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Sumário 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO DE GENÊRO VARIADOS E 
RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS ......................................................... 2 
QUESTÕES ................................................................................................................. 6 
DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL E DOMINÍNIO DOS MECANISMO DE COESÃO 
TEXTUAL ..................................................................................................................................... 37 
QUESTÕES ................................................................................................................. 58 
DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DE PERÍODO E DA REESCRITA DE FRASES 
E PARÁGRAFOS (PARTI 1) ......................................................................................................... 60 
QUESTÕES .............................................................................................. 74 
DOMÍNIO DA ESTRUTUTRA MORFOSSINTÁTICA DE PERÍODO E REESCRITA DE FRASES E 
PARÁGRAFOS (PARTE 2). ......................................................................................................... 83 
QUESTÕES ............................................................................................... 95 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
 
Os níveis de compreensão 
 
Embora sejam palavras parecidas, visto que o 
dicionário as apresenta como sinônimos, 
entender e compreender não são as mesmas 
coisas. 
Entre suas diferenças fundamentais, está o fato 
de que as pessoas podem (e costumam) 
entender um texto, mas não o compreender. 
Por exemplo, ao ler uma notícia, o leitor pode ser 
capaz de reproduzir as informações que lá 
estão, mas não ser capaz de compreender suas 
implicações. 
Veja bem: Ao estudar física, você pode estudar 
uma fórmula, saber replicá-la, mas não ser 
capaz de identificar os elementos e forças que lá 
estão representados, bem como explicar a 
interação (destes elementos) proposta pelos 
cálculos. 
Ex.1: 
E = 〖MC〗^2 
Sem ao menos compreender o que cada letra 
representa, é possível reproduzir a equação. 
Assim sendo, compreender a mensagem tende 
a ser uma diferença crucial entre o sucesso e o 
fracasso. 
Logo, temos que o entendimento da mensagem 
é apenas o primeiro dos muitos níveis de 
compreensão que podemos depreender de um 
mesmo texto. Por assim dizer, entender nada 
mais é que ―o conhecimento do código‖; ―ser 
capaz de ler‖. 
Por sua vez, a compreensão parte de um nível 
mais profundo que o puro entendimento. Além 
de replicar as informações, é interpretar; ser 
capaz de deduzir ―o que o autor quis dizer‖; ―o 
que o texto diz‖; ―as entrelinhas‖. 
 
Conceitos iniciais: 
Língua, linguagem e comunicação 
Língua: É o conjunto de elementos regrados; a 
norma; o que rege o idioma; 
Linguagem: É a capacidade que o homem tem 
de estabelecer comunicação; 
Comunicação: É a interação em si; 
Em qualquer comunidade, o ato de se 
comunicar com outros indivíduos é 
autoexplicativo e suficiente em si mesmo. 
Comunicamo-nos porque vivemos em sociedade. 
Ou seja, porque é preciso! No entanto, para que nos 
comuniquemos, precisamos criar textos. 
Temos que ―texto‖ é todo e qualquer enunciado que 
constitua comunicação. 
Esses, por sua vez, precisam ser codificados. 
Explica-se: Visto que o homem é desprovido de 
capacidades telepáticas, não há como transmitir 
informação a outro ser/pessoa, se não por meio dos 
textos. Tais intermediários do processo 
comunicativo são fundamentais ao próprio. 
Por sua vez, a informação, enquanto ideia primitiva 
e objetivo da compreensão final, é intima ao locutor. 
Isto é, não adianta ―querer dizer‖ e, por descuido ou 
incapacidade, o texto impossibilitar o interlocutor de 
compreender devidamente o que se objetivou 
transmitir. 
No mais, o locutor não pode ser responsabilizado 
completamente pela incompreensão da 
informação. É necessário que o locutor disponha de 
―bagagem‖ suficiente para compreender além de 
entender, bem como que fatores externos não 
prejudiquem ou impossibilitem o processo. 
Comunicar-se exige, além do conhecimento mútuo 
do código e acesso ao meio onde a informação se 
propaga, que os colocutores se esforcem para 
reconhecer o contexto e interpretar os significados 
pretendidos. 
Isso é: Não é porque determinada interpretação é 
possível, que ela é obrigatoriamente a correta. Por 
mais que o emissor possa não ter se expressado da 
maneira mais eficiente possível, o receptor não pode 
escolher o que vai entender por comodismo. 
Então, temos que uma conversa é um processo 
onde os envolvidos tentam se fazer entender, bem 
como compreender um ao outro. 
Signo linguístico: 
O signo linguístico é a unidade básica do processo 
comunicativo. Em suma, ele é uma composição 
artificial, formada a partir da associação entre 
significados e significantes. 
Significado: É o pensamento; o que se deseja 
representar; 
Significante: É a forma codificada da informação; da 
mensagem. 
Processo comunicativo: 
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É a transmissão de informação ocorrida pela 
interação entre dois ou mais seres. 
Faz-se necessário lembrar que o homem não 
é o único ser capaz de estabelecer 
comunicação, bem como o processo 
comunicativo não é restrito a forma alguma de 
transmissão. 
Historicamente, a domesticação do lobo 
selvagem ocorreu devido a facilidade em 
estabelecer comandos simples entre as 
espécies, proporcionando uma maior eficiência 
ao caçador em sua busca por alimento, como 
também melhores chances de sobrevivência ao 
animal. 
Ao longo das eras, os lobos mais adaptados 
ao convívio humano e, por assim dizer, os 
mais hábeis em dialogar com os homens 
foram importados para a convivência humana. 
Dito isto, analisemos o processo: 
O emissor precisa codificar a informação em 
alguma forma transmissível, para que ela possa 
ser encaminhada ao receptor, propagando-se 
um meio. 
Logo, temos que: 
I. Emissor: É aquele que envia a 
mensagem; 
II. Informação: É a mensagem que se 
deseja transmitir; 
III. Código: É o que permite a transmissão 
da mensagem; 
IV. Forma: É o formato da mensagem; 
V. Receptor: É a quem a mensagem se 
dirige; 
VI. Meio: É o canal onde a informação se 
propaga. 
Perceba que emissor e receptor precisam 
conhecer o mesmo código para que seja 
possível codificar e decodificar a informação 
sem grandes perdas sintáticas ou semânticas. 
 
Observe ainda que a informação não pode ser 
transmitida de forma automática. Ela precisa 
se propagar por um meio. No entanto, isto só 
é possível se ela for codificada. Logo, sem o 
código, não poderíamos nos comunicar. 
Portanto, a capacidade de se comunicar está 
intimamente ligada a habilidade de codificar 
informações. 
 
Linguagem verbal, não verbal e mista 
Trata da codificação e do uso – ou não – do 
verbo. 
Note: Codificação é o processo em que 
transformamos pensamento/informação bruta 
em uma forma transmissível. É através da 
codificação que formamos a mensagem. 
 
 
 
Linguagem VERBAL: É aquela que faz uso 
da palavra – seja escrita ou falada; 
 
Linguagem NÃO VERBAL: É aquela que não 
faz uso do verbo. São as representações em 
forma de códigos não verbais. Ou seja, 
símbolos, sons, gestos, [...]. 
 
Linguagem MISTA: Como o próprio nome 
sugere, é um misto das formas de linguagem 
apresentadas anteriormente. 
Faz uso simultâneo de elementos verbais e não 
verbais. 
 
Conotação e denotação 
 
Entender um texto não significa compreender 
a mensagemque ele traz. Aliás, é bem aí que 
encontramos o analfabetismo funcional: A 
capacidade exclusivamente de decodificar o 
verbo, não identificando a mensagem 
transmitida. 
Pois bem: 
Denotar remete ao conhecimento literal do que 
está expresso. Se estamos falando de uma 
palavra, denotamos seu significado a partir de 
um dicionário. 
Conotar, no entanto, exige que o receptor 
perceba a intenção do falante a partir do que 
está expresso na mensagem. 
 
Polissemia 
 
É a capacidade das palavras em serem 
empregadas nos mais distintos sentidos, 
reformulando seus significados. 
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Assim sendo, é a associação de múltiplos 
significados a um mesmo significante. 
 
Variações linguísticas 
Também é importante lembrar que a língua é 
uma construção orgânica. Logo, ela é mutável 
e evolui. Por consequência, ela sofre alterações 
de acordo com o falante. 
 
Variações históricas: São as transformações 
que a língua sofre pelo decorrer do tempo; 
 
Variações regionais: São alterações que a 
língua sofre de acordo com a região geográfica 
onde o falante se encontra; 
 
Variações sociais: São alterações que a 
língua sofre em decorrência do nicho social no 
qual o falante está contido; 
 
Variações estilísticas: São alterações que o 
falante provoca na língua de acordo com a 
adequação as mais variadas situações de uso. 
 
Não esqueça: Ao falarmos de variação 
linguística, estamos falando de uma 
comparação entra a mensagem expressa e o 
idioma padrão. Não existe, contudo, um modelo 
correto ou errado: Rotular, pois, uma variação 
como certa, errada, superior ou inferior é 
preconceito linguístico. 
 
Funções da linguagem 
 
São as formas como os indivíduos organizam 
suas falas, dependendo da intenção contida na 
mensagem. 
I. Função referencial: Foca na informação, 
prezando pela objetividade na transmissão da 
mesma. Própria dos textos jornalísticos; 
II. Função conativa ou apelativa: Foca no 
receptor, prezando pelo convencimento do 
mesmo. Própria dos textos publicitários; 
III. Função emotiva: Foca no emissor, 
demarcando no texto toda carga sentimental e 
subjetividade do mesmo; 
IV. Função poética: Foca na forma da 
mensagem, preocupando-se com a 
construção estética da mesma; 
V. Função fática: Foca no canal, utilizada 
quando a intenção do emissor é testar a 
qualidade de transmissão do meio e possui 
valor semântico irrisório; 
VI. Função metalinguística: Foca no 
código, explorando o processo de codificação. 
Própria dos dicionários e gramáticas. 
 
Vale lembrar que um mesmo texto pode 
estar associado a mais de uma intenção. 
Portanto, a mais de uma função da 
linguagem. 
 
 
 
Tipologia e gêneros textuais 
 
Quando falamos de tipologia textual, estamos 
nos referindo a estrutura do texto. No entanto, 
os gêneros correspondem às situações de uso. 
Como assim? 
Estruturas (tipos) se referem a quatro 
principais: 
 
 
Descrição: Textos descritivos são 
reproduções da experiência do falante a partir 
de como ele as sente. Digo, através do tato, 
olfato, paladar, visão e audição. 
 
Um texto jamais será apenas descritivo! 
Comumente, acompanham narrações e 
dissertações. 
As descrições podem ser objetivas ou 
subjetivas: 
 
Objetivas: São exatas e não admitem que o 
falante exerça juízo de valor. Por exemplo, 
quando as características físicas de uma 
pessoa são descritas. 
 
Subjetivas: O falante exerce juízo de valor 
sobre os fatos, tornando-os passíveis de 
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interpretação. Para o falante, uma pessoa 
pode ser alta, enquanto que para o leitor não. 
Também podemos diferenciar descrições 
físicas de descrições psicológicas: 
Físicas: Foca no aspecto físico da coisa, 
independente do juízo de valor. Dizer 
objetivamente que fulano tem um metro e 
noventa de altura, ou o chamar de ―alto‖, refere-
se ao aspecto físico de fulano. 
 
Psicológicas: Partem das percepções 
subjetivas. ―Raivoso‖, ―valente‖, ―atrevido‖ e 
―arrogante‖ são traços psicológicos que podem 
ser atribuídos a um personagem, onde o leitor 
julgará suas ações a partir das premissas de 
seu comportamento estabelecidas. 
 
Cuidado: O tempo, por mais que seja uma 
grandeza física, pode ser relativizado. Ou seja, 
pode ser subjetivo. Assim sendo, o modo como 
os personagens percebem a passagem do 
tempo pode ser diferente, inclusive do relógio. 
 
Injunção: Também chamados de textos 
instrucionais, explicam ou orientam algo – seja 
a montagem de um equipamento ou quais 
atitudes tomar para prevenir uma doença, por 
exemplo. 
 
São textos próprios dos manuais de 
instrução, das bulas, cartilhas de 
prevenção, [...]. 
 
Narração: ―Narrar‖ é contar. Logo, alguém 
conta algo que ocorreu, ocorre ou ocorrerá com 
determinados personagens, em determinado 
local e em determinado momento. 
Dito isto, note a existência de 5 elementos: 
 
Narrador: É aquele quem conta a história, 
podendo ser apenas observador ou participar 
da história, sendo também personagem. 
Podendo também ser ou não ser onisciente. 
 
Onisciente: Que sabe tudo. 
 
Enredo: É o desenrolar dos acontecimentos 
na história; a sucessão de conflitos na qual os 
personagens estão inseridos. 
Local: É a ambientação; onde o enredo ocorre. 
 
Tempo: É o momento no qual o enredo se 
desenrola. 
Personagens: São os envolvidos na história; 
aqueles com os quais os conflitos ocorrem. 
 
Cuidado: Tempo, local e narrador também 
podem ser personagens. 
 
Dissertação: Por sua vez, ―dissertar‖ é ―falar 
sobre‖. Assim sendo, trata da apresentação de 
informações, opiniões e argumentos. 
E, dependendo da presença ou não de 
argumentos, podemos dividir os textos 
dissertativos em dois: Argumentativos ou 
expositivos. 
 
Informação: Dado verificável. Quando é dito 
que há 30 alunos em sala, é possível conferir se 
realmente são 30. 
 
Opinião: Juízo de valor exercido sobre algum 
dado. É possível dizer que há muitos alunos em 
sala, mas o que é ―muito‖? Essencialmente, o 
valor que torne muito para uma pessoa, não 
necessariamente é o mesmo para outra. 
 
Argumentos: Argumentar está intimamente 
relacionado a defesa de um ponto de vista. 
Logo, consiste em encadear fatos e opiniões 
que sustentem ou refutem um ponto de vista – 
normalmente do autor. 
Novamente, o mais correto não é dizer que 
tal texto pertence a um tipo específico, mas 
que há predominância de certa tipologia no 
texto. 
Em se tratando de gêneros textuais, temos 
que eles são as situações de uso do texto. 
Logo, gêneros são construções mutáveis e 
passiveis de não serem mais usadas. 
Antes da criação da internet, não faria sentido 
que falássemos a respeito do gênero e-mail, 
por exemplo. 
Observe, no entanto, que o gênero preserva 
as características do tipo predominante de texto 
ao qual pertence. Notícias são objetivas e 
curtas, apenas expondo informações – uma vez 
que pertencem ao tipo expositivo das 
dissertações. 
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Nas reportagens, no entanto, o repórter (ou o 
jornal) pode evidenciar seu ponto de vista. Se 
assim o fizer, a reportagem preservará as 
características das dissertações 
argumentativas. 
São gêneros textuais: 
Notícias 
 
• Reportagens; 
• E-mail; 
• WhatsApp; 
• Crônica; 
• Conto; 
• Charge; 
• Tirinha; 
• Bulas de remédios; 
• [...]. 
 
Estilística 
Consiste no estudo da expressividade da 
linguagem, do modo como os sentidos se 
constroem, atribuindo aos enunciados uma 
forma específica, que revela as intenções de 
quem o enuncia. 
Explora a conotatividade, fazendo uso dos 
recursos disponíveis, afetando a interpretaçãoe a compreensão dos textos. 
É na estilística que estudamos as figuras de 
linguagem: 
 
 
São recursos ligados a semântica do texto e 
que auxiliam no processo de construção dos 
sentidos. 
Podem ser divididas em quatro classificações: 
 
➢ Figuras de palavras; 
Relacionadas aos significados, essas figuras 
alteram os sentidos atribuídos aos vocábulos. 
Exemplos: 
 
Comparação ou símile: Estabelece uma 
relação entre dois elementos através de um 
termo comparativo. 
Ex.: Rápido como um raio. 
 
Metáfora ou comparação metafórica: 
Atribuição de um novo significado às palavras. 
Ex.: Dando murro em ponta de faca. 
 
Catacrese: Antigamente chamada de 
metáfora viciada, a catacrese consiste na 
utilização de uma metáfora para se referir a 
algo que não possui denominação. 
Ex.: Pé da mesa. 
 
Metonímia: Troca de palavras por 
aproximação de ideias – da parte pelo todo; do 
autor pela obra; da marca pelo produto; [...]. 
Ex.: Gosto de ler Machado de Assis. 
 
Antonomásia: Troca de um nome próprio por 
um comum, onde ambos possuam uma relação 
lógica inconfundível. 
Ex.: O timão é a quarta força em São Paulo. 
 
➢ Figuras de pensamento; 
Estabelecem uma relação entre o enunciado e 
a realidade extratextual. 
 
Prosopopeia: Ou personificação, consiste na 
atribuição de características humanas ao que 
não é humano. 
Ex.: O cachorro sorriu. 
 
Cuidado: Em alguns livros, o conceito de 
prosopopeia é dado como atribuição de 
características humanas a seres 
inanimados. No entanto, inanimação sugere 
que o ser é desprovido de animação 
(movimento). Portanto, o conceito está 
impreciso deste modo. 
 
Antítese: Aproximação de ideias opostas. 
Ex.: Tristezas e felicidades são constantes da 
vida. 
 
Paradoxo: Consiste na oposição de ideias que 
se anulam, construindo um enunciado 
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absurdo. 
Ex.: É ferida que dói e não se sente. 
 
Eufemismo: Ocorre quando o falante quer 
minimizar o impacto da mensagem no 
interlocutor. 
Ex.: Vovô bateu as botas. 
 
Hipérbole: Ocorre quando o emissor reforça 
uma ideia na mensagem por meio do exagero. 
Ex.: Chorou um mar. 
 
Ironia: Emprego de um termo (ou expressão) 
em um sentido oposto ao seu significado. 
Ex.: Quem foi o inteligente que apagou as 
fotos? 
 
Gradação: Sequencia gradativa de ideias, em 
ordem crescente ou decrescente. 
Ex.: O problema, que era grande, se tornou 
menor, um grão, quase nada. 
 
Sinestesia: Mistura de sentidos do corpo 
humano. Percepção de sensações pelos 
órgãos errados. 
Ex.: O doce cheiro das rosas. 
 
➢ Figuras de construção (figuras de 
sintaxe); 
São as figuras de linguagens que interferem na 
ordem sintática do enunciado; 
 
Hipérbato: Quebra da ordem sintática natural 
da oração. 
 
Ex.: Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, 
de um povo heroico o brado retumbante [...]. 
 
Pleonasmo: É a redundância na informação. 
Ex.: Proibido fazer barulho sonoro. 
 
Elipse: Omissão de um termo facilmente 
entendido. 
Ex.: Na sala de aula, apenas cinco ou seis 
alunos. 
 
Zeugma: Omissão de um termo já citado. 
Ex.: Meus amigos adoram praia, e eu também. 
 
Assíndeto: Ausência de conectivo. 
Ex.: ―Vim, vi venci‖. 
 
Polissíndeto: Repetição do conectivo. 
Ex.: ―Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E 
fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe 
da natureza‖. 
 
Anáfora: Repetição de um termo ou expressão 
no início dos períodos. 
Ex.: Vi uma estrela tão alta, vi uma estrela tão 
fria, vi uma estrela luzindo. 
 
Silepse: Concordância estabelecida com a 
ideia, não com o termo. 
Ex.: Rio de Janeiro é perigosa. 
 
➢ Figuras fônicas (figuras de 
harmonia); 
Explora o potencial expressivo dos fonemas. 
 
Aliteração: Repetição de sons consonantais. 
Ex.: O Tempo perguntou ao Tempo, quanto 
tempo o Tempo tem? O Tempo respondeu ao 
Tempo, que o Tempo tem tanto tempo quanto 
o Tempo tem. 
 
Assonância: Repetição de sons vocálicos. 
Ex.: Berro pelo aterro, pelo desterro 
Berro por seu berro, pelo seu erro 
Quero que você ganhe, que você me apanhe 
Sou o seu bezerro gritando mamãe 
(Qualquer Coisa – Caetano Veloso) 
 
Note: Neste exemplo, além da assonância 
(repetição dos fonemas /e/ e /o/, ocorre 
também uma aliteração (repetição do /rr/). 
 
Paronomásia: Emprego de parônimos. 
Ex.: O tráfego aéreo clandestino movimenta o 
tráfico de drogas. 
 
Onomatopeia: Formação de palavras a partir 
de sons. 
 
Ex.: 
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EXERCÍCIOS 
 
Romanos usavam redes sociais há dois mil 
anos, diz livro 
Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um 
de seus vários amigos no Facebook, você 
provavelmente se sente privilegiado por viver 
em um tempo na história em que é possível 
alcançar de forma imediata uma vasta rede de 
contatos por meio de um simples clique no 
botão ―enviar‖. Você talvez também reflita 
sobre como as gerações passadas puderam 
viver sem mídias sociais, desprovidas da 
capacidade de verem e serem vistas, de 
receber, gerar e interagir com uma imensa 
carga de informações. Mas o que você talvez 
não saiba é que os seres humanos usam 
ferramentas de interação social há mais de dois 
mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor 
do livro Writing on the Wall — Social Media, The 
first 2 000 Years (Escrevendo no mural — 
mídias sociais, os primeiros 2 mil anos, em 
tradução livre). 
Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, 
filósofo e político romano, teria sido, junto com 
outros membros da elite romana, precursor do 
uso de redes sociais. O autor relata como 
Cícero usava um escravo, que posteriormente 
tornou-se seu escriba, para redigir mensagens 
em rolos de papiro que eram enviados a uma 
espécie de rede de contatos. Estas pessoas, 
por sua vez, copiavam seu texto, 
acrescentavam seus próprios comentários e 
repassavam adiante. ―Hoje temos 
computadores e banda larga, mas os romanos 
tinham escravos e escribas que transmitiam 
suas mensagens‖, disse Standage à BBC 
Brasil. ―Membros da elite romana escreviam 
entre si constantemente, comentando sobre as 
últimas movimentações políticas e expressando 
opiniões‖. 
Além do papiro, outra plataforma comumente 
utilizada pelos romanos era uma tábua de cera 
do tamanho e da forma de um tablet moderno, 
em que escreviam recados, perguntas ou 
transmitiam os principais pontos da acta 
diurna, um ―jornal‖ exposto diariamente no 
Fórum de Roma. Essa tábua, o ―iPad da Roma 
Antiga‖, era levada por um mensageiro até o 
destinatário, que respondia embaixo da 
mensagem. 
NIDECKER, F. Disponível em: 
www.bbc.co.uk. Acesso em: 7 nov. 2013 
(adaptado). 
 
1. Na reportagem, há uma comparação 
entre tecnologias de comunicação antigas 
e atuais. Quanto ao gênero mensagem, 
identifica-se como característica que 
perdura ao longo dos tempos o(a) 
 
a) Imediatismo das respostas 
b) Compartilhamento de informações 
c) Interferência direta de outros no texto 
original 
d) Recorrência de seu uso entre membros da 
elite 
e) Perfil social dos envolvidos na troca 
comunicativa 
 
Resposta: B 
Tal como hoje em dia, onde informações são 
replicadas e compartilhadas por meio de 
computadores, os romanos o faziam por 
meio de escravos e escribas. 
 
2. A acta diurna, as tábuas de cera da Roma 
antiga, as quais o autor se refere como os 
ipads da época, bem como os e- mails e 
demais tecnologias modernas constituem 
gêneros textuais, pois são: 
 
a) Situações específicas de uso, adequadas 
às particularidades da época – locutor, 
período, tecnologias... 
b) Estruturas textuais que preservam aspectos 
em comum, apesar de não compartilharem uma 
mesma forma; 
c) Idênticos quanto a estrutura do processo 
comunicativo, onde emissor e receptor 
alternam seus papeis em função da própria fala 
(e do feedback); 
d) Utilizadospara os mesmos propósitos, 
ainda que em épocas diferentes; 
e) Estruturas textuais que preservam o mesmo 
meio onde se propagam. 
 
Resposta: A 
Enquanto os tipos textuais estão 
relacionados às estruturas dos textos, os 
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gêneros caracterizam as 
situações onde optamos pela utilização 
deles. 
 
3. Das tipologias textuais abaixo listadas, o 
texto acima melhor se caracteriza como: 
a) Injuntivo – pois ensina ao leitor que na 
Roma antiga havia de alguma forma a 
utilização de redes sociais primitivas; 
b) Dissertativo argumentativo – pois o autor 
faz referência à opinião de terceiros; 
c) Dissertativo expositivo – apesar de conter 
opinião, o autor não constrói argumentos 
objetivando a defesa de um determinado 
ponto de vista; 
d) Narrativo – pois o autor narra a vida social 
da Roma antiga; 
e) Descritivo – pois o autor descreve a origem 
das redes sociais em Roma. 
 
Resposta: B 
O autor expõe a opinião de terceiros, é 
verdade, mas o faz para defender a 
existência das redes sociais primitivas na 
Roma antiga. Elencar informações e 
opiniões, ainda que não sejam próprias, faz 
parte da construção dos argumentos. 
 
4. Comumente encontradas em ambientes 
jornalísticos, as reportagens possuem como 
característica prioritária: 
 
a) Informar, podendo ou não conter a opinião 
de seu autor; 
b) Descrever um fato, apresentando 
características gerais ou específicas; 
c) Contar uma história, cuja a temática retrata 
alguma ocorrência geral; 
d) Opinar, visando o convencimento do leitor; 
e) Opinar; entretanto, apenas expondo a 
opinião do autor. 
 
Resposta: A 
O texto jornalístico presa pela informação. 
Ainda que exista opinião, o texto é 
centralizado na mensagem em si, ou seja: 
No assunto. 
 
5. Ainda sobre o texto acima, é correto 
afirmar que sua estrutura e características 
gerais se assemelham a(o)s: 
 
a) Propagandas, visto que há uma clara 
intenção do autor em inferir uma 
opinião/comportamento sobre o leitor; 
b) Resenhas críticas, visto que o autor resume 
uma outra produção textual, sintetizando as 
informações e opinando acerca dos fatos; 
c) Resumos, visto que o autor apenas sintetiza 
um outro texto para facilitar a leitura de 
terceiros; 
d) Notícias, visto que o autor preza pela 
objetividade ao retratar a vida social na Roma 
antiga; 
e) Textos opinativos, podendo ser parte efetiva 
de uma coluna, artigo de opinião ou mesmo 
uma reportagem. 
 
Resposta: E 
O texto de fato contém a opinião do autor, 
mas a passagem é insuficiente para 
classificar devidamente. Logo, sem poder 
observar o texto original, resta o classificar 
de maneira um tanto quanto genérica, 
preservando apenas o que há de concreto 
– ser opinativo. 
 
6. “É o que afirma Tom Standage, autor 
do livro Writing on the Wall — Social Media, 
The first 2 000 Years (Escrevendo no mural 
— mídias sociais, os primeiros 2 mil anos, 
em tradução livre)”. 
Neste trecho do último parágrafo, o existe 
uma preocupação em explicitar a fonte, 
com a finalidade de: 
 
a) Reforçar uma informação apresentada 
anteriormente; 
b) Provar dogmativamente que o autor está 
certo; 
c) Elencar dados para que o texto ocupe o 
devido número de linhas exigido pelo jornal; 
d) Contribuir com o arrolamento de dados 
(bem como de opiniões), o qual faz parte do 
processo de argumentação; 
e) Denotar a preocupação do autor em provar 
que suas fontes são as únicas confiáveis. 
 
Resposta: A 
Ainda o dado em si faça parte do processo 
argumentativo, o autor lista a fonte para 
reforçar uma assertiva anteriormente posta 
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no texto. De tal forma, o leitor pode conferir 
a informação original e verificar os dados e 
informações apresentados. 
 
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara 
o lenço e contemplara por alguns instantes as 
feições defuntas. Depois, como se a morte 
espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na 
testa. Foi nesse momento que Fortunato 
chegou à porta. Estacou assombrado; não 
podia ser o beijo da amizade, podia ser o 
epílogo de um livro adúltero […]. 
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar 
outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. 
O beijo rebentou em soluços, e os olhos não 
puderam conter as lágrimas, que vieram em 
borbotões, lágrimas de amor calado, e 
irremediável desespero. Fortunato, à porta, 
onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão 
de dor moral que foi longa, muito longa, 
deliciosamente longa. 
ASSIS, M. A causa secreta, Disponível em: 
www.dominimopublico.gov.br Acesso em: 9 
out. 2015. 
 
7. No fragmento, o narrador adota um 
ponto de vista que acompanha a 
perspectiva de Fortunato. O que singulariza 
esse procedimento narrativo é o registro 
do(a) 
 
a) Indignação face à suspeita do adultério da 
esposa. 
b) Tristeza compartilhada pela perda da 
mulher amada. 
c) Espanto diante da demonstração de afeto 
de Garcia. 
d) Prazer da personagem em relação ao 
sofrimento alheio. 
e) Superação do ciúme pela comoção 
decorrente da morte. 
 
Resposta: D 
No trecho “Fortunato, à porta onde ficara, 
saboreou tranquilo essa explosão de dor 
moral que foi longa”, fica evidente o prazer 
da personagem em se sentir vingado ao 
observar o sofrimento de Garcia, 
apontando assim para a perspectiva narrada 
em função de Fortunato. 
8. Analisando o texto, é possível denotar 
que a participação do autor na própria obra 
ocorre: 
 
a) Em carácter participativo, visto que ao 
narrar a história, o narrador é também 
personagem; 
b) Apenas em carácter observatório, visto que 
o narrador se quer faz uso da 1ª pessoa do 
discurso; 
c) Em carácter dúbio, visto que é possível 
denotar a participação apenas em trechos 
específicos; 
d) O autor não deixa explícita a sua 
participação na obra, cabendo ao leitor decidir 
se ele é personagem ou não; 
e) Dissertativo, visto que o autor se preocupa 
em falar sobre os fatos que permeiam a história. 
 
Resposta: B 
Note que inclusão do narrador na história 
que conta denota o uso obrigatório da 1ª 
pessoa do discurso – referente a ação 
verbal a qual remete ao locutor. 
9. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou 
tranquilo essa explosão de dor moral que foi 
longa, muito longa, deliciosamente longa. 
Na passagem acima do texto, é possível 
encontrar algumas figuras de linguagem, 
tais como: 
 
a) Metáfora, quando ocorre a mistura de 
sensações em ―saborear a dor‖; 
b) Sinestesia, quando ocorre a mistura de 
sensações em ―saborear a dor‖; 
c) Sinestesia, a qual podemos verificar em 
explosão de dor moral; 
d) Eufemismo, a qual podemos verificar em 
explosão de dor moral; 
e) Sinestesia, a qual podemos verificar em 
―deliciosamente longa‖. 
 
Resposta: B 
A sinestesia consiste na mistura de 
sensações do corpo humano. Ao “saborear 
a dor”, percebe-se uma confusão entre o 
paladar e o tato. 
 
10. Os textos são classificados de acordo 
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com o tipo e gênero predominantes nele. 
Nesta produção de Machado de Assis, é 
possível notar as características da 
narração em detrimento aos demais. No 
entanto, também encontramos: 
 
a) Passagens que se assemelham aos textos 
descritivos, apesar da associação entre 
narração e descrição ser rara; 
b) Passagens que se assemelham aos textos 
descritivos, ocorrência bastante comum entre 
descrições e narrações; 
c) Aspectos da descrição objetiva e da 
passagem de tempo apenas cronológico; 
d) Características dos textos jornalísticos, em 
passagens onde descreve o cadáver, o 
tempo... 
e) Características da linguagemmista, onde o 
autor busca criar as imagens na mente do leitor. 
 
Resposta: B 
Os textos descritivos jamais são puros. 
Logo, sua associação aos demais não é 
coisa rara. Passagens como o retrato de 
Fortunato deleitando a longa passagem de 
dor moral de Garcia caracterizam também a 
descrição. 
 
11. O texto evidencia a ocorrência da 
sucessão de conflitos em um(a): 
 
a) Cemitério, visto que há um personagem 
morto em vias de ser enterrado; 
b) Certa casa, visto que era o ambiente 
tipicamente utilizado para velar corpos na 
época; 
c) Local pouco detalhado, não havendo uma 
referência precisa, mas é possível concluir que 
se trata de um velório; 
d) Lugar onde há poucas referências que 
construam uma nítida imagem do local. No 
entanto, trata-se de um ambiente mórbido; 
e) Necrotério, visto que é o ambiente onde os 
corpos são armazenados cobertos. 
 
Resposta: D 
Não é descrito mais do que a presença de 
uma porta, onde Fortunato ficara, e aqueles 
presentes no local. No entanto, a presença 
de um corpo, bem como o árduo momento 
de Garcia não fazem daquele o melhor dos 
ambientes. 
 
12. TEXTO I 
Terezinha de Jesus 
De uma queda foi ao chão 
Acudiu três cavalheiros 
Todos os três de chapéu na mão 
O primeiro foi seu pai 
O segundo, seu irmão 
O terceiro foi aquele 
A quem Tereza deu a mão 
ATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.). 
Cancioneiro da Paraíba. João Pessoa: 
Grafset, 1993 (adaptado). 
 
TEXTO II 
Outra interpretação é feita a partir das 
condições sociais daquele tempo. Para a 
ama e para a criança para quem cantava a 
cantiga, a música falava do casamento 
como um destino natural na vida da mulher, 
na sociedade brasileira do século XIX, 
marcada pelo patriarcalismo. A música 
prepara a moça para o seu destino não 
apenas inexorável, mas desejável: o 
casamento, estabelecendo uma hierarquia 
de obediência (pai, irmão mais velho, 
marido), de acordo com a época e 
circunstâncias de sua vida. 
Disponível em: 
http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso 
em: 5 dez. 2012. 
 
O comentário do texto II sobre o texto I evoca 
a mobilização da língua oral que, em 
determinados contextos, 
 
a) Assegura a existência de pensamentos 
contrários à ordem vigente. 
b) Mantém a heterogeneidade das formas de 
relações sociais. 
c) Conserva a influência religiosa sobre certas 
culturas. 
d) Preserva a diversidade cultural e 
comportamental. 
e) Reforça comportamentos e padrões 
culturais. 
 
Resposta: E 
Em ambos os textos, a mulher é retratada 
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como figura inferior e submissa ao homem. 
Assim sendo, fica perceptível o reforço aos 
padrões da época. 
 
13. Ninguém nasce mulher: torna-se 
mulher. Nenhum destino biológico, 
psíquico, econômico define a forma que a 
fêmea humana assume no seio da 
sociedade; é o conjunto da civilização que 
elabora esse produto intermediário entre o 
macho e o castrado que qualificam o 
feminino. 
BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1980 
 
Na década de 1960, a proposição de Simone 
de Beauvoir contribuiu para estruturar um 
movimento social que teve como marca o(a) 
a) Ação do Poder Judiciário para criminalizar a 
violência sexual. 
b) Pressão do Poder Legislativo para impedir a 
dupla jornada de trabalho. 
c) Organização de protestos púbicos para 
garantir a igualdade de gênero. 
d) Oposição de grupos religiosos para impedir 
os casamento homoafetivos. 
e) Estabelecimento de políticas 
governamentais para promover ações 
afirmativas. 
 
Resposta: C 
Simone apresenta uma diferença conceitual 
acerca de “ser mulher” (biológica) e do “ser 
mulher” (cultural), bem como empoderando 
o gênero feminino, colocando-o em pé de 
igualdade com os homens. 
 
14. O trecho “Ninguém nasce mulher: 
Torna-se mulher” pode confundir alguns 
dos leitores mais distraídos. Em tal 
passagem, há claramente uma divergência 
quanto ao sentido do termo que se repete. O 
fenômeno que nomeia e explica esta 
permeabilidade semântica é: 
 
a) Polissemia; 
b) Monossemia; 
c) Ambiguidade; 
d) Variação linguística; 
e) Coerência. 
 
Resposta: A 
Ainda que o sentido não seja o mesmo, não 
há ocorrência de ambiguidade – visto que é 
possível identificar corretamente o 
significado do vocábulo em ambas as 
colocações. A polissemia é o fenômeno que 
explica a associação de um mesmo 
significante a vários significados. 
 
15. A ironia, fenômeno linguístico que 
explora a conotatividade da língua, faz parte 
das figuras de linguagem arroladas no 
estudo da estilística. Entre os subgrupos, é 
classificada como: 
 
a) Figura de pensamento, pois linka o 
enunciado à realidade extratextual; 
b) Figura de sintaxe, pois trabalha a 
construção da sentença ao explorar o sentido 
figurado da palavra; 
c) Figura de palavra, pois explora unicamente o 
significado de um vocábulo/expressão; 
d) Figura fônica, pois ocorreu na variação 
falada da língua; 
e) Figura fônica, pois trabalha o potencial 
expressivo do foema. 
 
Resposta: C 
Figuras de palavras são as figuras de 
linguagem que manipulam o signo 
linguístico, inferindo novos sentidos; 
variações de significados. 
 
Mas assim que penetramos no universo da 
web, descobrimos que ele constitui não 
apenas um imenso “território” em expansão 
acelerada, mas que também oferece 
inúmeros “mapas”, filtros, seleções para 
ajudar o navegante a orientar-se. O melhor 
guia para a web é a própria web. Ainda que 
seja preciso ter a paciência de explorá-la. 
Ainda que seja preciso arriscar-se a ficar 
perdido, aceitar “a perda de tempo” para 
familiarizar-se com esta terra estranha. 
Talvez seja preciso ceder por um instante a 
seu aspecto lúdico para descobrir, no 
desvio de um link, os sites que mais se 
aproximam de nossos interesses 
profissionais ou de 
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nossas paixões e que poderão, portanto, 
alimentar da melhor maneira possível 
nossa jornada pessoal. 
 
16. O usuário iniciante sente-se não 
raramente desorientado no oceano de 
informações e possibilidades disponíveis na 
rede mundial de computadores. Nesse 
sentido, Pierre Lévy destaca como um dos 
principais aspectos da internet o(a) 
 
a) espaço aberto para a aprendizagem. 
b) grande número de ferramentas de 
pesquisa. 
c) ausência de mapas ou guias explicativos. 
d) infinito número de páginas virtuais 
e) dificuldade de acesso aos sites de 
pesquisa. 
 
Resposta: A 
O autor aponta as dificuldades em adaptar- 
se ao mundo online como desafio a ser 
superado pelos navegadores, citando 
inclusive o quão compensatório podem ser 
os resultados. Tudo, é claro, na base da 
paciência e do aprendizado. 
 
17. Em se tratando do meio online, temos 
que as novas ferramentas tecnológicas e 
possibilidades que a internet oferece 
alteram a forma como nos comunicamos em 
sociedade. Não faz sentido falar de e- mail 
antes dos computadores, bem como de 
carta antes do papel... 
No entanto, se pudermos os associar uns 
aos outros, a carta estaria para o e-mail, 
bem como as bibliotecas estariam para os 
links. 
Segundo Lévy, os links: 
 
a) São ferramentas exclusivamente didáticas; 
b) São recursos lúdicos da internet que 
distraem o navegador de seus objetivos; 
c) Não devem ser utilizados por navegantes 
com pouca experiência; 
d) São ferramentas lúdicas e proveitosas; 
e) Não possuem qualquer utilidade para o 
mundo virtual. 
 
Resposta: D 
O autor alerta para a possibilidade de os 
links distraírem o navegador, mas conota 
um agradável potencial lúdico desta 
distração. No entanto, a existência de tais 
links também é fruto da vastidão do mundo 
cibernético, proveitosa ao aprendizado. 
 
18. Ao se referir a internet como melhor guia 
de si própria, o texto apresenta:a) Função poética, preocupada com a forma 
da mensagem; 
b) Função fática, preocupada em testar o 
entendimento do leitor; 
c) Função metalinguística, tal como usar o 
verbo para explicar uma frase; 
d) Função apelativa, buscando convencer o 
leitor acerca das ideias do autor; 
e) Função referencial, focando-se 
exclusivamente na informação. 
 
Resposta: C 
Quando o processo remete a si próprio, 
ocorre a função metalinguística. É o caso 
da internet guiando seu próprio uso; do 
verbo instruindo acerca de outros verbos, 
sejam eles falados ou escritos. 
 
 
19. O consumidor do século XXI, chamado 
de novo consumidor social, tende a se 
comportar de modo diferente do 
consumidor tradicional. Pela associação 
das características apresentadas no 
diagrama, infere-se que esse novo 
consumidor sofre influência da 
 
a) cultura do comércio eletrônico. 
b) busca constante pelo menor preço. 
c) divulgação de informações pelas empresas. 
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d) necessidade recorrente de consumo. 
e) postura comum aos consumidores 
tradicionais. 
 
Resposta: A 
O infográfico explicita comportamentos 
próprios do meio online, existentes 
somente após a popularização do comércio 
virtual. 
 
20. É visto na imagem acima o uso de 
elementos gráficos, bem como a utilização 
de palavras. Ambos são complementares 
entre si, contribuindo para a composição da 
mensagem. Claramente, é um exemplo de: 
 
a) Linguagem verbal, pois faz uso do verbo; 
b) Linguagem mista, pois faz uso de 
elementos gráficos e não verbais; 
c) Linguagem não verbal, pois faz uso de 
elementos gráficos; 
d) Linguagem coloquial, pois não obedece às 
normas padrões da língua portuguesa; 
e) Linguagem verbal e não verbal, pois faz uso 
do verbo e de elementos gráficos. 
 
Resposta: E 
O verbo, seja ele falado ou escrito, 
representa a variação verbal da lingua. Ao 
mesclar elementos não verbais, temos a 
presença de ambas as linguagens 
(linguagem mista). 
 
21. A língua tupi no Brasil 
Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de 
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase 
sinônimo de falar língua de índio. Em cada 
cinco habitantes da cidade, só dois 
conheciam o português. Por isso, em 1698, 
o governador da província, Artur de Sá e 
Meneses, implorou a Portugal que só 
mandasse padres que soubessem “a língua 
geral dos índios”, pois “aquela gente não 
se explica em outro idioma”. 
Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de 
São Paulo se desenvolveu e se espalhou no 
século XVII, graças ao isolamento 
geográfico da cidade e à atividade pouco 
cristã dos mamelucos paulistas: as 
bandeiras, expedições ao 
Sertão em busca de escravos índios. Muitos 
bandeirantes nem sequer falavam o 
português ou se expressavam mal. 
Domingos Jorge Velho, o paulista que 
destruiu o Ouilombo dos Palmares em 1694, 
foi descrito pelo bispo de Pernambuco 
como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em 
suas andanças, essa gente batizou lugares 
como Avanhandava (lugar onde o índio 
corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer 
anzol) e Itu (cachoeira). E acabou 
inventando uma nova língua. “ 
Os escravos dos bandeirantes vinham de 
mais de 100 tribos diferentes”, conta o 
historiador e antropólogo John Monteiro, da 
Universidade Estadual de Campinas. “Isso 
mudou o tupi paulista, que, além da 
influência do português, ainda recebia 
palavras de outros idiomas.” O resultado da 
mistura ficou conhecido como língua geral 
do sul, uma espécie de tupi facilitado. 
ÂNGELO, C. Disponível em: 
<http://super.abril.com.br>. Acesso em: 8 
ago. 2012. (Adaptado). 
 
