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Nome do Acadêmico Matrícula Nome da Atividade Trajetória de Kevin Período 8° Trajetória de Kevin Já no nascimento de Kevin a sua mãe o rejeita, esta rejeição já o marca desde seu nascimento como uma marca também de um abandono de que ele esperava e necessitava amor, pois o nascer já é por si só traumático. Em praticamente todos os momentos no filme Precisamos Falar Sobre Kevin o menino é tratado como um pedaço de carne, sem ninguém exercer a função primordial e essencial, a função materna. Não recebe os cuidados e o olhar da mãe, que apenas supre suas necessidades básicas, não se estabelece nada, além disso, não que Kevin não tentasse chamar a atenção de sua mãe, chorando, gritando, fazendo bagunça, mas isto não fazia nenhum sentido para Eva que cada vez o odiava mais, faltaram as palavras e se instaurou a violência como se pode observar na cena em que ela joga a frágil criança na parede e o faz machucar o braço. É possível se analisar a questão de uma relação desgastada entre a criança e sua mãe, vindo a se transformar em violência, ali ultrapassa os limites, pois a sua própria mãe vem a jogá-lo na parede, e após ela não sente nenhum remorso sobre o ato que cometeu. Deve ser pontuado não uma culpa da mãe, mas o olhar sobre o fato em si ocorrido e que este venha a se transformar em uma agressão física. Também é possível analisar que Kevin possui uma estrutura perversa e passa a cometer um ato de perversidade, pois friamente calcula e treina anteriormente para cometer este ato bárbaro ceifando muitas vidas no atentado na escola, o faz friamente, medindo cada passo em direção a este objetivo, o perverso é frio e calculista e também obtém prazer através da dor do outro que sofre em meio a seu ato perverso. REFERÊNCIAS Artigo de análise de Bruno Oliveira Martins, 2022. Psicólogo clínico, particular CRP: 07/31615 e pela plataforma online Zenklub, acompanhante terapêutico (AT), estudante de psicanálise pelo Instituto de Psicanálise Clínica (IBPC).