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Produção de pequenos ruminantes RJ, 27 de outubro de 2021.2 (aula 9) – Zootecnia avançada – Rafaella Olivieri Página 5 de 5 Pilares importantes para criação Sistemas de criação A diferença entre os sistemas esta na forma de exploração dos recursos disponíveis e o grau de utilização de tecnologia Sistema extensivo · Mais rústico · Mais simples · Menos custo · Mantidos em pastagens naturais · Altas taxas de mortalidade · Manejo sanitário pouco utilizado · Menos rendimentos (totalmente dependente da fertilidade da terra) · Geralmente são criados animais que tem menor exigência nutricional · Instalações com pouco ou sem tecnificações · Baixo desempenho reprodutivo · Menor produtividade Sistema semi-intensivo · Base: sistema extensivo, porém com melhorias no índice produtivo. · Suplementação · Melhoria de manejo sanitário · Produção mais controlada · Melhores níveis de produtividade (comparado com o sistema extensivo) Sistema intensivo Objetivo: conseguir atingir maior produtividade por área ou por animal · Maior utilização de tecnologia, ex: adubação da terra · Divisão das pastagens em piquetes · Fornecimento de ração balanceada · Estação de monta · Correto manejo sanitário · Instalações adequadas Como escolher o melhor sistema? · De acordo com o clima Ovinos > sul (tolera mais frio) Caprinos > nordeste (tolera mais calor) · Raça do animal · Capital (financeiro) Definir claramente os objetivos da criação (carne, leite, pele, lã, reprodutores, matrizes, etc; Calcular os valores iniciais de investimento; Considerar os sistemas do componente de criação. · Infraestrutura · Mão de obra · Genética do animal · Manejos (alimentos, reprodutivos...) Ciclos de produção Pequenos ruminantes: mais curto comparado com os bovinos. É mais interessante para pequenos produtores, por outro lado a criação de pequenos ruminantes exige mais cuidados. Instalações e equipamentos · Proporciona condições adequadas de manejo ao sistema de produção; · Fácil higienização e desinfecção; · Ser funcional; · Ser segura para animais e trabalhadores; · Evitar estresse dos animais; · Favorecer o controle de prevenção de doenças; · Proteção contra furtos e predadores; · Otimização da mão-de-obra. Centro de manejo É um local onde vai facilitar a realização das atividades, ex: pesagem, vermifugação, tosquia, banhos de sarnicida, vacinação... Recomendação · 1m² por animal adulto · Local tem que ser coberto, pode ter o piso de terra batida, cimento. · Precisa ser de um material que tenha uma boa drenagem Currais: · Área para manter os animais antes e após os procedimentos; Seringa: · Área afunilada fazendo com que os animais entrem 1 a 1 no brete de contenção; Bretes de contenção: · Tem a função de fazer a contenção dos animais para realização de práticas de manejo em geral. Dimensionamentos: · Largura superior: 35 a 50 cm; · Largura inferior: 25 a 35 cm; · Altura: 80 a 85 cm; · Comprimento: 5 a 11 m. Laterais de tábua (horizontal), sem espaço entre elas (espaço entre o solo e a primeira tábua). Brete de contenção Aprisco · Instalação utilizada para recolher os animais durante a noite ou para confiná-los. · Confere proteção ao rebanho; · Acesso a cochos de ração, sal mineralizado e bebedouros; · Construído em um terreno firme, com boa drenagem e declividade de 2 a 5%; · Local de fácil acesso às pastagens; · Adequada disponibilidade de água; · Facilidade de limpeza diária. Obs: fezes dos pequenos ruminantes são ricos em nitrogênio, e ele é um dos componentes principais e mais caro para adubação, então, essas fezes vão servir como esterco. O piso não é