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Selecionismo X neutralismo
Selecionismo: força com direção definida
Neutralismo: associação entre duas
espécies ou populações na qual nenhuma
tem efeito sobre a outra.
Teoria sintética da evolução
Evolução é a mudança de frequências
gênicas nas populações por ação das
forças evolutivas: mutação, seleção
natural, deriva gênica e migração.
Escola clássica
Dizia que a seleção funcionava para tirar a
seletividade do meio ambiente,
consequentemente a variação genética
era pequena, a maioria dos locis eram
homozigotos e a mutação era de natureza
transiente ( naturalmente surgiria, porém
tende a ser eliminada).
- A seleção que acontece é a
normalizadora (direcional)
Escola da balança
Acreditava que as populações tinham
grande variabilidade genética,
consequentemente, a maioria dos locis
eram heterozigotos e a mutação era de
natureza estrutural.
- Seleção balanceadora
(estabilizadora, dependente de
frequência, disruptiva)
Resolvendo a controvérsia…
Era só medir a quantidade de variação
presente nas populações naturais, porém
dificuldades técnicas do período
impossibilitaram respostas definitivas. O
debate se estendeu da década de 1930 à
1960, até que B.C. Lewonten e J.L.hubly
utilizaram a técnica de eletroforese de
aloenzimas para estudar a quantidade de
variação genética nas populações.
Então qual a quantidade de variação
genéticas nas populações naturais ?
- Em populações naturais de
Lrosophila pseudobscura, o nível
de variação genética encontrada
foi alto.
- Cerca de 30% dos locis
estudados apresentaram
polimorfismo
- 2 a 6 alelos por locus
- 8 a 15% de loci heterozigotos por
indivíduo
Selecionismo
A seleção natural é defendida pelos
selecionistas que acreditam ser a "única"
força capaz de direcionar os processos
evolutivos sendo que os outros fatores
proporcionam, no máximo, uma pequena
contribuição.
Segundo o selecionismo, as substituições
alélicas ocorrem em consequência de
seleção dos mais adaptados, onde o
novo alelo irá substituir um antigo em
função de aumentar o valor adaptativo
dos organismos que o possuem.
Assim, os polimorfismos seriam mantidos
quando a coexistência de dois ou mais
alelos em um locus é vantajoso para o
organismo ou para a população.
Kimura e a visão neutralista
- Mutações deletérias e neutras são
comuns, vantajosas são raras;
- Deletérias são rapidamente removidas
das populações;
- O que “sobra” são as neutras. Cada
uma dessas pode se fixar, por deriva e
segregar, contribuindo para a variação.
Neutralismo
“Precisamos reconhecer a grande
importância da deriva genética aleatória,
resultante do tamanho finito de
populações, na formação da estrutura
biológica de populações. A importância
da deriva tem sido desvalorizada na última
década. Essa a/tude tem sido influenciada
pela opinião de que quase nenhuma
mutação é neutra, e também que o
número de indivíduos que formam uma
espécie é geralmente tão grande que a
amostragem aleatória de gametas teria
efeito ínfimo no curso da evolução”
(Kimura, 1968, Nature)
Kimura observou que as taxas de
evolução de uma determinada proteína
era quase constante entre diferentes
linhagens e concluiu que essa constância
não era esperada se as proteínas
estivessem sujeitas à força da seleção
natural .
Assim, se considerássemos que essas
proteínas evoluíram apenas de acordo
com eventos de mutação e deriva gênica,
os resultados explicavam, de forma mais
precisa, as observações.
- Relógio Molecular
A teoria neutralista é facilmente mal
interpretada, pois Ela não sugere que os
organismos não são adaptados aos seus
ambientes; que toda variação morfológica
é neutra; que toda variação genética é
neutra; e que a seleção natural não é
importante para moldar genomas.

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