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– – – – – – – – – – ATITUDE Texto => Atitude e Mudança de Atitude: Influência nos Pensamentos e nos Sentimentos ATITUDE: CONCEITO ATITUDE: Uma reação favorável ou desfavorável em relação a algo ou alguém (com frequência enraizada em nossas crenças e exibida em nossos sentimentos e comportamento pretendido). Quando os psicólogos sociais falam sobre a atitude de alguém, eles se referem a crenças e sentimentos relacionados a uma pessoa ou a um fato e a consequente tendência de comportamento. Consideradas em conjunto, reações avaliativas favoráveis ou desfavoráveis a alguma coisa – muitas vezes enraizadas em crenças e exibidas em sentimentos e inclinações para agir – definem a atitude de uma pessoa Atitude = Crença ou sentimento favorável ou desfavorável a alguma pessoa ou coisa ou alguma situação São sentimentos pró ou contra pessoas e coisas com quem entramos em contato Atitudes são compostas por pensamentos, sentimentos e intenções (neste caso, intenção de se comportar de uma certa maneira). A atitude é um sistema de crenças e valores de um indivíduo ou de um grupo que determina predisposições de comportamentos. Atitude: crenças e sentimentos que predispõem nossas reações a objetos, pessoas e eventos. Se acreditamos que alguém não presta, podemos sentir aversão pela pessoa e agir com hostilidade. "ATITUDE é uma organização de crenças e cognições em geral, dotada de carga afetiva pró ou contra um objeto social definido, que predispõe a uma ação coerente com as cognições e afetos relativos a este objeto. Atitude e Comportamento Atitude —> pensamento; sentimento Comportamento —> ação; linguagem Comportamento manifesto —> atitude manifestada OS TRÊS COMPONENTES DAS ATITUDES: ABC das atitudes: afeto (sentimentos e emoções), tendência de comportamento (behavior tendency) e cognição (pensamentos). Componente cognitivo (pensamentos): Este componente é uma avaliação, baseada nas crenças e opiniões dos indivíduos acerca de determinado assunto. Componente Comportamental: O componente de comportamento da atitude é uma intenção de se comportar de uma forma específica, é uma intenção de praticar alguma ação, desencadeada, quase sempre, pelo que se acredita (componente cognitivo) e pelo que se sente (componente afetivo) a respeito de um fato ou pessoa. As atitudes são preditivas do comportamento? Nem sempre a atitude é preditiva do comportamento. As pessoas falavam uma coisa, apresentavam uma atitude sobre determinada coisa e na situação real faziam outra coisa As pessoas não fazem o que dizem Algumas vezes, a atitude é anterior ao comportamento. Em outras, o comportamento dá origem a uma atitude. O que se sabe é que as atitudes podem ajudar a prever comportamentos. E este é o intuito de quem tem interesse em conhecer as atitudes das pessoas: prever o comportamento futuro. – – – – – Uma pessoa pode ter uma atitude racista, mas não um comportamento racista Atitudes envolvem o que as pessoas pensam, sentem, e como elas gostariam de se comportar em relação a um objeto social, já o comportamento não é apenas determinado pelo o que as pessoas gostariam de fazer, mas também pelo o que elas pensam que devem fazer (normas sociais), pelo o que elas geralmente têm feito (hábitos), e pelos resultados esperados do seu comportamento (consequência). QUANDO AS ATITUDES PREDIZEM O COMPORTAMENTO Nossas atitudes predizem nosso comportamento quando essas outras influências sobre o que dizemos e fazemos são mínimas, quando a atitude é específica ao comportamento e quando a atitude é potente. Já vimos que as expectativas que outras pessoas têm sobre nós são um dos fatores que podem influenciar nossos comportamentos. Expectativas de pais, professores, parceiros, chefes... mas mesmo nas situações sociais em que essas expectativas operam sobre nossas ações, existem outras variáveis influenciando nossos modos de agir. Para a psicologia social, nossas atitudes, que são nossas crenças e sentimentos, fazem parte desse mix de variáveis que determinam o que fazemos. Atitudes são disposições para agir de uma forma ou de outra, e essas disposições são constituídas por nossas crenças e nossos sentimentos em relação ao mundo social à nossa volta. Por exemplo, se eu acredito que uma determinada pessoa é ameaçadora posso me sentir desconfortável