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<p>Física da Radiologia</p><p>Diagnóstico por imagaem</p><p>Fundamentos Básicos</p><p>Phillip Patrik Dmitruk</p><p>2</p><p>1. Conceito de radiações.</p><p>Radiações ionizantes:</p><p>Toda radiação produz efeitos letais sobre</p><p>células e tecidos vivos, daí a necessidade de se</p><p>estabelecer normas para proteção e higiene</p><p>assegurando o adequado uso da mesma.</p><p>Proteção: Estabelecimento das normas de</p><p>segurança e técnicas que levem a boa interação</p><p>com o público , em trabalho ou em tratamento.</p><p>Higiene: Estabelecimento de normas de</p><p>conservação de Saúde.</p><p>Princípios a serem utilizados quando é</p><p>objetivada uma prevenção ou um controle de</p><p>exposição a radiação ionizante:</p><p>a. Remove-se a fonte da radiação ionizante;</p><p>b. Mantê-la sobre rígido controle e</p><p>c. Proteger quem esteja exposto a fonte,</p><p>seja paciente ou trabalhador.</p><p>Antes de entrarmos nos conceitos de</p><p>radiações,vamos estabelecer alguns conceitos</p><p>básicos sobre física atômica:</p><p>1.1 O átomo</p><p>Constituído de um núcleo central rígido onde se</p><p>encontram os prótons e os nêutrons, também</p><p>denominados “núcleons”. No núcleo esta</p><p>concentrada a massa do átomo. Gravitando ao</p><p>redor do núcleo estão os elétrons , distribuídos</p><p>pela eletrosfera, esta constituída pelas camadas</p><p>K,L,M,N,O,P,Q com seu número máximo</p><p>permissível de elétrons.</p><p>Símbolo Químico :</p><p>ZXA</p><p>A ..... número de massa</p><p>Z ..... número atômico</p><p>Particularidades :</p><p>Isóbaros: mesmo no de massa (A)</p><p>(6C</p><p>14, 8O</p><p>14, 7N</p><p>14)</p><p>Isótopos: mesmo no Atômico (Z)</p><p>(1H1, 1H2, 1H3 )</p><p>mp = 1,00759 uma</p><p>mn = 1,00898 uma</p><p>me = 1,67 x 10kg</p><p>Defeito de massa: é a diferença entre a massa</p><p>de repouso de um núcleo e a soma das massa</p><p>isoladas de cada um dos seus núcleons.</p><p>Capítulo 01</p><p>Proteção e higiene às radiações</p><p>Conceitos, normas e segurança no trabalho com radiações ionizantes</p><p>Energia de ligação: é a quantidade de energia</p><p>a ser fornecida ao sistema para separar as</p><p>partículas completamente.</p><p>∆ m = defeito de massa</p><p>∆ m = Z. mp +Zme+(A-Z) mn - m A</p><p>∆ m = Z.mH + (A-Z) mn - mA</p><p>∆ m = Z. 1,008142 + (A-Z). 1,00898 - mA</p><p>1 uma = l,60.10Kg</p><p>1 mH =1,008142 uma</p><p>Segundo Planck-Einstein temos:</p><p>E = m . c2</p><p>E = 1,60.10-27.(3.108)2 = 1,493.1010joules. 1ev</p><p>1,66.10-19joules</p><p>E = 931 MeV</p><p>assim, a energia de ligação será,</p><p>EL = E. Δm = 931 . [ Z. . 1,008142+(A-Z) . 1,008982 - mA ]</p><p>3</p><p>1896 - A.R. Becquerel verifi cou que os sais de</p><p>urânio emitiam radiações que impressionavam</p><p>chapas fotográfi cas, mesmo quando envoltas</p><p>por um papel preto. Impressionado com este</p><p>fato denominou-a de “Radiação penetrante”,</p><p>1.2 Conceitos básicos sobre radiações</p><p>Divisão:</p><p>a) Radiação corpuscular: Constituí-se de um</p><p>feixe de partículas subatômicas assim como os</p><p>elétrons, os prótons, as alfas, os dêuterons e</p><p>etc., acelerados a altas velocidades, onde, para</p><p>radiação corpuscular,</p><p>E = 1 mV2</p><p>correção relativística da massa (m)</p><p>m = m0 .[ 1 - (v2 /c2) ]-1/2</p><p>Fenômenos ligados: Produção, Absorção e</p><p>Espalhamento dos R-X constituindo-se de</p><p>ondas que possuem a mesma velocidade,</p><p>contudo variam quanto ao seu comprimento de</p><p>onda λ (lambda).</p><p>b) Radiação eletromagnética: Todas as</p><p>radiações que possuem oscilações elétricas</p><p>e magnéticas, Fenômenos ligados: Refl exão,</p><p>Difração e Polarização</p><p>1901- Max Planck desenvolveu a teoria dos</p><p>“quanta” que hoje são denominados “fotóns”</p><p>devido a A. Einstein, segundo estes a energia</p><p>dos fótons varia com a freqüência de onda da</p><p>radiação, onde:</p><p>E = hν</p><p>h = Constante de Plank = 6,626 v10-34 joules . seg</p><p>Pierre e M.me. Currie</p><p>2</p><p>provando após trabalhar com vários e diferentes</p><p>sais de Urânio que ela provinha deste elemento</p><p>e que quanto maior a quantidade de Urânio</p><p>maior a quantidade de radiação não variando</p><p>com a temperatura, pressão, campos elétricos e</p><p>magnéticos e até mesmo estado químico.</p><p>1897 - E. Rutherford dividiu as radiações</p><p>naturais em três tipos ou espécies:</p><p>α( alfa) β (beta) γ (gama)</p><p>Postulou que, a radioatividade é a transformação</p><p>espontânea do núcleo atômico de um nuclídeo</p><p>para outro, emitindo um ou mais tipos de</p><p>radiação, que dependem da característica de</p><p>transformação ou do nuclídeo “pai”. A alteração</p><p>de um nuclídeo “pai” para outro “fi lho” e</p><p>denominada Desintegração radioativa.</p><p>1898 - P Curie e M.. S. Curie denominaram</p><p>este tipo de fenômeno de “Radiatividade”</p><p>determinando ainda a existência de um outro</p><p>elemento radioativo em meio a Plechblenda</p><p>(minério do Urânio) e separando uma pequena</p><p>quantidade do mesmo, o qual denominaram</p><p>“Polônio” e uma outra denominada “Radium”.</p><p>1.4 Tipos de desintegração</p><p>a) Desintegração alfa (α): São intrinsecamente</p><p>núcleos de gás Hélio (He),possuem carga positiva</p><p>e massa maior que a do elétron. A desintegração</p><p>se dá segundo a seguinte relação:</p><p>ZX</p><p>A Z-2Y</p><p>A-4 + α + Qα</p><p>onde,</p><p>Qα = Energia liberada = A . Eα</p><p>A-4</p><p>Eα = 1/2 ( m V )</p><p>1.3 Radioativida natural</p><p>Histórico</p><p>1895 - W.C. Röentgen descobre os R-X</p><p>A. R. Becquerel</p><p>4</p><p>b) Desintegração beta (β -) : Núcleos que</p><p>possuem excesso de nêutrons, alcançam a</p><p>estabilidade convertendo um nêutron num</p><p>próton e uma partícula beta negativa, que é</p><p>intrinsecamente um elétron negativo.</p><p>01n 11 p+ - 10e + η</p><p>ZX</p><p>A Z+1Y</p><p>A + β− + η (neutrino)</p><p>Outra forma do átomo alcançar a estabilidade se</p><p>dá pelo que chamamos de captura de elétrons,</p><p>onde o núcleo instável captura um elétron,</p><p>geralmente da camada K, onde este combina-</p><p>se com um próton e converte-se num nêutron e</p><p>um neutrino.</p><p>ZX</p><p>A + eK Z+1Y</p><p>A + β− + η</p><p>Desintegração beta positiva (β+): Ocorre quando</p><p>um núcleo com excesso de prótons em relação</p><p>ao número de nêutrons, alcança a estabilidade</p><p>pela conversão de um próton em um nêutron e</p><p>uma partícula beta positiva (posítron).</p><p>ZX</p><p>A Z-1Y</p><p>A + β+ + η</p><p>A energia máxima das betas vão de 0,3 a 14 Mv.</p><p>c) Desintegração com emissão gama (γ) : Ocorre</p><p>quando há a emissão de uma partícula pelo</p><p>núcleo de forma incompleta, ou seja o núcleo</p><p>fi lho permanece com uma certa quantidade</p><p>de energia, fi cando excitado, emitindo um</p><p>gama para liberar a energia de excitação, são</p><p>também denominados “raios gama” que apesar</p><p>de se originarem do núcleo são de origem</p><p>eletromagnética. Desta forma pode-se dizer</p><p>que a emissão dos R é a energia de excitação</p><p>do núcleo fi lho.</p><p>d) Captura Orbital: Consiste na captura de um</p><p>elétron orbital pelo núcleo do átomo. Geralmente</p><p>o elétrons localizada na camada eletrônica K e/</p><p>ou L e ainda M, por haver um défi cit negativo no</p><p>núcleo e capturam um elétron para compensar,</p><p>após a captura o elétron emite radiação Gama</p><p>e ainda a emissão de RX característicos devido</p><p>a um arranjo orbital.</p><p>e) Transição Isométrica: Consiste em emissão</p><p>de radiação gama após um re-arranjo energético</p><p>dos núcleons, o núcleo desses átomos estava</p><p>excitado com excesso de energia antes da</p><p>emissão.</p><p>f) Captura Isométrica: A radiação gama emitida</p><p>na transição isométrica é absorvido por elétrons</p><p>orbitais que são ejetados, em alguns casos</p><p>os RX recorrentes do arranjo orbital não são</p><p>emitidos porque são absorvidos pelos elétrons</p><p>orbitais que são ejetas com energia fraca,</p><p>elétrons Auger.</p><p>1.5 Isótopos, lei do decaimento</p><p>radioativo, meia vida, vida média e</p><p>atividade de uma amostra</p><p>Desintegração radioativa: Processo que envolve</p><p>a emissão de uma partícula α (alfa) ou de uma</p><p>partícula β (beta) do núcleo que se desintegra,</p><p>denominado núcleo “pai”, e o núcleo que se</p><p>produz neste processo e denominado núcleo</p><p>“fi lho”. O fenômeno da desintegração é melhor</p><p>estudado em análise probabilística, assim:</p><p>para t0 = 0, temos N0 átomos e sendo λ a</p><p>probabilidade do átomo se desintegrar na</p><p>unidade de tempo.</p><p>para t > t0, teremos N átomos radioativos,</p><p>portanto o no provável de átomos que se</p><p>desintegrará será λN e como cada desintegração</p><p>reduz o número provável de 2 desintegrações</p><p>por unidade de tempo, então:</p><p>-dN/dt</p><p>(o sinal negativo indica um decréscimo com</p><p>do conceito técnico</p><p>ideal por tipo específi co de paciente, os quais</p><p>muitas das vezes ou muito freqüentemente fogem</p><p>aos padrão estabelecidos para a execução de</p><p>uma radiografi a de boa qualidade.</p><p>Assim devemos sempre que possível fazer um</p><p>reconhecimento de todos os acessórios para</p><p>uso no aparelho de RX quando iniciamos nossa</p><p>pratica de trabalho dia à dia, estabelecendo</p><p>um padrão individual de formação de imagens</p><p>radiográfi cas.</p><p>Cones e cilindros: Acessório típico para</p><p>formação de imagens bem localizadas e a</p><p>curtas distâncias (<1m), este tipo de acessório</p><p>possibilita também a redução substancial</p><p>na técnica utilizada, kV e MA, outro fator a</p><p>ser considerado é a facilidade de executar</p><p>radiografi as de extremidades anatômicas , com</p><p>um maior aproveitamento da região paralela do</p><p>feixe incidente. Alguns tipos de cones a seguir:</p><p>4.8 Densidade</p><p>Refere-se asa condições de exposição que</p><p>devem ser selecionadas de forma que a região</p><p>ou as estruturas de interesse radiodiagnóstico</p><p>aparecem na área onde há uma maior incidência</p><p>de RX e onde o contraste do fi lme seja maior,</p><p>se as áreas de interesse forem sub-expostas</p><p>então a curva característica do fi lme responderá</p><p>na região de menor contraste, portanto será</p><p>mais difícil visualiza-las pois será também</p><p>mais difícil distinguí-las.</p><p>4.9 Contraste</p><p>O contraste está diretamente ligado ao grau de</p><p>resposta de um fi lme a exposição aos RX, desta</p><p>forma ele é afetado tanto pelos RX como pelo</p><p>tipo de material usado da construção de um fi lme</p><p>radiográfi co, desta forma podemos listar uma</p><p>série de fatores que afetam nesta resposta do</p><p>fi lme, são eles:</p><p>Tipo	de	fi	lme:	Atualmente como esta é uma</p><p>condição legada a fabricação do fi lme, como</p><p>solução temos no mercado uma grande variedade</p><p>de tipos de fi lmes que devem ser utilizados em</p><p>acordo com as indicações do fabricante.</p><p>Revelação: Outra indicação que deve seguir</p><p>as indicações do fabricante, tanto quanto</p><p>a necessidade quanto a forma de serem</p><p>misturadas, contudo podemos optar ainda pela</p><p>compra diretamente dos produtos pré-eleborados</p><p>como é o caso no uso de processadoras</p><p>automáticas; deve-se ainda tomar todo cuidado</p><p>com o armazenamento deste material bem como</p><p>com o prazo que expira a validade dos mesmos.</p><p>Densidade	fotográfi	ca: Diz respeito ao grau de</p><p>homogeneidade em que o fi lme é constituído que</p><p>deve seguir as nos padrões para a sua qualidade</p><p>pelo fabricante.</p><p>Véu: Deve-se manter o nível de véu do fi lme o</p><p>mais baixo possível, desta forma as condições</p><p>de armazenamento e reciclagem de estoques se</p><p>torna bastante importantes.</p><p>Exposição: A velocidade de resposta de</p><p>um filme esta diretamente ligada ao tipo de</p><p>exposição a que este é sujeito, habitualmente</p><p>em radiodiagnóstico os fi lme estão preparados</p><p>para receber a exposição direta da luz do écran,</p><p>desta forma deve-se ter um especial cuidado com</p><p>a disposição ideal de ecran-fi lme.</p><p>32</p><p>Antidifusores: Esta entre os acessórios que</p><p>tem como fi nalidade a limitação feixe que sai</p><p>da ampola de forma a “centrá-lo”na estrutura</p><p>de interesse radiodiagnóstico, também são</p><p>conhecidos como instrumentos limitadores de</p><p>feixe ou ainda centralizadores.</p><p>Potter Bucky: Como já estudamos em física</p><p>radiológica, este acessório é utilizado como</p><p>suporte para o chassi e grade podendo ainda</p><p>ter o recurso de serem moveis ou fi xas, móveis</p><p>quando se tem por objetivo borrar as linhas que</p><p>geralmente são geradas pela grade quando da</p><p>execução de uma radiografi a, este mecanismo</p><p>isola a grade do compartimento do chassi ou</p><p>cassete e é ligado anasincronicamente com o</p><p>mecanismo de disparo de feixe, de forma a movê-</p><p>la no momento da exposição borrando a linhas</p><p>geradas pela grade como dito anteriormente.</p><p>Bucky</p><p>Goniômetro e espessômetro: Instrumentos</p><p>uti l izados para elaboração de medidas</p><p>anatômicas do paciente de forma a selecionar</p><p>particularmente por biótipo de paciente a técnica</p><p>adequada a ser utilizada.</p><p>Goniômetro : Qualquer aparelho destinado</p><p>a medição de ângulos, como por exemplo</p><p>os transferidores utilizados em geometria</p><p>acadêmica.</p><p>Espessômetro: Qualquer aparelho destinado a</p><p>medida de estrutura bi-planares, assim como é o</p><p>caso da anatomia do paciente.</p><p>Esses instrumentos podem ser construídos</p><p>separadamente ou agrupados numa única estrutura</p><p>como é o caso em radiologia diagnóstica.</p><p>4.12 Écrans</p><p>Telas Reforçadoras: As telas reforçadoras</p><p>que também são conhecidas por écrans,</p><p>são responsáveis pela conversão da energia</p><p>proveniente dos raios do feixe de RX em energia</p><p>luminosa, essa conversão pode se dar na faixa</p><p>de comprimento de luz visível verde à luz azul</p><p>dependendo da composição específi ca do écran,</p><p>ou seja do seu fósforo constituinte. Entre os</p><p>componentes que são utilizados por possuírem a</p><p>propriedade acima temos o Tungstato de Cálcio,</p><p>o Fluocloreto de Bário, Sulfato de Gadolínio</p><p>e Ítrio, Oxisulfuretos de terras raras e outros.</p><p>Contudo para que um composto químico seja</p><p>utilizado como écran luminescente radiográfi co</p><p>ele deve obedecer a certas características</p><p>descritas a seguir:</p><p>a. Alta absorção de RX;</p><p>b. Grande rendimento de conversão de R-X</p><p>em luz visível;</p><p>c. Aceitar os processos de fabricação;</p><p>d. Resistência as alterações ambientais;</p><p>e. Baixa luminescência residual e</p><p>f. Alta atividade.</p><p>Tais características ainda são tratadas como</p><p>experimentais, uma vez que torna-se na prática</p><p>um tanto difícil a junção destas a um único</p><p>elemento ou composto químico. Uma outra</p><p>qualidade que tem levado a grande difusão do</p><p>uso do écran em radiografia diagnóstica é a</p><p>possibilidade de redução nas técnicas de RX,</p><p>levando a um melhor rendimento e velocidade</p><p>de execução e ainda cria um forte vínculo com</p><p>as expectativas de radioproteção necessária as</p><p>normas de higiene e proteção às radiações.</p><p>Como a maioria dos sais que são utilizados na</p><p>construção de um écran luminescem com luz verde,</p><p>principalmente os de terras raras que possuem</p><p>maior taxa de conversão, os fi lmes atualmente</p><p>possuem a característica de serem ortocromáticos,</p><p>ou seja, são capazes de absorver as luzes verde</p><p>e azul provenientes dos mais diversos écrans</p><p>existentes no mercado, daí o cuidado que se deve</p><p>ter ao comprar fi lmes sua especifi cação quanto</p><p>a absorção de luz verde ou azul são bastante</p><p>importantes, lembrando que somente os fi lmes que</p><p>absorvem preferencialmente a luz verde podem ser</p><p>usados para écrans de luz , sendo impossível o</p><p>contrário. Como percebemos os écrans tornaram</p><p>as radiografi as mais seguras e precisas . Entre as</p><p>suas principais vantagens temos as seguintes:Espessômetro</p><p>33</p><p>a. Baixa exposição, diminuindo os efeitos</p><p>por movimentação do paciente;</p><p>b. baixa dose de radiação;</p><p>c. aumento na durabilidade dos tubos de RX;</p><p>d.	 baixa	dose	de	radiação;.	fl	exibilidade	na</p><p>escolha da técnica mais a dequada e</p><p>e. menor ponto focal.</p><p>4.13 Composição</p><p>Os écrans são constituídos de diminutos cristais</p><p>de fósforo que se encontram aglutinados por um</p><p>gel homogenizador, depositado por sobre uma</p><p>película resistente denominada suporte seja de</p><p>material plástico ou papelão com uma superfície</p><p>refl etora para um melhor aproveitamento da luz</p><p>emitida, possui ainda um revestimento de silicone</p><p>de lhe incorpora resistência e durabilidade, além</p><p>de favorecer sua limpeza e ainda uma proteção</p><p>extra contra os agentes naturais principalmente a</p><p>umidade. Pode ainda variar quando ao tamanho</p><p>de cristal e espessura de fósforo, de acordo com</p><p>a necessidade de uso em radiodiagnóstico. Sua</p><p>disposição de construção é demonstrada na</p><p>fi gura a seguir:</p><p>esquematização do écran</p><p>Fatores que afetam na emissão do écran:</p><p>a. Absorção de RX;</p><p>b. Tamanho do cristal de fósforo;</p><p>c.		 Camadas	absorventes	x	refl	etoras;</p><p>d. Pigmentação absorvente ou corante;</p><p>e. Taxa de conversão;</p><p>f. Altas temperaturas.</p><p>4.14 Tipos</p><p>Os écrans são basicamente emissores de luz azul</p><p>ou verde e embora existam diversas formas de</p><p>construir um écran, este pode ser classifi cada com</p><p>relação a sua velocidade de resposta a incidência</p><p>de</p><p>RX. A velocidade de resposta do écran esta</p><p>inversamente ligado a exposição, assim um écran</p><p>será considerado rápido quando necessitar de</p><p>chassis carregado – corte mono-base</p><p>baixa exposição e vice-versa, quanto mais rápido</p><p>o écran maior será a saída de luz em termos</p><p>de quantidade e intensidade. Muito embora</p><p>durante a classificação do écran temos para</p><p>efeito comparativo o écran de velocidade média</p><p>de Tungstanato de Cálcio ainda são necessárias</p><p>muitas pesquisas para que encontremos um</p><p>método mais preciso para tal procedimento</p><p>comparativo, a causa disto esta relacionada</p><p>com os inúmeros fatores que levam um écran a</p><p>luminescer com maior ou menor velocidade.</p><p>4.15 Usos</p><p>Os écrans atualmente estão largamente</p><p>difundidos no meio radiodiagnóstico, devido a</p><p>sua grande capacidade de ampliar os efeitos</p><p>dos raios X sobre uma película radiográfi ca</p><p>(fi lme), na maioria dos casos os écrans podem</p><p>ser usados em combinação simples ou dupla,</p><p>formando o que é denominado “sanduíche”,</p><p>como exemplifi cado abaixo:</p><p>chassis carregado – corte bi-base</p><p>34</p><p>4.16		 Magem	radiográfica</p><p>Vamos aqui selecionar algumas relações e técnicas</p><p>muito úteis na formação da imagem, em termos da</p><p>geometria envolvida neste processo.</p><p>Radiogeometria</p><p>Relação MA e Tempo de exposição</p><p>A exposição se mostra inversamente proporcional</p><p>a MA, como mostra a seguinte relação:</p><p>MO → miliamperagem original</p><p>MN → miliamperagem nova</p><p>NT → Tempo novo</p><p>TO → Tempo original</p><p>Relação distância e tempo de exposição</p><p>De acordo com a lei do inverso do quadrado da</p><p>distância, podemos obter uma relação direta com</p><p>o tempo de exposição, como mostra a relação</p><p>a seguir:</p><p>NT → novo tempo</p><p>TO → tempo original</p><p>ND → nova distância</p><p>DO → distância original</p><p>Relação MA e Distância</p><p>NM → nova miliamperagem</p><p>MO → Miliamperagem original</p><p>ND → nova distância</p><p>DO → distância original</p><p>Relação mAs e distância</p><p>NmAs → novo mAs</p><p>mAsO → mAs original</p><p>ND → nova distância</p><p>DO → distância original</p><p>Efeito anódino</p><p>Também conhecido como efeito talão, é um</p><p>efeito que pode ser muito útil na formação da</p><p>MO</p><p>MN = NT</p><p>TO</p><p>NT</p><p>TO = ND2</p><p>DO2</p><p>NM</p><p>MO = ND2</p><p>DO2</p><p>NmAs</p><p>mAsO = ND2</p><p>DO2</p><p>imagem uma vez que como foi discutido em</p><p>física radiológica, trata-se de uma diferença</p><p>de homogeneidade do feixe de RX devido a</p><p>angulação em que se encontra o alvo (ânodo) em</p><p>relação ao canhão de elétrons ( filamento cátodo).</p><p>De forma a não termos que aumentar uma técnica</p><p>principalmente, podemos fazer uso deste efeito</p><p>colocando a região anatômica mais densa do</p><p>paciente na parte mais densa do feixe de RX .</p><p>Ampliação Ampliação</p><p>Efeito considerado bastante útil quando</p><p>necessitamos visualizar numa imagem radiográfica</p><p>uma determinada estrutura de difícil localização</p><p>devido a sua forma diminuta como é o caso</p><p>dos ossos que compõem o sistema auricular ou</p><p>ainda o caso de diminutas fraturas muito difíceis</p><p>de serem evidenciadas numa imagem sem</p><p>ampliação. Este efeito tem uma relação direta</p><p>com a lei do inverso do quadrado da distância,</p><p>estudada anteriormente e é exemplificada pela</p><p>figura a seguir: Efeito de ampliação radiográfica</p><p>devido a alteração da distância.</p><p>35</p><p>5.1 Meios de contraste</p><p>Com o objetivo de atenuar as estruturas do corpo</p><p>e as regiões ao redor das mesmas, algumas</p><p>vezes, meios de contraste são introduzidos a</p><p>essas estruturas. Os meios de contraste são</p><p>substâncias que diferem em densidade e em</p><p>número atômico dos tecidos ao redor da região na</p><p>qual eles são introduzidos. Os mais comuns são :</p><p>a) Suspensões aquosas de sulfato de bário</p><p>b) compostosorgânicos contendo iodo e gases</p><p>(ar ou bióxido de carbono).</p><p>O sulfato de bário e/ou o ar são usados para</p><p>realçar o trato gastrointestinal. Os vários</p><p>compostos de iodo têm muitos usos, entre eles</p><p>a radiografia dos sistemas vascular, urinário,</p><p>linfático, respiratório e o canal vertebral.</p><p>5.2 Substâncias radiopacas</p><p>Substâncias tais como o sulfato de bário e os</p><p>compostos de iodo, as quais absorvem mais</p><p>radiação X do que a área ao seu redor, são</p><p>conhecidas como radio - opacas ou contraste</p><p>positivo.</p><p>5.3 Substâncias radiotransparentes</p><p>ou substâncias radiolucentes</p><p>Substâncias tais como o ar e o bióxido de</p><p>carbono, absorvem menos radiação X do que</p><p>os tecidos ao seu redor. Tais substâncias</p><p>são conhecidas como radio transparentes ou</p><p>radiolucentes ou contraste negativo.</p><p>5.4 Método de duplo contraste</p><p>Em algumas técnicas de exames, costuma-se</p><p>combinar um meio de contraste positivo com</p><p>um negativo. Esse procedimento é chamado de</p><p>método de duplo contraste.</p><p>5.5 Agentes de contraste</p><p>SULFATO DE BÁRIO ( BaSO4 )</p><p>Capítulo 05</p><p>Topicos de Exames Contrastados</p><p>O bário é um metal alcalino terroso que ocorre na</p><p>natureza como mineral, sob a forma de diversos</p><p>sais, entre eles o sulfato de bário.</p><p>O sulfato de bário é opaco ( radiopaco ) aos</p><p>RX, sendo por esse motivo usado como meio</p><p>de contraste ( contraste positivo ) em radiologia.</p><p>Sob a forma de pó, é misturado com água</p><p>formando uma mistura e é ingerido quando se</p><p>faz necessário os exames de esôfago, estômago</p><p>e intestino delgado.</p><p>Alternativamente a mistura é tomada sob a forma</p><p>de um enema ( enema opaco, enema baritado ),</p><p>permitindo o exame do reto e seções inferiores</p><p>do intestino grosso (cólon)</p><p>5.6 Enema opaco ou enema baritado</p><p>Consiste em exames de RX após a introdução de</p><p>ar e sulfato de bário ( duplo contraste ) através</p><p>do ânus.</p><p>Através do RX verifica-se se ocorreu represamento</p><p>(retençã ) do ar/contraste em algum ponto do</p><p>intestino, que pode indicar a presença de um</p><p>tumor que pode interromper o fluxo de ar.</p><p>Para esse tipo de exame, o intestino precisa</p><p>ser limpo previamente. Geralmente usam-se</p><p>laxantes para tal finalidade.</p><p>O enema opaco ou baritado pode ser empregado</p><p>quando não é possível realizar a colonoscopia.</p><p>Vantagens : permite visualizar todo o cólon e o</p><p>reto e é mais barato que a colonoscopia.</p><p>Desvantagens: Não é capaz de detectar todos</p><p>os tumores e pólipos (pequenos tumores</p><p>moles carnosos ou fibrosos que geralmente se</p><p>desenvolvem nas camadas revestidas por uma</p><p>mucosa).</p><p>5.7 Iodo</p><p>Agentes de contraste a base de iodo são</p><p>utilizados para Angiografia, Urografia ou</p><p>tomografia computadorizada. Esses compostos</p><p>absorvem radiação (em escala proporcional à</p><p>concentração de iodo na solução ) e, em tese,</p><p>36</p><p>Angiografia	Retrógrada</p><p>Representação de parte dos vasos sangüíneos</p><p>que se situam corrente acima do ponto de injeção</p><p>( nas artérias, portanto no sentido do coração ),</p><p>como também dos vasos que partem das artérias</p><p>maiores, por meio de injeção de um meio de</p><p>contraste positivo em um vaso sangüíneo ( na</p><p>maioria das vezes, uma artéria ) contra a direção</p><p>da corrente, com a utilização de uma pressão</p><p>injetora superior a pressão do vaso em estudo.</p><p>Angiografia	Seletiva</p><p>Representação das artérias ou veias de um</p><p>determinado órgão por injeção de um meio de</p><p>contraste positivo no respectivo vaso sangüíneo,</p><p>após a colocação do catéter através de um vaso</p><p>da perna ou braço, diretamente no vaso do órgão</p><p>a examinar.</p><p>Arteriografia</p><p>Na arteriografia, o meio de contraste é</p><p>administrado dentro da artéria, que a torna opaca</p><p>aos RX. O fluxo natural do sangue transporta</p><p>o meio de contraste e, tirando um número de</p><p>radiografias, o radiologista pode obter uma</p><p>série de imagens semelhante a um mapa de</p><p>estradas do suprimento sangüíneo de um órgão</p><p>ou membro.</p><p>Estreitamento ou obstrução localizada de uma</p><p>artéria podem então identificados e o tratamento</p><p>intervencionista ou cirúrgico apropriado pode ser</p><p>possível.</p><p>Artrografia</p><p>Representação contrastada das articulações nas</p><p>cavidades da articulação, também em forma de</p><p>uma representação por duplo contraste.</p><p>Broncografia</p><p>Representação dos brônquios com introdução</p><p>de um meio de contraste positivo por intermédio</p><p>de um catéter colocado pela boca ou nariz,</p><p>atravessando a laringe, traquéia e, por fim, os</p><p>brônquios.</p><p>Cistografia</p><p>Representação da bexiga com um meio de</p><p>contraste positivo. A Cistografia pode ser</p><p>executada das seguintes maneiras :</p><p>não deveriam interagir com</p><p>o organismo. Porém,</p><p>na prática clínica, tem sido constatado que os</p><p>agentes de contraste não são totalmente inertes</p><p>e mostram algum grau de interação e, apesar</p><p>de serem usualmente seguros, o seu uso não é</p><p>livre de efeitos colaterais incluindo reações de</p><p>hipersensibilidade sistêmica, reações adversas</p><p>cardíacas (hipertensão, taquicardia, arritmia),</p><p>efeitos vasculares (agregação plaquetária,</p><p>vasoconstrição, trombose) e efeitos adversos</p><p>renais.</p><p>A severidade dos efeitos colaterais depende</p><p>basicamente de três fatores :</p><p>a) A quantidade de agente utilizada</p><p>b) A natureza do composto</p><p>c) A preexistência de fatores de riscos.</p><p>A probabilidade de efeitos colaterais mais severos</p><p>aumenta proporcionalmente à quantidade</p><p>de agente de contraste que é utilizada nos</p><p>procedimentos clínicos.</p><p>São consideradas altas as doses com mais</p><p>de 100g de substância, que equivale a</p><p>aproximadamente 50g de iodo.</p><p>5.8 ADS	(Angiografia	Digital	por</p><p>Subtração)</p><p>A imagem é produzida por um meio da subtração</p><p>de radiografias sem meios de contraste de</p><p>radiografias obtidas após o meio de contraste</p><p>ser administrado. O resultado deste processo de</p><p>subtração é a visualização de vasos preenchidos</p><p>por meios de contraste livres de estruturas</p><p>subjacentes. Esses procedimentos envolvem</p><p>o uso de equipamento eletrônico específico,</p><p>incluindo hardware de computação e Radiográfico,</p><p>para produzir rápidas imagens seqüenciais.</p><p>Angiografia	das	Coronárias</p><p>Representação das artérias coronárias por</p><p>injeção de um meio de contraste positivo,</p><p>através de um catéter colocado dentro da</p><p>aorta, na entrada de cada artéria coronária, ou</p><p>também em uma coronariografia geral, por meio</p><p>de contraste positivo na aorta, através de um</p><p>catéter especialmente moldado, colocado junto</p><p>ao coração na porção inicial da aorta.</p><p>37</p><p>a) Após o enchimento da bexiga por um catéter</p><p>b) No decurso de uma Urografia Escretora</p><p>Clister Opaco</p><p>Representação do intestino grosso (cólon) por</p><p>instalação através do reto (mediante um tubo</p><p>intestinal) de um meio de contraste positivo não</p><p>assimilável, na maioria das vezes usando o</p><p>método de duplo contraste.</p><p>Colangiografia</p><p>Representação das vias biliares por meio de injeção</p><p>intravenosa de um meio de contraste positivo</p><p>que é eliminado no fígado ou por esvaziamento</p><p>da vesícula. Também se fazem Colangiografia</p><p>cirúrgicas por injeção direta de um meio de</p><p>contraste positivo no canal colédoco [porção</p><p>terminal da via biliar principal, que é a continuação</p><p>do canal hepático depois da fusão deste com o</p><p>canal cístico (canal que faz a comunicação entre</p><p>a vesícula biliar e o canal hepatocolédoco)], ou</p><p>Colangiografia pós operatória por injeção de um</p><p>meio de contraste positivo em um dreno colocado</p><p>no canal durante a cirurgia.</p><p>Colocistografia</p><p>Representação da vesícula biliar após a</p><p>administração por via oral ou por injeção</p><p>intravenosa de um meio de contraste que se</p><p>elimina pelo fígado (Colocistografia oral ou</p><p>intravenosa ).</p><p>Fistulografia</p><p>Representação das fístulas (trajeto percorrido</p><p>pelo pus a partir de um foco purulento) externas</p><p>por instalação de um meio de contraste positivo</p><p>na abertura da fístula.</p><p>Galactografia</p><p>Representação dos canais de secreção do</p><p>leite no seio materno por injeção de um meio</p><p>de contraste positivo na entrada do canal a ser</p><p>examinado.</p><p>Histerosalpingografia</p><p>Representação das cavidades do útero e das</p><p>trompas uterinas por injeção de um meio de</p><p>contraste positivo na tuba uterina através de</p><p>um instrumento especial. Também se destina ao</p><p>controle da permeabilidade das vias de ligação</p><p>das trompas e do útero.</p><p>Mielografia</p><p>Representação das cavidades subaracnoidais</p><p>( entre a aracnóide e a pia-máter) na altura da</p><p>medula espinhal, por injeção de um meio de</p><p>contraste positivo, de vez em quando também</p><p>negativo, através de punção do canal da medula</p><p>espinhal na altura da coluna lombar ( punção</p><p>lombar ) ou no limite do pescoço com a cabeça</p><p>( punção suboccipital ).</p><p>Desde a introdução da TC e RM, a importância</p><p>dos procedimentos mielográficos tem diminuído</p><p>constantemente.</p><p>Pneumoencefalografia</p><p>Representação das cavidades com líquido no</p><p>interior e na periferia do cérebro por injeção</p><p>de um meio de contraste negativo no canal da</p><p>medula espinhal.</p><p>Sialografia</p><p>Representação das glândulas salivares por</p><p>injeção de um meio de contraste positivo através</p><p>de seus canais de saída.</p><p>Uretrografia	de	Micção</p><p>Representação da uretra por um meio de</p><p>contraste positivo após o enchimento preliminar</p><p>da bexiga ( ou por Urografia Escretora, ou por</p><p>um catéter introduzido na bexiga ).</p><p>Urogra f ia In t ravenosa (Mie logra f ia</p><p>Intravenosa, UIV, PIV)</p><p>A Urografia intravenosa é o exame radiológico</p><p>básico do trato urinário e seu propósito principal</p><p>é avaliar a forma, estrutura e função dos rins.</p><p>Quando injetados de modo intravenoso, muitos</p><p>meios de contraste são rapidamente excretados</p><p>pelo rim, portanto uma série de radiografia</p><p>obtidas após a injeção irão destacar o trato</p><p>urinário. m comparação com a arteriografia</p><p>e cenografia, a Urografia intravenosa requer</p><p>pouco tempo do radiologia e é comum vários</p><p>38</p><p>desses exames serem realizados em uma única</p><p>sessão. As crianças podem ser investigadas</p><p>para anormalidades congênitas do trato urinário</p><p>utilizando-se essa técnica.</p><p>Urografi	a	Escretora</p><p>Representação dos rins, pelve renal, ureteres</p><p>e bexiga, por injeção de um meio de contraste</p><p>positivo que é eliminado pelos rins.</p><p>Venografi	a	(	Flebografi	a	)</p><p>As veias levam sangue ao coração, portanto, pela</p><p>injeção de um meio de contraste em uma veia</p><p>periférica, um mapa preciso do fl uxo sangüíneo</p><p>em um membro pode ser obtido. O maior tamanho</p><p>e maior número de veias periféricas, e o fato de o</p><p>fl uxo de sangue ser mais lento nas veias que nas</p><p>artérias signifi ca que é comum para o radiologia</p><p>obter várias radiografi as de cada área do membro</p><p>em diferentes posições. O objetivo mais comum</p><p>da Venografi a é confi rmar a suspeita diagnóstica</p><p>de trombose profunda da perna.</p><p>Em outros casos, o meio de contraste pode</p><p>ser utilizado para examinar o sistema ductal</p><p>pancreático/biliar (coledocopancreatografia</p><p>retrógrada) para entender-se a causa da</p><p>obstrução dos ductos.</p><p>Pode ser introduzido diretamente na bexiga</p><p>para determinar se há refl uxo para o ureter (</p><p>Cistografi a michola ).</p><p>Além disso, meios de contraste diluídos podem</p><p>ser utilizados para identifi car órgãos como o</p><p>intestino delgado ou reto.</p><p>5.9 S E G U R A N Ç A D O S M E I O S D E</p><p>CONTRASTE</p><p>Reações adversas aos meios de contraste</p><p>modernos para os RX são muitos raras. Porém,</p><p>como com qualquer produto farmacêutico, elas</p><p>podem ocorrer. No entanto, quaisquer reações</p><p>adversas são geralmente leves e moderadas e de</p><p>curta duração, e se resolvem espontaneamente</p><p>sem tratamento médico.</p><p>Entre as reações aos meios de contraste mais</p><p>freqüentemente observadas estão :</p><p>a) Náuseas</p><p>b) Vômitos</p><p>c) Sintomas alérgicos</p><p>Reações adversas sérias têm sido observadas</p><p>e, nesses casos, é necessária a hospitalização</p><p>do paciente. Para diminuir o risco de reações</p><p>adversas, os profi ssionais de saúde questionam</p><p>sobre a história médica do paciente.</p><p>39</p><p>Capítulo 06</p><p>Tópicos de Radiologia Digital</p><p>6.1 Um pouco de História</p><p>Evolução das técnicas radiológicas:</p><p>1895 Descoberta dos RX (Roentgen)</p><p>1900 Radioloia como especialidade mé-</p><p>dica</p><p>1940 Fluoroscopia de ótima qualidade</p><p>(utilizada até a década de 70</p><p>1970 Tomografia Computadorizada (TC)</p><p>Hounsfield</p><p>Cormack: Métodos matemáticos</p><p>para reconstrução da imagem</p><p>Após o tomógrafo tivemos:</p><p>Técnica RMI (RMN)</p><p>SPECT e PET: tomógrafos que utiçizam isótopos</p><p>radioativos</p><p>Atualmente: Imagens digitais</p><p>Exames de RX podem ser processados por um</p><p>computador. A aquisição e análise das imagens</p><p>formam a base da radiografia	digital</p><p>6.2 Avanços tecnológicos da</p><p>radiologia atual</p><p>Sistema PACS</p><p>Radiografia computadorizada</p><p>Mamografia digital</p><p>Radiografia Digital Direta (RD)</p><p>Tomografia computadorizada helicoidal</p><p>Fluoroscopia (Radioscopia) Digital</p><p>6.3 Sistema PACS</p><p>Picture: imagem clínica digital</p><p>Archiving: A r m a z e n a m e n t o</p><p>(arquivamento) eletrônico</p><p>das imagens</p><p>Communication: Roteamento (recebimento/</p><p>envio) e a exibição de</p><p>imagens</p><p>System: Rede computadorizada</p><p>especializada que gerencia</p><p>todo o sistema.</p><p>O sistema conecta todas as modalidades</p><p>que produzem imagens digitais (medicina</p><p>nuclear, ultra sonografia, TC, RMI, angiografia</p><p>e radiografia). O sistema PACS consiste,</p><p>basicamente, em disponibilizar imagens em</p><p>rede para substituir os filmes, em todas as</p><p>áreas geradoras de imagens em um hospital e</p><p>provedores de serviços de saúde.</p><p>Com isto, teremos a consulta e envio das imagens</p><p>via internet, a qual poderá ser visualizada, se</p><p>necessário, em lugares distintos simultaneamente.</p><p>As políticas de edição, armazenamento e</p><p>segurança permitirão estabelecer quem e quando</p><p>pode acessar ou modificar a informação. Existe</p><p>também a possibilidade de fornecer a imagem</p><p>digital ao paciente.</p><p>Desvantagem do sistema PACS</p><p>Alto custo no sistema de implantação e treinamento</p><p>(atualmente é operado dentro de circuitos</p><p>fechados : Departamento de Radiologia)</p><p>Vantagens do sistema PACS</p><p>a) Eliminação do estoque de cópias</p><p>b) Imagens de fácil localização e acesso (fim</p><p>de perdas e extravios de radiografias).</p><p>c) Transferência rápida das imagens entre</p><p>hospitais e unidades de tratamento.</p><p>d) Vista simultânea das imagens em locais</p><p>diferentes.</p><p>e) Anál ise das imagens a d is tânc ia</p><p>(teleradiografia).</p><p>f) Redução de prejuízos a saúde (redução</p><p>com “químicos”).</p><p>Redução nos gastos com a documentação</p><p>dos exames</p><p>Filmes radiológicos:</p><p>tórax PA e perfil (portrait) 2 filmes de 14 x 17</p><p>Pode ser feito (landscape) 1 filme 14 x 17</p><p>Exame	multiframe	(RMI,	TC,	angiografia):</p><p>somente as imagens mais significativas serão</p><p>documentadas.</p><p>40</p><p>Aumento na produtividade</p><p>A imagem digital possibilita a liberação imediata</p><p>do paciente. A imagem pode ser “tratada” sem</p><p>a presença do mesmo. Isto significa que mais</p><p>pacientes serão atendidos, sem a necessidade</p><p>da aquisição de novos equipamentos.</p><p>Aumento	na	qualidade	dos	profissionais</p><p>Os sistemas digitais permitem o armazenamento</p><p>das imagens por um período mais longo e sua</p><p>recuperação pode ser feita de forma rápida.</p><p>Nos exames de retorno, os radiologistas terão</p><p>acesso, tanto da imagem atual quanto das</p><p>anteriores, com isso o diagnóstico será mais</p><p>preciso e melhor.</p><p>Redução de tempo no ciclo de geração de</p><p>imagem</p><p>As imagens geradas podem ser enviadas para</p><p>as estações de diagnóstico e são rapidamente</p><p>processadas, gravadas e enviadas por correio</p><p>eletrônico pelo radiologista ao médico para uma</p><p>revisão final.</p><p>Economia de espaço de armazenamento</p><p>O Serviço de Arquivo Médico e Estatística ( SAME</p><p>) fica em áreas nobres e caras dos hospitais. Um</p><p>PACS permite que milhares de imagens sejam</p><p>arquivadas em poucos metros quadrados e não</p><p>mais no SAME e sim dentro de equipamentos</p><p>computadorizados.</p><p>Redução de perda de exames já feitos</p><p>Como as imagens digitais são arquivadas em</p><p>computadores, o acesso as mesmas podem ser</p><p>feitos por diversas pessoas simultaneamente,</p><p>sem que com isso, um novo filme seja gerado.</p><p>Vantagens para o setor público</p><p>a) Análise da imagem por vários médicos</p><p>evitando nova exposição a radiação pelo</p><p>paciente e economia no que diz respeito a</p><p>uma nova radiografia.</p><p>b) O Poder Público pode reservar-se ao direito</p><p>de não fornecer uma documentação em filme,</p><p>caso esse procedimento não seja solicitado ou</p><p>necessário.</p><p>6.4	 Radiologia	filmless</p><p>O PACS em conjunto com Sistemas de Informação</p><p>de Radiologia ( RIS ) e de Informação Hospitalar</p><p>( HIS ) formam a base para um serviço de</p><p>radiologia filmless.</p><p>A chamada radiologia filmless refere-se ao</p><p>ambiente de rede amplo e integrado, no qual o</p><p>filme foi, em grande parte ou totalmente substituído,</p><p>por sistemas eletrônicos que adquirem, arquivam,</p><p>disponibilizam e exibem imagens. Com isso o</p><p>processo é agilizado, ou seja :</p><p>a) minimização da atividade burocrática</p><p>administrativa</p><p>b) tráfego de pessoal é diminuído</p><p>c) recuperação instantânea de imagens</p><p>d) melhora no processo de cura</p><p>e) reduz o tempo de permanência do paciente</p><p>no hospital</p><p>f) custo operacional é mais baixo</p><p>Segundo a literatura especializada, a maioria dos</p><p>serviços médicos fará a transição para a radiografia</p><p>filmless nos próximos 10 a 20 anos.</p><p>6.5	 Radiografia	Digital	(	R	D	)</p><p>Radiografia	Computadorizada	(	R	C	)</p><p>A melhora na tecnologia da computação levou</p><p>a uma tendência para a geração de imagens</p><p>digitais e os exames tradicionais de RX agora</p><p>podem ser adquiridos e processados pelo</p><p>computador.</p><p>A aquisição e análise de imagens digitais de RX</p><p>formam a base de um novo campo chamado</p><p>Radiografia	Digital.</p><p>Conceitos básicos da imagem digital</p><p>Para que um computador possa operar com</p><p>imagens, elas primeiro ser convertidas para uma</p><p>grande lista de números. Para uma radiografia</p><p>comum, damos para as áreas claras o valor 0</p><p>e damos o valor 255 para o preto total. Para os</p><p>níveis intermediários de cinza, podemos atribuir</p><p>algum valor entre 0 e 255.</p><p>A imagem é dividida em pixel ( picture element ) e</p><p>cada um representa a atenuação do RX naquele</p><p>ponto. Em uma imagem de medicina nuclear,</p><p>esse valor numérico é dado pelo composto</p><p>radioativo.</p><p>Os computadores usam a forma de representação</p><p>numérica chamada de “notação binária”. As cores</p><p>também podem ser utilizadas para representar</p><p>os tons de cinza das imagens digitais., o que se</p><p>denomina “falsa cor”. As cores visualizadas são</p><p>: vermelho, verde e azul ( RGB ).</p><p>41</p><p>Resolução da imagem</p><p>Os três parâmetros mais úteis são :</p><p>a) Resolução espacial</p><p>b) Resolução de contraste</p><p>c) Resolução temporal</p><p>Resolução Espacial</p><p>Está relacionada com a capacidade de exibir</p><p>a separação física entre duas imagens . Na</p><p>imagem digital ela é determinada pelo número</p><p>de pixels por área da imagem.</p><p>Resolução de Contraste</p><p>É a capacidade de distinguir pequenas diferenças</p><p>de intensidade. Na imagem digital, o número de</p><p>bits por pixel determina a resolução de contraste</p><p>da imagem.</p><p>Resolução Temporal</p><p>É a medida de tempo necessária para a formação</p><p>da imagem. Um processamento de imagens para</p><p>aplicações em tempo real só é considerada se</p><p>ela gerar imagens a uma taxa de, pelo menos, 30</p><p>por segundo. Com esta taxa é possível produzir</p><p>imagens do batimento cardíaco sem borrões.</p><p>Produção das imagens</p><p>Uma modalidade de produção de imagens</p><p>perfeitas deverá :</p><p>a) Produzir imagens com altas resoluções</p><p>espacial, de contraste e temporal.</p><p>b) Ser de baixo custo</p><p>c) Ser portátil</p><p>d) Ser livre de risco</p><p>e) Ser indolor e não invasiva</p><p>f ) Não usar radiações ionizantes</p><p>g) Ter capacidade de descrever as funções</p><p>fisiológicas bem como as estruturas</p><p>anatômicas.</p><p>6.6 Análise das imagens</p><p>Após a imagem ter sido gerada, o radiologista</p><p>escolhe a melhor opção para manipula-la.</p><p>Filtragens digitais podem ser usadas para</p><p>removerem ruídos, detecção de bordas e limpar</p><p>imagens borradas.</p><p>Os computadores também permitem as imagens</p><p>tridimensionais para o cálculo do volume de um</p><p>órgão. Esse cálculo é feito automaticamente (</p><p>volumetria ). A análise das imagens pode ser</p><p>dividida em sub tarefas :</p><p>a) processamento global</p><p>b) segmentação</p><p>c) detecção das características</p><p>d) classificação</p><p>Processamento Global:</p><p>Imagem inteira, sem levar em consideração</p><p>o conteúdo local específico. Seu propósito é</p><p>realçar a imagem para uma visualização humana</p><p>ou para posterior análise pelo computador.</p><p>Segmentação:</p><p>As regiões de interesse são extraídas da</p><p>imagem total.</p><p>Detecção das características:</p><p>É o processo de extração de parâmetros úteis</p><p>para as regiões segmentadas. Esses parâmetros</p><p>podem ser por si só informativos.</p><p>Classificação:</p><p>Determina o tipo de objeto a ser construído. Por</p><p>exemplo, pequenas regiões redondas na imagem</p><p>de RX de tórax podem ser classificadas como</p><p>tumores, dependendo de fatores tais como :</p><p>a) intensidade</p><p>b) perímetro</p><p>c) área</p><p>Formação da imagem digital</p><p>Em lugar de um chassi sem película, utiliza-se</p><p>uma placa de captação de imagens, a qual é</p><p>uma tela com reforço especial reutilizável, que</p><p>usa fósforo foto estimulável</p><p>de armazenamento,</p><p>que são capazes de reter uma “imagem latente”.</p><p>Quando colocamos o chassi no digitalizador,</p><p>essa imagem é lida por um raio laser. A luz emitida</p><p>pelo fósforo é captada por uma guia de luz óptica e</p><p>transmitida a um fotomultiplicador, que a converte</p><p>em sinal elétrico analógico que, por sua vez, é</p><p>convertido em uma corrente digital de bits. Um</p><p>conversor de bits digitaliza a imagem.</p><p>Equipamentos necessários para imagens</p><p>digitais</p><p>a) Tubo de RX</p><p>b) Chassi especial</p><p>c) Estação de identificação</p><p>d) digitalizador</p><p>e) Estação de tratamento</p><p>f ) Reveladora</p><p>g) Servidor</p><p>42</p><p>Tubo de RX:</p><p>Qualquer aparelho de RX é compatível ao sistema</p><p>digital, já que as telas precisam de RX para serem</p><p>estimuladas. Esse sistema utiliza menor quantidade</p><p>de radiação que o sistema convencional.</p><p>Chassi especial:</p><p>São ex ternamente parec idos com os</p><p>convencionais, mas :</p><p>a) dentro do chassi tem um chip de memória</p><p>e neste chip os dados dos pacientes e os</p><p>exames realizados são introduzidos mei-</p><p>dante um identificador.</p><p>b) Não tem película e nem tela de reforço,</p><p>tem unicamente uma placa de imagem</p><p>revestida com fósforo rádio sensívelde</p><p>armazenamento, o qual proporciona uma</p><p>maior tolerância nas sub exposições.</p><p>Estação	de	Identificação:</p><p>Esta é composta por um PC e uma identificador,</p><p>na qual se introduzem o chassi e o software de</p><p>identificação, e o console.</p><p>Digitalizadores:</p><p>Trazem a exposição da identificação. Levam-se o</p><p>chassi ao digitalizador, o qual digitaliza a imagem</p><p>e transmite automaticamente ao processador de</p><p>imagens, para ser posteriormente processada a</p><p>visualização.</p><p>Estação de Visualização e Processamento:</p><p>Nesta estação podemos visualizar uma série de</p><p>funções, tais como :</p><p>a) Otimizar os critérios de visualização</p><p>( bascular, rotar, colimar medir, zoom ).</p><p>b) Aplicar funções de realce na imagem</p><p>c) Editar as informações das imagens</p><p>d) Fazer anotações e analisar as imagens.</p><p>Reveladora:</p><p>É necessário ter uma reveladora ou impressora</p><p>especial que possa imprimir películas a laser e</p><p>convencionais, com sua correspondente câmara</p><p>escura.</p><p>Servidor:</p><p>Permite arquivar todas as radiografias,</p><p>informações radiológicas e toda a história clínica</p><p>dos pacientes.</p><p>Vantagens da radiologia atual</p><p>Podemos destacar, entre outras:</p><p>a) revoluciona os atuais conceitos da</p><p>radiografia</p><p>b) gera imagens de alta resolução e contraste</p><p>c) a velocidade de processamento é alta,</p><p>uma imagem se completa em menos de 1</p><p>minuto.</p><p>d) Reprocessar imagens</p><p>e) Disponibiliza os exames na rede hospitalar</p><p>e no sistema PACS</p><p>f ) Diminui a dose de radiação no paciente.</p><p>Desvantagem da radiologia atual</p><p>Ainda não existe regulamentação e, portanto, a</p><p>imagem radiográfica digital não é considerada</p><p>documento.</p><p>Imagens Digitais</p><p>Além da radiografia digital, temos a digitalização</p><p>de imagens obtidas através de :</p><p>a) Tomografia Computadorizada</p><p>b) R M I</p><p>c) Medicina Nuclear</p><p>d) Arcos Cirúrgicos</p><p>6.7	 Radiografia	Computadorizada	(R	C)</p><p>Surgimento : décadas de 70 e 80.</p><p>Principais componentes :</p><p>a) Lâminas de Imagem (LI)</p><p>b) Leitor de lâminas de imagem</p><p>c) Estação de trabalho computadorizada</p><p>(workstation)</p><p>d) Transmissão de imagens (teleradiologia)</p><p>Lâminas de Imagem</p><p>O sistema RC utiliza os tradicionais tubos de RX</p><p>e a mesa, mas o chassi filme/écran é substituído</p><p>por um chassi para lâmina de imagem. A lâmina</p><p>registra uma “imagem latente”. A lâmina pode</p><p>ser usada repetidamente, não necessitando ser</p><p>“revelada” e pode ser aberta rapidamente sob</p><p>a luz, sem que haja perda da imagem latente,</p><p>pois não possui um filme sensível a luz ou telas</p><p>intensificadoras. As informações sobre o paciente</p><p>são inseridas eletronicamente na RC utilizando</p><p>um leitor de código de barras ou por entrada</p><p>manual via teclado.</p><p>Esração de trabalho</p><p>Possui um leitor de código de barras ( opcional</p><p>), um monitor para exibição da imagem e um</p><p>teclado com mouse para selecionar o contraste,</p><p>brilho e os limites de realce desejados. As</p><p>43</p><p>Outros benefícios:</p><p>a) Maior disposição de leitos nas enfermarias</p><p>e UTI´s.</p><p>b) Redução da dose em pacientes, técnicos</p><p>e funcionários.</p><p>c) Mamografia digital com uso de mamógrafos</p><p>convencionais</p><p>d) Possibilidade de implantação de um</p><p>prontuário eletrônico de pacientes,</p><p>permitindo o acesso a imagens anteriores.</p><p>Processo de formação da imagem na RC</p><p>Os padrões de exposição aos RX são capturados</p><p>por placas de fósforo foto estimulável ( haleto de</p><p>flúor baretado ativado com európio ). A imagem</p><p>latente é “lida” utilizando emissão estimulada por</p><p>laser, que libera os elétrons aprisionados durante</p><p>a exposição aos RX. São lidas cerca de 2000</p><p>linhas com 2000 pontos em cada linha.</p><p>A resolução é limitada pelo tempo de leitura do</p><p>laser e está em torno de 2,5 pares de linha por</p><p>milímetro para um cassete de 36 x 43 cm. Produz</p><p>imagens com qualidade de diagnóstico utilizando</p><p>técnicas sub otimizadas, ideal para a realização</p><p>de exames em RX móveis.</p><p>Determinação dos fatores de exposição</p><p>Ao selecionar uma técnica (fatores de exposição)</p><p>utilizando RC (RD), o profissional deve considerar</p><p>os seguinte :</p><p>a) Durante a manipulação da imagem, a RD</p><p>utiiza alogaritmos de processamento digital,</p><p>também conhecidos como Reconhecimen-</p><p>to de Dados de Exposição (DE).</p><p>b) O RDE pode compensar, aproximadamen-</p><p>te, 500% de exposição de sub radiação</p><p>Indice de Exposição</p><p>O Índice de Exposição é uma representação</p><p>do número de RX que chega a placa formando</p><p>a imagem latente. O profissional utiliza esse</p><p>número para produzir uma radiografia de maior</p><p>qualidade com a menor exposição possível do</p><p>paciente.