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a economia só existe porque há escassez de recursos. O comportamento de uma economia reflete o comportamento das pessoas que formam essa economia. A escassez de recursos implica que os agentes econômicos enfrentam “trade-offs”, ou seja, escolhas. Uma empresa de capital aberto pode enfrentar um trade-off entre uma distribuição de lucros através de dividendos para seus acionistas ou reter parte dos lucros para financiar uma expansão de atividades. A tomada de decisões exige a comparação dos custos e benefícios de vários cursos de ação, que nem sempre são óbvios. Além de definir exatamente o que são custos, deve-se estar atento para o custo oportunidade. MAS, DO QUE SE TRATA O CUSTO DE OPORTUNIDADE? O custo de oportunidade é um custo associado a uma oportunidade perdida, ou seja, há uma oportunidade que desistimos. No estudo do conceito do custo de oportunidade, partimos do princípio de que o ser humano é racional e sempre fará a melhor escolha possível. A cada trade-off “abrimos mão de algo para selecionar uma alternativa melhor, e o que não escolhemos representa o nosso custo de oportunidade. Ou seja, toda nova oportunidade tem um custo, e esse custo é o que deixamos para trás. Após entender o conceito de custo de oportunidade, precisamos passar todos os valores para a data atual a fim de fazer a comparação de qual alternativa apresenta menor custo de oportunidade. Nesse sentido, imagine um proprietário de um ponto comercial que tenha um aluguel mensal de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Caso o proprietário decida não alugar o ponto comercial e resolva abrir uma empresa nesse endereço, qual seria o custo de oportunidade? O custo de oportunidade está associado a uma oportunidade perdida, e nesse caso poderia ser expressado pelo valor monetário de R$ 5.000,00. Certamente, o proprietário do ponto comercial tomaria essa decisão com a pretensão de auferir lucros superiores a R$ 5.000,00. Partimos do princípio de que o proprietário é racional e tomou a melhor decisão possível dentro do leque de possibilidades. O que o proprietário do ponto comercial precisa abrir mão devido a nova escolha é o custo de oportunidade. Nem sempre o custo de oportunidade será expresso de forma quantitativa como no exemplo citado. Algumas vezes ele aparecerá de forma qualitativa. EXEMPLO Suponha um estudante do curso de Administração presencial e matutino que em uma determinada manhã de quarta feira tenha decidido ir à praia. Qual é o custo de oportunidade do estudante diante da situação? Ou seja, de qual oportunidade o estudante abriu mão para ir à praia? Nesse caso, o custo de oportunidade é participar da aula na faculdade. Como o custo de oportunidade supõe que os indivíduos sejam racionais, consideramos que a melhor escolha que o estudante poderia realizar nessa manhã de quarta-feira específica seria ir à praia. No entanto essa escolha possui um custo de oportunidade imediato, e que pode gerar consequências negativas em um futuro próximo. Podemos aprofundar o estudo sobre a Economia a partir de dois grandes ramos, a saber: Microeconomia: os microeconomistas são economistas que buscam estudar as unidades econômicas individuais, como por exemplo, consumidores, empresas, trabalhadores, buscando estudar o funcionamento do mercado (oferta e demanda) para a determinação de preço. Macroeconomia: os macroeconomistas são economistas que estudam o comportamento dos agregados econômicos, tais como: renda, produto nacional, nível de emprego, taxa de juros, taxa de câmbio, entre outros. Os economistas tentam tratar seu campo de estudo com a objetividade de um cientista. Eles formulam teorias, coletam dados e depois analisam esses dados para confirmar ou refutar suas teorias. A essência da ciência e o método cientifico - a formulação e o teste desapaixonado de teorias sobre o funcionamento do mundo. Contudo, os economistas enfrentam um empecilho que torna sua tarefa mais desafiadora: com frequência, os experimentos no campo da economia são difíceis. Um físico que estudasse a lei da gravidade poderia deixar cair uma bolinha quantas vezes achasse