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METODOLOGIA DO ENSINO DE SOCIOLOGIA 
 
#CURRÍCULO LATTES# 
 
APRESENTAÇÃO 
Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo 
 
● Graduado em História pela Universidade Paranaense-UNIPAR (2001). 
● Graduado em Estudos Sociais pela Faculdade Estadual de Educação Ciências e 
Letras de Paranavaí (1992) atualmente UNESPAR (Universidade Estadual do 
Paraná). 
● Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá -UEM- (2006). 
● Atuou como Docente na UNESPAR - Campus Paranavaí (2010-2012). 
● Atuou como Docente no Curso de Urbanismo e Arquitetura na UNIPAR-
Universidade Paranaense, Campus de Paranavaí. 
● Atuou Supervisor do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência 
(PIBID-CAPES) UNESPAR - Campus-Paranavaí. 
● Docente na Secretaria de Educação do Estado do Paraná nas Séries Finais do 
Ensino Fundamental. 
● Produtor de Materiais Didáticos e vídeos Aulas ( UNIPAR, VG Consultoria e 
● Palestrante sobre: Educação e Cidadania, Ética, Política, Sociedade e 
Democracia, Educação, Liberdade, e Igualdade. 
● Psicanalista. 
 
Experiência vasta na área educacional com atuação docente no Ensino Fundamental 
Anos Finais, Ensino Médio, Ensino Superior e Pós Graduação. 
 
 
APRESENTAÇÃO DA APOSTILA 
 
Seja bem vindo (a)! Minhas Cordiais Saudações! 
 
 Primoroso (a) aluno (a), o fato de você ter apreciado os conhecimentos que 
apresentamos e fez com que o Curso de Sociologia, fosse sua opção de estudo nos 
deixa grato, pois, podemos caminhar juntos para que esta disciplina de metodologia do 
Ensino de Sociologia seja didaticamente enriquecedora e ao final da Unidade, 
oportunizado ótimas reflexões. Contudo a importância é que ao final possamos ser 
melhor do como iniciamos, com mais ideias e certezas de que a escolha foi assertiva. 
 Na Unidade I a fundamentação teórica é de suma importância em nosso 
aprendizado, à sociologia oferece a vasta bibliografia de muitos autores, mas 
discutiremos neste momento o contexto histórico da Sociologia e as concepções de três 
grandes filósofos: Karl Marx, Durkheim e Max Weber. 
Na Unidade II iremos caminhar analisando as diretrizes que norteiam e 
implementam a disciplina de Sociologia, aprenderemos sobre as Diretrizes Curriculares 
Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais e as Orientações Curriculares. 
Na Unidade III a aprendizagem terá ênfase no campo de pesquisa como 
aprimoramento teórico, tipos de pesquisas e conhecimentos, a construção das pesquisas 
científicas sobre o ensino de sociologia. 
Na Unidade IV, trabalharemos a importância das práticas docentes coesas e 
estruturadas, pautadas na ética e no profissionalismo. A criatividade sobre as estratégias 
didáticas e os pilares pedagógicos descrita por Jacques Delors. E aprender os conteúdos 
básicos e estruturantes do ensino de Sociologia. 
Será um imenso prazer compartilhar com você todas essas aprendizagens tão 
essenciais, que nos impulsionam a tornar pessoas mais críticas, capazes de contribuir 
para uma sociedade mais justa e igualitária por meio de nossas ações. Esperamos 
contribuir para ampliação de seu crescimento pessoal e profissional. 
 Muito obrigado e bom estudo! 
 
 
UNIDADE I 
A HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA COMO DISCIPLINA ESCOLAR 
Professor Jorge Alberto de Figueiredo 
 
 
Plano de Estudo: 
● A História da Sociologia como Disciplina Escolar; 
● Karl Marx e o Início da Incoerência Social; 
● Émile Durkheim: Conexão Social; 
● Max Weber: Racionalização Social. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Aprender o contexto da história que dá origem ao estudos sociológicos; 
● Destacar a relevância da Disciplina Escolar de Sociologia, refletindo nas ações 
sociais; 
● Conhecer algumas teorias clássicas que norteiam, os estudos sobre a sociologia; 
● Propiciar base com fundamentos científicos para a pesquisa e ampliação de 
conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Estudar Sociologia é tão atual, que a forma de compreensão sobre tudo que 
iremos aprender no decorrer das unidades, serão bem atualizadas e intensas ao estudar. 
Mas como todo conhecimento que precisamos adquirir a fundamentação teórica, os 
estudos dos clássicos são a base para darmos continuidade aos demais temas que 
iremos abordar. 
Neste contexto, conhecer a história da sociologia é crucial, assim, podemos 
entender por que surgiu e como. Também saber quem foi o filósofo que compreendeu 
essa necessidade. A Sociologia como disciplina escolar, como é um componente 
significativo, abordaremos não apenas nesta unidade, de forma gradativa iremos 
aprendendo. 
Não há como falar de sociologia se não discutirmos as teorias sobre os 
pensadores clássicos, suas ideias e conceitos, foram importantes no momento da 
construção de suas filosofias e continuam a ser relevantes para a aplicabilidade em 
nosso cotidiano diário. 
Karl Marx nos faz compreender sobre o capitalismo e suas implicações para as 
massas, que devido a Revolução Industrial e a demanda de mão-de-obra estavam 
preocupados em aumentar o números de filhos para obtenção de mais dinheiro, 
pensando em uma qualidade de vida melhor. O mesmo introduz um pensamento 
significativo sobre a lei da mais valia, este por sua vez tinha como princípio mudar a 
realidade por intermédio da luta de classes. 
Émile Durkheim o primeiro a criar uma metodologia sociológica, que evidencia a 
diferença desta com outras áreas de estudo, tudo baseado em pesquisas em fatos 
sociais, que já estudava a forma em que os indivíduos agiam em seus grupos e as 
implicações destes comportamentos na humanidade. Um dos elementos de discussão 
importantes deste pensador era a consciência coletiva, assunto tão discutido na 
atualidade. 
 Max Weber, em suas premissas, o sociólogo precisava compreender o motivo 
que desencadeavam as ações sociais, encontrar as causas, refletir sobre os efeitos e 
direcionar possíveis direcionamentos para solucionar ou amenizar tais ações, a base das 
 
reações de um grupo estava consolidado pelos valores, crenças e mudanças e que o 
indivíduo tinha liberdade e capacidade para agir em prol de mudanças. 
Como vimos até o momento, os estudos filosóficos são contextualizações de uma 
época, mas que repercutem nos dias de hoje em nossa sociedade e de forma intrínseca 
nas esferas econômica, cultural, religiosa e comportamental. Convido vocês para juntos 
aprofundar mais sobre esses assuntos. Será um prazer a sua companhia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 A HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA COMO DISCIPLINA ESCOLAR 
 
 
Nada surge por acaso, com a Sociologia não foi diferente, com as evoluções 
constantes sociais e paralelamente o comportamento dos indivíduos era crucial pensar 
em como estudar essas transformações, além de traçar metas para mudar e/ou 
aprimorar o que fosse necessário. Nesse contexto a ciência deveria conceber por meio 
de suas verdades, como a sociedade deveria proceder, introjetando por meio de 
pesquisas , o passado, o presente e o futuro de todos, surge a Sociologia. 
Para compreensão histórica o que possibilitou a ampliação da relevância das 
propostas Sociológicas foram as revoluções políticas, culturais e sociais, foram 
movimentos necessários, para cada momento histórico, os comportamentos se 
diferenciavam, assim pensamentos, grupos distintos eram formados. A Revolução 
Industrial e a Revolução na Ciência, caminham atreladas à constante busca da 
modernidade, mas impulsionou de forma inconsequente a desigualdade social visível 
nos dias atuais. O Iluminismo contribuiu para que as revoluções se concretizassem, pois, 
consistia na fé e crença no progresso da sociedade, origina-se os operários e a fé deixa 
espaço para a racionalidade. 
Assim, se há operários, a política aponta a burguesia e o sistema capitalista, toda 
riqueza vinha dos trabalhosdas fábricas, exploração do trabalho, tema atual em nossas 
 
realidades. O termo sociologia foi utilizado pela primeira vez em meados de 1798-1857, 
por Auguste Comte que tinha em mente que seria uma ciência para estudar a sociedade 
e dar direções, com apoio de outras áreas do conhecimento. Comte contribuiu para o 
conhecimento originando o positivismo. Comte afirma que: 
 
[...] o espírito positivo leva sempre a estabelecer exata harmonia 
elementar entre as idéias de existência e as idéias de movimento, donde 
resulta mais especialmente, no que respeita aos corpos vivos, a 
correlação permanente das idéias de organização com as idéias de vida 
e, em seguida, graças a uma última especialização peculiar ao organismo 
social, a solidariedade contínua das idéias de ordem com as idéias de 
progresso. Para a nova filosofia, a ordem constitui sem cessar a condição 
fundamental do progresso e, reciprocamente, o progresso vem a ser a 
meta necessária da ordem; como no mecanismo animal, o equilíbrio e a 
progressão são mutuamente indispensáveis, a título de fundamento ou 
destinação (1978, p. 69). 
 
Antes de darmos continuidade convido a você para relembrarmos sobre alguns 
termos aqui utilizados para que a aprendizagem desta unidade seja coesa, vejamos; Este 
momento se deu por volta do século XVIII, um momento de grandes transformações que 
trouxeram consequências positivas e negativas para a humanidade, a produções 
deixavam de manuais , senso substituídas pelas máquinas. Explorando 
demasiadamente os recursos naturais, bem como os trabalhadores, denominados 
operários. Tudo teve início quando a máquina a vapor foi desenvolvida, que deu vida aos 
maquinários da época, como o aproveitamento do vapor da água que era aquecida pelo 
carvão e produzia energia para as inovações que a Ciência já desenvolvia. 
Não existe uma data correta que marque a Revolução Industrial, devido há muitas 
distorções, então prefiro estabelecer que esse momento foi denotado pelo 
desenvolvimento tecnológico que possibilitou a mudança no estilo de vida, do pensar e 
do agir de toda a humanidade. Os burgueses tinham o intuito sempre de obtenção de 
lucros, mercado têxtil trouxe máquinas que teciam fios com grande rapidez, depois o 
dinheiro em abundância, começou a ser investido para produção de estradas de ferro, 
surge locomotivas, estradas de ferros, sempre com o objetivo de expansão nas rotas de 
vendas, agilizando no transporte como também na quantidade. A burguesia enriqueceu 
não apenas pela quantidade de produtos vendidos, mas pela mão-de-obra barata. 
 
Antes do processo industrial, todo o trabalho era manual, que definia em lentidão 
e poucas quantidades. E a mão-de-obra em demasia, com as máquinas, continua a 
necessidade de operários, mas em menor número, talvez assim o conceito desemprego 
tenha sido empregado. Neste período não havia nenhuma constituição que defendesse 
os empregados em relação a salários, direitos, o que atualmente temos proteção dos 
direitos trabalhistas, para alcançarmos o que temos, foi necessário todo esse processo 
social. 
O sistema capitalista consiste em um sistema produtivo, mas sempre com vínculo 
particular, sem divisão de lucro, objetivando acumular o capital. O rico cada vez mais rico 
e o pobre cada vez mais pobre. Esse sistema proporciona o incentivo a ciências e áreas 
afins para que compreenda a sociedade e alavanque novas tecnologias, mas em 
contrapartida escancara a divisão de classes. Em se tratando de ciência a Sociologia, 
como uma obra histórica, encontra-se em constante transformação em virtude da 
concepção do conhecimento. Segundo Robert Merton os pensadores requerem 
releituras para que suas bases teórico-metodológicas continuem atualizadas com o 
passar do tempo fazendo com que suas ideias avancem sob o aspecto de novas 
análises. 
Em Sociologia temos alguns sociólogos considerados clássicos. Dentre eles 
apontamos, o francês Émile Durkheim (1858-1917), o alemão Max Weber (1864-1920) 
e, por último, o cientista econômico alemão Karl Marx (1818-1883). Também se 
destacam no campo da Sociologia o grande autor da Obra A Democracia na América, 
Alexis de Tocqueville (1805-1859) onde defende a democracia e liberdade em um Estado 
Moderno como bens preciosos da sociedade e bem estar dos indivíduos. Destaca-se 
também no campo da Sociologia o filósofo inglês Herbert Spencer (1820-1903), fundador 
da teoria evolucionista; e o pensador italiano Vilfredo Pareto (1848-1923), com a teoria 
das elites sociais. 
Esses clássicos são de grande importância para o estudo da Sociologia pois 
descrevem a realidade social e nos mostra os movimentos e conflitos, suas causas e 
consequências em uma sociedade contemporânea ainda ligada ao passado. Esses 
autores europeus estudaram a sociedade europeia no contexto em que viviam tentando 
compreender as crises sociais presente no sistema capitalista. De todas as matizes, é 
 
importante ressaltar que cada um desses pensadores olharam os problemas sociais do 
seu ponto de vista mas tendo a mesma preocupação para saná-los. 
Sendo assim Karl Marx estudou a dinâmica das relações sociais existentes no 
capitalismo; Durkheim viu a divisão do trabalho social na industrialização como 
iminência da era moderna; Max Weber idealizou a sociedade ocidental com imensas 
possibilidades históricas acarretadas pelo artifício de racionalização capitalista. Esses 
autores são considerados clássicos porque suas ideias detêm coragem explicativa para 
uma realidade em mutação, e suas obras possuem consistências, segundo o sociólogo 
inglês Anthony Giddens (1990). Logo, há uma implicação intrínseca entre teoria e 
metodologia científica, por trás das ideias de cada autor há que se reconhecer uma 
concepção de ciência, uma concepção de realidade, uma concepção da sociedade 
histórica sobre a qual se debruçaram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 KARL MARX: INCOERÊNCIA SOCIAL 
 
 
 
 
 Natural da cidade de Tréveris na região da Renânia na antiga Prússia, Karl Marx 
nasceu no dia 05 de maio de 1818 conhecido em todo mundo como Filósofo, Historiador, 
Jornalista e Economista conforme defende algumas linhas de pensamento. Destaca-se 
e pelos seus estudos da ideologia Socialista da qual a sua reputação é muito conhecida 
e discutida. Em virtude das dificuldades sociais de sua época, emigrou para Inglaterra 
instalando-se na cidade de Londres onde se casou e constituiu a sua família. 
Adepto e defensor do Socialismo científico Marx desenvolve suas teorias 
econômicas após exaustiva análise do sistema capitalista e do trabalho. Escreveu vários 
livros durante sua vida, destacando-se “O Manifesto do Comunista” (1848) e “O Capital” 
(1867–1894), considerada um dos estudos mais complexos e dinâmicos sobre o 
capitalismo. 
Antes de sua ida para a Inglaterra Marx estudou nas universidades de Bonn e 
Berlim, na universidade as ideias hegelianas. Para seus sustento e terminar seus 
estudos trabalhou no jornal Zeitung, um ambiente tido como radical na época com sua 
sede na cidade de Colônia. Foi neste ambiente em que Marx começou a desenvolver a 
 
teoria da concepção materialista da história. Perseguido pelos que eram contra suas 
ideias muda-se para a França estabelecendo-se em Paris em 1843, trabalhando em 
outros jornais radicais onde conheceu Friedrich Engel, uma amizade que durou até o seu 
falecimento. 
 Em 1949 sofrendo novas perseguições, agora pelo governo da França na pessoa 
de Guizot, Marx é expulso da França exilando-se em Londres. Em Londres deu 
continuidade em seus estudos e na elaboração de suas teorias econômicas e sociais. 
Fez campanhas para a divulgação do Socialismo tornando-se uma das figuras mais 
significativas e emblemáticas no campo dos estudos sociológicos, fundando a 
Associação Internacional dos Trabalhadores. 
No contexto da sociedade capitalista moderna na metade do século XIX, o 
pensamento filosófico-políticade Marx expõe várias grandezas e a Sociologia, desde o 
início do século XX, aproximou-se deste conhecimento, agrupando ao seu referencial 
teórico um conjugado de concepções explicativas do fato social. A menção ao conjunto 
nos diz respeito às teorias serem opiniões inter-relacionadas, compatíveis, de mútua-
explicação que, ao prover explicações sobre a realidade, apresentam a marca da 
metodologia que os move. Mas para Marx: 
 
Na fase superior da sociedade comunista, quando tiver desaparecido a 
escravidão dos indivíduos à divisão do trabalho, e, com ela, a oposição 
entre o trabalho intelectual e o trabalho manual; quando o trabalho não 
for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade vital; quando, 
com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os aspectos, crescerem 
também as forças produtivas e jorrarem abundantemente os mananciais 
da riqueza coletiva, só então poder-se-á ultrapassar totalmente o estreito 
horizonte do direito burguês, e a sociedade poderá escrever em seu 
estandarte: de cada um, segundo a sua capacidade; a cada um segundo 
as suas necessidades (MARX, 1975, p. 16). 
 
A contribuição de Marx nesse sentido e de grande importância, mesmo nos 
tempos contemporâneos, pois refere-se ao fato da Sociologia aceitar o metodologia 
dialética do materialismo histórico, com a formação e a explicação da gênese, 
conciliação e dinâmica da sociedade capitalista exposta na grande obra O Capital (1885-
1905), que só foi publicada para acesso ao público após seu falecimento. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Internacional_dos_Trabalhadores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Internacional_dos_Trabalhadores
 
A dialética de Marx faz uma análise minuciosa do processo histórico, influenciando 
o pensamento filosófico de Hegel (1770-1831) juntamente com a colaboração de seu 
amigo Engels (1820-1895). Marx busca, a partir da crítica do contexto social de sua 
época, aclarar a história das sociedades com base no processo de produção econômico-
material. Ou seja, afirma que a realidade social é avaliada como uma soma concreta na 
abordagem metodológica do materialismo histórico, cujo termo não é atribuição de Marx. 
Assim o pensador descreve que: 
 
A maioria de seus membros era, naturalmente, operários e 
representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna não seria um 
organismo parlamentar, mas uma corporação de trabalho, executiva e 
legislativa ao mesmo tempo. Em vez de continuar sendo um instrumento 
do governo central, a política foi despojada imediatamente de seus 
atributos políticos e convertida em instrumento da Comuna, responsável 
ante ela e revogável a qualquer momento. O mesmo se fez com os 
funcionários dos demais ramos da administração. Desde os membros da 
Comuna para baixo, todos os que desempenhavam cargos públicos 
deviam desempenhá-los com salários de operários [...] os cargos públicos 
deixaram de ser propriedade privada dos testas de ferro do governo 
central (MARX, 1975, p. 507-508). 
 
Enfrentando dificuldades financeiras críticas daquelas que não concordavam com 
sua tese Marx com um empenho dialético distingue a presença da ideologia no processo 
de averiguação e faz da sua teoria uma constituição de categorias conceituais que 
possam conter a revelação mais simples. Em sua obra Contribuição à Crítica da 
Economia Política (1859), Marx no capítulo Método da Economia Política explana que a 
categoria população, como criada na obra do filósofo escocês Adam Smith (1723-1790), 
para chegar à riqueza das nações, oculta trabalho humano, a mais simples das camadas, 
também desenvolve teorias sobre o processo de acumulação e o valor do trabalho, 
conhecido como mais-valia. Seus pensamentos estavam além de seu tempo, o trabalho 
humano é o único meio de produção capaz de acrescentar valor aos bens produzidos, 
uma vez que os outros são elementos materiais de produção, a terra, o ar, as 
ferramentas, as máquinas, o dinheiro, os equipamentos, e a infraestrutura. 
3 ÉMILE DURKHEIM: CONEXÃO SOCIAL 
 
 
 
David Émile Durkheim é natural de Épinal, na França, nasceu em 15 de abril de 
1858, em uma família tradicional de sacerdotes judaicos (rabinos). Foi estudante do 
Liceu Louis-Le-Grand e na Escola Normal Superior de Paris, instituições consideradas 
clássicas. Essa formação foi crítica de Durkheim que segundo ele essas escolas tinham 
muita formação literária e pouca formação científica. 
 Durkheim estudou Direito, Economia e Filosofia. Foi discípulo de Herbert Spencer 
em seus estudos de Ciências da Natureza e Biologia. Spencer teve grande influência 
nos estudos de Durkheim principalmente em suas matérias em afinidade aos modelos 
biológicos de aplicação sociológica. Fez experimentos no campo da Psicologia no 
Laboratório de Psicologia Experimental, de Wilhelm Wundt. 
 Esses estudos variados levaram Durkheim a procurar modelos biológicos e 
sociais próximos e também a ter um olhar diferenciado para a Antropologia. Essa união 
de fatores procedeu a formulação da teoria dos fatos sociais, que assegura a preferência 
do juízo de fatos gerais que baliza as sociedades (como leis), os quais seriam maiores e 
mais facilmente explicáveis que as questões individuais psicológicas. 
 
