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ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
_____________ 
© ABNT 2018 
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser 
modificada ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo 
e tem apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet 
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada formalmente à ABNT. 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 
 
Muros e taludes em solos reforçados 
Parte 2: Solos grampeados 
 
APRESENTAÇÃO 
1) Este Projeto foi elaborado pela Comissão de Estudo Muros e Taludes em Solos Reforçados 
(CE-002:152.016) do Comitê de Construção Civil (ABNT/CB-002), com número de Texto-Base 
002:152.016-001/1, nas reuniões de: 
 
 
 
a) Não tem valor normativo. 
2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta 
informação em seus comentários, com documentação comprobatória; 
3) Tomaram parte na sua elaboração, participando em no mínimo 30% das reuniões realizadas 
sobre o Texto-Base e aptos a deliberarem na Reunião de Análise da Consulta Nacional: 
 Participante Representante 
SISBAT CONSTRUÇÕES Adhemar Marques 
SOLOTRAT Alberto Casati Zirlis 
BETON GEOTECH Alexandre da Costa Bárbara 
KELLER TECNOGEO Alexandre Novaes Lopes 
ENGESTRAUSS Alexsander Mucheti 
18.04.2018 22.08.2018 06.02.2019 
09.05.2018 12.09.2018 20.03.2019 
23.05.2018 26.09.2018 03.04.2019 
06.06.2018 10.10.2018 24.04.2019 
20.06.2018 24.10.2018 08.05.2019 
04.07.2018 07.11.2018 29.05.2019 
01.08.2018 07.12.2018 12.06.2019 
15.08.2018 23.01.2019 03.07.2019 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR 
 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 2/3 
 
MACCAFERRI Andrea Balbuzano Pelizoni 
COPPE-UFRJ Anna Laura Nunes 
B2A CONTENÇÕES Anderson Amaral Haro 
GRUPO CCR Antonio Morandin Jr 
REFORÇA Armando de Oliveira 
GEOCONCEITO Brenno Augusto M. Versolatto 
GEOBRUGG Bruno Denardin da Rosa 
PUC-RIO Camyla Cadavez 
AUTONOMO Carlos Max Kleine 
IGS / ENG CONSULTORIA Carlos Vinícius Benjamim 
ABMS / ZF & ENGENHEIROS ASSOC. Celso Nogueira Correa 
INFRAGEO Celso Orlando 
AUTÔNOMA Cristiane Borges 
TERRA ARMADA Cristiano Rodrigues 
HUESKER Cristina F. Schmidt 
TORCISÃO Daniel Canova Renosto 
INCOTEP Danilo Gavasso 
UNESP RIO CLARO Diego Gazolli Yañez 
DO VAL ENGENHARIA Eduardo Cerqueira do Val 
GEOSOLUÇÕES Eduardo Menani Hayashida 
M HOSKEN Eduardo Pellegrini Hosken 
MACCAFERRI Emerson José Ananias 
SONDOSOLO Erisson Tirado Luduvice 
ABEG / INTERACT Eugenio Pabst Vieira da Cunha 
MACCAFERRI Fabricio Zambotto 
TEKNIER ENG E TECNOLOGIA Fabian Corgnier 
GEOBRUGG Felipe Gobbi Silveira 
ABEF Fernanda Nabão 
HUESKER Flavio Teixeira Montez 
ZF & ENGENHEIROS ASSOC. Frederico Falconi 
TORCISÃO Gabriela Ferretti Costa 
SOLOTRAT George Joaquim Teles de Souza 
MURO ARMADO Giovanni Nogueira 
GEORIO Helio Guedes de Brito Filho 
CANHEDO BEPPU Humberto Guireli Gottardello 
IGR Ivan Grandis 
MACCAFERRI Jaime da Silva Duran 
CIVILMASTER Jan Felipe Ghelman 
DO VAL ENGENHARIA Jean R. F. Escobar 
AUTÔNOMO João Augusto Pimenta 
YAMAMICHI Jorge Fujii 
M HOSKEN José Eduardo Moeller Hosken 
DYWIDAG José Luiz Castro 
APOIO José Luiz de Paula Eduardo 
POLI-USP José Orlando Avesani Neto 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR 
 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 3/3 
 
FEGALL ENGENHARIA Julio César Gallo 
TRI AMBIENTAL Julio Ferreira 
POLI-USP Luiz de Quadros Fernandes 
VEROBLOCO Manoel Roldan Antunes 
METRO - SP Marcelo Denser Monteiro 
CONSULTRIX Marcelo Ferreira dos Santos 
RIMOBLOCO Marcelo Shigueo Soga 
AUTÔNOMO Marcelo Tavares Lopes 
POLI-USP Marcos Massao Futai 
ITA Marcus Guadagnin Moravia 
AUTÔNOMO Marcus Vinicius Weber de Campos 
GEOBRUGG Maria Teresa Soares 
CONSULTRIX Marli dos S. Godoy Pereira 
CCR ENGELOG Marluci Pregnolato 
PERFURENGE Mateus Dechen 
DÝNAMIS Mauro Lozano 
UNB Max Gabriel Barbosa 
GEOBRUGG Nijalma Cyreno Oliveira 
TORCISÃO Nilton Burim 
ASOPE ENGENHARIA Otavio Antonio Trindade Pepe 
BRUGGER ENGENHARIA Paulo Brugger 
MACCAFERRI Paulo Cesar Ferretti 
ABMS/SEEL Paulo Henrique Vieira Dias 
MACCAFERRI Petrucio José dos Santos Jr. 
MURO ARMADO Regina Ushikusa 
ENGECORPS Regis Eduardo Geroto 
AUTÔNOMO Renato Gomes dos Reis 
SOLOTRAT Ricardo Brendolan 
ARTERIS Sergio Asakawa 
CONCREMAT Sérgio Barreto de Miranda 
LUDEMANN ENGENHARIA Sérgio Murari Ludemann 
URBANO ALONSO CONSULTORIA Urbano R. Alonso 
MURO ARMADO Vera Landi 
G4U ENGENHARIA Victor Enrique León Bueno de Camargo 
GEOSOLUÇÕES Victor Pimentel 
POLI-USP Waldemar Hachich 
EMBRAGEO Walter R. Iorio 
GEODO Wellington Dourado 
 
 
 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 1/33 
 
Muros e taludes em solos reforçados 
Parte 2: Solos grampeados 
Walls and slopes in reinforced soils 
Part 2: Soil nail 
Prefácio 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas 
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos 
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são 
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da 
normalização. 
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2. 
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos 
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a 
qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). 
Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes 
casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para 
exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor. 
A ABNT NBR XXXX foi elaborada no Comitê de Construção Civil (ABNT/CB-002), pela Comissão de 
Estudo de Muros e Taludes em Solos Reforçados (CE-002:152.016). O seu Projeto circulou em Consulta 
Nacional conforme Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX. 
A ABNT NBR XXXXX, sob o título geral “Muros e taludes em solos reforçados”, tem previsão de conter 
as seguintes partes: 
— Parte 1: Solos reforçados em aterros. 
— Parte 2: Solos grampeados. 
O Escopo desta Parte da Norma Brasileira em inglês é o seguinte: 
Scope 
This Part of ABNT NBR XXXXX specifies the minimum requirements for the design and execution of 
walls and slopes in soil nail. 
 