necessário para gerar os dados para sua pesquisa. Já um economista que estuda a correlação da política monetária de países com a inflação não poderia simplesmente controlar a expansão monetária para obter dados. Assim como os astrônomos, o economista tem que se contentar com os dados que o mundo lhe fornece e prestar bastante atenção aos experimentos naturais que a historia lhe oferece: a guerra no oriente médio e a interrupção do fluxo de petróleo para a economia mundial, a grande depressão, a revolução industrial inglesa, a hiper-inflação alemã, a recente crise na Ásia. Esses episódios são valiosos, pois nos permitem ver como a economia funcionou no passado e principalmente avaliar teorias no presente. AGORA ENTENDA MELHOR O PAPEL DAS HIPÓTESES: A razão pela qual os economistas elaboram hipóteses é basicamente a mesma que surge em outra ciência. As hipóteses facilitam a compreensão do mundo. Um físico, ao estudar a queda de uma bolinha de três metros de altura formula a hipótese de que ela estaria caindo no vácuo (para não levar em consideração o atrito com o ar). Se a bolinha estivesse caindo de um edifício de cinquenta andares, esta já não seria uma hipótese razoável. ATENÇÃO Um economista, para estudar o comercio internacional, por exemplo, supõe que o mundo é constituído de dois países que produzem dois bens. O mundo real é formado por diversos países e cada um deles produz milhares de bens. A hipótese permite a concentração do pensamento. Uma vez compreendido o comércio internacional em um mundo imaginário, o economista estará em melhor posição para entender o mundo real. A arte do pensamento científico, quer seja na física ou na economia, está em decidir quais hipóteses formular. VEJAMOS AGORA UM POUCO SOBRE A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO. A Economia se apresenta sob uma evolução que acompanha a historia da humanidade, empreendendo uma apresentação de aspectos relevantes, proporcionando assim o que chamamos de Evolução Histórica do Pensamento Econômico. Essa evolução se apresenta nas seguintes fases: 1. Antiguidade Clássica (1ª Fase). 2. Antiguidade Clássica (2ª Fase). 3. Idade Média (500 a 1500 d.C.). 4. Mercantilismo (do Século XVI a XVIII). 5. Revolução Filosófica e Industrial (1750 a 1850). Devemos considerar também as Escolas Hedonistas – Psicológicas e Matemática ou de Lousanne; e a Corrente do Pensamento Econômico Moderno – Keynesianismo). Antiguidade Clássica (1ª fase) Podemos entendê-la sob os seguintes pontos importantes: Período: do ano 4000 ao ano 1000 a.C. Verificamos nesse período os chamados “Tempos Bíblicos”, com os ensinamentos e procedimentos relatados no Antigo Testamento (do ano 2500 ao ano 100 a.C.) e no Novo Testamento. Características: Atividades de subsistência e autoconsumo. Nota-se o aparecimento de conceitos de: propriedade, herança, salário, tributos, moeda e praticas comerciais. Propriedade: Os homens deixam de ser nômades, dedicando-se as atividades agropecuárias. VEREMOS AGORA AS CARACTERÍSTICAS DE CADA FASE CITADA ANTERIORMENTE. Herança: Primazia do primogênito na distribuição. A seguir, irmãos, irmãs, irmãos dos pais, filhos, filhas e demais parentes. Salário: Exemplos, como o do pagamento de Labão a Jacó (Gn. 29:15-20 e 30:32). Tributos: Corveia (obrigação de trabalho, instituído pelo Rei Salomão), Dizimo (em espécie), Captação (para o sustento do templo). Moeda: usavam-se as trocas; posteriormente, quantidades de ouro e prata; além de moedas estrangeiras até 141 a.C. Práticas comerciais: mais voltadas à agricultura, prática de descanso do solo no 7º ano. ANTIGUIDADE CLÁSSICA (2ª FASE) Podemos entendê-la sob os seguintes pontos importantes: Período Período: do ano 1000 a.C. ao ano 476 d.C. Este período trouxe importantes contribuições no estudo de ideias sobreriqueza, valor econômico e moeda. Vemos pela primeira vez as expressões: economia, econômico, valor e utilidade. Personagens importantes Personagens importantes: Xenofonte, Platão e Aristóteles (gregos), além dos romanos. Xenofonte Xenofonte: com sua obra “Os Econômicos” fala sobre a utilidade e as riquezas econômicas, a agricultura e sua importância. A