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Fichamento do livro: Storytelling: histórias que deixam marcas + Capítulo
“Estruturando a história”
Storytelling: histórias que deixam marcas (pg 11- 21)
XAVIER, Adilson. Storytelling: histórias que deixam marcas. Rio de Janeiro, best business,
2015.
● Existem três possíveis definições para storytelling, sendo a pragmática, que visa uma
ação artística a fim de envolver e captar atenção das pessoas; a pictórica, que também
se define como uma arte, esta porém se assemelha a um quebra cabeça, em que todas
as peças se juntam para montar a história; e a poética, que visa juntar várias partes e
contar uma história que tenha significado.
● Há uma outra possível definição, de Antônio Níñez no livro “Será mejor que lo
cuentes”, que define como “uma ferramenta de comunicação estruturada em uma
sequência de acontecimentos que apelam a nossos sentidos e emoções.” (pg. 12)
● Tudo se expande e cresce a necessidade por despertar interesse. “As escolas sofrem
para despertar o interesse dos alunos, insistindo em velhas fórmulas que não
acompanham a velocidade contemporânea. Profissões e negócios desaparecem, outros
surgem” (pg. 14)
● O grande avanço do storytelling se dá no momento em que a era digital se estabelece
definitivamente entre nós e traz novas visões, oportunidades, poderes e incertezas.
Nessa nova era, todos geram conteúdo e unidade de mídia ao mesmo tempo.
● Diante da conectividade, todos querem registrar suas histórias para as redes sociais e
buscam incansavelmente a chance de serem notados e encontrarem espaço na
memória das pessoas. Assim, o autor sintetiza em poucas palavras: “Apenas um fato
parece indiscutível nesse complicado cenário: os melhores contadores de histórias
vencerão.” (pg. 16)
● Diante desse cenário, altos e baixos acontecem, o que antes era necessário, hoje se
torna irrelevante. A tecnologia se torna menos relevante do que a afetividade, as
coisas se tornam mais superficiais e as expectativas sobem em detrimento da atenção.
● As pessoas se tornaram desatentas e é necessário um grande trabalho para que se
prenda a atenção do público. Para Herbert Simon: “o que a informação consome é a
atenção dos seus recipientes, ou seja, a riqueza de informações cria uma pobreza de
atenção.” (pg. 18)
● O capital emocional visa unir publicidade e entretenimento, a fim de atingir o público.
Somado a isso, surge a economia da atenção que busca compreender as bases
emocionais que fazem as pessoas terem a tomada de decisão.
● O ponto final e crucial é ser compreendido, amado e lembrado (pg. 20). Assim, a
maneira mais fácil para cumprir esse percurso é contar uma boa história que crie laços
e emoção, a fim de que a marca seja lembrada pelo público.
● É necessário olhar para trás e refletir sobre os novos caminhos, a fim de que possamos
contar histórias cada vez mais envolventes.
● São as análises objetivas que nos levam a acreditar mais em uma marca do que na
outra.
Estruturando a história
● Na publicidade, assim como em outras áreas, tudo é precedido por um texto, e todo
texto é precedido por uma ideia.
● No storytelling, há a necessidade de sintetizar e gerar atração no público, por isso, “o
publicitário tem que conciliar o histórico da empresa anunciante com a história da
marca, encontrando a narrativa mais adequada para criar envolvimento com seu
público de forma a gerar identificação, admiração, interação e vendas em um número
cada vez maior de plataformas e pontos de contato.” (pg. 82)
● A matéria- prima de todo storyteller é a vida, pois é nela que as histórias acontecem.
● No momento inicial da ideia deve-se definir a trajetória, a fim de que se perceba se há
ou não chances de dar certo, e se não der, há tempo de abortá-la.
● Ideia e tema são coisas diferentes. Para o escritor Milan Kundera: “um tema é uma
interrogação existencial.” (pg. 84). E as ideias, podemos dizer, são as possíveis
respostas a essa interrogação.
● As ideias nunca são totalmente novas, mas as formas como são desenvolvidas
precisam ter um toque de criatividade, a fim de despertar interesse e gerar impacto
para o público.
● O tempo faz as coisas mudarem, mas o que continua mobilizando o público são as
histórias e o desconhecido faz com que as pessoas queiram acompanhar o percurso.
Por isso a importância de finais marcantes, impactantes e surpreendentes.
● O público sempre tem um objeto de desejo, o que dá sentido às escolhas e nos faz
compartilhar sucessos e frustrações de personagens.
● Não são necessárias grandes explicações para as tramas, pois narrativas professorais
não são atrativas.
● Toda história caminha para um objetivo e mesmo sem saber do que se trata, o objetivo
final já basta para o público.
● O trajeto das histórias precisam de altos e baixos, pois isso gera as transformações
necessárias.
● A vida e o tempo são as matérias-primas para o desenvolvimento das histórias, isso
gera enredos interessantes, que atraem o público.
● Histórias têm dois tempos: narrativo e expositivo. O primeiro se delimita ao tempo em
que a trama acontece e não o obriga a ser linear, ele pode ser fragmentado e dar saltos
para a frente e para trás. O expositivo é aquele que tem como missão manter o público
conectado, interessado e satisfeito durante um período preestabelecido. Outra
possibilidade é criar histórias que não têm fim, pois vão se reinventando ao longo do
tempo, mas enquanto os roteiristas tiverem criatividade e o público for fiel elas não
terminarão.
● As histórias visam sempre envolver o público e ter o resultado emocional da obra
como resultado.
● “O segredo da boa narrativa é ser atraente no início e recompensadora no final.”
(pg.95)
● O elemento fundamental da obra é o ritmo, a fim de chegar fatalmente ao fim.
● Histórias são trajetórias de busca, vilões são obstáculos ao sucesso dessas trajetórias.
"Quanto maiores os obstáculos, mais emocionantes e significativos se tornam os
esforços do protagonista, e melhor se torna a história.” (pg.97)
● Nós escolhemos o resultado dos personagens através de nossas escolhas, pois através
delas descobrimos quem eles realmente são e criamos empatia e simpatia. Ou não.
● O storytelling aplicado às marcas fica mais claro quando entendemos a comunicação
como cenas, que fazem parte de uma sequência que se tornam atos.
● A sequência básica para criar uma história é introdução, desenvolvimento e
conclusão, o que na análise de Ben Brady nos leva a três momentos fundamentais:
Alguma coisa acontece; alguma coisa precisa ser feita e alguma coisa é feita.
(pg.102). Outras definições possíveis são a de Alice Adams e James Scott. Para Alice
o melhor seria: a ação, base, desenvolvimento, clímax e encerramento, o que
acrescenta a ação que capta a atenção do público. Já para James: personagem
principal, objetivo do personagem, conflitos e obstáculos e final impactante. (pg.102).
Aditando ou não um desses meios, o importante é manter o público interessado.
● Tosa história se vale de mitos e ritos e são repletas de significados. O storytelling dá
emoção a essas histórias para ganharem notoriedade. Através dela, o velho circo se
torna Cirque du Soleil (pg.104) e, dessa forma, as marcas que usamos também se
tornam parte do enredo de nossas vidas.

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