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Sumário
LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO DE GENÊRO VARIADOS E
RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS ......................................................... 2
QUESTÕES ................................................................................................................. 6
DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL E DOMINÍNIO DOS MECANISMO DE COESÃO
TEXTUAL ..................................................................................................................................... 37
QUESTÕES ................................................................................................................. 58
DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DE PERÍODO E DA REESCRITA DE FRASES
E PARÁGRAFOS (PARTI 1) ......................................................................................................... 60
QUESTÕES .............................................................................................. 74
DOMÍNIO DA ESTRUTUTRA MORFOSSINTÁTICA DE PERÍODO E REESCRITA DE FRASES E
PARÁGRAFOS (PARTE 2). ......................................................................................................... 83
QUESTÕES ............................................................................................... 95
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LÍNGUA PORTUGUESA
Os níveis de compreensão
Embora sejam palavras parecidas, visto que o
dicionário as apresenta como sinônimos,
entender e compreender não são as mesmas
coisas.
Entre suas diferenças fundamentais, está o fato
de que as pessoas podem (e costumam)
entender um texto, mas não o compreender.
Por exemplo, ao ler uma notícia, o leitor pode ser
capaz de reproduzir as informações que lá
estão, mas não ser capaz de compreender suas
implicações.
Veja bem: Ao estudar física, você pode estudar
uma fórmula, saber replicá-la, mas não ser
capaz de identificar os elementos e forças que lá
estão representados, bem como explicar a
interação (destes elementos) proposta pelos
cálculos.
Ex.1:
E = 〖MC〗^2
Sem ao menos compreender o que cada letra
representa, é possível reproduzir a equação.
Assim sendo, compreender a mensagem tende
a ser uma diferença crucial entre o sucesso e o
fracasso.
Logo, temos que o entendimento da mensagem
é apenas o primeiro dos muitos níveis de
compreensão que podemos depreender de um
mesmo texto. Por assim dizer, entender nada
mais é que ―o conhecimento do código‖; ―ser
capaz de ler‖.
Por sua vez, a compreensão parte de um nível
mais profundo que o puro entendimento. Além
de replicar as informações, é interpretar; ser
capaz de deduzir ―o que o autor quis dizer‖; ―o
que o texto diz‖; ―as entrelinhas‖.
Conceitos iniciais:
Língua, linguagem e comunicação
Língua: É o conjunto de elementos regrados; a
norma; o que rege o idioma;
Linguagem: É a capacidade que o homem tem
de estabelecer comunicação;
Comunicação: É a interação em si;
Em qualquer comunidade, o ato de se
comunicar com outros indivíduos é
autoexplicativo e suficiente em si mesmo.
Comunicamo-nos porque vivemos em sociedade.
Ou seja, porque é preciso! No entanto, para que nos
comuniquemos, precisamos criar textos.
Temos que ―texto‖ é todo e qualquer enunciado que
constitua comunicação.
Esses, por sua vez, precisam ser codificados.
Explica-se: Visto que o homem é desprovido de
capacidades telepáticas, não há como transmitir
informação a outro ser/pessoa, se não por meio dos
textos. Tais intermediários do processo
comunicativo são fundamentais ao próprio.
Por sua vez, a informação, enquanto ideia primitiva
e objetivo da compreensão final, é intima ao locutor.
Isto é, não adianta ―querer dizer‖ e, por descuido ou
incapacidade, o texto impossibilitar o interlocutor de
compreender devidamente o que se objetivou
transmitir.
No mais, o locutor não pode ser responsabilizado
completamente pela incompreensão da
informação. É necessário que o locutor disponha de
―bagagem‖ suficiente para compreender além de
entender, bem como que fatores externos não
prejudiquem ou impossibilitem o processo.
Comunicar-se exige, além do conhecimento mútuo
do código e acesso ao meio onde a informação se
propaga, que os colocutores se esforcem para
reconhecer o contexto e interpretar os significados
pretendidos.
Isso é: Não é porque determinada interpretação é
possível, que ela é obrigatoriamente a correta. Por
mais que o emissor possa não ter se expressado da
maneira mais eficiente possível, o receptor não pode
escolher o que vai entender por comodismo.
Então, temos que uma conversa é um processo
onde os envolvidos tentam se fazer entender, bem
como compreender um ao outro.
Signo linguístico:
O signo linguístico é a unidade básica do processo
comunicativo. Em suma, ele é uma composição
artificial, formada a partir da associação entre
significados e significantes.
Significado: É o pensamento; o que se deseja
representar;
Significante: É a forma codificada da informação; da
mensagem.
Processo comunicativo:
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É a transmissão de informação ocorrida pela
interação entre dois ou mais seres.
Faz-se necessário lembrar que o homem não
é o único ser capaz de estabelecer
comunicação, bem como o processo
comunicativo não é restrito a forma alguma de
transmissão.
Historicamente, a domesticação do lobo
selvagem ocorreu devido a facilidade em
estabelecer comandos simples entre as
espécies, proporcionando uma maior eficiência
ao caçador em sua busca por alimento, como
também melhores chances de sobrevivência ao
animal.
Ao longo das eras, os lobos mais adaptados
ao convívio humano e, por assim dizer, os
mais hábeis em dialogar com os homens
foram importados para a convivência humana.
Dito isto, analisemos o processo:
O emissor precisa codificar a informação em
alguma forma transmissível, para que ela possa
ser encaminhada ao receptor, propagando-se
um meio.
Logo, temos que:
I. Emissor: É aquele que envia a
mensagem;
II. Informação: É a mensagem que se
deseja transmitir;
III. Código: É o que permite a transmissão
da mensagem;
IV. Forma: É o formato da mensagem;
V. Receptor: É a quem a mensagem se
dirige;
VI. Meio: É o canal onde a informação se
propaga.
Perceba que emissor e receptor precisam
conhecer o mesmo código para que seja
possível codificar e decodificar a informação
sem grandes perdas sintáticas ou semânticas.
Observe ainda que a informação não pode ser
transmitida de forma automática. Ela precisa
se propagar por um meio. No entanto, isto só
é possível se ela for codificada. Logo, sem o
código, não poderíamos nos comunicar.
Portanto, a capacidade de se comunicar está
intimamente ligada a habilidade de codificar
informações.
Linguagem verbal, não verbal e mista
Trata da codificação e do uso – ou não – do
verbo.
Note: Codificação é o processo em que
transformamos pensamento/informação bruta
em uma forma transmissível. É através da
codificação que formamos a mensagem.
Linguagem VERBAL: É aquela que faz uso
da palavra – seja escrita ou falada;
Linguagem NÃO VERBAL: É aquela que não
faz uso do verbo. São as representações em
forma de códigos não verbais. Ou seja,
símbolos, sons, gestos, [...].
Linguagem MISTA: Como o próprio nome
sugere, é um misto das formas de linguagem
apresentadas anteriormente.
Faz uso simultâneo de elementos verbais e não
verbais.
Conotação e denotação
Entender um texto não significa compreender
a mensagemque ele traz. Aliás, é bem aí que
encontramos o analfabetismo funcional: A
capacidade exclusivamente de decodificar o
verbo, não identificando a mensagem
transmitida.
Pois bem:
Denotar remete ao conhecimento literal do que
está expresso. Se estamos falando de uma
palavra, denotamos seu significado a partir de
um dicionário.
Conotar, no entanto, exige que o receptor
perceba a intenção do falante a partir do que
está expresso na mensagem.
Polissemia
É a capacidade das palavras em serem
empregadas nos mais distintos sentidos,
reformulando seus significados.
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Assim sendo, é a associação de múltiplos
significados a um mesmo significante.
Variações linguísticas
Também é importante lembrar que a língua é
uma construção orgânica. Logo, ela é mutável
e evolui. Por consequência, ela sofre alterações
de acordo com o falante.
Variações históricas: São as transformações
que a língua sofre pelo decorrer do tempo;
Variações regionais: São alterações que a
língua sofre de acordo com a região geográfica
onde o falante se encontra;
Variações sociais: São alterações que a
língua sofre em decorrência do nicho social no
qual o falante está contido;
Variações estilísticas: São alterações que o
falante provoca na língua de acordo com a
adequação as mais variadas situações de uso.
Não esqueça: Ao falarmos de variação
linguística, estamos falando de uma
comparação entra a mensagem expressa e o
idioma padrão. Não existe, contudo, um modelo
correto ou errado: Rotular, pois, uma variação
como certa, errada, superior ou inferior é
preconceito linguístico.
Funções da linguagem
São as formas como os indivíduos organizam
suas falas, dependendo da intenção contida na
mensagem.
I. Função referencial: Foca na informação,
prezando pela objetividade na transmissão da
mesma. Própria dos textos jornalísticos;
II. Função conativa ou apelativa: Foca no
receptor, prezando pelo convencimento do
mesmo. Própria dos textos publicitários;
III. Função emotiva: Foca no emissor,
demarcando no texto toda carga sentimental e
subjetividade do mesmo;
IV. Função poética: Foca na forma da
mensagem, preocupando-se com a
construção estética da mesma;
V. Função fática: Foca no canal, utilizada
quando a intenção do emissor é testar a
qualidade de transmissão do meio e possui
valor semântico irrisório;
VI. Função metalinguística: Foca no
código, explorando o processo de codificação.
Própria dos dicionários e gramáticas.
Vale lembrar que um mesmo texto pode
estar associado a mais de uma intenção.
Portanto, a mais de uma função da
linguagem.
Tipologia e gêneros textuais
Quando falamos de tipologia textual, estamos
nos referindo a estrutura do texto. No entanto,
os gêneros correspondem às situações de uso.
Como assim?
Estruturas (tipos) se referem a quatro
principais:
Descrição: Textos descritivos são
reproduções da experiência do falante a partir
de como ele as sente. Digo, através do tato,
olfato, paladar, visão e audição.
Um texto jamais será apenas descritivo!
Comumente, acompanham narrações e
dissertações.
As descrições podem ser objetivas ou
subjetivas:
Objetivas: São exatas e não admitem que o
falante exerça juízo de valor. Por exemplo,
quando as características físicas de uma
pessoa são descritas.
Subjetivas: O falante exerce juízo de valor
sobre os fatos, tornando-os passíveis de
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interpretação. Para o falante, uma pessoa
pode ser alta, enquanto que para o leitor não.
Também podemos diferenciar descrições
físicas de descrições psicológicas:
Físicas: Foca no aspecto físico da coisa,
independente do juízo de valor. Dizer
objetivamente que fulano tem um metro e
noventa de altura, ou o chamar de ―alto‖, refere-
se ao aspecto físico de fulano.
Psicológicas: Partem das percepções
subjetivas. ―Raivoso‖, ―valente‖, ―atrevido‖ e
―arrogante‖ são traços psicológicos que podem
ser atribuídos a um personagem, onde o leitor
julgará suas ações a partir das premissas de
seu comportamento estabelecidas.
Cuidado: O tempo, por mais que seja uma
grandeza física, pode ser relativizado. Ou seja,
pode ser subjetivo. Assim sendo, o modo como
os personagens percebem a passagem do
tempo pode ser diferente, inclusive do relógio.
Injunção: Também chamados de textos
instrucionais, explicam ou orientam algo – seja
a montagem de um equipamento ou quais
atitudes tomar para prevenir uma doença, por
exemplo.
São textos próprios dos manuais de
instrução, das bulas, cartilhas de
prevenção, [...].
Narração: ―Narrar‖ é contar. Logo, alguém
conta algo que ocorreu, ocorre ou ocorrerá com
determinados personagens, em determinado
local e em determinado momento.
Dito isto, note a existência de 5 elementos:
Narrador: É aquele quem conta a história,
podendo ser apenas observador ou participar
da história, sendo também personagem.
Podendo também ser ou não ser onisciente.
Onisciente: Que sabe tudo.
Enredo: É o desenrolar dos acontecimentos
na história; a sucessão de conflitos na qual os
personagens estão inseridos.
Local: É a ambientação; onde o enredo ocorre.
Tempo: É o momento no qual o enredo se
desenrola.
Personagens: São os envolvidos na história;
aqueles com os quais os conflitos ocorrem.
Cuidado: Tempo, local e narrador também
podem ser personagens.
Dissertação: Por sua vez, ―dissertar‖ é ―falar
sobre‖. Assim sendo, trata da apresentação de
informações, opiniões e argumentos.
E, dependendo da presença ou não de
argumentos, podemos dividir os textos
dissertativos em dois: Argumentativos ou
expositivos.
Informação: Dado verificável. Quando é dito
que há 30 alunos em sala, é possível conferir se
realmente são 30.
Opinião: Juízo de valor exercido sobre algum
dado. É possível dizer que há muitos alunos em
sala, mas o que é ―muito‖? Essencialmente, o
valor que torne muito para uma pessoa, não
necessariamente é o mesmo para outra.
Argumentos: Argumentar está intimamente
relacionado a defesa de um ponto de vista.
Logo, consiste em encadear fatos e opiniões
que sustentem ou refutem um ponto de vista –
normalmente do autor.
Novamente, o mais correto não é dizer que
tal texto pertence a um tipo específico, mas
que há predominância de certa tipologia no
texto.
Em se tratando de gêneros textuais, temos
que eles são as situações de uso do texto.
Logo, gêneros são construções mutáveis e
passiveis de não serem mais usadas.
Antes da criação da internet, não faria sentido
que falássemos a respeito do gênero e-mail,
por exemplo.
Observe, no entanto, que o gênero preserva
as características do tipo predominante de texto
ao qual pertence. Notícias são objetivas e
curtas, apenas expondo informações – uma vez
que pertencem ao tipo expositivo das
dissertações.
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Nas reportagens, no entanto, o repórter (ou o
jornal) pode evidenciar seu ponto de vista. Se
assim o fizer, a reportagem preservará as
características das dissertações
argumentativas.
São gêneros textuais:
Notícias
• Reportagens;
• E-mail;
• WhatsApp;
• Crônica;
• Conto;
• Charge;
• Tirinha;
• Bulas de remédios;
• [...].
Estilística
Consiste no estudo da expressividade da
linguagem, do modo como os sentidos se
constroem, atribuindo aos enunciados uma
forma específica, que revela as intenções de
quem o enuncia.
Explora a conotatividade, fazendo uso dos
recursos disponíveis, afetando a interpretaçãoe a compreensão dos textos.
É na estilística que estudamos as figuras de
linguagem:
São recursos ligados a semântica do texto e
que auxiliam no processo de construção dos
sentidos.
Podem ser divididas em quatro classificações:
➢ Figuras de palavras;
Relacionadas aos significados, essas figuras
alteram os sentidos atribuídos aos vocábulos.
Exemplos:
Comparação ou símile: Estabelece uma
relação entre dois elementos através de um
termo comparativo.
Ex.: Rápido como um raio.
Metáfora ou comparação metafórica:
Atribuição de um novo significado às palavras.
Ex.: Dando murro em ponta de faca.
Catacrese: Antigamente chamada de
metáfora viciada, a catacrese consiste na
utilização de uma metáfora para se referir a
algo que não possui denominação.
Ex.: Pé da mesa.
Metonímia: Troca de palavras por
aproximação de ideias – da parte pelo todo; do
autor pela obra; da marca pelo produto; [...].
Ex.: Gosto de ler Machado de Assis.
Antonomásia: Troca de um nome próprio por
um comum, onde ambos possuam uma relação
lógica inconfundível.
Ex.: O timão é a quarta força em São Paulo.
➢ Figuras de pensamento;
Estabelecem uma relação entre o enunciado e
a realidade extratextual.
Prosopopeia: Ou personificação, consiste na
atribuição de características humanas ao que
não é humano.
Ex.: O cachorro sorriu.
Cuidado: Em alguns livros, o conceito de
prosopopeia é dado como atribuição de
características humanas a seres
inanimados. No entanto, inanimação sugere
que o ser é desprovido de animação
(movimento). Portanto, o conceito está
impreciso deste modo.
Antítese: Aproximação de ideias opostas.
Ex.: Tristezas e felicidades são constantes da
vida.
Paradoxo: Consiste na oposição de ideias que
se anulam, construindo um enunciado
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absurdo.
Ex.: É ferida que dói e não se sente.
Eufemismo: Ocorre quando o falante quer
minimizar o impacto da mensagem no
interlocutor.
Ex.: Vovô bateu as botas.
Hipérbole: Ocorre quando o emissor reforça
uma ideia na mensagem por meio do exagero.
Ex.: Chorou um mar.
Ironia: Emprego de um termo (ou expressão)
em um sentido oposto ao seu significado.
Ex.: Quem foi o inteligente que apagou as
fotos?
Gradação: Sequencia gradativa de ideias, em
ordem crescente ou decrescente.
Ex.: O problema, que era grande, se tornou
menor, um grão, quase nada.
Sinestesia: Mistura de sentidos do corpo
humano. Percepção de sensações pelos
órgãos errados.
Ex.: O doce cheiro das rosas.
➢ Figuras de construção (figuras de
sintaxe);
São as figuras de linguagens que interferem na
ordem sintática do enunciado;
Hipérbato: Quebra da ordem sintática natural
da oração.
Ex.: Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,
de um povo heroico o brado retumbante [...].
Pleonasmo: É a redundância na informação.
Ex.: Proibido fazer barulho sonoro.
Elipse: Omissão de um termo facilmente
entendido.
Ex.: Na sala de aula, apenas cinco ou seis
alunos.
Zeugma: Omissão de um termo já citado.
Ex.: Meus amigos adoram praia, e eu também.
Assíndeto: Ausência de conectivo.
Ex.: ―Vim, vi venci‖.
Polissíndeto: Repetição do conectivo.
Ex.: ―Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E
fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe
da natureza‖.
Anáfora: Repetição de um termo ou expressão
no início dos períodos.
Ex.: Vi uma estrela tão alta, vi uma estrela tão
fria, vi uma estrela luzindo.
Silepse: Concordância estabelecida com a
ideia, não com o termo.
Ex.: Rio de Janeiro é perigosa.
➢ Figuras fônicas (figuras de
harmonia);
Explora o potencial expressivo dos fonemas.
Aliteração: Repetição de sons consonantais.
Ex.: O Tempo perguntou ao Tempo, quanto
tempo o Tempo tem? O Tempo respondeu ao
Tempo, que o Tempo tem tanto tempo quanto
o Tempo tem.
Assonância: Repetição de sons vocálicos.
Ex.: Berro pelo aterro, pelo desterro
Berro por seu berro, pelo seu erro
Quero que você ganhe, que você me apanhe
Sou o seu bezerro gritando mamãe
(Qualquer Coisa – Caetano Veloso)
Note: Neste exemplo, além da assonância
(repetição dos fonemas /e/ e /o/, ocorre
também uma aliteração (repetição do /rr/).
Paronomásia: Emprego de parônimos.
Ex.: O tráfego aéreo clandestino movimenta o
tráfico de drogas.
Onomatopeia: Formação de palavras a partir
de sons.
Ex.:
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EXERCÍCIOS
Romanos usavam redes sociais há dois mil
anos, diz livro
Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um
de seus vários amigos no Facebook, você
provavelmente se sente privilegiado por viver
em um tempo na história em que é possível
alcançar de forma imediata uma vasta rede de
contatos por meio de um simples clique no
botão ―enviar‖. Você talvez também reflita
sobre como as gerações passadas puderam
viver sem mídias sociais, desprovidas da
capacidade de verem e serem vistas, de
receber, gerar e interagir com uma imensa
carga de informações. Mas o que você talvez
não saiba é que os seres humanos usam
ferramentas de interação social há mais de dois
mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor
do livro Writing on the Wall — Social Media, The
first 2 000 Years (Escrevendo no mural —
mídias sociais, os primeiros 2 mil anos, em
tradução livre).
Segundo Standage, Marco Túlio Cícero,
filósofo e político romano, teria sido, junto com
outros membros da elite romana, precursor do
uso de redes sociais. O autor relata como
Cícero usava um escravo, que posteriormente
tornou-se seu escriba, para redigir mensagens
em rolos de papiro que eram enviados a uma
espécie de rede de contatos. Estas pessoas,
por sua vez, copiavam seu texto,
acrescentavam seus próprios comentários e
repassavam adiante. ―Hoje temos
computadores e banda larga, mas os romanos
tinham escravos e escribas que transmitiam
suas mensagens‖, disse Standage à BBC
Brasil. ―Membros da elite romana escreviam
entre si constantemente, comentando sobre as
últimas movimentações políticas e expressando
opiniões‖.
Além do papiro, outra plataforma comumente
utilizada pelos romanos era uma tábua de cera
do tamanho e da forma de um tablet moderno,
em que escreviam recados, perguntas ou
transmitiam os principais pontos da acta
diurna, um ―jornal‖ exposto diariamente no
Fórum de Roma. Essa tábua, o ―iPad da Roma
Antiga‖, era levada por um mensageiro até o
destinatário, que respondia embaixo da
mensagem.
NIDECKER, F. Disponível em:
www.bbc.co.uk. Acesso em: 7 nov. 2013
(adaptado).
1. Na reportagem, há uma comparação
entre tecnologias de comunicação antigas
e atuais. Quanto ao gênero mensagem,
identifica-se como característica que
perdura ao longo dos tempos o(a)
a) Imediatismo das respostas
b) Compartilhamento de informações
c) Interferência direta de outros no texto
original
d) Recorrência de seu uso entre membros da
elite
e) Perfil social dos envolvidos na troca
comunicativa
Resposta: B
Tal como hoje em dia, onde informações são
replicadas e compartilhadas por meio de
computadores, os romanos o faziam por
meio de escravos e escribas.
2. A acta diurna, as tábuas de cera da Roma
antiga, as quais o autor se refere como os
ipads da época, bem como os e- mails e
demais tecnologias modernas constituem
gêneros textuais, pois são:
a) Situações específicas de uso, adequadas
às particularidades da época – locutor,
período, tecnologias...
b) Estruturas textuais que preservam aspectos
em comum, apesar de não compartilharem uma
mesma forma;
c) Idênticos quanto a estrutura do processo
comunicativo, onde emissor e receptor
alternam seus papeis em função da própria fala
(e do feedback);
d) Utilizadospara os mesmos propósitos,
ainda que em épocas diferentes;
e) Estruturas textuais que preservam o mesmo
meio onde se propagam.
Resposta: A
Enquanto os tipos textuais estão
relacionados às estruturas dos textos, os
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http://www.bbc.co.uk/
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gêneros caracterizam as
situações onde optamos pela utilização
deles.
3. Das tipologias textuais abaixo listadas, o
texto acima melhor se caracteriza como:
a) Injuntivo – pois ensina ao leitor que na
Roma antiga havia de alguma forma a
utilização de redes sociais primitivas;
b) Dissertativo argumentativo – pois o autor
faz referência à opinião de terceiros;
c) Dissertativo expositivo – apesar de conter
opinião, o autor não constrói argumentos
objetivando a defesa de um determinado
ponto de vista;
d) Narrativo – pois o autor narra a vida social
da Roma antiga;
e) Descritivo – pois o autor descreve a origem
das redes sociais em Roma.
Resposta: B
O autor expõe a opinião de terceiros, é
verdade, mas o faz para defender a
existência das redes sociais primitivas na
Roma antiga. Elencar informações e
opiniões, ainda que não sejam próprias, faz
parte da construção dos argumentos.
4. Comumente encontradas em ambientes
jornalísticos, as reportagens possuem como
característica prioritária:
a) Informar, podendo ou não conter a opinião
de seu autor;
b) Descrever um fato, apresentando
características gerais ou específicas;
c) Contar uma história, cuja a temática retrata
alguma ocorrência geral;
d) Opinar, visando o convencimento do leitor;
e) Opinar; entretanto, apenas expondo a
opinião do autor.
Resposta: A
O texto jornalístico presa pela informação.
Ainda que exista opinião, o texto é
centralizado na mensagem em si, ou seja:
No assunto.
5. Ainda sobre o texto acima, é correto
afirmar que sua estrutura e características
gerais se assemelham a(o)s:
a) Propagandas, visto que há uma clara
intenção do autor em inferir uma
opinião/comportamento sobre o leitor;
b) Resenhas críticas, visto que o autor resume
uma outra produção textual, sintetizando as
informações e opinando acerca dos fatos;
c) Resumos, visto que o autor apenas sintetiza
um outro texto para facilitar a leitura de
terceiros;
d) Notícias, visto que o autor preza pela
objetividade ao retratar a vida social na Roma
antiga;
e) Textos opinativos, podendo ser parte efetiva
de uma coluna, artigo de opinião ou mesmo
uma reportagem.
Resposta: E
O texto de fato contém a opinião do autor,
mas a passagem é insuficiente para
classificar devidamente. Logo, sem poder
observar o texto original, resta o classificar
de maneira um tanto quanto genérica,
preservando apenas o que há de concreto
– ser opinativo.
6. “É o que afirma Tom Standage, autor
do livro Writing on the Wall — Social Media,
The first 2 000 Years (Escrevendo no mural
— mídias sociais, os primeiros 2 mil anos,
em tradução livre)”.
Neste trecho do último parágrafo, o existe
uma preocupação em explicitar a fonte,
com a finalidade de:
a) Reforçar uma informação apresentada
anteriormente;
b) Provar dogmativamente que o autor está
certo;
c) Elencar dados para que o texto ocupe o
devido número de linhas exigido pelo jornal;
d) Contribuir com o arrolamento de dados
(bem como de opiniões), o qual faz parte do
processo de argumentação;
e) Denotar a preocupação do autor em provar
que suas fontes são as únicas confiáveis.
Resposta: A
Ainda o dado em si faça parte do processo
argumentativo, o autor lista a fonte para
reforçar uma assertiva anteriormente posta
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no texto. De tal forma, o leitor pode conferir
a informação original e verificar os dados e
informações apresentados.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara
o lenço e contemplara por alguns instantes as
feições defuntas. Depois, como se a morte
espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na
testa. Foi nesse momento que Fortunato
chegou à porta. Estacou assombrado; não
podia ser o beijo da amizade, podia ser o
epílogo de um livro adúltero […].
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar
outra vez o cadáver, mas então não pôde mais.
O beijo rebentou em soluços, e os olhos não
puderam conter as lágrimas, que vieram em
borbotões, lágrimas de amor calado, e
irremediável desespero. Fortunato, à porta,
onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão
de dor moral que foi longa, muito longa,
deliciosamente longa.
ASSIS, M. A causa secreta, Disponível em:
www.dominimopublico.gov.br Acesso em: 9
out. 2015.
7. No fragmento, o narrador adota um
ponto de vista que acompanha a
perspectiva de Fortunato. O que singulariza
esse procedimento narrativo é o registro
do(a)
a) Indignação face à suspeita do adultério da
esposa.
b) Tristeza compartilhada pela perda da
mulher amada.
c) Espanto diante da demonstração de afeto
de Garcia.
d) Prazer da personagem em relação ao
sofrimento alheio.
e) Superação do ciúme pela comoção
decorrente da morte.
Resposta: D
No trecho “Fortunato, à porta onde ficara,
saboreou tranquilo essa explosão de dor
moral que foi longa”, fica evidente o prazer
da personagem em se sentir vingado ao
observar o sofrimento de Garcia,
apontando assim para a perspectiva narrada
em função de Fortunato.
8. Analisando o texto, é possível denotar
que a participação do autor na própria obra
ocorre:
a) Em carácter participativo, visto que ao
narrar a história, o narrador é também
personagem;
b) Apenas em carácter observatório, visto que
o narrador se quer faz uso da 1ª pessoa do
discurso;
c) Em carácter dúbio, visto que é possível
denotar a participação apenas em trechos
específicos;
d) O autor não deixa explícita a sua
participação na obra, cabendo ao leitor decidir
se ele é personagem ou não;
e) Dissertativo, visto que o autor se preocupa
em falar sobre os fatos que permeiam a história.
Resposta: B
Note que inclusão do narrador na história
que conta denota o uso obrigatório da 1ª
pessoa do discurso – referente a ação
verbal a qual remete ao locutor.
9. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou
tranquilo essa explosão de dor moral que foi
longa, muito longa, deliciosamente longa.
Na passagem acima do texto, é possível
encontrar algumas figuras de linguagem,
tais como:
a) Metáfora, quando ocorre a mistura de
sensações em ―saborear a dor‖;
b) Sinestesia, quando ocorre a mistura de
sensações em ―saborear a dor‖;
c) Sinestesia, a qual podemos verificar em
explosão de dor moral;
d) Eufemismo, a qual podemos verificar em
explosão de dor moral;
e) Sinestesia, a qual podemos verificar em
―deliciosamente longa‖.
Resposta: B
A sinestesia consiste na mistura de
sensações do corpo humano. Ao “saborear
a dor”, percebe-se uma confusão entre o
paladar e o tato.
10. Os textos são classificados de acordo
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com o tipo e gênero predominantes nele.
Nesta produção de Machado de Assis, é
possível notar as características da
narração em detrimento aos demais. No
entanto, também encontramos:
a) Passagens que se assemelham aos textos
descritivos, apesar da associação entre
narração e descrição ser rara;
b) Passagens que se assemelham aos textos
descritivos, ocorrência bastante comum entre
descrições e narrações;
c) Aspectos da descrição objetiva e da
passagem de tempo apenas cronológico;
d) Características dos textos jornalísticos, em
passagens onde descreve o cadáver, o
tempo...
e) Características da linguagemmista, onde o
autor busca criar as imagens na mente do leitor.
Resposta: B
Os textos descritivos jamais são puros.
Logo, sua associação aos demais não é
coisa rara. Passagens como o retrato de
Fortunato deleitando a longa passagem de
dor moral de Garcia caracterizam também a
descrição.
11. O texto evidencia a ocorrência da
sucessão de conflitos em um(a):
a) Cemitério, visto que há um personagem
morto em vias de ser enterrado;
b) Certa casa, visto que era o ambiente
tipicamente utilizado para velar corpos na
época;
c) Local pouco detalhado, não havendo uma
referência precisa, mas é possível concluir que
se trata de um velório;
d) Lugar onde há poucas referências que
construam uma nítida imagem do local. No
entanto, trata-se de um ambiente mórbido;
e) Necrotério, visto que é o ambiente onde os
corpos são armazenados cobertos.
Resposta: D
Não é descrito mais do que a presença de
uma porta, onde Fortunato ficara, e aqueles
presentes no local. No entanto, a presença
de um corpo, bem como o árduo momento
de Garcia não fazem daquele o melhor dos
ambientes.
12. TEXTO I
Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiu três cavalheiros
Todos os três de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu a mão
ATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.).
Cancioneiro da Paraíba. João Pessoa:
Grafset, 1993 (adaptado).
TEXTO II
Outra interpretação é feita a partir das
condições sociais daquele tempo. Para a
ama e para a criança para quem cantava a
cantiga, a música falava do casamento
como um destino natural na vida da mulher,
na sociedade brasileira do século XIX,
marcada pelo patriarcalismo. A música
prepara a moça para o seu destino não
apenas inexorável, mas desejável: o
casamento, estabelecendo uma hierarquia
de obediência (pai, irmão mais velho,
marido), de acordo com a época e
circunstâncias de sua vida.
Disponível em:
http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso
em: 5 dez. 2012.
O comentário do texto II sobre o texto I evoca
a mobilização da língua oral que, em
determinados contextos,
a) Assegura a existência de pensamentos
contrários à ordem vigente.
b) Mantém a heterogeneidade das formas de
relações sociais.
c) Conserva a influência religiosa sobre certas
culturas.
d) Preserva a diversidade cultural e
comportamental.
e) Reforça comportamentos e padrões
culturais.
Resposta: E
Em ambos os textos, a mulher é retratada
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como figura inferior e submissa ao homem.
Assim sendo, fica perceptível o reforço aos
padrões da época.
13. Ninguém nasce mulher: torna-se
mulher. Nenhum destino biológico,
psíquico, econômico define a forma que a
fêmea humana assume no seio da
sociedade; é o conjunto da civilização que
elabora esse produto intermediário entre o
macho e o castrado que qualificam o
feminino.
BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1980
Na década de 1960, a proposição de Simone
de Beauvoir contribuiu para estruturar um
movimento social que teve como marca o(a)
a) Ação do Poder Judiciário para criminalizar a
violência sexual.
b) Pressão do Poder Legislativo para impedir a
dupla jornada de trabalho.
c) Organização de protestos púbicos para
garantir a igualdade de gênero.
d) Oposição de grupos religiosos para impedir
os casamento homoafetivos.
e) Estabelecimento de políticas
governamentais para promover ações
afirmativas.
Resposta: C
Simone apresenta uma diferença conceitual
acerca de “ser mulher” (biológica) e do “ser
mulher” (cultural), bem como empoderando
o gênero feminino, colocando-o em pé de
igualdade com os homens.
14. O trecho “Ninguém nasce mulher:
Torna-se mulher” pode confundir alguns
dos leitores mais distraídos. Em tal
passagem, há claramente uma divergência
quanto ao sentido do termo que se repete. O
fenômeno que nomeia e explica esta
permeabilidade semântica é:
a) Polissemia;
b) Monossemia;
c) Ambiguidade;
d) Variação linguística;
e) Coerência.
Resposta: A
Ainda que o sentido não seja o mesmo, não
há ocorrência de ambiguidade – visto que é
possível identificar corretamente o
significado do vocábulo em ambas as
colocações. A polissemia é o fenômeno que
explica a associação de um mesmo
significante a vários significados.
15. A ironia, fenômeno linguístico que
explora a conotatividade da língua, faz parte
das figuras de linguagem arroladas no
estudo da estilística. Entre os subgrupos, é
classificada como:
a) Figura de pensamento, pois linka o
enunciado à realidade extratextual;
b) Figura de sintaxe, pois trabalha a
construção da sentença ao explorar o sentido
figurado da palavra;
c) Figura de palavra, pois explora unicamente o
significado de um vocábulo/expressão;
d) Figura fônica, pois ocorreu na variação
falada da língua;
e) Figura fônica, pois trabalha o potencial
expressivo do foema.
Resposta: C
Figuras de palavras são as figuras de
linguagem que manipulam o signo
linguístico, inferindo novos sentidos;
variações de significados.
Mas assim que penetramos no universo da
web, descobrimos que ele constitui não
apenas um imenso “território” em expansão
acelerada, mas que também oferece
inúmeros “mapas”, filtros, seleções para
ajudar o navegante a orientar-se. O melhor
guia para a web é a própria web. Ainda que
seja preciso ter a paciência de explorá-la.
Ainda que seja preciso arriscar-se a ficar
perdido, aceitar “a perda de tempo” para
familiarizar-se com esta terra estranha.
Talvez seja preciso ceder por um instante a
seu aspecto lúdico para descobrir, no
desvio de um link, os sites que mais se
aproximam de nossos interesses
profissionais ou de
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nossas paixões e que poderão, portanto,
alimentar da melhor maneira possível
nossa jornada pessoal.
16. O usuário iniciante sente-se não
raramente desorientado no oceano de
informações e possibilidades disponíveis na
rede mundial de computadores. Nesse
sentido, Pierre Lévy destaca como um dos
principais aspectos da internet o(a)
a) espaço aberto para a aprendizagem.
b) grande número de ferramentas de
pesquisa.
c) ausência de mapas ou guias explicativos.
d) infinito número de páginas virtuais
e) dificuldade de acesso aos sites de
pesquisa.
Resposta: A
O autor aponta as dificuldades em adaptar-
se ao mundo online como desafio a ser
superado pelos navegadores, citando
inclusive o quão compensatório podem ser
os resultados. Tudo, é claro, na base da
paciência e do aprendizado.
17. Em se tratando do meio online, temos
que as novas ferramentas tecnológicas e
possibilidades que a internet oferece
alteram a forma como nos comunicamos em
sociedade. Não faz sentido falar de e- mail
antes dos computadores, bem como de
carta antes do papel...
No entanto, se pudermos os associar uns
aos outros, a carta estaria para o e-mail,
bem como as bibliotecas estariam para os
links.
Segundo Lévy, os links:
a) São ferramentas exclusivamente didáticas;
b) São recursos lúdicos da internet que
distraem o navegador de seus objetivos;
c) Não devem ser utilizados por navegantes
com pouca experiência;
d) São ferramentas lúdicas e proveitosas;
e) Não possuem qualquer utilidade para o
mundo virtual.
Resposta: D
O autor alerta para a possibilidade de os
links distraírem o navegador, mas conota
um agradável potencial lúdico desta
distração. No entanto, a existência de tais
links também é fruto da vastidão do mundo
cibernético, proveitosa ao aprendizado.
18. Ao se referir a internet como melhor guia
de si própria, o texto apresenta:a) Função poética, preocupada com a forma
da mensagem;
b) Função fática, preocupada em testar o
entendimento do leitor;
c) Função metalinguística, tal como usar o
verbo para explicar uma frase;
d) Função apelativa, buscando convencer o
leitor acerca das ideias do autor;
e) Função referencial, focando-se
exclusivamente na informação.
Resposta: C
Quando o processo remete a si próprio,
ocorre a função metalinguística. É o caso
da internet guiando seu próprio uso; do
verbo instruindo acerca de outros verbos,
sejam eles falados ou escritos.
19. O consumidor do século XXI, chamado
de novo consumidor social, tende a se
comportar de modo diferente do
consumidor tradicional. Pela associação
das características apresentadas no
diagrama, infere-se que esse novo
consumidor sofre influência da
a) cultura do comércio eletrônico.
b) busca constante pelo menor preço.
c) divulgação de informações pelas empresas.
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d) necessidade recorrente de consumo.
e) postura comum aos consumidores
tradicionais.
Resposta: A
O infográfico explicita comportamentos
próprios do meio online, existentes
somente após a popularização do comércio
virtual.
20. É visto na imagem acima o uso de
elementos gráficos, bem como a utilização
de palavras. Ambos são complementares
entre si, contribuindo para a composição da
mensagem. Claramente, é um exemplo de:
a) Linguagem verbal, pois faz uso do verbo;
b) Linguagem mista, pois faz uso de
elementos gráficos e não verbais;
c) Linguagem não verbal, pois faz uso de
elementos gráficos;
d) Linguagem coloquial, pois não obedece às
normas padrões da língua portuguesa;
e) Linguagem verbal e não verbal, pois faz uso
do verbo e de elementos gráficos.
Resposta: E
O verbo, seja ele falado ou escrito,
representa a variação verbal da lingua. Ao
mesclar elementos não verbais, temos a
presença de ambas as linguagens
(linguagem mista).
21. A língua tupi no Brasil
Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase
sinônimo de falar língua de índio. Em cada
cinco habitantes da cidade, só dois
conheciam o português. Por isso, em 1698,
o governador da província, Artur de Sá e
Meneses, implorou a Portugal que só
mandasse padres que soubessem “a língua
geral dos índios”, pois “aquela gente não
se explica em outro idioma”.
Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de
São Paulo se desenvolveu e se espalhou no
século XVII, graças ao isolamento
geográfico da cidade e à atividade pouco
cristã dos mamelucos paulistas: as
bandeiras, expedições ao
Sertão em busca de escravos índios. Muitos
bandeirantes nem sequer falavam o
português ou se expressavam mal.
Domingos Jorge Velho, o paulista que
destruiu o Ouilombo dos Palmares em 1694,
foi descrito pelo bispo de Pernambuco
como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em
suas andanças, essa gente batizou lugares
como Avanhandava (lugar onde o índio
corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer
anzol) e Itu (cachoeira). E acabou
inventando uma nova língua. “
Os escravos dos bandeirantes vinham de
mais de 100 tribos diferentes”, conta o
historiador e antropólogo John Monteiro, da
Universidade Estadual de Campinas. “Isso
mudou o tupi paulista, que, além da
influência do português, ainda recebia
palavras de outros idiomas.” O resultado da
mistura ficou conhecido como língua geral
do sul, uma espécie de tupi facilitado.
ÂNGELO, C. Disponível em:
<http://super.abril.com.br>. Acesso em: 8
ago. 2012. (Adaptado).
O texto trata de aspectos sócio-históricos
da formação linguística nacional. Ouanto ao
papel do tupinaformação do português
brasileiro, depreende-se que essa língua
indígena
a) Contribuiu efetivamente para o léxico, com
nomes relativos aos traços característicos dos
lugares designados.
b) Originou o português falado em São Paulo
no século XVII, em cuja base gramatical
também está a fala de variadas etnias
indígenas.
c) Desenvolveu-se sob influência dos
trabalhos de catequese dos padres
portugueses, vindos de Lisboa.
d) Misturou-se aos falares africanos, em razão
das interações entre portugueses e negros nas
investidas contra o Ouilombo dos Palmares.
e) Expandiu-se paralelamente ao português
falado pelo colonizador, e juntos originaram a
língua dos bandeirantes paulistas.
Resposta: A
O referido artigo explicita a herança
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residual que temos da língua tupi, presente
em topônimos. Tal ocorrência é referida no
trecho “[...] Em suas andanças, essa gente
batizou lugares [...]”.
22. Em 1698, Arthur de Sá e Meneses,
governador da província, implorou à
Portugal que os padres enviados ao Brasil
soubessem “a língua geral dos índios”,
pois:
a) Era a língua preferida dos habitantes, visto
que o período colonial não havia acabado e a
exploração dos índios estava em alta;
b) Era o modo mais eficaz para estabelecer
comunicação, visto que os nativos da floresta
não queriam ser letrados em português;
c) Poucos eram os conhecedores do
português. Logo, não faria sentido haver padres
fluentes em tal idioma;
d) Apenas uma parcela diminuta da população
local era conhecedora do português. Assim
sendo, conhecer a língua geral dos índios
facilitaria a comunicação;
e) Portugal não desejava impor seu idioma,
bem como seus hábitos culturais sobre os
povos oriundos das terras brasileiras.
Resposta: D
No início do texto, quando o autor afirma
que “morar na vila de São Paulo de
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase
sinônimo de falar língua de índio”, deixa
claro a pouca familiaridade dos locais para
com o idioma português.
23. O farrista
Quando o almirante Cabral
Pôs as patas no Brasil
O anjo da guarda dos índios
Estava passeando em Paris.
Quando ele voltou de viagem
O holandês já está aqui.
O anjo respira alegre:
“Não faz mal, isto é boa gente,
Vou arejar outra vez”.
O anjo transpôs a barra,
Diz adeus a Pernambuco,
Faz barulho, vuco-vuco,
Tal e qual o zepelim
Mas deu um vento no anjo,
Ele perdeu a memória.
E não voltou nunca mais.
MENDES, M. História do Brasil. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1992
A Obra de Murilo Mendes situa-se na fase
inicial do Modernismo, cujas propostas
estéticas transparecem, no poema, por um
eu lírico que
a) Configura um ideal de nacionalidade pela
integração regional.
b) Remonta ao colonialismo assente sob um
viés iconoclasta.
c) Repercute as manifestações do sincretismo
religioso.
d) Descreve a gênese da formação do povo
brasileiro.
e) Promove inovações no repertório
linguístico.
Reposta: B
Ao valorizar a linguagem coloquial – típica
da primeira fase modernista –, utilizando
expressões como “vuco-vuco” e “zepelim”,
o poema desmistifica o colonizador,
retirando dele o carácter divino.
24. PROPAGANDA – O exame dos textos e
mensagens de Propaganda revela que ele
apresenta posições parciais, que refletem
apenas o pensamento de uma minoria,
como se exprimissem, em vez disso a
convicção de uma população; trata-se, no
fundo, de convencer o ouvinte ou leitor de
que, em termos de opinião, está fora do
caminho certo, e de induzi-lo a aderir às
teses que lhes são apresentadas, por um
mecanismo bem conhecido da psicologia
social, o do conformismo induzido por
pressões do grupo sobre o indivíduo
isolado.
BOBBIP, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO,
G. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1998
(adaptado).
De acordo com o texto, as estratégias
argumentativas e o uso da linguagem na
produção da propaganda favorecem a
a) Reflexão da sociedade sobre os produtos
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anunciados.
b) Difusão do pensamento e das preferências
das grandes massas.
c) Imposição das ideias e posições de grupos
específicos.
d) Decisão consciente do consumidor a
respeito de sua compra.
e) Identificação dos interesses do responsável
pelo produto divulgado.
Resposta: C
Nada melhor que as últimas orações do
próprio texto para justificar esta resposta:
“[...] induzido por pressões do grupo sobre
o indivíduo isolado”.
25. Por mais que a marca, produto ou o
anunciante varie, as propagandas tendem a
conservar como característica geral:
a) A intenção de induzir o consumidor a
comprar, adotar determinada postura ou mudar
suas convicções acerca do exposto;
b) A necessidade de expor algum produto,
forçando seus valores sobre o consumidor;
c) A necessidade de expor um valor, forçando
sobre o consumidor seus produtos;
d) A carência de atenção, pois a boa
propaganda sempre é aquela que cativa um
público maior;
e) A necessidade de informar o consumidor
acerca dos benefícios do produto.
Resposta: A
Toda propaganda tem a intenção de inferir
no leitor um comportamento, visão ou
necessidade de compra – aspectos
próprios da função apelativa.
26. Sítio Gerimum
Este é o meu lugar (…)
Meu Gerimum é com g
Você pode ter estranhado
Gerimum em abundância
Aqui era plantado
E com a letra g
Meu lugar foi registrado.
OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88,
fev. 2013 (fragmento)
Nos versos de um menino de 12 anos, o
emprego da palavra “Gerimum” grafada
com a letra “g” tem por objetivo
a) Valorizar usos informais caracterizadores
da norma nacional.
b) Confirmar o uso da norma-padrão em
contexto da linguagem poética.
c) Enfatizar um processo recorrente na
transformação da língua portuguesa.
d) Registrar a diversidade étnica e linguística
presente no território brasileiro.
e) Reafirmar discursivamente a forte relação
do falante com seu lugar de origem.
Resposta: E
Ainda que jerimum não seja escrito com “g”,
estando, portanto, gramaticalmente errado,
a mudança na grafia ocorre devido a
variação da língua em função da localidade
(variação regional).
27. Quando o menino se refere ao leitor,
dizendo “você pode ter estranhado”, ele
reflete acerca do preconceito que seu
“gerimum com g” pode provocar. No
entanto, o interlocutor não deixa de
compreender a mensagem. Logo, o
preconceito linguístico (estranhamento) é
causado:
a) Pela ignorância das normas gramaticais;
b) Por se tratar de uma forma minoritária do
vocábulo, se quer previsto na gramática,
presente apenas naquela região;
c) Porque o interlocutor desconhece o local de
origem do menino;
d) Para gerar um recurso gráfico no texto e
atrair a atenção do leitor;
e) Apenas pelo leitor, visto que não há
interlocutor incomodado na obra.
Resposta: B
Ainda que possua variações, a língua segue
uma norma padrão. Ao desviar-se do senso
comum, o emissor pode provocar
estranhamentos no interlocutor, ainda que
estes não impossibilitem o processo
comunicativo.
TEXTO I
Criatividade em publicidade: teorias e
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reflexões
Resumo: O presente artigo aborda uma
questão primordial na publicidade: a
criatividade. Apesar de aclamada pelos
departamentos de Criação das agências,
devemos ter a consciência de que nem todo
anúncio é, de fato, criativo. A partir do
resgate teórico, no qual os Conceitos são
tratados à luz da publicidade, busca-se
estabelecer a compreensão dos temas. Para
elucidar tais questões, é analisada uma
campanha impressa da marca XXXX. As
reflexões apontam que a publicidade
criativa é essencialmente simples e
apresenta uma releitura do cotidiano.
Depexe, S D. Travessias: Pesquisas em
Educação, Cultura, Linguagem e Artes, n. 2,
2008.
28. Os dois textos apresentados versam
sobre o tema Criatividade. O Texto I é um
resumo de Caráter Científico e o Texto II,
uma homenagem promovida por um site de
publicidade. De que maneira O Texto II
exemplifica o conceito de criatividade em
publicidade apresentado no Texto I?
a) Fazendo menção ao difícil trabalho das
mães em criar seus filhos.
b) Promovendo uma leitura simplista do papel
materno em seu trabalho de criar os filhos.
c) Explorando a polissemia do termo ―criação‖.
d) Recorrendo a uma estrutura linguística
simples.
e) Utilizando recursos gráficos diversificados.
Resposta: C
O signo linguístico, composição artificial
que associa significantes a significados,
permite a variação dos sentidos ao alterar as
relações semânticas dentro dos contextos.
A este fenômeno, é dado o nome de
polissemia.
29. Observando o texto II, é possível notar
uma preocupação no tocante a forma da
mensagem, ao variar o tamanho da fonte e
a cor do vocábulo “criação”. Logo, nota-se
a presença da função:
a) Fática;
b) Emotiva;
c) Poética;
d) Apelativa;
e) Metalinguística.
R: C
A preocupação com a forma é característica
própria da função poética, onde a forma da
mensagem tem relevância perante sua
criação.
30. Textos e hipertextos: Procurando o
equilíbrio
Há um medo por parte dos pais e de alguns
professores de as crianças desaprenderem
quando navegam, medo de elas viciarem, de
obterem informação não confiável, de elas
se isolarem do mundo real, como se o
computador fosse um agente do mal, um
vilão. Esse medo é reforçado pela mídia, que
costuma apresentar o computador como um
agente negativo na aprendizagem e na
socialização dos usuários. Nós sabemos
que ninguém corre o risco de desaprender
quando navega, seja em ambientes digitais
ou em materiais impressos, mas é preciso
ver o que se está aprendendo e algumas
vezes interferir nesse processo a fim de
otimizar ou orientar a aprendizagem,
mostrando aos usuários outros temas,
outros caminhos, outras possibilidades
diferentes daquelas que eles encontraram
sozinhos ou
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daquelas que eles costumam usar. É
preciso, algumas vezes, negociar o uso para
que ele não seja exclusivo, uma vez que há
outros meios de comunicação, outros
meios de informação e outras alternativas
de lazer. É uma questão de equilibrar e não
de culpar.
COSCARELLI, C. V. Linguagem em
(Dis)curso, n. 3, set.-dez. 2009.
A autora incentiva o uso da internet pelos
estudantes, ponderando sobre a
necessidade de orientação a esse uso, pois
essa tecnologia
a) Está repleta de informações confiáveis que
constituem fonte única para a aprendizagem
dos alunos.
b) Exige dos pais e professores que proíbam
seu uso abusivo para evitar que se torne um
vício.
c) Tende a se tomar um agente negativo na
aprendizagem e na socialização de crianças e
jovens.
d) Possibilita maior ampliação do
conhecimento de mundo quando a
aprendizagem é direcionada.
e) Leva ao isolamento do mundo real e ao uso
exclusivo do computador se a navegação for
desmedida.
Resposta: D
De forma ponderada, a autora não se vez
avessa à internet como ferramenta de
estudo. Muito pelo contrário, ela se
posiciona a favor e critica a forma
amplamente negativa como a ferramenta é
tratada.
31. No título, a autora faz referência aos
hipertextos, explorando seu uso como
ferramenta contribuinte ao aprendizado no
texto mais abaixo. Segundo o que se observa
nas palavras da autora, o item que melhor
descreve o hipertexto é:
a) A utilização ponderada de diversas fontes de
informação, de tal modo que se façam
complementares e otimizem o estudo;
b) Uma nova e superior modalidade de
texto, advinda das novidadesdo meio online;
c) Uma nova forma de estudar, onde o
aluno pode usar a internet para se comunicar
com seus colegas e professores;
d) A utilização da internet como ferramenta
complementar aos livros escolares;
e) A utilização da internet para aprender a
estudar, assim otimizando o tempo de estudo
e aumentando a eficiência.
Resposta: A
A autora alerta para o uso ponderado e explicita
a forma negativa como a internet é retratada
pela mídia em se tratando de ferramenta para
estudos, mas aponta as possibilidades e novas
formas de estudar por hiperlink – utilizando os
meios como ferramentas complementares,
buscando informações em fontes variadas.
32. O mundo revivido
Sobre esta casa e as árvores que o tempo
esqueceu de levar.
Sobre o curral de pedra e paz e de outras vacas
tristes chorando a lua e a noite sem bezerros.
Sobre a parede larga deste açude onde outras
cobras verdes se arrastavam, e pondo o sol nos
seus olhos parados iam colhendo sua safra de
sapos.
Sob as constelações do sul que a noite armava
e desarmava: as Três Marias, o Cruzeiro
distante e o Sete-Estrelo.
Sobre este mundo revivido em vão, a
lembrança de primos, de cavalos, de silêncio
perdido para sempre.
DOBAL, H. A província deserta . Rio de
Janeiro: Artenova, 1974.
No processo de reconstituição do tempo vivido,
o eu lírico projeta um conjunto de imagens cujo
lirismo se fundamenta no
a) Inventário das memórias evocadas
afetivamente.
b) Reflexo da saudade no desejo de voltar à
infância.
c) Sentimento de inadequação com o presente
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vivido.
d) Ressentimento com as perdas materiais e
humanas.
e) Lapso no fluxo temporal dos eventos
trazidos à cena.
Resposta: A
Arrolando memórias passadas, o eu lírico
resgata memórias.
33. A ascensão social por meio do esporte
mexe com o imaginário das pessoas, pois em
poucos anos um adolescente pode se tornar
milionário caso tenha um bom desempenho
esportivo. Muitos meninos de famílias pobres
jogam com o objetivo de conseguir dinheiro para
oferecer uma boa qualidade de vida à família.
Isso aproximou mais ainda o futebol das
camadas mais pobres da sociedade, tornando-
o cada vez mais popular.
Acontece que esses jovens sonham com fama
e dinheiro, enxergando no futebol o único
caminho possível para o sucesso. No entanto,
eles não sabem da grande dificuldade que
existe no início dessa jornada em que a minoria
alcança a carreira profissional. Esses garotos
abandonam a escola pela ilusão de vencer no
futebol, à qual a maioria sucumbe.
O caminho até o profissionalismo acontece por
meio de um longo processo seletivo que os
jovens têm de percorrer. Caso não seja
selecionado, esse atleta poderá ter que
abandonar a carreira involuntariamente por
falta de uma equipe que o acolha. Alguns
podem acabar em subempregos, à margem da
sociedade, ou até mesmo em vícios de
correntes desse fracasso e dessa desilusão.
Isso acontece porque no auge da sua formação
escolar e na Condição juvenil de
desenvolvimento, eles não se preparam e não
são devidamente orientados para buscar
alternativas de experiências mais amplas de
ocupação fora e além do futebol.
BALZANO, O N MORAIS, J. S. A formação
do jogador de futebol e sua relação Com a
escola EFDeportes, n. 172, set 2012
(adaptado)
Ao abordar o fato de, no Brasil, muitos jovens
depositarem suas esperanças de futuro no
futebol, o texto critica o(a)
a) Despreparo dos jogadores de futebol para
ajudarem suas famílias a superar a miséria.
b) Garantia de ascensão social dos jovens
pela carreira de jogador de futebol.
c) Falta de investimento dos clubes para que os
atletas possam atuar profissionalmente e viver
do futebol.
d) Investimento reduzido dos atletas
profissionais em sua formação escolar,
gerando frustração e desilusão profissional no
esporte.
e) Despreocupação dos sujeitos com uma
formação paralela à esportiva, para habilitá-los
a atuar em Outros setores da vida.
Resposta: E
O texto aponta que os garotos são iludidos
pelo futebol e abandonam a escola.
34. Declaração de amor
Esta é uma confissão de amor: amo a língua
portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável.
[…] A língua portuguesa é um verdadeiro
desafio para quem escreve. Sobretudo para
quem escreve tirando das coisas e das
pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento
mais c omplicado. As vezes se assusta com o
imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-
la – Como gostava de estar montada num
cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a
galope. Eu queria que a língua portuguesa
chegasse ao máximo em minhas mãos. E este
desejo todos os que escrevem têm. Um Camões
e outros iguais não bastaram para nos dar para
sempre uma herança de língua já feita. Todos
nós que escrevemos estamos fazendo do
túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê
vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não fale
do encantamento de lidar com uma língua que
não foi aprofundada. O que recebi de herança
não me chega.
Se eu fosse muda e também não pudesse
escrever, e me perguntassem a que língua eu
queria pertencer, eu diria. inglês, que é preciso
e belo. Mas, como não nasci muda e pude
escrever, tornou-se absolutamente claro para
mim que eu queria mesmo era escrever em
português. Eu até queria não ter aprendido
outras línguas: só para que a minha
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abordagem do português fosse virgem e
límpida.
LISPECTOR, C. A descoberta do mundo Rio
de Janeiro Rocco, 1999 (adaptado).
O trecho em que Clarice Lispector declara seu
amor pela língua portuguesa, acentuando seu
caráter patrimonial e sua capacidade de
renovação, é
a) ―A língua portuguesa é um verdadeiro
desafio para quem escreve‖.
b) ―Um Camões e outros iguais não bastaram
para nos dar para sempre uma herança de
língua já feita‖.
c) ―Todos nós que escrevemos estamos
fazendo do túmulo do pensamento alguma
coisa que lhe dê Vida‖.
d) ―Mas não falei do encantamento de lidar
com uma língua que não foi aprofundada‖.
e) ―Eu até queria não ter aprendido outras
línguas: só para que a minha abordagem do
português fosse Virgem e límpida‖.
Resposta: B
A passagem afirma que “um Camões e
outros iguais {uma só forma de escrever;
de pensar} não bastaram para nos dar para
sempre uma herança de língua já feita {que
a língua não é herdada pronta. Ou seja: que
está em constante transformação}”.
35.
TEXTO II
Na sua produção, Goeldi buscou refletir seu
caminho pessoal e político, sua melancolia e
paixão sobre os intensos aspectos mais
latentes em sua obra, como: cidades, peixes,
urubus, caveiras, abandono, solidão, drama e
medo.
ZULIETTI, L. F. Goeldi: da melancolia ao
inevitável. Revista de Arte, Mídia e Política.
Acesso em: 24 abr. 2017 (adaptado).
O gravador Oswaldo Goeldi recebeu influências
de um movimento artístico europeu do início do
século XX, que apresenta as características
reveladas nos traços da obra de:
A)
B)
C)
D)
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E)
Resposta: A
A assertiva em questão aponta para as
características que o enunciado traz, como
a melancolia e o drama.
36. TEXTO I
A língua ticuna é o idioma mais falado entre os
indígenas brasileiros. De acordo com o
pesquisador Aryon Rodrigues, há 40 mil índios
que falam o idioma. A maioria mora ao longo do
Rio Solimões, no Alto Amazonas. É a maior
nação indígena do Brasil, sendo também
encontrada noPeru e na Colômbia. Os ticunas
falam uma língua considerada isolada, que não
mantém semelhança com nenhuma outra
língua indígena e apresenta complexidades em
sua fonologia e sintaxe.
Sua característica principal é o uso de
diferentes alturas na voz.
O uso intensivo da língua não chega a ser
ameaçado pela proximidade de cidades ou
mesmo pela convivência com falantes de
outras línguas no interior da própria área ticuna:
nas aldeias, esses outros falantes são
minoritários e acabam por se submeter à
realidade ticuna, razão pela qual, talvez, não
representem uma ameaça linguística.
Lingua Portuguesa, n. 52, few 2010
(adaptado)
TEXTO II
Riqueza da língua
―O inglês está destinado a ser uma língua
mundial em sentido mais amplo do que o latim
foi na era passada e o francês é na presente‖,
dizia o presidente americano John Adams no
século XVIII. A profecia se cumpriu o inglês é
hoje a língua franca da globalização. No
extremo oposto da economia linguística
mundial, estão as línguas de pequenas
comunidades declinantes. Calcula-se que hoje
se falem de 6 000 a 7 000 línguas no mundo
todo. Quase metade delas deve desaparecer
nos próximos 100 anos, A última edição do
Ethnologue – o mais abrangente estudo sobre
as línguas mundiais -, de 2005, listava 516
línguas em risco de extinção.
Veja, n. 36, set 2007 (adaptado).
Os textos tratam de línguas de culturas
completamente diferentes, cujas realidades se
aproximam em função do(a)
a) Semelhança no modo de expansão.
b) Preferência de uso na modalidade falada.
c) Modo de organização das regras sintáticas.
d) Predomínio em relação às outras línguas de
contato.
e) Fato de motivarem o desaparecimento de
línguas minoritárias.
Resposta: D
O texto em questão evidencia como a língua
ticuna, juntamente com o inglês,
assemelham-se por sobrepor as demais
línguas de contato.
37. A atrizes
Naturalmente
Ela sorria
Mas não me dava trela
Trocava a roupa
Na minha frente
E ia bailar sem mais aquela
Escolhia qualquer um
Lançava olhares
Debaixo do meu nariz
Dançava colada
Em novos pares
Com um pé atrás
Com um pé a fim
–
Surgiram outras
Naturalmente
Sem nem olhar a minha Cara
Tomavam banho
Na minha frente
Para Sair com outro cara
Porém nunca me importei
Com tais amantes
(…)
com tantos filmes
Na minha mente
É natural que toda atriz
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Presentemente represente
Muito para mim
CHICOBUARQUE Carioca, Rio de Janeiro
Biscoito Fino, 2006 (fragmento)
Na Canção, Chico Buarque trabalha uma
determinada função da linguagem para marcar
a subjetividade do eu lírico ante as atrizes que
ele admira. A intensidade dessa admiração
está marcada em
a) ―Naturalmente. Ela sorria/ Mas não me dava
trela‖
b) ―Tomavam banho/ Na minha frente/ Para
sair com outro Cara‖.
c) ―Surgiram outras Naturalmente/ Sem nem
olhar a minha Cara‖.
d) ―Escolhia qualquer um/Lançava olhares /
Debaixo do meu nariz‖.
e) ―É natural que toda atriz Presentemente
represente/ Muito para mim‖.
Resposta: E
A presença da 1ª pessoa do discurso – o
locutor –, fator que inclui o eu-lírico na
história, bem como a acentuada
caracterização emotiva dele apontam para
a presnça da função emotiva.
38. E aqui, antes de continuar este espetáculo,
é necessário que façamos uma advertência a
todos e a cada um. Neste momento, achamos
fundamental que cada um tome uma posição
definida. Sem que cada um tome uma posição
definida, não é possível continuarmos. É
fundamental que cada um tome uma posição,
seja para a esquerda, seja para a direita.
Admitimos mesmo que alguns tomem uma
posição neutra, fiquem de braços cruzados.
Mas é preciso que cada um, uma vez tomada
sua posição, fique nela! Porque senão,
companheiros, as cadeiras do teatro rangem
muito e ninguém ouve nada.
FERNANDES, M.; RANGEL, F. Liberdade,
liberdade. Porto Alegre: L&PM, 2009,
A peça Liberdade, liberdade, encenada em
1964, apresenta o impasse vivido pela
sociedade brasileira em face do regime vigente.
Esse impasse é representado no fragmento
pelo(a)
a) barulho excessivo produzido pelo ranger
das cadeiras do teatro.
b) indicação da neutralidade como a melhor
opção ideológica naquele momento.
c) constatação da censura em função do
engajamento social do texto dramático.
d) correlação entre o alinhamento politico e a
posição corporal dos espectadores.
e) interrupção do espetáculo em virtude do
comportamento inadequado do público.
Resposta: D
O texto brinca com os vocábulos
“esquerda” e “direita”, relacionando-os ao
posicionamento político, bem como a
posição das cadeiras no teatro.
39. Uma noite em 67, de Renato Tera e
Ricardo Calil.
Editora Planeta, 296 páginas.
Mas foi um noite, aquela noite de sábado 21 de
outubro de 1967, que parou o nosso país. Parou
pra ver a finalíssima do III Festival da Record,
quando um jovem de 24 anos chamado
Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu carregado do
Teatro Paramount em São Paulo depois de
ganhar o prêmio máximo do festival com
Ponteio, que cantou acompanhado da
charmosa e iniciante Marília Medalha.
Foi naquele noite que Chico Buarque entoou
sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o
arranjador. Que Caetano Veloso brilhou
cantando Alegria, alegria com a plateia ao com
das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil
apresentou a tropicalista Domingo no parque
com os Mutantes.
Aquela noite que acabou virando filme, em
2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo
Calil, agora virou livro. O livro que está sendo
lançado agora é a história daquela noite,
ampliada e em estado que no jargão
jornalístico chamamos de matéria bruta. Quem
viu o filme vai se deliciar com as histórias – e
algumas fofocas – que cada um tem para
contar, agora sem os contes necessários que
um filme exige. E quem não viu o filme tem
diante de si um livro de histórias, pensando
bem, de História.
VILLAS, A. Disponível em:
www.cartacapital.com.br. Acessado em: 18
jun. 2014 (adaptado).
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Considerando os elementos constitutivos dos
gêneros textuais circulantes na sociedade,
nesse fragmento de resenha predominam
a) caracterização de personalidades do
contexto musical brasileiro dos anos 1960.
b) questões polêmicas direcionadas à
produção musical brasileira nos anos 1960.
c) relatos de experiências de artistas sobre os
festivais de música de 1967.
d) explicação sobre o quadro cultural do Brasil
durante a década de 1960.
e) opinião a respeito de uma obra sobre cena
musical de 1967.
Resposta: E
A resenha crítica, gênero textual derivado
dos textos dissertativos e com carácter
opinativo.
40. Analisando o texto anterior, a mais correta
classificação acerca de seu gênero textual é:
a) Resumo, pois sintetiza as informações de
outro texto;
b) Resumo, pois opina acerca de outro texto;
c) Resumo, pois sintetiza e opina a respeito de
outro texto;
d) Resenha, pois o autor sintetiza outro texto e
opina sobre ele;
e) Resenha, pois o autor opina sobre outro
texto.
Resposta: D
Idem explicação do item anterior: A resenha
consiste em uma modalidade de resumo
que apresenta a opinião do autor.
41. Apesar de muitas crianças e adolescentes
terem a Barbie como um exemplo de beleza,
um infográfico feito pelo site Rehabs.com
comprovou que, caso uma mulher tivesse as
medidas da boneca de plástico, ela nem estaria
viva.
Não é exatamente uma novidade que as
proporções da boneca mais famosa do mundo
são absurdas para o mundo real. Ativistas que
lutam pela construção de uma autoimagem
mais saudável, pesquisadores de distúrbios
alimentares e pessoas que se preocupam com
o impacto da indústria culturalna psique
humana apontam, há anos, a influência de
modelos como a Barbie na distorção do corpo
feminino.
Pescoço
Com um pescoço duas vezes mais longo e 15
centímetros mais fino do que o de uma mulher,
a Barbie seria incapaz de manter sua cabeça
levantada.
Cintura
Com uma cintura de 40 centímetros (menor do
que a sua cabeça), a Barbie da vida real só teria
espaço em seu corpo para acomodar metade
de um rim e alguns centímetros de intestino.
Quadril
O índice que mede a relação entre a cintura e
o quadril da Barbie é de 0,56, o que significa
que a medida da sua cintura representa 56% da
circunferência de seu quadril. Esse mesmo
índice, em uma mulher americana média, é de
0,8.
Disponivel em: http://oglobo.globo.com.
Acesso em: 2 maio 2015.
Ao abordar as possíveis influências da indústria
de brinquedos sobre a representação do corpo
feminino, o texto analisa a
a) Noção de beleza globalizada veiculada pela
indústria cultural.
b) Influência da mídia para a adoção de um
estilo de vida salutar pelas mulheres.
c) Relação entre a alimentação saudável e o
padrão de corpo instituído pela boneca.
d) Proporcionalidade entre a representação do
corpo da boneca e a do corpo humano.
e) Influência mercadológica na construção de
uma autoimagem positiva do corpo feminino
Resposta: D
O texto revisa as proporções corporais da
boneca, estabelecendo comparações
diretas entre ela e o corpo humano,
evidenciando os padrões impossíveis que o
brinquedo estabelece.
42. Nuances
Euforia: alegria barulhenta. Felicidade: alegria
silenciosa.
Gravar: quando o ator é de televisão. Filmar:
quando ele quer deixar claro que não é de
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http://oglobo/
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televisão.
Grávida: em qualquer ocasião. Gestante: em
filas e assentos preferenciais.
Guardar: na gaveta. Salvar: no Computador.
Salvaguardar: no Exército.
Menta: no sorvete, na bala ou no xarope.
Hortelã: na horta ou no suco de abacaxi.
Peça: quando você vai assistir. Espetáculo:
quando você está em cartaz com ele.
DUVIVIER, G. Folha de S. Paulo, 24 mar.
2014 (adaptado)
O texto trata da diferença de sentido entre
vocábulos muito próximos. Essa diferença é
apresentada considerando-se a(s)
a) Alternâncias na sonoridade.
b) Adequação às situações de uso.
c) Marcação flexional das palavras.
d) Grafia na norma-padrão da língua.
e) Categorias gramaticais das palavras.
Resposta: B
O texto aproxima vocábulos próximos, mas
estabelece distinções entre eles,
destacando as situações onde suas
devidas utilizações são cabíveis.
43.
Campanhas publicitárias podem evidenciar
problemas sociais. O Cartaz tem como
finalidade
a) Alertar os homens agressores sobre as
consequências de seus atos,
b) Conscientizar a população sobre a
necessidade de denunciar a violência
doméstica.
c) Instruir as mulheres sobre o que fazer em
casos de agressão.
d) Despertar nas crianças a capacidade de
reconhecer atos de violência doméstica.
e) Exigir das autoridades ações preventivas
contra a Violência doméstica.
Resposta: B
Ao aproximar os conceitos de “mulher” e
de “família”, o texto aborda não a violência
de gênero, mas a violência familiar.
44. TEXTO I
Fundamentam-se as regras da Gramática
Normativa nas obras dos grandes escritores,
em cuja linguagem as classes ilustradas põem
o seu ideal de perfeição, porque nela é que se
espelha o que o uso idiomático estabilizou e
consagrou.
LIMA, C. H. R. Gramática normativa da
língua portuguesa, Rio de Janeiro José
Olympio, 1989
TEXTO II
Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar.
As palavras são para mim corpos tocáveis,
sereias visíveis, sensualidades incorporadas.
Talvez porque a sensualidade real não tem para
mim interesse de nenhuma espécie – nem
sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-
me o desejo para aquilo que em mim Cria ritmos
Verbais, ou os escuta de Outros. Estremeço se
dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de
Chateaubriand, fazem formigar toda a minha
vida em todas as veias, fazem-me raivar
tremulamente quieto de um prazer inatingível
que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na
sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me
faz tremer como um ramo ao vento, num delírio
passivo de coisa movida.
PESSOA, F. O livro do desassossego São
Paulo Brasiliense, 1986
A linguagem cumpre diferentes funções no
processo de comunicação. A função que
predomina nos textos I e II
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a) Destaca o ―como‖ se elabora a mensagem,
considerando-se a seleção, Combinação e
sonoridade do texto.
b) Coloca o foco no ―Com o quê‖ se constrói a
mensagem, sendo o código utilizado o seu
próprio objeto.
c) Focaliza o ―quem‖ produz a mensagem,
mostrando seu posicionamento e suas
impressões pessoais.
d) O orienta-se no ―para quem‖ se dirige a
mensagem, estimulando a mudança de seu
comportamento.
e) Enfatiza sobre ―o quê‖ versa a mensagem,
apresentada com palavras precisas e
objetivas.
Resposta: B
Os textos utilizam o código como referência
a si próprio, denotando acentuada utilização
da função metalinguística.
45. Contranarciso
em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas
o outro
que há em mim
é você
você
e você
assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós
Leminsky P. Toda poesia. São Paulo: Cia.
das Letras, 2013.
A busca pela identidade constitui uma faceta da
tradição literária, redimensionada pelo olhar
contemporâneo. No poema, essa nova
dimensão revela a
a) ausência de traços identitários.
b) angústia com a solidão em público.
c) valorização da descoberta do ―eu‖ autêntico.
d) percepção da empatia como fator de
autoconhecimento.
e) impossibilidade de vivenciar experiências
de pertencimento.
Resposta: D
Passagens como “em mim eu vejo o outro”
e “o que há em mim é você” demarcam a
empatia (colocar-se no lugar do outro) do eu
lírico.
―Não existe essa coisa de um ano sem Senna,
dois anos sem Senna... Não há calendário para
a saudade‖
46. Segundo o texto, a saudade:
a) Aumenta a cada ano;
b) É bem maior no primeiro ano;
c) É maior na data do falecimento;
d) É constante;
e) Incomoda muito.
Resposta: D
O texto não especifica um prazo para a
saudade. Logo, ela é atemporal; a mesma o
tempo todo.
47. A segunda oração do texto tem um claro
valor:
a) Concessivo;
b) Temporal;
c) Causal;
d) Condicional;
e) Proporcional;
Resposta: C
Não haver um calendário para a saudade é
a causa de não existir isso de um ano sem
Senna.
48. A repetição da palavra ―não‖ exprime:
a) Dúvida;
b) Convicção;
c) Tristeza;
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d) Confiança;
e) Esperança.
Resposta: B
O eu lírico repete o advérbio de negação
(não) para correlacionar as orações,
apontando que tem ampla certeza de que
não há tempo para a tristeza.
49. A figura de linguagem que consiste na
repetição estrutural de um termo/expressão no
início dos períodos, a qual ocorre no caso da
palavra não, denomina-se:
a) Anáfora;
b) Silepse;
c) Sinestesia;
d) Pleonasmo;
e) Metonímia.
Resposta: A
Anáfora = Repetição no início dos períodos.
50. No esporte-participação ou esporte
popular, a manifestação ocorre no princípio do
prazer lúdico, que tem como finalidade o bem-
estar social dos seus praticantes. Está
associado intimamente com o lazer e o tempo
livre e ocorre em espaços não comprometidoscom o tempo e fora das obrigações da vida
diária. Tem como propósitos a descontração, a
diversão, o desenvolvimento pessoal e o
relacionamento com as pessoas. Pode-se
afirmar que o esporte-participação, por ser a
dimensão social do esporte mais inter-
relacionada com os caminhos democráticos,
equilibra o quadro de desigualdades de
oportunidades esportivas encontrado na
dimensão esporte-performance. Enquanto o
esporte-performance só permite sucesso aos
talentos ou àqueles que tiveram condições, o
esporte-participação favorece o prazer a todos
que dele desejarem tomar parte.
GODTSFRIEDT, J. Esporte e sua relação
com a sociedade: uma síntese
bibliográfica. EFDeportes, n. 142, mar.
2010.
O sentido de esporte-participação construído
no texto está fundamentalmente presente
a) Nos Jogos Olímpicos, uma vez que reúnem
diversos países na disputa de diferentes
modalidades esportivas.
b) Nas competições de esportes individuais,
uma vez que o sucesso de um indivíduo
incentiva a participação dos demais.
c) Nos campeonatos oficiais de futebol,
regionais e nacionais, por se tratar de uma
modalidade esportiva muito popular no país.
d) Nas competições promovidas pelas
federações e confederações, cujo objetivo é a
formação e a descoberta de talentos.
e) Nas modalidades esportivas adaptadas,
cujo objetivo é o maior engajamento dos
cidadãos.
Resposta: E
No texto, o conceito de esporte- participação
é dado como o uso do esporte como
ferramenta de inclusão, gerando nos
envolvidos o sentimento de pertencimento.
51. Segundo quadro
Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto.
Durante a mutação, ouve-se um dobrado e
vivas a Odorico, ―viva o prefeito‖ etc. Estão em
cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário
e Odorico. Este último, à janela, discursa.
ODORICO – povo sucupirano! Agoramente já
investido no cargo de Prefeito, aqui estou para
receber a confirmação, a ratificação, a
autenticação e por que não dizer a sagração do
povo que me elegeu.
Aplausos vêm de fora.
ODORICO – eu prometi que meu primeiro ato
como prefeito seria ordenar a construção do
cemitério.
Aplausos, aos quais se incorporam as
personagens em cena.
ODORICO – (continuando o discurso:)
Botando de lado os entretantos e partindo pros
finalmente, é uma alegria poder anunciar que
prafrentemente vocês já poderão morrer
descansados, tranquilos e desconstrangidos,
na certeza de que vão ser sepultados aqui
mesmo, nesta terra morna e cheirosa de
Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer
isso ao padre na hora da extrema-unção, que
tem enterro e cova de graça, conforme o
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prometido.
GOMES, D. O bem amado, Rio de Janeiro,
Ediouro, 2012
O gênero peça teatral tem o entretenimento
como uma de suas funções. Outra função
relevante do gênero, explícita nesse trecho de
O bem amado, é
a) Criticar satiricamente o comportamento de
pessoas públicas.
b) Denunciar a escassez de recursos públicos
nas prefeituras do interior.
c) Censurar a falta de domínio da língua
padrão em eventos sociais.
d) Despertar a preocupação da plateia com a
expectativa de vida dos cidadãos.
e) Questionar o apoio irrestrito de agentes
públicos aos gestores governamentais.
Resposta: A
É dito que a arte imita a vida, pois em
gêneros artísticos (como o teatro),
comumente encontramos críticas (ainda que
satirizadas) a diversos aspectos da
sociedade, sejam figuras públicas, órgãos
públicos, comportamentos nocivos ao meio
ambiente...