diante dela, e portanto, agir de forma não amigável. Nota-se que a atitude formada pela crença e pelo sentimento orientou meu modo de agir. Existem três condições que podem favorecer ou inibir a influência das atitudes sobre os comportamentos: Influências externas: Existem situações em que nossas ações são limitados por pressões externas / sociais. Por exemplo, é mais difícil que alguém furte produtos em um supermercado se a pessoa perceber que existem câmeras filmando o ambiente. De forma semelhante, se eu não gosto do meu vizinho mas sei que outras pessoas em nosso entorno gostam, posso trata-o com gentileza para ficar bem com essas pessoas. Percebe- se que a ligação entre nossas atitudes e nossos comportamentos pode ser comprometida por influências externas A pressão social acaba moldando a atitude da pessoa Atitudes específicas: As atitudes específicas costumam corresponder mais as práticas das pessoas. Por exemplo, se alguém se considera um bom pagador provavelmente seu históricos de pagamentos é impecável, se alguém se considera comprometido com a filosofia da reciclagem de lixo e resíduos provavelmente o lixo de sua residência é separado adequadamente, e se alguém se considera um bom corredor de final de tarde – – – – – – – – – – separado adequadamente, e se alguém se considera um bom corredor de final de tarde provavelmente suas corridas são mesmo frequentes. Quanto mais específica a atitude, mais provavelmente ela corresponderá a um comportamento Atitudes Específicas: A teoria do comportamento planejado defende que podemos esperar que apenas as atitudes específicas em relação ao comportamento em questão possam prevê-lo. Atitudes específicas permitem prever comportamentos específicos; atitudes em relação a temas mais gerais apenas permitem identificar possíveis comportamentos gerais. QUANDO AS ATITUDES SÃO POTENTES Atitudes Conscientes: Para que as nossas atitudes guiem nossos comportamentos precisamos parar para considerá-las, senti-las (refleti-las). Então, quando estamos autoconscientes e nos damos conta de como nos sentimos agimos de maneira que é mais fiel às nossas convicções, crenças. Por isso, atitudes que resultam de experiências significativas, como sentir gratidão por alguém que nos deu uma grande ajuda são atitudes que lembramos com mais frequência, e portanto, elas influenciam mais as nossas ações. TRAZER ATITUDE À CONSCIÊNCIA: nossas atitudes se tornam potentes se pensarmos sobre elas. Pessoas autoconscientes geralmente estão em contato com suas próprias atitudes; fazer as pessoas se conscientizarem de si mesmas dessa forma promove a coerência entre palavras e atos FORJANDO ATITUDES FORTES POR MEIO DA EXPERIÊNCIA: as atitudes que melhor predizem o comportamento são acessíveis (facilmente trazidas ao pensamento), bem como estáveis; e quando atitudes são forjadas pela experiência, não apenas por boatos, elas são mais acessíveis, mais duradouras e mais tendentes a guiar ações.; Logo, uma atitude influenciará de maneira mais forte o nosso comportamento se as pressões externas forem mínimas, a atitude mais específica e menos abrangente, e se atitude for mais consciente, e portanto, mais potente (mais presente em nossa mente). Sobre essas três circunstâncias nossas ações refletem melhor nossas crenças e sentimentos As atitudes influenciam os comportamentos = Nossas crenças e sentimentos orientam nossas ações Em que medida as atitudes predizem o comportamento? A resposta: nossas expressões de atitudes e nossos comportamentos estão sujeitos a muitas influências. Nossas atitudes predirão nosso comportamento (1) se essas "outras influências" forem minimizadas,(2) se a atitude corresponder muito bem ao comportamento previsto (como em estudos de votação) e (3) se a atitude for potente (porque algo nos lembre dela ou porque a adquirimos por experiência direta). Sob essas condições, o que pensamos e sentimos prediz o que fazemos. As atitudes influenciarem o comportamento Os comportamentos influenciam as atitudes Primeiro você se comporta e depois você pensa a sua atitude em relação ao comportamento (eu gosto disso, eu não gosto disso, isso é bom, isso é ruim…) Primeiro você se comporta depois você desenvolve uma atitude, uma crença em relação ao comportamento QUANDO O COMPORTAMENTO AFETA AS ATITUDES? É verdade que às vezes