O texto trata de aspectos sócio-históricos 
da formação linguística nacional. Ouanto ao 
papel do tupinaformação do português 
brasileiro, depreende-se que essa língua 
indígena 
 
a) Contribuiu efetivamente para o léxico, com 
nomes relativos aos traços característicos dos 
lugares designados. 
b) Originou o português falado em São Paulo 
no século XVII, em cuja base gramatical 
também está a fala de variadas etnias 
indígenas. 
c) Desenvolveu-se sob influência dos 
trabalhos de catequese dos padres 
portugueses, vindos de Lisboa. 
d) Misturou-se aos falares africanos, em razão 
das interações entre portugueses e negros nas 
investidas contra o Ouilombo dos Palmares. 
e) Expandiu-se paralelamente ao português 
falado pelo colonizador, e juntos originaram a 
língua dos bandeirantes paulistas. 
 
Resposta: A 
O referido artigo explicita a herança 
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residual que temos da língua tupi, presente 
em topônimos. Tal ocorrência é referida no 
trecho “[...] Em suas andanças, essa gente 
batizou lugares [...]”. 
 
22. Em 1698, Arthur de Sá e Meneses, 
governador da província, implorou à 
Portugal que os padres enviados ao Brasil 
soubessem “a língua geral dos índios”, 
pois: 
 
a) Era a língua preferida dos habitantes, visto 
que o período colonial não havia acabado e a 
exploração dos índios estava em alta; 
b) Era o modo mais eficaz para estabelecer 
comunicação, visto que os nativos da floresta 
não queriam ser letrados em português; 
c) Poucos eram os conhecedores do 
português. Logo, não faria sentido haver padres 
fluentes em tal idioma; 
d) Apenas uma parcela diminuta da população 
local era conhecedora do português. Assim 
sendo, conhecer a língua geral dos índios 
facilitaria a comunicação; 
e) Portugal não desejava impor seu idioma, 
bem como seus hábitos culturais sobre os 
povos oriundos das terras brasileiras. 
 
Resposta: D 
No início do texto, quando o autor afirma 
que “morar na vila de São Paulo de 
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase 
sinônimo de falar língua de índio”, deixa 
claro a pouca familiaridade dos locais para 
com o idioma português. 
 
23. O farrista 
Quando o almirante Cabral 
Pôs as patas no Brasil 
O anjo da guarda dos índios 
Estava passeando em Paris. 
Quando ele voltou de viagem 
O holandês já está aqui. 
O anjo respira alegre: 
“Não faz mal, isto é boa gente, 
Vou arejar outra vez”. 
O anjo transpôs a barra, 
Diz adeus a Pernambuco, 
Faz barulho, vuco-vuco, 
Tal e qual o zepelim 
Mas deu um vento no anjo, 
Ele perdeu a memória. 
E não voltou nunca mais. 
MENDES, M. História do Brasil. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1992 
 
A Obra de Murilo Mendes situa-se na fase 
inicial do Modernismo, cujas propostas 
estéticas transparecem, no poema, por um 
eu lírico que 
 
a) Configura um ideal de nacionalidade pela 
integração regional. 
b) Remonta ao colonialismo assente sob um 
viés iconoclasta. 
c) Repercute as manifestações do sincretismo 
religioso. 
d) Descreve a gênese da formação do povo 
brasileiro. 
e) Promove inovações no repertório 
linguístico. 
 
Reposta: B 
Ao valorizar a linguagem coloquial – típica 
da primeira fase modernista –, utilizando 
expressões como “vuco-vuco” e “zepelim”, 
o poema desmistifica o colonizador, 
retirando dele o carácter divino. 
 
24. PROPAGANDA – O exame dos textos e 
mensagens de Propaganda revela que ele 
apresenta posições parciais, que refletem 
apenas o pensamento de uma minoria, 
como se exprimissem, em vez disso a 
convicção de uma população; trata-se, no 
fundo, de convencer o ouvinte ou leitor de 
que, em termos de opinião, está fora do 
caminho certo, e de induzi-lo a aderir às 
teses que lhes são apresentadas, por um 
mecanismo bem conhecido da psicologia 
social, o do conformismo induzido por 
pressões do grupo sobre o indivíduo 
isolado. 
BOBBIP, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, 
G. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1998 
(adaptado). 
 
De acordo com o texto, as estratégias 
argumentativas e o uso da linguagem na 
produção da propaganda favorecem a 
 
a) Reflexão da sociedade sobre os produtos 
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anunciados. 
b) Difusão do pensamento e das preferências 
das grandes massas. 
c) Imposição das ideias e posições de grupos 
específicos. 
d) Decisão consciente do consumidor a 
respeito de sua compra. 
e) Identificação dos interesses do responsável 
pelo produto divulgado. 
 
Resposta: C 
Nada melhor que as últimas orações do 
próprio texto para justificar esta resposta: 
“[...] induzido por pressões do grupo sobre 
o indivíduo isolado”. 
 
25. Por mais que a marca, produto ou o 
anunciante varie, as propagandas tendem a 
conservar como característica geral: 
 
a) A intenção de induzir o consumidor a 
comprar, adotar determinada postura ou mudar 
suas convicções acerca do exposto; 
b) A necessidade de expor algum produto, 
forçando seus valores sobre o consumidor; 
c) A necessidade de expor um valor, forçando 
sobre o consumidor seus produtos; 
d) A carência de atenção, pois a boa 
propaganda sempre é aquela que cativa um 
público maior; 
e) A necessidade de informar o consumidor 
acerca dos benefícios do produto. 
 
Resposta: A 
Toda propaganda tem a intenção de inferir 
no leitor um comportamento, visão ou 
necessidade de compra – aspectos 
próprios da função apelativa. 
 
26. Sítio Gerimum 
Este é o meu lugar (…) 
Meu Gerimum é com g 
Você pode ter estranhado 
Gerimum em abundância 
Aqui era plantado 
E com a letra g 
Meu lugar foi registrado. 
OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88, 
fev. 2013 (fragmento) 
 
Nos versos de um menino de 12 anos, o 
emprego da palavra “Gerimum” grafada 
com a letra “g” tem por objetivo 
 
a) Valorizar usos informais caracterizadores 
da norma nacional. 
b) Confirmar o uso da norma-padrão em 
contexto da linguagem poética. 
c) Enfatizar um processo recorrente na 
transformação da língua portuguesa. 
d) Registrar a diversidade étnica e linguística 
presente no território brasileiro. 
e) Reafirmar discursivamente a forte relação 
do falante com seu lugar de origem. 
 
Resposta: E 
Ainda que jerimum não seja escrito com “g”, 
estando, portanto, gramaticalmente errado, 
a mudança na grafia ocorre devido a 
variação da língua em função da localidade 
(variação regional). 
 
27. Quando o menino se refere ao leitor, 
dizendo “você pode ter estranhado”, ele 
reflete acerca do preconceito que seu 
“gerimum com g” pode provocar. No 
entanto, o interlocutor não deixa de 
compreender a mensagem. Logo, o 
preconceito linguístico (estranhamento) é 
causado: 
 
a) Pela ignorância das normas gramaticais; 
b) Por se tratar de uma forma minoritária do 
vocábulo, se quer previsto na gramática, 
presente apenas naquela região; 
c) Porque o interlocutor desconhece o local de 
origem do menino; 
d) Para gerar um recurso gráfico no texto e 
atrair a atenção do leitor; 
e) Apenas pelo leitor, visto que não há 
interlocutor incomodado na obra. 
 
Resposta: B 
Ainda que possua variações, a língua segue 
uma norma padrão. Ao desviar-se do senso 
comum, o emissor pode provocar 
estranhamentos no interlocutor, ainda que 
estes não impossibilitem o processo 
comunicativo. 
 
TEXTO I 
Criatividade em publicidade: teorias e 
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reflexões 
Resumo: O presente artigo aborda uma 
questão primordial na publicidade: a 
criatividade. Apesar de aclamada pelos 
departamentos de Criação das agências, 
devemos ter a consciência de que nem todo 
anúncio é, de fato, criativo. A partir do 
resgate teórico, no qual os Conceitos são 
tratados à luz da publicidade, busca-se 
estabelecer a compreensão dos temas. Para 
elucidar tais questões, é analisada uma 
campanha impressa da marca XXXX. As 
reflexões apontam que a publicidade 
criativa é essencialmente simples e 
apresenta uma releitura do cotidiano. 
Depexe, S D. Travessias: Pesquisas em 
Educação, Cultura, Linguagem e Artes, n. 2, 
2008. 
 
 
28. Os dois textos apresentados versam 
sobre o tema Criatividade. O Texto I é um 
resumo de Caráter Científico e o Texto II, 
uma homenagem promovida por um site de 
publicidade. De que maneira O Texto II 
exemplifica o conceito de criatividade em 
publicidade apresentado no Texto I? 
 
a) Fazendo menção ao difícil trabalho das 
mães em criar seus filhos. 
b) Promovendo uma leitura simplista do papel 
materno em seu trabalho de criar os filhos. 
c) Explorando a polissemia do termo ―criação‖. 
d) Recorrendo a uma estrutura linguística 
simples. 
e) Utilizando recursos gráficos diversificados. 
 
Resposta: C 
O signo linguístico, composição artificial 
que associa significantes a significados, 
permite a variação dos sentidos ao alterar as 
relações semânticas dentro dos contextos. 
A este fenômeno, é dado o nome de 
polissemia. 
 
29. Observando o texto II, é possível notar 
uma preocupação no tocante a forma da 
mensagem, ao variar o tamanho da fonte e 
a cor do vocábulo “criação”. Logo, nota-se 
a presença da função: 
 
a) Fática; 
b) Emotiva; 
c) Poética; 
d) Apelativa; 
e) Metalinguística. 
 
R: C 
A preocupação com a forma é característica 
própria da função poética, onde a forma da 
mensagem tem relevância perante sua 
criação. 
 
30. Textos e hipertextos: Procurando o 
equilíbrio 
Há um medo por parte dos pais e de alguns 
professores de as crianças desaprenderem 
quando navegam, medo de elas viciarem, de 
obterem informação não confiável, de elas 
se isolarem do mundo real, como se o 
computador fosse um agente do mal, um 
vilão. Esse medo é reforçado pela mídia, que 
costuma apresentar o computador como um 
agente negativo na aprendizagem e na 
socialização dos usuários. Nós sabemos 
que ninguém corre o risco de desaprender 
quando navega, seja em ambientes digitais 
ou em materiais impressos, mas é preciso 
ver o que se está aprendendo e algumas 
vezes interferir nesse processo a fim de 
otimizar ou orientar a aprendizagem, 
mostrando aos usuários outros temas, 
outros caminhos, outras possibilidades 
diferentes daquelas que eles encontraram 
sozinhos ou 
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daquelas que eles costumam usar. É 
preciso, algumas vezes, negociar o uso para 
que ele não seja exclusivo, uma vez que há 
outros meios de comunicação, outros 
meios de informação e outras alternativas 
de lazer. É uma questão de equilibrar e não 
de culpar. 
COSCARELLI, C. V. Linguagem em 
(Dis)curso, n. 3, set.-dez. 2009. 
 
A autora incentiva o uso da internet pelos 
estudantes, ponderando sobre a 
necessidade de orientação a esse uso, pois 
essa tecnologia 
 
a) Está repleta de informações confiáveis que 
constituem fonte única para a aprendizagem 
dos alunos. 
b) Exige dos pais e professores que proíbam 
seu uso abusivo para evitar que se torne um 
vício. 
c) Tende a se tomar um agente negativo na 
aprendizagem e na socialização de crianças e 
jovens. 
d) Possibilita maior ampliação do 
conhecimento de mundo quando a 
aprendizagem é direcionada. 
e) Leva ao isolamento do mundo real e ao uso 
exclusivo do computador se a navegação for 
desmedida. 
 
Resposta: D 
De forma ponderada, a autora não se vez 
avessa à internet como ferramenta de 
estudo. Muito pelo contrário, ela se 
posiciona a favor e critica a forma 
amplamente negativa como a ferramenta é 
tratada. 
 
31. No título, a autora faz referência aos 
hipertextos, explorando seu uso como 
ferramenta contribuinte ao aprendizado no 
texto mais abaixo. Segundo o que se observa 
nas palavras da autora, o item que melhor 
descreve o hipertexto é: 
 
a) A utilização ponderada de diversas fontes de 
informação, de tal modo que se façam 
complementares e otimizem o estudo; 
b) Uma nova e superior modalidade de 
texto, advinda das novidadesdo meio online; 
c) Uma nova forma de estudar, onde o 
aluno pode usar a internet para se comunicar 
com seus colegas e professores; 
d) A utilização da internet como ferramenta 
complementar aos livros escolares; 
e) A utilização da internet para aprender a 
estudar, assim otimizando o tempo de estudo 
e aumentando a eficiência. 
Resposta: A 
A autora alerta para o uso ponderado e explicita 
a forma negativa como a internet é retratada 
pela mídia em se tratando de ferramenta para 
estudos, mas aponta as possibilidades e novas 
formas de estudar por hiperlink – utilizando os 
meios como ferramentas complementares, 
buscando informações em fontes variadas. 
 
32. O mundo revivido 
 
Sobre esta casa e as árvores que o tempo 
esqueceu de levar. 
 
Sobre o curral de pedra e paz e de outras vacas 
tristes chorando a lua e a noite sem bezerros. 
 
Sobre a parede larga deste açude onde outras 
cobras verdes se arrastavam, e pondo o sol nos 
seus olhos parados iam colhendo sua safra de 
sapos. 
 
Sob as constelações do sul que a noite armava 
e desarmava: as Três Marias, o Cruzeiro 
distante e o Sete-Estrelo. 
 
Sobre este mundo revivido em vão, a 
lembrança de primos, de cavalos, de silêncio 
perdido para sempre. 
DOBAL, H. A província deserta . Rio de 
Janeiro: Artenova, 1974. 
 
No processo de reconstituição do tempo vivido, 
o eu lírico projeta um conjunto de imagens cujo 
lirismo se fundamenta no 
 
a) Inventário das memórias evocadas 
afetivamente. 
b) Reflexo da saudade no desejo de voltar à 
infância. 
c) Sentimento de inadequação com o presente 
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vivido. 
d) Ressentimento com as perdas materiais e 
humanas. 
e) Lapso no fluxo temporal dos eventos 
trazidos à cena. 
 
Resposta: A 
Arrolando memórias passadas, o eu lírico 
resgata memórias. 
33. A ascensão social por meio do esporte 
mexe com o imaginário das pessoas, pois em 
poucos anos um adolescente pode se tornar 
milionário caso tenha um bom desempenho 
esportivo. Muitos meninos de famílias pobres 
jogam com o objetivo de conseguir dinheiro para 
oferecer uma boa qualidade de vida à família. 
Isso aproximou mais ainda o futebol das 
camadas mais pobres da sociedade, tornando-
o cada vez mais popular. 
Acontece que esses jovens sonham com fama 
e dinheiro, enxergando no futebol o único 
caminho possível para o sucesso. No entanto, 
eles não sabem da grande dificuldade que 
existe no início dessa jornada em que a minoria 
alcança a carreira profissional. Esses garotos 
abandonam a escola pela ilusão de vencer no 
futebol, à qual a maioria sucumbe. 
O caminho até o profissionalismo acontece por 
meio de um longo processo seletivo que os 
jovens têm de percorrer. Caso não seja 
selecionado, esse atleta poderá ter que 
abandonar a carreira involuntariamente por 
falta de uma equipe que o acolha. Alguns 
podem acabar em subempregos, à margem da 
sociedade, ou até mesmo em vícios de 
correntes desse fracasso e dessa desilusão. 
Isso acontece porque no auge da sua formação 
escolar e na Condição juvenil de 
desenvolvimento, eles não se preparam e não 
são devidamente orientados para buscar 
alternativas de experiências mais amplas de 
ocupação fora e além do futebol. 
BALZANO, O N MORAIS, J. S. A formação 
do jogador de futebol e sua relação Com a 
escola EFDeportes, n. 172, set 2012 
(adaptado) 
 
Ao abordar o fato de, no Brasil, muitos jovens 
depositarem suas esperanças de futuro no 
futebol, o texto critica o(a) 
a) Despreparo dos jogadores de futebol para 
ajudarem suas famílias a superar a miséria. 
b) Garantia de ascensão social dos jovens 
pela carreira de jogador de futebol. 
c) Falta de investimento dos clubes para que os 
atletas possam atuar profissionalmente e viver 
do futebol. 
d) Investimento reduzido dos atletas 
profissionais em sua formação escolar, 
gerando frustração e desilusão profissional no 
esporte. 
e) Despreocupação dos sujeitos com uma 
formação paralela à esportiva, para habilitá-los 
a atuar em Outros setores da vida. 
 
Resposta: E 
O texto aponta que os garotos são iludidos 
pelo futebol e abandonam a escola. 
 
34. Declaração de amor 
Esta é uma confissão de amor: amo a língua 
portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. 
[…] A língua portuguesa é um verdadeiro 
desafio para quem escreve. Sobretudo para 
quem escreve tirando das coisas e das 
pessoas a primeira capa de superficialismo. 
Às vezes ela reage diante de um pensamento 
mais c omplicado. As vezes se assusta com o 
imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-
la – Como gostava de estar montada num 
cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a 
galope. Eu queria que a língua portuguesa 
chegasse ao máximo em minhas mãos. E este 
desejo todos os que escrevem têm. Um Camões 
e outros iguais não bastaram para nos dar para 
sempre uma herança de língua já feita. Todos 
nós que escrevemos estamos fazendo do 
túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê 
vida. 
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não fale 
do encantamento de lidar com uma língua que 
não foi aprofundada. O que recebi de herança 
não me chega. 
Se eu fosse muda e também não pudesse 
escrever, e me perguntassem a que língua eu 
queria pertencer, eu diria. inglês, que é preciso 
e belo. Mas, como não nasci muda e pude 
escrever, tornou-se absolutamente claro para 
mim que eu queria mesmo era escrever em 
português. Eu até queria não ter aprendido 
outras línguas: só para que a minha 
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abordagem do português fosse virgem e 
límpida. 
LISPECTOR, C. A descoberta do mundo Rio 
de Janeiro Rocco, 1999 (adaptado). 
 
O trecho em que Clarice Lispector declara seu 
amor pela língua portuguesa, acentuando seu 
caráter patrimonial e sua capacidade de 
renovação, é 
 
a) ―A língua portuguesa é um verdadeiro 
desafio para quem escreve‖. 
b) ―Um Camões e outros iguais não bastaram 
para nos dar para sempre uma herança de 
língua já feita‖. 
c) ―Todos nós que escrevemos estamos 
fazendo do túmulo do pensamento alguma 
coisa que lhe dê Vida‖. 
d) ―Mas não falei do encantamento de lidar 
com uma língua que não foi aprofundada‖. 
e) ―Eu até queria não ter aprendido outras 
línguas: só para que a minha abordagem do 
português fosse Virgem e límpida‖. 
 
Resposta: B 
A passagem afirma que “um Camões e 
outros iguais {uma só forma de escrever; 
de pensar} não bastaram para nos dar para 
sempre uma herança de língua já feita {que 
a língua não é herdada pronta. Ou seja: que 
está em constante transformação}”. 
 
35. 
 
 
TEXTO II 
Na sua produção, Goeldi buscou refletir seu 
caminho pessoal e político, sua melancolia e 
paixão sobre os intensos aspectos mais 
latentes em sua obra, como: cidades, peixes, 
urubus, caveiras, abandono, solidão, drama e 
medo. 
ZULIETTI, L. F. Goeldi: da melancolia ao 
inevitável. Revista de Arte, Mídia e Política. 
Acesso em: 24 abr. 2017 (adaptado). 
 
O gravador Oswaldo Goeldi recebeu influências 
de um movimento artístico europeu do início do 
século XX, que apresenta as características 
reveladas nos traços da obra de: 
 
 
 
 
 
 
 
 
A) 
 
 
 
 
 
B) 
 
 
 
 
 
 
C) 
 
D) 
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E) 
 
 
Resposta: A 
A assertiva em questão aponta para as 
características que o enunciado traz, como 
a melancolia e o drama. 
 
36. TEXTO I 
A língua ticuna é o idioma mais falado entre os 
indígenas brasileiros. De acordo com o 
pesquisador Aryon Rodrigues, há 40 mil índios 
que falam o idioma. A maioria mora ao longo do 
Rio Solimões, no Alto Amazonas. É a maior 
nação indígena do Brasil, sendo também 
encontrada noPeru e na Colômbia. Os ticunas 
falam uma língua considerada isolada, que não 
mantém semelhança com nenhuma outra 
língua indígena e apresenta complexidades em 
sua fonologia e sintaxe. 
Sua característica principal é o uso de 
diferentes alturas na voz. 
O uso intensivo da língua não chega a ser 
ameaçado pela proximidade de cidades ou 
mesmo pela convivência com falantes de 
outras línguas no interior da própria área ticuna: 
nas aldeias, esses outros falantes são 
minoritários e acabam por se submeter à 
realidade ticuna, razão pela qual, talvez, não 
representem uma ameaça linguística. 
Lingua Portuguesa, n. 52, few 2010 
(adaptado) 
 
TEXTO II 
Riqueza da língua 
―O inglês está destinado a ser uma língua 
mundial em sentido mais amplo do que o latim 
foi na era passada e o francês é na presente‖, 
dizia o presidente americano John Adams no 
século XVIII. A profecia se cumpriu o inglês é 
hoje a língua franca da globalização. No 
extremo oposto da economia linguística 
mundial, estão as línguas de pequenas 
comunidades declinantes. Calcula-se que hoje 
se falem de 6 000 a 7 000 línguas no mundo 
todo. Quase metade delas deve desaparecer 
nos próximos 100 anos, A última edição do 
Ethnologue – o mais abrangente estudo sobre 
as línguas mundiais -, de 2005, listava 516 
línguas em risco de extinção. 
Veja, n. 36, set 2007 (adaptado). 
 
Os textos tratam de línguas de culturas 
completamente diferentes, cujas realidades se 
aproximam em função do(a) 
a) Semelhança no modo de expansão. 
b) Preferência de uso na modalidade falada. 
c) Modo de organização das regras sintáticas. 
d) Predomínio em relação às outras línguas de 
contato. 
e) Fato de motivarem o desaparecimento de 
línguas minoritárias. 
 
Resposta: D 
O texto em questão evidencia como a língua 
ticuna, juntamente com o inglês, 
assemelham-se por sobrepor as demais 
línguas de contato. 
 
37. A atrizes 
Naturalmente 
Ela sorria 
Mas não me dava trela 
Trocava a roupa 
Na minha frente 
E ia bailar sem mais aquela 
Escolhia qualquer um 
Lançava olhares 
Debaixo do meu nariz 
Dançava colada 
Em novos pares 
Com um pé atrás 
Com um pé a fim 
– 
Surgiram outras 
Naturalmente 
Sem nem olhar a minha Cara 
Tomavam banho 
Na minha frente 
Para Sair com outro cara 
Porém nunca me importei 
Com tais amantes 
(…) 
com tantos filmes 
Na minha mente 
É natural que toda atriz 
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Presentemente represente 
Muito para mim 
CHICOBUARQUE Carioca, Rio de Janeiro 
Biscoito Fino, 2006 (fragmento) 
 
Na Canção, Chico Buarque trabalha uma 
determinada função da linguagem para marcar 
a subjetividade do eu lírico ante as atrizes que 
ele admira. A intensidade dessa admiração 
está marcada em 
a) ―Naturalmente. Ela sorria/ Mas não me dava 
trela‖ 
b) ―Tomavam banho/ Na minha frente/ Para 
sair com outro Cara‖. 
c) ―Surgiram outras Naturalmente/ Sem nem 
olhar a minha Cara‖. 
d) ―Escolhia qualquer um/Lançava olhares / 
Debaixo do meu nariz‖. 
e) ―É natural que toda atriz Presentemente 
represente/ Muito para mim‖. 
 
Resposta: E 
A presença da 1ª pessoa do discurso – o 
locutor –, fator que inclui o eu-lírico na 
história, bem como a acentuada 
caracterização emotiva dele apontam para 
a presnça da função emotiva. 
 
38. E aqui, antes de continuar este espetáculo, 
é necessário que façamos uma advertência a 
todos e a cada um. Neste momento, achamos 
fundamental que cada um tome uma posição 
definida. Sem que cada um tome uma posição 
definida, não é possível continuarmos. É 
fundamental que cada um tome uma posição, 
seja para a esquerda, seja para a direita. 
Admitimos mesmo que alguns tomem uma 
posição neutra, fiquem de braços cruzados. 
Mas é preciso que cada um, uma vez tomada 
sua posição, fique nela! Porque senão, 
companheiros, as cadeiras do teatro rangem 
muito e ninguém ouve nada. 
FERNANDES, M.; RANGEL, F. Liberdade, 
liberdade. Porto Alegre: L&PM, 2009, 
 
A peça Liberdade, liberdade, encenada em 
1964, apresenta o impasse vivido pela 
sociedade brasileira em face do regime vigente. 
Esse impasse é representado no fragmento 
pelo(a) 
a) barulho excessivo produzido pelo ranger 
das cadeiras do teatro. 
b) indicação da neutralidade como a melhor 
opção ideológica naquele momento. 
c) constatação da censura em função do 
engajamento social do texto dramático. 
d) correlação entre o alinhamento politico e a 
posição corporal dos espectadores. 
e) interrupção do espetáculo em virtude do 
comportamento inadequado do público. 
Resposta: D 
O texto brinca com os vocábulos 
“esquerda” e “direita”, relacionando-os ao 
posicionamento político, bem como a 
posição das cadeiras no teatro. 
 
39. Uma noite em 67, de Renato Tera e 
Ricardo Calil. 
Editora Planeta, 296 páginas. 
Mas foi um noite, aquela noite de sábado 21 de 
outubro de 1967, que parou o nosso país. Parou 
pra ver a finalíssima do III Festival da Record, 
quando um jovem de 24 anos chamado 
Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu carregado do 
Teatro Paramount em São Paulo depois de 
ganhar o prêmio máximo do festival com 
Ponteio, que cantou acompanhado da 
charmosa e iniciante Marília Medalha. 
Foi naquele noite que Chico Buarque entoou 
sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o 
arranjador. Que Caetano Veloso brilhou 
cantando Alegria, alegria com a plateia ao com 
das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil 
apresentou a tropicalista Domingo no parque 
com os Mutantes. 
Aquela noite que acabou virando filme, em 
2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo 
Calil, agora virou livro. O livro que está sendo 
lançado agora é a história daquela noite, 
ampliada e em estado que no jargão 
jornalístico chamamos de matéria bruta. Quem 
viu o filme vai se deliciar com as histórias – e 
algumas fofocas – que cada um tem para 
contar, agora sem os contes necessários que 
um filme exige. E quem não viu o filme tem 
diante de si um livro de histórias, pensando 
bem, de História. 
VILLAS, A. Disponível em: 
www.cartacapital.com.br. Acessado em: 18 
jun. 2014 (adaptado). 
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http://www.cartacapital.com.br/
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Considerando os elementos constitutivos dos 
gêneros textuais circulantes na sociedade, 
nesse fragmento de resenha predominam 
 
a) caracterização de personalidades do 
contexto musical brasileiro dos anos 1960. 
b) questões polêmicas direcionadas à 
produção musical brasileira nos anos 1960. 
c) relatos de experiências de artistas sobre os 
festivais de música de 1967. 
d) explicação sobre o quadro cultural do Brasil 
durante a década de 1960. 
e) opinião a respeito de uma obra sobre cena 
musical de 1967. 
 
Resposta: E 
A resenha crítica, gênero textual derivado 
dos textos dissertativos e com carácter 
opinativo. 
 
40. Analisando o texto anterior, a mais correta 
classificação acerca de seu gênero textual é: 
 
a) Resumo, pois sintetiza as informações de 
outro texto; 
b) Resumo, pois opina acerca de outro texto; 
c) Resumo, pois sintetiza e opina a respeito de 
outro texto; 
d) Resenha, pois o autor sintetiza outro texto e 
opina sobre ele; 
e) Resenha, pois o autor opina sobre outro 
texto. 
 
Resposta: D 
Idem explicação do item anterior: A resenha 
consiste em uma modalidade de resumo 
que apresenta a opinião do autor. 
 
41. Apesar de muitas crianças e adolescentes 
terem a Barbie como um exemplo de beleza, 
um infográfico feito pelo site Rehabs.com 
comprovou que, caso uma mulher tivesse as 
medidas da boneca de plástico, ela nem estaria 
viva. 
Não é exatamente uma novidade que as 
proporções da boneca mais famosa do mundo 
são absurdas para o mundo real. Ativistas que 
lutam pela construção de uma autoimagem 
mais saudável, pesquisadores de distúrbios 
alimentares e pessoas que se preocupam com 
o impacto da indústria culturalna psique 
humana apontam, há anos, a influência de 
modelos como a Barbie na distorção do corpo 
feminino. 
Pescoço 
Com um pescoço duas vezes mais longo e 15 
centímetros mais fino do que o de uma mulher, 
a Barbie seria incapaz de manter sua cabeça 
levantada. 
Cintura 
Com uma cintura de 40 centímetros (menor do 
que a sua cabeça), a Barbie da vida real só teria 
espaço em seu corpo para acomodar metade 
de um rim e alguns centímetros de intestino. 
Quadril 
O índice que mede a relação entre a cintura e 
o quadril da Barbie é de 0,56, o que significa 
que a medida da sua cintura representa 56% da 
circunferência de seu quadril. Esse mesmo 
índice, em uma mulher americana média, é de 
0,8. 
Disponivel em: http://oglobo.globo.com. 
Acesso em: 2 maio 2015. 
 
Ao abordar as possíveis influências da indústria 
de brinquedos sobre a representação do corpo 
feminino, o texto analisa a 
 
a) Noção de beleza globalizada veiculada pela 
indústria cultural. 
b) Influência da mídia para a adoção de um 
estilo de vida salutar pelas mulheres. 
c) Relação entre a alimentação saudável e o 
padrão de corpo instituído pela boneca. 
d) Proporcionalidade entre a representação do 
corpo da boneca e a do corpo humano. 
e) Influência mercadológica na construção de 
uma autoimagem positiva do corpo feminino 
 
Resposta: D 
O texto revisa as proporções corporais da 
boneca, estabelecendo comparações 
diretas entre ela e o corpo humano, 
evidenciando os padrões impossíveis que o 
brinquedo estabelece. 
 
42. Nuances 
Euforia: alegria barulhenta. Felicidade: alegria 
silenciosa. 
Gravar: quando o ator é de televisão. Filmar: 
quando ele quer deixar claro que não é de 
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televisão. 
Grávida: em qualquer ocasião. Gestante: em 
filas e assentos preferenciais. 
Guardar: na gaveta. Salvar: no Computador. 
Salvaguardar: no Exército. 
Menta: no sorvete, na bala ou no xarope. 
Hortelã: na horta ou no suco de abacaxi. 
Peça: quando você vai assistir. Espetáculo: 
quando você está em cartaz com ele. 
DUVIVIER, G. Folha de S. Paulo, 24 mar. 
2014 (adaptado) 
 
O texto trata da diferença de sentido entre 
vocábulos muito próximos. Essa diferença é 
apresentada considerando-se a(s) 
a) Alternâncias na sonoridade. 
b) Adequação às situações de uso. 
c) Marcação flexional das palavras. 
d) Grafia na norma-padrão da língua. 
e) Categorias gramaticais das palavras. 
 
Resposta: B 
O texto aproxima vocábulos próximos, mas 
estabelece distinções entre eles, 
destacando as situações onde suas 
devidas utilizações são cabíveis. 
 
43. 
 
 
Campanhas publicitárias podem evidenciar 
problemas sociais. O Cartaz tem como 
finalidade 
 
a) Alertar os homens agressores sobre as 
consequências de seus atos, 
b) Conscientizar a população sobre a 
necessidade de denunciar a violência 
doméstica. 
c) Instruir as mulheres sobre o que fazer em 
casos de agressão. 
d) Despertar nas crianças a capacidade de 
reconhecer atos de violência doméstica. 
e) Exigir das autoridades ações preventivas 
contra a Violência doméstica. 
Resposta: B 
Ao aproximar os conceitos de “mulher” e 
de “família”, o texto aborda não a violência 
de gênero, mas a violência familiar. 
 
44. TEXTO I 
Fundamentam-se as regras da Gramática 
Normativa nas obras dos grandes escritores, 
em cuja linguagem as classes ilustradas põem 
o seu ideal de perfeição, porque nela é que se 
espelha o que o uso idiomático estabilizou e 
consagrou. 
LIMA, C. H. R. Gramática normativa da 
língua portuguesa, Rio de Janeiro José 
Olympio, 1989 
 
TEXTO II 
Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. 
As palavras são para mim corpos tocáveis, 
sereias visíveis, sensualidades incorporadas. 
Talvez porque a sensualidade real não tem para 
mim interesse de nenhuma espécie – nem 
sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-
me o desejo para aquilo que em mim Cria ritmos 
Verbais, ou os escuta de Outros. Estremeço se 
dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de 
Chateaubriand, fazem formigar toda a minha 
vida em todas as veias, fazem-me raivar 
tremulamente quieto de um prazer inatingível 
que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na 
sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me 
faz tremer como um ramo ao vento, num delírio 
passivo de coisa movida. 
PESSOA, F. O livro do desassossego São 
Paulo Brasiliense, 1986 
 
A linguagem cumpre diferentes funções no 
processo de comunicação. A função que 
predomina nos textos I e II 
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a) Destaca o ―como‖ se elabora a mensagem, 
considerando-se a seleção, Combinação e 
sonoridade do texto. 
b) Coloca o foco no ―Com o quê‖ se constrói a 
mensagem, sendo o código utilizado o seu 
próprio objeto. 
c) Focaliza o ―quem‖ produz a mensagem, 
mostrando seu posicionamento e suas 
impressões pessoais. 
d) O orienta-se no ―para quem‖ se dirige a 
mensagem, estimulando a mudança de seu 
comportamento. 
e) Enfatiza sobre ―o quê‖ versa a mensagem, 
apresentada com palavras precisas e 
objetivas. 
 
Resposta: B 
Os textos utilizam o código como referência 
a si próprio, denotando acentuada utilização 
da função metalinguística. 
 
45. Contranarciso 
em mim 
eu vejo o outro 
e outro 
e outro 
enfim dezenas 
trens passando 
vagões cheios de gente 
centenas 
o outro 
que há em mim 
é você 
você 
e você 
assim como 
eu estou em você 
eu estou nele 
em nós 
e só quando 
estamos em nós 
estamos em paz 
mesmo que estejamos a sós 
Leminsky P. Toda poesia. São Paulo: Cia. 
das Letras, 2013. 
 
A busca pela identidade constitui uma faceta da 
tradição literária, redimensionada pelo olhar 
contemporâneo. No poema, essa nova 
dimensão revela a 
 
a) ausência de traços identitários. 
b) angústia com a solidão em público. 
c) valorização da descoberta do ―eu‖ autêntico. 
d) percepção da empatia como fator de 
autoconhecimento. 
e) impossibilidade de vivenciar experiências 
de pertencimento. 
 
Resposta: D 
Passagens como “em mim eu vejo o outro” 
e “o que há em mim é você” demarcam a 
empatia (colocar-se no lugar do outro) do eu 
lírico. 
 
―Não existe essa coisa de um ano sem Senna, 
dois anos sem Senna... Não há calendário para 
a saudade‖ 
 
46. Segundo o texto, a saudade: 
 
a) Aumenta a cada ano; 
b) É bem maior no primeiro ano; 
c) É maior na data do falecimento; 
d) É constante; 
e) Incomoda muito. 
 
Resposta: D 
O texto não especifica um prazo para a 
saudade. Logo, ela é atemporal; a mesma o 
tempo todo. 
 
47. A segunda oração do texto tem um claro 
valor: 
 
a) Concessivo; 
b) Temporal; 
c) Causal; 
d) Condicional; 
e) Proporcional; 
 
Resposta: C 
Não haver um calendário para a saudade é 
a causa de não existir isso de um ano sem 
Senna. 
 
48. A repetição da palavra ―não‖ exprime: 
 
a) Dúvida; 
b) Convicção; 
c) Tristeza; 
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d) Confiança; 
e) Esperança. 
 
Resposta: B 
O eu lírico repete o advérbio de negação 
(não) para correlacionar as orações, 
apontando que tem ampla certeza de que 
não há tempo para a tristeza. 
 
49. A figura de linguagem que consiste na 
repetição estrutural de um termo/expressão no 
início dos períodos, a qual ocorre no caso da 
palavra não, denomina-se: 
 
a) Anáfora; 
b) Silepse; 
c) Sinestesia; 
d) Pleonasmo; 
e) Metonímia. 
 
Resposta: A 
Anáfora = Repetição no início dos períodos. 
 
50. No esporte-participação ou esporte 
popular, a manifestação ocorre no princípio do 
prazer lúdico, que tem como finalidade o bem- 
estar social dos seus praticantes. Está 
associado intimamente com o lazer e o tempo 
livre e ocorre em espaços não comprometidoscom o tempo e fora das obrigações da vida 
diária. Tem como propósitos a descontração, a 
diversão, o desenvolvimento pessoal e o 
relacionamento com as pessoas. Pode-se 
afirmar que o esporte-participação, por ser a 
dimensão social do esporte mais inter- 
relacionada com os caminhos democráticos, 
equilibra o quadro de desigualdades de 
oportunidades esportivas encontrado na 
dimensão esporte-performance. Enquanto o 
esporte-performance só permite sucesso aos 
talentos ou àqueles que tiveram condições, o 
esporte-participação favorece o prazer a todos 
que dele desejarem tomar parte. 
GODTSFRIEDT, J. Esporte e sua relação 
com a sociedade: uma síntese 
bibliográfica. EFDeportes, n. 142, mar. 
2010. 
 
O sentido de esporte-participação construído 
no texto está fundamentalmente presente 
 
a) Nos Jogos Olímpicos, uma vez que reúnem 
diversos países na disputa de diferentes 
modalidades esportivas. 
b) Nas competições de esportes individuais, 
uma vez que o sucesso de um indivíduo 
incentiva a participação dos demais. 
c) Nos campeonatos oficiais de futebol, 
regionais e nacionais, por se tratar de uma 
modalidade esportiva muito popular no país. 
d) Nas competições promovidas pelas 
federações e confederações, cujo objetivo é a 
formação e a descoberta de talentos. 
e) Nas modalidades esportivas adaptadas, 
cujo objetivo é o maior engajamento dos 
cidadãos. 
 
Resposta: E 
No texto, o conceito de esporte- participação 
é dado como o uso do esporte como 
ferramenta de inclusão, gerando nos 
envolvidos o sentimento de pertencimento. 
 
51. Segundo quadro 
Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto. 
Durante a mutação, ouve-se um dobrado e 
vivas a Odorico, ―viva o prefeito‖ etc. Estão em 
cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário 
e Odorico. Este último, à janela, discursa. 
ODORICO – povo sucupirano! Agoramente já 
investido no cargo de Prefeito, aqui estou para 
receber a confirmação, a ratificação, a 
autenticação e por que não dizer a sagração do 
povo que me elegeu. 
Aplausos vêm de fora. 
ODORICO – eu prometi que meu primeiro ato 
como prefeito seria ordenar a construção do 
cemitério. 
Aplausos, aos quais se incorporam as 
personagens em cena. 
ODORICO – (continuando o discurso:) 
Botando de lado os entretantos e partindo pros 
finalmente, é uma alegria poder anunciar que 
prafrentemente vocês já poderão morrer 
descansados, tranquilos e desconstrangidos, 
na certeza de que vão ser sepultados aqui 
mesmo, nesta terra morna e cheirosa de 
Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer 
isso ao padre na hora da extrema-unção, que 
tem enterro e cova de graça, conforme o 
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prometido. 
GOMES, D. O bem amado, Rio de Janeiro, 
Ediouro, 2012 
 
O gênero peça teatral tem o entretenimento 
como uma de suas funções. Outra função 
relevante do gênero, explícita nesse trecho de 
O bem amado, é 
 
a) Criticar satiricamente o comportamento de 
pessoas públicas. 
b) Denunciar a escassez de recursos públicos 
nas prefeituras do interior. 
c) Censurar a falta de domínio da língua 
padrão em eventos sociais. 
d) Despertar a preocupação da plateia com a 
expectativa de vida dos cidadãos. 
e) Questionar o apoio irrestrito de agentes 
públicos aos gestores governamentais. 
 
Resposta: A 
É dito que a arte imita a vida, pois em 
gêneros artísticos (como o teatro), 
comumente encontramos críticas (ainda que 
satirizadas) a diversos aspectos da 
sociedade, sejam figuras públicas, órgãos 
públicos, comportamentos nocivos ao meio 
ambiente... 
 
TEXTO I 
A fábrica brasileira da General Motors em 
Gravataí, no Rio Grande do Sul, será usada 
como piloto para a implementação do novo 
modelo de negócios que está sendo desenhado 
mundialmente pela montadora. A meta da GM 
é transformar-se numa companhia totalmente 
5 voltada para o comércio eletrônico. A partir do 
ano 2000, a Internet passará a nortear todos os 
negócios do grupo, envolvendo desde os 
fornecedores de autopeças até o consumidor 
final. ―A planta de Gravataí representa a 
imagem do futuro para toda a GM‖, afirma Mark 
Hogan, ex- presidente da filial brasileira e 
responsável pela nova divisão e-GM. 
 
52. Segundo o texto: 
 
a) a GM é uma empresa brasileira instalada 
em Gravataí. 
b) a montadora fez da fábrica brasileira de 
Gravataí um modelo para todas as outras 
fábricas espalhadas pelo mundo. 
c) no Rio Grande do Sul, a GM implementará 
um modelo de fábrica semelhante ao que está 
sendo criado em outras partes do mundo. 
d) a fábrica brasileira da GM vinha sendo 
usada de acordo com o modelo mundial, mas 
a montadora pretende alterar esse quadro. 
e) a GM vai utilizar a fábrica do Rio Grande do 
Sul como um protótipo do que será feito em 
termos mundiais. 
 
