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Geovana Sanches, TXXIV 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO 
 
ORELHA 
 A orelha pode ser dividida em: orelha 
externa, orelha média, orelha interna. Dessa 
forma, cada ser humano apresenta, na realidade, 
seis orelhas (2 externas, 2 médias e 2 internas). 
 
 O termo “orelha” não é sinônimo de 
ouvido, sendo esse último não mais utilizado na 
medicina. 
Orelha externa 
 A orelha externa é formada por duas 
partes: o pavilhão auricular e o meato acústico 
externo (conduto auditivo externo). 
Interliga-se com a orelha média através da 
membrana timpânica, sendo que a camada 
externa dessa estrutura também pode ser 
considerada constituinte da orelha externa. 
Pavilhão auricular 
 O pavilhão auricular é formado por uma 
fina pele, tecido celular subcutâneo, pericôndrio 
(camada que reveste a cartilagem e promove sua 
irrigação por embebição) e cartilagem. O único 
local do pavilhão auricular que não é composto 
por cartilagem é o lóbulo da orelha. 
Ele não pode ser confundido com a orelha 
externa, tendo em vista que consiste em apenas 
uma porção da mesma. 
 
Observação 
 Sendo o lóbulo da orelha o único local sem 
cartilagem, na otorrinolaringologia, este é o 
local recomendado para que o indivíduo 
coloque brincos. Isso pois, o restante da orelha 
apresenta cartilagem e pericôndrio, de forma 
que caso haja infecção (pericondrite), isso pode 
cursar com necrose da cartilagem. 
 Esse quadro é comum em lutadores, os 
quais em geral sofrem lesões nessa região, 
ocasionando e deslocamento do pericôndrio da 
cartilagem. Com isso, a cartilagem perde sua 
irrigação sanguínea e termina necrosando. 
 
 A porção mais externa do pavilhão 
auricular é a hélice, seguida medialmente pela 
anti-hélice. Medial e anteriormente, há a concha 
do pavilhão auricular, a qual termina no poro 
acústico externo (início do meato acústico 
externo). Anteriormente ao poro acústico externo 
há o tragus e, posteriormente, o anti-tragus. 
 A “orelha de abano” é uma má formação 
da anti-hélice ou da concha. 
 
 As cartilagens do pavilhão auricular se 
unem com as cartilagens do terço externo do 
meato acústico externo e continuam em direção a 
este. 
Terço médio da orelha externa 
 
• Parte óssea: predomínio de glândulas 
ceruminosas 
o A cera é uma barreira química, 
física e mecânica. Possui lisozimas 
(anticorpos) que mantém o pH da 
orelha ácido. 
• Parte cartilaginosa: predomínio de 
glândulas sebáceas 
Meato acústico externo 
 O meato acústico externo pode ser 
visualizado ao otoscópio. Todavia, ele é tortuoso, 
de forma que é necessário retificá-lo para a 
avaliação. 
Membrana timpânica 
 A membrana timpânica é o limite entre a 
orelha externa e a orelha média. Assim, sua 
camada externa pode ser dita como componente 
Geovana Sanches, TXXIV 
da orelha externa, enquanto a camada interna, 
componente da orelha média. 
 
Camadas 
 A membrana timpânica apresenta três 
camadas: 
• Epitélio escamoso queratinizado 
o lâmina externa 
• Camada média e fina de fibras de colágeno 
o conferem elasticidade à membrana 
o importante para condução do som 
• Epitélio respiratório 
o camada interna 
o epitélio cilíndrico ciliar que forma 
parte da orelha média 
Partes 
 A membrana timpânica apresenta uma 
saliência – o cabo do martelo – cuja porção mais 
proeminente é o processo lateral do martelo. Esse 
ossículo apresenta o ligamento tímpano-maelolar 
anterior e o posterior. 
 Entre esses dois ligamentos encontra-se 
uma porção da membrana timpânica denominada 
parte flácida, enquanto o restante da mesma é 
chamado de parte tensa. 
• Parte flácida da MT 
o Menos camadas de colágeno 
o Não é tão importante do ponto de 
vista de condução sonora, pois não 
vibra 
o Menos resistente às pressões 
negativas na orelha média, sendo 
mais suscetível a retrações da 
membrana timpânica 
• Parte tensa da MT 
o Mais fibras de colágeno 
o Mais importante do ponto de vista 
de condução sonora, pois vibra 
Orelha média 
 A orelha média é constituída pela parte 
interna da membrana timpânica e pelos ossículos 
do ouvido: martelo, estribo e bigorna, os quais se 
encontram dentro da cavidade timpânica. 
 