</p><p>Na RD a densidade final e a qualidade da imagem</p><p>não são, basicamente, dependentes das técnicas</p><p>(fatores de exposição), devidos aos ajustes na</p><p>imagem que ocorrem durante o processamento</p><p>da mesma. O Índice de Exposição é o único</p><p>indicador usado para mostrar se os fatores ou</p><p>técnicas eram corretas/melhores para aquela</p><p>imagem.</p><p>imagens são, então, arquivadas ou impressas</p><p>por uma impressora a laser sobre um único filme</p><p>de emulsão, que é sensível a luz do laser.</p><p>Transmissão da imagem (teleradiologia)</p><p>As imagens podem ser transmitidas por telefone</p><p>ou via satélite para locais remotos.</p><p>Vantagens da RC</p><p>a) exatidão e rapidez no diagnóstico</p><p>b) redução de custos</p><p>c) teleradiologia</p><p>Exatidão e rapidez no diagnóstico</p><p>Obtida através de :</p><p>a) Grande redução no tempo do exame</p><p>b) Melhora na qualidade da imagem: digital,</p><p>mesmos equipamentos de RX; não modifica a</p><p>rotina dos técnicos; substituição dos cassetes</p><p>convencionais por outros contendo placas</p><p>de fósforo, que serão inseridos em um leitor</p><p>próprio; as imagens serão disponibilizadas</p><p>em vídeo em questão de segundos e os</p><p>cassetes serão devolvidos apagados e</p><p>prontos para nova utilização.</p><p>c) Estações de trabalho que permitem</p><p>visualizar, associar, modificar brilho e</p><p>contraste, reconstruir imagens em planos</p><p>espaciais diferentes. Os laudos podem ser</p><p>feitos na própria estação, eliminando a</p><p>necessidade de um filme.</p><p>d) O sistema de subtração de energia permite</p><p>a visualização seletiva de ossos e partes</p><p>moles de uma mesma imagem na tela.</p><p>e) Padronização na qualidade da imagem,</p><p>independente de fatores externos, tais</p><p>como variação da tensão, de técnica, etc.</p><p>Redução de custos</p><p>Obtida através de :</p><p>a) Eliminação da perda de filmes por variações</p><p>técnicas ou posicionamento de pacientes.</p><p>b) Eliminação do uso de químicos, com a</p><p>utilização de câmaras “dry”.</p><p>c) Mais de uma imagem em um mesmo filme.</p><p>d) Distribuição de imagens em monitor e</p><p>arquivamento eletrônico, dispensando o</p><p>uso de filmes</p><p>e) Eliminação da câmara escura, com</p><p>remanejamento de funcionários.</p><p>f) Aumento na durabilidade dos tubos de RX,</p><p>uma vez que a dose é muito reduzida.</p><p>44</p><p>A cada imagem atribui-se um número-índice de</p><p>exposição específica. Com o Sistema Fuji, ele é</p><p>denominado número S (sensibilidade), isto é :</p><p>a) número S maior : menor exposição</p><p>b) número S menor : maior exposição</p><p>No Sistema Kodak o índice de exposição é</p><p>baseado na velocidade do écran/filme, tal que :</p><p>a) superexposição: maiores números-índices</p><p>b) subexposição: menores números- índices.</p><p>Observar que o sistema Kodak é oposto ao</p><p>sistema Fuji.</p><p>Tabela de números-índices do sistema Kodak RD</p><p>Kodak RD números-índices</p><p>Muito sub exposto 500 - 1000</p><p>Ligeiramente sub exposto 1300 - 1400</p><p>Corretamente exposto 1500 - 1600</p><p>Ligeiramente super exposto 1700 - 1800</p><p>Muito super exposto 3000 - 4000</p><p>6.8 Consideração RD</p><p>Em geral, a RD é muito sensível a centralização,</p><p>colimação e seleção de parâmetros de</p><p>processamento da imagem.</p><p>Centralização</p><p>A centralização precisa da anatomia sobre a área</p><p>selecionada é fundamental para se atingir uma</p><p>exposição de aspecto apropriado.</p><p>Colimação</p><p>A colimação cuidadosa da anatomia é necessária</p><p>é essencial para melhorar a qualidade da imagem,</p><p>pois os processadores PI são programados para</p><p>localizar as bordas colimadas de uma exposição</p><p>e concentrar o processamento nessas bordas.</p><p>Parâmetros de processamento de imagens</p><p>(algorítmos) corretos</p><p>Esses parâmetros são pré-programados</p><p>no processador da PI para cada incidência</p><p>radiológica. O profissional irá selecionar, no</p><p>painel de exposição do processador o tipo de</p><p>incidência necessária para uma determinada</p><p>imagem.</p><p>A seleção de parâmetros errados no</p><p>processamento da imagem (algorítmo) pode</p><p>produzir uma qualidade indesejável de imagem.</p><p>Radiografia	Digital	Direta</p><p>Um recente desenvolvimento nas imagens digitais</p><p>envolve um método direto de conversão, em</p><p>que um detetor tanto captura quanto converte a</p><p>imagem em formato digital. Esse detetor digital,</p><p>por vezes denominado receptor de painel plano,</p><p>substitui o chassi de lâmina de imagem (LI) e o</p><p>leitor de imagem usados em RC ou o chassi de</p><p>écran/filme e o processamento químico.</p><p>A visibilidade instantânea da imagem permite ao</p><p>técnico/radiologista avaliar os possíveis erros e</p><p>repetir o processamento, se necessário.</p><p>Esse sistema de imagem direto digital é</p><p>semelhante ao sistema de Fluoroscopia</p><p>(radioscopia) Digital (FD).</p><p>Mamografia	Digital</p><p>A mamografia digital encontra-se em fase de</p><p>desenvolvimento. Em alguns sistemas utilizam-</p><p>se a Radiografia Digital (RC). O mais recente</p><p>e promissor é o Sistema de Radiografia Direta.</p><p>Possui as mesmas vantagens oferecidas pelas</p><p>imagens digitais.</p><p>Tomografia	Computadorizada	Helicoidal</p><p>Ela permite a realização da imagem e injeção do</p><p>meio de contraste simultaneamente, de modo</p><p>que as imagens possam ser adquiridas durante</p><p>as fases específicas do realce pelo meio de</p><p>contraste. Neste caso temos :</p><p>a) Novas aplicações: angiotomografia</p><p>(estruturas vasculares) e imagem</p><p>tridimensional.</p><p>b) Permite excelentes reconstruções de</p><p>imagens bi e tri dimensionais.</p><p>c) Tempo de exame: 40 a 80 segundos.</p><p>d) Tempo do paciente no aparelho: de 5 a 10</p><p>minutos (redução do tempo de colaboração</p><p>do paciente pela metade).</p><p>Fluoroscopia (Radioscopia) Digital</p><p>Todas as vantagens das imagens digitais, ou seja :</p><p>a) não é necessário chassi.</p><p>b) realce e manipulação da imagem.</p><p>c) múltiplos filmes “originais”.</p><p>d) Redução da exposição ao paciente (da</p><p>ordem de 30 a 50 %).</p><p>45</p><p>Capítulo 07</p><p>Tópicos	de	Mamografia	Básica</p><p>Um Estudo Radiográfico da Mama</p><p>7.1 Apresentação</p><p>A mamografia é um procedimento radiológico</p><p>que tem por finalidade diagnosticar os vários</p><p>processos patológicos que possam acometer os</p><p>componentes da mama feminina e/ou masculina.</p><p>Consta que a mamografia é altamente sensível a</p><p>detecção do Câncer da mama no seu estágio mais</p><p>precoce, definido como carcinoma ductal in situ e</p><p>carcinoma ductal invasivo sem comprometimento</p><p>de linfonódos.</p><p>Desta forma a mamografia passou a ter um</p><p>papel fundamental na detecção e diagnóstico</p><p>de patologias da mama. Este curso tem por</p><p>finalidade somar aos conhecimentos dos</p><p>profissionais de saúde e radiologia mais</p><p>especificamente os conceitos e práticas que</p><p>levem a excelência da técnica de execução</p><p>do procedimento de mamografia. Envolvendo</p><p>noções de Física Radiológica, Geometria</p><p>de Irradiação e Anatomia da mama. Este é</p><p>um procedimento em constante processo de</p><p>desenvolvimento, em vista do crescente número</p><p>de pessoas vítimas de algum tipo de patologia</p><p>mamária, entre elas o Câncer da mama.</p><p>7.2 Introdução</p><p>A Mamografia quando comparada com outros</p><p>procedimentos radiológicos simples, é um</p><p>exame que requer um padrão técnico bastante</p><p>aprimorado, tal fato se deve principalmente a</p><p>própria estrutura dos tecidos que compõem</p><p>a mama, pois são tecidos que possuem uma</p><p>densidade especifica muito semelhante e uma</p><p>geometria muito particular para ser radiografado,</p><p>necessitando de compressão e localização</p><p>rigorosa e ainda o emprego das propriedades</p><p>de ampliação, devendo também e termos de</p><p>proteção radiológica ser realizado dentro de um</p><p>nível bastante reduzido de riscos decorrentes</p><p>da irradiação com radiação ionizante ( raios-X ).</p><p>Podemos considerar uma imagem radiográfica</p><p>como sendo BOA, quando esta apresenta</p><p>nitidez de detalhes e visibilidade das estruturas</p><p>anatômicas de interesse, tal qualidade de</p><p>imagem é por sua vez influenciada por diversos</p><p>fatores, entre eles temos:</p><p>● Tipo de equipamento</p><p>● Sistema de registro</p><p>● Compressão</p><p>● Habilidade técnica em posicionamento</p><p>e processamento</p><p>Sua eficácia na detecção de lesões potencialmente</p><p>malignas é de cerca de 90%, uma vez presentes</p><p>todos os fatores de qualidade supracitados.</p><p>Sobremaneira a otimização de um procedimento</p><p>em mamografia, depende de equipamento</p><p>próprio e delicado, posicionamento correto,</p><p>filmes e écrans especiais, seleção adequada de</p><p>fatores de técnica, etc.</p><p>A compreensão dos princípios físicos envolvidos</p><p>na imagem radiográfica da mama, auxilia no</p><p>momento de decidir a combinação mais apropriada</p><p>de fatores de técnica, de modo a garantir que</p><p>seja obtida a relação benefício. Entretanto,</p><p>sendo uma atividade que envolve risco, será</p><p>necessária alguma forma de compromisso entre</p><p>os conjuntos possíveis dessas variáveis. Como</p><p>sabemos, de forma alguma dois pacientes</p><p>possuirão a mama de mesmo tamanho, forma ou</p><p>composição, assim em serviço de mamografia</p><p>torna-se impossível determinar a cada exame as</p><p>condições radiográficas absolutamente corretas,</p><p>onde possamos obter o perfeito equilíbrio entre</p><p>dose mínima e máxima qualidade de imagem.</p><p>Sendo assim necessária a seleção criteriosa do</p><p>aparelho de raios-X, do sistema de processamento</p><p>e de visualização da radiografia; assim como dos</p><p>demais fatores físicos e materiais que possibilitem</p><p>as condições de trabalho adequadas.</p><p>7.3 Parâmetros físicos</p><p>Física aplicada no processo.</p><p>Quanto ao equipamento influenciam na qualidade</p><p>da imagem suas características de ponto focal,</p><p>filtro, colimação, kVp e mA, uniformidade</p><p>dos écrans, exposição e processamento. Os</p><p>46</p><p>aparelhos de raios-X utilizados em mamografia,</p><p>possuem ânodo de Molibdênio - Tungstênio. O</p><p>espectro de emissão desses tubos e geralmente</p><p>modificado pela adição de filtros de Molibdênio</p><p>ou Alumínio, possuindo janela de Berílio,</p><p>podendo estes ânodos serem giratórios ou fixos.</p><p>Um tubo com ânodo de Tungstênio apresenta um</p><p>espectro contínuo de irradiação para uma faixa</p><p>de quilovoltagem que vai de 25-40 KV, enquanto</p><p>que o espectro de emissão para um tubo de</p><p>Molibdênio e descontínuo, com ondas de 0,3 a</p><p>0,7 Ampères. O feixe útil desses agrupamentos é</p><p>atenuado por um filtro de 0,03mm de Molibdênio,</p><p>devido a banda de absorção K desse elemento,</p><p>que é de 20 KeV, esse filtro proporciona a mesma</p><p>absorção que um filtro de Alumínio para raios-X</p><p>de energia superior a 20KeV e uma absorção</p><p>muito mais intensa para energias superiores.</p><p>Os tubos de raios-X com ânodo de Tungstênio</p><p>normalmente portam janelas de vidro, obtendo-</p><p>se um espectro contínuo de raios-X , na faixa</p><p>de 24-40KvP e nos aparelho de mamografia, são</p><p>utilizados filtros de 0,1 a 0,3mm de Alumínio ou</p><p>equivalente ao Alumínio, dependendo do tipo de</p><p>janela do tubo e do tipo de receptor de imagem.</p><p>Observemos a tabela 1:</p><p>Tabela 1</p><p>ALVO FILTRAÇÃO KvP RECEP.</p><p>IMAGEM</p><p>Tungstênio 0,5-1,0mm Al 25-60 tela-filme</p><p>Molibdênio 0,03mm Mo 25 tela-filme</p><p>Mo / W 0,03mm Mo 25-55 tela-filme</p><p>O controle automático de exposições(CAE) pode</p><p>ser encontrado em alguns tipos de equipamentos,</p><p>e consiste num “phototimer” ou dispositivo de</p><p>ionização localizada na asa do suporte do filme</p><p>radiográfico. Normalmente esse dispositivo é</p><p>localizado na parte da mesa que faz contato com</p><p>a parede torácica, para projeções crânio-caudal</p><p>e na posição oposta para projeções laterais. A</p><p>colimação do feixe e a distância foco-filme, que</p><p>varia de 30 a 80cm, são fornecidas pelos cones</p><p>localizadores, cada unidade possui um conjunto</p><p>de cones intercambiáveis, confeccionados</p><p>para oferecer uma compressão adequada para</p><p>diferentes tamanhos de mama e ainda a projeção</p><p>desejada.</p><p>A dimensão dos pontos focais dos aparelhos</p><p>mamográficos varia de 0,1 a 0,3mm, devido a</p><p>sua grande influencia sobre a nitidez da imagem</p><p>radiográfica, o tamanho do ponto focal deve</p><p>ser medido quando se avalia ou se compara</p><p>as unidades. Na recepção da imagem os filmes</p><p>são industrializados para receberem exposição</p><p>direta não sendo pois preparados para receber</p><p>a luz proveniente de telas intensificadoras</p><p>e apresentam alta resolução, para tanto e</p><p>recomendável o uso de écrans favorecendo a</p><p>nitidez da imagem. Observemos a tabela abaixo:</p><p>Tabela 2</p><p>RECEPTOR DE IMAGEM EXPOSIÇÃO</p><p>Filme Industrial 7-15 mAs</p><p>Filme - tela intensificadora P/ 30 kVp,</p><p>alvo e filtro de Molibdênio</p><p>0,4-1,0 mAs</p><p>Conhecida as dimensões da mama, a tensão</p><p>no ânodo fica entre 25-35kVp, obtendo-se</p><p>um comprimento de onda de a,6 A à 0,75 A.</p><p>Todavia o KV e o MA variam de acordo com a</p><p>espessura e a constituição do corpo glandular.</p><p>Ajustando-se adequadamente são conseguidas</p><p>boas definições de imagens e visualização das</p><p>estruturas anatômicas: pele, mamilo, auréola,</p><p>tecido celular subcutâneo e região retro-aureolar,</p><p>estroma fibro-adiposo e parênquima glandular.</p><p>7.4 Tipos de tecidos mamários</p><p>Tratando-se de radiografia mamaria, um dos</p><p>principais problemas encontrados constituí-se no</p><p>fato de que os vários tecidos possuem densidade</p><p>semelhante, entre eles temos o glandular, o</p><p>fibroso ou conjuntivo e o adiposo. Sendo que</p><p>esses são todos tecidos considerados ”moles”,</p><p>não havendo estruturas ósseas ou tecidos</p><p>completos em ar para produzir contraste. O</p><p>tecido fibroso e o glandular possuem densidade</p><p>semelhante, de forma a radiação é absorvida</p><p>por estes tecidos de forma semelhante.</p><p>A principal diferença nos tecidos reside no fato</p><p>de o tecido adiposo ser menos denso que tecido</p><p>fibroso e glandular, tal diferença na densidade</p><p>produz diferentes densidades fotográficas que</p><p>aparecem na radiografia. A mamografia mostra</p><p>diferenças nas densidades dos tecidos, estas</p><p>diferenças são a base da imagem radiográfica</p><p>da mama.</p><p>Tipos de tecidos mamários:</p><p>● Glandular</p><p>● Fibroso</p><p>● Adiposo ( menos denso que os anteriores)</p><p>47</p><p>7.5 Propriedades</p><p>Uma imagem detalhada das estruturas (nitidez)</p><p>será de pouco valor se houver enegrecimento</p><p>insuficiente ou excessivo (densidade óptica) e</p><p>ainda contraste inadequado (Sem Visibilidade)</p><p>entre as estruturas anatômicas. Conclui-se que</p><p>um filme não apresenta propriedades fotográficas</p><p>não pode ser considerado de qualidade mesmo</p><p>se os detalhes da estrutura estiverem registrados</p><p>com nitidez. Ao contrário a obtenção de uma</p><p>aparência fotográfica excelente não é uma</p><p>garantia de qualidade radiográfica. Uma imagem</p><p>será de pouco valor se os detalhes estruturais não</p><p>estão registrados sem definição, indistinguíveis ou</p><p>borrados. Desta forma a qualidade radiográfica</p><p>depende das seguintes propriedades:</p><p>Qualidade	radiográfica</p><p>Propriedades</p><p>Geométricas</p><p>Propriedades</p><p>Fotográficas</p><p>Nitidez</p><p>Definição</p><p>Distorção</p><p>Visibilidade</p><p>Densidade</p><p>Contraste</p><p>Os três elementos principais do exame</p><p>radiográfico da mama são, a fonte de raios-X ,</p><p>a regra de interesse diagnóstico e o sistema de</p><p>detecção da imagem.</p><p>Fonte ( Alvo)</p><p>Mama</p><p>Detetor (Filme-écran)</p><p>Na radiografia de mama, a configuração</p><p>geométrica desses e as propriedades físicas</p><p>das fontes de raios-X e do sistema de detecção</p><p>de imagem são projetados especificamente</p><p>para obter as exigências da margem desejada.</p><p>A geometria de irradiação é obtida com um</p><p>geometria de irradiação</p><p>aparelho de raios-X construído exclusivamente</p><p>para mamografia, assim são exclusivos para a</p><p>mamografia a grade antidifusora e a combinação</p><p>Filme-écran. Os requisitos físicos mais</p><p>importantes e as influência na dose no paciente</p><p>e na qualidade da imagem de ser analisado sob</p><p>os seguintes aspectos:</p><p>Geometria de irradiação</p><p>Compressão</p><p>Ampliação</p><p>Interação da radiação com o paciente</p><p>Contraste do sujeito</p><p>Espalhamento</p><p>Fonte de raios-X</p><p>Material do alvo</p><p>KV</p><p>Filtro</p><p>Sistema de detecção de imagem</p><p>Velocidade</p><p>Contraste radiográfico</p><p>Resolução</p><p>Ruído</p><p>Nos dias atuais não é permitido a utilização de</p><p>aparelhos de raios x adaptados para mamografia,</p><p>pois além de não permitirem um correto</p><p>posicionamento, compressão e visualização</p><p>integral do corpo mamário, o aspecto energético</p><p>do feixe produzido pois estes resulta em imagens</p><p>pobres em contrastes, em resolução especial e</p><p>dose alta.</p><p>7.6 Geometria de irradiação.</p><p>A geometria de irradiação da mama para o exame</p><p>reduz e compreende basicamente a distância do</p><p>foco-pele (DFP), a distância foco-filme (DFF) e o</p><p>tamanho do campo de irradiação. A mamografia</p><p>necessita ser realizada com a mama comprimida,</p><p>com o objetivo de garantir que as distâncias das</p><p>estruturas anatômicas ao filme sejam as menores</p><p>possíveis. Existem várias vantagens nisso ,</p><p>com a compressão a faixa de exposições ou</p><p>latitude das exposições que chegam ao filme fica</p><p>bastante reduzida. Isto porque enquanto a mama</p><p>não comprimida se assemelha a uma cunha de</p><p>tecido, tendo a sua parte mais espessa junto</p><p>a parede torácica, quando a comprimimos nos</p><p>aproximamos de uma camada uniforme de tecido.</p><p>A latitude, ou forma, quando comprimimos, e</p><p>produto somente das diversas estruturas dentro</p><p>48</p><p>da mama e não da variação da espessura. Com</p><p>a compressão é possível o uso de combinações</p><p>Filme-écran mais adequadas ao paciente,</p><p>isto porque latitudes de exposições menores</p><p>requerem o uso de gradientes mais elevados,</p><p>produzindo imagens com maior contraste e</p><p>menor possibilidade de Subi ou sobre-exposição</p><p>em uma região do filme radiográfico.</p><p>A combinação filme-ecran1 de gradiente γ1 ,</p><p>seria adequada para registrar, em termos de</p><p>densidade ótica, as exposições produzidas pelo</p><p>feixe de raios-X quando travessa uma mama sem</p><p>compressão. Quando a mama é comprimida</p><p>a faixa de exposições fica bastante reduzida,</p><p>já que as partes mais espessas e muito finas</p><p>deixam de existir. Usando-se então de uma</p><p>combinação de Filme-écran que possua maior</p><p>gradiente é mais recomendável. Na combinação</p><p>filme-ecran2 de gradiente γ2 maior que no</p><p>primeiro caso, pequenas estruturas no interior da</p><p>mama passam a ser visualizadas, em função de</p><p>maiores variações nas suas densidades óticas,</p><p>lembrando-se porém que estas combinações</p><p>somente poderão ser melhor aproveitadas se a</p><p>mama for corretamente comprimida, garantindo</p><p>também uma menor dose na pele e uma</p><p>densidade ótica ideal no filme radiográfico.</p><p>Devemos lembrar que a resolução está</p><p>diretamente relacionada ao tamanho do objeto a</p><p>ser radiografado e no caso da mamografia o limite</p><p>de resolução está dado para microcalcificações</p><p>de 0,2mm de diâmetro. Isto lembrando que</p><p>quanto menor a distância entre as estruturas</p><p>e filme melhor será esta resolução ampliando</p><p>o limite de resolução, que é dependente</p><p>unicamente da DFF e DFP. Em algumas</p><p>circunstâncias é possível aumentar o limite de</p><p>resolução(definição) empregando-se um método</p><p>de ampliação da imagem.</p><p>Na magnificação a paciente é trazida para próximo</p><p>da fonte de raios X, e o fator de ampliação é dado</p><p>pela relação DFF e DFP. Em mamografia, o fator</p><p>de ampliação é da ordem de dois, o espaço de</p><p>ar entre a mama e o detetor de imagem contribui</p><p>para a redução da quantidade de radiação</p><p>espalhada e incide sobre o filme. Desta forma</p><p>as estruturas da mama encontram-se ampliadas,</p><p>com ligeira perda de resolução o que torna-se</p><p>um problema, que pode ser compensado pela</p><p>diminuição do tamanho do ponto focal, para um</p><p>tamanho da ordem de 0,1mm.</p><p>7.7 Interação dos raios-x com o</p><p>paciente</p><p>Quando realizamos uma radiografia o objetivo</p><p>é de encontrarmos junto a tecidos normais,</p><p>anormalidades ou lesões e ainda que estas sejam</p><p>claramente visualizadas. A figura 5 mostra</p><p>uma anomalia de espessura T e coeficiente</p><p>de atenuação linear µ1 dentro de um meio</p><p>homogêneo de atenuação µ2 . O feixe de radiação</p><p>ao atravessar a mama, produz uma exposição</p><p>T1 no detetor de imagem, ao atravessar a</p><p>mesma espessura de mama sem anormalidade</p><p>produz uma exposição T2 do detetor, que em</p><p>mamografia tem o objetivo de que a diferença</p><p>entre as exposições T1 e T2 seja transformada</p><p>numa diferença visível na imagem, ou seja,</p><p>que obtenhamos uma diferença no contraste</p><p>radiográfico o qual é dado pela expressão:</p><p>CONTRASTE = (µ1 - µ2	)	.	t1	.	γ	.	(Log.	T1	-	Log.	T2)</p><p>Obviamente, quanto maior for a diferença µ1 e</p><p>µ2 a espessura T da lesão ou gradiente γ da</p><p>combinação écran-filme será maior o contraste</p><p>obtido. A diferença entre os coeficientes de</p><p>atenuação linear é a maior possível para raios</p><p>X de baixa energia, onde predomina o efeito</p><p>fotoelétrico. Neste processo de absorção dos</p><p>raios-X os fótons interagem com os elétrons</p><p>internos dos átomos e com maior energia de</p><p>ligação com o núcleo, não havendo produção</p><p>de radiação espalhada. A seção de choque para</p><p>ocorrer uma interação ou a sua probabilidade</p><p>de ocorrer depende fortemente do número</p><p>atômico do material irradiado. Tal mecanismo</p><p>de absorção dos raios X predomina, para água,</p><p>para fótons com energias superiores a 30KeV.</p><p>Para energias relativamente baixas o processo</p><p>de interação comptom é menos provável de</p><p>ocorrer do que o efeito fotoelétrico. Este tipo de</p><p>interação envolve os elétrons menos ligados ao</p><p>núcleo atômico.</p><p>Como o Fóton de Raios-X incidente gasta</p><p>muito pouco de sua energia para desprender</p><p>um elétron externo, após a interação Compton</p><p>resulta-se em um elétron deslocado da coroa</p><p>do átomo e um fóton de raios X de energia mais</p><p>baixa, com um desvio na sua trajetória inicial,</p><p>o que denominamos de radiação espalhada.</p><p>Quando consideramos um volume total de mama</p><p>irradiada, as interações Compton geram uma</p><p>quantidade de radiação espalhada no plano do</p><p>filme de cerca de 50% da quantidade da radiação</p><p>49</p><p>Mamografi a</p><p>Tanto KV como MA podem variar durante a</p><p>exposição, os aparelhos de raios-X monofásicos</p><p>possuem variações de 100% entre o valor máximo</p><p>ou mínimo desses parâmetros. Esta variação do</p><p>KV e do MA durante a exposição é denominada de</p><p>“ripple”, com a efi ciência de produção de raios-X</p><p>depende aproximadamente do quadrado da</p><p>quilovoltagem, consequentemente o rendimento</p><p>do aparelho varia consideravelmente com a</p><p>exposição.</p><p>Além disso, ocorrem problemas associados</p><p>a distribuição espacial nas proximidades</p><p>do filamento que afeta a homogeneidade e</p><p>delimitação do ponto focal tal fato pode ser</p><p>corrigido utilizando-se de um aparelho com</p><p>corrente capacitada. N o s a p a r e l h o s</p><p>trifásicos e múltiplos produzem raios-X com</p><p>forma de onda que varia com cada modelo</p><p>de aparelho e “ripple” de alta tensão variando</p><p>nesta ordem. É possível mostrar que a faixa</p><p>de energia do feixe de raios-X para o exame</p><p>da mama varia com a espessura, em geral</p><p>acredita-se que o contraste anatômico de uma</p><p>anormalidade ou lesão é o único fator importante</p><p>para a sua detecção.</p><p>Entretanto o que realmente fundamente a</p><p>capacidade de visualização é a relação sinal-</p><p>ruído existente na imagem fi nal, onde a relação</p><p>sinal-ruído se traduz a medida que uma área</p><p>anatômica de interesse se destaca visualmente</p><p>(sinal), um ruído de fundo aparece. Em uma</p><p>imagem radiográfi ca os principais geradores</p><p>de ruído são: O pequeno número de fótons de</p><p>raios-X necessário para produzir uma imagem,</p><p>ocorrendo flutuações na homogeneidade da</p><p>imagem fi nal dos pontos de mesma absorção,</p><p>denominado de ruído quântico. O tamanho do</p><p>grão fl uorescente do écran e demais aspectos</p><p>da fabricação do fi lme, que também produzem</p><p>uma granulosidade na imagem fi nal, denominado</p><p>de ruído dos materiais.</p><p>As estruturas anatômicas anormais ou lesões</p><p>(SINAL) introduzem fl utuações na imagem fi nal</p><p>reduzindo a capacidade do cérebro de visualizar</p><p>as imagens, denominado ruído das estruturas</p><p>anatômicas.</p><p>7.9	 O	fi	lme	mamográfi	co</p><p>O s is tema de de tecção de imagem é</p><p>formado pela combinação Filme-écran para</p><p>mamografi a delicada. O projeto de fabricação</p><p>espalhada (transmitido através da mama), esta</p><p>radiação produz um véu (FOG) uniforme na</p><p>imagem fi nal, reduzindo o seu contraste. Esta</p><p>perda de contraste pode ser minimizada com o</p><p>uso de uma grade antidifusora especialmente</p><p>fabricada para mamografia. Entretanto com</p><p>o emprego da grade há um aumento da dose</p><p>na paciente de cerca de 2 a 3 vezes, quando</p><p>comparada a técnica sem uso de grade.</p><p>7.8 A fonte de raios-x.</p><p>Em mamografi a usam-se técnicas de baixo KV,</p><p>de modo a garantir que as interações fotoelétricas</p><p>exerçam um papel importante na produção do</p><p>contraste anatômico (contraste do sujeito ).</p><p>A fonte de raios X com o alvo de Molibdênio</p><p>e operando na faixa de 25 a 30 KV, gera um</p><p>espectro de linhas característica do Molibdênio,</p><p>numa faixa de aproximadamente 20KV e um</p><p>espectro contínuo por “Bremssthralung”, como</p><p>uma radiação de fundo bastante conveniente</p><p>para mamografi a. Quando utilizamos um fi ltro</p><p>de Molibdênio de 0,03mm de espessura, os</p><p>fótons de energia acima de 20 KV são quase</p><p>que completamente eliminados do feixe de raios</p><p>X que atinge exclusivamente fótons com as</p><p>energias características do Molibdênio que vão</p><p>de 17,5 a 19,5KV, portanto o uso do fi ltro também</p><p>de Molibdênio em um tubo de raios-X com ânodo</p><p>de mesmo material torna-se um fator decisivo na</p><p>obtenção do contraste em mamografi a.</p><p>Os aparelhos de mamografi a são fabricados</p><p>em circuitos geradores de alt’a tensão (KV) de</p><p>correntes altas (MA), em quatro tipos, são eles:</p><p>● circuitos monofásicos</p><p>● circuitos monofásicos com corrente</p><p>capacitada</p><p>● circuito trifásico</p><p>● circuito múltiplo de alta freqüência.</p><p>50</p><p>de qualquer sistema de detecção de imagens</p><p>radiográficas requer um compromisso entre a</p><p>sua velocidade, resolução, contraste e ruído. A</p><p>velocidade de uma combinação Filme-écran é</p><p>proporcional ao tamanho do grão fluorescente</p><p>do écran e como a resolução do sistema é</p><p>inversamente proporcional ao tamanho do</p><p>mesmo grão, temos que a resolução de um filme</p><p>é proporcional a velocidade do filme compatível</p><p>com o limite de resolução para a mamografia, de</p><p>0,2mm de diâmetro para as microcalcificações e</p><p>do ruído da imagem final.</p><p>Sabemos que o contraste de um filme depende</p><p>do KV e da filtração e também do gradiente da</p><p>curva sensitométrica, por sua vez o gradiente</p><p>é particularmente afetado pelo processamento</p><p>do filme mamográfico e gradientes muito altos</p><p>podem aumentar muito tanto o contraste das</p><p>estruturas anatômicas como o ruído da imagem</p><p>final. Os filmes mamograficos são construídos</p><p>em monobloco, de forma a serem receptivos a</p><p>um sistema combinado com um écran apenas</p><p>(combinação simples).</p><p>Recomendações básicas para a técnica de</p><p>mamografia</p><p>Aparelho de</p><p>Raio-X: Construido unicamente para</p><p>mamografia</p><p>Compressão</p><p>da mama: O máximo tolerável pelo pa-</p><p>ciente</p><p>Material do</p><p>ânodo: Molibidênio</p><p>Alta voltagem: 25 á 35KV</p><p>Ponto focal: 0,3 á 0,6mm para técnicas</p><p>sem ampliação</p><p>0,1mm para técnicas com</p><p>ampliação</p><p>Filtração: 0,3mm de Molibdênio</p><p>DFF: Igual ou menor que 60cm</p><p>Tempo de</p><p>exposição: Seleção automática pelo ex-</p><p>posímetro</p><p>Grade</p><p>antidifusora: Grade móvel especialmente</p><p>fabricada para mamografia,</p><p>de razão 3,5 ou 5:1 e com 80</p><p>pares de linha por cm</p><p>Combinação</p><p>Filme-écran: Combinação de alta</p><p>resolução própria para</p><p>mamografia	com	classe	de</p><p>sensibilidade entre 20 e 40.</p><p>7.10 Descrição do método e</p><p>posicionamento	em	mamografia</p><p>Apesar de ser simples, a</p><p>técnica usada requer</p><p>grande atenção, pois é a somatória dos detalhes</p><p>obtidos que dá maior aproveitamento ao exame.</p><p>Utiliza-se aparelhos equipados com ampola</p><p>de Molibdênio, que permite trabalhar com</p><p>kilovoltagem baixa 25-35KV e miliamperagem</p><p>entre 30-40MA durante longo tempo, sem</p><p>desgaste ou aquecimento excessivo da ampola.</p><p>O filme empregado é especial para mamografia</p><p>devido a sua sensibilidade, medindo 18x24cm</p><p>e 24x30cm. O chassi também é específico para</p><p>mamografia (plástico). Para conseguir a imagem</p><p>ideal, deve-se procurar o equilíbrio de vários</p><p>fatores, enumerados a seguir:</p><p>● KV</p><p>● MA</p><p>● MAS</p><p>● Espessura da mama determinada após</p><p>a sua compressão (em cm)</p><p>● Idade da paciente</p><p>● Consistência da mama</p><p>● Presença e volume dos nódulos</p><p>● Temperatura do revelador</p><p>● Tempo de revelação</p><p>7.11 Método de localização:</p><p>Dois métodos são comumente usados para subdividir</p><p>a mama em áreas menores para fins de localização.</p><p>Sistema quadrante: Utilizando-se do mamilo como</p><p>centro dividimos a mama em quatro quadrantes</p><p>QSE, quadrante superior externo, QSI, quadrante</p><p>superior interno, QIE, quadrante inferior externo e</p><p>QII, quadrante inferior interno..</p><p>Sistema relógio: Compara a superfície da mama ao</p><p>mostrador do relógio, 15:00hs mama direita e 09:00hs</p><p>para mama esquerda. Se o médico ou paciente en-</p><p>controu uma massa em qualquer área suspeita na</p><p>mama, é utilizado um destes métodos para descrever</p><p>a área de interesse especial para equipe radiológica.</p><p>São realizadas três incidência principais, nos</p><p>exames de rotina de mamografia.</p><p>a) crânio-caudal (c.c.):</p><p>Determina-se a altura da bandeja levantando-se a</p><p>mama até formar um angulo de 90° com a parede</p><p>torácica, o ombro deve ficar voltado para trás e</p><p>o braço do lado examinado relaxado, a cabeça é</p><p>voltada para o lado oposto ao examinado.</p><p>51</p><p>b) Obliqua médio lateral (OML):</p><p>Tubo e chassi permanecem formando um angulo</p><p>reto entre si, enquanto o RC é angulado em</p><p>cerca de 45°. O RC entra na mama em sentido</p><p>médio-lateral, perpendicular ao músculo peitoral</p><p>da paciente.</p><p>Mulheres obesas e com mamas grandes</p><p>ângulo de 40° a 60°</p><p>Mulheres magras e com mamas pequenas</p><p>ângulo de 60° a 70°, ambas com eixo vertical.</p><p>colocar o braço do lado examinado para frente</p><p>e a mão sobre a barra para a frente.</p><p>c) crânio lateral exagerada (CCLX):Começar</p><p>como se fosse realizar uma posição C.C.,</p><p>mas rodar o corpo ligeiramente e posicionar</p><p>a paciente sobre o suporte frontal e relaxar o</p><p>ombro, sendo a cabeça voltada para o lado</p><p>oposto ao examinado. Em todas as posições</p><p>deve-se solicitar ao paciente que interrompa a</p><p>respiração durante a execução do exame.</p><p>52</p><p>Capítulo 8</p><p>Tópicos	de	Tomografi	a	Básica</p><p>Estudo do processo de realização de imagens Tomográfi cas para radiodiagnóstico.</p><p>8.1 Introdução</p><p>Em 1962, a International Comission on</p><p>Radiological Units an Measurements (ICRU),</p><p>estabeleceu o termo Tomografi a para descrever</p><p>todas as formas de radiografi a de corte de corpo.</p><p>A tomografi a é um tipo especial de imagenologia</p><p>usada para obter uma imagem diagnóstica de</p><p>uma camada específi ca de tecido ou objeto, que</p><p>é superposta por outros tecidos ou objetos.</p><p>8.2	 tomografi	a</p><p>Tomografi a ou radiografi a seccional é a técnica</p><p>que fornece uma imagem de qualquer plano</p><p>selecionado do corpo, região anatômica</p><p>desejada, enquanto borra a imagem das</p><p>estruturas que se localizam acima ou abaixo</p><p>do plano selecionado. Este método também</p><p>é conhecido como planigrafi a, laminografi a e</p><p>estratigrafi a. Um tomograma é obtido através</p><p>de um mecanismo que movimenta o tubo da</p><p>RX e o filme simultaneamente em direções</p><p>opostas. O ponto PIVOT ou FULCRO sobre o</p><p>qual a alavanca gira é ajustável de maneira que</p><p>qualquer camada horizontal dentro do corpo</p><p>pode ser selecionada para ser radiografada.</p><p>A espessura do plano ou seção que pode ser</p><p>satisfatoriamente radiografada depende das</p><p>características de sistema de gravação assim</p><p>como também das estruturas envolvidas e das</p><p>necessidades subjetivas do Radiologista, bem</p><p>como do ângulo através do qual o tubo de raios</p><p>X se move e da distância do plano de seção</p><p>deste fi lme. A Tomografi a de ângulo pequeno</p><p>denomina-se Zonografia para diferenciar da</p><p>Tomografi a de ângulo amplo usada para obter</p><p>seções fi nas. Freqüentemente se realiza uma</p><p>série de exposições de uma sucessão de</p><p>camadas de maneira a avaliar com precisão uma</p><p>determinada área.</p><p>8.3	 tomografi	a	linear</p><p>Princípio de borramento tomográfi co:</p><p>Existe o fulcro através do qual o tubo e o fi lme de</p><p>raios X se movem. Este ponto pivot é importante</p><p>porque todas as estruturas localizadas em seu</p><p>plano, plano objetivo, e paralelas à trajetória</p><p>do tubo permanecem nítidas e em foco porque</p><p>estão na mesma posição sobre o fi lme durante</p><p>a exposição. Inversamente todos os objetos</p><p>localizados fora do plano objetivo, seja acima ou</p><p>abaixo, são projetados de um posto, sobre o fi lme,</p><p>para outro, resultando no borramento.A quantidade</p><p>de movimento dessas estruturas é determinada</p><p>pela distância que o objeto esta do fulcro.</p><p>Consequentemente, os objetos que permanecem</p><p>estacionários aparecem bem definidos na</p><p>Tomografi a, enquanto que aqueles objetos que</p><p>estão acima e abaixo do fulcro movem-se; e</p><p>portanto, são Borrados.</p><p>O nível de fulcro é usado para determinar o nível</p><p>anatômico de interesse a ser examinado. Isso</p><p>pode ser realizado de duas formas, o método</p><p>mais simples utiliza um fulcro variável, passível</p><p>de ajuste.</p><p>= = =</p><p>0</p><p>0</p><p>1 43μ0</p><p>53</p><p>Um segundo método envolve um fulcro fixo</p><p>e uma mesma altura ajustável. A mesa de</p><p>altura ajustável com fulcro fixo é usada com</p><p>maior freqüência com unidades Tomográficas</p><p>multidirecionais ou especializadas.</p><p>Fatores que afetam no borramento:</p><p>a. distância que o objeto esta do plano:</p><p>b. ângulo de exposição:</p><p>c. distância entre o objeto e o filme</p><p>d. trajetória</p><p>Trajetórias do tubo:</p><p>1. linear unidirecional</p><p>2. elíptica multidirecional</p><p>3. circular multidirecional</p><p>4. espiral multidirecional</p><p>5. hipocicloidal multidirecional</p><p>Em trajetórias lineares o tubo move-se em</p><p>uma direção.Portanto, estas trajetórias são</p><p>identificadas como unidirecionais. As trajetórias</p><p>elípticas, circular, espiral e hipocicloidal movem-</p><p>se em todas as direções e, portanto são</p><p>identificadas como multidirecionais.</p><p>8.4	 Tomografia	axial	transversa</p><p>Na maioria dos tipos de radiografia convencional,</p><p>o plano da seção gravada é paralela ao eixo</p><p>longitudinal do corpo. Entretanto, um tomograma</p><p>axial transverso é a radiografia de uma seção no</p><p>plano à ângulos retos ao eixo latitudinal do corpo.</p><p>Algumas unidades usam duas mesas giratórias</p><p>e um tubo fixo. O paciente é colocado ereto em</p><p>uma das mesas e o filme é colocado em outra.</p><p>Ambos o paciente e o filme giram no mesmo ritmo</p><p>durante a exposição. O tubo é inclinado para baixo</p><p>(aproximadamente 30º do plano horizontal) em</p><p>direção ao filme que está localizado no paciente</p><p>a um nível abaixo do plano local.</p><p>8.5	 Tomografia	computadorizada</p><p>A TC é o estudo de estruturas do corpo através</p><p>de imagens secionadas por computador de</p><p>grande porte juntamente com um aparelho</p><p>de raios x. Estas imagens são construídas</p><p>matematicamente por dados fornecidos apenas</p><p>da área de interesse, permitindo a visualização</p><p>de partes internas do corpo humano, evitando</p><p>sobreposição de tecidos, através do borramento</p><p>das partes que não interessa.</p><p>Os princípios gerais da TC são semelhantes</p><p>a tomografia computadorizada, na qual o</p><p>tubo de Raios x e os receptores de imagem</p><p>movem-se ao redor de um ponto focal durante a</p><p>exposição. A vantagem da TC sobre a tomografia</p><p>convencional, é que relaciona-se com o uso</p><p>de computadores na reconstrução de imagens</p><p>focalizadas e também pode se obter informação</p><p>direta, relacionando a estrutura anatômica em</p><p>questão, normal ou anormal sem submeter o</p><p>paciente a procedimentos dolorosos.</p><p>Exemplificação:</p><p>Esta descrição simplificada tem como objetivo</p><p>fornecer idéia de como funciona este sistema.</p><p>Em Primeiro lugar, considere uma seção</p><p>transversal do corpo radiografado</p><p>como sendo</p><p>composto de pequenos blocos de tecido, vistos</p><p>perpendicularmente à área de interesse, as</p><p>extremidades aparecerão como um jogo de</p><p>palavras cruzadas.</p><p>Agora imagine um tubo de Raio X com um</p><p>dispositivo limitador de feixe que produz um feixe</p><p>de raio x com um dispositivo limitador de feixe</p><p>que produz um feixe de raio x estreito semelhante</p><p>a um lápis. Ao lado do paciente coloca-se um</p><p>detetor eletrônico para medir a intensidade do</p><p>feixe que emerge do paciente. Este detetor é</p><p>colocado através de uma fenda de maneira que</p><p>possa ver somente a coluna de tecido irradiado</p><p>pelo feixe. O tubo de Raio X, os detetores e a</p><p>eletrônica apropriada estão instalados em um</p><p>pórtico (gantry), ou seja, a armação. O tubo de</p><p>raio x e o detetor estão ligados de maneira que</p><p>possam ser movidos sincronicamente.</p><p>Aquisição de Dados:</p><p>Na máquina o feixe de raios x é colimado até</p><p>dimensões de aproximadamente 2 a 10 mm é</p><p>paralela ao eixo do corpo, o que corresponde</p><p>à espessura do corte, A intensidade do feixe é</p><p>monitorada por pequenos detetores antes de</p><p>entrar no corpo para obter o valor da intensidade.</p><p>Após atravessar o corpo, o feixe é detectado</p><p>por um cristal de cintilação, que também é</p><p>colimado para receber os fótons não absorvidos.</p><p>A quantidade de intensidade transmitida é</p><p>registrada e armazenada na memória do</p><p>computador.</p><p>O tubo de raio x e o sistema detetor são</p><p>movimentados através do paciente fazendo 160</p><p>medições múltiplas durante a translação, ou seja,</p><p>a armação gira 1º e 16a medições serão feitas,</p><p>isto se repete até o tubo girar 180º e um total de</p><p>54</p><p>100</p><p>0</p><p>-100</p><p>Músculo</p><p>Matéria cinzenta</p><p>Matéria branca</p><p>Água</p><p>Gordura</p><p>Osso</p><p>Tecido Mole</p><p>Pulmão-500</p><p>0</p><p>500</p><p>-1000</p><p>1000</p><p>Escala HU</p><p>Ar</p><p>Branco</p><p>Branco</p><p>Centro</p><p>Centro</p><p>Largura</p><p>Largura</p><p>Preto</p><p>Janelas</p><p>para tecido mole</p><p>Janelas</p><p>para pulmão</p><p>8.6	 Sistema	tomográfi	co</p><p>computadorizado</p><p>Composto pela unidade de varredura, sistema</p><p>que fornece grande quantidade de informação ao</p><p>computador, sala denominada de sala scanner,</p><p>dividida em duas partes: Mesa do paciente e</p><p>Pórtico(Gantry). O pórtico é uma estrutura de</p><p>suporte rígido, que abriga o tubo de Raios X e o</p><p>detetor de Radiação.</p><p>Pórtico</p><p>Unidade de processamento:</p><p>A unidade de processamento ou computador</p><p>recebe os dados brutos e os converte em</p><p>uma imagem signif icativa, permit indo a</p><p>verredura e a reconstrução de imagem, em</p><p>questão de segundos.</p><p>Unidade de exibição:</p><p>Consiste em uma tela visora e monitora que</p><p>mostra passo a passo o exame, que esta sendo</p><p>realizado, permite fazer alterações no tamanho</p><p>da imagem, manipular a escala de contraste</p><p>permitindo assim a análise completa da imagem.</p><p>Sistema de armazenamento:</p><p>O sistema de gravação de fita de rolo, que</p><p>28.800 medições são realizadas.</p><p>A cada medida feita, um sinal eletrônico indica a</p><p>intensidade de raio x que emerge do paciente no</p><p>ponto em questão, enviando ao computador para</p><p>armazenagem e processamento. A intensidade</p><p>do raio x depende da atenuação do feixe que</p><p>atravessa a região determinada. E a atenuação</p><p>desta região depende da atenuação que ocorre</p><p>em cada um dos pequenos blocos.</p><p>Números TC:</p><p>Através de cálculo matemático conhecido como</p><p>algoritmo, o computador calcula uma série</p><p>de números chamados números TC. Estes</p><p>números indicam uma atenuação relativa do feixe</p><p>Material Densidade</p><p>(g/m²)</p><p>Densidade</p><p>eletrônica</p><p>(e/cm² x 10²³)</p><p>Número de</p><p>Hounsfi	eld</p><p>Ar < 0,01 < 0,01 - 1000</p><p>Pulmão 0,25 0,83 - 300</p><p>Gordura 0,92 3,07 - 90</p><p>Água 1,00 3,33 0</p><p>Matéria</p><p>Branca 1,03 3,42 30</p><p>Matéria</p><p>cinzenta 1,04 3,43 40</p><p>Músculo 1,06 3,44 50</p><p>Osso cortical 1,8 5,59 1000+</p><p>de raio x produzido para cada pequeno volume.</p><p>A atenuação produzida por água é a referência</p><p>em que se baseiam os números TC e ao qual é</p><p>designado um valor zero. Os positivos ( maiores</p><p>que zero) indicam tecidos mais absorventes do</p><p>que a água, como exemplo o osso. Os negativos</p><p>(menores que zero) indicam tecidos menos</p><p>absorventes do que a água, exemplo ar.</p><p>Os números TC são enviados pelo computador</p><p>ao monitor em forma de sinais eletrônicos que</p><p>controlam o brilho em diferentes pontos da</p><p>imagem. O brilho depende da atenuação do</p><p>volume naquele ponto. Isto forma um conjunto</p><p>brilhante ou uma escala de cinza que representa</p><p>os números TC.</p><p>Princípio básico:</p><p>O princípio básico da tomografi a é constituído de uma unidade de varredura que escolhe através</p><p>dos feixes selecionados, aqueles que são necessários para se obter melhor nitidez. A TC não usa</p><p>écran para detectar o padrão de intensidade do raio x e não permite que o feixe penetre em áreas</p><p>do corpo que não serão examinadas. Para realizar um exame TC é essencial um bom conhecimento</p><p>da anatomia, tanto para atender à solicitação do médico, como para executar de forma correta.</p><p>55</p><p>armazena informações das operações realizadas</p><p>hoje no RX, não é mais utilizado devido ao seu</p><p>custo operacional. O sistema permite que a</p><p>tomografia seja revista a qualquer momento, o</p><p>armazenamento é imediato e proporcionado pela</p><p>memória principal do sistema de computador. O</p><p>sistema é composto de um programa que pode</p><p>armazenar informação de longo a curto prazo. A</p><p>curto prazo as informações ficam na winchester</p><p>e a longo prazo em disquete.</p><p>Scanner:</p><p>Desde a introdução da TCC ( Tomografia</p><p>Computadorizada Clínica) em 1972, a coleta</p><p>de dados evoluiu através de quatro gerações.</p><p>Os scanners de quarta geração necessitam</p><p>de apenas de 2 a 10 segundos por varredura.</p><p>Os Scanners de quarta geração possuem um</p><p>anel de 600 ou mais detetores, que circulam</p><p>completamente o paciente em um círculo dentro</p><p>do pórtico. Um único tubo de Raio x roda através</p><p>de um arco de 360º durante a coleta de dados.</p><p>Em todo o movimento rotativo continuo, rápidas</p><p>cargas de radiação são emitidas pelo tubo de</p><p>raios x, com ânodo rotatório.</p><p>Fonte de detecção de colimação:</p><p>Na TCC é necessária colimação muito rigorosa</p><p>para limitar o feixe de radiação somente à área</p><p>de interesse. Os feixes de raios x é colimado de</p><p>ambos os lados da serão do fulcro, o colimador</p><p>onde é colocado muito próximo ao tubo de raios</p><p>x e um colimador detetor é localizado próximo</p><p>a cada detetor no arranjo de detetores.A real</p><p>espessura do corte tomográfico é controlado pelo</p><p>colimador de fonte e varia de 1 a vários milímetros.</p><p>Os colimadores detetores limitam a quantidade de</p><p>radiação dispersa captada pelos detetores.</p><p>Meios de contraste:</p><p>É usado o contraste iodado, geralmente em forma</p><p>de injeção, podendo ser introduzido por infusão</p><p>intravenosa. Se houver complicações, apesar de</p><p>raras, a equipe de radiologia deve estar atenta, no</p><p>ato da complicação do contraste e após o exame.</p><p>Quando a aplicação do contraste, deve estar</p><p>presente o (a) auxiliar de enfermagem, enfermeiro</p><p>e o médico responsável pelo paciente.</p><p>Planos de corte:</p><p>1. Corte Axial transverso (para qualquer parte</p><p>do corpo)</p><p>2. Corte longitudinal Coronal (somente para</p><p>crânio)</p><p>56</p><p>Capítulo 09</p><p>Tópicos de Ressonância Magnética Básica</p><p>Conceitos, Normas e Segurança no Trabalho com Radiações Ionizantes</p><p>9.1 Introdução</p><p>Encontram-se neste texto, algumas explicações</p><p>das propriedades físicas e magnéticas que</p><p>tornam possíveis a obtenham de imagens por</p><p>RM. Entender a física e a tecnologia por trás</p><p>da RM pode tornar-se um pouco complicado,</p><p>daí a elaboração deste de forma a tornar as</p><p>informações significativas e fáceis de entender.</p><p>Em cada módulo, estará apresentado aspectos</p><p>diferentes da teoria sobre RM, tais como a</p><p>história da física aplicada ao magnetismo, como</p><p>obter imagens da RM, aparelhagem, indicações</p><p>para exames de RM, cuidados necessários e</p><p>muito mais.</p><p>A RM conquistou uma extrema importância</p><p>na medicina, pois tem a extrema sensibilidade</p><p>diagnóstica de detectar patologias precoces (o</p><p>que significa tratamento precoce de doenças),</p><p>não causa dor ou outros efeitos secundários</p><p>desagradáveis, não utiliza radiações ionizantes</p><p>ou contrastes iodados.</p><p>Podemos afirmar que a RM é essencial na</p><p>medicina, já que utiliza física e tecnologia para</p><p>obter imagens do corpo humano</p><p>o tempo)</p><p>N = N0 . e-ƛt</p><p>N � número de átomos iniciais</p><p>N � número de átomos fi nais</p><p>λ � Cte. de desintegração radioativa, para</p><p>cada elemento</p><p>t � Tempo decorrido</p><p>e � Base neoperiana</p><p>Meia-vida física: é o tempo necessário para</p><p>que os átomos presentes na amostra decaiam</p><p>a metade do seu valor inicial, então:</p><p>T1/2 = ln 2/ƛ ou T1/2 = 0,693/ƛ</p><p>A = A02</p><p>-t</p><p>T1/2</p><p>A0</p><p>= A0e</p><p>-0,693t</p><p>T1/2</p><p>A0</p><p>4</p><p>A0</p><p>2</p><p>A0</p><p>2</p><p>A0</p><p>8</p><p>A0</p><p>16</p><p>A0</p><p>32</p><p>0 T 2T 3T 4T 5T</p><p>5</p><p>Meia-vida biológica: eqüivale ao tempo necessário</p><p>para que a metade da quantidade de um elemento</p><p>ingerido, radioativo ou não, seja eliminado pelas</p><p>vias normais e é representado por TB.</p><p>Meia-vida efetiva: eqüivale a dose radioativa</p><p>recebida por um órgão, que esteja agregado a</p><p>um material radioativo, sendo dependente da</p><p>meia-vida física e biológica, sendo este o tempo</p><p>em que a exposição à radiação desse órgão fi ca</p><p>reduzido a sua metade, é representado por TE.</p><p>TE =</p><p>T1/2 . TB</p><p>T1/2 + TB</p><p>τ = l,441 . T1/2</p><p>Vida média: eqüivale ao tempo necessário para</p><p>que os átomos presentes na amostra radioativa</p><p>decaiam a 1/e do seu valor inicial.</p><p>Atividade de uma Amostra : eqüivale ao número</p><p>de átomos que se desintegram por unidade de</p><p>tempo, ou seja é a velocidade de desintegração</p><p>dos átomos, assim:</p><p>A = A0 . e-λt</p><p>A0 �� Atividade num instante inicial</p><p>A �� Atividade após um tempo t > t0</p><p>λ �� velocidade constante de desintegração</p><p>radioativa, característica de cada</p><p>elemento radioativo</p><p>e �� Base neperiana (= 2,71)</p><p>A unidade de atividade é o Curie (Ci) e eqüivale</p><p>a atividade de uma amostra que dá lugar a</p><p>3,7.1010 desintegrações por segundo, assim:</p><p>1Ci = 3,7 . 1010des/s</p><p>Ionização: Ocorre quando partículas carregadas</p><p>passa nas vizinhanças de um átomo, tal forma</p><p>que as cargas eletrostáticas passa a interagir</p><p>sobre elas, fazendo com que elétrons do átomo</p><p>adquiram energia sufi ciente para se libertar das</p><p>forças atrativas do átomo e ao se libertar do</p><p>átomo tornam este um Íon, daí o nome ionização.</p><p>Excitação: onde a energia sediada ao elétron</p><p>não é sufi ciente para arrancá-lo do átomo</p><p>contudo permanece dentro do átomo com uma</p><p>energia maior, o átomo assim excitado volta ao</p><p>seu estado normal ou de equilíbrio emitindo luz</p><p>num comprimento de onda característico.</p><p>Absorção: A trajetória de uma partícula</p><p>carregada esta relacionada com a energia da</p><p>mesma o que é denominado “alcance” de uma</p><p>partícula carregada num meio dado. Devido</p><p>ao grande poder de ionização específi ca das</p><p>partículas α, a distância percorrida pôr esta</p><p>num meio dado é pequena. De forma empírica</p><p>obtemos a seguinte relação para o alcance:</p><p>Rar = (0,005E + 0,285).E3/2</p><p>Rar .... Alcance no ar</p><p>E ..... energia das partículas α em MeV</p><p>Para outros meios utiliza-se a relação de “Bragg-</p><p>Kleeman”:</p><p>R = 3.2.10-4	(A/ρ)1/2 Rar</p><p>R � Alcance num determinado meio, em cm</p><p>A � Número de massa do meio</p><p>ρ � Densidade do meio, em g/cm3</p><p>Rar� Alcance da partícula no ar, em cm</p><p>Para o caso das partículas β, a velocidade destas</p><p>é muito maior, cerca de 0.33 c(c = velocidade</p><p>da luz), uma fórmula que relacione o alcance</p><p>R (mg/cm2) com a energia máxima dos elétrons</p><p>Emax em MeV, obtendo bons resultados</p><p>experimentais é dada por:</p><p>R = 412 Emax(1,265 - 0,0954 ln Emax)</p><p>para 0,01 < Emax< 3 Mev</p><p>R = 530 Emax - 106</p><p>para 1<Emax<20 MeV</p><p>1.6 Produção e propriedades</p><p>Os R-X são uma forma de radiação</p><p>eletromagnética, assim como a luz visível,</p><p>contudo seu comprimento de onda (λ) é menor</p><p>e para podermos utilizá-lo na produção de uma</p><p>radiografi a é necessário conhecimentos de</p><p>alguns aspectos inerentes ao seu comportamento</p><p>enquanto uma onda ou uma partícula.