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O que é sesmaria? 
Com a adoção do sistema de sesmaria, a Coroa Portuguesa pretendia cultivar 
as terras de sua colônia na América e povoar o novo território recém-
conhecido. 
"A origem das sesmarias esteve relacionada com as terras comunais existentes 
no reino português e com a forma de distribuição delas entre os habitantes das 
comunidades rurais. O termo teria alguns significados: derivado de sesmo, o 
vocábulo sesmaria poderia significar 1/6 do valor estipulado pelo terreno; ou 
era decorrente do sesmar, cujo significado era avaliar, estimular, calcular; ou 
ainda da divisão de um território que era repartido em seis partes, trabalhados 
seis dias por semana, por seis sesmeiros" 
"O objetivo de entrega das sesmarias era lavrar terrenos incultos. No caso da 
colonização portuguesa da América, as sesmarias, além de pretender criar as 
condições para o cultivo das novas terras conquistadas, buscavam ainda 
povoar o novo território. 
"A prática administrativa de doação de sesmarias iniciou-se com a constituição 
das capitanias hereditárias, em 1534. O primeiro capitão donatário que 
distribuiu sesmarias foi Martin Afonso de Souza. Com essa prática, as 
capitanias hereditárias eram também divididas em partes menores, que eram 
as sesmarias. 
 
A distribuição de sesmarias incluía ainda deveres de cultivo durante certo 
período, estipulado através das cartas de Sesmarias — os documentos 
emitidos pelas autoridades que permitiam a doação das terras. No caso dos 
colonos portugueses na América, estes tinham o prazo de cinco anos para 
cultivá-las e pagar os tributos devidos à Coroa Portuguesa. Porém, essa 
obrigação era raramente cumprida." 
"A sesmaria, assim como as capitanias hereditárias, não garantiam ao 
donatário a propriedade das terras, mas apenas o direito de usufruir da terra 
para seu cultivo. Os capitães donatários que recebiam capitanias hereditárias 
detinham apenas 20% de suas capitanias, tendo que distribuir os demais 80% 
através das sesmarias. 
 
Nem sempre eram os sesmeiros a cultivar as terras. Apesar do impedimento de 
alugar, arrendar ou vender as terras, muitos sesmeiros assim o faziam aos 
chamados posseiros. A existência dos posseiros dificultava o controle da Coroa 
sobre a distribuição das terras. Tal situação levava ainda a Coroa a tentar 
restringir os direitos dos sesmeiros sobre as terras doadas. Uma regularização 
efetiva da situação fundiária somente ocorreria durante o Império, através da 
Lei de Terras de 1850. 
 
As sesmarias estiveram na origem dos grandes latifúndios no Brasil. A 
distribuição de grandes extensões de terras a um único sesmeiro e a utilização 
de terras que não estavam dentro dos limites estipulados pelas cartas de 
Sesmarias contribuíram para a desigual distribuição de terras no Brasil, uma 
das causas da desigualdade social ainda vigente no país." 
Quais foram as sesmarias no Brasil? 
Sesmarias eram terrenos abandonados pertencentes a Portugal e entregues 
para ocupação, primeiro no território português e, depois, na colônia, o Brasil, 
onde perdurou de 1530 até 1822. O sistema foi utilizado desde o século XII nas 
terras comuns, comunais ou da comunidade. 
 
Veja mais sobre "O que é sesmaria?" em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-
e/historia/o-que-e-sesmaria.htm 
 
