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METODOLOGIA DO ENSINO DE SOCIOLOGIA #CURRÍCULO LATTES# APRESENTAÇÃO Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo ● Graduado em História pela Universidade Paranaense-UNIPAR (2001). ● Graduado em Estudos Sociais pela Faculdade Estadual de Educação Ciências e Letras de Paranavaí (1992) atualmente UNESPAR (Universidade Estadual do Paraná). ● Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá -UEM- (2006). ● Atuou como Docente na UNESPAR - Campus Paranavaí (2010-2012). ● Atuou como Docente no Curso de Urbanismo e Arquitetura na UNIPAR- Universidade Paranaense, Campus de Paranavaí. ● Atuou Supervisor do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID-CAPES) UNESPAR - Campus-Paranavaí. ● Docente na Secretaria de Educação do Estado do Paraná nas Séries Finais do Ensino Fundamental. ● Produtor de Materiais Didáticos e vídeos Aulas ( UNIPAR, VG Consultoria e ● Palestrante sobre: Educação e Cidadania, Ética, Política, Sociedade e Democracia, Educação, Liberdade, e Igualdade. ● Psicanalista. Experiência vasta na área educacional com atuação docente no Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio, Ensino Superior e Pós Graduação. APRESENTAÇÃO DA APOSTILA Seja bem vindo (a)! Minhas Cordiais Saudações! Primoroso (a) aluno (a), o fato de você ter apreciado os conhecimentos que apresentamos e fez com que o Curso de Sociologia, fosse sua opção de estudo nos deixa grato, pois, podemos caminhar juntos para que esta disciplina de metodologia do Ensino de Sociologia seja didaticamente enriquecedora e ao final da Unidade, oportunizado ótimas reflexões. Contudo a importância é que ao final possamos ser melhor do como iniciamos, com mais ideias e certezas de que a escolha foi assertiva. Na Unidade I a fundamentação teórica é de suma importância em nosso aprendizado, à sociologia oferece a vasta bibliografia de muitos autores, mas discutiremos neste momento o contexto histórico da Sociologia e as concepções de três grandes filósofos: Karl Marx, Durkheim e Max Weber. Na Unidade II iremos caminhar analisando as diretrizes que norteiam e implementam a disciplina de Sociologia, aprenderemos sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais e as Orientações Curriculares. Na Unidade III a aprendizagem terá ênfase no campo de pesquisa como aprimoramento teórico, tipos de pesquisas e conhecimentos, a construção das pesquisas científicas sobre o ensino de sociologia. Na Unidade IV, trabalharemos a importância das práticas docentes coesas e estruturadas, pautadas na ética e no profissionalismo. A criatividade sobre as estratégias didáticas e os pilares pedagógicos descrita por Jacques Delors. E aprender os conteúdos básicos e estruturantes do ensino de Sociologia. Será um imenso prazer compartilhar com você todas essas aprendizagens tão essenciais, que nos impulsionam a tornar pessoas mais críticas, capazes de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária por meio de nossas ações. Esperamos contribuir para ampliação de seu crescimento pessoal e profissional. Muito obrigado e bom estudo! UNIDADE I A HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA COMO DISCIPLINA ESCOLAR Professor Jorge Alberto de Figueiredo Plano de Estudo: ● A História da Sociologia como Disciplina Escolar; ● Karl Marx e o Início da Incoerência Social; ● Émile Durkheim: Conexão Social; ● Max Weber: Racionalização Social. Objetivos de Aprendizagem: ● Aprender o contexto da história que dá origem ao estudos sociológicos; ● Destacar a relevância da Disciplina Escolar de Sociologia, refletindo nas ações sociais; ● Conhecer algumas teorias clássicas que norteiam, os estudos sobre a sociologia; ● Propiciar base com fundamentos científicos para a pesquisa e ampliação de conhecimento. INTRODUÇÃO Estudar Sociologia é tão atual, que a forma de compreensão sobre tudo que iremos aprender no decorrer das unidades, serão bem atualizadas e intensas ao estudar. Mas como todo conhecimento que precisamos adquirir a fundamentação teórica, os estudos dos clássicos são a base para darmos continuidade aos demais temas que iremos abordar. Neste contexto, conhecer a história da sociologia é crucial, assim, podemos entender por que surgiu e como. Também saber quem foi o filósofo que compreendeu essa necessidade. A Sociologia como disciplina escolar, como é um componente significativo, abordaremos não apenas nesta unidade, de forma gradativa iremos aprendendo. Não há como falar de sociologia se não discutirmos as teorias sobre os pensadores clássicos, suas ideias e conceitos, foram importantes no momento da construção de suas filosofias e continuam a ser relevantes para a aplicabilidade em nosso cotidiano diário. Karl Marx nos faz compreender sobre o capitalismo e suas implicações para as massas, que devido a Revolução Industrial e a demanda de mão-de-obra estavam preocupados em aumentar o números de filhos para obtenção de mais dinheiro, pensando em uma qualidade de vida melhor. O mesmo introduz um pensamento significativo sobre a lei da mais valia, este por sua vez tinha como princípio mudar a realidade por intermédio da luta de classes. Émile Durkheim o primeiro a criar uma metodologia sociológica, que evidencia a diferença desta com outras áreas de estudo, tudo baseado em pesquisas em fatos sociais, que já estudava a forma em que os indivíduos agiam em seus grupos e as implicações destes comportamentos na humanidade. Um dos elementos de discussão importantes deste pensador era a consciência coletiva, assunto tão discutido na atualidade. Max Weber, em suas premissas, o sociólogo precisava compreender o motivo que desencadeavam as ações sociais, encontrar as causas, refletir sobre os efeitos e direcionar possíveis direcionamentos para solucionar ou amenizar tais ações, a base das reações de um grupo estava consolidado pelos valores, crenças e mudanças e que o indivíduo tinha liberdade e capacidade para agir em prol de mudanças. Como vimos até o momento, os estudos filosóficos são contextualizações de uma época, mas que repercutem nos dias de hoje em nossa sociedade e de forma intrínseca nas esferas econômica, cultural, religiosa e comportamental. Convido vocês para juntos aprofundar mais sobre esses assuntos. Será um prazer a sua companhia. 1 A HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA COMO DISCIPLINA ESCOLAR Nada surge por acaso, com a Sociologia não foi diferente, com as evoluções constantes sociais e paralelamente o comportamento dos indivíduos era crucial pensar em como estudar essas transformações, além de traçar metas para mudar e/ou aprimorar o que fosse necessário. Nesse contexto a ciência deveria conceber por meio de suas verdades, como a sociedade deveria proceder, introjetando por meio de pesquisas , o passado, o presente e o futuro de todos, surge a Sociologia. Para compreensão histórica o que possibilitou a ampliação da relevância das propostas Sociológicas foram as revoluções políticas, culturais e sociais, foram movimentos necessários, para cada momento histórico, os comportamentos se diferenciavam, assim pensamentos, grupos distintos eram formados. A Revolução Industrial e a Revolução na Ciência, caminham atreladas à constante busca da modernidade, mas impulsionou de forma inconsequente a desigualdade social visível nos dias atuais. O Iluminismo contribuiu para que as revoluções se concretizassem, pois, consistia na fé e crença no progresso da sociedade, origina-se os operários e a fé deixa espaço para a racionalidade. Assim, se há operários, a política aponta a burguesia e o sistema capitalista, toda riqueza vinha dos trabalhosdas fábricas, exploração do trabalho, tema atual em nossas realidades. O termo sociologia foi utilizado pela primeira vez em meados de 1798-1857, por Auguste Comte que tinha em mente que seria uma ciência para estudar a sociedade e dar direções, com apoio de outras áreas do conhecimento. Comte contribuiu para o conhecimento originando o positivismo. Comte afirma que: [...] o espírito positivo leva sempre a estabelecer exata harmonia elementar entre as idéias de existência e as idéias de movimento, donde resulta mais especialmente, no que respeita aos corpos vivos, a correlação permanente das idéias de organização com as idéias de vida e, em seguida, graças a uma última especialização peculiar ao organismo social, a solidariedade contínua das idéias de ordem com as idéias de progresso. Para a nova filosofia, a ordem constitui sem cessar a condição fundamental do progresso e, reciprocamente, o progresso vem a ser a meta necessária da ordem; como no mecanismo animal, o equilíbrio e a progressão são mutuamente indispensáveis, a título de fundamento ou destinação (1978, p. 69). Antes de darmos continuidade convido a você para relembrarmos sobre alguns termos aqui utilizados para que a aprendizagem desta unidade seja coesa, vejamos; Este momento se deu por volta do século XVIII, um momento de grandes transformações que trouxeram consequências positivas e negativas para a humanidade, a produções deixavam de manuais , senso substituídas pelas máquinas. Explorando demasiadamente os recursos naturais, bem como os trabalhadores, denominados operários. Tudo teve início quando a máquina a vapor foi desenvolvida, que deu vida aos maquinários da época, como o aproveitamento do vapor da água que era aquecida pelo carvão e produzia energia para as inovações que a Ciência já desenvolvia. Não existe uma data correta que marque a Revolução Industrial, devido há muitas distorções, então prefiro estabelecer que esse momento foi denotado pelo desenvolvimento tecnológico que possibilitou a mudança no estilo de vida, do pensar e do agir de toda a humanidade. Os burgueses tinham o intuito sempre de obtenção de lucros, mercado têxtil trouxe máquinas que teciam fios com grande rapidez, depois o dinheiro em abundância, começou a ser investido para produção de estradas de ferro, surge locomotivas, estradas de ferros, sempre com o objetivo de expansão nas rotas de vendas, agilizando no transporte como também na quantidade. A burguesia enriqueceu não apenas pela quantidade de produtos vendidos, mas pela mão-de-obra barata. Antes do processo industrial, todo o trabalho era manual, que definia em lentidão e poucas quantidades. E a mão-de-obra em demasia, com as máquinas, continua a necessidade de operários, mas em menor número, talvez assim o conceito desemprego tenha sido empregado. Neste período não havia nenhuma constituição que defendesse os empregados em relação a salários, direitos, o que atualmente temos proteção dos direitos trabalhistas, para alcançarmos o que temos, foi necessário todo esse processo social. O sistema capitalista consiste em um sistema produtivo, mas sempre com vínculo particular, sem divisão de lucro, objetivando acumular o capital. O rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. Esse sistema proporciona o incentivo a ciências e áreas afins para que compreenda a sociedade e alavanque novas tecnologias, mas em contrapartida escancara a divisão de classes. Em se tratando de ciência a Sociologia, como uma obra histórica, encontra-se em constante transformação em virtude da concepção do conhecimento. Segundo Robert Merton os pensadores requerem releituras para que suas bases teórico-metodológicas continuem atualizadas com o passar do tempo fazendo com que suas ideias avancem sob o aspecto de novas análises. Em Sociologia temos alguns sociólogos considerados clássicos. Dentre eles apontamos, o francês Émile Durkheim (1858-1917), o alemão Max Weber (1864-1920) e, por último, o cientista econômico alemão Karl Marx (1818-1883). Também se destacam no campo da Sociologia o grande autor da Obra A Democracia na América, Alexis de Tocqueville (1805-1859) onde defende a democracia e liberdade em um Estado Moderno como bens preciosos da sociedade e bem estar dos indivíduos. Destaca-se também no campo da Sociologia o filósofo inglês Herbert Spencer (1820-1903), fundador da teoria evolucionista; e o pensador italiano Vilfredo Pareto (1848-1923), com a teoria das elites sociais. Esses clássicos são de grande importância para o estudo da Sociologia pois descrevem a realidade social e nos mostra os movimentos e conflitos, suas causas e consequências em uma sociedade contemporânea ainda ligada ao passado. Esses autores europeus estudaram a sociedade europeia no contexto em que viviam tentando compreender as crises sociais presente no sistema capitalista. De todas as matizes, é importante ressaltar que cada um desses pensadores olharam os problemas sociais do seu ponto de vista mas tendo a mesma preocupação para saná-los. Sendo assim Karl Marx estudou a dinâmica das relações sociais existentes no capitalismo; Durkheim viu a divisão do trabalho social na industrialização como iminência da era moderna; Max Weber idealizou a sociedade ocidental com imensas possibilidades históricas acarretadas pelo artifício de racionalização capitalista. Esses autores são considerados clássicos porque suas ideias detêm coragem explicativa para uma realidade em mutação, e suas obras possuem consistências, segundo o sociólogo inglês Anthony Giddens (1990). Logo, há uma implicação intrínseca entre teoria e metodologia científica, por trás das ideias de cada autor há que se reconhecer uma concepção de ciência, uma concepção de realidade, uma concepção da sociedade histórica sobre a qual se debruçaram. 2 KARL MARX: INCOERÊNCIA SOCIAL Natural da cidade de Tréveris na região da Renânia na antiga Prússia, Karl Marx nasceu no dia 05 de maio de 1818 conhecido em todo mundo como Filósofo, Historiador, Jornalista e Economista conforme defende algumas linhas de pensamento. Destaca-se e pelos seus estudos da ideologia Socialista da qual a sua reputação é muito conhecida e discutida. Em virtude das dificuldades sociais de sua época, emigrou para Inglaterra instalando-se na cidade de Londres onde se casou e constituiu a sua família. Adepto e defensor do Socialismo científico Marx desenvolve suas teorias econômicas após exaustiva análise do sistema capitalista e do trabalho. Escreveu vários livros durante sua vida, destacando-se “O Manifesto do Comunista” (1848) e “O Capital” (1867–1894), considerada um dos estudos mais complexos e dinâmicos sobre o capitalismo. Antes de sua ida para a Inglaterra Marx estudou nas universidades de Bonn e Berlim, na universidade as ideias hegelianas. Para seus sustento e terminar seus estudos trabalhou no jornal Zeitung, um ambiente tido como radical na época com sua sede na cidade de Colônia. Foi neste ambiente em que Marx começou a desenvolver a teoria da concepção materialista da história. Perseguido pelos que eram contra suas ideias muda-se para a França estabelecendo-se em Paris em 1843, trabalhando em outros jornais radicais onde conheceu Friedrich Engel, uma amizade que durou até o seu falecimento. Em 1949 sofrendo novas perseguições, agora pelo governo da França na pessoa de Guizot, Marx é expulso da França exilando-se em Londres. Em Londres deu continuidade em seus estudos e na elaboração de suas teorias econômicas e sociais. Fez campanhas para a divulgação do Socialismo tornando-se uma das figuras mais significativas e emblemáticas no campo dos estudos sociológicos, fundando a Associação Internacional dos Trabalhadores. No contexto da sociedade capitalista moderna na metade do século XIX, o pensamento filosófico-políticade Marx expõe várias grandezas e a Sociologia, desde o início do século XX, aproximou-se deste conhecimento, agrupando ao seu referencial teórico um conjugado de concepções explicativas do fato social. A menção ao conjunto nos diz respeito às teorias serem opiniões inter-relacionadas, compatíveis, de mútua- explicação que, ao prover explicações sobre a realidade, apresentam a marca da metodologia que os move. Mas para Marx: Na fase superior da sociedade comunista, quando tiver desaparecido a escravidão dos indivíduos à divisão do trabalho, e, com ela, a oposição entre o trabalho intelectual e o trabalho manual; quando o trabalho não for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade vital; quando, com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os aspectos, crescerem também as forças produtivas e jorrarem abundantemente os mananciais da riqueza coletiva, só então poder-se-á ultrapassar totalmente o estreito horizonte do direito burguês, e a sociedade poderá escrever em seu estandarte: de cada um, segundo a sua capacidade; a cada um segundo as suas necessidades (MARX, 1975, p. 16). A contribuição de Marx nesse sentido e de grande importância, mesmo nos tempos contemporâneos, pois refere-se ao fato da Sociologia aceitar o metodologia dialética do materialismo histórico, com a formação e a explicação da gênese, conciliação e dinâmica da sociedade capitalista exposta na grande obra O Capital (1885- 1905), que só foi publicada para acesso ao público após seu falecimento. https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Internacional_dos_Trabalhadores https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Internacional_dos_Trabalhadores A dialética de Marx faz uma análise minuciosa do processo histórico, influenciando o pensamento filosófico de Hegel (1770-1831) juntamente com a colaboração de seu amigo Engels (1820-1895). Marx busca, a partir da crítica do contexto social de sua época, aclarar a história das sociedades com base no processo de produção econômico- material. Ou seja, afirma que a realidade social é avaliada como uma soma concreta na abordagem metodológica do materialismo histórico, cujo termo não é atribuição de Marx. Assim o pensador descreve que: A maioria de seus membros era, naturalmente, operários e representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna não seria um organismo parlamentar, mas uma corporação de trabalho, executiva e legislativa ao mesmo tempo. Em vez de continuar sendo um instrumento do governo central, a política foi despojada imediatamente de seus atributos políticos e convertida em instrumento da Comuna, responsável ante ela e revogável a qualquer momento. O mesmo se fez com os funcionários dos demais ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, todos os que desempenhavam cargos públicos deviam desempenhá-los com salários de operários [...] os cargos públicos deixaram de ser propriedade privada dos testas de ferro do governo central (MARX, 1975, p. 507-508). Enfrentando dificuldades financeiras críticas daquelas que não concordavam com sua tese Marx com um empenho dialético distingue a presença da ideologia no processo de averiguação e faz da sua teoria uma constituição de categorias conceituais que possam conter a revelação mais simples. Em sua obra Contribuição à Crítica da Economia Política (1859), Marx no capítulo Método da Economia Política explana que a categoria população, como criada na obra do filósofo escocês Adam Smith (1723-1790), para chegar à riqueza das nações, oculta trabalho humano, a mais simples das camadas, também desenvolve teorias sobre o processo de acumulação e o valor do trabalho, conhecido como mais-valia. Seus pensamentos estavam além de seu tempo, o trabalho humano é o único meio de produção capaz de acrescentar valor aos bens produzidos, uma vez que os outros são elementos materiais de produção, a terra, o ar, as ferramentas, as máquinas, o dinheiro, os equipamentos, e a infraestrutura. 