</p><p>Ondas: estão defi nidas como uma variação ou</p><p>Crista</p><p>Vale</p><p>Comprimento de onda = λ</p><p>Amplitude</p><p>A</p><p>A</p><p>A perturbação que transfere de forma progressiva</p><p>a energia radiante de um ponto para outro através</p><p>do meio, entende-se energia como a capacidade</p><p>de realizar trabalho.</p><p>Simbologia :</p><p>λ (lambda)</p><p>6</p><p>O comprimento de onda é a distância entre uma</p><p>crista a outra ou de uma depressão a outra.</p><p>A forma com que a radiação é utilizada ou</p><p>estudada é que a defi ne como onda ou partícula.</p><p>O Espectro eletromagnético: Os R-X, R-ϒ, ondas</p><p>de rádio, luz visível etc., constituem-se de ondas</p><p>de energia de infl uência elétrica e magnética,</p><p>advindo o nome radiação eletromagnética.</p><p>Todos os tipos de radiação eletromagnética são</p><p>agrupadas de acordo com o comprimento de</p><p>onda, dando forma ao que denominamos es-</p><p>pectro eletromagnético.</p><p>Comprimento de onda dos R-X ( médico diagnóstico)</p><p>≡0.005η±m ( ±1/10.000 da luz visível)</p><p>Ondas e partículas: refere-se a dupla natureza</p><p>dos Raios-X, que possuem a característica</p><p>de agir como se fossem pequenas partículas</p><p>ou pacotes de energia ou como uma onda</p><p>propriamente dita, contudo tais conceitos não</p><p>devem ser tomados separadamente.</p><p>≅ 0.005ηm ( ±1/10.000 da luz visível)</p><p>PROPRIEDADES DOS R-X</p><p>•	 São altamente penetrantes, devido ao</p><p>seu pequeno λ,</p><p>•	 Fluorescem algumas substâncias,</p><p>emitindo radiações de λ maior,</p><p>•	 Impressionam	fi	lmes	fotográfi	cos,</p><p>•	 Produzem mudanças biológicas</p><p>importantes,</p><p>•	 Ionizam gases.</p><p>1.7 Produção dos R-X</p><p>Efeitos que ocorrem quando os elétrons atingem o alvo:</p><p>a) Excitação eletrônica: O elétron choca-se</p><p>com os átomos do alvo, sem ionizá-lo, o elétron</p><p>presente na camada é levado a um estado excitado,</p><p>produzindo uma lacuna que é preenchida quando</p><p>este volta para a posição de origem eliminando</p><p>a energia cedente ao emitir um fóton de baixa</p><p>energia (na região do infravermelho).</p><p>b) Ionização: Interações fortes o suficiente</p><p>para arrancar elétrons do átomo alvo, quando</p><p>isto ocorre nas camadas K e L tem-se a emissão</p><p>de R-X, diferente para cada tipo de material</p><p>ou elemento químico, é o que denominamos</p><p>Radiação característica.</p><p>c) Bremstrahlung: Ocorre quando o elétron</p><p>projétil entra nas proximidades do núcleo do</p><p>átomo alvo (positivo) , devido a força de atração</p><p>eletrostática, tendo desta forma sua trajetória</p><p>modifi cada levando a uma perda de energia</p><p>cinética K emergindo com energia cinética</p><p>menor, onde K - k’=∆K.</p><p>Rendimento na produção dos R-X ( R )</p><p>> o KV > o Rendimento</p><p>> o Z (no atômico) > o Rendimento</p><p>1.8 Interação dos r-x com a matéria</p><p>Tal processo é de fundamental importância na</p><p>formação de imagens assim como para proteção</p><p>radiológica, e se divide basicamente em três</p><p>fenômenos, são eles:</p><p>a) Efeito Fotoelétrico: Ocorre quando um fóton</p><p>de energia E incide sobre um elétron ligado a um</p><p>átomo, onde EL < E, sendo a energia deste fóton</p><p>absorvida e o elétron é ejetada com energia</p><p>cinética K = E - EL , podendo ou não produzir novas</p><p>ionizações. A probabilidade de ocorrência é ≈ a Z3</p><p>e inversamente proporcional a 1/E3.</p><p>7</p><p>Eϒ Ec</p><p>b) Efeito Compton: Ocorre quando a interação</p><p>dos fótons se dá com elétrons fracamente ligados</p><p>ou livres, onde o fóton incidente perde parte de</p><p>sua energia e sofre um desvio na trajetória inicial,</p><p>produzindo o que é denominado espalhamento</p><p>da radiação.</p><p>Eϒ</p><p>Ec</p><p>c) Produção de pares: Sendo E = m. c2 (eq. de</p><p>Planck- Einstein) e a energia de repouso do elétron</p><p>igual à 0.511MeV, quando um fóton de energia</p><p>2.E = (1.02MeV) interage com o núcleo do átomo.</p><p>Esta energia é convertida em massa gerando</p><p>um pósitron e um elétron; e ainda, a energia</p><p>excedente à 2.E é convertida em energia cinética.</p><p>Eϒ</p><p>Ec</p><p>Ec</p><p>e-</p><p>e+</p><p>1.9 Unidades e medida da radiação</p><p>a) Unidades</p><p>1928 O ICRU (International Comission of</p><p>Radiation Units) adotou o “Roentgen” (R) como</p><p>uma unidade da radiação. É definido como, nas</p><p>CNTP, a quantidade de RX ou Rγ, que em 1cc</p><p>de ar (≅ 0.001293g de ar) produz íons positivos</p><p>e negativos que carregam 1 stat-Coulomb.</p><p>Contudo o R prestava-se apenas a medida de</p><p>radiações eletromagnéticas, sendo ineficaz para</p><p>medida de radiações ionizantes corpusculares</p><p>como exemplo, as partículas Beta (β), criando-se</p><p>para este fim o RAD (Radiation Absorved Dose).</p><p>O ICRU fez a seguinte distinção :</p><p>1. Exposição a radiação - Unidade</p><p>altamente</p><p>detalhadas e com grande nitidez.</p><p>9.2 Física da ressonância magnética</p><p>A teoria magnética foi explorada pela primeira</p><p>vez em profundidade pelo cientista alemão</p><p>Wihelm Weber em 1852, ele se perguntava</p><p>porque, cada vez que um imã era cortado na</p><p>metade, cada metade se transformava em outro</p><p>imã independente. Ele supôs que cada átomo</p><p>no material magnético deveria ser também</p><p>magnético, e estava certo. O físico escocês</p><p>James C. Maxwell, formalizou a relação entre</p><p>campos elétricos e magnéticos, a partir destes</p><p>estudos surgiu a teoria eletromagnética da luz.</p><p>Hoje nós entendemos que essas correntes,</p><p>sejam elas correntes atômicas ou elétricas</p><p>em fios metálicos, são as fontes básicas de</p><p>campos magnéticos. Toda matéria é composta</p><p>de átomos com elétrons girando ao redor de</p><p>seu núcleo, composto de prótons e nêutrons.</p><p>A física moderna nos diz que, a medida em</p><p>que os elétrons giram ao redor do núcleo, eles</p><p>também giram ao redor de seus próprios eixos,</p><p>na direção horária ou antihorária. Acredita-se que</p><p>este movimento giratório ao redor de si mesmo,</p><p>ou “spin”, é que cause o magnetismo. Podemos</p><p>explicar o spin como um pião ou a Terra girando</p><p>ao redor de seu próprio eixo, que também criam</p><p>momento magnético.</p><p>De acordo com a teoria magnética, se o número</p><p>de elétrons girando em ambas as direções</p><p>for o mesmo, o efeito magnético é cancelado.</p><p>Entretanto, se mais elétrons girarem em uma</p><p>direção, o átomo é magnético. Partículas no</p><p>núcleo, em rotação ao redor de si mesmas,</p><p>também podem produzir campos magnéticos.</p><p>Os materiais atingem seu potencial magnético</p><p>quando os átomos, reunidos em grupos chamados</p><p>domínios, são arranjados com seus pólos norte</p><p>e sul alinhados. A vasta maioria dos materiais</p><p>não tem nenhum domínio, por isso não são</p><p>magnéticos. É importante notar que explicamos</p><p>aqui como os imãs funcionam. Entretanto a</p><p>ressonância depende do magnetismo nuclear,</p><p>e não dependo do magnetismo atômico. O</p><p>americano Joseph Henry e o inglês Michael</p><p>Faraday descobriram a indução eletromagnética,</p><p>a conversão de magnetismo em eletricidade.</p><p>O princípio é conhecido como a lei de Faraday</p><p>e ocupa um papel importante na produção de</p><p>sinais de RM.</p><p>Wolfgang Pauli descobriu as propriedades</p><p>magnéticas do núcleo em 1924 e em 1933,</p><p>Otto Stern conseguiu observar e medir as</p><p>propriedades magnéticas de núcleos de H2.</p><p>I. I. Rabi, um ex-aluno de Stern projetou um</p><p>aparelho que mostrava o comportamento</p><p>de uma molécula em um campo magnético</p><p>de radiofrequëncias que se alternavam.</p><p>As primeiras experiências de ressonância</p><p>magnética com líquidos foram realizadas por</p><p>Felix Bloch em 1945, com sólidos, pelo grupo</p><p>de Edward Purcell em 1946. Paul Lauterbur</p><p>provou em 1972, ser realizável a possibilidade</p><p>57</p><p>de produzir imagens por RM, quando conseguiu</p><p>produzir imagens bidimensionais de prótons de</p><p>uma amostra de água.</p><p>Suas experiências foram seguidas pela formação</p><p>de imagens de pequenos objetos, como limões</p><p>e pimentas, e levaram a seguir a formação</p><p>de imagens de animais e seres humanos. O</p><p>aparecimento da ressonância magnética foi</p><p>anunciado por muitos e a mais importante</p><p>conquista desde a descoberta dos RX. Até</p><p>agora, os únicos métodos de obtenção de</p><p>imagens do interior do corpo humano envolviam</p><p>o uso de radiação ionizante, isótopos radioativos</p><p>ou ondas de ultra-som. A RM usa campos</p><p>magnéticos, ondas de rádio e computadores para</p><p>criar imagens altamente detalhadas.</p><p>Você deve lembrar que a RM já foi chamada</p><p>de Ressonância magnética nuclear, sendo</p><p>alterada após porque temia-se que o público</p><p>em geral relacionasse a palavra “nuclear” com</p><p>alguma espécie de radiação ionizante, o que é</p><p>um engano. Isso porque a palavra chave para</p><p>a formação de imagens por RM é simplesmente</p><p>um imã ou magneto que cria o campo magnético</p><p>estático que alinha os núcleos no corpo humano.</p><p>A força de um imã ou magneto pode ser medida</p><p>em unidades chamadas Tesla e Gauss, 1</p><p>Tesla(T) = 10.000 Gauss(G) = 10 Kg</p><p>Três tipos de imãs ou magnetos podem ser</p><p>usados em RM:</p><p>Um imã ou magnete permanente: É muito</p><p>econômico, porém muito pesado(10 t ). não</p><p>pode ser fechado e por isso necessita de uma</p><p>temperatura muito estável. O tempo em que</p><p>um imã permanece magnetizado, dependo</p><p>do material que ele é feito. Possui um campo</p><p>magnético considerado baixo, 0,3T. Os imãs ou</p><p>magnetos resistivos: É muito econômico, porém</p><p>consome muita energia. Não possui um campo</p><p>de estabilidade. Criam campos magnéticos</p><p>passando-se uma corrente através de um fio</p><p>metálico enrolado ao redor de um núcleo de ferro</p><p>ou ar. Devido ao calor que geram e às suas taxas</p><p>de dissipação, a força está atualmente limitada</p><p>a 0,2 T. Os imãs ou magnetos supercondutores:</p><p>Criam campos magnéticos passando-se uma</p><p>corrente através de bobinas de fio metálico</p><p>que foram super resfriadas. O resfriamento das</p><p>bobinas virtualmente elimina qualquer resistência</p><p>á corrente elétrica, tornando possíveis forças de</p><p>campo de 1,5 a 2 T. Quando estão com o campo</p><p>formado, os magnetos supercondutores não</p><p>necessitam mais de nenhuma eletricidade para</p><p>manter o funcionamento, mas eles exigem um</p><p>ambiente criogênico, super resfriado para manter</p><p>as baixíssimas temperaturas, que chegam à</p><p>- 425ºF ou -269ºC.</p><p>De forma resumida a RM funciona assim:</p><p>Muitos núcleos do corpo agem como pequenas</p><p>barras de imã com polo norte e sul, quando</p><p>o corpo é colocado em um grande campo</p><p>magnético, cada pequeno imã se alinha com</p><p>o grande campo magnético externo. Em</p><p>conseqüência, passando-se ondas de radio</p><p>(uma forma de energia) através do corpo, alguns</p><p>destes pequenos imãs absorvem um pouco da</p><p>energia e mudam de direção. Quando as ondas</p><p>de rádio são desligadas, os núcleos do corpo</p><p>retornam à sua orientação original, soltando a</p><p>energia absorvida gerando um sinal que pode</p><p>ser recebido por uma antena e processado por</p><p>um computador que o transforma em imagem.</p><p>Os dados de RM podem ser adquiridos em</p><p>cortes únicos ou volumetricamente e permite a</p><p>formação direta das imagens de anatomia nos</p><p>planos Axial, Sagital e Coronal.</p><p>Como o campo magnético de um núcleo é tão</p><p>pequeno, um grande número de átomos são</p><p>necessários para criar uma imagem satisfatória</p><p>de RM. O Hidrogênio é abundante no corpo e</p><p>tem um grande momento magnético, e portanto,</p><p>ideal para a formação de imagem de RM e é o</p><p>elemento mais comumente usado na geração</p><p>de imagens. A Terra em rotação ao redor de</p><p>si mesma, tem um momento magnético. Na</p><p>realidade, qualquer corpo com carga que esteja</p><p>girando ao redor de si mesmo pode criar um</p><p>campo magnético ou um bipólo ou seja um</p><p>momento magnético. Em um ambiente normal</p><p>os núcleos orientados aleatoriamente cancelam-</p><p>se uns aos outros e não tem nenhum efeito</p><p>magnético em conjunto, mas quando o corpo é</p><p>colocado em um campo magnético, o campo faz</p><p>com que pequenos imãs nucleares se alinhem</p><p>num estado de alta e baixa energia.</p><p>Os núcleos em um estado de alta energia tem</p><p>momentos magnéticos opostos ou antiparalelos</p><p>ao campo magnético externo, os núcleos em</p><p>um estado de baixa energia têm momentos</p><p>magnéticos alinhados com os campos externos</p><p>ou paralelos ao mesmo. A distribuição dos núcleos</p><p>nestes dois estados não é igual, existem mais</p><p>prótons de Hidrogênio no estado de baixa energia</p><p>e o desequilíbrio produz magnetização em rede,</p><p>58</p><p>que cria o efeito magnético que produz o sinal</p><p>usado para criar uma imagem por ressonância</p><p>magnética. O campo magnético Também faz</p><p>com que estes núcleos entrem em precessão.</p><p>Este movimento de cambaleio é análogo ao</p><p>movimento de um pião em rotação, que gira ao</p><p>redor de seu eixo até que a sua gravidade faça</p><p>com que entre em precessão na direção do</p><p>campo gravitacional da Terra.</p><p>Em um dado campo magnético estático, a</p><p>precessão de freqüência é uma característica</p><p>de cada núcleo.</p><p>A precessão de freqüência depende da forma do</p><p>campo magnético. A relação entre a freqüência</p><p>de precessão e a fora do campo magnético pode</p><p>ser expressa usando-se a seguinte relação,</p><p>denominada Equação de Larmor:</p><p>W0 = y.B</p><p>W0 – Freqüência angular (chamado omega)</p><p>r – razão magneto giratória (chamada gama)</p><p>W0 – Freqüência angular (chamado omega)</p><p>r – razão magneto giratória (chamada gama)</p><p>B – Força do campo magnético.</p><p>Esta equação mostra que se o campo magnético</p><p>muda, a velocidade em que os núcleos precessam</p><p>também muda. Este ponto é importante para</p><p>localizar as origens do sinal da RM. Na formação</p><p>de imagens por RM, as ondas de radiofrequência</p><p>(RF) são absorvidas e reemitidas. Exemplos</p><p>de ondas eletromagnéticas incluem os sinais</p><p>de rádio que seu rádio ou aparelho de televisão</p><p>recebem em casa.</p><p>As ondas eletromagnéticas são caracterizadas</p><p>pela sua freqüência( ciclos por segundo, medido</p><p>em Hertz) e pela sua amplitude( força de sinal).</p><p>As ondas de RF, viajam através do espaço e</p><p>são compostas por dois componentes: campos</p><p>elétricos e magnéticos, que são perpendiculares</p><p>um ao outro e cortam o espaço na mesma</p><p>direção. É o componente do campo magnético</p><p>que interage com os núcleos de hidrogênio,</p><p>tornando possível a geração de imagens por RM.</p><p>O pulso de RF produz dois efeitos no núcleo:</p><p>1. Transfere energia para o núcleo, que faz</p><p>com que o núcleo passe de um estado de</p><p>baixa energia para um de alta energia.</p><p>2. Faz com que os núcleos precessem em</p><p>fase.</p><p>Estes dois tipos de efeitos criam um momento</p><p>magnético em rede (somatória de todos os</p><p>momentos magnéticos nucleares individuais).</p><p>O pulso de RF manda uma mensagem, que</p><p>somente os núcleos de Hidrogênio entendem. Os</p><p>núcleos que não são de Hidrogênio não entendem</p><p>a mensagem do pulso de RF, pois atende</p><p>apenas a uma mensagem particular. Quando a</p><p>transmissão cessa, os Hidrogênios “relaxam”</p><p>e retornam ao seu estado original, liberando</p><p>a energia transmitida pelo pulso de RF, estas</p><p>informações são captadas por uma antena e</p><p>processadas por um computador para que seja</p><p>transformada em imagens.</p><p>9.3 Componentes do sistema de R.M.</p><p>Hardware é o termo usado para descrever</p><p>o equipamento em um sistema de RM., está</p><p>localizado em três áreas: sala de varredura, sala</p><p>de controle e sala de computador.</p><p>Sala de Varredura: A sala de varredura ou</p><p>sala de scan, abriga o magneto e o sistema de</p><p>transporte do paciente. É importante lembrar</p><p>que o magneto afeta muitíssimo o ambiente</p><p>ao seu redor e dependa da força de campo,</p><p>medida em Gauss(G) ou Tesla (T). O tamanho</p><p>e a força do campo ao redor do magneto são</p><p>importantes por algumas razões. Por exemplo,</p><p>um campo magnético de 10 Gauss pode distorcer</p><p>exposições do tubo de raio catódico e apagar</p><p>discos magnéticos. Um campo de 5 Gauss</p><p>pode ocasionar atrasos na palheta em marca</p><p>passos cardíacos, possivelmente reprogramando</p><p>alguns. O sistema de geração de dados de RM:</p><p>Consiste de um magneto, um sistema de</p><p>resfriamento, bobinas de calço, bobinas de</p><p>gradiente e bobinas de RF.</p><p>Magneto e sistema de resfriamento: O coração</p><p>do sistema é o magneto supercondutor, o qual</p><p>gera forte campo magnético estático uniforme</p><p>necessário para a polarização dos núcleos do</p><p>corpo. O magneto supercondutor exige alto gasto</p><p>em Nitrogênio líquido e Hélio líquido para manter</p><p>sua temperatura criogênica. O magneto é feito</p><p>de fio Nióbio- Titânio (NbTi) engastado em uma</p><p>matriz de Cobre. O Cobre serve de bacia de calor</p><p>para proteger o fio em caso de perda acidental de</p><p>supercondutividade - um “quench”, o fio inundar”,</p><p>esfriar, desligar completamente.</p><p>Bobinas de calço: São usadas para compensar</p><p>imperfeições no magneto, elas podem ser</p><p>59</p><p>reguladas por um representante de serviço</p><p>para corrigir todos os fatores ambientais que</p><p>possam alterar o campo do sistema, destruir sua</p><p>homogeneidade e dificultar seu desempenho na</p><p>formação de imagens.</p><p>Bobinas de gradiente: A imagem de RM é</p><p>representação de um corte de anatomia que</p><p>é dividida em vários cubos ou elementos de</p><p>volume, chamados voxels em um número de</p><p>2562. Cada pixel - elemento de fotografia, tem</p><p>um brilho que é característico da intensidade</p><p>de sinal.O local que cada voxel ocupa dentro</p><p>da imagem é determinado com ajuda de três</p><p>bobinas de gradiente. Estas bobinas fazem o</p><p>campo estático, um campo cuidadosamente</p><p>graduado e controlado que afeta a precessão</p><p>dos núcleos de uma maneira previsível, uma</p><p>maneira que permite o sistema localizar a origem</p><p>de cada sinal. Para entender a necessidade da</p><p>alteração do campo magnético, lembre-se que</p><p>a velocidade na qual os núcleos de Hidrogênio</p><p>precessem está relacionada com a força do</p><p>campo magnético, as bobinas de gradiente</p><p>alteram esse campo de uma maneira precisa,</p><p>que pode ser repetida. Após a excitação e</p><p>relaxamento, o local de cada núcleo do corpo</p><p>pode ser determinado pela sua velocidade de</p><p>precessão de freqüência, que é determinada</p><p>pelo campo de gradiente.</p><p>Subsistema de RF: É o que gera, transmite</p><p>e receba sinais de RF. Bobinas de RF são</p><p>fornecidas com o sistema de varredura da</p><p>cabeça e outra para a varredura do corpo. A</p><p>bobina de cabeça é composta de uma unidade</p><p>única e é removida do magneto durante estudos</p><p>da bobina da superfície ou do corpo. Sinais de RF</p><p>são transmitidos por uma antena de Cobre que</p><p>circunda o paciente, A bobina de RF é sintonizada</p><p>para combinar a freqüência ressonante dos</p><p>núcleos sob avaliação - Hidrogênio ou Sódio,</p><p>por exemplo. Ela pode variar de 10 a 80 Mhz,</p><p>como um Mhz equivale a um milhão de ciclos</p><p>por segundo; 63,9 Mhz é a freqüência usada para</p><p>formações de imagens de prótons de Hidrogênio</p><p>com um sistema de 1,5T.</p><p>A energia de RF transmitida é absorvida pelos</p><p>núcleos ressonantes, quando a força de RF é</p><p>desligada, os núcleos excitados emitem um fraco</p><p>sinal de RF que induz uma corrente na bobina de</p><p>RF, que afora age com um receptor. Este sinal</p><p>fornece os dados para formação das imagens.</p><p>Bobina de cabeça e Bobinas de corpo:</p><p>Quando se pretende fazer um exame são</p><p>utilizadas para intensificar a resposta dos prótons</p><p>ao campo magnético. O aparelho contém uma</p><p>bobina fixa e invisível aos operadores que servem</p><p>para exames de partes grandes do corpo, tórax</p><p>e abdome, por exemplo. Existem também</p><p>bobinas que são acessórios, removíveis e</p><p>diferentes para cada parte do corpo, crânio,</p><p>joelho e ombro, por exemplo.</p><p>Sistema de transporte de paciente: A mesa de</p><p>transporte do paciente pode ser removida pela</p><p>sala de varredura para simplificar o transporte de</p><p>pacientes. Antes de um exame começar, a mesa é</p><p>atracada com segurança à estrutura em ponte do</p><p>magneto, a cama do paciente é então puxada para</p><p>dentro da abertura pelo carrinho, de rolamentos</p><p>quando o botão apropriado é acionado.</p><p>A sala do computador: Esta sala abriga</p><p>os gabinetes do computador, unidade de</p><p>distribuição de força, drives de disco, processador</p><p>de imagens, drive de fitas magnéticas e terminal</p><p>de carga do programa. Ela deve ser mantida a</p><p>temperatura e umidade controlados porque este</p><p>equipamento produz calor e a dissipação desse</p><p>calor é crucial para proteger seu delicado circuito.</p><p>O computador: Controla uma séria de funções,</p><p>incluindo a comutação da bobina de gradiente,</p><p>bobinas de RF, processamento de dados</p><p>adquiridos e manipulação de imagens mostradas</p><p>no monitor de vídeo.</p><p>Console dos operadores: Três tarefas são</p><p>controladas a partir deste console: varredura,</p><p>exposição de imagem e a realização dos</p><p>programas de manutenção tais como filmagem,</p><p>arquivamento e aparelhagem. Dois operadores</p><p>podem trabalhar a partir dela ao mesmo tempo,</p><p>com um controlando o programa de varredura e</p><p>outro vendo e manipulando as imagens.</p><p>A câmara clara e a câmara escura: A câmara</p><p>de multimagens é usada para gravar a imagem</p><p>e o texto do monitor de imagens em filme</p><p>de emulsão única. O computador transmite</p><p>automaticamente as imagens selecionadas para</p><p>um aparelho que fotografará as imagens em</p><p>filmes que ficam armazenados dentro do aparelho</p><p>num compartimento denominado “magazine”.</p><p>Este suporta uma grande quantidade de filme,</p><p>facilitando para que possam ser revelados em</p><p>alta quantidade e não por unidade como é o caso</p><p>de Radiologia convencional. Após</p><p>retirados, os</p><p>filmes são conduzidos a processadora, que irá</p><p>60</p><p>revelar os filmes usando reveladores, fixadores,</p><p>água de lavagem e um sistema de secagem.</p><p>9.4 Imagens por r.M.</p><p>Os primeiros procedimentos são colocar os</p><p>dados do paciente, principalmente o peso</p><p>correto, para que o mesmo não absorva pulsos</p><p>de RF em excesso. Quando o corpo ou parte a</p><p>ser examinada é colocada dentro do magneto,</p><p>o aparelho executa cortes imaginários que são</p><p>divididos em pequenos cubos de anatomia,</p><p>ou “voxels”, cada um é representado por um</p><p>quadrado bidimensional, ou “pixel”.</p><p>Na prática, uma imagem de RM usará pelo menos</p><p>2562 pixels por corte .Cada voxel possui um vetor</p><p>de momento magnético nuclear - a flecha imaginária</p><p>que representa a força e direção do campo</p><p>magnético dos núcleos dentro daquela pixel.</p><p>Na ausência da qualquer força magnética externa,</p><p>estes núcleos estão orientados aleatoriamente e</p><p>os momentos magnéticos aleatórios cancelam-</p><p>se uns aos outros. Colocando-se o corpo em um</p><p>magneto, os núcleos com momentos magnéticos</p><p>se alinham em dois estados: de alta energia e</p><p>baixa energia. Um número maior se alinha em</p><p>um estado de baixa energia, agora tem uma</p><p>magnetização em rede que é a soma de todos</p><p>os momentos magnéticos nucleares. Assim que</p><p>os núcleos se alinharam em estados de alta</p><p>energia e baixa energia, eles começam a entrar</p><p>em precessão ao redor do campo magnético</p><p>como pequenos piões. A velocidade em que</p><p>eles precessam depende da espécie de núcleo</p><p>envolvido em um dado campo, cada um tem uma</p><p>velocidade de precessão única.</p><p>Consideramos que um paciente está dentro</p><p>do magneto da RM e que a maior parte dos</p><p>núcleos de seu corpo estão alinhados no plano</p><p>longitudinal e que esses núcleos também estão</p><p>precessando aleatoriamente, ou fora de fase uns</p><p>em relação aos outros.</p><p>Inserindo o pulso de RF:</p><p>O próximo passo na produção de imagem da</p><p>RM é introduzir um pulso de RF, através de</p><p>uma bobina de RF, a um ângulo reto em relação</p><p>ao campo magnético do sistema. O pulso de</p><p>100freqüência dos núcleos de hidrogênio por</p><p>serem uma das mais abundantes do corpo</p><p>humano. Quando é aplicado um pulso desta</p><p>freqüência, ele afeta os núcleos de hidrogênio</p><p>de duas formas:</p><p>● faz com que os núcleos precessem</p><p>juntos ou em fase</p><p>● faz com que se movam para um estado</p><p>de alta energia</p><p>Essencialmente, o pulso de RF muda de direção</p><p>do momento magnético da rede em 90º ou 180º</p><p>em um movimento giratório, dependendo da</p><p>duração do tempo em que o pulso é aplicado.</p><p>Quando a não está sendo utilizada como</p><p>emissora de sinais, ela está livre para funcionar</p><p>como uma bobina receptora e que é o que</p><p>acontece quando o pulso de RF é desligado.</p><p>Os núcleos de alta energia, que estão precessando</p><p>em fase, começam a enfraquecer, o sinal gerado</p><p>pela corrente começa a perder a força (ou cair,</p><p>e é por isso que ele é chamado de sinal de FID</p><p>- Free Induction Decay ou sinal de queda livre.</p><p>Quando o pulso de RF é removido, os núcleos</p><p>começam a relaxar, causando uma queda no</p><p>sinal que foi induzido na bobina. O sinal de</p><p>FID contém muitas freqüências que precisam</p><p>ser identificadas, analisadas e interpretadas</p><p>individualmente em termos de preto e branco</p><p>para mostrar uma imagem.</p><p>Bobina de gradiente</p><p>Uma grande parte deste processo é identificar</p><p>espacialmente a fonte de cada freqüência de</p><p>forma que ela possa ser designada para o pixel</p><p>apropriado na imagem reconstruída. O sistema</p><p>de RM pode fazer isto somente a ajuda de três</p><p>campos de gradiente - campos magnéticos</p><p>menores nos planos X, Y e Z que se adicionam</p><p>ao campo principal ou se subtraem do campo</p><p>principal do sistema. Podemos fazer os núcleos</p><p>de hidrogênio do corpo precessarem em</p><p>freqüência diferente simplesmente tornando o</p><p>campo magnético um pouco mais forte em uma</p><p>extremidade, e um pouco mais fraco em outra,</p><p>daí é só uma questão de cálculo.</p><p>O sistema de RM converte o sinal de FID em</p><p>informações espaciais através de um processo</p><p>matemático denominado transformação de</p><p>Fourrienr. Este processo traduz o sinal da</p><p>linguagem de freqüência - mais ou menos</p><p>como traduzir que a viagem de 1 horas de São</p><p>Paulo a Campinas eqüivale a distância de 150</p><p>milhas. Sem um campo de gradiente(a), os</p><p>núcleo precessam em fase e emitem sinais de</p><p>freqüência idêntica. Como o gradiente ligado (b),</p><p>a fase e freqüência dos núcleos são alternadas e</p><p>61</p><p>cada voxel produz um sinal único. As diferentes</p><p>freqüências.</p><p>Tempo de Relaxação ( T1 e T2 )</p><p>O sinal de RM por spin nuclear depende dos</p><p>tempos de relaxação longitudinal e transversal</p><p>( T1 e T2 ).</p><p>Variando a seqüência de pulso o contraste da</p><p>imagem pode ser modificado, quanto maior</p><p>for a quantidade de prótons, maior será a</p><p>intensidade do sinal e quanto menor for o</p><p>tempo de relaxamento longitudinal (T1), maior</p><p>será a quantidade de prótons para o plano</p><p>transverso. O tempo T2 é sempre mais curto que</p><p>em T1. O tempo T1 é aplicado para anatomia</p><p>normal, anomalia congênita, variante anatômica,</p><p>hidrocefalia e líquido céfalo-raquiídeo. O tempo</p><p>T2 é aplicado em tumores e infecções, o tempo</p><p>em T2 a anatomia desaparece e se consegue</p><p>mostrar a patologia. O tempo T2 os processos</p><p>patológicos, devido ao edema, geram hipersinais</p><p>que se apresentam como imagens ‘brancas “.</p><p>Processo de reconstrução de imagens.</p><p>Após serem fornecidas ao computador todas</p><p>as informações necessárias, ele processará</p><p>os dos transformando os sinais em imagens e</p><p>definindo tonalidades de cores para cada área</p><p>a ser construída.</p><p>A RM realiza a formação de imagens nos planos,</p><p>axial, sargital, coronal e transversal. Atualmente é</p><p>possível formar imagens 3D coloridas, mostrando</p><p>que quanto mais avançada a tecnologia, melhor</p><p>será a formarão de imagens pós R.M.</p><p>Visualizando imagens.</p><p>Após formadas as imagens, elas poderão</p><p>ser visualizadas pelo console do operador do</p><p>equipamento, podendo ser selecionadas e</p><p>reveladas em filmes.</p><p>62</p><p>Capítulo 10</p><p>Radioterapia Básica</p><p>Uso das radiações ionizantes para tratamento médico oncológicos e outros</p><p>10.1 Introdução</p><p>Na Radioterapia utiliza-se radiação para</p><p>tratamento em função dos suas características</p><p>de interagir e provocar alterações físico-químicas</p><p>nas células dos organismos vivos. O objetivo</p><p>do tratamento é destruir as células indesejáveis</p><p>sem danificar o tecido sadio.</p><p>Tipos de radioterapia:</p><p>Radioterapia é o tratamento de algumas doenças</p><p>através do raio X ou de outras forma de radiação</p><p>ionizante e baseia-se da transferência de energia</p><p>ao meio onde a radiação interage, A radioterapia</p><p>pode ser:</p><p>a) Teleterapia ( terapia a distância): São</p><p>usados feixes de Raios X, gama, elétrons de alta</p><p>energia e nêutrons, quando a fonte esta a muitos</p><p>centímetros da região a ser tratada.</p><p>b) Braquiterapia (terapia a distância): A fonte</p><p>está próxima, em contato ou implantada no tecido</p><p>a ser tratado.</p><p>10.2 Parâmetros físicos</p><p>a) Dose Build-up e equilíbrio eletrônico.</p><p>Foi visto em física radiológica que a partícula</p><p>carregada provoca ionizações por unidade de</p><p>comprimento de seu percurso. A ionização</p><p>específica causada pela partícula é inversamente</p><p>proporcional á sua velocidade. Portanto, durante o</p><p>percurso, a densidade de ionizações aumenta até</p><p>atingir um valor máximo no final de sua trajetória.</p><p>Define-se como Build-up a região entre a superfície</p><p>irradiada e a posição de dose máxima(onde se</p><p>dá o máximo de ionizações). A espessura dessa</p><p>região chamada de profundidade dfe equilíbrio</p><p>eletronico.</p><p>b) Fator de retrodispersão</p><p>Fator de retrodispersão é a relação existente</p><p>entre uma medida da taxa de dose de um</p><p>aparelho de radioterapia feita na superfície de</p><p>um tecido e a medida feita no ar. A diferenciação</p><p>existe devido á radiação retro-espalhada no</p><p>tecido. A retrodispersão varia com a área e a</p><p>forma do campo de irradiação, com a espessura</p><p>do tecido subjacente ao campo de irradiação e</p><p>com a qualidade da radiação.</p><p>c) Relação de dose profunda(p)</p><p>É a relação percentual de dose numa determinada</p><p>profundidade, em relação a dose de profundidade</p><p>de equilíbrio eletrônico. A porcentagem</p><p>de</p><p>dose profunda decresce com o aumento da</p><p>profundidade devido a atenuação sofrida pela</p><p>irradiação e depende também da área e forma</p><p>do campo assim como a retrodispersão. Existem</p><p>tabelas de percentagem de doses profundas e</p><p>relação ás energias e distâncias comumente</p><p>usadas. Cabe ao Físico de radioterapia efetuar</p><p>os cálculos que constarão da ficha, a qual será</p><p>passada ao técnico para execução de terapia</p><p>10.3 Curvas de isodose:</p><p>As curvas de isodose compõem a carta de</p><p>isodoses, que são usadas para saber-se a dose</p><p>em qualquer ponto do volume irradiado fora do</p><p>eixo central. Portanto, as curvas de isodose</p><p>mostram os pontos de mesma dose profunda. As</p><p>cartas de isodose também são função da área e</p><p>forma do campo de irradiação, da distância foco</p><p>pele e da qualidade da radiação. As curvas de</p><p>isodose podem ser modificadas por uma série</p><p>de fatores que podem ser externos ou internos.</p><p>A) Fatores Externos</p><p>Contorno do paciente: As curvas de isodose</p><p>são traçadas para que o eixo central do campo</p><p>de iorradiação forme um ângulo reto com a</p><p>superfície do paciente, mas as vezes a região</p><p>do paciente forma uma curva fazendo com que</p><p>existam regiões cuja distância foco-pele seja</p><p>maior do que a região central e outras cuja</p><p>distância foco-pele seja menor que a região</p><p>do eixo central. Para evitar a modificações da</p><p>isodose devido ao contorno do paciente usamos</p><p>um material de densidade igual a do tecido na</p><p>superfície do paciente, chamado BOLUS.</p><p>Se usarmos alta energia, a dose máxima se dará</p><p>63</p><p>no boléus, o que é uma inconveniência, pois a</p><p>pele do paciente receberá uma dose maior e</p><p>não haverá vantagem do build-up e do equilíbrio</p><p>eletrônico.</p><p>Filtro compensador: ë usado para não se</p><p>perder a vantagem do Build-up de forma que</p><p>a distribuição de isodose se mantenha igual a</p><p>carta padrão e mantenha as condições de build-</p><p>up para os pontos abaixo da pele. Entretanto,</p><p>os filtros compensadores absorvem parte da</p><p>radiação, diminuindo seu rendimento. Efetua-se</p><p>então uma correção chamada fator de filtro.</p><p>Filtro Achacador: São usados para corrigir</p><p>a distribuição espacial de um feixe de RX de</p><p>alta energia pelos aceleradores lineares ou</p><p>Betatrons. A configuração das isodoses ;é</p><p>acentuada para a frente e não distribui a mesma</p><p>dose em uma profundidade. O equipamento já</p><p>é calibrado com ele e não precisa ser removido,</p><p>portanto não é preciso usar o fator filtro.</p><p>Filtro em cunha: É usado para se obter uma</p><p>isodose cujas linhas formem um ângulo pré-</p><p>determinado. Os ângulos chamados ângulos de</p><p>cunha” os mais usados são de 30º, 45º e 60º.</p><p>Para este filtro; é necessário usar fator filtro.</p><p>B) Fatores Internos</p><p>Materiais como o ar, músculo, osso, etc. Compõe</p><p>o meio espalhador e portanto interferem nas</p><p>curvas de isodose. Estes fatores devem ser</p><p>levados em conta principalmente para radiações</p><p>de energia na faixa de efeito fotoelétrico e</p><p>produção de pares, onde a dependência com o</p><p>número atômico do material é grande. Cabe ao</p><p>físico efetuar os cálculos considerando os fatores</p><p>tabelados, como exemplo: camada semi redutora</p><p>em relação a espessura do osso em centímetros.</p><p>Acessórios:</p><p>a) máscara de gesso: É usada na radioterapia de</p><p>cabeça e pescoço tanto para imobilizar a cabeça</p><p>quanto para reproduzir diariamente o campo de</p><p>irradiação. A mascara é feita de gaze gessada,</p><p>que após seca é vestida pelo paciente e presa</p><p>geralmente em uma base de madeira. O traçado</p><p>da região a ser tratada pode ser feita na própria</p><p>máscara, atualmente as mascaras são também</p><p>efetuadas em moldes de pvc ou similares.</p><p>b) Proteção de chumbo; É usada para proteger</p><p>as regiões que não devem receber radiação.</p><p>São blocos de chumbo cuja espessura absorve</p><p>97% da radiação incidente. Estes blocos são</p><p>colocados numa bandeja que é presa ao</p><p>cabeçote do aparelho de terapia, em posições</p><p>pré estabelecidas, traçadas numa mascara ou na</p><p>pele do paciente. Para confeccionar blocos de</p><p>chumbo individuais usa-se um cortador de isopor</p><p>para obter os moldes a partir de uma radiografia</p><p>da região a ser tratada.</p><p>c) Cone de irradiação tangencial: É usada</p><p>em tratamentos de certas regiões anatômicas</p><p>como por exemplo, plastrão mamário( mama</p><p>ausente ou mastectomizada) ou também para</p><p>irradiação de um volume mamário. Os cones</p><p>de mamas, são apoiados no tórax dando a</p><p>angulação desejada para um volume específico</p><p>bloqueando a metade do campo de tal forma que</p><p>o raio central indica o limite da área a ser tratada.</p><p>10.4 EQUIPAMENTOS</p><p>a) Simulador: É um equipamento de RX</p><p>diagnóstico que possui os mesmos graus de</p><p>liberdade de um acelerador linear de partículas</p><p>ou de um equipamento de Telecobaltoterapia.</p><p>b) Stabilipan: É um aparelho de RX diagnóstico</p><p>adaptado com um tubo de terapia. O intervalo</p><p>de tensão é 60kV, á 250 KV, o qual deve ser</p><p>selecionado para uma corrente fixa de 20mA.</p><p>Possui filtro para correção da carta de isodoses.</p><p>Utiliza cones(6x8, 8x10 e 10x15) e tubos(1cm</p><p>e 2cm) recomendados para localização dos</p><p>campos. figura 6</p><p>c) acelerador linear de partículas: Foi visto</p><p>em física radiológica o funcionamento de um</p><p>equipamento de RX. Nos equipamentos de</p><p>quilovoltagem(KV) os elétrons são acelerados</p><p>por uma diferença de potencial entre ânodo</p><p>e cátodo, mas este sistema funciona para</p><p>voltagens até 2000kV. Acima disso ocorrem</p><p>deficiências no sistema de blindagem.</p><p>Para os chamados equipamentos de megavoltagem</p><p>adota-se outro sistema de aceleração de elétrons.</p><p>Após serem produzidos são lançados em um</p><p>tubo chamado guia de onda, onde pegam uma</p><p>carona em uma onda eletromagnética. A onda</p><p>de radiofrequência é produzida por um circuito</p><p>oscilador e tem freqüência de 3 Ghz. O guia</p><p>de onda possui diafragmas que vão acelerar a</p><p>onda que está carregando o feixe de eltrons. A</p><p>velocidade dos elétrons. Na saída do guia de</p><p>ondas existe um alvo de tungstênio, com o qual o</p><p>feixe de elétrons irá se chocar produzindo Raios</p><p>X. Os raios X produzidos por um acelerador de</p><p>64</p><p>d) Equipamentos de Telecobaltoterapia: Antes</p><p>da década de 50 eram usados em radioterapia</p><p>equipamentos que continham de 4 a 10 g de</p><p>Ra226. Esse equipamentos eram muito caros e</p><p>forneciam raiosgama de baixa energia. A Partir de</p><p>1951 os reatores nucleares começaram a operar</p><p>produzindo radioisótopos de alta atividade para</p><p>uso médico o Co60 e o Cs137.. o O Co59 que não</p><p>é radioativo, .é colocado em um reator nuclear</p><p>para ser bombardeado com nêutrons e adquirir</p><p>massa. Transforma-se, então no Co60, que é</p><p>um elemento que tem meia vida de 5,25 anos e</p><p>emite dois raios gama com energias diferentes.</p><p>As energias 1,17Mv e 1,33 Mv são equivalentes</p><p>ao RX de 3Mv.</p><p>A fonte de cobalto do equipamento de radioterapia</p><p>é cilíndrica de 1 a 2cm de diâmetro e 1cm</p><p>de altura. Essa fonte esta embalada em aço</p><p>inoxidável e como emite gama em todas as</p><p>direções é colocada em um cabeçote de chumbo.</p><p>Sua atividade varia de 3000 a 12000 Ci. O</p><p>mecanismo de exposição da fonte é rotacional.</p><p>A fonte de Co60 não é pontual, logo precisa</p><p>haver um controle nas dimensões da penumbra</p><p>geométrica, pois a intensidade da radiação cai</p><p>de 100% na borda ate zero fora do campo.</p><p>10.5 Testes de aceitação</p><p>São testes mecânicos, elétricos e com feixe de</p><p>radiação que devem ser feitos na instalação do</p><p>equipamento e rotineiramente para garantir o</p><p>funcionamento adequado do equipamento.</p><p>a)Testes Mecânicos: Deve-se verifi car se não</p><p>existem folgas e nem posições preferenciais nos</p><p>movimentos do equipamento.</p><p>b)Levantamento Radiométrico: Deve-se</p><p>realizar um levantamento Radiométrico, ou seja,</p><p>ligar o aparelho e medir a dose ambiente par</p><p>verifi car se a blindagem da sala está adequada.</p><p>c) Ajuste do raio central: Quando o colimador</p><p>gira, todos os pontos do raio central devem</p><p>permanecer estacionados. No equipamento</p><p>deve existir um indicador, óptico ou mecânico</p><p>do raio central. O procedimento consiste em</p><p>efetuar rotações de 45º em 45º do colimador</p><p>e o raio central deve permanecer estacionado.</p><p>d) Isocentro dos colimadores: Os colimadores</p><p>giram em torno do eixo. Este movimento deve</p><p>ser</p><p>preciso. O procedimento de verifi cação consiste</p><p>em zerar um dos colimadores e de abrir totalmente</p><p>o outro. Fazer exposições girando o cabeçote em</p><p>intervalos de 45º com um fi lme radiológico na</p><p>posição perpendicular ao eixo central do feixe.</p><p>Espera-se obter como imagem segmentos de</p><p>reta que se cruzam num único ponto. Repete-se</p><p>a operação invertendo-se os colimadores.</p><p>e) Isocentro de rotação da coluna(gantry):</p><p>posiciona-se um fi lme radiológico paralelamente</p><p>ao eixo central do feixe. O colimador perpendicular</p><p>ao feixe deve permanecer fechado a quase</p><p>zero e o colimador paralelo deve fi car aberto</p><p>totalmente. O procedimento consiste em</p><p>se efetuar exposições, num feixe luminoso,</p><p>angulando a coluna de 45º em 45º. No fi lme</p><p>aparecerão vários segmentos de reta que se</p><p>cruzam em um único ponto, que é o isocentro</p><p>de rotação da coluna. Este teste é indicado</p><p>para equipamentos rotatórios, onde a fonte gira</p><p>em torno de um eixo. Deseja-se então verifi car</p><p>a precisão de rotação.</p><p>f) Posição do foco: Este teste é aplicado em</p><p>equipamentos de quilovoltagem e o material</p><p>necessário é uma chapa de chumbo de 2mm</p><p>de espessura com um orifício de 0,25mm de</p><p>diâmetro no centro, um cono aplicador e uma</p><p>cruz de chumbo. A chapa deve ser fi xada na</p><p>base do cone que fi ca próxima ao cabeçote do</p><p>partículas possui energias superiores a 4MV.</p><p>Removendo o alvo obtém-se um feixe de elétrons</p><p>de alta energia. Este equipamento é indicado para</p><p>tratamentos em grandes profundidades com uma</p><p>boa tolerância de dose na pele. Possui um fi ltro</p><p>para correção da carta de isodoses.</p><p>65</p><p>liberdade do aparelho em que o paciente ira fazer</p><p>as irradiações. Este equipamento deve emitir</p><p>RX para se fazer radiografi as. O médico marca</p><p>no paciente com uma tinta e uma espátula a</p><p>região a ser tratada. Este campo é radiografado</p><p>e pode se localizar com segurança o problema</p><p>a ser irradiado.</p><p>OBS: deve-se repetir semanalmente estas</p><p>radiografi as no próprio aparelho onde esta se</p><p>realizando o tratamento para controle, São as</p><p>radiografi as de controle de campo.</p><p>Após a localização do tumor deve-se medir o</p><p>diâmetro posterior e transverso do paciente,</p><p>usando-se o espessômetro. Com um fi o fl exível</p><p>de chumbo ajusta-se na pele, na mesma região</p><p>de interesse e com cuidado transpõe-se para</p><p>uma folha de papel. Juntando-se o contorno</p><p>com as radiografi as pode-se desenhar o corte</p><p>transversal da lesão a ser irradiada e das regiões</p><p>importantes que não devem receber radiação.</p><p>10.7 Posicionamentos</p><p>Crânio:</p><p>Paciente em decúbito dorsal</p><p>Campos paralelos e opostos - 2 campos</p><p>Angulo de Gantry: LD270º LE90º</p><p>Isopor de apoio</p><p>equipamento e o seu orifício deve coincidir com</p><p>o eixo central do campo. Na base oposta do cone</p><p>marca-se o centro com uma cruz de chumbo</p><p>e abaixo deste conjunto coloca-se um filme</p><p>radiológico. Realizam-se exposições e o centro</p><p>da sombra da cruz deve coincidir, o foco está</p><p>deslocado, sendo necessário fazer um reajuste.</p><p>g) Posição da fonte: Nos equipamentos de</p><p>teleisotopoterapia o centro da fonte deve fi car na</p><p>direção do eixo geométrico do campo, para este</p><p>teste usa-se uma câmara de ionização (tipo de</p><p>detector para medir a dose de radiação) , fi xa ao</p><p>diafragma do aparelho dentro do campo, realiza-</p><p>se várias exposições e tira-se uma média. Gira-</p><p>se o diafragma em 180ºn e repete-se a operação.</p><p>Adiferença entre as médias deve estar dentro</p><p>de 5%, caso contrário a fonte esta deslocada.</p><p>h) Coincidência de Campo luminoso com</p><p>campo radiativo: Para este teste usa-se um</p><p>fi lme radiológico e fi o de chumbo. marca-se no</p><p>fi lme um quadrado de 10x10cm com o fi o de</p><p>chumbo. Seleciona-se no colimador valores de</p><p>10x10cm e prende-se o fi lme perpendicularmente</p><p>ao feixe, coincidindo a área marcada no fi lme</p><p>com o campo luminoso. Realizam-se então</p><p>exposições verifi cando-se o campo delimitado</p><p>pela radia,ão coincide com o campo luminoso.</p><p>i) Penumbra: A penumbra radiológica vem</p><p>especifi cada no equipamento e pode ser medida</p><p>na radiografi a feita para verifi cação de campo</p><p>luminoso com o radiativo. Essa medida deve ser</p><p>comparada com a fornecida pelo fabricante do</p><p>equipamento.</p><p>j) Distância foco-superfície: Consiste em</p><p>comparar a distância do sistema ótico indicador</p><p>de DFS com as distâncias marcadas nos</p><p>indicador mecânico do eixo central.</p><p>k) Periodicidade dos testes: Recomenda-</p><p>se que os testes descritos neste capitulo</p><p>sejam repetidos pelo menos uma vez por ano.</p><p>Além dos testes, a medida do rendimento</p><p>da radiação deve ser realizada para todos os</p><p>equipamentos de Teleterapia nos seguintes</p><p>períodos, semanalmente para equipamentos de</p><p>RX de megavoltagem e quinzenalmente para</p><p>equipamentos de teleisotopoterapia.</p><p>10.6 Procedimentos de simulação:</p><p>Deve existir no setor de radioterapia um</p><p>equipamento que possua os mesmos graus de</p><p>1 2</p><p>3 4</p><p>5 6</p><p>7</p><p>12</p><p>34</p><p>56</p><p>7</p><p>1 2</p><p>3 4</p><p>5 6</p><p>7</p><p>Neuroeixo:</p><p>Paciente em</p><p>decúbito ventral</p><p>Molde de fi xação</p><p>Observar a</p><p>linearidade da coluna</p><p>4 campos sendo:</p><p>2 paralelos e opostos</p><p>LD 270º LE 90º</p><p>2 anteriores 0º</p><p>66</p><p>Cabeça e pescoço:</p><p>paciente em decúbito dorsal</p><p>molde de fi xação</p><p>3 campos sendo: dois laterais e um anterior (fossas)</p><p>Laringe e cordas vocais:</p><p>Paciente em decúbito dorsal</p><p>molde de fi xação</p><p>2 campos angulados</p><p>utilização de fi ltros em cunha</p><p>Mama:</p><p>Paciente em decúbito dorsal</p><p>Rampa para correção do decaimento do tórax</p><p>suporte de braço</p><p>cone de mama</p><p>Pulmão:</p><p>paciente em decúbito dorsal</p><p>isopor de apoio</p><p>2 campos paralelos e opostos 180º e 0º</p><p>Esôfago:</p><p>paciente em decúbito dorsal</p><p>primeira fase do tratamento: 2 campos paralelos e</p><p>oposrtos 180º e 0º</p><p>segunda fase do tratamento: 3 campos, sendo:</p><p>1 anterior 0º</p><p>2 laterais com fi ltro LD 270º LE 90º , mãos na cabeça</p><p>Mantle:</p><p>paciente em decúbito dorsal, com as mãos na</p><p>cintura, para campo anterior</p><p>Metástases:</p><p>coluna: paciente em decúbito ventral</p><p>braço: paciente em decúbito dorsal, com suporte de</p><p>braço</p><p>paciente em decúbito ventral, com as mãos na</p><p>cintura, para o campo posterior</p><p>molde de fi xação</p><p>chumbo próprio para cada paciente</p><p>angulo do gantry(coluna) 0º</p><p>DFS 110cm</p><p>Paraórtico:</p><p>paciente em decúbito dorsal para o campo anterior</p><p>paciente em decúbito ventral para o campo posterior</p><p>DFS 110cm</p><p>Pélvis:</p><p>ginecologico: colo, endométrio e vulva</p><p>prostata</p><p>paciente em decúbito dorsal</p><p>4 campos: 2 antero posterio</p><p>2 laterais paralelos e opostos</p><p>67</p><p>Texto 01</p><p>RESOLUÇÃO CNS 06, DE 21 DE</p><p>DEZEMBRO DE 1988</p><p>RESOLUÇÃO CNS 06, DE 21 DE DEZEMBRO</p><p>DE 1988</p><p>O Conselho Nacional de Saúde, no uso das</p><p>atribuições que lhe confere o Decreto no. 93.933</p><p>de 14 de janeiro de 1987, RESOLVE:</p><p>I - Aprovar as normas técnicas gerais de radio-</p><p>proteção, que com esta baixam, visando a</p><p>defesa da saúde dos pacientes,indivíduos</p><p>profissionalmente expostos, e do público em</p><p>geral, para cumprimento do disposto no art.</p><p>9o do Decreto nº 81.384 de 22 de fevereiro de</p><p>1978.</p><p>II - As normas a que se refere esta Resolução</p><p>deverão ser adotadas em todo o território</p><p>nacional e sua inobservância constituirá infração</p><p>de natureza sanitária nos termos da Lei no</p><p>6.437, de 25 de agosto de 1977, sujeitando os</p><p>infratores ao processo e penalidades previstas,</p><p>sem prejuízo da responsabilidade civil e penal</p><p>cabíveis.</p><p>III - Compete à Secretaria de Saúde dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Territórios, no caso de</p><p>inobservância das normas aprovadas por esta</p><p>Resolução, aplicar as sanções previstas na Lei</p><p>no 6.437 de 25 de agosto de 1977.</p><p>IV - Esta Resolução entra em vigor na data de</p><p>sua publicação, revogadas as disposições em</p><p>contrário.</p><p>LUIZ CARLOS BORGES DA SILVEIRA</p><p>Presidente do Conselho</p><p>NT-06</p><p>NORMAS TÉCNICAS GERAIS</p><p>1. FINALIDADE - Esta Resolução tem por</p><p>finalidade estabelecer medidas de radioproteção</p><p>visando à defesa da saúde dos pacientes,</p><p>indivíduos profissionalmente expostos a</p><p>radiações ionizantes e do público em geral.</p><p>2. CAMPO DE APLICAÇÃO - Esta Resolução</p><p>aplica-se a todas as pessoas físicas ou</p><p>jurídicas, de direito público ou de direito privado,</p><p>que exerçam atividades no campo da Saúde</p><p>envolvendo instalações radiativas</p><p>em qualquer</p><p>ponto do território nacional, compreendendo</p><p>a produção, uso, posse, processamento,</p><p>transporte, depósito ou armazenamento de</p><p>fontes de radiação.</p><p>3. NORMAS BÁSICAS - Esta Resolução</p><p>suplementa as seguintes normas de</p><p>radioproteção e segurança da Comissão</p><p>Nacional de Energia Nuclear - CNEN:</p><p>- Norma CNEN-NE-3.01 - “DIRETRIZES</p><p>BÁSICAS DE RADIOPROTEÇÃO”</p><p>Resolução CNEN-12/88, de 19 de julho de</p><p>1988, publicada no D.O.U de 01 de agosto de</p><p>1988);</p><p>- Norma CNEN-NE-3.02: “SERVIÇOS DE</p><p>RADIOPROTEÇÃO”</p><p>Resolução CNEN-10/88, de 19 de julho de</p><p>1988, publicado no D.O.U de 01 de agosto de</p><p>1988);</p><p>- Norma CNEN-NE-3.03: “CERTIFICADO DA</p><p>QUALIFICAÇÃO DE SUPERVISORES DE</p><p>RADIOPROTEÇÃO”</p><p>[ax](Resolução CNEN-09/88, de 19 de julho de</p><p>1988, publicado no D.O.U de 01 de agosto de</p><p>1988);</p><p>- Norma CNEN-NE-6.05: “GERÊNCIA DE</p><p>REJEITOS RADIOATIVOS EM INSTALAÇÕES</p><p>RADIATIVAS”</p><p>(Resolução CNEN-03/86, de 27 de novembro de</p><p>1985, publicada no D.O.U de 17 de dezembro</p><p>de 1985);</p><p>- Norma CNEN-NE-5.01: “ TRANSPORTE DE</p><p>MATERIAIS RADIOATIVOS”</p><p>Resolução CNEN-13/88,, de 19 de julho de</p><p>1988, publicada no D.O.U de 01 de agosto de</p><p>1988).