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Bacterio PR2 aula 07 - dia 09/10/12
Gênero Bacillus 
Guardar bem que o gênero bacillus é diferente da forma bacilar, bacilo, bastonete – bacilo mais delgado (forma comum de bactérias).
A Forma da bactéria do gênero bacillus, que é bacilar. Só para destacar essa área clara (do slide) dentro da célula é o endosporo da bactéria, que na microscopia óptica ele tem essa característica, essa cor clara que é o que chamamos de característica refringente, ele brilha sob exposiçãoo à luz. Por exposição à luz a bactéria vai brilhar destacando o esporo, e observem que ele não foi corado. Coloração simples de Gram, a bactéria corada em roxo e o esporo não é corado, isso caracteriza a presença do esporo na bactéria. 
Ontem na aula de Closdridium o Gabriel deve ter falado sobre esporos, são os dois gêneros mais importantes na bacteriologia, que são formadoras de esporos. Lembrar que esporo não é uma estrutura de reprodução, é uma estrutura de resistência da bactéria, à condições adversas, condições ambientais, como falta de nutrientes e de umidade, é um fator de sua formação. Em fungos, vai ser ensinado que esporo se refere ao elemento de reprodução dos fungos. Nos fungos, esporos e conídios são considerados sinônimos, os livros se referem como sendo a mesma estrutura, só que para os fungos o esporo é um elemento de reprodução. Fungos também têm um elemento de resistência, que é o equivalente ao esporo bacteriano, em micologia esporo não é uma estrutura de resistência, mas, sim, um elemento de reprodução. As estruturas de resistência dos fungos recebem outros nomes, que não esporos.
Em bacteriologia o esporo é um elemento de resistência. 
Características do gênero Bacillus:
São considerados bacilos grandes, com até dez nanômetros de comprimento. Podem formar arranjos em cadeias longas, enfileiradas no sentido longitudinal, e que cadeias são fáceis de ser identificadas em microscopia. São considerados gram positivos. 
São móveis, com exceções, existem espécies que não são móveis, mas a maioria é móvel. São capsulados, e a capsula é um importante fator de virulência para essas bactérias, a cápsula é um grande fator de virulência para bactérias. 
Eles são aeróbios, vivem na presença do ar atmosférico, do oxigênio atmosférico, na sua fase vegetativa, na sua fase de reprodução contínua, na fase esporulada eles estão sem se reproduzir, entram em uma fase de latência para a bactéria. Podem formar esporos.
Esquema ilustrando como se dá a formação de um esporo bacteriano (etapas da esporulação): Existe a célula vegetativa, que é a forma de reprodução de uma bactéria, e quando ela vai formar o esporo, ocorre uma divisão do DNA, que se duplica, forma duas moléculas filhas, ocorre uma condensação de proteínas do citoplasma, e essa condensação leva a uma alteração da parede celular, essa parede celular sofre uma invaginação, se duplica, e forma uma estrutura que chamamos de córtex ou cápsula proteica. 
Essa estrutura é extremamente resistente, ela acumula minerais do ambiente, que são absorvidos pela bactéria, o principal componente é o dipicolinato de cálcio, e a composição desse córtex que é uma parede espessa, dupla, dura, faz com que essa bactéria não sofra influencia do ambiente onde ela esta e em função disso, ela não perde líquidos e componentes químicos e a partir dai ela passa a entrar num metabolismo muito basal, apenas para manter-se viável, mas não troca nutrientes ou líquido com o meio extracelular, forma como se fosse uma camada mineralizada protegendo o ambiente intracelular dessa bactéria. 
A partir daí o esporo é liberado, e o que era um endosporo, passa a se tornar um esporo bacteriano e é eliminado no ambiente. 
Esse esporo pode permanecer viável no ambiente por um longo período. 
Ocorre duplicação do DNA a partir daí há uma condensação de proteínas do citoplasma e ela migra, para uma das extremidades da célula, determinando uma invaginação, da parede celular. A partir daí forma um septo, em camada dupla, que vai dar origem à camada cortical.
O gênero bacillus é composto por bactérias que estão amplamente distribuídas na natureza, podendo-se encontrar espécies do gênero bacillus em diferentes ambientes da natureza. Atualmente, são conhecidas mais de 90 espécies, a maioria das bactérias do gênero bacillus são consideradas bactérias saprófitas, vivem na matéria orgânica em decomposição, tendo importância médica, e algumas são consideradas espécies patogênicas tanto para o homem quanto para diversas espécies animais, inclusive plantas, insetos, podendo ter diversos hospedeiros. Amostras de pele de animal ou de solo – prepara-se suspensão, faz lamina, cor com GRAM e observa-se a presença de esporos, é muito comum.
Em relação às características de crescimento:
Bacillus crescem fácil nos meios comuns, usuais da rotina de cultivo bacteriano. É bastante usado o ágar sangue, para o seu isolamento primário, devido a importância da espécie patogênica dos bacillus, dando-se preferencia ao isolamento no ágar sangue, mas, de uma forma geral, os bacillus podem crescer em outros meios de cultura sem necessitar de grandes fatores no cultivo para o seu crescimento, eles passam até a ser considerados contaminantes para o isolamento de outras bactérias, porque eles crescem facilmente nos meios de cultura. 
