Prévia do material em texto
Projeto de Paisagismo Residencial Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª M.ª Ana Cristina Gentile Ferreira Revisão Textual: Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos Guia Prático de Paisagismo Guia Prático de Paisagismo • Elaborar Guia de Paisagismo com as principais informações para desenvolver projetos e es- colher, por exemplo, tipo de vegetação, espécie, porte (largura e altura), clima, com todas as informações necessárias para um bom desenvolvimento do projeto de paisagismo. OBJETIVO DE APRENDIZADO • Introdução; • Montando o Guia; • Elementos de Composição; • Elementos Arquitetônicos. UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Introdução A correta utilização da vegetação em paisagismo requer um profundo conhecimento das espécies vegetais, através de suas características, que de um modo geral podem ser agrupadas em dois conjuntos. O primeiro tem a ver com o aspecto visual da planta, forma, tamanho, estrutura, densidade e disposição da folhagem, textura e cores do conjunto e de suas partes vegetais. São aspectos que dizem mais respeito à arquitetura da planta tomada como objeto, ou ainda relacionados à forma como o vegetal ocupa e se desenvolve no espaço. (SALVIATÍ, s/d.) O registro de diferentes espécies vem sendo elaborado e desenvolvido por profis- sionais durante toda a história. No caso de vegetações, a área de botânica desenvolveu grande parte do acervo. Em forma de desenhos, há o registro de diferentes formatos, portes, sementes, folhas e outros detalhes, e alguns desses registros incluíram cores em suas publicações. Na link a seguir, podemos observar uma imagem publicada em 1894, com alguns exemplos desses registros, que permitiram um histórico das espécies exis- tentes na natureza. Ilustração botânica – folhas, flores, frutas. Enciclopédia Popular, 1894. Disponível em: https://bit.ly/2OS6O6d Na próximo link, podemos observar a aplicação de cores em algumas espécies de flores; na publicação, cada imagem recebe um número e a legenda no rodapé da página traz o nome da espécie. The Book of Practical Botany in Word and Image, 1886, disponível em: https://bit.ly/3s30B5U A Morfologia Vegetal é o ramo da botânica que estuda as formas e es- truturas das plantas, isto é, estuda as partes das plantas. Onde a par- te vegetativa sustenta a vida da planta e é composta por raiz, caule e folhas. A parte reprodutiva promove a reprodução sexuada da planta e é composta por flores, frutos e sementes. (Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. Produções Didático-Peda- gógicas, 2013, p. 4) Apesar de todo mapeamento das morfologias vegetais ser desenvolvido pela área de botânica, é essencial que o paisagista tenha conhecimento mínimo no entendimento técnico das espécies, para obter a melhor escolha para seu projeto. A imagem a seguir mostra uma representação esquemática das principais partes de uma planta de flores. 8 9 Figura 1 – Representação esquemática de estruturas encontradas em uma planta com fl ores Fonte: Wikimedia Commons Você poderá ter acesso a informações e imagens bastante interessantes relacionadas a tipos de flores, frutos, folhas e outros. Organizado em dois volumes (Livro 1: Morfologia da raiz de plantas com semente e Livro 2: Morfologia do caule de plantas com sementes), a Coleção Botânica foi elaborada pelo Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agri- cultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo. Disponível em: https://bit.ly/2QlR77T No caso dos projetos de paisagismo, iremos elaborar um Guia Prático de Paisagismo, importante para auxiliar na definição da vegetação, considerando suas características e demais elementos compositivos do projeto. O primeiro item a ser pesquisado deve ser a espécie da vegetação, seu porte – altura e raio na vida adulta, formato e densidade da copa, existência ou não de flores e cores, características essenciais para se iniciar o pro- jeto, lembrando que na unidade anterior (Representação Gráfica) vimos alguns exemplos de portes e formatos de vegetações. P ara a utilização da vegetação sugerida, o paisagista deverá considerar uma análise do terreno e seus aspectos quanto ao tipo de solo, presença de águas superficiais, esco- amentos de águas pluviais (drenagem), topografia, presença de corpos d´água subterrâ- neos, clima e orientação solar, entre outros. Definidos os elementos vivos (vegetação), outras características do local a ser desen- volvido o projeto devem ser analisadas com atenção, como, por exemplo, controle de luz, iluminação artificial, sombreamento, umidificação do ar e barreiras de ventos. O Guia Prático de Paisagismo, além de funcionar como uma biblioteca, composta por material de consulta importante para desenvolver um projeto, servirá para elaborar o Memorial Descritivo, essencial na execução