02 + B203
dioxido de trioxido
silicio de diboro
0 oxido de boro da resistencia a choques e mudancas de
temperatura.
Si02 + celulose + resinas sinteticas
Conforme a finalidade do uso, esses vidros sao fabricados
usando-se duas ou mais folhas de vidro soldadas entre si
por derivados da celulose ou resinas.
137
Caramujo de agua doce
CAL VIVA E CAL HIDRATADA, UM OXIDO E UMA BASE
138
• • •
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Os caramujos, moluscos marinhos ou de
agua doce, possuem uma concha como es-
queleto externo, rica em carbonato de calcio
(CaCO3). Essa substancia é tambem encon-
trada em rochas calcarias, nos objetos de
marmore, na casca dos ovos, nas perolas e no
giz escolar (uma mistura de gesso CaSO 4
H2O e CaCO3).
Na industria o CaCO 3 é materia-prima
para a obtencao da cal viva (ou cal virgem).
Isso é feito a partir da decomposicao do car-
bonato de calcio pelo calor:
A
CaCO3 c CaO + CO2 alor
carbonato cal viva desprendimento
de calcio (oxido de calcio) de gas carbonic°
A cal viva é usada em pintura de muros e
paredes (caiacao) e tambem em argamassa
(mistura de cimento areia e cal). Em contato
corn a agua, a cal viva origina a cal hidratada:
CaO + H2O Ca(OH) 2
Cal viva Cal hidratada
Venus de Milo - Museu do Louvre, Paris
MARMORE
A estatua Venus de Milo foi
esculpida em marmore no secu-
lo II a.C.
0 marmore é uma rocha cal-
caria que apresenta cores varia-
veis, podendo ser branca, rosea,
esverdeada ou preta, dependen-
do da composicao de minerios,
como a mica, o feldspato etc.
O marmore tern grande ser-
ventia na fabricacdo de pias, me-
sas, pisos, objetos ornamentais e
esculturas.
CpE
p
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
•
•
• •
•
• • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
CARBONATO DE BARIO + FERRO =
IMA FLEXIVEL
Os imas flexiveis usados em portas de
geladeiras sao feitos a partir da combina-
cao de ferrite, urn minerio de ferro, mais
carbonato de bario (BaCO 3) e plastic°.
Ao plastic° derretido mistura-se o
minerio de ferro pulverizado e o sal car-
bonato de bark). A mistura aquecida é
injetada em moldes de gesso. AID& en-
durecer, o objeto passa por um magneti-
zador para imanta-lo.
Os ions (Ba+2) provenientes do carbo-
nato agem como urn solvente e o plastic° determina a flexibilidade do objeto.
FLUOR E CARIE DENTARIA
Urn dos aditivos dos cremes dentais é o fluoreto de soclio (NaF). 0 flilor
contido nesse sal combina-se corn o fosfato de calcio do dente, originando a
fluoropatita, substancia que da resistencia maior ao dente, reduzindo assim a
acao das bacterias na formacao da carie dentaria.
POR QUE 0 FOSFORO QUEIMA?
Na cabeca de urn palito de fosforo ha uma mistura de fosforo vermelho
(extraido do mineral fosfita Ca 3 (PO4) 2), clorato de potassio (K00 3) e agluti-
nantes (goma-arabica ou parafina).
Ao atritarmos o palito contra a superficie aspera da caixa de fosforos, o
clorato de potassio (um oxidante), diante do calor gerado pelo atrito e presenca
de 02, age como urn estopim queimando o
fosforo vermelho.
Embarcacoes utilizam sinaleiros de fos-
foro, em caso de se perderem em alto-mar.
Esses sinaleiros tambem possuem como esto-
pim o clorato ou cromato de potassio que,
friccionados, incendeiam uma pasta de fosfo-
ro vermelho, dextrina e sulfato de antimonio.
139
1
• •
• •
•
• •
•
• • •
• • •
• •
•
• • •
• • •
• •
• • • •
•
• •
• •
ATIVIDADES:
As Funcoes da quimica inorganics
JP (VUNESP) Uma dona de casa fez a seguinte sequencia de operacOes:
1a — colocou em agua folhas de repolho-roxo picado; 2a — depois de algum
tempo, despejou a agua, que apresentava cor roxa, em dois copos; 3a — adi-
cionou vinagre em urn copo e a cor nao se modificou; 4a — adicionou leite
de magnesia no outro copo e a cor tornou-se verde. Os nomes dos proces-
sor de separacao empregados nas operacoes l a e 2a e o nome da substancia
que da coloracao ao repolho e a agua sao, respectivamente:
a) filtracao, catacao, corante;
b) evaporacao, decantacao, titulante;
c) extracao, decantacao, e indicador acido-base;
d) solubilizacao, filtracao e indicador acido-base;
e) destilacao, decantacao, corante.
'MP (Univ. S. Judas Tadeu — SP) 0 acid° cianidrico e o gas de acao venenosa mais
rapida que se conhece: uma concentracao de 0,3 miligramas por litro de ar
é imediatamente mortal. E o gas utilizado nos Estados americanos do Nor-
te, que adotam a pena de morte na camara de gas. A primeira vitima foi seu
descobridor, Earl Wilhelm Scheele, que morreu ao deixar cair um vidro
contendo solucao de acid° cianidrico, cuja formula molecular é:
a) HCOOH c) HCNS e) H4Fe(CN) 6
b) HCN
d) HCNO
(F. Belas Artes — SP) Um certo hidroxido tern formula M(OH) 2 .
0 elemento M pode ser:
a) magnesio; c) sodio;
b) enxofre; d) aluminio.
(PUC-RS) A soda caustica se comporta frente a fenolftaleina do mesmo
modo que:
a) o amoniaco; d) os refrigerantes gaseificados;
b) a agua da chuva; e) o suco de laranja.
c) a urina;
IIP (FUVEST) Considere as seguintes especies quimicas:
H+ NH3 NH +4 SO-2 4
Qual das formulas é correta?
a) NH3SO4 d) (NH4)SO4
b) (NH3) 2SO4 e) (NH4)HSO4
140
•
16 (MACKENZIE) Sobre a reacdo equacionada abaixo, assinale a alternativa
• incorreta:
• 2NaOH + H2SO4 Na2SO4 + 2H20
•
a) ocorre neutralizacdo das propriedades do acido e da base;
b) ha formacao de um sal;
• c) é chamada reacao de ionizacao;
• d) urn dos reagentes é o hidroxido de soclio;
• e) a soma dos coeficientes do balanceamento desta equacao é igual a 6.
• 77 (FUVEST) Molibdato de amonio e usado como fonte de molibdenio para o
• crescimento das plantas. Sabendo que este elemento de simbolo Mo per-
tence a familia do Cromo (Cr), e que a formula do ion cromato é Cr0 -24 , a
• formula do molibdato de am6nio é:
• a) NH2MoO2
• b) NH3MoO2
• c) (NH3) 2Mo02
•
d) NH4MoO4
•
e) (NH4) 2Mo04
•
78 (UFPE) Acido perclorico (HG0 4) é um acido forte. Quais as especies qui-
micas presentes, em maior concentracdo, em uma solucao aquosa deste
• acido?
• a) H+ e 004 ;
•
b) H0,04 e H+ ;
c) H0,04 e OH - ;
• d)H+,CQ e 02
• e) OH- , e 02
• 79 (OSEC) 0 acido sulftirico (H 2SO4) tem grande importancia industrial, pois
• e usado, por exemplo, em metalurgia, baterias de automovel e na fabrica-
• cao de fertilizantes. A formula estrutural correta do acido sulfdrico é:
a)H — ON 20 d) H — 0
• S S 0
• H — 0 "0 H — 0 — 0'
• b)H — 0 20 e) H — 0 — ON
•
H — 0' H — 0 — •
• c) H — ON ,„0• H — 0' '40
• 141 •
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
80 (OSEC) 0 fosfato de calcio é urn solido branco e é usado na agricultura
como fertilizante. 0 fosfato de calcio pode ser obtido pela reacao entre hi-
droxido de calcio e acido fosforico. As formulas do hidroxido de calcio,
acid° fosforico e fosfato de calcio sac, respectivamente:
a) Ca(OH), HPO 4, CaPO4
b) Ca(OH) 2, H3PO4, Ca(PO4) 3
c) Ca(OH) 2, H2PO4, CaPO4
d) Ca(OH), H3PO4, Ca3PO4
e) Ca(OH) 2, H3PO4, Ca3(PO4)2
81 (CESGRANRIO) Dados os seguintes pares de ions:
Cr+3 e Cr; Li + e CO-23 ; Ag e NO3; Fe +2 e S-2 ; NH4 e PO a
Assinale a opcao que apresenta corretamente a fOrmula do composto for-
mado por cada par:
a) Cr3 Ce, Li(CO3) 2, AgNO3, Fe2S2, NH4(PO4) 3 ;
b) Cr a, Li CO3, AgNO3, FeS, NH2PO4 ;
c) Cr U3, Li2CO3, AgNO3, FeS, (NH 4) 3PO4;
d) Cr 3U, Li(CO3)2, AgNO3, FeS, NH4(PO4) 3;
e) Cr20., LiCO3, AgNO3, FeS, NH4(PO4) 2 .
82 (ESAN) Um metal M forma urn carbonato de formula M 2(CO3) 3 . 0 fosfato
do metal M tern a formula:
a) MPO4; c) M2PO4; e) M3(PO4) 2 .
b) M(PO4) 3; d) M2(PO4) 3;
83 (ACTFE - SC) A alternativa que apresenta os anidridos correspondentes
aos acidos H 2S03, H2CO 3, H2SiO3, H0,04 é:
a) SO2 , CO2 . Si02 , 0,04 d) SO2 , CO, Si02 , 0,203 ;
b) S03 , CO2 . Si02 , CPO4 ; e) S02 , CO2 . SiO2 , CP.207.
c) 503 , CO2 . Si02 , CP,205 ;
84 (UNIFOR - CE) Um cloreto metalico é indicado pela formula MeCP, 3 .
Preve-se para o oxido deste metal a formula:
a) Me203 ; c) Me 0; e) Me 03 ;
b) Me20; d) Me 03 ;
142
• • 85 (VEST. — RIO) Urn medico atendeu urn paciente corn dores abdominais ori-
• ginadas de uma patologia denominada "tilcera peptica duodenal". Para
• tratamento desse paciente, o medico prescreveu urn medicamento que
contem urn hidroxido metalico, classificado como "uma base fraca". Esse
• metal pertence, de acordo corn a Tabela de Classificacao Periodica, ao se-
• guinte grupo:
•
a) 1A; b) 3A; c) 6A; d) 7A; e) zero.
86 (UECE) Normalmente, urn palito de fosforo contem ern sua cabeca as se-
guintes substancias: trissulfito de tetrafosfor0; enxofre; clorato de potassio;
• fosfato de amonio. Suas respectivas formulas quirnicas sao:
• a) P4 S3 , S, KUO, e (NH4) 3PO4; c) P5 S3 , S, K003 e (NH4) 3PO4;
• b) P4 S3 , 5, KCQ,03 e (NH4) 3PO4; d) P4 S3 , S, KOD e (NH 3) 4PO4 .
87 (OSEC) Na queima de enxofre em pó forma-se urn gas (dioxido de enxo-
• fre). 0 papel tornassol azul embebido em agua, na presenca desse gas,
• apresentard a coloracao:
a) incolor; b) amarela; c) verde; d) azul; e) vermelha.
•
• 88 (PUC - Campinas) Considere as seguintes substancias:
I — Cal virgem — CaO
II - Cal hidratada — Ca(OH) 2
• III — Gipsita — CaSO 4 . 2H20
• De acordo corn as regras de nomenclatura de substancias inorganicas, os
•
nomes desses compostos sao, respectivamente:
a) peroxido de calcio, hidreto de calcio e sulfato de acido anidro;
• b) monoxido de calcio, hidreto de calcio e sulfato de calcio anidro;
• c) oxido de calcio, hidreto de calcio e sulfito de calcio hidratado;
• d) peroxido de calcio, hidreto de calcio e sulfato de calcio hidratado;
• e) (Aid° de calcio, hidroxido de calcio e sulfato de calcio hidratado.
89 (UNISINOS — RS) Um aluno, trabalhando no laboratorio de sua escola, dei-
• xou cair uma certa quantidade de solucao alcoolica de fenolftaleina sobre
o balcao que estava sendo limpo com sapolio. 0 local onde caiu a fenolfta-
• leina adquiriu, quase que imediatamente, uma coloracao violacea. Esse
•
aluno, observando a mancha violacea, concluiu que:
•
a) o sapolio deve ser urn meio acido;
b) o sapolio deve ser urn meio alcalino;
• c) o sapolio deve ser urn meio neutro;
• d) o sapolio tem caracteristicas de urn sal;
• e) a fenolftaleina removeu o sapolio do local.
• 143
•
• •
• •
• •
• •
•
• •
4. (MACKENZIE) Identifique o item que contem apenas sais:
a) H202, Fe203, NaOH;
b) Na0,, CaCO3, KMnO4;
c) H2S, HCN, Al203;
d) CaU, Ba(BrO) 2, Zn(OH) 2;
e) KOH, NaBr, CaCO3 .
(FGV — SP) Uma solucao obtida pela adicao de sulfato de aluminio e nitrato de
amonio solidos em agua content os Ions NH +4aq) , Aqq) , SO 2 e NO ( 4 (aq) 3(aq) •
As citadas substancias podem ser representadas pelas formulas:
a) XSO4 e (NH4)3 NO3;
b) X2SO4 e (NH4) 3 NO3;
c) AQ,2(SO4) 3 e NH4 NO3;
d) X3SO4 e NH4 NO3;
e) X3(SO4) 2 e NH4 (NO3) 2 .
(UNICAMP) Um fermento quimico utilizado para fazer bolos é o sal bicar-
bonato de amonio, tambern chamado carbonato acido de amonio. Quando
aquecido, este sal se decompOe em dioxido de carbono (gas carbonico),
amonia e agua. Escreva a equacao quimica desse processo e explique como
essa reacao favorece o crescimento do bolo.
110 (ITA — SP) Dados:
NH +4 — cation amonio SO 2 — anion sulfato 4
Ca+2 — cation calcio P0-3 — anion fosfato
Ar3 — cation aluminio
Todas as alternativas a seguir estao corretas, exceto:
a) (NH4) 2 SO4 — sulfato de amonio;
b) AQ PO4 — fosfato de aluminio;
c) Ca2(PO4) 3 — fosfato de calcio;
d) AQ,2(SO4) 3 — sulfato de aluminio;
e) (NH4) 3PO4 — fosfato de amonio.
(Univ. S. Judas Tadeu) 0 papel sulfite, ou sulfito, tern esse nome porque o
tratamento final do papel envolve o sulfito de soclio, cuja formula molecu-
lar e:
a) Na2S2O3; c) Na2SO3; e) Na2S.
b) Na2SO4; d) Na2S4O6;
144
IP
• • •
• •
• •
•
•
• •
•
•
• •
• 95 (Sta. Casa - SP) Urn composto formado por atomos de apenas dois elemen-tos quimicos é o:
• a) sulfeto de aluminio; d) hidroxido de aluminio;
• b) nitrato de aluminio; e) acetato de aluminio;
• c) carbonato de aluminio;
• 96 (PUC - Campinas) Determinados tipos de fermentos quimicos, quando
• umedecidos, liberam gas carbonic° pela reacab:
•
2NaHCO3 + Ca(H2PO4) 2 Na2HPO4 + CaHPO4 + 2CO2 + 2H20
Os componentes desses fermentos sao classificados como:
c) oxiacidos;
• 97 (PUC - Campinas) Cations de metais pesados como Hg+ 2 e Pb+2 sao alguns
• dos agentes da poluicao da agua de muitos rios. Um dos processos de
separd-los pode ser pela precipitacao corn hidroxido (OW) e cromato
• (Cr047). As formulas desses precipitados sao:
a) Hg2(OH)2 , Pb2CrO4; d) Hg(OH) 2 , Pb(Cr04) 2;
• b) Hg2OH , PbCrO4; e) Hg(OH) 2 , PbCrO4 .
•
c) Hg(OH) 3 , Pb2(CrO4) 3;
• 98 (FUVEST) Corn base na seguinte frase: "Agua da chuva em ambientes nao
poluidos, na ausencia de raios e relampagos, é acida devido a dissolucao
• do que da origem ao acid° ". Indique a alternativa correta:
• a) CO2, carbonico; d) N203, nitroso;
• b) SO2, sulfuroso; e) N205, nitric°. • c) P2O5, fosforico;
• 99 (UFPA) Considerando a equacao quimica:
• CE207 + 2NaOH 2NaC04 + H2O
os reagentes e produtos pertencem, respectivamente, as funcoes:
• a) oxido, base, sal, oxido; d) oxido, base, oxido, hidreto;
b) sal, base, sal, hidreto; e) base, acid°, oxido, oxido.
•
c) acid°, sal, oxido, hidreto;
• 100 (FUVEST) Identifique a alternativa que apresenta dois produtos caseiros
corn propriedades alcalinas (basicas):
• a) detergente e vinagre; d) bicarbonato e act:war;
• b) sal e coalhada; e) refrigerante e agua de cal.
c) leite de magnesia e sabao;
• 145 •
• a) sais acidos; d) hidracidos;
• b) sais basicos; e) bases inorganicas.
C2 H60 +
1° membro
CO 2
2° membro 2
H2O
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
5 Reagoes quimicas
REACOES QUIMICOS OU FENOMENOS QUIMICOS
Sao as transformacOes de uma ou varias substancias em relacao a seu esta-
do inicial (reagentes), dando origem a compostos diferentes, que aparecem
corn outras caracteristicas no estado final (produtos).
De todas as reacOes que conhecemos, provavelmente, a de combustao é a
mais comum. Para que ela ocorra é necessario que tenhamos um combustive'
(gasolina, Oleo diesel, alcool, papel, carvao,etc.), urn comburente (que normal-
mente e o oxigenio do ar, 02 ) e uma energia de ativacao, que pode ser o calor de
uma chama, uma faisca eletrica, etc.
Quando temos uma combustao completa, o combustive' e o comburente se
transformam em gas carb6nico (quando o combustive' nao possui hidrogenio)
ou gas carb6nico e agua (quando o hidrogenio esta na composicao do combus-
EQUAcit0 QUIMICA
Como vimos, fica dificil descrever uma reacao quimica e, desta forma, ela
sera representada por uma equacao quimica que possui reagentes em seu pri-
meiro membro e produtos no segundo.
Assim teremos:
■Equacao quimica da combustao completa do carvao puro (formado por
carbono)
C + 02 CO 2
1° membro
2° membro
■Equacao quimica da combustao completa do alcool etilico (etanol — C 2H60)
Podemos ainda utilizar uma simbologia apropriada para que possamos
saber em quais condicoes a reacao deve se desenvolver, ou quais sao os requisi-
tes para sua ocorrencia.
146
vapor
(g)
gasoso
(v)
(c) cristal
147
(Lembre-se de que o 3 é urn
fator que esta em evidencia.) ii
• c) AP,(OH) 3 3 atomos de 0
• 3 atomos de H
• 2 atomos de AQ,
• d) AP.2(SQ4) 3 3 atomos de S
• 12 atomos de 0
•
•
Por exemplo:
Simbolo informacao
(s) solid°
liquid°
A liberacao de gas
formacao de precipitado
necessidade de iluminacao (presenca de luz)
A
necessidade de aquecimento (presenca de calor)
reacOes reversIveis (se processam no dois sentidos)
(aq) substancia diluida em agua formando ions ou nao
eletr. necessidade de corrente eletrica
•
MnO,
•
• BALANCEAMENTO DE EQUActIES
•
NUMERO DE ATOMOS EM UMA MOLECULA •
•
•
• 1 atomo de Ca
•
b) CaC
O
3 1 atom
° de C
•
3 atomos de
0
•
1 atom° de AP
• •
• •
•
• •
• •
• •
• • • • •
use de catalisador (no caso M n02)
■ Moleculas sem coeficiente.
1 atom° de C
a) CO 2
2 atomos de 0
Exempio:
Observe a equacao abaixo:
Na + 02
reagente
(1° membro)
Na20
produto
(2° membro) f Significa dizer que reagimos so-dio e oxigenio para a obtencao de oxido de sodio.
• • • •
• • • • • • •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • • • • • •
• • • •
■ Moleculas corn coeficiente
Neste caso, multiplicamos o coeficiente pelos indices da molecula. Se a
molecula tiver algum fator em evidencia, este tambem devera ser multiplicado
pelo coeficiente.
6 atomos de H (3 x 2)
3 atomos de 0 (3 x 1)
4 atomos de Bi (2 x 2)
6 atomos de 0 (2 x 3)
3 atomos de Cu (3 x 1)
6 atomos de 0 (3 x 2 x 1)
6 atomos de H (3 x 2 x 1)
12 atomos de Ca (4 x 3)
8 atomos de P (4 X 2 x 1)
32 atomos de 0 (4 x 2 x 4)
BALANCEAMENTO DE EOLJAOES
Balancear uma equacao significa fazer corn que o lado dos reagentes tenha
o mesmo ntimero de atomos que o lado dos produtos.
Repare que a equacao acima esta desbalanceada, pois temos do lado dos
reagentes 1 atomo de sodio e 2 atomos de oxigenio e do lado dos produtos
temos 2 atomos de sodio e 1 atomo de oxigenio.
Resumindo:
lado dos lado dos
reagentes produtos
SOD IO 1 atomo 2 atomos
OXIGENIO 2 atomos 1 atomo
Porem, se colocarmos coeficientes adequados na equacao, podemos balan-
ced-la, como mostramos abaixo:
4 Na + 02 2 Na20
148
a) 3H2
b) 2Bi20,
c) 3Cu(OH) 2
d) 4 Ca3(PO4 2
• • •
•
• •
• •
•
• •
Veja agora:
lado dos reagentes lado dos produtos
SODIO
4 atomos de sodio (4 x 1) = 4 atomos de midi° (2 x 2)
OXIGENIO 2 atomos de oxigenio (2 x 1) = 2 atomos de oxigenio (2 x 1)
Vamos agora mostrar a voce urn metodo para balancear equacCies, conheci-
do por metodo das tentativas.
METODO DAS TENTATIVAS PARA 0 BALANCEAMENTO DE
EQUAcoES QUIMICAS
Regras praticas:
• 1) Pega-se um elemento que aparece em so uma substancia no primeiro membro e em so uma substancia no segundo membro.
•
• 3) 0 indice do elemento do 1° membro sera coeficiente deste elemento no
• 2° membro, e vice-versa.
• 4) Partindo destes coeficientes, acerte os demais, contando o ntimero de
•
atomos.
• Veja o exemplo: NaOH + H 3PO4 Na3PO 4 +
• Como voce percebe, a equacao esta desbalanceada.
• Vamos aplicar as regras:
• 1) Pegamos o Na, oHe o P.
• 2) Escolhemos o Na, pois tern maior indice.
• 3)Invertendo os indices e transformando-os em coeficientes, temos:
•
3 NaOH + H3PO4 Na3PO4 + H2O
•
4) Corn base nestes coeficientes, acertam-se os demais, ficando:
•
3 NaOH + H3PO4 Na3PO4 + 3 H2O
• lado dos reagentes lado dos produtos
• Na 3 atomos (3 x 1) = 3 atomos
• P 1 atom° (1 x 1) = 1 atom°
• 0 7 atomos (3 x 1 + 4) = 7 atomos (4 + 3 x 1).
• H 6 atomos (3 x 1 + 3) = 6 atomos (3 x 2)
• 149
•
2) Se acontecer a condicao acima corn mais de urn elemento, escolhe-se o de
• maior indice.
• • • •
• • • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • • •
• • • •
TIPOS DE Itlikcoll QUIMICAS
REACAO DE SINTESE OU FORMA00
Sao aquelas em que duas ou mais substancias originam uma unica subs-
tancia
A + B —0- AB
C + 02 CO2
N2 + 3H2 2NH3
6C + 6H2 + 302 —0- C6H 1206
REAPIO DE ANALISE OU DECOMPOSKAO
Sao reacoes em que uma substancia origina duas ou mais substancias.
AB —0- A + B
CaCO3 CaO + CO2
2H1 H2 + 12
2H202 2H20 + 02
REA00 DE SIMPLES TROCA OU DESLOCAMENTO
Sao reacOes em que uma substancia simples desloca outra substancia de
uma substancia composta.
A + BC —0- AC + B
+ MgBr2 Mg0,2 + Br2
2M + 6H0, 2MC3 + 3H2
Algumas dessas reacOes recebem nomes especiais:
■Eletrolise – decomposicao de uma substancia quimica pela corrente ele-
trica.
■Fotolise decomposicao, pela luz, de uma substancia quimica.
■Pirolise – decomposicao de uma substancia quimica pela acao do calor e
do fogo.
REAcoES DE DUPLA TROCA
Sao reaceies em que dois reagentes reagem formando dois produtos.
AB + CD —0- AD +IX
NaOH + HCP, --0- NaCP, + H2O
AgNO3 + Naa --0- Aga + NaNO 3
CaCQ, 2 + Na2CO3 CaCO3 + 2NaCq,
150
• •
• •
• •
•
0
0
0
0
0
0
0
0
0
• •
• • • • • • •
• • •
• •
•
•
• LEIS PONDERAIS DAS REAcoES QUIMICAS
•
As informacoes sao suficientes, para estudarmos as leis ponderais das rea-
cOes quimicas, que tratam das relacOes entre as massas dos reagentes consumi-
dos e dos produtos formados durante uma reacao quimica.
LEI DA CONSERVA00 DAS MASSAS OU LEI DE LAVOISIER.
Em urn sistema fechado, a massa dos produtos obtidos em uma reacao quimica
coincide corn a massa dos reagentes utilizados.
Tal lei normalmente é expressa da seguinte forma:
Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Isto significa dizer que os atomos que formam as substancias reagentes vao
se reagrupar formando novas substancias que sao os produtos, mas a quanti-
dade de atomos, tanto no inicio como no final da reacao e a mesma, e isto nos
permite inferir a seguinte igualdade:
= massa dos reagentes
= massa dos produtos
Exemplos:
t4;) Do aquecimento de 50 g de carbonato de calcio em urn tubo de ensaio
fechado, vamos obter 28g de oxido de calcio e 22 g de gas carb6nico
CaCO
3(s)
—I,Ca0 (s) + CO2(g)
M = r p , onde
50 g de carbonato de calcio
50g de reagente
28 g de oxido de calcio +
22 g de gas carbonic°
50 g de produtos
0 contato de 5,4 g de aluminio corn 4,8 g de oxigenio do ar forma 10,2 g de
oxido de aluminio.
42V (s) + 302(g) 2Al203(s)
5,4 g aluminio +
4,8 g de oxigenio
10,2 g oxido de aluminio
10,2 g reagentes
10,2 g produto
151
LEI DAS PROPOROES OU LEI DE PROUST
As massas das substancias que participam de uma reacao quimica guardam entre
si uma proporcao constante.
OU
As massas dos reagentes e produtos de uma reacao quimica mantem entre si uma
proporcao fixa.
Sabemos que da reacao entre magnesio (Mg) e oxigenio (0 2) obtemos oxi-
do de magnesio (MgO).
Magnesio + oxigenio -0- 6xido de magnesio
Mg + 02 MgO
Foram realizadas tres experiencias, nas quais obtivemos os seguintes
dados:
Observacao: 0
0
0
0
0
0
0
00
0
0
0
0
0
0
0
0
0
•
0
Experiencia Mg 02 MgO
I 12,00 g 8,00 g 20,00 g
II 2,40 g 1,60 g 4,00 g
III 480,00 g 320,00 g 800,00 g
Veja a confirmacao da Lei de Lavoisier mais uma vez, ou seja, m r = mp
Corn base nos dados acima, podemos montar varias proporcOes, dentre as
quais destacamos:
Proporcio
Experiencia Valor da
proporcio
constante I II III
mMg 12 '00 = 1,50 2 '40 = 1,50
480,00 = 1,50
m
= 1,50 m02 8,00 1,60 320,00 mot 02
mMg 12 '00 = 0,60
2 '
40 = 0,60 •48 0,00 = 0,60
mMg = 0,60 m Mg0 20,00 4,00 800,00
m
MgO
M,
•-,2 8,00 0 = 0,40 1 '60 = 0,40 32 0,00 = 0,40
m
02 = 0,40 m Mg0 20,00 4,00 800,00
m
MgO
152 • •
••
• •
• •
• •
• •
• •
• •
• MOL - A QUANTIDADE DE MATERIA
•
•
A UNIDADE DE MASSA (u)
• samos ter uma ideia de massa em termos do nosso cotidiano.
Antes de chegarmos ao conceito de massa atomica ou peso atomico, preci-
• Tomemos, por exemplo, um quilograma de café (1kg): •
•
• •
• •
•
•
Logo, nosso padrao de massa foi o grama, pois, como sabemos: 1 kg = 1000g.
• Urn outro exemplo em que usamos o grama como padrao de massa é quan-
• do uma pessoa vai se "pesar" e encontra na balanca 80 kg. Isto quer dizer que a
• adotado foi o grama.
• Urn cubo de gelo tern massa aproximada de 30 g. Logo, o padrao de massa
massa desta pessoa é de 80 000 g.
• Muitas vezes, porem o grama é urn padrao de massa muito "grande". Mes-
mo se tomarmos seus submultiplos, como o miligrama (10-3g) e o micrograma
• (10-6g), como por exemplo quando temos que medir a massa de atomos, mole-
• culas, ions, etc.
• Para medirmos a massa dessas particulas, vamos adotar um isotopo do carbono, que é o isotopo 12.
• DescricAo do isotopo 12 do carbono (12C)
Seu modelo é:
• 6 protons
• Como vemos, este atomo tern 6 eletrons
6 neutrons
• • • •
• Pr6tons Neutrons 40 Eletrons • 153 •
24 pedacos
ou ainda:
Urn atom° de magnesio tern a massa de 2 atomos de carbono.