Talvez o desafio maior é, justamente, se conseguir uma amostra clínica do paciente com a suspeita da infecção por Bacillus, que não seja uma amostra contaminada por outras bactérias, porque se houver essa contaminação há dificuldade para se isolar somente o bacillus, e aí o ideal é que a amostra seja representativa daquela infecção onde se conseguiu isolar somente o bacillus, a espécie especifica que possa esta relacionada com a infecção. 
Eles têm preferencia por um Ph levemente alcalino para o seu crescimento, e isso, inclusive, é um fator de pré-disposição para a ocorrência dos bacillus no ambiente, na área geográfica, quando o solo tem Ph mais alcalino é mais fácil de poder isolar o bacillus do que quando o solo tem Ph mais levemente ácido. 
Temperatura - são considerados bactérias mesofílicas, crescem em uma ampla faixa de temperatura entre 25-40°. O tempo de incubação é considerado rápido, entre 24-48hs, algumas espécies vão ser necessários até 5 dias para o isolamento, mas, de uma forma geral eles crescem rapidamente, 24 – 48 hs. 
As colônias de bacillus variam em diâmetro, no slide está até 5 milímetros de diâmetro mas, existem algumas colônias até maiores, no slide é a espécie mais importante dessa aula, que é o bacillus anthracis, ela forma colônias de até 5mm, relativamente pequenas. O professor destaca isso porque as colônias de bacillus podem se tornar confluentes, elas se unem e fica uma colônia grande, em que não dá para destacar o tamanho, pela confluência destas colônias. Vai ter uma relatividade em relação ao tamanho, de acordo com a confluência dessas colônias. Importante, ontem foi visto com o Gabriel que o Clostridium é catalase negativo, é uma bactéria anaeróbia. 
Os bacillus são CATALASE POSITIVOS e isso já poderia ser uma prova de diferenciação bioquímica entre os dois gêneros na investigação laboratorial. 
No slide são destacados os aspectos de colônias de bacillus de algumas espécies mais importantes como o Bacillus subtilis, Bacillus anthracis.
Os Bacillus subtilis tendem a formar colônias que são hemolíticas (o professor mostra no slide uma área de hemólise fraca, alfa, hemólise incompleta). Bacillus cereus, Bacillus subtilis, formam essa hemólise fraca. O Bacillus anthracis não é hemolítico. E a característica do Bacillus anthracis é formar uma colônia rugosa, quando ele esta na sua forma virulenta. A forma virulenta tem a ver com a presença da cápsula, a bactéria na sua forma virulenta ela expressa essa cápsula e forma colônia com aspecto rugoso. A espécie, na fase não virulenta, forma uma colônia lisa (no slide se observa uma diferença na textura da colônia). 
Para Bacillus anthracius:
Colônia com aspecto rugoso = forma virulenta.
Colônia com aspecto liso = forma não virulenta.
Isso terávárias importâncias para a gente.
Resistência:
Na forma vegetativa, os bacillus são extremamente sensíveis aos desinfetantes comuns, desinfetantes para a higienização, sanitização de ambientes, atuam sobre a forma vegetativa dos bacillus, de sódio, de cálcio. Não só a ação de desinfetantes, como a temperatura, em torno de 60-70°, já é suficiente para eliminar a bactéria em sua forma vegetativa, a forma esporulada não, ela não é eliminada a essa temperatura, sendo preciso usar temperaturas mais elevadas. São necessários tratamentos para eliminar a forma esporulada da bactéria. 
Exemplos de tratamentos térmicos para a eliminação da forma esporulada, forma de resistência da bactéria: 
Fervura (100° C) → durante 5 min.
 Autoclave (120º C) →durante 5 min. 
Calor seco (140-150ºC) → durante 3h; (180º C) → durante 2h.
Através de um trabalho com o apoio da Organização Mundial de Saúde Animal, foi estabelecida a resistência da viabilidade dos bacillus maior de 70 anos, nesse trabalho eles colocaram bacillus dentro de uma garrafa de vidro para evitar que perdesse a bactéria, não tivesse controle sobre ela, fecharam e mantiveram por décadas. Isso permitiu a extrapolação, para que ele pudesse ser possivelmente ainda usado.
Na carcaça, o esporo pode se tornar viável por até cerca de 12 anos. Esses anos são extrapolados, eles não são calculados perfeitamente, apesar de existirem trabalhos que fazem isso, mas na época foi por extrapolação de anos. Inclusive, existem trabalhos avaliando a sobrevivência deles em silagens, fenos, são regras também, um professor da UNESP de Araçatuba, estava fazendo um trabalho em que ele tinha um galpão com fenos expostos ao ambiente e com amostras desses fenos contaminadas com bacillus e ele quis extrapolar para ver a possibilidade de resistência deles no ambiente.