dos projetos de paisagismo. As especificações 9 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo do memorial poderão apresentar variações, dependendo do local a ser desenvolvido o projeto – por exemplo, Paisagismo Residencial, Paisagismo de Praças, Paisagismo de Parques Urbanos e outros, mas em todos os casos, deve conter informações técnicas necessárias para a implementação do projeto. O Memorial Descritivo de um projeto de Paisagismo deverá descrever os proce- dimentos a serem seguidos para a Execução e deverá conter a estrutura vegetal nos locais indicados. Além disso, deve apresentar no desenho técnico as especificações das espécies, com seu nome científico e popular, seu porte, quantificação, além de outros elementos compositivos definidos no Memorial. Questões relacionadas ao plantio, culti- vo e manutenção também deverão constar no documento. A partir dessas definições e do entendimento quanto à importância do conhecimento dos dados básicos para elaboração de um Memorial, veremos quais as principais infor- mações que devemos registrar e organizar em um Guia Prático de Paisagismo. Importante! A elaboração de um Guia Prático de Paisagismo deverá servir para uma primeira con- sulta e este deve ser atualizado constantemente. Novas espécies, novas técnicas, novos materiais, novas tendências, enfim, seu guia deve se manter atual e dinâmico. Montando o Guia Os tipos vegetais utilizados na linguagem corrente, árvores, arbustos, trepadeiras, ervas, têm muito a ver com o primeiro conjunto de caracte- rísticas, relativas à arquitetura da planta. Já os aspectos que se referem ao vegetal como um componente vivo da natureza não estão de modo muito particular relacionados aos tipos acima mencionados. Embora alguns tipos vegetais, como, por exemplo, as trepadeiras, possam ser encontrados de preferência em matas ou florestas, que são forma- ções características de climas úmidos, outros, como, por exemplo, as herbáceas, e entre estas particularmente as gramíneas, são plantas ubí- quas, ou seja, que podem ser encontradas nos mais diversos ambientes e climas, com espécies peculiarmente adaptadas a viver nas condições mais adversas. (SALVIATÍ, s/d.) É possível encontrar diferentes formatos de guias, que dependerão da organização de cada profissional; portanto, durante sua vida profissional, você deverá encontrar a melhor maneira de organizar sua biblioteca de elementos paisagísticos. Seguem alguns itens necessários para uma boa elaboração do Guia Prático de Paisagismo, são informa- ções essenciais para a manutenção do jardim. • Espécie; • Categoria; • Clima; 10 11 • Origem; • Porte; • Luminosidade; • Ciclo de vida; • Principais características/Resumo. Além dos dados técnicos para a implantação da vegetação no projeto, devemos tam- bém incluir na biblioteca do Guia os Elementos de Composição, como pisos, mobiliário, luminárias, elementos arquitetônicos, entre outros. Espécie Para os dados das espécies, normalmente para animais e plantas, encontramos dois tipos de identificação, os nomes comuns (ou populares) e os nomes científicos. Também será possível obter informações quanto à família pertencenteda espécie e outros dados complementares. Os nomes populares (comuns) são usados em um determinado lugar e podem variar de acordo com a região ou o país, enquanto os nomes científicos são exclusivos e usados pela comunidade científica para identificar de forma precisa e universal as espécies. Importante! Considerando a diversidade regional no Brasil, os nomes populares podem sofrer gran- des variações de um lugar para outro; por conta disso, incluir o nome científico permi- tirá identificar a espécie independentemente da região. Por exemplo, Tecoma stans é o nome científico do ipê-de-jardim, amarelinho, guarã-guarã, ipê-amarelo-de-jardim, ipê-mirim, ipezinho-de-jardim ou sinos-amarelos. Figura 2 – Tecoma stans : ipê-de-jardim, amarelinho, guarã-guarã, ipê-amarelo-de-jardim, ipê-mirim, ipezinho-de-jardim ou sinos-amarelos Fonte: Wikimedia Commons 11 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo A nomenclatura latina para nomes científicos segue algumas regras essenciais. Além disso, por serem escritos em latim, não estão sujeitos às reformas ortográficas. Algumas regras básicas a que você deve ficar atento(a) para a escrita dos nomes científicos são: • devem ser escritos em itálico; • a primeira palavra representa o gênero; • a segunda palavra representa a espécie; • a primeira palavra é escrita com a inicial maiúscula; • todas as outras letras do nome são minúsculas; • o nome científico é válido para ambos os sexos. Na página da Ecocâmara – Grupo de Trabalho responsável pela implantação e supervisão do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Câmara dos Deputados, criado em 2003, é possível ler um resumo de como são definidos os nomes das plantas. Acesse