riqueza estava intimamente ligada às necessidades humanas. É o primeiro a utilizar as expressões economia e econômico. Platão Platão: com sua obra “A República” e seus escritos sobre produção e riqueza e seus limites. Aristóteles Aristóteles: analisou a sociedade privada, foi o primeiro a formular uma teoria sobre o dinheiro, trocas e valor, além das funções da moeda. De Roma De Roma: procedimentos jurídicos foram sua mais importante contribuição. Podemos dizer que fatos negativos de sua história foram a mola propulsora de seu desenvolvimento. Trazendo, com sua queda, o aparecimento do Cristianismo, após decreto do imperador Constantino, no ano 311. Tela 13 IDADE MÉDIA (500 A 1500) A Idade Média tem início em 476, com a queda do Império Romano do Ocidente (também conhecida como era Medieval ou Feudalismo). Alguns fatos marcantes dessa fase são: Aumento do poder da Igreja, aumento do caos social, e, desenvolvimento determinado pelo retorno às atividades rurais. Alguns fatos marcantes dessa fase são: Com o aumento das necessidades econômicas e políticas, começam a ser criados os países da Europa Ocidental. O Cristianismo se impõe, opondo-se aos pensamentos gregos e romanos (favoráveis à escravidão e contrários à dignidade do trabalho). A Igreja passou a exercer uma influencia civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as virtudes. Devido às dificuldades de transporte, se exercitava uma economia de autossuficiências, não havendo uma preocupação com a riqueza, pois a moral religiosa do Cristianismo continha os excessos de bens e ostentação. As Cruzadas são organizadas para levar os costumes e o pensamento cristão europeu aos muçulmanos do norte da África. O Mercantilismo é demarcado pela fase da Renascença, onde o capitalismo começa a se configurar nas formas comercial e financeira. Caracteriza-se como um regime de nacionalismo econômico, fazendo da acumulação de riquezas o principal fim do Estado; com isso, os Estados evoluíram, trazendo modernização e novas concepções sobre a economia e a riqueza. Vejamos agora algumas consequências importantes do Mercantilismo: Modernização da agricultura. Aumento do capital comercial pelo incremento do comércio internacional. Surgimento da figura do empresário, ou do grande mercador, para determinar os processos produtivos. Comércio passa a ser o centro da vida econômica e a riqueza da vida social. ATENÇÃO Vem da palavra mercator porque considerava o comércio como base fundamental para aumento das riquezas. Apresenta uma preocupação com a apresentação de uma Balança Comercial sempre favorável (daí os governos buscarem um grande acúmulo de ouro e prata), o que fortalecia o Estado (podemos entender como sendo uma forma inicial da prática de protecionismo). Desenvolveu-se inicialmente na Espanha, Inglaterra e Franca, com impactos que duram até os dias atuais. Veja a seguir como podem ser entendidos os tipos de mercantilismo. Tela 16 MERCANTILISMO ESPANHOL O Mercantilismo Espanhol é caracterizado por: Figura 13 – Barra de ouro Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Crescimento interno pela não exportação do ouro e prata, com uma preocupação em acumular esses metais em ligotes (Bulionismo). Figura 14 – Escavação Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Exploração das colônias, visando principalmente extrair o máximo de metais preciosos desses locais para envio à coroa. Tela 17 UM POUCO SOBRE O MERCANTILISMO INGLÊS Figura 15 – Itens relacionado ao transporte de mercadoria Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Já o Mercantilismo Inglês é caracterizado por: Incentivo às exportações de seus produtos. Importações por meio de contratos, que obrigavam os países que vendiam a comprar produtos ingleses (forma de protecionismo). Por fim, temos o Mercantilismo Francês com as seguintes características: Semelhante ao inglês, mas incentivava quase que exclusivamente o crescimento industrial (tapetes Gobelin e porcelana de Sevres). O Brasil, na época, era obrigado a comercializar com os outros países através da coroa portuguesa, situação que foi mudada, com a vinda da família real portuguesa (fugindo dos ataques