3 ÉMILE DURKHEIM: CONEXÃO SOCIAL David Émile Durkheim é natural de Épinal, na França, nasceu em 15 de abril de 1858, em uma família tradicional de sacerdotes judaicos (rabinos). Foi estudante do Liceu Louis-Le-Grand e na Escola Normal Superior de Paris, instituições consideradas clássicas. Essa formação foi crítica de Durkheim que segundo ele essas escolas tinham muita formação literária e pouca formação científica. Durkheim estudou Direito, Economia e Filosofia. Foi discípulo de Herbert Spencer em seus estudos de Ciências da Natureza e Biologia. Spencer teve grande influência nos estudos de Durkheim principalmente em suas matérias em afinidade aos modelos biológicos de aplicação sociológica. Fez experimentos no campo da Psicologia no Laboratório de Psicologia Experimental, de Wilhelm Wundt. Esses estudos variados levaram Durkheim a procurar modelos biológicos e sociais próximos e também a ter um olhar diferenciado para a Antropologia. Essa união de fatores procedeu a formulação da teoria dos fatos sociais, que assegura a preferência do juízo de fatos gerais que baliza as sociedades (como leis), os quais seriam maiores e mais facilmente explicáveis que as questões individuais psicológicas. A maior ambição do pensador na época era instituir um campo de estudos das Ciências Sociais totalmente independente, que não dependesse das esferas de outras ciências, como a Biologia e a Psicologia, e não estar amarrado aos modelos demasiadamente abstratos da Filosofia que Auguste Comte tinha deixado ao trabalho sociológico. Durkheim adota por pressuposição que a sociedade é governada por leis e uma ciência que dela se alargue deve chegar à formulação de amplas generalizações que a esclareçam. Assim, sugere a teoria da coesão ou da solidariedade social, evidenciando que o princípio da integração decorre da sociedade, cujo funcionamento aproxima-se à estabilidade. Para o autor, "as representações, as emoções e as tendências coletivas não têm como causas geradoras certos estados de consciência individual, mas as condições em que se encontra o corpo social em seu conjunto." (DURKHEIM, 2001, p. 67). O sistema social, na sua compreensão, é ordenado em comparação com o organismo vivo que conclui ser saudável a sociedade quando ocorre coerência entre suas partes, ou patológica, se qualquer convulsão retire-lhe o equilíbrio. Assim sugere a teoria da coesão ou da solidariedade social ou mesmo uma desordem (disnomia) nas normas do seu funcionamento. A concepção de Durkheim da realidade social é, portanto, orgânica e funcionalista: cada uma das partes, identificadas com as instituições sociais ou os indivíduos, aprova uma função, cumpre uma obrigação específica que responde pela saúde de um todo. Este início da conexão social ampara o aforismo durkheimiano. Todos os fatos sociais são eleitos como elemento por excelência da ciência sociológica; assim Durkheim (2008) determina como “toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma repressão exterior; que é comum na expansão de uma sociedade dada, apresentando uma vivência própria, livre das revelações individuais que possa ter”. Como afirma, "o conjunto de crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado, que tem vida própria; podemos chamá-lo de 'consciência coletiva'." (2008, p. 50). Aconselha ao investigante notar as particularidades gerais dos fatos sociais: a) a coercitividade, apregoa na pressão ou coerção que exercem sobre os indivíduos, acomodando-se aos tradições sociais, por exemplo; b) a generalidade, apreendida na regularidade dos acontecimentos coletivos encontrados em sociedades de todos os períodos e pode ser explicada pelas relações de parentesco; um fato social é natural por estar presente na extensão de uma sociedade; c) a exterioridade dos fatos sociaisachar- se no seu bem-estar,.em afinidade aos acontecimentos de natureza psíquica. Na pesquisa que Durkheim realizou para escrever o livro O suicídio, Durkheim cultiva as direções do seu método sociológico, calhando tipos de suicídio (egoísta, altruísta, anômico) e ordenando leis da coesão social, como quando a avalia alta no caso de suicídio altruísta, no qual indivíduos tocam fogo às roupas em protesto e justificação de grandes causas sociais. Para entender as evidências dos fatos sociais com rigor científico, coloca regras para a investigação sociológica, basicamente: apartar as pré- noções e tratar os fatos sociais como lances. Para Durkheim (2001), coisa é tudo aquilo que exige um empenho do espírito, do intelecto, para apreendê-la, como assevera, em 1897, no preâmbulo à segunda edição de “As regras do método sociológico” logo não é apenas o fator externo dos fenômenos que importa. Com esse processo metodológico estão embutidas como premissas: a realidade social que é arrumada por uma regularidade de acontecimentos que podem ser notados, explicados e classificados pelo cientista. A ciência constitui uma reprodução teórica dessa realidade; o sujeito cognoscente deve conservar-se neutro no processo de conhecimento; a intenção do conhecimento é chegar à objetividade científica, ou seja, uma ciência aberta de conjecturas, de ideologias; a Sociologia dispõe de caráter normativo, adequada de ordenar a realidade social, seja formando uma taxonomia científica dos fatos, seja pela probabilidade de prevê-los. Durkheim regula pelo postulado da primazia das sociedades simples em relação às complexas, cria a teoria da solidariedade. No primeiro instante de aparelhamento da vida social sedentária, os ajuntamentos humanos são reconhecidos como sociedades de solidariedade mecânica, porque nesse grupo os indivíduos e grupos são intercambiáveis, pouco se distinguem e a relação é obtida pela existência dessa similaridade entre eles. Nessa primeira sociedade, ocorre um fenômeno que Durkheim (2000) designou consciência coletiva, no sentido de preservar os costumes e tradições comuns que preenchem o governo sobre as consciências individuais. Durkheim distingue nas sociedades modernas a vivência da solidariedade orgânica, pela ocorrência dos indivíduos e grupos serem diferentes e desenvolverem relações de interdependência para viver. Nomeia essa complexidade das relações sociais com a sociedade industrial, onde a separação do trabalho social desempenha o papel de controle e avaliza a integração. Ou seja, a divisão do trabalho determina a solidariedade orgânica porque cria entre os homens um aparelho de direitos e deveres, um estado de atrelamento do indivíduo em relação à sociedade, tornando-se o alicerce da ordem moral. Durkheim entendia a Sociologia como uma ciência das instituições, desde o seu surgimento e funcionamento, onde tem por missão restaurar uma moral que readquiriu à Sociologia exigências do espírito científico da ocasião. Em uma visão otimista da história Durkheim depositava a necessidade de consenso social, e enxergava na educação uma criação integradora por mostrar para as novas gerações as qualidades essenciais para a sobrevivência da sociedade, habituando-se ao sistema de normas morais, como escreve em sua obra “Educação e Sociologia”. Ao findar do século XIX, juntamente com o pensador Marcel Mauss, Durkheim trabalha nas representações primitivas, um estudo que resultará a obra “Algumas formas primitivas de classificação (1901)”, onde apressa a ideia de representação coletiva aumentada em “As formas elementares da vida religiosa (1912)”. 4 MAX WEBER: RACIONALIZAÇÃO SOCIAL Maximilian Karl Emil Weber, natural da cidade de Munique, Alemanha, nasceu em 21 de Abril de 1864. Em sua formação acadêmica foi jurista e economista, também é considerado como intelectual e fundador da Sociologia. Seu irmão Alfred Weber, também era conhecido por dedicar seus estudos à Sociologia, talvez daí a sua paixão pelo estudo sociológico. Teve como sua biógrafa a sua esposa Marianne Weber. Sua aluna que estudava na Universidade Alemão e que também fazia parte do movimento feminista da época. Weber é acatado como um dos fundadores da sociologia moderna, mas seus escritos também são discutidos nas Ciências Econômicas, Filosofia, Direito, Ciência Política bem como em Administração. Graduou-se na Universidade Humboldt de Berlim, e, depois, trabalhou nas Universidades de Freiburg de Heidelberg, de Viena. Era uma pessoa muito conhecida e bem quista na sociedade Alemã da época, foi consultor do lado alemão na confecção do Tratado de Versalhes (1919) e fez parte da comissão encarregada de redigir a Constituição da República de Weimar. A maioria de seus estudos foi alocado para o capitalismo e do chamado procedimento de racionalização e desencantamento do mundo. Mas suas análises também deram frutos importantes no campo da economia. Dentre as suas obras destacam-se: “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, dando início às suas ponderações sobre a sociologia da religião. Vivendo em um mesmo contexto social de Durkheim, Max Weber, com formado em Direito, História e Filosofia, age inteligentemente na sociedade alemã do final do século XIX e nos anos iniciais do século XX. Compreende a Sociologia como a ciência que pretende explicar a ação social, com seus desenvolvimentos e efeitos. Com essa sugestão, determina a fundamentação básica do que titulou método compreensivo, partindo da visão de ação social e de compreensão. No entendimento do autor: Em todos os lugares - à exceção dos pequenos cantões rurais em que os detentores do poder são periodicamente eleitos - a empresa política se põe, necessariamente como empresa de interesses. Quer isso dizer que um número relativamente restrito de homens interessados pela vida política e desejosos de participar do poder aliciam seguidores, apresentam-se como candidato ou apresentam a candidatura de protegidos seus, reúnem os meios financeiros necessários e se põem à caça de sufrágios. Sem essa organização, não há como estruturar praticamente as eleições em grupos políticos amplos. Equivalem essas palavras a afirmar que, na prática, os cidadãos dividem-se em elementos politicamente ativos e em elementos politicamente passivos (WEBER, 2011, p. 103-104). Com um raciocínio mais flexível do que parece apresenta em seus escritos Weber se utiliza da história e, ao detalhar com muita maestria suas pesquisas, ele nos apresenta uma ampla explanação da cultura ocidental, pela visão da formação e da expansão do capitalismo no mundo. Os seus conceitos sociológicos que está formulado em sua obra “Economia e sociedade (1922)” resume o seu zelo sobre o assunto nos livros que a precederam, especialmente na obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904- 1905)” e na obra “A ética econômica das religiões universais (1915)”. Duas conferências publicadas em 1919 merecem a atenção dos cientistas sociais e Weber possui duas importantes obras para o entendimento de seu pensamento sociológico “O ofício e a vocação do cientista e o ofício e a vocação do político” e “Ensaio sobre o sentido da neutralidade axiológica nas ciências sociológicas e econômicas”. Quando se lê Weber nota-se o cuidado metodológico que ele teve para garantir cientificamente todo o cuidado como investigador. Não se preocupa em alcançar a objetividade científica pela desobrigação do pesquisador e deixa transparente o papel da subjetividade na produção do conhecimento. Para Weber (2004), o sujeito cognoscente é parte do processo de concepção da realidade, ou seja, compreender é o mesmo que segurar o sentido de uma ação social. Busca nesse sentido a ênfase dos fenômenos estudados, ainda que não estejam presentes na ação. Assim, entender o sentido da açãoresulta em chegar a acepção que o sujeito, ou os sujeitos da ação atribuem a ela, orientando-se pelo comportamento de outros. Observa-se que, Weber amplia um recurso metodológico chamado “construção de tipos ideais”, ou seja, os conceitos que organiza para explicar a realidade aplicam-se, para um dado período histórico, à situação investigada. Sociologia (no sentido aqui entendido desta palavra empregada com tantos significados diversos) significa: uma ciência que pretende compreender interpretativamente a ação social e assim explicá-la causalmente em seu curso e em seus efeitos (WEBER, 2000, p.3) Weber constrói alguns tipos ideias da sociedade como burocracia, dominação, e capitalismo ocidental, que diz importância à capacidade do cientista capturar o conjugado de valores de uma época, de uma cultura, e entender o que é expressivo para uma sociedade no seu tempo. Todos os tipos ideais construídos por Weber – como “ética protestante” e “espírito do capitalismo”, com os quais avalia a conexão de sentido ou a afinidade entre a conduta moral rígida do próprio do ethos da cultura religiosa calvinista do século XVIII, e as técnicas racionais que caracterizam a ação do capitalismo no ocidente – domam os tipos básicos de ação social que são quatro: ação social racional com semelhança a fins; ação social racional com semelhança a valores; ação social afetiva e ação social tradicional. Para o autor, o sujeito da ação (indivíduo, grupo social, instituição) guia-se em relação à conduta de outros (indivíduos, grupos, instituições), seja agindo sabidamente conduzido por fins (objetivos sólidos mesmo não explícitos) ou sendo guiado por valores (morais, culturais, religiosos); ou aceitando-se conduzir por sentimentos (medo, cólera, inveja), ou ainda norteando a sua ação pela tradição (traços culturais de condutas coletivas que conservam a experiência do grupo). Os tipos ideais de ação social não são de caráter excludentes e se exibem de forma concomitante. Segundo ele, a realidade é infinita e a finita mente humana é capaz de perceber dessa realidade apenas uma pequena parcela. Essa concepção Werbeniana de realidade é acompanhada de muita responsabilidade sobre os ombros do cientista, o qual estes devem coordenar intelectualmente e uma das formas para execução e fazer a construção de tipos ideais, no sentido de ideias, não de padrões. A grandeza histórica do fato social é valorizado como um leque de probabilidades, de escolhas subjetivas, pertencendo ao pesquisador, na construção conceitual da Sociologia, anunciar o que é singular nos fenômenos históricos, algo que lhes é parecido. Dessa maneira, chega-se à racionalidade atualizada no capitalismo ocidental como presença histórica cuja ação é preponderantemente racional com afinidade a fins e a valores. Na obra de Weber surge a racionalidade como início organizativo no âmbito da sociedade moderna que o faz perfilhar no processo de secularização a expressão da racionalização social. É de Weber a declaração “desencantamento do mundo”, no sentido de que o progresso técnico obedece a uma lógica que lhe foge o controle, a ponto da conduta racional vir a se tornar irracional com o processo histórico. No domínio da realidade política, o tributo de Weber sobre o fenômeno da dominação – seja racional, tradicional ou carismática, como tipos ideais puros – coloca lucidez na questão da autoridade e de sua legitimidade, ao abordar o poder nas condições da ação humana preparada à obediência no confronto com os dominadores que pretendem apreender o poder legítimo. A ambição de legitimação da Sociologia dos dominadores, ou seja, o seu reconhecimento e aceitação sociais são mais apreciados por Weber que o próprio exercício da dominação. Assim Weber identifica, que no procedimento de racionalização o fenômeno burocrático e este como um sistema de administração e organização que alarga-se a uma racionalização total em termos de eficácia, esse poder burocrático e impessoal seria o peculiar Estado moderno. SAIBA MAIS O nome do pensador francês Auguste Comte (1798-1857) está indissociavelmente ligado ao positivismo, corrente filosófica que ele fundou com o objetivo de reorganizar o conhecimento humano e que teve grande influência no Brasil. Comte também é considerado o grande sistematizador da sociologia. Seus argumentos favoreciam o planejamento social, que para ele reverteria no bem estar do indivíduo ( hoje um assunto muito atual) Fonte: FERRARI, Márcio. Auguste Comte, o homem que quis dar ordem ao mundo, 2008. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/186/auguste-comte-pensador-frances-pai-positivismo#. Acesso em: 17 ago. 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA “A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios, sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento, que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.” Émile Durkheim #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao final desta unidade I, compreendemos que os indivíduos precisam entender que ninguém vive isolado, uma sociedade só se move e desenvolve quando todos participam, principalmente nas decisões que alteram o rumo de uma sociedade. Quando não há envolvimento, todas as imposições precisam ser acatadas, pois, subentendem que foram aceitas por todos. A sociedade vive em constantes mudanças, pois, está envolta por grupos sociais, étnicos, culturais, religiosos, diversos, portanto, conceitos, princípios diversos, que geram conflitos não apenas de ideias, mas de interesses. Os estudos sociológicos têm essa premissa, estudar os grupos e os indivíduos pertencentes a eles, seus comportamentos (positivos e negativos) e direcionar estratégias para alterar, dar caminhos para uma trajetória benéfica para a sociedade em si, tendo suporte de outras áreas das Ciências Sociais como a Antropologia, Ciência Política e áreas humanas como Psicologia, Psicanálise, Filosofia entre outros. O ensino de Sociologia nas instituições educativas, tem a premissa de acordo com as diretrizes traçadas, propiciando aos alunos uma conduta de posicionamento crítico e construtivo. O caminho para construção de uma sociedade, não digo justa, mas igualitária, só pode ser por intermédio do conhecimento. Ao professor cabe a destreza de compreender que aprender e ensinar, não está associado apenas na conduta do aluno, mas o professor a busca incessante de novas aprendizagens são cruciais, a pesquisa, o enriquecimento profissional. O exemplo, o entusiasmo se propaga, essa troca entre professor e aluno, é um ponto que favorece a aprendizagem de forma significativa. Conseguimos entender com as teorias dos clássicos, que tudo se adapta, tudo se renova. Os conceitos aplicados em épocas passadas, de alguma maneira fazem muito sentido na atualidade, como a lei da mais valia, capitalismo, trabalho, mão-de-obra, e conforme o tempo vai passando atrelado a esses temas, surgem novos assuntos, consumismo, bullying, assédio, sobrecarga de trabalho, individualismo entre outras consequências propiciadas por uma sociedade carente de indivíduos pensantes. LEITURA COMPLEMENTAR ARTIGO 01 BORDALO, Karina Barbosa. O trabalho na Concepção de Marx. EDUCERE, Curitiba, XI Congresso Nacional de Educação, p. 22342-22352, 09/2013. https://educere.bruc.com.br/CD2013/pdf/13169_6614.pdf . Acesso: 13 set. 2021. Resumo: O artigo: o trabalho na concepção de Marx parte de minha pesquisa de Mestrado em Educação do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará traz para o centro das discussões a categoria trabalho docente, trazendo fundamentos do desenvolvimento do capitalismo no século XIX, tendo como referencial a concepção de Karl Marx, teórico e praticantepolítico que teve a sociedade capitalista com as suas relações entre capital e trabalho como objetos de estudo constituídos. Para a análise da relação de trabalho trago questões através do estudo bibliográfico em textos de Andery (2012), Antunes (1995), Manacorda (1996) e Oliveira (2006). E relacionando ao trabalho docente trago questões através do estudo bibliográfico em textos de Oliveira (2003), Paro (2002) e outros. O objetivo deste artigo é realizar um estudo do período histórico em que Marx desenvolveu a sua teoria, entendendo o desenvolvimento e a afirmação do capitalismo industrial no século XIX, as influências nas condições dos trabalhadores e os fatores que os levaram a serem concebidos como seres unilaterais para compreendermos o que Marx aponta como a necessidade de superação do capital alienador e trazer questões para o debate da interação do trabalhador docente na contemporaneidade. O trabalhador docente na contemporaneidade vive as conseqüências da relação capitalista, da globalização e das mudanças destas provenientes o que lhe causa muitas vezes uma sobrecarga de trabalho e sentimentos de desprofissionalização ao ter que assumir funções não específicas de sua formação acadêmica e profissão, além de ter que aumentar a carga horária e local de trabalho devido à desvalorização salarial. ARTIGO 02 SILVA, Ítalo Ramon Carvalho et al. Emile Durkheim: Vida, Obra e sua Contribuição para a Sociologia. Anais VIII Fórum Internacional de Pedagogia - FIPED... Campina Grande: Realize Editora, 2016. Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/25245 . Acesso em: 13 set. 2021 Resumo: O presente texto tem por objetivo analisar, a partir da obra “As regras do método sociológico” de Émile Durkheim, a especificidade do objeto de estudo da Sociologia por meio do fato social. Como estratégia metodológica fez-se uma análise qualitativa da obra em questão. Nesse sentido, em um primeiro momento, apresenta-se uma revisão de literatura acerca da vida e obra do autor, com a finalidade de perceber suas convicções filosóficas, políticas e sociais. Em um segundo momento analisa-se a contribuição de Durkheim para o entendimento do objeto de estudo da Sociologia a partir de seu conceito e das características do fato social. Conclui-se que, para Durkheim, a Sociologia compreende a ciência que analisa as particularidades da sociedade através da observação sistemática dos fatos sociais. Assim, os fatos sociais têm existência própria, externa aos indivíduos e que no interior de qualquer grupo ou sociedade existem formas padronizadas de conduta e pensamento baseadas na soma destas categorias. ARTIGO 03 JÚNIOR, João Alfredo Costa de Campos Melo. Burocracia e educação: uma análise a partir de Max Weber. Pensamento Plural. Pelotas, pgs.147-164, janeiro/junho,2010. http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/06/07.pdf Acesso em: 13 set. 2021 Resumo: Cabe a este texto elaborar uma reflexão acerca da burocracia e da educação, tendo como princípio norteador a sociologia compreensiva weberiana. A opção por Max Weber se revela a mais acertada devido à diversidade e à profundidade de sua produção intelectual, incluindo a questão da burocracia. A utilização de Weber servirá como instrumento preciso de análise conceitual sobre a temática aqui proposta. Certamente, o pensador foi um dos principais estudiosos da burocracia, tendo como palco privilegiado a Alemanha na época da Primeira Grande Guerra (1914-1918). É dentro desse fecundo arcabouço teórico que se pretende fazer algumas incursões sobre a educação e a burocracia, tendo com respaldo epistemológico Weber. LIVRO Título: Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber Autor: SELL, Carlos Eduardo. Editora: Vozes. Sinopse: Retrata concepções dos filósofos tão relevantes no contexto sociológico, Karl Marx economista e alemão, o sociólogo francês Émile Durkheim e o teórico político Max Weber, descrevendo a teoria sociológica, teoria política e a teoria da modernidade, conflitos que fazem parte de nossa realidade social, desencadeando em diferentes vertentes para se compreender e interpretar a sociedade. FILME/VÍDEO Título: Moonlight sob a Luz do Luar Ano: 2017. Sinopse: Este filme mostra o crescimento de um garoto negro na periferia de Miami, mas o contexto é semelhante ao que acontece no mundo todo, neste processo de desenvolvimento aprende como não cair em tentação no mundo do crime, das drogas. Mas aprende a viver em meios a uma sociedade que finge não existir problemas como estes acarretados pela desigualdade social, econômica e cultural. REFERÊNCIAS ANDERY, Maria Amélia Pie Abib; SÉRIO, Tereza Maria de Azevedo Pires. Há uma ordem imutável na natureza e o conhecimento a reflete: Augusto Comte (1798- 1857). In: ANDERY, Maria Amélia Pie Abib et al. Para Compreender a Ciência: uma perspectiva histórica. 