o link para explorar o tema: https://bit.ly/3bZiqNG Na tabela a seguir, podemos observar, a partir do trabalho “Caracterização da vege- tação e espécies para recuperação de mata ciliar, Ijuí, Rio Grande do Sul”, os nomes científicos e comuns e a família a que a vegetação pesquisada pertence. Figura 3 – Exemplo de Tabela de Espécies no trabalho “Caracterização da vegetação e espécies para recuperação de mata ciliar, Ijuí, RS” Fonte: AVILA, 2011 Categoria Dividir os elementos em Categorias tem como principal objetivo facilitar o agrupa- mento ordenado do que podemos usar no projeto de Paisagismo. A sugestão para orga- nização do Guia Prático é dividir a vegetação em árvores, arbustos, palmeiras, flores, orquídeas, bromélias, suculentas, carnívoras, folhagens, gramados, forrações, aquáticas, hortaliças, trepadeiras e ervas daninhas. 12 13 Para os demais elementos de composição, a divisão pode ser feita em: mobiliário, pisos, luminárias para jardins e outras. Nas categorias sugeridas, podemos ainda encon- trar subcategorias, com informações ainda mais precisas e detalhadas. As imagens a seguir trazem sugestões de sites onde você poderá pesquisar diversas espécies de vegetação, organizadas por categorias e subcategorias. A figura a seguir foi retirada do site Jardineiro.Net e mostra a divisão de categorias sugerida na Unidade. Figura 4 – Exemplos de categorias de vegetação Fonte: Reprodução Você encontrará muitas espécies classificadas a partir de categorias. Para cada categoria, você terá diversas opções de espécies e para cada uma delas, uma pequena ficha técnica. Disponível em: https://bit.ly/3lu4e2e Outro exemplo de classificação, com material online disponível para consultar, é a Apostila do Curso Municipal de Jardinagem, do Departamento de Educação Ambiental e Cultura de Paz – Umapaz, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, da Prefeitura de São Paulo. 13 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo A organização das categorias está dividida em árvores, floríferas, forrações, fruticultura, ar- bustos e trepadeiras, gramados, orquídeas, hortas e plantas para ambientes internos. Seus volumes estão disponíveis no link: https://bit.ly/30W5FNF Clima “As características da vegetação variam de lugar para lugar e dependem de diversos fatores, como localização, clima e altitude. Por ser um país de proporções continentais, o Brasil apresenta uma enorme biodiversidade” (MINHOTO, 2018). De maneira geral, podemos dividir o clima em: Equatorial, Tropical, Subtropical, Temperado, Mediterrâneo, Desértico, Semiárido e Polar. As diferenças climáticas serão responsáveis por definir formatos, folhagem, cores, texturas, enfim, o clima é um dos elementos que farão as espécies terem suas características físicas. Tipos de climas, disponível em: https://bit.ly/3tvj2QW No Brasil, podemos dividir em: Clima equatorial, com a floresta amazônica; Clima tropical úmido ou litorâneo, com a Mata Atlântica e mangues; Clima tropical, com cer- rado e pantanal; e Clima subtropical, com florestas e campos. Para cada um dos climas, as características das vegetações são diferentes. Conheça uma pouco mais as diferenças das espécies distribuídas pelo Brasil através dos links: https://bit.ly/3s39HzC e https://bit.ly/3txP7Yv A tabela a seguir traz sugestões, elaboradas pela paisagista Heloiza Rodrigues, de plan- tas a serem utilizadas no Estado do Paraná, considerando os diferentes climas do Estado. 14 15 Figura 5 – Exemplos de categorias de vegetação Fonte: Reprodução Origem Segundo o dicionário, entendemos como origem o ponto de partida, o início de uma ação ou de algo cujo desenvolvimento continua num tempo ou espaço. O lugar em que uma pessoa nasce: de origem italiana; de origem paulistana. Ascendência; os antepas- sados ou a geração que antecede uma pessoa ou família: envergonha-se de sua origem. Origem: [Por Extensão] Fonte; local onde nasce um rio. [Figurado] Causa; aquilo que causa ou caracteriza um comportamento, ação, o nascimento de algo: o divórcio é a origem da minha felicidade. Disponível em: https://bit.ly/3tCygUg 15 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo O mesmo acontecerá com a vegetação, a origem será seu ponto de início. Lembrando que o Clima deverá ser respeitado para que a vegetação possa se desenvolver em outro local. Por exemplo, uma espécie de Clima Polar não sobreviverá em um Clima Tropical, afinal as características obtidas pelo clima não permitirão que a vegetação se desenvolva. Por exemplo, no livro “Tratado das plantas medicinais: mineiras, nativas e cultivadas”, a autora Telma Grandi traz uma catalogação de plantas medicinais e informações técni- cas importantes, inclusive a origem de algumas espécies. No exemplo a seguir, podemos ver o nome científico e os nomes populares, família, origem e informações específicas para seu uso medicinal. Figura 6 – Exemplo de espécie a partir do porte Fonte: GRANDI, 2014, p. 1110-1111 Porte Na Unidade anterior, foram descritas as principais características da vegetação a partir de seu porte. No Guia Prático, tal informação deverá ser mais detalhada, colocando-se não apenas a média do porte e sim a dimensão da espécie escolhida de maneira específica. Na Cartilha de Arborização Urbana, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, a publi- cação sugere algumas espécies a partir do porte. Veja a figura a seguir. 