</p><p>4. DEFINIÇÕES, CONCEITOS E SIGLAS- Para</p><p>os fins desta Resolução, serão adotados os</p><p>seguintes conceitos, definições e siglas:</p><p>ACIDENTE - desvio inesperado e significativo</p><p>das condições normais de operação de uma</p><p>instalação que possa resultar em danos à</p><p>propriedade ou ao meio ambiente ou em</p><p>exposições de trabalhadores ou de indivíduos do</p><p>público acima dos limites de dose estabelecidos</p><p>pela CNEN.</p><p>68</p><p>AFERIÇÃO - conjunto de operações a serem</p><p>efetuadas para verificar se um instrumento está</p><p>funcionando corretamente para os fins a que é</p><p>destinado.</p><p>AJUSTE - conjunto de operações especificadas</p><p>pelo fabricante de um instrumento para serem</p><p>efetuadas antes de sua utilização.</p><p>BLINDAGEM - material colocado entre a fonte</p><p>de radiação e as pessoas, equipamentos, etc.</p><p>de modo a proporcionar proteção contra a</p><p>radiação ionizante.</p><p>BLINDAGEM BIOLÓGICA - blindagem cuja</p><p>função é manter os níveis de radiação emergente</p><p>compatíveis com os limites de dose prescritos.</p><p>CALIBRAÇÃO - conjunto de operações</p><p>destinadas a fazer com que as indicações de</p><p>um instrumento correspondam a valores pré-</p><p>estabelecidos das grandezas a medir.</p><p>CÉLULA QUENTE - ambiente com blindagem</p><p>biológica adequada na qual materiais radioativos</p><p>possam ser manuseados por pessoas usando</p><p>manipuladores remotos, sendo observados</p><p>através de janelas blindadas ou periscópios.</p><p>CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear</p><p>CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA - (ou</p><p>simplesmente Contaminação) - presença</p><p>indesejável de materiais radioativos em</p><p>pessoas, materiais, meios ou locais.</p><p>DESCONTAMINAÇÃO - remoção ou redução</p><p>da contaminação a níveis aceitáveis.</p><p>ENTIDADE - pessoa jurídica de Direito Público</p><p>ou de Direito Privado, autorizada a manter</p><p>instalações com aparelhos que emitam ou</p><p>captem radiações ionizantes, com finalidade</p><p>médica.</p><p>EXPOSIÇÃO - irradiação externa ou interna de</p><p>pessoas com radiação ionizante.</p><p>EXPOSICAO ACIDENTAL - exposicão</p><p>involuntária e imprevisível em condicões de</p><p>acidente.</p><p>EXPOSIÇÃO DE EMERGENCIA - exposição</p><p>deliberadamente ocorrida durante situações de</p><p>emergência, exclusivamente no interesse de:</p><p>a) salvar vidas;</p><p>b)prevenir a escalada de acidentes que possam</p><p>acarretar mortes;</p><p>ou</p><p>c) salvar uma instalação de vital importância</p><p>para o país.</p><p>EXPOSIÇÃO DE ROTINA - exposição de</p><p>trabalhadores em condições normais de</p><p>trabalho.</p><p>EXPOSIÇÃO EXTERNA - exposição devida a</p><p>fontes de radiação externas ao corpo humano.</p><p>EXPOSIÇÃO INTERNA - exposição devida a</p><p>fontes de radiação internas ao corpo humano.</p><p>EXPOSIÇÃO MÉDICA - exposição de um</p><p>indivíduo decorrente de exames ou tratamentos</p><p>médicos a que é submetido.</p><p>EXPOSIÇÃO NATURAL - exposição resultante</p><p>de materiais radioativos naturais existentes no</p><p>corpo humano e da radiação natural do fundo.</p><p>FONTE DE RADIAÇÃO - (ou simplesmente</p><p>Fonte) - aparelho ou material que emite ou é</p><p>capaz de emitir radiação ionizante.</p><p>FONTE RADIOATIVA - material radioativo</p><p>utilizado como fonte de radiação.</p><p>FONTE SELADA - fonte radioativa encerrada</p><p>hermeticamente numa cápsula, ou ligada</p><p>totalmente a um material inativo envolvente,</p><p>de forma que não possa haver dispersão do</p><p>material radioativo em condições normais e</p><p>severas de uso.</p><p>IRRADIADOR - equipamento utilizado para</p><p>irradiação contendo uma fonte radioativa que,</p><p>quando não em uso, permanece trancada no</p><p>seu interior, adequadamente blindada.</p><p>INDIVÍDUOS DO PÚBLICO - qualquer</p><p>membro da população não exposto à radiação</p><p>ocupacionalmente, inclusive trabalhadores,</p><p>estudantes e estagiários quando ausentes das</p><p>áreas restritas da instalação.</p><p>INSTALAÇÃO NUCLEAR - instalação na qual</p><p>material nuclear é produzido, processado,</p><p>reprocessado, utilizado, manuseado ou</p><p>estocado em quantidades relevantes, a juízo</p><p>da CNEN. Estão, desde logo, compreendidos</p><p>nesta definição:</p><p>a) reator nuclear;</p><p>69</p><p>b) usina que utilize combustível nuclear para</p><p>produção de energia térmica ou elétrica para</p><p>fins industriais;</p><p>c) fábrica ou usina para a produção ou</p><p>tratamento de materiais nucleares, integrante</p><p>do ciclo de combustível nuclear;</p><p>d) usina de reprocessamento de combustível</p><p>nuclear irradiado; e</p><p>e) depósito de materiais nucleares, não</p><p>incluindo local de armazenamento temporário</p><p>usado durante transporte.</p><p>INSTALAÇÃO RADIATIVA (ou simplesmente</p><p>Instalação ) - estabelecimento ou instalação</p><p>onde se produzem, utilizam, transportam ou</p><p>armazenam fontes de radiação. Excetuam-se</p><p>desta definição:</p><p>a) as instalações nucleares; e</p><p>b) os veículos transportadores de fontes de</p><p>radiação quando estas não são parte integrante</p><p>dos mesmos.</p><p>JANELA BLINDADA - parte de uma blindagem</p><p>biológica que é transparente à luz visível.</p><p>LABORATÓRIO QUENTE - laboratório</p><p>projetado especificamente para o manuseio</p><p>seguro de materiais radioativos e contendo uma</p><p>ou mais células quentes.</p><p>MATERIAL RADIOATIVO - material que contém</p><p>substâncias emissoras de radiação ionizante.</p><p>MEDIDOR DE CONTAMINACÃO - instrumento</p><p>de medição de grandeza associadas à</p><p>contaminacão não portado sobre o corpo</p><p>humano.</p><p>MEDIDOR DE CONTAMINAÇÃO EM</p><p>PESSOAS- instrumento de medição de</p><p>grandezas associadas à contaminação externa.</p><p>MEDIDOR DE RADIAÇÃO - instrumento de</p><p>medição de grandezas associadas à radiação</p><p>ionizante.</p><p>MEIO AMBIENTE EXTERNO (ou simplesmente</p><p>Meio Ambiente) - qualquer área, não pertencente</p><p>à instalação, à qual indivíduos do público têm</p><p>acesso irrestrito.</p><p>MONITOR DE CONTAMINAÇÃO - medidor de</p><p>contaminação que também possui a função</p><p>de fornecer sinais de alerta ou alarme em</p><p>condições específicas.</p><p>MONITOR DE RADIAÇÃO - medidor de radiação</p><p>que também possui a função de fornecer sinais</p><p>de alerta ou alarme em condições específicas.</p><p>MONITORACAO AMBIENTAL - medição</p><p>contínua, periódica ou especial de grandezas</p><p>radiológicas no meio ambiente, para fins de</p><p>radioproteção.</p><p>MONITORAÇÃO DE ÁREA - avaliação e</p><p>controle das condições radiológicas das áreas</p><p>de uma Instalação, incluindo medição de</p><p>grandezas relativas a:</p><p>a) campos externos de radiação;</p><p>b) contaminação de superfície; e</p><p>c) contaminação atmosférica.</p><p>MONITORAÇÃO INDIVIDUAL - monitoração</p><p>de pessoas por meio de dosímetros individuais</p><p>colocados sobre o corpo e monitoração de</p><p>incorporações e contaminação em pessoas.</p><p>MONITORAÇÃO RADIOLÓGICA (ou</p><p>simplesmente Monitoração) - medição de</p><p>grandezas relativas à radioproteção, para</p><p>fins de avaliação e controle das condições</p><p>radiológicas das áreas de uma instalação ou do</p><p>meio ambiente, de exposição ou de materiais</p><p>radioativos e materiais nucleares.</p><p>ÓRGÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - O órgão</p><p>competente do Ministério da Saúde e das</p><p>Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito</p><p>Federal e dos Territórios.</p><p>PLANO DE RADIOPROTEÇÃO - documento</p><p>exigido para fins de licenciamento da instalação,</p><p>que estabelece o sistema de radioproteção a ser</p><p>implementado pelo Serviço de Radioproteção.</p><p>PORTA-FONTE - cabo flexível tendo em uma</p><p>das pontas, solidamente</p><p>fixada, a cápsula que</p><p>contém a fonte selada e, na outra extremidade,</p><p>um engate no qual é encaixado o cabo de</p><p>comando que aciona essa fonte.</p><p>RADIAÇÃO IONIZANTE (ou simplesmente</p><p>Radiação) - qualquer partícula ou radiação</p><p>eletromagnética que, ao interagir com a matéria,</p><p>ioniza direta ou indiretamente seus átomos ou</p><p>moléculas.</p><p>RADIAÇÃO NATURAL DE FUNDO - radiação</p><p>de origem cósmica ou de elementos radioativos</p><p>70</p><p>naturais existentes no meio ambiente ou</p><p>no organismo humano, sem que o nível de</p><p>radiação original devido a essas fontes tenha</p><p>sido aumentado por atividades humanas.</p><p>RADIOFÁRMACOS - preparações radioativas</p><p>cujas propriedades físicas, químicas e biológicas</p><p>fazem com que sejam seguros e benéficos para</p><p>uso em seres humanos.</p><p>RADIOPROTEÇÃO - conjunto de medidas que</p><p>visa a proteger o Homem e o meio ambiente</p><p>de possíveis efeitos indevidos causados pela</p><p>radiação ionizante, de acordo com princípios</p><p>básicos estabelecidos pela CNEN.</p><p>REJEITO RADIOATIVO - (ou simplesmente</p><p>Rejeito) - qualquer material resultante</p><p>de atividades humanas que contenha</p><p>radionuclídeos em quantidades superiores aos</p><p>limites de isenção, de acordo com a norma</p><p>específica da CNEN, e para o qual a reutilização</p><p>é imprópria ou não previsível.</p><p>SERVIÇO DE MEDICINA NUCLEAR (SMN) -</p><p>organização médica específica para aplicação</p><p>de radiofármacos em pacientes, para propósitos</p><p>terapêutica e/ou diagnósticos.</p><p>SERVIÇOS DE RADIODIAGNÓSTICO -</p><p>organização médica específica para a realização</p><p>de diagnósticos utilizando fontes de radiação.</p><p>SERVIÇOS DE RADIOPROTEÇÃO (SR) -</p><p>entidade constituída especificamente com</p><p>vistas à execução e manutenção do plano</p><p>de radioproteção de uma instalação. Essa</p><p>designação não tem caráter obrigatório,</p><p>servindo simplesmente como referência.</p><p>SECRETARIA - Secretaria de Saúde dos</p><p>Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.</p><p>SNVS - Secretaria Nacional de Vigilância</p><p>Sanitária do Ministério da Saúde.</p><p>SUPERVISOR DE RADIOPROTEÇÃO -</p><p>indivíduo com certificação de qualificação pela</p><p>CNEN para supervisionar a aplicação das</p><p>medidas de radioproteção através do Serviço de</p><p>Radioproteção. Também chamado Supervisor</p><p>de Proteção Radiológica.</p><p>TRABALHADOR SUJEITO À RADIAÇÕES</p><p>(ou simplesmente trabalhador) - pessoa que,</p><p>em conseqüência do seu trabalho a serviço</p><p>da instalação, possa vir a receber, por ano,</p><p>doses superiores aos limites para indivíduos</p><p>do público, estabelecidos na Norma CNEN-</p><p>NE-3.01.</p><p>5. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE</p><p>RADIOPROTEÇÃO</p><p>5.1 PRINCÍPIO DA JUSTIFICAÇÃO</p><p>Qualquer atividade envolvendo radiação</p><p>ionizante ou exposição deverá ser justificada</p><p>em relação a outras alternativas e produzir um</p><p>benefício líquido para a sociedade.</p><p>5.2 PRINCÍPIO DA OTIMIZAÇÃO</p><p>5.2.1 - O projeto, o planejamento do uso e a</p><p>operação de instalações radiativas e de fontes</p><p>de radiação deverão ser otimizados de modo a</p><p>garantir que as exposições sejam tão reduzidas</p><p>quanto razoavelmente exeqüível, levando-se</p><p>em consideração fatores sociais e econômicos.</p><p>5.2.2 - A demonstração de que o sistema de</p><p>radioproteção está otimizado em relação às</p><p>opções tecnicamente disponíveis deverá ser</p><p>aprovada pela CNEN.</p><p>5.3 PRINCÍPIO DA LIMITAÇÃO DA DOSE</p><p>INDIVIDUAL</p><p>5.3.1 - As doses equivalentes individuais de</p><p>trabalhadores e de indivíduos do público em</p><p>geral não deverão exceder os limites anuais</p><p>de doses equivalente estabelecidos na norma</p><p>CNEN-NE-3.01.</p><p>5.3.2 - Nenhum trabalhador deverá ser exposto</p><p>à radiação sem que:</p><p>a) seja necessário;</p><p>b) tenha conhecimento dos riscos radiológicos</p><p>associados ao seu trabalho; e</p><p>c) esteja adequadamente treinado para o</p><p>desempenho seguro de suas funções.</p><p>6. LICENCIAMENTO DAS INSTALAÇÕES</p><p>EXIGÊNCIAS PARA SEU FUNCIONAMENTO</p><p>6.1 - As instalações radiativas somente</p><p>poderão entrar em funcionamento com as suas</p><p>especializações definidas, após licenciadas</p><p>pelo Órgão de Vigilância Sanitária competente</p><p>das Secretarias de Saúde dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e os Territórios, observadas as</p><p>condições estabelecidas nestas normas.</p><p>71</p><p>6.2 - Os serviços médicos e odontológicos que</p><p>utilizem instalações radiativas deverão contar</p><p>com responsáveis técnicos e seus substitutos</p><p>devidamente inscritos no órgão mencionado na</p><p>subseção anterior.</p><p>6.3 - As licenças a que se refere a subseção</p><p>6.1, terão validade por 01 (um) ano e suas</p><p>renovações deverão ser requeridas até 60</p><p>(sessenta) dias antes do seu término.</p><p>6.4 - A mudança de local das instalações</p><p>radiativas dependerá de licença prévia do</p><p>Órgão de Vigilância Sanitária competente e</p><p>do atendimento das condições exigidas para o</p><p>licenciamento.</p><p>6.5 - As substituições ou desligamentos de</p><p>responsáveis técnicos, ou a desativação de</p><p>equipamentos, deverão ser comunicadas no</p><p>prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Órgão</p><p>de Vigilância Sanitária competente.</p><p>6.6 - As fontes de radiação produzidas no País</p><p>deverão ser registradas no Órgão de Vigilância</p><p>Sanitária competente do Ministério da Saúde,</p><p>devendo ser apresentadas pelos interessados</p><p>as especificações e características técnicas dos</p><p>mesmos, no momento do pedido de registro.</p><p>6.7 - As fontes radiativas instaladas em unidades</p><p>móveis deverão satisfazer as condições</p><p>exigidas para completa segurança dos usuários,</p><p>profissionais e do público em geral.</p><p>6.8 - O Ministério da Saúde e as Secretarias de</p><p>Saúde deverão manter atualizado cadastro de</p><p>todos os profissionais, serviços e instalações que</p><p>utilizem substâncias radiativas e equipamentos</p><p>emissores de radiações ionizantes para fins</p><p>médicos, odontológicos, de diagnóstico,</p><p>tratamento e pesquisa.</p><p>6.9 - As unidades de saúde que mantiverem</p><p>instalações radiativas deverão apresentar</p><p>para efeitos de licenciamento, seus planos de</p><p>radioproteção à CNEN, e às Secretarias de</p><p>Saúde, com as seguintes informações conforme</p><p>a Seção 7 da Norma CNEN-NE - 3.01:</p><p>a) identificação da Instalação e da sua Direção;</p><p>b) função, classificação e descrição das áreas</p><p>da instalação;</p><p>c) descrição da equipe, instalações e</p><p>equipamentos do Serviço de Radioproteção;</p><p>d) descrição das fontes de radiação e dos</p><p>correspondentes sistemas de controle e</p><p>segurança, com detalhamento das atividades</p><p>envolvendo a sua aplicação e demonstração</p><p>da otimização da radioproteção consoante a</p><p>subseção 5.4 da Norma CNEN-NE-3.01;</p><p>e) função e qualificação dos trabalhadores da</p><p>Instalação;</p><p>f) descrição dos programas e procedimentos</p><p>relativos à monitoração individual, monitoração</p><p>da área e monitoração do meio ambiente;</p><p>g) descrição do sistema de gerência de</p><p>rejeitos radioativos, estando a eliminação de</p><p>rejeitos sujeita a limites autorizados ou limites</p><p>estabelecidos em norma específica da CNEN;</p><p>h) estimativa de taxas de doses para cada tipo</p><p>de radiação em condições de exposição de</p><p>rotina;</p><p>i) descrição do serviço e controle médico de</p><p>trabalhadores, incluindo planejamento médico</p><p>em caso de acidentes;</p><p>j) programa de treinamento de trabalhadores;</p><p>k) descrição do tipo de acidentes admissíveis</p><p>incluindo o sistema de detecção dos mesmos,</p><p>destacando o acidente mais provável e o de</p><p>maior porte, com detalhamento da árvore de</p><p>falhas, quando houver, e suas probabilidades;</p><p>l) planejamento de interferência em situações</p><p>de emergência até o completo restabelecimento</p><p>da situação normal; e</p><p>m) instruções gerais a serem fornecidas por</p><p>escrito aos trabalhadores visando à execução</p><p>dos respectivos trabalhos em segurança.</p><p>7. OBRIGAÇÕES BÁSICAS DA DIREÇÃO DA</p><p>ENTIDADE</p><p>Constituem obrigações do proprietário e/ou</p><p>Diretor da Entidade perante a Secretaria de</p><p>Saúde competente:</p><p>a) tomar as providências necessárias relativas</p><p>ao licenciamento da instalação radiativa,</p><p>obedecendo a normas aplicáveis de segurança</p><p>e proteção baixadas pela CNEN;</p><p>b) ser o responsável pela radioproteção e</p><p>segurança da instalação;</p><p>c) exceto no caso de instalação de</p><p>72</p><p>radiodiagnóstico, manter um supervisor de</p><p>radioproteção, com certificação da qualificação</p><p>em conformidade com a Norma CNEN-</p><p>NE-3.03, presente durante todo o horário de</p><p>funcionamento da instalação;</p><p>d) apresentar um plano</p><p>de radioproteção</p><p>aprovado pela CNEN</p><p>e) manter um Serviço de Radioproteção de</p><p>acordo com a Norma CNEN-NE-3.02;</p><p>f) manter à disposição da Secretaria de Saúde</p><p>todos os dados radiológicos, instruções e</p><p>procedimentos administrativos, técnicos e</p><p>médicos relativos à radioproteção;</p><p>g) submeter semestralmente à Secretaria de</p><p>Saúde um relatório detalhado das atividades</p><p>desenvolvidas na Instalação;</p><p>h) comunicar à Secretaria de Saúde, em caráter</p><p>de urgência, qualquer acidente, que possa</p><p>expor o público a níveis de radiação indevidos;</p><p>i) garantir aos inspetores da Secretaria de</p><p>Saúde livre acesso às áreas da instalação.</p><p>8. INFORMAÇÕES PARA A SAÚDE</p><p>O Ministério da Saúde, em conjunto com os</p><p>Ministérios da Educação, do Trabalho, da</p><p>Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, a</p><p>Comissão Nacional de Energia Nuclear e outras</p><p>entidades, elaborará programas destinados</p><p>a difundir entre a população, conhecimentos</p><p>sobre benefícios e riscos de radiações</p><p>ionizantes, bem como efetuará a avaliação e o</p><p>acompanhamento clínico e epidemiológico de</p><p>eventuais situações de exposição da população</p><p>e contaminação radioativa do meio ambiente</p><p>em conjunto com as Secretarias de Saúde.</p><p>9. SERVIÇOS DE RADIODIAGNÓSTICO</p><p>Os requisitos necessários ao licenciamento</p><p>de Serviços de Radiodiagnósticos, bem como</p><p>os procedimentos para aquisição de fontes</p><p>radioativas e/ou aparelhos de raios X, utilizados</p><p>em radiodiagnóstico, obedecerão ao disposto</p><p>na Seção 6 da presente norma, além de normas</p><p>específicas da CNEN.</p><p>10. SERVIÇOS DE MEDICINA NUCLEAR</p><p>Os Serviços de Medicina Nuclear - SMN,</p><p>devidamente licenciados pela Autoridade</p><p>Competente, deverão funcionar sob a</p><p>responsabilidade de médico que seja Membro</p><p>Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia, e</p><p>atender a todos os requisitos pertinentes das</p><p>Normas básicas relacionadas na seção 3,</p><p>relativos aos seguintes ítens:</p><p>a) limitação da dose de trabalhadores e de</p><p>indivíduos do público, e controles básicos de</p><p>radioproteção;</p><p>b) obrigações do proprietário e/ou Diretor, do</p><p>Supervisor de Radioproteção e técnicos do</p><p>SMN;</p><p>c) Serviços de Radioproteção e plano de</p><p>radioproteção;</p><p>d) certificação da qualificação de supervisores</p><p>de Radioproteção autorização para o preparo e</p><p>uso de radiofármacos; e</p><p>e) gerência de rejeitos radioativos.</p><p>10.1 - INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS</p><p>O Serviço de Medicina Nuclear deverá estar,</p><p>a juízo da CNEN e da Secretaria de Saúde,</p><p>devidamente instalado e equipado visando aos</p><p>seguintes ítens:</p><p>a) trabalhos “in vivo” e “in vitro”;</p><p>b) laboratórios frios e quentes;</p><p>c) salas de exames;</p><p>d) sala de laudos;</p><p>e) sala de espera;</p><p>f) estocagem de material radioativa;</p><p>g) banheiro para pacientes em tratamento com</p><p>material radioativo;</p><p>h) monitoração individual e de área;</p><p>i) proteção pessoal, tais como máscaras, luvas,</p><p>vestimentas etc;</p><p>j) medição da atividade de radiofármacos;</p><p>l) descontaminação de pessoas, equipamentos</p><p>e áreas; e</p><p>m) ajuste, aferição e calibragem de</p><p>equipamentos.</p><p>10.2 - PLANO DE RADIOPROTEÇÃO</p><p>10.2.1 - O serviço de Medicina Nuclear deverá</p><p>possuir plano de radioproteção aprovado pela</p><p>73</p><p>CNEN contendo, no mínimo, as seguintes</p><p>informações:</p><p>a) obrigações do supervisor de radioproteção;</p><p>b) treinamento específico ministrado aos</p><p>técnicos de nível médio (programa com carga</p><p>horária mínima de 40 horas) e programa de</p><p>reciclagem;</p><p>c) controle de acesso e sinalização específica;</p><p>d) controle físico;</p><p>e) cuidados no manuseio de material radioativo,</p><p>métodos de descontaminação de pessoas,</p><p>superfícies, procedimentos para evitar</p><p>contaminação;</p><p>f) plano para procedimento de emergência;</p><p>g) gerência de rejeitos radioativos considerando:</p><p>I - segregação, identificação, acondicionamento</p><p>e armazenamento;</p><p>II - projeto do local de armazenamento de</p><p>rejeitos;</p><p>III - limites utilizados para liberação;</p><p>IV - anexo C da Norma CNEN-NE-6.05;</p><p>h) procedimentos e registros para levantamentos</p><p>radiométricos;</p><p>i) certificado de calibração do monitor portátil de</p><p>radiação</p><p>10.2.2 - No caso de aplicação de dose terapêutica</p><p>de radiofármaco deverão ser acrescentadas as</p><p>seguintes informações:</p><p>a) projeto do quarto onde serão internados os</p><p>pacientes;</p><p>b) procedimentos utilizados durante a internação</p><p>de pacientes com relação a objetos, alimentação</p><p>e roupas de cama e banho; e</p><p>c) procedimentos para liberação de pacientes.</p><p>10.3 - CONTROLE DA QUALIDADE DE</p><p>EQUIPAMENTOS</p><p>10.3.1 - Medidor de Atividade (Calibrador de</p><p>Dose)</p><p>Deverão estar estabelecidos e aplicados</p><p>procedimentos, apropriados a juízo da CNEN,</p><p>para aferição, ajuste e calibração de medidores</p><p>de atividade.</p><p>10.3.2 - Gamacâmera</p><p>Deverão estar estabelecidos e aplicados</p><p>procedimentos, apropriados a juízo da CNEN,</p><p>para aferição, ajuste e calibração de medidores</p><p>de atividade.</p><p>10.3.3 - Cintígrafo Retilíneo</p><p>Deverão estar estabelecidos e aplicados</p><p>procedimentos, apropriados a juízo da CNEN,</p><p>para aferição, ajuste e calibração de cintígrafos</p><p>retilíneos.</p><p>10.4 - CONTROLE DE QUALIDADE DE</p><p>RADIOFÁRMACOS</p><p>Deverão ser atendidos os requisitos</p><p>recomendados pela CNEN, relativos ao controle</p><p>de qualidade de radiofármacos.</p><p>10.5 - PREPARO E USO DE RADIOFÁRMACOS</p><p>10.5.1 - Procedimentos Gerais</p><p>Os seguintes procedimentos gerais de</p><p>radioproteção e segurança estabelecidos pela</p><p>CNEN deverão ser observados:</p><p>a) usar guarda-pó de laboratório, ou outras</p><p>vestimentas de proteção, em locais onde são</p><p>manipulados materiais radioativos;</p><p>b) usar luvas descartáveis sempre que for</p><p>manuseado material radioativo;</p><p>c) monitorar mãos e roupas em local de mínima</p><p>radiação de fundo do SMN, após cada uso de</p><p>material radioativo e/ou após cada saída de</p><p>local de manipulação de materiais radiativos;</p><p>d) usar seringa com blindagem, apropriada para</p><p>o preparo de rotina de dosagens e administração</p><p>de radiofármacos em pacientes; em casos</p><p>excepcionais, considerar o uso de outros</p><p>métodos de proteção, tais como aplicação a</p><p>distância;</p><p>e) somente administrar radiofármacos a crianças</p><p>nos primeiros anos de vida e mulheres em idade</p><p>fértil em situações de grande necessidade,</p><p>esgotados métodos semióticos que não utilizem</p><p>radiações ionizantes;</p><p>f) não comer, beber, fumar ou aplicar</p><p>cosméticos em locais onde são manipulados ou</p><p>armazenados radiofármacos ou rejeitos;</p><p>g) não armazenar comida, bebidas ou bens</p><p>74</p><p>pessoais em locais onde são manipulados</p><p>radiofármacos ou rejeitos;</p><p>h) usar dosímetros de monitoração pessoal em</p><p>áreas controladas, conforme recomendações</p><p>do Supervisor de Radioproteção; manter esses</p><p>dosímetros, quando não utilizados, em local</p><p>reservado de mais baixa radiação de fundo do</p><p>SMN;</p><p>i) usar anel dosimétrico durante operação de</p><p>eluição em geradores, e durante o preparo,</p><p>ensaio e administração dos radiofármacos em</p><p>pacientes:</p><p>j) gerenciar os rejeitos radioativos produzidos;</p><p>l) nunca pipetar através da boca;</p><p>m) realizar ensaio de esfregaço semanalmente,</p><p>em áreas de gerenciamento, preparo e</p><p>armazenamento de radiofármacos e rejeitos;</p><p>caso necessário, descontaminar ou isolar a</p><p>área contaminada;</p><p>n) monitorar continuamente as áreas de</p><p>aplicação de injeções, preparo de conjunto de</p><p>reativos (“kits”) e armazenamento de gerador;</p><p>caso necessário, descontaminar ou isolar a</p><p>área para o decaimento;</p><p>o) conter as soluções de radiofármacos em</p><p>recipientes blindados que sejam visivelmente</p><p>rotulados; rotular os frascos com soluções</p><p>multidoses de radiofármacos, bem como os</p><p>frascos com soluções terapêuticas, com o</p><p>nome do isótopo, nome do composto e data de</p><p>recebimento ou preparo;</p><p>p) registrar em livro próprio todas as</p><p>informações relativas ao preparo e uso das</p><p>soluções de radiofármacos, tais como atividade</p><p>total, atividade específica em determinada</p><p>data, volume total existente, atividade medida</p><p>de cada dose para o paciente e qualquer outra</p><p>informação apropriada ou necessária;</p><p>q) rotular seringas e doses unitárias com o nome</p><p>do radiofármaco ou o símbolo do radionuclídeo,</p><p>tipo de aplicação e identificação do paciente;</p><p>r) verificar cada dose no medidor de atividade</p><p>antes de sua administração,</p><p>não usar uma</p><p>dose superior a 10% da dose prescrita, exceto</p><p>para prescrições inferiores a 10 M Ci; verificar o</p><p>nome e o número de identificação do paciente e</p><p>do radiofármaco prescrito, fórmula química e a</p><p>dose da administração;</p><p>s) manter fontes e rejeitos em locais blindados,</p><p>e</p><p>t) utilizar meios adequados para deslocamento</p><p>seguro de fontes e rejeitos dentro das instalações</p><p>do SMN.</p><p>10.5.2 - Procedimentos Durante Aplicações</p><p>Terapêuticas</p><p>Os seguintes procedimentos de radioproteção</p><p>e de segurança estabelecidos pela CNEN</p><p>deverão ser observados durante a aplicação do</p><p>radiofármaco em pacientes:</p><p>a) quanto ao quarto do paciente:</p><p>I - ser particular para o paciente, devidamente</p><p>sinalizado, com instalações sanitárias privativas,</p><p>com piso e paredes de fácil descontaminação;</p><p>II - situar-se distante das áreas normais de</p><p>trabalho, sendo cercado e sinalizado, com</p><p>acesso restrito a pessoal autorizado;</p><p>III - possuir blindagem para o exterior que</p><p>assegure o cumprimento dos requisitos de</p><p>radioproteção; e</p><p>IV - possuir barreiras físicas que visem a</p><p>minimizar a dispersão e migração de material</p><p>radioativo para o meio ambiente;</p><p>b) colocar no leito de cada paciente internado</p><p>uma tabuleta contendo o nome do radionuclídeo</p><p>administrado, sua atividade em Bq e Ci no</p><p>momento da administração, e a taxa de</p><p>exposição a 1 metro de distância do paciente;</p><p>c) monitorar vestimentas pessoais, lençóis</p><p>e toalhas de pacientes incorporando</p><p>radiofármacos e, caso contaminadas,</p><p>armazená-las adequadamente até que decaiam</p><p>a níveis autorizados pela CNEN;</p><p>d) recobrir com material impermeável objetos</p><p>passíveis de serem contaminados (por exemplo</p><p>maçanetas, telefones, cadeiras, etc...);</p><p>e) estocar luvas descartáveis, papel absorvente</p><p>e recipiente para rejeitos no quarto do paciente;</p><p>f) não permitir visitas no quarto no período de</p><p>internação de um paciente que recebeu dose</p><p>terapêutica, exceto com expressa autorização</p><p>médica;</p><p>75</p><p>g) monitorar e orientar o pessoal de enfermagem</p><p>sobre os aspectos de radioproteção no cuidado</p><p>e acompanhamento dos pacientes;</p><p>h) instruir pacientes internados sobre os</p><p>procedimentos de radioproteção quanto à</p><p>administração da dose, controle de visitas e de</p><p>rejeitos e uso das instalações sanitárias;</p><p>i) instruir eventuais acompanhantes</p><p>autorizados quanto aos riscos envolvidos e aos</p><p>procedimentos de radioproteção;</p><p>j) instruir pacientes liberados quanto aos</p><p>cuidados ao utilizar banheiros residenciais;</p><p>l) não liberar pacientes até que a atividade</p><p>incorporada seja menor que 1,11 GBq (30 mCi);</p><p>m) descontaminar os quartos desocupados por</p><p>pacientes até que a contaminação removível</p><p>e não removível seja inferior aos limites</p><p>autorizados pela CNEN;</p><p>n) remover todo papel absorvente, ou outro</p><p>material que serviu de cobertura para objetos, e</p><p>colocá-los em recipientes apropriados;</p><p>o) transferir todos os recipientes com material</p><p>contaminado para área de descontaminação ou</p><p>de armazenamento.</p><p>10.6 - ANÁLISE E REGISTROS</p><p>10.6.1 - O médico responsável pelo SMN</p><p>deverá proceder a análise dos resultados dos</p><p>ensaios e, sempre que necessário, providenciar</p><p>as devidas ações corretivas.</p><p>10.6.2 - Deverão estar devida e integralmente</p><p>registrados, em livro próprio, todos os resultados</p><p>e as condições de ensaio de equipamento e</p><p>radiofármacos, datas, responsáveis, dados de</p><p>manutenção preventiva e corretiva, assim como</p><p>modificações, aferições, ajustes, calibrações</p><p>e toda e qualquer informação útil sobre a</p><p>avaliação de equipamentos e radiofármacos.</p><p>11. SERVIÇOS DE RADIOTERAPIA</p><p>11.1 - REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA</p><p>LICENCIAMENTO</p><p>11.1.1 - Além dos requisitos constantes da Seção</p><p>6, desta Resolução, para fins de concessão</p><p>da Licença de Construção pela Autoridade</p><p>competente, a entidade solicitante deverá obter,</p><p>primeiramente, laudo aprobatório da CNEN</p><p>relativo ao local do Serviço de Radioterapia,</p><p>com base em plantas, em escala e detalhadas,</p><p>das instalações de radioterapia, das áreas</p><p>circunvizinhas e das áreas destinadas à</p><p>internação de pacientes, bem como das plantas</p><p>da instalação elétrica e do ar condicionado.</p><p>11.1.2 - A Autorização para Operação do Serviço</p><p>de Radioterapia dependerá de;</p><p>a) laudo aprobatório da execução das</p><p>instalações em conformidade com o projeto</p><p>aprovado, após inspeção “in loco” por técnicos</p><p>da Secretaria de Saúde e da CNEN;</p><p>b) prova de que a entidade solicitante possui ou</p><p>está providenciando a aquisição de dosímetro</p><p>clínico e monitor de radiação;</p><p>c) prova de que o Radioterapeuta responsável</p><p>é membro Titular do Colégio Brasileiro de</p><p>Radiologia;</p><p>d) indicação do Supervisor de Radioproteção</p><p>com certificação da qualificação pela CNEN;</p><p>e) local adequado para armazenamento de</p><p>fontes seladas, obedecendo aos requisitos</p><p>de segurança quanto à blindagem e proteção</p><p>física, estabelecidos em normas da CNEN.</p><p>11.2 - REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA</p><p>FUNCIONAMENTO</p><p>O proprietário e/ou Diretor do Serviço de</p><p>Radioproteção devidamente autorizado a</p><p>operar, ficará obrigado a apresentar ao Órgão</p><p>de Vigilância Sanitária competente, relatórios</p><p>semestrais contendo, no mínimo, as seguintes</p><p>informações:</p><p>a) cópias dos atestados atualizados de</p><p>calibração do dosímetro clínico e monitor de</p><p>radiação;</p><p>b) nome da instituição fornecedora dos</p><p>dosímetros de monitoração pessoal;</p><p>e) implementação do controle físico,</p><p>abrangendo:</p><p>- levantamento radiométrico de todas as áreas</p><p>apropriadas onde fontes de radiação são</p><p>manuseadas, utilizadas ou armc) inventário</p><p>de rejeito radioativos existentes bem como</p><p>condições de armazenamento dos mesmos,</p><p>anexando fotografias;</p><p>d) implementação de planos para terapia;</p><p>76</p><p>azenadas;</p><p>- dosimetria completa dos equipamentos de</p><p>irradiação;</p><p>- inventário de todas as fontes seladas</p><p>existentes; e</p><p>f) procedimentos utilizados para o transporte</p><p>de materiais radioativos, interno e externo às</p><p>instalações, incluindo transporte do material</p><p>adquirido.</p><p>12. INSPEÇÕES E AUDITORIAS</p><p>12.1 - As Secretarias de Saúde e a CNEN</p><p>realizarão inspeções e auditorias para verificar</p><p>o cumprimento dos requisitos desta Resolução.</p><p>12.2 - As Secretarias de Saúde e a CNEN</p><p>exercerão a necessária autoridade para intervir</p><p>em casos de não cumprimento dos requisitos</p><p>desta Resolução, podendo a seu critério,</p><p>cancelar, provisória ou definitivamente, as</p><p>licenças ou autorizações fornecidas no âmbito</p><p>das suas competências.</p><p>77</p><p>Texto 02</p><p>Portaria Ferderal Nº 453, de 1 de junho de</p><p>1988.</p><p>PORTARIA FEDERAL N.º 453, DE 1 DE JUNHO</p><p>DE 1998</p><p>Aprova o Regulamento Técnico que estabelece</p><p>as diretrizes básicas de proteção radiológica em</p><p>radiodiagnóstico médico e odontológico, dispõe</p><p>sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo</p><p>território nacional e dá outras providências.</p><p>A Secretária de Vigilância Sanitária, no uso de suas</p><p>atribuições legais, tendo em vista as disposições</p><p>constitucionais e a Lei 8.080, de 19 de outubro</p><p>1990, que tratam das condições para a promoção e</p><p>recuperação da saúde como direito fundamental do</p><p>ser humano, e considerando:</p><p>a expansão do uso das radiações ionizantes na</p><p>Medicina e Odontologia no país;</p><p>os riscos inerentes ao uso das radiações ionizantes</p><p>e a necessidade de se estabelecer uma política</p><p>nacional de proteção radiológica na área de</p><p>radiodiagnóstico;</p><p>que as exposições radiológicas para fins de saúde</p><p>constituem a principal fonte de exposição da</p><p>população a fontes artificiais de radiação ionizante;</p><p>que o uso das radiações ionizantes representa</p><p>um grande avanço na medicina, requerendo,</p><p>entretanto, que as práticas que dão origem a</p><p>exposições radiológicas na saúde sejam efetuadas</p><p>em condições otimizadas de proteção;</p><p>as responsabilidades regulatórias do Ministério da</p><p>Saúde relacionadas à produção, comercialização</p><p>e utilização de produtos e equipamentos emissores</p><p>de radiações ionizantes;</p><p>a necessidade de garantir a qualidade dos serviços</p><p>de radiodiagnóstico prestados à população, assim</p><p>como de assegurar os requisitos mínimos de</p><p>proteção radiológica aos pacientes, aos profissionais</p><p>e ao público em geral;</p><p>a necessidade de</p><p>padronizar, a nível nacional,</p><p>os requisitos de proteção radiológica para o</p><p>funcionamento dos estabelecimentos que operam</p><p>com raios-x diagnósticos e a necessidade de detalhar</p><p>os requisitos de proteção em radiologia diagnóstica</p><p>e intervencionista estabelecidos na Resolução nº 6,</p><p>de 21 de dezembro de 1988, do Conselho Nacional</p><p>de Saúde;</p><p>as recomendações da Comissão Internacional</p><p>de Proteção Radiológica estabelecidas em 1990</p><p>e 1996, refletindo a evolução dos conhecimentos</p><p>científicos no domínio da proteção contra radiações</p><p>aplicada às exposições radiológicas na saúde;</p><p>as recentes Diretrizes Básicas de Proteção</p><p>Radiológica estabelecidas em conjunto pela</p><p>Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-</p><p>americana da Saúde, Organização Internacional do</p><p>Trabalho, Organização de Alimento e Agricultura,</p><p>Agência de Energia Nuclear e Agência Internacional</p><p>de Energia Atômica;</p><p>as recomendações do Instituto de Radioproteção</p><p>e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia</p><p>Nuclear, órgão de referência nacional em proteção</p><p>radiológica e metrologia das radiações ionizantes;</p><p>que a matéria foi aprovada pelo Grupo Assessor</p><p>Técnico-Científico em Radiações Ionizantes do</p><p>Ministério da Saúde, submetida a consulta pública</p><p>através da Portaria nº 189, de 13 de maio de 1997,</p><p>debatida e consolidada pelo Grupo de Trabalho</p><p>instituído, resolve:</p><p>Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico "Diretrizes</p><p>de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico</p><p>Médico e Odontológico", parte integrante desta</p><p>Portaria, que estabelece os requisitos básicos de</p><p>proteção radiológica em radiodiagnóstico e disciplina</p><p>a prática com os raios-x para fins diagnósticos e</p><p>intervencionistas, visando a defesa da saúde dos</p><p>pacientes, dos profissionais envolvidos e do público</p><p>em geral.</p><p>Art. 2º Este Regulamento deve ser adotado em todo</p><p>território nacional e observado pelas pessoas físicas</p><p>e jurídicas, de direito privado e público, envolvidas</p><p>com a utilização dos raios-x diagnósticos.</p><p>Art. 3º Compete aos órgãos de Vigilância Sanitária</p><p>dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios o</p><p>licenciamento dos estabelecimentos que empregam</p><p>os raios-x diagnósticos, assim como a fiscalização</p><p>do cumprimento deste Regulamento, sem prejuízo</p><p>da observância de outros regulamentos federais,</p><p>estaduais e municipais supletivos sobre a matéria.</p><p>Art. 4º A inobservância dos requisitos deste</p><p>Regulamento constitui infração de natureza sanitária</p><p>nos termos da Lei 6.437, de 25 de agosto de 1977,</p><p>ou outro instrumento legal que venha a substituí-</p><p>la, sujeitando o infrator ao processo e penalidades</p><p>previstas, sem prejuízo das responsabilidades civil</p><p>e penal cabíveis.</p><p>Art. 5º As Secretarias de Saúde Estaduais,</p><p>Municipais e do Distrito Federal devem implementar</p><p>os mecanismos necessários para adoção desta</p><p>Portaria, podendo estabelecer regulamentos</p><p>de caráter suplementar a fim de atender às</p><p>especificidades locais.</p><p>Parágrafo único. Os regulamentos estaduais e/</p><p>78</p><p>ou municipais sobre esta matéria devem ser</p><p>compatibilizados de forma a observar os requisitos</p><p>do Regulamento aprovado por esta Portaria.</p><p>Art. 6º Todos os serviços de radiodiagnóstico devem</p><p>manter um exemplar deste Regulamento nos</p><p>seus diversos setores que empregam os raios-x</p><p>diagnósticos.</p><p>Art. 7º Esta Portaria entra em vigor a partir da data</p><p>de sua publicação, revogando as disposições em</p><p>contrário.</p><p>MARTA NOBREGA MARTINEZ</p><p>DIRETRIZES DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA EM</p><p>RADIODIAGNÓSTICO MÉDICO E</p><p>ODONTOLÓGICO</p><p>CAPÍTULO 1 - DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>DEFINIÇÕES</p><p>1.1 Os termos em itálico devem ser interpretados</p><p>neste Regulamento conforme definidos no Glossário</p><p>(Anexo C).</p><p>OBJETIVOS</p><p>1.2 Atendendo à política nacional de proteção à</p><p>saúde, o presente Regulamento tem por objetivos:</p><p>a) Baixar diretrizes para a proteção da população</p><p>dos possíveis efeitos indevidos inerentes à utilização</p><p>dos raios-x diagnósticos, visando minimizar os riscos</p><p>e maximizar os benefícios desta prática</p><p>b) Estabelecer parâmetros e regulamentar ações</p><p>para o controle das exposições médicas, das</p><p>exposições ocupacionais e das exposições do</p><p>público, decorrentes das práticas com raios-x</p><p>diagnósticos.</p><p>c) Estabelecer requisitos para o licenciamento e a</p><p>fiscalização dos serviços que realizam procedimentos</p><p>radiológicos médicos e odontológicos.</p><p>CAMPO DE APLICAÇÃO</p><p>1.3 Este Regulamento deve ser adotado em todo o</p><p>território nacional pelas pessoas jurídicas e físicas,</p><p>de direito privado e público, envolvidas com:</p><p>a) A produção e comercialização de equipamentos</p><p>de raios-x diagnósticos, componentes e acessórios.</p><p>b) A prestação de serviços que implicam na</p><p>utilização raios-x diagnósticos para fins médicos e</p><p>odontológicos.</p><p>c) A utilização dos raios-x diagnósticos nas atividades</p><p>de pesquisa biomédica e de ensino.</p><p>AUTORIDADE REGULATÓRIA</p><p>1.4 A Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério</p><p>da Saúde e os órgãos de Vigilância Sanitária dos</p><p>Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aqui</p><p>designados de autoridades sanitárias, adotarão as</p><p>medidas cabíveis para assegurar o cumprimento</p><p>deste Regulamento.</p><p>1.5 Compete às autoridades sanitárias dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios o licenciamento</p><p>dos serviços que empregam os raios-x diagnósticos,</p><p>assim como a fiscalização do cumprimento deste</p><p>Regulamento, sem prejuízo da observância de</p><p>outros regulamentos federais, estaduais e municipais</p><p>supletivos sobre a matéria.</p><p>INSPEÇÕES SANITÁRIAS</p><p>1.6 Os responsáveis principais devem assegurar</p><p>à autoridade sanitária livre acesso a todas as</p><p>dependências do serviço e manter à disposição todos</p><p>os assentamentos e documentos especificados</p><p>neste Regulamento.</p><p>INFRAÇÕES</p><p>1.7 A inobservância dos requisitos deste</p><p>Regulamento ou a falha na execução de ações</p><p>corretivas ou preventivas em tempo hábil constitui</p><p>infração de natureza sanitária, sujeitando o infrator</p><p>ao processo e penalidades previstas na legislação</p><p>vigente, sem prejuízo das responsabilidades civil e</p><p>penal cabíveis.</p><p>1.8 Em casos de não conformidade com o</p><p>cumprimento de qualquer requisito deste</p><p>Regulamento, os responsáveis principais devem,</p><p>conforme apropriado:</p><p>a) Providenciar uma investigação de suas causas,</p><p>circunstâncias e conseqüências.</p><p>b) Tomar as medidas cabíveis para corrigir as</p><p>circunstâncias que levaram à infração e prevenir a</p><p>recorrência de infrações similares.</p><p>INTERPRETAÇÕES E CASOS OMISSOS</p><p>1.9 Os casos omissos e dúvidas relativas à</p><p>interpretação e aplicação deste Regulamento serão</p><p>dirimidos pela Secretaria de Vigilância Sanitária do</p><p>Ministério da Saúde.</p><p>CAPÍTULO 2 - SISTEMA DE PROTEÇÃO</p><p>RADIOLÓGICA</p><p>PRINCÍPIOS BÁSICOS</p><p>2.1 Os princípios básicos que regem este</p><p>Regulamento são:</p><p>a) Justificação da prática e das exposições médicas</p><p>individuais.</p><p>b) Otimização da proteção radiológica.</p><p>c) Limitação de doses individuais.</p><p>d) Prevenção de acidentes.</p><p>JUSTIFICAÇÃO</p><p>2.2 A justificação é o princípio básico de proteção</p><p>radiológica que estabelece que nenhuma prática</p><p>ou fonte adscrita a uma prática deve ser autorizada</p><p>a menos que produza suficiente benefício para o</p><p>indivíduo exposto ou para a sociedade, de modo a</p><p>compensar o detrimento que possa ser causado.</p><p>2.3 O princípio da justificação em medicina e</p><p>odontologia deve ser aplicado considerando:</p><p>79</p><p>a) Que a exposição médica deve resultar em</p><p>um benefício real para a saúde do indivíduo e/ou</p><p>para sociedade, tendo em conta a totalidade dos</p><p>benefícios potenciais em matéria de diagnóstico</p><p>ou terapêutica que dela decorram, em comparação</p><p>com o detrimento que possa ser causado pela</p><p>radiação ao indivíduo.</p><p>b) A eficácia, os benefícios e riscos de técnicas</p><p>alternativas disponíveis com o mesmo objetivo, mas</p><p>que envolvam menos ou nenhuma exposição a</p><p>radiações ionizantes.</p><p>2.4 Na área da saúde existem dois níveis de</p><p>justificação: justificação genérica da prática e</p><p>justificação da exposição individual do paciente em</p><p>consideração.</p><p>a) Justificação genérica</p><p>(i) todos os novos tipos de práticas que envolvam</p><p>exposições médicas devem ser previamente</p><p>justificadas antes de serem adotadas em geral.</p><p>(ii) os tipos existentes de práticas</p><p>: Rontgen</p><p>(Atualmente utilizamos a unidade C/Kg )</p><p>2. Absorção da Radiação - Unidade: RAD</p><p>(Atualmente utilizamos a unidade cGy )</p><p>Definições:</p><p>X = ΔQ (C/Kg)</p><p>Δm</p><p>(1R = 2,58 . 10-4 C/Kg)</p><p>a. Exposição (X) é a soma de todas as cargas</p><p>elétricas, de todos os íons de mesmo sinal,</p><p>gerados do ar, quando todos os elétrons</p><p>liberados pela interação dos fótons num</p><p>elemento de volume de ar, cuja massa é ∆m, são</p><p>completamente absorvidos, assim:</p><p>Lembrete: Atualmente utilizamos a unidade REM</p><p>(Roentgen Equivalent Man ( 1 REM = 1 C/Kg)</p><p>b. Absorção (D) é a razão ∆E / ∆m, onde ∆E é a</p><p>energia que o meio recebe da radiação ionizante,</p><p>no elemento de volume de ar ∆m, assim:</p><p>D =</p><p>∆E ergs</p><p>∆m</p><p>1RAD = 100 ergs/g</p><p>Lembrete: CNTP Condições Normais de Temperatura e</p><p>Pressão (1 atm. e 25ºC)</p><p>1.10 Instrumentos de medida da</p><p>radiação</p><p>a) Câmara de Ionização Padrão: Instrumento com</p><p>a capacidade de coletar cargas de mesmo sinal,</p><p>8</p><p>gerados por elétrons secundários, num volume</p><p>de ar conhecido, também denominada “Câmara</p><p>de Ionização Padrão”.</p><p>b) Câmara dedal e Câmaras Clínicas: Instrumento</p><p>elaborado para eliminar problemas práticos para</p><p>utilizaçãoda câmara de Ionização, pois com o</p><p>aumento das energias utilizadas aumentava-se</p><p>também as dimensões da câmara até valores</p><p>impraticáveis.</p><p>Constitui-se de uma pequena câmara contendo</p><p>uma quantidade pequena de ar no seu interior</p><p>esférico, onde elétrons gerados fora da pequena</p><p>esfera ionizam o ar dentro da mesma gerando</p><p>novos elétrons fora desta.</p><p>Estas perdas e ganhos de ionização são</p><p>praticamente iguais considerando-se que o</p><p>volume de ar em torno da câmara tenha uma</p><p>espessura maior que o alcance máximo dos</p><p>elétrons gerados em movimento.</p><p>Câmara Clínica</p><p>c) Geiger-Müller: Constitui-se de um tubo</p><p>metálico, vedado na lateral ou numa extremidade</p><p>com uma película delgada, em geral de mica, a</p><p>qual é denominada “Janela”.</p><p>Em seu interior há um fi o central formando o</p><p>ânodo (+) para onde se dirigem os elétrons e o</p><p>revestimento interno forma o cátodo para onde</p><p>dirigem-se os íons positivos. No interior da</p><p>ampola existe gás em apropriadas condições.</p><p>Um elétron gerado entre os eletrodos, ao se</p><p>dirigir para o ânodo colidindo com as moléculas</p><p>do gás ocasionando um avalanche de ionizações</p><p>onde todo o gás estará ionizado gerando um</p><p>pulso elétrico que ora será medido.</p><p>Detector GM</p><p>d) Cintiladores: Outro processo de detecção</p><p>das partículas ionizantes,onde uma cintilação é</p><p>produzida quando após a incidência dos fótons</p><p>são produzidos elétrons em movimento, que</p><p>ao passar próximo aos átomos ionizando-</p><p>os ou excitando-os, tendo como um dos</p><p>resultados desta interação a produção de</p><p>fótons de luz visível.</p><p>Desta forma o cintilador pode distinguir os</p><p>diferentes tipos de radiação, uma vez que a</p><p>emissão da luz varia com a quantidade de</p><p>radiação absorvida. Contudo esta cintilação possui</p><p>uma intensidade luminosa bastante fraca no</p><p>cristal sólido (substância cintiladora: NaI), sendo</p><p>necessário o uso de um dispositivo amplifi cador</p><p>denominado Célula Fotomultiplicadora.</p><p>e) Filmes: Os fi lmes monitores são usados</p><p>num local no corpo que esteja mais sujeito a</p><p>exposição às radiações e após intervalos mês a</p><p>mês é revelado normalmente. Com auxílio de um</p><p>Densitômetro ótico é estabelecida a exposição no</p><p>intervalo considerado de um mês pelo pessoal que</p><p>manipula fontes de radiações ionizante.</p><p>Densitômetro Ótico</p><p>f) Dosímetros TLD: Dosímetro termoluminescente</p><p>constituído de uma pequena rede cristalina,</p><p>pastilha, que ao interagirem com a radiação</p><p>ionizante capturam os elétrons gerados e os</p><p>“aprisionam” em sua rede cristalina. Ao fi nal</p><p>de um período, 1 mês para o caso de dosimetria</p><p>individual, estas pastilhas são submetidas a</p><p>condições de elevada temperatura, ± 300ºC,</p><p>passam a emitir luz, a quantifi cação desta nova</p><p>grandeza luminosa e comparada a uma escala</p><p>de dose radioativa absorvida.</p><p>9</p><p>Capítulo 2</p><p>Radiobiologia</p><p>A radiação ionizante e seus efeitos em órgãos e tecidos vivos</p><p>2.1 Efeitos da radiação ionizante em</p><p>células:</p><p>Histórico:</p><p>1902</p><p>⇒</p><p>Primeiro caso de câncer</p><p>radionizado;</p><p>1911 ⇒</p><p>Mais de 100 casos de câncer</p><p>de pele;</p><p>1927 ⇒</p><p>H.J. Müller, radiogenética,</p><p>estudo em drosophila;</p><p>1945 ⇒</p><p>II Guerra Mundial, avaliação</p><p>mais detalhada dos efeitos</p><p>da radiação em seres vivos</p><p>(Hiroshima E Nagasaki).</p><p>Transferência de E da Radiação</p><p>Absorção de E da Radiações pelos Organismos</p><p>UNSCEAR: “Não Existe Uma Dose”Segura” De</p><p>Exposição De Radiação Sob O Ponto De Vista</p><p>Genético, Sendo Que Qualquer Exposição À</p><p>Radiação Pode Envolver Um Certo Risco De</p><p>Indução De Efeitos Hereditários E Somáticos.