A sensibilidade dos bacillus para tratamento de produtos de origem animal que possam ser usados em indústria, e a necessidade desses tratamentos em imersão à formaldeído, e em outras substâncias químicas para poder eliminar o bacillus desses materiais, para serem usados, os materiais podem estar contaminados, havendo risco de contaminação humana, na manipulação destes materiais. 
Peles → mínimo 30 min. em imersão 
Lãs e Cerdas → fumigação
 Couro: bissulfito de sódio 2,5% → 48h; ácido clorídrico 8% com NaCl 12% → 30h
Algumas espécies importantes na veterinária:
Bacillus cereus – é uma enterotoxina, causa mastite, em bovinos, e doença de origem alimentar, em humanos. Está presente em cereais, laticínios e produtos cárneos, apresenta período de incubação de 6-16hs, e os sistomas podem persistir por até 24hs.
Bacillus thuringiensis é uma espécie usada para o controle biológico de insetos, Também produz uma toxina que, quando for ingerida pelo inseto, em sua fase larval, determina um desequilíbrio hidroeletrolítico no trato gastrointestinal do inseto, com isso abre o epitélio intestinal e o inseto tem grande extravasamento de líquido internamente, no intestino, o que determina diarreia intensa, o animal morre por desidratação, isso ocorre, ainda, na sua fase larval, e serve para o controle de insetos, como besouros, borboletas e moscas, para controle biológico em lavouras. É feito através de aspersão, sendo pulverizados, nas lavouras, e os insetos que ingerirem as plantas vão morrer, na sua fase adulta. A toxina se chama delta toxina.
Bacillus subtilis – é espécie considerada saprófita, no gênero bacillus, e foi colocada, na aula, porque ela é muito usada em laboratórios de microbiologia, como indicadora de esterilização, é um processo extremamente simples, se prepara uma cultura, uma suspensão, com esse bacillus, e coloca o material para esterilizar. Esse bacillus forma esporos. Se o processo de esterilização fi realizado de forma adequada, é removido uma alíquota da suspensão em que se colocou a suspensão da bactéria, coloca-a em meio de cultura, e nada crescer, isso demonstra que o processo foi feito corretamente e o material foi autoclavado. Ele forma esporos, é resistente, e isso é feito para se saber se o autoclave eliminou, realmente, os esporos. Ele é considerado um indicador biológico, em laboratório de microbiologia, e pode ser usado, também, na indústria, como probiótico, que tem a sua presença, já que ele auxilia o metabolismo dos animais por fazer uma recomposição da microbiota.
Ele também é usado para a produção de enzimas, como a amilase, na indústria de alimentos.
Bacillus stearothermophilus é um outro bacillus usado como indicador biológico, em laboratório, só que essa é vendida, comercialmente, como uma fita impregnada de bacillus que é colocada sobre um meio de cultura, para se verificar se ele vai ou não desenvolver a colônia da bactéria, após a esterilização.
Bacillus licheniformis – em relação a quadro de abortamentos, em bovinos e ovinos, estando ligado ao consumo de silagem contaminada. Não é comum, sua ocorrência é considerada até rara, mas está ligado ao consumo de silagem contaminada em bovinos e ovinos.
O mais importante, para a aula de hoje, é o bacillus anthracis – essa é a espécie mais importante dentro do gênero. O nome carbúnculo ou antraz vem das características dos achados no exame post-morten da necropsia, exame macroscópico das lesões observadas, na carcaça de um animal morto pelo Bacillus anthracis. 
Esses órgãos ficam com a aparência enegrecida, que deu origem a esse nome anthracis que diz respeito ao carvão. É chamada de carbúnculo por causa do quadro de hemorragia que também é observado quando se trata de quadro clínico de carbúnculo hemático.
Este bacillus é uma espécie imóvel, não hemolítica e encapsulada. Tem como característica de seu fator de virulência a presença da cápsula. Além disso, há outros fatores de virulência. 
História interessante – Robert Koch, médico alemão, que foi um dos precursores da microbiologia médica, estudo das doenças, na época do século XIX o carbúnculo era uma doença extremamente comum, na Europa, em que muitos animais morriam de carbúnculo hemático. Bacillus anthracis já havia sido descoberto, como espécie, antes mesmo de Koch, por outros pesquisadores, mas Koch quis provar a relação do bacillus anthracis com a doença, carbúnculo hemático, ele quis provar que o bacillus anthracis era o causador dessa doença.
Para tanto, ele desenvolveu um método importantíssimo, na microbiologia, usado até hoje, mas com algumas diferenças e adaptações, pela própria evolução, mas, durante décadas os postulados de Koch serviram como referencias para se descobrir a causa das doenças infecciosas. Atraves desses postulados, que eram uma série de recomendações, ele desenvolveu uma cartilha para a descoberta da causa de doenças infecciosas, já que a maior parte delas tinham agente etiológico desconhecido.
