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FUNDAMENTOS DE ECONOMIA
AULA 1
Adam Smith (1723 – 1790)
Foi um economista e filósofo escocês. Teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII. É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua sendo como referência para gerações de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica.
Pais da Economia
David Ricardo (1772 – 1823)
Considerado como um dos fundadores da escola clássica inglesa da economia política, juntamente com Adam Smith e Thomas Malthus, as suas obras mais destacadas incluem:
O alto preço do ouro, uma prova da depreciação das notas bancárias (The high price of bullion, a proof of the depreciation of bank notes), em 1810;
Ensaio sobre a influência de um baixo preço do cereal sobre os lucros do capital (Essay on the influence of a low price of corn on the profits of stock), em 1815;
Princípios da economia política e tributação (Principles of political economy and taxation), em 1817 (reeditado em 1819 e 1821).
Pais da Economia
John Stuart Mill (1806 – 1873)
Foi um filósofo e economista inglês, e um dos pensadores liberais mais influentes do século XIX. Foi um defensor do utilitarismo, a teoria ética proposta inicialmente por seu padrinho Jeremy Bentham.
Mill trabalhou na Companhia Inglesa das Índias Orientais, lidando com a correspondência rotineira referente à atuação do governo inglês na Índia. Aos 25 anos, apaixonou-se por Harriet Taylor, uma mulher linda e inteligente, porém casada, que veio exercer grande influência no trabalho de Mill. Cerca de vinte anos depois, quando seu marido faleceu, Harriet Taylor se casou com John Stuart Mill. Ele se referia a ela como "dádiva-mor da minha existência" e ficou inconsolável quando ela morreu sete anos depois.
Pais da Economia
Joseph Alois Schumpeter (1883 – 1950)
Foi um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX.
Sempre foi um entusiasta da integração com a Sociologia para o melhor entendimento de suas teorias econômicas. Atualmente considera-se que as idéias de Schumpeter sobre ciclos econômicos e desenvolvimento não podiam ser assimiladas através do instrumental matemático disponível em sua época.
Pais da Economia
Robert Alexander Mundell (1931)
Com a proposta de unir economias numa única moeda, o canadense Robert Mundell recebeu um Prêmio Nobel de Economia. É dele a autoria de um dos primeiros planos de moeda comum, um trabalho realizado no começo da década de 70 que resultou na criação do Euro, anos mais tarde.
Robert Mundell é autor de inúmeros trabalhos e artigos sobre a teoria econômica, pioneiro da teoria mista de política fiscal e monetária e contribuiu para reformular a teoria da inflação e juros.
Economistas atuais
James Heckman - "Pelo desenvolvimento de teorias e de métodos para análise de amostras seletivas“
Daniel McFadden - "Pelo desenvolvimento de teorias e métodos para análise de escolha discreta“
Edward Prescott - "Por suas contribuições à macroeconomia dinâmica: a consistência temporal da política económicas e das forças motrizes ciclos de negócios“
Christopher Pissarides - Pela sua análise dos mercados com fricções de procura.
A lista ainda conta com:
A economia pode ser definida assim: o estudo de como as pessoas e a sociedade decidem empregar recursos escassos, que poderiam ter utilizações alternativas, para produzir bens variados.
Pode-se fazer a seguinte divisão no estudo econômico:
- Macroeconomia- analisa o comportamento da economia como um todo, por meio de preços e quantidades absolutos. Faz parte dela os movimentos globais nos preços, na produção ou no emprego.
- Microeconomia- estuda o comportamento de cada “molécula econômica” do sistema, por meio de preços e quantidades relativas. Para exemplificar, pode-se citar a análise do funcionamento de empresas.
Conceitos de Economia
Conceitos de Economia
Enquanto a economia positiva ocupa-se da descrição de fatos, circunstâncias e relações econômicas, a economia normativa expressa julgamentos éticos e valorativos. As grandes divergências entre os economistas aparecem nas discussões de caráter normativo, como por exemplo o da dimensão do Estado e o poder dos sindicatos.
Não obstante a história do pensamento econômico registre que a expressão economia política tenha aparecido só no século XVII com a publicação, no ano de 1615, do Traité de l’Économie Politique, do mercantilista francês Antoine de Montchrétien (1575-1621), há autores que a atribuem a Aristóteles (384-322, a.C.).
Na verdade, tenha ou não Aristóteles empregado essa expressão para designar essa complexa ciência que hoje se ocupa do desenvolvimento, da inflação de preços, do desemprego, do nível da renda social, das recessões e da plena utilização dos escassos recursos do sistema econômico, o fato é que esse notável discípulo de Platão "é considerado o fundador de muitas ciências e também — observa J. F. BELL 1 — o primeiro analista econômico". Em sua época, porém, Economia era considerada como a ciência da administração da comunidade doméstica. O núcleo central das Ciências Econômicas, seu campo de ação e sua definição derivariam, então, da própria etimologia da palavra economia (do grego oikonomia, de oikos = casa, nomos = lei). Tratava-se, pois, de um ramo do conhecimento destinado a abranger apenas o campo comunal da atividade econômica, em suas mais simples funções de produção e distribuição. Como a teria definido Aristóteles, a Economia era "a ciência do abastecimento, que trata da arte da aquisição".
Definições
Aparentemente menos influenciada por sistemas ideológicos, uma tentativa mais recente (e também mais atraente) de caracterizar os fatos econômicos e de então identificar em que consiste o aspecto propriamente econômico da conduta humana, foi empreendida na primeira metade dos anos 30, por Leonel Robbins, no ensaio An Essay of Nature and Significance of Econoinic Science.
Definições
A Microeconomia é definida como um problema de alocação de recursos escassos em relação a uma série possivel de fins. Os desdobramentos lógicos desses problemas levam ao estudo do comportamento econômico individual de consumidores, e firmas bem como a distribuição da produção e rendimento entre eles. A Microeconomia é considerada a base da moderna teoria econômica, estudando suas relações fundamentais.
As famílias são consideradas fornecedores de trabalho e capital, e demandantes de bens de consumo. As firmas são consideradas demandantes de trabalho e fatores de produção e fornecedoras de produtos.
Os consumidores maximizam a utilidade a partir de um orçamento determinado. As firmas maximizam lucro a partir de custos e receitas possíveis.
A microeconomia procura analisar o mercado e outros tipos de mecanismos que estabelecem preços relativos entre os produtos e serviços, alocando de modos alternativos os recursos dos quais dispõe determinados indivíduos organizados numa sociedade.
Microeconomia
É uma das divisões da ciência econômica dedicada ao estudo, medida e observação de uma economia regional ou nacional como um todo. A macroeconomia é um dos dois pilares do estudo da economia, sendo o outro a microeconomia. O estudo macroeconômico surgiu como forma de oposição ao sistema mercantilista vigente na Europa, este movimento foi chamado por Keynes de Revolução Clássica. Os dois dogmas mercantilistas atacados pelos clássicos eram, o metalismo (a crença de que a riqueza e o poder de uma nação estava no acúmulo de metais preciosos), e a crença na necessidade de intervenção estatal para direcionar o desenvolvimento do sistema capitalista.O primeiro trabalho clássico foi A riqueza das nações, 1776 de Adam Smith, sendo considerado a partir desta publicação o início ciência econômica. O termo macroeconomia teve origem na década de 1930 a partir da Grande Depressão iniciada em 1929, onde foram intensificadas a urgência dos estudo das questões macroeconômicas, sendo a primeira grande obra literária macroeconômica o livro Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, do economista britânico John Maynard Keynes, dando origem a Revolução Keynesiana que se opôs à ortodoxia da Economia Clássica.