16 17 Figura 7 – Exemplo de espécies a partir do porte Fonte: Prefeitura Municipal de João Pessoa – Secretaria de Meio Ambiente, 2011, p. 7 São muitos os trabalhos públicos e livros que organizam espécies, por tipo de cli- ma, localização, uso, enfim, são selecionadas de acordo com o objetivo da publicação, mas em todos a informação de porte está presente, assim como nomes, família e outras informações. O exemplo a seguir foi retirado do “Guia de identificação de espécies-chave para a restauração florestal na região de Alto Teles Pires, Mato Grosso”, dos autores Eduardo Malta Campos Filho e Paolo Sartorelli, traz as informações de porte descritas. O guia possui glossário de 200 espécies. Na figura a seguir, as informações da Carne de Vaca (Clethra scabra Pers). 17 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 8 – Exemplo de descrição de porte da espécie Fonte: Adaptada de CAMPOS FILHO; SARTORELLI, 2015, p. 202-203Acesse o documento através do link e explore as principais espécies encontradas na região pesquisada, disponível em: https://bit.ly/38XEI0b 18 19 Luminosidade Por Luminosidade entende-se o quanto a vegetação deve receber ou não de ilumina- ção natural, se a incidência do sol deve ser direta ou indireta. Para cada tipo de clima e espécie, encontraremos dados técnicos específicos. Na citação a seguir, podemos ver a classificação de Luminosidade para as vegetações existentes nas Florestas. Q uanto à luminosidade, as árvores podem ser classificadas como toleran- tes ou intolerantes. Em Silvicultura, denominam-se tolerantes as árvores que na fase inicial do crescimento adaptam-se melhor às condições de luminosidade reduzida e que na fase adulta necessitam atingir a plena luz para o seu completo desenvolvimento. Denominam-se intolerantes as essências florestais que necessitam de alta intensidade luminosa em todas as fases de crescimento. Estas espécies crescem inicialmente apenas nas clareiras das florestas ou nas áreas desmatadas, enquanto que as espécies tolerantes à sombra predominam nos estágios mais avançados da suces- são vegetal ou na floresta clímax. (POGGIANI, 1989 ) Outra maneira de dividir a Luminosidade necessária à vegetação pode ser: S ol Pleno, Meia-sombra e Sombra. As plantas enquadradas no Sol Pleno são consideradas aquelas que necessitam de no mínimo 7 horas por dia de sol direto. Nesses casos, quanto mais sol direto e por mais tempo, melhor. São alguns exemplos: as forrações, pomares e hortas. Para vegetações que necessitam de ambientes de pouca luz, ou ainda sem incidência direta de sol, a presença excessiva do sol pode resultar em patologias. As Samambaias são o exemplo mais conhecido. No caso de vegetações de meia-sombra, 3 horas de sol por dia são suficientes para o de- senvolvimento saudável das plantas; no restante do tempo a presença de luz indireta é acon- selhável. Plantas herbáceas e algumas suculentas desenvolvem-se bem em meia-sombra. As vegetações que necessitam de ambientes de pouca luz, ou ainda sem incidência direta de sol, são consideradas plantas de sombra. Quando tais plantas recebem inci- dência de sol de forma direta, podem desenvolver patologias, como fungos ou doenças. As Samambaias são o exemplo mais conhecido de plantas de sombra. A matéria “Verde, saborosa e no próprio apê: horta em casa exige cuidados com luz, sol, água e adubação” traz exemplos simples e práticos de pequenas hortas residenciais, mas dá grande destaque à luminosidade necessária para algumas espécies. 19 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 9 – Exemplos de espécies e luminosidade necessária Fonte: Adaptada de DUMONT, 2019 Ciclo de vida Em relação ao ciclo de vida, as classificações mais comuns são: plantas anuais, bia- nuais e perenes. As plantas anuais são aquelas que completam o seu ciclo de vida em um ano, precisando, após isso, serem replantadas com todo o preparo de terreno adequado. Esse tipo de planta ornamental é semeado em deter- minadas épocas e uma vez terminada a floração devem ser arrancadas, pois não terão maior duração. Já o segundo grupo, as plantas bianuais, tem seu ciclo de vida completado em dois anos, tendo que passar pelo mesmo processo de preparação. E, finalmente, as plantas perenes têm seu ciclo de vida perene, indefinido e, uma vez plantadas, só precisam de tratos