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Instituto Geral de Perícias do 
Estado de Santa Catarina – IGP-SC 
 
Perito Oficial e Técnico Pericial 
(comum a todos os cargos) 
 
 
Língua Portuguesa 
Ortografia oficial. .............................................................................................................................................................. 1 
Acentuação. ........................................................................................................................................................................ 5 
Classes de palavras. .......................................................................................................................................................... 7 
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ...................................................................................... 32 
Concordância nominal e verbal. .................................................................................................................................. 34 
Regência nominal e verbal. .......................................................................................................................................... 37 
Crase. ................................................................................................................................................................................ 41 
Pontuação. ....................................................................................................................................................................... 43 
Significação das palavras. Homônimos e parônimos. ............................................................................................. 44 
Emprego de maiúsculas e minúsculas. ...................................................................................................................... 46 
Redação oficial: formas de tratamento, correspondência oficial. ......................................................................... 46 
Compreensão e interpretação de texto. ..................................................................................................................... 55 
 
 
Inglês 
Leitura, compreensão e interpretação de textos. Vocabulário. [As questões serão formuladas na língua 
inglesa]. .............................................................................................................................................................................. 1 
 
 
Noções de Direito 
Noções de Direito Penal: Infração penal: elementos, espécies. Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal.
 .............................................................................................................................................................................................. 1 
Tipicidade, ilicitude, culpabilidade, punibilidade. ....................................................................................................... 2 
Crimes: Crimes contra Pessoa, ........................................................................................................................................ 3 
Crimes Contra o Patrimônio, ........................................................................................................................................ 12 
Crimes contra a fé pública, ............................................................................................................................................ 17 
Crimes contra a administração pública, ..................................................................................................................... 22 
Concurso de pessoas. ..................................................................................................................................................... 32 
Noções de Direito Processual Penal: Do inquérito policial: artigos 06 e 07. ....................................................... 34 
Do exame de corpo de delito e das perícias em geral: artigos 158 a 184. ............................................................ 35 
Incompatibilidade, impedimento e suspeição: artigos 112, 254 a 256. ............................................................... 39 
Dos peritos e intérpretes: artigos 275 a 281. ............................................................................................................ 41 
Noções de Direito Constitucional: Dos Princípios Fundamentais: artigos 01 a 04. ............................................ 41 
Dos Direitos e Garantias Fundamentais: artigos 05 a 11. ....................................................................................... 43 
Da Organização do Estado: artigos 37 a 41. ............................................................................................................... 49 
Noções de Direito Administrativo: Princípios Básicos da Administração Pública. ............................................ 56 
Atos Administrativos: conceitos, requisitos, atos ordinatórios e invalidação. .................................................... 58 
Servidores Públicos Civis: deveres, direitos e responsabilidades. ........................................................................ 62 
Legislação Especial: Lei 8.666/93 – artigos 01 a 06 e 20 a 26, .............................................................................. 73 
Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), ........................................................................................................... 81 
Lei 11.340/06 (Maria da Penha),................................................................................................................................. 87 
Lei 11.343/06 (Drogas) ................................................................................................................................................. 92 
 
Código de Transito Brasileiro (art. 302 ao 312‐A), ................................................................................................ 100 
Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente – Da prática de ato infracional, dos crimes em espécie e 
das infrações administrativas). .................................................................................................................................. 102 
Constituição do Estado de Santa Catarina: artigos 105 e 109‐A. ......................................................................... 108 
Norma que dispõe sobre o quadro de pessoal dos servidores do Instituto Geral de Perícias (Lei nº 
15.156/10), Lei Complementar 610/13, Lei 16.772/16. ...................................................................................... 109 
Lei 12.737/12 (Lei Carolina Dieckmann), ................................................................................................................ 125 
Lei12.527/11 (Lei de Acesso à Informação) ........................................................................................................... 126 
Lei 8.072/90 (Lei dos Crimes Hediondos). .............................................................................................................. 133 
 
 
Noções de Lógica 
Proposições e Conectivos; Operações Lógicas sobre Proposições; Tabelas Verdade; ......................................... 1 
Tautologias, Contradições e Contingências; ............................................................................................................. 13 
Implicação Lógica; ......................................................................................................................................................... 15 
Equivalência Lógica; ...................................................................................................................................................... 17 
Álgebra das Proposições; ............................................................................................................................................. 20 
Método Dedutivo. ..........................................................................................................................................................29 
 
 
Noções de Informática 
Noções de Sistema Operacional; .................................................................................................................................... 1 
Edição de textos, planilhas e apresentações; ............................................................................................................... 6 
Redes de Computadores (Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de internet e intranet, 
VPN, VoIP, Grupos de Discussão, Redes Sociais, Computação na Nuvem, Programas de Navegação, Deep Web, 
Dark Web, Conceitos de Organização e de Gerenciamento de Informações, Arquivos, Pastas e Programas); 
 ........................................................................................................................................................................................... 26 
Segurança da Informação (Procedimento de Segurança, Noções de Vírus, Worms, Pragas Virtuais, Aplicativos 
para Segurança – Antivírus, Firewall, Anti Spyware, Procedimentos de Backup, Armazenamento de Dados na 
Nuvem); Celulares, Tablets e suas Tecnologias, Biometria, Moedas Virtuais. .................................................... 60 
 
 
 
 
 
 
 
A apostila OPÇÃO não está vinculada a empresa organizadora do concurso público a que se destina, 
assim como sua aquisição não garante a inscrição do candidato ou mesmo o seu ingresso na carreira 
pública. 
 
O conteúdo dessa apostila almeja abordar os tópicos do edital de forma prática e esquematizada, 
porém, isso não impede que se utilize o manuseio de livros, sites, jornais, revistas, entre outros meios 
que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor preparação. 
 
Atualizações legislativas, que não tenham sido colocadas à disposição até a data da elaboração da 
apostila, poderão ser encontradas gratuitamente no site das apostilas opção, ou nos sites 
governamentais. 
 
Informamos que não são de nossa responsabilidade as alterações e retificações nos editais dos 
concursos, assim como a distribuição gratuita do material retificado, na versão impressa, tendo em vista 
que nossas apostilas são elaboradas de acordo com o edital inicial. Porém, quando isso ocorrer, inserimos 
em nosso site, www.apostilasopcao.com.br, no link “erratas”, a matéria retificada, e disponibilizamos 
gratuitamente o conteúdo na versão digital para nossos clientes. 
 
Caso haja dúvidas quanto ao conteúdo desta apostila, o adquirente deve acessar o site 
www.apostilasopcao.com.br, e enviar sua dúvida, que será respondida o mais breve possível, assim como 
para consultar alterações legislativas e possíveis erratas. 
 
Também ficam à disposição do adquirente o telefone (11) 2856-6066, dentro do horário comercial, 
para eventuais consultas. 
 
Eventuais reclamações deverão ser encaminhadas por escrito, respeitando os prazos instituídos no 
Código de Defesa do Consumidor. 
 
É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código 
Penal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostilas Opção, a opção certa para a sua realização. 
 
LÍNGUA PORTUGUESA
1Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Ortografia oficial. 
Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a 
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto 
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto 
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante 
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A 
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos 
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é 
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e 
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada 
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
a A (á) b B (bê)
c C (cê) d D (dê)
e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá)
i I (i) j J (jota)
k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
s S (esse) t T (tê)
u U (u) v V (vê)
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê)
Observação: emprega-se também o ç, que representa o 
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 
taylorista.
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km 
(quilômetro), Watt.
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 
“en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 
inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, 
xingar, etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos:
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, 
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
 Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia 
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem 
da palavra. Veja os exemplos:
gesso: Origina-se do grego gypsos
jipe: Origina-se do inglês jeep.
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), 
vertiginoso (de vertigem)
4) Nos seguintes vocábulos:
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, 
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
despejar: despejo, despeje, despejem 
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem 
viajar: viajo, viaje, viajem
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
Exemplos:
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja - 
lisonjeador nojo- nojeira
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer 
jeito- ajeitar
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, 
traje, pegajento
Emprego das Letras S e Z
Emprega-se o S:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no 
radical
Exemplos:
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa
2Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
chinês- chinesa milanês- milanesa
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Exemplos:
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, 
metamorfose, virose 
5) Após ditongosExemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus 
derivados
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
repus, repusera, repusesse, repuséssemos
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, 
Teresa, Teresinha, Tomás
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, 
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, 
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, 
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no 
radical
Exemplos:
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a 
partir de adjetivos
Exemplos:
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez 
rígido- rigidez
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- 
surdez
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
colonizar- colonização realizar- realização
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, 
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os 
exemplos:
exame exato exausto exemplo existir exótico 
inexorável
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 
Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em 
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter- 
versão expelir- expulsão
estender- extensão s u s p e n d e r - s u s p e n s ã o 
converter - conversão repelir- repulsão
Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
manter- manutenção contorcer- contorção
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, 
trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, 
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, 
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, 
“mitir”, “ceder” e “cutir”
Exemplos:
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão 
discutir- discussão
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o 
exceder- excesso repercutir- repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / 
pode não ser nítida. Observe:
3Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o E:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos:
magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: antebraço, antecipar
3) Nos seguintes vocábulos:
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, 
orquídea, etc.
Emprega-se o I :
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos:
cair- cai
doer- dói
influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Exemplos:
Anticristo, antitetânico
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, 
etc.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de 
algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, 
realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, 
moleque.
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. 
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e 
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta 
forma devido a sua origem na forma latina hodie.
Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
Observações:
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que 
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 
ele não é utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a 
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos 
sempre são grafados com h. Veja:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer 
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
“Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)
Observações:
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o 
uso da letra maiúscula.
Por Exemplo:
“Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.”
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
Por Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: 
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: 
Dionísio, Netuno.
e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Natal, Páscoa, Ramadã.
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Exemplos: 
ONU, Sr., V. Ex.ª.
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, 
União, etc.
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula 
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo: 
Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade 
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário 
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
2) Utiliza-se inicial minúscula:
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos: 
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc. 
primavera, verão, outono, inverno
c) Nos pontos cardeais.
4Língua Portuguesa
APOSTILASOPÇÃO
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. 
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste.
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os 
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Lembre-se:
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php
Emprego do Porquê
Por 
Que
Orações 
Interrogativas
(pode ser 
substituído por: 
por qual motivo, 
por qual razão)
Exemplo:
Por que devemos nos 
preocupar com o meio 
ambiente?
Equivalendo 
a “pelo qual”
Exemplo:
Os motivos por que não 
respondeu são desconhecidos.
Por 
Quê
Final de 
frases e seguidos 
de pontuação
Exemplos:
Você ainda tem coragem de 
perguntar por quê?
Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Porque
Conjunção 
que indica 
explicação ou 
causa
Exemplos:
A situação agravou-se 
porque ninguém reclamou.
Ninguém mais o espera, 
porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de 
Finalidade – 
equivale a “para 
que”, “a fim de 
que”.
Exemplos:
Não julgues porque não te 
julguem.
Porquê
Função de 
substantivo 
– vem 
acompanhado 
de artigo ou 
pronome
Exemplos:
Não é fácil encontrar o 
porquê de toda confusão.
Dê-me um porquê de sua 
saída.
1. Por que (pergunta)
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
Emprego de outras palavras
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa 
nenhuma senão criticar.
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais 
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá 
desta situação crítica.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não 
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão 
pouco esta semana.
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. 
Traz - do verbo trazer.
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está 
vultuosa e deformada.
Questões
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou 
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre 
........................ praticar atividade física..........................benefícios 
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas 
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para 
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o 
avanço da idade.
(Ciência Hoje, março de 2012)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com:
(A) porque … trás … previnir
(B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
(D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas 
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, 
talvez seja _____ chorou. 
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque;
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
5Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
03. 
Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e 
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto
(D) mal ... porque ... intuito
(E) mal ... por quê ... intuito
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com 
a norma-padrão.
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da 
corrupção e das fraudes.
(A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
(C) a … concenso … a cerca
(D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam 
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Respostas
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D
Acentuação. 
Acentuação
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras 
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de 
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, 
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, 
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem 
escrita.
Regras básicas – Acentuação tônica
A acentuação tônica implica na intensidade com que são 
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de 
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As 
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são 
denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas 
como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba.
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Como podemos observar, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas 
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: 
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, 
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos 
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos 
observar no exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos; 
os demais, como átonos (que, em, de).
Os Acentos Gráficos
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam 
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. 
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e 
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com 
artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente 
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller)
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais 
nasais.
Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, 
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos 
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas 
de lo, la, los, las.
respeitá-lo– percebê-lo – compô-lo
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
táxi – lápis – júri
- us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que 
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são 
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim 
ficará mais fácil a memorização!
6Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), 
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com 
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são 
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. 
Ex.:
Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados 
ou não de “s”, haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato 
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. 
Ex.:
Antes Agora
crêem creem
vôo voo
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, 
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento 
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Repare:
1-) O menino crê em você
 Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
 Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
 Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
 Eles veem tudo!
- Cuidado! Há o verbo vir:
 Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 
seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 
precedidas de vogal idêntica:
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com 
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não 
serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 
plural de:
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm (verbo vir)
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, 
deter, abster. 
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes 
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, 
como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do 
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua 
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira 
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: 
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 
preposição por.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, 
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; 
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Questões
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica.
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um:
A) hiato
B) dígrafo
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo 
mesmo motivo que:
A) túnel
B) voluntário
C) até
D) insólito
E) rótulos
04. Assinale a alternativa correta.
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem 
paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente, 
encontro consonantal e hiato.
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras 
grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes 
destacadas são dígrafos.
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có-
lo-ga” e “a-ci-o-na”.
7Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
A) saúde
B) cooperar
C) ruim
D) creem
E) pouco
Respostas
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E 
Classes de palavras. 
Classes de Palavras
Artigo 
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica 
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. 
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o 
número dos substantivos.
Classificação dos Artigos
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira 
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos 
de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu 
matei um animal.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e 
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma 
assumida por essas combinações:
Preposições Artigos
- o, os
a ao, aos
de do, dos
em no, nos
por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas
à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - -
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o 
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida 
por crase.
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se 
manifestam:
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral 
“ambos”:
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do 
artigo, outros não:
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar 
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia 
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
O Pedro é o xodó da família.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no 
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para 
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o 
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. 
(qualquer classe)
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de 
aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras 
oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo 
cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido 
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que 
venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, 
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome 
de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S.Paulo.
Morfossintaxe
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações 
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, 
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo 
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo 
substantivo:
A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
Questões
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
E) Os Lusíadas são um poema épico
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está 
substantivando uma palavra.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
8Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
Respostas
1-B / 2-C / 3-D
Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é 
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam 
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos 
também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
Morfossintaxe do substantivo
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral 
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua 
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto 
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar 
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como 
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo 
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos 
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas 
funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
Classificação dos Substantivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição:
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, 
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município 
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e 
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. 
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma 
mesma espécie de forma genérica.
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie 
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é 
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma 
particular.
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
LÂMPADA MALA
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com 
existência própria, que são independentes de outros seres. São 
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, 
independentemente de outros seres.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo 
real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, 
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
 
Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que 
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser 
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa 
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. 
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, 
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, 
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade 
(sentimento). 
3 - Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra 
abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário 
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra 
abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular 
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie 
(abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo 
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma 
espécie.
Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou 
radical. É um substantivo simples.
Substantivo Simples: é aquele formado por um único 
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: 
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos 
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais 
elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
 
Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de 
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma 
outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir 
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra 
palavra.
Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável 
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, 
pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Flexão de Gênero
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar 
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, 
9Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao 
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos 
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia
 
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem 
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes 
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado 
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o 
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem 
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma 
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o 
feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré 
fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, 
o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por 
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, 
são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, 
variam em seu significado.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio(estação emissora) o 
capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
aluno - aluna
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao 
masculino.
freguês - freguesa
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três 
formas:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa 
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora 
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final 
por -a:
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e 
no feminino:
bode – cabra boi - vaca
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, 
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
- Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre 
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar 
o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para 
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de 
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade 
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, 
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem 
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que 
se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns: 
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa 
criatura.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O 
cônjuge de Marcela faleceu
Comuns de Dois Gêneros:
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez 
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante 
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do 
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois 
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada 
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de 
carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam 
a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma 
personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo 
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Masculinos 
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá 
o clã
o hosana
o herpes
10Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
o pijama
Femininos 
a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
- São geralmente masculinos os substantivos de origem 
grega terminados em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama 
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema 
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma 
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
 
Gênero dos Nomes de Cidades:
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste. 
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e 
outra no feminino.
Observe:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os 
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente 
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) 
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou 
proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) 
a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência) 
a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta) 
a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro) 
a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos) 
a coma (cabeleira)
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) 
a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e 
de outros sacramentos) 
a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco) 
a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente) 
a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras) 
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso) 
a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa) 
a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor) 
a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo) 
a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol) 
a nascente (a fonte)
Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que 
indica um ser ou um grupo de seres, e 
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A 
característica do plural é o “s” final.
 
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” 
fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no 
plural).
Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em 
“ns”.
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural 
pelo acréscimo de “es”.
revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se 
no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas 
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo 
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: 
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
11Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três 
maneiras.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o 
látex - os látex.
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende 
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam 
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que 
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivossimples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são 
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. 
Algumas orientações são dadas a seguir:
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores 
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos 
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando 
formados de: 
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas 
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes 
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando 
formados de: 
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante 
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo 
anterior.
palavra-chave - palavras-chave 
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba
homem-rã - homens-rã
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora 
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes 
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as 
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não 
variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e 
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
flore(s) + zinhas = florezinhas 
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre 
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos 
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando 
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com 
as regras de nossa língua:
 os clubes os chopes
 os jipes os esportes
 as toaletes os bibelôs
 os garçons os réquiens
Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de 
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético 
chamado metafonia (plural metafônico).
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô) 
esforço 
fogo 
forno 
fosso 
imposto 
olho
corpos (ó) 
esforços 
fogos 
fornos 
fossos 
impostos 
olhos
osso (ô) 
ovo 
poço 
porto 
posto 
rogo 
tijolo
ossos (ó) 
ovos 
poços 
portos 
postos 
rogos 
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, 
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de 
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus 
(naipes de baralho), as fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, 
títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com 
sentido de plural:
12Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas 
improvisadas.
Flexão de Grau do Substantivo
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as 
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado 
normal. Por exemplo: casa
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. 
Classifica-se em: 
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que 
indica grandeza. Por exemplo: casa grande. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
aumento. Por exemplo: casarão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. 
Pode ser: 
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que 
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
diminuição. Por exemplo: casinha.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Questões
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também 
ocorre com o plural de
(A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco.
(E) sem-vergonha.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam 
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está 
errada:
A) Catalães. 
B) Cidadãos. 
C) Vulcães. 
D) Corrimões.
Respostas
1-D / 2-D / 3-C 
Adjetivo
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou 
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao 
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa 
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, 
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, 
moça bondade, pessoa bondade. 
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro 
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto 
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe 
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Adjetivo Pátrio Composto 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro 
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. 
Observe alguns exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: 
Competições teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia 
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões 
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedadeítalo-
portuguesa
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
Flexão dos adjetivos
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
 
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem 
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, 
classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e 
outra para o feminino. 
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino 
somente o último elemento. 
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
americana. 
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no 
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença 
político-social.
13Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com 
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos 
simples. 
Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função 
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver 
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é 
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando 
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. 
Logo: camisas cinza, ternos cinza. 
Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento 
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam 
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que 
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, 
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a 
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver 
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se 
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; 
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro 
ficará invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Observe
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo 
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos 
flexionados.
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a 
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: 
o comparativo e o superlativo.
Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica 
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características 
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, 
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos 
abaixo:
1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da 
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
2) Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de 
Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois 
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de 
Superioridade Sintético
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de 
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 
São eles:
bom-melhor
pequeno-menor
mau-pior
alto-superior
grande-maior
baixo-inferior
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, 
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas 
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas 
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar 
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais 
pequeno.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de 
dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas 
qualidades de um mesmo elemento.
4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de 
Inferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau muito 
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser 
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um 
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 
nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 
secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 
sufixos.
Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos: 
benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser 
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação 
pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio 
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., 
antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas 
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem 
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo 
14Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: 
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo 
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, 
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas 
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável 
hiato i-í.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
Violência epidêmica
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora 
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes 
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características 
epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes 
centros urbanos e se dissemina pelo interior.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a 
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito 
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços 
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras 
enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências 
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas 
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de 
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao 
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três 
fatores principais na formação das personalidades com maior 
inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, 
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes 
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não 
lhes impuseram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de 
comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças 
que se enquadram nessas três condiçõesde risco. Associados à 
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, 
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a 
violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a 
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o 
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver 
preso. 
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares 
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao 
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões 
mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. 
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, 
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão 
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a 
criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. 
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os 
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que 
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e 
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas 
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão 
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los 
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das 
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento 
artístico.
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas 
corresponde a – características de epidemias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo 
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro.
C) vida rupestre – vida do campo.
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
A) azul-celeste
B) azul-pavão
C) surda-muda
D) branco-gelo
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não 
estão no grau superlativo absoluto sintético:
A) Arquimilionário/ ultraconservador;
B) Supremo/ ínfimo;
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre
Respostas
1-B / 2-C / 3-D 
Pronome
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele 
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de 
alguma forma.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome]
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados 
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de 
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata 
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no 
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos 
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal 
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, 
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude 
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma 
específica para cada pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras 
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número 
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através 
do pronome seja coerente em termos de gênero e número 
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando 
este se apresenta ausente no enunciado.
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile 
da nossa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância 
adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância 
adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância 
inadequada]
15Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, 
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Pronomes Pessoais
São aqueles que substituem os substantivos, indicando 
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve 
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, 
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, 
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de 
quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções 
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso 
oblíquo.
Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, 
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero 
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal 
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o 
quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
- 1ª pessoa do plural: nós
- 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como 
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi 
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, 
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua 
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os 
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a 
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome 
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas 
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do 
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós)
 
Pronome Oblíquo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, 
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
indireto) ou complemento nominal.
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante 
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função 
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca 
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da 
oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com 
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são 
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca.
Ele me deu um presente.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Observações:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se 
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o 
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar 
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a 
função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos 
diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como 
objetos diretos.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se 
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, 
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas 
nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a 
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há 
pouco.
- Não, no-la contaram.
No português do Brasil, essas combinações nãosão usadas; 
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
Atenção:
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois 
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, 
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo 
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
 fazei + o = fazei-os
 dizer + a = dizê-la
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume 
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre 
precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de 
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função 
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim 
configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico 
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais 
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes 
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos 
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os 
pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.
Atenção:
Há construções em que a preposição, apesar de surgir 
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo 
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito 
16Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso 
reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes 
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, 
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos 
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de 
companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com 
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados 
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou 
algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.
Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem 
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. 
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo 
verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
A Segunda Pessoa Indireta
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando 
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso 
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na 
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, 
que podem ser observados no quadro seguinte:
 
Pronomes de Tratamento
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e 
 oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de 
universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento 
 cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus
Também são pronomes de tratamento o senhor, a 
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados 
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português 
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; 
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à 
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de 
tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em 
relação à pessoa com quem falamos.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 
encontro.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma 
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, 
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª 
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os 
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar 
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, 
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou 
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do 
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, 
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não 
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo 
na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus 
cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (correto)
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical 
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa 
possuída).
 Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Observe o quadro:
Número Pessoa Pronome
singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa 
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com 
o objeto possuído.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento 
difícil.
Observações:
17Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da 
alteração fonética da palavra senhor.
- Muito obrigado, seu José.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. 
Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade.
- Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o 
pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos 
átonos assumem valor de possessivo.
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados paraexplicitar a 
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. 
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou 
discurso.
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro 
está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro 
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que 
fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro 
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
 
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto 
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de 
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro 
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação 
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar 
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade 
destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar 
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que 
envia a mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere 
ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a 
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se 
referindo a um passado distante.
 