Macroeconomia
A satisfação das NECESSIDADES psicofisiológicas como alimentos, vestuário, habitação; e, as de caráter coletivo de uma sociedade obriga seus membros a se ocuparem de determinadas atividades produtivas, através das quais geram os bens e serviços necessários à consecução de seus objetivos; e que, posteriormente, se distribuem para seu consumo entre os membros dessa mesma sociedade.
BEM é tudo aquilo que é suscetível de satisfazer a uma necessidade humana, seja ela primária, secundária e/ou de caráter coletivo.
Em relação ao consumo as famílias têm que decidir como vão gastar a renda familiar entre os diferentes bens e SERVIÇOS ofertados para satisfazer suas necessidades. Assim, na hora de decidir entre um televisor e uma máquina de lavar, por exemplo, levará em conta suas necessidades, os preços de ambos os bens e suas próprias preferências, de forma que o resultado da escolha seja o mais apropriado.
Necessidades, Bens e Serviços
Abraham Maslow foi um psicólogo de grande destaque por causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas. Segundo ele, o homem é motivado segundo suas necessidades que se manifestam em graus de importância onde as fisiológicas são as necessidades iniciais e as de realização pessoal são as necessidades finais. Cada necessidade humana influencia na motivação e na realização do indivíduo que o faz prosseguir para outras necessidades que marcam uma pirâmide hierárquica:
Em que sentido se pode dizer que a escassez está presente tanto nos “países ricos” como nos “países pobres”?
Que tipo de necessidade se pode satisfazer primeiro? Comente a resposta.
Qual a contribuição dos grandes pensadores econômicos para a atualidade?
O que é microeconomia?
Qual o conceito de macroeconomia?
Questões para debate (em trios)
TEORIAS ECONÔMICAS
AULA 2
Liberalismo, Neoliberalismo e Globalização
Conjunto de teorias políticas e econômicas, que tem como princípio a defesa da liberdade econômica.
Estado laico, não intervencionista, estado de baixa intervenção
Prevalência do livre mercado.
Estado laico
Estado laico porque não se identifica com nenhuma confissão religiosa nem deseja qualquer interferência da Igreja nos assuntos políticos.
Estado não-intervencionista
Estado não-intervencionista, porque critica o controle que as monarquias absolutistas exerciam sobre a economia, cuja expressão era o monopólio estatal típico do mercantilismo.
LIBERALISMO
Teve origem nas idéias do Filósofo John Locke no Século XVII,
Ganhou força no século XVIII através do pensamento do filósofo e economista Adam Smith.
LIBERALISMO
PRINCÍPIOS:
Defesa da propriedade privada.
Livre mercado.
Igualdade perante a Lei.
LIBERALISMO
A economia de mercado supõe ainda a defesa da propriedade privada dos bens de produção e a garantia de funcionamento da economia a partir do princípio do lucro e da livre iniciativa, o que valoriza o espírito empreendedor e competitivo.
LIBERALISMO
Tais alterações provocam a nítida separação entre o público e o privado, ou seja, entre os assuntos do Estado...
(que deve se ocupar com a política, isto é, com as questões da esfera pública)
Os da sociedade civil...
(setor das atividades particulares, sobretudo econômicas).
II- Liberalismo Econômico:
Origem: Adam Smith, século XVIII.
Definição: movimento de defesa das liberdades individuais contra as interferências do Estado Absolutista.
Propostas / defesas:
Propriedade privada;
Liberdade de escolha;
Igualdade Jurídica;
Livre concorrência;
Não interferência do Estado e livre contrato de trabalho (contra direitos impostos pelo Estado);
Adoção de uma Constituição etc.
Objetivo positivo: aumento da produção, com a redução do custo das mercadorias, gerando uma prosperidade econômica geral, sem a necessidade de intervenção do Estado (apenas garantia o cumprimento dos contratos).
NEOLIBERALISMO
Retomada do Liberalismo.
Idealizado por Milton Friedman na década de 70, como alternativa à crise gerada pelo aumento do petróleo.
Conjunto de idéias políticas e econômicas que defende a não intervenção do Estado na Economia.
NEOLIBERALISMO
PRINCÍPIOS:
Não intervenção do Estado na economia e redução de sua interferência no mercado de trabalho.
Estado Mínimo.
Abertura da economia às multinacionais.
Fim do protecionismo econômico.
Desburocratização estatal.
Defesa dos princípios econômicos capitalistas.
Neoliberalismo
Absoluta liberdade de mercado
E uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo (minarquia ou Estado Mínimo)
Neoliberalismo
1945 – 1973: Welfare State
Décadas de 50 e 60:
# crescimento de produtos industrializados (10 vezes)
# capitalismo policêntrico
(emergentes = Am. Latina e Japão)
# “Anos Dourados das Economias Capitalistas
Neoliberalismo
Política Keynesiana:
defendeu as políticas econômicas com vistas à construção de um Estado de bem-estar social (Welfare State)
X
Escola Austríaca:
Monte Pèlerin, na Suíça, onde foi fundada uma sociedade de ativistas em oposição às políticas do estado de bem-estar social, por eles consideradas "coletivistas" e, em última análise, "cerceadoras das liberdades individuais"
Neoliberalismo
Por que?
A Instabilidade Econômica:
Fim da década de 1960 e irrompe com força na década de 1970
Dois choques sucessivos nos preços mundiais do petróleo - o que acabou por tornar evidente que seria impossível sustentar a conversibilidade do dólar em ouro (e provocou o colapso do acordo de Bretton Woods)
Pelo endividamento excessivo a que se submeteram os países subdesenvolvidos em seu afã de tentar superar a crise petrolífera
Neoliberalismo
Taxas de lucratividade continuamente decrescentes
Crise no mercado de ações (especialmente nos EUA)
Alta contínua da inflação nos países desenvolvidos
("estagflação")
Forte movimento contra as idéias keynesianas para reduzir a intervenção dos Estados nacionais na economia
Neoliberalismo
Grã – Bretanha:
Margareth Tatcher
(1979 – 1990)
EUA:
Ronald Reagan
(1980 – 1988)
Alemanha:
Helmut Khol
(1982 - )
Neoliberalismo
Características:
Corte de Gastos Sociais
Aumento do Desemprego
Desgaste dos Sindicatos
Liberdade para o Setor Financeiro
Privatização das Estatais
(aço, água, petróleo, eletricidade, gás, telecomunicações)
Diminuição dos Salários
Neoliberalismo
Conseqüências:
Aumento das Desigualdades
Individualização e Despolitização
Desumanização
(Homem como consumidor)
Especulação Financeira
Neoliberalismo
Desregulação dos Mercados
Liberdade de Movimentação Financeira
Paises elevam juros para atrair investimentos
Ataques especulativos a economias emergentes
Neoliberalismo
Desemprego estrutural:
# Tecnologia = menos M.d.O
# Exclusão Social
# Salários Menores
# Racionalização da Produção
# Redução de M.d.O não Qualificada (ISO)
Neoliberalismo
GLOBALIZAÇÃO
Fenômeno social que ocorre em escala global.
Interligação mundial, favorecida pelo desenvolvimento das novas TICs e dos meios de transporte.
Fase da expansão do capitalismo.
Expansão dos mercados e, portanto,dos lucros, permitindo a concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.
Principais agentes: grandes corporações mundiais.
Permitiu a formação de blocos econômicos
GLOBALIZAÇÃO
PONTOS POSITIVOS
Permitiu a evolução das organizações.
Favoreceu a melhoria de produtos/serviços.
Incentivou o desenvolvimento tecnológico.
PONTOS NEGATIVOS
Aumentou a diferença entre os países ricos e os pobres.
Favoreceu o acúmulo de grandes riquezas.
Aumentou a exploração sobre o trabalhador.