 
Delimitações 
• Limite superior: dura máter da fossa 
craniana média 
o otite média pode levar a uma 
meningite ou abscesso cerebral 
• Limite medial: orelha interna (labirinto) 
o otite média aguda pode levar a 
labirintite 
• Limite anterior: articulação temporo-
mandibular 
• Limite ântero-inferior 
o Tuba auditiva: comunicação com a 
naso-faringe 
o Artéria carótida interna (anterior) e 
Veia jugular interna (posterior) 
• Limite posterior: mastoide e fossa craniana 
posterior 
Características 
 A cavidade timpânica é uma cavidade pré-
formada, em cujo interior se encontra a cadeia 
ossicular. Apresenta a Janela vestibular (oval) e a 
Janela coclear (redonda). 
 
Geovana Sanches, TXXIV 
 O cabo do martelo está apoiado sobre a 
membrana timpânica e a cabeça se articula com o 
corpo da bigorna. A bigorna, por sua vez, 
comunica-se com o estribo, o qual se relacionada 
com a janela oval. A partir desse processso, há a 
transmissão da vibração da membrana timpânica. 
Ossículos 
 
 
à Martelo 
• Cabo do martelo (encontra-se grudado na 
membrana timpânica) 
• Processo do martelo (faz uma saliência) 
• Cabeça do martelo (apresenta a superfície 
articular, a qual se comunica com a 
reentrância da bigorna) 
• Ligamento do martelo (recebe o tendão do 
músculo tensor do tímpano) 
à Bigorna 
• Ramo curto 
• Ramo longo (mais longo e fino, onde há a 
articulação com o estribo) 
• Superfície articular (no corpo da bigorna) 
à Estribo 
• Menor osso do corpo, com 
aproximadamente 3,2 mm no seu maior 
eixo e 2mm de largura 
• Tem formado de estribo de cavalo 
• Apresenta uma cabeça e duas cruras, a 
anterior (mais longa e fina) e a posterior 
(mais curta e grossa), na qual o tendão do 
músculo estapedio (ou músculo do estribo) 
se insere 
Orelha interna (ou Labirinto) 
 A orelha interna (ou labirinto) é revestida 
por epitélio respiratório (cilíndrico ciliado). 
Apresenta dois compartimentos: 
 
• Anterior 
o Localiza-se ântero-inferiormente 
o Composta pela cóclea (“caracol”), 
órgão sensorial periférico da 
audição, em cuja base se encontra 
a janela coclear (ou redonda) 
• Posterior 
o Localiza-se póstero-superiormente 
o Composição 
§ Vestíbulo, órgão sensorial 
periférico do equilíbrio, em 
cuja base de encontra a 
janela oval (ou vestibular) 
§ Canais semicirculares (são 
três em cada lado) 
Cóclea 
 A cóclea é um importante órgão auditivo 
que possui 2 giros e meio: giro basal, giro médio e 
giro apical. 
Apresenta uma parte óssea (labirinto 
ósseo), localizada na parte petrosa do osso 
temporal. Esse osso apresenta uma lâmina em 
cada giro da cóclea, a qual é denominada lâmina 
espiral óssea. 
 