 A maior ambição do pensador na época era instituir um campo de estudos das 
Ciências Sociais totalmente independente, que não dependesse das esferas de outras 
ciências, como a Biologia e a Psicologia, e não estar amarrado aos modelos 
demasiadamente abstratos da Filosofia que Auguste Comte tinha deixado ao trabalho 
sociológico. 
Durkheim adota por pressuposição que a sociedade é governada por leis e uma 
ciência que dela se alargue deve chegar à formulação de amplas generalizações que a 
esclareçam. Assim, sugere a teoria da coesão ou da solidariedade social, evidenciando 
que o princípio da integração decorre da sociedade, cujo funcionamento aproxima-se à 
estabilidade. Para o autor, "as representações, as emoções e as tendências coletivas 
não têm como causas geradoras certos estados de consciência individual, mas as 
condições em que se encontra o corpo social em seu conjunto." (DURKHEIM, 2001, p. 
67). 
O sistema social, na sua compreensão, é ordenado em comparação com o 
organismo vivo que conclui ser saudável a sociedade quando ocorre coerência entre 
suas partes, ou patológica, se qualquer convulsão retire-lhe o equilíbrio. Assim sugere a 
teoria da coesão ou da solidariedade social ou mesmo uma desordem (disnomia) nas 
normas do seu funcionamento. 
 A concepção de Durkheim da realidade social é, portanto, orgânica e 
funcionalista: cada uma das partes, identificadas com as instituições sociais ou os 
indivíduos, aprova uma função, cumpre uma obrigação específica que responde pela 
saúde de um todo. Este início da conexão social ampara o aforismo durkheimiano. 
Todos os fatos sociais são eleitos como elemento por excelência da ciência 
sociológica; assim Durkheim (2008) determina como “toda maneira de agir, fixa ou não, 
suscetível de exercer sobre o indivíduo uma repressão exterior; que é comum na 
expansão de uma sociedade dada, apresentando uma vivência própria, livre das 
revelações individuais que possa ter”. Como afirma, "o conjunto de crenças e dos 
sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema 
determinado, que tem vida própria; podemos chamá-lo de 'consciência coletiva'." (2008, 
p. 50). 
 
Aconselha ao investigante notar as particularidades gerais dos fatos sociais: a) a 
coercitividade, apregoa na pressão ou coerção que exercem sobre os indivíduos, 
acomodando-se aos tradições sociais, por exemplo; b) a generalidade, apreendida na 
regularidade dos acontecimentos coletivos encontrados em sociedades de todos os 
períodos e pode ser explicada pelas relações de parentesco; um fato social é natural por 
estar presente na extensão de uma sociedade; c) a exterioridade dos fatos sociaisachar-
se no seu bem-estar,.em afinidade aos acontecimentos de natureza psíquica. 
Na pesquisa que Durkheim realizou para escrever o livro O suicídio, Durkheim 
cultiva as direções do seu método sociológico, calhando tipos de suicídio (egoísta, 
altruísta, anômico) e ordenando leis da coesão social, como quando a avalia alta no caso 
de suicídio altruísta, no qual indivíduos tocam fogo às roupas em protesto e justificação 
de grandes causas sociais. Para entender as evidências dos fatos sociais com rigor 
científico, coloca regras para a investigação sociológica, basicamente: apartar as pré-
noções e tratar os fatos sociais como lances. 
Para Durkheim (2001), coisa é tudo aquilo que exige um empenho do espírito, do 
intelecto, para apreendê-la, como assevera, em 1897, no preâmbulo à segunda edição 
de “As regras do método sociológico” logo não é apenas o fator externo dos fenômenos 
que importa. Com esse processo metodológico estão embutidas como premissas: a 
realidade social que é arrumada por uma regularidade de acontecimentos que podem 
ser notados, explicados e classificados pelo cientista. 
 A ciência constitui uma reprodução teórica dessa realidade; o sujeito cognoscente 
deve conservar-se neutro no processo de conhecimento; a intenção do conhecimento é 
chegar à objetividade científica, ou seja, uma ciência aberta de conjecturas, de 
ideologias; a Sociologia dispõe de caráter normativo, adequada de ordenar a realidade 
social, seja formando uma taxonomia científica dos fatos, seja pela probabilidade de 
prevê-los. 
Durkheim regula pelo postulado da primazia das sociedades simples em relação 
às complexas, cria a teoria da solidariedade. No primeiro instante de aparelhamento da 
vida social sedentária, os ajuntamentos humanos são reconhecidos como sociedades de 
solidariedade mecânica, porque nesse grupo os indivíduos e grupos são intercambiáveis, 
pouco se distinguem e a relação é obtida pela existência dessa similaridade entre eles. 
 
 Nessa primeira sociedade, ocorre um fenômeno que Durkheim (2000) designou 
consciência coletiva, no sentido de preservar os costumes e tradições comuns que 
preenchem o governo sobre as consciências individuais. Durkheim distingue nas 
sociedades modernas a vivência da solidariedade orgânica, pela ocorrência dos 
indivíduos e grupos serem diferentes e desenvolverem relações de interdependência 
para viver. Nomeia essa complexidade das relações sociais com a sociedade industrial, 
onde a separação do trabalho social desempenha o papel de controle e avaliza a 
integração. 
Ou seja, a divisão do trabalho determina a solidariedade orgânica porque cria 
entre os homens um aparelho de direitos e deveres, um estado de atrelamento do 
indivíduo em relação à sociedade, tornando-se o alicerce da ordem moral. Durkheim 
entendia a Sociologia como uma ciência das instituições, desde o seu surgimento e 
funcionamento, onde tem por missão restaurar uma moral que readquiriu à Sociologia 
exigências do espírito científico da ocasião. 
Em uma visão otimista da história Durkheim depositava a necessidade de 
consenso social, e enxergava na educação uma criação integradora por mostrar para as 
novas gerações as qualidades essenciais para a sobrevivência da sociedade, 
habituando-se ao sistema de normas morais, como escreve em sua obra “Educação e 
Sociologia”. Ao findar do século XIX, juntamente com o pensador Marcel Mauss, 
Durkheim trabalha nas representações primitivas, um estudo que resultará a obra 
“Algumas formas primitivas de classificação (1901)”, onde apressa a ideia de 
representação coletiva aumentada em “As formas elementares da vida religiosa (1912)”. 
 
 
 
 
 
 
4 MAX WEBER: RACIONALIZAÇÃO SOCIAL 
 
 
 
Maximilian Karl Emil Weber, natural da cidade de Munique, Alemanha, nasceu em 
21 de Abril de 1864. Em sua formação acadêmica foi jurista e economista, também é 
considerado como intelectual e fundador da Sociologia. Seu irmão Alfred Weber, também 
era conhecido por dedicar seus estudos à Sociologia, talvez daí a sua paixão pelo estudo 
sociológico. Teve como sua biógrafa a sua esposa Marianne Weber. Sua aluna que 
estudava na Universidade Alemão e que também fazia parte do movimento feminista da 
época. 
 Weber é acatado como um dos fundadores da sociologia moderna, mas seus 
escritos também são discutidos nas Ciências Econômicas, Filosofia, Direito, Ciência 
Política bem como em Administração. Graduou-se na Universidade Humboldt de Berlim, 
e, depois, trabalhou nas Universidades de Freiburg de Heidelberg, de Viena. Era uma 
pessoa muito conhecida e bem quista na sociedade Alemã da época, foi consultor do 
lado alemão na confecção do Tratado de Versalhes (1919) e fez parte da comissão 
encarregada de redigir a Constituição da República de Weimar. A maioria de seus 
estudos foi alocado para o capitalismo e do chamado procedimento de racionalização e 
 
desencantamento do mundo. Mas suas análises também deram frutos importantes no 
campo da economia. 
 Dentre as suas obras destacam-se: “A ética protestante e o espírito do 
capitalismo”, dando início às suas ponderações sobre a sociologia da religião. Vivendo 
em um mesmo contexto social de Durkheim, Max Weber, com formado em Direito, 
História e Filosofia, age inteligentemente na sociedade alemã do final do século XIX e 
nos anos iniciais do século XX. Compreende a Sociologia como a ciência que pretende 
explicar a ação social, com seus desenvolvimentos e efeitos. Com essa sugestão, 
determina a fundamentação básica do que titulou método compreensivo, partindo da 
visão de ação social e de compreensão. No entendimento do autor: 
 
Em todos os lugares - à exceção dos pequenos cantões rurais em 
que os detentores do poder são periodicamente eleitos - a empresa 
política se põe, necessariamente como empresa de interesses. 
Quer isso dizer que um número relativamente restrito de homens 
interessados pela vida política e desejosos de participar do poder 
aliciam seguidores, apresentam-se como candidato ou apresentam 
a candidatura de protegidos seus, reúnem os meios financeiros 
necessários e se põem à caça de sufrágios. Sem essa 
organização, não há como estruturar praticamente as eleições em 
grupos políticos amplos. Equivalem essas palavras a afirmar que, 
na prática, os cidadãos dividem-se em elementos politicamente 
ativos e em elementos politicamente passivos (WEBER, 2011, p. 
103-104). 
 
Com um raciocínio mais flexível do que parece apresenta em seus escritos Weber 
se utiliza da história e, ao detalhar com muita maestria suas pesquisas, ele nos apresenta 
uma ampla explanação da cultura ocidental, pela visão da formação e da expansão do 
capitalismo no mundo. Os seus conceitos sociológicos que está formulado em sua obra 
“Economia e sociedade (1922)” resume o seu zelo sobre o assunto nos livros que a 
precederam, especialmente na obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo 
(1904- 1905)” e na obra “A ética econômica das religiões universais (1915)”. 
Duas conferências publicadas em 1919 merecem a atenção dos cientistas sociais 
e Weber possui duas importantes obras para o entendimento de seu pensamento 
sociológico “O ofício e a vocação do cientista e o ofício e a vocação do político” e “Ensaio 
 
sobre o sentido da neutralidade axiológica nas ciências sociológicas e econômicas”. 
Quando se lê Weber nota-se o cuidado metodológico que ele teve para garantir 
cientificamente todo o cuidado como investigador. Não se preocupa em alcançar a 
objetividade científica pela desobrigação do pesquisador e deixa transparente o papel da 
subjetividade na produção do conhecimento. 
Para Weber (2004), o sujeito cognoscente é parte do processo de concepção da 
realidade, ou seja, compreender é o mesmo que segurar o sentido de uma ação social. 
Busca nesse sentido a ênfase dos fenômenos estudados, ainda que não estejam 
presentes na ação. Assim, entender o sentido da açãoresulta em chegar a acepção que 
o sujeito, ou os sujeitos da ação atribuem a ela, orientando-se pelo comportamento de 
outros. Observa-se que, Weber amplia um recurso metodológico chamado “construção 
de tipos ideais”, ou seja, os conceitos que organiza para explicar a realidade aplicam-se, 
para um dado período histórico, à situação investigada. Sociologia (no sentido aqui 
entendido desta palavra empregada com tantos significados diversos) significa: uma 
ciência que pretende compreender interpretativamente a ação social e assim explicá-la 
causalmente em seu curso e em seus efeitos (WEBER, 2000, p.3) 
Weber constrói alguns tipos ideias da sociedade como burocracia, dominação, e 
capitalismo ocidental, que diz importância à capacidade do cientista capturar o conjugado 
de valores de uma época, de uma cultura, e entender o que é expressivo para uma 
sociedade no seu tempo. Todos os tipos ideais construídos por Weber – como “ética 
protestante” e “espírito do capitalismo”, com os quais avalia a conexão de sentido ou a 
afinidade entre a conduta moral rígida do próprio do ethos da cultura religiosa calvinista 
do século XVIII, e as técnicas racionais que caracterizam a ação do capitalismo no 
ocidente – domam os tipos básicos de ação social que são quatro: ação social racional 
com semelhança a fins; ação social racional com semelhança a valores; ação social 
afetiva e ação social tradicional. 
Para o autor, o sujeito da ação (indivíduo, grupo social, instituição) guia-se em 
relação à conduta de outros (indivíduos, grupos, instituições), seja agindo sabidamente 
conduzido por fins (objetivos sólidos mesmo não explícitos) ou sendo guiado por valores 
(morais, culturais, religiosos); ou aceitando-se conduzir por sentimentos (medo, cólera, 
inveja), ou ainda norteando a sua ação pela tradição (traços culturais de condutas 
 
coletivas que conservam a experiência do grupo). Os tipos ideais de ação social não são 
de caráter excludentes e se exibem de forma concomitante. 
Segundo ele, a realidade é infinita e a finita mente humana é capaz de perceber 
dessa realidade apenas uma pequena parcela. Essa concepção Werbeniana de 
realidade é acompanhada de muita responsabilidade sobre os ombros do cientista, o 
qual estes devem coordenar intelectualmente e uma das formas para execução e fazer 
a construção de tipos ideais, no sentido de ideias, não de padrões. A grandeza histórica 
do fato social é valorizado como um leque de probabilidades, de escolhas subjetivas, 
pertencendo ao pesquisador, na construção conceitual da Sociologia, anunciar o que é 
singular nos fenômenos históricos, algo que lhes é parecido. Dessa maneira, chega-se 
à racionalidade atualizada no capitalismo ocidental como presença histórica cuja ação é 
preponderantemente racional com afinidade a fins e a valores. 
Na obra de Weber surge a racionalidade como início organizativo no âmbito da 
sociedade moderna que o faz perfilhar no processo de secularização a expressão da 
racionalização social. É de Weber a declaração “desencantamento do mundo”, no 
sentido de que o progresso técnico obedece a uma lógica que lhe foge o controle, a 
ponto da conduta racional vir a se tornar irracional com o processo histórico. 
No domínio da realidade política, o tributo de Weber sobre o fenômeno da 
dominação – seja racional, tradicional ou carismática, como tipos ideais puros – coloca 
lucidez na questão da autoridade e de sua legitimidade, ao abordar o poder nas 
condições da ação humana preparada à obediência no confronto com os dominadores 
que pretendem apreender o poder legítimo. 
A ambição de legitimação da Sociologia dos dominadores, ou seja, o seu 
reconhecimento e aceitação sociais são mais apreciados por Weber que o próprio 
exercício da dominação. Assim Weber identifica, que no procedimento de racionalização 
o fenômeno burocrático e este como um sistema de administração e organização que 
alarga-se a uma racionalização total em termos de eficácia, esse poder burocrático e 
impessoal seria o peculiar Estado moderno. 
 
 
SAIBA MAIS 
 
 
O nome do pensador francês Auguste Comte (1798-1857) está 
indissociavelmente ligado ao positivismo, corrente filosófica que ele fundou com o 
objetivo de reorganizar o conhecimento humano e que teve grande influência no Brasil. 
Comte também é considerado o grande sistematizador da sociologia. Seus argumentos 
favoreciam o planejamento social, que para ele reverteria no bem estar do indivíduo ( 
hoje um assunto muito atual) 
 
Fonte: FERRARI, Márcio. Auguste Comte, o homem que quis dar ordem ao mundo, 2008. Disponível em: 
https://novaescola.org.br/conteudo/186/auguste-comte-pensador-frances-pai-positivismo#. Acesso em: 17 
ago. 2021. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
REFLITA 
 
“A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo 
indivíduo de uma série de normas e princípios, sejam morais, religiosos, éticos ou de 
comportamento, que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que 
formador da sociedade, é um produto dela.” 
 
Émile Durkheim 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ao final desta unidade I, compreendemos que os indivíduos precisam entender 
que ninguém vive isolado, uma sociedade só se move e desenvolve quando todos 
participam, principalmente nas decisões que alteram o rumo de uma sociedade. Quando 
não há envolvimento, todas as imposições precisam ser acatadas, pois, subentendem 
que foram aceitas por todos. 
A sociedade vive em constantes mudanças, pois, está envolta por grupos sociais, 
étnicos, culturais, religiosos, diversos, portanto, conceitos, princípios diversos, que 
geram conflitos não apenas de ideias, mas de interesses. 
Os estudos sociológicos têm essa premissa, estudar os grupos e os indivíduos 
pertencentes a eles, seus comportamentos (positivos e negativos) e direcionar 
estratégias para alterar, dar caminhos para uma trajetória benéfica para a sociedade em 
si, tendo suporte de outras áreas das Ciências Sociais como a Antropologia, Ciência 
Política e áreas humanas como Psicologia, Psicanálise, Filosofia entre outros. 
O ensino de Sociologia nas instituições educativas, tem a premissa de acordo com 
as diretrizes traçadas, propiciando aos alunos uma conduta de posicionamento crítico e 
construtivo. O caminho para construção de uma sociedade, não digo justa, mas 
igualitária, só pode ser por intermédio do conhecimento. 
Ao professor cabe a destreza de compreender que aprender e ensinar, não está 
associado apenas na conduta do aluno, mas o professor a busca incessante de novas 
aprendizagens são cruciais, a pesquisa, o enriquecimento profissional. O exemplo, o 
entusiasmo se propaga, essa troca entre professor e aluno, é um ponto que favorece a 
aprendizagem de forma significativa. 
Conseguimos entender com as teorias dos clássicos, que tudo se adapta, tudo se 
renova. Os conceitos aplicados em épocas passadas, de alguma maneira fazem muito 
sentido na atualidade, como a lei da mais valia, capitalismo, trabalho, mão-de-obra, e 
conforme o tempo vai passando atrelado a esses temas, surgem novos assuntos, 
consumismo, bullying, assédio, sobrecarga de trabalho, individualismo entre outras 
consequências propiciadas por uma sociedade carente de indivíduos pensantes. 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
ARTIGO 01 
 
BORDALO, Karina Barbosa. O trabalho na Concepção de Marx. EDUCERE, Curitiba, XI 
Congresso Nacional de Educação, p. 22342-22352, 09/2013. 
https://educere.bruc.com.br/CD2013/pdf/13169_6614.pdf . Acesso: 13 set. 2021. 
 
Resumo: O artigo: o trabalho na concepção de Marx parte de minha pesquisa de 
Mestrado em Educação do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade 
do Estado do Pará traz para o centro das discussões a categoria trabalho docente, 
trazendo fundamentos do desenvolvimento do capitalismo no século XIX, tendo como 
referencial a concepção de Karl Marx, teórico e praticantepolítico que teve a sociedade 
capitalista com as suas relações entre capital e trabalho como objetos de estudo 
constituídos. Para a análise da relação de trabalho trago questões através do estudo 
bibliográfico em textos de Andery (2012), Antunes (1995), Manacorda (1996) e Oliveira 
(2006). E relacionando ao trabalho docente trago questões através do estudo 
bibliográfico em textos de Oliveira (2003), Paro (2002) e outros. O objetivo deste artigo 
é realizar um estudo do período histórico em que Marx desenvolveu a sua teoria, 
entendendo o desenvolvimento e a afirmação do capitalismo industrial no século XIX, as 
influências nas condições dos trabalhadores e os fatores que os levaram a serem 
concebidos como seres unilaterais para compreendermos o que Marx aponta como a 
necessidade de superação do capital alienador e trazer questões para o debate da 
interação do trabalhador docente na contemporaneidade. O trabalhador docente na 
contemporaneidade vive as conseqüências da relação capitalista, da globalização e das 
mudanças destas provenientes o que lhe causa muitas vezes uma sobrecarga de 
trabalho e sentimentos de desprofissionalização ao ter que assumir funções não 
específicas de sua formação acadêmica e profissão, além de ter que aumentar a carga 
horária e local de trabalho devido à desvalorização salarial. 
 
ARTIGO 02 
 
SILVA, Ítalo Ramon Carvalho et al. Emile Durkheim: Vida, Obra e sua Contribuição para 
a Sociologia. Anais VIII Fórum Internacional de Pedagogia - FIPED... Campina Grande: 
Realize Editora, 2016. Disponível em: 
https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/25245 . Acesso em: 13 set. 2021 
 
Resumo: O presente texto tem por objetivo analisar, a partir da obra “As regras do 
método sociológico” de Émile Durkheim, a especificidade do objeto de estudo da 
Sociologia por meio do fato social. Como estratégia metodológica fez-se uma análise 
 
qualitativa da obra em questão. Nesse sentido, em um primeiro momento, apresenta-se 
uma revisão de literatura acerca da vida e obra do autor, com a finalidade de perceber 
suas convicções filosóficas, políticas e sociais. Em um segundo momento analisa-se a 
contribuição de Durkheim para o entendimento do objeto de estudo da Sociologia a partir 
de seu conceito e das características do fato social. Conclui-se que, para Durkheim, a 
Sociologia compreende a ciência que analisa as particularidades da sociedade através 
da observação sistemática dos fatos sociais. Assim, os fatos sociais têm existência 
própria, externa aos indivíduos e que no interior de qualquer grupo ou sociedade existem 
formas padronizadas de conduta e pensamento baseadas na soma destas categorias. 
 
ARTIGO 03 
 
JÚNIOR, João Alfredo Costa de Campos Melo. Burocracia e educação: uma análise a 
partir de Max Weber. Pensamento Plural. Pelotas, pgs.147-164, janeiro/junho,2010. 
http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/06/07.pdf Acesso em: 13 set. 2021 
 
Resumo: Cabe a este texto elaborar uma reflexão acerca da burocracia e da educação, 
tendo como princípio norteador a sociologia compreensiva weberiana. A opção por Max 
Weber se revela a mais acertada devido à diversidade e à profundidade de sua produção 
intelectual, incluindo a questão da burocracia. A utilização de Weber servirá como 
instrumento preciso de análise conceitual sobre a temática aqui proposta. Certamente, o 
pensador foi um dos principais estudiosos da burocracia, tendo como palco privilegiado 
a Alemanha na época da Primeira Grande Guerra (1914-1918). É dentro desse fecundo 
arcabouço teórico que se pretende fazer algumas incursões sobre a educação e a 
burocracia, tendo com respaldo epistemológico Weber. 
 
 
 
 
 
 
LIVRO 
 
 
Título: Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber 
 
Autor: SELL, Carlos Eduardo. 
 
Editora: Vozes. 
 
Sinopse: Retrata concepções dos filósofos tão relevantes no contexto sociológico, Karl 
Marx economista e alemão, o sociólogo francês Émile Durkheim e o teórico político Max 
Weber, descrevendo a teoria sociológica, teoria política e a teoria da modernidade, 
conflitos que fazem parte de nossa realidade social, desencadeando em diferentes 
vertentes para se compreender e interpretar a sociedade. 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
 
Título: Moonlight sob a Luz do Luar 
 
Ano: 2017. 
 