 
Lei de terras de 1850 
A lei n. 601, de 18 de setembro de 1850, amplamente conhecida como Lei de 
Terras, foi o dispositivo legal que, pela primeira vez, buscou regulamentar a 
questão fundiária no Império do Brasil. Esse ato determinou que a única forma 
de acesso às terras devolutas da nação fosse através da compra ao Estado em 
hasta pública, garantindo, entretanto, a revalidação das antigas sesmarias, que 
era até então a forma de doação da terra por parte do Estado à iniciativa 
particular – prática existente desde os tempos coloniais – e das posses 
realizadas até aquele momento, desde que estas tivessem sido feitas de forma 
mansa e pacífica. As terras localizadas nas fronteiras seriam exceção a essa 
regra, permitindo-se a cessão gratuita por parte do Estado em uma área até 
dez léguas da fronteira. Ficava ainda estabelecido um prazo para que os 
proprietários – posseiros ou sesmeiros – demarcassem e registrassem suas 
terras, de forma que garantissem, assim, os necessários títulos de suas 
propriedades, sem os quais não poderiam hipotecar, vender ou alienar de 
qualquer outra forma. A lei definiu também penas para aqueles que se 
apossassem indevidamente de terrenos públicos ou privados e neles 
pusessem fogo ou derrubassem mato, sendo estes casos sujeitos a expulsão, 
prisão de seis meses a dois anos, e multa de 100$. 
Da parte do Estado caberia demarcar as terras devolutas destinadas à 
utilização pública, como fundação de povoações, colonização indígena, 
abertura de estradas e construção naval ou posterior colocação à venda. A 
receita proveniente da venda dessas terras seria destinada a novas 
demarcações e para suprir uma segunda preocupação da Lei de Terras: a 
importação de colonos livres como forma de substituição da mão-de-obra 
escrava no campo. Essa questão tornava-se particularmente urgente frente à 
aprovação, apenas 14 dias antes, da Lei Eusébio de Queiroz, que extinguiu o 
tráfico de escravos no Brasil, acabando com a principal fonte de mão-de-obra 
das fazendas do país. 
A Lei de Terras instituiu também a Repartição-Geral de Terras Públicas, com o 
objetivo de organizar, dirigir a medição, divisão e descrição das terras 
devolutas, bem como tratar da conservação, fiscalização, venda e distribuição 
dessas terras, além de propor e executar medidas relativas à colonização. O 
decreto n. 1.318, de 30 de janeiro de 1854, que deu as instruções para a 
execução da lei, criou ainda repartições especiais de terras públicas em cada 
província, que funcionariam como ‘escritórios’ descentralizados, sendo dirigidos 
por um delegado do diretor da Repartição Geral, assessorado por um fiscal e 
pelos oficiais e amanuenses necessários para o serviço. 
A conveniência de uma definição da política de terras no Império fez-se 
impreterível desde o raiar da Independência.  (Em 17 de julho de 1822, uma 
decisão assinada por d. Pedro I, então príncipe regente, determinou a 
suspensão das concessões de sesmarias no país. Dessa forma, a posse 
consolidou-se como a única forma de acesso à terra desde as primeiras 
décadas do Império brasileiro.) (SLIDE) Antes da aprovação da Lei de 
Terras, outras tentativas de discussão do tema foram realizadas em diferentes 
momentos, a primeira delas já em 1822, elaborada por José Bonifácio. O então 
deputado defendia que as sesmarias já concedidas e não cultivadas devessem 
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/288-lei-euzebio-de-queiroz
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/337-reparticao-geral-de-terras-publicas-reparticoes-especiais-de-terras-publicas-inspetorias-gerais-de-medicao-de-terras
http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes/70-assuntos/producao/publicacoes-2/biografias/395-pedro-de-alcantara-francisco-antonio-joao-carlos-xavier-de-paula-miguel-gabriel-rafael-joaquim-jose-gonzaga-pascoal-cipriano-serafim-de-braganca-e-bourbon-d-pedro-i
http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/431-jose-bonifacio-de-andrada-e-silva
retornar ao patrimônio nacional, deixando ao antigo comissionário apenas meia 
légua quadrada de terra, com a obrigação de que fosse cultivada. Advogava 
também pela regularização das posses, condicionada à exigência do cultivo, 
podendo o seu proprietário perdê-la caso não o realizasse em prazo pré-
determinado. O projeto de Bonifácio buscava beneficiar com a concessão de 
terras devolutas os europeus pobres, possíveis migrantes, os indígenas, 
mulatos e negros forros. Entretanto, com a crise gerada pelo fechamento 
da Assembleia Constituinte em 1823, que ocasionou o seu exílio e 
consequente afastamento da vida política, esse projeto cairia no esquecimento 
e jamais sairia do papel. (SLIDE)(Uma segunda tentativa de discussão do tema ocorreria por 
iniciativa do padre Diogo Feijó a partir de 1829. Sob marcos 
semelhantes aos de Bonifácio, Feijó buscava em seu projeto 
estimular a imigração de homens livres para o trabalho na lavoura e 
combater a concentração fundiária capitaneada pelos sesmeiros e 
grandes posseiros, que se apropriavam de largas extensões de 
terra, sem, contudo, cultivá-las.)  Para Feijó a produtividade da terra 
também era condição para garantia de concessões. No projeto do padre 
político, para revalidação das antigas sesmarias, elas deveriam ter sido 
concedidas há, no mínimo, dez anos, e seus proprietários estariam 
obrigados a aproveitá-las, ou vendê-las num prazo de cinco anos, caso 