</p><p>Efeitos Biológicos:</p><p>Radiações de</p><p>Bixa Dose</p><p>Indução de Câncer</p><p>e ocorrência de</p><p>doença genética</p><p>Interação da</p><p>Radiação</p><p>Manifestação c/</p><p>as células vivas</p><p>biológicas</p><p>Célula Animal Típica</p><p>10</p><p>11</p><p>2.2 Efeitos Determinísticos</p><p>Possuem limiar de dose para ocorrerem e de</p><p>acordo com o UNSCEAR (1993), o limiar é de:</p><p>Indução a esterilidade - Para indivíduos sadios</p><p>0,35Gy (exposições agudas)</p><p>0,40Gy (exposições crônicas)</p><p>3,5 – 6,0 Gy (exposições agudas)</p><p>2Gy/ANO (exposições crônicas)</p><p>Permanente</p><p>Temporária</p><p>2,5 – 6,0 Gy (exposições agudas)</p><p>0,2Gy/AN (exposições crônicas)</p><p>Permanente</p><p>Indução de catarata</p><p>2 – 10Gy (Baixa let) Esposição crônica</p><p>1 – 2Gy (Baixa let) Exposição aguda</p><p>0,15Gy/ano Radiação de baixa let</p><p>Exposição na pele</p><p>Eritema e descamação</p><p>3 – 5Gy</p><p>Com aparecimento de sintoma</p><p>cerca de três semanas após a</p><p>exposição</p><p>Necrose de tecidos</p><p>50Gy Após três semanas</p><p>Decréscimo no n° de células sanguíneas (de-</p><p>pressão significativa na formação do sangue)</p><p>0,5Gy Exposição aguda de toda</p><p>medula óssea</p><p>0,4Gy/ANO Exposição crônica da medula</p><p>óssea</p><p>Retardo mental</p><p>(Exposição no útero)</p><p>Período</p><p>sensível 8 –15 Semanas após a operação</p><p>Uma dose</p><p>de 1sv</p><p>Retardo mental severo em</p><p>cerca de 40% dos indivíduos</p><p>expostos</p><p>Síndrome aguda da radiação</p><p>(Irradiação de corpo inteiro)</p><p>Hemato-</p><p>Poiética</p><p>Gastro-</p><p>Intestinal SNC</p><p>2–10Gy 10–100Gy 100–1000Gy</p><p>(Óbito</p><p>10-30 Dias)</p><p>(Óbito</p><p>3-5 Dias)</p><p>(Óbito</p><p>1-2 Dias)</p><p>Morte Celular</p><p>Individual</p><p>Morte</p><p>De um grande</p><p>Número de células</p><p>Efeito</p><p>Estocástico</p><p>Efeito</p><p>determinístico</p><p>(disfunção do</p><p>Órgão ou tecido)</p><p>2.3 Organização estrutural e funcional da</p><p>célula</p><p>Célula: menor unidade funcional</p><p>independente da vida</p><p>(Padrão comum de organização)</p><p>Células procariontes</p><p>Bactérias e algas azuis</p><p>- Nucleóide não tem membrana</p><p>celular</p><p>- Um cromossomo simples</p><p>Células eucariontes</p><p>(Célula animal)</p><p>– Núcleo</p><p>– Tem carioteca</p><p>– Dna distribuído em vários cromos</p><p>– Divisão por mitose e meiose</p><p>12</p><p>Núcleo – Membrana citoplasmática (carioteca)</p><p>– Cromatina</p><p>– Nucleoplasma</p><p>– Nucléolo(s)</p><p>– Ribossomos</p><p>– Re granular</p><p>– Re agranular</p><p>– Comp. de Golgi</p><p>– Lisossomos</p><p>– Centríolos</p><p>– Mitocondrias</p><p>– Organelas</p><p>Citoplasma</p><p>Membrana citoplasmática</p><p>– Inclusões – Vitelo</p><p>– Depósitos de lípides</p><p>– Carbohidratos</p><p>– Grânulos de secreção</p><p>E pigmentos</p><p>2.4 Radiossensibilidade celular</p><p>E</p><p>Alterações bioquímicas,</p><p>Morfológicas e fisiológicas</p><p>S a b e - s e q u e a s c é l u l a s p o s s u e m</p><p>radiossensibilidade diferente a cada tipo de</p><p>radiação ionizante</p><p>Definição de radiossensibilidade:</p><p>- Morte celeular ou morte do organismo</p><p>- Perda da capacidade de células</p><p>“Invitro” de formar colônias’</p><p>Parâmetros:</p><p>- Inibição de crescimento ou Germinação</p><p>- Bloqueio ou retardo da mitose</p><p>- Produção de aberrações cromossômicas</p><p>- N° de quebras das fitas de DNA</p><p>Postulado de Bergonié & Tribondeau</p><p>(1906)</p><p>Grau de diferenciação</p><p>Atividade mitótica</p><p>Radiossensibilidade</p><p>Celular</p><p>– Taxa mitótica alta</p><p>– Tipo indiferenciado</p><p>de precursor</p><p>Radiossensibilidade</p><p>Celular =</p><p>13</p><p>2.5	 Classificação	de	células	quanto	à</p><p>radiosensibilidade</p><p>Grupo 01:</p><p>– Linfócitos</p><p>– Eritroblastos</p><p>– Espermatogônias</p><p>Grupo 02:</p><p>–</p><p>devem ser revistos</p><p>sempre que se adquiram novos dados significativos</p><p>acerca de sua eficácia ou de suas conseqüências.</p><p>b) Justificação da exposição individual</p><p>(i) todas as exposições médicas devem ser</p><p>justificadas individualmente, tendo em conta</p><p>os objetivos específicos da exposição e as</p><p>características do indivíduo envolvido.</p><p>2.5 Fica proibida toda exposição que não possa ser</p><p>justificada, incluindo:</p><p>a) Exposição deliberada de seres humanos aos</p><p>raios-x diagnósticos com o objetivo único de</p><p>demonstração, treinamento ou outros fins que</p><p>contrariem o princípio da justificação.</p><p>b) Exames radiológicos para fins empregatícios ou</p><p>periciais, exceto quando as informações a serem</p><p>obtidas possam ser úteis à saúde do indivíduo</p><p>examinado, ou para melhorar o estado de saúde da</p><p>população.</p><p>c) Exames radiológicos para rastreamento em massa</p><p>de grupos populacionais, exceto quando o Ministério</p><p>da Saúde julgar que as vantagens esperadas para</p><p>os indivíduos examinados e para a população são</p><p>suficientes para compensar o custo econômico e</p><p>social, incluindo o detrimento radiológico. Deve-se</p><p>levar em conta, também, o potencial de detecção</p><p>dedoenças e a probabilidade de tratamento efetivo</p><p>dos casos detectados.</p><p>d) Exposição de seres humanos para fins de</p><p>pesquisa biomédica, exceto quando estiver de</p><p>acordo com a Declaração de Helsinque, adotada</p><p>pela 18ª Assembléia Mundial da OMS de 1964;</p><p>revisada em 1975 na 29ª Assembléia, em 1983</p><p>na 35ª Assembléia e em 1989 na 41ª Assembléia,</p><p>devendo ainda estar de acordo com resoluções</p><p>específicas do Conselho Nacional de Saúde.</p><p>e) Exames de rotina de tórax para fins de internação</p><p>hospitalar, exceto quando houver justificativa no</p><p>contexto clínico, considerando-se os métodos</p><p>alternativos.</p><p>OTIMIZAÇÃO DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA</p><p>2.6 O princípio de otimização estabelece que as</p><p>instalações e as práticas devem ser planejadas,</p><p>implantadas e executadas de modo que a</p><p>magnitude das doses individuais, o número de</p><p>pessoas expostas e a probabilidade de exposições</p><p>acidentais sejam tão baixos quanto razoavelmente</p><p>exeqüíveis, levando-se em conta fatores sociais e</p><p>econômicos, além das restrições de dose aplicáveis.</p><p>2.7 A otimização da proteção deve ser aplicada</p><p>em dois níveis, nos projetos e construções de</p><p>equipamentos e instalações, e nos procedimentos</p><p>de trabalho.</p><p>2.8 No emprego das radiações em medicina e</p><p>odontologia, deve-se dar ênfase à otimização da</p><p>proteção nos procedimentos de trabalho, por possuir</p><p>uma influência direta na qualidade e segurança da</p><p>assistência aos pacientes.</p><p>2.9 As exposições médicas de pacientes devem</p><p>ser otimizadas ao valor mínimo necessário para</p><p>obtenção do objetivo radiológico (diagnóstico e</p><p>terapêutico), compatível com os padrões aceitáveis</p><p>de qualidade de imagem. Para tanto, no processo</p><p>de otimização de exposições médicas deve-se</p><p>considerar:</p><p>a) A seleção adequada do equipamento e acessórios.</p><p>b) Os procedimentos de trabalho.</p><p>c) A garantia da qualidade.</p><p>d) Os níveis de referência de radiodiagnóstico para</p><p>pacientes.</p><p>e) As restrições de dose para indivíduo que colabore,</p><p>conscientemente e de livre vontade, fora do contexto</p><p>de sua atividade profissional, no apoio e conforto de</p><p>um paciente, durante a realização do procedimento</p><p>radiológico.</p><p>2.10 As exposições ocupacionais e as exposições do</p><p>público decorrentes das práticas de radiodiagnóstico</p><p>devem ser otimizadas a um valor tão baixo quanto</p><p>exeqüível , observando-se:</p><p>a) As restrições de dose estabelecidas neste</p><p>Regulamento.</p><p>b) O coeficiente monetário por unidade de dose</p><p>coletiva estabelecido pela Resolução-CNEN n.º</p><p>12, de 19/07/88, quando se tratar de processos</p><p>quantitativos de otimização.</p><p>LIMITAÇÃO DE DOSES INDIVIDUAIS</p><p>2.11 Os limites de doses individuais são valores de</p><p>80</p><p>dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos</p><p>para exposição ocupacional e exposição do</p><p>público decorrentes de práticas controladas, cujas</p><p>magnitudes não devem ser excedidas.</p><p>2.12 Os limites de dose:</p><p>a) Incidem sobre o indivíduo, considerando a</p><p>totalidade das exposições decorrentes de todas as</p><p>práticas a que ele possa estar exposto.</p><p>b) Não se aplicam às exposições médicas.</p><p>c) Não devem ser considerados como uma fronteira</p><p>entre "seguro" e "perigoso".</p><p>d) Não devem ser utilizados como objetivo nos</p><p>projetos de blindagem ou para avaliação de</p><p>conformidade em levantamentos radiométricos.</p><p>e) Não são relevantes para as exposições potenciais.</p><p>2.13 Exposições ocupacionais</p><p>a) As exposições ocupacionais normais de cada</p><p>indivíduo, decorrentes de todas as práticas, devem</p><p>ser controladas de modo que os valores dos limites</p><p>estabelecidos na Resolução-CNEN n.º 12/88 não</p><p>sejam excedidos. Nas práticas abrangidas por este</p><p>Regulamento, o controle deve ser realizado da</p><p>seguinte forma:</p><p>(i) a dose efetiva média anual não deve exceder 20</p><p>mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos,</p><p>não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano.</p><p>(ii) a dose equivalente anual não deve exceder 500</p><p>mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino.</p><p>b) Para mulheres grávidas devem ser observados os</p><p>seguintes requisitos adicionais, de modo a proteger</p><p>o embrião ou feto:</p><p>(i) a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço</p><p>tão logo seja constatada;</p><p>(ii) as condições de trabalho devem ser revistas</p><p>para garantir que a dose na superfície do abdômen</p><p>não exceda 2 mSv durante todo o período restante</p><p>da gravidez, tornando pouco provável que a dose</p><p>adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv</p><p>neste período.</p><p>c) Menores de 18 anos não podem trabalhar com</p><p>raios-x diagnósticos, exceto em treinamentos.</p><p>d) Para estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em</p><p>estágio de treinamento profissional, as exposições</p><p>devem ser controladas de modo que os seguintes</p><p>valores não sejam excedidos:</p><p>(i) dose efetiva anual de 6 mSv ;</p><p>(ii) dose equivalente anual de 150 mSv para</p><p>extremidades e 50 mSv para o cristalino.</p><p>e) É proibida a exposição ocupacional de menores</p><p>de 16 anos.</p><p>2.14 As exposições normais de indivíduos do</p><p>público decorrentes de todas as práticas devem ser</p><p>restringidas de modo que a dose efetiva anual não</p><p>exceda 1 mSv.</p><p>PREVENÇÃO DE ACIDENTES</p><p>2.15 No projeto e operação de equipamentos e de</p><p>instalações deve-se minimizar a probabilidade de</p><p>ocorrência de acidentes (exposições potenciais).</p><p>2.16 Deve-se desenvolver os meios e implementar</p><p>as ações necessárias para minimizar a contribuição</p><p>de erros humanos que levem à ocorrência de</p><p>exposições acidentais.</p><p>CAPÍTULO 3 - REQUISITOS OPERACIONAIS</p><p>OBRIGAÇÕES BÁSICAS</p><p>3.1 Nenhuma instalação pode ser construída,</p><p>modificada, operada ou desativada, nenhum</p><p>equipamento de radiodiagnóstico pode ser vendido,</p><p>operado, transferido de local, modificado e nenhuma</p><p>prática com raios-x diagnósticos pode ser executada</p><p>sem que estejam de acordo com os requisitos</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>REGISTRO</p><p>3.2 Nenhum tipo ou modelo de equipamento</p><p>de raios-x diagnósticos, componentes (tubo,</p><p>cabeçote, sistema de colimação, mesa "bucky",</p><p>"bucky" mural, seriógrafo, sistema intensificador</p><p>de imagem) e acessórios de proteção radiológica</p><p>em radiodiagnóstico pode ser comercializado sem</p><p>possuir registro do Ministério da Saúde.</p><p>3.3 Os fornecedores de equipamentos de raios-x</p><p>diagnósticos devem informar semestralmente por</p><p>escrito a cada autoridade sanitária estadual, sobre</p><p>cada equipamento comercializado a ser instalada</p><p>no respectivo estado, incluindo o seu número de</p><p>série, de modo a permitir a rastreabilidade dos</p><p>equipamentos instalados no país.</p><p>LICENCIAMENTO</p><p>3.4 Nenhum serviço de radiodiagnóstico pode</p><p>funcionar sem estar devidamente licenciado pela</p><p>autoridade sanitária local.</p><p>3.5 O licenciamento de um serviço de radiodiagnóstico</p><p>segue o seguinte processo:</p><p>a) Aprovação, sob os aspectos de proteção</p><p>radiológica, do projeto básico de construção das</p><p>instalações.</p><p>b) Emissão do alvará de funcionamento.</p><p>3.6 A aprovação de projeto está condicionada à</p><p>análise e parecer favorável sobre os seguintes</p><p>documentos:</p><p>a) Projeto básico de arquitetura das instalações e</p><p>áreas adjacentes, conforme Portaria 1884/94 do</p><p>Ministério da Saúde ou outra que venha a substituí-</p><p>la, incluindo:</p><p>(i) planta baixa e cortes relevantes apresentando</p><p>o leiaute das salas de raios-x e salas de controle,</p><p>posicionamento dos equipamentos, painel de</p><p>81</p><p>controle, visores, limites de deslocamento do tubo,</p><p>janelas, mesa de exame, "bucky" vertical e mobiliário</p><p>relevante;</p><p>(ii) classificação das áreas do serviço indicando</p><p>os fatores de uso e os fatores de ocupação das</p><p>vizinhanças de cada instalação;</p><p>(iii) descrição técnica das blindagens (portas,</p><p>paredes, piso, teto, etc.) incluindo material utilizado,</p><p>espessura e densidade.</p><p>b) Relação dos equipamentos de raios-x diagnósticos</p><p>(incluindo fabricante, modelo, mA e kVp máximas),</p><p>componentes e acessórios, previstos para as</p><p>instalações.</p><p>c) Relação dos exames a serem praticados, com</p><p>estimativa da carga de trabalho semanal máxima,</p><p>considerando uma previsão de operação de cada</p><p>instalação por, no mínimo, 5 anos.</p><p>d) Planilha de cálculo de blindagem assinada por</p><p>um especialista em física de radiodiagnóstico, ou</p><p>certificação equivalente, reconhecida pelo Ministério</p><p>da Saúde.</p><p>3.7 Ficam dispensadas do item 3.5-a) as instalações</p><p>que dispõem apenas de equipamentos móveis,</p><p>desde que não utilizados como fixos, e os consultórios</p><p>odontológicos com somente equipamentos de</p><p>radiografia intra-oral.</p><p>3.8 O alvará de funcionamento inicial do serviço deve</p><p>ser solicitado instruído dos seguintes documentos:</p><p>a) Requerimento, conforme modelo próprio da</p><p>autoridade sanitária local, assinado pelo responsável</p><p>legal do estabelecimento;</p><p>b) Ficha cadastral devidamente preenchida e</p><p>assinada, conforme apresentado no Anexo B.</p><p>c) Termos de responsabilidade, conforme modelo</p><p>próprio da autoridade sanitária:</p><p>(i) termo de responsabilidade primária, assinado</p><p>pelo responsável legal;</p><p>(ii) termo de responsabilidade técnica, assinado pelo</p><p>responsável técnico (RT) do serviço;</p><p>(iii) termo de proteção radiológica, assinado</p><p>pelo supervisor de proteção radiológica em</p><p>radiodiagnóstico (SPR) do serviço.</p><p>d) Memorial descritivo de proteção radiológica,</p><p>assinado pelo responsável legal do estabelecimento</p><p>e pelo SPR.</p><p>3.9 O memorial descritivo de proteção radiológica</p><p>deve conter, no mínimo:</p><p>a) Descrição do estabelecimento e de suas</p><p>instalações, incluindo:</p><p>(i) identificação do serviço e seu responsável legal;</p><p>(ii) relação dos procedimentos radiológicos</p><p>implementados;</p><p>(iii) descrição detalhada dos equipamentos e</p><p>componentes, incluindo modelo, número de série,</p><p>número de registro no Ministério da Saúde, tipo</p><p>de gerador, ano de fabricação, data da instalação,</p><p>mobilidade e situação operacional;</p><p>(iv) descrição dos sistemas de registro de imagem</p><p>(cassetes, tipos de combinações tela-filme, vídeo,</p><p>sistema digital, etc.);</p><p>(v) descrição da(s) câmara(s) escura(s), incluindo</p><p>sistema de processamento.</p><p>b) Programa de proteção radiológica, incluindo:</p><p>(i) relação nominal de toda a equipe, suas atribuições</p><p>e responsabilidades, com respectiva qualificação e</p><p>carga horária;</p><p>(ii) instruções a serem fornecidas por escrito à</p><p>equipe, visando a execução das atividades em</p><p>condições de segurança;</p><p>(iii) programa de treinamento periódico e atualização</p><p>de toda a equipe;</p><p>(iv) sistema de sinalização, avisos e controle das</p><p>áreas;</p><p>(v) programa de monitoração de área incluindo</p><p>verificação das blindagens e dispositivos de</p><p>segurança;</p><p>(vi) programa de monitoração individual e controle</p><p>de saúde ocupacional;</p><p>(vii) descrição das vestimentas de proteção</p><p>individual, com respectivas quantidades por sala;</p><p>(viii) descrição do sistema de assentamentos;</p><p>(ix) programa de garantia de qualidade, incluindo</p><p>programa de manutenção dos equipamentos de</p><p>raios-x e processadoras;</p><p>(x) procedimentos para os casos de exposições</p><p>acidentais de pacientes, membros da equipe ou</p><p>do público, incluindo sistemática de notificação e</p><p>registro.</p><p>c) Relatórios de aceitação da instalação:</p><p>(i) relatório do teste de aceitação do equipamento de</p><p>raios-x, emitido pelo fornecedor após sua instalação</p><p>com o aceite do titular do estabelecimento;</p><p>(ii) relatório de levantamento radiométrico, emitido</p><p>por especialista em física de radiodiagnóstico</p><p>(ou certificação equivalente), comprovando a</p><p>conformidade com os níveis de restrição de dose</p><p>estabelecidos neste Regulamento;</p><p>(iii) certificado de adequação da blindagem do</p><p>cabeçote emitido pelo fabricante.</p><p>3.10 Validade e renovação</p><p>a) O alvará de funcionamento do serviço tem</p><p>validade de, no máximo, dois anos.</p><p>b) A renovação do alvará de funcionamento do</p><p>serviço deve ser solicitada pelo titular instruída de:</p><p>(i) requerimento e termos de responsabilidade,</p><p>conforme modelos próprios da autoridade sanitária;</p><p>82</p><p>(ii) relatório do programa de garantia de qualidade,</p><p>assinado por um especialista em física de</p><p>radiodiagnóstico, ou certificação equivalente,</p><p>reconhecida pelo Ministério da Saúde;</p><p>(iii) documento de atualização do memorial descritivo</p><p>de proteção radiológica, caso tenham ocorrido</p><p>alterações não notificadas no período.</p><p>3.11 A concessão e renovação de alvará de</p><p>funcionamento do serviço está condicionada à</p><p>aprovação dos documentos apresentados e à</p><p>comprovação do cumprimento dos requisitos</p><p>técnicos especificados neste Regulamento,</p><p>mediante inspeção sanitária.</p><p>3.12 Quaisquer modificações a serem introduzidas</p><p>nas dependências do serviço ou nos equipamentos</p><p>de raios-x devem ser notificadas previamente à</p><p>autoridade sanitária local para fins de aprovação,</p><p>instruídas dos documentos relevantes do processo</p><p>de aprovação de projeto.</p><p>3.13 Um novo relatório de levantamento radiométrico</p><p>deve ser providenciado:</p><p>a) Após a realização das modificações autorizadas.</p><p>b) Quando ocorrer mudança na carga de trabalho</p><p>semanal ou na característica ou ocupação das</p><p>áreas circunvizinhas.</p><p>c) Quando decorrer 4 anos desde a realização do</p><p>último levantamento.</p><p>3.14 O alvará de funcionamento, contendo</p><p>identificação dos equipamentos, deve ser afixado</p><p>em lugar visível ao público no estabelecimento</p><p>3.15 Todo serviço deve manter uma cópia do projeto</p><p>básico de arquitetura de cada instalação (nova ou</p><p>modificada), conforme especificado no item 3.6-a),</p><p>disponível à autoridade sanitária local, inclusive nos</p><p>consultórios odontológicos e nas instalações com</p><p>equipamentos móveis, dispensados do processo de</p><p>aprovação de projeto.</p><p>3.16 A desativação de equipamento de raios-x deve</p><p>ser comunicada à autoridade sanitária, por escrito,</p><p>com solicitação de baixa de responsabilidade e</p><p>notificação sobre o destino dado ao equipamento.</p><p>3.17 A desativação de um serviço de</p><p>radiodiagnóstico deve ser notificada à autoridade</p><p>sanitária local informando o destino e a guarda dos</p><p>arquivos e assentamentos, inclusive dos históricos</p><p>ocupacionais, conforme especificado neste</p><p>Regulamento.</p><p>REQUISITOS DE ORGANIZAÇÃO</p><p>3.18 Os serviços de radiodiagnóstico devem</p><p>implementar uma estrutura organizacional de modo</p><p>a facilitar o desenvolvimento de uma cultura de</p><p>segurança que se traduza em:</p><p>a) Adoção de uma atitude de prevenção e de</p><p>aprimoramento constantes em proteção radiológica,</p><p>como parte integrante das funções diárias de cada</p><p>membro da equipe.</p><p>b) Definição clara das linhas hierárquicas para a</p><p>tomada de decisões no âmbito do estabelecimento,</p><p>e as responsabilidades de cada indivíduo.</p><p>c) Estabelecimento de um conjunto de regras e</p><p>procedimentos, tendo a proteção radiológica como</p><p>tema prioritário, incluindo a pronta identificação</p><p>e correção dos problemas, de acordo com sua</p><p>relevância.</p><p>3.19 Em cada serviço de radiodiagnóstico deve ser</p><p>nomeado um membro da equipe para responder</p><p>pelas ações relativas ao programa de proteção</p><p>radiológica, denominado supervisor de proteção</p><p>radiológica de radiodiagnóstico (SPR).</p><p>a) O SPR deve estar adequadamente capacitado</p><p>para cumprir as responsabilidades que lhe</p><p>competem e possuir certificação de qualificação</p><p>conforme especificado neste Regulamento.</p><p>b) O SPR pode assessorar-se de consultores</p><p>externos, conforme a necessidade e o porte do</p><p>serviço. As atividades exercidas pelos assessores</p><p>externos devem estar discriminadas no memorial</p><p>descritivo de proteção radiológica.</p><p>3.20 Para cada setor de radiologia diagnóstica ou</p><p>intervencionista desenvolvida no estabelecimento, o</p><p>titular deve designar um médico, ou um odontólogo,</p><p>em se tratando de radiologia odontológica, para</p><p>responder pelos procedimentos radiológicos no</p><p>âmbito do serviço, denominado responsável técnico</p><p>(RT).</p><p>a) O RT deve estar adequadamente capacitado para</p><p>as responsabilidades que lhe competem e possuir</p><p>certificação de qualificação, conforme especificado</p><p>neste Regulamento.</p><p>b) O RT pode responsabilizar-se por, no máximo,</p><p>dois serviços, desde que haja compatibilidade</p><p>operacional de horários.</p><p>c) Cada RT pode ter até dois substitutos para os</p><p>casos de seu impedimento ou ausência.</p><p>d) O titular do serviço que é também RT deve</p><p>assumir as responsabilidades de ambos.</p><p>3.21 É permitido ao RT assumir também as funções</p><p>de SPR desde que seja possível a compatibilidade</p><p>entre as funções e não</p><p>haja prejuízo em seu desempenho.</p><p>3.22 Em estabelecimentos hospitalares deve haver</p><p>um comitê de proteção radiológica integrando por,</p><p>no mínimo, o SPR, um representante da direção do</p><p>hospital e um médico especialista de cada um das</p><p>unidades que fazem uso das radiações ionizantes,</p><p>de modo a:</p><p>83</p><p>a) Revisar sistematicamente o programa de proteção</p><p>radiológica para garantir que os equipamentos</p><p>sejam utilizados e os procedimentos executados</p><p>observando-se os regulamentos vigentes de</p><p>proteção radiológica.</p><p>b) Recomendar as medidas cabíveis para garantir</p><p>o uso seguro dos equipamentos emissores de</p><p>radiação existentes na instituição.</p><p>RESPONSABILIDADES BÁSICAS</p><p>3.23 Os empregadores e titulares dos serviços são</p><p>os responsáveis principais pela aplicação deste</p><p>Regulamento.</p><p>3.24 Constitui obrigação dos responsáveis principais</p><p>tomar todas as providências necessárias relativas</p><p>ao licenciamento dos seus serviços.</p><p>3.25 Compete aos titulares e empregadores, no</p><p>âmbito do seu estabelecimento, a responsabilidade</p><p>principal pela segurança e proteção dos pacientes,</p><p>da equipe e do público em geral, devendo assegurar</p><p>os recursos materiais e humanos e a implementação</p><p>das medidas necessárias para garantir o</p><p>cumprimento dos requisitos deste Regulamento.</p><p>Para tanto, os titulares e empregadores devem:</p><p>a) Assegurar que estejam disponíveis os profissionais</p><p>necessários em número e com qualificação para</p><p>conduzir os procedimentos radiológicos, bem como</p><p>a necessária competência em matéria de proteção</p><p>radiológica.</p><p>b) Incumbir aos médicos do estabelecimento (ou</p><p>odontólogos, no caso de radiologia odontológica) a</p><p>tarefa e obrigação primária de garantir a proteção</p><p>global do paciente na requisição e na realização do</p><p>procedimento radiológico.</p><p>c) Nomear um membro qualificado da equipe para</p><p>responder pelas ações relativas ao programa de</p><p>proteção radiológica do serviço, com autoridade e</p><p>responsabilidades definidas (SPR).</p><p>d) Nomear um médico da equipe (ou odontólogo,</p><p>em radiologia odontológica) para responder pelos</p><p>procedimentos radiológicos, levando em conta</p><p>os princípios e requisitos de proteção radiológica</p><p>estabelecidos neste Regulamento, com autoridade</p><p>e responsabilidades definidas (RT).</p><p>e) Tomar todas as medidas necessárias para</p><p>evitar falhas e erros, incluindo a implementação de</p><p>procedimentos adequados de calibração, controle</p><p>de qualidade e operação dos equipamentos de</p><p>raios-x.</p><p>f) Garantir os recursos necessários para o</p><p>treinamento apropriado e atualização periódica da</p><p>equipe sobre técnicas e procedimentos radiológicos,</p><p>incluindo aspectos de proteção radiológica.</p><p>g) Assessorar-se de um especialista de física de</p><p>radiodiagnóstico na execução das medidas de</p><p>proteção radiológica no âmbito do serviço, incluindo</p><p>controle de qualidade.</p><p>h) Assegurar que nenhum paciente seja submetido</p><p>a uma exposição médica sem que seja solicitada por</p><p>um médico, ou odontólogo, no caso de radiologia</p><p>odontológica.</p><p>i) Zelar para que as exposições médicas de pacientes</p><p>sejam as mínimas necessárias para atingir o objetivo</p><p>radiológico pretendido e que sejam consideradas</p><p>as informações relevantes de exames prévios que</p><p>possam evitar exames adicionais desnecessários.</p><p>j) Zelar para que cada profissional tome todas as</p><p>medidas necessárias para restringir as exposições</p><p>ocupacionais e exposições do público a valores tão</p><p>baixos quanto razoavelmente exeqüíveis, limitados</p><p>conforme especificado neste Regulamento.</p><p>k)Assegurar que a exposição voluntária de</p><p>acompanhante, ao ajudar um paciente durante um</p><p>procedimento radiológico, seja otimizada de modo</p><p>que sua dose seja tão baixa quanto razoavelmente</p><p>exeqüível, considerando o nível de restrição de dose</p><p>estabelecido neste Regulamento.</p><p>l) Prover monitoração individual e o controle de</p><p>saúde do pessoal ocupacionalmente exposto,</p><p>conforme descrito neste Regulamento.</p><p>m) Prover as vestimentas de proteção individual para</p><p>a proteção dos pacientes, da equipe e de eventuais</p><p>acompanhantes.</p><p>n) Manter as instalações e seus equipamentos de</p><p>raios-x nas condições exigidas neste Regulamento,</p><p>devendo prover serviço adequado de manutenção</p><p>periódica.</p><p>o) Assegurar que todos os procedimentos</p><p>operacionais estejam escritos, atualizados e</p><p>disponíveis à equipe.</p><p>p) Garantir que seja fornecida à equipe, por escrito,</p><p>informação adequada sobre os riscos decorrentes</p><p>das exposições médicas e das exposições</p><p>ocupacionais.</p><p>q) A responsabilidade de obter os históricos de</p><p>exposições ocupacionais prévias, como pré-requisito</p><p>para contratação ou engajamento de pessoal.</p><p>r) Manter um exemplar deste Regulamento</p><p>em cada serviço de radiodiagnóstico sob sua</p><p>responsabilidade e assegurar que cada membro da</p><p>equipe tenha acesso ao mesmo.</p><p>s) Estabelecer, e assegurar que sejam entendidas,</p><p>as funções e responsabilidades de cada profissional,</p><p>assim como linhas claras de autoridade para tomada</p><p>de decisão no âmbito do estabelecimento.</p><p>3.26 Compete ao SPR assessorar o titular nos</p><p>assuntos relativos à proteção radiológica, com</p><p>84</p><p>autoridade para interromperoperações inseguras,</p><p>devendo:</p><p>a) Elaborar e manter atualizado o memorial descritivo</p><p>de proteção radiológica.</p><p>b) Verificar se as instalações estão de acordo com</p><p>todos os requisitos deste Regulamento.</p><p>c) Certificar a segurança das instalações durante o</p><p>planejamento, construção e/ou modificação.</p><p>d) Estabelecer, em conjunto com o RT, os</p><p>procedimentos seguros de operação dos</p><p>equipamentos e assegurar que os operadores</p><p>estejam instruídos sobre os mesmos.</p><p>e) Realizar monitoração de área, periodicamente,</p><p>e manter os assentamentos dos dados obtidos,</p><p>incluindo informações sobre ações corretivas.</p><p>f) Implementar o programa de garantia da qualidade</p><p>e manter os assentamentos dos dados obtidos,</p><p>incluindo informações sobre ações corretivas.</p><p>g) Manter os assentamentos de monitoração</p><p>individual e informar mensalmente, ao pessoal</p><p>monitorado, os valores das doses registradas.</p><p>h) Revisar e atualizar periodicamente os</p><p>procedimentos operacionais de modo a garantir a</p><p>otimização da proteção radiológica.</p><p>i) Investigar cada caso conhecido ou suspeito de</p><p>exposição elevada para determinar suas causas e</p><p>para que sejam tomadas as medidas necessárias</p><p>para prevenir a ocorrência de eventos similares.</p><p>j) Coordenar o programa de treinamento periódico</p><p>da equipe sobre os aspectos de proteção radiológica</p><p>e garantia de qualidade.</p><p>k) Informar ao titular todos os dados relevantes</p><p>obtidos nos programas de proteção radiológica e</p><p>garantia de qualidade, para subsidiar o mesmo no</p><p>exercício de suas responsabilidades.</p><p>l) Redigir e distribuir instruções e avisos sobre</p><p>proteção radiológica aos pacientes e profissionais</p><p>envolvidos, visando à execução das atividades de</p><p>acordo com os princípios e requisitos estabelecidos</p><p>neste Regulamento.</p><p>3.27 Compete ao RT responsabilizar-se pelos</p><p>procedimentos radiológicos a que são submetidos</p><p>os pacientes, levando em conta os princípios e</p><p>requisitos de proteção radiológica estabelecidos</p><p>neste Regulamento, devendo:</p><p>a) Assegurar que nos procedimentos radiológicos</p><p>sejam utilizados as técnicas e os equipamentos</p><p>adequados.</p><p>b) Zelar</p><p>para que as exposições de pacientes sejam</p><p>as mínimas necessárias para atingir o objetivo do</p><p>procedimento radiológico requisitado, levando</p><p>em conta os padrões aceitáveis de qualidade de</p><p>imagem e as restrições conferidas pelos níveis de</p><p>referência de radiodiagnóstico estabelecidos neste</p><p>Regulamento.</p><p>c) Elaborar e revisar as tabelas de exposição</p><p>(técnicas de exames) para cada equipamento de</p><p>raios-x do serviço, com o apoio do SPR.</p><p>d) Orientar e supervisionar as atividades da equipe</p><p>no que se refere às técnicas e procedimentos</p><p>radiológicos.</p><p>e) Assegurar que sejam feitos os assentamentos</p><p>dos procedimentos radiológicos, requeridos neste</p><p>Regulamento.</p><p>f) Apoiar o SPR nos programas de garantia de</p><p>qualidade da imagem e otimização da proteção</p><p>radiológica.</p><p>3.28 Compete aos técnicos e auxiliares:</p><p>a) Executar suas atividades em conformidade</p><p>com as exigências deste Regulamento e com as</p><p>instruções do RT e do SPR.</p><p>b) Realizar apenas exposições médicas autorizadas</p><p>por um médico do serviço, ou odontólogo, em se</p><p>tratando de radiologia odontológica.</p><p>c) Atuar no programa de garantia de qualidade, nas</p><p>avaliações de doses em pacientes e nas avaliações</p><p>do índice de rejeição de radiografias, segundo</p><p>instruções do SPR.</p><p>d) Assentar os procedimentos radiográficos</p><p>realizados.</p><p>e) Manter assentamento, em livro próprio, de</p><p>qualquer ocorrência relevante sobre condições de</p><p>operação e de segurança de equipamentos, das</p><p>manutenções e dos reparos.</p><p>3.29 Compete a cada membro da equipe:</p><p>a) Estar ciente do conteúdo deste Regulamento, dos</p><p>riscos associados ao seu trabalho, dos procedimentos</p><p>operacionais e de emergência relacionados ao seu</p><p>trabalho, e de suas responsabilidades na proteção</p><p>dos pacientes, de si mesmo e de outros.</p><p>b) Informar imediatamente ao SPR qualquer evento</p><p>que possa resultar em alterações nos níveis de dose</p><p>ou em aumento do risco de ocorrência de acidentes,</p><p>assim como qualquer outra circunstância que possa</p><p>afetar a conformidade com este Regulamento.</p><p>c) Submeter-se aos treinamentos de atualização</p><p>regularmente oferecidos.</p><p>d) Fornecer ao titular informações relevantes sobre</p><p>suas atividades profissionais atuais e anteriores, de</p><p>modo a permitir um controle ocupacional adequado.</p><p>e) Utilizar o dosímetro individual e vestimentas de</p><p>proteção individual, conforme os requisitos deste</p><p>Regulamento e as instruções do SPR.</p><p>f) Notificar ao titular sua gravidez, confirmada</p><p>ou suspeita, de modo a possibilitar os passos</p><p>necessários para garantir a observação do limite</p><p>85</p><p>de dose estabelecido para o período restante da</p><p>gestação.</p><p>g) Notificar à autoridade sanitária condições</p><p>inseguras de trabalho.</p><p>h) Evitar a realização de exposições médicas</p><p>desnecessárias.</p><p>3.30 É responsabilidade do médico ou odontólogo,</p><p>no caso de radiologia odontológica, que prescreve</p><p>ou solicita um procedimento radiológico estar ciente</p><p>dos riscos das radiações ionizantes, do princípio</p><p>de justificação, das proibições, das limitações e</p><p>vantagens da prática radiológica comparada com</p><p>técnicas alternativas.</p><p>3.31 Os responsáveis legais das empresas</p><p>prestadoras de serviço de manutenção e/ou</p><p>assistência técnica de equipamentos de raios-x</p><p>diagnósticos devem:</p><p>a) Providenciar o licenciamento de sua empresa</p><p>junto à autoridade sanitária local.</p><p>b) Assegurar que sua equipe técnica esteja treinada</p><p>e ciente dos requisitos de desempenho e de</p><p>segurança dos equipamentos, especificados neste</p><p>Regulamento.</p><p>c) Atender aos requisitos de controle ocupacional</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL</p><p>3.32 Nenhum indivíduo pode administrar,</p><p>intencionalmente, radiações ionizantes em seres</p><p>humanos a menos que:</p><p>a) Tal indivíduo seja um médico ou odontólogo</p><p>qualificado para a prática, ou que seja um técnico,</p><p>enfermeiro ou outro profissional de saúde treinado</p><p>e que esteja sob a supervisão de um médico ou</p><p>odontólogo.</p><p>b) Possua certificação de qualificação que inclua</p><p>os aspectos proteção radiológica, exceto para</p><p>indivíduos que estejam realizando treinamentos</p><p>autorizados.</p><p>3.33 Para responder pela solicitação ou prescrição</p><p>de um procedimento radiológico é necessário</p><p>possuir formação em medicina ou odontologia, no</p><p>caso de radiologia odontológica.</p><p>3.34 Para responder pela função de RT é necessário</p><p>possuir:</p><p>a) Formação em medicina, ou odontologia, no caso</p><p>de radiologia odontológica.</p><p>b) Certificação de qualificação para a prática,</p><p>emitida por órgão de reconhecida competência ou</p><p>colegiados profissionais, cujo sistema de certificação</p><p>avalie também o conhecimento necessário em física</p><p>de radiodiagnóstico, incluindo proteção radiológica,</p><p>e esteja homologado no Ministério da Saúde para</p><p>tal fim.</p><p>3.35 Para desempenhar as funções de SPR no</p><p>serviço é necessário atender a um dos seguintes</p><p>requisitos:</p><p>a) Possuir certificação de especialista de física de</p><p>radiodiagnóstico, emitida por órgão de reconhecida</p><p>competência ou colegiados profissionais cujo</p><p>sistema de certificação avalie o conhecimento</p><p>necessário em física de radiodiagnóstico, incluindo</p><p>metrologia das radiações ionizantes e proteção</p><p>radiológica, e esteja homologado no Ministério da</p><p>Saúde para tal fim, ou</p><p>b) Possuir a mesma certificação de qualificação</p><p>exigida para o RT do serviço.</p><p>3.36 Para desempenhar as atividades de técnico de</p><p>raios-x diagnósticos é necessário:</p><p>a) Possuir formação de técnico em radiologia na</p><p>área específica de radiodiagnóstico.</p><p>b) Comprovar conhecimento e experiência em</p><p>técnicas radiográficas em medicina, considerando</p><p>os princípios e requisitos de proteção radiológica</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>3.37 Qualquer indivíduo em treinamento em técnicas</p><p>e procedimentos radiológicos somente pode realizar</p><p>exposições médicas sob a direta supervisão de um</p><p>profissional qualificado e sob a responsabilidade do</p><p>RT.</p><p>TREINAMENTOS PERIÓDICOS</p><p>3.38 Os titulares devem implementar um programa</p><p>de treinamento anual, integrante do programa de</p><p>proteção radiológica, contemplando, pelo menos,</p><p>os seguintes tópicos:</p><p>a) Procedimentos de operação dos equipamentos,</p><p>incluindo uso das tabelas de exposição e</p><p>procedimentos em caso de acidentes.</p><p>b) Uso de vestimenta de proteção individual para</p><p>pacientes, equipe e eventuais acompanhantes.</p><p>c) Procedimentos para minimizar as exposições</p><p>médicas e ocupacionais.</p><p>d) Uso de dosímetros individuais.</p><p>e) Processamento radiográfico.</p><p>f) Dispositivos legais.</p><p>CONTROLE DE ÁREAS DO SERVIÇO</p><p>3.39 Os ambientes do serviço devem ser delimitados</p><p>e classificados em áreas livres ou em áreas</p><p>controladas, segundo as</p><p>características das atividades desenvolvidas em</p><p>cada ambiente.</p><p>3.40 Nos ambientes classificados como áreas</p><p>controladas, devem ser tomadas medidas</p><p>específicas de proteção e segurança para controlar</p><p>as exposições normais e prevenir ou limitar a</p><p>extensão de exposições potenciais.</p><p>3.41 As salas onde se realizam os procedimentos</p><p>86</p><p>radiológicos e a sala de comando devem ser</p><p>classificadas como áreas controladas e:</p><p>a) Possuir barreiras físicas com blindagem</p><p>suficiente para garantir a manutenção de níveis de</p><p>dose tão baixos quanto razoavelmente exeqüíveis,</p><p>não ultrapassando os níveis de restrição de dose</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>b) Dispor de restrição de acesso e de sinalização</p><p>adequada, conforme especificado neste</p><p>Regulamento.</p><p>c) Ser exclusivas aos profissionais necessários à</p><p>realização do procedimento radiológico e ao paciente</p><p>submetido ao procedimento. Excepcionalmente,</p><p>é permitida a participação de acompanhantes,</p><p>condicionada aos requisitos apresentados neste</p><p>Regulamento.</p><p>3.42 Em instalações de radiodiagnóstico, toda</p><p>circunvizinhança da área controlada deve ser</p><p>classificada como área livre, sob o aspecto de</p><p>proteção radiológica.</p><p>3.43 Um programa de monitoração de área deve ser</p><p>implantado para comprovar os níveis mínimos de</p><p>radiação, incluindo verificação de blindagem e dos</p><p>dispositivos de segurança.</p><p>3.44 A grandeza operacional que deve ser usada</p><p>para verificar a conformidade com os níveis de</p><p>restrição de dose em monitoração de área é o</p><p>equivalente de dose ambiente, H*(d).</p><p>3.45 Para</p><p>fins de planejamento de barreiras físicas</p><p>de uma instalação e para verificação de adequação</p><p>dos níveis de radiação em levantamentos</p><p>radiométricos, os seguintes níveis de equivalente de</p><p>dose ambiente devem ser adotados como restrição</p><p>de dose:</p><p>a) 5 mSv/ano em áreas controladas,</p><p>b) 0,5 mSv/ano em áreas livres.</p><p>CONTROLE OCUPACIONAL</p><p>3.46 Compensações ou privilégios especiais para os</p><p>indivíduos ocupacionalmente expostos não devem,</p><p>em hipótese alguma, substituir a observância das</p><p>medidas de proteção e segurança estabelecidas</p><p>neste Regulamento.</p><p>3.47 Monitoração individual</p><p>a) Os titulares devem estabelecer um programa</p><p>rotineiro de monitoração individual de modo a:</p><p>(i) obter uma estimativa da dose efetiva e/ou da dose</p><p>equivalente no cristalino e extremidades, compatível</p><p>com a atividade exercida, de modo a demonstrar</p><p>conformidade com os requisitos administrativos e</p><p>operacionais estabelecidos pelo serviço e com as</p><p>exigências estabelecidas por este Regulamento;</p><p>(ii) contribuir para o controle e melhoria da operação</p><p>da instalação;</p><p>(iii) em caso de exposição acidental envolvendo</p><p>altas doses, fornecer informações para investigação</p><p>e suporte para acompanhamento médico e</p><p>tratamento.</p><p>b) Todo indivíduo que trabalha com raios-x</p><p>diagnósticos deve usar, durante sua jornada</p><p>de trabalho e enquanto permanecer em área</p><p>controlada, dosímetro individual de leitura indireta,</p><p>trocado mensalmente.</p><p>c) A obrigatoriedade do uso de dosímetro individual</p><p>pode ser dispensada, a critério da autoridade</p><p>sanitária local e mediante ato normativo, para os</p><p>serviços odontológicos com equipamento periapical</p><p>e carga de trabalho máxima inferior a 4 mA min /</p><p>semana.</p><p>d) Os dosímetros individuais destinados a estimar</p><p>a dose efetiva devem ser utilizados na região mais</p><p>exposta do tronco.</p><p>e) Durante a utilização de avental plumbífero, o</p><p>dosímetro individual deve ser colocado sobre o</p><p>avental, aplicando-se um fator de correção de 1/10</p><p>para estimar a dose efetiva. Em casos em que</p><p>as extremidades possam estar sujeitas a doses</p><p>significativamente altas, deve-se fazer uso adicional</p><p>de dosímetro de extremidade.</p><p>f) O dosímetro individual é de uso exclusivo do</p><p>usuário do dosímetro no serviço para o qual foi</p><p>designado.</p><p>g) Durante a ausência do usuário, os dosímetros</p><p>individuais devem ser mantidos em local seguro,</p><p>com temperatura amena, umidade baixa e afastados</p><p>de fontes de radiação ionizante, junto ao dosímetro</p><p>padrão, sob a supervisão do SPR.</p><p>h) Se houver suspeita de exposição acidental, o</p><p>dosímetro individual deve ser enviado para leitura</p><p>em caráter de urgência.</p><p>i) Os titulares devem providenciar a investigação</p><p>dos casos de doses efetivas mensais superiores a</p><p>1,5 mSv. Os resultados da investigação devem ser</p><p>assentados.</p><p>(i) os titulares devem comunicar à autoridade</p><p>sanitária local os resultados mensais acima de 3/10</p><p>do limite anual, juntamente com um relatório das</p><p>providências que foram tomadas.</p><p>(ii) quando os valores mensais relatados de dose</p><p>efetiva forem superiores a 100 mSv, os titulares</p><p>devem providenciar uma investigação especial</p><p>e, havendo uma provável exposição do usuário</p><p>do dosímetro, devem submeter o usuário a uma</p><p>avaliação de dosimetria citogenética.</p><p>j) No caso de indivíduos que trabalham em mais</p><p>de um serviço, os titulares de cada serviço devem</p><p>tomar as medidas necessárias de modo a garantir</p><p>87</p><p>que a soma das exposições ocupacionais de cada</p><p>indivíduo não ultrapasse os limites estabelecidos</p><p>neste Regulamento. Pode-se adotar, entre outras</p><p>medidas:</p><p>(i) guias operacionais individuais, considerando</p><p>a fração das jornadas de trabalho em cada</p><p>estabelecimento, ou</p><p>(ii) acerto de cooperação entre os titulares de modo</p><p>a fornecer/ obter os resultados de monitoração em</p><p>cada serviço.</p><p>k) Os dosímetros individuais devem ser obtidos</p><p>apenas em laboratórios de monitoração individual</p><p>credenciados pela CNEN.</p><p>l) A grandeza operacional para verificar a</p><p>conformidade com os limites de dose em</p><p>monitoração individual externa é o equivalente de</p><p>dose pessoal, Hp(d).</p><p>3.48 Controle de saúde</p><p>a) Todo indivíduo ocupacionalmente exposto deve</p><p>estar submetido a um programa de controle de</p><p>saúde baseado nos princípios gerais de saúde</p><p>ocupacional.</p><p>b) Exames periódicos de saúde não podem ser</p><p>utilizados para substituir ou complementar o</p><p>programa de monitoração individual.</p><p>c) Ocorrendo exposição acidental com dose</p><p>equivalente acima do limiar para efeitos</p><p>determinísticos, o titular deve encaminhar o indivíduo</p><p>para acompanhamento médico e, se necessário,</p><p>com o aconselhamento de um médicoespecialista</p><p>com experiência ou conhecimento específico</p><p>sobre as conseqüências e tratamentos de efeitos</p><p>determinísticos da radiação.</p><p>RESTRIÇÕES DE DOSE EM EXPOSIÇÕES</p><p>MÉDICAS</p><p>3.49 Exposição médica de pacientes</p><p>a) Os exames de radiodiagnóstico devem ser</p><p>realizados de modo a considerar os níveis de</p><p>referência de radiodiagnóstico apresentados no</p><p>Anexo A deste Regulamento.</p><p>b) Os níveis de referência de radiodiagnóstico</p><p>devem ser utilizados de modo a permitir a revisão</p><p>e adequação dos procedimentos e técnicas quando</p><p>as doses excederem os valores especificados</p><p>(como parte do programa de otimização)</p><p>c) Os níveis de referência apresentados neste</p><p>Regulamento foram obtidos apenas para paciente</p><p>adulto típico.</p><p>3.50 Exposição de acompanhantes</p><p>a) A presença de acompanhantes durante os</p><p>procedimentos radiológicos somente é permitida</p><p>quando sua participação for imprescindível para</p><p>conter, confortar ou ajudar pacientes.</p><p>(i) esta atividade deve ser exercida apenas em</p><p>caráter voluntário e fora do contexto da atividade</p><p>profissional do acompanhante;</p><p>(ii) é proibido a um mesmo indivíduo desenvolver</p><p>regularmente esta atividade;</p><p>(iii) durante as exposições, é obrigatória, aos</p><p>acompanhantes, a utilização de vestimenta de</p><p>proteção individual compatível com o tipo de</p><p>procedimento radiológico e que possua, pelo menos,</p><p>o equivalente a 0,25 mm de chumbo;</p><p>b) O conceito de limite de dose não se aplica para</p><p>estes acompanhantes; entretanto, as exposições a</p><p>que forem submetidos devem ser otimizadas com a</p><p>condição de que a dose efetiva não exceda 5 mSv</p><p>durante o procedimento.</p><p>ASSENTAMENTOS</p><p>3.51 O responsável legal pelo serviço deve</p><p>manter um sistema de assentamento de dados,</p><p>conforme discriminado neste Regulamento, sobre</p><p>os procedimentos radiológicos realizados, sistema</p><p>de garantia da qualidade, controle ocupacional</p><p>implantado e treinamentos realizados.</p><p>a) Cada procedimento radiológico deve ser</p><p>assentado, constando de:</p><p>(i) data do exame, nome e endereço completo do</p><p>paciente, sexo, idade, indicação do exame, tipo</p><p>de procedimento radiológico realizado, quantidade</p><p>de filmes utilizados e, quando aplicável, tempo de</p><p>fluoroscopia, número de cortes de CT e intervalo</p><p>dos cortes;</p><p>(ii) peso e técnica radiológica (kVp, mAs, distância</p><p>fonte-receptor de imagem, tela-filme), quando</p><p>justificável.</p><p>(iii) não é necessário um sistema de registro</p><p>em separado quando for possível recuperar a</p><p>informação requerida com referência a outros</p><p>registros do serviço.</p><p>b) No assentamento de garantia de qualidade devem</p><p>constar os dados relativos ao controle de qualidade</p><p>implantado no serviço e conter, no mínimo, os</p><p>resultados dos testes descritos neste Regulamento.</p><p>c) Os assentamentos de levantamentos</p><p>radiométricos devem incluir:</p><p>(i) croquis da instalação e vizinhanças, com o leiaute</p><p>apresentando o equipamento de raios-x e o painel</p><p>de controle, indicando a natureza e a ocupação das</p><p>salas adjacentes;</p><p>(ii) identificação do equipamento de raios-x</p><p>(fabricante, modelo, numero de série);</p><p>(iii) descrição da instrumentação utilizada e da</p><p>calibração;</p><p>(iv) descrição dos fatores de operação utilizados no</p><p>levantamento (mA, tempo, kVp, direção do feixe,</p><p>88</p><p>tamanho de campo, fantoma, entre outros);</p><p>(v) carga de trabalho máxima estimada e os fatores</p><p>de uso relativos às direções do feixe primário;</p><p>(vi) leituras realizadas em pontos dentro e fora da</p><p>área controlada, considerando as localizações dos</p><p>receptores de imagem. As barreiras primárias devem</p><p>ser avaliadas</p><p>sem fantoma. Os pontos devem estar</p><p>assinalados no croquis;</p><p>(vii) estimativa dos equivalentes de dose ambiente</p><p>semanais (ou anuais) nos pontos de medida,</p><p>considerando os fatores de uso (U), de ocupação</p><p>(T) e carga de trabalho (W) aplicáveis;</p><p>(viii) conclusões e recomendações aplicáveis;</p><p>(ix) data, nome, qualificação e assinatura do</p><p>responsável pelo levantamento radiométrico.</p><p>d) Assentamento de controle ocupacional (histórico</p><p>ocupacional)</p><p>(i) os dados relativos ao controle ocupacional</p><p>devem ser assentados para cada indivíduo</p><p>ocupacionalmente exposto, incluindo a natureza do</p><p>trabalho que executa, treinamentos de atualização</p><p>realizados, todos os resultados dosimétricos mensais</p><p>contabilizados anualmente (ano calendário) e todas</p><p>as ocorrências relativas à monitoração individual,</p><p>desde o início da monitoração no estabelecimento;</p><p>(ii) o nível de registro estabelecido para monitoração</p><p>mensal do tronco é de 0,10 mSv.</p><p>(iii) as doses anuais (ano calendário) devem ser</p><p>computadas considerando os valores abaixo do</p><p>nível de registro como iguais a zero e as doses</p><p>mensais desconhecidas ou extraviadas iguais ao</p><p>valor médio das doses assentadas no ano;</p><p>(iv) cópias dos dados de controle ocupacional devem</p><p>ser fornecidas ao empregado no ato da demissão;</p><p>e) No assentamento dos treinamentos realizados</p><p>devem constar os dados relativos ao programa,</p><p>tais como, carga horária, conteúdo, período e</p><p>identificação dos participantes.</p><p>f) Todos os dados assentados devem ser mantidos</p><p>atualizados e apresentados à autoridade sanitária</p><p>sempre que solicitado.</p><p>g) O titular deve zelar pela integridade dos</p><p>assentamentos por 5 anos, exceto dos dados de</p><p>monitoração individual que devem ser armazenados</p><p>por um período mínimo de 30 anos após o término</p><p>da atividade com radiação, exercida pelo indivíduo</p><p>monitorado. Podem ser utilizados meios adequados</p><p>de armazenamento digital.</p><p>CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS</p><p>EQUIPAMENTOS</p><p>3.52 Todo equipamento de raios-x diagnósticos</p><p>importado ou fabricado no País deve estar de</p><p>acordo com os padrões nacionais, com os padrões</p><p>internacionais que o Brasil tenha acordado, além</p><p>dos requisitos estabelecidos neste Regulamento.</p><p>a) Todo equipamento de raios-x diagnósticos deve</p><p>ser projetado e construído visando garantir que:</p><p>(i) seja facilitada a execução de exposições médicas</p><p>a níveis tão baixos quanto racionalmente exeqüíveis,</p><p>consistente com a obtenção da informação</p><p>diagnóstica necessária;</p><p>(ii) eventuais falhas em um único componente do</p><p>sistema possam ser imediatamente detectadas, para</p><p>prevenir exposições não planejadas de pacientes e</p><p>operadores;</p><p>(iii) seja mínima a probabilidade de ocorrência</p><p>de erro humano como causa de exposições não</p><p>planejadas.</p><p>b) O equipamento de raios-x deve possuir:</p><p>(i) documentação fornecida pelo fabricante</p><p>relativa às características técnicas, especificações</p><p>de desempenho, instruções de operação, de</p><p>manutenção e de proteção radiológica, com</p><p>tradução para a língua portuguesa, quando se tratar</p><p>de equipamento importado;</p><p>(ii) certificação da blindagem do cabeçote quanto à</p><p>radiação de fuga.</p><p>c) Componentes tais como gerador, tubo, cabeçote,</p><p>mesa e sistema de colimação devem possuir</p><p>identificação própria (marca, tipo, número de</p><p>série), mediante etiqueta fixada em lugar visível, e</p><p>documentação conforme item anterior.