culturais esporádicos de poda, de rega e de adubação. (LIRA FILHO et al., 2002) 20 21 A s plantas perenes são bastante escolhidas nos projetos de paisagismo, consideran- do-se que podem florescer mais de uma vez no ano; são espécies que podem passar todo o seu ciclo de vida em flor. Se bem cuidada, seu ciclo vegetativo pode se repetir durante vários anos. As anuais e bianuais são mais indicadas para pequenos espaços, jardineiras ou vasos e suas cores produzidas pelas plantas anuais podem criar diferentes efeitos, mudando o cenário do jardim durante o ano. As anuais possuem um único ciclo vegetativo em um período de 1 ano. Planta que forma raiz, folhas e flores, solta sementes e morre em doze meses ou menos do que isso. Possuem apenas um ciclo de vida. A planta bienal é cultivada em um ano e floresce no ano seguinte. Demora um ano inteiro para crescer e se desenvolver e depois mais um ano para florescer, soltar semen- tes e então morrer. A figura a seguir mostra as informações do Ciclo de Vida de algumas espécies (bia- nual, anual e perene) e outras informações relevantes para a escolha da vegetação no projeto e execução. Figura 10 – Exemplos de espécies com destaque no Ciclo de Vida Fonte: Adaptada de GRANDI, 2014, p. 1029, 1101 e 1139 Principais características/Resumo Para as Principais características e/ou Resumo, você deverá colocar todas as infor- mações que encontrar da espécie pesquisada. Esse tipo de registro irá auxiliar na sele- ção de maneira mais coerente ao projeto. Por exemplo, um tipo de folha que permite maior volume pode ser sua opção, e você poderá encontrar tal informação no resumo, ou ainda algumas espécies de pássaro que serão atraídas pela planta, enfim, informa- ções que detalham ainda mais seu conhecimento. A figura a seguir traz exemplo de uma ficha com os principais itens descritos nesta Unidade e que devem auxiliar na elaboração do Guia; em seguida, as principais caracte- rísticas com um resumo da espécie. A vegetação escolhida é a Palmeira-imperial. 21 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 11 – Palmeira-imperial (Roystonea oleracea) Fonte: Wikimedia Commons Nome Científico: Roystonea oleracea. Sinonímia: Areca oleracea, Oreodoxa oleracea, Kentia oleracea, Gorgasia oleracea, Euterpe caribaea, Gorgasia maxima, Oreodoxa caribaea, Roystonea caribae, Oreodoxa regia, Roystonea venezuelana. Nomes Populares: Palmeira-imperial, Palmeira-real. Família: Arecaceae. Categoria: Árvores, Palmeiras. Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Tropical. Origem: América Central, América do Norte, América do Sul, Antilhas, Colômbia, Trindade e Tobago, Venezuela. Altura: acima de 12 metros. Luminosidade: Sol Pleno. Ciclo de Vida: Perene. Resumo: A palmeira-imperial é uma espécie de palmeira monoica, solitária e im- ponente, muito robusta e de grande porte, que alcança entre 30 e 40 metros de altura. As folhas têm de 3 a 5 metros de comprimento e são pinadas, com folíolos arqueados e inseridos no mesmo plano, diferindo, assim, da palmeira-real-de-cuba (Roystonea regia), que apresenta folhas mais plumosas. Seu estipe (tronco) é de cor cinza claro, liso, uniformemente cilíndrico, apenas um pouco mais engrossado na base e com diâmetro entre 40 e 60 centímetros. A coroa é arredondada, com aproximadamente vinte folhas dispostas de forma ereta ou horizontalmente, o que permite visualizar o palmito recoberto pelas bainhas a distância, sendo esta mais uma das características que a diferencia da palmeira-real-de-cuba. Nesta última, as 22 23 folhas mais velhas pendem sobre o palmito, dificultando a visualização do mesmo. A inflorescência surge na base do palmito, na primavera, em cachos longos, de até 1,5 m de comprimento, com flores masculinas e femininas, de cor branca. Os frutos são drupas oblongas, de cor roxa a preta quando maduros. Eles se formam no verão e são atrativos para diversas aves silvestres, em especial psitacídeos, como papa- gaios, araras e caturritas. Um símbolo da aristocracia na história do Brasil, a primeira palmeira desta espécie foi plantada pelo então príncipe regente Dom João VI, em 1809. Todas as palmeiras- -imperiais cultivadas no país descendem desta primeira palmeira, que foi denomi- nada Palma Mater e acabou fulminada por um raio em 1972. Assim, esta espécie re- cebeu aqui o nome popular de “imperial” e esteve ligada à monarquia e aristocracia, popularizando-se mais tarde. Devido ao porte majestoso, a palmeira-imperial é ideal para acompanhar grandes construções, avenidas, amplos parques, alamedas centrais, prédios públicos e residências de grande porte, principalmenteem duplas, grupos ou fileiras. Plantada isolada ou em jardins pequenos ela facilmente fica desproporcional. Fonte: Adaptado de https://bit.ly/2PcVEck A presença de fotos e figuras nas fichas elaboradas no Guia Prático de Paisagismo poderá