Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
Introdução ao Sistema Imune 
Nomenclatura, Propriedades Gerais e 
Componentes 
A imunidade é definida como a resistência à 
doença, especificamente à doença infecciosa. O 
conjunto de células, tecidos e moléculas que 
medeiam a resistência a infecções é chamado de 
sistema imune, e a reação coordenada destas 
células e moléculas aos microrganismos infecciosos 
compreende uma resposta imune. 
A resposta imune é a maior barreira para o sucesso 
dos transplantes de órgãos, onde é muitas vezes 
utilizada para tratar a insuficiência do órgão. 
 
Imunidade inata e adaptativa 
A imunidade inata, também chamada de imunidade natural ou nativa, está sempre presente em indivíduos saudáveis 
(daí o termo inato), preparada para bloquear a entrada de microrganismos e para eliminar rapidamente os 
microrganismos que consigam entrar nos tecidos do hospedeiro. A imunidade adaptativa, também chamada de 
imunidade específica ou imunidade adquirida, requer a expansão e diferenciação de linfócitos em resposta aos 
microrganismos antes que ele possa fornecer uma defesa eficaz; isto é, ele se adapta à presença dos microrganismos 
invasores. 
Principais mecanismos 
de imunidade inata e 
adaptativa: Os 
mecanismos da 
imunidade inata 
fornecem a defesa 
inicial contra infecções. 
Alguns mecanismos (p. 
ex., as barreiras 
epiteliais) evitam 
infecções, e outros 
mecanismos (p. ex., 
fagócitos, células 
natural killer [NK] e 
outras células linfoides 
inatas [ILCS], o sistema 
complemento) 
eliminam os 
microrganismos. As 
respostas imunes 
adaptativas 
desenvolvemse mais tarde e são mediadas por linfócitos e os seus produtos. Os anticorpos bloqueiam as infecções e eliminam os microrganismos, 
e os linfócitos T destroem os microrganismos intracelulares. As cinéticas das respostas imunes inata e adaptativa estão aproximadas e podem 
variar em diferentes infecções. 
Na imunidade inata, a primeira linha de defesa é fornecida por barreiras epiteliais da pele e tecidos da mucosa e por 
células e antibióticos naturais presentes no epitélio, os quais funcionam para bloquear a entrada dos microrganismos. 
s. Além de fornecer a defesa precoce contra infecções, as respostas imunes inatas amplificam as respostas imunes 
adaptativas contra os agentes infecciosos. 
O sistema imune adaptativo consiste em linfócitos e nos seus produtos (como os anticorpos) e funciona para aumentar 
consideravelmente esses mecanismos antimicrobianos da imunidade inata. 
 
2 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
Tipos de imunidade adaptativa 
Os dois tipos de imunidade adaptativa, 
chamados de imunidade humoral e 
imunidade celular 
• A imunidade humoral é mediada 
por proteínas chamadas de 
anticorpos, os quais são 
produzidos por células chamadas 
de linfócitos B. 
• Alguns linfócitos T ativam os 
fagócitos para destruir 
microrganismos que foram 
ingeridos pelos fagócitos para 
vesículas intracelulares. Os outros 
linfócitos T eliminam qualquer 
tipo de células hospedeiras que 
estão abrigando os 
microrganismos infecciosos no 
citoplasma. 
 
 
 