defendemos o que acreditamos. Mas também é verdade que passamos a acreditar naquilo que defendemos. “AS ATITUDES SEGUEM O COMPORTAMENTO” DESEMPENHO DE PAPÉIS (ROLE PLAY) Nossas crenças e sentimentos orientam nossas ações. Já vimos isso. Mas será que o oposto também pode ocorrer? Nossas ações podem transformar nossas crenças e sentimentos? Em poucas palavras: podemos virar aquilo que fazemos? Uma das maiores lições da psicologia social é a de que somos capazes de modificar o que acreditamos e sentimos a partir de nossos comportamentos, ou seja, o que fazemos é capaz de alterar o que somos. Então, quando adentramos ambientes que são novos para nós, e agimos de acordo com novas regras, inicialmente podemos nos sentir artificias, mas nosso desconforto dificilmente durará por muito tempo. Lembre como foi seu primeiro dia em um emprego novo, em uma escola nova, ou na faculdade. Aquela primeira semana deveria ter sido um pouco desconfortável, afinal você estava em uma situação social nova e tentava valentemente agir de forma natural. Mas quando estamos em novas situações nossas falas e ações não parecem naturais para nós, até que um dia como em um passe de mágica nosso desconforto desaparece, nada mais soa forçado e nosso novo papel nos cabe perfeitamente A palavra papel é tomada do teatro e, como no teatro, refere-se às ações esperadas daqueles que ocupam uma determinada posição social. Ao desempenhar novos papéis sociais, podemos inicialmente nos sentires falsos. Mas nosso desconforto raramente perdura. Papel = um conjunto de normas que define como as pessoas em uma dada posição social devem se comportar A influência do papel sobre a atitude Papel social é um conjunto de ações recomendadas, esperadas daqueles que ocupam uma posição social determinada. – – – – ● ● ● ● ● ● posição social determinada. Quando assumimos um novo papel – estudante, novo emprego, etc. – seguimos as prescrições sociais. Inicialmente os comportamentos parecem falsos (quando alguém se casa, no início, parece que apenas brinca de casinha) mas depois se tornam naturais. O que começou como uma representação se torna você. O FENÔMENO PÉ NA PORTA Experimentos sugerem que se você quer que as pessoas lhe façam um grande favor, uma estratégia efetiva é pedir-lhes primeiro um pequeno favor. A tendência de que as pessoas que primeiro concordaram com um pequeno favor concordarão posteriormente com um pedido maior. O efeito pé-na-porta é uma técnica de manipulação social que induz as pessoas a prestarem grandes favores a partir de favores mais simples O primeiro favor, que é tão pequeno, sem esforço, é percebido pela pessoa como algo que ela fez voluntariamente, e quando percebemos nossos atos como voluntários, autênticos, como atos nossos passamos a acreditar neles e torna-se mais fácil comprometer-se com um ato mais exigente A técnica da bola baixa, por sua vez, consiste em oferecer um acordo bastante vantajoso para o consumidor, e depois que ele aceita o acordo e a venda está quase concluída, as vantagens oferecidas são removidas. Como o cliente já havia aceitado a compra, ele se sente inclinado a prosseguir. Quando o comportamento afeta as atitudes? A relação atitude-ação também funciona na direção inversa: somos propensos não somente a pensar para agir, mas também a agir para pensar de uma determinada maneira. Quando agimos, ampliamos a ideia subjacente ao que fizemos, especialmente quando nos sentimos responsáveis por ela. Muitas correntes de evidências convergem sobre esse princípio. As ações prescritas pelos papéis sociais moldam as atitudes dos que desempenham esses papéis. A pesquisa sobre o fenômeno pé na porta revela que executar um pequeno ato torna as pessoas mais dispostas a executarem outro maior posteriormente. As ações também afetam nossas atitudes morais: tendemos a justificar aquilo que fizemos, mesmo que seja maléfico, como certo. Quando as pessoas são induzidas a agir contra suas atitudes ou violar seus padrões morais, acabam racionalizando seu comportamento, persuadindo-se de que havia justificativa para fazerem o que fizeram. Atos nocivos moldam o self, mas, felizmente, atos morais também. Nosso caráter se reflete no que fazemos quando pensamos que ninguém está vendo. Comportamento positivo promove o apreço pela pessoa.; ● ● – – – – – – – – – – – – – – Comportamento