Para tanto ele isolou um animal que havia morrido pelo antraz, e conseguiu isolar a bactéria, em laboratório, cultivando-a. Ele pegou essa bacteria isolada, em laboratório e a inoculou em um animal saudável, de laboratório, e que não havia sido infectado pelo bacillus antraz. Então, ele observou que o animal veio a óbito, e aí, ele conseguiu isolar, a partir da carcaça e órgãos internos desse ultimo animal, a mesma bactéria que ele tinha isolado a partir do primeiro em consequência do carbúnculo hemático e que era um ruminante. O animal de laboratório morreu da mesma forma que outros animais morriam, de carbúnculo, com forte hemorragia, e observou que no local da inoculação da bactéria o tecido do animal ficava deteriorado, fragmentado e isso também caracterizava um sintoma da doença.
A partir dos órgãos internos também foi isolada a mesma bactéria. Assim, ele conseguiu provar que o animal que teve a amostra colhida morreu em consequência dessa bactéria, então ela também causou doença em animal saudável. Posteriormente ele pegou o material, do animal de laboratório, e inoculou em um ruminante saudável, que ainda não havia tido contato com a doença, ele repetiu o experimento e, novamente, isolou a mesma bactéria desse animal, hospedeiro da doença.
Com base nessas etapas elemontou o postulado de Koch, isso na segunda metade do século XIX, é considerada a idade de ouro da microbiologia, porque a maior parte das doenças que conhecemos hoje, causadas por bactérias e fungos, foram descobertas nesse período, isso com base nos postulados de Koch, que hoje foram adaptados por haver infecções mistas, agentes que ainda não conseguimos isolar, em laboratório, enfim, variações que podem dificultar a aplicação de tais postulados.
Carbúnculo hemático pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem. É uma doença de importância significativa para animais de produção, abrangendo bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Todos esses animais de produção são acometidos pelo bacillus anthracis, e são hospedeiros susceptíveis a ele. A doença tem distribuição mundial, sendo endêmica em alguns países. Os que estão assinalados em cinza apresentam a doença amplamente disseminada, de forma endêmica. As américas Central, do Sul, a tem de forma endêmica, sendo isolada esporadicamente, mas não de forma epidêmica. Não há grande numero de casos, mas eles ocorrem de forma esporádica. No Brasil também ocorrem alguns casos, na região central do país, Goias e Mato Grosso.
A doença é considerada, pela Organização Mundial de Saude Animal, uma doença da lista A, e, atualizando esse dado, a OME classifica as doenças de importância veterinária em listas, as doenças da lista A eram muito importantes e poderiam produzir enorme impacto, tanto econômico, e algumas delas com impacto zoonotico. Assim, percebe-se a importância do carbúnculo, por ele ter sido listado nesse grupo de doenças mais graves, mais severas, dentro das doenças veterinárias.
Hoje a OME não faz mais essa classificação, porque ela levava a uma ideia de que só eram importantes ou mais importantes as doenças listadas como lista A, e os países que adotam meios de controle procuravam dar prioridade às doenças da lista A e as listas B e C não eram tão consideradas. Só que devido a aspectos geográficos e características das próprias regiões do planeta, uma doença que é da lista A poderia não ser importante, em um país, mas ser extremamente importante, em outro, e isso determinava variações inclusive de controle de fronteiras, havendo menos restrições comerciais para um país, que está exportando um POA com doença da classe D, contudo, nele essa doença é de altíssima relevância, e estaria ajudando a disseminá-la em outros países porque a restrição não é rigorosa, por não se tratar da doença da lista A. Por isso, hoje a OME classifica as doenças em, apenas, listadas, que inclui todas as doenças significativas como zoonoses ou economicamente, para a veterinária, e as não listadas. 
A taxa de mortalidade dessa doença é extremamente elevada, em torno de 90% ou acima disso, o que demonstra sua importância para os animais.
Fatores de Virulencia
Bacillus anthracis, além da capsula, que é formada pelo ácido glutâmico, tem a ação antifagocitaria, toda capsula tem ação antifagocitária, em várias bactérias. Ele produz uma exotoxina, que é termolábil, sensível à temperatura, e ela é considerada uma toxina complexa, formada por 3 subunidades, é secretada pela bactéria. As enterobactérias que são gram negativas produzem endotoxinas e, além disso, as gram negativas também vão produzir a exotoxina, as bactérias gram positivas só produzem exotoxinas, não produzem endotoxinas.
As frações dessa exotoxina são fator de edema, que é um dos principais responsáveis pelo quadro clinico apresentado pelo animal acometido por carbúnculo, essa toxina vai desencadear um desequilíbrio hidroeletrolítico em tecidos, os vasos vão se abrir, permitindo o extravasamento de sangue e fluidos, do tecido intravascular para o intersticial causando edema muito característico, animal fica inchado, com edemas em várias partes do corpo ou em apenas algumas.
Além dessa há a fração 2, que é considerada um determinante antigênico porque ela vai desencadear uma resposta humoral, ela é chamada de antígeno protetor por desencadear uma resposta de anticorpos. Isso pode servir como pesquisa – essa fracao poderia ser usada como sitio para a produção de uma vacina.
Na composição da exotoxina, a fração 2 liga as composições 1 e 2. A toxina é afuncional se ela não estiver com os 3 complexos inteiros formados, assim, ela precisa dos três complexos formados para ser ativa. 
