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Organização do sistema 
nervoso 
Aula 01, Tortora, cap 12 
Tecido nervoso 
A excitabilidade do tecido nervoso permite a geração 
de impulsos nervosos (potenciais de ação) 
responsáveis pela comunicação e regulação dos 
órgãos do corpo. 
Responsável por percepções, comportamento e 
memorias e inicia movimentos voluntários. 
Sistema nervoso central: encéfalo e pela medula 
espinal. 
 
 
 
 
 
O encéfalo é a parte do SNC que está localizada no 
crânio e contém cerca de 85 bilhões de neurônios. A 
medula espinal conecta-se com o encéfalo por meio 
do forame magno do occipital e está envolvida pelos 
ossos da coluna vertebral. A medula espinal possui 
cerca de 100 milhões de neurônios. O SNC processa 
muitos tipos diferentes de informações sensitivas. 
Também é a fonte dos pensamentos, das emoções e 
das memórias. A maioria dos sinais que estimulam a 
contração muscular e a liberação das secreções 
glandulares se origina no SNC. 
Sistema nervoso periférico: 
 
− Nervo: é um feixe composto por centenas de 
milhares de axônios, associados a seu tecido 
conjuntivo e seus vasos sanguíneos, que se situa 
fora do encéfalo e da medula espinal. Doze pares 
de nervos cranianos emergem do encéfalo e 31 
pares de nervos espinais emergem da medula 
espinal. Cada nervo segue um caminho definido 
e supre uma região específica do corpo. 
− Os gânglios são pequenas massas de tecido 
nervoso compostas primariamente por corpos 
celulares que se localizam fora do encéfalo e da 
medula espinal. Estas estruturas têm íntima 
associação com os nervos cranianos e espinais. 
− Os plexos entéricos são extensas redes 
neuronais localizadas nas paredes de órgãos do 
sistema digestório. Os neurônios destes plexos 
ajudam a regular o sistema digestório. 
− O termo receptor sensitivo refere-se à estrutura 
do sistema nervoso que monitora as mudanças 
nos ambientes externo ou interno. São exemplos 
de receptores sensitivos os receptores táteis da 
pele, os fotorreceptores do olho e os receptores 
olfatórios do nariz. 
 
Sistema nervoso somático: (1) neurônios 
sensitivos que transmitem informações para o 
SNC a partir de receptores somáticos na cabeça, 
no tronco e nos membros e de receptores para 
os sentidos especiais da visão, da audição, da 
gustação e do olfato, e por (2) neurônios 
motores que conduzem impulsos nervosos do 
SNC exclusivamente para os músculos 
esqueléticos. Como estas respostas motoras 
podem ser controladas conscientemente, a ação 
desta parte do SNP é voluntária. 
 
 
Sistema nervoso autônomo: (1) neurônios 
sensitivos que levam informações de receptores 
sensitivos autônomos – localizados especialmente 
em órgãos viscerais como o estômago e os pulmões 
– para o SNC, e por (2) neurônios motores que 
conduzem os impulsos nervosos do SNC para o 
músculo liso, o músculo cardíaco e as glândulas. 
 
Parte motora do SNA é composta por dois ramos: 
− Divisão simpática 
− Divisão parassimpática 
Com poucas exceções, os efetores recebem nervos de 
ambas as divisões, e geralmente têm ações opostas. 
Por exemplo, os neurônios simpáticos aumentam a 
frequência cardíaca, enquanto os parassimpáticos a 
diminuem. De modo geral, a divisão simpática está 
relacionada com o exercício ou ações de emergência 
– as respostas de “luta ou fuga” – e a divisão 
parassimpática se concentra nas ações de “repouso 
e digestão”. 
 
Sistema nervoso entérico: Os neurônios sensitivos 
do SNE monitoram mudanças químicas no sistema 
digestório, bem como o estiramento de suas paredes. 
Os neurônios motores entéricos controlam, no 
sistema digestório, as contrações do músculo liso 
para impulsionar o alimento, as secreções dos 
órgãos (como o suco gástrico) e a atividade das 
células endócrinas, secretoras de hormônios. 
 
 Funções do sistema nervoso 
Função sensitiva: Os receptores sensitivos detectam 
estímulos internos, como elevação da pressão 
arterial, ou estímulos externos (p. ex., uma gota de 
água caindo no seu braço). Essas informações 
sensitivas são então levadas para o encéfalo e para a 
medula espinal por meio dos nervos cranianos e 
espinais. 
Função integradora: O sistema nervoso processa as 
informações sensitivas, analisando-as e tomando as 
decisões adequadas para cada resposta – uma 
atividade conhecida como integração. 
Função motora: Após o processamento das 
informações sensitivas, o sistema nervoso pode 
desencadear uma resposta motora específica por 
meio da ativação de efetores (músculos e glândulas) 
por intermédio dos nervos cranianos e espinais. A 
estimulação dos efetores causa a contração dos 
músculos e a secreção de hormônios pelas glândulas. 
 