 
 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 2/33 
 
Introdução 
Em geral, solos apresentam boa resistência à compressão e ao cisalhamento. No entanto, sua 
resistência à tração é baixa. A introdução no maciço de elementos que possuam elevada resistência à 
tração restrigem as deformações que se desenvolvem no maciço devido ao peso próprio do solo, 
associado ou não à aplicação de carregamento externo. Nas estruturas de solo reforçado, o processo 
de transferência de esforços para os elementos resistentes à tração se dá pela interação entre o solo e 
as inclusões de reforço. 
O solo grampeado é uma técnica de estabilização, temporária ou permanente, de taludes naturais e 
escavações por meio da introdução de reforços no maciço, normalmente aliado a revestimento da face. 
Os elementos de reforço devem ser capazes de resistir aos esforços e às deformações no interior do 
maciço e apresentar adequada resistência à degradação. 
Os princípios fundamentais de reforço tratados nessa norma se aplicam a qualquer sistema de solos 
grampeados, independentemente do tipo de reforço adotado. Entretanto, o dimensionamento do reforço 
propriamente dito e os detalhes construtivos e de face são função das características individuais de cada 
material. 
 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 3/33 
 
Muros e taludes em solos reforçados 
Parte 2:Solos grampeados 
 
1 Escopo 
Esta norma estabelece os requisitos que regem o projeto e a execução de muros e taludes em meios 
terrosos reforçados. 
NOTA 1 Reconhecendo que a Engenharia Geotécnica não é uma ciência exata e que riscos são 
inerentes a toda e qualquer atividade que envolva fenômenos ou materiais da Natureza, os critérios 
técnicos e procedimentos constantes desta Norma procuram traduzir o equilíbrio entre condicionantes 
técnicos, econômicos e de segurança usualmente aceitos pela sociedade na data de sua publicação. 
Nos projetos civis que envolvem Mecânica dos Solos e Mecânica das Rochas, o Engenheiro Civil com 
competência em Engenharia Geotécnica é o profissional capacitado a dar tratamento numérico ao 
equilíbrio mencionado. 
NOTA 2 Outras soluções de solo reforçado em que há comprovadamente apenas interação solo-
reforço, não descritas nesta norma, podem ser utilizadas com as adaptações que sejam necessárias a 
partir dos conceitos e princípios aqui apresentados. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para 
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se 
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). 
ABNT NBR 6323, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido – Especificação 
ABNT NBR 8044, Projeto geotécnico – Procedimento (MANTER?) 
ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto - Procedimento 
ISO 12944-5, Paints and varnishes - Corrosion protection of steel structures by protective paint systems-
- Part 5: Protective paint systems 
Prática Recomendada IBRACON/ABECE - Projeto de estruturas de concreto reforçado com fibras 
3 Termos e definições 
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições. 
3.1 
maciço 
meio terroso passível de ser reforçado por meio de grampos ou inclusões 
3.2 
solo reforçado 
sistema no qual os maciços têm sua estabilidade melhorada pela aplicação de grampos ou inclusões 
passivas, capazes de absorver esforços transmitidos pela interação das próprias inclusões com o 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 4/33 
 
material do maciço 
3.3 
inclusão 
elemento incorporado ou instalado em um maciço cujas propriedades mecânicas são mobilizadas para 
melhorar o comportamento do conjunto 
3.4 
grampo 
elemento linear de reforço instalado no maciço que mobiliza resistência com o solo ao longo de todo 
seu comprimento 
3.5 
bainha 
espaço anelar a ser preenchido com material ligante entre o furo e a armação do grampo 
3.6 
material ligante, aglutinante ou aglomerante 
material fluido, apto para ser injetado, que tem como função fazer a transferência de esforços entre a 
amadura do grampo e o maciço 
3.7 
paramento (face) 
conjunto de elementos que produzem o revestimento externo dos muros e taludes de solo reforçado ou 
grampeado. Pode ter função estrutural ou não 
3.8 
vida de serviço ou vida útil 
período de tempo em que o muro ou talude em solo reforçado se presta às atividades para as quais foi 
projetado e construído, com atendimento aos níveis de desempenho previstos nesta norma, 
considerando-se a periodicidade e a correta execução dos processos de manutenção especificados pelo 
executor (a vida útil não pode ser confundida com o prazo de garantia legal ou contratual) 
3.9 
resistência da interface solo-grampo (qs) 
tensão resistente característica da interface solo-grampo 
3.10 
ensaio de arrancamento 
ensaio à tração em grampos para obter a resistência da interface solo-grampo (qs) 
3.11 
armação do grampo 
elemento resistente à tração que compõe o grampo 
3.12 
resistência característica da armação do aço 
força obtida a partir do valor característico da tensão de escoamento do aço (fyk), fornecida pelo 
fabricante, multiplicada pela seção útil 
3.13 
dreno de paramento 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 5/33 
 
geocomposto drenante, normalmente em mantas ou em fitas, disposto entre o paramento e o maciço, 
para conduzir adequadamente águas de infiltrações ou de lençol freático 
3.14 
barbacã 
dreno pontual de paramento, composto de filtro, material granular e tubo de descarga 
3.15 
dreno sub-horizontal profundo (DHP) 
dreno que capta as águas subterrâneas distantes da face. É composto por tubo perfurado de descarga, 
envolvido com filtro 
3.16 
ações permanentes 
ações que ocorrem com valores constantes ou pouco variáveis em torno de sua média durante 
praticamente toda a vida da construção 
3.16.1 
diretas 
os pesos próprios dos elementos da construção, incluindo-se o peso próprio da estrutura e de todos os 
elementos construtivos permanentes, os pesos dos equipamentos fixos e os empuxos devidos ao peso 
próprio de terras não removíveis e de outras ações permanentes sobre elas aplicadas 
3.16.2 
indiretas 
os recalques de apoio e a retração dos materiais 
3.17 
ações variáveis 
ações que ocorrem com valores que apresentam variações significativas em torno de sua média durante 
a vida da construção 
3.17.1 
normais 
as cargas acidentais das construções, as sobrecargas operacionais, os efeitos de forças de frenagem, 
o impacto em defensas e guarda corpos, as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas 
3.17.2 
especiais 
as cargas de vento e de variações de temperatura 
3.18 
ações excepcionais 
são ações decorrentes de causas tais como impactos no paramento, explosões, incêndios e enchentes 
3.19 
esforços solicitantes 
são os esforços sobre o maciço devidos a ações permanentes, variáveis ou excepcionais 
3.20 
esforços resistentes 
são os esforços disponíveis no maciço em razão da sua resistência, tanto própria quanto das inclusões 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 6/33 
 
3.21 
estado limite 
qualquer condição a partir da qual a construção passaria a apresentar desempenho inadequado para 
atender às suas finalidades 
3.22 
estados limites últimos (ELU) 
estados limites nos quais a inadequação decorre de colapso ou qualquer forma de perda de estabilidade 
que determine a paralisação do uso da construção 
3.23 
estados limites de serviço (ELS) 
estados limites nos quais a inadequação decorre de deformações e deslocamentos que comprometem 
as condições de utilização da construção 
3.24 
obra provisória 
obra em andamento, vistoriada e com possibilidade de intervenção imediata, com prazo previsto de 
utilização (vida útil) inferior a 2 anos a partir de seu início 
4 Conceito de solo grampeado 
O termo solo grampeado refere-se à aplicação de reforços resistentes à tração em maciços, de forma a 
se obter um compósito com melhores características mecânicas. O sistema é composto por três 
elementos: solo, grampos e paramento. Esta técnica considera a inclusão de elementos de reforço 
metálicos ou poliméricos e de sistema de drenagem interna. 
5 Grampos 
Diversos tipos de grampos podem ser adotados, dependendo das técnicas de instalação, de sua 
eficiência mecânica e de sua durabilidade, entre eles: 
a) grampos perfurados e preenchidos com material ligante: consiste na perfuração do solo com 
diâmetros que variam de 75 a 150 mm, com barras de aço ou outros elementos resistentes à tração 
introduzidos no furo, com preenchimento da bainha com calda de cimento ou outro material ligante; 
b) grampos auto-perfurantes: grampos não reinjetados, constituídos de elemento monobarra vazado, 
cuja perfuração é realizada com sua própria barra e acessórios e injetado simultaneamente com calda 
de cimento ou outro fluido ligante. Os acessórios de perfuração ficam incorporados ao grampo; 
c) grampos cravados: são barras de aço cravadas no maciço, sendo tipicamente de seção circular ou 
cantoneiras. Nestes grampos, não há bainha. A necessidade de proteção contra corrosão deve ser 
justificada com a previsão de espessuras de sacrifício. 
Outras técnicas de instalaçãode grampos e de sua composição de materiais, tais como adição de fibras 
sintéticas ou de aço, poderão ser adotadas desde que sejam devidamente justificadas nos quesitos de 
resistência da interface solo-grampos (qs), durabilidade (corrosão) e resistência aos esforços 
solicitantes. 
5.1 Preenchimento da bainha de grampos perfurados 
O processo executivo da bainha tem por objetivo o preenchimento integral do furo. 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 7/33 
 