negativo promove desafeição pela pessoa De modo semelhante, nossos comportamentos raciais e políticos moldam nossa consciência social: não somente defendemos o que acreditamos, também acreditamos no que defendemos. POR QUE O COMPORTAMENTO AFETA AS ATITUDES? A teoria da autoapresentação presume que, por razões estratégicas, expressamos atitudes que nos fazem parecer consistentes. A teoria da dissonância cognitiva presume que para reduzir o desconforto, justificamos nossas ações para nós mesmos. A teoria da autopercepção presume que nossas ações são autorreveladoras (quando não temos certeza sobre nossos sentimentos ou crenças, observamos nosso comportamento, como qualquer outra pessoa faria). Duas hipóteses que explicar porque que comportamentos afetam nossas atitudes Autoapresentação Dissonância Cognitiva AUTOAPRESENTAÇÃO: MANEJO DE IMPRESSÕES O conceito da auto apresentação se refere a querermos apresentar uma imagem favorável tanto para um público externo (outras pessoas) como para um público interno (nós mesmos). Autoapresentaçao = o self não é só como eu me vejo, mas também como eu ago, como eu me apresento socialmente Nós nos importamos / preocupamos com que os outros pensam de nós mesmos Nos esforçamos para nos autoapresentar de forma positiva e sermos bem avaliados pelos outros Eu me planejo para ser bem visto pelos outros a minha volta Como a gente quer ser visto. Então a gente passa a agir dentro da expectativa que o outro tem sobre nós mesmos Lógica de interação Nem sempre o comportamento é determinado pelo o que as pessoas gostariam de fazer, mas muitas vezes, pelo o que elas acreditam que devam fazer para agradar os outros e apresentar imagem positiva de si para os outros Entendemos que causar uma boa impressão é um modo de obter recompensas sociais e materiais, sentirmo-nos melhores a nosso próprio respeito e até mesmo nos tornarmos mais seguros de nossas identidades sociais O comportamento afetam as atitudes? Eu me comporto e depois eu formulo uma crença sobre o meu comportamento. – – Da mesma forma que eu tento explicar o comportamento do outro eu tento explicar o meu comportamento. Eu posso desenvolver uma crença do meu comportamento depois de eu me comportar. A atitude pode vir depois, da mesma forma que a minha explicação, a minha concepção sobre a atitude do outro vem depois dele se comportar Eu desenvolvo, estruturo uma crença / atitude minha em relação aquela tarefa O comportamento pode afetar sim a minha atitude Nós temos nosso próprio autoconceito mas nós nos preocupamos com que os outros pensam da gente O conceito de autoapresentação pode nos ajudar a entender porque nosso comportamento afeta a nossa atitude Eu quero que as pessoas me percebam como alguém coerente então eu passo agir de maneira coerente Alguém formule uma atitude a posteriori para gerenciar bem a sua autoapresentação Dissonância cognitiva é um estado de desconfortoemocional causado pela percepção de que certos conteúdos mentais – opiniões, comportamentos, crenças – estão em contradição. DISSONÂNCIA COGNITIVA Muitas vezes, há uma contradição entre atitude e ação; e uma forma de contornar isso é mudando, ou a atitude ou o comportamento. Esta contradição entre atitude e comportamento é chamada dissonância cognitiva — uma incompatibilidade entre o que se defende e o que se faz. Ou ainda, entre duas atitudes contraditórias. Este é um problema que todos nós enfrentamos e tentamos combater, pois é uma posição que causa desconforto e ansiedade. Nós buscamos estabilidade e consistência nas nossas atitudes e nos nossos comportamentos e a dissonância cognitiva provoca exatamente o contrário. Ao se deparar com uma dissonância cognitiva, além de alterar atitudes e/ou comportamentos, outra alternativa para reduzir o desconforto percebido é racionalizar. Por que o comportamento afeta as attitudes? Três teorias concorrentes explicam por que nossas ações afetam nossas descrições de atitudes. A teoria da autoapresentação presume que as pessoas, especialmente aquelas que automonitoram seu comportamento esperando criar boas impressões, adaptarão suas descrições de atitude para que elas pareçam compatíveis com suas ações. As evidências disponíveis confirmam que as pessoas ajustam suas declarações de atitudes por se preocuparem com o que as outras pessoas vão pensar. Mas