não as cultivassem. Se o ostracismo político fez a proposta de Bonifácio 
sobre Lei de Terras ficar de lado, no caso de Feijó foi justamente o 
oposto que ofuscou seu projeto. Eleito regente único em 1835, seu 
governo foi marcado por diversas rebeliões de norte a sul do país, que 
acabaram deixando a questão da terra e da imigração em segundo 
plano. 
(SLIDE)(Em 1842 o governo imperial enviaria à Seção dos Negócios do 
Império do Conselho de Estado a solicitação de formulação de um projeto 
de lei de terras, que seria elaborado por Bernardo Pereira de 
Vasconcelos e José Cesário de Miranda.) Essa proposta buscou dar conta 
de um ponto que já era consensual entre os grandes proprietários: a 
substituição da mão-de-obra escrava, cada vez mais em xeque devido às 
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/257-assembleia-nacional-constituinte
http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/492-diogo-antonio-feijo
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/290-conselho-de-estado
http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/400-bernardo-pereira-de-vasconcelos
http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/400-bernardo-pereira-de-vasconcelos
crescentes pressões inglesas para a extinção do tráfico, pelo fomento à 
imigração estrangeira. Entretanto, as partes que diziam respeito à demarcação 
clara das propriedades públicas e privadas, à limitação do tamanho das posses 
a serem legalizadas e à instituição de um imposto territorial iam de encontro 
aos interesses dos latifundiários, que tinham na terra seu principal instrumento 
de poder num Brasil majoritariamente rural e latifundiário. Apresentado e 
aprovado na Câmara em 1843, esse projeto não seria aplicado, ficando 
engavetado durante os anos do gabinete liberal. Serviria, então, de base para a 
formulação da lei n. 601 com a volta do Partido Conservador ao poder em 
1848. 
A posição dos latifundiários sairia vitoriosa na aprovação da lei de 1850, 
e os pontos polêmicos do projeto de 1843 seriam resolvidos a seu favor. ,   
Leis De Terras De 1850 
 A Lei de terras de 1850 foi promulgada em18 de setembro na época do 
império de Dom Pedro I, no segundo reinado em 1850, teve um impacto muito 
grande sobre as questões de terras no pais e também sobre a sociedade 
Brasileira .No período colonial, as terras daquilo que anos mais tarde 
chamaríamos de Brasil,eram do Rei e poderiam ser concedidas como doações 
ou honrarias dadas pelos monarcas a alguns poucos homens, então ele 
concedida tais terras chamadas de sesmarias a poucos homens, que devia, 
cultiva- las e mante-las produtivas. Apartir dessa lei regulamentou-se a posse 
de terras no Brasil, passaram a ter proprietários, lembrando que o único modo 
de adquirir essas terras era comprando-o do governo, o qual atuaria como 
mediador entre domínio publico e o provável proprietário. 
 A única maneira de adquirir as terras legalmente era através de compras de 
Registros, esses registros eram muito caros e também proibidos para os 
pobres, negros e imigrantes não poderiam ser donos de terras ,o que favorecia 
então, apenas os grandes latifundiários pois somente eles tinham recursos 
suficientes para comprar tais registros 
.A lei de terras previa a distribuição de terras não ocupadas a escravos que se 
dispusessem cultivá-las. A lei de terras de 1850 tinha como intuito organizar o 
pais para fim eventual do trabalho escravo,tendo sido votada poucos dias após 
a interrupção do trafico de escravos . 
 Lei de Eusébio De Queiroz, em 4 de setembro 1850, estabeleceu medidas 
para a repressão do trafico de Africanos no Império, em 1856 deixou de existir 
definitivamente o trafico negreiro no Brasil. 
Com dinheiro acumulado pela venda das terras,o governo poderia subsidiar a 
imigração, trazendo europeus para o Brasil para substituir escravos nas 
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/297-partidos-politicos-no-periodo-imperial
fazendas. Assim , o problema da força de trabalho seria resolvido. O projeto foi 
elaborado tanto para regularizar a situação daquelas propriedades que tinham 
sido ilegalmente adquiridas, como também, ao mesmo tempo,para estender o 
controle governamental sobre as terras em geral.O aumento dos preços da 
terra tornaria mais desejável o uso produtivo do solo.A necessidade de 
financiar despesas mais altas, com isso estimularia um uso mais intenso do 
solo. Assim colocar-se ia um fim no latifúndio improdutivo, que eles 
consideravam um dos males do pais. Os legisladores esperavam que, com 
aumento do preços das terras, o sistema melhoraria auxiliando a eliminar a 
monocultura e forçando os proprietários a desistirem de seus hábitos 
rotineiros.A lei colocaria um fim no “Vicio”,que corrompia a economia e a 
sociedade: o grande numero de arrendatário que moravam nas grandes 
fazendas á custa do proprietário , trabalhando somente dois ou três dias por 
semana e passando o resto do tempo vadiando,caçando e pescando e,as 
vezes ate conspirando contra os próprios donos das terras.A lei legitimaria a 
propriedade, terminando com as disputas de terras , facilitando a compra e 
venda. A lei criava condições para que os fazendeiros obtivesse trabalho livre 
para substituir os escravos,cujo o fornecimento foi prejudicado com o fim do 
trafico negreiro. O projeto tinha como finalidade fomentar o desenvolvimento do 
sistema de plantio , que era importante para a economia brasileira. 
➢ A INFLUÊNCIA DA INGLATERRA 
 