de Napoleão Bonaparte, que naquele momento conquistava os países da Europa), o que então promoveu instalações de indústrias, e o comércio passou a ser feito de forma direta, sem a interferência de Portugal. Transformação radical nas ideias, onde, no início, se buscava a liberdade total. A partir daí, vemos as seguintes características: Melhor aproveitamento das forças naturais. Inovações mecânicas (como importante característica da Revolução Industrial). Capitalismo industrial. Liberdade econômica. Direito absoluto de propriedade. Racionalismo filosófico e econômico. COM AS CARACTERÍSTICAS QUE VIMOS ANTERIORMENTE, AS ESCOLAS FILOSÓFICAS PASSARAM ENTÃO A TER AS SEGUINTES CONFIGURAÇÕES: Principais ideias Fisiocrata O Estado não deve interferir na prática econômica, pois a economia deve funcionar livremente, tal como a natureza. Para essa corrente de pensamento a lei da natureza é suprema e qualquer intervenção do Estado nos assuntos econômicos é prejudicial. Clássica Acredita que o Estado não deve interferir nos assuntos econômicos, deixando o mercado atuar livremente conforme as forcas de oferta e demanda. Para essa teoria o Estado deve interferir nos assuntos econômicos apenas quando o mercado não existir, ou quando não existir livre concorrência. Para Escola Clássica é de fundamental importância que exista a livre concorrência, pois ela é capaz de garantir a alocação de recursos mais eficientes para a produção. Pessimista Representa o realismo, como uma reação aos pensamentos e às leis da Escolas Fisiocrata e Clássica, de que as leis econômicas, embora naturais, não traziam benefícios às populações, porque deixavam um largo campo desassistido. Socialista Substituição de liberdades (individual, da propriedade individual e contratual) por uma ordem, baseada em um primado social em que a propriedade e o controle dos meios de produção devem estar em poder do Estado; essa visão se constitui uma reação contra os abusos do liberalismo; na luta contra a dissociação entre trabalho e capital, os socialistas pretendiam uma ordem social mais justa, com igual repartição das riquezas e das oportunidades entre todos os participantes da produção, notadamente para os trabalhadores, já despojados de seus instrumentos produtivos. “O Capital”, de Marx e a mais importante obra produzida. Tela 21 Figura 18 – Teóricos Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. SAINDO DA REVOLUÇÃO FILOSÓFICA E INDUSTRIAL E ENTRANDO NA ERA DA TEORIA NEOCLÁSSICA Ideia central: A economia deveria partir da análise das necessidades humanas e das leis que determinam a utilização dos recursos disponíveis, para satisfazê-las. A Teoria Neoclássica teve início por volta de 1870 e se desenvolve até as primeiras décadas do século XX. Essa teoria compreende a maioria dos paradigmas clássicos e aprimora outros. Em relação ao papel do Estado na regulação dos mercados, as duas teorias afirmam que é importante a não intervenção do Estado na economia (exceto em casos especiais), a fim de se alcançar eficiência econômica. No entanto a Teoria Neoclássica nega a Teria do valor de David Ricardo, que afirma que o valor de troca das mercadorias é determinado pela quantidade de trabalho necessário à sua produção. Para a Teoria Neoclássica o valor do produto é algo totalmente subjetivo e relaciona-se com a utilidadeque o produto tem para cada indivíduo. A Teoria neoclássica se desdobra em várias correntes (grupos) de pensamentos. Entre alguns autores importantes podemos citar: Carl Menger, William Stanley Jevons, Leon Walras, Alfred Marshall, Knut Wicksell, o Vilfredo Pareto e Irving Fisher. A REVOLUÇÃO KEYNESIANA E A GRANDE DEPRESSÃO DE 1929 Ideia central: A vitória de Keynes sobre os clássicos traduz o triunfo do intervencionismo moderado sobre o liberalismo radical. A política econômica do Estado deve complementar e não substituir por completo a iniciativa privada. John Maynard Keynes, defensor da economia neoclássica até a década de 1930, analisou a Grande Depressão em sua obra The General Theory of Employment, Interest and Money (1936; Teoria geral do emprego, do juro e da moeda), em que formulou as bases da teoria que, mais tarde, seria chamada de keynesiana ou keynesianismo.) Keynes defendeu o papel regulatório do Estado na economia, por meio de medidas de política monetária e fiscal, para mitigar os efeitos adversos dos ciclos econômicos - recessão, depressão e booms econômicos. Keynes é considerado um dos pais da moderna teoria macroeconômica. Discordou da lei de Say (que Keynes resumiu como: “a oferta cria sua própria demanda”. A escola keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo econômico não é autorregulador como pensavam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo “espírito animal” dos empresários. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema capitalista em empregar todos que querem trabalhar que Keynes defende a intervenção do Estado na economia. TEORIA NEOLIBERAL Figura 20 – Homem regando árvore de moeda Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Na política, o neoliberalismo é um conjunto de ideias politicas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia, onde deve haver total liberdade de comércio, para garantir o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país. A realidade do final do século XIX, marcada entre outras, pela concentração de uma industrial crescente e atuação de sindicatos, impediam a existência de uma ordem natural. A economia deveria partir da análise das necessidades humanas e das leis que determinam a utilização dos recursos disponíveis, para satisfazê-las. Se, para os Clássicos, o valor era expressão do trabalho, para os marginalistas, o valor das coisas era atribuído de acordo com a sua utilidade, subjetivamente. Novas concepções sobre a produção, escassez, formação dos custos e dos preços. Ao Estado era atribuído o papel de orientador e disciplinador da atividade econômica. Acreditava-se na eficiência econômica baseada na livre-iniciativa. Tela 24 O QUE SÃO MODELOS ECONÔMICOS? Os professores de biologia normalmente ensinam anatomia plástica usando réplicas plásticas do corpo humano. Esses modelos têm todos os órgãos principais e permitem ao professor mostrar aos alunos, de uma maneira simples, como se encaixam as partes importantes do corpo. Os economistas também usam modelos para apreender o funcionamento do mundo. Esses modelos ao invés de serem de plásticos, são compostos de diagramas e equações matemáticas. Como os modelos de anatomia, os modelos econômicos também omitem muitos detalhes para permitir que se visualize o que é realmente importante. São construídos em cima das hipóteses que simplificam a realidade para melhorar sua compreensão. Tela 25 A economia é constituída de milhões de pessoas envolvidas em muitas atividades de compra, venda, trabalho locação e produção. O modelo de fluxo circular de renda simplifica tais atividades e explica em termos gerais como a economia se organiza. O modelo de fluxo circular de renda simplifica tais atividades e explica em termos gerais como a economia se organiza. Hipóteses do modelo: Essa economia é fechada (não há comunicação com o resto do mundo) e sem governo. EXISTEM NESSA ECONOMIA DOIS TIPOS DE TOMADORES DE DECISÕES: FAMÍLIAS E EMPRESAS Figura 22 – Industria Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Empresas As empresas produzem bens e serviços usando vários insumos, tais como trabalho, terra e capital (prédios e maquinas), esses insumos são chamados de fatores de produção. Figura 23 – Família Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Famílias As famílias são as proprietárias de fatores de produção e consomem todos os bens e serviços produzidos pelas empresas. FAMÍLIAS E EMPRESAS INTERAGEM EM DOIS TIPOS DE MERCADO: No mercado de bens e serviços, as famílias são compradoras e as empresas vendedoras. No mercado de fatores de produção, as famílias são vendedoras e as empresas compradoras. O diagrama de fluxo circular da renda oferece uma forma simples de organizar todas as transações econômicas que ocorrem em torno das famílias e empresas. Observe o seu funcionamento: No circuito interno do diagrama, as empresas usam os fatores de produção para produzir bens e serviços que, por sua vez, são vendidos às famílias no mercado de bens