TEXTO I
A fábrica brasileira da General Motors em
Gravataí, no Rio Grande do Sul, será usada
como piloto para a implementação do novo
modelo de negócios que está sendo desenhado
mundialmente pela montadora. A meta da GM
é transformar-se numa companhia totalmente
5 voltada para o comércio eletrônico. A partir do
ano 2000, a Internet passará a nortear todos os
negócios do grupo, envolvendo desde os
fornecedores de autopeças até o consumidor
final. ―A planta de Gravataí representa a
imagem do futuro para toda a GM‖, afirma Mark
Hogan, ex- presidente da filial brasileira e
responsável pela nova divisão e-GM.
52. Segundo o texto:
a) a GM é uma empresa brasileira instalada
em Gravataí.
b) a montadora fez da fábrica brasileira de
Gravataí um modelo para todas as outras
fábricas espalhadas pelo mundo.
c) no Rio Grande do Sul, a GM implementará
um modelo de fábrica semelhante ao que está
sendo criado em outras partes do mundo.
d) a fábrica brasileira da GM vinha sendo
usada de acordo com o modelo mundial, mas
a montadora pretende alterar esse quadro.
e) a GM vai utilizar a fábrica do Rio Grande do
Sul como um protótipo do que será feito em
termos mundiais.
Resposta: E
53. A opção contrária as ideias contidas no
texto é:
a) A GM vai modificar, a partir de 2000, a
forma de fazer negócios;
b) Será grande a importância da internet nos
negócios da GM;
c) O consumidor final só poderá, a partir de
2000, negociar pela internet;
d) O comércio está nos planos da GM para o
ano de 2000;
e) A fábrica brasileira é considerada padrão
pelo seu ex-presidente.
Resposta: C
Há uma diferença gritante entre “a internet
nortear todos os negócios do grupo” e “o
grupo atuará apenas na internet”, como a
assertiva C propõe.
54. Deduz-se, pelo texto, que a fábrica
brasileira:
a) Será norteada pela internet;
b) Terá seu funcionamento modificado para
adequar-se as necessidades do mercado;
c) Será transferida para Gravataí;
d) Estará, a partir de 2000, parcialmente
voltada para o comércio eletrônico;
e) Seguirá no mesmo ritmo de outras
empresas da GM atualmente funcionando no
mundo.
Resposta: A
A partir do momento no qual o texto
estabelece a fábrica brasileira como piloto
para as demais no resto do mundo, bem
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como também alega que a internet norteará
os interesses do grupo, só é possível
imaginar que a internet também norteará a
fábrica brasileira.
55. Por ―implementação‖, pode-se entender:
a) Complementação;
b) Suplementação;
c) Exposição;
d) Realização;
e) Facilitação;
Resposta: D
Em se tratando de sinonímia,
implementação e realização tem valores
semânticos equivalentes. Logo, uma pode
ser empregada no lugar da outra.
56. Segundo as ideias contidas no texto, a
transformação a que se propor a GM:
a) Não tem apoio dos fornecedores;
b) Tem apoio do consumidor final;
c) Tem prazo estabelecido;
d) É inflexível;
e) Não tem lugar no mercado.
Resposta: C
O prazo estabelecido corresponde ao início
do século XXI; Ou seja: O ano 2000.
57. João/Zero (Wagner Moura) é um cientista
genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi
humilhado publicamente durante uma festa e
perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e
eterna paixão. Certo dia, uma experiência com
um de seus inventos permite que ele faça uma
viagem no tempo, retornando para aquela
época e podendo interferir no seu destino. Mas
quando ele retorna, descobre que sua vida
mudou totalmente e agora precisa encontrar
um jeito de mudar essa história, nem que para
isso tenha que voltar novamente ao passado.
Será que ele conseguirá acertar as coisas?
Disponível em: http://adorocinema.com.
Acesso em: 4 out. 2011.
Qual aspecto da organização gramatical
atualiza os eventos apresentados na resenha,
contribuindo para despertar o interesse do leitor
pelo filme?
a) O emprego do verbo haver, em vez de ter,
em ―há 20 anos atrás foi humilhado‖.
b) A descrição dos fatos com verbos no
presente do indicativo, como ―retorna‖ e
―descobre‖.
c) A repetição do emprego da conjunção ―mas‖
para contrapor ideias.d) A finalização do texto com a frase de efeito
"Será que ele conseguirá acertar as coisas?".
e) O uso do pronome de terceira pessoa ―ele‖
ao longo do texto para fazer referência ao
protagonista "João/Zero".
Resposta: B
Em se tratando de atualização, falamos de
tempo. Mais especificamente, do “tempo
atual”. Logo, temos que a utilização das
conjugações verbais no tempo presente é
um recurso que denota bastante as
atualizações do texto.
58.
Os textos publicitários são produzidos para
cumprir determinadas funções comunicativas.
Os objetivos desse cartaz estão voltados para
a conscientização dos brasileiros sobre a
necessidade de
a) As crianças frequentarem a escola
regularmente.
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b) A formação leitora começar na infância.
c) A alfabetização acontecer na idade certa.
d) A literatura ter o seu mercado consumidor
ampliado.
e) As escolas desenvolverem campanhas a
favor da leitura.
Resposta: B
O texto denota que crianças passam a
aprender e a descobrir inúmeras coisas ao
longo de suas vidas a partir do momento em
que adquirem o gosto pela leitura. Gosto
esse, o qual deva ser induzido por nós,
letrados e dotados da capacidade de ler e
escrever, com a finalidade de fazer o Brasil
inteiro virar uma página: Os altos índices de
analfabetismo.
59. Aí pelas três da tarde
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e
papéis, onde invejáveis escreventes dividiram
entre si o bom senso do mundo, aplicando-se
em ideias claras apesar do ruído e do mormaço,
seguros ao se pronunciarem sobre problemas
que afligem o homem moderno (espécie da
qual você, milenarmente cansado, talvez se
sinta um tanto excluído), largue tudo de repente
sob os olhares a sua volta, componha uma cara
de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais
calmos quanto os tais escribas mais severos,
dê um largo
―ciao‖ ao trabalho do dia, assim como quem se
despede da vida, e surpreenda pouco mais
tarde, com sua presença em hora tão insólita,
os que estiveram em casa ocupados na
limpeza dos armários, que você não sabia
antes como era conduzida. Convém não
responder aos olhares interrogativos, deixando
crescer, por instantes, a intensa expectativa
que se instala. Mas não exagere na medida e
suba sem demora ao quarto, libertando aí os
pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa
do corpo como se retirasse a importância das
coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas,
quem sabe até em pelo, mas sem ferir o
decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando
ao mesmo tempo, como boa verdade
provisória, toda mudança de comportamento.
NASSAR, R. Menina a caminho. São Paulo:
Cia. das Letras, 1997.
Em textos de diferentes gêneros, algumas
estratégias argumentativas referem-se a
recursos linguístico-discursivos mobilizados
para envolver o leitor. No texto, caracteriza-se
como estratégia de envolvimento a
a) Prescrição de comportamentos, como em:
―[...] largue tudo de repente sob os olhares a
sua volta [...]‖.
b) Apresentação de contraposição, como em:
―Mas não exagere na medida e suba sem
demora ao quarto [...]‖.
c) Explicitação do interlocutor, como em: ―[...]
(espécie da qual você, milenarmente cansado,
talvez se sinta um tanto excluído) [...]‖.
d) Descrição do espaço, como em: ―Nesta sala
atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde
invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-
senso do mundo [...]‖.
e) Construção de comparações, como em:
―[...] libertando aí os pés das meias e dos
sapatos, tirando a roupa do corpo como se
retirasse a importância das coisas [...]‖.
Resposta: C
O texto faz referência direta ao leitor para o
engajar no texto. Assim sendo, fazendo-o
se sentir incluso na temática abordada.
60.
A obra de Rubem Valentim apresenta
emblemas que, baseando-se em signos de
religiões afro-brasileiras, se transformam em
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produção artística. A obra Emblema 78
relaciona-se com o Modernismo em virtude da
a) Simplificação de formas da paisagem
brasileira.
b) Valorização de símbolos do processo de
urbanização.
c) Fusão de elementos da cultura brasileira
com a arte europeia.
d) Alusão aos símbolos cívicos presentes na
bandeira nacional
e) Composição simétrica de elementos
relativos à miscigenação racial.
Resposta: C
O apego às formas geométricas é
característica marcante das vanguardas
europeias.
61.
A instalação Dengo transformou a sala do
MAM-SP em um ambiente singular, explorando
como principal característica artística a:
a) Participação do público na interação lúdica
com a obra.
b) Distribuição de obstáculos no espaço da
exposição.
c) Representação simbólica de objetos
oníricos.
d) Interpretação subjetiva da lei da gravidade
e) Valorização de técnicas de artesanato.
Resposta: A
A obra ocupa os espaços da sala e se
aproxima do público, de modo a gerar um
maior envolvimento/engajamento das
pessoas com a própria obra, visto que não
há barreiras físicas que restrinjam a
aproximação dos indivíduos.
62. Naquela manhã de céu limpo e ar leve,
devido à chuva torrencial da noite anterior, saí
a caminhar com o sol ainda escondido para
tomar tenência dos primeiros movimentos da
vida na roça. Num demorou nem um tiquinho e
o cheiro intenso do café passado por Dona
Linda me invadiu as narinas e fez a fome se
acordar daquela rema letárgica derivada da
longa noite de sono. Levei as mãos até a água
que corria pela bica feita de bambu e o contato
gelado foi de arrepiar. Mas fui em frente e
levei as mãos em concha até o rosto. Com o
impacto, recuei e me faltou o fôlego por alguns
instantes, mas o despertar foi imediato. Já
aceso, entrei na cozinha na buscação de
derrubar a fome e me acercar do aconchego
do calor do fogão à lenha. Foi quando dei
reparo da figura esguia e discreta de uma
senhora acompanhada de um garoto
aparentando uns cinco anos de idade já
aboletada na ponta da mesa em proseio
íntimo com a dona da casa. Depois de um
vigoroso ―Bom dia!‖, de um vaporoso aperto
de mãos nas apresentações de praxe, fiquei
sabendo que Dona Flor de Maio levava o filho
Adão para tratamento das feridas que
pipocavam por seu corpo, provocando
pequenas pústulas de bordas avermelhadas.
GUIÂO, M. Disponível em:
www.revistaecologico.com.br. Acesso em:
10 mar. 2014 (adaptado)
A variedade linguística da narrativa é adequada
à descrição dos fatos. Por isso, a escolha de
determinadas palavras e expressões usadas no
texto está a serviço da
a) Localização dos eventos de fala no tempo
ficcional
b) Composição da verossimilhança do
ambiente retratado.
c) Restrição do papel do narrador à
observação das cenas relatadas.
d) Construção mística das personagens
femininas pelo autor do texto.
e) Caracterização das preferências linguísticas
da personagem masculina.
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Resposta: B
O narrador-personagem busca descrever
do modo mais preciso possível (verossímil)
suas memórias.
63. Zé Araújo começou a cantar num tom
triste, dizendo aos curiosos que começaram a
chegar que uma mulher tinha se ajoelhado aos
pés da santa cruz e jurado em nome de Jesus
um grande amor, mas jurou e não cumpriu,
fingiu e me enganou, pra mim você mentiu, pra
Deus você pecou, o coração tem razões que a
própria razão desconhece, faz promessas e
juras, depois esquece.
O caboclo estava triste e inspirado. Depois
dessa canção que arrepiou os cabelos da
Neusa, emendou comuma valsa mais arretada
ainda, cheia de palavras difíceis, mas bonita
que só a gota serena. Era a história de uma
boneca encantadora vista numa vitrine de cristal
sobre o soberbo pedestal. Zé Araújo fechava os
olhos e soltava a voz:
Seus cabelos tinham a cor/ Do sol a irradiar/
Fulvos raios de amor./ Seus olhos eram
circúnvagos/
Do romantismo azul dos lagos/ Mãos liriais,
uns braços divinais,/
Um corpo alvo sem par/ E os pés
muito pequenos./Enfim eu vi nesta boneca/
Uma perfeita Vênus.
CASTRO, N. L. As pelejas de Ojuara o
homem que desafiou o diabo. São Paulo:
Arx, 2006 (adaptado).
O comentário do narrador do romance ―[…]
emendou com uma valsa mais arretada ainda,
cheia de palavras difíceis, mas bonita que só a
gota serena‖ relaciona-se ao fato de que essa
valsa é representativa de uma variedade
linguística:
a) Detentora de grande prestígio social.
b) Específica da modalidade oral da língua.
c) Previsível para o contexto social da
narrativa.
d) Constituída de construções sintáticas
complexas.
e) Valorizadora do conteúdo em detrimento da
forma.
Resposta: A
O autor admira “palavras difíceis e
desconhecidas”, as quais não fazem parte
de seu convívio, pois denotam uma variação
linguística social, sendo pertinente a outro
grupo de indivíduos.
64. A lavadeira começou a viver como uma
serviçal que impõe respeito e não mais como
escrava. Mas essa regalia súbita foi efêmera.
Meus irmãos, nos frequentes deslizes que
adulteravam este novo relacionamento, eram
dardejados pelo olhar severo de Emilie; eles
nunca suportaram de bom grado que uma índia
passasse a comer na mesa da sala, usando os
mesmos talheres e pratos, e comprimindo com
os lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma
porcelana das xícaras de café. Uma espécie de
asco e repulsa tingia- lhes o rosto, já não
comiam com a mesma saciedade e recusavam-
se a elogiar os pastéis de picadinho de carneiro,
os folheados de nata e tâmara, e o arroz com
amêndoas, dourado, exalando um cheiro de
cebola tostada. Aquela mulher, sentada e
muda, com o rosto rastreado de rugas, era
capaz de tirar o sabor e o odor dos alimentos e
de suprimir a voz e o gesto como se o seu
silêncio ou a sua presença que era só silêncio
impedisse o outro de viver.
HATOUM, M. Relato de um certo Oriente.
São Paulo: Cia. das Letras, 2000.
Ao apresentar uma situação de tensão em
família, o narrador destila, nesse fragmento,
uma percepção das relações humanas e sociais
demarcada pelo
a) Predomínio dos estigmas de classe e de
raça sobre a intimidade da convivência.
b) Discurso da manutenção de uma ética
doméstica contra a subversão dos valores.
c) Desejo de superação do passado de
escassez em prol do presente de abastança.
d) Sentimento de insubordinação à autoridade
representada pela matriarca da família.
e) Rancor com a ingratidão e a hipocrisia
geradas pelas mudanças nas regras da casa.
Resposta: A
No texto, é posto que a lavadeira, de origem
mais humilde que os demais, não
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poderia estar presente à mesa.
Observe a seguinte charge para responder as
próximas questões:
(Duke. http://www.otempo.com.br)
65. No plano da linguagem verbal, o humor da
charge advém do fato de o marido, no pedido
da mulher, entender o verbo ―acertar‖ com
significado de
a) Resolver.
b) Consertar.
c) Endireitar.
d) Atingir.
e) Ajustar.
Resposta: D
O texto apresenta o vocábulo atingir em
duas situações adversas: A fala da mulher
e a do homem. Contudo, a imagem quebrada
do relógio denota a incompreensão da fala
da personagem feminina, bem como qual o
sentido compreendido pelo
personagem
masculino.
66. Em conformidade com a norma-padrão, a
frase do marido também poderia ser expressa
da seguinte forma:
a) Então, eu acertei ele com uma chinelada!
b) Então, por acaso eu não acertei-o com uma
chinelada!
c) Então, eu o acertei com uma chinelada!
d) Lhe acertei mesmo uma chinelada, então!
e) Este relógio aí, eu acertei-no com uma
chinelada, então!
Resposta: C
Pronomes pessoais do caso reto precisam
ter a função sintática de sujeito, bem como
os oblíquos de objeto. No mais, a ênclise
(colocação pronominal) só deverá ser
utilizada quando não houver fator de
próclise.
Leia o texto para responder às próximas 3
questões.
Avaliar os servidores
Instituições funcionam bem quando
conseguem promover os incentivos corretos.
Em se tratando do serviço público, isso significa
recompensar o mérito e o esforço, evitando que
funcionários sucumbam às forças da inércia.
Uma das razões do fracasso do socialismo real,
recorde-se, foi a ausência de estímulos do
gênero aos trabalhadores. Para estes, a
escolha racional era não chamar a atenção dos
superiores, negativa ou positivamente.
A gestão de pessoal no Estado brasileiro não
chega a reproduzir um modelo soviético, mas
carece de sistema eficaz de incentivos e
sanções. Com efeito, políticas de bônus por
produtividade nas carreiras públicas ainda são
tímidas e raramente bem desenhadas.
Já a dispensa de servidores por insuficiência de
desempenho, embora prevista na Constituição,
não pode ser posta em prática porque o
Congresso nunca elaborou uma lei
complementar que regulamentasse a
avaliação dos profissionais, como a Carta
exige.
Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de
avanço. Discute-se no Senado projeto que cria
um sistema de avaliação periódica, a ser
adotado por União, Estados e municípios, que
poderá levar à exoneração de servidores que
obtenham, por sucessivas vezes (o número
exato ainda é objeto de negociação), notas
inferiores a 30% da pontuação máxima.
Será ingenuidade, entretanto, contar com uma
aprovação fácil – os sindicatos da categoria já
se mobilizam contra o texto.
Tampouco se deve imaginar que basta uma lei
para alterar o status quo. Sistemas de avaliação
de servidores já existentes em
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alguns órgãos muitas vezes não passam de um
jogo de cena corporativista, que acaba por
distribuir premiações quase generalizadas.
As dificuldades, contudo, não podem ser
pretexto para o imobilismo. O projeto se
apresenta como um passo inicial importante;
uma vez posto em prática, a experiência servirá
de base para eventuais aperfeiçoamentos.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017.
Adaptado)
67. No editorial, argumenta-se que
a) A avaliação dos funcionários públicos no
Brasil contará com uma legislação específica,
a partir de projeto que tramita no Senado, o qual
prevê a dispensa de 30% dos servidores cujo
desempenho profissional não atende às
necessidades do Estado.
b) A gestão de pessoal é uma realidade no
Estado brasileiro, correspondendo a um jogo de
interesses em que se preservam servidores
com desempenho sofrível atuando sem
punição, razão pela qual o novo projeto de
avaliação deveria ser deixado de lado.
c) A aprovação do projeto de lei que tramita no
Senado deverá agilizar os processos de
avaliação dos funcionários públicos no Brasil,
atendendo a uma reivindicação de sindicatos
da categoria, que estão mobilizados para essa
nova realidade na gestão de pessoal.
d) A avaliação dos funcionários públicos no
Brasil seria desejável, de modo a garantir mais
eficiência no trabalho, reconhecendo o mérito
dos trabalhadores mais dedicados; contudo, a
legislação brasileira proíbe esse tipo de
acompanhamento de gestão de pessoal.
e) A gestão de pessoal no Estado brasileiro
precisa implementar um plano de avaliação de
seus servidores que seja capaz de estimulá- los
pelo mérito de seu trabalho, bem como aplicar a
correta penalidade àqueles cujo desempenhoé
insatisfatório.
Resposta: E
O texto ressalta as dificuldades da
implementação de leis que estimulem a
produtividade dos servidores públicos,
visto que a estagnação do profissional é
nociva às instituições.
68. Em relação ao projeto de lei a ser votado no
Senado, o texto deixa claro que
a) Sofre críticas dos sindicatos e, quando
aprovado, irá de encontro aos preceitos da
Carta.
b) Enfrentará resistências e, ainda que
aprovado, sua implementação poderá ser
comprometida.
c) Compromete os direitos dos trabalhadores
e, apesar disso, estes mantêm-se impassíveis.
d) Conta com o apoio dos servidores, mas, se
aprovado, criará impasses com os sindicatos.
e) É alvo de muitas críticas e, por conta disso, o
imobilismo social e político é inevitável.
Resposta: B
O texto cita algumas das resistências já
enfrentadas por qualquer projeto cujo viés
aponte para esta direção (gestão de
pessoal). Ainda, também põe em pauta que
não “se deve imaginar que basta uma lei
para alterar o status quo. Sistemas de
avaliação de servidores já existentes em
alguns órgãos muitas vezes não passam de
um jogo de cena corporativista, que acaba
por distribuir premiações quase
generalizadas”.
69. No 6º parágrafo – Será ingenuidade,
entretanto, contar com uma aprovação fácil –
os sindicatos da categoria já se mobilizam
contra o texto. –, a conjunção e o advérbio
destacados estabelecem no período,
respectivamente, relações de sentido de
a) Explicação e tempo.
b) Oposição e afirmação.
c) Conclusão e modo.
d) Oposição e tempo.
e) Conclusão e afirmação.
70. Assinale a alternativa em que a preposição
em destaque forma expressão com sentido de
causa.
a) Para estes, a escolha racional era não
chamar a atenção...
b) ...uma vez posto em prática, a experiência
servirá de base...
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c) ...carece de sistema eficaz de incentivos e
sanções.
d) Já a dispensa de servidores por
insuficiência de desempenho...
e) ...evitando que funcionários sucumbam às
forças da inércia.
Resposta: D
A insuficiência de desempenho é a causa
dos trabalhadores serem dispensados.
(Jaguar. Em: http://atarde.uol.com.br.
Adaptado)
71. Em conformidade com a norma-padrão, a
lacuna da frase-título da charge deve ser
preenchida com:
a) Por que as pessoas sente-se inseguras
b) Devido o sentimento de insegurança
c) Porque existe pessoas muito inseguras
d) Por que as pessoas continuam inseguras
e) Devido à insegurança vivida pelas pessoas
Resposta: E
Porque, junto e sem acento, é conjunção
explicativa. Devido, quando utilizado para
introduzir causa, é transitivo indireto.
72. É correto concluir, à vista dos elementos
verbais e não verbais, que
a) O comportamento do garoto não incomoda
a mulher, que acaba brincando com ele.
b) O garoto demonstra alegria exagerada, o
que faz com que a mulher reaja com tristeza.
c) A mulher e o garoto ignoram o fechamento
da escola, revelando o seu desprestígio.
d) A mulher reage à manifestação do garoto,
expressando contrariedade e repreendendo-o.
e) O garoto se mostra animado com a notícia,
mas a mulher evita expressar uma reação.
Resposta: A
Enquanto o garoto fica animado com a falta
de aulas, a mulher o repreende pela alegria
fútil; por negligenciar os benefícios de ir às
aulas.
73. Segundo o estudante do Instituto de
Relações Internacionais (IRI) da USP e
membro do Núcleo de Estudos em Tecnologia
e Sociedade (Nets), Victor Veloso, o Brasil
precisa de uma regulamentação quanto à
proteção de dados na internet, _ de
garantir a privacidade dos _ _ . Ele explica
que as informações são coletadas em diversas
plataformas, como Google e Facebook, com o
consentimento dos usuários nos termos de uso.
No entanto, o risco está na utilização dos dados
para além de interesses econômicos, com _
repasses aos
governos. O estudante considera que a
vigilância e a captação dos dados pode retirar
a privacidade das pessoas e cercear sua
liberdade. A de Direitos na Rede
promove a campanha ―Seus dados são você:
Liberdade, proteção, regulação para tratar da
garantia de privacidade dos dados na internet
brasileira‖.
(http://jornal.usp.br. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do
texto devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) afim … cidadãos … possiveis … coalisão
b) afim … cidadães … possíveis … coalisão
c) a fim … cidadãos … possíveis … coalizão
d) a fim … cidadões … possíveis … coalizão
e) a fim … cidadões … possiveis … coalizão
Resposta: C
A fim é sinônimo de com a finalidade, o
plural de cidadão é cidadãos, possíveis é
acentuado e coalizão é escrito com Z.
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http://atarde.uol.com.br/
http://jornal.usp.br/
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TEXTO I
Leia o texto para responder às questões de
números 65 a 80.
Briga de irmãos... Nós éramos cinco e
brigávamos muito, recordou Augusto, olhos
perdidos num ponto X, quase sorrindo. Isto não
quer dizer que nos detestássemos. Pelo
contrário. A gente gostava bastante uns dos
outros e não podia viver na separação. Se um
de nós ia para o colégio (era longe o colégio, a
viagem se fazia a cavalo, dez léguas na estrada
lamacenta, que o governo não consertava), os
outros ficavam tristes uma semana. Depois
esqueciam, mas a saudade do mano muitas
vezes estragava o nosso banho no poço,
irritava ainda mais o malogro da caça de
passarinho: ―Se Miguel estivesse aqui, garanto
que você não deixava o tiziu fugir‖, gritava
Édison. ―Você assustou ele falando alto...
Miguel te quebrava a cara‖. Miguel era o mais
velho, e fora fazer o seu ginásio. Não se sabe
bem por que a sua presença teria impedido a
fuga do pássaro, nem ainda por que o tapa no
rosto de Tito, com o tiziu já longínquo, teria
remediado o acontecimento. Mas o fato é que a
figura de Miguel, evocada naquele instante,
embalava nosso desapontamento e de certo
modo participava dele, ajudando-nos a voltar
para casa de mãos vazias e a enfrentar o risinho
malévolo dos Guimarães: ―O que é que vocês
pegaram hoje?‖ ―Nada‖. Miguel era deste
tamanho, impunha-se. Além disto, sabia
palavras difíceis, inclusive xingamentos, que
nos deixavam de boca aberta, ao explodirem na
discussão, e que decorávamos para aplicar na
primeira oportunidade, em nossas brigas
particulares com os meninos da rua.
Realmente, Miguel fazia muita falta, embora
cada um de nós trouxesse na pele a marca de
sua autoridade. E pensávamos com ânsia no
seu regresso, um pouco para gozar de sua
companhia, outro pouco para aprender nomes
feios, e bastante para descontar os socos que
ele nos dera, o miserável.
(Carlos Drummond de Andrade, A Salvação
da Alma. Em: O sorvete e outras histórias.)
74. O texto lido corresponde a trecho de
a) Reminiscências de um dos irmãos, que
assume a narração e relata episódios da
infância, destacando a figura do irmão mais
velho, marcante na vida dos demais por várias
razões.
b) Lembranças do narrador, que teve uma
infância difícil sob a opressão dos irmãos e de
outros vizinhos truculentos, mas que consegue
chegar ao final da vida perdoando a todos.
c) Relato de vida de augusto, irmão do
narrador, traçando o perfil do mais velho,
miguel, por quem todos nutriam sentimentos
dúbios, por seu caráter firme e sua força física.
d) Memórias do narrador, em que discute com
o irmão augusto a raiva e o desconforto que
viviam em presença do irmão miguel, mais
velho e mais inteligente, porém violento.
e) Recordações de miguel, o narrador, em que
se vangloria do fascínio que exercia sobre os
irmãos nas brincadeiras de criança e na forma
como os defendia de quem os ameaçasse.75. Nas passagens – … irritava ainda mais o
malogro da caça de passarinho … – e –
…com o tiziu já longínquo … –, os termos
destacados têm como antônimos,
respectivamente:
a) Infortúnio e distante.
b) Êxito e apartado.
c) Revés e perto.
d) Sorte e imperceptível.
e) Sucesso e próximo.
Resposta: E
Aqui, lembre-se que o enunciado pede os
antônimos! Ou seja, o significado oposto.
76. Assinale a alternativa em que a frase está
coerente quanto ao sentido do texto e em
conformidade com a norma-padrão.
a) Mesmo sendo pequeno, Miguel impunha-se
com os irmãos contra os Guimarães, quando
esses vinham com seu riso bizarro.
b) Como era grande, Miguel impunha-se sobre
os irmãos e os Guimarães, assim que eles
vinham com seu riso complacente.
c) Miguel era um garoto grande e impunha-se
aos demais. A lembrança dele ajudava os
irmãos a enfrentar o riso perverso dos
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Guimarães.
d) O tamanho de Miguel o impunha e ajudava
quando os irmãos tinham de enfrentar os
Guimarães com seu riso altruísta.
e) Por causa do tamanho, Miguel se impunha
em todos e os irmãos dele enfrentavam os
Guimarães quando eles tinham riso bizarro.
Resposta: B
Segundo o que é descrito no texto, Miguel
era grande e autoritário sobre os irmãos e
sobre os Guimarães, os quais possuíam um
característico riso complacente.
77. Assinale a alternativa em que a expressão
destacada está empregada em sentido
figurado.
a) Briga de irmãos... Nós éramos cinco e
brigávamos muito...
b) ...inclusive xingamentos, que nos deixavam
de boca aberta...
c) ...a viagem se fazia a cavalo, dez léguas na
estrada lamacenta...
d) Miguel era o mais velho, e fora fazer o
seu ginásio.
e) ...embora cada um de nós trouxesse na
pele a marca de sua autoridade.
Resposta: E
A autoridade não deixa marcas, as pancadas
sim.
78. Assinale a alternativa em que os verbos
estão corretamente flexionados, de acordo
com a norma-padrão.
a) Miguel quebrava a sua cara, se estivesse
aqui. Mas quando ele vim aqui, garanto que
você não deixa o passarinho fugir.
b) Miguel quebra a sua cara, se estivesse aqui.
Mas quando ele pôr os pés aqui, garanto que
você não deixaria o passarinho fugir.
c) Miguel quebraria a sua cara, se estivesse
aqui. Mas quando ele estiver aqui, garanto que
você não deixará o passarinho fugir.
d) Miguel quebraria a sua cara, se estivesse
aqui. Mas quando ele vir aqui, garanto que você
não deixava o passarinho fugir.
e) Miguel quebrava a sua cara, se estivesse
aqui. Mas quando ele estar aqui, garanto que
você não deixará o passarinho fugir.
Resposta: C
A alternativa C é a única que compreende
corretamente os modos subjuntivo
(hipóteses) e indicativo (certezas) estão
devidamente empregados.
79. Julgue os seguintes itens
I. "... se se queria que estivesse sério,
desatava a rir..."
II. "... parece que uma mola oculta o impelia..."
III. "... e isto (...) dava em resultado a mais
refinada má-criação que se pode imaginar."
Quanto às figuras de linguagem, há neles,
respectivamente,
a) antítese, comparação e hipérbole
b) paradoxo, metáfora e gradação
c) antítese, comparação e paradoxo
d) antítese, metáfora e hipérbole
e) paradoxo, comparação e hipérbole
Resposta: D
Antítese: Aproximação de ideias opostas;
metáfora: Ressignificação de termos;
hipérbole: Exagero.
80. Observando o período ―os alunos do oitavo
ano que fizeram bagunça estão sem recreio‖,
conclui-se que:
a) Todos os alunos do oitavo ano fizeram
bagunça e, por isto, ficarão sem recreio;
b) Que uma parte dos alunos ficou sem
recreio;
c) Todos os alunos fizeram bagunça, mas nem
todos serão punidos;
d) Todos alunos serão punidos, mas apenas
alguns fizeram bagunça;
e) Que uma parte dos alunos fez bagunça, e
outra será punida.
Resposta: B
Oração subordinada adjetiva restritiva:
Refere-se a uma parte do grupo. Logo, nem
todos os alunos fizeram bagunça. Apenas
os que fizeram foram punidos.
81. (FUVEST) A catacrese, figura que se
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observa na frase ―Montou o cavalo no burro
bravo‖, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa
do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um
tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no
trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são
lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.
Resposta: C
O trem em que todos embarcaram não é
literalmente uma locomotiva. O termo é uma
gíria que se refere a algo, de modo vago e
genérico. Todos embarcaram em alguma
coisa.
TEXTO I
Mais de 1 t de cocaína é achada dentro de
rolos compressores com destino à África
Carregamento foi interceptado no Porto de
Santos, no litoral de São Paulo, antes de ser
embarcado em um navio. Somente este ano,
mais de 16 toneladas da droga foram
encontradas no cais.
Ao menos 1.195 kg de cocaína foram
apreendidos após serem encontrados
armazenados em rolos compressores, na
madrugada desta terça-feira (18), em uma
operação conjunta da Polícia Federal e da
Receita Federal no Porto de Santos, no litoral
de São Paulo. O carregamento tinha como
destino a Costa do Marfim, na África. Até o
momento ninguém foi preso.
Uma investigação levou a polícia a monitorar a
exportação de equipamentos usados pelo cais
santista. Havia a suspeita, conforme apurado
pelo G1, que narcotraficantes utilizariam peças
para esconder entorpecentes e, assim,
despistar uma eventual fiscalização
alfandegária que poderia frustrar a remessa
ilícita.
82. Com relação à linguagem utilizada no
texto, é correto afirmar que:
a) Ocorre o uso da modalidade coloquial da
língua, demarcada pelo uso de vocábulos
como ―cocaína‖ e ―G1‖;
b) Tem a clara intenção promover o ponto de
vista do autor ao leitor;
c) Prioriza a emissão do ponto de vista do
autor;
d) Adota um tom imparcial, próprio da função
conativa – típica dos textos jornalísticos;
e) Assume um ponto de vista imparcial,
visando apenas a transmissão da informação.
Resposta: E
Trata-se de uma notícia, gênero textual
próprio dos jornais, cujo objetivo é centrado
na objetividade ao transmitir informação
(função referencial).
83. O texto melhor se enquadra entre os do
tipo:
a) Narrativo;
b) Dissertativo;
c) Injuntivo;
d) Descritivo;
e) Notícia;
Resposta: B
Dissertar = falar sobre. Mais
especificamente, derivado dos textos
dissertativos expositivos.
84. No último parágrafo, o texto afirma ―[...]e,
assim, despistar uma eventual fiscalização
alfandegária [...]‖. Em outras palavras, a
passagem em questão afirma que:
a) Os traficantes visavam a exportação ilegal,
sem pagar os devidos impostos ao fisco
brasileiro;
b) A alfândega é responsável pelo combate as
drogas no porto de Santos;
c) A alfândega não fiscaliza todos os lotes
exportados;
d) A cocaína é um produto ilegal em solo
brasileiro;
e) É um método comum para a ocultação de
ilícitos no porto.
Resposta: C
O termo “eventual” utilizado para
descrever a fiscalização sugere que , por
seja lá qual for o motivo, a alfândega não
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fiscaliza todos os lotes.
Observe a imagem para responder as próximas
4 questões:
85. Os jornais mudaram, a forma de informar
mudou; tudo em nome das novas tecnologias.
Este fenômeno demarca:
a) Uma ocorrência natural, própria do
surgimento de novos gêneros textuais;
b) Uma anormalidade prevista pela norma
gramatical, típica do surgimento de novos
gêneros textuais;
c) Aiminente substituição completa dos
impressos pelos veículos online;
d) Que ninguém mais consome jornais
impressos;
e) Que os gêneros ultrapassados certamente
serão substituídos por novos modelos;
Resposta: A
Os gêneros textuais são construções
orgânicas formadas a partir do processo
comunicativo. Eles nascem e morrem,
conforme seu uso é cabível ou não.
86. A respeito do surgimento de novos
gêneros textuais, é incorreto afirmar que:
a) Novos gêneros surgem conforme as
tecnologias também surgem na sociedade;
b) As necessidades advindas das novas eras
forçam a humanidade a adaptar a forma de se
comunicar, quase como um processo de
seleção natural;
c) Fatores de cunho sociais e regionais podem
influenciar o surgimento ou a utilização de
gêneros textuais específicos;
d) Tal como gêneros surgem, outros
desaparecem ou caem em desuso;
e) Um determinado gênero textual deverá
sempre ser relacionado a um mesmo tipo de
texto;
Resposta: E
Os gêneros textuais são as situações de
uso, enquanto as tipologias textuais são as
estruturas. Um mesmo gênero pode estar
relacionado a uma ou várias estruturas
distintas, em função da situação em que é
empregado.
87. Em se tratando de linguagem verbal, não
verbal e mista, observando a imagem acima:
a) Nota-se a ocorrência predominante da
linguagem verbal;
b) Nota-se a ocorrência predominante da
linguagem não verbal;
c) Por se tratar de uma imagem, deverá ser
classificada como linguagem não verbal;
d) Observa-se a presença do verbo e de
elementos não verbais, caracterizando a
linguagem mista;
e) Deverá ser classificada como linguagem
verbal e como linguagem não verbal, a
depender do texto que se observa, mas não
podendo ser mista.
Resposta: D
A imagem trata de um amontoado de
estruturas textuais, é verdade. Cada
estrutura pode ser classificada
separadamente, é verdade também. Mas a
imagem possui elementos verbais e não
verbais, caracterizando a linguagem mista.
88. É possível verificar a presença de diversas
funções da linguagem, dentre elas:
a) A presença da função apelativa, demarcada
exclusivamente nos textos jornalísticos;
b) A presença da função referencial, principal
aspecto dos textos publicitários;
c) A presença da função metalinguística,
caracterizada pelo uso de linguagem mista;
d) A presença da função poética, demarcada
pela diagramação dos textos;
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e) A presença da função conativa, principal
aspecto dos textos jornalísticos;
Resposta: D
Em questão, a alternativa D é a única que
relaciona corretamente a função da
linguagem
que pressupõe ao correto embasamento
teórico.
Observe a imagem
<http://analisedecharges.blogspot.com/201
0_03_01_archive.html>
89. Na língua portuguesa, dificilmente um
vocábulo estará relacionado apenas a uma
forma de interpretação. Como visto na charge
acima, o termo ―homens-bomba‖ é interpretado
de diferentes formas por diferentes pessoas.
Este fenômeno ocorre devido a:
a) Polissemia;
b) Monossemia;
c) Variações linguísticas;
d) Sintaxe;
e) Estereótipos;
Resposta: A
A polissemia é o fenômeno que permite a
um mesmo vocábulo ser conotado em
diferentes sentidos.
Observe a obra ―A criação de Adão‖, de
Michelangelo:
90. Nela, o pintor faz uso exclusivamente de
elementos não verbais para retratar tal
momento bíblico. Excepcional artista,
Michelangelo fez uso de tamanha genialidade
que apenas recentemente pudemos reconhecer
alguns aspectos de sua obra. Por exemplo,
Deus é retratado sendo segurado por anjos,
no que parece ser um formato peculiarmente
similar ao de um cérebro humano. Tal
associação caracteriza:
a) Um processo metalinguístico, onde Deus (o
criador) cria o homem, sendo este o
responsável por criar a obra (onde encontramos
deus);
b) A função fática, onde o autor apenas quer
testar a capacidade visual dos admiradores de
seu trabalho;
c) A função poética, onde o autor se preocupa
em informar seu pensamento religioso;
d) A função apelativa, onde o autor visa
convencer os admiradores de seu trabalho que
Deus não existe; é criação da mente humana;
e) A função emotiva, onde o autor foca na
interpretação que seus admiradores farão a
respeito de seu trabalho;
Resposta: A
Em se tratando do processo criacional, na
obra, Deus é retratado sendo criação do
homem (inclusive a composição do divino
se assemelha a um cérebro humano), no
momento em que cria o homem. Ou seja,
criar o processo de criar = metalinguagem.