16ª ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2012. ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. Martins Fontes, 2000. COMTE, Auguste. Discurso sobre o espírito positivo:ordem e progresso. Porto Alegre: Globo; São Paulo: USP, 1978. DURKHEIM, E. O suicidio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000. DURKHEIM, E. et al. Introdução ao pensamento sociológico. São Paulo: Centauro, 2001. (Coletânea de textos). DURKHEIM, E. Da divisão de trabalho social 3.ed. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008. FERREIRA Neto, Ney Jansen. Escola, ensino de sociologia e políticas educacionais. Curitiba: InterSaberes, 2019. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 17 ago. 2021. GALLIANO, G.A. Introdução à Sociologia. SP: Harper e Row do Brasil, 1981. GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora Unesp, 1990. MARX, K. La guerra civil en Francia. In: MARX, K.; ENGELS, F. Obras escojidas Versión de Editorial Progreso. Cubierta de César Bobis Tomo I. Madrid: Editorial Ayuso, 1975. MARX, K. O capital Livro III, Tomo II. Tradução de Regis Barbosa e Flavio R. Kothe. São Paulo: Abril Cultural, 1985. (Coleção Os Economistas). NOVAIS, Carlos Eduardo. Capitalismo para principiantes. São Paulo: Ática,1983. QUINTANEIRO, T. Um toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG,1996. TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia da Educação. São Paulo: Atual, 1997. WEBER, Max. Economia e Sociedade. 4.ed. Brasília: UnB, 2000.. V.1. WEBER, Max. Economia e Sociedade: Fundamentos da sociologia compreensiva. 2. Vol. Trad. Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa São Paulo: Editora UnB, Imprensa Oficial, 2004. WEBER, Max Ciência e Política: duas vocações. 18. ed. São Paulo: Cultrix, 2011. UNIDADE II DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA. Professor Mestre Jorge Alberto de Figueiredo Plano de Estudo: ● Repensar a Educação: Uma Reconstrução da Sociedade; ● Lei de Diretrizes e Bases da Educação; ● Diretrizes Curriculares Nacionais; ● Parâmetros Curriculares Nacionais. Objetivos de Aprendizagem: ● Compreender a relevância da fundamentação teórica sobre as Leis que regem a educação brasileira; ● Conhecer os documentos educacionais que regem a base estrutural e organizacional dos componentes curriculares; ● Aprimorar os conhecimentos que orientam o Ensino de Sociologia. INTRODUÇÃO Prezado (a) aluno (a), como tudo que fazemos em nosso cotidiano, estudar não é diferente, aprendemos em cada momento, nos aprimoramos, uma constante evolução, claro que cada uma da sua maneira, porque temos ritmos totalmente diferentes, o importante é que cada um de nós possamos descobrir qual o nosso ritmo e nos possibilitar crescer intelectualmente. Issome faz mediar a você a refletir: “Com a experiência de vida que tem hoje, você mudaria algumas coisas em seu passado?”. Muitos devem ter dito que sim e até mesmo vislumbrar mentalmente quais seriam as mudanças. Entretanto chamo atenção para que compreendam que as nossas ações estão ligadas ao conhecimento que temos no momento. Ter uma visão sociológica é compreender a sociedade e as pessoas que nela estão inseridas. O que denota a extrema importância deste estudo. Atualmente vivemos conflitos ideológicos, religiosos, culturais, sociais e econômicos, justamente pela falta de compreensão que estamos em um mundo globalizado e as ideias devem ser respeitadas. Com o propósito de enriquecermos com as experiências dos outros e aprimorar as nossas experiências. Bem, o que isso tem a ver com o cenário educacional? Simples, o processo foi sendo estruturado com base no momento, assim, não podemos julgar sem ter um conhecimento do contexto histórico da época. Dessa forma o estudo desta unidade II irá proporcionar a você, um entendimento da evolução do sistema educacional brasileiro por meio do que você aprendeu na Unidade I, consolidando nossa aprendizagem nesta unidade que se baseia principalmente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Diretrizes Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais, Base Nacional Comum Curricular de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Orientações Curriculares para o Ensino de Sociologia. 1 REPENSAR A EDUCAÇÃO: UMA RECONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE Ao aprender sobre a história da Sociologia e sua relevância enquanto disciplina escolar, é fundamental refletirmos sobre alguns pontos para seguir com mais conhecimentos que se agregam ao grande quebra-cabeça do sistema educacional e assim possibilitar uma análise crítica e construtiva, sobre as diretrizes legais para a implementação e permanência da disciplina no ambiente institucional. A Sociologia, que está inserida na área de Ciências Sociais, é crucial na atualidade, pois, estamos vivenciando momentos de grandes mudanças em todas as esferas: sociais, culturais, econômicas, educacionais e religiosas. Esta disciplina tem como um dos objetivos estudar a conduta das pessoas, tendo como base de pesquisa o meio e forma em que se conectam independente dos padrões sociais e instituições. Também uma das suas características além da descrita acima é contribuir levantando problemas, questões, conflitos, para que outras ciências tais como: Ciência política que estuda os sistemas políticos quais estão intrínsecos às relações de poder.... a Antropologia que pesquisa o homem e a humanidade pautada nas questões culturais e econômicas. E a sociologia propriamente dita que pesquisa os relacionamentos sociais existentes em uma sociedade, para que possam direcionar propostas com o intuito de melhorar a sociedade. Podemos então aqui, destacar que há várias evidências que denotam a necessidade de refletir sobre o momento qual estamos inseridos, deixemos de lado nossas escolhas pessoais enquanto política e religião para que possamos ter um olhar objetivando construir conceitos, ideias para agregar valor ao nosso cotidiano. Você também acredita na frase: “Este mundo não tem mais jeito?” Se você dizer que sim, compreendo, pois, muitas vezes nos sentimos cansados de remar contra a maré, de gerar expectativas que não condiz com nossa realidade. Mas se você acredita que há uma oportunidade de mudança, compartilho da sua opinião. O que há em muitas situações são valores morais e intelectuais que para muitos estão perdidos, momentos gritantes de individualidade e uma banalização de tudo o que achávamos correto. Primeiramente o conhecimento é o que fará toda a diferença para uma mudança significativa. Apenas diferencie conhecimento de informação, pois, o primeiro é pautado em estudos, pesquisas e o segundo é o vemos por exemplo nas redes sociais, quais nem tudo é verdade, mas estratégias do sistema capitalista para alcançar seus objetivos, nos usando como “massa de manobra”. De forma relevante a sociologia tem o papel de buscar argumentos para compreender as ações e reações que acontecem no mundo, para solucionar ou mediar problemas que possam acometer gerações futuras. Um exemplo bem preciso, que podemos considerar é quando você busca conhecer sua árvore genealógica, seus antepassados, sua história, neste contexto compreendendo o passado, o presente fica consistente e estruturado e consequentemente seu futuro também será. Assim fica claro como a sociologia, age, e quantos campos para serem investigados, vivemos em uma comunidade gigante e com grandes diferenças, para que possamos viver de forma harmônica é fundamental o conhecimento e sistematicamente o respeito. Pensando assim, cada indivíduo não pode agir da maneira que bem entendemos, viver em sociedade é respeitar regras e normas, ao construirmos coletivamente condutas, leis, diretrizes, ações estamos pensando de forma conjunta, coletiva e agregando valor a todos de maneira substancial. Educacionalmente não foi diferente, veremos na sequência de nossa unidade como de forma lenta, porém, concreta as leis foram sendo criadas oportunizando a todos o direito de igualdade. E aos poucos a evolução ao que se refere em destacar o aluno, como fonte central do processo de aprendizagem. 2 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO As transformações no cenário educacional na maioria das vezes aconteceram de maneira imposta, reformas, ementas, leis e diretrizes vinculadas ao modismo ou modelos de países com realidades completamente diferentes, sem considerar detalhes cruciais, como questões sociais, culturais, econômicas entre muitas outras. No meio destas mudanças o professor era induzido a aplicar práticas, teorias quais não tinha qualificação e tão pouco entendimento e quando se agregava valor e tenacidade às novas imposições, novas mudanças educacionais surgiam. Você assim como eu, sabemos que atravessamos um momento educacional diferente e muito importante, a tecnologia nunca se fez tão necessária. Mas as instituições educativas estavam preparadas? Sabemos que não, mas a educação é exatamente isso, uma novidade a cada dia e precisamos aprender a lidar com as mudanças e adaptar-se, buscar novas aprendizagens para evoluirmos. Mas a escola no que refere a parte estrutural e a parte humana não estava pronta e tão pouco está, para atender uma demanda de aulas a distância, isso quando pensamos em Educação Infantil e Educação Básica Anos Iniciais. A política e a economia estão sendo a base de tantas mudanças no mundo, evidentemente que a pandemia, trouxe a urgência de se reinventar formas de manter o funcionamento da forma mais normal possível. Há muitos interesses em manter uma sociedade alienada. A disciplina de Sociologia era inserida e retirada do ensino básico, e sempre estava relacionada aos acontecimentos políticos. Na Reforma de Rocha Vaz em 1925 o ensino desta importante disciplina foi inserida nas escolas secundárias. Em 1931 houve a Reforma Francisco Campos, entretanto a disciplina foi mantida até 1942, porém com a Reforma Capanema sua obrigatoriedade é retirada. É importante destacar que esta Reforma organizou o currículo do ensino secundário brasileiro. Estabelecendo em dois ciclos, ação inovadora para aquele momento histórico. O primeiro era o ginásio com a durabilidade de quatro anos e agregava três áreas significativas: Línguas (Português, latim, Inglês e Francês), Ciências (Matemática, Ciências Naturais, História Geral, História do Brasil, Geografia geral e Geografia do Brasil); Artes (Trabalhos Manuais, Desenho e Canto Orfeônico). O segundo ciclo resultava na modalidade clássica ou científica, ambas com o tempo de finalização de trêsanos. A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei de nº 4024/61 teve o intuito de alterar os conteúdos, propostas e metodologias com o intuito de desenvolver o espírito crítico, desta maneira os indivíduos seriam impulsionados a pensar de forma coerente, reflexiva e lógica, para ser capaz de tomar decisões, se posicionar mediante os fatos e acontecimentos, pautada em conhecimento de causa. Porém em 1964 a Ditadura Militar, surge e direcionava novos rumos para o sistema educacional brasileiro a sociologia foi retirada definitivamente do currículo escolar de nível secundário. A Lei das Diretrizes e Base da Educação Nacional – Lei nº 5.692/71, desperta em seus direcionamentos a ênfase do desenvolvimento do espírito crítico, cidadania, formação de trabalhadores, tais características pressupunha ser uma proposta para a melhoria da economia do país. Mas as disciplinas científicas tiveram caráter profissionalizante, ou seja, contrárias à proposta curricular (BRASIL, 1971), configurando uma desigualdade educacional e consequente social. Reconhece que a cultura deixa de ser unitária e se bifurca em duas metades contraditórias. Uma delas representada no seleto grupo de letrados que se apropriam do aspecto subjetivo da cultura tornando-se dona das ideias e do conhecimento, enquanto a outra, afastada da esfera ideal da cultura, recebe as funções operativas e, no máximo, uma “instrução básica (PINTO, 1979, p.13). A constituição brasileira de 1988 impulsionou a necessidade da reconstrução de uma nova LDB, resultando na Lei nº 9.394/96 que em seus § 1º e 2º, estabelece que toda articulação educacional deve estar relacionada ao mundo do trabalho e à vida em sociedade (BRASIL,1996), o que traduziria no desenvolvimento do potencial de cada ser humano, para a melhoria da sua vida em particular bem como para a coletividade. A Educação neste momento se solidifica em três bases: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. Neste contexto a sociologia reaparece, mas como uma disciplina obrigatória, entretanto a Lei nº 11.684 de 2008, altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio, passando a ser obrigatório, tenho um potencial pautado em lei e inserido nas disciplinas do ensino básico e assim foi sendo agregado suas especificidades em documentos norteadores quais embasam não apenas os conteúdos a serem trabalhados mas as metodologias serem utilizadas. A Lei 9.349/96 tem como premissa ao Ensino Médio direcionar para que o aluno tenha pleno conhecimento sobre a cidadania e faça uso de suas ações. Os objetivos da Sociologia nesta etapa de ensino é contribuir para a investigação, identificação, descrição, classificação e interpretação da vida em sociedade podendo assim compreender a realidade social que rodeia. 3 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS No contexto da Educação Básica é crucial entendermos a relevância da individualidade no que se refere às diferenças, entretanto, socialmente compreendemos que cada qual, atua de acordo com seu conhecimento, suas experiências de vida, assim se remete ao trabalho formativo na escola pública. Conseguir perceber no aluno, mais que um número na chamada e sim um ser capaz de mudar o espaço que está inserido de forma positiva, caso seja dado oportunidades. Todas as reflexões das Diretrizes Curriculares Nacionais tem a vertente de propor a construção de uma sociedade justa e igualitária. Você deve estar se questionando se isso é possível! De acordo com esta afirmativa podemos entender que é possível: “Todos os envolvidos na educação Básica, advindas de classe sociais e culturais, devem ter acesso ao conhecimento, produzido pela humanidade, que na escola é transmitido pelos conteúdos das disciplinas” (FRIGOTTO, 2004, p. 25). O ensino tradicional, momento em que o professor é o centro do processo ensino- aprendizagem, se desloca a centralidade para o aluno. Os conteúdos antes fragmentados necessitam ser articulados para ser contextualizados e conectar-se de forma interdisciplinar com as demais disciplinas. As propostas visam proporcionar conhecimento a ponto de que o indivíduo consiga se posicionar diante de tantas contradições sociais, culturais, políticas e econômicas. Uma das formas de oportunizar a igualdade é diversificando as práticas pedagógicas em sala de aula, alcançando uma aprendizagem ampla, respeitando o tempo de cada aluno para a aquisição do conhecimento, bem como as diferentes formas que cada aluno tem para aprender. Vale ressaltar que todo aluno aprende, independentemente de sua classe social e/ou econômica. No decorrer da Unidade 4 falaremos mais sobre essas ações. Assim é preciso compreender que em um currículo escolar há um direcionamento sobre o que deve ser trabalhado. Eu reflito da seguinte maneira: nenhum conteúdo pode ser retirado, mas de acordo com o momento histórico deve ser acrescentado e paralelamente inserir propostas pedagógicas coerentes. O currículo pressupõe que deva conter: [...] os aspectos intelectuais, físicos, emocionais e sociais são importantes no desenvolvimento da vida do indivíduo, levando em conta, além disso, que terão de ser objeto de tratamentos coerentes para que se consigam finalidades tão diversas, ter-se-á que ponderar, como consequência inevitável, os aspectos metodológicos do ensino, já que destes depende a consecução de muitas dessas finalidades e não de conteúdos estritos de ensino. Desde então, a metodologia e a importância da experiência estão ligadas indissoluvelmente ao conceito de currículo. O importante do currículo é a experiência, a recriação da cultura em termos de vivências, a provocação de situações problemáticas [...] (SACRISTÁN, 2000, p. 41). Você precisa compreender que as concepções das diretrizes não são inovadoras, pois, as discussões para que as mudanças ocorressem são antigas, antes de concluir as diretrizes, surgiu o Currículo Básico, ou seja, o aprimoramento desses estudos, um grande fator de relevância é o destaque para as concepções científicas, filosóficas e artísticas objetivando enaltecer as todas as disciplinas. As diretrizes transcorrem na perspectiva histórica e crítica para estruturação dos conteúdos disciplinares, pois, embora sejam diferentes em alguns aspectos se sistematizam nos quesitos epistemológicos e cognitivos esses princípios, são significativos por direcionar conhecimento para os alunos para a vida sistematizados pela prática social. O que resultaria para o aluno a formação necessária para o embate diário com o intuito de transformações nas esferas sociais, econômicas, políticas e culturais do momento vivido. A escola precisa mediar momentos de discussão e diálogo sobre os conhecimentos sistematizados e o popular. A importância dos conteúdos e da atuação do professor, não apenas em sua prática educativa, mas na produção de seu plano de ensino. Os conteúdos passaram a ser estruturados, pois, com os temas transversais existentes na década de 1990 os mesmos ficaram fragmentados e incoerentes. Assim… Sem conteúdo não há ensino, qualquer projeto educativo acaba se concretizando na aspiração de conseguir alguns efeitos nos sujeitos que se educam. Referindo-se estas afirmações ao tratamento científico do ensino, pode- se dizer que sem formalizar os problemas relativos aos conteúdos não existe discurso rigoroso nem científico sobre o ensino, porque estaríamos falando de uma atividade vazia ou com significado à margem do para que serve (SACRISTÁN, 2000, p. 46). A sociologia é intrigante, nos impulsiona a sanar curiosidades e direcionar condições para melhorar, amenizar ou até mesmo solucionar conflitosexistentes. Sempre de forma crítica e racional, sendo capaz de observar a realidade sem deixar ser influenciado pelas dificuldades ou obscuridades acarretadas pelo sistema capitalista. Você é influenciado pelo sistema capitalista? Eu posso afirmar de alguma forma que todos nós somos grandes influenciados. E um dos grandes responsáveis por essa influência são as redes sociais. Muitas vezes nem precisamos, daquela roupa, sapato, carro, smartphone, entre outros exemplos, adquirimos. Tudo é pensado para atrair esse consumidor impulsivo, desde as cores dos estabelecimentos até as organizações das gôndolas em um supermercado. Consumismo. Esse é um assunto que em sala de aula rende discussões importantíssimas. Na proposta das Diretrizes Curriculares a temática das Ciências Sociais, qual a Sociologia é protagonista e propõem que os conteúdos sejam estruturados de forma a explicar os fenômenos sociais, que nada mais são que conceitos que fundamentam a realidade e todas as suas consequências. Apresentando alguns pontos cruciais, quais o professor do ensino Médio deve estar atento ao aprender e ao ensinar a Sociologia sendo eles: problemas teóricos, problemas metodológicos e pedagógicos. Os conteúdos estruturantes propostos estão envoltos da seguinte forma: ● O processo de socialização e as instituições sociais; ● Cultura e indústria Cultural; ● Trabalho produção e classes sociais; ● Poder politico e ideologia; ● Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais Portanto fica explícito que: Quando o aluno compreende que os cheiros, os gestos, as gírias, as tensões e conflitos, as lágrimas e alegrias, enfim, o drama concreto dos seus pares, é em grande medida resultante de uma configuração específica de seu mundo, então a Sociologia cumpriu sua finalidade pedagógica (SARANDY, 2001 p. 61). As Diretrizes Curriculares Nacionais voltadas para o Ensino Médio concretiza uma ação educativa, alicerçada pelo contexto estético, político e ético. Assim enriquece e dá um novo sentido ao documento do século XXI, da UNESCO, que tinha seus pilares educacionais voltados para o aprender a conhecer, no aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Forte educação humanista, trazendo em seus princípios atributos estéticos, político éticos. 