Sinopse: Este filme mostra o crescimento de um garoto negro na periferia de Miami, 
mas o contexto é semelhante ao que acontece no mundo todo, neste processo de 
desenvolvimento aprende como não cair em tentação no mundo do crime, das drogas. 
Mas aprende a viver em meios a uma sociedade que finge não existir problemas como 
estes acarretados pela desigualdade social, econômica e cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ANDERY, Maria Amélia Pie Abib; SÉRIO, Tereza Maria de Azevedo Pires. Há uma 
ordem imutável na natureza e o conhecimento a reflete: Augusto Comte (1798-
1857). In: ANDERY, Maria Amélia Pie Abib et al. Para Compreender a Ciência: uma 
perspectiva histórica. 16ª ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2012. 
 
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. Martins Fontes, 2000. 
 
COMTE, Auguste. Discurso sobre o espírito positivo:ordem e progresso. Porto 
Alegre: Globo; São Paulo: USP, 1978. 
 
DURKHEIM, E. O suicidio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
 
DURKHEIM, E. et al. Introdução ao pensamento sociológico. São Paulo: Centauro, 
2001. (Coletânea de textos). 
 
DURKHEIM, E. Da divisão de trabalho social 3.ed. Trad. Eduardo Brandão. São 
Paulo: Martins Fontes, 2008. 
 
FERREIRA Neto, Ney Jansen. Escola, ensino de sociologia e políticas 
educacionais. Curitiba: InterSaberes, 2019. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 17 ago. 2021. 
 
GALLIANO, G.A. Introdução à Sociologia. SP: Harper e Row do Brasil, 1981. 
 
GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora Unesp, 1990. 
 
MARX, K. La guerra civil en Francia. In: MARX, K.; ENGELS, F. Obras escojidas Versión 
de Editorial Progreso. Cubierta de César Bobis Tomo I. Madrid: Editorial Ayuso, 1975. 
 
MARX, K. O capital Livro III, Tomo II. Tradução de Regis Barbosa e Flavio R. Kothe. 
São Paulo: Abril Cultural, 1985. (Coleção Os Economistas). 
 
NOVAIS, Carlos Eduardo. Capitalismo para principiantes. São Paulo: Ática,1983. 
 
QUINTANEIRO, T. Um toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: 
Editora UFMG,1996. 
 
TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia da Educação. São Paulo: Atual, 1997. 
 
WEBER, Max. Economia e Sociedade. 4.ed. Brasília: UnB, 2000.. V.1. 
 
WEBER, Max. Economia e Sociedade: Fundamentos da sociologia compreensiva. 2. 
Vol. Trad. Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa São Paulo: Editora UnB, Imprensa 
Oficial, 2004. 
 
WEBER, Max Ciência e Política: duas vocações. 18. ed. São Paulo: Cultrix, 2011. 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE II 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, PARÂMETROS CURRICULARES 
NACIONAIS E ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA O ENSINO DE 
SOCIOLOGIA. 
Professor Mestre Jorge Alberto de Figueiredo 
 
 
Plano de Estudo: 
● Repensar a Educação: Uma Reconstrução da Sociedade; 
● Lei de Diretrizes e Bases da Educação; 
● Diretrizes Curriculares Nacionais; 
● Parâmetros Curriculares Nacionais. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Compreender a relevância da fundamentação teórica sobre as Leis que regem a 
educação brasileira; 
● Conhecer os documentos educacionais que regem a base estrutural e 
organizacional dos componentes curriculares; 
● Aprimorar os conhecimentos que orientam o Ensino de Sociologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Prezado (a) aluno (a), como tudo que fazemos em nosso cotidiano, estudar não é 
diferente, aprendemos em cada momento, nos aprimoramos, uma constante evolução, 
claro que cada uma da sua maneira, porque temos ritmos totalmente diferentes, o 
importante é que cada um de nós possamos descobrir qual o nosso ritmo e nos 
possibilitar crescer intelectualmente. 
 Issome faz mediar a você a refletir: “Com a experiência de vida que tem hoje, 
você mudaria algumas coisas em seu passado?”. Muitos devem ter dito que sim e até 
mesmo vislumbrar mentalmente quais seriam as mudanças. Entretanto chamo atenção 
para que compreendam que as nossas ações estão ligadas ao conhecimento que temos 
no momento. 
Ter uma visão sociológica é compreender a sociedade e as pessoas que nela 
estão inseridas. O que denota a extrema importância deste estudo. Atualmente vivemos 
conflitos ideológicos, religiosos, culturais, sociais e econômicos, justamente pela falta de 
compreensão que estamos em um mundo globalizado e as ideias devem ser respeitadas. 
Com o propósito de enriquecermos com as experiências dos outros e aprimorar as 
nossas experiências. 
Bem, o que isso tem a ver com o cenário educacional? Simples, o processo foi 
sendo estruturado com base no momento, assim, não podemos julgar sem ter um 
conhecimento do contexto histórico da época. Dessa forma o estudo desta unidade II irá 
proporcionar a você, um entendimento da evolução do sistema educacional brasileiro por 
meio do que você aprendeu na Unidade I, consolidando nossa aprendizagem nesta 
unidade que se baseia principalmente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 
Diretrizes Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais, Base Nacional 
Comum Curricular de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Orientações Curriculares 
para o Ensino de Sociologia. 
 
 
 
1 REPENSAR A EDUCAÇÃO: UMA RECONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE 
 
 
Ao aprender sobre a história da Sociologia e sua relevância enquanto disciplina 
escolar, é fundamental refletirmos sobre alguns pontos para seguir com mais 
conhecimentos que se agregam ao grande quebra-cabeça do sistema educacional e 
assim possibilitar uma análise crítica e construtiva, sobre as diretrizes legais para a 
implementação e permanência da disciplina no ambiente institucional. 
A Sociologia, que está inserida na área de Ciências Sociais, é crucial na 
atualidade, pois, estamos vivenciando momentos de grandes mudanças em todas as 
esferas: sociais, culturais, econômicas, educacionais e religiosas. Esta disciplina tem 
como um dos objetivos estudar a conduta das pessoas, tendo como base de pesquisa o 
meio e forma em que se conectam independente dos padrões sociais e instituições. 
 Também uma das suas características além da descrita acima é contribuir 
levantando problemas, questões, conflitos, para que outras ciências tais como: Ciência 
política que estuda os sistemas políticos quais estão intrínsecos às relações de poder.... 
a Antropologia que pesquisa o homem e a humanidade pautada nas questões culturais 
 
e econômicas. E a sociologia propriamente dita que pesquisa os relacionamentos sociais 
existentes em uma sociedade, para que possam direcionar propostas com o intuito de 
melhorar a sociedade. 
 Podemos então aqui, destacar que há várias evidências que denotam a 
necessidade de refletir sobre o momento qual estamos inseridos, deixemos de lado 
nossas escolhas pessoais enquanto política e religião para que possamos ter um olhar 
objetivando construir conceitos, ideias para agregar valor ao nosso cotidiano. 
Você também acredita na frase: “Este mundo não tem mais jeito?” Se você dizer 
que sim, compreendo, pois, muitas vezes nos sentimos cansados de remar contra a 
maré, de gerar expectativas que não condiz com nossa realidade. Mas se você acredita 
que há uma oportunidade de mudança, compartilho da sua opinião. O que há em muitas 
situações são valores morais e intelectuais que para muitos estão perdidos, momentos 
gritantes de individualidade e uma banalização de tudo o que achávamos correto. 
Primeiramente o conhecimento é o que fará toda a diferença para uma mudança 
significativa. Apenas diferencie conhecimento de informação, pois, o primeiro é pautado 
em estudos, pesquisas e o segundo é o vemos por exemplo nas redes sociais, quais 
nem tudo é verdade, mas estratégias do sistema capitalista para alcançar seus objetivos, 
nos usando como “massa de manobra”. 
De forma relevante a sociologia tem o papel de buscar argumentos para 
compreender as ações e reações que acontecem no mundo, para solucionar ou mediar 
problemas que possam acometer gerações futuras. Um exemplo bem preciso, que 
podemos considerar é quando você busca conhecer sua árvore genealógica, seus 
antepassados, sua história, neste contexto compreendendo o passado, o presente fica 
consistente e estruturado e consequentemente seu futuro também será. 
Assim fica claro como a sociologia, age, e quantos campos para serem 
investigados, vivemos em uma comunidade gigante e com grandes diferenças, para que 
possamos viver de forma harmônica é fundamental o conhecimento e sistematicamente 
o respeito. 
 Pensando assim, cada indivíduo não pode agir da maneira que bem entendemos, 
viver em sociedade é respeitar regras e normas, ao construirmos coletivamente 
 
condutas, leis, diretrizes, ações estamos pensando de forma conjunta, coletiva e 
agregando valor a todos de maneira substancial. 
 Educacionalmente não foi diferente, veremos na sequência de nossa unidade 
como de forma lenta, porém, concreta as leis foram sendo criadas oportunizando a todos 
o direito de igualdade. E aos poucos a evolução ao que se refere em destacar o aluno, 
como fonte central do processo de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 
 
As transformações no cenário educacional na maioria das vezes aconteceram de 
maneira imposta, reformas, ementas, leis e diretrizes vinculadas ao modismo ou modelos 
de países com realidades completamente diferentes, sem considerar detalhes cruciais, 
como questões sociais, culturais, econômicas entre muitas outras. No meio destas 
mudanças o professor era induzido a aplicar práticas, teorias quais não tinha qualificação 
e tão pouco entendimento e quando se agregava valor e tenacidade às novas 
imposições, novas mudanças educacionais surgiam. 
 Você assim como eu, sabemos que atravessamos um momento educacional 
diferente e muito importante, a tecnologia nunca se fez tão necessária. Mas as 
instituições educativas estavam preparadas? Sabemos que não, mas a educação é 
exatamente isso, uma novidade a cada dia e precisamos aprender a lidar com as 
mudanças e adaptar-se, buscar novas aprendizagens para evoluirmos. 
Mas a escola no que refere a parte estrutural e a parte humana não estava pronta 
e tão pouco está, para atender uma demanda de aulas a distância, isso quando 
pensamos em Educação Infantil e Educação Básica Anos Iniciais. 
 A política e a economia estão sendo a base de tantas mudanças no mundo, 
evidentemente que a pandemia, trouxe a urgência de se reinventar formas de manter o 
 
funcionamento da forma mais normal possível. Há muitos interesses em manter uma 
sociedade alienada. 
 A disciplina de Sociologia era inserida e retirada do ensino básico, e sempre 
estava relacionada aos acontecimentos políticos. Na Reforma de Rocha Vaz em 1925 o 
ensino desta importante disciplina foi inserida nas escolas secundárias. Em 1931 houve 
a Reforma Francisco Campos, entretanto a disciplina foi mantida até 1942, porém com 
a Reforma Capanema sua obrigatoriedade é retirada. É importante destacar que esta 
Reforma organizou o currículo do ensino secundário brasileiro. Estabelecendo em dois 
ciclos, ação inovadora para aquele momento histórico. 
 O primeiro era o ginásio com a durabilidade de quatro anos e agregava três áreas 
significativas: Línguas (Português, latim, Inglês e Francês), Ciências (Matemática, 
Ciências Naturais, História Geral, História do Brasil, Geografia geral e Geografia do 
Brasil); Artes (Trabalhos Manuais, Desenho e Canto Orfeônico). O segundo ciclo 
resultava na modalidade clássica ou científica, ambas com o tempo de finalização de 
trêsanos. 
A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei de nº 4024/61 teve o 
intuito de alterar os conteúdos, propostas e metodologias com o intuito de desenvolver o 
espírito crítico, desta maneira os indivíduos seriam impulsionados a pensar de forma 
coerente, reflexiva e lógica, para ser capaz de tomar decisões, se posicionar mediante 
os fatos e acontecimentos, pautada em conhecimento de causa. 
Porém em 1964 a Ditadura Militar, surge e direcionava novos rumos para o 
sistema educacional brasileiro a sociologia foi retirada definitivamente do currículo 
escolar de nível secundário. A Lei das Diretrizes e Base da Educação Nacional – Lei nº 
5.692/71, desperta em seus direcionamentos a ênfase do desenvolvimento do espírito 
crítico, cidadania, formação de trabalhadores, tais características pressupunha ser uma 
proposta para a melhoria da economia do país. Mas as disciplinas científicas tiveram 
caráter profissionalizante, ou seja, contrárias à proposta curricular (BRASIL, 1971), 
configurando uma desigualdade educacional e consequente social. 
Reconhece que a cultura deixa de ser unitária e se bifurca em duas metades 
contraditórias. Uma delas representada no seleto grupo de letrados que se 
apropriam do aspecto subjetivo da cultura tornando-se dona das ideias e do 
 
conhecimento, enquanto a outra, afastada da esfera ideal da cultura, recebe as 
funções operativas e, no máximo, uma “instrução básica (PINTO, 1979, p.13). 
 
 A constituição brasileira de 1988 impulsionou a necessidade da reconstrução de 
uma nova LDB, resultando na Lei nº 9.394/96 que em seus § 1º e 2º, estabelece que 
toda articulação educacional deve estar relacionada ao mundo do trabalho e à vida em 
sociedade (BRASIL,1996), o que traduziria no desenvolvimento do potencial de cada ser 
humano, para a melhoria da sua vida em particular bem como para a coletividade. A 
Educação neste momento se solidifica em três bases: Educação Infantil, Ensino 
Fundamental e Médio. 
 Neste contexto a sociologia reaparece, mas como uma disciplina obrigatória, 
entretanto a Lei nº 11.684 de 2008, altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro 
de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a 
Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio, 
passando a ser obrigatório, tenho um potencial pautado em lei e inserido nas disciplinas 
do ensino básico e assim foi sendo agregado suas especificidades em documentos 
norteadores quais embasam não apenas os conteúdos a serem trabalhados mas as 
metodologias serem utilizadas. 
A Lei 9.349/96 tem como premissa ao Ensino Médio direcionar para que o aluno 
tenha pleno conhecimento sobre a cidadania e faça uso de suas ações. Os objetivos da 
Sociologia nesta etapa de ensino é contribuir para a investigação, identificação, 
descrição, classificação e interpretação da vida em sociedade podendo assim 
compreender a realidade social que rodeia. 
 
 
 
 
 
 
3 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS 
 
 
 
No contexto da Educação Básica é crucial entendermos a relevância da 
individualidade no que se refere às diferenças, entretanto, socialmente compreendemos 
que cada qual, atua de acordo com seu conhecimento, suas experiências de vida, assim 
se remete ao trabalho formativo na escola pública. Conseguir perceber no aluno, mais 
que um número na chamada e sim um ser capaz de mudar o espaço que está inserido 
de forma positiva, caso seja dado oportunidades. 
 Todas as reflexões das Diretrizes Curriculares Nacionais tem a vertente de propor 
a construção de uma sociedade justa e igualitária. Você deve estar se questionando se 
isso é possível! De acordo com esta afirmativa podemos entender que é possível: “Todos 
os envolvidos na educação Básica, advindas de classe sociais e culturais, devem ter 
acesso ao conhecimento, produzido pela humanidade, que na escola é transmitido pelos 
conteúdos das disciplinas” (FRIGOTTO, 2004, p. 25). 
O ensino tradicional, momento em que o professor é o centro do processo ensino-
aprendizagem, se desloca a centralidade para o aluno. Os conteúdos antes 
 
fragmentados necessitam ser articulados para ser contextualizados e conectar-se de 
forma interdisciplinar com as demais disciplinas. As propostas visam proporcionar 
conhecimento a ponto de que o indivíduo consiga se posicionar diante de tantas 
contradições sociais, culturais, políticas e econômicas. 
Uma das formas de oportunizar a igualdade é diversificando as práticas 
pedagógicas em sala de aula, alcançando uma aprendizagem ampla, respeitando o 
tempo de cada aluno para a aquisição do conhecimento, bem como as diferentes formas 
que cada aluno tem para aprender. Vale ressaltar que todo aluno aprende, 
independentemente de sua classe social e/ou econômica. No decorrer da Unidade 4 
falaremos mais sobre essas ações. 
Assim é preciso compreender que em um currículo escolar há um direcionamento 
sobre o que deve ser trabalhado. Eu reflito da seguinte maneira: nenhum conteúdo pode 
ser retirado, mas de acordo com o momento histórico deve ser acrescentado e 
paralelamente inserir propostas pedagógicas coerentes. O currículo pressupõe que deva 
conter: 
 
[...] os aspectos intelectuais, físicos, emocionais e sociais são importantes 
no desenvolvimento da vida do indivíduo, levando em conta, além disso, 
que terão de ser objeto de tratamentos coerentes para que se consigam 
finalidades tão diversas, ter-se-á que ponderar, como consequência 
inevitável, os aspectos metodológicos do ensino, já que destes depende 
a consecução de muitas dessas finalidades e não de conteúdos estritos 
de ensino. Desde então, a metodologia e a importância da experiência 
estão ligadas indissoluvelmente ao conceito de currículo. O importante do 
currículo é a experiência, a recriação da cultura em termos de vivências, 
a provocação de situações problemáticas [...] (SACRISTÁN, 2000, p. 41). 
 
 Você precisa compreender que as concepções das diretrizes não são inovadoras, 
pois, as discussões para que as mudanças ocorressem são antigas, antes de concluir as 
diretrizes, surgiu o Currículo Básico, ou seja, o aprimoramento desses estudos, um 
grande fator de relevância é o destaque para as concepções científicas, filosóficas e 
artísticas objetivando enaltecer as todas as disciplinas. 
 As diretrizes transcorrem na perspectiva histórica e crítica para estruturação dos 
conteúdos disciplinares, pois, embora sejam diferentes em alguns aspectos se 
 
sistematizam nos quesitos epistemológicos e cognitivos esses princípios, são 
significativos por direcionar conhecimento para os alunos para a vida sistematizados pela 
prática social. O que resultaria para o aluno a formação necessária para o embate diário 
com o intuito de transformações nas esferas sociais, econômicas, políticas e culturais do 
momento vivido. A escola precisa mediar momentos de discussão e diálogo sobre os 
conhecimentos sistematizados e o popular. 
 A importância dos conteúdos e da atuação do professor, não apenas em sua 
prática educativa, mas na produção de seu plano de ensino. Os conteúdos passaram a 
ser estruturados, pois, com os temas transversais existentes na década de 1990 os 
mesmos ficaram fragmentados e incoerentes. Assim… 
 
Sem conteúdo não há ensino, qualquer projeto educativo acaba se 
concretizando na aspiração de conseguir alguns efeitos nos sujeitos que se 
educam. Referindo-se estas afirmações ao tratamento científico do ensino, pode-
se dizer que sem formalizar os problemas relativos aos conteúdos não existe 
discurso rigoroso nem científico sobre o ensino, porque estaríamos falando de 
uma atividade vazia ou com significado à margem do para que serve 
(SACRISTÁN, 2000, p. 46). 
 