MORFOSSINTAXE DOS PRONOMES
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Na língua portuguesa existem dez classes
gramaticais, também chamadas de classes
morfológicas ou, ainda, classes de palavras.
São elas: substantivo, artigo, adjetivo,
pronome, numeral, verbo, advérbio,
preposição, conjunção e interjeição. Destas,
seis são variáveis, ou seja, sofrem flexão
quanto ao gênero, número e grau. É o caso do
pronome.
Os pronomes podem ser:
Pessoais, possessivos, demonstrativos,
interrogativos, relativos, indefinidos..
Além dessa classificação principal, os
pronomes também podem ser classificados em
adjetivos e substantivos. O pronome é a palavra
que substitui ou acompanha um substantivo
(nome), definindo-lhe os limites de
significação. Em um texto, os pronomes podem
atuar como um importante mecanismo de
coesão
Classificação principal dos pronomes
Pronomes pessoais: subdividem-se em
pronomes pessoais do caso reto, pronomes
pessoais oblíquos e pronomes pessoais de
tratamento;
Pronomes possessivos: indicam relação de
posse, algo que pertence a uma das pessoas
do discurso.
São eles: meu, minha, meus, minhas, teu, tua,
teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa,
nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas,
seu, sua, seus, suas;
Pronomes demonstrativos: indicam
posicionamento, o lugar de um ser em relação
a uma das três pessoas gramaticais.
São eles: este, esta, estes, estas, isto, esse,
essa, esses, essas, isso, aquele, aquela,
aqueles, aquelas, aquilo. Palavras que podem
atuar como
pronomes demonstrativos: o, a, os, as,
mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio,
própria, próprios, próprias, tal, tais, semelhante,
semelhantes;
Pronomes interrogativos: são utilizados para
interrogar, isto é, para formular perguntas de
modo direto ou indireto.
São eles: que, quem, qual, quais, quanto,
quanta, quantos, quantas;
Pronomes relativos: são empregados para
retomar um substantivo (ou um pronome)
anterior a eles, substituindo-o no início da
oração seguinte.
São eles: que, quem, onde, o qual, a qual, os
quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
quanta, quantos, quantas;
Pronomes indefinidos: são aqueles que se
referem de modo indeterminado, vago, à
terceira pessoa gramatical.
São eles: alguém, ninguém, outrem, tudo,
nada, cada, algo, algum, algumas, nenhuns,
nenhuma, todo, todos, outra, outras, muito,
muita, pouco, poucos, certo, certa, vários,
várias, tanto, tantos, quanta, quantas,
qualquer, quaisquer, bastante, bastantes.
Pronomes adjetivos: sua função é
acompanhar os substantivos, fazendo o papel
de um adjetivo ao determinar e modificar o
substantivo;
Pronomes substantivos: são utilizados para
substituir o substantivo em uma oração.
É importante ressaltar a importância dos
pronomes para o processo de construção da
coesão em um texto. Por meio da coesão é
estabelecida a relação semântica (relações de
sentido entre as palavras) entre os elementos
do discurso, desde que os conectivos, entre
eles os pronomes,sejam empregados de
maneira correta, o que possibilitará o
encadeamento lógico das ideias do texto.
Pronomes Pessoais
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Os pronomes pessoais são divididos em: do
caso reto e oblíquo (dentro dos pronomes
pessoais também estão incluídos os pronomes
de tratamento.)
Pronomes pessoais são aqueles que designam
uma das três pessoas do discurso.
Exemplo: Eu fui ao cinema de táxi. (eu = 1ª
pessoa do discurso)
Subdivisão dos pronomes pessoais:
Do caso reto: função, na frase, como
sujeito.
Ex.: Nós fomos ao clube. (nós = sujeito)
Do caso oblíquo: função de complemento
na frase.
Ex.: Desculpem-me. (me = objeto)
Os pronomes oblíquos subdividem-se em:
Oblíquos átonos: nunca precedidos de
preposição: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se,
os, as, lhes.
Ex.: Basta-me a tua gratidão.
Oblíquos tônicos: sempre precedidos de
preposição:
Preposição: a, de, em, por etc.
Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles,
elas.
Ex.: Basta a mim a tua gratidão.
Pronomes Pessoais:
Pronomes de Tratamento
Nos pronomes pessoais incluem-se os
pronomes de tratamento.
Pronome de tratamento é aquele com que nos
referimos às pessoas, de maneira cerimoniosa.
Alguns pronomes de tratamento:
Emprego dos pronomes pessoais:
conosco e convosco: são utilizados na forma
sintética.
Ex.: Quero falar convosco ou Quero falar com
você.
o, a, os, as, quando precedidos de verbos que
terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo, la,
los, las, e os verbos perdem aquelas
terminações.
Ex.: Vou pô-la a par da história. (pôr + o)
o, a, os, as, quando precedidos de verbos que
terminam em –m, -ão, -õe, assumem a forma
no, na, nos, nas.
Ex.: Fizeram-no cumprir com o prometido.
nós e vós podem ser empregados em lugar de
eu e tu em situações de cerimônia ou, no caso
de nós, por modéstia.
Ex.: Nós, disse o secretário de segurança,
acabaremos com o crime neste país.
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(Modéstia)
vossa e sua: vossa cabe à pessoa com quem
se fala; sua cabe à pessoa de quem se fala.
Ex.: Vossa Excelência queira por favor analisar
os projetos. (falando com ou para uma
autoridade)
Ex.: Sua Excelência deverá analisar os
projetos ainda hoje. (falando de uma
autoridade)
você e os demais pronomes de tratamento
comportam-se gramaticalmente como
pronomes da terceira pessoa.
Ex.: Você comprou o presente errado!
Ex.: Vossa Excelência não precisa incomodar-
se com a oposição.
Locução pronominal
Locuções pronominais são conjuntos de
palavras que têm um único sentido e cumprem
a função de pronome.
Locução pronominal é um conjunto de duas ou
mais palavras que têm um único sentido e
cumprem a função de pronome.
As locuções pronominais são um conjunto de
duas ou mais palavras que cumprem função
morfológica dos pronomes.
Sabemos que os pronomes são a classe de
palavras que tem a função de substituir, retomar
os substantivos nas orações. Eles podem ser
classificados em pessoais (retos e oblíquos),
demonstrativos, indefinidos, relativos,
possessivos, de tratamento e outros.
Assim como os pronomes, também existem
diversos tipos de locuções, as quais exercem
diferentes funções morfológicas: Emprego dos
pronomes relativos
1. Os pronomes relativos virão precedidos de
preposição se a regência assim determinar.
Ex.: Este é o pintor a cuja obra me refiro.
Ex.: Este é o pintor de cuja obra gosto.
2. O pronome relativo quem é empregado
com referência a pessoas:
Ex.: Não conheço o político de quem você
falou.
3. O relativo quem pode aparecer sem
antecedente claro, sendo classificado como
pronome relativo indefinido.
Ex.: Quem faltou foi advertido.
4. Quando possuir antecedente, o pronome
relativo quem virá precedido de preposição.
Ex.: Marcelo era o homem a quem ela amava.
5. O pronome relativo que é o de mais largo
emprego, chamado de relativo universal, pode
ser empregado com referência a pessoas ou
coisas, no singular ou no plural.
Ex.: Não conheço o rapaz que saiu.
Ex.: Gostei muito do vestido que comprei.
Ex.: Eis os ingredientes de que necessitamos.
6. O pronome relativo que pode ter por
antecedente o demonstrativo o, a, os, as.
Ex.: Falo o que sinto. (o pronome o equivale a
aquilo)
7. Quando precedido de preposição
monossilábica, emprega-se o pronome relativo
que. Com preposições de mais de uma sílaba,
usa-se o relativo o qual (e flexões).
Ex.: Aquele é o livro com que trabalho.
Ex.: Aquela é a senhora para a qual trabalho.
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é
relativo possessivo equivalente a do qual, de
que, de quem. Deve concordar com a coisa
possuída.
Ex.: Apresentaram provas em cuja veracidade
eu creio.
9. O pronome relativo quanto, quantos e
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quantas são pronomes relativos quando
seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou
todas.
Ex.: Comprou tudo quanto viu.
10. O relativo onde deve ser usado para
indicar lugar e tem sentido aproximado de em
que, no qual.
Ex.: Este é o país onde habito.
a) onde é empregado com verbos que não
dão ideia de movimento. Pode ser usado sem
antecedente.
Ex.: Sempre morei no país onde nasci.
b) aonde é empregado com verbos que dão
ideia de movimento e equivale a para onde,
sendo resultado da combinação da preposição
a + onde.
Ex.: Voltei àquele lugar aonde minha mãe me
levava quando criança.
Uso do pronome cujo
O uso do pronome ―cujo‖ se encontra
submetido a critérios específicos.
A classe gramatical representada pelos
pronomes se apresenta um tanto quanto
complexa, dadas as suas subdivisões. Em se
tratando delas, os conhecimentos que temos
dos fatos linguísticos nos apontam, quando se
fala do pronome ―cujo‖, que ele integra a classe
dos pronomes relativos. Caso queira retomar
algumas noções acerca desse assunto, acesse
o texto ―Pronome relativo‖.
Conceitos assim relembrados, partamos rumo
ao intento de nossa discussão – abordar acerca
do uso do pronome em questão. Para tanto, a
primeira consideração a fazer é que tal
pronome não se encontra tão presente na fala
quanto na linguagem escrita. Consideremos,
pois, alguns aspectos expostos a seguir:
* O pronome em estudo somente é utilizado
no sentido de posse, fazendo referência ao
termo antecedente e ao substantivo
subsequente.
Ex.: A garota cujos pais estiveram na reunião
é a que mais se destaca.
Uma simples análise nos faz inferir que se trata
dos pais da garota (daí a ideia de posse).
* Não se usa artigo definido entre o referido
pronome (cujo) e o substantivo subsequente. O
exemplo a seguir nos aponta tal recorrência:
Ex.: A garota cujos os pais estiveram na
reunião é a que mais se destaca. Colocação
inadequada.
Portanto, optemos pela forma correta, sendo
essa assim demarcada:
Ex.: A garota cujos pais estiveram na reunião
é a que mais se destaca.
*Esse pronome deve ser expresso antecedido
de preposição sempre que a regência dos
termos posteriores exigir. Comprovemos tal
afirmação por meio de alguns casos
representativos:
- Aquele é o professor de cuja aula nem todos
participam.
Analisando a transitividade do verbo participar,
constatamos que se trata de um verbo transitivo
indireto, resultando, assim, no uso da
preposição (de).
- Esta é a professora em cuja capacidade
todos confiam.
O verbo confiar também se apresenta como
transitivo indireto.Quem confia, confia em
alguém.
- Esta é a professora a cujos trabalhos fizemos
elogios.
Fizemos elogios aos trabalhos de alguém –
aos da professora, portanto.
- Aquele é o amigo com cujas ideias não
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concordo.
Ao concordarmos, concordamos com algo –
daí a transitividade do verbo em questão
(concordar com).
- São estes os participantes contra cujas
ideias sempre lutamos.
Lutamos sempre contra as ideias de alguém, no
caso, dos participantes.
Outro aspecto, além desses abordados, figura-
se no fato de o pronome ―cujo‖ se apresentar
como variável, isto é, ele concorda em gênero
e número com o subsequente.
Substitutos dos pronomes demonstrativos
Na Língua Portuguesa, além daquelas
palavras habituais, conhecidas e atribuídas à
sua respectiva classe, há também outras que
podem ocupar a mesma posição, atuando,
assim, como substitutas. Estamos nos referindo
àquelas representadas por ―tal, mesmo,
próprio e semelhante‖, que podem atuar como
pronomes demonstrativos.
Os pronomes demonstrativos são aqueles que
indicam a posição dos seres em relação às três
pessoas do discurso. Tal localização pode
ser definida no tempo, no espaço ou no
próprio discurso, assim manifestadas:
1ª pessoa: este, esta, isto;
2ª pessoa: esse, essa, isso;
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.
Dessa forma, vejamos:
* A palavra ―tal‖ pode ser considerada sinônima
dos seguintes pronomes:
Este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela
e aquilo:
Ex.: Tal surpresa me deixou acanhada. (esta)
Ex.: Foi inesperada tal atitude, mesmo porque
não conhecíamos esse seu lado. (aquela)
*No sentido de ―exato, idêntico, em pessoa‖,
as palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖ atuam como
pronomes demonstrativos:
Ex.: Foi a própria professora quem nos deu a
notícia. (em pessoa)
Ex.: Foi nesse mesmo lugar que nos
encontramos pela primeira vez. (exato)
*A palavra ―semelhante‖ pode atuar como
demonstrativo de identidade:
Ex.: Você foi corajoso em proferir semelhante
palavra.
O pronome ―todo‖ deve ou não vir
acompanhado de artigo?
O pronome ―todo‖ pode surgir nas orações
precedido ou sucedido do artigo definido ―o‖,
gerando efeitos de sentido distintos nos
enunciados.
O pronome ―todo‖, quando acompanhado ou
não de artigo, exerce diferentes funções no
interior das orações.
A Gramática reconhece diversas classificações
à palavra ―TODO‖, já que ela pode exercer
diversas funções sintáticas e classificações
morfológicas no interior das orações (adjetivo,
advérbio, pronome indefinido e substantivo).
Desse modo, como a palavra ―TODO‖ exerce
distintas funções, ela também apresenta
diferenciação semântica e gera diferentes
efeitos de sentido nos enunciados.
Vejamos como isso acontece se observarmos
as distintas funções e efeitos causados pelas
formas:
―TODO e TODO O”, “TODA e TODA A‖
Primeiro, observe que aquilo que diferencia
essas formas é o uso ou omissão dos artigos
definidos (―O” e “A‖).
• TODO = qualquer
• TODO O = inteiro
Agora, leia as orações a seguir e reflita a
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respeito dos efeitos de sentido causados pelo
pronome ―TODO‖:
Ex.: Pensei em Clara durante todo o dia.
Ex.: Penso em Clara todo dia.
Ao analisá-las, é possível perceber que:
• Na primeira oração, o artigo definido ―O‖, que
sucede o pronome ―todos‖, sugere a ideia de
que o sujeito pensou em Clara durante apenas
aquele dia especificamente. Podemos dizer
também que o sujeito pensou em Clara apenas
no período diurno. Assim, atribui-se ao pronome
―TODO‖ o significado de "qualquer".
• Já na segunda oração, o pronome ―TODO‖
não aparece nem precedido e nem sucedido
do artigo definido ―O‖, e essa ausência gera um
efeito de sentido distinto da oração anterior.
Observe que, nessa oração, o sujeito pensa em
Clara todo dia, ou seja, constantemente. Caso
o falante deseje pronunciar a oração no plural,
gerando o mesmo efeito de sentido, deverá
acrescentar o artigo definido também no plural
―OS‖: ―Penso em Clara todos os dias‖. Assim,
atribui-se a ―TODO O‖ o significado de "inteiro".
Leia e observe esses mesmos efeitos de
sentido causados pela palavra ―TODO‖ em
outras orações:
Ex.: Todo mundo contava com sua participação
no evento.
Note que o contexto revela que se trata das
pessoas em geral, constituintes de um grupo
específico.
Ex.: A violência está espalhada por todo o
mundo.
Note que aqui o contexto nos revela que se
trata de um problema que assola o mundo
inteiro.
Vejamos alguns casos particulares:
a) O pronome indefinido será usado sem o
artigo quando houver um nome em função
predicativa:
• Tinha dois empregos, todos temporários.
b) O pronome indefinido plural ―TODOS‖ será
sucedido de artigo definido plural se o numeral
vier seguido de substantivo.
• Todos os nove deputados foram indiciados.
c) Quando cumpre a função de advérbio e
sugerir o sentido de ―completamente‖, a
palavra ―TODO‖ será flexionada como se
fosse adjetivo, ou seja, em gênero, grau e
número:
• A cidade estava toda maravilhada.
• Os operários caminhavam todos felizes.
Peculiaridades relativas ao emprego de alguns
pronomes
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
Oswald de
Andrade
Traços de cunho ideológico à parte, focaremos
nossa atenção no primeiro verso da primeira
estrofe e no último da segunda. Tais excertos,
quando comparados mediante a linguagem
coloquial e a padrão, nos conduzem à ideia de
que somos compelidos a seguir um sistema
convencional, pré-determinado pela norma
culta que rege a linguagem. Nada implicaria na
alteração de sentido se optássemos por utilizar
o segundo exemplo, mas o fato é que este não
se adéqua à modalidade culta.
O exemplo foi somente para ilustrar uma
recorrente prática no que se refere ao emprego
inadequado de alguns pronomes, assim como
tantas outras ocorrências, todas concernentes
à classe em questão. Assim, no intuito de
familiarizarmo-nos com o assunto,
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sobretudo no sentido de constatarmos alguns
―desvios‖ e, consequentemente, colocarmos
em prática os conhecimentos adquiridos,
analisemos:
Ex.: Desejamos uma sociedade onde prevaleça
mais igualdade e menos injustiça X Desejamos
uma sociedade na qual prevaleça mais
igualdade e menos injustiça.
O termo ―onde‖ não se adapta ao discurso,
visto que , sintaticamente falando, ele exerce a
função de adjunto adverbial de lugar. Portanto,
o correto é optarmos pela segunda alternativa,
pois o pronome relativo ―na qual‖ cumpre suas
reais funções, ou seja, a de substituir seu
antecedente (o substantivo ―sociedade‖).
Ex.: Márcia penteou seus cabelos X Márcia
penteou os cabelos.
O emprego do pronome possessivo implica tão
somente em uma redundância, haja vista que a
ideia de posse já está explícita, pois os cabelos
pertencem ao praticante da ação (no caso,
Márcia). Assim sendo, o correto é utilizarmos a
segunda opção.
Ex.: Este é seu amigo X Esse é seu amigo.
Temos que o pronome demonstrativo ―este‖
indica algo que está próximo à pessoa que fala,
e o pronome ―esse‖, próximo à pessoa com
quem se fala. Logo, o correto é dizermos:
Ex.: Esse é seu amigo.
Ouso da expressão o (a) mesmo (a) em
detrimento ao emprego de um pronome:
Ex.: Não toque neste aparelho, pois o mesmo
está com defeito X Não toque neste parelho,
pois ele está com defeito.
O uso da expressão o (a) mesmo (a) em
detrimento ao emprego de um pronome é
considerada errônea, visto que nesse caso o
ideal é optarmos por utilizá-lo, pois assim
estabeleceríamos a correta atribuição,
constatando-se como verdadeira a segunda
alternativa.
Ex.: Eu o amo X Eu lhe amo
Este caso é um típico exemplo relacionado à
transitividade verbal, uma vez que o emprego
do pronome está a ela associada. De tal modo,
o verbo amar classifica-se como transitivo
direto, pois quando amamos, amamos alguém,
sem o uso da preposição. Certo é dizermos: Eu
o amo.
Ex.: Isto é para eu fazer X Isto é para mim fazer
Quando analisada, a oração nos revela que
―eu‖ é o sujeito desta, e se encontra anteposto
a um verbo no infinitivo. Logo, o pronome
oblíquo não funciona como sujeito, e sim como
complemento, como por exemplo: As
encomendas foram entregues para mim.
Portanto, tem-se como correta a expressão:
Ex.: Isto é para eu fazer.
Pronomes demonstrativos de reforço
Os pronomes demonstrativos de reforço são
representados por alguns advérbios e pelas
palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖
Os recursos que a Língua Portuguesa nos
disponibiliza são variados, tendo em vista as
intenções a que se prestam determinadas
circunstâncias comunicativas. Dessa forma,
quando a intenção do emissor é a de reforçar
uma ideia, recorremos a tais recursos.
Aqui falaremos dos pronomes demonstrativos
de reforço. Por vezes precisamos enfatizar
uma situação, uma pessoa ou coisa e, para
tanto, dispomos de algumas palavras, sendo
elas retratadas por:
* Advérbios ―aqui, aí, ali, cá, lá, acolá‖:
Ex.: Pegue outro livro para você, pois este
aqui já é meu.
Ex.: Aquele lá!? Não acredito que possa me
ajudar.
Ex.: Esse aí não deixa de comparecer jamais
às reuniões.
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* As palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖:
- O morador do segundo andar?
- Ele próprio.
Foi isso mesmo que fiz, pois deveria agir
rápido.
- Foi ele quem apresentou o projeto?
- Ele mesmo. Recém-chegado e já está se
destacando bastante.
*O pronome ―outro‖, que possibilita algumas
aglutinações, tais como ―estoutro, essoutro e
aqueloutro‖ – evitadas, porém, no português
contemporâneo. Apesar de não serem
utilizadas, podemos constatar um exemplo:
Este é o amigo de quem você falava?
Não, é ―aqueloutro‖ ali.
Pronomes Indefinidos e Interrogativos
Os pronomes indefinidos são aqueles que se
referem à terceira pessoa do discurso de forma
vaga, imprecisa e genérica.
Alguém deixou o cachorro fugir.
Pronomes Indefinidos
substantivo, adjetivo, numeral, pronome,
verbo, advérbio, preposição, conjunção e
interjeição.
Observe:
Locução pronominal
As locuções pronominais são formadas por
duas ou mais palavras que exercem a função
de pronome. Veja alguns exemplos:
✓ nós mesmos
✓ aquela outra
✓ quem (o) quer que (seja)
✓ o qual
✓ em que
✓ cada um
✓ cada qual
✓ seja quem for
✓ seja qual for
Pronome Relativo
Um pronome relativo pode ser variável ou
invariável, ele tem a função de substituir um
termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações.
Publicado por: Marina Cabral em Pronomes
Pronome relativo é uma classe de pronomes
que substituem um termo da oração anterior e
estabelece relação entre duas orações.
Ex.: Nós conhecemos o professor. O
professor morreu.
Ex.: Nós conhecemos o professor que morreu.
Como se pode perceber, o que, nessa frase,
está substituindo o termo professor e está
relacionando a segunda oração com a
primeira.
Os pronomes relativos são os seguintes:
Variáveis Invariáveis
(referem-se a
coisas)
Algum, alguma, alguns,
algumas
algo
Nenhum, nenhuma Tudo
Nenhuns, nenhumas
Todo, toda, todos, todas Nada
Outro, outra, outros,
outras
Muito, muita, muitos,
muitas
(referem-se a
pessoas)
Pouco, pouca, poucos,
poucas
Quem
Certo, certa, certos,
certas
Alguém
Vário, vária, vários, Ninguém
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várias
Quanto, quanta,
quantos, quantas
Outrem
Tanto, tanta, tantos,
tantas
Qualquer, quaisquer
(referem-se a
coisas e pessoas)
Qual, quais Cada
Um, uma, uns, umas Que
Os pronomes indefinidos também podem
aparecer sob a forma de locução pronominal:
Cada qual, quem quer que, qualquer um, todo
aquele que, tudo o mais
Emprego dos pronomes indefinidos
O indefinido algum, posposto ao substantivo
assume sentido negativo.
Ex.: Motivo algum me fará desistir de você.
(negativo)
O indefinido cada não deve ser utilizado
desacompanhado de substantivo ou numeral.
Ex.: Ganhamos duas casas cada um.
O indefinido certo, antes de substantivo é
pronome indefinido, depois do substantivo é
adjetivo.
Ex.: Não compreendi certas pessoas.
(pronome indefinido)
Ex.: Escolheu a pessoa certa para casar.
(adjetivo)
O indefinido todo e toda (singular), quando
desacompanhados de artigo, significam
qualquer.
Ex.: Todo homem é desonesto. (Qualquer
homem)
Quando acompanhados de artigo dão ideia de
totalidade.
Ex.: Ela comeu toda a pizza.
Qualquer (plural = quaisquer): Vieram pessoas
de quaisquer origens.
Pronomes Interrogativos
É um tipo de pronome indefinido com que se
introduzem frases interrogativas (diretas ou
indiretas).
Variáveis Invariáveis
Qual,
quanto
Quem que
Ex.: Quantos irão viajar nas férias? (direta)
Ex.: Quero saber quantos irão viajar nas férias.
(indireta)
Um estudo acerca dos pronomes ―este‖,
―esse‖ e ―aquele‖
Os pronomes em questão representam uma
das subdivisões da referida classe – assim
caracterizados de demonstrativos. De acordo
com a função desempenhada, estes têm por
finalidade indicar a posição dos seres no tempo
ou no espaço, tendo as três pessoas do discurso
(1ª, 2ª e 3ª) como referência. Diante disso,
observemo-los:
Vejamos agora a maneira pela qual os
empregamos em relação ao espaço:
*Os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam o
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ser ou objeto que estão próximos à pessoa que
fala. Portanto, são usados em relação aos
pronomes representados por ―eu, mim, comigo,
meu e minha‖.
Ex.: Esta linda caneta é uma relíquia. (Esta
linda caneta que está comigo)
* Os pronomes esse(s), essa(s) e isso indicam
o ser/objeto que estão próximos à pessoa com
quem se fala. Relacionam-se, por
conseguinte, aos pronomes ―tu, te, contigo,
você, teu, tua, seu, sua‖.
Ex.: Nossa! Esse vestido é lindo. (Esse vestido
que está contigo)
* Os pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo
indicam o ser/objeto que estão longe tanto da
pessoa que fala quanto da pessoa que ouve,
relacionando-se aos advérbios ali ou lá.
Ex.: Aquela garota é muito estudiosa (Aquela
que lá está)
* Em relação ao tempo, empregamo-los:
a) os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam
o tempo presente em relação à pessoa que os
emite. Exemplo:
Ex.: Este momento de confraternização é
inesquecível.
b) Os pronomes esse(s), essa(s) e isso
indicam o tempo passado ou futuro
relativamente próximos ao momento da
emissão.
Ex.: Os momentos em que todos se abraçaram
durante a confraternização... esse foi para mim
o mais belo de todos.
c) Os pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo
indicam um tempo distante emrelação ao
momento em que são proferidos.
Ex.: Há anos não saímos juntos! Aqueles
tempos só nos deixaram saudades.
* Analisando-os em relação à fala e à escrita:
a) Os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam
algo que ainda será dito ou escrito.
Ex.: Os temas abordados durante a pesquisa
serão estes: meio ambiente e segurança.
b) Os pronomes esse(s), essa(s) e isso
indicam algo que já foi falado ou escrito.
Exemplo:
Ex.: Elaboração do plano anual: foi esse o
assunto discutivo na reunião.
c) Os pronomes este e aquele se relacionam
a elementos já mencionados na fala ou na
escrita, sendo que aquele indica o mais
distante, e este, o mais próximo.
Ex.: Na sala de aula há dois alunos que se
destacam – Pedro e Marcos. Este por seu jeito
extrovertido, e aquele pelo seu jeito educado.
O (s) e a (s) como demonstrativos
Os pronomes o (s) e a (s), na qualidade de
pronomes substantivos, atuam também como
demonstrativos
Os pronomes o (s) e a (s) integram a classe dos
pronomes oblíquos. Contudo, indo além dos
fatos gramaticais, constatamos que esses
mesmos pronomes, na qualidade de
pronomes substantivos, podem, também,
ocupar o lugar de demonstrativos. Assim, para
que possamos nos inteirar acerca das
peculiaridades que norteiam o assunto em
questão, relembremos, pois, o conceito de
pronomes substantivos.
Tais pronomes representam aqueles que
substituem o substantivo, de modo a fazer com
que o discurso não se torne repetitivo. Assim
sendo, certifiquemo-nos de algumas situações
nas quais se evidencia a ocorrência linguística
posta em discussão:
* Nos casos em que eles aparecem
determinados por uma oração ou, em casos
raros, por uma expressão adjetiva, denotando
o sentido de ―aquele (s), aquela (s) e aquilo‖.
Analisemos o seguinte enunciado:
O bom filho obedece aos pais. O que não
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possui uma estrutura familiar fica à mercê do
próprio destino.
Há de se constatar que o pronome ―o‖, que se
encontra em destaque, além de poder ser
substituído por ―aquele‖, ainda apresenta uma
função substantiva, substituindo o vocábulo
―filho‖ –classificado como um substantivo.
* Nos casos em que os pronomes o (s) e a (s),
podendo ser substituídos por ―isto, isso e
aquilo‖, exercem as funções sintáticas de objeto
direto ou predicativo, fazendo referência a um
substantivo, adjetivo, ao sentido geral de uma
frase ou a um termo dela. Vejamos outros
exemplos:
Não pense que o anúncio não era
importante, pois o era.
A ideia que tinhas a meu respeito, conhecia-a
de longos tempos.
Colocação pronominal
A colocação pronominal faz referência à
posição dos pronomes pessoais oblíquos
átonos em relação ao verbo.
Os pronomes pessoais oblíquos átonos são:
me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos.
O pronome pode estar em três posições
distintas em relação ao verbo:
- Próclise
- Mesóclise
- Ênclise
No momento da escrita é natural que surjam
alguns questionamentos quanto ao emprego
correto de certas expressões, entre elas o
emprego dos pronomes oblíquos átonos: o, a,
me, te, se, lhe.
Várias vezes nos deparamos com as
modalidades de escrita:
―Vou lhe dizer que estou muito feliz/ ―Vou
dizer-lhe que estou muito feliz.
Mas qual delas é a correta?
Em razão dessas e outras ocorrências é que a
partir de agora conheceremos um pouco mais
sobre essas particularidades que fazem parte
da linguagem formal, e que, via de regra,
precisam ser apreendidas por todos nós,
principalmente quando se trata da escrita.
A colocação correta desses pronomes em
relação ao verbo faz parte da tríade
denominada próclise (o pronome vem antes do
verbo), mesóclise (vem no meio) e ênclise (vem
depois do verbo). A princípio parece ser uma
nomenclatura complicada, não é mesmo? Mas
depois que as conhecermos, tudo se
esclarecerá. Então, vamos lá!
A próclise ocorre mediante os seguintes casos:
Com os advérbios de maneira geral:
Ex.: Aqui se cultiva a paz e a harmonia.
Ex.: Talvez lhe traga a encomenda que pediu.
Ex.: Não se preocupe, tudo vai dar certo.
Com os pronomes substantivos:
Ex.: Todos te ajudarão nesta importante
tarefa.
Ex.: Aquilo me deixou estarrecida.
Com os pronomes relativos:
Ex.: Os policiais estão à procura do rapaz que
se evadiu do local.
Ex.: O pátio é o lugar onde me sinto à
vontade.
Com as conjunções subordinativas:
Ex.: Farei isso se me for útil.
Ex.: É necessário que o leve à festa.
Com a preposição seguida de gerúndio:
Ex.: Em se tratando de saúde, toda cautela é
pouco.
Em frases exclamativas e interrogativas:
Ex.: Quanto me custou ter que partir agora!
Ex.: Quanto lhe devo por este pedido?
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Em frases optativas (que expressam desejos,
previsões):
Ex.: Que o futuro lhe traga sucesso.
Ex.: Que Deus o abençoe.
A mesóclise, embora não seja muito usual,
somente ocorre com os verbos conjugados no
futuro do presente e do pretérito.
Ex.: Comemorar-se-ia o aniversário se todos
estivessem presentes.
Ex.: Planejar-se-ão todos os gastos referentes
a este ano.
A ênclise, que tem incidência nos seguintes
casos:
Em frase iniciada por verbo, desde que não
esteja no futuro:
Ex.: Vou dizer-lhe que estou muito feliz.
Ex.: Pretendeu-se desvendar todo aquele
mistério.
Nas orações reduzidas de infinitivo:
Ex.: Convém contar-lhe tudo sobre o
acontecido.
Nas orações reduzidas de gerúndio:
Ex.: O diretor apareceu avisando-lhe sobre o
início das avaliações.
Nas frases imperativas afirmativas:
Ex.: Senhor, atenda-me, por favor!
Pronomes Reflexivos e Recíprocos
Tanto os pronomes reflexivos,
quanto os recíprocos, são representados pelos
pronomes pessoais do caso oblíquo, sendo
esses utilizados na função de complemento:
quando átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos,
os, as, lhes) se apresentam sem preposição, e
quando tônicos (mim, ti, si, ela, ele, nós, vós,
eles, elas), com preposição.
Assim, munidos dessa percepção
elementar, sigamos com nossa
discussão acerca das circunstâncias
linguísticas em que tais pronomes se
apresentam ora como reflexivos, ora como
recíprocos.
* As formas átonas ―me, nos, te, vos e se‖
podem ser utilizadas no sentido de indicar que
a ação praticada pelo sujeito reflete nele
mesmo, ou seja, é voltada para ele próprio.
Assim, mediante tal ocorrência, afirmamos que
os pronomes assumem a condição de
pronomes reflexivos. Confirmemos tal
afirmação, pois, por meio dos exemplos em
questão:
Ex.: Diante destas ações, tu te condenas cada
vez mais.
Ex.: A garota atirou-se nos braços do pai,
quando o viu.
* As formas tônicas ―si e consigo‖ atuam
também como reflexivas. Vejamos alguns
casos que as representam:
Ex.: Ele parece ser bastante egoísta, pois quer
tudo para si.
Ex.: Onde quer que esteja, sempre leva
consigo lembranças do passado.
Em se tratando de tais formas é sempre bom
estarmos atentos a alguns detalhes, visto que
em algumas circunstâncias elas são utilizadas
de forma incorreta, contrariando, assim, o
padrão formal da linguagem. Observemo-las:
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em si.
(situação inadequada)
No intuito de reformularmos o discurso,
obtemos:
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em você.
Ou ainda:
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em ti.
O meu desejo é viajar consigo
para o exterior. (situação inadequada)
Reformulando, temos:
Ex.: O meu desejo é viajar contigo para o
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Ou também:
outro.
OU
Ex.: O meu desejo é viajar com você para o
exterior.
* Em algumas circunstâncias, os pronomes
―nos, vos e se‖, quando utilizados, denotam a
ocorrência de que houve uma ação trocada
entre os elementos do sujeito. Quando isso
ocorre dizemos que os pronomes assumiram a
condição de pronomes recíprocos. Atenhamo-
nos aos casos que seguem:
Ex.: Pedro e Paulo se acusavam diariamente
pelo mau andamento dos negócios na
empresa.
Ex.: Após o ocorrido, eu e ela nos
cumprimentamos.
Alguns detalhes se consideram como
relevantes, em se tratando desses últimos
pronomes, haja vista que, pelo fato de serem
idênticos às pessoas do pronome reflexivo e do
recíproco, pode ser que haja traços de
ambiguidade nos casos do sujeito plural. Assim
sendo, temos que nos valer de alguns recursos,
de modo a evitar que tal desvio aconteça. Para
tanto, temos como base os exemplos abaixo:
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se.
Por meio de tal discurso podemos inferir que
ambas as pessoas do sujeito cometeram um
engano; ou pode ser que Pedro enganou
Beatriz e essa a Pedro. Eis os recursos:
* No sentido de marcar a ação
reflexiva é recomendável acrescentar-lhes,
conforme a pessoa: a mim mesmo, a ti mesmo,
a si mesmo, entre outras:
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram a si mesmos.
* No sentido de demarcar a ação recíproca,
torna-se conveniente acrescentar-lhes uma
expressão pronominal, representada por ―um
ao outro, uns aos outros, entre si‖:
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se um ao
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se entre si.
Ou também fazendo uso dos advérbios
―reciprocamente ou mutuamente‖:
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se
mutuamente.
MORFOLOGIA
Classes Gramaticais Invariáveis
ADVÉRBIO
Os advérbios e as locuções adverbiais são
classificados de acordo com a circunstância que
expressam em:
Afirmação: sim, certamente, efetivamente,
realmente, sem dúvida, com certeza.
Dúvida: talvez, quiçá, possivelmente,
provavelmente.
Intensidade: muito, pouco, bastante, demais,
menos, tão.
Lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo,
acima,
dentro, fora, além, adiante, à direita, à
esquerda.
Tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde,
sempre, nunca, de manhã, de repente.
Modo: assim, bem, mal, depressa, devagar,
calmamente, afobadamente, alegremente, à
vontade, ao léu.
Negação: não, tampouco, de maneira alguma.
EMPREGO DOS ADVÉRBIOS
1. Quando se coordenam vários advérbios
terminados em -mente, pode-se usar esse
sufixo apenas no último:
Ex.: Estava dormindo calma, tranquila
sossegadamente.
2. Antes de particípios não se devem usar as
formas irregulares do comparativo de
superioridade (melhor, pior), e sim as formas
analíticas (mais bem, mais mal):
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Ex.: Aquelas alunas estavam mais bem
preparadas que as outras.
3. Na linguagem popular, é comum o advérbio
receber sufixo diminutivo. Nesses casos, o
sufixo não adquire valor propriamente
diminutivo, e sim superlativo:
Ex.: Ele chegou cedinho. (muito cedo)
Moro pertinho de você. (bem perto)
4. Ainda na linguagem popular, é comum a
repetição do advérbio a fim de intensificá-lo:
Ex.: Devo chegar cedo, cedo.
Parto logo, logo.
PREPOSIÇÃO
EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES:
1. As preposições podem assumir inúmeros
valores semânticos:
Meio – Chegou de ônibus.
Origem – Voltou de Alagoas.
Companhia – Saiu com os amigos.
Falta ou ausência – Vivia sem dinheiro.
Finalidade – Discursava para convencer.
Lugar – Morava em uma praia distante.
Causa – Morreu de fome.
Matéria – Usava um chapéu de palha
Posse – O carro de Paulo é antigo.
Assunto – Conversavam sobre futebol.
2. Algumas preposições podem aparecer
unidas a outras palavras. Quando na junção da
preposição com outra palavra não houver perda
de elemento fonético, teremos combinação.
Caso haja alteração fonética, teremos
contração.
Combinação:
ao (a + o) aos (a + os) aonde (a + onde)
Contração:
do (de + o) dum (de + um)
desta (de + esta) no (em + o)
num (em + um) neste (em + este)
3. A preposição a pode se fundir com um
artigo a (ou as). Essa fusão é indicada pelo
acento grave (`) e recebe o nome de crase.
Ex.: Vou à escola. (Vou a + a escola.)
Fizeram referência às colegas. (Fizeram
referência a + as colegas.)
4. Na linguagem formal culta, não se deve
fazer a contração da preposição de com o artigo
que encabeça o sujeito de um verbo.