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou 
invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem 
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que 
te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s):
Os próprios alunos resolveram o problema.
- semelhante(s):
Não compre semelhante livro.
- tal, tais:
Tal era a solução para o problema.
Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em 
construções redundantes, com finalidade expressiva, para 
salientar algum termo anterior. Por exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. 
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro ou pode representar 
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que 
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente 
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, 
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes 
de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
d) Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa 
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro 
lugar.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; 
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com 
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, 
nisso, no, etc.
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Pronomes Indefinidos
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, 
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade 
indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa 
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma 
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano 
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou 
não se quer revelar. 
Classificam-se em: 
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar 
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São 
eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, 
outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser 
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade 
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora 
pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), 
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, 
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, 
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), 
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco.
18Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Os pronomes indefinidos podem ser divididos 
em variáveis e invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, 
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, 
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, 
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, 
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, 
cada.
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, 
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, 
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou 
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado.
Indefinidos Sistemáticos
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, 
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição 
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido 
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; 
todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, 
que se referem à pessoa, e algo/nada, que se referem à coisa; 
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na 
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas 
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos 
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes 
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem 
parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado 
prático.
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são 
pessoas quaisquer.
Pronomes Relativos
São aqueles que representam nomes já mencionados 
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as 
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um 
grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = 
oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e 
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” 
é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome 
demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem 
expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, 
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, 
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído 
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for 
um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente 
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para 
verificar se palavras como “que”,“quem”, “onde” (que podem ter 
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são 
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza 
ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o 
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria 
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas 
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 
refere a uma oração.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a 
sua vocação natural.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, 
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, 
das quais.
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
 (antecedente) (consequente) 
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente 
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
 (antecedente) 
Ele fez tudo quanto havia falado.
 (antecedente) 
 
f) O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre 
precedido de preposição.
É um professor a quem muito devemos.
 (preposição) 
g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui 
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em 
que.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no 
exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual)
Não me parece correto o modo como você agiu semana 
passada.
- quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações 
numa só frase.
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode 
ocorrer a elipse do relativo “que”.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, 
(que) fumava.
Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas 
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes 
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
19Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas 
preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos 
passageiros desembarcaram.
Sobre os pronomes:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de 
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando 
desempenha função de complemento. Vamos entender, 
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que 
função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
lo.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” 
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. 
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo 
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, 
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a 
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia 
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do 
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo 
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou 
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) 
estiver no infinitivo ou gerúndio. 
Eu desejo lhe perguntar algo. 
Eu estou perguntando-lhe algo.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: 
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente 
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu 
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que 
eu estava fazendo.
Questões
01. Observe as sentenças abaixo. 
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. 
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo-
nos inimigas desde aquele episódio. 
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma 
culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.
02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou 
que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com 
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer. 
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará 
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo 
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de 
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam 
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos 
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais 
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos 
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são 
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem 
fora dela.
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito 
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo 
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles 
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe 
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, 
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das 
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às 
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com 
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro 
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba 
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização 
do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou 
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente 
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e 
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito 
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo 
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu 
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si 
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto 
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. 
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e 
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu 
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também 
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. 
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as 
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre 
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
estamudando-amizade-619645.shtml>.
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se 
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que 
se referem. 
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a 
amizades. 
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma 
superficial de amizade. 
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) I, II e III.
03. Observe a charge a seguir. 
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. 
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de 
uma fala de Cristo. 
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a 
pessoas distintas. 
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no 
poder.
(D) A posição dos braços do personagemna charge repete a 
de Cristo na cruz. 
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de 
forma equilibrada. 
Respostas
01. A\02. E\03. B
20Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Verbo
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, 
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros 
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); 
ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus 
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, 
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns 
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as 
possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode 
apresentar os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado 
essencial do verbo. Por exemplo: 
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o 
tempo e o modo do verbo. 
Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa 
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou 
plural). 
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados 
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a 
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver 
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do 
verbo: põe, pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos 
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com 
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no 
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas 
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
Classificação dos Verbos
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações 
no radical. 
Por exemplo: canto cantei cantarei cantava cantasse
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações 
no radical ou nas desinências.
Por exemplo: faço fiz farei fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação 
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. 
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 
principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se 
ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza 
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, 
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado. 
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, 
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. 
Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, 
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, 
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência 
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, 
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, 
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser 
possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se 
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
 
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos 
pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de 
animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo
Os principais verbos unipessoais são:
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, 
ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos 
bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da 
conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de 
fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. 
(Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
- Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos 
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do 
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que 
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos 
contextos.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do 
21Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade 
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas 
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas 
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é 
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a 
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os 
tempos, modos e pessoas.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma 
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma 
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares 
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas 
curtas (particípio irregular). Observe:
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical 
em sua conjugação.
Por exemplo: 
Ir Pôr Ser Saber
vou 
vais 
ides 
fui 
foste
ponho 
pus 
pôs 
punha
sou 
és 
fui 
foste 
seja
sei 
sabes 
soube 
saiba
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos 
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando 
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas 
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
 
 Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está chegando a hora do debate.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) 
 
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e 
haver.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, 
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós 
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito PerfeitoComposto: tenho sido.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós 
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, 
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, 
vós sereis, eles serão.
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
SER - Modo Subjuntivo
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós 
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, 
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele 
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
SER - Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede 
vós, sejam eles.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos 
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por 
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
SER - Formas Nominais
Formas Nominais
Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo 
Particípio: sido
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos 
nós, serdes vós, serem eles. 
ESTAR - Modo Indicativo
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, 
eles estão.
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós 
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele 
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu 
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles 
estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele 
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele 
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que 
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se 
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles 
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres, 
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós 
estiverdes, quando eles estiverem.
Futuro Composto: Tiver estado.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, 
estai vós, estejam eles.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não 
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, 
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
22Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Formas Nominais
Infinitivo: estar
Gerúndio: estando
Particípio: estado
ESTAR - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: estar 
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes, 
estarem. 
Gerúndio: estando 
Particípio: estado
 
HAVER - Modo Indicativo
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles 
hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós 
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele 
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu 
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles 
houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele 
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele 
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós 
hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se 
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles 
houvessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, 
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós 
houverdes, quando eles houverem.
Futuro Composto: tiver havido.
Modo Imperativo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, 
hajam eles.
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver 
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
HAVER - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, 
haverdes, haverem. 
Infinitivo Pessoal: haver 
Gerúndio: havendo 
Particípio: havido
TER - Modo Indicativo
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, 
eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós 
tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 
tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, 
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós 
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, 
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que 
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele 
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, 
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido.
Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, 
tende vós, tenham eles.
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não 
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por 
termos nós, por terdes vós, por terem eles.
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com 
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma 
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais 
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio 
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os 
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, 
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 
no radical do verbo. Por exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem 
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, 
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o 
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do 
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva 
expressa pelo radical do próprio verbo. 
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e 
respectivos pronomes): 
Eu me arrependo 
Tu te arrependes 
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem
 - 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivosdiretos em que 
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por 
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito 
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos 
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser 
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se 
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
 A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode 
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria 
penteou-me.
 
Observações:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes 
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função 
sintática.
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes 
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, 
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, 
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, 
exercem funções sintáticas.
Por exemplo:
23Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto 
direto) - 1ª pessoa do singular
Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo 
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três 
modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: 
Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por 
exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por 
exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas 
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, 
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. 
Observe: 
- a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo 
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de 
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três 
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não 
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; 
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
Por exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio. Por exemplo: 
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de 
advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
- d) Particípio: quando não é empregado na formação dos 
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado 
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 
grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma 
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
Tempos Verbais
Tomando-se como referência o momento em que se fala, 
a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. 
Veja:
1. Tempos do Indicativo
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: 
Eu estudo neste colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num 
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente 
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi 
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido 
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. 
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. 
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido 
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha 
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma 
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. 
(forma simples)
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. 
Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado 
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, 
os alunos já terão terminado o teste.
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por 
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que 
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato 
passado. Por exemplo: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria 
viajado nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento 
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas 
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que 
ele vencesse o jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções 
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: 
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente 
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha 
estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que 
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja, 
levará as encomendas.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior 
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato 
futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o 
visitaremos.
Presente do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
Pretérito Perfeito do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
24Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
 Pretérito mais-que-perfeito
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
 1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - -
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAMvendeRAM partiRAM RA M
Pretérito Imperfeito do Indicativo
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM
Futuro do Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão
Futuro do Pretérito do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a 
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do 
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou 
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
 1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, 
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse 
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número 
e pessoa correspondente.
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
 1ª /2ª e 3ª conj. 
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M 
Futuro do Subjuntivo
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência 
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a 
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa 
correspondente.
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
 1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantaR vendeR partiR Ø 
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES 
cantaREM vendeREM PartiREM R EM
Imperativo
Imperativo Afirmativo 
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente 
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do 
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, 
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a 
negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa 
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido 
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se 
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), 
sede (vós).
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
25Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM
Questões
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos 
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos 
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada 
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a 
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas 
do texto.
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem
(E) seja … mantêm
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão 
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução 
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. 
(B) atemporal. 
(C) contínua. 
(D) hipotética. 
(E) futura.
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, 
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais 
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. 
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Respostas
1-B / 2-C / 3-E 
Advérbio
O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes 
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, 
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, 
contiguidade. 
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no 
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias 
em que esse processo se desenvolve. 
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de 
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não 
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também 
modifica o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns 
exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, 
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo 
alheio, representando uma qualidade, característica.
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos 
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar 
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial, 
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem 
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das 
circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em 
distintascategorias, uma vez expressas por: 
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às 
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse 
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado 
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam 
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente, 
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, 
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em 
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, 
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de 
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, 
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, 
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, 
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, 
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, 
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de 
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, 
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, 
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, 
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, 
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, 
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, 
ao lado, em volta
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de 
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, 
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, 
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, 
indubitavelmente
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, 
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo), 
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), 
para quê?(finalidade)
Locução adverbial 
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Há locuções adverbiais que possuem advérbios 
correspondentes. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são 
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única 
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios 
é a de grau:
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe 
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - 
inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade. 
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - 
devagarinho, 
26Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Questões
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume 
Único)
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois 
advérbios: AÍ e ainda.
Considerando que advérbio é a palavra que modifica 
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando 
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale 
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as 
circunstâncias expressas por eles.
A) Lugar e negação.
B) Lugar e tempo.
C) Modo e afirmação.
D) Tempo e tempo.
E) Intensidade e dúvida.
02. Leia o texto a seguir.
Impunidade é motor de nova onda de agressões
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas 
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade 
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de 
repercussões.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da 
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria 
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação 
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma 
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens 
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna 
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que 
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não 
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao 
cair no chão.
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz 
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se 
quebrou ao cair no chão.
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos 
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão 
ajudar a polícia na investigação.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões 
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que 
eles sejam julgados e condenados.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que 
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil 
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por 
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro, 
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle 
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns 
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta 
circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda 
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em 
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou 
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí…
03. Leia o texto a seguir.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino 
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos 
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito 
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito 
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas 
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, 
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios 
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se 
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá 
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou 
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão 
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na 
manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a 
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo 
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras 
técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as 
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem 
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. 
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito 
para compreender as novas pesquisas que trazem informações 
relevantes para nossa saúde e bem-estar.
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes 
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da 
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos, 
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene 
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão 
eficaz para exprimir as leis da física.
Releia os trechos apresentados a seguir.
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras 
podiam simplesmenteescolher carreiras nas quais os números 
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º 
parágrafo)
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e 
respectivamente, circunstâncias de
A) afirmação e de intensidade.
B) modo e de tempo.
27Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
C) modo e de lugar.
D) lugar e de tempo.
E) intensidade e de negação.
Respostas
1-B / 2-C / 3-B 
Preposição
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar 
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente 
há uma subordinação do segundo termo em relação ao 
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura 
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores 
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente 
como preposições.
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, 
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes 
gramaticais que podem atuar como preposições.
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, 
visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo 
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de 
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, 
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por 
trás de.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode 
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em 
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da 
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra 
palavra pode se dar a partir de dois processos:
1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s)
De + aquele(s) = daquele(s)
De + aquela(s) = daquela(s)
De + isto = disto
De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
De + aqui = daqui
De + aí = daí
De + ali = dali
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s)
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s)
A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
Dicas sobre preposição
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal 
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. 
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular 
e feminino.
A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois 
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar 
um tratamento adequado.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
ou a função de um substantivo.
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte 
da família
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / 
Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das 
preposições:
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o 
tratamento.
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Companhia = Estarei com ele amanhã.
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
28Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois 
meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos 
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, 
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos 
em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula 
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o 
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar 
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, 
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, 
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça 
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha 
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema 
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos 
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez 
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar 
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de 
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado 
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi 
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da 
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória 
não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não 
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas 
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como 
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido 
ao bom comportamento”.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido 
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças 
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo 
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, 
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e 
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma 
atitude”.
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a 
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a 
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o 
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós 
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso 
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair 
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho 
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o 
termo em destaque expressa relação de
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar 
do projeto “Xadrezque liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo 
de falar.
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para 
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou 
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir 
a revisão da minha pena.
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, 
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade 
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, 
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na 
instituição.
As preposições que preenchem o trecho, correta, 
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
A) a ...com 
B) de ...com 
C) de ...a 
D) com ...a 
E) para ...de
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque 
expressa ideia de finalidade.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 
957,70 para R$ 1.915,40.
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que 
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para 
comprovar o crime.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer 
o exame clínico”...
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz 
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas 
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade 
policial de dizer quem está embriagado...
Respostas
1-B / 2-B / 3-B 
Conjunção
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou 
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as 
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as 
amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: 
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou 
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a 
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As 
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes 
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está 
ligando termos de uma mesma oração.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações 
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
Morfossintaxe da Conjunção
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem 
propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções 
Subordinativas
Conjunções coordenativas
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. 
Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, 
não só...como também.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, 
de compensação. 
Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, 
todavia, no entanto, entretanto.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
29Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
quer, já...já.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. 
Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois 
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É 
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes 
do verbo), porquanto.
Conjunções subordinativas
- CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma 
vez que, como (= porque). 
Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, 
mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
- CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, 
mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato 
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar 
cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
- CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, 
conforme, consoante
Cada um colhe conforme semeia.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, 
“tão”, “tamanho”).
Falou tanto que ficou rouco.
- FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque 
(=para que),
- PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto 
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo 
que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
Importante:
Diferença entre orações causais e explicativas
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos 
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma 
explicativa. Veja os exemplos:
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser 
atropelado”:
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou 
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que 
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração 
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será 
explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade 
porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada 
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo 
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
la é colocá-la no início do período, introduzida pela 
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. 
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos 
em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente 
dependentes uma da outra.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso 
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em 
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos 
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No 
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou 
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. 
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem 
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos 
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços 
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, 
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de 
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de 
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no 
passado.
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, 
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor 
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para 
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a 
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam 
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando 
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, 
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de 
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem 
de Beethoven aos confinsdo planeta, convocando a multidão 
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, 
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu 
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter 
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia 
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, 
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o 
elemento grifado pode ser substituído por:
A) Porém. 
B) Contudo. 
C) Todavia. 
D) Entretanto. 
E) Conquanto.
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em – 
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar 
ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
(A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
(C) comparativa na primeira ocorrência.
(D) causal na segunda ocorrência.
(E) causal na primeira ocorrência.
30Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
03. Leia o texto a seguir.
Participação
Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar 
aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de 
nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação 
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é 
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes” 
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos 
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um 
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta 
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela 
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um 
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes 
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta 
estrofe:
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de 
vida ou morte − será arte?”
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte 
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de 
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse 
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma 
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão 
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse 
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se 
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa 
identidade social. 
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria 
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, 
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa 
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
(Belarmino Tavares, inédito)
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma 
relação de causa e efeito:
A) ser poeta e militante político / confronto entre 
subjetividade e atuação social
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em 
cada um de nós
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
E) participar ativamente da política / formular hipóteses 
com ar de convicção
Respostas
1-E / 2-E / 3-A 
Interjeição
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, 
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o 
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, 
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas 
mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua 
raiva se traduz numa palavra: Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou 
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma 
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui 
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por 
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma 
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - 
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma 
sentença.
Veja os exemplos:
Bravo! Bis!
bravo e bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito 
bom! Repitam!»
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou 
“Estou com dor!”
 
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que 
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as 
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, 
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um 
momento ou um contexto específico. Exemplos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
 
O significado das interjeições está vinculado à maneira 
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita 
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de 
enunciação. Exemplos:
Psiu! 
contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua; 
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei, 
espere!”
Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um 
hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça 
silêncio!”
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
 
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, 
tristeza, dor, etc.
Você faz o que no Brasil? 
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 
bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) 
 Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
Classificação das Interjeições
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, 
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! 
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, 
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, 
Eh!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, 
Ora!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, 
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, 
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
31Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, 
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, 
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é, 
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes, 
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os 
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições 
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso,que 
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra, 
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. 
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma 
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas!
Quem me dera!
Virgem Maria!
Meu Deus!
Ai de mim!
Valha-me Deus!
Graças a Deus!
Alto lá!
Muito bem!
Observações:
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por 
exemplo:
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu 
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais 
podem aparecer como interjeições.
Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” 
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro!
Ajudem-me! 
Silêncio!
Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua 
homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. 
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos 
depois do “ó” vocativo.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas 
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no 
diminutivo ou no superlativo.
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos
 
Usadas com muita frequência na língua falada informal, 
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam 
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além 
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante 
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou 
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - 
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso 
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens 
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. 
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que 
racional fazem das interjeições presença constante nos textos 
publicitários.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
morf89.php
Numeral
Numeral é a palavra que indica os seres em termos 
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa 
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Eu quero café duplo, e você?
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
 [primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de 
“fila”]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que 
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a 
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata 
de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a 
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras 
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção 
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, 
ambos(as), novena.
Classificação dos Numerais
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: 
um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: 
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão 
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos 
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: 
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Leitura dos Numerais 
Separando os números em centenas, de trás para frente, 
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no 
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos 
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte 
e seis. 
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, 
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em 
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. 
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: 
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam 
em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais 
flexionam-se em gênero e número:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. 
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças 
partes
32Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma 
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos 
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. 
É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda 
divisão de futebol)
Emprego dos Numerais
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em 
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a 
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do 
substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal 
até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um 
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente 
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez 
referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância 
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades 
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. 
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimocêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo 
 ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo
Questões
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” 
temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
B) cardinais;
C) fracionários;
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas.
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem 
empregados.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. 
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. 
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 
são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, 
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Respostas
1-B / 2-D / 3-B 
Pronomes: emprego, formas de 
tratamento e colocação. 
Pronome de Tratamento
Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário 
utilizamos uma linguagem mais informal, mais íntima. Ao passo 
que, se formos nos dirigir a alguém que possui um prestígio social 
mais alto ou um grau hierárquico mais elevado, necessariamente 
temos que utilizar uma linguagem mais formal. Lembrando que 
isto prevalece tanto para a escrita quanto para a fala.
Para isto, podemos usufruir de um completo aparato no 
que se refere às normas gramaticais e à maneira correta de 
como e onde utilizá-las. E fazendo parte deste aparato, estão 
os pronomes, os quais pertencem às dez classes gramaticais e 
possuem a função de acompanhar ou substituir o nome, ou seja, 
o próprio substantivo, relacionando-o à pessoa do discurso.
É importante lembrarmos que eles representam a forma pela 
qual nos atribuímos às pessoas, como já foi dito anteriormente. 
São eles:
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e 
 oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora 
e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no 
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português 
do Brasil; em algumas regiões , a forma tu é de uso frequente, 
33Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso 
restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes 
de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em 
relação à pessoa com quem falamos.
Por exemplo:
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 
encontro.
 