e serviços. Portanto, os fatores de produção fluem das famílias para as empresas e os bens e serviços fluem das empresas para as famílias. O circuito externo mostra o círculo de reais. As famílias gastam reais para comprar bens e serviços oferecidos pelas empresas. As empresas usam parte da receita de suas vendas para pagar os fatores de produção, como por exemplo, os salários dos funcionários. O que sobra é lucro dos donos das empresas, que por sua vez são membros das famílias. Portanto, a despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas e a renda, em forma de salários, aluguel e de lucros, flui das empresas para as famílias. Em um fluxo circular de renda, assumindo uma economia de mercado de forma completa, é necessário incluir os seguintes agentes econômicos: famílias, empresas, governo (setor público), e setor externo. Todos esses agentes relacionam entre si oferecendo bens, serviços, e/ou fatores de produção, compondo assim o fluxo real da economia. A relação entre os agentes econômicos se torna possível devido à existência da moeda (fluxo monetário), que realiza o pagamento dos itens comercializados no fluxo real. A Fronteira de Possibilidades de Produção também é conhecida como Curva de Possibilidades de Produção (CPP), e como Curva de Transformação. São hipóteses desse modelo: Uma economia produz somente dois bens. Essas indústrias utilizam em conjunto todos os recursos dessa economia. Existe uma tecnologia dada (uma para cada produto) que transforma esses insumos nesses bens. Entenda melhor o seu funcionamento a seguir! A fronteira de possibilidade de produção é um gráfico que mostra as várias combinações de produto, neste caso computadores e automóveis, que a economia pode produzir potencialmente, dados os fatores de produção e a tecnologia disponível para as empresas que transformam esses insumos em bens. Podemos observar que nessa economia, se todos os recursos forem utilizados pela indústria automobilística, são fabricados 1000 carros e nenhum computador. Isso significa que o custo oportunidade de você fabricar 1000 carros são 3000 computadores. A Fronteira de Possibilidade de Produção possui o formato côncavo, e qualquer ponto em cima da linha apresenta uma situação de pleno emprego. Na Figura abaixo podemos concluir que o ponto A e o ponto C encontram-se em uma situação de pleno emprego, utilizando ao máximo todos os recursos disponíveis. No ponto C, a economia divide totalmente seus recursos, fabricando 2200 computadores e 600 carros. Para passar do ponto C para o ponto A, isto é, para aumentar a produção de carros em 100 unidades, é necessário abrir mão de fabricar 200 computadores. Esse fato é inerente à questão central da economia que é lidar com a escassez. Essa economia deve decidir como alocará seus recursos (sempre escassos no sentido de limitados): cada unidade de recurso que ela decidir alocar para computadores é menos uma unidade de recurso disponível paraautomóveis. No ponto B essa economia não está utilizando todos os seus recursos. Isso indica uma situação de capacidade de produção ociosa, ou seja, os fatores produtivos não estão sendo utilizados ao máximo. De tal modo, não está sendo produzido o máximo de bens possíveis nessa sociedade, ou seja, há uma situação de desemprego. Quanto mais próximo o ponto está da curva de possibilidade de produção, mais próximo de uma situação de pleno emprego a economia se encontra. Qualquer outro ponto acima da Fronteira de Possibilidade de Produção é conhecido como ponto intangível ou ponto de ineficiência. A FPP apresenta o máximo de produção possível, não havendo possibilidade com os recursos disponíveis de produzir além. Ou seja, o ponto D ultrapassa a situação de pleno emprego, sendo impossível de ser alcançado. A linha da fronteira de possibilidade de produção representa a plena utilização dos recursos dessa economia, dado o nível tecnológico que ela possui. Para se deslocar sobre a linha, a economia sempre enfrentara um “trade off” (terá que abrir mão de produzir algumas unidades de um produto para ampliar a produção do outro). A estratégia de crescimento de longo prazo visará à expansão da