4 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS Os Parâmetros Curriculares Nacionais tiveram seus estudos iniciais em 1996 com o intuito de aprimorar o currículo, sendo como embasamento um novo papel social, condizente com o momento histórico, passando por várias versões até o formato final. Além de produções específicas para os conhecimentos das disciplinas, também foi acrescido conhecimento das Ciências Humanas por serem consideradas fundamentais para o Ensino Médio, ofertando oportunidade para reflexões mais elaboradas tais como: Antropologia, Política, Direito, Economia e Psicologia. As inclusões desses conhecimentos caracterizam, ainda mais ensejo de que a aprendizagem tenha a integração e aplicabilidade no contexto diário do indivíduo para que aprenda seus direitos. Eu entendo que nesta intenção do documento há uma necessidade não apenas de aprender sobre os direitos, mas deveres que são também significativos no compromisso com o papel de cidadão. Bem nesse ponto o papel da interdisciplinaridade é necessário, pois os conhecimentos que foram adicionados tinham por caraterísticas trabalhar por meio de projetos ou outras práticas pedagógicas que denotem articulação e sistematização entre elas. Vamos compreender um pouco mais sobre interdisciplinaridade. Para Ivani Fazenda (1994), o conceito de interdisciplinaridade surgiu na Europa, mais especificamente na França e Itália, no início da década de 60. Foi gerado para ser resposta a reivindicações para um ensino voltado às questões de ordens social, política e econômica da época, conceituando que, com a integração dos conhecimentos, teria a possibilidade de resolver grandes problemas. No Brasil o assunto sobre interdisciplinaridade surgiu no final da década de 60, influenciando na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases 5.692/71. Desta forma, esse tema passou a fazer parte do cenário educacional brasileiro e intensificado com a LDB 9.394/96 e com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Para que haja uma prática interdisciplinar, o professor precisa se comprometer em fazer, com seriedade e compromisso, seu trabalho pedagógico. Com as experiências adquiridas, a escola se estrutura, descarta, faz recortes, constrói e desconstrói caminhos cada vez mais edificantes interdisciplinarmente. De acordo com Japiassu, “O objetivo utópico do interdisciplinar é a unidade do saber”, e vai mais longe, ao reconhecer que a “Interdisciplinaridade não é algo que se ensine ou que se aprenda, mas algo que se vive” e considera que “é fundamentalmente uma atitude de espírito. Atitude feita de curiosidade, de abertura, de sentido de aventura, de intuição das relações existentes entre as coisas e que escapam à observação comum” (JAPIASSU, 1979, p.15). A intencionalidade educativa é ensinar os morais e a ética, bem característicos do positivismo evidenciados em nossa bandeira nacional “ordem e progresso”. Você percebeu que as palavras, ética e moral são constantes em todo o momento histórico? E ao vivenciarmos situações tão discrepantes das condutas ideais tendo como parâmetro uma sociedade justa e igualitária, notoriamente entendemos a proposta e a necessidade da disciplina de Sociologia: a compreensão do homem em todas as suas artimanhas. A tecnologia passa a ser um recurso muito valorizado nas orientações dos PCNs, haja vista a crescente evolução deste meio em todos os setores, assim na educação não poderia ser diferente, analisando a ampliação de suas possibilidades enquanto recurso e/ou processo. Dos princípios que já discutimos, citado no documento da UNESCO, destacando seus quatro pilares, todas as competências e habilidades encontram-se permeadas por elas. Entretanto, quando falamos em aprender a conhecer, surge a necessidade da seguinte reflexão. Você sabe que a partir do momento em que aprendemos a nos conhecermos, simultaneamente sabemos nossos limites, o que nos prepara para cada ação conscientemente? Neste contexto, quando falamos deste pilar imediatamente devemos pensar na formação dos indivíduos pautada nas competências cognitivas, sócio-afetivas e psicomotoras que impulsionam a ampliação de suas habilidades. Para ficar claro vamos distinguir o que define competência e habilidade. Os dois conceitos estão interligados, a habilidade está intrinsecamente ligada ao saber fazer, são os conhecimentos que vão sendo adquiridos que lhe conduz a ter habilidade. As junções destas habilidades asseguram a execução de ações, condutas, porque suscitam na competência. Assim podemos entender que: Se aceitarmos que competência é uma capacidade de agir eficazmente num determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem se limitar a eles, é preciso que alunos e professores se conscientizem das suas capacidades individuais que melhor podem servir o processo cíclico de Aprendizagem-Ensino-Aprendizagem (PERRENOUD, 1999, p 7). Além disso: A construção de competências é inseparável da formação dos esquemas mentais que mobilizam os conhecimentos adquiridos, num determinado tempo ou circunstância. A mobilização dos diversos recursos cognitivos, numa determinada situação, assegura-se pela experiência vivenciada. O sujeito não consegue desenvolvê-la apenas com interiorização do conhecimento. É preciso internalizá-la buscando uma postura reflexiva, capaz de torná-la uma prática eficaz (FERREIRA, 2001, p. 48). O ensino de Sociologia no Ensino Médio está relacionado a sua maturidade, bem como seu ingresso ao mercado de trabalho, o que configura uma complexidade maiorem sua interação com o meio. O que configura a relevância das Ciências Sociais, neste momento. Pois a Sociologia, Antropologia e Política estão presentes em seu cotidiano. Estudamos na Unidade I, alguns pensadores Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim, suas teorias são muito atuais, há uma necessidade de incentivar estas discussões tendo em vista todas as crises, conflitos passados que se identificam com muitos acontecimentos atuais, tendo o indivíduo e a sociedade como princípio. Essa relação indivíduo e sociedade exemplifica o comportamento de uma pessoa, que desencadeia uma reação na sociedade, seja de forma positiva ou negativa, as divergências de pensamento, de conduta não devem causar desrespeito com o próximo, respeitar a opinião contrária do outro, não fere seus pensamentos, seus valores. As discussões, os embates que acometem os processos sociais, frutos do sistema capitalista, em ebulição com as dinâmicas políticas e econômicas, mobilizam muitas pessoas, as quais quanto críticas e conscientes contribui para a continuidade da ordem, alavancando o progresso, sequenciando mudanças sociais e significativas. [...] A leitura ocorre de forma natural, independente da aprendizagem escolar, sendo vital na interação no mundo em que vivemos, pois contribui para o crescimento intelectual, afastando a ignorância. Lobato afirma: “A novela popular pelo sistema antigo quer em folhetins de jornais quer em brochuras baratas está quase morta entre nós, onde, aliás, nunca teve grande desenvolvimento graças ao nosso fantástico analfabetismo”. E segue descrevendo que “A proporção nas capitais e no interior do país entre a novela vista e a lida será, talvez, de uma para mil” (LOBATO, 2009, p. 29). A família e o estado passam a ter novas posturas e papéis. Modelos familiares das mais diversas e o Estado também passa a ter direitos e deveres. E os indivíduos passam a cobrar do poder público, destacando por meio dos votos seu descontentamento ou sua aprovação. Façamos uma pausa! Você gosta de política? Até que ponto está envolvida (o)? Uns são mais apaixonados que outros pela política. Alguns até exageradamente. Mas todos nós vivemos em meio a política, nossa vida está interligada a ela, seja, no trabalho, na religião, em nosso dia-a-dia. Se ela faz parte tão contundente devemos estar atentos a isso. Sem intenções partidárias. Estamos falando de engajamento na sociedade ( que é política) que resulta em oportunidade de trabalho, de estudo, de avanços coletivos. SAIBA MAIS As competências gerais da Educação Básica e com as da área de Ciências Humanas do Ensino Fundamental, no Ensino Médio a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas deve garantir aos estudantes o desenvolvimento de competências específicas. Relacionadas a cada uma delas, são indicadas, posteriormente, habilidades a serem alcançadas nesta etapa. Seis são as competências que são descritas na Base Nacional Curricular Comum e cada uma delas explicita os objetivos orientando o professor para que compreenda as habilidades que devem ser desenvolvidas por meio de suas práticas pedagógicas para com o aluno. BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.2017. Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/historico/BNCC EnsinoMedio embaixa_site_110518.pdf. Acesso 26/08/2021. REFLITA Conhecer não é o ato através do qual um sujeito transformado em objeto, recebe dócil e passivamente os conteúdos que outro lhe dá ou lhe impõe. O conhecimento pelo contrário, exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer sua ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica invenção e reinvenção (FREIRE, 1985, p.7). #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS É notório como nosso conhecimento se amplia a cada dia, isso porque estamos inseridos em um contexto histórico que agrega valores a nossas ações. Aprendemos que a disciplina de Sociologia tem sua identidade na compreensão de como a sociedade se organiza, como ela age, tendo como o centro da observação o indivíduo, pois, ele insere nas questões sociais, religiosas, econômicas, culturais ofertando uma mobilização. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.2017 Nem sempre as mobilizações são positivas, devido às diferenças de opiniões, crenças e valores. Tudo se adapta conforme as necessidades. A Sociologia é uma ciência capaz de nortear pontos que precisam ser melhorados e por meio da pesquisa, do processo investigativo, surgem novas possibilidades essenciais para o homem, seja, trabalho, tecnologia, vivências em mais diversos grupos sociais ou políticos. Além disso, todas as informações e conhecimentos pautados nas questões sociológicas são fontes de pesquisa para outras ciências, tais como a Psicologia, Economia, Antropologia, Ciências entre outras. Incrível, mas a interdisciplinaridade acontece nestas trocas de informações o que impulsiona os estudos de forma mais organizada e concisa. Como a sociedade vive em constante mudança, para se manter atualizado diante das questões que as envolve, as leituras, os estudos devem ser sistêmicos e pontuais. Todos os dias algo se inova. O papel do professor é estar sempre atualizado, sobre as diretrizes bem como assuntos relevantes que estão em evidência, para que possa conciliar os conteúdos do currículo com a realidade cotidiana. Esses atributos contribui para que a aprendizagem fique mais intrigante, no sentido de despertar no aluno (a) a curiosidade, para a busca da pesquisa e concomitantemente construa suas próprias hipóteses, discuta com seus pares, pesquisa, elabore argumentos e refute caso necessário. Entretanto é prudente compreender que para o ensino de sociologia problematizar é preciso. Agir é necessário. LEITURA COMPLEMENTAR PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. http://pne.mec.gov.br. 2014. Disponível em: http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de- educacao-lei-n-13-005-2014. Acesso em: 13 set. 2021. Resumo: Plano Nacional de Educação, consequente da Lei nº 13.005/2014, expondo de forma detalhadas as 20 metas propostas para a educação, com vigência de 10 anos, na forma do Anexo, com vistas no cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição Federal. http://pne.mec.gov.br/ LIVRO Título: O Ensino de Sociologia e de Filosofia no Brasil Autor: Bodart, Cristiano das Neves. Editora: Café com Sociologia. Sinopse: O referido livro é uma obra construída por intermédio de estudos acadêmicos (pesquisas) e políticas, focando na importância do ensino de Sociologia, bem como da Filosofia. O mesmo é dividido em oito capítulos que expressam reflexões que facilitam a compreensão acerca do ensino desta disciplina, deste seu contexto histórico à reflexão sobre a ação docente. FILME/VÍDEO Título: Tempos Modernos Ano: 1936 Sinopse: Um trabalhador devido a mecanização em seu trabalho é levado à loucura. Passa por tratamento, mas sofre a consequência ficando desempregado. Decide recomeçar, é preso, acusado injustamente. Para manter sua família (suas irmãs), começa a praticar delitos. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em wwwp.fc.unesp.br/~lizanata/LDB%204024-61. BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5692.htm. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: Língua Portuguesa. Brasília: MECSEF, 1998. BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: Matemática. Brasília: MECSEF,1998. BRASIL. Parecer CNE/CP9/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília: MEC, 2001. BRASIL. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996, São Paulo: Saraiva, 1996. BODART, Cristiano das N. Prática de ensino de sociologia: as dificuldades dos professores alagoanos. Mediações, Londrina, v. 23 n. 2, p. 455-491, Mai./Ago. 2018. Disponível em:http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/download/30442/pdf. Acesso em: 13 set. 2021. FAZENDA,I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994. FERREIRA, Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. Gestão da Educação: impasses, perspectivas e compromissos. 2ª edição. São Paulo: Cortez, 2001. FERREIRA Neto, Ney Jansen. Escola, ensino de sociologia e políticas educacionais. Curitiba: InterSaberes, 2019. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 13 set. 2021. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 8ª edição Ed. Paz e Terra S/A, 1985. FRIGOTTO, G. Sujeitos e conhecimento: os sentidos do ensino médio. In FRIGOTTO, G. e CIAVATTA, M. Ensino Médio: ciência, cultura e trabalho. Brasília:MEC, SEMTEC, 2004. MONTEIRO, L. A Onda Verde. São Paulo: Globo, 2009: 18 ago. 2021. JAPIASSU, H. Prefácio. In: FAZENDA, I. C. A. (Org.). Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo: Loyola, 1979. PERRENOUD, Ph. (1999). Construir as Competências desde a Escola. Porto Alegre : Artmed Editora. PINTO, Álvaro Vieira. Ciência e Existência: problemas filosóficos da pesquisa científica. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Trad. Ernani F. da F. Rosa, Porto Alegre: Artmed, 2000. SARANDY, F. Reflexões acerca do sentido da sociologia no Ensino Médio. Revista Espaço Acadêmico, Vitória, ano 1, n. 5, out. 2001. WERNECK, H. Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata. Rio de Janeiro: DP&A, 1998. http://www.unige.ch/fapse/SSE/groups/life/livres/alpha/P/Perrenoud_1999_D.html UNIDADE III CAMPO DE PESQUISA SOBRE O ENSINO DE SOCIOLOGIA Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo Plano de Estudo: ● Pesquisa: Fonte de Aprimoramento Teórico; ● Tipos de Conhecimentos e Pesquisas; ● Pesquisa Científica e sua Construção: Aspectos Formadores de Habilidades e Competências, no Ensino de Sociologia; ● Orientações Curriculares para o Ensino de Sociologia. Objetivos de Aprendizagem: ● Destacar a necessidade de conhecimento teórico científico busca estrutura na pesquisa; ● Refletir sobre a relevância do aprofundamento científica para professor e aluno; ● Evidenciar alguns tipos de pesquisa e suas peculiaridades; ● Caracterizar a sociologia como uma ciência, pautada na pesquisa e suas áreas afins no campo das Ciências Sociais; ● Direcionar a pesquisa enquanto evolução social no Ensino de Sociologia. INTRODUÇÃO Olá prezado (a), aluno (a), a cada unidade um crescimento intelectual que nos impulsiona a buscar mais conhecimento, somos movidos pela curiosidade em querer entender além do que já sabemos. E aprender a viver em sociedade é fundamental ter em mente que, esta evolui a cada minuto, em todas as áreas. Claro que se compararmos com outros países, nos sentiremos imensamente atrasados, mas fundamentalmente o mais importante é não fazermos comparações, pois cada pessoa ou lugar possui seu contexto histórico. O que proporciona evolução é o aprimoramento teórico por meio de pesquisas, que são dados obtidos, por diversas formas, com o intuito de estudar inúmeras questões, quais as respostas são cruciais para adaptação da humanidade aos novos tempos. Para cada tipo de pergunta, há diferentes tipos de respostas, assim como as formas de pesquisa. Tudo depende do que necessariamente o pesquisador tem como objetivo. Quanto às inquietações sociológicas, as pesquisas tendem a analisar os comportamentos humanos, sejam eles positivos e negativos, para entender o pensamento humano e, sequencialmente, buscar respostas para direcionar o aprimoramento das falhas ou dos benefícios obtidos. Todas ou quase todas as criações de produtos, marcas, serviços partem das pesquisas, busca de perfil dos consumidores e quando essas criações são estruturadas em pesquisas. A pesquisa preenche uma lacuna que muitas vezes poderia nos remeter a erros. O conhecimento, alicerçado por teóricos, filósofos, sociólogos, ou seja, estudiosos preenche o quebra-cabeça, mesmo que seja provisório e com suas contribuições ajudam a melhorar o mundo. Você e eu com os estudos, com a pesquisa, podemos mudar nossas ações, mudar nossos contextos familiares ou compreender melhor e supostamente o meio qual estamos inseridos. Assim convido você a entender o que é pesquisa e a conhecer algumas formas de pesquisar 1 PESQUISA: FONTE DE APRIMORAMENTO TEÓRICO O estudo da sociologia nos remete a algumas palavras chaves: sociedade, evolução e transformação. Como aprendemos, este ramo das Ciências Sociais tem esse objetivo de estudar a sociedade e as pessoas que as inserem. A evolução das sociedades é muito visível e marcante. Podemos perceber que as evoluções são contundentes quando analisamos, músicas, desenhos, novelas, filmes, como mudaram. E as mudanças foram seguindo padrões de pensamentos e conhecimentos. Assim também é possível comparar, como era o processo de compra e venda de mercadorias, dando início às trocas pelo que se tinha (escambo), a chegar nas vendas, mercearias e hipermercados. A visão de comércio mudou. Nas escolas podemos fazer estas comparações, antes ensino embaixo de árvores, ou em locais possíveis, salas de aulas sem estruturas, quadro negro e giz e atualmente esta estrutura ainda permanece em alguns lugares, mas em outros a tecnologia se faz presente. As transformações são necessárias porque a cada evolução é substancial a modificações, para que de fato faça sentido. Para exemplificar, vamos pensar em você, quando vê suas fotos de quando era pequena (o), percebe-se sua mudança física e a mental foi acompanhando esse processo. Você foi evoluindo e suas alterações foram sendo construídas partindo de sua aprendizagem e sua ação na sociedade em seu meio. Tornando nossa vivência em uma eterna pesquisa, aprendemos com os erros e mudamos nossas direções. As pesquisas nas áreas de ensino podem ser elucidadas com esse exemplo das pesquisas em nossas vidas, para nosso crescimento, em todas as áreas são de suma relevância, não há, mudança sem pesquisa. As mesmas precisam ser atualizadas sistematicamente, pois, os resultados de pesquisas são confrontados a cada momento histórico. Uma área de atuação agrega valores à outra, conforme suas pesquisas. Podemos destacar a doença COVID-19, por intermédio das pesquisas descobriu-se os meios de contaminação, meios de proteção e formulações para a produção da vacina. Tudo concretizado pela pesquisa. Pesquisa é definida como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados (GIL, 2007, p.17). Para que toda pesquisa tenha seu devido respeito na