Carbono
12 pedapos cada
Magnesio
24 pedapos
ou 24 x —
1
1
2
do 12C = 2 1
12
•
• • •
• •
• • • • •
• •
•
• •
•
• • •
• •
•
• •
• • • •
•
•
• •
Relembrando: Massa
proton 1
eletron nula = 0
neutron 1
Como o eletron praticamente nao tern massa e a massa do proton é pratica-
mente igual a do neutron, temos no micleo deste atom° 12 (doze) particulas
corn massa, 6 protons e 6 neutrons.
A=Z+n ou A=p+n
Para o isotopo 12 de carbono, temos que:
A = 6 + 6, ou seja: A = 12 particulas corn a mesma massa.
Na verdade, a massa do neutron é urn pouco major que a do proton.
Mn a: 1, 009 u
M 1,008 u
Para os calculos utilizados normalmente, ambos sao equiparados a unidade de
massa u, ficando: m P = ni n = u.
1 u = 1
Vamos representar estas 12 particulas da seguinte maneira:
1
12
1
12
1
12
1
12
Diremos que o padrao de massa para atomos, moleculas e Ions sera a uni-
dade de massa atomica (u), que assume o valor 1/12 da massa do isotopo 12 do
carbono.
1 12c
12 12
Vamos agora ver alguns exemplos:
Urn dos isotopos do magnesio tem 24 u. Logo, ele tem:
154
Isotopo freqiiencia • aproximada (%)
• 24
12Mg 79
• m 25
12 g 10
• m 26
12 g 11
0
•
Dessa forma, podemos calcular sua massa atomica, que é aquela existente
nas tabelas de quimica, atraves da media ponderada das massas de seus isoto-
• pos.
79 . 24 + 10 . 25 + 11 . 26
• MAmg = 100
MAmg = 24,32 u
•
Para maior facilidade nos calculos, aplicamos os criterios de arredon-
• damento.
•
•
•
Um dos isotopos do atomo de titanio tem 48u. Logo ele tem:
1
• 48 pedacos 1 ou 48 x 12
— do "C = 4
1
• ou ainda:
• Um atomo de titanio tern massa de 48 pedacos ou 4 atomos de carbono.
NUMERO DE MASSA (A)
• Desta forma o mimero de massa sera sempre inteiro, posto que é a soma
• dos protons e neutrons contidas no ntIcleo de um atomo.
•
A = Z + n
•
ou
•
A = p + n
MASSA ATOMICA DO ELEMENTO QUIMICO (MA)
E aquela constante das tabelas de quimica, e na maioria das vezes nao é urn
numero inteiro.
• Ex.: Mg
• 24,32
• Necessario se faz, entao, entendermos estes numeros, pois a primeira vista
•
eles sugerem a existencia de protons e/ou de neutrons em pedacos no interior
do atomo, e isto nao acontece.
• Ocorre que os atomos dos elementos quimicos em sua maioria, possuem
• isotopos, e cada um destes aparece na natureza corn uma determinada fre-
qiiencia.
• Para o magnesio por exemplo, temos:
•
155
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
MASSA MOLECULAR (MM) E MASSA FORMULA (MF)
A massa molecular, como o proprio nome diz, indica a massa das molecu-
las, enquanto que para substancias nao moleculares utilizaremos a massa for-
mula (MF).
Como sabemos, as substancias compostas sAo formadas por no minimo 2
atomos.
Para obtermos a massa molecular e a massa formula devemos somar as
massas de todos os atomos contidas na formula das substancias.
Para que possamos calcular a massa dos atomos existentes na fOrmula de
uma substancia precisamos rever como funcionam os indices.
Seja a formula molecular generica:
AaBb
Onde A e B representam elementos quimicos e a e b representam, sob for-
ma numerica, quantos atomos de A e B temos.
Lembre-se ainda de que quando a ou b assumirem o valor 1 nos o omitire-
mos.
Exemplos:
■ Molecula de monoxido de carbono (CO)
Consultarrios a tabela e anotamos que C = 12 e 0 = 16.
Percebemos ainda que a molecula.nao tern indices.
Veja: C o 0
indices omitidos, logo sao iguais a 1.
Entao, nessa molecula temos 1 carbono e 1 oxigenio. Logo:
C
(-)
1 (12) + 1 (16) = 12 + 16 = 28u
■ Molecula de acid° fluoridrico (HF)
Percebemos que esta tambem tern indices omitidos. Logo, temos 1 hidroge-
nio e 1 fluor.
Na tabela, temos que: H = 1 e F = 19.
Logo, a molecula de HF tern massa igual a:
1 (1) + 1 (19) = 1 + 19 = 20u
H F
156
1 I
•
•
• ■ Molecula da agua (H 20)
Aqui, como percebemos, temos 2 atomos de hidrogenio e 1 atomo de oxi-
• genio.
• Da tabela, tiramos que: H = 1 e 0 = 16.
• Logo, a molecula de H 2O tern massa igual a:
T (16) = 2 + 16 = 18u
•
n" de massa do n" de massa do
atomos atomo atomos atomo
• Hidrogenio Oxigenio
• ■ Molecula do acid° pirofosforico (H 4P207)
Nesta molecula, temos 4 atomos de hidrogenio, 2 atomos de fosforo e 7
• atomos de oxigenio.
•
Na tabela, temos que H = 1, P = 31 e 0 = 16.
•
Logo, a massa de uma molecula H 4P207 é:
• 4 (1) + 12 (31) 1 + 7 (16) = 4 + 62 + 112 = 178u
0
•
•
• •
•
S
• Exemplos: • ■ Molecula do bromato de Maio Ca(Br0 3) 2
• Vamos ver quantos atomos temos neste conjunto:
• Ca (BriO3) 2
•
•
1 atomo de calcio
•
2 atomos de bromo (2 x 1)
•
6 atomos de oxigenio (2 x 3)
• •
•
•
Como vimos, casos em que aparecem parenteses nas formulas nao sao
nada complicados. Porem, em uma formula tannbern podem surgir colchetes;
o metodo de calculo e semelhante, como mostramos no exemplo a seguir.
157
Moleculas como as vistas nos exemplos anteriores apresentam massas fa-
cilmente calculaveis. Porem, temos exemplos, que sera° vistos adiante, onde
o calculo requer mais atencao.
E o caso, por exemplo, de moleculas que tern a seguinte fOrmula generica:
Aa(B bCd d
Neste caso, os indices b e c estao sendo multiplicados por d, ou seja, d é
urn fator ern evidencia.
■ Molecula do ferrocianeto de bismuto Bi 4 [Fe (CN) 6] 3
Vamos ver quantos atomos temos neste conjunto:
B1 4 [Fe i (C 1 1■1 1 ) 6 ] 3
atomos de bismuto
3 atomos de ferro (3 x 1)
18 atomos de carbono (3 x 6 x 1)
18 atomos de nitrogenio (3 x 6 x1)
•
•
•
•
• •
•
•
• •
•
• •
•
• •
•
• • •
• •
•
• •
•
• • •
•
• •
•
•
Na tabela que Bi = 209, Fe = 56, C = 12 e N = 14.
Logo, o conjunto Bi 4 [Fe (CN) 6 ] 3 tem massa igual a:
4 (209) + 3 (56) + 18 (12) + 18 (14) =
836 + 168 + 216 + 252 = 1472
ATIVIDADES:
1 Consultando a tabela, de asmassas atomicas dos atomos abaixo:
a) C =
b) 0 =
c) Mg =
d) Cl =
e) Ca =
2 Consultando a tabela, de as massas das formulas abaixo:
a) HG =
b) H2S =
c) H3PO4 =
d) Al2(SO4) 3 =
e) PtBr4 =
f) K3B03 =
g) Bea [Fe (CN)6]2 =
158
Amedeo Avogadro — Nasceu
em Turim, em 9/8/1786, e af fa-
leceu, em 9/7/1856. Estudando
os gases, enunciou a sua hip&
tese, que deu origem ao Ware-
ro de Avogadro, confirmado
por pesquisadores em 1965 e
valendo 6,02252 x 1023 .
• •
•
•
• •
•
• •
•
•
• • •
•
•
•
• •
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
•
NOMERO DE AVOGADRO — CONCEITO DE MOL
0 ntimero 6,02 x 1023 é conhecido como sendo o "numero de Avogadro" e
posteriormente foi associado ao conceito de mol, sendo que 1 mol coincide corn
o ntimero de Avogadro.
Exemplos:
1 mol de atomos = 6,02 x 10 23 atomos
1 mol de moleculas = 6,02 x 10 23 moleculas
1 mol de ions = 6,02 x 1023 ions
1 mol de particulas = 6,02 x 1023 particulas
1 mol de canetas = 6,02 x 10 23 canetas
Niiimero de Avogadro =1 mol = 6,02 x 102 •
0 Sistema Internacional de Unidades do qual o
Brasil é signatario (Resoluck) CONMETRO — n° 12),
cid a seguinte definicao para o mol:
"Quantidade de materia de um sistema que
contem tantas entidades elementares quantos sao
os atomos contidos em 0,012 quilograma de car-
bono 12".
Vamos entender:
0,012 Kg, = 12g, = 1 mol = 6,02 . 10 23 atomos de C
Quando se utiliza o mol, as entidades elementares devem ser especifica-
das, podendo ser atomos, moleculas, ions, eletrons ou outras particulas, bem
como agrupamentos especificados de tais particulas.
■ Aplicacao do mimero de Avogadro
Fosforo (P) tern massa atomica (MA) = 31u
Agua H2O tern massa molecular (MM) = 18u
Sal de cozinha (NaC1) tern massa formula (MF) = 58,5u
i Anion nitrato (NO3) tern massa formula (MF) = 62u
0
n
s Cation calcio (Ca) tern massa formula (MF) = 40 u
Quando expressamos em gramas as massas atornicas, as massas molecula-
res (para moleculas) e as massas formulas (formulas, ions etc.) das especies
consideradas, temos, nessa quantidade de materia, 1 mol de unidades, ou seja
6,02 x 1023 atomos, moleculas, ions, formulas, etc. que corresponde a massa
molar da entidade em estudo.
159
• •
MASSA MOLAR (M) •
a massa de 6,02 x 10 23 entidades quimicas. Normalmente é expressa em
• g x mol-1 (g/mol).
•
Exempios: •
• • •
• •
Sendo assim: •
t;$ P tern Ma 31u. Logo, em 31 g(M) de P temos 6,02 x 10 23 atomos de P ou 1 •
mol de atomos de P. •
tt> H2O tem MM = 18u. Em 18 g (M) de agua temos 6,02 x 10 23 moleculas de 41,
agua ou 1 mol de moleculas de agua.
•
q;> NaC1 tern MF = 58,5u. 1 mol de formulas de NaCe equivale a 58,5 g (M) e •
content 6,02 x 10 23 formulas.
•
t;1/4> NO; tem MF = 62u. 62 g (M) de nitrato corresponde a massa de seu mol e
• nele encontramos 6,02 x 10 23 formulas de NO;
•
t;;> Ca+2 tern MF = 40u. 6,02 x 10 23 ions Ca+2 tern massa de 40 g(M) que cor-
responde a seu mol. • •
NOMERO DE MOLES (n) •
E dado pela relacao: n = ern que: •
m = massa em gramas da substancia em estudo. •
M = massa molar da substancia (g/mol). •
•
Assim, em 45g de agua, teremos: •
m = 45 e MH20= 18 •
45 •
nH2°= 18 •
Logo: n = 2,5 moles de moleculas de agua. •
•
160 •
Mca = 40 g/mol
M/12. = 34 g/mol
Mcao2 = 111 g/mol
MFe+2 = 56 g/mol
Observe:
Neste proble-
ma nao utiliza-
mos a massa ato-
mica do Fe.
161
• •
• Exemplos:
a) Calcule quantos atomos temos em 60 g de calcio:
• Ca = 40u
• M = 1 mol = 40 g = 6,02 x 10 23 atomos
• Se em 40 g temos 6,02 x 1023 atomos,
•
em 60 g teremos x atomos:
• x =
60 x 6,02 x 10 23
40
• x = 9,03 x 1023 atomos
b) Calcule quantos atomos temos em 124 g de fOsforo:
• P = 31u
• M = 1 mol = 31 g = 6,02 x 10 23 atomos
• Se em 31 g temos 6,02 x 1023 atomos,
• em 124 g teremos x atomos:
• x = 124 x 6,02 x 1023
•
31
x = 24,8 x 1023 ou 2,408 x 1024 atomos
•
•
c) Calcule quantos mols temos em 40 g de bromo:
•
Br = 80u
M = 1 mol = 80 g
• Se em 80 g temos 1 mol,
• em 40 g teremos x mols:
• x= 40 x 1 = 4 = 1
• 80 8 2
• x = 0,5 mol
• d) Calcule quantos atomos temos em 3 mols de ferro:
• Fe = 56u
• Sabemos que 1 mol = 6,02 x 10 23 atomos.
•
Logo, se 1 mol tem 6,02 x 1023 atomos
•
em 3 mols teremos x atomos:
•
x= 3 x 6,02 x 1023
1
• x = 18,06 x 1023 atomos ou 1,806 x 1024 atomos
• •
162
•
• •
•
• •
• • • •
•
• •
• • •
•
• •
•
• • •
• •
• • •
•
• •
• •
e) Calcule quantas moleculas temos em 72 g de agua (H 2O):
H = 1u 0 = 16u
Mol da agua = 2 (1) + 1 (16) = 2 + 16 = 18g
M = mol da agua = 18g = 6,02 x 10 23 moleculas.
Se em 18 g temos 6,02 x 1023 moleculas,
em 72 g teremos x moleculas:
x = 72 x 6,02 x 1023
18
x = 24,08 x 1023 moleculas
ou
x = 2,408 x 1024 moleculas
f) Calcule quantos mols temos em 80 g de hidroxido de sodio (NaOH):
Na = 23u 0 = 16u H = 1u
M = mol do NaOH = 1 (23) + 1 (16) + 1 (1) = 40g
40 g = 1 mol
Se em 40 g temos 1 mol,
em 80 g teremos x mols:
x = 80 x 1 = 8 =2
40 4
x = 2 mols
g) Calcule quantas moleculas temos em 2,5 mols de acid° sulfurico
(H2SO4):
H = 1 S = 32 0 = 16
1 mol = 6,02 x 1023 moleculas
Se em 1 mol temos 6,02 x 1023 moleculas,
em 2,5 mol teremos x moleculas:
x = 2,5 x 6,02 x 10 23
1
x = 15,05 x 1023 moleculas
Observe:
ou Nao foi necessario utilizar-
x = 1,505 x 1024 moleculas mos as massas atornicas da-
das.
•
•
• VOLUME MOLAR DOS GASES EM CNTP
•
Inicialmente, vamos definir CNTP:
•
CNTP = Condicoes Normais de Temperatura e Pressao.
•
Pode ainda aparecer de diversas maneiras:
CNPT = Condicaes Normais de Pressao e Temperatura.
• TPN = Temperatura e Pressao Normal.
• Os valores de CNTP sao:
• ■ Temperatura
• 0°C ou 273 K
• (zero grau Celsius ou duzentos e setenta e tres Kelvin)
• ■ Pressao
• 1 atm = 760 mm Hg = 760 torr = 10 5Pa
• (1 atmosfera ou setecentos e sessenta milimetros de merctirio ou 760 Torricelli ou 10 5 Pascal.
Ap6s varios estudos corn os gases, chegou-se a conclusa.o que:
•
1 mol de qualquer gas em CNTP ocupa 22,4
• Ou seja, para gases em CNTP:
• 1 mol = 22,4 P, = 6,02 x 1023 moleculas.
• A grandeza volume tern como unidade o litro que pode ser simbolizado
•
por Q (ele mintisculo) ou L (ele maitisculo).
• Observacao
•
0 simbolo e sera empregado sempre que as maquinas de impressao nao apre-
• a probabi I idade de confusao. (Resolucao 12 — CONMETRO)
sentem distincao entre o algarismo 1 e a letra I miriscula, e tal coincidencia acarrete
• Exemplos:
•
•
a) Calcule o volume ocupado por 56 g de nitrogenio (N 2) em CNTP:
M do N2 = 2 (14) = 28 g
•
M do N2 = 28 g = 1 mot= 22,4 Q em CNTP • Se 28 g ocupam 22,4 Q . • 56 g ocuparao x Q. • • • 163 •
x —
56 x 22,4 Q
28 c=> x = 44,8 Q,
• •
•
•
• •
• •
•
• •
• • •
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• •
• •
•
• • •
b) Calcule o ntimero de moleculas que existem em 89,6 P. de oxigenio (0 2 )
em CNTP.
1 mot = 6,02 x 10 23 moleculas = 22,4 P,
Se em 22,4P, temos 6,02 x 1023 moleculas,
em 89,6. teremos x moleculas.
x = 89,6 x 6,02 x 10"
22,4
x = 24,08 x 1023 moleculas
ou
x = 2,408 x 10 24 moleculas.
ATIVIDADES:
1 (FUVEST) - Em uma amostra de 1,15 g de sodio, o minter° de atomos é
igual a:
a) 6,0 x 1023
ng de Avogadro = 6,0 x 10 23
b) 3,0 x 1023
No = 23
c) 6,0 x 1022
d) 3,0 x 1022
e) 1,0 x 1022
2 (FUVEST )- Nas CNTP, o volume ocupado por 10 g de monoxido de carbo-
no (CO) é:
a) 6,0 P. Dados:
b) 8,0Q
C = 12
c) 9,0 E
0 = 16
d) 10,0 P, volume molar dos gases
e) 12,0 P. em CNTP = 22,4 e
3 A quantos mols correspondem 37 g de Ca(OH) 2?
a) 50
b) 5
Ca = 40
c) 0,5 = 16
d) 0,05
H =1
e) n.d.a.
164
•
•
•
4 0 numero de atomos que existem em 10 g de argonio (Ar) é:
• a) 15,05 x 1023b) 1,505 x 1024
• c) 1,505 x 1022 Ar = 40
• d) 15,05 x 1021
• e) n.d.a..
• 5 Quantos mols de atomos temos em 20 g de Br?
• a) 5
• b) 0,5
• c) 2,5 Br = 80
• d) 0,25
• e) n.d.a.
• 6 (QUIMICA-USP) - 2g de hidrogenio (H 2) contem o mesmo flamer() de mo-
• leculas que:
•
a) 36 g de agua (H 20)
•
b) 16 g de oxigenio (02)
c) 8 g de hello (He)
• d) 28 g de nitrogenio (N2)
• e) n.d.a.
ID 7 (QUiMICA-OSWALDO CRUZ) - Sendo o numero de Avogadro 6,02 x 10 23,
o numero aproximado de atomos existentes em urn litro de gas carbonic°
• (CO2) nas CNTP e:
•
a) 0,53 x 10 22
•
•
•
•
8 Qual o volume ocupado por 8,8 g de gas carbonic° (CO 2) em CNTP?
a) 0,448 P,
• b) 4,48 P,
• c) 44,8Q C = 12
d) 448Q 0=16
• e) n.d.a.
• 165
•
b) 1,81 x 1022
c) 6,02 x 1023
d) 8,06 x 1022
e) n.d.a.
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
• •
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
• •
9 Quantos atomos temos em 11,2 de nitrogenio (N 2) em CNTP?
a) 3,01 x 1023
b) 3,01 x 1022
c) 6,02 x 10 23 N = 14
d) 6,02 x 1022
e) n.d.a.
10 Determine o nUmero de mols de moleculas contidas em 58,8 g de acid°
fosforico (H2PO4):
H = 1 P = 31 0 = 16
11 Qual o nUmero de mols de moleculas contidas em 12,6 g de agua (H 2O)?
H = 1 0 = 16
12 Quantas moleculas temos em 49 g de acid° sulfuric° (H 2SO4)?
H = 1 S = 32 0 = 16
Quantas moleculas temos em 56 g de nitrogenio (N 2)?
N = 14
14 Qual a massa de 3 mols de agua (H20)?
H = I 0 = 16
15 Qual a massa de 0,1 mol de carbonato de calcio (CaCO 3)?
Ca = 40 0 = 16 C = 12
16 Qual o volume ocupado por 176 g de gas carbonic° (CO 2) em TPN?
C = 12 0 = 16
17 Qual o volume ocupado por 20 g de trioxido de enxofre (SO 3) em CNTP?
S = 32 0 = 16
18 Quantas moleculas temos em 33,6 P de um gas qualquer em CNTP'?
19 Calcule quantos mols de moleculas de um gas qualquer temos em 11,2 Q em
CNTP:
20 Quais os valores assumidos pela pressdo e pela temperatura nas CNTP?
166
•
•
• ESTEQUIOMETRIA
•
Estequiometria é a parte da Quimica que, por relacoes ponderais ou volu-
metricas, nos da as quantidades exatas dos reagentes necessarias para a obten-
• cao de certos produtos em uma reacao quimica.
• Uma reacao quimica sera sempre representada por uma equacao.
• Os reagentes e os produtos de uma reacao quimica estdo representados na
equacao abaixo:
•
aA + bB + cC xX + yY + zZ • reagentes produtos
• (1° membro) (2° membro)
•
API-ICAO:0ES PRATICAS
• Vistos os conceitos basicos necessarios para o desenvolvimento da este-
• quiometria, vamos resolver alguns problemas.
• Para a resolucao de problemas que envolvem calculos estequiometricos,
•
devemos ter em mente as regras abaixo:
•
1 sempre escrever a equacao quimica balanceada;
• 3 fazer a regra de tees, que podera ser em mols, gramas, litros, etc.,
•
conforme o que o problema pedir.
• 1 Na reacao H2 + N2 -0" NH3, calcule a massa de nitrogenio (N 2) necessaria
para a obtencao de 136 g de amonia (NH 3):
• H = 1 N = 14
•
• RESOLUcAO:
•
Balanceando a equacao, teremos:
No problema, estamos relacionando N2 corn NH3. Como a relacao é em
• massa (gramas), devemos calcular a massa molar dos dois compostos:
• M do N2 -= 2 (14) = 28 g
• M do NH3 = 1 (14) + 3 (1) = 17 g
• Transportamos estes valores para a equacao, conforme o esquema:
•
3 H2 + N2 -0" 2 NH3
•
1 x 28 = 28 g 2 x 17 = 34 g
0 problema nos mostra que 28 g de N2 produzem 34 g de NH 3 na presenca
• de H2 suficiente.
•
167 •
2 os coeficientes da equacao balanceada indicam a proporcao entre o
• mimero de mols dos compostos da equacao;
• 3 H2 + N2 -0" 2 NH3
O
•
•
•
• •
• •
• • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Entao:
Se 28 g de N2 produzem 34 g de NH3,
x g de N2 produzir 136 g de NH3 :
_ 28 x
34
136 x = 112 g de N2
2 Dada a equacao:
N2 + 02 N203
Calcule:
a) o ng de mols de N2 necessarios para a obtencao de 8 mols de N 203;
b) o volume ocupado nas CNTP por estes 8 mols de N 203;
c) o ntimero de mols de 02 necessarios para a obtencao de 8 mols de N 203;
d) o volume ocupado pelo mimero de mols de 0 2 calculado no item acima,
nas CNTP;
e) a massa de 02 necessaria para a obtencao de 228 g de N 203;
f) idem para a massa de N2 .
Sabe-se que N = 14 e 0 = 16.
A equacao balanceada sera:
2 N2 + 3 02 2N203
a) Como a equacao balanceada nos cla a relacao entre o ntimero de mols, a
regra de tres é imediata:
2 N2 + 3 02 2N203
Temos que 2 mols de N 2 produzem 2 mols de N203 .
Logo, x mols de N2 produzirio 8 mols de N2 03 :
Relacio: 2 : 2 = 1 : 1
b) 1 mol de N203 CNTP 22,4
8 mols de N 203 CNTP x
x _ 8 x 22,4
1
x = 179,2 Q.
168
2 x 8 x=
2
x = 8 mols
•
•
•
c) Como no item a, temos:
• 2N2 +302 2 N203
•
Se 3 mols de 0 2 produzem 2 mols de N203,
• x mols de 02 produzirao 8 mols de N203 :
• 823
x- x = 12 mols
•
• d) 1 mol de 02 CNTP 22,4
• 12 mols de 02 CNTP x
•
12 x 22,4
• x - 1
x = 268,8 q,
•
e) Inicialmente, calculamos a massa molar (M) dos compostos relacionados:
M de 02 = 2 (16) = 32 g
•
•
•
•
•
Sabemos entao que 96 g de 0 2 produzegl 152 g de N 203 .
• Logo, x g de 02 produzir 228 g de N203 :
• _ 96
152
x 228 x=144g
•
• f) Calculando as massas molares (M) dos compostos relacionados, temos:
•
M do N2 = 2 (14) = 28 g
•
M do N203 = 76 g
•
2N2 +302 2 N203
•
2x28=56g 2x76=152g
•
Sabemos entdo que 56 g de N2 produzem 152 g de N203 .
• Logo, x g de N2 produzirao 228 g de N203
• x= 5628 x = 84 g 152
•
M de N203 = 2 (14) + 3 (16) = 76 g
2 N2 + 3 03 2N203
3 x 32 = 96 g 2 x 76 = 152 g
• 169 •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
I
•
•
•
•
•
Vamos a urn outro exemplo:
3 A reacaTo de hidroxido de soclio (NaOH).com acid° fosforico (H 3PO4) é
dada por:
NaOH + H3PO4 Na3PO4 + H2O
Calcule:
a) a massa de acido fosforico (H 3PO4) necessaria para a obtencao de 97,2 g
de agua (H2O);
b) a massa de fosfato de s6dio (Na 3PO4) obtida quando reagimos 0,6 mol de
hidroxido de sodio (NaOH).
Sabendo-se que:
Na = 23 0 = 16 H = 1 P = 31
a equacao balanceada é:
3 NaOH + H3PO4 Na3PO4 + 3 H2O
a) Calculamos as massas molares (M) dos compostos relacionados:
M do H3PO4 = 3 (1) + 1(31) + 4 (16) = 98 g
M da H20 = 2 (1) + 1(16) = 18 g
3 NaOH + 1 H3PO4 Na3PO4 + 3 H2O
1 x 98 = 98 g 3 x 18=54g
Sabemos que 98 g de H 3PO4 produzem 54 g de H2O.
Logo, x g de H3PO4 produzirAo 97,2 g de H2O:
x _ 98 x 97,2
54
x 176,4 g
b) Inicialmente, vamos obter os ntimeros de mols, pois a relacao é imediata
entre os coeficientes:
3 NaOH + H3PO4 1 Na3PO4 + 3 H2O
Como 3 mols de NaOH produzem 1 mol de Na3PO4 .
Logo, 0,6 mol de NaOH produzira x mols de Na 3PO4 :
x= 0,6 x 1
3
x = 0,2 mol
Calculando a massa molar (M) do Na 3PO4 , temos:
3 (23) + 1 (31) + 4 (16) = 164 g
Logo, 1 mol de Na3PO4 vale 164 g.
Entao, 0,2 mol de Na3PO4 valera x y:
Y 1
164 x 0,2 y = 32,8 g
170
• •
• ATIVIDADES
•
Reacoes Quimicas
(FUVEST) As questOes 101 e 102 referem-se a transformacao do ozonio em
• oxigenio comum, representada pela equacao:
• 203 302
• 101 Os mameros 2 e 3 que aparecem no lado esquerdo da equacao representam
• respectivamente:
• a) coeficiente estequiometrico e numero de atomos na molecula;
•
b) coeficiente estequiometrico e numero de moleculas;
•
c) numero de moleculas e coeficiente estequiometrico;
• d) numero de atomos da molecula e coeficiente estequiometrico;
e) numero de atomos da molecula e numero de moleculas.
• 102 Quando 96 g de oz6nio se transformam completamente, a massa de oxige-
nio comum produzida é igual a:
• a) 32 g; b) 48 g; c) 64 g; d) 80 g; e) 96
•
g.
• 103 Baseando-se nas equagOes abaixo:
•
3H2(g) + N2(g) 2NH3(g)
• CaCO3(s) CaO (g) + CO2(g)
• Pede-se calcular onumero de mols de NH 3 que pode ser produzido a par-
tir de 10 mols de N2 e a massa de oxido de calcio obtida na decomposicao
• de 100 kg de carbonato de calcio.
• a) 30 mols e 14 kg; d) 20 mols e 112 kg;
• b) 40 mols e 28 kg; e) 60 mols e 200 kg.
• c) 50 mols e 56 kg;
• 104 (MACKENZIE) A seqiiencia que representa respectivamente reacoes de
• sintese, analise, simples troca e dupla troca é:
• I — Zn + Pb(NO 3) 2 Zn(NO3) 2 + Pb;
• II — FeS + 2HCP, Fe0.2 + H2S
• III — 2NaNO3 2NaNO2 + 02
IV — Nz + 3H2 2NH3
• a) I, II, III, IV; c) IV, III, I, II; e) II, I, IV, III.
• b) III,IV, I, II; d) I, III, II, IV;
• 171 •
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
105 (UECE) 0 hidrogenio e preparado e comercializado em pureza de 99,9%, e
encontra muitas aplicacOes em laboratorio e na inddstria, tais como:
I - H2 + CuO Cu + H2O
II - 3H2 + N2 2NH3
III - H2 + oleo margarina
IV - H2 + F2 2HF + calor
A alternativa correta é:
a) a reacao I é de dupla troca; c) a reacao III é de analise;
b) as reacoes II e IV sao de sintese; d) as reacOes I e III sao de pirolise.
106 (MACKENZIE) Dadas as equacoes:
I - CuCP,2 + H2SO4 CuSO4 + 2HCP,
II - CuSO4 + 2NaOH -I.- Cu(OH) 24, + Na2SO4
III - Cu(OH) 2 CuO + H2O
a) em I, dupla troca e sulfato de cobre I;
b) em III, sintese e oxido cdprico;
c) em II, dupla troca e hidrOxido cdprico;
d) em III, analise e oxido cuproso;
e) em I, simples troca e sulfato de cobre II.