Propriedades das respostas imunes adaptativas 
 
• Especificidade: Garante que antígenos distintos produzam respostas específicas. 
• Diversidade: Permite que o sistema imune responda a uma grande variedade de antígenos. 
• Memória: Leva a respostas reforçadas em 
exposição repetidas aos mesmos antígenos. 
O sistema imune adaptativo monta as maiores 
e mais eficazes respostas às exposições 
repetidas para um mesmo antígeno. A resposta 
para a primeira exposição ao antígeno, 
denominada resposta imune primária, é 
iniciada pelos linfócitos chamados linfócitos 
imaturos que estão encontrando aquele 
antígeno pela primeira vez. Os encontros 
subsequentes com o mesmo antígeno levam a 
respostas chamadas de respostas imunes 
secundárias, que geralmente são mais rápidas, 
amplas e mais capazes de eliminar o antígeno 
que as respostas primárias. 
• Expansão clonal: Aumenta o número de linfócitos específicos a partir de um pequeno número de linfócitos 
imaturos. 
• Especialização: Gera respostas ideais para a defesa contra diferentes tipos de microrganismos. 
• Contração e homeostase: Permite que o sistema imune responda aos antígenos recém-encontrados. 
• Não reatividade ao próprio: Evita lesões ao hospedeiro durante a resposta a antígenos. 
 
 
3 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
As células do sistema imune 
Linfócitos 
São as únicas células que produzem receptores específicos clonalmente distribuídos para diversos antígenos e são os 
principais mediadores da imunidade adaptativa. 
 
As células B expressam formas de anticorpos de membrana que servem como os receptores que reconhecem os 
antígenos e iniciam o processo de ativação das células. 
Os linfócitos T são responsáveis pela imunidade celular. Os receptores de antígenos da maioria dos linfócitos T 
reconhecem apenas fragmentos peptídicos de antígenos de proteína que estão ligados a moléculas de apresentação 
de peptídeos especializadas, chamadas de complexo principal de histocompatibilidade (MHC). Entre os linfócitos T, as 
células T CD4 + são chamadas de células T auxiliares porque ajudam os linfócitos B a produzirem anticorpos e auxiliam 
os fagócitos na destruição dos 
microrganismos ingeridos. Os 
linfócitos T CD8 + são chamados de 
linfócitos T citotóxicos. 
Todos os linfócitos são originados de 
células-tronco da medula óssea. Os 
linfócitos B amadurecem na medula 
óssea e os linfócitos T amadurecem 
em um órgão chamado timo. Estes 
locais nos quais os linfócitos maduros 
são produzidos (gerados) são 
 
4 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
chamados de órgãos linfoides primários. Os linfócitos maduros deixam os órgãos linfoides primários e entram na 
circulação e nos órgãos linfoides secundários, onde podem encontrar o antígeno para o qual eles expressam receptores 
específicos. 
As Células Apresentadoras de Antígenos (APC) 
São células especializadas localizadas no epitélio que capturam os antígenos, os transportam para os tecidos linfoides 
periféricos e os apresentam aos linfócitos. As células dendríticas capturam os antígenos de proteína dos 
microrganismos que entram através do epitélio e transportam os antígenos para os gânglios linfáticos regionais, nos 
quais as células dendríticas apresentam as porções dos antígenos para reconhecimento por linfócitos T. As células 
dendríticas são as APC mais eficazes para iniciar as respostas de células T. 
 
Os tecidos do sistema imune 
Consistem nos órgãos linfoides primários, nos quais os linfócitos T e B amadurecem e se tornam competentes para 
responder aos antígenos, e nos órgãos linfoides secundários, em que são iniciadas as respostas imunes adaptativas aos 
microrganismos 
 
Órgãos Linfoides Secundários 
Consistem em: nódulos linfáticos, baço e os sistemas imunes da mucosa e cutâneos, são organizados de forma que 
promovam o desenvolvimento de respostas imunes adaptativas. 
• Os principais órgãos linfoides secundários são: 
o Gânglios linfáticos: são agregados nodulares encapsulados de tecidos linfoides localizados ao longo 
dos canais linfáticos em todo o corpo 
o Baço: é um órgão abdominal altamente vascularizado que tem o mesmo papel nas respostas imunes 
a antígenos transmitidas pelo sangue, como a de linfonodos nas respostas aos antígenos de origem 
linfática. Os antígenos transmitidos pelo sangue são capturados e concentrados por células dendríticas 
e macrófagos no baço. 
o O sistema imune cutâneo e o sistema imune da mucosa: são coleções especializadas de tecidos 
linfoides e APC localizados ao redor do epitélio da pele e dos sistemas gastrintestinal e respiratório, 
respectivamente. 
 