ser um instrumento importante para auxiliar o profissional na escolha da espécie e dos elementos compositivos, permitirá tirar partido de característica de cores, textura e formatos que conseguimos observar nas imagens. Além disso, será um grande aliado na apresentação do projeto para o contratante, que conseguirá visualizar melhor as escolhas realizadas pelo profissional. Figura 12 – Exemplo de Ficha para Guia Prático de Paisagismo com destaque para imagem e resumo Fonte: Adaptada de Getty Images e TRINDADE, 2020 Você poderá também organizar seu guia por tipo de uso da vegetação. As figuras a seguir são exemplos de como podem ser elaborados Guias Práticos de Paisagismo para vegetações em diferentes ambientes, especificamente para Ambientes Internos. 23 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 13 – Exemplo de Guia de Vegetação para Ambientes Internos Fonte: Reprodução • Palmeira Ráfis: Fica bem em todo tipo de iluminação. É importante regá-la com frequência sem encharcar seu substrato. Nome científico: Rhapis excelsa; • Palmeira Camaedórea: Gosta de ambientes úmidos e longe da luz direta do sol. A rega tem que ser frequente, para manter a terra sempre úmida. Nome científico: Chamaedorea elegans; • Jade: A Jade demora para florescer, mas vale a pena esperar. É muito fácil de cui- dar: se dá bem em qualquer solo que não fique muito úmido e deve receber luz direta do sol pelo menos durante uma parte do dia. Nome científico: Crassula ovata; • Licuala: A licuala não deve ficar exposta à luz direta do sol, mas precisa estar em ambiente iluminado com luz indireta. Borrife água em suas folhas. Nome científico: Licuala grandis; • Babosa de pau: Deve ser cultivada sem luz direta do sol e não é resistente ao frio, por ser uma planta tropical. As regas devem ser feitas sempre que o solo estiver secando. Nome científico: Philodendron martianum; • Singônio: Deve ser cultivado à meia-sombra e regado com frequência para manter a terra úmida. Nome científico: Syngonium angustatum; • Begônia: O cultivo deve ser feito em substrato bem fértil, em ambientes protegidos da luz do sol, da friagem e do vento. A rega deve ser feita sem molhar as folhas. Nome científico: Begonia elatior; 24 25 • Minicactos: Ao contrário dos cactos grandes, eles não devem ser expostos à luz direta do sol e ficam melhor em ambientes internos bem iluminados. Para saber quando regar, verifique se a terra está seca – em geral as regas são semanais. Nome científico: Mamillaria SP; • Antúrio: É essencial que fique à meia-sombra, sem receber diretamente a luz do sol. Entretanto, também não pode ficar em ambientes escuros. Nome científico: Anthurium andreanum; • Palmeira areca: Pode crescer exposta diretamente ao sol, mas suas folhas ficam mais vistosas quando é cultivada à meia-sombra. Deve ser regada regularmente e não deve ficar em ambientes com ar-condicionado. Nome científico: Dypsis lutescens; • Filodendro Cascata: O Filodendro cascata em vasos costuma ficar bem em qual- quer ambiente. Deve ser mantido longe da luz direta do sol, mas o ambiente deve ser iluminado. Deve ser regado quando a camada superficial da terra estiver seca. Nome científico: Philodendron cascata; • Bromélia: O sol direto queima suas folhas, por isso deve receber apenas claridade indireta. É plantada em substrato para epífitas. Deve ser regada a cada dois dias, limpando-se o seu centro para evitar proliferação de mosquitos. Nome científico: Guzmania ligulata; • Lírios da paz: Esta é uma das poucas plantas que florescem na sombra. Se seu jardim é sombreado, mas com bastante claridade, abuse desta espécie. O sol direto queima suas folhas! Mantenha-a sempre adubada e seu solo úmido. Nome científico: Spathiphyllum wallisi; • Pleomele: É muito usada em ambientes internos, mas deve-se prestar atenção se ela está se adaptando à baixa luminosidade. Caso ela comece a perder folhas, é melhor colocá-la em ambiente mais claro, mas não necessariamente diretamente ao sol. Nome científico: Dracaena reflexa; • Pau d’água: É resistente ao ar condicionado e não precisa ficar diretamente exposta ao sol. Deve ser regada quando a superfície da terra estiver seca. Nome científico: Dracaena fragrans; • Lança de São Jorge: Por ser uma planta muito resistente, pode ser usada nas mais variadas composições, desde jardins de pedras a vasos para ambientes internos. Deve ser regada a cada 15 dias, sem molhar as folhas, e mantida à meia-sombra. Nome científico: Sansevieria cylindrica; • Rosa de pedra: Deve ser regada apenas uma vez por semana, pois a umidade pode apodrecer suas raízes. Não tolera muito sol. Nome científico: Echeveria SP; • Zamioculca: A Zamioculca continua bonita mesmo quando não recebe os cuida- dos adequados. Precisa ser regada somente uma vez por semana e fica bem tanto em ambientes com luz, quanto sem luz – mas é bom evitar