107 (Univ. S. Judas Tadeu) 0 fosforo branco (P 4) é uma substancia muito empre-
gada para finalidades Micas, na confeccao de bombas incendiarias e gra-
nadas luminosas. Ele é obtido pelo aquecimento, em forno eletrico de fos-
fato de calcio, areia e coque. A equacao quimica nao balanceada é:
Ca(P04) 2 + SiO2 + C CaSiO3 + CO + P4
Os coeficientes estequiometrico da equacao, respectivamente, sao:
a) 1, 3, 2, 3, 2, 1; d) 2, 6, 10, 6, 10, 1; c) 1, 3, 5, 3, 5, 1;
b) 2, 6, 10, 6, 8, 1; e) 4, 12, 20, 12, 10, 1;
108 (Univision) Ao participar de uma festa, voce pode corner e beber em dema-
sia, apresentando sinais de ma digestao ou azia. Para combater a acidez,
ocasionada pelo excesso de acid° cloridrico no estomago, seria born ingerir
uma colher de leite de magnesia que Ira reagir corn este acid°. A equacao
que representa esta reacao é:
a) Mg (OH)2 + 2HCP0 Mg(CPO) 2 + 2H2O;
b) Mg (OH)2 + 2HCP, MgCP,02 + 2H2O;
c) Mg (OH)2 + 2H0,03 Mg(0,03 )2 + 2H20;
d) Mn (OH)2 + 2HCP,02 Mn(CP,02)2 + 2H2O;
e) Mn (OH)2 + 2HCP, Mn(CP,0)2 + 2H2O;
172
• •
• b) determine a composicao de dioxido de carbono, expressa em porcen-
• tagem em massa de carbono e de oxigenio.
• 110 (UEPI) Qualquer que seja a procedencia, ou processo de preparacao do
• Na0,, podemos afirmar que sua composicao é sempre 39,32% de sodio e
•
60, 68% de cloro, com base na lei de:
•
a) Lavoisier; c) Proust; e) Avogadro.
• 109 (VUNESP) Duas amostras de carbono puro de massas 1,00 g e 9,00 g foram
completamente queimadas ao ar. 0 unico produto formado nos dois casos,
• o dioxido de carbono gasoso, foi totalmente recolhido, e as massas obtidas
•
foram 3,66 g e 32,94 g, respectivamente. Utilizando estes dados:
a) demonstre que nos dois casos a lei de Proust é obedecida;
•
b) Dalton, d) Richter;
• 111 (UFPE) Na preparacao de paes e bolos, utiliza-se fermento para crescer a massa. Considere uma receita preparada com 150 g de farinha de trigo, 100 g
• de acticar, 50 g de manteiga, 300 g de ovos e 20 g de fermento. Depois de
•
crescida a mistura pesard aproximadamente:
•
a) 1240 g;
•
b) 620 g;
c) urn valor intermediario entre 620g e 1240 g;
• d) 1860 g;
• e) urn valor intermediario entre 1240 g e 1860 g.
•
112 (CENTEC — BA) 10 g de elemento quimico Y reagem totalmente corn 20 g de
• um elemento quimico Z, formando urn composto X. Segundo as leis pon-
• derais, é correto afirmar que:
•
a) para obter 60 g de X sac) necessarios 30 g de Y;
•
b) para obter 15 g de X sac, necessarios 7,5 g de Y e 7,5 g de Z;
•
c) colocando para reagir 20 g de Y corn 50 g de Z, sera() formados 70 g de X;
d) a proporcao em que as massas de Y e Z se combinam para formar X
• sera sempre de 1:2;
• e) as massas de Y e Z formardo X, sempre obedecendo a proporcao ern
•
massa de 3:1.
• 113 (MACKENZIE) Se 1 g de hidrogenio combina-se em 8 g de oxigenio para
formar agua, 5 g de hidrogenio combinar-se-do corn 40 g de oxigenio para
• formar este mesmo composto. Essa afirmacao esta baseada na lei de:
• a) Lavoisier; c) Richter; e) Proust.
• b) Dalton, d) Gay-Lussac;
• 173
•
•
• •
•
• • • •
• • •
• • •
• •
•
• • •
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
•
114 (FUVEST) 0 prego que enferruja e o palito de fosforo que queima sao
exemplos de oxidacOes. No primeiro caso ha urn aumento de massa de so-
lido e no outro ha uma diminuicao. Esses fatos contrariam a lei de conser-
vacao da massa? Explique sua resposta para cada urn dos fatos citados.
115 Balanceie as equacoes abaixo:
a) N2 + 02 NO
h) H2 + 12 HI
b) H2 + 02 --0"" H2O
i) H202 —0- H2O + 02
C) N2 + H2 -0" NH3 j) K + AP,a3 --0- KCP, + AP,
d) CO + 02 CO2 1) C + SiO2 --0- Si + CO
e)AP, + 02 -0- Al203 m) Mn02 + HCP, MnCP,2 + H2O + 0,2
Zn + HCP, —0- ZnCP,2 + H2 n) CH4 + 02 CO2 + H2O
g) P + 02 -11' P2O5 o) A40H)3 + H4SiO4 —0- AP,4(SiO4)3 + H2O
116 Na reacao AP, + 0 2 —0- AP,203 calcule:
a) a massa de Ae necessaria para a obtencao de 816 g de AP, 202;
b) quanto obteremos de AP, 203 se dispusermos de oxigenio suficiente e
2,7 g de aluminio. Dados: AP, = 27 0 = 16.
117 Dada a equacao: CH 4 + 02 CO2 + H2O calcule:
a) o numero de mols de oxigenio (0 2) necessario para a obtencao de 6
mols de gas carbonico (CO 2);
b) o volume ocupado nas CNTP por estes 6 mols de CO 2 :
c) o numero de mols de CH4 (metano) para a obtencao de 6 mols de CO 2;
d) a massa de CH4 necessaria para a obtencao de 72 g de HO;
e) a massa de 0 2 necessaria para a obtencao de 176 g de CO 2, sendo
dados: C = 12, H = 1 e 0 = 16.
118 Na reacao Na + H 2O —0- NaOH + H2 calcule:
a) a massa de sodio (Na) que nos (Id 4 g de NaOH em presenca de agua
suficiente;
b) a massa de agua que nos di. 200 g de NaOH em presenca de sodio
suficiente;
c)a massa de sodio que nos cid 112 P, de H2 (hidrogenio) nas CNTP saben-
do-se que: Na = 23, 0 = 16 e H = 1
119 Na reacao: Mn 304 + AP, --0- AP,203 + Mn calcule:
a) a massa de aluminio que nos da 990 g de Mn;
b) a massa de A. que nos da 40,8 g de AP, 203
c) o numero de mols de Mn que obtemos quando reagimos 1374 g de
Mn304, em presenca de AP, suficiente, sabendo-se que:
Mn = 55 0 = 16 e AP, = 27.
174
•
•
•
120 (ESPM) 0 corpo humano apresenta cerca de 18% de sua massa em atomos
de carbono. Com base nesse dado, qual o flamer() de mols de atomos de
• carbono no corpo de um individuo que pesa 100 kg?
• 121 (CESGRANRIO) Sabendo-se que a massa molecular da sacarose
• — 012022011 — é de 342 u, pode-se afirmar que:
• a) uma molecula de sacarose pesa 342 g;
• b) uma molecula de sacarose pesa 342 mg;
c) 6,02 . 10 23 moleculas de sacarose pesam 342 g;
• d) 342 moleculas de sacarose pesam 6,02 .10 23 g;
• e) 6,02 . 10 23 moleculas de sacarose pesam 342 u. • 122 (FATEC) Uma das formas de medir o grau de intoxicacdo por meralrio em
seres humanos é a determinacao da sua presenca nos cabelos. A OMS esta-
• beleceu que o nivel maxim° permissivel, sem risco para a satide, e de 50
ppm, ou seja, 50 . 10 6 g de merairio, por grama de cabelo. Nesse sentido,
• pode-se afirmar que essa quantidade de mercilrio corresponde a:
• a) 1,5 . 10 17 atomos de Hg;
• b) 1,5 . 10 23 atomos de Hg;
• e) 200 milhOes de atomos 'de Hg.
•
123 (UNICAMP) Um medicamento contem 90 mg de acid° acetilsalicilico
• (C9H804) por comprimido. Quantas moleculas dessa substancia ha em cada
• comprimido?
•
(Dados mimero de Avogadro= 6,0 . 10 23 morl, C = 12, H = 1, 0 = 16)
• 124 (UFRJ) A concentracao normal do hormonio adrenalina (C 9H13NO3) no
plasma sanguineo e de 6,0 . 10-5 g/P,. Quantas moleculas de adrenalina es-
• tao contidas em 1 litro de plasma?
•
•
•
• 125 (FUVEST) A concentracao de ions fluoreto em uma agua de use domestic°
• é de 5,0 . 10 -5 mol/litro. Se uma pessoa tomar 3,0 litros dessa agua por dia, ao fim de um dia, a massa de fluoreto, em miligramas, que essa pessoa
• ingeriu é igual a: (massa molar do fluoreto = 19 g/mol).
• a) 0,9; c) 2,8; e) 15.
• b) 1,3; d) 5,7;
• 175
•
c) 2,5 . 10 6 atomos de Hg;
d) 150 bilhOes de atomos de Hg;
a) 3,8 . 10 16; d) 2,0 . 10 14;
b) 36 . 10 17; e) 2,0 . 10 16 .
c) 2,5 . 10 18;
•
• •
•
• • •
• • •
• •
•
• •
•
• •
• • •
•
• •
•
•
• •
•
•
•
•
•
Estado dos gases
0 ESTADO GASOSO
Para entendermos o estado gasoso, vamos antes compard-lo com os esta-
dos solid° e liquid°.
ESTADO SOLIDO
0 estado sOlido possui uma estrutura cristalina, determinada por urn reti-
culo cristalino, o qual liga as moleculas ou ions fortemente entre si. Esta estru-
tura cristalina determina para o estado solid° forma fixa, volume proprio, rigi-
dez caracteristica e resistencia mecanica.
Abaixo mostramos o reticulo cristalino da agua, em que a molecula é repre-
sentada por:
Existem substancias conhecidas como amorfas que nao possuem reticulo
cristalino e, portanto, nao sao solidas, qualquer que seja o seu aspecto.
Como exemplo, podemos citar o vidro, que e considerado liquido de visco-
sidade elevada.
Resumo:
Reticulo cristalino
Forma pr6pria
Volume proprio
Rigidez
Resistencia mecanica
Moleculas ou ions ordenados
176
Estado solid°
ESTADO LIQUIDO
No estado liquid° desaparece o reticulo cristalino,
ou seja, as moleculas ficam menos fortemente ligadas,
perdendo, corn isso, a estrutura organizada do estado
solid° e adquirindo certa fluidez. Isso determina no
liquid° a manutencao do volume e a perda da forma o
que faz corn que o liquid° passe a ocupar o volume do
recipiente que o contem.
Representamos ao lado a agua no estado liquid°.
Resumo:
Estado liquido
Sem reticulo cristalino
Moleculas pr6ximas e fracamente ligadas
Sem estrutura organizada
Certa fluidez
Volume proprio
Sem forma fixa (forma do recipiente)
Moleculas desordenadas
ESTADO GASOSO
No estado gasoso, as moleculas
perdem totalmente a atracao que pos-
suiam e se afastam muito umas das
outras.
Vamos inicialmente visualizar o
estado gasoso e em seguida estudare-
mos suas propriedades.
Veja como se comporta a agua no
estado gasoso:
X00000000 0 ]
Veja, agora, urn botijdo de GLP
(gas liquefeito de petroleo), em que as
moleculas, em seu interior, estao no
estado liquid° devido a grande pres-
sao. Alp& passarem pela valvula de
expansao tornam-se gasosas, devido a
diminuicao da pressao.
177
•
• •
•
• •
• •
• • •
• • • •
• • • •
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
• •
• •
•
S
S
•
•
S
•
•
S •
S •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
•
•
•
•
•
•
ESTUDO DAS MOLECULAS NO ESTADO GASOSO
As moleculas de um gas estao sempre em movimento desordenado e mui-
to separadas umas das outras.
Devido ao choque das moleculas corn a parede do recipiente, aparece o que
chamamos de pressao que o gas exerce sobre o recipiente.
Para urn gas ideal, o choque entre as moleculas é elastic°.
Um gas pode sofrer tres tipos de variacoes:
q;5de volume;
q>de temperatura;
c4;5de pressao.
Chamaremos de variaveis de estado a pressao, a temperatura e o volume,
e estado de um gas as condicOes nas quaffs ele se encontra.
Antes de prosseguirmos corn o estudo dos gases, devemos dispensar uma
atencao toda especial as unidades das variaveis de estado.
UNIDADES DE VOLUME
Decimetro cubic° — dm 3*
Litro — e , L
Volume
Mililitro — , mL
centimetro cubic() — cm 3
*dm3 6 a unidade recomendada por ser do SI
Conversoes:
= 1 dm3 = 1000 nil
1 cm3 = 1 rnP, = 10-3 = 10- 3dM3
178
•
•
•
No Brasil adota-se a letra Q (manuscrita) como simbolo do litro e na falta deste a
letra L (maiCiscula).
(Resolucao 6 da 16k CGPM — Conferencia Geral de Pesos e Medidas)
• Exemplos:
• a) Converta 600 mP, em litros:
• Sabemos que 1 1 000 mP,
• Logo x Q 600 mP,
x = 600 x 1 x = 0,64,
• b) Converta 2,5P, em cm 3 :
1 000
• Sabemos que 1P, 1 000 cm3
• Logo 2,5P, x cm3
• x = 2,5 x 1000 x = 2 500 cm3
•
UNIDADES DE PRESSAO
• atm — atmosfera
• Pressao J Hg — milimetro de merctirio
• Pa — Pascal
•
torr — Torricelli
■ Conversao • 1 atm = 760 mm Hg = 760 torr = 105 Pa •
•
Exemplos:
a) Converter 0,5 atm em mm Hg:
•
Sabemos que 1 atm 760 mm Hg
Logo 0,5 atm x mm Hg • x. 0,5 x 760 x = 380 mm Hg
• 1
• b) Converter 1140 mm Hg em atm:
•
Sabemos que 1 atm 760 mm Hg
x atm 1140 mm Hg
• x = 1140 x 1 x = 1,5 atm
• 760
S
O Pascal (Pa) é a unidade recomendada pelo SI e corresponde a 1N/m 2 (Newton
por metro quadrado). Na verdade 1 atm = 101325N/m 2 , mas o valor arredondado
fica 1 atm = 105 Pa.
•
179 •
• • • • • • •
4'4 4w),) CC
3))
•
• •
•
• • • •
• • •
• •
• •
•
• • •
•
• •
•
• •
• • • •
• • •
• •
UNIDADES DE TEMPERATURA
Para trabalharmos corn gases, usaremos sempre temperaturas na escala
Kelvin (K).
°C — graus Celsius ou centigrados
K — Kelvin
■ Conversao:
t + 273
temperatura temperatura
Kelvin centigrada
Exemplos:
a) Converter 27 °C ern Kelvin: b) Converter 400 K em °C:
T =?
T = 400
t = 27 °C T = t + 273
t =? T=t+ 273
T = 27 + 273
400 = t + 273
T = 300 K
t = 400 — 273
t = 127 °C
TRANSFORMAOES GASOSAS
As transformacoes que uma dada massa de gas pode sofrer sao tres. Elas ja
foram estudadas e equacionadas pelos cientistas, e estao relacionadas abaixo:
■ Tranformacao isotermica
E a transformacao que se cla a temperatura constante, sendo que variam a
pressao e o volume.
Visualize:
Temperatura
Vl
T1
Estado 1
P 1
Estado 2
P2
V2
T2
Logo, temos: T l = T2 (temperatura nao mudou — constante)
P1 < P2 (pressao aumentou)
V1 > V2 (volume diminuiu)
180
• • • •
• • • •
•
•
•
•
•
•
0
•
• • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
inversamente proporcionais aos volumes ocupados por esta massa de gas."
P
K
V
P . V K
P2
11 1 1 1 1 1 1 1
T2
P 1
C))
Visualize:
■Transformacao isobarica
E aquela que se dd a pressao constante, variando o volume e a temperatura.
Visualize:
Logo, temos: P 1 = P2 (pressao nao mudou — constante)
V1 < V2 (volume aumentou)
T1 < T2 (temperatura aumentou).
■Tranformacao yolumetrica ou isocorica
E aquela em que o volume permanece constante, porem variam a pressao e
a temperatura.
1 2
Logo, temos: V 1 = V2 (volume ndo mudou — constante)
P 1 < P2 (pressao aumentou)
T1 < T2 (temperatura aumentou)
LEIS DAS TRANSFORMAcoES
■Lei de Boyle-Mariotte das transformacoes isotermicas
"Para uma temperatura fixa, as pressoes de uma determinada massa de gas sao
181
•
•
• •
• • • •
• • •
• • •
•
•
• • • •
• • • • • • •
• •
•
• •
• •
Veja a tabela:
Estado
Pressao
P (atm)
Volume
V (e)
P x V
Temperatura
T (K)
1 13 1 = 2 V1 = 12 PiVi = 24 fixa = T
2 P2 = 4 V2 = 6 P2V2 = 24 fixa = T
3 P3 = 6 V3 = 4 P3V3 = 24 fixa = T
4 P4 = 8 V4 = 3 P4V4 = 24 fixa = T
n Pn V n PnVn = 24 fixa = T
Note que:
P1V1 = P2V2 = P3V3 = P4V4 P nVn
sera a formula geral da Lei de Boyle-Mariotte.
Podemos colocar os dados anotados na tabela em um grafico:
P (a tm)
8
A curva caracteristica 7
5
— — — I-- de uma transformacao 6
isotermica é uma hiperbole
4 - equilatera aos eixos, cha- 3
--r-
mada isoterma. 2
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Val
P (atm)
A
Pelas experiencias prati-
cas, nota-se que quanto maior
for a temperatura, mais afasta-
T, da dos eixos esta a isoterma,Tz como mostramos no grafico ao
T1 lado.
T, < T2 < T3
Val
182
lsoterma
Jacques Alexandre Cesar
Charles — Nasceu em Bean-
gency, a 12/11/1746, e faleceu
em Paris, a 7/3/1823. Foi urn
eminente fisico e realizou a
primeira ascensdo em balao de
hidrogenio, introduzindo va-
rios aperfeicoamentos tecni-
cos. Enunciou, 15 anos antes
de Gay-Lussac, a sua lei de ex-
pansao dos gases.
■ Lei de Charles para as transformacoes isobaricas
Para uma pressao fixa, o volume de certa massa de gas é diretamente proporcio-
nal a sua temperatura absoluta (Kelvin)."
V = K T
Vamos construir uma tabela:
Estado
Volume
V (0
Temperatura
T (K)
V Pressao
P (atm) T
1 V1 = 16,4 T, = 200 = 0,082 fixa = P
T
2 V2 = 24,6 T2 = 300
V 2
= 0,082 fixa = P
T2
3 V3 = 32,8 T3 = 400
V 3
= 0,082 fixa = P
T3
4 V, = 41,0 T4 = 500 V4 = 0,082 fixa = P
T4
n V n = Tn = = 0,082 fixa = P Tn
Note que:
V1 V2 V3 V4 V,
sera a formula geral da Lei de Charles. T1 T2 = T3 = T4 = Tn
Podemos colocar os dados anotados na tabela
em um grafico:
V01
45
40
35
30
25
20
15
10
5
A curva caracteristica de uma transformacao
isobarica é do tipo acima e so e \Tali& para gases ide-
ais, pois note que, quando chegamos ao zero absoluto
(0 K = — 273°C), o volume tende a ser zero, e isto nao é
possivel para gases reais.
183
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
100 200 300 400 500 600 TOO
Volume
V (Q,)
fixo = V
= V
fixo = V
fixo = V
fixo = V
Joseph Louis Gay-Lussac — Nasceu em
Saint-Leonard-deNoblat, a 6/12/1778, e
faleceu em Paris, a 9/5/1850. Designado
pelo governo frances, fez varias ascen-
sOes em balbes, com o objetivo de
pesquisar regiOes elevadas da atmosfera.
Nestas pesquisas, estudou a composicao
do ar e as variacties do campo magneti-
co em funcdo da altitude. Participou
tambern corn Humboldt de varias expe-
dicoes de carater cientifico. Concluiu
ainda a Lei de Charles e estabeleceu a lei
das combinacOes simples.
P(atm)
• zero
▪ absoluto
• •
S
•
•
I •
•
• •
• •
I •
• •
•
•
•
•
• •
• •
• •
• •
•
• •
■ Leis de Charles e Gay-Lussac das tranformacoes isocoricas ou volumetricas.
"A urn volume fixo de certa massa de gas, a pressao e diretamente proporcional a
temperatura absoluta (Kelvin)."
P = K T P K
T
Construindo uma tabela, teremos:
Estado
Pressao Temperatura P
P (atm) T (K) T
1 P1= 16,4 T1 = 100 Pi — 0,164
2 P2 = 32,8 T2 = 200 P2 --0,164 fixo
T2
3 P3 = 49,2 T3 = 300 — 0,164
3 P
T3
4 P4 = 65,6 Tg = 400 4 — 0,164
T4
n Pn = Tn
Pi,
— 0,164
Tn
Note que:
P1 P2 = = = P3 P4 Pn
T1 T2 . T3 T4 = Tn
sera a formula geral da Lei de Charles e
Gay-Lussac.
Podemos colocar os dados da tabela aci-
ma em urn grafico, que nos mostrard o grafi-
co tfpico da transformacao isocorica.
T(K)
184
P3 P4 = - =
T3 T4 Tn
Pn
•
•
■ Resumindo
•
•
•
Grafico •
•
•
•
•
;).Lei de Boyle-Mariotte das transformacoes isotermicas
P1V1 = P2V2 = P3V3 P4V4 = = PnV.
P(atm)
isoterma
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
• • • •
•
• •
Lei de Charles para as transformacoes isobaricas
Vi V2 V3 V4 =-=-=-= ...= Vn Usamos temperatura
absoluta (Kelvin). T1 T2 T3 T4 Tn
Grafico V(e)
zero
■c•-•°*absoluto
T(K)
t1;5Lei de Charles e Gay-Lussac das transformacoes isocoricas ou isometricas
Grafico
zero
/ ,..e.""*.absoluto
T(K)
• 185
P(atm)
•
EXERCICIOS RESOLVIDOS:
1 Urn gas ideal ocupa 64,, a uma pressao de 3 atm. Se sofrer uma expansao
isotermica ate 9 e, qual sua nova pressao?
Estado 1 Estado 2
Pl = 3 atm Expansao isotermica P 2 = ?
V1 o.- = 6 P, V2 = 9
Formula:
PiVi = P2V2
3 x 6 = P2 X 9
P2
= 3 x 6 2 9 P2 = 2 atm
2 Urn gas ideal tern pressao desconhecida e ocupa 4 P,; foi transportado
isotermicamente para um recipiente de 2 e, corn pressao de 1520 mm Hg.
Qual a sua pressao inicial?
Estado 1 Estado 2
V1 = 4 Q Expansao isotermica V2 = 2
o.-
? P2 = 1 520 mm Hg
Formula:
PiVi = P2V2
P1 x 4 = 1520 x 2
P 1520 x 2 11 4
Pl = 760 mm Hg
3 Certo gas ideal ocupa 3 Q, a 127 °C. Qual seu novo volume a 527 °C, se a
pressao permanecer constante?
lAUSerVdcdIJ:
Nao esquecer de transformar em temperatura absoluta.
Estado 1
Estado 2
V/ = 3
Pressao constante V2 = ?
T1 = 127 °C = 400K
T2 = 527 °C = 800K
Formula:
V2
T2 T2
3 V2
400 800
V _ 3 x 800
2— 400
V2 =
186
• • •
•
• • • •
• • •
• • •
S •
• • •
•
• • •
• •
• • • •
• • •
• •
•
• 4 Urn gas ideal ocupa 4000 m Q a 300 K. Qual seu novo volume em litros a
627 °C?
•
Observacao:
Nao esquecer de transformar em temperatura absoluta.
I
•
Estado 1 Estado 2
V1 = 4000mQ=4Q V2 = xQ
•
•
T1 = 300K T2 = 627 °C = 900K
•
L.I1JDC1 vals.au.
•
Devemos transformar V,, que esta em meem P,, pois o problema pede a resposta
em litros; caso contrario, deixarfamos V, em mQ, e obterfamos a resposta em me.
•
• Formula:
•
VI. —V2 T2 T2
• 4 V2
• 300 900
• V2— 900
300
4
V2 = 12Q,
41
• 5 Qual a pressao em atmosfera de urn gas que estava a 1520 mm Hg, a 27 °C,
•
e passou a 177 °C isometricamente?
• Observacao:
•
Nao esquecer de transformar para temperatura absoluta.
• Estado 1 Estado 2
• = 1520 mm Hg = 2 atm P2 = X atm
• T1 = 27 °C = 300K T2 = 177 °C = 450 K
• Observacao:
Devemos transformar P, em atm para obtermos a resposta em atm; caso contrario,
•
iremos obter a resposta em Hg.
• Formula:
• P1 — P2
•
T2 T2
2 P2 „ x
300
— 50 —
Y
2
450
300
2
P2 = 3 atm
• 187
41
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
• •
•
• •
•
•
6 Qual a temperatura inicial em °C de urn gas que estava submetido a 10 atm
e sofreu uma transformacao isometrica ate 15 atm e 378 °C?
Observacdo:
Nao esquecer de transformar em temperatura absoluta.
Estado 2
P2 = 15 atm
T2 = 327 °C = 600K
llherartiar'iln• • -••••••••- •
Primeiro calculamos a temperatura T 1 , que sera achada em Kelvin, e em seguida
a transformamos em °C.
Formula:
P1 P2
T 1 - T2
1015 = =
T 1 600
Sabemos que:
T = t + 273
400 = t + 273
t = 400 — 273
t = 127 °C
EQUA00 GERAL DOS GASES PERFEITOS
Esta equacao pode ser usada no estudo dos gases que apresentam compor-
tamento tipico ou aproximado dos gases ideais.
Independe dos estados inicial e final e pode ser aplicada em transformacOes
em que ha variacao de massa ou ntimero de mols do gas no sistema em estudo.
P.V=n.R.T
em que:
P = pressao
V = volume
n = numero de mols do gas
R = constante de Clapeyron
T = temperatura
188
Estado 1
P1 = 10 atm
T1 = x °C
tranformacao
isometrica
_ 10 x 600 — 15 T1 = 400K
•
•
• Porem, sabemos que:
n = M
•
em que:
m = massa do gas
M = massa molar do gas
• Substituindo esta segunda relacdo na equacao original, obtemos uma se-
• gunda equacao, derivada evidentemente da original, que muito nos ajudard:
•
P.V= m .R.T
•
•
Resumindo, temos duas equagoes:
• P.V=n.R.T
P.V= .R.T
•
•
Vamos agora determinar a unidade de cada variavel:
• Variavel Nome da variavel Unidade das variaveis
pressao atmosfera (atm), milimetro de
•
merctirio (mm Hg), Pascal (Pa)
V volume litro milimetro (m), centimetro
• ctibico (cm 3), decimetro cubic() (dm 3)
• n mimero de mols mols
• m massa grama (g)
• M massa molar grama/mol (g/mol)
• T temperatura Kelvin (K), grau centigrado (°C)
•
•
mot K
R = 0,082 atm x 1.
mot x K •
R = 8,3 . 103 Pa
•
•
•
• • •
• •
1.-11JSCI- VdVJCS;
1) Os volumes sempre devem ser convertidos em litros (P,).
2) A temperatura a ser substituida na equacao sera sempre em K.
P., 3) 0 valor R = 8,3 . 103 Pa • serve para pressOes dadas em Pascal.
mol. K
4) 0 valorR = 0,082 serve para presseies em atmosfera (atm).
5) 0 valor R = 62,3 serve para presseies em milimetro de mercurio (mm Hg).
189
•
S
Os valores de R sao constantes e determinados e valem aproximadamente:
R =
63,3 mm Hg x
mot x K
• • •
•
• •
• •
•
• •
II
I
I I
I
40
I
I
10
4
0
II
1
0
• •
•
• •
•
• •
• •
S
• •
EXERCICIOS RESOLVIDOS:
1 Qual o rainier° de mols contidos em uma amostra gasosa a 27 °C, ocupan-
do 8,2 P,, a 6 atm?
Equacao: P.V=n.R.T
P = 6 atm
V =
n = ?
R = 0,82 (pois a pressao foi dada em atmosfera)
T = 27 °C = 300K
6 x 8,2 = n x 0,082 x 300
6 x 8,2 n— n= 2 mols
0,082 x 300
2 Qual o flamer() de mols contidos em uma amostra gasosa que ocupa 6,23
exercendo uma pressao de 7600 mm Hg, a 127 °C?
Equacao: P.V=n.R.T
P = 7600 mm Hg
V = 6,23
n = ?
R = 62,3 (pois a pressao foi dada em mm Hg)
T = 127 °C = 400K
7600 x 6,23 = n x 62,3 x 400
n — 7600 x 6,23
n = 1,9 mols
62,3 x 400
Qual a massa de oxigenio (0 2) contida em um recipiente a 4 atm, ocupando
820 me, a 127°C?
Dado: 0 = 16
Equacao: P. V = . R . T
P = 4 atm
V = 820 n-0, =-0,82 ml (ndo esqueca: volume sempre em litros)
m = ?
M de 02 = 2 (16) = 32g/mol
R = 0,082 (pressao dada em atm)
T = 127 °C = 400K
4 x 0,82 = —m x 0,082 x 400 32
4 x 0,82 x 32 m = 3,2 g
m — 0,082 x 400
190
0
0
• 4 Quantos gramas de SO 3 ocupam 623 triP, a 8000 mm Hg e 127 °C?
• Dados: S = 32 e 0 = 16
• Equacdo: P. V = —m . R . T
• M
• P = 8000 mm Hg
• V = 623 m Q, = 0,623 (volume em litros)
• m = ?
•
•
M de SO3 = 1 (32) + 3 (16) = 32 + 48 = 80 g/mol
• R = 62,3 (pressao em mm Hg)
• T = 127 °C = 400 K
•
•
m 8000 x 0,623 = 76-- x 62,3 x 400
•
m — 8000 x 0,623 x80 m=16g
62,3 x 400
•
•
5 80 g de gas metano (CH 4) estao a 8,2 atm e 127 °C. Qual seu volume?