O preenchimento do furo com material ligante deve ser realizado de forma ascendente, ou seja, deve-
se introduzir até o fundo da perfuração um tubo auxiliar, procedendo-se então, ao bombeamento do 
material ligante até que o mesmo extravase pela boca do furo. O bombeamento deve ser mantido até 
que o material ligante extravasado esteja visualmente isento de resíduos da perfuração. 
5.2 Injeção ou reinjeção de grampos perfurados após o preenchimento da bainha 
Se o projeto definir a necessidade de injeção ou reinjeção do grampo adicionalmente ao preenchimento 
da bainha, a metodologia executiva deve ser especificada. O executor pode sugerir uma metodologia 
alternativa, desde que seja obtida nos ensaios a resistência requerida na interface solo-grampo (qs) e 
previamente aprovada pelo projetista. 
6 Paramentos 
Os paramentos utilizados no solo grampeado são parte do sistema construtivo e fornecem proteção 
contra erosão superficial, tendo ou não função estrutural na estabilidade do conjunto. Podem ser rígidos 
ou flexíveis, constituídos por concreto projetado, armado ou não, concreto armado moldado in loco, 
alvenaria estruturada, elementos pré-moldados de concreto, telas metálicas tecidas ou geossintéticos, 
associadas ou não a face vegetada ou outros elementos que atendam à mesma função. Os elementos 
metálicos de face, se definitivos, devem ser protegidos contra corrosão. 
Em alguns casos de taludes inclinados, a face pode ser constituída somente por revestimento vegetal. 
O dimensionamento e detalhamento da face devem fazer parte do projeto. 
7 Método construtivo 
O método executivo do solo grampeado deve estar detalhado no projeto, de forma que a obra apresente 
condições de estabilidade adequada durante a fase executiva e final. 
Em escavações, a execução dos grampos é realizada de cima para baixo. O projetista pode alterar essa 
metodologia, desde que justificado. 
Nos casos em que seja necessária a escavação parcial e temporária não suportada do maciço a ser 
contido, o solo deve apresentar coesão mínima ou pelo menos coesão aparente (tensões de sucção), 
de modo a garantir segurança transitória. 
Atenção especial deve ser dada à presença de solos expansivos ou colapsíveis, exigindo estudos 
especiais de estabilidade, particularmente para garantir segurança adequada na fase de execução. 
Como medida de melhoria das condições de estabilidade temporária durante as escavações, poderão 
ser adotadas ações adicionais como escavação parcial em nicho (cachimbo), utilização de grampos 
subverticais, construção de parte do paramento previamente à execução do grampo e outros. A 
metodologia executiva a ser adotada nesses casos deve ser especificada no projeto. 
Em taludes naturais, previamente cortados ou estruturas pré-existentes, quando se pretende apenas 
reforçar o maciço instável, o grampeamento pode ser efetuado de forma descendente ou ascendente, 
conforme a conveniência. 
No momento da execução da obra, caso o executor verifique condições diversas das previstas no 
projeto, o projetista deve ser comunicado para reavaliação do projeto. 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 8/33 
 
As características de execução de cada grampo devem ser registradas em boletins individuais. 
8 Investigações geológico-geotécnica 
A investigação tem como objetivo a elaboração de perfis geológico-geotécnicos representativos das 
condições do maciço, a fim de prover elementos que possibilitem o dimensionamento da contenção 
8.1 Reconhecimento inicial 
Previamente ao projeto, deverá ser feito o reconhecimento das condições locais da obra, através de 
visita ou análise de informações disponíveis, buscando identificar, entre outros, os seguintes aspectos: 
a) feições topográficas e eventuais indícios de instabilidade de taludes; 
b) avaliação da drenagem superficial; 
c) indícios da presença de aterro (bota-fora) na área; 
d)  indícios de contaminação do subsolo por material contaminante lançado no local ou decorrente do 
tipo de ocupação anterior; 
e) verificação visual da existência e do estado das construções vizinhas; 
f) peculiaridades geológico-geotécnicas na área, tais como: descontinuidades, contato solo-rocha, 
matacões, afloramento rochoso nas imediações, minas d´água e outras. 
Deve ser feito o levantamento das tubulações subterrâneas, das fundações existentes e das prescrições 
relativas à implantação e ao funcionamento dos grampos ancorados no terreno. Cabe ao proprietário a 
responsabilidade do levantamento das interferências. 
8.2 Investigação mínima obrigatória 
Para contenções com altura inferior a 3 m, a necessidade de execução de sondagens de simples 
reconhecimento fica a critério do projetista. 
Para contenções com altura superior a 3 m devem ser executados, no mínimo, dois furos de sondagem 
por seção transversal geotecnicamente representativa, sendo uma delas a seção de altura máxima e as 
demais a serem definidas pelo projetista. A locação e as profundidades dos furos serão definidas pelo 
projetista em função de interferências ou de peculiaridades geológico-geotécnicas do maciço. 
As sondagens a percussão podem ser substituídas por outros ensaios que forneçam informações 
suficientes para a determinação da estratigrafia do maciço e classificação dos solos, a posição do nível 
d'água e a indicação de resistência dos solos 
8.3 Investigação complementar 
Em função dos resultados obtidos na investigação mínima obrigatória, devido a peculiaridades do 
subsolo ou do projeto, ou ambos, a critério do projetista, pode ser necessária uma investigação 
complementar, através da realização de sondagens adicionais, instalação de indicadores de nível 
d’água, piezômetros ou outros ensaios de campo e de laboratório. 
9 Dimensionamento 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 9/33 
 
O projeto de estruturas de solo grampeado deve satisfazer a critérios de segurança contra estados 
limites últimos (ELU - ruptura ou colapso) e contra estados limites de serviço (ELS - deslocamentos 
excessivos). 
Para as verificações de estados limites últimos (ELU) são conduzidas análises de equilíbrio limite e/ou 
de tensão-deformação. Nessas análises, alguns modelos tratam o solo grampeado como um bloco 
monolítico, enquanto outros individualizam a contribuição dos grampos; entre estes últimos, além da 
resistência à tração dos grampos, alguns modelos também consideram a resistência a esforços 
transversais. O projetista pode optar por dimensionar a estrutura de solo grampeado como bloco 
monolítico. 
A verificação de estados limites de serviço (ELS) e os métodos adotados ficam a critério do projetista. 
9.1 Resistência estrutural à tração do grampo para armação em barras de aço 
A resistência característica estrutural à tração do grampo (Rtk) é determinada tomando como base a 
tensão de escoamento característica (fyk) e a área da seção transversal útil (Aútil) da armação: 
 
Rtk= Aútil . fyk 
 
Área da seção transversal útil da armação é aquela que pode ser garantida durante a vida útil da obra. 
Em caso de barras de aço, deve-se considerar sistemas de proteção contra corrosão, conforme item 10. 
 
A resistência à tração de cálculo (Rtd) do grampo a ser adotada nas demais verificações de 
dimensionamento será: 
 
Rtd= (Aútil . fyk) / m 
 
Para armação de aço, m = 1,15. 
 
Se outros materiais forem utilizados como armação resistente à tração, incluindo materiais não 
metálicos, os fabricantesdesses materiais devem fornecer as suas resistências características 
comprovadas por testes específicos com grau de confiança de 95% e o valor de m. 
 
9.2 Dimensionamento estrutural da ligação do grampo ao paramento 
A força de conexão do grampo com o paramento (T0) é obtida em função do modelo de cálculo adotado 
e deve estar indicada no projeto. Nos casos em que T0 for diferente de zero, este valor deverá ser 
utilizado no dimensionamento estrutural do paramento e demais elementos de ligação. 
 