Elevou o desemprego.
Elevou a interdependência entre as nações.
Globalização
A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, com o barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI.
Globalização
Por que?
dinâmica do capitalismo
formar uma aldeia global
maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos)
mercados internos já estão saturados
Globalização
Característica mais notável:
Marcas Mundiais
Afeta:
# todas as áreas da sociedade
# principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação
# diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta
Globalização
Concentração e Centralização de Capital
# 1950: 7.500 filiais
# 1960: 23.000 filiais
# 1980: Empresas Americanas
75% Exportações
50% Importações
Exportação de Fábricas internas para Periferia
# 1970 – 1983: dobra exportação da Periferia
Grandes Corporações Transnacionais
Globalização
Globalização das Comunicações:
Internet:
# possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo
# fluxo de troca de idéias e informações
# aumento da universalização do acesso a meios de comunicação
(barateamento dos aparelhos e inovação tecnológica)
Globalização
Divisão de trabalho:
países com mão-de-obra mais baratas para execução de serviços que não é necessário alta qualificação
produção distribuída entre vários países
criação de um único produto, onde cada empresa cria uma parte ou criação do mesmo produto em vários países para redução de custos
ganhar vantagem competitivas no acesso de mercados regionais.
Globalização
Era da Informação e Era Cognitiva:
capacidade de uma pessoa em processar informações ficou mais importante que sua capacidade de trabalhar como operário em uma empresa
graças a automação
transição da Era Industrial para a Era Pós-Industrial.
Globalização
Pontos Positivos:
Desenvolvimento tecnológico
Facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes (acesso fácil e rápido à informação e aos bens)
Evolução de novos meios de comunicação
Ênfase das organizações supra-governamentais
Aumento do volume e velocidade como os recursos vêm sendo transacionados pelo mundo
Globalização
Aspectos Negativos:
Grande instabilidade econômica que se cria no mundo
Fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países
Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros
Para as classes menos favorecidas economicamente, especialmente nos países em desenvolvimento, o acesso as inovações não é "fácil" (porque seu custo é elevado) e nem sempre é rápido
Globalização
Petróleo
Migrações no Mundo
HISTÓRIA ECONÔMICA DO BRASIL
AULA 3
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TEORIAS ECONÔMICAS E HISTORIOGRAFIA
TEORIAS PÓS-MARXISTAS E
NEO-WEBERIANAS
TEORIAS
MARXISTAS
57
TEORIA DO PACTO COLONIAL – JEAN BAPTISTE COLBERT (1619-1683)
58
A ECONOMIA COLONIAL –VERTENTES MARXISTAS
CONTROVÉRSIAS:
59
SENTIDO DA COLONIZAÇÃO – FORMAÇÃO ECONOMICO-SOCIAL
MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA
SISTEMA COLONIAL
ECONOMIA COLONIAL – TEORIAS PÓS-MARXISTAS:
60
TEORIA ECONOMIA -MUNDO
TEORIAS SISTEMICAS ATLANTICO -SUL
TEORIAS MARXISTAS
AUTORES:
CAIO PRADO JUNIOR
CELSO FURTADO
FERNANDO NOVAIS
JOCOB GORENDER
CIRO FLAMARION CARDOSO
JOSÉ ROBERTO AMARAL LAPA
JOÃO MANUEL CARDOSO DE MELLO
MODO DE PRODUÇÃO
SENTIDO DA
COLONIZAÇÃO
SISTEMA COLONIAL
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TEORIAS PÓS-MARXISTAS:
TEORIAS ECONOMIA-MUNDO:
WELLERSTEIN
ARRIGUI
TEORIAS SISTÊMICAS DO ATLÂNTICO SUL:
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO
JOÃO FRAGOSO/MANOLO FLORENINO
ALBERTO DA COSTA E SILVA
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Caio Prado Junior (11-02-1907 / 23-11-1990)
1933: Evolução política do Brasil
1934: URSS - um novo mundo
1942: Formação do Brasil Contemporâneo
1945: História Econômica no Brasil
1952: Dialética do Conhecimento
1953: Evolução Política do Brasil e Outros Estudos
1954: Diretrizes para uma Política Econômica Brasileira
1957: Esboço de Fundamentos da Teoria Econômica
1959: Introdução à Lógica Dialética (Notas Introdutórias)
1962: O Mundo do Socialismo
1966: A Revolução Brasileira
1971: Estruturalismo de Lévi-Strauss - O Marxismo de Louis Althusser
1972: História e Desenvolvimento
1979: A Questão Agrária no Brasil
1980: O que é Liberdade
1981: O que é Filosofia
1983: A Cidade de São Paulo
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O sentido da colonização (1942)
buscou analisar a realidade colonial brasileira com base nos conceitos desenvolvidos por Marx, na linha do Materialismo Histórico.
Idéia central: vê a colônia como uma sociedade cuja estrutura e funcionamento foram
determinados pelo comércio externo e, portanto, como um mero empreendimento a serviço do
capital comercial europeu.
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Busca mostrar que os elementos secundários estão totalmente subordinados aos elementos essenciais: a produção para o mercado interno surge apenas como atividade subsidiária da grande lavoura escravista exportadora e tem sua dinâmica determinada pela dinâmica do mercado externo, ou seja, pela dinâmica dos preços internacionais e da demanda de gêneros agrícolas tropicais pela Europa. O capital comercial é então elemento central para a compreensão da sociedade colonial e da sua dinâmica.
Assim, no modelo pradiano, a economia e a sociedade coloniais seriam um mero apêndice de um sistema mais amplo que tem seu centro na Europa, e toda sua dinâmica se subordinaria àquele centro. Não havia aqui espaço para a reprodução de uma sociedade autônoma.
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CAIO PRADO JUNIOR
“O caráter geral da colonização brasileira, empresa
mercantil explorada dos trópicos e voltada inteiramente
para o comércio internacional, em que, embora peça
essencial, não figura, senão como simples fornecedora
dos gêneros de sua especialidade. Nos diferentes
aspectos e setores da economia brasileira constatamos
repetidamente o fato, que pela sua importância
primordial merece tal destaque, pois condicionou
inteiramente a formação social do país (HEB:118)”
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O sentido da colonização estaria nos três séculos de exploração metropolitana, no que tange de fundamental e permanente, ou seja, nos fins mercantis e no povoamento necessários para a organização de gêneros tropicais rentáveis para o comércio.
CRÍTICA A TEORIA DOS CICLOS
BASES – GRANDE PROPRIEDADE, MONOCULTIVO, TRABALHO ESCRAVO
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JACOB GORENDER
(Salvador, 20 de janeiro de 1923 — São Paulo, 11 de junho de 2013)
Livros
O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978. 6.ed. (definitiva), 1992. 2.imp., 2005.
A burguesia brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1981.
8.ed.,1990. 2.reimp., 1998.
Gênese e desenvolvimento do capitalismo no campo brasileiro. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.
Combate nas trevas. São Paulo: Ática, 1987. 6.ed. 2.reimp., 2003.
A escravidão reabilitada. 2. ed. São Paulo: Ática, 1990., 1991.
O fim da URSS. Origens e fracasso da perestroika.São Paulo: Atual, 1991. 11.ed., 2003.
Marcino e Liberatore. (Diálogos sobre marxismo, socialdemocracia e liberalismo). São Paulo: Ática, 1992.
Marxismo sem utopia. São Paulo: Ática, 1999. 2.imp., 2000.Direitos humanos. (O que são ou devem ser). São Paulo:Senac, 2004.
Brasil em preto & branco. O passado escravista que não passou. São Paulo: Senac, 2000.