•
•
Dados: C = 12 e H= 1
• Formula: P. V = M m . R . T
•
• P = 8,2 atm
• v = ?
• m = 80 g
• M de CH4 = 1 (12) + 4 (1) = 12 + 4 = 16 g/mol •
• R = 0,082 (pressao em atm)
• T = 127 °C = 400 K
• 8,2 x v , 80
16
x 0
'082 x 400
•
V — 80 x 0,082 x400 V=213P,
• 8,2 x 16 • 191
0
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
6 136 g de gas amonia (NH 3) estao a 6230 mm Hg, a uma temperatura de
27 °C. Qual o volume que esta ocupando?
Dados: N = 14 e H = 1
P. V = . R T
P= 6 230 mm Hg
V = ?
m = 136 g
M de NH3 = 1 (14) + 3 (1) = 14 + 3 = 17 g/mol
R = 62,3 (pressao em mm Hg)
T = 27 °C = 300 K
6320 x V = —11376 x 62,3 x 300
V — 136 x 62,3 x 300
6230 x 17
V =
7 4 g de gas metano (CH 4) ocupam 20 e a 0,82 atm. Qual a temperatura do gas
em °C?
Dados: C = 12 e H = 1
Formula: P.V= m .R.T
P = 0,82 atm
V = 20
m = 4 g
M de CH4 = 1 (12) + 4 (1) = 16 g/mol
R = 0,082 = (pressao em atm)
T = ?
0,82 x 200 = 4
6
x 0'
082 x T
0,82 x 20 x 16 T = 800K T =
4 x 0,082
Mas:
Tx = tc + 273
t = 800 — 273 = 527 °C
t = 527°C
Formula:
192
T = 47 °C
Nos proximos problemas, a pressao é desconhecida. Devemos adotar
um valor de R conveniente: se adotarmos R = 0,082, obteremos a pressao em
atm; se adotarmos R = 62,3, obteremos mm Hg como unidade de pressao, e
assim por diante para as unidades Pascal e Torricelli.
S
• 8 50 g de trioxido de enxofre (SO 3) ocupam 20 P, a 623 mm Hg. Calcule a tern-
peratura dessa amostra gasosa em °C.
• Dados: S = 32 e 0 = 16
• Formula:
•
•
• •
• •
•
•
•
•
S
P.V— m .R.T
P = 623 mm Hg
V = 20
m = 50 g
M de SO3 = 1 (32) + 3 (16) = 32 + 48 = 80 g/mol
R = 62,3 = (pressao em mm Hg)
T = ?
63 x 20 = 5° x 62,3 x T
80
623 x 20 x 80 T — = T = 320K
Mas:
T = t + 273
t = 320 — 273
50 x 62,3
•
9
•
68 g de amonia (NH 3) a 300K ocupam 8,2 e. Qual sua pressao?
Dados: N = 14 e H = 1
• FOrmula: m P. V R T = . .
• P = ?
• V = 8,2
m = 68 g
• M de NH3 = 3 (1) + 1 (14) = 3 + 14 = 17 g/mol
• R = 0,082 = (vamos obter a resposta em atm)
• T = 300K
• 68 x 0,082 x 300 P — P = 12 atm
• 17 x 8,2
• 193 •
10 800 g de gas metano (CH 4) ocupam 623 litros a 27 °C. Qual sua pressao?
Dados: C = 12 e H = 1
Formula: P. V — M R
•
T
P — 800 x 62,3 x 300
16 x 623
P= 1500 mm Hg
C
O
R
E
L
p
ho
to
C
D
P = ?
V = 623 Q,
m = 800 g
M de CH4 = 1 (12) + 4 (1) = 12 + 4 = 16 g/mol
R = 62,3 (vamos obter a resposta em mm Hg)
T = 27 °C = 300K
0 ar no interior do balao esta mais aquecido que o ar externo. Sendo assim, a massa de ar
no interior do balao 6 menor que aquela que seria ocupada se o ar estivesse frio e, desta
forma, pot diferenca de densidade, o bald° sobe.
194
• • • •
• • • •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • •
• •
• •
• •
•
• •
• •
xcH4 = 0,4
X = l Ar
XNe = 0,5
•
•
MISTURA DE GASES
uma mistura de gases onde cada urn deles tern uma participacao propor-
cional a sua composicao molar em relacao ao total de moles da mistura, quanto • a pressao e ao volume dessa mistura.
• FRA00 MOLAR DE UM GAS (Xi )
• E a relacao entre o ntimero de moles do gas em estudo em relacao ao mime-
• ro total de moles da mistura.
• x. = ni 1 n
41 Em que: ni = mimero de mols do gas em estudo
• n = flamer() de mols total da mistura
• A soma das frac -6es molares dos gases que formam uma mistura é igual a 1. •
• = x. = 1
• Exemplo: Uma mistura e formada por 32g de gas metano (CH 4), 20g de
•
argonio (Ar) e 50g de neonio (Ne). Calcule as fracoes molares de cada gas e
verifique se a soma delas é igual a 1. (C = 12, H = 1, Ar = 40, Ne = 20). •
• = m„_,T, noi4 M 4,_.. oil 16 n n = 32 cal = 2 mols
•
cH4
Ar •
nAr = nAr =
20
40 nAr
= 0,5 mol
MAr
• mNe
•
nNe — MNe
50
nNe — 20 nNe =
2,5 mols
40 n = noi4 + nAr + nNe
•
•
n = 2,0 + 0,5 + 2,5
•
n = 5 mols
• n 2,0
•
x cH4 = n
CH4 x cH4 = 5,0
• nAr 0,5 x = x
•
Ar n Ar 5,0
• =
nNe
n XNe
2,5
XNe
Ne 5,0 • • • 195
• • • •
• •
• • • • •
• • • • • •
• • •
• • •
• • • • • • • • • • •
Vamos verificar agora se E x = 1: 1.1
3
= XcH4 XAr + XNe
i X = 0,4 + 0,1 + 0,5
i X. = 1
i.1
PRESSAO PARCIAL — LEI DE DALTON
A pressao parcial de urn gas em uma mistura seria aquela que ele exerceria
se estivesse sozinho, nas mesmas condicOes de volume e temperatura da mis-
tura.
A relacao entre a pressao parcial de um gas e a pressao total da mistura é
igual a fracao molar deste gas na mistura.
Pi pi = xi P em que:
pi = pressao parcial do gas em estudo
P = pressao total da mistura.
A soma das pressOes parciais corresponde a pressao total.
i = P
Vamos a nossa mistura: 32g de CH 4, 20g de Ar e 50g de Ne.
Qual a pressao total e as parciais de cada gas, quando forem colocados em
um recipiente de 8,2 dm 3 a 127 °C.
Temos entao:
P = ?
V = 8,2 dm3
n = 5
R = 0,082 — atm . dm3
mol . K
T = 400K (127 °C)
Calculo da pressao total:
PV=nRT
p = 5 . 0,082 . 400
8,2
P = 20 atm
196
•
•
•
Calculo das pressOes parciais:
• PCH4
= XCH4 • P = PCH4 = 0,4 . 20
cH4 = 8 atm
• PAr = XAr • P PAT
• PNe = XNe • P PNe
••
Note que: it pi = P ou seja: i_ 1
• P = PcH4 + PA, + PNe = 20 atm
•
•
•
VOLUME PARCIAL — LEI DE AMAGAT
•
0 volume parcial de um gas em uma mistura, seria aquele que ele ocuparia
se estivesse sozinho, nas mesmas condicOes de pressao e temperatura da mis-
• tura.
• A relacao entre o volume parcial do gas e o volume total da mistura corres-
410
ponde a fracao molar do gas na mistura.
• V -x i vi = x em que:
• xr = volume parcial do gas em estudo.
V = volume total da mistura.
•
•
A soma dos volumes parciais corresponde ao volume total da mistura.
• = V
i =1
•
• Considerando a mistura que estavamos utilizando, vamos ter o que segue:
• vCH4 = xCH4 . V vCH4 = 0,4 . 8,2 v, W = 3,2 •
• VAr = XAr • V = VAr = 0,1 . 8,2 = VAr = 0,82 .
• VNe = XNe V VNe = 0,5 . 8,2VNe = 4,1P,
•
•
Note que: E v
1
= V ou seja:
i =1
•
• v = voi4 + vAr = 8,2
• 197 •
= 0,1 . 20
PAr = 2 atm
= 0,5 . 20
PNe = 10 atm
• • • •
• •
• •
• • •
• • •
• • •
• • •
• • • • •
• •
• • •
• • • •
MASSA MOLAR DE MISTURAS
O ar seco é formado por uma mistura de gases, cuja composicao na mistura
é praticamente constante.
Gas % em volume M (g/mol)
N2 — Nitrogenio 78,05 28
02 — Oxigenio 20,95 32
Ar — Argonio 0,94 40
CO2 — Dioxido de carbono 0,03 44
Ne — Neonio 1,6 . 10-3 20
He — Helio 5,0 . 10 -4 4
Kr — Criptonio 1,1 . 10 -4 84
H2 — Hidrogenio 5,0.10-5 2
Xe — Xenonio 9,0 . 10 -6 131
03 — Ozonio 1,0 . 10 -6 48
Para o estudo do ar, podemos, na maioria das vezes, adotar a seguinte
composicao percentual:
Gas % em volume M (g/mol) fracao molar (X)
N2 78 28 0,78
02 21 32 0,21
Ar 1 40 0,01
Da tabela acima, podemos calcular a massa molar media do ar (Mar) atra-
yes da seguinte formula:
Mar (xN2 MN2) + (x02 MO2) + (XAr .
Mar = (0,78 . 28) + (0,21 . 32) + (0,01 . 40)
Mar = 28,96 g/mol
Como vimos, a massa molar do ar foi derivada de uma media ponderada,
cujos "pesos" sac) as fracoes molares.
Este metodo e titil para o calculo da massa molar media das varias mistu-
ras gasosas.
198
• • • •
• •
• • • • •
• • • • •
• • • •
• •
• • •
• • • •
•
• • • •
EXERCICIOS
1 Certo gas ideal ocupa 12 P, a 1520 mm Hg. Qual sua nova pressao se sofrer
uma expansao isotermica ate 48 Q,? Determine tambem sua nova pressao em
atm.
2 Um gas ideal ocupa 20 Q a pressao desconhecida. Ap6s sofrer uma transfor-
macdo isotermica, passou a exercer uma pressao de 6 atm em urn recipiente
de 5 L Qual sua pressao inicial?
3 Certo gas perfeito ocupa 6 e, exercendo pressao de 3 atm. Se este gas sofrer
uma transformacao isotermica ate que seu volume seja reduzido a metade,
qual sua nova pressao?
4 Dada a tabela: P (atm)
P (atm) V(P)
8 3
6 4
4 6
3 8
construa o grafico
e explique a qual lei das transformacOes ele se refere.
Urn gas ideal ocupa 6 P, a 27°C. Qual seu novo volume a 327°C se sofrer uma
transformacdo isobarica?
Urn gas ocupa 200 m Q, a 150K. Sofre uma transformacao isobarica ate atin-
gir 627°C. Qual seu novo volume em litros?
Certo gas ocupa 4 P, a 27°C. Se sofrer uma transformacao isobarica ate que
seu volume triplique, qual sua nova temperatura absoluta?
V(Q)
V(t) T (K)
construa o grafico
e explique a qual lei das transformacOes ele se refere.
9 Qual a nova pressao em atmosferas de urn gas que estava a 760 mm Hg, a
— 73°C, e passou a 327°C isometricamente?
199
V(Q)
S
6
7
8 Dada a tabela:
32,8 200
49,2 300
65,6 400
82,0 500 T(K)
•
• • •
• •
• • •
• •
• • • • •
•
• • •
• • • • • • • • •
• • • • •
10 Certo gas estava a 10 atm, a uma temperatura desconhecida, e sofreu uma
transformacao isometrica ate 5 atm e 127 °C. Qual a temperatura inicial do
gas em °C?
11 Certo gas exercia pressao de 4 atm a 800K; em seguida, sofreu uma trans-
formacao isocorica, ate que sua pressao se reduziu a metade. Qual sua
nova temperatura em °C?
12 Dada a tabela:
construa o grafico
e explique a qual lei das transformacOes ele se refere.
13 Qual o ntimero de mols de urn gas perfeito que ocupa 820 111 a 27°C,
exercendo pressao de 12 atm?
14 Quantos mols de um gas ideal temos em urn recipiente de 0,821 a 400K e
10 atm?
15 Qual o volume ocupado por 8 g de hidrogenio (H 2) a 747,6 mm Hg e
27°C? H = 1
16 Qual o volume ocupado por 14 g de gas nitrogenio (N 2) a 1557,5 mm Hg
e 300K? N = 14
17 Tem-se 16 g de SO 3 ocupando 8,21 a pressao de 0,8 atm. Qual sua tempe-
ratura em °C? S = 32 0 = 16
18 Existem 6 g de gas etano (C 2H6) ocupando 0,821 a 16,4 atm. Qual a tem-
peratura do gas ern °C? C = 12 H = 1
19 8,21 de oxigenio (02) a 47 °C exercem 2 atm. Qual sua massa? O = 16
20 Qual a massa de gas carbonico (CO 2) contida em 0,82 1 , exercendo 3 atm
a 27 °C? C = 12 0 = 16
21 Qual a pressao exercida por 56 g de N2 que ocupam 8,21 a 27 °C? N = 14
22 Qual a pressao exercida por 60 g de H2 num recipiente de 623 1 a 300 K?
H = 1
200
P (atm) T (K)
8,2 100
16,4 200
24,6 300
32,8 400
P (atm)
► T(K)
•
•
• A POLUKA 0 GASOSA
•
Urn dos grandes problemas da humanidade é a fragilidade do nosso meio
ambiente. As florestas desaparecem a uma velocidade alarmante e, pouco a pou-
• co, a camada de ozonio esta sendo destruida. Onde estaria a origem dos atuais
problemas ambientais? No estilo de vida das nacOes industrializadas? Na pro-
• pria industrializacao sem maiores preocupacoes corn a natureza? Quais as prin-
• cipais fontes poluidoras da atmosfera e o que representam para a vida? Sao inda-
gaceies que afligem o planeta e que estudaremos a seguir.
• uma solucao gasosa que contem particulas solidas e liquidas em suspensao.
•
Ate uma altura de 25 quilometros, os componentes podem ser classificados em
dois grupos. 0 primeiro é formado por uma mistura chamada de ar seco. 0 ar seco
• tem uma composicao praticamente constante de nitrogenio, oxigenio e gases nobres.
•
Antes, porem, precisamos saber que atmosfera é a camada de ar de aproxi-
• madamente 700 quilometros de espessura que rodeia o globo terrestre. 0 ar é
•
Gas Composicao volumetrica em %
• Nitrogenio
N2 78,05
• Oxigenio
•
Argonio
02 20,25
Ar 0,94
•
Dioxido de carbono CO2 0,03
Neonio Ne 0,0016
• Helio He 0,0005
• Criptonio
•
Hidrogenio
Kr 0,00011
H2 0,00005
Xenonio
Xe 0,000009
Ozonio
0, 0,000001
0 segundo grupo de componentes do are formado por proporcOes varia-
veis de gases: vapor de agua, dioxido de carbono e outros de procedencia in-
dustrial. Variam tambem as quantidades de liquidos, como as gotas de agua e
de solidos — como cristais de gelo — que, em conjunto, constituem as nuvens.
Pode haver tambem particulas solidas procedentes das combustOes produtoras
de fumacas, areia trazida dos desertos pelo vento e pequenos cristais despren-
didos do mar.
■ As principais fontes poluidoras da atmosfera
Quando o homem suja o ceu, ele ameaca sua satide e o meio ambiente. As
vezes essa agressao e invisivel, como a destruicao da camada de ozonio ou da
•
• porem a energia nao é a unica culpada. Dois exemplos ilustrativos sao a cama-
•
chuva acida que cai na Terra, matando peixes, plantas e lagos. Outras vezes
bem perceptivel, como as fumacas que envolvem varias cidades do mundo.
Esses problemas originam-se da maneira como nos usamos mal a energia,
• 201 •
.
.
.
.
.
.
.
.
.
2NO 2NO2
2S02 + 02 -■ 303
3NO2",+ H2O.-4 211NO3 + NO
S023.+‘.1-120H2S0 3
da de ozonio - que esta sendo destruida pelas quimicas dos clorofluorcarbonos
- e o efeito estufa - que piora corn o desmatamento.
Entretanto, temos as solucOes para esses problemas, porque fomos nos que
os criamos. A conservacao de energia, leis que obrigassem padroes de limpeza
de ar, acordos internacionais visando a reducao da poluicao, ja que o ar poluido
nao para na fronteira de um pais, filtros nas industrias, catalisadores nos auto-
moveis e outras solucoes criativas podem e deveriam ser adotadas.
O motor dos automoveis é urn dos agentes poluidores do ar. Ele produz
monoxido de carbono (CO) - urn gas inodoro e altamente prejudicial que pro-
voca sonolencia, letargia, dores de cabeca e crises de angina - e tambem hidro-
carbonetos e oxidos nitrogenados (NO.) e, sob a influencia da luz do Sol, o
ozonio (03) de baixa atmosfera, urn agente irritante que é o principal responsa-
vel pelo efeito smog (estado coloidal adquirido pela atmosfera do ambiente afe-
tado em decorrencia do efeito estufa).
0 chumbo, adicionado a gasolina para melhorar seu desempenho, tambem
e uma ameaca - niveis excessivos dele na atmosfera podem danificar o cerebro
e o sistema nervoso.
As usinas eletricas movidas a carv -ao e as fabricas que usam combustiveis
fosseis emitemdi6xido de enxofre (SO 2) e oxido de nitrogenio que, combinados
a umidade atmosferica, criam a chuva acida - acid° sulfuric° ou nitrico dilui-
dos -, principal precipitacao atmosferica dos poluentes industriais, embora
tambem possam ocorrer outras na forma de depositos secos - cinzas.
Como se forma a chuva acida (acick) sulforico e nitrico diluidos)
■ A destruicao da camada de ozonio
A atmosfera foi dividida arbitrariamente ern zonas mais ou menos defini-
das. Sao elas exosfera, termosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera. A estra-
tosfera fica a cerca de 50 quilometros de altura.
202
•
• • •
• •
• •
•
• •
• •
• • •
•
• • •
• •
•
• •
• • • •
•
• •
• •
Gases responsaveis pelo efeito estufa
• •
•
Nela esta a camada de ozonio. 0 Sol envia sua luz e seu calor a Terra. Sem
ele, nosso planeta seria escuro e gelado. As radiacOes eletromagneticas - ener-
• gias que nao precisam de suporte material para sua propagacao - sdo o veiculo
•
utilizado pelo Sol para transportar a energia ate nos. 0 Sol nao envia apenas as
duas radiacoes mais uteis, a infravermelha e a visivel, mas tambem uma mistu-
• ra de radiacOes, algumas delas nocivas a vida. A energia do Sol é parcialmente
•
absorvida e refletida pela atmosfera. Se toda a energia solar chegasse a superfi-
cie, a vida nao existiria.
• Ainda que o ozonio da camada inferior da atmosfera seja urn poluente, na
• estratosfera ele nos é benefico. 0 ozonio - urn componente secundario da atmos-
• fera - situado a uma altura entre 25 e 30 quilometros de altitude, protege contra a
acao nociva dos raios ultravioleta, deixando passar apenas uma pequena parte
• deles, que se mostra util. Ou seja, filtra a radiacao ultravioleta nociva do Sol, que
•
pode causar cancer de pele e catarata, alem de danificar plantas.
• Desde os anos 70, tem surgi-
• do buracos na camada de ozonio,
•
sendo responsabilizados por isso
os clorofluorcarbonos (CFCs) -
• gases artificiais nao-toxicos nem
inflamaveis, muito estaveis, que
• tern urn born comportamento
como gas de refrigeracao, gas
•
expelente de aerossois (desodo-
rantes, lacas, inseticidas) e emba-
• lagens de isopor.
• Os gases liberados concen-
tram-se na parte superior da at-
• mosfera, onde se decompoem em
• gas cloridrico, que destrOi o ozo-
nio. 0 desenvolvimento de subs-
• titutos seguros nao tern acompanhado a necessidade de uma rapida
• desativacao da producao de CFCs. Mesmo se toda a producao fosse proibida
imediatamente, o meio ambiente levaria seculos para voltar aos niveis dos anos
• 70 e estima-se que ate 2050 para cair ao nivel de 1985.
• Portanto, ao usar clorofluorcarbonos, conhecidos como CFCs, o homem
•
esta destruindo a camada de ozonio, alem de contribuir corn 15% para o efeito
estufa. •
A camada de ozonio que nos protege é formada assim: o oxigenio molecular
• (02) das altas camadas atmosfericas e atacado pelos raios ultravioleta proceden-
• tes do Sol e divide-se em oxigenio atomico (0) para formar o ozonio (0 3). Em
condicoes normais, o equilibrio
• entre as quantidades de oxigenio
•
e ozonio e a intensidade das radia-
cties mantem-se perfeito.
203 •
Ozonio
Os gases do efeito estufa assemelham-se ao vidro de uma estufa. Permitem a
radiacao solar, mas nao a saida do calor produzido.
CFC
0•0 40 4 441
(43 .13 0
radiacao ultravioleta
/ 1 1, 1/ 1 1 / 1
•
• •
•
• • • •
• • •
• • •
• •
•
• • •
• • •
• • • • • •
•
• •
• •
■ 0 aquecimento global: o efeito estufa
A luz solar atinge a atmosfera — na forma de radiacao de ondas curtas —
viajando facilmente por ela e pelos gases do efeito estufa. Cerca de 25% da
energia do Sol é refletida de volta para o espaco, outros 25% sdo absorvidos
pela atmosfera e cerca de 5% é imediatamente refletido para fora da Terra. Os
45% restantes aquecem nosso planeta.
Das radiacOes solares que atravessam as diferentes zonas da atmosfera,
parte é refletida, outra e absorvida e uma outra menor atinge a superficie ter-
restre. Uma vez aqui, parte e absorvida e outra e novamente refletida em dire-
ea° do espaco. Boa parcela dessa radiacdo é devolvida a Terra por alguns gases,
denominados gases do efeito estufa, que sdo responsaveis pela manutenedo da
temperatura da superficie terrestre e da vida sobre o planeta.
Muitos cientistas acreditam que a emissdo de gases produzidos pela quei-
ma de combustiveis fOsseis (especialmente dioxido de carbono) causa um
aquecimento gradual do planeta — o chamado efeito estufa — prendendo, do
mesmo modo que o vidro de uma estufa, o calor que normalmente escaparia
para o espaco. Corn isso, as temperaturas medias da Terra aumentaram cerca
de 0,5°C no Ultimo seculo.
Corn o clima mais quente é provavel que as calotas polares liberardo mais
agua para os oceanos, elevando os niveis do mar em todo o mundo, inundando
cidades costeiras e contaminando, corn sal, a agua fresca proxima das costas.
Pode haver, tambem, mais seca, mais fome em massa e ocorrer urn aumen-
to dos furaceies devido ao aquecimento dos oceanos tropicais.
204
• •
• ATIVIDADES
•
Gases
a) a pressao exercida pelo gas sera duplicada corn a introducao de mais 4
• gramas dessa substancia;
•
b) se a temperatura absoluta do sistema for duplicada, a pressao do sistema
ficard reduzida a metade;
• c) a introducao, nesse sistema, de um gas cujo peso molecular é 20, duplicard
a pressao interna do recipiente;
• d) a energia cinetica media das moleculas gasosas altera-se quando ha varia-
• cOes na temperatura do sistema;
e) inicialmente, foram encerradas no sistema 2,408 10 23 moleculas (ntimero
• de Avogadro = 6,02 . 10 23 ).
• 128 (FUVEST) Uma amostra de gas foi aquecida sob pressao constante. Nessa trans-
• formacao ocorreu:
•
a) diminuicao do volume do gas e da energia cinetica media das moleculas;
b) aumento do volume do gas e da energia cinetica media das moleculas;
41 c) aumento do volume do gas e diminuicao da energia cinetica media das
•
moleculas;
d) diminuicao de volume do gas e aumento da energia cinetica media das
• moleculas;
•
e) aumento de volume do gas, porem a energia cinetica media das moleculas
manteve-se constante.
• 129 (ITA) Em um recipiente esta contida uma mistura de 5,6 de N2 (gas) corn 6,4 de
• 02 (gas). A pressao total da mistura é de 2,5 atm. Nessas condicOes a pressao
parcial do N2 na mistura é;
•
•
a)2,5 atm;
04
d) 0,4 . 2,5 atm;
• b) 0,4 2,5 atm; c) (0,2 + 0,4) . 2,5 atm. 0,2
• c) 0,2 . 2,5 atm;
• 130 (UECE) Num recipiente de 4,1 Q. de capacidade, 3 mols de nitrogenio sao adicio-
• nados a 3 mols de hidrogenio. Essa mistura e mantida a 72°C. A pressao total da
mistura é:
• a) 36 atm; b) 20 atm; c) 18 atm; d) 16 atm.
126 (F. Carlos Chagas — BA) 0 gas carbonico produzido numa reacao de urn compri-
• mido efervescente corn agua foi secado e recolhido a pressao de 1 atm e tempe-
• ratura de 300 k, ocupando urn volume de 4 litros. Se a essa mesma temperatura
o gas fosse recolhido a pressao de 2 atm, que volume ocuparia?
• a) 2 1 b) 3 1 c) 6 1 d) 8 1 e) 9 1
•
IV (UFCE) Numa certa temperatura, foram encerrados em um recipiente de 2,0 li-
• tros de capacidade 4 gramas de um gas de peso molecular 10. Podemos afirmar
•
que estao certas as afirmativas:
110 205
•
• •
•
• •
• •
• • •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
• • • •
• • •
• •
Estudo das solusoes
MISTURAS
A mistura de duas ou mais substancias pode dar origem a sistemas homo-
geneos e heterogeneos. Alguns sistemas sao aparentemente homogeneos.
Disperso é a substancia que participa em menor quantidade e dispersante
ou dispergente a que esta em maior quantidade.
Para diferenciar umas das outras, tomamos por base o tamanho das particu-
las das substancias na mistura.
0 tamanho de referencia sera o nanometro (nm) que equivale a 10 metro.
1Mn = 10 -9 M
As vezes, por ser mais conhecida, utiliza-se a unidade angstron (A), que é
igual a 10-1° m.lA = 10 " 10 ra
Por comparacao temos que: hun = loA
SOLUOES, COLoIDES E SUSPENSoES
Assim, sao homogeneas e chamadas solucoes, as misturas que apresentam
particulas de disperso de tamanho menor ou igual a 1nm (10A).
Nas solucOes o disperso é chamado de soluto, enquanto que o dispersante
recebe a denominacao de solvente.
Tamanhos de particulas entre 1 e 100 nm (10 a 100A), caracterizam os coloi-
des, que sao aparentemente homogeneos enquanto que particulas acima de
100nm (1000A) dao origem as suspensoes (heterogeneas).
Os quadros abaixo apresentam urn resumo e complementam as informacoes
vistas ate aqui:
Mistura (disperso disserninado no dispersante)
Homogena
Soluclo
soluto (disperso)
solvente (dispersante)
Hetero genea
Coloide
Suspensao
disperso
dispersante
disperso
dispersante
- alcool 96°GL (96% de
alcool e 4% de agua)
- agua mineral
- ligas metalicas
(lath°, bronze, etc)
- nuvem
- poeira suspensa no ar
- gelatina, leite
- manteiga
- as celulas dos organismos
vivos estdo em meio coloidal
- agua e.areia em agitacdo
- fumacas em geral
- café antes de ser coado
206
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
•
nn
Tamanho e corn-
portamento das
particulas no(a)
III- (nm)
■ (A) no
SoluOles
1000
Coloides Suspensoes
Filtro nao sao retidas nao sao retidas sao retidas
Ultrafiltro nao retem sao retidas sao retidas
Centrifuga nao sedimentam nao sedimentam sedimentam
Ultracentrifuga nao sedimentam sedimentam sedimentam
Microscopio invisiveis invisiveis visiveis
Ultramicroscopio invisiveis visiveis visiveis
•
•
Introducao — Sao sistemas heterogeneos formados por uma fase chama-
da de dispersa — cujas particulas tem tamanho situado na faixa de 10 a
• 1.00nm (100 a 1000A) — dissolvidas em uma fase homogenea denominada
•
dispergente.
De acordo com o estado de agregacao (solido, liquido ou gasoso) das fases
dispersa e dispergente, podemos ter as seguintes dispersoes:
disperso dispergente exemplo nome
solido solido rubi — cristais de oxidos
dissolvidos em alumina
(A g,203)
solido liquido gelatina, cosmeticos
cremosos, goma-arabica
em agua
sol, hidrossol se o
dispergente for a
agua
solido gas fumacas, poeiras
dispersas no ar
aerossol se o ar for
o dispergente
liquido solido silica gel hidratada, geleias,
massas para moldes
gel
liquido liquido leite, maionese,
alguns remedios
emulsao
liquido gas goticulas nebulizador,
sprays, neblinas, nuvens
aerossol, se o gas
for o ar.
gas solido ar em silica (pedra-pome)
ar em carvao vegetal
gas liquidos creme de barbear, spray,
espumas, chantilly
espuma
207
COUNDES OU DISPERSOES COLOIDAIS
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
• •
• •
• • •
• •
41
4
1 4
1
41
4
1 4
1
41
4
1
41
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
•
Micela ou
aglomerado de
moMculas
Os coloides sao classificados de acordo com a estrutura das particulas do
disperso e conforme a afinidade entre tais particulas e ar do dispergente.
ESTRUTURA DAS PARTICULAS DO DISPERSO
■disperso ionico — ocorre quando da dispersao de substancias que clao
origem a macroions, que sao macromoleculas carregadas eletricamente.
Ex.: proteinas diluidas em agua — caldo de carne.
■disperso molecular — as particulas dispersas sao de caracteristicas
moleculares.