Por ultimo, o fator letal que é responsável pelo quadro necrosante, observado na doença, e pelo próprio choque, é o fator mais agressivo na composição da exotoxina, o fator letal vai desencadear um quadro de choque tóxico, no animal, insuficiência renal aguda, e isso vai desencadear a própria necrose tecidual, isso é observado no carbúnculo. Os tecidos ficam enegrecidos devido à ausência de oxigenação, que é causado pela presença desse fator letal. 
Quadro clínico a ser observado em função da presença dessa exotoxina. Carbúnculo hemático – alguns fatores do próprio animal vão favorecer o estabelecimento da doença:
Bovinos e Ovinos são mais sensíveis ao carbúnculo hemático.
Caprinos e Equinos são moderadamente susceptíveis
Suínos, Caninos e Felinos – são considerados mais resistentes, mas ainda são susceptíveis.
Aves são consideradas refratárias.
Fatores de risco ambiental – nos países tropicais o carbúnculo está relacionado a alterações climáticas significativas, ele geralmente ocorre, de forma epidêmica, após um longo período de seca, e há um período intenso de chuvas, em curto período de tempo, como ocorre nas regiões centro-oeste e Norte do Brasil, em que não é possível diferenciar as estações do ano, mas há um período seco em que o carbúnculo tende a se manifestar no inicio do período chuvoso, após um longo período seco, porque o esporo vai ficar no solo, em materia em decomposição, no ambiente, e coberto pela vegetação e pelo próprio solo, ele sobrevive nessa condição adversa para seu crescimento. Com a chuva torrencial, o soo é removido e o esporo vai flutuar, ficar sobrenadando nas poças de água formada pela chuva. Depois que a agua seca, evapora, o esporo está na superfície do solo, e, às vezes, fixados nos vegetais e gramíneas usadas pelos animais para pastejo, aí há o surto, já que o animal vai ingerir esporo na vegetação e nas camadas superficiais do solo e se infecta com o esporo.
Nos países de clima temperado, por sua vez, o carbúnculo está mais frequentemente relacionado com a ingestão de farinha de carne e ossos que são fornecidas como fonte proteica para alimentação desses animais. Nesses países a criação não é como aqui, em que há pastos abundantes, sendo fornecida muita silagem aos animais. Assim, a contaminação desses alimentos fornecidos aos animais é que favorece a contaminação deles, então não é tão associado à questão ambiental.
Além desses fatores associados ao patógeno, pode-se considerar o aspecto esporulado da bactéria, que pode sobreviver por muito tempo, no ambiente, sendo este um fator que predispõe à infecção.
Como se dá a transmissão do carbúnculo – os animais podem se infectar por ingestão, via oral, que é a mais importante, para a infecção, o esporo é ingerido através do ambiente, da água contaminada com esporo, ou comida, ou por inalação, no caso de poeiras, em que o esporo sobe, em suspensão, que é inalada pelo animal, o esporo entra na via aérea. A transmissão cutânea, ligada a vetores, embora não seja tão comum, no caso dos insetos, eles não servem como hospedeiro do ciclo biológico, eles são apenas vetores mecânicos que, em contato com lesões cutâneas, na pele dos animais, transmitirá a doença. O inseto encontrado em uma carcaça aberta, no pasto, de um animal que morreu, e que foi aberta por animais carniceiros, como aves, urubus, que comem essa carcaça, abrindo-a, os insetos a parasitam e levam, mecanicamente, o bacillus a um outro animal, que esteja com lesão cutânea, em que o bacilo pode se inserir.
O animal eliminará o bacillus através das fezes ou das secreções ou da própria carcaça morta, aberta, no ambiente, contaminando o solo e a água. Se há, na propriedade, grandes concentraçõesde água, como açudes, rios, o bacilo esporulado pode contaminar toda a água da propriedade.
O homem pode se contaminar pela ingestão da carne contaminada do animal que morreu com a doença ou pela inalação de esporos.
Tecido cutâneo com infecção está relacionado à manipulação dos produtos de origem animal contaminados.
Quadros clínicos 
Nos bovinos e ovinos há duas formas de apresentação clínica – a forma hiperaguda, em que os animais podem vir a óbito num quadro extremamente rápido, em 1 ou 2 horas, geralmente, não há tempo de ver os sintomas, apenas animais mortos, no pasto, mas quando observados os sintomas são de febre, corrimento de sangue, apatia, congestão de mucosas. Esse corrimento de sangue pode sair por orifícios (narina, anus, vulva, boca) que o animal elimina. É um sangue que contamina o ambiente, líquido, não coagula.
Na forma aguda, a evolução é um pouco mais lenta, vai se observar m quadro clínico de uma queda no comportamento do animal, apatia, além de febre, respiração rápida, que está relacionada ao quadro de edema, que obstrui as vias aéreas e o animal precisa ficar mais ofegante para conseguir respirar e manter um nível de oxigenação compatível com a vida. Além disso, há dificuldade para deglutir alimentos, por causa do aumento e obstrução das vias. Também pode haver hemorragia, perda de apetite, abortamento, vacas prenhes vão abortar os fetos, ocorre uma diminuição da produção de leite, que será de forma menos observável, pelo tratador, uma vez que é redução pequena, até que o quadro se agrave rapidamente e diarreia, que será observada, também, em estágio mais avançado da evolução da doença.