 A sociologia é intrigante, nos impulsiona a sanar curiosidades e direcionar 
condições para melhorar, amenizar ou até mesmo solucionar conflitosexistentes. 
Sempre de forma crítica e racional, sendo capaz de observar a realidade sem deixar ser 
influenciado pelas dificuldades ou obscuridades acarretadas pelo sistema capitalista. 
 Você é influenciado pelo sistema capitalista? Eu posso afirmar de alguma forma 
que todos nós somos grandes influenciados. E um dos grandes responsáveis por essa 
influência são as redes sociais. Muitas vezes nem precisamos, daquela roupa, sapato, 
carro, smartphone, entre outros exemplos, adquirimos. Tudo é pensado para atrair esse 
consumidor impulsivo, desde as cores dos estabelecimentos até as organizações das 
gôndolas em um supermercado. Consumismo. Esse é um assunto que em sala de aula 
rende discussões importantíssimas. 
Na proposta das Diretrizes Curriculares a temática das Ciências Sociais, qual a 
Sociologia é protagonista e propõem que os conteúdos sejam estruturados de forma a 
explicar os fenômenos sociais, que nada mais são que conceitos que fundamentam a 
 
realidade e todas as suas consequências. Apresentando alguns pontos cruciais, quais o 
professor do ensino Médio deve estar atento ao aprender e ao ensinar a Sociologia sendo 
eles: problemas teóricos, problemas metodológicos e pedagógicos. Os conteúdos 
estruturantes propostos estão envoltos da seguinte forma: 
● O processo de socialização e as instituições sociais; 
● Cultura e indústria Cultural; 
● Trabalho produção e classes sociais; 
● Poder politico e ideologia; 
● Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais 
 Portanto fica explícito que: 
Quando o aluno compreende que os cheiros, os gestos, as gírias, as tensões e 
conflitos, as lágrimas e alegrias, enfim, o drama concreto dos seus pares, é em 
grande medida resultante de uma configuração específica de seu mundo, então a 
Sociologia cumpriu sua finalidade pedagógica (SARANDY, 2001 p. 61). 
 As Diretrizes Curriculares Nacionais voltadas para o Ensino Médio concretiza 
uma ação educativa, alicerçada pelo contexto estético, político e ético. Assim enriquece 
e dá um novo sentido ao documento do século XXI, da UNESCO, que tinha seus pilares 
educacionais voltados para o aprender a conhecer, no aprender a fazer, aprender a 
conviver e aprender a ser. Forte educação humanista, trazendo em seus princípios 
atributos estéticos, político éticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS 
 
 
 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais tiveram seus estudos iniciais em 1996 com 
o intuito de aprimorar o currículo, sendo como embasamento um novo papel social, 
condizente com o momento histórico, passando por várias versões até o formato final. 
Além de produções específicas para os conhecimentos das disciplinas, também foi 
acrescido conhecimento das Ciências Humanas por serem consideradas fundamentais 
para o Ensino Médio, ofertando oportunidade para reflexões mais elaboradas tais como: 
Antropologia, Política, Direito, Economia e Psicologia. 
 As inclusões desses conhecimentos caracterizam, ainda mais ensejo de que a 
aprendizagem tenha a integração e aplicabilidade no contexto diário do indivíduo para 
que aprenda seus direitos. Eu entendo que nesta intenção do documento há uma 
necessidade não apenas de aprender sobre os direitos, mas deveres que são também 
significativos no compromisso com o papel de cidadão. Bem nesse ponto o papel da 
interdisciplinaridade é necessário, pois os conhecimentos que foram adicionados tinham 
por caraterísticas trabalhar por meio de projetos ou outras práticas pedagógicas que 
 
denotem articulação e sistematização entre elas. Vamos compreender um pouco mais 
sobre interdisciplinaridade. 
Para Ivani Fazenda (1994), o conceito de interdisciplinaridade surgiu na Europa, 
mais especificamente na França e Itália, no início da década de 60. Foi gerado para ser 
resposta a reivindicações para um ensino voltado às questões de ordens social, política 
e econômica da época, conceituando que, com a integração dos conhecimentos, teria a 
possibilidade de resolver grandes problemas. No Brasil o assunto sobre 
interdisciplinaridade surgiu no final da década de 60, influenciando na elaboração da Lei 
de Diretrizes e Bases 5.692/71. Desta forma, esse tema passou a fazer parte do cenário 
educacional brasileiro e intensificado com a LDB 9.394/96 e com os Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCN). 
Para que haja uma prática interdisciplinar, o professor precisa se comprometer 
em fazer, com seriedade e compromisso, seu trabalho pedagógico. Com as experiências 
adquiridas, a escola se estrutura, descarta, faz recortes, constrói e desconstrói caminhos 
cada vez mais edificantes interdisciplinarmente. De acordo com Japiassu, “O objetivo 
utópico do interdisciplinar é a unidade do saber”, e vai mais longe, ao reconhecer que a 
“Interdisciplinaridade não é algo que se ensine ou que se aprenda, mas algo que se vive” 
e considera que “é fundamentalmente uma atitude de espírito. Atitude feita de 
curiosidade, de abertura, de sentido de aventura, de intuição das relações existentes 
entre as coisas e que escapam à observação comum” (JAPIASSU, 1979, p.15). 
A intencionalidade educativa é ensinar os morais e a ética, bem característicos do 
positivismo evidenciados em nossa bandeira nacional “ordem e progresso”. Você 
percebeu que as palavras, ética e moral são constantes em todo o momento histórico? 
E ao vivenciarmos situações tão discrepantes das condutas ideais tendo como parâmetro 
uma sociedade justa e igualitária, notoriamente entendemos a proposta e a necessidade 
da disciplina de Sociologia: a compreensão do homem em todas as suas artimanhas. 
A tecnologia passa a ser um recurso muito valorizado nas orientações dos PCNs, 
haja vista a crescente evolução deste meio em todos os setores, assim na educação não 
poderia ser diferente, analisando a ampliação de suas possibilidades enquanto recurso 
e/ou processo. Dos princípios que já discutimos, citado no documento da UNESCO, 
destacando seus quatro pilares, todas as competências e habilidades encontram-se 
 
permeadas por elas. Entretanto, quando falamos em aprender a conhecer, surge a 
necessidade da seguinte reflexão. Você sabe que a partir do momento em que 
aprendemos a nos conhecermos, simultaneamente sabemos nossos limites, o que nos 
prepara para cada ação conscientemente? 
Neste contexto, quando falamos deste pilar imediatamente devemos pensar na 
formação dos indivíduos pautada nas competências cognitivas, sócio-afetivas e 
psicomotoras que impulsionam a ampliação de suas habilidades. Para ficar claro vamos 
distinguir o que define competência e habilidade. Os dois conceitos estão interligados, a 
habilidade está intrinsecamente ligada ao saber fazer, são os conhecimentos que vão 
sendo adquiridos que lhe conduz a ter habilidade. As junções destas habilidades 
asseguram a execução de ações, condutas, porque suscitam na competência. Assim 
podemos entender que: 
Se aceitarmos que competência é uma capacidade de agir eficazmente 
num determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem 
se limitar a eles, é preciso que alunos e professores se conscientizem das 
suas capacidades individuais que melhor podem servir o processo cíclico 
de Aprendizagem-Ensino-Aprendizagem (PERRENOUD, 1999, p 7). 
 Além disso: 
A construção de competências é inseparável da formação dos esquemas 
mentais que mobilizam os conhecimentos adquiridos, num determinado 
tempo ou circunstância. A mobilização dos diversos recursos cognitivos, 
numa determinada situação, assegura-se pela experiência vivenciada. O 
sujeito não consegue desenvolvê-la apenas com interiorização do 
conhecimento. É preciso internalizá-la buscando uma postura reflexiva, 
capaz de torná-la uma prática eficaz (FERREIRA, 2001, p. 48). 
 
 O ensino de Sociologia no Ensino Médio está relacionado a sua maturidade, bem 
como seu ingresso ao mercado de trabalho, o que configura uma complexidade maiorem sua interação com o meio. O que configura a relevância das Ciências Sociais, neste 
momento. Pois a Sociologia, Antropologia e Política estão presentes em seu cotidiano. 
Estudamos na Unidade I, alguns pensadores Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim, 
suas teorias são muito atuais, há uma necessidade de incentivar estas discussões tendo 
 
em vista todas as crises, conflitos passados que se identificam com muitos 
acontecimentos atuais, tendo o indivíduo e a sociedade como princípio. 
Essa relação indivíduo e sociedade exemplifica o comportamento de uma pessoa, 
que desencadeia uma reação na sociedade, seja de forma positiva ou negativa, as 
divergências de pensamento, de conduta não devem causar desrespeito com o próximo, 
respeitar a opinião contrária do outro, não fere seus pensamentos, seus valores. 
 As discussões, os embates que acometem os processos sociais, frutos do sistema 
capitalista, em ebulição com as dinâmicas políticas e econômicas, mobilizam muitas 
pessoas, as quais quanto críticas e conscientes contribui para a continuidade da ordem, 
alavancando o progresso, sequenciando mudanças sociais e significativas. 
[...] A leitura ocorre de forma natural, independente da aprendizagem 
escolar, sendo vital na interação no mundo em que vivemos, pois 
contribui para o crescimento intelectual, afastando a ignorância. Lobato 
afirma: “A novela popular pelo sistema antigo quer em folhetins de jornais 
quer em brochuras baratas está quase morta entre nós, onde, aliás, 
nunca teve grande desenvolvimento graças ao nosso fantástico 
analfabetismo”. E segue descrevendo que “A proporção nas capitais e no 
interior do país entre a novela vista e a lida será, talvez, de uma para mil” 
(LOBATO, 2009, p. 29). 
 
 A família e o estado passam a ter novas posturas e papéis. Modelos familiares 
das mais diversas e o Estado também passa a ter direitos e deveres. E os indivíduos 
passam a cobrar do poder público, destacando por meio dos votos seu 
descontentamento ou sua aprovação. 
 Façamos uma pausa! Você gosta de política? Até que ponto está envolvida (o)? 
Uns são mais apaixonados que outros pela política. Alguns até exageradamente. Mas 
todos nós vivemos em meio a política, nossa vida está interligada a ela, seja, no trabalho, 
na religião, em nosso dia-a-dia. Se ela faz parte tão contundente devemos estar atentos 
a isso. Sem intenções partidárias. Estamos falando de engajamento na sociedade ( que 
é política) que resulta em oportunidade de trabalho, de estudo, de avanços coletivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 As competências gerais da Educação Básica e com as da área de Ciências 
Humanas do Ensino Fundamental, no Ensino Médio a área de Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas deve garantir aos estudantes o desenvolvimento de competências 
específicas. Relacionadas a cada uma delas, são indicadas, posteriormente, habilidades 
a serem alcançadas nesta etapa. Seis são as competências que são descritas na Base 
Nacional Curricular Comum e cada uma delas explicita os objetivos orientando o 
 
professor para que compreenda as habilidades que devem ser desenvolvidas por meio 
de suas práticas pedagógicas para com o aluno. 
BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.2017. Disponível em 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/historico/BNCC EnsinoMedio embaixa_site_110518.pdf. 
Acesso 26/08/2021. 
 
REFLITA 
Conhecer não é o ato através do qual um sujeito transformado em objeto, recebe 
dócil e passivamente os conteúdos que outro lhe dá ou lhe impõe. O conhecimento pelo 
contrário, exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer sua ação 
transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica invenção e 
reinvenção (FREIRE, 1985, p.7). 
#REFLITA# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
É notório como nosso conhecimento se amplia a cada dia, isso porque estamos 
inseridos em um contexto histórico que agrega valores a nossas ações. Aprendemos que 
a disciplina de Sociologia tem sua identidade na compreensão de como a sociedade se 
organiza, como ela age, tendo como o centro da observação o indivíduo, pois, ele insere 
nas questões sociais, religiosas, econômicas, culturais ofertando uma mobilização. 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.2017
 
 Nem sempre as mobilizações são positivas, devido às diferenças de opiniões, 
crenças e valores. Tudo se adapta conforme as necessidades. A Sociologia é uma 
ciência capaz de nortear pontos que precisam ser melhorados e por meio da pesquisa, 
do processo investigativo, surgem novas possibilidades essenciais para o homem, seja, 
trabalho, tecnologia, vivências em mais diversos grupos sociais ou políticos. 
Além disso, todas as informações e conhecimentos pautados nas questões 
sociológicas são fontes de pesquisa para outras ciências, tais como a Psicologia, 
Economia, Antropologia, Ciências entre outras. Incrível, mas a interdisciplinaridade 
acontece nestas trocas de informações o que impulsiona os estudos de forma mais 
organizada e concisa. 
Como a sociedade vive em constante mudança, para se manter atualizado diante 
das questões que as envolve, as leituras, os estudos devem ser sistêmicos e pontuais. 
Todos os dias algo se inova. O papel do professor é estar sempre atualizado, sobre as 
diretrizes bem como assuntos relevantes que estão em evidência, para que possa 
conciliar os conteúdos do currículo com a realidade cotidiana. 
Esses atributos contribui para que a aprendizagem fique mais intrigante, no 
sentido de despertar no aluno (a) a curiosidade, para a busca da pesquisa e 
concomitantemente construa suas próprias hipóteses, discuta com seus pares, pesquisa, 
elabore argumentos e refute caso necessário. Entretanto é prudente compreender que 
para o ensino de sociologia problematizar é preciso. Agir é necessário. 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. http://pne.mec.gov.br. 2014. Disponível em: 
http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-
educacao-lei-n-13-005-2014. Acesso em: 13 set. 2021. 
Resumo: Plano Nacional de Educação, consequente da Lei nº 13.005/2014, expondo 
de forma detalhadas as 20 metas propostas para a educação, com vigência de 10 anos, 
na forma do Anexo, com vistas no cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição 
Federal. 
http://pne.mec.gov.br/
 
 
 
 
 
LIVRO 
 
Título: O Ensino de Sociologia e de Filosofia no Brasil 
Autor: Bodart, Cristiano das Neves. 
Editora: Café com Sociologia. 
Sinopse: O referido livro é uma obra construída por intermédio de estudos acadêmicos 
(pesquisas) e políticas, focando na importância do ensino de Sociologia, bem como da 
Filosofia. O mesmo é dividido em oito capítulos que expressam reflexões que facilitam a 
compreensão acerca do ensino desta disciplina, deste seu contexto histórico à reflexão 
sobre a ação docente. 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
 
Título: Tempos Modernos 
Ano: 1936 
Sinopse: Um trabalhador devido a mecanização em seu trabalho é levado à loucura. 
Passa por tratamento, mas sofre a consequência ficando desempregado. Decide 
recomeçar, é preso, acusado injustamente. Para manter sua família (suas irmãs), 
começa a praticar delitos. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Disponível em wwwp.fc.unesp.br/~lizanata/LDB%204024-61. 
 
BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino 
de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Disponível em 
www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5692.htm. 
 
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: Língua 
Portuguesa. Brasília: MECSEF, 1998. BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: 
terceiro e quarto ciclos: Matemática. Brasília: MECSEF,1998. 
 
BRASIL. Parecer CNE/CP9/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de 
licenciatura, de graduação plena. Brasília: MEC, 2001. BRASIL. 
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, 
MEC/CONSED/UNDIME, 2017. 
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996, São 
Paulo: Saraiva, 1996. 
BODART, Cristiano das N. Prática de ensino de sociologia: as dificuldades dos 
professores alagoanos. Mediações, Londrina, v. 23 n. 2, p. 455-491, Mai./Ago. 2018. 
Disponível 
em:http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/download/30442/pdf. 
Acesso em: 13 set. 2021. 
 
FAZENDA,I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: 
Papirus, 1994. 
 
FERREIRA, Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. Gestão da Educação: 
impasses, perspectivas e compromissos. 2ª edição. São Paulo: Cortez, 2001. 
 
FERREIRA Neto, Ney Jansen. Escola, ensino de sociologia e políticas educacionais. 
Curitiba: InterSaberes, 2019. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso 
em: 13 set. 2021. 
 
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 8ª edição Ed. Paz e Terra S/A, 
1985. 
 
FRIGOTTO, G. Sujeitos e conhecimento: os sentidos do ensino médio. In 
FRIGOTTO, G. e CIAVATTA, M. Ensino Médio: ciência, cultura e trabalho. Brasília:MEC, 
SEMTEC, 2004. 
 
 
MONTEIRO, L. A Onda Verde. São Paulo: Globo, 2009: 18 ago. 2021. 
 
JAPIASSU, H. Prefácio. In: FAZENDA, I. C. A. (Org.). Integração e 
interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo: 
Loyola, 1979. 
 
PERRENOUD, Ph. (1999). Construir as Competências desde a Escola. Porto Alegre 
: Artmed Editora. 
 
PINTO, Álvaro Vieira. Ciência e Existência: problemas filosóficos da pesquisa 
científica. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. 
 
SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Trad. Ernani F. da F. 
Rosa, Porto Alegre: Artmed, 2000. 
 
SARANDY, F. Reflexões acerca do sentido da sociologia no Ensino Médio. Revista 
Espaço Acadêmico, Vitória, ano 1, n. 5, out. 2001. 
 
WERNECK, H. Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata. Rio 
de Janeiro: DP&A, 1998. 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.unige.ch/fapse/SSE/groups/life/livres/alpha/P/Perrenoud_1999_D.html
 
UNIDADE III 
CAMPO DE PESQUISA SOBRE O ENSINO DE SOCIOLOGIA 
Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo 
 
Plano de Estudo: 
● Pesquisa: Fonte de Aprimoramento Teórico; 
● Tipos de Conhecimentos e Pesquisas; 
● Pesquisa Científica e sua Construção: Aspectos Formadores de Habilidades e 
Competências, no Ensino de Sociologia; 
● Orientações Curriculares para o Ensino de Sociologia. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Destacar a necessidade de conhecimento teórico científico busca estrutura na 
pesquisa; 
● Refletir sobre a relevância do aprofundamento científica para professor e aluno; 
● Evidenciar alguns tipos de pesquisa e suas peculiaridades; 
● Caracterizar a sociologia como uma ciência, pautada na pesquisa e suas áreas 
afins no campo das Ciências Sociais; 
● Direcionar a pesquisa enquanto evolução social no Ensino de Sociologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Olá prezado (a), aluno (a), a cada unidade um crescimento intelectual que nos 
impulsiona a buscar mais conhecimento, somos movidos pela curiosidade em querer 
entender além do que já sabemos. E aprender a viver em sociedade é fundamental ter 
em mente que, esta evolui a cada minuto, em todas as áreas. Claro que se compararmos 
com outros países, nos sentiremos imensamente atrasados, mas fundamentalmente o 
mais importante é não fazermos comparações, pois cada pessoa ou lugar possui seu 
contexto histórico. 
 O que proporciona evolução é o aprimoramento teórico por meio de pesquisas, 
que são dados obtidos, por diversas formas, com o intuito de estudar inúmeras questões, 
quais as respostas são cruciais para adaptação da humanidade aos novos tempos. Para 
cada tipo de pergunta, há diferentes tipos de respostas, assim como as formas de 
pesquisa. Tudo depende do que necessariamente o pesquisador tem como objetivo. 
Quanto às inquietações sociológicas, as pesquisas tendem a analisar os 
comportamentos humanos, sejam eles positivos e negativos, para entender o 
pensamento humano e, sequencialmente, buscar respostas para direcionar o 
aprimoramento das falhas ou dos benefícios obtidos. Todas ou quase todas as criações 
de produtos, marcas, serviços partem das pesquisas, busca de perfil dos consumidores 
e quando essas criações são estruturadas em pesquisas. 
A pesquisa preenche uma lacuna que muitas vezes poderia nos remeter a erros. 
O conhecimento, alicerçado por teóricos, filósofos, sociólogos, ou seja, estudiosos 
preenche o quebra-cabeça, mesmo que seja provisório e com suas contribuições ajudam 
a melhorar o mundo. Você e eu com os estudos, com a pesquisa, podemos mudar 
nossas ações, mudar nossos contextos familiares ou compreender melhor e 
supostamente o meio qual estamos inseridos. Assim convido você a entender o que é 
pesquisa e a conhecer algumas formas de pesquisar 
 
 
 
 
1 PESQUISA: FONTE DE APRIMORAMENTO TEÓRICO 
 
 
 
O estudo da sociologia nos remete a algumas palavras chaves: sociedade, 
evolução e transformação. Como aprendemos, este ramo das Ciências Sociais tem esse 
objetivo de estudar a sociedade e as pessoas que as inserem. A evolução das 
sociedades é muito visível e marcante. Podemos perceber que as evoluções são 
contundentes quando analisamos, músicas, desenhos, novelas, filmes, como mudaram. 
E as mudanças foram seguindo padrões de pensamentos e conhecimentos. 
 Assim também é possível comparar, como era o processo de compra e venda de 
mercadorias, dando início às trocas pelo que se tinha (escambo), a chegar nas vendas, 
mercearias e hipermercados. A visão de comércio mudou. Nas escolas podemos fazer 
estas comparações, antes ensino embaixo de árvores, ou em locais possíveis, salas de 
aulas sem estruturas, quadro negro e giz e atualmente esta estrutura ainda permanece 
em alguns lugares, mas em outros a tecnologia se faz presente. 
As transformações são necessárias porque a cada evolução é substancial a 
modificações, para que de fato faça sentido. Para exemplificar, vamos pensar em você, 
quando vê suas fotos de quando era pequena (o), percebe-se sua mudança física e a 
mental foi acompanhando esse processo. Você foi evoluindo e suas alterações foram 
 
sendo construídas partindo de sua aprendizagem e sua ação na sociedade em seu meio. 
Tornando nossa vivência em uma eterna pesquisa, aprendemos com os erros e 
mudamos nossas direções. 
As pesquisas nas áreas de ensino podem ser elucidadas com esse exemplo das 
pesquisas em nossas vidas, para nosso crescimento, em todas as áreas são de suma 
relevância, não há, mudança sem pesquisa. As mesmas precisam ser atualizadas 
sistematicamente, pois, os resultados de pesquisas são confrontados a cada momento 
histórico. Uma área de atuação agrega valores à outra, conforme suas pesquisas. 
Podemos destacar a doença COVID-19, por intermédio das pesquisas descobriu-se os 
meios de contaminação, meios de proteção e formulações para a produção da vacina. 
Tudo concretizado pela pesquisa. 
Pesquisa é definida como o procedimento racional e sistemático que tem como 
objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa 
desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde a formulação 
do problema até a apresentação e discussão dos resultados (GIL, 2007, p.17). 
 Para que toda pesquisa tenha seu devido respeito na sociedade, precisam ser 
sempre discutidas e expostas os resultados. Bem como o entrelaçar das áreas de 
conhecimento, que é fonte de crescimento para as transformações necessárias. Em falar 
em fontes, essa é outra questão que precisamos centralizarnossas condutas. Hoje 
temos uma gama enorme de informações. Todo cuidado é pouco, pois, nem sempre as 
informações são verídicas, ou seja, de fato científicas, com fundo de veracidade. 
Informação é diferente de conhecimento. Primeiro são bombardeadas pelas 
mídias sociais, que precisa ser filtrada, analisada e interpretada, sendo uma arma nas 
mãos de pessoas sem senso crítico, que além de não compreender o que está sendo 
informado, repassa os fragmentos da ignorância. O conhecimento é uma lapidação das 
informações, como o diamante que precisa ser lapidado, ou seja, limpo para ficar na 
essência de sua preciosidade, assim é o conhecimento. 
E quanto mais filtramos, mais enriquecimento intelectual temos. Para dar mais 
objetividade ao que estamos falando, pense em você, que assim como eu recebemos 
várias informações sobre nossas questões profissionais, nossa rede de amigos e de 
familiares, sendo necessário muitas vezes filtrar, lapidar as informações para evitar 
conflitos internos e externos. Quando entendemos sobre o assunto que estamos 
 