Ex.: caldo de maisena — amido.
■disperso micelar — particulas dispersas sao atomos, moleculas ou Ions
reunidos entre si formando aglomerados.
Ex.: sabdo em agua, solucao de enxofre coloidal.
Veja como age urn detergente na remocao de oleos e gorduras:
Apenas corn agua, fica dificil remover oleos e gorduras porque as fox-gas
existentes entre as moleculas de agua sao maiores que as forcas intermolecula-
res dos oleos e gorduras. Lembre-se que a agua é polar, enquanto os oleos e
gorduras sao apolares.
Detergentes e sabOes, apesar de diferirem na formula e no tipo de molecu-
la, agem de maneira semelhante, ou seja formam micelas, que sao aglomerados
de suas moleculas, sendo que estas ultimas possuem uma extremidade polar e
outra apolar.
molecula de detergente
extremidade apolar
extremidade polar
As extremidades apolares das micelas penetram nas moleculas de oleos ou
gorduras e acabam formando pequenos aglomerados polares.
Desta forma, acabamos por colocar a gordura (ou oleo) em uma regido in-
terna apolar, revestida por uma polar, que se dissolve na agua.
Sendo assim, podemos estender a aplicacao dos detergentes para os desas-
tres ecologicos (vazamentos de petrOleo, oleos, graxa, carga de caminhOes,
etc.), limpeza industrial e domestica, indUstria cosmetica (xampu), etc, em que
se torna necessario a dissolucao de substancias apolares e polares.
208
SOL
(11quido)
1-4C.--,;9ft/A/10 DE DISPE F4
PEPTIzAcAo
PECTIZAcA0
REVERSIVEL
Particulas do
disperso sem
camada de
solvatacao
ESTABILIDADE MINIMA
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• • •
• •
•
• • •
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
• •
AFINIDADE ENTRE PARTICULAS DO DISPERSO E DO DISPERGENTE
■ coloide reversivel ou liofobo — quando temos afinidade entre as particu-
las ocorre a dispersao espontanea do disperso no dispergente. Desta forma,
corn o acrescimo de dispergente transformamos gel ern sol e vice-versa. Veja o
esquema abaixo:
■ coloide irreversivel ou lififobo — quando nao existe afinidade entre as
particulas, nao ha espontaneidade de dispersao. A formacao de coloide liofobo
requer tecnicas especiais e a passagem de gel a sol é trabalhosa.
Quando o dispergente é a agua, os coloides podem ser hidrofilos (disper-
sao espontanea) ou hidrofobos.
Camada de solvatacao é urn revestimento de moleculas do dispergente na
superficie da molecula do disperso, isolando-a do restante da mistura.
S6 aparece nos coloides reversiveis ou liofobos, e é devido a ela que surge
a reversibilidade na transformacao de tais coloides, pois evita o contato direto e
conseqiiente aglomeracao das particulas do disperso.
ESTABILIDADE MAXIMA
SUSPENSoES
E a dispersao de particulas solidas ern uma fase liquida.
Diferenciam-se dos coloides, pois suas particulas tendem a flocular rapida-
mente, enquanto que as dos coloides permanecem estavelmente dispersas.
As suspensoes devem ser mantidas em constante agitacao para que nao
haja decantacao da fase solida.
Normalmente, remedios e outras substancias que requerem agitacao antes
do use sao exemplos de suspensoes.
Ex. leite de magnesia.
209
Particula do
disperso corn
camada do
solvatacao
• • •
•
• •
• •
•
• •
• • • • •
• • • •
• •
• • •
• • • •
• • •
• •
SOLUOES
Introducio — Podem ser formadas por urn ou mais solutos dissolvidos em
urn solvente.
Fonte Tradicianal
A gua Mineral Natural
Alcalina Biearbonatada
Sao chamadas de aquosas, as solucoes cujo solvente é a agua.
Normalmente, as solucOes utilizadas em laboratorios sao aquosas e de urn
soluto. Sao preparadas utilizando-se agua destilada, soluto puro e um balao
volumetrico.
No estudo das soluclies adotaremos que as grandezas referentes ao soluto
receberao indice 1, as referentes ao solvente terao indice 2 e aquelas relaciona-
das a solucao nao terao indice.
Assim, a massa da solucao, que é a soma das massas do soluto e do solven-
te é representada por:
m = + In2
SOLUOES DILUiDAS E CONCENTRADAS
Nossa referencia sera o decimo de mol (0,1 mol ) de soluto diluido em urn
litro de solucao.
■ Diluidas — sao aquelas em que a quantidade de soluto na solucao é
pequena, e correspondem as que possuem 0,1 mol de soluto ou menos dilui-
do no solvente, formando um litro de solucao.
■ Concentradas — tem uma participacao maior do soluto ern sua compo-
sicao e sao aquelas cuja massa de soluto é maior que a de 0,1 mol deste soluto,
formando urn litro de solucao.
Assim, para o hidroxido de sOdio ou soda caustica (NaOH), cuja massa
molar é M = 40g /mol, teremos que solucties corn massa menor ouigual a
4,0g de NaOH por litro serao consideradas diluidas enquanto as que conti-
verem mais que 4,0g de NaOH por litro de solucao serao consideradas con-
centradas.
210
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• • •
• •
•
• • •
• • •
• •
• •
• •
•
• •
• •
COEFICIENTE DE SOLUBILIDADE (CS)
Coeficiente de solubilidade ou solubilidade — é a quantidade maxima
(ponto de saturacao — normalmente expressa em gramas) de uma substancia
que conseguimos dissolver em um volume fixo de solvente (normalmente ex-
presso em litros), sob determinada temperatura.
CSNaCP = 36g / 100 m Q H2O (20 °C)
Substancias corn coeficiente de solubilidade proximo de zero sao charna-
das de insoluveis (para urn determinado solvente).
Ex.: agua e areia.
Liquidos que nao se misturam sao chamados imisciveis (agua e gasolina)
enquanto os que se misturam em qualquer proporcao sao chamados de total-
mente misciveis (agua e alcool).
■ Solucoes saturadas — sao aquelas que contem a maxima quantidade de
soluto dissolvida em urn volume fixo de solvente. Corresponde a quantidade
determinada pelo coeficiente de solubilidade desta substancia.
■ Solucties insaturadas — o soluto esta presente em quantidade menor que
a determinada pelo coeficiente de solubilidade.
■ Soluclies supersaturadas — sao obtidas em condicOes especiais, quando
o coeficiente de solubilidade é ultrapassado. Sendo assim, uma pequena agita-
cao ou a introducao de urn minusculo cristal de soluto na solucao vai precipitar
o excesso de soluto. Sao instaveis, pois ultrapassam o limite maxim() de solubi-
lidade.
Se aquecermos a partir de 20 °C, corn agitacao uma solucao contendo 40g
de Na0, dissolvidos em 100g de H 2O ate 80 °C conseguiremos a dissolucao
total do sal. A partir de entao deixamos a mistura sob lento resfriamento e re-
pouso absoluto ate que atinja a temperatura inicial. Nesta condicao, toda quan-
tidade de soluto encontra-se dissolvida na agua de forma instavel e basta o
acrescimo de urn mimisculo cristal de sal (germe de cristalizacao) ou pequena
agitacao para que ocorra a precipitacao de 4g de sal que corresponde ao exces-
so de soluto dissolvido para 20 °C.
saturada
36g Naa em
100g H2 O
20 °C
Ag de Naa
supersaturada
precipitado
0 precipitado tambem é chamado de corpo de fundo ou corpo de chlo.
211
40g NaC
100g H2 O
germe
aquecimento
+ agitacao
resfriamento
repouso
absoluto
1/00001V
le=1
20 °C
80 °C
• • •
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
•
t(°C) • •
0 Na2SO4 . 10H20 (sulfato de sOdio decaidratado), ap6s a desidratacao tern •
sua solubilidade dificultada pelo aumento da temperatura. •
CURVAS DE SOLUBILIDADE
Sao graficos que relacionam a maxima quantidade de soluto que consegui-
mos dissolver em uma dada quantidade de solvente em funcao da temperatura.
Normalmente, a temperatura favorece a dissolucao e as curvas sao ascen-
dentes (dissolucao endotermica — absorcao de energia).
Curvas descendentes caracterizam as dissolucOes exotermicas — liberacao
de energia — e a solubilidade da substancia diminui corn o aumento de tempe-
ratura.
m1(g)
150
140
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Solubilidade em gramas de
substancia por 100 g de agua
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Substancias hidratadas como o CaCQ, 2 . 6H20, (cloreto de calcio hexaidra- •
tado), vao se desidratando durante o aquecimento, e cada ponto de inflexao da •
curva mostra urn ponto de desidratacao.
212 •
0
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• •
• • •
•
• • •
• • •
• •
• •
•
• •
• •
EXERCICIOS RESOLVIDOS
Corn base na curva de solubilidade da substancia A e nos pontos numera-
dos que representam solucoes aquosas de A, responda:
a) Quais as solucOes saturadas sem presenca de precipitado?
R=3, 6, 7, 9 e 10
b) Quais as solucOes saturadas corn presenca de precipitado?
R= 4 , 5 e8
c) Quais pontos apresentam solucOes insaturadas?
R = 1 e 2
d) Qual a solucao mais diluida?
R = 1 60g de A por 100mQ, de H 2O
e) Qual a solucao mais concentrada?
R = 2 120g de A por 100mP, de H 2O
f) Admitindo-se que o ponto 5 seja uma solucao supersaturada. Ao
adicionarmos urn germen de cristalizacao ou procedermos a uma brus-
ca agitacao, havera formacao de que quantidade de precipitado?
R = m = 120 — 60 pr
g) A solucao representada pelo ponto 1 formard precipitado abaixo de
qual temperatura?
R = t < 20°C
h) Se a solucao representada pelo ponto 7 for resfriada a 20 °C sem forma-
cao de solucao supersaturada, qual sera a quantidade de precipitado
formado?
R = m = 150 — 60 pr
S 213
mpr = 60 g
mpr = 90 g
•
ttfildANINA
AMON
MIDADIETETI
s A ■ d
R
TANGERINA
•
• •
•
• •
• •
•
• •
• •
•
• •
•
• • •
• •
•
• •
• • • •
•
• •
• •
SOLUBILIDADE DE ALGUNS COMPOSTOS EM AGUA (20 °C)
Subsancia Regra geral Excecoes
Acetatos CH3C00- Soltiveis Ag CH3COO
Brometos Br- Soltiveis Ag Br, Ag2Br2, Pb Br2, Cu Br
Cloretos CP,- Soltiveis Ag a, Pb CP,2, Hg2a2, CuO,
Cromatos Cr042 Soltiveis BaCrO4, SrCrO4, PbCrO4, Ag2CrO4
Iodetos I - Soltiveis AgI, Hg2I2, PbI2, CuI
Nitratos NO; Soltiveis
Sulfatos SO4-2 Soltiveis SrSO4, BaSO4, PbSO4, CaSO4, Ag2SO4
Carbonatos CO3 2 Insoltiveis carbonatos de metais alcalinos e de amonio
Cianetos CN - Insoltiveis cianetos de metais alcalinos e de amonio
Fluoretos F - Insoltiveis AgF, NH4 F e fluoretos de metais alcalinos
Fosfatos PO43 Insoltiveis fosfatos de metais alcalinos e de amonio
Hidr6xidos OH - Insoltiveis hidr6xidos de metais alcalinos e de amonio
Oxalatos C 2042 Insoltiveis oxalatos de metais alcalinos e de amonio
Sulfetos S -2 Insokiveis sulfetos de metais alcalinos, alcalinterroso e amonio
Sulfitos S03 Insoltiveis sulfitos de metais alcalinos e de amonio
CONCENTRA00 DE SOLUOES
■ Concentracao comum ou concentracao em massa
Indica a massa de soluto (m 1 ) presente por unidade de volume da solucao (V).
Pode ser expressa em g/Q, g /cm', g/dm 3 .
m g, kg, mg
C-
V , mQ, cm', dm 3
0 refresco do envelope ao lado, depois
de pronto, tera uma concentracao de lig
de preparado solido por litro.
C = 11 gfi,
Se ingerirmos urn copo de 200 rrl, de
refresco, estaremos consumindo 2,2 g do
pa.
214
•
• TITULO EM MASSA OU PORCENTAGEM EM MASSAS (t OU )
a relacao entre as massas do soluto (m i ) e da solucao (m = m + m 2 ).
• = ou — mi m m 1 + m 2 •
Seu valor esta compreendido entre zero e urn, e quando e multiplicado por
• 100 indica a porcentagem em massa do soluto na solucao. •
• 0 < 2 < 1
• Expresso porcentualmente (multiplicado por 100), fica: •
• % 100% • Na solucao ao lado temos 35 g de HNO, no frasco que contem 1 litro de
• solucao. A massa de soluto sera calculada da seguinte maneira:
3,5% = 0,035
• m = 1000g = 1 litro
• = 0,035 = 1 . 000
m, = 0,035. 1000 m, = 35g H NO3
• 3,5%
•
• TITULO EM VOLUME OU PORCENTAGEM
• EM VOLUME (Tv OU T v)
• a relacao entre os volumes do soluto (v,) e
•
da solucao (v)
Da mesma forma que o Titulo em massa, seu va-
• for esta compreendido entre zero e urn (0 1).
• Quando estiver multiplicado por 100 indica
• a composicao volumetrica do soluto na solucao
( 0 % 4 100%).
•
As bebidas destiladas possuem alto teor alco-
olico.
• No caso do exemplo ao lado, 43% do volume
• do uisque é de alcool.
• 215 •
it
0,3 M
CA (PO , )
0 frasco abaixo contem 1 litro de solucao 0,3 M de fosfato de calcio.
A equacao de ionizacao é:
Ca3(PO4) 2(4 —IN- 3 Ca+2 (aq) + 2 P0-3 4(aq)
1 cool 3 mols 2 mols
1 x 0,3 M 3 x 0,3 M 2 x 0,3 M
[Ca3(PO 4) 2] = 0,3 M [Ca+2] = 0,9 M [PO43 ] = 0,6 M
Assim , uma solucao de fosfato de calcio 0,3M possui
0,9 molA de Ca + 2 e 0,6 mol/Q, de PO 41 .
•
• •
•
• •
• •
•
• •
• •
•
• •
•
• • •
• •
•
• •
• •
• •
•
•
• • •
DENSIDADE DA SOLUO0 (d)
E a massa da solucao por unidade de volume.
d m
VPode ser expressa em , kg/m' , g/m 3, g/m1 , etc.
0 recipiente ao lado contem uma solucao de acid°
sulfuric° cuja densidade é 1,34g /cm'.
CONCENTRA00 MOLAR OU MOLARIDADE (
Representa o nUmero de moles de soluto (n 1 ) dissolvidos por unidades de
volume da solucao (V) em litros.
m. = M1 .V
A unidade é mol/litro (molA), que tambern é conhecida por molar (M).
Assim, uma solucao que contenha 230g de alcool etilico diluidos em agua,
formando urn litro de solucao é 5M, ou seja; tern 5 moles de alcool formando
um litro de solucao.
m1 = 230g de C 2H60
M1 = 46 g/mol
V=
= v M= 5
= 5 moln ou 5 M
Observacao:
Em solucties aquosas de soluto ionic°, a molaridade dos ions é proporcional a
quantidade destes ions na formula do soluto.
216
ml
e como n = mi , temos:
m1 n 230
M1 1 46
n1 = 5 mols
C = dt=
C = M.,
C = dT
FRA00 MOLAR (x)
E a relacao entre o flamer° de moles do soluto (quantidade de materia do
soluto) e o namero de moles total da solucao (quantidade de materia da solu-
cao).
ni xl = n
n2
n X2 =
ou
Podemos calcular tambem a fracao molar do solvente:
ou
X1 = n1 + n2
ni
X =
2 n + n2
n2
• •
• •
•
• •
•
• •
•
• • •
• • • • • •
• • •
•
•
m. C C = ou
n1 = 10 mols
n2 = 40 mols
460g de
'cool (C21-160)
40
10 + 40
x2 = 0,8
720g de H2O
X2 =
• •
•
RELAOES IMPORTANTES
•
Concentracao, titulo em massa, densidade e molaridade sao relacionaveis
entre si devido as variaveis que possuem em comum.
• ■ Densidade e titulo e concentracAo
• d=
V
m m = dV(()
/
1 dV = m1
m
m
d.T = 1 •
•
T=
mi
m= T
1 D m V
• ■ Concentracao comum e Molaridade
m1
/
V
}
n1 m1 1 =
V(0 M1 • V(Q)
■ Relacao Geral
A soma das fracCies molares dos componentes de uma solucao é igual a 1, e
quando multiplicados por 100g teremos sua participacao percentual em flame-
r° de moles (quantidade de materia).
Na preparacao da solucao representada ao lado, teriamos.
mi n = n =
Mi
m2 n2 = n2 =
M2
10
X =
I 10 + 40
.•. x1 + x1 = 0,2 + 0,8 = 1
217
C = dT
C =
m.-
x1 = 0 ,2
460
46
720
18
1 Kg
H2O
90g
mol
kg
n =
= molal
m1 90
Mi 180
= 0,5 mol
5 > W= w = 0, m2 1
W = 0,5 molal
• • • •
• • • •
•
• •
• • •
• •
•
• • •
•
•
• •
• •
• •
•
• • • •
A composicao em quantidades de materia é dada pela multiplicacao da
frac -do molar da substancia por 100, e neste caso temos:
agua = 80%
solucao = 100%
alcool = 20%
A soma das fracOes molares para solucoes de mais de urn soluto tambem
vale 1 e a soma percentual sera sempre 100%.
MOLALIDADE (W)
a quantidade de materia do soluto dissolvida em 1,0 kg de solvente. A
unidade é mol/kg ou molal.
W = m2(kg)
CONCENTRA00 EM PARTES POR MILHAO (ppm)
Tal tipo de concentracao serve para que se verifique a quantidade em gra-
mas de soluto presentes, em urn milhao de gramas de solvente. Teriamos uma
unidade grosseira, que seria grama de soluto por tonelada de solvente.
Lembre-se: 1 g 10-3 kg 10-6t
it = 103 kg
Da mesma forma que a tonelada possui 1 milhao de gramas, 1 kg possui 1
milhao de miligramas (1kg = 10 6mg) e a melhor relacao para ppm é:
ppm: m1 (mg)
m2 (kg)
218
44,5 g APC3
55,5 g Caa2
58,5 g NaCQ
57,00 gAQ(SO4) 3
71,00 g Na2SO4
68,00 g CaSO4
51,67 g Ca3(PO4)2
40,67 g APPO4
54.67 g Na_PO
• 18g H2O
• 18g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
• 18 g H2O
•
•
•
Este tipo de concentracao é muito utilizado no estudo de poluentes,
contaminantes de ambientes de trabalho, etc.
•
Exemplos:
• alcool etilico 780 ppm
•
alcool metilico 156 ppm
•
mon6xido de carbono 39 ppm
• EQUIVALENTE -GRAMA [ E
• ■ Reach- 0 de neutralizacao
• aquela que ocorre da mistura de acid° e um base formando um sal e agua.
ACIDO + BASE SAL H2O
•
• 36,50 g Ho, •
• 26,0 g Al(OH) 3
•
49,00 g H2 SO4 + 37,0 g Ca(OH)
•
40,0 g NaOH
41,
S
32,67 g H3PO4
S • de Ca (OH) 2 ou 26 g MOH) 3. Da mesma forma, 49g de H 2SO4 e 32,67 de H3PO4 A massa equivalente para neutralizar 36,5g de Ha é 40g de NaOH, ou 37g
tambem sao neutralizados pelas mesmas quantidades daquelas bases. •
• Reagentes sao consumidos e produtos sao formados respeitando-se as
• A massa de urn acido necessaria para neutralizar uma quantidade de base e vice-versa, a chamada massa quimicamente equivalente.
• massas quimicamente equivalentes das substancias, durante uma reacao qui-
•
mica.
• ■ Conceito de Equivalente-grama (E)
• a massa quimicamente equivalente de uma substancia necessaria para
• Sendo assim, o conceito de equivalente-grama nao se aplica apenas a rea-
reagir corn a massa quimicamente equivalente de outra substancia.
• cOes de neutralizacao. Sua aplicacao é ampla, e sua unidade é:
• g eq ou g . ece
• 219
•
• • • •
• •
• • •
• •
• • • • • • • • •
• • •
•
• • • • •
• • • •
Outras definicOes derivadas do conceito inicial sAo citadas nas mais diver-
sas obras, de acordo corn o assunto que esta ern estudo, e nos ajudam a enten-
der corn mais facilidade o conceito de equivalente-grama.
Equivalente-grama é a massa de uma substancia que:
>reage com 8g de oxigenio ou produz 5,6 Q, deste gas em CNTP; ou
>reage corn 1g de hidrogenio ou produz 11,2 B deste gas em CNTP; ou
tk5movimenta urn mol de cargas positivas ou negativas durante uma rea-
cao quimica.
Conforme veremos adiante, nas reacOes de neutralizacao que iniciaram
este capitulo, tivemos urn equivalente de acid° reagindo corn urn equivalente
de base, formando urn equivalente de sal e outro de agua.
Equivalentes-grama das substancias
Equivalente-grama de um acid° (E acido )
Eacido = —M (g), em que K = niimero de hidrogenios ionizaveis k
acid° equacao de ionizacAo M K E(g)
bromfdrico HBr H+ Br --•- + 81 1 81
nitric° --•- 63 1 63 HNO3 H++ NO3
sulfuric° --0- + 98 2 49 H2SO4 H+ SO 2-4
fosforico --I.- + 98 3 32,67 H3PO4 H+ PO43
hipofosforoso —0- + 82 2 41 H3P03 H+ HPW
fosforoso 66 1 66 H3P02 H+ H2P0 —.- + 2
Note que nem todos os hidrogenios sao ionizaveis, pois fazem parte do
anion. Sao ionizaveis aqueles determinados pela valencia do anion.
Equivalente grama de uma base (E base)
Ebase = k (g) , em que K = ntimero de OH'
hidroxido de equacao de ionizacao M K E (g)
potassio KOH K+ OW 56 --0- + 1 56
calcio --•- 2 37 Ca(OH) 2 Ca+2 + 20W 74
alumlnio —•- 3 26 Al(OH) 3 A1+3 + 30H - 78
chumbo IV + 4 68,75 Pb(OH) 4 Pb+4 40W 275
magnesio + 2 29 Mg(OH) 2 Mg+2 20H- 58
220
• •
• Equivalente-grama de urn sal (E sal)
• Esal = L4 (g), onde K = total de cargas positivas ou negativas envolvidas
na dissociacao
Sal equacao de ionizacio M K E (g)
Brometo de potassio KBr K+ Br - + 119 1 119
Sulfato de sodio Na2SO4 142 2 71 2Na++ SO -4
Clorato de aluminio AQ,0,03 AN+ 300 - —0- 110,5 3 38,83
Sulfato de aluminio Mz(SO4 )3 342 6 57 —•- 2AN + 3S0+24
Cromato de manganes Mn(Cr04 )2 287 4 71,75 Mn+4 + 2Cr0,-41
• Equivalente grama de um-elemento (E elemento )
= Eelemento (g), onde K = carga do ion do elemento k
Elemento Simbolo M Ion K E (g)
S6dio Na 23 Na+ 1 23
Aluminio Al 27 AP,+3 3 9
Ferro Fe 56 Fe+3 2 28
Ferro Fe 56 Fe+3 3 18,67
Oxigerdo 0 16 0-2 2 8
•
H2SO4 9,8g 49 0,2 eq
• Ca(OH) 2
148g 37 4,0 eq
• Na2SO4 142g 71 2,0 eq
•
NaOH 1600g 40 40,0 eq
• M,
5,4 9 0,6 eq
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• Ntimero de equivalentes-grama (e)
•
• e = E
(eq), onde eq corresponde ao ntimero de equivalentes gramas
contidos em uma determinada massa de substancia
• Substancia massa da amostra
•
• • 221
N —
V
como e 1 = 1 r
eqg = normal = N
m1
N =
EI. V
e como E l = k N = 1 Mi. V
N =
k.m
M1. V
N = k.
• • • •
• • • •
• • •
• • • • • • • • •
• • •
• •
• • • • •
• • • •
NORMALIDADE OU CONCENTRAVIO NORMAL (N)Expressa o ntimero de equivalentes-gramas do soluto dissolvidos em urn
litro de solucao.
Sua unidade a equivalente-grama do soluto por litro (eq/ que tambem é
representada pela letra N, que pode ser Lida "normal".
k
No recipiente ao lado, que contem 2 litros de solucao
0,6N de HNO3, temos:
MHNO3 = 63 g/mol
acid° nitrico — HNO 3 —1 hidrogenio ionizavel = K = 1
E=
E= 63= E = 63 g
1
N = E V mi = 0,6 . 63 . 2
RELA00 ENTRE NORMALIDADE E MOLARIDADE
Molaridade = M =
m
V
k
Normalidade = N = M . V
mi tn.
DILUKAO DAS SOLUOES
Diluir uma solucao significa adicionar-
mos solvente ate a proporcao desejada de sal,
de tal forma que a solucao final obtida seja
menos concentrada que a inicial.
Este recurso é muito utilizado, pois faci-
lita o transporte de substancias atraves da di-
minuicao de peso, volume transportado, etc.
Veja como exemplo o rotulo ao lado, cuja
instrucao de diluicao recomenda o use de
uma parte de xarope e seis partes de agua.
0 mesmo principio é utilizado em varias
atividades industriais, farmaceuticas, do-
mesticas, etc.
222
m = 75,60 g de HNO 3
Volume adicionado
..•••■■10
.01••••••11•MII NININ.M=NEIMI
Cf Nf Til.f tif
m2 It C2 N2 V2
m,
1 C, = ,
2 C 2 = m 2 = Cy,
Se rn, = m, + m 2, temos:
CF VF = C,V, + C2 V2 , entoo:
CF
C,V, + C,V,
VF
Da mesma forma, temos:
TL F -
111, ,V, + t142 V2
VF
NF
N,V, + N2V2
vF
• • •
• • • •
•
• • • •
In = 1 rn2
V, = V, +
CF LF NF
m, = C,V,
Final CF = _ m, = m, + m2 =C,V, V,
223
m, 11, C, N,
• •
•
C m
mr v,
•
N,
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Na diluicao, o que varia é o volume adicionado, pois a massa de soluto é
fixa. Desta forma, enquanto a solucao inicial é concentrada (forte) e de pequeno
volume, a final é diluida (fraca) e apresenta um volume maior.
As relacOes entre concentracoes, para a diluicao sao:
Solucao Inicial Solucao Final
Concentracio C iVi = CF VF
Molaridade
111. 1 V1 = 111, F VF
Normalidade N1 V1 = NF VF
em que VF = V1 + `adicionado
As vezes, a necessario que se prepare uma solucao mais concentrada, e
411/ para isso fazemos evaporar o solvente, de tal sorte que a solucao final apresen-
• to a mesma massa de soluto diluida em menor quantidade de solvente.
• Assim, o volume final sera correspondente a diferenca entre volume inicial e o evaporado, e a solucao final sera mais concentrada que a inicial.
•
•
VF =V1 Vevaporado
• MISTURA DE SOLUOES DE UM MESMO SOLUTO
Tinta vermelha
tinta rosa
Tinta vermelho-clara
Tranporte por vento
e vapor de agua
/ / o
/ / Evapotranspiracao
/r (ellaporacilo das superficies
de terra e agua e
/ I / ' transpiracao das plantas)
/
r
o
/ I
/
I /
Armazenamehio
na neve e gelo
Transporte
em rios
Armazenamento
em lagos
Arma
0
224
POLUI00 DA AGUA
A agua esta difundida na nature-
za nos seus estados liquido, gasoso e
solid° sobre 73% do planeta. Sua dis-
tribuicao é, aproximadamente, a se-
guinte: 97,2% nos mares e oceanos;
2,15% nas geleiras e calotas polares;
0,62% nas aguas subterraneas;
0,0091% nos lagos e rios, e 0,001% na
umidade atmosferica.
A solucao obtida da mistura de
outras duas ou mais, possui proprie-
dades intermediarias que tendem a se
aproximar daquela que participa em
maior volume.
Para o filosofo Tales, nascido em
Mileto por volta de 640 a.C., a agua era
a materia basica ou o elemento a partir
do qual se formavam todos os outros
(afirmativa muito precisa para a epo-
ca). Ele dizia que a Terra era um disco
que flutuava na agua, sendo que nes-
ta estava a origem de toda a vida. As-
sim, os seres vivos apareceram na Terra
• • • •
• •
• • •
• •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • • • • • • •
• • •
•
• •
• •
•
• •
• • • • •
•
• • • • • •
• • • • • •
• • •
• •
quando o Sol a secou e os mares liber-
taram os tesouros do seu interior. Teo-
rias antigas como essa foram revistas,
mas ainda hoje a agua é de necessida-
de fundamental a vida das celulas ani-
mais e vegetais. Basta que o conteildo
de agua caia 20% para provocar a
morte dos tecidos celulares, tamanha
é sua importancia para a vida.
A AGUA
A agua é formada por um atom°
de oxigenio e dois de hidrogenio. Sua
composicao percentual é de 11,19% de
hidrogenio e 88,81% de oxigenio. Os
hidrogenios ,estao unidos ao oxigenio
por meio de uma ligacao covalente.
A agua, em seu estado natural
mais comum, é urn liquido transpa-
rente, sem sabor e sem cheiro, mas que
assume a cor azul-esverdeada em lu-
gares profundos. Possui uma densida-
de maxima de 1 g/cm 3 a 4°C e seu ca-
lor especifico e de uma caloria por
grama e por grau Celsius.
Ela executa um ciclo natural que
emprega, grosso modo, 400 trilhoes
de toneladas ao ano, 300 das quais
evaporam de todos os mares e ocea-
nos e o restante dos continentes, dos
lagos e dos rios. Toda essa agua
condensa-se e volta a cair sobre a su-
perficie terrestre em forma liquida —
chuva — ou solida — neve, granizo.