Em suínos o quadro agudo e subagudo a fase evolutiva da doença é um pouco maior, podendo durar alguns dias, a depender da dose infectante para o animal. O quadro clínico se caracteriza por um edema de face e garganta, hemorragias petequiais na pele e tecido cutaneo e pode haver um foco pulmonar em leitões, com uma pneumonia acentuada. 
Equinos a via oral é a mais importante, podendo haver a infecção por insetos contaminados, esses animais apresentarão dificuldade respiratória e um quadro de enterite, intestinal, com cólica e diarreia.
Cães e Gatos – não é raro os animais se recuperarem, eles são mais resistentes que as demais espécies domésticas. Pode ser observado edema de pescoço, nos linfonodos regionais, bacilo, quando entra no hospedeiro tem acesso à circulação sanguínea, seja pela via oral, em que há alguma lesão, mas a bactéria também pode entrar, na mucosa intacta e ganhar a circulação sanguínea, mas o mais comum é alguma lesão na boca, ou a ingestão de algo que corte a mucosa oral, em que a bactéria irá penetrar e ganhar a circulação sanguínea. Na via respiratória ela ganha os alvéolos pulmonares e será fagocitada por macrófagos, assim como na via oral, em que também será fagocitada pelos macrófagos. 
Então ela resiste no interior dos macrófagos, a capsula permite a sobrevida da bactéria, no interior dos macrófagos. As bactérias se multiplicarão, no interior dos macrófagos, que as conduzirão pela corrente sanguínea, até os linfonodos regionais, onde ela volta a se multiplicar, até o sistema imune se diferenciar, para gerar uma reposta imune direcionada, aos bacilos e a partir daí começa a produção das toxinas. A bactéria ganha a circulação, não dá tempo de haver a produção de uma resposta imune efetiva, humoral, para a bactéria, que se multiplica muito rápido, ela ganha a circulação, se disseminando por todos os órgãos e causando quadro de choque tóxico, edema, insuficiência renal e o quadro evolutivo da doença é agudo, a taxa letal é altíssima.
Apresentação clínica da postura em cavalete – ocorre no tétano, e é característico dele, isso é interessante porque apesar de haver a postura em cavalete não haverá o rigor mortis, o tecido está amolecido, porque é líquido, há acúmulo de liquido, nos tecidos musculares, então, apesar do animal estar com postura enrijecida, se houver palpação verifica-se que é amolecida. Além disso há eliminação de sangue pelos orifícios dos animais que morreram.
No homem, a forma cutânea é, indiscutivelmente, a forma mais importante de infecção, em quase 95% dos casos, mas pode haver, também a forma pulmonar e a gastrointestinal.
A forma cutânea está relacionada a algum trauma e vamos destacar os profissionais e por isso ela é considerada uma doença ocupacional, profissionais que tem relação direta com animais ou com POA, na lida com lãs, couro, eles estarão com maior risco de contrair a infecção pelo antraz. Nesses indivíduos a infecção traumática é a mais importante, porque há um risco de lesão e entrada da bactéria na pele, por isso é mais comum encontrar lesões e membros das pessoas que mexem em tais produtos. O veterinário estará sujeito pela manipulação, seja na palpação, seja no risco de necropsia. Nem se deve imaginar em fazer necropsia de um animal destes, o risco de contaminação é absurdo, mas isso pode ocorrer, caso haja um erro na avaliação da causa mortis do animal.
Forma oral – forma gastrointestinal associada ao consumo de alimentos contaminados, tem alto índice de letalidade. 
Infecção pela via inalatória, que é mais rara, no homem, embora também possa ocorrer. O período de incubação vai variar muito e vai depender de fatores como a dose infectiva, e porque é um achado comum, no homem, que os esporos sejam inalados e não passem para a fase vegetativa e aí pode ter um período de incubação extremamente longo, da infecção, até que o esporo venha para a fase vegetativa.
Assim, ela dependerá da dose infectiva, que é muito variável, podendo ir de 8 celulas até centenas de milhares de celulas que serão ingeridas ou inaladas, ou pode variar pelo esporo não entrar em fase vegetativa.
Os sintomas são considerados inespecíficos, há período de incubação, e a morte pode ser muito rápida em caso da infecção derivar de dose infectiva elevada, no TGI. Inicialmente a lesão forma pápula (pequena protuberância na pele avermelhada), no caso de infecção cutânea, essa pápula cresce, e se rompe, ulcera, quando ulcera há quadro de necrose, a lesão se caracteriza por ter o centro necrosado ulcerativo. Essas lesões podem ser localizadas, em determinadas áreas, infectadas, ou pode formar lesões secundárias, pela bactéria ter ganhado a circulação sanguínea, havendo lesão principal ou satélite. 
