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Le g is la çã o d e T râ n si to Instituído pela Lei 9.503/1997, passou a vigorar em 1998, completando neste ano 20 anos. São 20 capítulos Possui 341 artigos, porém destes 17 foram vetados e 2 revogados, restando em vigor 322 artigos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o I – Disposições preliminares – Este capítulo é o primeiro e composto por quatro artigos, que definem o que é trânsito e onde a legislação se aplica (vias de qualquer tipo liberadas para o tráfego de veículos), bem como atribuições das instituições responsáveis e sobre a aplicação da lei sobre condutores, passageiros e pedestres.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o I – Disposições preliminares: Conceito de Trânsito: a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o I – Disposições preliminares: Conceito de Via: São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o São consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. (ALTERAÇÃO DE ACORDO COM A LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - LEI 13 146/15). C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o II – Do sistema nacional de trânsito – Este tem duas seções, sendo a primeira explicando o que é o Sistema Nacional de Trânsito, enquanto o segundo se refere à competência dos órgãos e instituições relacionadas com o SNT, vai do Art. 5º até o 25º e tem diversos artigos vetados. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os seguintes órgãos e entidades: I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e consultivo; II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE, órgãos normativos, consultivos e coordenadores; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III - os órgãos e entidades executivos de trânsito (U – E – M); IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários (U – E – M); V - a Polícia Rodoviária Federal; VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o II – Do sistema nacional de trânsito Competência da PM: (art. 23) 7 Incisos: 6 vetados e o único em vigor: “III – executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados.” C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III – Das normas gerais de circulação e conduta – O terceiro capítulo trata das normas de conduta para motoristas, indicando como proceder em todos os casos descritos no CTB. Este também define como são caracterizadas as vias de acordo com a velocidade máxima permitida, por exemplo, assim como os limites legais vigentes no país. Vai do Art. 26º até o 67º. Mais importante capítulo do CTB, pois normatiza e define os procedimentos e parâmetros a serem adotados no trânsito. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III-A – Da condução de veículos por motoristas profissionais – Com apenas o artigo 67º, esse capítulo aplica-se aos motoristas profissionais de transporte rodoviário coletivo de passageiros e de transporte rodoviário de cargas, incluindo ainda as leis 13.103/2015, atribuída aos dois casos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III – Das normas gerais de circulação e conduta III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem: C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela; b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Não Confunda: PREFERENCIA (ART. 29 INC III) PRIORIDADE (ART. 29 INC VI) PREVALÊNCIA (Art. 89) C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as demais normas de circulação; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, (os de salvamento difuso Res. 268/08, art.1º, §3º e os de transporte de presos Res. 629/16) além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o A Prioridade que trata o Art. 29, VII é absoluta? - O uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência; - A prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código;C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento na via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que devidamente sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Resolução nº 268/08 do CONTRAN: I - à manutenção e reparo de redes de energia elétrica, de água e esgotos, de gás combustível canalizado e de comunicações; II - conservação, manutenção e sinalização viária, quando a serviço de órgão executivo de trânsito ou executivo rodoviário; III - destinados ao socorro mecânico de emergência nas vias abertas à circulação pública;C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o IV - destinados ao transporte de valores; V - destinados ao serviço de escolta, quando registrados em órgão rodoviário para tal finalidade; VI - recolhimento de lixo a serviço da Administração Pública; VII - à manutenção e restabelecimento dos sistemas das linhas e estações metro ferroviárias.” (Res. 614/2016) C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o A ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Anexo I do CTB: Ultrapassagem é o “movimento de passar à frente de outro veículo que se deslocano mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.” Passagem é o “movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.” C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Antes de ultrapassar, verificar: a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo; b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de ultrapassar um terceiro; c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Ao ultrapassar deverá: a) indicar com antecedência a manobra pretendida; b) deixar livre uma distância lateral de segurança; c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, adotando os cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original do veículo. RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos. TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o E a polêmica dos faróis? “o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias;” (Redação dada pela Lei nº 13.290, de 2016) Para os fins exigidos pela Lei podem ser utilizados os faróis de rodagem diurna (DRL - daytime running light), conforme Ofício Circular nº 007/2016/SEI/CGIJF/DENATRAN/SE.