Nas terras emersas caem cerca de
100 trilhOes de toneladas. Uma parte
corre para o mar, sob forma de rios e
torrentes; parte, apps embeber o terre-
no, é absorvida pelos vegetais, por
meio dos quais reevapora e, finalmen-
te, vai formar rios ou lagos subterra-
neos, para depois voltar a emergir e
constituir rios ou lagos superficiais
ou, entao, voltar diretamente, sem
reemergir, para o mar.
Por efeito do calor solar, a maior
parte de agua que chega a superficie
terrestre evapora novamente, recome-
cando o ciclo.
Em comparacao corn a agua doce,
a agua dos mares e dos oceanos con-
tem grandes quantidades de sais. A
salinidade nao é igual em todos eles. A
maior é a do mar Vermelho, com 39
gramas por litro. 0 cloreto de sodio
(NaCQ,) corresponde a 77% dos sais
contidos na agua do mar, dando-lhe o
sabor salgado. Ja os 11% de cloreto de
magnesio (MgCQ, 2) sao responsaveis
pelo seu sabor amargo. A densidade
da agua do mar é superior a da agua
pura. Sao chamadas de agua doce as
aguas terrestres que tern uma sa-
linidade muito baixa. Sua principal
fonte é a chuva, que é a agua quase
pura, pois contem apenas uma peque-
na quantidade de oxigenio e de dioxi-
do de carbono (CO 2) em solucao.
As quantidades de sal que as
aguas terrestres podem conter variam
muito, conforme os terrenos que te-
nham atravessado. Os sais mais co-
muns sao: sulfatos, nitratos, cloretos e
bicarbonatos de sOdio, potassio, cal-
cio, ferro e magnesio.
As aguas que possuem quantida-
des apreciaveis de sais de calcio e de
magnesio recebem o nome de aguas
duras. E que esses sais produzem uma
reacao, chamada precipitacao, nos sa-
bOes e detergentes que ficam "duros"
(como se tivessem sapoleo).
A formacao dos precipitados pro-
voca uma reducao do tempo de vida
dos eletrodomesticos, como lavadoras
de roupas ou de pratos, e causam ex-
plosOes em caldeiras (tais equipamen-
tos devem utilizar as aguas moles ou
desmineralizadas), se nao sao toma-
das as precaucoes adequadas (trata-
mento da agua).
225
Agua suja
Filtro
Sulfa to de
aluminio
DECANTAcAo
Camada de areia
--
Camada de carbono
Camada de turfa
FILTROS DE CARBONO 1!+
Cloro
CLORAcAo
Quando as quantidades de sais de
calcio e de magnesio sao muito peque-
nas, as aguas sao chamadas de aguas
moles.
A POLUKA 0 DA AQUA
0 homem usa a agua para satisfa-
zer necessidades domesticas, agrico-
las e industriais, como meio de trans-
porte e destino de residuos. Em quan-
tidades pequenas, eles sao decompos-
tos pela acao de microorganismos. Por
outro lado, a quantidade excessiva de
residuos provoca uma degradacao das
bacias fluviais e das costas, impossibi-
litando a vida nessas aguas.
A contaminacao da agua pode vir
do campo em sua dupla vertente: a
pecuaria e a agricultura. A grande
concentracao hurnana nas cidades
tambem é responsavel por uma parteimportante da contaminacao. Ali sur-
gem verdadeiros rios de esgoto que
arrastam residuos solidos.
A principal e mais perigosa fonte
de contaminacao sao as inclustrias,
corn os residuos industriais que des-
pejam nas Aguas.
No campo, os principais poluen-
tes sao: sais, adubos, pesticidas, ester-
co, urina, e nas cidades, excrementos,
lixo, produtos de limpeza, sabeies, de-
tergentes, papeis, arsenico, cianetos,
cromo, chumbo, mercurio, residuos
organicos etc.
A agua destinada ao consumo hu-
mano deve passar por um processo de
potabilizacao — conjunto de tratamen-
tos fisicos, quimicos e biologicos aos
quais se submete a agua para torna-la
V
Agua
potavel
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
• •
• •
Tratamento de agua
226
potavel, isto é, apta para o consumo
humano. Para tal, e submetida a uma
complexa e dispendiosa serie de ma-
nipulaceies para garantir a ausencia
de particulas solidas (filtracao), inclu-
sive em suspensao (adig -do de subs-
tancias floculantes — que possui a pro-
priedade de agrupar em granulos as
particulas solidas de uma suspensao
—e decantacao — separacao por gravi-
dade, de impurezas solidas contidas
em um liquido), evitar os maus chei-
ros e sabores (filtros de carvao) e eli-
minar os microorganismos (cloracao
—adicao de cloro) antes de chegar em
nossos lares.
Resumindo podemos classificar
os agentes poluidores da agua, que
venham a considers-la impropria a
vida, vegetal e animal e tambem para
o consumo publico, agricola e indus-
trial em:
dos esgotos industriais que vao
para os rios e lagos, poluindo-os; a so-
lucao é o tratamento dos esgotos, pro-
cesso muito caro e ainda pouco usado
em nosso pais;
t:t> os microorganismos causadores
de doencas tais como a disenteria, a
colera, a febre tifoide etc.
q>os fertilizantes agricolas que sao
carregados pelas aguas da chuvas;
q>os compostos organicos sinteti-
cos, como plasticos, detergentes, sol-
ventes, tintas, inseticidas etc.;
t;t> o petroleo que vaza de pocos
submarinos e de navios, matando
enorme quantidade de plantas, peixes
e ayes marinhas;
dos compostos inorganicos, como
acidos, bases e sais, que sao lancados
nos lagos, rios e mares pelas indds-
trias. Bastante perigosos sao os com-
postos de metais pesados (Cu, Zn, Pb,
Cd, Hg etc.); assim como, por exemplo,
a poluicao de mercdrio, provocada por
garimpeiros que buscam ouro.
OS EFEITOS DOS SOLUTOS NAS
PROPRIEDADES DA AGUA
A agua dissolve muitos corpos
solidos, liquidos e gasosos, especial-
mente acidos e solidos ionicos. Al-
guns compostos de carbono tambem
se dissolvem na agua, como o alcool,
o actIcar e ate a ureia, mas a maioria
dos outros compostos sao insoluveis
em agua, como e o caso do benzeno,
das graxas, do petroleo ou da borra-
cha. Por ser polar, a agua aproxima-se
dos ions que formam um composto
ionico (solido) pelo polo de sinal con-
trario a carga do ion, conseguindo as-
sim anular sua carga e desprende-lo
do resto do solido — o ion é rodeado
pela agua — evitando que ele regresse
ao solido. Um exemplo claro é a acao
da agua sobre o cloreto de sodio
(NaCP,), o conhecido sal de cozinha.
Alguns compostos, os chamados
agentes desidratantes, tern uma afini-
dade tao forte corn a agua que sao ca-
pazes de remove-la de outras subs-
tancias.
0 acido sulfurico concentrado é
um agente desidratante bastante po-
deroso que pode remover oxigenio e
hidrogenio de certos compostos,
formando agua onde ela nao existia
antes.
E importante ressaltar que a agua
fica, freqiientemente, presa dentro
dos cristais de outras substancias.
227
•
•
•
• •
• •
•
• •
• • •
• •
•
• • •
• •
• • •
• •
• •
•
• •
• •
• • •
•
• •
• • •
• •
• •
• • •
•
• •
•
• •
•
• •
• • • •
• • • • •
Quando isso acontece, ela é denomi- perdem as aguas de cristalizacao em
nada agua de cristalizacao. Um corn- contato corn o ar. Ja os higroscopicos
post° pode perder sua agua de crista- tern cristais que absorvem a agua do
lizacao durante um aquecimento in- ar. Os dessecadores muitas vezes
tenso, quando passa a ser conhecido usam tais compostos para secar outras
como anidro. A adicao de agua a cris- substancias, por exemplo a silica gel
tais de anidros devolve a agua de cris- urn pó, que vem dentro de urn saqui-
talizacao. Alguns compostos, ditos nho, geralmente quando compramos
eflorescentes, apresentam cristais que aparelhos eletronicos.
ATIVIDADES
Solucoes
131 (PUC — BA) Exemplificar um coloide;
a) a solucao fisiologica;
b) o suco de laranja;
c) a agua mineral radioativa;
d) uma solucao concentrada de soda caustica;
e) uma solucao diluida de acid° sulfuric°.
132 (U. Sag. Coracao — SP) A caracteristica que melhor diferencia solucoes ver-
dadeiras de dispersOes coloidais e de suspensOes é:
a) a acao da gravidade sobre as particulas;
b) visibilidade das particulas ao microscopio comum;
c) acao do filtro comum sobre as particulas;
d) dimensao das particulas;
e) acao de ultra centrifugadores sobre as particulas.
133 (FAM) Se dissolvermos totalmente uma certa quantidade de sal em solven-
te e por qualquer perturbacao uma parte do sal se depositar, teremos no
final uma solucao:
a) saturada com corpo no fundo;
b) supersaturada corn corpo no fundo;
c) insaturada;
d) supersaturada sem corpo no fundo;
e) saturada sem corpo no fundo.
228
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
•
• • •
• •
• •
• •
•
• •
• •
(EEM) Evapora-se completamente a agua de 40 g de solucao de nitrato de
prata, saturada, sem corpo de fundo e obtem-se 15 g de residuo solid°. 0
coeficiente se solubilidade do nitrato de prata para 100 g de agua na tern-
peratura da solucao inicial é:
a) 25 g; b) 30g; c) 60 g; d) 15 g; e) 45 g.
135 Uma solucao de K2SO4 em agua foi preparada de acordo com os seguintes
dados:
K = 39 S = 32 0 = 16 420 = 1 g/ml
= 8,7 g m2 = 500 g V=500mQ
Pede-se calcular:
a) a concentracao em g d) a molaridade da solucao;
b) a densidade em g/cm3; e) a normalidade da solucao;
c) o titulo percentual do solido f) a molalidade da solucao.
136 Uma solucao de iodeto de sodio em agua foi preparada de acordo corn os
seguintes dados:
Na = 23 I = 127
dH2o = 1 g/mQ.
m1 = 60 g m2 = 240 g V = 250 na
Calcule:
a) a concentracdo em g d) a molaridade da solucao;
b) a densidade em g/P,; e) a normalidade da solucao;
c) o titulo percentual do soluto; f) a molalidade da solucao.
137 (EEM) Uma solucao de urn dado soluto foi preparada a partir de 160 g de
agua. Se o titulo da solucao é 0,2, calcule a massa do soluto.
138 (UF Fluminense) Uma solucao contem 18,0 g de glicose (C 6H1206), 24,0 g de
acid° acetico (C 2H402) e 81,0 g de agua (H 2O). Qual a fracao molar do acid°
acetic° na solucao?
a) 0,04; b) 0,08; c) 0,40; d) 0,80; e) 1,00
139 (FUR — RN) Uma solucao preparada tornando-se 1 mol de glicose (C 6H1206)
e 99 mols de agua (H 2O) apresenta fraceies molares do soluto e solvente,
respectivamente, iguais a:
a) 0,18 e 0,82;
b) 0,82 e 0,18;
c) 0,90 e 0,10;
d) 0,10 e 0,90;
e) 0,01 e 0,99.
229
140 A composicao quimica provavel de uma agua mineral é:
a) fosfato de bario
b) fosfato de calcio
0,23 gn
0,82 gfi;
c) bicarbonato de magnesio 54,51 gn
d) fluoreto de estroncio
0,04 gfi;
•
• • •
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Expresse tais valores em ppm.
141 Uma solucao tem 28,4 g de Na 2SO4 diluidas em 500 Ira de solucao. Se adi-
cionarmos 1500 me de agua a esta solucao, quais serao seus valores de con-
centracao, molaridade, e normalidade?
142 (PUC — SP) No preparo de 2Q, de uma solucao de acido sulfurico, foram
gastos 19,6 g do referido acido.
Calcule:
a) a molaridade da solucao;
b) a molaridade obtida pela evaporacao dessa solucao ate que o volume
final seja de 800 rra.
143 (UFRJ) Urn alunodeseja preparar 1500 n-0, de uma solucao 1,4 M de acido
cloridrico, diluindo uma solucao 2,8 M do mesmo acido:
a) Que volume da solucao mais concentrada deve ser usado?
b) Que volume de agua é necessario para a diluicao?
144 (UFAC) Qual a molaridade de uma solucao de hidroxido de sodio formada
pela mistura de 600 mi de solucao 5M e 300 ml de solucao 2M?
a) 1,5 molfi;
b) 2,0 molfi;
c) 2,5 molfi;
d) 3,5 molfi;
e) 4,0 molfi.
145 (FESP) 0 volume de uma solucao de hidroxido de soclio 1,5 M que deve ser
misturado a 300 ml de uma solucao 2 M da mesma base, a fim de torna-la
solucao 1,8 M é:
a) 200 me;
b) 20 inP,;
c) 2000 me;
d) 400 ml;
e) 350 ml.
230
AMON
4110
TAGLIATELLE oi,
INFORMAZIONI NUTRIZIONALI
Valor) mina par 1009 di prodotto
product Nutritional information par 1 of
1 • • u ItChtmarn.arPapnu:niattn itUTIttlittikh
ENERGIA - ENEKEIA Kcal 372
ENERGY VALUE • VALEUR ENERGETIQUE kJ 1575
ENERGIEWERT - VALOR ENERGETICO
PROTEINE - OPC/tE NEE PROTEIN-
PROTEINES - EIWEISS - PROTEINAS
9 13,5
CARBOIORATI YaATANePAI0a CARBOHYDRATE- g 71,6
GLUCIOES KOHLENHYDRATE CARBOHORATOS
GRASSI • AlriAPA • FAT - LOVES- FITT - GRAMS • 3,5
• • •
•
• •
•
•
•
• •
• •
•
• •
•
• • •
• • •
• • • •
•
•
• • •
• •
Termoquimica
Em toda reacao quimica ha uma troca de energia. Essa energia se manifesta
de diferentes maneiras, seja pela emissao ou absorcao de luz, de calor, de ele-
tricidade, ou mesmo pela mudanca de estado de um ou mais participantes.
Na termoquimica estudaremos somente o calor absorvido ou liberado du-
rante uma reacao quimica. Tal forma de energia recebe o nome particular de
calor da reacao.
UNIDADES DE QUANTIDADE DE CALOR
No Sistema Internacional de Uni-
dades a unidade de quantidade de calor
é o joule (J).
Apesar de o Brasil ter adotado o SI
desde 1960, em substituicao ao Sistema
Metric() Decimal, ainda encontramos
em use muitas unidades nao relaciona-
das por ele.
E o caso por exemplo, da caloria
(cal) e seu mtiltiplo quilocaloria (kcal).
Sempre que possivel, deve-se fazer a
conversao para joules.
1 cal = 4,18 J e 1 kcal = 4,18 kJ
231
•1
0
41
4
1
IP
I
I
II
I
I
10
4
1
ID
I
I
II
I
I
ID
I
P
• •
• •
• •
• • •
• • • •
•
• •
• •
H(J) A
H
carvab +
calor liberado
AH
cinzas + CO2
30-
tempo
H,
calor
calor calor
calor
ENTALPIA (H)
Denomina-se entalpia o conteudo global de calor de urn sistema, sendo
atualmente a forma mais usada para expressar o conteticlo calorifico de uma
substancia numa reacao quimica.
■ Variacao da entalpia
A diferenca entre entalpia dos produtos e a entalpia dos reagentes corres-
ponde ao calor liberado ou absorvido em uma reacao, denominada variacao de
entalpia ou calor de reacao e simbolizada por
AH = H –H p r
REAOES EXOTERMICAS
Reacoes exotermicas sdo aque-
las que liberam calor para o ambi-
ente externo.
Ex.: queima de alimentos pelo
organismo, reacOes de combustao.
A combustao do carvao vegetal pode ser representada pela equacao:
Carvao + 02(g) —0- cinzas + CO2(8) + calor
Graficamente, fica:
Desta forma , o AH de uma reacao que perde calor é negativo, pois os pro-
dutos estao em urn estagio de energia menor que os reagentes.
AH = AH –OH =OH<O p
232
AH
H(J) A
H
calor
absorvido
Hr
',-
tempo
• • • • • •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• pela equacao:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
As equacOes abaixo indicam como se deve representar uma reacao
exotermica, sendo que a ultima é mais utilizada.
2C + 3H + —1 0 —0- CHOH + 276 J
(s) 2(g) 2 2(g) 2 5
1 C(s) + 3H2(g) 2 + — 0 2(g) —0- C2H5OH(D OH = - 276 J
REAOES ENDOTERMICAS .
ReacOes endotermicas sao aque-
las que absorvem calor do meio ex-
terno ou requerem aquecimento
para seu desenvolvimento.
Ex. coccao de alimentos.
A decomposicao do hidrogenio molecular em hidrogenio at6mico é dada
H2 (g) + calor = 2H (g)
Graficamente, fica:
Sendo assim, o Ali de uma reacao que recebe calor é positivo ou maior que
zero, pois os produtos possuem mais energia que os reagentes.
AH = H -H SOH>0 p r
233
calor /
I /
calor
Reacao
endotermica
•
• •
•
• •
• •
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
• •
•
• •
• • •
•
•
•
• •
As equacoes abaixo sao exemplos de representacao de reacoes
endotermicas, sendo a segunda a forma mais usual.
1 Fe203(s) + 3H2(8) + 12 KJ 2Fe (s) + 31-1 20(0
2 Fe2O3(s) + 3H2(0 2Fe (s) + 3H200) AH = +12kJ
CALOR DE COMBUSTAO OU ENTALPIA DE COMBUSTAO
E a variacdo de entalpia (OH) ou calor liberado na queima de urn mol de
combustivel a 25 °C e latm (condicoes padrao).
C3H8(g) + 5 02(g) 3 CO2(g) + 4 H20(g)
AH = - 2046 kjimol
CALOR DE DISSOLUCAO OU ENTALPIA DE DISSOLUcA0
Representa a quantidade de calor envolvida na dissolucao de um mol de
substancia, ate que a solucao se tome aquosa (dissolucao infinita)
H2SO4(o + nH 20V) H2SO4(aq)
OH = - 95,72 kJ/mol
CALOR DE NEUTRALIZA00 OU ENTALPIA DE NEUTRALIZA00
Indica o calor liberado por equivalente-grama de acido e de base neutrali-
zadas na reacao, nas condicoes padrao.
Para acidos e bases fortes em meio aquoso, o calor liberado (OH) é constan-
te e vale 57,13 KJ/eq
HO,(aq) + Na0H(aq) NaCQ,(aq) + H 200) AH = - 57,15 kJ
CALOR DE LIGA00, ENTALPIA DE LIGA00 OU ENERGIA DE
LIG/KA°
E a quantidade de energia necessaria para desfazer urn mol de ligagOes, de
dois atomos no estado gasoso, nas condicoes padrao.
Ex: Para se transformar hidrogenio molecular em hidrogenio atomico, pre-
cisamos fornecer 436 kJ/mol de ligacao (reacao endotermica).
Assim:
Hvo + 436 kJ 2H (g)
Hvg) 2H(g) AH = +436 kJ
ou esquematicamente:
H—H H+H
energia para
quebrar a ligagab
234
•
•
•
No sentido inverso a reacao é exotermica.
2H(g) H 2(g) + 436 kJ
• ou
2H (g) H 2(g) AH = - 436 kJ
11 + H N$4.4
energia 311%1/44
112
Ligacao
Energia
kJ/mol kcal/mol
Ligacao
Energia
kJ/mol kcal/mol
H - H 436,0 104,3 C=C 614,2 146,9
H - F 563,0 134,7 C C 833,4 199,4
H - 431,8 103,3 H - 0 463,5 110,9
H - Br 366,1 87,6 0 = 0 468,6 112,1
C - H 413,4 98,9 N=N 945,4 226,2
c - o 353,5 84,6 N - H 391,0 93,5
c - F 434,3 103,9 N- CQ 192,6 46,1
C - 0, 327,2 78,3 F - F 153,1 36,6
C - Br 280,7 67,2 CQ, - CQ 242,6 58,0
C - C 346,8 82,9 Br - Br 192,8 46,1
• Nas reacOes quimicas, ocorre a ruptura das ligacOes entre alguns atomos
nos reagentes, para que estes possam se ligar a outros atomos ou grupos, for-
e/ mando os produtos que sao novas substancias.
• Logo, durante a quebra das ligacoes dos reagentes, temos um processo
•
endotermico, poise necessario que se forneca energia para que se de a ruptura.
Ja, a medida que as ligacoes dos produtos vao se formando, ocorre liberacao de
• energia, e o processo é exotermico.
• Se a quantidade de energia absorvida (reagentes) for maior que a liberada
•
(produtos) a reacao sera endotermica, e exotermica se ocorrer o contrario.
• Exemplo:
• Na reacao H3C - CH3(g) + a2(g) H3C - CO3 211 (g) + H2(g)
• o calor da reacao pode ser calculado da seguinte maneira:
•
•
•
• ou esquematicamente:
• •
•
I
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
tentamos visualizar as ligacOes que serao rompidas e as que serao forma-
das.
H H H Cl
I I I I ,,,,,,--/-
H-C-C-H+CP, I CP,-.-H-C-C-H+H T H
1 1 #
1 1 -...-
H H H CP,
Absorvida Liberada
2 ligagOes C— H= 2 X 413,4 = 826,8 2 ligaceies C — = 2 x 327,2 = 654,4
1 ligacao — C. = 1 x 327, 2 =327,2 1 ligacao H— H= 1 x 436,0 = 436,0
1154,0 kJ 1090,4 kJ
A energia liberada foi superior a absorvida, e o saldo foi de 36,4 kJ, logo a
reacao é exotermica e seu OH = - 36,4kJ
CALOR DE FORMA00 OU ENTALPIA DE FORMA00
Nas condiceies padrao (25 °C e 1 atm), corresponde a energia liberada ou
absorvida na sintesede um mol de uma substancia a partir de substancias sim-
ples que participam de sua formula final.
As substancias simples, por convencao, possuem entalpia igual a zero, e
quando houver mais de uma variedade alotropica desta substancia, sera consi-
derada como de entalpia zero a mais comum.
Assim temos:
Elemento substancia simples substancia simples corn
corn H = 0 H > 0 (menor comum)
H H2
O 02 03
C
C gra fite
C diamante
S
s rombico S monoclinic°
P vermelho Pbranco
N N2
F F2
Br Br2
I
12
236
1 r-N 2. H + -0' H20() 2(g) 2 2(g) AH2 = -286,0 kJ/mol
1 3. H + -0" H20(s) 2(g) 2 2(g) AH3 = -291,8 kJ/mol
41 •
• A seguir, temos as equagOes que representam a formacao da agua em seus
tres estados fisicos a partir das substancias simples e a representacao dos tres
• processos.
Equagoes
f-N
1. H2( +
1 H20(v)
•
g) 2 2(g)
Calores de formacao
AH1 = -241,6 kJ/mol
•
•
•
• Graficamente, pode-se representar os processos da seguinte maneira:
H(J)
0 •
•
-100
• _ 200
•
•
- 300
•
A f 1, (9) + 2 0 2(g) Substancias simples
Oa-
AH1
H2O (v)
A1-12 AH3
y H20„,
14 n
2 (s)
A tabela a seguir, relaciona os calores de formacao a partir de suas substan-
cias simples, nas condicOes padrao.
Calores de formacao a 25°C e 1 atm
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Substancia kJ/mol kcal/mol substancia kJ/mol kcal/mol
Ag Br (s) - 99,5 - 23,8 CO - 110, 0 - 26,3
Ag 0, (S) - 127,0 - 30,4 CO2 - 393, 0 - 94,0
Age 0 (s) - 30,6 - 7,3 H20 (e) - 258, 8 - 61,9
Al203 (S) - 1670,0 - 399,5 H202(e) - 187, 6 - 44,9
Ba 0,2 (S) - 860,0 - 205,7 H2SO4(e) - 811, 3 - 194,1
Ba CO3 (S) - 1218,0 - 291,4 KBr (S) - 392, 2 - 93,8
Ba O (S) - 558,1 - 133,5 MgC2(S) - 641, 8 - 153,5
Ba SO4 (S) - 1465,0 - 350,5 Mg (OH) 2(s) - 924, 7 - 221,2
Ca 02 (S) - 795,0 - 190,2 Na 0,(s) - 411, 0 - 98,3
Ca CO3(S) - 1207,0 - 288,8 NaOH(s) - 426, 7 - 102,1
Ca 0 (S) - 635,0 - 151,9 NH3(g) - 46, 2 - 11,1
Ca (OH)2 (S) - 986,0 ' - 235,9 NH4C , (s) - 315, 4 - 75,5
Ca SO4 (S) - 1432,7 - 342,7 NH4NO3(S) - 365, 1 - 87,3
C 0,4 (e) - 139,5 - 33,4 NO(g) + 90, 4 - 21,6
CH4 (g) - 74,8 - 17,9 NO2(g) + 33, 9 - 8,1 • 237 •
CGRAFITE + 02 (g) 1° Processo CO2 (g)
20pr
res5° Ocesso
`7-
Hermann Henrique Hess
(1804- 1850) — Quirnico suico
considerado o "Pai da Termo-
quirnica". Viveu lecionando
toda sua vida na RUssia e esta-
beleceu a lei fundamental da
Termoquimica, que tern seu
nome.
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
• • •
•
• •
•
•
CALCULO DO CALOR DE REA00 — LEI DE HESS
0 calculo do calor de reacao é regido pela apli-
cacao da Lei de Hess (lei da soma dos calores de re-
acao), cujo enunciado é o seguinte:
"0 calor liberado ou recebido numa reacao
quimica é o mesmo quer a reacao se processe dire-
tamente, quer atraves de etapas intermediarias".
Vejamos a aplicacao dessa lei na reacao de corn-
bustao do carbono grafitico fornecendo gas carbo-
nic°. A obtencao de CO, (g) se realizard nao impor-
tando o numero de etapas em que a reacao se pro-
cesse.
Verifica-se que a obtencao de CO 2 (g) pode ser
escrita atraves de dois processos.
inicio fim
CO + 1/2 O(5) 2(G)
estado intermediario
Podemos equacionar a representacao grafica anterior da seguinte forma:
■1° processo
Cgrafite + 02 (g) CO2(g) — 94 kcal
■2° processo (duas etapas)
1' etapa: Cgrafite + 1/2 02 (g) --0- CO(g) —26 kcal
2' etapa: CO (g) + 1/2 02 (g) —> CO2 (g) — 68 kcal
+ 02 (g) —0- CO2 (g) — 94 kcal Cgrafite
Observe estas ultimas equacOes. Somando-se membro a membro, obtem-se
a equacao inicial. Perceba tambem que a soma dos calores de reacao das duas
ultimas reacCies da exatamente o calor de reacdo da primeira. Logo, o calor pos-
to em jogo na queima do C para CO 2 é determinado algebricamente por meio
da duas ultimas equacOes intermediarias conhecidas experimentalmente.
Resumindo, diriamos que a aplicacao da Lei de Hess nos permite calcular
algebricamente o calor de uma reacao.
Graficamente, o calculo tambem poderia ser feito, utilizando-se o seguinte
metodo.
238
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
•
Hikcall
0
A
O /2 = 68 kcal
CO2 ,9)
AH = OHl + AH2 (C(graf) CO2(g))
AH = -26 + -68
OH = – 94 kcal ou – 392,95J
EXERCICIOS RESOLVIDOS:
1 Calcule o valor de AH para o processo:
H20(v) —0- H20(1)
sendo dadas as reaceies intermediarias:
a) H2(g) + 1 / 2 02(s) --11' H2O() AH = – 68,3 kcal
b) H2(g) + 1 / 2 02(g) —0- H20(v) AH = – 57,8 kcal
Resolve-se:
1) conservando a escrita da equacao intermediaria a;
2) invertendo-se a equacao intermediaria b para que substancia AH 20( „) per-
maneca no local dos reagentes, como consta na reacdo de AH desconheci-
do. Nessa inversao, o valor numeric° do AH de negativo passa a positivo.
Em seguida, basta soma-los:
a) H2(g) + 1 / 2 02(g) —0- H20(e) AH = – 68,3 kcal
b) H20(v) H2(g) + 1 / 2 02(g) AH = + 68,3 kcal
H20(v) H20a) AH = – 10,5 kcal
239
1 G gulf °2(g) T °2(g) Substancias simples
A1-1 1 = 26 kcal
V
Co to
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Resolucao grafica:
A
A
AH2 = + 57,8
A H
H2 0 (c)
AH = (-68,3) + (+ 57,8)
= —10,5 kcal ou — 43,9 kJ
2 Calcule o valor de AH para o processo:
3 C2H2(g) C6H6(Q)
sendo dadas as reaceies intermediarias:
a) C2H2(g) + 5/2 02(g) —0- 2 CO2(g) + H 2O() AH = —310 kcal
b) C6H6(0 + 15/2 02(g) 6 CO2(g) + 3 H20(0 AH = — 799,3 kcal
Resolve-se:
1) multiplicando-se a equacao a por 3
2) invertendo-se a equacao b.