discutindo, o debate, o diálogo é produtivo e de alguma forma teremos acréscimos 
positivos ou para nossa vida ou em prol de outrem. Entretanto, a pesquisa não pode ser 
uma reprodução de estudos feitos, mas pode servir de apoio para busca de algo mais. 
Em determinadas áreas de pesquisa é fundamental compreender que não existe 
apenas uma resposta para tudo e que há diversos tipos de explicações para cada tipo 
de derivações problemáticas. Ressalto que para alguns casos o direcionamento das 
práticas de pesquisa são de cunho muito peculiar, diferenciando conforme características 
regionais, profissionais, culturais, sociais, econômicas, religiosas entre outras, isso 
porque inserido em cada item mencionado, cada instituição tem suas individualidades. 
Assim: 
Define-se metodologia de forma abrangente e concomitante (...) a) como a 
discussão epistemológica sobre o “caminho do pensamento” que o tema ou o 
objeto de investigação requer; b) como a apresentação adequada e justificada 
dos métodos, técnicas e dos instrumentos operativos que devem ser utilizados 
para as buscas relativas às indagações da investigação; c) e como a “criatividade 
do pesquisador”, ou seja, a sua marca pessoal e específica na forma de articular 
teoria, métodos, achados experimentais, observacionais ou de qualquer outro 
tipo específico de resposta às indagações específicas (MINAYO, 2007, p. 44). 
 Há também que se pensar na dimensão da pesquisa, dentro do contexto 
metodológico e na parte intelectual para a compreensão clara e objetiva. Desde a 
Educação Básica, a pesquisa faz parte das práticas pedagógicas dos docentes, de 
maneira mediada e condizente ao conhecimento do indivíduo. Entretanto é importante 
salientar que embora o aluno no Ensino Médio tenha um conhecimento mais amplo, 
sendo essa a nossa expectativa, deparamos com uma realidade diferenciada. Pergunto 
a você: a pesquisa não deve ser uma prática, um recurso pedagógico nesta etapa de 
ensino? 
 Com certeza a resposta é positiva. E a didática a ser aplicada para a pesquisa é 
que norteará um grande potencial de escolha. Quanto mais as etapas de ensino se 
aprofundam, mais a pesquisa deve ser mais elaborada e com propostas, cada vez mais 
significativas, ampliando os interesses e curiosidade dos alunos. Para que a pesquisa 
tenha seus propósitos alcançados, o professor precisa ter domínio teórico para "estudar". 
A pesquisa é um instrumento para compreender e explicar contextos sociais. No 
Ensino Médio a pesquisa pode ser direcionada no decorrer, antes ou depois das teorias, 
dos conceitos e temas. Vale relembrar que tudo está relacionado com seu objetivo. Os 
 
alunos podem pesquisar sem ter um conhecimento aprofundado do assunto ou pesquisar 
antes e mediar depois o conhecimento adquirido. Sempre em busca de problematizar, 
levantar hipóteses e refutar (descartar), caso seja preciso. Vejamos que: 
(...) o homem é, por natureza, um animal curioso. Desde que nasce interage com 
a natureza e os objetos à sua volta, interpretando o universo a partir das 
referências sociais e culturais do meio em que vive. Apropria-se do 
conhecimento através das sensações, que os seres e os fenômenos lhe 
transmitem. A partir dessas sensações elabora representações. Contudo essas 
representações, não constituem o objeto real. O objeto real existe 
independentemente de o homem o conhecer ou não. O conhecimento humano 
é na sua essência um esforço para resolver contradições, entre as 
representações do objeto e a realidade do mesmo. Assim, o conhecimento, 
dependendo da forma pela qual se chega a essa representação, pode ser 
classificado de popular (senso comum), teológico, mítico, filosófico e científico 
(FONSECA, 2002, p. 10). 
 Essa prática de fundamentação teórica, que denominamos pesquisa, não poder 
fragmentada e solta, pautada apenas no senso comum. Precisa ser construída pensando 
no conteúdo a ser explorado do currículo. Articular com o conhecimento que os alunos 
já dominam planejar o ponto inicial do contexto qual será explicado, verificar qual 
estratégia será utilizada e determinar o objetivo final. E como avaliar o que os alunos 
aprenderam? 
 Você sabe como avaliar a aprendizagem do seu aluno? E sua 
aprendizagem/conhecimento saberia dimensionar? Muito se explica com o parágrafo 
anterior, quando sabemos o conteúdo e qual o conhecimento que os alunos possuem, 
ao final desse processo as ideias e conceitos dos alunos deverão ter evoluído. Por certo 
que o sistema exige provas avaliativas, mas a casa discussão, a cada debate e conversa 
com o aluno, é perceptível seu amadurecimento pelas suas falas, sendo estas avaliações 
reais. 
O professor evolui da mesma forma, quanto mais estuda, mas se aprende. 
Diversificando suas estratégias e compreendendo a dinâmica de sala de aula, atuando 
muitas vezes com o improviso. Sim, improviso! Por mais que o plano de aula precise ser 
estruturado, pode surgir um assunto por parte dos alunos, interessante que seja preciso 
aproveitar ou uma situação social. A pesquisa sociológica tem critérios, padrões para 
que tenham resultados confiáveis e que tenham validade. Antes de iniciar uma pesquisa 
 
a elaboração do projeto é essencial, principalmente para que todos os envolvidos 
compreendam a dinamicidade do que está sendo proposto. 
Neste padrão de entendimento o aluno passa do senso comum, que seria os 
conhecimentos adquiridos no decorrer de sua experiência de vida, em que recorremos 
para resolver situações corriqueiras para aquisição de conhecimentos científicos 
produzidos por meio de pesquisa, fundamentações concretas que resolvem conflitos em 
conjunto com o senso comum. A ciências que busca de forma particular compreender o 
espaço que está ao nosso redor. Portanto: 
O conhecimento científico é produzido pela investigação científica, através de 
seus métodos. Resultante do aprimoramento do senso comum, o conhecimento 
científico tem sua origem nos seus procedimentos de verificação baseados na 
metodologia científica. É um conhecimento objetivo, metódico, passível de 
demonstração e comprovação. O método científico permite a elaboração 
conceitual da realidade que se deseja verdadeira e impessoal, passível de ser 
submetida a testes de falseabilidade. Contudo, o conhecimento científico 
apresenta um caráter provisório, uma vez que pode ser continuamente testado, 
enriquecido e reformulado. Para que tal possa acontecer, deve ser de domínio 
público (FONSECA, 2002, p.11). 
 Seguiremos nossos caminhos de aprendizagem, e na sequência veremos alguns 
tipos de conhecimentos e pesquisa, que irão respaldar o que a fundamentação teórica 
por meio da pesquisa nos proporciona. 
 
 
 
2 TIPOS DE CONHECIMENTO E PESQUISAS 
 
 Aprendemos o que é conhecimento e agora vamos aprender como é esse 
processo de construção. Não existem verdadesabsolutas, tudo é flexível, pois, o que é 
verdade para mim, pode não ser para você. O que nos diferencia, é como pensamos. 
Temos pontos de vista diferentes. No processo de construção de conhecimento, a 
ligação entre o sujeito e o problema a ser pesquisado, de certa forma parte de uma 
verdade e da realidade. Assim temos os conhecimentos assim definidos: empírico, 
teológico, científico e religioso. 
 Tudo que observamos, que aplicamos para resolver algo pautado em nossa 
vivência é empírico, ou seja, o conhecimento que surge de nossas percepções e agimos 
de acordo com elas. A palavra empírico tem origem grega “emperikos”, para explicar as 
condutas médicas que eram praticadas baseadas nas experiências. Os erros nos 
conduzem a acertos, a formação de ideias; conceitos construídos pelo senso comum. 
É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o 
conhecimento adquirido através de ações não planejadas. É o 
conhecimento do dia a dia, que se obtém pela experiência cotidiana. É 
 
espontâneo, focalista, sendo por isso considerado incompleto, carente de 
objetividade. Ocorre por meio do relacionamento diário do homem com as 
coisas. Não há a intenção e a preocupação de atingir o que o objeto 
contém além das aparências (TARTUCE, 2006, p. 6). 
 
 O conhecimento filosófico, foi construído por contribuições de ideias, conceitos, 
pesquisas de muitos filósofos, podemos destacar alguns como Pitágoras, Sócrates, 
Platão, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Francis Bacon, Rousseau, Locke, Kant, 
Hegel, Marx entre outros. Cada qual com suas definições sobre o conhecimento 
filosófico, mas todos com contribuições muito importantes para reflexionar se, pois, o 
mesmo tem o objetivo de estudar a causalidade dos fatos, aprofundar no assunto. 
Partindo das hipóteses em busca de explicações exatas. Para esse conhecimento o 
raciocínio e a reflexão humana são cruciais. 
 
Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão 
para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o 
errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana 
(TARTUCE, 2006, p. 6). 
 
 Quando falamos de conhecimento teológico, está ligada à aprendizagem que é 
produzida pela religiosidade de cada pessoa. Cada religião tem suas crenças, não tem 
como dizer se é verdadeiro ou não, de acordo com a fé, acreditamos no que temos em 
nossa formação. Alguns denominam também como conhecimento místico. Neste 
contexto há várias crenças: deus Sol, deusa Lua, outros acredita que o Universo e as 
estrelas são foco de espiritualidade, Deus. Da mesma forma textos sagrados tais como: 
Bíblia, Alcorão (Islã), Torá Judaica (Judeus), Livros dos Espíritos, Bhagavad- Gita (Indú), 
Mantras sagrados do Budismo entre outros. Em cada religião, pessoas que possuem o 
conhecimento das escrituras e/ou textos sagrados, repassam os conhecimentos, 
expõem suas regras e formam suas comunidades. 
 O conhecimento científico obedece a padrões, critérios e métodos relacionados 
a observação, experimentação e a criticidade. Podemos relacionar alguns pensadores 
que iniciaram esse conhecimento tornando a potência que temos nos dias atuais quando 
 
falamos em Ciências: Galileu Galilei, Francis Bacon e René Descartes. A credibilidade 
do conhecimento científico se faz pelas suas características peculiares: observar 
cotidianamente para que as conclusões sejam confiáveis, experimentos controlados toda 
pesquisa é necessário rigor e que a experiência tenha foco e venha contribuir para a 
coletividade. 
 E as probabilidades nas respostas, às constantes mudanças evidencia que não 
existe uma verdade absoluta, todo saber é provisório, mas o senso crítico é crucial para 
analisar não só os resultados, mas todo processo de pesquisa. O conhecimento científico 
é o resultado de grandes estudos, sempre de forma sistêmica e surge perante as 
necessidade, dúvidas em relação a diversos fatos, objetos e/ou situações. 
(...) o conhecimento científico exige demonstrações, submete-se à 
comprovação, ao teste. O senso comum representa a pedra fundamental 
do conhecimento humano e estrutura a captação do mundo empírico 
imediato, para se transformar posteriormente em um conteúdo elaborado 
que, por intermédio do bom senso, poderá conduzir às soluções de 
problemas mais complexos e comuns até as formas de solução 
metodicamente elaboradas e que compõe o proceder científico 
(TARTUCE, 2006, p. 8). 
Quando falamos em métodos precisamos compreender que a pesquisa é um 
processo detalhista, com o intuito de esmiuçar, conhecer e intervir de acordo com a 
realidade. De acordo com Tartuce (2006) segue no quadro abaixo alguns conceitos 
importantes para entendimento dos métodos científicos. 
Quadro 1 - Métodos Científicos - Definições 
 
FATOS 
Acontecem na realidade, independente de haver ou não 
quem os conheça. 
 
 
FENÔMENOS 
É a percepção que o observador tem do fato. Pessoas 
diversas podem observar no mesmo fato fenômenos 
diferentes, dependendo de seus paradigmas. 
 
 
 
 
PARADIGMAS 
Constituem-se em referenciais teóricos que servirão de 
orientação para a opção metodológica de investigação. 
Mesmo que os paradigmas sejam constituídos por 
construções teóricas, não há cisão entre teoria e a prática, 
ou entre a teoria e a lei científica. Portanto, um e outro 
coexistem gerando o que se pode denominar praxiologia. 
 
 
MÉTODO 
CIENTÍFICO 
É a expressão lógica do raciocínio associado à 
formulação de argumentos convincentes. Esses 
argumentos, uma vez apresentados, têm por finalidade 
informar, descrever ou persuadir um fato. 
Fonte: o autor, 2021. 
 
Para que as expressões lógicas tenham argumentações, estudiosos utilizam-se 
de algumas denominações, de acordo com Tartuce (2006), de acordo com o quadro: 
 
Quadro 2 - Denominações Lógicas Para Pesquisas 
 
TERMOS 
São palavras, declarações, significações 
convencionais que se referem a um objeto. 
 
 
 
 
 
CONCEITO 
É a representação, expressão e interiorização 
daquilo que a coisa é (compreensão das coisas). 
A idealização do objeto. O conceito é uma 
atividade mental que conduz um conhecimento, 
tornando não apenas compreensível essa pessoa 
ou essa coisa, mas todas as pessoas e coisas da 
mesma época. 
 
 
DEFINIÇÃO 
É a manifestação e apreensão dos elementos 
contidos no conceito, tratando de decidir em torno 
do que se duvida ou do que é ambivalente. 
 Fonte: o autor, 2021. 
Inserido nos métodos científicos, há alguns métodos que se fazem importante 
conhecer para que ao definirmos que tipo de pesquisa, poderemos ter um olhar 
específico para cada um. Além disso, há uma grande diferença nas pesquisas 
relacionadas às Ciências Naturais e às Ciências Sociais, as metodologias se divergem, 
pois, o processo de pesquisa são distintos, bem como seus resultados. 
Quando pensamos em pesquisa, o método a ser utilizado é relevante e 
questionamentos referentes ao que vamos pesquisar: o que quero saber, por que quero 
compreender esse assunto, como posso obter esse conhecimento, e em que local essa 
pesquisa será mais significativa, isso se define como ações metodológicas. René 
Descartes (1596-1650) nos apresenta o Método Dedutivo, que começa de forma 
generalizada para o específico, seria um raciocínio lógico. Este tipo de método é mais 
utilizado nas áreas da Matemática e da Física. 
 O Método Indutivo de acordo com Francis Bacon (1561-1626) é o meio mais 
confiável para concretizar as verdades dos fatos. Todo o conhecimento advém de 
experiências para este filósofo o Método Indutivo faz com que o homem sobressaia 
 
dando oportunidades sobre o meio que o cerca. Pois observando, chegamos a hipóteses 
que podem de acordo com as experiências serem descartadas ou não. 
 Karl Popper enfatiza o Método Hipotético Dedutivo que segue uma 
esquematização: problemas, hipóteses,dedução de consequências observadas, 
tentativa de falseamento e corroboração. Diferente do Método Indutivo que busca 
sempre confirmar as hipóteses, o método Hipotético Dedutivo se estrutura nas 
evidências empíricas para refutá-las, ou seja, derrubar, contestar. Quando não há meios 
de refutar as hipóteses, a corroboração se instala, deixando estas hipóteses válidas até 
o momento que possa ser invalidada. 
 
1) Não há nenhum método melhor do que o outro, o método, “caminho 
do pensamento”, ou seja, o bom método será sempre aquele capaz de 
conduzir o investigador a alcançar as respostas para suas perguntas, ou 
dizendo de outra forma, a desenvolver seu objeto, explicá lo ou 
compreendê-lo, dependendo de sua proposta (adequação do método ao 
problema de pesquisa); 2) Os números (uma das formas explicativas da 
realidade) são uma linguagem, assim como as categorias empíricas na 
abordagem qualitativa o são e cada abordagem pode ter seu espaço 
específico e adequado; 3) Entendendo que a questão central da 
cientificidade de cada uma delas é de outra ordem [...] a qualidade, tanto 
quantitativa quanto qualitativa depende da pertinência, relevância e uso 
adequado de todos os instrumentos (MINAYO, 2003, p. 118). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 PESQUISA CIENTÍFICA E SUA CONSTRUÇÃO: ASPECTOS FORMADORES DE 
PARA HABILIDADES E COMPETÊNCIAS PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA 
 
 
Falarmos de pesquisa é algo que nos faz compreender o quanto as leituras 
ampliam nosso conhecimento, assim, ao pensar nos alunos do Ensino Médio é 
necessário ter em mente o nível e o tipo de leituras que fazem parte do seu contexto. 
Cada qual com sua preferência, não precisamos impor, mas direcionar, mediar a busca 
para esclarecer dúvidas ou questionamentos. 
Como disciplina escolar a Sociologia se fundamenta por meio da fundamentação 
teórica e metodológica construindo um campo científico, a leitura dos clássicos aos 
contemporâneos fazem com que o aluno compreenda algumas temáticas, e os insere 
nos problemas, com senso crítico consegue conceber as resoluções de acordo com as 
realidades, quais os fatos ocorreram. 
Não podemos exigir do aluno que ao final de sua etapa de ensino tenha adquirido 
suas competências e consequentemente suas habilidades, se no decorrer do processo 
 
não possibilitarmos este crescimento acadêmico e intelectual. Max Weber (2004) em 
suas discussões sempre enfatiza a importância do professor jamais impor suas opiniões, 
seus valores, cabe por meio do processo educativo, o aluno no decorrer do seu processo 
educativo aprender aliando a teoria e prática suas próprias opiniões. 
As propostas Curriculares de Sociologia tem a premissa de fomentar no aluno 
atitudes e ações praticadas de forma consciente e segura, pois, a reflexão faz parte das 
metodologias em sala de aula. Essa competência favorece que o indivíduo compreenda 
que tudo é questionável, discutível. As pessoas precisam participar mais dos 
acontecimentos sociais, quando mais se interage mais se fortalece intelectualmente e 
minimiza, as condutas tão perturbadoras em nossa sociedade, como preconceitos, 
bullying, doenças psicossomáticas causadas pela falta de empatia, brigas políticas pelo 
poder e não pelo povo entre tantos outras demandas. 
Assuntos temáticos serão trabalhados no decorrer do Ensino Médio, como fatos 
sociais; interações e relações sociais; instituições sociais; divisão social do trabalho e 
coexistência de formas diferentes em relação a sociedade de produção; classes, status 
e estratificação social; poder; cidadania; trabalho; formas de conflito, solidariedade e de 
cominação; estruturas sociais; padrões de mobilidade social; representações sociais e 
culturais; movimentos sociais; formas de organização do Estado e de regimes de 
governo; cultura de massa, consumo e cidadania; construção social de visões de mundo 
e utopias e muitos conteúdos que mostre o aluno desde o contexto histórico para 
adentrar momentos quais estamos vivenciando. 
Além destas temáticas o currículo comtempla elo interdisciplinar com olhar 
direcionado a socioantropológica, bem como assuntos clássicos e modernos por 
derivação da Ciência Politica, favorecendo a discussão de conteúdos importantes para 
que haja uma cultura de respeito e cidadania de forma justa e igualitária, tais como: 
sexualidade gênero; discriminação e intolerância; feminismo; igualdade racial. Luta dos 
direitos dos homossexuais; direito dos ambientalistas. 
A proposta curricular é bem objetiva, no primeiro ano do Ensino Médio os assuntos 
são direcionados de forma abrangente a sociologia e nos dois últimos anos a 
antropologia e Ciências Políticas. É possível compreender que há uma necessidade 
urgente de mudança no comportamento social, mas, as mudanças de hoje trarão 
 
resultados a longo prazo, mas de qualquer forma é preciso iniciar. Podemos dividir as 
competências e habilidades a serem desenvolvidas em eixos: representações e 
comunicação; investigação e compreensão; contextualização sócio-cultural. 
Cada eixo tem suas bases e as palavras: identificar; analisar; comparar; produzir; 
construir; compreender; valorizar; remete-nos à reflexão: Essas habilidades estão 
pautadas em verbos de ação. O aluno do ensino médio, precisa ser muito bem mediado 
para alcançar o conhecimento necessário para tal complexidade. Sim! Porque muitas 
vezes é necessário uma quebra de paradigma, daquilo que ele acredita ser verdade, 
para reconstruir uma nova forma de pensar e agir. 
No contexto das pesquisas existe uma variedade de tipos e são utilizadas de 
acordo com suas abordagens, natureza, objetivos e procedimentos. Como mostra o 
quadro com algumas possibilidades a seguir: 
 
Quadro 3 - Tipologias De Pesquisas E Metodologias 
 
Quanto à Abordagem 
 
Pesquisa Qualitativa 
Pesquisa Quantitativa 
 
Quanto à Natureza 
 
Pesquisa Básica 
Pesquisa Aplicada 
 
Quanto aos Objetivos 
Pesquisa Exploratória 
Pesquisa Descritiva 
Pesquisa Explicativa 
 
 
 
Quanto aos Procedimentos 
Pesquisa Experimental 
Pesquisa Bibliográfica 
Pesquisa Documental 
Pesquisa de Levantamento 
Estudo de Caso 
Pesquisa-Ação 
 Fonte: o autor, 2021. 
 De maneira bem sucinta, mas coerente vamos conceituar cada pesquisa. A 
pesquisa qualitativa e quantitativa, tem seus pontos negativos e positivos e por isso se 
complementam. A primeira não está conectada a números mas a compreensão teórica 
da base do estudo, se aprofundando por meio da observar, entender e explicar. Quando 
falamos da pesquisa quantitativa temos o esclarecimento que: 
Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa 
podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e 
consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se 
constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa 
quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera 
que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, 
recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa 
quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um 
fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa 
qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia 
conseguir isoladamente (FONSECA, 2002, p.32). 
 