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Por Exemplo:
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma 
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, 
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam 
à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. 
Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes 
oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.
Por exemplo:
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, 
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou 
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do 
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, 
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não 
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo 
na terceira pessoa.
Por exemplo:
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus 
cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (correto)
Fontes: DUARTE, Vânia Maria Do Nascimento. “Pronomes de 
Tratamento”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.
br/gramatica/pronomes-tratamento.htm>. Acesso em 10 de fevereiro 
de 2016.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf46.php
Questões
01. Como sabemos, a língua escrita requer uma linguagem 
que esteja de acordo com a norma padrão. Assim sendo, as 
frases a seguir pertencem a um nível mais coloquial. Reescreva-
as procurando adequá-las à forma correta:
a – Encontrei ela passeando no shopping.
b – Deixa eu sossegada, pois preciso descansar.
c – Desejas ir comigo e com minha irmã?
d - De hoje em diante está tudo terminado entre eu e você.
e - Entreguei o livro hoje, portanto poderás pegar ele.
02. Da oração que segue, propõe-se que seja feita uma análise 
e, posteriormente, responda às questões que a ela se refere:
Marcos, o André saiu com sua irmã!
a – O uso do pronome possessivo implica em uma duplicidade 
de sentido? Relate.
b – Reescreva-a eliminando esta ocorrência de modo a torná-
la clara e objetiva.
03. Preencha as lacunas utilizando corretamente os 
pronomes demonstrativos:
a - _________ é a pessoa da qual lhe falei.
b – Não conseguiremos encontrar ________________estimados 
professores, pois eles já não trabalham mais aqui.
c – Empreste-me _____________livro? Há muito tento encontrá-
lo.
d- Olha! Quem são _____________________convidados que 
acabaram de chegar?
e - ___________ foi o aluno destaque deste ano, desejas 
entrevistá-lo?
04. Assinale o item em que há erro no emprego do pronome 
demonstrativo:
a – ( ) Paulo, que é isso que você leva?
b - ( ) “Amai vossos irmãos”! são essas as verdadeiras 
palavras de amor.
c - ( ) Trinta de dezembro de 1977! Foi significativo para 
mim esse dia.
d – ( ) Pedro, esse livro que está com José é meu.
e – ( ) Não estou de acordo com aquelas palavras que José 
pronunciou.
05. Observe o trecho no qual encontra-se empregado o 
pronome de tratamento de forma correta. Logo em seguida 
atente-se para o que se pede:
 “-Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que 
não ouvi bem – e apontava agoniado, um dos deputados mais 
próximos.” (Fernando Sabino)
Qual o pronome de tratamento seria utilizado no caso de nos 
dirigirmos às seguintes pessoas:
a- Papa _____________________________
b – Ao reitor de uma universidade _________________________
c – A um amigo mais íntimo, convidando-o para um passeio 
____________________
d – A um rei ou uma rainha _____________________________
e – A uma autoridade ligada ao mundo da política 
______________________________
Respostas
01.
a – Encontrei-a passeando no shopping.
b – Deixe-me sossegada, pois preciso descansar.
c – Desejas ir conosco?
d - De hoje em diante está tudo terminado entre nós.
e - Entreguei o livro hoje, portanto poderás pegá-lo.
02.
a- Sim, o uso dos pronomes possessivos quando utilizados 
de forma inadequada incide de forma negativana clareza 
do discurso, muitas vezes demarcado pela ambiguidade. No 
caso em questão, o uso do pronome “sua” remete ao seguinte 
questionamento: trata-se da irmã de Marcos ou de André? 
b – No intuito de atribuir clareza ao enunciado, esse deve ser 
assim expresso: Marcos, o André saiu com a irmã dele.
03.
a - Esta é pessoa da qual lhe falei.
b – Não conseguiremos encontrar aqueles estimados 
professores, pois eles já não trabalham mais aqui.
c – Empreste-me esse livro? Há muito tento encontrá-lo.
d- Olha! Quem são aqueles convidados que acabaram de 
chegar?
e – Este foi o aluno destaque deste ano, desejas entrevistá-
lo?
04. (C)
05.
a – Vossa Santidade
b – Vossa Magnificência
c - Você
d – Vossa Majestade
e – Vossa Excelência
34Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Colocação dos Pronomes Oblíquos 
Átonos
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a 
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais 
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se 
referem.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, 
lhes, nos e vos.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na 
oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Próclise 
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. 
Não se trata de nenhuma novidade. 
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio.
- Pronomes relativos:
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
- Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
- Preposição seguida de gerúndio:
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais 
indicado à pesquisa escolar.
- Conjunção subordinativa:
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Ênclise
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não 
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A 
ênclise vai acontecer quando:
- O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Amem-se uns aos outros.
Sigam-me e não terão derrotas.
- O verbo iniciar a oração:
Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio.
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição 
“a”:
Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
- O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de 
despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no 
mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise 
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no 
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se 
realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma 
proposta a você)
Fontes:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
htm
Questões
01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição 
de estrutura nominal por pronome em: 
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente. 
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do 
verbo fabricar se extraiu-lhe. 
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. 
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de 
conhecê-las. 
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo 
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser 
(A) Basta apresenta-lo. 
(B) Basta apresentar-lhe. 
(C) Basta apresenta-lhe. 
(D) Basta apresentá-la. 
(E) Basta apresentá-lo.
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o 
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a 
norma-padrão?
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – 
conhecia-o
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá 
– tinha encontrado-o.
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no 
Museu – relatá-las-ão.
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus 
antepassados? – explicou-lhes.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de 
um museu virtual – Lhes vinham perguntando.
Respostas
01. D/02. E/03. C
Concordância nominal e verbal. 
Concordância Verbal
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos 
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo 
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes 
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha 
a função de subordinado. 
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número 
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 
chegou 
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do 
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 
(ele). Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram 
atrasados.
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. 
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é 
35Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito 
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
Casos referentes a sujeito simples
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o 
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
2) Nos casos referentes a sujeito representado por 
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do 
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal 
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, 
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, 
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar 
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo 
que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. A maioria 
dos alunos resolveram ficar.
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de 
um candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou 
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, 
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um 
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de 
doação de alimentos. 
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades 
de formatura. 
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos 
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos 
que atuaram na Copa América.
7) Em casos relativos à concordância com locuções 
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 
atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, 
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. 
/ Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular: Algum 
de nós o receberá. 
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular 
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome: 
Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos 
nós quem contamos toda a verdade para ela.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra 
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa 
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / 
Em casa sou eu que decido tudo. 
10) No caso de o sujeito aparecer representado por 
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o 
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem: 
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% 
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações:
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram 
a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: 
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de 
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por 
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira 
pessoa do singular ou do plural: Vossas Majestades gostaram das 
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite. 
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo 
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos 
que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, 
este permanece no singular, contanto que o predicativo também 
esteja no singular: Memórias póstumas de Brás Cubas é uma 
criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também 
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência 
mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem 
aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos é uma 
potência mundial. 
Casos referentes a sujeito composto
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando 
relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as 
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá 
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. 
Tu e ele são primos.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto 
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois 
filhos compareceram ao evento. 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este 
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer 
no plural: Compareceram ao evento o pai e seus dois filhos. 
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com 
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: 
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do 
mundo.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas 
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá 
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, 
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. 
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de 
meu esforço.
Questões
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual 
alternativa?
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência 
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em 
breve, o ultrapassará.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na 
janela do hotel!
36Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não 
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New 
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos 
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos 
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato 
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos 
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras 
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações 
cotidianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato 
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam 
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. 
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela 
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao 
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós 
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. 
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima 
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os 
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma 
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que 
as sentem.
 (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que 
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 
2005. p 250)
A frase em que se respeitam as normas de concordância 
verbal é:
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros 
nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros 
nos atraem.
03. Uma pergunta
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves 
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para 
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador 
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 
decisão: - Quem sofrerá?
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se 
considerar.
(Salvador Nicola, inédito)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. 
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o 
peso de suas mais graves decisões. 
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 
tomar decisões sem medir suas consequências. 
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) 
sobrevir consequências imprevistas e injustas. 
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, 
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor 
humana. 
Respostas
01. C\02. A\03. C
Concordância Nominal
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos 
demais termos da oração para que concordem em gênero e 
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos 
também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome 
concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha. 
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural 
ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o 
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Ela tem pai e mãe louros. 
- Ela tem pai e mãe loura.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente 
para o plural.- O homem e o menino estavam perdidos. 
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais 
próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa. 
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos. 
Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa Santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas. 
A bebida está inclusa. 
Precisamos de nomes próprios. 
Obrigado, disse o rapaz.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no 
singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis. 
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier 
precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa. 
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada 
é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem. 
Pouco arroz é suficiente para mim. 
Os sapatos estavam caros.
2- Como advérbios: são invariáveis.
37Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Comi muito durante a viagem. 
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. 
Comprei caro os sapatos.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. 
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o 
consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. 
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” 
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da 
cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
Questões
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou 
nominal: 
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam 
encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
(C) Alguma solução é necessária, e logo!
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a 
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 
não pode prosperar.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de 
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter 
certa autonomia econômica.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 
gênero, número ou pessoa): 
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a 
diferença.”
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de 
longe...
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais 
compreensivo.
03. A concordância nominal está INCORRETA em: 
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o 
envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessária.
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa 
e a campanha.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessárias.
Respostas
01. D\02. D\03. B
Regência nominal e verbal. 
Regência Verbal e Nominal
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que 
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. 
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando 
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido 
desejado, que sejam corretas e claras.
Regência Verbal
Termo Regente: VERBO
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre 
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e 
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa 
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de 
conhecermos as diversas significações que um verbo pode 
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou 
prazer”, satisfazer.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de 
“agradar a alguém”.
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um 
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e 
também nominal). As preposições são capazes de modificar 
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os 
exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo 
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei 
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se 
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é 
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, 
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. 
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de 
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes 
formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É 
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos 
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais 
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
 Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
 Adjunto Adverbial de Lugar
38Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido 
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último 
jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por 
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para 
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses 
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, 
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir 
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, 
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em 
sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complementos 
verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, 
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, 
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, 
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, 
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, 
socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o 
verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquelamoça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para 
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por 
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação de regência. 
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que 
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para 
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como 
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos 
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes 
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos 
pronomes átonos lhe, lhes. 
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela 
preposição “em”.
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para 
todos.
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela 
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a 
quem” ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto 
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 
analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição “com”.
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam 
para uma minoria privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados 
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse 
grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto
 relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. 
Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
 Objeto Indireto Objeto Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
 Obj. Direto Objeto Indireto
Paguei o débito ao cobrador.
 Objeto Direto Objeto Indireto
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com 
particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Informar
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto 
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos 
preços)
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as 
construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre 
eles)
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os 
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as 
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento 
indireto.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma 
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
 
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
 Objetiva Direta
Saiba que:
1) A construção “pedir para”, muito comum na linguagem 
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No 
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver 
subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma 
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para 
ir entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção “dizer para”, também muito usada 
popularmente, é igualmente considerada incorreta.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto 
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem 
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um 
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 
no próprio verbo (pre).
39Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Mudança de Transitividade versus Mudança de 
Significado
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, 
apresentam mudança de significado. O conhecimento das 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico 
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação 
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a 
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, 
acariciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada 
quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia 
não perde oportunidade de agradá-lo.
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido 
pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
ASPIRAR
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar 
(o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter 
como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a 
elas)
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, 
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” 
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”. Veja o 
exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
ASSISTIR
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar 
assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, 
estar presente, caber, pertencer. 
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é 
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 
introduzido pela preposição “em”.
Assistimos numa conturbada cidade.
CHAMAR
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, 
solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode 
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo 
preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
CUSTAR
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor 
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou 
transitivo indireto.
Muito custa viver tão longe da família.
 VerboOração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de Infinitivo
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.
 Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Indireto Reduzida de Infinitivo
 
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. 
Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o problema.
IMPLICAR
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Suas atitudes implicavam um firme propósito.
b) Ter como consequência, trazer como consequência, 
acarretar, provocar
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um 
povo.
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, 
envolver
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo 
indireto e rege com preposição “com”.
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
PROCEDER
1) Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, 
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, 
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como 
refutá-las.
Você procede muito mal.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” 
de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela 
preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
QUERER
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter 
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, 
estimar, amar.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
VISAR
1) Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, 
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como 
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar 
público.
40Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Questões
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego 
correto da regência do verbo, EXCETO: 
(A) Faço entrega em domicílio.
(B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas.
(D) Ana reside em São Paulo.
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe.
02. Assinale a opção em que o verbo 
chamar é empregado com o mesmo sentido que 
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, 
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
(E) mandou chamar o médico com urgência.
03. A regência verbal está correta na alternativa:
(A) Ela quer namorar com o meu irmão.
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
(D) É preferível ir a pé a ir de carro.
Respostas
01. B\02. A\03. D
Regência Nominal
 
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, 
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa 
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo 
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes 
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que 
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, 
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: 
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem 
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados 
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os 
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses 
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
Substantivos
Admiração a, por 
Devoção a, para, com, por 
Medo a, de
Aversão a, para, por 
Doutor em 
Obediência a
Atentado a, contra 
Dúvida acerca de, em, sobre 
Ojeriza a, por
Bacharel em 
Horror a 
Proeminência sobre
Capacidade de, para 
Impaciência com 
Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a 
Diferente de 
Necessário a
Acostumado a, com 
Entendido em 
Nocivo a
Afável com, para com 
Equivalente a 
Paralelo a
Agradável a 
Escasso de 
Parco em, de
Alheio a, de 
Essencial a, para 
Passível de
Análogo a 
Fácil de 
Preferível a
Ansioso de, para, por 
Fanático por 
Prejudicial a
Apto a, para 
Favorável a 
Prestes a
Ávido de 
Generoso com 
Propício a
Benéfico a 
Grato a, por 
Próximo a
Capaz de, para 
Hábil em 
Relacionado com
Compatível com 
Habituado a 
Relativo a
Contemporâneo a, de 
Idêntico a 
Advérbios
Longe de Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir 
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; 
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Questões
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva 
ser empregada, de acordo com a regência nominal.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
(C) Sirlene tem horror ____ aves.
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda 
população.
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
simpatia.
(A) a, por, menos
(B) do que, por, menos
(C) a, para, menos
(D) do que, com, menos
(E) do que, para, menos
 
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser 
seguidos pela mesma preposição:
(A) ávido, bom, inconsequente
(B) indigno, odioso, perito
(C) leal, limpo, oneroso
(D) orgulhoso, rico, sedento
(E) oposto, pálido, sábio
04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir 
Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que 
completa corretamente as lacunas da frase acima é:
(A) as quais, de cujo
(B) a que, no qual
(C) de que, o qual
(D) às quais, cujo
(E) que, em cujo
Respostas
01. D\02. A\03. D\04. D
41Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Crase.
Crase
A palavra crase é de origem grega e significa «fusão», 
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» 
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da 
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos 
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a 
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para 
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da 
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, 
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos 
e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a 
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência 
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
Observe:
Vou a + a igreja.
Vou à igreja.
No exemplo acima, temos a ocorrência da 
preposição “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a 
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo 
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e 
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe 
os outros exemplos:
Conheço a aluna. 
 Refiro-me à aluna.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer 
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode 
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto 
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. 
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja 
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dospronomes já 
especificados.
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:
1-) diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
2-) diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer. 
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos 
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes 
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina 
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, 
ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio 
Cláudio para sair mais cedo.)
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos
Daqui a uma semana começa o campeonato.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” 
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
3-) na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite. 
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de 
que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à 
semelhança 
de
às ordens à beira de
Crase diante de Nomes de Lugar
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do 
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que 
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a 
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não 
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo 
regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”. A 
ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de 
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Por exemplo:
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] 
França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto 
Alegre.) 
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A 
volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
 Vou à praia. = Volto da praia.
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, 
ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = 
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” 
Irei à Salvador de Jorge Amado.
 
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), 
Aquela (s), Aquilo
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo 
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Refiro-me a + aquele atentado.
Preposição Pronome
Refiro-me àquele atentado.
42Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo 
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, 
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige 
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. 
Veja outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as 
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 
exigir a preposição «a», haverá crase. É possível detectar a 
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do 
termo regido feminino por um termo regido masculino. 
Por exemplo:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. 
Veja outros exemplos:
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam 
responder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
A ocorrência da crase com o pronome 
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da 
substituição do termo regente feminino por um termo regido 
masculino. 
Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
A Palavra Distância
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a 
crase deve ocorrer.
Por exemplo:
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está 
determinada)
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A 
palavra está especificada.)
Se a palavra distância não estiver especificada, a 
crase não pode ocorrer. 
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, 
pode-se usar a crase. 
Veja:
Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
1-) diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes 
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos 
escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a 
Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao 
Roberto.
2-) diante de pronome possessivo feminino:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de 
pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do 
artigo. Observe:
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está 
esperando por você.
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está 
esperando por você.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de 
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as 
frases abaixo das seguintes formas:
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
3-) depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou 
A palestra vai até às cinco horas da tarde.
Questões
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas 
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades 
e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo 
questões de saúde pública como programas de esclarecimento 
e prevenção, de tratamento para dependentese de reintegração 
desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico 
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa 
própria família?
 