A lâmina espiral óssea divide cóclea em 
alguns seguimentos: 
• Rampa timpânica: cavidade inferior. Entre 
a lâmina espiral óssea e o segmento 
superior está a membrana basilar (abaixo 
das células ciliadas), a qual se une a lâmina 
para formar a rampa timpânica. 
• Rampa vestibular: cavidade superior 
o Entre a escala média e a vestibular 
encontra-se a membrana de 
Reissner. 
• Ducto coclear: escala média 
No interior da cóclea há um miolo repleto 
de micro espaços, o qual recebe o nome de 
modíolo da cóclea ou cogumelo. Dentro dele, 
passam as fibras neuronais (aferentes e aferentes) 
que irão formar o nervo coclear (auditivo). 
Geovana Sanches, TXXIV 
 
No interior do ducto coclear (escala 
média), está o órgão de Corti, órgão sensorial 
(neuroepitélio) recoberto pela membrana 
tectórica. Constitui uma estrutura transdutora de 
energia mecânica para energia elétrica, possuindo 
3 tipos celulares, todas irrigadas pela estria 
vascular: 
• Células ciliadas internas 
• Células ciliadas externas 
• Células de sustentação 
 
 As rampasvestibular e timpânica se 
comunicam por intermédio do helicotrema (ápice 
da cóclea). 
A rampa vestibular está separada do ducto 
coclear pela membrana vestibular/ Reissner, e o 
ducto coclear está separado da rampa timpânica 
pela membrana basilar, no qual se situa o órgão de 
Corti. 
A membrana tectórica se projeta sobre o 
Órgão de Corti, fixando-se ao modíolo. 
 Na rampa vestibular e rampa timpânica 
circula a perilinfa, líquido extracelular rico em 
sódio e pobre em potássio. Já na rampa média 
(ducto coclear), circula a endolinfa, líquido 
intracelular rico em potássio e pobre em sódio. 
As trocar iônicas entre esses dois líquidos 
são realizados pelas membranas, as quais 
apresentam bombas de sódio e potássio (mandam 
o potássio para o interior da endolinfa e o sódio 
para a perilinfa). 
 
 
 
 Nos canais semicirculares (lateral, superior 
e posterior), circula a perilinfa. O vestíbulo, por sua 
vez, também apresenta perilinfa; todavia, em sua 
cavidade, apresenta duas bolsas membranosas 
que contém endolinfa: o urículo e o sáculo 
 
FISIOLOGIA 
SOM 
 O som é uma forma de transmissão de 
energia (onda sonora). Ele sofre compressão (fase 
de maior amplitude) e rarefação (fase de queda na 
amplitude), completando o ciclo (Hz). 
• Energia mecânica à vibração das 
moléculas de ar à oscilação à formação 
da onda sonora à amplitude 
• Frequência: número de ondas (ou de 
ciclos) emitidas em 1 segundo 
o Ciclo = compressão + rarefação 
o Inversamente proporcional ao 
comprimento da onda 
§ Frequência alta = baixo 
comprimento da onda (sons 
agudos) 
§ Frequência baixa = alto 
comprimento da onda (sons 
graves) 
A orelha humana é capaz de captar sons 
entre 20 Hz (20 ondas por segundo – sons graves) 
até 20.000 Hz (20.000 ondas por segundo – sons 
agudos). É possível medir essa frequência através 
Geovana Sanches, TXXIV 
de um aparelho denominado decibelímetro ou 
frequencímetro. 
 
 A imagem acima demonstra uma alta 
frequência de ondas, enquanto a debaixo, uma 
baixa frequência. A amplitude, entretanto, é 
semelhante em ambas. 
Intensidade (dB) x Impedância 
 A amplitude da onda (altura) é medida em 
dB e se refere a intensidade da onda. 
 
 A impedância, por sua vez, diz respeito as 
estruturas da orelha média (cavidade timpânica, 
cadeia ossicular, ligamentos e músculos). Trata-se, 
portanto, da resistência oferecida ao som, sendo 
que diferentes meios apresentam diferentes 
impedâncias. 
 Os sons que escutamos são transmitidos 
pelo meio ambiente (ar), chegam à orelha e 
passam pelo pavilhão auricular (meato acústico 
externo). A seguir, promovem a vibração da 
membrana timpânica e, consequentemente, dos 
ossículos. 
 Quando há uma mudança na impedância, 
por exemplo por massa, rigidez da cadeia ossicular 
ou atrito, a transmissão da onda sono é alterada. 
Quando um indivíduo mergulha na piscina, por 
exemplo, a impedância do meio é alterada (do 
aéreo para o líquido), de forma que o indivíduo 
deixa de ouvir o que está sendo dito fora da piscina 
(o meio líquido apresenta maior impedância). 
 