Resposta: E 
 
53. A opção contrária as ideias contidas no 
texto é: 
 
a) A GM vai modificar, a partir de 2000, a 
forma de fazer negócios; 
b) Será grande a importância da internet nos 
negócios da GM; 
c) O consumidor final só poderá, a partir de 
2000, negociar pela internet; 
d) O comércio está nos planos da GM para o 
ano de 2000; 
e) A fábrica brasileira é considerada padrão 
pelo seu ex-presidente. 
 
Resposta: C 
Há uma diferença gritante entre “a internet 
nortear todos os negócios do grupo” e “o 
grupo atuará apenas na internet”, como a 
assertiva C propõe. 
 
54. Deduz-se, pelo texto, que a fábrica 
brasileira: 
 
a) Será norteada pela internet; 
b) Terá seu funcionamento modificado para 
adequar-se as necessidades do mercado; 
c) Será transferida para Gravataí; 
d) Estará, a partir de 2000, parcialmente 
voltada para o comércio eletrônico; 
e) Seguirá no mesmo ritmo de outras 
empresas da GM atualmente funcionando no 
mundo. 
 
Resposta: A 
A partir do momento no qual o texto 
estabelece a fábrica brasileira como piloto 
para as demais no resto do mundo, bem 
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como também alega que a internet norteará 
os interesses do grupo, só é possível 
imaginar que a internet também norteará a 
fábrica brasileira. 
 
55. Por ―implementação‖, pode-se entender: 
 
a) Complementação; 
b) Suplementação; 
c) Exposição; 
d) Realização; 
e) Facilitação; 
 
Resposta: D 
Em se tratando de sinonímia, 
implementação e realização tem valores 
semânticos equivalentes. Logo, uma pode 
ser empregada no lugar da outra. 
 
56. Segundo as ideias contidas no texto, a 
transformação a que se propor a GM: 
 
a) Não tem apoio dos fornecedores; 
b) Tem apoio do consumidor final; 
c) Tem prazo estabelecido; 
d) É inflexível; 
e) Não tem lugar no mercado. 
 
Resposta: C 
O prazo estabelecido corresponde ao início 
do século XXI; Ou seja: O ano 2000. 
 
57. João/Zero (Wagner Moura) é um cientista 
genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi 
humilhado publicamente durante uma festa e 
perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e 
eterna paixão. Certo dia, uma experiência com 
um de seus inventos permite que ele faça uma 
viagem no tempo, retornando para aquela 
época e podendo interferir no seu destino. Mas 
quando ele retorna, descobre que sua vida 
mudou totalmente e agora precisa encontrar 
um jeito de mudar essa história, nem que para 
isso tenha que voltar novamente ao passado. 
Será que ele conseguirá acertar as coisas? 
Disponível em: http://adorocinema.com. 
Acesso em: 4 out. 2011. 
 
Qual aspecto da organização gramatical 
atualiza os eventos apresentados na resenha, 
contribuindo para despertar o interesse do leitor 
pelo filme? 
 
a) O emprego do verbo haver, em vez de ter, 
em ―há 20 anos atrás foi humilhado‖. 
b) A descrição dos fatos com verbos no 
presente do indicativo, como ―retorna‖ e 
―descobre‖. 
c) A repetição do emprego da conjunção ―mas‖ 
para contrapor ideias.d) A finalização do texto com a frase de efeito 
"Será que ele conseguirá acertar as coisas?". 
e) O uso do pronome de terceira pessoa ―ele‖ 
ao longo do texto para fazer referência ao 
protagonista "João/Zero". 
 
Resposta: B 
Em se tratando de atualização, falamos de 
tempo. Mais especificamente, do “tempo 
atual”. Logo, temos que a utilização das 
conjugações verbais no tempo presente é 
um recurso que denota bastante as 
atualizações do texto. 
 
58. 
 
 
 
Os textos publicitários são produzidos para 
cumprir determinadas funções comunicativas. 
Os objetivos desse cartaz estão voltados para 
a conscientização dos brasileiros sobre a 
necessidade de 
a) As crianças frequentarem a escola 
regularmente. 
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b) A formação leitora começar na infância. 
c) A alfabetização acontecer na idade certa. 
d) A literatura ter o seu mercado consumidor 
ampliado. 
e) As escolas desenvolverem campanhas a 
favor da leitura. 
 
Resposta: B 
O texto denota que crianças passam a 
aprender e a descobrir inúmeras coisas ao 
longo de suas vidas a partir do momento em 
que adquirem o gosto pela leitura. Gosto 
esse, o qual deva ser induzido por nós, 
letrados e dotados da capacidade de ler e 
escrever, com a finalidade de fazer o Brasil 
inteiro virar uma página: Os altos índices de 
analfabetismo. 
 
59. Aí pelas três da tarde 
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e 
papéis, onde invejáveis escreventes dividiram 
entre si o bom senso do mundo, aplicando-se 
em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, 
seguros ao se pronunciarem sobre problemas 
que afligem o homem moderno (espécie da 
qual você, milenarmente cansado, talvez se 
sinta um tanto excluído), largue tudo de repente 
sob os olhares a sua volta, componha uma cara 
de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais 
calmos quanto os tais escribas mais severos, 
dê um largo 
―ciao‖ ao trabalho do dia, assim como quem se 
despede da vida, e surpreenda pouco mais 
tarde, com sua presença em hora tão insólita, 
os que estiveram em casa ocupados na 
limpeza dos armários, que você não sabia 
antes como era conduzida. Convém não 
responder aos olhares interrogativos, deixando 
crescer, por instantes, a intensa expectativa 
que se instala. Mas não exagere na medida e 
suba sem demora ao quarto, libertando aí os 
pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa 
do corpo como se retirasse a importância das 
coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, 
quem sabe até em pelo, mas sem ferir o 
decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando 
ao mesmo tempo, como boa verdade 
provisória, toda mudança de comportamento. 
NASSAR, R. Menina a caminho. São Paulo: 
Cia. das Letras, 1997. 
Em textos de diferentes gêneros, algumas 
estratégias argumentativas referem-se a 
recursos linguístico-discursivos mobilizados 
para envolver o leitor. No texto, caracteriza-se 
como estratégia de envolvimento a 
 
a) Prescrição de comportamentos, como em: 
―[...] largue tudo de repente sob os olhares a 
sua volta [...]‖. 
b) Apresentação de contraposição, como em: 
―Mas não exagere na medida e suba sem 
demora ao quarto [...]‖. 
c) Explicitação do interlocutor, como em: ―[...] 
(espécie da qual você, milenarmente cansado, 
talvez se sinta um tanto excluído) [...]‖. 
d) Descrição do espaço, como em: ―Nesta sala 
atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde 
invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-
senso do mundo [...]‖. 
e) Construção de comparações, como em: 
―[...] libertando aí os pés das meias e dos 
sapatos, tirando a roupa do corpo como se 
retirasse a importância das coisas [...]‖. 
 
Resposta: C 
O texto faz referência direta ao leitor para o 
engajar no texto. Assim sendo, fazendo-o 
se sentir incluso na temática abordada. 
 
60. 
 
 
A obra de Rubem Valentim apresenta 
emblemas que, baseando-se em signos de 
religiões afro-brasileiras, se transformam em 
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produção artística. A obra Emblema 78 
relaciona-se com o Modernismo em virtude da 
 
a) Simplificação de formas da paisagem 
brasileira. 
b) Valorização de símbolos do processo de 
urbanização. 
c) Fusão de elementos da cultura brasileira 
com a arte europeia. 
d) Alusão aos símbolos cívicos presentes na 
bandeira nacional 
e) Composição simétrica de elementos 
relativos à miscigenação racial. 
 
Resposta: C 
O apego às formas geométricas é 
característica marcante das vanguardas 
europeias. 
 
61. 
 
 
A instalação Dengo transformou a sala do 
MAM-SP em um ambiente singular, explorando 
como principal característica artística a: 
 
a) Participação do público na interação lúdica 
com a obra. 
b) Distribuição de obstáculos no espaço da 
exposição. 
c) Representação simbólica de objetos 
oníricos. 
d) Interpretação subjetiva da lei da gravidade 
e) Valorização de técnicas de artesanato. 
 
Resposta: A 
A obra ocupa os espaços da sala e se 
aproxima do público, de modo a gerar um 
maior envolvimento/engajamento das 
pessoas com a própria obra, visto que não 
há barreiras físicas que restrinjam a 
aproximação dos indivíduos. 
 
62. Naquela manhã de céu limpo e ar leve, 
devido à chuva torrencial da noite anterior, saí 
a caminhar com o sol ainda escondido para 
tomar tenência dos primeiros movimentos da 
vida na roça. Num demorou nem um tiquinho e 
o cheiro intenso do café passado por Dona 
Linda me invadiu as narinas e fez a fome se 
acordar daquela rema letárgica derivada da 
longa noite de sono. Levei as mãos até a água 
que corria pela bica feita de bambu e o contato 
gelado foi de arrepiar. Mas fui em frente e 
levei as mãos em concha até o rosto. Com o 
impacto, recuei e me faltou o fôlego por alguns 
instantes, mas o despertar foi imediato. Já 
aceso, entrei na cozinha na buscação de 
derrubar a fome e me acercar do aconchego 
do calor do fogão à lenha. Foi quando dei 
reparo da figura esguia e discreta de uma 
senhora acompanhada de um garoto 
aparentando uns cinco anos de idade já 
aboletada na ponta da mesa em proseio 
íntimo com a dona da casa. Depois de um 
vigoroso ―Bom dia!‖, de um vaporoso aperto 
de mãos nas apresentações de praxe, fiquei 
sabendo que Dona Flor de Maio levava o filho 
Adão para tratamento das feridas que 
pipocavam por seu corpo, provocando 
pequenas pústulas de bordas avermelhadas. 
GUIÂO, M. Disponível em: 
www.revistaecologico.com.br. Acesso em: 
10 mar. 2014 (adaptado) 
 
A variedade linguística da narrativa é adequada 
à descrição dos fatos. Por isso, a escolha de 
determinadas palavras e expressões usadas no 
texto está a serviço da 
 
a) Localização dos eventos de fala no tempo 
ficcional 
b) Composição da verossimilhança do 
ambiente retratado. 
c) Restrição do papel do narrador à 
observação das cenas relatadas. 
d) Construção mística das personagens 
femininas pelo autor do texto. 
e) Caracterização das preferências linguísticas 
da personagem masculina. 
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Resposta: B 
O narrador-personagem busca descrever 
do modo mais preciso possível (verossímil) 
suas memórias. 
 
63. Zé Araújo começou a cantar num tom 
triste, dizendo aos curiosos que começaram a 
chegar que uma mulher tinha se ajoelhado aos 
pés da santa cruz e jurado em nome de Jesus 
um grande amor, mas jurou e não cumpriu, 
fingiu e me enganou, pra mim você mentiu, pra 
Deus você pecou, o coração tem razões que a 
própria razão desconhece, faz promessas e 
juras, depois esquece. 
O caboclo estava triste e inspirado. Depois 
dessa canção que arrepiou os cabelos da 
Neusa, emendou comuma valsa mais arretada 
ainda, cheia de palavras difíceis, mas bonita 
que só a gota serena. Era a história de uma 
boneca encantadora vista numa vitrine de cristal 
sobre o soberbo pedestal. Zé Araújo fechava os 
olhos e soltava a voz: 
Seus cabelos tinham a cor/ Do sol a irradiar/ 
Fulvos raios de amor./ Seus olhos eram 
circúnvagos/ 
Do romantismo azul dos lagos/ Mãos liriais, 
uns braços divinais,/ 
Um corpo alvo sem par/ E os pés 
muito pequenos./Enfim eu vi nesta boneca/ 
Uma perfeita Vênus. 
CASTRO, N. L. As pelejas de Ojuara o 
homem que desafiou o diabo. São Paulo: 
Arx, 2006 (adaptado). 
 
O comentário do narrador do romance ―[…] 
emendou com uma valsa mais arretada ainda, 
cheia de palavras difíceis, mas bonita que só a 
gota serena‖ relaciona-se ao fato de que essa 
valsa é representativa de uma variedade 
linguística: 
 
a) Detentora de grande prestígio social. 
b) Específica da modalidade oral da língua. 
c) Previsível para o contexto social da 
narrativa. 
d) Constituída de construções sintáticas 
complexas. 
e) Valorizadora do conteúdo em detrimento da 
forma. 
 
Resposta: A 
O autor admira “palavras difíceis e 
desconhecidas”, as quais não fazem parte 
de seu convívio, pois denotam uma variação 
linguística social, sendo pertinente a outro 
grupo de indivíduos. 
 
64. A lavadeira começou a viver como uma 
serviçal que impõe respeito e não mais como 
escrava. Mas essa regalia súbita foi efêmera. 
Meus irmãos, nos frequentes deslizes que 
adulteravam este novo relacionamento, eram 
dardejados pelo olhar severo de Emilie; eles 
nunca suportaram de bom grado que uma índia 
passasse a comer na mesa da sala, usando os 
mesmos talheres e pratos, e comprimindo com 
os lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma 
porcelana das xícaras de café. Uma espécie de 
asco e repulsa tingia- lhes o rosto, já não 
comiam com a mesma saciedade e recusavam-
se a elogiar os pastéis de picadinho de carneiro, 
os folheados de nata e tâmara, e o arroz com 
amêndoas, dourado, exalando um cheiro de 
cebola tostada. Aquela mulher, sentada e 
muda, com o rosto rastreado de rugas, era 
capaz de tirar o sabor e o odor dos alimentos e 
de suprimir a voz e o gesto como se o seu 
silêncio ou a sua presença que era só silêncio 
impedisse o outro de viver. 
HATOUM, M. Relato de um certo Oriente. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2000. 
 
Ao apresentar uma situação de tensão em 
família, o narrador destila, nesse fragmento, 
uma percepção das relações humanas e sociais 
demarcada pelo 
 
a) Predomínio dos estigmas de classe e de 
raça sobre a intimidade da convivência. 
b) Discurso da manutenção de uma ética 
doméstica contra a subversão dos valores. 
c) Desejo de superação do passado de 
escassez em prol do presente de abastança. 
d) Sentimento de insubordinação à autoridade 
representada pela matriarca da família. 
e) Rancor com a ingratidão e a hipocrisia 
geradas pelas mudanças nas regras da casa. 
 
Resposta: A 
No texto, é posto que a lavadeira, de origem 
mais humilde que os demais, não 
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poderia estar presente à mesa. 
 
Observe a seguinte charge para responder as 
próximas questões: 
 
 
(Duke. http://www.otempo.com.br) 
 
65. No plano da linguagem verbal, o humor da 
charge advém do fato de o marido, no pedido 
da mulher, entender o verbo ―acertar‖ com 
significado de 
 
a) Resolver. 
b) Consertar. 
c) Endireitar. 
d) Atingir. 
e) Ajustar. 
 
Resposta: D 
O texto apresenta o vocábulo atingir em 
duas situações adversas: A fala da mulher 
e a do homem. Contudo, a imagem quebrada 
do relógio denota a incompreensão da fala 
da personagem feminina, bem como qual o 
sentido compreendido pelo
 personagem 
masculino. 
 
66. Em conformidade com a norma-padrão, a 
frase do marido também poderia ser expressa 
da seguinte forma: 
 
a) Então, eu acertei ele com uma chinelada! 
b) Então, por acaso eu não acertei-o com uma 
chinelada! 
c) Então, eu o acertei com uma chinelada! 
d) Lhe acertei mesmo uma chinelada, então! 
e) Este relógio aí, eu acertei-no com uma 
chinelada, então! 
 
Resposta: C 
Pronomes pessoais do caso reto precisam 
ter a função sintática de sujeito, bem como 
os oblíquos de objeto. No mais, a ênclise 
(colocação pronominal) só deverá ser 
utilizada quando não houver fator de 
próclise. 
 
Leia o texto para responder às próximas 3 
questões. 
 
Avaliar os servidores 
Instituições funcionam bem quando 
conseguem promover os incentivos corretos. 
Em se tratando do serviço público, isso significa 
recompensar o mérito e o esforço, evitando que 
funcionários sucumbam às forças da inércia. 
Uma das razões do fracasso do socialismo real, 
recorde-se, foi a ausência de estímulos do 
gênero aos trabalhadores. Para estes, a 
escolha racional era não chamar a atenção dos 
superiores, negativa ou positivamente. 
A gestão de pessoal no Estado brasileiro não 
chega a reproduzir um modelo soviético, mas 
carece de sistema eficaz de incentivos e 
sanções. Com efeito, políticas de bônus por 
produtividade nas carreiras públicas ainda são 
tímidas e raramente bem desenhadas. 
Já a dispensa de servidores por insuficiência de 
desempenho, embora prevista na Constituição, 
não pode ser posta em prática porque o 
Congresso nunca elaborou uma lei 
complementar que regulamentasse a 
avaliação dos profissionais, como a Carta 
exige. 
Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de 
avanço. Discute-se no Senado projeto que cria 
um sistema de avaliação periódica, a ser 
adotado por União, Estados e municípios, que 
poderá levar à exoneração de servidores que 
obtenham, por sucessivas vezes (o número 
exato ainda é objeto de negociação), notas 
inferiores a 30% da pontuação máxima. 
Será ingenuidade, entretanto, contar com uma 
aprovação fácil – os sindicatos da categoria já 
se mobilizam contra o texto. 
Tampouco se deve imaginar que basta uma lei 
para alterar o status quo. Sistemas de avaliação 
de servidores já existentes em 
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alguns órgãos muitas vezes não passam de um 
jogo de cena corporativista, que acaba por 
distribuir premiações quase generalizadas. 
As dificuldades, contudo, não podem ser 
pretexto para o imobilismo. O projeto se 
apresenta como um passo inicial importante; 
uma vez posto em prática, a experiência servirá 
de base para eventuais aperfeiçoamentos. 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017. 
Adaptado) 
 
67. No editorial, argumenta-se que 
 
a) A avaliação dos funcionários públicos no 
Brasil contará com uma legislação específica, 
a partir de projeto que tramita no Senado, o qual 
prevê a dispensa de 30% dos servidores cujo 
desempenho profissional não atende às 
necessidades do Estado. 
b) A gestão de pessoal é uma realidade no 
Estado brasileiro, correspondendo a um jogo de 
interesses em que se preservam servidores 
com desempenho sofrível atuando sem 
punição, razão pela qual o novo projeto de 
avaliação deveria ser deixado de lado. 
c) A aprovação do projeto de lei que tramita no 
Senado deverá agilizar os processos de 
avaliação dos funcionários públicos no Brasil, 
atendendo a uma reivindicação de sindicatos 
da categoria, que estão mobilizados para essa 
nova realidade na gestão de pessoal. 
d) A avaliação dos funcionários públicos no 
Brasil seria desejável, de modo a garantir mais 
eficiência no trabalho, reconhecendo o mérito 
dos trabalhadores mais dedicados; contudo, a 
legislação brasileira proíbe esse tipo de 
acompanhamento de gestão de pessoal. 
e) A gestão de pessoal no Estado brasileiro 
precisa implementar um plano de avaliação de 
seus servidores que seja capaz de estimulá- los 
pelo mérito de seu trabalho, bem como aplicar a 
correta penalidade àqueles cujo desempenhoé 
insatisfatório. 
 
Resposta: E 
O texto ressalta as dificuldades da 
implementação de leis que estimulem a 
produtividade dos servidores públicos, 
visto que a estagnação do profissional é 
nociva às instituições. 
 
68. Em relação ao projeto de lei a ser votado no 
Senado, o texto deixa claro que 
 
a) Sofre críticas dos sindicatos e, quando 
aprovado, irá de encontro aos preceitos da 
Carta. 
b) Enfrentará resistências e, ainda que 
aprovado, sua implementação poderá ser 
comprometida. 
c) Compromete os direitos dos trabalhadores 
e, apesar disso, estes mantêm-se impassíveis. 
d) Conta com o apoio dos servidores, mas, se 
aprovado, criará impasses com os sindicatos. 
e) É alvo de muitas críticas e, por conta disso, o 
imobilismo social e político é inevitável. 
 
Resposta: B 
O texto cita algumas das resistências já 
enfrentadas por qualquer projeto cujo viés 
aponte para esta direção (gestão de 
pessoal). Ainda, também põe em pauta que 
não “se deve imaginar que basta uma lei 
para alterar o status quo. Sistemas de 
avaliação de servidores já existentes em 
alguns órgãos muitas vezes não passam de 
um jogo de cena corporativista, que acaba 
por distribuir premiações quase 
generalizadas”. 
 
69. No 6º parágrafo – Será ingenuidade, 
entretanto, contar com uma aprovação fácil – 
os sindicatos da categoria já se mobilizam 
contra o texto. –, a conjunção e o advérbio 
destacados estabelecem no período, 
respectivamente, relações de sentido de 
 
a) Explicação e tempo. 
b) Oposição e afirmação. 
c) Conclusão e modo. 
d) Oposição e tempo. 
e) Conclusão e afirmação. 
 
70. Assinale a alternativa em que a preposição 
em destaque forma expressão com sentido de 
causa. 
 
a) Para estes, a escolha racional era não 
chamar a atenção... 
b) ...uma vez posto em prática, a experiência 
servirá de base... 
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c) ...carece de sistema eficaz de incentivos e 
sanções. 
d) Já a dispensa de servidores por 
insuficiência de desempenho... 
e) ...evitando que funcionários sucumbam às 
forças da inércia. 
 
Resposta: D 
A insuficiência de desempenho é a causa 
dos trabalhadores serem dispensados. 
 
 
(Jaguar. Em: http://atarde.uol.com.br. 
Adaptado) 
 
71. Em conformidade com a norma-padrão, a 
lacuna da frase-título da charge deve ser 
preenchida com: 
 
a) Por que as pessoas sente-se inseguras 
b) Devido o sentimento de insegurança 
c) Porque existe pessoas muito inseguras 
d) Por que as pessoas continuam inseguras 
e) Devido à insegurança vivida pelas pessoas 
 
Resposta: E 
Porque, junto e sem acento, é conjunção 
explicativa. Devido, quando utilizado para 
introduzir causa, é transitivo indireto. 
 
72. É correto concluir, à vista dos elementos 
verbais e não verbais, que 
 
a) O comportamento do garoto não incomoda 
a mulher, que acaba brincando com ele. 
b) O garoto demonstra alegria exagerada, o 
que faz com que a mulher reaja com tristeza. 
c) A mulher e o garoto ignoram o fechamento 
da escola, revelando o seu desprestígio. 
d) A mulher reage à manifestação do garoto, 
expressando contrariedade e repreendendo-o. 
e) O garoto se mostra animado com a notícia, 
mas a mulher evita expressar uma reação. 
 
Resposta: A 
Enquanto o garoto fica animado com a falta 
de aulas, a mulher o repreende pela alegria 
fútil; por negligenciar os benefícios de ir às 
aulas. 
 
73. Segundo o estudante do Instituto de 
Relações Internacionais (IRI) da USP e 
membro do Núcleo de Estudos em Tecnologia 
e Sociedade (Nets), Victor Veloso, o Brasil 
precisa de uma regulamentação quanto à 
proteção de dados na internet, _ de 
garantir a privacidade dos _ _ . Ele explica 
que as informações são coletadas em diversas 
plataformas, como Google e Facebook, com o 
consentimento dos usuários nos termos de uso. 
No entanto, o risco está na utilização dos dados 
para além de interesses econômicos, com _
 repasses aos 
governos. O estudante considera que a 
vigilância e a captação dos dados pode retirar 
a privacidade das pessoas e cercear sua 
liberdade. A de Direitos na Rede 
promove a campanha ―Seus dados são você: 
Liberdade, proteção, regulação para tratar da 
garantia de privacidade dos dados na internet 
brasileira‖. 
(http://jornal.usp.br. Adaptado) 
 
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do 
texto devem ser preenchidas, respectivamente, 
com: 
 
a) afim … cidadãos … possiveis … coalisão 
b) afim … cidadães … possíveis … coalisão 
c) a fim … cidadãos … possíveis … coalizão 
d) a fim … cidadões … possíveis … coalizão 
e) a fim … cidadões … possiveis … coalizão 
 
Resposta: C 
A fim é sinônimo de com a finalidade, o 
plural de cidadão é cidadãos, possíveis é 
acentuado e coalizão é escrito com Z. 
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TEXTO I 
 
Leia o texto para responder às questões de 
números 65 a 80. 
Briga de irmãos... Nós éramos cinco e 
brigávamos muito, recordou Augusto, olhos 
perdidos num ponto X, quase sorrindo. Isto não 
quer dizer que nos detestássemos. Pelo 
contrário. A gente gostava bastante uns dos 
outros e não podia viver na separação. Se um 
de nós ia para o colégio (era longe o colégio, a 
viagem se fazia a cavalo, dez léguas na estrada 
lamacenta, que o governo não consertava), os 
outros ficavam tristes uma semana. Depois 
esqueciam, mas a saudade do mano muitas 
vezes estragava o nosso banho no poço, 
irritava ainda mais o malogro da caça de 
passarinho: ―Se Miguel estivesse aqui, garanto 
que você não deixava o tiziu fugir‖, gritava 
Édison. ―Você assustou ele falando alto... 
Miguel te quebrava a cara‖. Miguel era o mais 
velho, e fora fazer o seu ginásio. Não se sabe 
bem por que a sua presença teria impedido a 
fuga do pássaro, nem ainda por que o tapa no 
rosto de Tito, com o tiziu já longínquo, teria 
remediado o acontecimento. Mas o fato é que a 
figura de Miguel, evocada naquele instante, 
embalava nosso desapontamento e de certo 
modo participava dele, ajudando-nos a voltar 
para casa de mãos vazias e a enfrentar o risinho 
malévolo dos Guimarães: ―O que é que vocês 
pegaram hoje?‖ ―Nada‖. Miguel era deste 
tamanho, impunha-se. Além disto, sabia 
palavras difíceis, inclusive xingamentos, que 
nos deixavam de boca aberta, ao explodirem na 
discussão, e que decorávamos para aplicar na 
primeira oportunidade, em nossas brigas 
particulares com os meninos da rua. 
Realmente, Miguel fazia muita falta, embora 
cada um de nós trouxesse na pele a marca de 
sua autoridade. E pensávamos com ânsia no 
seu regresso, um pouco para gozar de sua 
companhia, outro pouco para aprender nomes 
feios, e bastante para descontar os socos que 
ele nos dera, o miserável. 
(Carlos Drummond de Andrade, A Salvação 
da Alma. Em: O sorvete e outras histórias.) 
 
74. O texto lido corresponde a trecho de 
a) Reminiscências de um dos irmãos, que 
assume a narração e relata episódios da 
infância, destacando a figura do irmão mais 
velho, marcante na vida dos demais por várias 
razões. 
b) Lembranças do narrador, que teve uma 
infância difícil sob a opressão dos irmãos e de 
outros vizinhos truculentos, mas que consegue 
chegar ao final da vida perdoando a todos. 
c) Relato de vida de augusto, irmão do 
narrador, traçando o perfil do mais velho, 
miguel, por quem todos nutriam sentimentos 
dúbios, por seu caráter firme e sua força física. 
d) Memórias do narrador, em que discute com 
o irmão augusto a raiva e o desconforto que 
viviam em presença do irmão miguel, mais 
velho e mais inteligente, porém violento. 
e) Recordações de miguel, o narrador, em que 
se vangloria do fascínio que exercia sobre os 
irmãos nas brincadeiras de criança e na forma 
como os defendia de quem os ameaçasse.75. Nas passagens – … irritava ainda mais o 
malogro da caça de passarinho … – e – 
…com o tiziu já longínquo … –, os termos 
destacados têm como antônimos, 
respectivamente: 
 
a) Infortúnio e distante. 
b) Êxito e apartado. 
c) Revés e perto. 
d) Sorte e imperceptível. 
e) Sucesso e próximo. 
 
Resposta: E 
Aqui, lembre-se que o enunciado pede os 
antônimos! Ou seja, o significado oposto. 
76. Assinale a alternativa em que a frase está 
coerente quanto ao sentido do texto e em 
conformidade com a norma-padrão. 
 
a) Mesmo sendo pequeno, Miguel impunha-se 
com os irmãos contra os Guimarães, quando 
esses vinham com seu riso bizarro. 
b) Como era grande, Miguel impunha-se sobre 
os irmãos e os Guimarães, assim que eles 
vinham com seu riso complacente. 
c) Miguel era um garoto grande e impunha-se 
aos demais. A lembrança dele ajudava os 
irmãos a enfrentar o riso perverso dos 
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Guimarães. 
d) O tamanho de Miguel o impunha e ajudava 
quando os irmãos tinham de enfrentar os 
Guimarães com seu riso altruísta. 
e) Por causa do tamanho, Miguel se impunha 
em todos e os irmãos dele enfrentavam os 
Guimarães quando eles tinham riso bizarro. 
 
Resposta: B 
Segundo o que é descrito no texto, Miguel 
era grande e autoritário sobre os irmãos e 
sobre os Guimarães, os quais possuíam um 
característico riso complacente. 
 
77. Assinale a alternativa em que a expressão 
destacada está empregada em sentido 
figurado. 
 
a) Briga de irmãos... Nós éramos cinco e 
brigávamos muito... 
b) ...inclusive xingamentos, que nos deixavam 
de boca aberta... 
c) ...a viagem se fazia a cavalo, dez léguas na 
estrada lamacenta... 
d) Miguel era o mais velho, e fora fazer o 
seu ginásio. 
e) ...embora cada um de nós trouxesse na 
pele a marca de sua autoridade. 
 
Resposta: E 
A autoridade não deixa marcas, as pancadas 
sim. 
 
78. Assinale a alternativa em que os verbos 
estão corretamente flexionados, de acordo 
com a norma-padrão. 
a) Miguel quebrava a sua cara, se estivesse 
aqui. Mas quando ele vim aqui, garanto que 
você não deixa o passarinho fugir. 
b) Miguel quebra a sua cara, se estivesse aqui. 
Mas quando ele pôr os pés aqui, garanto que 
você não deixaria o passarinho fugir. 
c) Miguel quebraria a sua cara, se estivesse 
aqui. Mas quando ele estiver aqui, garanto que 
você não deixará o passarinho fugir. 
d) Miguel quebraria a sua cara, se estivesse 
aqui. Mas quando ele vir aqui, garanto que você 
não deixava o passarinho fugir. 
e) Miguel quebrava a sua cara, se estivesse 
aqui. Mas quando ele estar aqui, garanto que 
você não deixará o passarinho fugir. 
 
Resposta: C 
A alternativa C é a única que compreende 
corretamente os modos subjuntivo 
(hipóteses) e indicativo (certezas) estão 
devidamente empregados. 
 
79. Julgue os seguintes itens 
 
I. "... se se queria que estivesse sério, 
desatava a rir..." 
II. "... parece que uma mola oculta o impelia..." 
III. "... e isto (...) dava em resultado a mais 
refinada má-criação que se pode imaginar." 
 
Quanto às figuras de linguagem, há neles, 
respectivamente, 
 
a) antítese, comparação e hipérbole 
b) paradoxo, metáfora e gradação 
c) antítese, comparação e paradoxo 
d) antítese, metáfora e hipérbole 
e) paradoxo, comparação e hipérbole 
 
Resposta: D 
Antítese: Aproximação de ideias opostas; 
metáfora: Ressignificação de termos; 
hipérbole: Exagero. 
 
80. Observando o período ―os alunos do oitavo 
ano que fizeram bagunça estão sem recreio‖, 
conclui-se que: 
 
a) Todos os alunos do oitavo ano fizeram 
bagunça e, por isto, ficarão sem recreio; 
b) Que uma parte dos alunos ficou sem 
recreio; 
c) Todos os alunos fizeram bagunça, mas nem 
todos serão punidos; 
d) Todos alunos serão punidos, mas apenas 
alguns fizeram bagunça; 
e) Que uma parte dos alunos fez bagunça, e 
outra será punida. 
 
Resposta: B 
Oração subordinada adjetiva restritiva: 
Refere-se a uma parte do grupo. Logo, nem 
todos os alunos fizeram bagunça. Apenas 
os que fizeram foram punidos. 
 
81. (FUVEST) A catacrese, figura que se 
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observa na frase ―Montou o cavalo no burro 
bravo‖, ocorre em: 
 
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa 
do tempo. 
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um 
tempo esplendor e sepultura. 
c) Apressadamente, todos embarcaram no 
trem. 
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são 
lágrimas de Portugal. 
e) Amanheceu, a luz tem cheiro. 
 
Resposta: C 
O trem em que todos embarcaram não é 
literalmente uma locomotiva. O termo é uma 
gíria que se refere a algo, de modo vago e 
genérico. Todos embarcaram em alguma 
coisa. 
 
TEXTO I 
 
Mais de 1 t de cocaína é achada dentro de 
rolos compressores com destino à África 
Carregamento foi interceptado no Porto de 
Santos, no litoral de São Paulo, antes de ser 
embarcado em um navio. Somente este ano, 
mais de 16 toneladas da droga foram 
encontradas no cais. 
Ao menos 1.195 kg de cocaína foram 
apreendidos após serem encontrados 
armazenados em rolos compressores, na 
madrugada desta terça-feira (18), em uma 
operação conjunta da Polícia Federal e da 
Receita Federal no Porto de Santos, no litoral 
de São Paulo. O carregamento tinha como 
destino a Costa do Marfim, na África. Até o 
momento ninguém foi preso. 
Uma investigação levou a polícia a monitorar a 
exportação de equipamentos usados pelo cais 
santista. Havia a suspeita, conforme apurado 
pelo G1, que narcotraficantes utilizariam peças 
para esconder entorpecentes e, assim, 
despistar uma eventual fiscalização 
alfandegária que poderia frustrar a remessa 
ilícita. 
 
82. Com relação à linguagem utilizada no 
texto, é correto afirmar que: 
 
a) Ocorre o uso da modalidade coloquial da 
língua, demarcada pelo uso de vocábulos 
como ―cocaína‖ e ―G1‖; 
b) Tem a clara intenção promover o ponto de 
vista do autor ao leitor; 
c) Prioriza a emissão do ponto de vista do 
autor; 
d) Adota um tom imparcial, próprio da função 
conativa – típica dos textos jornalísticos; 
e) Assume um ponto de vista imparcial, 
visando apenas a transmissão da informação. 
 
Resposta: E 
Trata-se de uma notícia, gênero textual 
próprio dos jornais, cujo objetivo é centrado 
na objetividade ao transmitir informação 
(função referencial). 
 
83. O texto melhor se enquadra entre os do 
tipo: 
 
a) Narrativo; 
b) Dissertativo; 
c) Injuntivo; 
d) Descritivo; 
e) Notícia; 
 
Resposta: B 
Dissertar = falar sobre. Mais 
especificamente, derivado dos textos 
dissertativos expositivos. 
84. No último parágrafo, o texto afirma ―[...]e, 
assim, despistar uma eventual fiscalização 
alfandegária [...]‖. Em outras palavras, a 
passagem em questão afirma que: 
 
a) Os traficantes visavam a exportação ilegal, 
sem pagar os devidos impostos ao fisco 
brasileiro; 
b) A alfândega é responsável pelo combate as 
drogas no porto de Santos; 
c) A alfândega não fiscaliza todos os lotes 
exportados; 
d) A cocaína é um produto ilegal em solo 
brasileiro; 
e) É um método comum para a ocultação de 
ilícitos no porto. 
 
Resposta: C 
O termo “eventual” utilizado para 
descrever a fiscalização sugere que , por 
seja lá qual for o motivo, a alfândega não 
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fiscaliza todos os lotes. 
 
Observe a imagem para responder as próximas 
4 questões: 
 
 
85. Os jornais mudaram, a forma de informar 
mudou; tudo em nome das novas tecnologias. 
Este fenômeno demarca: 
 
a) Uma ocorrência natural, própria do 
surgimento de novos gêneros textuais; 
b) Uma anormalidade prevista pela norma 
gramatical, típica do surgimento de novos 
gêneros textuais; 
c) Aiminente substituição completa dos 
impressos pelos veículos online; 
d) Que ninguém mais consome jornais 
impressos; 
e) Que os gêneros ultrapassados certamente 
serão substituídos por novos modelos; 
 
Resposta: A 
Os gêneros textuais são construções 
orgânicas formadas a partir do processo 
comunicativo. Eles nascem e morrem, 
conforme seu uso é cabível ou não. 
 
86. A respeito do surgimento de novos 
gêneros textuais, é incorreto afirmar que: 
 
a) Novos gêneros surgem conforme as 
tecnologias também surgem na sociedade; 
b) As necessidades advindas das novas eras 
forçam a humanidade a adaptar a forma de se 
comunicar, quase como um processo de 
seleção natural; 
c) Fatores de cunho sociais e regionais podem 
influenciar o surgimento ou a utilização de 
gêneros textuais específicos; 
d) Tal como gêneros surgem, outros 
desaparecem ou caem em desuso; 
e) Um determinado gênero textual deverá 
sempre ser relacionado a um mesmo tipo de 
texto; 
 
Resposta: E 
Os gêneros textuais são as situações de 
uso, enquanto as tipologias textuais são as 
estruturas. Um mesmo gênero pode estar 
relacionado a uma ou várias estruturas 
distintas, em função da situação em que é 
empregado. 
 
87. Em se tratando de linguagem verbal, não 
verbal e mista, observando a imagem acima: 
 
a) Nota-se a ocorrência predominante da 
linguagem verbal; 
b) Nota-se a ocorrência predominante da 
linguagem não verbal; 
c) Por se tratar de uma imagem, deverá ser 
classificada como linguagem não verbal; 
d) Observa-se a presença do verbo e de 
elementos não verbais, caracterizando a 
linguagem mista; 
e) Deverá ser classificada como linguagem 
verbal e como linguagem não verbal, a 
depender do texto que se observa, mas não 
podendo ser mista. 
 
Resposta: D 
A imagem trata de um amontoado de 
estruturas textuais, é verdade. Cada 
estrutura pode ser classificada 
separadamente, é verdade também. Mas a 
imagem possui elementos verbais e não 
verbais, caracterizando a linguagem mista. 
 
88. É possível verificar a presença de diversas 
funções da linguagem, dentre elas: 
 
a) A presença da função apelativa, demarcada 
exclusivamente nos textos jornalísticos; 
b) A presença da função referencial, principal 
aspecto dos textos publicitários; 
c) A presença da função metalinguística, 
caracterizada pelo uso de linguagem mista; 
d) A presença da função poética, demarcada 
pela diagramação dos textos; 
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e) A presença da função conativa, principal 
aspecto dos textos jornalísticos; 
 
Resposta: D 
Em questão, a alternativa D é a única que 
relaciona corretamente a função da 
linguagem 
que pressupõe ao correto embasamento 
teórico. 
 
Observe a imagem 
 
 
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89. Na língua portuguesa, dificilmente um 
vocábulo estará relacionado apenas a uma 
forma de interpretação. Como visto na charge 
acima, o termo ―homens-bomba‖ é interpretado 
de diferentes formas por diferentes pessoas. 
Este fenômeno ocorre devido a: 
 
a) Polissemia; 
b) Monossemia; 
c) Variações linguísticas; 
d) Sintaxe; 
e) Estereótipos; 
 
Resposta: A 
A polissemia é o fenômeno que permite a 
um mesmo vocábulo ser conotado em 
diferentes sentidos. 
 
Observe a obra ―A criação de Adão‖, de 
Michelangelo: 
 
 
90. Nela, o pintor faz uso exclusivamente de 
elementos não verbais para retratar tal 
momento bíblico. Excepcional artista, 
Michelangelo fez uso de tamanha genialidade 
que apenas recentemente pudemos reconhecer 
alguns aspectos de sua obra. Por exemplo, 
Deus é retratado sendo segurado por anjos, 
no que parece ser um formato peculiarmente 
similar ao de um cérebro humano. Tal 
associação caracteriza: 
 
a) Um processo metalinguístico, onde Deus (o 
criador) cria o homem, sendo este o 
responsável por criar a obra (onde encontramos 
deus); 
b) A função fática, onde o autor apenas quer 
testar a capacidade visual dos admiradores de 
seu trabalho; 
c) A função poética, onde o autor se preocupa 
em informar seu pensamento religioso; 
d) A função apelativa, onde o autor visa 
convencer os admiradores de seu trabalho que 
Deus não existe; é criação da mente humana; 
e) A função emotiva, onde o autor foca na 
interpretação que seus admiradores farão a 
respeito de seu trabalho; 
 
Resposta: A 
Em se tratando do processo criacional, na 
obra, Deus é retratado sendo criação do 
homem (inclusive a composição do divino 
se assemelha a um cérebro humano), no 
momento em que cria o homem. Ou seja, 
criar o processo de criar = metalinguagem. 
 
 
MORFOSSINTAXE DOS PRONOMES 
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Na língua portuguesa existem dez classes 
gramaticais, também chamadas de classes 
morfológicas ou, ainda, classes de palavras. 
 
São elas: substantivo, artigo, adjetivo, 
pronome, numeral, verbo, advérbio, 
preposição, conjunção e interjeição. Destas, 
seis são variáveis, ou seja, sofrem flexão 
quanto ao gênero, número e grau. É o caso do 
pronome. 
 
Os pronomes podem ser: 
Pessoais, possessivos, demonstrativos, 
interrogativos, relativos, indefinidos.. 
 
Além dessa classificação principal, os 
pronomes também podem ser classificados em 
adjetivos e substantivos. O pronome é a palavra 
que substitui ou acompanha um substantivo 
(nome), definindo-lhe os limites de 
significação. Em um texto, os pronomes podem 
atuar como um importante mecanismo de 
coesão 
 
Classificação principal dos pronomes 
 
Pronomes pessoais: subdividem-se em 
pronomes pessoais do caso reto, pronomes 
pessoais oblíquos e pronomes pessoais de 
tratamento; 
 
Pronomes possessivos: indicam relação de 
posse, algo que pertence a uma das pessoas 
do discurso. 
 
São eles: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, 
teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, 
nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas, 
seu, sua, seus, suas; 
 
Pronomes demonstrativos: indicam 
posicionamento, o lugar de um ser em relação 
a uma das três pessoas gramaticais. 
 
São eles: este, esta, estes, estas, isto, esse, 
essa, esses, essas, isso, aquele, aquela, 
aqueles, aquelas, aquilo. Palavras que podem 
atuar como 
 
pronomes demonstrativos: o, a, os, as, 
mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, 
própria, próprios, próprias, tal, tais, semelhante, 
semelhantes; 
 
Pronomes interrogativos: são utilizados para 
interrogar, isto é, para formular perguntas de 
modo direto ou indireto. 
 