elas também mostram que alguma mudança genuína de atitude ocorre. Duas dessas teorias propõem que nossas ações desencadeiam mudança genuína de atitude. Quando você age de forma contraditória com suas crenças ou tem dois pensamentos – – – – conflitantes, você pode viver a dissonância cognitiva. Ela é desagradável e te leva ao impulso de buscar justificativas para o que aconteceu (de preferência, te favorecendo). A teoria da dissonância explica essa mudança de atitude presumindo que sentimos tensão depois de agir contrariamente a nossas atitudes ou tomando decisões difíceis. Para reduzir essa excitação, justificamos internamente nosso comportamento. Dois modos de explicar por que nossas ações afetam genuinamente nossas atitudes: (1) a suposição da teoria da dissonância de que justificamos nosso comportamento para reduzir nosso desconforto interno e; (2) a suposição da teoria da autopercepção de que observamos nosso comportamento e fazemos inferências razoáveis sobre nossas atitudes, muito como observamos outras pessoas e inferimos as atitudes delas. William James Auto percepção = observar meu comportamento e dar um sentido para ele Eu crio as minhas interpretações Por quê as ações afetam as atitudes? Uma explicação é que nos sentimos motivados a justificar nossas ações. Quando estamos conscientes de que nossas ações e atitudes não coincidem, experimentamos tensão, o que é chamado de dissonância cognitiva. – – – – – – – – – – ● – – – – – – – – – Teoria da dissonância cognitiva (Leon Festinger): o alívio da tensão vem, muitas vezes, quando as pessoas ajustam suas atitudes às ações. Quanto menos coagidos e mais responsáveis nos sentimos por um ato desconcertante, mais dissonância experimentamos. Quanto mais dissonância temos, mais motivados somos a encontrar coerência. Todo comportamento tem múltiplas influências, ao mesmo tempo está operando a dissonância cognitiva e o gerenciamento da autoapresentação PRECONCEITO Preconceito = É a Atitude hostil ou negativa com relação a um determinado grupo ou pessoa Preconceito: atitude negativa dirigida a um grupo, com base em uma característica desse grupo. Nem sempre a preconceito é preditiva do comportamento = Pode haver discriminação sem o preconceito e esteriótipos que não desembocam necessariamente um comportamento de discriminação Esteriótipos = Conjunto de características atribuídas ao grupo, portanto ao indivíduo representante desse grupo Crenças sobre características pessoais que atribuímos aos indivíduos ou grupos Os esteriótipos se caracterizam por crenças sobre características, atributos e comportamentos que consideramos fora do padrão, diferente do coletivo / da maioria O esteriótipo é uma atribuição de crenças que se faz a grupos ou pessoas Na base dos esteriótipos está um processo de categorização = classificar as pessoas em grupos Pesquisas recentes mostram como os estereótipos que estão na base do preconceito são um subproduto do nosso pensamento - nossas maneiras de simplificar o mundo. Agrupar pessoas em categorias exagera a uniformidade interna de um grupo e as diferenças entre grupos. Rotulação = Atribuição de um rótulo q uma pessoa ou grupo Construção social de um estereotipo Esteriótipos = Características negativas atribuídas a um grupo = Sentido negativo Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos. Discriminação = Diz respeito ao Comportamento, é um comportamento discriminatório Discriminação: uma ação negativa dirigida a um membro de um grupo Discriminação comportamento que se caracteriza pelo tratamento de indivíduos ou grupos com base no desprezo e humilhação Ser condescendente é um comportamento / discriminação que pode nascer de algum esteriótipo? Sim Ex: Mulheres e pessoas negras – – – – – – – – – – – – – – – Esteriótipo - Crenças Discriminação - acão comportamental Preconceito - Atitude sempre negativa Esse tema se tornou importante pra psicologia, pra sociedade, para a política Globalização trouxe esse tema de maneira muito forte, de forma global, pois a globalização trouxe um multiculturalismo (o encontro dos diferentes) = Globalização foi caracterizada por um fluxo muito grande de migração e de um encontro de culturas diferentes Preconceito sútil e explícito Atitudes Duais (dupla atitude) = Atitude implícita (automáticas) e explícita (conscientes) Atitudes Explícitas = Atitudes que conscientemente reconhecemos e facilmente descrevemos. Atitudes Implícitas = Atitudes involuntárias, incontroláveis e até in-conscientes. Explícitas: Atitudes que conscientemente endossamos e que podemos facilmente descrever = Controle consciente = Comportamento planejado, não é impulsivo = Atitude que aparece sem emoção = Parte do cérebro relacionada ao comportamento planejado, o neocórtex Implícitas: Atitudes que são involuntárias, incontroláveis e, algumas vezes, inconscientes = As partes do cérebro que se são mais primitivas (fator ego), estruturas que são relacionadas ao comportamento mais primitivo, instintivo, emocional, impulsivo As atitudes implícitas estão enraizadas nas experiências de infância, enquanto as atitudes explícitas, nas experiências recentes Exemplo: Atitudes Explícitas: todas as etnias são iguais e abomina todas as formas de preconceitos. Atitudes Implícitas: em meio de pessoas negras pode surgir sentimentos negativos desencadeados automaticamente por ter crescido em cultura com muitos estereótipos negativos. Origens sociais do preconceito Socialização Sociedade como realidade objetiva = consciência objetiva Sociedade como realidade subjetiva = interiorização = consciência subjetiva Temos nossas crenças sobre o mundo e o mundo objetivamente como ele é A consciência coletiva é maior que a consciência individual = exerce maior coerção Fatores de Personalidade: algumas pessoas, em função do tipo de educação recebida, estão mais propensas tornarem-se preconceituosas Aprendizagem social: enfatiza que estereótipos e preconceitos fazem parte de um pacote de normas sociais, sendo um conjunto de crenças de uma dada comunidade acerca dos comportamentos tidos como socialmente corretos, aceitáveis e permitidos. – – – – – – – – – – – – – – – – Causas sociais do preconceito: a idéia de que o preconceito é criado e mantido por forças sociais e culturais. Aprendizagem social: enfatiza que estereótipos e preconceitos fazem parte de um pacote de normas sociais, sendo um conjunto de crenças de uma dada comunidade acerca dos comportamentos tidos como socialmente corretos, aceitáveis e permitidos.Conformidade De tanto perceberem e viverem relações de desigualdade entre grupos, as pessoas passam a considerar tais tratamentos diferenciados como naturais. Conformam-se com a situação reinante de forma a ceder à pressão social para sermos aceitos e não sofrermos as punições ou por realmente acreditarmos nas diferenças. Passamos a entender que as atitudes preconceituosas fazem parte do jogo social. Atitudes implícitas estão mais enraizadas nas experiências de infância, enquanto as explícitas, nas experiências recentes. O preconceito implícito é mais difícil de ser modificado, pois está relacionado a nossa infância Embora as atitudes explícitas possam mudam drasticamente com a educação Socialização primária = Constrói crenças de difícil modificação Fenômeno que se dá na infância (é aqui que a gente de torna civilizado, membro da sociedade) Imprimida na família As crenças estruturadas na socialização primária, sobre o mundo, sobre nós e sobre os outros são crenças muito poderosas e muito carregadas de afeto Ainda que contrariada posteriormente, em muitos aspectos, pela Socialização secundária Muitas crenças estruturadas na socialização primária entram em choque com a socialização secundária, produzindo um conflito, mas não necessariamente uma mudança A função dos esteriótipos é produzir uma interpretação rápida É em si um meio para simplificar e agilizar nossa visão do mundo, uma forma de aliviar a sobrecarga de informações que recebemos diariamente. Serve para poupar o cerebro de gastos desnecessários de energia e tempo cognitivos. O estereótipo reduz a necessidade de atencão e processamento de informação do indivíduo. Assim, o indivíduo economiza energia e pode estar atento a outras questões na interação. Preconceito moderno Mudança na forma do preconceito = O preconceito está ficando mais sútil Preconceito oculto, implícito = Existe uma vigilância social muito maior, um constrangimento muito maior à emitir diretamente uma opinião que coloca o individuo sobre alto risco de cancelamento – – – – – – – – – – – – – – – – – Origens do preconceito A situação social gera e mantém o preconceito de várias maneiras. Um grupo que goza