Ex.: Está na hora de a onça beber água. (e não:
Está na hora da onça beber água.)
CONJUNÇÃO
As conjunções, assim como as locuções
conjuntivas, classificam-se em coordenativas e
subordinativas.
As conjunções coordenativas subdividem-se
em:
* Aditivas (indicam soma, adição): e, nem,
mas, também, mas ainda.
* Adversativas (indicam oposição,
contraste): mas, porém, todavia, contudo,
entretanto.
* Alternativas (indicam alternância,
escolha): ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer.
* Conclusivas (indicam conclusão): pois
(posposto ao verbo), logo, portanto, então.
* Explicativas (indicam explicação): pois
(anteposto ao verbo), porque, que.
As conjunções subordinativas subdividem-se
em:
* Causais: (exprimem causa, motivo):
porque, visto que, já que, uma vez que, como
etc.
* Condicionais: (exprimem condição): se,
caso, contanto que, desde que etc.
* Consecutivas: (exprimem resultado,
consequência): que (precedido de tão, tal,
tanto), de modo que, de maneira que etc.
* Comparativas: (exprimem comparação):
como que (precedido de mais ou menos) etc.
* Conformativas: (exprimem
conformidade): como, conforme, segundo etc.
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* Concessivas: (exprimem concessão):
embora, se bem que, ainda que, mesmo que,
conquanto etc.
* Temporais: (exprimem tempo): quando,
enquanto, logo que, desde que, assim que etc.
* Finais: (exprimem finalidade): a fim de
que, para que, que etc.
* Proporcionais: (exprimem proporção): à
proporção que, à medida que etc.
* Integrantes: que, se (quando iniciam
oração subordinada substantiva).
Observação: Assim como ocorre com as
preposições, é o contexto que determina o tipo
de relação estabelecida pela conjunção (ou
locução conjuntiva), pois uma mesma
conjunção (ou locução conjuntiva) pode
estabelecer relações diferentes entre orações.
Exemplos:
Você irá bem na prova desde que estude. (A
locução conjuntiva desde que está
estabelecendo relação de condição.)
Não para de falar desde que a aula começou.
(A locução conjuntiva desde que está
estabelecendo relação de tempo.)
Gritou tanto que ficou rouco. (A conjunção que
está estabelecendo relação de consequência.)
Ele gritou mais que eu. (A conjunção que está
estabelecendo relação de comparação.)
INTERJEIÇÃO
Interjeição é a palavra invariável por meio da
qual exprimimos sentimentos e emoções
variados.
Alegria: ah!, oh!, oba!
Advertência: cuidado!, atenção!
Alívio: ufa!, arre!
Animação: coragem!, avante!, eia!
Desejo: Oxalá!, tomara!
Dor: ai!, ui!
Espanto: oh!, chi!, ué!, barbaridade!, uai!
Impaciência: hum!, hem!
Invocação: ô!, alô!, olá!
Silêncio: psiu!, silêncio!
Quando a interjeição é expressa por mais de
um vocábulo, recebe o nome de locução
interjetiva.
Ex.: Ora bolas! / puxa vida! / se Deus quiser!
VERBO
Verbos são as palavras da língua portuguesa
que mais possuem flexões, e são justamente
essas flexões que os caracterizam como
verbos. Diferente do que muitos pensam,
verbos não se referem apenas a ações, mas
também a fenômenos naturais, caráter de
estado, desejo e ocorrências. Suas flexões são
em número, pessoa, modo, tempo e voz. Os
verbossão considerados as palavras mais
importantes para a construção de uma
mensagem, frase, ideia escrita ou oral.
Conhecer e saber conjugar verbos é o requisito
mais importante para se ter uma escrita ou
oralidade boa na língua portuguesa.
ESTRUTURA
O verbo possui uma estrutura morfológica
composta por apenas três morfemas: radical,
vogal temática e desinência. São estruturas
básicas que não existem apenas no verbo.
Estes morfemas já foram explicados de modo
geral aqui no site, na página de morfologia,
porém agora daremos uma atenção maior aos
verbos.
• Radical – É a parte da palavra que
carrega seu significado e que não é mutável, na
maioria das vezes.
• Vogal temática – Existem três vogais
temáticas, e a função delas é a ligação do
radical com a desinência. O radical e a vogal
temática juntos formam o tema.
• Desinências – Morfemas adicionados ao
tema para caracterizar as flexões do verbo.
Existem desinências verbais modo-temporais e
número-pessoais.
Exemplo: Na palavra brigávamos, podemos
identificar a seguinte divisão:
• brigá é o tema, junção do radical brig com a
vogal temática á;
• va é a desinência verbal modo-temporal;
• mos é a desinência verbal número-pessoal.
As três vogais temáticas dividem os verbos em
três grupos de conjugação:
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• Verbos de primeira conjugação: São
aqueles com a vogal temática ―a‖.
Exemplos: levantar, jantar, ventar, guiar.
• Verbos de segunda conjugação: São
aqueles com a vogal temática ―e‖.
Exemplos: beber, escrever, conhecer,
anoitecer.
• Verbos de terceira conjugação: São
aqueles com a vogal temática ―i‖.
Exemplos: dormir, fugir, construir, traduzir.
O verbo ―pôr‖ e seus derivados ―compor‖,
―dispor‖, ―depor‖ etc, são considerados verbos
de segunda conjugação. Isso se dá graças à
derivação arcaica da palavra latina ponere
para o português ―poer‖.
mantendo o mesmo número e modificando
apenas a pessoa, a conjugação muda. O
número varia entre singular e plural, e para
cada um existem 3 pessoas: primeira, segunda
e terceira. Cada uma dessas pessoas é
representada por um pronome pessoal.
O pronome ―tu‖ é usado em apenas algumas
regiões do Brasil; no restante do País, para
tratar da segunda pessoa é comum usarmos
―você‖. Este pronome, porém, usa a
conjugação do verbo como se fosse terceira
pessoa. As conjugações de número e pessoa
poderão ser vistas nas tabelas dos paradigmas.
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS
Existem padrões de flexões para cada tipo de
conjugação de verbos. Estes padrões são
chamados de paradigmas. Os verbos podem
ser classificados de acordo com o seu
comportamento em relação ao paradigma de
sua conjugação, podendo ser:
• Regulares – Seguem o paradigma de
conjugação.
• Irregulares – Não seguem o paradigma
de conjugação, apresentam irregularidades nos
radicais ou nas terminações.
• Anômalos: Verbos irregulares que têm
variações em seu radical.
• Defectivos: Não são conjugados em
algum tempo, modo ou pessoa.
• Abundantes: Conjugam-se de mais de
uma forma em algum tempo, modo, número ou
pessoa.
FLEXÃO DO VERBO POR PESSOA E
NÚMERO
Os verbos são flexionados por pessoa e
número simultaneamente, pois as desinências
que os representam são conjuntas. Mesmo
FLEXÃO DO VERBO POR TEMPO E MODO
Tempo e modo estão associados no verbo,
assim como número e pessoa: caso um mude,
é preciso mudar a conjunção mesmo que o
outro se mantenha. Os verbos podem estar em
três tempos: pretérito (ou passado), presente e
futuro. Tanto pretérito quanto futuro possuem
subdivisões. O pretérito pode ser perfeito,
imperfeito ou mais-que-perfeito. O futuro pode
ser do presente ou do pretérito.
Três também são as flexões de modo:
indicativo, quando se tem certeza sobre o que é
passado; subjuntivo, quando não há essa
certeza; e imperativo, quando se quer expressar
ordem, desejo ou pedido. Cada um dos modos
verbais possui uma certa quantidade de
tempos, como podemos ver em:
MODO INDICATIVO
Pretérito
Perfeito
Imperfeito
Mais-que-perfeito
Presente
Futuro
Singular Plural
Eu Nós
Tu Vós
Ele/Ela Eles/Elas
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Do pretérito
Do Presente
MODO SUBJUNTIVO
Pretérito Imperfeito
Presente
Futuro
MODO IMPERATIVO
Presente
Airmativo
Negativo
Os tempos vistos acima são os chamados
tempos simples. Exemplos de conjunção estão
nas tabelas de paradigmas dos verbos
regulares.
Além dos modos e tempos acima, os verbos
também possuem mais três formas nominais,
podendo se comportar como adjetivos,
advérbios ou substantivos. As formas nominais
são três: imperativo (pessoal e impessoal),
gerúndio e particípio.
FLEXÃO DO VERBO POR VOZ
A voz do verbo se relaciona com o ser a que ele
se refere, se ele é ativo ou passivo do processo
verbal. Existem três vozes verbais:
• Voz ativa – quando o sujeito do verbo é
ativo, é a ele que que o verbo se refere.
Exemplo: Eu chutei a bola no gol.
• Voz passiva – Quando o sujeito do
verbo é passivo, ele se refere à ação praticada.
Exemplo: A bola foi chutada no gol por mim
• Voz reflexiva – quando o sujeito do
verbo é ao mesmo tempo ativo e passivo.
Exemplo: Eu atirei-me ao gol.
PARADIGMAS DOS VERBOS REGULARES
Já vimos que os paradigmas são os padrões
seguidos por cada um dos grupos de
conjunções verbais. É a partir destes
paradigmas que desenvolvemos as flexões
dos verbos regulares de acordo com tempo,
modo, número e pessoa. As tabelas abaixo
apresentam, através de exemplos, os
paradigmas de todos os tempos simples e as
três formas nominais dos verbos.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO
Amar Beber Partir
Eu amo Eu bebo Eu parto
Tu amas Tu bebes Tu partes
Ele ama Ele bebe Ele parte
Nós
amamos
Nós
bebemos
Nós
Partimos
Vós amais Vós bebeis Vós partis
Eles amam Eles bebem Eles
partem
PRETÉRITO PERFEITO DO MODO INDICATIVO
Amar Beber Partir
Eu amei Eu bebi Eu parti
Tu amaste Tu bebeste Tu partiste
Ele amou Ele bebeu Ele partiu
Nós
amamos
Nós
bebemos
Nós
partimos
Vós amastes Vós
bebestes
Vós
partistes
Eles
amaram
Eles
beberam
Eles
partiram
PRETÉRITO IMPERFEITO DO MODO
INDICATIVO
Amar Beber Partir
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Vós
amaríeis
Vós
beberíeis
Vós
partiríeis
Eles
cantariam
Eles
beberiam
Eles
partiriam
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO
MODO INDICATIVO
Amar Beber Partir
Eu amara Eu bebera Eu partira
Tu amaras Tu beberas Tu partiras
Ele amara Ele bebera Ele partira
Nós
amáramos
Nós
bebêramos
Nós
partíramos
Vós amáreis Vós bebêreis Vós partíreis
Eles
amaram
Eles
beberam
Eles
partiram
FUTURO DO PRETÉRITO DO MODO
INDICATIVO
FUTURO DO PRESENTE DO MODO
INDICATIVO
Amar Beber Partir
Se eu
amasse
Se eu
bebesse
Se eu
partisse
Se tu
amasses
se tu
bebesses
Se tu
partisses
Se ele
amasse
Se ele
bebesse
Se ele
partisse
Se nós
amássemos
Se nós
bebêssemos
Se nós
partíssemos
Se vós
amásseis
Se vós
bebêsseis
Se vós
partísseis
Se eles
amassem
Se eles
bebessem
Se eles
partissem
PRESENTE DO MODO SUBJUNTIVO
Amar Beber Partir
Eu amaria Eu beberia Eu partiria
Tu amarias Tu beberias Tu partirias
Ele amaria Ele beberia Ele partiria
Nós
amaríamos
Nós
beberíamos
Nós
partiríamos
Eu amava Eu bebia Eu partia
Tu amavas Tu bebias Tu partias
Ele amava Ele bebia Ele partia
Nós
amávamos
Nós
bebíamos
Nós
partíamosVós amáveis Vós bebíeis Vós Partíeis
Eles
amavam
Eles bebiam Eles partiam
Amar Beber Partir
Que eu ame Que eu
beba
Que eu parta
Que tu
ames
Que tu
bebas
Que tu partas
Que ele
ame
Que ele
beba
Que ele parta
Que nós
amemos
Que nós
bebamos
Que nós
partamos
Que vós Que vós Que vós
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ameis bebais partais
Que eles
amem
Que eles
bebam
Que eles
partam
FUTURO DO MODO SUBJUNTIVO
Amar Beber Partir
Quando eu
amar
Quando eu
beber
Quando eu
partir
Quando tu
amares
Quando tu
beberes
Quando tu
partires
Quando ele
amar
Quando ele
beber
Quando ele
partir
Quando nós
amarmos
Quando nós
bebermos
Quando nós
partirmos
Quando vós
amardes
Quando vós
beberdes
Quando vós
partirdes
Quando eles
amarem
Quando eles
beberem
Quando eles
partirem
IMPERATIVO AFIRMATIVO
Amar Beber Partir
Ama tu Bebe tu Parte tu
Ame você beba você Parta você
Amemos
nós
Bebamos
nós
Partamos nós
Amai vós Bebei vós Parti vós
Amem
vocês
Bebam
vocês
Partam vocês
IMPERATIVO NEGATIVO
INFINITIVO IMPESSOAL
Amar Beber Partir
Amar Beber Partir
INFINITIVO PESSOAL
Amar Beber Partir
Amar Beber Partir
Amares Beberes Partires
Amar Beber Partir
Amarmos bebermos Partirmos
Amardes Beberdes Partirdes
Amarem Beberem Partirem
GERÚNDIO
Amar Beber Partir
Amando Bebendo Partindo
PARTICÍPIO
Não ames tu Não bebas
tu
Não partas
tu
Não ame
você
Não beba
você
Não parta
você
Não
amemos nós
Não
bebamos
nós
Não
partamos
nós
Não ameis
vós
Não bebais
vós
Não partais
vós
Não amem
vocês
Não bebam
vocês
Não partam
vocês
Amar Beber Partir
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presente do subjuntivo; e nas pessoas do
imperativo que são tiradas do presente do
subjuntivo.
Presente do indicativo: peço, meço, ouço.
VERBOS IRREGULARES
São aqueles que sofrem alguns acidentes em sua
grafia e que por isso tem os seus morfemas
modificados, de modo que não podemos
estabelecer um paradigma entre eles, nem prever
que forma as desinências tomarão, pois vieram
sendo modificadas ao longo do tempo, por conta da
evolução da nossa língua.
Vejamos alguns verbos irregulares em cada
conjugação:
1ª CONJUGAÇÃO
ESTAR
Nem todas as suas formas verbais são irregulares.
O pretérito imperfeito do indicativo, por exemplo, é
regular (estava).
Estou, estaremos, estivemos, etc.
DAR
Presente do indicativo: dou, dás, dá, dão.
Pretérito perfeito: deste, deu, demos, dei, deram.
VERBOS TERMINADOS EM –EAR E –IAR.
Passear, Principiar, Mobiliar, Apiedar-se, Aguar,
Desaguar, Enxaguar, Minguar, Magoar, Obviar, etc.
2ª CONJUGAÇÃO
CABER
Presente do indicativo: caibo.
Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube,
coubemos, coubestes, couberam.
CRER
Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos,
credes, creem.
OUTROS:
Dizer, Fazer, Ler, Perder, Poder, Querer, Saber,
Trazer, Valer, Ver.
3ª CONJUGAÇÃO
MEDIR, PEDIR, OUVIR
Apresentam irregularidade do radical na primeira
pessoa do singular do presente do indicativo; no
IR, VIR
Ambos apresentam violenta irregularidade.
Presente do indicativo: vou, vais, venho, vens,
ides, vindes.
Pretérito imperfeito: ia, vinha, ias, vinhas, íeis,
vínheis.
RIR
Presente do indicativo: rio, ris, ri, rimos, rides, riem.
Futuro do presente: rirei, rirás, rirá, riremos, rireis,
rirão.
VERBOS ANÔMALOS
São verbos que possuem mais de um radical, é o
caso dos verbos ser e ir.
Eu fui, vou, irei
Tu foste, vais, irás
Ele foi, vai, irá
Nós fomos, vamos, iremos
Vós fostes, vades, ireis
Eles foram, vão, irão
Eu sou, fui, serei
Tu és, foste, serás
Ele é, foi, será
Nós somos, fomos, seremos
Vós sedes, fostes, sereis
Eles são, foram, serão
VERBOS DEFECTIVOS
São verbos que não têm conjugação completa. Por
algum motivo específico, ou mesmo pelo simples
desuso de alguns tempos, modos ou pessoas, não
aparece uma ou mais das formas conjugadas.
Vejamos alguns exemplos:
CHOVER, NEVAR, TROVEJAR – por serem
impessoais, não aparecem na primeira pessoa:
―trovejo‖, ―nevo‖, ―chovemos‖.
ABOLIR, FALIR – não apresentam a primeira
pessoa do singular do presente do indicativo. Não
há nenhum motivo específico, mas supõe-se que é
pelo fato de o primeiro causar um som não muito
agradável (eufonia) e de o segundo coincidir com a
mesma forma do verbo falar.
Amar Beber Partir
Amado Bebido Partido
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VERBOS ABUNDANTES
Talvez você já tenha passado pela situação de se
perguntar o seguinte: ―aceito‖ ou ―aceitado‖, qual é
o correto na Língua Portuguesa? O verbo…
Por Débora Silva em 02/01/2015
Salvo em Gramática, Português
Verbos abundantes
Os verbos abundantes são aqueles que apresentam
mais de uma forma de conjugação, ou seja,
possuem duas ou mais formas equivalentes para o
mesmo tempo e pessoa. Isto ocorre principalmente
na forma do particípio do verbo, pois existem dois
tipos de particípio: um com a forma regular – com
as terminações ado, ido, ada e ida -, e outro com a
forma irregular, apresentando a terminação
diferente das previstas.
Exemplos de verbos abundantes
Existem dois tipos de particípio: o regular e o
irregular.
Para diferenciá-los, basta prestar atenção na sua
terminação. Os particípios regulares são
empregados na voz ativa (ter e haver); já os
irregulares são utilizados na voz passiva (ser, estar,
ficar etc.).
Confira a seguir uma lista com alguns exemplos de
verbos que possuem duas formas no particípio, ou
seja, são verbos abundantes:
Observações importantes
É importante destacar que existem alguns verbos
que possuem apenas o particípio irregular. São
eles: abrir – aberto; cobrir – coberto; dizer – dito;
escrever – escrito; fazer – feito; pôr – posto; ver –
visto; vir – vindo.
Com relação aos verbos ―ganhar‖. ―gastar‖ e
―pagar‖, prefira usar ―ganho‖, ―gasto‖ e ―pago‖,
tanto na voz ativa quanto na passiva, pois já não
se utilizam as formas ―ganhado‖, ―gastado‖ e
―pagado‖.
O particípio do verbo ―pegar‖ só é usado, no
português atual, na voz passiva. Por exemplo: Ele
foi pego em flagrante. Nos outros casos, é utilizada
a forma ―pegado‖, tanto na voz ativa quanto na
passiva.
Outra importante observação é a respeito do verbo
―imprimir‖, pois, quando está empregado no
sentido de realizar movimento, este não é um verbo
abundante.
VERBOS TERMINADOS EM “IAR” – REGRA DO
"MARIO"
Os verbos terminados em ―iar‖ são todos
regulares, com exceção de cinco verbos cujas
iniciais formam a palavra ―MARIO‖, que é o modo
usual demonstrado aos alunos nos cursinhos.
Conjugação dos verbos regulares terminados em
―iar‖
Exemplos: copiar, variar e espiar.
No presente do Indicativo:
Copiar Variar Espiar
Eu copio Eu vario Eu espio
Tu copias Tu varias Tu espias
Ele copia Ele varia Ele espia
Morrer Morrido Morto
Pagar Pagado Pago
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago
Infinitivo
Particípio
regular
Particípio
irregular
Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Assentar Assentado Assento
Corrigir Corrigido Correto
Encher Enchido Cheio
Entregar Entregado Entregue
Expressar Expressado Expresso
Extinguir Extinguido Extinto
Fixar Fixado FixoFritar Fritado Frito
Limpar Limpado Limpo
Misturar Misturado Misto
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Nós
copiamos
Nós
variamos
Nós
espiamos
Vós copiais Vós variais Vós espiais
Eles copiam Eles variam Eles espiam
No presente do Subjuntivo:
Copiar Variar Espiar
Que Eu
copie
Eu varie Eu espie
Tu copies Tu varies Tu espies
Ele copie Ele varie Ele espie
Nós
copiemos
Nós
variemos
Nós
espiemos
Vós copieis Vós varieis Vós espieis
Eles copiem Eles variem Eles espiem
No modo Imperativo. Exemplo: copiar.
Imperativo
Afirmativo
Imperativo Negativo
Copia tu Não copies tu
Copie você Não copie você
Copiemos nós Não copiemos nós
Copiai vós Não copieis vós
Copiem vocês Não copiem vocês
Seguem assim dezenas de outros verbos, tais como
guiar, policiar, judiar, reverenciar, piar, miar, arriar,
ampliar, chiar, principiar, denunciar, vigiar,
anunciar, prestigiar, etc. Cabe lembrar que os
verbos maquiar e premiar são regulares e devem
seguir exatamente a mesma conjugação.
REGRA DO "MARIO"
Cinco verbos que possuem conjugação irregular.
M ediar
A nsiar
R emediar
I ncendiar
O diar
No presente do Indicativo:
No presente do Subjuntivo:
No modo Imperativo. Exemplo: mediar.
Imperativo
Afimativo
Imperativo
Negativo
Medeia tu Não medeies tu
Medeie você Não medeie você
Mediemos nós Não mediemos
nós
Mediai vós Não medieis vós
Medeiem vocês Não medeiem
vocês
ps. O verbo intermediar, derivado de mediar, deve
ser conjugado da mesma forma descrita acima.
QUESTÕES
1. Assinale o erro de colocação pronominal.
a) Escutaram-me com atenção.
b) Já nos explicaram a situação.
c) Devolver-te-ei as revistas.
d) Todos abraçaram-se.
2. Marque o erro de colocação pronominal.
a) Chegou a mulher com a qual me
comuniquei ontem.
b) Quem atrapalhou-me naquela jogada?
c) Ali se faz um sorvete muito gostoso.
d) Jamais te diria tal coisa.
3. Há erro de colocação pronominal em:
a) Em se falando de política, ele era imbatível.
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b) Deus te acompanhe, meu filho!
c) Mário, retire-se!
d) Escreveu uma carta, a enviando para o
namorado.
4. Está errada quanto à colocação pronominal
a frase:
a) Conforme lhe explicaram, não há vagas.
b) Ficou muito feliz quando me avistou no
parque.
c) Ninguém convocou-nos.
d) Embora te seja útil, não compres agora
aquela coleção.
5. Marque a frase perfeita quanto à colocação
do pronome átono.
a) Agora te mostrarei os gráficos
b) Trabalhei bem, para que aproveitassem-me
c) Bons ventos levem-no!
d) Se puder, direi-lhe tudo.
6. Assinale a alternativa em que a próclise é
obrigatória, e não facultativa, como nas demais.
a) Chegou animado e me ajudou bastante.
b) Se me convocarem, eu faltarei.
c) A criança se arranhou quando caiu.
d) Aquilo me desagradou.
7. Marque o erro de colocação pronominal.
a) Quero ajudar-te.
b) Estão esperando-nos.
c) Tinha preparado-se para a disputa.
d) Estou-me acostumando.
8. Há erro de colocação pronominal em:
a) Tenho lhe dito muitas coisas.
b) Queria fazer-lhe uma pergunta.
c) Alguém deseja-me falar.
d) Nunca posso receber-te.
9. Marque a frase que permite outra colocação
do pronome, segundo a língua padrão.
a) Sempre vos respeitei.
b) Informou-nos do resultado.
c) Incluí-lo-ei no quadro de pesquisadores.
d) Estou-lhe obedecendo.
10. Assinale a frase perfeita quanto à
colocação pronominal.
a) Nos pediram uma posição definitiva.
b) Tudo mostrava-me o perigo.
c) Não te quero preocupar.
d) Haviam explicado-me a situação.
11. Na frase ―O homem que, apesar de
carente, se afasta de todos, precisa
conscientizar-se de que somos seres sociais e,
por isso, uns necessitamos dos outros‖; nesse
caso, ser humilde é o melhor que se pode fazer
pela felicidade‖, temos quantos erros de
colocação pronominal?
a) nenhum b) um
c) dois d) três.
11. ―Buscar a racionalização e redução de
custos que poderão refletir-se beneficamente
sobre os preços futuros.‖ Das alterações
processadas na parte sublinhada da passagem
acima, aquela em que a colocação do pronome
átono contraria a norma:
a) que deveriam ter-se refletido
b) que estarão refletindo-se
c) que estarão-se refletindo
d) que se deveriam refletir
e) que deveriam se refletir
12. Indique a opção em que se cometeu erro
quanto à colocação do pronome pessoal.
a) Tinha-me esquecido.
b) Ter-me-ão elogiado.
c) Tenho-me esquecido.
d) Temo-nos lembrado.
e) Teria-me alegrado.
13. A opção em que o pronome está colocado
indevidamente é:
a) Vou-te contar um fato interessante.
b) Quero-lhe dizer uma coisa importante.
c) Darei-lhes a conhecer o segredo do cofre.
d) Estou-me lembrando de uma coisa muito
engraçada.
e) Mandei-vos prender, senhor Conde, por
vossas impertinências.
14. Observe as seguintes colocações do
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pronome átono:
(1) ―é verdade que não me tenho dedicado
muito na busca‖
(2) é verdade que não tenho-me dedicado
muito na busca
(3) é verdade que não tenho me dedicado
muito na busca
(4) é verdade que não tenho dedicado-me
muito na busca.
15. Com base na norma culta do Brasil,
podemos afirmar que o pronome átono está
colocado corretamente nas frases com os
seguintes números.
a) 1 e 2 b) 1 e 3
c) 2 e 3 d) 2 e 4 e) 3 e 4
16. Assinale o único exemplo de colocação de
pronome pessoal átono que a língua literária
evita.
a) Tenho dito-lhe boas verdades.
b) Eu tenho-lhe dito boas verdades.
c) Eu lhe tenho dito boas verdades.
d) Já lhe tenho eu dito boas verdades.
e) Eu lhe tenho já dito boas verdades.
17. Assinale o único exemplo em que há erro
indiscutível na colocação do pronome átono.
a) Quem lhe teria contado o segredo?
b) Quem teria lhe contado o segredo?
c) Ter-lhe-iam contado o segredo?
d) Quem teria contado-lhe o segredo?
e) O segredo, ter-lho-iam contado?
18. Numa das frases abaixo, a colocação do
pronome pessoal átono não obedece às
normas vigentes. Assinale-a.
a) Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
b) Tenho prevenido-o várias vezes.
c) Quem nos dará razões?
d) Nunca nos diriam inverdades.
e) Haviam-no procurado por toda a parte.
19. De acordo com a norma culta, há erro na
colocação do pronome sublinhado na seguinte
alternativa.
a) A paz lhes seja concedida.
b) O júri vai entregar-lhe o prêmio amanhã.
c) Não lembrarei-me nunca do que você disse.
d) Eu já tinha lido aqueles livros que me
deram.
e) O professor disse-nos que não haveria mais
tempo.
GABARITO:
1. D
2. B
3. D
4. C
5. A
6. B
7. C
8. C
9. D
10. C
11. A
12. C
13. E
14. C
15. B
16. A
17. D
18. B
19. C
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
Chamamos de termos essenciais da oração
aqueles que compõem a estrutura básica da
oração, ou seja, que são necessários para que
a oração tenha significado. São eles:
SUJEITO E PREDICADO
Encontramos diversas definições do que vem a
ser sujeito, tais como:
Sujeito é o elemento do qual se diz alguma
coisa.
Sujeito é o ser que pratica ou recebe a ação
que o verbo
expressa.
Já sobre predicado podemos dizer que é aquilo
que se diz sobre o sujeito.
Para classificar o sujeito e o predicado,
precisamos, antes, classificar o verbo.
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Os verbos podem serclassificados como: Exemplos:
INTRANSITIVOS, TRANSITIVOS E DE
LIGAÇÃO
INTRANSITIVOS
São verbos que não exigem complemento,
pois têm sentido completo.
Exemplos:
A menina caiu.
O computador quebrou.
Os noivos viajaram.
TRANSITIVOS
São verbos que exigem complemento e se
dividem em: transitivo direto, transitivo indireto
e transitivo direto e indireto.
TRANSITIVOS DIRETOS
Não exigem preposição, ligando-se
diretamente ao seu complemento, chamado
de objeto direto.
Exemplos:
As empresas tiveram prejuízos.
Luíza comprou doce.
Alan pediu um carro ao pai.
Os alunos receberam elogios de seus
professores.
VERBOS DE LIGAÇÃO
São verbos que expressam estado ou mudança
de estado e ligam o sujeito ao predicativo.
Exemplos:
Os alunos permaneceram na sala.
O computador é antigo.
SUJEITO
Sujeito é o ser de quem se diz algo.
NÚCLEO DO SUJEITO: É a palavra
(substantivo ou pronome) que realmente
indica a função sintática que está exercendo.
Exemplo:
O computador travou novamente.
Núcleo: computador.
TIPOS DE SUJEITO
DETERMINADO
TRANSITIVOS INDIRETOS
Exigem preposição, ligando-se indiretamente
ao seu complemento, chamado de objeto
indireto.
Exemplos:
Gustavo gosta de chocolate.
Nós precisamos de melhores salários.
TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS
Exigem os dois complementos – objeto direto
e objeto indireto – ao mesmo tempo.
O sujeito é determinado quando é facilmente
apontado na oração e subdivide-se em:
simples, composto e implícito.
a) SIMPLES: quando possui um único núcleo.
Exemplos:
O menino quebrou a janela.
Olga aprendeu a tocar violão.
b) COMPOSTO: apresenta dois ou mais
núcleos.
Exemplos:
Patrícia Poeta e Bonner apresentam o
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Jornal Nacional.
O Windows e o Linux disputavam o mercado
de informática há muitos anos.
c) IMPLÍCITO: quando podemos identificá-lo
através da desinência verbal.
Exemplos:
Pintei algumas camisas. (Eu)
Viajaremos para São Paulo. (Nós)
INDETERMINADO
Quando não é possível determiná-lo na oração.
O sujeito indeterminado apresenta-se de duas
maneiras:
1. verbo na 3ª pessoa do plural, sem a
existência de outro elemento que exija essa
flexão do verbo.
2. verbo na 3ª pessoa do singular
acompanhado do pronome SE.
Exemplos:
Maria, falaram de você na festa.
Mandaram o pintor concluir o serviço.
Precisa-se de costureiras.
ORAÇÕES SEM SUJEITO
São orações constituídas apenas pelo
predicado, pois a informação fornecida não se
refere a nenhum sujeito. As principais são:
1. verbos que exprimem fenômenos da
natureza: chover, trovejar, nevar, anoitecer,
amanhecer, etc.
Exemplos:
Choveu muito hoje pela manhã.
Nevou bastante durante o inverno.
2. O verbo haver no sentido de existir ou
indicação de tempo transcorrido.
Exemplos:
Houve sérios problemas na rede da
empresa.
Há vários anos não viajamos juntos.
3. Verbo fazer, ser e estar indicando tempo
transcorrido ou tempo que indique fenômeno da
natureza.
Exemplos:
Faz duas semanas que não viajamos.
Está muito quente hoje.
Era noite quando ele chegou.
Observações:
1. o verbo SER, impessoal, concorda com o
predicativo, podendo aparecer na 3ª pessoa do
plural.
Exemplos:
São oito horas da manhã.
É uma hora da tarde.
2. Os verbos que indicam fenômenos da
natureza, quando usados em sentido conotativo
(figurado) deixam de ser impessoais.
Exemplos:
Amanheci indisposto.
Choveram reclamações sobre as
operadoras de telefonia.
3. Quando um pronome indefinido representa
o sujeito ele deve ser classificado como
determinado.
Exemplos:
Alguém pegou a minha borracha.
Ninguém ligou hoje.
PREDICADO
O predicado é aquilo que se comenta sobre o
sujeito.
TIPOS DE PREDICADO
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Predicado Nominal
Expressa o estado do sujeito. O verbo é de
ligação.
Exemplos:
O dia continua quente.
Todos permaneciam apreensivos.
Predicado Verbal
Expressa a ação praticada ou recebida pelo
sujeito.
Exemplos:
Os professores receberam o prêmio.
Paula construiu a casa para os filhos.
Observação: o núcleo do predicado verbal é o
verbo, pois sua mensagem principal é a ação
praticada ou recebida pelo sujeito.
Exemplo: Os trabalhadores exigem melhores
condições de trabalho.
Predicado verbo-nominal
Informa a ação e o estado do sujeito. Exemplos:
Nós chegamos cansados.
(ação) + (estado)
Cândida retornou feliz da viagem.
(ação) + (estado)
O estado é chamado de Predicativo.
Predicativo:
a) do sujeito
b) do objeto
As ruas estavam tranquilas. Tranquilas é o
predicativo do sujeito.
O juiz julgou o réu culpado. Culpado é o
predicativo do objeto.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
São termos que servem para complementar o
sentido de certos verbos ou nomes, pois seu
significado só se completa com a presença de
tais termos.
Os termos integrantes da oração são:
Complemento verbal (objeto direto, objeto
indireto)
Complemento nominal
Agente da passiva
OBS.: O complemento verbal já estudamos na
transitividade dos verbos.
COMPLEMENTO NOMINAL
É o termo que completa o sentido de
substantivos, adjetivos e advérbios, ligando-se
a esses nomes por meio de preposição.
Exemplos:
Tenho certeza de sua culpa.
A árvore está cheia de frutos.
Nós chegamos perto dos gorilas.
Para determinar o complemento nominal basta
seguir o seguinte esquema:
Nome + preposição + QUEM ou QUE?
Ele é perito em computação. Perito em que?
Em computação.
Diferença entre complemento nominal e objeto
indireto
Enquanto o complemento nominal completa o
sentido dos nomes – substantivo, adjetivo e
advérbio – o objeto indireto completa o sentido
de um verbo transitivo indireto.
Exemplos:
Lembrei-me de minha terra natal. objeto
indireto
Ela manteve seu gosto pelo luxo.
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complemento nominal
AGENTE DA PASSIVA
Ocorre em orações cujo verbo se apresenta na
voz passiva a fim de indicar o elemento que
executa a ação verbal.
Exemplos:
As terras foram invadidas pelos sem-terra.
A cidade estava cercada de belezas
naturais.
Observação:
O agente da passiva, o objeto indireto e o
complemento nominal são regidos por
preposição, muitas vezes há dúvidas na
diferenciação dos três. Quando isso
acontecer, basta observar o sujeito da oração.
Para ser agente da passiva o sujeito precisa ser
paciente.
Exemplos:
A jangada havia sido levada pelas tsunamis.
agente da passiva
Sentia-se livre de qualquer
responsabilidade.
complemento nominal
Vamos precisar de sua compreensão.
objeto indireto
O adjunto adnominal constituído de artigo ou
pronome adjetivo pode aparecer combinado ou
contraído com uma preposição, que não possui
função sintática.
Ex.: Naquele dia (aquele é adjunto adnominal,
mas ―em‖ não possui
função sintática)
Quando é representado por um locução
adjetiva, é comum confundir o adjunto
adnominal com o CN, por causa da preposição.
Complemento Nominal X Adjunto adnominal
Adj. adnominal qualifica, especifica,
enquanto CN integra a significação
antecedente e nunca indica posse.
CN pode referir-se a um substantivo
abstrato, adjetivo ou advérbio, mas o adjunto
adnominal só se refere ao substantivo.
CN são exigidos pela transitividade do nome
a que seligam. Um grande número de nomes
que pedem complemento são substantivos
abstratos derivados de verbos significativos.
Ex.: Matou os mosquitos - matança de
mosquitos, onde "de mosquitos" é o CN.
TERMOS ACCESSÓRIOS DA ORAÇÃO
Adjunto adnominal
Acompanha um substantivo, núcleo de uma
função sintática qualquer, procurando
caracterizá-lo, determiná-lo ou individualizá-lo.
O adjunto adnominal pode ser expresso por:
artigos, numerais ou pronomes adjetivos,
adjetivos e locuções adjetivas. A um mesmo
núcleo podem-se subordinar adjuntos
adnominais de naturezas diferentes.
CN é paciente ou alvo da noção expressa
pelo nome (sentido passivo).
Adjunto adnominal indica agente ou o
possuidor da noção expressa pelo substantivo
(sentido ativo), além de também pode expressar
especificação.
(Pegue esse prato de porcelana / Esta é a casa
de Paulo).
Adjunto adverbial
Apesar de poder se referir ao verbo, o adjunto
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adverbial não é complemento verbal, mas um
termo acessório que acrescenta determinada
circunstância ao que se refere.
Pode ser representado por um advérbio ou uma
locução adverbial, indicando alguma
circunstância. Quando expresso por um
advérbio, pode modificar um adjetivo ou outro
advérbio. Incluem-se como adjuntos adverbiais
também as palavras e expressões denotativas.
Exemplos:
Costumava falar em altos brados (modo).
Ele é muito bom goleiro (intensidade).
Retirou a terra com a pá (instrumento)
Aposto
Termo ou expressão de caráter
individualizador ou de esclarecimento, que
acompanha um elemento da oração, qualquer
que seja a função deste. Conforme o sentido
que empresta a seu referente, pode ser
analisado como:
explicativo – Mario, meu primo, esteve aqui.
enumerativo - Eis os três rapazes: José,
João e Sérgio.
recapitulativo ou resumitivo - Os pais, os
netos e as primas, todos estavam radiantes.
distributivo - Matemática e Biologia são
ciências, aquela exata e esta humana.
aposto de oração - A resposta foi ríspida,
sinal de ignorância / Foi rápido nos exercícios,
fato que me surpreendeu.
especificativo - O poeta Olavo Bilac / O
estado de Tocantins / A serra de Teresópolis.
Caso faça referência a OI, CN ou adjunto
adverbial, pode aparecer precedido de
preposição. De maneira geral, o aposto
explicativo é destacado por pausas, podendo
ser representadas por vírgulas, dois pontos ou
travessões.
Pode vir precedido de expressões explicativas
do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc.
Observação: aposto especificativo não se
separa de seu referente por nenhum sinal de
pontuação. Neste caso, pode o aposto vir
precedido de preposição.
Cabe observar o aposto nestas proposições:
Ele salvou-se do naufrágio, porém joias,
roupas, documentos, o mais naufragou com o
navio / (...) porém, o mais - joias, roupas,
documentos – naufragou com o navio.