São eles: que, quem, qual, quais, quanto, 
quanta, quantos, quantas; 
 
Pronomes relativos: são empregados para 
retomar um substantivo (ou um pronome) 
anterior a eles, substituindo-o no início da 
oração seguinte. 
 
São eles: que, quem, onde, o qual, a qual, os 
quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, 
quanta, quantos, quantas; 
 
Pronomes indefinidos: são aqueles que se 
referem de modo indeterminado, vago, à 
terceira pessoa gramatical. 
 
São eles: alguém, ninguém, outrem, tudo, 
nada, cada, algo, algum, algumas, nenhuns, 
nenhuma, todo, todos, outra, outras, muito, 
muita, pouco, poucos, certo, certa, vários, 
várias, tanto, tantos, quanta, quantas, 
qualquer, quaisquer, bastante, bastantes. 
 
Pronomes adjetivos: sua função é 
acompanhar os substantivos, fazendo o papel 
de um adjetivo ao determinar e modificar o 
substantivo; 
 
Pronomes substantivos: são utilizados para 
substituir o substantivo em uma oração. 
 
É importante ressaltar a importância dos 
pronomes para o processo de construção da 
coesão em um texto. Por meio da coesão é 
estabelecida a relação semântica (relações de 
sentido entre as palavras) entre os elementos 
do discurso, desde que os conectivos, entre 
eles os pronomes,sejam empregados de 
maneira correta, o que possibilitará o 
encadeamento lógico das ideias do texto. 
 
Pronomes Pessoais 
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Os pronomes pessoais são divididos em: do 
caso reto e oblíquo (dentro dos pronomes 
pessoais também estão incluídos os pronomes 
de tratamento.) 
 
Pronomes pessoais são aqueles que designam 
uma das três pessoas do discurso. 
 
Exemplo: Eu fui ao cinema de táxi. (eu = 1ª 
pessoa do discurso) 
 
Subdivisão dos pronomes pessoais: 
 
Do caso reto: função, na frase, como 
sujeito. 
Ex.: Nós fomos ao clube. (nós = sujeito) 
 
Do caso oblíquo: função de complemento 
na frase. 
Ex.: Desculpem-me. (me = objeto) 
 
Os pronomes oblíquos subdividem-se em: 
 
Oblíquos átonos: nunca precedidos de 
preposição: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, 
os, as, lhes. 
 
Ex.: Basta-me a tua gratidão. 
 
Oblíquos tônicos: sempre precedidos de 
preposição: 
 
Preposição: a, de, em, por etc. 
Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, 
elas. 
 
Ex.: Basta a mim a tua gratidão. 
 
Pronomes Pessoais: 
 
 
Pronomes de Tratamento 
 
Nos pronomes pessoais incluem-se os 
pronomes de tratamento. 
 
Pronome de tratamento é aquele com que nos 
referimos às pessoas, de maneira cerimoniosa. 
 
Alguns pronomes de tratamento: 
 
 
Emprego dos pronomes pessoais: 
 
conosco e convosco: são utilizados na forma 
sintética. 
 
Ex.: Quero falar convosco ou Quero falar com 
você. 
 
o, a, os, as, quando precedidos de verbos que 
terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo, la, 
los, las, e os verbos perdem aquelas 
terminações. 
Ex.: Vou pô-la a par da história. (pôr + o) 
 
o, a, os, as, quando precedidos de verbos que 
terminam em –m, -ão, -õe, assumem a forma 
no, na, nos, nas. 
Ex.: Fizeram-no cumprir com o prometido. 
 
nós e vós podem ser empregados em lugar de 
eu e tu em situações de cerimônia ou, no caso 
de nós, por modéstia. 
 
Ex.: Nós, disse o secretário de segurança, 
acabaremos com o crime neste país. 
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(Modéstia) 
 
vossa e sua: vossa cabe à pessoa com quem 
se fala; sua cabe à pessoa de quem se fala. 
 
Ex.: Vossa Excelência queira por favor analisar 
os projetos. (falando com ou para uma 
autoridade) 
 
Ex.: Sua Excelência deverá analisar os 
projetos ainda hoje. (falando de uma 
autoridade) 
 
você e os demais pronomes de tratamento 
comportam-se gramaticalmente como 
pronomes da terceira pessoa. 
 
Ex.: Você comprou o presente errado! 
 
Ex.: Vossa Excelência não precisa incomodar- 
se com a oposição. 
 
Locução pronominal 
 
Locuções pronominais são conjuntos de 
palavras que têm um único sentido e cumprem 
a função de pronome. 
 
Locução pronominal é um conjunto de duas ou 
mais palavras que têm um único sentido e 
cumprem a função de pronome. 
 
As locuções pronominais são um conjunto de 
duas ou mais palavras que cumprem função 
morfológica dos pronomes. 
 
Sabemos que os pronomes são a classe de 
palavras que tem a função de substituir, retomar 
os substantivos nas orações. Eles podem ser 
classificados em pessoais (retos e oblíquos), 
demonstrativos, indefinidos, relativos, 
possessivos, de tratamento e outros. 
 
Assim como os pronomes, também existem 
diversos tipos de locuções, as quais exercem 
diferentes funções morfológicas: Emprego dos 
pronomes relativos 
 
1. Os pronomes relativos virão precedidos de 
preposição se a regência assim determinar. 
Ex.: Este é o pintor a cuja obra me refiro. 
Ex.: Este é o pintor de cuja obra gosto. 
 
2. O pronome relativo quem é empregado 
com referência a pessoas: 
 
Ex.: Não conheço o político de quem você 
falou. 
 
3. O relativo quem pode aparecer sem 
antecedente claro, sendo classificado como 
pronome relativo indefinido. 
 
Ex.: Quem faltou foi advertido. 
 
4. Quando possuir antecedente, o pronome 
relativo quem virá precedido de preposição. 
 
Ex.: Marcelo era o homem a quem ela amava. 
 
5. O pronome relativo que é o de mais largo 
emprego, chamado de relativo universal, pode 
ser empregado com referência a pessoas ou 
coisas, no singular ou no plural. 
 
Ex.: Não conheço o rapaz que saiu. 
Ex.: Gostei muito do vestido que comprei. 
Ex.: Eis os ingredientes de que necessitamos. 
 
6. O pronome relativo que pode ter por 
antecedente o demonstrativo o, a, os, as. 
 
Ex.: Falo o que sinto. (o pronome o equivale a 
aquilo) 
 
7. Quando precedido de preposição 
monossilábica, emprega-se o pronome relativo 
que. Com preposições de mais de uma sílaba, 
usa-se o relativo o qual (e flexões). 
 
Ex.: Aquele é o livro com que trabalho. 
Ex.: Aquela é a senhora para a qual trabalho. 
 
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é 
relativo possessivo equivalente a do qual, de 
que, de quem. Deve concordar com a coisa 
possuída. 
 
Ex.: Apresentaram provas em cuja veracidade 
eu creio. 
 
9. O pronome relativo quanto, quantos e 
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quantas são pronomes relativos quando 
seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou 
todas. 
 
Ex.: Comprou tudo quanto viu. 
 
10. O relativo onde deve ser usado para 
indicar lugar e tem sentido aproximado de em 
que, no qual. 
 
Ex.: Este é o país onde habito. 
 
a) onde é empregado com verbos que não 
dão ideia de movimento. Pode ser usado sem 
antecedente. 
 
Ex.: Sempre morei no país onde nasci. 
 
b) aonde é empregado com verbos que dão 
ideia de movimento e equivale a para onde, 
sendo resultado da combinação da preposição 
a + onde. 
 
Ex.: Voltei àquele lugar aonde minha mãe me 
levava quando criança. 
 
Uso do pronome cujo 
 
O uso do pronome ―cujo‖ se encontra 
submetido a critérios específicos. 
 
A classe gramatical representada pelos 
pronomes se apresenta um tanto quanto 
complexa, dadas as suas subdivisões. Em se 
tratando delas, os conhecimentos que temos 
dos fatos linguísticos nos apontam, quando se 
fala do pronome ―cujo‖, que ele integra a classe 
dos pronomes relativos. Caso queira retomar 
algumas noções acerca desse assunto, acesse 
o texto ―Pronome relativo‖. 
 
Conceitos assim relembrados, partamos rumo 
ao intento de nossa discussão – abordar acerca 
do uso do pronome em questão. Para tanto, a 
primeira consideração a fazer é que tal 
pronome não se encontra tão presente na fala 
quanto na linguagem escrita. Consideremos, 
pois, alguns aspectos expostos a seguir: 
 
* O pronome em estudo somente é utilizado 
no sentido de posse, fazendo referência ao 
termo antecedente e ao substantivo 
subsequente. 
 
Ex.: A garota cujos pais estiveram na reunião 
é a que mais se destaca. 
 
Uma simples análise nos faz inferir que se trata 
dos pais da garota (daí a ideia de posse). 
 
* Não se usa artigo definido entre o referido 
pronome (cujo) e o substantivo subsequente. O 
exemplo a seguir nos aponta tal recorrência: 
 
Ex.: A garota cujos os pais estiveram na 
reunião é a que mais se destaca. Colocação 
inadequada. 
 
Portanto, optemos pela forma correta, sendo 
essa assim demarcada: 
 
Ex.: A garota cujos pais estiveram na reunião 
é a que mais se destaca. 
 
*Esse pronome deve ser expresso antecedido 
de preposição sempre que a regência dos 
termos posteriores exigir. Comprovemos tal 
afirmação por meio de alguns casos 
representativos: 
 
- Aquele é o professor de cuja aula nem todos 
participam. 
 
Analisando a transitividade do verbo participar, 
constatamos que se trata de um verbo transitivo 
indireto, resultando, assim, no uso da 
preposição (de). 
 
- Esta é a professora em cuja capacidade 
todos confiam. 
O verbo confiar também se apresenta como 
transitivo indireto.Quem confia, confia em 
alguém. 
 
- Esta é a professora a cujos trabalhos fizemos 
elogios. 
 
Fizemos elogios aos trabalhos de alguém – 
aos da professora, portanto. 
 
- Aquele é o amigo com cujas ideias não 
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concordo. 
 
Ao concordarmos, concordamos com algo – 
daí a transitividade do verbo em questão 
(concordar com). 
 
- São estes os participantes contra cujas 
ideias sempre lutamos. 
 
Lutamos sempre contra as ideias de alguém, no 
caso, dos participantes. 
 
Outro aspecto, além desses abordados, figura- 
se no fato de o pronome ―cujo‖ se apresentar 
como variável, isto é, ele concorda em gênero 
e número com o subsequente. 
 
Substitutos dos pronomes demonstrativos 
 
Na Língua Portuguesa, além daquelas 
palavras habituais, conhecidas e atribuídas à 
sua respectiva classe, há também outras que 
podem ocupar a mesma posição, atuando, 
assim, como substitutas. Estamos nos referindo 
àquelas representadas por ―tal, mesmo, 
próprio e semelhante‖, que podem atuar como 
pronomes demonstrativos. 
 
Os pronomes demonstrativos são aqueles que 
indicam a posição dos seres em relação às três 
pessoas do discurso. Tal localização pode 
ser definida no tempo, no espaço ou no 
próprio discurso, assim manifestadas: 
1ª pessoa: este, esta, isto; 
 
2ª pessoa: esse, essa, isso; 
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo. 
Dessa forma, vejamos: 
 
 
* A palavra ―tal‖ pode ser considerada sinônima 
dos seguintes pronomes: 
 
Este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela 
e aquilo: 
 
Ex.: Tal surpresa me deixou acanhada. (esta) 
Ex.: Foi inesperada tal atitude, mesmo porque 
não conhecíamos esse seu lado. (aquela) 
 
*No sentido de ―exato, idêntico, em pessoa‖, 
as palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖ atuam como 
pronomes demonstrativos: 
Ex.: Foi a própria professora quem nos deu a 
notícia. (em pessoa) 
 
Ex.: Foi nesse mesmo lugar que nos 
encontramos pela primeira vez. (exato) 
 
*A palavra ―semelhante‖ pode atuar como 
demonstrativo de identidade: 
 
Ex.: Você foi corajoso em proferir semelhante 
palavra. 
 
 
O pronome ―todo‖ deve ou não vir 
acompanhado de artigo? 
 
O pronome ―todo‖ pode surgir nas orações 
precedido ou sucedido do artigo definido ―o‖, 
gerando efeitos de sentido distintos nos 
enunciados. 
 
O pronome ―todo‖, quando acompanhado ou 
não de artigo, exerce diferentes funções no 
interior das orações. 
 
A Gramática reconhece diversas classificações 
à palavra ―TODO‖, já que ela pode exercer 
diversas funções sintáticas e classificações 
morfológicas no interior das orações (adjetivo, 
advérbio, pronome indefinido e substantivo). 
Desse modo, como a palavra ―TODO‖ exerce 
distintas funções, ela também apresenta 
diferenciação semântica e gera diferentes 
efeitos de sentido nos enunciados. 
 
Vejamos como isso acontece se observarmos 
as distintas funções e efeitos causados pelas 
formas: 
 
―TODO e TODO O”, “TODA e TODA A‖ 
 
Primeiro, observe que aquilo que diferencia 
essas formas é o uso ou omissão dos artigos 
definidos (―O” e “A‖). 
 
• TODO = qualquer 
• TODO O = inteiro 
 
Agora, leia as orações a seguir e reflita a 
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respeito dos efeitos de sentido causados pelo 
pronome ―TODO‖: 
Ex.: Pensei em Clara durante todo o dia. 
Ex.: Penso em Clara todo dia. 
 
Ao analisá-las, é possível perceber que: 
 
• Na primeira oração, o artigo definido ―O‖, que 
sucede o pronome ―todos‖, sugere a ideia de 
que o sujeito pensou em Clara durante apenas 
aquele dia especificamente. Podemos dizer 
também que o sujeito pensou em Clara apenas 
no período diurno. Assim, atribui-se ao pronome 
―TODO‖ o significado de "qualquer". 
 
• Já na segunda oração, o pronome ―TODO‖ 
não aparece nem precedido e nem sucedido 
do artigo definido ―O‖, e essa ausência gera um 
efeito de sentido distinto da oração anterior. 
 
Observe que, nessa oração, o sujeito pensa em 
Clara todo dia, ou seja, constantemente. Caso 
o falante deseje pronunciar a oração no plural, 
gerando o mesmo efeito de sentido, deverá 
acrescentar o artigo definido também no plural 
―OS‖: ―Penso em Clara todos os dias‖. Assim, 
atribui-se a ―TODO O‖ o significado de "inteiro". 
 
Leia e observe esses mesmos efeitos de 
sentido causados pela palavra ―TODO‖ em 
outras orações: 
 
Ex.: Todo mundo contava com sua participação 
no evento. 
Note que o contexto revela que se trata das 
pessoas em geral, constituintes de um grupo 
específico. 
 
Ex.: A violência está espalhada por todo o 
mundo. 
Note que aqui o contexto nos revela que se 
trata de um problema que assola o mundo 
inteiro. 
 
Vejamos alguns casos particulares: 
 
a) O pronome indefinido será usado sem o 
artigo quando houver um nome em função 
predicativa: 
 
• Tinha dois empregos, todos temporários. 
b) O pronome indefinido plural ―TODOS‖ será 
sucedido de artigo definido plural se o numeral 
vier seguido de substantivo. 
 
• Todos os nove deputados foram indiciados. 
 
c) Quando cumpre a função de advérbio e 
sugerir o sentido de ―completamente‖, a 
palavra ―TODO‖ será flexionada como se 
fosse adjetivo, ou seja, em gênero, grau e 
número: 
 
• A cidade estava toda maravilhada. 
• Os operários caminhavam todos felizes. 
Peculiaridades relativas ao emprego de alguns 
pronomes 
 
Pronominais 
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro 
Oswald de 
Andrade 
 
Traços de cunho ideológico à parte, focaremos 
nossa atenção no primeiro verso da primeira 
estrofe e no último da segunda. Tais excertos, 
quando comparados mediante a linguagem 
coloquial e a padrão, nos conduzem à ideia de 
que somos compelidos a seguir um sistema 
convencional, pré-determinado pela norma 
culta que rege a linguagem. Nada implicaria na 
alteração de sentido se optássemos por utilizar 
o segundo exemplo, mas o fato é que este não 
se adéqua à modalidade culta. 
 
O exemplo foi somente para ilustrar uma 
recorrente prática no que se refere ao emprego 
inadequado de alguns pronomes, assim como 
tantas outras ocorrências, todas concernentes 
à classe em questão. Assim, no intuito de 
familiarizarmo-nos com o assunto, 
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sobretudo no sentido de constatarmos alguns 
―desvios‖ e, consequentemente, colocarmos 
em prática os conhecimentos adquiridos, 
analisemos: 
 
Ex.: Desejamos uma sociedade onde prevaleça 
mais igualdade e menos injustiça X Desejamos 
uma sociedade na qual prevaleça mais 
igualdade e menos injustiça. 
 
O termo ―onde‖ não se adapta ao discurso, 
visto que , sintaticamente falando, ele exerce a 
função de adjunto adverbial de lugar. Portanto, 
o correto é optarmos pela segunda alternativa, 
pois o pronome relativo ―na qual‖ cumpre suas 
reais funções, ou seja, a de substituir seu 
antecedente (o substantivo ―sociedade‖). 
 
Ex.: Márcia penteou seus cabelos X Márcia 
penteou os cabelos. 
 
O emprego do pronome possessivo implica tão 
somente em uma redundância, haja vista que a 
ideia de posse já está explícita, pois os cabelos 
pertencem ao praticante da ação (no caso, 
Márcia). Assim sendo, o correto é utilizarmos a 
segunda opção. 
 
Ex.: Este é seu amigo X Esse é seu amigo. 
 
Temos que o pronome demonstrativo ―este‖ 
indica algo que está próximo à pessoa que fala, 
e o pronome ―esse‖, próximo à pessoa com 
quem se fala. Logo, o correto é dizermos: 
 
Ex.: Esse é seu amigo. 
 
Ouso da expressão o (a) mesmo (a) em 
detrimento ao emprego de um pronome: 
 
Ex.: Não toque neste aparelho, pois o mesmo 
está com defeito X Não toque neste parelho, 
pois ele está com defeito. 
 
O uso da expressão o (a) mesmo (a) em 
detrimento ao emprego de um pronome é 
considerada errônea, visto que nesse caso o 
ideal é optarmos por utilizá-lo, pois assim 
estabeleceríamos a correta atribuição, 
constatando-se como verdadeira a segunda 
alternativa. 
Ex.: Eu o amo X Eu lhe amo 
 
Este caso é um típico exemplo relacionado à 
transitividade verbal, uma vez que o emprego 
do pronome está a ela associada. De tal modo, 
o verbo amar classifica-se como transitivo 
direto, pois quando amamos, amamos alguém, 
sem o uso da preposição. Certo é dizermos: Eu 
o amo. 
 
Ex.: Isto é para eu fazer X Isto é para mim fazer 
 
Quando analisada, a oração nos revela que 
―eu‖ é o sujeito desta, e se encontra anteposto 
a um verbo no infinitivo. Logo, o pronome 
oblíquo não funciona como sujeito, e sim como 
complemento, como por exemplo: As 
encomendas foram entregues para mim. 
Portanto, tem-se como correta a expressão: 
Ex.: Isto é para eu fazer. 
 
Pronomes demonstrativos de reforço 
 
Os pronomes demonstrativos de reforço são 
representados por alguns advérbios e pelas 
palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖ 
 
Os recursos que a Língua Portuguesa nos 
disponibiliza são variados, tendo em vista as 
intenções a que se prestam determinadas 
circunstâncias comunicativas. Dessa forma, 
quando a intenção do emissor é a de reforçar 
uma ideia, recorremos a tais recursos. 
 
Aqui falaremos dos pronomes demonstrativos 
de reforço. Por vezes precisamos enfatizar 
uma situação, uma pessoa ou coisa e, para 
tanto, dispomos de algumas palavras, sendo 
elas retratadas por: 
 
* Advérbios ―aqui, aí, ali, cá, lá, acolá‖: 
 
Ex.: Pegue outro livro para você, pois este 
aqui já é meu. 
 
Ex.: Aquele lá!? Não acredito que possa me 
ajudar. 
 
Ex.: Esse aí não deixa de comparecer jamais 
às reuniões. 
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* As palavras ―mesmo‖ e ―próprio‖: 
- O morador do segundo andar? 
- Ele próprio. 
Foi isso mesmo que fiz, pois deveria agir 
rápido. 
- Foi ele quem apresentou o projeto? 
- Ele mesmo. Recém-chegado e já está se 
destacando bastante. 
 
*O pronome ―outro‖, que possibilita algumas 
aglutinações, tais como ―estoutro, essoutro e 
aqueloutro‖ – evitadas, porém, no português 
contemporâneo. Apesar de não serem 
utilizadas, podemos constatar um exemplo: 
 
Este é o amigo de quem você falava? 
Não, é ―aqueloutro‖ ali. 
 
Pronomes Indefinidos e Interrogativos 
 
Os pronomes indefinidos são aqueles que se 
referem à terceira pessoa do discurso de forma 
vaga, imprecisa e genérica. 
 
Alguém deixou o cachorro fugir. 
 
Pronomes Indefinidos 
 
substantivo, adjetivo, numeral, pronome, 
verbo, advérbio, preposição, conjunção e 
interjeição. 
 
Observe: 
 
Locução pronominal 
 
As locuções pronominais são formadas por 
duas ou mais palavras que exercem a função 
de pronome. Veja alguns exemplos: 
 
✓ nós mesmos 
✓ aquela outra 
✓ quem (o) quer que (seja) 
✓ o qual 
✓ em que 
✓ cada um 
✓ cada qual 
✓ seja quem for 
✓ seja qual for 
Pronome Relativo 
 
Um pronome relativo pode ser variável ou 
invariável, ele tem a função de substituir um 
termo da oração anterior e estabelecer relação 
entre duas orações. 
 
Publicado por: Marina Cabral em Pronomes 
 
Pronome relativo é uma classe de pronomes 
que substituem um termo da oração anterior e 
estabelece relação entre duas orações. 
 
Ex.: Nós conhecemos o professor. O 
professor morreu. 
 
Ex.: Nós conhecemos o professor que morreu. 
 
Como se pode perceber, o que, nessa frase, 
está substituindo o termo professor e está 
relacionando a segunda oração com a 
primeira. 
 
Os pronomes relativos são os seguintes: 
Variáveis Invariáveis 
(referem-se a 
coisas) 
Algum, alguma, alguns, 
algumas 
algo 
Nenhum, nenhuma Tudo 
Nenhuns, nenhumas 
Todo, toda, todos, todas Nada 
Outro, outra, outros, 
outras 
Muito, muita, muitos, 
muitas 
(referem-se a 
pessoas) 
Pouco, pouca, poucos, 
poucas 
Quem 
Certo, certa, certos, 
certas 
Alguém 
Vário, vária, vários, Ninguém 
 
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várias 
Quanto, quanta, 
quantos, quantas 
Outrem 
Tanto, tanta, tantos, 
tantas 
Qualquer, quaisquer 
(referem-se a 
coisas e pessoas) 
Qual, quais Cada 
Um, uma, uns, umas Que 
 
Os pronomes indefinidos também podem 
aparecer sob a forma de locução pronominal: 
 
Cada qual, quem quer que, qualquer um, todo 
aquele que, tudo o mais 
 
Emprego dos pronomes indefinidos 
 
O indefinido algum, posposto ao substantivo 
assume sentido negativo. 
 
Ex.: Motivo algum me fará desistir de você. 
(negativo) 
 
O indefinido cada não deve ser utilizado 
desacompanhado de substantivo ou numeral. 
 
Ex.: Ganhamos duas casas cada um. 
 
O indefinido certo, antes de substantivo é 
pronome indefinido, depois do substantivo é 
adjetivo. 
 
Ex.: Não compreendi certas pessoas. 
(pronome indefinido) 
 
Ex.: Escolheu a pessoa certa para casar. 
(adjetivo) 
 
O indefinido todo e toda (singular), quando 
desacompanhados de artigo, significam 
qualquer. 
 
Ex.: Todo homem é desonesto. (Qualquer 
homem) 
Quando acompanhados de artigo dão ideia de 
totalidade. 
 
Ex.: Ela comeu toda a pizza. 
 
Qualquer (plural = quaisquer): Vieram pessoas 
de quaisquer origens. 
 
Pronomes Interrogativos 
 
É um tipo de pronome indefinido com que se 
introduzem frases interrogativas (diretas ou 
indiretas). 
 
Variáveis Invariáveis 
Qual, 
quanto 
Quem que 
 
Ex.: Quantos irão viajar nas férias? (direta) 
 
Ex.: Quero saber quantos irão viajar nas férias. 
(indireta) 
 
 
Um estudo acerca dos pronomes ―este‖, 
―esse‖ e ―aquele‖ 
 
Os pronomes em questão representam uma 
das subdivisões da referida classe – assim 
caracterizados de demonstrativos. De acordo 
com a função desempenhada, estes têm por 
finalidade indicar a posição dos seres no tempo 
ou no espaço, tendo as três pessoas do discurso 
(1ª, 2ª e 3ª) como referência. Diante disso, 
observemo-los: 
 
 
Vejamos agora a maneira pela qual os 
empregamos em relação ao espaço: 
 
*Os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam o 
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ser ou objeto que estão próximos à pessoa que 
fala. Portanto, são usados em relação aos 
pronomes representados por ―eu, mim, comigo, 
meu e minha‖. 
 
Ex.: Esta linda caneta é uma relíquia. (Esta 
linda caneta que está comigo) 
 
* Os pronomes esse(s), essa(s) e isso indicam 
o ser/objeto que estão próximos à pessoa com 
quem se fala. Relacionam-se, por 
conseguinte, aos pronomes ―tu, te, contigo, 
você, teu, tua, seu, sua‖. 
 
Ex.: Nossa! Esse vestido é lindo. (Esse vestido 
que está contigo) 
 
* Os pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo 
indicam o ser/objeto que estão longe tanto da 
pessoa que fala quanto da pessoa que ouve, 
relacionando-se aos advérbios ali ou lá. 
Ex.: Aquela garota é muito estudiosa (Aquela 
que lá está) 
 
* Em relação ao tempo, empregamo-los: 
 
a) os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam 
o tempo presente em relação à pessoa que os 
emite. Exemplo: 
Ex.: Este momento de confraternização é 
inesquecível. 
 
b) Os pronomes esse(s), essa(s) e isso 
indicam o tempo passado ou futuro 
relativamente próximos ao momento da 
emissão. 
 
Ex.: Os momentos em que todos se abraçaram 
durante a confraternização... esse foi para mim 
o mais belo de todos. 
 
c) Os pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo 
indicam um tempo distante emrelação ao 
momento em que são proferidos. 
 
Ex.: Há anos não saímos juntos! Aqueles 
tempos só nos deixaram saudades. 
 
* Analisando-os em relação à fala e à escrita: 
 
a) Os pronomes este(s), esta(s) e isto indicam 
algo que ainda será dito ou escrito. 
Ex.: Os temas abordados durante a pesquisa 
serão estes: meio ambiente e segurança. 
 
b) Os pronomes esse(s), essa(s) e isso 
indicam algo que já foi falado ou escrito. 
Exemplo: 
Ex.: Elaboração do plano anual: foi esse o 
assunto discutivo na reunião. 
 
c) Os pronomes este e aquele se relacionam 
a elementos já mencionados na fala ou na 
escrita, sendo que aquele indica o mais 
distante, e este, o mais próximo. 
 
Ex.: Na sala de aula há dois alunos que se 
destacam – Pedro e Marcos. Este por seu jeito 
extrovertido, e aquele pelo seu jeito educado. 
 
O (s) e a (s) como demonstrativos 
 
Os pronomes o (s) e a (s), na qualidade de 
pronomes substantivos, atuam também como 
demonstrativos 
 
Os pronomes o (s) e a (s) integram a classe dos 
pronomes oblíquos. Contudo, indo além dos 
fatos gramaticais, constatamos que esses 
mesmos pronomes, na qualidade de 
pronomes substantivos, podem, também, 
ocupar o lugar de demonstrativos. Assim, para 
que possamos nos inteirar acerca das 
peculiaridades que norteiam o assunto em 
questão, relembremos, pois, o conceito de 
pronomes substantivos. 
 
Tais pronomes representam aqueles que 
substituem o substantivo, de modo a fazer com 
que o discurso não se torne repetitivo. Assim 
sendo, certifiquemo-nos de algumas situações 
nas quais se evidencia a ocorrência linguística 
posta em discussão: 
 
* Nos casos em que eles aparecem 
determinados por uma oração ou, em casos 
raros, por uma expressão adjetiva, denotando 
o sentido de ―aquele (s), aquela (s) e aquilo‖. 
 
Analisemos o seguinte enunciado: 
 
O bom filho obedece aos pais. O que não 
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possui uma estrutura familiar fica à mercê do 
próprio destino. 
 
Há de se constatar que o pronome ―o‖, que se 
encontra em destaque, além de poder ser 
substituído por ―aquele‖, ainda apresenta uma 
função substantiva, substituindo o vocábulo 
―filho‖ –classificado como um substantivo. 
 
* Nos casos em que os pronomes o (s) e a (s), 
podendo ser substituídos por ―isto, isso e 
aquilo‖, exercem as funções sintáticas de objeto 
direto ou predicativo, fazendo referência a um 
substantivo, adjetivo, ao sentido geral de uma 
frase ou a um termo dela. Vejamos outros 
exemplos: 
Não pense que o anúncio não era 
importante, pois o era. 
A ideia que tinhas a meu respeito, conhecia-a 
de longos tempos. 
 
Colocação pronominal 
 
A colocação pronominal faz referência à 
posição dos pronomes pessoais oblíquos 
átonos em relação ao verbo. 
 
Os pronomes pessoais oblíquos átonos são: 
me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos. 
 
O pronome pode estar em três posições 
distintas em relação ao verbo: 
- Próclise 
- Mesóclise 
- Ênclise 
 
No momento da escrita é natural que surjam 
alguns questionamentos quanto ao emprego 
correto de certas expressões, entre elas o 
emprego dos pronomes oblíquos átonos: o, a, 
me, te, se, lhe. 
 
Várias vezes nos deparamos com as 
modalidades de escrita: 
 
―Vou lhe dizer que estou muito feliz/ ―Vou 
dizer-lhe que estou muito feliz. 
 
Mas qual delas é a correta? 
 
Em razão dessas e outras ocorrências é que a 
partir de agora conheceremos um pouco mais 
sobre essas particularidades que fazem parte 
da linguagem formal, e que, via de regra, 
precisam ser apreendidas por todos nós, 
principalmente quando se trata da escrita. 
 
A colocação correta desses pronomes em 
relação ao verbo faz parte da tríade 
denominada próclise (o pronome vem antes do 
verbo), mesóclise (vem no meio) e ênclise (vem 
depois do verbo). A princípio parece ser uma 
nomenclatura complicada, não é mesmo? Mas 
depois que as conhecermos, tudo se 
esclarecerá. Então, vamos lá! 
 
A próclise ocorre mediante os seguintes casos: 
 
 
Com os advérbios de maneira geral: 
 
Ex.: Aqui se cultiva a paz e a harmonia. 
Ex.: Talvez lhe traga a encomenda que pediu. 
Ex.: Não se preocupe, tudo vai dar certo. 
Com os pronomes substantivos: 
Ex.: Todos te ajudarão nesta importante 
tarefa. 
Ex.: Aquilo me deixou estarrecida. 
Com os pronomes relativos: 
Ex.: Os policiais estão à procura do rapaz que 
se evadiu do local. 
Ex.: O pátio é o lugar onde me sinto à 
vontade. 
Com as conjunções subordinativas: 
 
Ex.: Farei isso se me for útil. 
Ex.: É necessário que o leve à festa. 
 
Com a preposição seguida de gerúndio: 
Ex.: Em se tratando de saúde, toda cautela é 
pouco. 
 
Em frases exclamativas e interrogativas: 
 
Ex.: Quanto me custou ter que partir agora! 
Ex.: Quanto lhe devo por este pedido? 
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Em frases optativas (que expressam desejos, 
previsões): 
 
Ex.: Que o futuro lhe traga sucesso. 
Ex.: Que Deus o abençoe. 
 
A mesóclise, embora não seja muito usual, 
somente ocorre com os verbos conjugados no 
futuro do presente e do pretérito. 
 
Ex.: Comemorar-se-ia o aniversário se todos 
estivessem presentes. 
Ex.: Planejar-se-ão todos os gastos referentes 
a este ano. 
 
A ênclise, que tem incidência nos seguintes 
casos: 
 
Em frase iniciada por verbo, desde que não 
esteja no futuro: 
Ex.: Vou dizer-lhe que estou muito feliz. 
Ex.: Pretendeu-se desvendar todo aquele 
mistério. 
 
Nas orações reduzidas de infinitivo: 
Ex.: Convém contar-lhe tudo sobre o 
acontecido. 
 
Nas orações reduzidas de gerúndio: 
Ex.: O diretor apareceu avisando-lhe sobre o 
início das avaliações. 
 
Nas frases imperativas afirmativas: 
Ex.: Senhor, atenda-me, por favor! 
 
 
 
Pronomes Reflexivos e Recíprocos 
 
Tanto os pronomes reflexivos, 
quanto os recíprocos, são representados pelos 
pronomes pessoais do caso oblíquo, sendo 
esses utilizados na função de complemento: 
quando átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, 
os, as, lhes) se apresentam sem preposição, e 
quando tônicos (mim, ti, si, ela, ele, nós, vós, 
eles, elas), com preposição. 
 
Assim, munidos dessa percepção 
elementar, sigamos com nossa 
discussão acerca das circunstâncias 
linguísticas em que tais pronomes se 
apresentam ora como reflexivos, ora como 
recíprocos. 
 
* As formas átonas ―me, nos, te, vos e se‖ 
podem ser utilizadas no sentido de indicar que 
a ação praticada pelo sujeito reflete nele 
mesmo, ou seja, é voltada para ele próprio. 
Assim, mediante tal ocorrência, afirmamos que 
os pronomes assumem a condição de 
pronomes reflexivos. Confirmemos tal 
afirmação, pois, por meio dos exemplos em 
questão: 
 
Ex.: Diante destas ações, tu te condenas cada 
vez mais. 
Ex.: A garota atirou-se nos braços do pai, 
quando o viu. 
 
* As formas tônicas ―si e consigo‖ atuam 
também como reflexivas. Vejamos alguns 
casos que as representam: 
 
Ex.: Ele parece ser bastante egoísta, pois quer 
tudo para si. 
Ex.: Onde quer que esteja, sempre leva 
consigo lembranças do passado. 
 
Em se tratando de tais formas é sempre bom 
estarmos atentos a alguns detalhes, visto que 
em algumas circunstâncias elas são utilizadas 
de forma incorreta, contrariando, assim, o 
padrão formal da linguagem. Observemo-las: 
 
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em si. 
(situação inadequada) 
No intuito de reformularmos o discurso, 
obtemos: 
 
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em você. 
Ou ainda: 
Ex.: Caro amigo, sempre confiei em ti. 
O meu desejo é viajar consigo 
para o exterior. (situação inadequada) 
 
Reformulando, temos: 
 
Ex.: O meu desejo é viajar contigo para o 
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Ou também: 
outro. 
OU 
Ex.: O meu desejo é viajar com você para o 
exterior. 
 
* Em algumas circunstâncias, os pronomes 
―nos, vos e se‖, quando utilizados, denotam a 
ocorrência de que houve uma ação trocada 
entre os elementos do sujeito. Quando isso 
ocorre dizemos que os pronomes assumiram a 
condição de pronomes recíprocos. Atenhamo- 
nos aos casos que seguem: 
 
Ex.: Pedro e Paulo se acusavam diariamente 
pelo mau andamento dos negócios na 
empresa. 
 
Ex.: Após o ocorrido, eu e ela nos 
cumprimentamos. 
 
Alguns detalhes se consideram como 
relevantes, em se tratando desses últimos 
pronomes, haja vista que, pelo fato de serem 
idênticos às pessoas do pronome reflexivo e do 
recíproco, pode ser que haja traços de 
ambiguidade nos casos do sujeito plural. Assim 
sendo, temos que nos valer de alguns recursos, 
de modo a evitar que tal desvio aconteça. Para 
tanto, temos como base os exemplos abaixo: 
 
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se. 
 
Por meio de tal discurso podemos inferir que 
ambas as pessoas do sujeito cometeram um 
engano; ou pode ser que Pedro enganou 
Beatriz e essa a Pedro. Eis os recursos: 
 
* No sentido de marcar a ação 
reflexiva é recomendável acrescentar-lhes, 
conforme a pessoa: a mim mesmo, a ti mesmo, 
a si mesmo, entre outras: 
 
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram a si mesmos. 
 
* No sentido de demarcar a ação recíproca, 
torna-se conveniente acrescentar-lhes uma 
expressão pronominal, representada por ―um 
ao outro, uns aos outros, entre si‖: 
 
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se um ao 
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se entre si. 
 
Ou também fazendo uso dos advérbios 
―reciprocamente ou mutuamente‖: 
 
Ex.: Pedro e Beatriz enganaram-se 
mutuamente. 
 
MORFOLOGIA 
 
Classes Gramaticais Invariáveis 
 
ADVÉRBIO 
 
Os advérbios e as locuções adverbiais são 
classificados de acordo com a circunstância que 
expressam em: 
 
Afirmação: sim, certamente, efetivamente, 
realmente, sem dúvida, com certeza. 
Dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, 
provavelmente. 
Intensidade: muito, pouco, bastante, demais, 
menos, tão. 
Lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo, 
acima, 
dentro, fora, além, adiante, à direita, à 
esquerda. 
Tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde, 
sempre, nunca, de manhã, de repente. 
Modo: assim, bem, mal, depressa, devagar, 
calmamente, afobadamente, alegremente, à 
vontade, ao léu. 
Negação: não, tampouco, de maneira alguma. 
 
EMPREGO DOS ADVÉRBIOS 
 
1. Quando se coordenam vários advérbios 
terminados em -mente, pode-se usar esse 
sufixo apenas no último: 
 
Ex.: Estava dormindo calma, tranquila 
sossegadamente. 
 
2. Antes de particípios não se devem usar as 
formas irregulares do comparativo de 
superioridade (melhor, pior), e sim as formas 
analíticas (mais bem, mais mal): 
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Ex.: Aquelas alunas estavam mais bem 
preparadas que as outras. 
 
3. Na linguagem popular, é comum o advérbio 
receber sufixo diminutivo. Nesses casos, o 
sufixo não adquire valor propriamente 
diminutivo, e sim superlativo: 
 
Ex.: Ele chegou cedinho. (muito cedo) 
Moro pertinho de você. (bem perto) 
4. Ainda na linguagem popular, é comum a 
repetição do advérbio a fim de intensificá-lo: 
Ex.: Devo chegar cedo, cedo. 
Parto logo, logo. 
 
PREPOSIÇÃO 
 
 
EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES: 
 
1. As preposições podem assumir inúmeros 
valores semânticos: 
 
Meio – Chegou de ônibus. 
Origem – Voltou de Alagoas. 
Companhia – Saiu com os amigos. 
Falta ou ausência – Vivia sem dinheiro. 
Finalidade – Discursava para convencer. 
Lugar – Morava em uma praia distante. 
Causa – Morreu de fome. 
Matéria – Usava um chapéu de palha 
Posse – O carro de Paulo é antigo. 
Assunto – Conversavam sobre futebol. 
 
2. Algumas preposições podem aparecer 
unidas a outras palavras. Quando na junção da 
preposição com outra palavra não houver perda 
de elemento fonético, teremos combinação. 
Caso haja alteração fonética, teremos 
contração. 
Combinação: 
 
ao (a + o) aos (a + os) aonde (a + onde) 
 
Contração: 
 
do (de + o) dum (de + um) 
desta (de + esta) no (em + o) 
num (em + um) neste (em + este) 
3. A preposição a pode se fundir com um 
artigo a (ou as). Essa fusão é indicada pelo 
acento grave (`) e recebe o nome de crase. 
Ex.: Vou à escola. (Vou a + a escola.) 
Fizeram referência às colegas. (Fizeram 
referência a + as colegas.) 
 
4. Na linguagem formal culta, não se deve 
fazer a contração da preposição de com o artigo 
que encabeça o sujeito de um verbo. 
 
Ex.: Está na hora de a onça beber água. (e não: 
Está na hora da onça beber água.) 
 
 
CONJUNÇÃO 
 
As conjunções, assim como as locuções 
conjuntivas, classificam-se em coordenativas e 
subordinativas. 
 
As conjunções coordenativas subdividem-se 
em: 
 
* Aditivas (indicam soma, adição): e, nem, 
mas, também, mas ainda. 
* Adversativas (indicam oposição, 
contraste): mas, porém, todavia, contudo, 
entretanto. 
* Alternativas (indicam alternância, 
escolha): ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer. 
* Conclusivas (indicam conclusão): pois 
(posposto ao verbo), logo, portanto, então. 
* Explicativas (indicam explicação): pois 
(anteposto ao verbo), porque, que. 
 
 
As conjunções subordinativas subdividem-se 
em: 
* Causais: (exprimem causa, motivo): 
porque, visto que, já que, uma vez que, como 
etc. 
* Condicionais: (exprimem condição): se, 
caso, contanto que, desde que etc. 
* Consecutivas: (exprimem resultado, 
consequência): que (precedido de tão, tal, 
tanto), de modo que, de maneira que etc. 
* Comparativas: (exprimem comparação): 
como que (precedido de mais ou menos) etc. 
* Conformativas: (exprimem 
conformidade): como, conforme, segundo etc. 
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* Concessivas: (exprimem concessão): 
embora, se bem que, ainda que, mesmo que, 
conquanto etc. 
* Temporais: (exprimem tempo): quando, 
enquanto, logo que, desde que, assim que etc. 
* Finais: (exprimem finalidade): a fim de 
que, para que, que etc. 
* Proporcionais: (exprimem proporção): à 
proporção que, à medida que etc. 
* Integrantes: que, se (quando iniciam 
oração subordinada substantiva). 
 
Observação: Assim como ocorre com as 
preposições, é o contexto que determina o tipo 
de relação estabelecida pela conjunção (ou 
locução conjuntiva), pois uma mesma 
conjunção (ou locução conjuntiva) pode 
estabelecer relações diferentes entre orações. 
 
