Logo Passei Direto
Buscar

Hipotireoidismo

Resumo sobre hipotireoidismo: causas (Hashimoto, excesso de iodo, fármacos), sintomas, alterações lipídicas e hormonais (TSH↑, FT4/T3↓; fase subclínica; forma central), tratamento com levotiroxina (dose, tomar em jejum, controle do TSH em 6 semanas) e duração conforme etiologia.

User badge image
Ana Lívia

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Hipotireoidismo 
 
O hipotireoidismo é uma síndrome clínica resultante da deficiente produção ou ação dos 
hormônios tireoidianos (HT), com consequente alentecimento generalizado dos processos 
metabólicos. 
Na maioria dos países, a tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo.3,4 
Trata-se de doença autoimune, caracterizada por títulos elevados de anticorpos 
antitireoperoxidase (anti-TPO). 
Além das tionamidas, algumas substâncias, como o iodo (em quantidade excessiva), e vários 
fármacos podem resultar em graus variados de hipotireoidismo, como medicamentos ricos em 
iodo (amiodarona, contrastes radiológicos) ou o carbonato de lítio. 
Ele tem como manifestações mais marcantes: astenia, sonolência, intolerância ao frio, voz 
arrastada, pele seca e áspera, hiporreflexia profunda, edema periorbital, anemia e bradicardia. 
A expressão plena do hipotireoidismo é conhecida como mixedema. 
A alteração lipídica mais característica do hipotireoidismo é a elevação do LDL-colesterol, a 
qual pode vir isolada ou associada à hipertrigliceridemia (em geral modesta e resultante de 
baixa atividade da lipase lipoproteica). 
As alterações clássicas são: TSH elevado e níveis baixos de T4 livre (FT4) e T3. De início, 
observa-se apenas elevação do TSH, caracterizando o hipotireoidismo subclínico; a seguir, 
reduzem-se o T4 e, em uma fase posterior, o T3. Pode haver, também, secreção preferencial 
de T3, de modo que, em pelo menos um terço dos hipotireóideos, os níveis de T3 estão 
normais. Por essa razão, diante da suspeita de hipotireoidismo, a dosagem de T3 sérico torna-
se desnecessária, já que a redução de seus níveis séricos sempre sucede a redução de T4. 
O hipotireoidismo central caracteriza-se por níveis séricos de FT4 baixos, enquanto os do TSH 
podem estar normais, baixos ou, até mesmo, um pouco elevados (em geral < 10 mU/ℓ).4,49,50 
Trata-se, contudo, de um TSH com reduzida bioatividade intrínseca, em função do aumento do 
conteúdo de ácido siálico no hormônio. 
O tratamento do hipotireoidismo consiste, em geral, na administração de levotiroxina (L-T4), em 
uma dose única diária. Este tratamento é simples, barato, bem tolerado e bastante eficaz. 
A L-T4 tem meia-vida de cerca de 7 dias e, assim, deve ser administrada em dose única diária. 
Os pacientes devem ser orientados a tomar a medicação em jejum, pela manhã, 30 a 60 
minutos antes do desjejum, visto que alimentação pode reduzir a absorção da medicação. Em 
adultos (16 a 65 anos), a dose diária ideal é de 1,6 a 1,8 μg/kg de peso ideal. 
 
 
 
A resposta ao tratamento do HTP deve ser avaliada pela dosagem do TSH após 6 semanas, 
tempo mínimo ideal para que se observe uma resposta plena do TSH ao tratamento. A 
normalização do FT4 é mais precoce. 
A terapia com L-T4 é muito bem tolerada, desde que monitorada de modo adequado. Doses 
excessivas podem causar hipertireoidismo, enquanto o emprego a longo prazo de doses que 
suprimam o TSH para valores < 0,1 mU/ℓ é um fator de risco para fibrilação atrial (em idosos), 
elevação da pressão arterial, hipertrofia ventricular esquerda e doença miocárdica isquêmica 
(se a idade for > 65 anos). 
A duração do tratamento depende da etiologia da doença. O hipotireoidismo é transitório na 
maioria dos casos de tireoidite granulomatosa (quase 100%), tireoidite silenciosa ou tireoidite 
pós-parto (até 80%). Os quadros secundários à ablação actínica ou cirúrgica muitas vezes são, 
também, autolimitados, mas, caso persistam por mais de 6 meses, tendem a ser definitivos e a 
requerer tratamento por toda a vida. No caso da tireoidite de Hashimoto, o comportamento é 
menos previsível. Estima-se, contudo, que pelo menos 5% dos pacientes reassumem a função 
tireoidiana normal após meses ou anos de tratamento. Mais frequentes, em nossa experiência, 
são os pacientes com doença tireoidiana autoimune que ora se apresentam com 
hipotireoidismo, ora estão hipertireóideos. Para esses casos, a melhor opção de tratamento é a 
ablação com radioiodo.

Mais conteúdos dessa disciplina