sociedade, precisam ser sempre discutidas e expostas os resultados. Bem como o entrelaçar das áreas de conhecimento, que é fonte de crescimento para as transformações necessárias. Em falar em fontes, essa é outra questão que precisamos centralizarnossas condutas. Hoje temos uma gama enorme de informações. Todo cuidado é pouco, pois, nem sempre as informações são verídicas, ou seja, de fato científicas, com fundo de veracidade. Informação é diferente de conhecimento. Primeiro são bombardeadas pelas mídias sociais, que precisa ser filtrada, analisada e interpretada, sendo uma arma nas mãos de pessoas sem senso crítico, que além de não compreender o que está sendo informado, repassa os fragmentos da ignorância. O conhecimento é uma lapidação das informações, como o diamante que precisa ser lapidado, ou seja, limpo para ficar na essência de sua preciosidade, assim é o conhecimento. E quanto mais filtramos, mais enriquecimento intelectual temos. Para dar mais objetividade ao que estamos falando, pense em você, que assim como eu recebemos várias informações sobre nossas questões profissionais, nossa rede de amigos e de familiares, sendo necessário muitas vezes filtrar, lapidar as informações para evitar conflitos internos e externos. Quando entendemos sobre o assunto que estamos discutindo, o debate, o diálogo é produtivo e de alguma forma teremos acréscimos positivos ou para nossa vida ou em prol de outrem. Entretanto, a pesquisa não pode ser uma reprodução de estudos feitos, mas pode servir de apoio para busca de algo mais. Em determinadas áreas de pesquisa é fundamental compreender que não existe apenas uma resposta para tudo e que há diversos tipos de explicações para cada tipo de derivações problemáticas. Ressalto que para alguns casos o direcionamento das práticas de pesquisa são de cunho muito peculiar, diferenciando conforme características regionais, profissionais, culturais, sociais, econômicas, religiosas entre outras, isso porque inserido em cada item mencionado, cada instituição tem suas individualidades. Assim: Define-se metodologia de forma abrangente e concomitante (...) a) como a discussão epistemológica sobre o “caminho do pensamento” que o tema ou o objeto de investigação requer; b) como a apresentação adequada e justificada dos métodos, técnicas e dos instrumentos operativos que devem ser utilizados para as buscas relativas às indagações da investigação; c) e como a “criatividade do pesquisador”, ou seja, a sua marca pessoal e específica na forma de articular teoria, métodos, achados experimentais, observacionais ou de qualquer outro tipo específico de resposta às indagações específicas (MINAYO, 2007, p. 44). Há também que se pensar na dimensão da pesquisa, dentro do contexto metodológico e na parte intelectual para a compreensão clara e objetiva. Desde a Educação Básica, a pesquisa faz parte das práticas pedagógicas dos docentes, de maneira mediada e condizente ao conhecimento do indivíduo. Entretanto é importante salientar que embora o aluno no Ensino Médio tenha um conhecimento mais amplo, sendo essa a nossa expectativa, deparamos com uma realidade diferenciada. Pergunto a você: a pesquisa não deve ser uma prática, um recurso pedagógico nesta etapa de ensino? Com certeza a resposta é positiva. E a didática a ser aplicada para a pesquisa é que norteará um grande potencial de escolha. Quanto mais as etapas de ensino se aprofundam, mais a pesquisa deve ser mais elaborada e com propostas, cada vez mais significativas, ampliando os interesses e curiosidade dos alunos. Para que a pesquisa tenha seus propósitos alcançados, o professor precisa ter domínio teórico para "estudar". A pesquisa é um instrumento para compreender e explicar contextos sociais. No Ensino Médio a pesquisa pode ser direcionada no decorrer, antes ou depois das teorias, dos conceitos e temas. Vale relembrar que tudo está relacionado com seu objetivo. Os alunos podem pesquisar sem ter um conhecimento aprofundado do assunto ou pesquisar antes e mediar depois o conhecimento adquirido. Sempre em busca de problematizar, levantar hipóteses e refutar (descartar), caso seja preciso. Vejamos que: (...) o homem é, por natureza, um animal curioso. Desde que nasce interage com a natureza e os objetos à sua volta, interpretando o universo a partir das referências sociais e culturais do meio em que vive. Apropria-se do conhecimento através das sensações, que os seres e os fenômenos lhe transmitem. A partir dessas sensações elabora representações. Contudo essas representações, não constituem o objeto real. O objeto real existe independentemente de o homem o conhecer ou não. O conhecimento humano é na sua essência um esforço para resolver contradições, entre as representações do objeto e a realidade do mesmo. Assim, o conhecimento, dependendo da forma pela qual se chega a essa representação, pode ser classificado de popular (senso comum), teológico, mítico, filosófico e científico (FONSECA, 2002, p. 10). Essa prática de fundamentação teórica, que denominamos pesquisa, não poder fragmentada e solta, pautada apenas no senso comum. Precisa ser construída pensando no conteúdo a ser explorado do currículo. Articular com o conhecimento que os alunos já dominam planejar o ponto inicial do contexto qual será explicado, verificar qual estratégia será utilizada e determinar o objetivo final. E como avaliar o que os alunos aprenderam? Você sabe como avaliar a aprendizagem do seu aluno? E sua aprendizagem/conhecimento saberia dimensionar? Muito se explica com o parágrafo anterior, quando sabemos o conteúdo e qual o conhecimento que os alunos possuem, ao final desse processo as ideias e conceitos dos alunos deverão ter evoluído. Por certo que o sistema exige provas avaliativas, mas a casa discussão, a cada debate e conversa com o aluno, é perceptível seu amadurecimento pelas suas falas, sendo estas avaliações reais. O professor evolui da mesma forma, quanto mais estuda, mas se aprende. Diversificando suas estratégias e compreendendo a dinâmica de sala de aula, atuando muitas vezes com o improviso. Sim, improviso! Por mais que o plano de aula precise ser estruturado, pode surgir um assunto por parte dos alunos, interessante que seja preciso aproveitar ou uma situação social. A pesquisa sociológica tem critérios, padrões para que tenham resultados confiáveis e que tenham validade. Antes de iniciar uma pesquisa a elaboração do projeto é essencial, principalmente para que todos os envolvidos compreendam a dinamicidade do que está sendo proposto. Neste padrão de entendimento o aluno passa do senso comum, que seria os conhecimentos adquiridos no decorrer de sua experiência de vida, em que recorremos para resolver situações corriqueiras para aquisição de conhecimentos científicos produzidos por meio de pesquisa, fundamentações concretas que resolvem conflitos em conjunto com o senso comum. A ciências que busca de forma particular compreender o espaço que está ao nosso redor. Portanto: O conhecimento científico é produzido pela investigação científica, através de seus métodos. Resultante do aprimoramento do senso comum, o conhecimento científico tem sua origem nos seus procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. É um conhecimento objetivo, metódico, passível de demonstração e comprovação. O método científico permite a elaboração conceitual da realidade que se deseja verdadeira e impessoal, passível de ser submetida a testes de falseabilidade. Contudo, o conhecimento científico apresenta um caráter provisório, uma vez que pode ser continuamente testado, enriquecido e reformulado. Para que tal possa acontecer, deve ser de domínio público (FONSECA, 2002, p.11). Seguiremos nossos caminhos de aprendizagem, e na sequência veremos alguns tipos de conhecimentos e pesquisa, que irão respaldar o que a fundamentação teórica por meio da pesquisa nos proporciona. 2 TIPOS DE CONHECIMENTO E PESQUISAS Aprendemos o que é conhecimento e agora vamos aprender como é esse processo de construção. Não existem verdadesabsolutas, tudo é flexível, pois, o que é verdade para mim, pode não ser para você. O que nos diferencia, é como pensamos. Temos pontos de vista diferentes. No processo de construção de conhecimento, a ligação entre o sujeito e o problema a ser pesquisado, de certa forma parte de uma verdade e da realidade. Assim temos os conhecimentos assim definidos: empírico, teológico, científico e religioso. Tudo que observamos, que aplicamos para resolver algo pautado em nossa vivência é empírico, ou seja, o conhecimento que surge de nossas percepções e agimos de acordo com elas. A palavra empírico tem origem grega “emperikos”, para explicar as condutas médicas que eram praticadas baseadas nas experiências. Os erros nos conduzem a acertos, a formação de ideias; conceitos construídos pelo senso comum. É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. É o conhecimento do dia a dia, que se obtém pela experiência cotidiana. É espontâneo, focalista, sendo por isso considerado incompleto, carente de objetividade. Ocorre por meio do relacionamento diário do homem com as coisas. Não há a intenção e a preocupação de atingir o que o objeto contém além das aparências (TARTUCE, 2006, p. 6). O conhecimento filosófico, foi construído por contribuições de ideias, conceitos, pesquisas de muitos filósofos, podemos destacar alguns como Pitágoras, Sócrates, Platão, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Francis Bacon, Rousseau, Locke, Kant, Hegel, Marx entre outros. Cada qual com suas definições sobre o conhecimento filosófico, mas todos com contribuições muito importantes para reflexionar se, pois, o mesmo tem o objetivo de estudar a causalidade dos fatos, aprofundar no assunto. Partindo das hipóteses em busca de explicações exatas. Para esse conhecimento o raciocínio e a reflexão humana são cruciais. Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana (TARTUCE, 2006, p. 6). Quando falamos de conhecimento teológico, está ligada à aprendizagem que é produzida pela religiosidade de cada pessoa. Cada religião tem suas crenças, não tem como dizer se é verdadeiro ou não, de acordo com a fé, acreditamos no que temos em nossa formação. Alguns denominam também como conhecimento místico. Neste contexto há várias crenças: deus Sol, deusa Lua, outros acredita que o Universo e as estrelas são foco de espiritualidade, Deus. Da mesma forma textos sagrados tais como: Bíblia, Alcorão (Islã), Torá Judaica (Judeus), Livros dos Espíritos, Bhagavad- Gita (Indú), Mantras sagrados do Budismo entre outros. Em cada religião, pessoas que possuem o conhecimento das escrituras e/ou textos sagrados, repassam os conhecimentos, expõem suas regras e formam suas comunidades. O conhecimento científico obedece a padrões, critérios e métodos relacionados a observação, experimentação e a criticidade. Podemos relacionar alguns pensadores que iniciaram esse conhecimento tornando a potência que temos nos dias atuais quando falamos em Ciências: Galileu Galilei, Francis Bacon e René Descartes. A credibilidade do conhecimento científico se faz pelas suas características peculiares: observar cotidianamente para que as conclusões sejam confiáveis, experimentos controlados toda pesquisa é necessário rigor e que a experiência tenha foco e venha contribuir para a coletividade. E as probabilidades nas respostas, às constantes mudanças evidencia que não existe uma verdade absoluta, todo saber é provisório, mas o senso crítico é crucial para analisar não só os resultados, mas todo processo de pesquisa. O conhecimento científico é o resultado de grandes estudos, sempre de forma sistêmica e surge perante as necessidade, dúvidas em relação a diversos fatos, objetos e/ou situações. (...) o conhecimento científico exige demonstrações, submete-se à comprovação, ao teste. O senso comum representa a pedra fundamental do conhecimento humano e estrutura a captação do mundo empírico imediato, para se transformar posteriormente em um conteúdo elaborado que, por intermédio do bom senso, poderá conduzir às soluções de problemas mais complexos e comuns até as formas de solução metodicamente elaboradas e que compõe o proceder científico (TARTUCE, 2006, p. 8). Quando falamos em métodos precisamos compreender que a pesquisa é um processo detalhista, com o intuito de esmiuçar, conhecer e intervir de acordo com a realidade. De acordo com Tartuce (2006) segue no quadro abaixo alguns conceitos importantes para entendimento dos métodos científicos. Quadro 1 - Métodos Científicos - Definições FATOS Acontecem na realidade, independente de haver ou não quem os conheça. FENÔMENOS É a percepção que o observador tem do fato. Pessoas diversas podem observar no mesmo fato fenômenos diferentes, dependendo de seus paradigmas. PARADIGMAS Constituem-se em referenciais teóricos que servirão de orientação para a opção metodológica de investigação. Mesmo que os paradigmas sejam constituídos por construções teóricas, não há cisão entre teoria e a prática, ou entre a teoria e a lei científica. Portanto, um e outro coexistem gerando o que se pode denominar praxiologia. MÉTODO CIENTÍFICO É a expressão lógica do raciocínio associado à formulação de argumentos convincentes. Esses argumentos, uma vez apresentados, têm por finalidade informar, descrever ou persuadir um fato. Fonte: o autor, 2021. Para que as expressões lógicas tenham argumentações, estudiosos utilizam-se de algumas denominações, de acordo com Tartuce (2006), de acordo com o quadro: Quadro 2 - Denominações Lógicas Para Pesquisas TERMOS São palavras, declarações, significações convencionais que se referem a um objeto. CONCEITO É a representação, expressão e interiorização daquilo que a coisa é (compreensão das coisas). A idealização do objeto. O conceito é uma atividade mental que conduz um conhecimento, tornando não apenas compreensível essa pessoa ou essa coisa, mas todas as pessoas e coisas da mesma época. DEFINIÇÃO É a manifestação e apreensão dos elementos contidos no conceito, tratando de decidir em torno do que se duvida ou do que é ambivalente. Fonte: o autor, 2021. Inserido nos métodos científicos, há alguns métodos que se fazem importante conhecer para que ao definirmos que tipo de pesquisa, poderemos ter um olhar específico para cada um. Além disso, há uma grande diferença nas pesquisas relacionadas às Ciências Naturais e às Ciências Sociais, as metodologias se divergem, pois, o processo de pesquisa são distintos, bem como seus resultados. Quando pensamos em pesquisa, o método a ser utilizado é relevante e questionamentos referentes ao que vamos pesquisar: o que quero saber, por que quero compreender esse assunto, como posso obter esse conhecimento, e em que local essa pesquisa será mais significativa, isso se define como ações metodológicas. René Descartes (1596-1650) nos apresenta o Método Dedutivo, que começa de forma generalizada para o específico, seria um raciocínio lógico. Este tipo de método é mais utilizado nas áreas da Matemática e da Física. O Método Indutivo de acordo com Francis Bacon (1561-1626) é o meio mais confiável para concretizar as verdades dos fatos. Todo o conhecimento advém de experiências para este filósofo o Método Indutivo faz com que o homem sobressaia dando oportunidades sobre o meio que o cerca. Pois observando, chegamos a hipóteses que podem de acordo com as experiências serem descartadas ou não. Karl Popper enfatiza o Método Hipotético Dedutivo que segue uma esquematização: problemas, hipóteses,dedução de consequências observadas, tentativa de falseamento e corroboração. Diferente do Método Indutivo que busca sempre confirmar as hipóteses, o método Hipotético Dedutivo se estrutura nas evidências empíricas para refutá-las, ou seja, derrubar, contestar. Quando não há meios de refutar as hipóteses, a corroboração se instala, deixando estas hipóteses válidas até o momento que possa ser invalidada. 1) Não há nenhum método melhor do que o outro, o método, “caminho do pensamento”, ou seja, o bom método será sempre aquele capaz de conduzir o investigador a alcançar as respostas para suas perguntas, ou dizendo de outra forma, a desenvolver seu objeto, explicá lo ou compreendê-lo, dependendo de sua proposta (adequação do método ao problema de pesquisa); 2) Os números (uma das formas explicativas da realidade) são uma linguagem, assim como as categorias empíricas na abordagem qualitativa o são e cada abordagem pode ter seu espaço específico e adequado; 3) Entendendo que a questão central da cientificidade de cada uma delas é de outra ordem [...] a qualidade, tanto quantitativa quanto qualitativa depende da pertinência, relevância e uso adequado de todos os instrumentos (MINAYO, 2003, p. 118). 3 PESQUISA CIENTÍFICA E SUA CONSTRUÇÃO: ASPECTOS FORMADORES DE PARA HABILIDADES E COMPETÊNCIAS PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA Falarmos de pesquisa é algo que nos faz compreender o quanto as leituras ampliam nosso conhecimento, assim, ao pensar nos alunos do Ensino Médio é necessário ter em mente o nível e o tipo de leituras que fazem parte do seu contexto. Cada qual com sua preferência, não precisamos impor, mas direcionar, mediar a busca para esclarecer dúvidas ou questionamentos. Como disciplina escolar a Sociologia se fundamenta por meio da fundamentação teórica e metodológica construindo um campo científico, a leitura dos clássicos aos contemporâneos fazem com que o aluno compreenda algumas temáticas, e os insere nos problemas, com senso crítico consegue conceber as resoluções de acordo com as realidades, quais os fatos ocorreram. Não podemos exigir do aluno que ao final de sua etapa de ensino tenha adquirido suas competências e consequentemente suas habilidades, se no decorrer do processo não possibilitarmos este crescimento acadêmico e intelectual. Max Weber (2004) em suas discussões sempre enfatiza a importância do professor jamais impor suas opiniões, seus valores, cabe por meio do processo educativo, o aluno no decorrer do seu processo educativo aprender aliando a teoria e prática suas próprias opiniões. As propostas Curriculares de Sociologia tem a premissa de fomentar no aluno atitudes e ações praticadas de forma consciente e segura, pois, a reflexão faz parte das metodologias em sala de aula. Essa competência favorece que o indivíduo compreenda que tudo é questionável, discutível. As pessoas precisam participar mais dos acontecimentos sociais, quando mais se interage mais se fortalece intelectualmente e minimiza, as condutas tão perturbadoras em nossa sociedade, como preconceitos, bullying, doenças psicossomáticas causadas pela falta de empatia, brigas políticas pelo poder e não pelo povo entre tantos outras demandas. Assuntos temáticos serão trabalhados no decorrer do Ensino Médio, como fatos sociais; interações e relações sociais; instituições sociais; divisão social do trabalho e coexistência de formas diferentes em relação a sociedade de produção; classes, status e estratificação social; poder; cidadania; trabalho; formas de conflito, solidariedade e de cominação; estruturas sociais; padrões de mobilidade social; representações sociais e culturais; movimentos sociais; formas de organização do Estado e de regimes de governo; cultura de massa, consumo e cidadania; construção social de visões de mundo e utopias e muitos conteúdos que mostre o aluno desde o contexto histórico para adentrar momentos quais estamos vivenciando. Além destas temáticas o currículo comtempla elo interdisciplinar com olhar direcionado a socioantropológica, bem como assuntos clássicos e modernos por derivação da Ciência Politica, favorecendo a discussão de conteúdos importantes para que haja uma cultura de respeito e cidadania de forma justa e igualitária, tais como: sexualidade gênero; discriminação e intolerância; feminismo; igualdade racial. Luta dos direitos dos homossexuais; direito dos ambientalistas. A proposta curricular é bem objetiva, no primeiro ano do Ensino Médio os assuntos são direcionados de forma abrangente a sociologia e nos dois últimos anos a antropologia e Ciências Políticas. É possível compreender que há uma necessidade urgente de mudança no comportamento social, mas, as mudanças de hoje trarão resultados a longo prazo, mas de qualquer forma é preciso iniciar. Podemos dividir as competências e habilidades a serem desenvolvidas em eixos: representações e comunicação; investigação e compreensão; contextualização sócio-cultural. Cada eixo tem suas bases e as palavras: identificar; analisar; comparar; produzir; construir; compreender; valorizar; remete-nos à reflexão: Essas habilidades estão pautadas em verbos de ação. O aluno do ensino médio, precisa ser muito bem mediado para alcançar o conhecimento necessário para tal complexidade. Sim! Porque muitas vezes é necessário uma quebra de paradigma, daquilo que ele acredita ser verdade, para reconstruir uma nova forma de pensar e agir. No contexto das pesquisas existe uma variedade