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Gorender –a tese do escravismo colonial
“Um passo sério e pioneiro em direção a tal problemática
foi dado por Ciro Cardoso, que, ao invés da abstração de
um .modo de produção colonial., único e indefinido,
ateve-se à proposição concreta de modo de produção
escravista colonial. . O de que se carece, a meu ver, é
de uma teoria geral do escravismo colonial que
proporcione a reconstrução sistemática do modo de
produção como totalidade orgânica, como totalidade
unificadora de categorias cujas conexões necessárias,
decorrentes de determinações essenciais, sejam
formuláveis em leis específicas. (EC:7-8)17.”
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CRITICAS A VISÕES ANTERIORES DO MARXISMO - GORENDER
CAIO PRADO JUNIOR E SUA VISAO CIRCULACIONISTA
CRITICA A VISAO INTEGRACIONISTA, de que o surgimento do mercado mundial, no século XVI, marcou o surgimento de um modo de produção também mundial,
CRITICA O TELEOLOGIA- Finalmente, Gorender acusa Caio Prado de teleologismo por usar o termo ´sentido da colonização. Mas Gorender compreende este emprego como se Prado Jr estivesse assumindo que os colonizadore soubessem que a colonização realizaria o capitalismo.
CRITICA WENECK SODRE – a VISAO aparelhada com a Internacional, de que o Brasil teve uma fase feudal.
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JOSÉ ROBERTO AMARAL LAPA (04/08/1929- 19/06/2000)
Economia Cafeeira, 1993
Economia Colonial, 1973
O Sistema Colonial , 1994
História política da república, 1999.
A história em questão: Historiografia Brasileira Contemporânea, 1981.
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SISTEMA COLONIAL
O CAPITALISMO É UM SISTEMA – MAURICE DOBB
A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO AO CAPITALISMO LEVOU MAIS DE 300 ANOS. CONTUDO NÃO EXPLICA A REALIDADADE HISTÓRICA BRASILEIRA.
O SISTEMA COLONIAL É CAUSA E CONSEQUENCIA DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA, NÃO É NEM FEUDAL NEM CAPITALISTA
O PACTO COLONIAL É A PRATICA DO SISTEMA3 COLONIAL
O COMERCIO DE PORTUGAL COM O BRASIL É DEFICITÁRIO, MAS COM AS DEMAIS COLONIAS É SUPERAVITÁRIO (ASIA-AFRICA E ILHAS)
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SISTEMA COLONIAL –AMARAL LAPA
METRÓPOLES-METRÓPOLES
METRÓPOLES-COLONIAS
COLONIAS-COLONIAS DA MESMA METRÓPOLE
COLONIAS-COLONIAS DE DIVERSAS METRÓPOLES
ECONOMIAS REGIONAIS DE UMA MESMA COLONIA
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Teorias sistêmicas Atlântico Sul I –
o mercado atlântico não era capitalista (2001)
JOÃO FRAGOSO/MANOLO FLORENTINO
O entendimento da economia colonial exige o entendimento da economia e sociedade lusitana.
SOCIEDADE PORTUGUESA
Aristocracia controlava metade das terras e o clero, 30%.
As cidades NÃO se desenvolveram
A transferência de renda da colonia para a metrópole servia
para a manutenção da estrutura parasitária da metrópole.
Em 1506 65% das receitas portuguesas vinham da exploração das colônias e dos monopólios. Em 1607, 70%.
A coroa sustentava a aristocracia, consumindo 40% do recursos. (sistema de mercês)
Fortalecimento da casta fidalgo-mercador. A ascensão social dependia em vir a ser aristocrata.
Atividades administrativas/mercantis
Exceto indústrias
O mercado colonial atlântico era de natureza não capitalista. Mas do que a manutenção de um sistema monocultor-exportador, visava manter a velha sociedade hierarquizada e sua estrutura de poder.
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Houve o crscimento da nobreza no fim da idadd media, queda de receitas, as guerras contra castela, as desordens políticas e sociais, levou a dinasia dos avis a expansao ultramar.
A atividade comercial lusitana tinha por fim a manutenção da sociedade arcaica e não sua dissolução como foi o caso da grança e inglaterra.
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Teorias sistêmicas Atlântico Sul I – 2 – domínio ultramarino nem sempre é exploração colonial
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO- O TRATADO DOS VIVENTES
Investimentos privados portugueses nas colonias não eram exclusivamente portugueses.
Ex: metade ou 2/3 do acuçar do Br eram transportados pro holandeses até inicío do séc.XVII. P.22
Exclusivo colonial só se define a partir de 1580., consessões iniciais são suspensas, em prejuízo aos estrangeiros.
O império se impõe como catalizador do trabalho produtivo e como distribuidor de privilégios.
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Alencastro – crítica ao mercado triangular
Com o tráfico negreiro modifica-se o sistema colonial.
As relações entre áfrica ocidental e Brasil são ampliadas. No séc. XVIII, 15% dos navios em Luanda vinham da metrópole. P.27/28
Eram fontes de receitas para a coroa.
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O papel da igreja
Igreja controlava o clero secular – bula Jus patronatus (meados do sec.XV), por isso convertem-se em correia de transmissão do poder na África e Brasil.
Bula Romanus Pontifex (1455) excomunhão dos que quebrarem o monopólio ultramarino.
O papel da inquisição no Atlantico sul– máquina de guerra da aristocracia contra a burguesia mercantil “judaizante”. Na América espanhola, vitimizou comerciantes portugueses.
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Portugal lançou as bases de uma area imperial de mercado
Portugal, mais frágil politica e economicamente, perde territórios e mercados no oriente. Por isso implanta no Atlântico um sistema de produção gerando mercadorias para a economia-mundo.
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Luiz Felipe Alencastro – tratado dos viventes
O sistema colonial , fortalece o capitalismo comercial por meio:
A metrópole controla o tráfico negreiro e comanda o sistema escravista . (20% de taxa no BR e 66% na America Espanhola).
Reduziu-se os conflitos entre jesuítas e a coroa, que se colocavam contra a escravidão indígena.
Os negociantes vão associar os oligopsonios (cana de açúcar) com oligopólios (venda de escravos);
O comércio externo da colônia é dinamizado. Importações da Europa , equipamentos de engenho e objetos de luxo.
No longo prazo, os recursos de créditos e a compra antecipada de africanos favorece aos moradores fortalecendo a xenofagia da economia brasileira.
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Giovani Arrighi e as Hegemonias do capitalismo histórico
Hegemonia mundial – capacidade do Estado em exercer liderança e governo sobre um sistema de nações soberanas.
NO CAPITALISMO observou-se as seguintes lideranças:
Ciclo Genova-veneza (sec. XV-XVII)
Ciclo Holandês (Sec.XVII-XVIII)
Ciclo Britânico (séc.XVIII-XX)
Ciclo Norte-americano (séc. XX até hoje)
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A divisão da economia mundial em Estados nacionais concorrentes não necessariamente beneficia a acumulação de capital. Isso vai depender da forma e intensidade da concorrência.
As hegemonias nacionais podem assumir duas formas:
CAPITALISMO
TERRITORIALISMO
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Controle do capital circulante
Controle do território e da população
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CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS/AGENTES ECONÔMICOS
AULA 4
Definição de economia
“A economia é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”. (ROSSETTI, 2004)
PROBLEMA ECONÔMICO
Os recursos disponíveis para produção de bens e serviços são limitados e escassos,mas,a necessidade de desejo desses bens e serviços varia e é insaciável.Ex: tempo e dinheiro limitado.
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS
1-Recursos naturais.
2-Recursos humanos.
3-Capital(bens materiais na produção.Ex:insumo,equipamento,transporte...)
CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO DOS RECURSOS
1-Atividades primárias=agricultura,pecuária e extrativismo.