Observe: 3 C2H2(g) C6H6a)
SuItiplicarpor 3 invei ter
a) C2H2(g) + 5/2
2(g)
2 CO2(g) H20(0
b) C6H60.; ± 15/2 02(g) 6 CO2(g) + 3 H20(0
Logo:
a) 3 C2H2(g) + 15/2 02(g) —0" 6 CO2(g) + 3 H20(0 AH = — 930 kcal
b) 6 C2H2(g) + 3 H20(0 C6H6(0 + 15/202(g) AH = — 799,3 kcal
3 C2H2(g) —1•- C6H6(t)
AH = — 130,7 kcal
240
H(kcal)
0
H21g) °2(g) Substancias simples
AH = — 63,8 kcal
H2 0 (g)
AH = — 310 kcal
AH = — 799,3 kcal
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
Resolucao grafica:
1-1(kcall
0
A
4H = 930 kcal
AH2 = 799,3 kcal
V 6CO2(,) +3H2q
AH = (- 930) + (799,3)
AH = - 130,7 kcal ou 543,4 kJ
3 Calcule o valor de AH para o processo:
C(s) 2H2(g) CH4(g)
sendo dadas as reacoes intermediarias:
a) C + 02(g) —' CO2(g)
AH = -94,1 kcal
b) H2(g) + 1 / 2 (g) H20(Q)
AH = -68,4 kcal
c) CH4(g) 202(g) CO2(g) 2H20(P)
AH = - 212,8 kcal
Trabalhe de inicio localizando as substancias da equacao cujo AH é desco-
nhecido nas equacoes intermediarias a, b e c:
C (S) + 2H
2(g)
CH
(s) 4(g)
trwittpht.ar inverter
equnat:La a equatao por 2 equacAo
a) C(s) +,02(g) 7CO2(g)
b) H2(g) +
✓
/2 02(g) H20(0
c) CH4(g) + 202(g) —0' CO2(g) 2H20(o
Alp& isso, teremos:
a) C(s) 02(g) —0' CO2(g)
b) 2H2(g) + 02(g) 2H20(Q)
c) CO2(g) + 2H20(g) CH4(g) + 202(g)
C
(s)
+ 2H2(g) CH2(g)
241
3C2H2(9) + 02(,)
Substancias simples
C6 H6(9
AH
AH = -94,1 kcal
AH = -68,4 kcal
AH = -212,8 kcal
AH = —94,1 Kcal
AH = 2(-68,4 Kcal)= —136,8 Kcal
AH = -212,8 Kcal
AH = -18,1 Kcal
•
•
ATIVIDADES: •
146 Determine o calor de formacao do carbono diamante a partir das reacoes •
intermediarias a e b:
C (grafite) C (diamante) AH = ?
a) C (grafite) + 02(g) —,- CO2 (g) AH = –392,9 kJ
•
b) C (diamante) + 02 (g) -11" CO2 (g) AH = –413,8 kJ •
147 Calcule o calor de formacao de urn mol de etanol a partir das reacoes inter-
• mediarias:
2 C(S) + 3H2(g) + 1/2 02 (g) C2H2OH() AH = ? •
sendo dadas as reacoes: •
a) 2 CO2 (g) + 3 H20(0 0--► 3 02 (g) C2H5OH(1) AH = + 1366,9 kJ •
b) 2 C(S) + 2 02(g) 2 CO2 (g) AH = – 785,8kJ •
c) 3 H20(1) -II' 3 H2 (g) + 3/2 02(g) AH = + 852,7 kJ •
148 Calcule o valor de AH para a reacao:
• C(S) + H2 (g) -0' H2 (g) + CO(g) AH = ?
a partir das reacoes: •
• a) C(s) + 1/2 02 (g) CO (g) AH = –110,4 kJ
• b) H2 (g) + 1/2 0, (0 --0- H20(g) AH = –241,6 kJ
•
149 Calcule o calor de reacao de:
•
C(s) + 2 S (s) CS2 (1) AH = ? 41
sendo dadas as reacoes:
•
a) CO2 (g) + 2 SO2 (g) —0- 3 02 (g) + CS2 (1) AH = + 265 kcal
•
b) C(s) + 02 (g) CO2 (g) AH = – 94 kcal •
c) 2 SO2 (g) 2 S(s) + 2 02(g) AH = + 140 kcal
150 Calcule o AH da reacao abaixo: •
C3H8(g) + 5 02 (g) 3 CO2 (g) + 4 H2O (g) AH = ? •
a partir das reacoes intermediarias: •
a) 3 C (S) + 4 H2 (g) C3H8 (g) AH = – 103,7 kJ •
b) C(S) + 02(g) --1"- CO2(g) AH = – 392,9 kJ
c) H2(g) + 1/2 02(g) -0- H20(s) AH = – 241,6 kJ •
242 •
•
• •
• 151 Determine o calor da reacao:
•
2 K(s) + 1/2 0 2(g) K20(s) a partir de:
•
a) K(s) +H20(I) K2OH(s) + 1/2 H2 (g) AH = —75 kcal
b) K20(,) + H200) 2KOH AH = — 80 kcal
c) H2(g) + 1/2 02(0 H2O(() AH = — 68 kcal
• Converta o resultado para joule.
• Sendo assim, a energia da ligacao P — H e:
• a) 1,2 . 102 kJ/mol; c) 3,2 . 102 kJ/mol; e) 8,6 . 102 kJ/mol;
• 9,6 . 102 kJ + PH3 P(g) + 3H(g)
•
•
• • •
• 152 Cada grama de alcool etflico (C 2H60) fornece 7 kcal ao organismo humano, dan-
nao contem as substancias alimenticias necessarias a manutencao do corpo sau-
do-lhe energia e reduzindo a fome. No entanto essa é uma energia vazia, pois
davel, tais como vitaminas e aminoacidos, e que leva os akoolatras a urn estado
de deficiencia nutricional multipla. A massa de alcool necessaria para produzir
3010 kcal, energia suficiente para manter urn indivicluo por urn dia, sera:
(F.C. Chagas — BA) A dissociacao de 1 mol de fosfina (PH3) é representada por:
a) 21 000 g; b) 19 780 g; c) 322 g; d) 430 g; e) 138 460 g.
• b) 2,4 . 102 kJ/mol; d) 4,8 . 102 kJ/mol;
• 154 (UFSCAR) Dadas as energias de dissociacao (estado gasoso) abaixo:
• H — H : AH = + 104 Kcal/mol
• H — CQ : AH = + 103 Kcal/mol
•
0, — 0, : AH = + 58 Kcal/mol
•
Conclui-se que o calor de reacao (AH)
H2(g) CP,2(g) 2Ha(g) Sera igual a:
•
a) — 206 Kcal; c) — 59 Kcal; e) — 22 Kcal;
• b) — 103 Kcal; d) — 44 Kcal;
•
(UFMG) Sao conhecidos os seguintes valores de energia de ligacao a 25°C:
•
• CQ — 0, 57,8
• H — H 103,0
• C — H 99,5
• C — CQ 78,5
• Determine AH para a reacao:
• CH4(g) CP,2(g) -1"- H3CO,(g) + H0,(g) • 243
Ligacao energia de ligacao Kcal/mol
•
mataria organica
Cinetica Quimica
Num lugar qualquer de uma floresta o tronco de uma arvore apodrece pela
acao de organismos decompositores e oxigenio do ar formando humus, CO 2 e
agua. Proximo a esse tronco outra arvore se desenvolve a partir do hilmus, CO 2
e agua, liberando 02 num processo chamado fotossintese.
Considerando que parte do CO 2 , H2O e da materia organica liberada (entre
outras coisas) pelo tronco da arvore é absorvida pela outra arvore em cresci-
mento, temos duas reacOes quimicas opostas: apodrecimento e crescimento.
Duas reacOes que ocorrem numa determinada velocidade de tempo.
0 objetivo da cinetica quimica é estudar as reacOes quimicas relacionadas a
velocidade em que ocorrem e os fatores que influenciam essa velocidade.
Cinetica Quimica e o ramo da ciencia que estuda a velocidade das reacoes qui-
micas e os fatores que a influenciam.
• •
•
•
•
•
• •
•
• •
•
• •
• •
• • • •
• •
•
•
Na termoquimica, assunto anterior,
estudamos o sentido das reacOes e o calor
liberado ou absorvido nessas reacOes. Na
cinetica veremos corn que velocidade as
reacOes irdo caminhar. No nosso dia-a-dia
muitas reacOes se processam rapidamente
ou lentamente.
A polvora um dos componentes dos fo-
gos de artificio reage corn o oxigenio do ar
produzindo uma reacao de combustao.
Essa reacao ocorre em fracOes de segundos.
244
•
•
•
•
• •
• •
•
• •
• • •
•
•
•
• • •
• •
• •
0 cobre que reveste uma moeda de cinco centavos levard
algumas semanas para reagir corn o 0, do meio ambiente e
produzir urn oxido que alterara seu brilho. A oxidacao dessa
moeda e urn exemplo de uma reacao lenta.
Uma vela acende devido a sua a chama en-
volver a reacao da parafina gasosa quente corn
o oxigenio do ar. Ao acender uma vela encosta-
mos urn palito aceso no seu pavio. A parafina
presente no pavio se aquece e se vaporiza. Logo
ap6s parte da parafina solida da vela derretera
e subird no pavio. Isso é percebido quando
acendemos uma vela: a chama caminhard no
pavio para a base da chama derretendo a cera
solida que se vaporizard e subird no pavio.
A combustao de uma vela é uma reacao
lenta.
• 0 atrito que provocamos em maior ou me-
• nor intensidade é responsavel pela ligacao car-
.
bono do grafite — carbono da folha. Ligacao essa
de fraca intensidade visto que uma borracha
• apaga com facilidade a marca do lapis deixado.
Aproximadamente 8 horas é o
tempo em que a came, constituida
de substancias complexas, e dige-
rida em nosso organismo para ori-
ginar substancias mais simples.
Quando fazemos urn traco corn urn lapis so-
bre uma folha, provocamos uma reacao rapida
entre os atomos de carbono do grafite do lapis
corn os atomos de carbono da folha de papel.
•
•
• •
• 245 •
1
14 g
2
10g
3
8g
4
6g
•
•
•
•
• •
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• • •
•
•
•
•
•
•
VELOCIDADE MEDIA DE UMA REACAO
A velociade media de uma reacao representada por V. é uma grandeza
que indica a variacao do mimero de moles de uma substancia em fungal) do
tempo.
A expressao da velocidade media é a seguinte:
onde: V = velocidade media m
V = n A
At
An = variacao do nOmero de moles ou da
massa do reagente ou produto (em
modulo)
At = intervalo de tempo em segundos,
minutos, horas...
Vamos considerar, por exemplo, a reacao da decomposicao de 20 g de agua
oxigenada: 2H 202 2H20 + 02 representada na seguinte tabela:
Tempo de decomposicao Massa em gramas
da H202 em minutos de H 202 decomposta
0 da reacao) 20 g (massa inicial)
6 (fim da reacao)
0
Vamos calcular a velocidade media de decomposicao nos seguintes inter-
valos de tempo:
a) 1 a 2 minutos. c) 2 a 4 minutos.
b) 1 a 3 minutos. d) 0 a 4 minutos.
a) 1 a 2 minutos:
V=
Am = 14 - 10 = = 2 omin
t 2 - 1
b) 1 a 3 minutos:
= = Am 14 - 8 = 6 = 3 g /min
zs
t 3 - 1 2
c)
2 a 4 minutos:
V =
Am 10-6 = = 2 omin
11' At 4 - 2 2
d) 0 a 4 minutos:
Am 20 - 6 14
=
At 4-0 - 0
= = 3,5 g /min
246
• •
•
FATORES QUE INFLUENCIAM A VELOCIDADE DAS REAC6 ES:
• ■ Temperatura
• Observamos no nosso dia-a-dia que o cozimento dos alimentos ocorre
mais rapidamente quando aumentamos a chama do bico de gas de urn fogao.
• Aumentar a chama implica alterar a velocidade da reacao de cozimento.
•
Urn aumento de temperatura acarreta um aumento da velocidade de
• reacao. •
• ■ Superficie de contato dos reagentes
•
Um comprimido efervescente, como o Sonrisal, quando triturado dissol-
ve-se mais rapidamente em agua do que urn comprimido inteiro. Isso acon-
• tece devido ao aumento da superficie de contato do comprimido reagindo
•
corn a agua.
Urn aumento da superficie de contato aumenta a velocidade de reacao.
•
• ■ Concentracao de reagentes
Uma amostra de palha de ago ("bombril") reage mais rapidamente corn
• acid° cloridrico concentrado do que com acid° cloridrico diluido. •
Quanto maior a concentracao dos reagentes major sera a velocidade da
• reacao.
•
•
■ Pressao
•
Quando os participantes de uma reacao sao gasosos o aumento de pres-
sao diminuird o volume, intensificando as colisoes das moleculas e conse-
• qiientemente a velocidade dessa reacao.
• Urn aumento da pressao de urn sistema gasoso aumenta a velocidade
• da reacao.• ■ Luz
• A fotossintese é uma reacao quimica que ocorre em presenca de luz. Al-
• guns medicamentos e substancias sao guardados em frascos escuros para
•
que a luz nao danifique seus componentes. Algumas reacOes quimicas se
processam mais rapidamente em presenca de luz, como a decomposicao da
11110 agua oxigenada.
•
•
• 247 •
•
• •
•
•
Calcule a velocidade media dessa reacdo nos seguintes intervalos de tempo: •
a) 0 a 10 minutos b) 0 a 20 minutos c) 10 a 30 minutos
•
157 Dada a tabela abaixo em relacao a reacdo quimica A + B AB: •
Mols de Mg
dissolvidos
Tempo para dissolver
o Mg em minutos
4 0
3 10
2 20
1 30
0 40
•
•
•
•
•
Calcule a velocidade media (g/seg) da formacao de AB nos intervalos de •
tempo em
segundos
Massa em gramas
de AB formados
0 0
3 30
6 85
9 130
12 210
•
•
ATIVIDADES:
156 Tiras do metal magnesio foram colocadas em presenca de uma solucao de
•
HO, havendo dissolucao completa do metal. Os dados dessa experiencia
foram tabelados da seguinte maneira: •
tempo:
•
a) 0 a 3 seg b) 3 a 9 seg c) 3 a 12 seg
•
158 Assinale a alternativa do fator que mais influencia o cozimento do feijao
numa panela: •
a) superficie de contato c) luz e) concentracao •
b) temperatura d) pressao •
159 Indique a reacao que ocorre corn mais velocidade: •
a) decomposicao de urn tronco de arvore.
b) 100 gramas de carvao queimando.
c) 100 gramas de serragem queimando.
d) queima de uma folha de caderno.
e) queima da polvora.
160 Qual seria o fator mais importante para a dissolucao do act -war em agua:
a) superficie de contato c) temperatura e) concentracao do reagente
b) luz d) pressao
248
•
••
••
••
•
•
•
•
• • 10 Equilibrio Quimico
• •
• •
•
• •
• •
•
• •
•
• •
•
• •
•
• •
• •
• •
•
• •
• •
Vamos considerar como exemplo de equilibrio quimico, dois aquarios A e
B interligados. No aquario A coloquemos 12 peixes.
A medida em que o tempo for passando, a tendencia de alguns peixes é
passar do aquario A para o aquario B. Se admitimos que 12 peixes se distri-
buam nos dois aquarios numa determinada concentracao de peixes, indo de A
para B e de B para A, teremos uma condicao de equilibrio em que as velocida-
des dos peixes que vao e voltam se igualam.
REACAO REVERSIVEL
E a reacao que ocorre no sentido direto quando os reagentes formam os
produtos e no sentido inverso quando os produtos reagem entre si para formar
os reagentes.
Reacao direta: A + B C + D
Reacao inversa: C + D A + B
Dizemos que essa reacao é reversivel e representamos essa reacao com
duas flechas em sentido contrario:
249
[Al a [Bi b = [C] c [Di d
[Cl ` [Di d
[A]la [B] b
[K,1
onde:
Em que V, expressa a velocidade da reacao direta e V2 a velocidade da
reacao inversa. Essas velocidades alp& urn certo tempo se igualam, e quando
isso acontecer, teremos um equilibrio dinamico.
velocidade
No instante t as velocidades V, e
V, se igualam atingindo o equilibrio
quimico.
tempo
■ Constante de equilibrio expressa em concentracao: Kc
Se no grafico acima Vl e V2 se igualam num determinado tempo (t) pode-
mos escrever:
[Al a [Bi b = concentracao em molP, e dos rea-
gentes A e B — a, b — coeficientes
[Clc [Did = concentracao em mol/P e dos pro-
dutos C e D — c, d — coeficientes
Kc = constante de equilibrio em ter-
mos de concentracOes.
Essa representacao esta de acordo corn a Lei da Acao das Massas ou Lei de
Guldberg e Waage:
A velocidade de uma reacao quinnica e diretamente proporcional ao produto das
concentracOes molares dos reagentes elevados a expoentes iguais aos coeficientes da
equacao.
Kc e uma constante que varia corn a reacao considerada e corn a tempera-
tura. Por exemplo para a equacao:
2HI (g) H2(g) I2(g) K = 0,018 a 423°C
Se variarmos a temperatura dessa reacao o seu valor numerico (K r) sera
outro.
A constante de equilibrio pode ser representada em unidades de pressao
parciais.
Sendo assim podemos representar a equacao 2HI(g) H2(g) ÷ I2(g) das
seguintes formas:
K —
[H]2
Kp =
[ HIP
[pH21 [pI21 [H21 [I2]
p
onde (px) representa
as pressOes parciais
250
•
• • •
• •
• •
•
•
•
• •
•
•
•
• •
•
• • •
• •
• •
• •
•
• •
• •
•
•
•
Outro exemplo:
• N2(g) 31-12(0 2NH3(g) • K [NH3]2 ou K — (pNH3)2 —
• [N2] [Hy P (pN2) (pH2) 3
Observacao
41/ Substancias em solucao aquosa e gases aparecem na expressao da constante de
•
equilibrio (Kc).
Substancias gasosas aparecem na expressao da constante de equilibrio em termos
• de pressao parciais (Kp).
• Substancias sOlidas e liquidos nao sac) representadas em termos de constante de
• equilibrio.
• Exemplos:
• 1 2SO2(g) + o 2 ,0 2 SO3(g)
• K [S03 ] 2 (pS03 ) 2 • Kp - [SO2] 2 [02] (pS02 ) 2 (p02)
• • 2 2NO2(0 N204(0 •
•
K [N204 ] — - (pN204 ) KP [NO2]2 (pNO2)2
•
•
3 C(s) + H2O(g) -=-0•-- CO(g) H2(g)
K [CO] H2 ] (pC0) (pH2)
•
KP - [H20] (pH2O)
• (substancia solida, como o C (S), nao é representada em K, ou K r).
•
• 4 NaF(ac) + 1-1200 HF(aq) NaOH (aq)
• [HF][Na0H]
• [Nat]
•
•
•
•
K nao e representado, pois a equacao nao apresenta substancia gasosa.
■ Calculo da constante Kc
Determina-se constante de equilfbrio qufmico experimentalmente a partir
das concentracoes dos reagentes e produtos de uma reacao quimica a uma
dada temperatura. Vamos caracterizar este fenomeno atraves de exemplos:
Exemplo 1:
• •
•
•
• •
2 moles de HI sao aquecidos a 180 °C num recipiente.
Este composto decompoe-se nas substancias: H2 e I2 num determinado •
espaco de tempo ate atingir um equilibrio segundo os dados abaixo: •
v, .
2HI(g) H2(g) -I- 12(g) •
v,
V 2
Inicio da reacao: 2 moles 0 mol 0 mol • v =o 2
v, •
1,9 mol 0,05 mol 0,05 mol v2
v, •
1,8 mol v 0,1 mol 0,1 mol
•v,
2
1,7 mol 0,15 mol 0,15 mol
• , v,
Equilibrio estabelecido: 1,6 mol A v 0,2 mol 0,2 mol • ,
Observe que no instante inicial da reacao a velocidade, v1 6 maxima. A medi- •
da que a reacao se processa, v1 vai diminuindo e v 2 vai aumentando.
•
Com o decorrer do tempo os produtos vao se formando e suas concentra-
cOes vao aumentando ate estabelecer-se urn equilfbrio qufmico onde as concen- •
tracOes dos reagentes e produtos nao mais se alteram corn o tempo. •
Aplicando para essa reacao a Lei da Acao das Massas, teremos:
• [HI]2
K — [HI
[H2] [12] •
(1,60) 2 •
K = 64 c C
(0,20) . (0,20) • • Exemplo 2:
Na reacao quimica:
1N2 + 3H2 2NH3 , determinaram-se, respectivamente as seguintes •
concentracOes no equilibrio: 3 moles/litro, 2 moles/litro e 3 moles/litro.
•
Qual o valor da constante de equilfbrio?
•
1N2 + 3H2 2NH3 •
K _ [NH3]2 •
[N2 ] [H2]3
•
K — 32 = 27 = 1,125
3 1 . 23 24 •
252 • •
• •
•
• • •
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
FATORES QUE DESLOCAM UM EQUILIBRIO
■ Concentracao das substancias
Vamos considerar dois aquarios A e B interligados contendo 5 peixes em
cada aquario, admitindo que os peixes se locomovem de um lado para o outro
e se distribuem nos dois aquarios.
Se adicionarmos 7 peixes no aquario A o que acontecera?
Alguns peixes adicionados e existentes no aquario A passarao para o
aquario B.
Se retirarmos peixes do aquario A o que acontecera?
Os peixes do aquario B poderao se movimentar para o aquario A.
Concluindo essa experiencia poderemos observar o seguinte:
Adicionando peixes no aquario A peixes se deslocam para a direita.
Adicionando peixes no aquario B peixes se deslocam para a esquerda.
peixes se deslocam para a esquerda.
peixes se deslocam para a direita.
253
Retirando peixes do aquario A
Retirando peixes do aquario B
•
•
•
• •
• •
• • •
• • •
• •
•
• •
•
• •
•
•
•
HI
2HI
deslocamento
da reacao
Pois bem, nas reacOes quimicasem equilibrio a concentracdo das substan-
cias e urn fator que ira deslocar o equilibrio da seguinte maneira:
■ A adicao de reagentes ou a retirada de produtos deslocard o equilibrio
para a direita.
■ A adicao de produto ou a retirada de reagentes deslocard o equilibrio
para a esquerda.
Por exemplo, na reacao: H2 + 12 .4- 2H1, se adicionarmos 1 2 a reacao des-
locara para a direita aumentando a concentracao de HI.
)2
12 2HI
deslocamento
da reacao
No entanto, se adicionarmos HI a reacao deslocard para a esquerda.
■ Pressao
E urn fator que esta relacionado aos equillbrios desde que seus participan-
tes, de preferencia, sejam substancias gasosas cujos volumes sofram expansao
ou contracao.
Exemplo:
1N204(g) 2NO2(g)
1 volume 2 volumes
Aumentando a pressao desses dois gases o equilthrio deslocard para o lado
de menor volume gasoso, ou seja para o lado esquerdo onde o coeficiente e 1.
Aumento da pressao
menor coeficiente
Diminuindo a pressao o equilibrio sera deslocado para o lado de major
volume gasoso, ou seja para o lado direito onde o coeficiente é 2.
Diminuicao da pressao
maior coeficiente
254
S
•
S
S •
•
•
•
Outro exemplo:
• 1N2 + 3H2 2NH3
• 4 volumes
2 volumes
• Neste caso somamos os volumes no local dos reagentes e produtos e con-
• cluimos o seguinte:
•
q>Aumentando a pressao desse sistema o equilibrio se deslocara para o
lado direito onde o volume é menor (2)
•
•
•
•
•
•
• ■ Temperatura
;).Diminuindo a pressao o equilibrio se deslocard para o lado esquerdo
• onde a soma dos volumes é maior (1 + 3 = 4)
• Observacao:
Na reacao:
11-1 2 + 11 2 2HI
1
2 volumes 2 volumes
O s volumes sao identicos, um aumento ou diminuicao da pressao nag alterara o
sistema em equilibrio.
Para observarmos o efeito da temperatura nos equilibrios devemos verifi-
• car se a reacao é exotermica ou endotermica.
• Por exemplo a reacao de sintese do NH 3 é exotermica:
• N2 + 3H2 2NH3 AH = — 22 Kcal
• No entanto a sua reacao inversa, ou seja a decomposicao do NH 3, é
• endotermica: • • • •
2NH3 N2 + 3H2 AH = + 22 Kcal
Podemos representar essas duas reacOes da seguinte maneira:
EXOT.
N2 + 3H2 2NH3 2 ENDOT.
•
Urn aumento da temperatura no sistema do equilibrio dessa reacao desloca
esse equilibrio no sentido da recao endotermica (para a esquerda), decompon-
• do NH3 .
• Por outro lado resfriando o sistema o deslocamento ocorrera no sentido da
reacao exotermica (para a direita), formando NH 3 .
• Podemos generalizar isso da seguinte forma:
• 0 aumento de temperatura desloca urn equilibrio no sentido da reacao
endotermica, enquanto a diminuicao da temperatura desloca o equilibrio no sentido
exotermico.
255
•
•
•
•
•
•
• •
•
S
• • •
•
•
•
e
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
ATIVIDADES:
161 Escreva corretamente as expressoes de IS e K p, lembrando que:
[Produtos]
K =
[Reagentes] ,
para os seguintes equilibrios:
a) CO(g) + NO2 `=-- CO2(g) + NO(g) ;
b) NH4NO3(s) .4=—; NO2(g) + 2H20(g) ;
c) C (s) + CO2(g) 2C0(g) ;
d) 2N0(g) + 02(g) "=. 2NO2(8) ;
e) 2S02(g) ÷ 02(g) -1=W 2503(g) ;
f) CO(g) + 2H2(g) ± CH3OH(g) ;
g) 3Fe + 4H20(g) Fe304(s) 4H2(g)
162 Na reacao quimica: A + 2B C, quando o equilfbrio é atingido verifi-
ca-se experimentalmente as seguintes concentracoes:
[A] = 1 mol/P, [B] = 3 moles/ P, [C] = 2 moles/ Q. Calcular K.
163 Dada a reacao N2 + 3H2 ± 2NH3 sabendo-se que K, vale 0,5 e as
concentraciies de H 2 e NH3 valem respectivamente 2 molesP e 4 molesP,
determinar a concentracao de N 2 .
164 No equilibrio N2 + 02 2NO o que acontecera se aumentarmos a
concentracao molar de N 2?
a) o equilfbrio se deslocard para a direita;
b) o equilfbrio se deslocard para a esquerda;
c) a constante de equilibrio (IS) aumentard;
d) a constante de equilfbrio (IS) diminuird;
e) nao havers mudancas no equilfbrio e na constante.
165 Dada a reacao N204 4 2NO2 assinale a alternativa correta:
a) a adicao de N204 desloca o equilibrio para a esquerda;
b) a adicao de N204 desloca o equilibrio para a direita;
c) a adicao de NO2 desloca o equilibrio para direita;
d) a retirada de N 204 desloca o equilibrio para direita;
e) a retirada de NO 2 desloca o equilibrio para a esquerda.
166 No equilibrio 1N 2 + 3H2 4-=> 2NH3 o aumento da pressao fard corn que
esse equilibrio:
a) se desloque para a direita d) aumente sua concentracao de H2
b) se desloque para a esquerda e) aumente sua concentracao de NH3
c) permaneca inalterado
256
•
•
• 167 Dada a reacao 2NO
ExEoNTE...T. N2 + 02 DH = - 43,5 Kcal, aumentando a sua
•
temperatura:
a) havera aumento de 0 2;
• b) havera diminuicao de 0 2;
• c) o equilibrio deslocard para a direita;
• d) o equilibrio deslocard para esquerda;
• e) o equilibrio deslocard para os dois lados.
•
168 (UC-MG) Seja a reacao quimica em equilibrio:
• P0,5(g) PO,3(g) + 0,2(g)
E possivel deslocar-se o equilibrio para a direita:
• a) adicionando 0, 2;
• b) aumentando a concentracao do PCP, 3;
• c) aumentando a pressao do sistema;
• d) diminuindo a concentracao do PC@, 3;
• e) diminuindo a concentracao do 0, 2 .
•
• 169 (FMU-SP) Considere o sistema em equilibrio:
NH4HS (g) NH3(g) + H2S(g)
• Adicionando-se uma certa quantidade de NH 4HS a esse equilibrio, haver*
a) deslocamento de equilibrio para a esquerda;
• b) diminuicao da concentracao de NH 3 no equilibrio;
• c) diminuicao da concentracao de H 2S no equilibrio;
• d) aumento no valor da constante de equilibrio (K,);
• e) diminuicao no valor da constante de equilibrio (lc).
• 170 (FATEC) A equacao abaixo representa urn sistema em equilibrio:
• H2(g) + C2(g) <=° 2HCQ, (g) AFL = - 22Kcal
• A concentracao de equilibrio do He, podera ser aumentada, se houver:
a) aumento da temperatura;
• b) aumento da pressao;
• c) diminuicao da pressao;
• d) adicao de HG;
• e) aumento de concentracao de H2 .
•
257 •
• •
•
•
• •
• •
• •
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
• •
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
Eletroquimica
Eletroquirnica é o ramo da Quimica que estuda as reacoes de oxidacao e
reducao que produzem ou sao produzidas pela corrente eletrica.
A energia eletrica pode ser conduzida atraves da materia pela passagem de
carga eletrica de urn ponto a outro, sob forma de corrente eletrica
NUMERO DE OXIDA00 (NOX)
Milner° de oxidacao e aquele real ou aparente que nos dd o rainier° de
carga (valencia) do atom°.
Para entendermos os raimeros de oxidacao, devemos saber muito bem as
regras abaixo:
■Em substancias simples, o niimero de oxidacao do elemento é zero.
Exemplos:
Fe Nox = 0
H2 -)•"" Nox = 0
CQ,2 Nox = 0
A Nox = 0
Br2 Nox = 0
02 Nox = 0
■Em ions monoatomicos, o Nox é sua carga.
Exemplos:
Fe+2 Nox = +2 H+ Nox = +1
S -2 Nox = — 2
/60+3 Nox = + 3 Br - Nox = -1
0 -2 Nox = — 2
■Existem elementos que possuem Nox fixos e que nos ajudardo.
Veja a tabela abaixo.
Elemento Nox Observacties
Li Na K Rb Cs Fr Ag + 1 constantemente
Be Mg Ca Sr Ba Ra Zn Cd + 2 constantemente
B Bi A. + 3 constantemente
- 2 na maioria
- 1 em peroxidos: H2 02 K2 021A2 02 Ca02 Mg02 Be02
F -1 constantemente
Cl Br I - 1 em moleculas sem oxigenio
hidrogenio
- 1 em hidretos metalicos: NaH CaH 2 AP,H3 SnH4
+ 1 em compostos moleculares:H 20 H2SO4 HCQ
258
oxigenio 0
halogenios
a)
•
• L +1 +1
K G •
•
b)
• +1 +3
•
• Como voce pode reparar, os halogenios, corn exceed° do fluor, em presenca
de oxigenio tem seu Nox alterado.