</p><p>d) A terminologia e os valores dos parâmetros de</p><p>operação devem estar exibidos no painel de controle</p><p>do equipamento em linguagem ou simbologia</p><p>internacionalmente aceita, compreensível para o</p><p>usuário.</p><p>e) Os parâmetros operacionais, tais como tensão do</p><p>tubo, filtração inerente e adicional, posição do ponto</p><p>focal, distância fonte-receptor de imagem, tamanho</p><p>de campo (para equipamento distância fonte-</p><p>receptor de imagem constante), tempo e corrente</p><p>do tubo ou seu produto devem estar claramente</p><p>indicados no equipamento.</p><p>f) A emissão de raios-x, enquanto durar a exposição</p><p>radiográfica, deve ser indicada por um sinal sonoro</p><p>e luminoso localizado no painel de controle do</p><p>aparelho.</p><p>g) As taxas de kerma no ar fora da região de exame,</p><p>devido à radiação de fuga ou espalhamento,</p><p>devem ser mantidas em níveis tão baixos quanto</p><p>racionalmente exeqüíveis, levando-se em conta as</p><p>restrições apresentadas neste Regulamento.</p><p>h) Os equipamentos radiográficos devem ser</p><p>providos de dispositivo que corte automaticamente</p><p>a irradiação ao final do tempo, dose, ou produto</p><p>89</p><p>corrente-tempo selecionados.</p><p>i) O botão disparador deve ser do tipo que permita</p><p>interromper a exposição a qualquer momento dentro</p><p>do intervalo selecionado de exposição, observando-</p><p>se ainda os seguintes requisitos:</p><p>(i) a emissão do feixe de raios-x deve ocorrer</p><p>somente enquanto durar a pressão intencional</p><p>sobre o botão disparador, exceto em CT;</p><p>(ii) para repetir a exposição, deve ser necessário</p><p>aliviar a pressão sobre o botão e pressioná-</p><p>lo novamente, salvo em casos de seriografia</p><p>automática;</p><p>(iii) o botão disparador deve estar instalado de</p><p>tal forma que seja difícil efetuar uma exposição</p><p>acidental.</p><p>j) Todo equipamento com anodo rotatório deve ter</p><p>dois estágios de acionamento do feixe.</p><p>3.53 Não deve ser autorizada a importação de</p><p>equipamentos de raios-x cuja utilização tenha sido</p><p>proibida por razões sanitárias no país de origem</p><p>ou por recomendação explícita de organismos</p><p>internacionais.</p><p>3.54 Equipamentos de raios-x diagnósticos</p><p>usados, reformados ou reconstruídos somente</p><p>podem ser comercializados mediante documentos</p><p>comprobatórios de teste de desempenho que</p><p>demonstrem o cumprimento de todos os requisitos</p><p>estabelecidos neste Regulamento Técnico.</p><p>GARANTIA DE QUALIDADE</p><p>3.55 Os titulares devem implementar um programa</p><p>de garantia de qualidade, integrante do programa de</p><p>proteção radiológica, com os seguintes objetivos:</p><p>a) Verificar, através dos testes de constância, a</p><p>manutenção das características técnicas e requisitos</p><p>de desempenho dos equipamentos de raios-x e do</p><p>sistema de detecção/ registro de imagem.</p><p>b) Identificar, levando-se em consideração as</p><p>informações fornecidas pelos fabricantes, possíveis</p><p>falhas de equipamentos e erros humanos que</p><p>possam resultar em exposições médicas indevidas</p><p>e promover as medidas preventivas necessárias.</p><p>c) Evitar que os equipamentos sejam operados</p><p>fora das condições exigidas neste Regulamento e</p><p>assegurar que as ações reparadoras necessárias</p><p>sejam executadas prontamente, mediante um</p><p>programa adequado de manutenção preventiva e</p><p>corretiva dos equipamentos.</p><p>d) Estabelecer e implementar padrões de qualidade</p><p>de imagem e verificar a sua manutenção.</p><p>e) Determinar os valores representativos das doses</p><p>administradas nos pacientes em decorrência dos</p><p>exames realizados no serviço e verificar se podem</p><p>ser reduzidas, levando-se em consideração os níveis</p><p>de referência de radiodiagnóstico estabelecidos</p><p>neste Regulamento.</p><p>f) Verificar a adequação da calibração e das</p><p>condições de operação dos instrumentos de</p><p>monitoração e de dosimetria de feixe.</p><p>g) Averiguar a eficácia do programa de treinamento</p><p>implementado.</p><p>3.56 O programa de garantia de qualidade deve</p><p>incluir, o assentamento dos testes e avaliações</p><p>realizadas e os resultados obtidos, assim como a</p><p>documentação e verificação dos procedimentos</p><p>operacionais e das tabelas de exposição,</p><p>considerando os requisitos de proteção radiológica</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>3.57 Os titulares devem implementar auditorias</p><p>periódicas, internas e/ou externas, para rever a</p><p>execução e eficácia do programa de garantia de</p><p>qualidade.</p><p>3.58 Toda vez que for realizado qualquer ajuste</p><p>ou alteração das condições físicas originais do</p><p>equipamento de raios-x, deve ser realizado um teste</p><p>de desempenho, correspondente aos parâmetros</p><p>modificados, e manter o relatório arquivado no</p><p>serviço.</p><p>3.59 Após troca de tubo ou colimador ou manutenção</p><p>do cabeçote, a adequação da blindagem do</p><p>cabeçote e do sistema de colimação deve ser</p><p>comprovada novamente por um especialista em</p><p>física de radiodiagnóstico ou pelo fabricante.</p><p>3.60 Os instrumentos para medição de níveis</p><p>de radiação em levantamentos</p><p>radiométricos e</p><p>dosimetria de feixe devem ser</p><p>calibrados a cada 2 anos em laboratórios</p><p>credenciados, rastreados à rede nacional ou</p><p>internacional de metrologia das radiações ionizantes,</p><p>nas qualidades de feixes de raios-x diagnósticos.</p><p>CAPÍTULO 4 - REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA</p><p>RADIODIAGNÓSTICO MÉDICO</p><p>4.1 Em adição aos requisitos gerais aplicáveis,</p><p>dispostos nos Capítulos 1, 2 e 3, os serviços de</p><p>radiodiagnóstico médico devem obedecer às</p><p>exigências definidas neste Capítulo.</p><p>DOS AMBIENTES</p><p>4.2 Os ambientes do estabelecimento de saúde</p><p>que emprega os raios-x diagnósticos devem estar</p><p>em conformidade com as normas estabelecidas</p><p>pelo Ministério da Saúde para Projetos Físicos de</p><p>Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Portaria</p><p>1884 de 11/11/94, ou a que vier a substituí-la.</p><p>4.3 As salas de raios-x devem dispor de:</p><p>a) Paredes, piso, teto e portas com blindagem</p><p>que proporcione proteção radiológica às áreas</p><p>adjacentes, de acordo com os requisitos de</p><p>90</p><p>otimização, observando-se os níveis de restrição de</p><p>dose estabelecidos neste Regulamento. Deve-se</p><p>observar,</p><p>ainda:</p><p>(i) as blindagens devem ser contínuas e sem falhas;</p><p>(ii) a blindagem das paredes pode ser reduzida</p><p>acima de 210 cm do piso, desde que devidamente</p><p>justificado;</p><p>(iii) particular atenção deve ser dada à blindagem da</p><p>parede com "bucky" mural para exame de tórax e às</p><p>áreas atingidas pelo feixe primário de radiação;</p><p>(iv) toda superfície de chumbo deve estar coberta</p><p>com revestimento protetor como lambris, pintura ou</p><p>outro material adequado.</p><p>b) Cabine de comando com dimensões e blindagem</p><p>que proporcione atenuação suficiente para garantir</p><p>a proteção do operador. Deve-se observar ainda os</p><p>seguintes requisitos:</p><p>(i) a cabine deve permitir ao operador, na posição</p><p>de disparo, eficaz comunicação e observação visual</p><p>do paciente mediante um sistema de observação</p><p>eletrônico (televisão) ou visor apropriado com,</p><p>pelo menos, a mesma atenuação calculada para a</p><p>cabine;</p><p>(ii) quando o comando estiver dentro da sala de</p><p>raios-x, é permitido que a cabine seja aberta ou que</p><p>seja utilizado um biombo fixado permanentemente</p><p>no piso e com altura mínima de 210 cm, desde que</p><p>a área de comando não seja atingida diretamente</p><p>pelo feixe espalhado pelo paciente;</p><p>(iii) a cabine deve estar posicionada de modo que,</p><p>durante as exposições, nenhum indivíduo possa</p><p>entrar na sala sem ser notado pelo operador;</p><p>(iv) deve haver um sistema de reserva ou sistema</p><p>alternativo para falha eletrônica, no caso de sistema</p><p>de observação eletrônico.</p><p>c) Sinalização visível na face exterior das portas</p><p>de acesso, contendo o símbolo internacional da</p><p>radiação ionizante acompanhado das inscrições:</p><p>"raios-x, entrada restrita" ou "raios-x, entrada proibida</p><p>a pessoas não autorizadas".</p><p>d) Sinalização luminosa vermelha acima da face</p><p>externa da porta de acesso, acompanhada do</p><p>seguinte aviso de advertência: "Quando a luz</p><p>vermelha estiver acesa, a entrada é proibida". A</p><p>sinalização luminosa deve ser acionada durante</p><p>os procedimentos radiológicos indicando que o</p><p>gerador está ligado e que pode haver exposição.</p><p>Alternativamente, pode ser adotado um sistema de</p><p>acionamento automático da sinalização luminosa,</p><p>diretamente conectado ao mecanismo de disparo</p><p>dos raios-x.</p><p>e) Quadro com as seguintes orientações de proteção</p><p>radiológica, em lugar visível:</p><p>(i) "Não é permitida a permanência de acompanhantes</p><p>na sala durante o exame radiológico, salvo quando</p><p>estritamente necessário e autorizado";</p><p>(ii) "Acompanhante, quando houver necessidade</p><p>de contenção de paciente, exija e use corretamente</p><p>vestimenta plumbífera para sua proteção".</p><p>f) Quadro no interior da sala, em lugar e tamanho</p><p>visível ao paciente, com o seguinte aviso: "Nesta</p><p>sala somente pode permanecer um paciente de</p><p>cada vez".</p><p>g) Vestimentas de proteção individual para pacientes,</p><p>equipe e acompanhantes, e todos acessórios</p><p>necessários aos procedimentos previstos para a</p><p>sala, conforme estabelecido neste Regulamento.</p><p>Deve haver suportes apropriados para sustentar</p><p>os aventais plumbíferos de modo a preservar a sua</p><p>integridade.</p><p>4.4 Junto ao painel de controle de cada equipamento</p><p>de raios-x deve ser mantido um protocolo de técnicas</p><p>radiográficas (tabela de exposição) especificando,</p><p>para cada exame realizado no equipamento, as</p><p>seguintes informações:</p><p>a) Tipo de exame (espessuras e partes anatômicas</p><p>do paciente) e respectivos fatores de técnica</p><p>radiográfica.</p><p>b) Quando aplicável, parâmetros para o controle</p><p>automático de exposição.</p><p>c) Tamanho e tipo da combinação tela-filme.</p><p>d) Distância foco-filme.</p><p>e) Tipo e posicionamento da blindagem a ser usada</p><p>no paciente.</p><p>f) Quando determinado pela autoridade sanitária</p><p>local, restrições de operação do equipamento e</p><p>procedimentos de segurança.</p><p>4.5 A sala de raios-x deve dispor somente do</p><p>equipamento de raios-x e acessórios indispensáveis</p><p>para os</p><p>procedimentos radiológicos a que destina.</p><p>4.6 Não é permitida a instalação de mais de um</p><p>equipamento de raios-x por sala.</p><p>4.7 O serviço de radiodiagnóstico deve implantar um</p><p>sistema de controle de exposição médica de modo a</p><p>evitar exposição inadvertida de pacientes grávidas,</p><p>incluindo avisos de advertência como:</p><p>"Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez:</p><p>favor informarem ao médico ou ao técnico antes do</p><p>exame".</p><p>4.8 As instalações móveis devem ser projetadas e</p><p>utilizadas observando-se os níveis de restrição de</p><p>dose</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>4.9 A câmara escura deve ser planejada e construída</p><p>91</p><p>considerando-se os seguintes requisitos:</p><p>a) Dimensão proporcional à quantidade de</p><p>radiografias e ao fluxo de atividades previstas no</p><p>serviço.</p><p>b) Vedação apropriada contra luz do dia ou artificial.</p><p>Atenção especial deve ser dada à porta, passa</p><p>chassis e</p><p>sistema de exaustão.</p><p>c) O(s) interruptor(es) de luz clara deve(m) estar</p><p>posicionado(s) de forma a evitar acionamento</p><p>acidental.</p><p>d) Sistema de exaustão de ar de forma a manter</p><p>uma pressão positiva no ambiente.</p><p>e) Paredes com revestimento resistente à ação das</p><p>substâncias químicas utilizadas, junto aos locais</p><p>onde possam ocorrer respingos destas substâncias.</p><p>f) Piso anticorrosivo, impermeável e antiderrapante.</p><p>g) Sistema de iluminação de segurança com</p><p>lâmpadas e filtros apropriados aos tipos de filmes</p><p>utilizados, localizado</p><p>a uma distância não inferior a 1,2 m do local de</p><p>manipulação.</p><p>4.10 A câmara escura para revelação manual</p><p>deve ser provida de cronômetro, termômetro e</p><p>tabela de revelação para garantir o processamento</p><p>nas condições especificadas pelo fabricante dos</p><p>produtos de revelação.</p><p>4.11 Deve ser previsto local adequado para o</p><p>armazenamento de filmes radiográficos, de forma</p><p>que estes filmes sejam mantidos:</p><p>a) Em posição vertical.</p><p>b) Afastados de fontes de radiação.</p><p>c) Em condições de temperatura e umidade</p><p>compatíveis com as especificações do fabricante.</p><p>4.12 A iluminação da sala de interpretação e laudos</p><p>deve ser planejada de modo a não causar reflexos</p><p>nos</p><p>negatoscópios que possam prejudicar a avaliação</p><p>da imagem.</p><p>DOS EQUIPAMENTOS</p><p>4.13 Em adição às características especificadas</p><p>no capítulo anterior, todo equipamento de</p><p>radiodiagnóstico médico deve possuir:</p><p>a) Condições técnicas em conformidade com os</p><p>padrões de desempenho especificados neste</p><p>Regulamento.</p><p>b) Blindagem no cabeçote de modo a garantir um</p><p>nível mínimo de radiação de fuga, restringida a</p><p>uma taxa de kerma no ar de 1 mGy/h a um metro</p><p>do ponto focal, quando operado em condições de</p><p>ensaio de fuga. Este mesmo requisito se aplica à</p><p>radiação de fuga através do sistema de colimação.</p><p>c) Filtração total permanente do feixe útil de radiação</p><p>de, no mínimo o equivalente a:</p><p>2,5 mm de alumínio, ou</p><p>0,03 mm de molibdênio para equipamentos de</p><p>mamografia.</p><p>d) Diafragma regulável com localização luminosa</p><p>para limitar o campo de radiação à região de interesse</p><p>clínico. Equipamentos que operam com distância</p><p>foco-filme fixa podem possuir colimador regulável</p><p>sem localização luminosa ou colimadores cônicos</p><p>convencionais, desde que seja possível variar e</p><p>identificar os tamanhos de</p><p>campo de radiação.</p><p>e) Sistema para identificar quando o eixo do feixe de</p><p>radiação está perpendicular ao plano do receptor de</p><p>imagem e para ajustar o centro do feixe de radiação</p><p>em relação ao centro do receptor de imagem, nos</p><p>equipamentos fixos.</p><p>f) Indicação visual do tubo selecionado no painel de</p><p>controle, para equipamentos com mais de um tubo.</p><p>g) Cabo disparador com comprimento mínimo de 2</p><p>m, nos equipamentos móveis.</p><p>h) Suporte do cabeçote ajustável, de modo a manter</p><p>o tubo estável durante uma exposição, a menos que</p><p>o</p><p>movimento do cabeçote seja uma função projetada</p><p>do equipamento.</p><p>4.14 Os sistemas de radiografia convencional</p><p>devem possuir gerador do tipo pulsado retificado</p><p>ou de armazenamento de carga. Fica proibida a</p><p>utilização de sistemas auto-retificados ou retificação</p><p>de meia onda.</p><p>4.15 Quando houver sistema de controle automático</p><p>de exposição, o painel de controle deve possuir uma</p><p>indicação clara de quando se utiliza este modo de</p><p>operação.</p><p>4.16 A absorção produzida pela mesa ou pelo porta-</p><p>chassis vertical deve ser, no máximo, o equivalente</p><p>a 1,2 mm de alumínio, a 100 kVp.</p><p>4.17 Todo equipamento de fluoroscopia deve</p><p>possuir, além dos requisitos aplicáveis do item 4.13:</p><p>a) Sistema de intensificação de imagem.</p><p>b) Dispositivo para selecionar um tempo acumulado</p><p>de fluoroscopia. Este tempo não deve exceder</p><p>5 min sem que o dispositivo seja reajustado. Um</p><p>alarme sonoro deve indicar o término do tempo pré-</p><p>selecionado e continuar soando enquanto os raios-x</p><p>são emitidos, até que o dispositivo seja reajustado.</p><p>Decorridos 10 min sem que seja reajustado</p><p>o dispositivo, a exposição será interrompida.</p><p>Alternativamente, o dispositivo pode interromper a</p><p>exposição ao final do tempo selecionado.</p><p>c) Diafragma regulável para definir o feixe útil.</p><p>d) Cortina ou saiote plumbífero inferior/lateral para a</p><p>proteção do operador contra a radiação espalhada</p><p>92</p><p>pelo paciente, com espessura não inferior a 0,5 mm</p><p>equivalente de chumbo, a 100 kVp.</p><p>e) Sistema para impedir que a distância foco-pele</p><p>seja inferior a 38 cm para equipamentos fixos e 30</p><p>cm para equipamentos móveis.</p><p>f) Sistema para garantir que o feixe de radiação</p><p>seja completamente restrito à área do receptor de</p><p>imagem.</p><p>g) Um sinal sonoro contínuo quando o controle de</p><p>"alto nível" estiver acionado.</p><p>4.18 Todo equipamento de mamografia deve</p><p>possuir, além dos requisitos aplicáveis do item 4.13:</p><p>a) Dispositivo para manter compressão firme</p><p>na mama de forma a assegurar uma espessura</p><p>uniforme na porção radiografada. A placa de</p><p>compressão deve produzir uma atenuação de, no</p><p>máximo, o equivalente a 2 mm de PMMA. A força</p><p>de compressão do dispositivo deve estar entre 11 e</p><p>18 kgf</p><p>b) Suporte de receptor de imagem com transmissão</p><p>menor que 1 µGy por exposição a 5 cm, sem a</p><p>presença da mama, para valores máximos de kVp e</p><p>mAs empregados.</p><p>c) Tubo especificamente projetado para mamografia,</p><p>com janela de berílio.</p><p>d) Gerador trifásico ou de alta freqüência.</p><p>e) Escala de tensão em incrementos de 1 kV.</p><p>f) Distância foco-pele não inferior a 30 cm.</p><p>g) Tamanho nominal do ponto focal não superior a</p><p>0,4 mm.</p><p>4.19 Os fabricantes de equipamentos de mamografia</p><p>devem disponibilizar fantoma de mama para testes</p><p>de qualidade de imagem.</p><p>4.20 Todo equipamento de tomografia linear deve</p><p>possuir, além dos requisitos aplicáveis do item 4.13.</p><p>a) Método para ajustar a posição do centro de corte.</p><p>b) Indicação da posição do centro do corte.</p><p>4.21 Todo equipamento de tomografia</p><p>computadorizada, CT, deve possuir, além dos</p><p>requisitos aplicáveis do item 4.13:</p><p>a) Meios que permitam a determinação visual do</p><p>plano de referência.</p><p>b) Dispositivo que permita ao operador interromper,</p><p>a qualquer instante, qualquer varredura de duração</p><p>maior que 0,5 s.</p><p>c) Indicação visual, no painel de controle, dos</p><p>parâmetros de técnica, incluindo espessura de corte</p><p>e incremento de varredura, antes do inicio de uma</p><p>série.</p><p>d) Meios para ajustar os números de CT, de modo</p><p>que os dados de calibração no fantoma de água</p><p>produzam números iguais a zero.</p><p>4.22 Os fabricantes de equipamentos de CT devem</p><p>disponibilizar fantoma para calibrações e testes</p><p>de constância, incluindo ruído e uniformidade da</p><p>imagem.</p><p>4.23 Fica proibida a utilização de sistemas de CT de</p><p>primeira e segunda geração.</p><p>4.24 A documentação fornecida pelo fabricante,</p><p>relativa às características técnicas e operacionais</p><p>dos equipamentos de raios-x, deve estar facilmente</p><p>disponível no serviço para a equipe de trabalho, o</p><p>pessoal de manutenção e a autoridade sanitária.</p><p>PROCEDIMENTOS DE TRABALHO</p><p>4.25 A fim de produzir uma dose mínima para o</p><p>paciente, consistente com a qualidade aceitável</p><p>da imagem e o propósito clínico do procedimento</p><p>radiológico, os médicos, os técnicos e demais</p><p>membros da equipe de radiodiagnóstico devem</p><p>selecionar e combinar adequadamente os</p><p>parâmetros abaixo discriminados. Atenção</p><p>particular deve ser dada aos casos de Radiologia</p><p>Pediátrica e Radiologia Intervencionista. Os valores</p><p>padronizados para os exames rotineiros devem ser</p><p>estabelecidos em tabelas de exposição.</p><p>a) A região do corpo a ser examinada e o número</p><p>de exposições por exame (e.g., número de filmes</p><p>ou de cortes em CT) ou o tempo de exame em</p><p>fluoroscopia.</p><p>b) O tipo de receptor de imagem (e.g., telas rápidas</p><p>ou regulares).</p><p>c) Grade anti-difusora apropriada, quando aplicável.</p><p>d) Colimação apropriada do feixe primário, para</p><p>minimizar o volume de tecido irradiado e melhorar a</p><p>qualidade da imagem.</p><p>e) Valores apropriados dos parâmetros operacionais</p><p>(e.g., kVp, mA e tempo ou mAs).</p><p>f) Técnicas apropriadas para registrar imagem em</p><p>exames dinâmicos (e.g., número de imagens por</p><p>segundo).</p><p>g) Fatores adequados de processamento da</p><p>imagem (e.g., temperatura do revelador e algoritmo</p><p>de reconstrução de imagem).</p><p>4.26 Durante a realização de procedimentos</p><p>radiológicos, somente o paciente a ser examinado</p><p>e a equipe</p><p>necessária ao procedimento médico ou treinandos</p><p>podem permanecer na sala de raios-x.</p><p>a) Todos, os profissionais necessários na sala</p><p>devem:</p><p>(i) posicionar-se de tal forma que nenhuma parte</p><p>do corpo incluindo extremidades seja atingida pelo</p><p>feixe primário sem estar protegida por 0,5 mm</p><p>equivalente de chumbo;</p><p>(ii) proteger-se da radiação espalhada por vestimenta</p><p>ou barreiras protetoras com atenuação não inferior a</p><p>93</p><p>0,25 mm equivalentes de chumbo.</p><p>b) Havendo necessidade da permanência de</p><p>acompanhante do paciente na sala durante a</p><p>realização do exame, isto somente será possível</p><p>com a permissão do RT e após tomadas todas</p><p>as providências de proteção radiológica devidas,</p><p>conforme item 3.45.</p><p>c) O técnico operador deve manter-se dentro da</p><p>cabine de comando e observar o paciente durante o</p><p>exame radiográfico, em instalações fixas.</p><p>d) As portas de acesso de instalações fixas devem</p><p>ser mantidas fechadas durante as exposições.</p><p>A sinalização luminosa nas portas de acesso</p><p>deverá estar acionada durante os procedimentos</p><p>radiológicos, conforme item 4.3-d).</p><p>4.27 A realização de exames radiológicos com</p><p>equipamentos móveis em leitos hospitalares ou</p><p>ambientes coletivos de internação, tais como</p><p>unidades de tratamento intensivo e berçários,</p><p>somente será permitida quando for inexeqüível ou</p><p>clinicamente inaceitável transferir o paciente para</p><p>uma instalação com equipamento fixo. Neste caso,</p><p>além dos requisitos previstos no 4.26-a) e 4.26-b),</p><p>deve ser adotada uma das seguintes medidas:</p><p>a) Os demais pacientes que não puderem ser</p><p>removidos do ambiente devem ser protegidos da</p><p>radiação espalhada por uma barreira protetora</p><p>(proteção de corpo inteiro) com, no mínimo, 0,5 mm</p><p>equivalentes de chumbo; ou,</p><p>b) Os demais pacientes que não puderem ser</p><p>removidos do ambiente devem ser posicionados de</p><p>modo que nenhuma parte do corpo esteja a menos</p><p>de 2 metros do cabeçote ou do receptor de imagem.</p><p>4.28 O técnico deve realizar apenas exposições que</p><p>tenham sido autorizadas por um médico do serviço.</p><p>Toda repetição de exposição deve ser anotada nos</p><p>assentamentos do paciente e ser especialmente</p><p>supervisionada pelo RT.</p><p>4.29 Deve</p><p>ser evitada a realização de exames</p><p>radiológicos com exposição do abdômen ou pelve</p><p>de mulheres grávidas ou que possam estar grávidas,</p><p>a menos que existam fortes indicações clínicas.</p><p>a) Informação sobre possível gravidez deve ser</p><p>obtida da própria paciente.</p><p>b) Se a mais recente menstruação esperada não</p><p>ocorreu e não houver outra informação relevante, a</p><p>mulher deve ser considerada grávida.</p><p>4.30 O feixe de raios-x deve ser cuidadosamente</p><p>posicionado no paciente e alinhado em relação ao</p><p>receptor de imagem.</p><p>a) O feixe útil deve ser limitado à menor área</p><p>possível e consistente com os objetivos do exame</p><p>radiológico.</p><p>(i) o campo deve ser no máximo do tamanho do</p><p>receptor de imagem;</p><p>(ii) o tamanho do filme/cassete deve ser o menor</p><p>possível, consistente com o tamanho do objeto de</p><p>estudo.</p><p>b) Deve-se colocar blindagem adequada , com</p><p>menos 0,5 mm equivalente de chumbo, nos órgãos</p><p>mais radiosensíveis tais como gônadas, cristalino e</p><p>tireóide, quando, por necessidade, eles estiverem</p><p>diretamente no feixe primário de radiação ou até 5</p><p>cm dele, a não ser que tais blindagens excluam ou</p><p>degradem informações diagnósticas importantes.</p><p>4.31 Os procedimentos radiológicos devem ser</p><p>realizados apenas com equipamentos que possuam</p><p>potência suficiente para realizá-los.</p><p>4.32 Para realização de exames contrastados do</p><p>aparelho digestivo, o equipamento deve possuir</p><p>seriógrafo.</p><p>4.33 Equipamentos móveis com potência inferior a</p><p>4 kW e instalados como fixos só podem ser usados</p><p>para exames de extremidades.</p><p>4.34 Chassis nunca devem ser segurados com as</p><p>mãos durante a exposição.</p><p>4.35 Exceto em mamografia, a tensão do tubo, a</p><p>filtração (adicional) e a distância foco-pele devem</p><p>ser as maiores possíveis, consistente com o objetivo</p><p>do estudo, de modo a reduzir a dose no paciente.</p><p>4.36 É proibida a realização de radiografia de</p><p>pulmão com distância fonte-receptor menor que</p><p>120 cm, exceto em radiografias realizadas em leito</p><p>hospitalar, observando-se o disposto no item 4.27.</p><p>4.37 O filme, a tela intensificadora e outros</p><p>dispositivos de registro de imagem devem ser</p><p>de maior sensibilidade possível, consistentes</p><p>com os requisitos do exame. Cassete sem tela</p><p>intensificadora não deve ser utilizado para nenhum</p><p>exame radiográfico rotineiro.</p><p>4.38 Em exames de mamografia, devem ser</p><p>utilizados apenas:</p><p>a) Equipamentos projetados especificamente</p><p>para este tipo de procedimento radiológico, sendo</p><p>vedada a utilização de equipamentos de raios-x</p><p>diagnósticos convencionais ou modificados.</p><p>b) Receptores de imagem específicos para</p><p>mamografia.</p><p>c) Processadoras específicas e exclusivas para</p><p>mamografia.</p><p>d) Negatoscópios com luminância entre 3000 e</p><p>3500 nit.</p><p>4.39 Os equipamentos de abreugrafia devem ser</p><p>desativados ou substituídos por equipamentos de</p><p>fotofluorografia com intensificação de imagem ou</p><p>técnica equivalente ou, ainda, por equipamentos de</p><p>94</p><p>teleradiografia com potência suficiente para produzir</p><p>radiografias de tórax de alta qualidade.</p><p>4.40 Em fluoroscopia:</p><p>a) As palpações devem ser realizadas somente</p><p>com luvas plumbíferas com proteção não inferior ao</p><p>equivalente a 0,25 mm de chumbo.</p><p>b) A duração do exame deve ser a mais breve</p><p>possível, com a menor taxa de dose e menor</p><p>tamanho de campo.</p><p>c) Em nenhuma circunstância o tubo deve ser</p><p>energizado quando o executor do exame não estiver</p><p>olhando para o monitor.</p><p>d) O tempo de exposição deve ser anotado nos</p><p>assentamentos do paciente.</p><p>4.41 A fluoroscopia não deve ser utilizada em</p><p>substituição à radiografia.</p><p>4.42 As vestimentas plumbíferas não devem ser</p><p>dobradas. Quando não estiverem em uso, devem</p><p>ser mantidas de forma a preservar sua integridade,</p><p>sobre superfície horizontal ou em suporte apropriado.</p><p>4.43 Para assegurar o processamento correto dos</p><p>filmes, deve-se:</p><p>a) Seguir as recomendações do fabricante com</p><p>respeito à concentração das soluções, tempo e</p><p>temperatura, de modo a garantir uma revelação</p><p>adequada.</p><p>b) Monitorar as soluções regularmente e regenerá-</p><p>las, quando necessário, levando-se em conta a</p><p>quantidade de filmes revelados.</p><p>c) Proceder manutenção preventiva periódica nas</p><p>processadoras automáticas.</p><p>d) Manter limpa a câmara escura e assegurar a</p><p>sua utilização exclusiva para a finalidade a que se</p><p>destina.</p><p>e) Monitorar rotineiramente a temperatura e umidade</p><p>da câmara escura.</p><p>CONTROLE DE QUALIDADE</p><p>4.44 Todo equipamento de raios-x diagnósticos</p><p>deve ser mantido em condições adequadas</p><p>de funcionamento e submetido regularmente a</p><p>verificações de desempenho. Atenção particular</p><p>deve ser dada aos equipamentos antigos. Qualquer</p><p>deterioração na qualidade das radiografias deve ser</p><p>imediatamente investigada e o problema corrigido.</p><p>4.45 O controle de qualidade previsto no programa</p><p>de garantia de qualidade, deve incluir o seguinte</p><p>conjunto mínimo de testes de constância, com a</p><p>seguinte freqüência mínima:</p><p>a) Testes bianuais:</p><p>(i) valores representativos de dose dada aos</p><p>pacientes em radiografia e CT realizadas no serviço;</p><p>(ii) valores representativos de taxa de dose dada ao</p><p>paciente em fluoroscopia e do tempo de exame, ou</p><p>do produto dose-área.</p><p>b) Testes anuais:</p><p>(i) exatidão do indicador de tensão do tubo (kVp);</p><p>(ii) exatidão do tempo de exposição, quando</p><p>aplicável;</p><p>(iii) camada semi-redutora;</p><p>(iv) alinhamento do eixo central do feixe de raios-x;</p><p>(v) rendimento do tubo (mGy / mA min m2);</p><p>(vi) linearidade da taxa de kerma no ar com o mAs;</p><p>(vii) reprodutibilidade da taxa de kerma no ar;</p><p>(viii) reprodutibilidade do sistema automático de</p><p>exposição;</p><p>(ix) tamanho do ponto focal;</p><p>(x) integridade dos acessórios e vestimentas de</p><p>proteção individual;</p><p>(xi) vedação da câmara escura.</p><p>c) Testes semestrais</p><p>(i) exatidão do sistema de colimação;</p><p>(ii) resolução de baixo e alto contraste em</p><p>fluoroscopia;</p><p>(iii) contato tela-filme;</p><p>(iv) alinhamento de grade;</p><p>(v) integridade das telas e chassis;</p><p>(vi) condições dos negatoscópios;</p><p>(vii) índice de rejeição de radiografias (com coleta de</p><p>dados durante, pelo menos, dois meses).</p><p>d) Testes semanais:</p><p>(i) calibração, constância e uniformidade dos</p><p>números de CT;</p><p>(ii) temperatura do sistema de processamento;</p><p>(iii) sensitometria do sistema de processamento.</p><p>4.46 Testes relevantes devem ser realizados sempre</p><p>que houver indícios de problemas ou quando houver</p><p>mudanças, reparos ou ajustes no equipamento de</p><p>raios-x.</p><p>4.47 Para mamografia, os testes relativos ao</p><p>processamento devem ser realizados diariamente e</p><p>os cassetes, limpados semanalmente.</p><p>4.48 Em cada equipamento de mamografia, deve</p><p>ser realizada, mensalmente, uma avaliação da</p><p>qualidade de imagem com um fantoma mamográfico</p><p>equivalente ao adotado pela ACR. Não devem ser</p><p>realizadas mamografias em pacientes se o critério</p><p>mínimo de qualidade de imagem não for alcançado.</p><p>As imagens devem ser arquivadas e mantidas à</p><p>disposição da autoridade sanitária local.</p><p>4.49 Padrões de desempenho</p><p>a) Os níveis de radiação de fuga são definidos a</p><p>1 m do foco, fora do feixe primário. Cada ponto de</p><p>medida no campo de radiação pode ser dado pelo</p><p>valor médio obtido em uma área de medição de 100</p><p>cm2, com dimensão linear que não exceda 20 cm.</p><p>b) O valor representativo de dose dada aos</p><p>95</p><p>pacientes pode ser determinado em fantoma</p><p>apropriado ou pelo terceiro quartil da distribuição de</p><p>dose em pacientes, para cada tipo de exame, ou por</p><p>outro método apropriado. O Anexo A apresenta os</p><p>níveis de referência de radiodiagnóstico para fins de</p><p>otimização.</p><p>c) A taxa de kerma no ar em fluoroscopia deve ser</p><p>inferior a 50 mGy/min na entrada da pele do paciente,</p><p>na menor distância (foco-pele) de operação, exceto</p><p>durante cine ou quando o sistema opcional de "alto</p><p>nível" estiver ativado. Se o tubo estiver sob a mesa,</p><p>as medidas devem ser realizadas a 1 cm sobre a</p><p>mesa ou berço.</p><p>d) O indicador de tensão do tubo deve apresentar</p><p>um desvio (diferença entre o valor nominal e o</p><p>valor medido) no intervalo de tolerância de ± 10%</p><p>em qualquer corrente de tubo selecionada, exceto</p><p>para equipamentos de mamografia, que devem</p><p>apresentar um desvio no intervalo de tolerância de</p><p>± 2 kV.</p><p>e) O indicador</p><p>de tempo de exposição deve</p><p>apresentar desvio (diferença entre o valor nominal e</p><p>o valor medido) no intervalo de tolerância de ± 10%</p><p>em qualquer tempo de exposição selecionado.</p><p>f) O valor da camada semi-redutora do feixe útil não</p><p>deve ser menor que o valor mostrado na Tabela I,</p><p>para uma dada tensão do tubo e fase, de modo a</p><p>demonstrar conformidade com os requisitos de</p><p>filtração mínima. Valores intermediários podem ser</p><p>obtidos por interpolação.</p><p>g) A camada semi-redutora para mamografia (filme/</p><p>tela) deve estar entre os valores medidos de kVp/100</p><p>e kVp/100 + 0,1 mm equivalentes de alumínio. A</p><p>camada semi-redutora deve incluir a contribuição da</p><p>filtração produzida pelo dispositivo de compressão.</p><p>h) O eixo central do feixe de raios-x deve apresentar</p><p>desvio de alinhamento menor que 3 graus em</p><p>relação ao eixo perpendicular ao plano do receptor</p><p>de imagem.</p><p>i) Para uma tensão de tubo de 80 kV, o rendimento</p><p>de um sistema com gerador trifásico ou multipulso</p><p>com filtração apropriada deve estar no intervalo de</p><p>4,8 a 6,4 mGy / mAminAm2, e para um gerador</p><p>monofásico com retificação de onda completa, deve</p><p>estar entre 2,4 a 4,8 mGy / mA min m2.</p><p>j) Para uma dada tensão do tubo, a taxa de kerma</p><p>no ar deve ser linear com o produto da corrente pelo</p><p>tempo (mAs) para a faixa de corrente e de tempo</p><p>utilizados rotineiramente. O desvio (diferença entre</p><p>duas taxas de kerma no ar expressas em mGy/mAs)</p><p>máximo não deve ultrapassar 20% do valor médio,</p><p>para todas as combinações de tempo e corrente</p><p>comumente utilizadas.</p><p>k) Para um dado mAs, a taxa de kerma no ar deve</p><p>ser reprodutível em ±10%. Isto é, para um grupo</p><p>de quatro medidas, a diferença máxima entre duas</p><p>medidas deve ser menor que 10% do valor médio.</p><p>l) A taxa de kerma no ar com sistema automático de</p><p>exposição deve ser reprodutível em ± 10%.</p><p>m) Para colimadores ajustáveis e com indicação</p><p>visual do campo, o desalinhamento entre as bordas</p><p>do campo visual e do campo de raios-x deve ser</p><p>menor que 2% da distância foco-filme.</p><p>n) Resolução de baixo contraste: saliências ou</p><p>cavidades cilíndricas de 5 mm de diâmetro (ou objeto</p><p>de tamanho equivalente, dependendo do fantoma)</p><p>devem ser visíveis na imagem fluoroscópica quando</p><p>a atenuação do feixe diferir de 1% ou mais daquela</p><p>obtida no meio onde estão situadas.</p><p>o) Resolução de alto contraste: saliências ou</p><p>cavidades cilíndricas de 1 mm de diâmetro (ou objeto</p><p>de tamanho equivalente, dependendo do fantoma)</p><p>devem ser visíveis na imagem fluoroscópica quando</p><p>a atenuação do feixe diferir de 10% ou mais daquela</p><p>obtida no meio onde estão situadas.</p><p>p) Se o sistema de tomografia computadorizada</p><p>utiliza números de CT expressos em unidades de</p><p>Hounsfield, o</p><p>mesmo deve estar calibrado de modo que uma</p><p>exposição no ar produza um valor médio dos</p><p>números de CT de -1000 ± 5 e na água produza um</p><p>valor médio dos números de CT de 0 ± 5.</p><p>q) Os sistemas de radiografia de mama devem</p><p>ser capazes de identificar a imagem de uma fibra</p><p>de 0,75 mm, uma microcalcificação de 0,32 mm e</p><p>uma massa de 0,75 mm no fantoma, equivalente ao</p><p>adotado pelo ACR.</p><p>Tabela I. Valores mínimos de camadas semi-</p><p>redutoras em função da fase e tensão do tubo</p><p>CSR(mm Ai)</p><p>KVp monofásico trifásico</p><p>70 2.1 2.3</p><p>80 2.3 2.6</p><p>90 2.5 3.0</p><p>100 2.7 3.2</p><p>110 3.0 3.5</p><p>120 3.2 3.9</p><p>130 3.5 4.1</p><p>CAPÍTULO 5 - REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA</p><p>RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA</p><p>5.1 Em adição aos requisitos gerais aplicáveis,</p><p>dispostos nos Capítulos 1, 2 e 3, os estabelecimentos</p><p>que empregam os raios-x em odontologia devem</p><p>obedecer às exigências definidas neste Capítulo.</p><p>DOS AMBIENTES</p><p>96</p><p>5.2 O equipamento de radiografia intra-oral deve</p><p>ser instalado em ambiente (consultório ou sala) com</p><p>dimensões suficientes para permitir à equipe manter-</p><p>se à distância de, pelo menos, 2 m do cabeçote e do</p><p>paciente.</p><p>5.3 O equipamento de radiografia extra-oral deve</p><p>ser instalado em sala específica, atendendo aos</p><p>mesmos</p><p>requisitos do radiodiagnóstico médico.</p><p>5.4 As salas equipadas com aparelhos de raios-x</p><p>devem dispor de:</p><p>a) Sinalização visível nas portas de acesso, contendo</p><p>o símbolo internacional da radiação ionizante</p><p>acompanhado da inscrição: "raios-x, entrada</p><p>restrita" ou "raios-x, entrada proibida a pessoas não</p><p>autorizadas";</p><p>b) Quadro com as seguintes orientações de proteção</p><p>radiológica, em lugar visível:</p><p>(i) "paciente, exija e use corretamente vestimenta</p><p>plumbífera para sua proteção durante exame</p><p>radiográfico";</p><p>(ii) "não é permitida a permanência de acompanhantes</p><p>na sala durante o exame radiológico, salvo quando</p><p>estritamente necessário";</p><p>(iii) "acompanhante, quando houver necessidade</p><p>de contenção de paciente, exija e use corretamente</p><p>vestimenta plumbífera para sua proteção durante</p><p>exame radiológico".</p><p>5.5 Para cada equipamento de raios-x deve haver</p><p>uma vestimenta plumbífera que garanta a proteção</p><p>do tronco dos pacientes, incluindo tireóide e</p><p>gônadas, com pelo menos o equivalente a 0,25 mm</p><p>de chumbo.</p><p>5.6 O serviço deve possuir instalações adequadas</p><p>para revelação dos filmes.</p><p>a) A câmara escura deve ser construída de modo</p><p>a prevenir a formação de véu nos filmes; deve ser</p><p>equipada com lanterna de segurança apropriada</p><p>ao tipo de filme e possuir um sistema de exaustão</p><p>adequado.</p><p>b) Para radiografias intra-orais, pode ser permitida</p><p>a utilização de câmaras portáteis de revelação</p><p>manual, desde que confeccionadas com material</p><p>opaco.</p><p>c) Para revelação manual, deve estar disponível no</p><p>local um cronômetro, um termômetro e uma tabela</p><p>de revelação para garantir o processamento nas</p><p>condições especificadas pelo fabricante.</p><p>DOS EQUIPAMENTOS</p><p>5.7 Em adição às características gerais aplicáveis,</p><p>todo equipamento de raios-x para uso odontológico</p><p>deve atender aos seguintes requisitos:</p><p>a) Tensão:</p><p>(i) em radiografias intra-orais a tensão no tubo</p><p>de raios-x deve ser maior ou igual a 50 kVp,</p><p>preferencialmente maior que 60 kVp;</p><p>(ii) equipamentos para radiografias extra-orais não</p><p>devem possuir tensão inferior a 60 kVp.</p><p>b) Filtração total:</p><p>(i) equipamentos com tensão de tubo inferior ou</p><p>igual a 70 kVp devem possuir uma filtração total</p><p>permanente não inferior ao equivalente a 1,5 mm de</p><p>alumínio;</p><p>(ii) equipamentos com tensão de tubo superior a 70</p><p>kVp devem possuir uma filtração total permanente</p><p>não inferior ao equivalente a 2,5 mm de alumínio.</p><p>c) Radiação de fuga:</p><p>(i) em radiografias intra-orais, o cabeçote deve estar</p><p>adequadamente blindado de modo a garantir um</p><p>nível mínimo de radiação de fuga, limitada a uma</p><p>taxa de kerma no ar máxima de 0,25 mGy/h a 1 m</p><p>do ponto focal, quando operado em condições de</p><p>ensaio de fuga;</p><p>(ii) para outros equipamentos emissores de raios-x,</p><p>os requisitos para radiação de fuga são os mesmos</p><p>estabelecidos para radiodiagnóstico médico.</p><p>d) Colimação:</p><p>(i) todo equipamento de raios-x deve possuir um</p><p>sistema de colimação para limitar o campo de raios-x</p><p>ao mínimo necessário para cobrir a área em exame;</p><p>(ii) para radiografias intra-orais o diâmetro do campo</p><p>não deve ser superior a 6 cm na extremidade de</p><p>saída do localizador. Valores entre 4 e 5 cm são</p><p>permitidas apenas quando houver um sistema de</p><p>alinhamento e</p><p>posicionamento do filme;</p><p>(iii) em radiografias extra-orais é obrigatório o uso de</p><p>colimadores retangulares.</p><p>e) Distância foco-pele:</p><p>(i) equipamentos para radiografias intra-orais devem</p><p>possuir um localizador de extremidade de saída</p><p>aberta para posicionar o feixe e limitar a distância</p><p>foco-pele;</p><p>(ii) o localizador deve ser tal que a distância foco-</p><p>pele seja de, no mínimo, 18 cm para tensão de tubo</p><p>menor ou igual a 60 kVp, no mínimo de 20 cm para</p><p>tensão entre 60 e 70 kVp (inclusive) e, no mínimo,</p><p>24 cm para tensão maior que 70 kVp;</p><p>(iii) o localizador e o diafragma/colimador devem</p><p>ser construídos de modo que o feixe primário não</p><p>interaja com a extremidade de saída do localizador.</p><p>f) Duração da exposição:</p><p>(i) a duração da exposição pode ser indicada em</p><p>termos de tempo ou em número de pulsos;</p><p>(ii) o sistema de controle da duração da exposição</p><p>deve ser do tipo eletrônico e não deve permitir</p><p>97</p><p>exposição com duração superior</p><p>Células granulosas</p><p>– Mielócitos</p><p>– Células intestinais</p><p>– Células germinais da camada</p><p>Epidérmica da pele</p><p>Grupo 03:</p><p>– Células glandulares gástricas</p><p>– Células endoteliais de</p><p>Vasos sanguíneos</p><p>Grupo 04:</p><p>– Osteoblastos</p><p>– Osteosclastos</p><p>– Condroblastos</p><p>– Espermatócitos e espermatides</p><p>Grupo 05:</p><p>– Granulócitos</p><p>– Osteócitos</p><p>– Espermatozóide</p><p>Grupo 06:</p><p>– Fibroblastos</p><p>– Células endoteliais e grandes vazos sanguíneos</p><p>– Eritrócitos</p><p>Grupo 07:</p><p>– Fibrócitos</p><p>– Condrócitos</p><p>– Fagócitos</p><p>Grupo 08:</p><p>– Células musculres</p><p>– Células nervosas</p><p>2.6 Morte celular</p><p>A morte celular é critério mais utilizado em</p><p>radiobiologia na avaliação da sensibilidade de</p><p>um determinado sistema irradiado.</p><p>Morte mitótica ou morte reprodutiva</p><p>• Aplicável somente em células proliferativas</p><p>• Baixas doses de radiação são suficientes</p><p>• Perda da capacidade de sofrer divisões</p><p>ilimitadas (incapacidade de formar colônias</p><p>”in vitro”)</p><p>Modalidades de morte celular em mamíferos</p><p>Alvo ⇒ núcleo ⇒ cromossomo ⇒ DNA</p><p>Morte interfásica ou morte não mitótica</p><p>• Aplicável somente em células que não se</p><p>dividem ou que raramente se dividem</p><p>• São necessárias doses mais altas</p><p>• Perda de uma função específica ou lise</p><p>celular</p><p>Alvo ⇒ membranas</p><p>Para os dois tipos de morte celular existem dois</p><p>mecanismos diferentes de danos à célula</p><p>Morte interfásica Danos do citoplasma</p><p>(membranas)</p><p>Morte reprodutiva Danos do núcleo</p><p>Obs: relação entre fatores nucleares e citoplasmáticos</p><p>pouco conhecida</p><p>14</p><p>2.7 Carcinogênese</p><p>Natureza do evento inicial ⇒ Produção de células</p><p>Fatores ambientais ⇒ Papel fundamental na origem de</p><p>muitos cânceres humanos</p><p>Teoria da mutação somática ⇒ Principal causa de câncer</p><p>(Agentes carcinogênico ⇒ Agentes mutagênicos)</p><p>15</p><p>16</p><p>Esquematicamente</p><p>∇</p><p>⇓∇∇∇∇∇∇∇</p><p>⇓ - Iniciador</p><p>- Promotor</p><p>⇓</p><p>Câncer</p><p>∇∇∇∇∇∇∇⇓</p><p>⇓ ∇ ∇ ∇ ∇ ∇ ∇ ∇ ∇</p><p>Ñ câncer</p><p>⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓</p><p>X X</p><p>Iniciador Promotor</p><p>Expressão de gene mutantete</p><p>Formação de clones</p><p>celulares</p><p>Célula</p><p>normal</p><p>Dano genético</p><p>latente</p><p>Induz a expressão</p><p>gênica</p><p>(Dano irreversível) ⇓</p><p>Prolif. Celular</p><p>Outras alterações genéticas</p><p>⇓</p><p>Carregam a mutação inicial</p><p>Origem monoclonal de célula cancerosa</p><p>Câncer</p><p>Ñ câncer</p><p>Câncer</p><p>⇒Tempo</p><p>⇒ ⇒</p><p>17</p><p>Capítulo 3</p><p>Física Radiológica</p><p>O emprego da Física moderna no estudo da radiologia e radiodiagnóstico</p><p>3.1 O tubo de raio X</p><p>Como vimos no capítulo anterior, os raios</p><p>X são produzidos quando elétrons em alta</p><p>velocidade atingem um alvo sólido de tungstênio</p><p>onde praticamente 90% da energia desses</p><p>elétrons é liberada sob forma de calor (radiação</p><p>infravermelha) e o restante como raiox X fracos e</p><p>desses ainda 1% de raio X diagnósticos. A forma</p><p>mais efi ciente de produção de raio X ou geração</p><p>de raio X é através de um tubo de raio X. Esse</p><p>tubo consiste em um invólucro de vidro vedado</p><p>com interior mantido a alto vácuo, as partes mais</p><p>importantes do tubo são o ânodo e o cátodo.</p><p>O cátodo ou eletrodo negativo é composto pôr</p><p>um fi no fi o de tungstênio em espiral (1,5 mm de</p><p>diâmetro), montado no prendedor também chamado</p><p>copo do foco e se estendem para o lado de fora</p><p>do tubo conduzindo às conexões elétricas. Esse</p><p>fi lamento é aquecido tal como uma lâmpada elétrica,</p><p>liberando assim, elétrons por efeito termoiônico.</p><p>Ampola de Raios X</p><p>Quanto mais aumentamos a temperatura mais</p><p>elétrons são emitidos e por conseqüência a</p><p>corrente elétrica no interior do tubo é também</p><p>aumentada (mA). O ânodo ou eletrodo positivo</p><p>é formado por um conjunto de cobre que se</p><p>estende até o centro do tubo e junto a esse</p><p>é soldada uma pequena placa de tungstênio</p><p>(alvo) de aproximadamente 3 mm de espessura.</p><p>Lembrando que o tungstênio possui a propriedade</p><p>de suportar as altas temperaturas geradas no</p><p>interior do tubo aproximadamente 3.400oC.</p><p>Observemos:</p><p>O calor é gerado pelo impacto dos elétrons no</p><p>alvo, e como já dito antes somente uma pequena</p><p>porcentagem dessa energia é responsável pela</p><p>produção de raio X.</p><p>Assim esse calor deve ser eliminado do ponto</p><p>de foco da maneira mais efi ciente possível,</p><p>caso contrário comprometeria o metal do alvo</p><p>devido a alta temperatura destruindo o tubo.</p><p>No caso de ânodos fi xos coloca-se na parte</p><p>posterior do alvo um material que seja bom</p><p>condutor de calor, no caso atualmente, o cobre,</p><p>constituindo-se num suporte para o alvo de</p><p>tungstênio. Esse suporte se estende até a parte</p><p>externa do invólucro de vidro até um radiador de</p><p>chapa para dissipação do calor. Outro método</p><p>ainda, consiste em colocar o tubo junto a um</p><p>recipiente metálico preenchido com óleo para</p><p>onde será transferido o calor do ânodo.</p><p>O ponto de foco é a área do alvo no qual se</p><p>chocam os elétrons, dessa forma o tamanho do</p><p>fi lamento e a forma e tamanho do copo do foco</p><p>afetam na forma e no tamanho do ponto de foco</p><p>(efeito muito importante para a formação da</p><p>imagem de raio X).</p><p>Quanto menor o ponto de foco, maior a nitidez da</p><p>imagem não alterando os outros fatores, contudo</p><p>quanto maior o foco, maior a suportabilidade de</p><p>calor. Assim, fora criado o foco linear ou ânodo</p><p>rotatório.</p><p>18</p><p>Figura – Esquema do ânodo Giratório e do Cabeçote do Equipamento de RX</p><p>O ânodo rotatório (foco linear) tem o efeito de</p><p>fazer com que o tamanho do ponto de foco</p><p>seja menor quando visto da posição do fi lme,</p><p>onde a corrente de elétrons está focalizada</p><p>num retângulo estreito do alvo. A face do alvo é</p><p>comumente construída com ângulos de 15o ou</p><p>20 o em relação ao cátodo.</p><p>O tamanho do ponto de foco efetivo para um</p><p>ângulo de 10 o em relação ao alvo, parece menor</p><p>do que para um ângulo de 17 o como mostrado</p><p>na fi gura acima.</p><p>O tubo com ânodo giratório foi desenvolvido para</p><p>aumentar ainda mais a capacidade de resistência ao</p><p>calor do ponto de vista de proteção do ânodo, como</p><p>o próprio nome sugere esse possui o formato de um</p><p>disco composto de tungstênio, molibdênio e pequenas</p><p>percentagens de grafi te. Nesse caso o fi lamento é</p><p>projetado de forma a direcionar o feixe de elétrons para</p><p>a pequena área chanfrada do disco, permanecendo</p><p>fi xo dessa forma o ponto de foco enquanto o disco gira</p><p>a altas velocidades durante o período de exposição.</p><p>Com isto, todo calor gerado é distribuído pela área</p><p>circular do disco ou pista do foco.</p><p>Atualmente o interesse reside em tubos com</p><p>pontos de foco bem pequenos em torno de 1nm</p><p>para uso em radiografi a de ampliação, onde alguns</p><p>possuem um ângulo de alvo de até 45 o, contudo</p><p>de pequena capacidade de resistência ao calor.</p><p>3.2 Funcionamento do tubo de RX</p><p>O equipamento elétrico necessário para o</p><p>funcionamento do tubo de raio X consiste em:</p><p>• transformadores para produzir alta</p><p>voltagem;</p><p>• retifi cadores para manter a polaridade</p><p>dos eletrodos (positivo e negativo);</p><p>• fornecedores de força e controles para</p><p>o fi lamento;</p><p>• cronômetros e dispositivos de proteção.</p><p>No circuito, o retifi cador e o transformador de</p><p>alta voltagem têm a função de proporcionar</p><p>uma grande quantidade de voltagem positiva</p><p>a ser aplicada no ânodo do tubo e uma grande</p><p>quantidade de voltagem negativa a ser aplicada</p><p>no cátodo. Como resultado os elétrons são</p><p>acelerados a uma grande velocidade e se</p><p>chocam com o ânodo, com grande força. A alta</p><p>voltagem é medida em quilovolt (KV = 1.000</p><p>volts). O KV é o responsável pela velocidade</p><p>dos elétrons que saem do cátodo em direção</p><p>ao ânodo, portanto quanto maior o KV, maior a</p><p>velocidade dos elétrons e por conseqüência a</p><p>penetração do feixe de raios- X.</p><p>19</p><p>3.3 Forma de ondas de voltagem</p><p>O fornecimento de energia elétrica está na forma</p><p>de 60 Hz (60 ciclos por segundo) de corrente</p><p>alternada, o que significa uma reversão no fluxo</p><p>da corrente a cada 60 ciclos. A voltagem máxima</p><p>se aplica só por um instante, na maioria das</p><p>vezes a voltagem é menor do que esta e cai a</p><p>zero 120 vezes por segundo.</p><p>A curva que mostra como a voltagem se modifica</p><p>com o tempo chama-se onda de voltagem. A</p><p>voltagem fornecida a um gerador de raio X é</p><p>normalmente de um valor máximo equivalente</p><p>a 220 V, por meio dos transformadores essa</p><p>voltagem é elevada</p><p>a 5 s;</p><p>(iii) deve haver um sistema para garantir que raios-x</p><p>não sejam emitidos quando o indicador de tempo</p><p>de exposição se encontrar na posição "zero" e o</p><p>disparador for pressionado.</p><p>g) O botão disparador deve ser instalado em uma</p><p>cabine de proteção ou disposto de tal forma que o</p><p>operador que o maneje possa ficar a uma distância</p><p>de, pelo menos, 2 m do tubo e do paciente durante</p><p>a exposição.</p><p>h) O sistema de suporte do cabeçote deve ser tal que</p><p>o mesmo permaneça estável durante a exposição.