2-Atividades secundárias=Indústria.
3-Atividades terciárias=comércio ,serviços ,governo ,comunicação .
BREVES CONCEITOS
1-PIB=produto interno bruto
2-PNB=produto nacional bruto-RLEE=renda líquida enviada ao exterior.
3-SELIC=taxa básica de juros.
4-IDH=índice de desenvolvimento humano.
5-DENSIDADE DEMOGRÁFICA=é a medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território.
6-DÉFCIT=saldo negativo
7-SUPERÁVIT=saldo positivo
8-SUPERÁVIT PRIMÁRIO=commodities.
BREVES CONCEITOS
9-BALANÇA COMERCIAL=é o nome da conta do Balanço depagamentos onde se registram os valores das importações e exportações entre os países.
10-IPO=oferta pública inicial. Início das vendas de ações.
11-OPA=oferta pública de aquisição. OPA para cancelamento de registro,OPA por aumento de participação OPA para aquisição de controle,OPA concorrente.
12-COTAS= participação, partes de uma empresa.
13-AÇÕES=papéis e títulos de participação patrimonial.
14-FUNDOS DE INVESTIMENTOS= é, uma forma de aplicação financeira, formada pela união de vários investidores. organizada sob a forma de pessoa jurídica visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo as receitas geradas e as despesas .
15-DEBÊNTURES=títulos de investimento para obtenção de recursos.
BOVESPA/CVM
*Concentra toda a negociação de ações do Brasil.
*A Bolsa de Valores de São Paulo é uma entidade auto reguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários.
CVM-Comissão de Valores Mobiliários=Desenvolver, regular e fiscalizar o Mercado de Valores Mobiliários, como instrumento de captação de recursos para as empresas, protegendo o interesse dos investidores e assegurando ampla divulgação das informações sobre os emissores e seus valores mobiliários.
2-Seu principal índice econômico é o IBOVESPA.
AGENTES ECONÔMICOS
São agentes econômicos:
• Unidades familiares.
• Empresas.
• Governo.
Variáveis que influenciam a escolha (demanda) do consumo
• Preço do bem ou serviço;
• O preço dos outros bens;
• A renda do consumidor;
• Os gastos com propaganda e publicidade;
•O gosto ou preferência do indivíduo.
O preço de equilíbrio
A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de equilíbrio de um bem ou serviço em dado mercado, ou seja, a quantidade a ser produzida e o preço ofertado, possuem os mesmos valores na curva de demanda.
Bens de Capital
São os bens que servem para produzir outros bens, como por exemplo, uma máquina de costura, ou seja, máquinas e equipamentos que são utilizados para fabricar outros bens.
Bens de consumo
São aqueles que atendem,diretamente, à demanda. Eles são destinados ao consumo final dos consumidores.
Bens intermediários
São os utilizados para produzir outros bens, mas difere dos bens de capital, porque são consumidos durante o processo produtivo. Por exemplo, o tecido que utilizado para produzir a camisa. No final do processo não existe mais tecido, mas sim a camisa, enquanto a máquina de costura continua como tal, sendo utilizada para produzir outros bens.
Bens substitutos
São bens que interferem na demanda de um produto por parte do consumidor.Ex:Genéricos e similares. Assim, quanto mais substitutos houver para um bem e/ou serviço, mais opções o consumidor terá a sua disposição para decidir sobre a sua demanda. Neste caso, pequenas variações em seu preço, para cima, por exemplo, farão com que o consumidor passe a adquirir mais de seu produto substituto, provocando queda em sua demanda maior do que a variação do preço.
Bens Complementares
São bens que tendem a influenciar a demanda de outros bens. São denominados bens complementares porque um está relacionado ao consumo do outro. Como por exemplo, o pão e a manteiga. Neste caso, quando o preço do pão subir isto ocasionará uma queda na demanda do próprio pão e, consequentemente, na demanda da própria manteiga, que o consumidor utiliza para passar no pão.
FATORES DE PRODUÇÃO
a)Trabalho: físico ou intelectual;
b)Recursos da Natureza: terra, água, vento, sol, minerais, animais e vegetais de florestas naturais;
c)Tecnologia: entendida como a maneira de se fazer as coisas e não os objetos empregados para faze-las, por exemplo, os programas de computadores e não os computadores, como máquinas;
d)Capital: tanto pode ser o dinheiro em si, chamado de capital financeiro, como os meio de produção (prédios, máquinas, computadores etc.), conhecidos como capital produtivo.
FLUXO ECONÔMICO
1- O fluxo de produto: formado por bens e serviços produzidos, constitui a oferta da economia, ou seja, tudo aquilo que tiver sido produzido e estiver à disposição dos consumidores.
2-O fluxo de renda: formado pelo total da remuneração dos fatores produtivos, constitui o montante de que as pessoas dispõem para satisfazer às suas necessidades e desejos.
SISTEMA ECONÔMICO CAPITALISTA
1-Propriedade privada.
2-Lucro.
3-Livre mercado.
4-Globalização.
5-Liberealismo econômico.
6-Consumismo empreendedor.
Divisão da economia
1-Microeconomia-Preocupa-se com o consumidor e empresa.
2-Macroeconomia-matéria econômica de alcance nacional.
TEORIA DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
AULA 5
TEORIA DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
*Numa economia livre os desejos dos consumidores é que ditam o que vai ser produzido e sua devida quantidade.
*O consumidor obtém utilidade ou satisfação pelo consumo de bens ou serviços.
CURVA DE DEMANDA
*A demanda pode ser interpretada como procura, mas nem sempre como consumo, uma vez que é possível demandar (desejar) e não consumir (adquirir) um bem ou serviço.
*A quantidade de um bem que os compradores desejam e podem comprar é chamada de quantidade demandada.
CURVA DE DEMANDA-Quanto de um bem os consumidores estão dispostos a adquirir, a diferentes níveis de preço
LEI DA PROCURA
Definem as principais razões pelas quais os consumidores compram uma maior quantidade de um produto quando os preços caem e vice-versa.
LEI DA PROCURA
a)Preços baixos
b)Aumento de renda
c)Efeito substituição
Fatores deslocadores de demanda
*Número de consumidores.
*Distribuição de renda.
*Produtos substitutos e complementares.
*Urbanização.
*Mudança nos gostos dos consumidores.
*Marketing.
*Variação de preço.
*Nível de educação.
*Moda,geografia,sexo e religião.
Elasticidade do preço da demanda
Variação da quantidade demandada, dada uma alteração no preço do bem.
BENS ECONÔMICOS
1- Bens Privados(iniciativa privada).
2- Bens públicos(São bens cujo consumo é efetuado por toda a coletividade.)
3- Bens Meritórios (semi-públicos.O setor público produz juntamente com iniciativa privada explora.Ex:Educação e saúde.
BENS ECONÔMICOS
Bens Primários - bens que ainda não sofreram nenhum tipo de transformação. Ex: madeira.
Bens Intermediários - são bens produzidos e utilizados na produção de outros bens, não estão disponíveis para o consumo final. Ex: tecido.
Bens de Capital ou Bens de produção- são bens que servem para a produção de outros bens, especialmente os bens de consumo. Ex: máquinas, equipamentos.
Bens Finais - são bens já disponíveis para o consumo.
BENS ECONÔMICOS
Bens de consumo não-duráveis são bens que se esgotam no ato da utilização. Ex.: alimentos, bebidas.
Bens de consumo duráveis são bens que não se esgotam no ato da utilização. Ex.: automóveis, eletrodomésticos, roupas, calçado, etc.