Se T0 for obtida em análises ELU, seu valor não deve ser majorado, sendo já utilizado como valor de 
cálculo; se obtida em análises ELS, o valor de T0 deverá ser majorado de acordo com as normas 
pertinentes. 
 
9.3 Dimensionamento do paramento estrutural 
No dimensionamento estrutural do paramento, o valor de T0 será considerado de acordo com o descrito 
 
ABNT/CB-002 
PROJETO ABNT NBR XXXX 
MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 10/33 
 
no item 9.2. Deverão ser verificados mecanismos de ruptura do paramento como punção, cisalhamento, 
flexão e outros pertinentes. 
 
Em paramentos de concreto armado com função estrutural (T0 diferente de zero), o dimensionamento 
deverá seguir as diretrizes da norma ABNT NBR-6118. 
 
O dimensionamento de paramentos de concreto reforçados com fibras com função estrutural deverá 
seguir as recomendações da Prática Recomendada IBRACON/ABECE – Projeto de Estruturas de 
Concreto Reforçado com Fibras (CRF). 
 
Para paramentos em tela metálica com função estrutural, a resistência característica (com 95% de grau 
de confiança) do sistema placa+tela, notadamente a resistência de conexão entre esses elementos, 
obtida em ensaios específicos, deve ser declarada pelo fabricante e informada pelo fornecedor. 
 
Para outros tipos de paramento com função estrutural, o projetista deverá informar os critérios e as 
normas técnicas de dimensionamento considerados. 
 
9.4 Resistência da interface solo-grampo (qs) 
Para fins de projeto, a resistência da interface solo-grampo (qs) pode ser obtida a partir de ensaios 
prévios de arrancamento executados na área geotecnicamente representativa da obra ou por 
estimativas semi-empíricas, a critério do projetista, com eventuais ajustes devidamente justificados. 
 
No caso de ensaios prévios, o cálculo de qs deve atender as diretrizes apresentadas no Anexo A. 
 
O projeto deverá especificar o valor de qs mínimo a ser obtido nos ensaios de arrancamento. 
 
O projeto poderá ser reavaliado em função dos resultados obtidos nos ensaios de arrancamento. 
 
9.5 Estados limites últimos - ELU 
Os estados limites últimos a serem considerados no projeto são os seguintes: 
a) estabilidade interna ou mista, com a contribuição dos grampos (Figura 1.a); 
b) estabilidade geral e ruptura de fundo (Figura 1.b); 
c) arrancamento (Figura 1.c); 
d) resistência à tração da armação do grampo (Figura 1.d); 
e) paramento e sua conexão com os grampos (Figuras 1.e e 1.f); 
f) estabilidade local entre grampos junto à face (Figura 1.g) 
O projetista, a seu critério, poderá conduzir verificações de segurança adicionais, em função do modelo 
de análise escolhido (Figuras 1.h e 1.i). 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 11/33 
 
Os fatores de segurança mínimos aplicáveis a cada uma dessas verificações de segurança contra ELU 
estão indicados no item 10.5. 
 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 12/33 
 
 
Figura 1 — Estados limites últimos – ELU 
 
ABNT/CB-002 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 13/33 
 
9.6 Fatores de segurança 
Para verificação das condições de estabilidade, poderão ser adotados métodos utilizando fator de 
segurança global ou fatores de segurança parciais. 
9.6.1 Método do fator de segurança global 
Método em que a relação entre os esforços resistentes (R) e os esforços solicitantes (S) é expressa por 
um único fator de segurança global (FSg), para as verificações de cada mecanismo de estabilidade, 
sendo: 
𝑹 ≥ 𝑺. 𝑭𝑺𝒈 
9.6.2 Método dos fatores de segurança parciais 
Método em que os esforços resistentes (R) são divididos por fatores de minoração (
𝒎
) e os esforços 
solicitantes (S) são multiplicados por fatores de ponderação (
𝒇
), sendo: 
𝑹

𝒎
≥ 𝑺. 
𝒇
 
9.7 Combinações de ações e critérios de segurança 
9.7.1 Método do fator de segurança global 
Compõem os esforços solicitantes os carregamentos devidos a ações permanentes, variáveis e 
excepcionais, conforme definidas na seção 3 Termos e definições. 
As verificações de segurança devem sempre levar em conta os esforços solicitantes devidos a ações 
permanentes diretas e ações variáveis normais, utilizando os critérios de segurança especificados nesta 
norma, respeitando os fatores de segurança mínimos nas análises de estabilidade interna, mista e geral, 
conforme Anexo B. 
Nas análises de estabilidade geral, pressupõe-se que toda a contribuição do grampo se dá no sentido 
de aumentar as forças resistentes (no numerador da expressão do fator de segurança). 
Nos casos em que o paramento não tem função estrutural, deve ser garantida a estabilidade do terreno 
entre grampos com fator de segurança de acordo com o Anexo B. Se necessário prever estrutura 
adequada para esta garantia. 
Adicionalmente, a critério do projetista, ações permanentes indiretas, ações variáveis especiais, ações 
excepcionais e outras poderão ser consideradas segundo critérios de segurança justificados pelo 
projetista. 
Em obras de solo grampeado com presença de água interna no maciço, o dimensionamento deve levar 
em conta os efeitos da água ou o rebaixamento através de drenagem profunda. A ausência do sistema 
de drenagem interna profunda deve ser justificada pelo projetista. 
9.7.2 Método de fatores de segurança parciais 
Os dimensionamentos e as verificações de cálculo descritos nesta norma podem ser executados, a 
critério do projetista, pelo método dos estados limite último, com a aplicação de fatores de ponderação 
 
ABNT/CB-002 
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MMM AAAA 
 
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 14/33 
 
(majoração ou minoração) das ações e de fatores de redução (fatores parciais) que incidem sobre os 
parâmetros de resistência do solo (ou diretamente nas forças resistentes) da fundação e dos materiais 
dos grampos. A memória de cálculo deverá citar a norma técnica de referência para os fatores e 
metodologia adotados. 
9.8 Estabilidade interna 
Para a verificação da estabilidade interna em equilíbrio local é necessário inicialmente calcular os 
esforços solicitantes em cada camada de reforço individualmente. A estabilidade interna considera dois 
modos de ruptura para cada camada de reforço: arrancamento do grampo devido a um comprimento de 
ancoragem insuficiente e ruptura estrutural por tração no ponto de atuação da força de tração máxima. 
O tipo e posição da superfície de ruptura dependem de diversos fatores como geometria, cargas 
aplicadas, resistência e deformabilidade do solo e dos grampos, podendo ser utilizadas superfícies 
lineares, poligonais, circulares, em espiral logarítmica e outras, cabendo ao projetista escolher o tipo de 
superfície a ser considerado, em função do modo de ruptura. 
Seu dimensionamento consiste na divisão do maciço reforçado em duas zonas: uma zona ativa e uma 
zona resistente (Figura 2). A estabilidade da zona ativa do solo é mantida pela presença dos reforços, 
que transferem os esforços solicitantes para a zona resistente. Os elementos de reforço na zona 
resistente funcionam como elementos de ancoragem da zona ativa. 
 