 
 
 Histologia do tecido nervoso 
Composto por células neurônios e a neuroglia. 
Neuroglia fornece suporte, nutrição e proteção aos 
neurônios e ajuda a manter o líquido intersticial que 
os banha. Ao contrário dos neurônios, a neuróglia 
continua se dividindo durante a vida de um 
indivíduo. 
Neurônios: excitabilidade elétrica → capacidade de 
responder a um estímulo e convertê-lo em um 
potencial de ação. 
Potencial de ação (impulso nervoso) é um sinal 
elétrico que se propaga pela superfície da membrana 
de um neurônio. Ele começa e se propaga devido à 
passagem de íons (como sódio e potássio) entre o 
líquido intersticial e a parte interna de um neurônio 
por meio de canais iônicos específicos em sua 
membrana plasmática. Uma vez iniciado, o impulso 
nervoso é transmitido rapidamente e em uma 
velocidade constante. 
 Partes de um neurônio 
O corpo celular: Contém um núcleo cercado por 
citoplasma, o qual inclui organelas celulares típicas 
como os lisossomos, as mitocôndrias e o complexo 
de Golgi. 
Os corpos celulares neuronais também apresentam 
ribossomos livres e proeminentes agrupamentos de 
retículo endoplasmático rugoso, denominados de 
corpúsculos de Nissl. Os ribossomos são os locais 
onde ocorre a síntese proteica. As proteínas recém-
produzidas pelos corpúsculos de Nissl são utilizadas 
para repor componentes celulares, como material 
para o crescimento neuronal, e para regenerar 
axônios danificados no SNP. O citoesqueleto inclui as 
neurofibrilas, compostas por feixes de filamentos 
intermediários que dão formato e suporte à célula, e 
os microtúbulos, que auxiliam no transporte de 
material entre o corpo celular e o axônio. Neurônios 
mais velhos também contêm lipofuscina, um 
pigmento que se apresenta como agregados de 
grânulos marrom-amarelados no citoplasma. A 
lipofuscina é um produto dos lisossomos neuronais 
que se acumula à medida que o neurônio envelhece, 
mas parece não ser danosa a ele. 
Fibra nervosa é um termo genérico para qualquer 
prolongamento que emerge do corpo celular de um 
neurônio. A maior parte dos neurônios tem dois 
tipos de prolongamentos: dendritos (múltiplos) e 
um único axônio. Os dendritos são as porções 
receptoras de um neurônio. A membrana plasmática 
dos dendritos (e dos corpos celulares) contém 
inúmeros receptores para que ocorra a ligação de 
mensageiros químicos de outras células. Os 
dendritos geralmente são curtos, afilados e muito 
ramificados. Em muitos neurônios, eles formam um 
arranjo arboriforme de prolongamentos que se 
estendem a partir do corpo celular. O citoplasma dos 
dendritos contém corpúsculos de Nissl, 
mitocôndrias e outras organelas. 
O axônio de um neurônio propaga o impulso nervoso 
para outro neurônio, para uma fibra muscular ou 
para uma célula glandular. Ele é uma projeção longa, 
fina e cilíndrica que geralmente se liga ao corpo 
celular por meio de uma elevação cuneiforme 
chamada cone de implantação. A parte do axônio que 
está mais próxima ao cone de implantação é 
chamada segmento inicial. Na maioria dos 
neurônios, os impulsos nervosos se iniciam na 
junção do cone de implantação com o segmento 
inicial, a zona-gatilho, a partir da qual eles 
percorrem o axônio até seu destino final.Um axônio 
contém mitocôndrias, microtúbulos e neurofibrilas. 
Como não há retículo endoplasmático rugoso, não 
existe síntese proteica no axônio. O citoplasma de 
um axônio, chamado axoplasma, é envolvido por 
uma membrana plasmática conhecida como 
axolema. Em toda a extensão de um axônio, podem 
ser encontrados ramos laterais chamados axônios 
colaterais, que normalmente se projetam em um 
ângulo reto. O axônio e seus ramos colaterais 
terminam se dividindo em várias projeções finas 
chamadas terminais axônicos ou telodendros. 
 
 
 Classificação dos neurônios 
Classificação estrutural: 
Neurônios multipolares: vários dendritos e um 
axônio. Predominante em encéfalo e medula espinal 
Neurônios bipolares: dendrito principal e um 
axônio. Predominante em retina, orelha interna e 
área olfatório do encéfalo. 
Neurônios unipolares: tem dendritos e um axônio 
que se fundem para formar um prolongamento 
continuo que emerge do corpo celular. 
 