 (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 
17.09.2012. Adaptado)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com:
(A) aos … à … a … a
(B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
(D) à … à … à … à
(E) a … a … a … a
02. Leia o texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu 
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do 
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o 
que fez.
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de 
Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na 
ordem dada:
A) à – a – a
B) a – a – à
43Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
C) à – a – à
D) à – à – a
E) a – à – à
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já 
expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
c) a - aqueles - à - a 
d) à - àqueles - a - a 
e) a - aqueles - à - há
Respostas
1-B / 2-A / 3-B
Pontuação. 
Pontuação
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem 
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais 
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua 
portuguesa.
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que 
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 
importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão 
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de 
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
2- Separa partes de frases que já estão separadas por 
vírgulas.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio 
e cobertor.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 
decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
Dois pontos
1- Antes de uma citação
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
2- Antes de um aposto
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde 
e calor à noite.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a 
rotina de sempre.
4- Em frases de estilo direto
 Maria perguntou: 
- Por que você não toma uma decisão?
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, 
súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo!
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Deixa, depois, o coração falar...
Vírgula
Não se usa vírgula 
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se 
diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 Sujeito predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 V.T.D.I. O.D. O.I.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto 
adnominal.
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores 
despertou reações entre os empresários.
 adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
Usa-se a vírgula:
- Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, 
vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias 
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir 
mão dos lucros altos.
- Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos 
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio 
de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- Para isolar:
 - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um 
trânsito caótico.
 - o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
44Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Questões
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está 
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, 
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas 
da frase abaixo:
 “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem 
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho 
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente 
em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
B) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
D) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construçãode tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de 
vendas associadas aos dois temas.
Resposta
1-C 2-C 3-B
Significação das palavras. 
Homônimos e parônimos. 
Significação das palavras
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que 
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como 
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente 
com a ideia associada a este conjunto.
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. 
Exemplo:
- Alfabeto, abecedário.
- Brado, grito, clamor.
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo 
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os 
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por 
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não 
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, 
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios 
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem 
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética 
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, 
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
- Adversário e antagonista.
- Translúcido e diáfano.
- Semicírculo e hemiciclo.
- Contraveneno e antídoto.
- Moral e ética.
- Colóquio e diálogo.
- Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, 
palavra que também designa o emprego de sinônimos.
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
- Ordem e anarquia.
- Soberba e humildade.
- Louvar e censurar.
- Mal e bem.
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às 
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
- Aço (substantivo) e asso (verbo).
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. 
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é 
considerada uma deficiência dos idiomas.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto 
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 
no timbre ou na intensidade das vogais.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
- Para (verbo parar) e para (preposição).
- Providência (substantivo) e providencia (verbo).
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de 
per+o).
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e 
diferentes na escrita.
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de 
consertar).
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
- Censo (recenseamento) e senso (juízo).
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
- Paço (palácio) e passo (andar).
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
45Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = 
anular).
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão 
(tempo de uma reunião ou espetáculo).
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
- Cedo (verbo), cedo (advérbio).
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na 
pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, 
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e 
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir 
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade 
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, 
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, 
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, 
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e 
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. 
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as 
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de 
gado.
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu 
do palato.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras 
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que 
têm dezenas de acepções.
Sentido Próprio e Figurado das Palavras
Pela própria definição acima destacada podemos perceber 
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada 
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a 
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que 
ela traz (denominada significado).
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se 
assim:
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum 
que costumamos dar a uma palavra.
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figurado”, que 
podemos dar a uma palavra.
Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes 
contextos:
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que 
adota condutas pouco apreciáveis)
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito 
sobre alguma coisa, “expert”)
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum 
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido 
figurado.
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte 
concreta) pode ter vários significados (conceitos).
Fonte:
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
Denotação e Conotação
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o 
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; 
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este 
exemplo: 
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido 
próprio, comum, usual, literal.
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido 
dicionarístico.
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o 
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); 
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e 
expressiva. Veja este exemplo:
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que 
seja tarde mais.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada, 
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; 
disciplina, limitação de conduta e comportamento.
Questões
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das 
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, 
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um 
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá 
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o usoque 
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência 
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade 
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas 
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos 
participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas 
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no 
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários 
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito 
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 
participam.
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes 
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos 
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens 
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem 
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o 
sentimento de pânico experimentados por um número crescente 
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou 
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, 
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da 
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno 
para o espírito.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. 
Revista USP, no 92. Adaptado)
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho 
/ estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos 
adequados respectivamente em:
a) procurar / gostar de / ilustrar
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
c) interferir / propor / embrutecer
d) intrometer-se / prezar / esclarecer
e) contrapor-se / consolidar / iluminar
02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os 
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, 
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, 
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o 
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela 
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres 
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os 
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos 
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória 
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele 
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente 
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de 
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – 
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, 
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e 
molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender 
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: 
46Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, 
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma 
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris 
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos 
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; 
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de 
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e 
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. 
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos? 
a) Armistício – destruição 
b) Claudicante – manco 
c) Reveses – infortúnios 
d) Fealdade – feiura 
e) Opilados – desnutridos
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras 
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
a) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é 
crime! 
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão 
agora expiar seus crimes. 
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso 
o bom censo. 
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de 
tomate. 
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir 
de exemplos de parônimos:
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
d) Nenhuma das alternativas.
05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, 
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por 
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada 
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias 
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a 
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
a) taxa, cesta, assento
b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
d) serrar, ratificar, emergir
Respostas
01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
Emprego de maiúsculas e 
minúsculas. 
Caro (a) leitor (a), esse assunto está sendo estudado dentro do 
tópico de “Ortografia oficial”.
Redação oficial: formas de 
tratamento, correspondência 
oficial. 
Redação Oficial
Conceito
Entende-se por Redação Oficial o conjunto de normas e 
práticas que devem reger a emissão dos atos normativos e 
comunicações do poder público, entre seus diversos organismos 
ou nas relações dos órgãos públicos com as entidades e os 
cidadãos.
A Redação Oficial inscreve-se na confluência de dois 
universos distintos: a forma rege-se pelas ciências da linguagem 
(morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o conteúdo 
submete-se aos princípios jurídico administrativos impostos à 
União, aos Estados e aos Municípios, nas esferas dos poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário.
Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação 
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do texto 
escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, clara, 
correta e eficaz.
Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder público, 
essa modalidade de redação ou de texto subordina-se aos 
princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a todos 
os atos da administração pública, conforme estabelece o artigo 
37 da Constituição Federal:
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”.
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem convergir 
na produção dos textos dessa natureza, razão pela qual, muitas 
vezes, não há como separar uma do outro. Indicamse, a seguir, 
alguns pressupostos de como devem ser redigidos os textos 
oficiais.
Padrão culto do idioma
A redação oficial deve observar o padrão culto do idioma 
quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (estrutura 
gramatical das orações) e à morfologia (ortografia, acentuação 
gráfica etc.).
Por padrão culto do idioma devese entender a língua 
referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas situações 
formais de comunicação. Devem-se excluir da Redação Oficial 
a erudição minuciosa e os preciosismos vocabulares que criam 
entraves inúteis à compreensão do significado. Não faz sentido 
usar “perfunctório” em lugar de “superficial” ou “doesto” em vez 
de “acusação” ou “calúnia”. São descabidos também as citações 
em língua estrangeira e os latinismos, tão ao gosto da linguagem 
forense. Os manuais de Redação Oficial, que vários órgãos têm 
feito publicar, são unânimes em desaconselhar a utilização de 
certas formas sacramentais, protocolares e de anacronismos 
que ainda se leem em documentos oficiais, como: “No dia 20 
de maio, do ano de 2011 do nascimento de Nosso Senhor Jesus 
Cristo”, que permanecem nos registros cartorários antigos.
Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialismos, 
neologismos, regionalismos, bordões da fala e da linguagem 
oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas comuns na 
comunicaçãoeletrônica.
Diferentemente dos textos escolares, epistolares, 
jornalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito 
estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe uniformidade, 
sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de se obter a maior 
compreensão possível com o mínimo de recursos expressivos 
necessários. Portarias lavradas sob forma poética, sentenças e 
despachos escritos em versos rimados pertencem ao “folclore” 
jurídico administrativo e são práticas inaceitáveis nos textos 
oficiais. São também inaceitáveis nos textos oficiais os vícios 
de linguagem, provocados por descuido ou ignorância, que 
constituem desvios das normas da língua padrão. Enumeram-
se, a seguir, alguns desses vícios:
- Barbarismos: São desvios:
- da ortografia: “advinhar” em vez de adivinhar; “excessão” 
em vez de exceção.
- da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica.
- da morfologia: “interviu” em vez de interveio.
- da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez de 
despercebido (não percebido, sem ser notado).
- pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do francês): 
“miseenscène” em vez de encenação; anglicismo (do inglês): 
“delivery” em vez de entrega em domicílio.
47Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Arcaísmos: Utilização de palavras ou expressões 
anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira, depressa.
- Neologismos: Palavras novas que, apesar de formadas de 
acordo com o sistema morfológico da língua, ainda não foram 
incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez de imóvel, que 
não se pode mexer; “talqualmente” em vez de igualmente.
- Solecismos: São os erros de sintaxe e podem ser:
- de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de 
sobraram. 
- de regência: os comerciantes visam apenas “o lucro” em 
vez de ao lucro. 
- de colocação: “não tratava-se” de um problema sério em 
vez de não se tratava.
- Ambiguidade: Duplo sentido não intencional. Ex.: 
O desconhecido faloume de sua mãe. (Mãe de quem? Do 
desconhecido? Do interlocutor?)
- Cacófato: Som desagradável, resultante da junção de duas 
ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um prêmio por 
cada eleitor que votar em mim (por cada e porcada).
- Pleonasmo: Informação desnecessariamente redundante. 
Exemplos: As pessoas pobres, que não têm dinheiro, vivem na 
miséria; Os moralistas, que se preocupam com a moral, vivem 
vigiando as outras pessoas.
A Redação Oficial supõe, como receptor, um operador 
linguístico dotado de um repertório vocabular e de uma 
articulação verbal minimamente compatíveis com o registro 
médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser um texto neutro, 
sem facilitações que intentem suprir as deficiências cognitivas 
de leitores precariamente alfabetizados.
Como exceção, citam-se as campanhas e comunicados 
destinados a públicos específicos, que fazem uma aproximação 
com o registro linguístico do público alvo. Mas esse é um campo 
que refoge aos objetivos deste material, para se inserir nos 
domínios e técnicas da propaganda e da persuasão.
Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao nível de 
compreensão de leitores precariamente equipados quanto 
à linguagem, fica evidente o falo de que a alfabetização e 
a capacidade de apreensão de enunciados são condições 
inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeiramente cidadão se 
não consegue ler e compreender o que leu. O domínio do idioma 
é equipamento indispensável à vida em sociedade.
Impessoalidade e Objetividade
Ainda que possam ser subscritos por um ente público 
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expressão do 
poder público e é em nome dele que o emissor se comunica, 
sempre nos termos da lei e sobre atos nela fundamentados.
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença do “eu” 
enunciador, de suas impressões subjetivas, sentimentos ou 
opiniões. Mesmo quando o agente público manifesta-se em 
primeira pessoa, em formas verbais comuns como: declaro, 
resolvo, determino, nomeio, exonero etc., é nos termos da lei que 
ele o faz e é em função do cargo que exerce que se identifica e se 
manifesta.
O que interessa é aquilo que se comunica, é o conteúdo, 
o objeto da informação. A impessoalidade contribui para 
a necessária padronização, reduzindo a variabilidade da 
linguagem a certos padrões, sem o que cada texto seria suscetível 
de inúmeras interpretações.
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação. O 
adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um juízo 
de valor pessoal do emissor. São inaceitáveis também a 
pontuação expressiva, que amplia a significação (! ... ), ou o 
emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcionam como índices 
do envolvimento emocional do redator com aquilo que está 
escrevendo.
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares o estilo 
individual é estimulado e serve como diferencial das qualidades 
autorais, a função pública impõe a despersonalização do sujeito, 
do agente público que emite a comunicação. São inadmissíveis, 
portanto, as marcas individualizadoras, as ousadias estilísticas, 
a linguagem metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial 
prima pela denotação, pela sintaxe clara e pela economia 
vocabular, ainda que essa regularidade imponha certa 
“monotonia burocrática” ao discurso.
Reafirma-se que a intermediação entre o emissor e o 
receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, dentro do 
padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”, referendada 
pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em situações formais, 
acima das diferenças individuais, regionais, de classes sociais e 
de níveis de escolaridade.
Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais impõem um tratamento polido 
e respeitoso. Na tradição iberoamericana, afeita a títulos e a 
tratamentos reverentes, a autoridade pública revela sua posição 
hierárquica por meio de formas e de pronomes de tratamento 
sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssimo”, “Meritíssimo”, 
“Reverendíssimo” são vocativos que, em algumas instâncias do 
poder, tornaramse inevitáveis. Entenda-se que essa solenidade 
tem por consideração o cargo, a função pública, e não a pessoa 
de seu exercente.
Vale lembrar que os pronomes de tratamento são 
obrigatoriamente regidos pela terceira pessoa. São erros muito 
comuns construções como “Vossa Excelência sois bondoso(a)”; 
o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”.
A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com que 
os textos oficiais procuravam revestir-se de um tom solene e 
cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrônica e pedante, 
salvo em algumas peças oratórias envolvendo tribunais ou 
juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição retórica de Rui Barbosa 
e seus seguidores.
Outro aspecto das formalidades requeridas na Redação 
Oficial é a necessidade prática de padronização dos expedientes. 
Assim, as prescrições quanto à diagramação, espaçamento, 
caracteres tipográficos etc., os modelos inevitáveis de ofício, 
requerimento, memorando, aviso e outros, além de facilitar a 
legibilidade, servem para agilizar o andamento burocrático, os 
despachos e o arquivamento.
É também por essa razão que quase todos os órgãos públicos 
editam manuais com os modelos dos expedientes que integram 
sua rotina burocrática. A Presidência da República, a Câmara 
dos Deputados, o Senado, os Tribunais Superiores, enfim, os 
poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm os próprios ritos 
na elaboração dos textos e documentos que lhes são pertinentes.
Concisão e Clareza
Houve um tempo em que escrever bem era escrever “difícil”. 
Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos raros, 
inversões sintáticas, adjetivação intensiva, enumerações, 
gradações, repetições enfáticas já foram considerados virtudes 
estilísticas. Atualmente, a velocidade que se impõe a tudo o que 
se faz, inclusive ao escrever e ao ler, tornou esses recursos quase 
sempre obsoletos. Hoje, a concisão, a economia vocabular, a 
precisão lexical, ou seja, a eficácia do discurso, são pressupostos 
não só da Redação Oficial, mas da própria literatura.Basta 
observar o estilo “enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios 
Drummond de Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dalton 
Trevisan, mestres da linguagem altamente concentrada.
Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e 
“exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos oficiais, 
como o exemplo risível e caricato que segue:
“Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se faz 
que nos valhamos do ensejo para congratularmo-nos com Vossa 
Excelência pela oportunidade da medida proposta à apreciação 
de seus nobres pares. Mas, quem sou eu, humilde servidor público, 
para abordar questões de tamanha complexidade, a respeito das 
quais divergem os hermeneutas e exegetas.
Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das causas 
primeiras, que fundamentaram a proposição tempestivamente 
encaminhada por Vossa Excelência, indispensável se faz uma 
48Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
abordagem preliminar dos antecedentes imediatos, posto que 
estes antecedentes necessariamente antecedem os consequentes”.
Observe que absolutamente nada foi dito ou informado.
As Comunicações Oficiais
A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos de 
objetividade, concisão, clareza, impessoalidade, formalidade, 
padronização e correção gramatical.
Além dessas, há outras características comuns à comunicação 
oficial, como o emprego de pronomes de tratamento, o tipo 
de fecho (encerramento) de uma correspondência e a forma 
de identificação do signatário, conforme define o Manual de 
Redação da Presidência da República. Outros órgãos e instituições 
do poder público também possuem manual de redação próprio, 
como a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério 
das Relações Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos do 
Judiciário etc.
Pronomes de Tratamento
A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal 
e polida, isto é, ajustada não apenas às normas gramaticais, 
como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é 
fundamental o emprego de pronomes de tratamento, que devem 
ser utilizados de forma correta, de acordo com o destinatário e 
as regras gramaticais.
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda 
pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância é 
feita em terceira pessoa.
Concordância verbal:
Vossa Senhoria falou muito bem.
Vossa Excelência vai esclarecer o tema.
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião.
Concordância pronominal:
Pronomes de tratamento concordam com pronomes 
possessivos na terceira pessoa.
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”).
Concordância nominal:
Os adjetivos devem concordar com o sexo da pessoa a que se 
refere o pronome de tratamento.
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem)
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher)
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem)
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher)
Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela).
Vossa Excelência - com quem se fala (você)
Emprego dos Pronomes de Tratamento
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da 
Presidência da República.
Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as 
seguintes autoridades:
- Do Poder Executivo - Presidente da República; Vice-
presidente da República; Ministros de Estado; Governadores 
e vicegovernadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais 
generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários 
executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos 
de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos 
Estaduais; Prefeitos Municipais.
- Do Poder Legislativo - Deputados Federais e Senadores; 
Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais 
e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
- Do Poder Judiciário - Ministros dos Tribunais Superiores; 
Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça Militar.
Vocativos
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas 
aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo 
respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo 
Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo: Senhor Senador 
/ Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; Senhor Ministro 
/ Senhora Ministra; Senhor Governador / Senhora Governadora.
Endereçamento 
De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no 
envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às 
autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte 
forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064900 Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70165900 Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da l0ª Vara Cível
Rua ABC, nº 123
01010000 São Paulo. SP
Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em 
comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento 
digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade é 
pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo 
desnecessária sua repetida evocação”.
Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado para 
as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado 
é: Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal.
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, nº 123
70123-000 – Curitiba.PR
Conforme o Manual de Redação da Presidência, em 
comunicações oficiais “fica dispensado o emprego do superlativo 
Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento 
de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do 
pronome de tratamento Senhor. 
O Manual também esclarece que “doutor não é forma de 
tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se 
empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que 
tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se 
que “é costume designar por doutor os bacharéis, especialmente 
os bacharéis em Direito e em Medicina”.
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a 
reitores de universidade. Correspondelhe o vocativo: Magnífico 
Reitor.
Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado em 
comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: 
Santíssimo Padre.
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São os 
pronomes empregados em comunicações dirigidas a cardeais. 
Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo Senhor 
Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.
Nas comunicações oficiais para as demais autoridades 
eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima (para 
arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria 
Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e superiores 
religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes, clérigos e demais 
religiosos).
49Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
Fechos para Comunicações
De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das 
comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de 
arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho 
é a maneira de quem expede a comunicação despedir-se de seu 
destinatário.
Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual 
Manual de Redação da Presidência da República, havia 15 padrões 
de fechos para comunicações oficiais. O Manual simplificou a 
lista e reduziu-os a apenas dois para todas as modalidades de 
comunicação oficial. São eles:
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive o 
presidente da República.
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia ou 
de hierarquia inferior.
“Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas 
a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e tradição 
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do 
Ministério das Relações Exteriores”, diz o Manual de Redação da 
Presidência da República.
A utilização dos fechos “Respeitosamente” e “Atenciosamente” 
érecomendada para os mesmos casos pelo Manual de Redação 
da Câmara dos Deputados e por outros manuais oficiais. Já os 
fechos para as cartas particulares ou informais ficam a critério 
do remetente, com preferência para a expressão “Cordialmente”, 
para encerrar a correspondência de forma polida e sucinta.
Identificação do Signatário
Conforme o Manual de Redação da Presidência do República, 
com exceção das comunicações assinadas pelo presidente da 
República, em todas as comunicações oficiais devem constar 
o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo de sua 
assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
 “Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura 
em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao 
menos a última frase anterior ao fecho”, alerta o Manual.
Padrões e Modelos
O Padrão Ofício
O Manual de Redação da Presidência da República lista três 
tipos de expediente que, embora tenham finalidades diferentes, 
possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e Memorando. A 
diagramação proposta para esses expedientes é denominada 
padrão ofício.
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes 
partes:
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão 
que o expede. Exemplos:
Of. 123/2002-MME 
Aviso 123/2002-SG
Mem. 123/2002-MF
- Local e data. Devem vir por extenso com alinhamento à 
direita. Exemplo:
Brasília, 20 de maio de 2011
- Assunto. Resumo do teor do documento. Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2010.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
- Destinatário. O nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida 
a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído também o 
endereço.
- Texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento 
de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
Introdução: que se confunde com o parágrafo de abertura, 
na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. 
Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, 
“Cumpre-me informar que”,empregue a forma direta;
Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o texto 
contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser 
tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à 
exposição;
Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente 
reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos 
casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e 
subtítulos.
Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos, 
a estrutura deve ser a seguinte: 
Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que 
solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não 
tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo 
da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados 
completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou 
signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo 
encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011, 
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2010, do 
Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do 
servidor Fulano de Tal.”
ou
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do 
telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do Presidente da 
Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de 
modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer 
algum comentário a respeito do documento que encaminha, 
poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso 
contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou 
ofício de mero encaminhamento.
- Fecho. 
- Assinatura.
- Identificação do Signatário
Forma de Diagramação
Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte 
forma de apresentação:
- deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 
12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
- para símbolos não existentes na fonte Times New Roman, 
poder-se-ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings;
- é obrigatório constar a partir da segunda página o número 
da página;
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser 
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens 
esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas 
pares (“margem espelho”);
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de 
distância da margem esquerda;
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no 
mínimo 3,0 cm de largura;
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 
6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado 
não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, 
letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou 
qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a 
sobriedade do documento;
50Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em 
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para 
gráficos e ilustrações;
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser 
impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo 
Rich Text nos documentos de texto;
- dentro do possível, todos os documentos elaborados devem 
ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou 
aproveitamento de trechos para casos análogos;
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem 
ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número 
do documento + palavras chave do conteúdo. Exemplo:
“Of. 123 relatório produtividade ano 2010”
Aviso e Ofício (Comunicação Externa)
São modalidades de comunicação oficial praticamente 
idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido 
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de 
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas 
demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento 
de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública 
entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo 
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o 
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Senhora Ministra,
Senhor Chefe de Gabinete,
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as 
seguintes informações do remetente:
- nome do órgão ou setor;
- endereço postal;
- telefone e endereço de correio eletrônico.
Memorando ou Comunicação Interna
O Memorando é a modalidade de comunicação entre 
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar 
hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-
se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente 
interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser 
empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. a 
serem adotados por determinado setor do serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do 
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez 
e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para 
evitar desnecessário aumento do número de comunicações, 
os despachos ao memorando devem ser dados no próprio 
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. 
Esse procedimento permite formar uma espécie de processo 
simplificado, assegurando maior transparência a tomada de 
decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria 
tratada no memorando.
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do 
padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário deve ser 
mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamentode Administração
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos.
Exposição de Motivos
É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao 
vice-presidente para:
- informá-lo de determinado assunto;
- propor alguma medida; ou
- submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente 
da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o 
assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de 
motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, 
sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação 
do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apresenta duas 
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter 
exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma 
medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que 
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do 
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes 
referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consideração 
do Presidente da República a sugestão de alguma medida a 
ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo, 
embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de 
outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, 
obrigatoriamente, apontar:
- na introdução: o problema que está a reclamar a adoção 
da medida ou do ato normativo proposto;
- no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou 
aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e 
eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
- na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, 
ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o 
problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição 
de motivos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte 
modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 4.1760, de 28 de 
março de 2010.
Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do Ministério 
ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de ______________ de 201_.
- Síntese do problema ou da situação que reclama 
providências;
- Soluções e providências contidas no ato normativo ou na 
medida proposta;
- Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar:
- se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
- outras possibilidades de resolução do problema.
- Custos. Mencionar:
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei 
orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei 
orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
- valor a ser despendido em moeda corrente;
- Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente 
se o ato proposto for medida provisória ou projeto de lei que 
deva tramitar em regime de urgência). Mencionar:
- se o problema configura calamidade pública;
- por que é indispensável a vigência imediata;
- se se trata de problema cuja causa ou agravamento não 
tenham sido previstos;
- se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação 
já prevista.
- Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou 
medida proposta possa vir a tê-lo)
- Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto;
- Síntese do parecer do órgão jurídico.
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida 
proposa à luz das questões levantadas no item 10.4.3.
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode 
acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da 
Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se 
complete o exame ou se reformule a proposta.
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições 
de motivos que proponham a adoção de alguma medida ou a 
edição de ato normativo tem como finalidade:
- permitir a adequada reflexão sobre o problema que se 
busca resolver;
- ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do 
problema e dos defeitos que pode ter a adoção da medida ou a 
edição do ato, em consonância com as questões que devem ser 
51Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito 
do Poder Executivo (v. 10.4.3.)
- conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas 
na elaboração de atos normativos no âmbito do Poder Executivo, 
o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se 
e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação 
profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a 
adoção de certa providência ou a edição de um ato normativo; o 
problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, 
seus efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da 
exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da 
necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada 
e como resolverá o problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal 
(nomeação, promoção, ascenção, transferência, readaptação, 
reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, 
remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, 
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do 
formulário de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que:
- a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico 
não dispensa o encaminhamento do parecer completo;
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos 
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão dos 
comentários a serem alí incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que 
a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (clareza, 
concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do 
padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de 
motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao 
Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em 
certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou 
ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da 
União, no todo ou em parte.
Mensagem
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos 
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo 
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar 
sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo 
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao 
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação 
de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer 
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes 
públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos 
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias 
caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso 
Nacional têm as seguintes finalidades:
- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, 
complementar ou financeira: Os projetos de lei ordinária ou 
complementar são enviados em regime normal (Constituição, 
art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe 
lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime 
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com 
solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do 
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da 
Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário 
da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação 
(Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem 
plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e 
créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-
se aos membros do Congresso Nacional, e os respectivos avisos 
são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. 
A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação 
congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais 
precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da 
Mesa do Congresso Nacionalestá o Presidente do Senado Federal 
(Constituição, art. 57, § 5º), que comanda as sessões conjuntas.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido 
no âmbito do Poder Executivo, que abrange minucioso exame 
técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das 
proposições por elas encaminhadas.
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos 
órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o 
da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as 
análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão 
onde se geraram, exposição que acompanhará, por cópia, a 
mensagem de encaminhamento ao Congresso.
- Encaminhamento de medida provisória: Para dar 
cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente 
da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a 
seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado 
Federal, juntando cópia da medida provisória, autenticada pela 
Coordenação de Documentação da Presidência da República.
- Indicação de autoridades: As mensagens que submetem 
ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem 
determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, 
Ministros do TCU, Presidentes e diretores do Banco Central, 
Procurador Geral da República, Chefes de Missão Diplomática 
etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III 
e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência 
privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do 
indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
- Pedido de autorização para o presidente ou o vice-
presidente da República se ausentarem do País por mais 
de 15 dias: Trata-se de exigência constitucional (Constituição, 
art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do 
Congresso Nacional. 
O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, 
quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma 
comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes 
mensagens idênticas.
- Encaminhamento de atos de concessão e renovação de 
concessão de emissoras de rádio e TV: A obrigação de submeter 
tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso 
XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos 
legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do 
Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe pedir 
na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, 
porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da tramitação.
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a 
mensagem o correspondente processo administrativo.
- Encaminhamento das contas referentes ao exercício 
anterior: O Presidente da República tem o prazo de sessenta 
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao 
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior 
(Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão 
Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob pena 
de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas 
(Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 
215 do seu Regimento Interno.
- Mensagem de abertura da sessão legislativa: Ela deve 
conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e 
solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, 
art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da 
Presidência da República. Esta mensagem difere das demais 
porque vai encadernada e é distribuída a todos os congressistas 
em forma de livro.
- Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): 
Esta mensagem é dirigida aos membros do Congresso Nacional, 
encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se 
originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a 
lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos recebidos, 
nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de 
sanção.
52Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
- Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do Senado 
Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre 
a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições 
vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra 
no Diário Oficial da União, ao contrário das demais mensagens, 
cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder 
Legislativo.
- Outras mensagens: Também são remetidas ao Legislativo 
com regular frequência mensagens com:
- encaminhamento de atos internacionais que acarretam 
encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
- pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis 
às operações e prestações interestaduais e de exportação 
(Constituição, art. 155, § 2º, IV);
- proposta de fixação de limites globais para o montante da 
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
- pedido de autorização para operações financeiras externas 
(Constituição, art. 52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
- convocação extraordinária do Congresso Nacional 
(Constituição, art. 57, § 6º);
- pedido de autorização para exonerar o Procurador Geral da 
República (art. 52, XI, e 128, § 2º);
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar 
mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz 
(Constituição, art. 84, XX);
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua 
prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º);
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio 
(Constituição, art. 137);
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de 
sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único);
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras 
(Constituição, art. 166, § 5º);
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem 
sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda 
ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, 
art. 166, § 8º);
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras 
públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, 
§ 1º); etc.
As mensagens contêm: 
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, 
horizontalmente, no início da margem esquerda:
Mensagem nº
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o 
cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem 
esquerda:
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
 
- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; 
- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e 
horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem 
direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo 
Presidente da República, não traz identificação de seu signatário.
Telegrama
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar 
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de 
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de 
telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação 
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, 
deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações 
que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que 
a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu 
custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela 
concisão.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a 
estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos Correios 
e em seu sítio na Internet.
Fax
O fax (forma abreviada já consagrada de facsímile) é uma 
forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao 
desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de 
mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, 
de cujo conhecimento há premência, quando não há condições 
de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário 
o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia 
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos 
modelos, se deteriora rapidamente.
Os documentos enviados por fax mantêm a formae a 
estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio, 
juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto 
é, de pequeno formulário com os dados de identificação da 
mensagem a ser enviada.
Correio Eletrônico
O correio eletrônico (“email”), por seu baixo custo e 
celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação 
para transmissão de documentos.
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é 
sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para 
sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem 
incompatível com uma comunicação oficial.
O campo assunto do formulário de correio eletrônico 
mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização 
documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, 
preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que 
encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas 
sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de 
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar 
da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem 
de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que 
possa ser aceita como documento original, é necessário existir 
certificação digital que ateste a identidade do remetente, na 
forma estabelecida em lei.
Apostila
É o aditamento que se faz a um documento com o objetivo 
de retificação, atualização, esclarecimento ou fixar vantagens, 
evitando-se assim a expedição de um novo título ou documento. 
Estrutura:
- Título: APOSTILA, centralizado.
- Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimento, 
atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se for o caso, 
onde o documento foi publicado.
- Local e data.
- Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade que 
constatou a necessidade de efetuar a apostila.
Não deve receber numeração, sendo que, em caso de 
documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos textos 
ou no verso do documento.
Em caso de publicação do ato administrativo originário, 
a apostila deve ser publicada com a menção expressa do ato, 
número, dia, página e no mesmo meio de comunicação oficial no 
qual o ato administrativo foi originalmente publicado, a fim de 
que se preserve a data de validade.
ATA
É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos fatos 
e deliberações ocorridos em uma reunião, sessão ou assembleia. 
Estrutura:
- Título ATA. Em se tratando de atas elaboradas 
sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou 
53Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
sessão, em caixa alta.
- Texto, incluindo: Preâmbulo registro da situação espacial 
e temporal e participantes; Registro dos assuntos abordados e 
de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, 
se for o caso; Fecho termo de encerramento com indicação, 
se necessário, do redator, do horário de encerramento, de 
convocação de nova reunião etc.
A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes 
à reunião ou apenas pelo presidente e relator, dependendo das 
exigências regimentais do órgão.
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se, 
em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da informação 
correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou 
de erros constatados após a redação, usa-se a expressão “Em 
tempo” ao final da ATA, com o registro das informações corretas.
Carta
É a forma de correspondência emitida por particular, 
ou autoridade com objetivo particular, não se confundindo 
com o memorando (correspondência interna) ou o ofício 
(correspondência externa), nos quais a autoridade que assina 
expressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim, 
do órgão pelo qual responde. Em grande parte dos casos da 
correspondência enviada por deputados, deve-se usar a carta, 
não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar emitindo 
parecer, opinião ou informação de sua responsabilidade, e não 
especificamente da Câmara dos Deputados. O parlamentar 
deverá assinar memorando ou ofício apenas como titular de 
função oficial específica (presidente de comissão ou membro da 
Mesa, por exemplo). Estrutura:
- Local e data.
- Endereçamento, com forma de tratamento, destinatário, 
cargo e endereço.
- Vocativo.
- Texto.
- Fecho.
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou cargo.
Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá numerá-
las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar-se no padrão básico 
de diagramação.
O fecho da carta segue, em geral, o padrão da correspondência 
oficial, mas outros fechos podem ser usados, a exemplo de 
“Cordialmente”, quando se deseja indicar relação de proximidade 
ou igualdade de posição entre os correspondentes.
Declaração
É o documento em que se informa, sob responsabilidade, 
algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura:
- Título: DECLARAÇÃO, centralizado.
- Texto: exposição do fato ou situação declarada, com 
finalidade, nome do interessado em destaque (em maiúsculas) e 
sua relação com a Câmara nos casos mais formais.
- Local e data.
- Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de 
autoridade, função ou cargo.
A declaração documenta uma informação prestada por 
autoridade ou particular. No caso de autoridade, a comprovação 
do fato ou o conhecimento da situação declarada deve serem 
razão do cargo que ocupa ou da função que exerce.
Declarações que possuam características específicas podem 
receber uma qualificação, a exemplo da “declaração funcional”.
Despacho
É o pronunciamento de autoridade administrativa em 
petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento do 
processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente. 
Estrutura:
- Nome do órgão principal e secundário. 
- Número do processo. 
- Data. 
- Texto. 
- Assinatura e função ou cargo da autoridade.
O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma 
expressão ou de um texto mais longo.
Ordem de Serviço
É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/ou 
pontuais para a execução de serviços por órgãos subordinados 
da Administração. Estrutura: 
- Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data.
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade 
que expede o ato (em maiúsculas) e citação da legislação 
pertinente ou por força das prerrogativas do cargo, seguida da 
palavra “resolve”.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido 
em itens, incisos, alíneas etc.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação da 
função.
A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém possui 
caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essencialmente, a 
otimização e a racionalização de serviços.
Parecer
É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de 
órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido submetido 
para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer 
subsídios para tomada de decisão. Estrutura: 
- Número de ordem (quando necessário).
- Número do processo de origem. 
- Ementa (resumo do assunto). 
- Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (introdução); 
Parecer (desenvolvimento com razões e justificativas); Fecho 
opinativo (conclusão).
- Local e data.
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.
Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe o 
Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como tal, definido 
no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos 
itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para 
o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e 
didatismo.
Portaria
É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece 
regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da 
organização e do funcionamento de serviços dentro de sua 
esfera de competência. Estrutura:
- Título: PORTARIA, numeração e data.
- Ementa: síntese do assunto.
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade 
que expede o atoe citação da legislação pertinente, seguida da 
palavra “resolve”.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido 
em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação do 
cargo.
Certas portarias contêm considerandos, com as razões que 
justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem depois deles.
A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa.
Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de 
nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-se a ementa.
Relatório
É o relato exposilivo, detalhado ou não, do funcionamento 
de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do 
desenvolvimento de serviços específicos num determinado 
período. Estrutura: 
- Título RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE...
- Texto registro em tópicos das principais atividades 
54Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e 
totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos 
e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a 
ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas 
poderão ser apresentados como anexos.
- Local e data. 
- Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s) 
relator(es).
No caso de Relatório de Viagem, aconselha-se registrar 
uma descrição sucinta da participação do servidor no evento 
(seminário, curso, missão oficial e outras), indicando o período 
e o trecho compreendido. Sempre que possível, o Relatório de 
Viagem deverá ser elaborado com vistas ao aproveitamento 
efetivo das informações tratadas no evento para os trabalhos 
legislativos e administrativos da Casa.
Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, deve-se 
atentar para os seguintes procedimentos: 
- abster-se de transcrever a competência formal das unidades 
administrativas já descritas nas normas internas; 
- relatar apenas as principais atividades do órgão; 
- evitar o detalhamento excessivo das tarefas executadas 
pelas unidades administrativas que lhe são subordinadas; 
- priorizar a apresentação de dados agregados, grandes metas 
realizadas e problemas abrangentes que foram solucionados; 
- destacar propostas que não puderam ser concretizadas, 
identificando as causas e indicando as prioridades para os 
próximos anos; 
- gerar um relatório final consolidado, limitado, se possível, 
ao máximo de dez páginas para o conjunto da Diretoria, 
Departamento ou unidade equivalente.
Requerimento (Petição)
É o instrumento por meio do qual o interessado requer 
a uma autoridade administrativa um direito do qual se julga 
detentor. Estrutura: 
- Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou seja, 
da autoridade competente. 
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do requerente 
(grafado em letras maiúsculas) e respectiva qualificação: 
nacionalidade, estado civil, profissão, documento de identidade, 
idade (se maior de 60 anos, para fins de preferência na 
tramitação do processo, segundo a Lei 10.741/03), e domicílio 
(caso o requerente seja servidor da Câmara dos Deputados, 
precedendo à qualificação civil deve ser colocado o número 
do registro funcional e a lotação); Exposição do pedido, de 
preferência indicando os fundamentos legais do requerimento 
e os elementos probatórios de natureza fática. 
- Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”.
- Local e data.
- Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo.
Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, 
reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um 
abaixoassinado, com estrutura semelhante à do requerimento, 
devendo haver identificação das assinaturas.
A Constituição Federal assegura a todos, independentemente 
do pagamento de taxas, o direito de petição aos Poderes 
Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso 
de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que o exercício desse direito 
se instrumentaliza por meio de requerimento. No que concerne 
especificamente aos servidores públicos, a lei que institui o 
Regime único estabelece que o requerimento deve ser dirigido 
à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por 
intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o 
requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105).
Protocolo
O registro de protocolo (ou simplesmente “o protocolo“) 
é o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático) em que 
são transcritos progressivamente os documentos e os atos 
em entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou 
privado). Este registro, se obedecerem a normas legais, têm fé 
pública, ou seja, tem valor probatório em casos de controvérsia 
jurídica.
O termo protocolo tem um significado bastante amplo, 
identificando-se diretamente com o próprio procedimento. Por 
extensão de sentido, “protocolo” significa também um trâmite 
a ser seguido para alcançar determinado objetivo (“seguir o 
protocolo”).
A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma 
repartição determinada, que recebe o material documentário 
do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num 
registro (atualmente em programas informáticos), atruibuindo-
lhes um número e também uma posição de arquivo de acordo 
com suas características.
O registro tem quatro elementos necessários e obrigatórios:
- Número progressivo.
- Data de recebimento ou de saída.
- Remetente ou destinatário.
- Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da 
correspondência.
Questões
01. Analise:
1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima 
referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes ao 
andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor.
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas 
necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o 
atingimento das metas estabelecidas.
A redação do documento acima indica tratar-se
(A) do encaminhamento de uma ata.
(B) do início de um requerimento.
(C) de trecho do corpo de um ofício.
(D) da introdução de um relatório.
(E) do fecho de um memorando.
02. A redação inteiramente apropriada e correta de um 
documento oficial é:
(A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas 
reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em 
vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a 
redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais para 
os departamentos que foram recentemente criados.
(C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem, 
muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas 
do sistema de informatização de seu gabinete.
(D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal 
aqui neste departamento, faltaram um número grande de 
servidores para os andamentos do serviço.
(E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar 
de quais providências vão ser tomadas para resolver essa 
confusão que foi criado pelos manifestantes.
03. A frase cuja redação está inteiramente correta e 
apropriada para uma correspondência oficial é:
(A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª. Os 
convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se 
fará homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, 
importantíssima na execução dos nossos serviços.
(B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do 
Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para informar 
de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já 
está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos prazos.
(C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que 
chegaram nossos analistas sobre as condições de funcionamento 
deste setor, bem como as providências a serem tomadas 
para a consecução dos serviços e o cumprimento dos prazos 
estipulados.
(D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se 
possa estar tomando as medidas mais do que importantes para 
tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos 
trâmites legais dos documentos que passam por aqui.
(E) Peço com todo o respeito a V. Exª., que tomeis 
providências cabíveispara vir novos funcionários para esse 
nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar 
todos os documentos que precisamos enviar.
55Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é 
INCORRETO afirmar que:
(A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do 
órgão que o expede.
(B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local 
de onde é expedido e a data em que foi assinado.
(C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do 
documento.
(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, 
respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes 
oficiais.
(E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por 
exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada.
05. Haveria coerência com as ideias do texto e respeitaria 
as normas de redação de documentos oficiais se o texto 
apresentado fosse incluído como parágrafo inicial em um ofício 
complementado pelo parágrafo final e os fechos apresentados 
a seguir.
Solicita-se, portanto, a divulgação desses dados junto aos 
órgãos competentes.
Atenciosamente,
Pedro Santos
Pedro Santos
Secretário do Conselho
Respostas
01-C / 02-B / 03-C / 04-E / 05-C (correta)
Compreensão e interpretação de 
texto.
Interpretação de Texto
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao 
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não 
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, 
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de 
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo, 
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, 
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar 
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender, 
primeiro, algumas definições importantes:
Texto
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de 
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de 
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um 
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de 
televisão também são formas textuais.
Interlocutor
É a pessoa a quem o texto se dirige.
Texto-modelo
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, 
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. 
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. 
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com 
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado, 
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante 
da sua vida.”
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem 
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem 
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor 
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser 
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho 
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do 
assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a 
leitura;
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo 
menos duas vezes;
04) Inferir;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão;
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão;
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
interpretacao-de-textos-em-provas/
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar 
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo 
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a 
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa 
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender 
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está 
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do 
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura 
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e 
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de 
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas 
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de 
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar 
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, 
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um 
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que 
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre 
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos 
surpreendentes que não foram observados anteriormente. 
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também 
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, 
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. 
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo 
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar 
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo 
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando 
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram 
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente 
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, 
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície 
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do 
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado 
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto 
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser 
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós 
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas 
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
interpretacao-texto.html
Questões
O uso da bicicleta no Brasil
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
56Língua Portuguesa
APOSTILAS OPÇÃO
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas 
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais 
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta 
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes 
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo 
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha; 
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos 
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o 
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito 
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e, 
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo, 
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em 
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um 
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, 
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a 
esse sistema,mais duas capitais já estão com o projeto pronto 
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é 
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários 
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é 
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema 
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em 
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão 
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, 
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes, 
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso 
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos 
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos 
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil.
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de 
locomoção se consolidou no Brasil.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve 
dar prioridade ao pedestre.
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
Afogado no Trânsito
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
Respostas
1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
Anotações
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INGLÊS 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 1 
 
 
 
 
Interpretação de Textos 
 
Quando estamos aprendendo inglês, é muito comum nos 
depararmos com textos que julgamos indecifráveis. Ao ler 
tantas palavras desconhecidas, nos assustamos e muitas vezes 
desistimos de ler, antes mesmo de começar, ou, então, logo 
pegamos o bom e velho dicionário. Mas com estas 6 dicas de 
interpretação de textos em inglês, essa tarefa vai ficar mais 
fácil. 
 
Usar um dicionário, claro, é muito útil, mas recorrer a ele 
toda vez que se depara com uma palavra desconhecida não é a 
melhor forma de fazer uma leitura. Isso trunca o processo e 
atrapalha o desenvolvimento da fluência do estudante. Que tal, 
então, antes de recorrer ao dicionário, tentar concluir a sua 
leitura, com eficiência, apenas captando o contexto do 
conteúdo? 
 
Veja algumas dicas para ajudá-lo na interpretação: 
 
1. Encontre um texto para treinar 
Escolha um conteúdo em inglês para fazer essa atividade: 
vale uma reportagem de revista, um artigo ou, até mesmo, um 
trecho de um livro. 
O importante é que o texto seja relativamente curto e 
aborde um assunto do seu interesse, para que o exercício não 
fique desinteressante. 
 
2. Faça uma leitura rápida 
Esqueça os detalhes! Passe os olhos, rapidamente, por todo 
o texto para tentar captar sua ideia principal. Muitas pessoas 
param a leitura do texto em inglês, logo no primeiro parágrafo, 
ao encontrar uma palavra que não conhecem. Isso não é 
necessário. 
Muitas vezes, nas próximas linhas, você encontrará mais 
referências que podem ajudar a decifrar a palavra misteriosa. 
Não se preocupe com os detalhes, na primeira leitura. 
 
3. Releia prestando atenção nos detalhes 
Depois de captar a essência do texto, você terá informações 
suficientes para relê-lo e se ater aos detalhes. Leia, novamente, 
cada parágrafo e se esforce para entender a ideia principal de 
todos eles. 
 
Se, no meio do processo, encontrar palavras 
desconhecidas, grife-as, mas não pare a leitura. Você ainda 
pode tentar entendê-las pelo contexto. 
 
4. Reveja as palavras grifadas 
Depois de ler parágrafo por parágrafo com atenção, retome 
as palavras que grifou e tente adivinhar o que significam. 
Depois de familiarizado com o conteúdo do texto, fica muito 
mais fácil decifrá-las. Se mesmo assim encontrar dificuldades, 
tente substituí-las por outras palavras ou expressões que 
conhece e que fariam sentido no texto – talvez você encontre 
sinônimos. 
 
5. Consulte o dicionário 
Só depois de analisar bem o texto é hora de pegar o 
dicionário! Confira se você acertou o significado das palavras 
desconhecidas que grifou. 
 
Se não, anote o significado correto em um caderno: isso 
ajuda a fixar o novo vocabulário. 
 
 
6. Releia o texto mais uma vez 
Conhecer o significado de uma palavra é tão importante 
quanto saber empregá-la corretamente em frases. Por isso, 
depois de descobrir a definição de cada vocábulo, leia o texto 
uma última vez para saber como utilizá-los corretamente em 
conversas e textos que escrever no futuro 
 
Técnica de leitura de texto de língua inglesa 
 
No Brasil, de um modo geral, o inglês instrumental é uma 
das abordagens do ensino do Inglês que centraliza a língua 
técnica e científica focalizando o emprego de estratégias 
específicas, em geral, voltadas à leitura. Seu foco é desenvolver 
a capacidade de compreensão de textos de diversas áreas do 
conhecimento. O estudo da gramática restringe-se a um 
mínimo necessário normalmente associado a um texto atual 
ou similar que foi veiculado em periódicos. O conhecimento de 
uma boa quantidade de palavras também faz parte das 
técnicas que serão relacionadas abaixo. 
 
Estratégias de leitura 
 
Algumas estratégias de leitura são consideradas 
básicas no Inglês Instrumental, a saber: 
 
- Skimming: trata-se de uma estratégia onde o leitor vai 
buscar a ideia geral do texto através de uma leitura rápida, sem 
apegar-se a ideias mínimas ou específicas, para dizer sobre o 
que o texto trata. 
 
- Scanning: através do scanning, o leitor busca ideias 
específicas no texto. Isso ocorre pela leitura do texto à procura 
de um detalhe específico. Praticamos o scanning diariamente 
para encontrarmos um número na lista telefônica, selecionar 
um e-mail para ler, etc. 
 
- Cognatos: são palavras idênticas ou parecidas entre duas 
línguas e que possuem o mesmo significado, como a palavra 
“vírus” é escrita igualmente em português e inglês, a única 
diferença é que em português a palavra recebe acentuação. 
Porém, é preciso atentar para os chamadosfalsos cognatos, ou 
seja, palavras que são escritas igual ou parecidas, mas com o 
significado diferente, como “evaluation”, que pode ser 
confundida com “evolução” onde na verdade, significa 
“avaliação”. 
 
- Inferência contextual: o leitor lança mão da inferência, 
ou seja, ele tenta adivinhar ou sugerir o assunto tratado pelo 
texto, e durante a leitura ele pode confirmar ou descartar suas 
hipóteses. 
 