As lesões são indolores e o tratamento é viável porque a evolução da doença cutânea é mais lenta.
Diagnóstico
É baseado nos achados clínicos e necroscópicos, porem nunca se deve necropsiar um animal com suspeita de carbúnculo hemorrágico, nem se deve pensar nisso. A doença é de notificação obrigatória, então, quando há suspeita de que o animal morreu de carbúnculo, nem se deve tocá-lo, devendo ser chamada a defesa sanitária do estado, cujos profissionais é que terão acesso ao animal, para fazer eliminação de carcaça e coleta de amostras. 
Achados de necropsia vê-se a esplenomegalia, com baço extremamente friável e com consistência gelatinosa. Ele se solta e destrói facilmente, com hemorragia intensa nos órgãos internos.
Material que pode ser usado para exame laboratorial – sangue pode ser colhido da carcaça, porque não há coagulação, ou através de liquido aspirado das lesões edematosas, muito cuidado com a contaminação ambiental.
O risco da contmainaçao ambiental é muito importante, na hora de colher tais amostras. Em laboratório podem ser feitas algumas técnicas para confirmação e diagnostico – a confirmação seria a detecção do agente a partir da amostra que foi isolada do animal com suspeita de carbúnculo. A coloração de azul de metileno deixa a bacteria corada em roxo, um tom mais escuro, havendo uma camada levemente rosa, em volta da bacteria, que é característica do bacilos anthracis nessa coloração. A bacteria fica escura, com a cápsula levemente rosa, em volta. Pode ser feito isolamento, ágar sangue é o meio mais usado, o ágar lecitina, que é meio diferencial, já que ele produz uma enzima chamada lecitinase, e ela hidrolisa a lecitina, usada na composição do meio,formando um halo claro, em volta da colonia, tornando a identificação mais fácil do bacillus anthracis.
A reação de ascoli é interessante é uma imuno precipitação, baseada na colocação de um pequeno fragmento de tecido, cutâneo ou da face, do animal, que é triturado, em laboratório, feita suspensão do tecido triturado, que depois é filtrado e colocado em tubo de ensaio junto com o soro, com a presença de anticorpos anti o bacillus anthracis.
Nessa homogeinização do tecido do animal triturado e, depois, filtrado, mais os anticorpos forma um anel de precipitação, pela ligação do antígeno ao anticorpo e aí é possível identificar-se a presença do antígeno, que é o bacillus anthracis, no tecido do animal que foi colhido.
Se nenhuma dessas técnicas funcionarem, devido à importância da doença, em termos de contaminação ambiental e animal, pode ser usado, como último recurso, a inoculação em animais, que logo vêm à óbito, com a característica de amolecimento do tecido, no local da inoculação e com morte rápida, do animal, em poucas horas.
Só para ilustrar, já ouvimos muito falar em bioterrorismo, caso nos USA, em que as pessoas recebiam cartas, com bacillus anthracis liofilizado, e ingeriam mais de milhões de partículas, porque o material foi, somente, o bacillus anthracis, então, a carga infectante era absurda, que havia no material, o que gerou um impacto de saúde público absurdo, face ao impacto psicológico do que o risco de contaminação propriamente dito, já que a exposição deve ser próxima ao bacilo.
Rússia - houve mais de 100 mortes em uma fábrica, que era próxima a um laboratório militar, construído após a segunda guerra mundial, em que houve um extravasamento de um antigo bacillus anthracis e os funcionários morreram por inalação. Dizem que a intenção era usa-lo em bombas.
É uma doença tratável, se já há previsão, com infecção de alguns animais, pode ser administrado tratamento profilático aos demais, a morte deixa de ser o principal efeito da infecção, já que ela pode ser prevista e tratada previamente, de maneira profilática. Isso é diferente em relação àqueles que tiveram exposição primária à infecção, que acaba morrendo, para, depois, se estudar a causa. Nos demais casos, pode ser feito estudo, dos primeiros a morrer e tratar os demais, prevenindo a morte dos outros animais, reduzindo o impacto da doença, antes dela se disseminar.
Diagnóstico Laboratorial – técnicas que não são usadas como rotina, nos laboratórios, as mais comuns são as 4 vistas inicialmente – outras técnicas são usadas para fins de pesquisa, mas ainda estão sob análise para verificação de suas limitações. Elas são a imunofluorescência, que vai detectar a presença do antígeno, é usado anticorpo, marcado com substância fluorescente, se houver retração, no microscópio se observa fluorescência pela ligação do anticorpo com o antígeno, na amostra do sangue do paciente – por que ela ainda não é amplamente usada? Porque pode haver reação cruzada, com o anticorpo usado na reação se ligando antígeno de outros bacilos, que o animal esta infectado, podendo ser por até mesmo amostras não patogênicas, a amostra pode estar contaminada com bacilos ambientais, e a amostra pode fornecer um resultado falso-positivo.