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art1 C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Quando proibido o estacionamento na via, a parada deverá restringir-se ao tempo indispensável para embarque ou desembarque de passageiros, desde que não interrompa ou perturbe o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres. A operação de carga ou descarga será regulamentada pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e é considerada estacionamento.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Parada é a “imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário pra efetuar embarque ou desembarque de passageiros.” Estacionamento é a “imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros”. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o As vias abertas à circulação, utilização, classificam-se em: I - vias urbanas: a) via de trânsito rápido; b) via arterial; c) via coletora; d) via local. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível. VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade. VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o II - vias rurais: a) rodovias; b) estradas. RODOVIA - via rural pavimentada. ESTRADA - via rural não pavimentada. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. Resolução 277/08 C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Quando o menor de 10 anos poderá ser transportado no banco dianteiro? a) O veículo possuir exclusivamente este banco; b) A quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro; c) O veículo for dotado originalmente de cintos de segurança subabdominais (dois pontos) nos bancos traseiros. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o As regras para transporte de menores de 10 anos não se aplicam a que tipos de veículos? - transporte coletivo; - aluguel; - transporte autônomo de passageiro (táxi); - veículos escolares; - demais veículos com PBT superior a 3.500 kg. *PBT = Peso Bruto Total C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o IV – Dos pedestres e condutores de veículos não motorizados – Aqui, pedestres e ciclistas são incluídos nas regras de trânsito, com orientações sobre como proceder na travessia de faixas ou na circulação com bicicletas, por exemplo. Possui três artigos que vão de 68º ao 71º. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o V – Do cidadão – Dá a qualquer cidadão brasileiro o direito de requer melhorias nas normas e infraestrutura viária, enquanto os órgãos responsáveis têm o direito de analisar os pleitos apresentados. São apenas dois artigos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VI – Da educação para o trânsito – Do Art. 74º ao 79º, este capítulo trata da educação no trânsito propriamente dita e das responsabilidades os órgãos sobre as campanhas educativas no âmbito nacional e sua aplicação, incluindo o envolvimento de outros ministérios na elaboração de tais campanhas, que visam orientar e conscientizar motoristas e pedestres.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VII – Da sinalização de trânsito – Neste, o CTB defini as regras para sinalização viária, seja por placas, faixas no solo e outras formas de informação ao condutor. São 11 artigos com referência sobre o tema, do 80º ao 90º. Classificam-se em: C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o I - verticais; II - horizontais; III - dispositivos de sinalização auxiliar; IV - luminosos; V - sonoros; VI - gestos do agente de trânsito e do condutor. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência: I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais; II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais; III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Prevalência: característica do que prevalece; superioridade, supremacia. Preferencia: ação de preferir, de escolher um entre outros. Prioridade: possibilidade legal de passar à frente dos outros; premência, primazia. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Não serão aplicadas as sanções previstasneste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o VIII – Da engenharia de tráfego, da operação, da fiscalização e do policiamento ostensivo – Aplica-se à responsabilidade por parte de companhias de engenharia de tráfego, policiamento militar e outras instituições ou órgãos envolvidos diretamente com a fiscalização sobre o trânsito, em parte outorgadas pelo Contran. São 5 artigos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o IX – Dos veículos – É dividido em três seções, sendo a primeira com descrição das categorias de veículos, seu tipo de tração e sua função, enquanto a segunda fala da segurança que tais veículos precisam ter e a terceira da identificação dos veículos, incluindo o que se deve fazer em caso de baixa da documentação, emplacamento, registro, entre outros. Vai do Art. 96 ao 117. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Os veículos classificam-se em: I – Quanto à Tração. II – Quanto à Espécie. III – Quanto à Categoria. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o I - Quanto à Tração: a) Automotor. b) Elétrico. c) Propulsão Humana. d) Tração Animal. e) Reboque ou Semirreboque. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Reboque - Veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor. Semirreboque - Veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o II – Quanto à Espécie: a) de Passageiros: 1 - bicicleta; 2 - ciclomotor; 3 - motoneta; 4 - motocicleta; 5 - triciclo; 6 - quadriciclo;C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o 7 - automóvel; 8 - microônibus; 9 - ônibus; 10 - bonde; 11 - reboque ou semirreboque; 12 - charrete; b) de carga: 1 - motoneta; 2 - motocicleta; 3 - triciclo; 4 - quadriciclo; 5 - caminhonete; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o 6 - caminhão; 7 - reboque ou semirreboque; 8 - carroça; 9 - carro-de-mão; c) misto: d) de competição; 1 - camioneta; 2 - utilitário; 3 - outros; e) de tração: 1 - caminhão-trator; 2 - tratores; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o f) especiais: 1 - ambulâncias; 2 - caminhões de bombeiro; 3 - carro funerário; 4 - dolly; 5 - motor casa C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o g) de Coleção. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III - Quanto a Categoria: a) Oficial. b) de Representação Diplomática. c) Particular. d) de Aluguel. e) de Aprendizagem. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o RESOLUÇÃO DO CONTRAN nº 231/2007 * Cores das placas conforme a Categoria: C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Art. 330 CTB Placa Experiência Art. 115 § 2º Placas de Representação X – Dos veículos em circulação internacional – Com dois artigos (118º e 119º), esta parte aplica-se aos veículos estrangeiros em solo brasileiro, sendo que os mesmos passam a estar sob as regras do CTB e sua entrada ou saída é de registro no Renavam. XI – Do registro de veículos – Orienta sobre o registro obrigatório de todo veículo em circulação no país e como isso deve ser feito em todos os pontos que a lei exige. São os artigos 120 a 129- A. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Certificado de Registro de Veículo Quando é obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo (CRV)? I - for transferida a propriedade; II - o proprietário mudar o Município de domicílio ou residência; III - for alterada qualquer característica do veículo; IV - houver mudança de categoria. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XII – Do licenciamento – Como proceder para efetuar o licenciamento obrigatório, sua vigência, entre outros. É composto pelos artigos do 130º ao 135º. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Todo veículo para transitar na via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal, onde estiver registrado o veículo. Os veículos novos não estão sujeitos ao licenciamento e terão sua circulação regulada pelo CONTRAN durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Resolução nº 04/1998 do CONTRAN Será exigida a Nota Fiscal para veículos novos antes do registro e licenciamento: - nos quinze dias consecutivos à data do carimbo de saída do veículo, constante da nota fiscal ou correspondente; - No caso dos Estados da Região Norte do país, o prazo será de 30 dias consecutivos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Calendários de Licenciamento - Resolução nº 110/2000 Quando o veículo se encontrar fora da unidade da federação em que estiver registrado, deverá ser adotado os prazos estabelecidos nesta Resolução. Algarismo final da placa Prazo final para renovação 1 e 2 Até setembro 3, 4 e 5 Até outubro 6, 7 e 8 Até novembro 9 e 0 Até dezembro Calendário de Licenciamento em SC Placa final 1 - até 31 de Março Placa final 2 - até 30 de Abril Placa final 3 - até 31 de Maio Placa final 4 - até 30 de Junho Placa final 5 - até 31 de Julho Placa final 6 - até 31 de Agosto Placa final 7 - até 30 de Setembro Placa final 8 - até 31 de Outubro Placa final 9 - até 30 de Novembro Placa final 0 - até 15 de Dezembro C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o O porte do CLA será dispensado quando, no momento da fiscalização, for possível ter acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo está licenciado. (Acrescido pela Lei nº 13.281, de 2016) Res. 720/2017 - Institui o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Eletrônico (CRLVe). Deverá ser implantado até 31/12/2018. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XIII – Da condução de escolares – Aqui, o CTB orienta sobre as exigências dos veículos destinados ao transporte escolar e também sobre a formação e habilitação dos condutores profissionais nesse caso. (do Art. 136 ao 139) C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Os veículos de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivos de trânsito exigindo-se, para tanto: I - registro como passageiros; II - inspeção semestral de segurança; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o III - pintura horizontal na cor amarela, com o dístico ESCOLAR; IV - tacógrafo; V - sinalização especial; VI - cintos de segurança em número igual à lotação; VII - outros do CONTRAN. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Quais são os requisitos para condutor de veículo Escolar? - ter idade superior a vinte e um anos; - ser habilitado na categoria D; - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias durante os doze últimos meses; - ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do CONTRAN.