 
Figura 2 —Definição de zonas ativa e resistente 
A máxima solicitação no grampo ocorre no local geométrico que corresponde à superfície potencial de 
ruptura. Essa máxima solicitação deve ser inferior à resistência à tração do reforço e à resistência ao 
arrancamento mobilizada no trecho ancorado (Le), atendendo aos critérios de segurança dos itens 
10.5.1 e 10.5.2. 
As verificaçõesde ruptura estrutural por tração e por arrancamento do reforço devem ser feitas de modo 
que garantam a segurança de cada linha de grampo. 
9.9 Estabilidade geral 
A verificação da estabilidade geral deve considerar a análise de superfícies potenciais de ruptura, tanto 
as que não interceptam quanto aquelas que interceptam total ou parcialmente os elementos de reforço, 
buscando-se a superfície crítica, conforme exemplos a seguir: 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 15/33 
 
 
Figura 3 — Superfície crítica passando por trás do muro ou talude em solo grampeado, sem que 
os reforços tenham influência no fator de segurança 
 
Figura 4 — Superfície crítica passando por dentro do muro ou talude em solo grampeado, quando 
a superfície crítica de ruptura intercepta todos os grampos. Todos os grampos contribuem no 
cálculo do fator de segurança 
 
 
Figura 5 — Superfície crítica interceptando parcialmente o muro ou talude em solo grampeado, 
em pelo menos uma camada de reforço. Nesse caso, somente os grampos interceptados pela 
superfície crítica de ruptura irão ser considerados no cálculo do fator de segurança da superfície 
crítica 
 
ABNT/CB-002 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 16/33 
 
Devem ser consideradas superfícies potenciais de ruptura com formato mais adequado à geometria e 
aos parâmetros dos solos de cada obra. A superfície crítica obtida deve atender aos critérios de 
segurança conforme itens 10.5.1 e 10.5.2. 
9.10 Estabilidade local entre grampos junto à face 
A estabilidade local entre grampos junto à face deverá ser verificada ou não, a critério do projetista, em 
função da avaliação da existência ou não de feições geológicas, dos parâmetros de resistência ao 
cisalhamento dos solos em questão, do tipo de paramento a ser utilizado e da geometria do talude a ser 
contido. 
A verificação da estabilidade local entre grampos deverá levar em consideração as fases de execução 
e de operação da contenção, adotando-se os coeficientes de segurança adequados a cada uma destas 
fases. 
9.11 Estados limites de serviço - ELS 
Grampos são elementos passivos, cuja resistência é mobilizada somente pela tendência de movimento 
relativo entre o reforço e o solo. A maior parcela dessa mobilização ocorre durante o período construtivo, 
principalmente em métodos construtivos descensionais. 
Deformações e deslocamentos são mitigados pela escolha adequada do sistema solo-grampo-
paramento, bem como pelo processo executivo e controle tecnológico adequados, e dimensionamento 
apropriado, em conformidade com os anexos desta Norma. 
O projeto deve levar em conta os estados limites de serviço (ELS) da obra e seu entorno, especialmente 
em áreas urbanas. Devido a incertezas na previsão dos deslocamentos e deformações, as obras podem 
ser monitoradas durante e após o término da construção, de acordo com um plano de instrumentação e 
monitoramento fornecido pelo projetista. 
10 Sistemas de proteção contra a corrosão da armação de aço 
O sistema de proteção contra a corrosão da armação de aço do grampo deve assegurar seu 
desempenho ao longo da vida útil a partir da sua instalação, sendo: 
— até dois anos para grampos provisórios; 
— mais do que dois anos para grampos permanentes. 
10.1 Proteção contra a corrosão 
A caracterização do sistema de proteção contra a corrosão deve ser estabelecida no projeto. O 
preenchimento e a injeção da bainha são medidas obrigatórias para todos os grampos. Para obras 
provisórias e obras em solos não agressivos, não é obrigatório considerar medidas adicionais de 
proteção contra corrosão. 
10.2 Sistemas de proteção 
Os sistemas de proteção devem atender aos seguintes requisitos: 
a) ter vida útil igual ou superior àquela prescrita para o grampo; 
 
ABNT/CB-002 
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b) não reagir quimicamente com o solo; 
c) não prejudicar a aderência entre o aço e a bainha; 
d) ser resistente às operações de montagem, transporte e instalação. 
Os métodos de controle da corrosão da armação de aço do grampo que podem ser aplicados 
isoladamente ou em conjunto, a critério do projetista, são os seguintes: 
a) consideração de redução de diâmetro útil ou espessura de sacrifício; 
b) galvanização por imersão a quente; 
c) pintura industrial; 
d) para grampos permanentes em solos agressivos, além do preenchimento e injeção da bainha, deve 
ser adotada pelo menos uma medida adicional de proteção contra a corrosão. 
10.2.1 Preenchimento e reinjeção da bainha 
A armação de aço sem tratamento adicional deve apresentar cobrimento de argamassa ou calda de 
cimento com mínimo de 20 mm, incluindo as regiões de emenda. Indica-se o uso de espaçadores 
adequados a cada 2 m, no máximo. 
Para o preenchimento da bainha, a relação água/cimento em massa deve ser de até 0,5 e resistência 
mínima à compressão de 25 MPa aos 28 dias. Para a execução das reinjeções, a relação água/cimento 
em massa deve ser de até 0,70 e a resistência mínima à compressão de 15 MPa aos 28 dias. 
10.2.2 Espessura de sacrifício da armação por corrosão superficial 
Os valores de redução da armação de aço por corrosão superficial (espessura de sacrifício) para 
definição da área útil de aço devem levar em conta a natureza do solo, o ambiente e a vida útil da obra, 
de acordo com a Tabela 2 abaixo: 
Tabela 2 - Redução por corrosão superficial da armação de aço em função do meio e da vida 
útil - Espessura de sacrifício – Valores em mm 
Meio Tipo de solo Vida útil 
5 anos 25 anos 50 anos 
 
Não 
agressivo 
Solos naturais inalterados 
0 0,30 0,60 
Aterros compactados 
(areia, silte, argila, etc.) 
0,09 
 
0,35 
 
0,60 
Aterros não compactados 
(areia, silte, argila, etc.) 
0,18 
 
0,70 
 
1,20 
 
Agressivo 
Solos naturais poluídos e 
Regiões industriais 
0,15 
 
0,75 
 
1,50 
 
ABNT/CB-002 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 18/33 
 
Solos naturais 
(pântano, turfa, solos orgânicos) 
0,20 
 
1,00 
 
1,75 
Aterros não compactados ou 
compactados (cinzas, 
escórias, etc.) 
 
0,50 
 
2,00 
 
3,25 
 
Considera-se meio agressivo o solo que apresente pH igual ou menor a 5 ou solo orgânico. 
As espessuras de sacrifício da Tabela 2 devem ser consideradas em todo o perímetro da armação de 
aço. No caso de barras de aço de seção circular, o diâmetro útil será o diâmetro nominal menos duas 
vezes a espessura de sacrifício definida na Tabela 2. 
A área útil da barra de aço, após a redução do diâmetro, não pode ser inferior a 50% de sua área original. 
10.2.3 Pintura industrial 
A proteção contra corrosão através de pintura depende da qualidade do preparo prévio da superfície do 
aço, da escolha correta da tinta, sua espessura e a qualidade da aplicação. A pintura da armação do 
grampo deverá ser feita apenas de forma industrial, segundo as diretrizes da norma ISO 12.944-5. A 
pintura anticorrosiva deverá ser mantida intacta durante todo o processo de execução do grampo 
(fabricação, transporte e instalação). 
A proteção através de pintura não é permitida para barras de aço lisas. Para barras nervuradas, deve-
se usar tinta epoxídica bi-componente, em espessuras mínimas (base seca) de 330 micrometros com 
garantia de durabilidade de até 15 anos. 
A pintura em campo não garante a proteção contra corrosão devido à falta de controle de qualidade do 
processo. 
10.2.4 Galvanização por imersão a quente 
A galvanização por imersão a quente deve seguir a norma ABNT NBR 6323 em sua última versão. Ao 
final do processo de galvanização, é necessária a etapa adicional de cromatização (ou pós-tratamento). 
A proteção contra corrosão por galvanização por imersão a quente não deve ser adotada em ambientes 
com pH menor ou igual a 5,5. 
A aplicação do zinco nas barras, pela técnica da eletrodeposição, não é permitida para os usos 
prescritos nesta Norma, pois poderão induzir a ruptura das barras por fragilização pelohidrogênio. 
A massa por unidade de área ou espessura equivalente do revestimento por galvanização por imersão 
a quente deve ser estabelecida em função da vida útil da obra. 
É permitido considerar a durabilidade da barra de aço compondo o sistema de proteção por galvanização 
por imersão a quente com o sistema de perda de aço por corrosão superficial (espessura de sacrifício). 
10.3 Proteção da cabeça do grampo 
 