Vocativo
Termo ou expressão de natureza exclamativa
que tem função de invocar ou destacar alguém
ou ente personificado. Não mantém relação
sintática com qualquer outro elemento da
oração, por isso não faz parte do sujeito ou do
predicado. Virá sempre marcado por
pontuação e admite a anteposição de
interjeição de chamamento.
Exemplos:
Ei!, amigo, espere por mim.
"Pai, afasta de mim esse cálice".
"Gosto muito de você, leãozinho."
CONCORDÂNCIA VERBAL
Caso 1:
Sujeito simples
Regra geral:
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em
número e pessoa.
Ela foi ao cinema. (3ª pessoa, singular)
Nós vamos ao cinema. (1ª pessoa, plural)
Casos especiais:
A) Sujeito coletivo: O verbo concorda com o
coletivo.
A multidão gritou na arquibancada.
OBS: Se o coletivo vier especificado ou
modificado por adjunto adnominal, o verbo
pode ficar no singular ou ir para o plural.
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(Namorava com ele, uma das suas filhas.)
E) O sujeito é o pronome relativo ―quem‖: O
verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou
concordar com o antecedente do pronome.
B) Sujeito possui coletivos partitivos (metade,
a maior parte, grande parte, maioria, etc.): O
verbo fica no singular (concordância lógica) ou
vai para o plural (concordância atrativa).
C) Sujeito é pronome de tratamento: O verbo
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do
plural).
F) O sujeito é formado por locuções
pronominais (Alguns de nós, poucos de vós,
quais de..., quantos de..., etc.): Se o primeiro
pronome estiver no singular, o verbo fica no
singular. Se estiver no plural, poderá concordar
com o pronome interrogativo / indefinido ou com
o pronome pessoal (nós ou vós).
Algum de nós o receberá.
D) O sujeito é o pronome relativo <que>: O
verbo concorda com o antecedente do
pronome.
OBS: Com a expressão <um dos que>/<uma
das que>, o verbo deve assumir a forma plural,
exceto quando a ação se refere a um só
agente.
OBS: Veja que a opção por uma ou outra forma
indica a inclusão ou a exclusão do emissor.
Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós
sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa
está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
não ocorre quando alguém diz ou escreve
"Alguns de nós sabiam de tudo e nada
fizeram.", frase que soa como uma denúncia.
G) O sujeito é formado de nomes no plural: Se
o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo
ficará no singular. Caso venha antecipado de
artigo, o verbo concordará com o artigo.
Vossa Santidade esteve no Brasil.
Vossa Alteza pediu silêncio.
Vossas Altezas pediram silêncio.
Fui eu que derramei o café.
Fomos nós que derramamos o café.
Estados Unidos é uma nação poderosa.
Os Estados
mundial.
Unidos são a maior potência
Quais de vós me punirão?
Quais de vós me punireis?
Quais de nós são capazes?
Quais de nós somos capazes?
Vários de
inovadoras.
nós propuseram sugestões
Vários
inovadoras.
de nós propusemos sugestões
Você é um dos que admiram os escritores de
novelas.
(Dos que admiram novelas, ele é um.)
Ele é um dos jogadores que foram expulsos.
(Dos jogadores que foram expulsos, ele é
um.)
Era uma das suas filhas que namorava com
ele.
Fui eu quem derramou o café.
Fui eu quem derramei o café.
A multidão de fãs gritou.
A multidão de fãs gritaram.
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
A maioria dos alunos foi à excursão.
A maioria dos alunos foram à excursão.
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H) O sujeito é formado por expressões
aproximativas: mais de um, menos de dois,
cerca de..., etc.: O verbo concorda com o
numeral.
OBS: No caso da referida expressão aparecer
repetida ou associada a um verbo que exprime
reciprocidade, o verbo necessariamente
deverá permanecer no plural:
Mais de um formando se abraçaram na
formatura
I) O sujeito tem por núcleo a palavra gente
(sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no
singular ou plural, se este vier afastado do
substantivo.
A) Os núcleos do sujeito são constituídos de
pessoas gramaticais diferentes: O verbo ficará
no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª,
2ª e 3ª pessoa.
Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos
tornaremos amigos. (O verbo ficou na 1ª
pessoa do plural porque esta tem prioridade
sob a 3ª.)
Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis
amigos. (O verbo ficou na 2ª pessoa do plural
porque esta tem prioridade sob a 3ª.)
OBS1: No segundo exemplo, também é aceita
a concordânciado verbo com a terceira pessoa.
OBS2: Se o sujeito estiver posposto, permite-
se também a concordância por atração com o
núcleo mais próximo do verbo.
J) Quando os núcleos do sujeito são unidos por
―com‖: O verbo pode ficar no singular ou no
plural. No plural, os núcleos recebem um
mesmo grau de importância e a palavra ―com‖
tem sentido muito próximo ao de ―e‖. Para
enfatizar o primeiro elemento, usa-se o
singular.
Caso 2:
Sujeito composto.
Regra geral: O verbo vai para o plural.
João e Maria foram passear no bosque.
Casos especiais:
B) Os núcleos do sujeito estão coordenados
assindeticamente ou ligados por ―e‖: O verbo
concordará com os dois núcleos.
A jovem e a sua amiga seguiram a pé.
OBS1: Se o sujeito estiver posposto, permite-
se a concordância por atração com o núcleo
mais próximo do verbo.
Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
OBS2: Quando ocorre ideia de reciprocidade,
no entanto, a concordância é feita
obrigatoriamente no plural.
C) Os núcleos do sujeito são sinônimos ou
semelhantes e estão no singular: O verbo
poderá ficar no plural (concordância lógica) ou
no singular (concordância atrativa).
Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do
plural)
Iremos eu e minhas amigas.
Irei eu e minhas amigas.
A gente da cidade, temendo a violência da
rua, permanece em casa.
A gente da cidade, temendo a violência da
rua, permanecem em casa.
Mais de um aluno não compareceu à aula.
Mais
aula.
de cinco alunos não compareceram à
Mais de um aluno, mais de
um professor contribuíram.
O governador com o secretariado traçaram os
planos.
O governador com o secretariado traçou os
planos.
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
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que comumente ocorre é o verbo ir para o plural,
embora o singular seja aceitável se os núcleos
estiverem no singular.
D) Quando há gradação entre os núcleos: O
verbo pode concordar com todos os núcleos
(lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo
(concordância atrativa).
Caso 3:
E) Quando os sujeitos forem resumidos por:
nada, tudo, ninguém, etc.: O verbo concordará
com o aposto resumidor.
F) Quando o sujeito for constituído pelas
expressões: um e outro, nem um nem outro: O
verbo poderá ficar no singular ou no plural.
Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada
substantiva subjetiva, o verbo da oração
principal fica na 3ª pessoa do singular.
Ainda falta dar os últimos retoques na pintura.
(Dica: Para saber se é o caso, substitua a
oração subordinada por ISSO: ―Ainda falta
ISSO‖. Percebe-se facilmente que ISSO é o
sujeito do verbo faltar.)
Caso 4:
G) Quando os núcleos do sujeito composto
são unidos por ―ou‖ ou ―nem‖: O verbo deverá
ficar no plural se a declaração contida no
predicado puder ser atribuída a todos os
núcleos.
A) Quando é índice de indeterminação do
sujeito: Quando índice de indeterminação do
sujeito, o ―se‖ acompanha os verbos
intransitivos, transitivos indiretos e de ligação,
os quais obrigatoriamente são conjugados na
terceira pessoa do singular.
OBS: Se os núcleos forem excludentes o verbo
deve ficar no singular. Em caso de retificação,
deve concordar com o mais próximo.
H) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas
séries correlativas (tanto... como/ assim...
como/ não só... mas também, etc.): O
B) Quando é partícula apassivadora: Quando
pronome apassivador, o ―se‖ acompanha
verbos transitivos diretos (e alguns poucos
indiretos) na formação da voz passiva sintética.
Nesse caso, o verbo deve concordar com o
sujeito da oração.
Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam.
Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
Um e outro já veio.
Um e outro já vieram.
O verbo e a partícula “SE”
Drummond ou Bandeira representam a essência
da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a
resposta.
A angústia e ansiedade não o ajudavam a se
concentrar.
A angústia e ansiedade não
concentrar.
o ajudava a se
Precisa-se de governantes
civilizar o país.
interessados em
Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Tanto Erundina quanto Collor perderam as
eleições municipais em São Paulo.
Tanto Erundina quanto Collor perdeu as
eleições municipais em São Paulo.
Os pedidos, as súplicas, o
desespero, nada o comoveu.
Você ou ele será escolhido.
O ladrão ou os ladrões não deixaram vestígio.
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
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Caso 5:
Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito. Uma
vez que os verbos flexionam-se para concordar
com o sujeito, então estes verbos ficam sempre
na 3ª pessoa do singular.
Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;
Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
Caso 7:
A locução "Haja Vista"
A locução ―haja vista‖ admite duas construções.
A expressão fica invariável ou o verbo haver
pode variar (desde que não seguido de
preposição), considerando-se o termo seguinte
como sujeito.
OBS: Em locução verbal nos casos acima, o
verbo auxiliar herda esta impessoalidade.
Lembre-se que o verbo existir não faz parte da
regra:
OBS: ―Haja visto‖ só existe como forma verbal
quando equivalente a ―tenha visto‖:
O caseiro poderá testemunhar caso ele realmente haja
visto o crime
Caso 8:
A expressão "Em que Pese"
Na expressão ―em que pese‖, o verbo ―pesar‖
permanece invariável quando se tratar de
pessoa ou concorda com o sujeito quando se
tratar de coisa.
Caso 6:
Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas,
possuem sujeito (relógio, hora, horas,
badaladas...), e com ele devem concordar.
O relógio deu duas horas.
Caso 9:
Porcentagem + substantivo
A) Porcentagem + Substantivo, sem
modificador da porcentagem: Facultativamente
o verbo poderá concordar com o número
referente à porcentagem ou com o
Não se pouparam esforços para despoluir o
rio.
Não se poupou esforço para despoluir o rio.
Vai fazer quinze anos que ele parou de
estudar.
Deve haver indícios de fraude.
Pode ter havido casos semelhantes.
Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir problemas na cidade.
Em que pese aos governistas, votaremos contra.
Em que pesem as suas contradições, a melhor
tese ainda é a dele.
Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de
estudar.
Choveu granizos ontem.
Haja vista as lições dadas por ele.
Haja vista aos fatos explicados por esta
teoria.
Hajam vista os exemplos de sua dedicação.
Deu uma hora no relógio da estação.
Deram duas horas no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
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substantivo. B) O verbo ser concordará com o predicativo
quando o sujeito for os pronomes interrogativos
―que‖ ou ―quem‖.
B) Porcentagem + Substantivo, com
modificador da porcentagem: O verbo
concordará com o modificador, que pode ser
pronome demonstrativo, pronome possessivo,
artigo, etc.
C) Em indicações de horas, datas, tempo,
distância: A concordância será feita com a
expressão numérica.
C) Mais de, menos de, cerca de, perto de, antes
da porcentagem:O verbo concordará apenas
com o número referente à porcentagem,
mesmo que haja elemento modificador.
OBS: Caso o verbo apareça anteposto à
expressão de porcentagem, esse deverá
concordar com o numeral:
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
Caso 10:
Concordância com o verbo ser:
A) Quando, em predicados nominais, o sujeito
for representado por um dos pronomes: tudo,
nada, isto, isso, aquilo: O verbo ―ser‖ ou
―parecer‖ concordarão com o predicativo.
OBS: Em indicações de datas, são aceitas as
duas concordâncias, pois subentende-se a
palavra dia.
D) Quando o sujeito ou predicativo da oração
for pronome pessoal, a concordância se dará
com o pronome.
Esse cara sou eu.
OBS: Se os dois termos (sujeito e predicativo)
forem pronomes, a concordância será com o
que aparece primeiro, considerando o sujeito
da oração.
Eu não sou tu.
E) Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de,
é menos de, junto a especificações de preço,
peso, quantidade, distância e etc.: O verbo fica
sempre no singular.
OBS: Poderá ser feita a concordância com o
sujeito quando se quer enfatizá-lo.
Aquilo é sonhos vãos.
F) Nas expressões do tipo: ser preciso, ser
necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo
podem ficar invariáveis (verbo na 3ª pessoa do
singular e adjetivo no masculino singular) ou
concordar com o sujeito posposto.
É necessário aqueles materiais.
Que são gametas?
Quem foram os escolhidos?
Tudo são flores.
Aquilo parecem ilusões.
Cento e cinquenta é pouco.
Cem metros é muito.
Os 10% da turma estudam muito.
Aquele 1% dos alunos estuda mais.
São nove horas.
É uma hora.
1% da turma estuda muito.
1% dos alunos estuda / estudam muito.
10% da turma estuda / estudam muito.
10% dos alunos estudam muito.
. Mais de 1% dos alunos estuda muito.
Menos de 10% da turma estudam muito.
Hoje são 24 de outubro.
Hoje é (dia) 24 de outubro.
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São necessários aqueles materiais.
Caso 11:
O Verbo "Parecer"
Em orações desenvolvidas, o verbo parecer
fica no singular.
Quando seguido de infinitivo, admite duas
concordâncias:
A) O verbo parecer varia e não se flexiona o
infinitivo.
A) Não se flexiona o infinitivo:
I. Não se flexiona o infinitivo se o sujeito for
representado por pronome pessoal oblíquo
átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os,
as, lhes).
Esperei-as chegar.
II. Quando o infinitivo não se referir a sujeito
algum
B) O verbo parecer não varia e o infinitivo
sofre flexão.
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento.
OBS: A primeira construção é considerada
corrente, enquanto a segunda, literária.
Caso 12:
Concordância com o infinitivo
O infinitivo é a forma nominal do verbo e pode
apresentar-se flexionado e não flexionado. O
estudo do infinitivo na Língua Portuguesa é
bastante complexo, já que, em alguns casos,
ele deve ser flexionado, em outros, ele pode ser
flexionado, e em outros ainda ele não se
flexiona.
Exemplo de como flexionar o infinitivo do verbo
cantar:
III. Infinitivo com valor de imperativo (ordem,
pedido, conselho, apelo):
Soldados, recuar!
IV. Como verbo principal de locução verbal:
OBS: Quando o verbo auxiliar estiver afastado
ou oculto, a flexão do infinitivo do verbo
principal da locução é facultativa:
V. Quando fizer referência a gerúndio:
Era para vós cantardes
Era para eles cantarem
Alguns
momento.
colegas pareciam chorar naquele
Não devemos, depois de
tudo, duvidar e reclamar dela.
Não devemos, depois de
tudo, duvidarmos e reclamarmos dela.
Era para eu cantar
Era para tu cantares
Era para ele cantar
Era para nós cantarmos
Navegar é preciso, viver não é preciso.
Querer é poder.
Fumar prejudica a saúde.
É proibido colar cartazes neste muro.
É preciso lutar contra as drogas.
Vale a pena ter fé e esperança sempre.
As paredes parece que têm ouvidos.
(Parece que as paredes têm ouvidos.)
Os alunos podem sair mais cedo hoje. (O verbo
sair é o principal da locução "podem sair").
Eles não podem fazer isso! (O verbo fazer é o
principal da locução "podem fazer").
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As peças estavam
estragadas, devendo ser substituídas.
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B) Flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo:
I. Quando o sujeito for diferente de pronome
átono, estiver evidente e determinante de
verbo não acusativo:
Não é necessário vocês chegarem mais cedo.
II. Quando se quiser indeterminar o sujeito
(utilizando a terceira pessoa do plural);
C) Flexão opcional: Quando possível, a
escolha do infinitivo flexionado é feita sempre
que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação
expressa pelo verbo.
I. Se o sujeito do verbo no infinitivo for o mesmo
do verbo da outra oração, a flexão do infinitivo
não é necessária. Não é, porém, proibida.
(Alguns gramáticos consideram que não deve
haver flexão).
III. Quando o infinitivo é o sujeito:
IV. Quando o sujeito do verbo no infinitivo for
diferente do sujeito do verbo da outra oração.
V. Quando o verbo for de ligação ou estiver na
voz passiva:
II. Não sendo claro o sujeito, pode-se flexionar
o infinitivo quando for preciso evitar
ambiguidade:
VI. Quando apresentar reciprocidade ou
reflexibilidade de ação.
III. Caso de Sujeito Acusativo: Quando um
Começaram as inscrições, podendo os
candidatos dirigir-se à sala
Faço isso para (eu) não me achar inútil.
Faço isso para não me acharem inútil.
Elas tiveram que suar muito para
se tornarem campeãs.
O porta-voz disse que as medidas
a serem tomadas contra o terror serão rigorosas.
Fizemos os adversários se cumprimentarem com
gentileza.
Deixem
quiserem.
os namorados beijarem-se como
Está na hora de começarmos o trabalho. (nós)
Está na hora de começar o trabalho. (Quem? eu,
você, ele, nós?)
O presidente liberou os seus
para subirem no
subirem)
palanque. (para os
ministros
ministros
O presidente liberou os seus ministros
para subir no palanque. (para o presidente
subir)
Meninos, vejo estarem atrasados mais uma vez.
(O sujeito “vocês” do infinitivo “estar” é diferente
do sujeito “eu” do verbo “ver” na outra oração.)
Falei a eles sobre a vontade de deixarmos o time.
(O sujeito “nós” do infinitivo “deixar” é diferente
do sujeito “eu” do verbo “ver” na outra oração.)
Os escoteiros chamaram os chefes para
apresentar o relatório.
Os escoteiros chamaram os chefes para
apresentarem o relatório.
(O sujeito de ambos os verbos “chamar” e
“apresentar” é o mesmo: os escoteiros.)
(tu) Lerás o texto antes de (tu) responder.
(tu) Lerás o texto antes de (tu) responderes.
Para estudar, estaremos sempre dispostos.
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.
O morrerem pela
soldados.
pátria é sina de alguns
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verbo no infinitivo ou no gerúndio tiver a ação
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dependente de verbo causativo (mandar, fazer,
deixar, etc.)ou quando tiver a ação recebida
por verbo sensitivo (ver, ouvir, sentir, etc.), seu
sujeito será denominado de sujeito acusativo.
Ter a ação dependente de outro verbo significa
que a ação só ocorre porque outra ocorreu
anteriormente. Constatado o sujeito acusativo,
se for representado por pronome oblíquo átono
(me, te, se, o, as, nos...) a concordância é na 3º
pessoa do singular, obrigatoriamente; caso
contrário, sendo ele um substantivo plural, a
concordância é opcional.
I. Será não flexionado quando ocorrer locução
verbal onde a ligação com o verbo auxiliar
ocorrer por meio de preposição:
Acabamos de fazer os exercícios.
II. Será não flexionado quando houver a
combinação ADJETIVO + PREPOSIÇÃO +
INFINITIVO:
São casos difíceis de solucionar.
III. Não se flexiona o infinitivo precedido de
preposição com valor de gerúndio.
IV. Não se flexiona o infinitivo com preposição
que apareça depois de um verbo na voz
passiva:
V. Depois da combinação ao, o infinitivo varia
obrigatoriamente:
VI. A variação será obrigatória se o verbo for
pronominal ou se exprimir reciprocidade ou
reflexibilidade de ação:
VII. Nos demais casos é opcional flexionar ou
não.
D) Preposição + Infinitivo:
(Nós) Passamos horas a comentar o filme.
(comentando)
O rapaz ajudava as garotas a superar suas
dificuldades em Matemática.
O rapaz ajudava as garotas a superarem suas
dificuldades em Matemática.
Mandei os garotos sair.
Mandei os garotos saírem. (flexão opcional)
Verbo causativo: mandar;
Verbo dependente: sair;
Sujeito acusativo: substantivo “garotos”;
Mandei-os sair de lá. (não flexiona)
Verbo causativo: mandar;
Verbo dependente: sair;
Sujeito acusativo: pronome oblíquo “os”;
Sentimos (ou vimos, ou ouvimos) os colegas
vacilar nos debates.
Sentimos (ou vimos, ou ouvimos) os colegas
vacilarem nos debates.
Verbo sensitivo: Sentir (ou ver, ou ouvir);
Verbo dependente: vacilar;
Sujeito acusativo: substantivo “colegas”;
Os jornalistas foram forçados a sair da sala.
As pessoas eram obrigadas a esperar em fila.
Ao entrarmos, encontramos o João.
Ao derreterem-se, as amostras do gelo deixaram
sedimentos.
Gastamos duas horas para nos dirigirmos para
lá.
Eles
muito para se cumprimentarem.
relutaram
Foram ao cabeleireiro a fim de se pentearem.
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CONCORDÂNCIA NOMINAL
As relações que as palavras estabelecem com
o substantivo que as rege constitui o que em
gramática se chama de sintagma nominal. Essa
relação caracteriza os casos de concordância
nominal.
1. Concordância de gênero e número entre o
núcleo nominal e os artigos que o precedem, os
pronomes indefinidos variáveis, os
demonstrativos, os possessivos, os numerais
cardinais e os adjetivos.
Ex.: Um luar claro e belíssimo.
2. Concordância do adjetivo com dois ou mais
substantivos
A) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo
irá para o plural desse gênero ou concordará
com o mais próximo (concordância atrativa).
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara.
B) Substantivos de gêneros diferentes, o
adjetivo irá para o masculino plural ou
concordará com o mais próximo.
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou
apropriado.
C) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos
dois casos acima, a norma geral é que ele
concorde com o substantivo mais próximo.
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os
eletrodomésticos.
D) Substantivos com sentido equivalente ou
expressam gradação, o adjetivo concorda com
o mais próximo.
Ex.: Revelava pura alma e espírito.
CASOS PARTICULARES
1. POSSÍVEL
a) precedido de o mais, o menor, o melhor, o
pior – singular;
b) precedido de os mais, os menores, os
melhores, os piores – plural.
Ex.: Estampas o mais possível claras. /
Estampas as mais claras possíveis.
2. ANEXO / INCLUSO
adjetivos, concordam com o substantivo a que
se referem.
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os
documentos. (em anexo, junto a são
invariáveis)
3. LESO (adjetivo=lesado, prejudicado)
concorda com o substantivo com o qual forma
uma composição.
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria.
4. PREDICATIVO
a) substantivo com sentido indeterminado
(sem artigo) – adjetivo no masculino.
Ex.: É proibido entrada;
b) substantivo com sentido determinado (com
artigo) – adjetivo concorda com o substantivo.
Ex.: É necessária muita cautela.
5. MEIO – numeral = metade (variável)
Ex.: Falou meias verdades.
Advérbio = parcialmente (variável).
Ex.: Encontrava-se meio fatigada.
Para chegar aqui, gastamos duas horas.
Para chegarmos aqui, gastamos duas horas.
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6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO –
PRONOMES – (variáveis).
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS
(invariáveis).
Ex.: Estavam bastante felizes.
7. SÓ – adjetivo = sozinho (variável).
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa
de exclusão (invariável).
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (=
somente).
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO –
são palavras invariáveis.
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso
fiquemos sempre alerta.
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a
que se refere.
Ex.: Estamos quites com a mensalidade.
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO –
concordam com o gênero e número da pessoa
a que se referem.
Ex.: Ela disse:
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do
assunto.
QUESTÕES
1. Esta gramática, pois que gramática implica
no seu conceito o conjunto de normas com que
torna consciente a organização de uma ou mais
falas, esta gramática parece estar em
contradição com o meu sentimento. E certo que
não tive jamais a pretensão de criar a Fala
Brasileira. Não tem contradição. só quis
mostrar que o meu trabalho não foi leviano, foi
sério. Se cada um fizer também das
observações e estudos pessoais a sua
gramatiquinha muito que isso facilitar pra daqui
a uns cinquenta anos se salientar
normas gerais, não só da fala oral transitória e
vaga, porem da expressão literária impressa,
isto e, da estilização erudita da linguagem oral.
Essa estilização é que determina a cultura
civilizada sob o ponto de vista expressivo.
Linguístico.
ANDRADE, Mario. Apud PINTO, E. P. A
gramatiquinha de Mario de Andrade: texto e
contexto. São Paulo: Duas Cidades: Secretaria de
Estado da Cultura, 1990 (adaptado
O fragmento é baseado nos originais de Mario
de Andrade destinados a elaboração da sua .
Muitos rascunhos do autor foram compilados,
com base nos quais depreende-se do
pensamento de Mario de Andrade que ele:
a) demonstra estar de acordo com os ideais da
gramática normativa.
b) a destituído da pretensão de representar
uma linguagem próxima do falar.
c) da preferência a linguagem literária ao
caracteriza-la como estilização erudita da
linguagem oral.
d) reconhece a importância do registro do
português do Brasil ao buscar sistematizar a
língua na sua expressão oral e literária.
e) reflete a respeito dos métodos de
elaboração das gramáticas, para que ele se
torne mais sério, o que fica claro na sugestão
de que cada um se dedique a estudos pessoais.
2. O uso do pronome átono no início das frases
é destacado por um poeta e por um gramático
nos textos abaixo.
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São
Paulo: Nova Cultural, 1988.)
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―Iniciar a frase com pronome átono só é lícito
na conversação familiar, despreocupada, ou na
língua escrita quando se deseja reproduzir a
fala dos personagens (...)‖.
CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima
gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional,
1980.)
Comparando a explicação dada pelos autores
sobre essa regra, pode-se afirmar que ambos:
a) Condenam essa regra gramatical.
b) Acreditam que apenas os esclarecidos
sabem essa regra.
c) Criticam a presença de regras na gramática.
d) Afirmam que não há regras para uso de
pronomes.
e) Relativizam essa regra gramatical.
3. Assinale a alternativa correta em relação à
classificação, pela ordem, dos predicados das
orações abaixo:
I - Todos nós consideramos a sua atitude
infantil.
II - A multidão caminhava pela estrada .
III - A criançada continua emocionada.
a) predicado verbal, predicado nominal,
predicado verbo-nominal.
b) predicado nominal, predicado verbal,
predicado verbo-nominal.
c) predicado verbo-nominal, predicado verbal,
predicado nominal.
d) predicado verbo-nominal, predicado
nominal, predicado verbal.
e) predicado verbal, I predicado verbal,
predicado verbo-nominal.
4. Em ―Dentro dela se abrigava a multidão de
bárbaros e de estranhos ali recebidos com
brandura e carinho‖ e ―Tudo o que era natureza
tinha o aspecto sinistro, trágico, desolador (...)‖,
temos, respectivamente:
a) uma oração com sujeito simples; / duas
orações com sujeito representado por
pronomes (respectivamente, demonstrativo e
relativo);
b) duas orações, uma com sujeito claro, outra,
oculto; / duas orações, tendo a primeira o
sujeito simples representado por pronome
relativo, a segunda, por um substantivo;
c) uma oração com sujeito composto cujos
núcleos são bárbaros e estranhos; / duas
orações, estando a subordinada com sujeito
oculto;
d) uma oração com sujeito simples; / uma
oração com sujeito representado por pronome
indefinido;
e) uma oração com sujeito pronominal; / uma
oração com sujeito oracional.
5. Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(Gonçalves Dias)
Marque a opção em que a disposição de
termos não obedece à chamada ordem direta:
a) ―Minha terra tem palmeiras,‖.
b) ―Onde canta o Sabiá;‖
c) ―Nosso céu tem mais estrelas,‖
d) ―Nossos bosques têm mais vida,‖
e) ―Nossa vida mais amores.‖
6. Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se a tristeza,
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na inconstância.
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Gregório de Matos
O poema acima exemplifica o estilo barroco,
que apresenta, entre suas características, a
inversão da ordem direta dos termos
oracionais. Nos versos de Gregório de Matos,
verifica-se, por exemplo, o emprego recorrente
de construções com o sujeito posposto. É rara,
aliás, no poema, a utilização do sujeito em sua
posição ―normal‖, antecedendo o verbo.
Dentre as opções a seguir, a única na qual se
transcreve um verso em que se observa um
sujeito anteposto ao verbo é:
a) ―Depois da Luz se segue a noite escura.‖
b) ―Em tristes sombras morre a formosura.‖
c) ―Como a beleza assim se transfigura?‖
d) ―Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza.‖
e) ―Começa o mundo enfim pela ignorância.‖
7. Leia:
I. Lembrou-se da pátria com saudades e
desejou sentir novamente os aromas de sua
terra e de sua gente.
II. A defesa da pátria é o princípio da
existência do militarismo.
Assinale a alternativa que apresenta correta
afirmação sobre os termos destacados nas
frases I e II.
a) As frases I e II apresentam em destaque
adjuntos adnominais.
b) As frases I e II apresentam em destaque
complementos nominais
c) A frase I apresenta em destaque um objeto
indireto e a frase II apresenta em destaque um
complemento nominal.
d) A frase I apresenta em destaque um objeto
indireto e a frase II apresenta em destaque um
adjunto adnominal.
e) As frases I e II apresentam objetos
indiretos.
8.
Sobre as orações que compõem a tira acima, a
Sintaxe admite como adequada a seguinte
afirmativa
a) O verbo "haver", no primeiro e no terceiro
quadros, compõe uma oração com sujeito
indeterminado.
b) "Droga!" e "Tudo bem", no primeiro e no
segundo quadros, constituem um tipo especial
de oração sem verbo.
c) As orações com o verbo "cortar" possuem
sujeitos que não é possível identificar.
d) Em "Vamos vender a TV", o verbo no plural
determina a presença de um sujeito composto.
e) A oração que tem o verbo "anunciar" em
uma locução verbal não tem sujeito claro; logo,
é oração sem sujeito.
9. Os estudos sintáticos consideram que a
existência de oração sem sujeito está
devidamente exemplificada nos seguintes
versos de passagens extraídas do universo da
Música Popular Brasileira:
a) ―Alguém me disse que tu andas novamente
/ de novo amor, nova paixão, toda contente‖
(―Alguém me disse‖, Evaldo Gouveia/Jair
Amorin)
b) ―Anunciaram e garantiram que o mundo ia
se acabar‖
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(―E o mundo não se acabou‖, Assis Valente)
c) ―Já faz três noites que no Norte relampeia‖
(―A volta da Asa Branca‖, Luiz Gonzaga e Zé
Dantas)
d) ―Eu amanheço pensando em ti / eu anoiteço
pensando em ti‖
(―Pensando emTi‖ , Herivelto Martins e Dadid
Nasser)
e) ―Se o bem e o mal existem, é preciso
escolher‖
(―É preciso saber viver‖ , Erasmo Carlos e
Roberto Carlos)
10. IDADE DE SER FELIZ
Existe somente uma idade para a gente ser
feliz, somente uma época na vida de cada
pessoa em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los a
despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a
vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo
com toda intensidade sem medo nem culpa de
sentir prazer. Fase dourada em que a gente
pode criar e recriar a vida à nossa própria
imagem e semelhança e vestir-se com todas as
cores e experimentar todos os sabores e
entregar-se a todos os amores sem preconceito
ou pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em
que todo desafio é mais um convite à luta que a
gente enfrenta com toda disposição de tentar
algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas
vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida
da gente chama-se PRESENTE e tem a
duração do instante que passa.
Mário Quintana
"Existe somente uma idade para a gente ser
feliz"
Considere, nas alternativas a seguir,
alterações formuladas a partir da frase acima.
Os estudos sintáticos apenas reconhecem
como correta, segundo a norma culta da língua,
a frase
a) Deve haver vários momentos para sermos
felizes.
b) Existe, em nossas vidas, instantes
definitivos de felicidade.
c) Poderiam, seguramente, haver outros
instantes de felicidade.
d) Haviam, naqueles tempos. Muitas ocasiões
para a gente ser feliz.
e) Como pode existir tão poucos momentos de
felicidade?
11. Como prevenir a violência dos
adolescentes―(...) Quando deparo com as notícias sobre
crimes hediondos envolvendo adolescentes,
como o ocorrido com Felipe Silva Caffé e Liana
Friedenbach, fico profundamente triste e
constrangida. Esse caso é consequência da
baixa valorização da prevenção primária da
violência por meio das estratégias
cientificamente comprovadas, facilmente
replicáveis e definitivamente muito mais
baratas do que a recuperação de crianças e
adolescentes que comentem atos infracionais
graves contra a vida.
Talvez seja porque a maioria da população não
se deu conta e os que estão no poder nos três
níveis não estejam conscientes de seu papel
histórico e de sua responsabilidade legal de
cuidar do que tem de mais importante à nação:
as crianças e os adolescentes, que são o futuro
do país e do mundo.
A construção da paz e a prevenção da violência
dependem de como promovemos o
desenvolvimento físico, social, mental,
espiritual e cognitivo das nossas crianças e
adolescentes, dentro do seu contexto familiar
e comunitário. Trata-se, portanto, de uma ação
intersetorial, realizada de maneira sincronizada
em cada comunidade, com a participação das
famílias, mesmo que estejam incompletas ou
desestruturadas (...)‖
―(...) Em relação às crianças e adolescentes
que cometeram infrações leves ou moderadas
que deveriam ser mais bem expressas seu
tratamento para a cidadania deveria ser feito
com instrumentos bem elaborados e colocados
em prática, na família ou próxima dela, com
acompanhamento multiprofissional,
desobstruindo as penitenciárias, verdadeiras
universidades do crime. (...)‖
Zilda Arns Neumann, 69, médica pediatra e
sanitarista; foi fundadora e coordenadora nacional
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da Pastoral da Criança. (Folha de S Paulo,
26/11/2003.)
Tomando como base o mesmo fragmento a
seguir, é correto afirmar que:
―Trata-se, portanto, de uma ação intersetorial,
realizada de maneira sincronizada em cada
comunidade, com a participação das famílias,
mesmo que estejam incompletas...‖ (3º
parágrafo).
a) o verbo tratar em: ―trata-se‖ poderia estar no
plural, indiferentemente, uma vez que é um
caso de concordância especial.
b) o verbo tratar deveria estar no plural por
apresentar um sujeito explícito.
c) A 3ª pessoa do singular do verbo referente
é que está correto, porque concorda com o
sujeito: ―uma ação intersetorial‖.
d) A 3ª pessoa do singular é que está correto,
uma vez que o ―se‖ que o acompanha é
classificado como pronome apassivador.
e) O verbo ―tratar‖ não deve ir para o plural,
porque o ―se‖ indica a indeterminação do
sujeito.
12. O aposto é uma função sintática que tem
como característica básica a referência a outro
sintagma do texto com diversas funções - seja
de enumerar ou recapitular, por exemplo.
Sendo assim, observe as frases abaixo e
assinale aquela que apresente um aposto que
tenha como função básica a comparação.
a) Alguns alunos, a saber, Marcos, Rafael e
Bianca não entraram na sala de aula após o
recreio.
b) Os Lusíadas, obra de Camões, é o grande
cânone da literatura portuguesa.
c) Magali, personagem dos quadrinhos de
Maurício de Souza, foi inspirada em uma
vizinha gulosa.
d) Precisamos de muitas virtudes para viver
em paz: paciência, sapiência e persistência.
e) Lúcia caminhou escuridão adentro
silenciosa e mortal: uma leoa.
13. Pescaria
Um homem
que se preocupava demais
com coisas sem importância
acabou ficando com a cabeça cheia de
minhocas.
Um amigo lhe deu então a ideia
de usar as minhocas numa pescaria
para se distrair das preocupações.
O homem se distraiu tanto
pescando
que sua cabeça ficou leve
como um balão
e foi subindo pelo ar
até sumir nas nuvens.
Onde será que foi parar?
não sei
nem quero me preocupar com isso.
Vou mais é pescar.
José Paulo Paes
José Paulo Paes é notável pela construção de
poemas simples, lúdicos e inusitados, como o
que acima se transcreve.
Examinados os elementos que compõem o
poema ―Pescaria‖, e presentes os estudos
relativos à consolidação morfossintática (entre
classes gramaticais e funções sintáticas), pode-
se reconhecer, nos elementos que constroem o
texto de José Paulo Paes, a presença
a) da preposição ―com‖ introduzindo, nas três
ocorrências em que aparece, funções
sintáticas de mesmo valor.
b) do substantivo ―minhocas‖ exercendo, nas
duas orações em que foi empregado, função
de complemento verbal.
c) das locuções ―pelo ar‖ e ―nas nuvens‖,
indicando, como adjuntos adverbiais, uma
mesma circunstância.
d) do substantivo ―cabeça‖, desempenhando,
nos dois momentos em que aparece, função
sintática equivalente, como termo essencial.
e) dos pronomes ―se‖ e ―me‖ junto ao verbo
―preocupar‖, como palavras expletivas ou de
realce, portanto dispensáveis na construção
utilizada para o verbo.
14. De uma bela crônica de Martha Medeiros,
em ―O Globo‖ de 11.05.2005 (A grama do
vizinho) colhemos as seguintes passagens:
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― Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs
com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma
música que dizia: ―Eu espero/ acontecimentos/
só que quando anoitece/ é festa no outro
apartamento‖. (...) Passei minha adolescência
com essa sensação (...) É uma das
características da juventude: considerar-se
deslocado e impedido de ser feliz como os
outros são – ou aparentam ser. Só que chega
uma hora em que é preciso deixar de ficar tão
ligada na grama do vizinho. (...)
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do
vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
(...)
Nesta era de exaltação de celebridades – reais
e inventadas – fica difícil mesmo achar que a
vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior,
amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias,
desilusões e recomeços, tudo isso vale ser
incluído na nossa biografia. Ou será tão
divertido passar dois dias na ilha de Caras
fotografando junto a todos os produtos dos
patrocinadores? Compensa passar a vida
comendo alface para ter o corpo que a profissão
de modelo exige? Será tão gratificante ter um
paparazzo na sua cola cada vez que você sai de
casa? Estarão todos mesmo realizando um
milhão de coisas interessantes enquanto só
você está sentada no sofá pintando as unhas
do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional
com uma vida sensacionalista. As melhores
festas costumam acontecer dentro do nosso
próprio apartamento.‖
O aposto é palavra de natureza substantiva que
recupera, explicando, alguém ou algo
anteriormente mencionado. Ele pode
apresentar-se em diferentes situações e uma
delas se verifica quando cumpre uma missão
resumitiva, tal como acontece em:
a) "Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs
com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma
música que dizia..."
b) "É uma das características da juventude:
considerar-se deslocado e impedido de ser feliz
como os outros são"
c) "Nesta era de exaltação de celebridades –
reais e inventadas – fica difícil mesmo achar
que a vida da gente tem graça".
d) "Paz interior, amigos leais, nossas músicas,
livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo
isso vale ser incluído na nossa biografia".
e) "As melhores festas costumam acontecer
dentro do nosso próprio apartamento‖.
15. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
No português, encontramos variedades
históricas, tais como a representada na cantiga
trovadoresca de João Garcia de Guilhade,
ilustrada a seguir.
Non chegou, madre, o meu amigo,
e oje est o prazo saido!
Ai, madre, moiro d‘amor!
Non chegou, madre, o meu amado,
e oje est o prazo passado!
Ai, madre, moiro d‘amor!
E oje est o prazo saido!
Por que mentiu o desmentido?
Ai, madre, moiro d‘amor!
E oje, est o prazo passado!Por que mentiu o perjurado?
Ai, madre, moiro d‘amor!
No verso – Ai, madre, moiro d‘amor! – a
função sintática do termo madre é a seguinte:
a) sujeito
b) objeto direto
c) adjunto adnominal
d) vocativo
e) aposto
16. O BARBEIRO
Perto de casa havia um barbeiro, que me
conhecia de vista, amava a rabeca e não tocava
inteiramente mal. 10Na ocasião em que ia
passando, 9executava não sei que peça. Parei
na calçada a ouvi-lo (tudo 3são pretextos a um
coração agoniado), ele viu-me, e continuou a
tocar. Não atendeu a um freguês, e logo a
outro, que ali foram, 7a despeito da hora e de
ser domingo, confiar-lhe as caras à navalha.
Perdeu-os sem perder uma nota; ia tocando
para mim. Esta consideração fez-me chegar
francamente à porta da loja, voltado para ele.
Ao fundo,
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levantando a cortina de chita que fechava o
interior da casa, 11vi apontar uma moça
trigueira, vestido claro, flor no cabelo. Era a
mulher dele; creio que me descobriu de dentro,
e veio agradecer-me com a presença o favor
que eu fazia ao marido. 6Se me não engano,
chegou a dizê-lo com os olhos. Quanto ao
marido, tocava agora com mais calor; sem ver
a mulher, sem ver fregueses, grudava a face no
instrumento, passava a alma ao arco, e tocava,
tocava...
Divina arte! Ia-se formando um grupo, 4deixei
a porta da loja e vim andando para casa; 2enfiei
pelo corredor e subi as escadas sem estrépito.
Nunca me esqueceu o caso deste barbeiro, ou
por estar ligado a um momento grave de minha
vida, ou por esta máxima, que os compiladores
podiam tirar daqui e inserir nos compêndios da
escola. A máxima é que 1a gente esquece
devagar as boas ações que pratica, e
verdadeiramente não as esquece nunca. Pobre
barbeiro! Perdeu duas barbas naquela noite,
que eram o pão do dia seguinte, tudo para ser
ouvido de um transeunte. 12Supõe agora que
este, em vez de ir-se embora, como eu fui,
ficava à porta a ouvi-lo e namorar-lhe a mulher;
então é que ele, todo arco, todo rabeca, tocaria
desesperadamente. 5Divina arte!
(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro - obra
completa - vol. I, Aguilar, 2ª ed. 1962.)
Na passagem "... executava não sei que peça."
(ref. 9), a palavra que tem função de:
a) pronome relativo - sujeito
b) pronome adjetivo - adjunto adnominal
c) pronome relativo - adjunto adnominal
d) conjunção integrante - conectivo
e) pronome relativo - aposto
17. Parágrafo do Editorial ―Nossas crianças,
hoje‖.
―Oportunamente serão divulgados os
resultados de tão importante encontro, mas
enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na
pele e na alma a dor dos mais altos índices de
sofrimento da infância mais pobre. Nosso
Estado e nossa região padece de índices
vergonhosos no tocante à mortalidade infantil,
à educação básica e tantos outros indicadores
terríveis.‖
(Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010)
A justificativa para a concordância do verbo
―padecer‖, no segundo período, é a mesma para
a concordância verbal em:
a) ―Casa, água, comida e carinho, nada fez o
pardalzinho feliz.‖
b) ―Muita raiva e indignação dominava seus
gestos.‖
c) ―Haverá homens e mulheres contrários a
essa ideia"
d) ―Uma brisa, um vento, o maior furacão não
os inquietava.‖
e) ―Pedro ou Paulo será eleito papa.‖
18. A revolução digital
Texto e papel. Parceiros de uma história de
êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse
―pareciam‖, assim, com o verbo no passado, e
já me explico: estão em processo de
separação. Secular, a união não ruirá do dia
para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o
pôr do sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de
dependência. A perpetuação da escrita parecia
condicionada à produção de celulose. Súbito, a
palavra descobriu um novo meio de
propagação: o cristal líquido. Saem as árvores.
Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda
inexploradas. De concreto há apenas a
impressão de que, longe de enfraquecer, a
ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom.
Quando nos chega por um ouvido, a palavra
costuma sair por outro.
Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de
imagens a alma. Em outras palavras: falada, a
palavra perde-se nos desvãos da memória;
impressa, desperta o cérebro, produzindo uma
circulação de ideias que geram novos textos.
A Internet é, por assim dizer, um livro interativo.
Plugados à rede, somos autores e leitores.
Podemos visitar as páginas de um clássico da
literatura. Ou simplesmente arriscar textos
próprios. Otto Lara Resende costumava dizer
que as pessoas haviam perdido o gosto pela
troca de
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correspondências. Antes de morrer, brindou-
me com dois telefonemas. Em um deles,
prometeu: ―Mando-te uma carta qualquer dia
desses‖.
Não sei se teve tempo de render-se ao
computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto
estaria surpreso com a popularização crescente
do correio eletrônico. O papel começa a
experimentar o mesmo martírio imposto à pedra
quando da descoberta do papiro. A era digital
está revolucionando o uso do texto. Estamos
virando uma página. Ou, por outra, estamos
pressionando a tecla
―enter‖.
SOUSA, Josias de. “A revolução digital”. Folha de
São Paulo
O estudo do sujeito vincula-se ao correto
emprego das normas de concordância verbal
(entre sujeito e verbo). Tendo em vista as
regras que regulam esse assunto assinale a
única opção em que a forma verbal entre
parênteses completa corretamente a lacuna
da frase:
a) Nos dias de hoje, não mais _ uma relação
de dependência o texto e o papel. (mantém).
b) Em substituição às árvores,
_ a predominar, com a
afirmação da internet, os elétrons. (passou).
c) Segundo Otto Lara Resende,
às pessoas o gosto pela troca
de correspondências. (faltavam).
d) , por muitos e muitos
anos, nos países do planeta, o emprego da
internet. (Predominarão)
e) _, em função da era digital,
ideias em profusão, gerando renovados textos.
(Existem)
19. Sonho de uma noite de verão
Uma procissão de espantalhos,
pela miséria colorida,
pelos atalhos
vinha:
pediam vida, queriam vida! E as suas caras
eram trágicas
Porque tinham todas a mesma expressão
– que era o mesmo que não terem
E tão insuportável era aquela cara única
que a polícia atirou em cima deles bombas de
gás hilariante.
Nenhum espantalho riu.
A procissão continuou,
a procissão está agora em plena Estrada Real
enquanto
pelos atalhos
por toda a parte
por cima dos gramados
por cima dos corpos atropelados
os automóveis fogem como baratas.
Caderno H. São Paulo: Globo
A respeito dos cinco primeiros versos do poema
―Sonho de uma noite de verão‖, o emprego dos
verbos vinculados à ―procissão de
espantalhos‖, primeiro no singular e depois no
plural, em relação à chamada norma culta:
a) contraria as normas da concordância
verbal, em virtude da falta de uniformidade na
flexão de número.
b) configura um recurso estilístico que
contribui para marcar, a um tempo, o conjunto
dos espantalhos em procissão e os
componentes desse conjunto.
c) é um desvio não acolhido pelo padrão culto
da língua, revelando desconhecimento das
normas por parte do escritor.
d) é simplesmente um erro gramatical
envolvendo a concordância verbal, já que lhe
falta intenção comunicativa.
e) é exemplificativo, em termos estilísticos, de
uma figura de construção denominada silepse
de pessoa.
20. Buscando a excelência
Lya Luft
Estamos carentes de excelência. A
mediocridade reina, assustadora, implacável e
persistentemente. Autoridades, altos cargos,
líderes, em boa parte desinformados,
desinteressados, incultos,lamentáveis. Alunos
que saem do ensino médio semianalfabetos e
assim entram nas universidades, que aos
poucos – refiro-me às públicas – vão se
tornando reduto de pobreza intelectual.
As infelizes cotas, contras as quais tenho
escrito e às quais me oponho desde sempre,
servem magnificamente para alcançarmos
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este objetivo: a mediocrização também do
ensino superior. Alunos que não conseguem
raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa
educação de brincadeirinha. E, porque não
sabem ler nem escrever direito e com
naturalidade, não conseguem expor em letra ou
fala seu pensamento truncado e pobre. [...] E as
cotas roubam a dignidade daqueles que
deveriam ter acesso ao ensino superior por
mérito [...] Meu conceito serve para cotas
raciais também: não é pela raça ou cor,
sobretudo autodeclarada, que um jovem deve
conseguir diploma superior, mas por seu
esforço e capacidade. [...]
Em suma, parece que trabalhamos para facilitar
as coisas aos jovens, em lugar de educá-los
com e para o trabalho, zelo, esforço, busca de
mérito, uso da própria capacidade e talento, já
entre as crianças. O ensino nas últimas
décadas aprimorou-se em fazer os pequenos
aprender brincando. Isso pode ser bom para os
bem pequenos, mas já na escola elementar, em
seus primeiros anos, é bom alertar, com afeto e
alegria, para o fato de que a vida não é só
brincadeira, que lazer e divertimento são
necessários até à saúde, mas que a escola é
também preparação para uma vida profissional
futura, na qual haverá disciplina e limites – que
aliás deveriam existir
a) na qual se manifestaram disciplina e limites.
b) na qual existirão disciplina e limites.
c) na qual se surpreende disciplina e limites
d) na qual se terá disciplina e limites.
e) na qual teriam disciplina e limites.
21. A questão a seguir deve ser respondida de
acordo com a gramática normativa.
Assinale a alternativa correta quanto à
concordância verbal.
a) Meus irmãos põe os óculos de grau toda
vez que precisam dirigir o carro.
b) As óticas mantém uma variedade de
modelos de óculos à disposição dos clientes.
c) Em breve, pode surgir novos equipamentos
que se assemelhem ao Google Glass
d) Alguns oftalmologistas alegam que nem
sempre a cirurgia convêm aos pacientes.
e) Houve muitos voluntários interessados em
testar os aplicativos do novo equipamento.
22. Assinale a alternativa que, na sequência,
completa corretamente as orações seguintes:
I - Isto migalhas.
II - Nossa vida loucuras.
III - Vocês _ meu castigo.
em casa, ainda que amorosos.
Muitos dirão que não estou sendo simpática.
IV - As cores vermelha e negra
marca do brasão.
__ a
Não escrevo para ser agradável, mas para
partilhar com meus leitores preocupações sobre
este país com suas maravilhas e suas mazelas,
num momento fundamental em que, em meio a
greves, justas ou desatinadas, [...] se delineia
com grande inteligência e precisão a
possibilidade de serem punidos aqueles que
não apenas prejudicaram monetariamente o
país, mas corroeram sua moral, e a dignidade
de milhões de brasileiros. Está sendo um
momento de excelência que nos devolve ânimo
e esperança.
(Fonte: Revista Veja, de 26.09.2012. Adaptado).
Substituindo-se o verbo haver por um
sinônimo no trecho – ...a escola é também
preparação [...], na qual ―haverá‖ disciplina e
limites –, o resultado correto e similarmente
gramatical será: a escola é também
preparação [...],
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V - Hoje doze de janeiro.
a) são, eram, serão, eram, são.
b) é, eram, serão, era, é.
c) são, era, serão, era, são.
d) é, eram, serão, eram, são.
e) é, era, será, era, é.
23. Em uma crônica denominada ―Missa
Negra‖, o cronista Zuenir Ventura relembra
fatos vinculados à decretação do Ato
Institucional nº 5, que, em 1968,
estabeleceu severas restrições às
liberdades democráticas
, já abaladas desde o golpe militar de 1964.
Veja um fragmento da crônica:
Vinte anos depois, revelou-se pela
primeira vez o processo através do qual
isso se tornou possível: o jornalista Elio
Gaspari retirou de seus arquivos e me
cedeu para publicação no livro 1968 — o
ano que não terminou o teor da
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sessão do Conselho de Segurança Nacional,
que fez baixar sobre o país a cortina de trevas
que cancelou todas as liberdades
democráticas, a começar pelo habeas corpus.
Ali, no Palácio Laranjeiras, 22 dos 23
conselheiros — entre ministros e comandantes
militares, presididos pelo marechal Costa e
Silva — encenaram uma tragédia em forma de
farsa e, em nome da democracia, deram um
golpe dentro do golpe, instalando a ditadura
sem pudor, escancarada.
Na frase inicial desse fragmento, encontramos
uma construção com o pronome apassivador
―se‖ (―revelou-se‖), em manifestação de voz
passiva sintética. A incorreta identificação
sintática da palavra ―se‖ pode, em muitos
casos, provocar a elaboração de frases que
contrariam a norma culta, o que é muito comum
no chamado registro coloquial.
Dessa forma, a única frase, dentre as que se
seguem, em que foi observada a língua- padrão
é:
a) Não se podem exigir esforços de quem não
acredita nos objetivos deles decorrentes.
b) Devem-se assistir com toda atenção aos
grandes clássicos do cinema nacional.
c) Dever-se-ia procurar soluções mais
adequadas para aquele problema.
d) Pode-se pescar muitos peixes grandes
quando realmente se aprende a técnica da
pescaria.
e) Deve-se comentar todos os lances do jogo
em que o juiz errou clamorosamente.
24. Assinale a alternativa desse exercício que
preenche, corretamente, as lacunas do texto.
A Polícia Civil apreendeu 415,4 quilos de crack
_ em uma casa na Avenida
Salim Farah Maluf. No local, também
_ dois quilos de maconha. Um
homem de 28 anos e um adolescente de 17
_ .
a) escondidos … havia … foram detidos
b) escondido … havia … foram detido
c) escondidos … haviam … foi detido
d) escondido … haviam … foram detidos
e) escondidos … havia … foram detido.
25. Texto I
sic - Em latim, significa assim. Expressão
usada entre colchetes ou parênteses no meio
ou no final de uma declaração entre aspas, ou
na transcrição de um documento, para indicar
que é assim mesmo, por estranho ou errado
que possa ser ou parecer.
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_t
exto_s.htm)
Texto II
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu
um grupo de 50 manifestantes, que foram de
ônibus a Brasília reclamar sobre a demora para
receber os recursos do governo federal. (...)
Em nota divulgada ontem no site do Ministério
da Cultura, Ana de Hollanda disse que o
ministério "reconhece, valoriza e tem claro [sic]
a necessidade da continuidade" do trabalho dos
Pontos de Cultura. A nota, no entanto, não
aponta quando o problema deve ser resolvido.
(Folha de São Paulo, 23/02/2011)
Considerando-se as informações
apresentadas nos textos, é correto afirmar que
o motivo da inclusão do ―sic‖, no Texto II, é
apontar uma falha de
a) concordância nominal, já que o adjetivo
―claro‖ deveria estar no feminino para concordar
com o substantivo ―necessidade‖.
b) regência nominal, pois o ―a‖, antes do
substantivo ―necessidade‖, deveria receber
acento grave para indicar a ocorrência de
crase.
c) pontuação, uma vez que se omitiu a vírgula
obrigatória para separar as orações
coordenadas presentes nesse período.
d) acentuação gráfica, já que o verbo ―ter‖,
presente na expressão ―tem claro‖, deveriareceber acento circunflexo.
e) coesão textual, pois, nessa construção, é
obrigatória a inclusão do conectivo ―que‖ para
ligar a oração principal à oração subordinada.
26. "Minha terra tem macieiras da Califórnia
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onde cantam gaturamos de Veneza. (...)
Eu morro sufocado
Em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia."
(Murilo Mendes)
Consideradas as regras de concordância
nominal, marque a única opção que se
encontra amparada pela norma culta da língua:
a) Ainda hoje, surgem diversas canções e
poemas que copiam a ―Canção do Exílio‖.
b) São muito comuns , ainda hoje, canções e
poemas baseadas na ―Canção do Exílio‖.
c) Aquele autor fez poemas o mais possíveis
semelhantes à ―Canção do Exílio‖
d) Os textos anexo mostram momentos de
―diálogo‖ em nossa literatura.
e) Em todos os poemas que falavam do exílio
os poetas sentiam-se só.
27. Indique a alternativa correta:
a) Tratavam-se de questões fundamentais.
b) Comprou-se terrenos no subúrbio.
c) Precisam-se de datilógrafas.
d) Reformam-se ternos.
e) Obedeceram-se aos severos regulamentos.
28. Qual a alternativa em que as formas dos
verbos bater, consertar e haver nas frases
abaixo, são usadas na concordância correta?
- As aulas começam quando _ oito horas.
- Nessa loja _ relógios de parede.
- Ontem ótimos programas na televisão.
a) batem, consertam-se, houve.
b) bate, consertam-se, havia.
c) bateram, conserta-se, houveram.
d) batiam, conserta-se-ão, haverá.
e) batem, consertarei, haviam.
VERBOS INTRANSITIVOS
São os verbos que não necessitam ser
completados. Sozinhos, indicam a ação ou o
fato.
Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e
Dirigir-se.
Estes verbos aparentam ter complemento, por
exemplo, ―Quem vai, vai a algum lugar‖. Porém
a indicação de lugar é circunstância, não
complementação. Classificamos este
complemento como Adjunto Adverbial de
Lugar. É importante observar que a regência
destes verbos exige a preposição a na
indicação de destino e de na indicação de
procedência. Só se usa a preposição em na
indicação de meio, instrumento.
Irei em Santiago de Cuba; (errado)
Irei a Santiago de Cuba;
Vou em São Paulo; (errado)
Vou a São Paulo;
Muitos não compareceram na prova do Enem;
(errado)
Muitos não compareceram à prova do Enem;
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando sobre
o mar;
A comida caiu no chão; (errado)
A comida caiu ao chão;
Você caiu do céu;
Voltei de lá;
Cheguei de Curitiba há meia hora;
OBS: O fenômeno denominado crase também
ocorrerá quando houver um verbo intransitivo
regendo a preposição a, seguido de um
substantivo feminino, que exija o artigo a, como
no terceiro exemplo acima.
Morar, Residir e Situar-se:
São intransitivos, mas costumam estar
acompanhados de adjunto adverbial, regendo
a preposição em.
Moro / Resido em Londrina;
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis;
Não utilize a preposição a para logradouros.
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Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (errado)
Moro a cem metros da estrada;
Deitar-se e Levantar-se:
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo.
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS
São verbos que indicam que o sujeito pratica a
ação, sofrida por outro termo, denominado
<objeto direto>. Por essa razão, uma das
maneiras mais fáceis de analisar se um verbo
é transitivo direto é passar a oração para a voz
passiva, pois somente verbo transitivo direto
admite tal transformação, além dos verbos
(des) obedecer, pagar, perdoar, aludir, apelar,
responder, assistir(ver), que admitem a
passiva mesmo não sendo VTD. (Motivo: eram
diretos antigamente.)
O objeto direto pode ser representado por um
substantivo, palavra substantivada, oração
(oração subordinada substantiva objetiva
direta) ou pronome oblíquo. Uma vez que
pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela,
nós, vós, eles, elas) só são usados com
preposição, quando estes representam objeto
direto, tem-se um objeto direto
preposicionado.
Vamos à lista, então, dos mais importantes
verbos transitivos diretos:
Desfrutar e Usufruir:
São VTD, apesar de serem muito usados com
a preposição de.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que
menos o usufruem.
Desfrutaremos da aposentadoria na velhice.
Compartilhar:
É VTD, apesar de ser muito usado com a
preposição de.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.
Compartilharam de tudo durante a vida.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS
São verbos que se ligam ao complemento por
meio de uma preposição. O complemento é
denominado <objeto indireto>. O objeto indireto
pode ser representado por substantivo, palavra
substantivada, oração (oração subordinada
substantiva objetiva indireta) ou pronome
oblíquo.
OBS: Estes verbos admitem os pronomes lhe,
lhes como objeto indireto; alguns, porém, não.
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele =>
Obedeceu-lhe.
Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se,
aspirar, recorrer, depender. Os gramáticos não
trazem as razões históricas para esse modo
peculiar de construção de alguns verbos. Nem
precisariam fazê-lo, assim como não precisam
justificar o motivo de um determinado verbo ser
hoje transitivo direto e outro, transitivo indireto.
Às vezes, os verbos são sinônimos, mas
apresentam diferentes transitividades. Em
verdade, a função primordial da Gramática não
é fixar regras impositivas de cima para baixo,
mas sistematizar os fatos e as condutas que
encontra na língua como manifestação.
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Referir-se
(a):
Todos falam desse filme, mas eu não assiti a
ele ainda.
Constar (de, em):
Quando se usa o verbo constar com o sentido
de ―estar escrito, registrado ou mencionado‖ ou
―fazer parte, incluir-se‖, as preposições – de
e em – são corretas :
Seu nome consta da lista de aprovados.
Consta nos autos que...
Consta dos autos que...
Vou fazer constar o incidente em meu
relatório.
Já quando constar tem o significado de ―ser
composto, constituído ou formado; consistir
em algo‖, usa-se apenas a preposição de:
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A casa consta de partes grandes e arejadas.
Seu relatório constava de 50 páginas.
Obedecer e Desobedecer (a):
Obedeço a todas as regras da empresa.
Revidar (a):
Ele revidou ao ataque instintivamente.
Responder (a):
Responda aos testes com atenção.
Simpatizar e Antipatizar (com):
Não são verbos pronominais, portanto não se
deve dizer simpatizar-se, nem antipatizar-se.
Sempre simpatizei com ele, mas antipatizo
com seu irmão.
Sobressair (em):
Não é verbo pronominal, portanto não se deve
usar sobressair-se.
No colegial, sobressaía em todas as matérias.
Torcer (por, para):
Pode ser também verbo intransitivo. Somente
neste caso, usa-se com a preposição para, que
dará início a Oração Subordinada Adverbial de
Finalidade. Para ficar mais fácil, memorize
assim:
Torcer por + substantivo ou pronome.
Torcer para + oração (com verbo).
Estamos torcendo por você.
Estamos torcendo para você conseguir seu
intento.
pessoa.
Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco.
Se o time rival ganhasse, a torcida não
perdoaria aos jogadores a derrota em casa.
Pedir:
É VTDI, com a preposição a. A frase deve ser
sintaticamente estruturada assim:
―Quem pede, pede algo a/para alguém‖;―Quem pede, pede que alguém faça algo‖;
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Pedimos que todos trouxessem os livros.
É inadequado ao padrão culto da língua:
"Pedir para que alguém faça algo".
Preferir:
É VTDI, com a preposição a. Não admite
ênfase, como: mais, muito mais, mil vezes.
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.
Informar, avisar, advertir, certificar, comunicar,
lembrar, noticiar, notificar, prevenir:
São VTDI, admitindo duas construções:
―Quem informa, informa algo a alguém‖;
―Quem informa, informa alguém de/sobre
algo.‖
VERBOS BITRANSITIVOS
Também chamados de transitivo diretos e
indiretos. São os verbos que possuem os dois
complementos - objeto direto e objeto indireto.
Agradecer, Pagar e Perdoar:
São VTDI, com a preposição a. O objeto direto
sempre será a coisa, e o objeto indireto, a
REGÊNCIA OSCILANTE / MAIS DE UMA
REGÊNCIA
Aspirar:
Será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.
Será VTI, com a preposição a, quando
Informamos aos usuários que não nos
responsabilizamos por furtos ou roubos.
Informamos os usuários de que não nos
responsabilizamos por furtos ou roubos.
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significar almejar, objetivar.
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Agradar:
Será VTI, com a preposição a, quando
significar ser agradável; satisfazer.
Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano
todo.
Será VTD, quando significar acariciar ou
contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por
horas.
Assistir:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a
quando significar ajudar, prestar assistência.
Minha família sempre assistiu o Lar dos
Velhinhos.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos
Velhinhos.
Será VTI com a preposição a quando significar
ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
O descanso semanal remunerado assiste ao
trabalhador.
Será VI quando implicar morada.
Assisto em Londrina desde que nasci.
O papa assiste no Vaticano.
Chamar:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a
quando significar dar qualidade. A qualidade
pode vir precedida da preposição de, ou não.
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de
bobo)
Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Será VTI com a preposição por quando
significar invocar.
Chamei por você insistentemente, mas não
me ouviu.
Será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios para participarem da
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Atenderam o meu pedido prontamente.
Atenderam ao meu pedido prontamente.
reunião.
Será VTDI, com a preposição a, quando
significar repreender.
Chamei os meninos à atenção, pois
conversavam na sala de aula.
Chamei-o à atenção.
Obs.: Não confundir com a expressão sem
crase ―chamar a atenção‖, que não significa
repreender, mas fazer ser notado.
O cartaz chamava a atenção de todos que por
ali passavam.
Casar:
Será VI quando por si só apresentar sentido
completo.
Eles casaram (ou se casaram – na qualidade
de pronome reflexivo).
Será VTI quando requisitar um complemento
regido pelo uso da preposição:
Ele se casou com a melhor amiga.
Será VTDI quando requisitar os dois
complementos:
O vizinho casou sua filha com meu primo.
Custar:
Será VI quando significar ter preço.
Estes sapatos custaram muito.
Será VTDI, com a preposição a, quando
significar causar trabalho, transtorno.
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a
toda a família.
Será VTI com a preposição a quando significar
ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como
sujeito aquilo que é difícil. A pessoa a quem
algo é difícil será objeto indireto.
Custou-lhe acreditar em Maria.
Custou a ele acreditar em Maria.
Ele custou a acreditar... (está errado)
Atender:
Anteceder:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
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A velhice antecede a morte.
A velhice antecede à morte.
Esquecer e Lembrar:
Serão VTD quando não forem pronominais, ou
seja, quando não forem acompanhados de
pronome oblíquo átono (esquecer-se, lembrar-
se):
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.
Esquecer-se e Lembrar-se:
Serão VTI, com a preposição de, quando
forem pronominais:
Esqueci-me de que havíamos combinado sair.
Ela lembrou-se do meu nome.
Implicar:
Será VTD, quando significar fazer supor, dar a
entender, produzir como consequência,
acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande
honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o
deputado.
As despesas extras implicam em gastos
desnecessários.
Será VTI, com a preposição com, quando
significar antipatizar.
Não sei por que o professor implica comigo.
Os alunos implicaram com o professor.
Será VTDI, com a preposição em, quando
significar envolver alguém em algo.
Implicaram o advogado em negócios ilícitos.
Ela implicou-se em atos ilícitos.
Namorar:
Apesar de ser muito usado com a preposição
com, que só deveria ser usada para iniciar
adjunto adverbial de companhia, será VTD
quando possuir os significados de inspirar
amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir,
atrair, olhar com insistência, cobiçar.
Joana namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre
a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.
Pode ser também VI:
Comecei a namorar muito cedo.
Presidir:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Presidir o país.
Presidir ao país.
Proceder:
Será VTI, com a preposição de, quando
significar derivar-se, originar-se.
Esse mau humor de Pedro procede da
educação que recebeu.
Será VTI, com a preposição a, quando
significar dar início.
Os fiscais procederam à prova com atraso.
Será VI quando significar ter fundamento.
Suas palavras não procedem.
Renunciar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Nunca renuncie seus sonhos.
Nunca renuncie a seus sonhos.
Satisfazer:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Não satisfaça todos os seus desejos.
Não satisfaça a todos os seus desejos.
Abdicar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de, e
também VI.
O Imperador abdicou o trono.
O Imperador abdicou do trono.
O Imperador abdicou.
Gozar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de.
Ele não goza sua melhor forma física.
Ele não goza de sua melhor forma física.
Atentar:
Pode ser VTD ou VTI, com as preposições
em, para ou por.
Atente o ouvido.
Deram-se bem os que atentaram nisso.
Não atentes para os elementos supérfluos.
Atente por si, enquanto é tempo.
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Cogitar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição em
ou de:
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral
brasileiro.
Hei de cogitar no caso.
O diretor cogitou de demitir-se.
Consentir:
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em.
Como o pai desse garoto consente tantos
agravos?
Consentimos em que saíssem mais cedo.
Ansiar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por:
Ansiamos dias melhores.
Ansiamos por dias melhores.
Almejar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por,
ou VTDI, com a preposição a.
Almejamos dias melhores.
Almejamos por dias melhores.
Almejamos dias melhores ao nosso país.
Faltar, Bastar e Restar:
Podem ser VI ou VTI, com a preposição a.
Muitos alunos faltaram hoje.
Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Pisar:
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitiráa
preposição em, iniciando Adjunto Adverbial de
Lugar.
Pisei a grama para poder entrar em casa.
Não pise no tapete, menino!
Prevenir
Pode ser VTD fazendo referência a evitar dano:
A precaução previne acontecimentos
inesperados.
Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avisar
com antecedência.
Prevenimos os moradores de que haveria corte
de energia.
Querer:
Será VTI, com a preposição a, quando
significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus
irmãos.
Será VTD, quando significar desejar, ter a
intenção ou vontade de, tencionar.
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.
Visar:
Será VTI, com a preposição a, quando
significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.
Será VTD, quando significar mirar, ou dar
visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
O gerente visou o cheque do cliente.
Proibir:
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa:
A lei brasileira proíbe o aborto.
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma
coisa / Proibir alguma coisa a alguém:
O pai proibiu o filho de viajar.
A ANVISA proíbe oferecer prêmios à indústria
farmacêutica.
Verbos que podem ser usados como TD ou TI,
sem alteração de sentido:
• abdicar (de)
• acreditar (em)
• almejar (por)
• ansiar (por)
• anteceder (a)
• atender (a)
• atentar (em, para)
• cogitar (de, em)
• consentir (em)
• crer (em)
• deparar (com)
• desfrutar (de)
• desdenhar (de)
• gozar (de)
• necessitar (de)
• preceder (a)
• precisar (de)
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• presidir (a)
• renunciar (a)
• satisfazer (a)
• versar (sobre).
Exemplos:
Precisamos pessoas honestas.
Precisamos de pessoas honestas.
Nunca cri pessoas que falam muito de si
próprias.
Nunca cri em pessoas que falam muito de si
próprias.
EMPREGO DA CRASE
Crase
Crase é a superposição de dois ―a‖,
geralmente a preposição
―a‖ e o artigo a(s), podendo ser também a
preposição ―a‖ e o pronome demonstrativo a(s)
ou a preposição ―a‖ e o ―a‖ inicial dos
pronomes demonstrativos aqueles(s),
aquela(s) e aquilo. Essa superposição é
marcada por um acento grave (`).
Assim, em vez de escrevermos ―entregamos a
mercadoria a a
vendedora‖, ―esta blusa é igual a a que
compraste‖ ou ―eles deveriam ter comparecido
a aquela festa‖, devemos sobrepor os dois ―a‖
e indicar esse fato com um acento grave:
―Entregamos a mercadoria à vendedora‖.
―Esta blusa é igual à que compraste‖.
―Eles deveriam ter comparecido àquela festa.‖
O acento grave que aparece sobre o ―a‖ não
constitui, pois, a
crase, mas é um mero sinal gráfico que indica
ter havido a união de dois ―a‖ (crase).
Para haver crase, é indispensável a presença
da preposição ―a‖, que é um problema de
regência. Por isso, quanto mais conhecer a
regência de certos verbos e nomes, mais fácil
será para ele ter o domínio sobre a crase.
NÃO EXISTE CRASE
Antes de palavra masculina:
Chegou a tempo ao trabalho;
Vieram a pé; Vende-se a prazo.
Antes de verbo:
Ficamos a admirá-los;
Ele começou a ter alucinações.
Antes de artigo indefinido:
Levamos a mercadoria a uma firma;
Refiro-me a uma pessoa educada.
Antes de expressão de tratamento introduzida
pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou
ainda da expressão Você, forma reduzida de
Vossa Mercê:
Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria;
Traremos a Sua Majestade, o rei Hubertus,
uma mensagem de paz;
Eles queriam oferecer flores a você.
Antes dos pronomes demonstrativos esta e
essa:
Não me refiro a esta carta;
Os críticos não deram importância a essa obra.
Antes dos pronomes pessoais:
Nada revelei a ela;
Dirigiu-se a mim com ironia.
Antes dos pronomes indefinidos com exceção
de outra:
Direi isso a qualquer pessoa;
A entrada é vedada a toda pessoa estranha.
Com o pronome indefinido outra(s), pode haver
crase porque
ele, às vezes, aceita o artigo definido a(s):
As cartas estavam colocadas umas às outras
(no masculino, ficaria ―os cartões estavam
colocados uns aos outros‖).
No plural:
Falei a vendedoras desta firma;
Refiro-me a pessoas curiosas.
Quando, antes do ―a‖, existir preposição:
Ela compareceu perante a direção da
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empresa;
Os papéis estavam sob a mesa.
Exceção feita, às vezes, para até, por motivo de
clareza:
A água inundou a rua até à casa de Maria
(= a água chegou perto da casa); se não
houvesse o sinal da crase, o sentido ficaria
ambíguo: a água inundou a rua até a casa de
Maria (= inundou inclusive a casa).
Quando até significa ―perto de‖, é preposição;
quando significa
―inclusive‖, é partícula de inclusão.
Com expressões repetitivas:
Tomamos o remédio gota a gota;
Enfrentaram-se cara a cara.
Com expressões tomadas de maneira
indeterminada:
O doente foi submetido a dieta leve (no masc.
= foi submetido a repouso, a tratamento
prolongado, etc.);
Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. =
prefiro terninho a vestido).
Antes de pronome interrogativo, não ocorre
crase:
A que artista te referes?
Na expressão valer a pena (no sentido de
valer o sacrifício,
o esforço), não ocorre crase, pois o ―a‖ é artigo
definido:
Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a
alma não é pequena...
Quando o nome próprio feminino vier
acompanhado de uma expressão que o
determine, haverá crase porque o artigo
definido estará presente. Dedico esta canção
à Candinha do Major Quevedo. [A (artigo)
Candinha do Major Quevedo é fanática por
seresta.]
Antes de pronome adjetivo possessivo
feminino singular:
Pediu informações à minha secretária;
Pediu informações a minha secretária.
A explicação é idêntica à do item anterior: o
pronome adjetivo possessivo aceita artigo, mas
não o exige (―Minha secretária é exigente.‖ Ou:
―A minha secretária é exigente‖). Portanto,
mesmo com a presença da preposição, a crase
é facultativa.
Com o pronome substantivo possessivo
feminino singular, o uso de acento indicativo de
crase não é facultativo (conforme o caso, será
proibido ou obrigatório):
A minha cidade é melhor que a tua.
O acento indicativo de crase é proibido
porque, no masculino, ficaria assim:
O meu sítio é melhor que o teu (não há
preposição, apenas o artigo definido).
Esta gravura é semelhante à nossa.
O acento indicativo de crase é obrigatório
porque, no masculino, ficaria assim:
Este quadro é semelhante ao nosso (presença
de preposição + artigo definido).
A CRASE É FACULTATIVA
- Antes de nomes próprios feminino:
Enviamos um telegrama à Marisa;
Enviamos um telegrama a Marisa.
Em português, antes de um nome de pessoa,
pode-se ou não empregar o artigo ―a‖ (―A
Marisa é uma boa menina‖. Ou ―Marisa é uma
boa menina‖). Por isso, mesmo que a
preposição esteja presente, a crase é
facultativa.
CASOS ESPECIAIS
Nomes de localidades: Dentre as localidades,
há as que admitem artigo antes de si e as que
não o admitem. Por aí se deduz que, diante das
primeiras, desde que comprovada a presença
de preposição, pode ocorrer crase; diante das
segundas, não. Para se saber se o nome de
uma localidade aceita artigo, deve-se substituir
o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Se
ocorrer a combinação ―na‖ com o verbo estar
ou ―da‖ com o verbo vir, haverá crase com o
―a‖ da frase original. Se ocorrer
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―em‖ ou ―de‖, não haverá crase:
Enviou seus representantes à Paraíba (estou
na Paraíba; vim da Paraíba);
O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em
Santa Catarina; vimde Santa Catarina);
Pretendo ir à Europa (estou na Europa; vim da
Europa). Os nomes de localidades que não
admitem artigo passarão a admiti-lo, quando
vierem determinados. Porto Alegre
indeterminadamente não aceita artigo:
Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre; vim
de Porto Alegre);
Mas, acompanhando-se de uma expressão
que a determine, passará a admiti-lo:
Vou à grande Porto Alegre (estou na grande
Porto Alegre; vim da grande Porto Alegre);
Iríamos a Madri para ficar três dias;
Iríamos à Madri das touradas para ficar três
dias.
Pronomes demonstrativos aquele(s),
aquela(s), aquilo:
Quando a preposição ―a‖ surge diante desses
demonstrativos, devemos sobrepor essa
preposição à primeira letra dos demonstrativos
e indicar o fenômeno mediante um acento
grave: Enviei convites
àquela sociedade (= a + aquela); A solução não
se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles);
Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). A simples
interpretação da frase já nos faz concluir se o
―a‖ inicial do demonstrativo é simples ou duplo.
Entretanto, para maior segurança, podemos
usar o seguinte artifício: Substituir os
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo
pelos demonstrativos este(s), esta(s), isto,
respectivamente. Se, antes destes últimos,
surgir a preposição ―a‖, estará comprovada a
hipótese do acento de crase sobre o ―a‖ inicial
dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Se
não surgir a preposição
―a‖, estará negada a hipótese de crase. Enviei
cartas àquela empresa./ Enviei cartas a esta
empresa; A solução não se relaciona àqueles
problemas./ A solução não se relaciona a estes
problemas; Não dei atenção àquilo./ Não dei
atenção a isto; A solução era aquela
apresentada ontem./ A solução era esta
apresentada ontem.
Palavra ―casa‖: quando a expressão casa
significa ―lar‖, ―domicílio‖ e não vem
acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva,
não há crase: Chegamos alegres a casa; Assim
que saiu do escritório, dirigiu-se a casa; Iremos
a casa à noitinha. Mas, se a palavra casa
estiver modificada por adjetivo ou locução
adjetiva, então haverá crase: Levaram-me à
casa de Lúcia; Dirigiram-se à casa das
máquinas; Iremos à encantadora casa de
campo da família Sousa.