PIB NOMINAL
Valor do PIB calculado a preços correntes, ou seja, no ano em que o produto foi produzido e comercializado. PIB = Consumo privado+ Investimento bruto+ gastos do governo + ( exportações- importações ),
PIB REAL
Calculado a preços constantes, onde é escolhido um ano-base onde é feito o cálculo do PIB eliminando assim o efeito da inflação.
PONTO DE NIVELAMENTO
Ou de equilíbrio mostra o nível de produção e vendas em que o custo total se iguala a receita.
PONTO DE NIVELAMENTO
ESTRUTURAS DE MERCADO
AULA 6
CONCEITOS ECONÔMICOS
1-Balança comercial: É relação entre as exportações(vendas ao exterior) e as importações(compras do exterior) de um país.
2-Protecionismo alfandegário: Cobrança de altas taxas de importação para proteger o mercado interno ante os produtos estrangeiros.
3-Plantation- Grandes exportações de monocultura primária extrativista.
4-Criação intensiva-De currais,ração,especializada.
5-Criação extensiva:Solto na roça.
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
Distribuição de renda na economia é a forma como a renda é distribuída pelos habitantes de um país ou região.
RENDA PER CAPITA
É um indicador que ajuda a saber o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região (é a soma dos salários de toda a população dividido pelo número de habitantes) e consiste na divisão da renda nacional (produto nacional bruto(PNB) menos os gastos de depreciação do capital e os impostos indiretos) pela sua população. Por vezes o produto interno bruto(PIB) é usado.)
Benefícios do crescimento econômico
Rendimentos mais elevados. Isso permite aos consumidores desfrutar de mais bens e serviços;
Com a diminuição do desemprego de saída as empresas maiores tendem a empregar mais trabalhadores;
O crescimento econômico gera receitas fiscais mais elevadas e há menos necessidade de gastar dinheiro em benefícios como subsídio de desemprego;
Benefícios do crescimento econômico
Melhoria dos serviços públicos em função do aumento das receitas fiscais, fazendo com que o governo gaste mais em educação e em saúde, etc.
O dinheiro pode ser gasto com a proteção do ambiente.
Estruturas de mercado
-Concorrência perfeita;
-Monopólio;
-Oligopólio;
-Concorrência Monopolista.
Concorrência perfeita
É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas). Nesse caso, uma empresa isoladamente, por ser insignificante, não afeta os níveis de oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio.Ex: produtores agrícolas
Monopólio
Apresenta condições opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, um único empresário dominando inteiramente oferta/produção e de outro, todos os consumidores, Não há, portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou deixarão de consumir o produto.Ex: Celpe.
Oligopólio
É caracterizado por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado em que há um pequeno número de empresas ou, então, um grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado.Ex: TAM E GOL
Concorrência Monopolista
Na concorrência monopolista há um número relativamente grande de empresas, com certo poder de concorrência, porém com segmentos de mercado e produtos diferenciados e com margem de manobra para fixação dos preços não muito ampla, uma vez que existem produtos substitutos no mercado.
Ex: batata frita (sabor a queijo, natural, tipos de embalagem, com brindes, com tatuagens, formato ondulado, liso, entre outros).
CARTÉL
É um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.
Ex: Postos de gasolina
TRUSTES
Fusão e incorporação de empresas envolvidas de um mesmo setor de atividades a abrirem mão de sua independência legal para constituir uma única organização, com o intuito de dominar determinada oferta de produtos e/ou serviços.
Ex: Na alimentação por exemplo, a Danone é dona da Paulista, da Poços de Caldas. Já a Unilever é dona das marcas Cica, Arisco e agora temos a Nestlé com a Garoto.
HOLDING
É uma forma de sociedade criada com o objetivo de administrar um grupo de empresas (conglomerado).
Ex: As empresas Acme(sapatos) e Beta(européia tênis) decidem então fazer uma parceria para distribuir os seus produtos pelo Brasil.
JOINT VENTURE
Associação de empresas sem fusão de constituição jurídicas.
OS 5 MERCADOS / AGREGADOS ECONÔMICOS
AULA 7
Os cinco mercados
Mercado de Bens e Serviços: determina o nível de produção agregada bem como o nível de preços.
Mercado de Trabalho: admite a existência de um tipo de mão-de-obra independente de características, determinando a taxa de salários e o nível de emprego.
Mercado Monetário: analisa a demanda da moeda e a oferta da mesma pelo Banco Central que determina a taxa de juros.
Mercado de Títulos: analisa os agentes econômicos superavitários que possuem um nível de gastos inferior a sua renda e dificitários que possuem gastos superiores ao seu nível de renda.
Mercado de Divisas: depende das exportações e de entradas de capitais financeiros determinada pelo volume de importações e saída de capital financeiro
Agregados macroeconômicos
Produto - é a produção total de bens e servicos finais que são produzidos por uma sociedade num determinado período.
Renda - renda pessoal ou consumo das famílias - somatório das remunerações recebidas pelos proprietários dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços na atividade produtiva. Ex: salário, aluguéis, juros, lucros.
Despesas - é o total dos gastos efetuados pelos agentes econômicos na aquisição de bens e serviços produzidos pela sociedade.
DÍVIDA INTERNA
Dívida interna - é a dívida contraída em moeda nacional pelo governo com as pessoas físicas e jurídicas residentes no país.
DÍVIDA EXTERNA
Dívida externa - é a somatória dos débitos de um país, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas.
LEI DA OFERTA E DA DEMANDA
É a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto - isto é, a procura - e a quantidade que é oferecida, a oferta. A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços.
FEUDALISMO
Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei lhes dava. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros.
*Agricultura e artezanato.
MERCANTILISMO
O mercantilismo originou um conjunto de medidas econômicas diversas de acordo com os Estados. Caracterizou-se por uma forte intervenção do Estado na economia. Consistiu numa série de medidas tendentes a unificar o mercado interno e teve como finalidade a formação de fortes Estados-nacionais.
MERCANTILISMO
É possível distinguir três modelos principais: bulionismo (ou metalismo), colbertismo ou balança comercial favorável e mercantilismo comercial e marítimo.
ADAM SMITH
É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico.
MÃO INVISÍVEL DE MERCADO
Descreve como numa economia de mercado, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma "mão invisível" que os orientasse.
LIBERALISMO ECONÔMICO
*Eliminação de interferências provenientes de qualquer meio na economia.
*A prosperidade econômica e a acumulação de riquezas não são concebidas através da atividade rural e nem comercial, mas sim através do trabalho livre, sem nenhum agente regulador ou interventor.
*Para Smith, não eram necessárias intervenções na economia, visto que o próprio mercado dispunha de mecanismos próprios de regulação da mesma: a chamada “mão invisível”, que seria responsável por trazer benefícios para toda a sociedade.
UM POUCO DE SOCIALISMO-Karl Marx
*Propriedade pública ou coletiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação.
UM POUCO DE SOCIALISMO-
Economia planificada, também chamada de "economia centralizada" ou "economia centralmente planejada", é um sistema econômico no qual a produção é previa e racionalmenteplanejada por especialistas , na qual os meios de produção são propriedade do estado e a atividade econômica é controlada por uma autoridade central que estabelece metas de produção e distribui as matérias primas para as unidades de produção.
Friedrich Engels
*A história da humanidade é a história da luta de classes.
*Ele foi coautor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista.
SOCIAL DEMOCRACIA
A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista.
IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES
AULA 8
MARKUP
*Indica quanto do preço do produto está acima do seu custo de produção e distribuição.
*O valor representa a quantia efetivamente cobrada sobre o produto a fim de obter o preço de venda.
TAXA NOMINAL X TAXA REAL
onde
ir: Taxa de juros real/100
in: Taxa de juros nominal/100
π: Taxa de inflação
Tributos
É uma obrigação que os contribuintes, ou seja, pessoas físicas (consumidores, trabalhadores) ou jurídicas (empresas, empregadores) devem pagar ao Estado, representado pela União (nível federal), pelos estados ou pelos municípios.