A PCR é usada para diagnóstico ambiental, é técnica não facilmente disponível, na rotina, mas já disponibilizada na pesquisa, mas é importante como técnica de sensibilidade para detectar contaminação ambiental, sendo feita coleta de amostras de solo, de diferentes locais, na propriedade em que há suspeita de infecção por carbúnculo, e, aí, avalia-se o risco da exposição dos animais ao carbúnculo ambiental presente na propriedade. Isso é mais feito como pesquisa.
ELISA – seria muito interessante, se pudesse ser aplicado ao carbúnculo, pois seria usado como teste de rotina, em que se faria exame sorológico, com sangue do animal colhido, para vários exames, e seria verificado se ele já havia sido exposto ao carbúnculo, seria bastante interessante. Essa técnica ainda está limitada pela questão da sensibilidade e especificidade. Isso porque a sensibilidade é a capacidade do teste detectar um exame positivo à partir de um animal que está realmente infectado. Nesse caso do carbúnculo, a sensibilidade é baixa porque a evolução da doença é rápida e a produção de anticorpos, baixa, não há tempo de montar uma resposta humoral, o que ocasiona baixa concentração de anticorpos, em que há técnica que pode não ser eficiente para detectar uma baixa produção de anticorpos.
A baixa especificidade decorre, por sua vez, das reações cruzadas. Pode-se haver antígeno usado em prova de ELISA, que vai reagir com diferentes anticorpos que o animal está expressando e pode estar infectado, havendo anticorpos para outras bactérias ou bacilos, que reagirão com o antígeno ELISA, o que reduz a especificidade – que é a capacidade de detectar como negativo uma animal que não está infectado. O animal não está infectado, mas a técnica pode dar positiva, porque o anticorpo do teste reagiu com outro, cruzado. Assim, a especificidade é baixa quando era para o animal ser detectado como negativo e o foi, como positivo.
Controle
É doença de notificação obrigatória, a propriedade em que há o surto deve ser quarentenada, inclusive os POAs dessa propriedade não podem ser comercializados de maneira alguma, tanto carne, quanto leite, lã, couro, todos devem ser restritos e não mais usados para comercialização.
Deve haver restrição para a movimentação de animais, da propriedade, que deve ficar isolada, as carcaças não devem ser abertas, no ambiente, elas devem ser colocadas, preferencialmente, em lugar fechado ou controlado, é feito remoção, ela deve ser enterrada junto com as demais carcaças, depois coloca-se álcool e incinera-se as carcaças.
Por último, enterram-se as carcaças, que não podem ficar abertas, para o ambiente, pois os esporos devem ficar soterrados, para não ficarem na superfície da terra, possibilitando novas contaminações do ambiente. 
Animais escavadores podem trazê-la à tona, a incineração é fundamental e deve ser acompanhada da defesa sanitária do Estado.
As instalações, objetos e fômites, equipamentos usados para tosquia, de ovinos, material de ordenha, de lida, com bovinos, deve ser todo desinfetado, com desinfetantes simples, para eliminação da forma vegetativa, como os hipocloritos, fenóis, vassoura de fogo podem ser usados. Para a forma esporulada, podem ser usados, em áreas endêmicas, em que a doença permanece por longos períodos e em estado mais agressivo, de forma endêmica, na propriedade, terão que ser usados tratamentos mais agressivos. Podem ser usados ácido paracético para limpeza do local, e formaldeído, nas roupas.
Pode ser feita vacinação que pode ser usada, inclusive, como tratamento profilático, em animais, que foram expostos a casos de carbúnculo hemático.
A profilaxia pode ser realizada em área de risco maior. Há uma vacina atenuada, e a sensibilidade das espécies em áreas onde são administradas tais vacinas varia, com algumas espécies respondendo melhor do que outra, podendo, inclusive, haver a reversão da virulência, isso pode determinar doença em algumas espécies. Isso está relacionado à concentração da vacina, pois quanto maior a dose infectiva, maior o risco para se usar determinadas vacinas em certas espécies. Há dose de risco para aplicação da vacina em suínos. A vacina com esporos avirulentos é usada de forma mais frequente, com ação efetiva por cerca de dois anos, sem haver casos de reversão.
Antibióticos que podem ser usados, penicilina, que não é mais recomendada, face a resistência gerada, e atualmente, há outros, como a estreptomicina e oxitetraciclina. Esses antibióticos devem ser usados o mais precocemente possível. Geralmente, em um surto, os primeiros animais que morrem, não dá para fazer diagnóstico, pois os animais já serão encontrados mortos, na pastagem e, a partir deles, é que deverá ser feito o controle para os demais animais, inclusive, com o uso de antibióticos, para os outros animais, de forma preventiva, mesmo queeles ainda não estejam infectados. 
Isso porque a exposição é muito próxima, ainda mais se os animais tenham sido criados ou mantidos de forma próxima, o que justifica o tratamento profilático dos demais.
Pode ser usado soro hiperimune, por cerca de uma semana, sendo usado cerca de 250 a 500ml, podendo ser usado, para os animais expostos, como forma de controle, mas é limitado pelo custo, que é muito alto, na utilização desse tratamento.
Por último, lembrar que deve haver uso de proteção na manipulação dos animais.

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