Exemplos: 
Você irá bem na prova desde que estude. (A 
locução conjuntiva desde que está 
estabelecendo relação de condição.) 
Não para de falar desde que a aula começou. 
(A locução conjuntiva desde que está 
estabelecendo relação de tempo.) 
Gritou tanto que ficou rouco. (A conjunção que 
está estabelecendo relação de consequência.) 
Ele gritou mais que eu. (A conjunção que está 
estabelecendo relação de comparação.) 
 
INTERJEIÇÃO 
 
Interjeição é a palavra invariável por meio da 
qual exprimimos sentimentos e emoções 
variados. 
 
Alegria: ah!, oh!, oba! 
Advertência: cuidado!, atenção! 
Alívio: ufa!, arre! 
Animação: coragem!, avante!, eia! 
Desejo: Oxalá!, tomara! 
Dor: ai!, ui! 
Espanto: oh!, chi!, ué!, barbaridade!, uai! 
Impaciência: hum!, hem! 
Invocação: ô!, alô!, olá! 
Silêncio: psiu!, silêncio! 
 
Quando a interjeição é expressa por mais de 
um vocábulo, recebe o nome de locução 
interjetiva. 
Ex.: Ora bolas! / puxa vida! / se Deus quiser! 
VERBO 
 
Verbos são as palavras da língua portuguesa 
que mais possuem flexões, e são justamente 
essas flexões que os caracterizam como 
verbos. Diferente do que muitos pensam, 
verbos não se referem apenas a ações, mas 
também a fenômenos naturais, caráter de 
estado, desejo e ocorrências. Suas flexões são 
em número, pessoa, modo, tempo e voz. Os 
verbossão considerados as palavras mais 
importantes para a construção de uma 
mensagem, frase, ideia escrita ou oral. 
Conhecer e saber conjugar verbos é o requisito 
mais importante para se ter uma escrita ou 
oralidade boa na língua portuguesa. 
 
ESTRUTURA 
 
O verbo possui uma estrutura morfológica 
composta por apenas três morfemas: radical, 
vogal temática e desinência. São estruturas 
básicas que não existem apenas no verbo. 
Estes morfemas já foram explicados de modo 
geral aqui no site, na página de morfologia, 
porém agora daremos uma atenção maior aos 
verbos. 
 
• Radical – É a parte da palavra que 
carrega seu significado e que não é mutável, na 
maioria das vezes. 
• Vogal temática – Existem três vogais 
temáticas, e a função delas é a ligação do 
radical com a desinência. O radical e a vogal 
temática juntos formam o tema. 
• Desinências – Morfemas adicionados ao 
tema para caracterizar as flexões do verbo. 
Existem desinências verbais modo-temporais e 
número-pessoais. 
 
Exemplo: Na palavra brigávamos, podemos 
identificar a seguinte divisão: 
 
• brigá é o tema, junção do radical brig com a 
vogal temática á; 
• va é a desinência verbal modo-temporal; 
• mos é a desinência verbal número-pessoal. 
 
As três vogais temáticas dividem os verbos em 
três grupos de conjugação: 
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• Verbos de primeira conjugação: São 
aqueles com a vogal temática ―a‖. 
 
Exemplos: levantar, jantar, ventar, guiar. 
 
• Verbos de segunda conjugação: São 
aqueles com a vogal temática ―e‖. 
 
Exemplos: beber, escrever, conhecer, 
anoitecer. 
 
• Verbos de terceira conjugação: São 
aqueles com a vogal temática ―i‖. 
 
Exemplos: dormir, fugir, construir, traduzir. 
 
O verbo ―pôr‖ e seus derivados ―compor‖, 
―dispor‖, ―depor‖ etc, são considerados verbos 
de segunda conjugação. Isso se dá graças à 
derivação arcaica da palavra latina ponere 
para o português ―poer‖. 
mantendo o mesmo número e modificando 
apenas a pessoa, a conjugação muda. O 
número varia entre singular e plural, e para 
cada um existem 3 pessoas: primeira, segunda 
e terceira. Cada uma dessas pessoas é 
representada por um pronome pessoal. 
 
 
O pronome ―tu‖ é usado em apenas algumas 
regiões do Brasil; no restante do País, para 
tratar da segunda pessoa é comum usarmos 
―você‖. Este pronome, porém, usa a 
conjugação do verbo como se fosse terceira 
pessoa. As conjugações de número e pessoa 
poderão ser vistas nas tabelas dos paradigmas. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
 
Existem padrões de flexões para cada tipo de 
conjugação de verbos. Estes padrões são 
chamados de paradigmas. Os verbos podem 
ser classificados de acordo com o seu 
comportamento em relação ao paradigma de 
sua conjugação, podendo ser: 
 
• Regulares – Seguem o paradigma de 
conjugação. 
• Irregulares – Não seguem o paradigma 
de conjugação, apresentam irregularidades nos 
radicais ou nas terminações. 
• Anômalos: Verbos irregulares que têm 
variações em seu radical. 
• Defectivos: Não são conjugados em 
algum tempo, modo ou pessoa. 
• Abundantes: Conjugam-se de mais de 
uma forma em algum tempo, modo, número ou 
pessoa. 
FLEXÃO DO VERBO POR PESSOA E 
NÚMERO 
 
Os verbos são flexionados por pessoa e 
número simultaneamente, pois as desinências 
que os representam são conjuntas. Mesmo 
FLEXÃO DO VERBO POR TEMPO E MODO 
 
Tempo e modo estão associados no verbo, 
assim como número e pessoa: caso um mude, 
é preciso mudar a conjunção mesmo que o 
outro se mantenha. Os verbos podem estar em 
três tempos: pretérito (ou passado), presente e 
futuro. Tanto pretérito quanto futuro possuem 
subdivisões. O pretérito pode ser perfeito, 
imperfeito ou mais-que-perfeito. O futuro pode 
ser do presente ou do pretérito. 
Três também são as flexões de modo: 
indicativo, quando se tem certeza sobre o que é 
passado; subjuntivo, quando não há essa 
certeza; e imperativo, quando se quer expressar 
ordem, desejo ou pedido. Cada um dos modos 
verbais possui uma certa quantidade de 
tempos, como podemos ver em: 
 
MODO INDICATIVO 
 
Pretérito 
Perfeito 
Imperfeito 
Mais-que-perfeito 
Presente 
Futuro 
Singular Plural 
Eu Nós 
Tu Vós 
Ele/Ela Eles/Elas 
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Do pretérito 
Do Presente 
 
MODO SUBJUNTIVO 
 
Pretérito Imperfeito 
Presente 
Futuro 
 
MODO IMPERATIVO 
Presente 
Airmativo 
Negativo 
 
 
Os tempos vistos acima são os chamados 
tempos simples. Exemplos de conjunção estão 
nas tabelas de paradigmas dos verbos 
regulares. 
 
Além dos modos e tempos acima, os verbos 
também possuem mais três formas nominais, 
podendo se comportar como adjetivos, 
advérbios ou substantivos. As formas nominais 
são três: imperativo (pessoal e impessoal), 
gerúndio e particípio. 
 
FLEXÃO DO VERBO POR VOZ 
 
A voz do verbo se relaciona com o ser a que ele 
se refere, se ele é ativo ou passivo do processo 
verbal. Existem três vozes verbais: 
 
• Voz ativa – quando o sujeito do verbo é 
ativo, é a ele que que o verbo se refere. 
Exemplo: Eu chutei a bola no gol. 
• Voz passiva – Quando o sujeito do 
verbo é passivo, ele se refere à ação praticada. 
Exemplo: A bola foi chutada no gol por mim 
• Voz reflexiva – quando o sujeito do 
verbo é ao mesmo tempo ativo e passivo. 
Exemplo: Eu atirei-me ao gol. 
 
PARADIGMAS DOS VERBOS REGULARES 
 
Já vimos que os paradigmas são os padrões 
seguidos por cada um dos grupos de 
conjunções verbais. É a partir destes 
paradigmas que desenvolvemos as flexões 
dos verbos regulares de acordo com tempo, 
modo, número e pessoa. As tabelas abaixo 
apresentam, através de exemplos, os 
paradigmas de todos os tempos simples e as 
três formas nominais dos verbos. 
 
PRESENTE DO MODO INDICATIVO 
 
Amar Beber Partir 
Eu amo Eu bebo Eu parto 
Tu amas Tu bebes Tu partes 
Ele ama Ele bebe Ele parte 
Nós 
amamos 
Nós 
bebemos 
Nós 
Partimos 
Vós amais Vós bebeis Vós partis 
Eles amam Eles bebem Eles 
partem 
 
 
PRETÉRITO PERFEITO DO MODO INDICATIVO 
 
Amar Beber Partir 
Eu amei Eu bebi Eu parti 
Tu amaste Tu bebeste Tu partiste 
Ele amou Ele bebeu Ele partiu 
Nós 
amamos 
Nós 
bebemos 
Nós 
partimos 
Vós amastes Vós 
bebestes 
Vós 
partistes 
Eles 
amaram 
Eles 
beberam 
Eles 
partiram 
 
PRETÉRITO IMPERFEITO DO MODO 
INDICATIVO 
 
Amar Beber Partir 
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Vós 
amaríeis 
Vós 
beberíeis 
Vós 
partiríeis 
Eles 
cantariam 
Eles 
beberiam 
Eles 
partiriam 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO 
MODO INDICATIVO 
 
Amar Beber Partir 
Eu amara Eu bebera Eu partira 
Tu amaras Tu beberas Tu partiras 
Ele amara Ele bebera Ele partira 
Nós 
amáramos 
Nós 
bebêramos 
Nós 
partíramos 
Vós amáreis Vós bebêreis Vós partíreis 
Eles 
amaram 
Eles 
beberam 
Eles 
partiram 
 
FUTURO DO PRETÉRITO DO MODO 
INDICATIVO 
FUTURO DO PRESENTE DO MODO 
INDICATIVO 
 
 
Amar Beber Partir 
Se eu 
amasse 
Se eu 
bebesse 
Se eu 
partisse 
Se tu 
amasses 
se tu 
bebesses 
Se tu 
partisses 
Se ele 
amasse 
Se ele 
bebesse 
Se ele 
partisse 
Se nós 
amássemos 
Se nós 
bebêssemos 
Se nós 
partíssemos 
Se vós 
amásseis 
Se vós 
bebêsseis 
Se vós 
partísseis 
Se eles 
amassem 
Se eles 
bebessem 
Se eles 
partissem 
 
PRESENTE DO MODO SUBJUNTIVO 
 
Amar Beber Partir 
Eu amaria Eu beberia Eu partiria 
Tu amarias Tu beberias Tu partirias 
Ele amaria Ele beberia Ele partiria 
Nós 
amaríamos 
Nós 
beberíamos 
Nós 
partiríamos 
Eu amava Eu bebia Eu partia 
Tu amavas Tu bebias Tu partias 
Ele amava Ele bebia Ele partia 
Nós 
amávamos 
Nós 
bebíamos 
Nós 
partíamosVós amáveis Vós bebíeis Vós Partíeis 
Eles 
amavam 
Eles bebiam Eles partiam 
 
Amar Beber Partir 
Que eu ame Que eu 
beba 
Que eu parta 
Que tu 
ames 
Que tu 
bebas 
Que tu partas 
Que ele 
ame 
Que ele 
beba 
Que ele parta 
Que nós 
amemos 
Que nós 
bebamos 
Que nós 
partamos 
Que vós Que vós Que vós 
 
 
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ameis bebais partais 
Que eles 
amem 
Que eles 
bebam 
Que eles 
partam 
 
FUTURO DO MODO SUBJUNTIVO 
 
Amar Beber Partir 
Quando eu 
amar 
Quando eu 
beber 
Quando eu 
partir 
Quando tu 
amares 
Quando tu 
beberes 
Quando tu 
partires 
Quando ele 
amar 
Quando ele 
beber 
Quando ele 
partir 
Quando nós 
amarmos 
Quando nós 
bebermos 
Quando nós 
partirmos 
Quando vós 
amardes 
Quando vós 
beberdes 
Quando vós 
partirdes 
Quando eles 
amarem 
Quando eles 
beberem 
Quando eles 
partirem 
 
IMPERATIVO AFIRMATIVO 
 
Amar Beber Partir 
Ama tu Bebe tu Parte tu 
Ame você beba você Parta você 
Amemos 
nós 
Bebamos 
nós 
Partamos nós 
Amai vós Bebei vós Parti vós 
Amem 
vocês 
Bebam 
vocês 
Partam vocês 
 
IMPERATIVO NEGATIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFINITIVO IMPESSOAL 
 
Amar Beber Partir 
Amar Beber Partir 
 
INFINITIVO PESSOAL 
 
Amar Beber Partir 
Amar Beber Partir 
Amares Beberes Partires 
Amar Beber Partir 
Amarmos bebermos Partirmos 
Amardes Beberdes Partirdes 
Amarem Beberem Partirem 
 
GERÚNDIO 
 
Amar Beber Partir 
Amando Bebendo Partindo 
 
PARTICÍPIO 
Não ames tu Não bebas 
tu 
Não partas 
tu 
Não ame 
você 
Não beba 
você 
Não parta 
você 
Não 
amemos nós 
Não 
bebamos 
nós 
Não 
partamos 
nós 
Não ameis 
vós 
Não bebais 
vós 
Não partais 
vós 
Não amem 
vocês 
Não bebam 
vocês 
Não partam 
vocês 
 
Amar Beber Partir 
 
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presente do subjuntivo; e nas pessoas do 
imperativo que são tiradas do presente do 
subjuntivo. 
Presente do indicativo: peço, meço, ouço. 
 
 
VERBOS IRREGULARES 
 
São aqueles que sofrem alguns acidentes em sua 
grafia e que por isso tem os seus morfemas 
modificados, de modo que não podemos 
estabelecer um paradigma entre eles, nem prever 
que forma as desinências tomarão, pois vieram 
sendo modificadas ao longo do tempo, por conta da 
evolução da nossa língua. 
Vejamos alguns verbos irregulares em cada 
conjugação: 
 
1ª CONJUGAÇÃO 
ESTAR 
 
Nem todas as suas formas verbais são irregulares. 
O pretérito imperfeito do indicativo, por exemplo, é 
regular (estava). 
Estou, estaremos, estivemos, etc. 
 
DAR 
Presente do indicativo: dou, dás, dá, dão. 
Pretérito perfeito: deste, deu, demos, dei, deram. 
 
VERBOS TERMINADOS EM –EAR E –IAR. 
Passear, Principiar, Mobiliar, Apiedar-se, Aguar, 
Desaguar, Enxaguar, Minguar, Magoar, Obviar, etc. 
 
2ª CONJUGAÇÃO 
CABER 
 
Presente do indicativo: caibo. 
Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, 
coubemos, coubestes, couberam. 
 
CRER 
Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, 
credes, creem. 
 
 
OUTROS: 
Dizer, Fazer, Ler, Perder, Poder, Querer, Saber, 
Trazer, Valer, Ver. 
3ª CONJUGAÇÃO 
MEDIR, PEDIR, OUVIR 
Apresentam irregularidade do radical na primeira 
pessoa do singular do presente do indicativo; no 
IR, VIR 
Ambos apresentam violenta irregularidade. 
Presente do indicativo: vou, vais, venho, vens, 
ides, vindes. 
Pretérito imperfeito: ia, vinha, ias, vinhas, íeis, 
vínheis. 
 
RIR 
Presente do indicativo: rio, ris, ri, rimos, rides, riem. 
Futuro do presente: rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, 
rirão. 
 
 
VERBOS ANÔMALOS 
 
São verbos que possuem mais de um radical, é o 
caso dos verbos ser e ir. 
 
Eu fui, vou, irei 
Tu foste, vais, irás 
Ele foi, vai, irá 
Nós fomos, vamos, iremos 
Vós fostes, vades, ireis 
Eles foram, vão, irão 
Eu sou, fui, serei 
Tu és, foste, serás 
Ele é, foi, será 
Nós somos, fomos, seremos 
Vós sedes, fostes, sereis 
Eles são, foram, serão 
 
VERBOS DEFECTIVOS 
 
São verbos que não têm conjugação completa. Por 
algum motivo específico, ou mesmo pelo simples 
desuso de alguns tempos, modos ou pessoas, não 
aparece uma ou mais das formas conjugadas. 
Vejamos alguns exemplos: 
 
CHOVER, NEVAR, TROVEJAR – por serem 
impessoais, não aparecem na primeira pessoa: 
―trovejo‖, ―nevo‖, ―chovemos‖. 
 
ABOLIR, FALIR – não apresentam a primeira 
pessoa do singular do presente do indicativo. Não 
há nenhum motivo específico, mas supõe-se que é 
pelo fato de o primeiro causar um som não muito 
agradável (eufonia) e de o segundo coincidir com a 
mesma forma do verbo falar. 
Amar Beber Partir 
Amado Bebido Partido 
 
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VERBOS ABUNDANTES 
Talvez você já tenha passado pela situação de se 
perguntar o seguinte: ―aceito‖ ou ―aceitado‖, qual é 
o correto na Língua Portuguesa? O verbo… 
Por Débora Silva em 02/01/2015 
Salvo em Gramática, Português 
Verbos abundantes 
 
Os verbos abundantes são aqueles que apresentam 
mais de uma forma de conjugação, ou seja, 
possuem duas ou mais formas equivalentes para o 
mesmo tempo e pessoa. Isto ocorre principalmente 
na forma do particípio do verbo, pois existem dois 
tipos de particípio: um com a forma regular – com 
as terminações ado, ido, ada e ida -, e outro com a 
forma irregular, apresentando a terminação 
diferente das previstas. 
 
Exemplos de verbos abundantes 
Existem dois tipos de particípio: o regular e o 
irregular. 
 
Para diferenciá-los, basta prestar atenção na sua 
terminação. Os particípios regulares são 
empregados na voz ativa (ter e haver); já os 
irregulares são utilizados na voz passiva (ser, estar, 
ficar etc.). 
 
Confira a seguir uma lista com alguns exemplos de 
verbos que possuem duas formas no particípio, ou 
seja, são verbos abundantes: 
 
 
 
 
 
 
 
Observações importantes 
 
É importante destacar que existem alguns verbos 
que possuem apenas o particípio irregular. São 
eles: abrir – aberto; cobrir – coberto; dizer – dito; 
escrever – escrito; fazer – feito; pôr – posto; ver – 
visto; vir – vindo. 
 
Com relação aos verbos ―ganhar‖. ―gastar‖ e 
―pagar‖, prefira usar ―ganho‖, ―gasto‖ e ―pago‖, 
tanto na voz ativa quanto na passiva, pois já não 
se utilizam as formas ―ganhado‖, ―gastado‖ e 
―pagado‖. 
 
O particípio do verbo ―pegar‖ só é usado, no 
português atual, na voz passiva. Por exemplo: Ele 
foi pego em flagrante. Nos outros casos, é utilizada 
a forma ―pegado‖, tanto na voz ativa quanto na 
passiva. 
 
Outra importante observação é a respeito do verbo 
―imprimir‖, pois, quando está empregado no 
sentido de realizar movimento, este não é um verbo 
abundante. 
 
 
VERBOS TERMINADOS EM “IAR” – REGRA DO 
"MARIO" 
 
Os verbos terminados em ―iar‖ são todos 
regulares, com exceção de cinco verbos cujas 
iniciais formam a palavra ―MARIO‖, que é o modo 
usual demonstrado aos alunos nos cursinhos. 
 
 
Conjugação dos verbos regulares terminados em 
―iar‖ 
 
Exemplos: copiar, variar e espiar. 
No presente do Indicativo: 
Copiar Variar Espiar 
Eu copio Eu vario Eu espio 
Tu copias Tu varias Tu espias 
Ele copia Ele varia Ele espia 
 
Morrer Morrido Morto 
Pagar Pagado Pago 
Suspender Suspendido Suspenso 
Tingir Tingido Tinto 
Vagar Vagado Vago 
 
 
Infinitivo 
Particípio 
regular 
Particípio 
irregular 
Aceitar Aceitado Aceito 
Acender Acendido Aceso 
Assentar Assentado Assento 
Corrigir Corrigido Correto 
Encher Enchido Cheio 
Entregar Entregado Entregue 
Expressar Expressado Expresso 
Extinguir Extinguido Extinto 
Fixar Fixado FixoFritar Fritado Frito 
Limpar Limpado Limpo 
Misturar Misturado Misto 
 
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Nós 
copiamos 
Nós 
variamos 
Nós 
espiamos 
Vós copiais Vós variais Vós espiais 
Eles copiam Eles variam Eles espiam 
 
No presente do Subjuntivo: 
 
Copiar Variar Espiar 
Que Eu 
copie 
Eu varie Eu espie 
Tu copies Tu varies Tu espies 
Ele copie Ele varie Ele espie 
Nós 
copiemos 
Nós 
variemos 
Nós 
espiemos 
Vós copieis Vós varieis Vós espieis 
Eles copiem Eles variem Eles espiem 
 
No modo Imperativo. Exemplo: copiar. 
 
Imperativo 
Afirmativo 
Imperativo Negativo 
Copia tu Não copies tu 
Copie você Não copie você 
Copiemos nós Não copiemos nós 
Copiai vós Não copieis vós 
Copiem vocês Não copiem vocês 
 
Seguem assim dezenas de outros verbos, tais como 
guiar, policiar, judiar, reverenciar, piar, miar, arriar, 
ampliar, chiar, principiar, denunciar, vigiar, 
anunciar, prestigiar, etc. Cabe lembrar que os 
verbos maquiar e premiar são regulares e devem 
seguir exatamente a mesma conjugação. 
 
REGRA DO "MARIO" 
 
Cinco verbos que possuem conjugação irregular. 
 
M ediar 
A nsiar 
R emediar 
I ncendiar 
O diar 
 
No presente do Indicativo: 
 
No presente do Subjuntivo: 
 
 
No modo Imperativo. Exemplo: mediar. 
 
Imperativo 
Afimativo 
Imperativo 
Negativo 
Medeia tu Não medeies tu 
Medeie você Não medeie você 
Mediemos nós Não mediemos 
nós 
Mediai vós Não medieis vós 
Medeiem vocês Não medeiem 
vocês 
 
ps. O verbo intermediar, derivado de mediar, deve 
ser conjugado da mesma forma descrita acima. 
 
 
QUESTÕES 
 
1. Assinale o erro de colocação pronominal. 
 
a) Escutaram-me com atenção. 
b) Já nos explicaram a situação. 
c) Devolver-te-ei as revistas. 
d) Todos abraçaram-se. 
 
2. Marque o erro de colocação pronominal. 
 
a) Chegou a mulher com a qual me 
comuniquei ontem. 
b) Quem atrapalhou-me naquela jogada? 
c) Ali se faz um sorvete muito gostoso. 
d) Jamais te diria tal coisa. 
 
3. Há erro de colocação pronominal em: 
a) Em se falando de política, ele era imbatível. 
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b) Deus te acompanhe, meu filho! 
c) Mário, retire-se! 
d) Escreveu uma carta, a enviando para o 
namorado. 
 
4. Está errada quanto à colocação pronominal 
a frase: 
 
a) Conforme lhe explicaram, não há vagas. 
b) Ficou muito feliz quando me avistou no 
parque. 
c) Ninguém convocou-nos. 
d) Embora te seja útil, não compres agora 
aquela coleção. 
 
5. Marque a frase perfeita quanto à colocação 
do pronome átono. 
a) Agora te mostrarei os gráficos 
b) Trabalhei bem, para que aproveitassem-me 
c) Bons ventos levem-no! 
d) Se puder, direi-lhe tudo. 
 
6. Assinale a alternativa em que a próclise é 
obrigatória, e não facultativa, como nas demais. 
a) Chegou animado e me ajudou bastante. 
b) Se me convocarem, eu faltarei. 
c) A criança se arranhou quando caiu. 
d) Aquilo me desagradou. 
 
7. Marque o erro de colocação pronominal. 
a) Quero ajudar-te. 
b) Estão esperando-nos. 
c) Tinha preparado-se para a disputa. 
d) Estou-me acostumando. 
 
8. Há erro de colocação pronominal em: 
a) Tenho lhe dito muitas coisas. 
b) Queria fazer-lhe uma pergunta. 
c) Alguém deseja-me falar. 
d) Nunca posso receber-te. 
 
9. Marque a frase que permite outra colocação 
do pronome, segundo a língua padrão. 
a) Sempre vos respeitei. 
b) Informou-nos do resultado. 
c) Incluí-lo-ei no quadro de pesquisadores. 
d) Estou-lhe obedecendo. 
 
10. Assinale a frase perfeita quanto à 
colocação pronominal. 
 
a) Nos pediram uma posição definitiva. 
b) Tudo mostrava-me o perigo. 
c) Não te quero preocupar. 
d) Haviam explicado-me a situação. 
 
11. Na frase ―O homem que, apesar de 
carente, se afasta de todos, precisa 
conscientizar-se de que somos seres sociais e, 
por isso, uns necessitamos dos outros‖; nesse 
caso, ser humilde é o melhor que se pode fazer 
pela felicidade‖, temos quantos erros de 
colocação pronominal? 
 
a) nenhum b) um 
c) dois d) três. 
 
11. ―Buscar a racionalização e redução de 
custos que poderão refletir-se beneficamente 
sobre os preços futuros.‖ Das alterações 
processadas na parte sublinhada da passagem 
acima, aquela em que a colocação do pronome 
átono contraria a norma: 
 
a) que deveriam ter-se refletido 
b) que estarão refletindo-se 
c) que estarão-se refletindo 
d) que se deveriam refletir 
e) que deveriam se refletir 
 
12. Indique a opção em que se cometeu erro 
quanto à colocação do pronome pessoal. 
 
a) Tinha-me esquecido. 
b) Ter-me-ão elogiado. 
c) Tenho-me esquecido. 
d) Temo-nos lembrado. 
e) Teria-me alegrado. 
 
13. A opção em que o pronome está colocado 
indevidamente é: 
 
a) Vou-te contar um fato interessante. 
b) Quero-lhe dizer uma coisa importante. 
c) Darei-lhes a conhecer o segredo do cofre. 
d) Estou-me lembrando de uma coisa muito 
engraçada. 
e) Mandei-vos prender, senhor Conde, por 
vossas impertinências. 
 
14. Observe as seguintes colocações do 
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pronome átono: 
(1) ―é verdade que não me tenho dedicado 
muito na busca‖ 
(2) é verdade que não tenho-me dedicado 
muito na busca 
(3) é verdade que não tenho me dedicado 
muito na busca 
(4) é verdade que não tenho dedicado-me 
muito na busca. 
 
15. Com base na norma culta do Brasil, 
podemos afirmar que o pronome átono está 
colocado corretamente nas frases com os 
seguintes números. 
a) 1 e 2 b) 1 e 3 
c) 2 e 3 d) 2 e 4 e) 3 e 4 
 
16. Assinale o único exemplo de colocação de 
pronome pessoal átono que a língua literária 
evita. 
a) Tenho dito-lhe boas verdades. 
b) Eu tenho-lhe dito boas verdades. 
c) Eu lhe tenho dito boas verdades. 
d) Já lhe tenho eu dito boas verdades. 
e) Eu lhe tenho já dito boas verdades. 
 
17. Assinale o único exemplo em que há erro 
indiscutível na colocação do pronome átono. 
a) Quem lhe teria contado o segredo? 
b) Quem teria lhe contado o segredo? 
c) Ter-lhe-iam contado o segredo? 
d) Quem teria contado-lhe o segredo? 
e) O segredo, ter-lho-iam contado? 
 
18. Numa das frases abaixo, a colocação do 
pronome pessoal átono não obedece às 
normas vigentes. Assinale-a. 
 
a) Ter-lhe-iam falado a meu respeito? 
b) Tenho prevenido-o várias vezes. 
c) Quem nos dará razões? 
d) Nunca nos diriam inverdades. 
e) Haviam-no procurado por toda a parte. 
 
19. De acordo com a norma culta, há erro na 
colocação do pronome sublinhado na seguinte 
alternativa. 
 
a) A paz lhes seja concedida. 
b) O júri vai entregar-lhe o prêmio amanhã. 
c) Não lembrarei-me nunca do que você disse. 
d) Eu já tinha lido aqueles livros que me 
deram. 
e) O professor disse-nos que não haveria mais 
tempo. 
 
GABARITO: 
 
1. D 
2. B 
3. D 
4. C 
5. A 
6. B 
7. C 
8. C 
9. D 
10. C 
11. A 
12. C 
13. E 
14. C 
15. B 
16. A 
17. D 
18. B 
19. C 
 
 
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO 
 
Chamamos de termos essenciais da oração 
aqueles que compõem a estrutura básica da 
oração, ou seja, que são necessários para que 
a oração tenha significado. São eles: 
 
SUJEITO E PREDICADO 
 
Encontramos diversas definições do que vem a 
ser sujeito, tais como: 
 
Sujeito é o elemento do qual se diz alguma 
coisa. 
Sujeito é o ser que pratica ou recebe a ação 
que o verbo 
expressa. 
 
Já sobre predicado podemos dizer que é aquilo 
que se diz sobre o sujeito. 
Para classificar o sujeito e o predicado, 
precisamos, antes, classificar o verbo. 
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Os verbos podem serclassificados como: Exemplos: 
 
INTRANSITIVOS, TRANSITIVOS E DE 
LIGAÇÃO 
 
INTRANSITIVOS 
 
São verbos que não exigem complemento, 
pois têm sentido completo. 
 
Exemplos: 
 
A menina caiu. 
O computador quebrou. 
Os noivos viajaram. 
 
TRANSITIVOS 
 
São verbos que exigem complemento e se 
dividem em: transitivo direto, transitivo indireto 
e transitivo direto e indireto. 
 
 
TRANSITIVOS DIRETOS 
 
Não exigem preposição, ligando-se 
diretamente ao seu complemento, chamado 
de objeto direto. 
 
Exemplos: 
 
As empresas tiveram prejuízos. 
Luíza comprou doce. 
Alan pediu um carro ao pai. 
Os alunos receberam elogios de seus 
professores. 
 
VERBOS DE LIGAÇÃO 
 
São verbos que expressam estado ou mudança 
de estado e ligam o sujeito ao predicativo. 
 
Exemplos: 
 
Os alunos permaneceram na sala. 
O computador é antigo. 
 
SUJEITO 
 
Sujeito é o ser de quem se diz algo. 
 
NÚCLEO DO SUJEITO: É a palavra 
(substantivo ou pronome) que realmente 
indica a função sintática que está exercendo. 
 
Exemplo: 
 
O computador travou novamente. 
Núcleo: computador. 
 
TIPOS DE SUJEITO 
DETERMINADO 
 
 
TRANSITIVOS INDIRETOS 
 
Exigem preposição, ligando-se indiretamente 
ao seu complemento, chamado de objeto 
indireto. 
 
Exemplos: 
 
Gustavo gosta de chocolate. 
Nós precisamos de melhores salários. 
TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS 
 
Exigem os dois complementos – objeto direto 
e objeto indireto – ao mesmo tempo. 
O sujeito é determinado quando é facilmente 
apontado na oração e subdivide-se em: 
simples, composto e implícito. 
 
a) SIMPLES: quando possui um único núcleo. 
 
Exemplos: 
 
O menino quebrou a janela. 
Olga aprendeu a tocar violão. 
b) COMPOSTO: apresenta dois ou mais 
núcleos. 
 
Exemplos: 
 
Patrícia Poeta e Bonner apresentam o 
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Jornal Nacional. 
O Windows e o Linux disputavam o mercado 
de informática há muitos anos. 
 
c) IMPLÍCITO: quando podemos identificá-lo 
através da desinência verbal. 
 
Exemplos: 
 
Pintei algumas camisas. (Eu) 
Viajaremos para São Paulo. (Nós) 
 
INDETERMINADO 
 
Quando não é possível determiná-lo na oração. 
O sujeito indeterminado apresenta-se de duas 
maneiras: 
 
1. verbo na 3ª pessoa do plural, sem a 
existência de outro elemento que exija essa 
flexão do verbo. 
 
2. verbo na 3ª pessoa do singular 
acompanhado do pronome SE. 
 
Exemplos: 
 
Maria, falaram de você na festa. 
Mandaram o pintor concluir o serviço. 
Precisa-se de costureiras. 
 
ORAÇÕES SEM SUJEITO 
 
São orações constituídas apenas pelo 
predicado, pois a informação fornecida não se 
refere a nenhum sujeito. As principais são: 
 
1. verbos que exprimem fenômenos da 
natureza: chover, trovejar, nevar, anoitecer, 
amanhecer, etc. 
 
Exemplos: 
Choveu muito hoje pela manhã. 
Nevou bastante durante o inverno. 
 
2. O verbo haver no sentido de existir ou 
indicação de tempo transcorrido. 
 
Exemplos: 
 Houve sérios problemas na rede da 
empresa. 
Há vários anos não viajamos juntos. 
 
3. Verbo fazer, ser e estar indicando tempo 
transcorrido ou tempo que indique fenômeno da 
natureza. 
 
Exemplos: 
 
Faz duas semanas que não viajamos. 
Está muito quente hoje. 
Era noite quando ele chegou. 
 
Observações: 
 
1. o verbo SER, impessoal, concorda com o 
predicativo, podendo aparecer na 3ª pessoa do 
plural. 
 
Exemplos: 
 
São oito horas da manhã. 
É uma hora da tarde. 
 
2. Os verbos que indicam fenômenos da 
natureza, quando usados em sentido conotativo 
(figurado) deixam de ser impessoais. 
 
Exemplos: 
 
Amanheci indisposto. 
Choveram reclamações sobre as 
operadoras de telefonia. 
 
3. Quando um pronome indefinido representa 
o sujeito ele deve ser classificado como 
determinado. 
 
Exemplos: 
Alguém pegou a minha borracha. 
Ninguém ligou hoje. 
 
PREDICADO 
 
O predicado é aquilo que se comenta sobre o 
sujeito. 
 
 
TIPOS DE PREDICADO 
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Predicado Nominal 
Expressa o estado do sujeito. O verbo é de 
ligação. 
 
Exemplos: 
 
O dia continua quente. 
Todos permaneciam apreensivos. 
 
 
Predicado Verbal 
 
Expressa a ação praticada ou recebida pelo 
sujeito. 
 
Exemplos: 
 
Os professores receberam o prêmio. 
Paula construiu a casa para os filhos. 
 
Observação: o núcleo do predicado verbal é o 
verbo, pois sua mensagem principal é a ação 
praticada ou recebida pelo sujeito. 
 
Exemplo: Os trabalhadores exigem melhores 
condições de trabalho. 
 
Predicado verbo-nominal 
 
Informa a ação e o estado do sujeito. Exemplos: 
 
Nós chegamos cansados. 
(ação) + (estado) 
 
Cândida retornou feliz da viagem. 
(ação) + (estado) 
O estado é chamado de Predicativo. 
 
Predicativo: 
 
a) do sujeito 
b) do objeto 
 
As ruas estavam tranquilas. Tranquilas é o 
predicativo do sujeito. 
O juiz julgou o réu culpado. Culpado é o 
predicativo do objeto. 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 
 
São termos que servem para complementar o 
sentido de certos verbos ou nomes, pois seu 
significado só se completa com a presença de 
tais termos. 
 
Os termos integrantes da oração são: 
 
Complemento verbal (objeto direto, objeto 
indireto) 
Complemento nominal 
Agente da passiva 
 
OBS.: O complemento verbal já estudamos na 
transitividade dos verbos. 
 
 
COMPLEMENTO NOMINAL 
 
É o termo que completa o sentido de 
substantivos, adjetivos e advérbios, ligando-se 
a esses nomes por meio de preposição. 
 
Exemplos: 
 
Tenho certeza de sua culpa. 
A árvore está cheia de frutos. 
Nós chegamos perto dos gorilas. 
 
Para determinar o complemento nominal basta 
seguir o seguinte esquema: 
 
Nome + preposição + QUEM ou QUE? 
 
Ele é perito em computação. Perito em que? 
Em computação. 
 
Diferença entre complemento nominal e objeto 
indireto 
 
Enquanto o complemento nominal completa o 
sentido dos nomes – substantivo, adjetivo e 
advérbio – o objeto indireto completa o sentido 
de um verbo transitivo indireto. 
 
Exemplos: 
 
Lembrei-me de minha terra natal. objeto 
indireto 
Ela manteve seu gosto pelo luxo. 
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complemento nominal 
 
AGENTE DA PASSIVA 
 
Ocorre em orações cujo verbo se apresenta na 
voz passiva a fim de indicar o elemento que 
executa a ação verbal. 
 
Exemplos: 
 
As terras foram invadidas pelos sem-terra. 
A cidade estava cercada de belezas 
naturais. 
 
Observação: 
 
O agente da passiva, o objeto indireto e o 
complemento nominal são regidos por 
preposição, muitas vezes há dúvidas na 
diferenciação dos três. Quando isso 
acontecer, basta observar o sujeito da oração. 
Para ser agente da passiva o sujeito precisa ser 
paciente. 
 
Exemplos: 
 
A jangada havia sido levada pelas tsunamis. 
agente da passiva 
 
 Sentia-se livre de qualquer 
responsabilidade. 
complemento nominal 
 
Vamos precisar de sua compreensão. 
objeto indireto 
 
O adjunto adnominal constituído de artigo ou 
pronome adjetivo pode aparecer combinado ou 
contraído com uma preposição, que não possui 
função sintática. 
 
Ex.: Naquele dia (aquele é adjunto adnominal, 
mas ―em‖ não possui 
função sintática) 
 
Quando é representado por um locução 
adjetiva, é comum confundir o adjunto 
adnominal com o CN, por causa da preposição. 
 
 
Complemento Nominal X Adjunto adnominal 
 
 Adj. adnominal qualifica, especifica, 
enquanto CN integra a significação 
antecedente e nunca indica posse. 
 
 CN pode referir-se a um substantivo 
abstrato, adjetivo ou advérbio, mas o adjunto 
adnominal só se refere ao substantivo. 
 
CN são exigidos pela transitividade do nome 
a que seligam. Um grande número de nomes 
que pedem complemento são substantivos 
abstratos derivados de verbos significativos. 
 
Ex.: Matou os mosquitos - matança de 
mosquitos, onde "de mosquitos" é o CN. 
 
 
TERMOS ACCESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
 
 
Adjunto adnominal 
 
Acompanha um substantivo, núcleo de uma 
função sintática qualquer, procurando 
caracterizá-lo, determiná-lo ou individualizá-lo. 
 
O adjunto adnominal pode ser expresso por: 
artigos, numerais ou pronomes adjetivos, 
adjetivos e locuções adjetivas. A um mesmo 
núcleo podem-se subordinar adjuntos 
adnominais de naturezas diferentes. 
CN é paciente ou alvo da noção expressa 
pelo nome (sentido passivo). 
 
Adjunto adnominal indica agente ou o 
possuidor da noção expressa pelo substantivo 
(sentido ativo), além de também pode expressar 
especificação. 
 
(Pegue esse prato de porcelana / Esta é a casa 
de Paulo). 
 
 
Adjunto adverbial 
 
Apesar de poder se referir ao verbo, o adjunto 
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adverbial não é complemento verbal, mas um 
termo acessório que acrescenta determinada 
circunstância ao que se refere. 
 
Pode ser representado por um advérbio ou uma 
locução adverbial, indicando alguma 
circunstância. Quando expresso por um 
advérbio, pode modificar um adjetivo ou outro 
advérbio. Incluem-se como adjuntos adverbiais 
também as palavras e expressões denotativas. 
 
Exemplos: 
 
Costumava falar em altos brados (modo). 
Ele é muito bom goleiro (intensidade). 
Retirou a terra com a pá (instrumento) 
 
 
Aposto 
 
Termo ou expressão de caráter 
individualizador ou de esclarecimento, que 
acompanha um elemento da oração, qualquer 
que seja a função deste. Conforme o sentido 
que empresta a seu referente, pode ser 
analisado como: 
 
explicativo – Mario, meu primo, esteve aqui. 
enumerativo - Eis os três rapazes: José, 
João e Sérgio. 
recapitulativo ou resumitivo - Os pais, os 
netos e as primas, todos estavam radiantes. 
distributivo - Matemática e Biologia são 
ciências, aquela exata e esta humana. 
aposto de oração - A resposta foi ríspida, 
sinal de ignorância / Foi rápido nos exercícios, 
fato que me surpreendeu. 
especificativo - O poeta Olavo Bilac / O 
estado de Tocantins / A serra de Teresópolis. 
 
Caso faça referência a OI, CN ou adjunto 
adverbial, pode aparecer precedido de 
preposição. De maneira geral, o aposto 
explicativo é destacado por pausas, podendo 
ser representadas por vírgulas, dois pontos ou 
travessões. 
 
Pode vir precedido de expressões explicativas 
do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc. 
 
Observação: aposto especificativo não se 
separa de seu referente por nenhum sinal de 
pontuação. Neste caso, pode o aposto vir 
precedido de preposição. 
 
Cabe observar o aposto nestas proposições: 
Ele salvou-se do naufrágio, porém joias, 
roupas, documentos, o mais naufragou com o 
navio / (...) porém, o mais - joias, roupas, 
documentos – naufragou com o navio. 
 
 
Vocativo 
 
Termo ou expressão de natureza exclamativa 
que tem função de invocar ou destacar alguém 
ou ente personificado. Não mantém relação 
sintática com qualquer outro elemento da 
oração, por isso não faz parte do sujeito ou do 
predicado. Virá sempre marcado por 
pontuação e admite a anteposição de 
interjeição de chamamento. 
 
Exemplos: 
 
Ei!, amigo, espere por mim. 
"Pai, afasta de mim esse cálice". 
"Gosto muito de você, leãozinho." 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Caso 1: 
Sujeito simples 
 
Regra geral: 
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em 
número e pessoa. 
Ela foi ao cinema. (3ª pessoa, singular) 
Nós vamos ao cinema. (1ª pessoa, plural) 
 
Casos especiais: 
 
A) Sujeito coletivo: O verbo concorda com o 
coletivo. 
 
A multidão gritou na arquibancada. 
 
OBS: Se o coletivo vier especificado ou 
modificado por adjunto adnominal, o verbo 
pode ficar no singular ou ir para o plural. 
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 (Namorava com ele, uma das suas filhas.) 
 
E) O sujeito é o pronome relativo ―quem‖: O 
verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou 
concordar com o antecedente do pronome. 
 
 
 
B) Sujeito possui coletivos partitivos (metade, 
a maior parte, grande parte, maioria, etc.): O 
verbo fica no singular (concordância lógica) ou 
vai para o plural (concordância atrativa). 
 
C) Sujeito é pronome de tratamento: O verbo 
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do 
plural). 
 