fronteira de possibilidade de produção. Tela 29 O produto do trabalho ou a riqueza gerada nos modelos econômicos estudados anteriormente não é totalmente aplicado no consumo. Uma das características fundamentais da evolução do sistema econômico é a crescente distância que separa a produção do consumo. Na antiguidade, o produto e o consumo eram bem próximos. Hoje, há uma distância enorme entre o início da produção e o consumo de bens e serviços. As atividades produtivas da sociedade contemporânea são articuladas em inúmeras unidades produtivas que processam os fatores de produção. A organização e distribuição dos fatores de produção são dirigidas pelos organizadores de produção. O conjunto do sistema e suas unidades produtivas estão divididas em três grandes setores: Setor Primário: engloba as atividades próximas aos recursos naturais. Setor Secundário: é constituído pelas atividades industriais. Setor Terciário: é integrado pelos serviços em geral. As unidades produtivas buscam satisfazer as necessidades dos consumidores através dos seguintes bens: Bens de consumo: destinam-se a satisfazer as necessidades dos consumidores. Bens de capital: destinam-se a multiplicar a eficiência do trabalho. Bens intermediários: São bens que sofrem transformações antes de se transformarem em bens finais. AS FORMAS ALTERNATIVAS DE ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA FUNDAMENTAM-SE EM DOIS PONTOS FÍSICOS: a concepção da propriedade e as formas de mobilização dos fatores de produção. As economias liberais de mercado já confiam à iniciativa privada a maior parte da mobilização dos recursos e têm no mercado o seu eixo básico de regulação. Nas economias centralmente planificadas, o governo é proprietário dos meios de produção e centraliza as decisões sobre alocação dos recursos e a produção. ATENÇÃO Nas economias mistas já se confirma a gestão empresarial com a regulação estatal na mobilização dos recursos e na produção. Tela 31 AS CARACTERÍSTICAS DAS ECONOMIAS LIBERAIS DE MERCADO Automatismo das forças de mercado: segundo essa corrente econômica, a economia desenvolve- se melhor de acordo com a liberdade econômica de produtores e consumidores. Como consumidores: os cidadãos têm liberdade para adquirir os bens e serviços que mais lhe ajudam. Como produtores, os empresários têm liberdade de produzir aquilo que melhor satisfaça as necessidades dos consumidores, desde que lhes traga uma recompensa econômica. No processo de concorrência, alguns produtores prosperam e outros vão à ruína. Se há produção maior que as necessidades dos consumidores deverá haver baixa de preço. Se há produção menor que as necessidades dos consumidores deverá haver alta de preços. Fundamentados nesses princípios, os liberais propõem as seguintes práticas na ordem econômica: Governo mínimo e mínima interferência do Estado na economia. Livre-iniciativa empresarial. Para o Estado, deverá haver apenas três funções básicas: Proteger o país de agressão e invasão. Explicar e manter certas obras públicas de interesse geral. Zelar pela observação dos contratos privados. PARTINDO PARA AS ECONOMIAS CENTRALMENTE PLANIFICADAS TEMOS AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS: Os estados controlam os meios de produção, as diretrizes estratégicas da economia e a política geral do estado. As fábricas, os barcos, o comércio e as terras são de propriedade estatal. O planejamento como estratégia de direção da economia. Com o plano, o estado procura desenvolver a melhor racionalidade com a locação de recursos, planeja-se melhor investimento e distribui-se melhor a venda. O estado centraliza o poder político e a direção geral da economia. Estabelece diretriz estratégica para a economia. O plano substitui o mercado. Problemas e imperfeições: Burocratização excessiva imposta pela centralização. Pouca sensibilidade à demanda global. Perda da eficiência produtiva. E para finalizarmos o conteúdo dessa unidade, temos economias sociais de mercado (mistas). Elas combinam o mercado, a propriedade privada com a relação do Estado. Nas economias mistas prevalecem as forças de mercado, porém há uma grande interferência do Estado.