- Reconhecimento de gêneros textuais: são tipo de 
textos que se caracterizam por organização, estrutura 
gramatical, vocabulário específico e contexto social em que 
ocorrem. Dependendo das marcas textuais, podemos 
distinguir uma poesia de uma receita culinária, por exemplo. 
Leitura, compreensão e 
interpretação de textos. 
Vocabulário. [As questões serão 
formuladas na língua inglesa] 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 2 
- Informação não-verbal: é toda informação dada através 
de figuras, gráficos, tabelas, mapas, etc. A informação não-
verbal deve ser considerada como parte da informação ou 
ideia que o texto deseja transmitir. 
 
- Palavras-chave: são fundamentais para a compreensão 
do texto, pois se trata de palavras relacionadas à área e ao 
assunto abordado pelo texto. São de fácil compreensão, pois, 
geralmente, aparecem repetidamente no texto e é possível 
obter sua ideia através do contexto. 
 
- Grupos nominais: formados por um núcleo 
(substantivo) e um ou mais modificadores (adjetivos ou 
substantivos). Na língua inglesa o modificador aparece antes 
do núcleo, diferente da língua portuguesa. 
 
- Afixos: são prefixos e/ou sufixos adicionados a uma raiz, 
que modifica o significado da palavra. Assim, conhecendo o 
significado de cada afixo pode-se compreender mais 
facilmente uma palavra composta por um prefixo ou sufixo. 
- Conhecimento prévio: para compreender um texto, o 
leitor depende do conhecimento que ele já tem e está 
armazenado em sua memória. É a partir desse conhecimento 
que o leitor terá o entendimento do assunto tratado no texto e 
assimilará novas informações. Trata-se de um recurso 
essencial para o leitor formular hipóteses e inferências a 
respeito do significado do texto. 
 
Fonte: http://canaldoensino.com.br/blog/6-dicas-de-interpretacao-de-
textos-em-ingles (Adaptado e ampliado) 
 
Questões 
 
1. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) 
TEXT I 
How music is the real language of political diplomacy 
Forget guns and bombs, it is the power of melody that has 
changed the world 
 
Marie Zawisza 
Saturday 31 October 2015 10.00 GMT 
Last modified on Tuesday 10 November 201513.19 GMT 
 
An old man plays his cello at the foot of a crumbling wall. 
The notes of the sarabande of Bach’s Suite No 2 rise in the cold 
air, praising God for the “miracle” of the fall of the Berlin Wall, 
as Mstislav Rostropovich later put it. The photograph is seen 
around the world. The date is 11 November 1989, and the 
Russian virtuoso is marching to the beat of history. 
Publicity stunt or political act? No doubt a bit of both – and 
proof, in any case, that music can have a political dimension. 
Yo-Yo Ma showed as much in September when the cellist 
opened the new season of the Philharmonie de Paris with the 
Boston Symphony Orchestra. As a “messenger of peace” for the 
United Nations, the Chinese American is the founder of Silk 
Road Project, which trains young musicians from a variety of 
cultures to listen to and improvise with each other and 
develop a common repertoire. “In this way, musicians create a 
dialogue and arrive at common policies,” says analyst Frédéric 
Ramel, a professor at the Institut d’Études Politiques in Paris. 
By having music take the place of speeches and peace talks, the 
hope is that it will succeed where diplomacy has failed.[…] 
Curiously, the study of the role of music in international 
relations is still in its infancy. “Historians must have long seen 
it as something fanciful, because history has long been 
dominated by interpretations that stress economic, social and 
political factors,” says Anaïs Fléchet, a lecturer in 
contemporary history at the Université de Versailles-St-
Quentin and co-editor of a book about music and globalisation. 
“As for musicologists,” she adds, “until quite recently they 
were more interested in analysing musical scores than the 
actual context in which these were produced and how they 
were received.” In the 1990s came a cultural shift. Scholars 
were no longer interested solely in “hard power” – that is, in 
the balance of powers and in geopolitics – but also in “soft 
power”, where political issues are resolved by mutual support 
rather than force. […] 
 
Gilberto Gil sings while then UN secretary general Kofi 
Annan plays percussion at a September 2003 concert at the UN 
headquarters honouring those killed by a bomb at a UN office 
in Baghdad a month earlier. Photograph: Zuma/Alamy 
Since then, every embassy has a cultural attaché. The US 
engages in “audio diplomacy” by financing hip-hop festivals in 
the Middle East. China promotes opera in neighbouring states 
to project an image of harmony. Brazil has invested in culture 
to assert itself as a leader in Latin America, notably by 
establishing close collaboration between its ministries of 
foreign affairs and culture; musician Gilberto Gil was culture 
minister during Luiz Inácio Lula da Silva᾽s presidency from 
2003 to 2008. He was involved in France’s Year of Brazil. As 
Fléchet recalls, “the free concert he gave on 13 July, 2005 at the 
Place de la Bastille was the pinnacle. That day, he sang La 
Marseillaise in the presence of presidents Lula and Jacques 
Chirac.” Two years earlier, in September 2003, Gil sang at the 
UN in honour of the victims of the 19 August bombing of the 
UN headquartes in Baghdad. He was delivering a message of 
peace, criticising the war on Iraq by the US: “There is no point 
in preaching security without giving a thought to respecting 
others,” he told his audience. Closing the concert, he invited 
then UN secretary general Kofi Annan on stage for a surprise 
appearance as a percussionist. “This highly symbolic image, 
which highlighted the conviction that culture can play a role in 
bringing people together, shows how music can become a 
political language,” Fléchet says. 
 
(adapted from http://www.theguardian.com/music/2015/oct/31 /music-
language-human-rights-political-diplomacy) 
 
The word that is closer in meaning to “stunt” in the 
question “Publicity stunt or political act?” is: 
(A) tip; 
(B) event; 
(C) brand; 
(D) story; 
(E) poster. 
 
2. (TRE-MT – Conhecimentos Gerais para o Cargo 3 
– CESPE/2015) 
In the short term, the justice system can gain consistency 
by striving for standardization and by publishing the result of 
that effort. Broadly speaking, the court system resolves 
disputes by providing answers where the parties themselves 
cannot find them. It generates public trust by honouring 
arguments with new solutions, and this fundamental task must 
be supported by proportional and adequate use of technology, 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 3 
never reduced. In this sense, judicial organizations need to pay 
serious attention to their information technology policies to 
guarantee that justice is served. 
Public guidelines for frequently occurring decisions can 
fulfil the need for consistency. Automating the guidelines can 
be a next step. Public guidelines can reduce the number of 
points in dispute, and perhaps even entire disputes, to be put 
before the judge. Thus, increasing consistency also shortens 
turnaround time. There is more to this than just implementing 
technology, however. Developing routines and public 
guidelines require active work on the part of the judges and 
their staff in the courts. Judiciaries need to be responsible for 
their own performance as administrators of justice. 
 
Internet: <http://home.hccnet.nl> (adapted). 
 
According to the text, public guidelines. 
(A) show that judges and their staff are responsible for theadministration of justice. 
(B) will increase the amount of time needed for a court 
decision. 
(C) can become automated for frequent decisions. 
(D) solve the points in dispute. 
(E) have the power to certainly reduce entire disputes. 
 
Leia o texto e responda as questões 3 e 4. 
Text 1 
The good oil boys club 
 
 It should have been a day of high excitement. A public 
auction on July 15th marked the end of a 77-year monopoly on 
oil exploration and production by Pemex, Mexico`s state-
owned oil company, and ushered in a new era of foreign 
investment in Mexican oil that until a few years ago was 
considered unimaginable. 
 The Mexican government had hoped that its firstever 
auction of shallow-water exploration blocks in the Gulf of 
Mexico would successfully launch the modernisation of its 
energy industry. In the run-up to the bidding, Mexico had 
sought to be as accommodating as its historic dislike for 
foreign oil companies allowed it to be. Juan Carlos Zepeda, 
head of the National Hydrocarbons Commission, the regulator, 
had put a premium on transparency, saying there was “zero 
room” for favouritism. 
 When prices of Mexican crude were above $100 a barrel 
last year (now they are around $50), the government had 
spoken optimistically of a bonanza. It had predicted that four 
to six blocks would be sold, based on international norms. 
 It did not turn out that way. The results fell well short 
of the government’s hopes and underscore how residual 
resource nationalism continues to plague the Latin American 
oil industry. Only two of 14 exploration blocks were awarded, 
both going to the same Mexican-led trio of energy fi rms. 
Officials blamed the disappointing outcome on the sagging 
international oil market, but their own insecurity about 
appearing to sell the country’s oil too cheap may also have 
been to blame, according to industry experts. On the day of the 
auction, the finance ministry set minimum-bid requirements 
that some considered onerously high; bids for four blocks 
were disqualified because they failed to reach the official floor. 
 
 (Source: http://www.economist.com/news/business/21657827- 
 latinamericas-oil-fi rms-need-more-foreign-capital-historic-
auctionmexico-shows) 
 
3. (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – 
ESAF/2015) 
According to text 1 above, Juan Carlos Zepeda 
(A) disliked all foreign oil companies. 
(B) was for favouritism. 
(C) gave reluctant support to the first auction. 
(D) was certain that no rigging was to happen. 
(E) was against the auction. 
 
4. (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – 
ESAF/2015) 
As stated in the passage, the public auction 
(A) gave rise to new times concerning oil production. 
(B) started the monopoly on oil exploration. 
(C) cut off the hopes for a bonanza. 
(D) was successful in achieving the modernization of 
Mexican economy. 
(E) set out apprehension for the expansion of oil 
exploration and production. 
 
5. (Receita Federal – Auditor Fiscal da Receita 
Federal – ESAF) 
The IRS Chief Counsel is appointed by the President of the 
United States, with the advice and consent of the U.S. Senate, 
and serves as the chief legal advisor to the IRS Commissioner 
on all matters pertaining to the interpretation, administration, 
and enforcement of the Internal Revenue Code, as well as all 
other legal matters. Under the IRS Restructuring and Reform 
Act of 1998, the Chief Counsel reports to both the IRS 
Commissioner and the Treasury General Counsel. Attorneys in 
the Chief Counsel’s Office serve as lawyers for the IRS. They 
provide the IRS and taxpayers with guidance on interpreting 
Federal tax laws correctly, represent the IRS in litigation, and 
provide all other legal support required to carry out the IRS 
mission. Chief Counsel received 95,929 cases and closed 
94,323 cases during fiscal year 2012. Of the new cases 
received, and cases closed, the majority related to tax law 
enforcement and litigation, including Tax Court litigation; 
collection, bankruptcy, and summons advice and litigation; 
Appellate Court litigation; criminal tax; and enforcement 
advice and assistance. In Fiscal Year 2012, Chief Counsel 
received 31,295 Tax Court cases involving taxpayers 
contesting an IRS determination that they owed additional tax. 
The total amount of tax and penalty in dispute at the end of the 
fiscal year was almost $6.6 billion. 
 
(Source: Internal Revenue Service Data Book, 2012.) 
 
During fiscal year 2012, the Chief Counsel's office 
succeeded in 
(A) turning down over 30,000 appeals by taxpayers. 
(B) securing over $6 billion for the State. 
(C) winning the majority of litigation cases. 
(D) processing most of the cases it received. 
(E) voiding 1,606 cases fled by taxpayers. 
 
6. (Receita Federal – Auditor Fiscal da Receita 
Federal – ESAF) 
We've been keeping our veterinarian in business lately. 
First Sammy, our nine-year-old golden retriever, needed 
surgery. (She's fine now.) Then Inky, our curious cat, burned 
his paw. (He'll be fine, too.) At our last visit, as we were writing 
our fourth (or was it the fifth?) consecutive check to the 
veterinary hospital, there was much joking about how vet bills 
should be tax-deductible. After all, pets are dependents, too, 
right? (Guffaws all around.) 
Now, halfway through tax-fling season, comes news that 
pets are high on the list of unusual deductions taxpayers try to 
claim. From routine pet expenses to the costs of adopting a pet 
to, yes, pets as "dependents," tax accountants have heard it all 
this year, according to the Minnesota Society of Certified 
Public Accountants, which surveys its members annually 
about the most outlandish tax deductions proposed by clients. 
Most of these doggy deductions don't hunt, but, believe it or 
not, some do. Could there be a spot for Sammy and Inky on our 
1040? 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 4 
Scott Kadrlik, a certified public accountant in Eden Prairie, 
Minn., who moonlights as a stand-up comedian (really!), gave 
me a dog's-eye view of the tax code: "In most cases our family 
pets are just family pets," he says. They cannot be claimed as 
dependents, and you cannot deduct the cost of their food, 
medical care or other expenses. One exception is service dogs. 
If you require a Seeing Eye dog, for example, your canine's 
costs are deductible as a medical expense. Occasionally, man's 
best friend also is man's best business deduction. The 
Doberman that guards the junk yard can be deductible as a 
business expense of the junk-yard owner, says Mr. Kadrlik. 
Ditto the convenience-store cat that keeps the rats at bay 
For most of us, though, our pets are hobbies at most. 
Something's a hobby if, among other things, it hasn't turned a 
profit in at least three of the past five years (or two of the past 
seven years in the case of horse training, breeding or racing). 
In that case, you can't deduct losses-only expenses to the 
extent of income in the same year. So if your beloved Bichon 
earns $100 for a modeling gig, you could deduct $100 worth of 
vet bills (or dog food or doggy attire). 
 
(Source: Carolyn Geer, The Wall Street Journal, retrieved on 13 March 
2014 - slightly adapted) 
 
The title that best conveys the main purpose of the article 
is: 
(A) Sammy and Inky Run Up a Hospital Bill. 
(B) Vet Bills Should Be Tax-Deductible. 
(C) Are Your Pets Tax Deductions? 
(D) The Case for Pets as Dependents. 
(E) How to Increase Your Tax Refund. 
 
7. (TJ-SE – Conhecimentos Básicos – CESPE) 
 
Procedural programming has been around since the 
inception of computers and programming. Object-oriented 
paradigms arrived a little later - in the late 1950s to early 
1960s - which means over 50 years of object-oriented problem 
solving. Still, many developers lack a full understanding of the 
thought process in developing object-oriented software and 
therefore can’t take advantageof its concepts. I’m happy to see 
that this book, The Object-Oriented Thought Process, has 
taken this fairly old perspective and given it full attention and 
renewed interest. 
Not having read the previous editions, I’m not familiar with 
the changes represented in this fourth edition. Author Matt 
Weisfeld is a professor who understands these important 
concepts and the level of knowledge and process required for 
readers and students to grasp what they need to know. The 
examples in the book are concise, clear, and easy to follow. 
Additionally, the book makes good use of white space, lists, 
pictures, and diagrams to make the content easier to follow 
and scan quickly. 
Weisfeld has organized the concepts to build on each other, 
ensuring that students understand one concept well before 
moving to the next. On the other hand, readers who already 
understand the fundamentals can go directly to object-
oriented thought processes for particular programming 
paradigms, such as Web services or client-server applications. 
The book is language-neutral. Its examples are in C#, but a 
supplementary website offers example code in other 
languages. If your language isn’t fairly represented, don’t be 
deterred from acquiring this book because object-oriented 
concepts and semantics are mostly universal - just the 
particular implementation might vary due to the language. 
Each chapter contains UML and example code to better 
understand the concepts and see how they’re implemented. 
The last chapter introduces design patterns but without going 
into great detail about how to use them. This lets the 
inexperienced reader know that design patterns would be the 
next step in the path to developing good code. 
Overall, I can recommend this book to code developers, 
designers, and testers - to anyone with an interest in proper 
software development semantics. It's available in a digital 
format that serves as a useful ready reference. 
 
Scott Brookhart. Thinking about objects.Internet: (adapted). 
 
According to the text, judge the items below. 
The example codes are presented in C#, but the book 
offers support for those who use other languages. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
8. (Funasa – Todos os cargos – CESPE) 
The difficulty for health policy makers the world over is 
this: it is simply not possible to promote healthier lifestyles 
through presidential decree or through being overprotective 
towards people and the way they choose to live. Recent 
history has proved that one-size-fits-all solutions are no good 
when public health challenges vary from one area of the 
country to the next. But we cannot sit back while, in spite of 
all this, so many people are suffering such severe lifestyle-
driven ill health and such acute health inequalities. 
 
 Internet: <www.gov.uk> (adapted). 
 
In the text above, 
the author suggests that some public health policies that 
have already been used did not work. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
9. (Pref. De Biguaçu-SC – Professor III – Inglês – 
UNISUL/2016) Which of the options below cannot be 
considered part of Reading strategies. 
a) Having previous knowledge about the topic. 
b) Making wild guesses and assumptions. 
c) False cognate identification. 
d) Context. 
e) Skimming and scanning. 
 
10. (Pref. De Biguaçu-SC – Professor III – Inglês – 
UNISUL/2016) Regarding Reading strategies in English, what 
is true about skimming and scanning respectively. 
a) Skipping the reading of the text – imagining ends for 
texts using the reader’s imagination. 
b) Looking up all words from the text in a dictionary – 
having a scanner to able to digitalize the texts. 
c) Guessing meanings – selecting always the last paragraph 
of a text because it usually has all the necessary information. 
d) The text is analyzed through a quick read in order to 
capture the general idea of the text – a more detailed look to 
search for specific information. 
e) The text is read very carefully – the text is read 
superficially. 
 
Respostas 
 
1. (B) / 2. (C) / 3. (D) / 4. (A) / 5. (D) / 6. (C) / 
7. Errado / 8. Certo / 9. (B) / 10. (D) 
 
Falsos Cognatos – False Friends 
 
Existem na língua portuguesa e inglesa algumas palavras 
que se assemelham na escrita e no som (por exemplo: 
television – televisão / air – ar / name – nome); tais palavras 
são denominadas COGNATOS. 
 
No entanto, há certas palavras que apesar de possuírem a 
ortografia semelhante diferem parcialmente ou totalmente 
quanto ao significado, assim, elas são chamadas de FALSOS 
COGNATOS (FALSE FRIENDS). Portanto, devemos tomar 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 5 
cuidado com elas: Elas parecem ser uma coisa, mas, na 
verdade, são outra. 
 
Segue abaixo uma lista com alguns Falsos Cognatos: 
Coluna 1: a palavra enganadora em inglês 
Coluna 2: o verdadeiro significado em português 
Coluna 3: palavra em inglês/significado em português 
 
EM INGLÊS O QUE É 
Accent Sotaque, 
Pronúncia 
STRESS: acento 
Actually Na verdade NOWADAYS: 
atualmente 
Alias Nome falso, 
vulgo 
BESIDES: aliás 
Arrest Prender DRAG: arrastar 
Available Disponível ESTIMABLE: 
avaliável 
Cartoon Desenho 
animado 
CARD: cartão 
Cigar Charuto CIGARETTE: 
cigarro 
Compass Bússola COMPASSES: 
compasso 
Compliment Elogio, 
gentileza 
LENGTH: 
comprimento 
Costume Trajes, 
fantasias 
HABIT: 
costume, hábito 
Disgust Nojo, aversão GRIEF: 
desgosto 
Exit Saída SUCCESS: êxito 
Fabric Tecido FACTORY: 
fábrica 
Lecture Conferência READING: 
leitura 
Library Biblioteca BOOKSTORE: 
livraria 
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Novel Romance SOAP OPERA: 
novela 
Parents Pais RELATIVES: 
parentes 
Prejudice Preconceito DAMAGE: 
prejuízo 
Pretend Fingir INTEND: 
pretender 
Push Empurrar PULL: puxar 
Resume Recomeçar, 
curriculum 
MAKE A 
SUMMARY: 
resumir 
Sensible Sensato SENSITIVE: 
sensível 
 
Questões 
 
01. Assinale a alternativa correta: 
“I need to cancel your documents.” 
(A) Cancel = cancelar 
(B) Cancel = carimbar 
 
02. Assinale a alternativa correta: 
“She is the principal of the school.” 
(A) Principal = diretora 
(B) Principal = principal 
 
03. Assinale a alternativa correta: 
“His mark was terrible.” 
(A) mark = marca 
(B) mark = nota 
 
04. Assinale a alternativa correta: 
“We are lost. We need a compass now.” 
(A) compass = bússola 
(B) compass = compasso 
 
Respostas 
01. A / 02. A / 03. B / 04. A 
 
Expressões Idiomáticas – Idioms 
 
A Língua Inglesa possui algumas armadilhas para quem 
não a fala como língua materna, dentre elas estão 
as Expressões Idiomáticas (Idioms), que são figuras de 
linguagem onde um termo ou a frase assume um significado 
diferente do que as palavras teriam isoladamente. Assim, não 
basta saber o significado das palavras que formam a frase, é 
preciso olhar para todo o grupo de palavras que constitui a 
expressão para entender o seu significado. As Expressões 
Idiomáticas trazem conotações diferentes, que, na maioria das 
vezes, estão relacionadas às suas origens. É importante 
salientar que os idiomatismos não foram criados para serem 
armadilhas para os falantes estrangeiros, pelo contrário, elas 
tornam o Inglês Falado (Spoken English) mais natural. 
Relacionamos abaixo alguns exemplos de Expressões 
Idiomáticas mais usadas pelos falantes nativos da Língua 
Inglesa. 
 