de superioridade social e econômica muitas vezes utilizará as crenças preconceituosas para justificar sua posição privilegiada. O preconceito vem do status desigual Status social = estratificação social = status superior e inferior As crianças também são criadas de maneiras que promovem ou reduzem o preconceito. A família, as comunidades religiosas e a sociedade em geral podem sustentar ou reduzir preconceitos. A influência da socialização familiar aparece nos preconceitos das crianças As instituições sociais (governos, escolas, meios de comunicação) também sustentam o preconceito, às vezes, por meio de políticas explícitas e outras vezes, por inércia involuntária. O preconceito tem várias fontes. Pode surgir de diferenças de status social e dos desejos das pessoas de justificar e manter essas diferenças. Também pode ser aprendido com nossos pais ao aprendermos sobre as diferenças importantes entre as pessoas. Nossas instituições sociais também podem funcionar para manter e sustentar o preconceito. Consideremos, inicialmente, como o preconceito pode funcionar para defender a autoestima e a posição social. Legitimação = Construção social da realidade (A sociedade é uma realidade construída é mantida por nós dia a dia) Qual é a relação do preconceito com legitimação de uma estratificação social, de uma relação superior e inferior? O preconceito exerce a função de uma legitimação Preconceito é linguagem, é linguagem que a gente constrói A linguagem na construção social da realidade é tudo, a linguagem objetiva a realidade = A linguagem diz o que existe e o que não existe no mundo Identidade Social Identidade coletiva = autodefinição a partir de um grupo Aspecto do autoconceito relacionado a "nós"; a parte de nossa resposta à pergunta "quem sou eu?" que vem de nosso pertencimento a grupos. Um grupo se torna atrativo pra mim quando ele pode prestar para mim uma função de elevar meu status em uma determinada sociedade Identidade Social A identidade "nos caracteriza como grupo e nos distingue de outros" e apresenta três componentes básicos: a percepção de fazer parte de um grupo social (consciente e cognitivo); a avaliação da importância de pertencer a este grupo; o sentimento relativo a esse pertencimento, que pode variar, por exemplo, de vergonha a – – – – – – – – – – orgulho Na civilização tudo é ação planejada Processo de Legitimação A Legitimação legítima a realidade social (realidade socialmente construída) A legitimação legítima uma estratificação social = A relação entre o superior e o inferior GOSTAR DO ENDOGRUPO INCENTIVA NECESSARIAMENTE DESGOSTAR DO EXOGRUPO? Sim Quanto mais eu me arraio ao meu endogrupo mais eu crio uma intolerância com meu exogrupo O endogrupo define a minha identidade social, o que eu sou Os predicados positivos que pertencer a esse endogrupo garantem pra mim viés endogrupal = A tendência a favorecer seu próprio grupo. "Há uma tendência a definir o próprio grupo de forma positiva, a avaliar a si mesmo positivamente. endogrupo = "Nós" - grupo de pessoas que compartilham um sentimento de pertencimento, um sentimento de identidade comum. exogrupo = "Eles" - grupo que as pessoas percebem como distintamente diferentes ou afastadas do seu endogrupo. O endogrupo constituído por pessoas com as quais o individuo se identifica, e exogrupo pessoas de um outro grupo com as quais a pessoa não se identifica. Endogrupo está relacionado a um grupo de pessoas, onde seus membros estão ligados a sentimentos e caráter identitário de pertencimento ao grupo. Nesse sentido, os mesmos excluem as pessoas externas a esse grupo. É um grupo ao qual as pessoas se sentem ligadas. A diferenciação entre endogrupo e exogrupo não apenas contribui para a promoção do preconceito, como também é um elemento decisivo na eclosão de comportamentos discriminatórios. As pessoas tendem a se identificar com os grupos aos quais pertencem, incorporando-os ao seu auto-conceito. Desta forma, elas geralmente avaliam o próprio grupo de uma forma mais positiva, aderindo a uma estratégia que favorece à preservação do auto- conceito. Esta avaliação positiva do próprio grupo é correlata à avaliação negativa dos grupos externos. Esse viés na avaliação do endogrupo e do exogrupo parece ser um componente fundamental na constituição da identidade social e tende a se manifestar