 
 
Classificação funcional 
Neurônios sensitivos ou aferentes contêm 
receptores sensitivos em suas extremidades distais 
(dendritos) ou estão localizados logo após 
receptores sensitivos que são células separadas. 
Quando um estímulo apropriado ativa um receptor 
sensitivo, ele gera um potencial de ação em seu 
axônio que é transportado para o SNC por nervos 
cranianos ou espinais. A maioria dos neurônios 
sensitivos é estruturalmente unipolar. 
 Neurônios motores ou eferentes transportam os 
potenciais de ação para fora do SNC em direção a 
efetores (músculos e glândulas) na periferia (SNP) 
por meio de nervos cranianos ou espinais. Do ponto 
de vista estrutural, são multipolares. 
Interneurônios ou neurônios de associação estão 
localizados principalmente no SNC, entre os 
neurônios motores e sensitivos. Os interneurônios 
processam as informações sensitivas oriundas dos 
neurônios sensitivos e então promovem uma 
resposta motora por meio da ativação dos neurônios 
motores adequados. A maior parte dos 
interneurônios é multipolar. 
 
 Neurologlia 
A neuróglia ou glia constitui aproximadamente 
metade do volume do SNC. 
Quando ocorre uma lesão ou uma doença, a 
neuróglia se multiplica para preencher os espaços 
anteriormente ocupados pelos neurônios. Tumores 
encefálicos derivados da neuróglia, chamados 
gliomas, tendem a ser altamente malignos e a 
crescer rapidamente. 
Dos seis tipos de células da neuróglia, quatro – 
astrócitos, oligodendrócitos, micróglia e células 
ependimárias – são encontradas apenas no SNC. Os 
outros dois tipos – células de Schwann e células 
satélites – estão presentes no SNP. 
Astrócitos 
Os astrócitos ajudam a manter o ambiente químico 
adequado para a geração de impulsos nervosos. Por 
exemplo, eles regulam a concentração de íons 
importante como o K+; recaptam 
neurotransmissores em excesso; e servem de 
condutores para a passagem de nutrientes e outras 
substâncias entre os capilares sanguíneos e os 
neurônios. 
Os astrócitos também parecem ter uma função no 
aprendizado e na memória, influenciando a 
formação de sinapses neuronais. 
 
Oligondendrocitos 
Formação e pela manutenção da bainha de mielina 
encontrada ao redor dos axônios do SNC. Como você 
vai ver logo adiante, a bainha de mielina é uma 
cobertura lipoproteica multicamada que envolve e 
isola alguns axônios e aumenta a velocidade da 
condução do impulso nervoso. Tais axônios são 
classificados como mielinizados. 
 
Micróglia 
Funciona como fagócitos 
Células ependimárias 
Elas revestem os ventrículos encefálicos e o canal 
central da medula espinal (espaços preenchidos por 
líquido cerebrospinal, que protege e nutre o encéfalo 
e a medula espinal). Do ponto de vista funcional, as 
células ependimárias produzem, possivelmente 
monitoram, e auxiliam na circulação do líquido 
cerebrospinal. 
 
 
 Neuroglia do sistema nervoso periférico 
Células de schwann: Estas células envolvem os 
axônios do SNP. Assim como os oligodendrócitos, 
elas formam a bainha de mielina ao redor dos 
axônios. Um único oligodendrócito mieliniza vários 
axônios, mas cada célula de Schwann mieliniza 
apenas um axônio. Uma única célula de Schwann 
também pode envolver até 20 ou mais axônios não 
mielinizados (axônios que não apresentam bainha 
de mielina). Estas células participam da regeneração 
do axônio, que ocorre mais facilmente no SNP que no 
SNC. 
Células satélites: Estas células achatadas envolvem 
os corpos celulares dos neurônios nos gânglios do 
SNP. Além de fornecer suporte estrutural, as células 
satélites regulam as trocas de substâncias entre os 
corpos celulares neuronais e o líquido intersticial. 
 
 
 
 
 
 
 Substância branca e cinzenta 
Em um corte recente do encéfalo e da medula 
espinal, algumas regiões parecem brancas e 
reluzentes e outras, cinzentas. 
A substância branca é composta primariamente por 
axônios mielinizados. A coloração esbranquiçada da 
mielina dá à substância branca seu nome. 
A substância cinzenta do sistema nervoso contém 
corpos celulares neuronais, dendritos, axônios não 
mielinizados, terminais axônicos e neuróglia. Ela 
parece acinzentada (e não esbranquiçada) porque 
os corpúsculos de Nissl são acinzentados e há pouca 
ou nenhuma mielina nessas áreas. Os vasos 
sanguíneos estão presentes tanto na substância 
branca quanto na cinzenta. 
Na medula espinal, a substância branca envolve uma 
região interna composta por substância cinzenta 
que, dependendo do quão imaginativo você é, parece 
uma borboleta ou a letra H em um corte transverso; 
no encéfalo, uma fina camada de substância cinzenta 
cobre a superfície de suas porções mais extensas, o 
cérebro e o cerebelo.