 A Pesquisa Básica envolve interesses generalizados, amplos. A pesquisa 
aplicada busca conhecer algo específico singular. As pesquisas de acordo com objetivos, 
como a exploratória tem o intuito de saber detalhes, ter mais entendimento minucioso 
dos fatos, fazendo uso de recursos como entrevistas por exemplo. A pesquisa descritiva 
busca várias informações podendo ser estabelecidas por estudo de casos, análises 
documentais, neste sentido não há como observar, mas ouvir e analisar. A pesquisa 
 
explicativa como opróprio nome se refere explica o resultado da pesquisa. Portanto pode 
se fazer uma pesquisa de cunho descritiva e explicativa, após os resultados da primeira 
finaliza com a segunda de forma detalhada. 
 Quanto às pesquisas de acordo com os procedimentos, todas permitem uma 
veracidade entre o que irá ser pesquisado e a realidade, e os resultados serão sempre 
refutáveis, mas cabíveis de serem utilizadas para melhorar o meio. 
A pesquisa experimental seleciona grupos de assuntos coincidentes, 
submete-os a tratamentos diferentes, verificando as variáveis estranhas 
e checando se as diferenças observadas nas respostas são 
estatisticamente significativas. [...] Os efeitos observados estão 
relacionados com as variações nos estímulos, pois o propósito da 
pesquisa experimental é apreender as relações de causa e efeito ao 
eliminar explicações conflitantes das descobertas realizadas (FONSECA, 
2002, p. 38). 
A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências 
teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, 
como livros, artigos científicos e páginas de web sites. Qualquer trabalho 
científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao 
pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem 
porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa 
bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo 
de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a 
respeito do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32). 
A pesquisa documental trilha os mesmos caminhos da pesquisa 
bibliográfica, não sendo fácil por vezes distingui-las. A pesquisa 
bibliográfica utiliza fontes constituídas por material já elaborado, 
constituído basicamente por livros e artigos científicos localizados em 
bibliotecas. A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e 
dispersas, sem tratamento analítico, tais como: tabelas estatísticas, 
jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, 
fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas, vídeos de 
programas de televisão, etc. (FONSECA, 2002, p. 32). 
O Censo populacional constitui a única fonte de informação sobre a 
situação de vida da população nos municípios e localidades, são 
pesquisas de levantamentos. Os censos produzem informações 
imprescindíveis para a definição de políticas públicas estaduais e 
municipais e para a tomada de decisões de investimentos, sejam eles 
provenientes da iniciativa privada ou de qualquer nível de governo. Foram 
recenseados todos os moradores em domicílios particulares 
(permanentes e improvisados) e coletivos, na data de referência. Através 
de pesquisas mensais do comércio, da indústria e da agricultura, é 
possível recolher informações sobre o seu desempenho. A coleta de 
 
dados realiza-se em ambos os casos através de questionários ou 
entrevistas (FONSECA, 2002, p. 33). 
Um estudo de caso pode ser caracterizado como um estudo de uma 
entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema 
educativo, uma pessoa, ou uma unidade social. Visa conhecer em 
profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se 
supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela 
de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir 
sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. O 
estudo de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva 
interpretativa, que procura compreender como é o mundo do ponto de 
vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa 
simplesmente apresentar uma perspectiva global, tanto quanto possível 
completa e coerente, do objeto de estudo do ponto de vista do 
investigador (FONSECA, 2002, p. 33). 
A pesquisa-ação pressupõe uma participação planejada do pesquisador 
na situação problemática a ser investigada. O processo de pesquisa 
recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar as 
realidades observadas, a partir da sua compreensão, conhecimento e 
compromisso para a ação dos elementos envolvidos na pesquisa 
(FONSECA, 2002, p. 35). 
 
 O que mostramos foi um pouco do que o universo da pesquisa nos oferece. Existe 
muito mais, a cada nova necessidade de busca de conhecimento recorremos a esta 
prática pedagógica riquíssima, que se pensado de forma interdisciplinar, engloba a 
leitura e interpretação, raciocínio lógico e dedutivo, atenção, concentração, memória, 
articula o domínio da comunicação, oferecendo ao aluno a capacidade de transformação 
primordial para o Universo das Ciências Sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA 
 
 
 
Para darmos andamento em nossos estudos, embora já falamos sobre currículo, 
eu quero que você entenda o que é um currículo e porque devemos seguir suas 
orientações. Se traçarmos um paralelo com nossa vida, as orientações servem sempre 
para nos conduzir para planos e ações melhores, isso quando orientados por pessoas 
certas, pautadas em experiências de vida e conhecimento. 
 As orientações Curriculares possuem esse mesmo critério, nortear as propostas 
pedagógicas, os conteúdos para que o professor tenha base para construir seus planos 
de aula, pautada nas construções dos documentos que estruturam a disciplina, não 
apenas de Sociologia. 
Entretanto, conceituar currículo é uma tarefa um tanto conflituosa, por existir 
diversas opiniões. Mas o que todos compreendem é que o currículo direciona todo um 
trabalho pedagógico, fazendo constante esse na instituição educativa. De acordo com o 
latim, currículo “currere” que simboliza, rota, caminho. A escola é um ambiente onde os 
 
caminhos são os mais diversos, porque neste espaço, não há rotina, mas o currículo é 
uma referência. 
Todos os conteúdos e consequentemente, habilidades e competências estão 
inseridas nestas orientações é que o professor tem autonomia para seu trabalho 
pedagógico, seja interdisciplinar ou não. O que importa é que o currículo precisa ser 
dinâmico, buscar integrar os conteúdos à realidade e preparar o aluno para a convivência 
em um mundo tão globalizado. Assim descreve: 
A Base Nacional Comum Curricular se identificam na comunhão de 
princípios e valores que, orientam a Lei de Diretrizes e Bases e as 
Diretrizes Curriculares Nacionais. Dessa maneira, reconhecem que a 
educação tem compromisso com a formação e o desenvolvimento 
humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, 
ética, moral e simbólica (BRASIL, 2017). 
 
 A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que agrega 
conhecimentos cruciais para a aprendizagem dos alunos a fim de que progrida no 
decorrer da educação básica, tendo como objetivo que o aluno tenha conhecimento e 
competência para utilizar. Considerando os documentos que estudamos no decorrer 
desta Unidade II, embora as nomenclaturas se diversifiquem, as propostas são 
enriquecidas, melhoradas e estruturadas. 
 Isso se confirma quando a BNCC reafirma a necessidade da formação escolar ser 
pautada nos princípios éticos, políticos e estéticos, então explicitados nas Diretrizes 
Nacionais da Educação Básica. Mas quando falamos da disciplina de Sociologia, 
sabemos que infelizmente ela é direcionada ao Ensino Médio, porém, todas as condutas 
na Educação Básica refletem de forma impactante nesta etapa de ensino. 
Quando neste mesmo documento sintetiza a relevância da educação brasileira 
ser integral objetivando a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, 
vemos a necessidade de repensar como a Sociologia poderia contribuir deste as etapas 
da Educação Básica que compreende Ensino fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano) 
e Anos Finais (6º ao 9º ano), alternando apenas as metodologias para que o 
assunto possa ser compreendido. Na Lei de Diretrizes e Bases é descrito o que 
cabe à União, por meio do Inciso IV do Artigo 9º:Estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, Ensino 
Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus 
conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum 
(BRASIL, 1996). 
 Destacando assim, como o currículo precisa abranger conteúdos quais 
insere o aluno de forma globalizada, mas que deve inserir as questões locais, 
regionais, considerando também, na realidade social e individual de cada escola 
e consequentemente do aluno. Não existem escolas iguais, mesmo estando em 
uma mesma cidade, pois, cada bairro tem suas peculiaridades, econômicas, 
culturais, entre outras. Haja vista da necessidade de acordo com o Plano Nacional 
de Educação (PNE) de 2014: 
Estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa (União, 
Estados, Distrito Federal e Município), diretrizes pedagógicas para a 
educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direito e 
objetivos das aprendizagens e desenvolvimento dos (as) alunos (as) para 
cada ano do Ensino Fundamental e Médio, respeitadas as diversidades 
regional, estadual e local (BRASIL, 2014) 
 
 A BNCC e o currículo tem uma sistematização que interligam suas ações, que a 
cada etapa da Educação Básica deve ser construída de maneira sólida. Que se orientam 
em contextualização, tendo sempre um ponto de partida para que saiba como 
desenvolver-se nesse processo, ser muito flexível no sentido de retomar quantas vezes 
for necessário, buscando compreender a diversidade em sala de aula, precisando de 
esta forma ter instrumentos pedagógicos constantes. 
Manter o diálogo, as discussões em sala de aula que impulsiona a troca de 
informações e propicia conhecimento e o professor media esta ação. O trabalho na 
escola deve ser conjunto desde a direção ao agente de conservação, todos de alguma 
maneira engajado no processo de reflexão e aprendizagem. Na escola só compreende 
o que acontece quem se envolve nesta dinâmica, mandar, não te faz participante deste 
desenvolvimento é preciso interagir. 
 
 Inserir a família como aliada, na integração escola e família, essa união fortalece 
o entendimento de que há responsabilidade de desenvolvimento do aluno, da 
comunidade de uma sociedade é de todos. Aprender que o aluno precisa ser estimulado 
para esse momento de adquirir novos conhecimentos, as redes sociais promovem estas 
opções o que faz com que o jovem fique tanto tempo a disposição destes aplicados, 
então, inteligente da parte do professor fazer uso desse recurso em prol da educação. 
 Claro que para isso o professor precisa estar atento e em constante aprendizagem 
sobre essas ferramentas digitais, o que antes era tão cobrado, pandemia de maneira tão 
impetuosa nos fez reagir diante a tecnologia. O fato de estarmos preparados ou não, se 
as escolas em questões estruturais estão prontas, não será ponto de nossa discussão. 
Somos avaliados enquanto pessoas, profissionais, pais entre outros o tempo todo 
e a cada feedback crescemos, aprendemos, nos realizamos e traçamos novos rumos 
quando necessário. Com o currículo ofertando diretrizes tão coerentes, é necessário 
repensar na avaliação educacional, as “provas” quais os alunos tanto temem, esta por 
sua vez precisa ser vista como um meio, capaz de mudar o processo e fazer com que 
professor e aluno evoluam, o que canaliza muito o que retrata no livro de Hamiltom 
Werneck (1998) : “Se a boa Escola é a que Reprova: O Bom Hospital é o que Mata”. 
Na BNCC a disciplina de Sociologia está inserida na área de Ciências Humanas 
e Sociais Aplicadas, juntamente com as disciplinas de Filosofia, Geografia e História, 
“romper com a centralidade das disciplinas nos currículos e substituí-las por aspectos 
mais globalizados e que abranjam a complexidade das relações existentes entre os 
ramos da ciência no mundo real”, exposto este nas Diretrizes Curriculares Nacionais para 
a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de 
licenciatura, de graduação plena (DCN, 2001, p. 183). Sua intencionalidade é aprofundar 
os conhecimentos adquiridos nas etapas educacionais anteriores. Pois no Ensino Médio 
o aluno tende a ter uma capacidade mais significativa para problematizar, levantar 
hipóteses e definir conceitos para protagonizar sua conduta juvenil. 
 
 
SAIBA MAIS 
 
 
Pesquisadores iniciantes, como é o caso dos estudantes de graduação e de pós-
graduação lato sensu, geralmente realizam pesquisas de caráter exploratório. É preciso 
esclarecer que a exploração do fenômeno tem como objetivos desenvolver, esclarecer e 
modificar conceitos e ideias. Esse tipo de pesquisa é realizada especialmente quando 
há poucas informações disponíveis sobre o tema ao qual se relaciona o objeto de estudo. 
Justamente devido ao escasso conhecimento do assunto, o planejamento é flexível, de 
forma que os vários aspectos relativos ao fato possam ser considerados. A escassez de 
informações torna difícil a formulação de hipóteses, como requerem as pesquisas 
descritivas e explicativas. Na verdade, é sobre as pesquisas científicas que descrevem 
e explicam os fenômenos que você mais ouve falar. 
Fonte: DOXSEY J. R.; DE RIZ, J. Metodologia da pesquisa científica. ESAB – Escola Superior Aberta do 
Brasil, 2002-2003. Apostila. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
(...) no início de uma pesquisa ou de um trabalho, o cenário é praticamente o mesmo: 
sabemos vagamente que queremos estudar tal ou tal problema, por exemplo, o 
desenvolvimento de uma região, o funcionamento de uma instituição, a introdução de 
novas tecnologias ou as atividades de uma associação, mas não sabemos muito bem 
como abordar a questão. Desejamos que o trabalho seja útil e que possamos chegar ao 
fim, mas temos o sentimento de nos perder antes mesmo de termos começado. O caos 
original não deve ser fonte de preocupação; ao contrário, ele é a marca de um espírito 
inquieto, que não alimenta simplismos e certezas já prontas. O problema é como sair 
disso. 
Fonte: QUIVY, R.; CAMPENHOUDT, L. V. Manuel de recherche en sciences sociales. Paris: Dunod, 1995. 
 
#REFLITA# 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
As leituras que são necessárias para o progresso acadêmico, não pode e nem 
deve ser centrada em livros didáticos, as bibliografias clássicas e modernas, e as 
metodologias direcionadas para leitura e discussões são características de pesquisa e 
aprofundamento teórico. Talvez sua intencionalidade não seja ser professor, mas 
independente da sua formação contribui para influenciar as pessoas que fazem parte 
das instituições que você está inserida (o), trabalho, estudo, família. De qualquer forma, 
a importância da Sociologia, composta por conhecimentos Antropológicos e Políticos, 
reforça que para mudar o país, a nação, precisa mudar a concepção de cada um de nós 
em relação a nossos comportamentos. 
 A mudança deve sempre começar por nós mesmos quando nos sentimos 
incomodados, nossas condutas geram exemplos, e exemplos movem uma multidão. 
Pensar no que queremos para o futuro, incluindo nosso querer para o presente, aqui e 
agora, é fundamental para entendermos todo o trajeto de nossas vidas. O caminhar, a 
visão de futuro se faz presente quando notamos que algo está fugindo do controle 
causando um caos social. 
Dependendo das situações podemos pensar que os problemas e conflitos estão 
longe de nós, mas na verdade estão mais próximos do que imaginamos, tudo o que 
ocorre no campo social, cultural, econômico, religioso, nos atinge direta ou indiretamente. 
Um exemplo, quando pensamos em conforto e bem estar, sem considerar até que ponto 
isso afeta o meio ambiente e pode influenciar nossa vida no futuro negativamente. 
O interessante de trabalhar a sociologia no Ensino Médio é justamente aguçar a 
curiosidade dos alunos, aumentar suas capacidades de discutir e fomentar o senso 
crítico, esses jovens,serão os adultos capazes de mudar o espaço em que vivem e 
recriar formas de convivência, qual a cidadania estará presente. Fundamentação teórica, 
leituras de clássicos a modernidade, pesquisa, são alicerces para a garantia de 
habilidades e competências em nossa sociedade tão fragilizada. 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
ARTIGO 01 
 
DURKHEIM, E. As regras do Método Sociológico. 4º Ed. São Paulo: EDIPRO, 2012. 
Disponível em: https://resumodaobra.com/raymond-aron-emile-durkheim-geracao-
passagem-seculo-regras-metodo-sociologico/. Acesso em: 25 ago. 2021. 
 
Resumo: No livro, As Regras do Método Sociológico, o objetivo de Durkheim é 
demonstrar que pode e deve existir uma sociologia objetiva e científica, tendo por objeto 
o fato social. Para que haja tal sociologia, duas coisas são necessárias: que seu objeto 
seja específico, distinguindo-se do objeto das outras ciências, e que possa ser observado 
e explicado de modo semelhante ao que acontece com os fatos observados pelas outras 
ciências. Esta dupla exigência leva às duas fórmulas que servem de fundamento para a 
metodologia de Durkheim: é preciso considerar os fatos sociais como coisas; a 
característica do fato social é que ele exerce uma coerção sobre os indivíduos. 
 
ARTIGO 02 
 
MORRIS, CH,W. Mente, Self e Sociedade. 1º Ed. São Paulo: Editora: Ideias e Letras. 
Disponível em: https://www.amazon.com.br/Mente-Self-Sociedade-Charles-
Morris/dp/857698069X. Acesso em: 25 ago. 2021. 
Resumo: Organizada por Charles W. Morris, esta importante obra traduzida para o 
português foi escrita a partir do ponto de vista de Geoge Herbert Mead, largamente 
reconhecido como um dos pragmatistas americanos mais brilhantes e originais. A obra 
aborda o cerne das posições de Mead a respeito da Psicologia Social, além de seu 
interesse nuclear pela gênese do self e a natureza da mente. 
 
 
 
LIVRO 
 
 
Título: Introdução À Pesquisa em Ciências Sociais: A Pesquisa Qualitativa Em 
Educação. 
Autor: TRIVINOS, Augusto Nibaldo S. 
Editora: Atlas 
Sinopse: Muito do que aprendemos se apresenta de forma mais aprofundada aos 
conhecimentos que norteiam a área de Ciências Sociais. Evidenciando as linhas de 
pensamento, direcionamentos metodológicos e resultados. Nos chama atenção o enredo 
que aproxima a relevância entre o intelectual e a teoria, estabelecidas pelas realidades, 
deixando claro que para situação uma análise e proposta diferente. E explica 
singularidades e divergências entre as teorias do Positivismo, Fenomenologia e 
Marxismo, valorizando no decorrer do livro a pesquisa qualitativa. 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
 
Título: Estrelas Além do Tempo 
Ano: 2017 
Sinopse: Uma contexto brilhante de mulheres negras que trilharam seu caminho em 
busca de um ideal, narra sobre a carreira de três mulheres negras, que em um momento 
conflituosa nos E.U.A (guerra fria), contribuíram para que o homem chegasse ao espaço, 
por meio da pesquisa e estudos em meio a problemas sociais de racismo, machismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96). 
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996. 
 
 
BRASIL. Parecer CNE/CP9/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de 
licenciatura, de graduação plena. Brasília: MEC, 2001. BRASIL. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 
2002. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Ciências Humanas e suas 
Tecnologias. Brasília, DF, vol. 4, 1.2006. 
 
BRASIL. Lei Federal 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de 
Educação - PNE e dá outras providências. Brasília, DF, 25. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 
2017. 
 
DOXSEY J. R.; DE RIZ, J. Metodologia da pesquisa científica. ESAB – Escola Superior 
Aberta do Brasil, 2002-2003. Apostila. 
 
FONSECA, J. J. S. Metodologia da Pesquisa Científica. Fortaleza: UEC, 2002. 
Apostila. 
 
GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 
 
GOULART, Debora Cristina; SOUZA, Davisson C. Cangussu de. Sociologia: Formação 
de Conceitos e Problematização de Políticas Sociais. São Paulo: Blucher, 2019. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 13 set. 2021. 
 
MINAYO, M. C. S.; MINAYO-GOMÉZ, C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. 
São Paulo: Atlas, 2007. 
 
SOARES, David Gonçalves. A pesquisa como ferramenta de ensino em sociologia: 
sentidos, obstáculos e potencialidades em livros didáticos e em práticas docentes. 
Ciências Sociais Unisinos, v. 53, n. 2, p. 378-388, maio/ago 2017. Disponível em: 
http://revistas.unisinos.br/index.php/ciencias_sociais/article/download/csu.2017.53.2.21/
6239. Acesso em: 13 set. 2021. 
 
TARTUCE, T. J. A. Métodos de pesquisa. Fortaleza: UNICE – Ensino Superior, 2006. 
Apostila. 
 
TRIVINOS, Augusto Nibaldo S. Introdução À Pesquisa em Ciências Sociais: A 
Pesquisa Qualitativa Em Educação. Ed. Atlas: 1º ed.1987. 
 
 
WEBER, Max. Economia e Sociedade: Fundamentos da sociologia compreensiva. 
2. Vol. Trad. Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa São Paulo: Editora UnB, Imprensa 
Oficial, 2004. 
 
