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Fabiana Maria Oliveira Baêta- Faculdade Atenas Gliconeogênese Precisamos manter a normoglicemia, por necessidade do cérebro A gliconeogênese é o processo de síntese de glicose ou de glicogênio a partir de precursores não carboidratos Pontos chave e perguntas Qual a importância fisiológica da gliconeogênese? Ela ajuda o organismo a manter níveis de açúcar estáveis no sangue, mesmo na ausência de in- gestão de alimentos que contenham carboidratos e açúcares Quais os tecidos/órgãos que ocorrem? Principalmente no fígado, rim e no intestino não se sabe a contribuição Quando a gliconeogênese ocorre? Durante o jejum. É também estimulada durante exercício prolongado, por uma dieta altamente proteica e sob con- dições de estresse. Localização celular? Citosol e citoplasma Destinos da glicose Gliconeogênese Ocorre em: Animais, plantas, fungos e microrganismos Precursores importantes: Lactato, piruvato, glicerol e aminoácidos Fabiana Maria Oliveira Baêta- Faculdade Atenas Substratos da gliconeogênese LactatoLactatoLactato Durante a glicólise anaeróbia no músculo esquelético, o piruvato é reduzido a lactato pela desidro- genase (LDH) Vem da fermentação do músculo- o ácido lático causa acidose lática PiruvatoPiruvatoPiruvato É gerado no músculo e em outros tecidos periféricos, podendo ser transaminado para alanina, que é devolvida para o fígado na gliconeogênese. Permite que os tecidos não hepáticos liberem a porção amino de aminoácidos para o fígado, a fim de que sejam eliminados na forma de ureia. AminoácidosAminoácidosAminoácidos Os esqueletos de carbono dos aminoácidos podem ser convertidos em oxaloacetato e, subse- quentemente, em piruvato e glicose. Durante o jejum, o catabolismo de proteínas musculares em aminoácidos consiste na principal fon- te de carbono para a manutenção dos níveis de glicose no sangue. GlicerolGlicerolGlicerol Quando os triacilgliceróis são quebrados, o esqueleto de glicerol poderá ser usado como um sub- strato para a gliconeogênese. Vem da degradação de triglicerídeos É necessário sintetizar gliconeogênese entre as refeições, em exercicíos vigorosos, e jejum prolon- gado A insulina tem caráter polipeptídeo Desafio 1 A diabetes mellitus tipo 1 é uma doença autoimune que causa a destruição das células β pancreáticas, as quais são responsáveis pela produção e liberação de insulina na corrente sanguínea. Pacientes portadores dessa doença necessitam de injeções diárias de insulina para prevenir elevações graves de glicose e corpos cetônicos em seu sangue. Isso ocorre porque o paciente é diabético e não realiza de forma correta o uso da insulina, assim, o glucagon (que é catabólico) está em alta, levando à produção de corpos cetônicos. Para aumen- tar o nível de glicose no sangue, a gliconeogênese é acelerada, gerando uma produção de corpos cetônicos acima da capacidade de sua oxidação pelos tecidos extra hepáticos Desafio 2 Imagine que você compõe a equipe de saúde de um hospital quando um homem de 30 anos de idade dá entrada na emergência, desacordado. O paciente apresenta respiração profunda e rápida, desidratação, além de hálito com odor cetônico frutado. Sua equipe realiza testes rápidos de análise da glicemia, os quais apontam que o nível de glicose sanguínea está muito elevada (650 mg/dL), e cons- Fabiana Maria Oliveira Baêta- Faculdade Atenas tata que o paciente está em coma hiperglicêmico. Testes adicionais apontam elevados níveis de cor- pos cetônicos no sangue, além de presença de glicose e corpos cetônicos em amostras de urina. Ao entrevistar a esposa do paciente, constata-se que ele vinha aplicando diariamente doses menores de insulina do que lhe fora recomendado. Considerando o quadro clínico descrito, explique bioquimicamente porque o paciente apresenta níveis elevados de glicose e corpos cetônicos no sangue, e qual sua relação com a gliconeogênese. O glucagon em alta estimula a lipase (degrada TAG); produz acetil-CoA que será utilizado para produzir corpos cetônicos Pontos importantes Os corpos cetônicos aumentam o glucagon Coma hiperglicêmico: aumenta a glicose no sangue, aumenta o soluto, já que sai água da célula para não deixar tão concentrado Glicose na urina (glicosúria): aumenta a glicose no sangue que excedeu a capacidade de reabsor- ção do túbulo renal O álcool impede que a gliconeogênese ocorra normal (em caso de jejum); faz ter um excesso de NADH, assim o fígado não consegue fazer a gliconeogênese Deficiência de B7: complicações de hipoglicemia em jejum; B7 é a coenzima Glicólise e gliconeogênese são vias invertidas? Não são passos iguais e não são vias invertidas Vários passos são compartilhados com a via glicolítica Os três passos irreversíveis são contornados por enzimas diferentes da glicólise Ambos ocorrem no citosol Necessitam de regulação coordenada Enzimas que conseguem fazer reações contrárias: no fígado e no rim Etapas Conversão do piruvato em fosfoenolpiruvato (PEP)Conversão do piruvato em fosfoenolpiruvato (PEP)Conversão do piruvato em fosfoenolpiruvato (PEP) A formação de piruvato à partir de PEP é muito exergônica e não pode ser revertida. Para con- tornar esse passo são necessárias duas reações: Piruvato carboxilase requer biotina (vitamina B7) como coenzima É ativada alostericamente pela Acetil-CoA. Desfosforilação da frutose-1,6-bifosfatoDesfosforilação da frutose-1,6-bifosfatoDesfosforilação da frutose-1,6-bifosfato Fabiana Maria Oliveira Baêta- Faculdade Atenas Desfosforilação da glicose-6-fosfatoDesfosforilação da glicose-6-fosfatoDesfosforilação da glicose-6-fosfato Doença de Von Gierke Causada pela deficiência de glicose-6-fosfatase (G6Pase) Deficiência da glicose-6-fosfatase: causa grave hipoglicemia de jejum Enzimas importantes para a gliconeogênese Glicose-6-fosfatase Frutose-1,6-bifosfatase PEP-carboxiquinase Piruvato-carboxilase