sol direto, que pode queimar suas folhas. Nome científico: Zamioculcas zamiifolia; • Jiboia: Uma das poucas trepadeiras para ambientes internos, a Jiboia cresce apoiada a substratos, como xaxins ou outras plantas. Esta planta tem as folhas coloridas, mas se ficar somente na sombra, suas folhas serão pequenas e verdes. A rega deve ser feita com frequência, para manter o substrato úmido. Nome científico: Remnum pinnatum; 25 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo • Violeta: É importante garantir que seja exposta somente à luz indireta. Regar uma ou duas vezes por semana também é fundamental, sem molhar as folhas e flores. Nome científico: Saintpaulia ionantha. Fonte: Adaptado de https://bit.ly/2OSaNj8 Elementos de Composição Como Elementos de Composição não vivos, temos mobiliários, pisos, iluminação, tipos de tecido, enfim, elementos que completam o projeto de Paisagismo. Nesses casos, as informações técnicas estão disponíveis em sites de fornecedores e lojas especializa- das, como, por exemplo, mobiliários para áreas externas; tais informações serão capa- zes de mostrar como o uso do elemento pode ser adequado ao projeto. Segue aqui uma sugestão de informações que você deverá coletar para tipos de pisos, por exemplo: • Especificações técnicas (Ficha Técnica); • Altura; • Largura; • Profundidade; • Material; • Resumo. A ficha a seguir é um exemplo de como os sites e páginas de fornecedores e lojas dispo- nibilizam todas as informações necessárias para o profissional escolher o elemento, conside- rando os dados técnicos mais apropriados para o projeto, seu material e uso do elemento. Figura 14 – Exemplo de piso para jardim Fonte: Divulgação 26 27 Na figura a seguir, temos diferentes tipos de pisos de acordo com características técnicas. Os exemplos foram elaborados para execução do projeto de urbanização e paisagismo referente a FURNAS, prédio da GRN.O, em Adrianópolis-RJ. Figura 15 – Exemplos de tipos de pisos de acordo com características técnicas Fonte: Adaptada de USFB, 2016, p. 4 -5 O mesmo deve ser feito em relação ao mobiliário. O tipo de material escolhido deve ser resistente a sol e chuva, principalmente se colocado em áreas externas. Caso tenha tapeçaria, também deverá ser adequado às questões de clima e manutenção do material. No momento da escolha, o profissional já deverá ter definido o local de uso do mobiliário. 27 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 16 – Exemplo de banco para jardim Fonte: Divulgação Entre em sites de Mobiliários para Jardins e encontre diferentes opções de materiais e vege- tações que podem ser usados no Projeto de Paisagismo. Não se esqueça de anotar a data da pesquisa, caso você registre o valor de venda do produto, e mantenha os dados atualizados. Elementos Arquitetônicos Elementos Arquitetônicos podem estar presentes no Paisagismo, completando a composição do projetoe muitas vezes definindo no projeto a distribuição das funções e dos ambientes. Presença de varandas, pergolados, gazebos, caramanchões, redários, quiosque, fontes, esculturas e outros permitem tornar o ambiente mais acolhedor e mui- tas vezes mais funcional. Por isso, a inclusão de tais itens no Guia Prático também deve ser considerada. Ter opções de Elementos Arquitetônicos permite que o profissional do Paisagismo traga ao projeto opções interessantes e soluções adequadas ao uso do espaço construído. 28 29 Figura 17 – Exemplo de pergolado de madeira Fonte: Divulgação Iluminação Na unidade de título “Representação Gráfica”, vimos a importância da luz artificial no projeto de paisagismo. Atualmente, são inúmeros os modelos, tanto de luminárias como de tipos de lâmpadas. A atividade que será exercida no espaço e o estilo do jardim projetado deverão nortear a escolha das luminárias e lâmpadas; portanto, incluir o maior número possível de modelos disponíveis no mercado e manter as informações atualiza- das também devem ser uma prioridade do profissional. 29 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Figura 18 – Exemplo de luminária para jardim, espeto para jardim LED 3W, luz amarela, IP65, Inspire Fonte: Divulgação Enfim, criar um Guia Prático de Paisagismo irá subsidiar o estudante e o profissional com uma série de opções e informações técnicas de vegetações e elementos compositivos, que poderão ser sugeridos e escolhidos para planejar o espaço, implantar, escolher plan- tas, mobiliários, luminárias, pisos, enfim, estimular ainda mais o projeto de Paisagismo em diferentes locais, de uma varanda, uma área comum, até mesmo de Parque Público. Importante! No Paisagismo Urbano, temos uma grande variedade de guias e manuais disponíveis, que auxiliam no paisagismo das cidades. Assim como o Guia Prático de Paisagismo ela- borado aqui, para o Paisagismo Residencial, podem ser aproveitados em projetos corpo- rativos, institucionais e mesmo no paisagismo de interiores; os materiais para o Paisa- gismo Urbano trarão especificações diretas ao projeto e execução das espécies urbanas, aplicadas a espaços públicos e coletivos. Portanto, a partir das sugestões de formatos de fichas, busque informações técnicas, soluções e tendências de mercado e mantenha-se atualizado(a), isso permitirá desenvol- ver um projeto adequado e de qualidade. Para finalizar, a imagem a seguir traz uma sugestão de base para preenchimento dos principais dados a serem pesquisados dos elementos vivos (vegetação) no paisagismo. 