colado no chão, serve para coletar as fezes dos animais. · Instalação dotada de parte coberta e descoberta (solário); · Orientação: Leste-Oeste; · 1 Lado fechado: Incidência de ventos dominantes; · Telhado: Promover conforto térmico. Diferentes tipos de aprisco Chão batido: Pé direito de 2 a 2,5 m de altura; Piso de concreto: Piso recoberto com material absorvente para servir de cama (serragem, maravalha, feno velho, etc); Piso ripado e suspenso: Normalmente é de madeira; · Altura entre o piso e o chão: 1,5 m (mín.); · Ripas: 5 a 7 cm de largura e 1,5 a 3 cm de espessura; · Espaçamento entre ripas: 2 cm Aprisco de chão batido com cobertura de sapê Sala de ordenha Local destinado a ordenhas; · Ser próximo ao aprisco; Quanto mais o animal anda, mais energia ele gasta e menos leite produz · Fácil higienização; · Conforto aos animais e ao ordenhador; · Assegurar a qualidade do leite Todos os testes de bovino são utilizados em pequenos ruminantes Dependerá da disponibilidade de recursos para investimento; Instalações pequenas: Até 60 animais; Plataforma de ordenha: · Podem ser de madeira, varas, estacas ou alvenaria; · Fixada em torno de 70 a 90 cm do piso; · Rampa para subida e descida dos animais Curiosidade: os animais que entram e saem pelo mesmo lugar na sala de ordenha, para caprinos os espaços onde é realizado a ordenha podem ser mais estreitos, mas para ovinos precisa ser mais largo, porque ovelha NÃO ANDA PARA TRÁS. Instalações específicas para reprodutores · Obedecer ao regime de ventos dominantes; Para evitar que impregne o leite S.O A.F A.M (correto) Curiosidade: o mais fedorento é o macho alfa, para eles, o cheiro é questão de virilidade · Evitar que o cheiro do macho chegue até o rebanho de fêmeas (leite); · Recomendação: 3m2/animal; · Distancia entre instalação de fêmeas e machos: 100 m Aprisco de macho: a divisão dos currais é individuas, pois eles brigam muito entre si Demais instalações · Curral de parição; · Quarentenário; · Comedouros; · Creepers; · Majedouras; · Bebedouros; · Saleiros · Pedilúvios; · Cercas; · Esterqueira; · Depósito de ração; · Farmácia · Higiene: · Nas instalações e equipamentos; · Na ordenha; · Estimativa de idade; · Avaliação de ECC; · Estimativa de Peso; · Identificação de Animais; Praticas de manejo Final da ordenha: dar uma alimentação para o animal, pra evitar que ele deite após a ordenha. · Corte de umbigo; · Desmama; 6 a 7 semanas de vida: aquele que vai receber aleitamento artificial · Peso preconizado para desmama: 10 a 12 kg 7 a 8 semanas de vida: aquele que não vai receber aleitamento artificial · Peso preconizado para desmama: 12 a 14kg Raças leiteiras: demora mais para chegar no peso. Raças para corte: chega no peso mais rápido · Casqueamento; · Descorna; Só é feita quando os animais são muito agressivos · Castração Pode ser feita ou não. Quanto maior a produção de testosterona, maior é o cheiro que fica na carne do animal depois de abatido. Abate para produção de carne: · Menos de 7 meses não precisa castrar · Mais de 7 meses precisa castrar Alimentação por categoria animal Alimentação de Animais Jovens; · Fase inicial: Aleitamento; · Sistema de Produção de Leite: Aleitamento natural ou artificial; · Sistema de produção de Carne; Alimentação suplementar na fase de aleitamento; · Uso de creep feeding ou creep grazing; · Desmama: Pesar entre 10 a 14 Kg (sexo e idade). Alimentação de pequenos ruminantes Alimentação de machos até o abate; Alimentação de fêmeas: · Desmama até a 1concepção; · 1ª concepção até o parto; Alimentação das matrizes: · Matrizes em lactação; · Fases: 1, 2, 3 e 4. Alimentação de Reprodutores