 
UNIDADE IV 
PRÁTICAS DOCENTES E ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE 
SOCIOLOGIA. 
Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo 
 
Plano de Estudo: 
● Práticas Docentes, Ética e Profissionalismo; 
● Estratégias Didáticas e Pilares Pedagógicos; 
● Ensino de Sociologia; 
● Conteúdos Básicos e Estruturantes. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conhecer teoricamente sobre a importância das práticas docentes pautados nas 
diretrizes e nos pilares pedagógicos; 
● Analisar a relevância da aplicabilidade das de diferentes estratégias didáticas, 
para atender as dinâmicas cotidianas relacionando com a integração curricular; 
● Aprender quais são os Conteúdos Estruturantes do Ensino de Sociologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Prezado (a) aluno (a) chegamos ao início da última Unidade, aprendemos muito 
e consequentemente entendemos que a busca pela aprendizagem é tão constante e 
necessária, quanto às mudanças ao nosso redor. Ser um cidadão consciente e ativo é 
justamente ter conhecimento para se impor diante das dificuldades, das incompreensões 
e reverter os pontos negativos a nosso favor. Você sabe como? Aprendendo e se souber 
trabalhar de forma coletiva, além de aprender ensinar aos próximos. 
 Quando nos deparamos com uma instituição chamada escola, a que se repensa 
em tudo e em todos. A educação de hoje é fruto de uma escola tradicional que com o 
passar dos anos veio se reinventando, como estudamos na Unidade II. Desta forma o 
aluno que encontraremos no Ensino Médio é o real, isso é importante destacar, porque 
vivemos em um mundo de expectativas. 
Esse novo aluno precisa aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a 
conviver e aprender a ser, para isso, eu e você, precisamos vivenciar a escola, além do 
espaço de quatro paredes que ela nos oferece “a sala de aula”, pois, esse aluno tem 
história, tem uma bagagem qual precisa ser valorizada. 
E o professor precisa se preparar aprimorando suas estratégias pedagógicas, 
suas dinâmicas, ter o conhecimento do currículo e valorizar de forma interdisciplinar. E 
oportunizar ao aluno e a você professor as habilidades e competências quais são 
necessárias para uma Educação de fato essencial. Nessa premissa convido a você a 
ampliar nossos conceitos, contextualizar novas informações. Espero que você esteja 
disposto (a) a trilhar essas propostas 
 
 
 
 
 
 
1 PRÁTICAS DOCENTES, ÉTICA E PROFISSIONALISMO 
 
 
 
 
É bem mais fácil tudo que aprendemos,quando sabemos a definição de cada 
palavra, para que no decorrer da aprendizagem saibamos exatamente nos posicionar, 
diante de diálogos que são transcorridos em nosso cotidiano. Vamos iniciar falando sobre 
práticas docentes, no primeiro momento parece algo muito simples, prática é ato ou 
efeito de praticar, que em muitos momentos passam a ser repetitivos e mecânicos. 
 Mas no contexto escolar, a prática docente, precisa sistêmica e inovadora, mas 
eu vou explicar melhor. Acredito que como eu, você deve ter encontrado em sua 
caminhada de estudo, aquele professor que mantém seus materiais antigos, páginas 
amareladas, pois faz uso todos os anos. A prática docente é justamente o inverso. 
Em muitos momentos eu, darei um exemplo de minha prática preparava o 
conteúdo da semana, mas em sala aula, percebi a necessidade de acrescentar ou retirar 
algo, considerando o contexto social do momento. Você já vivenciou esse fato? Isso é 
ótimo, pois demonstra sua percepção com relação a sua turma e principalmente 
respeitando a individualidade de cada aluno. 
A prática docente é flexível, podemos e devemos mudar, adaptar sempre. Cada 
conteúdo proposto no currículo nos oferece a oportunidade de direcionar estratégias 
diversas, para que possamos abordá-los sempre dinamicamente e surpreender o aluno, 
 
pois, a curiosidade é o que impulsiona o aluno a querer aprender, o mesmo vale ao 
professor querer ensinar. 
Alguns docentes acreditam que os alunos do Ensino Médio são adultos, que 
realmente são, mas precisam de atenção tanto quanto os alunos da Educação Básica, 
ao que se refere oportunidade, aceitação, acolhimento, para que sinta pertencente ao 
lugar. O que comprovadamente evita, ausências, reprovações, desistências, conflitos e 
indisciplina. 
A oportunidade está relacionada não apenas estar matriculado, fazer parte de um 
número na chamada, mas oportunizar a ele o contato com os conteúdos de forma 
contextualizada, sendo muitas vezes prudente ensinar do micro para o macro, como já 
falamos anteriormente. A base de ensino não pode estar vinculada apenas ao livro 
didático, pois, geralmente ele trás uma visão contrária ao que acreditamos ser mais 
coerente, numa vertente de macro para micro. 
Desta forma o aluno demonstra desinteresse, mas por não entender sobre o 
assunto, e consequentemente dificuldade para expor suas opiniões. Se a proposta das 
diretrizes que regulamentam o ensino é que os jovens sejam atuantes para que possam 
se posicionar, diante de tantas contradições sociais, culturais, políticas e econômicas, o 
fator essencial é que ela aprenda a dialogar, discutir, expor suas ideias, compartilhar 
suas opiniões no coletivo para aprender a respeitar as diferenças, seja, elas no falar, no 
agir ou no pensar. 
Essa oportunidade em sala de aula fará toda a diferença para que o aluno consiga 
essa mesma propriedade no mercado de trabalho, em sua comunidade, na sociedade 
em sua vida diária. A aceitação é algo significativo, quando pensamos não apenas na 
questão intelectual, mas afetiva, que possuem características diferentes, entretanto 
estão interligadas. 
 Você já se deparou em uma situação que habitualmente tem facilidade para 
realizar determinada ação e quando por alguma razão seu emocional não está bem, tudo 
aparenta ficar mais difícil? Até mesmo agir de forma lógica passa a ser árduo. Pois bem! 
Quando estamos bem emocionalmente, tudo se completa. 
 Assim podemos afirmar que se o aluno sentir-se aceito, pelo grupo (por isso que 
se forma as denominadas “panelas”), são as afinidades, e esta aceitação precisa 
 
também ser recíproca entre professor e aluno. Na prática em sala de aula é bem 
complicado, conviver, estabelecer, um elo de ligação com alguns, devido a resistência. 
Mas é sempre importante lembrar que neste contexto o professor é o adulto desta relação 
e precisa mediar meios para que essa aceitação exista. Às vezes o próprio aluno não se 
aceita. 
Vale ressaltarmos que a Sociologia tem essa premissa, estudar a sociedade e os 
indivíduos que estão inseridos, que formam grupos com peculiaridades diferentes. Outro 
quesito que mencionamos é o acolhimento, digo que esta é uma ferramenta que faz 
entender quem é o aluno, sua história, e mais que isso, suas dificuldades diárias. 
Imagine você em sua sala de aula, repleta, e depois de muitos dias de ausência, 
entre o aluno. Que é recebido com a seguinte exclamativa: “Olha quem apareceu?”. 
Quando o momento era simplesmente para ser sintetizado com a seguinte afirmação: 
“Que bom que você veio. Sentimos sua falta!”. Isso é acolher! Com certeza, depois o 
aluno estará mais suscetível a conversar sobre as questões que o fizeram faltar. 
A prática docente não está contextualizada apenas no plano de ensino, mas em 
sua postura em sala de aula. Por falar em Plano de ensino o professor precisa ter 
conhecimento dos objetivos da escola, quais sempre estão pautados em suas Propostas 
Pedagógicas documento qual, descreve vários itens: o histórico da instituição, as 
divisões de suas estruturas físicas, os equipamentos quais fazem parte do Patrimônio da 
instituição, quantidades de funcionários, grades curriculares entre outras. 
 O Regimento Escolar que estabelece as normas e regras para todos envolvidos 
na instituição: diretor, vice-diretor, pedagogos, docentes, alunos, pais de alunos, toda e 
qualquer ação punitiva ou diretiva, precisa estar incorporada a este documento para que 
tenha respaldo legal. Último e não menos importante o Plano de Ação da Gestão, qual 
tem suas propostas de trabalho, produzidas por intermédio das necessidades reais da 
escola, do aluno e da comunidade. 
O professor precisa saber ter entendimento dos referidos documentos para, 
entender a identidade da escola, saiba integrar a mesma. Ressalvo aqui, não um 
problema, mas algo que dificulta esta aprendizagem, pois, muitas vezes o professor 
precisa trabalhar em várias escolas, para sua subsistência e essas ações tão importantes 
acabam ficando para último plano. 
 
O profissionalismo pautado na ética é à base de todas as profissões. E quando 
falamos de professores tal fato é mais contundente, por sermos exemplos para os nossos 
alunos. Não há como ensinar algo que não praticamos. A ética está voltada para 
exercermos nossa função sempre pensando em nossos alunos e em suas participações 
na sociedade. Muitas vezes os alunos nos olham , nem sempre falam: “Quero ser igual 
esse professor(a)”, o que nos remete a grande responsabilidade de nossas ações. 
Li em vários lugares que aprender precisa ser gostoso, prazeroso. Você concorda 
com esta afirmativa? Eu creio que para quem realmente compreende a realidade de 
estar em sala de aula, ou se interessa em pesquisar sobre, compreender, que isso, não 
é totalmente verdade. Tanto o ato de aprender e de ensinar, tanto para professor e aluno, 
às vezes é desafiador e nos causa insegurança, assunto que veremos ao final desta 
unidade. Podemos assegurar que: 
A educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez 
mais saberes e saber fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, 
pois, são as bases das competências do futuro. Simultaneamente, 
compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam as 
pessoas de ficarem submergidas nas ondas da informação, mais ou 
menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados e as 
levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuais e 
coletivos. À educação cabe fornecer, de algum modo, os capazes de um 
mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a 
bússola que permita navegar através dele. (DELORS, 2003, p.92). 
 
 Embora a Disciplina de Sociologia tenha suas diretrizes, pensar em prática 
docente nos remete a fundamentar nossas ações, em 1996 alguns especialistas do 
mundo, se uniram para produzir orientações acerca da educação. No livro Educação: um 
tesouro a descobrir, de JacquesDelors, aprendemos os quatro pilares da Educação e 
no transcorrer de nossos estudos entenderemos a singularidade com as diretrizes que 
norteiam as competências e as habilidades para os alunos do Ensino Médio 
especificamente. 
 Um dos objetivos deste pesquisadores era reinventar maneiras de, estruturar e 
impulsionar a criatividade existente em todos ser humano, organizando quatro 
aprendizagens fundamentais, mas que se conectam e que precisam ser aprendidas e 
 
desenvolvidas ao longo de nossa existência. Sendo elas: Aprender a conhecer, aprender 
a fazer, aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros, aprender a ser. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS E PILARES PEDAGÓGICOS. 
 
 
Vimos até o presente momento sobre a prática docente, posturas profissionais 
essenciais. E demos início sobre os pilares da educação. É impossível pensar em 
estratégias didáticas, se não abandonarmos o ensino tradicional. O mundo vive em 
constante mudança, embora a educação não acompanhe o ritmo como deveria, não 
podemos negar que as mudanças ocorrem, vistos nas diretrizes que estudamos na 
Unidade II. 
 Estratégias de acordo com o dicionário de Oxford Languages é um plano de ação 
projetado para atingir um objetivo específico. É certo que nosso objetivo maior é o aluno, 
sua aprendizagem, seu desenvolvimento. Tal fato nos remete a citação “Se você não 
sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.” De Lewis Carroll.. Assim conceitua a 
estratégia sobre o aluno, entender o que eles (as) sabem sobre o assunto, para pensar 
em estratégias didáticas de como aplicar o conteúdo, sempre com o entendimento de 
qual habilidade e/ou competência quer que seja alcançado. A didática é como irá 
transmitir o conhecimento e como avaliar se o conceito foi aprendido. 
 
As estratégias didáticas para serem definidas devem ser consideradas o nível de 
conhecimento dos alunos, seu contexto social (para compreender quais recursos em 
casa eles possuem para integrar ao processo ensino aprendizagem), horário em que os 
mesmos estudam. Você já pensou que há realidades distintas em um Ensino Médio no 
período noturno dos demais? Muitos trabalham! E qual seu tempo para estudo, tarefas, 
trabalhos? 
Regras e normas de condutas podem ser estabelecidas pensando em estratégias, 
com o intuito de pertencimento, bem como os limites que determinam. A fundamentação 
teórica para os alunos é de suma importância, aliado a estratégias educacionais: Leituras 
textuais, aulas expositivas, seminários, trabalhos em grupos, a utilização da tecnologia 
(reportagens, documentários, filmes, imagens, músicas, gráficos, tabelas, palestras, etc), 
são inúmeros as dinâmicas que podem ser utilizadas. É fundamental compreender que 
nem sempre a mesma estratégia é bem sucedida em turmas diferentes mesmo sendo 
ano (séries) iguais, justamente devido a individualidade, as diferenças. 
As aulas expositivas são importantes, momento em que o professor media seus 
conhecimentos a toda a turma, mas para que esta prática tenha resultado significativo, 
a conversação, as discussões e debates são fundamentais. Só é possível manter essa 
dinâmica se os alunos tiverem a oportunidade de serem ouvidos e fazendo uso de suas 
respostas, o professor enriquece a teoria com sua fundamentação teórica. 
Os seminários momento em que os alunos apresentam para os demais e para o 
professor o que aprenderam deve ser um recurso, para potencializar o conhecimento. 
Mas nem todos tem habilidade para se comunicar, transmitir o que sabe, há que se 
ponderar nestes momentos, porque a avaliação é sistêmica, ou seja, tudo o que o aluno 
executa é avaliado. E o mesmo não pode ser prejudicado por sua timidez ou falta de 
habilidade de falar em público. 
Assim como os trabalhos em grupos, o professor precisa acompanhar estes 
momentos, infelizmente sabemos que nem todos de fato realizam as atividades 
propostas, o que pode sobrecarregar apenas alguns. Entretanto é importante esse 
momento entre os colegas, para que as ideias sejam expostas, assim a filosofia de vida 
de cada um fica mais evidenciada. 
 
O uso das inovações tecnológicas deve fazer parte do ensino, não há mais como 
estes recursos não serem usados ao nosso favor. Tudo que é exposto de forma mais 
atrativa, agrega mais valor e significado. O que não pode acontecer, e faz parte de uma 
realidade é tornar seminários, trabalhos em grupos, utilização de filmes para “matar” o 
tempo. Na educação o tempo é precioso. 
Quando mencionamos sobre a interdisciplinaridade, isso facilita o entendimento 
de usar recursos na disciplina de Sociologia que traga informações pertinentes aos 
conteúdos e que simultaneamente traga uma relação com outras disciplinas. Para que o 
aluno tenha uma visão que uma disciplina está interligada a outra, não uma 
fragmentação dos conteúdos e que todas as áreas de ensino tem suas considerações. 
Citei apenas algumas estratégias, existem inúmeras, e cada professor deve 
encontrar qual a mais adequada, considerando a turma, o momento. Mas é essencial em 
todas elas a preparação do professor, o estudo, para que não seja surpreendido com 
questões, assuntos que não domina. Entretanto, ninguém é obrigado a saber tudo! 
Quando não tiver a certeza da resposta, diga aos alunos, que buscará fontes confiáveis, 
para estudar a respeito. 
Pensamos em estratégias para serem aplicadas, mas concomitantemente, 
percebemos a importância de repensar juntamente com nossas práticas educacionais, o 
que o aluno necessita para viver em sua plenitude, para que o conhecimento não seja 
vazio, que tenha uma utilidade para sua vida diária. Vejamos então os pilares: 
Aprender a conhecer é uma maneira do indivíduo ter a visão de tudo que está a 
sua volta, este entendimento irá propiciar uma vida mais consciente o que influencia 
positivamente sua vida profissional e pessoal. Quanto mais aprende melhor para resolver 
nossos conflitos externos ou internos. E o conhecer nos torna cada vez mais curioso, 
ativa a vontade de aprender nos oferecendo autonomia e disciplina para que isso ocorra. 
Aprender para conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, 
exercitando a atenção, a memória e o pensamento. Desde a infância, 
sobretudo nas sociedades dominadas pela imagem televisiva, o jovem 
deve apender a prestar atenção às coisas e as pessoas. A sucessão 
muito rápida de informações mediatizadas, o “zapping” tão frequente, 
prejudicam de fato o processo de descoberta, que implica duração e 
aprofundamento de apreensão.(DELORS, 2003, p. 95). 
 
 
 O entendimento de todo o contexto histórico é crucial para o aprender a conhecer 
, pois, ampliamos o interesse por nossos assuntos, como são construídos, ampliando o 
senso crítico, fomentando a leitura e a pesquisa. Aprender a fazer está muito conectado 
com a necessidade de aprender a conhecer. Mas quando o aprender a fazer é 
enunciado, expõe a necessidade por em prática, realizar, concretizar algo, a educação 
está intrinsecamente impulsionado a força de trabalho, assunto este discutido na 
Unidade I. Tendo atualmente o conhecimento de que a tecnologia tende a ser mais 
utilizada, como ensinar o aluno a fazer? 
 
Na indústria, especialmente para operadores e os técnicos, o domínio do 
cognitivo e do informativo nos sistemas de produção, torna um pouco 
obsoleta a noção de qualificação profissional e leva a que se dê muita 
importância à competência profissional. O progresso técnico modifica, 
inevitavelmente, as qualificações exigidas pelos novos processos de 
produção. As tarefas puramente físicas são substituídas por tarefas de 
produção mais intelectuais, mais mentais, de organização à medida que 
as máquinas se tornam, também, mais “inteligentes” e que o trabalho se 
“desmaterializa”.(DELORS, 2003, p.100). 
 
 Mesmo sem saber exatamente qual a profissão qual o aluno irá exercer, certo é a 
convicçãoque não haverá serviços mecânicos para aqueles que visam empregos 
rentáveis, a tecnologia estará presentes em todos os setores do mercado de trabalho, 
assim a questão intelectual, a criatividade, autonomia, coletividade, liderança sempre 
fará parte de profissionais bem sucedidos. 
 É fundamental que no trabalho, além do saber fazer em sua função, o 
relacionamento, a capacidade de estabelecer relações harmônicas com os iguais e 
diferentes, tornam o ambiente saudável o que estabelece um crescimento mútuo e eficaz 
entre todos os envolvidos. 
 Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros, mesmo que estas 
pesquisas sobre os pilares da educação originaram em 1996, este pilar é algo 
extremamente atual. É só assistirmos um noticiário ou visualizar as redes sociais. O que 
você acha que está faltando para que de fato este pilar tenha êxito? Talvez você 
 
compartilhe da minha opinião, mas o respeito é a base de tudo e para tudo. Um grande 
desafio! 
 O intuito de propiciar o progresso trás a humanidade momentos conflituosos, ora 
fomentado pela mídia. Cria-se uma ambição para se alcançar lugares melhores não 
apenas profissionalmente e para que isto ocorra, o que menos importa é o outro. Para 
muitos, se for preciso, utilizar o outro negativamente para sobressair, não seria nenhum 
empecilho. 
 Como trabalhar na escola, de forma que o aluno compreenda a importância do 
outro, da convivência? Difícil, mas não impossível. Alguns comportamentos atuais, nos 
revelam o que podemos trabalhar no contexto escolar, mas nos falta muito entendimento 
de como fazer. Indivíduos que se comportam como “deuses”, os melhores, a 
competitividade são quesitos que implicam em conflitos. 
 Reforçar a orientação da Base Nacional Curricular Comum a aprendizagem 
precisa ser mediada da melhor forma possível e cada etapa uma evolução, desde a 
Educação Infantil, Educação Básica Anos Iniciais e Finais, Ensino Médio e Superior. 
Essa revisão é apenas para lembrar que desde pequena a criança tem esses 
comportamentos de super valia, de competição, isso não é ruim, desde que seja 
instruído. 
 O aluno se sentir confiante, seguro é diferente se sentir o melhor. A competição 
precisa ser travada, mas consigo mesmo, ou seja, tentar ser melhor a cada dia, pois 
entendo que quando minha competição passa ser com o outro, na verdade a intenção é 
mostrar aquilo que não sou. 
A educação tem por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre 
a diversidade da espécie humana e, por outro lado, levar as pessoas a 
tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos 
os seres humanos do planeta. Desde tenra idade a escola deve, pois, 
aproveitar todas as ocasiões para esta dupla aprendizagem. Passando à 
descoberta do outro, necessariamente, pela descoberta de si mesmo, e 
por dar a criança e ao adolescente uma visão ajustada do mundo da 
educação, seja ela dada pela família, pela comunidade ou pela escola, 
deve antes de mais nada ajudá-la a descobrir a si mesmos. Só então 
poderão, verdadeiramente, pôr-se no lugar dos outros e compreender as 
suas reações (DELORS, 2003, p. 102). 
 
 
 Aprender a ser! Muitas vezes nos surgem algumas inquietações sobre o que 
somos, o que nos tornamos. Você já passou por alguma situação em que uma pessoa, 
descreve você, ela imagina e as pessoas nos valorizam mais do que nós mesmos. 
Aprender a ser é saber impor limites a nós mesmos. 
Paralelamente é um objetivo da educação contribuir para a formação do homem 
em sua totalidade, que abrange sentimentos, religião, cultura e intelectualidade. Somos 
frutos de uma educação familiar bem conservadora, mas eficaz. As características dessa 
disciplina advém do que nossos pais haviam aprendido, respeito com os mais velhos, a 
importância do trabalho e do estudo entre outros. Só de olhar, já sabíamos exatamente 
o que estávamos infringindo alguma regra familiar. 
Justamente pela educação que recebemos, conseguimos acima de tudo, manter 
nossos valores éticos e morais. Construímos uma liberdade de pensamentos e de ação, 
e a capacidade de observação que nos facilita distinguir o mal do bem, o certo do errado. 
Cometemos falhas, porque estamos em evolução, a cada momento que erramos 
reconstruímos nossos limites e aprendemos a ser pessoas capazes de evoluir com e 
para a sociedade. 
Todos os pilares da educação, estão todos relacionados com as diretrizes 
proposta quando a BNCC define ser um documento normativo com especificidades 
orgânicas e progressiva de aprendizagens essenciais que norteadas pelas Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Básica direciona para que a educação seja 
contemplada por meio da formação integral humana e para a construção de uma 
sociedade justa democrática e inclusiva. 
 