F) O sujeito é formado por locuções 
pronominais (Alguns de nós, poucos de vós, 
quais de..., quantos de..., etc.): Se o primeiro 
pronome estiver no singular, o verbo fica no 
singular. Se estiver no plural, poderá concordar 
com o pronome interrogativo / indefinido ou com 
o pronome pessoal (nós ou vós). 
Algum de nós o receberá. 
 
 
 
D) O sujeito é o pronome relativo <que>: O 
verbo concorda com o antecedente do 
pronome. 
 
 
OBS: Com a expressão <um dos que>/<uma 
das que>, o verbo deve assumir a forma plural, 
exceto quando a ação se refere a um só 
agente. 
OBS: Veja que a opção por uma ou outra forma 
indica a inclusão ou a exclusão do emissor. 
Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós 
sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa 
está se incluindo no grupo dos omissos. Isso 
não ocorre quando alguém diz ou escreve 
"Alguns de nós sabiam de tudo e nada 
fizeram.", frase que soa como uma denúncia. 
 
G) O sujeito é formado de nomes no plural: Se 
o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo 
ficará no singular. Caso venha antecipado de 
artigo, o verbo concordará com o artigo. 
 
 
Vossa Santidade esteve no Brasil. 
Vossa Alteza pediu silêncio. 
Vossas Altezas pediram silêncio. 
Fui eu que derramei o café. 
 
Fomos nós que derramamos o café. 
Estados Unidos é uma nação poderosa. 
Os Estados 
mundial. 
Unidos são a maior potência 
Quais de vós me punirão? 
Quais de vós me punireis? 
Quais de nós são capazes? 
Quais de nós somos capazes? 
Vários de 
inovadoras. 
nós propuseram sugestões 
Vários 
inovadoras. 
de nós propusemos sugestões 
Você é um dos que admiram os escritores de 
novelas. 
(Dos que admiram novelas, ele é um.) 
 
Ele é um dos jogadores que foram expulsos. 
(Dos jogadores que foram expulsos, ele é 
um.) 
 
 
Era uma das suas filhas que namorava com 
ele. 
Fui eu quem derramou o café. 
 
Fui eu quem derramei o café. 
A multidão de fãs gritou. 
 
A multidão de fãs gritaram. 
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. 
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. 
A maioria dos alunos foi à excursão. 
 
A maioria dos alunos foram à excursão. 
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H) O sujeito é formado por expressões 
aproximativas: mais de um, menos de dois, 
cerca de..., etc.: O verbo concorda com o 
numeral. 
 
OBS: No caso da referida expressão aparecer 
repetida ou associada a um verbo que exprime 
reciprocidade, o verbo necessariamente 
deverá permanecer no plural: 
 
Mais de um formando se abraçaram na 
formatura 
 
I) O sujeito tem por núcleo a palavra gente 
(sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no 
singular ou plural, se este vier afastado do 
substantivo. 
 
A) Os núcleos do sujeito são constituídos de 
pessoas gramaticais diferentes: O verbo ficará 
no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 
2ª e 3ª pessoa. 
 
Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos 
tornaremos amigos. (O verbo ficou na 1ª 
pessoa do plural porque esta tem prioridade 
sob a 3ª.) 
 
Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis 
amigos. (O verbo ficou na 2ª pessoa do plural 
porque esta tem prioridade sob a 3ª.) 
 
OBS1: No segundo exemplo, também é aceita 
a concordânciado verbo com a terceira pessoa. 
 
OBS2: Se o sujeito estiver posposto, permite- 
se também a concordância por atração com o 
núcleo mais próximo do verbo. 
 
 
 
 
J) Quando os núcleos do sujeito são unidos por 
―com‖: O verbo pode ficar no singular ou no 
plural. No plural, os núcleos recebem um 
mesmo grau de importância e a palavra ―com‖ 
tem sentido muito próximo ao de ―e‖. Para 
enfatizar o primeiro elemento, usa-se o 
singular. 
 
Caso 2: 
 
Sujeito composto. 
 
Regra geral: O verbo vai para o plural. 
 
João e Maria foram passear no bosque. 
 
Casos especiais: 
B) Os núcleos do sujeito estão coordenados 
assindeticamente ou ligados por ―e‖: O verbo 
concordará com os dois núcleos. 
 
A jovem e a sua amiga seguiram a pé. 
 
OBS1: Se o sujeito estiver posposto, permite- 
se a concordância por atração com o núcleo 
mais próximo do verbo. 
 
Seguiria a pé a jovem e a sua amiga. 
 
OBS2: Quando ocorre ideia de reciprocidade, 
no entanto, a concordância é feita 
obrigatoriamente no plural. 
 
C) Os núcleos do sujeito são sinônimos ou 
semelhantes e estão no singular: O verbo 
poderá ficar no plural (concordância lógica) ou 
no singular (concordância atrativa). 
Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do 
plural) 
Iremos eu e minhas amigas. 
 
Irei eu e minhas amigas. 
A gente da cidade, temendo a violência da 
rua, permanece em casa. 
 
A gente da cidade, temendo a violência da 
rua, permanecem em casa. 
Mais de um aluno não compareceu à aula. 
Mais 
aula. 
de cinco alunos não compareceram à 
Mais de um aluno, mais de 
um professor contribuíram. 
O governador com o secretariado traçaram os 
planos. 
 
O governador com o secretariado traçou os 
planos. 
Abraçaram-se vencedor e vencido. 
 
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. 
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que comumente ocorre é o verbo ir para o plural, 
embora o singular seja aceitável se os núcleos 
estiverem no singular. 
 
 
 
D) Quando há gradação entre os núcleos: O 
verbo pode concordar com todos os núcleos 
(lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo 
(concordância atrativa). 
 
 
 
Caso 3: 
 
 
 
E) Quando os sujeitos forem resumidos por: 
nada, tudo, ninguém, etc.: O verbo concordará 
com o aposto resumidor. 
 
F) Quando o sujeito for constituído pelas 
expressões: um e outro, nem um nem outro: O 
verbo poderá ficar no singular ou no plural. 
Sujeito oracional 
 
Quando o sujeito é uma oração subordinada 
substantiva subjetiva, o verbo da oração 
principal fica na 3ª pessoa do singular. 
 
Ainda falta dar os últimos retoques na pintura. 
 
(Dica: Para saber se é o caso, substitua a 
oração subordinada por ISSO: ―Ainda falta 
ISSO‖. Percebe-se facilmente que ISSO é o 
sujeito do verbo faltar.) 
 
Caso 4: 
 
 
G) Quando os núcleos do sujeito composto 
são unidos por ―ou‖ ou ―nem‖: O verbo deverá 
ficar no plural se a declaração contida no 
predicado puder ser atribuída a todos os 
núcleos. 
A) Quando é índice de indeterminação do 
sujeito: Quando índice de indeterminação do 
sujeito, o ―se‖ acompanha os verbos 
intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, 
os quais obrigatoriamente são conjugados na 
terceira pessoa do singular. 
 
 
 
OBS: Se os núcleos forem excludentes o verbo 
deve ficar no singular. Em caso de retificação, 
deve concordar com o mais próximo. 
 
H) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas 
séries correlativas (tanto... como/ assim... 
como/ não só... mas também, etc.): O 
 
B) Quando é partícula apassivadora: Quando 
pronome apassivador, o ―se‖ acompanha 
verbos transitivos diretos (e alguns poucos 
indiretos) na formação da voz passiva sintética. 
Nesse caso, o verbo deve concordar com o 
sujeito da oração. 
 
Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam. 
 
Uma palavra, um gesto, um olhar bastava. 
Um e outro já veio. 
 
Um e outro já vieram. 
O verbo e a partícula “SE” 
Drummond ou Bandeira representam a essência 
da poesia brasileira. 
 
Nem o professor nem o aluno acertaram a 
resposta. 
A angústia e ansiedade não o ajudavam a se 
concentrar. 
A angústia e ansiedade não 
concentrar. 
o ajudava a se 
Precisa-se de governantes 
civilizar o país. 
interessados em 
Confia-se em teses absurdas. 
 
Era-se mais feliz no passado. 
Tanto Erundina quanto Collor perderam as 
eleições municipais em São Paulo. 
 
Tanto Erundina quanto Collor perdeu as 
eleições municipais em São Paulo. 
Os pedidos, as súplicas, o 
desespero, nada o comoveu. 
Você ou ele será escolhido. 
 
O ladrão ou os ladrões não deixaram vestígio. 
Construiu-se um posto de saúde. 
 
Construíram-se novos postos de saúde. 
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Caso 5: 
 
Verbos impessoais 
 
São aqueles que não possuem sujeito. Uma 
vez que os verbos flexionam-se para concordar 
com o sujeito, então estes verbos ficam sempre 
na 3ª pessoa do singular. 
 
Haver no sentido de existir; 
Fazer indicando tempo; 
Aqueles que indicam fenômenos da natureza. 
 
 
 
 
Caso 7: 
A locução "Haja Vista" 
 
A locução ―haja vista‖ admite duas construções. 
A expressão fica invariável ou o verbo haver 
pode variar (desde que não seguido de 
preposição), considerando-se o termo seguinte 
como sujeito. 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: Em locução verbal nos casos acima, o 
verbo auxiliar herda esta impessoalidade. 
Lembre-se que o verbo existir não faz parte da 
regra: 
 
 
OBS: ―Haja visto‖ só existe como forma verbal 
quando equivalente a ―tenha visto‖: 
 
O caseiro poderá testemunhar caso ele realmente haja 
visto o crime 
 
Caso 8: 
 
A expressão "Em que Pese" 
 
Na expressão ―em que pese‖, o verbo ―pesar‖ 
permanece invariável quando se tratar de 
pessoa ou concorda com o sujeito quando se 
tratar de coisa. 
 
 
 
Caso 6: 
 
Verbos dar, bater e soar 
 
Quando usados na indicação de horas, 
possuem sujeito (relógio, hora, horas, 
badaladas...), e com ele devem concordar. 
 
 O relógio deu duas horas. 
 
Caso 9: 
 
Porcentagem + substantivo 
 
A) Porcentagem + Substantivo, sem 
modificador da porcentagem: Facultativamente 
o verbo poderá concordar com o número 
referente à porcentagem ou com o 
Não se pouparam esforços para despoluir o 
rio. 
 
Não se poupou esforço para despoluir o rio. 
Vai fazer quinze anos que ele parou de 
estudar. 
Deve haver indícios de fraude. 
Pode ter havido casos semelhantes. 
Existem sérios problemas na cidade. 
 
Devem existir problemas na cidade. 
Em que pese aos governistas, votaremos contra. 
 
Em que pesem as suas contradições, a melhor 
tese ainda é a dele. 
Havia sérios problemas na cidade. 
 
Fazia quinze anos que ele havia parado de 
estudar. 
 
Choveu granizos ontem. 
Haja vista as lições dadas por ele. 
 
Haja vista aos fatos explicados por esta 
teoria. 
 
Hajam vista os exemplos de sua dedicação. 
Deu uma hora no relógio da estação. 
Deram duas horas no relógio da estação. 
O sino da igreja bateu cinco badaladas. 
Bateram cinco badaladas no sino da igreja. 
 
Soaram dez badaladas no relógio da escola. 
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substantivo. B) O verbo ser concordará com o predicativo 
quando o sujeito for os pronomes interrogativos 
―que‖ ou ―quem‖. 
 
 
 
 
B) Porcentagem + Substantivo, com 
modificador da porcentagem: O verbo 
concordará com o modificador, que pode ser 
pronome demonstrativo, pronome possessivo, 
artigo, etc. 
C) Em indicações de horas, datas, tempo, 
distância: A concordância será feita com a 
expressão numérica. 
 
 
 
 
 
C) Mais de, menos de, cerca de, perto de, antes 
da porcentagem:O verbo concordará apenas 
com o número referente à porcentagem, 
mesmo que haja elemento modificador. 
 
OBS: Caso o verbo apareça anteposto à 
expressão de porcentagem, esse deverá 
concordar com o numeral: 
 
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
 
Caso 10: 
 
Concordância com o verbo ser: 
 
A) Quando, em predicados nominais, o sujeito 
for representado por um dos pronomes: tudo, 
nada, isto, isso, aquilo: O verbo ―ser‖ ou 
―parecer‖ concordarão com o predicativo. 
OBS: Em indicações de datas, são aceitas as 
duas concordâncias, pois subentende-se a 
palavra dia. 
 
D) Quando o sujeito ou predicativo da oração 
for pronome pessoal, a concordância se dará 
com o pronome. 
 
Esse cara sou eu. 
 
OBS: Se os dois termos (sujeito e predicativo) 
forem pronomes, a concordância será com o 
que aparece primeiro, considerando o sujeito 
da oração. 
 
Eu não sou tu. 
 
E) Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, 
é menos de, junto a especificações de preço, 
peso, quantidade, distância e etc.: O verbo fica 
sempre no singular. 
 
 
 
 
OBS: Poderá ser feita a concordância com o 
sujeito quando se quer enfatizá-lo. 
 
Aquilo é sonhos vãos. 
F) Nas expressões do tipo: ser preciso, ser 
necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo 
podem ficar invariáveis (verbo na 3ª pessoa do 
singular e adjetivo no masculino singular) ou 
concordar com o sujeito posposto. 
 
 É necessário aqueles materiais. 
Que são gametas? 
 
Quem foram os escolhidos? 
Tudo são flores. 
 
Aquilo parecem ilusões. 
Cento e cinquenta é pouco. 
 
Cem metros é muito. 
Os 10% da turma estudam muito. 
 
Aquele 1% dos alunos estuda mais. 
São nove horas. 
 
É uma hora. 
1% da turma estuda muito. 
 
1% dos alunos estuda / estudam muito. 
10% da turma estuda / estudam muito. 
10% dos alunos estudam muito. 
. Mais de 1% dos alunos estuda muito. 
Menos de 10% da turma estudam muito. 
Hoje são 24 de outubro. 
 
Hoje é (dia) 24 de outubro. 
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 São necessários aqueles materiais. 
 
Caso 11: 
 
O Verbo "Parecer" 
Em orações desenvolvidas, o verbo parecer 
fica no singular. 
 
 
Quando seguido de infinitivo, admite duas 
concordâncias: 
 
A) O verbo parecer varia e não se flexiona o 
infinitivo. 
 
 
A) Não se flexiona o infinitivo: 
 
I. Não se flexiona o infinitivo se o sujeito for 
representado por pronome pessoal oblíquo 
átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, 
as, lhes). 
 
Esperei-as chegar. 
 
II. Quando o infinitivo não se referir a sujeito 
algum 
 
 
 
B) O verbo parecer não varia e o infinitivo 
sofre flexão. 
 
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento. 
 
OBS: A primeira construção é considerada 
corrente, enquanto a segunda, literária. 
 
Caso 12: 
 
Concordância com o infinitivo 
 
O infinitivo é a forma nominal do verbo e pode 
apresentar-se flexionado e não flexionado. O 
estudo do infinitivo na Língua Portuguesa é 
bastante complexo, já que, em alguns casos, 
ele deve ser flexionado, em outros, ele pode ser 
flexionado, e em outros ainda ele não se 
flexiona. 
 
Exemplo de como flexionar o infinitivo do verbo 
cantar: 
 
 
 
III. Infinitivo com valor de imperativo (ordem, 
pedido, conselho, apelo): 
 
Soldados, recuar! 
 
 
IV. Como verbo principal de locução verbal: 
 
OBS: Quando o verbo auxiliar estiver afastado 
ou oculto, a flexão do infinitivo do verbo 
principal da locução é facultativa: 
 
 
 
 
 
V. Quando fizer referência a gerúndio: 
Era para vós cantardes 
 
Era para eles cantarem 
Alguns 
momento. 
colegas pareciam chorar naquele 
Não devemos, depois de 
tudo, duvidar e reclamar dela. 
Não devemos, depois de 
tudo, duvidarmos e reclamarmos dela. 
Era para eu cantar 
Era para tu cantares 
Era para ele cantar 
Era para nós cantarmos 
Navegar é preciso, viver não é preciso. 
Querer é poder. 
Fumar prejudica a saúde. 
 
É proibido colar cartazes neste muro. 
É preciso lutar contra as drogas. 
Vale a pena ter fé e esperança sempre. 
As paredes parece que têm ouvidos. 
 
(Parece que as paredes têm ouvidos.) 
Os alunos podem sair mais cedo hoje. (O verbo 
sair é o principal da locução "podem sair"). 
 
Eles não podem fazer isso! (O verbo fazer é o 
principal da locução "podem fazer"). 
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As peças estavam 
estragadas, devendo ser substituídas. 
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B) Flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo: 
 
I. Quando o sujeito for diferente de pronome 
átono, estiver evidente e determinante de 
verbo não acusativo: 
Não é necessário vocês chegarem mais cedo. 
 
 
II. Quando se quiser indeterminar o sujeito 
(utilizando a terceira pessoa do plural); 
C) Flexão opcional: Quando possível, a 
escolha do infinitivo flexionado é feita sempre 
que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação 
expressa pelo verbo. 
I. Se o sujeito do verbo no infinitivo for o mesmo 
do verbo da outra oração, a flexão do infinitivo 
não é necessária. Não é, porém, proibida. 
(Alguns gramáticos consideram que não deve 
haver flexão). 
 
 
 
III. Quando o infinitivo é o sujeito: 
 
 
IV. Quando o sujeito do verbo no infinitivo for 
diferente do sujeito do verbo da outra oração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V. Quando o verbo for de ligação ou estiver na 
voz passiva: 
II. Não sendo claro o sujeito, pode-se flexionar 
o infinitivo quando for preciso evitar 
ambiguidade: 
 
 
 
VI. Quando apresentar reciprocidade ou 
reflexibilidade de ação. 
 
 
 
III. Caso de Sujeito Acusativo: Quando um 
Começaram as inscrições, podendo os 
candidatos dirigir-se à sala 
Faço isso para (eu) não me achar inútil. 
 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Elas tiveram que suar muito para 
se tornarem campeãs. 
 
O porta-voz disse que as medidas 
a serem tomadas contra o terror serão rigorosas. 
Fizemos os adversários se cumprimentarem com 
gentileza. 
Deixem 
quiserem. 
os namorados beijarem-se como 
Está na hora de começarmos o trabalho. (nós) 
 
Está na hora de começar o trabalho. (Quem? eu, 
você, ele, nós?) 
O presidente liberou os seus 
para subirem no 
subirem) 
palanque. (para os 
ministros 
ministros 
O presidente liberou os seus ministros 
para subir no palanque. (para o presidente 
subir) 
Meninos, vejo estarem atrasados mais uma vez. 
(O sujeito “vocês” do infinitivo “estar” é diferente 
do sujeito “eu” do verbo “ver” na outra oração.) 
 
 
Falei a eles sobre a vontade de deixarmos o time. 
(O sujeito “nós” do infinitivo “deixar” é diferente 
do sujeito “eu” do verbo “ver” na outra oração.) 
Os escoteiros chamaram os chefes para 
apresentar o relatório. 
 
Os escoteiros chamaram os chefes para 
apresentarem o relatório. 
 
(O sujeito de ambos os verbos “chamar” e 
“apresentar” é o mesmo: os escoteiros.) 
 
 
(tu) Lerás o texto antes de (tu) responder. 
(tu) Lerás o texto antes de (tu) responderes. 
 
Para estudar, estaremos sempre dispostos. 
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos. 
O morrerem pela 
soldados. 
pátria é sina de alguns 
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verbo no infinitivo ou no gerúndio tiver a ação 
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dependente de verbo causativo (mandar, fazer, 
deixar, etc.)ou quando tiver a ação recebida 
por verbo sensitivo (ver, ouvir, sentir, etc.), seu 
sujeito será denominado de sujeito acusativo. 
Ter a ação dependente de outro verbo significa 
que a ação só ocorre porque outra ocorreu 
anteriormente. Constatado o sujeito acusativo, 
se for representado por pronome oblíquo átono 
(me, te, se, o, as, nos...) a concordância é na 3º 
pessoa do singular, obrigatoriamente; caso 
contrário, sendo ele um substantivo plural, a 
concordância é opcional. 
 
I. Será não flexionado quando ocorrer locução 
verbal onde a ligação com o verbo auxiliar 
ocorrer por meio de preposição: 
 
Acabamos de fazer os exercícios. 
 
II. Será não flexionado quando houver a 
combinação ADJETIVO + PREPOSIÇÃO + 
INFINITIVO: 
 
São casos difíceis de solucionar. 
 
 
III. Não se flexiona o infinitivo precedido de 
preposição com valor de gerúndio. 
 
 
 
IV. Não se flexiona o infinitivo com preposição 
que apareça depois de um verbo na voz 
passiva: 
 
 
V. Depois da combinação ao, o infinitivo varia 
obrigatoriamente: 
 
 
VI. A variação será obrigatória se o verbo for 
pronominal ou se exprimir reciprocidade ou 
reflexibilidade de ação: 
 
 
VII. Nos demais casos é opcional flexionar ou 
não. 
 
 
 
 
D) Preposição + Infinitivo: 
(Nós) Passamos horas a comentar o filme. 
(comentando) 
O rapaz ajudava as garotas a superar suas 
dificuldades em Matemática. 
 
O rapaz ajudava as garotas a superarem suas 
dificuldades em Matemática. 
Mandei os garotos sair. 
 
Mandei os garotos saírem. (flexão opcional) 
 
 
Verbo causativo: mandar; 
Verbo dependente: sair; 
 
Sujeito acusativo: substantivo “garotos”; 
Mandei-os sair de lá. (não flexiona) 
 
Verbo causativo: mandar; 
Verbo dependente: sair; 
 
Sujeito acusativo: pronome oblíquo “os”; 
 
Sentimos (ou vimos, ou ouvimos) os colegas 
vacilar nos debates. 
 
Sentimos (ou vimos, ou ouvimos) os colegas 
vacilarem nos debates. 
 
 
Verbo sensitivo: Sentir (ou ver, ou ouvir); 
Verbo dependente: vacilar; 
Sujeito acusativo: substantivo “colegas”; 
Os jornalistas foram forçados a sair da sala. 
 
As pessoas eram obrigadas a esperar em fila. 
Ao entrarmos, encontramos o João. 
 
Ao derreterem-se, as amostras do gelo deixaram 
sedimentos. 
Gastamos duas horas para nos dirigirmos para 
lá. 
Eles 
muito para se cumprimentarem. 
relutaram 
Foram ao cabeleireiro a fim de se pentearem. 
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CONCORDÂNCIA NOMINAL 
As relações que as palavras estabelecem com 
o substantivo que as rege constitui o que em 
gramática se chama de sintagma nominal. Essa 
relação caracteriza os casos de concordância 
nominal. 
 
1. Concordância de gênero e número entre o 
núcleo nominal e os artigos que o precedem, os 
pronomes indefinidos variáveis, os 
demonstrativos, os possessivos, os numerais 
cardinais e os adjetivos. 
 
Ex.: Um luar claro e belíssimo. 
 
 
2. Concordância do adjetivo com dois ou mais 
substantivos 
 
A) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo 
irá para o plural desse gênero ou concordará 
com o mais próximo (concordância atrativa). 
 
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara. 
 
B) Substantivos de gêneros diferentes, o 
adjetivo irá para o masculino plural ou 
concordará com o mais próximo. 
 
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou 
apropriado. 
 
 
C) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos 
dois casos acima, a norma geral é que ele 
concorde com o substantivo mais próximo. 
 
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os 
eletrodomésticos. 
 
D) Substantivos com sentido equivalente ou 
expressam gradação, o adjetivo concorda com 
o mais próximo. 
 
Ex.: Revelava pura alma e espírito. 
CASOS PARTICULARES 
 
1. POSSÍVEL 
a) precedido de o mais, o menor, o melhor, o 
pior – singular; 
b) precedido de os mais, os menores, os 
melhores, os piores – plural. 
 
Ex.: Estampas o mais possível claras. / 
Estampas as mais claras possíveis. 
 
2. ANEXO / INCLUSO 
 
adjetivos, concordam com o substantivo a que 
se referem. 
 
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os 
documentos. (em anexo, junto a são 
invariáveis) 
 
3. LESO (adjetivo=lesado, prejudicado) 
concorda com o substantivo com o qual forma 
uma composição. 
 
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria. 
 
 
 
 
 
4. PREDICATIVO 
 
a) substantivo com sentido indeterminado 
(sem artigo) – adjetivo no masculino. 
 
Ex.: É proibido entrada; 
b) substantivo com sentido determinado (com 
artigo) – adjetivo concorda com o substantivo. 
 
Ex.: É necessária muita cautela. 
 
 
5. MEIO – numeral = metade (variável) 
 
Ex.: Falou meias verdades. 
 
Advérbio = parcialmente (variável). 
Ex.: Encontrava-se meio fatigada. 
Para chegar aqui, gastamos duas horas. 
 
Para chegarmos aqui, gastamos duas horas. 
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6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO – 
PRONOMES – (variáveis). 
 
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS 
(invariáveis). 
Ex.: Estavam bastante felizes. 
 
7. SÓ – adjetivo = sozinho (variável). 
 
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa 
de exclusão (invariável). 
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (= 
somente). 
 
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – 
são palavras invariáveis. 
 
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso 
fiquemos sempre alerta. 
 
 
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a 
que se refere. 
 
Ex.: Estamos quites com a mensalidade. 
 
 
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – 
concordam com o gênero e número da pessoa 
a que se referem. 
 
Ex.: Ela disse: 
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do 
assunto. 
 
 
QUESTÕES 
 
1. Esta gramática, pois que gramática implica 
no seu conceito o conjunto de normas com que 
torna consciente a organização de uma ou mais 
falas, esta gramática parece estar em 
contradição com o meu sentimento. E certo que 
não tive jamais a pretensão de criar a Fala 
Brasileira. Não tem contradição. só quis 
mostrar que o meu trabalho não foi leviano, foi 
sério. Se cada um fizer também das 
observações e estudos pessoais a sua 
gramatiquinha muito que isso facilitar pra daqui 
a uns cinquenta anos se salientar 
normas gerais, não só da fala oral transitória e 
vaga, porem da expressão literária impressa, 
isto e, da estilização erudita da linguagem oral. 
Essa estilização é que determina a cultura 
civilizada sob o ponto de vista expressivo. 
Linguístico. 
ANDRADE, Mario. Apud PINTO, E. P. A 
gramatiquinha de Mario de Andrade: texto e 
contexto. São Paulo: Duas Cidades: Secretaria de 
Estado da Cultura, 1990 (adaptado 
 
O fragmento é baseado nos originais de Mario 
de Andrade destinados a elaboração da sua . 
Muitos rascunhos do autor foram compilados, 
com base nos quais depreende-se do 
pensamento de Mario de Andrade que ele: 
 
a) demonstra estar de acordo com os ideais da 
gramática normativa. 
b) a destituído da pretensão de representar 
uma linguagem próxima do falar. 
c) da preferência a linguagem literária ao 
caracteriza-la como estilização erudita da 
linguagem oral. 
d) reconhece a importância do registro do 
português do Brasil ao buscar sistematizar a 
língua na sua expressão oral e literária. 
e) reflete a respeito dos métodos de 
elaboração das gramáticas, para que ele se 
torne mais sério, o que fica claro na sugestão 
de que cada um se dedique a estudos pessoais. 
 
2. O uso do pronome átono no início das frases 
é destacado por um poeta e por um gramático 
nos textos abaixo. 
 
Pronominais 
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro. 
 
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São 
Paulo: Nova Cultural, 1988.) 
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―Iniciar a frase com pronome átono só é lícito 
na conversação familiar, despreocupada, ou na 
língua escrita quando se deseja reproduzir a 
fala dos personagens (...)‖. 
 
CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima 
gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 
1980.) 
 
Comparando a explicação dada pelos autores 
sobre essa regra, pode-se afirmar que ambos: 
 
a) Condenam essa regra gramatical. 
b) Acreditam que apenas os esclarecidos 
sabem essa regra. 
c) Criticam a presença de regras na gramática. 
d) Afirmam que não há regras para uso de 
pronomes. 
e) Relativizam essa regra gramatical. 
 
3. Assinale a alternativa correta em relação à 
classificação, pela ordem, dos predicados das 
orações abaixo: 
 
I - Todos nós consideramos a sua atitude 
infantil. 
II - A multidão caminhava pela estrada . 
III - A criançada continua emocionada. 
 
a) predicado verbal, predicado nominal, 
predicado verbo-nominal. 
b) predicado nominal, predicado verbal, 
predicado verbo-nominal. 
c) predicado verbo-nominal, predicado verbal, 
predicado nominal. 
d) predicado verbo-nominal, predicado 
nominal, predicado verbal. 
e) predicado verbal, I predicado verbal, 
predicado verbo-nominal. 
 
4. Em ―Dentro dela se abrigava a multidão de 
bárbaros e de estranhos ali recebidos com 
brandura e carinho‖ e ―Tudo o que era natureza 
tinha o aspecto sinistro, trágico, desolador (...)‖, 
temos, respectivamente: 
 
a) uma oração com sujeito simples; / duas 
orações com sujeito representado por 
pronomes (respectivamente, demonstrativo e 
relativo); 
b) duas orações, uma com sujeito claro, outra, 
oculto; / duas orações, tendo a primeira o 
sujeito simples representado por pronome 
relativo, a segunda, por um substantivo; 
c) uma oração com sujeito composto cujos 
núcleos são bárbaros e estranhos; / duas 
orações, estando a subordinada com sujeito 
oculto; 
d) uma oração com sujeito simples; / uma 
oração com sujeito representado por pronome 
indefinido; 
e) uma oração com sujeito pronominal; / uma 
oração com sujeito oracional. 
 
5. Canção do exílio 
 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 
 
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. 
(Gonçalves Dias) 
 
Marque a opção em que a disposição de 
termos não obedece à chamada ordem direta: 
a) ―Minha terra tem palmeiras,‖. 
b) ―Onde canta o Sabiá;‖ 
c) ―Nosso céu tem mais estrelas,‖ 
d) ―Nossos bosques têm mais vida,‖ 
e) ―Nossa vida mais amores.‖ 
 
6. Nasce o Sol e não dura mais que um dia, 
Depois da Luz se segue a noite escura, 
Em tristes sombras morre a formosura, 
Em contínuas tristezas a alegria. 
 
Porém, se acaba o Sol, por que nascia? 
Se é tão formosa a Luz, por que não dura? 
Como a beleza assim se transfigura? 
 
Como o gosto da pena assim se fia? 
Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza, 
Na formosura não se dê constância, 
E na alegria sinta-se a tristeza, 
 
Começa o mundo enfim pela ignorância, 
E tem qualquer dos bens por natureza. 
A firmeza somente na inconstância. 
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Gregório de Matos 
 
O poema acima exemplifica o estilo barroco, 
que apresenta, entre suas características, a 
inversão da ordem direta dos termos 
oracionais. Nos versos de Gregório de Matos, 
verifica-se, por exemplo, o emprego recorrente 
de construções com o sujeito posposto. É rara, 
aliás, no poema, a utilização do sujeito em sua 
posição ―normal‖, antecedendo o verbo. 
 
Dentre as opções a seguir, a única na qual se 
transcreve um verso em que se observa um 
sujeito anteposto ao verbo é: 
 
a) ―Depois da Luz se segue a noite escura.‖ 
b) ―Em tristes sombras morre a formosura.‖ 
c) ―Como a beleza assim se transfigura?‖ 
d) ―Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza.‖ 
e) ―Começa o mundo enfim pela ignorância.‖ 
 
7. Leia: 
 
I. Lembrou-se da pátria com saudades e 
desejou sentir novamente os aromas de sua 
terra e de sua gente. 
II. A defesa da pátria é o princípio da 
existência do militarismo. 
 
Assinale a alternativa que apresenta correta 
afirmação sobre os termos destacados nas 
frases I e II. 
 
a) As frases I e II apresentam em destaque 
adjuntos adnominais. 
b) As frases I e II apresentam em destaque 
complementos nominais 
c) A frase I apresenta em destaque um objeto 
indireto e a frase II apresenta em destaque um 
complemento nominal. 
d) A frase I apresenta em destaque um objeto 
indireto e a frase II apresenta em destaque um 
adjunto adnominal. 
e) As frases I e II apresentam objetos 
indiretos. 
 
8. 
 
 
 
Sobre as orações que compõem a tira acima, a 
Sintaxe admite como adequada a seguinte 
afirmativa 
 
a) O verbo "haver", no primeiro e no terceiro 
quadros, compõe uma oração com sujeito 
indeterminado. 
b) "Droga!" e "Tudo bem", no primeiro e no 
segundo quadros, constituem um tipo especial 
de oração sem verbo. 
c) As orações com o verbo "cortar" possuem 
sujeitos que não é possível identificar. 
d) Em "Vamos vender a TV", o verbo no plural 
determina a presença de um sujeito composto. 
e) A oração que tem o verbo "anunciar" em 
uma locução verbal não tem sujeito claro; logo, 
é oração sem sujeito. 
 
9. Os estudos sintáticos consideram que a 
existência de oração sem sujeito está 
devidamente exemplificada nos seguintes 
versos de passagens extraídas do universo da 
Música Popular Brasileira: 
 
a) ―Alguém me disse que tu andas novamente 
/ de novo amor, nova paixão, toda contente‖ 
(―Alguém me disse‖, Evaldo Gouveia/Jair 
Amorin) 
 
b) ―Anunciaram e garantiram que o mundo ia 
se acabar‖ 
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(―E o mundo não se acabou‖, Assis Valente) 
c) ―Já faz três noites que no Norte relampeia‖ 
(―A volta da Asa Branca‖, Luiz Gonzaga e Zé 
Dantas) 
d) ―Eu amanheço pensando em ti / eu anoiteço 
pensando em ti‖ 
(―Pensando emTi‖ , Herivelto Martins e Dadid 
Nasser) 
e) ―Se o bem e o mal existem, é preciso 
escolher‖ 
(―É preciso saber viver‖ , Erasmo Carlos e 
Roberto Carlos) 
 
10. IDADE DE SER FELIZ 
 
Existe somente uma idade para a gente ser 
feliz, somente uma época na vida de cada 
pessoa em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realizá-los a 
despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 
Uma só idade para a gente se encantar com a 
vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo 
com toda intensidade sem medo nem culpa de 
sentir prazer. Fase dourada em que a gente 
pode criar e recriar a vida à nossa própria 
imagem e semelhança e vestir-se com todas as 
cores e experimentar todos os sabores e 
entregar-se a todos os amores sem preconceito 
ou pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em 
que todo desafio é mais um convite à luta que a 
gente enfrenta com toda disposição de tentar 
algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas 
vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida 
da gente chama-se PRESENTE e tem a 
duração do instante que passa. 
Mário Quintana 
 
"Existe somente uma idade para a gente ser 
feliz" 
 
Considere, nas alternativas a seguir, 
alterações formuladas a partir da frase acima. 
Os estudos sintáticos apenas reconhecem 
como correta, segundo a norma culta da língua, 
a frase 
 
a) Deve haver vários momentos para sermos 
felizes. 
b) Existe, em nossas vidas, instantes 
definitivos de felicidade. 
c) Poderiam, seguramente, haver outros 
instantes de felicidade. 
d) Haviam, naqueles tempos. Muitas ocasiões 
para a gente ser feliz. 
e) Como pode existir tão poucos momentos de 
felicidade? 
 
11. Como prevenir a violência dos 
adolescentes―(...) Quando deparo com as notícias sobre 
crimes hediondos envolvendo adolescentes, 
como o ocorrido com Felipe Silva Caffé e Liana 
Friedenbach, fico profundamente triste e 
constrangida. Esse caso é consequência da 
baixa valorização da prevenção primária da 
violência por meio das estratégias 
cientificamente comprovadas, facilmente 
replicáveis e definitivamente muito mais 
baratas do que a recuperação de crianças e 
adolescentes que comentem atos infracionais 
graves contra a vida. 
Talvez seja porque a maioria da população não 
se deu conta e os que estão no poder nos três 
níveis não estejam conscientes de seu papel 
histórico e de sua responsabilidade legal de 
cuidar do que tem de mais importante à nação: 
as crianças e os adolescentes, que são o futuro 
do país e do mundo. 
A construção da paz e a prevenção da violência 
dependem de como promovemos o 
desenvolvimento físico, social, mental, 
espiritual e cognitivo das nossas crianças e 
adolescentes, dentro do seu contexto familiar 
e comunitário. Trata-se, portanto, de uma ação 
intersetorial, realizada de maneira sincronizada 
em cada comunidade, com a participação das 
famílias, mesmo que estejam incompletas ou 
desestruturadas (...)‖ 
―(...) Em relação às crianças e adolescentes 
que cometeram infrações leves ou moderadas 
que deveriam ser mais bem expressas seu 
tratamento para a cidadania deveria ser feito 
com instrumentos bem elaborados e colocados 
em prática, na família ou próxima dela, com 
acompanhamento multiprofissional, 
desobstruindo as penitenciárias, verdadeiras 
universidades do crime. (...)‖ 
Zilda Arns Neumann, 69, médica pediatra e 
sanitarista; foi fundadora e coordenadora nacional 
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da Pastoral da Criança. (Folha de S Paulo, 
26/11/2003.) 
 
Tomando como base o mesmo fragmento a 
seguir, é correto afirmar que: 
 
―Trata-se, portanto, de uma ação intersetorial, 
realizada de maneira sincronizada em cada 
comunidade, com a participação das famílias, 
mesmo que estejam incompletas...‖ (3º 
parágrafo). 
 
a) o verbo tratar em: ―trata-se‖ poderia estar no 
plural, indiferentemente, uma vez que é um 
caso de concordância especial. 
b) o verbo tratar deveria estar no plural por 
apresentar um sujeito explícito. 
c) A 3ª pessoa do singular do verbo referente 
é que está correto, porque concorda com o 
sujeito: ―uma ação intersetorial‖. 
d) A 3ª pessoa do singular é que está correto, 
uma vez que o ―se‖ que o acompanha é 
classificado como pronome apassivador. 
e) O verbo ―tratar‖ não deve ir para o plural, 
porque o ―se‖ indica a indeterminação do 
sujeito. 
 
12. O aposto é uma função sintática que tem 
como característica básica a referência a outro 
sintagma do texto com diversas funções - seja 
de enumerar ou recapitular, por exemplo. 
Sendo assim, observe as frases abaixo e 
assinale aquela que apresente um aposto que 
tenha como função básica a comparação. 
 
a) Alguns alunos, a saber, Marcos, Rafael e 
Bianca não entraram na sala de aula após o 
recreio. 
b) Os Lusíadas, obra de Camões, é o grande 
cânone da literatura portuguesa. 
c) Magali, personagem dos quadrinhos de 
Maurício de Souza, foi inspirada em uma 
vizinha gulosa. 
d) Precisamos de muitas virtudes para viver 
em paz: paciência, sapiência e persistência. 
e) Lúcia caminhou escuridão adentro 
silenciosa e mortal: uma leoa. 
 
13. Pescaria 
Um homem 
que se preocupava demais 
com coisas sem importância 
acabou ficando com a cabeça cheia de 
minhocas. 
Um amigo lhe deu então a ideia 
de usar as minhocas numa pescaria 
para se distrair das preocupações. 
O homem se distraiu tanto 
pescando 
que sua cabeça ficou leve 
como um balão 
e foi subindo pelo ar 
até sumir nas nuvens. 
Onde será que foi parar? 
não sei 
nem quero me preocupar com isso. 
Vou mais é pescar. 
José Paulo Paes 
 
José Paulo Paes é notável pela construção de 
poemas simples, lúdicos e inusitados, como o 
que acima se transcreve. 
 
Examinados os elementos que compõem o 
poema ―Pescaria‖, e presentes os estudos 
relativos à consolidação morfossintática (entre 
classes gramaticais e funções sintáticas), pode-
se reconhecer, nos elementos que constroem o 
texto de José Paulo Paes, a presença 
 
a) da preposição ―com‖ introduzindo, nas três 
ocorrências em que aparece, funções 
sintáticas de mesmo valor. 
b) do substantivo ―minhocas‖ exercendo, nas 
duas orações em que foi empregado, função 
de complemento verbal. 
c) das locuções ―pelo ar‖ e ―nas nuvens‖, 
indicando, como adjuntos adverbiais, uma 
mesma circunstância. 
d) do substantivo ―cabeça‖, desempenhando, 
nos dois momentos em que aparece, função 
sintática equivalente, como termo essencial. 
e) dos pronomes ―se‖ e ―me‖ junto ao verbo 
―preocupar‖, como palavras expletivas ou de 
realce, portanto dispensáveis na construção 
utilizada para o verbo. 
 
14. De uma bela crônica de Martha Medeiros, 
em ―O Globo‖ de 11.05.2005 (A grama do 
vizinho) colhemos as seguintes passagens: 
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― Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs 
com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma 
música que dizia: ―Eu espero/ acontecimentos/ 
só que quando anoitece/ é festa no outro 
apartamento‖. (...) Passei minha adolescência 
com essa sensação (...) É uma das 
características da juventude: considerar-se 
deslocado e impedido de ser feliz como os 
outros são – ou aparentam ser. Só que chega 
uma hora em que é preciso deixar de ficar tão 
ligada na grama do vizinho. (...) 
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do 
vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. 
(...) 
Nesta era de exaltação de celebridades – reais 
e inventadas – fica difícil mesmo achar que a 
vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, 
amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, 
desilusões e recomeços, tudo isso vale ser 
incluído na nossa biografia. Ou será tão 
divertido passar dois dias na ilha de Caras 
fotografando junto a todos os produtos dos 
patrocinadores? Compensa passar a vida 
comendo alface para ter o corpo que a profissão 
de modelo exige? Será tão gratificante ter um 
paparazzo na sua cola cada vez que você sai de 
casa? Estarão todos mesmo realizando um 
milhão de coisas interessantes enquanto só 
você está sentada no sofá pintando as unhas 
do pé? 
Favor não confundir uma vida sensacional 
com uma vida sensacionalista. As melhores 
festas costumam acontecer dentro do nosso 
próprio apartamento.‖ 
 
O aposto é palavra de natureza substantiva que 
recupera, explicando, alguém ou algo 
anteriormente mencionado. Ele pode 
apresentar-se em diferentes situações e uma 
delas se verifica quando cumpre uma missão 
resumitiva, tal como acontece em: 
 
a) "Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs 
com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma 
música que dizia..." 
b) "É uma das características da juventude: 
considerar-se deslocado e impedido de ser feliz 
como os outros são" 
c) "Nesta era de exaltação de celebridades – 
reais e inventadas – fica difícil mesmo achar 
que a vida da gente tem graça". 
d) "Paz interior, amigos leais, nossas músicas, 
livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo 
isso vale ser incluído na nossa biografia". 
e) "As melhores festas costumam acontecer 
dentro do nosso próprio apartamento‖. 
 
15. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
No português, encontramos variedades 
históricas, tais como a representada na cantiga 
trovadoresca de João Garcia de Guilhade, 
ilustrada a seguir. 
Non chegou, madre, o meu amigo, 
e oje est o prazo saido! 
Ai, madre, moiro d‘amor! 
Non chegou, madre, o meu amado, 
e oje est o prazo passado! 
Ai, madre, moiro d‘amor! 
E oje est o prazo saido! 
Por que mentiu o desmentido? 
Ai, madre, moiro d‘amor! 
E oje, est o prazo passado!Por que mentiu o perjurado? 
Ai, madre, moiro d‘amor! 
 
No verso – Ai, madre, moiro d‘amor! – a 
função sintática do termo madre é a seguinte: 
 
a) sujeito 
b) objeto direto 
c) adjunto adnominal 
d) vocativo 
e) aposto 
 
16. O BARBEIRO 
 
Perto de casa havia um barbeiro, que me 
conhecia de vista, amava a rabeca e não tocava 
inteiramente mal. 10Na ocasião em que ia 
passando, 9executava não sei que peça. Parei 
na calçada a ouvi-lo (tudo 3são pretextos a um 
coração agoniado), ele viu-me, e continuou a 
tocar. Não atendeu a um freguês, e logo a 
outro, que ali foram, 7a despeito da hora e de 
ser domingo, confiar-lhe as caras à navalha. 
Perdeu-os sem perder uma nota; ia tocando 
para mim. Esta consideração fez-me chegar 
francamente à porta da loja, voltado para ele. 
Ao fundo, 
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levantando a cortina de chita que fechava o 
interior da casa, 11vi apontar uma moça 
trigueira, vestido claro, flor no cabelo. Era a 
mulher dele; creio que me descobriu de dentro, 
e veio agradecer-me com a presença o favor 
que eu fazia ao marido. 6Se me não engano, 
chegou a dizê-lo com os olhos. Quanto ao 
marido, tocava agora com mais calor; sem ver 
a mulher, sem ver fregueses, grudava a face no 
instrumento, passava a alma ao arco, e tocava, 
tocava... 
Divina arte! Ia-se formando um grupo, 4deixei 
a porta da loja e vim andando para casa; 2enfiei 
pelo corredor e subi as escadas sem estrépito. 
Nunca me esqueceu o caso deste barbeiro, ou 
por estar ligado a um momento grave de minha 
vida, ou por esta máxima, que os compiladores 
podiam tirar daqui e inserir nos compêndios da 
escola. A máxima é que 1a gente esquece 
devagar as boas ações que pratica, e 
verdadeiramente não as esquece nunca. Pobre 
barbeiro! Perdeu duas barbas naquela noite, 
que eram o pão do dia seguinte, tudo para ser 
ouvido de um transeunte. 12Supõe agora que 
este, em vez de ir-se embora, como eu fui, 
ficava à porta a ouvi-lo e namorar-lhe a mulher; 
então é que ele, todo arco, todo rabeca, tocaria 
desesperadamente. 5Divina arte! 
(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro - obra 
completa - vol. I, Aguilar, 2ª ed. 1962.) 
 
Na passagem "... executava não sei que peça." 
(ref. 9), a palavra que tem função de: 
 
a) pronome relativo - sujeito 
b) pronome adjetivo - adjunto adnominal 
c) pronome relativo - adjunto adnominal 
d) conjunção integrante - conectivo 
e) pronome relativo - aposto 
 
17. Parágrafo do Editorial ―Nossas crianças, 
hoje‖. 
 
―Oportunamente serão divulgados os 
resultados de tão importante encontro, mas 
enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na 
pele e na alma a dor dos mais altos índices de 
sofrimento da infância mais pobre. Nosso 
Estado e nossa região padece de índices 
vergonhosos no tocante à mortalidade infantil, 
à educação básica e tantos outros indicadores 
terríveis.‖ 
(Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010) 
 
A justificativa para a concordância do verbo 
―padecer‖, no segundo período, é a mesma para 
a concordância verbal em: 
 
a) ―Casa, água, comida e carinho, nada fez o 
pardalzinho feliz.‖ 
b) ―Muita raiva e indignação dominava seus 
gestos.‖ 
c) ―Haverá homens e mulheres contrários a 
essa ideia" 
d) ―Uma brisa, um vento, o maior furacão não 
os inquietava.‖ 
e) ―Pedro ou Paulo será eleito papa.‖ 
 
18. A revolução digital 
 
Texto e papel. Parceiros de uma história de 
êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse 
―pareciam‖, assim, com o verbo no passado, e 
já me explico: estão em processo de 
separação. Secular, a união não ruirá do dia 
para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o 
pôr do sol a cada fim de tarde. 
O texto mantinha com o papel uma relação de 
dependência. A perpetuação da escrita parecia 
condicionada à produção de celulose. Súbito, a 
palavra descobriu um novo meio de 
propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. 
Entram as nuvens de elétrons. 
A mudança conduz a veredas ainda 
inexploradas. De concreto há apenas a 
impressão de que, longe de enfraquecer, a 
ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. 
Quando nos chega por um ouvido, a palavra 
costuma sair por outro. 
Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de 
imagens a alma. Em outras palavras: falada, a 
palavra perde-se nos desvãos da memória; 
impressa, desperta o cérebro, produzindo uma 
circulação de ideias que geram novos textos. 
A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. 
Plugados à rede, somos autores e leitores. 
Podemos visitar as páginas de um clássico da 
literatura. Ou simplesmente arriscar textos 
próprios. Otto Lara Resende costumava dizer 
que as pessoas haviam perdido o gosto pela 
troca de 
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correspondências. Antes de morrer, brindou- 
me com dois telefonemas. Em um deles, 
prometeu: ―Mando-te uma carta qualquer dia 
desses‖. 
Não sei se teve tempo de render-se ao 
computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto 
estaria surpreso com a popularização crescente 
do correio eletrônico. O papel começa a 
experimentar o mesmo martírio imposto à pedra 
quando da descoberta do papiro. A era digital 
está revolucionando o uso do texto. Estamos 
virando uma página. Ou, por outra, estamos 
pressionando a tecla 
―enter‖. 
SOUSA, Josias de. “A revolução digital”. Folha de 
São Paulo 
 
O estudo do sujeito vincula-se ao correto 
emprego das normas de concordância verbal 
(entre sujeito e verbo). Tendo em vista as 
regras que regulam esse assunto assinale a 
única opção em que a forma verbal entre 
parênteses completa corretamente a lacuna 
da frase: 
 
a) Nos dias de hoje, não mais _ uma relação 
de dependência o texto e o papel. (mantém). 
b) Em substituição às árvores, 
 _ a predominar, com a 
afirmação da internet, os elétrons. (passou). 
c) Segundo Otto Lara Resende, 
 às pessoas o gosto pela troca 
de correspondências. (faltavam). 
d) , por muitos e muitos 
anos, nos países do planeta, o emprego da 
internet. (Predominarão) 
e) _, em função da era digital, 
ideias em profusão, gerando renovados textos. 
(Existem) 
 
19. Sonho de uma noite de verão 
Uma procissão de espantalhos, 
pela miséria colorida, 
pelos atalhos 
vinha: 
pediam vida, queriam vida! E as suas caras 
eram trágicas 
Porque tinham todas a mesma expressão 
– que era o mesmo que não terem 
E tão insuportável era aquela cara única 
que a polícia atirou em cima deles bombas de 
gás hilariante. 
Nenhum espantalho riu. 
A procissão continuou, 
a procissão está agora em plena Estrada Real 
enquanto 
pelos atalhos 
por toda a parte 
por cima dos gramados 
por cima dos corpos atropelados 
os automóveis fogem como baratas. 
Caderno H. São Paulo: Globo 
 
A respeito dos cinco primeiros versos do poema 
―Sonho de uma noite de verão‖, o emprego dos 
verbos vinculados à ―procissão de 
espantalhos‖, primeiro no singular e depois no 
plural, em relação à chamada norma culta: 
 
a) contraria as normas da concordância 
verbal, em virtude da falta de uniformidade na 
flexão de número. 
b) configura um recurso estilístico que 
contribui para marcar, a um tempo, o conjunto 
dos espantalhos em procissão e os 
componentes desse conjunto. 
c) é um desvio não acolhido pelo padrão culto 
da língua, revelando desconhecimento das 
normas por parte do escritor. 
d) é simplesmente um erro gramatical 
envolvendo a concordância verbal, já que lhe 
falta intenção comunicativa. 
e) é exemplificativo, em termos estilísticos, de 
uma figura de construção denominada silepse 
de pessoa. 
 
20. Buscando a excelência 
Lya Luft 
 
Estamos carentes de excelência. A 
mediocridade reina, assustadora, implacável e 
persistentemente. Autoridades, altos cargos, 
líderes, em boa parte desinformados, 
desinteressados, incultos,lamentáveis. Alunos 
que saem do ensino médio semianalfabetos e 
assim entram nas universidades, que aos 
poucos – refiro-me às públicas – vão se 
tornando reduto de pobreza intelectual. 
As infelizes cotas, contras as quais tenho 
escrito e às quais me oponho desde sempre, 
servem magnificamente para alcançarmos 
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este objetivo: a mediocrização também do 
ensino superior. Alunos que não conseguem 
raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa 
educação de brincadeirinha. E, porque não 
sabem ler nem escrever direito e com 
naturalidade, não conseguem expor em letra ou 
fala seu pensamento truncado e pobre. [...] E as 
cotas roubam a dignidade daqueles que 
deveriam ter acesso ao ensino superior por 
mérito [...] Meu conceito serve para cotas 
raciais também: não é pela raça ou cor, 
sobretudo autodeclarada, que um jovem deve 
conseguir diploma superior, mas por seu 
esforço e capacidade. [...] 
Em suma, parece que trabalhamos para facilitar 
as coisas aos jovens, em lugar de educá-los 
com e para o trabalho, zelo, esforço, busca de 
mérito, uso da própria capacidade e talento, já 
entre as crianças. O ensino nas últimas 
décadas aprimorou-se em fazer os pequenos 
aprender brincando. Isso pode ser bom para os 
bem pequenos, mas já na escola elementar, em 
seus primeiros anos, é bom alertar, com afeto e 
alegria, para o fato de que a vida não é só 
brincadeira, que lazer e divertimento são 
necessários até à saúde, mas que a escola é 
também preparação para uma vida profissional 
futura, na qual haverá disciplina e limites – que 
aliás deveriam existir 
a) na qual se manifestaram disciplina e limites. 
b) na qual existirão disciplina e limites. 
c) na qual se surpreende disciplina e limites 
d) na qual se terá disciplina e limites. 
e) na qual teriam disciplina e limites. 
 
21. A questão a seguir deve ser respondida de 
acordo com a gramática normativa. 
 
Assinale a alternativa correta quanto à 
concordância verbal. 
 
a) Meus irmãos põe os óculos de grau toda 
vez que precisam dirigir o carro. 
b) As óticas mantém uma variedade de 
modelos de óculos à disposição dos clientes. 
c) Em breve, pode surgir novos equipamentos 
que se assemelhem ao Google Glass 
d) Alguns oftalmologistas alegam que nem 
sempre a cirurgia convêm aos pacientes. 
e) Houve muitos voluntários interessados em 
testar os aplicativos do novo equipamento. 
 
22. Assinale a alternativa que, na sequência, 
completa corretamente as orações seguintes: 
 
I - Isto migalhas. 
II - Nossa vida loucuras. 
III - Vocês _ meu castigo. 
em casa, ainda que amorosos. 
Muitos dirão que não estou sendo simpática. 
IV - As cores vermelha e negra 
marca do brasão. 
__ a 
Não escrevo para ser agradável, mas para 
partilhar com meus leitores preocupações sobre 
este país com suas maravilhas e suas mazelas, 
num momento fundamental em que, em meio a 
greves, justas ou desatinadas, [...] se delineia 
com grande inteligência e precisão a 
possibilidade de serem punidos aqueles que 
não apenas prejudicaram monetariamente o 
país, mas corroeram sua moral, e a dignidade 
de milhões de brasileiros. Está sendo um 
momento de excelência que nos devolve ânimo 
e esperança. 
(Fonte: Revista Veja, de 26.09.2012. Adaptado). 
 
Substituindo-se o verbo haver por um 
sinônimo no trecho – ...a escola é também 
preparação [...], na qual ―haverá‖ disciplina e 
limites –, o resultado correto e similarmente 
gramatical será: a escola é também 
preparação [...], 
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V - Hoje doze de janeiro. 
 
a) são, eram, serão, eram, são. 
b) é, eram, serão, era, é. 
c) são, era, serão, era, são. 
d) é, eram, serão, eram, são. 
e) é, era, será, era, é. 
 
23. Em uma crônica denominada ―Missa 
Negra‖, o cronista Zuenir Ventura relembra 
fatos vinculados à decretação do Ato 
Institucional nº 5, que, em 1968, 
estabeleceu severas restrições às 
liberdades democráticas 
, já abaladas desde o golpe militar de 1964. 
Veja um fragmento da crônica: 
Vinte anos depois, revelou-se pela 
primeira vez o processo através do qual 
isso se tornou possível: o jornalista Elio 
Gaspari retirou de seus arquivos e me 
cedeu para publicação no livro 1968 — o 
ano que não terminou o teor da 
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sessão do Conselho de Segurança Nacional, 
que fez baixar sobre o país a cortina de trevas 
que cancelou todas as liberdades 
democráticas, a começar pelo habeas corpus. 
Ali, no Palácio Laranjeiras, 22 dos 23 
conselheiros — entre ministros e comandantes 
militares, presididos pelo marechal Costa e 
Silva — encenaram uma tragédia em forma de 
farsa e, em nome da democracia, deram um 
golpe dentro do golpe, instalando a ditadura 
sem pudor, escancarada. 
 
Na frase inicial desse fragmento, encontramos 
uma construção com o pronome apassivador 
―se‖ (―revelou-se‖), em manifestação de voz 
passiva sintética. A incorreta identificação 
sintática da palavra ―se‖ pode, em muitos 
casos, provocar a elaboração de frases que 
contrariam a norma culta, o que é muito comum 
no chamado registro coloquial. 
 
Dessa forma, a única frase, dentre as que se 
seguem, em que foi observada a língua- padrão 
é: 
 
a) Não se podem exigir esforços de quem não 
acredita nos objetivos deles decorrentes. 
b) Devem-se assistir com toda atenção aos 
grandes clássicos do cinema nacional. 
c) Dever-se-ia procurar soluções mais 
adequadas para aquele problema. 
d) Pode-se pescar muitos peixes grandes 
quando realmente se aprende a técnica da 
pescaria. 
e) Deve-se comentar todos os lances do jogo 
em que o juiz errou clamorosamente. 
 
24. Assinale a alternativa desse exercício que 
preenche, corretamente, as lacunas do texto. 
 
A Polícia Civil apreendeu 415,4 quilos de crack
 _ em uma casa na Avenida 
Salim Farah Maluf. No local, também 
 _ dois quilos de maconha. Um 
homem de 28 anos e um adolescente de 17 
 _ . 
 
a) escondidos … havia … foram detidos 
b) escondido … havia … foram detido 
c) escondidos … haviam … foi detido 
d) escondido … haviam … foram detidos 
e) escondidos … havia … foram detido. 
 
25. Texto I 
 
sic - Em latim, significa assim. Expressão 
usada entre colchetes ou parênteses no meio 
ou no final de uma declaração entre aspas, ou 
na transcrição de um documento, para indicar 
que é assim mesmo, por estranho ou errado 
que possa ser ou parecer. 
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_t 
exto_s.htm) 
 
Texto II 
 
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu 
um grupo de 50 manifestantes, que foram de 
ônibus a Brasília reclamar sobre a demora para 
receber os recursos do governo federal. (...) 
Em nota divulgada ontem no site do Ministério 
da Cultura, Ana de Hollanda disse que o 
ministério "reconhece, valoriza e tem claro [sic] 
a necessidade da continuidade" do trabalho dos 
Pontos de Cultura. A nota, no entanto, não 
aponta quando o problema deve ser resolvido. 
(Folha de São Paulo, 23/02/2011) 
 
Considerando-se as informações 
apresentadas nos textos, é correto afirmar que 
o motivo da inclusão do ―sic‖, no Texto II, é 
apontar uma falha de 
 
a) concordância nominal, já que o adjetivo 
―claro‖ deveria estar no feminino para concordar 
com o substantivo ―necessidade‖. 
b) regência nominal, pois o ―a‖, antes do 
substantivo ―necessidade‖, deveria receber 
acento grave para indicar a ocorrência de 
crase. 
c) pontuação, uma vez que se omitiu a vírgula 
obrigatória para separar as orações 
coordenadas presentes nesse período. 
d) acentuação gráfica, já que o verbo ―ter‖, 
presente na expressão ―tem claro‖, deveriareceber acento circunflexo. 
e) coesão textual, pois, nessa construção, é 
obrigatória a inclusão do conectivo ―que‖ para 
ligar a oração principal à oração subordinada. 
 
26. "Minha terra tem macieiras da Califórnia 
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onde cantam gaturamos de Veneza. (...) 
Eu morro sufocado 
Em terra estrangeira. 
Nossas flores são mais bonitas 
nossas frutas mais gostosas 
mas custam cem mil réis a dúzia." 
(Murilo Mendes) 
 
Consideradas as regras de concordância 
nominal, marque a única opção que se 
encontra amparada pela norma culta da língua: 
 
a) Ainda hoje, surgem diversas canções e 
poemas que copiam a ―Canção do Exílio‖. 
b) São muito comuns , ainda hoje, canções e 
poemas baseadas na ―Canção do Exílio‖. 
c) Aquele autor fez poemas o mais possíveis 
semelhantes à ―Canção do Exílio‖ 
d) Os textos anexo mostram momentos de 
―diálogo‖ em nossa literatura. 
e) Em todos os poemas que falavam do exílio 
os poetas sentiam-se só. 
 
27. Indique a alternativa correta: 
 
a) Tratavam-se de questões fundamentais. 
b) Comprou-se terrenos no subúrbio. 
c) Precisam-se de datilógrafas. 
d) Reformam-se ternos. 
e) Obedeceram-se aos severos regulamentos. 
 
28. Qual a alternativa em que as formas dos 
verbos bater, consertar e haver nas frases 
abaixo, são usadas na concordância correta? 
 
- As aulas começam quando _ oito horas. 
- Nessa loja _ relógios de parede. 
- Ontem ótimos programas na televisão. 
 
a) batem, consertam-se, houve. 
b) bate, consertam-se, havia. 
c) bateram, conserta-se, houveram. 
d) batiam, conserta-se-ão, haverá. 
e) batem, consertarei, haviam. 
VERBOS INTRANSITIVOS 
 
São os verbos que não necessitam ser 
completados. Sozinhos, indicam a ação ou o 
fato. 
Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e 
Dirigir-se. 
 
Estes verbos aparentam ter complemento, por 
exemplo, ―Quem vai, vai a algum lugar‖. Porém 
a indicação de lugar é circunstância, não 
complementação. Classificamos este 
complemento como Adjunto Adverbial de 
Lugar. É importante observar que a regência 
destes verbos exige a preposição a na 
indicação de destino e de na indicação de 
procedência. Só se usa a preposição em na 
indicação de meio, instrumento. 
 
Irei em Santiago de Cuba; (errado) 
Irei a Santiago de Cuba; 
 
Vou em São Paulo; (errado) 
Vou a São Paulo; 
 
Muitos não compareceram na prova do Enem; 
(errado) 
Muitos não compareceram à prova do Enem; 
 
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando sobre 
o mar; 
 
A comida caiu no chão; (errado) 
A comida caiu ao chão; 
 
Você caiu do céu; 
Voltei de lá; 
 
Cheguei de Curitiba há meia hora; 
 
OBS: O fenômeno denominado crase também 
ocorrerá quando houver um verbo intransitivo 
regendo a preposição a, seguido de um 
substantivo feminino, que exija o artigo a, como 
no terceiro exemplo acima. 
 
Morar, Residir e Situar-se: 
 
São intransitivos, mas costumam estar 
acompanhados de adjunto adverbial, regendo 
a preposição em. 
 
Moro / Resido em Londrina; 
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis; 
 
Não utilize a preposição a para logradouros. 
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Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (errado) 
Moro a cem metros da estrada; 
 
Deitar-se e Levantar-se: 
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo. 
 
 
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS 
 
São verbos que indicam que o sujeito pratica a 
ação, sofrida por outro termo, denominado 
<objeto direto>. Por essa razão, uma das 
maneiras mais fáceis de analisar se um verbo 
é transitivo direto é passar a oração para a voz 
passiva, pois somente verbo transitivo direto 
admite tal transformação, além dos verbos 
(des) obedecer, pagar, perdoar, aludir, apelar, 
responder, assistir(ver), que admitem a 
passiva mesmo não sendo VTD. (Motivo: eram 
diretos antigamente.) 
 
O objeto direto pode ser representado por um 
substantivo, palavra substantivada, oração 
(oração subordinada substantiva objetiva 
direta) ou pronome oblíquo. Uma vez que 
pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, 
nós, vós, eles, elas) só são usados com 
preposição, quando estes representam objeto 
direto, tem-se um objeto direto 
preposicionado. 
 
Vamos à lista, então, dos mais importantes 
verbos transitivos diretos: 
 
Desfrutar e Usufruir: 
São VTD, apesar de serem muito usados com 
a preposição de. 
 
Desfrutei os bens deixados por meu pai. 
Pagam o preço do progresso aqueles que 
menos o usufruem. 
Desfrutaremos da aposentadoria na velhice. 
 
Compartilhar: 
É VTD, apesar de ser muito usado com a 
preposição de. 
 
Berenice compartilhou o meu sofrimento. 
Compartilharam de tudo durante a vida. 
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS 
 
São verbos que se ligam ao complemento por 
meio de uma preposição. O complemento é 
denominado <objeto indireto>. O objeto indireto 
pode ser representado por substantivo, palavra 
substantivada, oração (oração subordinada 
substantiva objetiva indireta) ou pronome 
oblíquo. 
 
OBS: Estes verbos admitem os pronomes lhe, 
lhes como objeto indireto; alguns, porém, não. 
 
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele => 
Obedeceu-lhe. 
 
Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se, 
aspirar, recorrer, depender. Os gramáticos não 
trazem as razões históricas para esse modo 
peculiar de construção de alguns verbos. Nem 
precisariam fazê-lo, assim como não precisam 
justificar o motivo de um determinado verbo ser 
hoje transitivo direto e outro, transitivo indireto. 
Às vezes, os verbos são sinônimos, mas 
apresentam diferentes transitividades. Em 
verdade, a função primordial da Gramática não 
é fixar regras impositivas de cima para baixo, 
mas sistematizar os fatos e as condutas que 
encontra na língua como manifestação. 
 
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Referir-se 
(a): 
 
Todos falam desse filme, mas eu não assiti a 
ele ainda. 
 
Constar (de, em): 
Quando se usa o verbo constar com o sentido 
de ―estar escrito, registrado ou mencionado‖ ou 
―fazer parte, incluir-se‖, as preposições – de 
e em – são corretas : 
Seu nome consta da lista de aprovados. 
Consta nos autos que... 
Consta dos autos que... 
Vou fazer constar o incidente em meu 
relatório. 
 
Já quando constar tem o significado de ―ser 
composto, constituído ou formado; consistir 
em algo‖, usa-se apenas a preposição de: 
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A casa consta de partes grandes e arejadas. 
Seu relatório constava de 50 páginas. 
 
 
Obedecer e Desobedecer (a): 
Obedeço a todas as regras da empresa. 
 
Revidar (a): 
Ele revidou ao ataque instintivamente. 
 
Responder (a): 
Responda aos testes com atenção. 
 
Simpatizar e Antipatizar (com): 
Não são verbos pronominais, portanto não se 
deve dizer simpatizar-se, nem antipatizar-se. 
 
Sempre simpatizei com ele, mas antipatizo 
com seu irmão. 
 
Sobressair (em): 
Não é verbo pronominal, portanto não se deve 
usar sobressair-se. 
No colegial, sobressaía em todas as matérias. 
Torcer (por, para): 
Pode ser também verbo intransitivo. Somente 
neste caso, usa-se com a preposição para, que 
dará início a Oração Subordinada Adverbial de 
Finalidade. Para ficar mais fácil, memorize 
assim: 
 
Torcer por + substantivo ou pronome. 
Torcer para + oração (com verbo). 
 
Estamos torcendo por você. 
Estamos torcendo para você conseguir seu 
intento. 
pessoa. 
 
Agradeci a ela o convite. 
Paguei a conta ao Banco. 
Se o time rival ganhasse, a torcida não 
perdoaria aos jogadores a derrota em casa. 
 
Pedir: 
É VTDI, com a preposição a. A frase deve ser 
sintaticamente estruturada assim: 
 
―Quem pede, pede algo a/para alguém‖;―Quem pede, pede que alguém faça algo‖; 
 
Pedimos a todos que trouxessem os livros. 
Pedimos que todos trouxessem os livros. 
 
É inadequado ao padrão culto da língua: 
"Pedir para que alguém faça algo". 
 
Preferir: 
É VTDI, com a preposição a. Não admite 
ênfase, como: mais, muito mais, mil vezes. 
 
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado. 
 
Informar, avisar, advertir, certificar, comunicar, 
lembrar, noticiar, notificar, prevenir: 
 
São VTDI, admitindo duas construções: 
 
―Quem informa, informa algo a alguém‖; 
―Quem informa, informa alguém de/sobre 
algo.‖ 
 
 
VERBOS BITRANSITIVOS 
 
Também chamados de transitivo diretos e 
indiretos. São os verbos que possuem os dois 
complementos - objeto direto e objeto indireto. 
 
Agradecer, Pagar e Perdoar: 
São VTDI, com a preposição a. O objeto direto 
sempre será a coisa, e o objeto indireto, a 
 
REGÊNCIA OSCILANTE / MAIS DE UMA 
REGÊNCIA 
 
 
Aspirar: 
Será VTD, quando significar sorver, absorver. 
Como é bom aspirar a brisa da tarde. 
 
Será VTI, com a preposição a, quando 
Informamos aos usuários que não nos 
responsabilizamos por furtos ou roubos. 
Informamos os usuários de que não nos 
responsabilizamos por furtos ou roubos. 
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significar almejar, objetivar. 
Aspiramos a uma vaga naquela universidade. 
 
Agradar: 
Será VTI, com a preposição a, quando 
significar ser agradável; satisfazer. 
Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano 
todo. 
Será VTD, quando significar acariciar ou 
contentar. 
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por 
horas. 
 
Assistir: 
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a 
quando significar ajudar, prestar assistência. 
Minha família sempre assistiu o Lar dos 
Velhinhos. 
Minha família sempre assistiu ao Lar dos 
Velhinhos. 
 
Será VTI com a preposição a quando significar 
ver ou ter direito. 
Gosto de assistir aos jogos do Santos. 
O descanso semanal remunerado assiste ao 
trabalhador. 
 
Será VI quando implicar morada. 
Assisto em Londrina desde que nasci. 
O papa assiste no Vaticano. 
 
Chamar: 
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a 
quando significar dar qualidade. A qualidade 
pode vir precedida da preposição de, ou não. 
 
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo) 
Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de 
bobo) 
Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo) 
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo) 
Será VTI com a preposição por quando 
significar invocar. 
Chamei por você insistentemente, mas não 
me ouviu. 
 
Será VTD, quando significar convocar. 
Chamei todos os sócios para participarem da 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. 
Atenderam o meu pedido prontamente. 
Atenderam ao meu pedido prontamente. 
reunião. 
 
Será VTDI, com a preposição a, quando 
significar repreender. 
Chamei os meninos à atenção, pois 
conversavam na sala de aula. 
Chamei-o à atenção. 
 
Obs.: Não confundir com a expressão sem 
crase ―chamar a atenção‖, que não significa 
repreender, mas fazer ser notado. 
 
O cartaz chamava a atenção de todos que por 
ali passavam. 
 
Casar: 
Será VI quando por si só apresentar sentido 
completo. 
Eles casaram (ou se casaram – na qualidade 
de pronome reflexivo). 
 
Será VTI quando requisitar um complemento 
regido pelo uso da preposição: 
Ele se casou com a melhor amiga. 
 
Será VTDI quando requisitar os dois 
complementos: 
O vizinho casou sua filha com meu primo. 
 
Custar: 
Será VI quando significar ter preço. 
Estes sapatos custaram muito. 
 
Será VTDI, com a preposição a, quando 
significar causar trabalho, transtorno. 
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a 
toda a família. 
 
Será VTI com a preposição a quando significar 
ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como 
sujeito aquilo que é difícil. A pessoa a quem 
algo é difícil será objeto indireto. 
Custou-lhe acreditar em Maria. 
Custou a ele acreditar em Maria. 
 
Ele custou a acreditar... (está errado) 
 
Atender: 
 
Anteceder: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. 
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A velhice antecede a morte. 
A velhice antecede à morte. 
 
Esquecer e Lembrar: 
Serão VTD quando não forem pronominais, ou 
seja, quando não forem acompanhados de 
pronome oblíquo átono (esquecer-se, lembrar- 
se): 
Esqueci que havíamos combinado sair. 
Ela não lembrou o meu nome. 
 
Esquecer-se e Lembrar-se: 
Serão VTI, com a preposição de, quando 
forem pronominais: 
Esqueci-me de que havíamos combinado sair. 
Ela lembrou-se do meu nome. 
 
Implicar: 
Será VTD, quando significar fazer supor, dar a 
entender, produzir como consequência, 
acarretar. 
Os precedentes daquele juiz implicam grande 
honestidade. 
Suas palavras implicam denúncia contra o 
deputado. 
As despesas extras implicam em gastos 
desnecessários. 
 
Será VTI, com a preposição com, quando 
significar antipatizar. 
Não sei por que o professor implica comigo. 
Os alunos implicaram com o professor. 
 
Será VTDI, com a preposição em, quando 
significar envolver alguém em algo. 
Implicaram o advogado em negócios ilícitos. 
Ela implicou-se em atos ilícitos. 
 
 
Namorar: 
Apesar de ser muito usado com a preposição 
com, que só deveria ser usada para iniciar 
adjunto adverbial de companhia, será VTD 
quando possuir os significados de inspirar 
amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, 
atrair, olhar com insistência, cobiçar. 
 
Joana namorava o filho do delegado. 
O mendigo namorava a torta que estava sobre 
a mesa. 
Eu estava namorando este cargo há anos. 
 
Pode ser também VI: 
Comecei a namorar muito cedo. 
 
Presidir: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. 
Presidir o país. 
Presidir ao país. 
 
Proceder: 
Será VTI, com a preposição de, quando 
significar derivar-se, originar-se. 
Esse mau humor de Pedro procede da 
educação que recebeu. 
 
Será VTI, com a preposição a, quando 
significar dar início. 
Os fiscais procederam à prova com atraso. 
 
Será VI quando significar ter fundamento. 
Suas palavras não procedem. 
 
 
Renunciar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. 
Nunca renuncie seus sonhos. 
Nunca renuncie a seus sonhos. 
Satisfazer: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. 
Não satisfaça todos os seus desejos. 
Não satisfaça a todos os seus desejos. 
 
Abdicar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de, e 
também VI. 
O Imperador abdicou o trono. 
O Imperador abdicou do trono. 
O Imperador abdicou. 
 
Gozar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de. 
Ele não goza sua melhor forma física. 
Ele não goza de sua melhor forma física. 
 
Atentar: 
Pode ser VTD ou VTI, com as preposições 
em, para ou por. 
Atente o ouvido. 
Deram-se bem os que atentaram nisso. 
Não atentes para os elementos supérfluos. 
Atente por si, enquanto é tempo. 
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Cogitar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição em 
ou de: 
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral 
brasileiro. 
Hei de cogitar no caso. 
O diretor cogitou de demitir-se. 
 
Consentir: 
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em. 
Como o pai desse garoto consente tantos 
agravos? 
Consentimos em que saíssem mais cedo. 
 
Ansiar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por: 
Ansiamos dias melhores. 
Ansiamos por dias melhores. 
 
Almejar: 
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por, 
ou VTDI, com a preposição a. 
Almejamos dias melhores. 
Almejamos por dias melhores. 
Almejamos dias melhores ao nosso país. 
 
Faltar, Bastar e Restar: 
Podem ser VI ou VTI, com a preposição a. 
Muitos alunos faltaram hoje. 
Três homens faltaram ao trabalho hoje. 
Resta aos vestibulandos estudar bastante. 
 
Pisar: 
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitiráa 
preposição em, iniciando Adjunto Adverbial de 
Lugar. 
Pisei a grama para poder entrar em casa. 
Não pise no tapete, menino! 
 
Prevenir 
Pode ser VTD fazendo referência a evitar dano: 
A precaução previne acontecimentos 
inesperados. 
 
Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avisar 
com antecedência. 
Prevenimos os moradores de que haveria corte 
de energia. 
Querer: 
Será VTI, com a preposição a, quando 
significar estimar. 
Quero aos meus amigos, como aos meus 
irmãos. 
 
Será VTD, quando significar desejar, ter a 
intenção ou vontade de, tencionar. 
Sempre quis seu bem. 
Quero que me digam quem é o culpado. 
 
Visar: 
Será VTI, com a preposição a, quando 
significar almejar, objetivar. 
Sempre visei a uma vida melhor. 
 
Será VTD, quando significar mirar, ou dar 
visto. 
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro. 
O gerente visou o cheque do cliente. 
 
Proibir: 
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa: 
A lei brasileira proíbe o aborto. 
 
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma 
coisa / Proibir alguma coisa a alguém: 
O pai proibiu o filho de viajar. 
A ANVISA proíbe oferecer prêmios à indústria 
farmacêutica. 
 
Verbos que podem ser usados como TD ou TI, 
sem alteração de sentido: 
 
• abdicar (de) 
• acreditar (em) 
• almejar (por) 
• ansiar (por) 
• anteceder (a) 
• atender (a) 
• atentar (em, para) 
• cogitar (de, em) 
• consentir (em) 
• crer (em) 
• deparar (com) 
• desfrutar (de) 
• desdenhar (de) 
• gozar (de) 
• necessitar (de) 
• preceder (a) 
• precisar (de) 
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• presidir (a) 
• renunciar (a) 
• satisfazer (a) 
• versar (sobre). 
 
Exemplos: 
 
Precisamos pessoas honestas. 
Precisamos de pessoas honestas. 
Nunca cri pessoas que falam muito de si 
próprias. 
Nunca cri em pessoas que falam muito de si 
próprias. 
 
 
EMPREGO DA CRASE 
 
Crase 
 
Crase é a superposição de dois ―a‖, 
geralmente a preposição 
―a‖ e o artigo a(s), podendo ser também a 
preposição ―a‖ e o pronome demonstrativo a(s) 
ou a preposição ―a‖ e o ―a‖ inicial dos 
pronomes demonstrativos aqueles(s), 
aquela(s) e aquilo. Essa superposição é 
marcada por um acento grave (`). 
 
Assim, em vez de escrevermos ―entregamos a 
mercadoria a a 
vendedora‖, ―esta blusa é igual a a que 
compraste‖ ou ―eles deveriam ter comparecido 
a aquela festa‖, devemos sobrepor os dois ―a‖ 
e indicar esse fato com um acento grave: 
―Entregamos a mercadoria à vendedora‖. 
―Esta blusa é igual à que compraste‖. 
―Eles deveriam ter comparecido àquela festa.‖ 
 
O acento grave que aparece sobre o ―a‖ não 
constitui, pois, a 
crase, mas é um mero sinal gráfico que indica 
ter havido a união de dois ―a‖ (crase). 
 
Para haver crase, é indispensável a presença 
da preposição ―a‖, que é um problema de 
regência. Por isso, quanto mais conhecer a 
regência de certos verbos e nomes, mais fácil 
será para ele ter o domínio sobre a crase. 
 
 
NÃO EXISTE CRASE 
 
Antes de palavra masculina: 
Chegou a tempo ao trabalho; 
Vieram a pé; Vende-se a prazo. 
 
Antes de verbo: 
Ficamos a admirá-los; 
Ele começou a ter alucinações. 
 
Antes de artigo indefinido: 
Levamos a mercadoria a uma firma; 
Refiro-me a uma pessoa educada. 
 
Antes de expressão de tratamento introduzida 
pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou 
ainda da expressão Você, forma reduzida de 
Vossa Mercê: 
 
Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria; 
Traremos a Sua Majestade, o rei Hubertus, 
uma mensagem de paz; 
Eles queriam oferecer flores a você. 
 
Antes dos pronomes demonstrativos esta e 
essa: 
Não me refiro a esta carta; 
Os críticos não deram importância a essa obra. 
 
Antes dos pronomes pessoais: 
Nada revelei a ela; 
Dirigiu-se a mim com ironia. 
 
Antes dos pronomes indefinidos com exceção 
de outra: 
Direi isso a qualquer pessoa; 
A entrada é vedada a toda pessoa estranha. 
 
Com o pronome indefinido outra(s), pode haver 
crase porque 
ele, às vezes, aceita o artigo definido a(s): 
As cartas estavam colocadas umas às outras 
(no masculino, ficaria ―os cartões estavam 
colocados uns aos outros‖). 
 
No plural: 
Falei a vendedoras desta firma; 
Refiro-me a pessoas curiosas. 
 
Quando, antes do ―a‖, existir preposição: 
Ela compareceu perante a direção da 
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empresa; 
Os papéis estavam sob a mesa. 
 
Exceção feita, às vezes, para até, por motivo de 
clareza: 
A água inundou a rua até à casa de Maria 
 
(= a água chegou perto da casa); se não 
houvesse o sinal da crase, o sentido ficaria 
ambíguo: a água inundou a rua até a casa de 
Maria (= inundou inclusive a casa). 
Quando até significa ―perto de‖, é preposição; 
quando significa 
―inclusive‖, é partícula de inclusão. 
 
Com expressões repetitivas: 
Tomamos o remédio gota a gota; 
Enfrentaram-se cara a cara. 
 
Com expressões tomadas de maneira 
indeterminada: 
O doente foi submetido a dieta leve (no masc. 
= foi submetido a repouso, a tratamento 
prolongado, etc.); 
Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. = 
prefiro terninho a vestido). 
 
Antes de pronome interrogativo, não ocorre 
crase: 
A que artista te referes? 
 
Na expressão valer a pena (no sentido de 
valer o sacrifício, 
o esforço), não ocorre crase, pois o ―a‖ é artigo 
definido: 
Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a 
alma não é pequena... 
Quando o nome próprio feminino vier 
acompanhado de uma expressão que o 
determine, haverá crase porque o artigo 
definido estará presente. Dedico esta canção 
à Candinha do Major Quevedo. [A (artigo) 
Candinha do Major Quevedo é fanática por 
seresta.] 
 
Antes de pronome adjetivo possessivo 
feminino singular: 
Pediu informações à minha secretária; 
Pediu informações a minha secretária. 
 
A explicação é idêntica à do item anterior: o 
pronome adjetivo possessivo aceita artigo, mas 
não o exige (―Minha secretária é exigente.‖ Ou: 
―A minha secretária é exigente‖). Portanto, 
mesmo com a presença da preposição, a crase 
é facultativa. 
 
Com o pronome substantivo possessivo 
feminino singular, o uso de acento indicativo de 
crase não é facultativo (conforme o caso, será 
proibido ou obrigatório): 
A minha cidade é melhor que a tua. 
 
O acento indicativo de crase é proibido 
porque, no masculino, ficaria assim: 
O meu sítio é melhor que o teu (não há 
preposição, apenas o artigo definido). 
Esta gravura é semelhante à nossa. 
 
O acento indicativo de crase é obrigatório 
porque, no masculino, ficaria assim: 
Este quadro é semelhante ao nosso (presença 
de preposição + artigo definido). 
 
A CRASE É FACULTATIVA 
 
- Antes de nomes próprios feminino: 
 
Enviamos um telegrama à Marisa; 
Enviamos um telegrama a Marisa. 
 
Em português, antes de um nome de pessoa, 
pode-se ou não empregar o artigo ―a‖ (―A 
Marisa é uma boa menina‖. Ou ―Marisa é uma 
boa menina‖). Por isso, mesmo que a 
preposição esteja presente, a crase é 
facultativa. 
CASOS ESPECIAIS 
 
Nomes de localidades: Dentre as localidades, 
há as que admitem artigo antes de si e as que 
não o admitem. Por aí se deduz que, diante das 
primeiras, desde que comprovada a presença 
de preposição, pode ocorrer crase; diante das 
segundas, não. Para se saber se o nome de 
uma localidade aceita artigo, deve-se substituir 
o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Se 
ocorrer a combinação ―na‖ com o verbo estar 
ou ―da‖ com o verbo vir, haverá crase com o 
―a‖ da frase original. Se ocorrer 
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―em‖ ou ―de‖, não haverá crase: 
 
Enviou seus representantes à Paraíba (estou 
na Paraíba; vim da Paraíba); 
 
O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em 
Santa Catarina; vimde Santa Catarina); 
 
Pretendo ir à Europa (estou na Europa; vim da 
Europa). Os nomes de localidades que não 
admitem artigo passarão a admiti-lo, quando 
vierem determinados. Porto Alegre 
indeterminadamente não aceita artigo: 
 
Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre; vim 
de Porto Alegre); 
 
Mas, acompanhando-se de uma expressão 
que a determine, passará a admiti-lo: 
 
Vou à grande Porto Alegre (estou na grande 
Porto Alegre; vim da grande Porto Alegre); 
 
Iríamos a Madri para ficar três dias; 
Iríamos à Madri das touradas para ficar três 
dias. 
 
 
Pronomes demonstrativos aquele(s), 
aquela(s), aquilo: 
Quando a preposição ―a‖ surge diante desses 
demonstrativos, devemos sobrepor essa 
preposição à primeira letra dos demonstrativos 
e indicar o fenômeno mediante um acento 
grave: Enviei convites 
 
àquela sociedade (= a + aquela); A solução não 
se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles); 
Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). A simples 
interpretação da frase já nos faz concluir se o 
―a‖ inicial do demonstrativo é simples ou duplo. 
Entretanto, para maior segurança, podemos 
usar o seguinte artifício: Substituir os 
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo 
pelos demonstrativos este(s), esta(s), isto, 
respectivamente. Se, antes destes últimos, 
surgir a preposição ―a‖, estará comprovada a 
hipótese do acento de crase sobre o ―a‖ inicial 
dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Se 
não surgir a preposição 
―a‖, estará negada a hipótese de crase. Enviei 
cartas àquela empresa./ Enviei cartas a esta 
empresa; A solução não se relaciona àqueles 
problemas./ A solução não se relaciona a estes 
problemas; Não dei atenção àquilo./ Não dei 
atenção a isto; A solução era aquela 
apresentada ontem./ A solução era esta 
apresentada ontem. 
 