Palavra ―terra‖: Não há crase, quando a palavra
terra significa o oposto a ―mar‖, ―ar‖ ou
―bordo‖: Os marinheiros ficaram felizes, pois
resolveram ir a terra; Os astronautas
desceram a terra na hora prevista. Há crase,
quando a palavra significa ―solo‖, ―planeta‖ ou
―lugar onde a pessoa nasceu‖: O colono
dedicou à terra os melhores anos de sua vida;
Voltei à terra onde nasci; Viriam à Terra os
marcianos?
Palavra ―distância‖: Não se usa crase diante da
palavra distância, a menos que se trate de
distância determinada: Via-se um monstro
marinho à distância de quinhentos metros;
Estávamos à distância de dois quilômetros do
sítio, quando aconteceu o acidente. Mas: A
distância, via-se um barco pesqueiro; Olhava-
nos a distância.
Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem
um substantivo (expresso ou implícito) como
antecedente. Para saber se existe crase ou não
diante de um pronome relativo, deve-se
substituir esse antecedente por um
substantivo masculino. Se o ―a‖ se transforma
em ―ao‖, há crase diante do relativo. Mas, se o
―a‖ permanece inalterado ou se transforma em
―o‖, então não há crase: é preposição pura ou
pronome demonstrativo: A fábrica a que me
refiro precisa de empregados. (O escritório a
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que me refiro precisa de empregados.); A
carreira à qual aspiro é almejada por muitos. (O
trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos.).
Na passagem do antecedente para o
masculino, o pronome relativo não pode ser
substituído, sob pena de falsear o resultado: A
festa a que compareci estava linda (no
masculino = o baile a que compareci estava
lindo). Como se viu, substituímos festa por
baile, mas o pronome relativo que não foi
substituído por nenhum outro (o qual etc.).
A Crase é Obrigatória
Sempre haverá crase em locuções prepositivas,
locuções adverbiais ou locuções conjuntivas
que tenham como núcleo um substantivo
feminino: à queima-roupa, à maneira de, às
cegas, à noite, às tontas, à força de, às vezes,
às escuras, à medida que, às pressas, à custa
de, à vontade (de), à moda de, às mil
maravilhas, à tarde, às oito horas, às dezesseis
horas, etc. É bom não confundir a locução
adverbial às vezes com a expressão fazer as
vezes de, em que não há crase porque o ―as‖ é
artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes
(= ele se aborrece de vez em quando); Quando
o maestro falta ao ensaio, o violinista faz as
vezes de regente (= o violinista substitui o
maestro).
Sempre haverá crase em locuções que
exprimem hora determinada:
Ele saiu às treze horas e trinta minutos;
Chegamos à uma hora. Cuidado para não
confundir a, à e há com a expressão uma hora:
Disseram-me que, daqui a uma hora, Teresa
telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos
para o telefonema de Teresa); Paula saiu daqui
à uma hora; duas horas depois, já tinha mudado
todos os seus planos (= quando ela saiu, o
relógio marcava 1 hora); Pedro saiu daqui há
uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu).
Quando a expressão ―à moda de‖ (ou ―à
maneira de‖) estiver subentendida:
Nesse caso, mesmo que a palavra subsequente
seja masculina, haverá crase: No
banquete, serviram lagosta à Termidor; Nos
anos 60, as mulheres se apaixonavam por
homens que tinham olhos à Alain Delon.
Quando as expressões ―rua‖, ―loja‖, ―estação
de rádio‖, etc. estiverem subentendidas:
Dirigiu-se à Marechal Floriano (=dirigiu-se à
Rua Marechal Floriano); Fomos à Renner
(fomos à loja Renner); Telefonem à Guaíba (=
telefonem à rádio Guaíba).
Quando está implícita uma palavra feminina:
Esta religião é semelhante à dos hindus (= à
religião dos hindus).
Não confundir devido com dado (a, os, as):
A primeira expressão pede preposição ―a‖,
havendo crase antes de palavra feminina
determinada pelo artigo definido. Devido à
discussão de ontem, houve um mal-estar no
ambiente (= devido ao barulho de ontem,
houve...); A segunda expressão não aceita
preposição ―a‖ (o ―a‖ que aparece é artigo
definido, não havendo, pois, crase): Dada a
questão primordial envolvendo tal fato (= dado
o problema primordial...); Dadas as respostas,
o aluno conferiu a prova (= dados os
resultados...). Excluída a hipótese de se tratar
de qualquer um dos casos anteriores, devemos
substituir a palavra feminina por outra
masculina da mesma função sintática. Se
ocorrer ―ao‖ no masculino, haverá crase no
―a‖ do feminino. Se ocorrer ―a‖ ou ―o‖ no
masculino, não haverá crase no ―a‖ do
feminino. O problema, para muitos, consiste em
descobrir o masculino de certas palavras como
―conclusão‖, ―vezes‖, ―certeza‖, ―morte‖, etc. É
necessário então frisar que não há necessidade
alguma de que a palavra masculina tenha
qualquer relação de sentido com a palavra
feminina: deve apenas ter a mesma função
sintática: Fomos à cidade comprar carne. (ao
supermercado); Pedimos um favor à diretora.
(ao diretor); Muitos são insensíveis à dor alheia.
(ao sofrimento); Os empregados deixam a
fábrica. (o escritório); O perfume cheira a rosa.
(a cravo); O professor chamou a aluna. (o
aluno).
PONTUAÇÃO
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A pontuação é importante para a leitura, pois
dela depende a compreensão segura do que se
pretende comunicar.
A pontuação é o emprego de sinais
convencionais que se colocam entre as
orações e partes da oração para estabelecer
pausas e inflexões da voz (a entonação) na
leitura; dar destaque a expressões ou palavras;evitar ambiguidade.
As regras de pontuação tornam-se, entretanto,
muitas vezes difíceis de explicar, devido às
dificuldades que nosso graduando tem em
relação à análise sintática.
Para mostrar como, realmente, a pontuação é
de suma importância, observe o texto abaixo:
TEXTO
Um homem rico, à beira da morte, deixa o seu
testamento assim:
―Deixo meus bens a minha irmã não a meu
sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate
nada aos pobres‖.
Cada um dos herdeiros apresentou uma
interpretação diferente. Lógico, todos
reescreveram o texto em benefício próprio.
Sendo assim, produziu-se o texto de várias
formas.
Sobrinho
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu
sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate.
Nada aos pobres‖.
Irmã
―Deixo meus bens a minha irmã. Não a meu
sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate.
Nada aos pobres‖.
Alfaiate
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu
sobrinho, jamais. Será paga a conta do
alfaiate. Nada aos pobres‖.
O juiz, diante de tamanho conflito, decide doar
aos pobres e reescreve o testamento.
Juiz
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu
sobrinho, jamais; será paga a conta do alfaiate?
Nada; aos pobres!‖
Passamos, agora, aos sinais usados na
pontuação e seus empregos.
VÍRGULA
Indica ligeira pausa na leitura. Emprega-se nos
seguintes casos:
1. Para marcar a inversão ou a interlocução do
adjunto adverbial.
Na mesma data solicitada, o processo fora
remetido ao MP.
O reclamante, presumivelmente, fala a
verdade.
Amanhã, alguém deve acompanhar o
julgamento da apelação.
Observação: Quando o adjunto adverbial é
curto, com três sílabas ou menos, pode
dispensar o sinal indicativo de sua inversão
(facultativo). Entretanto, é certo que seu
isolamento pela vírgula lhe confere maior realce
na oração.
2. Para separar orações interferentes,
justapostas ou intercaladas.
O professor, falou o discípulo, distribuiu as
notas aos alunos.
História, diz Cícero, é a mestra da vida.
3. Para indicar elipse de um verbo.
Os homens fazem as leis; as mulheres, os
costumes.
Uns dizem que se matou, outros, que fora
para o Acre.
Eu votei no atual presidente. Você, não.
4. Para isolar expressões corretivas ou
explicativas, como: isto é, a saber, por exemplo,
ou seja, aliás, digo, ou melhor, etc. e, ainda,
algumas conjunções coordenativas
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deslocadas.
O indiciado, ou melhor, o declarante diz
desconhecer qualquer fato criminoso
envolvendo seu irmão.
O governo disse que vai flexibilizar custos,
ou seja, vai aumentar tarifas e taxas de juros.
Havia, porém, uma circunstância que
precedera isso tudo.
5. Para separar os elementos paralelos de um
provérbio.
Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
Um dia é da caça, outro é do caçador.
6. Para separar elementos coordenados, os
que têm a mesma função sintática.
Receptação, tráfico de drogas e estupro
merecem penas mais severas.
Falante, sorridente, simpático, o escrivão
deixou todos à vontade.
8. Quando as palavras são repetidas e há
desejo de se dar relevo ou insistência.
Ora eu, ora ele.
Nem eu, nem ele.
9. Para separar termos que desejamos
realçar.
O dinheiro, Anderson o trazia escondido nas
mangas do paletó.
10. Para separar termo pleonástico.
Professor desta turma, já não o sou.
A mim, deu-me tudo.
11. Para separar orações ligadas pela
conjunção e com sujeitos diferentes.
Advogado ingressou nos autos, e o juiz deu
despacho favorável.
Dispositivo não se aplica à matéria, e a
jurisprudência é pacífica.
12. Para separar termos de ordem inversa.
Lentos e tristes, os retirantes iam passando.
13. Para separar nome de lugar nas datações e
endereços.
Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2004.
14. Para separar ou intercalar apostos e
vocativos.
• Encaminhamos, Excelência, as provas
anexas.
• Carlos Gomes, autor da ópera Guarani, é uma
das nossas glórias nacionais.
15. Para separar palavras, ou orações
coordenadas assindéticas.
Os passantes chegam, olham, perguntam e
prosseguem.
A terra, o mar, o céu, tudo apregoa a glória
de Deus.
A VÍRGULA entre as orações do período
1. Orações coordenadas
a) As orações coordenadas assindéticas são
sempre separadas entre si por vírgulas.
Fiz a inicial, redigi a réplica, impetrei agravo de
instrumento.
b) As orações coordenadas sindéticas também
são isoladas por vírgulas.
O relator e o revisor deram voto a nosso favor,
mas parece que o terceiro juiz irá negar
provimento ao recurso.
c) As orações coordenadas sindéticas aditivas
iniciadas pela conjunção E dispensam a vírgula.
O reclamante fez hora extra e trabalhou
durante suas férias.
Observações:
• Recomenda-se, entretanto, o uso da vírgula
separando as orações aditivas iniciadas pela
conjunção E quando forem diferentes os
sujeitos de cada oração coordenada.
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1. O desembargador deu voto a nosso favor, e
o terceiro juiz pediu vista.
• Quando a conjunção E funciona com valor
adversativo, exige vírgula.
Usufruí dos seus serviços, e não os paguei.
2. Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas não são
separadas por vírgula da oração principal,
exceção feita à subordinada substantiva
apositiva. Esta, porque tem função de aposto,
vem sempre isolada da oração principal por
meio de vírgula ou de dois pontos.
Só lhe faço uma observação: que não
desrespeite seus colegas.
3. Orações subordinadas adverbiais
As orações subordinadas adverbiais podem
ser separadas por vírgula da oração principal
quando forem pospostas a esta (facultativo).
Redija memoriais, para poder contraditar o
parecer do Ministério Público.
Redija memoriais para poder contraditar o
parecer do Ministério Público.
4. Orações subordinadas adjetivas
As adjetivas explicativas sempre são isoladas
por vírgula.
O Tribunal, que é uma corte de julgamento,
cumpre sua função. (Explicação alusiva ao
substantivo que lhe antecede – Tribunal).
• As adjetivas restritivas não são separadas
por vírgula.
O relator que devolveu os autos sem
despacho, estará na sessão*. (Refere-se
estritamente àquele substantivo que a
antecede – relator).
*Importante: Não deveria haver vírgula antes
de estará (o sujeito de estará é relator), mas,
no fim de orações restritivas, sobretudo as
longas, o uso desse sinal é facultativo.
5. Orações reduzidas
As regras de pontuação que valem para as
orações subordinadas desenvolvidas, valem
para as reduzidas.
Redigida a ata, avise-me na sala dos
advogados.
O promitente vendedor afirmou ter vários outros
imóveis nesta comarca. Encontrei seu pai,
usando gravata borboleta.
Não se usa vírgula:
1. Entre o sujeito e o verbo da oração, quando
juntos.
O representante do MPF no Estado de Alagoas
prolatou manifestação
intempestivamente.
A preliminar de exceção de declaração de
impedimento do digno magistrado da primeira
vara cível desta comarca não deveria ter ido
ainda para o MP.
2. Entre o verbo e seus complementos,
quando juntos.
O réu confirmou todo seu depoimento.
3. Separando nome e adjunto adnominal ou
nome e complemento nominal.
O juiz de alçada reclamou da caudalosa petição
que o advogado apresentara. Mas subsiste o
medo de que ele ameace as testemunhas.
SITUAÇÕES ESPECIAIS
1. A vírgula antes de oração subordinada
adverbial consecutiva. É comum não haver
vírgula antes do que:
O vento soprou tão forte que arrancou mais de
uma árvore.
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Foi tão ágil e rápida a saída que Jandira achou
graça. (Ciro dos Anjos)
Mas há também muitos exemplos de
construções com vírgula antes do que:
QUESTÕES
1. Texto I
Texto II
Os dois cartazes acima, obviamente, têm
formulações e objetivos bem distintos. Com
relação às normas que regem o emprego do
acento grave indicativo da crase, pode-se dizer
que a gramática:
a) foi corretamente observada nos textos dos
dois cartazes.
b) apenas pode abonar o emprego do ―a‖
acentuado no segundo cartaz.
c) exigiria o acento representativo da crase nas
duas ocorrências do ―a‖ no primeiro cartaz.
d) determina, na expressão ―Não a droga‖, o
acento grave da crase.
e) explica a crase, no segundo cartaz, pelo
encontro de dois vocábulos ―a‖.
2. Épura
Geometrias, imaginações destes caminhos de
minha terra! Curvas de trilhos, triângulos de
asas, bolas de cor...
Sombras redondas agachadas entre as árvores,
cilindros de troncos embebidos na luz...
Cheira a mar!
Melancolicamente, nesta alegria geométrica,
pingando brilhos polidos, o leque das
bananeiras abana o ar da manhã
(...)
Ronald de Carvalho. ―Cheira a mar!‖
Nesse verso, não ocorre o emprego do acento
grave no ―a‖ porque não há o fenômeno da
crase, já que a palavra ―mar‖ é masculina. A
norma gramatical lista outros casos, além
desse, em que a crase não deve ser
empregada. Marque, a propósito, a opção em
que se usa erradamente o acento grave
indicativo da crase.
a) A melhor maneira de se conversar é frente
à frente.
b) Ofereceu todo o apoio à família do
acidentado.
c) Ainda voltarei à casa dos meus pais.
d) Todos assistiram à discussão entre os
candidatos.
e) Estava à procura de metais preciosos.
3. A ―cognição preguiçosa‖
É um caso típico de aplicação da teoria da
―cognição preguiçosa‖, criada pelo psicólogo e
prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as
pessoas tendem a ignorar fatos, dados e
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eventos que obriguem o cérebro a um esforço
adicional.
Aqui no Brasil, a pós verdade é nítida no caso
das investigações da Lava Jato. Separar o joio
do trigo no emaranhado de versões e contra
versões produzidas pelas delações premiadas
é bem complicado. Há poucas dúvidas sobre a
existência de esquemas de propinas, caixa dois
eleitoral, superfaturamento, formação de
cartéis e enriquecimento de suspeitos, mas
provar cada um deles com base em evidências
é uma operação complexa e demorada. Em
alguns casos até inviável dada a sofisticação
dos esquemas adotados pelos suspeitos de
corrupção.
Mas como existe o interesse político
envolvendo a questão e como existe a
―cognição preguiçosa‖, as convicções passam
a ocupar o espaço das evidências e provas. A
dicotomia jurídica clássica entre o legal e o
ilegal passa a ser substituída por justificativas
tipo ―domínio do fato‖, ou seja, convicções
construídas a partir da repetição massiva de
percepções individuais ou corporativas, pelos
meios de comunicação.
Segundo a revista The Economist, o mundo
contemporâneo está substituindo os fatos por
indícios, percepções por convicções,
distorções por vieses. Estamos saindo da
dicotomia tradicional entre certo ou errado, bom
ou mau, justo ou injusto, fatos ou versões,
verdade ou mentira para ingressarmos numa
era de avaliações fluidas, terminologias vagas
ou juízos baseados mais em sensações do que
em evidências. A verossimilhança ganhou mais
peso que a comprovação.
A pós verdade, um termo já incorporado ao
vocabulário da mídia mundial, é parte de um
processo inédito provocado essencialmente
pela avalancha de informações gerada pelas
novas tecnologias de informação e
comunicação (TICs). Com tanta informação ao
nosso redor é inevitável que surjam dezenas e
até centenas de versões sobre um mesmo fato.
A consequência também inevitável foi a
relativização dos conceitos e sentenças.
Mas o que parecia ser um fenômeno positivo,
ao eliminar os absurdos da dicotomia clássica
num mundo cada vez mais complexo e diverso,
acabou gerando uma face obscura na mesma
moeda. Os especialistas em informação
enviesada ou distorcida (spin doctors no jargão
norte-americano), aproveitaram-se das
incertezas e inseguranças provocadas pela
quebra dos paradigmas dicotômicos para criar
a pós verdade, ou seja, uma pseudoverdade
apoiada em indícios e convicções, já que os
fatos tornaram-se demasiado complexos.
(Fragmento do artigo ―Apertem os cintos:
estamos entrando na era da pós-verdade‖, de
Carlos Castilho, publicado em 28/09/2016 na
edição 921do site do Observatório da
Imprensa)
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-
questao/apertem-os-cintos-estamos-entrando-na-
era-da-pos-verdade/. Acesso em 17.04.2017
―... para quem as pessoas tendem A IGNORAR
FATOS, dados e eventos que obriguem o
cérebro A UM ESFORÇO ADICIONAL‖
Considerados os fundamentos que
determinam a existência do fenômeno da
crase, pode-se reconhecer, com relação às
duas expressões grifadas, que
a) é incorreta a ausência do acento indicativo
da crase na primeira ocorrência.
b) os dois empregos, sem o acento, se
justificam pela ausência do artigo ―a‖.
c) estão corretamente grafadas sem o acento
grave: o ―a‖ é artigo, nos dois casos.
d) ambas têm a possibilidade facultativa do
emprego do acento indicativo de crase.
e) apenas na segunda não deve haver a
crase, por ter como base nome masculino.
4. Leia a tirinha de Hagar, o Horrível, para
responder à questão:
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Hagar, o Horrível. Tirinha do cartunista americano Dik
Browne
Em ―eu também não obedecia à minha mãe‖,
analise a questão que melhor justifique o
emprego da crase:
a) Antes de pronomes possessivos masculinos
há o uso obrigatório da crase.
b) O uso da crase é opcional, pois geralmente
o acento indicador da existência de crase é
facultativo antes de pronomes possessivos
femininos.
c) Para saber se há crase antes do pronome
possessivo feminino, basta substituí-lo por um
pronome possessivo masculino: se no
masculino aparecer ao ou aos, então não
haverá crase no feminino.
d) A crase nunca deverá ser empregada antes
de pronomes possessivos femininos.
5. O emprego do acento grave em ―Às vezes,
aparecem nos rostos sorrisos de confiança.―
justifica-se pela mesma razão do que ocorre
no seguinte exemplo:
a) Entregou o documento às meninas.
b) Manteve-se sempre fiel às suas convicções.
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou.
d) Às experiências, dedicou sua vida.
e) Deu um retorno às fãs.
6. Na fala da mulher, substituindo "é mais
barato" por "é preferível" e adequando a frase
à norma culta, obtém-se:
a) É preferível comprar sapato toda semana a
abastecer o carro.
b) É preferível comprar sapato toda semana
do que abastecer o carro.
c) É preferível comprar sapato toda semana a
que abastecer o carro.
d) É preferível comprar sapato toda semana
de que abastecer o carro.
e) É preferível comprar sapato toda semana
ante a abastecer o carro.
7. Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas correspondentes.
I. A arma _ se feriu desapareceu.
II. Estas são as pessoas _ lhe falei.
III. Aqui está a foto me referi.
IV. Encontrei um amigo de infância _ nome
não me lembrava.
V. Passamos por uma fazenda _ se criam
búfalos.
a) que, de que, à que, cujo, que.
b) com que, que, a que, cujo qual, onde.
c) com que, das quais, a que, de cujo, onde.
d) com a qual,de que, que, do qual, onde.
e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.
8. ―Apesar de algumas preocupações do poder
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central pelo nordeste, ainda as duas regiões,
nordeste e sul são como se fossem dois
mundos, de costas um para o outro.‖
(Correio da Paraíba, 24/05/05)
Neste trecho, ocorrem duas falhas
consideradas graves: uma de regência e outra
de pontuação. Marque, entre as propostas
abaixo, a única alternativa que atende à norma
padrão
a) ―Apesar de algumas preocupações do
poder central com o nordeste, ainda as duas
regiões, nordeste e sul, são como se fossem
dois mundos, de costas um para o outro.‖
b) ―Apesar de algumas preocupações do
poder central pelo nordeste, ainda as duas
regiões, nordeste e sul, são como se fossem
dois mundos, de costas um para o outro.‖
c) ―Apesar de algumas preocupações do poder
central com o nordeste, ainda as duas regiões
nordeste e sul, são como se fossem dois
mundos, de costas um para o outro.‖
d) ―Apesar de algumas preocupações do
poder central pelo nordeste ainda as duas
regiões nordeste e sul, são como se fossem
dois mundos, de costas um para o outro.‖
e) ―Apesar de algumas preocupações do
poder central com o nordeste, ainda as duas
regiões, nordeste e sul são como se fossem
dois mundos, de costas um para o outro.‖
9. Assinale a alternativa que completa, correta
e respectivamente, as lacunas das frases.
_ situações insustentáveis do lixo na
capital. Esse problema chega _ _ autoridades
que deverão tomar _ providências cabíveis.
a) As - as – as.
b) Há - às – as.
c) Há - as – às.
d) Às - as – às.
e) As - hás as.
10. Refiro-me ...... atitudes de adultos que, na
verdade, levam as moças ............ rebeldia
insensata e uma fuga insensata.
a) às, à, a.
b) as, à, à.
c) às, à, à.
d) as, à, a.
e) às, a, à.
11. No trecho: ―Se eu CONVENCESSE
Madalena de que ela não TEM razão… Se lhe
EXPLICASSE que é necessário VIVERMOS em
paz…‖, os verbos destacados são,
respectivamente:
a) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo
direto, transitivo indireto.
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto,
transitivo direto e indireto, intransitivo.
c) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo
direto, intransitivo.
d) transitivo direto e indireto, transitivo direto,
intransitivo, transitivo indireto.
e) transitivo direto, transitivo direto,
intransitivo, intransitivo.
12. Enfim, chegou a hora da encomendação e
da partida. Sancha quis despedir-se do marido,
e o desespero daquele lance consternou a
todos. Muitos homens choravam também, as
mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva,
parecia vencer-se a si mesma. Consolava a
outra, queria arrancá-la dali. A confusão era
geral. No meio dela, Capitu olhou alguns
instantes para o cadáver tão fixa, tão
apaixonadamente fixa, que não admira lhe
saltassem algumas lágrimas poucas e
caladas...
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela;
Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto
para a gente que estava na sala. Redobrou de
carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o
cadáver parece que a retinha também.
Momento houve em que os olhos de Capitu
fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o
pranto nem palavras desta, mas grandes e
abertos, como a vaga do mar lá fora, como se
quisesse tragar também o nadador da manhã.
Machado de Assis, Dom Casmurro – Capítulo CXXII.
O fenômeno da crase do ―a‖ pressupõe a fusão,
na construção frasal, de dois desses fonemas
vocálicos, sendo um deles, necessariamente,
uma preposição. No texto de Machado acima
transcrito, o fenômeno da
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crase não se verifica em nenhuma das diversas
ocorrências do ―a‖. Muitas vezes, a ausência da
crase se justifica pelo fato de apenas estar
presente o artigo definido ―a‖, em função da
natureza sintática do termo em que ele
aparece. Esse é, por exemplo, o caso do
―a‖ assinalado em:
a) ―Sancha quis despedir-se do marido, e o
desespero daquele lance consternou a todos‖
b) ―Só Capitu, amparando a viúva, parecia
vencer-se a si mesma‖
c) ―Só Capitu, amparando a viúva, parecia
vencer-se a si mesma‖.
d) ―Capitu enxugou-as depressa, olhando a
furto para a gente que estava na sala‖.
e) ―Redobrou de carícias para a amiga, e quis
levá-la; mas o cadáver parece que a retinha
também‖.
13. Cair no vestibular é muito mais do que um
escritor menos-que-perfeito pode aspirar na
vida.
Escritores menos-que-perfeitos, caso você
não saiba, são aqueles que se negam a usar a
forma sintética do mais que perfeito . Um
escritor menos-que-perfeito jamais ―fizera‖,
nunca ―ouvira‖ e em hipótese nenhuma
―falara‖. E no Brasil, se você é um sujeito que
―escrevera‖, você é respeitado; mas, se você
apenas ―tinha escrito‖, então você não é nada,
e só cai no vestibular por engano.
FREIRE, Ricardo. “Xongas”. Época. São Paulo, 28 jun
2004.
O verbo ―aspirar‖ apresenta valores distintos, a
que correspondem diferentes significados. No
texto anterior, o autor usa o verbo na acepção
de ―objetivar‖, ―almejar‖, quando ele é transitivo
direto. Mas há também o seu emprego como
transitivo indireto, com sentido de ―sorver‖,
―cheirar‖, ―inspirar‖. Marque, a propósito, a
única alternativa em que o verbo se constrói,
em um desses sentidos, com observância
rigorosa da norma culta, inclusive no tocante ao
uso ou não do acento indicativo da crase.
a) Quem não aspira à uma profissão de
prestígio social?
b) Aspira-se , naquele jardim, a um perfume
verdadeiramente embriagador.
c) Ela, desde menina, aspirava à certa
independência diante dos pais.
d) Aspirávamos, naquela época, um futuro
pleno de realizações profissionais.
e) Aspirar à felicidade é um imperativo das
almas sadias.
14. Além das palavras
No consultório psiquiátrico, apenas uma parte
das informações é verbalizada pelos pacientes.
Outra tem a ver com o olhar do médico: uma
avaliação de gestos, posturas e outros sinais
que podem ajudar a compreender o estado de
saúde mental em que uma pessoa se encontra.
Uma proposta de sistematização desse ‗olho
clínico‘ foi apresentada por pesquisadores do
Instituto de Psiquiatria da Universidade de São
Paulo (USP), que elaboraram um checklist de
posturas, gestos e expressões típicos de
pacientes com depressão.
O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas
e no Hospital Universitário, ambos ligados à
USP, sob a supervisão da farmacologista
Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem
apenas o protocolo corrente de diagnóstico de
depressão, baseado em perguntas e
respostas, avaliadores preencheram um
formulário detalhado sobre as expressões
faciais e corporais dos pacientes durante
entrevistas clínicas. As entrevistas também
foram filmadas, para análise objetiva do
comportamento dos pacientes.
―Elaboramos uma lista de comportamentos
corporais favoráveis ou não ao contato social
para analisar os pacientes, além de fazer as
perguntas padrão‖, relata a pesquisadora e
psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou
seu pós-doutorado com o estudo. ―Sinais
como inclinar o corpo para frente na direção
do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer
movimentos afirmativos ou negativos com a
cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou
chorar são alguns dos 22 comportamentos que
selecionamos‖, exemplifica.
Disponível em:
<http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2016/04/alem-
das-palavras>. Acesso em: 6/4/2016.
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A construção e manutenção de sentido do texto
dependem, entre outras características, do
emprego da pontuação. A respeito da
pontuação empregada no texto que revela o
estudo para diagnóstico de depressão, é correta
a análise feita em:
a) Caso o último período do 2º parágrafo fosse
reescrito invertendo-se a ordem das orações,
ele prescindiria da vírgula e ficaria assim:
―Para análise objetiva do comportamento dos
pacientes as entrevistas também foram
filmadas‖.
b) Caso o 1º período do texto fosse reescrito da
seguinte maneira: ―Apenas uma parte das
informações é verbalizada pelos pacientes, no
consultório psiquiátrico‖, a vírgula seria
mantida para isolar o adjunto adverbial
deslocado.
c) Os dois-pontos empregados no 2º período
do 1º parágrafo são facultativos e não haveria
alteração sintática caso esse sinal de
pontuação fosse omitido.
d) As orações ―que elaboraram um checklist
de posturas‖ (1º parágrafo) e ―que realizou seu
pós-doutorado com o estudo‖ (3º parágrafo) são
subordinadas adjetivas explicativas,
caracterizadas pela vírgula antecedendo o
pronome relativo.
e) A vírgula empregada antes do vocábulo
―ambos‖ no 1º período do 2º parágrafo marca
a elipse de sujeito da oração e não poderia ser
substituída por outro sinal de pontuação.
15. O cajueiro já devia ser velho quando nasci.
Ele vive nas mais antigas recordações de
minha infância: belo, imenso, no alto do morro,
atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo
que ele caiu.
Eu me lembro do outro cajueiro que era menor,
e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro
dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande
touceira de espadas-desão-jorge (que nós
chamávamos simplesmente ―tala‖) e da alta
saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de
toda a meninada do bairro, porque fornecia
centenas de bolas pretas para o jogo de gude.
Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos
e folhagens coloridas, lembro-me da parreira
que cobria o caramanchão, e dos canteiros de
flores humildes, ―beijos‖, violetas.
Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao
lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram
como árvores sagradas protegendo a família.
Cada menino que ia crescendo ia aprendendo
o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar
melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro
acima, ver de lá o telhado das casas do outro
lado e os morros além, sentir o leve balanceio
na brisa da tarde.
Rubem Braga: “Cajueiro”. In: O Verão e as Mulheres.
5a ed. Rio de Janeiro: Record, 1991, p. 84- 5.
Uma das normas estabelecidas para o uso da
vírgula impõe que este sinal de pontuação
serve para separar elementos que exercem a
mesma função sintática, desde que tais
elementos não venham unidos por conjunções
aditivas. Este princípio vem formulado em
muitas gramáticas, entre as quais a de Celso
Cunha, Gramática do Português
Contemporâneo, e a de Gladstone Chaves de
Melo, Gramática Fundamental da Língua
Portuguesa. Rubem Braga desobedeceu a
essa norma no trecho:
a) ―O cajueiro já devia ser velho quando
nasci‖.
b) ―Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-
manga, da grande touceira de espadas-de-
são-jorge...‖
c) ―Lembro-me da tamareira, e de tantos
arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da
parreira...‖
d) ―Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão
ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto...‖
e) ―... ia aprendendo o jeito de seu tronco, a
cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o
pé e subir pelo cajueiro acima...‖.
16. Leia o fragmento a seguir, da crônica
―Queixa de defunto‖, de Lima Barreto (1881-
1922), grande escritor carioca, considerado
uma das maiores expressões no nosso Pré-
Modernismo.
Antônio da Conceição, natural desta cidade,
residente que foi em vida, a Boca do Mato, no
Méier, onde acaba de morrer, por meios que
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não posso tornar público, mandou-me a carta
abaixo que é endereçada ao prefeito. Ei-la:
(...) É bom, meu caro Senhor Doutor Prefeito,
viver na pobreza, mas muito melhor é morrer
nela. Não se levam para a cova maldições dos
parentes e amigos deserdados; só
carregamos lamentações e bênçãos daqueles
a quem não pagamos mais a casa. Foi o que
aconteceu comigo e estava certo de ir
direitinho para o Céu, quando, por culpa do
Senhor e da Repartição que o Senhor dirige,
tive que ir para o inferno penar alguns anos
ainda.
(...) Vamos ver por quê. Tendo sido enterrado
no cemitério de Inhaúma e vindo o meu enterro
do Méier, o coche e o acompanhamento
tiveram que atravessar em toda a extensão a
Rua José Bonifácio, em Todos os Santos.
Esta rua foi calçada há perto de cinquenta anos
a macadame e nunca mais foi o seu calçamento
substituído. Há caldeirões de todas as
profundidades e larguras, por ela afora. Dessa
forma, um pobre defunto que vai dentro do
caixão em cima de um coche que por ela rola
sofre o diabo. De uma feita um até, após um
trambolhão do carro mortuário, saltou do
esquife, vivinho da silva, tendo ressuscitado
com o susto.
Comigo não aconteceu isso, mas o balanço
violento do coche machucou-me muito e
cheguei diante de São Pedro cheio de
arranhaduras pelo corpo. O bom do velho santo
interpelou-me logo:
— Que diabo é isto? Você está todo
machucado! Tinham-me dito que você era
bem-comportado – como é então que você
arranjou isso? Brigou depois de morto?
Expliquei-lhe, mas não me quis atender e
mandou que me fosse purificar um pouco no
inferno.
Está aí como, meu caro Senhor Doutor Prefeito,
ainda estou penando por sua culpa, embora
tenha tido vida a mais santa possível. (...)
A ligação direta entre o sujeito e o verbo como
termos interdependentes determina que, entre
os dois, não pode ser usada uma vírgula, a não
ser em situações especiais, entre elas aquelas
em que existem termos intercalados.
Uma dessas situações de exceção está
presente na seguinte passagem do texto
anterior:
a) ―... estava certo de ir direitinho para o Céu,
quando, por culpa do Senhor e da Repartição
que o Senhor dirige, tive que ir para o inferno...‖
b) ―Tendo sido enterrado no cemitério de
Inhaúma e vindo o meu enterro do Méier, o
coche e o acompanhamento tiveram que
atravessar em toda a extensão a Rua José
Bonifácio...‖
c) ―Dessa forma, um pobre defunto que vai
dentro do caixão em cima de um coche que
por ela rola sofre o diabo‖
d) ―De uma feita um até, após um trambolhão
do carro mortuário, saltou do esquife, vivinho da
silva, tendo ressuscitado com o susto‖
e) ―Comigo não aconteceu isso, mas o
balanço violento do coche machucou-me
muito e cheguei diante de São Pedro cheio de
arranhaduras pelo corpo‖.
17. Aponte a alternativa que justifica
corretamente o emprego das vírgulas na
seguinte frase: ―Guri que finta banco, escritório,
repartição, fila, balcão, pedido de certidão,
imposto a pagar.‖
(Lourenço Diaféria)
a) Separar o aposto.
b) Separar o vocativo.
c) Separar orações coordenadas assindéticas.
d) Separar oração subordinada adverbial da
oração principal.
e) Separar palavras com a mesma função
sintática.
18. Escolha a alternativa em que o texto é
apresentado com a pontuação mais
adequada:
a) Depois que há algumas gerações, o
arsênico deixou de ser vendido, em farmácias,
não diminuíram os casos de suicídio, ou
envenenamento criminoso, mas aumentou e
— quanto... o número de ratos.
b) Depois que há algumas gerações o
arsênico, deixou de ser vendido em farmácias,
não diminuíram os casos de suicídio ou
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envenenamento criminoso, mas aumentou: e
quanto! o número de ratos.
c) Depois que, há algumas gerações, o
arsênico deixou de ser vendido em farmácias,
nãodiminuíram os casos de suicídio ou
envenenamento criminoso, mas aumentou —
e quanto! — o número de ratos.
d) Depois que há algumas gerações o
arsênico deixou de ser vendido em farmácias
— não diminuíram os casos de suicídio, ou
envenenamento criminoso, mas aumentou; e
quanto — o número de ratos.
e) Depois que, há algumas gerações o
arsênico deixou de ser vendido em farmácias,
não diminuíram os casos de suicídio ou
envenenamento criminoso, mas aumentou; e
quanto, o número de ratos!
19.
Os pais já perceberam e reclamam. Os
especialistas em comportamento listam vários
motivos para o fenômeno – desde falta de
autoestima até gosto por novidades. Mas agora
é a vez de os próprios jovens admitirem:
―Somos consumistas mesmo!‖.
Para economizar sem abdicar das compras, a
estudante carioca Camila Florez, 18, chegou a
trabalhar, por alguns meses, em uma loja de um
shopping no Rio de Janeiro, onde podia
comprar modelos com desconto.
O guarda-roupa cheio motivou Camila e a
amiga Roberta Moulin, 18, a criarem o blog
―Reciclando Moda‖, onde vendem peças que
compraram e nunca foram usadas. ―Já
vendemos muita coisa‖, comemora Camila,
que gasta parte do dinheiro recebido em…
roupas.
(Folha de S. Paulo, 27/07/2008)
Partindo do pressuposto de que a pontuação
exerce importante papel na construção de
textos escritos, indique a alternativa que
apresenta uma explicação correta sobre o
emprego dos sinais de pontuação do excerto
acima.
a) Ao longo do texto, as aspas foram
empregadas, em suas três ocorrências, com a
finalidade de demarcar a presença do discurso
direto.
b) Em ―(...), por alguns meses, (...)‖, no
segundo parágrafo, as vírgulas são necessárias
para separar o aposto da expressão a que se
refere: ―chegou a trabalhar‖.
c) Na passagem ―(...) sem abdicar das
compras, (...)‖, a vírgula foi empregada para
separar elementos enumerados que exercem
a mesma função sintática.
d) No último período, as reticências foram
utilizadas como um recurso retórico para obter
efeito de suspense.
e) No primeiro parágrafo, o travessão tem a
finalidade de introduzir uma explicação e
poderia ser substituído, sem alteração de
sentido, por ponto-e-vírgula.
20. Indique a opção correta quanto às
pontuações alternativas:
―O domínio que adquirimos sobre certos
assuntos em decorrência de nossa experiência
profissional muitas vezes faz com que os
tomemos como de conhecimento geral.‖
a) O domínio, que adquirimos sobre certos
assuntos em decorrência de nossa experiência
profissional muitas vezes faz com que os
tomemos como de conhecimento geral.
b) O domínio, que adquirimos sobre certos
assuntos, em decorrência de nossa
experiência profissional muitas vezes, faz com
que os tomemos como de conhecimento geral.
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c) O domínio que adquirimos sobre certos
assuntos em decorrência de nossa experiência
profissional muitas vezes, faz com que os
tomemos como de conhecimento geral.
d) O domínio que, adquirimos sobre certos
assuntos em decorrência de nossa experiência
profissional, muitas vezes faz com que os
tomemos como de conhecimento geral.
e) O domínio que adquirimos sobre certos
assuntos, em decorrência de nossa
experiência profissional, muitas vezes faz com
que os tomemos como de conhecimento geral.
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