</p><p>PROCEDIMENTOS DE TRABALHO</p><p>5.8 A fim de reduzir a dose no paciente, devem ser</p><p>adotados os seguintes procedimentos:</p><p>a) Exames radiográficos somente devem ser</p><p>realizados quando, após exame clínico e cuidadosa</p><p>consideração das necessidades de saúde geral e</p><p>dentária do paciente, sejam julgados necessários.</p><p>Deve-se averiguar a existência de exames</p><p>radiográficos anteriores que tornem desnecessário</p><p>um novo exame.</p><p>b) O tempo de exposição deve ser o menor possível,</p><p>consistente com a obtenção de imagem de boa</p><p>qualidade. Isto inclui o uso de receptor de imagem</p><p>mais sensível que possa fornecer o nível de contraste</p><p>e detalhe necessários. No caso de radiografias</p><p>extra-orais, deve-se utilizar uma combinação de</p><p>filme e tela intensificadora com o mesmo critério.</p><p>c) A repetição de exames deve ser evitada por meio</p><p>do uso da técnica correta de exposição e de um</p><p>processamento confiável e consistente.</p><p>d) Para radiografias intra-orais deve-se utilizar,</p><p>preferencialmente:</p><p>(i) a técnica do paralelismo com localizadores longos;</p><p>(ii) dispositivos de alinhamento (posicionadores);</p><p>(iii) prendedores de filme e de "bite-wing" de modo a</p><p>evitar que o paciente tenha que segurar o filme.</p><p>e) A extremidade do localizador deve ser colocada</p><p>o mais próximo possível da pele do paciente para</p><p>garantir tamanho de campo mínimo.</p><p>f) Em radiografias extra-orais deve-se utilizar</p><p>tamanho de campo menor ou igual ao tamanho do</p><p>filme.</p><p>g) O operador deve observar e ouvir o paciente</p><p>durante as exposições.</p><p>h) É proibido o uso de sistema de acionamento de</p><p>disparo com retardo.</p><p>i) Uso de vestimenta de proteção individual de</p><p>modo a proteger a tireóide o tronco e as gônadas</p><p>dos pacientes durante as exposições. Os aventais</p><p>plumbíferos devem ser acondicionados de forma a</p><p>preservar sua integridade, sobre superfície horizontal</p><p>ou em suporte apropriado.</p><p>5.9 Proteção do operador e equipe</p><p>a) Equipamentos panorâmicos ou cefalométricos</p><p>devem ser operados dentro de uma cabine ou</p><p>biombo fixo de proteção com visor apropriado ou</p><p>sistema de televisão.</p><p>(i) o visor deve ter, pelo menos, a mesma atenuação</p><p>calculada para a cabine.</p><p>(ii) a cabine deve estar posicionada de modo que,</p><p>durante as exposições, nenhum indivíduo possa</p><p>entrar na sala sem o conhecimento do operador;</p><p>b) Em exames intra-orais em consultórios, o</p><p>operador deve manter-se a uma distância de, pelo</p><p>menos, 2 metros do tubo e do paciente durante as</p><p>exposições. Se a carga de trabalho for superior a</p><p>30 mAmin por semana, o operador deve manter-se</p><p>atrás de uma barreira protetora com uma espessura</p><p>de, pelo menos, 0,5 mm equivalentes ao chumbo,</p><p>c) O operador ou qualquer membro da equipe não</p><p>deve colocar-se na direção do feixe primário, nem</p><p>segurar o cabeçote ou o localizador durante as</p><p>exposições.</p><p>d) Nenhum elemento da equipe deve segurar o filme</p><p>durante a exposição.</p><p>5.10 Somente o operador e o paciente podem</p><p>permanecer na sala de exame durante as</p><p>exposições.</p><p>a) Caso seja necessária a presença de indivíduos</p><p>para assistirem uma criança ou um paciente</p><p>debilitado, elas devem fazer uso de avental</p><p>plumbífero com, pelo menos, o equivalente a 0,25</p><p>mm Pb e evitar localizar-se na direção do feixe</p><p>primário.</p><p>b) Nenhum indivíduo deve realizar regularmente</p><p>esta atividade.</p><p>5.11 Proteção do público</p><p>a) O titular deve demonstrar através de levantamento</p><p>radiométrico que os níveis de radiação produzidos</p><p>atendem aos requisitos de restrição de dose</p><p>estabelecidos neste Regulamento.</p><p>b) O acesso à sala onde exista aparelho de raios-x</p><p>deve ser limitado durante os exames radiológicos.</p><p>c) Uma sala de raios-x não deve ser utilizada</p><p>simultaneamente para mais que um exame</p><p>radiológico.</p><p>5.12 No processamento do filme:</p><p>a) Devem ser seguidas as recomendações do</p><p>fabricante com respeito à concentração da solução,</p><p>temperatura e tempo de revelação.</p><p>(i) deve ser afixada na parede da câmara uma tabela</p><p>de tempo e temperatura de revelação;</p><p>(ii) deve-se medir a temperatura do revelador antes</p><p>da revelação.</p><p>98</p><p>b) As soluções devem ser regeneradas ou trocadas</p><p>quando necessário, de acordo com as instruções do</p><p>fabricante.</p><p>c) Não devem ser utilizados filmes ou soluções de</p><p>processamento com prazo de validade expirado.</p><p>d) Não deve ser realizada qualquer inspeção visual</p><p>do filme durante os processamentos manuais.</p><p>e) A câmara escura e as cubas de revelação devem</p><p>ser mantidas limpas.</p><p>5.13 Os filmes devem ser armazenados em local</p><p>protegido do calor, umidade, radiação e vapores</p><p>químicos.</p><p>CONTROLE DE QUALIDADE</p><p>5.14 O controle de qualidade, previsto no programa</p><p>de garantia de qualidade, deve incluir o seguinte</p><p>conjunto mínimo de testes de constância, com</p><p>freqüência mínima de dois anos:</p><p>a) Camada semi-redutora;</p><p>b) Tensão de pico;</p><p>c) Tamanho de campo;</p><p>d) Reprodutibilidade do tempo de exposição ou</p><p>reprodutibilidade da taxa de kerma no ar;</p><p>e) Linearidade da taxa de kerma no ar com o tempo</p><p>de exposição;</p><p>f) Dose de entrada na pele do paciente;</p><p>g) Padrão de imagem radiográfica;</p><p>h) Integridade das vestimentas de proteção individual</p><p>5.15 Padrões de desempenho</p><p>a) Os níveis de radiação de fuga são definidos a 1</p><p>m do foco, fora do feixe primário, pelo valor médio</p><p>sobre áreas de medição de 100 cm2, com dimensão</p><p>linear que não exceda 20 cm.</p><p>b) O valor da camada semi-redutora do feixe útil não</p><p>deve ser menor que o valor mostrado na Tabela II</p><p>para tensão de tubo máxima de operação, de modo</p><p>a demonstrar conformidade com os requisitos de</p><p>filtração mínima. Valores intermediários podem ser</p><p>obtidos por interpolação.</p><p>c) A tensão medida no tubo não deve ser inferior a</p><p>50 kVp, com uma tolerância de - 3 kV.</p><p>d) O seletor de tempo de exposição deve garantir</p><p>exposições reprodutíveis de modo que o desvio</p><p>(diferença entre duas medidas de tempo de</p><p>exposição) máximo seja menor ou igual a 10% do</p><p>valor médio, para quatro medidas. Alternativamente,</p><p>para um dado tempo de exposição, a taxa de kerma</p><p>no ar deve ser reprodutível em 10%.</p><p>e) A taxa de kerma no ar deve ser linear com o</p><p>tempo de exposição. O desvio (diferença entre duas</p><p>medidas) máximo não deve ultrapassar ± 20% do</p><p>valor médio, para os tempos comumente utilizados.</p><p>f) As doses na entrada na pele dos pacientes em</p><p>radiografia intra-oral devem ser inferiores ao nível</p><p>de referência de radiodiagnóstico apresentados no</p><p>Anexo A.</p><p>Tabela II. Valores mínimos de camadas semi-</p><p>redutoras em função da tensão de tubo máxima de</p><p>operação</p><p>kVp CSR (mm AI)</p><p>51 1.2</p><p>60 1.3</p><p>70 1.5</p><p>71 2.1</p><p>80 2.3</p><p>90 2.5</p><p>CAPÍTULO 6 - DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS</p><p>6.1 A aplicação deste Regulamento implica em</p><p>reavaliações de instalações, equipamentos,</p><p>procedimentos, qualificação profissional e de</p><p>práticas. Desta forma, ficam concedidos prazos</p><p>diferenciais para o cumprimento dos requisitos</p><p>discriminados neste Capítulo. As autoridades</p><p>sanitárias locais podem reduzir em atos normativos</p><p>os prazos estabelecidos.</p><p>6.2 As exigências abaixo devem ser atendidas no</p><p>menor tempo possível, não ultrapassando os prazos</p><p>indicados, contados a partir da data de publicação</p><p>deste Regulamento.</p><p>a) Um ano para que sejam adquiridos apenas</p><p>equipamentos que atendam aos itens relativos a</p><p>certificação de blindagem do cabeçote e teste de</p><p>aceitação. Os equipamentos já instalados devem</p><p>ser avaliados por um especialista em física de</p><p>radiodiagnóstico (ou certificação equivalente) no</p><p>prazo máximo de três anos.</p><p>b) Quatro anos para que as exigências relativas à</p><p>qualificação profissional sejam cumpridas.</p><p>c) Três anos para implantação do sistema de</p><p>garantia da qualidade e respectivos assentamentos.</p><p>d) Um ano para que sejam desativados</p><p>ou</p><p>substituídos os equipamentos de abreugrafia</p><p>convencional.</p><p>e) Cinco anos para substituir os atuais sistemas</p><p>convencionais de fluoroscopia por sistema com</p><p>intensificador de imagem. A partir da data da</p><p>publicação deste Regulamento Técnico somente</p><p>devem ser instalados equipamentos de fluoroscopia</p><p>com intensificadores de imagem.</p><p>f) Um ano para que sejam substituídos ou</p><p>desativados os sistemas de disparo com retardo de</p><p>raios-x de uso odontológico.</p><p>g) Um ano para que sejam substituídos nos</p><p>equipamentos odontológicos os controladores de</p><p>duração de exposição mecânicos por eletrônicos e</p><p>com sistema de disparo do tipo "dead-man".</p><p>99</p><p>h) Três anos para atendimento dos requisitos de</p><p>calibração dos instrumentos de dosimetria de feixe</p><p>e de</p><p>monitoração de área.</p><p>i) Um ano para que sejam utilizados em radiografias</p><p>apenas filmes verdes e telas intensificadoras de</p><p>terras raras correspondentes, ou outros receptores</p><p>de imagem com sensibilidade maior ou igual.</p><p>6.3 Em casos de relevante interesse de saúde</p><p>pública, o prazo estabelecido no item 6.2-e) pode ser</p><p>dilatado, em ato normativo, a critério da autoridade</p><p>sanitária local.</p><p>6.4 Até que sejam concluídos os estudos de</p><p>implementação do sistema de calibração em termos</p><p>das novas</p><p>grandezas operacionais no LNMRI-IRD/CNEN,</p><p>devem ser utilizadas as seguintes grandezas;</p><p>a) Dose individual, para monitoração individual</p><p>visando a estimativa da dose efetiva em exposições</p><p>ocupacionais.</p><p>b) Dose de extremidade, para estimativa da dose</p><p>equivalente nas extremidades em exposições</p><p>ocupacionais.</p><p>c) Dose externa, para monitoração do ambiente de</p><p>trabalho e sua circunvizinhança.</p><p>ANEXO A - NÍVEIS DE REFERÊNCIA DE</p><p>RADIODIAGNÓSTICO</p><p>TABELA A1. Níveis de referência de radiodiagnóstico</p><p>por radiografia para paciente adulto típico</p><p>EXAME DEP (mGy)*</p><p>coluna lombar AP 10</p><p>LAT 30</p><p>JLS 40</p><p>abdomen, urogra-</p><p>fia e colecistografia</p><p>AP 10</p><p>pelve AP 10/TD</p><p>bacia AP 10</p><p>torax PA 0.4</p><p>LAT 1.5</p><p>Coluna torácica AP 7</p><p>LAT 2.0</p><p>Odontológico Periapical 3.5**</p><p>AP 5</p><p>Crânio AP 5</p><p>LAT 3</p><p>Mama*** CC com grade 10</p><p>CC sem grade 4</p><p>Notas: PA: projeção póstero-anterior; AP: projeção</p><p>antero-posterior; LAT: projeção lateral; CC: projeção</p><p>crânio-caudal; JLS: junção lombo-sacro.</p><p>(*) DEP, dose de entrada da pele. Estes valores são</p><p>para receptor de imagem de sensibilidade média,</p><p>velocidade relativa de 200. Para combinações filme-</p><p>tela mais rápidas (400-600) estes valores devem ser</p><p>reduzidos por um fator de 2 a 3.</p><p>(**) para filme do grupo E.</p><p>(***) determinada em uma mama comprimida de 4,5</p><p>cm para sistema tela-filme e uma unidade com anodo</p><p>e filtração de molibdênio.</p><p>TABELA A2. Níveis de referência de radiodiagnóstico</p><p>em CT para paciente adulto típico</p><p>Exame Dose média em cortes multiplos</p><p>(mGy)*</p><p>Cabeça 50</p><p>Coluna lombar 35</p><p>Abdômen 25</p><p>(*) determinada no eixo de rotação em fantoma de</p><p>água, comprimento de 15 cm e diâmetro de 16 cm</p><p>para cabeça e 30 cm para coluna e abdômen.</p><p>ANEXO B - FICHA DE CADASTRO DE INSTITUIÇÃO</p><p>Com a finalidade de permitir a padronização dos</p><p>dados cadastrais mínimos e a implementação de</p><p>uma base de dados nacional sobre os serviços de</p><p>radiodiagnósticos, as autoridades sanitárias locais</p><p>devem providenciar a preparação de fichas cadastrais</p><p>conforme especificação apresentada neste Anexo.</p><p>Anexo B1 - Instituições de radiodiagnóstico médico</p><p>Campo 1: Tipo de movimentação cadastral - 2</p><p>alternativas: cadastro inicial ou alteração de cadastro</p><p>Campo 2: Código da Instituição</p><p>Campo 3: Natureza da Instituição (códigos no verso) -</p><p>7 alternativas numeradas de 1 a 7</p><p>Campo 4: Razão Social</p><p>Campo 5: CGC</p><p>Campo 6: Nome Fantasia</p><p>Campo 7: Setor/Departamento</p><p>Campo 8: Endereço (rua, av, número e complemento)</p><p>Campo 9: Município</p><p>Campo 10: Bairro/Distrito</p><p>Campo 11: UF</p><p>Campo 12: CEP</p><p>Campo 13: DDD/Telefone</p><p>Campo 14: FAX</p><p>Campo 15: Titular/Proprietário</p><p>Campo 16: Provê Dosímetro Individual? - 2 alternativas:</p><p>sim ou não</p><p>Campo 17: Laboratório</p><p>Campo 18: Responsável Técnico pelo setor</p><p>Campo 19: CPF</p><p>Campo 20: CRM</p><p>Campo 21: Substituto do responsável técnico</p><p>Campo 22: CPF</p><p>Campo 23: CRM</p><p>100</p><p>Campo 24: Supervisor de proteção radiológica de</p><p>radiodiagnóstico.</p><p>Campo 25: CPF</p><p>Campo 26: Formação do SPR (códigos no verso) - 4</p><p>alternativas</p><p>Campo 27: Tabela de equipamentos e exames com</p><p>13 linhas e 8 colunas</p><p>Cabeçalho das colunas:</p><p>1 - Ref.</p><p>2 - Mobilidade do aparelho</p><p>3 - Identificação da Sala</p><p>4 - Fabricante e modelo</p><p>5 - Quantidade de tubos</p><p>6 - Exames que realiza (códigos no verso)</p><p>7 - Número de exames/mês</p><p>8 - Exame mais freqüente</p><p>Campo 28: Observações</p><p>Campo 29: Local e data</p><p>Campo 30: Assinatura do titular/proprietário</p><p>Instruções para o preenchimento da ficha de cadastro</p><p>de instituição (verso da ficha cadastral)</p><p>Campo 1: Assinalar "cadastro inicial" quando se tratar</p><p>de Instituição nova ou não cadastrada. Assinalar</p><p>"alteração de cadastro" quando se</p><p>tratar de mudança de endereço, modificação da</p><p>instalação, aquisição ou modificação de aparelho de</p><p>raios-x, etc. Neste caso, preencher a</p><p>identificação da Instituição e os itens referentes às</p><p>alterações.</p><p>Campo 2: Código de cadastro da Instituição na</p><p>autoridade sanitária. Não preencher no caso de</p><p>cadastro inicial.</p><p>Campo 3: Natureza da Instituição. Marque com X até</p><p>três dos seguintes códigos:</p><p>1 - Municipal, 2 - Estadual, 3 - Federal, 4 - Privada, 5</p><p>- Universitário / Instituição de Pesquisa, 6 - Militar, 7 -</p><p>Convênio SUS.</p><p>Campo 4: Escrever o nome completo da Instituição</p><p>(razão social). Utilizar uma cópia desta ficha para cada</p><p>unidade (filial) ou setor/departamento da Instituição, se</p><p>houver.</p><p>Campo 5: Escrever o número de registro no CGC.</p><p>Campo 6: Escrever o nome Fantasia, quando houver.</p><p>Campo 7: Nome completo do Setor/Departamento</p><p>(Serviço de radiodiagnóstico, Unidade ou Divisão) da</p><p>Instituição. Caso não haja identificação para o setor,</p><p>deixar este campo em branco. Caso exista mais de um</p><p>setor, favor utilizar uma cópia desta ficha para cada.</p><p>Campo 8 a 12: Escrever o endereço completo da</p><p>Instituição/setor.</p><p>Campos 13 e 14: Telefone, ramal e fax.</p><p>Campo 15: Nome completo do Responsável Legal</p><p>pela Instituição (Titular, Diretor ou Proprietário).</p><p>Campo 16 e 17: Indicar se é realizada Monitoração</p><p>Individual no pessoal ocupacionalmente exposto.</p><p>Em caso afirmativo, indicar a Entidade/Laboratório</p><p>prestadora deste serviço.</p><p>Campo 18: Nome completo do Responsável Técnico</p><p>pelo setor.</p><p>Campo 19: Escrever o CPF do Responsável Técnico.</p><p>Campo 20: Escrever o número de registro no CRM do</p><p>Responsável Técnico.</p><p>Campo 21: Se houver, escrever o nome do substituto</p><p>do responsável técnico.</p><p>Campo 22: Escrever o CPF do substituto do</p><p>responsável técnico.</p><p>Campo 23: Escrever o número de registro no CRM do</p><p>substituto do responsável técnico.</p><p>Campo 24: Nome completo do supervisor de proteção</p><p>radiológica de radiodiagnóstico (SPR).</p><p>Campo 25: CPF do SPR.</p><p>Campo 26: Marque com um X a formação do SPR (1</p><p>- físico, 2 - médico, 3 - engenheiro, 4 - outro)</p><p>Campo 27: Preenchimento da tabela de equipamentos</p><p>e exames:</p><p>Ref.: Número de referência do aparelho. Devem ser</p><p>cadastrados todos os aparelhos de raios-x existentes</p><p>no serviço.</p><p>Mobilidade do Aparelho: Indicar com a letra F se o</p><p>equipamento for Fixo, com M se for do tipo móvel/</p><p>transportável, com V se o aparelho estiver instalado</p><p>em veículo.</p><p>Identificação da sala: Indicar o número da sala ou outro</p><p>tipo de identificação onde está localizado o aparelho.</p><p>Caso haja mais de um aparelho nesta sala, repetir</p><p>a identificação. Para aparelho móvel, identificar a</p><p>localização mais freqüente do mesmo.</p><p>Fabricante e modelo: Indicar o nome do fabricante (ou</p><p>marca) e o modelo do aparelho.</p><p>Quantidade de tubos: Indicar a quantidade de tubos de</p><p>raios-x que o aparelho possui.</p><p>Exames que realiza: Utilizando os códigos abaixo,</p><p>indicar os tipos de exames realizados com o aparelho.</p><p>Número de exames/mês. Indicar o número de exames</p><p>radiológicos que são realizados por mês com o</p><p>aparelho. Nos casos de grandes variações mensais,</p><p>indicar o número médio.</p><p>Exame mais freqüente: Utilizando os códigos abaixo,</p><p>indicar o exame mais freqüente realizado com este</p><p>aparelho.</p><p>Campo 28: Observações: Utilizar para informar ou</p><p>explicar dados cadastrais não incluídos no formulário</p><p>e demais observações julgadas necessárias. Por</p><p>exemplo, aparelho desativado; aparelho anteriormente</p><p>cadastrado e que foi alienado (vendido, cedido, etc.).</p><p>Campo 29 e 30: Local, data e assinatura: O Titular</p><p>101</p><p>da instituição deve datar e assinar o formulário,</p><p>responsabilizando-se pelas informações prestadas.</p><p>CÓDIGO DE EXAMES</p><p>00 - Exames Gerais 01 - Crânio/face 02 -Coluna 03 -</p><p>Extremidades</p><p>04 - Pélvis/bacia 05 - Tórax 05a - Abreugrafia 05b -</p><p>Planigrafia</p><p>06 - Aparelho Digestivo 07 - Aparelho geniturinário 08</p><p>- Abdômen</p><p>08a - Mamografia 08b - Densitometria óssea 09 -</p><p>Procedimentos especiais</p><p>10 - Neuro-radiologia 12 - Angiografia 13 -</p><p>Intervencionista</p><p>34 - CT 99 -Outros (favor especificar no formulário)</p><p>Anexo B2 - Instituições de radiodiagnóstico</p><p>odontológico</p><p>Campo 1: Tipo de movimentação cadastral - 2</p><p>alternativas: cadastro inicial ou alteração de cadastro</p><p>Campo 2: Código da Instituição</p><p>Campo 3: Natureza da Instituição (códigos no verso) -</p><p>7 alternativas numeradas</p><p>Campo 4: Razão social</p><p>Campo 5: CGC/CPF</p><p>Campo 6: Nome Fantasia</p><p>Campo 7: Setor/Departamento</p><p>Campo 8: Endereço (rua, av, número e complemento)</p><p>Campo 9: Município</p><p>Campo 10: Bairro/Distrito</p><p>Campo 11: UF</p><p>Campo 12: CEP</p><p>Campo 13: DDD/Telefone</p><p>Campo 14: FAX</p><p>Campo 15: Titular/Proprietário</p><p>Campo 16: Provê Dosímetro Individual? - 2 alternativas:</p><p>sim ou não</p><p>Campo 17: Laboratório</p><p>Campo 18: Responsável Técnico pelo setor</p><p>Campo 19: CPF</p><p>Campo 20: CRO</p><p>Campo 21: Substituto do responsável técnico</p><p>Campo 22: CPF</p><p>Campo 23: CRO</p><p>Campo 24: Supervisor de proteção radiológica de</p><p>radiodiagnóstico.</p><p>Campo 25: CPF</p><p>Campo 26: Tipo de instalação - 2 alternativas:</p><p>"consultório" ou "clínica radiológica"</p><p>Campo 27: Tabela de equipamentos e exames com 7</p><p>linhas e 6 colunas</p><p>Cabeçalho das colunas:</p><p>1 - Ref.</p><p>2 - Mobilidade do aparelho</p><p>3 - Identificação da Sala</p><p>4 - Fabricante e modelo</p><p>5 - Exames que realiza (códigos no verso)</p><p>6 - Número de filmes por mês</p><p>Campo 28: Observações</p><p>Campo 29: Local e data</p><p>Campo 30: Assinatura do titular/proprietário</p><p>Instruções para o preenchimento da ficha de cadastro</p><p>de instituição (verso da ficha cadastral)</p><p>Campo 1: Assinalar "cadastro inicial" quando se tratar</p><p>de Instituição nova ou não cadastrada. Assinalar</p><p>"alteração de cadastro" quando se tratar de mudança</p><p>de endereço, modificação da instalação, aquisição ou</p><p>modificação de aparelho de raios-x, etc. Neste caso,</p><p>preencher a identificação da Instituição e os itens</p><p>referentes às alterações.</p><p>Campo 2: Código de registro da Instituição na</p><p>autoridade sanitária. Não preencher no caso de</p><p>cadastro inicial.</p><p>Campo 3: Natureza da Instituição. Marque com X até</p><p>três dos seguintes códigos:</p><p>1 - Municipal, 2 - Estadual, 3 - Federal, 4 - Particular,</p><p>5 - Universitário / Instituição de Pesquisa, 6 - Militar, 7 -</p><p>Convênio SUS.</p><p>Campo 4: Escrever o nome completo da Instituição</p><p>(razão social). Utilizar uma cópia desta ficha para cada</p><p>unidade (filial) ou setor/departamento da Instituição, se</p><p>houver.</p><p>Campo 5: Escrever o número de registro no CGC ou</p><p>CPF no caso.</p><p>Campo 6: Escrever o nome Fantasia, quando houver.</p><p>Campo 7: Nome completo do Setor/Departamento</p><p>(Serviço, Unidade ou Divisão) da Instituição. Caso não</p><p>haja identificação para o setor, deixar este campo em</p><p>branco. Caso exista mais de um setor, favor utilizar</p><p>uma cópia desta ficha para cada.</p><p>Campo 8 a 12: Escrever o endereço completo da</p><p>Instituição/setor.</p><p>Campos 13 e 14: Telefone, ramal e fax.</p><p>Campo 15: Nome completo do Responsável Legal</p><p>pela Instituição (Titular, Diretor ou Proprietário).</p><p>Campo 16 e 17: Indicar se é realizada Monitoração</p><p>Individual no pessoal ocupacionalmente exposto.</p><p>Em caso afirmativo, indicar a Entidade/Laboratório</p><p>prestadora deste serviço.</p><p>Campo 18: Nome completo do Responsável Técnico</p><p>pelo setor.</p><p>Campo 19: Escrever o CPF do Responsável Técnico.</p><p>Campo 20: Escrever o número de registro no CRO do</p><p>Responsável Técnico.</p><p>Campo 21: Se houver, escrever o nome do substituto</p><p>do responsável técnico no setor.</p><p>102</p><p>Campo 22: Escrever o CPF do substituto do</p><p>responsável técnico.</p><p>Campo 23: Escrever o número de registro no CRO do</p><p>substituto do responsável técnico.</p><p>Campo 24: Nome completo do supervisor de proteção</p><p>radiológica de radiodiagnóstico.</p><p>Campo 25: CPF do supervisor de proteção radiológica</p><p>de radiodiagnóstico.</p><p>Campo 26: Marque com um X se o serviço é um</p><p>consultório odontológico ou clínica de radiologia</p><p>odontológica</p><p>Campo 27: Preenchimento da tabela de equipamentos</p><p>e exames:</p><p>Ref.: Número de referência do aparelho. Devem ser</p><p>cadastrados todos os aparelhos de raios-x que existem</p><p>no serviço.</p><p>Mobilidade do Aparelho: Indicar com a letra F se o</p><p>equipamento está instalado como fixo, caso contrário</p><p>indicar M, móvel.</p><p>Identificação da sala: Indicar o número da sala ou outro</p><p>tipo de identificação onde está localizado o aparelho.</p><p>Caso haja mais de um aparelho nesta sala, repetir</p><p>a identificação. Para aparelho móvel, identificar a</p><p>localização mais freqüente do mesmo.</p><p>Fabricante e modelo: Indicar o nome do fabricante (ou</p><p>marca) e o modelo do aparelho.</p><p>Exames que realiza: Utilizando os códigos abaixo,</p><p>indicar os tipos de exames realizados com o aparelho.</p><p>Número de filmes/mês. Indicar o número de filmes</p><p>utilizados nos exames radiológicos que são realizados</p><p>por mês com o aparelho citado. Nos casos de grandes</p><p>variações mensais, indicar o número médio.</p><p>Campo 28: Observações: Utilizar para informar ou</p><p>explicar dados cadastrais não incluídos no formulário</p><p>e demais observações julgadas necessárias. Por</p><p>exemplo, aparelho desativado; aparelho anteriormente</p><p>cadastrado e que foi alienado (vendido, cedido, tc.).</p><p>Campo 29 e 30: Local, data e assinatura: O Titular</p><p>da instituição deve datar e assinar o formulário,</p><p>responsabilizando-se pelas informações prestadas.</p><p>CÓDIGO DE EXAME</p><p>I - Intra-oral</p><p>C - Cefalométrico</p><p>P - Panorâmico</p><p>O - Outros (favor especificar no formulário)</p><p>ANEXO C - GLOSSÁRIO</p><p>(1) Acidente - Qualquer evento não intencional,</p><p>incluindo erros de operação e falhas de equipamento,</p><p>cujas conseqüências reais ou potenciais são relevantes</p><p>sob o ponto de vista de proteção radiológica.</p><p>(2) ACR - "American College of Radiology".</p><p>(3) Alvará de funcionamento - Licença ou autorização</p><p>de funcionamento ou operação do serviço fornecida</p><p>pela autoridade sanitária local. Também chamado de</p><p>licença ou alvará sanitário.</p><p>(4) Área controlada - Área sujeita a regras especiais</p><p>de proteção e segurança com a finalidade de controlar</p><p>as exposições normais e evitar exposições não</p><p>autorizadas ou acidentais.</p><p>(5) Área livre - Área isenta de controle especial de</p><p>proteção radiológica, onde os níveis de equivalente de</p><p>dose ambiente devem ser inferiores a 0,5 mSv/ano.</p><p>(6) Autoridade competente - Autoridade municipal,</p><p>estadual ou federal, que dispõe de poderes legais</p><p>para decidir sobre alguma matéria tratada neste</p><p>Regulamento.</p><p>(7) Autoridade sanitária - Autoridade competente, no</p><p>âmbito da área de saúde, com poderes legais para</p><p>baixar regulamentos e executar licenciamento e</p><p>fiscalização, inclusive na área de segurança e proteção</p><p>radiológica.</p><p>(8) Autorização - Ato administrativo pelo qual a</p><p>autoridade competente emite documento permitindo</p><p>ao requerente executar uma prática ou qualquer</p><p>ação especificada no item "Obrigações Gerais" deste</p><p>Regulamento.</p><p>(9) Blindagem - Barreira protetora. Material ou</p><p>dispositivo interposto entre uma fonte de radiação e</p><p>seres humanos ou meio ambiente com o propósito de</p><p>segurança e proteção radiológica.</p><p>(10) Camada semi-redutora - CSR - Espessura de</p><p>um material especificado que, introduzido no feixe de</p><p>raios-x, reduz a taxa de kerma no ar à metade. Nesta</p><p>definição, considera-se excluída a contribuição de</p><p>qualquer radiação espalhada que não estava presente</p><p>inicialmente no feixe considerado.</p><p>11. Carga de trabalho (semanal) - W - Somatório</p><p>dos produtos da corrente pelo tempo (mAs) utilizados</p><p>na semana. Aproximadamente, o produto do número</p><p>de radiografias semanais pelo mAs</p><p>médio utilizado.</p><p>Para relatórios de levantamento radiométrico e para</p><p>planejamento de blindagem, os seguintes valores</p><p>típicos de carga de trabalho semanal, podem ser</p><p>utilizados como orientação para a obtenção de valores</p><p>realistas.</p><p>Equipamento de</p><p>radiodiagnóstico</p><p>pacien-</p><p>tes por</p><p>dia</p><p>W (mA min / sem)</p><p>100 kVp 125 kVp 150 kVp</p><p>Unidade de radio-</p><p>grafia geral</p><p>24 320 160 80</p><p>Unidade de radio-</p><p>grafia de torax</p><p>60 160 80 -</p><p>Tomógrafo compu-</p><p>tadorizado</p><p>24 - 5000 -</p><p>103</p><p>Unidade de fluoros-</p><p>copia*</p><p>24 750 300 -</p><p>Unidade de proce-</p><p>dimentos especiais</p><p>8 700 280 140</p><p>Unidade de radio-</p><p>graf. dentária intra</p><p>-oral</p><p>24 4-30 - -</p><p>Unidade de radio-</p><p>grafia panorâmica</p><p>24 200 - -</p><p>Mamógrafo (<50</p><p>kVp)</p><p>24 2000 - -</p><p>* para unidades sem intensificador de imagem e para</p><p>telecomandados, multiplicar por 2)</p><p>(12) CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear.</p><p>(13) Colimador - Dispositivo ou mecanismo utilizado</p><p>para limitar o campo de radiação.</p><p>(14) Condições de ensaio de fuga - São definidas pelos</p><p>parâmetros específicos utilizados para medir radiação</p><p>de fuga em cabeçotes de equipamentos de raios-x</p><p>diagnósticos, estabelecidos como segue:</p><p>(a) para equipamento com energia armazenada</p><p>em capacitores: tensão máxima (kVp) especificada</p><p>pelo fabricante e número máximo de exposições</p><p>especificado pelo fabricante para 1 h com o menor</p><p>mAs disponível, desde que superior a 10 mAs;</p><p>(b) para equipamento com operação pulsada: número</p><p>máximo de pulsos especificado pelo fabricante para 1</p><p>h de operação na tensão máxima (kVp);</p><p>(c) demais tipos de equipamento: tensão máxima</p><p>(kVp) especificada e a máxima corrente contínua de</p><p>tubo especificada pelo fabricante para a máxima kVp.</p><p>(15) CT - Tomografia computadorizada. Produção</p><p>de imagens tomográficas através de medidas</p><p>múltiplas de transmissão de raios-x e processamento</p><p>computacional.</p><p>(16) Detrimento - O dano total esperado para um grupo</p><p>de indivíduos e seus descendentes como resultado</p><p>da exposição deste grupo à radiação ionizante.</p><p>Determinado pela combinação dos danos à saúde (por</p><p>unidade de dose) compreendidos pela probabilidade</p><p>condicional de indução de câncer letal, câncer não</p><p>letal, danos hereditários e redução da expectativa de</p><p>vida.</p><p>(17) Dose absorvida - D - Grandeza expressa por D = d</p><p>/dm, onde d é o valor esperado da energia depositada</p><p>pela radiação em um volume elementar de matéria de</p><p>massa dm. A unidade SI de dose absorvida é o joule</p><p>por quilograma, denominada gray (Gy).</p><p>(18) Dose - Dose absorvida, dose efetiva, dose</p><p>equivalente, equivalente de dose, dependendo do</p><p>contexto.</p><p>(19) Dose coletiva - Expressão da dose efetiva total</p><p>recebida por uma população ou um grupo de pessoas,</p><p>definida como o produto do número de indivíduos</p><p>expostos a uma fonte de radiação ionizante pelo valor</p><p>médio da distribuição de dose efetiva destes indivíduos.</p><p>A dose coletiva é expressa em sievert-homem (Sv-</p><p>homem).</p><p>(20) Dose de entrada na pele - DEP - Dose absorvida</p><p>no centro do feixe incidente na superfície do paciente</p><p>submetido a um procedimento radiológico. Inclui retro-</p><p>espalhamento.</p><p>(21) Dose de extremidade - Grandeza operacional</p><p>para fins de monitoração individual de extremidades,</p><p>obtida em um monitor de extremidade, calibrado em</p><p>termos de kerma no ar, pelo fator f = 1,14 Sv/Gy.</p><p>(22) Dose efetiva - E - Média aritmética ponderada das</p><p>doses equivalentes nos diversos órgãos. Os fatores</p><p>de ponderação dos tecidos foram determinados de</p><p>tal modo que a dose efetiva represente o mesmo</p><p>detrimento de uma exposição uniforme de corpo inteiro.</p><p>A unidade de dose efetiva é o joule por quilograma,</p><p>denominada sievert (Sv). Os fatores de ponderação</p><p>dos tecidos, wT, são apresentados na publicação No</p><p>60 da ICRP (1991), com os seguintes valores: para</p><p>osso, superfície óssea e pele, 0,01; para bexiga,</p><p>mama, fígado, esôfago, tireóide e restante, 0,05; para</p><p>medula óssea, cólon, pulmão e estômago, 0,12; e para</p><p>gônadas, 0,20.</p><p>(23) Dose equivalente - HT - Grandeza expressa por</p><p>HT = DTwR, onde DT é dose absorvida média no órgão</p><p>ou tecido humano e wR é o fator de ponderação da</p><p>radiação. Para os raios-x, wR = 1 e a dose equivalente</p><p>é numericamente igual à dose absorvida. A unidade SI</p><p>de dose equivalente é denominada sievert, Sv.</p><p>(24) Dose individual - Hx - Grandeza operacional</p><p>definida pela CNEN para monitoração individual</p><p>externa a feixes de fótons, obtida multiplicando-se o</p><p>valor determinado pelo dosímetro individual utilizado</p><p>na superfície do tronco do indivíduo, calibrado em</p><p>kerma no ar, pelo fator f = 1,14 Sv/Gy.</p><p>(25) Dose externa - Grandeza operacional para</p><p>monitoração de um campo de raios-x, definida neste</p><p>Regulamento como o valor determinado pelo monitor</p><p>de área calibrado em kerma no ar, multiplicado por f =</p><p>1,14 Sv/Gy.</p><p>(26) Dose média em cortes múltiplos (MSAD -</p><p>"multiple scan average dose") - Termo empregado em</p><p>tomografia computadorizada e definido como:</p><p>onde n é o número total de cortes em uma série clínica,</p><p>I é o incremento de distância entre os cortes, e D(z) é a</p><p>dose na posição z, paralela ao eixo de rotação.</p><p>(27) Dosimetria citogenética - Avaliação de dose</p><p>absorvida através de contagem da freqüência de</p><p>cromossomas discêntricos em cultura de linfócitos do</p><p>indivíduo irradiado.</p><p>(28) Dosímetro individual - Dispositivo usado junto a</p><p>104</p><p>partes do corpo de um indivíduo, de acordo com regras</p><p>específicas, com o objetivo de avaliar a dose efetiva ou</p><p>a dose equivalente acumulada em um dado período.</p><p>Também chamado de monitor individual</p><p>(29) Dosímetro padrão - Dosímetro de leitura indireta,</p><p>mantido fora do alcance da radiação produzida no</p><p>serviço, utilizado como base para correção da radiação</p><p>de fundo nos dosímetros individuais, incluindo qualquer</p><p>exposição durante o trajeto. Também chamado de</p><p>dosímetro de referência</p><p>(30) Efeitos determinísticos - São aqueles para os</p><p>quais existe um limiar de dose necessário para sua</p><p>ocorrência e cuja gravidade aumenta com a dose.</p><p>(31) Efeitos estocásticos - São aqueles para os quais</p><p>não existe um limiar de dose para sua ocorrência e cuja</p><p>probabilidade de ocorrência é uma função da dose. A</p><p>gravidade destes efeitos é independente da dose.</p><p>(32) Efeitos indevidos (da radiação) - Efeitos</p><p>estocásticos e efeitos determinísticos produzidos pela</p><p>radiação em decorrência de uma prática autorizada.</p><p>(33) Empregador - Pessoa jurídica com reconhecidas</p><p>responsabilidades e deveres para com seu empregado</p><p>no seu trabalho devido a um contrato de mútuo</p><p>acordo. Um autônomo é considerado empregador e</p><p>empregado.</p><p>(34) Equipamentos fixos - Aqueles cujo uso restringe-</p><p>se a um ambiente exclusivo de operação.</p><p>(35) Equipamentos móveis - Aqueles que podem ser</p><p>deslocados para diversos ambientes, tais como em</p><p>berçários e unidades de terapia intensiva. Também</p><p>chamados de equipamentos transportáveis.</p><p>(36) Equivalente de dose - H - Grandeza definida por</p><p>H = D Q, onde D é dose absorvida em um ponto do</p><p>tecido humano e Q é o fator de qualidade da radiação.</p><p>Q=1 para raios-x.</p><p>(37) Equivalente de dose ambiente (em um ponto de um</p><p>campo de radiação) - H*(d) - Equivalente de dose que</p><p>seria produzido por um campo alinhado e expandido</p><p>em uma esfera da ICRU a uma profundidade d, no raio</p><p>oposto ao sentido do feixe de radiação incidente.</p><p>(38) Equivalente de dose pessoal - Hp(d) - Grandeza</p><p>operacional de monitoração individual externa definida</p><p>como o equivalente de dose em um ponto a uma</p><p>profundidade d do corpo, no tecido mole.</p><p>(39) Especialista em física de radiodiagnóstico -</p><p>Indivíduo com formação plena de nível superior, com</p><p>conhecimento, treinamento e experiência comprovada</p><p>em física das radiações em medicina e em proteção</p><p>radiológica nas práticas com raios-x diagnósticos. A</p><p>habilitação deve ser comprovada mediante certificação</p><p>emitida por órgãos de reconhecida competência ou</p><p>colegiados profissionais cujos critérios de avaliação</p><p>estejam homologados pelo Ministério da Saúde.</p><p>(40) Exposição acidental - Exposição involuntária e</p><p>imprevisível ocorrida em condições de acidente.</p><p>(41) Exposição do público - Exposição de membros</p><p>da população a fontes de radiação ionizante, excluindo</p><p>exposição ocupacional, exposição médica e exposição</p><p>natural normal devido à radiação ambiental do local.</p><p>Incluem exposições a fontes e práticas autorizadas, e</p><p>em situações de intervenção.</p><p>(42) Exposição médica - Exposição a que são</p><p>submetidos:</p><p>a) pacientes, em decorrência de exames ou</p><p>tratamentos médicos ou odontológicos;</p><p>b) indivíduos não ocupacionalmente expostos que</p><p>voluntariamente ajudam a confortar ou conter pacientes</p><p>durante o procedimento radiológico (acompanhantes,</p><p>geralmente, familiares ou amigos próximos);</p><p>c) indivíduos voluntários em programas de pesquisa</p><p>médica ou biomédica e que não proporciona qualquer</p><p>benefício direto aos mesmos.</p><p>(43) Exposição normal - Exposição esperada em</p><p>decorrência de uma prática autorizada, em condições</p><p>normais de operação de uma fonte ou de uma</p><p>instalação, incluindo os casos de pequenos possíveis</p><p>contratempos que podem ser mantidos sob controle.</p><p>(44) Exposição ocupacional - Exposição de um</p><p>indivíduo em decorrência de seu trabalho em práticas</p><p>autorizadas.</p><p>(45) Exposição potencial - Exposição cuja ocorrência</p><p>não pode ser prevista com certeza mas que pode</p><p>resultar de um acidente com uma fonte de radiação</p><p>ou em conseqüência de um evento ou uma série de</p><p>eventos de natureza probabilística.</p><p>(46) Fantoma - Objeto físico ou matemático utilizado</p><p>para reproduzir as características de absorção e</p><p>espalhamento do corpo ou parte do corpo humano em</p><p>um campo de radiação.</p><p>(47) Fator de ocupação - T - Fator utilizado para</p><p>redução dos requisitos de blindagem, determinado</p><p>pela estimativa da fração de ocupação por indivíduos</p><p>na área em questão, durante o período de operação</p><p>da instalação. Para fins de orientação: T=1 em áreas</p><p>controladas, adjacências com permanência constante,</p><p>recepção; T=1/4 em vestiário, circulação interna;</p><p>T=1/16 em circulação externa, WC, escada, etc.</p><p>(48) Fator de Uso - U - Fator que indica a percentagem</p><p>de carga de trabalho semanal para uma determinada</p><p>direção de feixe primário de raios-x.</p><p>(49) Feixe primário (de radiação) - Feixe de radiação</p><p>que passa através da abertura do colimador e que é</p><p>usado para formação da imagem radiográfica.</p><p>(50) Filtração total - Filtração permanente dada pela</p><p>soma da filtração inerente e a filtração adicional,</p><p>incluindo o espelho do sistema colimador.</p><p>105</p><p>(51) Filtração - Material no feixe primário que absorve</p><p>preferencialmente a radiação menos penetrante.</p><p>(52) Fiscalização - Verificação, pela autoridade</p><p>competente, da conformidade com requisitos</p><p>estabelecidos em legislação específica e a adoção de</p><p>medidas cabíveis para impor o cumprimento destes</p><p>requisitos.</p><p>(53) Fornecedor - Pessoa jurídica com obrigações</p><p>relativas ao projeto, fabricação, produção ou construção</p><p>de um equipamento ou fonte de radiação ionizante. Um</p><p>importador de um equipamento de raios-x é também</p><p>um fornecedor.</p><p>(54) Garantia de qualidade - Conjunto de ações</p><p>sistemáticas e planejadas visando garantir a</p><p>confiabilidade adequada quanto ao funcionamento</p><p>de uma estrutura, sistema, componentes ou</p><p>procedimentos, de acordo com um padrão aprovado.</p><p>Em radiodiagnóstico, estas ações devem resultar na</p><p>produção continuada de imagens de alta qualidade</p><p>com o mínimo de exposição para os pacientes e</p><p>operadores. A parte do programa de garantia de</p><p>qualidade que consiste do conjunto das operações</p><p>destinadas a manter ou melhorar a qualidade é</p><p>chamada de controle de qualidade.</p><p>(55) Guias operacionais - São expressões da política</p><p>gerencial dirigidas aos empregados (incluindo</p><p>projetistas de equipamentos e instalações). Eles são</p><p>geralmente expressos como doses anuais abaixo</p><p>das quais a gerência deseja operar. Eles não são</p><p>limites nem alvos e devem ser suplementados por um</p><p>requisito superior de fazer o melhor sempre que seja</p><p>razoavelmente exeqüível.</p><p>(56) Grandezas de limitação de dose - Dose efetiva e</p><p>dose equivalente.</p><p>(57) Grandezas operacionais - Grandezas</p><p>mensuráveis, definidas em um ponto, estabelecidas</p><p>para avaliar as grandezas de limitação de dose.</p><p>(58) ICRP - "International Commission on Radiological</p><p>Protection".</p><p>(59) ICRU - "International Commission on Radiological</p><p>Units and Measurements".</p><p>(60) Indivíduo do público - Qualquer membro da</p><p>população não submetido a exposição ocupacional ou</p><p>exposição médica.</p><p>(61) Instalação radiológica, ou simplesmente instalação</p><p>- O equipamento de raios-x, seu painel de controle</p><p>e demais componentes, o ambiente no qual está</p><p>instalado, e respectivas blindagens.</p><p>(62) Instalações móveis - Equipamentos de raios-x</p><p>montados em veículos automotores.</p><p>(63) IRD - Instituto de Radioproteção e Dosimetria.</p><p>(64) Kerma - Grandeza definida por k = dEtr/dm, onde</p><p>dEtr é a energia cinética inicial de todas partículas</p><p>carregadas liberadas por partículas ionizantes não</p><p>carregadas em um material de massa dm. A unidade</p><p>SI é o joule por quilograma, com denominação especial</p><p>de gray (Gy).</p><p>(65) Levantamento radiométrico - Monitoração de área.</p><p>(66) Licença - Documento no qual a autoridade sanitária</p><p>autoriza o requerente a executar determinada prática</p><p>sob condições estabelecidas em leis e regulamentos,</p><p>bem como condições especificadas na própria Licença.</p><p>(68) Licenciamento - Operação administrativa de</p><p>autorização para execução de uma prática onde a</p><p>pessoa jurídica responsável pela mesma comprova e</p><p>se submete a avaliação dos requisitos estabelecidos</p><p>pela autoridade sanitária.</p><p>(69) Limites de dose individual, limites de dose ou</p><p>simplesmente limites - São valores estabelecidos para</p><p>exposição ocupacional e exposição do público, de</p><p>modo que uma exposição continuada pouco acima</p><p>do limite de dose resultaria em um risco adicional que</p><p>poderia ser considerado inaceitável em circunstâncias</p><p>normais. Os limites constituem parte integrante dos</p><p>princípios básicos de proteção radiológica para práticas</p><p>autorizadas.</p><p>(70) LNMRI - Laboratório Nacional de Metrologia das</p><p>Radiações Ionizantes do IRD/CNEN, por delegação</p><p>do INMETRO.</p><p>(71) Memorial descritivo de proteção radiológica -</p><p>Descrição do serviço e suas instalações, do programa</p><p>de proteção radiológica, da garantia de qualidade,</p><p>incluindo relatórios de aceitação da instalação.</p><p>(72) Modificação - Qualquer alteração de estrutura,</p><p>sistema ou componente que envolva a segurança e</p><p>a proteção radiológica em uma instalação radiológica,</p><p>para a qual a autoridade sanitária local já tenha</p><p>concedido qualquer autorização.</p><p>(73) Monitoração - Medição de dose para fins de</p><p>controle da exposição à radiação, e a interpretação</p><p>dos resultados. Pode ser classificada em monitoração</p><p>individual e monitoração de área.</p><p>(74) Monitoração individual (externa) - Monitoração</p><p>por meio de dosímetros individuais colocados sobre o</p><p>corpo do indivíduo para fins de controle das exposições</p><p>ocupacionais. A monitoração individual tem a função</p><p>primária de avaliar a dose no indivíduo monitorado.</p><p>É também, um mecanismo efetivo para detectar</p><p>flutuações das condições de trabalho e para fornecer</p><p>dados úteis para o programa de otimização.</p><p>(75) Monitoração de área - Levantamento radiométrico.</p><p>Avaliação dos níveis de radiação nas áreas de uma</p><p>instalação. Os resultados devem ser expressos para</p><p>as condições de carga de trabalho máxima semanal.</p><p>(76) Níveis de investigação - Valores estabelecidos</p><p>pelo titular que, se excedidos, demanda-se uma</p><p>106</p><p>investigação local.</p><p>(77) Níveis de referência de radiodiagnóstico -</p><p>Valores de uma grandeza específica na prática de</p><p>radiodiagnóstico para exames típicos em grupos</p><p>de pacientes típicos. Estes níveis não devem ser</p><p>ultrapassados nos procedimentos habituais quando</p><p>são aplicadas as boas práticas correntes relativas</p><p>ao diagnóstico. Estes níveis são uma forma de nível</p><p>de investigação e devem ser relativos apenas a</p><p>tipos comuns de exames diagnósticos e a tipos de</p><p>equipamentos amplamente definidos. Os níveis não</p><p>foram planejados para serem utilizados de maneira</p><p>exata e uma multiplicidade de níveis reduziriam sua</p><p>utilidade.</p><p>(78) Nível de registro - Valor de dose obtido em um</p><p>programa de monitoração, com significância suficiente</p><p>acima do qual justifica-se o seu assentamento.</p><p>Estabelecido pelo titular da instalação e/ou autoridade</p><p>nacional e aplica-se principalmente à exposição</p><p>ocupacional com particular referência à monitoração</p><p>de indivíduos e dos locais de trabalho.</p><p>(79) Números de CT - Conjunto de números definidos</p><p>em uma escala linear, relacionados ao coeficiente</p><p>de atenuação linear e calculados pelo tomógrafo</p><p>computadorizado. Os números de CT variam de -1000</p><p>para o ar até +1000 para o osso, com valor zero para a</p><p>água, em unidades "Hounsfield".</p><p>(80) OMS - Organização Mundial da Saúde.</p><p>(81) Operador - Profissional treinado e autorizado a</p><p>operar equipamentos de raios-x.</p><p>(82) Paciente adulto típico (para fins de avaliação</p><p>de exposição médica em adulto) - Indivíduo com</p><p>característica biométrica típica de adulto, com peso</p><p>entre 60 e 75 kg e altura entre 1,60 e 1,75 m.</p><p>(83) Painel de controle - Componente do equipamento</p><p>de raios-x onde estão montados o botão disparador</p><p>e demais dispositivos necessários para selecionar os</p><p>fatores de técnica antes de iniciar uma exposição.</p><p>(84) PMMA - Polimetil-meta-acrilato, comercializado</p><p>como plexiglass, acrílico e lucite.</p><p>(85) Prática - Qualquer atividade humana que implique</p><p>ou possa potencialmente implicar em exposições de</p><p>pessoas à radiação ionizante.</p><p>(86) Procedimento radiológico - Exame de</p><p>radiodiagnóstico ou utilização intervencionista dos</p><p>raios-x diagnósticos.</p><p>(87) Proteção radiológica - Conjunto de medidas que</p><p>visam proteger o homem, seus descendentes e seu</p><p>meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos</p><p>causados pela radiação ionizante. Também chamada</p><p>de radioproteção.</p><p>(88) Radiação ionizante, ou simplesmente radiação -</p><p>para fins de proteção radiológica, qualquer partícula</p><p>ou radiação eletromagnética que, ao interagir com a</p><p>matéria biológica, ioniza seus átomos ou moléculas.</p><p>(89) Radiação de fuga - Radiação que consegue</p><p>atravessar o cabeçote e/ou sistema de colimação,</p><p>não pertencente ao feixe primário. Também chamada</p><p>radiação de vazamento</p><p>(90) Radiodiagnóstico - Prática com utilização de</p><p>raios-x diagnósticos.</p><p>(91) Raios-x diagnósticos - Fótons obtidos em tubos</p><p>de até 150 kVp, utilizados para impressionar um</p><p>receptor de imagem, com fins de diagnóstico ou</p><p>para orientar procedimentos médicos invasivos (ou</p><p>intervencionistas).</p><p>(92) Receptor de imagem - Um sistema que transforma</p><p>os fótons de raios-x que passam através do paciente</p><p>em uma imagem visível ou outra forma que pode tornar-</p><p>se visível por transformações adicionais. Exemplos:</p><p>sistema filme-tela, sistema intensificador de imagem,</p><p>detetor de estado sólido em CT.</p><p>(93) Registro - Ato pelo qual o Ministério da Saúde</p><p>autoriza a fabricação, a comercialização e uso/</p><p>consumo de produtos de interesse à saúde. Esta</p><p>exigência aplica-se também a produtos importados.</p><p>(94) Responsáveis principais - Empregadores e</p><p>titulares.</p><p>(95) Responsável legal - Indivíduo responsável perante</p><p>a justiça por um estabelecimento. Este indivíduo é</p><p>geralmente o diretor ou o proprietário, quando não</p><p>existe diretoria.</p><p>(96) Responsável técnico ou RT - Médico ou</p><p>odontólogo que atende aos requisitos de qualificação</p><p>profissional estabelecidos neste Regulamento e que</p><p>assina o termo de responsabilidade técnica perante a</p><p>autoridade sanitária local.</p><p>(97) Restrição de dose - Restrição prospectiva nas</p><p>doses individuais relacionadas a uma determinada</p><p>fonte de radiação ionizante, destinada a ser usada</p><p>como uma fronteira na etapa de planejamento de</p><p>proteção radiológica para limitar a gama de opções</p><p>consideradas no processo de otimização. Estabelecida</p><p>por autoridade nacional, aplica-se às exposições</p><p>ocupacionais e do público e a voluntários em pesquisa</p><p>biomédica e em assistência não ocupacional a</p><p>pacientes. No caso de exposições médicas de</p><p>pacientes, pode ser interpretada como o nível de</p><p>referência de diagnóstico.</p><p>(98) Serviço de radiodiagnóstico, ou simplesmente</p><p>serviço - Estabelecimento, ou um setor definido do</p><p>estabelecimento ou instituição, onde se realizam</p><p>procedimentos radiológicos médicos ou odontológicos.</p><p>Nesta definição estão incluídos os consultórios</p><p>odontológicos com equipamento de raios-x</p><p>diagnósticos.</p><p>107</p><p>(99) Símbolo internacional da radiação ionizante -</p><p>Símbolo utilizado internacionalmente para indicar</p><p>a presença de radiação ionizante. Deve ser</p><p>acompanhado de um texto descrevendo o emprego</p><p>da radiação ionizante.</p><p>(100) Supervisor de proteção radiológica em</p><p>radiodiagnóstico ou SPR - Indivíduo com formação</p><p>plena de nível superior, com conhecimento, treinamento</p><p>e experiência comprovada em física das radiações</p><p>e proteção radiológica na área de radiodiagnóstico,</p><p>designado pelo titular de um serviço para assumir as</p><p>tarefas estabelecidas neste Regulamento</p><p>(101) Termo de proteção radiológica - Documento</p><p>assinado pelo supervisor de proteção radiológica em</p><p>radiodiagnóstico assumindo, perante a autoridade</p><p>sanitária local, as suas responsabilidades conforme</p><p>estabelecido neste Regulamento.</p><p>(102) Termo de responsabilidade primária - Declaração</p><p>do titular do serviço listando suas responsabilidades,</p><p>para fi ns de licenciamento.</p><p>(103) Termo de responsabilidade técnica - Documento</p><p>assinado pelo responsável técnico assumindo, perante</p><p>a autoridade sanitária local, as sua responsabilidades</p><p>conforme estabelecido neste Regulamento.</p><p>(104) Teste de aceitação (do equipamento) - Um</p><p>conjunto de medidas e verifi cações, realizadas após</p><p>a montagem do equipamento na sala, para atestar a</p><p>conformidade com as características de projeto e de</p><p>desempenho declarados pelo fabricante e com os</p><p>requisitos deste Regulamento. Deve confi rmar que</p><p>quando operado como desejado, a imagem é obtida</p><p>com a qualidade requerida e a menor dose para o</p><p>paciente.</p><p>(105) Teste de constância - Avaliação rotineira dos</p><p>parâmetros técnicos e de desempenho de instrumentos</p><p>e equipamentos da instalação.</p><p>(106) Teste de desempenho - Um conjunto de medidas</p><p>e verifi cações para atestar conformidade com os</p><p>padrões de desempenho.