 
Palavra ―casa‖: quando a expressão casa 
significa ―lar‖, ―domicílio‖ e não vem 
acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva, 
não há crase: Chegamos alegres a casa; Assim 
que saiu do escritório, dirigiu-se a casa; Iremos 
a casa à noitinha. Mas, se a palavra casa 
estiver modificada por adjetivo ou locução 
adjetiva, então haverá crase: Levaram-me à 
casa de Lúcia; Dirigiram-se à casa das 
máquinas; Iremos à encantadora casa de 
campo da família Sousa. 
Palavra ―terra‖: Não há crase, quando a palavra 
terra significa o oposto a ―mar‖, ―ar‖ ou 
―bordo‖: Os marinheiros ficaram felizes, pois 
resolveram ir a terra; Os astronautas 
desceram a terra na hora prevista. Há crase, 
quando a palavra significa ―solo‖, ―planeta‖ ou 
―lugar onde a pessoa nasceu‖: O colono 
dedicou à terra os melhores anos de sua vida; 
Voltei à terra onde nasci; Viriam à Terra os 
marcianos? 
 
Palavra ―distância‖: Não se usa crase diante da 
palavra distância, a menos que se trate de 
distância determinada: Via-se um monstro 
marinho à distância de quinhentos metros; 
Estávamos à distância de dois quilômetros do 
sítio, quando aconteceu o acidente. Mas: A 
distância, via-se um barco pesqueiro; Olhava- 
nos a distância. 
 
Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem 
um substantivo (expresso ou implícito) como 
antecedente. Para saber se existe crase ou não 
diante de um pronome relativo, deve-se 
substituir esse antecedente por um 
substantivo masculino. Se o ―a‖ se transforma 
em ―ao‖, há crase diante do relativo. Mas, se o 
―a‖ permanece inalterado ou se transforma em 
―o‖, então não há crase: é preposição pura ou 
pronome demonstrativo: A fábrica a que me 
refiro precisa de empregados. (O escritório a 
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que me refiro precisa de empregados.); A 
carreira à qual aspiro é almejada por muitos. (O 
trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos.). 
Na passagem do antecedente para o 
masculino, o pronome relativo não pode ser 
substituído, sob pena de falsear o resultado: A 
festa a que compareci estava linda (no 
masculino = o baile a que compareci estava 
lindo). Como se viu, substituímos festa por 
baile, mas o pronome relativo que não foi 
substituído por nenhum outro (o qual etc.). 
 
A Crase é Obrigatória 
 
Sempre haverá crase em locuções prepositivas, 
locuções adverbiais ou locuções conjuntivas 
que tenham como núcleo um substantivo 
feminino: à queima-roupa, à maneira de, às 
cegas, à noite, às tontas, à força de, às vezes, 
às escuras, à medida que, às pressas, à custa 
de, à vontade (de), à moda de, às mil 
maravilhas, à tarde, às oito horas, às dezesseis 
horas, etc. É bom não confundir a locução 
adverbial às vezes com a expressão fazer as 
vezes de, em que não há crase porque o ―as‖ é 
artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes 
(= ele se aborrece de vez em quando); Quando 
o maestro falta ao ensaio, o violinista faz as 
vezes de regente (= o violinista substitui o 
maestro). 
 
Sempre haverá crase em locuções que 
exprimem hora determinada: 
 
Ele saiu às treze horas e trinta minutos; 
Chegamos à uma hora. Cuidado para não 
confundir a, à e há com a expressão uma hora: 
Disseram-me que, daqui a uma hora, Teresa 
telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos 
para o telefonema de Teresa); Paula saiu daqui 
à uma hora; duas horas depois, já tinha mudado 
todos os seus planos (= quando ela saiu, o 
relógio marcava 1 hora); Pedro saiu daqui há 
uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). 
 
Quando a expressão ―à moda de‖ (ou ―à 
maneira de‖) estiver subentendida: 
 
Nesse caso, mesmo que a palavra subsequente 
seja masculina, haverá crase: No 
banquete, serviram lagosta à Termidor; Nos 
anos 60, as mulheres se apaixonavam por 
homens que tinham olhos à Alain Delon. 
 
Quando as expressões ―rua‖, ―loja‖, ―estação 
de rádio‖, etc. estiverem subentendidas: 
Dirigiu-se à Marechal Floriano (=dirigiu-se à 
Rua Marechal Floriano); Fomos à Renner 
(fomos à loja Renner); Telefonem à Guaíba (= 
telefonem à rádio Guaíba). 
 
Quando está implícita uma palavra feminina: 
Esta religião é semelhante à dos hindus (= à 
religião dos hindus). 
 
Não confundir devido com dado (a, os, as): 
A primeira expressão pede preposição ―a‖, 
havendo crase antes de palavra feminina 
determinada pelo artigo definido. Devido à 
discussão de ontem, houve um mal-estar no 
ambiente (= devido ao barulho de ontem, 
houve...); A segunda expressão não aceita 
preposição ―a‖ (o ―a‖ que aparece é artigo 
definido, não havendo, pois, crase): Dada a 
questão primordial envolvendo tal fato (= dado 
o problema primordial...); Dadas as respostas, 
o aluno conferiu a prova (= dados os 
resultados...). Excluída a hipótese de se tratar 
de qualquer um dos casos anteriores, devemos 
substituir a palavra feminina por outra 
masculina da mesma função sintática. Se 
ocorrer ―ao‖ no masculino, haverá crase no 
―a‖ do feminino. Se ocorrer ―a‖ ou ―o‖ no 
masculino, não haverá crase no ―a‖ do 
feminino. O problema, para muitos, consiste em 
descobrir o masculino de certas palavras como 
―conclusão‖, ―vezes‖, ―certeza‖, ―morte‖, etc. É 
necessário então frisar que não há necessidade 
alguma de que a palavra masculina tenha 
qualquer relação de sentido com a palavra 
feminina: deve apenas ter a mesma função 
sintática: Fomos à cidade comprar carne. (ao 
supermercado); Pedimos um favor à diretora. 
(ao diretor); Muitos são insensíveis à dor alheia. 
(ao sofrimento); Os empregados deixam a 
fábrica. (o escritório); O perfume cheira a rosa. 
(a cravo); O professor chamou a aluna. (o 
aluno). 
 
PONTUAÇÃO 
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A pontuação é importante para a leitura, pois 
dela depende a compreensão segura do que se 
pretende comunicar. 
 
A pontuação é o emprego de sinais 
convencionais que se colocam entre as 
orações e partes da oração para estabelecer 
pausas e inflexões da voz (a entonação) na 
leitura; dar destaque a expressões ou palavras;evitar ambiguidade. 
 
As regras de pontuação tornam-se, entretanto, 
muitas vezes difíceis de explicar, devido às 
dificuldades que nosso graduando tem em 
relação à análise sintática. 
 
Para mostrar como, realmente, a pontuação é 
de suma importância, observe o texto abaixo: 
 
TEXTO 
 
Um homem rico, à beira da morte, deixa o seu 
testamento assim: 
 
―Deixo meus bens a minha irmã não a meu 
sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate 
nada aos pobres‖. 
 
Cada um dos herdeiros apresentou uma 
interpretação diferente. Lógico, todos 
reescreveram o texto em benefício próprio. 
Sendo assim, produziu-se o texto de várias 
formas. 
Sobrinho 
 
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu 
sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. 
Nada aos pobres‖. 
 
Irmã 
 
―Deixo meus bens a minha irmã. Não a meu 
sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. 
Nada aos pobres‖. 
 
Alfaiate 
 
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu 
sobrinho, jamais. Será paga a conta do 
alfaiate. Nada aos pobres‖. 
O juiz, diante de tamanho conflito, decide doar 
aos pobres e reescreve o testamento. 
Juiz 
 
―Deixo meus bens: a minha irmã, não; a meu 
sobrinho, jamais; será paga a conta do alfaiate? 
Nada; aos pobres!‖ 
Passamos, agora, aos sinais usados na 
pontuação e seus empregos. 
 
VÍRGULA 
 
Indica ligeira pausa na leitura. Emprega-se nos 
seguintes casos: 
 
1. Para marcar a inversão ou a interlocução do 
adjunto adverbial. 
 
Na mesma data solicitada, o processo fora 
remetido ao MP. 
O reclamante, presumivelmente, fala a 
verdade. 
 Amanhã, alguém deve acompanhar o 
julgamento da apelação. 
 
Observação: Quando o adjunto adverbial é 
curto, com três sílabas ou menos, pode 
dispensar o sinal indicativo de sua inversão 
(facultativo). Entretanto, é certo que seu 
isolamento pela vírgula lhe confere maior realce 
na oração. 
 
2. Para separar orações interferentes, 
justapostas ou intercaladas. 
 
O professor, falou o discípulo, distribuiu as 
notas aos alunos. 
História, diz Cícero, é a mestra da vida. 
 
3. Para indicar elipse de um verbo. 
 
Os homens fazem as leis; as mulheres, os 
costumes. 
Uns dizem que se matou, outros, que fora 
para o Acre. 
Eu votei no atual presidente. Você, não. 
 
4. Para isolar expressões corretivas ou 
explicativas, como: isto é, a saber, por exemplo, 
ou seja, aliás, digo, ou melhor, etc. e, ainda, 
algumas conjunções coordenativas 
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deslocadas. 
 
O indiciado, ou melhor, o declarante diz 
desconhecer qualquer fato criminoso 
envolvendo seu irmão. 
O governo disse que vai flexibilizar custos, 
ou seja, vai aumentar tarifas e taxas de juros. 
 Havia, porém, uma circunstância que 
precedera isso tudo. 
 
5. Para separar os elementos paralelos de um 
provérbio. 
 
Mocidade ociosa, velhice vergonhosa. 
Um dia é da caça, outro é do caçador. 
 
6. Para separar elementos coordenados, os 
que têm a mesma função sintática. 
 
Receptação, tráfico de drogas e estupro 
merecem penas mais severas. 
Falante, sorridente, simpático, o escrivão 
deixou todos à vontade. 
 
8. Quando as palavras são repetidas e há 
desejo de se dar relevo ou insistência. 
 
Ora eu, ora ele. 
Nem eu, nem ele. 
 
9. Para separar termos que desejamos 
realçar. 
 
O dinheiro, Anderson o trazia escondido nas 
mangas do paletó. 
 
10. Para separar termo pleonástico. 
 
Professor desta turma, já não o sou. 
A mim, deu-me tudo. 
 
11. Para separar orações ligadas pela 
conjunção e com sujeitos diferentes. 
 
Advogado ingressou nos autos, e o juiz deu 
despacho favorável. 
Dispositivo não se aplica à matéria, e a 
jurisprudência é pacífica. 
 
12. Para separar termos de ordem inversa. 
Lentos e tristes, os retirantes iam passando. 
 
13. Para separar nome de lugar nas datações e 
endereços. 
Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2004. 
 
14. Para separar ou intercalar apostos e 
vocativos. 
 
• Encaminhamos, Excelência, as provas 
anexas. 
• Carlos Gomes, autor da ópera Guarani, é uma 
das nossas glórias nacionais. 
 
15. Para separar palavras, ou orações 
coordenadas assindéticas. 
 
Os passantes chegam, olham, perguntam e 
prosseguem. 
A terra, o mar, o céu, tudo apregoa a glória 
de Deus. 
 
A VÍRGULA entre as orações do período 
 
1. Orações coordenadas 
 
a) As orações coordenadas assindéticas são 
sempre separadas entre si por vírgulas. 
 
Fiz a inicial, redigi a réplica, impetrei agravo de 
instrumento. 
 
b) As orações coordenadas sindéticas também 
são isoladas por vírgulas. 
 
O relator e o revisor deram voto a nosso favor, 
mas parece que o terceiro juiz irá negar 
provimento ao recurso. 
 
c) As orações coordenadas sindéticas aditivas 
iniciadas pela conjunção E dispensam a vírgula. 
 
O reclamante fez hora extra e trabalhou 
durante suas férias. 
 
Observações: 
• Recomenda-se, entretanto, o uso da vírgula 
separando as orações aditivas iniciadas pela 
conjunção E quando forem diferentes os 
sujeitos de cada oração coordenada. 
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1. O desembargador deu voto a nosso favor, e 
o terceiro juiz pediu vista. 
 
• Quando a conjunção E funciona com valor 
adversativo, exige vírgula. 
 
Usufruí dos seus serviços, e não os paguei. 
 
2. Orações subordinadas substantivas 
 
As orações subordinadas substantivas não são 
separadas por vírgula da oração principal, 
exceção feita à subordinada substantiva 
apositiva. Esta, porque tem função de aposto, 
vem sempre isolada da oração principal por 
meio de vírgula ou de dois pontos. 
 
Só lhe faço uma observação: que não 
desrespeite seus colegas. 
 
3. Orações subordinadas adverbiais 
 
As orações subordinadas adverbiais podem 
ser separadas por vírgula da oração principal 
quando forem pospostas a esta (facultativo). 
 
Redija memoriais, para poder contraditar o 
parecer do Ministério Público. 
 
Redija memoriais para poder contraditar o 
parecer do Ministério Público. 
 
4. Orações subordinadas adjetivas 
 
As adjetivas explicativas sempre são isoladas 
por vírgula. 
 
O Tribunal, que é uma corte de julgamento, 
cumpre sua função. (Explicação alusiva ao 
substantivo que lhe antecede – Tribunal). 
 
• As adjetivas restritivas não são separadas 
por vírgula. 
 
O relator que devolveu os autos sem 
despacho, estará na sessão*. (Refere-se 
estritamente àquele substantivo que a 
antecede – relator). 
 
*Importante: Não deveria haver vírgula antes 
de estará (o sujeito de estará é relator), mas, 
no fim de orações restritivas, sobretudo as 
longas, o uso desse sinal é facultativo. 
 
5. Orações reduzidas 
 
As regras de pontuação que valem para as 
orações subordinadas desenvolvidas, valem 
para as reduzidas. 
 
Redigida a ata, avise-me na sala dos 
advogados. 
 
O promitente vendedor afirmou ter vários outros 
imóveis nesta comarca. Encontrei seu pai, 
usando gravata borboleta. 
 
Não se usa vírgula: 
 
1. Entre o sujeito e o verbo da oração, quando 
juntos. 
 
O representante do MPF no Estado de Alagoas
 prolatou manifestação 
intempestivamente. 
 
A preliminar de exceção de declaração de 
impedimento do digno magistrado da primeira 
vara cível desta comarca não deveria ter ido 
ainda para o MP. 
 
2. Entre o verbo e seus complementos, 
quando juntos. 
 
O réu confirmou todo seu depoimento. 
 
3. Separando nome e adjunto adnominal ou 
nome e complemento nominal. 
 
O juiz de alçada reclamou da caudalosa petição 
que o advogado apresentara. Mas subsiste o 
medo de que ele ameace as testemunhas. 
 
SITUAÇÕES ESPECIAIS 
 
1. A vírgula antes de oração subordinada 
adverbial consecutiva. É comum não haver 
vírgula antes do que: 
 
O vento soprou tão forte que arrancou mais de 
uma árvore. 
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Foi tão ágil e rápida a saída que Jandira achou 
graça. (Ciro dos Anjos) 
 
Mas há também muitos exemplos de 
construções com vírgula antes do que: 
 
QUESTÕES 
 
1. Texto I 
 
 
Texto II 
 
 
 
Os dois cartazes acima, obviamente, têm 
formulações e objetivos bem distintos. Com 
relação às normas que regem o emprego do 
acento grave indicativo da crase, pode-se dizer 
que a gramática: 
a) foi corretamente observada nos textos dos 
dois cartazes. 
b) apenas pode abonar o emprego do ―a‖ 
acentuado no segundo cartaz. 
c) exigiria o acento representativo da crase nas 
duas ocorrências do ―a‖ no primeiro cartaz. 
d) determina, na expressão ―Não a droga‖, o 
acento grave da crase. 
e) explica a crase, no segundo cartaz, pelo 
encontro de dois vocábulos ―a‖. 
 
2. Épura 
 
Geometrias, imaginações destes caminhos de 
minha terra! Curvas de trilhos, triângulos de 
asas, bolas de cor... 
Sombras redondas agachadas entre as árvores, 
cilindros de troncos embebidos na luz... 
Cheira a mar! 
Melancolicamente, nesta alegria geométrica, 
pingando brilhos polidos, o leque das 
bananeiras abana o ar da manhã 
(...) 
 
Ronald de Carvalho. ―Cheira a mar!‖ 
 
Nesse verso, não ocorre o emprego do acento 
grave no ―a‖ porque não há o fenômeno da 
crase, já que a palavra ―mar‖ é masculina. A 
norma gramatical lista outros casos, além 
desse, em que a crase não deve ser 
empregada. Marque, a propósito, a opção em 
que se usa erradamente o acento grave 
indicativo da crase. 
 
a) A melhor maneira de se conversar é frente 
à frente. 
b) Ofereceu todo o apoio à família do 
acidentado. 
c) Ainda voltarei à casa dos meus pais. 
d) Todos assistiram à discussão entre os 
candidatos. 
e) Estava à procura de metais preciosos. 
 
3. A ―cognição preguiçosa‖ 
 
É um caso típico de aplicação da teoria da 
―cognição preguiçosa‖, criada pelo psicólogo e 
prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as 
pessoas tendem a ignorar fatos, dados e 
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eventos que obriguem o cérebro a um esforço 
adicional. 
 
Aqui no Brasil, a pós verdade é nítida no caso 
das investigações da Lava Jato. Separar o joio 
do trigo no emaranhado de versões e contra 
versões produzidas pelas delações premiadas 
é bem complicado. Há poucas dúvidas sobre a 
existência de esquemas de propinas, caixa dois 
eleitoral, superfaturamento, formação de 
cartéis e enriquecimento de suspeitos, mas 
provar cada um deles com base em evidências 
é uma operação complexa e demorada. Em 
alguns casos até inviável dada a sofisticação 
dos esquemas adotados pelos suspeitos de 
corrupção. 
 
Mas como existe o interesse político 
envolvendo a questão e como existe a 
―cognição preguiçosa‖, as convicções passam 
a ocupar o espaço das evidências e provas. A 
dicotomia jurídica clássica entre o legal e o 
ilegal passa a ser substituída por justificativas 
tipo ―domínio do fato‖, ou seja, convicções 
construídas a partir da repetição massiva de 
percepções individuais ou corporativas, pelos 
meios de comunicação. 
 
Segundo a revista The Economist, o mundo 
contemporâneo está substituindo os fatos por 
indícios, percepções por convicções, 
distorções por vieses. Estamos saindo da 
dicotomia tradicional entre certo ou errado, bom 
ou mau, justo ou injusto, fatos ou versões, 
verdade ou mentira para ingressarmos numa 
era de avaliações fluidas, terminologias vagas 
ou juízos baseados mais em sensações do que 
em evidências. A verossimilhança ganhou mais 
peso que a comprovação. 
 
A pós verdade, um termo já incorporado ao 
vocabulário da mídia mundial, é parte de um 
processo inédito provocado essencialmente 
pela avalancha de informações gerada pelas 
novas tecnologias de informação e 
comunicação (TICs). Com tanta informação ao 
nosso redor é inevitável que surjam dezenas e 
até centenas de versões sobre um mesmo fato. 
A consequência também inevitável foi a 
relativização dos conceitos e sentenças. 
Mas o que parecia ser um fenômeno positivo, 
ao eliminar os absurdos da dicotomia clássica 
num mundo cada vez mais complexo e diverso, 
acabou gerando uma face obscura na mesma 
moeda. Os especialistas em informação 
enviesada ou distorcida (spin doctors no jargão 
norte-americano), aproveitaram-se das 
incertezas e inseguranças provocadas pela 
quebra dos paradigmas dicotômicos para criar 
a pós verdade, ou seja, uma pseudoverdade 
apoiada em indícios e convicções, já que os 
fatos tornaram-se demasiado complexos. 
 
(Fragmento do artigo ―Apertem os cintos: 
estamos entrando na era da pós-verdade‖, de 
Carlos Castilho, publicado em 28/09/2016 na 
edição 921do site do Observatório da 
Imprensa) 
 
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em- 
questao/apertem-os-cintos-estamos-entrando-na- 
era-da-pos-verdade/. Acesso em 17.04.2017 
 
―... para quem as pessoas tendem A IGNORAR 
FATOS, dados e eventos que obriguem o 
cérebro A UM ESFORÇO ADICIONAL‖ 
 
Considerados os fundamentos que 
determinam a existência do fenômeno da 
crase, pode-se reconhecer, com relação às 
duas expressões grifadas, que 
 
a) é incorreta a ausência do acento indicativo 
da crase na primeira ocorrência. 
b) os dois empregos, sem o acento, se 
justificam pela ausência do artigo ―a‖. 
c) estão corretamente grafadas sem o acento 
grave: o ―a‖ é artigo, nos dois casos. 
d) ambas têm a possibilidade facultativa do 
emprego do acento indicativo de crase. 
e) apenas na segunda não deve haver a 
crase, por ter como base nome masculino. 
 
4. Leia a tirinha de Hagar, o Horrível, para 
responder à questão: 
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Hagar, o Horrível. Tirinha do cartunista americano Dik 
Browne 
 
Em ―eu também não obedecia à minha mãe‖, 
analise a questão que melhor justifique o 
emprego da crase: 
 
a) Antes de pronomes possessivos masculinos 
há o uso obrigatório da crase. 
b) O uso da crase é opcional, pois geralmente 
o acento indicador da existência de crase é 
facultativo antes de pronomes possessivos 
femininos. 
c) Para saber se há crase antes do pronome 
possessivo feminino, basta substituí-lo por um 
pronome possessivo masculino: se no 
masculino aparecer ao ou aos, então não 
haverá crase no feminino. 
d) A crase nunca deverá ser empregada antes 
de pronomes possessivos femininos. 
 
5. O emprego do acento grave em ―Às vezes, 
aparecem nos rostos sorrisos de confiança.― 
justifica-se pela mesma razão do que ocorre 
no seguinte exemplo: 
 
a) Entregou o documento às meninas. 
b) Manteve-se sempre fiel às suas convicções. 
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou. 
d) Às experiências, dedicou sua vida. 
e) Deu um retorno às fãs. 
 
6. Na fala da mulher, substituindo "é mais 
barato" por "é preferível" e adequando a frase 
à norma culta, obtém-se: 
 
a) É preferível comprar sapato toda semana a 
abastecer o carro. 
b) É preferível comprar sapato toda semana 
do que abastecer o carro. 
c) É preferível comprar sapato toda semana a 
que abastecer o carro. 
d) É preferível comprar sapato toda semana 
de que abastecer o carro. 
e) É preferível comprar sapato toda semana 
ante a abastecer o carro. 
7. Assinale a alternativa que preenche 
corretamente as lacunas correspondentes. 
 
I. A arma _ se feriu desapareceu. 
II. Estas são as pessoas _ lhe falei. 
III. Aqui está a foto me referi. 
IV. Encontrei um amigo de infância _ nome 
não me lembrava. 
V. Passamos por uma fazenda _ se criam 
búfalos. 
 
a) que, de que, à que, cujo, que. 
b) com que, que, a que, cujo qual, onde. 
c) com que, das quais, a que, de cujo, onde. 
d) com a qual,de que, que, do qual, onde. 
e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja. 
 
8. ―Apesar de algumas preocupações do poder 
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central pelo nordeste, ainda as duas regiões, 
nordeste e sul são como se fossem dois 
mundos, de costas um para o outro.‖ 
(Correio da Paraíba, 24/05/05) 
 
Neste trecho, ocorrem duas falhas 
consideradas graves: uma de regência e outra 
de pontuação. Marque, entre as propostas 
abaixo, a única alternativa que atende à norma 
padrão 
 
a) ―Apesar de algumas preocupações do 
poder central com o nordeste, ainda as duas 
regiões, nordeste e sul, são como se fossem 
dois mundos, de costas um para o outro.‖ 
b) ―Apesar de algumas preocupações do 
poder central pelo nordeste, ainda as duas 
regiões, nordeste e sul, são como se fossem 
dois mundos, de costas um para o outro.‖ 
c) ―Apesar de algumas preocupações do poder 
central com o nordeste, ainda as duas regiões 
nordeste e sul, são como se fossem dois 
mundos, de costas um para o outro.‖ 
d) ―Apesar de algumas preocupações do 
poder central pelo nordeste ainda as duas 
regiões nordeste e sul, são como se fossem 
dois mundos, de costas um para o outro.‖ 
e) ―Apesar de algumas preocupações do 
poder central com o nordeste, ainda as duas 
regiões, nordeste e sul são como se fossem 
dois mundos, de costas um para o outro.‖ 
 
9. Assinale a alternativa que completa, correta 
e respectivamente, as lacunas das frases. 
 _ situações insustentáveis do lixo na 
capital. Esse problema chega _ _ autoridades 
que deverão tomar _ providências cabíveis. 
 
a) As - as – as. 
b) Há - às – as. 
c) Há - as – às. 
d) Às - as – às. 
e) As - hás as. 
 
10. Refiro-me ...... atitudes de adultos que, na 
verdade, levam as moças ............ rebeldia 
insensata e uma fuga insensata. 
 
a) às, à, a. 
b) as, à, à. 
c) às, à, à. 
d) as, à, a. 
e) às, a, à. 
 
11. No trecho: ―Se eu CONVENCESSE 
Madalena de que ela não TEM razão… Se lhe 
EXPLICASSE que é necessário VIVERMOS em 
paz…‖, os verbos destacados são, 
respectivamente: 
 
a) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo 
direto, transitivo indireto. 
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, 
transitivo direto e indireto, intransitivo. 
c) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo 
direto, intransitivo. 
d) transitivo direto e indireto, transitivo direto, 
intransitivo, transitivo indireto. 
e) transitivo direto, transitivo direto, 
intransitivo, intransitivo. 
 
12. Enfim, chegou a hora da encomendação e 
da partida. Sancha quis despedir-se do marido, 
e o desespero daquele lance consternou a 
todos. Muitos homens choravam também, as 
mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, 
parecia vencer-se a si mesma. Consolava a 
outra, queria arrancá-la dali. A confusão era 
geral. No meio dela, Capitu olhou alguns 
instantes para o cadáver tão fixa, tão 
apaixonadamente fixa, que não admira lhe 
saltassem algumas lágrimas poucas e 
caladas... 
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; 
Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto 
para a gente que estava na sala. Redobrou de 
carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o 
cadáver parece que a retinha também. 
Momento houve em que os olhos de Capitu 
fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o 
pranto nem palavras desta, mas grandes e 
abertos, como a vaga do mar lá fora, como se 
quisesse tragar também o nadador da manhã. 
Machado de Assis, Dom Casmurro – Capítulo CXXII. 
 
O fenômeno da crase do ―a‖ pressupõe a fusão, 
na construção frasal, de dois desses fonemas 
vocálicos, sendo um deles, necessariamente, 
uma preposição. No texto de Machado acima 
transcrito, o fenômeno da 
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crase não se verifica em nenhuma das diversas 
ocorrências do ―a‖. Muitas vezes, a ausência da 
crase se justifica pelo fato de apenas estar 
presente o artigo definido ―a‖, em função da 
natureza sintática do termo em que ele 
aparece. Esse é, por exemplo, o caso do 
―a‖ assinalado em: 
 
a) ―Sancha quis despedir-se do marido, e o 
desespero daquele lance consternou a todos‖ 
b) ―Só Capitu, amparando a viúva, parecia 
vencer-se a si mesma‖ 
c) ―Só Capitu, amparando a viúva, parecia 
vencer-se a si mesma‖. 
d) ―Capitu enxugou-as depressa, olhando a 
furto para a gente que estava na sala‖. 
e) ―Redobrou de carícias para a amiga, e quis 
levá-la; mas o cadáver parece que a retinha 
também‖. 
 
13. Cair no vestibular é muito mais do que um 
escritor menos-que-perfeito pode aspirar na 
vida. 
Escritores menos-que-perfeitos, caso você 
não saiba, são aqueles que se negam a usar a 
forma sintética do mais que perfeito . Um 
escritor menos-que-perfeito jamais ―fizera‖, 
nunca ―ouvira‖ e em hipótese nenhuma 
―falara‖. E no Brasil, se você é um sujeito que 
―escrevera‖, você é respeitado; mas, se você 
apenas ―tinha escrito‖, então você não é nada, 
e só cai no vestibular por engano. 
FREIRE, Ricardo. “Xongas”. Época. São Paulo, 28 jun 
2004. 
 
O verbo ―aspirar‖ apresenta valores distintos, a 
que correspondem diferentes significados. No 
texto anterior, o autor usa o verbo na acepção 
de ―objetivar‖, ―almejar‖, quando ele é transitivo 
direto. Mas há também o seu emprego como 
transitivo indireto, com sentido de ―sorver‖, 
―cheirar‖, ―inspirar‖. Marque, a propósito, a 
única alternativa em que o verbo se constrói, 
em um desses sentidos, com observância 
rigorosa da norma culta, inclusive no tocante ao 
uso ou não do acento indicativo da crase. 
 
a) Quem não aspira à uma profissão de 
prestígio social? 
b) Aspira-se , naquele jardim, a um perfume 
verdadeiramente embriagador. 
c) Ela, desde menina, aspirava à certa 
independência diante dos pais. 
d) Aspirávamos, naquela época, um futuro 
pleno de realizações profissionais. 
e) Aspirar à felicidade é um imperativo das 
almas sadias. 
 
14. Além das palavras 
 
No consultório psiquiátrico, apenas uma parte 
das informações é verbalizada pelos pacientes. 
Outra tem a ver com o olhar do médico: uma 
avaliação de gestos, posturas e outros sinais 
que podem ajudar a compreender o estado de 
saúde mental em que uma pessoa se encontra. 
Uma proposta de sistematização desse ‗olho 
clínico‘ foi apresentada por pesquisadores do 
Instituto de Psiquiatria da Universidade de São 
Paulo (USP), que elaboraram um checklist de 
posturas, gestos e expressões típicos de 
pacientes com depressão. 
O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas 
e no Hospital Universitário, ambos ligados à 
USP, sob a supervisão da farmacologista 
Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem 
apenas o protocolo corrente de diagnóstico de 
depressão, baseado em perguntas e 
respostas, avaliadores preencheram um 
formulário detalhado sobre as expressões 
faciais e corporais dos pacientes durante 
entrevistas clínicas. As entrevistas também 
foram filmadas, para análise objetiva do 
comportamento dos pacientes. 
―Elaboramos uma lista de comportamentos 
corporais favoráveis ou não ao contato social 
para analisar os pacientes, além de fazer as 
perguntas padrão‖, relata a pesquisadora e 
psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou 
seu pós-doutorado com o estudo. ―Sinais 
como inclinar o corpo para frente na direção 
do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer 
movimentos afirmativos ou negativos com a 
cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou 
chorar são alguns dos 22 comportamentos que 
selecionamos‖, exemplifica. 
Disponível em: 
<http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2016/04/alem- 
das-palavras>. Acesso em: 6/4/2016. 
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A construção e manutenção de sentido do texto 
dependem, entre outras características, do 
emprego da pontuação. A respeito da 
pontuação empregada no texto que revela o 
estudo para diagnóstico de depressão, é correta 
a análise feita em: 
 
a) Caso o último período do 2º parágrafo fosse 
reescrito invertendo-se a ordem das orações, 
ele prescindiria da vírgula e ficaria assim: 
―Para análise objetiva do comportamento dos 
pacientes as entrevistas também foram 
filmadas‖. 
b) Caso o 1º período do texto fosse reescrito da 
seguinte maneira: ―Apenas uma parte das 
informações é verbalizada pelos pacientes, no 
consultório psiquiátrico‖, a vírgula seria 
mantida para isolar o adjunto adverbial 
deslocado. 
c) Os dois-pontos empregados no 2º período 
do 1º parágrafo são facultativos e não haveria 
alteração sintática caso esse sinal de 
pontuação fosse omitido. 
d) As orações ―que elaboraram um checklist 
de posturas‖ (1º parágrafo) e ―que realizou seu 
pós-doutorado com o estudo‖ (3º parágrafo) são 
subordinadas adjetivas explicativas, 
caracterizadas pela vírgula antecedendo o 
pronome relativo. 
e) A vírgula empregada antes do vocábulo 
―ambos‖ no 1º período do 2º parágrafo marca 
a elipse de sujeito da oração e não poderia ser 
substituída por outro sinal de pontuação. 
 
15. O cajueiro já devia ser velho quando nasci. 
Ele vive nas mais antigas recordações de 
minha infância: belo, imenso, no alto do morro, 
atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo 
que ele caiu. 
Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, 
e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro 
dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande 
touceira de espadas-desão-jorge (que nós 
chamávamos simplesmente ―tala‖) e da alta 
saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de 
toda a meninada do bairro, porque fornecia 
centenas de bolas pretas para o jogo de gude. 
Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos 
e folhagens coloridas, lembro-me da parreira 
que cobria o caramanchão, e dos canteiros de 
flores humildes, ―beijos‖, violetas. 
Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao 
lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram 
como árvores sagradas protegendo a família. 
Cada menino que ia crescendo ia aprendendo 
o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar 
melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro 
acima, ver de lá o telhado das casas do outro 
lado e os morros além, sentir o leve balanceio 
na brisa da tarde. 
 
Rubem Braga: “Cajueiro”. In: O Verão e as Mulheres. 
5a ed. Rio de Janeiro: Record, 1991, p. 84- 5. 
 
Uma das normas estabelecidas para o uso da 
vírgula impõe que este sinal de pontuação 
serve para separar elementos que exercem a 
mesma função sintática, desde que tais 
elementos não venham unidos por conjunções 
aditivas. Este princípio vem formulado em 
muitas gramáticas, entre as quais a de Celso 
Cunha, Gramática do Português 
Contemporâneo, e a de Gladstone Chaves de 
Melo, Gramática Fundamental da Língua 
Portuguesa. Rubem Braga desobedeceu a 
essa norma no trecho: 
 
a) ―O cajueiro já devia ser velho quando 
nasci‖. 
b) ―Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- 
manga, da grande touceira de espadas-de- 
são-jorge...‖ 
c) ―Lembro-me da tamareira, e de tantos 
arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da 
parreira...‖ 
d) ―Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão 
ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto...‖ 
e) ―... ia aprendendo o jeito de seu tronco, a 
cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o 
pé e subir pelo cajueiro acima...‖. 
 
16. Leia o fragmento a seguir, da crônica 
―Queixa de defunto‖, de Lima Barreto (1881- 
1922), grande escritor carioca, considerado 
uma das maiores expressões no nosso Pré- 
Modernismo. 
 
Antônio da Conceição, natural desta cidade, 
residente que foi em vida, a Boca do Mato, no 
Méier, onde acaba de morrer, por meios que 
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não posso tornar público, mandou-me a carta 
abaixo que é endereçada ao prefeito. Ei-la: 
(...) É bom, meu caro Senhor Doutor Prefeito, 
viver na pobreza, mas muito melhor é morrer 
nela. Não se levam para a cova maldições dos 
parentes e amigos deserdados; só 
carregamos lamentações e bênçãos daqueles 
a quem não pagamos mais a casa. Foi o que 
aconteceu comigo e estava certo de ir 
direitinho para o Céu, quando, por culpa do 
Senhor e da Repartição que o Senhor dirige, 
tive que ir para o inferno penar alguns anos 
ainda. 
(...) Vamos ver por quê. Tendo sido enterrado 
no cemitério de Inhaúma e vindo o meu enterro 
do Méier, o coche e o acompanhamento 
tiveram que atravessar em toda a extensão a 
Rua José Bonifácio, em Todos os Santos. 
Esta rua foi calçada há perto de cinquenta anos 
a macadame e nunca mais foi o seu calçamento 
substituído. Há caldeirões de todas as 
profundidades e larguras, por ela afora. Dessa 
forma, um pobre defunto que vai dentro do 
caixão em cima de um coche que por ela rola 
sofre o diabo. De uma feita um até, após um 
trambolhão do carro mortuário, saltou do 
esquife, vivinho da silva, tendo ressuscitado 
com o susto. 
Comigo não aconteceu isso, mas o balanço 
violento do coche machucou-me muito e 
cheguei diante de São Pedro cheio de 
arranhaduras pelo corpo. O bom do velho santo 
interpelou-me logo: 
— Que diabo é isto? Você está todo 
machucado! Tinham-me dito que você era 
bem-comportado – como é então que você 
arranjou isso? Brigou depois de morto? 
Expliquei-lhe, mas não me quis atender e 
mandou que me fosse purificar um pouco no 
inferno. 
Está aí como, meu caro Senhor Doutor Prefeito, 
ainda estou penando por sua culpa, embora 
tenha tido vida a mais santa possível. (...) 
A ligação direta entre o sujeito e o verbo como 
termos interdependentes determina que, entre 
os dois, não pode ser usada uma vírgula, a não 
ser em situações especiais, entre elas aquelas 
em que existem termos intercalados. 
Uma dessas situações de exceção está 
presente na seguinte passagem do texto 
anterior: 
 
a) ―... estava certo de ir direitinho para o Céu, 
quando, por culpa do Senhor e da Repartição 
que o Senhor dirige, tive que ir para o inferno...‖ 
b) ―Tendo sido enterrado no cemitério de 
Inhaúma e vindo o meu enterro do Méier, o 
coche e o acompanhamento tiveram que 
atravessar em toda a extensão a Rua José 
Bonifácio...‖ 
c) ―Dessa forma, um pobre defunto que vai 
dentro do caixão em cima de um coche que 
por ela rola sofre o diabo‖ 
d) ―De uma feita um até, após um trambolhão 
do carro mortuário, saltou do esquife, vivinho da 
silva, tendo ressuscitado com o susto‖ 
e) ―Comigo não aconteceu isso, mas o 
balanço violento do coche machucou-me 
muito e cheguei diante de São Pedro cheio de 
arranhaduras pelo corpo‖. 
 
17. Aponte a alternativa que justifica 
corretamente o emprego das vírgulas na 
seguinte frase: ―Guri que finta banco, escritório, 
repartição, fila, balcão, pedido de certidão, 
imposto a pagar.‖ 
(Lourenço Diaféria) 
 
a) Separar o aposto. 
b) Separar o vocativo. 
c) Separar orações coordenadas assindéticas. 
d) Separar oração subordinada adverbial da 
oração principal. 
e) Separar palavras com a mesma função 
sintática. 
 
18. Escolha a alternativa em que o texto é 
apresentado com a pontuação mais 
adequada: 
 
a) Depois que há algumas gerações, o 
arsênico deixou de ser vendido, em farmácias, 
não diminuíram os casos de suicídio, ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou e 
— quanto... o número de ratos. 
b) Depois que há algumas gerações o 
arsênico, deixou de ser vendido em farmácias, 
não diminuíram os casos de suicídio ou 
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envenenamento criminoso, mas aumentou: e 
quanto! o número de ratos. 
c) Depois que, há algumas gerações, o 
arsênico deixou de ser vendido em farmácias, 
nãodiminuíram os casos de suicídio ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou — 
e quanto! — o número de ratos. 
d) Depois que há algumas gerações o 
arsênico deixou de ser vendido em farmácias 
— não diminuíram os casos de suicídio, ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou; e 
quanto — o número de ratos. 
e) Depois que, há algumas gerações o 
arsênico deixou de ser vendido em farmácias, 
não diminuíram os casos de suicídio ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou; e 
quanto, o número de ratos! 
 
19. 
 
 
 
Os pais já perceberam e reclamam. Os 
especialistas em comportamento listam vários 
motivos para o fenômeno – desde falta de 
autoestima até gosto por novidades. Mas agora 
é a vez de os próprios jovens admitirem: 
―Somos consumistas mesmo!‖. 
Para economizar sem abdicar das compras, a 
estudante carioca Camila Florez, 18, chegou a 
trabalhar, por alguns meses, em uma loja de um 
shopping no Rio de Janeiro, onde podia 
comprar modelos com desconto. 
O guarda-roupa cheio motivou Camila e a 
amiga Roberta Moulin, 18, a criarem o blog 
―Reciclando Moda‖, onde vendem peças que 
compraram e nunca foram usadas. ―Já 
vendemos muita coisa‖, comemora Camila, 
que gasta parte do dinheiro recebido em… 
roupas. 
(Folha de S. Paulo, 27/07/2008) 
 
Partindo do pressuposto de que a pontuação 
exerce importante papel na construção de 
textos escritos, indique a alternativa que 
apresenta uma explicação correta sobre o 
emprego dos sinais de pontuação do excerto 
acima. 
 
a) Ao longo do texto, as aspas foram 
empregadas, em suas três ocorrências, com a 
finalidade de demarcar a presença do discurso 
direto. 
b) Em ―(...), por alguns meses, (...)‖, no 
segundo parágrafo, as vírgulas são necessárias 
para separar o aposto da expressão a que se 
refere: ―chegou a trabalhar‖. 
c) Na passagem ―(...) sem abdicar das 
compras, (...)‖, a vírgula foi empregada para 
separar elementos enumerados que exercem 
a mesma função sintática. 
d) No último período, as reticências foram 
utilizadas como um recurso retórico para obter 
efeito de suspense. 
e) No primeiro parágrafo, o travessão tem a 
finalidade de introduzir uma explicação e 
poderia ser substituído, sem alteração de 
sentido, por ponto-e-vírgula. 
 
20. Indique a opção correta quanto às 
pontuações alternativas: 
 
―O domínio que adquirimos sobre certos 
assuntos em decorrência de nossa experiência 
profissional muitas vezes faz com que os 
tomemos como de conhecimento geral.‖ 
 
a) O domínio, que adquirimos sobre certos 
assuntos em decorrência de nossa experiência 
profissional muitas vezes faz com que os 
tomemos como de conhecimento geral. 
b) O domínio, que adquirimos sobre certos 
assuntos, em decorrência de nossa 
experiência profissional muitas vezes, faz com 
que os tomemos como de conhecimento geral. 
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c) O domínio que adquirimos sobre certos 
assuntos em decorrência de nossa experiência 
profissional muitas vezes, faz com que os 
tomemos como de conhecimento geral. 
d) O domínio que, adquirimos sobre certos 
assuntos em decorrência de nossa experiência 
profissional, muitas vezes faz com que os 
tomemos como de conhecimento geral. 
e) O domínio que adquirimos sobre certos 
assuntos, em decorrência de nossa 
experiência profissional, muitas vezes faz com 
que os tomemos como de conhecimento geral. 
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