Act your age = Não seja infantil 
All day long = O dia todo 
Beyond a shadow of doubt = Sem sombra de dúvida 
Blood is thicker than water = Os laços de família são mais 
fortes 
Cross my heart = Juro por Deus 
Everybody says so =Todos falam assim! 
For goodness’ sake! = Pelo amor de Deus! 
Good Lord! = Meu Deus! 
Hand in Hand = De mãos dadas 
I did quite well = Sai-me muito bem 
Keep your eyes peeled = Fique atento 
Leave it to me = Deixa comigo 
Like hell! = Uma ova! 
May I have the floor? = Posso falar? 
Mum’s the word = Boca de siri 
Never heard of = Nunca ouvi dizer 
Never mind = Deixa prá lá / Não tem importância 
Once and for all = De uma vez por todas 
One never knows= Nunca se sabe 
Pretty soon = Em breve 
Quite a bit = muito, um montão, bastante, um bocado 
Right over there = Logo ali 
See you there = Até lá 
Shoot the works = Manda brasa 
Talk is cheap = Falar é fácil 
Thank God = Graças a Deus 
It is up to you = Você que sabe 
You know best = Você é quem sabe 
Take your time = Não se apresse 
So far, so good? = Até aqui, tudo bem? 
It is not your business = Não é da sua conta 
To kick the bucket = Bater as botas / Morrer 
How come? = Como é que pode? 
How are you doing? = Como está? 
It is raining cats and dogs = Está chovendo muito 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 6 
Over the moon = Estar feliz / Estar no mundo da lua de tão 
contente 
On the crest of a wave = Estar por cima 
Kill two birds with one stone = Matar dois coelhos com 
uma cajadada só 
To put the cat out of the bag = Contar um segredo / Não 
esconder o jogo 
What's up? = E aí, como é que é? (informal) 
Make yourself at home / ease / comfortable = Sinta-se em 
casa / Fique à vontade 
Help yourself / Be my guest / Go ahead (informal) = Sirva-
se 
Let's keep in touch = Vamos manter contato 
Look at/on the bright side = Veja o lado bom das coisas 
Look here! = Escuta aqui! 
Look lively! = Acorda! (pedindo atenção) 
I will always be there for you = Sempre estarei ao seu lado 
Good thinking = Bem pensado 
To be in a bad/good mood = Estar de mau/bom humor 
Snitcher = Dedo-duro 
I think so = Acho que sim 
I don't think so = Acho que não 
Nothing ventured, nothing gained = Quem não arrisca, não 
petisca 
No pain, no gain = Não há recompensa sem esforço 
On second thought = Pensando bem 
As far as I know... = Que eu saiba... 
As good as it gets! = Melhor é impossível! 
As if! = Até parece! 
At rock bottom = No fundo do poço / Estar por baixo 
Fair game = Presa fácil 
Fair play = Jogo limpo 
And so what? = E daí? 
A cat may look at a king = Olhar não tira pedaço 
All in good time = Tudo a seu tempo 
And I am a Dutchman = E eu acredito em Coelhinho da 
Páscoa / Papai Noel (para expressar descrença) 
Anything goes! = Vale tudo! 
To be a bad egg = Não ser flor que se cheire 
Bite your tongue! = Vira essa boca pra lá! 
Lies don't travel far = Mentira tem perna curta 
Cheer down! = Menos, menos! (quando alguém exagera) 
Clear the way! = Abram caminho! 
Credit where credit is due = Verdade seja dita 
Damned if you do, damned if you don't = Se correr o bicho 
pega, se ficar o bicho come 
 
Fonte: http://www.solinguainglesa.com.br/conteudo/Expressoes5.php 
 
Esses são apenas alguns Idioms. Caso queira pesquisar, 
encontrará muito mais! 
 
Questões 
 
Directions: Determine the meaning of the bolded 
expression. Choose the best answer. 
 
1. After going to the zoo, the mall, and the movies, Cassie 
was sick of bending over backwards to entertain her nieces. 
a. Cassie was doing very little to entertain her nieces. 
b. Cassie was making small efforts to entertain her nieces. 
c. Cassie was trying very hard to entertain her nieces. 
d. Cassie was not trying at all to entertain her nieces. 
 
2. Bobby would have been playing ball until the cows 
came home if it hadn’t been for Suzie dragging him away to 
eat dinner. 
a. Bobby was just about to stop playing ball. 
b. Bobby didn’t even want to play ball to begin with. 
c. Bobby prefers nature to athletics. 
d. Bobby would have continued playing ball for a long time. 
 
3. Mr. Johnson was very particular about the arrangement 
of his classroom, so the thing he hated most was when his 
students caused a ruckus with their wild horseplay. 
a. Mr. Johnson hated when his students pretended to be 
animals. 
b. Mr. Johnson hated when his students played sports. 
c. Mr. Johnson hated when his students wrestled around 
with each other. 
d. Mr. Johnson hated when his students made animal 
noises. 
 
4. Eric wanted to fix his cousin’s computer, but he was 
already having problems setting up his Aunt’s Wi-Fi network 
and he didn’t want to open a whole new can of worms. 
a. Eric was sick of spending his time helping his family. 
b. Eric wanted to go fishing instead of working on 
computers. 
c. Eric was having difficulties untangling the computer 
wires. 
d. Eric was not ready to begin working on a complicated 
new problem. 
 
5. Even though Candace already had a new job, she 
submitted her two week notice and conducted herself in a 
professional way at her old job because she didn’t want to 
burn bridges. 
a. Candace didn’t want to ruin her positive relationship 
with her old employer. 
b. Candace wasn’t ready to start her new job. 
c. Candace was really going to miss her old job. 
d. Candace was waiting until her last day to rub it in 
everyone’s face that she was leaving. 
 
6. World renowned country western super group The 
Mountain Boys can sell out an arena at the drop of a hat. 
a. The Mountain Boys may be able to sell out an arena, but 
it will take a long time. 
b. The Mountain Boys can sell out an arena very quickly. 
c. The Mountain Boys are always willing to perform at 
charity events. 
d. The Mountain Boys enforce a dress code at all of their 
shows. 
 
7. Vivian expected Craig to sob uncontrollably when she 
broke up with him; however, Craig kept a stiff upper lip. 
 
a. Craig cried even more than Vivian had expected. 
b. Craig cried about as much as Vivian had expected. 
c. Craig cried a little less than Vivian had expected. 
d. Craig did not cry. 
 
8. Mrs. Robinson expects Cassie and my presentation to be 
good, but we have been working on it every night for the last 
week, so we are really going to knock her socks off. 
a. Cassie and the speaker are not prepared to give a good 
presentation. 
b. Cassie and the speaker intend on hitting Mrs. Robinson 
rather than presenting. 
c. Cassie and the speaker’s presentation will far exceed 
Mrs. Robinson’s expectations. 
d. Cassie and the speaker’s presentation will meet Mrs. 
Robison’s expectations. 
9. Over the summer Brian was really excited about being 
placed in the advanced math class, but after getting his 
syllabus on the first day and seeing the workload, he was ready 
to jump ship. 
a. Brian was even more excited about the math class than 
he was over the summer. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 7 
b. Brian wanted to start working on his math assignments 
right away. 
c. Brian did not want to be in the advance math class 
anymore. 
d. Brian wanted to cause some trouble in the advanced 
math class. 
 
10. Jose had a hard time comparing the iPhone to the 
Samsung phone because to him they were apples and 
oranges. 
a. Jose can hardly tell the difference between the two 
phones because they are so similar. 
b. Jose believes that the phones are so different from one 
another that they cannot be compared. 
c. Jose doesn’t know anything about phones so he may as 
well be thinking about fruits. 
d. Jose is too hungry to think about phones at this time. 
 
11. Brian felt pretty good about getting a pair of roller-
skates for his birthday, until he saw his twin brother Ryan 
open up his GameBox X-9000, and then Brian felt like he got 
the short end of the stick. 
a. Brian felt like Ryan received a better gift than he. 
b. Brian was quite pleased with his roller skates. 
c. Brian wanted a long stick that he could use to support 
himself on hikes. 
d. Brian feels bad for Ryan because Ryan wanted roller-
skates. 
 
12. After Ms. Smith caught Darnisha chewing gum for the 
third time, Ms. Smith scheduled a parent teacher conference 
with Darnisha’s mother. When Darnisha’s mother came into 
Ms. Smith’s classroom, she was chewing gum. Ms. Smith 
thought to herself, “the apple doesn’t fall far from the tree.” 
a. Ms. Smith thinks that Darnisha dresses like her mother. 
b. Ms. Smith thinks that Darnisha acts a lot like her mother. 
c. Ms. Smith is surprised to see that Darnisha’s mother 
came. 
d. Ms. Smith thinks that Darnisha’s mother lives very close 
to the school. 
 
13. Brad was accusing us of stealing his phoneuntil he 
found it, and now he’s trying to sweep it under the rug. 
a. Brad thinks that his phone will be safer if he hides it 
under the rug. 
b. Brad wants to do something to make up for his mistake. 
c. Brad is trying to locate a signal for his phone so that he 
can use it. 
d. Brad wants to pretend that the incident never happened. 
 
14. Keisha got up and started yelling at Ronnie. She was 
threatening him but Ronnie didn’t even flinch because he 
knew that her bark was worse than her bite. 
a. Ronnie thinks that Keisha will get in trouble for yelling. 
b. Ronnie thinks that Keisha has bad breath. 
c. Ronnie thinks that Keisha is loud but not dangerous. 
d. Ronnie thinks that Keisha has a crush on him. 
 
15. You might think that Billy Parker is the kid who has 
everything, but if you saw the list of chores his parents give 
him, I guarantee that you wouldn’t want to be in his shoes. 
a. You wouldn’t want your shoes to get as dirty as Billy’s 
when he’s doing his chores. 
b. If you have to do as many chores as Billy, you’ll want a 
pair of comfortable shoes. 
c. Billy shoes are so uncomfortable that doing his chores is 
really unpleasant. 
d. Billy has so many chores to do that it is unpleasant to 
imagine doing them all. 
 
Respostas 
 
1. (C) 
When someone is "bending over backwards," they are 
trying very hard to please another person. 
 
2. (D) 
The expression "until the cows come home" means that 
something is likely to continue for a long time. 
 
3. (C) 
"Horseplay" is when children wrestle around with one 
another. Generally it is referred to as such in areas where such 
activities might upset the environment. 
 
4. (D) 
To "open a can of worms" is to begin working on a 
complicated problem. This expression may refer to a 
fisherman opening a can of worms and having difficulties 
unraveling a single worm from the bunch. 
 
5. (A) 
To "burn bridges" is to ruin a relationship. If Candace did 
not want to burn bridges with her old employer, she wanted to 
maintain a good relationship with them. 
 
6. (B) 
"At the drop of a hat" means that something is likely to 
occur very quickly. This expression may have come from street 
performers, who were likely to perform amazing feats at the 
drop of a hat. 
 
7. (D) 
"Keeping a stiff upper lip" means that a person does not 
cry despite facing emotional turmoil. This expression probably 
refers to how when one cries, his or her upper lip tends to curl. 
 
8. (C) 
To "knock someone's socks off" is to impress them 
greatly with your efforts. 
 
9. (C) 
To "jump ship" is to escape a commitment in which you 
are already engaged. 
10. (B) 
Jose believes that the phones are so different that they 
cannot be compared. The expression "apples and oranges" is 
applied when two things are so uniquely different from one 
another that comparisons either don't apply or are unfair. 
 
11. (A) 
The expression "short end of the stick" is used when 
someone feels like they got the worse part of a deal or 
situation. 
 
12. (B) 
The expression "the apple doesn't fall far from the tree" 
is used when a person believes that a child acts in a way that is 
similar to their parent. 
 
13. (D) 
Brad wants to pretend that the incident never 
happened. The expression "sweep it under the rug" is used 
when a person is trying to quickly move past a mistake without 
taking the time to correct it properly. 
 
14. (C) 
Ronnie thinks that Keisha is loud but not dangerous. When 
somebody says that "one's bark is worse than one's bite" 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Inglês 8 
they mean that the person makes a lot of noise but it is not a 
physical threat. 
 
15. (D) 
Billy has so many chores to do that it would be unpleasant 
to be him. The expression "to be in one's shoes" means to 
imagine what another person is going through. 
 
Synonyms and Anthonyms 
 
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. 
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo 
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os 
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por 
matizes de significação e certas propriedades que o escritor 
não pode desconhecer. O fato linguístico de existirem 
sinônimos chama-se sinonímia, palavra que também designa o 
emprego de sinônimos. 
 
Antônimos: são palavras de significação oposta. 
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo. 
 
 
 
 
Questões 
 
01. Escolha a alternativa correta que apresenta um 
antônimo da palavra BIG. 
a) Soft 
b) Strong 
c) Small 
d) Short 
e) Slow 
 
02. Escolha a alternativa correta que apresenta um 
sinônimo da palavra HUNGRY. 
a) Elated 
b) Splendid 
c) Nasty 
d) Ravenous 
e) Thrilled 
03. Escolha a alternativa correta que apresenta um 
antônimo da palavra RIGHT. 
a) Rigid 
b) Wrong 
c) Far 
d) Ugly 
e) Dead 
 
04. Escolha a alternativa correta que apresenta um 
sinônimo da palavra HORRIBLE. 
a) Cheerful 
b) Reputable 
c) Starving 
d) Horrid 
e) Delighted 
 
05. Escolha a alternativa correta que apresenta um 
antônimo da palavra DARK. 
a) Starving 
b) Ugly 
c) Delighted 
d) Light 
e) Elated 
 
06. Choose the correct alternative that presents a 
synonym for word GOOD. 
a) Great 
b) Poor 
c) Got 
d) Ordinary 
e) Worthless 
 
07. Choose the correct alternative that presents an 
antonym for word CHEAP. 
a) Economical 
b) Superb 
c) Sale 
d) Expensive 
e) Cheerful 
 
08. Choose the correct alternative that presents a 
synonym for word SMART. 
a) Slow 
b) Lazy 
c) Unaware 
d) Small 
e) Brilliant 
 
09. Choose the correct alternative that presents an 
antonym for word HEALTHY. 
a) Fit 
b) Strong 
c) Firm 
d) ill 
e) Trim 
Respostas 
01. (C) / 02. (D) / 03. (B) / 04. (D) / 05. (D) / 06. (A) / 
07. (D) / 08. (E) / 09. (D) 
02. 
 Anotações 
 
 
 
 
 
 
NOÇÕES DE DIREITO 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 1 
 
 
 
 
1- Infração Penal. 
Rogério Greco conceitua infração como: “[...] gênero, 
refere-se de forma abrangente aos crimes/delitos e às 
contravenções penais como espécies”1. 
 
O Brasil adota o critério bipartido, ou seja, crimes e delitos 
são expressões sinônimas enquanto contravenções penais 
possuem outro significado. 
 
Podemos ainda caracterizar infração penal como ação 
humana que se enquadra a uma norma penal incriminadora 
(crime/delito ou contravenção), que ofende bem jurídico de 
outra pessoa e que merece punição por parte do Estado. 
 
Mas, o que vem a ser crime/delito e contravenção: 
 
- Crime: pena sempre de reclusão ou detenção, cumulada 
ou não com multa. Tem caráter repressivo, situando o Direito 
somente após a ocorrência do dano a alguém. Pune-se a 
tentativa. As penas privativas de liberdade têm por limite o 
tempo de 30 anos. Ex.: alguém, conduzindo imprudentemente 
um veículo, atropela outrem e lhe causa ferimentos. 
- Contravenção (Lei nº 3.688/41): é uma infração de 
menor gravidade. Também fere o ordenamento jurídico, logo, 
assim como os crimes são fatos típicos e antijurídicos, mas, 
como a lesão é menor, o legislador optou por dar tratamento 
mais sutil àqueles que a cometem. É punido com prisão 
simples e multa ou só multa. Possui caráter preventivo, 
visando a Lei das Contravenções Penais coibir condutas 
conscientes que possam trazer prejuízo a alguém. A tentativa 
não é punível. A pena de prisão não pode ser superior a 5 anos. 
Exemplo: omissão de cautela na guarda ou condução de 
animais. 
 
Mas, quem serão os sujeitos da infração penal? 
 
2- Sujeitos (ativo e passivo) do crime. 
O sujeito ativo é a pessoa que realiza, ainda que 
indiretamente, o verbo do tipo, ou seja, que pratica a ação 
criminosa. Pode fazê-lo sozinho ou em concurso com outras 
pessoas. 
Denomina-se autor aquele que sozinho ou em coautoria 
realizam o verbo do tipo. O partícipe é aquele que, embora não 
realize o verbo do tipo, contribui para sua realização. 
Há ainda o autor intelectual, que é aquele que, embora não 
execute a ação delituosa, planeja ou dá ordempara que se 
realize. Ex: mandante de crime 
Tem-se ainda o autor mediato que é aquele que usa de 
outra pessoa, sem discernimento para a realização do crime. 
Ex: sujeito pede para uma criança de quatro anos colocar 
veneno no copo de seu desafeto, dizendo à criança que se trata 
de açúcar. 
 
1 Curso de Direito Penal. Volume 1. Impetus. 2015. 
O partícipe pode ser material, quando ajuda materialmente 
na realização do crime, ex: empresta a arma. Pode ainda ser 
moral quando induz ou instiga a prática delituosa. 
Para ser sujeito ativo, contudo, se faz necessário possuir 
capacidade penal, que é capacidade para que o sujeito se torne 
sujeito de direitos e obrigações penais. Tal capacidade precisa 
estar presente no momento da ação ou da omissão, ou seja, no 
momento da prática delituosa. 
Em regra, somente as pessoas naturais podem ser sujeitos 
ativos dos crimes, porém, há casos em que a pessoa jurídica 
pode figurar nessa posição. 
A Constituição Federal atribui à pessoa jurídica 
responsabilidade nos crimes contra a ordem econômica e 
financeira, nos crimes contra a economia popular e nos crimes 
contra o meio ambiente. 
Por falta de regulamentação legal nos demais casos, o STF 
somente tem entendido haver a responsabilidade da pessoa 
jurídica nos crimes ambientais, visto que a Lei n° 9.605/98 
trouxe previsão legal a esse respeito, veja-se: 
 
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas 
administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, 
nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu 
representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no 
interesse ou benefício da sua entidade. 
Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas 
não exclui a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes 
do mesmo fato. 
 
O sujeito passivo, como já dito anteriormente, é o titular 
do bem jurídico lesado. O Estado sempre será sujeito passivo 
dos delitos, porquanto toda atividade criminosa o atinge em 
maior ou menor grau, por isso diz-se que ele é sujeito passivo 
indireto, formal ou mediato. Porém, há crimes em que ele 
figura como sujeito passivo direto, como nos crimes contra a 
Administração Pública. 
A pessoa jurídica também pode ser sujeito passivo de 
crimes mas, é preciso que haja compatibilidade com a sua 
natureza. Assim, ela pode ser sujeito passivo do crime de 
difamação mas, não pode ser do crime de homicídio. 
Há os chamados crimes vagos, em que o sujeito passivo não 
possui personalidade jurídica. 
 
Questões 
 
01. (Polícia Científica/PR - Odontolegista - IBFC/2017) 
Considere as regras básicas aplicáveis ao Direito Penal e ao 
Direito Processual Penal para assinalar a alternativa correta 
sobre as espécies de infração penal. 
(A) Crime e contravenção penal são sinônimos 
(B) No caso de contravenção penal, admitem-se penas de 
reclusão e detenção, enquanto que, para os crimes, admite-se 
prisão simples 
(C) No caso de crime, admitem-se penas de reclusão e 
detenção, enquanto que, para as contravenções penais, 
admite-se prisão simples. 
(D) No caso de contravenção penal, admite-se pena de 
reclusão, enquanto que, para os crimes, admite-se detenção 
(E) No caso de contravenção penal, admite-se pena de 
detenção, enquanto que, para os crimes, admite-se reclusão. 
 
02. (Polícia Civil/ES - Escrivão de Polícia – FUNCAB) 
Infração penal significa: 
(A) Quando um caso não previsto em lei é regulado por um 
preceito legal, que rege um semelhante. 
(B) Ofensa real ou potencial a um bem jurídico, levando-se 
em consideração os elementos subjetivos do tipo, a ilicitude e 
a culpabilidade. 
Noções de Direito Penal: 
Infração penal: elementos, 
espécies. Sujeito ativo e sujeito 
passivo da infração penal. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 2 
(C) Todos os valores ético-sociais que estejam a exigir uma 
proteção especial, no âmbito do direito penal, por se revelarem 
insuficientes à proteção dos outros ramos do direito. 
(D) Quando o princípio para o caso omitido se deduz do 
espírito e do sistema do ordenamento jurídico, considerado 
em seu conjunto. 
(E) Que o delito é sinônimo de contravenção penal no 
Brasil. 
 
03. (PC/GO - Escrivão de Polícia Civil - UEG) Sobre 
sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal, verifica-se que 
(A) há hipóteses em que a lei se refere à vítima em relação 
às suas condições físicas ou psíquicas, embora nem todas as 
pessoas possam ser sujeito passivo do crime. 
(B) sujeito passivo do crime não é o titular do bem jurídico 
ameaçado pela conduta criminosa. 
(C) sujeito ativo do crime é aquele que pratica a conduta 
descrita em lei, ou seja, o fato típico. 
(D) capacidade penal do sujeito ativo ou inimputável pode 
não ter a capacidade penal se passar a sofrer de doença mental 
após o delito. 
 
Respostas 
01. C / 02. B / 03. C 
 
 
 
TIPICIDADE, ILICITUDE, CULPABILIDADE, PUNIBILIDADE. 
 
Tipicidade é o nome que se dá ao enquadramento da 
conduta concretizada pelo agente na norma penal descrita em 
abstrato. 
Só haverá crime se o sujeito realizar, no caso em concreto, 
todos os elementos componentes da descrição típica 
(definição legal do delito). 
 
A tipicidade penal tem dois elementos: 
Tipicidade formal: é o juízo de subsunção entre a conduta 
praticada pelo agente no mundo real e o modelo descrito pelo 
tipo penal.2 
Tipicidade material (ou substancial): é a lesão ou perigo 
de lesão ao bem jurídico penalmente tutelado em razão da 
prática da conduta legalmente descrita.3 
 
A adequação típica pode dar-se de duas maneiras: 
a) imediata ou direta: quando houver uma 
correspondência total da conduta ao tipo. 
b) mediata ou indireta: quando a materialização da 
tipicidade exige a utilização de uma norma de extensão, sem a 
qual seria absolutamente impossível enquadrar a conduta no 
tipo. É o que ocorre nos casos de participação (art. 29) e 
tentativa (art. 14, II). 
 
A ilicitude é a contradição entre a conduta e o 
ordenamento jurídico, consistindo na prática de uma ação ou 
omissão ilegal. Em resumo, nada mais é do que a conduta 
contrária ao Direito. 
A princípio todo fato típico também é ilícito. Contudo, por 
vezes, mesmo que uma pessoa cometa uma conduta típica, há 
na lei exceções permissivas para sua conduta, de modo que 
não há ilicitude da ação. Por exemplo: matar alguém como 
legítima defesa, a lei considera que a conduta não é ilícita. 
Note-se, que quando isso ocorre, o fato permanece típico, 
mas não há crime, excluindo-se a ilicitude, e sendo ela 
 
2 MASSON, Cleber. Direito Penal. Vol.1. Parte Geral. Editora Método. 8ª edição. 
2014. 
requisito do crime, fica excluído o próprio delito; em 
consequência, o sujeito deve ser absolvido. São causas que 
excluem a ilicitude do fato: estado de necessidade; legítima 
defesa; estrito cumprimento de dever legal; exercício regular de 
direito. 
 