ABNT/CB-002 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 19/33 
 
Para sistemas de solo grampeado com face em concreto, a cabeça do grampo pode não estar 
completamente envolvida pela injeção, após o preenchimento da bainha. São necessárias medidas 
adicionais que garantam a proteção da cabeça e do trecho de pelo menos 30 cm para dentro do terreno 
além do paramento da contenção, com cobrimento mínimo de 30 mm. Esse preenchimento adicional 
pode ser feito com injeção da cabeça, construção de mísula, aplicação de concreto projetado em cava 
e outros, desde que essas medidas sejam efetivas para a proteção da cabeça do grampo. A averiguação 
da efetividade dessas medidas pode ser feita através de uma pequena cava junto ao grampo. 
Em sistemas de solo grampeado sem face de concreto, como por exemplo com tela metálica, material 
sintético ou outros, deve ser adotada proteção através de espessura de sacrifício, galvanização por 
imersão a quente, pintura industrial ou revestimento de concreto com cobrimento de 30 mm, que 
atendam a vida útil do projeto. 
10.4 Proteção da emenda da armação do grampo 
Caso seja necessária a emenda de barras de aço na obra, essa deverá ser feita com a utilização de 
luvas apropriadas ou solda. A emenda por solda não deve ser utilizada em barras galvanizadas. Para 
solda de barras não galvanizadas, a norma ABNT NBR 6118 deverá ser observada. 
No caso em que a proteção se der somente através da espessura de sacrifício da barra de aço carbono, 
a luva deverá apresentar, de mesmo modo, dimensões tais que permitam a perda metálica sem prejuízo 
de sua resistência de projeto (Tabela 2). Quando a proteção é especificada considerando a espessura 
de sacrifício e outra forma de proteção adicional (por exemplo, galvanização por imersão a quente), a 
luva deverá ser protegida de modo semelhante à proteção aplicada para a barra. 
11 Monitoramento de obras 
O projeto definirá a necessidade e o nível de monitoramento, que poderá variar desde inspeções visuais 
periódicas até instrumentação. 
Obras mais sensíveis a deslocamentos, a critério do projetista, devem ser instrumentadas de acordo 
com especificação fornecida pelo projeto, a qual deve incluir os tipos, a disposição e a quantidade de 
instrumentos a serem utilizados, bem como a frequência e o critério de início e de interrupção das 
leituras. 
A instrumentação poderá ser instalada no início da obra, durante sua fase de construção ou pós-
construção, oferecendo subsídios para o acompanhamento do comportamento de um muro ou talude 
em solo reforçado. A análise e a interpretação do monitoramento deverão ser feitas de modo contínuo 
com base nas previsões constantes no projeto, por profissional habilitado. 
12 Sistemas de drenagem 
A drenagem é essencial para o bom desempenho de uma estrutura de contenção em solo grampeado 
e é composta por dispositivos internos e externos. O sistema de drenagem interno deve estar detalhado 
no projeto da contenção, de acordo com a concepção do projeto. O sistema de drenagem externo deve 
estar contemplado no projeto geral de drenagem do entorno ou no próprio projeto do muro ou contenção. 
Muros e contenções que não contemplem drenagem interna devem ser dimensionados considerando 
os esforços devidos a ações da água (empuxos hidrostáticos e outros). 
12.1 Sistema de drenagem interna 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 20/33 
 
A função do sistema de drenagem interna é a captação e condução de eventuais águas que atingem o 
maciço. O sistema de drenagem interna não deve permitir a captação das águas superficiais. 
São itens que podem compor o sistema de drenagem interna, concomitantemente ou de forma isolada: 
— geodrenos verticais na face, associados à saída no pé da contenção ou a saídas ao longo do próprio 
geodreno através de barbacãs; 
— barbacãs na face; 
— paramento drenante; 
— dreno sub-horizontal profundo (DHP). 
Em obras de solo grampeado, a face deve ser drenante. Excepcionalmente, em casos de face 
impermeável, o projeto deverá justificar essa opção. 
NOTA Vazamentos de tubulações e galerias nas imediações da contenção podem ocasionar fluxo 
no maciço grampeado. 
12.2 Sistema de drenagem externa ou superficial 
A função do sistema de drenagem externa é a captação e condução de águas superficiais, minimizando 
o acúmulo e infiltração no maciço. 
Reconhecendo que as contenções em solo grampeado são estruturas flexíveis, as tubulações e 
canaletas de água deverão ser analisadas à luz de deslocamentos e estanqueidade e tomadas as 
providências de projeto e execução. 
13 Manutenção de obras permanentes 
Ao término da obra, o executor deve elaborar o manual de manutenção da contenção, a ser 
encaminhado ao proprietário. Neste manual, devem contar as providências em termos de operação e 
manutenção da obra, a serem seguidas pelo proprietário, entre elas, periodicidade de inspeção geral, 
manutenção do sistema de drenagem, restrições a intervenções como escavação e sobrecargas e 
outras, que possam comprometer a segurança por desacordo com os condicionantes originais do 
projeto. 
14 Documentos do projeto 
O projeto consta de memorial de cálculo e dos respectivos desenhos executivos, com as informações 
técnicas necessárias para o perfeito entendimento e execução da obra. A entrega desses itens é 
obrigatória. 
São elementos obrigatórios dos desenhos de projeto: 
a) planta; 
b) seções transversais tipo; 
c) vista frontal com identificação individual de todos os grampos; 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/33 
 
d) método construtivo; 
e) detalhamento dos grampos (inclinação, comprimento, armação, tipo de preenchimento); 
f) detalhamento da ligação do grampo com o paramento; 
g) detalhamento do paramento; 
h) detalhamento do sistema de drenagem interna. 
 
 
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Anexo A 
(normativo) 
Ensaios de arrancamento 
A.1 Objetivo 
A execução do ensaio tem como objetivo medir o parâmetro da resistência do contato da superfície 
ligante-terreno ao longo do trecho injetado (parâmetro qs). 
A.2 Tipos de ensaio 
Esta norma prevê dois tipos de ensaios: 
— ensaio prévio: opcional para definição do parâmetro qs a partir de ensaios de campo; 
— ensaio de desempenho: obrigatório para verificação da eficácia do processo executivo adotado e 
coerência com os condicionantes de projeto. 
A.3 Aparelhagem 
Para a realização dos ensaios é prevista a seguinte aparelhagem: 
a) base de reação; 
b) cilindro (macaco) hidráulico com capacidade ao menos 10% maior que a carga última da armação 
do grampo e curso de êmbolo compatível com os deslocamentos máximos esperados entre o topo 
do grampo e o sistema de reação; 
c) manômetro com fundo de escala e leitura direta compatíveis com os incrementos de carga do 
ensaio. Alternativamente, pode ser utilizada célula de carga; 
d) sistema de medição axial de deslocamentos da extremidade do grampo com leitura direta de 0,01 
mm; 
O sistema cilindro hidráulico-bomba-manômetro deve estar calibrado por laboratório integrante da Rede 
Brasileira de Calibração (RBC) e ter certificado de calibração com prazo de vigência não superior a seis 
meses. No caso de uso de célula de carga, prazo de vigência não superior a um ano. 
A.4 Montagem 
Todo ensaio para ser considerado válido deve ser feito em grampo executado com o mesmo processo 
adotado na obra (perfuração e injeção). 
Para a realização do ensaio o grampo deve sercomposto de dois trechos: 
a) trecho livre: iniciado a partir da superfície do terreno, não deve ter aderência com o terreno e deve 
ter condição de se deformar elasticamente. O trecho livre deve ter comprimento mínimo de 1 m; 
b) trecho injetado: deve se situar na região de determinação do qs e ter ligante aderido ao grampo e 
ao terreno. 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23/33 
 