de tipos e são utilizadas de acordo com suas abordagens, natureza, objetivos e procedimentos. Como mostra o quadro com algumas possibilidades a seguir: Quadro 3 - Tipologias De Pesquisas E Metodologias Quanto à Abordagem Pesquisa Qualitativa Pesquisa Quantitativa Quanto à Natureza Pesquisa Básica Pesquisa Aplicada Quanto aos Objetivos Pesquisa Exploratória Pesquisa Descritiva Pesquisa Explicativa Quanto aos Procedimentos Pesquisa Experimental Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Documental Pesquisa de Levantamento Estudo de Caso Pesquisa-Ação Fonte: o autor, 2021. De maneira bem sucinta, mas coerente vamos conceituar cada pesquisa. A pesquisa qualitativa e quantitativa, tem seus pontos negativos e positivos e por isso se complementam. A primeira não está conectada a números mas a compreensão teórica da base do estudo, se aprofundando por meio da observar, entender e explicar. Quando falamos da pesquisa quantitativa temos o esclarecimento que: Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente (FONSECA, 2002, p.32). A Pesquisa Básica envolve interesses generalizados, amplos. A pesquisa aplicada busca conhecer algo específico singular. As pesquisas de acordo com objetivos, como a exploratória tem o intuito de saber detalhes, ter mais entendimento minucioso dos fatos, fazendo uso de recursos como entrevistas por exemplo. A pesquisa descritiva busca várias informações podendo ser estabelecidas por estudo de casos, análises documentais, neste sentido não há como observar, mas ouvir e analisar. A pesquisa explicativa como opróprio nome se refere explica o resultado da pesquisa. Portanto pode se fazer uma pesquisa de cunho descritiva e explicativa, após os resultados da primeira finaliza com a segunda de forma detalhada. Quanto às pesquisas de acordo com os procedimentos, todas permitem uma veracidade entre o que irá ser pesquisado e a realidade, e os resultados serão sempre refutáveis, mas cabíveis de serem utilizadas para melhorar o meio. A pesquisa experimental seleciona grupos de assuntos coincidentes, submete-os a tratamentos diferentes, verificando as variáveis estranhas e checando se as diferenças observadas nas respostas são estatisticamente significativas. [...] Os efeitos observados estão relacionados com as variações nos estímulos, pois o propósito da pesquisa experimental é apreender as relações de causa e efeito ao eliminar explicações conflitantes das descobertas realizadas (FONSECA, 2002, p. 38). A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos e páginas de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32). A pesquisa documental trilha os mesmos caminhos da pesquisa bibliográfica, não sendo fácil por vezes distingui-las. A pesquisa bibliográfica utiliza fontes constituídas por material já elaborado, constituído basicamente por livros e artigos científicos localizados em bibliotecas. A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas, sem tratamento analítico, tais como: tabelas estatísticas, jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas, vídeos de programas de televisão, etc. (FONSECA, 2002, p. 32). O Censo populacional constitui a única fonte de informação sobre a situação de vida da população nos municípios e localidades, são pesquisas de levantamentos. Os censos produzem informações imprescindíveis para a definição de políticas públicas estaduais e municipais e para a tomada de decisões de investimentos, sejam eles provenientes da iniciativa privada ou de qualquer nível de governo. Foram recenseados todos os moradores em domicílios particulares (permanentes e improvisados) e coletivos, na data de referência. Através de pesquisas mensais do comércio, da indústria e da agricultura, é possível recolher informações sobre o seu desempenho. A coleta de dados realiza-se em ambos os casos através de questionários ou entrevistas (FONSECA, 2002, p. 33). Um estudo de caso pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma unidade social. Visa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. O estudo de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva interpretativa, que procura compreender como é o mundo do ponto de vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa simplesmente apresentar uma perspectiva global, tanto quanto possível completa e coerente, do objeto de estudo do ponto de vista do investigador (FONSECA, 2002, p. 33). A pesquisa-ação pressupõe uma participação planejada do pesquisador na situação problemática a ser investigada. O processo de pesquisa recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar as realidades observadas, a partir da sua compreensão, conhecimento e compromisso para a ação dos elementos envolvidos na pesquisa (FONSECA, 2002, p. 35). O que mostramos foi um pouco do que o universo da pesquisa nos oferece. Existe muito mais, a cada nova necessidade de busca de conhecimento recorremos a esta prática pedagógica riquíssima, que se pensado de forma interdisciplinar, engloba a leitura e interpretação, raciocínio lógico e dedutivo, atenção, concentração, memória, articula o domínio da comunicação, oferecendo ao aluno a capacidade de transformação primordial para o Universo das Ciências Sociais. 4 ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA Para darmos andamento em nossos estudos, embora já falamos sobre currículo, eu quero que você entenda o que é um currículo e porque devemos seguir suas orientações. Se traçarmos um paralelo com nossa vida, as orientações servem sempre para nos conduzir para planos e ações melhores, isso quando orientados por pessoas certas, pautadas em experiências de vida e conhecimento. As orientações Curriculares possuem esse mesmo critério, nortear as propostas pedagógicas, os conteúdos para que o professor tenha base para construir seus planos de aula, pautada nas construções dos documentos que estruturam a disciplina, não apenas de Sociologia. Entretanto, conceituar currículo é uma tarefa um tanto conflituosa, por existir diversas opiniões. Mas o que todos compreendem é que o currículo direciona todo um trabalho pedagógico, fazendo constante esse na instituição educativa. De acordo com o latim, currículo “currere” que simboliza, rota, caminho. A escola é um ambiente onde os caminhos são os mais diversos, porque neste espaço, não há rotina, mas o currículo é uma referência. Todos os conteúdos e consequentemente, habilidades e competências estão inseridas nestas orientações é que o professor tem autonomia para seu trabalho pedagógico, seja interdisciplinar ou não. O que importa é que o currículo precisa ser dinâmico, buscar integrar os conteúdos à realidade e preparar o aluno para a convivência em um mundo tão globalizado. Assim descreve: A Base Nacional Comum Curricular se identificam na comunhão de princípios e valores que, orientam a Lei de Diretrizes e Bases e as Diretrizes Curriculares Nacionais. Dessa maneira, reconhecem que a educação tem compromisso com a formação e o desenvolvimento humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica (BRASIL, 2017). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que agrega conhecimentos cruciais para a aprendizagem dos alunos a fim de que progrida no decorrer da educação básica, tendo como objetivo que o aluno tenha conhecimento e competência para utilizar. Considerando os documentos que estudamos no decorrer desta Unidade II, embora as nomenclaturas se diversifiquem, as propostas são enriquecidas, melhoradas e estruturadas. Isso se confirma quando a BNCC reafirma a necessidade da formação escolar ser pautada nos princípios éticos, políticos e estéticos, então explicitados nas Diretrizes Nacionais da Educação Básica. Mas quando falamos da disciplina de Sociologia, sabemos que infelizmente ela é direcionada ao Ensino Médio, porém, todas as condutas na Educação Básica refletem de forma impactante nesta etapa de ensino. Quando neste mesmo documento sintetiza a relevância da educação brasileira ser integral objetivando a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, vemos a necessidade de repensar como a Sociologia poderia contribuir deste as etapas da Educação Básica que compreende Ensino fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano), alternando apenas as metodologias para que o assunto possa ser compreendido. Na Lei de Diretrizes e Bases é descrito o que cabe à União, por meio do Inciso IV do Artigo 9º:Estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996). Destacando assim, como o currículo precisa abranger conteúdos quais insere o aluno de forma globalizada, mas que deve inserir as questões locais, regionais, considerando também, na realidade social e individual de cada escola e consequentemente do aluno. Não existem escolas iguais, mesmo estando em uma mesma cidade, pois, cada bairro tem suas peculiaridades, econômicas, culturais, entre outras. Haja vista da necessidade de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014: Estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa (União, Estados, Distrito Federal e Município), diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direito e objetivos das aprendizagens e desenvolvimento dos (as) alunos (as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, respeitadas as diversidades regional, estadual e local (BRASIL, 2014) A BNCC e o currículo tem uma sistematização que interligam suas ações, que a cada etapa da Educação Básica deve ser construída de maneira sólida. Que se orientam em contextualização, tendo sempre um ponto de partida para que saiba como desenvolver-se nesse processo, ser muito flexível no sentido de retomar quantas vezes for necessário, buscando compreender a diversidade em sala de aula, precisando de esta forma ter instrumentos pedagógicos constantes. Manter o diálogo, as discussões em sala de aula que impulsiona a troca de informações e propicia conhecimento e o professor media esta ação. O trabalho na escola deve ser conjunto desde a direção ao agente de conservação, todos de alguma maneira engajado no processo de reflexão e aprendizagem. Na escola só compreende o que acontece quem se envolve nesta dinâmica, mandar, não te faz participante deste desenvolvimento é preciso interagir. Inserir a família como aliada, na integração escola e família, essa união fortalece o entendimento de que há responsabilidade de desenvolvimento do aluno, da comunidade de uma sociedade é de todos. Aprender que o aluno precisa ser estimulado para esse momento de adquirir novos conhecimentos, as redes sociais promovem estas opções o que faz com que o jovem fique tanto tempo a disposição destes aplicados, então, inteligente da parte do professor fazer uso desse recurso em prol da educação. Claro que para isso o professor precisa estar atento e em constante aprendizagem sobre essas ferramentas digitais, o que antes era tão cobrado, pandemia de maneira tão impetuosa nos fez reagir diante a tecnologia. O fato de estarmos preparados ou não, se as escolas em questões estruturais estão prontas, não será ponto de nossa discussão. Somos avaliados enquanto pessoas, profissionais, pais entre outros o tempo todo e a cada feedback crescemos, aprendemos, nos realizamos e traçamos novos rumos quando necessário. Com o currículo ofertando diretrizes tão coerentes, é necessário repensar na avaliação educacional, as “provas” quais os alunos tanto temem, esta por sua vez precisa ser vista como um meio, capaz de mudar o processo e fazer com que professor e aluno evoluam, o que canaliza muito o que retrata no livro de Hamiltom Werneck (1998) : “Se a boa Escola é a que Reprova: O Bom Hospital é o que Mata”. Na BNCC a disciplina de Sociologia está inserida na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, juntamente com as disciplinas de Filosofia, Geografia e História, “romper com a centralidade das disciplinas nos currículos e substituí-las por aspectos mais globalizados e que abranjam a complexidade das relações existentes entre os ramos da ciência no mundo real”, exposto este nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena (DCN, 2001, p. 183). Sua intencionalidade é aprofundar os conhecimentos adquiridos nas etapas educacionais anteriores. Pois no Ensino Médio o aluno tende a ter uma capacidade mais significativa para problematizar, levantar hipóteses e definir conceitos para protagonizar sua conduta juvenil. SAIBA MAIS Pesquisadores iniciantes, como é o caso dos estudantes de graduação e de pós- graduação lato sensu, geralmente realizam pesquisas de caráter exploratório. É preciso esclarecer que a exploração do fenômeno tem como objetivos desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias. Esse tipo de pesquisa é realizada especialmente quando há poucas informações disponíveis sobre o tema ao qual se relaciona o objeto de estudo. Justamente devido ao escasso conhecimento do assunto, o planejamento é flexível, de forma que os vários aspectos relativos ao fato possam ser considerados. A escassez de informações torna difícil a formulação de hipóteses, como requerem as pesquisas descritivas e explicativas. Na verdade, é sobre as pesquisas científicas que descrevem e explicam os fenômenos que você mais ouve falar. Fonte: DOXSEY J. R.; DE RIZ, J. Metodologia da pesquisa científica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil, 2002-2003. Apostila. #SAIBA MAIS# REFLITA (...) no início de uma pesquisa ou de um trabalho, o cenário é praticamente o mesmo: sabemos vagamente que queremos estudar tal ou tal problema, por exemplo, o desenvolvimento de uma região, o funcionamento de uma instituição, a introdução de novas tecnologias ou as atividades de uma associação, mas não sabemos muito bem como abordar a questão. Desejamos que o trabalho seja útil e que possamos chegar ao fim, mas temos o sentimento de nos perder antes mesmo de termos começado. O caos original não deve ser fonte de preocupação; ao contrário, ele é a marca de um espírito inquieto, que não alimenta simplismos e certezas já prontas. O problema é como sair disso. Fonte: QUIVY, R.; CAMPENHOUDT, L. V. Manuel de recherche en sciences sociales. Paris: Dunod, 1995. #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS As leituras que são necessárias para o progresso acadêmico, não pode e nem deve ser centrada em livros didáticos, as bibliografias clássicas e modernas, e as metodologias direcionadas para leitura e discussões são características de pesquisa e aprofundamento teórico. Talvez sua intencionalidade não seja ser professor, mas independente da sua formação contribui para influenciar as pessoas que fazem parte das instituições que você está inserida (o), trabalho, estudo, família. De qualquer forma, a importância da Sociologia, composta por conhecimentos Antropológicos e Políticos, reforça que para mudar o país, a nação, precisa mudar a concepção de cada um de nós em relação a nossos comportamentos. A mudança deve sempre começar por nós mesmos quando nos sentimos incomodados, nossas condutas geram exemplos, e exemplos movem uma multidão. Pensar no que queremos para o futuro, incluindo nosso querer para o presente, aqui e agora, é fundamental para entendermos todo o trajeto de nossas vidas. O caminhar, a visão de futuro se faz presente quando notamos que algo está fugindo do controle causando um caos social. Dependendo das situações podemos pensar que os problemas e conflitos estão longe de nós, mas na verdade estão mais próximos do que imaginamos, tudo o que ocorre no campo social, cultural, econômico, religioso, nos atinge direta ou indiretamente. Um exemplo, quando pensamos em conforto e bem estar, sem considerar até que ponto isso afeta o meio ambiente e pode influenciar nossa vida no futuro negativamente. O interessante de trabalhar a sociologia no Ensino Médio é justamente aguçar a curiosidade dos alunos, aumentar suas capacidades de discutir e fomentar o senso crítico, esses jovens,serão os adultos capazes de mudar o espaço em que vivem e recriar formas de convivência, qual a cidadania estará presente. Fundamentação teórica, leituras de clássicos a modernidade, pesquisa, são alicerces para a garantia de habilidades e competências em nossa sociedade tão fragilizada. LEITURA COMPLEMENTAR ARTIGO 01 DURKHEIM, E. As regras do Método Sociológico. 4º Ed. São Paulo: EDIPRO, 2012. Disponível em: https://resumodaobra.com/raymond-aron-emile-durkheim-geracao- passagem-seculo-regras-metodo-sociologico/. Acesso em: 25 ago. 2021. Resumo: No livro, As Regras do Método Sociológico, o objetivo de Durkheim é demonstrar que pode e deve existir uma sociologia objetiva e científica, tendo por objeto o fato social. Para que haja tal sociologia, duas coisas são necessárias: que seu objeto seja específico, distinguindo-se do objeto das outras ciências, e que possa ser observado e explicado de modo semelhante ao que acontece com os fatos observados pelas outras ciências. Esta dupla exigência leva às duas fórmulas que servem de fundamento para a metodologia de Durkheim: é preciso considerar os fatos sociais como coisas; a característica do fato social é que ele exerce uma coerção sobre os indivíduos. ARTIGO 02 MORRIS, CH,W. Mente, Self e Sociedade. 1º Ed. São Paulo: Editora: Ideias e Letras. Disponível em: https://www.amazon.com.br/Mente-Self-Sociedade-Charles- Morris/dp/857698069X. Acesso em: 25 ago. 2021. Resumo: Organizada por Charles W. Morris, esta importante obra traduzida para o português foi escrita a partir do ponto de vista de Geoge Herbert Mead, largamente reconhecido como um dos pragmatistas americanos mais brilhantes e originais. A obra aborda o cerne das posições de Mead a respeito da Psicologia Social, além de seu interesse nuclear pela gênese do self e a natureza da mente. LIVRO Título: Introdução À Pesquisa em Ciências Sociais: A Pesquisa Qualitativa Em Educação. Autor: TRIVINOS, Augusto Nibaldo S. Editora: Atlas Sinopse: Muito do que aprendemos se apresenta de forma mais aprofundada aos conhecimentos que norteiam a área de Ciências Sociais. Evidenciando as linhas de pensamento, direcionamentos metodológicos e resultados. Nos chama atenção o enredo que aproxima a relevância entre o intelectual e a teoria, estabelecidas pelas realidades, deixando claro que para situação uma análise e proposta diferente. E explica singularidades e divergências entre as teorias do Positivismo, Fenomenologia e Marxismo, valorizando no decorrer do livro a pesquisa qualitativa. FILME/VÍDEO Título: Estrelas Além do Tempo Ano: 2017 Sinopse: Uma contexto brilhante de mulheres negras que trilharam seu caminho em busca de um ideal, narra sobre a carreira de três mulheres negras, que em um momento conflituosa nos E.U.A (guerra fria), contribuíram para que o homem chegasse ao espaço, por meio da pesquisa e estudos em meio a problemas sociais de racismo, machismo. REFERÊNCIAS BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96). Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996. BRASIL. Parecer CNE/CP9/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília: MEC, 2001. BRASIL. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Ciências Humanas e suas Tecnologias. Brasília, DF, vol. 4, 1.2006. BRASIL. Lei Federal 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Brasília, DF, 25. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. DOXSEY J. R.; DE RIZ, J. Metodologia da pesquisa científica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil, 2002-2003. Apostila. FONSECA, J. J. S. Metodologia da Pesquisa Científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. GOULART, Debora Cristina; SOUZA, Davisson C. Cangussu de. Sociologia: Formação de Conceitos e Problematização de Políticas Sociais. São Paulo: Blucher, 2019. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 13 set. 2021. MINAYO, M. C. S.; MINAYO-GOMÉZ, C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. SOARES, David Gonçalves. A pesquisa como ferramenta de ensino em sociologia: sentidos, obstáculos e potencialidades em livros didáticos e em práticas docentes. Ciências Sociais Unisinos, v. 53, n. 2, p. 378-388, maio/ago 2017. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/ciencias_sociais/article/download/csu.2017.53.2.21/ 6239. Acesso em: 13 set. 2021. TARTUCE, T. J. A. Métodos de pesquisa. Fortaleza: UNICE – Ensino Superior, 2006. Apostila. TRIVINOS, Augusto Nibaldo S. Introdução À Pesquisa em Ciências Sociais: A Pesquisa Qualitativa Em Educação. Ed. Atlas: 1º ed.1987. WEBER, Max. Economia e Sociedade: Fundamentos da sociologia compreensiva. 2. Vol. Trad. Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa São Paulo: Editora UnB, Imprensa Oficial, 2004. UNIDADE IV PRÁTICAS DOCENTES E ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA. Professor Mestre: Jorge Alberto de Figueiredo Plano de Estudo: ● Práticas Docentes, Ética e Profissionalismo; ● Estratégias Didáticas e Pilares Pedagógicos; ● Ensino de Sociologia; ● Conteúdos Básicos e Estruturantes. Objetivos de Aprendizagem: ● Conhecer teoricamente sobre a importância das práticas docentes pautados nas diretrizes e nos pilares pedagógicos; ● Analisar a relevância da aplicabilidade das de diferentes estratégias didáticas, para atender as dinâmicas cotidianas relacionando com a integração curricular; ● Aprender quais são os Conteúdos Estruturantes do Ensino de Sociologia INTRODUÇÃO Prezado (a) aluno (a) chegamos ao início da última Unidade, aprendemos muito e consequentemente entendemos que a busca pela aprendizagem é tão constante e necessária, quanto às mudanças ao nosso redor. Ser um cidadão consciente e ativo é justamente ter conhecimento para se impor diante das dificuldades, das incompreensões e reverter os pontos negativos a nosso favor. Você sabe como? Aprendendo e se souber trabalhar de forma coletiva, além de aprender ensinar aos próximos. Quando nos deparamos com uma instituição chamada escola, a que se repensa em tudo e em todos. A educação de hoje é fruto de uma escola tradicional que com o passar dos anos veio se reinventando, como estudamos na Unidade II. Desta forma o aluno que encontraremos no Ensino Médio é o real, isso é importante destacar, porque vivemos em um mundo de expectativas. Esse novo aluno precisa aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, para isso, eu e você, precisamos vivenciar a escola, além do espaço de quatro paredes que ela nos oferece “a sala de aula”, pois, esse aluno tem história, tem uma bagagem qual precisa ser valorizada. E o professor precisa se preparar aprimorando suas estratégias pedagógicas, suas dinâmicas, ter o conhecimento do currículo e valorizar de forma interdisciplinar. E oportunizar ao aluno e a você professor as habilidades e competências quais são necessárias para uma Educação de fato essencial. Nessa premissa convido a você a ampliar nossos conceitos, contextualizar novas informações. Espero que você esteja disposto (a) a trilhar essas propostas 1 PRÁTICAS DOCENTES, ÉTICA E PROFISSIONALISMO É bem mais fácil tudo que aprendemos,quando sabemos a definição de cada palavra, para que no decorrer da aprendizagem saibamos exatamente nos posicionar, diante de diálogos que são transcorridos em nosso cotidiano. Vamos iniciar falando sobre práticas docentes, no primeiro momento parece algo muito simples, prática é ato ou efeito de praticar, que em muitos momentos passam a ser repetitivos e mecânicos. Mas no contexto escolar, a prática docente, precisa sistêmica e inovadora, mas eu vou explicar melhor. Acredito que como eu, você deve ter encontrado em sua caminhada de estudo, aquele professor que mantém seus materiais antigos, páginas amareladas, pois faz uso todos os anos. A prática docente é justamente o inverso. Em muitos momentos eu, darei um exemplo de minha prática preparava o conteúdo da semana, mas em sala aula, percebi a necessidade de acrescentar ou retirar algo, considerando o contexto social do momento. Você já vivenciou esse fato? Isso é ótimo, pois demonstra sua percepção com relação a sua turma e principalmente respeitando a individualidade de cada aluno. A prática docente é flexível, podemos e devemos mudar, adaptar sempre. Cada conteúdo proposto no currículo nos oferece a oportunidade de direcionar estratégias diversas, para que possamos abordá-los sempre dinamicamente e surpreender o aluno, pois, a curiosidade é o que impulsiona o aluno a querer aprender, o mesmo vale ao professor querer ensinar. Alguns docentes acreditam que os alunos do Ensino Médio são adultos, que realmente são, mas precisam de atenção tanto quanto os alunos da Educação Básica, ao que se refere oportunidade, aceitação, acolhimento, para que sinta pertencente ao lugar. O que comprovadamente evita, ausências, reprovações, desistências, conflitos e indisciplina. A oportunidade está relacionada não apenas estar matriculado, fazer parte de um número na chamada, mas oportunizar a ele o contato com os conteúdos de forma contextualizada, sendo muitas vezes prudente ensinar do micro para o macro, como já falamos anteriormente. A base de ensino não pode estar vinculada apenas ao livro didático, pois, geralmente ele trás uma visão contrária ao que acreditamos ser mais coerente, numa vertente de macro para micro. Desta forma o aluno demonstra desinteresse, mas por não entender sobre o assunto, e consequentemente dificuldade para expor suas opiniões. Se a proposta das diretrizes que regulamentam o ensino é que os jovens sejam atuantes para que possam se posicionar, diante de tantas contradições sociais, culturais, políticas e econômicas, o fator essencial é que ela aprenda a dialogar, discutir, expor suas ideias, compartilhar suas opiniões no coletivo para aprender a respeitar as diferenças, seja, elas no falar, no agir ou no pensar. Essa oportunidade em sala de aula fará toda a diferença para que o aluno consiga essa mesma propriedade no mercado de trabalho, em sua comunidade, na sociedade em sua vida diária. A aceitação é algo significativo, quando pensamos não apenas na questão intelectual, mas afetiva, que possuem características diferentes, entretanto estão interligadas. Você já se deparou em uma situação que habitualmente tem facilidade para realizar determinada ação e quando por alguma razão seu emocional não está bem, tudo aparenta ficar mais difícil? Até mesmo agir de forma lógica passa a ser árduo. Pois bem! Quando estamos bem emocionalmente, tudo se completa. Assim podemos afirmar que se o aluno sentir-se aceito, pelo grupo (por isso que se forma as denominadas “panelas”), são as afinidades, e esta aceitação precisa também ser recíproca entre professor e aluno. Na prática em sala de aula é bem complicado, conviver, estabelecer, um elo de ligação com alguns, devido a resistência. Mas é sempre importante lembrar que neste contexto o professor é o adulto desta relação e precisa mediar meios para que essa aceitação exista. Às vezes o próprio aluno não se aceita. Vale ressaltarmos que a Sociologia tem essa premissa, estudar a sociedade e os indivíduos que estão inseridos, que formam grupos com peculiaridades diferentes. Outro quesito que mencionamos é o acolhimento, digo que esta é uma ferramenta que faz entender quem é o aluno, sua história, e mais que isso, suas dificuldades diárias. Imagine você em sua sala de aula, repleta, e depois de muitos dias de ausência, entre o aluno. Que é recebido com a seguinte exclamativa: “Olha quem apareceu?”. Quando o momento era simplesmente para ser sintetizado com a seguinte afirmação: “Que bom que você veio. Sentimos sua falta!”. Isso é acolher! Com certeza, depois o aluno estará mais suscetível a conversar sobre as questões que o fizeram faltar. A prática docente não está contextualizada apenas no plano de ensino, mas em sua postura em sala de aula. Por falar em Plano de ensino o professor precisa ter conhecimento dos objetivos da escola, quais sempre estão pautados em suas Propostas Pedagógicas documento qual, descreve vários itens: o histórico da instituição, as divisões de suas estruturas físicas, os equipamentos quais fazem parte do Patrimônio da instituição, quantidades de funcionários, grades curriculares entre outras. O Regimento Escolar que estabelece as normas e regras para todos envolvidos na instituição: diretor, vice-diretor, pedagogos, docentes, alunos, pais de alunos, toda e qualquer ação punitiva ou diretiva, precisa estar incorporada a este documento para que tenha respaldo legal. Último e não menos importante o Plano de Ação da Gestão, qual tem suas propostas de trabalho, produzidas por intermédio das necessidades reais da escola, do aluno e da comunidade. O professor precisa saber ter entendimento dos referidos documentos para, entender a identidade da escola, saiba integrar a mesma. Ressalvo aqui, não um problema, mas algo que dificulta esta aprendizagem, pois, muitas vezes o professor precisa trabalhar em várias escolas, para sua subsistência e essas ações tão importantes acabam ficando para último plano. O profissionalismo pautado na ética é à base de todas as profissões. E quando falamos de professores tal fato é mais contundente, por sermos exemplos para os nossos alunos. Não há como ensinar algo que não praticamos. A ética está voltada para exercermos nossa função sempre pensando em nossos alunos e em suas participações na sociedade. Muitas vezes os alunos nos olham , nem sempre falam: “Quero ser igual esse professor(a)”, o que nos remete a grande responsabilidade de nossas ações. Li em vários lugares que aprender precisa ser gostoso, prazeroso. Você concorda com esta afirmativa? Eu creio que para quem realmente compreende a realidade de estar em sala de aula, ou se interessa em pesquisar sobre, compreender, que isso, não é totalmente verdade. Tanto o ato de aprender e de ensinar, tanto para professor e aluno, às vezes é desafiador e nos causa insegurança, assunto que veremos ao final desta unidade. Podemos assegurar que: A educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois, são as bases das competências do futuro. Simultaneamente, compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam as pessoas de ficarem submergidas nas ondas da informação, mais ou menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos. À educação cabe fornecer, de algum modo, os capazes de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele. (DELORS, 2003, p.92). Embora a Disciplina de Sociologia tenha suas diretrizes, pensar em prática docente nos remete a fundamentar nossas ações, em 1996 alguns especialistas do mundo, se uniram para produzir orientações acerca da educação. No livro Educação: um tesouro a descobrir, de JacquesDelors, aprendemos os quatro pilares da Educação e no transcorrer de nossos estudos entenderemos a singularidade com as diretrizes que norteiam as competências e as habilidades para os alunos do Ensino Médio especificamente. Um dos objetivos deste pesquisadores era reinventar maneiras de, estruturar e impulsionar a criatividade existente em todos ser humano, organizando quatro aprendizagens fundamentais, mas que se conectam e que precisam ser aprendidas e desenvolvidas ao longo de nossa existência. Sendo elas: Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros, aprender a ser. 2 ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS E PILARES PEDAGÓGICOS. Vimos até o presente momento sobre a prática docente, posturas profissionais essenciais. E demos início sobre os pilares da educação. É impossível pensar em estratégias didáticas, se não abandonarmos o ensino tradicional. O mundo vive em constante mudança, embora a educação não acompanhe o ritmo como deveria, não podemos negar que as mudanças ocorrem, vistos nas diretrizes que estudamos na Unidade II. Estratégias de acordo com o dicionário de Oxford Languages é um plano de ação projetado para atingir um objetivo específico. É certo que nosso objetivo maior é o aluno, sua aprendizagem, seu desenvolvimento. Tal fato nos remete a citação “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.” De Lewis Carroll.. Assim conceitua a estratégia sobre o aluno, entender o que eles (as) sabem sobre o assunto, para pensar em estratégias didáticas de como aplicar o conteúdo, sempre com o entendimento de qual habilidade e/ou competência quer que seja alcançado. A didática é como irá transmitir o conhecimento e como avaliar se o conceito foi aprendido. As estratégias didáticas para serem definidas devem ser consideradas o nível de conhecimento dos alunos, seu contexto social (para compreender quais recursos em casa eles possuem para integrar ao processo ensino aprendizagem), horário em que os mesmos estudam. Você já pensou que há realidades distintas em um Ensino Médio no período noturno dos demais? Muitos trabalham! E qual seu tempo para estudo, tarefas, trabalhos? Regras e normas de condutas podem ser estabelecidas pensando em estratégias, com o intuito de pertencimento, bem como os limites que determinam. A fundamentação teórica para os alunos é de suma importância, aliado a estratégias educacionais: Leituras textuais, aulas expositivas, seminários, trabalhos em grupos, a utilização da tecnologia (reportagens, documentários, filmes, imagens, músicas, gráficos, tabelas, palestras, etc), são inúmeros as dinâmicas que podem ser utilizadas. É fundamental compreender que nem sempre a mesma estratégia é bem sucedida em turmas diferentes mesmo sendo ano (séries) iguais, justamente devido a individualidade, as diferenças. As aulas expositivas são importantes, momento em que o professor media seus conhecimentos a toda a turma, mas para que esta prática tenha resultado significativo, a conversação, as discussões e debates são fundamentais. Só é possível manter essa dinâmica se os alunos tiverem a oportunidade de serem ouvidos e fazendo uso de suas respostas, o professor enriquece a teoria com sua fundamentação teórica. Os seminários momento em que os alunos apresentam para os demais e para o professor o que aprenderam deve ser um recurso, para potencializar o conhecimento. Mas nem todos tem habilidade para se comunicar, transmitir o que sabe, há que se ponderar nestes momentos, porque a avaliação é sistêmica, ou seja, tudo o que o aluno executa é avaliado. E o mesmo não pode ser prejudicado por sua timidez ou falta de habilidade de falar em público. Assim como os trabalhos em grupos, o professor precisa acompanhar estes momentos, infelizmente sabemos que nem todos de fato realizam as atividades propostas, o que pode sobrecarregar apenas alguns. Entretanto é importante esse momento entre os colegas, para que as ideias sejam expostas, assim a filosofia de vida de cada um fica mais evidenciada. O uso das inovações tecnológicas deve fazer parte do ensino, não há mais como estes recursos não serem usados ao nosso favor. Tudo que é exposto de forma mais atrativa, agrega mais valor e significado. O que não pode acontecer, e faz parte de uma realidade é tornar seminários, trabalhos em grupos, utilização de filmes para “matar” o tempo. Na educação o tempo é precioso. Quando mencionamos sobre a interdisciplinaridade, isso facilita o entendimento de usar recursos na disciplina de Sociologia que traga informações pertinentes aos conteúdos e que simultaneamente traga uma relação com outras disciplinas. Para que o aluno tenha uma visão que uma disciplina está interligada a outra, não uma fragmentação dos conteúdos e que todas as áreas de ensino tem suas considerações. Citei apenas algumas estratégias, existem inúmeras, e cada professor deve encontrar qual a mais adequada, considerando a turma, o momento. Mas é essencial em todas elas a preparação do professor, o estudo, para que não seja surpreendido com questões, assuntos que não domina. Entretanto, ninguém é obrigado a saber tudo! Quando não tiver a certeza da resposta, diga aos alunos, que buscará fontes confiáveis, para estudar a respeito. Pensamos em estratégias para serem aplicadas, mas concomitantemente, percebemos a importância de repensar juntamente com nossas práticas educacionais, o que o aluno necessita para viver em sua plenitude, para que o conhecimento não seja vazio, que tenha uma utilidade para sua vida diária. Vejamos então os pilares: Aprender a conhecer é uma maneira do indivíduo ter a visão de tudo que está a sua volta, este entendimento irá propiciar uma vida mais consciente o que influencia positivamente sua vida profissional e pessoal. Quanto mais aprende melhor para resolver nossos conflitos externos ou internos. E o conhecer nos torna cada vez mais curioso, ativa a vontade de aprender nos oferecendo autonomia e disciplina para que isso ocorra. Aprender para conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. Desde a infância, sobretudo nas sociedades dominadas pela imagem televisiva, o jovem deve apender a prestar atenção às coisas e as pessoas. A sucessão muito rápida de informações mediatizadas, o “zapping” tão frequente, prejudicam de fato o processo de descoberta, que implica duração e aprofundamento de apreensão.(DELORS, 2003, p. 95). O entendimento de todo o contexto histórico é crucial para o aprender a conhecer , pois, ampliamos o interesse por nossos assuntos, como são construídos, ampliando o senso crítico, fomentando a leitura e a pesquisa. Aprender a fazer está muito conectado com a necessidade de aprender a conhecer. Mas quando o aprender a fazer é enunciado, expõe a necessidade por em prática, realizar, concretizar algo, a educação está intrinsecamente impulsionado a força de trabalho, assunto este discutido na Unidade I. Tendo atualmente o conhecimento de que a tecnologia tende a ser mais utilizada, como ensinar o aluno a fazer? Na indústria, especialmente para operadores e os técnicos, o domínio do cognitivo e do informativo nos sistemas de produção, torna um pouco obsoleta a noção de qualificação profissional e leva a que se dê muita importância à competência profissional. O progresso técnico modifica, inevitavelmente, as qualificações exigidas pelos novos processos de produção. As tarefas puramente físicas são substituídas por tarefas de produção mais intelectuais, mais mentais, de organização à medida que as máquinas se tornam, também, mais “inteligentes” e que o trabalho se “desmaterializa”.(DELORS, 2003, p.100). Mesmo sem saber exatamente qual a profissão qual o aluno irá exercer, certo é a convicçãoque não haverá serviços mecânicos para aqueles que visam empregos rentáveis, a tecnologia estará presentes em todos os setores do mercado de trabalho, assim a questão intelectual, a criatividade, autonomia, coletividade, liderança sempre fará parte de profissionais bem sucedidos. É fundamental que no trabalho, além do saber fazer em sua função, o relacionamento, a capacidade de estabelecer relações harmônicas com os iguais e diferentes, tornam o ambiente saudável o que estabelece um crescimento mútuo e eficaz entre todos os envolvidos. Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros, mesmo que estas pesquisas sobre os pilares da educação originaram em 1996, este pilar é algo extremamente atual. É só assistirmos um noticiário ou visualizar as redes sociais. O que você acha que está faltando para que de fato este pilar tenha êxito? Talvez você compartilhe da minha opinião, mas o respeito é a base de tudo e para tudo. Um grande desafio! O intuito de propiciar o progresso trás a humanidade momentos conflituosos, ora fomentado pela mídia. Cria-se uma ambição para se alcançar lugares melhores não apenas profissionalmente e para que isto ocorra, o que menos importa é o outro. Para muitos, se for preciso, utilizar o outro negativamente para sobressair, não seria nenhum empecilho. Como trabalhar na escola, de forma que o aluno compreenda a importância do outro, da convivência? Difícil, mas não impossível. Alguns comportamentos atuais, nos revelam o que podemos trabalhar no contexto escolar, mas nos falta muito entendimento de como fazer. Indivíduos que se comportam como “deuses”, os melhores, a competitividade são quesitos que implicam em conflitos. Reforçar a orientação da Base Nacional Curricular Comum a aprendizagem precisa ser mediada da melhor forma possível e cada etapa uma evolução, desde a Educação Infantil, Educação Básica Anos Iniciais e Finais, Ensino Médio e Superior. Essa revisão é apenas para lembrar que desde pequena a criança tem esses comportamentos de super valia, de competição, isso não é ruim, desde que seja instruído. O aluno se sentir confiante, seguro é diferente se sentir o melhor. A competição precisa ser travada, mas consigo mesmo, ou seja, tentar ser melhor a cada dia, pois entendo que quando minha competição passa ser com o outro, na verdade a intenção é mostrar aquilo que não sou. A educação tem por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana e, por outro lado, levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta. Desde tenra idade a escola deve, pois, aproveitar todas as ocasiões para esta dupla aprendizagem. Passando à descoberta do outro, necessariamente, pela descoberta de si mesmo, e por dar a criança e ao adolescente uma visão ajustada do mundo da educação, seja ela dada pela família, pela comunidade ou pela escola, deve antes de mais nada ajudá-la a descobrir a si mesmos. Só então poderão, verdadeiramente, pôr-se no lugar dos outros e compreender as suas reações (DELORS, 2003, p. 102). Aprender a ser! Muitas vezes nos surgem algumas inquietações sobre o que somos, o que nos tornamos. Você já passou por alguma situação em que uma pessoa, descreve você, ela imagina e as pessoas nos valorizam mais do que nós mesmos. Aprender a ser é saber impor limites a nós mesmos. Paralelamente é um objetivo da educação contribuir para a formação do homem em sua totalidade, que abrange sentimentos, religião, cultura e intelectualidade. Somos frutos de uma educação familiar bem conservadora, mas eficaz. As características dessa disciplina advém do que nossos pais haviam aprendido, respeito com os mais velhos, a importância do trabalho e do estudo entre outros. Só de olhar, já sabíamos exatamente o que estávamos infringindo alguma regra familiar. Justamente pela educação que recebemos, conseguimos acima de tudo, manter nossos valores éticos e morais. Construímos uma liberdade de pensamentos e de ação, e a capacidade de observação que nos facilita distinguir o mal do bem, o certo do errado. Cometemos falhas, porque estamos em evolução, a cada momento que erramos reconstruímos nossos limites e aprendemos a ser pessoas capazes de evoluir com e para a sociedade. Todos os pilares da educação, estão todos relacionados com as diretrizes proposta quando a BNCC define ser um documento normativo com especificidades orgânicas e progressiva de aprendizagens essenciais que norteadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica direciona para que a educação seja contemplada por meio da formação integral humana e para a construção de uma sociedade justa democrática e inclusiva. 