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OAT – Metalografia e Tratamento Térmico 2º QUESTÃO Uma das importantes alterações é o deslocamento da posição eutetóide em relação à temperatura e à concentração de carbono. Além do deslocamento do ponto eutetóide os elementos de liga provocam mais alguns efeitos. Como, Variação na temperatura de transformação: alguns elementos tendem a deslocar as temperaturas de transformação, atuando no sentido de aumentar o campo austenítico (elementos austenitizantes ou gamagênicos) ou restringindo-o (elementos ferritizantes ou alfa gênicos) e desta maneira estabilizando a ferrita. Entre os elementos gamagênicos estão o Ni, C, Mn, N e entre os alfagênicos o: Cr, W, V, Al, Nb. E também em formação de carbonetos: alguns elementos quando adicionados aos aços, formam carbonetos muito estáveis os quais geralmente são mais duros que a cementita. Por isso esses elementos elevam a dureza do aço e sãoutilizados geralmente em aços ferramenta de qualidade superior. 3ª QUESTÃO a) ( F ) As bainitas inferiores apresentam-se alongadas de ferrita, formadas sobre ferrita proeutetoide nos contornos de grãos, com uma precipitação de partículas e cementita. Justificativa: Geralmente formada na faixa de temperaturas de (~400 – 250°C), a microestrutura e as características cristalográficas da bainita inferior são muito semelhantes as da bainita superior. A maior diferença é que carbonetos também precipitam dentro das subunidades da bainita inferior. Assim, há dois tipos de precipitação de carbonetos: um que se forma a partir da austenita que separa as placas de ferrita, e o outro que se forma a partir da ferrita supersaturada em carbono. b) ( V ) As bainitas inferiores são agulhas longas e estreitas de ferrita, com placas finas de cementita , precipitada paralelamente a uma direção que formada com o eixo da agulha um ângulo de aproximadamente 50o a 60°. 4ª QUESTÃO O teste de dureza Rockwell consiste em endentar o material sob teste com um cone de diamante ou endentador de esfera de aço endurecido. O endentador é pressionado contra a superfície do corpo de prova com uma pré-carga F0 , usualmente de 10kgf . Quando o equilíbrio é atingido, um dispositivo indicativo que segue os movimentos do endentador e responde às variações da profundidade de penetração é ajustado para a posição zero. HR = E – e Onde: e = aumento permanente da profundidade de penetração devido à carga maior F1 medido em unidades de 0,002 mm E = constante que depende do formato do endentador: 100 para endentador de diamante, 130 para endentador de esfera de aço HR = valor da dureza Rockwell F0 = pré-carga em kgf F1= carga em kgf F= carga total em kgf Escala A: Endentador -> Cone diamante 120° Carga maior f1 -> 50 kgf E -> 100 Aplicação -> Chapa de aço, metal duro, aço com endurecimento superficial. Escala B: Endentador -> Esfera de aço 1/6” Carga maior f1 ->90 E -> 130 Aplicação -> Cobre, ligas de alumínio, aço de baixo carbono, ferro fundido maleável. Escala C: Endentador -> Cone diamante 120° Carga maior f1 -> 140 E -> 100 Aplicação -> Aços endurecidos maus usados, ferro fundido duro, titânio. 5º QUESTÃO Esta escala não é conveniente para os metais, porque a maioria deles apresenta durezas Mohs 4 e 8, e pequenas diferenças de dureza não são acusadas por este método. Por exemplo, um aço dúctil corresponde a uma dureza de 6 Mohs, a mesma dureza Mohs de um aço temperado. 6º QUESTÃO Diferentes ajustes de cargas resultam praticamente no mesmo valor de dureza para materiais uniformes. Isto é muito conveniente pois evita a mudança arbitrária de escala com outros métodos de medição de dureza. Leituras extremamente precisas podem ser obtidas no teste Vickers, além da vantagem de utilizar apenas um tipo de endentador para todos os tipos de metais e superfícies. O teste é aplicável a uma grande gama de materiais, dos mais moles aos mais duros, com ampla faixa de ajuste de cargas. A única desvantagem do teste é a máquina de medição, que é de maior porte e mais cara que as correspondentes para os teste Brinell e Rockwell. 7ª QUESTÃO Opção Austêmpera 8ª QUESTÃO ( F ) O Ferro não sofre o fenômeno da alotropia, pois tem energia interna para quando chegar numa temperatura gasta essa energia (calor lantente) para realizar difusão para ocorrer transformação alotrópica e passar de CCC para CFC. Justificativa: O ferro quando derretido pode ser resfriado a diferentes temperaturas e formar diferentes alótropos, o α-Fe (ferro alfa), γ-Fe (ferro gama) e o δ-Fe (ferro delta). Eles variam conforme a estrutura cristalina em que os átomos de ferro se organizam. Possuem propriedades físicas distintas, como magnetismo e capacidade de incorporar carbono na formação de ligas metálicas. Em síntese, a alotropia acontece quando um único elemento pode formar mais de uma substância simples, seja ela mudando a atomicidade ou a estrutura cristalina. Assim os átomos se organizam, dando origem, então, a grande variedade de compostos que temos na natureza; ( V ) A combinação dos elementos de liga não tem permitir a transformação alotrópica, numa situação em que resfriar, dentro de um balanceamento, no óleo, na água, consegue realizar a transformação alotrópica permitindo estrutura 100% Martensita. ( V ) A presença de 10% de Ni (Níquel) num aço comum diminui o teor de carbono jogando no gráfico do diagrama Fe-C o ponto eutetóide pra baixo e pra esquerda. Justificativa: O cromo, como foi visto, é o elemento mais importante; um teor mínimo de 10% é exigido para atingir a necessária passividade que é, por assim dizer, completa com 20% a 30% de cromo. O níquel segue ao cromo em importância; sua atuação faz-se sentir não só na melhora da resistência à corrosão dos aços inoxidáveis ao cromo em soluções neutras de cloreto e em ácidos de baixa capacidade de oxidação, como igualmente no sentido de melhorar suas propriedades mecânicas. Essa influência é particularmente grande quando o teor de níquel é superior a 6% ou 7%. ( V ) O Ferro sofre o fenômeno da alotropia, pois tem energia interna para quando chegar numa temperatura gasta essa energia (calor latente) para realizar difusão para ocorrer transformação alotrópica e passar de CCC para CFC. Justificativa: Temperatura ambiente até 912°C = Feα CCC 912°C até 1394° C = Feγ CFC 1394°C até a temperatura de fusão = Feδ CCC Aços com 0,2%C (altamente ferrítico) aço de baixo carbono muito mole. Aços com 0,8%C (altamente perlítico) aço de alto carbono muito duro e difícil de soldar. Um aço 100% perlítico é um aço eutetóide. A zona de transição de CFC-CCC que possui α(ferrita) +γ(austenita) está relacionada com um tempo para gastar energia de calor latente onde existe um fluxo difusivo, ou seja, sua microestrutura resultante pode ser consequência a velocidade de resfriamento do material. Os aços hipereutetóides (concentração de carbono acima de 0,8%), quando resfriados formam cementitas pró- eutetóides nos contornos da microestrutura do aço , são estruturas extremamente frágeis.