Dentro dos órgãos linfoides secundários, os linfócitos T e 
os linfócitos B são segregados em diferentes 
compartimentosanatômicos. Nos nódulos linfáticos, as 
células B são concentradas em estruturas discretas, 
chamadas folículos, localizadas em torno da periferia, ou 
córtex, de cada nodo. Se as células B de um folículo 
recentemente responderam a um antígeno, este folículo 
pode conter uma marcação na região central chamada de 
centro germinal. Os linfócitos T são concentrados fora, mas 
adjacente para os folículos, na região do paracórtex. Os 
folículos contêm os FDC descritos anteriormente, que 
estão envolvidos na ativação das células B, e o paracórtex 
contém as células dendríticas que apresentam antígenos 
aos linfócitos T. No baço, os linfócitos T estão concentrados 
nas bainhas linfoides periarteriolares que circundam as 
pequenas arteríolas, e as células B residem nos folículos. 
 
 
5 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
Recirculação de Linfócitos e Migração para os Tecidos 
Os linfócitos imaturos circulam constantemente entre o sangue e os órgãos linfoides secundários, onde eles podem 
ser ativados por antígenos para se tornarem células efetoras, e os linfócitos efetores migram dos tecidos linfoides para 
os locais de infecção, onde os microrganismos são eliminados. 
• Os linfócitos T imaturos que amadureceram no timo e entraram na circulação migram para os linfonodos, onde 
podem encontrar os antígenos que são trazidos para os linfonodos através dos vasos linfáticos que drenam os epitélios 
e os órgãos parenquimatosos. 
• No nódulo linfático, se uma célula T reconhece especificamente um antígeno de uma célula dendrítica, estas células 
T formam conjugados estáveis com as células dendríticas e são ativadas. 
• As células efetoras que são geradas com a ativação das células T migram preferencialmente para os tecidos infectados 
por microrganismos, onde os linfócitos T desempenham a sua função de erradicar a infecção. 
• Os linfócitos B que reconhecem e respondem aos antígenos nos folículos dos nódulos linfáticos diferenciam-se em 
células secretoras de anticorpos, que tanto podem permanecer nos gânglios linfáticos ou migrar para a medula óssea. 
• As células T de memória consistem em diferentes populações; algumas células recirculam através dos nódulos 
linfáticos, onde podem montar respostas secundárias para os antígenos capturados, e outras células migram para locais 
de infecção, nos quais podem responder rapidamente para eliminar a infecção. 
 
Migração dos linfócitos T: Linfócitos T imaturos migram do sangue através das vênulas altas do endotélio para as zonas das células T dos nodos 
linfáticos, em que as células são ativadas por antígenos. As células T ativadas saem dos nodos, entram na corrente sanguínea e migram para os 
tecidos periféricos preferencialmente em locais de infecção e inflamação. 
Visão geral das respostas imunes aos microrganismos 
Resumo das principais características das respostas imunes aos microrganismos com foco na função fisiológica do 
sistema imune – defesa contra as infecções. 
A Resposta Imune Inata Precoce aos Microrganismos 
Em indivíduos saudáveis e não infectados, o sistema imune inato é a defesa constante contra as infecções por 
organismos microbianos em nosso ambiente e contra organismos comensais que vivem em nossas barreiras epiteliais, 
incluindo a pele e as barreiras de mucosas (pulmão, sistema gastrintestinal, sistema urogenital). 
As duas formas principais com que o sistema imune inato lida com os microrganismos são induzindo a inflamação e 
através de mecanismos antivirais. A inflamação, que é desencadeada por todas as classes de microrganismos, é o 
recrutamento dos leucócitos circulantes do sangue e as proteínas plasmáticas diferentes para os locais de infecção, 
onde sua função é destruir os microrganismos e reparar o tecido danificado. Várias citocinas diferentes estão 
 