❖ No final do século XVIII, a inglaterra passou por uma evolução 
técnica derivada do aperfeiçoamento mecânico, a Revolução 
Industrial, onde ela foi a pioneira, o que acabou fazendo dela uma 
grande potência mundial 
 
❖ Uma das consequências da Revolução Industrial foi a migração 
da manufatura para a maquinofatura, consequentemente não era 
mais necessário a utilização de vários trabalhadores 
especializados para produzir uma mercadoria, pois uma só 
pessoa manuseando as máquinas conseguiria fazer a maior parte 
do processo sozinha, o que acabou desvalorizando a mão de 
obra. 
 
❖ Nessa mesma época surgiu na Inglaterra um grande debate 
sobre a questão da escravidão com o tempo a Inglaterra criou lei 
que proibiam o trafico de escravos e tentou usar sua influencia 
para forçar o Brasil a seguir o mesmo caminho. 
 
 
➢ LIVRO 
 
❖ O crescimento da população, as migrações internas e/ou 
internacionais, com a Revolução Industrial na Europa houve a 
troca do humano pela máquina o que fez que muitos Estrangeiros 
viessem para o Brasil em busca de uma vida melhor, os 
melhoramentos nos meios de transporte, aqui já é no século 
XIX , quando é desenvolvido os motores a combustão na 
segunda fase da revolução Industrial, a concentração 
populacional nos grandes centros urbanos, o 
desenvolvimento da industrial e a acumulação de capital, 
estimularam a incorporação da terra e do trabalho à 
economia comercial e industrial. Com a industrialização como 
a autora vai falar mais ra frente há uma grande redução na 
agricultura de subsistência, aquele em que a pessoa planta 
apenas para sobreviver mas sem a intenção de comercializar 
algo, a partirdesse ponto começa-se a enxergar isso de forma 
diferente, houve grande demanda para o trabalho agrícola e 
novas áreas passaram a ser utilizadas.

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