A ilicitude pode ser: 
a) formal: contradição do fato com a norma de proibição 
(é o mesmo conceito de antinormatividade). É o fato típico não 
acobertado pelas causas de exclusão da ilicitude; 
b) material: a antijuridicidade ocorre quando o fato 
contraria a norma e causa uma lesão ou um perigo concreto de 
lesão ao bem jurídico. A conduta não somente está contrária à 
lei, mas também contraria o sentimento de justiça da 
sociedade (é injusta); 
c) subjetiva: o fato só é ilícito se o agente tiver capacidade 
de avaliar seu caráter criminoso (para essa teoria, inimputável 
não comete fato ilícito); 
d) objetiva: independe da capacidade de avaliação do 
agente. Nosso sistema adota essa teoria – porque o 
inimputável comete fato ilícito. 
A antijuridicidade é sempre objetiva porque independe da 
culpabilidade do agente. Exemplo: menor pode praticar fato 
antijurídico, contudo não responde porque não tem 
culpabilidade. Crime, sob o aspecto analítico, é um fato típico e 
antijurídico. A antijuridicidade é o segundo requisito do crime.Já a culpabilidade é a possibilidade de se considerar 
alguém culpado pela prática de uma infração penal. Por essa 
razão, costuma ser definida como “juízo de censurabilidade” e 
“reprovação” exercido sobre alguém que praticou um fato 
típico e ilícito. É pressuposto para imposição de pena. 
Na culpabilidade afere-se apenas se o agente deve ou não 
responder pelo crime cometido. 
 
São elementos da culpabilidade: a imputabilidade; a 
potencial consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta 
diversa. 
 
São excludentes de culpabilidade são: doença mental; 
menoridade; embriaguez completa, proveniente de caso fortuito 
ou força maior; erro de proibição; coação moral irresistível e 
obediência hierárquica. 
 
Por fim, a punibilidade dispõe sobre a possibilidade 
jurídica de o Estado impor a sanção ao responsável pela 
infração penal. 
Assim, praticada a infração penal, nasce a punibilidade. 
Contudo, é importante destacar que esta possibilidade do 
Estado não é eterna, daí porque existem causas que extinguem 
a punibilidade, o direito de punir estatal (jus puniendi). 
São causas de extinção da punibilidade: morte do agente; 
anistia, graça ou indulto; abolitio criminis (lei deixa de 
considerar fato como criminoso); prescrição, decadência ou 
perempção; renúncia do direito de queixa; perdão do ofendido; 
retratação do agente e perdão judicial. 
 
Questões 
 
01. (DPE-MT - Defensor Público – UFMT/2016) O 
princípio da insignificância ou da bagatela exclui a 
(A) punibilidade. 
(B) executividade. 
(C) tipicidade material. 
(D) ilicitude formal. 
(E) culpabilidade. 
 
3 Idem. 
Tipicidade, ilicitude, 
culpabilidade, punibilidade. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 3 
02. (CRO – PR - Procurador Jurídico – QUADRIX/2016) 
Nos termos do Código Penal, nos casos de peculato na 
modalidade culposa, a reparação do dano pode configurar 
hipótese de: 
(A) Extinção da tipicidade. 
(B) Extinção da punibilidade. 
(C) Excludente de culpabilidade. 
(D) Excludente de ilicitude. 
(E) Excludente de responsabilidade. 
 
03. (PC-PE - Agente de Polícia – CESPE/2016) Acerca 
das questões de tipicidade, ilicitude (ou antijuridicidade) e 
culpabilidade, bem como de suas respectivas excludentes, 
assinale a opção correta. 
(A) A inexigibilidade de conduta diversa e a 
inimputabilidade são causas excludentes de ilicitude. 
(B) O erro de proibição é causa excludente de ilicitude. 
(C) Há excludente de ilicitude em casos de estado de 
necessidade, legítima defesa, em estrito cumprimento do 
dever legal ou no exercício regular do direito. 
(D) Há excludente de tipicidade em casos de estado de 
necessidade, legítima defesa, exercício regular do direito e 
estrito cumprimento do dever legal. 
(E) A inexigibilidade de conduta diversa e a 
inimputabilidade são causas excludentes de tipicidade. 
 
04. (PC-GO - Agente de Polícia Substituto – 
CESPE/2016) A respeito da aplicação da lei penal e dos 
elementos e das causas de exclusão de culpabilidade, assinale 
a opção correta. 
(A) O princípio da legalidade pode ser desdobrado em três: 
princípio da reserva legal, princípio da taxatividade e princípio 
da retroatividade como regra, a fim de garantir justiça na 
aplicação de qualquer norma. 
(B) São excludentes de culpabilidade: inimputabilidade, 
coação física irresistível e obediência hierárquica de ordem 
não manifestamente ilegal. 
(C) Se ordem não manifestamente ilegal for cumprida por 
subordinado e resultar em crime, apenas o superior 
responderá como autor mediato, ficando o subordinado isento 
por inexigibilidade de conduta diversa. 
(D) Emoção e paixão são causas excludentes de 
culpabilidade. 
(E) Em razão do princípio da legalidade, a analogia não 
pode ser usada em matéria penal. 
 
05. (PC-PE - Agente de Polícia – CESPE/2016) Acerca 
das questões de tipicidade, ilicitude (ou antijuridicidade) e 
culpabilidade, bem como de suas respectivas excludentes, 
assinale a opção correta. 
(A) A inexigibilidade de conduta diversa e a 
inimputabilidade são causas excludentes de ilicitude. 
(B) O erro de proibição é causa excludente de ilicitude. 
(C) Há excludente de ilicitude em casos de estado de 
necessidade, legítima defesa, em estrito cumprimento do 
dever legal ou no exercício regular do direito. 
(D) Há excludente de tipicidade em casos de estado de 
necessidade, legítima defesa, exercício regular do direito e 
estrito cumprimento do dever legal. 
(E) A inexigibilidade de conduta diversa e a 
inimputabilidade são causas excludentes de tipicidade. 
 
Respostas 
01. C. / 02. A. / 03. C. / 04. C. / 05. C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA; 
 
O Título I da Parte Especial do Código Penal cuida somente 
dos crimes contra a pessoa e está dividido em seis capítulos: 
“Dos crimes contra a vida”; “Das lesões corporais”; “Da 
periclitação da vida e da saúde”; “Da rixa”; “Dos crimes contra 
a honra; e “Dos crimes contra a liberdade individual”. Na lição 
de Nélson Hungria, “A pessoa humana, sob duplo ponto de 
vista material e moral, é um dos mais relevantes objetos da 
tutela penal. Não a protege o Estado apenas por obséquio ao 
indivíduo, mas, principalmente, por exigência de indeclinável 
interesse público ou atinente a elementares condições da vida 
em sociedade. Pode-se dizer que, à parte os que ofendem ou 
fazem periclitar os interesses específicos do Estado, todos os 
crimes constituem, em última análise, lesão ou perigo de lesão 
contra a pessoa. Não é para atender a uma diferenciação 
essencial que os crimes particularmente chamados contra a 
pessoa ocupam setor autônomo entre as species delictorum 
(espécies de delitos). A distinção classificadora justifica-se 
apenas porque tais crimes são os que mais imediatamente 
afetam a pessoa. Os bens físicos ou morais que eles ofendem 
ou ameaçam estão intimamente consubstanciados com a 
personalidade humana. Tais são: a vida, a integridade 
corporal, a honra e a liberdade”. 
 
Vejamos o que dispõe o CP sobre o tema: 
 
Breves comentários: 
 
Os crimes contra a vida estão disciplinados no Capítulo I do 
Título I do Código Penal. Segundo o ordenamento jurídico 
penal temos 4 crimes contra a vida: homicídio; auxílio, 
induzimento ou instigação ao suicídio; infanticídio e 
aborto. 
 
Os delitos de homicídio e infanticídio protegem a vida 
extrauterina e o período de transição desencadeado pelo início 
do parto, entre a vida intrauterina e a vida extrauterino. Já o 
crime de participação em suicídio tutela a vida extrauterina. 
E, no delito de aborto, protege-se a vida intrauterina. 
Ressalva-se, porém, que no aborto provocado sem o 
consentimento da gestante a tutela penal compreende 
também a vida e a integridade corporal da gestante (arts. 125 
e 127). 
 
Atente-se que esses crimes serão julgados pelo Tribunal 
do Júri, conforme disposição constitucional (art. 5º, XXXVIII, 
“d”, CF). 
 
Atenção! o delito de homicídio culposo será processado e 
julgado pela Justiça Comum e não pelo Tribunal do Júri. 
 
Eis os dispositivos legais: 
 
TÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA 
CAPÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A VIDA 
 
Homicídio simples 
Art. 121. Matar alguém: 
Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
Caso de diminuição de pena 
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de 
relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta 
Crimes: Crimes contra 
Pessoa, 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 4 
emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz 
pode reduzir a pena de um sexto a um terço. 
Homicídio qualificado 
§ 2° Se o homicídio é cometido: 
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro 
motivo torpe; 
II - por motivo fútil; 
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura 
ou outro meio 
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou 
outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do 
ofendido; 
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou 
vantagem de outro crime: 
Pena - reclusão, de dozea trinta anos. 
 
Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) 
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo 
feminino: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) 
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 
144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e 
da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função 
ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou 
parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa 
condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
 
§ 2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo 
feminino quando o crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, 
de 2015) 
I - violência doméstica e familiar; (Incluído pela Lei nº 
13.104, de 2015) 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
(Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) 
 
Homicídio culposo 
§ 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4.611, de 1965) 
Pena - detenção, de um a três anos. 
Aumento de pena 
§ 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um 
terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de 
profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato 
socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu 
ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o 
homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é 
praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 
(sessenta) anos. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar 
de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o 
próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária. 
§ 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se 
o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de 
prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
(Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 
§ 7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) 
até a metade se o crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 
13.104, de 2015) 
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao 
parto; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) 
II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 
(sessenta) anos ou com deficiência; (Incluído pela Lei nº 13.104, 
de 2015) 
III - na presença de descendente ou de ascendente da vítima. 
(Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) 
 
Análise jurídica: 
Sujeito ativo: crime comum, ou seja, praticado por 
qualquer pessoa. 
Sujeito passivo: crime comum. 
Conduta: tirar a vida de alguém. 
Elemento subjetivo: dolo. 
Consumação: com a morte da vítima (crime material). 
Tentativa: admite-se. 
 
O §1º do art. 121 traz a figura do homicídio privilegiado, 
que é uma causa de diminuição de pena. Assim, se o agente 
cometer o crime impelido por motivo de relevante valor 
social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo 
em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode 
reduzir a pena de 1/6 a 1/3. 
 
Atenção! No ano de 2015 o crime de homicídio sofreu 
relevantes alterações em virtude da lei nº 13.104, que trata 
acerca do feminicídio. 
 
E o que seria feminicídio? 
Nas palavras de André Estefam, “o termo foi construído 
para nomear o homicídio cometido contra a mulher por razões 
de gênero e surgiu na década de 2000 [...]”. 
 
Essa nova figura do homicídio é considerada crime 
hediondo (art. 1º, I, Lei 8.072/90). 
 
No ano de 2015 foi incluída outra circunstância que 
aumenta a pena do homicídio doloso e da lesão corporal 
dolosa, é a figura do homicídio funcional ou policialicídio. 
 
Essas duas figuras tratam-se de novatio legis in pejus, por 
que razão somente serão aplicadas a fatos cometidos após sua 
vigência. 
 
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio 
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou 
prestar-lhe auxílio para que o faça: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; 
ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta 
lesão corporal de natureza grave. 
Parágrafo único - A pena é duplicada: 
Aumento de pena 
I - se o crime é praticado por motivo egoístico; 
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer 
causa, a capacidade de resistência. 
 
Infanticídio 
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o 
próprio filho, durante o parto ou logo após: 
Pena - detenção, de dois a seis anos. 
 
Aborto provocado pela gestante ou com seu 
consentimento 
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que 
outrem lhe provoque: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
 
Aborto provocado por terceiro 
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da 
gestante: 
Pena - reclusão, de três a dez anos. 
 
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a 
gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil 
mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave 
ameaça ou violência 
 
Forma qualificada 
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são 
aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou dos 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 5 
meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão 
corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer 
dessas causas, lhe sobrevém a morte. 
 
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: 
 
Aborto necessário 
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
 
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro 
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de 
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu 
representante legal. 
 
CAPÍTULO II 
DAS LESÕES CORPORAIS 
 
Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de 
outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
 
Lesão corporal de natureza grave 
§ 1º Se resulta: 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 
trinta dias; 
II - perigo de vida; 
III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; 
IV - aceleração de parto: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
§ 2° Se resulta: 
I - Incapacidade permanente para o trabalho; 
II - enfermidade incurável; 
III perda ou inutilização do membro, sentido ou função; 
IV - deformidade permanente; 
V - aborto: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
Lesão corporal seguida de morte 
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o 
agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo: 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
 
Diminuição de pena 
§ 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de 
relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta 
emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz 
pode reduzir a pena de um sexto a um terço. 
 
Substituição da pena 
§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir 
a pena de detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois 
contos de réis: 
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; 
II - se as lesões são recíprocas. 
 
Lesão corporal culposa 
§ 6° Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano. 
Aumento de pena 
§ 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer 
qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. 121 deste Código. 
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. 
 
Violência Doméstica 
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, 
irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha 
convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações 
 
4 Manual de Direito Penal. Parte Especial. Juspodivm. 
domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada 
pela Lei nº 11.340, de 2006) 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo, se as 
circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo, aumenta-se 
a pena em 1/3 (um terço). 
§ 11.Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena será 
aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa 
portadora de deficiência. 
§ 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente 
descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes 
do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, 
no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu 
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro 
grau, em razão dessa condição, a pena é aumentada de um a 
dois terços. (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) 
 
Análise jurídica: 
O objeto jurídico desse crime é a incolumidade física da 
pessoa. 
 
Explica Rogério Sanches Cunha apud Aníbal Bruno4: “O 
bem jurídico protegido é a incolumidade da pessoa na sua 
realidade corporal-anímica, como fonte e suporte da vida e de 
todas as implicações individuais e sociais que esta comporta”. 
 
O delito de lesão corporal divide-se em 
a- lesões leves; 
b- lesões graves; 
c- lesões gravíssimas; 
d- lesões seguidas de morte. 
 
Sujeito ativo: crime comum. 
Sujeito passivo: crime comum. 
 
Atenção! a lei não pune a autolesão. 
 
Conduta: ofender a incolumidade pessoal de outrem. 
Ofender é causar enfermidade ou agravar enfermidade que já 
existe. 
Voluntariedade: dolo. 
Consumação: crime material, portanto, consuma-se no 
momento em que ocorre a ofensa à integridade corporal ou 
física ou mental da vítima. 
Tentativa: é possível. 
 
Vamos fazer uma análise geral sobre as espécies de lesão 
corporal. 
 
Começaremos pela lesão corporal doloso de natureza 
leve. 
Antes de tudo precisamos conceituar lesão leve. A 
definição acontece por exclusão, não chegando a nenhum dos 
resultados previstos nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 129 configurado 
estará o delito do “caput”. 
 
Lesão corporal de natureza grave (§§ 1º e 2º): 
Os parágrafos trazem a lesão qualificada pelo resultado. 
 
Vejamos quais podem ser esses resultados: 
a- incapacidade para as ocupações habituais por mais de 
30 dias: ocupação habitual é qualquer atividade corporal 
costumeira. 
Atenção! não precisa estar ligada a trabalho ou ocupação 
lucrativa. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 6 
A gravidade da lesão deve ser auferida por laudo médico 
complementar, a ser realizado após o decurso do prazo de 30 
dias. 
 
b- perigo de vida: probabilidade séria e concreta do êxito 
letal (comprovada por perícia). 
A região da lesão não justifica, por si só, a presunção do 
perigo. 
 
c- debilidade permanente de membro, sentido ou função. 
Debilidade: diminuição, redução ou enfraquecimento da 
capacidade funcional. 
Permanente: recuperação incerta e por tempo 
indeterminado (não significa perpetuidade). 
 
Rogério Sanches Cunha lembra “questão que tem gerado 
polêmica é a perda dos dentes, lecionando a maioria que a 
solução deve ser buscada por meio de perícia, modo seguro e 
capaz de determinar, com base no caso concreto, se a perda de 
um ou outro dente causou redução ou enfraquecimento do 
aparelho de mastigação. O mesmo raciocínio deve ser utilizado 
no caso da perda de um dedo”.5 
 
d- aceleração de parto: feto expulso, com vida, antes do 
tempo (é o parto prematuro). 
Se o feto nasce sem vida ou morre logo após o nascimento 
em razão das lesões pretéritas, caracteriza lesão gravíssima 
pelo aborto (art. 129, § 2º, V, CP). 
 
Os resultados acima estudados estão previstos no §1º do 
art. 129 do Código e a doutrina os denomina “Lesão Corporal 
de Natureza Grave”. 
 
Já as hipóteses do §2º do artigo em comento é denominada 
pela doutrina, ou seja, pelos estudiosos do tema de “Lesão 
Corporal de Natureza Gravíssima”. 
 
a- incapacidade permanente para o trabalho. Aqui você 
precisa dominar os conceitos de trabalho, permanente e 
absoluta. 
Trabalho: profissão, emprego. 
Permanente: incapacidade não temporária. 
Absoluta: não basta ser relativa. 
 
b- enfermidade incurável: transmissão intencional de 
doença para a qual não existe cura no estágio atual da 
medicina. 
 
A doutrina considera incurável a enfermidade quando o 
restabelecimento da saúde depende de intervenções 
arriscadas ou tratamentos incertos. 
 
c- perda ou inutilização de membro, sentido ou função: 
nessa hipótese ocorre amputação ou mutilação de membro, 
sentido ou função. 
 
Atenção! tratando de órgãos duplos, por exemplo, rim, a 
lesão para ser qualificada como gravíssima deverá atingir os 
dois. 
 
d- deformidade permanente: é o dano estético, aparente, 
considerável, irreparável pela própria força da natureza e 
capaz de causar impressão vexatória (desconforto para quem 
olha e humilhação para a vítima). 
 
A nossa lei não considera a qualificadora apenas nos casos 
de lesão no rosto, abrangendo todo o corpo, mesmo que visível 
em momentos de maior intimidade. 
 
5 Idem. 
e- aborto: é imprescindível que o agente saiba ou pudesse 
saber que a vítima é mulher grávida. 
Nessa hipótese, pune a lesão a título doloso e o aborto a 
título de culpa (crime preterdoloso). 
 
Admite-se a coexistência de várias qualificadoras num 
determinado fato. 
 
Lesão Corporal Seguida de Morte (§3º): 
A doutrina a denomina de homicídio preterdoloso, isso 
porque o agente tem a intenção de lesionar o indivíduo, 
entretanto, acaba por mata-lo culposamente. 
 
Lesão Corporal Dolosa Privilegiada (§4º): 
É uma causa de diminuição de pena. 
O privilégio se aplica a todas as figuras anteriores (art. 129, 
caput, §§ 1º a 3º). 
 
Substituição de Pena (§5º): Se as lesões praticadas não 
forem graves e estando presentes as hipóteses relacionadas no 
§4º a pena de detenção poderá ser substituída por multa. 
 
Lesão Corporal Culposa (§6º): tem pena de 02 meses a 
01 ano, portanto, é considerada infração de menor potencial 
ofensivo. O que implica na possibilidade das benesses da Lei 
nº 9.099/95. Esse crime é de ação penal pública condicionada 
à representação. 
 
Atenção! Lesão corporal culposa na direção de veículo 
automotor configura o art. 303 do CTB. 
 
Se a lesão for fruto de embriaguez ao volante ou disputa de 
competição em via pública (racha) não há previsão de 
suspensão condicional do processo. 
 
Lesão Corporal majorada (§7º): 
Nas hipóteses do art. 121, §§ 4º e 6º aumenta-se a pena em 
1/3. 
 
Grupo de extermínio: reunião de pessoas, matadores, 
“justiceiros” (civis ou não) que atuam na ausência ou inércia 
do poder público, tendo como finalidade a matança 
generalizada, chacina de pessoas supostamente etiquetadas 
como marginais ou perigosas. 
 
Milícia armada: grupo de pessoas (civis ou não) armado, 
tendo como finalidade devolver a segurança retirada das 
comunidades mais carentes, restaurando a paz. Para tanto, 
mediante coação, os agentes ocupam determinado espaço 
territorial. A proteção oferecida ignora o monopólio estatal de 
controle social, valendo-se de violência e grave ameaça. 
 
Perdão judicial (§8º): 
É a possibilidade da aplicação desse instituto jurídico aos 
crimes de lesão corporal. 
Perdão judicial é a possibilidade de o juiz deixar de aplicar 
a pena. 
O perdão judicial é causa extintiva da punibilidade. 
 
Violência doméstica e familiar (§9º): 
Atenção! a vítima não precisa ser necessariamente. 
 
A violência doméstica será praticada contra: 
a) Ascendente, descendente ou irmão; 
b) Cônjuge ou companheiro; 
c) Com quem conviva ou tenha convivido. 
d) Prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de 
coabitação ou hospitalidade. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Direito 7 
Ação Penal: 
A regra é que é de ação penal pública incondicionada. 
Excepcionalmente, nos casos de lesão de natureza leve e 
culposa é ação penal pública condicionada à representação. 
Na hipótese de lesão corporal leve praticada em situação 
de violência doméstica ou familiar contra a mulher será ação 
penal pública incondicionada. 
 
CAPÍTULO III 
DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE 
 
Breves comentários: 
Os crimes da Periclitação da vida e da saúde estão 
dispostos no

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