ORELHA EXTERNA 
Funções 
• Estética 
• Levar ondas sonoras à orelha média 
(localização sonora) 
• Proteção contra sons de alta intensidade 
o Ao recebermos o estímulo de sons 
muito altos, uma parte da energia 
consegue ser compensada pelo 
pavilhão auricular, protegendo 
dessa forma nossa orelha. 
o Quando utilizamos fones de 
ouvido, entretanto, a intensidade é 
transmitida diretamente para o 
meato acústico externo, sem uma 
abreviação de energia, 
aumentando as chances de lesar a 
orelha. 
• Proteção da membrana timpânica 
o O meato acústico externo, por ser 
tortuoso, protege a membrana 
timpânica contra lesões e sons de 
alta intensidade. 
• Amplificação do som, principalmente nas 
frequências entre 2.000 e 5.500 Hz 
 
ORELHA MÉDIA 
Funções 
• Vibração da membrana timpânica 
• Amplificação da energia do som 
Meio aéreo x meio líquido 
 O som chega à membrana timpânica e 
promove a vibração da cadeia ossicular (martelo 
à bigorna à estribo), de forma que há condução 
da energia até a janela vestibular. Ao chegar lá, há 
passagem de um meio aéreo para o meio líquido, 
tendo em vista que a cóclea apresenta a perilinfa 
e endolinfa. 
 Ao transmitir o som do meio aéreo para o 
líquido, há uma importante perda de energia, de 
forma que o som que chega na orelha interna é 
menor. Para compensar essa perda, há dois 
mecanismos principais: 
• Efeito avalancha martelo-bigorna: sendo o 
martelo um osso maior do que a bigorna, 
há um efeito de alavanca, com 
amplificação da energia em 
aproximadamente 2x. 
o 2 : 1 a 2,5 dB 
• Superfície da membrana timpânica x 
platina: a superfície da membrana 
timpânica é muito maior do que a da janela 
Geovana Sanches, TXXIV 
oval e essa diferença faz com que o som 
seja amplificado. Isso se deve ao efeito 
columelar, através do qual a diferença de 
diâmetro entre duas superfícies vibratórias 
que se relacionam forma um cone, 
concentrando a energia de acordo com o 
tamanho da diferença. 
o Superfície do tímpano: 55 mm² 
(diâmetro) 
o Superfície da platina: 3,2 mm² 
(diâmetro) 
o Maior efeito de amplificação da 
energia: aumento de 17x da 
energia, que corresponde a 26 dB 
 
Somando-se esses dois efeitos, há 
compensação da perda de energia sofrida pela 
troca do meio, não prejudicando a audição. 
 
REFLEXO ESTAPEDIANO 
 O reflexo estapediano é um arco reflexo 
que ocorre para amplitudes superiores a 90dB. 
Consiste na contração do músculo estapédio, 
localizado na orelha média, induzido por um 
estímulo acústico intenso. 
 Ocorre, pois, ao nível da ponte, o nervo 
auditivo apresenta uma conexão com o núcleo 
do nervo facial. 
 
• N. facial à contração do M. estapédio 
à puxa o estribo para trás 
 
 Isso tem um efeito protetor, impedindo 
que o som chegue muito alto. Quando exposto 
por muito tempo a sons altos, esse músculo 
pode fadigar e as células ciliadas podem se 
irritar. Temos cerca de 20.000 células ciliadas e, 
caso ocorra a morte delas, essa perda é 
irreversível. 
 