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o MOTOTAXI e MOTOFRETE XIII-A – Da condução de moto-frete – Este capítulo foi incluído depois da consolidação do transporte remunerado por moto, que ganhou muita força no país, especialmente no interior do Brasil. Por isso, de acordo com a Lei 12.009/2009, aplica-se aos veículos de duas rodas usados nesse serviço e o que eles podem ou não transportar. Dois artigos 139-A e 139-BC ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o MOTOTAXI e MOTOFRETE É proibido o transporte de combustíveis, produtos inflamáveis ou tóxicos e de galões nos veículos de que trata este artigo, com exceção do gás de cozinha e de galões contendoágua mineral, desde que com o auxílio e side-car, nos termos de regulamentação do Contran. Resolução nº 356/ 2010 do CONTRAN C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XIV – Da habilitação – Com 20 artigos, esse capítulo trata do direito do cidadão de obter a Carteira Nacional de Habilitação mediante os meios legais que são necessários para a certificação, bem como as categorias para cada tipo de veículo, sobre o curso de formação, aulas práticas e teóricas, entre outras. Também fala de como proceder para realização de cursos por causa de infrações. Quais os requisitos para a habilitação ? I - ser penalmente imputável; II - saber ler e escrever; III - possuir Carteira de Identidade. *CPF C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Carteira Nacional de Habilitação (CNH): 1 - Validade igual ao do exame de saúde; (Exame toxicológico...); 2 - Válida apenas no original; 3 -Tem fé pública e equivalerá a documento de identidade em todo o território nacional. (Art. 159 do CTB); 4 - Regulamentada pela Res. 168/04, CONTRAN. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Resolução CONTRAN 684/2017 e 727/2017 (até 01/07/2018) C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Res. 718/17:Regulamenta as especificações, a produção e a expedição da CNH, a partir de 01/01/2019 no padrão da Convenção de Viena sobre Trânsito Viário de 1968. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Categoria A - Todos os veículos automotores e elétricos, de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XV – Das infrações – Este é o maior capítulo do Código de Trânsito (CTB) e vai do Art. 161º ao 255º. Ele trata basicamente do que não se deve fazer no trânsito e suas consequências ao condutor. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), da legislação complementar ou das Resoluções do Contran, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, sem prejuízo das punições previstas no Capítulo XIX (Crimes de Trânsito). C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o As infrações classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro categorias, computados, ainda, os seguintes números de pontos: I - infração de natureza gravíssima, 7 pontos; II - infração de natureza grave, 5 pontos; III - infração de natureza média, 4 pontos; IV - infração de natureza leve, 3 pontos. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XVI – Das penalidades – Nesta parte, é citado como são aplicadas as penalidades descritas no Capítulo XV, das infrações. Assim, o texto diz que elas podem ser advertência por escrito, multa ou cassação do direito de dirigir, curso de reciclagem, comunicação e identificação do condutor infrator, valores das multas de acordo com sua gravidade, entre outros. As penalidades estão previstas nos Art. 256 a 268. Penalidades: Autoridade de trânsito: I - advertência por escrito; II - multa; III - suspensão do direito de dirigir; IV - (Revogado pela Lei nº 13.281, de 2016) V - cassação da CNH; VI - cassação da PPD; VII - freqüência obrigatória em curso de reciclagem. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13281.htm#art6 C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XVII – Das medidas administrativas – Entre os artigos 269º e 279º, são determinados como serão realizadas retenção ou remoção do veículo, retenção de documentação do veículo e condutor, bem como a realização de exames toxicológicos. Direitos e deveres dos condutores infratores também são descritos nesse capítulo. Medidas Administrativas: A autoridade de trânsito ou seus agentes - Retenção do veículo; - Remoção do veículo; - Recolhimento da CNH; - Recolhimento da PPD; - Recolhimento do CRV; - Recolhimento do CLA; C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o - Transbordo de carga; - Realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica; - Recolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias; - Realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de primeiros socorros e de direção veicular. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XVIII – Do processo administrativo – Neste ponto, fala-se na seção I sobre as características da infração cometida (local, hora, data, etc.) e as informações constantes no auto de infração, assim como também em relação ao equipamento que o agente de trânsito precisa descrever ao registrar uma infração, seja por instrumento audiovisual ou eletrônico, por exemplo. Na seção II sobre o Julgamento das autuações e penalidades. Vai do Art. 280 ao 290.C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XIX- Dos crimes de trânsito – Neste capítulo estão incluídas normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, incluindo a Lei 9.099/1995. A partir do Art. 291º, fala sobre os crimes que podem ser cometidos pelos motoristas sob a ótica jurídica, especialmente quando envolve ingestão de álcool e depois a condução de veículo automotor. Tem duas seções, com a segunda falando de crimes em espécie, tais como não prestar socorro ou dirigir sem CNH, por exemplo. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o XX – Das disposições finais e transitórias – Fala sobre os prazos das resoluções do Contran e sobre a destinação dos valores das multas, entre outros. Vai do Art. 313º ao 341º. Art. 320: A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Art. 328: O veículo apreendido ou removido a qualquer título e não reclamado por seu proprietário dentro do prazo de sessenta dias, contado da data de recolhimento, será avaliado e levado a leilão, a ser realizado preferencialmente por meio eletrônico. C ó d ig o d e T râ n si to B ra si le ir o Muito Obrigado! Mauro Palma Rezende E-mail: rezende.mauro@hotmail.com Le g is la çã o d e T râ n si to Le g is la çã o d e T râ n si to