6 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
envolvidas na resposta inflamatória. Os mecanismos antivirais tornam as células hospedeiras inabitáveis para as 
infecções virais e para a reprodução. Essas respostas inatas são muitas vezes suficientes para evitar a infecção dentro 
dos tecidos ou sangue. 
A Resposta Imune Adaptativa 
 
O sistema imune adaptativo utiliza as 
seguintes estratégias para combater a 
maioria dos microrganismos: 
• Os anticorpos secretados se 
ligam a microrganismos 
extracelulares, bloqueiam a sua 
capacidade para infectar células 
hospedeiras e promovem a sua 
ingestão e subsequente 
destruição pelos fagócitos. 
• Os fagócitos ingerem os 
microrganismos e os destroem, 
e as células T auxiliares 
melhoram as habilidades 
microbicidas dos fagócitos. 
• As células T auxiliares recrutam 
os leucócitos para destruir 
microrganismos e melhoram a 
função barreira epitelial para impedir a entrada de microrganismos. 
• Os linfócitos T citotóxicos matam as células infectadas pelos microrganismos. As respostas imunes adaptativas 
se desenvolvem em etapas, cada uma das quais corresponde a reações particulares de linfócitos 
(1) Início da Resposta Imune Adaptativa: Se um microrganismo passar pelas defesas iniciais do sistema imune inato, 
o sistema imune adaptativo é alertado e responde 
(2) Captura e Apresentação dos Antígenos Microbianos: o sistema imune recolhe os antígenos a partir dos locais de 
infecção teciduais ou do sangue e os entrega aos órgãos linfoides secundários, por meio do qual os linfócitos imaturos 
circulam. 
Os antígenos proteicos são também reconhecidos pelos linfócitos B nos folículos linfoides dos órgãos linfoides 
secundários. Os polissacarídeos e os outros antígenos não proteicos são capturados nos órgãos linfoides e são 
reconhecidos pelos linfócitos B, mas não pelas células T. 
(3) A Imunidade Mediada por Células: a Ativação dos Linfócitos T e a Eliminação dos Microrganismos Associados às 
Células: Quando ativados por antígenos e coestimuladores nos órgãos linfoides, as células T imaturas secretam 
citocinas que funcionam como fatores de crescimento e respondem às outras citocinas secretadas por células 
dendríticas. A combinação dos sinais (antígeno, coestimulação e citocinas) estimula a proliferação das células T e a sua 
diferenciação em células T efetoras. 
(4) A Imunidade Humoral: Ativação dos Linfócitos B e a Eliminação dos Microrganismos Extracelulares: Quando 
ativados, os linfócitos B proliferam e, em seguida, diferenciam-se em células do plasma que secretam diferentes classes 
de anticorpos com funções distintas. Muitos antígenos não proteicos, tais como polissacarídeos e lipídeos, apresentam 
múltiplos determinantes antigênicos idênticos (epítopos), que são capazes de se ligar a muitas moléculas de receptores 
de antígenos em cada célula B e iniciar o processo de ativação das células B. Os antígenos proteicos são geralmente 
dobrados e não contêm múltiplos epítopos idênticos; consequentemente, eles não são capazes de se ligar 
simultaneamente a muitos receptores de antígeno e a resposta total de células B a antígenos proteicos requer a ajuda 
de células T CD4 +. 
 
7 LORENA NEVES – IMUNOPATOLOGIA (INTRODUÇÃO AO SISTEMA IMUNE) 
O Declínio das Respostas Imunes e a Memória Imunológica 
A maioria dos linfócitos efetores induzidos por um patógeno infeccioso morre por apoptose após o microrganismo ser 
eliminado, retornando, assim, o sistema imune para o estado de repouso basal, chamado de homeostase. A ativação 
inicial dos linfócitos produz células de memória com vida longa, que podem sobreviver por anos após a infecção e são 
capazes de montar respostas rápidas e robustas para um encontro repetido com o antígeno.

Mais conteúdos dessa disciplina