 
Tuba auditiva 
 A tuba auditiva promove a comunicação 
entre a cavidade timpânica e a rinofaringe. Tem 
como funções: 
• Equilibrar a pressão entre o meio 
ambiente, a orelha média e a nasofaringe 
• Evitar a entrada de sons indesejáveis, 
especialmente os internos do nosso 
organismo (ex.: respiração e mastigação) 
o Ela fica fechada na maior parte do 
tempo, abrindo apenas ao 
engolirmos ou bocejarmos. 
• Transporte mucociliar 
o A tuba promove a eliminação de 
microrganismos patógenos que 
tentam ascender via rinofaringe. 
ORELHA INTERNA 
Funções 
• Transformação da energia mecânica em 
energia elétrica 
• Impulso do estímulo para o nervo auditivo 
Estruturas 
• Membrana tectórica 
o Células ciliadas externas 
o Células ciliadas internas 
 
• Cóclea 
Cóclea 
• Transdutor mecanoelétrico 
o Energia mecânica → energia 
elétrica 
• Perilinfa 
o Rico em Na 
o Mais líquido do que a endolinfa 
• Endolinfa 
o Rica em K (potencial de repouso 
positivo) 
o + 80 mV 
Membrana tectórica 
• Potenciais de repouso 
o - 80 mV (células ciliadas) 
Mecanismos fisiológicos 
 Quando o estribo (orelha média) faz a 
incursão para o interior do labirinto, ocorre a 
movimentação da perilinfa e, consequentemente 
da rampa timpânica. A rampa timpânica contém a 
membrana basilar, a qual se movimenta e 
promove a despolarização das células ciliares 
externas (contração elétrica). 
 Com a contração das células ciliares 
externas, seus cílios entram em contato com a 
membrana tectórica, promovendo a abertura de 
canais de cálcios entre essas células (contração 
lenta ou química). 
 A partir dessa segunda contração, a 
membrana tectória é puxada inferiormente e tem 
contato com as células ciliadas internas, 
promovendo sua despolarização. Há, então, 
emissão do potencial elétrico(potencial de 
Geovana Sanches, TXXIV 
somação), estimulando as neurofibrilas que 
deixam as células ciliares internas para 
impulsionar o estímulo via nervo coclear. 
 Dessa forma, temos que a cóclea recebe 
um estímulo mecânico, transforma-o em energia 
elétrica e transmite essa energia pelo nervo 
auditivo. 
 
SELETIVIDADE DE FREQUÊNCIAS DA CÓCLEA 
 A orelha humana consegue ouvir sons 
entre 20 Hz (mais grave) e 20.000 Hz (mais 
agudo), mas a maior parte dos sons ambientes 
estão entre 250 e 8.000 Hz. 
 A membrana basilar apresenta 
diferenças em comprimindo e elasticidade de 
acordo com o local da cóclea com que se 
encontra. Com isso, os sons de diferentes 
frequências promovem maior vibração de 
diferentes locais da membrana: 
• Sons de alta frequência (agudos) à 
promovem deflexão na base da cóclea 
• Sons de média frequência à promovem 
deflexão na região média da cóclea 
• Sons de baixa frequência (graves) à 
promovem deflexões no ápice da cóclea 
 
 
VIAS AUDITIVAS CENTRAIS 
 A partir do momento em que o estímulo 
chega ao nervo auditivo, ele faz o trajeto 
ascendente da audição, passando pelas seguintes 
estruturas: 
• Nervo coclear → núcleos cocleares → 
complexo olivar superior → lemnisco 
lateral (parte baixa do tronco cerebral) → 
conículo inferior (parte alta do tronco 
cerebral) → tálamo → córtex cerebral 
auditivo (giro de Heschl, área de Wernicke) 
 
• Também há as vias eferentes, que 
promovem modulação das células ciliadas. 
Vias subcorticias 
As vias subcorticais, tais quais o tálamo e o 
conículo inferior, são de extrema importância para 
a modulação do som. Isso é útil em situações em 
que há dois sons em um ambiente, de forma que 
nosso organismo consegue focar no som que 
realmente importa e deixar o outro abafado, “em 
segundo plano”.