Modalidades
Imposto: pagamento realizado pelo contribuinte para custear a máquina pública, isto é, gerar compor o orçamento do Estado.
Taxa: é a cobrança que a administração faz em troca de algum serviço público.
Contribuição: pode ser especial ou de melhoria. A primeira possui uma destinação específica para um determinado grupo ou atividade, como a do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A segunda se refere a algum projeto/obra de melhoria que pode resultar em algum benefício ao cidadão.
Impostos federais
Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros(II)
Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados(IE)
Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR)
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF)
Imposto Territorial Rural(ITR)
Impostos estaduais
Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS)
Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito(ITCMD)
Impostos municipais
Imposto sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana (IPTU)
Imposto sobre Transmissão inter vivos de Bens e Imóveis e de direitos reais a eles relativos (ITBI)- De acorodo com o Artigo 156 da CF- Brasileira: só a transmissão onerosa, de Bens Imóveis como Compra e Venda, por aquisição e incorporação, e ainda a transmissão real de direito sobre imóvel, pertencem aos Municípios.
Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS ou ISSQN)
Contribuições
Contribuições trabalhistas ou sobre a folha de pagamento.
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
PIS/PASEP
Contribuições
Contribuições sobre o faturamento ou sobre o lucro.
Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social(COFINS)
PIS/PASEP
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
Contribuições
Contribuições sobre as importações.
Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
Programa de Integração Social (PIS)
ORGANOGRAMA DO MERCADO FINANCEIRO NO BRASIL
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL-CMN
É o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional.
Ao CMN compete: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial.
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL-CMN
O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda (Presidente), pelo Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (Bacen). Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen.
BANCO CENTRAL DO BRASIL-BACEN
Entre as suas atividades principais destacam-se: a condução das políticas monetária, cambial, de crédito, e de relações financeiras com o exterior; a regulação e a supervisão do Sistema Financeiro Nacional (SFN); e a administração do sistema de pagamentos e do meio circulante(dinheiro em circulação).
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS-CVM
*Valores imobiliários=Títulos públicos ou privados(ação ,obrigação e direitos)
*A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.
MINISTÉRIO DA FAZENDA
É o órgão que na estrutura administrativa da República Federativa do Brasil cuida basicamente da formulação e execução da política econômica.
ESTRUTURAS DE MERCADO
AULA 9
Taxa básica de juros
A taxa básica de juros corresponde à menor taxa de juros vigente em uma economia, funcionando como taxa de referência para todos os contratos. É também a taxa a que um banco empresta a outros bancos.
No Brasil, a taxa de juros básica é a taxa SELIC, que é definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central.
Taxa preferencial de juros
A taxa preferencial de juros é a taxa de juros bancária cobrada dos clientes preferenciais, isto é, aqueles que têm as melhores avaliações de crédito. É determinada pelas condições de mercado (custos bancários, expectativas inflacionárias, remuneração de outros ativos, etc.). Em geral, a taxa preferencial de juros adotada por grandes bancos tende a ser a referência para todo o setor bancário e normalmente será a menor taxa do mercado.
Poupança Interna
A poupança interna é a soma da poupança do governo, dos bancos, das empresas e das pessoas.Nenhum país cresce, de forma sustentada, se não poupar para poder investir. Assim é que a necessidade de aumentar a poupança interna do país para estimular o crescimento é fundamental.
Escola keynesiana
*Organização político-econômica, oposta às concepções neoliberalistas;
*Fundamentada na afirmação do Estado como agente indispensável de controle da economia;
*O objetivo de conduzir a um sistema de pleno emprego.
*Reformulação da política de livre mercado.
ESTRUTURA MACROECONÔMICA DE MERCADO
• Mercado de Bens e Serviços: determina o nível de produção agregada bem como o nível de preços.
• Mercado de Trabalho: admite a existência de um tipo de mão-de-obra independente de características, determinando a taxa de salários e o nível de emprego.
• Mercado Monetário: analisa a demanda da moeda e a oferta da mesma pelo Banco Central que determina a taxa de juros.
• Mercado de Títulos: analisa os agentes econômicos superavitários que possuem um nível de gastos inferior a sua renda e dificitários que possuem gastos superiores ao seu nível de renda.
• Mercado de Divisas: depende das exportações e de entradas de capitais financeiros determinada pelo volume de importações e saída de capital financeiro.
AGREGADOS ECONÔMICOS
Produto - é a produção total de bens e servicos finais que são produzidos por uma sociedade num determinado período.
Renda - renda pessoal ou consumo das famílias - somatório das remunerações recebidas pelos proprietários dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços na atividade produtiva. Ex: salário, aluguéis, juros, lucros.
AGREGADOS ECONÔMICOS
*Despesas - é o total dos gastos efetuados pelos agentes econômicos na aquisição de bens e serviços produzidos pela sociedade.
*Investimento - refere-se às despesas voltadas para a ampliação da capacidade produtiva da economia. Ex. construção de uma hidroelétrica, a construção ou ampliação de uma fábrica, aaquisição de novas máquinas e equipamentos por uma firma, etc.
LIQUIDEZ
É um conceito financeiro que se refere à facilidade com que um ativo pode ser convertido no meio de troca da economia, ou seja, é a facilidade com que ele pode ser convertido em dinheiro.
Ativo= é um termo básico utilizado para expressar o conjunto de bens, valores, créditos, direitos e assemelhados que forma o patrimônio de uma pessoa, singular ou coletiva, num determinado momento
BALANÇA COMERCIAL
A balança comercial resulta da agregação da balança de bens e da balança de serviços, as duas componentes da balança corrente. A balança comercial regista, portanto, as importações e as exportações de bens e serviços entre os países.
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
*Crescimento econômico= ampliação da quantidade de produção.
*Desenvolvimento econômico=Associada as condições de vida da população e sua devida qualidade de vida.
Produto per capita
Pib dividido pela população.
*Produção do País dividida pelo número de habitantes deste País.
INDICADORES SOCIAIS
1-Domicílios com abastecimento de água.
2-Domicílio urbano com coleta direta de lixo.
3-Taxa de analfabetismo.
4-Taxa de mortalidade.
5-Expectativa de vida.
6-Ano médio de escolaridade.
INDICADORES SOCIAIS
INDICADORES SOCIAIS
INDICADORES SOCIAIS
COMPANHIAS/POLÍTICA MONETÁRIA /PLANO REAL
AULA 10
CRESCIMENTO VEGETATIVO
É a diferença entre os nascimentos e as mortes, ou seja, entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade, geralmente ele é expresso em percentagem.
O Crescimento vegetativo pode ser:
Positivo: Quando o número de nascimentos é maior que o de mortes.
Negativo: Quando o número de nascimentos é menor que o de mortes.
Nulo: Quando o número de nascimentos é igual ao de mortes.
COMPANHIAS ABERTAS
Uma empresa é considerada companhia aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
COMPANHIAS FECHADAS
Dividido em cotas de capital, o que indica que a responsabilidade pelo pagamento das obrigações da empresa, é limitada à participação dos sócios.
S/A
É uma forma jurídica de constituição de empresas na qual o capital social não se encontra atribuído a um nome em específico, mas está dividido em ações.
*prevê a obtenção de lucros a serem distribuídos aos acionistas.
ECONOMETRIA
É um conjunto de ferramentas estatísticas com o objetivo de entender a relação entre variáveis econômicas através da aplicação de um modelo matemático.
Ex:
ECONOMIA DOMÉSTICA
A área de atuação do economista doméstico está diretamente ligada à responsabilidade de sua função: auxiliar no desenvolvimento social.