O trecho injetado deve ter comprimento adequado para verificar o valor de qs definido em projeto, sem 
comprometer a resistência do elemento estrutural da armação do grampo. É recomendado trecho 
injetado mínimo de 3 m. Caso sejam utilizados comprimentos diferentes, deve ser realizado estudo 
específico. 
A base de reação tem a finalidade de distribuir a carga aplicada no cilindro hidráulico ao terreno. Deve 
ser constituída de forma que a carga aplicada seja na direção do eixo do grampo durante todo o ensaio 
e a distribuição desta carga no terreno ocorra no mínimo a partir de 10 cm do eixo do grampo. 
O sistema de medição deve medir o deslocamento axial da extremidade do grampo e ser fixado em 
base fixa independente, não influenciada por deslocamentos ou vibrações decorrentes do processo do 
ensaio ou qualquer outra fonte. 
A.5 Locação 
O trecho injetado deve ser estar situado em uma região que represente o terreno, coerentemente com 
o modelo de cálculo adotado no projeto. 
A.6 Carga de ensaio 
A carga máxima a ser aplicada deve ser limitada à resistência de cálculo da barra de aço (𝛾f=1,0), 
conforme equação abaixo: 
Túltimo ≤ As . fyk/𝛾s 
sendo 
𝑇ú : carga última da armação do grampo utilizado no ensaio 
𝐴 : área da seção transversal da armação do grampo 
𝑓 : tensão de escoamento característica do aço empregado 
𝛾s: coeficiente de ponderação da resistência da armação do grampo; para barras de aço, 𝛾s = 1,15 
 
A armação do grampo de ensaio pode ter resistência à tração superior à armação dos grampos de 
projeto, em função da carga máxima do ensaio de arrancamento. 
A carga de ensaio deve ser a carga prevista para o arrancamento do grampo: 
𝑇𝑒𝑛𝑠𝑎𝑖𝑜 = 𝐿 . 𝜋. ∅ .. 𝑞 < 𝑇ú𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜 
sendo 
𝑇𝑒𝑛𝑠𝑎𝑖𝑜: carga máxima prevista para o ensaio 
𝐿 : comprimento ancorado do grampo ensaiado; 
∅ .: diâmetro da perfuração do grampo ensaiado; 
𝑞 : resistência da interface solo x grampo prevista em projeto 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 24/33 
 
A.7 Cálculo do qs de ensaio 
O valor do qs a ser considerado como resultado do ensaio será o definido pela fórmula a seguir: 
𝑞 = 𝑇𝑚á𝑥 / 𝐿 . 𝜋. ∅ . 
sendo: 
Tmáx = carga máxima que se manteve estabilizada no ensaio ou limitada pelo deslocamento máximo 
definido pelo projetista 
A.8 Quantidade de ensaios 
Para a verificação do parâmetro qs em ensaios prévios (opcionais), devem ser executados no mínimo 
quatro ensaios de arrancamento por região representativa do modelo de cálculo. 
Para ensaios obrigatórios de desempenho, devem ser executados ensaios em grampos de sacrifício 
que não pertençam ao conjunto da obra, em um mínimo de 1% da totalidade de grampos da obra, ou 
um mínimo de três ensaios, em região representativa. 
A.9 Execução 
Antes do início do ensaio deve ser montado cuidadosamente o sistema, constituído da placa de reação 
(de concreto, aço, madeira ou misto), do posicionamento do macaco e do sistema de medição com sua 
respectiva base independente. 
Antes de qualquer medição deve ser aplicada uma carga inicial (P0) com a finalidade de ajustar as folgas 
do sistema. Esta carga deve ser a suficiente para manter o macaco alinhado com o eixo do grampo e 
da ordem de 10% da carga máxima prevista para o ensaio. A partir da carga inicial (P0) deverão ser 
aplicadas cargas em estágios. 
Devem ser aplicados quantos estágios forem necessários para a obtenção da curva carga-
deslocamento, sendo no mínimo cinco estágios de igual carregamento (20% da carga máxima prevista 
para o ensaio - Tensaio), com tempo de 5 minutos em cada estágio e com tempo de 15 minutos para o 
último estágio. 
Caso não ocorra arrancamento do grampo até Tensaio, o ensaio deverá prosseguir com o mesmo 
critério até atingir o arrancamento ou Túltimo. 
A.10 Critério de aceitação 
O critério de aceitação deve ser aplicado individualmente para cada região geotecnicamente 
representativa. 
O critério de aceitação é atendido se todos os ensaios atingem o valor de qs especificado em projeto. 
Caso algum ensaio não atinja o valor de qs especificado em projeto, o qs dos ensaios deve ser avaliado 
segundo análise estatística. 
A média aritmética da amostra (X) é dada por: 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 25/33 
 
𝑿 =
∑ 𝑿𝒊
𝐍
 
onde 
Xi é o valor individual da amostra 
N é o número de determinações efetuadas 
O desvio padrão da amostra (S) é dado por: 
S =
∑(𝑿 − 𝑿𝒊)
𝟐
 
𝑁 − 1
 
A conformidade de qs das amostras avaliadas se dará quando: 
𝑿 = 𝑿 − 𝑲. 𝑺 ≥ 𝑳𝑰𝑬 
onde 
X é o valor testado 
K é o coeficiente de tolerância unilateral em função do número de amostras na Tabela A.1 
LIE é o limite inferior especificado 
Tabela A.1 – Valores K 
N K N K N K 
4 0,95 12 0,75 40 0,64 
5 0,89 14 0,73 50 0,63 
6 0,85 16 0,71 100 0,60 
7 0,82 18 0,70 >100 0,52 
8 0,80 20 0,69 
9 0,78 25 0,67 
10 0,77 30 0,66 
 
A.11 Reavaliação do valor de projeto 
Caso o valor de qs obtido em campo não atenda ao critério de aceitação, o projetista poderá reavaliar o 
projeto ou indicar a execução de ensaios de arrancamento adicionais para nova avaliação de qs. 
A.12 Documentação 
Os dados de campo e resultados dos ensaios devem ser devidamente anotados, arquivados e fazer 
parte do relatório de como construído (as built) da obra. 
 
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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 26/33 
 
Deve conter: 
a) metodologia executiva do grampo (método de perfuração, diâmetro, injeção); 
b) comprimentos livre e injetado; 
c) locação de cada grampo de ensaio em planta, corte e no projeto; 
d) datas de execução do grampo e do ensaio; 
e) perfil geotécnico do terreno na região do grampo; 
f) cargas inicial, de cada estágio e de arrancamento; 
g) registros de cargas e leituras; 
h) curva carga-deslocamento; 
 
 
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Requisitos de segurança para estabilidade geral 
(normativo) 
B.1 Introdução 
Este anexo aborda os requisitos de segurança para a estabilidade do tipo geral em estruturas de solo 
reforçado, para o caso de dimensionamento através do Método de Fator de Segurança Global. 
B.2 Requisitos mínimos de estabilidade geral 
A verificação da estabilidade geral de estruturas de solo reforçado através do método de fator de 
segurança global deverá ser efetuada através de métodos consagrados em mecânica dos solos 
baseados no equilíbrio limite. Esta verificação deverá levar em conta todas condicionantes geológicas, 
geométricas, de sobrecarga, de interferências no entorno e outras. 
O projeto deverá ser enquadrado em uma das classificações de nível de segurança contra a perda de 
vidas humanas, conforme a Tabela B.1, e contra danos ambientais e materiais, conforme a Tabela B.2. 
Tabela B.1 – Nível de segurança desejado contra a perda de vidas humanas 
Nível de segurança Critérios 
Alto Áreas com intensa movimentação e/ou permanência de 
pessoas: 
Via principal de ferrovias e rodovias de tráfego intenso. 
Vias públicas de centros urbanos. 
Edificações ocupadas (ex.: residências, escolas, estádios, 
prédios comerciais, industrias e fábricas). 
Construções e/ou áreas com bens ou produtos perigosos (ex.: 
barragens de água e rejeito). 
Médio Áreas com movimentação e permanência restrita de pessoas: 
Fora da via principal de ferrovias e rodovias de tráfego 
intenso. 
Via principal de ferrovias e rodovias de tráfego moderado. 
Vias de serviço. 
Áreas de espera de serviçospúblicos em centros urbanos 
(ex.: plataformas de trem e metrô, pontos de ônibus). 
Instalações de edificações (ex.: estacionamentos, vias 
internas, áreas de lazer). 
 
