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(http://professor.bio.br) Leia atentamente o texto abaixo: CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem campos de futebol onde cadáveres amanhecem emborcados pra atrapalhar os jogos. Tem uma pedrinha cor-de-bile que faz "tuim" na cabeça da gente. Tem também muros de bloco (sem pintura,claro, que �nta é a maior frescura quando falta mistura), onde pousam cacos de vidro pra espantar malaco. BONASSI, Fernando. "15 cenas de descobrimento de Brasis". In: MORICONI, Ítalo (org). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio Janeiro: Obje�va, 2000, p. Sobre o uso do nível de linguagem empregado no texto, é correto afirmar que é Assinale a alternativa correta em relação à autoria dos contos abaixo: Disc.: LITERATURA BRASILE 2023.1 EAD (G) / EX Prezado (a) Aluno(a), Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha. Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS. 1. é aceitável por se tratar de texto literário, mas inadequado à intenção jornalís�ca do autor. é inadequado porque os escritores brasileiros contemporâneos não falam nem escrevem dessa maneira. é adequado às intenções de crí�ca e denúncia do mundo contemporâneo. é inadequado para abordar o tema român�co do exílio de uma perspec�va crí�ca e contemporânea. é inaceitável, por se tratar de um texto literário, cujo nível de linguagem exigido é o culto Explicação: O nível de linguagem, mais próximo da coloquialidade se presta à intenção crítica do poema. Gabarito Comentado 2. Uma vela para Dario, de Rubem Fonseca. Zap, de José de Alencar Pausa, de Rubem Fonseca Passeio Noturno - parte I, de Rubem Fonseca. Zap, de Machado de Assis Explicação: O texto apresentado é um fragmento do conto Uma Vela para Dario, de Dalton Trevisan. O autor revela uma circunstância do cotidiano. Neste contexto, que característica pode ser observada? A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede __ não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata. Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las. http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2013/07/conto-uma-vela-para-dario-de-dalton.html (F.M. Santa Casa-SP) Obras de Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles atestam o fato de que: "Zap" e "Pausa" são contos de Moacyr Scliar. "Uma vela para Dario" é um conto de Dalton Trevisan. "Passeio noturno" - parte I é um conto de Rubem Fonseca. Gabarito Comentado Gabarito Comentado Gabarito Comentado 3. A frieza da humanidade. A rapidez das pessoas para prestar socorro. A morte prematura. A pressa das pessoas no cotidiano. A solidariedade. Explicação: No fragmento do conto, fica clara a frieza das pessoas com aquele que está morrendo no meio da rua. Todas as tentativas que exigiam um esforço maior ou um compromentimento material foram descartadas. Além disso, os bens materiais de Dario foram furtados, dele retirados, sem piedade. Gabarito Comentado 4. a linguagem (desagregadora) e a visão de mundo (reivindicatória, anárquica) dos modernistas de primeira geração constituem a fonte primeira de inspiração dos contistas contemporâneos. a poesia de caráter social e reivindicatória tem caracterizado a criação literária dos autores modernos. o conto, de tendências diversas (de denúncia social, intimista, de especulação da existência), tem sido uma constante da produção literária contemporânea. estilos muito semelhantes, com traços de Neo-Romantismo, dominam a criação literária contemporânea. romances politicamente comprometidos, neonaturalistas, de denúncia das mazelas da sociedade, constituem o aspecto mais importante da literatura da geração de 30. Explicação: Apesar das diferenças, os estilos são bastante semelhantes no que se refere à subjetividade e ao intimismo, principalmente nos romances de Clarice Lispector e Lígia Fagundes Telles ENEM-2019 Essa lua enlutada, esse desassossego A convulsão de dentro, ilharga Dentro da solidão, corpo morrendo Tudo isso te devo. E eram tão vastas As coisas planejadas, navios, Muralhas de marfim, palavras largas Consentimento sempre. E seria dezembro. Um cavalo de jade sob as águas Dupla transparência, fio suspenso Todas essas coisas na ponta dos teus dedos E tudo se desfez no pórtico do tempo Em lívido silêncio. Umas manhãs de vidro Vento, a alma esvaziada, um sol que não vejo Também isso te devo. HILST, H. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 2018. No poema, o eu lírico faz um inventário de estados passados espelhados no presente. Nesse processo, aflora o http://somenteexercicios.blogspot.com/2017/05/unir-questoes.html Por onde anda Emília? Dona Benta e Tia Anastácia faleceram, Rabicó virou presunto há muito tempo, Pedrinho e Narizinho tornaram-se adultos e sumiram. Mas Emília continua viva. Idosa agora - mesmo bonecas envelhecem -, ela continua a mesma contestadora de sempre. Continua em busca 5. desejo reprimido convertido em delírio. amadurecimento revestido de ironia e desapego arrependimento dos erros cometidos. cuidado em apagar da memória os restos do amor. mosaico de alegrias formado seletivamente. Explicação: O inventário de estados passados trouxe o amadurecimento do eu lírico para lidar com a solidão e ironicamente tratá-la com desapego 6. da Casa das chaves, aquela em que penetrou buscando desligar a Chave da Guerra (mas enganou-se: desligou a Chave do Tamanho, e tornou-se a precursora - bem melhor que a sequela - do filme Querida, encolhi as crianças). As chaves que Emília agora quer desligar são as chaves da Pobreza, do Desemprego, da Fome. Mas será difícil. Se não conseguiu isso há 50 anos, não conseguirá agora, que sua energia é muito menor. Emília sonha. Com que sonha? Com o Sítio do Picapau Amarelo. E sonha que o sítio está sendo invadido pelos sem-terra, que ali tentam se instalar. Querem plantar, no que era o território da fantasia, milho e feijão. Emília hesita; seu lado anarquista quer aderir aos invasores, seu lado conservador acha isso uma barbaridade. Procura uma resposta, mas não acha; o único que poderia aconselhá-la, o amável escritor chamado Monteiro Lobato, morreu há muito tempo. (SCLIAR, Moacyr. In MESQUITA, R.M. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 2007.) Ao afirmar que Emília quer desligar as chaves da Pobreza, do Desemprego, da Fome., Moacyr Scliar UFSM 2016 No conto Passeio noturno parte II (1975), de Rubem Fonseca, o protagonista utiliza o seu carro, um Jaguar preto, como arma. Observe os excertos a seguir. Evocê não é lá essas grandes coisas. O teu carro é melhor do que você, disse Ângela. Um completa o outro, eu disse. Ela saltou. Foi andando pela calçada, lentamente, fácil demais, mas eu tinha que ir logo para a casa, já estava ficando tarde. Apaguei as luzes e acelerei o carro. Tinha que bater e passar por cima. [...]. Bati em Ângela com o lado esquerdo do para-lama, [...], e passei, primeiro, com a roda da frente - [...] - e logo atropelei com a roda traseira, [...]. A partir das passagens destacadas, assinale a alternativa correta. parodia a personagem, citando seus feitos em outras obras. defende a personagem, atribuindo-lhe a função de salvadora do mundo. ironiza a personagem que, hoje idosa, não conseguirá transformar o mundo. critica a personagem que sempre se mostra hesitante em face de problemas. atualiza a personagem, inserindo-a em contextos sociais do séculoXXI. Explicação: No trecho: As chaves que Emília agora quer desligar são as chaves da Pobreza, do Desemprego, da Fome. Mas será difícil. Se não conseguiu isso há 50 anos, não conseguirá agora, que sua energia é muito menor o narrador procura atualizar o contexto de Emília para os problemas de hoje. 7. A estreita relação protagonista-veículo pode ser vista como uma crítica ao consumismo, já que o personagem só se sente um homem completo dentro do carro. A complementaridade carro-homem revela o entusiasmo diante dos avanços tecnológicos, o que é próprio da ficção científica Assinale a alternativa correta em relação à autoria de determinadas obras: A complementaridade homem-máquina pode ser entendida como uma crítica à falta de empatia entre as pessoas, traço característico da literatura do século XXI. A complementaridade homem-máquina aponta para a desumanização do personagem, traço característico da prosa brutalista de Rubem Fonseca. A aproximação humano-máquina indica o encantamento pelo novo, o que é frequente no denominado Modernismo. Explicação: A violência presente na narrativa de Rubem Braga denota a desumanização do homem. 8. O selvagem da ópera, de Marçal Aquino. A grande arte, de Moacyr Scliar. Agosto, de Rubem Fonseca. Perto do coração selvagem, de Rubem Fonseca. Agosto, de Dalton Trevisan. Explicação: Agosto, A grande arte, O selvagem da ópera são obras de Rubem Fonseca. Perto do coração selvagem é obra de Clarice Lispector.