Lidará nas áreas de alimentação, higiene, saúde e vestuário familiares e de empresas e, ainda, com as leis do direito do consumidor, todas estas relacionadas ao desenvolvimento de pessoas e instituições.
POLÍTICA MONETÁRIA
É a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de crédito e das taxas de juros controlando a liquidez global do sistema econômico.
POLÍTICA MONETÁRIA
A demanda por moeda como um ativo decresce com o aumento da taxa de juros. Isso acontece porque quanto maior a taxa de juros, maior é o custo de oportunidade de ter dinheiro líquido em mãos.
POLÍTICA MONETÁRIA FLEXÍVEL
A política monetária expansiva consiste em aumentar a oferta de moeda reduzindo assim a taxa de juros básica e estimulando investimentos majoritariamente no setor privado. Essa política é adotada em épocas de recessão visando aumentar a demanda agregada e gerar novos empregos.
POLÍTICA MONETÁRIA CONTRACIONISTA OU ORTODOXA
Consiste em reduzir a oferta de moeda aumentando assim a taxa de juros e reduzindo os investimentos no setor privado. Essa modalidade da política monetária é aplicada quando a economia está sofrendo alta inflação, visando reduzir a demanda agregada e, consequentemente, o nível de preços.
TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA
A Teoria Quantitativa da Moeda tenta explicar por quais razões as pessoas demandam por moeda.
Motivo Transacional: (Clássico), para meio de pagamento direto, exemplo: contas a pagar, consumos de bens e serviços anteriormente planejados.
Motivo Precaucional: (Clássico), para meio de pagamento referente a algum imprevisto de escassez.
Motivo Especulativo: (Keynes), Keynes aceita os dois motivos clássicos e acrescenta o motivo especulativo, que se traduz pela demanda por moeda a fim especulativo.
POLÍTICA FISCAL
Entende-se por política fiscal, a atuação do governo na arrecadação de impostos e seus gastos. Neste caso, o governo atua sobre o sistema tributário de forma alterar as despesas do setor privado.
A arrecadação de impostos afeta o nível da demanda ao influir na renda disponível que os indivíduos poderão destinar para o consumo e poupança.
COMÉRCIO EXTERIOR
É a troca de bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Na maioria dos países, ele representa uma grande parcela do PIB.
PROTECIONISMO ALFÂNDEGÁRIO
O Protecionismo alfandegário foi um princípio alfandegário criado em 1844 pelo governo brasileiro, com o objetivo de ampliar a receita fiscal e proteger os então poucos estabelecimentos industriais do país, dificultando as importações.
INFLAÇÃO
É a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços.
TIPOS DE INFLAÇÃO
1-Inflação de demanda: Excesso de demanda em relação a produção disponível.
2-Inflação de custos: É decorrente da elevação dos custos na economia.Ex: aumento dos salários
ÍNDICES DE PREÇOS NO BRASIL
1-Índice de preços ao consumidor amplo(IPCA)
2-Índice Nacional de preços ao consumidor(INPC)
3-Índice geral dos preços(IGP)
INVESTIMENTOS-POUPANÇA
A poupança interna é a soma da poupança do governo, dos bancos, das empresas e das pessoas.Nenhum país cresce, de forma sustentada, se não poupar para poder investir.
Poupança ou aforro: é a parcela da renda – de pessoas, empresas ou instituições superavitárias – que não é gasta no período em que é recebida, e, por consequência, é guardada para ser usada num momento futuro.
INVESTIMENTOS –RENDA FIXA
Em finanças, Renda Fixa pode ser o nome do tipo de rendimento obtido por um investimento em títulos do mercado financeiro (chamado de aplicação financeira no Brasil).Ex:Os CDBs consistem em um depósito a prazo determinado com rentabilidade prefixada ou pós-fixada.
Existe ainda a Renda Variável, proveniente da aplicação / investimento em títulos mobiliários de risco, como as ações e os fundos mútuos de ações.
INVESTIMENTOS-LEASING
Locação financeira ou arrendamento é um contrato através do qual a arrendadora ou locadora (a empresa que se dedica à exploração de leasing) adquire um bem escolhido por seu cliente (o arrendatário, ou locatário) para, em seguida, alugá-lo a este último, por um prazo determinado. Ao término do contrato o arrendatário pode optar por renová-lo por mais um período, por devolver o bem arrendado à arrendadora (que pode exigir do arrendatário, no contrato, a garantia de um valor residual) ou dela adquirir o bem, pelo valor de mercado ou por um valor residual previamente definido no contrato.
DÍVIDA INTERNA
É a parte da dívida pública que representa o somatório dos débitos, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos por um governo, com entidades financeiras de seu próprio país. A dívida interna é complementada com a dívida externa para formar a dívida pública.
DÍVIDA EXTERNA
A dívida externa do Brasil corresponde à soma dos débitos externos do Brasil.
*BIRD=Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento.
*FMI=Fundo monetário internacional.
MERCOSUL
MERCOSUL-OBJETIVOS
A livre circulação debens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, nomeadamente, a eliminação dos direitos aduaneiros e restrições à circulação de mercadorias, e qualquer outro equivalente;
MERCOSUL-OBJETIVOS
O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum .
Fortalecer o processo de integração.
A coordenação das políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes: comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras a serem acordadas, para assegurar a condições adequadas de concorrência entre os Estados Partes.
BLOCOS ECONÔMICOS
ÁREA DE INFLUÊNCIA DOS BLOCOS
PLANO REAL
Plano Real foi um programa brasileiro com o objetivo de estabilização econômica, iniciado oficialmente em 27 de fevereiro de 1994 com a publicação da Medida Provisória nº 434 no Diário Oficial da União.
*Presidente Itamar Franco cujo Ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso.
PLANO REAL
Unidade Real de Valo (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real.
Desindexação=Ato de desestabelecer os índices da inflação.Ex: inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994.
PLANO REAL
O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o plano de estabilização econômica mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.
PLANO REAL
Implantado em 3 etapas, a saber:
Período de equilíbrio das contas públicas, com redução de despesas e aumento de receitas, e isto teria ocorrido nos anos de 1993 e 1994;
Criação da URV para preservar o poder de compra da massa salarial, evitando medidas de choque como confisco de poupança e quebra de contratos;
Lançamento do padrão monetário de nome Real, utilizado até os dias atuais.
PLANO REAL-PRINCIPAIS MEDIDAS
1-DESINDEXAÇÃO DA ECONOMIA(AJUSTE DE PREÇO,FREAR OS AUMENTOS,ANUALIZADO CONFORME ÍNDICES).
2-PRIVATIZAÇÃO.
3-EQUILÍBRIO FISCAL(CORTES E DEMISSÕES)
4-ABERTURA ECONÔMICA(IMPORTADOS)
5-CONTIGENCIAMENTO DO CÂMBIO(REAL SUPERVALORIZADO)
6-JUROS ALTOS(FREAR A DEMANDA)
DÓLAR
É a moeda emitida pelos Estados Unidos da América, mas utilizada no mundo inteiro, tanto em reservas internacionais como em livre circulação em alguns países.
CÂMBIO FLUTUANTE
É o sistema em que as operações de compra e venda de moedas funcionam sem controle sistemático do governo. O valor das moedas estrangeiras flutua de acordo com a oferta e a demanda no mercado.
ESPECULAÇÃO FINANCEIRA
Qualquer aposta baseada nas previsões acerca dos desdobramentos econômicos do futuro de um país, um evento, uma setor de atividade ou de uma empresa.
A incerteza inerente aos processos de mudança, abre espaço para esses grandes movimentos especulativos.Ex:Crise grega,portuguesa e italiana.