3 ENSINO DE SOCIOLOGIA A palavra ensinar é ampla, no sentido que ensinamos sempre, nem sempre na mesma proporção que aprendemos. Retratamos o Ensino de Sociologia historicamente na Unidade I, assim vamos retratar tendo como pressuposto o currículo da disciplina. Aprender sociologia necessita de um esforço intelectual para traçar paralelos entre o contexto atual e fatos históricos. Como conhecimento acadêmico a Sociologia deve estar associada sempre a fundamentos teóricos e conduzidos pelas metodologias desenvolvidas, caracterizando conhecimentos científicos. Traçar paralelos entre teorias clássicas e modernas, que denotam que os problemas sempre existiram e que a cada momento são resolvidas ou amenizadas de acordo com os conhecimentos atuais. Os assuntos determinantes na disciplina de Sociologia estão fixados nos fatos presentes na sociedade, por ser ela fonte de pesquisa desta área. Desta forma é visível a constância evolutiva da sociedade, assim a construção dos conhecimentos sociológicos são sistêmicos e reais. No Ensino Médio o professor precisa compreender que a sociologia, apresenta três tipos de problemas que se comunicam entre si: teórico/clássicos, metodológicos e pedagógicos. O primeiro se apresenta desde os primórdios da sociedade que em sua junção, compactou para o estudo dos envolvidos nessa coletividade, a segunda refere à teoria, mas com cunho direcionado a metodologias, o que enriquece o estudo, por temos visões diferentes para ampliar as interpretações e o terceiro são os problemas pedagógicos que de acordo com cada realidade se apresenta uma conduta prática educativa. O ensino de sociologia de acordo com as Diretrizes Curriculares, encaminha a aprendizagem em Conteúdos Estruturantes. Esses conteúdos teriam a abrangência de todos os temas pertinentes aos fenômenos sociais. Sendo eles: “O processo de socialização e as instituições sociais”, “Cultura, produção e classes sociais”, “Poder, política e ideologia”, “Direitos, cidadania e movimentos sociais”. As Diretrizes Curriculares Os Conteúdos Estruturantes não se confundem com listas de temas e conceitos encadeados de forma rígida, mas constituem apoios conceituais, históricos e contextualizados, que norteiam professores e alunos, sujeitos da educação escolar e da prática inicial, seleção, organização e problematização dos conteúdos específicos relacionados a necessidades locais e coletivas. São estruturantes os conteúdos que estabelecem essa ponte entre o local e o global, o individual e o coletivo, a teoria e a realidade empírica, mantendo a ideia de totalidade e das inter- relações que constituem a sociedade. (BRASIL, 2008, p. 23). Os Conteúdos Estruturantes são sugestões, mas deve ser considerada que os acontecimentos do momento devem ser inseridos no ensino aprendizagem, vinculados os conteúdos básicos contidos no currículo. Quando pensamos em socialização e nas instituições sociais, temos a plena convicção que grande parte dos indivíduo são moldados pela sociedade, pois, agem conforme seus padrões. Isso é indiscutível quando pautados no padrão de beleza, que muitoremotamente, por algumas empresas de cosméticos está sendo destacado uma “beleza” em todos, mas não é a visão da sociedade. Acarretando os indivíduos que não se sentem pertencentes ao padrão social, ir em busca de cirurgias plásticas, bariátricas e além de doenças psicossomáticas como a depressão. Na questão educacional esses valores devem ser implantados, para que o aluno aprenda a interpretar a sociedade, mas não aceitar passivamente o que não lhe convém. 4 CONTEÚDOS BÁSICOS E ESTRUTURANTES Aprendemos nos últimos anos, mais que nas últimas décadas. A tecnologia nunca esteve tão presente em nosso dia-a-dia. As Ciências Sociais encaminham por meio de seus eixos, de representação e comunicação, investigação e compreensão e contextualização sócio-cultural, molas propulsoras para que a competência e habilidades, seja, coerente tendo os conteúdos básicos e estruturantes como suporte teórico. Na escola, fundamentado nas competências e habilidades, o aluno aprende a se defender por intermédio de seus conhecimentos, sua capacidade de participação expressão sua aprendizagem e agindo de acordo com sua personalidade, seus valores éticos e morais. Só existe validade nas instituições educativas frente a educação quando seu potencial pedagógico ultrapassa as paredes da sala de aula. Porque as instituições tomam formas das determinações das relações sociais, elas são parte da estrutura, verdadeiros laboratórios de ideologia, responsáveis pela produção simbólica, terreno onde se encontram as contradições sociais. (BRASIL, 1999, p. 36). A instituição familiar, moldada pelo padrão Patriarcal, não faz parte da realidade totalitária, a constituição familiar tem hoje muitas possibilidades, resultado da modernidade. O papel da mulher também teve uma grande transformação, deixando seu atributo de dona de casa, rainha do lar, priorizando sua opinião e seus interesses, aumentando suas tarefas. A escola é uma instituição que tem como objetivo mediar novas aprendizagens, mas sempre oportunizando cada vez mais a participação dos indivíduos na sociedade, fazendo compreender a importância das transformações, mas acima de tudo a necessidade de estar inserido no processo de mudança. A religião como instituição na sociologia tem um papel crucial, porque religiões existem diversas, mas sociologicamente a premissa é manter a coesão e a objetividade ao que se refere à moralidade. No Ensino Médio a fundamentação se posiciona para que o aluno tenha envolvimento e/ou conhecimento religioso, assim contribuindo para que não tenha uma ideologia limitada. Ao falarmos da cultura e indústria cultural, há muitas histórias pois, a mesma existe desde o final do século XIX e pode ser definida, embora exista muitas outras, como peculiaridades do indivíduo , evidenciadas na sociedade. Neste aspecto, a cultura deve ser vista dos pontos de vista em que o aluno compreenda a diversidade cultural devido às grandes diferenças existentes e que dentre elas não existe, a melhor ou pior, pois, para tipo de cultura há uma grupo participante dela. A cultura industrial é a que se resume em transformar os indivíduos em consumidores. A verdadeira cultura tem o propósito de ofertar criatividade e criticidade. Portanto para a cultura: Não se recomenda conceber a cultura de forma hierarquizada, por propiciar a compreensão de uma visão dicotômica entre cultura erudita e a cultura popular, numa ideia “naturalizada de hierarquia em favor da cultura superior considerada mais valiosa que nos senso comum”. Na sociedade contemporânea integrada pela indústria cultural, essa distinção é questionada, principalmente quando se aponta para a inter- relação entre cultura popular, a erudita e a cultura de massa.(BRASIL, 2008, p. 26) Trabalho, produção e classes sociais, um assunto muito dinâmico para desenvolver em sala de aula, apenas o conceito de trabalho condição de sobrevivência humana, potencializa qualquer discussão. Acrescento que o trabalho está ligado à dignidade humana, meio qual estrutura sua existência. As reflexões surgem ao detalharmos que há uma modificação na natureza, porque está interligada às práticas trabalhistas e a natureza, o meio ambiente. O trabalho é uma maneira de melhorar o que temos, ou fazemos e quanto melhor! Buscamos conforto e a cada passo desenvolvemos habilidades para que a natureza trabalhe a nosso favor. Tudo isso gera esforço que é recompensado financeiramente (assalariado), então temos o empregado, empregador e suas variantes. Essas concepções, estudamos na Unidade I, quando tratamos os pensamentos de Max Weber, Durkheim e Marx. Sobre esse assunto o importante é a compreensão sobre as formas de trabalho e todo o processo histórico que conduziu a atualidade. A exclusão social, desemprego, precisam ser mediadas evidenciando ao aluno como resultado dos processos e encaminhamentos sociais, políticos e econômicos, exploração, opressão, assédio moral, globalização entre tantos outros conteúdos importantes. O poder, política e ideologia, o termo poder tem sido um grande direcionamento de pesquisa na sociologia. Certamente este deveria ser para quem de fato tem capacidade, habilidade, moral e ética para conduzir essa demanda. Há várias formas de poder, muitas vezes logos nos remetemos a política, mas o poder econômico está presente em nossa realidade, mas todas são envolvidas pela influência, dominação, coerção, tais elementos nos possibilita entender se o poder é legítimo ou não. Quando é legítimo, significa que teve o consentimento da maioria. Então essa autoridade, devemos respeito. E em sua legitimidade a autoridade é manipulada a força, assédios, ameaças, violências, sanções negativas a fim de coagir as pessoas. O aluno precisa ter o conhecimento sobre poder, suas diversidades conceituais nos estudos sociológicos, para que possam construir argumentos, atitudes para se defender desses ideologias dominantes, se há o intuito da Base Nacional Curricular Comum e as Diretrizes e formar uma sociedade mais justa e igualitária, essa compreensão é fundamental. Direitos, cidadania e movimentos sociais. A cidadania está alicerçada nos indivíduos ao que se destina buscar, lutar, pelos seus direitos garantidos por uma Constituição, por leis. Isso é uma conquista, pois, muitos dos direitos que temos hoje são frutos destas reivindicações. Os deveres também fazem parte das obrigações em busca de direitos e qualifica a convivência coletiva e agir de forma atuante ou não é a garantia da inclusão social ou a exclusão. No contexto educacional os alunos precisam refletir sobre essas dinâmicas expostas pelas reivindicações dos movimentos sociais, por exemplo, para que com senso crítico saiba analisar com criticidade e expor sua opinião. Muitos temas relevantes que precisam ser discutidos e pensados pelos alunos do Ensino Médio como meio ambiente, sustentabilidade, refugiados, LGBT, TRANS. Estar na sociedade é ler nas entrelinhas e agir com responsabilidade. SAIBA MAIS Duas espécies bem diferentes de possuidores de mercadorias têm de confrontar- se e entrar em contato: de um lado, o proprietário de dinheiro, de meios de produção e de meios de subsistência, empenhado em aumentar a soma de valores que possui, comprando a força de trabalho alheia; e, do outro os trabalhadores livres, vendedores da própria força de trabalho e, portanto, de trabalho. O sistema capitalista pressupõe a dissociação entre os trabalhadores e a propriedade dos meios pelos quais realizam o trabalho (...) O processo que cria o sistema capitalista consiste apenas no processo que retira ao trabalhador a propriedade de seus meios de trabalho, um processo que transforma em capital os meios de subsistência e os de produçãoe converte em assalariados os produtores diretos. A chamada acumulação primitiva é apenas o processo que dissocia o trabalhador dos meios de produção. Fonte: MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Petrópolis: Vozes, 2001. (11ª ed.) #SAIBA MAIS# REFLITA No ensino dessa ciência, o papel do professor é árduo. Ele vai lidar com estudantes muito jovens, com consideráveis dificuldades de abstração no campo das ciências sociais e pouco tempo disponível para absorver sua complexidade. Ao mesmo tempo que a temática é sedutora, existe o risco de que o estudante substitua o rigor da ciência, pouco conhecida, pelo senso comum, de alcance mais imediato. Fonte: BARBOSA, Maria L. de Oliveira; QUINTANEIRO, Tania; RIVERO, Patrícia. Conhecimento e imaginação: sociologia para o Ensino Médio. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta Unidade IV, relembraremos conteúdos de Unidades anteriores, porque sempre precisamos de feedbacks, rever para aprender e como o conhecimento é interligado a conexão entre um assunto e outro é totalmente pertinente e necessário. Essa também faz parte de uma didática que deve ser utilizada em sala de aula, sempre antes de iniciar um novo assunto, relembrar o anterior e proporcionar mediações para se relacionar. As práticas docentes que aprendemos são apenas algumas direções, que com o tempo precisam ser avaliadas e sempre tendo o aluno como foco de sua construção metodológica. A ética e o profissionalismo são fundamentais para quem exerce a função de professor, para quem tem interesse de ser sociólogo porque lidamos com pessoas, envolve sentimentos, crescimento intelectual e moral. As consequências da ausência destes dois quesitos podem ser destruidores para o aluno, seus colegas de trabalho, equipe escolar, para a comunidade, quando agimos sem bem próprio, quando nos acomodamos e nos sentimentos satisfeitos apenas com a parte econômica, e minimizamos o trabalho enriquecedor e qualitativo estamos compactuando para uma sociedade, injusta, desigual e oprimida. Ser docente é se esforçar para atingir o seu melhor. Não significa ultrapassar os seus limites, mas determinar metas e objetivos a serem alcançados, tanto para você, quanto para seu aluno. As estratégias didáticas estão estruturadas nas diversas maneiras que temos para estimular o aluno a ser curioso, a aguçar seu espírito científico instigar a ser um pesquisador. Pessoas instruídas, munidas de senso crítico interage na sociedade sempre com o intuito de progresso e ordem, necessidade hoje tão contundente em nosso país. Os pilares pedagógicos oportunizam juntamente com os conteúdos básicos e estruturantes mediados pelo professor, enaltece e favorece além da aprendizagem curricular, a aprendizagem da vida. LEITURA COMPLEMENTAR ARTIGO 01 LOURENÇO, C, J. Finalidades,Metodologias e perspectivas do Ensino de Sociologia no Ensino Médio, . Disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/habitus/article/view/11293. Acesso em 25 ago. 2021 Finalidades, Metodologias e Perspectivas do Ensino de Sociologia no Ensino Médio Resumo: As dificuldades para a efetivação da Sociologia nos currículos do Ensino Médio parecem um desafio do presente, no entanto, é um fato que existe há algum tempo. O texto tem como objetivo refletir sobre os desafios da Sociologia no contexto do ensino médio sob as considerações de Octávio Ianni no artigo O Ensino das Ciências Sociais no 1º e 2º Graus. A discussão a respeito das perspectivas, dos métodos de ensino, as finalidades, ao lado de outros dilemas, igualmente importantes, como as condições de trabalho, a quantidade de aulas semanais e a desnaturalização das pré-noções, são fundamentais seja por sua atualidade e relevância e também pela oportunidade de debatermos e ampliarmos nossos conceitos sobre a questão. ARTIGO 02 Disponível em < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf. Acesso em 13 set.2021.BRASIL. O livro refere-se às orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências Humanas e suas tecnologias, nas páginas 101-132, que retrata os conhecimentos de sociologia, seus pressupostos teóricos, pesquisas e práticas. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf LIVRO Título: Ética e Sociologia da Moral Autor: Émile Durkheim. Editora: Martin Claret. Sinopse: Retrata as concepções sobre moral que surgiram na Alemanha, uma consciência coletiva com valores irrefutáveis para o indivíduo. Émile Durkheim descreve sua ideologia sobre o assunto entrelaçando com os temas economia e sociologia. FILME/VÍDEO Título: 40 dias o milagre da vida Ano: 2020 Sinopse: Mulher, diretora de uma Clinica de Paternidade Planejada, instituição esta responsável pela grande parte dos abortos no E.U.A. Tudo lhe parecia fascinante, mas percebeu que algo precisava ser mudado e ela seria o agente transformador, pois, as adolescente que procurava a clínica precisam de conhecimento e segurança. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares Nacionais. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília, DF, 2008. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Ciências Humanas e suas Tecnologias. Brasília, DF, vol. 4, 1999. BARBOSA, Maria L. de Oliveira; QUINTANEIRO, Tânia; RIVERO, Patrícia. Conhecimento e imaginação: sociologia para o Ensino Médio. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 13 set. 2021. DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. 2ed. São Paulo: Cortez Elabore três tipos de fichas (citação, resumo e analítica) com base no texto: “Os 4 pilares da Educação” de Jacques Delors. 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Esse termo embora pareça “forte”, nada mais é do que as pessoas que não buscam conhecimento, ficam a mercê do senso comum, das informações arraigadas pelas O espaço escolar, essainstituição é de suma importância para que o conhecimento científico se aproxime e se consolide na vida dos alunos cotidianamente, expondo por meio das competências adquiridas habilidades necessárias para a sobrevivência. Ao professor cabe o papel mediador, centrado na ética e no profissionalismo. Ser Sociologo, ser professor é primar para o crescimento de sua comunidade,da sociedade de seu País. A falta de fundamentação teórica em nossa vida acadêmica, não pode ser empecilho para adquirir após esse processo. A leitura é crucial para conhecermos os filósofos que estruturaram as bases sociológicas e nos possibilitaram a entender situações vivenciadas nos mais diversos contextos históricos, falamos sobre alguns, mas há uma vasta bibliografia que poderá enriquecer sua aprendizagem. As diretrizes que norteiam o ensino de sociologia também precisam ser consideradas de extrema finalidade, pois constitui direcionamentos, objetivos, conteúdos, metodologias que serão a estruturas tanto para a ação do professor, quanto para a aprendizagem do aluno. Por isso a importância da participação quando estes documentos estão sendo elaborados e todo e qualquer cidadão pode dar sugestões, ideias e críticas construtivas. As leituras culminam na ampliação de novos conceitos e impulsionam a buscar mais conhecimento, as pesquisas têm essa proposta, aprimorar o que já se conhece e ampliar novos conceitos. Nessa premissa entendemos que quanto mais estudamos, mais precisamos estudar. Porque o conhecimento se renova a cada dia, perpassa por adaptações,pois, precisa inovar, assim como a sociedade. Para cada necessidade há um tipo de pesquisa, cada qual com sua finalidade e objetivo, mas todas com a proposta de oferecer caminhos melhores para que a sociedade, as pessoas de uma forma geral consigam progredir. O progresso está atrelado a qualidade de vida, ações em prol da coletividade, cuidados com o que necessário, se quisermos um futuro promissor. A escola, o aluno e o professor, não são o último recurso. Mas um recurso a mais para que tenhamos pessoas instruídas e capazes de pensar uns nos outros. Fazer uso de estratégias dinâmicas com o propósito de possibilitar a todos os alunos o aprender em todas as suas faces. Aprender a se conhecer para que o indivíduo saiba seus limites, entenda suas percepções e condutas, aos poucos aprendendo a fazer de acordo com as habilidades adquiridas e assimiladas, por meio do erro e do acerto se constroi e reconstroi experiências, aprimorando novas práticas. Uma das questões mais conflitantes na sociedade é o individualismo que acarreta prejuízos incalculáveis para a sociedade, aprender a viver juntos a conviver é uma proposta de crescer juntos, compartilhar, fazer uso da empatia. O respeito e a coletividade são base para a convivência harmônica e saudável. Com o crescimento intelectual o aprender a ser é consequência, fruto de um processo de aprendizagem. Se almejamos que os alunos do Ensino Médio saibam refletir, discutir, entre outros verbos de ação, queremos jovens atuantes, a junção dos conteúdos básicos aos estruturantes possibilita a formação de ideias com propostas de estudos promovendo a interpretação de assuntos reais, onde nesta história os alunos são os protagonistas. É visto que é possível construir uma sociedade menos egoísta, mais justa, buscando uma igualdade entre seus pares. Apenas precisamos aprender a aprender!