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Células tronco

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Nome: Enzzo Fayssander Norbim 
Quais os tipos de doadores de medula óssea atualmente existentes? 
A medula óssea corresponde a um tecido líquido-gelatinoso encontrado no interior dos ossos. 
Ela contém as células-tronco hematopoiéticas que produzem os componentes do sangue, 
incluindo as hemácias, responsáveis pelo transporte do oxigênio na circulação, os leucócitos, 
agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo, e as plaquetas, que atuam na 
coagulação do sangue. 
A doação de medula óssea é importante para o tratamento de pacientes com doenças que 
comprometem a produção normal de células sanguíneas, como as leucemias agudas, leucemia 
mieloide crônica, linfomas, mieloma múltiplo, anemia aplásica grave e talassemia. Em alguns 
casos, o transplante de medula óssea é a única possibilidade de cura para o paciente. 
A doação de medula óssea pode ser aparentada ou não aparentada. Assim sendo, se o doador é 
uma pessoa da própria família, em geral um irmão ou um dos pais é uma doação aparentada. 
Caso contrário, inicia-se a busca de alternativas para a realização do transplante; como a busca 
por doador compatível no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea 
(REDOME). 
Vale ressaltar que, ao contrário dos transplantes de órgãos como fígado ou pulmão, nos quais é 
importante que doador e receptor tenham a mesma tipagem sanguínea (A, B, O, AB), nos 
transplantes de medula óssea a compatibilidade necessária chama-se HLA (Human Leukocyte 
Antigen). Os HLA são glicoproteínas expressas na superfície das células codificadas pelos genes 
localizados no cromossomo 6, os quais estão divididos em 2 classes: I e II. Os da classe I codificam 
glicoproteínas expressas na superfície das células nucleadas, já os da classe II codificam 
glicoproteínas expressas na superfície de células do sistema imune: células apresentadoras de 
antígenos; linfócitos B e linfócitos T ativados. A função biológica das moléculas HLA é associar 
pequenos peptídeos na sua fenda, carregá-los para a superfície e apresentá-los aos linfócitos, 
desencadeando a resposta imune. Dessa forma, tais glicoproteínas sinalizam para o sistema 
imunológico não atacar as próprias células do organismo. Por isso são tão importantes no 
transplante. 
Nesse contexto, a doação pode ser feita por dois tipos de doadores, um doador cadastrado no 
REDOME ou um parente do paciente. A pesquisa de doadores deve ser iniciada na família, entre 
os irmãos, porque existe 25 a 30% de possibilidade em se encontrar um doador genótipo 
idêntico, que caracteriza o doador ideal. Na primeira fase, realiza-se a tipificação HLA classe I; 
nos idênticos, deve-se seguir para fase 2, ou seja, tipificação HLA classe II. 
Não sendo encontrado doador genótipo idêntico, deve-se estender a pesquisa na família (pais, 
avós, tios e primos). Para que haja aumento na probabilidade de se encontrar um doador, deve-
se priorizar a identificação de casamentos consanguíneos na família e na frequência dos 
haplotipos. A pesquisa também segue o fluxo anterior, ou seja, tipificação HLA classe I, seguida 
de classe II nos doadores identificados na fase I. Simultaneamente, deve-se inscrever esse 
paciente no Registro Brasileiro de Receptores de Medula Óssea (REREME), para busca de doador 
compatível no REDOME, no Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário e, se necessário, 
nos bancos internacionais. 
 
REFERÊNCIAS 
CUNHA, J. Q.; LIMA, E. G.; RODRIGUES, W. F.; SILVA, M. L. Distribuição macrorregional de 
doadores de medula óssea e as políticas públicas. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 1, n. 2, p. 
77, 2020. 
HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia de Hoffbrand. 7. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2018. 384 p. 
REDOME. Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Instituto Nacional do 
Câncer. Disponível em: http://redome.inca.gov.br/. Acesso em: 8 maio 2022. 
SILVA, C. F.; SOUZA, S. W.; RIBEIRO, C. N. Revisão Sistemática: Uma Associação do Sistema HLA à 
sua Tipificação para Transplante de Medula Óssea. Revista Saúde Integrada, v. 12, n. 23, p. 115-
127, 2019.