</p><p>(107) Titular - Responsável legal pelo estabelecimento</p><p>para o qual foi outorgada uma licença ou outro tipo de</p><p>autorização.</p><p>(108) Vestimenta de Proteção Individual - Aventais,</p><p>luvas, óculos e outras blindagens de contato utilizadas</p><p>para a proteção de pacientes, de acompanhantes</p><p>autorizados ou de profi ssionais durante as exposições.</p><p>108</p><p>Bibliografia</p><p>1. SCHILD, HANS H.; IRM - SHERING; Im-</p><p>presso en Espanã</p><p>2. ROCHA, L.M.Batistella; “Compreendendo</p><p>a Ressonância Magnética” - GE Medical</p><p>Sistens</p><p>3. NASCIMENTO, J. do; Temas de Técnica</p><p>Radiológica com Tópicos sobre Resso-</p><p>nância Magnética e Tomografia Computa-</p><p>dorizada” -Ed Revinter</p><p>4. Elsen, P. Van del; “Multimodality Matching</p><p>of Brain Images” - Phillips Medical Sis-</p><p>tens</p><p>5. Phillips Medical Sistens - “M.R. Basis Prin-</p><p>ciples of M.R, Images”</p><p>6. Phillips Medical Sistens- “Gyroscan, N.T.</p><p>Aplication Guide”</p><p>7. VAALS, J.J. Van; Recent Progres in Fast</p><p>M.R. Imaging</p><p>8. CETAC; “O que você deveria saber cobre</p><p>imagem por ressonância Magnética”-</p><p>Curitiba</p><p>9. SULTON, David; “Radiologia” - Ed Sarvier</p><p>10. Bontrager, K.L.; “Tratado de Técnica Radio-</p><p>lógica e Base Anatômica”- Terceira Edição</p><p>11. Eastman Kodak S/A, “Fundamentos da</p><p>Radiologia”</p><p>12. GONÇALVES, J.S.; “Tomografia Computa-</p><p>dorizada”</p><p>13. WILSEN, E.J.; MIRALDI,F.; “Princípios do</p><p>Estudo por Imagens de Tomogra f ia</p><p>computadorizada”</p><p>14. DMITRUK, P.P.; “Mecanismos da Física” -</p><p>Ed. Contexto</p><p>15. BELLINTANI,S.A.;”Noções Básicas de Pro-</p><p>teção Radiológica” - IPEN/ Comissão de</p><p>Nacional de Energia Nuclear - SP</p><p>16. SCAFF, L.A.M.; “Bases Físicas da Radio-</p><p>logia” - 1ª edição - Ed. Sarvier</p><p>17. SORENSON, J.O. e Phelps, M.F.; “Physics</p><p>in nuclear - 2ªedição - WB Saunders com-</p><p>pany</p><p>22. JOHNS, H.E.; “The Physics of Radiology”</p><p>- 3ª edição -Charles C. Thomas Publisher</p><p>19. GUEDES, Laura F. de A.; “Curso de Quali-</p><p>ficação de Técnico de Radiologia”</p><p>Instituto Nacional do Câncer - Rio de Ja-</p><p>neiro</p><p>20. FISHER, W.; “Radioatividade</p><p>e Radiopro-</p><p>teção” - DHSMT - USP</p><p>21. CONTI, L. F.; “Curso de Princípios de</p><p>Radioproteção Aplicados a Situação de</p><p>Emergência Radiológica e de Acidente</p><p>Nuclear”- CNEN - IRD - Departamento de</p><p>Física Médica</p><p>22. BITELLI,T.A.; “Dosimetria das Radiações”-</p><p>3ªEdição – LTC</p><p>23. AMERICAN ASSOCIATION OF PHYSI-</p><p>CISTS IN MEDICINE - Report no 21. Spe-</p><p>cification of brachytherapy source strenght.</p><p>AAPM 1987.</p><p>24. ANDERSON LL.; A natural volume-dose</p><p>histogram for brachytherapy.Med Phys</p><p>1986, 13 : 898-903</p><p>25. ANDERSON LL.; Brachytherapy physics.</p><p>Refresher course no 204. ASTRO Annual</p><p>Meeting 1993.</p><p>26. BRENNER DJ , HALL EJ. Conditions for</p><p>the equivalence of continuous to pulsed</p><p>dose rate brachytherapy. Int. J. Radiation</p><p>Oncology Biology and Physics 1991, 20:</p><p>180-190.</p><p>27. Cruz JC, Oliveira VC, Perez CA, Kalnicki</p><p>S. Implantes intersticiais com Irídio-192.</p><p>Radiol Bras 1988; 21:127-36.</p><p>28. Fairchild RG, Kalef-Erza J, Packer S e</p><p>col. Samarium -145 : a new brachytherapy</p><p>source. Phys. Med.. Biol 1987, 32 : 847-58</p><p>29. Fletcher GH.; Textbook of Radiotherapy.</p><p>Lea & Febiger, Philadelphia, 1973, 622-49</p><p>30. Fowler JF, Mount M.; Pulsed brachytherapy</p><p>: the conditions for no significant loss of of</p><p>therapeutic ratio compared with traditional</p><p>low dose rate brachytherapy. Int.J.Radiation</p><p>Oncology Biology and Physics 1992, 23:</p><p>661-69</p><p>31. Glasgow GP, Perez CA.; Physics of Bra-</p><p>chytherapy. In: Perez CA, Brady L, eds.</p><p>Principles and Practice of Radiation On-</p><p>cology, 2nd ed. JB Lippincott Company,</p><p>Philadelphia, 1992: 213-49.</p><p>32. Goetsch SJ, Attix FH , Pearson DW , Tho-</p><p>madsen BR.; Calibration of 192 Ir high -</p><p>dose - rate afterloading systems. Med Phys</p><p>1991, 18: 462-67</p><p>33. 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Marinello G, Pierquin B , Grimard L.; Dosi-</p><p>metry of intraluminal brachytherapy. Radio-</p><p>ther Oncol 1992, 23: 213-16</p><p>40. Mazeron JJ, Boisserie G, Gokarn N, Bail-</p><p>let F.; Pulsed LDR brachytherapy., current</p><p>clinical status, Paris, France. Activity: Int.</p><p>Nucletron Radiotherapy Journal 1994, 5</p><p>:24-28.</p><p>41. Meisberger LL, keller RJ, Shalek RJ.; The</p><p>effective attenuation in water of the gamma</p><p>rays of Gold-198, Irídio-192, Cesium-137,</p><p>Radium-226 and Cobalt-60. radiology 1968;</p><p>90:953.</p><p>42. Meredith WJ.; Radium Dosage: The Man-</p><p>chester System. Edinburgh E, Livingstone</p><p>S, eds.1967.</p><p>43. Nath R, Gray L.; Dosimetry studies on pro-</p><p>totype 241Am sources for brachytherapy.</p><p>Int. J. Radiat. Oncol. Biol. Phys. 1987, 13 :</p><p>897-905.</p><p>44. Pereira AJ., Correa EM.; Workshop de Ra-</p><p>dioterapia, Departamento de Radioterpia do</p><p>Hospital AC Camargo - Fundação Antonio</p><p>Prudente. 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Stovall M, Shalek RJ.; A review of computer</p><p>techniques for dosimetry of interstitial and</p><p>intracavitary radiotherapy. Comput Pro-</p><p>grams Biomed 1972; 1: 125.</p><p>52. Williamson JF, Lutz W.; Basic brachytherapy</p><p>physics. Refresher course no 309. ASTRO</p><p>Annual Meeting 1990.</p><p>53. Williamson JF.; Recent developments in</p><p>basic brachytherapy physics. In: Smith A,</p><p>ed, Radiation Therapy Physics. Springer-</p><p>Verlag, Berlin, 1995: 247-303.</p><p>110</p><p>Anotações Gerais</p><p>111</p><p>Anotações Gerais</p><p>112</p><p>Anotações Gerais</p><p>para fornecer às altas</p><p>voltagens necessárias para a produção de raio</p><p>X, enquanto ao mesmo tempo o fluxo da corrente</p><p>é controlado pelos retificadores de voltagem</p><p>mantendo-se sempre na direção do cátodo para</p><p>o ânodo o que denominamos polaridade.</p><p>Disso resulta um feixe de raio X com grande</p><p>número de comprimentos de onda diferentes</p><p>e somente parte dessa radiação X tem energia</p><p>suficiente para gerar a imagem radiográfica.</p><p>3.4 Miliamperagem (ma)</p><p>A quantidade de elétrons é controlada pela</p><p>temperatura do filamento cátodo o que é feito</p><p>pelo ajuste da corrente elétrica do mesmo, uma</p><p>vez que é dotado de um circuito elétrico próprio</p><p>de baixa voltagem. Dessa forma quanto maior</p><p>a temperatura do filamento, maior o número</p><p>de elétrons disponíveis para formar a corrente</p><p>de elétrons, ou seja, a corrente no interior do</p><p>tubo de raio X, onde o número de elétrons por</p><p>segundo é medido por miliampéres mA (1 mA</p><p>= 1/1.000 ampères).</p><p>3.5 Absorção dos raios x</p><p>Como principal propriedade dos raios X,</p><p>descrevemos a penetração dos mesmos na</p><p>matéria, contudo não são todos esses que</p><p>possuem a capacidade de penetrar a matéria,</p><p>alguns são absorvidos e aqueles que penetram</p><p>formam a imagem aérea.</p><p>3.6 Fatores que afetam na</p><p>absorção de Raio X</p><p>a) Espessura do absorvedor: Podemos intuir</p><p>de súbito que quanto maior a espessura de um</p><p>material, ou seja, quanto mais grosso, maior a</p><p>absorção de raio X, o contrário para um pedaço</p><p>fino do mesmo material como por exemplo, um</p><p>centímetro de alumínio absorve mais raio X que</p><p>um milímetro de espessura do mesmo.</p><p>b) Densidade do absorvedor: Como se sabe</p><p>densidade diz respeito a massa por unidade de</p><p>volume ( d = m/v), assim um material de maior</p><p>densidade é mais absorvedor que um de menor</p><p>densidade.</p><p>c) Número atômico do absorvente: Constitui-</p><p>se num dos principais fatores que afetam as</p><p>características de absorção dos raios X. Por</p><p>exemplo, uma folha de alumínio cujo no. atômico</p><p>é menor que o de uma folha de chumbo absorve</p><p>uma quantia menor de raio X em relação as folhas</p><p>de chumbo. Por esse motivo é que utilizamos o</p><p>chumbo como principal material para proteção</p><p>radiológica, seja como, blindagem para o tubo</p><p>ou revestimento para as paredes da sala de raio</p><p>X, luvas e aventais protetores. Essa absorção</p><p>depende do no. atômico e está relacionada a</p><p>energia do feixe raio X incidente.</p><p>Outra aplicação desta relação entre o no.</p><p>atômico e a energia dos raios X está na seleção</p><p>do material fosforescente dos intensificadores</p><p>fluorescentes à radiação.</p><p>d) Meio de contraste: A figura mostra um enema</p><p>com duplo contraste, onde o meio de contraste</p><p>está no interior dos intestinos diferenciando-as</p><p>das estruturas ao seu redor devido a sua alta</p><p>absorção de raio X. As substâncias que absorvem</p><p>mais raio X que as estruturas ao seu redor,</p><p>tais como o sulfato de Bário, são denominadas</p><p>substâncias radio-opacas; e, as substâncias</p><p>menos absorventes como é o caso do ar são</p><p>denominadas radio-transparentes.</p><p>Tem o objetivo de aumentar as diferenças de</p><p>absorção entre as várias estruturas do corpo</p><p>e regiões a sua volta que sejam objetivos da</p><p>radiografia diagnóstica, assim alguns meios</p><p>contrastantes são introduzidos a estas estruturas.</p><p>Constituem-se de substâncias que diferem em</p><p>densidade e em no. atômico dos tecidos animais.</p><p>Entre essas substâncias a mais comumente</p><p>utilizada pelo técnico de raio X é o sulfato de</p><p>Bário e o ar que são utilizados para realçar o trato</p><p>gastrointestinal, ainda substâncias orgânicas que</p><p>contém Iodo e outros gases como por exemplo</p><p>o bióxido de Carbono, cuja utilidade está em</p><p>20</p><p>Radiografi a de EED com contraste</p><p>f) Filtragem: Constitui-se numa forma de se</p><p>remover do feixe de raio X aqueles raios que</p><p>possuem menor energia e por conseqüência,</p><p>menos penetrantes, utilizando-se dos conceitos</p><p>de absorção. Num primeiro momento, existe</p><p>o que denominamos fi ltração inerente que é a</p><p>fi ltração que o feixe de raio X sofre ao ultrapassar</p><p>o vidro constituinte da ampola, ou seja, é uma</p><p>fi ltração que ocorre sem a intervenção externa do</p><p>técnico. A fi ltragem adicional é aquela cujo o fi ltro</p><p>consiste numa folha de material metálico inserido</p><p>no feixe de raio X (no caso de radiodiagnóstico</p><p>esse fi ltro é composto de alumínio). A soma da</p><p>fi ltragem inerente mais a fi ltragem adicional nos</p><p>dá o que é denominado fi ltragem total do feixe</p><p>de raio X e é muitas vezes especifi cada em</p><p>milímetros de alumínio.</p><p>Como sabemos o feixe de raio X é composto</p><p>por fótons de diferentes energias e com baixa</p><p>energia são absorvidos e os de maior energia</p><p>o atravessam. Dessa forma, teremos um feixe</p><p>composto por fótons de maior energia e portanto,</p><p>altamente penetrantes. Esse processo é também</p><p>denominado endurecimento do feixe.</p><p>Esquema da Filtração dos Raios-X</p><p>g) Composição do alvo: Como já notamos a</p><p>maioria dos tubos de raio X possuem um alvo</p><p>de tungstênio pelas propriedades já comentadas</p><p>ou ainda podem ser constituídas de uma</p><p>liga de Rênio e Tungstênio e para o caso de</p><p>algumas aplicações especiais como é o caso da</p><p>Mamografi a, o alvo é de molibdênio.</p><p>3.7 Absorção diferencial</p><p>Tendo em vista que o corpo humano é constituído</p><p>de estruturas de diferentes espessuras e</p><p>densidades e ainda de diferentes matérias</p><p>devemos considerar tudo isso quando vamos</p><p>realizar uma radiografi a diagnóstica.</p><p>Essas matérias possuem graus de absorção de</p><p>raio X variáveis, por exemplo, o osso animal é</p><p>mais absorvente que um tecido macio qualquer</p><p>principalmente pelas diferenças de número</p><p>atômico de suas substâncias constituintes.</p><p>Como fator diferenciador a idade do paciente</p><p>também pode infl uir na imagem radiográfi ca pois</p><p>com o aumento da idade maior a quantidade de</p><p>materiais absorvidos pelo corpo e incorporados</p><p>ao mesmo principalmente no que diz respeito</p><p>aos tecidos ósseos.</p><p>Essa diferença de absorção entre osso e tecido</p><p>pode ser também alterada com a quilovoltagem</p><p>no qual fora realizada a radiografi a. Assim que o</p><p>raio X emerge do corpo, diferentes áreas do feixe</p><p>contém diferentes intensidade de radiação o que</p><p>resulta das diferenças de absorção que ocorrem</p><p>quando o feixe atravessa o corpo constituindo-se</p><p>dessa forma o que é denominada imagem aérea.</p><p>A relação entre intensidade de raio X que emerge</p><p>de uma parte de um objeto e uma intensidade que</p><p>emerge de uma parte próxima mais absorvente é</p><p>denominada contraste do sujeito. O contraste</p><p>do sujeito depende de sua própria natureza, ou</p><p>seja, diferenças de espessura e de composição,</p><p>da qualidade da radiação o que signifi ca dizer</p><p>que depende dos fatores que afetam na absorção</p><p>dos raios X.</p><p>realçar o sistema vascular, urinário, linfático,</p><p>respiratório e ainda o canal vertebral.</p><p>SEM FILTRAÇÃO</p><p>NÚMERO DE FÓTONS</p><p>COM FILTRAÇÃO INERENTE</p><p>COM FILTRAÇÃO INERENTE</p><p>MAIS FILTRAÇÃO ADICIONADA</p><p>ENERGIA DOS FÓTONS</p><p>1/8 1/4 1/2 1 2 4 8</p><p>Exposição Relativa</p><p>Pulmões</p><p>Mediastino</p><p>Es</p><p>pe</p><p>ss</p><p>ur</p><p>a</p><p>do</p><p>P</p><p>ac</p><p>ie</p><p>nt</p><p>e</p><p>ou</p><p>D</p><p>en</p><p>sid</p><p>ad</p><p>e</p><p>Contraste do sujeito</p><p>21</p><p>3. 8 Fatores de exposição que</p><p>afetam na imagem aérea</p><p>O que se quer ressaltar aqui é o padrão de</p><p>intensidades de raio X que emergem do corpo,</p><p>dependendo de fatores como a miliamperagem,</p><p>a distância, a kilovoltagem e a forma de onda</p><p>de voltagem:</p><p>a) Miliamperagem: Se aumentamos a</p><p>miliamperagem, aumentamos a intensidade do</p><p>feixe de raio X, ou seja, aumentamos o no. de</p><p>fótons no mesmo e vice-versa. Dessa forma</p><p>conforme a miliamperagem e a intensidade dos</p><p>raios X todos os padrões de intensidade que</p><p>atravessam o corpo, também aumentam.</p><p>b) Distância: Podemos alterar a intensidade</p><p>dos raios X numa imagem aérea colocando-se</p><p>o tubo longe ou perto do objeto (paciente) a ser</p><p>radiografado, em outras palavras quer dizer que</p><p>podemos alterar a intensidade do feixe com a</p><p>distância entre foco e objeto onde foco diz respeito</p><p>a janela de saída do feixe de raios X no tubo.</p><p>Conforme a distância foco-objeto a intensidade dos</p><p>raios X aumenta quando a distância diminui e vice-</p><p>versa, isso ocorre porque tanto os raios</p><p>X como a</p><p>luz visível caminham em linha reta e divergente.</p><p>c) Kilovoltagem e forma de onda de voltagem:</p><p>Uma mudança na quilovoltagem pode causar</p><p>diversos efeitos, entre eles o mais importante</p><p>é uma mudança no poder de penetração,</p><p>dessa forma, a intensidade do feixe também é</p><p>modifi cada. Quando aumentamos a quilovoltagem,</p><p>aumentamos também todos os comprimentos de</p><p>onda dos Raios-X presentes no feixe. Quando a</p><p>Kilovoltagem ou a forma de onda é modifi cada,</p><p>altera-se não somente a intensidade dos Raios-X,</p><p>mas também o contraste do sujeito. Aumentando-</p><p>se a Kilovoltagem ou mudando-se de um gerador</p><p>monofásico para um trifásico diminuímos o</p><p>contraste do sujeito; diminuindo-se a Kilovoltagem</p><p>ou mudando-se de um gerador trifásico para um</p><p>monofásico, aumentamos o contraste do sujeito.</p><p>3.9 Efeito talão</p><p>Em termos usuais quando utilizamos um tubo</p><p>de raio X convencional, podemos observar que</p><p>há uma variação na sua intensidade devido ao</p><p>ângulo no qual os raios X emergem a partir do</p><p>foco. Aqueles raios X que saem em ângulos</p><p>quase paralelos da face do alvo percorrem</p><p>trajetos maiores, mais absorventes no alvo e</p><p>têm mais probabilidade de serem bloqueados</p><p>na superfície do que aqueles que emergem</p><p>em ângulos maiores que a face do alvo. Essa</p><p>variação na intensidade associada com o ângulo</p><p>de emissão dos raios X do ponto de foco é</p><p>denominado efeito talão.</p><p>Efeito Talão</p><p>Como a intensidade do feixe de raio X, como</p><p>vimos, é mais uniforme do raio central perto</p><p>do raio central, o efeito talão é menos notado</p><p>quando só se usa a porção central do feixe.</p><p>Isto ocorre quando a distância do fi lme a fonte-</p><p>imagem, quer dizer a distância do ponto de foco-</p><p>fi lme é maior ou quando dispositivos limitadores</p><p>de feixe reduzem a área do feixe de raios X, por</p><p>exemplo quando utilizamos um fi lme pequeno.</p><p>Como demonstrado acima, a intensidade do feixe</p><p>diminui bastante rapidamente do raio central em</p><p>direção ao extremo anódino do tubo e aumenta</p><p>levemente em direção ao extremo catódico,</p><p>o efeito talão aumenta conforme o ângulo do</p><p>ânodo diminui. O efeito talão pode ser útil</p><p>para obtenção de densidades equilibradas em</p><p>radiografi as das partes do corpo que diferem em</p><p>absorção como por exemplo em radiografi as de</p><p>vértebras torácicas.</p><p>Como a intensidade do feixe de raio X, como</p><p>vimos, é mais uniforme do raio central perto do</p><p>raio central, o efeito talão é menos notado quando</p><p>só se usa a porção central do feixe. Isto ocorre</p><p>quando a distância do filme a fonte-imagem,</p><p>quer dizer a distância do ponto de foco-fi lme é</p><p>maior ou quando dispositivos limitadores de feixe</p><p>reduzem a área do feixe de raios X, por exemplo</p><p>quando utilizamos um fi lme pequeno.</p><p>22</p><p>3. 10 Geometria da formação da</p><p>imagem</p><p>Temos por objetivo obter radiografias com maior</p><p>grau de exatidão possível e aliado a isto existem</p><p>dois fatores que influenciam a imagem nesse</p><p>sentido são eles a borrosidade e o tamanho da</p><p>imagem:</p><p>a) Borrosidade geométrica e ampliação: A</p><p>imagem aérea do raio X nada mais é do que a</p><p>sombra de um objeto, portanto todos os princípios</p><p>de formação de uma sombra são aplicados em</p><p>radiografia. Quanto menor for a fonte de radiação</p><p>ou foco, quanto mais perto estiver o objeto do</p><p>filme e quanto mais longe estiver o objeto da</p><p>fonte, menos borrosa e mais nítida é a imagem.</p><p>Por outro lado, quanto maior o foco, mais longe</p><p>estiver o objeto do filme e mais perto da fonte</p><p>estiver o objeto maior é a borrosidade.</p><p>b) Distorção: Caso o ponto de foco não esteja</p><p>verticalmente acima do objeto ele produzirá uma</p><p>amplificação da imagem como podemos observar</p><p>acima onde a imagem se apresenta com uma</p><p>aparência elíptica ou seja, não circular. Se os</p><p>objetos não estão paralelos a sombra então será</p><p>distorcida como vemos acima a parte da sombra</p><p>mais longe do objeto é mais ampliada do que a</p><p>parte mais próxima do objeto o que lhe dá uma</p><p>aparência elíptica. Esta amplificação desigual de</p><p>partes de uma estrutura por quantidades de área</p><p>diferentes é denominada distorção. Contudo a</p><p>distorção e a ampliação podem ser muito úteis</p><p>para tornar mais facilitado o estudo de algumas</p><p>estruturas que de outra forma seriam totalmente</p><p>obscuras o que é observado nas figuras:</p><p>Numa radiografia todas as sombras das suas</p><p>estruturas estão envolvidas porque os raios X</p><p>penetram todo o objeto, portanto os mesmo</p><p>princípios se aplicam tanto para a sombras das</p><p>estruturas internas como para as bordas como</p><p>vemos na radiografia acima (radiografia de fêmur</p><p>em DLL).</p><p>c) Movimento: É outro fator que influencia na</p><p>borrosidade, seja o movimento das estruturas</p><p>a serem radiografadas ou do equipamento</p><p>utilizado. Assim sempre que possível a região a</p><p>ser examinada deve ser imobilizada e também</p><p>o tempo de exposição deve ser o mais curto</p><p>possível como objetivo de diminuir a borrosidade</p><p>causada pelo movimento.</p><p>3.11 Espalhamento dos raios X</p><p>Algumas radiações são dispersas em todas as</p><p>direções pelos átomos do objeto em que se</p><p>chocam, semelhante a luz que é dispersa pela</p><p>neblina, essa radiação secundária é denominada</p><p>radiação dispersa. Como já sabemos o raio X ao</p><p>penetrar no objeto que está sendo radiografado</p><p>sofre algumas interações como é o caso da</p><p>produção de radiação característica devida a</p><p>absorção destes pelos átomos do objeto. Outro</p><p>caso é a mudança da direção dos raios X quando</p><p>interagem com os átomos.</p><p>De qualquer forma no caso dos raios X eliminados</p><p>do feixe primário através da interação com</p><p>o material do objeto, para as quilovoltagens</p><p>utilizadas em RM, o componente principal que</p><p>emerge do corpo é a radiação dispersa e não a</p><p>radiação característica.</p><p>3.12 Efeito do contraste do sujeito</p><p>Devido a essas interações o objeto torna-se</p><p>uma fonte de radiação capaz de impressionar a</p><p>película radiográfica, contudo não contribui de</p><p>forma útil na formação da imagem, muito pelo</p><p>contrário ele produz uma intensidade de raio X</p><p>que se sobrepõe a imagem aérea reduzindo o</p><p>contraste do sujeito.</p><p>3.13 Fonte de radiação</p><p>espalhada</p><p>Como observamos a principal fonte de radiação</p><p>dispersa é aquela advinda do paciente irradiado,</p><p>o que devemos lembrar que quanto maior o</p><p>volume irradiado maior será a quantidade de</p><p>radiação dispersa. Como esse efeito é indesejado</p><p>é melhor saber a proporção de radiação dispersa</p><p>no feixe que atinge o filme do que propriamente</p><p>a quantidade da mesma, ou seja, nos interessa</p><p>saber a relação entre as intensidades dispersas</p><p>e primárias na formação da imagem.</p><p>3.14 Dispositivos de controle</p><p>da limitação do feixe</p><p>Devemos lembrar de uma regra muito importante</p><p>para diminuir a radiação dispersa, o feixe primário</p><p>deve ser limitado a um tamanho e forma</p><p>que cubra exatamente a área de interesse</p><p>diagnóstico, dessa forma as áreas não irradiadas</p><p>23</p><p>sistemas de limitação do Feixe</p><p>X = DFF X TAL</p><p>DFL</p><p>A DIAFRAGMA</p><p>C</p><p>A</p><p>X</p><p>CONE</p><p>X</p><p>B</p><p>B</p><p>C</p><p>DISPOSITIVO</p><p>LIMITADOR</p><p>DE FEIXE</p><p>C</p><p>X</p><p>B</p><p>C</p><p>B</p><p>6) Grades: como sabemos as partes grossas e</p><p>pesadas do corpo, tais como o abdômen produzem</p><p>uma grande quantidade de radiação dispersa do</p><p>que partes fi nas como extremidades do corpo.</p><p>Assim quando radiografamos grandes áreas do</p><p>corpo são necessários meios para controlar a</p><p>radiação dispersa além dos limitadores de feixe</p><p>e para esse propósito temos um mecanismo</p><p>bastante efi caz denominado grade. A grade é um</p><p>dispositivo composto por fi nas tiras de chumbo</p><p>dispostas lado a lado separadas por um material</p><p>espaçador que pode ser uma fi bra ou alumínio,</p><p>sendo todo este conjunto envolvido por capas</p><p>protetoras que fornecem força e durabilidade.</p><p>O diagrama de uma pequena secção de uma</p><p>grade mostrando como uma grande proporção de</p><p>radiação dispersa é absorvida e como a radiação</p><p>primária passa através do detetor de imagem,</p><p>mostrando aqui somente uma tira de chumbo</p><p>como absorvente completo. No caso de uma</p><p>grade real os raios dispersos passam por várias</p><p>tiras de chumbo antes de serem completamente</p><p>absorvidos. Uma relação entre a espessura das</p><p>tiras de chumbo e a largura dos espaçadores</p><p>é o que denominamos</p><p>índice de grade. Se a</p><p>espessura das tiras de chumbo por exemplo é 5</p><p>vezes maior do que a largura dos espaçadores</p><p>dizemos que o índice de grade é de 5:1.</p><p>Assim quanto maior o índice de grade mais</p><p>eficientemente será absorvida pela grade a</p><p>radiação dispersa.</p><p>Abaixo o diagrama de um diafragma potter-bucky</p><p>enfocado sendo movido a direita.</p><p>3.15 Instrumentos matemáticos de</p><p>uso em física radiológica</p><p>A Lei Do Inverso do Quadrado da Distância</p><p>Quando trabalhamos com radiações do tipo RX</p><p>e γ devemos levar sempre em conta um fator</p><p>de redução na intensidade, fator este ligado</p><p>não contribuem com radiação dispersa e</p><p>mesmo doses no paciente. Para isso uma</p><p>regulamentação federal exige que todos os</p><p>sistemas de raio X possuam limitadores do</p><p>feixe primário entre esses dispositivos temos:</p><p>1) Diafragma de abertura: consiste em lâminas</p><p>de chumbo com aberturas retangulares,</p><p>quadradas e circulares retrateis colocadas</p><p>no feixe de raio X próximo a janela do tubo,</p><p>podendo ainda serem utilizados em conjunto</p><p>com um dispositivo limitador de feixe com</p><p>abertura variável ou ainda cones.</p><p>2) Cones: são tubos metálicos de várias</p><p>formas e tamanhos, podendo fornecer campos</p><p>circulares ou retangulares, contudo devemos</p><p>lembrar que o seu tamanho e a sua abertura</p><p>infl uenciarão no campo de raio X.</p><p>3) Dispositivos limitadores de feixe com</p><p>abertura variável: consistem em lâminas</p><p>de chumbo ou obturadores que podem ser</p><p>ajustados para modifi car o tamanho do feixe.</p><p>4) Colimadores: dispositivo que produz raios</p><p>que são paralelos entre si, o que os difere dos</p><p>dispositivos limitadores de feixe pois os raios</p><p>são divergentes.</p><p>5) Dimensão do campo projetado: consiste</p><p>em uma outra maneira de limitar o feixe primário</p><p>de forma a cobrir somente a região de interesse</p><p>diagnóstico e é muitas vezes útil para calcular</p><p>a dimensão de um campo produzido por um</p><p>dispositivo limitador de feixe, com a seguinte</p><p>fórmula:</p><p>X largura do campo projetado</p><p>DFF distância foco-fi lme</p><p>TAL largura da abertura do dispositivo</p><p>limitador</p><p>DFL distância entre a fonte e a abertura de</p><p>controle do dispositivo limitador de feixe.</p><p>Observemos a fi gura :</p><p>24</p><p>4πr2</p><p>4πr2</p><p>S</p><p>S</p><p>= I</p><p>I</p><p>I</p><p>I</p><p>4</p><p>9</p><p>r</p><p>2r</p><p>3r</p><p>LIQD – esquematização</p><p>I₋₁ =</p><p>I₂</p><p>D₂ 2</p><p>D₁ 2</p><p>I1 → intensidade inicial (convenciona-se sempre</p><p>a mais próxima da fonte de radiação)</p><p>I2 → intensidade a uma distância d2 maior que d1</p><p>Assim d2 > d1</p><p>3.16 Camada semi-redutora</p><p>Defi nimos a intensidade de uma radiação para</p><p>cada energia de um feixe radioativo a partir</p><p>de um coefi ciente denominado, coefi ciente de</p><p>atenuação linear (µ) particular a cada elemento.</p><p>Esta dependência com a energia e material do feixe</p><p>é expressa pelo coefi ciente de atenuação linear.</p><p>fazendo-se x = 0 e I = I0</p><p>I = I0 e-µx</p><p>Tal fórmula nos possibilita a calcular a intensidade</p><p>total de radiação transmitida por um feixe de</p><p>radiação qualquer ao atravessar um material</p><p>de espessura x, conhecida, sabendo-se o seu</p><p>coefi ciente de atenuação linear µ.</p><p>A partir desta expressão , fazendo-se I = I0/ 2,</p><p>poderemos obter uma espessura que reduza este</p><p>feixe a uma intensidade 50% do seu valor inicial.</p><p>Assim,</p><p>I = I0 e - µ x</p><p>I0/2 = I0 e - µ x</p><p>½ = 1 e -µ x</p><p>sendo, (e µ x = 2) x ln</p><p>µ x = ln 2</p><p>ln 2 = 0,693...</p><p>x 1/2 =</p><p>0,693</p><p>µ</p><p>Conhecido o coefi ciente de atenuação linear de</p><p>uma determinada substância , com esta expressão</p><p>podemos determinar a espessura que reduzirá a</p><p>intensidade do feixe a metade de seu valor inicial.</p><p>X ½ ......... “Espessura necessária para reduzir</p><p>a intensidade de um feixe radioativo a metade</p><p>de seu valor inicial ”</p><p>Conhecido também como semi espessura ,</p><p>camada semi redutora e ainda HVL (Half</p><p>value layer)</p><p>3.17 Coefi	ciente	de	transferência	e</p><p>absorção de energia</p><p>Os fóton ao interagir com o elétron, cede parte de</p><p>sua energia que é convertida em energia cinética</p><p>( principalmente para íons de alta velocidade e+</p><p>e e-) e o restante com o fóton espalhado.</p><p>Assim podemos introduzir o coeficiente de</p><p>transferência de energia (µk), onde :</p><p>h.ν</p><p>µk =</p><p>µ . Ek</p><p>distância que fazemos as medidas. A distância</p><p>interfere na intensidade de uma radiação</p><p>segundo a seguinte lei:</p><p>“A intensidade de uma radiação decresce</p><p>proporcionalmente ao quadrado da distância</p><p>da fonte”</p><p>E → Energia convertida em energia cinética</p><p>µ → Coefi ciente de transferência de energia</p><p>Sendo que a maioria dos elétrons perde esta</p><p>energia por colisão, tal perda de energia é o que</p><p>consideramos como a energia absorvida pela</p><p>matéria Ea e a energia restante Er é irradiada</p><p>na forma de “Bremsstrhalung”. Assim:</p><p>Ea + Er = Ek</p><p>Analogamente, temos o coefi ciente de absorção</p><p>de energia( µen)</p><p>Ek</p><p>µen =</p><p>µkEa µen =</p><p>µ Ea</p><p>h.ν</p><p>ou</p><p>3.18 Atenuação e absorção</p><p>O fóton ao interagir com a matéria passa a sofrer</p><p>4 prováveis interações.</p><p>1. Ser desviado de sua trajetória inicial</p><p>sem perda de ernergia, espalhamento</p><p>25</p><p>Grade Filme</p><p>Grade Geometria</p><p>f</p><p>W</p><p>B C</p><p>h .....altura da grade 2,5 mm</p><p>B .... espessura de baixa densidade 3,5 mm</p><p>Usualmente a grade é descrita por sua razão</p><p>“Razão da Grade” ( r )</p><p>r = h</p><p>B</p><p>h → altura da grade</p><p>B → separação entre as fi tas de chumbo</p><p>Verifi camos pela fi gura com a grade paralela</p><p>que o feixe primário, a uma certa distância W</p><p>será eliminado, limitando assim a tamanho do</p><p>f</p><p>W = B</p><p>h W f= rou</p><p>Para resolvermos o problema de limitação de</p><p>campo de irradiação causado pela grade paralela</p><p>utiliza-se uma grade focada, ou seja uma grade</p><p>que acompanha a divergência do feixe.</p><p>3.20 Exposição ao paciente</p><p>Sempre que nos submetemos a um Exame</p><p>Radiológico recebemos uma dose de exposição</p><p>a qual sempre que possível, deverá ser</p><p>minimizada ao máximo.</p><p>Método para avaliar a exposição do paciente.</p><p>Neste caso, devemos determinar a quantidade,</p><p>de radiação que chega na superfície do paciente</p><p>, e para tal utilizamos a curva de Calibração do</p><p>aparelho de RX. Curva de Calibração: Fornece a</p><p>exposição em mR/mAs para um dado KV, mAs,</p><p>distância e fi ltro. Contudo devemos considerar</p><p>para exposição a radiação espalhada, para tanto</p><p>utilizamos o que consideramos fator de retro-</p><p>espalhamento .</p><p>FRD = Dm / D a</p><p>Dm→ dose no ar nas mesmas condições</p><p>Da → dose na superfície ou na profundidade</p><p>de equilíbrio eletrônico</p><p>FRD varia com a área e a forma do campo, com</p><p>a espessura do paciente e com a qualidade da</p><p>radiação (KV).</p><p>Fatores que reduzem a dose de exposição</p><p>no paciente:</p><p>1. maior KV</p><p>2. Menor MA</p><p>3. Filtração ( 2mmAl )</p><p>4. Filmes rápidos e écrans.</p><p>5. Limitação do campo de irradiação (cones</p><p>e limitadores)</p><p>6. gônadas</p><p>7. Gravidez</p><p>8. Fluoroscopia</p><p>9. Curva de Calibração característica do aparelho</p><p>corerente ou elástico</p><p>2. Ser desviado de sua trajetória inicial com</p><p>alguma perda e energia, espalhameno de</p><p>energia incoerente ou inelástico</p><p>3. Desaparece totalmente</p><p>4. Ser transmitido sem nada ocorrer</p><p>Assim;</p><p>1 e 2 →há espalhamento</p><p>2 e 3 →existe absorção</p><p>1, 2 e 3 →contribuem para a atenuação do feixe</p><p>3.19 Física das grades</p><p>Método de redução de radiação espalhada, para</p><p>que não cause perda de contraste do sujeito</p><p>filme</p><p>0,05mm Pb</p><p>campo de o irradiação. Assim por semelhança</p><p>de triângulos temos:</p><p>26</p><p>P = d . S</p><p>DFF - d</p><p>d → Distância do objeto ao filme</p><p>DFF → Distância foco filme</p><p>O → Objeto</p><p>I → Imagem</p><p>S → Tamanho do foco</p><p>Para minimizar este efeito de penumbra temos</p><p>que :</p><p>1. Diminuir a região focal</p><p>2. Maior distância foco filme</p><p>3. Menor distãncia objeto filme (posicio-</p><p>namento)</p><p>b.	 	Magnificação:	 Aumento ou ampliação da</p><p>imagem devido a distância do objeto ao filme, onde:</p><p>I/O = DFF/(DFF-d)</p><p>c. Distorção: Ocorre quando o objeto a ser</p><p>radiografado esta fora do eixo central do feixe,</p><p>provocando uma variação na magnificação,</p><p>deformando a imagem. Para corrigir temos</p><p>que, sempre que possível, manter o feixe</p><p>perpendicular ao filme, (plano do filme).</p><p>d. Movimentos involuntários: Movimentação</p><p>que ocorre devido ao funcionamento de órgãos</p><p>como o</p><p>coração, estômago, etc. Sempre que</p><p>possível reduzir o tempo de exposição, os</p><p>menores MAS possíveis.</p><p>e.		Controle	de	densidade	(filme): A densidade</p><p>de impressão do haleto de prata, sendo</p><p>proporcional ao MAS , ao KV n e inversamente</p><p>proporcional ao quadrado da distância (DFF)2.</p><p>k → constante</p><p>n → número dependente da filtração do feixe,</p><p>tipo de filme e espessura do paciente</p><p>2 - 4,5 (para 100KV, 3 ou 4)</p><p>k . Kvn .MAs</p><p>DFF2</p><p>ρ =</p><p>3.21 Nitidez</p><p>Poder de resolução: Tem o objetivo de</p><p>proporcionar uma diferenciação das regiões</p><p>anatômicas e seus devidos contornos.</p><p>Quanto melhor a visualização dos contornos</p><p>anatômicos melhor a nitidez da radiografia.</p><p>Fenômenos que provocam a perda da nitidez:</p><p>a. Penumbra geométrica: causada devido</p><p>ao tamanho do foco fino ou grosso utilizado</p><p>na feitura de uma radiografia, levando a um</p><p>problema de superposição de imagens.</p><p>Por semelhança de triângulos temos:</p><p>27</p><p>4.1 Filmes radiográficos</p><p>Figura como a principal ferramenta no processo</p><p>de formação da imagem, pois atua como já</p><p>sabemos como um receptor da imagem aérea</p><p>formada quando da passagem dos RX através</p><p>do paciente, apresentando as diferenças entre as</p><p>regiões mais ou menos radio-opacas, resultando</p><p>no que denominamos contraste do sujeito.</p><p>Podem se apresentar como filmes simples ou</p><p>duplos, e tem a característica de armazenarem</p><p>de forma duradoura a imagem gerada pela</p><p>luminescência de um écran. O processo que</p><p>ocorre é semelhante ao utilizado para produção</p><p>de imagens fotográficas sendo gerada numa</p><p>película bem fina de material fotosensível que</p><p>por um processo químico de revelação torna</p><p>esta imagem visível e ainda lhe dá qualidades</p><p>para tornarem-se bastante duradouras.</p><p>4.2 Composição</p><p>Os filmes de RX são compostos , de uma forma</p><p>simplificada, pelos seguintes componentes:</p><p>Gelatina: Veículo mantenedor da homogeneidade</p><p>dos cristais de Haleto de prata dispersos no</p><p>mesmo e comumente e colocado em ambas às</p><p>faces da base do filme.</p><p>Revestimento: Material protetor, que mantêm a</p><p>integridade da superfície do filme principalmente</p><p>quanto aos danos mecânicos.</p><p>Suporte: Constituído de um plástico transparente,</p><p>geralmente de coloração azul, sendo ainda</p><p>composto por agentes químicos que inibem a</p><p>combustão do mesmo.</p><p>Haleto de Ag: Principal componente dos filmes</p><p>Radiográficos, pois ao serem sensibilizados pela</p><p>luz proveniente de um écran , geram a denominada</p><p>imagem latente que será evidenciada durante o</p><p>processo de revelação, são pequeníssimos</p><p>cristais de iodeto ou brometo de prata que</p><p>permanecem distribuídos homogeneamente no</p><p>gel que compõem a película.</p><p>4.3 A imagem latente</p><p>Como já vimos os RX ao atravessarem o paciente</p><p>e alcançam o écran luminescendo-o e desta</p><p>forma a luz gerada decompõem o haleto de prata</p><p>existente no gel e depositam uma fina camada</p><p>de prata metálica nas regiões expostas a esta</p><p>luz e as regiões onde a luz não causou efeito</p><p>fotosensível o haleto de prata permanece integro</p><p>quanto as suas característica físico-químicas. De</p><p>forma simplificada o haleto de prata perde as</p><p>suas características ao liberar prata metálica e</p><p>liberando íons no gel que durante o processo</p><p>de revelação serão responsáveis pela ação</p><p>dos agentes reveladores atuando como um</p><p>catalisador de reação química, com a principal</p><p>finalidade de escurecer a prata metálica e torná-</p><p>la então visível a observação direta.</p><p>4.4 Características especiais</p><p>Exposição: No que diz respeito a filmes</p><p>Radiográficos, a exposição pode ser entendida</p><p>como sendo, como a quantidade de luz ou</p><p>RX que atinge determinadas áreas de uma</p><p>película, ou então definida como a quantidade de</p><p>energia radiante incidente a uma área do filme,</p><p>produzindo no final do processo de revelação o</p><p>que denominamos densidade fotográfica, sendo</p><p>representada pela seguinte equação:</p><p>E = I T</p><p>E → Exposição</p><p>I → Intensidade de radiação</p><p>T → Tempo</p><p>Densidade	fotográfica: É a medida do “negrume”</p><p>gerado no filme após a exposição a luz do écran</p><p>, sendo evidenciado pela ação do revelador no</p><p>filme, podendo ser medida com auxílio de um</p><p>Densitômetro ótico que faz uma comparação</p><p>entre as intensidades de lus que são transmitidas</p><p>pelas diferentes a áreas do filme, onde o logaritmo</p><p>decimal desta razão é chamado de densidade do</p><p>filme e e expresso pela seguinte equação:</p><p>Capítulo 04</p><p>Física Aplicada à Radiológica</p><p>Aplicações práticas da física radiológica nos</p><p>aplicativos de radiologia médica e diagnóstica</p><p>28</p><p>D = log( I0 / I1 )</p><p>D → Densidade</p><p>I0 → Intensidade de luz incidente</p><p>I1 → Intensidade de luz incidente transmitida</p><p>poruma determinada área do fi lme</p><p>Velocidade	do	fi	lme: Diz respeito a sensibilidade</p><p>do material fotográfi co presente na amostra e é</p><p>freqüentemente determinada pelo quantidade</p><p>de exposição requerida para produzir uma</p><p>densidade igual a 1,0 acima do véu total (base</p><p>mais véu do fi lme), podendo ser infl uenciado</p><p>pelos seguintes fatores:</p><p>a. Tipo de fi lme</p><p>b. Tipo de exposição</p><p>c. Falha na reciprocidade</p><p>d. condições de revelação</p><p>e. condições ambientais</p><p>Véu: Quando o fi lme é exposto a radiações que</p><p>não são as destinadas à formação da imagem,</p><p>temos a formação de uma densidade que é</p><p>denominada de véu. A junção da medida da</p><p>densidade do suporte do fi lme mais a densidade</p><p>das camadas de emulsão, onde não se recebeu</p><p>exposição intencional é denominada de véu total.</p><p>As densidades de fi lme indesejáveis podem ser</p><p>causadas pelos seguintes fatores:</p><p>a. Calor</p><p>b. Umidade</p><p>c. Vapores químicos’</p><p>d. Luz de segurança</p><p>e. Radioatividade ambiental ou de fundo</p><p>(Background)</p><p>f. Raios cósmicos</p><p>Contraste: No caso de filmes Radiográficos o</p><p>contraste pode ser analisado da seguinte forma:</p><p>a. Contaste Radiográfico: É a diferença</p><p>apresentada em termos de densidade entre</p><p>duas distintas áreas de uma radiografi a.</p><p>b. Contraste do sujeito: Relaciona-se com o</p><p>padrão de intensidade de RX na imagem</p><p>aérea, no que de refere à energia de</p><p>transmissão.</p><p>c.		 Contraste	do	fi	lme: É a relação entre as</p><p>intensidades dos Rx com as densidades</p><p>radiográficas, sendo afetados pelos</p><p>seguintes fatores;</p><p>● Tipo de fi lme</p><p>● Condições de revelação</p><p>● Tipo de exposição</p><p>● Tipo de écran</p><p>Entre os fatores que afetam o contraste</p><p>Radiográfi co, podemos citar os seguintes:</p><p>a. Tipo	de	fi	lme	- Os fi lmes disponíveis no</p><p>mercado hoje, são fabricados de forma a</p><p>cumprir os requisitos básicos para cada</p><p>tipo diferente de exame podendo-se</p><p>ser facilmente adaptado as preferências</p><p>individuais de cada profi ssional.</p><p>b. Condições de revelação - Para que não haja</p><p>qualquer problema, as instruções fornecidas</p><p>pelo fabricante devem ser seguidas fi elmente,</p><p>no que diz respeito à armazenagem, misturas</p><p>evitando-se contaminações das soluções de</p><p>revelação que diminuem sensivelmente a</p><p>resposta do fi lme.</p><p>c.		 Densidade	fotográfi	ca	-	 As estruturas a</p><p>serem radiografadas devem ser sempre</p><p>alocadas nas regiões de maior contraste,</p><p>caso contrário será difícil distinguir estas</p><p>estruturas radiografadas.</p><p>d. Véu - Este deverá estar no menor nível</p><p>possível de forma a sua influência no</p><p>contraste se bem reduzida</p><p>e. Tipo de exposição - Seja o fi lme exposto a</p><p>radiação direta ou luz do écran intensifi cador</p><p>devemos sempre adequa-lo a o tipo de</p><p>exposição e ao tipo de luz emitida pelo écran.</p><p>Latitude: Podemos relacionar a Latitude tanto</p><p>com o contraste do sujeito como com o contraste</p><p>do fi lme, relacionando-se em ambos os casos</p><p>com a margem das estruturas do sujeito, de</p><p>forma a se obter uma radiografi a de qualidade.</p><p>Desta forma podemos relacionar a latitude da</p><p>seguinte forma:</p><p>Um fi lme de baixa sensibilidade,</p><p>com grãos menores e maior nitidez</p><p>Um fi lme "médio", com boa</p><p>sensibilidade e nitidez relativa</p><p>Um fi lme rápido. Pelo tamanho</p><p>de seus grãos , não proporciona</p><p>grandes ampliações</p><p>1</p><p>64</p><p>1</p><p>32</p><p>1</p><p>32</p><p>1</p><p>32</p><p>1</p><p>32</p><p>111</p><p>16</p><p>1 111</p><p>8</p><p>1111</p><p>8</p><p>1 1111111</p><p>4</p><p>1 1111111</p><p>2</p><p>1 1 2 4 8 16 32 64</p><p>Exposição relativa</p><p>0,1 0,1 0,15 0,2 0,25 0,6 1,2 1,8 2,4 2,8 2,9 3,0 3,0</p><p>Densidade Ótica</p><p>29</p><p>Latitude</p><p>Sub</p><p>exposição</p><p>Super</p><p>exposição</p><p>0,5</p><p>1,0</p><p>1,5</p><p>2,0</p><p>2,5</p><p>3,0</p><p>Contraste</p><p>Exposição Relativa</p><p>Fa</p><p>to</p><p>r d</p><p>e C</p><p>on</p><p>tra</p><p>steDe</p><p>ns</p><p>di</p><p>da</p><p>de</p><p>64 32323232 16 88 4 2</p><p>1 1111 1111 11111111 11111111 11111111 1 2 4 8 16 32 64</p><p>0,1</p><p>0,2</p><p>0,3</p><p>0,4</p><p>0,5</p><p>0,6</p><p>0,7</p><p>0,8</p><p>0,9</p><p>1,0</p><p>a. Latitude de Exposição: Com o auxílio</p><p>de uma cunha escalonada de alumínio,</p><p>fazemos radiografias com diferentes</p><p>energias (KV), desta maneira ao revelarmos</p><p>tais radiografias notaremos diferenças</p><p>nos degraus formados pelas diferentes</p><p>espessuras da cunha. Como exemplo se</p><p>fi zermos radiografi a com técnicas de 40KV,</p><p>70KV e 100 KV notaremos as diferenças no</p><p>contraste do sujeito devido a diferenças de</p><p>absorção do sujeito (cunha escalonada), e</p><p>verifi caremos também que o contraste do</p><p>sujeito é mais presente em algumas regiões</p><p>para 40 KV e não o serão para 100 KV,</p><p>exemplifi cando-se, contudo a latitude para</p><p>40 KV será menor nestas regiões e para</p><p>100KV será maior nas mesmas regiões</p><p>consideradas. A latitude nada mais é do</p><p>esta diferença nos degraus considerados.</p><p>b. Latitude do filme: Tem interpretação</p><p>semelhante a anterior, porém levamos</p><p>agora em consideração as diferenças de</p><p>contraste para diferentes tipos de fi lme,</p><p>como exemplo fi lme 70 e fi lme 100. Como</p><p>o fi lme 70 é idealizado de forma a ter maior</p><p>contraste que a fi lme 100, este possui uma</p><p>latitude menor que o último e vice-versa.</p><p>1/8 1/4 1/2 1 2 4 8</p><p>Exposição Relativa</p><p>Pulmões</p><p>Mediastino</p><p>Es</p><p>pe</p><p>ssu</p><p>ra</p><p>do</p><p>Pa</p><p>cie</p><p>nt</p><p>e</p><p>ou</p><p>D</p><p>en</p><p>sid</p><p>ad</p><p>e</p><p>Imagem Radiográfi ca com imagem da Cunha</p><p>4.5	 Tipos	de	fi	lme</p><p>Existem atualmente duas categorias de fi lmes</p><p>disponíveis no mercado quanto a sua sensibilidade</p><p>seja para a luz quanto para os RX, classifi cando-</p><p>os em fi lmes próprios para uma exposição à luz do</p><p>écran e fi lmes para exposição direta aos RX como</p><p>é o caso dos fi lmes destinados a exames como</p><p>a Mamografi a. Tais fi lmes são descritos a seguir:</p><p>Filmes para écran: Apresenta como característica</p><p>principal uma sensibilidade maior na região da</p><p>luz visível, sendo capazes de receptar e serem</p><p>sensibilizados tanto a luz de fl uorescência gerada</p><p>pela imagem aérea no écran bem como pode</p><p>ser sensibilizado pela exposição direta aos RX,</p><p>contudo alguns deste fi lmes devem ser usados</p><p>unicamente com a composição ecran-filme,</p><p>variam também quanto a sensibilidade podendo</p><p>ser sensíveis a luz azul, ultravioleta e luz verde</p><p>proveniente de tipos diferentes de écran. Para</p><p>se ter uma idéia da sensibilidade destes fi lmes</p><p>a luz visível, caso fossem utilizados sem o écran</p><p>seria necessária uma exposição aos RX até 100</p><p>vezes maiores que se fossem utilizados com o</p><p>écran. Tem como principais características a</p><p>redução da exposição do paciente a radiação e</p><p>redução da borrosidade causada pelo movimento</p><p>involuntário.</p><p>Filmes para exposição direta: São tipos de fi lmes</p><p>muito utilizados quando se tem uma radiação mais</p><p>resistente a exposição aos RX, como é o caso</p><p>das extremidades do corpo humano, onde o uso</p><p>dos écrans levaria a um aumento da borrosidade</p><p>causado pelo excesso de luz transmitida pelo</p><p>sujeito. Estes fi lmes são fabricados com uma</p><p>espessura maior de emulsão favorecendo</p><p>a maior de RX com uma redução sensível no</p><p>tempo de exposição, contudo pode existir o</p><p>inconveniente de terem que serem processados</p><p>manualmente devido a espessura não adequada</p><p>para as processadoras automáticas.</p><p>4.6		Qualidade	da	radiografi	a</p><p>Quando desejamos conferir a uma radiografi a, na</p><p>realidade estamos objetivando que a radiografi a</p><p>contenha o máximo de informações auxiliares a</p><p>um diagnóstico médico, uma imagem que integra</p><p>o máximo de informações de uma determinada</p><p>estrutura interna do corpo. Desta forma quanto mais</p><p>detalhes puderem observar em uma radiografi a</p><p>mais qualidades conseguem obter, contudo para</p><p>30</p><p>1/8 1/4 1/2 1 2 4 8</p><p>Exposição Relativa</p><p>Pulmões</p><p>Mediastino</p><p>Es</p><p>pe</p><p>ssu</p><p>ra</p><p>do</p><p>P</p><p>ac</p><p>ien</p><p>te</p><p>ou</p><p>D</p><p>en</p><p>sid</p><p>ad</p><p>e</p><p>Entre os fatores que podem infl uenciar na nitidez</p><p>radiográfi ca podemos citar os seguintes:</p><p>Difusão da luz : Diz respeito ao contato ecran-</p><p>fi lme, onde por uma imperfeição qualquer que</p><p>ocorra neste contado causa uma divergência nos</p><p>raios de luz provenientes do écrans distorcendo</p><p>a imagem sendo também denominado efeito de</p><p>dispersão da luz que nada mais é do que uma</p><p>alteração na trajetória da luz proveniente do écran.</p><p>Na figura podemos visualizar a trajetória</p><p>de alguns fótons de luz visível emitidos pela</p><p>incidência dos RX nos cristais de fósforo do</p><p>écran, que tem o objetivo de intensifi car o efeito</p><p>dos raios X na emulsão do fi lme, lembrando que</p><p>nas confi gurações atuais dos chassis são usados</p><p>fi lmes de face dupla e dois écrans.</p><p>Desta forma podemos prever que qualquer fator</p><p>que altere esta homogeneidade de incidência de</p><p>luz do écran por sobre o fi lme ocasionará defeitos</p><p>na imagem radiográfi ca.e dentre estes efeitos</p><p>podemos citar os seguintes:</p><p>a. Cruzamento: Luz que atravessa o fi lme</p><p>e atinge a camada de emulsão oposta,</p><p>como mostra a fi gura:</p><p>Efeito do contraste do sujeito - Cunha</p><p>chassis</p><p>ecran</p><p>emulsão de Ag</p><p>suporte do</p><p>filme</p><p>cruzamento</p><p>Cruzamento</p><p>que possamos alcançar uma qualidade superior</p><p>tanto da imagem quanto do efetivo trabalho</p><p>técnico devemos aqui juntar os varias fatores</p><p>que infl uenciam na mesma. De início o técnico</p><p>Radiologista deve fazer uma observação detalhada</p><p>da região a ser radiografada bem como formalizar</p><p>o seu próprio conceito de uma imagem ideal para</p><p>aquela determinada área a ser radiografada, o que</p><p>demanda do técnico também um conhecimento</p><p>prévio da estrutura anatômica em questão, como</p><p>por exemplo espessuras tipo de tecido e densidade</p><p>óssea. Como esta qualidade desejada depende</p><p>de diversos fatores técnicos e por uma questão de</p><p>adaptação as várias literaturas existentes sobre</p><p>este assunto vamos aqui relacionar a qualidade</p><p>radiográfi ca com o que é denominada nitidez ou</p><p>claridade e entre os fatores que a afetam temos</p><p>a nitidez radiográfi ca o ruído Radiográfi co.</p><p>4.7	 Nitidez	radiográfi	ca</p><p>Defi ne-se a nitidez radiográfi ca como sendo uma</p><p>impressão dotada de perceptibilidade de cada</p><p>limite estruturas radiografadas e esta fi namente</p><p>ligada ao tipo de estrutura radiografado e é uma</p><p>conseqüência dos seguintes fatores:</p><p>Contraste Radiográfico: Determina as</p><p>mudanças progressivas da densidade em todo</p><p>perfi l estrutural radiografado, evidenciando a</p><p>estrutura de interesse e todas as estruturas</p><p>vizinhas ao mesmo sendo este uma soma do</p><p>contraste de fi lme e do contraste do sujeito.</p><p>Borrosidade radiográfica: Diz respeito a</p><p>largura de cada densidade estrutural ao longo</p><p>de toda estrutura radiografada, determina as</p><p>diversas mudanças ou variação de densidade</p><p>das estruturas. A borrosidade radiográfi ca esta</p><p>ligada a fatores geométricos e por fatores que</p><p>infl uenciem ou prejudiquem o contato ecran-</p><p>fi lme.</p><p>A fi gura dá uma idéia estatística de como o</p><p>contraste e a borrosidade radiográfica pode</p><p>infl uenciar uma radiografi a.</p><p>b. Halo: Refere-se a luz refl etida pela base do</p><p>fi lme ou por materiais que estejam por de-</p><p>trás do fi lme como por exemplo o chassis</p><p>ou apa protetora de chumbo do mesmo.</p><p>fótons de RX</p><p>chassis</p><p>ecran</p><p>emulsão</p><p>suporte</p><p>do filme</p><p>protetor de chumbo</p><p>fótons de RX</p><p>Halo</p><p>31</p><p>4.10 Distorção</p><p>Devemos lembrar como já fora dito nos tópicos</p><p>de física radiológica, que o feixe de radiação deve</p><p>ser mantido sempre a 90º ou seja, perpendicular</p><p>ao objeto e fi lme simultaneamente. Qualquer</p><p>fator que infl uencie nesta condição geométrica</p><p>levará a um efeito de ampliação, como já fora</p><p>demostrado. Relembrando:</p><p>4.11 ACESSÓRIOS DO APARELHO</p><p>RADIOLÓGICO</p><p>No que diz respeito a formação de uma imagem</p><p>para radiodiagnóstico, podemos lançar mãos de</p><p>alguns recursos que podem auxiliar de forma</p><p>a aproveitarmos melhor o feixe de RX e ainda</p><p>proporcionar uma maior segurança ao paciente</p><p>e ao técnico em radiodiagnóstico, são acessórios</p><p>que dão uma exata formação</p>

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