quando ocorre qualquer diferenciação, por mínima que seja, entre o endogrupo e o exogrupo. A explicação para este fenômeno assenta-se na suposição de que as pessoas em geral mantém contatos bem mais intensos com os membros do próprio grupo, o que faz com que desenvolvam uma visão bem – – – – – – – – – – mais complexa a respeito dos que grupos em que transitam do que sobre os grupos externos. Assim, quando é requerido um julgamento de uma situação em que estejam envolvidos membros dos próprio grupo, ele tende a ser bem mais moderado, pois as informações novas porventura presentes são consideradas apenas após uma cuidadosa comparação com os aspectos positivos e negativos do comportamento inerentes aos membros do próprio grupo. No caso dos grupos externos, os contatos são bem mais reduzidos e, conseqüentemente, a representação disponível sobre o grupo ou sobre os membros do grupo tende a ser menos complexa, o que propicia a formulação de julgamentos mais extremados. Nesse caso, as informações novas exercem um efeito bem mais poderoso, uma vez que as informações anteriores a respeito do grupo externo são menos circunstanciadas e a avaliação tende a ser realizada de acordo com a representação estereotipada que se possui do exogrupo. se algo indesejado ou negativamente avaliado ocorre, as pessoas tendem a apontar os grupos externos como a causa destas dificuldades; as pessoas tendem a avaliar as pessoasde seu grupo de uma forma bem positiva do que àquelas que pertencem aos grupos externos; Fenômeno no mundo contemporâneo que releva essa relação do endogrupo e exogrupo = Polarização Conflito civilizatório = Sociedade tradicional X Sociedade Pós-tradicional X Sociedade Anti- tradicional Personalidade Autoritária Escola de Frankfort = Freudomarxistas (Adorno) Adorno = a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita. Personalidade autoritária: Uma personalidade que tende a favorecer a obediência à autoridade e a intolerância com exogrupos e grupos de status inferior Conceito de Repressão de Freud Sociedade repressora = privava a liberdade individual (sexual) Obediência a autoridade Sempre que um autoridade exige a renúncia instintual, a renúncia ao prazer = É projetado um instinto, pulsão de morte para essa autoridade = Privação do prazer A autoridade reprime o prazer instintual – – – – – – – – – ● ● – A pulsão de morte precisa ir em alguma direção A pulsão de morte precisa ser redirecionada para algum outro grupo Esse ódio e pulsão de morte é direcionado ao exogrupo Fatores Motivacionais do preconceito Bode Expiatório: indivíduos quando frustrados ou infelizes, tendem a deslocar sua agressividade para grupos visíveis, relativamente sem poder, e por quem nutrem sentimentos de repulsa. Transferência dos sentimentos de raiva ou de inadequação para um objeto, pessoa ou grupo externo, colocando nele a culpa do fracasso ou frustração. Normalmente a escolha do bode expiatório se dá em consequência de sentimentos a priori negativos com relação ao objeto, pessoa ou grupo escolhido. Teoria do conflito grupal realista = Teoria de que o preconceito surge da competição entre os grupos por recursos escassos. O preconceito está ligado a mecanismos de sobrevivência, inerentes à historia da humanidade e com função protetora ao grupo que pertencemos, sendo o preconceito aprendido A competicão é um dos caminhos que mais facilmente conduzem à formação de estereótipos, preconceitos e atos discriminatórios. Conflito grupal realista: devido a objetivos conflitivos, desencadearão tentativas de depreciar o grupo adversário, inclusive através de estimulação de crenças preconceituosas. QUAIS AS ORIGENS MOTIVACIONAIS DO PRECONCEITO? As motivações das pessoas afetam o preconceito. A frustração gera hostilidade, que as pessoas, às vezes, descarregam em bodes expiatórios e outras vezes expressam mais diretamente contra grupos concorrentes. As pessoas também são motivadas a considerar a si e a seus grupos como superiores aos demais. Mesmo a participação em grupos triviais leva as pessoas a favorecerem seu grupo em detrimento dos outros. Uma ameaça à autoimagem aumenta esse favoritismo endogrupal, assim como a necessidade de pertencer. Sociedade altamente judicializada = Judialização da Sociedade = É a sociedade no qual tudo se judicializa, ou seja, tudo vai para a justiça