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Baixo Áreas com movimentação e permanência eventual de 
pessoas: 
Vias de ferrovias e rodovias de tráfego reduzido. 
Vias rurais. 
Áreas públicas abertas em centros urbanos (ex.: praças, 
estacionamentos, parques). 
Obras rurais. 
Obras temporárias com circulação restrita de pessoas e com 
equipe de obra e/ou monitoramento em operação. 
 
 
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Tabela B.2 – Nível de segurança desejado contra danos materiais e ambientais 
Nível de segurança Critérios 
 
 
Alto 
Danos materiais: Locais próximos a propriedades de alto valor 
histórico, social ou patrimonial, obras de grande porte e áreas 
que afetem serviços essenciais por elevado período de tempo. 
Danos ambientais: Locais sujeitos e acidentes a acidentes 
ambientais graves (ex.: oleodutos, aterros sanitários, 
barragens de rejeito). 
 
Médio 
Danos materiais: Locais próximos a propriedades de valor 
moderado, vias e estradas principais de acesso e áreas que 
afetem serviços essências por curto período de tempo 
Danos ambientais: Locais sujeitos a acidentes ambientais 
moderados (ex.: vias com circulação de produtos perigosos e 
fábricas de produtos químicos tóxicos próximos a áreas de 
proteção ambiental). 
 
Baixo 
 
Danos materiais: Locais próximos a propriedades de valor 
reduzido e vias e estradas secundárias de acesso. 
Danos ambientais: Locais sujeitos a acidentes ambientais 
reduzidos. 
 
Tabela B.3 – Fatores de segurança mínimos para estabilidade geral 
Nível de segurança contra 
danos a vidas 
humanas 
Nível de 
segurança contra 
danos materiais e ambientais 
 
Alto 
 
Médio 
 
Baixo 
Alto 1,5 1,5 1,4 
Médio 1,5 1,4 1,3 
Baixo 1,4 1,3 1,2 
 
O enquadramento nos casos previstos nas Tabelas B.1 e B.2 deve ser justificado pelo engenheiro civil 
geotécnico. O enquadramento dos níveis de danos materiais e ambientais deverá sempre atender as 
exigências dos órgãos públicos competentes e da legislação vigente. A classificação dos custos dos 
danos materiais e ambientais deverá ser feita em comum acordo com o contratante do projeto. 
 
 
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ANEXO C – METODOLOGIA DE INJEÇÃO OU REINJEÇÃO DOS GRAMPOS 
(Informativo) 
C.2.2 Injeção ou reinjeção 
A injeção ou reinjeção dos grampos por setores se dá por meio de tubos sintéticos perdidos (de 10 a 16 mm) que 
são instalados juntamente com as barras de aço. É executada em fase única, medindo-se a pressão de injeção e 
o volume injetado. A injeção dos grampos corrige eventuais defeitos da bainha, elimina quaisquer vazios originados 
pela exsudação da calda e aumenta o confinamento do maciço do entorno do grampo, podendo melhorar seus 
parâmetros geotécnicos. O processo melhora a resistência na interface ligante-solo e, consequentemente, a 
resistência ao arrancamento dos grampos. 
Os tubos tem as pontas fechadas e são fragilizados em pontos determinados ao longo de seu comprimento, 
vulgarmente designados de válvulas, em locais onde se pretende injetar uma nova fase de injeção de ligante. Os 
pontos fragilizados são aqueles onde foram feitos furos ou rasgos no tubo de reinjeção, protegido apenas com 
uma fita gomada, ou similar, para isolar o interior do tubo da bainha na fase de confecção da bainha. Após a pega 
e início de ganho de resistência da bainha é feita uma reinjeção pela boca do tubo adicional, que se romperá nos 
pontos de fragilidade onde o ambiente a sua volta for mais frágil e liberará o fluido ligante. Não há como controlar 
a válvula que se abrirá: pode ser apenas uma, todas ou algumas. 
 
 A Figura C.1 ilustra um grampo com mecanismo de reinjeção. 
 
Fig. 1-Desenho esquemático com mangueiras de injeção setorizadas. 
Em maciços de menor competência pode haver fraturamento hidráulico, com o ligante penetrando nas fraturas 
criadas distanciando-se do grampo. Nestes casos, que não são comuns devido a relativa baixa pressão de 
reinjeção em grampos, o terreno circundante pode ter suas propriedades melhoradas. 
A pressão a ser aplicada geralmente é baixa e sem controle, uma vez que o tubo de reinjeção utilizada e a conexão 
com a mesma não são adequadas para resistir pressões hidrostáticas elevadas. 
Desta forma, para permitir que as válvulas se abram, a injeção deve ser aplicada logo após o período de inicio de 
pega do fluido ligante, em até 12 horas a depender do tipo de cimento e temperatura, para haver garantia da 
abertura das válvulas; caso contrário o processo pode não ser possível após a calda da bainha ganhar mais 
resistência, principalmente em maciços mais resistentes. 
 
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Cada tubo de injeção aceita somente uma fase de injeção e deve ficar preenchidos de calda após o procedimento. 
Como a abertura de válvulas é aleatória, podem ser utilizados 2 ou 3 tubos com válvulas apenas com válvulas em 
trechos pré-definidos, para direcionar as injeções a segmentos do grampo, injetando um tubo de cada vez. 
Fica a critério do executor definir a distância entre válvulas, o número de tubos de injeção, o momento da injeção 
e a pressão a ser aplicada. 
Ressalta-se que nos locais em que a reinjeção é feita, mas não há absorção de calda pelo maciço ou onde é 
notado refluxo imediato na boca do furo após o início da injeção, não tem efeito no aumento da resistência ao 
arrancamento. 
A Figura 2 resume o processo. 
C.2.3 Como fluido de perfuração 
Este caso é específico quando é utilizado o grampo autoperfurante conforme item 4.2. 
Neste processo a fase de perfuração e instalação de sua armação se dá num único processo e o material ligante, 
com sua dosagem definitiva, deve obrigatoriamente ser aplicado no final da perfuração até que o ligante 
extravasado pela boca do furo esteja visualmente isento de resíduos da perfuração e com a consistência do ligante 
injetado. 
Como fluido de perfuração a calda pode ter uma dosagem bastante fluida, traço 1:1 por exemplo, ou mesmo ser 
utilizado outro fluido de perfuração como água, entretanto no final do furo deve ser utilizada a mesma calda 
indicada para a bainha e ser garantido o preenchimento de toda a bainha com esta calda. 
C. 3 Dosagem do ligante 
Para injeção da bainha é conveniente usar uma calda mais densa, com traço de 0,5. 
Para reinjeção a calda pode ser mais fluida que a da bainha, ter traço de 0,7 por exemplo, para ter maior eficiência 
no rompimento dos pontos de fragilidade do tubo de injeção e no preenchimento de vazios. 
Como referência a resistência da calda aos 28 dias deve ser maior que 15 Mpa. 
 
 
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Figura 2-Desenho esquemático de todas as fases de construção de um grampo com tubos setorizados. 
 
C.4 Processos de melhoria da eficiência da bainha 
Entende-se como processos de melhoria da eficiência da bainha, os procedimento executivos que tem 
como finalidade aumentar a resistência ao arrancamento dos grampos (qs). 
São fatores que melhoram a resistência ao arrancamento dos grampos: 
 - Adoção do menor tempo possível entre o termino da perfuração e a injeção da bainha; 
 - Preenchimento dos vazios decorrentes da retração; 
 
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 - Adoção de tecnologia do cimento para inibir a retração ou promover expansão; 
 - Aumentar a pressão efetiva definitiva entre a bainha e o terreno adjacente. 
Podem ser utilizados a reinjeção, a injeção na cabeça do revestimento durante a retirada deste ou 
utilização de calda ou argamassa com aditivo inibidor de retraçãoou outra tecnologia de cimento como 
procedimentos para melhoria da resistência ao arrancamento. 
C.5 Comprovação da melhoria da resistência ao arrancamento 
A comprovação da melhoria da resistência ao arrancamento obtida por qualquer processo somente pode 
ser definido por meio de ensaios de arrancamento, seguindo os critérios preconizados nesta norma, cujo 
resultado prevalece sobre todos os outros fatores envolvidos.

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