30 31 Monte um arquivo digital, na extensão que esteja acostumado(a) a utilizar e complete os dados. Use mais de uma fonte de pesquisa, atualize as informações quando necessá- rio, inclua imagem e registre as informações que achar importantes, dessa forma você poderá padronizar e facilitar sua consulta. Guia de Paisagismo Aplicado à Arquitetura Nome popular: Inserir Imagem Nome cientí�co: Categoria: Clima: Origem Porte: Luminosidade: Ciclo de Vida: Resumo: Fontes: Figura 19 – Sugestão de fi cha para Guia Prático de Paisagismo 31 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Jardim com plantas que exigem pouca água (sol forte) https://youtu.be/9MJZxyElihg 7 plantas esculturais para seu jardim https://youtu.be/09Y6BxwGxeM Canal – Vida no Jardim https://bit.ly/38VKkrX Leitura Como projetar: um guia rápido do projeto de paisagismo https://bit.ly/3tCA5R6 Paisagismo dentro de casa: 56 ideias para jardins em espaços pequenos https://bit.ly/30VoeS3 6 vídeos de jardinagem para você assistir no final de semana https://bit.ly/2P2XcFz Dicionário de Jardinagem https://bit.ly/3vRqd8e Top 10 livros de paisagismo para dar um UP na sua carreira! https://bit.ly/38ZwZ1E Catálogo – Clarão Iluminação https://bit.ly/3lvxe9S 32 33 Referências ÁVILA, Â. L. de; ARAÚJO, M. M.; LONGHI, S. J.; GASPARIN, E. Caracterização da vegetação e espécies para recuperação de mata ciliar, Ijuí, RS. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 21, n. 2, p. 251-260, abr.-jun., 2011. BRAGA, M. A. (coord). Curso municipal de recursos paisagísticos. Escola Munici- pal de Jardinagem/UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). Prefeitura Municipal de São Paulo. Edição 2012. Disponível em: <https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/recursos_ paisagisticos_1431454341.pdf>. Acesso em: 14/09/2018. CAMPOS FILHO, E. M. Guia de identificação de espécies-chave para a restauração florestal na região de Alto Teles Pires, Mato Grosso. The Nature Conservancy, 2015, 248 p. il.: 19,5 x 27 cm. Disponível em: <https://www.nature.org/media/brasil/guia- -mt.pdf>. Acesso em: 13/09/2020. DUMONT, P. S. Verde, saborosa e no próprio apê: horta em casa exige cuidados com luz, sol, água e adubação. Disponível em: <https://hoje.vc/2gacr>. Acesso em: 16/03/2021. GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE: produções didático-peda- gógicas. 2013. Cadernos PDE, volume 2. Versão on-line. ISBN 978-85-8015-075-9. Dis- ponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/pro- ducoes_pde/2013/2013_fafiuv_bio_pdp_lauro_maron.pdf>. Acesso em: 10/09/2020. GRANDI, T. S. M. Tratado das plantas medicinais: mineiras, nativas e cultivadas. 1ª ed. Recurso eletrônico. Belo Horizonte: Adaequatio Estúdio, 2014. 1204 p. il. LIRA FILHO, A. de; PAIVA, H. N. de; GONÇALVES, W. Paisagismo: elementos de composição e estética. Coleção Jardinagem Paisagismo. Série Planejamento Paisagis- mo, volume 2. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2002 (194p.: il.). POGGIANI, F. Estrutura, funcionamento e classificação das florestas: implicações ecológicas das florestas plantadas. Departamento de Ciências Florestais – Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Piracicaba, 1989. Prefeitura Municipal de São Paulo. Manual de arborização urbana. da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). Abril de 2015. Disponível em: <https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/MAR- BOURB.pdf>. Acesso em: 11/09/2018. SALVIATÍ, E. J. Tipos vegetais aplicados ao paisagismo. Disponível em: <https:// www.revistas.usp.br/paam/article/view/133781/129652>. Acesso em: 18/03/2021. UFSB. Gabinete Projetos de Engenharia e Arquitetura LTDA. Disponível em: <http:// ufsb.edu.br/wp-content/uploads/2017/06/RDC_012017/ANEXO_II/04%20-%20 INFRA%20ESTRUTURA%20N%C3%9ACLEO%20PEDAG%C3%93GICO/PROJE- TO%20PAISAGISMO%202017%2001%2013/6098-PAI-0001-MDES-R02.PDF>. Acesso em: 16/03/2021. 33 UNIDADE Guia Prático de Paisagismo Sites Visitados INHOTO, L. Tipos de vegetação do Brasil. Estudo Prático. Novembro de 2018. Dis- ponível em: <https://www.estudopratico.com.br/tipos-de-vegetacao-do-brasil/>. Acesso em: 13/09/2020. TRINDADE, S. A Torênia. Disponível em: <www.jardinagemepaisagismo.com/a-tore- nia.html>. Acesso em: 16/03/2021. 34