•
• Veja nos exemplos abaixo como o cloro tem seu Nox variando em furled°
do oxigenio:
• tabelados x calculados
•
j l<r)
•
c)
—2 = 0 +1 +5 —6 = 0
02
d)
() 4 ()
—4 = 0 +1 + 7 —8 = 0
•
•
• ■ Em moleculas, a soma total dos Nox é nula (zero).
• (Para calcularmos o Nox dos elementosem moleculas, devemos nos basear na tabela de Nox fixos.)
•
• Exemplos:
• * tabelados x calculados
•
•
H
•
a) 0 0 i a Ca S c +
1
2
i 04
2,
/
+ 1 — 1 = 0 +2 + —8 = 0
•
•
•
b) (1T) / H2 01 d.) 1 .(AFy 1)04 •
+2 —2 = 0 +3 +5 —8 = 0
• tabelados
•
•
a) Ficli) N 03
b) (1
H Mn 04
•
+1 +5 —6 = 0 +1 +7 —8 = 0
•
•
x calculados
259
x calculados
i S2 03-2
e) + 2
1
+4 = —2
Pt C 4 1
e) + 2
+
1
2 —6 = — 4
■ Em ions compostos, a soma total dos Nox dos elementos corresponde
sua carga.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Exemplar:
a)
x tabelados
S 04-2
+ 6
1
+6 —8 — —2
\
0 3-
b) +5
+ 1 5
S\ 03-
c)
i
+ 5
i
+5 -1
Sn 0 2
d) + 4
+
1
4 = —2
f) + 7
S 08-2
+14-16 = —2
g) + 4
P 0 -4 2
+8 —12 = — 4
EXERCICIOS:
Baseando-se nas cinco regras praticas, resolva agora estes exercicios:
a) H2 1) H3PO4
b) m) Mg2P207
c) n) H104
d) Mg o) Br03 -
e) K2CO3 p) IO -
f) K2C20, q) I03 -
g) H2S03 r) Pb0 3 -2
h) H4P207 s) As03-3
i) Mg3P2
t) Sb04-3
j) NaMnO4 u)
260
S
•
PROCESSOS (REACoES) DE OXIDACAO E REDUCAO
•
• as chamadas reacoes de oxidoreducao:
Existem reacOes em que o mimero de oxidacdo dos elementos se altera. Sao
5Diremos que urn elemento sofre oxidacao quando ocorre um aumento
• em seu Nox, devido a perda de eletrons.
•
q;>Diremos que urn elemento sofre reducao quando ocorre uma diminuicao
em seu Nox, devido a um recebimento de eletrons.
• k5.0 que sofre oxidacao perde eletrons e é chamado agente redutor.
• q> O que sofre reducao recebe eletrons e e chamado agente oxidante.
■ Resumindo:
7 logo —i, e
• perde sofre aumenta agente
• eletrons oxidacao Nox redutor
•
• Elemento
0
• ganha sofre diminui agente
eletrons reducao Nox oxidante
•
1— logo ---f I. • --t 1-- e e --t •
•
•
EXERCICIOS RESOLVIDOS
•
1 Dada a equacao: CO + 0 2 CO2 verifique aquilo que sofre oxidacdo e
indique os agentes oxidante e redutor.
• Para resolvermos o problema, vamos escrever novamente a equacao colocando
• nos elementos os seus Nox.
• C 0 02 -AP' C 02
+ 1 -2 +4 -2
diminuicao
do Nox
(reducao)
aumento do Nox (oxidaca-o)---I
agente oxidante 02 (sofreu reducao)
agente redutor CO (sofreu oxidacao)
• 261
• •
• •
• •
•
•
• • •
•
• •
• •
•
• •
• •
• • •
•
• •
•
• •
•
• •
• • •
•
• • •
• •
2 Idem para a equacao:
C + Si02 Si + CO
Escrevendo a equacao corn os Nox, temos:
C + Si 02 Si + C 0
oxidacao
reducao
agente oxidante SiO2 (sofreu reducao)
agente redutor C (sofreu oxidacao)
EXERCICIOS:
Resolva agora estes exercicios:
a) K + PJCP,3 —0-KCQ + AQ
b) Mn204 + AQ Pd,20 + Mn
c) H2S + Br2 + H2O HBr + H2SO4
d) KMn04 + H2S03 MnSO4 + K2SO4 + H2SO4 + H2O
e) NO3- + 12 + H+ 103 + NO2 + H2O
AJUSTE DE COEFICIENTES EM UMA ECRJACAO DE OXIDOREDU00
Antes de entrarmos em nosso assunto, vamos fazer algumas revisOes:
q;>Ern uma equacao como a representada abaixo, teremos sempre reagentes
do lado esquerdo e produtos do lado direito.
aA + bB + cC xX + yY + zZ
q>Uma substancia, em uma equacao, tera sempre coeficiente e indices.
3 H2SO4
Observacao:
No caso do enxofre, o indice e 1 (urn) e esta subentendido.
262
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
0 exemplo 3 H2SO4 nos diz que:
tt> temos 3 moleculas de acid° sulfUrico;
t;5cada molecula tern 2 atomos de hidrogenio e, como as moleculas sao 3,
teremos urn total de 6 atomos de hidrogenio;
cada molecula tem 1 atomo de enxofre e, como as moleculas de acido sao
3, teremos 3 atomos de enxofre;
t;>cada molecula tern 4 atomos de oxigenio e, como as moleculas sao 3,
teremos, conseqUentemente, 12 atomos de oxigenio.
Vamos agora ao metodo de ajuste de coeficientes de uma equacao quimica
por oxireducao.
Temos algumas regras:
tbSempre que houver oxidacao havera reducao.
tt>Devemos calcular os Nox de todos os atomos, compard-los e fixar os que
tiveram seus Nox alterados.
tk> E m seguida, analisaremos o elemento que sofreu oxidacao. Pega-se a
variacao de seu Nox (A) e multiplica-se pelo seu maior indice.
t$ Mem para o elemento que sofreu reducao.
tt>Apos os calculos acima, inverte-se o produto de Ax de maior indice do
lado em que estiver o elemento que sofreu variacao de maior indice.
Ern seguida, basta acertar os coeficientes restantes por tentativas.
EXERCICIOS RESOLVIDOS
1 NaMnO4 + HF
/ I \
+1 + – 2 +1 –1)
oxidacao A = 1
maior indice = 2
ramal de oxidacao (fluor) = Ax maior indice = 2
ramal de reducao (manganes) = A x maior indice = 5
Invertendo-se os produtos, teremos 2 para o manganes e 5 para o fluor do
lado dos produtos, pois é ai que o fluor tern maior indice.
Feito isto, teremos depois que acertar os demais coeficientes por tentativas.
Veja como fica a equacao:
2 NaMn04 + 16 HF —> 2 NaF + 2 MnF2 + 8 H2O + 5 F2
263
NaF + MnF2
/
+1 1 +2)
reducao A 5
maior indice = 1
+ H20 + F2
1 +1 - 2 0 ,
reducao A = 3
major indice = 2
Oxidacao A = 1 maior indice = 2
Cr+3 + H2O +
+3 +1 -2
-11%- 2
• • • •
• •
• •
• • •
• • •
• •
•
• • •
• •
•
• • • • • •
• • •
• •
Como o ntimero de atomos é igual em ambos os lados:
elemento lado dos
reagentes total
lado dos
produtos total
Na 2 no 2NaMn04 2 2 no 2NaF 2
Mn 2 no 2NaMn04 2 2 no 2MnF2 2
0 8 no 2NaMn04 8 8 no 8H20 8
H 16 no 16HF 16 16 no 8H20 16
F 16 no 16HF 16
2 no 2NaF, 4 no
2MnF2, 10 no 5F2
16
2 Veja que para as equaceies jonicas o processo é o mesmo.
Cr 207-2 + F- + H+
+ 2 -1
+ 1
ramal de oxidacao (fluor) A x maior indice = 2
ramal de reducao (cromo) Ax maior indice = 6
Invertendo-se os produtos, teremos 6 para o fluor e 2 para o cromo do lado
de maior indice.
Veja como fica depois de acertados todos os coeficientes:
2 Cr20,2 + 12 F- + 28 H+ 4 Cr+3 + 14 H20 + 6 F2
Como o ntimero de atomos é igual em ambos os lados:
elemento lado dos reagentes
total lado dos produtos
total
Cr 4 no 2Cr2072 4 4 no 4Cr+3 4
0 14 no 2Cr 2072 14 14 no 14H20 14
F 12 no 12F 12 12 no 6F2 12
H 28 no H 28 28 no 14H20 28
264
Se voce notar, os coeficientes 2, 12, 28, 4, 14 e 6 sao divisiveis por 2, e poderia-
mos escrever a equacao corn numeros menores:
Cr20,4 + 6 F - + 14 H+ 2 Cr+3 + 7 H 20 + 3 F 2
Confira o nOmero de atomos de ambos os lados e voce very que sao identicos.
• •
•
Observacao:
•
• EXERCICIOS
• Resolva agora os seguintes exercfcios:
• a) K + AiCi3 + AQ
• b) Mn204 + M, —0- M,203 + Mn
• c) H2S + Br2 + H2O —0 HBr + H2SO4
• d) KMnO4 + H2S03 —0 MnSO4 + K2SO4 + H2SO4 + H2O
e) NO3- + 12 + H+ —0- 103 + NO2 + H2O
• f) NaMn04 + HO, Na0, + MnCP,2 + 0,2 + H2O
g) Bi203 + KCP,0 + KOH KBiO3 + KCQ, + H2O
•
h) Mn04 + + H+ Mn+2 + 12 + H2O • 1) H2S + 12 + H2O H2SO4 + HI •
j) Br2 + KOH KBr + KBr0 3 + H2O
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
S
S
S
265
Solucao de
Solucao de
ZnSO4 (incolor)
CuSO4 (awl)
• • • •
• •
• • • • •
• • • • • • • • •
• • • • • • • • • •
• • • •
PILHAS
A PILHA DE DANIEL
E urn aparelho usado como fonte de energia eletrica a partir de reacCies
quimicas que envolvam simultaneamente oxidacao (perda de eletrons) e redu-
cao (ganho de eletrons).
Para o funcionamento dessa pilha, a condicao principal é que os agentes
oxidante e redutor sejam mantidos separados, de modo que a transferencia de
eletrons (passagem de corrente eletrica) se de atraves de urn fio.
Vejamos a construcao dessa pilha.
Etapas
1) Mergulhemos uma lamina de zinco num bequer contendo uma solucao
de sulfato de zinco (ZnSO 4) e uma lamina de cobre em outro bequer contendo
uma solucao de sulfato de cobre (CuSO 4), as duas soluctiesapresentando a
mesma concentracao desses sais em presenca de agua.
Observe que a representacao Zn° e Cu° indica os atomos que constituem as
duas laminas de zinco e cobre.
Observe ainda que as duas solucaes apresentam ions. Essas solucOes tor-
naram-se ionicas quando os dois sulfatos de zinco e cobre se dissociaram em
presenca do solvente agua.
Afirmamos que o sal encontra-se dissociado, nesta solucao em Zn+ 2 (aq) e
Cu+2 (aq) conforme as equacoes:
ZnSO4 (aq) + Zn+2 (aq) + SO42 (aq)
CUSO CU+2 S± 0 2 4 (aq) (aq) 4 (aq)
266
Ponte salina
2)Liguemos as duas barras por um fio de metal born condutor contendo
urn amperimetro e uma lampada, que irao indicar a passagem de corrente ele-
trica, permitindo o escoamento de eletrons de uma barra a outra.
Amperimetro
3)Finalmente, o circuito sera completado corn uma ponte salina, isto é, urn
tubo de vidro contendo uma mistura de gelatina (agar, por exemplo) e um sal
born condutor (KNO3) com as extremidades tampadas por chumacos de algo-
dao. Essa ponte entre as duas semipilhas permitird o escoamento de ions em
excesso entre as duas solucoes, completando o circuito eletrico.
Amperlmetro
• • •
•
• • • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • •
• • • • •
Semipilha de zinco
Semipilha de cobre
Apos todas essas etapas e o decorrer de urn determinado espaco de
tempo de funcionamento da pilha, observariamos o seguinte:
267
Caracteristica da lamina de zinco Caracteristica da lamina de cobre
SO4
Solugao de CuSO4
7.Solucao de ZnSO4
Cu°
Michael Faraday - Nasceu em
Newington, em 1791, e fale-
ceu em Hampton Court, em
1867. Foi urn notavel fisico-
quimico ingles, principalmen-
te no campo experimental.
Alem de descobrir o benzeno
e o processo de liquefacao dos
gases, descobriu o principio
de funcionamento do motor
eletrico, bem como o principio
da eletrOlise. Criou a teoria da
inducao eletrostatica e desco-
briu a inducao magnetica.
• • • • • •
• • •
• •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • • •
• • • •
Observacities do que ocorreu desde o funcionamento da pilha:
1)A lamina de zinco, apps urn certo tempo,
apresenta-se desgastada, corroida, sofrendo uma
oxidacao (perda de eletrons). Sabe-se que essa la-
mina é constituida de atomos de zinco e que pelo
processo da oxidacao passam para a solucao na for-
ma de ions zinco (Zn+ 2), particulas essas que irao
aumentar a concentracao da solucao de ZnSO 4 .
Quando os ions zinco "mergulham" na solucao, fi-
cam na barra dois eletrons que depois passarao para
o fio de metal born condutor.
Esse fenomeno pode ser representado pela se-
guinte equacao quimica:
atomo ion eletrons
Zn°
Zn+2 2e-
Oxidacao (perda de eletrons) do Zn°
2)A lamina de cobre, apos um certo tempo,
apresentard maior volume na parte mergulhada na
solucao, isso devido a chegada de eletrons (em ml-
mero de dois) do zinco, tornando essa lamina carre-
gada negativamente, atraindo os ions positivos Cu+ 2
existentes na solucao e transformando-os em ato-
mos neutros (atomos de cobre), que irao aderir a la-
mina de cobre, aumentando a sua massa.
268
Eletrodo de cobre
Eletrodo de zinco
4111,111111
•
•
•
•
•
•
•
•
• Observacao:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
0 processo pode ser mostrado pela da equacao quimica:
ion eletrons atom°
Reducao (ganho de eletrons) que foram cedidos pelo zinco.
3) Durante o funcionamento, a lampada permanecera acesa e a solucao de
sulfato de zinco (ZnSO 4) ficard cada vez mais concentrada de Zn+ 2, enquanto a
solucao de sulfato de cobre (CuSO 4) ficard cada vez mais diluida de Cu+ 2 .
0 eletrodo (semipilha) que cede eletrons ao fio metalico e o polo negativo da
pilha, denominado anodo, em que ocorre oxidacao; o eletrodo que recebe eletrons é
o polo positivo da pilha, chamado catodo, em que ocorre reducao.
0 conjunto formado pela lamina e a solucao de seus ions recebe o nome de
semipilha ou eletrodo.
CALCULO DA VOLTAGEM DE UMA PILHA (AE°)
Adaptando urn voltimetro ao fio que une as duas laminas ou eletrodos da
pilha de Daniel, nos estaremos medindo a diferenca de potencial (ddp) entre
estes dois eletrodos. 0 valor que o voltimetro acusar estard relacionado a volta-
gem fornecida pela pilha. Teremos assim urn dado numeric° medido em volts,
sendo representado pelo simbolo E°.
Voltimetro1,10 volt
E° = + 0,76 volt E° = -0,34 volt
oxid. oxid.
2e- Cu°
Oxidacao
Reducao
269
• • • •
• • • • • • •
• • • • • • • • •
• • •
• • • • • • •
• • • •
TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDA00 (E° OXI) (25 °C - solucao aquosa)
Metal
reduzido
Metal
oxidado
Eletron
cedido
E° (volts)
oxi
CS Cs+ + e
+ e
+ e
+e
+ 2e
+e
+ 2e
+ 3e
+ 2e
+ 2e
+3e
+ 2e
+ 2e
+2e
+2e
+2e
+ 3,02
+3,02
+ 2,99
+2,92
+ 2,87
+2,71
+ 2,34
+ 1,67
+ 1,05
+ 0,76
+0,71
+ 0,44
+ 0,28
+0,25
+0,14
+0,13
-,.. (aq)
Li
(aq)
Li+ -... (aq) (aq)
Rb Rb(aq)
K
(aq)
(aq)
Ca
■ K+
(aq)
Ca +2 (aq) ∎
Na
(aq)
Na+ -... (aq) (aq)
Mg(aq)
AP,
--- Mg+2(aq)
(aq)
Mn
..... AP,+3 (aq)
(aq) ...,
Zn
Mn+2(aq)
(aq) ∎
Cr
Zn+2 (aq)
(aq)
Fe
---
Cr+3 (aq)
-... Fe +z (aq)
CO
(aq)
(aq) -..
Ni
Co÷2 (aq)
(aq) -
--..
Ni+2(aq)
Sn(aq) -... Sn+2 (aq)
Pb +z Pb(aq) (aq)
H + e zero (aq) H+(aq)
Sb ■ + 3e
+ 3e
+ 3e
+ 2e
+ 2e
+ e
+ 2e
+ 3e
— 0,21
— 0,25
— 0,32
— 0,35
— 0,8
— 0,8
— 1,2
—1,42
..... (aq)
As
Sb +3 (aq)
' As+3 (aq)
Bi
(aq)
(aq)
CU
--. Bi+3(aq)
(aq) Cu+2(aq)
.... Hg(aq) -... Hg+2(aq)
Ag(ac)
Pt
Ag+(ac)
... Pt+2 (aq)• (aq)
AU(aq) Au+3 (aq)
A tabela acima apresenta os diferentes metais que, ao reagirem corn o
eletrodo padrao de hidrogenio, usado para efeito de comparacao, cujo poten-
tial convencionou-se ser zero, serviu para determinar experimentalmente as
voltagens desses metais mediante processos de oxidacdo.
270
au
m
en
to
d
a
fo
rc
a
o
x
id
a n
te
au
m
en
to
d
a
fo
rc
a
re
d
u
to
ra
A tabela de potenciais padrao de eletrodo permite calcular as diferencas de
potencial para as diversas pilhas.
Potenciais positivos de oxidacao indicam maior tendencia a perda de ele-
trons, enquanto potenciais negativos de oxidacao indicam menor tendencia a
perda de eletrons que o eletrodo padrao (hidrogenio).
Na tabela, as setas para a direita indicam a semi-reacao de oxidacao, en-
quanto as setas para a esquerda indicam a semi-reacao de reducao. Neste caso,
o Pre& tem o mesmo valor do E°0,d, mas, corn o sinal contrario.
Muitas tabelas, trazem o potencial de reducao (Prod), suas semi-reacoes e
seu potencial de reducao (E°red)
0 E°red é numericamente igual ao Poxi, mas logicamente, possui o sinal
oposto.
Assim podemos usar potenciais de oxidacao ou de reducao.
Especies quirnicas corn maior potencial de reducao ou menor potencial de
oxidacao sdo as que possuem maior Ka() oxidante.
E°.xi Acao oxidante Acao redutora E ° red Ask) oxidante Acao redutora
aumenta diminui
diminui aumenta aumenta aumenta
diminui aumenta diminui diminui diminui aumenta
• CALCULANDO A VOLTAGEM DA PILHA DE DANIEL
• ■ Escrevem-se as reacoes Zn/Zn+ 2 e Cu/Cu+2 considerando-as como equa-
•
cOes de oxidacao e, consultando a tabela, transcrevem-se os potenciais de oxi-
• Cu°/Cu+2 Cu° --0- Cu+ 2 + 2e = - 0,34 volt
• ■ Inverte-se a reacao de menor potencial (reacao do Cu°), que sera a escrita
•
tipica de uma reacao de reducao (ganho de eletrons) e resolve-se algebri-
camente.
• oxid
•
Zn° —).- Zn+ 2 + 2e- E°.xid = + 0,76 volt
• Cu+2 +
red. 2e —4- Cu° °red. = + 0,34 volt
• Zn° + Cu÷2 —0- Zn+2 + Cu° AE° = + 1,10 volt
III Observacao:
• A equacao de maior potencial de oxidacao (E.) foi mantida, enquanto a equacao
de menor potencial de oxidacao foi invertida, obtendo-se uma reacao de oxidacao
• para o zinco e uma reacaode reducao para o cobre.
• 271 •
•
•
•
• • •
• • • • •
• • • • •
•
•
dacao (E°).
• Zn°/Zn+2 Zn° Zn+2 + 2e- E°0xid. = + 0,76 volt
• • • •
• • • •
• • •
• • • • • • • • •
• • • • •
• • • •
•
• • • •
Somando-se as duas equagOes, obtivemos a equacao global dessa pilha
corn sua respectiva voltagem:
Zn° + Cu+2 --•- Zn+2 + Cu° AE° pilha = + 1.10 volts
I
(Equacao global) (voltagem produzida)
cuja a representacao é dada por:
Zn° (s) / Cu+2(a // Zn+2 /Cuq) (aq) ts)
Assim, podemos calcular o E° de uma pilha aplicando as seguintes fOr-
mulas:
AE° = E°oxid. E° oxid.
major menor
AE° = E° - E° red. red.
major menor
AE° = E°0.id. + E °red.
ESPONTANEIDADE DE UMA REA00
Pilhas sao reacOes espontaneas corn E° positivo.
Para verificarmos se uma reacao é espontanea, ou seja se pode formar uma
pilha, devemos, a partir da reacao global, escrever as semi-reaceies correspon-
dentes:
reacao global: Ca+2 + Pb(s) —).- Ca(s) + Pb+2 (aq) (aq)
semi-reacao do calcio: Ca+2 + 2e —0- Ca E° = — 2,87 V
(aq) (s) red
semi-reacao do chumbo: Pb(s) --0- Pb+(2.q) + 2e E° = + 0,13 V oxi .
AE° = E° . + E° °x red. i.
AE° = + 0,13 + (- 2,87)
AE° = - 2,74 V
Como o AE° e negativo a reacao nao pode constituir uma pilha, pois nao é
espontanea.
Ca4-20q) / Pb(s) Ca(s) / Pb÷2
AE° = -2,74 V nao é espontanea.
272
catodo anodo
Cation da
solucao
recebe eletrons
Sofre reducao
a seu estado ii
natural
equacao
do
catodo
A-
A o eletron vai para
o polo positivo
da pilha ou gerador
oxidacao
273
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
• •
•
• •
• •
•
•
• • •
•
•
ELETROLISE
Metodo utilizado para se provocar reacoes de (Aldo reducao em solucOes
eletroliticas (que conduzem corrente eletrica em solucao aquosa) ou liquefeitas
por fusao, empregando-se corrente eletrica continua.
Na inchistria e nos laboratorios, a eletrolise é realizada em cubas ou celas
eletroliticas, corn dois eletrodos ligados aos terminais de urn gerador de cor-
rente continua.
0 material dos eletrodos tern que ser inerte (ndo reativo), sendo que o que
esti ligado ao polo positivo do gerador de corrente continua recebe o nome de
anodo enquanto que o que esta ligado ao polo negativo é o catodo.
No catodo ocorre a reducao
do cation, enquanto no anodo se
da a oxidacao do anion.
Desta forma os eletrons que
chegam ao catodo servem para re-
duzir os cations a seu estado natu-
ral, enquanto os eletrons em ex-
cesso presentes nos anions vao
para o polo positivo do gerador
ou pilha dando-se a oxidacao des-
tes anions a seu estado natural.
Polo
negativo
da pilha
ligado ao
mok
Catodo
da cuba
eletrolitica
equacao
do
anodo
C+
o eletron veio do polo
negativo da pilha
ou gerador
reducao
Polo
positivo
da pilha
ligado ao
anodo da
cuba
eletrolitica
anion da
solucao
perde eletrons
sofre oxidacao
ate seu
estado natural
catodo 7— anodo
borbulhando
Anions corn oxigenio Fluoretos
NO3 , SO42 OH
Anions nao oxigenados
S 2, 0,-, Br -, CN-
1.• m■ • y y y Facilidade crescente de descarga Imo
• •
•
•
• •
• •
•
• •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
ELETROUSE IGNEA
Ocorre normalmente a altas temperaturas pois o eletrolito deve estar fun-
dido (liquefeito). Normalmente sao realizadas eletrolises igneas de bases e sais.
Ex: Eletrolise Ignea da CaCQ, 2 .
CaC22 >900°C Ca+2 2CQ,
polo*
semi- da pilha Catodos Ca+ 2 + 2e —0- Ca reducao
reacdo catodica I
reacOes
ELETROLISE EM SOLUO0 AQUOSA
Neste caso, a cuba eletrolitica vai conter 4 ions, sendo dois cations e dois
anions.
KI + I-
H20 H+ + 0H-
Dos dois cations, apenas um vai sofrer reducao no catodo e dos dois anions,
tambem, apenas urn vai sofrer oxidacao no anodo. Os demais vao continuar em
meio aquoso.
A descarga dos cations no catodo se da na seguinte ordem: (reducao)
Metais alcalinos Alcalino-terrosos H+ Outros metals (1A - Lit, Nat, Rip . ..) (2A - Bet2, Mg+2, Ca+2...) Mrt+2, Zr1+2, Fe2, Ni+2,
Ag+2, Cut, Au+
I. • NIO Facilidade crescente de descarga 1.► 11.► NI►
A descarga (oxidacao) dos anions no anodo se cid na seguinte ordem:
274
OA'
Anodo 0,2 2e reacao anodica
da pilha
oxidacao
Reacao global:
Ca+2 + Ca + 0,2 7
•
•
• Exemplo 1:
•
Eletrolise aquosa do K CQ
•
equacao de dissociacao do soluto: K K+ +
equacao de dissociacao do solvente: H 2O H+ + 0H-
migracao dos ions para o catodo: K+ e
migracao dos ions para o anodo: Ce e OH
prioridade de descarga: > K+ 0,- > OH-
• semi-reacao de reducao: 2H+ + 2e —0- H2 7
• semi-reacao de oxidacao: 2CQ,- ---0- 02 7 + 2e
• ions na solucao: K+ e OH -
• Pelas equagOes temos:
• 2K C. —0- 2K+ +
• 2H20 —0- 2H+ + 20H-
2H+ + H2 7
• U2 + X
• 2K+ 20H- H27(g) + catodo 0, 7 2 (g) anodo 2KCQ,2H20 equacao geral: (aq) + (a9) + (a4)
• Exemplo 2: • Eletrolise do FeSO4 em meio aquoso
• equacao de dissociacao do soluto: Fe SO 4 —0- Fe+2 + SO42
• equacao de dissociacao do solvente: 2H20 2H+ + 20H -
• migracao dos ions para catodo: Fe+2 e H+
• migracao dos ions para anodo: SO42 e OH-
• prioridade de descarga: Fe+2 > H+ OH- > SO42
• sem-reacaode reducao: Fe+2 + 2e Fe°
4110
semi-reacao de oxidacao: 20H- --0- H2O + 1/20 2 + 2e
ions presentes na solucao: H+ e SO 4-2
• Pelas equagOes temos:
• FeSO4 ---0- A+2 + SO42
• 2H H0 —0- 21-1+ + 20H-
• FA+2 + Fe°
•
20H- H2O + 1/202 + 21K
• equacao geral: FeSO 4 + 2H20 —0- 2H+ + SO42 + Fe° +
catodo•
• •
0
12 — (g)
anodo
275
E . i . t m =
96500
ou
S • •
•
• •
• • • • •
• •
• • •
•
• • •
• •
•
• •
• • • •
• • •
• •
LEIS DE FARADAY
As substancias eletrolisadas pela acao da corrente eletrica se decompoem
nos eletrodos observando-se a liberacao de gases, deposicao de metais, forma-
cao de ions em solucao, etc.
E possivel se determinar a massa destas substancias empregando-se a leis
de Faraday.
■ l a Lei – a massa de substancia eletrolisada e a quantidade de eletrici-
dade que atravessa o sistema sao diretamente proporcionais.
m = a . Q
m = massa da substancia em estudo
a = constante de proporcionalidade
Q = quantidade de eletricidade (Coulombs - C)
sabe-se: Q = . t
i = corrente eletrica (amperes - A)
t = tempo (segundos – s)
■ 2 a Lei – a massa das substancia eletrolisada e seu equivalente-grama
sao diretamente proporcionais.
m = a . E
em que:
E = Equivalente grama da substancia.
A constante de proporcionalidade (a) equivale ao inverso do faraday (F).
Um faraday corresponde a quantidade de eletricidade (carga) capaz de
eletrolisar 1 equivalente-grama de substancia. Vale 96 500 Coulombs.
m = E Q
96500
Exemplo:
Determinar a massa de aluminio depositada em urn processo eletrolitico
de 30 minutos de duracao corn o use de 96,65A.
m = ?
i = 9,65A
t = 30 mim = 1800s
E=
m .
Irk=
—
27 = 9g
E.i.t
3
96 500
9.9 65.1 800 m = 1,62g
96500
276
•
•
• ATIVIDADES
• 171 (FUC – MT) A reacao abaixo, que pode representar uma equacao global de
•
uma pilha eletroquimica é:
•
a) NaOH + HBr —0- NaBr + H 20;
b) NaC + AgNO3 Aga, + NaNO3;
• c) 2NaI + Pb(NO 3) 2 —0- PbI2 + 2NaNO3;
• d) 3H2SO4 + 2A40H) 3 AP,2(SO4) 3 + 6H20;
• e) CuSO4 + Zn ZnSO4 + Cu.
• 172 Sabendo-se que o estanho pode ceder eletrons espontaneamente para ions
•
Bi+3, e tomando-se a pilha:
Sn°, Sn+2 / Bi+3, Bi°
• responda as seguintes perguntas:
• a) Qual a reacao global da pilha?
• b) Quais as semi-reacOes?
•
c) Qual o eletrodo positivo ou catodo?
d) Qual o eletrodo negativo ou anodo?
• e) Qual o sentido do fluxo dos eletrons?
• f) Qual eletrodo sofrera diminuicao de massa?
•
g) Qual ira aumentar sua massa?
• 173 Uma pilha é construida corn eletrodos de A e mergulhados em solucaes de
seus cations.
• Calcule a