3 ENSINO DE SOCIOLOGIA 
 
A palavra ensinar é ampla, no sentido que ensinamos sempre, nem sempre na 
mesma proporção que aprendemos. Retratamos o Ensino de Sociologia historicamente 
na Unidade I, assim vamos retratar tendo como pressuposto o currículo da disciplina. 
Aprender sociologia necessita de um esforço intelectual para traçar paralelos entre o 
contexto atual e fatos históricos. 
 Como conhecimento acadêmico a Sociologia deve estar associada sempre a 
fundamentos teóricos e conduzidos pelas metodologias desenvolvidas, caracterizando 
conhecimentos científicos. Traçar paralelos entre teorias clássicas e modernas, que 
denotam que os problemas sempre existiram e que a cada momento são resolvidas ou 
amenizadas de acordo com os conhecimentos atuais. Os assuntos determinantes na 
disciplina de Sociologia estão fixados nos fatos presentes na sociedade, por ser ela fonte 
 
de pesquisa desta área. Desta forma é visível a constância evolutiva da sociedade, assim 
a construção dos conhecimentos sociológicos são sistêmicos e reais. 
 No Ensino Médio o professor precisa compreender que a sociologia, apresenta 
três tipos de problemas que se comunicam entre si: teórico/clássicos, metodológicos e 
pedagógicos. O primeiro se apresenta desde os primórdios da sociedade que em sua 
junção, compactou para o estudo dos envolvidos nessa coletividade, a segunda refere à 
teoria, mas com cunho direcionado a metodologias, o que enriquece o estudo, por temos 
visões diferentes para ampliar as interpretações e o terceiro são os problemas 
pedagógicos que de acordo com cada realidade se apresenta uma conduta prática 
educativa. 
O ensino de sociologia de acordo com as Diretrizes Curriculares, encaminha a 
aprendizagem em Conteúdos Estruturantes. Esses conteúdos teriam a abrangência de 
todos os temas pertinentes aos fenômenos sociais. Sendo eles: “O processo de 
socialização e as instituições sociais”, “Cultura, produção e classes sociais”, “Poder, 
política e ideologia”, “Direitos, cidadania e movimentos sociais”. As Diretrizes 
Curriculares 
Os Conteúdos Estruturantes não se confundem com listas de temas e 
conceitos encadeados de forma rígida, mas constituem apoios 
conceituais, históricos e contextualizados, que norteiam professores e 
alunos, sujeitos da educação escolar e da prática inicial, seleção, 
organização e problematização dos conteúdos específicos relacionados 
a necessidades locais e coletivas. São estruturantes os conteúdos que 
estabelecem essa ponte entre o local e o global, o individual e o coletivo, 
a teoria e a realidade empírica, mantendo a ideia de totalidade e das inter-
relações que constituem a sociedade. (BRASIL, 2008, p. 23). 
 
Os Conteúdos Estruturantes são sugestões, mas deve ser considerada que os 
acontecimentos do momento devem ser inseridos no ensino aprendizagem, vinculados 
os conteúdos básicos contidos no currículo. Quando pensamos em socialização e nas 
instituições sociais, temos a plena convicção que grande parte dos indivíduo são 
moldados pela sociedade, pois, agem conforme seus padrões. 
 Isso é indiscutível quando pautados no padrão de beleza, que muitoremotamente, 
por algumas empresas de cosméticos está sendo destacado uma “beleza” em todos, 
mas não é a visão da sociedade. Acarretando os indivíduos que não se sentem 
 
pertencentes ao padrão social, ir em busca de cirurgias plásticas, bariátricas e além de 
doenças psicossomáticas como a depressão. Na questão educacional esses valores 
devem ser implantados, para que o aluno aprenda a interpretar a sociedade, mas não 
aceitar passivamente o que não lhe convém. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 CONTEÚDOS BÁSICOS E ESTRUTURANTES 
 
 
Aprendemos nos últimos anos, mais que nas últimas décadas. A tecnologia nunca 
esteve tão presente em nosso dia-a-dia. As Ciências Sociais encaminham por meio de 
seus eixos, de representação e comunicação, investigação e compreensão e 
contextualização sócio-cultural, molas propulsoras para que a competência e 
habilidades, seja, coerente tendo os conteúdos básicos e estruturantes como suporte 
teórico. 
Na escola, fundamentado nas competências e habilidades, o aluno aprende a se 
defender por intermédio de seus conhecimentos, sua capacidade de participação 
expressão sua aprendizagem e agindo de acordo com sua personalidade, seus valores 
éticos e morais. Só existe validade nas instituições educativas frente a educação quando 
seu potencial pedagógico ultrapassa as paredes da sala de aula. 
 
Porque as instituições tomam formas das determinações das relações 
sociais, elas são parte da estrutura, verdadeiros laboratórios de ideologia, 
responsáveis pela produção simbólica, terreno onde se encontram as 
contradições sociais. (BRASIL, 1999, p. 36). 
 
 A instituição familiar, moldada pelo padrão Patriarcal, não faz parte da realidade 
totalitária, a constituição familiar tem hoje muitas possibilidades, resultado da 
modernidade. O papel da mulher também teve uma grande transformação, deixando seu 
atributo de dona de casa, rainha do lar, priorizando sua opinião e seus interesses, 
aumentando suas tarefas. 
 A escola é uma instituição que tem como objetivo mediar novas aprendizagens, 
mas sempre oportunizando cada vez mais a participação dos indivíduos na sociedade, 
fazendo compreender a importância das transformações, mas acima de tudo a 
necessidade de estar inserido no processo de mudança. 
A religião como instituição na sociologia tem um papel crucial, porque religiões 
existem diversas, mas sociologicamente a premissa é manter a coesão e a objetividade 
ao que se refere à moralidade. No Ensino Médio a fundamentação se posiciona para que 
o aluno tenha envolvimento e/ou conhecimento religioso, assim contribuindo para que 
não tenha uma ideologia limitada. 
Ao falarmos da cultura e indústria cultural, há muitas histórias pois, a mesma 
existe desde o final do século XIX e pode ser definida, embora exista muitas outras, como 
peculiaridades do indivíduo , evidenciadas na sociedade. Neste aspecto, a cultura deve 
ser vista dos pontos de vista em que o aluno compreenda a diversidade cultural devido 
às grandes diferenças existentes e que dentre elas não existe, a melhor ou pior, pois, 
para tipo de cultura há uma grupo participante dela. A cultura industrial é a que se resume 
em transformar os indivíduos em consumidores. A verdadeira cultura tem o propósito de 
ofertar criatividade e criticidade. Portanto para a cultura: 
Não se recomenda conceber a cultura de forma hierarquizada, por 
propiciar a compreensão de uma visão dicotômica entre cultura erudita e 
a cultura popular, numa ideia “naturalizada de hierarquia em favor da 
cultura superior considerada mais valiosa que nos senso comum”. Na 
sociedade contemporânea integrada pela indústria cultural, essa 
distinção é questionada, principalmente quando se aponta para a inter-
relação entre cultura popular, a erudita e a cultura de massa.(BRASIL, 
2008, p. 26) 
 
 
 Trabalho, produção e classes sociais, um assunto muito dinâmico para 
desenvolver em sala de aula, apenas o conceito de trabalho condição de sobrevivência 
humana, potencializa qualquer discussão. Acrescento que o trabalho está ligado à 
dignidade humana, meio qual estrutura sua existência. As reflexões surgem ao 
detalharmos que há uma modificação na natureza, porque está interligada às práticas 
trabalhistas e a natureza, o meio ambiente. 
 O trabalho é uma maneira de melhorar o que temos, ou fazemos e quanto melhor! 
Buscamos conforto e a cada passo desenvolvemos habilidades para que a natureza 
trabalhe a nosso favor. Tudo isso gera esforço que é recompensado financeiramente 
(assalariado), então temos o empregado, empregador e suas variantes. Essas 
concepções, estudamos na Unidade I, quando tratamos os pensamentos de Max Weber, 
Durkheim e Marx. Sobre esse assunto o importante é a compreensão sobre as formas 
de trabalho e todo o processo histórico que conduziu a atualidade. A exclusão social, 
desemprego, precisam ser mediadas evidenciando ao aluno como resultado dos 
processos e encaminhamentos sociais, políticos e econômicos, exploração, opressão, 
assédio moral, globalização entre tantos outros conteúdos importantes. 
O poder, política e ideologia, o termo poder tem sido um grande direcionamento 
de pesquisa na sociologia. Certamente este deveria ser para quem de fato tem 
capacidade, habilidade, moral e ética para conduzir essa demanda. Há várias formas de 
poder, muitas vezes logos nos remetemos a política, mas o poder econômico está 
presente em nossa realidade, mas todas são envolvidas pela influência, dominação, 
coerção, tais elementos nos possibilita entender se o poder é legítimo ou não. Quando é 
legítimo, significa que teve o consentimento da maioria. Então essa autoridade, devemos 
respeito. E em sua legitimidade a autoridade é manipulada a força, assédios, ameaças, 
violências, sanções negativas a fim de coagir as pessoas. 
O aluno precisa ter o conhecimento sobre poder, suas diversidades conceituais 
nos estudos sociológicos, para que possam construir argumentos, atitudes para se 
defender desses ideologias dominantes, se há o intuito da Base Nacional Curricular 
Comum e as Diretrizes e formar uma sociedade mais justa e igualitária, essa 
compreensão é fundamental. 
 
Direitos, cidadania e movimentos sociais. A cidadania está alicerçada nos 
indivíduos ao que se destina buscar, lutar, pelos seus direitos garantidos por uma 
Constituição, por leis. Isso é uma conquista, pois, muitos dos direitos que temos hoje são 
frutos destas reivindicações. Os deveres também fazem parte das obrigações em busca 
de direitos e qualifica a convivência coletiva e agir de forma atuante ou não é a garantia 
da inclusão social ou a exclusão. 
No contexto educacional os alunos precisam refletir sobre essas dinâmicas 
expostas pelas reivindicações dos movimentos sociais, por exemplo, para que com 
senso crítico saiba analisar com criticidade e expor sua opinião. Muitos temas relevantes 
que precisam ser discutidos e pensados pelos alunos do Ensino Médio como meio 
ambiente, sustentabilidade, refugiados, LGBT, TRANS. Estar na sociedade é ler nas 
entrelinhas e agir com responsabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
 
Duas espécies bem diferentes de possuidores de mercadorias têm de confrontar-
se e entrar em contato: de um lado, o proprietário de dinheiro, de meios de produção e 
de meios de subsistência, empenhado em aumentar a soma de valores que possui, 
comprando a força de trabalho alheia; e, do outro os trabalhadores livres, vendedores da 
própria força de trabalho e, portanto, de trabalho. O sistema capitalista pressupõe a 
dissociação entre os trabalhadores e a propriedade dos meios pelos quais realizam o 
trabalho (...) O processo que cria o sistema capitalista consiste apenas no processo que 
retira ao trabalhador a propriedade de seus meios de trabalho, um processo que 
transforma em capital os meios de subsistência e os de produçãoe converte em 
assalariados os produtores diretos. A chamada acumulação primitiva é apenas o 
processo que dissocia o trabalhador dos meios de produção. 
Fonte: MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Petrópolis: Vozes, 2001. (11ª 
ed.) 
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
No ensino dessa ciência, o papel do professor é árduo. Ele vai lidar com 
estudantes muito jovens, com consideráveis dificuldades de abstração no campo das 
ciências sociais e pouco tempo disponível para absorver sua complexidade. Ao mesmo 
tempo que a temática é sedutora, existe o risco de que o estudante substitua o rigor da 
ciência, pouco conhecida, pelo senso comum, de alcance mais imediato. 
 
Fonte: BARBOSA, Maria L. de Oliveira; QUINTANEIRO, Tania; RIVERO, Patrícia. Conhecimento e 
imaginação: sociologia para o Ensino Médio. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 Nesta Unidade IV, relembraremos conteúdos de Unidades anteriores, porque 
sempre precisamos de feedbacks, rever para aprender e como o conhecimento é 
interligado a conexão entre um assunto e outro é totalmente pertinente e necessário. 
Essa também faz parte de uma didática que deve ser utilizada em sala de aula, sempre 
antes de iniciar um novo assunto, relembrar o anterior e proporcionar mediações para se 
relacionar. 
 As práticas docentes que aprendemos são apenas algumas direções, que com o 
tempo precisam ser avaliadas e sempre tendo o aluno como foco de sua construção 
metodológica. A ética e o profissionalismo são fundamentais para quem exerce a função 
de professor, para quem tem interesse de ser sociólogo porque lidamos com pessoas, 
envolve sentimentos, crescimento intelectual e moral. 
As consequências da ausência destes dois quesitos podem ser destruidores para 
o aluno, seus colegas de trabalho, equipe escolar, para a comunidade, quando agimos 
sem bem próprio, quando nos acomodamos e nos sentimentos satisfeitos apenas com a 
parte econômica, e minimizamos o trabalho enriquecedor e qualitativo estamos 
compactuando para uma sociedade, injusta, desigual e oprimida. 
Ser docente é se esforçar para atingir o seu melhor. Não significa ultrapassar os 
seus limites, mas determinar metas e objetivos a serem alcançados, tanto para você, 
quanto para seu aluno. As estratégias didáticas estão estruturadas nas diversas 
maneiras que temos para estimular o aluno a ser curioso, a aguçar seu espírito científico 
instigar a ser um pesquisador. 
Pessoas instruídas, munidas de senso crítico interage na sociedade sempre com 
o intuito de progresso e ordem, necessidade hoje tão contundente em nosso país. Os 
pilares pedagógicos oportunizam juntamente com os conteúdos básicos e estruturantes 
mediados pelo professor, enaltece e favorece além da aprendizagem curricular, a 
aprendizagem da vida. 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
ARTIGO 01 
 
LOURENÇO, C, J. Finalidades,Metodologias e perspectivas do Ensino de Sociologia no 
Ensino Médio, . Disponível em 
https://revistas.ufrj.br/index.php/habitus/article/view/11293. Acesso em 25 ago. 2021 
Finalidades, Metodologias e Perspectivas do Ensino de Sociologia no Ensino 
Médio 
 
Resumo: 
As dificuldades para a efetivação da Sociologia nos currículos do Ensino Médio parecem 
um desafio do presente, no entanto, é um fato que existe há algum tempo. O texto tem 
como objetivo refletir sobre os desafios da Sociologia no contexto do ensino médio sob 
as considerações de Octávio Ianni no artigo O Ensino das Ciências Sociais no 1º e 2º 
Graus. A discussão a respeito das perspectivas, dos métodos de ensino, as finalidades, 
ao lado de outros dilemas, igualmente importantes, como as condições de trabalho, a 
quantidade de aulas semanais e a desnaturalização das pré-noções, são fundamentais 
seja por sua atualidade e relevância e também pela oportunidade de debatermos e 
ampliarmos nossos conceitos sobre a questão. 
 
ARTIGO 02 
 
Disponível em < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf. 
Acesso em 13 set.2021.BRASIL. 
O livro refere-se às orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências Humanas e 
suas tecnologias, nas páginas 101-132, que retrata os conhecimentos de sociologia, 
seus pressupostos teóricos, pesquisas e práticas. 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf
 
 
 
LIVRO 
 
Título: Ética e Sociologia da Moral 
Autor: Émile Durkheim. 
Editora: Martin Claret. 
Sinopse: Retrata as concepções sobre moral que surgiram na Alemanha, uma 
consciência coletiva com valores irrefutáveis para o indivíduo. Émile Durkheim descreve 
sua ideologia sobre o assunto entrelaçando com os temas economia e sociologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
 
Título: 40 dias o milagre da vida 
Ano: 2020 
Sinopse: Mulher, diretora de uma Clinica de Paternidade Planejada, instituição esta 
responsável pela grande parte dos abortos no E.U.A. Tudo lhe parecia fascinante, mas 
percebeu que algo precisava ser mudado e ela seria o agente transformador, pois, as 
adolescente que procurava a clínica precisam de conhecimento e segurança. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações 
Curriculares Nacionais. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília, DF, 2008. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Ciências Humanas e suas 
Tecnologias. Brasília, DF, vol. 4, 1999. 
 
BARBOSA, Maria L. de Oliveira; QUINTANEIRO, Tânia; RIVERO, Patrícia. 
Conhecimento e imaginação: sociologia para o Ensino Médio. Belo Horizonte: 
Autêntica, 2012. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 13 set. 
2021. 
 
DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. 2ed. São Paulo: Cortez Elabore três 
tipos de fichas (citação, resumo e analítica) com base no texto: “Os 4 pilares da 
Educação” de Jacques Delors. Brasília, DF: MEC/UNESCO, 2003. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
 
LOURENÇO, Júlio César. Finalidades, metodologias e perspectivas do ensino de 
sociologia no ensino médio. Revista Habitus, v. 6, n. 1, 2008. Disponível em: 
https://revistas.ufrj.br/index.php/habitus/article/download/11293/8243. 
 
MORAIS, Erivania Melo de. Ensino de sociologia e interdisciplinaridade: breves 
considerações. Ensino de sociologia em debate,n. 7, n. 1, jan./dez. 2017. Disponível em: 
http://www.uel.br/revistas/lenpes-
pibid/pages/arquivos/7%20Edicao/02%20ARTIGO_%20ERIVANIA.pdf. 
 
MOREIRA, Antônio Flávio & CANDAU, Vera Maria. Indagações sobre currículo: 
currículo, conhecimento e cultura. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de 
Educação Básica, 2008. 
 
RICCI, Rudá. O perfil do educador para o século XXI: de boi de coffice a boi de 
cambão. Educação & Sociedade, v. 20, n. 66, p. 143-178, 1999.RIOS, Terezinha 
Azeredo. Ética e competência. Cortez Editora, 2014. 
 
ROCHA, JF da; CARRARA, Kester. Formação ética para a cidadania: reorganizando 
contingências na interação professor-aluno. Psicologia escolar e educacional, São 
Paulo, v. 15, n. 2, 2011. 
 
RODRIGUES, Neidson. Educação: da formação humana à construção do sujeito 
ético. Educação e Sociedade, v. 22, n. 76, p. 232-257, 2001. 
 
 
CONCLUSÃO GERAL 
 
 Estudar Sociologia é compreender o meio que estamos inseridos. Sempre será 
uma disciplina de fundamental relevância para transformações sociais necessárias. Na 
atualidade conseguimos visualizar o quanto estudar a sociedade e os indivíduos que 
estão interligadas a ela. As perspectivas para mudanças sociais, culturais, econômicas 
e políticas, apenas terão sentido se a sociedade romper as barreiras da ignorância. Esse 
termo embora pareça “forte”, nada mais é do que as pessoas que não buscam 
conhecimento, ficam a mercê do senso comum, das informações arraigadas pelas 
 O espaço escolar, essainstituição é de suma importância para que o 
conhecimento científico se aproxime e se consolide na vida dos alunos cotidianamente, 
expondo por meio das competências adquiridas habilidades necessárias para a 
sobrevivência. Ao professor cabe o papel mediador, centrado na ética e no 
profissionalismo. Ser Sociologo, ser professor é primar para o crescimento de sua 
comunidade,da sociedade de seu País. 
 A falta de fundamentação teórica em nossa vida acadêmica, não pode ser 
empecilho para adquirir após esse processo. A leitura é crucial para conhecermos os 
filósofos que estruturaram as bases sociológicas e nos possibilitaram a entender 
situações vivenciadas nos mais diversos contextos históricos, falamos sobre alguns, mas 
há uma vasta bibliografia que poderá enriquecer sua aprendizagem. 
 As diretrizes que norteiam o ensino de sociologia também precisam ser 
consideradas de extrema finalidade, pois constitui direcionamentos, objetivos, 
conteúdos, metodologias que serão a estruturas tanto para a ação do professor, quanto 
para a aprendizagem do aluno. Por isso a importância da participação quando estes 
documentos estão sendo elaborados e todo e qualquer cidadão pode dar sugestões, 
ideias e críticas construtivas. 
As leituras culminam na ampliação de novos conceitos e impulsionam a buscar 
mais conhecimento, as pesquisas têm essa proposta, aprimorar o que já se conhece e 
ampliar novos conceitos. Nessa premissa entendemos que quanto mais estudamos, 
mais precisamos estudar. Porque o conhecimento se renova a cada dia, perpassa por 
adaptações,pois, precisa inovar, assim como a sociedade. 
Para cada necessidade há um tipo de pesquisa, cada qual com sua finalidade e 
objetivo, mas todas com a proposta de oferecer caminhos melhores para que a 
sociedade, as pessoas de uma forma geral consigam progredir. O progresso está 
atrelado a qualidade de vida, ações em prol da coletividade, cuidados com o que 
necessário, se quisermos um futuro promissor. A escola, o aluno e o professor, não são 
o último recurso. Mas um recurso a mais para que tenhamos pessoas instruídas e 
capazes de pensar uns nos outros. 
Fazer uso de estratégias dinâmicas com o propósito de possibilitar a todos os 
alunos o aprender em todas as suas faces. Aprender a se conhecer para que o indivíduo 
saiba seus limites, entenda suas percepções e condutas, aos poucos aprendendo a fazer 
de acordo com as habilidades adquiridas e assimiladas, por meio do erro e do acerto se 
constroi e reconstroi experiências, aprimorando novas práticas. 
Uma das questões mais conflitantes na sociedade é o individualismo que acarreta 
prejuízos incalculáveis para a sociedade, aprender a viver juntos a conviver é uma 
proposta de crescer juntos, compartilhar, fazer uso da empatia. O respeito e a 
coletividade são base para a convivência harmônica e saudável. Com o crescimento 
intelectual o aprender a ser é consequência, fruto de um processo de aprendizagem. 
Se almejamos que os alunos do Ensino Médio saibam refletir, discutir, entre outros 
verbos de ação, queremos jovens atuantes, a junção dos conteúdos básicos aos 
estruturantes possibilita a formação de ideias com propostas de estudos promovendo a 
interpretação de assuntos reais, onde nesta história os alunos são os protagonistas. É 
visto que é possível construir uma sociedade menos egoísta, mais justa, buscando uma 
igualdade entre seus pares. Apenas precisamos aprender a aprender!

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